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CORRIDA - Calcanhar ou ponta dos pés?


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9 respostas a este tópico

#1 Anninha01

Anninha01

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Postado 28 julho 2005 - 06:20

Olááááá

Estou começando a correr e tenho algumas dúvidas.
- O que deve tocar o chão primeiro. O calcanhar, a ponta dos pés ou o pé inteiro? (li orientação diferentes em diferentes sites). Para mim, é mais confortável tocar primeiro com a ponta dos pés...
- Posso caminhar e correr todos os dias por 30 minutos (segunda a sexta), sem descanso dentre os dias?


Obrigada!
bjossss,
Anna :wink:

1mr

#2 Gatuno

Gatuno

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Postado 28 julho 2005 - 08:20

Conforme vc aumenta a velocidade vc tende a encostar só a ponta do pé mesmo, nao está errado, mas não acredito q vc corra nesssa velocidade por 30 minutos 8), então procura ter um bom calçado e encostar o calcanhar primeiro, mas nada q nao seja naturalmente....

é isso né? não prestava mta atençao em atletismo haha =P

#3 Anninha01

Anninha01

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Postado 28 julho 2005 - 09:57

Então Gatuno, estou seguindo um programa progressivo que intercala corrida e caminhada e vai aumentando aos poucos.
Mas quando faço o tempo de corrida, sinto que é mais confortável usar a ponta dos pés. Apesar disso, fico preocupada de estar fazendo errado e correr risco de sofrer alguma lesão.

Mais alguém aí manja de corrida?

Afinal... ponta dos pés ou calcanhar? =)

bjinhosss 8)

#4 Visitante__*

Visitante__*
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Postado 28 julho 2005 - 10:07

5 passos para iniciantes
Marcello Butenas, coordenador técnico do programa de corrida da paulistana Fórmula Academia, conta como deve ser um treino básico para quem quer começar

Como a corrida é uma evolução da caminhada, é com ela que se deve começar. A idéia é caminhar de 30 a 45 minutos pelo menos três vezes por semana, durante 15 dias. Antes e depois de caminhadas ou corridas, é preciso reservar de 5 a 10 minutos para alongar pernas e braços.


Depois de duas semanas, passa-se a correr durante os últimos 3 minutos da caminhada. O ideal é repetir isso até que se consiga correr confortavelmente os 3 minutos finais.


A partir daí, a idéia é manter os 30 a 45 minutos de treino, três vezes por semana. Só que é hora de alternar 2 minutos de caminhada com 2 de corrida.


Conforme o fôlego permitir, aumentam-se os períodos de corrida, até chegar a 15 minutos, intercalados com 15 de caminhada.


Quando correr 15 minutos já parecer algo confortável, é hora de aumentar o período, primeiro para 18 minutos, depois para 20, 23, 25, 27 e, finalmente, 30. Aqui, o novo atleta já terá bom fôlego, mas precisará de orientação profissional para aumentar a carga do treino sem riscos.



Corrida segura
Dicas da nutricionista Rafaela Soares de Oliveira, da Academia Companhia Athletica - Unidade Morumbi, em São Paulo, e do técnico de corrida e triathlon Marcello Butenas

O QUE VESTIR E CALÇAR
O ideal é escolher roupas próprias para a prática de corrida. Diversas marcas esportivas oferecem modelos de shorts, camisetas, tops e meias capazes de deixar o corpo bem livre. Normalmente, são peças feitas de microfibra, tecido leve e macio que facilita a transpiração. Os tênis também devem ser específicos, com amortecimento adequado à modalidade e ao tipo de pisada do praticante. São três perfis: pronador (quem pisa 'para dentro'); supinador (quem pisa 'para fora'); e neutro (quem não possui desvio no apoio dos pés). É possível conseguir orientação nas lojas especializadas.
O QUE COMER
Antes de cada treino, o recomendável é ingerir carboidrato, que fornece energia. O tipo de alimento vai depender do horário. De um modo geral, comidas sólidas ou pastosas são mais indicadas, pois líquidos geram refluxo. Se a corrida é de manhã, bastam duas bananas 20 minutos antes. Se o treino é depois das 20 horas e a pessoa apenas almoçou, ela deve comer um sanduíche do tipo saudável e um copo de suco de soja ou iogurte de frutas duas horas antes, e frutas secas ou in natura 30 minutos antes. Depois do exercício, carboidrato com proteína. Um sanduíche de pão integral com peito de peru, queijo branco e salada, mais um suco de fruta, é uma ótima pedida.
QUANTO DE ÁGUA
Hidratar-se é preciso, mas com equilíbrio. Caso contrário, o estômago ficará muito cheio e o corpo, pesado, o que faz o rendimento despencar. Cerca de duas horas antes de correr, é recomendável começar a beber, aos poucos, de 600 a 800 ml de água. Durante a prática em si, a cada 20 minutos de suor é preciso consumir 150 ml. Depois do exercício, aí, sim, o corpo deve ser fartamente hidratado. Essa reposição pode ser feita com água ou isotônico (bebida que se propõe a repor os sais minerais perdidos com o suor). A cada 500 g de perda de peso no exercício aconselha-se ingerir em torno de 500 ml de líquido. Por exemplo, se a perda foi de 1 kg, o corpo deverá receber 1 litro em um período de até seis horas após a corrida.



O treinamento para a corrida segue princípios básicos que envolvem fazer tipos de treinos diferentes durante a semana, descansar e, principalmente, não sair “acabado” todos os dias.
Ou seja, nem sempre é para chegar ao limite, muito menos para ultrapassá-lo com freqüência. Pode parecer precaução demais, mas não é: os excessos levam à queda de rendimento, a lesões ou ao temido overtraining. Para facilitar que você identifique seus eventuais erros, dividimos os exageros em quatro categorias.

Excessos de volume de treino
Não importa se você segue uma planilha feita por um técnico, por você mesmo ou alguma sugerida em uma revista especializada: você não terá benefícios se correr mais que o planejado para um treino. E, pior, provavelmente vai desenvolver alguma lesão, como inflamações e fraturas.

:: Correr a mais: existem aqueles corredores que fazem sempre o dobro da planilha, aqueles que aumentam alguns quilômetros do treino longo “só para garantir” e outros que, “estando num dia bom”, resolvem continuar mesmo depois de encerrado o que a planilha - ou a intenção inicial - determina. “A pessoa precisa entender que um treino não é isolado, existe um planejamento. É necessário obedecer ao volume indicado neste treino para que não fique desproporcional aos outros da semana. Í Sem contar que, se a pessoa correr a mais hoje, não consegue fazer a progressão de volume na semana seguinte”, destaca Fábio Rosa, coordenador técnico da MPR Assessoria Esportiva e pós-graduado pelo Centro de Alto Rendimento de Barcelona.

:: Aumentar o aquecimento ou o desaquecimento: geralmente os treinos de corrida começam com um aquecimento (um trote leve) de cinco a dez minutos. “É comum o corredor achar que o treino está muito pequeno e fazer meia hora de aquecimento”, conta Fábio Rosa. “Há pessoas que correm até o local do treino, fazem um treino longo e ainda voltam pra casa correndo”, exemplifica Luis Tavares, diretor técnico da equipe de corrida Tavares, pós-graduado em treinamento esportivo pela FMU.

“O aquecimento tem uma função fisiológica: quando começa o exercício, o corpo precisa desse tempo para fornecer oxigênio em quantidade adequada para a corrida.Í Se partir em intensidade muito alta, vai ter um déficit de oxigênio e se cansar mais rápido”, explica Antonio Sergio Tebexreni, médico cardiologista, especializado em fisiologia do exercício, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico do Laboratório Fleury. “Por outro lado, Í prolongar essa fase inicial é bobagem - você estará treinando abaixo do limiar que deveria e não terá melhora nenhuma de condicionamento”, alerta.

:: Correr em apenas um tipo de terreno: Ífazer todos os treinos em asfalto prejudica as articulações e os músculos, porque superfícies muito duras geram um impacto de até 2,5 vezes o seu peso durante a corrida. O ideal é fazer cerca de 30% da quilometragem semanal em solos de terra batida ou grama.

Excessos de intensidade
Um princípio básico de fisiologia: quanto mais alta sua freqüência cardíaca (FC) durante o exercício, mais energia você gasta e mais riscos você corre. “Quando o corredor faz treinos de intensidade - em que sai da zona de conforto (exercício aeróbio) e trabalha também de forma anaeróbia - tem que respeitar alguns limites de duração e de intensidade”, diz Tebexreni.

O padrão ideal de rendimento cardiovascular está entre 60% e 85% da FC máxima (esta pode ser medida em um exame ergoespirométrico). Nessa faixa, o exercício é seguro e eficiente.

É possível aplicar uma sobrecarga maior - desde que por um tempo limitado - nos treinos de intensidade (tiros, intervalados). O limite, nesse caso, é o segundo limiar, que chega às vezes até 95% da FCmáx, mas sempre com cautela. “Nesse ponto ou acima, o coração bate mais rápido e não tem tempo de encher de sangue e esvaziar adequadamente”, explica Tebexreni. Í Ele alerta que, caso a pessoa tenha algum problema na artéria coronária - aquela que irriga o próprio coração -, o músculo cardíaco não vai receber sangue suficiente para manter as contrações. Isso pode levar a uma arritmia, parada cardíaca ou a um enfarto. “Muitos pacientes descobrem problemas cardíacos ocultos quando forçam demais a intensidade do exercício”, conta o cardiologista.

Outros problemas relacionados ao excesso de intensidade são fadiga muscular e lesões, como distensões e rupturas (veja tabela). Abaixo os exageros mais comuns de intensidade.

:: Correr com FC mais alta que a programada: ocorre tanto nos treinos longos quanto nos de intensidade. A pessoa acha que, forçando um pouco mais, terá condicionamento mais rápido, o que não é verdade. “Se ela correr acima da FC estipulada, não terá nenhum benefício na prática”, afirma Tebexreni. Í Ainda, a recuperação do organismo após o exercício será mais lenta.

:: Correr mais tempo que o programado em FC alta: um caso comum é o treino intervalado. O corredor deveria fazer, por exemplo, 2min fortes, 2min fracos. Mas, como demora para acelerar, acaba fazendo 2min30s fortes e 2min fracos. “Já não é o mesmo treino”, alerta Fábio. Manter a FC alta por períodos longos também não traz benefícios e, pior, pode levar a um desarranjo metabólico do organismo. Í Em freqüência alta, o corpo, além de queimar gorduras e carboidratos, consome proteínas, o que prejudica a recuperação dos músculos. Mais que isso, o corredor produz energia tanto em processo aeróbio (com uso de oxigênio e limpeza do ácido láctico/ carbônico na expiração) como em processo anaeróbio (sem oxigênio nem limpeza). Quando há mais ácido carbônico no sangue, o cérebro ordena que o pulmão trabalhe mais e a pessoa fica ofegante. “Chega um ponto em que é impossível eliminar tanto ácido (na forma de gás carbônico) e a pessoa vai pregar”, conta o cardiologista.

:: Dar mais tiros que o necessário: também não traz benefícios e desrespeita a progressão de treinos da semana seguinte.

:: Fazer o tiro em velocidade maior que a pedida: “há treinos em que se estabelece que o atleta deve fazer tiros de 400m em 1min30s. O corredor acha que está bem e faz em 1min20s. Ele não está treinando o ritmo que vai fazer na prova, não adianta”, alerta Tavares. Í “Em longo prazo, isso leva à fadiga muscular ou a lesões”, diz Celso Gomes, ortopedista especializado em esportes pela USP, diretor do Sports Medicine e Laboratório do Pé (RS).

:: Chegar sempre ao limite: querer sentir as pernas queimarem, “o coração na garganta”: nem todos os treinos são feitos para a pessoa atingir seu limite físico. “A maioria, inclusive, deve ser confortável”, afirma Tebexreni. “As pessoas, infelizmente, ainda têm a sensação de que o treino foi bom quando estão cansadas, doloridas. Não é nada disso”, afirma Fábio Rosa. Í “E não ache que você está se superando só porque seu coração está batendo demais. Você não tem benefícios e ainda está se colocando em risco”, alerta o médico.

:: Repetir o treino de intensidade no mesmo dia: alguns acham que não foram bem no treino que fizeram pela manhã e resolvem repeti-lo à tarde. Í“Se você não respeitar o tempo de recuperação do corpo (de 48h a 72h para treino de intensidade), não terá benefícios e pode se machucar”, diz Celso Gomes.

:: Correr com muito calor: “já ouvi pessoas dizerem que treinam sob sol forte para ficarem mais condicionadas”, diz Fábio. “Esses treinos só são válidos caso a pessoa vá competir no calor. Mesmo assim, são poucos, em um período específico antes da prova”, completa. Í “Sob o sol, o corredor perde mais líquido, desidrata mais e não tem benefícios de condicionamento. É o mesmo que correr com saco plástico amarrado na cintura pensando que vai emagrecer na barriga. Só vai perder água”, diz Tebexreni.

Excessos de forma
Existe uma forma correta de executar as passadas e movimentar o corpo durante a corrida. Ela respeita critérios pessoais (flexibilidade, força, peso etc) e padrões físicos de eficiência de movimento, chamados de biomecânica da corrida. Para adequar a forma, reserve 15 minutos, duas vezes por semana, para os exercícios educativos. Os mais básicos são: elevação alternada dos joelhos, flexão de pernas e levantar os calcanhares alternadamente em direção aos glúteos. Além disso, preste atenção aos movimentos que você faz durante a corrida. Veja os exageros mais comuns.

:: Dar passadas largas demais: “alguns corredores tentam aumentar a passada porque vêem um atleta profissional ou mesmo um amigo com passadas maiores e acabam forçando demais a musculatura da perna para correr”, afirma Fábio. O tamanho da passada é muito individual e depende do tamanho das pernas, da flexibilidade e da força dos músculos da pessoa, mas alguns parâmetros ajudam a detectar se você está exagerando: o movimento tem que ser o mais natural possível; você não pode sentir que está saltando; o passo não deve ser largo a ponto de obrigá-lo a tocar com a ponta do calcanhar primeiro no chão (o calcanhar deve apoiar inteiro logo no primeiro contato com o solo).

:: Correr na ponta do pé: “há casos de pisadas completamente erradas, em que o corredor inicia o movimento com a ponta dos pés”, conta Tavares.

:: Movimentar os braços de forma errada: “muitos pensam que corrida é só pernas e negligenciam os braços. Os erros mais comuns são braços encolhidos, caídos, parados e tensos”, afirma Tavares. Í A postura inadequada acarreta dores nos ombros, no braço e no pescoço (leia a reportagem na página 36).

:: Respirar apenas pelo nariz: “já vi alunos mal conseguirem correr porque pensam que devem inspirar o ar apenas pelo nariz”, conta Tavares. “É uma bobagem. Conforme você aumenta a intensidade do exercício, precisa de mais oxigênio. O volume de ar que passa pelo nariz não é suficiente, então pode - e deve - inspirar pela boca”, afirma Tebexreni.

Excessos de planejamento
Treinar corrida não é apenas colocar o tênis, começar as passadas e desligar do mundo. O esporte exige um planejamento que envolve, em uma mesma semana, treinos longos, de intensidade, regenerativos e dias de descanso. “Um plano básico na semana seria: segunda - intensidade moderada; quarta - intensidade alta; sexta - um regenerativo (fraco); sábado - leve com longa duração”, exemplifica Fábio. Ainda, de uma semana para a outra os treinos podem ter uma progressão de 5% a 10% no volume e na intensidade. É comum, porém, ver corredores que correm todos os dias ou não variam o tipo de treino, por exemplo. “Na melhor das hipóteses, isso apenas compromete a evolução da performance. Na pior, causa lesões ou overtraining”, afirma Tebexreni.

:: Sempre a mesma distância e intensidade. “O organismo se adapta àquele exercício”, alerta Fábio Rosa. “O corpo precisa de estímulos novos todos os dias.”, completa. Í Uma pessoa que faz quatro treinos na semana, com 6km, 10km, 12km e 8km, está mais condicionada que quem corre sempre 10km.

:: Correr todos os dias/ não descansar: Í o descanso faz parte do treinamento, porque é fundamental para que o corpo reponha os estoques de glicogênio muscular, regenere as microfraturas e assimile as melhorias de condicionamento.

:: Não periodizar o treinamento: “Um iniciante deve começar com trotes e caminhadas intercalados para não ter uma lesão”, afirma Mariane Spotti, médica especializada em exercício pela UFMRJ e da Clinimex (RJ). Corredores experientes que não fazem periodização costumam treinar aumentando a intensidade e o volume até a prova. Í Chegarão cansados e menos preparados.

:: Dividir o treino longo: se hoje está planejado que você faça um treino de 30km, não adianta correr 20km de manhã e 10km à tarde. O treino longo deve ser feito de uma vez só justamente para que seu corpo se acostume ao esforço de tantos quilômetros seguidos de corrida.

:: Correr apenas, sem complementos: Í exercícios de força e alongamento são complementos fundamentais para o corredor, pois diminuem os riscos de lesões e ajudam a recuperar a musculatura usada na corrida. Para força, devem ser feitos dois dias de trabalho muscular por semana, intercalados aos dias de corrida. Cada seção de musculação deve durar cerca de 40min. A flexibilidade tem de ser trabalhada com alongamento cerca de 10min antes e depois de correr e, se possível, em mais alguma seção exclusiva de alongamento, com 30 minutos, por semana.

:: Fazer treino diferente do programado para ter companhia: “Alguns corredores não gostam de treinar sozinhos, então acompanham um amigo de nível mais avançado. No fim do treino, o amigo está bem e ele está acabado”, exemplifica Tavares. Continue no seu ritmo e na sua progressão. Í Submeter seu organismo a uma carga superior à que pode suportar gera de fadiga a fraturas por estresse.

:: Pular um treino e fazer dois juntos: “Treino não é acumulativo. Se o atleta falta em um treino e depois quer treinar os dois, eu falo: então, amanhã você não almoça e, à noite, você janta e também come a refeição do almoço. Será que você agüenta?”, diz Tavares.

:: Correr com dor/ lesionado: a dor é um sinal do corpo de que algum limite foi ultrapassado. É o principal indicativo de uma lesão, portanto não insista em correr se estiver com dor. Caso o descanso não seja suficiente para resolver o problema, procure um médico. Lesionado, procure um especialista que possa resolver seu problema. Í “Se você insistir, pode ficar ainda mais tempo parado, já que a lesão se agrava a cada treino”, afirma Celso Gomes (veja o quadro).

:: LESÕES DA CORRIDA

Os excessos físicos têm uma conseqüência praticamente imediata: a lesão. “Ao sentir o primeiro desconforto, pare de treinar. Não o deixe chegar a estágios mais avançados e muito menos ignore a dor. Quanto antes você tratar o problema, mais rápido e melhor será a recuperação”, afirma Celso Gomes. O tratamento deve ser acompanhado por profissionais, mas, aos primeiros sinais de desconforto, repouso e compressas de gelo são muito bem vindos. Abaixo, as lesões mais freqüentes em corredores.

OVERTRAINING
O overtraining é uma das conseqüências do excesso de treinamento. “O corredor perde rendimento de tanto treinar. Ele pensa que sua performance caiu por falta de treinos e os intensifica ainda mais, piorando o quadro”, alerta Mariane Spotti. Os sintomas:
:: cansaço para atividades diárias
:: perda do rendimento e de massa muscular
:: fadiga muscular - cansaço precoce dos músculos
:: falta de minerais e vitaminas
:: desidratação
:: perda de apetite

Parâmetros de treino

Veja o volume ideal de treino por semana, na época de base, de acordo com a distância que você corre em provas:

Iniciantes Intermediários Avançados
5km 20km 30km 40km
10km 30km 40km 50km
21km 35km 45km 55km
42km 60km 60km 60km

#5 Martinez

Martinez

    Assíduo

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Postado 28 julho 2005 - 10:16

eu penso assim... se voce ta andando.. antes o calcanhar sinao fica POCO incomodo? ja viu alguem andando com a ponta do pé??? NAO


correr eh diferente... correr q eu tiro e RAPIDO..... voce TEM q aterrisar com a ponta do pé ateh pq c cair om o calcanhar alem de perder tempo e nao onseguir correr mais rapido.. imagina o impacto.. calcanhar eh puro osso.. o impato seria transmitido todo pro joelho...
agora sei la.. pdoe ateh ser normal.. mas la pelos 40-50-60 anos vc vai comecar a perceber a burrada :P


tenta assim por voce mesma.... PUla o mais alto q conseguir e cai de ponta do pé... vc sai suave.. mesma coisa na corrida.. q sao uns pulos pr frente uhahuaua

agora pula o mais alto q conseguir e cai com o calcanhar.. se tua perna tiver o amsi reto possivel vc vai fica sentada no minimo uma meia hora pra para a dor

#6 Necr0Potenc3

Necr0Potenc3

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Postado 28 julho 2005 - 06:28

kralho one... adorei esse texto brow ^^

anna, nao force o jeito que vc corre. tem que ser o mais natural possivel

porrem correr errado (sem movimentar os braços, pisando na pontinha do pe) traz lesoes e corta o rendimento da corrida

o correto eh seu pe fazer esse movimento:

/ _ \

vc pisa com o calcanhar (/) e deixa que o proprio impulso leve seus dedos pro chao (_) e continuando o impulso vc remove o calcanhar do chao e depois os dedos (\)

elevar as pernas e aumentar a passada ajudam a trabalhar mais a perna e aumentar sua velocidade

a coluna tambem tem que ficar reta durante o exercicio, nada de arquear ela pra frente como se vc tivesse tombando e tentando imitar o Sonic. acredito q vc esteja fazendo isso pq essa postura leva a pisar com a ponta do pe



martinez, o fato de vc pular e cair na ponta dos pes amortecer a queda, eh questao de fisica e articulacao corporal apenas. isso eh visivel numa queda reta (90 graus com a horizontal) qual os dedos absorvem a queda e uma forma de arco \ _ eh feita com o pe. dependendo da força da queda, o corpo desce como num agachamento e as pernas terminam de absorver o impacto. todo esse movimento dissipa a energia

mas tente alto e pra frente e aterrisar com a ponta do pe apenas. vc vai provavelmente machucar teu pe e se esborrachar no chao. a forma mais ocrreta de queda nesse caso seria absorver o impacto com o calcanhar e sentar (se for um pulo reto como o de salto a distancia) ou rolar no chao se a altura for maior (mas tambem funciona pra saltos a distancia)

correr e pular ativam mecanismos diferentes do corpo. nao tem como comparar


adendo: fazer o movimento completo / _ \ trabalha mais a parte inferior da perna (panturrilha e aquele musculo frontal q esqueci o nome) que pisar apenas com a ponta dos pes

#7 Anninha01

Anninha01

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Postado 29 julho 2005 - 06:23

Meninos, ontem eu tive uma experiência diferente.
Resolvi sair para caminhar/correr na rua e tive uma surpresa. Eu corri mais confortavelmente (e naturalmente) tocando o calcanhar primeiro.
Mas em casa, na esteira, fica mais confortável com a ponta dos pés.
Bom... acho que isso se deve a alguns detalhes:
- a esteira é estreita e não muito comprida. Minhas passadas ficam mais curtas.
- a esteira está com uma leve inclinação. Acho que isso favorece o tocar com a ponta primeiro, né?

Bom... eu me senti melhor correndo na rua (numa área própria). O ventinho batendo no rosto dá todo um ânimo diferente!
Ah... e tb estou encantada com a sensação que a corrida (mesmo que ainda curta) trás. Pior que dá a maior vontade de sair correndo que nem o Sonic mesmo, como se estivesse em uma maratona - hahahahaha
Mas sei que tem que ir aos poucos!


Meninos, obrigada pelas orientações!
Vcs foram muito atenciosos.
bjos, :wink:

#8 vitz

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Postado 30 julho 2005 - 08:23

vc deve correr na ponta dos pés se treinará velocidade, colocando o centro de gravidade para frente e causando um desequilibrio.

pisando com o calcanhar é utilizado em corridas de longas distâncias.

#9 Necr0Potenc3

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Postado 30 julho 2005 - 12:58

vc deve correr na ponta dos pés se treinará velocidade, colocando o centro de gravidade para frente e causando um desequilibrio.

pisando com o calcanhar é utilizado em corridas de longas distâncias.

]

vitz, desculpa ae mas nao eh assim que eu vejo corredor de 100 metros treinar

esse negocio de usar a ponta do pe e se inclinar pra frente ja vi gente fazendo, mas eu vi um estudo que falava que esse ato era incorreto. to tentando lembrar o nome do lugar... mas enfim, era um centro especializado em corridas de 100 e 200m

pra aumentar a velocidade eles aumentam o tamanho da passada e usam mais a parte de cima do corpo. eles tambem nao mudam o centro de gravidade, deixam a coluna bem reta

pra aumentar a velocidade vc tem que aumentar o tamanho da passada. quando vc toca com a ponta do pe vc diminui

#10 Ogbeche

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Postado 01 agosto 2005 - 11:52

Me cadastrei agora só pra respoder essa! :P
Atletismo é o meu "forte".

A forma correta para você correr seria colocar primeiro o calcanhar e depois a ponta do pé, no atletismo chamado de "pisar planta-ponta".
No início pode ser díficil, a tendência é começar correndo tocando apenas a ponta do pé, depois com o tempo pisar com o pé de uma forma inteira (talvez o modo mais errado de correr), para aí sim passar a fazer o correto. Realmente em esteira, principalmente se houver elevação fica mais díficil. Acredito que o ideal é mesmo correr na rua.

Seria mais ou menos como colocar o calcanhar, deslizar o resto do pé no solo e "impulsionar" o corpo com os dedos. Pensando assim fica mais fácil fazer o movimento.

Correr tocando primeiramente a ponta dos pés pode no futuro causar uma lesão tibial, também conhecida como "canelite". Um tênis ruim também pode causar isso.

Para uma boa corrida pode ser dada várias dicas, mas sempre é bom saber que com o tempo tudo vai ficando mais fácil. A postura melhora, o rendimento, a respiração....


Só para citar o caso de velocistas em corridas de 100m ou 200m, realmente eles tocam primeiramente a ponta dos pés. Isso se deve por alguns motivos, desde a posição inicial para a largada até a força que deve ser feita.... mas é claro que esse modo de corrida é para treinos curtos e óbvio nas competições. Esses atletas também realizam treinos mais longos e nesses caso procura aperfeiçoar cada vez mais a passada para evitar contusões.

Espero ter ajudado!
Qualquer dúvida estou a disposição!




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