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Guest R100 - Treinamento para Hipertrofia Muscular

Musculação x Alongamento

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Guest R100 - Treinamento para Hipertrofia Muscular

No ano de 2004, já eram quase 200 artigos científicos restringindo os exercícios de musculação x alongamento (se eu não me engano)! Na época, já dizia o nosso professor/coordenador do curso de especilização em Musculação e Treinamento de Força, Prof. Dr. Roberto Simão, que alongamento e exercício aeróbico não serviam para nada! Obviamente que com a sua autoridade de ser o maior estudioso do Treinamento de Força no Brasil, o Prof. Dr. Roberto Simão comprovava e nos mostrava o porquê de tais afirmações e a nós alunos "abismados" com tantos argumentos embasados em evidências científicas só nos restava concordar com o 'Mestre' (no sentido amplo da palavra).  Atualmente, eu não sei quantos  artigos restrigem essa velha praxe (musculação x alongamento). Por exemplo, quem não fez exercícios de alongamento antes das aulas de Educação Física no colégio? Quem não fez exercícios de alongamento antes de jogar futebol? Por que isso era tão cobrado? Praticado? A princípio os alongamentos eram feitos na crença de que se estaria realizando um aquecimento antes do exercício e após o exercício alongava-se muitas vezes na idéia de se aliviar a dor muscular tardia! Sabe-se que alongamento antes do exercício não aquece a musculatura e as articulações e o alongamento após o exercício não é recomendável por um motivo muito simples: não se alonga a musculatura "inchada"/encurtada, para que se evite o risco de lesões! Há escolas que recomendam o alongamento durante ou após uma série de exercícios para que se aumente o número de microlesões na fibra muscular no intuito de se obter hipertrofia. No meu caso, jamais segui essa teoria (por motivo já citado) e na minha prática de dez anos prescrevendo treinos de musculação em Academia  jamais meus alunos tiveram histórico de lesões musculares por falta de alongamento antes ou após os exercícios com pesos!

Obs: Alongamento = Flexibilidade

Eu preciso alongar para treinar força (musculação)? Não! O ginasta, o bailarino, o lutador, com certeza, eles precisam de flexibilidade para desempenharem o seu esporte!  Alongamento na musculação,  só em caso de o praticante apresentar encurtamentos musculares, o que acarretará em uma maior dificuldade e demanda de energia para realizar os exercícios, do contrário, basta um aquecimento aeróbico (bicicleta ou esteira) ou aquecimento específico no próprio aparelho a ser usado com carga leve! Dessa forma teríamos uma menor viscosidade do sangue na fibra muscular e aumento da produção do nosso lubrificante natural das articulações (líquido sinovial). Não podemos esquecer que a musculação mantém e/ou aumenta os níveis de flexibilidade do indivíduo devido aos vários movimentos repetitivos em determinada articulação! Não há uma só série de exercícos em que o praticante não esteja alongando seus músculos (fase excêntrica)! O treinamento em grandes amplitudes articulares por si só estimula um maior trabalho muscular (maior resultado) e também  uma maior flexibilidade!   

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Guest R100 - Treinamento para Hipertrofia Muscular
10 horas atrás, Heraldo Costa disse:

eu já fiz com os dois modos, alongar antes e depois do treino e não alongar

Para mim não vi nenhuma diferença! Experiência própria obviamente

Para quem gosta e se sente bem com essa praxe, blz! Fora isso é perda de tempo! Correção postural, aumento de flexibilidade? Bom também! Eu sempre prescrevi os exercícios de musculação em grande amplitude articular (após aquecimento), objetivando maiores resultados no que diz respeito a hipertrofia muscular e consequentemente uma maior flexibilidade. Não prescrevo treinamento em ângulos curtos, não estimulo os alunos a desenvolver a musculatura encurtada, jamais! No meu caso, são dez anos prescrevendo treinos sem exercícios de alongamento, o que nunca prejudicou ninguém! Obviamente que meu trabalho nunca foi baseado em achismos e sim em evidências científicas, sempre aliando a teoria a prática! 

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    • By maurice
      Atualmente em minha prática clínica eu não utilizo 500 kcal de deficit calórico. Depende do indivíduo e a quantidade de gordura corporal total que este possui. Posso dizer que varia entre 150kcal a 500kcal. Isso já contando que tento fazer ajustes para aumentar a intensidade de treino do individuo para que este consiga manter o máximo de massa muscular possível(fora rotina de aeróbios quando este pode fazer). Este texto abaixo é uma parte do meu desenvolvimento do TCC de educação física que fiz.
      A gordura em nosso corpo é a forma mais abundante de energia potencial disponível quando comparado aos carboidratos e proteínas, representa quase uma fonte ilimitada de combustível. As reservas de gordura de um jovem adulto provém de duas fontes principais, a primeira se encontra nas células adiposas que corresponde de 60.000 a 100.000 kcal e a segunda os triglicerídeos intramusculares que corresponde a cerca de 3000kcal, fazendo-se assim, bem superior aos estoques de reservas energéticas de carboidratos que corresponde a menos de 2000kcal (McARDLE; KATCH; KATCH, 2008).
      Para a gordura ser transformada em energia, é necessária a hidrólise ou lipólise do triglicerídeo, este é transformado em três moléculas de ácidos graxos e um glicerol. Os hormônios adrenalina, noradrenalina, glucagon e somatotropina aceleram a ativação da lipase, gerando lipólise e mobilização de ácidos graxos livres pelo tecido adiposo. As concentrações desses hormônios lipolíticos são aumentados durante as atividades físicas para uma contínua liberação rica em energia. Dependendo do estado nutricional do indivíduo, do nível da atividade, intensidade e duração do exercício, as moléculas lipídicas suprem entre 30 a 80% da energia necessária para o trabalho biológico. Quando um exercício de alta intensidade e longa duração depleta os estoques de glicogênio, a gordura passar a constituir o combustível primário energético para o exercício e recuperação. Uma dieta rica em lipídeos e baixa em carboidratos gera adaptações enzimáticas que aprimoram a capacidade do indivíduo de realizar a oxidação lipídica durante o exercício (McARDLE; KATCH; KATCH, 2008).
      Para uma redução da massa corporal, devemos ter um gasto calórico total superior a ingestão de calorias totais em um período de tempo. O gasto calórico total inclui a taxa metabólica basal (TMB) e as calorias gastas na atividade física, sendo esta última de grande importância para a mudança da massa corporal. A TMB tem relação positiva com a massa muscular, mulheres e crianças possuem menor TMB que indivíduos homens adultos devido a menor quantidade de massa muscular. Esta relação se faz importante pois ao realizar dietas sem atividade física, uma grande quantidade de peso corporal é advinda da massa muscular consequentemente reduzindo a TMB, assim sendo importante o conjunto com a prática de atividade física (KRAEMER; FLECK; DESCHENES; 2013).
      O percentual de gordura corporal pode ser reduzido apenas com o ganho de massa muscular advindo da atividade física (KRAEMER; FLECK; DESCHENES; 2013). As comparações do treinamento de resistência com o treinamento de endurance foram significativamente superiores em um teste de 12 semanas com jovens adultos sedentários que não faziam dieta, ambos os tipos de atividades físicas apresentaram quedas significativas na redução do percentual de gordura porém apenas os praticantes de treinamento resistido apresentaram maior peso corporal isento de gordura quando submetidos ao método antropométrico da pesagem hidrostática (McARDLE; KATCH; KATCH, 2008).
      Na maioria das pessoas há uma diminuição do apetite após o exercício físico ao invés de um aumento para compensar o gasto energético advindo do exercício, isso se deve a diversos fatores, um destes é a regulação do hormônio insulina e aumento dos hormônios lipolíticos. Para indivíduos sedentários recomenda-se um gasto de energia de 150 a 400 kcal durante a atividade física associado a uma dieta, atingindo um déficit calórico de pelo menos 500kcal diárias (KRAEMER; FLECK; DESCHENES; 2013). A frequência cardíaca proporciona uma estimativa do consumo de oxigênio, consequentemente uma estimativa do gasto energético (McARDLE; KATCH; KATCH, 2008).
      Abaixo tem o link do tópico sobre a introdução do meu TCC (OBESIDADE NO BRASIL E NO MUNDO. RISCOS PELO EXCESSO DE GORDURA CORPORAL)
    • By maurice
      Se você está gordinho, você não é saudável, independente se seus exames estão bonitinhos. Vou falar bastante sobre esse assunto.
      A obesidade e excesso de gordura corporal é extremamente preocupante e é algo que quero estudar até o resto da minha vida. A sociedade está e é doente, e quando o indivíduo quer mudar, ele busca o caminho mais "fácil" ou mais rápido, causando diversos problemas e desordens metabólicas. Farei vários posts a respeito dos meus novos conhecimentos adquiridos e que estão sendo  adquiridos. Abaixo vai a introdução do meu TCC de educação física.
      Segundo Conde e Borges (2011), no Brasil nos anos de 2008 a 2009, cerca de 10% da população adulta se encontra com obesidade, é estimado também que cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo estão com excesso de peso, e 300 milhões destas são obesas. Estimativas para o ano de 2025 é de que 40% da população dos EUA, 30% na Inglaterra e 20% no Brasil se encontram obesas. A obesidade está associada ao desenvolvimento de doenças crônicas e aumento de mortalidade precoce. É estimado que as doenças crônicas foram responsáveis por 70% das mortes no Brasil no ano de 2000.
      Um terço dos norte-americanos adultos estão acima do peso. Em 1960 o percentual de americanos extremamente obesos era zero, sendo em 2010 6% da população (FRYAR;  CARROLL; OGDEN, 2012). 45% das mulheres e 30% dos homens norte-americanos estão sempre tentando reduzir a massa corporal, e é estimado que a cada ano, 300 mil indivíduos norte americanos morrem de doenças relacionadas com a obesidade (KRAEMER; FLECK; DESCHENES; 2013). Um levantamento telefônico randomizado foi feito com 110 mil adultos norte-americanos e foi constatado que 70% das pessoas se esforçam para perder peso ou apenas para manter o peso corporal, dentre estas, 30% são homens e 40% eram mulheres. Os que tentam perder peso gastam cerca de 40 bilhões de dólares por ano com produtos e serviços destinados a reduzir o peso, sendo a maior parte das vezes utilizando práticas dietéticas e medicamentos potencialmente prejudiciais ao mesmo tempo que ignoram programas sensatos de redução ponderal. Cerca de 2 milhões de norte-americanos gastam mais de 125 milhões de dólares em pílulas dietéticas supressoras de apetite que são obtidas sem receita médica (McARDLE; KATCH; KATCH, 2008).
      A obesidade é um problema de saúde pública no mundo, é a principal causa de morte evitável. Ela é resultante da ação de fatores ambientais como hábitos alimentares, atividade física e condições psicológicas, fazendo-se necessária a mudança de estilo de vida (ROCHA, et al, 2014). O consumo de açúcares pode contribuir consideravelmente para o desenvolvimento e prevalência da obesidade (RICCO, 2016). O sono e sua qualidade, tem influência sobre os hábitos alimentares e pode levar a um aumento de consumo de carboidratos simples (CARVALHO, et al, 2016).
      A obesidade além de ser um fator primário relacionado a diabetes tipo 2, hipertensão, artrite, gota, e anormalidades menstruais, também tem sido relacionada com diversos outros tipos de doenças como aterosclerose, doença cardiovascular, efeitos negativos no perfil lipídico do sangue, apneia do sono, osteoartrite, complicações na gravidez e cirurgia, alguns tipos de câncer e doença da vesícula biliar. A deposição de gordura corporal na área abdominal é mais fortemente relacionada as doenças anteriormente ditas do que a deposição de gordura concentrada na porção periférica (KRAEMER; FLECK; DESCHENES; 2013).
      Estudos apontam que indivíduos obesos metabolicamente normais apresentam maiores riscos de eventos em comparativo com pessoas de peso normal metabolicamente saudáveis. Não existe um nível ou padrão saudável de aumento de peso (KRAMER; ZINMAN; RETNAKARAN, 2013). A mudança desfavorável da composição corporal como redução de massa muscular e aumento do tecido adiposo está associado ao maior risco de morbidade e mortalidade precoce. Em um estudo epidemiológico com 588 369 mulheres e 457 785 homens adultos norte-americanos com idade superior a 30 anos avaliaram a relação entre índice de massa corporal (IMC) e o risco de morte por todas as causas em quatro subgrupos, caracterizados de acordo com tabagismo, raça, histórico de doença e idade. Os resultados deste estudo mostraram que o ponto mais baixo da curva entre índice de massa corporal e mortalidade foi observado no IMC entre 23,5 e 24,9k/m² nos homens e 22 e 23,4kg/m² nas mulheres. Aumento significativo no risco de morte por doença cardiovascular foi observado a partir de 25kg/m² nas mulheres e 26,5kg/m² nos homens (COELHO; BURINI; 2009).
    • By João Gabriel Corrêa
      https://www.youtube.com/watch?v=1_HPdvgcw1A&t=4s
      Vídeo da evolução: https://www.youtube.com/watch?v=1_HPdvgcw1A&t=4s
      Eu havia postado uma vez mas sem querer deletei o vídeo...
      se alguém estiver trilhando esse caminho que percorri, lutando contra o peso e estiver precisando de alguma ajuda, me envie uma mensagem!
      Jamais desistam. foco e força a todos!

    • By Gabriel773
      Olá pessoal, eu tenho 17 anos, treino a 2 anos e smp tive MT dificuldade e desenvolver o peitoral, já tentei mudar o treino várias vezes, já tentei fazer várias dietas, mas nada resolve, o resto do meu corpo como braços, ombros, costas desenvolvem MT bem mas o peitoral não acompanha, e eu tenho um problema nele, tem um assimetria MT grande na parte inferior, meu peitoral esquerdo não desenvolve nada da parte inferior em 2 anos de treino, já me disseram uma vez que eu precisava fazer uma cirurgia pra corrigir isso, mas eu queria saber se tem alguma forma de eu conseguir corrigir sem ter que fazer a cirurgia.
      Se alguém souber me dizer, me dar umas dicas, eu fico MT agradecido.
      Segue abaixo uma foto de como é a assimetria.
       

    • By Gabriel773
      Olá pessoal, eu tenho 17 anos, treino a 2 anos e smp tive MT dificuldade e desenvolver o peitoral, já tentei mudar o treino várias vezes, já tentei fazer várias dietas, mas nada resolve, o resto do meu corpo como braços, ombros, costas desenvolvem MT bem mas o peitoral não acompanha, e eu tenho um problema nele, tem um assimetria MT grande na parte inferior, meu peitoral esquerdo não desenvolve nada da parte inferior em 2 anos de treino, já me disseram uma vez que eu precisava fazer uma cirurgia pra corrigir isso, mas eu queria saber se tem alguma forma de eu conseguir corrigir sem ter que fazer a cirurgia.
      Se alguém souber me dizer, me dar umas dicas, eu fico MT agradecido.
      Segue abaixo uma foto de como é a assimetria.
       

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