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Atenanunes

Ciclo para baixar o bf e ganho de massa: tenho muita retenção

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Idade :31

Altura:1,58

Peso:59

Medicações em uso (usa anticoncepcional?):Sim 

Problemas de Saúde:Não

Tempo de treino: 3 anos 

Ciclos feitos: Não

Ciclo propost o com Aes (Marca) dose e tempo:

Divisão de treino e horario do mesmo: 3x inferiores 3x sup,treino a noite entre 18:30 e 19:30

Dieta com quantidade de proteina/carboidrato/gordura por dia: sem dieta no momento.

Indicação @Apollo Galeno @Rafaellla28  

Tenho bastante problemas com retenção,confesso q tenho dificuldade de manter a dieta nos últimos tempos,sinto muita fome😭,talvez um pouco de ansiedade,não sei mas tá difícil,conto com a ajuda de vcs.🤗

Editado por Atenanunes

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Perfeito.....tem um corpo que se vc tiver determinação em seguir regras terás ganhos absurdos e expressivos. 

Porém e o anticoncepcional? O que fazemos? É de uso devido patologia? Me explique e me fale o que tem a dizer.......anticoncepcional e Aes não combinam definitivamente.

3 horas atrás, Atenanunes disse:

Dieta com quantidade de proteina/carboidrato/gordura por dia: sem dieta no momento.

Descreva o que costuma comer no  seu dia com o horario e nome das refeições.....tenho que ser individualista na maneira de montar um plano nutricional para tí........e deixe que a quantidade faço a citação.

3 horas atrás, Atenanunes disse:

Tenho bastante problemas com retenção,confesso q tenho dificuldade de manter a dieta nos últimos tempos,sinto muita fome😭,talvez um pouco de ansiedade,não sei mas tá difícil,conto com a ajuda de vcs.🤗

Tem um puta de um corpaço......e que se for VIRGEM de Aes é algo geneticamente bem cuidado!

Me explique melhor quais são esses períodos de demência que tem durante seu dia para não fazer uma dieta!?!?! É ansiosa durante todo o dia? Trabalho puxado ou tenso? Me explique......

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Boa noite,quanto ao anticoncepcional não tenh nenhum problema em deixar de usar,esqueci de citar mas tive duas gestações então era mais por precaução mesmo,durante o dia tento comer certo limpo porém como de mais,mas to optando por aipim,frango,patinho.Amoo pão 🤦🏻‍♀️ Como em média 6 ovos por dia.Minha ansiedade não está relacionada ao trabalho’pq meu trabalho é bem tranquilo.Periodos q sinto mais ansiedade depois do almoço e as vezes quando durmo a tarde depois q acordo quero comer um 🐂 pela perna.

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Mas me conte como come nas refeições? Qual sua rotina norma de todo dia?

Já investigou sobre o uso de DIU de cobre com prata? Pare de usar ACOs se quer prosseguir com tal projeto. 

Use camisinha.....

Aguardo um melhor detalhamento da sua dieta para não sair fazendo uma dieta que não se encaixa bem com sua rotina.....

Coloque: 1) Nome da refeição 2) Horario da refeição 3) alimentos da refeição e quantidade 5)Apenas coloque as refeições que tem certeza que conseguirá fazer.

E seus exames como estão? Tem um corpo bem bonito para 2 gestações.....e acredito que dependendo da sua determinação podemos ser mais ousados na escolha do Aes......

 

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Tenho feito em média 5 a 6 refeições não estou pesando,sendo elas café da manhã 3 ovos as vezes com pão integral as vezes faço uma panqueca com aveia  e banana, e café preto.

Almoço,aipim ou arroz e frango ou patinho,não costumo comer feijão,Tento sempre comer salada nas refeições as q mais gosto são:tomate,alface e brócolis mas não tenho nenhum tipo de restrição com relação à comida,como oq tiver q comer.

lanche da tarde procuro comer 1 fruta normalmente banana com whey.

lanche da tarde 2 e pré treino: 3 ovos com pão ou a mesma panqueca do café da manhã e café preto.

pos treino e janta o mesmo do almoço 

e as vezes antes de dormir mais uma fruta com pasta de amendoim💁🏻

As vezes faço lanche da manhã quando da tempo 💁🏻

Tá tudo desregrado eu sei ☹️

Mas to sendo o mais sincera possível já fui bem mais regrada e estou buscando mesmo pique de antes.

 

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37 minutos atrás, Atenanunes disse:

Tenho feito em média 5 a 6 refeições não estou pesando,

Primeira coisa. Compre uma balança. Apartir de agora irá pesar suas refeições ou marmitas...como achar mais prático. 

Esse é o maior dos segredos.

DIETA:(160) 

café da manhã

3 ovos  inteiros + 1 banana + 1 copo de café adoçado com açúcar de coco ou Stevia.

Almoço,

100g de carne de boi / frango/ peixe + 100g de batata/mandioca/ abobora + 70g de Feijão  + salada da sua preferencia a vontade.(obrigatório)

lanche da tarde
100g de carne de boi / frango/ peixe + 100g de batata 

Pré treino Imediato (20 minutos antes):

1 Banana + 1 copo de café adoçado com açúcar de coco ou Stevia. + 3g de Creatina

Pós treino Imediato

1 Banana + 1 dose de Whey

pos treino e janta 

100g de carne de boi / frango/ peixe + 100g de batata/mandioca/ aboborá + 70g de Feijão  + salada da sua preferencia a vontade (obrigatório)

 antes de dormir

2 ovos + Meio Abacate amassado com 1 limão Espremido em cima + gotas de Stevia + 1 colher de pasta de Amendoim

Veja bem o que acha e se tem alguma coisa a ser modificada/ tirada/ acrescentada .

Por hora vou usar a sabedoria. Por mais que tenha um corpo acima da médica, não vou recomendar entrar em uso de Aes no primeiro momento. Vamos adquirir o habito de pesar alimentos, fazer marmitas, e dar uma secada em 1 mes. Ai nesse período de 1 mês vamos analisando suas respostas. E nesse periodo busca um fornecedor de Aes de qualidade (já adianto que tenho preferencia por Landerlan).

Nesse período de 1 mes resolva tbm a questão do ACO. Se não nem vou para indicação de Aes. Por limites pessoais.

Abaixo o de sempre com algumas modificações. (por mais que seja um copia e cola é de extrema IMPORTÂNCIA os fatos expostos abaixo!)

Agua= beber 3,5 litros de agua diaria. 

Treino= Faça HIT pós treino por 15 minutos apenas (Hit consiste em vc andar 1 minuto na velocidade 6 e depois acelerar a esteira para velocidade 10 por mais 1 minutos e depois voltar para velocidade 6 e repetir esse processo até dar 15 minutos!)OU faça caminhadas de 40 minutos em caminhar acelerado (não correndo). Fazer no Sabádo e Domingo também. Fazer todo dia!! ( MASTER IMPORTANTE para seu caso). Fazer todo dia menos nos dias de MMII mais intensos! Minimo de 5x na semana.

Vamos fazer um combinado que não sai por "não avisado" depois.......

As dietas podem ser modificadas a cada 15 dias.......depende de vc e suas postagens e resultados......

Se ficar mais de 15 dias sem atualizar ou postar entendo automaticamente que não quer mais ajuda, e pelo menos da MINHA parte não irei mais ajudar. Nao adianta chamar no privado, chorar, mandar nudes, inventar uma desculpa, etc etc......a possibilidade de continuar ajudando é ajudar apenas quem realmente tem real interesse. 

Próximas fotos= 11/07

TMJ e sucesso

 

 

 

 

 

 

Editado por Apollo Galeno

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Bom dia,tudo certo!Vou fazer o combinado,gostei da dieta por ser simples e objetiva,vou parar já hj com o anticoncepcional,quanto ao AES tava ansiosa pra fazer um ciclo☹️,mas pensa em ansiosa hahahaha,agradeço vc pela ajuda e em breve posto resultados,adorei q não preciso tomar café sem adoçar😍 pq tenho muita dificuldade com isso.To confiante mas com aquele medinho de perder volume e de passar fome😭.Maos a Obra💪🏽💪🏽💪🏽!

Oq eu faço quando sentir aquela larica nos intervalos?

sem refeição livre ?🙃

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2 horas atrás, Atenanunes disse:

tava ansiosa pra fazer um ciclo☹️

Bom Dia.

Segure sua ansiedade , habitue fazer dieta e te garanto que seus ganhos serão acima da média. Aes é a cereja do bolo e não a massa do bolo.

E outra temos que dar um time para seu corpo eliminar os ACOs que com ctz seguraram seus resultados até aqui.

2 horas atrás, Atenanunes disse:

To confiante mas com aquele medinho de perder volume e de passar fome😭

Poderá perder um um pouco de volume sim, mas será volume de gordura e retenção devido aos ACOs. Ou seja...perderá mas verás melhor seus músculos.

Esteticamente irá gostar.

Na hora de crescer será algo espantoso de bonito! Tudo depende de como irá construir sua massa de bolo hj....

Peça ajuda na questão da dieta para sua colega @Rafaellla28

TMJ 

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Obrigada 🙏🏻 

Todo estímulo e bem vindo😊

Estou muito confiante🤗

Senti segurança no q me disse,e vou focar!

Obrigada desde já @Apollo Galeno e @Rafaellla28😍

22 minutos atrás, Degcastro disse:

Com um corpão desse e já tem 2 babys???

Se vc ta assim sem fazer dieta imagina fazendo certinh! vai ficar top das galaxias!!!

 

4 minutos atrás, Atenanunes disse:

Obrigada 🙏🏻 @Degcastro

5 minutos atrás, Atenanunes disse:

Obrigada 🙏🏻 

Todo estímulo e bem vindo😊

Estou muito confiante🤗

Senti segurança no q me disse,e vou focar!

Obrigada desde já @Apollo Galeno e @Rafaellla28😍

Todo estímulo e bem vindo😊

Estou muito confiante🤗

Senti segurança no q me disse,e vou focar!

Obrigada desde já @Apollo Galeno e @Rafaellla28😍

 

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Em 26/06/2019 em 11:10, Degcastro disse:

Com um corpão desse e já tem 2 babys???

Se vc ta assim sem fazer dieta imagina fazendo certinh! vai ficar top das galaxias!!!

Não é?! Super corpão mesmo!

Estou aqui acompanhando os milagres do @Apollo Galeno, com aqueles que acreditam ser possível e persistem! 

 

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    • Por Jorge Felipe Farias
      Quanto maior o volume do treino, maiores as chances de hipertrofia
      Existe uma relação de dose e resposta entre o volume total de treinamento e o nível de hipertrofia muscular. Quanto maior for esse volume de treino, maiores são as chances de se obter resultados positivos em hipertrofia. 
      Mais frequência de treino gera mais hipertrofia?
      Uma das variáveis que podem influenciar na prescrição do treino, e nos ganhos de força muscular, é a frequência com a qual se treina e se estimula certa musculatura. 
      Um estudo de meta-análise sobre frequências de treino entre 1 (uma) até 4 (quatro) vezes por semana identificou que quanto maior a foi frequência de treino, maiores foram os ganhos. Isso está certo? 
      Neste estudo, não houve equalização do volume de treino na semana. O indivíduo que treinou com mais frequência, treinou com mais volume.
      Com base no mesmo estudo, realizando-se outra meta-análise, demonstrou-se que o ganho de força é o mesmo para o mesmo volume de treino semanal, independentemente de ser o treino muito frequente (4 vezes por semana) ou infrequente (1 vez por semana).  
      Portanto, o volume total é a variável que determina os ganhos de força, e não necessariamente a frequência. A frequência serve para ajustar o volume total semanal do seu treino.
      Variáveis do treinamento e hipertrofia
      Em outras meta-análises, estudos testaram diferentes tipos de prescrição de treino (intensidade de carga, número de séries, frequência semanal, intervalo entre às séries, e etc) e diferentes metodologias avançadas de treinamento (drop-sets, bi-sets e etc). 
      Conclui-se que quando se equaliza o volume total (n°. de séries x nº. de repetições x carga x frequência) entre os grupos estudados, não há diferença nos resultados. Essa conclusão atesta a importância maior do volume de treino sobre as demais variáveis.
      Por outro lado, quando essas variáveis ou métodos são aplicados sem a equalização do volume total, permitindo-se que um grupo de indivíduos estudado realize um maior volume de treino, esse grupo comumente apresenta maiores ganhos. 
      Isso demonstra que boa parte da aplicação desses métodos avançados de treinamento, assim como o aumento do número de séries, frequência semanal ou intervalo entre as séries, promovem mais hipertrofia por permitirem maior volume de treino.
      Qual é o volume ideal de treino para hipertrofia?
      Em relação à curva em U invertido (ponto ótimo do volume máximo de treino, a partir do qual o aumento do volume de treino se torna exagerado e prejudicial à hipertrofia, podendo causar overtraining), é nebulosa a identificação da dose/volume onde os resultados do aumento de volume deixariam de ser positivos. 
      Inexistem dados suficientes para demonstrar o volume ótimo ou ideal de treino semanal. Portanto, se alguém se encontra resistente para os ganhos de massa muscular e não está hipertrofiando com o estímulo de treino adotado, simplesmente aumentar o volume do treinamento pode ser uma estratégia  eficiente para promover ganhos hipertróficos.
      Fases do treinamento e sugestão de volume de treino
      Apesar de inexistirem estudos científicos suficientes para seja apontado um volume ideal ou ótimo de treino, existe um certo consenso no conhecimento empírico por evidências de bons resultados com as seguintes práticas, com base em 3 (três) fases de periodização do treinamento:
      Base; Choque; Regenerativo. Na fase de base, devem ser realizadas de 9 (nove) a 12 (doze) séries por grupo muscular por semana.
      Em seguida, na fase de choque, é dobrado o valor de base, ou seja, devem ser realizadas de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) séries por grupo muscular por semana.
      Por fim, na fase regenerativa, que deve ser preferencialmente incluída após a fase de choque, devem ser realizadas 6 (seis) a 9 (nove) séries por grupamento muscular (redução aproximada de ⅔ do volume de treino da fase de choque).
      Qual é o número ideal de treinos por semana (frequência)?
      Após todas as considerações feitas acima, podemos concluir que não existe uma resposta certa para essa pergunta. Anotamos que o volume de treino semanal é o elemento mais importante para a hipertrofia muscular. Também anotamos que o volume sugerido de treino pode variar entre as fases de periodização do seu treino.
      Para calcular a melhor frequência de treino, devem ser considerados os grupos musculares que serão trabalhados, a fase de treinamento, a quantidade de grupos musculares treinados num dia, e o respeito a um limite máximo de duração da sessão de treinamento, que normalmente não deve ultrapassar 1 (uma) hora.
      Portanto, dependendo de todos esses fatores, provavelmente a frequência de treino semanal pode oscilar entre 3 (três) a 7 (sete) vezes na semana. A complexidade no planejamento adequado de um treinamento efetivo para hipertrofia aponta para o acompanhamento de um profissional de educação física para obtenção dos melhores resultados.
       
      Referências:
      Figueiredo VC, de Salles BF, Trajano GS. Volume for Muscle Hypertrophy and Health Outcomes: The Most Effective Variable in Resistance Training. Sport Med. DOI 10.1007/s40279-017-0793-0
      Grgic, et al (2018) Effect of Resistance Training Frequency on Gains in Muscular Strength: A Systematic Review and Meta-Analysis. Sports Med https://link.springer.com/article/10.1007/s40279-018-0872-x
    • Por Spyke01
      Boa noite pessoal, em meados de 2013 eu acompanhava o fórum, e agora durante a quarentena redescobri aqui fazendo pesquisas sobre aes e vi o fantástico acompanhamento e alto nível aqui. Muito bacana mesmo, parabéns por terem conseguido criar esse ambiente que vejo que tem por aqui =D sou natural, comecei a treinar há 10 anos atrás, parei por 1 ano quando fui pro quartel e depois por mais 1 ano e meio no fim da faculdade, que foi quando fiquei bem gordo kkkk. Aumentei 20kg na balança, fora a massa muscular que devo ter perdido, cheguei a 110kg. Voltei a treinar início de 2018 e me mantenho no ritmo desde então. A última avaliação física que fiz foi em dezembro, estava com 96,6kg (vou postar os resultados abaixo), atualmente estou em 92,7kg, com a quarentena acho que perdi um pouco de massa muscular. Voltei pra academia essa semana e pretendo e fazer outra avaliação início do mês que vem.
      Quando voltei a treinar em fevereiro de 2018,  achei que nunca mais ia recuperar meu peso, a gordura em excesso te dá uma moleza fora do comum, e eu precisava perder muito peso. Eu já tinha boa noção de dieta e treino, então mantive a disciplina sozinho e em pouco mais de um ano eu tinha perdido 16kg na balança e ganhei um pouco de massa muscular. Tava ótimo, mas o cansaço psicológico bateu, eu dei uma aliviada (mais do que deveria) e acabei tendo um rebote. Mantive a musculação e tirei os aeróbicos, e tbm parei com a restrição calórica, achando que ia ganhar massa muscular, acabei foi engordando um pouco. Mas recuperei o tempo perdido, apesar de desde então estar mais focado apenas em manter o ritmo do que a buscar próximas metas. Vi vários dos relatos aqui, e pensei se estava disposto a ter que ficar na "paranoia" de pesar alimentos como fazia há alguns anos, e de ficar fazendo relato aqui a cada 15 dias aqui. E sim, estou disposto. Sou disciplinado, mesmo quando me falta motivação mantenho o ritmo. Essa semana já comprei a balança pros alimentos e comecei a usá-la com rigor, estou disposto a seguir o protocolo e penso dentro de alguns meses deixar de ser natural. Adorei ver que aqui estimulam doses bem baixas, diferentemente de tudo o que sempre vi em outros lugares, pois dou muito mais prioridade pra minha saúde do que pra estética. Creio que ainda não estou pronto pra começar a partir de agora com aes, meu BF ainda está alto e apesar de ter feito exercícios em casa na quarentena, estou retomando o ritmo da academia essa semana recém. Sinto que preciso ir para o próximo nível, sozinho está difícil, parece que falta o algo a mais para voltar a ir com tudo. E acho que encontrei isso aqui no fórum :)
       
      Idade: 27 anos
      Altura: 1,78
      Peso: 92,7
      Medicações em uso: apenas passando minoxidil pra queda de cabelo
      Problemas de Saúde e história de cirurgias: nada
      Exames de sangue hormonais recentes OU que tiver recente= pretendo fazer mês que vem, o último que eu tenho é do nível de testosterona que fiz por curiosidade há alguns anos atrás kkkkk 
      Tempo de treino: comecei há 10 anos atrás. Voltei a treinar início de 2018 e me mantenho no ritmo desde então.
      Ciclos FEITOS com dose e tempo: nunca, ainda sou natural
      Ciclo PROPOSTO com Aes (Marca) dose e tempo: não sei ainda, preciso de ajuda com isso. A princípio pensei em usar oxandrolona, talvez 20mg por dia por cerca de 5 semanas pra fazer um teste. Mas talvez apenas 10mg seja suficiente e poderia usar por dois meses talvez?
      Divisão de treino e horario do mesmo:
      ABCD sempre as 19h
      Segunda: peito, bíceps
      Quarta: Costa, tríceps
      Quinta: ombro, abdominal
      Sexta: perna
      Terça eu estava só correndo cerca de 40 minutos e fazendo abdominal.
      Sábado descanso
      Domingo: aeróbico em jejum 50 minutos e as vezes um hiit de tarde 
      Dieta com quantidade de proteina/carboidrato/gordura por dia: 
      Atualmente estou tentando fazer uma dieta de manutenção, enquanto vou retomando o ritmo da musculação e aeróbicos com cerca de 2900 calorias. Penso em fazer assim até início do mês que vem e a a partir daí começar a fazer restrição calórica e intensificar os aeróbicos.
      190g proteína
      120g gordura
      250g carboidrato
       
      Avaliação feita em 16 de dezembro de 2019


      Dieta atual:
      Observação: no momento estou tomando multivitaminico, pois assim tento repor o que falta de nutrientes, tendo em vista que não costumo comer muita salada além de tomate e alface, e fruta normalmente apenas banana
      Creatina é o único suplemento que estou usando para 'performance'
      Acabou de chegar aqui pra mim, vitamina c e ômega 3 que normalmente uso mais pela questão da saúde tbm, além de cafeína, que costumo usar quando aperto a dieta e aeróbico

      Meu estado atual: (ainda não sei bem postar fotos aqui, se tiver algo errado me dêem um help)




    • Por Mah39
      Olá pessoal
      Treino e faço dieta há 5 anos! No ultimo ano, fiz treino de força com uma personal e, e obtive bons resultados, aumentei massa magra e baixei o percentual de gordura para 19%, Porém em janeiro fui passar uma temporada no Paraguai e não conseguir treinar nem manter a dieta, em 4 meses joguei todo no esforço de anos no lixo. Estou voltando aos treinos, e estou pensando em fazer um ciclo, para ajudar na recuperação do fisico, não busco e nem espero resultados exorbitantes, na verdade se conseguir dar uma melhorada nos gluteos e posteriores ja ficarei feliz, mas não sei se inicio de imediato o ciclo, ou se espero uns 3 ou 6 meses. Eu trouxe uma oxandrolona da Landerlan, 100 comprimidos de 5mg. Estava pensando em começar com meio comprimido, e depois aumentar para 5mg ao dia, e manter assim o maximo de semanas possiveis. O que me dizem?
      Idade: 39 anos 
      Altura: 1,55
      Peso: 50,3 kg
      Medicações em uso: Pantogar
      Problemas de Saúde: Queda de cabelo (cai desde minha primeira gravidez, há 20 anos) Enquanto estou tomando pantogar, a queda cessa, se paro, volta!
      Cirugias: Proteses nos seios, há 02 anos.
      Tempo de treino: Uns 5 anos entre idas e vindas... 
      Ciclos feitos: Nenhum
       
      Treino  dieta e fotos estarei postando posteriormente!
    • Por pedrolopes665
      UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC
      DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA – DEF
      PROGRAMA ESPACIAL DE TREINAMENTO – PET

      "A RELEVÂNCIA DOS INTERVALOS DE REPOUSO ENTRE AS SÉRIES NO TREINAMENTO DE MUSCULAÇÃO OBJETIVANDO A HIPERTROFIA MUSCULAR"

      Autor: ROGER HANSEN

      Orientador: PROF. PAULO MARCELO SOARES DE MACEDO

      FLORIANÓPOLIS, MAIO DE 2002.
      Introdução
      A utilidade e importância do treinamento com pesos ( como também se denomina a musculação) tem sido relevada cada vez mais pelos diversos objetivos que podem ser atingidos através de sua utilização em relação à melhora da performance e condicionamento físico. Algumas finalidades da musculação são as seguintes:
      Terapêuticas: Para tratar de lesões corporais e correção postural; Profiláticas: Para prevenir doenças como a Osteoporose; Psicológicas: Para aliviar a mente de tensões do dia a dia. Diminuição da agressividade e ansiedade. Estéticas: Para modificar a massa corporal, objetivando formas esteticamente desejáveis. Específicas: Para aprimorar uma qualidade física específica necessária para um melhor desempenho esportivo de determinada modalidade esportiva(Godoy, 1994).Atualmente pode-se constatar que um dos motivos que mais tem levado as pessoas a procurarem uma academia de musculação é o aperfeiçoamento da estética corporal. Com isso, é possível constatar que muitas pessoas buscam um treinamento de musculação visando o ganho de massa muscular (hipertrofia muscular). Para este fim, é necessário que se dê atenção específica para os diversos fatores relacionados à intensidade do treinamento. Porém, muitos praticantes acabam tratando a musculação como um simples "puxar de ferros", realizando treinamentos inadequados, o que pode vir a comprometer sua saúde e tornar cada vez mais difícil a obtenção de resultados positivos. Sabe-se, portanto, que a musculação é norteada por uma série de princípios e variáveis que influenciam de forma significativa e precisa em seus resultados finais, ou seja, na meta almejada.
      O treinamento deve ser elaborado de acordo com as características únicas de cada indivíduo, determinadas geneticamente (Princípio da Individualidade).
      A partir disso deve-se ter claro o objetivo que pretende-se atingir a fim de que se possa prescrever o treinamento adequado para tal meta, contendo exercícios que desenvolvam as qualidades ou grupos musculares específicos (Princípio da Especificidade).
      É necessário também que se estabeleça o número ou quantidade dos exercícios, número de séries, número de treinos na semana (caracterizando o Volume de treino), bem como o percentual de carga a ser utilizada, a velocidade dos movimentos, a duração dos intervalos de descanso (o que caracteriza a Intensidade do treinamento), fazendo com que haja um equilíbrio ou harmonia entre estes fatores ( Princípio de Interdependência Volume x Intensidade).
      E para que exista uma evolução constante no treinamento, é preciso que se aumente periodizadamente as cargas de trabalho ( Princípio da Sobrecarga) (Godoy, 1994).

      Dentre estes vários princípios citados, existem ainda diversos fatores a se pensar no momento de se elaborar um treinamento. Neste trabalho pretende-se abordar um dos fatores intervenientes na intensidade do treinamento com pesos: Os Intervalos de Repouso Entre as Séries, quando o objetivo é a Hipertrofia Muscular.

      A principal razão que motivou a realização deste estudo é justamente a falta de clareza sobre o assunto, tanto na literatura assim como quando se questiona os profissionais da área da atividade física.
      Isso se confirma pelas palavras de Santarém(2001), quando questionado sobre o assunto: (...) "Não conheço trabalhos que tenham explorado esse assunto. Eu mesmo estou aguardando uma nova metodologia (Ressonância Magnética Quantitativa) para algum trabalho no tema".

      A partir disso pôde-se perceber que existem muitas dúvidas a respeito do controle adequado dos intervalos de repouso entre as séries para que o treinamento de hipertrofia muscular se torne mais eficiente.
      Julga-se, portanto, que esta variável do treinamento de musculação não pode ser desprezada de forma alguma, podendo representar não só o atingimento ou não da meta pretendida, mas também trazer implicações importantes quanto à saúde do praticante.

      Os Sistemas Energéticos do Corpo Humano

      O Corpo humano dispõe de três vias metabólicas ou produtoras de energia, sendo que a predominância de uma ou outra depende da intensidade e duração da atividade (Brooks, 1998).

      Sistema Anaeróbio Alático (ATP/CP)

      Este é o sistema de energia imediata do corpo. Predomina em esforços explosivos, ou seja, movimentos que necessitam de rapidez e força, como interceptar uma bola de futebol que venha na direção da pessoa velozmente ou correr intensamente por poucos metros para tomar um ônibus.
      O sistema anaeróbio alático é caracterizado pelo ATP ( Adenosina Trifosfato) e CP (Creatina Fosfato). O ATP é a forma imediata disponível de energia necessária para a contração muscular e ação motora. É usado para todos os processos que requerem energia nas células do corpo (Brooks, 1998). O ATP é desintegrado resultando em: (ADP + P).

      A creatina fosfato (CP) é uma molécula semelhante ao ATP, a qual é desintegrada liberando uma grande quantidade de energia da seguinte maneira: (C + P). A função da creatina fosfato é ceder o fosfato resultante de sua decomposição para a molécula de ADP (adenosina difosfato), sendo que desta forma a energia e reconstruída após as novas ligações:

      De acordo com Dantas (1998), é a maior quantidade de creatina fosfato estocada na célula que permite que o sistema anaeróbico alático tenha uma duração um pouco mais longa.

      Segundo Fox et al(1989), o restabelecimento destas ligações, ou seja, o tempo que o sistema ATP/CP necessita para se recompor é de 3 a 5 minutos.

      Sistema Anaeróbio Lático (Glicolítico)

      Apesar do sistema ATP/CP fornecer grandes quantidades de energia em um curto espaço de tempo, seu esgotamento se dá no 8o / 10o segundo( intensidade muito alta) ou 15o / 20o segundo (intensidade moderada) (Mathews e Fox, 1986).

      Portanto, para que um esforço de alta intensidade possa ser mantido por mais tempo, como em uma prova de 100m rasos, o corpo disponibiliza outro mecanismo para a obtenção de energia, a Glicólise Anaeróbia.
       
      Desta forma, como menciona Brooks (1998) e Mathews e Fox (1986), a energia necessária para reconstruir ATP/CP vem principalmente da Glicose e Glicogênio, sendo este último desintegrado quimicamente, através de uma série de reações, tendo como conseqüência a produção de Ácido Lático, o que limita este sistema de obtenção de energia.

      Segundo Brooks (1998), o tempo para a fadiga na Glicólise Anaeróbia é de 1 a 3 minutos. De acordo com Fox et al (1989), a ressíntese do glicogênio muscular, principal compontente energético deste sistema, requer um período de 5 a 24 horas de descanso, de acordo com a intensidade da atividade.

      O Sistema Aeróbio (Oxidativo)

      De acordo com Brooks (1998), este é o sistema mais complexo para a obtenção de energia. O sistema aeróbio, como indica o nome, caracteriza-se pela utilização de O2 para a obtenção de energia. O principal composto energético deste sistema são os carboidratos e as gorduras.

      Segundo Katch e McArdle(1996), o sistema aeróbio é utilizado predominantemente em atividades de longa duração, em exercícios realizados por mais de 3 a 4 minutos.

      O tempo necessário para a reposição do glicogênio muscular após exercícios contínuos é de 10 a 46 horas (Fox et al, 1989).

      Hipertrofia Muscular (Hipertrofia e Sobrecargas Metabólica e Funcional)

      A hipertrofia muscular é definida como um aumento da área de secção transversa de um músculo (Mathews e Fox, 1986).

      Segundo Santarém(1999), o principal mecanismo de hipertrofia é a multiplicação das miofibrilas protéicas com capacidade contrátil, que ocorre como adaptação à sobrecarga tensional nos músculos em atividade. Este tipo de aumento do volume muscular é denominado Hipertrofia Miofibrilar ou Crônica.

      A Sobrecarga Tensional é definida por Santarém(1999) como sendo diretamente proporcional à resistência oposta ao movimento. Pode-se afirmar, de outro modo, que a sobrecarga tensional é indicada pela carga utilizada, baixas repetições e intervalos de descanso longos a fim de proporcionar a recuperação dos músculos e do sistema energético.

      Segundo Mathews e Fox(1986), uma das alterações bioquímicas e em relação às próprias fibras musculares decorrentes do treinamento com pesos diz respeito a uma redução no volume (densidade) de mitocôndrias, devida a aumentos no tamanho das miofibrilas e no volume sarcoplasmático.
      Portanto, existe outro tipo ou mecanismo de hipertrofia muscular chamado de Hipertrofia Metabólica ou Sarcoplasmática. Este processo é desencadeado pelo aumento de certas substâncias no citoplasma da célula muscular (sarcoplasma), promovendo um conseqüente aumento no tamanho da musculatura.

      Com base nas afirmações de Dantas(1998) representa-se a seguir a elevação da concentração dessas substâncias após 5 meses de treinamento anaeróbio:

      As adaptações do corpo promovendo hipertrofia metabólica ou sarcoplasmática ocorrem através de outro tipo de sobrecarga ( diferente da tensional), a Sobecarga Metabólica, a qual é argumentada por Santarém(1999) como um aumento de atividade dos processos de produção de energia.
      Esta sobrecarga se dá basicamente por dois mecanismos, o aumento da hidratação muscular (intracelular) e o aumento da vascularização do tecido muscular (extracelular). A sobrecarga metabólica pode ser manipulada pelos seguintes fatores: Elevação do número de repetições e ou diminuição dos intervalos de descanso entre as séries.

      Existem diferenças significativas entre os dois mecanismos de hipertrofia muscular citados, as quais são perfeitamente descritas por Santarém(1999):

      (...)"a hipertrofia muscular ocorre lentamente porque a síntese protéica é um processo lento, e pode atingir grande magnitude. A diminuição de volume muscular no destreinamento também é relativamente lenta, devido ao fato de que as miofibrilas passam a ser parte integrante das células. Já a Hipertrofia Metabólica ocorre rapidamente porque o acúmulo de glicogênio é um processo relativamente rápido. A magnitude da hipertrofia, no entanto, é menor, pelo menos a curto prazo. Isto devido ao processo ser limitado pela saturação do glicogênio intracelular (torno de 4,5 gramas). A perda de volume muscular com o destreinamento é rápida devido ao caráter não estrutural do glicogênio e da água" (p. 1).

      A Relevância dos Intervalos de Repouso Entre as Séries

      Os intervalos de repouso entre as séries constituem um fator muito importante quando se tem por objetivo a Hipertrofia Muscular. A respeito disso Bompa(2000), faz a seguinte consideração: (...) "O intervalo de repouso entre as séries é talvez o componente mais importante do treinamento quando o objetivo é a hipertrofia" (p. 70).

      De acordo com Fleck e Kraemer(1999), recentemente foi demonstrada a influência que os períodos de descanso têm na determinação do estresse do treino e no total de carga que pode ser utilizada.
      Os intervalos de repouso entre as séries e exercícios influenciam em aspectos como o grau de recuperação de energia ATP-CP, na concentração de lactato no sangue e também podem influenciar fatores como a fadiga e a ansiedade.
      Os períodos curtos de descanso (1 minuto ou menos) têm sérias implicações psicológicas (talvez pelo maior esforço exigido, mais desconforto e elevação das demandas metabólicas a exemplo da alta produção de lactato) que devem ser levadas em consideração quando se planeja um treinamento.

      Concordando com Santarém(1999), a elevação das cargas não indica, isoladamente, a intensidade do treinamento, é necessário que se considere os intervalos de descanso e o grau de esforço empregado na movimentação da carga.
      Portanto, é preciso que se entenda os intervalos de descanso entre as séries como uma variável de suma importância, inerente à intensidade ideal do treinamento Também, de acordo com Bompa(2000) um inadequado intervalo de descanso entre as séries causa aumento na participação do sistema Anaeróbio Lático na produção de energia.
      O acúmulo de ácido lático (decorrente deste sistema energético) leva à dor e à fadiga, podendo trazer prejuízos ao treinamento.

      Deve-se considerar ainda que nos intervalos de descanso o coração bombeia o maior volume de sangue para o músculo exercitado, sendo que um intervalo muito curto de descanso leva à redução da quantidade de sangue que chega ao músculo treinado (impedindo o devido suporte de combustível de oxigênio). Deste modo, o atleta, devido à falta de energia, não terá condições de completar o treinamento (Bompa, 2000).

      Na defesa de intervalos mais prolongados encontra-se afirmações como a de Godoy(1994):
      (...)" os intervalos de descanso devem permitir a ressíntese dos fosfagênios para o próximo esforço, a manutenção do nível de lactato sangüíneo em proporções suportáveis, e o restabelecimento da freqüência cardíaca em níveis mais confortáveis" (p. 42).

      Em contrapartida, Bompa(2000), afirma que quando se tem por objetivo a hipertrofia muscular (no caso do fisiculturismo, por exemplo) o treino deve ser planejado de forma que as reservas energéticas (ATP-CP) sejam depletadas afim de que se comprometa a energia disponível para o músculo exercitado. Uma das maneiras de se atingir este objetivo é reduzindo os intervalos de repouso entre as séries (30 a 45 segundos). Esse pensamento é argumentado da seguinte forma:

      (...)" quando é dado ao corpo um tempo muito curto de descanso o músculo tem menor tempo para restaurar as reservas energéticas, ATP-CP. Como uma série até a exaustão depleta as reservas de ATP-CP e o curto intervalo de descanso não proporciona a recuperação completa dessas reservas, o músculo é forçado a adaptar-se, aumentando a sua capacidade de transporte de energia, o que resulta no estímulo ao crescimento muscular. Isso ocorre graças ao aumento do conteúdo de CP nas células musculares e à ativação do metabolismo protéico, fatores que, por sua vez, estimulam a hipertrofia" (p.72).

      Considerações Finais

      Como pode-se observar, a partir da análise das opiniões dos autores pesquisados, existem pontos divergentes e pontos em comum entre as recomendações a respeito dos intervalos de repouso entre as séries no treinamento de hipertrofia muscular.

      Analisando-se o pensamento de Bompa(2000), percebe-se que o autor aponta diversos problemas e ou desvantagens na utilização de intervalos muito curtos entre as séries, como o acúmulo excessivo de ácido lático e irrigação sangüínea insuficiente no músculo exercitado.
      Porém o mesmo autor coloca que um treinamento visando a hipertrofia muscular deve ser realizado com intervalos curtos, não permitindo a recuperação total do sistema anaeróbio alático (ATP-CP), fazendo com que o organismo promova adaptações que induzam ao aumento do volume muscular.

      Esta afirmação contradiz, no entanto, o pensamento de Godoy(1994), o qual ressalta que os intervalos devem proporcionar a recuperação do sistema ATP-CP antes do próximo esforço.
      Porém o pensamento de Bompa(2000), parece ser bem fundamentado, indo ao encontro do que afirma Dantas(1998), quando relaciona as substâncias contidas no sarcoplasma e seus respectivos aumentos percentuais, decorrentes de adaptações ao treinamento anaeróbio (vide quadro I), e também em relação à teoria da Hipertrofia Metabólica apresentada por Santarém(1999).

      Finalmente, tomando-se como base o presente estudo, é possível que se faça algumas recomendações quanto ao controle dos intervalos de repouso entre as séries. Desta forma torna-se possível um melhor entendimento da importância desta variável, efetivando o objetivo central do treinamento, a hipertrofia muscular, e, também, evitando o insucesso e possíveis lesões relacionados ao desequilíbrio na interdependência entre a intensidade e o volume do treinamento.

      Portanto, destaca-se os seguintes aspectos a serem levados em consideração, principalmente:

      Período de Adaptação ao Treinamento
      Como se sabe, a intensidade do treinamento deve ser elevada progressivamente a fim de se obter melhoras na performance. Porém, antes de se elevar a intensidade mediante a intervenção em fatores como os intervalos de repouso entre as séries, por exemplo, deve-se ter como garantia que o praticante passou por um período inicial adequado de adaptação ao treinamento. Assim, tem-se uma redução das possibilidades de lesão principalmente em relação aos tecidos conjuntivos como tendões e ligamentos.

      Equilíbrio Adequado Entre Volume e Intensidade
      Sabendo-se que os intervalos de repouso entre as séries constituem uma das variáveis da intensidade do treinamento, deve-se cuidar para que na redução dos tempos de intervalo haja conseqüentemente uma diminuição do número de séries e/ou de repetições e/ou da freqüência de treinos, ou seja, no volume do treinamento. Também é necessário que se evite a elevação conjunta de duas variáveis da intensidade do treinamento. A exemplo disso pode-se citar uma elevação da carga (peso utilizado) juntamente com a redução dos tempos de intervalos entre as séries.

      Com isto, visa-se principalmente evitar lesões agudas nos tecidos conjuntivos, bem como nos sistemas muscular e esquelético, e também problemas crônicos como o sobretreinamento e suas conseqüências, decorrentes do excesso de sobrecarga no treinamento.

      Considerações Quanto ao Período de Treinamento
      Tendo-se o aumento do volume muscular como objetivo principal do treinamento, pode-se intervir nos intervalos de repouso entre as séries de diferentes formas de acordo com o período ou estágio de treinamento.
      Considera-se, portanto, que no início da temporada de treinamento deve-se utilizar intervalos de repouso médios ou longos entre as séries (1min e 30 seg. a 3 min), o que permite a utilização de cargas de trabalho maiores devido ao maior tempo de repouso, priorizando-se desta forma a Hipertrofia Crônica ou Miofibrilar, a qual se caracteriza por sua consistência devido ao aumento da secção transversa da fibra muscular.

      Por outro lado, nos períodos que se aproximam da competição ou temporada em que se deseja atingir o pico de desenvolvimento muscular, recomenda-se a utilização de intervalos curtos(30 seg. a 1min e 30 seg.), o que, associado de forma ideal às demais variáveis do treinamento proporciona uma Hipertrofia Aguda ou Metabólica, a qual, mesmo sendo menos consistente ou duradoura, permite uma melhor apresentação da musculatura (em termos estéticos) em um menor período de tempo.

      REFERÊNCIAS

      BOMPA, Tudor O. ; CORBACCIA, Lorenzo J. Treinamento de força consciente. Tradução de Dilmar Pinto Guedes. São Paulo: Phorte, 2000.

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      DANTAS, Estélio. H. M. Sistemas de transferência energética. In:______. A prática da preparação física. 4. ed. Rio de Janeiro: Shape, 1998. 399 p. cap. 5.

      FLECK, Steven J.; KRAEMER, William J. Fundamentos do treinamento de força muscular. Tradução de Cecy R. Maduro. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 1999. 247p.

      FOX, Edward L. ; MATHEWS, Donal K. Fontes energéticas. In:______. Bases fisiológicas da educação física e dos desportos. Tradução de Giuseppe Taranto. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1986. 488 p. cap. 2.

      FOX, Edward L. ; BOWERS, Richard W. ; FOSS, Merle L. Fontes energéticas. In:______. Bases fisiológicas da educação física e dos desportos. Tradução de Giuseppe Taranto. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1989. 518 p. cap. 2-3.

      GODOY, Eric Salum. Musculação – Fitness. [s. l.] : Sprint, 1994. 127p.

      KATCH, Frank I. ; McARDLE, William. Nutrição, exercício e saúde. Tradução de Maurício L. Rocha. Rio de Janeiro: Medsi, 1996. 657p.

      SANTARÉM, José Maria. Treinamento de força e potência. In:______. GHORAYEB, Nabil; BARROS, Turíbio. O exercício: preparação fisiológica, avaliação médica, aspecto especiais e preventivos. São Paulo: Atheneu, 1999. 496p. cap. 4. (35-50).

      SANTARÉM, José Maria. Atualização em exercícios resistidos: hipertrofia muscular. Saúde Total, [ S.I.], 8 nov. 2001. Acesso em: 2 de maio de 2002.

      SANTARÉM, José Maria. Trabalho sobre exercícios resistidos. [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por < rogerhansen@bol.com.br> em 11de nov. 2001.

      BIBLIOGRAFIA

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      ELLIOT, Bruce; MESTER, Joachim. Treinamento no esporte: aplicando ciência no treinamento. Vários tradutores. Guarulhos-SP: Phorte, 2000.

      SANTOS, Vanderlei. Guia prático de musculação. [s. I.], 1989. 125p.

      VOLPI, Liliam Maria. Avaliação do efeito agudo de uma sessão de musculação nos perímetros do corpo humano. 2001. TCC ( Monografia em Licenciatura em Educação Física) – Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina

    • Por Monique Fernandes
      Gente iniciei o ciclo dia 06/01/20
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