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musculação no basquete...


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Pensando rapidamente aqui, vejo como motores primarios de um jogador de basquete o triceps braquial, deltoides e quadriceps.

Procure saber mais sobre treinamento pliometrico. E utilizado com boa frequencia na preparacao de atletas de voleyball.... no basquete nao sei, mas pode ser utilizado.

abracos

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Pliometria

o livro Manual de Treinamento Esportivo - Weineck - 1989 , menciona que para se ter uma boa impulsão é necessário um nível elevado de força, para que se obtenha a velocidade máxima possível nos movimentos. Essa força se chama força explosiva ou de explosão que depende nao só da coordenação intermuscular, mas também da coordenação intramuscular, da velocidade de contração e da força de contração das fibras musculares ativadas.

Acrescenta que a Coordenação Intermuscular é melhorada através de um treinamento técnico específico da modalidade esportiva, ou seja, se for voleibol, saltando para os bloqueios e cortadas, se para basquetebol, saltando para o rebote, para encestar, etc...É, parece estranho, mas é real, para aprender a saltar alto, temos que saltar. A Coordenação Intramuscular e a velocidade de contração são melhoradas com o treinamentos dinâmicos explosivos máximos (ex: treinamento pliométrico). A força de contração das fibras musculares envolvidas nos músculos utilizados para se saltar é aumentada através do método de repetições máximas ou de força máxima (na musculação), começando com um trabalho de base e enfim buscar o nível máximo de força. Para o período de competição deve ser otimizado este treinamento no sentido da coordenação intra e intermuscular.

O Treinamento Pliométrico, segundo Cossenza, Carlos Eduardo, no livro Personal Training, 1996, estabelece um elo entre a força e a velocidade. Este método originou-se na URSS na década de 60 e definido como um trabalho que combina a força e a velocidade, de forma a se utilizar, o mais rápido possível, a força que se tem.

São chamados de pliométricos todos os exercícios que utiliizam o reflexo de alongamento para produzir uma reação explosiva. No treinamento, os exercícios utilizam o peso corporal e a força da gravidade para exercer a força contra o solo e são conhecidos como exercícios de salto em profundidade. Como exemplo, o autor cita o que é realizado pulando-se de um plinto (caixa, step, etc...) com altura de 75 - 110 cm. E ao chegar no solo, ocorre uma contração excêntrica nas musculaturas responsáveis pela extensão das articulações do joelho e da coxofemoral.

Durante a fase de amortecimento, o fuso muscular é estimulado e o reflexo miotático faz com que haja uma contração imediata, impedindo a tranformação brusca no comprimento do músculo. Apesar de ocorrer um alongamento reduzido na contração excêntrica, os componentes elásticos seriais dos músculos armazenam energia elástica e a utilizam na passagem para a contração concêntrica. Por este motivo as contrações devem ser o mais rápido possível, para que esta energia não se dissipe.

Segundo Farentinos e Radcliffe (1984) as repetições desse exercício devem variar de 3 séries de 8-10 repetições, sendo que o aumento de sobrecarga pode ser feito: Aumentando a altura do plinto, o número de repetições, a distância entre os obstáculos, o número de séries ou no peso adicional (alguns autores não recomendam peso nas pernas por diminuirem a força explosiva e aumentarem em muito a sobrecarga nas articulações).

Variações de exercícios:

Pernas: pular no plinto e saltar dele, saltar com uma perna e cair com a outra, ou cair com as duas e vice-versa. Saltar e cair com as duas juntas . Saltar de um lado para outro, no chão, com uma perna e voltar com a outra. Saltar com as pernas juntas de um lado para outro, no chão, sobre uma reta desenhada no chão com um giz. Pular Corda. Saltar sobre cones de frente e de lado. Saltar para cima no lugar com as mãos na nuca. Dar um passo grande e saltar imediatamente impulsionando pra cima, recomeçando a passada. Subir uma escada de "canguru", etc...

Braços: Jogar 2 x 2 uma bola medicine ball. Dar socos em saco de boxe (com luvas apropriadas), etc...

A frequência do treinamento deve ser de 7-10 dias... pois é considerado um trabalho de alta sobrecarga .

Recomendações:

* Não se deve impulsionar para cima com as pernas juntas, juntá-las somente no início da queda;

* Antes de impulsionar o corpo não inclinar para frente, isso irá causar uma trajetória de queda brusca;

* Apoiar a parte dianteira da planta e depois os calcanhares;

* Flexionar levemente os joelhos na aterrissagem;

* Não se esqueça de utilizar um bom par de tênis para corridas, a fim de amortecer as quedas e não lhe causar futuras lesões articulares, ou saltar sobre folha de borracha;

*A posição de repulsão deve ser correspondente ao do exercício competitivo.

* É imprescindível consultar seu médico ortopedista antes de começar o treinamento para saber se o trabalho não irá agravar uma lesão mau-curada.

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