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  1. Apollo Galeno

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    • Por luna1123
      Boa noite, quero começar o uso de oxandrolona, mas faço o uso de anticoncepcional. Estava vendo relatos de ciclos e li que o uso do anticoncepcional não é bom para que esta ciclando. É necessário parar o uso do anticoncepcional? Se sim, quanto tempo antes de ciclar?
    • Por fisiculturismo
      A revista VEJA SP publicou uma reportagem online sobre alguns médicos endocrinologistas (ou não) de São Paulo que prescrevem esteroides para fins estéticos. A matérias tem gerado repercussão nas redes sociais.
       
      Os médicos que prescreveram os esteroides para fins esteticos são: Mohamad Barakat,  Yasser Maciel Jorge,  Josmar Rodrigues e Carlos Eugênio Ventura Lopes.
       
      Alguns defendem a conduta dos médicos, na medida em que a conquista do corpo sonhado seria questão de saúde, sendo melhor que o paciente use esteroides com acompanhamento médico do que sem qualquer tipo de controle.
       
      Outros são contrários, sustentando que os médicos não podem prescrever drogas que podem causar efeitos colaterais sem que o paciente esteja efetivamente doente.
       
      Qual é a sua opinião sobre o tema?
       
      Acompanhe a reportagem:
       
      13.dez.2013 por Sérgio Ruiz Luz [colaborou João Batista Jr.]
       
      Exibir os músculos sarados no verão é um dos troféus mais cobiçados na era do culto ao corpo. No fim do ano, consultórios de nutrição esportiva na capital chegam a registrar um aumento de 50% em seu movimento. Há profissionais da área que turbinam os resultados graças a uma roleta-russa química na qual se destaca o abuso dos esteroides anabolizantes. Hormônios masculinos sintetizados em laboratório, eles estimulam a produção de proteína nas células musculares e, em sua utilização terapêutica, auxiliam na recuperação da massa corporal de pacientes debilitados por câncer ou aids, entre outras aplicações.
       
      Nas últimas décadas, popularizaram-se muito no meio das academias, onde são chamados de “bombas” graças ao seu efeito potente no organismo. Utilizadas em alta dosagem, tais drogas funcionam como um elixir mágico capaz de transformar o físico de pessoas em um curto espaço de tempo, rendendo doses extras de força e acelerando o processo de recuperação depois dos exercícios. Mas essa é uma terapia bastante perigosa. A lista de efeitos colaterais inclui doenças cardíacas e tumores no fígado. Devido a isso, a prescrição dos medicamentos a pessoas saudáveis é proibida pelo Conselho Federal de Medicina. Quem as receita para fins estéticos está sujeito a um processo que pode resultar, em última instância, na cassação do diploma. Alguns não se importam em correr os riscos. A forte demanda, a fiscalização frouxa e os altos lucros falam mais alto.
       
      Em São Paulo, um dos profetas da turma da malhação intensiva é Mohamad Barakat, um oftalmologista que aposentou o aparelho óptico e passou a fazer sucesso no mercado de fitness. Aos 50 anos, ele é uma espécie de propaganda ambulante do negócio. Suas camisas justas parecem cuidadosamente escolhidas para mostrar os 110 quilos distribuídos pela silhueta. “Tenho de me cuidar”, explica Barakat, contando que já foi um garoto obeso na infância. “Fiz bastante musculação e, nos últimos tempos, estou me dedicando ao tênis.” Na sala de espera de seu consultório na Avenida Brasil, batizado com o pomposo nome de Instituto de Medicina Integrada, Longevidade e Performance Humana, pode-se encontrar uma fauna variada de famosos, que inclui um esquadrão de ex-panicats, a apresentadora Adriane Galisteu, o atacante Guerrero, do Corinthians, e executivos como Lásaro do Carmo Júnior, presidente da Jequiti, empresa de cosméticos do Grupo Silvio Santos.
       

       

                     
      Homem-placa no centro de SP ouve o pedido para comprar anabolizantes e indica um colega, que chega quinze minutos depois, com uma receita em branco, ao custo de 80 reais.
       

       
      Quem vai até lá pela primeira vez preenche os dados cadastrais em um tablet. Na alta temporada, Barakat recebe por dia cerca de trinta pessoas, que pagam 750 reais por uma consulta. Na época de pico de trabalho, portanto, o endereço fatura mais de 100 000 reais por semana. “Chego a ficar aqui até as 3 horas da madrugada para atender quem procura um encaixe”, conta.
       
      Aos que despencam ali dispostos a fazer qualquer negócio, o especialista diz ter uma fórmula. “Falo para essas pessoas que vou deixá-las ótimas para o verão... de 2015”, brinca, emendando a história de um rapaz que lhe pediu insistentemente uma poção para encurtar o caminho rumo à sonhada barriga tanquinho. “Abri a gaveta e falei para ele: ‘Tome, aí vai o pó de pirlimpimpim’ ”, lembra. Moral da história: “Não existe um passe mágico”. Seguindo a mesma linha de raciocínio, Barakat diz ser contra a aplicação de esteroides anabolizantes para fins estéticos. “Nunca uso hormônios se o indivíduo tem saúde normal. Acho inadmissível”, afirmou categoricamente a VEJA SÃO PAULO.
       
      Em seu consultório, entretanto, sem que ele soubesse que estava diante de um jornalista, a prática foi outra. O autor desta reportagem esteve lá em outubro, sem se identificar, pedindo ajuda para ficar malhado a tempo para o verão. Barakat é um nome bem comentado nas academias de ginástica da capital por aplicar dietas heterodoxas.
       
      O objetivo da visita anônima era checar se os boatos procediam. Em cerca de trinta minutos, depois de olhar rapidamente o resultado de um exame de sangue feito em maio, o médico alegou que a taxa de testosterona do paciente estava no limite mínimo inferior e mandou ver numa dieta de sessenta dias com quatro tipos de hormônio sintético, entre eles oxandrolona e estanazolol.
       
      O suposto problema de saúde, na verdade, era apenas uma desculpa para justificar o objetivo real. “Vou lhe dar uma carona hormonal. Você estará em um tapete mágico. Em alguns meses, você vai estar com a barriga ‘trincada’.”
       
      Em seguida, fechando o semblante, fez uma advertência. “De repente, você pode começar a ficar mais nervoso com as pessoas. Se isso acontecer, controle, respire...”, alertou. “A testosterona vai deixá-lo diferente.” Algum outro problema? “A diferença entre veneno e poção é a dose. Nunca ninguém morreu por causa de hormônio”, garantiu.
       
      Encerrou o atendimento receitando aplicações na forma sintética do GH, sigla em inglês para o hormônio de crescimento. Seu uso terapêutico é para casos de crianças com dificuldade de crescimento. A exemplo dos anabolizantes, apresenta uma longa lista de efeitos colaterais, que vão do aumento das extremidades do corpo, incluindo nariz e maxilar, ao câncer de fígado. No mundo fitness, virou remédio com supostos poderes de aumentar músculos, reduzir gordura e melhorar a disposição.
       
      O GH é aplicado por uma enfermeira no próprio consultório de Barakat. O procedimento custa 1 500 reais por mês. “Ao final de sessenta dias, avalie como foi o retorno do investimento em termos de resultado físico”, concluiu o médico. Ele se apresenta como nutrólogo e tem pós-graduação em endocrinologia pelo Ipemed de São Paulo, curso que não é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).
       
      Esse não é o único profissional da metrópole que recomenda anabolizantes e outros hormônios sintéticos para quem deseja acelerar o crescimento do corpo. A reportagem de VEJA SÃO PAULO obteve receitas semelhantes de outros especialistas.
       
      Yasser Maciel Jorge, da Clínica Pollyanna Esteves, voltada para medicina e nutrição personalizada, na Vila Mariana, prescreveu uma ampola de deposteron a cada sete dias. “Depois de duas ou três semanas, a gente vê como o corpo vai reagir”, disse. “Aí, aumenta a dose ou diminui.”
       

       
      Outro especialista, Carlos Eugênio Ventura Lopes, que tem uma clínica no Itaim, recomendou injeções de 25 miligramas de deca-durabolin duas vezes ao mês. “Fica uma coisa bem segura para trabalhar”, disse.
       

       
      O cardiologista Josmar Rodrigues, mais conhecido como doutor Jota, um mineiro radicado em São Paulo desde o fim da década de 80, representa outro nome forte na área. Possui um movimentado consultório no Jardim América. “Atendo por aqui gente como o ator Luigi Baricelli e o piloto Rubens Barrichello”, conta ele, que cobra 800 reais a consulta. Aos 56 anos, o médico acorda às 5 horas para manter a boa forma. “Antes das 6 já estou na academia correndo, fazendo bike, musculação, nadando...”, enumera. Na sala do profissional, coleções de miniaturas de carro e de capacete mostram que o automobilismo é outra de suas paixões, ao lado das canetas-tinteiro Montblanc (em cima da mesa, guarda cinco canecas e um por tatinta da marca).
       

       
      A exemplo de Barakat, adota “oficialmente” uma postura de condenação aos anabolizantes. “Sou contra”, disse a VEJA SÃO PAULO. “Hormônios somente quando for necessário, mas não para aquele garoto que está cheio de testosterona e quer tomar droga para ficar mais forte. Isso é altamente prejudicial.” Em outubro, também estive lá, mostrando-me interessado no milagre do verão. “Você já experimentou algum hormônio?”, perguntou Jota, antes de receitar oito ampolas de durateston.
       
      “Vá à farmácia ou venha aqui mesmo aplicar as injeções nas nádegas, uma por semana”, orientou. “Use também estanazolol, que ajuda o corpo a crescer, secando. Tome três cápsulas por dia.” Questionado sobre os riscos do tratamento, amenizou: “A dosagem é muito pequena, não vai provocar nada. Você não quer uma mudança rápida? Então tem de tomar. Só usando suplementos alimentares não vai mudar nada”.
       
      O parecer mais recente do Conselho Federal de Medicina sobre o assunto data de agosto e é assinado por Júlio Rufino Torres, conselheiro relator da entidade. “A utilização de anabolizantes e hormônios de crescimento por quem não tem indicação de seu uso não deve ser realizada com a finalidade de aumentar sua massa muscular ou seu porte físico”, afirma o documento.
       
      Aqui na cidade cabe ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) fiscalizar a ação dos profissionais e punir abusos. “Quando recebemos uma denúncia, abrimos uma sindicância e, dependendo da gravidade, isso pode se transformar em um processo”, explica Mauro Aranha, vice-presidente do Cremesp. Segundo uma estimativa dele, são registradas por ano aproximadamente 200 sindicâncias na metrópole por prescrição inadequada de anabolizantes. “Cerca de 15% delas viram processos”, calcula.
       
      A pena mais leve é uma advertência, seguida de um termo de ajuste de conduta. Para ficar com a ficha limpa, o médico aceita ser monitorado de perto por um ou dois anos pelo Cremesp. Nos casos extremos, pode-se chegar à cassação do diploma. “É algo muito raro de acontecer; não conheço nenhum caso em São Paulo”, conclui Aranha.
       
      Além de essas drogas não serem recomendadas para essa finalidade, elas acabam sendo prescritas sem exames e em volume acima do normal. Na consulta com o doutor Jota Rodrigues, por exemplo,o médico receitou uma ampola de durateston por semana.
       
      “É aproximadamente a mesma dose que uma pessoa toma durante um mês em tratamento de reposição hormonal”, compara Paulo Zogaib, fisiologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e uma das grandes autoridades no assunto no país.
       
      “Quanto maiores as quantidades usadas, maiores são os riscos de ocorrência de efeitos colaterais”, complementa. Outros especialistas fazem coro ao alerta. “As pesquisas não validam a utilização de anabolizantes e outros hormônios e mostram que o uso indiscriminado e banalizado pode levar a doenças muito graves”, reforça Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração (HCor).
       
      Periodicamente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) elabora relatórios para o Cremesp com os médicos que estão emitindo muitas receitas de hormônios. Isso acaba funcionando como ponto de partida para investigações de conduta.
       
      O outro caminho para chegar aos doutores das bombas é mais complicado, pois depende da denúncia de pacientes. “A pessoa tem vergonha de assumir em público que usou esses produtos”, afirma Alexandre Hohl, secretário adjunto da Sbem. “Seria como um viciado denunciando o traficante.”
       
      A maioria das pessoas que procuram especialistas do tipo vai em busca justamente das pílulas mágicas de crescimento, mesmo sabendo dos riscos. “Os pacientes são coniventes e os médicos, por sua vez, aproveitam a demanda crescente do culto ao físico e da transformação do corpo”, entende Mauro Aranha, do Cremesp.
       
      O órgão não tem registro de queixa ou processo contra nenhum dos quatro médicos que receitaram as drogas para o jornalista de VEJA SÃO PAULO.
       
      A sedução do atalho anabólico é enorme para quem não pensa nas consequências. O uso das substâncias, associado a um período de malhação pesada, pode render um ganho de 3 quilos de músculos em um só mês. Sem a alavanca química, uma pessoa leva um ano para obter resultado semelhante.
       
      Alguns dos médicos que receitaram os medicamentos não tiveram problemas em falar durante as consultas como o culto à estética impulsiona seu negócio. “No ano passado, atendi um rapaz que trouxe a foto de um amigo bem musculoso, pedindo para ficar ainda mais sarado do que ele”, contou Yasser Maciel Jorge. A explicação: em um cruzeiro, o tal fortão havia feito um sucesso enorme com as mulheres. “Depois de um tempo, esse paciente ficou realmente maior que o amigo, foi ao mesmo navio e era chamado por todos de mamute.”
       
      A modelo Andressa Urach é uma usuária arrependida (Foto: AGNews)

       
      Carlos Eugênio Ventura Lopes comentou a pressão das pacientes pelas drogas. “Algumas mulheres chegam aqui dizendo que, se eu não recomendar GH, vão procurar outro médico.”
       
      Barakat teve prazer de elencar suas pacientes-celebridade, como as modelos que fizeram sucesso na onda do padrão de beleza transgênico.
       
      “Atendo Juju Salimeni, Dani Bolina e Thaís Bianca, entre outras ex-panicats”, afirmou. Elas teriam esculpido o corpo pegando carona hormonal? “Vixe... Você está brincando? Usaram bem mais do que você vai usar.”
       
      Juju Salimeni deu entrevistas recentes dizendo que se arrependeu de ter tomado anabolizantes durante uma fase de sua vida. Procurada por VEJA SÃO PAULO, não quis falar mais sobre o assunto. Dani Bolina negou incrementar suas formas voluptuosas com os medicamentos.
       
      “Consigo resultados malhando bastante e cuidando da alimentação”, jura. Thaís Bianca diz que é uma usuária arrependida. “Você consegue um resultado, mas perde tudo depois”, afirma. “Não compensa.”
       
      Uma das que sofreram com essas dietas foi Andressa Urach, de 26 anos, vice-campeã do concurso Miss Bumbum 2012. “Eu era muito magra na adolescência, sofria bullying e tinha o sonho de entrar para a TV, por isso resolvi fazer um tratamento para encorpar”, conta, embrando-se das primeiras aplicações que fez de anabolizantes há dez anos.
       
      Andressa Urach, aos 13 anos

       
      Ela realizou um intensivão hormonal em 2011, antes de disputar o concurso de “legendete por um mês”,como são conhecidas as figurantes do programa Legendários, de Marcos Mion. “Junto com as drogas, fiz três meses de treinos superpesados e consegui o corpo que desejava”, diz.
       
      Apesar de alcançar o objetivo, ela começou a sofrer graves efeitos colaterais, todos eles associados à dieta de medicamentos. A voz ficou mais grossa, a acne começou a avançar no rosto e o tamanho do clitóris aumentou.
       
      “Tive de fazer uma cirurgia íntima para corrigir isso e fiquei traumatizada”, afirma. “Não tomaria essas drogas novamente.” Mais dramático foi o caso de Maria Melilo, a vencedora do Big Brother Brasil em 2011. Em novembro, ela passou por uma cirurgia para estirpar um câncer no fígado no Hospital Sírio-Libanês.
       
      Segundo Maria, o tumor teria sido causado pelo consumo de anabolizantes. Fora do campo médico, um dos primeiros usos conhecidos das substâncias do gênero ocorreu na II Guerra Mundial, quando soldados nazistas recebiam doses do medicamento antes das batalhas para aumentar sua agressividade.
       
      A droga migrou para o campo dos esportes em 1954. Durante o Campeonato Mundial de Halterofilismo em Viena, na Áustria, o médico americano John Ziegler ficou espantado com o físico avantajado dos soviéticos e as quantidades assombrosas de peso que içavam.
       
      Depois da competição, Ziegler convidou um médico daquele país para beber em um bar e, entre um drinque e outro, ele teria confessado que a turma estava fortalecida por anabolizantes. Na volta para os Estados Unidos, Ziegler começou a fazer experiências usando a terapia em atletas de lá.
       
      Poucos anos depois, vários competidores de modalidades diferentes estavam em busca das pílulas milagrosas do doutor. Em 1976, elas entraram para a lista negra do Comitê Olímpico Internacional. O maior escândalo dos Jogos ocorreu em 1988, quando o velocista canadense Ben Johnson perdeu a medalha de ouro dos 100 metros livres em Seul, pois o controle de doping apontou o estanazolol como combustível ilegal de sua impressionante arrancada rumo à linha de chegada.
       
      O surgimento dos campeões de laboratório estimulou muitos amadores a iniciar a mesma corrida química. Em São Paulo, o negócio começou a se popularizar nas academias a partir dos anos 60. Mesmo com várias campanhas de conscientização sobre os riscos dos produtos (a mais recente delas é da rede Bio Ritmo, com o lema “Diga não aos anabolizantes”), os fanáticos pela malhação ainda formam o grosso do público consumidor.
       
      Hoje, quem não recorre aos médicos para conseguir as drogas acaba indo ao mercado negro. No centro da cidade, alguns homens-placa funcionam como corretores de receitas frias. Pode-se conseguir uma delas por 80 reais.
       
      Na internet, sites com nomes sugestivos como Anabolizando oferecem a venda e a entrega dos produtos. “É difícil flagrar os responsáveis pelo crime, pois algumas dessas páginas são administradas fora do Brasil”, afirma Adriano Caleiro, titular da 2ª Delegacia de Crimes contra a Saúde Pública, que trata dos casos que envolvem a venda irregular de medicamentos.
       
      “A cada quinze dias, instauramos dois ou três inquéritos sobre o assunto, vários deles tendo como responsáveis pelas vendas personal trainers e gente que atua no ramo de fitness.” Nas academias daqui, uma mulher fornece as drogas no esquema delivery, depois de um depósito bancário feito pelo comprador (veja abaixo).
       
      O fisiculturista Enzo Perondini: "É um caminho que ninguém sabe onde vai terminar" (Foto: Fernando Moraes)

       
      A facilidade atual de acesso aos produtos surpreende até quem lida com isso há tempo. “Ficou mais tranquilo, com certeza”, atesta o fisiculturista Enzo Perondini, de 50 anos, dez vezes campeão brasileiro entre 1990 e 2002.
       
      “Na época em que eu me dopava, comecei a comprar de um fornecedor da Lapa indicado pelos meus amigos.” Consumidor frequente desse tipo de substância em sua carreira, assumiu em público a prática em 1998, quando enfrentava sérios problemas de saúde em decorrência do uso, como uma suspeita de câncer no fígado.
       
      Foi banido do esporte, converteu-se à religião evangélica e virou pastor. Hoje, convive com sequelas de saúde como hipertensão, além de um rim com apenas 40% de sua capacidade.
       
      Depois de um tempo afastado do circuito de torneios, voltou aos palcos neste ano, exibindo sua massa de 120 quilos nos campeonatos do Musclemania, nos Estados Unidos, que possuem controles mais rigorosos de doping (no auge dos tempos de preparação química, Enzo pesava mais de 150 quilos). “Estou limpo e não vou voltar a aplicar injeções”, garante.
       
      De tempos em tempos ele dá palestras alertando sobre os riscos de alguém repetir sua experiência e se mostra indignado com os médicos que recomendam essas drogas. “Quem receita não pode garantir que nada de ruim acontecerá ao paciente”, entende. “Os anabolizantes são como uma estrada que ninguém sabe onde vai terminar.”
       

      Anabolizante Estanazolol (Foto: Ivan Dias)
       
      O inacreditável serviço de "bola-delivery"
       
      No universo de algumas academias da cidade, é bem comentado um serviço de entrega em domicílio de anabolizantes, sem a necessidade de apresentação de receita médica. A reportagem de VEJA SÃO PAULO encomendou por telefone, no último dia 5, uma remessa de decadurabolin, oxandrolona e estanazolol, ao preço de 750 reais.
       
      Quatro dias depois do depósito feito em uma conta bancária do Bradesco na capital em nome de Laura Profes, um motoboy entregou o pacote no endereço indicado (depois disso, a revista encaminhou o material para a 2ª Delegacia de Crimes contra a Saúde Pública).
       
      O comércio clandestino de medicamentos controlados rende de dez a quinze anos de cadeia. A responsável pelo serviço já esteve envolvida com tráfico de drogas. Em 2006, Laura foi presa em flagrante no Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, transportando 923 comprimidos de ecstasy. Acabou condenada a quatro anos de prisão e está recorrendo em liberdade.
       
      Fonte: https://vejasp.abril.com.br/cidades/as-perigosas-bombas-dos-consultorios-anabolizantes-musculos/
    • Por Celso Kalaf
      Aconteceu em columbus-Ohio do dia 28/02 a 03/03/2013 O Arnold Classic, um dos mais importantes eventos de bodybuilding da IFBB!
      E @Celso Kalaf esteve la e nos conta como foi esse emocionante campeonato!
      Esse ano o Arnold Classic contou com 46 diferentes modalidades sendo 12 delas esportes olimpicos,, 18000 atletas e 175000 fans expectatores.
      A 25 º ediaçao do Arnold Classic contou com a presença no palco de todos os ganhadores da ediçoes anteriores desde 1989, sendo uma atraçao a parte!
      Rick Gaspari, o ganhador da primeira ediçao do Arnold Classic em 1989, foi o homenagiado desse ano , e durante a homenagem foi retratado toda a trajetoria de sua carreira como atleta e empresario no ramo do fitness., simbolizando essa homenagem recebeu das maos de Arnold Schwarzenegger um lindo trofeu.
      Esse ano no mes de abril teremos o Arnold Classic Brasil na cidade do Rio de Janeiro que contara com presença de Arnold Schwarzenegger.

      CLASSIC MAN
      Todos os seis finalistas se apresentaram em perfeita forma fisica mostrando porque estavam entre os melhores do Arnold Classic 2013!
      Fred Smalls levou o trofeu de Most Entertaining Posing Award (Prêmio posando mais divertido) e Ben Pakulski ganhou o titulo de Most Muscular Man (Homem mais musculoso).
      1 º - Dexter Jackson
      Jackson fez sua 14º apariçao no Arnold Classic um recorde nesse evento, e com o titulo de vencedor nesse ano se iguala Flex Weeler com quatro vitorias!
      Ele se aparesentou com uma incrivel forma fisica e com uma impecavel definiçao que é sua marca registrada!
      Dexter tem os titulos de 2005,2006,2008 e 2013 e como esta acostumado a quebrar recordes em Dezembro ele fez sua competiçao numero 61 fazendo do primeiro homem a ganhar o Titulo de Mr.Olympia (2008) e Mr. Olympia Master.

      2 º - BEN PAKULSKI
      Em 2001 Pakulski fez sua primeira apresentaçao no Arnold Classic, ficando em decimo!
      No ano passado ele ficou em quarto, mas merecia uma melhor colocaçao pois era um dos melhores e mais bem condicionado bodybuilding da competiçao!
      Com sua largura e enormes pernas tem sido comparado a Tom Platz!
      Ben Pakulski subiu no palco do Arnold Classic em perfeita harmonia com um fisico simetrico e volumoso, que lhe rendeu o segundo lugar!

      3 º -TONEY FREEMAN
      Com sua maturidade e invejada forma fisica o X-Man como é conhecido veio pra o sua oitava apresentaçao no Arnold Classic muito bem condicionado, com seu novo treinador Dennis James ja lhe rendeu o titulo de segundo lugar no Mr. Olympia Master e tambem um terceiro lugar no Arnold 2013!
      Veja a trajetoria de Freeman no Arnold Classic: 2005 decimo lugar, 2006 nono lugar, 2007 terceiro lugar, 2008 setimo lugar, 2009 quarto lugar, 2010 quinto lugar, 2011 nono lugar e o terceiro lugar desse ano.
      Freeman competiu com uma invejavel definiçao e uma densidade muscular perfeita, consagrando-se terceiro colocado.

      4 º - JOHNNIE JACKSON
      Considerado como um dos fisiculturistas mais fortes do mundo, Johnnie esta fazendo sua sexta apresentaçao no Arnold Classic. Em 2006 decimo terceiro lugar, 2008 nono lugar, 2009 nono lugar, 2010 decimo segundo, 2011 setimo lugar e 2013 ficando em quarto lugar melhorando sua marca das edicoes anteriores.
      Parceiro de treino de Branch Warren que é vencedor de dois Arnold Classic, Johnnie não tem o mesmo potencial nas pernas que seu parceiro, mas vem melhorando a cada ano e pelo jeito vai manter esse ritmo!

      5 º - HIDETADA YAMAGISHI
      O imenso e popular Hide (esconder) como é conhecido é o melhor fisiculturista do Japao representando muito bem seu pais e com imenso orgulho!
      Ele competiu no Arnold Classic em duas edicoes conseguindo um decimo terceiro lugar em 2007 e um oitavo lugar em 2010. Conhecido pelo seu volume muscular, dureza e equilibrio sempre se apresenta com grande energia e personalidade.
      Sua rotina de apresentaçao é sempre com temas de seus antepassados de Samurai.

      6 º - CEDRIC MCMILIAN
      Saindo praticamente do anonimato, McMillian capturou o Super Heavyweight e o titulo overall no NPC em 2009.
      Desde entao ele tem se saido bem em alguns campeonatos e outros nao. E no ano passado sob a orientaçao de Chris Aceto como seu treinador em tempo integral venceu o New York Pro.
      Aceto disse que Cedric estaria pronto para subir no palco do Arnold Classic e ter uma boa colocaçao, ele estava certo Cedric se apresentou com uma boa simetria e grande volume muscular lhe rendendo um sexto lugar.

      MISS INTERNATIONAL
      Todas as seis finalistas competirao com um nivel fantastico de condicionamento fisico, definição e volume muscular. Nesse ano de 2013 em 6 º lugar tivemos a brasileira Angela Debatin.

      Mas 2013 chegou para que Iris Kyle faça historia no fisiculturismo mundial e tambem vencedora do Arnold Classic 2013.

      Ganhadora de oito anteriores Ms. Olympia e seis Ms. International , sete com a vitoria desse ano, ela passa a ser o maior sucesso do fisiculturismo mundial masculino e feminino de todos os tempos. Entrando pela pela 11ª vez, Kyle perdeu o ano passado, com uma lesao durante o treinamento, mas recuperou em tempo para ganhar seu oitavo Ms. Olympia.
      FITNESS INTERNATIONAL
      Nessa categoria as competidoras tem que apresentar uma série coreografada com acrobacias, exercícios de força e flexibilidade.
      O 1º lugar ficou com Tanji Johnson que fez sua série de exercicios e flexibilidade perfeitamente bem e com ótimo condicionamento!

      Tivemos em 5 º lugar a brasileira Regiane da Silva.

      FIGURE INTERNATIONAL E BIKINI INTERNATIONAL
      Essas duas categorias não se apresentam com exercícios e nem coreografias, mas sobem ao palco com muito charme, beleza e pouco volume muscular, prendendo a atenção do público, principalmente o masculino.
      O 1º lugar do Figure International ficou com Candice Keene.

      O 1º lugar do Bikini International ficou com India Paulino e entre as competidoras dessa categoria tivemos a linda Brasileira Nathalia Melo que ficou em 2º lugar.


      ARNOLD EXPO FITNESS
      Com cerca de 800 expositores, a Arnold Expo Fitness contou com grandes atrações voltadas para o público fitness, como aparelhos de musculação, suplementos e revistas de fitness.
      Na Expo é possivel encontrar alguns competidores nos stands de seu patrocinadores, onde o público pode ver de perto seu ídolos.
      CLASSIFICAÇÃO GERAL
      CLASSIC MAN
       
      1º DEXTER JACKSON
      2º FRED SMALLS
      3º TONEY FREEMAN
      4º JOHNNIE JACKSON
      5º HIDETADA YAMAGISHI
      6º CEDRIC McMILIAN
      MISS INTERNATIONAL
       
      1º IRIS KYLE
      2º YAXENI ORIQUEN GARCIA
      3º DEBI LASZEWSKI
      4º BRIGITA BREZOVAC
      5º CATHY LeFRANCOIS
      6º ANGELA DEBATIN
      Veja todas as fotos do evento na Fan Page do FISIculturismo.com.br no Facebook:
      IFBB Arnold Classic 2013 USA
      IFBB Arnold Classic 2013 USA II
    • Por Daniela R Del Giorno
      Chegou 2017. Uns custaram a voltar à rotina treino/dieta, outros nem saíram. Mas, todo praticante sério dos esportes do ferro vive pensando em uma única coisa: superar suas marcas pessoais. Não importa se é 0.50Kg no supino, tracionar um sedã ao invés de um Uno (abração pros praticantes de Strongman! =D) ou aqueles tão sonhados 50cm de bíceps.
      Uma das minhas fontes de inspiração se chama Arnold Schwarzenegger. Sou de uma geração que desprezava esse cara. Montanha de músculos e cérebro de biscoito de polvilho foi o que eu ouvi de pais, professores e formadores de opinião, em geral, todas às vezes em que esboçava algum grau de admiração por este ídolo.
      Durante a adolescência, até comprei esse discurso pseudo-intelectual, pois nesta fase da vida sofremos bastante influência dos pares. Felizmente, veio o amadurecimento e, hoje, questiono como as pessoas podiam considerar burro um cara tão bem-sucedido em áreas completamente distintas como Artes, Política e Administração (inclusive Pública!) – fora outras.
      Sobre Força e Fisiculturismo, várias de suas recomendações de treino são testadas hoje pela ciência e comprovadas como eficazes. Todavia, uma delas, considero de especial interesse - e é sobre ela que vamos falar nesta matéria... Bota mais 10 na barra e me acompanha! ;-D
      Todos os leitores aqui do site já devem saber que o velho Arnie se inspirou em Reg Park para construir seus peitorais. Um dia, não me recordo se foi assistindo ou lendo uma das inúmeras entrevistas em que ele falava sobre o assunto, um detalhe me chamou a atenção: ele mencionou que tinha vários pôsteres do ídolo espalhados pela parede e, ao dormir, fechava os olhos e se imaginava com o peitoral igual ou ainda maior que o de Park.
      Arnold dedicava algum tempo do seu dia meditando em cima de sua meta. Hoje, em ciência do treinamento, falamos sobre meditação, imagética e prática mental como métodos eficazes para a construção de qualidades motoras, o que comprova mais uma vez (se é que precisa!) a perspicácia deste ídolo em conduzir o caminho para seus objetivos.
      A Neurociência do Exercício é uma área relativamente nova, enquanto objeto de estudo, dentro da Educação Física. O que antes era tido como algo etéreo e até meio místico, hoje é apontado como sendo o que diferencia o número 1 do número 10 ou o melhor do esporte na sua cidade de você, praticante dedicado.
      Considere potencial genético, recursos financeiros, ergogênicos, dedicação, amor ao treinamento, tudo igual... Saúde e exercício mentais parecem realmente ser o detalhe a mais rumo ao sucesso. Diversos estudos recentes apontam resultados superiores quando a prática desportiva, seja ela qual for, vem acrescida da prática mental. Tal informação não chega a ser uma novidade, pois praticantes sérios de artes marciais, por exemplo, sempre foram exímios meditadores de seus movimentos. Alguns mestres dedicam horas por semana mentalizando seus katas. Justamente por isso, os primeiros estudos sobre o assunto foram conduzidos com atletas de artes marciais.
      Em 2016, Slimani e Chéour fizeram um estudo objetivando ganhos de força, potência e motivação que envolveu 44 atletas de Karatê, Kickboxing e Taekwondo. Eles foram divididos em 3 grupos, onde todos treinavam alguns exercícios de musculação e pliometria. Um dos grupos fazia um treinamento mental antes dos exercícios, fechando os olhos e se imaginando fazendo o agachamento, por exemplo, sem contrair os músculos.
      Outro grupo fazia o treinamento mental acrescido de uma espécie de verbalização em voz alta de frases motivacionais, tais como “Eu sou capaz de empurrar muito mais que o peso desta barra!” ou “Eu sou muito mais forte do que isso!”.
      Já o terceiro grupo apenas treinava. Todos os grupos melhoraram os parâmetros analisados; porém, o grupo que obteve o melhor resultado foi o grupo que adicionou o treino mental mais a verbalização em voz alta das frases motivacionais.
      O segundo melhor grupo foi o que adicionou apenas o treino mental e o terceiro grupo, que só treinou, até melhorou a força e potência, mas em níveis bem mais modestos.
      Ainda em 2016, Slimani et al continuaram seus estudos, agora somente com kickboxers, e usaram uma metodologia muito similar à anterior para avaliar perfil hormonal, relação testosterona x cortisol pós treino, pressão arterial e frequência cardíaca de repouso ao longo de 12 semanas, a fim de verificar quem obteria melhor recuperação do treino.
      Novamente, o grupo que se destacou foi o que adicionou a prática mental mais as verbalizações antes dos exercícios. Aliás, para quem se interessa em se aprofundar um pouquinho mais na ciência da força, o grupo desse pesquisador é bem prolífero neste tipo de trabalho! Vale muito a pena dar uma conferida em suas publicações!
      Os estudos em Neurociência do Exercício prosseguem, com grupos de pesquisa comparando a eficácia de diversos estímulos mentais, traçando perfis psíquicos de atletas de alto rendimento, comparando esses perfis com atletas amadores e muitos outros trabalhos! Mas, de uma coisa já temos certeza: quer ficar maior e mais forte? Faça como mestre Arnold: imagine-se maior e mais forte e bota mais dez!  ;-D
      P.S.: Gosta dos artigos? Não? Dúvidas? Podem escrever! Gostaria de ouvir vocês... Comente a matéria ou mande mensagem privada (MP):
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      Referências:
      ANTONIO, A.; REVECA, F.; RAMOS-LOYO, J. Exploring the Effect of Verbal Emotional Words Through Event-Related Brain Potentials. In: Functional Brain Mapping and the Endeavor to Understand the Working Brain. [s.l.] InTech, 2013. 
      GOLBY, J.; WOOD, P. The Effects of Psychological Skills Training on Mental Toughness and Psychological Well-Being of Student-Athletes. Psychology, v. 7, n. 7, p. 901–913, 2009. Disponível em: <http://www.scirp.org/journal/psych>. Acesso em: 19 fev. 2017.
      JOURNAL, T.; ASPETAR, L. T.; ME, S.; ASPETAR, K. C.; ME, S.; BIOLOGY, A. Effects of mental training on muscular force , hormonal and physiological changes in kickboxers. n. July, 2016. 
      SLIMANI, M.; CHÉOUR, F. Effects of cognitive training strategies on muscular force and psychological skills in healthy striking combat sports practitioners. Sport Sciences for Health, v. 12, n. 2, p. 141–149, 2016. 
      SLIMANI, M.; MIARKA, B.; BRIKI, W.; CHEOUR, F. Comparison of Mental Toughness and Power Test Performances in High-Level Kickboxers by Competitive Success. Asian J Sports Med, v. 7, n. 2, 2016. 
      WRIGHT, C. J.; SMITH, D. The effect of PETTLEP imagery on strength performance. International Journal of Sport & Exercise Psychology, v. 7, n. June 2013, p. 18–31, 2009. 
    • Por duduhaluch
      A alta hepatoxidade dos esteróides é um dos mitos mais divulgados sobre esteróides, e um dos que causa mais medo entre os usuários, e como veremos, sem nenhum fundamento científico. Muito desse mito também é divulgado por artigos sobre esteróides, e quase sempre se referências confiáveis, como a afirmação de que o hemogenin é um esteróide que pode provocar câncer de fígado [1].

      "Nós temos dito há anos que se você tomar esteróides 17AA 9alfa-alquelados), você acabará por ficar com problemas de fígado. Nunca combine 17 AA, jamais ir além de 50mg/ dia, nunca vá mais de 4 semanas, etc Tudo isso é uma porcaria! Como eu e você veremos através de alguns estudos, hoje, você verá que esteróides 17AA podem ser hepatotóxicos, mas não ao grau que você pensaria.
      Para fazer um esteróide hepatóxico, é necessário apenas uma pequena alteração de uma molécula de esteróide; uma ligação forte que não podem ser prontamente quebrada por enzimas no fígado. Esta pode ser uma ligação na posição 17, ou mesmo na posição 1 (como na primobolan ou proviron). Porque o fígado não pode facilmente quebrar os esteróides antes ele é liberado na corrente sanguínea, o que também resulta na esteróides por via oral para se tornar mais bio-disponível.

      Podemos ver que o fígado tem de trabalhar mais para quebrar estes esteróides. As enzimas no sangue e tecidos facilmente metabolizar outros esteróides tais como a testosterona.Comumente, este aumento na atividade do fígado tem sido visto como um processo prejudicial, mas como você verá, este aumento é, em si, é irrelevante. O fígado é o filtro do corpo humano - pode descobrir o que fazer com qualquer coisa. O único verdadeiro problema surge quando a pessoa mantém seu fígado em plena explosão por longos períodos de tempo." [2]

      As quatro mais comuns manifestações graves de toxicidade hepática induzida por esteróides são colestase intra-hepática, peliose hepática, adenoma hepatocelular e carcinoma hepatocelular. Colestase intra-hepática refere-se a uma condição em que o fígado não pode mais adequadamente transportar e metabolizar biliar (obstrução do ducto biliar). Isso pode coincidir com icterícia, ou amarelamento da pele e os olhos como bilirrubina constrói nos tecidos do corpo. Colestase é geralmente resolvido com a cessação imediata do uso de esteróides. Peliose hepática é uma condição rara e muito grave, caracterizada por cistos cheios de sangue no fígado. Adenoma hepatocelular é um tumor raro do fígado não-malignas (não cancerosos). Embora em alguns casos, não requerem intervenção adicional que não seja a abstinência do uso de esteróides, hepatocelular ademona pode levar a vida em risco de sangramento ou insuficiência hepática. O carcinoma hepatocelular se refere ao câncer de fígado malignos. Esta última consequência e talvez o mais grave de uso de esteróides só foi documentada em um previamente saudável usuário recreativo de esteróides [1].

      Entre os diversos estudos, os casos relatados de usuários de esteróides com problemas hepáticos é quase sempre raro e muitas vezes a culpa dos esteróides é duvidosa.

      Alguns casos conhecidos e comprovados sobre a hepatoxidade dos esteróides se referem ao abuso por longos períodos de tempo, como o da menina japonesa de 14 anos que apresentou lesões no fígado após ser submetida a tratamento com oximetolona (hemogenin) com 30mg por dia durante 6 anos [3]. Existe também relatos de atletas alemães que entre os anos 60 e 80 que usaram altas doses de turinabol (100-150mg/dia) e não tiveram problemas relacionados à hepatoxidade [4].

      Em 1999, pesquisadores tentaram provar que a hepatotoxicidade dos esteróides é exagerada [5].Neste estudo, 15 dos participantes eram fisiculturistas usando esteróides e 10 eram não-esteróides fisiculturistas. Dados foram comparados a 49 pacientes com hepatite viral e com 592 estudantes de medicina sedentários e praticantes de atividade física.

      Todos os bodybuilders mostraram aumentos do aspartato aminotransferase (AST), cinase aminotransferase (ALT) e creatina alanina (CK), enquanto gama-glutamiltranspeptidase (GGT) estavam na gama normal. Em comparação, os pacientes com hepatite mostraram aumento da ALT, AST e GGT enquanto que o grupo controle de estudantes de medicina apresentaram níveis aumentados de CK. A partir deste, os investigadores sugeriram que é a correlação entre AST, ALT e GGT que mostra disfunção hepática verdadeira. Tenha em mente, podemos apenas imaginar que os 15 usuários de esteróides estavam usando 17 AA esteróides, e não sabemos que doses que foram utilizadas., Mas o senso comum nos diz que os resultados são provavelmente relevantes. [2]

      Então o que podemos concluir de tudo isso?

      Primeiro, 17 AA esteróides são hepatotóxico em doses elevadas tomadas durante um tempo longo. Por outro lado, os ciclos curtos e dosagens pequenas parecem estar perfeitamente seguras, sem necessidade de proteções hepáticas como silimarina, etc. Eu sugiro que doses máximas devem ser 500mg a 900mg por dia. Eles devem ser reciclados para talvez 8 semanas, e se necessário um intervalo de 3 meses a partir deles deve ser dado. Usando as técnicas acima mencionadas, o fígado pode ser saudável para um longo período de tempo. Simplificando, a histeria em torno da "hepatoxidade" dos esteróides, é baseada principalmente na sabedoria popular.



      [1] https://forums.steroid.com/anabolic-steroids-questions-answers/450672-liver-health-william-l.html#.UPxW-CeABMg .html (W. Llewellyn)
      [2] http://forums.steroid.com/showthread.php?269806-Hepatoxicty-Fact-or-Fiction#.UPxW-CeABMg (Roy Harper)
      [3] J Gastroenterol 2000;35(7):557-62, Multiple hepatic adenomas caused by long-term administration of androgenic steroids for aplastic anemia in association with familial adenomatous polyposis. Nakao A, Sakagami K, Nakata Y, Komazawa K, Amimoto T, Nakashima K, Isozaki H, Takakura N, Tanaka N.
      [4] W. Llewellyn, Anabolics 2006.
      [5] Clin J Sport Med 1999 Jan;9(1):34-9, Anabolic steroid-induced hepatotoxicity: is it overstated? Dickerman RD, Pertusi RM, Zachariah NY, Dufour DR, McConathy WJ.


      DUDU Haluch, tradução e adaptação
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