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<rss version="2.0"><channel><title>Mat&#xE9;rias</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/</link><description>Conte&#xFA;do aprofundado elaborado por colaboradores.</description><language>pt</language><item><title>Panela antiaderente faz mal? Riscos do teflon e cuidados</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/nutri%C3%A7%C3%A3o/panela-antiaderente-faz-mal-riscos-do-teflon-e-cuidados-r1356/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_11/panela-antiaderente-faz-mal-capa.webp.514a7bfd3619ade86611e261020815d0.webp" /></p>
<p>Esquecer uma frigideira vazia no fogo alto ou raspar o fundo com garfo de metal transforma um utensílio prático em fonte de fumaça tóxica e microplásticos. Afinal, panela antiaderente faz mal mesmo quando usada do jeito certo? Em temperaturas normais de cozimento e com o revestimento inteiro, você pode preparar seus ovos e grelhados com segurança.</p>
<p>Para saber quando a frigideira é segura e quando oferece perigo, vale separar o plástico do revestimento dos chamados químicos eternos, tema investigado na reportagem "Panelas antiaderentes causam doenças? Os efeitos conhecidos dos 'químicos eternos'", de André Biernath na BBC News Brasil.</p>

<h2>O que é o teflon e como os químicos eternos pararam na frigideira</h2>
<p>O revestimento escuro que impede o ovo de grudar se chama politetrafluoroetileno (PTFE), batizado comercialmente de Teflon. Ele nasceu por acaso em 6 de abril de 1938, quando o químico americano Roy Plunkett pesquisava novos gases de refrigeração para geladeiras nos laboratórios da DuPont. Plunkett armazenou o gás tetrafluoroetileno sob alta pressão dentro de um cilindro e, ao abrir o recipiente, encontrou um pó branco escorregadio.</p>
<p>Dentro daquele cilindro, os átomos do gás tinham se reorganizado em cadeias longas de carbono blindadas por átomos de flúor. A ligação entre carbono e flúor é uma das mais fortes da natureza. Água, óleo, ácidos, bases e alta pressão batem nessa estrutura e voltam sem reagir e sem degradar o material.</p>
<p>Por resistir a ambientes altamente corrosivos, o PTFE estreou um ano depois na indústria militar da Segunda Guerra Mundial, protegendo válvulas e reatores do Projeto Manhattan, que construiu as bombas atômicas dos Estados Unidos. Nessa época surgiu a marca Teflon: o T veio de tetra, o FL de fluoro e o ON seguiu o padrão do nylon, outro sucesso da DuPont. Nos anos 1950, o engenheiro francês Marc Grégoire passou o material na vara de pesca para evitar enroscos na linha, e sua esposa, Colette Grégoire, teve a ideia de aplicar a novidade nas panelas de cozinha.</p>
<p>Havia, porém, um obstáculo físico: se o PTFE repele qualquer substância, como colar esse plástico no alumínio da frigideira? A indústria resolveu o problema criando uma espécie de massinha química fixadora, formada por moléculas também baseadas em carbono e flúor, só que em cadeias curtas de cerca de oito carbonos. Essa família recebeu o nome técnico de substâncias per- e polifluoroalquiladas, conhecidas pela sigla PFAS e pelo apelido de químicos eternos.</p>
<p>O representante mais famoso dessa família é o ácido perfluorooctanoico (PFOA), desenvolvido pela 3M com oito carbonos cercados por flúor, oxigênio e hidrogênio. Graças a esses compostos fixadores e impermeabilizantes, a tecnologia saiu do fogão e entrou em roupas impermeáveis, cosméticos, adesivos, eletrônicos, produtos de limpeza, caixas de pizza, sacos de pipoca de micro-ondas, implantes médicos como marca-passos, naves espaciais e até na restauração da Estátua da Liberdade nos anos 1980. Depois de mais de 80 anos de uso em larga escala, praticamente qualquer pessoa que fizer um exame de sangue específico encontrará algum traço de PFAS no organismo.</p>

<h2>Quando a panela antiaderente faz mal na cozinha</h2>
<p>Na rotina da cozinha, o PTFE puro e os PFAS de cadeia curta se comportam de formas opostas dentro do corpo humano. O PTFE tem cadeias moleculares gigantescas, grandes demais para atravessar a parede do intestino. Se você engolir um fragmento microscópico desse revestimento intacto, ele passa direto pelo sistema digestivo e sai eliminado nas fezes sem se acumular nos tecidos.</p>
<p>O perigo real na beira do fogão aparece em dois momentos: quando a panela superaquece vazia e quando o fundo começa a riscar ou descascar.</p>
<p>Enquanto você grelha um filé de frango ou mexe ovos em fogo baixo a médio, a comida mantém a superfície da frigideira entre 100 °C e 190 °C, faixa em que o revestimento permanece estável. O problema começa acima de 250 °C, marca que uma panela esquecida vazia na chama acesa atinge em poucos minutos. Nessa temperatura, o PTFE começa a se decompor e libera gases tóxicos no ar. Como detalha uma revisão publicada na revista <em>Environmental Science and Pollution Research</em> em 2017, respirar esses vapores causa em humanos a febre dos fumos de polímero (conhecida como gripe do teflon), com calafrios, febre passageira, dor no peito e tosse horas depois. Já para aves domésticas, como calopsitas e periquitos, que têm pulmões hipersensíveis, essa fumaça invisível pode ser fatal rapidamente.</p>
<p>O segundo risco vem de raspar o fundo com garfos, facas ou espátulas de metal. Mesmo nas panelas atuais livres de PFOA, rasgar a película protetora expõe o alumínio da base, facilita a migração de compostos fluorados substitutos da camada fixadora para a comida e despeja partículas plásticas no prato. Um estudo publicado na revista <em>Science of The Total Environment</em> em 2022 usou microscopia especial a laser (imagem Raman) para contar esses fragmentos e descobriu que um único risco no teflon pode liberar cerca de 9.100 partículas plásticas no preparo, enquanto um revestimento velho e descascando pode soltar até 2,3 milhões de microplásticos e nanoplásticos.</p>

<table>
<thead>
<tr>
<th>Estado da panela</th>
<th>O que acontece no preparo</th>
<th>Conduta recomendada</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Revestimento íntegro até 250 °C</td>
<td>O PTFE permanece estável e os alimentos cozinham sem aderir.</td>
<td>Uso normal com fogo baixo a médio e alimento dentro.</td>
</tr>
<tr>
<td>Aquecida vazia acima de 250 °C</td>
<td>Decomposição térmica do PTFE com emissão de vapores tóxicos.</td>
<td>Desligar o fogo, ventilar a cozinha e nunca pré-aquecer a seco.</td>
</tr>
<tr>
<td>Fundo riscado ou descascando</td>
<td>Liberação de milhares a milhões de microplásticos e exposição da base metálica.</td>
<td>Suspender o uso para cozinhar e substituir a frigideira.</td>
</tr>
</tbody>
</table>

<h2>Quais doenças têm relação comprovada com os PFAS</h2>
<p>Enquanto o teflon de cadeia longa passa direto pelo intestino, os PFAS de cadeia curta usados pela indústria química demoram décadas para se degradar e se acumulam na água, no solo, no ar e no sangue humano. O alerta sobre essa contaminação explodiu nos anos 1990, quando Wilbur Tennant, um fazendeiro da Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, gravou imagens de suas vacas doentes e mortas. O gado bebia água de um riacho que recebia despejos de uma fábrica da DuPont onde compostos fluorados eram manipulados.</p>
<p>O advogado Robert Bilott assumiu o caso do fazendeiro e vasculhou pilhas de relatórios internos da indústria, revelando que os fabricantes conheciam a toxicidade dessas substâncias havia décadas e omitiram os dados de órgãos reguladores, cientistas e consumidores. A investigação inspirou o filme <em>Dark Waters – O Preço da Verdade</em>, estrelado por Mark Ruffalo, e abriu caminho para indenizações bilionárias. Em 2024, a 3M fechou um acordo de mais de US$ 12 bilhões em uma ação judicial no estado do Kentucky. Em agosto de 2025, a DuPont e outras empresas do setor aceitaram pagar cerca de US$ 2 bilhões em um acordo no estado de Nova Jersey.</p>
<p>Consultada sobre o tema, a DuPont declarou que, desde junho de 2019, opera como uma nova empresa multi-industrial, que jamais fabricou PFOA e que o antigo braço químico foi separado em uma companhia independente chamada Chemours. A Chemours respondeu em três pontos: ressaltou que Teflon é uma marca registrada e que seu uso como sinônimo genérico de antiaderente é inadequado, defendeu que os PFAS são essenciais para fabricar marca-passos, smartphones, automóveis e chips de inteligência artificial, e afirmou investir em tecnologias para controlar emissões ambientais. A 3M informou que nada tinha a acrescentar.</p>
<p>A capacidade de dispersão desses poluentes surpreende até em áreas isoladas do planeta. Em setembro de 2024, pesquisadores publicaram na <em>Science of The Total Environment</em> análises do ar coletado no observatório de torre alta ATTO, no coração da floresta amazônica remota, e encontraram PFOA em todas as amostras examinadas.</p>
<p>Para separar suspeitas de efeitos confirmados em humanos, um comitê da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos revisou a literatura médica em 2022 e concluiu que há evidência suficiente ligando a exposição aos PFAS a quatro danos à saúde:</p>
<ul>
<li><strong>Queda da resposta imune:</strong> redução na produção de anticorpos após vacinas e menor defesa contra infecções em adultos e crianças.</li>
<li><strong>Aumento do colesterol:</strong> elevação das taxas de colesterol total e LDL no sangue (dislipidemia).</li>
<li><strong>Câncer nos rins:</strong> crescimento estatisticamente significativo no risco de tumores renais em populações mais expostas.</li>
<li><strong>Restrição do crescimento fetal:</strong> bebês expostos durante a gravidez apresentam menor ganho de peso e menor crescimento dentro do útero.</li>
</ul>
<p>No Brasil, um estudo conduzido em Ribeirão Preto (SP) e publicado na revista <em>Environmental Research</em> em 2020 analisou o sangue de gestantes brasileiras e confirmou essa preocupação: quanto maior a concentração sanguínea de PFOA e de sulfonato de perfluorooctano (PFOS), maior foi o prejuízo ao crescimento intrauterino do bebê, com impactos ligados ao neurodesenvolvimento infantil. Outros trabalhos avaliam como esses poluentes persistentes interferem nos hormônios masculinos, assunto que você confere no guia sobre <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/testosterona-normal-no-homem-valor-idade-e-quando-é-baixa-r1097/" target="_blank" rel="noopener">valores normais de testosterona e o impacto dos disruptores endócrinos</a>.</p>

<h2>Da troca do PFOA aos 5 mil compostos e o caso da sulfluramida no Brasil</h2>
<p>Diante das provas contra os compostos de oito carbonos (chamados de C8, como o PFOA e o PFOS), fabricantes do mundo inteiro iniciaram a retirada dessas substâncias a partir dos anos 2000. O raciocínio era substituir cadeias de oito carbonos por moléculas de seis carbonos (C6), que sairiam mais rápido do organismo. Por causa dessa transição, as panelas antiaderentes vendidas hoje no varejo — incluindo linhas populares com revestimento de PTFE ou cerâmica — trazem no rótulo o selo livre de PFOA.</p>
<p>A troca, contudo, abriu uma nova frente de incerteza. Hoje existem pelo menos 5.000 tipos diferentes de PFAS em uso industrial, e a ciência ainda desconhece o efeito da maioria deles no corpo humano e na natureza. Para conter os compostos mais antigos que já contaminam rios e lençóis freáticos, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) estabeleceu em abril de 2024 o primeiro limite nacional obrigatório na água potável: no máximo 4 partes por trilhão (ppt) para PFOA e PFOS. Na prática, essa concentração equivale a pingar uma única gota da substância em 12.500 caixas d'água de 1.000 litros cada.</p>
<p>No Brasil, o monitoramento avança em ritmo lento e o país ainda estrutura o levantamento do que circula na indústria. Para agravar o quadro, o território brasileiro tem uma fonte própria de emissão ligada ao agronegócio florestal: o uso em larga escala da sulfluramida. Esse agrotóxico é aplicado para combater formigas cortadeiras, praga típica da América do Sul, sobretudo nas plantações de pinho e eucalipto destinadas à produção de celulose, mercado em que o Brasil figura entre os maiores produtores mundiais.</p>
<p>O problema químico está na transformação desse inseticida no solo. A sulfluramida é fabricada a partir de um sal de PFAS e, ao se degradar na terra, converte-se diretamente em PFOS — justamente um dos químicos eternos mais tóxicos e restritos no exterior. Carregado pela chuva, esse PFOS pode infiltrar no lençol freático e alcançar represas e reservatórios que abastecem cidades inteiras.</p>
<p>Questionado sobre o controle dessas substâncias, o Ministério do Meio Ambiente informou em nota que trabalha na execução da Convenção de Estocolmo, tratado internacional em vigor desde 2004 que restringe poluentes orgânicos persistentes. A pasta também destacou a aprovação de uma lei federal em 2024 que cria o inventário nacional de substâncias químicas e citou a tramitação, nas comissões da Câmara dos Deputados, de um projeto de lei para instituir a Política Nacional de Controle dos PFAS.</p>

<h2>Onde os químicos eternos entram na sua dieta (além da panela)</h2>
<p>Quem olha apenas para a frigideira deixa passar a principal porta de entrada dos químicos eternos no prato: os alimentos ultraprocessados de entrega rápida e suas embalagens. Um estudo publicado na revista <em>Environmental Health Perspectives</em> em 2019 cruzou o que milhares de pessoas relataram comer no dia a dia com exames de sangue e constatou que consumidores habituais de fast food, pizzas e pipoca de micro-ondas tinham concentrações sanguíneas muito mais altas de PFAS.</p>
<p>A explicação está no papel cartão e nos sacos internos tratados com compostos fluorados para criar uma barreira contra óleo e umidade: em contato com o alimento quente e gorduroso, parte desses químicos migra da embalagem para a comida. Essa contaminação química soma-se ao excesso de gorduras inflamatórias e sódio dessas refeições, como mostramos na análise sobre <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/nutri%C3%A7%C3%A3o/por-que-fast-food-faz-mal-o-que-ele-faz-com-seus-hormônios-r1227/" target="_blank" rel="noopener">por que o fast food faz mal para seus hormônios</a>.</p>
<p>No mesmo levantamento de 2019, as pessoas que preparavam a maior parte das refeições em casa, usando ingredientes frescos comprados sem pacotes engordurados, apresentaram níveis menores de PFAS na circulação. Se você quer montar marmitas limpas gastando pouco, vale consultar o guia de <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/nutri%C3%A7%C3%A3o/alimentação-saudável-barata-e-prática-o-básico-que-resolve-r1031/" target="_blank" rel="noopener">alimentação saudável, barata e prática feita em casa</a> e ajustar suas quantidades na <a href="https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/" target="_blank" rel="noopener">calculadora de dieta</a>.</p>
<p>Outra via relevante de exposição na mesa vem dos rios e oceanos, que funcionam como grandes depósitos finais para os poluentes lavados da terra. Peixes predadores que ocupam o topo da cadeia alimentar, como grandes atuns, além de espécies que vivem em contato direto com o lodo do fundo, acumulam mais PFAS e metais pesados ao longo da vida. Variar as fontes de proteína magra com frango, ovos e peixes menores reduz esse acúmulo. Na hora de planejar a feira, veja o <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/nutri%C3%A7%C3%A3o/proteína-mais-barata-ranking-de-custo-com-preços-do-brasil-r1222/" target="_blank" rel="noopener">ranking das proteínas mais baratas e a frequência segura de atum na semana</a>.</p>

<h2>Como usar, curar e lavar sua panela antiaderente sem risco</h2>
<p>De acordo com orientações técnicas de conservação de utensílios do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e das análises toxicológicas sobre revestimentos fluorados, você pode manter sua frigideira antiaderente segura por anos aplicando cinco passos no fogão e na pia:</p>
<ol>
<li><strong>Faça a cura antes do primeiro uso:</strong> lave a panela nova com água morna, detergente neutro e o lado macio da esponja, seque com pano limpo, espalhe meia colher de chá de óleo ou azeite por toda a superfície interna e aqueça em fogo baixo por um a dois minutos. Deixe esfriar, lave de novo e enxugue.</li>
<li><strong>Coloque o alimento antes de aquecer:</strong> jamais deixe a frigideira vazia sobre a chama acesa, principalmente em fogo alto, evitando que o fundo seco alcance os 250 °C.</li>
<li><strong>Aposente garfos e colheres de metal:</strong> mexa ovos, carnes e panquecas sempre com espátulas de madeira, silicone ou plástico firme, que preservam o revestimento sem abrir sulcos.</li>
<li><strong>Espere esfriar antes de lavar:</strong> jogar água fria na frigideira quente provoca choque térmico, empena a base metálica e faz a película antiaderente descolar mais rápido.</li>
<li><strong>Use apenas o lado macio da esponja:</strong> lave com detergente neutro e a face amarela da esponja ou escova macia, deixando a parte verde abrasiva e a palha de aço fora da pia.</li>
</ol>
<p>Esses cuidados de proteção devem ser ainda mais rigorosos na rotina de gestantes, bebês, crianças pequenas e adolescentes. Nelas, o organismo atravessa fases de rápido crescimento chamadas de janelas de suscetibilidade, quando as células têm alta plasticidade e qualquer interferência química pesa mais no desenvolvimento. A mesma cautela vale para bombeiros e trabalhadores de fábricas químicas, que já enfrentam contato diário elevado com compostos fluorados no trabalho.</p>
<p>Quando o fundo da panela já apresenta riscos profundos ou áreas descascando, o caminho seguro é substituir o utensílio. Se você quiser migrar para materiais livres de polímeros fluorados, as melhores opções avaliadas na literatura de segurança de utensílios são o aço inox (excelente para dourar carnes e de durabilidade vitalícia), o ferro fundido (que cria antiaderência natural com o uso) e as panelas com revestimento cerâmico verdadeiro, produzidas à base de sílica mineral sem PTFE e sem PFAS.</p>

<h2>Conclusão</h2>
<p>Jogar uma panela antiaderente em bom estado no lixo é um exagero desnecessário. O revestimento de teflon tem moléculas longas demais para ser absorvido pelo intestino e as frigideiras atuais saem de fábrica livres de PFOA. Para cozinhar tranquilo, mantenha o fogo baixo ou médio sempre com comida dentro, use espátulas de madeira ou silicone, troque a panela se ela descascar e ataque a maior fonte de químicos eternos na rotina: substitua caixas de fast food e sacos de pipoca de micro-ondas por comida fresca preparada na sua cozinha.</p>

<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>É verdade que panela antiaderente faz mal à saúde?</h3>
<p>Usada em fogo baixo ou médio e com o revestimento intacto, ela é segura para o preparo diário das refeições. O risco aparece quando a panela é esquecida vazia acima de 250 °C, liberando vapores tóxicos, ou quando é riscada por talheres de metal.</p>

<h3>Faz mal usar panela antiaderente descascando ou riscada?</h3>
<p>Sim, o uso deixa de ser seguro quando o fundo está riscado ou soltando películas. Além de um único risco liberar cerca de 9.100 partículas plásticas (e até 2,3 milhões quando descasca), o rasgo expõe o alumínio da base e facilita a passagem de compostos químicos da camada fixadora para o alimento.</p>

<h3>O que são os químicos eternos (PFAS)?</h3>
<p>São as substâncias per- e polifluoroalquiladas, uma família com pelo menos 5.000 compostos sintéticos formados por cadeias curtas de carbono ligadas a flúor. Receberam esse apelido porque a ligação carbono-flúor quase não se degrada na natureza e parte deles se acumula na água, no solo e no sangue humano.</p>

<h3>Panela de teflon faz mal para calopsita e outras aves?</h3>
<p>Sim, o superaquecimento do teflon acima de 250 °C libera gases invisíveis que atacam rapidamente o pulmão sensível de calopsitas, periquitos e papagaios, podendo matar a ave em poucos minutos. Quem cria pássaros em casa deve manter a cozinha bem ventilada e jamais aquecer frigideiras antiaderentes vazias.</p>

<h3>Como curar panela antiaderente antes de usar pela primeira vez?</h3>
<p>Lave a peça nova com esponja macia e detergente neutro, seque, unte o interior com um fio de óleo e aqueça em fogo baixo por um a dois minutos. Depois que esfriar, basta lavar novamente com o lado amarelo da esponja antes de cozinhar.</p>

<h3>Pode lavar panela antiaderente quente ou com a parte verde da esponja?</h3>
<p>Ambos os hábitos estragam o revestimento rapidamente. A água fria no metal quente dá choque térmico que descola a película, e a face verde abrasiva abre microfissuras no teflon.</p>

<h3>Panela antiaderente pode ir na lava-louças, no forno ou na geladeira?</h3>
<p>Na lava-louças, o calor intenso e o detergente alcalino aceleram o desgaste da película, por isso lavar à mão conserva melhor. No forno, ela só deve entrar se o cabo for metálico e a receita ficar bem abaixo dos 250 °C. Na geladeira, prefira guardar a comida em potes de vidro para preservar o revestimento.</p>

<h3>Panela antiaderente de cerâmica faz mal à saúde?</h3>
<p>As panelas com revestimento cerâmico legítimo são feitas à base de sílica mineral (derivada da areia), livres de PTFE, PFOA e outros PFAS. Elas suportam temperaturas mais altas sem soltar fumos de polímero e são uma alternativa segura para quem prefere evitar compostos fluorados.</p>

<h3>Panela de alumínio ou de pressão com antiaderente faz mal?</h3>
<p>Enquanto a camada antiaderente estiver inteira, ela funciona como uma barreira que impede o contato direto da comida com o alumínio e opera em temperatura segura, já que a panela de pressão cozinha com água em torno de 120 °C. Se o interior riscar ou descascar, vale a mesma regra das frigideiras: hora de trocar.</p>

<h3>Qual a melhor panela que não faz mal à saúde?</h3>
<p>Para quem busca durabilidade máxima e zero compostos fluorados, as melhores escolhas são o aço inoxidável (fundo triplo), o ferro fundido, o vidro temperado e a cerâmica pura. Se preferir a praticidade do antiaderente tradicional, escolha marcas certificadas livres de PFOA e use somente espátulas de silicone ou madeira.</p>

<h2>Referências</h2>
<ol>
<li>BBC NEWS BRASIL. <strong>Panelas antiaderentes causam doenças? Os efeitos conhecidos dos &#x27;químicos eternos&#x27;</strong>. [S. l.], 3 nov. 2026. YouTube. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=58eiV6f94WA" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=58eiV6f94WA</a>. Acesso em: 6 nov. 2026.</li>
<li>KOURTCHEV, Ivan et al. Occurrence of a &quot;forever chemical&quot; in the atmosphere above pristine Amazon Forest. <strong>Science of The Total Environment</strong>, [S. l.], v. 944, art. 173918, 20 set. 2024. DOI: 10.1016/j.scitotenv.2024.173918. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38866151/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38866151/</a>. Acesso em: 6 nov. 2026.</li>
<li>LUO, Yunlong et al. Raman imaging for the identification of Teflon microplastics and nanoplastics released from non-stick cookware. <strong>Science of The Total Environment</strong>, [S. l.], v. 851, art. 158293, 10 dez. 2022. DOI: 10.1016/j.scitotenv.2022.158293. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36030853/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36030853/</a>. Acesso em: 6 nov. 2026.</li>
<li>NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING, AND MEDICINE. <strong>Guidance on PFAS Exposure, Testing, and Clinical Follow-Up</strong>. National Academies Press. Washington, DC, 28 jul. 2022. DOI: 10.17226/26156. Disponível em: <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK584702/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK584702/</a>. Acesso em: 6 nov. 2026.</li>
<li>SAJID, Muhammad; ILYAS, Muhammad. PTFE-coated non-stick cookware and toxicity concerns: a perspective. <strong>Environmental Science and Pollution Research</strong>, [S. l.], v. 24, n. 30, p. 23436-23440, out. 2017. DOI: 10.1007/s11356-017-0095-y. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28913736/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28913736/</a>. Acesso em: 6 nov. 2026.</li>
<li>SOUZA, Marília Cristina Oliveira et al. Exposure to per- and polyfluorinated alkyl substances in pregnant Brazilian women and its association with fetal growth. <strong>Environmental Research</strong>, [S. l.], v. 187, art. 109585, ago. 2020. DOI: 10.1016/j.envres.2020.109585. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32442788/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32442788/</a>. Acesso em: 6 nov. 2026.</li>
<li>SUSMANN, Herbert P. et al. Dietary Habits Related to Food Packaging and Population Exposure to PFASs. <strong>Environmental Health Perspectives</strong>, [S. l.], v. 127, n. 10, art. 107003, out. 2019. DOI: 10.1289/EHP4092. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31596611/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31596611/</a>. Acesso em: 6 nov. 2026.</li>
<li>UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY. <strong>Per- and Polyfluoroalkyl Substances (PFAS): Final PFAS National Primary Drinking Water Regulation</strong>. US EPA. Washington, DC, 10 abr. 2024. Disponível em: <a href="https://www.epa.gov/sdwa/and-polyfluoroalkyl-substances-pfas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.epa.gov/sdwa/and-polyfluoroalkyl-substances-pfas</a>. Acesso em: 6 nov. 2026.</li>
<li>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. <strong>Teflon faz mal à saúde?</strong>. Projeto Cozinhando com Ciência – Departamento de Nutrição da UFSC. Florianópolis, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://cozinhandocomciencia.paginas.ufsc.br/teflon-faz-mal-a-saude-%F0%9F%A5%98/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://cozinhandocomciencia.paginas.ufsc.br/teflon-faz-mal-a-saude-%F0%9F%A5%98/</a>. Acesso em: 6 nov. 2026.</li>
</ol>
]]></description><guid isPermaLink="false">1356</guid><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 19:26:51 +0000</pubDate></item><item><title>PJ e Ramon Dino: o pedido para encerrar os ataques</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/pj-e-ramon-dino-o-pedido-para-encerrar-os-ataques-r1355/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_11/pj-ramon-dino-capa.webp.b31b518eedda14dbc8fc6b145620c259.webp" /></p>
<p>PJ e Ramon Dino estiveram no centro de uma discussão após o Olympia de 2026. No pronunciamento publicado em 1º de outubro, Paulo Jorge pediu que os seguidores parassem de atacar Ramon e afirmou que dispensava um pedido de desculpas dirigido a ele. A manifestação combinou agradecimento pelo apoio recebido e um apelo para deixar o atleta trabalhar.</p>
<p>O pedido está em “A treta com Ramon, o pronunciamento final do PJ Bodybuilder!”, do canal sanguemarombeiro. PJ também reconheceu o trabalho de Fabrício Pacholok e anunciou a intenção de dar mais espaço ao fisiculturismo feminino. Sua trajetória como atleta e treinador está no <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/pj-bodybuilder-quem-%C3%A9-paulo-jorge-atleta-e-treinador-r1351/" target="_blank" rel="noopener">perfil de PJ Bodybuilder</a>.</p>

<h2>A repercussão depois do Olympia</h2>
<p>A repercussão veio depois do terceiro lugar de Ramon na Classic Physique do Olympia de 2026. A saída para uma festa após a competição provocou críticas ao seu profissionalismo nas redes sociais. Vitória Viana, esposa do atleta, respondeu a críticas, e Ramon também se manifestou. A análise de costas, pernas e apresentação no palco está na matéria sobre <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/ramon-dino-em-3%C2%BA-no-olympia-2026-costas-pernas-e-poses-explicam-o-bronze-r1253/" target="_blank" rel="noopener">o terceiro lugar de Ramon Dino no Olympia</a>.</p>
<p>PJ descreveu sua própria cobrança como a de um torcedor decepcionado com o atleta que apoiava. Já <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/caio-bottura-li%C3%A7%C3%B5es-de-carreira-maromba-e-recome%C3%A7o-r1091/" target="_blank" rel="noopener">Caio Bottura</a> questionou a escolha de esposa feita por Ramon. Em resposta a Bottura, Ramon defendeu a família e o desafiou a repetir a crítica pessoalmente.</p>

<h2>PJ agradeceu o apoio e dispensou desculpas pessoais</h2>
<p>PJ começou agradecendo às pessoas que enviaram mensagens, comentaram e compartilharam suas manifestações. Afirmou que tinha pouco alcance no meio e que o público lhe deu voz. Entre os nomes lembrados estavam Jason, Gorgonoid, Miguel Chain, Marcelo do Notícias Maromba, IgorKpro, Itinho Lima, Fernando Superman e a equipe do Monster Cast.</p>
<p>O agradecimento veio acompanhado de um limite: ele queria encerrar aquela discussão. PJ disse que tinha família e trabalho e que preferia crescer como atleta, treinador e comunicador. Também rejeitou a ideia de prolongar o conflito para continuar recebendo atenção.</p>
<p>Ramon havia publicado um pedido de desculpas aos fãs em 30 de setembro de 2026. Disse que se sentira ofendido e que reagira como pai e esposo, ao se referir a duas respostas nas redes sociais. Reconheceu o equívoco na forma de responder.</p>
<p>PJ dispensou uma retratação nominal: “O Ramon não precisa pedir desculpa”. Explicou que se sentira atingido como fã, depois de cerca de cinco anos apoiando e defendendo o atleta. Disse que as ofensas não abalavam sua confiança em si mesmo e que queria seguir em frente.</p>

<h2>A visibilidade e o espaço para as atletas</h2>
<p>Embora dissesse que queria crescer pelo trabalho, PJ reconheceu que aproveitaria a atenção recebida por causa da discussão. Também divulgou a própria consultoria durante a manifestação.</p>
<p>Para o trabalho de comunicador, anunciou uma mudança de foco: falar mais das mulheres do fisiculturismo. Na avaliação de PJ, as atletas brasileiras conquistavam muitos resultados e recebiam pouca atenção. Ele disse que estudaria mais as categorias femininas, além de continuar acompanhando o masculino.</p>
<p>PJ contou que treinou uma atleta chamada Jéssica desde o início dela na NPC, ainda como amadora. Acompanhou a aluna até a conquista do cartão profissional, o Pro Card.</p>

<h2>O reconhecimento a Fabrício Pacholok</h2>
<p>PJ lembrou que Fabrício Pacholok já havia sido seu treinador. Atribuiu à parceria uma vitória no Olympia amador e uma colocação entre os três primeiros no Arnold. Ao recordar o Olympia amador, esclareceu que perdeu a disputa do overall.</p>
<p>Ele se emocionou ao falar do treinador e disse que o vira abatido. Pediu força para Pacholok e destacou a atenção que recebera dele como atleta.</p>

<h2>O pedido para deixar Ramon trabalhar</h2>
<p>Ao concluir, PJ pediu que o público diminuísse os ataques a Ramon. Na avaliação de PJ, Ramon já havia aprendido com a situação e precisava seguir a preparação. Ramon havia anunciado a intenção de disputar o Arnold Classic de 2027, em Ohio.</p>
<p>PJ reforçou que os resultados seguintes dependeriam do trabalho de Ramon e agradeceu aos novos seguidores. Disse que pretendia usar a comunicação para valorizar atletas brasileiros.</p>

<h2>Conclusão</h2>
<p>O pedido de PJ foi para parar os ataques e deixar Ramon trabalhar. Ele agradeceu o apoio e afirmou que queria seguir com o treino, a consultoria e a comunicação sobre o esporte.</p>

<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>O que aconteceu entre PJ e Ramon Dino?</h3>
<p>Houve uma discussão nas redes após o Olympia de 2026. PJ se apresentou como um fã decepcionado e, depois da repercussão, pediu que os seguidores parassem de atacar Ramon.</p>
<h3>Por que a esposa de Ramon Dino entrou na discussão?</h3>
<p>Vitória Viana respondeu a críticas depois da competição. A discussão também passou a envolver uma declaração de Caio Bottura sobre a escolha de esposa feita por Ramon, que saiu em defesa da família.</p>
<h3>Ramon Dino pediu desculpas a PJ?</h3>
<p>O pedido público de 30 de setembro de 2026 foi dirigido aos fãs. PJ afirmou que dispensava uma desculpa pessoal e que Ramon não precisava citar seu nome.</p>
<h3>PJ pediu aos fãs que parassem de atacar Ramon?</h3>
<p>Sim. Ele afirmou que a discussão já tinha ido longe e pediu que o público deixasse Ramon trabalhar.</p>
<h3>Caio Bottura fez a mesma crítica de PJ?</h3>
<p>Foram intervenções diferentes. PJ descreveu sua cobrança como a de um torcedor, enquanto Bottura questionou a escolha da esposa de Ramon.</p>
<h3>O que PJ disse que queria fazer depois da discussão?</h3>
<p>Ele anunciou a intenção de crescer como treinador e comunicador. Também disse que pretendia estudar mais as categorias femininas e dar mais atenção às atletas brasileiras.</p>
<h3>Qual foi o recado de PJ para Fabrício Pacholok?</h3>
<p>PJ pediu força ao treinador e lembrou a parceria dos dois nas competições amadoras. Disse que tinha carinho por Pacholok e queria vê-lo bem.</p>

<h2>Referências</h2>
<ol>
<li>CNN BRASIL. <strong>Ramon Dino é alvo de críticas e abre o jogo após derrota no Mr. Olympia</strong>. CNN Brasil. [S. l.], 1 out. 2026. Disponível em: <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/ramon-dino-e-alvo-de-criticas-e-abre-o-jogo-apos-derrota-no-mr-olympia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/ramon-dino-e-alvo-de-criticas-e-abre-o-jogo-apos-derrota-no-mr-olympia/</a>. Acesso em: 3 nov. 2026.</li>
<li>MACARRONI, Matheus. <strong>Ramon Dino se desculpa por resposta a críticas: &#x27;Não sou daquela forma&#x27;</strong>. Folha de S.Paulo. [S. l.], 30 set. 2026. Disponível em: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/blogs/musculo/2026/09/ramon-dino-se-desculpa-por-resposta-a-criticas-nao-sou-daquela-forma.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www1.folha.uol.com.br/blogs/musculo/2026/09/ramon-dino-se-desculpa-por-resposta-a-criticas-nao-sou-daquela-forma.shtml</a>. Acesso em: 3 nov. 2026.</li>
<li>NASCIMENTO, Anne. <strong>Ramon rebate influencer sobre a esposa: ‘Te encontrar pra ouvir de você’</strong>. ContilNet. [S. l.], 29 set. 2026. Disponível em: <a href="https://contilnetnoticias.com.br/noticia/ramon-dino-rebate-influencer-apos-critica-a-esposa-te-encontrar-pra-ouvir-de-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://contilnetnoticias.com.br/noticia/ramon-dino-rebate-influencer-apos-critica-a-esposa-te-encontrar-pra-ouvir-de-voce/</a>. Acesso em: 3 nov. 2026.</li>
<li>SANGUEMAROMBEIRO. <strong>A treta com Ramon, o pronunciamento final do PJ Bodybuilder!</strong>. [S. l.], 1 out. 2026. YouTube. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yya49YsAZ5U" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=yya49YsAZ5U</a>. Acesso em: 3 nov. 2026.</li>
</ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1355</guid><pubDate>Wed, 04 Nov 2026 19:34:30 +0000</pubDate></item><item><title>Gases fedorentos: a prote&#xED;na piora o cheiro e a fibra ajuda</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/nutri%C3%A7%C3%A3o/gases-fedorentos-a-prote%C3%ADna-piora-o-cheiro-e-a-fibra-ajuda-r1354/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_11/gases-fedorentos-capa.webp.a4050bc0fd39a339b5896a253c195a5e.webp" /></p>
<p>Gases fedorentos dizem mais sobre a sua digestão do que parece. Uma pessoa solta perto de 700 mL de gás por dia, quase três copos de 250 mL. Quase todo esse gás é inodoro. O que fede é uma fração mínima de gases com enxofre, que as bactérias do intestino tiram principalmente da proteína. E quem treina come muita proteína.</p>
<p>O treinador americano Ryan Humiston reuniu os estudos sobre o assunto em "Why Farts Smell (And What It Says About Your Digestion)", algo como "por que o pum fede, e o que ele diz sobre a sua digestão". A ideia central é que o pum mostra quanto da comida você quebra e absorve. O volume vem do que sobra sem absorver, o cheiro vem da proteína, e a solução passa por um nutriente que muita gente esquece, a fibra.</p>
<h2>De onde vem o gás</h2>
<p>O ar engolido explica pouco. A maior parte dele volta pela boca, no arroto. O gás que sai por baixo é fabricado no intestino grosso, quando algo que não foi absorvido chega lá e as bactérias o fermentam.</p>
<p>Um estudo inglês de 1991 mediu isso em detalhe. Dez voluntários passaram 24 horas com uma sonda no reto, comendo a dieta de sempre mais 200 g de feijão cozido. O volume do dia foi de 476 a 1.491 mL, com valor do meio de 705 mL. Homens e mulheres soltaram volumes parecidos. Depois de dois dias numa dieta líquida sem fibra, o volume caiu para 214 mL e o hidrogênio quase sumiu. Sobraram cerca de 200 mL de um gás que não vem da fermentação, provavelmente nitrogênio.</p>
<p>As bactérias que fazem esse trabalho são minúsculas, com meio a 2 milésimos de milímetro. Se uma delas fosse do tamanho de um boneco de Lego, um espermatozoide teria cerca de 1 metro. E são muitas: uma revisão de 2016 calculou 38 trilhões de bactérias num homem de 70 kg, para 30 trilhões de células do próprio corpo. A história de que temos 10 bactérias para cada célula vem de uma estimativa por alto de 1972.</p>
<p>Quase todas vivem sem oxigênio, e muitas morrem em contato com ele. Por isso, durante anos, ninguém conseguia cultivá-las em laboratório. O retrato só ficou nítido quando deu para ler o DNA delas direto das fezes, como no American Gut Project, que reuniu amostras de mais de 10 mil voluntários enviadas pelo correio. De um quarto a mais da metade do peso seco das fezes é bactéria, a maior parte morta.</p>
<h3>O gás é o escapamento da fermentação</h3>
<p>No intestino grosso não há oxigênio. Sem ele, as bactérias não conseguem extrair toda a energia da comida, como as nossas células fazem. Elas fermentam: fazem só a primeira etapa da quebra do açúcar e descartam as sobras. Uma parte sai como gás, principalmente hidrogênio, gás carbônico e, em algumas pessoas, metano. A outra parte vira ácidos produzidos pelas bactérias (os ácidos graxos de cadeia curta, como o butirato), que fazem bem ao intestino.</p>
<p>O gás é o escapamento dessa digestão sem oxigênio, e só vira gás o que pode ser fermentado. A mistura muda de uma pessoa para outra: no estudo de 1991, só três dos dez voluntários produziam metano.</p>
<h2>Por que o pum fede</h2>
<p>Mais de 99% do gás é inodoro. Hidrogênio, gás carbônico, metano e nitrogênio não têm cheiro. O mau cheiro vem de traços de gases com enxofre. Num estudo americano de 1998, 16 voluntários comeram feijão e lactulose para produzir mais gás, que foi recolhido por sonda, e dois avaliadores deram nota ao cheiro de cada amostra. O principal gás com enxofre foi o sulfeto de hidrogênio, o do cheiro de ovo podre, seguido do metanotiol e do sulfeto de dimetila. Quanto mais sulfeto de hidrogênio, pior o cheiro.</p>
<p>O enxofre vem de dois lugares. Um são os vegetais ricos nele, como brócolis, couve-flor e repolho (as crucíferas), cebola e alho. O outro, e o principal, é a proteína. Os aminoácidos metionina e cisteína carregam enxofre, e as bactérias o liberam quando fermentam a proteína.</p>
<h2>A proteína sempre chega ao intestino grosso</h2>
<p>Nenhuma proteína é absorvida por inteiro, por mais digerível que seja. Whey, ovo e carne deixam uma parte passar para o intestino grosso. Num estudo francês, 13 voluntários tomaram proteína do leite ou da soja marcada com um tipo especial de nitrogênio, e uma sonda no fim do intestino delgado recolheu o que passava por ali. As perdas foram grandes o bastante para os autores sugerirem que entrem na conta da necessidade de proteína, e maiores com a soja. Hoje essa medida também é feita com exame de sangue, usando proteínas marcadas com dois isótopos diferentes.</p>
<p>Além da comida, o próprio corpo despeja proteína no intestino o tempo todo: células mortas da parede do intestino, enzimas digestivas (que são proteínas) e muco, que é proteína coberta de açúcar. Mesmo quem comesse zero proteína teria proteína chegando ao intestino grosso.</p>
<p>E quanto mais proteína no prato, mais enxofre. Num experimento britânico, cinco homens moraram num centro de pesquisa e passaram 10 dias em cada uma de cinco dietas, de zero a 600 g de carne por dia. O sulfeto nas fezes ficou cerca de 15 vezes maior na dieta com mais carne, acompanhando a quantidade consumida. Uma revisão australiana de 2016 aponta o mesmo: dieta com muita proteína e pouco carboidrato aumenta o sulfeto de hidrogênio e outros produtos da fermentação de proteína, como a amônia e os fenóis, e diminui os ácidos que fazem bem ao intestino.</p>
<p>É o retrato da dieta de definição, com proteína alta e carboidrato baixo. Reduzir a proteína diminui o enxofre, mas não o zera, porque a do próprio corpo continua chegando ao intestino. Para quem treina e não quer abrir mão dela, o ajuste é outro, e vem mais abaixo. Para saber quanta proteína o seu objetivo pede, use a <a href="https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/" target="_blank" rel="noopener">calculadora de proteína diária</a>.</p>
<h2>Enzimas digestivas resolvem o cheiro?</h2>
<p>Para o cheiro que vem da proteína, a evidência é fraca. Os estudos que sustentam os blends de protease (enzimas que quebram proteína) costumam ser pequenos, sem repetição por grupos independentes e feitos com dinheiro ou autores de quem fabrica o ingrediente. Um exemplo é um estudo de 2008 com uma mistura de proteases e 50 g de whey concentrado. Todos sabiam o que tomavam, e parte dos autores vinha de empresas do setor. Com a enzima, os aminoácidos no sangue subiram mais nas 4 horas seguintes e o corpo reteve mais nitrogênio. O estudo não mediu quanto de proteína chegou ao intestino grosso nem o cheiro.</p>
<p>A reposição de enzimas é tratamento estabelecido na insuficiência pancreática, quando o pâncreas produz pouca enzima, um quadro diagnosticado por médico. Fora disso, o blend de enzimas tomado junto com o shake tende a ser dinheiro gasto à toa.</p>
<p>Há uma exceção que vale conhecer: enzimas voltadas para um açúcar específico funcionam. A alfa-galactosidase, que quebra os açúcares do feijão, reduziu o hidrogênio no hálito e a intensidade da flatulência em oito voluntários que comeram 420 g de feijão cozido. A lactase cumpre papel parecido para quem tem intolerância à lactose. Essas enzimas diminuem o volume de gás, mas nenhum estudo mostrou que elas reduzam o enxofre. Uma revisão de 2026 sobre gases e mau cheiro diz o mesmo: dieta e enzimas específicas podem aliviar os sintomas e o volume, sem necessariamente cortar os gases com enxofre.</p>
<h2>Bismuto e carvão: o que age no enxofre</h2>
<p>Dois recursos agem direto nos gases com enxofre. O primeiro é o subsalicilato de bismuto, um medicamento que se liga ao sulfeto de hidrogênio. Em 10 pessoas saudáveis que tomaram 524 mg quatro vezes por dia, de 3 a 7 dias, a liberação de sulfeto de hidrogênio nas fezes caiu mais de 95%. O estudo mediu o gás, e não o cheiro do pum. O teste foi curto e o remédio tem salicilato na fórmula, então usá-lo por semanas é decisão para tomar com um médico.</p>
<p>O segundo é o carvão ativado, testado por fora do corpo. No estudo de 1998, o carvão aplicado às amostras de gás tirou praticamente todo o cheiro, e uma almofada forrada de carvão segurou mais de 90% dos gases com enxofre. O carvão engolido em cápsula não foi testado ali.</p>
<h2>Por que comer muito de uma vez aumenta os gases</h2>
<p>Evitar uma lista de alimentos não resolve tudo, porque o intestino tem limite de capacidade. Para entrar na célula do intestino, o açúcar precisa estar quebrado em pedaços pequenos (como a glicose) e precisa de uma proteína transportadora, uma espécie de porta. Uma bala de glicose é absorvida rápido. Um pote inteiro de bala de uma vez pode passar do que as portas dão conta. E se o açúcar for maior, do tipo que precisa ser quebrado antes, falta de enzima o deixa grande demais para passar. O que sobra segue até o intestino grosso e vira comida de bactéria.</p>
<p>Os açúcares-álcool (polióis), como sorbitol, maltitol e xilitol, levam isso ao extremo. Eles não têm uma porta própria e atravessam a parede do intestino aos poucos, por onde conseguem. Por isso a capacidade se esgota com pouca quantidade, e um punhado de doce sem açúcar adoçado com poliol já enche a barriga de gás. Uma revisão que reuniu 79 estudos mostrou que a parte não absorvida, os gases, o desconforto e o efeito laxante crescem com a dose.</p>
<h2>Os quatro tipos de fibra e quanto gás cada um faz</h2>
<p>A fibra é feita de longas cadeias de açúcar que o corpo humano não consegue quebrar, porque não tem as enzimas para isso. Algumas bactérias têm. Elas soltam enzimas que começam a desmontar a fibra do lado de fora, puxam os pedaços para dentro e fermentam.</p>
<p>Dividir a fibra só em solúvel e insolúvel ajuda pouco, porque o mesmo alimento mistura as duas. A maçã tem mais fibra insolúvel na casca e mais solúvel na polpa. Para saber quanto gás uma fibra faz, valem duas perguntas: quanto ela se mistura com a água e quanto as bactérias conseguem fermentá-la. Cruzando as respostas, a fibra cai em quatro grupos:</p>
<ul>
<li><strong>Solúvel e muito fermentável:</strong> é a fábrica de gás. Aqui estão os prebióticos, como a inulina, e é onde as bactérias produzem mais butirato. Aumente aos poucos, ou vem o inchaço dolorido de quem quer soltar o gás e não consegue.</li>
<li><strong>Insolúvel e fermentável:</strong> fermenta, só que mais devagar. É o caso do amido resistente da banana verde. Faz algum gás e algum butirato, bem menos que o grupo anterior.</li>
<li><strong>Solúvel e pouco fermentável:</strong> segura água e vira gel, como o psyllium. Faz pouco gás e deixa as fezes mais macias e regulares.</li>
<li><strong>Insolúvel e pouco fermentável:</strong> quase não faz gás. Ocupa espaço e estimula as contrações que empurram as fezes pelo intestino (o peristaltismo).</li>
</ul>
<p>A diferença entre inulina e psyllium apareceu num ensaio britânico com 19 pessoas com síndrome do intestino irritável. Com 20 g de inulina, o gás no intestino grosso, medido por ressonância magnética, foi o maior do estudo. Quando 20 g de psyllium entraram junto, esse gás caiu para cerca de um quinto. O resultado vale para pessoas com essa síndrome, e ainda falta confirmar em quem não tem.</p>
<h2>Probiótico resolve?</h2>
<p>Pouco. A bactéria que chega pelo iogurte ou pela cápsula raramente se instala de vez. Num estudo israelense com coletas feitas dentro do próprio intestino, um probiótico de 11 cepas chegou vivo, mas o efeito sobre as bactérias da pessoa variou muito de um voluntário para outro e foi passageiro. O probiótico age enquanto você toma e some quando você para. Para o cheiro, os estudos ainda são poucos e o resultado depende da cepa.</p>
<h2>Como diminuir os gases fedorentos: dê fibra às bactérias</h2>
<p>O objetivo é dar às bactérias algo mais atraente para comer do que a proteína. Esse algo é a fibra fermentável.</p>
<p>Quando as bactérias fermentam fibra, o intestino grosso fica mais ácido. Com o pH mais baixo, as enzimas que elas usam para quebrar proteína trabalham mais devagar, e o conteúdo do intestino anda mais rápido. A proteína passa menos tempo apodrecendo ali.</p>
<p>O detalhe que importa é onde isso acontece. A putrefação da proteína se concentra no fim do intestino grosso. Fibra que fermenta muito rápido é consumida logo no começo e acaba antes de chegar lá. Por isso a aposta é na fibra que fermenta devagar, e o amido resistente tem bons estudos a favor.</p>
<p>Um estudo australiano mostra o efeito. Onze pessoas passaram 3 semanas comendo 39 g de amido resistente por dia e outras 3 semanas comendo 5 g, com o resto da dieta igual. Com o amido resistente, os fenóis nas fezes, que saem da fermentação da proteína, caíram quase pela metade, a amônia caiu cerca de 30% e as fezes ficaram um pouco mais ácidas.</p>
<p>Na prática:</p>
<ul>
<li><strong>Prefira fibra de fermentação lenta:</strong> banana verde e outras fontes de amido resistente, além de cascas, frutas, verduras e grãos integrais.</li>
<li><strong>Aumente aos poucos:</strong> subir de uma vez, principalmente a fibra que fermenta rápido, é receita de inchaço e de mais gás. Feijão e outras leguminosas trazem fibra e também açúcares que fermentam rápido, então entram de forma gradual.</li>
<li><strong>Crucíferas com moderação, se o cheiro incomoda:</strong> brócolis, couve-flor e repolho trazem fibra e também enxofre. Varie as fontes em vez de concentrar tudo nelas.</li>
<li><strong>Psyllium é opção de pouco gás:</strong> ele faz volume e regula as fezes sem fermentar tanto.</li>
<li><strong>Ajuste pelas calorias:</strong> a referência americana é de 14 g de fibra para cada 1.000 kcal da dieta.</li>
<li><strong>Leia o rótulo:</strong> barra de proteína e doce sem açúcar com maltitol ou sorbitol podem somar bastante gás.</li>
</ul>
<p>Pela regra das 14 g por 1.000 kcal, a meta de fibra fica assim:</p>
<table>
<thead><tr><th>Calorias por dia</th><th>Fibra por dia</th></tr></thead>
<tbody>
<tr><td>2.000 kcal</td><td>28 g</td></tr>
<tr><td>2.500 kcal</td><td>35 g</td></tr>
<tr><td>3.000 kcal</td><td>42 g</td></tr>
<tr><td>3.500 kcal</td><td>49 g</td></tr>
<tr><td>4.000 kcal</td><td>56 g</td></tr>
</tbody>
</table>
<p>Se você não sabe quantas calorias come, a <a href="https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/tdee/" target="_blank" rel="noopener">calculadora de gasto calórico (TDEE)</a> dá a estimativa.</p>
<h2>Quando o pum fedido merece consulta</h2>
<p>Em média, uma pessoa solta gases de 8 a 14 vezes por dia, e até 25 vezes ainda entra na faixa normal. Pum fedido de vez em quando, depois de uma refeição com muita carne, ovo ou brócolis, também é normal. Vale procurar um médico se os gases incomodam muito, se mudaram de repente ou se vêm junto com dor abdominal, prisão de ventre, diarreia ou perda de peso. Intolerância à lactose e outros problemas digestivos também aumentam os gases e têm tratamento próprio.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O volume do pum vem do que você come e não absorve. O cheiro vem principalmente da proteína, que chega ao intestino grosso em qualquer dieta. Enzima em cápsula muda pouco essa conta. O que muda é a comida das bactérias: com fibra suficiente, principalmente a de fermentação lenta, o intestino fica mais ácido e a proteína apodrece menos. Quem passou anos contando proteína e nunca olhou para a fibra tem aí o ajuste que faltava.</p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Por que o pum fede tanto?</h3>
<p>Por causa de gases com enxofre, principalmente o sulfeto de hidrogênio. Eles são uma fração mínima do gás, mas bastam para o cheiro. O pum fede mais depois de refeições ricas em proteína ou em crucíferas, cebola e alho.</p>
<h3>Por que às vezes o pum não fede?</h3>
<p>Porque a maior parte do gás é hidrogênio, gás carbônico, metano e nitrogênio, todos sem cheiro. Quando a fermentação usa mais carboidrato e pouca proteína, sobra pouco enxofre. Por isso dá para soltar bastante gás quase sem cheiro.</p>
<h3>Excesso de proteína causa gases fedorentos?</h3>
<p>Sim. Parte de toda proteína chega ao intestino grosso, e as bactérias liberam o enxofre dela. Com 600 g de carne por dia, o sulfeto nas fezes ficou cerca de 15 vezes maior que numa dieta sem carne.</p>
<h3>Por que o whey dá gases?</h3>
<p>Por dois motivos. Uma parte da proteína do leite escapa da absorção e fermenta no intestino grosso, o que piora o cheiro. Se você tem intolerância à lactose, a lactose do whey concentrado também vira gás.</p>
<h3>Qual whey dá menos gases?</h3>
<p>Para quem tem intolerância à lactose, o que tem menos lactose. O isolado costuma ter menos que o concentrado, como mostra a comparação em <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/suplementos/blend-proteico-como-escolher-entre-whey-soja-e-col%C3%A1geno-r1273/" target="_blank" rel="noopener">como escolher entre whey, soja e colágeno</a>. Para o cheiro, todos trazem a mesma proteína do leite, então a troca não deve mudar muito.</p>
<h3>Qual proteína não causa gases?</h3>
<p>Nenhuma é absorvida por inteiro, então todas deixam alguma sobra para as bactérias. Num estudo com sonda, a proteína de soja deixou passar mais para o intestino grosso que a do leite.</p>
<h3>Barra de proteína causa gases?</h3>
<p>Pode causar, principalmente as adoçadas com maltitol, sorbitol ou outro poliol. Esses adoçantes são mal absorvidos, e o gás aumenta com a dose. Confira a lista de ingredientes antes de culpar a proteína.</p>
<h3>O que é bom comer para não soltar pum fedido?</h3>
<p>Mais fibra, aumentada aos poucos. A de fermentação lenta, como o amido resistente da banana verde, deixa o intestino mais ácido e reduz a fermentação da proteína. A meta de referência é de 14 g de fibra para cada 1.000 kcal.</p>
<h3>O que tomar para aliviar gases fedidos?</h3>
<p>O subsalicilato de bismuto cortou mais de 95% do sulfeto de hidrogênio nas fezes em poucos dias, mas é medicamento e o uso prolongado pede orientação médica. O carvão ativado funcionou por fora, numa almofada, e em cápsula não foi testado nesse estudo. Para o volume depois do feijão, a alfa-galactosidase ajuda.</p>
<h3>Para que servem as enzimas digestivas?</h3>
<p>Elas quebram a comida em pedaços que o intestino consegue absorver, e boa parte delas vem do pâncreas. Em cápsula, são tratamento para quem tem insuficiência pancreática. Lactase e alfa-galactosidase ajudam em casos específicos, e os blends de protease não têm estudo que mostre efeito no cheiro.</p>
<h3>Quando o pum fedido é preocupante?</h3>
<p>Quando vem com dor abdominal, diarreia, prisão de ventre ou perda de peso, ou quando os gases mudam de repente. Soltar gases de 8 a 14 vezes por dia é o comum, e até 25 ainda é normal. Cheiro forte depois de uma refeição com muita proteína, sozinho, é esperado.</p>
<h2>Referências</h2>
<ol>
<li>BIRKETT, A. et al. Resistant starch lowers fecal concentrations of ammonia and phenols in humans. <strong>The American Journal of Clinical Nutrition</strong>, [S. l.], v. 63, n. 5, p. 766-772, maio 1996. DOI: 10.1093/ajcn/63.5.766. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/8615362/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/8615362/</a>. Acesso em: 3 nov. 2026.</li>
<li>DAHL, W. J.; STEWART, M. L. Position of the Academy of Nutrition and Dietetics: Health Implications of Dietary Fiber. <strong>Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics</strong>, [S. l.], v. 115, n. 11, p. 1861-1870, nov. 2015. DOI: 10.1016/j.jand.2015.09.003. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26514720/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26514720/</a>. Acesso em: 3 nov. 2026.</li>
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</ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1354</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 20:20:29 +0000</pubDate></item><item><title>Shape emprestado: o que muda quando o auge passa</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/shape-emprestado-o-que-muda-quando-o-auge-passa-r1353/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_11/shape-emprestado-capa-v2.webp.da236daf4eaa4716e35d19f123b008c9.webp" /></p>
<p>“Shape emprestado” é uma forma de dizer que o físico depende das condições que o sustentam. Se o treino, a alimentação ou o ambiente hormonal mudam, o tamanho e o desempenho também podem mudar. Isso vale para quem usa anabolizantes e, de outra forma, para quem sempre treinou natural.</p>
<p>Uma foto recente de Marcello De Angelis, o Horse, depois de um período descrito como sem anabolizantes, levou Waldemar Guimarães a discutir essa questão em “O shape é emprestado?”. A reflexão começa na redução do volume muscular e termina numa pergunta que interessa a qualquer atleta: o que você está construindo para a vida depois da competição?</p>
<h2>Por que o físico muda quando o uso de anabolizantes termina</h2>
<p>Durante o uso de esteroides, o músculo recebe um estímulo hormonal adicional para fabricar proteínas. Com treino e alimentação, isso pode aumentar o tecido muscular. O chamado balanço nitrogenado positivo indica que o organismo retém mais nitrogênio do que elimina, situação compatível com a construção de proteínas.</p>
<p>Quando o uso termina, esse estímulo farmacológico deixa de atuar à medida que a substância é eliminada. Ao mesmo tempo, a produção natural de testosterona pode continuar baixa. Manter treino e dieta ajuda, mas as condições para sustentar o físico passam a ser diferentes das que existiam durante o uso.</p>
<h2>Água, glicogênio e músculo mudam o tamanho no espelho</h2>
<p>Um músculo volumoso contém proteínas, água e glicogênio, a reserva de carboidrato que ele usa como combustível. Mudanças nesses estoques podem alterar o peso e a aparência. Por isso, uma redução rápida de volume pode reunir perda de água e glicogênio, além de eventual perda de tecido muscular.</p>
<p>A retenção de líquido também pode contribuir para o aspecto mais cheio durante o uso de algumas substâncias, como o decanoato de nandrolona. Já a perda de tecido contrátil envolve estruturas que fazem o músculo produzir força. Entre elas estão a actina e a miosina, além das proteínas reguladoras troponina e tropomiosina.</p>
<p>Uma revisão de 2023 sobre glicogênio e hidratação mostra que essas mudanças também interferem nas medidas de composição corporal. Uma foto deixa em aberto quanto da diferença veio de água e quanto veio de músculo. O detalhamento está em <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/depois-do-ciclo-perde-tudo-músculo-água-e-memória-muscular-r1236/" target="_blank" rel="noopener">depois do ciclo perde tudo? Músculo, água e memória muscular</a>.</p>
<h2>Quanto tempo a testosterona pode demorar para voltar?</h2>
<p>A recuperação hormonal varia bastante. O posicionamento da Society for Endocrinology de 2026 indica que a maioria dos homens recupera o funcionamento hormonal medido em exames em aproximadamente 12 meses após interromper o uso. Algumas pessoas desenvolvem hipogonadismo persistente, condição em que a produção de hormônios sexuais continua insuficiente.</p>
<p>Cansaço, queda de libido e alterações do humor podem continuar mesmo quando os exames melhoram. Quem pretende interromper o uso precisa de avaliação médica. O mesmo posicionamento considera limitada e de baixa qualidade a evidência dos tratamentos farmacológicos disponíveis, incluindo os usados na chamada TPC.</p>
<h2>A memória muscular ajuda a recuperar o que foi perdido?</h2>
<p>Quem já treinou pode recuperar força e tamanho mais depressa ao retomar a musculação. Uma das explicações envolve os mionúcleos, os núcleos presentes dentro das fibras musculares. Parte das adaptações adquiridas no crescimento pode continuar depois que a fibra diminui.</p>
<p>Um estudo dinamarquês de 2024 comparou 25 homens: 8 usuários, 7 ex-usuários e 10 que nunca tinham usado anabolizantes. Cerca de quatro anos após a interrupção, os ex-usuários tinham mais núcleos para o mesmo volume em parte das fibras da coxa. Os grupos foram observados num único momento, sem acompanhar quanto músculo recuperariam ao voltar a treinar.</p>
<p>No projeto MMAAS, que incluiu 56 homens e teve seis ex-usuários na comparação entre grupos, a pesquisa não encontrou número maior de mionúcleos por fibra entre os ex-usuários. Esse trabalho mediu o número de núcleos no trapézio, enquanto o dinamarquês mediu sua densidade na coxa. São medidas e históricos de uso diferentes, que limitam a comparação.</p>
<p>Uma revisão de 2026 descreve também marcas do treino na regulação dos genes. A duração e o efeito prático dessas adaptações ainda precisam ser esclarecidos. Há base para esperar alguma facilidade na retomada, sem estabelecer a manutenção de um físico por toda a vida.</p>
<p>Voltar aos anabolizantes com a expectativa de recuperar o físico anterior mais rápido é uma prática relatada, com resposta dependente da fase da vida. A reexposição também retoma os riscos cardiovasculares, reprodutivos e psiquiátricos associados ao uso, descritos no posicionamento de 2026.</p>
<h2>O que aconteceu após 10 semanas sem treinar</h2>
<p>Um ensaio de 2024 reuniu 55 iniciantes, dos quais 42 concluíram o estudo. Um grupo treinou por 10 semanas, parou por 10 e voltou por mais 10. O outro fez 20 semanas contínuas, após um período inicial sem treino. Os treinos eram supervisionados, duas vezes por semana.</p>
<p>Na pausa, força e tamanho muscular diminuíram, processo chamado de destreinamento. Nas primeiras cinco semanas do retorno, o grupo recuperou rapidamente o que perdera e terminou com ganhos semelhantes aos do grupo contínuo. Foram estudados iniciantes, sem testar retirada de anabolizantes ou manutenção de um físico profissional.</p>
<h2>O shape natural também depende de continuidade</h2>
<p>Pense em alguém que treinou triatlo e passou a correr, nadar e pedalar durante horas. Se abandonar a preparação, sua capacidade de repetir esse esforço também muda. O mesmo raciocínio vale para um velocista que corre 100 metros em menos de 12 segundos: aquele tempo depende de continuar treinando para ele.</p>
<p>Massa muscular, fôlego, mobilidade, flexibilidade e potência são capacidades diferentes. A comparação mostra por que o condicionamento exige continuidade, inclusive sem hormônios. Ela também ajuda a entender por que deixar de competir pode resultar num corpo menos volumoso, sem apagar a preparação e a disciplina que existiram antes.</p>
<p>Se o seu problema é encaixar a academia na rotina, vale pensar numa frequência que consiga manter. A matéria sobre <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/desistir-da-academia-por-que-acontece-e-como-criar-const%C3%A2ncia-r1345/" target="_blank" rel="noopener">como criar constância na academia</a> aprofunda essa organização. A pergunta passa de “como segurar meu auge para sempre?” para “que prática cabe na vida que tenho hoje?”.</p>
<h2>O treino ocupa parte do dia. O futuro precisa do restante</h2>
<p>Uma rotina com uma hora a uma hora e meia de musculação por dia ainda exige organização da dieta e do descanso fora da academia. A duração de cada treino varia conforme o programa, o atleta e a fase de preparação. Mesmo com essa dedicação, uma parte importante do dia precisa estar disponível para outras responsabilidades.</p>
<p>Triatletas e jogadores de basquete podem passar horas treinando. Quando o esporte também paga as contas, o tempo de preparação faz parte do trabalho. Para quem precisa estudar, divulgar seus serviços ou manter outra fonte de renda, é necessário reservar tempo para essas tarefas enquanto ainda compete.</p>
<h2>Qual é o seu plano para depois da competição?</h2>
<p>Uma carreira esportiva pode terminar por escolha, doença ou acidente. Quem depende do próprio trabalho precisa preparar essa transição antes de ser obrigado a parar. Comece pela agenda: defina quando vai estudar ou trabalhar fora da preparação, em vez de deixar essas tarefas para depois da carreira.</p>
<ul><li><strong>Formação:</strong> reserve espaço para estudar e desenvolver uma atividade que possa continuar depois do palco.</li><li><strong>Trabalho:</strong> divulgue seus serviços, desenvolva um negócio ou construa outra fonte de renda durante a carreira.</li><li><strong>Transição:</strong> pense em como sustentar a vida se a competição acabar antes do previsto.</li><li><strong>Rotina:</strong> preserve treino, alimentação e descanso dentro das condições da nova fase.</li></ul>
<p>Essas decisões dão um destino à disciplina que ajudou a construir o físico. O volume pode diminuir depois da carreira, e o valor de anos de preparação continua no que a pessoa aprendeu e consegue aplicar em outros desafios. Julgar todo esse percurso por uma comparação de fotos reduz uma história longa a um único momento.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O shape é “emprestado” no sentido de depender de condições que precisam continuar existindo. Treino, dieta e hormônios influenciam o tamanho que o corpo sustenta. A memória muscular pode ajudar na recuperação, e a continuidade do treino continua necessária. Quando o auge passa, vale levar a disciplina para a saúde, os estudos, o trabalho e a renda que vão sustentar a próxima fase.</p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>O que significa shape?</h3>
<p>Shape é o jeito popular de chamar o físico ou a forma corporal, especialmente no meio da musculação. A expressão “shape emprestado” descreve um físico que depende das condições de treino, alimentação e, em alguns casos, uso de hormônios para ser mantido.</p>
<h3>Quanto tempo depois de parar de treinar se perde massa muscular?</h3>
<p>O ensaio de 2024 encontrou redução do tamanho muscular após dez semanas sem treino em iniciantes. As medições não permitem determinar o dia em que a perda começou.</p>
<h3>A memória muscular existe e como funciona?</h3>
<p>Sim. Estudos em humanos mostram que quem já treinou pode recuperar força e tamanho mais depressa ao retomar a musculação. Adaptações nas fibras e na regulação dos genes ajudam a explicar esse fenômeno, mas a participação de cada mecanismo ainda está sendo investigada.</p>
<h3>Quanto tempo dura a memória muscular?</h3>
<p>A duração exata ainda está em aberto. Num estudo dinamarquês com sete ex-usuários de anabolizantes, o tempo médio desde a interrupção era de cerca de quatro anos. O grupo apresentava mais núcleos para o mesmo volume em parte das fibras da coxa, uma possível marca da memória muscular. A observação num único momento não estabelece quanto dura o benefício nem se ele permanece por toda a vida.</p>
<h3>Quanto tempo leva para recuperar o físico com a memória muscular?</h3>
<p>Não há um prazo único. No ensaio com iniciantes, quem ficou dez semanas sem musculação recuperou rapidamente força e tamanho nas primeiras cinco semanas do retorno. Esse resultado serve como exemplo de recuperação, sem prever quanto demoraria alguém mais velho, com doença ou após anos de uso de anabolizantes.</p>
<h3>Como ativar a memória muscular na academia?</h3>
<p>O estímulo é voltar a praticar os exercícios de força. No ensaio de 2024, os voluntários retomaram o programa supervisionado que haviam feito antes, com duas sessões semanais. Esse foi o protocolo testado, que precisa ser ajustado ao histórico e à condição atual de cada pessoa.</p>
<h3>Dá para manter o shape sem treinar?</h3>
<p>A tendência é perder parte das adaptações conforme a pausa se prolonga. A memória muscular pode ajudar a recuperar força e tamanho quando o treino volta. Para sustentar o físico, o corpo continua precisando do estímulo dos exercícios.</p>
<h3>Como manter o shape, inclusive depois de parar os anabolizantes?</h3>
<p>A base é manter musculação, alimentação e descanso numa rotina que caiba na sua vida. Depois de interromper os anabolizantes, a recuperação hormonal também precisa entrar na avaliação. Treino e dieta ajudam, mas podem ser insuficientes para sustentar o mesmo volume construído sob estímulo farmacológico.</p>
<h3>O que acontece se eu parar de tomar anabolizantes?</h3>
<p>O volume pode diminuir com mudanças na água, no glicogênio e no tecido muscular. O estímulo farmacológico deixa de atuar à medida que a substância é eliminada, enquanto a produção natural de testosterona pode continuar baixa. A diferença no espelho, sozinha, não mostra quanto foi perda de músculo nem se a recuperação hormonal já aconteceu.</p>
<h3>O que fazer ao parar de tomar anabolizantes?</h3>
<p>Procure acompanhamento médico para avaliar os níveis hormonais e sintomas como cansaço, queda de libido e alterações do humor. O posicionamento de 2026 aponta normalização dos níveis hormonais em aproximadamente 12 meses para muitos homens. Algumas pessoas continuam com produção hormonal insuficiente. A escolha de tratamento depende da avaliação, pois a evidência dos medicamentos usados na chamada TPC ainda é limitada e de baixa qualidade.</p>
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</ol>
]]></description><guid isPermaLink="false">1353</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 20:05:43 +0000</pubDate></item><item><title>Patroc&#xED;nio no fisiculturismo: o que mudou para os atletas</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/diversos/patroc%C3%ADnio-no-fisiculturismo-o-que-mudou-para-os-atletas-r1352/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_11/patrocinio-fisiculturismo-atletas-capa.webp.50b72a32cdf96cb43eaee7e845a412c0.webp" /></p>
<p>O patrocínio no fisiculturismo pode reunir pagamento fixo, comissão por vendas e produtos. Na disputa por esses contratos, as marcas também avaliam como o atleta apresenta sua rotina e conversa com o público, além das colocações no palco.</p>
<p>Essa mudança preocupa Caíque Parça, que administra contratos de influenciadores e descreve a perda de espaço comercial dos competidores na entrevista “Caíque Parça - MARCAS E INFLUENCIADORES - Podcast Sem Filtro”, do Podcast Sem Filtro. Na avaliação dele, criadores que se comunicam melhor passaram a disputar as vendas antes concentradas nos atletas. </p>
<p>Ele relata cortes e salários menores, ao mesmo tempo que vê possibilidade de renovação do interesse pelo esporte. Em sua base de cerca de 1.500 pessoas, estima que aproximadamente 20% sejam atletas. Essa proporção descreve sua operação, sem representar o mercado nacional.</p>
<p>As estratégias divulgadas por Supley e Integralmedica mostram como atletas e outros criadores convivem nas campanhas. Já uma queda geral na remuneração dos fisiculturistas continua sem uma série pública de contratos que permita medir sua extensão.</p>

<h2>Por que os atletas passaram a disputar espaço com influenciadores?</h2>
<p>Os atletas predominavam nas primeiras contratações, por volta de 2019 e 2020. Eram os principais nomes disponíveis para apresentar suplementos ao público. Mesmo uma publicação simples de treino podia gerar vendas. Havia menos concorrentes produzindo conteúdo fitness com frequência.</p>
<p>A chegada de criadores que treinavam, mas não competiam, ampliou essa disputa. Esses criadores publicavam com mais frequência, mostrando uma rotina além da preparação para campeonatos. A mudança já era percebida durante a pandemia, sem uma data única que marque o fim do modelo anterior.</p>
<p>O interesse do consumidor também entra nessa avaliação. Quem procura um corpo mais musculoso pode querer conciliar academia, trabalho e lazer, sem adotar a rotina de uma preparação competitiva. Um criador que mostra esse cotidiano tende a se aproximar desse público. É uma interpretação sobre identificação, sem pesquisa que permita dizer que todos os consumidores passaram a preferir esse perfil.</p>

<h2>O que as marcas de suplementos procuram no atleta?</h2>
<p>A comunicação profissional nas redes aparece de forma explícita na entrevista de Mariane Morelli à Folha, em abril de 2026, quando ela foi apresentada como CEO do Grupo Supley. A executiva relacionou maior apoio financeiro à capacidade de combinar a carreira esportiva com influência digital. Sua avaliação foi de mudança no mercado, com oportunidades para quem sabe se comunicar.</p>
<p>Isso também inclui formar novos nomes. Na mesma entrevista, a Supley destacou os dez anos do projeto Casa dos Campeões e a atuação de Eduardo Corrêa como mentor de jovens atletas. A aposta na comunicação convive com investimento em desenvolvimento esportivo.</p>
<p>A diferença fica clara na contratação de Léo Stronda pela Integralmedica. Em entrevista à Máquina do Esporte, em março de 2026, o diretor de marketing Márcio Avólio explicou a busca por autenticidade e relacionamento duradouro com o consumidor. Ao mesmo tempo, manteve atletas e competições entre os pilares da marca.</p>
<p>Para quem busca uma parceria, a pergunta prática é como transformar sua rotina em algo útil para esse público. Explicar uma escolha, mostrar a preparação e responder dúvidas faz parte desse trabalho. O passo a passo para montar uma proposta está no guia de <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/diversos/como-conseguir-patroc%C3%ADnio-fitness-e-manter-a-parceria-r1330/" target="_blank" rel="noopener">como conseguir patrocínio fitness</a>.</p>

<h2>Mais de 21 mil criadores e mais de 70 atletas na mesma rede</h2>
<p>Em comunicado disponível em novembro de 2026, o Grupo Supley informou uma rede com mais de 21 mil criadores e mais de 70 atletas. A estrutura reúne também especialistas e pessoas que produzem conteúdo para as marcas. A divulgação envolve Max Titanium, Probiótica, Dr. Peanut e Znack That.</p>
<p>O grupo menciona aproximadamente R$ 80 milhões investidos em marketing de influência. O texto desse comunicado deixa o período do investimento sem especificação. Também falta a divisão da verba entre atletas e os demais perfis, além da quantidade de pessoas com pagamento fixo.</p>

<h2>Quanto ganha um fisiculturista com patrocínio?</h2>
<p>Um valor divulgado ajuda a enxergar a diferença entre um caso concreto e uma média de mercado. Em entrevista ao ge publicada em julho de 2024, Isa Nunes declarou receber R$ 25 mil por mês do patrocinador principal, além de outros patrocínios menores. O relato informa quanto aquela parceria pagava naquele momento, sem revelar sua renda atual ou o rendimento dos demais atletas.</p>
<p>O contrato pode reunir pagamento fixo, comissão por vendas e produtos. A comissão acompanha as vendas, enquanto uma cota de suplementos cobre itens específicos. São possibilidades descritas pelo ge em reportagem de agosto de 2024.</p>
<p>Premiações, conteúdo, serviços e produtos próprios também podem gerar receitas. A conta precisa incluir alimentação, inscrições, viagens, pintura e vestuário para competir.</p>
<p>Para quem está começando, outra profissão pode continuar pagando essas contas. A nutricionista e atleta amadora Jéssica Vilas Boas contou ao ge que ainda tratava o fisiculturismo como hobby, apesar dos resultados em competições. Esse caso mostra por que uma boa colocação e a possibilidade de viver do esporte precisam ser avaliadas separadamente.</p>

<h2>Os patrocínios dos atletas estão diminuindo?</h2>
<p>O diagnóstico de perda de espaço comercial vem acompanhado de relatos de redução de salário e encerramento de contratos. É uma percepção de quem participa dessas negociações, sem uma amostra publicada que permita calcular quantos atletas foram atingidos ou a variação dos pagamentos. Para medir uma queda geral, seria necessário comparar valores, condições e quantidade de contratos em períodos equivalentes.</p>
<p>As marcas consultadas continuam descrevendo investimento em atletas, ao lado das parcerias com comunicadores. Esses casos deixam espaço para duas situações coexistirem: algumas carreiras podem perder renda enquanto uma empresa amplia seu número de parceiros ou muda a distribuição do orçamento.</p>
<p>O tamanho do perfil também deixa dúvidas sobre seu valor comercial. Um criador com cerca de 2 milhões de seguidores vendeu menos do que se esperava na negociação de seus contratos. O exemplo ajuda a explicar por que seguidores, títulos e capacidade de gerar compras são critérios diferentes. Para entender essa avaliação do lado da empresa, veja <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/diversos/marketing-de-influ%C3%AAncia-fitness-como-avaliar-uma-parceria-r1349/" target="_blank" rel="noopener">como avaliar uma parceria no marketing de influência fitness</a>.</p>

<h2>Feira cheia significa mais dinheiro para o fisiculturista?</h2>
<p>O balanço divulgado do Arnold Sports Festival South America de 2025 informou 105 mil visitantes, 220 marcas expositoras e R$ 1 bilhão em negócios gerados. Para 2026, o balanço com crédito de assessoria informou mais de 110 mil visitantes, mais de 250 marcas e uma estimativa de R$ 1,2 bilhão em negócios.</p>
<p>Esses valores abrangem um festival com várias modalidades e uma feira que reúne suplementação, equipamentos, alimentação e outros setores. A contagem de visitantes tem esse alcance. O público exclusivo das disputas de fisiculturismo exige uma medição própria, assim como o dinheiro destinado aos contratos dos atletas.</p>
<p>Os balanços foram divulgados pela organização, sem metodologia independente de auditoria apresentada nas publicações consultadas. Servem para dimensionar a atividade comercial declarada pelo evento. Para comparar o público dos campeonatos ao longo do tempo, seria preciso conhecer as contagens específicas dessas disputas.</p>

<h2>Quem consegue atrair público além dos campeonatos?</h2>
<p>A história de um atleta pode aproximar quem nunca assistiu a uma competição. Renato Cariani aparece como exemplo desse trabalho: a preparação ganhava personagens, dificuldades e uma trajetória que o público queria acompanhar. Treinar, comer e dormir viravam uma história com expectativa pelo próximo campeonato.</p>
<p>Esse raciocínio aparece também no exemplo de um judoca que precisa pegar ônibus para treinar. A vitória pode ser o desfecho, mas uma derrota também permite acompanhar o caminho até a próxima tentativa. O vínculo nasce da trajetória e da forma de contá-la, além do resultado no pódio.</p>
<p>Pantera e Tenente Breno são exemplos de carisma e comunicação, mas nenhum dos dois, sozinho, teria força para impulsionar uma modalidade inteira. É uma avaliação sobre o alcance desses nomes, sem dados que permitam medir esse efeito. Ter um atleta conhecido no próprio meio e alcançar pessoas que nunca acompanharam o esporte são desafios de tamanhos diferentes.</p>
<p>A comparação com ídolos como Guga e Ayrton Senna procura explicar essa capacidade de alcançar o público de fora. O peso do carisma divide as avaliações. Outra posição dá mais importância ao investimento e ao acesso às transmissões: além de conhecer os atletas, o público precisa conseguir acompanhar as competições.</p>

<h2>Conclusão</h2>
<p>O patrocínio no fisiculturismo exige combinar o desempenho esportivo com uma relação constante com o público. Os exemplos das marcas mostram investimento em competidores e em outros criadores, enquanto os valores individuais divulgados ainda são insuficientes para medir a remuneração do mercado inteiro.</p>
<p>O esporte continua com possibilidade de formar novos ídolos e atrair pessoas além dos campeonatos. O prazo dessa renovação permanece imprevisível. Para o atleta, trabalhar a própria comunicação é uma resposta concreta à concorrência que já existe.</p>

<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Como funciona o patrocínio para atletas de fisiculturismo?</h3>
<p>A marca oferece condições como dinheiro fixo, comissão ou produtos e combina o trabalho de divulgação com o atleta. O acordo pode reunir mais de uma dessas formas. Por isso, é preciso conferir tanto o que será recebido quanto as entregas exigidas.</p>
<h3>Qual é o salário de um fisiculturista patrocinado no Brasil?</h3>
<p>O pagamento depende do contrato com cada marca. Ainda faltam dados públicos para calcular uma média nacional. Isa Nunes revelou receber R$ 25 mil por mês do patrocinador principal em 2024. O valor corresponde àquela parceria e àquele período.</p>
<h3>Quanto ganha um fisiculturista iniciante?</h3>
<p>A renda varia conforme os apoios e os trabalhos que o atleta já consegue manter. A preparação traz despesas antes de existir uma carreira capaz de pagá-las. O caso de Jéssica Vilas Boas mostra que até uma atleta com resultados em competições pode continuar dependendo de outra profissão.</p>
<h3>É possível ganhar dinheiro com o fisiculturismo?</h3>
<p>Sim. Patrocínios, conteúdo, serviços e negócios próprios estão entre as fontes de receita descritas nas entrevistas. A possibilidade de viver dessas atividades depende também das despesas e da regularidade dos ganhos.</p>
<h3>Como conseguir patrocínio para um atleta?</h3>
<p>O atleta precisa mostrar como seu trabalho pode ajudar a marca a conversar com o público. Presença nas redes, capacidade de explicar e entregas bem combinadas fazem parte dessa proposta. O guia de patrocínio indicado no texto detalha como preparar a abordagem.</p>
<h3>Um atleta iniciante pode conseguir patrocínio?</h3>
<p>Pode negociar apoio de acordo com o trabalho e o público que já consegue oferecer. A parceria pode começar com produtos ou comissão, em vez de uma quantia mensal. Os resultados em competição são uma parte da apresentação, junto da comunicação e das entregas.</p>

<h2>Referências</h2>
<ol>
<li>ARANHA, Nilson. <strong>Arnold Sports Festival South America 2026 supera expectativas e movimenta R$ 1,2 bilhão em negócios</strong>. MT Esporte. [S. l.], 27 abr. 2026. Disponível em: <a href="https://mtesporte.com.br/esporte/arnold-sports-festival-south-america-2026-supera-expectativas-e-movimenta-r-12-bilhao-em-negocios/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://mtesporte.com.br/esporte/arnold-sports-festival-south-america-2026-supera-expectativas-e-movimenta-r-12-bilhao-em-negocios/</a>. Acesso em: 2 nov. 2026.</li>
<li>FERRARI, Rodrigo. <strong>Com retorno de Léo Stronda, Integralmedica quer ampliar presença no marketing de influência</strong>. Máquina do Esporte. [S. l.], 25 mar. 2026. Disponível em: <a href="https://maquinadoesporte.com.br/mercado/com-retorno-de-leo-stronda-integralmedica-quer-ampliar-presenca-no-marketing-de-influencia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://maquinadoesporte.com.br/mercado/com-retorno-de-leo-stronda-integralmedica-quer-ampliar-presenca-no-marketing-de-influencia/</a>. Acesso em: 2 nov. 2026.</li>
<li>GRUPO SUPLEY. <strong>Atualizações do Grupo Supley: participação no Prêmio Influency-me 2026</strong>. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: <a href="https://br.linkedin.com/company/supley" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://br.linkedin.com/company/supley</a>. Acesso em: 2 nov. 2026.</li>
<li>LAGOEIRO, Fernanda. <strong>Quanto ganha um fisiculturista? Entenda valores</strong>. ge, EU Atleta. [S. l.], 18 ago. 2024. Disponível em: <a href="https://ge.globo.com/fisiculturismo/reportagem/2024/08/18/c-quanto-ganha-um-fisiculturista-entenda-valores.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://ge.globo.com/fisiculturismo/reportagem/2024/08/18/c-quanto-ganha-um-fisiculturista-entenda-valores.ghtml</a>. Acesso em: 2 nov. 2026.</li>
<li>MACARRONI, Matheus. <strong>Fisiculturismo está passando por uma &#x27;fase de mudança&#x27;, avalia CEO do Grupo Supley</strong>. Folha de S.Paulo, Músculo. [S. l.], 30 abr. 2026. Disponível em: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/blogs/musculo/2026/04/fisiculturismo-esta-passando-por-uma-fase-de-mudanca-avalia-ceo-do-grupo-supley.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www1.folha.uol.com.br/blogs/musculo/2026/04/fisiculturismo-esta-passando-por-uma-fase-de-mudanca-avalia-ceo-do-grupo-supley.shtml</a>. Acesso em: 2 nov. 2026.</li>
<li>PODCAST SEM FILTRO. <strong>Caíque Parça - MARCAS E INFLUENCIADORES - Podcast Sem Filtro</strong>. [S. l.], 22 out. 2026. YouTube. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=lPJWW-FqCR8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=lPJWW-FqCR8</a>. Acesso em: 2 nov. 2026.</li>
<li>REDAÇÃO MÁQUINA DO ESPORTE. <strong>Arnold Sports Festival South America 2025 movimenta R$ 1 bilhão em negócios gerados</strong>. Máquina do Esporte. [S. l.], 8 abr. 2025. Disponível em: <a href="https://maquinadoesporte.com.br/mercado/arnold-sports-festival-south-america-2025-movimenta-r-1-bilhao-em-negocios-gerados/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://maquinadoesporte.com.br/mercado/arnold-sports-festival-south-america-2025-movimenta-r-1-bilhao-em-negocios-gerados/</a>. Acesso em: 2 nov. 2026.</li>
<li>WENNA, Matheus. <strong>Como competir no fisiculturismo? Veja por onde começar e salário</strong>. ge, EU Atleta. [S. l.], 19 jul. 2024. Disponível em: <a href="https://ge.globo.com/google/amp/fisiculturismo/reportagem/2024/07/19/c-como-competir-no-fisiculturismo-veja-por-onde-comecar-e-salario.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://ge.globo.com/google/amp/fisiculturismo/reportagem/2024/07/19/c-como-competir-no-fisiculturismo-veja-por-onde-comecar-e-salario.ghtml</a>. Acesso em: 2 nov. 2026.</li>
</ol>
]]></description><guid isPermaLink="false">1352</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 20:05:33 +0000</pubDate></item><item><title>PJ Bodybuilder: quem &#xE9; Paulo Jorge, atleta e treinador</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/pj-bodybuilder-quem-%C3%A9-paulo-jorge-atleta-e-treinador-r1351/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_11/pj-bodybuilder-capa.webp.bb152821e340c8175b10d1e177274a42.webp" /></p>
<p>PJ Bodybuilder começou a treinar com 52 kg e lembra que braço e antebraço pareciam ter a mesma espessura. Paulo Jorge construiu a partir dali uma trajetória como fisiculturista amador, treinador e comentarista do esporte. A busca pelo cartão profissional e a passagem pela Casa dos Campeões fazem parte dessa história.</p>
<p>As lembranças aparecem na entrevista “PAULO JORGE - Ramon não quer mais vencer? Fala PJ! - Podcast Sem Filtro”, do canal Podcast Sem Filtro. Entre as críticas a Ramon Dino e os relatos de patrocínio, PJ também explica uma escolha que mudou seus planos: voltar à cidade natal para cuidar da família depois de duas perdas.</p>

<h2>Quem é PJ Bodybuilder?</h2>
<p>Paulo Jorge é conhecido nas redes como PJ Bodybuilder. Natural de Anápolis, em Goiás, ele trabalha com treinamento e consultoria online. Nas redes sociais, publica análises de fisiculturismo, comentários sobre competições e conteúdos de treino.</p>

<h2>O começo com 52 kg e as provocações na escola</h2>
<p>Os 52 kg do começo ajudam a entender por que ele contesta a ideia de que seu físico foi um presente da genética. PJ lembra das provocações que sofria na escola e da pouca diferença de espessura entre o braço e o antebraço. A avaliação que faz de si é a de alguém que precisou se dedicar para construir massa muscular.</p>

<h2>Os títulos amadores e a busca pelo Pro Card</h2>
<p>Na entrevista de outubro de 2026, PJ se apresentou como atleta amador. Ao descrever essa trajetória, relatou dois títulos brasileiros, uma vitória no Olympia amador, uma colocação entre os três primeiros no Arnold e dois títulos regionais na categoria até 100 kg. Também lembra de ter competido na NABBA. Ele não informou os anos e as categorias dessas conquistas.</p>
<p>O objetivo seguinte era o <strong>Pro Card</strong>, o cartão que permite passar às competições profissionais da liga correspondente. PJ conta que chegou perto de conquistá-lo várias vezes. Por isso, a vitória que relata no Olympia amador precisa ser entendida dentro dessa trajetória, separada de um título do Mr. Olympia profissional.</p>
<p>Federações e categorias têm critérios próprios. O <a href="https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/categorias-npc-ifbb-pro/" target="_blank" rel="noopener">guia de categorias da NPC e da IFBB Pro League</a> permite consultar as diferenças entre as divisões.</p>

<h2>A passagem pela Casa dos Campeões em 2020</h2>
<p>PJ associa parte de seu reconhecimento à Casa dos Campeões, projeto da Max Titanium do qual participou em 2020. Renato Cariani, Júlio Balestrin e Betão, da Ironberg, estão entre as pessoas que ele lembra ao falar da iniciativa. A outra parte vinha da carreira amadora e das tentativas de conquistar o Pro Card.</p>

<h2>Receber patrocínio e quase não aparecer</h2>
<p>Uma das lembranças de PJ sobre os patrocinadores é a de receber apoio sem ser chamado com frequência para produzir conteúdo. Ele conta que estava na rua da Ironberg, em São Paulo, e mesmo assim raramente participava das gravações. Chegou a brincar com um responsável pelos pedidos que a empresa devia gostar muito dele para manter o acordo nessas condições.</p>
<p>A interpretação de PJ era que as gravações se concentravam em um grupo recorrente de pessoas. Atletas com menos exposição tinham poucas oportunidades de aparecer. Ele também reconhece que as marcas escolhem o que funciona para o próprio negócio e defende que o atleta seja o principal interessado em desenvolver seu trabalho.</p>
<p>Para quem busca parceria, as oportunidades de aparecer e as tarefas de produção de conteúdo também precisam entrar na conversa. A diferença entre produto, comissão, pagamento fixo e produção de conteúdo está detalhada em <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/diversos/como-conseguir-patroc%C3%ADnio-fitness-e-manter-a-parceria-r1330/" target="_blank" rel="noopener">como conseguir patrocínio fitness e manter a parceria</a>.</p>

<h2>Por que PJ entrou na discussão com Ramon Dino?</h2>
<p>A discussão ganhou força depois do Olympia de 2026. Na versão de PJ, seu comentário inicial foi feito na página do criador de conteúdo Samu, que defendia a saída de Ramon para uma festa após a competição. PJ diz que considerava legítimo o atleta sair, mas entendia que parte dos fãs esperava ver uma reação pública mais intensa ao resultado. Ele também questionou a vontade de vencer de Ramon. O apresentador discordou dessa leitura e argumentou que temperamento e história de vida não permitiam concluir falta de empenho.</p>
<p>Depois vieram as respostas de Vitória Viana, esposa de Ramon, e do próprio atleta, além de manifestações de outros criadores. PJ faz questão de separar a própria intervenção da de Caio Botura, com quem diz ter sido confundido por parte do público. Ele também esclarece que sua relação com Ramon era de admiração, sem uma amizade pessoal. PJ também reconhece que a repercussão trouxe vendas de consultoria. PJ também pediu aos seguidores que <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/pj-e-ramon-dino-o-pedido-para-encerrar-os-ataques-r1355/" target="_blank" rel="noopener">parassem de atacar Ramon</a>.</p>
<p>A cobrança sobre postura é uma opinião sobre o comportamento do atleta. Para entender o resultado esportivo, a <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/ramon-dino-em-3%C2%BA-no-olympia-2026-costas-pernas-e-poses-explicam-o-bronze-r1253/" target="_blank" rel="noopener">análise de Ramon Dino no Olympia de 2026</a> aborda costas, pernas, poses e os confrontos. A saída depois do campeonato ocorreu quando a classificação já estava definida.</p>
<p>Ao falar de amizade no fisiculturismo, PJ aponta Vitor Porto como alguém que frequentava sua casa e conversava com sua esposa. A diferença que estabelece é concreta: encontrar atletas na academia, gravar ou trocar comentários nas redes não significava, para ele, ter a mesma proximidade fora desse ambiente.</p>

<h2>O relato sobre anabolizantes e exames do coração</h2>
<p>PJ reconhece o uso de hormônios em sua trajetória e afirma que utilizava os produtos que divulgava. Também relata que atletas economizavam com outros anabolizantes para conseguir comprar GH, o hormônio do crescimento. É um relato sobre o custo de competir, sem valores que permitam calcular o gasto de uma preparação.</p>
<p>Ao avaliar a própria genética, ele atribui a si grande tolerância a efeitos colaterais. Ele conta que fez dois ecocardiogramas em anos seguidos. O primeiro incluiu o strain, uma análise da contração do músculo do coração. Segundo PJ, ambos tiveram bons resultados. Também conta que raspa a cabeça desde os 14 anos, antes de o público associar sua aparência ao uso de hormônios.</p>
<p>Uma revisão publicada em setembro de 2026 reuniu 40 estudos com 1.906 atletas e encontrou associação entre anabolizantes e alterações na estrutura e no funcionamento do coração. Esses dados de grupos não permitem diagnosticar PJ, mas mostram por que a percepção de suportar bem as drogas exige cautela. Os <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/acompanhamento-m%C3%A9dico-para-anabolizantes-controla-os-riscos-r1339/" target="_blank" rel="noopener">limites do acompanhamento médico para quem usa anabolizantes</a> incluem a diferença entre um exame bom e a segurança do uso ao longo do tempo.</p>

<h2>Por que PJ voltou a Anápolis?</h2>
<p>A volta à cidade natal aconteceu depois da morte de sua mãe e da mulher que descreve como a segunda mãe de sua esposa. PJ conta que as perdas abalaram o casal e outros familiares. Diante disso, decidiu deixar São Paulo e colocar a convivência com a família à frente dos planos competitivos.</p>
<p>Na entrevista de outubro de 2026, ele disse ter 34 anos e que completaria 35 naquele ano. Explicou que havia aberto mão das competições por alguns anos, mas ainda se via com tempo para voltar. A possibilidade de disputar novos campeonatos continuava nos seus planos. A frase que resume sua decisão é curta: “Campeonato tem todo ano”.</p>

<h2>Conclusão</h2>
<p>A história de PJ Bodybuilder começa no rapaz de 52 kg e passa pelo competidor amador, pelo treinador e pela exposição na Casa dos Campeões. Os relatos de patrocínio mostram dificuldades que ficam fora das fotos de palco. A volta a Anápolis acrescenta outra decisão à trajetória: reorganizar os planos esportivos para estar perto da família, preservando a possibilidade de competir novamente.</p>

<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Quem é PJ Bodybuilder?</h3>
<p>É o nome pelo qual o fisiculturista e treinador Paulo Jorge ficou conhecido. Natural de Anápolis, em Goiás, ele trabalha com consultoria de treino online.</p>
<h3>Com quantos quilos PJ começou a treinar?</h3>
<p>PJ conta que começou a treinar com 52 kg. Ele lembra que tinha pouca massa muscular e sofria provocações na escola.</p>
<h3>PJ Bodybuilder tem Pro Card?</h3>
<p>Na entrevista de outubro de 2026, PJ se apresentou como atleta amador e contou que havia chegado perto do Pro Card várias vezes. Os títulos que relatou eram de competições amadoras.</p>
<h3>Quando PJ participou da Casa dos Campeões?</h3>
<p>PJ participou do projeto da Max Titanium em 2020. Ele associa parte de seu reconhecimento ao trabalho na Casa dos Campeões.</p>
<h3>O que PJ contou sobre seus patrocínios?</h3>
<p>Ele relatou que recebia apoio, mas quase não era chamado para gravar. Isso acontecia mesmo quando estava na rua da Ironberg, em São Paulo.</p>
<h3>PJ e Ramon Dino eram amigos?</h3>
<p>PJ descreveu sua relação com Ramon como admiração, sem amizade pessoal. Para ele, encontrar alguém na academia e interagir nas redes era diferente de conviver fora desse ambiente.</p>
<h3>Por que PJ voltou a Anápolis?</h3>
<p>Segundo PJ, as mortes de sua mãe e da pessoa que descreve como a segunda mãe de sua esposa motivaram a volta. Ele priorizou a família e preservou a possibilidade de competir novamente.</p>

<h2>Referências</h2>
<ol>
<li>CNN BRASIL. <strong>Ramon Dino é alvo de críticas e abre o jogo após derrota no Mr. Olympia</strong>. CNN Brasil. [S. l.], 1 out. 2026. Disponível em: <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/ramon-dino-e-alvo-de-criticas-e-abre-o-jogo-apos-derrota-no-mr-olympia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/ramon-dino-e-alvo-de-criticas-e-abre-o-jogo-apos-derrota-no-mr-olympia/</a>. Acesso em: 31 out. 2026.</li>
<li>FERNANDES, Matheus de Medeiros et al. Duration-Dependent Cardiac Effects of Anabolic-Androgenic Steroid Use in Strength-Trained Athletes: A Systematic Review and Meta-Analysis. <strong>Echocardiography</strong>, [S. l.], v. 43, n. 9, art. e70611, set. 2026. DOI: 10.1111/echo.70611. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42672095/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42672095/</a>. Acesso em: 1 nov. 2026.</li>
<li>IFBB PROFESSIONAL LEAGUE. <strong>IFBB PRO Card</strong>. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: <a href="https://www.ifbbpro.com/procard/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.ifbbpro.com/procard/</a>. Acesso em: 2 nov. 2026.</li>
<li>PODCAST SEM FILTRO. <strong>PAULO JORGE - Ramon não quer mais vencer? Fala PJ! - Podcast Sem Filtro</strong>. [S. l.], 6 out. 2026. YouTube. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=uY_MkhNnY-I" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=uY_MkhNnY-I</a>. Acesso em: 1 nov. 2026.</li>
</ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1351</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 14:12:50 +0000</pubDate></item><item><title>Treino para hipertrofia: quantas s&#xE9;ries e quanto peso usar</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/treino-para-hipertrofia-quantas-s%C3%A9ries-e-quanto-peso-usar-r1350/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_11/treino-para-hipertrofia-capa.webp.f2cfa470a40f050237a25f0d4bf017be.webp" /></p>
<p>Num treino para hipertrofia, o que mais faz o músculo crescer é o total de séries que ele recebe na semana e o esforço que você coloca em cada uma. O peso na barra e o número de dias na academia contam bem menos do que se costuma ouvir. É o que mostram as recomendações de treino que o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM) publicou em 2026, montadas a partir de 137 revisões de estudos que, somadas, envolveram mais de 30 mil pessoas.</p>

<p>Lucas Zanandrez, apresentador do canal de divulgação científica Olá, Ciência!, foi atrás dessas recomendações quando parou de evoluir. Ele tinha voltado a treinar havia pouco mais de um ano, perdido 11 kg de gordura e ganhado massa, até estacionar. O conselho que recebeu foi pôr mais carga e ir até a falha. Ele conta isso em "VOCÊ TREINA ERRADO NA ACADEMIA E EU POSSO TE PROVAR" e passa pelo que o ACSM diz sobre frequência, carga, falha, ordem dos exercícios e máquinas.</p>

<h2>Quantas vezes por semana treinar?</h2>

<p>Para ganhar força, pelo menos duas vezes por semana. Para ganhar músculo, o número de dias pesa pouco: conta o total de séries que cada músculo recebe na semana, como mostra a seção seguinte.</p>

<p>Pense na ficha que muita academia entrega no primeiro dia: treino A para os membros superiores, treino B para os inferiores, cerca de oito exercícios por dia, três séries de 12 repetições, um minuto por série e dois a três minutos de descanso. São 24 séries e cerca de 1 hora e 10 minutos por treino, sem contar a fila do aparelho. Três vezes por semana, com o deslocamento, isso chega perto de 4 horas.</p>

<p>Para quem trabalha oito horas por dia, a conta não fecha, e muita gente desiste nos primeiros meses.</p>

<p>O maior salto acontece quando você sai do zero. Quem fez musculação tradicional, treino em circuito, treino com elástico ou treino em casa ficou mais forte do que quem não treinou. Treinar uma vez por semana já é melhor que nada, e duas vezes é melhor que uma: a força cresceu mais com pelo menos duas sessões semanais.</p>

<p>Ganhar força já muda o dia a dia. Nas mesmas revisões, a musculação melhorou o equilíbrio, a velocidade da caminhada e tarefas como levantar da cadeira. Essa reserva conta muito na velhice. Para crescer o músculo, porém, uma vez por semana pode não bastar, e a conta é outra.</p>

<h2>Quantas séries por semana para hipertrofia?</h2>

<p>Imagine duas pessoas treinando peito com três exercícios: supino, crucifixo na máquina e crossover. A pessoa A vai à academia uma vez por semana e faz os três exercícios no mesmo dia, com três séries cada. A pessoa B vai três vezes e faz um exercício por dia, também com três séries. No fim da semana, as duas somaram nove séries de peito.</p>

<p>Genética e alimentação também contam, mas, em média, o peito das duas cresce parecido. Nas revisões do ACSM, treinar o músculo uma vez ou mais de cinco vezes por semana deu a mesma hipertrofia quando o total de séries era igual. Uma revisão com 25 estudos achou o mesmo. A cada série com esforço, o músculo recebe o sinal para crescer, e esse sinal não depende de o treino ter sido concentrado num dia ou espalhado pela semana. Para o músculo, conta o total de séries.</p>

<p>O número de séries, este sim, faz diferença. O ACSM encontrou mais hipertrofia com 10 ou mais séries por grupo muscular por semana, e o ganho continuou subindo acima disso. As nove séries do exemplo ficam um pouco abaixo dessa faixa. Uma série a mais de peito por semana já coloca a pessoa nela.</p>

<p>Então dá para fazer tudo num dia só? Até dá, mas o treino perde qualidade. Na quinta série seguida do mesmo músculo, ele provavelmente já está cansado, a postura piora e a execução perde qualidade. Por isso, duas ou três vezes por semana costuma ser o meio-termo mais fácil para quem está começando. Se você tem seis dias livres, veja o que muda ao <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/treinar-3-ou-6-vezes-por-semana-o-que-muda-nos-ganhos-r1322/" target="_blank" rel="noopener">treinar 3 ou 6 vezes por semana</a>.</p>

<p>E se você perdeu um treino, a semana continua valendo. Redistribua as séries que ficaram para trás nos dias seguintes, porque o que conta é o total.</p>

<h2>Quanto peso usar no treino?</h2>

<h3>Para ficar mais forte</h3>

<p>Quem quer força ganha mais com carga alta. Alta, e não máxima: a faixa que deu mais força começa em 80% da carga máxima que você levanta uma única vez (1RM). Se o seu máximo no supino é 50 kg, 80% são 40 kg. A partir daí, a carga sobe ao longo das semanas. A <a href="https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/1rm/" target="_blank" rel="noopener">calculadora de 1RM</a> estima a sua carga máxima sem você precisar testá-la.</p>

<p>A amplitude também conta. A força cresceu mais quando o músculo esticava e contraía por inteiro, no movimento completo. A velocidade da repetição, rápida ou lenta, não mudou o resultado. Pegar tanto peso que você treme e não completa o movimento atrapalha.</p>

<h3>Para o músculo crescer</h3>

<p>Para hipertrofia, o peso faz pouca diferença. Nas revisões do ACSM, cargas de 30% a 100% da carga máxima deram crescimento parecido. Uma revisão com 21 estudos, em que todas as séries iam até a falha, mostrou o mesmo: carga leve e carga alta fizeram o músculo crescer igual, e só a força máxima foi maior com carga alta.</p>

<p>O que conta é chegar ao fim da série fazendo bastante esforço. Com menos peso, você precisa de mais repetições para chegar lá. Um peso que você consegue mover bem, com mais repetições, vale mais do que uma carga tão alta que você nem termina a série. Quem prefere séries mais leves e longas encontra a comparação completa em <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/carga-ou-repeti%C3%A7%C3%B5es-o-que-realmente-muda-for%C3%A7a-hipertrofia-e-pot%C3%AAncia-r1243/" target="_blank" rel="noopener">carga ou repetições: o que muda para força e hipertrofia</a>.</p>

<p>A velocidade da repetição também pesa pouco no crescimento. Uma revisão com oito estudos encontrou hipertrofia parecida com repetições de meio segundo a oito segundos. Repetições lentas de propósito, acima de dez segundos, pareceram piores.</p>

<h2>Precisa treinar até a falha?</h2>

<p>Treinar até a falha é fazer repetições até o músculo não conseguir mover o peso mais uma vez. Nas recomendações do ACSM, ir até a falha não aumentou a força nem o músculo de forma consistente. A sugestão é parar quando ainda sobrariam duas ou três repetições, ou quando a série já está muito difícil.</p>

<p>Para a força, os estudos concordam: tanto faz chegar à falha. Para a hipertrofia, a ciência está dividida. Uma revisão que juntou 15 estudos não achou diferença no geral, com uma vantagem pequena da falha só em pessoas já treinadas. Uma análise de 2024 que estimou quantas repetições sobravam em cada série encontrou mais crescimento quanto mais perto da falha a série terminava. Os próprios autores pedem cautela, porque as repetições que sobravam foram estimadas, e não medidas.</p>

<p>Na prática, os dois resultados apontam na mesma direção: a série precisa terminar perto da falha. Se chegar exatamente a ela acrescenta algum músculo, a diferença é pequena e incerta. Calcular quantas repetições ainda sobram é impreciso para todo mundo, iniciante ou experiente: em média, as pessoas acham que têm cerca de uma repetição a menos do que realmente têm. Como as últimas repetições também tendem a sair piores, parar com duas ou três sobrando mantém o esforço alto sem sacrificar a execução. Se você acha que faria mais duas com boa técnica, pare ali. Os métodos que levam a série até a falha, como drop set e rest-pause, estão em <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/treinar-at%C3%A9-a-falha-o-esfor%C3%A7o-vem-antes-dos-m%C3%A9todos-r1307/" target="_blank" rel="noopener">treinar até a falha</a>.</p>

<h2>A ordem dos exercícios importa?</h2>

<p>Importa para a força. O músculo trabalhado no começo do treino ganha mais força do que o deixado para o fim. Quem corre e precisa de glúteo forte para estabilizar a lombar, por exemplo, pode abrir o treino de pernas pela elevação pélvica.</p>

<p>Para a hipertrofia, a ordem não fez diferença. Quem quer um glúteo maior por estética pode treiná-lo no começo ou no fim. Uma revisão com 11 estudos achou o mesmo. O cuidado é com o último exercício: cansado, muita gente o faz de qualquer jeito, e aí a série perde o esforço que faz o músculo crescer.</p>

<h2>Máquina ou peso livre?</h2>

<p>Na máquina, o movimento parece mais controlado, e por isso muita gente acha que ela dá mais resultado. Para a força, as revisões não encontraram diferença entre máquina e peso livre. Para a hipertrofia, o ACSM considerou os dados insuficientes. Uma meta-análise de 2023 também não viu diferença clara, mas só cinco dos seus estudos mediram o tamanho do músculo.</p>

<p>Cada um tem vantagens. O peso livre, como halteres e barra, obriga você a controlar o equilíbrio e trabalha outros músculos junto. A máquina facilita a execução e isola o músculo. Por isso muitos instrutores mandam alternar entre os dois, e faz sentido seguir essa orientação.</p>

<h2>Qual o melhor tipo de treino para hipertrofia?</h2>

<p>ABC, AB ou corpo inteiro tendem a dar resultado parecido quando o total de séries por músculo na semana é igual, porque a frequência pesa pouco nessa condição. Com o tempo, o instrutor costuma trocar a primeira ficha por um ABC, com mais grupos musculares e exercícios para músculos que você nem sabia que existiam. Essa troca faz mais sentido para quem compete ou quer dar atenção extra a um músculo específico.</p>

<p>Não há um tipo de treino que funcione melhor para todo mundo. Copiar a ficha de 15 ou 20 exercícios de quem treina há dez anos costuma afastar o iniciante. O ACSM recomenda adaptar o programa a cada pessoa, porque um treino que ela tolera, ou até gosta de fazer, é o que ela mantém. Para montar uma ficha com os dias que você tem, use o <a href="https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/" target="_blank" rel="noopener">gerador de treino</a> do site.</p>

<h2>Como não desistir do treino</h2>

<p>Desistir é a regra, e não a exceção. Numa academia do Rio de Janeiro, os registros de 5.240 alunos mostraram que 63% abandonaram antes do terceiro mês. Menos de 4% treinaram por mais de 12 meses seguidos. O <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/desistir-da-academia-por-que-acontece-e-como-criar-const%C3%A2ncia-r1345/" target="_blank" rel="noopener">abandono da academia</a> tem várias causas, e uma ficha que não cabe na rotina é uma delas.</p>

<p>Deixar o treino para depois raramente é falta de força de vontade. Muitas vezes vem do estresse ou de não ter claro o que precisa ser feito. Se você não planejou, no dia em que chegar cansado, ficar no sofá vai parecer mais fácil do que decidir o que comer, o que vestir e qual treino fazer.</p>

<p>Planejar onde e quando você vai treinar ajuda de verdade. Numa revisão com 26 estudos, quem fez esse tipo de plano passou a se exercitar mais, e o efeito foi maior quando o plano já previa como lidar com os obstáculos. Uma revisão de 2022 com 41 ensaios e 5.439 pessoas encontrou o mesmo.</p>

<p>Na véspera, deixe a ficha do treino no celular, o tênis num lugar à vista e o suplemento ou o pré-treino separado. São atitudes simples que tiram etapas do caminho até a academia. O passo mais importante é chegar à academia.</p>

<h2>Resumo: o que muda para força e para hipertrofia</h2>

<table><thead><tr><th>O que você ajusta</th><th>Para força</th><th>Para hipertrofia</th></tr></thead><tbody><tr><td>Dias por semana</td><td>2 ou mais</td><td>Tanto faz, se o total de séries for igual</td></tr><tr><td>Séries por exercício em cada treino</td><td>2 a 3</td><td>Sem número fixo</td></tr><tr><td>Séries por músculo na semana</td><td>Sem número fixo</td><td>10 ou mais</td></tr><tr><td>Carga</td><td>80% da carga máxima ou mais</td><td>De 30% a 100%, com esforço no fim da série</td></tr><tr><td>Falha</td><td>Sem vantagem</td><td>Sem diferença clara, terminar perto dela basta</td></tr><tr><td>Ordem</td><td>O prioritário primeiro</td><td>Tanto faz, se a execução se mantiver</td></tr><tr><td>Máquina ou peso livre</td><td>Sem diferença</td><td>Dados insuficientes</td></tr></tbody></table>

<p>Os números da tabela vêm das recomendações do ACSM de 2026. Eles valem para adultos saudáveis e vêm, em sua maioria, de estudos com pessoas que estavam começando a treinar.</p>

<h2>Conclusão</h2>

<p>Quem não evolui na academia raramente tem um problema de carga. Para ganhar músculo, some as séries de cada músculo na semana, faça pelo menos 10 e termine cada série com esforço de verdade, deixando duas ou três repetições sobrando. Se o objetivo é força, use cargas a partir de 80% da sua carga máxima, faça o movimento completo e comece pelo músculo prioritário.</p>

<p>A ficha ideal é a que cabe na sua semana. Sair do zero é o maior ganho, e o treino que você consegue manter vale mais do que o perfeito que fica pela metade.</p>

<h2>Perguntas frequentes</h2>

<h3>Quantas séries por semana para hipertrofia?</h3>

<p>Dez ou mais por músculo. As recomendações do ACSM de 2026 associaram essa faixa a mais hipertrofia, e o ganho continuou subindo acima dela. Isso vale para qualquer grupo, como costas, peito ou pernas, e as séries podem ser divididas entre os dias da semana como for mais fácil para você.</p>

<h3>Quantas séries por treino para hipertrofia?</h3>

<p>Depende de quantas vezes você treina o músculo na semana. Divida as séries da semana (10 ou mais) pelo número de treinos. Fazer muitas séries seguidas do mesmo músculo no mesmo dia cansa, e por volta da quinta série a execução costuma piorar. Por isso dois ou três treinos por semana facilitam a conta.</p>

<h3>É melhor fazer 3 ou 4 séries por exercício?</h3>

<p>Tanto faz, desde que a soma da semana chegue a 10 séries ou mais por músculo. Três séries em quatro exercícios do mesmo músculo já somam 12 na semana. Para a força, o ACSM viu mais ganho com duas a três séries por exercício na sessão.</p>

<h3>Quantas repetições fazer para hipertrofia?</h3>

<p>Não existe um número certo. Cargas de 30% a 100% da carga máxima deram crescimento parecido, desde que a série termine com bastante esforço. Com carga leve, isso pede mais repetições. Com carga alta, menos.</p>

<h3>Quantas vezes por semana treinar para hipertrofia?</h3>

<p>Quantas couberem na sua rotina. Com o mesmo total de séries, treinar o músculo uma vez ou mais de cinco vezes por semana deu hipertrofia parecida. Duas ou três vezes por semana costumam facilitar a execução e a constância.</p>

<h3>Treinar até a falha é bom para hipertrofia?</h3>

<p>Não é obrigatório. Para a força, não faz diferença. Para a hipertrofia, os estudos divergem: no geral não houve diferença clara, mas terminar a série perto da falha parece importar. Parar com duas ou três repetições sobrando já garante esforço suficiente, segundo o ACSM.</p>

<h3>Treino de força também dá hipertrofia?</h3>

<p>Sim. Carga alta e carga leve fizeram o músculo crescer de forma parecida quando as séries iam até perto da falha. A carga alta, a partir de 80% da carga máxima, dá mais força. Quem quer os dois pode priorizar a carga alta: ela dá mais força e o mesmo crescimento, desde que a série termine com esforço.</p>

<h3>Treino ABC, AB ou full body: qual é melhor para hipertrofia?</h3>

<p>Nenhum é melhor por si só. Com o mesmo número de séries por músculo na semana, treinar o músculo uma ou várias vezes deu hipertrofia parecida, e a divisão é só a forma de distribuir essas sessões. Escolha a que cabe nos seus dias. As opções estão em <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/divisão-de-treino-abc-3x1-e-2x1-ou-superior-e-inferior-r924/" target="_blank" rel="noopener">divisão de treino ABC, 3x1 ou superior e inferior</a>.</p>

<h3>Como montar um treino para hipertrofia?</h3>

<p>Comece pelos dias que você tem. Some as séries de cada músculo na semana até chegar a pelo menos 10, divididas em dois ou três treinos. Termine cada série com duas ou três repetições sobrando e aumente a carga ou as repetições quando ficar fácil. O <a href="https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/" target="_blank" rel="noopener">gerador de treino</a> monta a ficha com esses dados.</p>

<h3>Quanto tempo deve durar um treino para hipertrofia?</h3>

<p>Não há duração ideal nos estudos. Ela depende de quantas séries você faz e de quanto descansa entre elas. Uma ficha de oito exercícios com três séries cada passa de uma hora, e dividir as séries da semana em mais dias encurta cada sessão.</p>

<h3>Repetição rápida ou lenta dá mais hipertrofia?</h3>

<p>Tanto faz, dentro de um limite. O que muda o resultado é o esforço no fim da série, e não o ritmo. Só as repetições lentas de propósito, com mais de dez segundos cada, parecem ficar atrás.</p>

<h3>O que é treino para hipertrofia?</h3>

<p>É o treino de musculação feito para aumentar o tamanho do músculo. Ele se diferencia do treino de força pelo foco: o volume de séries por semana pesa mais do que a carga. O mesmo treino também deixa você mais forte.</p>

<h2>Referências</h2>
<ol>
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</ol>

]]></description><guid isPermaLink="false">1350</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2026 13:35:12 +0000</pubDate></item><item><title>Marketing de influ&#xEA;ncia fitness: como avaliar uma parceria</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/diversos/marketing-de-influ%C3%AAncia-fitness-como-avaliar-uma-parceria-r1349/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_11/marketing-influencia-fitness-capa.webp.b5529193c7047fb68b6d99f66fe429b0.webp" /></p>
<p>No marketing de influência fitness, contratar alguém com muitos seguidores é só o começo da conta. Uma marca de roupas pode precisar de conteúdo para anunciar. Uma academia quer alcançar quem consegue treinar ali. Uma loja de suplementos pode buscar vendas por cupom. Antes de comparar preços, defina qual desses trabalhos você está comprando.</p>
<p>Caíque Parça apresenta esse raciocínio na entrevista “Caíque Parça - MARCAS E INFLUENCIADORES - Podcast Sem Filtro”, do Podcast Sem Filtro. O gestor descreve um teste com quatro criadores de R$ 500 e explica por que observa a rotina e o público antes de contratar. O exemplo serve para organizar uma experiência, com custo e entregas definidos. As projeções de venda precisam ser testadas.</p>
<h2>O objetivo é vender ou tornar a marca conhecida?</h2>
<p>Uma parceria pode ajudar a vender, apresentar um produto ou aproximar a empresa de outro público. Quando a prioridade é venda direta, faz sentido acompanhar os pedidos atribuídos e o dinheiro que sobra. Quando a prioridade é reconhecimento, a empresa precisa dizer que público pretende alcançar e que mensagem quer associar à marca.</p>
<p>O trabalho de <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/os-neg%C3%B3cios-de-renato-cariani-como-a-audi%C3%AAncia-vira-receita-r1303/" target="_blank" rel="noopener">transformar audiência fitness em receita</a> envolve conteúdo, distribuição e ofertas. Por isso, escolha o critério de avaliação antes de assinar. Uma peça produzida para a marca anunciar e uma recomendação publicada no perfil do criador são entregas diferentes, mesmo quando a mesma pessoa faz as duas.</p>
<h2>Como escolher um influenciador fitness para sua empresa</h2>
<p>Observe o que a pessoa publica e como conversa com os seguidores. Ela explica, demonstra e responde? O produto tem espaço na rotina que mostra? Um perfil pode acumular visualizações por humor ou entretenimento, enquanto outro é procurado para tirar dúvidas de compra. São relações diferentes com a audiência.</p>
<p>O exemplo do shampoo ajuda a enxergar o erro: uma criadora pode ter público majoritariamente masculino. Se a campanha pretende alcançar consumidoras, contratar apenas pela aparência dela pode levar a marca ao público errado. A mesma audiência pode combinar com um produto masculino. A escolha depende de quem acompanha o perfil e do produto oferecido.</p>
<p>Peça dados recentes do público e exemplos de trabalhos anteriores. Compare o que já foi vendido em situações parecidas, sem transportar o resultado automaticamente para sua loja. Para uma academia, confira se a audiência inclui pessoas da região atendida. Quem mora longe pode gostar do conteúdo e ainda assim ficar fora do público que pode se matricular.</p>
<h2>Quanto investir no marketing de influência fitness?</h2>
<p>Reservar de 5% a 10% do faturamento para marketing é uma estimativa usada nesse modelo de gestão, sem pesquisa que a estabeleça como média do setor. Escolha a verba do teste conforme o custo da campanha e quanto a empresa pode comprometer até conferir o resultado.</p>
<h3>Um teste com R$ 8 mil em anúncios e quatro criadores</h3>
<p>Imagine uma empresa que já investe R$ 10 mil em anúncios da Meta. A proposta é manter R$ 8 mil na mídia e usar R$ 2 mil para contratar quatro criadores por R$ 500 cada. A empresa passa a anunciar com peças produzidas por eles. É uma redistribuição hipotética da verba, sujeita à aceitação dos parceiros e à capacidade de produzir o combinado.</p>
<table><thead><tr><th>Parte do teste</th><th>Valor ou quantidade</th><th>O que representa</th></tr></thead><tbody>
<tr><td>Anúncios</td><td>R$ 8 mil</td><td>Verba de mídia para distribuir as peças</td></tr>
<tr><td>Quatro criadores</td><td>R$ 500 por pessoa</td><td>R$ 2 mil em pagamentos fixos no mês</td></tr>
<tr><td>Peças para anúncios</td><td>3 por pessoa</td><td>12 peças novas no mês</td></tr>
<tr><td>Comissão proposta</td><td>10% das vendas elegíveis</td><td>Custo variável, além dos R$ 10 mil</td></tr>
</tbody></table>
<p>Na proposta detalhada, cada criador receberia R$ 500 por mês mais 10% de comissão. Ele faria um reels em colaboração com a marca e entregaria três peças exclusivas para anúncios. São quatro peças por pessoa, além dos stories. A quantidade de stories ficou sem definição e precisa ser acertada. As três peças de anúncios seriam entregues à empresa, sem publicação no perfil do criador.</p>
<p>Os R$ 10 mil cobrem mídia e pagamentos fixos desse exemplo. A comissão aumenta a despesa conforme as vendas elegíveis. Produtos enviados, produção adicional e gestão também precisam entrar na conta quando existirem. Combine a base da comissão: quais pedidos contam, quais descontos entram e como serão tratados cancelamentos.</p>
<p>A expectativa de passar de R$ 30 mil em vendas para R$ 40 mil ou R$ 50 mil é uma projeção. A estimativa adicional de R$ 2 mil a R$ 5 mil em vendas pelos criadores deixa indefinido se o valor seria por pessoa ou pelo conjunto. A fala não demonstra esses resultados, e o orçamento precisa ser testado antes de ampliar o investimento.</p>
<h2>Combine as entregas sem engessar a criação</h2>
<p>A primeira pergunta ao parceiro é simples: como esse produto caberia no seu dia a dia? A partir da resposta, a empresa combina as peças e o criador propõe a forma de apresentá-las. Dar liberdade para essa explicação preserva o jeito de falar que levou o público até ele.</p>
<p>Quantidade de peças, formato, datas, preço e destino de cada entrega precisam estar claros. Separe o que será publicado no perfil, o que sairá em colaboração e o que será entregue apenas para anúncios. O <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/diversos/como-conseguir-patroc%C3%ADnio-fitness-e-manter-a-parceria-r1330/" target="_blank" rel="noopener">guia de patrocínio fitness</a> explica o outro lado da negociação, de quem prepara a proposta para a marca.</p>
<p>Um conteúdo natural continua sendo publicidade. O guia do CONAR de 2026 orienta a identificação clara, com a ferramenta da plataforma ou expressões como #publi e #publicidade. Essa informação deve aparecer sem exigir a abertura do restante da legenda. Comissão e produto como contrapartida também podem caracterizar o vínculo comercial.</p>
<p>Os depoimentos devem corresponder a experiências verdadeiras. Envie ao criador as informações corretas do produto e os limites do que pode afirmar. No fitness, a aparência de quem anuncia não demonstra que o suplemento, a roupa ou o serviço causou aquele resultado físico.</p>
<h2>A publicação e o uso em anúncios precisam de acordos claros</h2>
<p>A Meta oferece anúncios de parceria para ampliar conteúdo de criadores. O fluxo prevê permissões e, em determinadas modalidades, compartilhamento de código pelo parceiro. Antes de programar a campanha, confira se a autorização necessária foi concedida e se o conteúdo pode ser usado no formato planejado.</p>
<p>No acordo, registre em quais canais a empresa poderá usar as peças, por quanto tempo e que edições serão permitidas. A Lei de Direitos Autorais trata de modalidades de utilização e prevê interpretação restrita quando elas não são especificadas. Receber um arquivo e contratar uma publicação exigem clareza sobre o uso autorizado.</p>
<h2>O resultado muda com o produto e o canal</h2>
<p>O caso de Bitelo ilustra por que uma contratação passada exige contexto. A experiência relatada com uma empresa de manipulação teve desempenho abaixo do esperado nos canais do próprio criador. Na comparação com a Growth, ele aparecia com frequência no canal da marca. A distribuição do conteúdo era diferente.</p>
<p>Produto, época, comunidade e uso de anúncios também poderiam mudar a resposta. Essa experiência antiga não permite concluir como ele vende hoje. Ao avaliar um parceiro, pergunte onde o conteúdo vai circular e como a empresa vai participar da distribuição, em vez de atribuir todo o resultado à pessoa.</p>
<h2>Como medir o retorno sem confundir venda com lucro</h2>
<p>A verba para o trabalho com influenciadores na Alpha Co. teria subido de R$ 50 mil para R$ 500 mil, passando por R$ 100 mil e R$ 200 mil. As vendas declaradas eram de R$ 3 milhões. Isso corresponde a R$ 6 em vendas por real dessa verba, mas faltam período, auditoria e todos os custos para apurar o lucro.</p>
<p>ROAS compara o valor de conversão atribuído aos anúncios com o gasto em publicidade. Se uma campanha gasta R$ 1 mil em mídia e registra R$ 3 mil em compras atribuídas, o ROAS é 3, ou 300%. Esse cálculo descreve receita em relação à mídia e, sozinho, deixa de fora o custo dos produtos e outras despesas.</p>
<p>ROI mede o resultado depois dos custos considerados. No exemplo oficial do Google Ads, seis produtos vendidos por R$ 200 geram R$ 1.200. A produção custa R$ 600 e a publicidade, R$ 200. Sobram R$ 400 sobre R$ 800 de custo, um ROI de 50%. A mesma venda, portanto, pode parecer grande e deixar um ganho bem menor.</p>
<p>Organize a conferência da parceria em três grupos: o que foi entregue, quais vendas foram atribuídas e quanto custou a operação. Conte pagamentos fixos, comissões, mídia e os demais custos efetivos. Confira os pedidos válidos antes de calcular o resultado. Vender mais do que o cachê pode continuar sendo insuficiente para pagar toda a campanha.</p>
<p>Um link identificado ajuda a separar campanhas. Os parâmetros UTM acrescentados ao endereço informam origem, meio e campanha ao Google Analytics. O campo utm_content pode distinguir peças. Padronize os nomes para comparar criadores e anúncios sem fragmentar a mesma ação em vários relatórios.</p>
<p>A atribuição distribui crédito entre os contatos que antecederam a compra. Defina o período e a regra usados na comparação. Se a pessoa viu o criador, clicou em um anúncio e depois comprou, os relatórios podem atribuir crédito de formas diferentes. Confira os pedidos antes de somar números de canais distintos como se fossem compradores diferentes.</p>
<h2>Quem recebe a comissão do intermediário?</h2>
<p>Quando um gestor representa a marca e também alguns criadores, as remunerações precisam ser expostas aos envolvidos. Um exemplo hipotético divide um contrato de R$ 100 mil em R$ 90 mil para o criador e R$ 10 mil para o intermediário. Os 10% ilustram a conta, sem estabelecer uma taxa padrão de agência.</p>
<p>A empresa precisa entender quem presta cada serviço e quanto recebe. Esse modelo de gestão e representação é explicado no <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/ca%C3%ADque-par%C3%A7a-quem-%C3%A9-e-quais-s%C3%A3o-suas-empresas-r1338/" target="_blank" rel="noopener">perfil do profissional que negocia com marcas e influenciadores</a>. Separar essas funções ajuda a avaliar o custo da campanha e a origem de cada cobrança.</p>
<h2>Quando renovar, ajustar ou encerrar a parceria</h2>
<p>Uma das rotinas de gestão relatadas reavaliava contratações após cerca de três meses. O resultado podia levar à redução do valor ou ao encerramento. Esse é o prazo daquele método, e precisa ser combinado conforme a campanha. Também vale observar a produção durante o período, em vez de esperar apenas o fechamento.</p>
<p>Quatro divulgações publicadas de uma vez para cumprir a obrigação podem mostrar pouco do uso do produto. É como fazer a tarefa escolar às pressas antes da professora conferir: existe uma entrega, mas o trabalho perdeu parte do sentido. Compare quantidade, qualidade e presença do produto na rotina, além das vendas atribuídas.</p>
<p>A analogia com a dieta resume a decisão: você propõe, observa a resposta e ajusta. Na parceria, o ajuste pode envolver o criador, a peça ou a distribuição. Preserve o que funcionou e investigue o que falhou antes de ampliar a verba. Um resultado ruim em uma combinação específica ajuda a rever o teste.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Uma parceria fitness começa com objetivo e público definidos. O teste dos quatro criadores mostra como combinar produção e anúncios, com a comissão contabilizada à parte. A decisão de continuar depende das entregas, das vendas atribuídas e dos custos. Quanto melhor a empresa entende essa conta, mais condições tem de ajustar a parceria ao resultado que procura.</p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>O que é marketing de influência fitness?</h3>
<p>É a parceria entre um negócio fitness e um criador para apresentar produtos, serviços ou a marca ao público dele. O objetivo pode ser venda direta ou aproximação com uma audiência. Formato, remuneração e avaliação precisam acompanhar esse objetivo.</p>
<h3>Como contratar um influenciador fitness?</h3>
<p>Defina o objetivo, confira quem acompanha o perfil e peça exemplos de conteúdo e resultados anteriores. Depois, negocie entregas, período, remuneração e uso das peças. Compare o custo total com o trabalho proposto, além do número de seguidores.</p>
<h3>Como contratar microinfluenciadores?</h3>
<p>Avalie se a audiência e o conteúdo do perfil menor combinam com seu produto. O exemplo de quatro criadores de R$ 500 mostra uma possibilidade de teste, sem fixar preço ou quantidade para qualquer empresa. Confirme as condições com cada parceiro.</p>
<h3>Quanto custa contratar um influenciador fitness?</h3>
<p>Depende do perfil, das entregas e do uso do conteúdo. O pacote relatado de R$ 500 por mês soma 10% de comissão e inclui peças para anúncios. É um exemplo de negociação, sem base para tratá-lo como preço médio do mercado.</p>
<h3>O que colocar no contrato de parceria com influenciadores?</h3>
<p>Especifique as entregas e as condições comerciais negociadas. Para o uso do conteúdo, delimite canais, prazo e edições autorizadas. A Lei de Direitos Autorais prevê interpretação restrita das modalidades não especificadas, o que torna esse detalhamento relevante.</p>
<h3>Onde encontrar influenciadores para contratar?</h3>
<p>Você pode começar pelos perfis que já conversam com o público do negócio. A Meta também oferece recursos de descoberta no Marketplace de Criadores e no Hub de Anúncios de Parceria. Essas ferramentas ajudam na seleção, que ainda depende da adequação à campanha.</p>
<h3>Como o marketing de influência se diferencia da publicidade tradicional?</h3>
<p>A marca trabalha com a linguagem e a relação que o criador já construiu com seu público. O conteúdo também pode ser usado em anúncios pagos, conforme o acordo. A presença do criador muda a comunicação, e o vínculo publicitário continua precisando ficar claro.</p>
<h3>Como usar influenciadores para divulgar uma academia?</h3>
<p>Confira se o público inclui pessoas da região e se o conteúdo combina com o serviço oferecido. Negocie o que será mostrado e como acompanhar o interesse em treinar ali. Um perfil com alcance nacional precisa ser avaliado pelo público que a academia consegue atender.</p>

<h2>Referências</h2>
<ol>
<li>BRASIL. <strong>Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998</strong>. Câmara dos Deputados. [S. l.], 19 fev. 1998. Disponível em: <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1998/lei-9610-19-fevereiro-1998-365399-normaatualizada-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1998/lei-9610-19-fevereiro-1998-365399-normaatualizada-pl.html</a>. Acesso em: 30 out. 2026.</li>
<li>CONSELHO NACIONAL DE AUTORREGULAMENTAÇÃO PUBLICITÁRIA. <strong>Guia de Marketing e Publicidade por Influenciadores Digitais</strong>. CONAR. São Paulo, 26 maio 2026. Disponível em: <a href="https://www.conar.org.br/noticias/guia-de-marketing-e-publicidade-por-influenciadores-digitais" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.conar.org.br/noticias/guia-de-marketing-e-publicidade-por-influenciadores-digitais</a>. Acesso em: 30 out. 2026.</li>
<li>GOOGLE. <strong>Atribuição</strong>. Ajuda do Google Analytics. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: <a href="https://support.google.com/analytics/answer/14547371?hl=pt-BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://support.google.com/analytics/answer/14547371?hl=pt-BR</a>. Acesso em: 30 out. 2026.</li>
<li>GOOGLE. <strong>Criadores de URLs: coletar dados da campanha com URLs personalizados</strong>. Ajuda do Google Analytics. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: <a href="https://support.google.com/analytics/answer/10917952?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://support.google.com/analytics/answer/10917952?hl=pt-br</a>. Acesso em: 30 out. 2026.</li>
<li>GOOGLE. <strong>Retorno do investimento (ROI)</strong>. Ajuda do Google Ads. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: <a href="https://support.google.com/google-ads/answer/14090?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://support.google.com/google-ads/answer/14090?hl=pt-br</a>. Acesso em: 30 out. 2026.</li>
<li>GOOGLE. <strong>Sobre os lances de ROAS desejado</strong>. Ajuda do Google Ads. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: <a href="https://support.google.com/google-ads/answer/6268637?hl=pt-BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://support.google.com/google-ads/answer/6268637?hl=pt-BR</a>. Acesso em: 30 out. 2026.</li>
<li>META. <strong>Novas ferramentas com IA para escalar parcerias entre criadores e marcas</strong>. Sobre a Meta. [S. l.], 30 jan. 2026. Disponível em: <a href="https://about.fb.com/br/news/2025/12/novas-ferramentas-com-ia-para-escalar-parcerias-entre-criadores-e-marcas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://about.fb.com/br/news/2025/12/novas-ferramentas-com-ia-para-escalar-parcerias-entre-criadores-e-marcas/</a>. Acesso em: 30 out. 2026.</li>
<li>PODCAST SEM FILTRO. <strong>Caíque Parça - MARCAS E INFLUENCIADORES - Podcast Sem Filtro</strong>. [S. l.], 22 out. 2026. YouTube. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=lPJWW-FqCR8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=lPJWW-FqCR8</a>. Acesso em: 30 out. 2026.</li>
</ol>
]]></description><guid isPermaLink="false">1349</guid><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 00:25:34 +0000</pubDate></item><item><title>Frio emagrece? O que a gordura marrom faz e quanto ela gasta</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/nutri%C3%A7%C3%A3o/frio-emagrece-o-que-a-gordura-marrom-faz-e-quanto-ela-gasta-r1348/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_10/frio-emagrece-capa.webp.5273eaba0aad42e64f8a0a5653154a6a.webp" /></p>
<p>Frio emagrece? Pouco. Para manter o corpo a cerca de 37 °C, você gasta mais energia num lugar frio, e uma parte desse gasto vem da gordura marrom, um tipo de gordura que produz calor. O aumento é pequeno, e em alguns estudos as pessoas comeram mais depois do frio.</p>

<p>A ideia chegou às academias. No programa “COMO A SMART FIT SE TORNOU A MAIOR REDE DE ACADEMIAS DO BRASIL? (com Edgard Corona) | Os Sócios #319”, <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/edgard-corona-do-acidente-de-esqui-%C3%A0-maior-rede-de-academias-r1341/" target="_blank" rel="noopener">Edgard Corona</a> contou que a rede está levando para as unidades novas uma sala de ar resfriado a 5 ou 6 °C. Pela explicação dele, o treino já gastou o açúcar do corpo, então, para se manter a 37 °C na sala, o corpo passa a queimar gordura, numa queima que, segundo ele, dura 5 minutos.</p>

<h2>Por que o corpo gasta mais energia no frio</h2>

<p>Quando a temperatura cai, o corpo produz calor de dois jeitos. O mais conhecido é o tremor, em que os músculos se contraem sem parar. O outro acontece sem tremor: a gordura marrom e outros tecidos queimam gordura e açúcar só para gerar calor. Somados, os dois formam o que os pesquisadores chamam de termogênese induzida pelo frio.</p>

<p>Quanto isso soma? Uma revisão de 2022 juntou 10 estudos em que adultos ficaram num ambiente de 16 a 19 °C, em vez de 24 °C. O gasto subiu, em média, 188 kcal por dia. Num estudo de 2014, cinco homens passaram dias inteiros dentro de uma câmara de temperatura controlada: a 19 °C, gastaram cerca de 2.620 kcal no dia, contra 2.470 kcal a 24 °C.</p>

<p>Esses números vêm de horas seguidas no frio. Uma visita de poucos minutos à sala fria depois do treino deve gastar bem menos.</p>

<h2>O que é gordura marrom e onde ela fica</h2>

<p>A gordura branca é a que guarda energia, a da barriga e das coxas. A marrom faz o contrário: queima energia para produzir calor. Por muito tempo, achou-se que só bebês e animais pequenos a tinham. Em 2009, exames de imagem (PET-CT) mostraram que adultos também têm gordura marrom, principalmente na região que vai do pescoço até o alto do peito, perto das clavículas.</p>

<p>Ela aparece quando faz frio. Num estudo de 2009, 24 homens ficaram a 16 °C, e a gordura marrom ficou ativa em 23 deles. Em outro, depois de 2 horas a 19 °C, ela apareceu em 17 de 32 jovens e em só 2 de 24 pessoas acima de 38 anos. Nos dois estudos, ela foi mais ativa em quem era mais magro.</p>

<p>A quantidade é pequena. Num estudo de 2013, os adultos com mais gordura marrom ativa tinham cerca de 59 g dela. Pela conta dos autores, no frio leve, de 15,5 °C, ela responde por 15 a 25 kcal por dia nessas pessoas. Isso é uma parte pequena do gasto extra no frio, e o resto vem de outros tecidos do corpo.</p>

<h2>Dá para aumentar a gordura marrom?</h2>

<p>Dá, com frio repetido. Em 10 dias de exposição frequente ao frio, que os estudos chamam de aclimatação, a gordura marrom ficou mais ativa e o corpo passou a produzir mais calor sem tremer. Os voluntários também passaram a sentir o ambiente menos frio e a tremer menos. Num estudo japonês com pessoas que tinham pouca gordura marrom ativa, 2 horas por dia a 17 °C durante 6 semanas aumentaram essa gordura e diminuíram a massa de gordura do corpo.</p>

<p>O efeito vai e volta. No estudo de 2014, os cinco homens dormiram um mês num quarto a 19 °C, e a gordura marrom aumentou. No mês seguinte, a 24 °C, ela voltou ao nível inicial, e num mês a 27 °C diminuiu. A quantidade de gordura e de músculo do corpo ficou igual nos quatro meses.</p>

<p>Uma revisão de 2020 com 24 estudos não encontrou mudança significativa na atividade da gordura marrom depois de refeições, dietas ou suplementos. Uma refeição e cápsulas de capsinoide, substância parecida com a da pimenta, sem ardor, ou de catequina do chá verde aumentaram um pouco o gasto em repouso. Para os autores, o aumento depois da refeição provavelmente não veio da gordura marrom.</p>

<h2>Por que o frio quase não muda a balança</h2>

<p>Uma revisão de 2020 sobre frio e equilíbrio de energia concluiu que o gasto sobe de forma consistente, mas pouco. Nos estudos em que as pessoas passaram semanas expostas ao frio, o peso quase não mudou, e a perda de gordura do estudo japonês fica como exceção. Os autores lembram que poucos estudos mediram quanto as pessoas comem depois do frio.</p>

<p>Os estudos que mediram isso, incluindo os mais recentes, se dividiram. Num de 2025, 15 adultos ficaram 30 minutos com a água no peito, a 16 °C, e depois comeram à vontade. Comeram cerca de 665 kcal, contra 434 kcal depois da água morna e 453 kcal fora da água, mesmo dizendo sentir a mesma fome.</p>

<p>Em 47 pessoas com obesidade, 90 minutos com uma roupa resfriada a 10 °C aumentaram o gasto do período em 18%. Elas comeram 10% a mais no almoço e menos no resto do dia, e o saldo do dia quase não mudou. Já em 10 voluntários que passaram 2 horas e meia a 18 °C, o gasto subiu e a comida consumida ficou igual.</p>

<p>Para emagrecer, o que decide é o saldo entre o que você come e o que gasta no dia. A <a href="https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/tdee/" target="_blank" rel="noopener">calculadora de gasto calórico diário</a> mostra quanto você gasta, e esse número pesa muito mais que uma visita à sala fria.</p>

<h2>A sala fria depois do treino queima gordura?</h2>

<p>A ideia de que o açúcar já acabou depois do treino exagera o gasto da musculação. Em levantadores de elite, uma sessão pesada de agachamento, levantamento terra e afundo baixou o glicogênio da coxa, o açúcar guardado no músculo, em 38%. O músculo ficou longe de esvaziar.</p>

<p>Queimar mais gordura durante alguns minutos também é diferente de perder gordura no fim do mês. O que conta é o saldo de energia ao longo dos dias, e nele o frio pesou pouco nos estudos.</p>

<p>Para quem treina para ganhar músculo, a água gelada logo depois da musculação diminuiu o ganho de músculo nos estudos. Na rede, a sala de ar frio entrou como alternativa à banheira, com a promessa de resfriar devagar, sem o choque da água. Os estudos que mostraram o prejuízo usaram imersão em água. Uma sala de ar a 5 ou 6 °C por poucos minutos ainda espera teste em quem treina. O que se sabe sobre a banheira está na matéria sobre <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/banheira-de-gelo-depois-do-treino-atrapalha-a-hipertrofia-r1340/" target="_blank" rel="noopener">banheira de gelo depois do treino</a>.</p>

<h2>Banho gelado e tremer de frio emagrecem?</h2>

<p>Os estudos com água fria usam imersão, o corpo dentro da água, e não o chuveiro. A imersão aumenta o gasto, e os estudos sobre perda de peso com ela são poucos. Em quem nada em água gelada com frequência, há sinais de mudança na gordura do corpo e de melhora na ação da insulina. Os estudos, porém, são pequenos, com grupos de um só sexo e temperaturas diferentes, e o tema segue em debate.</p>

<p>Tremer de frio virou notícia por causa da irisina, um hormônio que os músculos liberam no exercício. Num estudo de 2014, o tremor aumentou a irisina no sangue tanto quanto 1 hora de bicicleta leve. Em células de gordura no laboratório, a irisina ativou genes da gordura marrom. O estudo mediu só o hormônio, e não a perda de gordura.</p>

<p>Entrar em água gelada tem risco. O primeiro contato com a água fria pode provocar uma reação de choque, e a imersão está ligada a afogamento, parada cardíaca e hipotermia. Quem tem problema cardíaco deve falar com o médico antes de começar.</p>

<h2>Como usar o frio sem esperar milagre</h2>

<ul>

<li><strong>Quarto mais fresco:</strong> dormir perto de 19 °C aumentou a gordura marrom no estudo de 2014, sem mudar a composição do corpo.</li>

<li><strong>Água gelada longe da musculação:</strong> se o objetivo é ganhar músculo, deixe a imersão para outro horário.</li>

<li><strong>Atenção ao prato:</strong> em alguns estudos, as pessoas comeram mais logo depois do frio.</li>

<li><strong>Dieta e treino primeiro:</strong> mesmo horas no frio somaram cerca de 188 kcal por dia, e uma visita curta soma bem menos.</li>

</ul>

<h2>Conclusão</h2>

<p>O frio faz o corpo gastar mais energia, e a gordura marrom é uma das responsáveis. Os estudos usaram horas de frio, bem mais que a sala de poucos minutos que a rede está adotando. Mesmo com essas doses maiores, o gasto foi pequeno, a gordura marrom respondeu por uma fração dele e o peso quase não mudou. Para emagrecer, o resultado vem da dieta e do treino.</p>

<h2>Perguntas frequentes</h2>

<h3>O frio emagrece?</h3>

<p>Pouco. O corpo gasta mais para se manter aquecido, mas nos estudos em que as pessoas passaram semanas expostas ao frio, o peso quase não mudou. Parte dos estudos encontrou mais comida depois do frio, e outros não.</p>

<h3>O frio emagrece ou engorda?</h3>

<p>Na prática, quase nada muda na balança. O frio aumenta um pouco o gasto. Num estudo, quem saiu da água a 16 °C comeu mais na refeição seguinte, enquanto noutro, com 2 horas e meia a 18 °C, a comida ficou igual.</p>

<h3>Quantas calorias o corpo queima no frio?</h3>

<p>Cerca de 188 kcal a mais por dia num ambiente de 16 a 19 °C, comparado com 24 °C, segundo uma revisão de 10 estudos. O valor muda de pessoa para pessoa e depende das horas passadas no frio.</p>

<h3>Banho gelado emagrece?</h3>

<p>Não se sabe quantos quilos ele faria perder. As pesquisas usam imersão em água fria, que aumenta o gasto enquanto você está na água. Num estudo, depois de 30 minutos imersas a 16 °C, as pessoas comeram mais na refeição seguinte.</p>

<h3>Banho gelado depois do treino emagrece?</h3>

<p>A perda de peso não foi medida. Para quem faz musculação, a imersão em água gelada logo depois do treino diminuiu o ganho de músculo. Os estudos usaram imersão, e o chuveiro ficou de fora deles.</p>

<h3>Passar frio emagrece?</h3>

<p>Passar frio faz o corpo tremer e gastar um pouco mais. O tremor aumenta a irisina, um hormônio também liberado no exercício, e o estudo que mediu isso olhou só o hormônio, e não a gordura. O frio intenso também traz desconforto.</p>

<h3>Dormir no frio emagrece?</h3>

<p>No estudo que testou isso, não. Cinco homens dormiram um mês num quarto a 19 °C, e a gordura marrom aumentou. A quantidade de gordura e de músculo do corpo e a comida consumida no mês ficaram iguais.</p>

<h3>O que é gordura marrom?</h3>

<p>É um tipo de gordura que queima energia para produzir calor. Em adultos, ela fica principalmente na região do pescoço e perto das clavículas, e fica ativa no frio.</p>

<h3>Qual a diferença entre gordura marrom e gordura branca?</h3>

<p>A gordura branca guarda energia e é a maior parte da gordura do corpo. A marrom gasta energia para gerar calor. Em quem tem bastante, ela respondeu por 15 a 25 kcal por dia no frio leve.</p>

<h3>Como ativar e aumentar a gordura marrom?</h3>

<p>Com frio. Duas horas a 19 °C já a ativaram em boa parte dos jovens, e o frio repetido, como 2 horas por dia a 17 °C durante 6 semanas, aumentou a quantidade dela. Ela volta a diminuir quando o frio para, e comida e suplementos mudaram pouco a atividade dela.</p>

<h3>O que é termogênese induzida pelo frio?</h3>

<p>É o gasto extra de energia que o corpo faz para se manter aquecido no frio. Ela acontece pelo tremor dos músculos e também sem tremor, com a gordura marrom e outros tecidos produzindo calor.</p>

<h3>Por que sentimos frio quando emagrecemos?</h3>

<p>Porque o corpo passa a economizar energia quando você come menos. Num estudo de 6 meses, quem cortou 25% das calorias perdeu cerca de 10% do peso e teve uma queda da temperatura central do corpo, o que ajuda a explicar a sensação de frio.</p>

<h2>Referências</h2>
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]]></description><guid isPermaLink="false">1348</guid><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 18:19:58 +0000</pubDate></item><item><title>M&#xE1;quina articulada: o que &#xE9; e se &#xE9; melhor que a de placas</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/m%C3%A1quina-articulada-o-que-%C3%A9-e-se-%C3%A9-melhor-que-a-de-placas-r1347/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_10/maquina-articulada-capa.webp.b8e890b06bf15a789d30e6d5e7fe7625.webp" /></p>
<p>A máquina articulada, aquela em que você encaixa anilhas num braço de alavanca, faz o músculo crescer mais que a máquina de placas, em que o peso se escolhe com um pino? A dúvida é comum na academia e não tem estudo que compare as duas diretamente. Os estudos sobre máquina, peso livre e esforço na série ajudam a decidir.</p>

<p>Para <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/edgard-corona-do-acidente-de-esqui-%C3%A0-maior-rede-de-academias-r1341/" target="_blank" rel="noopener">Edgard Corona</a>, fundador da Smart Fit, uma academia precisa dos dois tipos. No programa “COMO A SMART FIT SE TORNOU A MAIOR REDE DE ACADEMIAS DO BRASIL? (com Edgard Corona) | Os Sócios #319”, ele disse que muita mulher não gosta de carregar anilhas de 15 e 20 kg. Contou também que, na máquina de anilha, quem treina pesado põe 50 kg de cada lado e ocupa o aparelho por 10 minutos, porque não dá para revezar com quem quer usar 15 kg. Numa academia barata e cheia, essa <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/desistir-da-academia-por-que-acontece-e-como-criar-const%C3%A2ncia-r1345/" target="_blank" rel="noopener">lotação</a> faz o treino de uma hora virar duas.</p>

<h2>O que é uma máquina articulada</h2>

<p>É um aparelho de musculação carregado com anilhas. As anilhas ficam presas a um braço que gira em torno de um eixo, e você empurra ou puxa esse braço por um caminho que a máquina define. Em inglês, ela se chama plate-loaded, carregada com anilhas. A Life Fitness, dona da marca Hammer Strength, descreve a categoria como o meio-termo entre a máquina de placas e o peso livre.</p>

<p>Muitos modelos têm um braço para cada lado, que se movem separados. No supino articulado da linha Iso-Lateral, da Hammer Strength, os braços se aproximam no fim do empurrão e se afastam na volta, o que o fabricante chama de convergente e divergente. Com braços independentes, dá para treinar um lado de cada vez e perceber quando um braço empurra menos que o outro.</p>

<h3>E a máquina de placas?</h3>

<p>Na máquina de placas, também chamada de bateria de peso, o peso é uma pilha de placas dentro da estrutura. Você escolhe a carga mudando um pino de lugar, e um cabo com polias leva esse peso até o ponto em que você empurra ou puxa. Muitas usam um came, uma polia de formato irregular que muda o peso sentido em cada trecho do movimento para acompanhar a força do músculo.</p>

<h2>O peso da anilha é o peso que você levanta?</h2>

<p>Nem sempre. Num came ou numa alavanca, o peso que você sente depende do desenho do aparelho e muda ao longo do movimento. Os 50 kg de cada lado de um supino articulado não dizem quanto você levantaria numa barra, e 40 kg numa máquina podem não pesar o mesmo que 40 kg na máquina de outra marca.</p>

<p>Um estudo de 2008 mediu isso em oito cadeiras extensoras de placas, de seis fabricantes. Com o mesmo peso na pilha, cada máquina pesava de um jeito diferente ao longo do movimento. Nenhuma acompanhou bem a força do quadríceps, que é maior no meio do movimento e cai bastante nas pontas. O estudo mediu só máquinas de placas, mas na alavanca da articulada vale a mesma física: o peso sentido depende do desenho.</p>

<p>Na prática, use o número da máquina para acompanhar a sua evolução naquele aparelho. Para comparar a sua força com outra máquina ou com a barra, ele não serve.</p>

<h2>Máquina articulada é melhor que a máquina de placas?</h2>

<p>A comparação mais próxima que já foi testada é máquina contra peso livre, uma diferença bem maior que a entre dois tipos de máquina. Mesmo nela, as revisões não encontraram diferença na hipertrofia, o crescimento do músculo.</p>

<p>Uma revisão de 2023 juntou 13 estudos com 1.016 pessoas que treinaram por pelo menos seis semanas com máquinas ou com peso livre. Só 5 desses estudos mediram o músculo, e neles o ganho foi parecido. Na força, cada grupo foi melhor no teste feito com o próprio equipamento: quem treinou com peso livre foi melhor no teste com peso livre, e quem treinou na máquina tendeu a ir melhor no teste na máquina. Uma revisão de 2022 chegou ao mesmo resultado. A mesma lógica vale para <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/melhor-supino-barra-halteres-smith-ou-m%C3%A1quina-r1275/" target="_blank" rel="noopener">a escolha do supino</a>.</p>

<p>Num ensaio de 8 semanas, 46 jovens que treinaram com máquinas ou com peso livre ganharam a mesma espessura de bíceps e de quadríceps. Noutro, de 10 semanas, 36 homens iniciantes tiveram resultados parecidos treinando só com máquinas, só com peso livre ou trocando de um para o outro no meio do programa.</p>

<p>Os estudos ainda são poucos e curtos, e o posicionamento do American College of Sports Medicine de 2026 considera os dados insuficientes para apontar um vencedor entre máquina e peso livre. Daí vem uma dedução, que nenhum estudo mediu: se nem a troca da máquina pela barra mostrou diferença, a troca de uma máquina por outra dificilmente vai mostrar. O encaixe de cada aparelho no seu corpo tende a contar mais que o tipo de carga.</p>

<h2>O que faz o músculo crescer na máquina</h2>

<p>O que pesa mais é o quanto você chega perto da falha, o ponto em que não sai mais nenhuma repetição. Uma forma prática de medir é contar quantas repetições você ainda faria quando para a série: quanto menos sobram, mais perto da falha. Uma análise de 2024 que juntou os estudos sobre o tema viu o músculo crescer mais conforme sobravam menos repetições. Ir até a falha total deu, no máximo, uma vantagem muito pequena sobre encerrar a série antes dela, segundo uma revisão de 2023 com 15 estudos.</p>

<p>O número de séries também conta. Uma análise de 2026 com 67 estudos e 2.058 pessoas viu o músculo crescer mais conforme subia o número de séries semanais, com cada série extra rendendo um pouco menos que a anterior. A <a href="https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/" target="_blank" rel="noopener">ferramenta de treino</a> ajuda a distribuir essas séries na semana.</p>

<p>O peso em quilos importa menos do que parece. Com as séries levadas até a falha, cargas leves e pesadas fizeram o músculo crescer de forma parecida, numa revisão de 2017 com 21 estudos. A carga pesada só levou vantagem na força máxima. Para ganhar músculo, uma carga menor levada perto da falha também funciona.</p>

<h2>Treinar um lado de cada vez dá mais músculo?</h2>

<p>Não deu nos estudos. Uma revisão de 2025 com 9 estudos comparou o treino com um braço ou uma perna de cada vez e o treino com os dois lados juntos. O músculo cresceu de forma parecida. A força seguiu o treino: quem treinou um lado de cada vez ficou mais forte nos testes com um lado, e quem treinou com os dois, nos testes com os dois.</p>

<p>Os braços independentes da articulada mostram quando um lado faz menos que o outro e permitem dar atenção a esse lado. Para quem tem <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/assimetria-muscular-como-corrigir-um-lado-maior-que-o-outro-r1028/" target="_blank" rel="noopener">um lado maior que o outro</a>, isso ajuda a acompanhar a diferença. Os estudos não mostraram crescimento mais rápido com isso.</p>

<h2>Em que ponto do movimento a máquina pesa mais?</h2>

<p>Cada aparelho pesa mais num trecho do movimento, e alguns estudos mostram mais crescimento quando o músculo trabalha alongado. No tríceps, a extensão do cotovelo com o braço acima da cabeça, que alonga o músculo, deu cerca de 40% mais crescimento que com o braço ao lado do corpo: 19,9% contra 13,9% de volume em 12 semanas. E isso com cargas 34% a 39% menores na posição acima da cabeça.</p>

<p>O efeito não aparece em toda comparação. Uma revisão de 2023 viu vantagem para o músculo alongado no quadríceps, no bíceps e no braquial, um músculo do braço que fica embaixo do bíceps. Outra, de 2025, com 12 estudos, achou crescimento parecido treinando o músculo mais alongado ou mais encurtado. Nessa revisão, porém, a diferença de alongamento entre os grupos comparados era pequena, o que pode ter escondido algum efeito.</p>

<p>Para testar uma máquina, faça uma série leve e observe duas coisas. Você consegue ir até o fim do movimento, com o músculo bem alongado, sem desconforto na articulação? E o peso continua pesando nesse trecho, em vez de sumir? Se a resposta for sim, a máquina serve, seja articulada ou de placas.</p>

<h2>Quando escolher a articulada e quando escolher a de placas</h2>

<ul>

<li><strong>Articulada:</strong> boa para quem treina com carga alta ou quer braços independentes, que se movem separados e podem convergir no fim do movimento.</li>

<li><strong>Placas:</strong> a carga muda em segundos com o pino. É mais prática para quem não quer carregar anilha e para revezar com outra pessoa numa academia cheia.</li>

</ul>

<p>Com anilhas, o cuidado é na hora de manuseá-las. Em prontos-socorros dos Estados Unidos, entre 1990 e 2007, peso caindo sobre a pessoa causou 65% das lesões de musculação atendidas, e 90% de todas as lesões aconteceram com peso livre. Máquina também não tem risco zero: entre quem tinha 55 anos ou mais, a parcela de lesões em máquinas foi o dobro da dos mais jovens, 18% contra 9%. Na articulada, o momento de mexer com anilhas é quando você coloca e tira o peso.</p>

<p>Para montar o treino com as duas, o <a href="https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/exercicios/" target="_blank" rel="noopener">banco de exercícios</a> mostra a execução de cada aparelho.</p>

<h2>Conclusão</h2>

<p>A máquina articulada e a máquina de placas fazem o músculo crescer, e nenhum estudo mostrou vantagem de uma sobre a outra. Para uma academia, ter as duas resolve conforto e lotação: há quem queira empilhar 50 kg de cada lado e há quem prefira mudar um pino. Para você, a escolha depende do aparelho que se encaixa no seu corpo e que pesa no trecho certo do movimento. O resultado vem das séries levadas perto da falha, em número suficiente na semana.</p>

<h2>Perguntas frequentes</h2>

<h3>O que é uma máquina articulada?</h3>

<p>É o aparelho de musculação em que você coloca anilhas num braço de alavanca, que gira em torno de um eixo. A máquina define o caminho do movimento, e muitos modelos têm um braço para cada lado. Em inglês, o nome é plate-loaded.</p>

<h3>Para que serve a máquina articulada?</h3>

<p>Para treinar com carga e com o movimento guiado, como numa máquina, mas carregando com anilhas, como no peso livre. Os braços independentes deixam treinar um lado de cada vez. Nos estudos, máquina e peso livre deram ganho de músculo parecido, e o que mais pesou foi levar as séries perto da falha.</p>

<h3>Máquina articulada ou máquina de placas: qual é melhor?</h3>

<p>Nenhum estudo comparou as duas. Mesmo entre máquina e peso livre, as revisões encontraram ganho de músculo parecido, com poucos estudos. A de placas é mais prática para trocar a carga e revezar. A articulada atende melhor quem usa muita carga ou quer braços independentes.</p>

<h3>O que a remada articulada trabalha?</h3>

<p>Principalmente o latíssimo do dorso, o músculo largo das costas, além do trapézio médio e dos romboides, entre as escápulas. O bíceps ajuda a dobrar o cotovelo. Num estudo de 2004 com remada sentada comum, de movimento parecido com o da articulada, ela foi o exercício que mais ativou a região entre as escápulas.</p>

<h3>Remada articulada, cavalinho ou serrote: qual é melhor?</h3>

<p>Para o músculo crescer, os estudos encontraram ganho parecido entre máquina e peso livre. A força, porém, cresce mais no tipo de equipamento treinado: quem quer ficar forte no cavalinho ou no serrote deve treinar com eles. Muita gente chama a remada articulada de remada Hammer: Hammer Strength é a marca da máquina, e o exercício é o mesmo.</p>

<h3>Qual músculo a puxada articulada trabalha?</h3>

<p>O latíssimo do dorso, com ajuda do trapézio médio e do bíceps. Na puxada, a pegada com as palmas para a frente ativou mais o latíssimo que a pegada com as palmas viradas para você. A largura da pegada, entre uma e duas vezes a largura dos ombros, mudou pouco a ativação.</p>

<h3>Qual músculo o supino articulado trabalha?</h3>

<p>O peitoral, com ajuda da parte da frente do ombro e do tríceps. Em fisiculturistas, a máquina de supino ativou a parte do meio e de baixo do peitoral tanto quanto o supino com barra, mas usou menos o tríceps. Na versão inclinada, quem trabalha mais é a parte de cima do peitoral, perto da clavícula.</p>

<h3>Para que serve o desenvolvimento na máquina articulada?</h3>

<p>Para treinar os ombros empurrando o peso acima da cabeça, sentado e com o movimento guiado. Ele trabalha principalmente a parte da frente do ombro (deltoide anterior), com ajuda da parte lateral e do tríceps.</p>

<h3>Desenvolvimento na máquina articulada ou com halteres?</h3>

<p>Os dois servem. Com halteres, o movimento é mais instável: num estudo de 2013, o desenvolvimento em pé com halteres foi o que mais ativou os deltoides, mas também o que permitiu menos carga. Para o músculo crescer, máquina e peso livre deram resultado parecido nas revisões.</p>

<h3>Vale treinar unilateral na máquina articulada?</h3>

<p>Vale quando você quer ficar mais forte num lado só ou perceber e dar atenção ao lado mais fraco. Para o músculo crescer, treinar um lado de cada vez deu resultado parecido com treinar os dois juntos.</p>

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]]></description><guid isPermaLink="false">1347</guid><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 17:33:53 +0000</pubDate></item></channel></rss>
