<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0"><channel><title>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Anabolizantes Esteroides</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/page/3/?d=1</link><description>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Anabolizantes Esteroides</description><language>pt</language><item><title>Testosterona acima de 600 ng/dL sem terapia de reposi&#xE7;&#xE3;o hormonal (TRH)? &#xC9; poss&#xED;vel?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/testosterona-acima-de-600-ngdl-sem-terapia-de-reposi%C3%A7%C3%A3o-hormonal-trh-%C3%A9-poss%C3%ADvel-r894/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/testosterona-natural.webp.f5ed26f9dea0f9d5b97f620dd9c946cc.webp" /></p>
<h2>
	Como aumentar sua testosterona naturalmente para valores acima de 600 ng/dL em 6 meses
</h2>

<p>
	Com as orientações da Dra. Samira Posses, urologista, segue uma matéria explicando como aumentar seus níveis de testosterona para valores acima de 600 ng/dL em um período de 6 meses, sem recorrer a medicamentos ou reposição hormonal.
</p>

<p>
	A testosterona é conhecida como o hormônio da vitalidade masculina, mas seu impacto vai muito além disso. Ela é o principal hormônio anabolizante produzido naturalmente pelo corpo humano e desempenha papéis fundamentais na saúde física, cognitiva e sexual.
</p>

<p>
	Se você deseja melhorar sua disposição, energia, humor e saúde sexual, acompanhe este artigo até o final e descubra estratégias eficazes para alcançar níveis ideais desse hormônio essencial.
</p>

<h2>
	O papel da testosterona no corpo masculino
</h2>

<p>
	A testosterona está envolvida em diversas funções vitais, como:
</p>

<ul>
	<li>
		Desenvolvimento e manutenção da massa muscular.
	</li>
	<li>
		Regulação dos níveis de energia e força óssea.
	</li>
	<li>
		Ânimo, humor e disposição para as atividades diárias.
	</li>
	<li>
		Concentração e qualidade do sono.
	</li>
	<li>
		Funções sexuais: libido, ereção e controle da ejaculação.
	</li>
</ul>

<p>
	Quando os níveis de testosterona estão baixos, podem surgir três tipos principais de sintomas:
</p>

<h3>
	1. Físicos:
</h3>

<ul>
	<li>
		Cansaço e fadiga.
	</li>
	<li>
		Dificuldade em ganhar massa magra ou perder gordura.
	</li>
	<li>
		Sensação de indisposição constante.
	</li>
</ul>

<h3>
	2. Cognitivos:
</h3>

<ul>
	<li>
		Problemas de memória.
	</li>
	<li>
		Alterações no humor, como irritabilidade.
	</li>
	<li>
		Distúrbios no sono.
	</li>
</ul>

<h3>
	3. Sexuais:
</h3>

<ul>
	<li>
		Disfunção erétil.
	</li>
	<li>
		Queda na libido.
	</li>
	<li>
		Ejaculação precoce ou dificuldades para atingir o orgasmo.
	</li>
</ul>

<p>
	Se você se identifica com esses sintomas, a boa notícia é que existem maneiras de aumentar seus níveis hormonais de forma natural e sustentada.
</p>

<h2>
	6 estratégias para aumentar a testosterona naturalmente
</h2>

<p>
	Vamos direto ao ponto! Para atingir e manter níveis de testosterona superiores a 600 ng/dL em 6 meses, é necessário adotar mudanças no estilo de vida. Aqui estão as seis estratégias mais eficazes:
</p>

<h3>
	1. Perca peso e reduza a gordura corporal
</h3>

<p>
	A obesidade é um dos maiores vilões da testosterona. O excesso de gordura, especialmente na região abdominal, aumenta a ação da enzima aromatase, que converte testosterona em estradiol, um hormônio feminino.
</p>

<p>
	Pesquisas mostram que uma perda de peso de 10% pode elevar os níveis de testosterona em mais de 100 ng/dL. Indivíduos obesos que perdem 15% a 20% do peso corporal podem alcançar níveis acima de 600 ou 700 ng/dL.
</p>

<p>
	<strong>Dica prática: </strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Comece ajustando sua alimentação e prática de exercícios para alcançar um déficit calórico saudável.
	</li>
</ul>

<h3>
	2. Adote uma rotina de atividade física regular
</h3>

<p>
	Exercícios físicos são poderosos para estimular a produção natural de testosterona. Priorize atividades que trabalhem grandes grupamentos musculares, como:
</p>

<ul>
	<li>
		Agachamentos.
	</li>
	<li>
		Levantamento terra.
	</li>
	<li>
		Supinos.
	</li>
	<li>
		Puxadas.
	</li>
</ul>

<p>
	A prática regular, com intensidade moderada a alta, aumenta a expressão dos receptores androgênicos nos músculos, maximizando os efeitos anabólicos da testosterona.
</p>

<p>
	<strong>Recomendações:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Treine de 4 a 5 vezes por semana, com sessões de 40 a 50 minutos.
	</li>
	<li>
		Evite exercícios leves como caminhadas lentas; foque em atividades que desafiem seu corpo.
	</li>
</ul>

<h3>
	3. Regule seu sono
</h3>

<p>
	Dormir bem é essencial para a produção hormonal. O ideal é dormir de 7 a 9 horas por noite e atingir de 5 a 6 ciclos de sono REM, onde a produção de testosterona é mais intensa.
</p>

<p>
	<strong>Dicas para melhorar a qualidade do sono:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Evite luzes artificiais, como as de celulares e TVs, antes de dormir.
	</li>
	<li>
		Crie um ambiente escuro e silencioso no quarto.
	</li>
</ul>

<h3>
	4. Reduza o estresse
</h3>

<p>
	O estresse crônico aumenta os níveis de cortisol, o hormônio que compete diretamente com a testosterona. Além disso, o estresse eleva a adrenalina, que também inibe a produção de hormônios sexuais.
</p>

<p>
	<strong>Estratégias para gerenciar o estresse:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Pratique meditação ou yoga.
	</li>
	<li>
		Dedique tempo para atividades que você gosta.
	</li>
	<li>
		Estabeleça limites para evitar sobrecarga no trabalho e na vida pessoal.
	</li>
</ul>

<h3>
	5. Abandone maus hábitos
</h3>

<p>
	O consumo de substâncias como álcool, tabaco e drogas ilícitas compromete a saúde vascular e a produção hormonal. Essas substâncias aumentam o estresse oxidativo no corpo, impactando negativamente os níveis de testosterona.
</p>

<p>
	<strong>O que fazer:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Reduza ou elimine o consumo de álcool.
	</li>
	<li>
		Pare de fumar.
	</li>
	<li>
		Evite substâncias prejudiciais à saúde.
	</li>
</ul>

<h3>
	6. Siga uma dieta saudável e balanceada
</h3>

<p>
	Uma alimentação adequada é a base para uma boa saúde hormonal. Inclua alimentos ricos em gorduras saudáveis, como:
</p>

<ul>
	<li>
		Abacate e azeite de oliva.
	</li>
	<li>
		Peixes ricos em ômega-3, como salmão e sardinha.
	</li>
</ul>

<p>
	Evite alimentos ultraprocessados, fast food e junk food, que aumentam a inflamação e prejudicam a produção de testosterona.
</p>

<p>
	<strong>Dica prática:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Faça refeições equilibradas com proteínas magras, carboidratos complexos e gorduras boas.
	</li>
</ul>

<h2>
	Resultados esperados
</h2>

<p>
	Ao seguir essas estratégias, você notará uma melhora gradual, mas consistente, nos seus níveis hormonais. Além de aumentar a testosterona, esses hábitos beneficiarão sua saúde geral, promovendo maior disposição, energia e bem-estar.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	Lembre-se, o processo para aumentar a testosterona naturalmente requer dedicação e paciência. Em 6 meses, é possível atingir níveis acima de 600 ng/dL e manter esse patamar a longo prazo, sem depender de reposições artificiais.
</p>

<p>
	Siga <a href="https://www.instagram.com/drasamiraposses/" rel="external nofollow">@drasamiraposses</a> no Instagram.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. POSSES, Samira. Como ter testosterona acima de 600 em 06 meses sem reposição hormonal? Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/fxmQBD3i8jQ</span>&gt;. Acesso em: 25 dez. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Como está a sua testosterona? O que você faz para manter o níveis elevados? Compartilhe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">894</guid><pubDate>Wed, 25 Dec 2024 21:34:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como as mulheres podem reduzir os riscos de efeitos colaterais causados por anabolizantes esteroides?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/como-as-mulheres-podem-reduzir-os-riscos-de-efeitos-colaterais-causados-por-anabolizantes-esteroides-r886/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/mulher-anabolizante.webp.18382158fe9d2a6065492ee18ac1ad21.webp" /></p>
<h2>
	Os principais efeitos colaterais do uso de testosterona em mulheres: o que você precisa saber
</h2>

<p>
	O uso de hormônios, como a testosterona, tem se tornado uma prática comum entre mulheres que buscam melhorias em performance, saúde ou estética. No entanto, é fundamental conhecer os possíveis efeitos colaterais antes de optar por essa abordagem. Neste artigo, com base nas informações apresentadas pela PhD, pesquisadora e professora universitária Dra. Tatiany Farias, especialista em hormônios, explicamos os principais riscos e cuidados necessários.
</p>

<h2>
	Como a testosterona funciona no corpo feminino?
</h2>

<p>
	Embora a testosterona seja amplamente conhecida como o "hormônio masculino", ela também desempenha papéis importantes no corpo feminino. As mulheres produzem testosterona em pequenas quantidades:
</p>

<ul>
	<li>
		Nos ovários.
	</li>
	<li>
		Nas glândulas adrenais, que também são responsáveis pela produção de cortisol e adrenalina.
	</li>
	<li>
		Por meio de uma conversão periférica, onde outros hormônios são transformados em testosterona.
	</li>
</ul>

<p>
	Diferentemente dos homens, que sofrem redução na produção de testosterona ao usar esteroides anabólicos devido à inibição do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal, as mulheres não enfrentam esse problema. Contudo, o aumento da testosterona pode gerar um desequilíbrio hormonal, levando à predominância de características androgênicas.
</p>

<h2>
	O que é a virilização?
</h2>

<p>
	A virilização é o principal efeito colateral que preocupa as mulheres que utilizam testosterona ou esteroides anabólicos. Esse fenômeno ocorre devido à interação da testosterona com receptores androgênicos em diferentes tecidos do corpo, causando alterações físicas que se aproximam de características masculinas. Entre as mais comuns, estão:
</p>

<h3>
	1. Clitoromegalia:
</h3>

<ul>
	<li>
		O clitóris aumenta de tamanho devido à hipertrofia causada pela testosterona.
	</li>
	<li>
		Esse aumento pode ser doloroso, incômodo e, em muitos casos, irreversível. Dependendo do grau de hipertrofia, a única solução é a cirurgia reconstrutiva.
	</li>
</ul>

<h3>
	2. Engrossamento das cordas vocais:
</h3>

<ul>
	<li>
		A testosterona afeta os músculos das pregas vocais, resultando em uma voz mais grave ou rouca.
	</li>
	<li>
		Em alguns casos, o timbre vocal pode ficar permanentemente alterado, tornando-se falho ou apresentando o que é conhecido como "voz de pato".
	</li>
</ul>

<p>
	Aqui no site temos uma matéria específica da Dra. Larissa Vilela para tratamento dessa condição: 
</p>
<iframe allowfullscreen="" class="ipsEmbed_finishedLoading" data-controller="core.front.core.autosizeiframe" data-embedauthorid="159704" data-embedcontent="" data-embedid="embed990818466" src="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/voz-grossa-ou-rouca-pelo-uso-de-esteroides-anabolizantes-existe-cura-ou-tratamento-r820/?do=embed" style="overflow: hidden; height: 394px; max-width: 502px;" loading="lazy"></iframe>

<h3>
	3. Hirsutismo:
</h3>

<ul>
	<li>
		Crescimento excessivo de pelos em áreas tipicamente masculinas, como rosto (barba e buço), costas e peito.
	</li>
	<li>
		Os pelos existentes, como nos braços, podem se tornar mais grossos, escuros e resistentes à depilação.
	</li>
</ul>

<h2>
	Outros efeitos potenciais
</h2>

<p>
	Além da virilização, o uso de testosterona em altas doses pode levar a:
</p>

<ul>
	<li>
		Alterações faciais: o rosto pode adquirir um formato mais quadrado devido à hipertrofia muscular.
	</li>
	<li>
		Alopecia androgenética: queda de cabelo em padrões masculinos, como entradas na testa ou rarefação no topo da cabeça.
	</li>
</ul>

<h2>
	Como minimizar os riscos?
</h2>

<p>
	O acompanhamento médico é essencial para evitar efeitos colaterais graves. Aqui estão algumas recomendações para mulheres que consideram o uso de testosterona:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Use doses baixas e controladas: </strong>o excesso de testosterona é o principal fator para o desenvolvimento de características androgênicas.
	</li>
	<li>
		<strong>Escolha esteroides menos androgênicos: </strong>nem todos os esteroides têm o mesmo potencial de virilização. Consulte um especialista para ajudar a identificar as opções mais seguras (na verdade, menos arriscadas).
	</li>
	<li>
		<strong>Monitoramento regular:</strong> exames frequentes são indispensáveis para avaliar os níveis hormonais e possíveis alterações no organismo.
	</li>
</ul>

<h2>
	A importância da informação
</h2>

<p>
	Tatiany Farias destaca que muitas vezes os efeitos colaterais do uso de testosterona são pouco discutidos, o que pode levar à falta de conhecimento sobre os riscos. Compartilhar informações como essas é crucial para empoderar mulheres e ajudá-las a tomar decisões conscientes e seguras.
</p>

<p>
	<meta charset="UTF-8"><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">Siga<span> </span></span><a href="https://www.instagram.com/dratatianyfaria/" rel="external nofollow">@dratatianyfaria</a><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start"><span> </span>no Instagram.</span>
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. FARIA, Tatiany. Efeitos colaterais em mulheres que usam testosterona - como a virilização pode ser evitada? Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/8Dj1NGapsAA&gt;. Acesso em: 22 dez. 2024.</span>
</p>

<p>
	<strong>Se você achou este conteúdo relevante, não se esqueça de compartilhar com amigas e outras pessoas que possam se beneficiar dessa informação. Quanto mais pessoas souberem, maior será a conscientização sobre os riscos e cuidados relacionados ao uso de testosterona. E deixe as suas experiências nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">886</guid><pubDate>Mon, 23 Dec 2024 01:25:00 +0000</pubDate></item><item><title>Deca-Durabolin&#xAE; pode tratar dor nas articula&#xE7;&#xF5;es?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/deca-durabolin%C2%AE-pode-tratar-dor-nas-articula%C3%A7%C3%B5es-r884/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/deca-dor-articulacoes.webp.90e4d823c20d4972e412278ba291cb4a.webp" /></p>
<h2>
	Deca-Durabolin® e problemas articulares: o que você precisa saber
</h2>

<p>
	O Deca-Durabolin® (decanoato de nandrolona) é amplamente conhecido como um dos esteroides anabólicos androgênicos mais utilizados, tanto no meio esportivo quanto em alguns contextos médicos. Mas será que ele é eficaz para tratar problemas articulares, como inflamações ou degenerações? O Dr. Cláudio Guimarães, médico urologista, andrologista e especialista em medicina esportiva, abordou essa questão em detalhes. Vamos explorar os principais pontos discutidos por ele.
</p>

<h2>
	O que é o Deca-Durabolin®?
</h2>

<p>
	O Deca-Durabolin® é a forma comercial do decanoato de nandrolona, um esteroide anabólico derivado da 19-nortestosterona. Ele passa por uma modificação no carbono 19 da molécula de testosterona, o que aumenta sua potência anabólica (capacidade de promover o crescimento muscular e a densidade óssea) e reduz seus efeitos androgênicos(responsáveis por oleosidade da pele, acne, agressividade, entre outros).
</p>

<p>
	Além do decanoato, outra forma encontrada no mercado é o fenilpropionato de nandrolona (NPP), que tem o mesmo composto ativo, mas com uma liberação mais rápida no organismo.
</p>

<h2>
	Principais usos clínicos
</h2>

<p>
	Embora o uso do Deca-Durabolin® seja mais popular no meio esportivo, ele possui aplicações clínicas reconhecidas, como:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Mulheres menopausadas:</strong> para tratar sarcopenia (perda de massa muscular), osteopenia e osteoporose.
	</li>
	<li>
		<strong>Pós-operatório:</strong> auxilia na recuperação de massa muscular após cirurgias de grande porte.
	</li>
	<li>
		<strong>Pacientes com insuficiência renal crônica:</strong> estudos mostram sua eficácia na reversão da perda de massa muscular nesses pacientes.
	</li>
	<li>
		<strong>Caquexia:</strong> ajuda em casos de perda severa de massa muscular, comum em pacientes com neoplasias ou outras condições crônicas debilitantes.
	</li>
</ul>

<h2>
	Deca-Durabolin® e problemas articulares
</h2>

<p>
	A grande questão levantada por muitos usuários é se o Deca-Durabolin® pode substituir medicamentos como anti-inflamatórios para tratar dores ou inflamações nas articulações. O Dr. Cláudio Guimarães explica que, embora o Deca tenha algumas características que podem beneficiar as articulações, não é a melhor escolha para tratar diretamente condições articulares.
</p>

<h3>
	Efeitos potenciais na articulação
</h3>

<h4>
	1. Aumento da musculatura ao redor da articulação:
</h4>

<ul>
	<li>
		O Deca promove o ganho de massa muscular, o que pode indiretamente proteger as articulações, fornecendo suporte estrutural.
	</li>
</ul>

<h4>
	2. Hidratação do tecido conjuntivo:
</h4>

<ul>
	<li>
		Ele pode agir em receptores progestagênios e aumentar a aromatização (produção de estradiol ou progesterona), hidratando as articulações e melhorando o tecido conjuntivo periarticular.
	</li>
</ul>

<h4>
	3. Efeito glicocorticoide-like:
</h4>

<ul>
	<li>
		Essa interação pode levar a retenção hídrica e melhorar temporariamente o líquido sinovial e os tecidos ao redor das articulações.
	</li>
</ul>

<h3>
	Limitações
</h3>

<p>
	Apesar dessas possíveis ações, os estudos disponíveis são insuficientes:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Poucos estudos relevantes:</strong> pesquisas são rasas, com poucos participantes e sem conclusões sólidas sobre benefícios diretos nas articulações.
	</li>
	<li>
		<strong>Não é um substituto de anti-inflamatórios: </strong>medicamentos como nimesulida ou corticoides são mais eficazes para tratar dores articulares.
	</li>
</ul>

<h2>
	Riscos e uso indevido
</h2>

<p>
	Um erro comum é o uso do Deca para tratar efeitos colaterais de outros esteroides, como o ressecamento articular causado pelo Stanozolol. Isso é considerado uma extrapolação de conceitos e pode ser prejudicial à saúde.
</p>

<p>
	Além disso, o Deca Durabolin pode:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Inibir o eixo hormonal:</strong> a nandrolona tem maior impacto na supressão do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal do que a testosterona.
	</li>
	<li>
		<strong>Causar queda de libido:</strong> isso ocorre porque a molécula é menos androgênica, embora a reação varie entre os indivíduos.
	</li>
	<li>
		<strong>Aumentar retenção hídrica:</strong> embora possa ser visto como benefício para hidratação articular, essa retenção pode ser indesejável para muitos usuários.
	</li>
</ul>

<h2>
	Quando o Deca-Durabolin® pode ser considerado?
</h2>

<p>
	O Deca pode ser uma opção em casos específicos, mas somente sob orientação médica, como:
</p>

<ul>
	<li>
		Mulheres na menopausa com perda de densidade óssea.
	</li>
	<li>
		Pacientes com doenças crônicas que causam perda severa de massa muscular.
	</li>
</ul>

<p>
	Porém, não deve ser usado como tratamento primário para dores articulares ou inflamações.
</p>

<h2>
	Orientação final
</h2>

<p>
	O Dr. Cláudio Guimarães enfatiza que qualquer problema articular deve ser avaliado por um especialista, como um ortopedista ou reumatologista. Esses profissionais poderão diagnosticar corretamente a causa do problema (inflamação, degeneração, infecção, etc.) e indicar o melhor tratamento.
</p>

<p>
	Esteroides anabólicos não são substitutos de medicamentos convencionais para tratar problemas articulares. Eles têm indicações específicas e devem ser usados com cautela, sempre com acompanhamento médico.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	Embora o Deca Durabolin possa oferecer suporte indireto às articulações, seu uso para tratar problemas articulares é questionável e carece de evidências científicas robustas. Caso você esteja enfrentando dores ou inflamações nas articulações, procure orientação médica e evite automedicação.
</p>

<p>
	A saúde vem em primeiro lugar, e tratamentos eficazes começam com um diagnóstico correto!
</p>

<p>
	<meta charset="UTF-8"><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">Siga<span> </span></span><a href="https://www.instagram.com/drclaudioguimaraes/" rel="external nofollow">@drclaudioguimaraes</a><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start"><span> </span>no Instagram.</span>
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. GUIMARÃES, Cláudio. Entenda o impacto do deca durabolin nas articulações! Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/adaB4KvelQc</span>&gt;. Acesso em: 22 dez. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Compartilhe nos comentários se você já fez uso de Deca-Durabolin® para tratar problemas articulares.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">884</guid><pubDate>Sun, 22 Dec 2024 18:35:00 +0000</pubDate></item><item><title>Cora&#xE7;&#xE3;o em risco: a hipertrofia exagerada do cora&#xE7;&#xE3;o pelo uso de anabolizantes!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/cora%C3%A7%C3%A3o-em-risco-a-hipertrofia-exagerada-do-cora%C3%A7%C3%A3o-pelo-uso-de-anabolizantes-r862/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/esteroides-coracao.webp.112a720cc6c1751defd45ac6d11ff89f.webp" /></p>
<h2>
	O impacto da musculação e do uso de anabolizantes no coração: benefícios e riscos
</h2>

<p>
	O cuidado com o coração vai além das práticas tradicionais de exercícios aeróbicos. A musculação, frequentemente associada apenas à estética e fortalecimento muscular, também impacta a saúde cardiovascular, tanto positivamente quanto negativamente, dependendo de como é praticada.
</p>

<p>
	Vamos explorar os principais pontos levantados pela Dra. Fernanda Andrade, cardiologista, sobre como o treinamento físico e o uso de anabolizantes afetam o coração.
</p>

<h2>
	Musculação e o coração: como o exercício impacta o músculo cardíaco?
</h2>

<p>
	A prática de musculação provoca adaptações específicas no coração. Dependendo do tipo de exercício, o coração pode desenvolver diferentes tipos de hipertrofia:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Hipertrofia excêntrica (exercícios de endurance): </strong>ocorre principalmente em atividades aeróbicas. O coração aumenta seu tamanho global, com dilatação das câmaras cardíacas e manutenção da espessura das paredes, favorecendo uma maior capacidade de bombear sangue.
	</li>
	<li>
		<strong>Hipertrofia concêntrica (exercícios resistidos):</strong> comum em quem pratica musculação pesada, como fisiculturistas. Nesse caso, as paredes do coração se tornam mais espessas, enquanto a cavidade cardíaca diminui. Isso pode resultar em menor capacidade de bombeamento de sangue, exigindo que o coração trabalhe mais rápido, o que aumenta a frequência cardíaca.
	</li>
</ul>

<p>
	Essas adaptações não são necessariamente perigosas, mas no caso de exercícios resistidos intensos e frequentes, pode haver comprometimento da função cardíaca se outros fatores estiverem presentes, como o uso de substâncias anabolizantes.
</p>

<h2>
	Fisiculturismo natural e longevidade
</h2>

<p>
	O fisiculturismo natural, sem o uso de anabolizantes, pode ser considerado uma prática saudável. Estudos recentes, como um publicado em 2023, reforçam que a musculação, mesmo sem atividades aeróbicas, pode trazer benefícios ao coração.
</p>

<p>
	Durante o esforço físico, há aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, estimulando adaptações positivas no sistema cardiovascular.
</p>

<p>
	No entanto, a chave para esses benefícios está na moderação e na prática adequada. Atividades físicas devem ser acompanhadas de uma alimentação balanceada e controle de fatores de risco, como pressão alta e colesterol elevado.
</p>

<h2>
	Os riscos do uso de anabolizantes
</h2>

<p>
	O uso de esteroides anabolizantes para ganho muscular rápido e fins estéticos traz sérios prejuízos ao coração. Essas substâncias podem causar:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Hipertrofia exagerada do coração:</strong> o coração pode tornar-se rígido e muscular, diminuindo as cavidades cardíacas e prejudicando o fluxo de sangue. Isso sobrecarrega o músculo cardíaco, levando a arritmias, insuficiência cardíaca e, em casos graves, à necessidade de transplante.
	</li>
	<li>
		<strong>Dilatamento cardíaco:</strong> em fases avançadas, o coração hipertrofiado pode se dilatar excessivamente, perdendo a capacidade de bombear sangue. Essa condição é semelhante à insuficiência cardíaca avançada observada em doenças como a Doença de Chagas.
	</li>
	<li>
		<strong>Alterações metabólicas: </strong>pressão alta, desequilíbrio nos níveis de colesterol e lesões hepáticas são complicações comuns do uso de anabolizantes. Essas condições aumentam ainda mais o risco cardiovascular.
	</li>
	<li>
		<strong>Produtos de qualidade duvidosa:</strong> No mercado clandestino, muitos anabolizantes são adulterados ou falsificados. Substâncias como hormônios da tireoide ou hormônio do crescimento (GH) podem estar misturadas, agravando os efeitos colaterais.
	</li>
</ul>

<h2>
	Diminuição dos níveis de testosterona e estilo de vida
</h2>

<p>
	Nas últimas décadas, os níveis de testosterona em homens têm caído significativamente. Esse fenômeno pode ser atribuído ao estilo de vida moderno, incluindo:
</p>

<ul>
	<li>
		Má qualidade do sono;
	</li>
	<li>
		Dietas desequilibradas;
	</li>
	<li>
		Sedentarismo;
	</li>
	<li>
		Exposição a estresse crônico.
	</li>
</ul>

<p>
	Essa queda nos níveis hormonais muitas vezes leva homens a buscarem reposição hormonal com testosterona. No entanto, essa reposição deve ser feita com extremo cuidado, somente por indicação médica, e em níveis dentro da faixa de referência, pois abusos podem gerar sérios danos à saúde.
</p>

<h2>
	Redução de danos: um caminho necessário
</h2>

<p>
	Dado o cenário atual, o conceito de redução de danos tem ganhado destaque. Médicos do esporte e endocrinologistas especializados podem ajudar quem faz uso de anabolizantes a minimizar os riscos:
</p>

<ul>
	<li>
		Monitorando a pressão arterial, colesterol e função hepática;
	</li>
	<li>
		Prescrevendo doses menores e acompanhando os efeitos a longo prazo;
	</li>
	<li>
		Auxiliando na transição para a interrupção do uso de anabolizantes e na recuperação da produção hormonal natural.
	</li>
</ul>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	A prática de musculação e fisiculturismo pode ser benéfica, mas exige responsabilidade. Exercícios físicos, quando feitos corretamente, são aliados poderosos da saúde cardiovascular. No entanto, o uso indiscriminado de anabolizantes coloca em risco a saúde do coração e do corpo como um todo.
</p>

<p>
	Procure sempre acompanhamento médico para práticas esportivas intensas ou qualquer tipo de suplementação hormonal. Lembre-se: longevidade e qualidade de vida estão diretamente ligadas a escolhas saudáveis e equilibradas.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. CORTES DO SEM GROSELHA. Esteroides e coração: tudo que você precisa saber! Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/0C2JAjdFR4g</span>&gt;. Acesso em: 15 dez. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Se você gostou desse conteúdo e quer saber mais sobre saúde cardiovascular, acompanhe nosso site e compartilhe essas informações com amigos que valorizam um estilo de vida saudável! Tem dúvidas, deixe nos comentários ou crie seu tópico no fórum.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">862</guid><pubDate>Sun, 15 Dec 2024 15:11:00 +0000</pubDate></item><item><title>Tadalafila no fisiculturismo: mais uma droga para ciclos monstros com esteroides?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/tadalafila-no-fisiculturismo-mais-uma-droga-para-ciclos-monstros-com-esteroides-r853/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/tadalafila-fisiculturismo.webp.6f1f8651401a19a4e71a2fda8bfa1eb9.webp" /></p>
<h2>
	Tadalafila: um novo aliado no desempenho esportivo e na saúde muscular ou mais um risco a ser evitado?
</h2>

<p>
	A tadalafila, conhecida principalmente por tratar disfunção erétil e hiperplasia prostática benigna, é um inibidor da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5i). Sua ação aumenta os níveis de GMP cíclico (cGMP) nas células, promovendo relaxamento muscular, vasodilatação e benefícios metabólicos.
</p>

<p>
	Estudos recentes têm explorado seus impactos além do uso tradicional, apontando para potenciais aplicações no esporte e na modulação da saúde muscular.
</p>

<p>
	Os fisiculturistas são vulgarmente conhecidos como "ratos de academia" por se arriscarem ao usar o próprio corpo para testar drogas ainda sem embasamento científico de eficácia ou de segurança para o ganho de massa muscular ou perda de gordura.
</p>

<p>
	E é nesse contexto que entra a tadalafila, droga que não tem nenhuma recomendação médica de uso para aumentar o desempenho muscular de fisiculturistas, mas que já está no radar dos "ratos de academia".
</p>

<h2>
	Os benefícios da tadalafila para o tecido muscular
</h2>

<p>
	Pesquisas revelaram que a tadalafila pode trazer benefícios significativos para a saúde e o desempenho muscular. Entre os principais efeitos observados, destacam-se:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Melhoria na sensibilidade à insulina:</strong> estimula vias metabólicas relacionadas ao controle de glicose.
	</li>
	<li>
		<strong>Aumento da massa magra: e</strong>studos indicam que o uso crônico de tadalafila em dosagens controladas pode promover ganho de massa muscular.
	</li>
	<li>
		<strong>Redução de gordura corporal: </strong>resultados positivos em estudos clínicos, especialmente em indivíduos sedentários com diabetes.
	</li>
	<li>
		<strong>Apoio à recuperação muscular:</strong> aumento na biogênese mitocondrial e diferenciação miogênica.
	</li>
</ul>

<h2>
	Interações com hormônios esteroides
</h2>

<p>
	A tadalafila tem demonstrado capacidade de influenciar hormônios esteroides de maneira única:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Modulação do metabolismo hormonal:</strong> redução de estradiol e aumento da relação testosterona/estradiol, especialmente em homens com disfunção erétil.
	</li>
	<li>
		<strong>Estimulação de receptores hormonais:</strong> aumenta a expressão de receptores androgênicos e aromatase em modelos celulares.
	</li>
</ul>

<p>
	Essas interações podem otimizar o anabolismo muscular e favorecer a recuperação pós-exercício, sendo de grande interesse para fisiculturistas.
</p>

<h2>
	Tadalafila e desempenho físico
</h2>

<p>
	Atletas <em>hardcore</em> estão explorando a tadalafila não apenas por seus benefícios metabólicos, mas também pela capacidade de:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Melhorar o fluxo sanguíneo:</strong> vasodilatação aumenta a entrega de oxigênio aos músculos durante exercícios intensos.
	</li>
	<li>
		<strong>Otimizar o perfil hormonal durante o exercício:</strong> aumento de testosterona e cortisol salivar foi observado em situações de esforço máximo.
	</li>
</ul>

<p>
	Embora os dados iniciais até possam ser promissores, a tadalafila não tem uso recomendado para o aumento de desempenho muscular, e o uso abusivo dessa droga pode trazer enorme riscos desnecessários.
</p>

<h2>
	Riscos e considerações éticas
</h2>

<p>
	Apesar dos benefícios potenciais, o uso da tadalafila como droga para ganho de desempenho levanta preocupações éticas:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Uso inadequado como doping:</strong> a substância é utilizada de forma irregular por alguns atletas, o que vai contra regulamentos esportivos.
	</li>
	<li>
		<strong>Impactos desconhecidos em longo prazo: </strong>estudos sobre os efeitos de uso crônico e interações hormonais ainda não existem.
	</li>
</ul>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	A tadalafila pode ser, no futuro, um aliado interessante na otimização da saúde metabólica e do desempenho esportivo. Todavia, hoje, é extremamente arriscado o seu uso por fisiculturistas, que provavelmente não conseguiram administrar a droga com orientação médica, salvo para estudos científicos. É essencial mais pesquisa para compreender completamente suas aplicações e limitações, especialmente no contexto do fisiculturismo e do esporte.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. ANTINOZZI, C. et al. Effects of Tadalafil on skeletal muscle tissue: exploring interactions and novel mechanisms of action. Minerva Endocrinology, v. 47, n. 1, p. 1-14, 2022. DOI: 10.23736/S2724-6507.21.03698-8. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35119252/</span>&gt;. Acesso em: 11 dez. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Você conhece algum fisiculturista que usa tadalafila para fins de desempenho sexual e que sentiu melhora no desempenho muscular? Deixe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">853</guid><pubDate>Wed, 11 Dec 2024 22:31:00 +0000</pubDate></item><item><title>Oxandrolona: diferen&#xE7;as entre homens e mulheres!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/oxandrolona-diferen%C3%A7as-entre-homens-e-mulheres-r852/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/oxandrolona-mulher.webp.d9c6f0f3b06846573df12758543f6e4d.webp" /></p>
<h2>
	Oxandrolona: o que você precisa saber antes de usar este anabolizante
</h2>

<p>
	A oxandrolona, comumente conhecida como “ox”, é um dos esteroides anabolizantes mais usados no meio esportivo, especialmente por mulheres. Sua fama como uma droga "leve" ou "segura" muitas vezes mascara os riscos reais associados ao seu uso.
</p>

<p>
	Graças à ajuda de Adam Abbas, podemos esclarecer alguns pontos sobre essa substância, e desmistificar algumas ideais que as mulheres podem ter sobre esta droga esteroide.
</p>

<h2>
	A diferença hormonal entre homens e mulheres
</h2>

<p>
	Antes de entender os efeitos da oxandrolona, é essencial compreender como os hormônios androgênicos funcionam nos corpos masculino e feminino.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Homens</strong> produzem em média <strong>70 mg</strong> de testosterona por semana.
	</li>
	<li>
		<strong>Mulheres</strong> produzem significativamente menos: entre <strong>4 a 7 mg</strong> semanais.
	</li>
</ul>

<p>
	Essa diferença é crucial. Quando uma mulher usa doses aparentemente "pequenas" de oxandrolona, como <strong>5 mg por dia</strong> (ou 35 mg por semana), ela está consumindo o equivalente a <strong>cinco vezes a produção natural</strong> de andrógenos femininos. Em casos extremos, doses podem ultrapassar 300 vezes o nível fisiológico feminino, causando desequilíbrios hormonais graves.
</p>

<h2>
	O que torna a oxandrolona potente
</h2>

<p>
	A oxandrolona não é uma substância "inofensiva". Sua estrutura química é projetada para oferecer potência mesmo em doses reduzidas. Algumas características que aumentam sua força incluem:
</p>

<ul>
	<li>
		Modificação no primeiro anel molecular, que aumenta a afinidade pelos receptores.
	</li>
	<li>
		17-alfa-alquilação, que a torna mais resistente ao metabolismo hepático, aumentando sua disponibilidade no organismo.
	</li>
</ul>

<p>
	Embora isso garanta resultados mais rápidos, também eleva os riscos de efeitos colaterais.
</p>

<h2>
	Os protocolos e seus riscos
</h2>

<p>
	Os protocolos de uso da oxandrolona variam, mas doses entre<strong> 5 e 10 mg por dia são comuns</strong>, com frequências que vão de 8 em 8 horas até doses diárias. Apesar de parecerem seguras, essas doses frequentemente superam a capacidade natural do corpo feminino de lidar com andrógenos.
</p>

<p>
	Em um caso relatado, uma mulher chegou a consumir <strong>30 mg por dia</strong>, totalizando 210 mg por semana. Esse nível é incompatível com a biologia feminina e pode levar a:
</p>

<ul>
	<li>
		Colaterais virilizantes (acne, aumento de pelos, engrossamento da voz).
	</li>
	<li>
		Disfunções metabólicas e hepáticas.
	</li>
	<li>
		Desequilíbrios hormonais graves.
	</li>
</ul>

<h2>
	Como os receptores androgênicos influenciam os resultados
</h2>

<p>
	A eficácia da oxandrolona depende da interação com os receptores androgênicos no corpo. No entanto, o número de receptores varia entre diferentes tecidos:
</p>

<ul>
	<li>
		Mulheres têm menos receptores androgênicos musculares, o que significa que grandes doses nem sempre resultam em ganhos proporcionais de massa muscular.
	</li>
	<li>
		Glândulas sebáceas e outros tecidos frequentemente têm mais receptores, o que aumenta a propensão a efeitos colaterais, como acne e oleosidade na pele.
	</li>
</ul>

<p>
	Portanto, doses excessivas podem gerar mais danos do que benefícios, já que a droga não será completamente aproveitada pelos tecidos-alvo, como os músculos.
</p>

<h2>
	Interpretação de exames hormonais: um desafio
</h2>

<p>
	Um exame de testosterona elevado em mulheres pode ter várias causas, incluindo:
</p>

<ul>
	<li>
		Abuso de esteroides anabolizantes.
	</li>
	<li>
		Condições médicas como a síndrome dos ovários policísticos (SOP).
	</li>
	<li>
		Problemas analíticos nos exames, que são projetados para medir níveis mais altos de testosterona, comuns em homens.
	</li>
</ul>

<p>
	Se você é mulher e seu exame mostra valores acima de 20 ng/dL de testosterona, é fundamental investigar as causas com um médico especialista.
</p>

<h2>
	Oxandrolona: uma reflexão final
</h2>

<p>
	O uso de Oxandrolona deve ser abordado com extrema cautela. Apesar de sua popularidade no meio esportivo, seu potencial de causar efeitos colaterais sérios é frequentemente subestimado. O mais importante é lembrar que o equilíbrio hormonal feminino é delicado, e qualquer intervenção deve ser feita com acompanhamento médico.
</p>

<p>
	Se você está considerando o uso de anabolizantes, procure um profissional capacitado. A saúde sempre deve ser a prioridade em qualquer prática esportiva.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. CORTES - MONSTER CAST. Oxandrolona: tudo que uma mulher precisa saber! | Adam Abbas. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/GvC445EZudo</span>&gt;. Acesso em: 11 dez. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Você já usou oxandrolona? Deixe a sua experiência nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">852</guid><pubDate>Wed, 11 Dec 2024 16:08:00 +0000</pubDate></item><item><title>Marc&#xE3;o dos Venenos usou drogas veterin&#xE1;rias para cavalos e sofreu fal&#xEA;ncia renal</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/marc%C3%A3o-dos-venenos-usou-drogas-veterin%C3%A1rias-para-cavalos-e-sofreu-fal%C3%AAncia-renal-r851/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/marcao-dos-venenos.webp.b5cc66fef99aa019fb3cc97c485cbb3b.webp" /></p>
<h2>
	Aprendendo com os erros: os riscos do uso de substâncias veterinárias no fisiculturismo
</h2>

<p>
	No mundo do fisiculturismo competitivo, alcançar o ápice do desempenho e do físico muitas vezes leva atletas a tomar decisões arriscadas.
</p>

<p>
	Recentemente, o fisiculturista Marcão dos Venenos compartilhou um relato honesto e impactante sobre os problemas renais que quase comprometeram por completo a sua saúde, resultado de escolhas equivocadas em sua jornada para conquistar o tão sonhado "pro card". Este artigo é um alerta para todos os atletas sobre os riscos de colocar resultados à frente da saúde.
</p>

<h2>
	O relato de Marcão dos Venenos
</h2>

<p>
	Marcão, que ganhou notoriedade por sua dedicação e uso de recursos ergogênicos em grande quantidade, revelou que seu problema renal não foi causado exclusivamente pelo uso de hormônios ou anabolizantes, como muitos poderiam imaginar.
</p>

<p>
	Segundo ele, três produtos veterinários, utilizados de maneira contínua, foram os responsáveis por levar seus rins à quase falência. Vamos entender cada um deles e os perigos associados:
</p>

<h2>
	1. Creatina injetável para cavalos
</h2>

<p>
	Embora pareça um suplemento comum, a versão veterinária da creatina é diluída em sorbitol, uma substância altamente tóxica para humanos. Marcão utilizou essa creatina injetável acreditando nos benefícios prometidos, mas o sorbitol sobrecarregou seus rins e contribuiu diretamente para o colapso de sua saúde.
</p>

<h2>
	2. Oxygen ("pré-treino" para cavalos)
</h2>

<p>
	Este produto, destinado a melhorar a performance de cavalos de corrida, contém altas concentrações de ATP, DMG, aminoácidos e vitaminas. Usado como pré-treino, ele pode trazer um ganho temporário de energia, mas, em doses contínuas e intensas, sobrecarrega os órgãos vitais, especialmente os rins.
</p>

<h2>
	3. GH para cavalos
</h2>

<p>
	Uma alternativa mais barata ao GH humano (hormônio do crescimento), o GH equino (para cavalos) é biologicamente inadequado para o organismo humano. Ele contém componentes que não podem ser metabolizados, incluindo novamente o sorbitol, tornando-o perigoso e ineficaz para alcançar os benefícios esperados.
</p>

<h2>
	Riscos e consequências
</h2>

<p>
	A busca por resultados a qualquer custo levou Marcão a negligenciar alertas médicos e subestimar os danos potenciais dessas substâncias. O uso prolongado, aliado ao treinamento intenso, agravou os impactos em seus rins.
</p>

<p>
	Felizmente, exames indicaram que o problema é agudo e, com tratamento adequado, ele tem boas chances de recuperação.
</p>

<p>
	Marcão também destacou a importância de reconhecer que saúde é prioridade. Além dos efeitos das substâncias, fatores como uma combinação de dengue e pneumonia contribuíram para a gravidade da situação, mostrando que o corpo humano possui limites.
</p>

<h2>
	Lições para fisiculturistas e atletas
</h2>

<ul>
	<li>
		<strong>Evite substâncias veterinárias:</strong> produtos desenvolvidos para animais não são seguros para humanos. A composição e dosagem são feitas para organismos completamente diferentes, podendo causar toxicidade grave.
	</li>
	<li>
		<strong>Consulte especialistas:</strong> antes de iniciar qualquer protocolo, é indispensável buscar orientação de médicos, endocrinologistas e nutricionistas especializados.
	</li>
	<li>
		<strong>Priorize sua saúde:</strong> lembre-se de que o físico desejado não vale o custo de um órgão comprometido ou de uma vida inteira de complicações.
	</li>
	<li>
		<strong>Seja transparente com seu treinador: </strong>compartilhar detalhes sobre o uso de substâncias ou suplementações é fundamental para que ajustes possam ser feitos com foco em sua segurança.
	</li>
</ul>

<h2>
	A importância de aprender com os erros
</h2>

<p>
	Marcão reconhece que colocou seu shape acima da saúde e assumiu as consequências. Seu relato serve como um poderoso alerta para outros atletas, reforçando que não há atalhos seguros no fisiculturismo.
</p>

<p>
	"Fiz minha escolha e paguei o preço", disse Marcão. E, como ele próprio destaca, cada escolha traz uma consequência. Se você é um atleta, lembre-se de que sua saúde deve ser sua maior prioridade. Afinal, um físico impressionante não vale nada sem um corpo saudável para sustentá-lo.
</p>

<h2>
	Conclusão: busque resultados de forma inteligente
</h2>

<p>
	A história de Marcão dos Venenos mostra que erros podem ser aprendizados. O segredo do sucesso no fisiculturismo vai além de músculos grandes e treinos intensos. Ele está na disciplina inteligente, no acompanhamento médico e na valorização da saúde a longo prazo.
</p>

<p>
	Quer evitar erros e alcançar seus objetivos com segurança? Consulte profissionais experientes, crie um tópico no fórum do fisiculturismo, confie na ciência e lembre-se: o caminho mais sustentável é sempre o melhor.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. MARCAO DOS VENENOS. Marcao dos Venenos revela o que causou sua falência renal. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/Ei6nxSzurSM</span>&gt;. Acesso em: 10 dez. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Você já usou algum produto para cavalos? Deixe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">851</guid><pubDate>Wed, 11 Dec 2024 01:07:00 +0000</pubDate></item><item><title>Ramon Dino: ciclo de anabolizantes esteroides!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/ramon-dino-ciclo-de-anabolizantes-esteroides-r850/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/ramon-dino.webp.53e3219aac0c1be49fb1ae0bd3dbe61c.webp" /></p>
<h2>
	O ciclo de esteroides declarado por Ramon Dino: uma análise endocrinológica
</h2>

<p>
	No universo do fisiculturismo profissional, o uso de esteroides anabolizantes e outras substâncias ergogênicas é amplamente debatido, não apenas por seus impactos no desempenho físico, mas também pelos riscos à saúde.
</p>

<p>
	Ramon Dino, um dos nomes mais queridos e respeitados do fisiculturismo brasileiro, recentemente, tornou público num podcast o protocolo de uso de drogas esteroides e não esteroides que alega ter seguido.
</p>

<p>
	Contudo, suas declarações levantaram polêmicas, com críticas de figuras como Marcão dos Venenos e análise ponderada de Gordonoid (Marco Antônio Ferreira Michel), conhecido por comentar a dinâmica do fisiculturismo.
</p>

<p>
	Vamos explorar os detalhes técnicos das substâncias mencionadas, os questionamentos levantados, e o que podemos aprender com essa discussão sobre o ciclo do Ramon Dino.
</p>

<h2>
	O ciclo declarado por Ramon Dino
</h2>

<p>
	Ramon Dino afirma que o protocolo seguido para sua preparação foi passado por seu treinador, Cris Aceto. Ele descreveu o uso de:
</p>

<h3>
	Testosterona (Propionato):
</h3>

<ul>
	<li>
		Dose: 300 mg/semana (divididos em aplicações na segunda, quarta e sexta-feira).
	</li>
	<li>
		Função: Promove a manutenção da massa muscular e contribui para o equilíbrio hormonal durante a restrição calórica.
	</li>
</ul>

<h3>
	Trembolona:
</h3>

<ul>
	<li>
		Dose: 300 mg/semana (mesma frequência da testosterona).
	</li>
	<li>
		Função: Potente anabólico e androgênico, auxilia na preservação muscular e na redução de gordura corporal.
	</li>
</ul>

<h3>
	Oxandrolona (Oral):
</h3>

<ul>
	<li>
		Dose: 50 mg/dia.
	</li>
	<li>
		Função: Amplifica a queima de gordura e promove rigidez muscular, especialmente em fases de perda de peso.
	</li>
</ul>

<h3>
	Stanozolol (Oral):
</h3>

<ul>
	<li>
		Dose: 75 mg/dia.
	</li>
	<li>
		Função: Auxilia na densidade muscular e na retenção mínima de líquidos.
	</li>
</ul>

<h3>
	Clembuterol:
</h3>

<ul>
	<li>
		Dose: 60 mcg/dia (aproximadamente 3 mL, dependendo da concentração).
	</li>
	<li>
		Função: Termogênico que aumenta a queima de gordura e melhora a capacidade respiratória.
	</li>
</ul>

<h3>
	Hormônio do Crescimento (GH):
</h3>

<ul>
	<li>
		Dose: 6 UI/dia (dividido em 2 doses de 3 UI).
	</li>
	<li>
		Função: Estimula a queima de gordura, melhora a recuperação e mantém a condição muscular.
	</li>
</ul>

<h3>
	Inibidores de aromatase:
</h3>

<ul>
	<li>
		Dose: 1 mg/dia de Anastrozol.
	</li>
	<li>
		Função: Reduz o efeito estrogênico para prevenir ginecomastia e retenção de líquidos.
	</li>
</ul>

<h2>
	As críticas de Marcão dos Venenos
</h2>

<p>
	Marcão dos Venenos argumenta que o ciclo declarado por Ramon é subestimado, apontando que as doses relatadas são "muito leves" para um atleta de elite.
</p>

<p>
	Segundo ele, atletas profissionais como Ramon dificilmente usariam apenas 300 mg/semana de testosterona e trembolona. Ele sugere que a dose real poderia ser "o dobro ou mais" para manter a massa muscular e o condicionamento extremo.
</p>

<p>
	Ele considera improvável que Ramon use apenas 6 UI/dia de GH, sugerindo que doses entre 12-15 UI/dia seriam mais realistas para atingir o nível de condicionamento que Ramon apresenta.
</p>

<p>
	Marcão destaca que, no universo do fisiculturismo, é comum atletas declararem doses menores do que as realmente utilizadas para minimizar a percepção pública de uso excessivo.
</p>

<h2>
	A perspectiva de Gordonoid
</h2>

<p>
	Por outro lado, Gordonoid parecer oferecer uma análise mais técnica e contextual.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Adequação do ciclo ao objetivo:</strong> Ramon precisava reduzir seu peso corporal de 118 kg para 103 kg em seis semanas. Gordonoid defende que o protocolo declarado é consistente com essa meta, pois doses muito altas de esteroides poderiam dificultar a perda de peso devido à retenção de líquidos e manutenção de massa.
	</li>
	<li>
		<strong>Genética de Ramon:</strong> ele destaca a genética excepcional de Ramon como um fator que permite resultados significativos com doses menores em comparação com atletas comuns.
	</li>
	<li>
		<strong>Uso de GH e clembuterol: e</strong>mbora considere o ciclo plausível, Gordonoid sugere que Ramon poderia ter usado doses maiores de GH e clembuterol, já que essas substâncias auxiliam na queima de gordura sem impedir a perda de peso.
	</li>
</ul>

<h2>
	Endocrinologia esportiva: reflexões sobre o ciclo
</h2>

<p>
	É importante destacar que cada atleta responde de forma única ao uso de esteroides e outras substâncias. Porém, a ciência nos oferece algumas considerações gerais:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Impactos de doses altas:</strong> o uso prolongado ou excessivo de anabolizantes, especialmente trembolona e esteroides orais, pode levar a efeitos colaterais graves, como disfunções hepáticas, cardiovasculares e hormonais.
	</li>
	<li>
		<strong>GH e perda de Gordura:</strong> o GH é um agente poderoso na queima de gordura, e doses acima de 6 UI/dia são comuns em atletas de elite. Entretanto, o custo financeiro e os riscos metabólicos (como resistência à insulina) são fatores limitantes.
	</li>
	<li>
		<strong>Controle da aromatização:</strong> o uso de inibidores de aromatase, como o anastrozol, é fundamental para evitar efeitos estrogênicos indesejados, mas o excesso pode causar problemas articulares e prejudicar a recuperação muscular.
	</li>
	<li>
		<strong>Clembuterol:</strong> embora eficaz como termogênico, o clembuterol pode causar efeitos colaterais cardiovasculares, como taquicardia e hipertensão. Doses altas devem ser usadas com extrema cautela.
	</li>
</ul>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	A declaração de Ramon Dino reflete um protocolo moderado e estrategicamente ajustado para perda de peso gordo e ganho de massa magra, algo que faz sentido no contexto de sua preparação para competições.
</p>

<p>
	No entanto, as críticas de Marcão dos Venenos não são infundadas, já que atletas frequentemente subestimam suas doses publicamente.
</p>

<p>
	Independente das doses declaradas ou sugeridas, o uso de esteroides anabolizantes deve ser sempre acompanhado por profissionais capacitados para minimizar os riscos à saúde.
</p>

<p>
	A discussão também reforça a importância de entender as particularidades de cada organismo, considerando que fatores como genética, objetivos competitivos e experiência influenciam significativamente os resultados.
</p>

<p>
	Se você é atleta ou entusiasta do esporte, lembre-se: priorizar sua saúde é essencial para a longevidade no esporte e na vida.
</p>

<p>
	<meta charset="UTF-8"><strong style="color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">AVISO:</strong><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start"><span> </span>CONSULTE UM MÉDICO ANTES DE TOMAR QUALQUER MEDICAMENTO. As informações apresentadas neste site não substituem prescrição médica personalizada. O conteúdo postado é meramente informativo.</span>
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. GORGONOID. Ramon chamado de mentiroso por especialista em venenos! Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/EwYle0W7C08</span>&gt;. Acesso em: 10 dez. 2024.
</p>

<p>
	2. CORTES - MONSTER CAST. Caixa de pandora jurássica! O protocolo do dinossauro! | Ramon Dino. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/ldfE2s2N100&gt;. </span>Acesso em: 10 dez. 2024.
</p>

<p>
	3. MARCAO DOS VENENOS. Reagindo ao protocolo do Ramon Dino. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/pxdxog-Vn5o</span>&gt;. Acesso em: 10 dez. 2024.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong>O que você achou do ciclo declarado pelo monstro Ramon Dino? Deixe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">850</guid><pubDate>Tue, 10 Dec 2024 15:07:00 +0000</pubDate></item><item><title>GH de cad&#xE1;ver: a hist&#xF3;ria sombria do horm&#xF4;nio do crescimento no fisiculturismo</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/gh-de-cad%C3%A1ver-a-hist%C3%B3ria-sombria-do-horm%C3%B4nio-do-crescimento-no-fisiculturismo-r842/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/hormonio-do-crescimento-gh.webp.89b9b97a161d5af0b2fa9141a96a5aed.webp" /></p>
<p>
	O mundo do fisiculturismo é repleto de histórias sobre inovação, superação e, muitas vezes, riscos extremos. Um dos capítulos mais polêmicos dessa trajetória envolve o uso do hormônio do crescimento (GH) derivado de cadáveres, conhecido como <strong>grorm</strong>.
</p>

<p>
	Embora hoje o GH sintético seja amplamente utilizado, nos anos 80 e início dos 90, fisiculturistas enfrentavam desafios únicos ao usar o GH extraído da hipófise de cadáveres humanos. Vamos explorar essa história fascinante e perigosa!
</p>

<h2>
	O que era o GH de cadáver?
</h2>

<p>
	O <strong>grorm</strong> era um hormônio extraído das glândulas hipófises de cadáveres humanos. Ele foi uma das primeiras formas de GH disponíveis para uso em fisiculturismo e medicina.
</p>

<p>
	Por ser difícil de obter e extremamente caro, era considerado uma substância exclusiva para atletas de elite.
</p>

<p>
	No Brasil, a escassez tornava seu acesso ainda mais complicado.
</p>

<h2>
	Efeitos colaterais graves: acromegalia
</h2>

<p>
	Apesar dos resultados impressionantes na construção muscular, o uso de GH de cadáver trazia riscos significativos. O efeito colateral mais notório era a acromegalia, que é uma condição caracterizada pelo crescimento desproporcional e engrossamento dos ossos, especialmente em áreas como mãos, pés, mandíbula e sobrancelhas.
</p>

<p>
	Sintomas comuns de acromegalia:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Mandíbula proeminente: </strong>a mandíbula cresce de forma exagerada, criando uma aparência robusta e desfigurada.
	</li>
	<li>
		<strong>Mãos e pés aumentados:</strong> extremidades desproporcionais, muitas vezes com crescimento ósseo doloroso.
	</li>
	<li>
		<strong>Sobrancelhas projetadas:</strong> o crescimento ósseo frontal faz as sobrancelhas avançarem, deixando o olhar mais fundo e marcante.
	</li>
</ul>

<p>
	Um exemplo marcante é o atleta brasileiro Luiz Otávio de Freitas, que sofreu com acromegalia após anos de uso de grorm. Ele precisou passar por uma cirurgia invasiva para tentar corrigir os danos ósseos, enfrentando dores intensas e limitações nos treinos.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="57686" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/luiz-otavio-freitas.webp.d1e0291edd19e90f11f46fd3a5405b07.webp" rel=""><img alt="luiz-otavio-freitas.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="57686" data-ratio="56.25" data-unique="p1w5axfwt" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/luiz-otavio-freitas.thumb.webp.3f0ed810520b244b97c3d453ed0129da.webp" loading="lazy"></a>
</p>

<h2>
	A transição para o GH sintético
</h2>

<p>
	Com o avanço da ciência, o GH sintético, produzido em laboratório, revolucionou o cenário. Empresas como a Eli Lilly desenvolveram versões sintéticas, mais seguras e eficazes, que substituíram o GH de cadáveres. Esse novo hormônio reduziu drasticamente os riscos de acromegalia e deformações ósseas, além de se tornar mais acessível.
</p>

<p>
	O hormônio do crescimento extraído de cadáveres era comercializado sob o nome pituitrina. Este nome era utilizado para se referir ao hormônio hipofisário obtido de glândulas pituitárias humanas, que foi amplamente utilizado até que os riscos associados à sua utilização se tornaram evidentes, levando à sua substituição pelo hormônio de crescimento recombinante, como a somatropina. A somatropina é agora o padrão de tratamento e é comercializada sob diversos nomes comerciais, incluindo Norditropin® e Genotropin®.
</p>

<h2>
	Benefícios do GH sintético:
</h2>

<ul>
	<li>
		<strong>Menos efeitos colaterais:</strong> o risco de acromegalia é significativamente menor.
	</li>
	<li>
		<strong>Resultados impressionantes:</strong> Promove ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo e melhora na recuperação.
	</li>
	<li>
		<strong>Acesso mais fácil:</strong> embora ainda caro, é mais disponível do que o grorm da época.
	</li>
</ul>

<h2>
	O impacto no fisiculturismo
</h2>

<p>
	Durante a era do GH de cadáveres, muitos fisiculturistas de renome mundial, incluindo Arnold Schwarzenegger, foram associados ao uso dessa substância. A transformação física proporcionada pelo GH era inegável, mas o preço pago em termos de saúde foi alto. Muitos atletas exibiam claramente os sinais de acromegalia, o que se tornou uma marca registrada do uso excessivo de GH na época.
</p>

<p>
	<img alt="arnold.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="57687" data-ratio="54.47" data-unique="ah2ytvgmm" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/arnold.webp.ea8c4bf2a0da1fa2cfad7b1a3be5ff6e.webp" loading="lazy">
</p>

<h2>
	Conclusão: lições de uma era arriscada
</h2>

<p>
	A história do GH de cadáver é um lembrete do quanto o fisiculturismo evoluiu. Atletas buscavam resultados extremos, muitas vezes sem o conhecimento ou os recursos necessários para garantir a própria saúde.
</p>

<p>
	Hoje, com opções mais seguras e controle médico adequado, os riscos foram minimizados, mas a lição permanece: o uso irresponsável de substâncias no esporte deve ser evitado.
</p>

<p>
	O mundo do fisiculturismo continua a evoluir, mas nunca devemos esquecer as histórias daqueles que pavimentaram o caminho, enfrentando desafios e riscos inimagináveis em busca da excelência física.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. CARIANITV. Oinduca fala sobre o GH de cadáver – Ironberg podcast cortes. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://www.youtube.com/watch?v=rcBPgQaiTV0&amp;t=310s&gt;</span>. Acesso em: 1 dez. 24.
</p>

<p>
	2. GORILA, Júlio. GH de cadáver + tomando GH pela primeira vez (grorm) - "Podcast Monster Cast". Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/oflb9NypPqA</span>&gt;. Acesso em: 1 dez. 24.
</p>

<p>
	3. SNAP MAROMBA. O primeiro brasileiro que competiu no Mr. Olympia e na Open: Luiz Otávio Freitas. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/z5n2WluQNIE</span>4. Acesso em: 1 dez. 24.
</p>

<p>
	4. PORTES, et al. Tratamento com hormônio de crescimento: aspectos moleculares, clínicos e terapêuticos. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://www.scielo.br/j/abem/a/GYJNMM8ffqDRCkY87wZtD6d/</span>&gt;. Acesso em: 1 dez. 24.
</p>

<p>
	5. LAVRON, Zvi. The Era of Cadaveric Pituitary Extracted Human Growth Hormone (1958-1985):Biological and Clinical Aspects. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30378778/</span>&gt;. Acesso em: 1 dez. 24.
</p>

<p>
	<strong>Você já conhecia a história do GH de cadáveres? Deixe nos comentários. Essa matéria foi inspirada nos comentários de <a contenteditable="false" data-ipshover="" data-ipshover-target="https://fisiculturismo.com.br/perfil/109307-pokoy%C3%B4/?do=hovercard" data-mentionid="109307" href="https://fisiculturismo.com.br/perfil/109307-pokoy%C3%B4/" rel="">@Pokoyô</a>, que participa ativamente do nosso fórum.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">842</guid><pubDate>Sun, 01 Dec 2024 16:25:00 +0000</pubDate></item><item><title>Ginecomastia: homens podem evit&#xE1;-la durante o uso de esteroides anabolizantes androg&#xEA;nicos</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/ginecomastia-homens-podem-evit%C3%A1-la-durante-o-uso-de-esteroides-anabolizantes-androg%C3%AAnicos-r832/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_08/ginecomastia-evitar.webp.ca1737dc5a89155c07df8fea164b64b9.webp" /></p>
<h2>
	Nunca tive um paciente com ginecomastia
</h2>

<p>
	Vamos falar sobre ginecomastia e o uso de esteroides em homens. Muitos homens que usam esteroides sem acompanhamento médico adequado acabam desenvolvendo ginecomastia. 
</p>

<p>
	Para quem ainda não me conhece, eu sou a Dra. Monique Leinig, sou médica, e vou explicar neste artigo como nunca tive um paciente com ginecomastia no meu consultório.
</p>

<h2>
	Uso de hormônios e ginecomastia
</h2>

<p>
	O uso de hormônios pode, sim, desencadear ginecomastia em homens. É crucial que o indivíduo saiba exatamente o que está tomando, seja de forma oral ou intramuscular. 
</p>

<p>
	É importante verificar a procedência da droga (esteroides do mercado paralelo podem conter substâncias diversas das desejadas ou em quantidades diversas) e realizar acompanhamento clínico e laboratorial. Não faça nada sem orientação médica, pois a chance de não dar certo é enorme.
</p>

<h2>
	Exames laboratoriais antes do início do ciclo de esteroides
</h2>

<p>
	Antes de iniciar um ciclo de esteroides, como testosterona, estanozolol, oxandrolona ou hemogenin, realizamos exames para avaliar a saúde do paciente. 
</p>

<p>
	Verificamos hemograma, ferro, ferritina, perfil hepático, função renal e exames de imagem para avaliar tireoide, testículos e abdômen. 
</p>

<p>
	Também dosamos estradiol, testosterona e prolactina. Se o paciente toma medicações que podem aumentar a prolactina, como antidepressivos ou ansiolíticos, isso também é levado em consideração.
</p>

<h2>
	Anastrozol, estradiol e ginecomastia
</h2>

<p>
	Muitos homens têm medo do aumento do estradiol ao usar testosterona. A testosterona em doses supra fisiológicas, comuns em atletas, aumenta o estradiol. Para evitar a ginecomastia, alguns utilizam anastrozol. 
</p>

<p>
	Este medicamento diminui a ação da enzima aromatase, que converte testosterona em estradiol. O problema é que o uso desnecessário de anastrozol pode reduzir o estradiol a níveis perigosos, afetando a retenção de líquidos, ereção, desejo sexual, função cardiovascular e saúde geral.
</p>

<p>
	Se os exames mostram um aumento excessivo do estradiol, ajustamos a dosagem do anastrozol. A dose usual de farmácia é 1 mg, uma dose alta. 
</p>

<p>
	A meia-vida do anastrozol é de 48 horas, por isso alguns usam 1 mg dia sim, dia não, para manter a meia-vida. Mesmo com a meia-vida de 48 horas, a dose de 1 mg é alta. 
</p>

<p>
	Quando o estradiol aumenta um pouco, costumo prescrever 0,1 ou 0,2 mg de anastrozol por dia. É essencial monitorar o estradiol e associar o tratamento apenas se necessário.
</p>

<h2>
	Tamoxifeno e sensibilidade no mamilo
</h2>

<p>
	Se um homem sente sensibilidade no mamilo, o que não deveria acontecer, pode ser necessário o uso de tamoxifeno. 
</p>

<p>
	Essa medicação age no receptor do estradiol no mamilo, bloqueando a ação do estradiol e prevenindo ginecomastia sem reduzir a aromatase. 
</p>

<p>
	Em casos de sensibilidade exacerbada do mamilo, prescrevemos tamoxifeno em dose de ataque: 20 mg três vezes ao dia (totalizando 60 mg por semana), depois reduzindo para 20 mg diários até a realização de exames laboratoriais ou até a resolução dos sintomas.
</p>

<p>
	Combinar tamoxifeno com anastrozol é possível, mas deve haver uma indicação específica. 
</p>

<h2>
	O uso de anastrozol e tamoxifeno não é automático
</h2>

<p>
	Não é correto iniciar o uso de hormônios e automaticamente tomar anastrozol ou tamoxifeno sem necessidade. A dosagem de estradiol em nossos pacientes é feita a cada 50 a 60 dias, dependendo da medicação utilizada, para uma regulação adequada.
</p>

<h2>
	Prolactina e a ginecomastia
</h2>

<p>
	A prolactina é outro fator crucial. Ela pode aumentar devido a drogas de ação progestagênica, mas qualquer droga pode alterar esse valor. 
</p>

<p>
	Se um homem está usando testosterona com estanozolol ou deca e tomando anastrozol 1 mg dia sim, dia não, ele pode zerar seu estradiol e perder libido e ereção em 3 a 4 meses. Assim, é vital monitorar a prolactina.
</p>

<p>
	Se a prolactina está alta, a ginecomastia pode ser causada por ela, não pelo estradiol. 
</p>

<p>
	Quem faz o acompanhamento adequado não enfrenta esses problemas. Monitorar a clínica e o laboratório permite resolver problemas antes que se tornem significativos. 
</p>

<p>
	Se a prolactina aumenta por causa de deca ou outro hormônio, comparamos com a prolactina basal medida antes do início do tratamento. Se o valor inicial era 7 e agora é 30, haverá alterações mamilares. É crucial comparar os valores da prolactina para decidir o próximo passo.
</p>

<p>
	Dependendo do caso, pode ser necessário ajustar a dose ou verificar a medicação que você está tomando. 
</p>

<h2>
	Cabergolina
</h2>

<p>
	Associar anastrozol com cabergolina, um medicamento disponível em farmácias sem receita, pode ser uma opção. 
</p>

<p>
	No entanto, deve haver uma indicação precisa para seu uso, pois o excesso pode zerar a prolactina.
</p>

<p>
	Geralmente, usamos cabergolina 0,5 mg uma vez por semana, por duas a quatro semanas, e reavaliamos a prolactina. Isso ajuda a resolver problemas e evita significativamente a ginecomastia.
</p>

<h2>
	Estrona
</h2>

<p>
	Outro exame muito importante é a estrona, que é raramente dosada. Se seu estradiol está normal e sua estrona está alta (por exemplo, 490 com estradiol normal e testosterona proporcional), você precisa usar anastrozol. 
</p>

<p>
	No entanto, a dosagem de anastrozol deve ser manipulada conforme os resultados dos exames.
</p>

<h2>
	Exames regulares durante o ciclo
</h2>

<p>
	Além disso, é essencial dosar regularmente a testosterona total e livre, estradiol, prolactina, estrona, hemoglobina, ferro e ferritina. 
</p>

<p>
	Isso ajuda a monitorar possíveis desbalanços, inflamações ou estresse oxidativo no corpo. O segredo é fazer tudo corretamente, com acompanhamento médico adequado, para evitar alterações laboratoriais e clínicas.
</p>

<h2>
	A ginecomastia e a cirurgia de remoção podem ser evitadas
</h2>

<p>
	Muitos homens acabam precisando de cirurgia de ginecomastia, que poderia ser evitada com cuidados adequados e conscientes no uso de esteroides.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	A ginecomastia não é um efeito colateral que necessariamente afeta o homem que usa esteroides. Esse efeito colateral só ocorre naqueles homens que fazem o uso incorreto dos hormônios.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. LEINIG, Monique. Como evitar a ginecomastia pelo uso de esteroides anabólicos androgênicos. Disponível em: &lt;https://youtu.be/Q9UzStigygY&gt;. Acesso em: 7 ago 2024.
</p>

<p>
	<strong>Esse artigo foi útil para tirar as suas dúvidas sobre o uso de esteroides e ginecomastia? Deixe suas experiências ou dúvidas nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">832</guid><pubDate>Wed, 07 Aug 2024 23:19:00 +0000</pubDate></item><item><title>A influ&#xEA;ncia da testosterona e esteroides na ginecomastia: entenda as causas, preven&#xE7;&#xE3;o e tratamentos</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/a-influ%C3%AAncia-da-testosterona-e-esteroides-na-ginecomastia-entenda-as-causas-preven%C3%A7%C3%A3o-e-tratamentos-r831/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_07/ginecomastia.webp.d18ba5cf33ad1bdca888d3109c3b9e9e.webp" /></p>
<h2>
	Força física e testosterona
</h2>

<p>
	Serena Williams é uma das maiores jogadoras de tênis de todos os tempos. Sua irmã, Venus, também é extremamente bem-sucedida. Em 1998, quando Venus e Serena estavam classificadas em quinto e vigésimo lugar, respectivamente, elas afirmaram famosamente que poderiam vencer qualquer homem classificado fora do top 200. 
</p>

<p>
	Um jogador alemão, chamado Karsten Braasch, classificado como 203º na época, aceitou o desafio. Em um artigo que escreveu para o Observer, Braasch afirmou que seu regime de treinamento para a partida consistia em uma partida de golfe tranquila pela manhã, seguida de algumas cervejas à tarde. 
</p>

<p>
	Apesar de seu estilo de treinamento pouco ortodoxo, Braasch venceu Serena por 6-1 e Venus por 6-2. O tênis masculino e o tênis feminino são quase dois esportes completamente separados. 
</p>

<p>
	Os homens são muito mais rápidos, batem mais forte. Essa história não serve para sugerir que as mulheres são ruins no tênis ou que beber durante o dia seja o segredo para vencer uma jogadora de tênis de classe mundial. 
</p>

<p>
	Essa história serve para destacar a potência de um hormônio chamado testosterona. 
</p>

<p>
	A razão pela qual as irmãs Williams perderam é a mesma razão pela qual existem categorias de peso nos esportes de combate. 
</p>

<p>
	Em algum momento, a fisicalidade supera a habilidade, e o jogo deixa de ser justo. E se você quer fisicalidade, você quer testosterona. 
</p>

<p>
	É a testosterona que estimula o crescimento dos nossos músculos esqueléticos, tornando os homens mais fortes e rápidos. É a testosterona que estimula o crescimento ósseo durante a puberdade e mantém a densidade mineral óssea, tornando os homens mais altos, mais largos, com maiores comprimentos de passo e alavancas mais longas. 
</p>

<p>
	É a testosterona que estimula a produção de glóbulos vermelhos, dando aos homens uma maior capacidade de transporte de oxigênio e, portanto, maior resistência cardiovascular. É o que aprofunda a voz de um homem, é o que coloca os pelos no peito de um homem.
</p>

<p>
	Porém, é essa mesma testosterona que pode causar ginecomastia. 
</p>

<h2>
	O que é ginecomastia?
</h2>

<p>
	Ginecomastia é uma condição em que o tecido mamário feminino prolifera em um homem e este é um dos sinais reveladores do uso de esteroides anabolizantes androgênicos. 
</p>

<p>
	Mas como é possível que níveis supra fisiológicos de um hormônio masculino possam causar uma característica feminina? 
</p>

<p>
	Para entender por que, primeiro é importante olhar para alguma fisiologia.
</p>

<h2>
	Fisiologia dos seios
</h2>

<p>
	O seio consiste no que são chamados de glândulas mamárias, que são o que produzem o leite materno, cercadas por tecido adiposo e conjuntivo. 
</p>

<p>
	Existem múltiplos hormônios que estimulam o crescimento das mamas, incluindo estrogênio, progesterona, prolactina e o fator de crescimento semelhante à insulina. 
</p>

<p>
	A testosterona, por outro lado, inibe o crescimento das mamas. Agora, tanto homens quanto mulheres têm glândulas mamárias profundas ao mamilo.
</p>

<p>
	No entanto, durante a puberdade, como os níveis de estrogênio são mais altos nas mulheres e os níveis de testosterona são mais baixos, isso explica por que os seios delas se desenvolvem, enquanto os seios dos homens não se desenvolvem.
</p>

<p>
	Além disso, o perfil hormonal feminino que estimula a deposição de gordura nos seios, bem como na área dos glúteos, coxas e quadris. É o que dá às mulheres a distribuição de gordura em forma de ampulheta ou distribuição de gordura ginecoide, como é oficialmente chamada.
</p>

<h2>
	Causas da ginecomastia
</h2>

<p>
	A ginecomastia é causada por uma proporção desequilibrada de estrogênio para andrógenos nos homens. Em outras palavras, é devido a muito estrogênio ou poucos andrógenos, ou ambos. 
</p>

<p>
	A ginecomastia comumente ocorre em meninos passando pela puberdade que têm um aumento atrasado na testosterona em relação ao aumento de estrogênio. 
</p>

<p>
	A prevalência da ginecomastia também aumenta em homens com mais de 50 anos, à medida que a produção endógena de andrógenos naturalmente começa a diminuir. 
</p>

<p>
	Mas isso ainda não explica por que tomar testosterona estimula a ginecomastia, e isso porque há mais uma peça no quebra-cabeça: a testosterona é convertida em estrogênio por uma enzima chamada aromatase. 
</p>

<h2>
	Ginecomastia pelo uso de esteroides
</h2>

<p>
	Quando você injeta testosterona, embora tenha um pico inicial de andrógenos, suas concentrações de andrógenos começam então a declinar, seguidas por um pico de estrogênios. 
</p>

<p>
	E é neste ponto que a proporção de estrogênios para andrógenos é muito alta, resultando no desenvolvimento da ginecomastia.
</p>

<p>
	A aromatase está presente em muitos tecidos, incluindo o tecido adiposo, que, para aqueles que não sabem, é gordura. 
</p>

<p>
	Isso também pode explicar por que os fisiculturistas são propensos à ginecomastia, pois em períodos fora de campeonatos, além de estarem utilizando níveis supra fisiológicos de testosterona, eles também têm um percentual de gordura corporal muito alto, resultando em uma proporção significativa dessa testosterona sendo aromatizada em estrogênio. Fisiculturistas que tomam hormônio do crescimento também estão em maior risco de ginecomastia, pois o hormônio do crescimento estimula o fígado a produzir IGF-1, e o IGF-1 estimula o desenvolvimento do tecido mamário.
</p>

<h2>
	Como reduzir o risco de ginecomastia
</h2>

<p>
	Que passos você pode tomar para minimizar o risco de desenvolver ginecomastia como fisiculturista ou usuário de esteroides? 
</p>

<p>
	O primeiro passo seria manter-se relativamente magro, quem sabe abaixo de 20% de gordura corporal. 
</p>

<p>
	O segundo passo é escolher o esteroide que você usa. 
</p>

<p>
	Alguns esteroides têm uma maior propensão para aromatização do que outros esteroides. Esteroides que têm uma maior afinidade pela aromatase são chamados de esteroides "molhados".
</p>

<p>
	Aqueles com uma afinidade menor são chamados de esteroides "secos". 
</p>

<p>
	Alguns exemplos de esteroides secos são Anavar® e Winstrol®. 
</p>

<p>
	O terceiro passo é usar uma dose menor de esteroides e aplicar com mais frequência. Isso previne grandes picos em seus hormônios que, de outra forma, poderiam causar ginecomastia. 
</p>

<p>
	Seria melhor aplicar uma microdose 3 a 4 vezes por semana, em vez de 1 dose grande 1 vez por semana.
</p>

<h2>
	Como tratar a ginecomastia?
</h2>

<p>
	Quais são as opções de manejo para aqueles com ginecomastia e que estão tentando tratá-la? 
</p>

<p>
	A primeira linha de manejo é usar o que é chamado de SERM, que significa modulador seletivo do receptor de estrogênio. 
</p>

<p>
	Alguns exemplos incluem tamoxifeno, clomifeno e raloxifeno. 
</p>

<p>
	Os SERMs agem bloqueando o receptor de estrogênio na mama, o que, portanto, impede o estrogênio de se ligar e estimular o crescimento. 
</p>

<p>
	Os SERMs são preferidos porque são seletivos, então bloqueiam o receptor de estrogênio em algumas áreas, principalmente na mama, mas não em outras. E isso é importante porque realmente precisamos de algum nível de estrogênios circulantes, mesmo como homens. 
</p>

<p>
	Os estrogênios têm muitas funções importantes: são protetores vasculares, são neuroprotetores, precisamos de estrogênio para a libido, então você não quer simplesmente inibir completamente o estrogênio. É por isso que os SERMs são preferidos, porque são seletivos e têm menos efeitos colaterais.
</p>

<p>
	A segunda opção são os inibidores de aromatase. Alguns exemplos são Anastrozol® e Letrozol®. Estes obviamente funcionam inibindo a aromatase, bloqueando assim a conversão de testosterona em estrogênio, o que reduz seus níveis gerais de estrogênio circulante.
</p>

<p>
	Caso as opções farmacológicas não funcionem, a última linha é obviamente a cirurgia, na qual você simplesmente remove a glândula completamente. 
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	O uso de esteroides anabolizantes androgênicos é permeado por muitos riscos. Caso decida utilizar essas drogas, sempre faça acompanhamento médico adequado. Não se aventure sozinho. As formas de redução de risco e tratamento mencionadas neste artigo são meramente informativas, é necessário acompanhamento do profissional de saúde para tratar especificamente do seu caso.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. SWERDLOFF, R. et al. Gynecomastia: Etiology, Diagnosis, and Treatment. National Library of Medicine - NHI. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25905330/&gt;. Acesso em: 11 jul 2024.
</p>

<p>
	2. BRAUNSTEIN, G. Clinical Practice. Gynecomastia. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17881754/&gt;. Acesso em: 11 jul 2024.
</p>

<p>
	3. SANSONE, A.. Gynecomastia and hormones. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27145756/&gt;. Acesso em: 11 jul 2024.
</p>

<p>
	4. CUHACI, N. et al. Gynecomastia: Clinical Evaluation and Management. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24741509/&gt;. Acesso em: 11 jul 2024.
</p>

<p>
	5. BERGER, O. et al. Gynecomastia: A systematic review of pharmacological treatments. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36389365/&gt;. Acesso em: 11 jul 2024.
</p>

<p>
	6. TROJAN, A. et al. The Role of Estrogen in Gynecomastia. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30734405/&gt;. Acesso em: 11 jul 2024.
</p>

<p>
	7. ELC. Why do steroids cause gyno. Disponível em: &lt;https://youtu.be/4nnirf27ee8&gt;. Acesso em: 11 jul 2024.
</p>

<p>
	<strong>Este artigo trouxe alguma informação útil sobre ginecomastia? Deixe nos comentários dúvidas ou sugestões. Sofre com ginecomastia? Comente seu caso.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">831</guid><pubDate>Thu, 18 Jul 2024 17:25:00 +0000</pubDate></item><item><title>Trembolona: 50x mais poderosa e mais perigosa do que a testosterona</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/trembolona-50x-mais-poderosa-e-mais-perigosa-do-que-a-testosterona-r830/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_07/trembolona-poderosa-perigosa.webp.fdf5ebd7be08db526f959758f9dbfb06.webp" /></p>
<h2>
	Os tolos aprendem com os próprios erros
</h2>

<p>
	Todo mundo já ouviu a célebre frase: "Os tolos dizem que aprendem com os seus próprios erros; eu prefiro aprender com os erros dos outros" (Otto von Bismarck).
</p>

<p>
	Neste artigo, vamos apresentar um relato sobre a trembolona do famoso atleta de fisiculturismo, treinador pessoal e influenciador digital Laércio Refundini. 
</p>

<p>
	Ao final, quero saber se você aprenderá com os erros dos outros, ou se optará pode apreender pelos próprios erros.
</p>

<h2>
	Relato de uso da trembolona
</h2>

<p>
	Num vídeo publicado no YouTube, o grande Laércio Refundini relata de modo completo, sincero, e sem meias palavras, a sua experiência com a trembolona, uma droga anadrogênica anabólica esteroide extremamente poderosa e extremamente perigosa.
</p>

<p>
	A trembolona quase arruinou a vida do atleta. Acompanhe o relato até o final e obtenha o conhecimento da prática do fisiculturismo com o uso dessa droga, tanto dos efeitos esperados quanto daqueles totalmente indesejados.
</p>

<h2>
	A ação da trembolona: 50x mais potente do que a testosterona
</h2>

<p>
	Para você ter uma ideia do poder da trembolona, ela é uma substância que é usada em gado para aumentar o seu peso e o seu apetite. É uma droga usada em animais grandes. Alguns fisiculturistas usam doses muito maiores do que aquelas recomendadas para esses animais grandes. 
</p>

<p>
	Dentro do corpo, ela age com uma potência 50 vezes maior que a da testosterona. A trembolona é uma substância derivada da testosterona, assim como todos os outros anabolizantes esteroides androgênicos.
</p>

<p>
	Para entender como funciona a testosterona, vamos fazer um exercício de imaginação. Ao ser injetada, a testosterona passa pela corrente sanguínea, e chega ao músculo. No músculo, ela encontra o receptor androgênico. 
</p>

<p>
	Ao se conectar com esse receptor androgênico, a testosterona vai para o núcleo do músculo e lá promove a síntese proteica. 
</p>

<p>
	Quando uma molécula de trembolona se conecta a esse receptor androgênico, acontece a mesma coisa. Porém, tem um efeito 50 vezes mais poderoso que a testosterona. É uma das substâncias mais potentes para aumento muscular. Também uma das melhores em termos de efeitos termogênicos, o que promove uma enorme redução de gordura corporal. 
</p>

<p>
	Não é surpresa que as pessoas que usam a trembolona desenvolvem físicos muito bonitos. Mas ela cobra muito, muito caro por isso. 
</p>

<h2>
	A destruição causada pela trembolona
</h2>

<p>
	Apesar de ser uma droga incrível para promover o crescimento da massa muscular e da queima de gordura, Laércio relata que durante seus dias de competição, quando ainda usava a trembolona (reafirma que "usava", porque nos últimos campeonatos ficou longe dela, não queria nem saber dela) sofria com colaterais terríveis.
</p>

<h2>
	Mau humor
</h2>

<p>
	A primeiro colateral percebido era se tornar antissocial. Ele entrava na academia pela manhã para fazer cardio, com o boné abaixado, rezando para que ninguém dissesse "bom dia".
</p>

<p>
	O que estava começando a acontecer com ele? Na época, ele era personal, e o personal costuma ensinar os alunos presencialmente. Imagine como ele se comportava nessa aulas? Perdeu muitos alunos pelo mau humor. 
</p>

<p>
	Somente depois de um tempo que a ficha caiu. Ele devia estar realmente insuportável, e isso teve um impacto muito negativo na sua profissão. 
</p>

<p>
	O momento do treino com o personal tem que ser agradável, tem que ser descontraído, mesmo com treino mais pesados e mais sérios. Ninguém aguenta um personal mau humorado, rabugento, ou mal educado.
</p>

<p>
	Quando o personal ensina, tudo deve ser voltado para agradar o aluno. O momento é do aluno. Ele merece o melhor treino e um ambiente legal, não só para o treino ser bom, mas para o momento ser bom. 
</p>

<p>
	Tudo isso foi por água abaixo quando Laércio usou a trembolona, o lado profissional foi severamente afetado. Além disso, ele relata que naquela época era casado. Imagine a relação em casa com a esposa? Ele demorou para entender isso. Demorou muito para cair a ficha. 
</p>

<p>
	Ao observar essa intolerância social em outros atletas que também usavam trembolona, ele comentou sobre essa agressividade que percebia, mas eles não conseguem enxergar o quanto antissociais haviam se tornado.
</p>

<h2>
	Excesso de suor noturno
</h2>

<p>
	Muitas pessoas relatam os famosos suores noturnos com a trembolona, e Laércio também sentiu isso. Não raramente acordava com o corpo completamente molhado de suor, por causa da trembolona.
</p>

<h2>
	Sono prejudicado
</h2>

<p>
	Outro colateral relatado tem a ver com o sono. Sabemos que o sono é importantíssimo para o descanso do cérebro, longevidade e recuperação muscular.. Com a trembolona, o sono é completamente agitado, o usuário parece não chegar ao sono profundo.
</p>

<p>
	Essa droga deixa o cérebro mais ativado, mais alerta. Para dormir, é preciso relaxar. A trembolona não permite que o usuário relaxe.
</p>

<h2>
	Ereção prejudicada
</h2>

<p>
	Outro colateral que Laércio experimentou foi a dificuldade em ter uma boa ereção. Ele não soube identificar se o problema na ereção se deve à agitação dos pensamentos ou a algum mecanismo do órgão sexual. 
</p>

<p>
	Em conversas com amigos, ouviu relatos semelhantes de outros usuários de trembolona. Segundo o atleta, quando se trata de um ato sexual, a pessoa tem que estar aproveitando o momento, não pode estar irritada ou ansiosa. A ansiedade atrapalha. Mas ele não tem conclusão definida. Não sabe dizer se a ereção ruim é por conta da ansiedade ou se há outros mecanismos biológicos, mas sentiu uma grande diferença na ereção por causa da trembolona. Não conseguia mais ficar com o pênis ereto.
</p>

<h2>
	Perturbação dos pensamentos
</h2>

<p>
	Depois de começar a usar a trembolona, o atleta relata que toda a sua vida parou. A única coisa que importava eram os campeonatos de fisiculturismo. Ele não queria viver a vida, só queria continuar a preparação para os campeonatos.
</p>

<p>
	Só pensava em treino, cardio, dieta e suplementos alimentares. Qualquer outro pensamento era tido como um empecilho para a preparação. Se alguém o parasse para dizer "olá", o que passava pela sua cabeça era "essa pessoa está me incomodando."
</p>

<p>
	A trembolona fez isso com ele e pode fazer a mesma coisa com todos que a usam. A pessoa fica focada no físico e qualquer outra coisa além disso não funciona mais. Isso causa muita irritação. 
</p>

<h2>
	Ocitocina e relações sociais sob estresse
</h2>

<p>
	A ocitocina é um neurotransmissor (hormônio) responsável por nossos relacionamentos sociais. Vivemos em sociedade por causa da ocitocina. Claro que não apenas por conta dela, mas em razão dela também.
</p>

<p>
	Esse neurotransmissor faz a gente viver em sociedade, faz a gente gostar de passar tempo com as pessoas.
</p>

<p>
	Quando a testosterona está muito alta no corpo, a produção de ocitocina diminui. 
</p>

<p>
	Como a trembolona é 50 vezes mais poderosa que a testosterona, fica ainda mais prejudicada a ocitocina. 
</p>

<p>
	A questão pode ser tornar mais delicada. Quando uma pessoa está sob estresse, o estresse inibe a produção de ocitocina. Essa inibição quer dizer zerar a ocitocina.
</p>

<p>
	Adivinhe qual é o principal sintoma de quem usa trembolona? Estresse. 
</p>

<p>
	A pessoa se torna extremamente irritada, mas isso não é tudo.
</p>

<h2>
	Deterioração cerebral
</h2>

<p>
	Muitos estudos mostraram categoricamente que a trembolona deposita uma substância chamada placa beta-amiloide no cérebro do usuário. Essa é a mesma substância encontrada em grandes quantidades nos cérebros de pessoas com Alzheimer, com demência mental (17β-trenbolone, an anabolic-androgenic steroid as well as an environmental hormone, contributes to neurodegeneratio).
</p>

<p>
	Laércio relata que viu pessoas próximas, que usam altas doses de trembolona, com muita dificuldade em pensar. 
</p>

<h2>
	Tosse assustadora
</h2>

<p>
	Essa droga é tão ruim para o ser humano que ela causa a famosa "tosse da trembo". 
</p>

<p>
	O atleta relata de uma vez que experimentou essa tosse muito forte. Ele aplicou a trembolona e a tosse começou. É uma tosse tão forte que deixa o usuário desesperado, porque ao tossir sem parar não é possível respirar.
</p>

<p>
	É uma combinação de tosse e falta de ar, causa uma sensação de que a morte está próxima. A tosse não para, e o usuário fica sem fôlego. É uma sensação de "vou morrer".
</p>

<p>
	O mais impressionante é que há pessoas que adoram isso, há pessoas que dizem "se não tiver tosse, não bate, não é bom." O nível de degradação mental causada por essa droga é assustador. Essas pessoas realmente querem morrer? 
</p>

<h2>
	Outros colaterais
</h2>

<p>
	A maioria das pessoas já chama os esteroides anabolizantes androgênicos de veneno. E isso tem uma razão, certo? Existem vários outros efeitos colaterais comuns entre a trembolona e outros esteroides, como: pressão alta, risco de trombose, e acne absurda pelo corpo todo.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	Antes de usar qualquer esteroide anabolizante androgênico, pense muito bem. Tomou a decisão? Não use tremblona. Há drogas menos agressivas. E sempre tenha acompanhamento médico constante. Lembre-se que você pagará pela sua estética com a sua saúde.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. MA, F. et al. 17β-trenbolone, an anabolic-androgenic steroid as well as an environmental hormone, contributes to neurodegeneration. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25461682/&gt;. Acesso em: 7 jul 2024.
</p>

<p>
	2. MOTSINGER, L. et al. Understanding the Effects of Trenbolone Acetate, Polyamine Precursors, and Polyamines on Proliferation, Protein Synthesis Rates, and the Abundance of Genes Involved in Myoblast Growth, Polyamine Biosynthesis, and Protein Synthesis in Murine Myoblasts. Disponível em: &lt;https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC10045634/&gt;. Acesso em: 7 jul 2024.
</p>

<p>
	3. YARROW, J. et al. 17β-Hydroxyestra-4,9,11-trien-3-one (trenbolone) exhibits tissue selective anabolic activity: effects on muscle, bone, adiposity, hemoglobin, and prostate. Disponível em: &lt;https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6189634/&gt;. Acesso em: 7 jul 2024.
</p>

<p>
	4. REFUNDINI, Laércio. Essa substância quase destruiu a minha vida. Disponível em: &lt;https://youtu.be/mEaxNjNSuls&gt;. Acesso em 7 jul 2024.
</p>

<p>
	<strong>Este artigo foi útil para você decidir sobre o uso da trembolona? Deixe nos comentários seu relato e eventuais dúvidas.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">830</guid><pubDate>Sun, 07 Jul 2024 16:20:00 +0000</pubDate></item><item><title>Clembuterol: o segredo para o emagrecimento r&#xE1;pido e perigoso</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/clembuterol-o-segredo-para-o-emagrecimento-r%C3%A1pido-e-perigoso-r829/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/clembuterol.webp.f4c60d71262bde3ad7b4cc990d6a7a0a.webp" /></p>
<h2>
	O segredo dos fisiculturistas e das modelos para secar rápido
</h2>

<p>
	O mundo do fitness e do fisiculturismo tem um "segredinho sujo" que muitas pessoas não falam sobre ele há anos. Você já se perguntou como as modelos fitness ficavam tão definidas quando faziam sessões de fotos para capas de revistas? Ou como atletas de fisiculturismo ficam tão secos para sessões de fotos ou para campeonatos com uma velocidade tão incrível? Ou, hoje em dia, como influenciadores digitais conseguem reduzir tão rapidamente o percentual de gordura corporal para promover produtos nas redes sociais?
</p>

<p>
	E toda essa queima de gordura rápida conseguem ao fazer uma super dieta restritiva? Provavelmente não. O mais provável é o uso de clembuterol. Neste artigo, vamos falar sobre esse tal clembuterol, que foi muito famoso no passado e que hoje anda um tanto esquecido, em tempos em que a droga Ozempic® reina na queima de gordura. 
</p>

<p>
	Que fique bem claro desde logo que este artigo não é uma recomendação para que alguém tome ou deixe de tomar clembuterol. Essa é uma decisão pessoal com acompanhamento médico. Este artigo serve tão somente para fins educacionais. Mas se você ler o artigo com atenção, é provável que nunca queira usar o clembuterol.
</p>

<p>
	Também vale anotar que vamos tratar da droga como <em>"clembuterol"</em>, forma de escrita que é mais comum no Brasil. A escrita <em>"clenbuterol"</em> também é reconhecida, principalmente em fontes em inglês. As drogas comerciais que contém essa substância e são conhecidas no Brasil são: Pulmonil® e Spiropent®.
</p>

<h2>
	O que é o clembuterol?
</h2>

<p>
	O clembuterol é um medicamento para asma. Porém, é usado por fisiculturistas e modelos fitness para secar, sem qualquer relação com a asma. 
</p>

<p>
	Quanto aos seus propósitos como medicamento para asma, é uma droga que funciona como dilatador brônquico ou antagonista do receptor beta. Basicamente, auxilia os pacientes com asma a respirar melhor.
</p>

<p>
	Todavia, muitas pessoas usam o clembuterol como uma droga para perder gordura, e ele realmente ajuda a promover a perda de grandes quantidades de gordura, de forma semelhante à efedrina.
</p>

<p>
	Convém anotar que ele não funciona se não houver um déficit calórico. Não há como perder gordura fora de um déficit calórico. No entanto, o clembuterol pode tornar esse déficit maior, mais eficiente, ou ajudar na eficácia do déficit já mantido.
</p>

<h2>
	Quem usa o clembuterol?
</h2>

<p>
	Há relatos de modelos de agências profissionais que prestam serviços para marcas de alto renome que oferecem clembuterol para suas modelos antes de sessões de fotos.
</p>

<p>
	Houve vários casos ao longo da história de atletas que foram banidos ou pegos usando clembuterol para perder peso, como o exemplo do boxeador Canelo Alvarez, por exemplo. 
</p>

<p>
	No mundo dos esportes, o clembuterol costuma ser frequentemente usado para ajudar as pessoas a perder gordura. Mas é no mundo do fisiculturismo que ele faz mais sucesso, por preservar a musculatura enquanto queima gordura. 
</p>

<p>
	O famoso fisiculturista Lee Priest já admitiu o uso de clembuterol antes dos campeonatos de fisiculturismo.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56589" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/lee-priest-clembuterol.webp.cf809224fec55d47de478e2fbd45d2b3.webp" rel=""><img alt="lee-priest-clembuterol.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56589" data-unique="ai9ybnahe" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/lee-priest-clembuterol.thumb.webp.dff070bc364a28b4ebda410f0f0fe3a8.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	O clembuterol não é anabólico, e não é um esteroide anabolizante androgênico, mas poupa o tecido muscular. Portanto, quando as pessoas se colocam em déficit calórico, podem tornar a perda de gordura mais agressiva com o uso dessa droga, sem comprometer os ganhos musculares.
</p>

<h2>
	O clembuterol realmente funciona para queimar gordura?
</h2>

<p>
	Como o clembuterol funciona? Ele funciona aumentando o metabolismo de uma pessoa e aumentando ligeiramente a temperatura central. 
</p>

<p>
	Em essência, essa droga vai acelerar o corpo a um ritmo mais alto do que fisiologicamente possível sem ela. 
</p>

<h2>
	Efeitos colaterais do clembuterol
</h2>

<p>
	E a sensação é praticamente imediata. Depois de tomar o clembuterol você tem tremores, muita ansiedade, muito suor. As mãos não param de tremer.
</p>

<p>
	No começo, até parece divertido. Parece que está queimando gordura imediatamente. Porém, depois de algum tempo, você fica literalmente acelerado por horas a fio, fritando internamente, e pode até sentir pequenas contrações nas panturrilhas. 
</p>

<p>
	O que é ainda pior, são as câimbras. O que provavelmente não te contam é sobre as câimbras. Você pode ter tido câimbras antes, mas nunca experimentou câimbras de clembuterol.
</p>

<p>
	Caso você acompanhe campeonatos de fisiculturismo, talvez já tenha visto atletas sofrendo com fortes câimbras no palco. As causas dessas câimbras podem ter como causa o uso do clembuterol.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56590" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/fisiculturista-com-caimbra.webp.a263c000e0a08aa6739f1bb4e9078ebd.webp" rel=""><img alt="fisiculturista-com-caimbra.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56590" data-unique="yyfipdytz" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/fisiculturista-com-caimbra.thumb.webp.b2154ebab4d6b6c40448b35099580ffa.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	Essa droga também bagunça o ciclo de micção e hidratação. O usuário fica mais sedento, a boca seca absurdamente. É uma sensação drástica de boca seca. 
</p>

<p>
	Em razão disso, o usuário será compelido a beber muita água. Ao beber tanta água, irá urinar com muita frequência, o que é bem desagradável.
</p>

<p>
	Mas o pior efeito colateral imediato são as câimbras. Muitos recomendam pílulas de taurina para remediar essas câimbras causadas pelo clembuterol. O grande drama é que elas maltratam o usuário no meio da noite. São câimbras nos oblíquos, nos flexores do quadril, nas panturrilhas, e por aí vai. As câimbras na panturrilha são terríveis com o uso dessa droga.
</p>

<p>
	Embora a eficácia do clembuterol como uma droga potente para perda de gordura seja alta, não se pode recomendar o uso em função dos muitos perigos potenciais. E esses perigos não são apenas para a saúde em geral, mas para o coração, para o sistema cardiovascular. A nossa principal preocupação tem que ser a saúde do coração. 
</p>

<p>
	Valeria a pena perder alguns quilos em um período mais curto de tempo por um ataque cardíaco? Provavelmente não, sabendo que você pode emagrecer da mesma forma sem usar essa droga, num intervalo um pouco maior de tempo.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	Para perder gordura, é muito melhor ter um déficit calórico menor e constante ao longo de um período de 1 a 3 meses, do que tentar virar um astro do fisiculturismo em 2 semanas, antes da sua viagem para praia com os amigos. Mas se você já é um astro do fisiculturismo, provavelmente sabe o que está fazendo e dos riscos que corre para ser o campeão no palco.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. CHEN, K. et al. Clenbuterol reduces soleus muscle fatigue during disuse in aged rats. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11180204/&gt;. Acesso em: 29 jun 2024.
</p>

<p>
	2. HOEY, A. et al. Cardiovascular effects of clenbuterol are beta 2-adrenoceptor-mediated in steers. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/7673070/&gt;. Acesso em: 29 jun 2024.
</p>

<p>
	4. SIRVENT, P. et al. Effects of Chronic Administration of Clenbuterol on Contractile Properties and Calcium Homeostasis in Rat Extensor Digitorum Longus Muscle. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24971566/&gt;. Acesso em: 29 jun 2024.
</p>

<p>
	5. JIANG, G. et al. Randomized, Double-Blind, and Placebo-Controlled Trial of Clenbuterol in Denervated Muscle Atrophy. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22389867/&gt;. Acesso em: 29 jun 2024.
</p>

<p>
	6. RAFAEL, D. Canelo Alvarez's camp blames suspect meat for positive clenbuterol test. Disponível em: &lt;https://www.espn.com/boxing/story/_/id/22657370/canelo-alvarez-tests-positive-banned-drug-clenbuterol-ahead-gennady-golovkin-fight&gt;. Acesso em: 27 jun 2024.
</p>

<p>
	7. SMITH, J. The Fitness Industry's Dirty Little Secret. Disponível em: &lt;https://youtu.be/0YD8R_QtfyA&gt;. Acesso em 29 jun 2024.
</p>

<p>
	8. SAM’S FITNESS. Lee Priest and Clenbuterol. Disponível em: &lt;https://youtu.be/xzhL5mI19DQ&gt;. Acesso em: 27 jun 2024.
</p>

<p>
	<strong>Este artigo sobre clembuterol foi útil? Caso ainda tenha alguma dúvida, deixe nos comentários. Já usou essa droga, deixe seu relato nos comentários ou crie um tópico no fórum.</strong><br>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">829</guid><pubDate>Sat, 29 Jun 2024 16:57:00 +0000</pubDate></item><item><title>Perigos ocultos dos esteroides anabolizantes androg&#xEA;nicos em mulheres</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/perigos-ocultos-dos-esteroides-anabolizantes-androg%C3%AAnicos-em-mulheres-r827/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/atletas-mulheres-fisiculturismo.webp.efb8881873c3142dc330143ddedc3c2b.webp" /></p>
<h2>
	O segredo das atletas da Alemanha Oriental nos Jogos Olímpicos
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<p>
	Nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, a Alemanha Oriental superou todas as expectativas, ficando em terceiro lugar no quadro de medalhas, para um país de apenas 17 milhões de habitantes, na época.
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	O time feminino de natação da Alemanha Oriental teve desempenho impressionante, ganhando 11 das 13 medalhas de ouro. No entanto, algo não cheirava bem. Não só porque o time feminino de natação da Alemanha Oriental não tinha ganhado nenhuma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos anteriores, que ocorreram em Munique, mas também porque os jornalistas começaram a questionar as vozes estranhamente graves e os ombros largos das atletas femininas da Alemanha Oriental.
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<p>
	Embora o doping nos Jogos Olímpicos tenha sido uma preocupação constante ao longo do século 20, os casos eram raros, com atletas sendo pegos usando drogas como anfetaminas e álcool, antes ou durante os eventos. 
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<p>
	A partir de 1968, o uso de hormônios masculinos passou a ser suspeito com as arremessadoras de peso femininas, que apresentavam um fenótipo androgênico, os corpos das atletas estavam masculinizados. 
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<p>
	Essas preocupações foram levadas a sério pelo Comitê Olímpico Internacional, que temia que alegações de uso de drogas esteroides anabolizantes trouxessem descrédito aos jogos. 
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	Por isso, a partir dos Jogos Olímpicos de 1976, foram realizados os primeiros testes antidoping para esteroides anabolizantes. E, surpreendentemente, todas as mulheres da Alemanha Oriental testaram negativo, apesar de exibirem voz grossa e ombros largos, características tipicamente masculinas.
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<p>
	Sem provas concretas, as alegações de doping foram descartadas, e os alemães orientais continuariam a dominar a natação feminina por mais de uma década. Eles mantiveram a imagem da Alemanha Oriental como uma nação esportiva e provaram a superioridade do sistema socialista como um caminho melhor e mais humano.
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<p>
	Isso perdurou até o dia 9 de novembro de 1989, quando o Muro de Berlim e a fachada desse paraíso socialista desmoronaram. Quando o Muro de Berlim caiu, reunificando a Alemanha Oriental e Ocidental, informações sobre o doping patrocinado pelo estado socialista foram vazadas para a imprensa ocidental, apesar dos esforços do governo da Alemanha Oriental de destruir todas as evidências de suas atividades anticompetitivas.
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<p>
	Parece que a peneira não foi fina o suficiente. Não só documentos foram encontrados na Academia Médica do Exército do Povo Nacional em Berlim Oriental, mas o vice-diretor e médico-chefe do sistema nacional de doping, Manfred Höppner, vendeu as evidências mais incriminadoras para a revista Stern. 
</p>

<p>
	As informações reveladas eram perturbadoras: por quase 25 anos, o governo da Alemanha Oriental administrou esteroides anabolizantes aos seus atletas com a roupagem de vitaminas e suplementos alimentares. 
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<p>
	Pesquisadores rapidamente perceberam que as mulheres têm a maior vantagem com os tratamentos com hormônios anabólicos, especialmente em atletas juniores.Meninas de apenas 14 anos já recebiam esteroides anabolizantes na preparação para as olimpíadas (<em>Hormonal doping and androgenization of athletes: a secret program of the German Democratic Republic government</em>).
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	Por mais abominável e imoral que fosse, essa pesquisa lançou as bases para o nosso conhecimento sobre drogas que melhoram o desempenho, suas formulações, doses, horários, como evitar testes de drogas (antidoping) e efeitos colaterais. 
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<h2>
	Efeitos colaterais dos esteroides anabolizantes nas mulheres
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<p>
	Vamos abordar, neste artigo, os efeitos colaterais dos esteroides anabolizantes nas mulheres. Alguns deles você pode ver facilmente. Mas, muitos deles, você não pode ver. Também vamos abordar sobre a possibilidade de tratamento ou reversão dos colaterais. Em outras palavras, vamos cobrir os efeitos colaterais masculinizantes dos esteroides anabolizantes, aqueles que ocorrem exclusivamente no público feminino.
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	Começaremos pelos mais óbvios, aqueles que são visíveis. Em seguida, apresentaremos aqueles que, na ótica do observador externo, é absolutamente impossível notar.
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	O nome dado a esses hormônios que aumentam o desempenho atlético já diz muito sobre eles: EAA - esteroides anabólicos androgênicos. Como você pode perceber pelo nome, eles têm dois efeitos: são anabólicos, o que significa que estimulam reações que convertem moléculas menores em moléculas maiores, e são androgênicos, o que significa que induzem e mantêm características masculinas. 
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<p>
	E são os efeitos androgênicos dos esteroides que causam mais problemas para as atletas femininas. O termo médico para quando uma mulher desenvolve características masculinas é virilização. "Virilis" é latim para masculino. Talvez o sinal mais imediatamente óbvio de virilização em mulheres que tomam esteroides anabolizantes seja em seus rostos.
</p>

<p>
	Embora os efeitos possam ser sutilmente observados em atletas da Alemanha Oriental, como Andreas Krieger, são especialmente aparentes em fisiculturistas femininas modernas. Segue uma imagem da atleta à época das olimpíadas ao lado de uma foto após a trangerização, que comentaremos mais adiante.
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	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56482" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/andreas-krieger.webp.b67b4d640379e8a9b0c88297bfbf933b.webp" rel=""><img alt="andreas-krieger.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56482" data-unique="u38ykzq97" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/andreas-krieger.thumb.webp.0d8fabde59e2af16d0da4605bb10ca81.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
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<h2>
	A masculinização do rosto feminino
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	Os seus rostos exibem características bem mais masculinas, como uma maior proporção largura-altura facial, um maxilar mais forte e maçãs do rosto mais pronunciadas. 
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	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56483" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/ms-olympia-colaterais-esteroides.webp.e2d82d70ce77c78d6c2691ca25c0f36d.webp" rel=""><img alt="ms-olympia-colaterais-esteroides.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56483" data-unique="7zehzevau" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/ms-olympia-colaterais-esteroides.thumb.webp.4e7c9ee392ae79e7595eb9b4433c8993.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
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<p>
	Esse fenômeno foi demonstrado por um estudo com transexuais de feminino para masculino, no qual os participantes começaram a tomar testosterona após os 18 anos por um período mínimo de 3 anos (<em>Morphological and morphometric changes in the faces of female-to-male (FtM) transsexual people</em>). 
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<p>
	O estudo descobriu que, após o tratamento com testosterona, a proporção de participantes percebidos como homens pela maioria dos observadores aumentou de 32% para 95,5%. 
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	Mudanças estruturais notáveis incluem um alargamento da mandíbula superior e da região média do rosto, uma largura nasal mais estreita e uma textura de pele mais grosseira. 
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	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56484" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/rosto-masculino-feminino.webp.04248a96f6210d4c71984e4e7becc7dc.webp" rel=""><img alt="rosto-masculino-feminino.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56484" data-unique="ltpze8e1j" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/rosto-masculino-feminino.thumb.webp.fe32df94e2c577a18a653200e8b17100.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	Os autores atribuem essas mudanças à hipertrofia dos músculos faciais, bem como à redistribuição das gorduras faciais, resultando em bochechas mais fundas e traços faciais mais angulosos.
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<h2>
	A masculinização da voz para tons graves e instabilidade rouca
</h2>

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	Outro sinal revelador do uso de esteroides anabolizantes em mulheres é que suas vozes se tornam significativamente mais graves e roucas. 
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	Isso ocorre porque a testosterona estimula o espessamento das cordas vocais, fazendo com que vibrem em uma frequência mais baixa e, portanto, produzam um som de tom mais grave. Além da voz fica mais grave, também fica instável, oscilando entre tons mais graves e mais agudos. 
</p>

<p>
	Essa mudança pode ocorrer extremamente rápido, com um estudo de caso encontrando que uma mulher que tomou 50 mg de nandrolona, por apenas 6 semanas, desenvolveu alterações na voz em 8 semanas (Case report: The long-term effects of anabolic steroids on the female voice over a 20-year period).
</p>

<p>
	Neste site há um artigo muito interessante sobre as alterações na voz feminina pelo uso de esteroides anabolizantes e os métodos de tratamento disponíveis, escrito pela médica otorrinolaringologista Dra. Larissa Vilela (<em><a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/voz-grossa-ou-rouca-pelo-uso-de-esteroides-anabolizantes-existe-cura-ou-tratamento-r820/" rel="">Voz grossa ou rouca pelo uso de esteroides anabolizantes: existe cura ou tratamento?</a></em>).
</p>

<h2>
	Aumento da quantidade de pelos
</h2>

<p>
	O terceiro efeito colateral dos esteroides anabolizantes em mulheres que você pode ter notado é que eles mudam a densidade e a distribuição dos pelos. 
</p>

<p>
	Isso ocorre porque a testosterona é convertida em seu metabólito mais potente, a di-hidrotestosterona (DHT), por uma enzima chamada 5-alfa redutase. 
</p>

<p>
	No couro cabeludo, a DHT estimula a miniaturização dos folículos pilosos, fazendo com que o cabelo caia. Isso resulta em calvície masculina, que é referida medicamente como alopecia androgenética. As mulheres também são afetadas pela queda de cabelos.
</p>

<p>
	Por outro lado, no resto do corpo, a DHT estimula os folículos pilosos velosos, que produzem os pelos finos e macios que cobrem a maior parte do corpo, a se diferenciarem em folículos pilosos terminais, que produzem pelos corporais grossos e pigmentados. 
</p>

<p>
	Isso resulta no crescimento excessivo de pelos no rosto e no resto do corpo, o que é chamado medicamente de hirsutismo. No entanto, fisiculturistas femininas frequentemente cobrem esses efeitos colaterais usando perucas e se depilando.
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<h2>
	Atrofia das glândulas mamárias (diminuição dos seios)
</h2>

<p>
	Outro efeito colateral que você pode não estar ciente é que os esteroides anabolizantes fazem com que os seios encolham. Isso ocorre porque, quando as mulheres tomam esteroides anabolizantes, a proporção de estrogênio para andrógeno diminui, e isso tem dois efeitos.
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<p>
	Provoca a atrofia lóbulos mamários. Além disso, também causa uma redistribuição da gordura de um padrão ginoide (tipo pera), onde a gordura é depositada ao redor dos seios, quadris e coxas, para um padrão androide (tipo maçã), onde a gordura é depositada ao redor do abdômen. 
</p>

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	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56485" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/corpo-maca-corpo-pera.webp.a9aa383bf15c0ff05b720f0ff07c24bd.webp" rel=""><img alt="corpo-maca-corpo-pera.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56485" data-unique="bspb1avnx" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/corpo-maca-corpo-pera.thumb.webp.554c1e4e4bedd228cc27ebbe232ad4ff.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	Muitas fisiculturistas compensam esse efeito colateral colocando implantes mamários.
</p>

<p>
	Esse efeito colateral também já foi identificado por meio de estudos científicos (<em>Masculinizing hormone therapy effect on breast tissue: Changes in estrogen and androgen receptors in transgender female-to-male mastectomies</em> e <em>Hyperandrogenism Accompanies Increased Intra-Abdominal Fat Storage in Normal Weight Polycystic Ovary Syndrome Women</em>).
</p>

<h2>
	Aumento do clitóris
</h2>

<p>
	O quinto efeito colateral dos esteroides anabolizantes em mulheres é que causam o aumento do clitóris, o que é referido medicamente como clitoromegalia. 
</p>

<p>
	Para entender por que isso acontece, primeiro precisamos olhar para a embriologia, que é o estudo de como os embriões se desenvolvem. 
</p>

<p>
	Os genitais masculinos e femininos são derivados da mesma estrutura chamada tubérculo genital. Por volta da nona semana de gestação, os meninos começam a produzir testosterona, que estimula o tubérculo genital a se diferenciar em um pênis, enquanto nas meninas, como produzem significativamente menos testosterona, o tubérculo genital continua a formar o clitóris. 
</p>

<p>
	Isso explica por que o clitóris cresce particularmente quando as mulheres tomam esteroides anabolizantes.
</p>

<h2>
	Desequilíbrio menstrual ou infertilidade feminina
</h2>

<p>
	O último efeito colateral dos esteroides anabolizantes em mulheres que iremos tratar neste artigo, que não é visível ao observador externo, é que eles fazem com que os períodos menstruais das mulheres se tornem irregulares, ou parem completamente.
</p>

<p>
	Isso o que significa que as mulheres se tornam inférteis enquanto tomam esteroides anabolizantes.
</p>

<p>
	Para entender por que isso acontece, é útil conhecer um mecanismo de feedback chamado eixo HPG (hipotálamo-hipófise-gonadal). Os esteroides anabolizantes sinalizam ao cérebro que já há muitos hormônios sexuais no sangue e, portanto, não há necessidade de produzir mais. 
</p>

<p>
	Como tal, o cérebro para de liberar hormônios importantes chamados hormônios estimulantes, que não apenas estimulam os ovários a produzir estrogênio, mas também estimulam os ovários a liberar óvulo no útero. Portanto, sem óvulo no útero, não há nada para fertilizar.
</p>

<p>
	Esse é exatamente o mecanismo por trás da contracepção hormonal em mulheres. Se você olhar para o nome completo do levonorgestrel, que é o medicamento presente na pílula de progesterona, é 17-alfa-etinil-18-metil-19-nortestosterona, que, como você pode ver, é um análogo da 19-nortestosterona. 
</p>

<p>
	Isso explica os efeitos colaterais androgênicos da pílula de progesterona, como acne, ganho de peso e hirsutismo.
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<h2>
	Suspender o uso dos esteroides reverte os efeitos colaterais?
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<p>
	O que acontece quando as mulheres param de tomar esteroides anabolizantes? Essa é a parte mais infeliz da história. Embora os períodos menstruais das mulheres voltem ao normal uma vez que parem de tomar esteroides anabolizantes e, até certo ponto, o mesmo aconteça com seus rostos, todos os outros efeitos colaterais são irreversíveis. 
</p>

<p>
	Isso é revelado em atletas da Alemanha Oriental, como Andreas Krieger, que acabou passando por uma mudança de sexo devido à incapacidade de reconciliar sua identidade de gênero e imagem corporal. 
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56482" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/andreas-krieger.webp.b67b4d640379e8a9b0c88297bfbf933b.webp" rel=""><img alt="andreas-krieger.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56482" data-unique="x9h4xhugo" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/andreas-krieger.thumb.webp.0d8fabde59e2af16d0da4605bb10ca81.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	No caso da voz rouca, há a possibilidade de tratamento com fonoterapia e com cirurgia para redução da hipertrofia das cordas vocais. Também há cirurgia para redução do clitóris.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	Antes de decidir pelo uso de anabolizantes esteroides androgênicos, as mulheres devem estar cientes de todos os potenciais efeitos colaterais, sopesando os benefícios e malefícios. Essa é uma decisão individual, mas deve ser tomada com muito cuidado e sempre com acompanhamento médico.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta:</strong>
</p>

<p>
	1. HARTGENS, F. et al. Effects of androgenic-anabolic steroids in athletes. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15248788/&gt;. Acesso em: 22 jun 2024.
</p>

<p>
	2. STOJKO, M. et al. Innovative Reports on the Effects of Anabolic Androgenic Steroid Abuse-How to Lose Your Mind for the Love of Sport. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37629729/&gt;. Acesso em: 22 jun 2024.
</p>

<p>
	3. BORJESSON, A. et al. Women's Experiences of Using Anabolic Androgenic Steroids. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34859201/&gt;. Acesso em: 22 jun 2024.
</p>

<p>
	4. MARAVELIAS, C. et al. Adverse effects of anabolic steroids in athletes. A constant threat. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16005168/&gt;. Acesso em 22 jun 2024.
</p>

<p>
	5. GRUBER, A. et al. Psychiatric and medical effects of anabolic-androgenic steroid use in women. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10601831/&gt;. Acesso em: 22 jun 2024.
</p>

<p>
	6. FRANKE, W. et al. Hormonal doping and androgenization of athletes: a secret program of the German Democratic Republic government. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9216474/&gt;. Acesso em: 20 jun 2024.
</p>

<p>
	7. STENTON, M. et al. Morphological and morphometric changes in the faces of female-to-male (FtM) transsexual people. Disponível em: &lt;https://psycnet.apa.org/record/2017-18068-006&gt;. Acesso em: 22 jun 2024.
</p>

<p>
	8. BENSOUSSAN, Y. et al. Case report: The long-term effects of anabolic steroids on the female voice over a 20-year period. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31110747/&gt;. Acesso em 22 jun 2024.
</p>

<p>
	9. CHAUM, M. et al. Masculinizing hormone therapy effect on breast tissue: Changes in estrogen and androgen receptors in transgender female-to-male mastectomies. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37951051/&gt;. Acesso em 22 jun 2024.
</p>

<p>
	10. ELC. What Happens When Women Take Steroids? Disponível em: &lt;https://youtu.be/JWsHipJJXEE&gt;. Acesso em: 22 jun 2024.
</p>

<p>
	11. DUMESIC, D. et al. Hyperandrogenism Accompanies Increased Intra-Abdominal Fat Storage in Normal Weight Polycystic Ovary Syndrome Women. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27571186/&gt;. Acesso em: 22 jun 2024.
</p>

<p>
	<strong>Este artigo lhe ajudou a conhecer um pouco mais sobre os efeitos dos esteroides anabólicos androgênicos nas mulheres? Ainda tem alguma dúvida? Deixe nos comentários ou crie seu tópico no fórum.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">827</guid><pubDate>Sat, 22 Jun 2024 20:01:00 +0000</pubDate></item><item><title>O lado obscuro dos esteroides anabolizantes androg&#xEA;nicos: seu cora&#xE7;&#xE3;o pode estar em risco!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/o-lado-obscuro-dos-esteroides-anabolizantes-androg%C3%AAnicos-seu-cora%C3%A7%C3%A3o-pode-estar-em-risco-r826/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/esteroides-cardiovascular-2.webp.a14662cea3cf96da8cd1cb1466fad53b.webp" /></p>
<p>
	Todo mundo já saber que o uso de esteroides anabolizantes pode causar efeitos colaterais. Todavia, a magia do aumento extraordinário de massa muscular pode levar ao abuso, e, muitas vezes, o usuário não tem consciência das consequências do uso abusivo de esteroides anabolizantes.
</p>

<p>
	Neste artigo, vamos tratar do lado obscuro do uso de esteroides, por meio de um caso real, e por meio de estudos científicos realizados a partir da análise de cadáveres de usuários de esteroides.
</p>

<h2>
	O abuso de esteroides anabolizantes que causou uma morte silenciosa
</h2>

<p>
	Na manhã de 1º de janeiro de 2019, uma mulher encontrou seu namorado inconsciente, deitado na banheira. Os paramédicos foram chamados e tentaram ressuscitá-lo, mas não tiveram sucesso. 
</p>

<p>
	Os dois tinham ficado acordados na véspera de Ano Novo na noite anterior e, segundo a namorada, ele não apresentava sinais de doença ou mudança de comportamento antes de ir para a cama. 
</p>

<p>
	Não foram encontrados sinais de lesão, e overdose por drogas foi descartada, pois o relatório toxicológico não encontrou presença de narcóticos no sangue dele. 
</p>

<p>
	No entanto, esteroides anabolizantes, especificamente estanozolol, nandrolona e testosterona foram encontrados, assim como uma pequena quantidade de álcool. 
</p>

<p>
	Só durante a autópsia as coisas ficaram claras. O homem tinha aproximadamente 1,73 m e pesava 85 kg. Seu corpo tinha musculatura esquelética significativa, com pouca gordura subcutânea e sem sinais de lesão. 
</p>

<p>
	O exame interno revelou que seus órgãos estavam congestionados devido ao fluxo sanguíneo prejudicado. Seu coração estava significativamente aumentado. Cicatrizes de tecido foram encontradas no coração, na parede posterior, indicando danos ao músculo cardíaco. 
</p>

<p>
	Nas seções da artéria coronária, que fornece sangue ao coração, havia acúmulo de placa. Apesar de sua idade e condição física, ele tinha aterosclerose grave. 
</p>

<p>
	Uma imagem microscópica aumentada da artéria mostrou que ela tinha cerca de 75% de bloqueio. Esse grau de bloqueio seria normalmente encontrado em uma pessoa mais velha que tivesse uma dieta rica em gordura saturada e alimentos processados por várias décadas. 
</p>

<p>
	No entanto, foi encontrado em um fisiculturista de 24 anos que estava abusando de esteroides. 
</p>

<p>
	Tanto a sua namorada quanto colegas confirmaram que ele estava tomando esteroides anabólicos androgênicos para musculação. 
</p>

<p>
	Seu regime consistia em injeções intramusculares de estanozolol, testosterona, tamoxifeno, mesterolona e nandrolona. Ele não tinha histórico familiar de aterosclerose precoce ou eventos cardíacos. 
</p>

<p>
	O legista determinou oficialmente que o jovem de 24 anos sucumbiu a uma parada cardíaca devido a um coração aumentado pelo abuso de esteroides. 
</p>

<h2>
	Problemas cardíacos em usuários de esteroides anabolizantes
</h2>

<p>
	Problemas cardíacos decorrentes do abuso de esteroides estão se tornando uma ocorrência muito comum, especialmente entre levantadores de peso e fisiculturistas. 
</p>

<p>
	Desde 2010, houve 25 mortes relacionadas ao coração entre fisiculturistas profissionais, com uma idade média de 35 anos. Comparado a outros esportes profissionais, o fisiculturismo tem a maior incidência de morte súbita cardíaca, seguido pelo futebol com 17, basquete com 6, futebol americano com 4, e natação, ciclismo, hóquei, beisebol e MMA, todos com 1. 
</p>

<p>
	O abuso de esteroides é comum entre fisiculturistas profissionais e amadores e, consequentemente, pode resultar em complicações cardíacas fatais. 
</p>

<h2>
	Como a testosterona faz os músculos crescerem?
</h2>

<p>
	Para entender melhor como os esteroides afetam o coração, você primeiro precisa saber como os hormônios funcionam. 
</p>

<p>
	Afinal, os esteroides agem de maneira muito semelhante aos hormônios no corpo. Um dos papéis dos hormônios é permitir que o cérebro controle as funções corporais. 
</p>

<p>
	Para contrair seus músculos, seu cérebro usa um sinal elétrico que viaja através dos nervos. Quando esse sinal chega aos músculos esqueléticos, eles se contraem. 
</p>

<p>
	O sistema nervoso não pode controlar comportamentos específicos dos órgãos. Por exemplo, o sistema nervoso não pode dizer aos músculos para crescerem, apenas para se contraírem ou relaxarem. 
</p>

<p>
	É aqui que entram os hormônios. A testosterona é um hormônio que aumenta o crescimento muscular, entre outras funções. O cérebro sinaliza aos testículos para liberar testosterona na corrente sanguínea. A testosterona viaja no sangue até se ligar aos receptores de andrógenos nas células musculares esqueléticas. Uma vez ligada a esses receptores, um mecanismo é iniciado que causa o aumento da produção de proteínas actina e miosina na célula muscular. 
</p>

<p>
	As proteínas actina e miosina formam estruturas filamentosas que compõem as miofibrilas, que formam as fibras musculares, que compõem o músculo. Quanto mais testosterona é liberada, mais actina e miosina são produzidas, levando a mais músculo. É por causa desse processo que a testosterona é rigidamente controlada.
</p>

<p>
	Para que o crescimento muscular não se torne excessivo, outros processos corporais também requerem proteína, de modo que nem toda a produção de proteína pode ser dedicada ao crescimento muscular. 
</p>

<p>
	É possível contornar esse limite natural da testosterona injetando certos hormônios na corrente sanguínea que se ligam aos receptores de andrógenos. 
</p>

<p>
	Uma classe de esteroides que as pessoas usam para isso são os esteroides anabólicos androgênicos, ou EAA. Esses esteroides se ligam especificamente aos receptores de andrógenos nas células musculares, causando o mesmo mecanismo que a testosterona inicia. 
</p>

<p>
	Ao tomar consistentemente esses esteroides, as células musculares esqueléticas são sobrecarregadas para produzir excesso de proteína, causando mais crescimento muscular.
</p>

<p>
	Superficialmente, isso parece ótimo: você injeta esteroides, treina pesado, come mais proteína, e seus músculos continuam crescendo. 
</p>

<p>
	Mas, infelizmente, isso é bom demais para ser verdade. Uma coisa que as pessoas não percebem é que o músculo do coração, assim como o músculo esquelético, também tem receptores de andrógenos. 
</p>

<h2>
	O coração pode crescer demais (cardiomegalia)
</h2>

<p>
	À medida que seus outros músculos crescem em tamanho, o mesmo acontece com seu coração. Músculos cardíacos mais fortes são benéficos até certo ponto, porque o seu coração pode bombear mais sangue e ter mais resistência.
</p>

<p>
	Mas não demora muito para isso começar a se tornar um problema. Quando o coração se torna grande demais, isso é conhecido como cardiomegalia. 
</p>

<p>
	O peso normal de um coração para um homem é entre 280 e 350 g, com qualquer peso acima de 450 g sendo diagnosticado como cardiomegalia. 
</p>

<p>
	Em alguns casos de abuso de esteroides, a massa do coração pode aumentar para até 580 g, um aumento de 65% em relação ao peso normal do coração.
</p>

<p>
	A cardiomegalia tem um efeito negativo no desempenho cardíaco e pode ser fatal. 
</p>

<p>
	Para explicar como a cardiomegalia é prejudicial, vejamos como o nosso coração funciona. 
</p>

<p>
	O coração tem câmaras que se enchem de sangue. Os músculos nas paredes das câmaras se contraem para bombear o sangue para fora das câmaras. Quanto mais ativo você é, maiores e mais fortes esses músculos se tornam. Se os músculos crescem demais, como no abuso de esteroides, eles se tornam ineficazes, pois são muito grossos para se contrair totalmente. 
</p>

<p>
	O sangue começa a se acumular nos ventrículos, conhecido como insuficiência cardíaca congestiva. Você nunca saberia que esses problemas existem por fora, mas por dentro, isso se torna claro. Qual a melhor maneira de ver o que realmente acontece dentro do corpo do que através de uma autópsia?
</p>

<p>
	Autópsias realizadas em atletas que sucumbiram a eventos cardíacos súbitos foram revisadas por vários periódicos científicos. Vamos revisar algumas dessas descobertas para ver o que realmente acontece dentro do corpo. 
</p>

<p>
	Em 2020, o periódico científico Medicina conduziu uma revisão sistemática de 27 autópsias de atletas que tiveram morte súbita cardíaca (<em>Sudden Cardiac Death in Anabolic-Androgenic Steroid Users: A Literature Review</em>). A idade média dos sujeitos era de 29 anos, 94% eram do sexo masculino e 6% do sexo feminino. 
</p>

<p>
	Os sujeitos participavam de diferentes atividades atléticas, variando de ciclismo, corrida de maratona, fisiculturismo e levantamento de peso, mas a atividade mais comum era o fisiculturismo. 
</p>

<ul>
	<li>
		33% dos atletas tinham cardiomegalia;
	</li>
	<li>
		30% tinham ventrículos esquerdos aumentados;
	</li>
	<li>
		79% tinham cicatrizes fibróticas no tecido cardíaco, indicando lesão cardíaca aguda;
	</li>
	<li>
		52% tinham tecido miocárdico necrótico.
	</li>
</ul>

<p>
	Tecido cardíaco necrótico é tecido que morreu por falta de suprimento sanguíneo ao próprio tecido e geralmente é encontrado em alguém com um ataque cardíaco prolongado, não em atletas de 29 anos devido a problemas cardiovasculares. 
</p>

<p>
	É provável que o coração tenha um déficit de desempenho e fornecimento de oxigênio. Não surpreendentemente, essa hipótese é bastante verdadeira.
</p>

<h2>
	Nível elevado de hemoglobina
</h2>

<p>
	O Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports descobriu que atletas que tomam esteroides anabólicos androgênicos tinham níveis significativamente mais altos de hemoglobina no sangue do que não usuários (<em>Cardiovascular phenotype of long-term anabolic-androgenic steroid abusers compared with strength-trained athletes</em>). 
</p>

<p>
	Níveis mais altos de hemoglobina significam que seu corpo não está recebendo oxigênio suficiente devido a um problema subjacente. 
</p>

<p>
	A hemoglobina é uma proteína encontrada nas células vermelhas do sangue e é responsável por capturar oxigênio quando o sangue passa pelos pulmões e, em seguida, liberá-lo nos tecidos. 
</p>

<p>
	Para compensar a baixa oxigenação, seu corpo produz mais hemoglobina para aumentar a quantidade capturada. Isso se deve ao fato de que o coração não está bombeando sangue de forma eficiente e, portanto, entregando menos oxigênio aos tecidos. 
</p>

<p>
	O que é interessante é que altos níveis de hemoglobina são frequentemente encontrados em fumantes, pois seu sistema pulmonar é menos eficiente em absorver oxigênio. 
</p>

<p>
	Assim, vemos que os efeitos do abuso de esteroides no corpo, especialmente no coração, são profundos e perigosos. 
</p>

<p>
	Esteroides anabólicos androgênicos, enquanto promovem o crescimento muscular, também podem levar à hipertrofia cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva e outras complicações fatais, como evidenciado pelas autópsias e estudos mencionados.
</p>

<p>
	Portanto, embora o uso de esteroides possa parecer uma solução rápida para aumentar a massa muscular, os riscos associados são extremamente altos. 
</p>

<p>
	O coração, sendo um músculo vital, sofre significativamente com o uso prolongado desses compostos, levando a condições graves que podem resultar em morte súbita. É crucial entender essas consequências e considerar abordagens mais seguras e naturais para o desenvolvimento muscular e a performance atlética.
</p>

<p>
	O contrário é verdadeiro para um atleta em boa forma. Um atleta fisicamente apto geralmente tem menos hemoglobina do que o normal, porque seus sistemas cardíaco e pulmonar são incrivelmente eficientes. 
</p>

<p>
	É incomum que fisiculturistas fisicamente ativos tenham hemoglobina elevada, apontando para problemas subjacentes. 
</p>

<h2>
	Aumento do colesterol ruim e placas
</h2>

<p>
	E quanto ao acúmulo excessivo de placas, como visto na autópsia do jovem de 24 anos? Está relacionado ao abuso de esteroides ou foi decorrente de genética ou até mesmo do estilo de vida?
</p>

<p>
	Não deve ser surpresa que, como qualquer droga que você coloca no corpo, haverá efeitos colaterais. Alguns efeitos colaterais comumente conhecidos dos esteroides são aumento da acne, atrofia dos testículos, níveis mais baixos de testosterona natural e mudanças de humor. 
</p>

<p>
	Um efeito colateral que você pode não conhecer é como o seu colesterol é afetado. Alguns estudos descobriram que os esteroides anabólicos androgênicos aumentam o colesterol LDL, ou colesterol ruim, e diminuem o HDL, ou colesterol bom. 
</p>

<p>
	Um estudo encontrou, por meio de uma revisão sistemática, que os esteroides androgênicos reduziram o colesterol bom em 52% e aumentaram o colesterol ruim em 36% (<em>Effects of androgenic-anabolic steroids on apolipoproteins and lipoprotein (a)</em>).
</p>

<p>
	O aumento do colesterol ruim ainda não é totalmente compreendido, mas a diminuição do colesterol bom é mais clara. Existe uma enzima no corpo chamada lipase triglicerídea hepática (HTL), que decompõe o colesterol bom. Ao aumentar a quantidade de testosterona no corpo, a atividade da enzima HTL é aumentada, reduzindo assim a quantidade de colesterol HDL no corpo.
</p>

<h2>
	Os influenciadores digitais hormonizados
</h2>

<p>
	Você pode estar se perguntando: se há todos esses dados mostrando como o abuso de esteroides é prejudicial, por que mais pessoas não sabem sobre isso? 
</p>

<p>
	Existem algumas razões.
</p>

<p>
	A primeira é o tamanho da amostra. 
</p>

<p>
	Nas mídias sociais, pode parecer que muitas pessoas estão tomando esteroides, mas essa é uma perspectiva tendenciosa. Em uma visão mais ampla, o abuso crônico de esteroides é muito menor do que você pensa. Para questões sociais, tamanhos de grupos menores resultam em menos atenção e, portanto, menos mudanças.
</p>

<p>
	Nos anos 1960, cerca de 50% dos adultos fumavam cigarros. Quando o Surgeon General publicou um estudo histórico em 1964 ligando o uso de tabaco ao câncer, muitas pessoas foram afetadas e, portanto, a mudança foi rápida e perceptível. 
</p>

<p>
	Em contrapartida, o número de adultos norte-americanos que abusam de esteroides é de cerca de 2,8%, uma parcela minúscula da população. Isso resulta em amostras pequenas nas pesquisas, limitando o número de estudos que podem ser publicados sobre esteroides.
</p>

<p>
	No Brasil, uma das fontes importantes sobre esse assunto é o <em>"II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas"</em> (LENAD), realizado em 2012 pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (INPAD) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Segundo esse levantamento, aproximadamente 1,4% da população brasileira adulta relatou ter usado anabolizantes pelo menos uma vez na vida, com uma prevalência maior entre homens jovens.
</p>

<p>
	Essa parcela da população brasileira é ainda menor do que a parcela da população norte-americana que declara o uso de esteroides anabolizantes.
</p>

<p>
	Muito do abuso de esteroides é tanto glorificado, quanto ignorado nas mídias sociais, especificamente por influenciadores de fitness. 
</p>

<p>
	Na era atual das mídias sociais, obter muita atenção não é apenas uma explosão de dopamina. Essas visualizações se traduzem em pessoas para as quais você pode vender seu programa de fitness personalizado ou atrair patrocínios lucrativos. 
</p>

<p>
	É possível que as mídias sociais e os influenciadores digitais tenham causado um aumento no abuso de esteroides, e isso pode continuar a crescer até se tornar uma epidemia. Seja pela pressão da competição, obsessão por alcançar ou superar metas de força e de volume muscular, ou pelo hiper-realismo das mídias sociais. As pessoas podem estar sendo muito influenciadas a usar esteroides. Afinal, por que não participar? Funcionou para eles. Quem ainda não segue o Renato Cariani, Ângela Borges, Ramon Dino, Vivi Winkler e outros ícones do corpo perfeito nas redes sociais?
</p>

<p>
	Um dos influenciadores digitais bem famosos no Instagram, que conta com mais de 10 milhões de seguidores, é Jo Lindner. Ele morreu muito novo, com apenas 30 anos de idade. A causa da morte divulgada foi aneurisma.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56394" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/jo-lidner-fisiculturista-hormonizado.webp.3969bef232835265a8b4c62961c994bc.webp" rel=""><img alt="jo-lidner-fisiculturista-hormonizado.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56394" data-unique="pvoxyaaoc" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/jo-lidner-fisiculturista-hormonizado.thumb.webp.bd15b0d64a5643133f209114ee35fadf.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	A indústria dos influenciadores de fitness não mostra sinais de desaceleração em plataformas como TikTok, Instagram e YouTube. Se as pessoas, especialmente os jovens, não forem alertadas sobre os perigos do abuso de esteroides, elas poderão descobrir os efeitos colaterais de forma trágica.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	A decisão sobre usar ou não esteroides anabolizantes deve ser muito bem ponderada quanto aos riscos de efeitos colaterais visíveis e colaterais silenciosos. Este artigo serve como alerta. Os colaterais silenciosos nunca podem ser ignorados, e um médico sempre deve ser consultado periodicamente para orientar acerca da existência e do controle de alterações silenciosas, que podem ser fatais para algumas pessoas, ou em algumas formas de abuso.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta:</strong>
</p>

<p>
	1. POPE, H. G. Jr.; WOOD, R. I.; ROGOL, A.; NYBERG, F.; BOWERS, L.; BHASIN, S. Adverse health consequences of performance-enhancing drugs: An Endocrine Society scientific statement. Endocrine Reviews, v. 35, n. 3, p. 341-375, 2014. Disponível em: &lt;https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4026349/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2024.
</p>

<p>
	2. KANAYAMA, G.; HUDSON, J. I.; POPE, H. G. Jr. Long-term psychiatric and medical consequences of anabolic-androgenic steroid abuse: A looming public health concern? Drug and Alcohol Dependence, v. 98, n. 1-2, p. 1-12, 2008. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18599224/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2024.
</p>

<p>
	3. FRANKE, W. W.; BERENDONK, B. Hormonal doping and androgenization of athletes: A secret program of the German Democratic Republic government. Clinical Chemistry, v. 43, n. 7, p. 1262-1279, 1997. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9216474/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2024.
</p>

<p>
	4. SULLIVAN, M. L.; MARTINEZ, C. M.; GINNIS, P.; GALLAGHER, E. J. The cardiac toxicity of anabolic steroids. Progress in Cardiovascular Diseases, v. 41, n. 1, p. 1-15, 1998. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9717856/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2024.
</p>

<p>
	5. HARTGENS, F.; KUIPERS, H. Effects of androgenic-anabolic steroids in athletes. Sports Medicine, v. 34, n. 8, p. 513-554, 2004. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15248788/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2024.
</p>

<p>
	6. BHASIN, S.; WOODHOUSE, L.; STORER, T. W. Proof of the effect of testosterone on skeletal muscle. The New England Journal of Medicine, v. 335, n. 1, p. 1-7, 1996. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11431134/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2024.
</p>

<p>
	7. GRUBER, A. J.; POPE, H. G. Jr. Compulsive weight lifting and anabolic drug abuse among women rape victims. Comprehensive Psychiatry, v. 40, n. 4, p. 273-277, 1999. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10428186/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2024.
</p>

<p>
	8. GOLDBERG, L.; ELLIOT, D. L.; CLARKE, G. N. et al. Effects of a multi-dimensional anabolic steroid prevention intervention. Journal of the American Medical Association (JAMA), v. 276, n. 19, p. 1555-1562, 1996. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/8918852/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2024.
</p>

<p>
	9. KUHN, C. M. Anabolic steroids. Recent Progress in Hormone Research, v. 57, p. 411-434, 2002. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12017555/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2024.
</p>

<p>
	10. DARK SCIENCE. The Dark Science of Steroids. Disponível em: &lt;https://youtu.be/HuhvDOIiCzo&gt;. Acesso em: 17 jun 2024.
</p>

<p>
	11. TORRISI, M. et al. Sudden Cardiac Death in Anabolic-Androgenic Steroid Users: A Literature Review. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33158202/&gt;. Acesso em: 17 jun 2024.
</p>

<p>
	12. FYKSEN, T. et al. Cardiovascular phenotype of long-term anabolic-androgenic steroid abusers compared with strength-trained athletes. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35460300/&gt;. Acesso em: 17 jun 2024.
</p>

<p>
	13. HARTGENS, F. et al. Effects of androgenic-anabolic steroids on apolipoproteins and lipoprotein (a). Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15155420/&gt;. Acesso em: 2 jun 2024.
</p>

<p>
	<strong>Você já sabia do risco que os esteroides anabolizantes representam para o coração? Este artigo foi útil para lhe ajudar na decisão de uso? Compartilhe a sua experiência nos comentários ou crie seu tópico no fórum.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">826</guid><pubDate>Mon, 17 Jun 2024 22:59:00 +0000</pubDate></item><item><title>Ganho de m&#xFA;sculos: limites naturais vs. uso de esteroides - at&#xE9; onde voc&#xEA; pode chegar?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/ganho-de-m%C3%BAsculos-limites-naturais-vs-uso-de-esteroides-at%C3%A9-onde-voc%C3%AA-pode-chegar-r825/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/naturalxhormonizado.webp.4f86b1ea7f3d811f6a83084e5d26c822.webp" /></p>
<p>
	É bem provável que você já tenha se perguntado, principalmente antes de decidir se usar ou não esteroides, quanto músculo é possível construir naturalmente, e quanto músculo é possível construir usando esteroides. 
</p>

<p>
	Por meio da observação de exemplos do mundo real, isto é, por meio de fisiculturistas naturais e hormonizados, e por meio de estudos científicos. 
</p>

<h2>
	Limites musculares naturais para um corpo não hormonizado
</h2>

<p>
	Vamos começar com a musculatura que é possível adquirir naturalmente. E para isso, vamos mencionar o tamanho de alguns fisiculturistas naturais.
</p>

<p>
	O primeiro exemplo de fisiculturista natural é Jeff Nippard. Ele não é o maior fisiculturista natural do mundo, mas ganhou uma medalha de ouro no Campeonato Nacional de Fisiculturismo Natural do Canadá. Ele treina sem esteroides anabolizantes há cerca de 15 anos. 
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56241" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/jeff-nippard-fisiculturista-natural-2.webp.e9f02e3e32c082058598890c95537370.webp" rel=""><img alt="jeff-nippard-fisiculturista-natural-2.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56241" data-unique="e6h1lwvw6" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/jeff-nippard-fisiculturista-natural-2.thumb.webp.822be21970adebde99c60f7a7dbbd062.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	Depois de mais de uma década de treino, conseguiu obter o peso corporal de 72,5 kg quando está definido e 81,6 kg na fase de ganho de massa, contando com apenas 1,65 m de altura. Como a maioria das pessoas, ganhou a maior parte dos músculos nos meus primeiros 5 anos de musculação.
</p>

<p>
	Como os pais de Jeff eram fisiculturistas, aproveitou a experiência delas para treinar com bastante intensidade desde o início. Nos primeiros 5 anos, ganhou cerca de 9 kg de músculo. Nos 5 anos seguintes, colocou um pouco mais de músculo, mas não tanto, apenas mais uns 2,2 kg. 
</p>

<p>
	Nos 5 anos seguintes, os ganhos foram ainda menores, em torno de 1 ou 2 kg.  Somando tudo, isso dá 12 kg de músculos que foram construídos no total. 
</p>

<p>
	Embora algumas pessoas construam mais e outras menos, todo fisiculturista natural que faz a maioria das coisas corretamente poderá ter um crescimento similar, com um crescimento mais rápido no início, e mais lento à medida que se aproxima do seu chamado teto genético natural ou limite natural.
</p>

<p>
	A ciência confirma a forma como Jeff evoluiu. Estudos mostram que os homens tendem a alcançar seu potencial natural máximo após ganhar 9 a 18 kg de massa muscular, e as mulheres tendem a alcançar seu potencial natural máximo após ganhar 5,4 a 10,8 kg de músculos. 
</p>

<p>
	Ainda que alguns entendam ser possível ganhar ainda mais, aumentando gradualmente esse limite natural com estratégias avançadas de treinamento e dieta, esse aumento será marginal, muito pequeno.
</p>

<h2>
	Como um natural pode maximizar seus ganhos marginais
</h2>

<p>
	Para maximizar seu potencial natural, você precisa treinar duro regularmente. Tem que treinar até a falha ou quase falha muscular, manter uma técnica consistente (execução perfeita dos movimentos), imprimir volume de treinamento suficiente (um bom parâmetro é de 5 a 15 séries por músculo por semana), periodizar os exercícios e métodos de treinamento, buscar adicionar peso ou repetições aos exercícios ao longo do tempo. 
</p>

<p>
	Do lado da dieta, você precisa comer calorias suficientes para atingir um superávit calórico moderado, e precisa comer proteína suficiente (pelo menos 1,6 gramas por quilo corporal). 
</p>

<p>
	Fazendo tudo isso, por 5 a 10 anos, provavelmente você ganhará de 9 a 18 kg de músculo e chegará bem perto do seu potencial natural, do seu limite genético. A depender do estágio inicial e da genética, há casos extremos conhecidos de até 30 kg em ganhos musculares.
</p>

<h2>
	Fisiculturistas naturais
</h2>

<p>
	Vamos apresentar mais alguns exemplos de fisiculturistas naturais que atingiram ou estão muito próximos de atingir seu pico de desenvolvimento natural:
</p>

<p>
	<strong>Gabriel Ortiz:</strong> treina há 22 anos. Começou por ter uma auto estima baixa, por problemas de acne conglobata. Esteve internado por 15 dias, e, desde cedo, decidiu ser natural por não poder tomar esteroides. Após 10 anos de treino, inspirado pelo fisiculturismo "normal" com ídolos como Schwarzenegger, Jay Cutler e Frank Zane, ganhou mais de 30 kg de massa muscular, passando de 60 a 90kg, com percentual de gordura entre 11 e 12%. 
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56242" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/gabriel-ortiz-fisiculturista-natural.webp.2a9385df7514f883b19f7276af0f7900.webp" rel=""><img alt="gabriel-ortiz-fisiculturista-natural.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56242" data-unique="gdmqwze9e" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/gabriel-ortiz-fisiculturista-natural.thumb.webp.fbbb2004917bbf8c3e01dcfd3ee86be2.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	<strong>Alex Leonidas:</strong> ganhou cerca de 18 kg de músculo em 13 anos de musculação. Com 1,68 m de altura, ele pesava 54,4 kg e pesa hoje 72,5 kg, com uma porcentagem de gordura corporal similar. Ele também fez vários períodos de ganho de massa onde chegou a pesar 90,7 kg com cerca de 20% de gordura corporal. Ele diz que você precisa passar algum tempo em um superávit calórico elevado e com um pouco mais de gordura corporal para maximizar seu potencial muscular natural.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56243" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/alex-leonidas-fisiculturista-natural.webp.4ce155a634fb0a8620f7d3ba0961ac16.webp" rel=""><img alt="alex-leonidas-fisiculturista-natural.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56243" data-unique="t15u4gmd2" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/alex-leonidas-fisiculturista-natural.thumb.webp.70fa86f732a9c26b200474b5468f6b87.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	<strong>Geoffrey Verity Scofield:</strong> ganhou cerca de 19,5 kg de músculo ao longo de 10 anos de musculação. Com 1,83 m de altura, ele pesava 68 kg e hoje pesa 87,5 kg, com uma porcentagem de gordura corporal similar. Ele fez uma série de ciclos de ganho de massa (bulking) e corte (cutting), chegando a pesar 101,6 kg no seu pico de ganho de massa antes de secar para 87,5 kg.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56244" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/geoffrey-verity-scholfield-fisiculturista-natural.webp.7c97cd98771099ce1d9f78c05ce3a35e.webp" rel=""><img alt="geoffrey-verity-scholfield-fisiculturista-natural.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56244" data-unique="3ix2l8367" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/geoffrey-verity-scholfield-fisiculturista-natural.thumb.webp.d73a7ef039dd371300b095aa88b78aca.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	Pode ser que algumas pessoas pensem que esses exemplos não são realmente naturais, que, talvez, esses atletas pudessem estar, secretamente, usando esteroides anabolizantes.
</p>

<p>
	Para quem duvida da capacidade do ser humano em desenvolver músculos naturalmente, vamos considerar alguns exemplos de fisiculturistas da era pré-esteroides. Os esteroides anabólicos não foram isolados e sintetizados até o início dos anos 1930, e não foram feitos injetáveis antes de 1935. Qualquer fisiculturista antes dessa data não poderia tê-los usado. 
</p>

<p>
	Os fisiculturistas impressionantes dessa época tinham que ser naturais por uma questão de fato histórico, não havia esteroides anabolizantes. Havia homens e mulheres muito fortes desde a década de 1920, exibindo uma incrível musculatura e definição. 
</p>

<p>
	Havia até fisiculturistas do século XIX com físicos naturais incríveis. Mas, é claro, tanto os métodos de treinamento, quanto os métodos de nutrição melhoraram muito nos últimos 100 anos, e há mais pessoas envolvidas no fisiculturismo hoje em dia.
</p>

<p>
	É extremamente improvável que esses fisiculturistas da era pré-esteroides representem o ápice do que é possível naturalmente. Os melhores fisiculturistas naturais modernos alcançam um desenvolvimento ainda melhor.
</p>

<p>
	Porém, dada a disponibilidade de esteroides hoje, sempre haverá algum ceticismo em relação ao verdadeiro status "natural", tanto que ficou famoso o termo "fake natty" ou "falso natural".
</p>

<p>
	Com os exemplos clássicos, até os mais céticos podem ser convencidos.
</p>

<p>
	<strong>John Grimek: </strong>foi um dos fisiculturistas mais proeminentes dos anos 30 e 40. Competiu antes de os esteroides serem uma opção e conseguiu construir um físico impressionante, pesando cerca de 90,7 kg, com 1,73 m de altura. Ele foi um dos poucos fisiculturistas que conseguiu manter uma grande quantidade de massa muscular enquanto ainda exibia um nível razoável de definição muscular.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56245" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/john-grimek-fisiculturista-natural.webp.f1a715f974ea9d7920ceff8447af05e1.webp" rel=""><img alt="john-grimek-fisiculturista-natural.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56245" data-unique="uia1re5hc" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/john-grimek-fisiculturista-natural.thumb.webp.d45e90a65f31c0c5d8782a18f579af3c.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	<strong>Steve Reeves:</strong> famoso fisiculturista e ator dos anos 40 e 50. Ele tinha um físico incrivelmente equilibrado e estético, pesando cerca de 97,5 kg, com 1,85 m de altura. Ele também alcançou resultados musculares impressionantes antes da era dos esteroides anabolizantes, contando apenas com treinamento intenso e dieta adequada.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56246" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/steve-reeves-fisiculturista-natural.webp.0d8c0212c737b963651601f5fc4c8880.webp" rel=""><img alt="steve-reeves-fisiculturista-natural.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56246" data-unique="odaegken2" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/steve-reeves-fisiculturista-natural.thumb.webp.dfe1f7504ea6f00daab1918db2dfa1a4.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	Esses exemplos mostram que é possível alcançar um nível muito bacana de desenvolvimento muscular sem o uso de esteroides anabolizantes, limitado pelo potencial genético natural. 
</p>

<h2>
	O poder dos esteroides anabolizantes na construção de massa muscular
</h2>

<p>
	O que os esteroides acrescentam? Vamos analisar o que a ciência descobriu até agora. Num dos estudos mais famosos sobre esteroides anabolizantes, realizado por BHASIN e outros, em 1996 (<em>The effects of supraphysiologic doses of testosterone on muscle size and strength in normal men</em>), os pesquisadores dividiram 43 sujeitos em 4 grupos: 
</p>

<ol>
	<li>
		<strong>não treinou nem tomou esteroides, eles não fizeram nada; </strong>
	</li>
	<li>
		<strong>treinou naturalmente, sem tomar esteroides; </strong>
	</li>
	<li>
		<strong>treinou e tomou esteroides;</strong>
	</li>
	<li>
		<strong>não treinou, mas ainda assim tomou esteroides. </strong>
	</li>
</ol>

<p>
	Portanto, havia um grupo natural que não treinou, um grupo natural que treinou, um grupo que treinou e tomou esteroides, e um grupo que tomou esteroides e não treinou.
</p>

<p>
	Após 10 semanas, esses foram os resultados: 
</p>

<ol>
	<li>
		<strong>o grupo que não treinou nem tomou esteroides, previsivelmente, ganhou apenas uma quantidade insignificante de massa muscular, nada significativo. </strong>
	</li>
	<li>
		<strong>o grupo que treinou naturalmente ganhou 2 kg de músculo em 10 semanas. </strong>
	</li>
	<li>
		<strong>o grupo que treinou e tomou esteroides ganhou, em média, 6 kg de músculo. Isso é mais de 3 vezes a quantidade de músculo ganho, injetando apenas 600 mg de testosterona por semana, mantendo todo o resto igual.</strong>
	</li>
	<li>
		<strong>o grupo que tomou esteroides e não treinou ganhou 3,2 kg de músculo em 10 semanas. Isso é mais de 1,5 vezes do ganho de músculo do grupo de treino natural, sem nem mesmo treinar, o que é impressionante.</strong>
	</li>
</ol>

<p>
	O grupo de estudo injetou 600 mg de testosterona por semana. Seria isso uma dose alta ou baixa pelos padrões de fisiculturismo de hoje? 
</p>

<p>
	Para responder a esta pergunta, ninguém melhor do que um especialista em uso de esteroides anabolizantes para revelar a quantidade de esteroides que as pessoas realmente tomam. 
</p>

<p>
	O especialista anônimo respondeu que depende do contexto do indivíduo. Para um usuário iniciante, seria uma dose alta. A dose de 100 mg é tipicamente representativa de reposição hormonal terapêutica (TRT). 
</p>

<p>
	Doses de 150 a 200 mg por semana, podem ser chamadas de "TRT esportiva", que são níveis de TRT da indústria do fitness, o que permite um nível de testosterona livre acima do fisiológico, ainda que sua testosterona total pareça normal nos exames de sangue. 
</p>

<p>
	Doses de 300 mg ou mais, já são para usuários avançados.
</p>

<p>
	Doses de 500 a 600 mg são típicas de ciclos de fisiculturistas iniciantes.
</p>

<p>
	Fisiculturistas profissionais de extrema performance, nas categorias muito competitivas, podem consumir doses de 1.000 a 5.000 mg por semana.
</p>

<p>
	Portanto, a dose de 600 mg usada no estudo seria considerada uma dose alta pelos padrões de TRT. Todavia, pelos padrões de fisiculturistas competitivos de alto nível, seria uma dose moderada ou baixa. 
</p>

<p>
	A dosagem importa muito. Em 2001, o mesmo grupo de pesquisa, fez um estudo de acompanhamento para ver como a massa muscular se comporta com diferentes doses de esteroides (<em>Testosterone dose-response relationships in healthy young men</em>). 
</p>

<p>
	Desta vez, 61 sujeitos receberam 5 doses diferentes de testosterona. Portanto, houve a divisão em 5 grupos de estudo de acordo com a dose injetada, durante 20 semanas, sendo 1 injeção semanal:
</p>

<ol>
	<li>
		<strong>25 mg;</strong>
	</li>
	<li>
		<strong>50 mg;</strong>
	</li>
	<li>
		<strong>125 mg;</strong>
	</li>
	<li>
		<strong>300 mg;</strong>
	</li>
	<li>
		<strong>600 mg.</strong>
	</li>
</ol>

<p>
	Os resultados em ganhos musculares foram diretamente proporcionais à quantidade de droga administrada. O grupo 1 com a menor dose adicionou pouco menos de 0,5 kg de músculo, e essa quantidade foi aumentada até cerca de 9 kg em 20 semanas para o grupo 5. Isso representa 0,5 kg de músculo por semana, em média. E isso é uma média. Alguns usuários do grupo podem ter tido uma resposta muscular muito maior.
</p>

<p>
	Por tudo o que já apresentamos neste artigo, fica fácil ver que um fisiculturista natural em estágio avançado pode ganhar em média 0,5 kg por ano, enquanto que um fisiculturista hormonizado pode ganhar 0,5 kg por semana tomando 600 mg de testosterona. 
</p>

<p>
	Convém anotar que neste segundo estudo os grupos não levantaram pesos. Eles apenas tomaram esteroides. Isso mostra a enorme diferença dos esteroides anabolizantes exógenos na síntese proteica.
</p>

<p>
	Além disso, muitos fisiculturistas de elite da IFBB não considerariam 600 mg uma dose alta. Rumores apontam que fisiculturistas competitivos que tomam de 5 a 10 vezes essa quantidade. 
</p>

<h2>
	Fisiculturistas hormonizados
</h2>

<p>
	Depois de conferir a ciência por trás dos esteroides anabolizantes e do tremendo ganho de massa muscular que proporcionam, vamos conferir os resultados na prática, analisando os shapes dos fisiculturistas hormonizados. Admiro os físicos de Ramon Dino Queiroz, Shaun Clarida, Chris Bumstead, Arnold Schwarzenegger e Ronnie Coleman.
</p>

<p>
	<strong>Ramon Dino Queiroz:</strong> é um dos ícones mais recentes do fisiculturismo brasileiro. Desenvolveu um shape de proporções incríveis e com bela simetria. Ele tem 1,81 m de altura. No ano de 2016, ainda natural, ele já ostentava 82 kg. Hoje em dia, em competição, pesa em torno de 103 kg.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56247" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/ramon-dino-queiroz-fisiculturista-hormonizado.webp.08aae6a6b57fdcc4dd843997f1465432.webp" rel=""><img alt="ramon-dino-queiroz-fisiculturista-hormonizado.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56247" data-unique="a0qdpotzd" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/ramon-dino-queiroz-fisiculturista-hormonizado.thumb.webp.abf332f1bd790d25e7cf558026d5cbfa.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	<strong>Shaun Clarida: </strong>é o atual campeão do Mr. Olympia 212, mas poucas pessoas sabem que, antes de começar sua carreira profissional na IFBB, ele era um fisiculturista natural de nível mundial. De fato, ele alcançou o ápice do que é possível naturalmente antes de começar a usar esteroides, algo que merece muito respeito dos competidores naturais. No campeonato mundial de fisiculturismo natural da WNBF, o evento mais rigorosamente testado para drogas do mundo, Shaun pesava 59 kg no palco. Em cálculos aproximados por fontes on-line, parece que ele ganhou cerca de 9 kg naturalmente, passando de 50 para 59 kg, com 1,57 m de altura. Após alcançar o ápice do esporte naturalmente, começou a usar esteroides e adicionou mais 27 kg ao seu físico. São impressionantes 3 vezes a quantidade de músculo que ele havia conseguido construir naturalmente.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56248" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/shaun-clarida-fisiculturista-hormonizado.webp.165f403e0bdb194c4a8172aacae7b1f2.webp" rel=""><img alt="shaun-clarida-fisiculturista-hormonizado.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56248" data-unique="e68zwvdmp" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/shaun-clarida-fisiculturista-hormonizado.thumb.webp.aa02f2fbe438356efb4e45a3cf260c2e.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	<strong>Chris Bumstead:</strong> é o atual campeão do Mr. Olympia Classic Physique e, sem dúvida, um dos maiores fisiculturistas clássicos de todos os tempos. Chris começou a levantar pesos aos 14 anos, quando pesava 77 quilos. Ele conta com 1,85 m de altura. Nos 5 anos seguintes de treinamento natural, ele cresceu para 102 kg aos 19 anos. Isso é um aumento de 25 kg no peso corporal. Chris ganhou 25 kg de músculo naturalmente! Após começar a usar esteroides, ele passou a pesar 120 kg em off, com o que parece ser uma quantidade de gordura corporal similar às imagens anteriores. Isso representa um acréscimo de 18 kg. Neste caso, parece que Chris construiu a maior parte de seu músculo naturalmente, o que é impressionante. Talvez ele não esteja tomando uma quantidade enorme de esteroides e poderia crescer muito mais se quisesse, simplesmente aumentando a dose.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56249" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/chris-bumstead-fisiculturista-hormonizado.webp.d94758f72d222de93adb24d8dbc5b920.webp" rel=""><img alt="chris-bumstead-fisiculturista-hormonizado.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56249" data-unique="6h8am593f" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/chris-bumstead-fisiculturista-hormonizado.thumb.webp.d4ff63864fc66a851de086cb7f16530a.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	<strong>Arnold Schwarzenegger:</strong> talvez o fisiculturista mais famoso de todos os tempos, admitiu usar esteroides durante a sua carreira competitiva. Schwarzenegger competiu na era pré-regulamentação, onde o uso de esteroides era comum e geralmente aceito, não havia antidoping. Ele conseguiu construir um físico que não só era massivo, mas também bem definido, pesando cerca de 106,6 kg com 1,88 m de altura.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56250" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/arnold-schwarzenegger-fisiculturista-hormonizado.webp.273f354ab1279cd51a1b8a96d0eb961a.webp" rel=""><img alt="arnold-schwarzenegger-fisiculturista-hormonizado.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56250" data-unique="493na3gch" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/arnold-schwarzenegger-fisiculturista-hormonizado.thumb.webp.129621478570a950cd6f8d5fe11b07b8.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<p>
	<strong>Ronnie Coleman:</strong> 8 vezes Mr. Olympia, que também admitiu usar esteroides. Coleman levou o fisiculturismo a um novo nível em termos de tamanho e densidade muscular, pesando cerca de 136 kg em sua forma de competição mais pesada. Esses níveis de massa muscular são absolutamente impossíveis de se alcançar naturalmente, sem o auxílio de hormônios exógenos.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="56251" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/ronnie-coleman-fisiculturista-hormonizado.webp.c970535a381b4aed2aef1fad29e3b2e8.webp" rel=""><img alt="ronnie-coleman-fisiculturista-hormonizado.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="56251" data-unique="by2uckvtr" width="1024" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_06/ronnie-coleman-fisiculturista-hormonizado.thumb.webp.96ccba100ea266ff8451b43f28b077a9.webp" loading="lazy" height="573.44"></a>
</p>

<h2>
	O poder da genética
</h2>

<p>
	No exemplo de Chris Bumstead, temos que falar sobre o poder da genética. Quando olhamos para os resultados do fisiculturismo natural de diferentes pessoas, há uma ampla gama de respostas: algumas pessoas ganham muito pouco músculo, outras ganham uma quantidade massiva, e a maioria das pessoas na linha média de ganhos. 
</p>

<p>
	Assim como há questões genéticas para ganho de massa muscular natural, sem o uso de esteroides anabolizantes, há também a questão genética para a resposta ao uso de hormônios. Assim como há diferenças genéticas em como alguém responde ao treinamento natural, também há diferenças genéticas em como alguém responde aos anabolizantes.
</p>

<p>
	Isso ficou muito claro no estudo de 2001, que já mencionamos acima. O sujeito com a pior resposta ganhou 4 kg de músculo em 20 semanas, enquanto que o sujeito com a melhor resposta ganhou 14 kg de músculo nas mesmas 20 semanas Ambos sem levantar peso, sem fazer musculação. Esse sujeito ganhou mais músculo em 5 meses de uso de esteroides do que muita gente com décadas de treinamento natural. É impressionante.
</p>

<p>
	Com base em todas essas evidências, os esteroides podem facilmente dobrar ou até triplicar seus ganhos musculares, dependendo da sua genética, da quantidade que você toma e do tempo de uso.
</p>

<p>
	Para os fisiculturistas naturais, podemos dizer que o ganho de 9 a 13 kg de massa muscular é comum. Com uma dose moderada de esteroides, a maioria das pessoas provavelmente ganharia mais 9 a 18 kg de músculos. E, se o sujeito estiver disposto a realmente aumentar a dose, pessoas com boa genética poderiam certamente adicionar mais 9 a 18 kg de massa muscular, ou até mais do que isso.
</p>

<h2>
	Os riscos no uso de esteroides anabolizantes
</h2>

<p>
	Embora os esteroides tenham o maior impacto potencial sobre a quantidade de músculo que você ganha, eles também têm o maior potencial de desvantagens. É importante notar que o uso de esteroides anabólicos vem com uma série de riscos à saúde, com base nos estudos do NIH (National Institute of Drug Abuse), incluindo:
</p>

<ul>
	<li>
		Problemas cardiovasculares;
	</li>
	<li>
		Danos hepáticos;
	</li>
	<li>
		Desregulação hormonal;
	</li>
	<li>
		Transtornos psicológicos;
	</li>
	<li>
		Queda de cabelo;
	</li>
	<li>
		Acne;
	</li>
	<li>
		Engrossamento da voz;
	</li>
	<li>
		Aumento do clitoris;
	</li>
	<li>
		Ginecomastia;
	</li>
	<li>
		Aumento dos pelos no corpo;
	</li>
	<li>
		Queda na libido e impotência.
	</li>
</ul>

<p>
	Os efeitos no coração, por si só, já deveriam nos preocupar: há um risco bem estabelecido de pressão alta, coágulos sanguíneos, ataques cardíacos, derrame e danos nas artérias em usuários regulares de esteroides. Além disso, muitas vezes, há efeitos colaterais visuais indesejados, como ginecomastia, calvície, acne, abscessos e pele oleosa.
</p>

<p>
	Certamente é possível mitigar alguns desses efeitos colaterais usando dosagens moderadas e controladas, com monitoramento hormonal regular por um médico. Mesmo assim, você ainda está apostando com sua saúde, quando decide usar esteroides. 
</p>

<p>
	Este não é um artigo pró ou antiesteroides. As pessoas têm o direito de fazer o que quiserem com seus próprios corpos, desde que não prejudiquem os outros. Porém, acho importante que as pessoas realmente entendam o que os esteroides fazem, tanto em relação aos aspectos positivos, quanto negativos.
</p>

<h2>
	Explore seu potencial natural antes de usar hormônios
</h2>

<p>
	Quem pensa em usar esteroides deve ser inteligente a ponto de ao menos maximizar o potencial natural em primeiro lugar. Isso o forçará a entender o seu corpo, e a aprender a ajustar os parâmetros de treinamento e de nutrição da forma mais eficaz para a sua genética, para o seu físico. 
</p>

<p>
	Esse conhecimento pessoal permite não sentir necessidade de anabolizantes até atingir o limite genético, e confere tempo suficiente para amadurecer uma decisão sensata acerca de tomar ou não esteroides anabolizantes. 
</p>

<p>
	Alcançar o máximo natural, normalmente, não é possível até pelo menos 10 anos de treinamento intenso, inteligente e dedicado. É prudente ter ao menos uma década de musculação com levantamento de peso antes de considerar o uso de esteroides. Esta é a minha modesta opinião.
</p>

<p>
	Caso seu objetivo seja maximizar a sua saúde, em vez da massa muscular extraordinária, é mais condizente permanecer natural, a menos que um médico recomende tratamento hormonal (TRT). 
</p>

<p>
	Também vale mencionar que, dado o que sabemos sobre esteroides e genética, não faz sentido dar valor ao conselho de treino de alguém apenas com base em quão grande essa pessoa seja. Como vimos, o desenvolvimento muscular com o uso de esteroides é extremamente superior. 
</p>

<p>
	Por exemplo, é bastante comum que as pessoas apontem para fisiculturistas que usam esteroides, notem o quanto eles são maiores do que outros praticantes de musculação e usem isso para concluir que seus métodos de treino e nutrição devem ser os melhores. 
</p>

<p>
	É claro que eles serão maiores se estiverem usando esteroides anabolizantes, especialmente se também tiverem boa genética. Reforçando, isso não significa que seus métodos de treino sejam os melhores. E também não significa que seus métodos de treino sejam piores, simplesmente não é um critério de comparação inteligente.
</p>

<p>
	O que determina se alguém dá bons conselhos de treino e nutrição é o raciocínio sólido, baseado na ciência, em evidências científicas, e em evidências práticas, reveladas por anos de experiência. Logo, precisamos avaliar essas evidências com base em seus próprios méritos, não apenas com base no volume muscular da pessoa.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	Ficou claro pela pesquisa deste artigo que é possível sim se alcançar um nível bem bacana de desenvolvimento muscular naturalmente, em torno de 10 a 30 kg. Porém, há um limite para o quanto músculo você pode ganhar. Com o uso de esteroides anabólicos, esse limite pode ser aumentado drasticamente, até mais 30 kg aproximadamente, mas com riscos à saúde, que não podem ser subestimados. Se você está considerando usar esteroides, é crucial fazer isso sob supervisão médica e com uma compreensão clara dos potenciais riscos e benefícios.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de pesquisa</strong>
</p>

<p>
	1. BHASIN, S. et al. The effects of supraphysiologic doses of testosterone on muscle size and strength in normal men. The New England Journal of Medicine, v. 335, p. 1-7, 1996. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/8637535/&gt;. Acesso em: 6 jun 2024.
</p>

<p>
	2. BHASIN, S. et al. Testosterone dose-response relationships in healthy young men. American Journal of Physiology-Endocrinology and Metabolism, v. 281, n. 6, p. E1172-E1181, 2001. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11701431/&gt;. Acesso em: 6 jun 2024.
</p>

<p>
	3. HARTGENS, F.; KUIPERS, H. Effects of androgenic-anabolic steroids in athletes. Sports Medicine, v. 34, n. 8, p. 513-554, 2004. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15248788/&gt;. Acesso em: 6 jun 2024.
</p>

<p>
	4. KUHN, C. M. Anabolic steroids. Recent Progress in Hormone Research, Durham, v. 57, p. 411-434, 2002.
</p>

<p>
	5. POPE, H. G.; KATZ, D. L. Psychiatric and medical effects of anabolic-androgenic steroid use: A controlled study of 160 athletes. Archives of General Psychiatry, v. 51, n. 5, p. 375-382, 1994. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/8179461/&gt;. Acesso em: 6 jun 2024.
</p>

<p>
	6. SULLIVAN, M. L. et al. The cardiac toxicity of anabolic steroids. Progress in Cardiovascular Diseases, v. 41, n. 1, p. 1-15, 1998. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9717856/&gt;. Acesso em: 6 jun 2024.
</p>

<p>
	7. WILSON, J. D. Androgen abuse by athletes. Endocrine Reviews, v. 9, n. 2, p. 181-199, 1988. Disponível em: &lt;https://academic.oup.com/edrv/article-abstract/9/2/181/2548884&gt;. Acesso em: 6 jun 2024.
</p>

<p>
	8. YESALIS, C. E. et al. Anabolic-androgenic steroid use in the United States. JAMA, v. 270, n. 10, p. 1217-1221, 1993. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/8355384/&gt;. Acesso em: 6 jun 2024.
</p>

<p>
	9. GRIFFITHS, J. C.; HALLIDAY, D. Androgenic-anabolic steroids and muscle growth: A review of the literature. Journal of the Royal Society of Medicine, v. 72, n. 11, p. 841-845, 1979. DOI: 10.1177/014107687907201111.
</p>

<p>
	10. LLEWELLYN, W. Anabolics. 9. ed. Jupiter, FL: Molecular Nutrition, 2009.
</p>

<p>
	11. NIPPARD, Jeff. How Much Muscle Can You Build With &amp; Without Steroids. Disponível em: &lt;https://youtu.be/VD9p9tEP9RE&gt; . Acesso em: 2 jun 2024.
</p>

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	12. KAM, P. et al. Cardiac effects of anabolic steroids. Anaesthesia, v. 53, n. 9, p. 853-865, 1998. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15960720/&gt;. Acesso em: 6 jun 2024.
</p>

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	13. EVANS, N. A. Current concepts in anabolic-androgenic steroids. American Journal of Sports Medicine, v. 32, n. 2, p. 534-542, 2004. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/14977687/&gt;. Acesso em: 6 jun 2024.
</p>

<p>
	14. BHASIN, S. et al. Testosterone replacement increases fat-free mass and muscle size in hypogonadal men. The Journal of Clinical Endocrinology &amp; Metabolism, v. 86, n. 10, p. 4078-4086, 2001. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9024227/&gt;. Acesso em: 4 jun 2024.
</p>

<p>
	15. HARTGENS, F. et al. Effects of androgenic-anabolic steroids in athletes. Sports Medicine, v. 34, n. 8, p. 513-554, 2004. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15248788/&gt;. Acesso em: 4 jun 2024.
</p>

<p>
	16. POPE Jr, Harrison G.; KATZ, David L. Affective and psychotic symptoms associated with anabolic steroid use. The American Journal of Psychiatry, v. 145, n. 4, p. 487-490, 1988. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3279830/&gt;. Acesso em: 4 jun 2024.
</p>

<p>
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</p>

<p>
	18. VAN AMSTERDAM, Jan; OPPERHUIZEN, Ans; HARTGENS, Fred. Adverse health effects of anabolic-androgenic steroids. Regulatory Toxicology and Pharmacology, v. 57, n. 1, p. 117-123, 2010. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20153798/&gt;. Acesso em: 4 jun 2024.
</p>

<p>
	19. SADER, Michelle A.; GRIFFITHs, Kathryn A.; MCCREDIE, Robert J.; WISHART, Susan M.; HANDELSMAN, David J.; CELERMAJER, David S. Androgenic anabolic steroids and arterial structure and function in male bodybuilders. Journal of the American College of Cardiology, v. 37, n. 1, p. 224-230, 2001. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11153743/&gt;. Acesso em: 4 jun 2024.
</p>

<p>
	20. THIBLIN, Ingemar; PETERSSON, Agneta. Pharmacoepidemiology of anabolic androgenic steroids: A review. Fundamental &amp; Clinical Pharmacology, v. 19, n. 1, p. 27-44, 2005. Disponível em: &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15660958/&gt;. Acesso em: 6 jun 2024.
</p>

<p>
	21. WENNA, Matheus. Ramon Dino: veja antes e depois do fisiculturista. Disponível em: &lt;https://ge.globo.com/fisiculturismo/reportagem/2024/03/10/c-ramon-dino-veja-antes-e-depois-do-fisiculturista.ghtml&gt;. Acesso em: 6 jun 2024.
</p>

<p>
	<strong>Achou este assunto fascinante? Ficou surpreso(a) com a diferença que os esteroides realmente fazem? Deixe a sua opinião nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">825</guid><pubDate>Fri, 07 Jun 2024 01:17:00 +0000</pubDate></item><item><title>Voz grossa ou rouca pelo uso de esteroides anabolizantes: existe cura ou tratamento?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/voz-grossa-ou-rouca-pelo-uso-de-esteroides-anabolizantes-existe-cura-ou-tratamento-r820/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_05/voz-grossa-esteroides.webp.532e34be1ead69f21254f92225ca1e40.webp" /></p>
<p>
	Mulheres entusiastas do fisiculturismo! Este artigo é para vocês. E também para os fisiculturistas homens que fazem o uso da voz profissionalmente, como os cantores.
</p>

<p>
	Você já usou esteroides e perdeu a voz? Ficou com a voz rouca? Sabia que existe a possibilidade de tratamento? Isso mesmo! 
</p>

<p>
	Vamos falar um pouco sobre voz e esteroides anabolizantes. 
</p>

<p>
	Por que a voz muda ao se usar esteroides? O que realmente pode mudar? O que posso fazer para melhorar? Existe alguma possibilidade de tratamento? 
</p>

<p>
	É sobre isso que vamos falar aqui: por que a voz fica rouca com o uso de esteroides anabolizantes e o que pode ser feito para melhorar. Meu nome é Larissa Vilela, sou otorrinolaringologista, e espero ajudar muito com este artigo.
</p>

<h2>
	A voz é uma característica sexual secundária
</h2>

<p>
	Não sei se você sabe, mas a voz é uma característica sexual secundária, ou seja, o som da voz sozinho determina para as pessoas se elas são homem ou mulher. 
</p>

<p>
	Nossa voz é produzida na laringe, pela vibração das pregas vocais. A laringe é um órgão que está localizado mais ou menos nesta altura do pescoço, onde se encontram as pregas vocais.
</p>

<p>
	Através da vibração das cordas vocais, o som é emitido. 
</p>

<p>
	E esse som vai ressoar por toda a garganta e nariz, com isso, vai formar a nossa voz. 
</p>

<h2>
	A região da prega vocal é altamente sensível a hormônios
</h2>

<p>
	Você sabia que a região da prega vocal é altamente sensível aos hormônios? São vários os hormônios que influenciam esta região: estrogênios, progesterona, testosterona, até mesmo hormônios da tireoide.
</p>

<p>
	A região da laringe sofre muita influência hormonal ao longo de nossas vidas. Existem variações que são normais em nossa voz devido aos hormônios. Por exemplo, com a idade, quando passamos da infância para a idade adulta, e há uma grande mudança em nossa voz, devido à ação dos hormônios: estrogênios, progesterona e testosterona. É o momento em que adquirimos um padrão de voz feminino ou masculino, e deixamos aquele padrão de voz infantil. Isso acontece devido à influência dos hormônios sexuais.
</p>

<p>
	Com o passar do tempo, quando chegamos à velhice, há uma variação nos padrões hormonais, tanto em homens quanto em mulheres, o que faz com que a voz também mude, tendendo a se tornar um pouco mais grossa. 
</p>

<p>
	Além dessa variação normal de idade, existe uma variação cíclica nas mulheres, relacionada ao período menstrual. Isso mesmo, não sei se você, mulher, já percebeu, mas no período pré-menstrual, durante a TPM, a voz tende a ficar um pouco mais cansada, um pouco mais grossa. 
</p>

<p>
	Para quem é cantora e usa muito a voz, pode notar que não consegue alcançar tons muito altos. É normal, com o ciclo menstrual, a voz também vai mudar. 
</p>

<p>
	Esses são exemplos de influência hormonal na voz, mas que são naturais. 
</p>

<p>
	Com isso, percebemos que a laringe é super sensível aos hormônios. Imagine que um simples ciclo menstrual muda a qualidade da sua voz. Imagine se usarmos hormônios exógenos, se houver uma aplicação de hormônios. 
</p>

<h2>
	Efeitos virilizantes dos esteroides anabolizantes
</h2>

<p>
	É aqui que entra a questão dos esteroides anabolizantes. Os esteroides anabolizantes são derivados da testosterona e são usados para ganhar músculo e perder gordura. 
</p>

<p>
	Mas eles estão associados a potenciais efeitos virilizantes, ou seja, potenciais efeitos masculinizantes, como aumento de pelos, acne, maior oleosidade da pele, alterações genitais.
</p>

<p>
	E, na voz, também pode haver um efeito masculinizante dos esteroides, que é deixar a voz mais grave. O termo técnico é tornar a voz mais grave. A voz fica mais grossa, rouca, com instabilidade, ou seja, varia muito. 
</p>

<p>
	Parece que tem um momento em que fica fina, depois volta a ficar grossa. Ela fica um pouco instável. 
</p>

<p>
	Isso sempre acontece? Não. Nem sempre, mas é um efeito potencial dos esteroides anabolizantes. Pode acontecer tanto naqueles usados em forma de gel, em forma tópica, quanto naqueles que são injetáveis, ou tomados por via oral.
</p>

<p>
	Este efeito virilizante na voz é muito variável. Existem pessoas que usam esteroides anabolizantes e não notam muita diferença na voz, e inicialmente não há mudança. Outras pessoas usam testosterona tópica e notam, infelizmente, um grande impacto na voz. 
</p>

<p>
	A voz se torna grossa, muda, fica super diferente. Esse efeito na voz é completamente variável. Ainda não podemos prever quem terá e quem não terá. Qual hormônio dará, e qual não. 
</p>

<p>
	Percebemos o seguinte: o uso de hormônios pode mudar a sua voz? Pode. Vai mudar para todos? Não! Em todo o mundo, não, mas algumas pessoas podem experimentar mudanças, mesmo usando o hormônio muito levemente. 
</p>

<h2>
	Os esteroides anabolizantes causam hipertrofia e hiperplasia nas cordas vocais
</h2>

<p>
	Mas por que isso acontece com a voz? Como acontece? O que acontece é que a prega vocal, ou popularmente chamada de corda vocal, não é nada mais do que um músculo estriado. 
</p>

<p>
	É chamado de músculo laríngeo intrínseco tireoaritenóideo (TA). Este músculo é um músculo como o bíceps, como o quadríceps, é um músculo do corpo, normal, como todos os outros músculos. 
</p>

<p>
	Este músculo está cheio de receptores androgênicos, além de ter receptores de estrogênio e progesterona, também tem receptores androgênicos. 
</p>

<p>
	E assim como nossos braços e pernas ficam mais fortes com o uso de esteroides anabolizantes, este músculo também hipertrofia. 
</p>

<p>
	Estudos histológicos de animais, ou mulheres pós-morte, que usaram esteroides anabolizantes, mostram que a prega vocal se torna mais espessa, porque o músculo tem tanto hipertrofia quanto hiperplasia, ou seja, tanto as fibras musculares se tornam maiores e mais espessas, quanto o aumento no número de fibras musculares, ali na prega vocal. 
</p>

<p>
	Como resultado, a prega vocal se torna mais espessa. E assim como a corda de um violão, por exemplo, fazendo uma analogia, uma corda mais espessa no violão dá um som mais espesso, mais grave, comparado a uma corda mais fina, que dá um som mais agudo.
</p>

<h2>
	O epitélio da corda vocal também fica mais espesso
</h2>

<p>
	Essa hipertrofia do músculo da prega vocal faz com que essa prega fique mais espessa. Como resultado, o som que é produzido é mais espesso, torna-se mais grave. Além desse aumento na musculatura da prega vocal, também notamos que há algumas mudanças no epitélio dessa prega vocal com o uso de esteroides anabolizantes. 
</p>

<p>
	O epitélio fica um pouco mais espesso, há hiperplasia das células epiteliais. Há mudanças em alguns níveis da prega vocal, mas o mais importante é essa hipertrofia muscular. 
</p>

<p>
	Prega mais espessa, gera um som mais profundo. E então você tem essa voz mais profunda e rouca, que é muito característica do uso de esteroides anabolizantes. 
</p>

<p>
	Há hipertrofia e hiperplasia do músculo tireoaritenóideo e também há hipertrofia do epitélio da corda vocal. 
</p>

<h2>
	Ao suspender o uso dos esteroides a voz volta ao normal?
</h2>

<p>
	Uma pergunta super comum entre meus pacientes que usam esteroides e que ficaram roucos é: “Doutora, mas se eu parar, minha voz volta ao normal?”. A resposta é: não temos uma resposta certa e precisa. 
</p>

<p>
	Há uma tendência de que, com a interrupção, com a suspensão do uso de esteroides anabolizantes, a voz melhore. É uma tendência. 
</p>

<p>
	Mas tenho alguns casos de pacientes que, mesmo parando o uso de hormônios, não veem uma melhora na voz. É super variável.
</p>

<p>
	Mas nossa orientação é: sua voz mudou, está te incomodando, sua voz está ruim, é melhor parar! Por quê? 
</p>

<h2>
	A voz pode piorar com o uso continuado dos esteroides anabolizantes?
</h2>

<p>
	Aqui vem outra pergunta muito comum: “Doutora, mas se eu continuar usando, posso piorar a minha voz?” Pode. Se você continuar usando esteroides anabolizantes, sua voz pode piorar ainda mais. 
</p>

<p>
	Mas também existe a possibilidade de permanecer a mesma. Ainda não temos respostas muito precisas e claras sobre este ponto. 
</p>

<p>
	Mas a orientação geral é: você está usando, sua voz está ruim, você está desconfortável, é melhor suspender, pois o padrão da voz pode piorar. 
</p>

<h2>
	Como fazer o diagnóstico da voz alterada pelo uso de esteroides anabolizantes?
</h2>

<p>
	“Doutora, acho que minha voz está mais rouca, acho que está diferente, as pessoas estão comentando, mas não sei o que fazer. Existe um exame para dar um diagnóstico? Como é realizada essa avaliação?” Sim, existe um exame para fornecer um diagnóstico, porque, antes de tudo, é: será devido aos esteroides anabolizantes, ou será devido a outra coisa? 
</p>

<p>
	Existem mudanças que ocorrem na prega vocal que podem causar rouquidão, como: calos ou nódulos, pólipos, cistos, ou seja, o primeiro passo é consultar um otorrinolaringologista para fazer um exame chamado videolaringoscopia. 
</p>

<p>
	Por meio de uma câmera, vemos diretamente as pregas vocais. E então analisamos a sua prega vocal. Ela está perfeita? Existe alguma lesão? Assim, o médico pode dizer se prega vocal está perfeita, se não existe, visualmente, nenhuma lesão nela. 
</p>

<p>
	Não havendo lesão, é provável que a mudança na voz seja devido ao esteroide anabolizante. Ou, se houver uma lesão, a causa da mudança na voz não é do esteroide anabolizante.
</p>

<p>
	Havendo lesão, inicialmente vamos tratar essa lesão. Então, o primeiro ponto: sua voz está ruim, consulte um otorrinolaringologista. E, depois dessa avaliação com videolaringoscopia, há uma segunda etapa nesta análise, que é a avaliação da frequência fundamental da voz.
</p>

<p>
	Esta frequência fundamental da voz é a sua característica que indica se é aguda ou se é grave. Nesta frequência fundamental existem valores para mulheres e uma média de valores para homens. 
</p>

<p>
	Podemos realizar essa avaliação no consultório, medir qual é a frequência fundamental da sua voz. Com isso, podemos conferir se está de acordo com os padrões femininos, ou não, se está mais grave, se está de acordo com os padrões masculinos. 
</p>

<p>
	Se a mulher estiver com padrões masculinos, é provável que tenha havido uma mudança na sua prega vocal pelo uso de esteroides anabolizantes. 
</p>

<p>
	A videolaringoscopia e a avaliação da frequência fundamental da voz são as possibilidades de exames que permitem confirmar se a rouquidão é devido aos esteroides anabolizantes ou não.
</p>

<h2>
	Como tratar a rouquidão da voz pelo uso de esteroides anabolizantes?
</h2>

<p>
	 “Mas tudo bem, Doutora, e agora minha voz está grossa, o que posso fazer? Existe algo? Existe alguma possibilidade de tratamento? Ouvi na academia que não tem jeito, que tenho que esquecer e deixar pra lá. Isso é verdade?” Não! Sim, existem possibilidades de tratamento. 
</p>

<h2>
	Fonoterapia
</h2>

<p>
	A primeira possibilidade, que é simples, e conseguimos bons resultados, é a fonoterapia.
</p>

<p>
	Através de exercícios específicos para a prega vocal, conseguimos estabilizar a voz, reduzir essa variação que ocorre entre grave e agudo. 
</p>

<p>
	Corrigimos aquela voz típica de pessoas parecendo um menino saindo da adolescência, que vai de agudo a grave, a famosa voz de taquara rachada. Conseguimos estabilizar isso muito bem, com a fonoterapia. 
</p>

<p>
	Como exercícios para a voz, o fonoaudiólogo, nas sessões de terapia, faz a voz ficar mais suave e tornar-se mais estável. E, muitas vezes, até conseguimos melhorar a parte grave da voz, para ficar menos grossa, menos rouca, tornar a sua voz mais fina. 
</p>

<p>
	Vários dos meus pacientes, com 8 semanas de fonoterapia, já conseguem estabilizar a voz e tornar a voz melhor. Muitas vezes ficam bem satisfeitos.
</p>

<p>
	Mas como eu já disse: voltar a voz ao normal, nem todos conseguem esse resultado. Mas estabilizar, melhorar, aliviar, com certeza. A fonoterapia ajuda muito. 
</p>

<p>
	Então, a primeira possibilidade de tratamento, quando o paciente vem até mim com a voz rouca, é a fonoterapia. Faça os exercícios, dedique-se, no geral melhora bastante. 
</p>

<p>
	E qual é a ação da fonoterapia? A fonoterapia pode melhorar a onda mucosa, consegue melhorar a vibração da prega vocal, que são vários parâmetros que ocorrem ali na prega vocal durante a produção da voz. 
</p>

<p>
	A fonoterapia não só melhora a maneira de falar, não é apenas uma questão de maneira de falar, mas melhora o funcionamento da prega vocal. 
</p>

<p>
	E é por isso que a qualidade da voz melhora. 
</p>

<h2>
	Cirurgias
</h2>

<p>
	A segunda possibilidade de tratamento é cirúrgica. Para casos mais graves, onde há um impacto muito, muito grande na qualidade de vida do paciente, existe a possibilidade de cirurgia. São duas cirurgias. 
</p>

<p>
	Uma cirurgia que realizamos é como se fosse por um pequeno ponto no início da prega vocal, para fazer uma mudança para tornar o som mais agudo. 
</p>

<p>
	Na prega vocal, fazemos um pequeno ponto no terço anterior da prega vocal, com a intenção de torná-la grudadinha. Portanto, a prega vocal fica um pouco mais curta. E, consequentemente, a voz se torna mais fina. 
</p>

<p>
	Nessa cirurgia, colocamos um ponto nesta região para encurtar a prega vocal. 
</p>

<p>
	E existe uma segunda cirurgia, onde fazemos a prega vocal ficar mais esticada, através de uma incisão no pescoço. Podemos esticar a prega vocal. E então, com isso, deixar uma voz mais aguda e menos grave. E na segunda cirurgia, esticamos a prega vocal, o que fazemos é aumentar o comprimento da prega vocal, tornando-a mais fina, esticando-a através de uma incisão no pescoço.
</p>

<p>
	No último caso, em casos extremos, com a voz extremamente ruim, existe até a possibilidade de cirurgia, ou seja, existem possibilidades de tratamento. Aquela velha história da academia de que "deixe pra lá, acabou, não tem nada a fazer" está errada. 
</p>

<p>
	Hoje em dia existem possibilidades de tratar. Com esses tratamentos, a voz pode voltar a ser feminina? Pode! Pode não voltar exatamente como era antes, mas pode permanecer em um padrão feminino e passar despercebida pelos outros? Pode! 
</p>

<p>
	Com os tratamentos, em geral, os pacientes ficam satisfeitos, e é possível estabilizar bem, deixando uma voz feminina. 
</p>

<p>
	Homens que usam a voz profissionalmente também podem ter problemas com os esteroides anabolizantes
</p>

<p>
	Outro ponto que eu queria falar aqui: não são apenas as mulheres que podem sofrer as consequências dos esteroides anabolizantes na voz. Os homens também podem ter engrossamento da voz. E provavelmente terão uma voz mais rouca. 
</p>

<p>
	Mas como os homens já têm uma voz mais grave, pelos padrões masculinos, em geral, isso não é uma grande questão. 
</p>

<p>
	Mas os homens que usam a voz para cantar, ou seja, aqueles que são cantores, têm que ter muito cuidado com o uso de esteroides anabolizantes, pois pode mudar o padrão da voz. Muitas vezes o cantor pode não conseguir alcançar tons mais altos. Pode mudar o padrão de canto. 
</p>

<p>
	Os homens também têm um impacto dos esteroides anabolizantes na voz, em geral, não causa problemas, porque a voz já é grave. Mas para aqueles que são cantores, ou para outros profissionais da voz (professores, políticos, jornalistas, advogados e etc.), isso pode ter um impacto. É um ponto de alerta! E assim como as mulheres que cantam, tenham muito cuidado ao usar esteroides anabolizantes, pois eles podem mudar completamente a sua voz, e mudar muito o seu canto.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	O uso de esteroides anabolizantes pode tornar a voz mais rouca, mais grossa, mais grave, mais instável. Suspender o uso pode resolver o problema. Manter o uso pode agravar o problema. E caso o problema tenha se instalado, é possível o tratamento por fonoterapia ou por cirurgias.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. VILELA, Larissa. Como tratar a voz grossa ou rouca pelo uso de esteroides anabolizantes? Disponível em: &lt;https://youtu.be/sGTqjTk6Qvc&gt;. Acesso em: 1 mai 2024.
</p>

<p>
	<strong>Você já fez uso de esteroides e teve alteração na voz? Deixe para a gente nos comentários. Precisa de tratamento? Procure a Dra. Larissa Vilela.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">820</guid><pubDate>Wed, 01 May 2024 03:46:00 +0000</pubDate></item><item><title>Protetores hep&#xE1;ticos como silimarina e Xantinon&#xAE; s&#xE3;o &#xFA;teis em ciclos com esteroides anabolizantes?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/protetores-hep%C3%A1ticos-como-silimarina-e-xantinon%C2%AE-s%C3%A3o-%C3%BAteis-em-ciclos-com-esteroides-anabolizantes-r812/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_03/figado-esteroides.jpg.6fba158bdce9b699fa5e75dc12b7f9b5.jpg" /></p>
<h2>
	O uso de protetores hepáticos durante um ciclo de esteroides anabolizantes
</h2>

<p>
	Muitos fisiculturistas têm medo de danificar o fígado durante um ciclo de esteroides anabolizantes. A preocupação é válida, pois o fígado é um órgão vital que desempenha um papel crucial na limpeza do nosso corpo, convertendo e eliminando impurezas.
</p>

<p>
	Muitos perguntam: <em>"Os esteroides vão prejudicar meu fígado? Estou tomando esteroides, isso vai afetar meu fígado? É possível adicionar um protetor hepático? É possível incluir a silimarina? Existe algo que possa prevenir problemas no meu fígado?"</em>.
</p>

<p>
	Vamos tratar sobre o tema da proteção hepática durante o uso de esteroides.
</p>

<h2>
	O fígado e seu poder de regeneração
</h2>

<p>
	O fígado é um órgão com um poder de regeneração incrível. Estamos falando de um órgão com uma incrível capacidade de regeneração. O fígado é um órgão que tende a purificar nosso corpo, basicamente ele pega as substâncias impuras, converte e elimina. É um dos órgãos mais importantes para a metabolização. Por isso, é um dos órgãos que não podemos negligenciar.
</p>

<h2>
	O impacto dos esteroides anabolizantes no fígado
</h2>

<p>
	As drogas esteroides, especialmente dos hormônios anabolizantes da família de 17-alfa-alquilados, como a oximetolona, o stanozolol e a oxandrolona, são conhecidas por sobrecarregar o fígado.
</p>

<p>
	Isso ocorre porque essas drogas foram projetadas para não serem metabolizadas ou quebradas rapidamente, e isso pode sobrecarregar o fígado.
</p>

<h2>
	Os conhecidos protetores hepáticos
</h2>

<p>
	Existem vários medicamentos e substâncias que são conhecidos por suas propriedades protetoras do fígado durante o uso de esteroides anabolizantes. Aqui estão alguns deles:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Silimarina (cardo de leite </strong>ou<strong> cardo mariano)</strong>: O cardo de leite é utilizado desde os tempos greco-romanos para tratar uma série de problemas hepáticos. Vários estudos afirmam que o cardo selvagem protege o fígado das toxinas prejudiciais do álcool e certos medicamentos. Em tempos mais modernos, chamado de silimarina, é um medicamento feito a partir do extrato do cardo mariano, uma erva bastante usada na medicina tradicional de várias regiões do mundo. Ela é prescrita principalmente pelos benefícios que pode trazer para quem sofre de problemas no fígado. A silimarina deve ser tomada por via oral, nos horários estabelecidos pelo médico.
	</li>
	<li>
		<strong>Xantinon</strong>: O Xantinon é um medicamento destinado ao uso exclusivo pela via oral. O comprimido revestido deve ser deglutido por inteiro, com um pouco de líquido. A posologia recomendada é de três a quatro comprimidos ao dia ou a critério médico.
	</li>
	<li>
		<strong>Organ Shield</strong>: O Organ Shield é um suplemento alimentar desenvolvido pela Purus Labs para apoiar, proteger e restaurar as funções hepáticas (fígado), renais (rins), prostáticas (próstata), e cardiovasculares (do coração) durante os períodos de alto stress, causados pela utilização de suplementos pró hormonais e/ou esteróides anabolizantes. Contém N-acetil-L-cisteína (NAC), Ácido Alfa Lipoico (ASA), Cardo Mariano e Coenzima Q-10 (CoQ-10). A forma de uso recomendada é tomar 2 (duas) cápsulas por dia por mais 2 (duas) semanas após ter terminado o seu ciclo com algum Pró-Hormonal.
	</li>
	<li>
		<strong>LIV 52</strong>: O LIV 52 é um suplemento alimentar desenvolvido para apoiar, proteger e restaurar as funções hepáticas (fígado), renais (rins), prostáticas (próstata), e cardiovasculares (do coração) durante os períodos de alto stress, causados pela utilização de suplementos pró hormonais e/ou esteróides anabolizantes. É composto por alcaparra, chicória, mandur bhasma e erva-moura. A forma de uso também não é bem especificada.
	</li>
	<li>
		<strong>TUDCA</strong>: O Ácido Tauroursodesoxicólico (TUDCA) é formado a partir da conjugação de outro ácido biliar, o ursodesoxicólico, com o aminoácido taurina. O Tudca é um bom protetor hepático, pois possui ação de desintoxicação hepática, bem como na prevenção aos danos hepáticos na melhora do fluxo biliar. A forma de uso recomendada é de 250 a 500 mg ao dia, administradas em uma vez ou com fracionamento.
	</li>
</ul>

<p>
	Anote-se que todas as informações fornecidas devem ser usadas apenas como referência. É importante consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento ou suplementação.
</p>

<h2>
	A efetividade dos protetores hepáticos
</h2>

<p>
	A questão é: um protetor hepático pode competir com o medicamentos esteroides anabolizantes? A resposta é que, na maioria das vezes, durante o ciclo de esteroides, os protetores hepáticos não fazem muito sentido, são inúteis.
</p>

<p>
	As drogas esteroides anabolizantes vão sobrecarregar o fígado. Isso é esperado. Usar outra droga supostamente para proteger o fígado pode sobrecarregá-lo ainda mais.
</p>

<p>
	Faz mais sentido melhorar a alimentação durante o processo do ciclo, evitar o consumo de álcool, e não usar medicamentos que sobrecarregam o fígado, como o paracetamol e a dipirona.
</p>

<p>
	Não é que os protetores hepáticos não funcionem. Eles podem sim ser eficazes para condições como a esteatose hepática (gordura no fígado) e para reduzir marcadores específicos ou obscuros.
</p>

<p>
	Esses cuidados são melhores do que sobrecarregar ainda mais o seu fígado com outras substâncias protetoras hepáticas. 
</p>

<p>
	Quando temos uma droga esteroide que está sobrecarregando o fígado, vale mais a pena você usar os esteroides por um período curto de tempo, vale mais a pena você fazer exames para acompanhar o estado do seu fígado (principalmente depois de 2 semanas do fim do ciclo), vale mais a pena você fazer o acompanhamento com um médico, do que tomar um protetor hepático, porque ele não vai funcionar.
</p>

<p>
	Portanto, terminou o protocolo, depois de 2 semanas, faça exames de sangue. Isso porque durante o período de uso dos esteroides é normal sim você ter marcadores hepáticos elevados. É o que se espera. O uso de esteroides provoca essas alterações. É um preço a ser pago pelo uso dessas drogas. É um colateral conhecido.
</p>

<h2>
	O que fazer para proteger o fígado durante um ciclo de esteroides anabolizantes
</h2>

<p>
	O dinheiro que você gastaria em protetores hepáticos seria melhor investido em comida e água. Existem vários alimentos que são benéficos para a saúde do fígado. Aqui estão alguns deles:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Alcachofra</strong>: Rica em antioxidantes, como cinarina e silimarina, que ajudam a proteger o fígado de danos que podem ser causados pelos radicais livres, além de aumentar a produção de bile, reduzir a produção de colesterol e estimular o crescimento de novas células saudáveis no fígado.
	</li>
	<li>
		<strong>Suco de beterraba</strong>: O suco de beterraba é rico em nitratos e antioxidantes, como as betalaínas, que ajudam a reduzir o dano oxidativo causado pelos radicais livres e a inflamação nas células do fígado.
	</li>
	<li>
		<strong>Brócolis</strong>: O brócolis é rico em canferol, um tipo de flavonoide, que tem ação anti-inflamatória potente que ajuda a proteger o fígado e a prevenir doenças como fígado gordo, hepatite ou cirrose.
	</li>
	<li>
		<strong>Salmão</strong>: O salmão é rico em ômega-3, especialmente o DHA, que é um tipo de gordura boa, com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que protegem o fígado mantendo-o saudável.
	</li>
	<li>
		<strong>Laranja</strong>: Bastante rica em antioxidantes e vitamina C, a laranja tem a capacidade de melhorar a limpeza natural do fígado.
	</li>
	<li>
		<strong>Alho</strong>: O alho é conhecido pela sua capacidade de desintoxicar o organismo. Ao ingerir diariamente um pouco de alho, estará a fazer a ativação das enzimas que se encontram no fígado e que procedem à eliminação das toxinas existentes no organismo.
	</li>
	<li>
		<strong>Chá Verde</strong>: O chá verde é famoso pela sua riqueza em antioxidantes. Esta bebida contém um alto teor de antioxidantes vegetais, a catequina. A catequina tem uma ação importante no bom funcionamento hepático.
	</li>
	<li>
		<strong>Maçã</strong>: A ingestão regular de maçãs tem uma grande concentração de pectina, sendo assim um alimento útil para assegurar a limpeza e a libertação de toxinas através do sistema digestivo.
	</li>
	<li>
		<strong>Limão</strong>: O limão é conhecido por suas propriedades desintoxicantes e é frequentemente usado em dietas de desintoxicação.
	</li>
	<li>
		<strong>Abacate</strong>: O abacate é uma excelente fonte de gorduras saudáveis, que ajudam na redução da inflamação no fígado.
	</li>
	<li>
		<strong>Cenoura</strong>: A cenoura é rica em flavonoides e betacaroteno, que são poderosos antioxidantes. Eles ajudam a proteger o fígado de danos causados por toxinas e radicais livres.
	</li>
</ul>

<p>
	Uma dieta equilibrada é fundamental para a saúde do fígado, principalmente durante o stress causado pelo uso de esteroides anabolizantes.
</p>

<p>
	Além dos alimentos benéficos para o fígado, podemos mencionar alguns que devem ser evitados:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Alimentos gordurosos</strong>: Alimentos ricos em gorduras saturadas, como carnes vermelhas muito gordas, manteiga e queijos, podem aumentar o nível de gordura no fígado e levar a condições como a doença hepática gordurosa.
	</li>
	<li>
		<strong>Alimentos fritos</strong>: Alimentos fritos são ricos em gorduras trans e saturadas, que podem aumentar o risco de doença hepática gordurosa.
	</li>
	<li>
		<strong>Açúcar</strong>: O consumo excessivo de açúcar pode levar ao acúmulo de gordura no fígado, o que pode resultar em doença hepática gordurosa.
	</li>
	<li>
		<strong>Sal em excesso</strong>: O consumo excessivo de sal pode causar retenção de líquidos e aumentar a pressão arterial, o que pode ser prejudicial para o fígado. Lembre-se que o sal é necessário, só não pode ser ingerido com exagero.
	</li>
	<li>
		<strong>Bebidas alcoólicas</strong>: O consumo excessivo de álcool pode danificar as células do fígado e levar a condições como cirrose e hepatite alcoólica. Evite ao máximo o álcool durante o ciclo.
	</li>
	<li>
		<strong>Molhos e condimentos</strong>: Muitos molhos e condimentos são ricos em sódio e açúcar, o que pode ser prejudicial para o fígado.
	</li>
	<li>
		<strong>Alimentos processados</strong>: Alimentos como bolachas, bolos, produtos de pastelaria e cereais de pequeno almoço são ricos em aditivos, gorduras e açúcares simples, que podem sobrecarregar o fígado. Fuja da química desnecessária.
	</li>
	<li>
		<strong>Legumes verdes escuros (espinafres, couves, grelos, alface) e os laranjas (abóbora, tomate e cenoura)</strong>: Evite apenas se eles forem indigestos para você, o que pode sobrecarregar o fígado. Para outras pessoas, podem ser benéficos.
	</li>
</ul>

<p>
	Por fim, é muito importante repisar que fazer exames de sangue após o término do protocolo é essencial. Durante o período de uso de esteroides, é normal ver marcadores elevados, pois o fígado está processando a droga esteroide. As alterações são normais.
</p>

<p>
	Após a suspensão do uso da droga, os exames devem ser feitos para conferir se a função hepática voltou ao normal.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	Em resumo, vale a pena usar protetores hepáticos durante um ciclo de esteroides anabolizantes? Para a grande maioria dos usuários, a resposta é não. Cuide da alimentação e nunca use esteroides sem o acompanhamento de seu médico. Seu fígado agradece.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. SCIELO. Avaliação descritiva sobre o uso de esteroides anabolizantes e seu efeito sobre as variáveis bioquímicas e neuroendócrinas em indivíduos que praticam exercício resistido. Disponível em: <span ipsnoautolink="true">https://www.scielo.br/j/rbme/a/mgJ3bhdwSpCKGJTtH9nfbnh/</span>. Acesso em: 23 mar. 2024.
</p>

<p>
	2. ROTTERDAMLABS. La Guía definitiva de Ciclos de Esteroides. Disponível em: <span ipsnoautolink="true">https://www.rotterdamlabs.com/post/la-guía-definitiva-de-ciclos-de-esteroides</span>. Acesso em: 23 mar. 2024.
</p>

<p>
	3. PLANETA DO CORPO. Como proteger o fígado em ciclos? Disponível em: <span ipsnoautolink="true">https://planetadocorpo.com/como-proteger-o-figado-em-ciclos/</span>. Acesso em: 23 mar. 2024.
</p>

<p>
	4. BATISTA, Moizes. Protetores hepáticos durante um ciclo de esteróides anabolizantes androgênicos. É necessário? Disponível em: <span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/mkxcDuk4CIE</span>. Acesso em: 23 mar. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Espero ter esclarecido um pouco mais sobre o tema de protetores hepáticos durante o ciclo de esteroides. Se tiver mais perguntas, sinta-se à vontade para deixar nos comentários ou criar um tópico no fórum.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">812</guid><pubDate>Sat, 23 Mar 2024 20:38:00 +0000</pubDate></item><item><title>Decanoato de nandrolona: tudo o que voc&#xEA; precisa saber sobre Deca&#xAE;</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/decanoato-de-nandrolona-tudo-o-que-voc%C3%AA-precisa-saber-sobre-deca%C2%AE-r800/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_02/deca-mulher.webp.706b3a43766d7fa84d1db0737401005b.webp" /></p>
<h2>
	O que é o decanoato de nandrolona?
</h2>

<p>
	O Decanoato de Nandrolona é um esteróide anabolizante muito utilizado na prática médica. Comercialmente conhecido como Deca Durabolin, este esteróide é amplamente utilizado desde a década de 1960 para tratar perda muscular em pacientes pós-operatórios ou com queimaduras graves. Além disso, tem sido explorado para melhorar a qualidade de vida dos idosos, já que ajuda a combater a perda de massa muscular associada ao envelhecimento.
</p>

<h2>
	Indicações e uso clínico
</h2>

<p>
	O Decanoato de Nandrolona é geralmente prescrito sob orientação médica e sua aplicação é intramuscular. Sua meia-vida é de aproximadamente 10 a 12 dias, o que determina o intervalo de aplicação. Tanto homens quanto mulheres podem se beneficiar do uso desse esteróide, porém as doses e as indicações clínicas variam de acordo com o paciente.
</p>

<h2>
	Efeitos colaterais e considerações importantes
</h2>

<p>
	Assim como qualquer esteróide anabolizante, o Decanoato de Nandrolona pode causar efeitos colaterais, principalmente em homens. É importante destacar que a combinação com testosterona é comum para evitar problemas como bloqueio do eixo hormonal e disfunção erétil. Já nas mulheres, os efeitos colaterais incluem queda de cabelo, aumento do clitóris e acne, dentre outros.
</p>

<h2>
	Oxandrolona: uma alternativa segura?
</h2>

<p>
	A oxandrolona é outro esteróide anabolizante comumente utilizado, especialmente pelas mulheres devido à sua forma de administração oral. Este esteróide também é conhecido por sua menor propensão a causar retenção de líquidos em comparação com o Deca Durabolin. Sua meia-vida é de aproximadamente 10 horas, o que permite uma dosagem mais frequente ao longo do dia.
</p>

<h2>
	Perguntas mais frequentes sobre decanoato de nandrolona
</h2>

<p>
	<strong>1. Qual a indicação do decanoato de nandrolona?</strong>
</p>

<p>
	R: O Decanoato de Nandrolona é indicado para tratar perda muscular em pacientes pós-operatórios e idosos.
</p>

<p>
	<strong>2. Quais os principais efeitos colaterais do decanoato de nandrolona?</strong>
</p>

<p>
	R: Os efeitos colaterais incluem problemas hormonais, como bloqueio do eixo hormonal em homens, e alterações físicas, como queda de cabelo e aumento do clitóris em mulheres.
</p>

<p>
	<strong>3. Qual a diferença entre decanoato de nandrolona e oxandrolona?</strong>
</p>

<p>
	R: O Decanoato de Nandrolona é administrado por via intramuscular, enquanto a Oxandrolona é administrada oralmente. Além disso, suas meias-vidas e potenciais efeitos colaterais variam.
</p>

<p>
	<strong>4. Qual o custo do decanoato de nandrolona?</strong>
</p>

<p>
	R: O custo do Decanoato de Nandrolona varia, sendo aproximadamente R$100 por semana para homens e R$90 por mês para mulheres.
</p>

<p>
	<strong>5. Como é feita a terapia pós-ciclo com decanoato de nandrolona?</strong>
</p>

<p>
	R: A terapia pós-ciclo geralmente inclui estimulação do eixo hormonal para restabelecer a produção natural de testosterona.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">800</guid><pubDate>Mon, 26 Feb 2024 14:42:00 +0000</pubDate></item><item><title>Benef&#xED;cios da irisina liberada pelo exerc&#xED;cio f&#xED;sico</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/benef%C3%ADcios-da-irisina-liberada-pelo-exerc%C3%ADcio-f%C3%ADsico-r794/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2020_08/irisina.jpg.cfcd57b1225272d18c4fa7ebcd07fefd.jpg" /></p>
<h2>
	Exercício físico e benefícios metabólicos
</h2>

<p>
	O exercício físico sempre foi utilizado como uma ferramenta eficaz na prevenção e manejo do risco cardiometabólico e no tratamento da síndrome metabólica e suas complicações.
</p>

<p>
	No entanto, a resposta ao exercício não é uniforme, com a heterogeneidade sendo influenciada por genes e uma série de fatores não modificáveis (sexo, idade) ou modificáveis (aptidão cardiorrespiratória, tipo de treinamento e tempo).
</p>

<h2>
	Irisina secretada pelo músculo esquelético
</h2>

<p>
	As miocinas secretadas pelo músculo esquelético representam um desses fatores que contribuem para a adaptação ao exercício. Dentre elas, a irisina é a adipomiocina de grande esperança para a saúde cardiometabólica, sendo responsável pela regulação da UCP1 na formação das células marrom.
</p>

<p>
	A irisina é uma versão clivada do gene FNDC5, e tem esse nome em homenagem à deusa mensageira grega Iris.
</p>

<h2>
	Tecido adiposo branco
</h2>

<p>
	O tecido adiposo branco é um órgão endócrino altamente integrado na homeostase e capaz de estabelecer formas de comunicar e influenciar múltiplos processos metabólicos.
</p>

<h2>
	Tecido adiposo marrom
</h2>

<p>
	O tecido adiposo marrom promove gasto de energia por meio da incorporação da proteína desacopladora 1 (UCP1), também conhecida como termogenina, que desacopla a respiração celular e a produção de calor nas membranas mitocondriais.
</p>

<h2>
	Células termogênicas e o esforço físico
</h2>

<p>
	Dados recentes sugerem a presença de formação de células termogênicas a partir de adipócitos brancos com potencial papel na prevenção da obesidade e da síndrome metabólica.
</p>

<p>
	A formação dessas células é influenciada pelo esforço físico que induz a expressão do coativador-1 PPARγ (PGC1) e da proteína de membrana a jusante, a proteína 5, contendo o domínio da fibronectina tipo III (FNDC5) no músculo esquelético.
</p>

<p>
	A irisina está envolvida no escurecimento do tecido adiposo.
</p>

<h2>
	Irisina e densidade óssea
</h2>

<p>
	E ainda em camundongos, a irisina liberada do músculo esquelético durante o exercício age diretamente no osso, aumentando a densidade mineral óssea cortical, o perímetro ósseo e o momento polar de inércia.
</p>

<p>
	Porém, embora os estudos em animais sejam congruentes no que diz respeito à relação entre o esforço físico e a liberação de irisina, os resultados dos estudos em humanos são menos que claros sobre o papel duplo potencial da irisina como mioquina e adipocina, o que ainda precisa ser esclarecido em estudos longitudinais.
</p>

<h2>
	Efeito terapêutico da irisina
</h2>

<p>
	Por fim, um estudo conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) sugere que a irisina pode ter efeito terapêutico em casos de Covid-19 (os pesquisadores observaram que a substância tem efeito modulador em genes associados à maior replicação do novo coronavírus dentro de células humanas).
</p>

<hr>
<p>
	<span style="font-size:12px;">Referências bibliográficas:</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">1-Mai, S., Grugni, G., Mele, C. et al. Irisin levels in genetic and essential obesity: clues for a potential dual role. Sci Rep 10, 1020 (2020). <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-020-57855-5" ipsnoembed="false" rel="external nofollow">https://doi.org/10.1038/s41598-020-57855-5</a></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">2-Lidia I. Arhire Laura Mihalache,and Mihai Covasa. Irisin: A Hope in Understanding and Managing Obesity and Metabolic Syndrome. <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6687775/" ipsnoembed="false" rel="external nofollow">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6687775/</a></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">3-Vargas-Castillo A, Fuentes-Romero R, Rodriguez-Lopez LA, Torres N, Tovar AR. Understanding the biology of thermogenic fat: is browning a new approach to the treatment of obesity? Arch Med Res. (2017) 48:401–13. 10.1016/j.arcmed.2017.10.002 [PubMed] [CrossRef] [Google Scholar]</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">4-"A molecule that helps the 'exercise hormone' do its work". Nature. 2018-12-13. Retrieved 2018-12-21.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">5- Colaianni G, Cuscito C, Mongelli T, Pignataro P, Buccoliero C, Liu P, Lu P, Sartini L, Di Comite M, Mori G, Di Benedetto A, Brunetti G, Yuen T, Sun L, Reseland JE, Colucci S, New MI, Zaidi M, Cinti S, Grano M (September 2015). "The myokine irisin increases cortical bone mass". Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 112 (39): 12157–62. doi:10.1073/pnas.1516622112. PMC 4593131. PMID 26374841.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">6-Miriane de Oliveira,Lucas Solla Mathias,Bruna Moretto Rodrigues,Bianca Gonçalves Mariani,Jones Bernardes Graceli,Maria Teresa De Sibio,Regiane Marques Castro Olimpio,Fernanda Cristina Fontes Moretto,Igor Carvalho Deprá,Célia Regina Nogueira.The roles of triiodothyronine and irisin in improving the lipid profile and directing the browning of human adipose subcutaneous cells.Molecular and Cellular Endocrinology ,15 April 2020</span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">794</guid><pubDate>Wed, 19 Aug 2020 14:09:00 +0000</pubDate></item><item><title>Quarentena: o que fazer com meu ciclo de esteroides?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/ciclo-quarentena/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2020_05/ciclo-esteroides-pandemia.jpg.ce588da2ac50c080b0ec0d445c3b9de5.jpg" /></p>
<h2>
	Início de ciclo e academias fechadas na quarentena do coronavírus
</h2>

<p>
	Janeiro de 2020 começou e você se lançou à todo vapor no mundo da musculação. Você já treinava há anos e buscava melhorar ainda mais sua estética física! Era chegada a hora de usar algum esteroide anabolizante.
</p>

<p>
	Você iniciou o uso e veio a triste notícia do coronavírus: todas as academias iriam fechar! Bom, você pensou: "vou manter meu ciclo, pois, logo logo tudo voltará ao funcionamento normal". Semanas se passaram e a situação do mundo apenas piorou. Já se passaram meses, e as academias ainda não estão em funcionamento normal.
</p>

<p>
	E então, o que fazer com o meu ciclo de anabolizantes?
</p>

<h2>
	Faça exercícios funcionais e aeróbios
</h2>

<p>
	Primeiramente, não se desespere. As academias realmente fecharam, mas você ainda pode minimamente treinar em casa. Não se pode comparar a potência de um treino funcional em casa com um treino bem feito em uma academia com cargas.
</p>

<p>
	Entretanto, pode-se evitar a perda de massa magra com esse tipo de treino. Deve-se, ainda, manter uma média de 30 minutos de exercícios aeróbios ao dia, tanto para a saúde cardiovascular, quanto para se evitar uma deposição maior de gordura nesse período. 
</p>

<h2>
	E meu ciclo de esteroides? Devo parar? Devo fazer TPC na quarentena?
</h2>

<p>
	A verdade é que não há uma resposta correta. Mas, na minha experiência como médica e atleta profissional de fisiculturismo, esse é o pior momento para se interromper um ciclo.
</p>

<p>
	Quando se interrompe um ciclo de esteroides em homens, deve-se realizar uma TPC (terapia pós-ciclo) adequada para que o eixo fisiológico hipotálamo - hipófise - gônadas retorne ao funcionamento e, consequentemente, a produção de testosterona fisiológica. 
</p>

<p>
	Em conjunto, deve-se manter uma rotina de treinamentos intensos e dieta à risca para haver menor perda de massa muscular possível no período, afinal, você retornará ao seu nível “normal” de testosterona.
</p>

<p>
	A estratégia mais inteligente para os homens, então, seria manter a testosterona em uso e retirar outros esteroides, caso haja alguma associação. Por exemplo, caso você esteja utilizando deposteron associado à oxandrolona, deve-se considerar retirar a segunda droga. 
</p>

<p>
	Já no caso das mulheres, que, geralmente, utilizam os derivados de DHT (como a oxandrolona e o estanozolol) para performance, é interessante que se mantenha o uso deste tipo de esteroide em uma dose reduzida nesse período. Caso você esteja utilizando outros tipos de esteroides, considere retirar essas drogas. 
</p>

<p>
	Obviamente, tudo isso deve ser discutido e conversado com o seu médico, que analisará seus exames laboratoriais e fará sua avaliação corporal. Juntos vocês poderão discutir sobre a melhor estratégia.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	Para resumir: 
</p>

<ul>
	<li>
		Mantenha uma rotina de treinos diários em casa;
	</li>
	<li>
		Mantenha a dieta, mesmo em casa;
	</li>
	<li>
		Converse com seu médico sobre o seu ciclo, considerando as desvantagens de pausar o uso nesse período;
	</li>
	<li>
		Mantenha o uso de creatina, e. caso você não a utilize, considere iniciar. Este suplemento irá auxiliar a retenção de glicogênio muscular.
	</li>
</ul>
]]></description><guid isPermaLink="false">786</guid><pubDate>Wed, 27 May 2020 19:19:00 +0000</pubDate></item><item><title>Oxandrolona: por que &#xE9; a queridinha das mulheres?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/oxandrolona-por-que-%C3%A9-a-queridinha-das-mulheres-r761/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2018_03/oxandrolona-mulher.jpg.5aefe4244f95e9be343ff3635be03e8d.jpg" /></p>
<p>
	A Oxandrolona é a droga queridinha das mulheres, sendo muito procurada antes do réveillon, verão e carnaval. Alguns homens dizem que é droga de mulher e os fisiculturistas não gostam muito por ser uma "droga fraca" (a depender da dose). É fato que esta droga está circulando muito nas academias e boxes de crossfit, principalmente entre as mulheres.
</p>

<p>
	Os motivos pelos quais as mulheres "gostam" muito da droga esteroide Oxandrolona são, basicamente:
</p>

<ul>
	<li>
		aumenta a massa magra de maneira significativa;
	</li>
	<li>
		reduz bastante a gordura (aumento da lipólise);
	</li>
	<li>
		pouca aromatização e virilização (ganho de características do corpo masculino, ou masculinização).
	</li>
</ul>

<p>
	Isso é o sonho de todas as mulheres: ganhar massa magra e ao mesmo tempo perder gordura (e, sem dúvida, sonho dos homens também).
</p>

<p>
	A Oxandrolona é conhecida por ser um esteroide anabolizante "leve", com menor risco de efeitos colaterais comparada a outras drogas esteroides, apesar de ser uma droga comumente encontrada na forma oral. A forma injetável não é vista no mercado com facilidade. É um 17-alfa-alquilado e pode sobrecarregar o fígado.
</p>

<p>
	Historicamente, os primeiros textos da literatura sobre a Oxandrolona são de 1962, e a droga era conhecida e vendia com o nome Anavar. O Anavar original não é mais produzido, mas, no mercado, há uma série de drogas que contém 17-alfa-alquilado que usam o nome Anavar.
</p>

<p>
	A Oxandrolona pode ser legalmente manipulada em farmácia, desde que haja prescrição médica. Portanto, diferentemente do Winstrol e da Trembolona, cuja compra é proibida (as farmácias de manipulação que vendem essas drogas de forma ilegal cobram um preço muito alto por isso), a Oxandrolona é "liberada". Isso não quer dizer que seja barata, mas é menos cara que as demais drogas mencionadas.
</p>

<p>
	Em sua origem, a Oxandrolona foi desenvolvida para ser um esteroide leve, de uso oral, que poderia ser usado por crianças e mulheres. Ela é uma forma derivada da di-hidrotestosterona, cujas duas diferenças são: adição de um grupo metil no carbono 17 (proteção na primeira passagem pelo fígado) e uma substituição no carbono 2 (aumenta a meia-vida).
</p>

<p>
	Quanto aos efeitos colaterais da Oxandrolona, apesar de ser um anabolizante "leve", a droga não está livre dos efeitos indesejados. São os principais:
</p>

<ul>
	<li>
		aumento da oleosidade da pele (o que pode causar espinhas e acne);
	</li>
	<li>
		queda de cabelo;
	</li>
	<li>
		crescimento de pelos no corpo (rosto, braços, etc);
	</li>
	<li>
		redução do HDL (colesterol bom);
	</li>
	<li>
		alteração do ciclo menstrual.
	</li>
</ul>

<p>
	A utilização com a dose correta por diminuir significativamente o risco de efeitos colaterais. Deve-se tomar cuidado com as doses que são geralmente comentadas nas academias e nos fóruns da internet (doses absurdas, muito elevadas). Somente um médico especializado em hormônios pode indicar doses e tempo de uso (não confie no nutricionista, personal ou parceiro de treino para isso).
</p>

<p>
	A Oxandrolona não aumenta o <strong>clítoris</strong> e não causa o <strong>engrossamento da voz</strong>, como relatam algumas mulheres.
</p>

<p>
	Em homens muito jovens, com 17 ou 18 anos, fase em que a testosterona natural está muito elevada, o uso da Oxandrolona implica na redução da testosterona no organismo.
</p>

<p>
	Essa droga é muito utilizada pelos atletas que precisam de velocidade e potência (corredores, nadadores, ciclistas e ginastas). A testosterona aumenta a força, performance e diminui o tempo de recuperação entre os treinos. Ela causa aumento de peso pelo aumento da massa magra, mas não é algo muito exagerado, o que é vantajoso para esse tipo de atleta. E é muito comum o uso dessa droga pelos atletas olímpicos, com estratégias para evitar a descoberta pelo antidoping.
</p>

<p>
	Por ser largamente utilizada pelos atletas, o mais sensato seria a liberação para uso pelos atletas, com a estipulação de certas regras, tais como quantidades e tempo de uso (hoje para um "engana trouxa" ou hipocrisia).
</p>

<p>
	E com a massificação das redes sociais, o uso também é muito comum pelas blogueiras fitness, que muitas vezes proclamam que usam somente suplementos alimentares, como whey protein. Não acredite, para a construção daqueles shapes também há esteroides anabolizantes envolvidos, como a Oxandrolona. Exemplo clássico são aqueles das blogueiras que exibem barriga tanquinho 15 dias depois de parir. Não é photoshop apenas, é Oxandrolona também.
</p>

<hr>
<p>
	<strong style="color:#353c41; font-size:12px; text-align:start">Fonte:</strong><br style="color:#353c41; font-size:12px; text-align:start">
	<span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:12px; text-align:start">FONTENELLE, Gustavo e OLIVEIRA, Ewerton. Tudo sobre Oxandrolona.<span> </span></span><strong style="color:#353c41; font-size:12px; text-align:start">Youtube</strong><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:12px; text-align:start">, 25 jan. 2017. Disponível em &lt;https://youtu.be/ekxGw7r1adQ&gt;. Acesso em: 16 mar. 18.</span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">761</guid><pubDate>Sat, 17 Mar 2018 21:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Uso de Dianabol por mulheres al&#xE9;m do comum Oxandrolona e Stanozolol</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/uso-de-dianabol-por-mulheres-al%C3%A9m-do-comum-oxandrolona-e-stanozolol-r760/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2018_01/mulher-dianabol.jpg.4474f4fa35197bc6fc20d7482ecf49cf.jpg" /></p>
<p>
	O uso da droga, popularmente conhecida como dianabol, sempre foi extremamente difundido entre entusiastas da musculação e de esportes que envolvem força e explosão. Droga essa usada desde meados do século XX.<br>
	<br>
	O antiquado conceito de que a droga viriliza em mulheres, aos poucos vai sendo quebrado. Todas drogas derivadas de testosterona, tem potencial de virilizar.
</p>

<p>
	Testes e experimentos provam que o dianabol não viriliza mais que a oxandrolona, porém, tem muito mais efetividade pra ganho de massa magra.
</p>

<p>
	Também a questão da retenção de líquidos, que é um mito, droga que retém, simplesmente pode ser controlada na dieta.<br>
	<br>
	Enfim, hoje as mulheres vêm percebendo outra opção à famosa combinação de oxandrolona com estanozolol. Que essa sim, acarreta problemas que podem ser graves.<br>
	<br>
	Como o intuito é somente demonstrativo, informativo, e, explicativo, não irei expor dosagens recomendadas para mulheres, mas fica o alerta simples, de que, passando de 30mg/dia, podem vir efeitos indesejáveis. O abuso de drogas não é recomendado.
</p>

<p>
	O uso de anabolizantes geralmente é feito por atletas com vasta experiência e anos de treinamento intenso. <br>
	<br>
	Falando especificamente para mulheres, quebrando o mito de que é uma "droga muito pesada", na verdade, todas as drogas são muito pesadas, mas o que define o resultado e os colaterais é o abuso.<br>
	<br>
	Usualmente ela é tomada em cápsulas de 10mg, sendo ou não divididas em doses menores no decorrer do dia, porém, não necessária a divisão, devido à concentração plasmática (não entrarei em termos científicos).
</p>

<p>
	O melhor horário pra ganho de força e disposição, é sempre horas antes do treino. Voltando à questão da concentração plasmática, depois de um tempo de uso, ela vai inevitavelmente causar o efeito do ganho de força e de massa.<br>
	<br>
	Dessa droga pode se esperar ganhos sólidos e contínuos, fixos. Não estimulamos o uso de drogas, apenas informamos para que não seja feito de modo errado e abusivo.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">760</guid><pubDate>Wed, 17 Jan 2018 01:29:00 +0000</pubDate></item><item><title>Potenay: droga, anabolizante ou vitamina?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/potenay-droga-anabolizante-ou-vitamina-r748/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_01/potenay.jpg.0ab8ead466bcaed117c37385dadd2357.jpg" /></p>
<p>
	O Potenay foi criado para uso em animais debilitados, como um composto que faz com que o animal “volte à ativa”. Devido a essa força a mais, começou também ser usado em cavalos de competição. Atualmente, muitos atletas ou entusiastas vêm usando esse composto em diversas áreas esportivas.
</p>

<p>
	Hoje, já sabemos quais substancias causam tal reação. E essa reação está longe de ser devido as doses relativamente baixas de vitaminas do complexo B. O verdadeiro herói (ou vilão), se chama <strong>mefentermina</strong>, uma anfetamina, altamente estimulante. Essa substância aumenta a sensibilidade dos receptores beta-adrenérgicos, o que causa uma maior resposta e liberação de noradrenalina. Ela também causa vasodilatação, vascularização, oxigenação sanguínea. É um “pré-treino” completo. Porém, como veremos a frente, tem muitos malefícios.
</p>

<p>
	Sabe-se que, durante a segunda guerra, soldados nazistas e os kamikazes faziam uso de todo tipo de anfetaminas, provavelmente também da mefentermina. Só pela coragem que tinham, já sabemos o tamanho do efeito dessa droga.
</p>

<p>
	O complexo B, se usado na dosagem habitual, causa um aumento da síntese de proteína, serve como anti-inflamatório, melhora o aspecto da pele, do cabelo. O Potenay possui 112 mg de complexo B em média, divididos entre B2, B3, B5, B6. O que é uma dosagem aceitável. Mas o uso não está na casa dos poucos mls, ou de um ml. Existem pessoas que utilizam até 15mls, o que pode causar problemas.
</p>

<p>
	Entre os problemas causados pelo uso de altas doses como pré-treino, estão a depressão, a hipervitaminose, a sudorese, arritmias, euforia. Existem até relatos de rompimento de pequenos vasos. Mas o pior de todos é o vício. Como qualquer anfetamina, a mefentermina é viciante, e, dificilmente usuários habituais conseguem parar, e se param, não conseguem mais a performance de antes. Há também a hipervitaminose causada pelo excesso das vitaminas do complexo B, o que pode levar a convulsões e até parada do sistema respiratório.
</p>

<p>
	Esse tipo de droga é utilizada por atletas de todos os esportes que exigem força física, por estimular a força e aumentar o “pump”, muitos atletas superam as dosagens na busca de maiores resultados. A droga pode ser usada de forma injetável ou oral. Muitas pessoas bebem várias ampolas por dia, o que pode sobrecarregar o fígado. Outras, do meio do fisiculturismo, já usam vários mls injetados de forma local para corrigir imperfeições antes das apresentações (ela é expelida em algum tempo).
</p>

<p>
	Atualmente existem outras opções bem menos agressivas de pré-treinos e vasodilatadores, tais como a cafeína, a arginina, beta-alanina, o ácido ascórbico (vitamina c), entre outros. O uso de anfetaminas como pré-treino não é recomendado, existem atletas que fazem o uso contínuo desse tipo de substância, o que às vezes pode ser responsável por várias fatalidades ocorridas nas academias.
</p>

<p>
	O nosso objetivo não é instruir o uso ou indicar “suplementos”. Todos temos consciência dos nossos limites e objetivos, atalhos são sempre bem vindos, principalmente quando não afetam nossa saúde física e mental. Anfetaminas são drogas e não devem ser utilizadas sem prescrição médica. Lembrando que já não existe mais menfetermina para uso humano.
</p>

<p>
	Concluindo, o Potenay é um composto estimulante com baixíssimos efeitos anabólicos, com um complexo vitamínico, e uma droga. Então, pode se considerar o Potenay como sendo “anabolizante”, droga, e, vitamina.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">748</guid><pubDate>Mon, 09 Jan 2017 02:12:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como aumentar testosterona, GH, IGF-1 e MGF naturalmente com t&#xE9;cnicas de treinamento</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/como-aumentar-testosterona-gh-igf-1-e-mgf-naturalmente-com-t%C3%A9cnicas-de-treinamento-r728/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_09/treinamento-testosterona-gh.jpg.f5c76fff0cce9d4db0bd9278fc9739ca.jpg" /></p>
<p>
	É bem sabido que o treinamento com pesos na musculação estimula a produção natural de hormônios anabólicos ou anabolizantes pelo corpo. Existem algumas técnicas de treinamento que podem estimular ainda mais essa produção natural de hormônios, inclusive da testosterona.
</p>

<p>
	O planejamento das variáveis do treinamento com pesos tem reflexo direto na produção hormonal. Por exemplo, tempos maiores de descanso entre as séries aumentam a produção natural de testosterona (e de massa muscular), enquanto que tempos menores de descanso implicam na maior produção do hormônio do crescimento (GH) (e de definição).
</p>

<p>
	A seguir, apresentaremos algumas variáveis do treinamento e as respectivas respostas hormonais pelo organismo.
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Exercícios Multi-articulares</strong></span>
</p>

<p>
	Os exercícios multi-articulares estimulam maior produção natural de testosterona pelo corpo, comparando-se com exercícios não multi-articulares ou isolados. São exemplos de exercícios multi-articulares: agachamento, levantamento terra, supinos e levantamento olímpico. São exemplos de exercícios isolados: extensão de tríceps e burrinho (panturrilha).
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Cargas Elevadas</strong></span>
</p>

<p>
	Quanto maior a carga ou peso empregado no exercício, maior será a estimulação da produção natural de testosterona. Baseie-se na técnica do 1RM (defina como carga 85 a 95% do peso com o qual você consegue executar uma única repetição com movimento perfeito) e adote séries com aproximadamente 6 a 8 repetições com carga máxima, para fadigar a musculatura em cada série.
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Maior Intervalo entre as Séries - Foco na Testosterona e Hipertrofia</strong></span>
</p>

<p>
	Quanto maior for o intervalo adotado entre as séries, maior será a produção natural de testosterona. Um estudo científico observou a produção de testosterona em séries de agachamento e supino com intervalos entre 60 (sessenta), 90 (noventa) e 120 (cento e vinte) segundos. A maior liberação de testosterona ocorreu com o intervalo de 120 (cento e vinte) segundos.
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Menor Intervalo entre as Séries - Foco no Hormônio do Crescimento (GH) e Definição</strong></span>
</p>

<p>
	Quanto menor for o intervalo adotado entre as séries, maior será a produção natural de hormônio do crescimento (GH). O GH é necessário para a síntese protéica, recuperação dos tecidos e queima de gordura. O mesmo estudo mencionado no item anterior revelou que o intervalo de 60 (sessenta) segundos é o que resultou maior liberação de hormônio do crescimento (GH).
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Treinamento com Ênfase na Fase Excêntrica</strong></span>
</p>

<p>
	Dar ênfase na fase excêntrica do treinamento com pesos implica em maior liberação de GH. Um estudo avaliou a produção natural do hormônio do crescimento comparando um treinamento tradicional (mesma carga na fase excêntrica - movimento a favor da gravidade - e na fase concêntrica - movimento contra a gravidade) e um treinamento com ênfase na fase excêntrica.
</p>

<p>
	Foram avaliadas as respostas do treinamento de agachamento e supino. O treino tradicional era de 4 (quatro) séries de 6 (seis) repetições com aproximados 52,5% de 1RM. O treino de ênfase excêntrica consistiu em 3 (três) séries de 6 (seis) repetições com aproximados 40% de 1RM para a fase concêntrica e 100% de 1RM para a fase excêntrica.
</p>

<p>
	Foi significativamente maior a liberação de GH no treinamento de fase excêntrica, e houve melhor resposta de lactato no pós-treino para este tipo de treinamento.
</p>

<p>
	Portanto, o treinamento com ênfase na fase excêntrica é melhor para definição. Todavia, a execução desse tipo de treinamento é mais difícil, e, normalmente, demanda um parceiro de treino ou um personal trainer.
</p>

<p>
	Lembre-se que a ênfase na fase excêntrica no treinamento não precisa se dar apenas pela alteração da carga, como se deu no estudo mencionado acima. A execução do exercício com maior tempo na fase excêntrica também serve para enfatizá-la, e provoca maior hipertrofia pela maior liberação natural de hormônios, principalmente o GH, o IGF-1 (fator de crescimento similar à insula) e o MGF (ou IGF-1Ec).
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Treinar com Correntes ou Elásticos</strong></span>
</p>

<p>
	Os músculos são mais fracos quando estão próximos da contração máxima de movimento. Por isso, a adoção de correntes ou elásticos para aumentar a carga do exercício no momento em que há mais força para execução é uma técnica que é adotada por alguns fisiculturistas aumentar a hipertrofia.
</p>

<p>
	Não há estudos específicos que revelem maior liberação hormonal pelo emprego dessas técnicas, no entanto, há muitos estudos que indicam que o aumento da hipertrofia aumenta a liberação natural de GH. Logo, treinar com correntes ou elásticos pode aumentar a liberação do hormônio do crescimento.
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Isometria</strong></span>
</p>

<p>
	Pausas isométricas no treinamento aumentam a tensão instramuscular e elevam a liberação natural de IGF-1. Por exemplo, no supino, você pode segurar a barra quase encostada no peito por 4 (quatro) segundos em cada repetição.
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Treino com Pirâmide Crescente e Descrescente Intercaladas</strong></span>
</p>

<p>
	A variação do treinamento com técnicas estilo pirâmide (variação de carga e repetição dentro de uma mesma sessão de treinamento) influencia na regulação dos receptores androgênicos e aumenta a resposta da testosterona no organismo. Use pirâmides crescentes e pirâmides decrescentes intercaladas, colocando ainda mais carga na pirâmide crescente posterior.
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Repetições Forçadas</strong></span>
</p>

<p>
	Um parceiro de treino ou um personal trainer é essencial para se adotar esse tipo de treinamento. As repetições forçadas, após a fadiga, com a ajuda de um terceiro, aumentam a produção natural de GH  e de IGF-1. Foi realizado um estudo avaliando o exercício de agachamento realizado até a fadiga e realizado com repetições forçadas com a ajuda de um parceiro de treino.
</p>

<p>
	No estudo, o número de repetições foi definido em 12 (doze). O treinamento de repetições forçadas consistiu em 8 (oito) repetições até a fadiga e mais 4 (quatro) repetições com auxílio ou forçadas. No treinamento sem repetições forçadas, deveriam ser realizadas 12 (doze) repetições até a fadiga, sem ajuda.
</p>

<p>
	O treinamento com repetições forçadas promoveu maior liberação natural de testosterona. Constatou-se que o exaurimento quase que absoluto das fibras musculares pelas repetições forçadas implicou no aumento da síntese protéica por até 72 (setenta e duas) horas após o treino.
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Exaurimento Final</strong></span>
</p>

<p>
	Findo o treino, outra técnica que pode ser adotada para aumentar a resposta hormonal natural do organismo são exercícios para exaurimento ou esgotamento final. Para promover esse exaurimento você pode combinar as técnicas de pausas isométrica e ênfase na fase excêntrica dos movimentos. Essa promoção de exaurimento final eleva a produção natural de IGF-1 e MGF.
</p>

<p>
	Por exemplo, para exaurir completamente a musculatura dos braços (num treinamento de bíceps), faça barra fixa com a pegada supinada e a pegada fechada. Suba o corpo até que se forme um ângulo de 90 (noventa) graus no cotovelo e segure a posição por 30 (trinta) segundos. Desça lentamente, e faça quantas repetições conseguir (até não sobrar força alguma nos braços). Use caneleiras se necessário.
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Conclusão</strong></span>
</p>

<p>
	O aumento dos hormônios anabólicos ou anabolizantes pode se dar naturalmente, pelo treinamento com pesos. Utilize as variáveis do treinamento para aumentar a sua hipertrofia ou definição muscular. As técnicas indicadas nesta matéria dificilmente poderão ser inseridas numa única sessão de treinamento. Planeje com seu professor ou personal trainer as melhores técnicas para cada grupamento muscular, e, também, para o seu programa de periodização de treino. Aproveite ao máximo cada sessão de treinamento na academia!
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><strong>Fontes:</strong></span>
</p>

<ol>
	<li>
		<span style="font-size:12px;"><strong><a href="http://www.bodybuilding.com/fun/7-smart-ways-to-boost-your-testosterone.html" rel="external nofollow">7 Smart Ways to Boost Your Testosterone</a></strong></span>
	</li>
	<li>
		<span style="font-size:12px;"><strong><a href="http://www.quickanddirtytips.com/health-fitness/mens-health/6-ways-to-increase-testosterone-with-exercise" rel="external nofollow">6 Ways to Increase Testosterone With Exercise</a></strong></span>
	</li>
	<li>
		<span style="font-size:12px;"><strong><a href="http://www.flexonline.com/training/all-natural" rel="external nofollow">All Natural: What Are the Best Protocols to Naturally Increase Hormone Response, Such as Testosterone, with Weight Training?</a></strong></span>
	</li>
</ol>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">728</guid><pubDate>Mon, 28 Sep 2015 22:29:00 +0000</pubDate></item><item><title>Anticoncepcional prejudica a hipertrofia nas mulheres</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/anticoncepcional-prejudica-a-hipertrofia-nas-mulheres-r727/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_09/anticoncepcional-hipertrofia.jpg.323f6ee2898b462502ae655e3e07cef5.jpg" /></p>
<h2>
	Mulheres e dificuldade de ganhar massa
</h2>

<p>
	Muitas mulheres se queixam de dificuldade para ganhar massa muscular (mesmo com treino regular e dieta), flacidez, celulite, retenção hídrica e facilidade para engordar ou dificuldade de perder gordura. Não é novidade para ninguém que alimentação desequilibrada e sedentarismo contribuem para tudo isso. Mas hoje vou trazer algumas informações sobre outro fator, os <strong>anticoncepcionais</strong>, que pode ter relação com essas queixas e que está presente na vida de boa parte das mulheres em idade reprodutiva.
</p>

<h2>
	Efeitos dos anticoncepcionais
</h2>

<p>
	O uso de anticoncepcionais é muito difundido hoje em dia e é prescrito para diversas finalidades, não só inibir a ovulação e agir como contraceptivo propriamente dito. Mas também, em alguns casos, para controle da oleosidade da pele e acne, síndrome dos ovários policísticos, irregularidades do fluxo menstrual, hirsutismo (produção excessiva de pêlos nas mulheres). O problema é que muitas vezes para controlar um desses aspectos, ocorre a desregulação de todo eixo dos hormônios sexuais e outros sintomas surgem, ou seja, “<em>tampa de um lado e descobre de outro</em>”. 
</p>

<p>
	Vários desses sintomas e queixas são gerados e/ou piorados por maus hábitos de vida, resistência à insulina, dieta com alta carga inflamatória, deficiências nutricionais, má gestão do stress, etc. Então, se melhorar a dieta e atuar na correção desses desequilíbrios, não haveria necessidade do uso dos anticoncepcionais para fins secundários. Já para o fim primário, a contracepção, há métodos não hormonais que podem ser usados e isso tem de ser conversado e acordado com o ginecologista de acordo com o caso de cada paciente.
</p>

<p>
	A maior parte dos contraceptivos, seja por via oral (pílula), transdérmico (adesivo) ou anel vaginal, são contraceptivos combinados, compostos de um tipo de estrogênio associado a uma progestina. Ambos são hormônios sintéticos e, portanto, são interpretados de forma diferente do estrogênio e progesterona produzidos pelo corpo, o que leva a uma cascata de alterações hormonais. Vou falar de algumas delas que podem levar a uma maior resistência na obtenção de resultados de hipertrofia muscular e redução do percentual de gordura com a dieta e treino.
</p>

<h2>
	Mulheres produzem testosterona
</h2>

<p>
	Os hormônios sexuais, como a testosterona, circulam no sangue com uma parte ligada a albumina, parte ligada a globulina ligadora dos hormônios sexuais (SBGH) e uma parte livre (fração ativa do hormônio). É bom salientar que a testosterona é produzida em maior quantidade por homens, mas as mulheres também produzem testosterona (10 a 25 vezes menos) e ela tem funções fisiológicas importantes também no corpo feminino.
</p>

<h2>
	Efeitos dos anticoncepcionais sobre a testosterona 
</h2>

<p>
	Quando uma mulher toma um anticoncepcional composto por hormônios sintéticos, eles se ligam muito mais a albumina sérica do que a globulina ligadora dos hormônios sexuais (SBGH) e ocorre uma resposta exacerbada na produção de SHBG. Com uma quantidade de SHBG muito maior do que o necessário para transportar os hormônios sexuais produzidos pelo corpo, praticamente toda a testosterona fica ligada a SHBG e sobra uma fração ínfima de testosterona livre (fração ativa da testosterona). Essa baixa testosterona livre, mesmo que o valor de testosterona total esteja normal, pode levar a sintomas de deficiência de testosterona como: <strong>maior dificuldade para ganho de massa muscular, maior tendência ao ganho de gordura e retenção hídrica, baixa libido, maior sensação de fadiga e cansaço físico e mental</strong>.
</p>

<p>
	Essa alterações hormonais são confirmadas nos exames de sangue que solicito e analiso das minhas pacientes em uso de anticoncepcionais. Algumas delas demonstram maior dificuldade em evoluir em resposta a dieta e treino. Vamos a alguns dados da literatura:
</p>

<ul>
	<li>
		Um estudo feito por Piltonen e colaboradores (2012), no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia de Oulu na Finlândia, verificou que o uso de anticoncepcionais combinados tanto por via oral, transdérmica e vaginal, em mulheres jovens e com peso normal, levou ao aumento de marcadores de inflamação crônica (proteína C reativa), piora da sensibilidade à insulina, aumento da SHBG e consequentemente redução da testosterona livre. Ou seja, independente da via de administração as alterações metabólicas são as mesmas.
	</li>
	<li>
		Lee e colaboradores (2009) analisaram a resposta em mulheres jovens (18 a 31 anos) a 10 semanas de treino resistido e verificaram um ganho muscular 40% menor em mulheres que faziam uso de contraceptivos orais em comparação às mulheres que não faziam uso. Os autores concluíram que esse resultado negativo no grupo que tomava anticoncepcional se deveu aos menores níveis de DHEA e S-DHEA (importantes para síntese de testosterona), IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina – importante para a construção muscular) e maior nível de cortisol (hormônio do stress, que tem ação catabólica).
	</li>
</ul>

<p>
	<strong>Além disso, os autores comentaram que outro fator que limitou o ganho muscular foi que as progestinas que compõe o anticoncepcional se ligam competitivamente aos receptores de testosterona, impedindo a ligação da própria testosterona ao seu receptor e assim reduzindo seus efeitos.</strong>
</p>

<h2>
	Outros riscos dos anticoncepcionais
</h2>

<p>
	Não comentei sobre o risco de trombose venosa, pois não era o foco do texto. Mas, basta uma lida rápida na bula de um anticoncepcional que você verá o tanto de ressalvas e alertas quanto ao aumento do risco de eventos tromboembólicos. 
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	A minha dica é, pense 2 vezes em tomar ou continuar tomando anticoncepcionais hormonais e converse com um médico ATUALIZADO e com visão global da sua saúde. Também não se engane pensando que os que são de baixa dosagem são inofensivos, pois essas alterações são observadas inclusive nesses casos (vejo isso na prática nos resultados dos exames de pacientes). Se quiser tirar a dúvida, minha dica é que faça regularmente exames de sangue completos para monitorar todas essas variáveis e não colocar sua saúde em risco, nem limitar seus resultados da dieta e treino.
</p>

<p>
	Por fim, não quero dizer que mulheres que tomam anticoncepcionais não podem conseguir alcançar bons resultados estéticos, porque tenho pacientes que mesmo tomando chegam a excelentes resultados. No entanto, provavelmente se não tomassem chegariam um pouco mais longe.
</p>

<p>
	<em>Por Nutricionista Renato França</em>
</p>

<ul>
	<li>
		Sócio-proprietário da Clínica de Nutrição Esportiva e Funcional Renato França em Brasília - DF
	</li>
	<li>
		Diplomado pelo The Institute for Functional Medicine (EUA)
	</li>
	<li>
		Especialista em musculação e treinamento de força pela UnB
	</li>
	<li>
		Instagram: <a href="https://www.instagram.com/nutricionistarenatofranca/" ipsnoembed="true" rel="external nofollow">https://www.instagram.com/nutricionistarenatofranca/</a>
	</li>
	<li>
		Fanpage: <a href="https://www.facebook.com/renato.franca1" ipsnoembed="true" rel="external nofollow">https://www.facebook.com/renato.franca1</a>
	</li>
</ul>
]]></description><guid isPermaLink="false">727</guid><pubDate>Wed, 23 Sep 2015 13:33:00 +0000</pubDate></item><item><title>Insulina: entendendo a import&#xE2;ncia desse horm&#xF4;nio</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/insulina-entendendo-a-import%C3%A2ncia-desse-horm%C3%B4nio-r694/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_02/insulina2.jpg.8768c382ddea280775fe1a32b282cba9.jpg" /></p>
<p>
	Os hormônios são substâncias responsáveis pela harmonia das nossas funções orgânicas, visto que aceleram ou diminuem a velocidade de reações e funções biológicas – que acontecem mesmo em sua ausência – mas em ritmos diferentes. Essas mudanças são fundamentais no funcionamento do corpo humano. Na comunidade esportiva, existem alguns hormônios de maior interesse, tais como: hormônio de crescimento, hormônios tireoidianos, hormônios esteróides e a insulina, dentre outros.
</p>

<p>
	Neste artigo discutiremos a ação do hormônio insulina no organismo, expondo informações sobre como beneficiar-se por meio do controle de sua liberação natural, assim como os riscos de se administrar insulina extra.
</p>

<p>
	A insulina é um hormônio anabólico, sintetizado pelas células beta nas ilhotas de Langerhans do pâncreas, sendo o hormônio mais importante na regulação do metabolismo energético. Sua principal função é regular o metabolismo da glicose por todos os tecidos do corpo, com exceção do cérebro. Ela aumenta a velocidade de transporte da glicose para dentro das células musculares e do tecido adiposo. Com a captação da glicose, se ela não for imediatamente catabolizada como fonte de obtenção energética, gera-se glicogênio nos músculos e triglicerídeos no tecido adiposo. Ou seja, o efeito da insulina é hipoglicemiante, visto que reduz a glicemia sangüínea. A insulina atua ainda nos receptores de IGFs, o que pode contribuir de forma adicional na promoção de efeitos anabólicos no organismo.
</p>

<p>
	Normalmente, a insulina é liberada em ocasiões nas quais existam altos índices de glicose plasmática, como acontece após as refeições, variando de acordo com a quantidade e o tipo de alimento ingerido. Quando os níveis sangüíneos de alguns aminoácidos forem elevados, principalmente os BCAA’S, também ocorre um aumento considerável na liberação de insulina.
</p>

<p>
	Ela atua primeiramente reabastecendo as reservas de glicogênio nos músculos e no fígado. Depois disso, se os níveis de glicose sangüínea ainda forem altos, a insulina estimula o seu armazenamento em tecido adiposo. Portanto, como vocês podem observar, a insulina pode auxiliar tanto no ganho de massa magra, devido à ótima captação de nutrientes e aceleração na ressíntese tecidual, como também pode ajudar no aumento da gordura corporal.
</p>

<p>
	Sempre que os níveis de insulina forem altos, os níveis de glucagon serão baixos e vice-versa, visto que são hormônios contra-regulatórios. Como o exercício estimula a liberação de glucagon, a insulina tem sua liberação diminuída quando existe trabalho muscular, principalmente como forma de tornar a glicose mais disponível para a atividade, assim como usar gordura como fonte de energia. Além disso, as catecolaminas (adrenalina, por exemplo), que são liberadas durante o exercício, têm a propriedade de reduzir os níveis de insulina. A supressão na liberação de insulina é proporcional à intensidade do exercício, sendo que, em exercícios mais prolongados, existe um aumento progressivo na obtenção de energia a partir da mobilização de tecido gorduroso, decorrente da baixa observada nos níveis de glicose e da ação do glucagon. Esse efeito do exercício sobre a secreção de insulina pode durar até 48 horas.
</p>

<p>
	Quando existe deficiência no organismo em manter adequados os níveis de insulina, ocorre uma patologia denominada diabetes. O diabetes mellitus tipo 1 é caracterizado por uma destruição auto-imune de células beta do pâncreas, ou seja, o corpo destrói, por engano, o próprio tecido que produz e secreta a insulina. Já o diabetes mellitus tipo 2 é bastante diferente do diabetes mellitus tipo 1. Nesse caso, a insulina está presente, mas não é eficiente para estimular a absorção de glicose nas células (o que é chamado de “resistência à insulina”). O corpo tenta compensar esse defeito secretando cada vez mais insulina, até que a capacidade de reserva das células beta pancreáticas se reduz e a glicemia aumenta. Tanto o diabetes mellitus tipo 1 como o tipo 2 são diagnosticados pela glicemia em jejum (&gt; 8h) acima de 126 mg/dl ou acima de 200 mg/dl, 2 horas depois da ingestão de 75 g de glicose via oral ou do surgimento de outros sintomas clássicos do diabetes. É prática padrão repetir os exames e realizar testes mais abrangentes após o diagnóstico inicial.
</p>

<p>
	Embora a insulina exerça muitas funções, cinco delas são particularmente importantes durante ou após o exercício:
</p>

<ul>
	<li>
		estímulo da absorção de glicose na maioria das células do corpo;
	</li>
	<li>
		nibição da liberação de glicose pelo fígado;
	</li>
	<li>
		inibição da liberação de ácidos graxos armazenados;
	</li>
	<li>
		facilitação da síntese protéica nas células do corpo;
	</li>
	<li>
		estímulo da ressíntese de glicogênio muscular após o exercício.
	</li>
</ul>

<p>
	<br>
	Portanto, deve-se tomar as devidas medidas com a dieta, para aproveitar ao máximo a ação anabólica deste hormônio naturalmente, consumindo alimentos fonte de carboidratos com baixo índice glicêmico na maior parte das refeições. Esta prática visa manter uma glicemia mais constante, evitando inclusive crises hipoglicêmicas e rompantes de fome.<br>
	<br>
	No entanto, existem alguns horários em que nós podemos nos beneficiar com a ingestão de alimentos fonte de carboidratos com alto índice glicêmico, tais como antes, durante e imediatamente após o treinamento com pesos. Com relação à ingestão de carboidratos com alto índice glicêmico antes de uma sessão de treino, alguns indivíduos costumam apresentar hipoglicemia de rebote, causando uma queda no rendimento. No entanto, caso ocorra consumo de carboidratos durante o treinamento, este problema estará sanado.<br>
	<br>
	Deve-se ressaltar que até 2 horas após o término do treinamento, nosso organismo possui uma capacidade extraordinária para absorção de nutrientes, sendo que é muito interessante elevar os níveis de insulina para aproveitar seu potencial. O estímulo pode ser dado pela ingestão de em torno de 1 grama de glicose por kg de peso corporal logo após o treinamento, acompanhada preferencialmente por proteínas de rápida absorção e aminoácidos de cadeia ramificada.<br>
	<br>
	Deve-se ainda, aproveitar os níveis elevados de insulina neste momento para aproximadamente 40 minutos após o término do treinamento, realizar uma refeição rica em carboidratos e proteínas e baixíssima em gorduras, visando recompor os estoques de glicogênio degradados e otimizar a síntese protéica. Lembre-se de que altos níveis de insulina também otimizam a absorção de gorduras!!! Algumas pessoas também utilizam o mineral cromo, na forma picolinato, num esforço para salientar os efeitos anabólicos da insulina.<br>
	<br>
	Este é um mineral-traço essencial que participa ativamente do metabolismo de carboidratos, principalmente co-atuando com a insulina, melhorando a tolerância à glicose. Por agir estimulando a sensibilidade à insulina, o cromo pode influenciar também no metabolismo protéico, promovendo maior estímulo da captação de aminoácidos e, conseqüentemente, aumentando a síntese protéica.<br>
	<br>
	Existem, ainda, algumas evidências sobre a função do cromo no metabolismo lipídico, as quais parecem estar relacionadas com o aumento das concentrações de lipoproteínas de alta densidade (HDL) e a redução do colesterol total e de lipoproteínas de baixa densidade (LDL, VLDL), por meio do aumento da atividade da enzima lipase de lipoproteínas em indivíduos com dislipidemias. Pode ser que a administração deste mineral funcione para pessoas com deficiência de cromo, mas provavelmente não proporcionará nenhum grande benefício para indivíduos que não apresentem tal deficiência.<br>
	<br>
	O exercício físico pode aumentar a excreção urinária de cromo, no entanto, não se sabe se este fator pode induzir uma deficiência de cromo. Por outro lado, a suplementação de cromo pode auxiliar no controle da glicemia de indivíduos diabéticos não insulino-dependentes engajados em atividade física. A Organização Mundial de Saúde (OMS) não estabelece um valor seguro exato para a ingestão de cromo, mas relata que dosagens de 125 a 200µg/dia além da dieta habitual podem favorecer o controle glicêmico e melhorar o perfil lipídico.<br>
	<br>
	Dessa forma, a dosagem máxima, dentro de um limite de segurança, é de até 250µg/dia. A ingestão de altas doses de cromo, dentre outros malefícios, pode ocasionar prejuízos no estado nutricional do ferro, devido ao fato do cromo competir com o ferro pela ligação com a transferrina, proteína responsável pelo transporte de ferro recém-absorvido.<br>
	<br>
	Porém, mesmo com todas estas maneiras de se aproveitar o enorme potencial anabólico desse hormônio, muitos indivíduos teimosos ainda insistem em flertar com o uso de insulina exógena, mesmo após já terem ocorrido diversas mortes de fisiculturistas por hipoglicemia severa. Esse é um medicamento originalmente usado por pessoas diabéticas, que não produzem insulina em quantia adequada ou porque as suas células não reconhecem a insulina. Existem dois tipos básicos de insulina mais utilizados por alguns atletas:
</p>

<ol>
	<li>
		<span style="font-size:14px;"><strong>insulina regular:</strong> tem ação rápida e inicia a sua atividade logo após a administração. Sua duração aproximada é de 6 horas, mas o pico de ação fica entre 1 e 2 horas após a aplicação.</span>
	</li>
	<li>
		<span style="font-size:14px;"><strong>insulina lenta:</strong> tem um tempo de ação intermediário. Seu efeito inicia-se cerca de 1 a 3 horas após a aplicação, atingindo um efeito máximo entre 6 a 12 horas. Mas pode ficar no sistema por aproximadamente 24 horas. Esse tipo de insulina é mais imprevisível quanto ao horário de pico, podendo ter vários por dia.</span>
	</li>
</ol>

<p>
	Existem diferentes fontes de insulina: suína, bovina, uma mistura de ambas e até mesmo humana. A insulina humana é idêntica em estrutura àquela produzida pelo nosso pâncreas e difere muito pouco das insulinas de origem animal. Mas os atletas comentam que existem diferentes reações quando mudam a fonte de insulina. Todos os tipos devem ser armazenados na geladeira, mas não congelados. Também, precisam ser protegidos do efeito da luz. Quando em desuso por várias semanas, o frasco deve ser abandonado.
</p>

<p>
	Se um atleta desavisado fizer aplicação de insulina logo cedo e só se alimentar de carboidratos complexos, provavelmente, não terá glicose suficiente na corrente sangüínea quando a insulina der o seu pico e poderá fazer uma viagem sem direito a volta para o paraíso, ou seja lá para onde for. Os sintomas de hipoglicemia característicos são: sudorese excessiva, fraqueza, perturbações visuais, tremores, dores de cabeça, falta de ar, náuseas, coma e a morte. Ou seja, um simples erro, com relação a uma dosagem de insulina ou erro na dieta, pode levar o indivíduo a uma morte rápida. Este, sem dúvida alguma é um risco que não vale a pena!
</p>

<p>
	Algumas pessoas com o receio de utilizar a insulina exógena, muitas vezes acabam optando por outras drogas desenvolvidas para pessoas diabéticas, tais como a metformina - que otimiza a captação da glicose - ou da potencialmente tóxica ao fígado, troglitazona - que aumenta a massa de receptores de insulina. Esses indivíduos, num esforço para salientar as ações metabólicas da poderosa insulina, não levam em conta que não são diabéticos e que, portanto, produzem naturalmente toda a insulina que necessitam. Não teriam necessidade alguma de administrar insulina exógena, menos ainda outra droga anti-hiperglicêmica.
</p>

<p>
	Não brinque com seu bem mais precioso que é sua vida! Procure otimizar a liberação natural desse poderoso hormônio anabólico em seu organismo pelas estratégias nutricionais aqui explanadas. Um ótimo programa de treinamento em conjunto com uma prescrição nutricional adequada, somados a uma grande motivação, é o suficiente para você conquistar seus objetivos!
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><strong><em>Bibliografia:</em></strong></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>AUGUSTO, A. L. P. et al. Terapia Nutricional. São Paulo: Atheneu, 1999.</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>BENNETT, J. C.; PLUM, F. Tratado de medicina interna. 20o ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>CANALI, E.S.; KRUEL, L. F. M. Respostas hormonais ao exercício. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, vol. 15, 2001, p. 141-153.</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>COTRAN, R. S; KUMAR, V; COLLINS, T. Robbins - Patologia Estrutural e Funcional. 6o ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>GRACEY, M.; KRETCHMER, N. O diabetes mellitus não insulino-dependente (tipo II) em populações em curso de urbanização. In: FREITAS, H. Diabetes Mellitus. Anais Nestlé, São Paulo, vol. 46, 1993, p. 29-37.</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>GROSS, J. L. et al. Diagnóstico e classificação do diabetes melito e tratamento do diabetes melito e tratamento do diabetes melito tipo 2 - Recomendações da sociedade brasileira de Diabetes. Archivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabolismo. Vol. 44, n.4, p.09-35, set. 2000.</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>MORRISON, G.; HARK, L. Medical Nutrition &amp; Disease. 2o ed. Massachusetts: Blackwell Science, 1999.</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>MOTTA, D. G.; CAVALCANTI, M. L. F. Diabetes Mellitus Tipo 2 – Dieta e qualidade de vida. Revista Saúde em Revista, Piracicaba, v.01, n.2, p. 17-24, 2000.</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>NETO, W. M. G.; PERES, R. A. N. Guerra Metabólica – Manual de Sobrevivência. Londrina: Midiograf, 2005.</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>PASCHOAL, V.; NAVES, A. Nova Tabela de Índice Glicêmico. Revista Nutrição Saúde e Performance. São Paulo, n.17, p.36, jun./jul. 2002.</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>PECKENPAUGH, N. J.; POLEMAN, C. M. Nutrição - Essência e dietoterapia. São Paulo: Roca, 1997.</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>SHILLS, M. E. et al. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. 9o ed. Barueri: Manole, 2003.</em></span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">694</guid><pubDate>Sun, 07 May 2006 02:33:00 +0000</pubDate></item><item><title>Drogas nos esportes: estimulantes, anab&#xF3;licas e outras</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/drogas-nos-esportes-estimulantes-anab%C3%B3licas-e-outras-r688/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68dda0ab1_monthly_2015_0855dd516f20dad_monthly_2015_08a428a387b2c8b8d594075f090c160020.jpg.3fd072e05059634a27e572c5b1820e83.jpg.43bdda2b22f10758feaf6e3047d26824.jpg.9ed37f546233ce73f0cf63a109e5c764.jpg" /></p>
<p>
	O problema do uso de substâncias ilícitas para promoverem o aumento da performance física não é novo. Nunca em toda a história esportiva houve tanto consumo de drogas, principalmente por praticantes de modalidades não olímpicas. Paralelamente observamos na população em geral o uso descontrolado de medicamentos e drogas estimulantes e alucinógenas.
</p>

<p>
	A partir da década de oitenta, houve um grande estímulo à prática de exercícios físicos, que culminou na imensa procura por academias de ginástica. A valorização da estética muscular desenvolvida ou hipertrofiada inclusive para mulheres, passou a ser bem vista e explorada pela mídia.
</p>

<p>
	Existe hoje um comércio paralelo que vende drogas anabolizantes e outros ergogênicos, o qual é denunciado constantemente por matérias televisivas. A busca desequilibrada por um corpo escultural, e o baixo nível de conhecimento dos praticantes de musculação e outras atividades físicas, mantém o presente mercado negro em plena ascensão.
</p>

<p>
	Devemos tomar muito cuidado no trato com as novidades que surgem no mercado de suplementos alimentares. Os produtos anunciados pelo fabricante são muitas vezes colocados como verdadeiros os efeitos que promovem sobre a performance e estética. Trazem ainda declarações de usuários e afirmações não concluídas por meio de pesquisas cientificamente desenvolvidas.
</p>

<p>
	Os volumes para ingestão e os possíveis efeitos das substâncias contidas nos produtos, mesmo que indicadas para suplementação alimentar, variam de um indivíduo para outro, as recomendações terão que ser ajustadas e feitas por médico ou nutricionista, para que não haja dano ou mesmo efeito tóxico sobre o organismo.
</p>

<p>
	O cuidado para não confundir substâncias dopantes, com suplementos alimentares faz-se urgente. O doping é considerado quando do uso de recursos que promovem o aumento da performance por meio de substâncias artificiais e proibidas pelos comités esportivos.
</p>

<p>
	Os anabolizantes esteróides são manipulações químicas sintéticas de substâncias que promovem o anabolismo tecidual orgânico tais como a testosterona, e são usados por atletas ou praticantes de esportes de força e visam principalmente aumentar a massa muscular.
</p>

<p>
	Os anabolizantes podem ser ingeridos por via oral (anabólicos alquilados) ou por via intramuscular (anabólicos ésteres)
</p>

<p>
	Os pais e ou responsáveis precisam ficar atentos aos recursos que estão sendo usados no treinamento. É possível o indivíduo estar usando recursos ergogênicos dopantes, afirmando serem de procedência natural e inócuos. O uso de qualquer substância ou suplemento deve ser verificado pelos pais e pesquisado sempre junto a um nutricionista ou médico.
</p>

<p>
	Abaixo encontra-se uma lista contendo algumas substâncias dopantes e as categorias ou classes a que pertencem. As mesmas só podem ser administradas por médicos e estão restritas no uso para tratamento de doenças. Algumas drogas são lícitas e nem por este motivo são menos degradantes da saúde. Fique sempre atento!!!
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Drogas Estimulantes:</span></strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Anfetaminas;
	</li>
	<li>
		cafeína em altas dosagens;
	</li>
	<li>
		cocaína;
	</li>
	<li>
		efedrina;
	</li>
	<li>
		salbutamol e outras.
	</li>
</ul>

<p>
	<br>
	<strong><span style="font-size:18px;">Drogas Anabólicas:</span></strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Nandrolona;
	</li>
	<li>
		19- norandrostenediol;
	</li>
	<li>
		19- norandrostenediona;
	</li>
	<li>
		oxandrolona;
	</li>
	<li>
		androstenediol;
	</li>
	<li>
		androstenediona;
	</li>
	<li>
		dehidroepiandosterona ou DHEA;
	</li>
	<li>
		testosterona etc.
	</li>
</ul>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Outras:</span></strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Maconha;
	</li>
	<li>
		álcool;
	</li>
	<li>
		tabaco;
	</li>
	<li>
		insulina;
	</li>
	<li>
		HGH etc.
	</li>
</ul>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Alguns Efeitos Colaterais sobre o Organismo e Saúde:</span></strong>
</p>

<p>
	Câncer de fígado, hipertrofia cardíaca, hipertensão arterial, dores ósseas, hipertrofia da próstata, cefaleia grave, redução grave dos níveis de colesterol HDL, aumento do colesterol LDL, morte.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Conclusão:</span></strong>
</p>

<p>
	Os pais ou responsáveis, os profissionais de saúde e da educação física devem excluir qualquer forma de doping relacionada a elevar o rendimento no treinamento e ou visando fins estéticos.
</p>

<p>
	As drogas só devem ser usadas ou administradas sob estrita recomendação médica competente.
</p>

<p>
	Profissionais bem graduados e sérios, não utilizam em hipótese alguma, o doping para alto rendimento de seus alunos, esta atitude quando constatada, deve ser denunciada aos conselhos regionais e órgãos de repressão, com urgência.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">688</guid><pubDate>Mon, 28 Oct 2013 17:05:00 +0000</pubDate></item><item><title>Protegendo o f&#xED;gado em ciclos de esteroides anab&#xF3;licos</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/protegendo-o-f%C3%ADgado-em-ciclos-de-esteroides-anab%C3%B3licos-r687/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68dd9cf7f_monthly_2015_0855dd516f1d1a6_monthly_2015_08bec2d6c6f16734b1b2b9534da9f5e72d.gif.f70951b126a2a8ba6eed42510bad2cbe.gif.f8be0860ffe98a3fc1b40480c818464d.gif.30c0783985d04b88977a36cc658d1112.gif" /></p>
<h2>
	Esteroides e o fígado
</h2>

<p>
	Uma das maiores preocupações dos usuários mais cautelosos de esteroides anabólicos, sempre é a saúde de seu fígado. Lógico que existem muitos que não estão nem aí tanto para o estado do seu fígado quanto para outros órgãos do corpo, principalmente o cérebro. São esses imbecis que normalmente acabam desenvolvendo diversos efeitos colaterais provenientes do uso incorreto de drogas anabólicas, e quando não há mais nada a fazer, culpam as drogas por sua infelicidade, quando na verdade deveriam culpar sua própria ignorância.
</p>

<p>
	Este artigo expõe algumas estratégias para minimizar o nível de lesão a este órgão durante um ciclo, assim como promover uma regeneração mais rápida e eficaz após o término da administração das drogas. Esta última consideração é extremamente importante principalmente para aqueles que insistem em fazer ciclos subseqüentes, mantendo muitas vezes, pequenos intervalos entre os mesmos.
</p>

<h2>
	Funções do fígado
</h2>

<p>
	O fígado é o maior órgão do corpo humano. Pesa cerca de 1,5 kg localizando-se ao lado direito, no quadrante superior da cavidade abdominal, protegido pelas costelas. Esse órgão executa mais de 500 funções importantes em nosso organismo, sendo que as principais são as seguintes:
</p>

<ul>
	<li>
		Integração entre os vários mecanismos energéticos do organismo;
	</li>
	<li>
		Armazenar e metabolizar vitaminas;
	</li>
	<li>
		Fazer síntese de proteínas plasmáticas;
	</li>
	<li>
		Detoxificação de toxinas químicas produzidas pelo organismo;
	</li>
	<li>
		Detoxificação de toxinas químicas externas ao organismo;
	</li>
	<li>
		Filtragem mecânica de bactérias;
	</li>
	<li>
		Controle do equilíbrio hidro-salínico;
	</li>
	<li>
		Síntese de gorduras e secreção do suco biliar.
	</li>
</ul>

<h2>
	Esteroides e lesões no fígado
</h2>

<p>
	Quase todos os esteróides causam lesão no fígado, sendo que os 17 alpha-alquelados são os mais tóxicos pela dificuldade de processamento. Observa-se maior toxicidade por parte de drogas como a oximetolona, stanozolol, methandrostenolona, metiltestosterona e em menor grau, pela oxandrolona. Vale mencionar que vários medicamentos largamente utilizados pela população, tais como os “inocentes” ácido acetil salicílico (aspirina) e o paracetamol (tylenol), podem ser tanto ou até mesmo mais tóxicos ao fígado do que os “temíveis” esteróides anabólicos.
</p>

<p>
	O tipo de lesão hepática clássica encontrado em usuários de esteróides anabólicos denomina-se colestática. As alterações na estrutura dos hepatócitos acontecem provavelmente por ação oxidante na membrana, por meio do aumento de LDH plasmático e pela diminuição da glutationa peroxidase (enzima antioxidante). Retenção de bile nos canalículos biliares ocorre principalmente com o uso da oximetolona.
</p>

<p>
	A maior parte das lesões promovidas no fígado são reversíveis tão logo o uso do medicamento seja interrompido, devido a grande capacidade de regeneração desse órgão. Existem relatos de fígados que se regeneraram após terem cerca de 80% de seus hepatócitos comprometidos. Porém, efeitos mais sérios como icterícia somatizada pelo amarelamento da pele, das unhas e branco dos olhos é um sinal para imediata interrupção do medicamento e procura de orientação médica para monitoramento das funções hepáticas.
</p>

<h2>
	Cuidados durante o ciclo
</h2>

<p>
	Para os que ainda insistem em fazer uso dessas drogas hepatotóxicas, o primeiro passo, após um exame cerebral para verificar o grau de sanidade, seria realizar uma bateria de exames laboratoriais a fim de verificar a saúde de seu fígado. Os exames mais comuns denominam-se aminotransferases.
</p>

<p>
	Estas são enzimas amplamente distribuídas nos tecidos humanos, porém atividades mais elevadas são encontradas no miocárdio, fígado, músculo esquelético, com pequenas quantidades nos rins, pâncreas, baço, cérebro, pulmões e eritrócitos. Os níveis séricos das aminotransferases são importantes na verificação da função hepática.
</p>

<p>
	As aminotransferases mais úteis a fim de diagnóstico são: transaminases glutâmico-oxaloacética e transaminases glutâmico pirúvica. Além de logicamente evitar superdosagens dessas drogas, o segundo passo seria a adoção de algumas medidas profiláticas, dentre elas, a inclusão de protetores hepáticos, evitar alguns medicamentos e ervas específicas, manter uma boa alimentação, etc.
</p>

<h2>
	Protetores hepáticos
</h2>

<p>
	Com relação aos protetores hepáticos, o mais conhecido e utilizado é o <strong>silybum marianum</strong> ou <strong>silimarina</strong>. Diversos estudos científicos realizados na Alemanha confirmam os efeitos benéficos da silimarina. Extraída das sementes do cardo marianum e formada por flavonolignanos, a silimarina apresenta grande capacidade regeneradora dos hepatócitos, provavelmente por estimular a síntese de proteínas. Estudos comprovaram seu poder na diminuição dos níveis de bilirrubinas, redução da esteatose hepática e dos níveis de transaminases.
</p>

<p>
	Entre outros protetores hepáticos estão: a <strong>cynara scolymus</strong> - a conhecida <strong>alcachofra</strong>, que aparentemente também apresenta uma ação regeneradora, mas necessita de mais estudos para confirmar tal efeito; os <strong>ácidos graxos ômega 3</strong> e o <strong>óleo de prímula da noite</strong> que possuem ação anti-inflamatória e ajudam na diminuição das transaminases; os aminoácidos <strong>metionina</strong>, <strong>cisteína</strong> e <strong>glutamina</strong> que auxiliam na eliminação das toxinas hepáticas; a <strong>vitamina E</strong>, o mineral <strong>selênio</strong> e o <strong>ácido alpha-lipóico</strong>, que atuam na síntese do complexo antioxidante glutationa peroxidase.
</p>

<h2>
	Protegendo o fígado pela dieta
</h2>

<p>
	Quanto à dieta, deve-se evitar uma ingestão excessiva de <strong>ferro</strong> (carne vermelha), <strong>vitamina A</strong> (acima de 10.000 UI/dia), <strong>frituras</strong>, <strong>alimentos gordurosos</strong> e <strong>condimentados</strong>, minimizar o <strong>álcool</strong>, incentivar a ingestão de <strong>proteínas vegetais</strong> (soja), <strong>peixes</strong>, <strong>frutas</strong>, <strong>cereais</strong>, <strong>verduras</strong> e <strong>legumes</strong>.
</p>

<p>
	Ainda quanto à alimentação, o uso do <strong>alecrim</strong> é uma boa escolha por sua ação antioxidante, protetora e regeneradora hepática; já a <strong>alfafa</strong> auxilia no processo digestivo; o <strong>abacate</strong> é um grande protetor hepático, pois estudos realizados no Japão demonstraram uma diminuição do dano ao fígado em pessoas que comiam abacate todos os dias; o <strong>abacaxi</strong>, através da bromelina, auxilia a digestão; o <strong>boldo</strong>, na forma de chá, ajuda a diminuir as transaminases e auxilia no processo digestivo; e o <strong>chá verde</strong>, devido sua ação antioxidante e digestiva.
</p>

<h2>
	Ervas e medicamentos que devem ser evitados
</h2>

<p>
	Deve-se ainda evitar ervas hepatotóxicas, tais como a <strong>equinácea</strong> e a <strong>valeriana</strong>, e ter cautela com alguns medicamentos, como os <strong>anti-inflamatórios</strong> hormonais, a maioria dos <strong>antibióticos</strong>, <strong>fenitoína</strong>, <strong>bupropiona</strong>, <strong>anti-depressivos tricíclicos</strong>, <strong>acetaminofem</strong>, <strong>paracetamol</strong>, <strong>ácido acetil salicílico</strong>, dentre outros. Uma boa medida é sempre verificar a bula dos medicamentos, a fim de constatar se existe algum risco de toxicidade hepática.
</p>

<h2>
	Cuidados ao terminar o ciclo: dieta detoxificante
</h2>

<p>
	Ao se terminar um ciclo com drogas anabólicas hepatotóxicas, é comum que o fígado tenha sofrido lesões em algum grau. Devido a grande capacidade de regeneração deste órgão, como já mencionado, a tendência é que o órgão recupere toda sua estrutura em um determinado período. Porém, existem medidas que podem otimizar este processo, sendo estas fundamentais para aqueles ainda mais teimosos que insistem em realizar ciclos pesados com maior freqüência e com curto período de intervalo entre os mesmos.
</p>

<p>
	Após um ciclo, o sistema de detoxificação do fígado é sobrecarregado, sendo que os metabólitos tóxicos se acumulam e a sensibilidade a outros químicos torna-se progressivamente maior. A implementação da <strong>dieta detoxificante</strong> deve ser feita de maneira progressiva e dura, em média, de três a quatro semanas. É importante a conscientização do indivíduo para que a dieta detoxificante faça parte da rotina diária, mantendo os resultados benéficos a longo prazo.
</p>

<p>
	Quando o objetivo da terapêutica nutricional é detoxificar ou melhorar a reserva orgânica hepática, alguns aspectos também devem ser considerados. Alguns alimentos e bebidas que contêm toxinas e alergenos alimentares deveriam ser excluídos da dieta, como <strong>leite de vaca</strong>, <strong>açúcar</strong> e <strong>glúten</strong>.
</p>

<p>
	A <strong>hidratação</strong> adequada é importante para eliminar os produtos biotransformados, possibilitando a excreção mais eficiente dos compostos tóxicos. É importante ressaltar que de nada adianta ingerir grande quantidade de água em um determinado período. A melhor forma de hidratar-se é administrar pequenas quantidades de líquidos, constantemente, durante todo o dia. Uma das principais vias de eliminação de toxinas modificadas é a bile. Entretanto, quando a excreção de bile é inibida, as toxinas ficam no fígado por mais tempo.
</p>

<p>
	Alimentos como o <strong>chá verde</strong> ou <strong>preto</strong>, <strong>alecrim</strong>, <strong>alho</strong> e <strong>cebola</strong>, <strong>frutas cítricas</strong>, <strong>frutas vermelhas</strong>, <strong>oleaginosas</strong>, <strong>cereais integrais</strong> e <strong>leguminosas</strong>, <strong>soja</strong>, <strong>peixes</strong> e <strong>alimentos orgânicos</strong> possuem propriedades benéficas ao processo de detoxificação de acordo com sua composição.
</p>

<p>
	Agentes como a <strong>colina</strong>, <strong>betaína</strong>, <strong>metionina</strong>, <strong>vitamina B6</strong>, <strong>ácido fólico</strong> e <strong>vitamina B12</strong>, são úteis para promover a fluidez da bile para fora do fígado. Já as <strong>vitaminas do complexo B</strong> são importantes para evitar o dano celular e ajudar no mecanismo de detoxificação.
</p>

<p>
	Os alimentos funcionais são auxiliares no processo de detoxificação, entre eles destacam-se os <strong>vegetais brássicos</strong> (agrião, brócolis, couve-chinesa, couve-de-bruxelas, couve-folha, mostarda, nabo, rabanete e repolho).
</p>

<p>
	Elementos <strong>probióticos</strong>, tais como os <strong>lactobacillus</strong> e os <strong>bifidobactériuns</strong>, também atuam na metabolização de medicamentos. Eles podem ser definidos como preparações ou produtos contendo microorganismos determinados que, quando viáveis e em número suficiente, alteram a microbiota intestinal do indivíduo, exercendo efeitos benéficos à sua saúde.
</p>

<p>
	A <strong>vitamina C</strong> (ácido ascórbico), além de auxiliar no processo de detoxificação, também atua reduzindo a ação do hormônio catabólico cortisol, que normalmente encontra-se elevado após o término de um ciclo. A <strong>silimarina</strong> além de seu efeito protetor já mencionado, também possui ação detoxificante.
</p>

<p>
	Vale ressaltar novamente que o melhor para a saúde de qualquer fígado é manter-se longe de qualquer tipo de droga anabólica, ainda mais quando observa-se que os objetivos estéticos alvejados pela maioria de seus usuários, poderiam ser atingidos por meio de treinamento rigoroso e dieta adequada. Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas no livro <em>Guerra Metabólica – Manual de Sobrevivência</em>.
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]]></description><guid isPermaLink="false">687</guid><pubDate>Mon, 28 Oct 2013 16:52:00 +0000</pubDate></item><item><title>Mulheres: stanozolol e oxandrolona! Combina&#xE7;&#xE3;o perfeita?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/mulheres-stanozolol-e-oxandrolona-combina%C3%A7%C3%A3o-perfeita-r650/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_10/oxandrolona.jpg.d4e6783d6ff9840fe25cf616e27de58f.jpg" /></p>
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	Corpos perfeitos com esteroides anabolizantes
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	Eu sempre fui curiosa e sendo assim sempre busquei me informar sobre assuntos relevantes. E quando este mundo do fisiculturismo passou a fazer parte da minha vida não foi muito diferente, peraí, deixa explicar, não que eu seja uma atleta e muito menos uma viciada em dietas e treino pesado, mas faz parte do meu trabalho estar informada sobre os assuntos que cercam este mundo, devido a isso vários temas foram aguçando minha curiosidade e fazendo com que eu buscasse sempre me informar e mais ainda, que quebrasse alguns falsos paradigmas que nunca existiram, mas que algum desinformado fez questão de publicar, mas se quer explicar.
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	Como toda mulher eu também admiro corpos perfeitos e tenho como meta transformar o meu corpo. Devido a isso adquiri hábitos de me informar sobre técnicas no treinamento, dietas, pude conhecer várias pessoas bacanas que entendem muito do assunto e também posso contar com as dicas do meu namorado que entende muito do assunto e que sempre me ajuda esclarecendo algumas perguntas bestas, mas quem melhor que ele para me responder? Alias o tema deste texto foi em grande parte esclarecido por ele e também com a ajuda de vários atletas e preparadores físicos.
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	Acredito que boa parte das mulheres que se preocupam em manter o corpo se inspiram nas musas <strong>Juju Salimeni, Sabrina Sato, Eva Andressa, Gracyane Barbosa</strong> e várias outras, o que não falta na mídia atual são exemplos de mulheres lindas, com corpos de parar o trânsito, algumas mais sequinhas, outras mais saradas, mas todas servindo diariamente de estímulo para milhares de mulheres.
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	Beleza, todas lindas, corpos perfeitos, mas a pergunta é: <strong><em>“Como adquirir um corpo tão perfeito?”</em></strong>, ou para quem não tem paciência a pergunta seria, <em><strong>“Como adquirir um corpo tão perfeito em um curto espaço de tempo?”</strong></em>.
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	Vamos combinar que seguir dieta é algo muito difícil para quem nunca foi regrado na vida e mais difícil ainda é seguir uma dieta com um objetivo específico, seja ele secar, definir, crescer, requer tempo para preparar, determinação para não furar e muita paciência, porque não sei se sou a única, mas cortar refrigerantes, chocolates e várias outras comidas deliciosas me deixa muito mal humorada!
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	Acredito que devido a isso tudo que citei acima algumas pessoas busquem por meios mais rápidos e eficazes na hora de iniciar um treinamento intenso e ver resultados rápidos. Eis que surgem os ciclos para as corajosas! O porquê do corajosas?
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	Ciclo complexo e riscos de efeitos colaterais 
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	É simples, ou melhor, a explicação é simples, porque o ciclo é bem complexo e requer sim coragem, afinal você estará colocando substâncias desconhecidas dentro do seu corpo e terá que arcar com todas as mudanças que seu corpo apresentará e outra coisa, não pode pensar que só porque está ciclando poderá comer tudo que ver pela frente e achar que não irá engordar. Isso não existe! Se for ciclar atenção redobrada com alimentação, treinos e também suplementação.
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	Há algum tempo atrás em conversa com um amigo educador físico eu questionei ele sobre um ciclo para resultados rápidos, mas minha maior curiosidade era sobre os efeitos colaterais da combinação dos esteróides Stanozolol e Oxandrolona, de acordo com meu amigo “ciclo show”, associa com uma dieta bacana para secar, treino pesado e resultados em 3 meses! Que mara isso hein? Tudo que uma mulher sempre desejou, apenas 3 meses e pronto, vamos arrasar no verão? NEGATIVO!
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	Ele me deu uma aula muito bacana sobre isso, mas eu como sou curiosa ao extremo esperei pelo meu salvador da pátria e lá fui eu recorrer ao namorado de novo. Claro que para meu amigo não poderia fazer perguntas idiotas, então guardei as dúvidas para o namoradão, que me falou tudo sobre os efeitos colaterais da combinação, que não são poucas.
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	Primeiro ele me alertou para o fato de que um ciclo é muito pouco para resultados, claro que se você se dedicar muito você até nota sim uma diferença, mas não pense que vai trincar abdômen, pernas torneadas e já pode parar. Para isso você precisa de pelo menos 3 bons ciclos, ou seja, muitas mudanças no seu corpo em todos os sentidos.
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	Com certeza alguém questionou quando leu isso: “3 CICLOS?” Sim, 3 bons ciclos para que o resultado comece a ser o que deseja e claro que isso também significa um investimento, pois as substâncias não são baratas, então apelar para ciclos de esteróides é para quem realmente é determinado, quer resultados e não vá se preocupar com o quanto vai gastar!
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	Como funciona o ciclo?
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	Primeiramente como disse acima antes de iniciar qualquer ciclo você deve analisar todas as consequências, prós e contras e também sua determinação, pois os resultados não serão milagrosos caso não haja esforço da sua parte.
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	Ambas as substâncias podem ser encontradas em comprimidos, mas alguns profissionais recomendam que use a combinação Oxandrolona em comprimidos, uma vez que ela não é encontrada injetável e o Stanozolol que também é encontrado em comprimidos, mas que seja injetável, diminuindo um possível problema no fígado.
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	Diversas são as marcas para ambos e na própria internet você consegue adquirir, mais um alerta, a quantidade de substâncias falsas na internet é bem grande, então os cuidados devem ser redobrados, tendo em mente que você estará colocando algo desconhecido em ser corpo!
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	Uma dúvida frequente pelas mulheres é a mg a ser consumida da Oxandrolona, caso você consiga uma receita e mande manipular irão te questionar se você deseja de 10 ou 20 mg, o recomendado por alguns profissionais é que a mulher use 40mg por dia, tudo irá depender do profissional que estará te auxiliando neste processo.
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	No caso do Stanozolol injetável você poderá encontrar produtos de 20 ou 30 ml, lembrando que neste caso trata-se de um produto injetável, então se não tem conhecimento não tente fazer este procedimento sem auxílio para não fazer do seu sonho um pesadelo!
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	O indicado é que use 1 ml alternando os dias – segunda, quarta e sexta ou terça, quinta e sábado e assim sucessivamente –, em média um ciclo irá durar de 6 a 7 semanas e será necessário um intervalo para iniciar o próximo que será relativo, algumas pessoas optam por intervalos curtos e outras esperam até 6 meses para o próximo, independente do tempo deve-se manter a dieta e os treinos diários.
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	Uma dica é inserir em sua suplementação um multivitamínico, assim aproveitará melhor os esteroides.
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	Mas e os efeitos colaterais?
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	Eu sempre tenho em mente o que um amigo me disse uma vez e sempre dou este exemplo quando alguma amiga me pergunta sobre ciclos: <strong><em>“Carol, você não vai dormir e acordar igual à mulher conga!”</em></strong>, uau que motivante não? Ou seria aliviante? É, eu recebi esta resposta com um certo alívio.
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	São vários os efeitos colaterais, porém alguns não representam perigo eminente, como o aparecimento de espinhas, modificação na libido e em algumas pessoas dores de cabeça e sonolência. Mas é necessário que fique alerta aos efeitos nocivos, como a mudança na voz, aumento de pelos na face e no corpo, queda de cabelo, inchaço, alterações no ciclo menstrual e aumento do tamanho do clitóris. Apesar de incomum, poderão ocorrer problemas no fígado, então deve notar sinais como urina escura, fadiga, dores abdominais, vômitos e náuseas.
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	<strong><em>É necessário lembrar de que este texto não tem como objetivo incentivar o consumo de quaisquer substâncias e sim de informar. Aproveito para afirmar que o uso indevido de esteróides anabolizantes podem sim levar a óbito e que o uso deve ser acompanhado por profissionais.</em></strong>
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]]></description><guid isPermaLink="false">650</guid><pubDate>Sun, 31 Mar 2013 17:34:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
