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Planilha e dicas básicas para você montar sua própria dieta para emagrecer ou hipertrofiar

Muitas pessoas não conseguem consultar um nutricionista por falta de dinheiro ou por residir em local distante. Faça sua própria dieta!

Batata...
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O que fazer quando não se pode consultar um nutricionista?

Nem todos podemos ir a um nutricionista esportivo, seja por falta de dinheiro, seja pela falta de bons profissionais, ou por outro motivo. Este artigo não irá suprir a carência de um nutricionista, pois você dificilmente irá saber como funcionam as interações de alimentos, como podem ser manipulados ao seu favor. Por isso, é tão importante um nutricionista, mas nosso objetivo aqui é dar dicas de como montar uma dieta (repisando: para quem não pode ir a um nutricionista).

Dieta é fundamental

A dieta é o ponto fundamental na construção de qualquer objetivo, seja ela para ganho de massa muscular ou para perda de gordura, definição e etc. Precisamos ter uma dieta que atenda nossas individualidades, que supram nossas necessidades e que sejam feitas baseada em nossos objetivos.

Princípios básicos de dietas

Devemos fazer um levantamento de nossos dados, número de refeições, horários e verificar a adequação de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e micronutrientes (vitaminas e minerais) de acordo com nossas necessidades e levando em conta idade, sexo e estado fisiológico.  

Temos que determinar o valor energético total, estimativa individual das necessidades energéticas, considerando fator atividade.

O número de refeições deve variar entre 4 a 6 refeições/dia, podendo ultrapassar esse número. Devemos planejar e distribuir o valor energético total entre as refeições, deve-se verificar a adequação de macro e micronutrientes de acordo com cada objetivo.

É interessante mantermos uma boa distribuição ao longo do dia e ter uma boa variedade no cardápio e utilizar maior quantidade de alimentos in natura diminuindo o consumo de alimentos muito processados. 

Tipos de alimentos

Alimentos e grãos integrais, como pão integral, quinoa e arroz integral devem ter preferência, ao contrário dos refinados – em geral, brancos. Eles contém uma gama de vitaminas e minerais que, durante o processo de refinamento, são perdidos, assim como as fibras. Sem falar no menor índice glicêmico, ou seja, os carboidratos neles contidos causam menos picos de insulina, que é algo importante para quem tem interesse em reduzir ou manter seu peso.

Frutas e vegetais devem fazer parte de uma dieta balanceada. Frutas como morango, framboesa, ameixa, maçã e melão possuem muitos anti-oxidantes, que são substâncias que ajudam a prevenir a formação de radicais livres no organismo. Radicais livres, em última análise, são danosos e podem causar desde envelhecimento precoce até câncer.

Micronutrientes são importantes

Micronutrientes têm um papel muito importante dentro do organismo e dentro do anabolismo muscular também. São responsáveis por diversos co-fatores dentro do organismo humano e responsáveis também por uma melhor qualidade na vida. Um exemplo de co-fator que os micronutrientes participam é referente a síntese proteica, super importante para nós praticantes de musculação.

Portanto não deixe de incluir legumes, verduras, frutas, folhas em sua alimentação. 

Gorduras também são necessárias

Você precisa de gorduras para sobreviver, especialmente para o funcionamento do cérebro, que é composto de gordura em 2/3, além do sistema nervoso em geral e produção de hormônios.

Coloque ênfase em óleos e gorduras saudáveis na sua dieta: especialmente mantendo o equilíbrio de ômega 3 e ômega 6, que possuem ação anti-inflamatória, ajudando na cura e prevenção de várias condições clínicas. Minimize o consumo de gorduras saturadas de fonte animal: dê preferência a cortes magros, e laticínios desnatados.

Altos níveis de gordura saturada estão ligados a aumento do colesterol ruim (LDL) e doenças cardiovasculares, além de cânceres.
Evite gorduras trans, algumas ocorre naturalmente em carnes e laticínios, mas a maioria é adicionada artificialmente, e essas gorduras não têm qualquer benefício para a saúde, muito pelo contrário, aumentam o colesterol ruim, e como se não bastasse, ainda reduzem o bom (HDL).

Ganho de Massa Muscular

O ideal é que você ganhe 0,5Kg/semana de massa (mais que isso pode passar a ser gordura). Se não estiver conseguindo atingir esse objetivo, aumente em 10 a 20% sua quantidade calórica. Se tiver ganhando mais do que isso, diminua a quantidade de calorias em 10%.

Definição Muscular

Procure perder de 0,5 a 1Kg/semana (mais do que isso pode ser massa muscular). Se não estiver reduzindo o peso diminua em 10% sua quantidade calórica, se estiver perdendo mais do que isso, deixe seu déficit calórico em apenas 10%.

Montando sua dieta

Cada refeição deve ser estruturada para incluir uma fonte de proteína de qualidade e uma de carboidrato complexo e fibroso. Essa combinação de proteína e fibras fará com que a digestão dos carboidratos seja mais lenta, evitando picos de insulina.

Calcule sua quantidade de calorias diárias, depois faça a divisão correta da quantidade de proteínas, carboidratos e gorduras da sua dieta. A primeira regra é: sempre coma proteínas (de qualidade e carboidratos juntos, prestando atenção apenas na quantidade de cada macronutriente que você irá ingerir.

Comer carboidratos sozinhos, principalmente carboidratos simples (doces, pães brancos, biscoitos e etc), causará um rápido aumento da taxa de açúcar no sangue. Adicionando-se proteínas irá diminuir a digestão dos carboidratos, deixando seus níveis de açúcar mais estáveis, além do que, você ficará mais saciado durante mais tempo. O consumo de proteínas em cada refeição aumentará o efeito térmico em seu corpo, acelerando seu metabolismo.

Um bom ponto de partida para a maioria das pessoas na divisão de macronutrientes será algo em torno de:

Carboidratos 50%,  Proteínas 30% e Gorduras 20% - com pequenas variações para mais ou para menos.

Para você montar sua própria dieta é importante que você saiba que:

  • 1 grama de carboidrato possui 4 calorias;
  • 1 grama de proteína possui 4 calorias;
  • 1 grama de gordura possui 9 calorias (não importa o tipo de gordura, boa ou ruim, as calorias são as mesmas).

Segue um sistema de  planilhas onde você pode calcular sua Taxa de metabolismo Basal (TMB) - seu valor energético total (VET) - uma planilha de alimentos para pesquisa e outra para montagem da sua dieta. 

Uma planilha para dias "ON" com treinos e outra para dias "OFF" sem treinos e uma planilha para impressão. Há uma introdução na planilha que explica como utilizá-la.

Tabela_Dieta_Alimentos.xlsx

Referências:
Phytonutrients as therapeutic agents
Dietary fats and health: dietary recommendations in the context of scientific evidence.


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11 minutos atrás, amaralpriscylla disse:

Se eu tiver uma perda de peso no limite de 0,5 a 1kg por semana posso ficar tranquila que não estarei perdendo massa magra?

Seria leviano afirmar isso com certeza. O corpo humano não é uma máquina. Geralmente estes números são parâmetros. De qualquer modo, muito difícil perder peso sem perder nada de massa magra. O ideal é que se perca muito mais massa gorda do que massa magra. Não se preocupe tanto com números, o melhor parâmetro que pode indicar que está no caminho certo é o seu espelho. ?

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20 horas atrás, Robson Venttura disse:

Amigo, as abas Dieta ON e OF estão com erros nas formulas de divisão de macro nutrientes. Consegue verificar por favor? Gostei muito do material! Parabens!

Está normal

Sem título.jpg

 Qd abrir, vá em arquivos na parte de cima lado esquerdo da tela, clique nele e vá em proteger pasta e clique em desproteger as planilhas que irá usar... não tem senha...

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2 horas atrás, Robson Venttura disse:

Segue erro que aparece pra mim. A planilha está sem as referencias.

Será que o erro pode estar no preenchimento do Objetivo na planilha TMB e GCD, e por isso está perdendo a referencia de calculo?

erro planilha.png

Robson... baixei a copia que coloquei no fórum e não está calculando mesmo, a minha está ok mas vou colocar a original... segue em anexo... está funcionando certinho... depois vejo com calma essa copia com problema... abraços

Tabela Dieta e nutrição .xlsx

@fisiculturismo poderia por gentileza trocar a tabela que está no artigo por essa que deixei em anexo aqui na resposta...

Obrigado...

 

Edited by batataney

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Gente querida, algumas infos sobre digestibilidade para enriquecer este tópico sobre nutrição, a partir de algumas dúvidas sobre desconforto digestivo da querida @Joana Darc sb e, por sugestão do @Apollo Galeno, deixo aqui minhas considerações sobre... gases e afins 😅

Vamos começar falando da batata doce de modo geral como um vegetal que quase todos praticantes de musculação  consomem  

É um alimento rico em amilose e, com um teor maior (comparados a outras batatas) de açúcares (frutose e sacarose) portanto, em um intestino desregulado,  há chances destes 3 tipos de carboidratos fermentarem pela deficiência de produção enzimática (amilase, é a mais comum) e/ou alimentarem patógenos oportunistas. Neste caso, o que seria considerado benéfico em função da complexidade de digestão, acaba atrapalhando a saúde. 

 Sobretudo, a batata-doce e outros vegetais não deveriam ser tão difíceis de digerir. As pessoas com intestino saudável (Regulado) não apresentam sintomas, pois teriam as enzimas necessárias e uma flora microbiológica saudável...

 O motivo pelo qual pode haver intolerância a esses vegetais todos, como falei incialmente, parte de um possível intestino permeável, inflamado devido a:

- alguma sensibilidade/alergia alimentar ainda desconhecida

- estresse físico e psicológico crônico

- desequilíbrio entre micro-organismos  na flora, vermes ou até resquícios de alguma infecção intestinal mal curada... 

Então quem tem problemas intestinais, mas quer ter paz no bucho, deve procurar curar as possíveis inflamações deste intestino, exigindo menos dele, por um tempo... sabe quando você tem uma diarreia e tem que fazer aquela dieta sem graça, porém de extrema leveza, pois não pode sobrecarregar o organismo? Então, seria o caso de usar  essa dieta como um princípio... reduzir fibras, especialmente as insolúveis, cozinhando beeeem os vegetais e tirar as cascas (ou boa parte delas- tomate: tirar casca e semente), evitar misturar carnes gordas com carboidratos, pegar leve nos açúcares ou nem consumir, evitar frutas com casca e bagaço, especialmente junto com proteínas, evitar pimenta, pimentão, alho e cebola devem ser bem cozidos e reduzidos.. ou seja, devemos FACILITAR e pré digerir determinados alimentos para ajudar essa barriga lesionada...

 

Vamos às saídas e providências para evitar formação de gases e e irritação intestinal:

- apesar do IG mais alto a batata doce assada teria menos amilose e mais sacarose, ou seja tem mais facilidade de ser digerida. Assar até que fique macia no meio, sem partes cruas! Neste momento não queremos o tal do amido resistente... 

- tirar pontos escurecidos depois de assada E a casca (sim!) “Ah mas daí vou comer amido puro.” Não, você não vai, pois na sua refeição já tem outras diversões pro intestino dar conta e desacelerar o aumento da glicose sérica. E Você não tem diabetes, você quer deixar de ser peidorreiro... mas mesmo se fosse diabético batata doce sem casca não é um veneno se for bem dosada...

—> Combinação: sabendo da complexa digestão da batata/feijão/repolho, prefira combiná-los com proteínas leves (peito de frango/ peixe branco)

- Apesar de maravilhosa (minha opinião), a carne vermelha (porco tb) é mal vista porque exige um cenário intestinal e gástrico propícios para ser bem digerida. Quanto mais mistureba vc fizer com carne vermelha no meio, mais guerra vai rolar nas tripa. Ou seja, consumir carne vermelha (magra ou gorda) com acompanhamentos leves é a chave para aproveitar todos os seus nutrientes sem ser presenteado com má digestão, afinal, não queremos passar mal nem perder absorção por conta de bagunças de cardápio. Escolhe 1 vegetal verde mais cenoura (cenoura é coringa, especialmente quanto for levemente cozida, “al dente”) e no máximo uma quantidade pequena de batata branca ou arroz branco/parbolizado pra acompanhar. Churrasco pesa? experimente fica na carne e na salada e não comer farofa, arroz, pão com alho e maionese, PLIM, misteriosamente você não vai virar um Baiacú, mesmo que coma uma quantidade maior que de costume de carne. Sobre cerveja não preciso nem falar... mas enfim. Seria isto, basicamente.

E... alguns dos protocolos para alimentos Mais comuns:

•Feijão (todos os tipos): deixar de molho por 24h em meio ácido (1 col chá de limão ou vinagre de maçã/ litro) trocando a água 2 ou 3 x, inclusive o último demolho.

•Lentilha/grão de bico: mesma coisa do feijão, por 12h

•Brócolis, couve flor: deixar de molho com vinagre e sal por algumas horas antes de cozinhar. Cozinhar sem tampar!

•Repolho: já ouviu falar em chucrute? Pois é, nossos antepassados tinha o costume de fermentar previamente os vegetais, justamente pra eles não fazerem isto dentro da gente. Pesquise sobre “vegetais fermentados” no Google, e caso faça questão de consumir esses complicadinhos, fica a sugestão de como pré-preparar eles para sua barriga melhor aceitar...

•Banana: quanto mais madura, melhor digerida!

•Orgânicos: vale a tentativa de preferir por eles observar os efeitos...

Enfim, tem mais, muito mais para falar. Agora vou deixar vocês absorverem e como disse o @Thiagonino, “digerirem” toda essa indo.
 

um abraço, fico à disposição para dúvidas !

 

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      Pessoal to fazendo uma dieta passado por meu nutricionista há 2 meses.

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      A Cafeína e o Metabolismo Energético durante o Exercício
      A cafeína afeta quase todos os sistemas do organismo, sendo que seus efeitos mais óbvios ocorrem no sistema nervoso central (SNC). Quando consumida em baixas dosagens (2mg/kg), a cafeína provoca aumento do estado de vigília, diminuição da sonolência, alívio da fadiga, aumento da respiração e da liberação de catecolaminas, aumento da freqüência cardíaca, aumento no metabolismo e diurese. Em altas dosagens (15mg/kg) causa nervosismo, insônia, tremores e desidratação.
      Segundo Spriet (1995), existem pelo menos três teorias que podem tentar explicar o efeito ergogênico da cafeína durante o exercício físico. A primeira envolve o efeito direto da cafeína em alguma porção do sistema nervoso central, afetando a percepção subjetiva de esforço e/ ou a propagação dos sinais neurais entre o cérebro e a junção neuromuscular.
      A segunda teoria pressupõe o efeito direto da cafeína sobre co-produtos do músculo esquelético. As possibilidades incluem: alteração de íons, particularmente sódio e potássio; inibição da fosfodiesterase (PDE), possibilitando um aumento na concentração de adenosina monofosfato cíclica (AMPc); efeito direto sobre a regulação metabólica de enzimas semelhantes às fosforilases (PHOS); e aumento na mobilização de cálcio através do retículo sarcoplasmático, o qual contribui para o potencialização da contração muscular (Spriet, 1995).
      A terceira teoria diz respeito ao aumento na oxidação das gorduras e redução na oxidação de carboidratos (CHO). Acredita-se que a cafeína gera um aumento na mobilização dos ácidos graxos livres dos tecidos e/ou nos estoques intramusculares, aumentando a oxidação da gordura muscular e reduzindo a oxidação de CHO (Sinclair, et al 2000).
      Muitos estudos sugerem que a cafeína é um poderoso agente modulador do desempenho atlético, que pode ser adaptável aos diferentes tipos de estímulos envolvidos nos mais diversos tipos de exercícios. Atualmente, pesquisadores têm nos demonstrado que a ingestão de 3 a 6 mg de cafeína por kg (massa corporal), melhora a performance em atletas, sem que sejam detectados casos positivos no exame antidoping.
      Pesquisas recentes têm apontado um aumento da força muscular acompanhado de uma maior resistência à instalação do processo de fadiga muscular após a ingestão de cafeína. Ainda não está totalmente esclarecido qual o mecanismo de ação responsável pelo aumento da força muscular; todavia, acredita-se que isso ocorra em maior intensidade muito mais pela ação direta da cafeína no SNC do que pela sua ação em nível periférico (Kalmar & Cafarelli, 1999).
      Isto sugere que a cafeína exerce um efeito ergogênico direto e específico sobre o músculo esquelético durante a estimulação repetitiva de baixa frequência. A cafeína poderia também influenciar a sensibilidade das miofibrilas ao Ca++ (McArdle & Katch, 2002).
      Em relação aos exercícios de intensidades máximas e extenuantes de curta duração, boa parte dos estudos demonstra que a ingestão de cafeína pode melhorar significativamente o desempenho e a performance nas práticas de até 5 minutos.
      O mesmo não se pode dizer com relação a tais exercícios quando precedidos por exercícios submáximos prolongados, quando o desempenho físico parece não sofrer qualquer alteração (Spriet, 1995).
      Nos exercícios físicos prolongados, alguns estudos apontam que o uso da cafeína otimiza funcionamento do metabolismo energético durante o esforço o que, por conseqüência, contribui para a melhora da performance.
      Entretanto, uma explicação precisa para o efeito de aprimoramento do exercício por parte da cafeína continua sendo enganosa. Com toda probabilidade, o efeito ergogênico da cafeína (e de outros componentes correlatos tipo metilxantina) no exercício de endurance de alta intensidade resulta da utilização facilitada da gordura como combustível para o exercício.
      Além disso, o suposto efeito diurético provocado pelo uso dessa substância, acarretando aumento no volume de urina, e portanto uma maior perda hídrica durante o esforço, não tem sido confirmado na prática. Segundo Wemple et al (1994) o comprometimento do estado de hidratação corporal parece estar relacionado somente ao emprego de mega-doses desta substância.
      Concluindo
      Grande parte dos estudos que envolvem a utilização de cafeína, associada ao exercício físico, sugerem resultados que apontam esta substância como um poderoso estimulante para o trabalho físico. Atletas que comumente realizam atividades que envolvem resistência, força e trabalho muscular em intensidades máximas, podem, de alguma forma, se beneficiar da ingestão de cafeína. Contudo, vale a pena citar que alguns fatores, como a dosagem, o estado nutricional, e a sensibilidade do organismo às metilxantinas, podem afetar significativamente os resultados.
      Referencial
      - Cohen , B.S., et al. Effects of caffeine ingestion on endurance racing in heat and humidity. European Journal Appl. Physiology. 73:358, 1996
      - McArdle W. Katch F. Katch V. Fundamentos de Fisiologia do Exercício. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2002
      - Conlee, R.K. Amphetamine, caffeine and cocaine. Em: D.R. Lamb, M.H. Williams. Ergogenics: Enhancement of Performance in Exercise and Sport. New York, Benchmark Press, 1991 p. 285-310
      - Spriet, L.L. Caffeine and performance. International Journal of Sports Nutrition. 5:84-99, 1995
      - Sinclair, C.J.D. & Geiger, J.D. Caffeine use in sport: a pharmacological review. J. Sports Med. Phys. Fitness, 40: 71-79, 2000
      - Kalmar, J.M. & Cafarelli, E. Effects of caffeine on neuromuscular function. J. Appl. Physiol., 87: 801- 808, 1999
      - Wemple, R.D.; Lamb, D.R.; Bronstein, A.C. Caffeine ingested in a fluid replacement beverage during prolonged exercise does not cause diuresis. Medical Science of. Sports Exercise, 26: S204, 1994
    • By letcall4
      Idade: 23

      Altura: 1,67

      Peso: 65 kg

      Medicações em uso (Anticoncepcional, etc...): tomando bilastina 20 mg, fluoxetina 10 mg

      Problemas de Saúde: nenhum 

      Tempo de treino: mais de 2 anos 

      Ciclos FEITOS com dose e tempo: não fiz 

      Ciclo PROPOSTO com Aes (Marca) dose e tempo: não fiz 

      Divisão de treino e horario do mesmo: A e B / malho de 06:00 as 7:00 

      Dieta com quantidade de proteina/carboidrato/gordura por dia: 
      -Café da manhã 7:15 - 1 ovo e 2 claras + queijo minas / café 
      -lanche da manhã 10:00 - fruta
      -almoço 13:00 - 2 col. de arroz, 1/2 concha de feijão, 1 carne e salada
      -lanche da tarde 16:00 - pão integral ou crepioca com queijo minas
      -janta 20 hrs - mesmo do almoço
      Oi galera, achei esse fórum e resolvi fazer esse post, preciso de ajuda de vocês com treinos e dietas. Treino há mais de 2 anos mas nunca treinei intensamente, esse mês foi bem complicado para malhar pois tive alguns problemas de saúde. Comprei a oxandrolona da landerlan 5 mg para tomar mas depois de ler alguns relatos aqui no forum resolvi pedir auxilio a vocês. Queria emagrecer para depois ganhar massa, alguém para me ajudar? 



      @Apollo Galeno tenho visto você ajudando outras pessoa, ficaria imensamente grata se me ajudasse tambéeeeem
    • By muh_s
      Oii gente..
      eu estou precisando de uma ajuda.. e agradeço quem puder me da um help!
      Andei pesquisando muito aqui no forum mais não achei sobre minha grande duvida!
      Apenas um artigo do forum que comenta... mais que me deu uma "luz" e até mais dúvidas...
      (Perda de Peso Linolen - Nutrilatina)
      mas é o seguinte:
      eu tenho o termogenico: Thermogenic Ripped Cápsulas da Nutrilatina AGE.
      para complementar...eu queria comprar os:
      -LIPO 6X de 120 Cápsulas Líquidas - Nutrex Research
      -Linolen 1000mg - Nutrilatina AGE ou até mesmo o
      "Combo Queima de Gorduras Potencializada" - Nutrilatina AGE ( 1 Linolen 240 cápsulas + 1 ACTMAX AGE 60 cápsulas, só que este é muito caro iria me apertar muito para compra-lo mais se for necessário, tentarei comprar esse combo).
      1-) Eu poderia fazer essa combinação de suplementos?
       
      Eu li que o lilogen serve para inibir a absorção de carboidratos, e naquele artigo que comentei fala sobre o ripped exterme red, mais eu já comprei o Ripped da Nutrilatina então pensei em descartar a opção do ripped extreme.
       
      Queria muito chegar no meu objetivo, eu sou considerada "magra" aparentemente para as pessoas mais só tenho gordura localizada no ABDOMEN, e algumas informações para ajudar sobre mim:
      Idade: 19 anos (Fem)
      Peso: 59kg/60kg
      Altura: 1,60
      Medida barriga: 87 cm e quero perder 20 cm a 25 cm.. ou ate
      chegar a ter nada de gordura na barriga.
      Já tentei fazer varios treinos mais nunca deu certo, por isso pensei nesses suplementos para me ajudar. Não tenho tempo para fazer esportes somente ir na academia mesmo.
      Objetivo: Não quero ganhar agora massa muscular, apenas perder a gordura localizada.
       
      2-) Se eu fizer uma dieta em 3 em 3 horas como eu já li nos artigos, que é o mais ideal, e um treino mais esses suplementos será que eu consigo atingir o meu objetivo?
      3-) O que eu tenho que fazer primeiro ? (aerobico - intercalando em cada dia..esteira corrida 8km/h (que é que faço normalmente) por 30min dps abdominal (basico,elevacao ou abdominal negativo) com peso 5kg (eu aguento..se for necessario faço bastante series) e no outro dia bicicleta ou eliptico (30min) e dps abdominal (canivete lateral, oblíquos)??
       
      Pesquisei sobre dietas dietas hipocaloricas, e não sei se seria ideal.
       
      Bom é isso.. to precisando de uma grande força.. muito obrigada!
      Segunda vou pra academia (06/julho) já passo meu peso certinho mais que está realmente por volta disso e passo um acompanhamento se alguem me der uma LUZ! =] vlwww
    • By v_shape
      Este texto é tradução de parte de artigo científico original em inglês, postado em 09 de Agosto de 2010.
      Como não sou tradutor, não me responsabilizo por eventuais erros de interpretação e radução meus nem pelas idéias do autor.
      Exercícios Resistidos com Alto Volume e Cargas Moderadas Estimulam Mais a Síntese Proteica Muscular Esquelética do que Exercícios Resistidos com Cargas Altas e Baixo Volume em Homens Jovens
      Nicholas A. Burd1, Daniel W. D. West1, Aaron W. Staples1,Philip J. Atherton2, Jeff M. Baker1, Daniel R. Moore1, Andrew M. Holwerda1, Gianni Parise1,3, Michael J. Rennie2, Steven K. Baker4, Stuart M. Phillips1*
      1 Grupo de Pesquisa sobre o Metabolismo do Exercício, Departamento de Cinesiologia, Universidade McMaster, Hamilton, Ontário, Canadá, 2 Escola de Graduação em Medicina e Saúde, Hospital City, Universidade de Nottingham, Derby, Reino Unido, 3 Departamento de Física Médica e Radiologia, Universidade McMaster, Hamilton, Ontário, Canadá, 4 Departamento de Neurologia, Michael G. Escola de Medicina DeGroote, Universidade McMaster, Hamilton, Ontário, Canadá
      Resumo
      Objetivo
      Nós procuramos determinar o efeito da intensidade (% da Repetição Máxima - 1RM) do exercício resistido e do volume sobre a síntese proteica muscular, sinalizadores anabólicos, e expressão do gene miogênico.
      Metodologia/Principais descobertas
      Cinquenta homens (com idade entre 20 e 22 anos; com IMC entre 23,3 e 24,9 Kg/m2) executaram 4 séries do exercício extensão de pernas com diferentes cargas e/ou volumes: a 90% da repetição máxima (1RM) até sua falha individual (Falha90), a 30% 1RM combinado com 90% (30CM - 30% da Carga Máxima), ou 30% 1RM executados até a falha individual (Falha30). Houve infusão de [anel-13C6] fenillalanina com uso de biopsias para mensurar as taxas de síntese de proeínas musculares mistas (MIX), miofibrilares (MYO) (87%), e sarcoplasmáticas (SARC) em descanso, e 4hs e 24 hs após o exercício. Exercícos a 30CM induziram a significante aumento sobre o período de descanso na síntesse de proteínas musculares mistas (MIX) (121%) e miofibrilares (MYO) de 87% após 4 horas do exercício físico, mas após 24 horas apenas as proteínas mistas (MIX) aumentaram. O aumento na taxa de síntese proteica muscular em MIX e MYO 4 horas após os exercícios com Falha90 em Falha30 foi maior que o 30CM, sem nenhuma diferença entre estas condições; porém, MYO permaneceu elevada (199%) sobre o restante das proteínas durante 24 horas após o treino somente no Falha30. Existiu um aumento significativo em AktSer473 (sinalizador celular) 24 horas após o exercício em todas as condições (P = 0,023 e mTORSer2448 fosofrilação em 4 horas após o exercício (P = 0.025). Fosforilação de Erk1/2Tyr202/204, p70S6KThr389, e 4E-BP1Thr37/46 aumentado significativamente (P<0.05) somente na condição Falha30 ao final de 4 horas após o exercício, enquanto que a fosforilação de 4E-BP1Thr37/46 foi maior 24 horas após o exercício do que em repouso em ambas as condições Falha90 (237%) em Falha30 (312%). A expressão Pax7 mRNA aumentou 24 horas após o exercício (P = 0.02) em todas as condições. A expressão mRNA da MyoD e miogenina foram constantemetne elevados na condição Falha30.
      Conclusão
      Estes resultados sugerem que exercícios físicos resistidos com cargas moderadas e alto volume são mais efetivos em induzirem mais anabolismo muscular do que os exercícios com cargas altas e baixo volume ou os dois combinados juntos.
      INTRODUÇÃO
      Exercícios resistidos estimulam a síntese de proteínas musculares esqueléticas, as quais são resumidamente chamadas de hipertrofia muscular. Normalmente se recomenda que contrações com altas cargas (exemplo, ≥70% da repetição máxima; 1RM) sejam executadas para fornecer um estímulo ótimo para o crescimento muscular. Foi estabelecido recentemente, contrariamente, que a síntese de proteínas miofibrilar (MYO) é na verdade maximamente estimulada em 60% da 1RM, no estado de pós-absorção, com nenhum aumento para a condição de cargas altas (ex., 75–90% 1RM) . Além disso, executar contrações com cargas moderadas (~20% 1RM) com oclusão vascular é suficiente para induzir a um aumento na síntese de proteína muscular mista (MIX), a qual explica os aumentos significativos em tamanho e força muscular, equivalente aqueles vistos em contrações de alta intesidade, que ocorrem com treinamento de oclusão sanguínea. Juntos, estes dados sugerem que cargas altas externas (ex., alta intensidade) não são pré-requisito para induzir aumentos na síntese de proteína muscular gerando assim hipertrofia muscular.
      O estudo de Henneman descreveu que o recrutamento das unidades motoras ocorre de forma progressiva das pequenas para as maiores (ex., o princípio do tamanho). Como oposto ao requerimento para alta contrações de alta intensidade nós acreditamos que o número total de contrações, independentemente da intensidade, podem resultar em uma ativação total das unidades motoras e recrutamento das fibras musculares e deve ter igual ou maior importância que a intensidade para atingir a estimulação da síntese de proteína muscular. Especialmente no mesmo de ativação da fibra muscular e presumindo uma estimulação similar da síntese de proteína msuclar miofibrilar (MYO), deverá ocorrer independentemetne da intensidade que o exercício tenha sido executado até a fadiga individual (falha) na mesma linha de observação do treinamento oclusivo.
      A regulação da síntese de proteína muscular é multifacetada e investigações recentes demonstram tanto as vias sinalizadoras quanto os Akt-mTOR e as proteína quinase ativadas por mitogeno (PKAMs; ex., Erk1/2) em cascata são importantes promotores de anbolismo induzido por exercício. Mesmo assim, destas investigações é difícil dicernir se as proteínas sinalizadoras de anabolismo por exercício são ativadas por longos períodos de tempo (ex., ≥24 h) e desempenham um papel importante na sustentação do aumento da síntese de proteína muscular que parecem ocorrer durante os dias após o exercício. De forma similar, a geradora de músculo nos adultos (células satélites) tem sido sugeridas como escenciais para a hipertrofia muscular como uma adaptação ao treinamento resistido. Mesmo assim é difícil determinar a importancia da expressão aumentada de Pax7, um marcador da ativação da célual satélite, o qual junto com outros fotores de regulação miogênica (FRMs), como o MioD, Mif5, MRF4, e miogenina, os quais estão envolvidos na ativação, proliferação e diferenciação das células tronco musculares, estão relacionandas ao aumento da respotas da síntese de proteína muscular induzido pelo exercício, especialmente em períodos pós treino (ex., >24hs) após a seção de treino.
      Neste estudo, nós procuramos sistematicamente investigar o impacto de dois tipos distintos de exercícios com cargas paralelamente com diferentes volumes de exercícios na sinalização anabólica, expressão do gene miogênico, e taxas de síntese de proteínas musculares (MIX, MYO e SARC). Utilizamos principalmente o modelo unilateral no qual os participantes executaram exercícios a 90% da 1RM até a falha (Falha 90), 30% da 1RM na qual o valor do trabalho externo foi combinada com o Falha 90 (30CM), ou 30% da 1RM até a falha (Falha30). Isto nos forneceu a ferramenta necessaria para desvendar as influências separadas entre carga (intensidade) e volume em variáveis anabólicas específicas após executar exercícios resitidos. Nós hipotetizamos que a resposta anabólica ao exercício poderia ser similar aos tipos de treinamento (as 3 condições) formulados para recrutar a ativação máxima de fibras (ex., Falha90 e Falha30); mesmo assim, a intensidade do exercício seria importante para maximizar a resposta anabólica entre entre os modos de exercícios envovlidos (Falha90>30CM).
      Fonte: https://journals.plos.org/plosone/
      Abraço.
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