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A cafeína anidra tem efeitos colaterais?

A cafeína é um suplemento ergogênico seguro e que funciona? O uso nas doses recomendadas podem resultar em efeitos colaterais ou adversos?

Vanessa Dantas
  • , 129 visualizações
Nutricionista Vanessa Dantas

O que é cafeína?

A cafeína (1,3,7-trimetilxantina) é uma substância psicoativa popularmente conhecida e que tem sido utilizada por esportistas em âmbito mundial em razão de seu potencial ergogênico, caracterizado pelo aperfeiçoamento do desempenho físico.

Fontes de cafeína

Além de esta substância fazer parte da composição de um grande número de suplementos alimentares, ela está presente, sob diversas formas, na composição de várias bebidas e alimentos comumente utilizados no padrão alimentar humano, como cafés, guaranás, chás, refrigerantes, chocolates, guloseimas, e até mesmo em medicamentos analgésicos.

Benefícios da suplementação com cafeína

A cafeína pode ser utilizada por meio de suplementação por proporcionar, em tese, a maximização do desempenho de atletas. Isso se dá por meio da mobilização de ácidos graxos livres do tecido adiposo, aumentando o suprimento de gordura ao músculo, suprimindo a utilização do glicogênio muscular e melhorando a função neuromuscular, prolongando o tempo de exercício e retardando a fadiga. 

Além disso, a cafeína atua na melhora da contratilidade dos músculos esqueléticos e cardíacos.

Também atua como um estimulante do SNC (sistema nervoso central), o que é benéfico em atividades que requerem concentração.

Outro efeito da cafeína consiste no cruzamento da barreira hematoencefálica e antagonização dos efeitos da adenosina, resultando em altas concentrações de neurotransmissores estimulatórios e, dessa maneira, aumentando o estado de vigília e melhora o humor.

Os benefícios do uso da cafeína não se limitam ao desempenho esportivo. Seu consumo está associado à prevenção de inúmeras doenças crônicas, como alguns tipos de câncer, diabetes mellitus tipo 2, doenças renais, cardiovasculares, neurológicas, hepáticas e distúrbios endócrinos.

Doses recomendadas

A suplementação de cafeína em um estado anidro exerce um efeito ergogênico maior em relação ao café. A ciência tem demonstrado também que a cafeína é eficaz como recurso ergogênico quando administrada em doses baixas a moderadas (3-6 mg/kg/dia - para um indivíduo de 70kg: 210-420 mg) sem resultar em aprimoramento adicional no desempenho quando consumido em doses mais elevadas (≥ 9 mg/kg/dia - para um indivíduo de 70kg: 630 mg).

A individualidade biológica (peso, idade, sexo, fatores genéticos, e etc.) deve ser levada em conta ao se considerar a metabolização da cafeína no organismo. 

Um teto de menos que 500 mg de cafeína é considerado como uma dose segura a ser consumida diariamente.

Para pacientes com doenças cardíacas ou hepáticas, a dose deve ser mais baixa, ou não deve ser prescrita a cafeína. 

Não parece existir clara evidência na ciência de que o consumo exagerado da cafeína resulte em certo risco relevante para a saúde em pessoas saudáveis. Porém, devido à variabilidade biológica, uma mesma dose de cafeína pode ser tolerada por um indivíduo e levar a reações adversas em outro.

Efeitos adversos (colaterais) da cafeína

Dentre os efeitos adversos mais frequentes da ingestão de cafeína podem ser citados: 

  • insônia;
  • irritabilidade;
  • ansiedade;
  • dependência;
  • sensibilidade;
  • taquicardia;
  • sensação de zumbido no ouvido;
  • distúrbios visuais;
  • cefaleia;
  • cansaço;
  • prejuízo na concentração e na memória (por interrupção repentina do uso);
  • tensão muscular crônica (tremores e palpitações);
  • náuseas;
  • desconforto gastrointestinal (podendo ser agravado em pacientes com tendência a úlcera ou gastrite).

Esses efeitos adversos relacionados à utilização da cafeína são mais frequentes em indivíduos que utilizam a substância de maneira excessiva (dose maior do que a recomendada no tópico anterior) ou nos que possuem maior sensibilidade à substância.

A cafeína pode ainda estar relacionada com o aumento da temperatura corporal, o que sugere um aumento na produção de calor em repouso devido ao seu potencial termogênico, podendo, dessa forma, prejudicar o desempenho de esportistas em exercícios sobre altas temperaturas. 

Por inibir o hormônio antidiurético (ADH), a cafeína pode levar ao aumento da diurese e potencializar a excreção de cálcio e magnésio pela urina. Como consequência, pode prejudicar o desempenho de atletas levando a uma possível desidratação durante a competição. 

Entretanto, a ciência mostra um efeito diurético sutil, sem grande impacto na desidratação em massa de atletas.

Conclusão

O efeito ergogênico dessa substância vem sendo comprovado por inúmeros estudos e parece estar envolvido com mecanismos de ação relacionados com o sistema nervoso central, além de alterações metabólicas e fisiológicas que melhoram o desempenho atlético.

Em relação aos possíveis efeitos colaterais enumerados no texto, não parece existirem evidências na ciência de que o consumo exagerado resulte em riscos relevantes para a saúde de pessoas saudáveis. 

As alegações dos efeitos adversos da cafeína sobre o sistema cardiovascular ainda são inconclusivos. O que deve ser levado em conta é a individualidade biológica dos indivíduo, atentando-se para a sensibilidade à substância que alguns indivíduos podem apresentar.


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    • Por Mestre
      Antes de iniciar a leitura, lembrando que sem dieta adequada, os processos abaixo podem não ter o resultado esperado, a dieta é a maior responsável pelo sucesso na perda de gordura.
      Lipólise seria o termo científico para “destruição de gordura”, que acaba sendo o tão almejado sonho de muitas pessoas.
      Clenbuterol, Salbutamol, Efedrina, Cafeína e Anfepramona agem influenciando a Lipólise, porem com as suas semelhanças e distinções.
      O processo genérico de funcionamento dessas substâncias, se traduz na ação adrenérgica direta, indireta ou mista.
      O adipócito pode ser compreendido como a célula de gordura do corpo, e no adipócito existem os receptores adrenérgicos b1, b2, b3, a1, a21,2,3.
      Nós vamos tratar mais profundamente dos receptores beta(b1, b2 e b3).
      Ação adrenérgica direta:
      Podemos como exemplo, citar uma substância de ação direta, que existe no nosso corpo de forma biologicamente natural, que é a adrenalina, e outras duas não naturais muito usadas, que são o Clenbuterol e o Salbutamol.
      Os receptores betas adrenérgicos estimulam a lipólise, e eles podem ser encontrados em vários outros tecidos do corpo, e não apenas nas células de gordura.
      Os receptores b1 estão presentes principalmente no tecido cardíaco, e a estimulação dos receptores beta, entre outras coisas, causa também uma dilatação dos brônquios, onde temos a utilização do Clenbuterol, Salbutamol e Efedrina para essa função terapêutica de tratamento da asma.
      Como já dito, a estimulação dos receptores beta também causa a lipólise4,6, e vamos explicar resumidamente seu modo de ação.
      Os triacilgliceróis são os lipídios mais encontrados nos alimentos, e são a forma de armazenamento de todo o excesso de nutrientes ingeridos, e esses excessos podem ter sido ingeridos na forma de carboidratos, proteínas, ou o próprio lipídio.
      Os triacilgliceróis armazenados no tecido adiposo(gordura) são mobilizados para uso como combustível em algumas situações no nosso corpo e, quando existe a ação nos receptores beta, essa ação acaba controlando os níveis de uma substância chamada adenosina monofosfato cíclico(AMPc), onde através da AMPc, outra substância, a lipase hormônio-sensível(LHS), localizada nas células que armazenam a gordura, acaba sendo fosforilada7, podendo essa então agora ativada, agir de forma a causar a mobilização dos depósitos de triacilgliceróis armazenados no tecido adiposo(gordura).
      O aumento da adenosina monofosfato cíclico(AMPc), causa uma diversidade grande de reações no nosso corpo, regulando muitos aspectos da função celular, incluindo enzimas envolvidas no metabolismo energético, divisão e diferenciação celulares, transporte de íons, entre muitas outras.
      Mas oque interessa para nós aqui é o papel da AMPc relativo aos processos do nosso tecido adiposo(gordura) e à lipólise.
      Genericamente então aqui para a nossa finalidade, se de uma forma química causarmos um aumento da adenosina monofosfato cíclico(AMPc), estaremos estimulando a lipólise.
      Quando estimulamos no tecido adiposo os receptores beta(b1, b2 e b3), estamos de uma certa forma genérica de se citar, a aumentar a adenosina monofosfato cíclico(AMPc), oque no final vai causar a lipólise7.
      Ação adrenérgica indireta:
      Os Fármacos de ação indireta, não agem como os de ação direta nos receptores beta, mas eles causam uma liberação de noradrenalina, que acaba por causar de forma indireta uma estimulação adrenérgica nos receptores beta. Os quais podemos citar a anfetamina, anfepramona, femproporex e a tiramina9.
      A anfepramona é o princípio ativo de vários medicamentos manipulados e, também de alguns de nome conhecido, como o Dualid.
      Temos também o medicamento Desobesi, que é o princípio ativo Femproporex.
      Todas essas medicações, são classificadas também como anorexígenos, ou seja, elas inibem o apetite através da estimulação do SNC, e causam alterações no estado de humor que podem levar as pessoas à uma dependência química perante o abuso dessas substâncias.
      Substâncias de ação mista:
      São aquelas que combinam as ações diretas e indiretas, como a cafeína e a efedrina também.
      Efedrina na sua ação direta:
      Ela atua também nos receptores beta, desempenhando toda aquela ação química já explicada acima, ligada ao aumento da adenosina monofosfato cíclico(AMPc)8, originando assim a lipólise, igual aos de ação direta como o Clenbuterol e o Salbutamol.
      Efedrina na sua ação indireta:
      Na sua ação indireta ela atua causando uma estimulação do SNC, contribuindo para o aumento da noradrenalina e fazendo a sua ação adrenérgica indireta11, como citado no caso da anfepramona, onde o aumento da noradrenalina acaba por causar de forma indireta uma estimulação adrenérgica.
      Cafeína na sua ação direta:
      A cafeína também tem seu potencial de inibir a da fosfodiesterase(GILMAN et al., 1990), fazendo com que haja aumento da concentração de adenosina monofosfato cíclico(AMPc), causando assim um efeito de lipólise10, isso de forma química semelhante aos beta adrenérgicos de ação direta como o Clenbuterol e o Salbutamol, que fora explicado no início.
      Cafeína da sua ação indireta:
      A Cafeína é um antagonista competitivo dos receptores de adenosina no SNC. Esses receptores, que estão localizados em neurônios noradrenérgicos pré-sinápticos, quando ativados pela adenosina, atuam para inibir a liberação da noradrenalina nas sinápses do SNC5.
      O antagonismo desses receptores de adenosina pela Cafeína faz com que a liberação de noradrenalina não seja inibida5, causando um aumento da noradrenalina que acaba agindo na forma adrenérgica indireta.
      Efeitos Colaterais dos agonistas adrenérgicos:
      Clenbuterol e Salbutamol:
      É comum vermos citações de que o Clenbuterol e o Salbutamol são substâncias b2 específicas, mas eles não têm apenas ação nos receptores b2 e agem também com bem menos intensidade nos receptores b1, e é exatamente nesse ponto que se origina os colaterais que as pessoas que usam tais substâncias para o emagrecimento acabam tendo5.
      Quando a pessoa abusa de Clenbuterol ou Salbutamol, ela vai acentuar a sua ação nos receptores b1, pois a dose foi aumentada, e apesar da ação deles nos receptores b1 ser bem pouca, ao se aumentar a dose, começa a ação dos receptores b1, que são muito abundantes no tecido cardíaco5.
      Efedrina, Cafeína e Anfepramona:
      Como já foi citado acima no seu mecanismo de ação, tanto a Cafeína, quanto a Efedrina e Anfepramona tem seu potencial no aumento de noradrenalina, e essa noradrenalina por sua vez acaba tendo a sua função junto aos receptores adrenérgicos b117, oque por si só, já poderia em doses altas causar uma estimulação do tecido cardíaco.
      No caso da Efedrina, além dela causar essa ação indireta descrita logo acima, ela pode também causar uma estimulação direta nos receptores cardíacos b117, oque poderia no seu caso agravar ainda mais os colaterais devido á estimulação do tecido cardíaco de forma direta também.
      Temos também os colaterais relativos às alterações no SNC e estado de humor que essas substancias causam, onde a inibição do sono pode acontecer entre outras coisas.
      Das três substancias, a mais perigosa na questão da alteração do estado de humor e do SNC, é sem dúvida a Anfepramona, onde os riscos de se adquirir o vício pelo uso contínuo, desenvolvendo assim um quadro de dependência química, é comum. 
      Dessensibilização dos Receptores Adrenérgicos:
      É comum mesmo no tratamento de Asma por beta agonistas ter o problema de diminuição da resposta biológica do corpo ao estímulo dos agonistas adrenérgicos, oque se chama de dessensibilização ou taquifilaxia.
      A própria exposição dos tecidos e das células aos agonistas adrenérgicos causa essa diminuição da resposta biológica do corpo12.
      Os processos fisiológicos no corpo que causam essa dessensibilização, não ocorrem apenas de uma forma, e na verdade são várias coisas a se considerar para o total entendimento dos processos.
      Portanto apenas a título de curiosidade, é bom sabermos, que existe em termos de explicação mais didática a dessensibilização homóloga e a heteróloga, e para a nossa finalidade de entendimento da diminuição de gordura e, como curiosidade, é o que basta no momento.
      Futuramente podemos pensar em dirigir uma matéria específica apenas focando nas ações fisiológicas envolvidas nos processos de dessensibilização.
      Mas é bom sabermos que é exatamente esse processo que faz uma rotina com Clenbuterol ou Salbutamol perder a sua eficiência em poucas semanas de uso.
      Uma substância muito comum de se usar nos casos de dessensibilização, onde se acredita que ele faça com que haja um retorno da resposta biológica do corpo às substâncias adrenérgicas, é o Cetotifeno, que realmente é muito usado no tratamento da asma e também por ser um anti-histamínico h1, acaba assim tendo um efeito antialérgico.
      A bula de algumas medicações que contém Cetotifeno como princípio ativo, citam a sua capacidade de prevenir e reverter a taquifilaxia induzida experimentalmente pela Isoprenalina18. A Isoprenalina é também uma agonista dos receptores beta adrenérgicos. Onde podemos supor então perante essa afirmação, que o retorno da resposta biológica do corpo às substâncias adrenérgicas como Salbutamol ou Clenbuterol, que havia sido diminuído por taquifilaxia, pode também ser conseguida com o uso de Cetotifeno.
      Curiosidades:
      Aspirina - Acido Acetilsalicílico:
      A Aspirina, assim como muitos outros Analgésicos que agem por inibição na síntese das prostaglandinas, acabam sendo utilizados como coadjuvantes no auxílio da efetividade da ação direta dos beta agonistas na indução da lipólise.
      As Prostaglandinas são produzidas em diversos tecidos humanos e com diversas funções, e sempre na resposta da estimulação beta adrenérgica, ocorre a liberação de prostaglandinas E2, essas substâncias vão acarretar uma diminuição da efetividade da lipólise causada pela estimulação beta adrenérgica8. Por isso que algumas pessoas consideram a sinergia entra Efedrina, Cafeína e Aspirina(ECA).
      Mas para o praticante de musculação que visa obter benefício de crescimento muscular através do treino, a inibição das prostaglandinas pode não ser uma boa, pois as prostaglandinas são consideradas um fator de crescimento muscular.
      Efeito Anabólico dos beta adrenérgicos:
      Me lembro muitas vezes no passado das pessoas comentarem sobre isso, e alguns citavam o efeito anabólico do Clenbuterol como mito, em quantos outros realmente achavam que acontecia.
      Já havíamos comentado sobre a existência de receptores adrenérgicos em vários tecidos do corpo, e no tecido muscular eles também se fazem presente, principalmente os receptores b2.
      Estudos em animais utilizando a dose de 4g por kilo de Clenbuterol por 10 dias, mostrou intenso efeito anabólico, sendo que para isso demostrou-se a necessidade de longa exposição diária à substância13.
      O único com bons relatos em uso para seres humanos, foi o Salbutamol, que mostrou ser capaz de aumentar a força muscular em homens14,15.
      A ativação dos receptores b2 sinaliza para um aumento da síntese proteica através do mesmo sistema que estimula a lipólise.
      Portanto, considerando-se então que o exercício intenso aumenta a densidade dos receptores b2, isso pode causar um efeito ainda mais potente.
      A Efedrina e o Clebuterol agindo na prevenção do Catabolismo em rotinas de cutting com dieta hipocalórica:
      A efedrina na sua ação direta na estimulação dos receptores beta adrenérgicos, já explicado anteriormente, mostrou uma eficiência da preservação da massa magra e melhoria da disposição proteica durante um período de dieta hipocalórica, oque seria interessante em rotinas de cutting16.
      Especula-se que o Clenbuterol e os agonistas beta adrenérgicos, causam na sua estimulação dos receptores b2, uma maior disponibilidade de gordura para oxidação e, desta forma, podem durante o período do treino, atrasar um possível efeito catabólico que possa existir.
      Os agonistas beta adrenérgicos auxiliando no aumento dos níveis dos fatores do crescimento IGF, FGF e prostaglandinas:
      O uso dos beta agonistas em doses altas, de uma forma paradoxal à prevenção do catabolismo, podem até provocar um catabolismo muscular devido à estimulação adrenérgica na hora do treino, defendem alguns autores e, desta forma, no próprio treinamento, as lesões causadas nessas células por essa estimulação adrenérgica, poderia levar ao aumento de potentes fatores de crescimento, como o IGF, FGF e até as prostaglandinas. Isso poderia causar um treino "mais forte", oque causaria uma lesão maior no número de células musculares, oque posteriormente causaria uma melhor supercompensação nos períodos de descanso da musculatura treinada.
      Os receptores adrenérgicos moldando o corpo masculino e feminino:
      No início eu disse que o tecido adiposo possui receptores adrenérgicos b1, b2, b3, a1, a2.
      A ação adrenérgica nos receptores beta causando a lipólise já foi explicada, mas ainda falta falarmos dos receptores alfa.
      Ao contrário dos receptores beta, os receptores alfa inibem a lipólise, e isso é oque molda as características diferente no acúmulo de gordura do homem e da mulher.
      As mulheres no geral, já tendem a ter uma maior quantidade de receptores alfa no tecido adiposo, oque as faz mais resistentes à lipólise, mas alem disso, nas mulheres a concentração de receptores alfa está mais presente no tecido adiposo do glúteo, coxa e quadril, enquanto nos homens isso se torna mais presente na região abdominal, oque dá a característica de acúmulo de gordura diferenciada nos dois sexos.
      Elaborado por Mestre fórum FISIculturismo
      Referências:
      1 - Coppack SW, Jensen MD, Miles JM. In vivo regulation of lipolysis in humans. J Lipid Res 1994      
      2 - Kreif S, Lönqvist F, Raimbault S, et al. Tissue distribution of 3-adrenergic receptor mRNA in man. J Clin Invest 1993
      3 - Lafontan M, Berlan M, Galitzky J, et al. Alpha-2 adrenoceptors in lipolysis; a2 antagonists and lipid mobilizing strategies. Am J Clin Nutr 1992
      4 - Barbe P, Millet L, Galitzki J, Lafontan M, Berlan M. In situ assessment of the role of beta1, beta2, and beta3-adrenoceptors in the control of lipolysis and nutritive blood flow in human subcutaneous adipose tissue. Br J Pharmacol 1996
      5 - Medicamentos que atuam no sistema nervoso autônomo - adrenérgicos 
      6 - Lafontan M, Berlan M. Fat cell adrenergic receptor and the control of white and brown fat cell function. J Lipid Res 1993
      7 - Coppack SW, Jensen MD, Miles JM. In vivo regulation of lipolysis in humans. J Lipid Res 1994 
      8 - 4 horas para o corpo - Timothy Ferriss - 2010 
      9 - Ação de fármacos agonistas adrenérgicos no trato respiratório 
      10 - Curi, R.; Pompeia, C.; Myasaka, K.; Procopio, J. Entendendo a gordura - os ácidos gráxicos
      11 - Horton TJ, Geissler CA. Post-prandial thermogenesis with ephedrine, caffeine and aspirin in lean pre-disposed obese and obese women. Int J Obes 1996
      12 - Goodman e Gilman, As Bases Farmacológicas da Terapêutica, 10 ed., MacGraw Hill, 2005.
      13 -. Choo J, Horan M, Litlle R, and Rothwell N. Anabolic effects of Clenbuterol on skeletal muscle are mediated by beta2-adrenoreceptor activation. Am J Physiol 1992
      14 - Martineau L, Horan MA, Rothwell NJ, Little RA. Salbutamol, a beta 2-adrenoceptor agonist, increases skeletal muscle strength in young men. Clin Sci (Colch) 1992 Nov
      15 - Caruso J, Signorile J, Perry A, et al. Time Course Changes in Contractile Strength Resulting From Isokinetic Exercise and Beta2 Agonist Administration. J. Strength Condition. Res. 1997
      16 - Astrup A, Buemann B, Christensen NJ, Toubro S, et al. The effect of ephedrine/caffeine mixture on energy expenditure and body composition in obese women. Metabolism 1992
      17 - Drogas adrenérgicas e antiadrenérgicas - Farmacologia_adrenergica.pdf 
      18 - Bula Asmax - Ativus Farmacêutica ltda  e Bula Asmifen – Bunker Ind. Farmecêutica ltda.
    • Por WilXuH
      Bom, encontrei alguns relatos interessantes aqui e acho que não será inútil retratar esta experiência.
      Primeiramente, alguns dados:
      Nome: Wilson
      Idade: 18 anos
      Peso atual: 99,5kg atual / 117kg off
      Tempo de treino: quase 3 anos
      Braços: 43 atual / 46cm off
      Fiz um off totalmente porco por cerca de 2 anos e meio, e agora estou em dieta hipocalórica a mais de 20 semanas. Alcancei 117kg com um bf extremamente alto (cerca de 23-25% no olho), e agora me encontro com cerca de 100kg com uns 18-19% de fat. Meu objetivo é alcançar uns 15%, pelo menos.
      Para quem estiver interessado, segue o meu perfil no bb.com, tendo as fotos da evolução da dieta que estou fazendo:
      https://bodyspace.bodybuilding.com/WilsonBbuilding/
      Mantenho as fotos de progresso atualizadas, assim como o gráfico de massa.
      A base da dieta, até agora, foi essa:
      1-250g de peito de frango grelhado sem tempero
      2-250g de peito de frango grelhado sem tempero
      3-250g de peito de frango grelhado sem tempero
      4-250g de peito de frango grelhado sem tempero, 80g de arroz integral, salada, legumes.
      5-6 ovos inteiros
      6-6 ovos inteiros
      (os ovos inteiros são um pecado, afinal são muito calóricos, mas não tive problema nenhum em perder peso mesmo comendo isso; foi o que meu bolso agüentou. Lembrando também que tenho ciclado a quantidade de carboidratos, feito dias do lixo e etc. conforme a necessidade).
      Agora eu fiz algumas alterações porque a perda de peso está ficando mais difícil:
      1-250g de peito de frango grelhado sem tempero
      2-250g de peito de frango grelhado sem tempero
      3-250g de peito de frango grelhado sem tempero
      4-250g de peito de frango grelhado sem tempero, 80g de arroz integral, salada, legumes.
      5-8 claras, 2 gemas
      6-8 claras, 2 gemas
      Agora vamos ao que interessa:
      Tomei às 11:00 meio franol (7,5g de efedrina) e um copo de café. Monitorei, anteriormente, os batimentos cardíacos e a temperatura corporal normais para poder ver os efeitos. A aspirina eu ainda não incluí pra observar as reações do meu corpo; já a utilizei e não achei lá grande coisa.
      Pretendo ir aumentando a dose de efedrina conforme os efeitos vão me dizendo. Por agora me sinto meio agitado, mas nada a que se deva dar muita atenção. Pretendo tomar outro às 17:00.
      Logo, logo tem mais post. Espero que isso possa ser útil a alguém
      Não sei se será útil postar tudo o que como aqui, mas pensarei nisto depois.
      Abraços,
      Wilson.
    • Por Matheus Uba Chupel
      A cafeína é um poderoso agente modulador do desempenho atlético, entretanto, deve-se ficar atento aos achados em alguns estudos científicos.
      A Cafeína
      A cafeína, uma possível exceção à regra geral contra a ingestão de estimulantes, continua sendo uma droga controlada/restringida nas competições atléticas. A cafeína pertence ao grupo de compostos denominados metilxantinas, encontrados naturalmente nos grãos de café, nas folhas de chá, no chocolate, nos grãos de cacau e nas nozes da cola, sendo acrescentada frequentemente às bebidas efervescentes e aos remédios vendidos sem prescrição médica (McArdle & Katch, 2002).
      Dependendo do preparo, uma xícara de café fervido contém entre 60 e 150 mg de cafeína. Como elemento de referência, 2,5 xícaras de café coado contém 250 a 400 mg, ou geralmente entre 3 e 6 mg por kg de massa (peso) corporal.
      A absorção da cafeína pelo intestino delgado se processa rapidamente, alcançando concentrações plasmáticas máximas entre 30 e 120 minutos, após a ingestão, para exercer sua influência sobre os sistemas nervoso, cardiovascular e muscular. A meia-vida metabólica da cafeína, de 3 horas, significa que é eliminada pelo corpo com bastante rapidez, certamente após uma noite de sono (Cohen et al 1996).
      Efeitos da Cafeína no Desempenho Esportivo
      Nem todos os estudos confirmam benefícios ergogênicos da cafeína. Entretanto, já foi demonstrado que a ingestão de 2,5 xícaras de café coado, a 1 hora antes do exercício, amplia muito a capacidade de resistência no exercício moderadamente extenuante. Os indivíduos que haviam bebido cafeína se exercitavam por uma média de 90,2 minutos, em comparação com 75,5 minutos durante 1 sessão de exercícios sem cafeína.
      Apesar de terem sido observados valores semelhantes para freqüência cardíaca e captação de oxigênio durante os dois ensaios, a cafeína fazia com que o trabalho parecesse mais fácil.
      Em concordância com seus efeitos estimulantes (característica dos compostos a que a cafeína faz parte – as metilxantinas), foi comprovado que a cafeína proporciona também um benefício ergogênico durante os desempenhos máximos de natação completados em menos de 35 minutos. Em um estudo experimental duplo-cego, sete homens e quatro mulheres nadadores experientes de longa distância (<25 min para 1.500m), consumiram cafeína 2,5 horas antes de nadarem 1.500m. O tempo total de natação foi em média 1,9% menor com cafeína do que sem cafeína (20min 58 segundos vs 21min 21 segundos).
      Uma concentração plasmática mais baixa de potássio antes do exercício e níveis sanguíneos mais altos de glicose no final do ensaio acompanhavam o desempenho com cafeína. Isso sugeriu que o equilíbrio eletrolítico e a disponibilidade de glicose podem ser fatores-chave no efeito ergogênico da cafeína (McArdle & Katch, 2002).
      A Cafeína e o Metabolismo Energético durante o Exercício
      A cafeína afeta quase todos os sistemas do organismo, sendo que seus efeitos mais óbvios ocorrem no sistema nervoso central (SNC). Quando consumida em baixas dosagens (2mg/kg), a cafeína provoca aumento do estado de vigília, diminuição da sonolência, alívio da fadiga, aumento da respiração e da liberação de catecolaminas, aumento da freqüência cardíaca, aumento no metabolismo e diurese. Em altas dosagens (15mg/kg) causa nervosismo, insônia, tremores e desidratação.
      Segundo Spriet (1995), existem pelo menos três teorias que podem tentar explicar o efeito ergogênico da cafeína durante o exercício físico. A primeira envolve o efeito direto da cafeína em alguma porção do sistema nervoso central, afetando a percepção subjetiva de esforço e/ ou a propagação dos sinais neurais entre o cérebro e a junção neuromuscular.
      A segunda teoria pressupõe o efeito direto da cafeína sobre co-produtos do músculo esquelético. As possibilidades incluem: alteração de íons, particularmente sódio e potássio; inibição da fosfodiesterase (PDE), possibilitando um aumento na concentração de adenosina monofosfato cíclica (AMPc); efeito direto sobre a regulação metabólica de enzimas semelhantes às fosforilases (PHOS); e aumento na mobilização de cálcio através do retículo sarcoplasmático, o qual contribui para o potencialização da contração muscular (Spriet, 1995).
      A terceira teoria diz respeito ao aumento na oxidação das gorduras e redução na oxidação de carboidratos (CHO). Acredita-se que a cafeína gera um aumento na mobilização dos ácidos graxos livres dos tecidos e/ou nos estoques intramusculares, aumentando a oxidação da gordura muscular e reduzindo a oxidação de CHO (Sinclair, et al 2000).
      Muitos estudos sugerem que a cafeína é um poderoso agente modulador do desempenho atlético, que pode ser adaptável aos diferentes tipos de estímulos envolvidos nos mais diversos tipos de exercícios. Atualmente, pesquisadores têm nos demonstrado que a ingestão de 3 a 6 mg de cafeína por kg (massa corporal), melhora a performance em atletas, sem que sejam detectados casos positivos no exame antidoping.
      Pesquisas recentes têm apontado um aumento da força muscular acompanhado de uma maior resistência à instalação do processo de fadiga muscular após a ingestão de cafeína. Ainda não está totalmente esclarecido qual o mecanismo de ação responsável pelo aumento da força muscular; todavia, acredita-se que isso ocorra em maior intensidade muito mais pela ação direta da cafeína no SNC do que pela sua ação em nível periférico (Kalmar & Cafarelli, 1999).
      Isto sugere que a cafeína exerce um efeito ergogênico direto e específico sobre o músculo esquelético durante a estimulação repetitiva de baixa frequência. A cafeína poderia também influenciar a sensibilidade das miofibrilas ao Ca++ (McArdle & Katch, 2002).
      Em relação aos exercícios de intensidades máximas e extenuantes de curta duração, boa parte dos estudos demonstra que a ingestão de cafeína pode melhorar significativamente o desempenho e a performance nas práticas de até 5 minutos.
      O mesmo não se pode dizer com relação a tais exercícios quando precedidos por exercícios submáximos prolongados, quando o desempenho físico parece não sofrer qualquer alteração (Spriet, 1995).
      Nos exercícios físicos prolongados, alguns estudos apontam que o uso da cafeína otimiza funcionamento do metabolismo energético durante o esforço o que, por conseqüência, contribui para a melhora da performance.
      Entretanto, uma explicação precisa para o efeito de aprimoramento do exercício por parte da cafeína continua sendo enganosa. Com toda probabilidade, o efeito ergogênico da cafeína (e de outros componentes correlatos tipo metilxantina) no exercício de endurance de alta intensidade resulta da utilização facilitada da gordura como combustível para o exercício.
      Além disso, o suposto efeito diurético provocado pelo uso dessa substância, acarretando aumento no volume de urina, e portanto uma maior perda hídrica durante o esforço, não tem sido confirmado na prática. Segundo Wemple et al (1994) o comprometimento do estado de hidratação corporal parece estar relacionado somente ao emprego de mega-doses desta substância.
      Concluindo
      Grande parte dos estudos que envolvem a utilização de cafeína, associada ao exercício físico, sugerem resultados que apontam esta substância como um poderoso estimulante para o trabalho físico. Atletas que comumente realizam atividades que envolvem resistência, força e trabalho muscular em intensidades máximas, podem, de alguma forma, se beneficiar da ingestão de cafeína. Contudo, vale a pena citar que alguns fatores, como a dosagem, o estado nutricional, e a sensibilidade do organismo às metilxantinas, podem afetar significativamente os resultados.
      Referencial
      - Cohen , B.S., et al. Effects of caffeine ingestion on endurance racing in heat and humidity. European Journal Appl. Physiology. 73:358, 1996
      - McArdle W. Katch F. Katch V. Fundamentos de Fisiologia do Exercício. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2002
      - Conlee, R.K. Amphetamine, caffeine and cocaine. Em: D.R. Lamb, M.H. Williams. Ergogenics: Enhancement of Performance in Exercise and Sport. New York, Benchmark Press, 1991 p. 285-310
      - Spriet, L.L. Caffeine and performance. International Journal of Sports Nutrition. 5:84-99, 1995
      - Sinclair, C.J.D. & Geiger, J.D. Caffeine use in sport: a pharmacological review. J. Sports Med. Phys. Fitness, 40: 71-79, 2000
      - Kalmar, J.M. & Cafarelli, E. Effects of caffeine on neuromuscular function. J. Appl. Physiol., 87: 801- 808, 1999
      - Wemple, R.D.; Lamb, D.R.; Bronstein, A.C. Caffeine ingested in a fluid replacement beverage during prolonged exercise does not cause diuresis. Medical Science of. Sports Exercise, 26: S204, 1994
    • Por nero84
      Galera, agora eles estão querendo liberar a creatina e cafeína, mas estão queredo proibir os aminoácidos de cadeia ramificada.... minha nossa...e como fica as Wheys que contem eles? Ou será que será apenas os que vendem individualmente?....
      Ps: Liberar parcialmente na verdade, eles querem que o consumo seja acompanhado por um medico ou nutricionista..quem importa vai ter que apresentar receita do mesmo jeito, parece...rsrs
      Link: http://portal.anvisa.gov.br
      um abraço a todos
    • Por Davizir Cutler
      O ciclo ficara assim:
      1-6 H STANE = HALOVAR 1-4 EFEDRA 30 - 45 MG + 210 MG DE CAFEINA A CADA FRANOL 6-9 CLEMB 1 - 5 MLS + CETOTIFENO + CAFEINA 6-10 STANO ORAL 60 mg tsd tpc
      1-2 40mg tamox 2-4 20mg tamox shotgun mfr-1
      creatina
      dieta 4g proteina/kg / carbos de 2 a 2,5 g de carbos/kg / gorduras moderadas de 1 a 0,5g /kg
      Bem essa é a ideia ja que venho a 4 meses de cutt mt restrito perdi 17 kilos, e pretendo inicar esse visando maior qualidade muscular, perca de bf e se possivel ganhar o maximo de massa magra junto.
      Será que funciona?

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