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Rodney Wenke

Colaborador
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  1. Concordo, pontos de vista está sob a ótica de quem observa e realmente são impossíveis de serem mudados. A questão do fique em casa não é unânime nem entre a classe médica, e ela não tem a finalidade de previnir o contágio, todos serão contaminados por esse vírus até se encontrar uma vacina, nem todos ficarão doentes, e alguns morrerão infelizmente, o propósito de ficar em casa é que o contágio seja aos poucos, para que o sistema de saúde não entre em colapso, só por isso. Quanto a minha profissão, eu sou fisioterapeuta, e trabalho no SUS, nabtal linha de frente do combate, não dependo financeiramente dos frequentadores da academia, e os meus pacientes que cito na matéria são do SUS, jamais cobraria deles para trata-los em casa, e pelo enorme volume de pacientes do SUS não daria conta se fizesse isso pelo sistema, mas sob orientação eles precisam ir para a academia, e por incrível que pareça até a academia da saúde (SUS) ( nela que eu trabalho, e devido a pandemia estou deslocado para unidades de saúde) está impedida de funcionar ( vou anexar o documento), e dessa maneira seguimos tratando apenas uma doença e deixando de lado outras tantas, mas concordo com você quando diz que isso vai girar em torno de política, pouco sobre saúde e nada de fisioculturismo, afinal sem academia sem fisioculturismo, não é verdade?
  2. Boa tarde meu Nobre, que o Brasil não é um pais sério nós já sabemos, mas que tem muita gente séria nesse país isso tem, e boa parte dessas pessoas sérias estão sendo impedidas de trabalhar em um serviço que é sim essencial, existe algum risco de contaminação em uma academia? claro que existe, assim como existe no mercado, e de uma forma muito maior no transporte público. na sua reflexão coloca que as academias não cumprirão as normas adotadas, pois bem, tem academia de monte abrindo de forma clandestina, e se está agindo ilegalmente, uma infração a mais não vai doer, porem se a abertura for séria e organizada, o poder público ( vigilância sanitária e CREF) pode pedir relatórios do funcionamento, e fiscalizar o cumprimento das regras, em todos os locais que abriram oficialmente ( relatados no post), as normas são cumpridas a risca, e o direito de ir e vir é respeitado, se você não quer ir para a academia, fique em casa é seu direito. quanto ao que quer se cuidar se cuida em casa, infelizmente eu tenho que dizer que você está completamente errado, ou se seu carro quebra você arruma em casa? não você leva ao mecânico, serviços profissionais se tratam com profissionais. hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia e varias outras DCNTs são doenças e devem ser tratadas por profissionais, ou será que fazendo o exercício sozinho em casa meu paciente tem controle pleno da frequência cardíaca, da pressão arterial, respiratória, e outras variáveis que podem leva-lo a morte? sim!! exercício mal feito mata!! Reflita.
  3. Qual é a sua opinião sobre o funcionamento das academias durante a pandemia do coronavírus (COVID-19)? Leia a matéria que escrevi e dê a sua opinião postando seu voto na enquete:
  4. Coronavírus e academias fechadas Diante da Pandemia da COVID-19 estamos vivendo em momentos muito difíceis, várias incertezas, restrições de todos os tipos, mas, em especial, temos uma que está afetando diretamente a nós que gostamos de treinar o corpo e somos de alguma forma ligados ao fisiculturismo. O fechamento das academias quebrou a nossa rotina, campeonatos foram cancelados, periodização de treino foi pro espaço, a dieta, então, nem se fala. Academia é saúde Quando nos reportamos a prática de atividade física estamos longe de pensar só na estética corporal. A hashtag #academiaésaúde está em quase todos os posts de marombeiros por aí. Isso é uma grande verdade. A falta de prática regular de exercícios está ligada diretamente à piora do quadro de pelo menos 10 doenças e, indiretamente, ã piora de centenas outras. Isso não parece preocupar vários governantes. Bolsonorado decretou que academias são essenciais Recentemente, o governo federal publicou o Decreto nº. 10344/2020, em que considerou academias de ginástica com um serviço essencial. Isso deu a liberdade para Estados e Municípios regulamentarem a reabertura das academias. Porém, parece que, por birra ou qualquer outra motivação política, alguns governantes declararam que não vão considerar o ato do Presidente da República, sem ao menos realizar qualquer estudo a respeito do tema. Consequências do fechamento das academias para a saúde física e mental É muito difícil fechar os olhos para a situação. Eu mesmo tenho diversos pacientes que estavam com as situações de saúde controladas e que perderem o controle da saúde, voltando a tomar diversos medicamentos, aumentando a dose de outros, retomando o uso de antidepressivos, perdendo completamente a qualidade de sono, ou voltando a ter dores incapacitantes por todo o corpo (caso dos pacientes com fibromialgia). Será que a saúde mental, cardiovascular ou musculoesquelética são menos importantes que a saúde pulmonar? Uma doença é mais importante que outras? Devemos lembrar que 200.000 (duzentos mil) é o número de mortos por diabetes a cada ano aqui no Brasil. O controle da diabetes é realizado pela prática regular de exercícios, isso é cientificamente comprovado. Desemprego pelo fechamento de academias Por outro lado, tenho diversos colegas que perderam o emprego, pois, o local do seu ganha pão está com as portas fechadas. Os números da ACAFBRASIL apenas para o Estado do Paraná são os seguintes: 3.800 (três mil e oitocentas) academias associadas no Paraná; 56.000 (cinquenta e seis mil) empregados diretos; 112.000 (cento e doze mil) empregos indiretos ligados ao setor. Essas famílias, que dependem exclusivamente dessa renda, como ficam nessa história? A saúde financeira não pode entrar em pauta? Se a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”? Academias funcionando em alguns Estados Acredito que estamos na contramão desses princípios. Alguns Estados tiveram as portas das academias abertas e o treino liberado, com algumas restrições. Penso que é assim que se deve fazer. O Mato Grosso do Sul é um exemplo. Em Alvorada, MS, Emerson (@performanceacademiaoficial) nos contou que a prefeitura publicou o Decreto de nº. 2.294/2020, que determina em seu art. 19, parágrafo XV, que: o número máximo de alunos simultâneos na academia deve ser de 5 pessoas; o distanciamento entre as pessoas deve ser de 3 metros; é obrigatório o uso de máscara para todos; é obrigatório o uso de luvas para os professores; deve ser feita a higienização após o uso de cada aparelho. DECRETO XI.pdf Essas medidas são sensatas, semelhantes àquela que estão sendo adotadas no transporte coletivo, por exemplo. Ana Paula (@apaulacapelim), de Porto Mourinho, MS, relata que a experiência está sendo ótima. Os alunos estão mais focados no treino e as conversinhas paralelas (essas que arruínam o nosso desempenho) praticamente acabaram na sala de musculação. A mesma situação também é vivida por Gabriel, que é de Carmo do Paraíba (Mister Carmo do Paranaíba Universo 2019), MG. Lá as academias estão funcionando bem, seguindo-se as devidas restrições. Conclusão É possível sim a reabertura programada e organizada das academias, com as medidas de segurança e respeito pela vida, deixando de lado as picuinhas políticas, mantendo-se o pensamento no sentido de se buscar o bem-estar de todos. Qual é a sua opinião sobre este tema? Deixe seu voto na enquete:
  5. Máscaras viraram modinha de blogueiro nas academias Ultimamente eu tenho visto algumas postagens no Instagram de pessoas utilizando máscaras durante os treinos de musculação, crossfit e até mesmo nos exercícios de LPF (low pressure fitness). Não estou falando de máscaras cirúrgicas para prevenção do coronavírus, mas de máscaras de simulação de altitude (elevation training masks - ETM). Talvez você se pergunte: De onde vem essa ideia? Blogueiros usando máscaras para treinar Quando surgiram as máscaras de simulação de altitude Esse equipamento ou acessório de treino não é novidade, foi introduzido no esporte nos anos 90, com times de futebol. Os treinadores dos jogadores buscavam soluções para melhor desempenho em jogos contra equipes de países localizados em altitude elevada. Os ciclistas também usam a técnica para preparação para provas de montanha. Porém, os resultados não foram os esperados e a técnica caiu em desuso. Na teoria, essas máscaras simulam o ar rarefeito das montanhas, o que forçaria o organismo a se adaptar a essas condições, elevando o nível de VO2max (capacidade aeróbica). Para que servem as máscaras: aumentar a capacidade aeróbia ou anaeróbia? Apenas acompanhando o histórico do seu uso, já podemos questionar: por que alguém usaria algo que aumenta a capacidade aeróbica (com oxigênio) em um treino de força? No treino de força a aptidão anaeróbia (sem oxigênio) é a exercitada, certo? Quais seriam os benefícios dessas máscaras no treino de musculação? Por não saber a resposta, e por muita curiosidade, fui pesquisar sobre o assunto. Quem sabe os bloguerinhos de plantão estejam mais atualizados do que eu? Máscaras que simulam altitude funcionam? Fiz uma busca nas bases da PubMed (base de artigos científicos ligada à medicina e saúde) com as seguintes palavras-chave: elevation training masks, training masks, resistance training, low pressure fitness, exercise e anaerobic training. Usando todas as variáveis possíveis, com artigos publicados nos últimos 5 (cinco) anos, após refinar a pesquisa, encontrei 4 (quatro) artigos publicados em periódicos internacionais indexados. Eu vou comentar esses artigos neste texto. Jung, et al, 2019, avaliou 15 (quinze) ciclistas em um protocolo de HIIT, e não encontrou diferença significativa na variação de frequência cardíaca e Vo2Max entre os grupos que usaram ou não a máscara (ETM). Seleris, et al, 2016, investigou 17 (dezessete) cadetes em treinamento militar, com e sem o uso da ETM, por 6 semanas. Não encontrou diferença significativa entre os grupos na Vo2Max e na capacidade anaeróbia. Importante ressaltar que esse foi o único artigo que avaliou a capacidade anaeróbia, que é o que efetivamente treinamos na musculação. Porcari, et al, 2016, estudou a Vo2Max, a capacidade ventilatória e a força inspiratória em 24 ciclistas submetidos a um protocolo de HIIT, com e sem a máscara. Mais uma vez não houve diferença significativa entre os grupos. Bigges, et al, 2017, também investigou ciclistas submetidos a HIIT, e concluiu que os dados sugerem que o treinamento HIIT pode ser um método viável para melhorar o VO2máx e a função pulmonar, no entanto, as máscaras de treinamento como o ETM não proporcionam melhores resultados. Conclusão Como podemos ver, o uso da máscara não tem eficiência nem para o que foi desenvolvida, que é a melhora do Vo2Max. No único artigo que avaliou a capacidade anaeróbia, também não se obteve sucesso. Estudos com LPF nem aparecem na pesquisa. Portanto, não vejo nenhum sentido em se utilizar esse acessório na musculação. Você pode dizer: “eu usei e senti que é mais difícil”. Repondo: "E dai? Ser mais difícil não torna o exercício melhor para hipertrofia". A dificuldade pela falta de oxigênio tem o efeito contrário ao desejado. Pode tornar o treino menos volumoso, menos intenso para os músculos, logo, promovendo menos hipertrofia. Com base nos estudos científicos apresentados, podemos dar uma dura nos personais trainers: não iludam seus clientes com máscaras que não trazem qualquer resultado para hipertrofia. O planejamento de treino deve ser baseado em evidências ou estudos científicos, devidamente fundamentados. A modinha da vez não deve ter vez num treinamento eficiente. Fontes: The elevation training mask induces modest hypoxaemia but does not affect heart rate variability during cycling in healthy adults; Effects of Simulated Altitude on Maximal Oxygen Uptake and Inspiratory Fitness; Efficacy of a Ventilatory Training Mask to Improve Anaerobic and Aerobic Capacity in Reserve Officers' Training Corps Cadets; Effect of Wearing the Elevation Training Mask on Aerobic Capacity, Lung Function, and Hematological Variables.
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