<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0"><channel><title>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Anabolizantes Esteroides</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/page/5/?d=1</link><description>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Anabolizantes Esteroides</description><language>pt</language><item><title>Drogas nos Esportes: Dos Anabolizantes ao Doping Gen&#xE9;tico</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/drogas-nos-esportes-dos-anabolizantes-ao-doping-gen%C3%A9tico-r152/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd2dd052c95_monthly_2015_0855dd2dcf16b55_monthly_2015_082d95560511c287d3a5894efaf548ba2a.jpg.dcda54843a2ef2dcf34179760bd19a50.jpg.d4bfa30b56d61df7e567343dec9d7c95.jpg.7cde21bdb6f528e277ad31a69d903943.jpg" /></p>
<p>
	Desde os tempos mais remotos, o homem busca formas de aprimorar suas capacidades a fim de superar seus limites. O uso de substâncias tidas como capazes de aumentar as aptidões físicas não é algo recente. Sua utilização pela humanidade remonta das civilizações mais antigas, quando se acreditava que as propriedades de algumas ervas ou alimentos tinham o poder de aumentar a força, resistência e agilidade dos guerreiros.
</p>

<p>
	Na China, há mais de 2000 anos A.C., já eram conhecidos os efeitos de uma erva denominada Ma-huang, que tinha como característica o aumento da resistência. Também datam desta época a Ephedra e a Mandrágora. A cola já era usada na África como estimulante e o ópio era muito consumido na Grécia e Ásia da antiguidade. No século XVI, ao colonizarem a América do Sul, os espanhóis observaram o curioso hábito de mascar folhas de coca como um recurso dos nativos para aumentar a capacidade e vigor físicos. Neste ínterim, utilizava-se na Europa bebidas contendo cafeína. A morfina foi isolada no início do século XIX e passou a ser utilizada em cavalos na Inglaterra.
</p>

<p>
	A utilização de recursos como meio de aumentar as habilidades físicas e psíquicas teve uma estreita relação com as guerras e conflitos entre os povos. Para produzir guerreiros capazes de defender seus interesses, cada nação lançava mão do uso de substâncias “milagrosas”. A própria morfina foi utilizada como anestésico durante a guerra civil americana, ainda no século XIX. A invenção da agulha hipodérmica facilitou e popularizou seu uso nos fronts de combate. No século seguinte, os soldados recebiam em seu kits de sobrevivência anfetaminas que os mantinham acordados e em estado de alerta. Mais tarde estas substâncias seriam largamente utilizadas nos esportes, evidenciadas pelo consumo excessivo e ocorrência de óbitos entre alguns atletas, o que deu origem à preocupação quanto ao uso de compostos desta natureza nas competições esportivas.
</p>

<p>
	Os anabolizantes esteróides androgênicos datam de 1935, quando se conseguiu sintetizar testosterona a partir de colesterol em laboratório. A partir dai, a recém-descoberta testosterona sintética foi utilizada em situações terapêuticas na quais havia dificuldade de síntese e retenção protéica. Antes deste feito, a testosterona era obtida através de testículos de animais. Alguns anos após, durante a 2ª guerra mundial, alemães administraram testosterona em seus soldados, cientes dos poderosos benefícios ergogênicos deste composto. O uso destas substâncias se estendeu para o esporte e colocou os atletas do bloco oriental em superior vantagem em relação ao resto do mundo.
</p>

<p>
	A partir da constatação do uso abusivo de substâncias otimizadoras da performance, se fez necessária uma vigilância quanto à utilização destes produtos, não tão somente pela busca da igualdade de condições entre os atletas, mas também pelo número crescente de casos de óbito entre os usuários destes recursos. Nos anos 60, durante os jogos olímpicos no México, o COI – Comitê Olímpico Internacional – divulgava para o mundo o conceito de doping e sua proibição no esporte. Desde então, tem sido travada uma batalha por parte dos comitês para estabelecer, regulamentar e dispor acerca das proibições quanto ao uso de drogas no esporte.
</p>

<p>
	Embora haja uma larga fiscalização por parte das autoridades responsáveis, sempre houve relatos de tentativas de burlar as proibições impostas pelo COI. Muitos atletas, em conjunto com médicos e bioquímicos, conseguiram mascarar o uso e passar ilesos nos testes anti-doping. Estas manobras tem levado o COI a sempre revisar e atualizar não só a lista de substâncias proibidas, bem como o rigor na confecção dos testes. Alguns atletas são chamados aleatoriamente para realizar testes mesmo fora do período de competição (out of competition) para que o uso não se restrinja somente à fase dos jogos.
</p>

<p>
	Através da busca incessante por representantes cada vez mais fortes, velozes e ágeis, surgiu uma inevitável tendência por parte de cada nação em fabricar campeões. A guerra entre muitos países conheceu uma relativa trégua nos campos de combate e foi transferida para os ginásios, arenas e pistas. Especialmente em tempos de expansão nazista, Hitler e sua Alemanha ariana se recusaram a aceitar a vitória de afro-americano Jesse Owens sobre os atletas alemães. Na primeira edição dos Jogos Olímpicos transmitida ao vivo, o mundo assistiu atônito à retirada de Hitler para não ter que premiar um atleta de raça “inferior”.
</p>

<p>
	Hoje, o esporte assumiu vultosa influência no comportamento das pessoas levando a hipervalorização corporal e sobretudo à necessidade de superação de limites. A indústria do esporte movimenta cifras bilionárias ao redor do mundo e cresce a cada dia. Os atletas são considerados heróis nacionais e exemplo a ser seguido. Os EUA investem altas quantias para manter a invencibilidade e hegemonia dos seus atletas de tal sorte que as medalhas olímpicas parecem representar a força de cada nação, medida pela capacidade física de seus esportistas.
</p>

<p>
	Toda essa valorização exacerbada, porém, se desvanece quando um desses representantes é flagrado usando métodos proibidos. Não está em questão se o atleta realmente faz uso ou não: o que realmente está em jogo é a comprovação dessa utilização. Até aquele momento, o “super-homem” é o exemplo máximo de conduta moral, até chegar o fatídico momento do teste positivo. Para muitos atletas significa o fim da uma carreira, da aceitação e carisma perante o público, sobretudo é também a confirmação cruel de que ele era simplesmente humano; que seus poderes eram fruto exclusivo de alguma fórmula mágica.
</p>

<p>
	Apesar das restrições, a procura pelo Graal do rendimento esportivo continua a ser buscada incessantemente. Novas descobertas, novos recursos são criados à passos largos. Atualmente, a pesquisa cientifica avança em relação à manipulação genética como um meio promissor de alterar determinadas características fenotípicas (e até genotípicas!). Embora muitas dessas pesquisas não tenham como objetivo a melhora da performance e sim a terapêutica em patologias especificas, a história se repete. O doping genético, como ficou conhecido, é a mais recente evolução dos antigos métodos de otimização do desempenho atlético.
</p>

<p>
	Todas as funções metabólicas de nosso organismo são mediadas por atividade gênica. Muitos genes são responsáveis por características que favorecem ou limitam a capacidade do individuo. Genes que codificam bloqueadores de miostatina, síntese de GH, IGF-1, endorfinas, eritropoietina, leptina etc. são os mais estudados para este fim. Esta manipulação gênica também é interessante não tão somente do ponto de vista do aumento do desempenho, mas também da recuperação de lesões e traumas comuns à prática esportiva. Muitas vezes incidentes como esses acarretam o fim da carreira de grandes atletas.
</p>

<p>
	A prática da terapia gênica se dá pela ativação ou inativação de determinado gene de células-alvo específicas. A introdução do material genético é feita através da ação de vetores virais (que tem a capacidade de se agregar à estrutura do DNA, modificando sua expressão gênica), lipossomas ou macro moléculas conjugadas ao DNA. Ainda se desconhece que tipo de efeitos decorrentes desta manipulação possam acontecer, por se tratar de uma técnica relativamente recente. A maior preocupação reside no uso de vetores virais para introdução do material genético, justamente por sua capacidade mutagênica. Abaixo, alguns exemplos de terapia gênica considerados como doping genético.
</p>

<p>
	BLOQUEADORES DE MIOSTATINA
</p>

<p>
	O interesse por parte da comunidade científica nesta área de estudo surgiu da observação de uma peculiaridade de uma raça bovina em particular, o Belgian Blue.
</p>

<p>
	Estes animais tinham como característica uma massa muscular exagerada, praticamente o dobro de outras raças, sem uso de nenhuma ração especial ou administração de esteróides anabólicos, cujo uso é comum em rebanhos bovinos.
</p>

<p>
	Os cientistas descobriram que estes animais apresentavam uma mutação em certos genes que codificam proteínas reguladoras do crescimento muscular, sendo uma delas conhecida como miostatina.
</p>

<p>
	Através de terapia gênica em laboratório, foi feita alteração nos genes responsáveis pela produção de miostatina em ratos e foi observado efeito semelhante ao ocorrido no Belgian Blue.
</p>

<p>
	Os inibidores de miostatina imediatamente foram associados à alterações capazes de aumentar o desempenho atlético, por iinduzir crescimento muscular. Algumas empresas de suplementação até se aproveitaram da idéia e lançaram supostos produtos com esta capacidade de inibição da miostatina, porém sem muito sucesso.
</p>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allowfullscreen="true" frameborder="0" height="344" id="ips_uid_9694_8" src="https://www.youtube.com/embed/Nmkj5gq1cQU?feature=oembed" width="459" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	Todavia, mesmo conseguindo excelentes efeitos nos experimentos realizados com ratos, os estudos não são conclusivos uma vez que os roedores eram transgênicos, ou seja, suas características foram alteradas ainda em fase embrionária. A manipulação foi responsável tanto por hipertrofia como por hiperplasia, mas durante o crescimento a hiperplasia é comum tanto em ratos quanto humanos. Resta saber se em indivíduos em idade adulta, estes dois fenômenos ocorreriam. Também há a possibilidade, segundo os pesquisadores, de alterações em outros tipos de tecido muscular, como o cardíaco e o liso, o que poderia trazer problemas em relação à atividade de órgãos compostos por estes tipos de músculo, como o coração e trato entérico, respectivamente. Os estudos prosseguem enquanto crescem as expectativas quanto às possibilidades do emprego de inibidores da miostatina tanto no campo terapêutico, quanto no rendimento esportivo.
</p>

<p>
	GH e IGF-1
</p>

<p>
	Em relação ao GH – hormônio do crescimento humano, já se sabe há muito de sua utilização no esporte como recurso ergogênico, inclusive este figura como método proibido na classe de peptídeos e análogos da lista do COI. Entretanto, a terapia gênica do GH produziria de maneira endógena a super-expressão da síntese deste hormônio, que tem como grande mediador dos efeitos relacionados ao crescimento, as somatomedinas insulino-miméticas, ou IGFs, particularmente o IGF-1 (insulin-like growth factor 1), também utilizado como poderoso recurso ergogênico em modalidade que necessitam de força e tamanho musculares. Atualmente, ambos figuram na lista de substâncias proibidas, contudo, sua detecção não é tão fácil como as demais substâncias. Outros peptídeos como os MGFs (mecano growth factors), VEGFs (vascular endhotelial growth factors), PDGFs (plateled derivated growth factors), FGFs (fibroblast growth factors) e HGFs (hepatocyte growth factors) estão na última edição da lista.
</p>

<p>
	Segundo muitos especialistas no assunto, o doping genético será uma realidade nas competições esportivas dentro de pouquíssimo tempo. Neste exato momento, há pessoas trabalhando no estudo destes recursos voltados à performance esportiva, isto é um fato. Obviamente, toda uma discussão acerca de ética quanto à utilização destes métodos deve ser fomentada à medida que se avançam os estudos. Como mencionou Pierre Levy em seu livro “O que é o Virtual”: a humanidade vivenciará reconstruções que as possibilitarão virtualizar o corpo, alterando o metabolismo pelas drogas, regulando as emoções e controlando a reprodução. Ao que tudo indica, esta é uma evolução que está apenas começando.
</p>

<p>
	BONS TREINOS E ATÉ A PRÓXIMA!!!
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">152</guid><pubDate>Wed, 15 Sep 2010 14:37:00 +0000</pubDate></item><item><title>A.D.E., Synthol e &#xD3;leo de Cozinha n&#xE3;o s&#xE3;o Anabolizantes Ester&#xF3;ides</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/ade-synthol-e-%C3%B3leo-de-cozinha-n%C3%A3o-s%C3%A3o-anabolizantes-ester%C3%B3ides-r149/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd2dd04e7cb_monthly_2015_0855dd2dcf12b77_monthly_2015_086492b1681038fdb189b9311bb62ead09.jpg.0faf3706b644063d3100c6efe86d4df4.jpg.6ee0fc455cdeb9d9c2aac62cdc24947d.jpg.7b583bd66d24ba4f91ee2dbde38c1f4a.jpg" /></p>
<p>
	AUDIÊNCIA NO DOMINGO AGORA TAMBÉM ESTÁ BOMBANDO...
</p>

<p>
	(A ÓLEO!)
</p>

<p>
	No dia 1º-08-2010, mais uma vez foi apresentada uma matéria sobre o tema anabolizantes esteróides, desta vez por um programa de auditório exibido aos domingos, de grande audiência, porém de qualidade duvidosa. Como já era de se esperar, não foi surpresa alguma para nós, amantes do Bodybuilding, sermos mais uma vez vítimas de discriminação e preconceito por parte da mídia. Como se já não bastasse a falta de informação a respeito de nosso esporte, este tipo de cobertura nada acrescentou ou contribuiu, apenas deteriorou ainda mais nossa imagem perante o público.
</p>

<p>
	Em se tratando de ecletismo, não há um profissional que encerre mais esta característica que o jornalista. Por lidar com assuntos de diversas naturezas, seu conhecimento se torna extremamente superficial, o que acaba por gerar distorções quanto à abordagem dos temas. Por outro lado, a mídia precisa “vender” notícias e desta forma procura dar às matérias enfoque dramático e sensacionalista, a fim de chocar as pessoas.
</p>

<p>
	No caso da “matéria” exibida no domingo, mais uma vez foi feita uma confusão em relação ao tema. Foram convidados ao palco alguns “usuários” de AAEs, um deles com músculos repletos de óleo (não é preciso conhecer anatomia humana para chegar à esta conclusão) e à este cidadão foram feitas perguntas acerca do uso de esteróides, muito provavelmente por sua aparência deformada, o que certamente foi associada à uso de AAEs. Muito mais apropriado seria formular perguntas do tipo: “quantos militros de ADE você injetou em cada grupo muscular?” Também foi convidado um médico, inclusive muito claro em suas colocações quanto ao uso de anabolizantes. O grande viés do episódio ficou por conta da associação do uso de esteróides e injeções de óleo localizadas.
</p>

<p>
	De vez em quando, através dos mecanismos da mídia, nos chega a notícia de “mais uma morte pelo uso de anabolizantes esteróides”. Esta informação, a despeito do sensacionalismo embutido na sua veiculação, ainda se manifesta como um choque. Curiosamente, este tipo de situação ocorre com mais freqüência nas classes sociais menos favorecidas, talvez por falta de informação e esclarecimento.
</p>

<p>
	No início do ano, a imprensa registrou mais uma morte por uso abusivo e indiscriminado (de esteróides anabolizantes?!?!?) aqui no Brasil, mais precisamente em Maceió, Alagoas. Uma pessoa, famosa por ostentar 90 cm de braços, faleceu no dia 25/01/2010, vítima de infecção generalizada ocasionada por injeções localizadas. Na ocasião, foi divulgado que ele morrera em decorrência do uso de anabolizantes esteróides. O que provocou sua morte, na realidade, foi um quadro de infecção generalizada (septicemia) provocado pelo uso de óleo injetado em quantidades absurdas em seus braços e não de esteróides. Mais um equívoco por parte da imprensa.
</p>

<p>
	Esta prática (absurda) se originou pouco mais de uma década, quando um alemão chamado Chris Clark criou o Pump´n Pose, uma espécie de óleo para ser utilizado em coreografias (apenas fachada, evidentemente, pois se tratava na verdade de uma substância criada exclusivamente para administrações intra-musculares para efeito de aumento imediato). Clark colocou na fórmula da sua criação substâncias anestésicas e antibióticas, para minimizar a dor e evitar infecções, respectivamente. A idéia se espalhou (infelizmente) mundo afora e as pessoas começaram a procurar alternativas ao óleo, apelidado posteriormente de Synthol. Aqui no Brasil, alguns começaram a fazer uso de um composto comercialmente destinado ao uso em bovinos, para suplementação vitamínica, o famigerado A.D.E., cuja formula encerra em veículo oleoso e extremamente viscoso as vitaminas que lhe dão o nome, A, D e E (de características lipossolúveis, daí estarem imersas em meio oleoso).
</p>

<p>
	Uma outra corrente de praticantes (igualmente desavisados), começou a fazer aplicações de óleos de cozinha, sem se dar conta da contaminação por microorganismos a que estavam sujeitos. Um destes usuários quase perdeu uma das pernas devido a infecção localizada. Sobreviveu para contar sua história, porém com graves seqüelas motoras.
</p>

<p>
	Embora os anabolizantes esteróides de fato possuam graves efeitos colaterais e possam matar, normalmente estes efeitos se manifestam a médio ou longo prazo, a não ser é claro, quando se injeta uma substância (anabolizante ou não), de veículo oleoso, diretamente na corrente sanguínea!!! Parece estúpido e improvável que alguém administre um composto desta natureza via aplicação endovenosa, mas foi o que aconteceu há cerca de seis anos, quando um grupo de adolescentes de Goiás fizeram uso de um anabolizante para uso em bovinos chamado Estigor. Aplicaram em diversas regiões do corpo e ainda fizeram aplicação endovenosa! Na época do ocorrido, mais uma vez foi o esteróide que matou e não a falta de informação…
</p>

<p>
	Num país como o nosso, repleto de problemas educacionais, sociais e econômicos, não é surpresa que ainda aconteçam fatos lamentáveis como estes. Até mesmo a mídia, de maneira equivocada, aborda a situação de forma estereotipada e preconceituosa. Não se trata de apologia ao uso deste tipo de recurso ergogênico, até mesmo porque sua utilização indiscriminada pode realmente causar danos à saúde, mas sim uma reivindicação à imprensa e a mídia para que sejam mais comprometidos com a verdade do que com o sensacionalismo barato.
</p>

<p>
	Embora seja tarefa bastante difícil, cabe somente à nós, pessoas sérias e comprometidas com o esporte, tentarmos mudar nossa imagem perante à população. Somente através de muita informação e educação chegaremos a esta condição. Até lá, nos resta apenas paciência e tolerância com o erro alheio...
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">149</guid><pubDate>Wed, 15 Sep 2010 11:46:00 +0000</pubDate></item><item><title>Pesquisa Revela que Anabolizantes Causam Danos ao Cora&#xE7;&#xE3;o e ao C&#xE9;rebro</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/pesquisa-revela-que-anabolizantes-causam-danos-ao-cora%C3%A7%C3%A3o-e-ao-c%C3%A9rebro-r90/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd2dce90ce3_monthly_2015_0855dd2dcda8760_monthly_2015_085eae77b62fecfc0177bae640fae80f13.jpg.290ad44346fd4cdadcf3547a893b1f87.jpg.d28ab2933ba400931ddc667ea0ef0a32.jpg.82b84eb101127a5647815e9763a65438.jpg" /></p>
<p>
	Reportagem da revista ISTOÉ de 11 de dezembro de 2009 trata de pesquisa em torno dos danos que podem ser causados pelo uso de anabolizantes esteroides. Acompanhe:
</p>

<p>
	Medicina &amp; Bem-estar
</p>

<p>
	| N° Edição: 2092 | 11.Dez - 21:00
</p>

<p>
	O dano dos Anabolizantes
</p>

<p>
	Pesquisa inédita revela que essas substâncias degeneram a saúde do coração, do cérebro e elevam o risco de morte súbita
</p>

<p>
	Mônica Tarantino
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_06_2013/ccs-69938-0-24236200-1370454508.jpg" rel="" data-fileid="2864" data-fileext="jpg"><img alt="ccs-69938-0-24236200-1370454508_thumb.jp" data-fileid="2864" style="height: auto;" width="600" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_06_2013/ccs-69938-0-24236200-1370454508_thumb.jpg" loading="lazy" height="450"></a>
</p>

<p>
	Pela primeira vez, a medicina conseguiu descrever o impacto provocado pelo uso de esteroides anabolizantes no coração e no cérebro. Em um estudo que teve duração de quatro anos, a cardiologista Janieire Alves, da Unidade de Reabilitação Cardíaca e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração, de São Paulo, avaliou 40 homens com idades entre 18 e 40 anos que assumidamente se automedicavam com doses regulares dessas substâncias havia dois anos. Essas drogas imitam o hormônio masculino testosterona e são usadas com a finalidade de aumentar a massa muscular e reduzir a fadiga.
</p>

<p>
	Os prejuízos ao corpo são impressionantes. “Os usuários apresentam um risco cinco vezes maior de ter acidente vascular cerebral, parada cardíaca ou morte súbita do que a população em geral”, afirma a médica Janieire. As conclusões do trabalho serão publicadas em maio de 2010 pela mais renomada revista científica de medicina do esporte, a “Medicine &amp; Science in Sports &amp; Exercise”, do American College of Sports Medicine. “É um avanço mundial no conhecimento sobre a utilização desses compostos”, afirma Carlos Eduardo Negrão, que participou da pesquisa.
</p>

<p>
	Os voluntários do estudo foram submetidos a testes de sangue e a exames para medir a capacidade pulmonar e cardíaca de oxigenar o corpo a cada quatro meses. Porém, essa exigência reduziu o número final de participantes. Só 12 fizeram todos os testes. Além disso, dois tiveram morte súbita e um ficou com câncer de fígado. Os exames revelaram uma preocupante redução do colesterol bom (HDL) e o aumento do ruim (LDL) e dos níveis de pressão arterial (leia mais no quadro), o que eleva o risco de entupimento dos vasos sanguíneos cerebrais e do coração.
</p>

<p>
	A cardiologista Janieire também identificou uma intensa mudança no ritmo do sistema nervoso simpático, que regula a contração dos vasos, a aceleração dos batimentos cardíacos e a concentração do hormônio noradrenalina no sangue. Essas modificações aumentam o esforço do coração para bombear o sangue. “Há casos em que os músculos e áreas do próprio coração recebiam apenas 40% do sangue necessário”, diz a cardiologista.
</p>

<p>
	A associação dessas alterações aumenta as chances de insuficiência cardíaca precoce. O que os pesquisadores não conseguiram saber é se esses efeitos são reversíveis, com a interrupção do uso. “Não foi possível ter essa resposta porque os voluntários voltavam a tomar as substâncias quando sentiam uma perda de massa muscular”, lamenta Janieire.
</p>

<p>
	A “bomba” é ainda pior
</p>

<p>
	Nova pesquisa alerta para os perigos dos anabolizantes. E revela que eles podem levar à morte súbita de seus usuários
</p>

<p>
	Por Monica Tarantino
</p>

<p>
	O efeito dos anabolizantes sobre o coração e o cérebro é muito mais perigoso do que se suspeitava. Pesquisa recente, coordenada pela cardiologista Janieire Nunes Alves, da Unidade de Reabilitação e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração, em São Paulo, revelou que os usuários dessas substâncias têm cinco vezes mais riscos de sofrer um derrame ou parada cardíaca. E que o uso de anabolizantes pode causar câncer e até levar à morte súbita. Confira, abaixo, a entrevista exclusiva que a especialista concedeu a ISTOÉ Online.
</p>

<p>
	ISTOÉ – Quem participou da sua pesquisa?
</p>

<p>
	Janieire Alves – Homens com idade entre 18 e 40 anos que tomavam essas substâncias havia dois anos. Para achá-los, eu fui a várias academias, especialmente a algumas em que se sabia serem pontos de consumo regular de anabolizantes, para perguntar quem gostaria de participar da pesquisa. Mas foi muito difícil conseguir voluntários. As pessoas têm muito medo de ser expostas. Eles só aceitaram participar com a garantia de sigilo absoluto de seus nomes. Um dos motivos é a sua participação em competições, pois o uso de anabolizantes é ilegal. Consegui 40 pessoas, mas apenas 12 fizeram todos os testes necessários.
</p>

<p>
	ISTOÉ – Os testes de rotina, feitos por atletas, não detectam os anabolizantes?
</p>

<p>
	Janieire Alves – Detectam, mas há vários meios de mascarar esses resultados durante o período de competições. Para fazer nosso estudo, por exemplo, a sensibilidade do teste de urina feito inicialmente para atestar o uso foi aumentada dez vezes. Esses exames foram realizados em parceria com a professora Regina Moreau, no Laboratório de Toxicologia da Faculdade de Farmacologia da USP.
</p>

<p>
	ISTOÉ – Como essas substâncias são ingeridas?
</p>

<p>
	Janieire Alves – Por injeção ou via oral. No grupo estudado, vi que o uso se dá em ciclos. As pessoas tomam por cerca de dois meses, depois param algum tempo e voltam quando sentem que a musculatura começa a diminuir.
</p>

<p>
	ISTOÉ – Algum dos voluntários deixou de tomar anabolizantes depois de conhecer mais sobre os efeitos que essas drogas estavam provocando no organismo?
</p>

<p>
	Janieire Alves – Não. De todas as pessoas que participaram, apenas três aceitaram receber apoio psicológico para não usar mais. Um deles estava com sintomas iniciais de câncer de fígado, que é outro efeito colateral do uso constante dessas drogas.
</p>

<p>
	ISTOÉ – Os anabolizantes causam alguma dependência física ou psicológica?
</p>

<p>
	Janieire Alves – Pude observar que a maioria dos voluntários manifesta um transtorno de imagem conhecido como vigorexia. Por mais musculosos que estejam, eles se vêem pequenos e, por isso, precisam ganhar mais massa muscular. É praticamente o oposto da anorexia, em que a pessoa se julga gorda, ainda que isso não corresponda ao peso apontado pela balança ou à imagem refletida no espelho.
</p>

<p>
	ISTOÉ – Qual é a substância mais consumida?
</p>

<p>
	Janieire Alves – No grupo analisado, o estanozolol. É uma droga injetável, indicada para uso veterinário. Ela é mais consumida por ser mais acessível e de baixo custo. Promove a recuperação da musculatura dos animais. Mas existem dezenas de outras substâncias.
</p>

<p>
	ISTOÉ – A musculatura obtida com anabolizantes é igual a conquistada com muita malhação?
</p>

<p>
	Janieire Alves – Nosso estudo mostrou que o ganho excessivo de musculatura, o aumento do tamanho do músculo cardíaco e alterações de pressão acontecem também com as pessoas que praticam musculação em alta intensidade, ou participam das competições de halterofilismo, porém em magnitude muito inferior àqueles que tomam anabolizantes. Na população estudada por nós, identificamos que há uma piora significativa da irrigação dos tecidos. Em testes para avaliar a capacidade cardíaca e respiratória, vimos que essas pessoas ganham força, mas não têm condicionamento ou resistência equivalentes.
</p>

<p>
	ISTOÉ – Existe uma dose segura de anabolizantes?
</p>

<p>
	Janieire Alves - Os anabolizantes são substâncias análogas à testosterona, fabricada nos testículos. Se ela já existe em quantidade suficiente no organismo, doses adicionais inibirão a produção orgânica (natural). A questão é que as substâncias sintéticas não são aceitas da mesma forma que a testosterona natural por outras glândulas, o que inicia um desequilíbrio na troca de mensagens entre os hormônios que regulam os ritmos do corpo. Em consequência, isso leva aos efeitos indesejáveis. Na minha opinião, não se deve tomar se não existe carência provada em exames laboratoriais. O estudo que fizemos fornece sólido embasamento científico mostrando que, para o sistema cardiovascular, essas substâncias são muito deletérias. Elas agem, por exemplo, sobre a glândula supra-renal, estimulando a maior liberação de noradrenalina, que pode aumentar o risco de desenvolvimento de arritmias cardíacas (alterações do ritmo cardíaco), podendo levar até à morte súbita.
</p>

<p>
	<strong>FONTE:</strong> Revista ISTOÉ, edição 2092
</p>

<p>
	<a href="http://www.istoe.com.br/reportagens/27630_O+DANO+DOS+ANABOLIZANTES?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage" rel="external nofollow">http://www.istoe.com.br/reportagens/27630_O+DANO+DOS+ANABOLIZANTES?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage</a>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">90</guid><pubDate>Mon, 15 Mar 2010 16:57:00 +0000</pubDate></item><item><title>Deposteron (Cipionato de Testosterona)</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/deposteron-cipionato-de-testosterona-r80/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd2dce83ba4_monthly_2015_0855dd2dcd96852_monthly_2015_085d70d5b33df2fcdb17e5214124d4412d.jpg.5ef3f5ec1990a1a14549954e1b2043e4.jpg.b4e9b6cf2b44c8fc8f74238680513644.jpg.0bf8db28c8ba94dca07003ca7201b03e.jpg" /></p>
<p>
	Leia a matéria de Gustavo Barquilha Joel e Luis Gustavo da Silva Rodrigues sobre o Deposteron (Cipionato de Testosterona).
</p>

<p>
	<strong>Nota importante:</strong>
</p>

<p>
	<em>Ola amigos,</em>
</p>

<p>
	<em>A intenção desta coluna não é estimular ninguém a utilizar qualquer tipo de substância ilícita, muito pelo contrário, o objetivo é demonstrar os vários efeitos colaterais que elas trazem com seu uso. Tentamos também na coluna associar as informações cientificas disponíveis na literatura com as informações praticas de atletas e/ou praticantes de musculação do mundo underground das academias. </em>
</p>

<p>
	<strong>Deposteron (Cipionato de Testosterona)</strong>
</p>

<p>
	A droga deposteron é uma solução injetável de base oleosa permitindo assim a liberação lenta da testosterona (testosterona sérica), e a base de éster, que permite rápida liberação de testosterona livre na circulação.
</p>

<p>
	Sua meia vida é de geralmente 8 dias, porém é recomendado o uso deste medicamento entre duas e quatro semanas (anvisa). Ela apresenta-se como uma solução oleosa límpida, na cor amarela e isenta de partículas estranhas.
</p>

<p>
	Esta droga é conhecida por promover rápido ganho de força e volume muscular devido a suas propriedades androgênicas e anabólicas. Esta droga tende a aromatizar facilmente, podendo causar ginecomastia, além de poder aumentar a pressão arterial por reter muita água.
</p>

<p>
	É utilizada principalmente fora de temporada, quando o objetivo é ganhar peso, devendo ser evitada no período de definição muscular, devido a retenção hídrica.
</p>

<p>
	O Deposteron também tem a fama de atrofiar os testículos mais rapidamente do que qualquer outra droga do mercado, além de ocasionar perdas vertiginosas de força e volume muscular (aumentadas durante o ciclo) tão logo a droga seja descontinuada.
</p>

<p>
	No Brasil a NOVAQUIMICA produz o Deposteron, sendo que a caixa com uma ampola é de 200mg/ml.
</p>

<p>
	Ela é utilizada no hipogonadismo, climatério e impotência, puberdade retardada masculina , antineoplásico, em câncer inoperável do seio (feminino).
</p>

<p>
	O uso da agulha ou seringa úmidas por causar turvação na solução, o que não afeta, entretanto, a efetividade da medicação. Se, porventura, verificar a formação de cristais nas ampolas, o aquecimento e agitação podem proporcionar a redissolução imediata.
</p>

<p>
	Não administrar esta droga intravenosamente.
</p>

<p>
	- Superdosagem: doses freqüentes podem desencadear sintomas de sobredosagem de remissão lenta, por tratar-se de medicamento, de longa ação. Recomenda-se suspender imediatamente o uso de DEPOSTERON.
</p>

<p>
	Este droga pode trazer como efeito colateral reações alérgicas com o uso deste medicamento ou qualquer componente da fórmula, hipertensão, ginecomastia, câncer de próstata, entre muitos outros efeitos. presença ou suspeita de câncer de próstata ou da glândula mamária em homens, presença ou história de tumores no fígado.
</p>

<p>
	Mulheres não devem usar esta droga devido ao seu alto nível androgênico, o que pode causar efeitos masculinos nas mesmas, como pêlos e engrossamento da voz.
</p>

<p>
	Outros efeitos colaterais podem ser o aumento no número de células vermelhas no sangue (policitemia); aumento de cãibras musculares, nervosismo e depressão, e em casos raros, amarelamento da pele (icterícia), além de outras reações que possam estar associadas ao medicamento. Podem ocorrer reações no local da injeção e reações de hipersensibilidade.
</p>

<p>
	Referências
</p>

<p>
	<a href="http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM%5B25634-1-0%5D.PDF" rel="external nofollow">http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM%5B25634-1-0%5D.PDF</a>
</p>

<p>
	<strong>Atenção:</strong>
</p>

<p>
	Anabolizantes esteróides são medicamentos e somente podem ser adquiridos em farmácias sob prescrição médica.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">80</guid><pubDate>Mon, 15 Feb 2010 16:05:00 +0000</pubDate></item><item><title>Lipostabil (Fosfatidilcolina)</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/lipostabil-fosfatidilcolina-r73/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd2dce7aefe_monthly_2015_0855dd2dcd88d21_monthly_2015_08b18d20699bd53821d221b43e89cefe43.jpg.c30d89cbe8d34912c48336d2a6f865a0.jpg.801c71d3dc4bf9574dd8c3c3812c69d2.jpg.5e3a347f8eb15026a0423263bc427317.jpg" /></p>
<p>
	Leia a matéria de Gustavo Barquilha Joel e Luis Gustavo da Silva Rodrigues sobre o Lipostabil (fosfatidilcolina).
</p>

<p>
	<strong>Nota importante:</strong>
</p>

<p>
	<em>Ola amigos,</em>
</p>

<p>
	<em>A intenção desta coluna não é estimular ninguém a utilizar qualquer tipo de substância ilícita, muito pelo contrário, o objetivo é demonstrar os vários efeitos colaterais que elas trazem com seu uso. Tentamos também na coluna associar as informações cientificas disponíveis na literatura com as informações praticas de atletas e/ou praticantes de musculação do mundo underground das academias. </em>
</p>

<p>
	<strong>LIPOSTABIL (fosfatidilcolina)</strong>
</p>

<p>
	Infelizmente sabemos que a procura por recursos que favoreçam o desempenho esportivo ou a estética é muito grande no mercado negro. Uma dessas substâncias que vêm recebendo destaque nesse cenário é a fosfatidilcolina, conhecida também como Lipostabil.
</p>

<p>
	O Lipostabil é um medicamento cardiovascular para a profilaxia e tratamento da embolia gordurosa e de uso exclusivamente endovenoso para estes fins e, segundo o próprio fabricante, não existem estudos clínicos que comprovem a eficácia e a segurança do produto na dissolução de gorduras localizadas.
</p>

<p>
	É importante salientar que a Anvisa alerta aos consumidores, profissionais médicos, proprietários de clínicas estéticas e farmácias de manipulação que o medicamento Lipostabil não está registrado na Anvisa e por isso não existe autorização para fabricação, importação, distribuição, manipulação, venda e uso deste produto no país. Seu comércio é CRIME.
</p>

<p>
	O Lipostabil pode agir sobre o tecido gorduroso, sendo usado em outros países como tratamento coadjuvante de algumas alterações das gorduras no sangue, podendo diminuir o tecido adiposo. A fosfatidilcolina é uma lipoproteína encontrada nas membranas celulares, “podendo” aumentar a solubilidade do colesterol.
</p>

<p>
	Este medicamento vem sendo utilizado em distúrbios de memória e em doenças hepáticas induzidas por ingestão de álcool. Porém não existe nenhum estudo que comprove sua eficiência para a estética, pior, podendo até mesmo causar um desequilíbrio da membrana celular causado por um distúrbio no fluxo de substâncias do meio intra-extracelurar.
</p>

<p>
	Sabe-se que o uso desta substância vem tendo um aumento considerável por parte de atletas e freqüentadores de academias, mesmo existindo uma carência de estudos que comprovem sua eficácia ou que investiguem possíveis efeitos colaterais.
</p>

<p>
	<strong>Maneira de Usar</strong>
</p>

<p>
	O tratamento é feito através da injeção da substância no tecido subcutâneo, onde a gordura se deposita. Utiliza-se uma agulha muito fina e a injeção é feita em toda a área que se deseja tratar, a intervalos de cerca de 2 cm.
</p>

<p>
	O incômodo da picada é muito pequeno e perfeitamente suportável, e pode ser amenizado com cremes anestésicos em pessoas mais sensíveis. As aplicações são feitas a intervalos de 15 a 21 dias. Logo após a aplicação pode ocorrer coceira e sensação de pinicação na área tratada, que fica avermelhada e um pouco inchada durante 24 a 48 horas, "Nesse período, é recomendável evitar a exposição ao sol para que as manchas não se tornem permanentes".
</p>

<p>
	Ao toque, a região fica dolorida, sensação que pode persistir por alguns dias. Acredita-se em resultados rápidos, mas são necessárias de cinco a dez sessões, dependendo da reação do paciente e da quantidade de gordura localizada, sendo possível perceber os resultados já na terceira ou quarta sessão, com uma “possível” redução de até 10 centímetros na região tratada, no final do tratamento.
</p>

<p>
	Lembrando que a maioria das informações postadas neste artigo é decorrente de informações de freqüentadores de academias, existindo uma carência de estudos sobre o assunto.
</p>

<p>
	<strong>REFERÊNCIAS</strong>
</p>

<p>
	Lipostabil The effect of phosphatidylcholine on subcutaneous fat Aesthetic Surgery Journal, Volume 23, Issue 5, Pages 413-417
</p>

<p>
	Administration of phosphatidylcholine increases brain acetylcholine concentration and improves memory in mice with dementia. J Nutr 1995, 125, p. 1484-9
</p>

<p>
	<strong>Atenção:</strong>
</p>

<p>
	Anabolizantes esteróides são medicamentos e somente podem ser adquiridos em farmácias sob prescrição médica.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">73</guid><pubDate>Fri, 15 Jan 2010 16:52:00 +0000</pubDate></item><item><title>Doping Paraol&#xED;mpico</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/doping-paraol%C3%ADmpico-r65/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd2a0da86d9_monthly_2015_0855dd1e5736427_monthly_2015_084fa872a42bc153d16540fd2eeb40e794.jpg.e2720a83eb9d8719044500196d597ee4.jpg.368fd30cb22f87a2d2a84619cb3e43c2.jpg.7c069fb0dea995d839ed6e305a652421.jpg" /></p>
<p>
	O jornal Correio Braziliense apresentou nos dias 15 e 16 de dezembro de 2009 matérias sobre o doping nos esportes paraolímpicos e o aumento do número de casos constatados de maneira geral em todas as modalidades esportivas.
</p>

<p>
	Leia a matéria completa abaixo:
</p>

<p>
	<em>Dia 15 de dezembro de 2009</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Doping - Maculada pela vergonha</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Suely Guimarães, uma das maiores atletas paraolímpicas do país, é flagrada em caso de dopagem. Suspensa por um ano, ela pede desculpas e promete voltar</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Recife – Bicampeã paraolímpica. Recordista mundial e um dos principais nomes do paradesporto brasileiro. A pernambucana Suely Guimarães, 51 anos, presente em Paraolimpíadas desde 1992, em Barcelona, foi flagrada no exame antidoping, durante a etapa de Fortaleza do Circuito Nacional Loterias Caixa. A atleta, que foi convocada pela primeira vez para integrar a delegação brasileira paraolímpica em 1986, quando representou o país no Parapan-Americano de Porto Rico, abriu mão da contra-prova e foi suspensa por um ano. Desde 12 de setembro, quando se submeteu ao teste de dopagem, Suely optou pelo silêncio até o dia do julgamento, realizado no último domingo. Após análise da comissão antidoping do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), saiu o veredicto. Na amostra de urina coletada, foi encontrada a substância hidroclorotiazida, um diurético que mascara o possível uso de outras substâncias proibidas. Ontem à tarde, em sua casa, no bairro da Várzea, em Recife, aparentemente tranquila — apesar de alterar a voz de acordo com o rumo da entrevista — Suely fez questão de prestar esclarecimentos sobre o assunto. “Foi uma bomba, uma surpresa para mim. Mas vou dar a volta por cima”, adiantou a atleta.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Doping</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>“Jamais faria uso de um remédio sabendo que ele seria proibido. Nunca tomei um remédio para dor de cabeça que não consultasse meus médicos. Assumo parte da culpa por não ter consultado a lista de remédios proibidos. Mas o clorana (que contém a substância hidroclorotiazida), que tomo apenas metade do comprimido, era para tratar problemas de pressão alta. Estava tomando ele associado ao losartion. Comecei a usar o clorana desde que voltei do Parapan do Rio de Janeiro, em 2007. Na verdade, desde 2004 tomo remédios para o controle da pressão arterial.”</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>O dia da coleta</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>“Terminei de competir em Fortaleza por volta das 16h. Bati o recorde mundial no disco. Depois fui para o hotel e, às 18h, tomei o clorana. Já passava das 20h quando a comissão antidoping bateu na porta do meu quarto para coletar o exame. Não me neguei e fiz tudo conforme eles me pediram. Quando veio o resultado, me senti injustiçada. Acho que, pela minha história no Comitê Paraolímpico Brasileiro, eu merecia, pelo menos, que o médico do CPB, Roberto Vital, fizesse algum alerta sobre os remédios que estava fazendo uso. Ele foi covarde. Afinal de contas, antes mesmo de preencher o formulário para o pessoal do exame, indiquei estar utilizando o clorana e losartion. Eles sabiam que eu estava tomando o remédio. Acho que faltou um pouco de respeito. Eles disseram que, por não estar competindo pelo Brasil, pois a competição era Nacional, eles não teriam essa obrigação de me alertar. Uma pena que eles só tenham atenção com a gente quando ganhamos medalhas. Esquecem-se de que somos seres humanos.”</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Contraprova</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>“Tenho muito respeito por Edilson Alves da Rocha, o Tubiba, e ele me orientou a não repetir o exame. Conversei com meu técnico e ele também disse que não valeria a pena recorrer. Vou esperar minha punição e cumpri-la. Passei momentos muito difíceis por causa do atletismo, jamais colocaria tudo a perder. Conversei com meus médicos (Jéssica Garcia e Esdras Gaspar) e, momentaneamente, vou fazer uma pausa no uso do clorana. Mas na próxima semana, por conta própria, pretendo repetir esse tipo de exame. Quero fazer o antidoping limpa e também usando o clorana. Aqui, não tem laboratório especializado. Vou colher e enviar para São Paulo.”</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>CPB</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>“Na semana passada estive no Rio porque fui indicada ao prêmio de destaque na minha categoria. Não consegui falar com Andrew Parsons (presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro) porque sabia que, no desabafo, iria chorar. Não estava ali para isso. Fui de cabeça erguida, apesar de estar vivendo todo esse drama. Deixei muita coisa de lado em virtude da minha carreira. Não estou me isentando totalmente da culpa. Sei que deveria ter mais cuidado. Mas o que custa ao Comitê reforçar a consulta da lista de remédios proibidos? Às vezes, tenho a impressão que os atletas mais veteranos estão sendo deixados de lado.”</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Futuro</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>“Nada é por acaso. Vi que pessoas poderiam me ajudar nessas horas e preferiram ficar indiferentes. Vou continuar treinando em 2010. Quero testar minha cadeira nova, onde vou conseguir girar 360 graus. Idealizei a cadeira porque se fosse esperar pelo CPB... Vou ficar sem competir ano que vem, mas não vou parar de treinar. Peço a compreensão de todos os pernambucanos e brasileiros. Peço desculpas. Mas minha carreira não se encerrou. Se é isso o que muita gente quer, aviso que vou voltar. E em grande estilo. Fazendo o que sempre fiz. Bater recordes e conquistar medalhas.” Suely Guimarães, uma das maiores atletas paraolímpicas do país, é flagrada em caso de dopagem. Suspensa por um ano, ela pede desculpas e promete voltar DOPING Suely alegou estar tomando remédio para controle da pressão e prometeu dar a volta por cima, com novos recordes</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Memória</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Vários casos de doping marcaram o ano de 2009 no esporte brasileiro. Confira alguns.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Março</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>* O jogador Bob, do Brasil Vôlei Clube, foi flagrado com a substância delta-9- tetraidrocanabinol, presente na maconha, em exame realizado após partida contra o Joinville, pelos playoffs da Superliga Masculina de Vôlei.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Abril</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>* Seis ciclistas foram flagrados no exame antidoping durante a Volta de Santa Catarina, com a substância eritropoietina (EPO), que eleva a resistência física. A Confederação Brasileira de Ciclismo só divulgou o nome de quatro deles: Alex Diniz, Cleberson Weber, Alex Arsenio e Alcides Vilela.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>* Quatro integrantes da equipe de atletismo não passaram no exame antidoping em diferentes competições. Marcos Felix, Hamilton Castilho, Marcelo Moreira e Jenifer do Nascimento haviam utilizado substâncias estimulantes ou esteroides.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Maio</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>* Emerson Júnior Barbosa, halterofilista paraolímpico, apresentou o anabolizante oxandrolona, em exame realizado no Regional de São Paulo.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Junho</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>* Onze integrantes da equipe de atletismo foram flagrados com diversas substâncias em exames antidoping. Um dos maiores escândalos do esporte brasileiro.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>* Denílson Raimundo de Souza, halterofilista paraolímpico, teve teste positivo para a substância diurética hidroclorotiazida, no Circuito Regional Loterias Caixa, em Natal.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Agosto</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>* Uma amostra de sangue do fundista Daniel Lopes Ferreira, coletada no Circuito de Corridas e Caminhada da Longevidade, acusou presença de mefentermina, um estimulante.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>* A triatleta brasiliense Mariana Ohata, de 30 anos, foi flagrada em um exame antidoping, que acusou presença de um diurético. Foi o segundo caso de Mariana, que está ameaçada de ser banida do esporte.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Outubro</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>* A ginasta Daiane dos Santos foi flagrada em um exame antidoping que deu positivo para a substância proibida furosemida, um tipo de diurético que pode ser utilizado para perda de peso e na redução da absorção de líquidos.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Novembro</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>* O atacante Jobson foi flagrado em um exame feito após o jogo do Botafogo, onde jogava, contra o Coritiba, em 8 de novembro, que apontou uma substância proibida. A definição da punição para o jogador, que pode ser de até dois anos, ainda aguarda a contraprova, que acontecerá em 16 de dezembro.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Cartola promete tolerância zero</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Apesar de lamentar a descoberta de mais um caso positivo de doping para o país, principalmente tratando-se de uma atleta experiente, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, garante intensificar o combate ao uso de substâncias proibidas. "Mesmo sendo a Suely, a nossa filosofia é de tolerância zero ao doping", afirmou. O flagrante foi o terceiro envolvendo atletas paraolímpicos do Brasil neste ano.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>De acordo com o presidente do CPB, Suely não quis fazer a contra- prova. "Ela abriu mão da amostra B. Quando há o resultado positivo da amostra A, o atleta é notificado e a ele é dado um prazo para abrir a amostra B. Se ele declina, está aceitando o resultado da amostra A", explicou Parsons.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>A punição de Suely Guimarães ainda poderá ser julgada pelo Comitê Paraolímpico Internacional, que pode manter ou vetar a decisão do CPB. "A gente informa. Pode ser que eles confirmem a suspensão ou que eles optem por fazer um julgamento próprio", considerou Andrew Parsons.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Para 2010, Parsons garante que ampliará tanto os testes — dentro e fora de competições — quanto às campanhas educativas — que visam a conscientização de atletas e treinadores dos perigos do doping e da legislação sobre o assunto. "A gente faz palestras, distribui cartilhas explicativas e temos o programa de testes. No ano que vem, pela primeira vez, o antidoping vai estar dentro do orçamento do CPB. Serão R$ 150 mil diretamente ligados a ações de combate ao doping", declarou.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Estímulos proibidos</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Doping refere-se ao uso de drogas que melhoram a perdormance e são proibidas pelas organizações que regulam as competições esportivas. É considerado anti ético devido à ameaça à saúde, à busca de igualdade de condições de disputa e ao efeito exemplar que o esporte limpo tem sobre o público. Os três tipos mais comuns de dopagem estão descritos a seguir:</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Esteróides anabólicos</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>São hormônios químicos sintéticos que agem como os anabólicos da testosterona, ativando o metabolismo protéico que fortalece o músculo.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Diuréticos</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Atuam nos rins, aumentando o volume e a diluição da urina. Existem vários tipos, sendo que todos elevam a eliminação de líquido, embora de formas diferentes.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Hidroclorotiazida</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>É o caso de Suely. Trata de um diurético tiazídico. Age inibindo a capacidade de retenção de água do rim, reduzindo o volume sanguíneo. É frequentemente usada no tratamento da hipertensão arterial, da insuficiência cardíaca congestiva, do edema sintomático e na prevenção de pedras nos rins. Eleva consideravelmente a eliminação de líquido, mascarando a presença de outras substâncias dopantes no organismo.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Estimulantes</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Do grupo das anfetaminas, aumentam o nível de atividade do sistema nervoso central, gerando estímulos, aumentando a performance e diminuindo a dor do atleta.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Dia 16 de dezembro de 2009</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Comitê ignora desculpas</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Apesar das justificativas e críticas apresentadas pela para-atleta Suely Guimarães, dirigente de entidade descarta abrandamento da pena de suspensão</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Mesmo bombardeado de críticas pela atleta paraolímpica Suely Guimarães após o anúncio do doping na última segunda-feira, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) não quis responder a qualquer das acusações feitas. Em entrevista exclusiva publicada ontem no Correio, Suely declarou se sentir injustiçada. “Acho que, pela minha história no Comitê Paraolímpico Brasileiro, eu merecia, pelo menos, que o médico do CPB, Roberto Vital, fizesse algum alerta sobre os remédios que estava fazendo uso. Ele foi covarde.” A atleta foi punida com suspensão de um ano e não participará de competições até setembro de 2010.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>A assessoria de imprensa do CPB se limitou a divulgar uma nota com a posição do presidente da entidade, Andrew Parsons, em relação às críticas. Segundo o comunicado, ele diz que a atleta veterana sempre foi conhecida pelo Helder Tavares/DP/D.A Press - 14/12/09 gênio forte e que está passando por um momento muito difícil na carreira. Por isso, Parsons considera as acusações irrelevantes e reafirma a confiança no trabalho do médico Roberto Vital, que também não quis dar nenhuma declaração à reportagem. A possibilidade de redução da pena não foi considerada.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>O silêncio do Comitê Paraolímpico Brasileiro reforça a política de tolerância zero adotada pelo presidente da entidade, que está intensificando o combate e a prevenção ao doping, que já teve três casos neste ano. No entanto, Suely Guimarães, que se desculpou pelo ocorrido e admitiu parte da culpa pelo fato de não ter consultado a lista dos remédios proibidos, acha que o CPB poderia reforçar o alerta em relação às substâncias dopantes, principalmente aos atletas mais experientes. “Às vezes, tenho a impressão que os atletas mais veteranos estão sendo deixados de lado”, desabafou.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Mais dois flagrantes</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Além do caso de Suely, em 2009, o esporte paraolímpico nacional teve outras duas ocorrências de flagrante de doping. Em maio, em São Paulo, exame com o halterofilista Emerson Barbosa acusou a presença do anabolizante oxandrolona. No mês seguinte, em Natal, o também halterofilista Denílson de Souza teve teste positivo para a substância diurética hidroclorotiazida.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Personagem da notícia</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Suely Guimarães, pernambucana de São José do Belmonte, perdeu as duas pernas após ser atropelada na calçada por um motorista bêbado, aos sete anos de idade. Hoje, é uma das atletas paraolímpicas de maior destaque do país. Entre as principais conquistas, estão: ouro no lançamento de disco – Jogos Paraolímpicos de Atenas (2004); ouro no lançamento de disco e arremesso de peso – Campeonato Mundial, na França (2002); ouro no lançamento de disco e dardo e no arremesso de peso – Campeonato Mundial, na Inglaterra (1998); bronze no lançamento de disco – Jogos Paraolímpicos de Atlanta (1996); ouro no lançamento de disco e dardo e no arremesso de peso – Campeonato Mundial, na Alemanha (1994), e ouro no lançamento de disco – Jogos Paraolímpicos de Barcelona (1992).</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Entenda o caso</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>A bicampeã paraolímpica Suely Guimarães diz que fazia uso da substância proibida hidroclorotiazida — encontrada na amostra de urina coletada para o exame antidoping —, com o objetivo de controlar a pressão arterial, desde o Parapan do Rio de Janeiro, em 2007, e não sabia da proibição. Suely afirma que o CPB tinha conhecimento de que ela usava o remédio Clorana, mas, mesmo assim, a entidade não a teria alertado, como costuma fazer, pelo fato de ela não estar representando o Brasil em uma competição internacional. A verificação foi realizada durante a etapa de Fortaleza do Circuito Nacional Loterias Caixa, em setembro. A substância encontrada é um diurético tiazídico que inibe a retenção de água do rim, reduzindo o volume sanguíneo e elevando consideravelmente a eliminação de líquido, o que pode mascarar a presença de outras substâncias dopantes no organismo. Segundo o presidente do CPB, este é o motivo da proibição da hidroclorotiazida, pois, caso Suely tivesse usado algum tipo de estimulante ou anabolizante, o exame não revelaria. A atleta, no entanto, garante que nunca utilizou coisas do tipo. “Passei momentos muito difíceis por causa do atletismo, jamais colocaria tudo a perder.”</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>ENTREVISTA//EDUARDO DE ROSE</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Denúncias aumentam os flagrantes</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>» FELIPE SEFFRIN</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>São Paulo – Diretor do Departamento Brasileiro de Antidoping do COB, o fisiologista Eduardo de Rose dá duas razões para a onda de casos de doping no Brasil. A primeira diz respeito à mudança de estratégia do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) no controle antidoping. Antes, os exames ocorriam por amostragem ou sorteio. Agora, são realizados diretamente em atletas suspeitos ou denunciados, aumentando a incidência de testes positivos, mesmo sem crescer significativamente o número de exames. A segunda justificativa é a velha falta de cuidado por parte dos atletas.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>O tiro certo nos atletas dopados é também uma medida econômica. No ano passado, foram realizados cerca de cinco mil exames, ao valor de cerca de R$ 1 mil cada, chegando ao custo total aproximado de R$ 5 milhões. Questionado sobre os culpados por tantos casos, o especialista em antidoping se exime de apontar suspeitos, mas lembra que a alta premiação em determinados esportes pode ser um dos motivos principais para o uso de substâncias ilícitas.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Porque tantos casos de doping</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Também estou achando exagerado. Pelos meus cálculos, devemos estar com 41 casos neste ano. Teve um pequeno aumento no número de controles, mas foi pequeno, não é para justificar o aumento de casos. Mas há duas vertentes que podem explicar esse aumento. Uma é que os exames foram feitos com muito mais objetividade. Trocamos o exame por posição ou por sorteio para fazer um exame direcionado, baseado em informações que nos levam a suspeitar que existe uma possibilidade grande de encontrarmos algo. A outra razão é que os atletas não estão cuidando de coisas que são primárias. Essa atleta paraolímpica tomou diurético por que é hipertensa. Se ela sabia dos problemas de pressão, deveria comunicar ao Comitê e buscar orientação para uma medicação certa. É o mesmo caso da Daiane dos Santos, que não tinha conhecimento de que estava fazendo um tratamento com substâncias proibidas.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Nova política antidoping</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Esse tipo de exame direcionado é chamado de “exame inteligente”. O atleta pode achar que é perseguição, mas não é perseguição. Cada exame custa muito caro, não dá para sair fazendo em todo mundo. Tem que ser o mais dirigido possível. Este ano, em pelo menos 15 casos de violação da regra antidoping, nova nomenclatura para casos positivos, chegamos por meio de denúncias de alguma possibilidade muito grande de termos resultados positivos. Os exames na equipe de atletismo no Mundial da Alemanha e nos ciclistas na Volta de Santa Catarina e São Paulo são exemplos disso.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Prejuízo ao esporte brasileiro</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Não tem nenhum prejuízo concreto. Se você pensar na Olimpíada, tivemos quase 27 casos de doping em Pequim, em duas semanas, e isso não diminuiu a qualidade da performance e nem desvalorizou a Olimpíada. Se nos tornarmos um país que não faz antidoping e onde não se tem nenhum teste positivo, isso não nos torna um país melhor. O problema é quando passarmos de 2% dos exames, que é o recomendado. No ano passado, tivemos 0,75% de casos positivos. Neste ano, ainda não fechamos as contas, mas devemos ficar por volta de 2%, que é a média internacional.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong><em>Culpados pelo doping</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Não tenho que apontar nenhum culpado. Não é a minha função. Minha função é detectar os casos, informar atletas e entidades responsáveis e baixar ao máximo o número de casos. Mas posso dizer que uma das explicações ou respostas é o fato de que hoje no esporte se ganha muito dinheiro, o que não ocorria antigamente. Prêmios de US$ 100 mil, US$ 1 milhão, não são incomuns no esporte.</em>
</p>

<p>
	<strong>Fonte:</strong> Jornal Correio Braziliense de 15 de dezembro de 2009 (caderno Super Esportes, fls. 2 e 3) e 16 de dezembro de 2009 (caderno Super Esportes, fls. 4 e 5).
</p>

<p>
	<a href="http://www.correioweb.com.br/" rel="external nofollow">http://www.correioweb.com.br/</a>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">65</guid><pubDate>Fri, 15 Jan 2010 10:39:00 +0000</pubDate></item><item><title>O Brasil n&#xE3;o combate o doping</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/o-brasil-n%C3%A3o-combate-o-doping-r62/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd2a0da4125_monthly_2015_0855dd1e5731fde_monthly_2015_0813122902ffd234629fb328a9072256be.jpg.a0186fd729816bba6ca762526cee56ea.jpg.879f18bcc40707bfb3bc3219a845986a.jpg.a9350e474190697c31ce5c358c9a10b7.jpg" /></p>
<p>
	O jornal Correio Braziliense apresentou em 16 de novembro de 2009 uma matéria crítica sobre a situação do controle antidoping no Brasil. Por falta de organização, os testes são escassos e geralmente realizados em épocas em que as drogas não podem ser detectadas, facilitando a vida de quem trapaceia.
</p>

<p>
	É bom lembrar que o doping está inserido em praticamente todas as modalidades esportivas, não sendo um problema exclusivo dos campeonatos de fisiculturismo e halterofilismo.
</p>

<p>
	Leia a matéria completa abaixo:
</p>

<h2>
	Brasil não combate o doping
</h2>

<p>
	Anunciado como país sede dos Jogos Olímpicos de 2016, Brasil registrou 30 casos só este ano. Falta uma política nacional para evitar que o problema continue
</p>

<p>
	# Thalita Kalix
</p>

<p>
	Um teste surpresa feito pela Federação Internacional de Ginástica acusou que Daiane dos Santos estava dopada. O resultado, anunciado no último 30 de outubro, foi o mais chocante, mas não o único caso de doping a chamar atenção do Brasil. Em agosto, dez dias antes do Mundial de atletismo, cinco brasileiros foram pegos nos testes também — e voltaram para casa. À parte às controvérsias se o número está ou não dentro da normalidade, ele reflete uma realidade grave do país que vai receber os Jogos Olímpicos de 2016: o Brasil não tem uma política de combate ao doping.
</p>

<p>
	O Ministério do Esporte tem uma Comissão de Combate ao Doping, mas a única função do órgão, criado em 2004, é aprovar a lista de substâncias da Agência Mundial Antidoping (WADA). “A comissão foi criada para manter a legislação brasileira de acordo com a internacional”, justifica o médico Eduardo de Rose, membro do Comitê Olímpico Brasileiro e presidente da Comissão. “Eventualmente, ela poderia até fazer algo, mas não tem recursos para isso”, justifica.
</p>

<p>
	Alexandre Pagnani, membro da comissão, presidente da Associação Brasileira de Estudo e Combate ao Doping (ABECD) e presidente da Confederação Brasileira de Culturismo e Musculação, reclama que o problema vai além. Como a comissão é subordinada ao Conselho Nacional do Esporte (CNE), nem as orientações que dá são necessariamente acatadas e chegam a virar ação. “Montar a comissão, do jeito que ela está, simplesmente para se reunir uma vez por ano para aprovar a lista de substâncias, que por lei tem que passar por aprovação, e depois passa na CNE, está sendo inútil.”
</p>

<p>
	Mas há quem defenda o funcionamento da comissão. Para o representante do Conselho Federal de Educação Física, Alexandre Nunes, o grupo cumpre o seu papel dentro do possível. “O andamento dentro do processo democrático é lento. Mas discutimos as demandas que os representantes das 13 instituições levam.” E ele destaca que o papel de combate ao doping será feito pela Agência Brasileira Antidoping (ADA). “Qualquer fiscalização em um país do tamanho do Brasil é difícil. As confederações têm dificuldades e nem a comissão nem o ministério têm poder de gerir isso.”
</p>

<p>
	A comissão se reunirá hoje, e a pauta, mais uma vez, é apenas a lista de substâncias da WADA. O e-mail de convocação para os membros diz que “outros assuntos serão pautados oportunamente”.
</p>

<h2>
	Poucos encontros
</h2>

<p>
	A Comissão foi criada em 2004. Ela tem 13 membros: representantes de órgãos do governo, do esporte e da sociedade, ligados ao tema doping. De acordo com os membros, já houve anos em que foram realizadas quatro reuniões. Em 2009 só uma aconteceu, por enquanto.
</p>

<h2>
	Muitas promessas, nenhuma ação
</h2>

<p>
	Como a Comissão de Combate ao Doping não tem poder de decisão nenhum, não há quem responda pelo tema no Ministério do Esporte. Alexandre Pagnani denuncia que o governo prometeu ajudar as confederações nacionais, cedendo cotas de análise de doping, no Ladetec, mas não pagou.
</p>

<p>
	“Desde 2006 o governo prometeu cotas de controle de exame antidoping, tanto aos esportes olímpicos quanto aos não olímpicos, e não cumpriu com seu papel na doação dessas cotas de análise de controle. A alegação do governo, e visitei várias áreas do ministério, é que não existe dotação e nem rubrica orçamentária específicas para a ação do sistema de controle antidoping.” A confusão começa por não saber a quem reportar sobre o tema, dentro do ministério, denuncia Pagnani. “O alto rendimento declarou, pelo antigo secretário, que não é competência dele, a ciências e tecnologia, não é competência dela, a educacional, não é competência dela, de quem é então? Estamos no limbo.”
</p>

<p>
	Procurado pela reportagem do Correio, o Ministério do Esporte simplesmente respondeu que neste mês de novembro, o ministério receberá a visita de uma missão da Wada que vai ajudar a definir um plano nacional antidoping que contemple a criação de uma agência e a demanda de investimentos em laboratório de controle de dopagem. Informações sobre quanto tem sido reservado do orçamento ou quem é o responsável no órgão pelo tema combate ao doping não foram prestadas.
</p>

<h2>
	Casos deixados ao acaso
</h2>

<p>
	Das 29 modalidades olímpicas, poucas fazem controles permanentes. De acordo com o médico Eduardo de Rose, maior autoridade em doping no país, futebol, atletismo, natação, ciclismo e vôlei mantêm uma boa regularidade de controle. “A maioria faz antes dos mundiais”, explica o médico.
</p>

<p>
	“As demais modalidades não o fazem e só são realizados quando entra a ação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na participação dos Jogos Sul-Americano, que é o Odesur, Pan-Americano e Olimpíada. Fora isso, não existe controle”, garante Alexandre Pagnani.
</p>

<p>
	O COB não quis entrar na discussão e, por meio de sua assessoria, disse apenas ter a informação dos exames feitos pelas confederações, mas que elas são confidenciais. Muitas das confederações, entretanto, confirmam: exame antidoping só nas principais competições e olhe lá. No pentatlo moderno, por exemplo, os atletas só são avaliados quando o COB pede. A razão, explica Celso Sasaqui, diretor técnico e vice-presidente da confederação, é o alto custo e o baixo número de atletas. “A gente não faz o controle com exames. É mais na confiança. Os técnicos nos avisam quando algum atleta tem que tomar um remédio que esteja na lista proibida da WADA.” Hoje, um exame completo simples, custa cerca de US$ 500 por atleta.
</p>

<p>
	O custo também é o argumento da Confederação Brasileira de Esgrima, que só faz o controle no campeonato brasileiro. “É um exame um pouco caro”, justifica Edinilson Cesano, do departamento técnico da confederação. Mas ele logo lembra que o ciclo olímpico ainda está no início e garante que ano que vem o controle deve ser regular.
</p>

<p>
	Pagnani questiona o argumento do custo. “Nós temos que abrir o leque de ser declarado, eu como dirigente até mesmo de um esporte polêmico (culturismo), quanto mais controle fizer, mais vai pegar. Será que é vantagem em que o mundo saiba o que acontece no Brasil? Por que não fazer esses controles? Há alegações de que não há recursos por parte das confederações — as olímpicas eu desconsidero, já que elas têm o repasse da Lei Piva, elas poderiam separar 1% desse valor que eles recebem para destinar a campanhas educativas de controle. Algumas confederações iniciam o controle e param de repente.”
</p>

<h2>
	Prejuízo e constrangimento
</h2>

<p>
	Sem dinheiro para fazer o controle regular na sua confederação, Alexandre Pagnani teve uma atleta campeã mundial pega tentando burlar o exame antidoping durante a competição: Anne Becker pôs água na urina. A punição veio em seguida para a atleta, que será suspensa, e para o técnico e a Confederação. Mas tudo isso poderia ter sido evitado, lamenta Pagnani: “É preferível que pegue aqui dentro para não nos sujeitar à multa (de dois mil dólares) e ao ridículo lá fora.”
</p>

<h2>
	Agência Brasileira também gera polêmica
</h2>

<p>
	Eduardo Nicolau/AE - 13/7/07
</p>

<p>
	Eduardo de Rose diz que maioria dos esportes não realiza exames com frequência
</p>

<p>
	Desde outubro do ano passado, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) já abriga a Agência Brasileira Antidoping (ABA), uma exigência da Agência Mundial Antidoping (Wada) para o país. Só que ela ainda tem uma ação restrita. “A agência está em desenvolvimento. Ainda este mês devemos ter uma reunião com a Wada para tomar decisões. Mas depende de um entendimento com o Ministério do Esporte”, explica Eduardo de Rose.
</p>

<p>
	O médico ainda explica que a ABA deverá ser formada por membros do comitê e do ministério, meio a meio. “Ela não pertenceria a nenhum dos dois. Tanto que pode ter sede tanto no COB quanto no Ministério. Depende do que for decidido.” A ligação intrínseca do comitê com o órgão regulador, entretanto, é questionada por Alexandre Pagnani.
</p>

<p>
	<em>“A sugestão nossa é de que a Anvisa absorva a agência, com as cabeças profissionais que o Ministério do Esporte oferece, como os que trabalham na Comissão Nacional e outros, para consolidar essa agência nacional, porque o Comitê Olímpico se ofereceu a montar a agência. Mas, numa teoria jurídica, por mais que o COB não tenha maldade, as pessoas imaginam que ele é o maior interessado em que estas situações não apareçam.” A Anvisa alega apenas que não foi contactada, mas que hoje, não tem estrutura para isso. O COB simplesmente alega estar cumprindo uma exigência da Wada.</em>
</p>

<p>
	<strong>Palavra de especialista</strong>
</p>

<p>
	<strong>Críticas pesadas</strong>
</p>

<p>
	<em>“Testar atletas nas competições é mais um teste de QI do que um teste antidoping, porque o atleta precisa ser muito estúpido para ser flagrado numa competição. Você usa esteroides durante a pausa da temporada, porque é quando você constrói a base de sua força, e isso serve para vocês por meses e meses adiante durante as competições. Tem que se aumentar os testes no quarto trimestre, que é quando os atletas usam as drogas. Mas, em vez de aumentar o número dos testes no quarto período, como eu aconselhei, eles reduzem pela metade. Ou eles estão promovendo o uso de doping ou eles são ignorantes”</em>
</p>

<p>
	<em>Victor Conte</em>
</p>

<p>
	Fundador do laboratório Balco, dos EUA, responsável pelo primeiro escândalo por uso de esteroides, com os velocistas Marion Jones e Tim Montgomery, que conquistaram medalhas olímpicas e recordes mundiais.
</p>

<h2>
	Estatísticas e curiosidades
</h2>

<p>
	A Confederação Brasileira de Futebol é a instituição que mais faz controle antidoping no país. Enquanto o Comitê Olímpico Brasileiro fez 600 exames pré-evento, ano passado, para ir às Olimpíadas, o esporte bretão faz cerca de quatro mil análises por ano. Esse número engloba as séries A, parte da B e da C, do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil, da Libertadores e da Copa Sul-Americana. No total, o Brasil realiza de cinco a seis mil exames antidoping por ano. “Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Tem países que fazem mais de 10 mil, mas outros não fazem nem mil. Fazemos bastante, mas poderíamos fazer mais”, argumenta o médico Eduardo De Rose.
</p>

<hr>
<p>
	<strong>Fonte:</strong> Jornal Correio Braziliense de 16 de novembro de 2009, caderno Super Esportes, fls. 14 e 15.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">62</guid><pubDate>Tue, 15 Dec 2009 09:28:00 +0000</pubDate></item><item><title>Decaonato de Nandrolona - Deca Durabolin</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/decaonato-de-nandrolona-deca-durabolin-r61/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd2a0da20d3_monthly_2015_0855dd1e573005c_monthly_2015_08d41dd991e0887e200d5d0f93a831f893.jpg.6015dc07c8d6bc6f19ebb3e03609faaf.jpg.d16a005bc7980074b7263bfedf09df80.jpg.097e24e69c656a283d73359a2e562b7d.jpg" /></p>
<p>
	Leia a matéria de Gustavo Barquilha Joel e Luis Gustavo da Silva Rodrigues sobre o Decaonato de Nandrolona (Deca Durabolin).
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_04_2013/ccs-69938-0-03435400-1366131289.jpg" rel="" data-fileid="2402" data-fileext="jpg"><img alt="ccs-69938-0-03435400-1366131289.jpg" data-fileid="2402" style="height: auto;" width="77" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_04_2013/ccs-69938-0-03435400-1366131289.jpg" loading="lazy" height="89.32"></a>
</p>

<p>
	Por <strong>Gustavo Barquilha Joel</strong> (gustavo_barquilha@hotmail.com)
</p>

<p>
	<em>Preparador Físico do Bauru in Line Hockey</em>
</p>

<p>
	<em>Prof. Mestrando do Programa de Pós-Graduação</em>
</p>

<p>
	<em>em Ciências do Movimento Humano - Instituto de</em>
</p>

<p>
	<em>Ciências da Atividade Física e Esporte - Icafe/Unicsul</em>
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_04_2013/ccs-69938-0-93931600-1366131322.jpg" rel="" data-fileid="2403" data-fileext="jpg"><img alt="ccs-69938-0-93931600-1366131322.jpg" data-fileid="2403" style="height: auto;" width="63" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_04_2013/ccs-69938-0-93931600-1366131322.jpg" loading="lazy" height="89.46"></a>
</p>

<p>
	Por <strong>Luis Gustavo da Silva Rodrigues</strong> (luis.gustavo.ef@hotmail.com)
</p>

<p>
	<em>Preparador Físico formado pela UNIP</em>
</p>

<p>
	<em>Atleta de Fisiculturismo </em>
</p>

<p>
	<strong>Nota importante:</strong>
</p>

<p>
	<em>Ola amigos,</em>
</p>

<p>
	<em>A intenção desta coluna não é estimular ninguém a utilizar qualquer tipo de substância ilícita, muito pelo contrário, o objetivo é demonstrar os vários efeitos colaterais que elas trazem com seu uso. Tentamos também na coluna associar as informações cientificas disponíveis na literatura com as informações praticas de atletas e/ou praticantes de musculação do mundo underground das academias. </em>
</p>

<p>
	<strong>DECAONATO DE NANDROLONA</strong>
</p>

<p>
	A pratica de exercícios físicos, em especial a musculação, vêm sendo amplamente realizada por pessoas que buscam uma melhor qualidade de vida.
</p>

<p>
	Porém, a musculação também é utilizada por atletas e pessoas que buscam um melhor rendimento físico ou estético, sendo muitas vezes a uso de drogas para maximizar seus resultados.
</p>

<p>
	Nesse sentido uma das drogas mais utilizadas por freqüentadores de academias é a Nandrolona (Barquilha, 2009).
</p>

<p>
	A nandrolona (também conhecida como deca-durabolin) é um andrógeno sintético, tendo ação anabolizante prolongada de até três semanas (Kutscher et al., 2002), podendo estimular o crescimento e a resistência celular.
</p>

<p>
	Sua estrutura é parecida com a testosterona, porém não possui o carbono da posição 19, daí o nome 19Nor-testosterona, essa pequena mudança é faz com que ela não seja convertida em DHT (dihidrotestosterona) pela enzima 5-alfa-reductase (5AR) como normalmente acontece com a testosterona, conferindo então menores efeitos androgênios se comparado a testosterona.
</p>

<p>
	Essa droga é utilizada na regeneração de diversos tecidos, como o sangüíneo, córneo e outros. Ela é classificada como um andrógeno não aromatizavel decorrente da baixa conversão a estrógeno, minimizando efeitos femininos em grandes doses desse hormônio (Kuhn, 2002; Cunha et al., 2006), e nas mulheres essa droga apresenta menor virilização quando comparada a testosterona, porém ainda assim pode causar tal efeito.
</p>

<p>
	A via de administração da nandrolona é intramuscular ou oral. Ele é encontrado na urina como 19-nortestosterona e seus metabólitos; 19 norandrosterona e 19-noretiocholanolona, que podem ser detectados por um longo período de tempo na urina, sendo geralmente a norandrosterona presente em maior concentração (Guimarães e Alves).
</p>

<p>
	Um dos principais benefícios com a prática de exercícios físicos é a cardioproteção, sendo que o uso da nandrolona parece anular esse efeito positivo decorrente do exercício, o que corrobora com o fato de serem encontradas lesões freqüentemente nos corações de indivíduos que fazem uso de altas doses de anabolizante (Chaves et al, 2007).
</p>

<p>
	Além disso, outros possíveis efeitos colaterais podem ser encontrados com o uso, como acnes, calvície, libido, possível ruptura de tendão decorrente do aumento exorbitante de massa muscular, aumento do colesterol LDL, infarto agudo do miocárdio, morte súbita por hipertrofia ventricular esquerda.
</p>

<p>
	Quando utilizados na puberdade, causam o fechamento das epífises ósseas, acarretando déficit final do crescimento em conseqüência do amadurecimento ósseo precoce, atrofia do tecido testicular, infertilidade, impotência, dificuldade ou dor para urinar e hipertrofia prostática, tumores hepáticos e de próstata.
</p>

<p>
	Na mulher, pode ocorrer a masculinização, evidenciada pelo engrossamento de voz e crescimento de pêlos no corpo no padrão de distribuição masculino; irregularidade menstrual e aumento do clitóris. (Fineschi et al., 2001). Fatores psicológicos também são alterados, como irritabilidade.
</p>

<p>
	A sua utilização fica geralmente entre 200 à 800mg por semana em homens, sendo que sua meia vida é geralmente de 6 dias.
</p>

<p>
	Geralmente essa droga á associada com alguma testosterona de ação média ou longa, como por exemplo a oximetolona (fabricado com o nome comercial de Hemogenin) e a metandrostenolona (conhecida como Dianabol).
</p>

<p>
	Sua dosagem então vai variar do período da forma como estiver usando e sua pré-disposição a ter ou não demasiada retenção hídrica com a mesma.
</p>

<p>
	A Deca-Durabolin é produzida no Brasil pela empresa farmacêutica Organon, em ampolas de um mililitro com a concentração de 25 ou 50 miligramas/ampola.
</p>

<p>
	REFERÊNCIAS
</p>

<p>
	LARSSON, C.E. et al. Terapêutica tópica e sistêmica: pele, ouvido e olho. In: ANDRADE, S.F. Manual de terapêutica veterinária. 2.ed. São Paulo : Roca, 2002. p.116-178.
</p>

<p>
	BARQUILHA, G. Uma analise da incidência de efeitos colaterais em usuários de anabolizante da cidade de Bauru. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 03, p. 146-153, 2009.
</p>

<p>
	CHAVES, E. A.; PEREIRA-JUNIOR, P. P.; FORTUNATO, R. S.; CARVALHO, D. P.; NASCIMENTO, J. H. M.; OLIVEIRA, M. F. Cardioproteção induzida pelo exercício é prejudicada pelo tratamento com o anabolizante decanoato de nandrolona. Brazilian Journal of Biomotricity. v. 1, n. 3, p. 46-55, 2007
</p>

<p>
	CUNHA TS, TANNO A.N, MARCONDES, F.K.; PEREZ, S.E.A., SELISTRE-ARAUJO, H.S. A administração de nandrolona não promove hipertrofia do músculo sóleo em ratos. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia &amp; Metabologia. 2006; 50(3): 532-540.
</p>

<p>
	FINESCHI V, BAROLDI G, MONCIOTTI F, PAGLICCI REATTELLI L, TURILLAZZI E. Anabolic steroid abuse and cardiac sudden death: a pathologic study. Arch Pathol Lab Med. 2001; 125(2): 253-255.
</p>

<p>
	GUIMARÃES WAM, ALVES SCC. Efeitos Crônicos do Treinamento de Forca Associado ao uso do Decanoato de Nandrolona sobre as Reservas de Glicogênio Muscular e Hepatico em Ratos. <a href="http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/4mostra/pdfs/255.pdf" rel="external nofollow">http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/4mostra/pdfs/255.pdf</a>
</p>

<p>
	KUTSCHER EC, LUND BC, PERRY PJ. Anabolic steroids: a review for the clinician. Sports Med. 2002; 32(5): 285-96.
</p>

<p>
	KUHN, CM. Anabolic steroids. Recent Prog Horm Res. 2002; 57: 411-434.
</p>

<p>
	1. Pharmacokinetic parameters of nandrolone (19-nortestosterone) after intramuscular administration of nandrolone decanoate (Deca-Durabolin) to healthy volunteers;
</p>

<p>
	2. Impact of Nandrolone Decanoate on Gene Expression in Endocrine Systems Related to the Adverse Effects of Anabolic Androgenic Steroids;
</p>

<p>
	3. Anabolic androgenic steroids differentially affect social behaviors in adolescent and adult male Syrian hamsters – Salas-Ramirez KY, Montalto PR, Sisk CL;
</p>

<p>
	<strong>Atenção:</strong>
</p>

<p>
	Anabolizantes esteróides são medicamentos e somente podem ser adquiridos em farmácias sob prescrição médica.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">61</guid><pubDate>Tue, 15 Dec 2009 11:14:00 +0000</pubDate></item><item><title>Stanozolol - Winstrol</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/stanozolol-winstrol-r37/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_10/winstrol.jpg.dedd29b867831cf4680233596e15717c.jpg" /></p>
<p>
	O stanozolol, também conhecido como winstrol, e um esteróide que pode ser encontrado tanto na versão injetável quanto oral. Esta droga é uma das mais difundidas entre os praticantes de musculação (3), existindo alguns mitos sobre ela, como o que Stanozolol “seca”.
</p>

<p>
	Na verdade esta droga possui características pouco androgênicas (características masculinas) e moderadamente anabólicas (crescimento muscular). Algumas mulheres utilizam esta droga por esta possuir características pouco androgênicas, porém uma pequena virilização pode ser vistas em algumas mulheres (1).
</p>

<p>
	Assim como nas outras drogas, sua eficiência depende da afinidade da droga com seus receptores. Em todo caso, talvez seja este o motivo pelo qual esta droga é tão controvérsia pelos praticantes de musculação, tendo alguns encontrados bons resultados com seu uso enquanto outros não.
</p>

<p>
	O stanozolol é utilizado principalmente com a finalidade de aumento de massa muscular com um menor risco de retenção hídrica, sendo daí que vem o mito de que esta droga seca. Na verdade, ela pode ser mais bem aproveitada no período de definição, pois ela não vai reter tanta água, diferentemente de algumas drogas com efeitos mais androgênicos e que possuem características mais androgênicas (1).
</p>

<p>
	Vale ressaltar que esta droga é considerada doping para atletas. Um dos casos mais conhecidos de dopping esportivo da história foi o do corredor canadense Ben Johnson, medalha de ouro nos 100m rasos nas Olimpíadas de Seul, em 1988, cujo exame detectou a presença dos metabólitos do anabolizante stanozolol (2).
</p>

<p>
	Outra característica negativa do stanozolol é sua falsificação, sendo de longe esta uma das drogas mais falsificadas do mercado. Esta droga tem como características um aumento do apetite e do peso corporal com notável recuperação das condições gerais ao melhorar a utilização das proteínas pelo organismo, aumentando a síntese de proteínas. É utilizada como tratamento para estados de depreciação física, debilidades de diversas origens, anorexia rebelde, convalescência, doenças crônicas e debilitantes, entre outras.
</p>

<p>
	A dosagem utilizada geralmente para homens variam de 16 a 30 mg/dia na forma oral e de 150mg a 350mg por semana divididas na forma injetável, enquanto que para mulheres, a administração é dosada entre 4mg a 8mg por dia na forma oral e de 50mg a 100mg por semana em tomadas divididas na forma injetável.
</p>

<p>
	Alguns atletas aplicam o Stanozolol injetável nos músculos mais deficientes, numa tentativa de aumentar o volume dos mesmos, porém não existem comprovações científicas para o mesmo (1).
</p>

<p>
	Alguns dos efeitos colaterais que podem ser encontradas com o uso desta droga é acne, ginecomastia, hipertensão, agressividade, queda na libido após o uso de esteróides, queda de cabelo, aumento excessivo de pelos no corpo, entre outros efeitos colaterais (4).
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><strong>Referências</strong></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">1 - Peres, RAN. ; Guimarães Neto, WM. Guerra metabólica manual de sobrevivência. 2° edição. Midiograf. Londrina, 2005.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">2 - ILVA, Paulo Rodrigo Pedroso da ; CZEPIELEWSKI, M. A. . O Uso de Esteróides Anabolizantes no Esporte. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Rio de Janeiro, v. 8, n. 6, p. 235-243, 2002.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">3 - SILVA, Paulo Rodrigo Pedroso da MACHADO JR, Leonel Carrillo ; FIGUEIREDO, Vandré C ; CIOFFI, Alex P ; PRESTES, Marcius C ; CZEPIELEWSKI, M. A. Prevalência do uso de esteróides anabólicos em praticantes de musculação de Porto Alegre. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia &amp; Metabologia, v. 51, p. 104-110, 2007.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">4 - BARQUILHA, G. Uma analise da incidência de efeitos colaterais em usuários de anabolizantes da cidade de Bauru. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 03, p. 146-153, 2009.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">Matéria de Gustavo Barquilha Joel e Luis Gustavo da Silva Rodrigues sobre o winstrol.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><strong>Nota importante:</strong></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>Ola amigos,</em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>A intenção desta coluna não é estimular ninguém a utilizar qualquer tipo de substância ilícita, muito pelo contrário, o objetivo é demonstrar os vários efeitos colaterais que elas trazem com seu uso. Tentamos também na coluna associar as informações cientificas disponíveis na literatura com as informações praticas de atletas e/ou praticantes de musculação do mundo underground das academias.</em></span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">37</guid><pubDate>Thu, 15 Oct 2009 11:07:00 +0000</pubDate></item><item><title>Clembuterol: broncodilatador que tem efeito anab&#xF3;lico, anticatab&#xF3;lico e termog&#xEA;nico</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/clembuterol-broncodilatador-que-tem-efeito-anab%C3%B3lico-anticatab%C3%B3lico-e-termog%C3%AAnico-r33/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_07/clenbuterol.jpg.948bbafedaea61e167959d1c59a0c942.jpg" /></p>
<p>
	O clembuterol é um fármaco ß - adrenérgico, fundamentalmente estimulador dos receptores ß2 (relaxante da musculatura lisa), mas também com alguma capacidade de estimular os receptores ß1 (efeitos cardíacos) e ß3 (lipólise), quando administrado em altas doses.
</p>

<p>
	O Clembuterol é utilizado clinicamente como bronquiodilatador no tratamento de asma e bronquite crônica, e mais recentemente usado também nos esportes. Alguns estudos têm demonstrado que a administração moderada de clembuterol pode induzir o ganho de massa muscular, além de um possível efeito anti-catabólico (1,2).
</p>

<p>
	Já para que o Clembuterol tenha um efeito Lipolitico, parece ser necessária uma dose maior desta droga, sendo a probilidade de se ocorrer efeitos colaterais com o uso da droga maior ainda (3,4). O efeito lipolitico do clembuterol parece decorrer da quebra de triglicérides na forma de ácidos graxos livres, aumento da glicogenólise hepática e muscular e também aumento da secreção de glucagon (hormônio contra-regulatório a insulina).
</p>

<p>
	Os efeitos anabólicos ou anti-catabólicos do clembuterol parecem ser mais limitados quando comparados com alguns esteróides anabólicos utilizados para fins de ganho de massa muscular, porém a resposta desta droga depende muito da afinidade de seus receptores no organismo.
</p>

<p>
	Essa droga utilizada para fins de perda de peso parece ter boas propriedades, principalmente devido ao fato dela utilizar células de gorduras que ficam “adormecidas”. Um fato negativo do clembuterol é o seu rápido fechamento de receptores. (6)
</p>

<p>
	Em animais, o clembuterol é utilizado em cavalos por via oral, intramuscular ou endovenosa como bronco dilatador, é utilizado também tanto em vacas quanto em éguas como tocolítico para diminuir as contrações uterinas. Estudos têm demonstrado efeitos adversos como aumento da insulina, dificultando assim o controle da glicemia, e também o aumento abrupto da freqüência cardíaca em cavalos que realizaram exercícios intensos em esteiras (5).
</p>

<p>
	O clembuterol pode ser encontrado na forma de tabletes, xarope e injetável. O clembuterol parece ter uma meia-vida no organismo de 48 horas, sendo que seu efeito anabólico parece diminuir mais rapidamente (em torno de 20 dias) quando comparado com seus efeitos Lipolitico (entre 3 e 6 semanas).
</p>

<p>
	Uma das desvantagens do uso do Clembuterol é o maciço fechamento de seus receptores, ou seja, o Clembuterol passa a não mais promover os efeitos desejados. Isto ocorre quando o medicamento é muito utilizado. Para evitar o fechamento dos receptores, procura-se administrá-lo em ciclos.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Possíveis efeitos colaterais:</strong></span>
</p>

<p>
	Nervosismo, tremores das mãos, enxaquecas e insônia, aumento da pressão sanguínea e náusea, infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral, taquicardia, dores no peito, taquipnéia, vertigens, ansiedade, vômitos, tonturas, febre, entre outros possíveis efeitos, dependendo da dose de administração da droga.
</p>

<p>
	Usualmente os efeitos colaterais somem após 2 ou 3 semanas de uso. È importante salientar que As manifestações clínicas da intoxicação por clembuterol podem confundir-se com quadros psiquiátricos como um ataque de pânico ou uma crise ansiosa (7)
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Aplicações práticas:</strong></span>
</p>

<p>
	Seu uso pode varias de 2 a 6 comprimidos de 0.02 mg por dia, dois dias sim, dois dias não. A dosagem dependeria da intensidade dos efeitos colaterais e da taxa de fechamento dos cito receptores que cada indivíduo.
</p>

<p>
	Para que haja uma adaptação desse químico no organismo, costuma-se iniciar a administração gradualmente. Suponhamos que a dosagem de manutenção seja de 4 comprimidos de 0.02 mg por dia. Desta forma, no 1° dia administra-se 1 comprimido, no 2° dia administra-se 2 comprimidos, no 3° dia, 3 comprimidos e no 4° dia, 4 comprimidos.
</p>

<p>
	Dá-se 2 dias de intervalo e prosseguiria o esquema de dois dias sim, dois dias não. Os comprimidos costumam ser administrados em doses divididas e em horários diferentes, evitando tomá-lo antes do horário de dormir para evitar um sono conturbado, e logo antes do treino para se evitar sobrecarga no coração.
</p>

<p>
	Mais recentemente, alguns atletas vêm utilizando outro esquema para burlar o fechamento de receptores específicos ou subregulação, administrando o Clembuterol no regime de uma semana sim e outra não.
</p>

<p>
	Na semana de não administração também não se utiliza efedrina, cafeína ou nenhum outro estimulante do sistema nervoso central (SNC), por ser uma crença dar descanso completo para o SNC. Ultimamente, vem sendo utilizado em conjunto com o Clembuterol, o anti-histamínico Zaditen, com o objetivo de super-regular os beta-2 receptores. Essa prática permite a utilização contínua do Clembuterol.
</p>

<p>
	O Clembuterol é utilizado para maximizar os efeitos de uma dieta para perda de percentual de gordura, ou seja não adiantara utilizá-lo sem um devido cuidado com sua alimentação, MILAGRES NÃO EXISTEM. Uma coisa importantíssima: O clembuterol é considerado doping para atletas (8 )
</p>

<p>
	<em><span style="font-size:12px;"><strong>Referências:</strong></span></em>
</p>

<p>
	<em><span style="font-size:12px;">1 - Hinkle RT, Hodge KM, Cody DB, Sheldon RJ, KobilkaBK, IsfortRJ.; Skeletal muscle hypertrophy and anti-atrophy effects of clenbuterolare mediated by the beta2-adrenergic receptor; Muscle Nerve.; 2002; Research Division, Procter &amp; Gamble Pharmaceuticals; Ohio, USA</span></em><br>
	<em><span style="font-size:12px;">2 - . Burniston, J.G., McLean, L., Beynon, R.J., Goldspink, D.F.Anabolic effects of a non-myotoxicdose of the β2-adrenergic receptor agonist clenbuterolon rat plantarismuscle; Muscle and Nerve; Volume 35, Issue 2; 2007; Liverpool, UK</span></em><br>
	<em><span style="font-size:12px;">3 - ElissaSchechterMD, Robert S. Hoffman MD, Marina StajicPhD, Michael P. McGee BS, Sonia Cuevas BS and AsimTarabarMD; Pulmonary edemaand respiratory failure associated with clenbuterolexposure (Case Report); The American Journal of Emergency Medicine; Volume 25, Issue 6, July 2007</span></em><br>
	<em><span style="font-size:12px;">4 - . ElliotCT, CrooksSR, McEvoyJG, McCaugheyWJ, HewittSA, PattersonD, Kilpatrick D. Observations on the effects of long-term withdrawal on carcass t composition and residue concentrations in clenbuterol-medicated catle; VetResCommun.1993; Drug Residue Laboratory; Vetrinary Sciences Division; UKte</span></em><br>
	<em><span style="font-size:12px;">5 - FERRAZ, Guilherme de Camargo ; TEIXEIRA NETO, Antônio Raphael ; D'ANGELIS, Flora Helena de Freitas ; LACERDA NETO, José Corrêa de ; QUEIROZ-NETO, A. . Effect of acute administration of clenbuterol on athletic performance in horses. Journal of Equine Veterinary Science, v. 27, p. 446-449, 2007.</span></em><br>
	<em><span style="font-size:12px;">6 - Peres, Rodolfo Anthero de Noronha; Guimarães Neto, Waldemar Marques. Guerra metabólica – Manual de sobrevivência. Midiograf, 2005.</span></em><br>
	<em><span style="font-size:12px;">7 – CARROLA et al. Intoxicação por agonista beta adrenérgico. ACTA MÉDICA PORTUGUESA 2003; 16: 275-278</span></em><br>
	<em><span style="font-size:12px;">8 - www.wada-ama.org</span></em>
</p>

<p>
	<strong>Nota importante:</strong>
</p>

<p>
	Matéria de Gustavo Barquilha Joel e Luis Gustavo da Silva Rodrigues sobre o clembuterol.
</p>

<p>
	<em>Ola amigos,</em>
</p>

<p>
	<em>A intenção desta coluna não é estimular ninguém a utilizar qualquer tipo de substância ilícita, muito pelo contrário, o objetivo é demonstrar os vários efeitos colaterais que elas trazem com seu uso. Tentamos também na coluna associar as informações cientificas disponíveis na literatura com as informações praticas de atletas e/ou praticantes de musculação do mundo underground das academias.</em>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33</guid><pubDate>Tue, 15 Sep 2009 14:29:00 +0000</pubDate></item><item><title>A verdade sobre os anabolizantes: a diferen&#xE7;a entre o iso e o abuso</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/a-verdade-sobre-os-anabolizantes-a-diferen%C3%A7a-entre-o-iso-e-o-abuso-r32/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd2a0d89893_monthly_2015_0855dd1e5718061_monthly_2015_082f2fce5ab09ba57649f00ac55a604f76.jpg.4ade2d31a97992c461144de8e6ab9db8.jpg.bca51ebb5154f38bf9a2d7d768eee8a7.jpg.77d584a9dac32b9cf1b79f75819a58ee.jpg" /></p>
<p>
	O site Bodybuilding.com é referência sobre fisiculturismo na internet. Nele foi publicado um artigo escrito por <strong>Wayne Mercer</strong>, onde o autor diz que o problema dos anabolizantes esteróides não é o seu uso, mas o seu abuso.
</p>

<p>
	Para o autor, o uso cuidadoso e responsável de anabolizantes esteróides traria mais benefícios que malefícios.
</p>

<p>
	O tema é polêmico, e o artigo tem que ser lido com ressalvas. Ele revela a opinião do seu autor, contrária às opiniões que costumam se apresentar na imprensa de um modo geral.
</p>

<p>
	Como qualquer droga, os esteróides causam efeitos colaterais, portanto, os efeitos negativos existem efetivamente.
</p>

<p>
	É sempre bom lembrar que no Brasil o uso de anabolizantes esteróides somente pode ser <strong>prescrito por médicos</strong> para fins de tratamento de saúde, e sua venda somente pode se dar em farmácias, com a apresentação da respectiva prescrição.
</p>

<p>
	Wayne Mercer, escritor do artigo, diz que, quando começou a levantar pesos, só ouvia falar mal acerca de suplementação, musculação, dietas e, principalmente, esteróides.
</p>

<p>
	Existe uma gama de informações sobre os efeitos dos anabolizantes no organismo. O primeiro ele pôde constatar pessoalmente no passado quando jogava futebol na faculdade: fez um ciclo (oito semanas) de uma droga bastante leve e parou no tempo certo para não ser pego no antidopping da NCAA. A sua opinião é que se você não tiver um objetivo específico, como seguir uma carreira esportiva ou ser um fisiculturista, então, você provavelmente não precisa ingerí-los.
</p>

<p>
	Antes de Mercer começar o ciclo, ele fez suas próprias pesquisas para saber tudo o que podia a respeito tanto dos perigos quanto das benéfices dos esteróides. A realidade é que aprendeu ao longo dos anos. Por meio da internet, soube que a maioria das informações estão em alemão, mas, de início, leu uma matéria escrita por Dan Duchaine – o guru e um dos maiores conhecedores do assunto – na revista Muscle Media.
</p>

<p>
	Os textos redigidos por médicos trazem reiteradamente a mesma palavra: abuso. O que é preciso entender é a diferença entre o uso e o abuso de esteróides. A grande quantidade deles, como de qualquer outra substância, é prejudicial à saúde.
</p>

<p>
	Assim, se você decidir realizar um ciclo, deve fazê-lo com inteligência. Wayne aconselha a, primeiramente, ir ao médico, fazer um exame de sangue, especialmente para checar se o fígado encontra-se em condições normais. Depois disso é que se deve esclarecer ao doutor quais os seus planos para que ele lhe dê conselhos adicionais.
</p>

<p>
	Após quatro semanas do ciclo, é bom que se faça outro exame de sangue. Daí, sim, você decidirá o que fazer e por quanto tempo. É o melhor modo de se determinar o que é uso, abuso e, até mesmo, estabilidade.
</p>

<p>
	Quanto aos efeitos colaterais, geralmente, associam-se os esteróides-anabolizantes a um comportamento agressivo (“roid rage”), o que pode variar de pessoa para pessoa.
</p>

<p>
	O autor descreve que, em sua experiência pessoal, sentiu-se pouquíssimo nervoso, porém, se naturalmente você for uma pessoa agitada, a sua ingestão faz com que se acirre o nervosismo. Há outros, por quais ele não passou, tais como queda de cabelo, encolhimento dos testículos, ginomastia, ocorridos, principalmente, com quem faz muitos ciclos seguidos.
</p>

<p>
	O corpo acusa um nível elevado de testosterona e pára a sua produção. Isso acontece porque, por vezes, quem vende “bomba” não oferece HCG, Andro, DHEA ou tribulus, os quais estimulam o corpo a produzir testosterona naturalmente. A ginomastia ou “tetas” podem ser prevenidas pelo uso do chrisin, espécie de tratamento terapêutico, uma vez que evita a transformação de testosterona em estrogênio.
</p>

<p>
	O autor diz que a sua motivação foi estética e que faria tudo de novo, pois os efeitos positivos superam os negativos se o ciclo de esteróides for realizado com cuidado e responsabilidade.
</p>

<p>
	<strong>Autor do texto em inglês:</strong> Wayne Mercer (CMERCER@hot.rr.com)
</p>

<p>
	<strong>Interpretação do texto em inglês realizada por:</strong> Oksana Maria
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><strong>FONTE do artigo:  bodybuilding.com/fun/mercer6.htm</strong></span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">32</guid><pubDate>Tue, 15 Sep 2009 14:10:00 +0000</pubDate></item><item><title>Horm&#xF4;nio do Crescimento - GH</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/horm%C3%B4nio-do-crescimento-gh-r21/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_10/gh.jpg.9074c252cfa34ca2a1ada54e3e586a67.jpg" /></p>
<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Hormônio do Crescimento - GH</strong></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Introdução</strong></span>
</p>

<p>
	O hormônio do crescimento (GH) é um polipeptídio produzido e secretado por células especializadas localizadas na hipófise anterior, e cuja principal função é a promoção do crescimento e desenvolvimento corporal (1). A secreção do GH é mediada por dois fatores: hormônio de liberação do hormônio do crescimento (GHRH) e o hormônio do crescimento (Somatostatina). Os estímulos para a produção de GH são a diminuição da glicose ou dos ácidos graxos livres, aumento da arginina e jejum, IV estágio do sono, exercício físico, estresse, entre outros. A principal ação do GH sobre o crescimento pode ser considerada indireta, sendo que o hormônio do crescimento age diretamente sobre as células do fígado, aonde se liga ao seu receptor e induz uma série de eventos que acabam por resultar, entre outros, na produção do fator de crescimento semelhante à insulina IGF-1 (ou somatomedina C). IGFs são fatores de crescimento com estrutura molecular homóloga à da insulina, encontrados na forma de IGF-1 e IGF-2, sendo sintetizados pelo fígado e pela maioria das células orgânicas , em resposta à ativação promovida pelo GH ou de forma GH-independente. Os IGFs influenciam no crescimento, diferenciação e metabolismo celulares e encontram-se ligados a proteínas carreadoras denominadas IGFBPs (IGFBPs 1,2,3,4,5 e 6). (2)
</p>

<p>
	O GH pode aumentar a oxidação de ácidos graxos perante uma restrição calórica, acelera a lipólise, promove uma conservação de nitrogênio e alterações da composição corporal. Adultos com deficiência de GH podem apresentar aumento da gordura corporal e uma redução de massa magra, em relação a adultos normais, podendo ter importantes conseqüências metabólicas no metabolismo lipídico, levando a um aumento do risco de doença cardiovascular (3).
</p>

<p>
	Atualmente existem no mercado brasileiro duas formas de se administrar o hormônio de crescimento: frascos para diluição e posterior aplicação através de seringas e canetas com a medicação em solução pronta para aplicação. No Sistema Único de Saúde (SUS), o produto atualmente adquirido deve ser aplicado através de seringas. A não utilização de canetas, pelo SUS, é atribuída ao maior custo da medicação. Estudos indicam que a administração de GH através de caneta é mais conveniente, melhor aceita pelos pacientes e resulta em menor desperdício quando comparada com o tratamento por seringa (4).
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Administração do GH em pacientes com deficiência</strong></span>
</p>

<p>
	Geralmente o GH é utilizado em idosos, indivíduos com HIV-positivo, idosos e jovens. O tratamento com GH para pacientes com deficiência do mesmo foi realizado inicialmente com a administração de GH obtido a partir da hipófise de cadáveres humanos. Porém esta forma de tratamento foi suspensa em 1985 por estar relacionada à ocorrência da doença de Creutzfeldt-Jakob (encefalopatia). Nesse mesmo período tornou-se disponível a somatropina humana recombinante, forma biossintética que substituiu o tratamento anterior (1).
</p>

<p>
	É recomendado para quem têm deficiência de GH a utilização de Somatropina 0,025–0,035mg/kg/dia administrados via subcutânea à noite 6–7 vezes/semana. As apresentações comerciais disponíveis no Programa de Medicamentos Excepcionais são de 4 e 12UI por frasco ampola. A fórmula de conversão é 3UI equivalem a 1mg. Existem apresentações comerciais com volumes de diluente diferentes para a mesma dose de hormônio, o que deverá ser observado quando da prescrição e orientação ao paciente (1).
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Riscos do uso indiscriminado do GH</strong></span>
</p>

<p>
	A terapia com GH em doses elevadas pode acarretar, de forma dose-dependente, resistência à insulina e pode desencadear também diabetes mellitus tipo 2 em pacientes predispostos, além de Acromegalia e aparecimento de traços acromegalóides (5). Acromegalia pode ser definida como um crescimento desproporcional em diversas vísceras, tecidos moles, órgãos internos e alguns ossos membranosos como os das mãos, pés, nariz e mandíbula.
</p>

<p>
	Além disso, em alguns indivíduos o GH diminui os níveis do hormônio T3 (ativo) enquanto aumenta a Tireóide inativa T4. Quando os valores de T3 são baixos o ritmo da síntese protéica pode diminuir, o que conseqüentemente pode diminuir também o anabolismo muscular. Nesse sentido, é importante manter alto a atividade da glândula tireóide. Para evitar este efeito indesejável do GH alguns atletas usam também o CYTOMEL (triyodotironina de sódio fabricado sinteticamente que se assemelhar ao tricodide-thyronine do hormônio tiróide natural (L-T3). E também administrado com esteróides anabólicos altamente androgênicos, como Hemogenin, Halotestin, Deposteron e outros.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Aplicações práticas</strong></span>
</p>

<p>
	Em forma liofilizada, o GH deve ser mantido constantemente a uma temperatura entre 2 - 8 graus centígrados, e, a partir do momento em que for dissolvido, devem ser consumidos no máximo em 7 dias, sob o risco de perder o seu valor biológico.
</p>

<p>
	O GH é utilizado tanto para ganho de massa muscular tanto para queima de gordura, mesmo com certa “desconfiança” por parte do meio científico quanto a sua eficácia. Alguns atletas que praticam treinamentos intensos, com algum risco para suas articulações também utilizam esta droga, tendo em vista a fama que esta droga têm na sobre o tecido conjuntivo, tendões, etc.
</p>

<p>
	O efeito do GH sobre a diminuição da massa gorda corporal parece demorar em média 4 semanas, enquanto que os efeitos sobre o ganho de massa muscular parecem demorar mais ainda. É comum atletas utilizarem outras drogas associadas ao GH, para maximizar o ganho de massa muscular. Mais do que isso o GH parece fazer efeito no ganho de massa muscular apenas com a associação com outras drogas. Uma droga muito associada com o GH é a insulina, como exemplo temos a insulina Humulin- R (esta é uma insulina relativamente rápida, com meia-vida de 4-6 horas).
</p>

<p>
	Um aspecto que deve ser levada em consideração é o efeito que o GH exerce sobre a mobilização de gorduras, conhecida como lipólise. O GH aumenta a lipólise, então ao administrar o GH antes de uma atividade física intensa ou de longa duração o processo de lipólise estará mais acelerado ainda, tendo em vista que este processo já está acontecendo no organismo (6). Então não é recomendado que se utilize o GH antes de praticar uma atividade física exaustiva, pois aumentaria a acidose muscular diminuindo o rendimento além dos riscos a saúde. Cuidado quanto a isto!!!
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Ciclos utilizados</strong></span>
</p>

<p>
	A administração pode ser crescente de 5-8ui/dia durante 3 meses e meio.
</p>

<p>
	Ou 2UI de GH de manha e 2 UI a noite, depois de treinar. Muitos atletas utilizam estas dosagens por meses, chegando em alguns relatos a ciclos de 1 ano sem pausas!
</p>

<p>
	Já outros com doses menores, 2UI/dia mais também com longos prazos, entre 2 à 6 meses.
</p>

<p>
	Normalmente alguns atletas utilizam juntamente com as doses de GH, 6 UI de Humulin- R (esta é uma insulina relativamente rápida, com meia-vida de 4-6 horas) às seis da manha e 4 UI oito horas mais tarde ou depois do treinamento.
</p>

<p>
	Estes atletas se asseguram de ingerirem 60 g de carboidratos no café da manha e 40g com a segunda injeção de insulina. Eles alegam que isto parece resolver o problema de resistência a insulina e, portanto de permitir a iniciar o anabolismo. Prevendo qualquer problema a respeito da glicemia, estes atletas costumam carregar sempre algumas ampolas de glucagon (hormônio contrario a insulina) de modo que se verificam algum problema, possam manter a glicemia sobre controle antes de acontecer o pior.
</p>

<p>
	Estudos recentes indicam que 3,5% dos atletas americanos usaram hormônio de crescimento em doses elevadas de 3 a 8 mg diariamente por várias semanas, meses antes de eventos esportivos internacionais. Outras informações nos levam a acreditar que atletas que usaram substâncias anabólicas (geralmente hormônios tipo masculino ou androgênicos) também usaram, concomitantemente, 10 mg intramuscular de GH diariamente, o que é uma superdose de GH (7).
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><strong>Referências</strong></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">1 – Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas deficiência de hormônio do crescimento – hipopituitarismo somatropina. Ministério da saúde secretaria de ciência, tecnologia e insumos estratégicos departamento de assistência farmacêutica. Portaria SCTIE nº 67 de 06 de novembro de 2006.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">2 - Gomes, J.R.; Caetano, F. H.; Hermini, H. A.; Rogatto, G. P.; Luciano, E. Efeitos do treinamento físico sobre o hormônio do crescimento (GH) e fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1) em ratos diabéticos. R. bras. Ci. e Mov. 11(3): 57-62, 2003.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">3 - Halpern, Alfredo ; Mancini, Marcio Corrêa ; Cercato, Cíntia ; Villares, Sandra Mara F. ; Costa, Ana Paula A.C. . Efeito do hormônio de crescimento sobre parâmetros antropométricos e metabólicos na obesidade andróide. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia &amp; Metabologia, v. 50, p. 68-73, 2006</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">4 - Marchisotti, F. G. ; Carvalho, L. R. S. ; Berger, K. ; Arnhold, I. J. P. ; Mendonça, B. B. . Tratamento da deficiência do hormônio de crescimento (GH) em crianças: Comparação entre o uso de canetas versus frascos/seringas. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia &amp; Metabologia, v. 51, p. 1093-1096, 2007.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">5 - Cutfield WS, Wilton P, Bennmarker H, Albertsson-Wikland K, Chatelain P, Ranke MB, et al. Incidence of diabetes mellitus and impaired glucose tolerance in children and adolescents receiving growth-hormone treatment. Lancet; 355:610-3, 2000.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">6 - Peres, RAN. ; Guimarães Neto, WM. Guerra metabólica manual de sobrevivência. 2° edição. Midiograf. Londrina, 2005.</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">7 - Phillips WN. Anabolic reference guide, 10° Ed, 2005.</span>
</p>

<p>
	<em><span style="font-size:12px;">Matéria de Gustavo Barquilha Joel e Luis Gustavo da Silva Rodrigues.</span></em>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">21</guid><pubDate>Sat, 15 Aug 2009 12:02:00 +0000</pubDate></item><item><title>Ester&#xF3;ides e a Lei</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/ester%C3%B3ides-e-a-lei-r15/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd2a0d78a98_monthly_2015_0855dd1e57079aa_monthly_2015_08d5ee1adad70947efb52b8a06a0423fb3.jpg.3b98fcabc1385da7fa9c23f7eec81481.jpg.cddb5d4caa0beb68ae2356ec12b553cf.jpg.9cf9c63549a8eeba6ead6db2d8c56ae6.jpg" /></p>
<p>
	O advogado Marcelo Cintra publicou artigo no site do escritório Bueno &amp; Constanze Advogados onde conclui que a venda ilegal de anabolizantes não configura crime de tráfico de drogas.
</p>

<p>
	Somente no caso de substâncias proibidas de entrar no Brasil é que poderia se configurar o crime de contrabando.
</p>

<p>
	Leia o artigo do jurista:
</p>

<p>
	<em>"Prática muito corriqueira em academias e por esportistas de alto desempenho, e a utilização de substâncias químicas (esteróides), para aumentar seus rendimentos físicos.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Esteróides são lipídeos (gorduras) que são encontrados em plantas e animais. São incluídos neste grupo de substâncias o colesterol, numerosos hormônios, precursores de vitaminas, ácidos biliares, alcoóis (esteróis) e venenos. Neste contexto esportivo, esteróides são sinônimos de esteróides anabolizantes ou simplesmente anabolizantes, que são substâncias dopantes utilizadas por atletas para melhorar seu desempenho físico.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Os esteróides anabolizantes são hormônios naturais ou sintéticos que tem como função, promover o crescimento e a divisão celular, gerando um grande aumento da massa muscular. A testosterona é o esteróide anabolizante natural mais conhecido e utilizado por atletas.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Apesar desta substância promover o crescimento físico rapidamente, o abuso de esteróides anabolizantes causa inúmeras reações adversas, tais como: elevação dos níveis pressóricos e do colesterol sangüíneo, irritabilidade e agressividade, depressão, acne intensa, calvície precoce, impotência sexual e atrofia testicular. Em homens, pode ocorrer ginecomastia. Em mulheres, masculinização.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Tais risco foram inclusive reconhecidos internacionalmente e pela legislação brasileira, que definiu as substâncias que necessitam controle especial e os procedimentos para sua prescrição e dispensação.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Apesar de nossa legislação definir expressamente as substâncias que podem circular, e a forma de sua circulação, não e difícil encontrarmos tais substâncias circulando livremente em academias, podendo ser adquiridas sem qualquer prescrição médica ou qualquer controle.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Ai se pergunta, quais as penalidades para quem comercializa tais substancias sem as devidas receitas médicas ou ainda clandestinamente?</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Do ponto de vista técnico, os anabolizantes não se enquadram no conceito de substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, como descrito no parágrafo único do artigo 1º, da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, in verbis, tão pouco se encontra relacionada em listas atualizadas periódicamente pelo Poder Executivo da União como substância que cause dependência física.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Art. 1°. Esta Lei institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas e define crimes.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Parágrafo único. Para fins desta Lei, consideram-se como drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periódicamente pelo Poder Executivo da União.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Assim, o comércio ilegal de substâncias anabolizantes não poderia ser reprimido pela citada lei, tampouco pelo artigo 243, in verbis, da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), por força do princípio da legalidade penal.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Art. 243. Vender, fornecer ainda que gratuitamente, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente, sem justa causa, produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica, ainda que por utilização indevida:</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Pena - detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave. (Redação dada pela Lei n° 10.764, de 12.11.2003).</em>
</p>

<p>
	<em>Poderíamos também discutir o enquadramento da venda irregular de anabolizantes à luz do artigo 278 do Código Penal, uma vez que a expressão substância nociva à saúde, contida em seu verbo, tem gerado divergências entre a jurisprudência e/ou a doutrina.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Outras substâncias nocivas à saúde pública</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Art. 278 - Fabricar, vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, entregar a consumo coisa ou substância nociva à saúde, ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal:</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Contudo, devemos nos atentar principalmente em até que ponto um medicamento pode ser considerado uma substância nociva à saúde? É possível para o farmacêutico controlar a destinação final do produto? O que podemos te certeza, é que a venda de medicamento em desconformidade com a receita médica é punida nos termos do artigo 280 do Código Penal:</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Medicamento em desacordo com receita médica</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Art. 280. Fornecer substância medicinal em desacordo com receita médica:</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Pena - detenção, de um a três anos, ou multa.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Modalidade culposa</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Parágrafo único. Se o crime é culposo:</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Pena - detenção, de dois meses a um ano.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Contudo, a venda de um medicamento sem a devida receita médica não constituiria crime, uma vez que o tipo penal acima transcrito e taxativo, falando apenas em fornecer substância medicinal em desacordo com a receita médica.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_06_2013/ccs-69938-0-30452500-1370362717.jpg" rel="" data-fileid="2848" data-fileext="jpg"><img alt="ccs-69938-0-30452500-1370362717.jpg" data-fileid="2848" style="height: auto;" width="300" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_06_2013/ccs-69938-0-30452500-1370362717.jpg" loading="lazy" height="276"></a>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>É necessário destacar, ainda, que muitos anabolizantes não têm o seu devido registro na Agencia Nacional de Saúde, entrando no mercado brasileiro ilegalmente, por meio do contrabando. Assim, o acesso aos anabolizantes por parte de atletas, especialmente nas academias de ginástica, indica, antes, problemas com a comercialização ilegal do produto, além do mais, pode-se verificar, que as vendas irregulares dessas substâncias ocorrem ainda, em casas agropecuárias e pela internet.</em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>Enxergando referido problema, foi proposto perante o senado projeto de Lei, PLS nº 124, de 2005, que pretende a criminalização específica da venda irregular de esteróides ou peptídeos anabolizantes, o que certamente contribuirá para o combate a essa prática."</em>
</p>

<p>
	Dados do Artigo
</p>

<p>
	Autor: Bueno e Costanze Advogados
</p>

<p>
	Contato: franmarta@terra.com.br
</p>

<p>
	Informações Bibliográficas:
</p>

<p>
	Conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), este texto científico publicado em periódico eletrônico deve ser citado da seguinte forma:
</p>

<p>
	Costanze, Bueno Advogados. (ESTERÓIDES E A LEI). Bueno e Costanze Advogados, Guarulhos, 12.02.2009. Disponível em:
</p>

<p>
	<strong>FONTE:</strong> Escritório Bueno &amp; Constanze Advogados - <a href="http://buenoecostanze.adv.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=4506&amp;Itemid=81" rel="external nofollow">http://buenoecostanze.adv.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=4506&amp;Itemid=81</a>
</p>

<p>
	<strong>Atenção:</strong> Apesar de a venda ilegal de anabolizantes não configurar tráfico de drogas, não deixa de ser uma atividade ilícita. No Brasil, esteróides anabolizantes somente podem ser vendidos em farmácia e com a apresentação de prescrição médica.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">15</guid><pubDate>Wed, 15 Jul 2009 11:25:00 +0000</pubDate></item><item><title>Bigger Stronger Faster - Cr&#xED;tica aos Her&#xF3;is Norte-Americanos e Preconceito no uso de Esteroides Anabolizantes</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/bigger-stronger-faster-cr%C3%ADtica-aos-her%C3%B3is-norte-americanos-e-preconceito-no-uso-de-esteroides-anabolizantes-r13/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_11/bigger-stronger-faster.jpg.e789267e9806783b5cc75f8cecbf4116.jpg" /></p>
<p>
	O documentário <em><strong>Bigger Stronger Faster - Is it still cheating if everyone's doing it?</strong></em> (em tradução livre: <strong>Maior Mais Forte Mais Rápido - deixa de ser trapaça quando todo mundo trapaceia?</strong>) é uma crítica acirrada à cultura norte-americana, onde a população se apresenta contrária ao uso de anabolizantes esteróides nos esportes e para fins estéticos, mas ao mesmo tempo venera atletas que fazem uso de substâncias ilegais.
</p>

<p>
	Dentre os famosos que são venerados pelos norte-americanos, e que fazem ou que fizeram uso de anabolizantes esteróides, o filme apresenta Hulk Hogan, Sylvester Stallone, e Arnold Schwarzenegger.
</p>

<p>
	Segundo o documentário essas personalidades influenciam crianças, jovens e adultos apresentando físicos extremamente musculosos, mas escondem a verdade por trás das montanhas de músculos: anabolizantes esteróides.
</p>

<p>
	O filme apresenta uma realidade obscura dos esportes de elite, que não incomoda apenas o fisiculturismo de alto rendimento, mas praticamente todas as modalidades esportivas que dependem de músculos fortes e rápidos: o doping.
</p>

<p>
	Para o documentário, o atleta de elite é compelido a usar anabolizantes para atingir o topo nos esportes, sem os quais nunca seria um campeão, certo que todos os competidores fazem uso de alguma substância proibida.
</p>

<p>
	São apresentados no vídeo os casos dos velocistas Ben Johnson e Carl Lewis, do ciclita Floyd Landis e dos jogedores de baseball José Canseco, Barry Bonds e Mark McGwire.
</p>

<p>
	No filme são entrevistados médicos, advogados, parlmentares, atletas profissionais e ratos de academia.
</p>

<p>
	O autor do documentário critica o pânico que a mídia levanta em torno dos anabolizantes, sem base científica ou prática para tratá-los como drogas homicidas.
</p>

<p>
	Apresenta 450.000 como o número de mortes causadas por cigarro a cada ano; 75.000 por álcool; e apenas 3 por anabolizantes esteróides.
</p>

<p>
	Nos números de emergência de hospital, o documentário apresenta como primeiro colocado no lista o álcool, como segundo colocado a cocaína, terceiro a maconha, e somente na centésima quadragésima segunda posição os anabolizantes esteróides.
</p>

<p>
	Há no documentário depoimento do médico Norm Fost, segundo o qual não haveria dúvida de que os esteróides anabolizantes esteróides causam sérios efeitos colaterais, mas que eles não teriam sido devidamente demonstrados ainda.
</p>

<p>
	Também há depoimento do médico Gary Wadler, que é contra os anabolizantes e representa a entidade Antidoping, e que diz que os efeitos colaterais dos esteróides não podem ser demonstrados porque seria antiético.
</p>

<p>
	No filme são apresentados os efeitos colaterais da Vitamina C, pelo médico Carlon Colker, e que são muito semelhantes àqueles imputados aos anabolizantes esteróides. Segundo o médico, até amendoim é perigoso, pessoas alérgicas podem morrer por causa dele. Mas não é por isso que o amendoim é proibido para consumo.
</p>

<p>
	Um dos irmãos do produtor do documentário, que é usuário de esteróides, diz que sentiu como efeitos colaterais: acne e crescimento de pelos no peito e nas costas. O outro irmão, que também é usuário da droga, afirma que ao usar esteróides tem reduzidas as "bolas do saco".
</p>

<p>
	<img alt="bigger_stronger_faster_02-213x300.jpg" data-loading="true" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/bigger_stronger_faster_02-213x300.jpg" loading="lazy">
</p>

<p>
	Uma atleta profissional diz que o efeito colateral é o som grosso da voz e o crescimento de pelos.
</p>

<p>
	De acordo com o documentário, não haveria alteração de personalidade pelo uso de esteróides, ou ataques de raiva, como é divulgado na mídia.
</p>

<p>
	Segundo o documentário, os esteróides anabolizantes têm sim efeitos colaterais, como qualquer outro medicamento, mas eles seriam reversíveis com o fim do uso da droga. São mencionados os seguintes efeitos colaterais: acne, crescimento de pelos, aumento do colesterol, diminuição dos testículos e diminuição dos espermas (até mesmo esterilidade). Todos esses efeitos seriam reversíveis.
</p>

<p>
	Para o produtor do documentário, os esteróides não causam calvície (mas podem adiantá-la se for um traço genético).
</p>

<p>
	Os esteróides também causam ginecomastia nos homens, e nas mulheres, além de acne e crescimento de pelos, causam engrossamento da voz, problemas menstruais e podem aumentar o clitóris. Alguns desses efeitos não seriam reversíveis.
</p>

<p>
	Nas crianças, os esteróides poderiam prejudicar o crescimento dos ossos, mas isso não foi provado.
</p>

<p>
	Também não foi provado que os esteróides causam câncer ou problema nos rins. Problemas no fígado seriam causados apenas por esteróides de administração oral.
</p>

<p>
	Quanto aos problemas de coração, diz o documentário que não há prova que os esteróides os causem, mas afirma que baixa testosterona também traz problemas de coração.
</p>

<p>
	No que toca à agressividade, o documentário afirma que apenas 5% da população apresenta esse efeito colateral.
</p>

<p>
	Sobre efeitos colaterais a longo prazo, não se pode dizer nada, porque não há nenhum estudo.
</p>

<p>
	Em entrevista, o advogado Rick Collins afirma que a sociedade norte-americana aceita que as pessoas se exponham a inúmeros riscos desnecessários, tais como cirurgias plásticas, lipoaspirações, bungee jump, saltos de pára-quedas, esquiar na neve e assim por diante. Os riscos dessas atividades são tremendos, sem qualquer necessidade. Se todos esses riscos são permitidos, por que não permitir o uso de anabolizantes esteróides para fins estéticos?
</p>

<p>
	De acordo com o advogado, os usuários de esteróides são em sua grande maioria (85%) ratos de academia, e não atletas, o que não justificaria a proibição dos esteróides por razões de trapaça nos esportes.
</p>

<p>
	No vídeo é apresentada uma entrevista com o médico Wade Exum, diretor do comitê olímpico norte-americano de controle de doping, o qual revelou que mais de 2.000 atletas falharam no antidoping, mas que os resultados foram escondidos.
</p>

<p>
	O documentário ainda aborda o caso nebuloso de um adolescente que se suicidou e cujos pais e a mídia culparam os esteróides, o que deu origem a uma lei dura contra os anabolizantes no Congresso norte-americano. No entanto, o adolescente tinha outros problemas completamente alheios aos anabolizantes.
</p>

<p>
	Por fim, o filme critica a indústria de suplementos alimentares, a falta de controle sobre os produtos e as propagandas enganosas em torno dela.
</p>

<p>
	Em resumo, o documentário é uma forte crítica a alguns valores sociais. Permite-se que o cidadão assuma inúmeros riscos sem necessidade, para fins estéticos ou de prazer, mas não se permite que use esteróides.
</p>

<p>
	Cigarro e álcool são drogas que matam milhares de vezes mais do que esteróides, mas são permitidos. Não há demonstração científica de que os esteróides causem mortes, mas eles são os primeiros a serem apontados como causa de morte quando algum de seus usuários falece.
</p>

<p>
	E os grandes heróis norte-americanos, produtos de filmes como Rocky, Rambo, Exterminador do Futuro e outros, foram estrelados por pessoas que usam ou usavam esteróides, mas são veneradas pelos mesmos que condenam o uso das drogas.
</p>

<p>
	<strong>Assista ao filme no YouTube:</strong>
</p>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allowfullscreen="true" frameborder="0" height="344" id="ips_uid_8125_8" src="https://www.youtube.com/embed/h8ADP6C7rKM?feature=oembed" width="459" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	Obs.: <strong>Atenção:</strong> Apesar de o documentário criticar a proibição do uso de anabolizantes para fins estéticos, cumpre lembrar que no Brasil a sua venda também é proibida para esse fim. Somente podem ser adquiridos por razões de saúde e com prescrição médica. Não se esqueça que todos os medicamentos têm efeitos colaterais, e o mau uso de anabolizantes pode causar severos efeitos colaterais.
</p>

<p>
	Você acha que os anabolizantes esteróides deveriam ser permitidos para fins estéticos?
</p>

<p>
	Ninguém duvida que os esteróides anabolizantes proporcinam impressionantes ganhos de força e massa muscular, mas o seu usuário se sujeita a riscos por conta de efeitos colaterais já comprovados, bem como por outros ainda não demonstrados.
</p>

<p>
	Se a sociedade aceita o consumo de drogas como o álcool e o cigarro (que comprovadamente causam severos danos à saúde), e de intervenções cirúrgicas de risco para fins estéticos (desnecessárias), deveria também aceitar o uso de anabolizantes por adultos para melhora da massa muscular e aparência geral do corpo?
</p>

<p>
	A proibição ou a liberação do uso depende de lei, e a lei, em teoria, decorre da vontade do povo.
</p>

<p>
	Criamos em nosso fórum um tópico para que os usuários discutam sobre o uso de anabolizantes esteróides para fins estéticos. Se você é contrário ou a favor, não deixe de expressar a sua opinião.
</p>

<p>
	<strong>Para participar da discussão, clique no link abaixo:</strong>
</p>
<iframe class="ipsEmbed_finishedLoading" data-embedcontent="" data-embedid="embed4482837375" frameborder="0" id="ips_uid_8125_9" scrolling="no" src="https://fisiculturismo.com.br/forum/topic/74999-opiniao-anabolizantes-esteroides-e-fins-esteticos/?do=embed" style="overflow: hidden;" loading="lazy"></iframe>]]></description><guid isPermaLink="false">13</guid><pubDate>Wed, 15 Jul 2009 11:17:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
