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<rss version="2.0"><channel><title>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Gente</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/page/2/?d=1</link><description>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Gente</description><language>pt</language><item><title>Shawn Ray: disciplina, identidade e as li&#xE7;&#xF5;es de uma lenda sem coroa</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/shawn-ray-disciplina-identidade-e-as-li%C3%A7%C3%B5es-de-uma-lenda-sem-coroa-r1062/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_08/shawn-ray-aula-ginasio-capa.webp.34c7e4fef06240d369b2967fd6b532f2.webp" /></p>
<p>Shawn Ray ocupa um lugar estranho e fascinante no fisiculturismo: é tratado como uma das grandes referências estéticas da era de ouro moderna, passou anos batendo na porta do Mr. Olympia, construiu carreira antes da internet e ainda assim virou uma voz incômoda justamente por falar com franqueza. Em "#97 - Shawn Ray", do Cutler Cast, a trajetória dele aparece menos como nostalgia e mais como uma aula sobre identidade, ambição, bastidor e saída inteligente do palco.</p>

<p>A história é forte porque não depende de uma coroa do Olympia para ter peso. Ray foi campeão nacional, campeão do Arnold Classic, presença constante entre os melhores do mundo e um dos físicos que ajudaram a formar o imaginário de muita gente que começou a treinar nos anos 1990. O ensinamento central é simples: no fisiculturismo, vencer não é apenas levantar troféu. Também é entender o próprio valor, saber quando mudar de rota e não deixar que o esporte consuma toda a vida.</p>

<h2>O mentor que mostrou o fim da estrada</h2>

<p>Antes de Shawn Ray existir como nome forte do bodybuilding, havia um adolescente com passado no futebol americano e um mentor chamado John Brown. A importância de Brown não foi apenas ensinar exercício. Ele mostrou, na prática, o que a linha de chegada poderia ser.</p>

<p>Ver um fisiculturista viajando, negociando, aparecendo em revistas, circulando em clubes e sendo tratado como celebridade deu forma a um sonho que ainda parecia distante. Para um garoto que não tinha amigos no esporte e vinha de outra cultura atlética, isso mudou tudo.</p>

<p>A ordem era direta: comer, dormir e treinar. Ray copiava o que via. Se o mentor tirava cochilo, ele tirava cochilo. Se mandava comer carne moída com carboidrato, ele comia. O método podia parecer bruto, mas trouxe uma lição que atravessa gerações: no começo, uma referência concreta pode valer mais do que mil teorias soltas.</p>

<p>Ray tinha 17 anos quando começou a trocar as anilhas de Brown na academia e treinar com o colega de quarto dele. Apanhou tanto que chegou a vomitar algumas vezes e a sumir dos treinos que sabia que seriam duros. Brown insistia com uma frase que Ray compara à relação de Cus D'Amato com Mike Tyson: você vai ser campeão nacional juvenil. A rotina de imitação incluía 1 kg de carne moída com massa por dia, porque era o que um adolescente conseguia preparar sozinho.</p>

<p>O lado promocional também foi copiado. Ray só descobriu tempo depois que, sempre que entrava em uma boate, Brown passava um bilhete ao DJ pedindo que a música parasse 15 ou 20 minutos depois para anunciar que havia um Mr. Universo na casa. Era publicidade fabricada, e o adolescente sentado ao lado achava que aquilo era fama espontânea.</p>

<h2>Do futebol ao palco</h2>

<p>O plano original era o futebol americano. Ray era atleta de destaque na escola, teve camisa aposentada e chegou a ter o nome da família marcado em uma rua ligada à memória esportiva local. A mudança de rota veio após uma lesão no joelho e uma escolha prática: voltar ao caminho do futebol ou perseguir o Teen Nationals.</p>

<p>Os detalhes ajudam a entender o tamanho da decisão. A camisa aposentada na El Dorado High School era a número 1, e a rua com o sobrenome da família fica em uma cidade que também homenageia Michael Chang, Janet Evans e os irmãos Boone. A lesão no joelho foi um estiramento, não uma ruptura, e o tempo parado empurrou o calendário: o jogo das estrelas caía no mesmo fim de semana do Teen Nationals.</p>

<p>A primeira tentativa não entregou o título geral. Esse segundo lugar, longe de matar o projeto, deu motivo para voltar. Aos 19 anos, Ray venceu o Teen Nationals. Depois vieram Junior Worlds, California, NPC Nationals e a marca de se tornar um dos mais jovens campeões gerais do Nationals.</p>

<p>O segundo lugar veio aos 18 anos. Na volta, em 1985, ele bateu Shane DiMora, Bob Cicherillo e Chris Faildo para levar o geral do Teen Nationals. O Junior World Championships foi na Austrália, onde conheceu Paul Graham. O NPC Nationals veio em outubro de 1987, poucas semanas depois de ele completar 22 anos, e tirou de Lee Haney o recorde de campeão geral mais jovem do torneio, marca que Ray afirma seguir de pé.</p>

<p>A lição aqui não é romântica. Ele não virou profissional porque "seguiu o coração" de forma vaga. Virou porque uma derrota específica acendeu um compromisso específico. Em atleta de alto nível, frustração bem usada vira combustível.</p>

<h2>A primeira surra no Olympia foi uma escola</h2>

<p>O Mr. Olympia de 1988 trouxe um choque. Ray chegava como promessa, já aparecia em capas, fazia participações e começava a ganhar dinheiro com o nome. Mas preparação de Olympia não se resolve desligando a agenda apenas um mês antes.</p>

<p>Ele sabia que estava fora do ponto ideal. Em vez de vender desculpa, usou o backstage como sala de aula. Observou Gary Strydom, Rich Gaspari, Lee Labrada, Albert Beckles, Robby Robinson e outros nomes que antes estavam nas paredes do quarto. Alguns ele já conseguia vencer mesmo em dia ruim. Outros ainda estavam acima.</p>

<p>O resultado foi duro: ficou fora do top 10, e Phil Hill, o atleta que tinha batido no Nationals do ano anterior, terminou uma posição à frente, por volta do 12º lugar. Ray passou o dia passando bronzeador em Gary Strydom e ajudando os concorrentes nos bastidores. A conta era simples de explicar: em janeiro ele já estava em todas as capas e viajando para fazer guest posing, e só desligou a agenda em agosto, a um mês do Olympia.</p>

<p>Naquele momento ele ainda vivia com pouco. O contrato inicial com Joe Weider era de US$ 1.000, o aluguel do apartamento era de US$ 700 por mês e o resto tinha que sair de aparições e fotos. O acordo de 1 ano assinado com Weider depois do Nationals durou 18 anos, com reajustes sempre combinados de boca, sem nenhum contrato novo no papel.</p>

<p>Essa é uma leitura madura de derrota: apanhar, medir a distância real e voltar ao trabalho. O palco mostrou que ele não estava pronto para vencer os melhores, mas também mostrou que não estava tão longe quanto imaginava.</p>

<h2>A suspensão que virou vantagem</h2>

<p>Em 1989, uma lesão no pescoço atrapalhou o treino para o Olympia. O acordo assinado com a organização gerou suspensão por não competir. O curioso é que Ray interpreta esse episódio como uma das melhores coisas que aconteceram na carreira.</p>

<p>Sem aparecer no mapa competitivo daquele ano, pôde se reorganizar. Ainda fazia guest posing, ainda mantinha o nome circulando, mas saiu da pressão imediata. Em 1990, venceu o Iron Man e mostrou que estava ali para ficar.</p>

<p>A lesão apareceu treinando com Mike Christian e travou elevação lateral, remada e levantamento terra. A quatro ou cinco semanas do Olympia, ele assinou o acordo de desistência e recebeu a suspensão.</p>

<p>O ano seguinte trouxe o episódio mais espinhoso da carreira. Ray venceu o Arnold Classic de 1990 e perdeu o título depois de um teste positivo para estanozolol que ele mesmo assume ter usado em janeiro, acreditando que a substância já teria saído do organismo. Não contestou a contraprova, devolveu o troféu no balcão da Gold's Gym e ficou sem uma premiação que estava reservada para a entrada de uma casa. Outros cinco competidores foram flagrados na mesma época. No Olympia daquele ano, com testagem antes do palco, ele passou e ficou em terceiro. Em 1991 voltou a Columbus e venceu o Arnold Classic, dessa vez com o título mantido.</p>

<p>Nem toda pausa é fracasso. Às vezes, o corpo força uma interrupção que a vaidade não teria coragem de escolher. O ponto é o que o atleta faz com esse intervalo.</p>

<h2>O físico atingível que virou referência</h2>

<p>Uma parte importante do apelo de Shawn Ray era parecer mais "atingível" do que monstros maiores. Isso não significa comum. Significa que a estética dele comunicava proporção, beleza corporal e possibilidade. Para quem via capas de revista, especialmente aquela imagem de estudante com livros, havia uma ponte entre o jovem comum e o fisiculturista profissional.</p>

<p>Essa foi a primeira capa dele na Flex, fotografada na escadaria da sede da Weider Enterprises, em Woodland Hills. Deu tão certo que, quando parou de competir, Ray era o modelo mais fotografado em capas da revista, marca que pertencia a Arnold Schwarzenegger.</p>

<p>Os números do físico explicam a sensação de proporção. Com 1,70 m, ele virou profissional pesando 89,4 kg (197 lb), subiu ao primeiro Olympia com 91,2 kg (201 lb) e considera que seus melhores anos foram por volta de 92,5 kg a 93,4 kg (204 a 206 lb), entre 1994 e 1996. Em 13 anos de carreira profissional, portanto, a variação de peso de palco foi de pouco mais de 4 kg.</p>

<p>Essa é uma das razões pelas quais o físico dele envelheceu bem. Nem todo corpo histórico continua desejável para novas gerações. Alguns impressionam pelo excesso. Ray impressionava pela combinação de massa, linha, cintura, apresentação e identidade visual.</p>

<p>A comparação com o Classic Physique é inevitável. O público costuma se aproximar de físicos que parecem aspiracionais, não apenas extremos. O tamanho assusta. A linha convence.</p>

<h2>Não copiar o monstro da vez</h2>

<p>Todo atleta sente pressão para perseguir o padrão vencedor. Nos anos de Dorian Yates, o recado era tamanho, densidade e dureza. Com Ronnie Coleman, o esporte viu algo ainda mais difícil de acompanhar. Ray reconhece que muita gente falava que ele precisava treinar como Ronnie, ser maior, mudar a abordagem e entrar na guerra de massa.</p>

<p>A resposta dele foi preservar o próprio caminho. Isso não significa que não buscasse evolução. Significa que sabia que sua arma principal era outra. Um atleta com linha, simetria e proporção raras pode perder exatamente o diferencial se tentar virar uma cópia mal-acabada do campeão dominante.</p>

<p>A comparação de escala deixa a escolha mais clara. Flex Wheeler estreou em 1993 com cerca de 98 kg (216 lb) e chegou perto de 111 a 113 kg (245 a 250 lb) alguns anos depois, com 1,78 m de altura. Ray manteve o mesmo padrão porque avaliava que não tinha estrutura para acompanhar aquela corrida, e credita a isso o fato de nunca ter sofrido lesão grave: não treinava na faixa de 3 a 5 repetições nem tentava provar força, e diz que tirava anilhas da barra em Venice Beach mesmo sob provocação.</p>

<p>Ele também é um dos pouquíssimos casos de carreira longa sem treinador e sem controle numérico da dieta. Nunca pesou comida, nunca contou caloria, ajustava carboidrato e água na última semana e usava cardio em jejum para secar. A imagem que usa em palestras é a do pintor: mesmo papel, mesmas tintas, quadros completamente diferentes, e alguém precisa vencer no fim.</p>

<p>A lição serve para qualquer nível: copiar o vencedor sem entender por que ele vence é uma armadilha. O treino, o shape, a estratégia e até o personagem precisam respeitar a matéria-prima individual.</p>

<h2>O Olympia que nunca veio</h2>

<p>Ray esteve perto do Mr. Olympia em mais de um momento. As discussões com Dorian Yates, as colocações altas, a leitura sobre lesões, abdômen, apresentação e critérios de julgamento fazem parte da memória do esporte. Ele não fala como espectador distante. Fala como alguém que esteve ao lado do campeão e sentiu a decisão no corpo.</p>

<p>Mas existe uma diferença entre criticar critério e inventar conspiração. Quando analisa derrota, ele separa o que é físico do que é política imaginada. Um bíceps rompido, um abdômen dilatado, uma apresentação ruim ou uma condição inferior são elementos julgáveis. Nacionalidade, religião e torcida não deveriam entrar nessa conta.</p>

<p>A conta da carreira dá 12 anos seguidos entre os cinco primeiros do Mr. Olympia. O segundo lugar de 1994, o mais doloroso, rendeu US$ 50 mil e a convicção de que a rotina final tinha fechado a disputa contra um Dorian Yates com bíceps machucado, abdômen estufado e bronzeamento escorrendo. Depois do prejulgamento, Ray conta que ninguém soube apontar o que estava errado nele.</p>

<p>A escadinha até lá foi feita perseguindo Lee Labrada, atleta de 79 kg a 84 kg (175 a 185 lb) que ele considerava a referência de apresentação. Em 1990 Labrada foi segundo e Ray terceiro, em 1991 Labrada foi quarto e Ray quinto, e só em 1993 Ray passou à frente. Em 1996 voltou ao segundo lugar em Chicago e em 1997 ficou em terceiro, em uma edição marcada pela reprovação de Nasser El Sonbaty no exame de diurético no ano anterior, episódio em que Kevin Levrone nunca recebeu a diferença de premiação nem a medalha de terceiro.</p>

<p>Essa postura é útil em tempos de internet. Torcida pode transformar resultado apertado em guerra cultural. Bodybuilding já é subjetivo o suficiente sem misturar narrativa externa com comparação de físicos.</p>

<h2>A briga por transparência e pelos menores</h2>

<p>Ray também tentou mexer no sistema por dentro. Defendeu mais transparência na pontuação, premiação para todos os classificados e reconhecimento de que os atletas usados para promover o evento também deveriam ser valorizados financeiramente.</p>

<p>O ponto mais interessante é que muitas mudanças não o beneficiariam diretamente. Ele já estava na reta final da fase competitiva. A defesa era para quem vinha depois.</p>

<p>A briga aconteceu na coletiva do Olympia de 2001, o ano da aposentadoria, e ele estava praticamente sozinho até Kevin Levrone apoiar em público. Quando se candidatou a representante dos atletas, Craig Titus o acusou de falsificar uma assinatura. Ray foi escolhido mesmo assim e acabou excluído da reunião, o que o fez desistir do cargo.</p>

<p>Esse incômodo aparece de novo na criação de espaço para atletas menores. Em 2007, ajudou a colocar de pé o primeiro 202 no New York Pro, com David Henry como vencedor. A ideia vinha de uma frustração real: homens do tamanho de Ray estavam desaparecendo do mapa em um esporte cada vez mais dominado por gigantes.</p>

<p>O detalhe pouco lembrado é que o dinheiro saiu do bolso dele. O acordo com a organização do New York Pro era simples: Ray bancava a premiação e a categoria entrava no evento já existente. Cinco atletas foram premiados, o nome dele não apareceu na disputa e o crédito ficou com o show. David Henry venceu aquela estreia e depois faturou o primeiro 202 do Olympia.</p>

<p>Hoje ele defende o caminho oposto, o de extinguir a 212, porque avalia que a diferença de nível encolheu. E cobra rédea nas concessões de shows profissionais: com uma taxa de sanção de US$ 8.000 mais juízes, hospedagem e premiação, um evento fraco acaba prejudicando a imagem da federação inteira.</p>

<p>Essa visão antecipa parte do raciocínio que sustentaria categorias mais leves e estéticas. Quando o esporte só premia tamanho absoluto, perde personagens, estilos e histórias que também vendem ingresso.</p>

<h2>Sair do palco antes de virar refém dele</h2>

<p>A aposentadoria não aparece como fuga covarde. Aparece como uma decisão de alguém que percebeu ter opções. Depois do Olympia de 2001, Ray já estava esgotado emocionalmente. Queria encerrar aquela rotina, construir família e descobrir um segundo capítulo.</p>

<p>O detalhe mais humano é a consciência do preço. Ele tinha carros, viagens, imóveis, status, contratos e reconhecimento. Ainda faltava algo que não se compra com troféu: família. Queria casar, ter filho e deixar de viver apenas como atleta.</p>

<p>A saída foi negociada em parcelas. Aos 36 anos, depois do Olympia de 2001, ele pediu a Joe Weider 1 ano de folga. No ano seguinte pediu mais um, porque ia se casar, o que aconteceu em 2003. Em 2004 veio a gravidez e, com ela, uma perda gestacional com 12 semanas, episódio que ele descreve como traumático e que Weider acolheu. Eram 13 anos sem nenhuma pausa desde a estreia profissional.</p>

<p>Fisiculturismo de elite é uma das atividades mais egoístas que existem. A rotina gira em torno do corpo, da comida, do sono, da imagem, da competição e do controle. Para vencer, é preciso aceitar certa dose de egoísmo. Para viver bem depois, é preciso saber desarmá-lo.</p>

<h2>A carreira depois da carreira</h2>

<p>Ray não desapareceu. Virou comentarista, mestre de cerimônias, promotor, embaixador, articulador de negócios e presença constante nos grandes eventos. A aposentadoria foi menos uma saída do esporte e mais uma troca de função.</p>

<p>Isso só é possível quando o atleta constrói repertório enquanto compete. Quem vive apenas de shape pode ficar perdido quando o shape deixa de ser o produto principal. Ray já pensava em promoção, rede de contatos e mercado antes de pendurar a sunga.</p>

<p>A conta que sustentava a carreira era feita de várias fontes pequenas. Ele cobrava cerca de US$ 2.000 por guest posing, fazia perto de três por mês, vendia por volta de 200 fotos a US$ 10 cada, lançou seis ou sete fitas de treino e alguns DVDs, e ainda encaixava aparições pagas em lojas de suplemento e seminários em academias próximas. Somando tudo, ganhava mais do que um show com US$ 10 mil de premiação, sem oscilar de peso e sem preparação química.</p>

<p>Antes da internet, a prospecção era manual: Ray pegava a lista de promotores publicada no fim das revistas, assinava à mão de 200 a 300 fotos e mandava tudo pelo correio, de graça, só para estar presente nas lojas e academias com o contato dele impresso atrás.</p>

<p>Ele também criou o formato de seminário no dia seguinte ao Olympia, reunindo de 10 a 12 atletas, com prêmio de US$ 10 mil para melhor poser e sorteios de viagens. O modelo pegou, o comitê do Olympia incorporou o evento ao ingresso oficial e Ray perdeu a possibilidade de competir com a própria criação.</p>

<p>Essa talvez seja uma das melhores lições para atletas jovens: a carreira competitiva é curta, mas a reputação pode ser longa. O corpo abre portas. O comportamento decide se elas continuam abertas.</p>

<h2>A internet mudou o bodybuilding</h2>

<p>Ray passou pela fase das revistas, fitas, DVDs, televisão e pay-per-view. A leitura dele é clara: a internet mudou a distribuição do esporte. A televisão não abandonou simplesmente o bodybuilding por falta de valor. O esporte encontrou outro caminho, mais barato, mais global e mais direto.</p>

<p>Isso explica por que Brasil, Oriente Médio, Rússia, China, Irã e outros mercados conseguem acompanhar competições e atletas sem depender de uma grade televisiva americana. O palco ficou mundial, mas também mais barulhento.</p>

<p>O gargalo, para ele, é o preço. Um pay-per-view de US$ 80 nos Estados Unidos pode equivaler a um mês de aluguel em outros países, e por isso Ray defende transmissão gratuita bancada por patrocínio, seguindo o caminho anunciado pelo Arnold. A conta é a mesma que o próprio esporte fez ao trocar a televisão pela internet: custo de produção menor e alcance maior.</p>

<p>Com mais alcance, vem mais opinião. Com mais opinião, vem mais confusão entre análise técnica, torcida, recorte político e ataque pessoal. A voz de Ray incomoda porque ele fala como ex-atleta que esteve no centro da comparação. Para alguns, isso é autoridade. Para outros, é arrogância.</p>

<h2>Ser controverso às vezes é apenas ser direto</h2>

<p>A fama de controverso nasce da franqueza. Quando um ex-campeão diz que um físico perdeu por determinado motivo, a crítica pesa mais do que a opinião de um comentarista comum. O atleta criticado pode sentir como ataque pessoal, mesmo quando o ponto é técnico.</p>

<p>A frase que resume bem essa função é dura: é melhor ouvir a crítica antes do show do que ouvir dos juízes depois que tudo acabou. Ninguém gosta de ser confrontado, mas bodybuilding é julgamento público do corpo. Quem entra nesse jogo precisa aprender a separar crítica de humilhação.</p>

<p>Ray paga o preço dessa postura. É amado e odiado. Ainda assim, mantém presença, opinião e utilidade. No fim, a pergunta não é se todo mundo gosta dele. A pergunta é se a análise ajuda o esporte a ficar mais honesto.</p>

<p>Ele dá exemplos de como isso funciona na prática. No Arnold Classic, William Bonac recusou posar para uma foto que Ray fazia como fotógrafo credenciado, alegando não querer se meter no atrito entre Ray e o treinador dele. E Ray reconhece que hoje pesa a mão diferente: comentar que Brandon Curry não mereceria o quarto lugar seria ignorar que ele competiu com uma úlcera no esôfago, tem quatro filhos em casa e ainda assim subiu ao palco. Na época em que competia, diz, teria chamado o resultado do que era.</p>

<p>O caso mais caro foi Dexter Jackson. Ray afirmou em um podcast que Jackson, um dos atletas mais vitoriosos da história, nunca o venceu. Os dois passaram um bom tempo sem se falar. Ray sustenta o fato e admite que, se tivesse continuado competindo até a idade em que Jackson ainda subia ao palco, aos 50 anos, provavelmente teria sido batido.</p>

<h2>Descansar também virou aprendizado</h2>

<p>Depois de décadas treinando desde os 17 anos, tirar um ano longe da academia virou experiência terapêutica. Caminhar na praia, ouvir podcasts, observar a vida fora da rotina de shake, treino e dor muscular trouxe outra relação com o corpo.</p>

<p>A pausa começou em 15 de novembro de 2022 e não foi planejada. Ele parou por causa da correria de um evento que promovia no Havaí, adiou o retorno para o Natal, adiou de novo para o Ano-Novo e acabou decidindo ficar 1 ano inteiro sem levantar peso, aos 58 anos, com retorno marcado para janeiro de 2024. Nesse período seguiu indo à academia apenas para caminhar na esteira, além de andar de bicicleta pela primeira vez desde o ensino médio.</p>

<p>Vale dimensionar o quanto ele continua dentro do esporte: na época da conversa, Ray tinha acabado de assistir ao seu 37º Mr. Olympia consecutivo, faz mestre de cerimônias em eventos na Alemanha, na China e no Japão, promove a própria competição no Havaí e trabalha como embaixador de uma marca de suplemento.</p>

<p>Isso não significa abandono da musculação. Ele reconhece que precisa voltar pelo prazer e pela funcionalidade. Mas o afastamento mostrou que identidade não pode depender apenas de estar dolorido, pumpado ou disponível para treinar todos os dias.</p>

<p>Para um fisiculturista, descansar de verdade pode ser mais difícil do que treinar pesado. O ferro é conhecido. O silêncio assusta.</p>

<h2>Lições de Shawn Ray</h2>

<ul>
  <li>Um mentor pode acelerar anos de aprendizado quando mostra o caminho na prática.</li>
  <li>Derrota só vira fracasso quando não vira ajuste.</li>
  <li>O físico mais valioso é aquele que respeita a própria identidade.</li>
  <li>Copiar o campeão dominante pode destruir o diferencial de um atleta.</li>
  <li>Criticar julgamento não exige inventar conspiração.</li>
  <li>Atletas menores também precisam de espaço, prêmio e narrativa.</li>
  <li>A carreira competitiva é curta demais para ser o único plano.</li>
  <li>Família, saúde e liberdade podem pesar mais do que mais uma temporada.</li>
  <li>Falar a verdade pode custar popularidade, mas também cria autoridade.</li>
  <li>O esporte muda, e quem não entende mídia, internet e mercado fica preso ao passado.</li>
</ul>

<h2>Conclusão</h2>

<p>Shawn Ray é uma lenda sem coroa do Olympia, mas isso não diminui a grandeza da história. Pelo contrário. A ausência do título força uma leitura mais interessante: como alguém pode marcar o esporte sem vencer o maior troféu?</p>

<p>A resposta está na combinação de físico memorável, carreira consistente, opinião forte, visão de mercado, defesa de atletas menores e coragem de sair antes de ser engolido pelo personagem competitivo. Ray ensina que legado não é só primeiro lugar. Legado é continuar sendo estudado, discutido e usado como referência quando as luzes do palco já mudaram de dono.</p>

<h2>FAQ</h2>

<h3>Quem é Shawn Ray?</h3>
<p>Shawn Ray é um fisiculturista profissional norte-americano, ícone dos anos 1990, conhecido por simetria, proporção, presença constante entre os melhores do Mr. Olympia e atuação posterior como comentarista, promotor e figura de bastidor do esporte.</p>

<h3>Shawn Ray venceu o Mr. Olympia?</h3>
<p>Não. Ele ficou muito perto em mais de uma edição, mas nunca venceu o Mr. Olympia. Mesmo assim, é considerado uma das maiores referências estéticas da história do fisiculturismo profissional.</p>

<h3>Qual foi o papel de John Brown na carreira de Shawn Ray?</h3>
<p>John Brown foi um mentor decisivo. Ele mostrou a Ray como um fisiculturista profissional vivia, treinava, viajava e construía carreira, além de convencê-lo de que poderia vencer ainda jovem.</p>

<h3>Por que Shawn Ray é chamado de controverso?</h3>
<p>Porque costuma fazer análises diretas sobre atletas, julgamentos e decisões do bodybuilding. A franqueza gera incômodo, principalmente quando vem de alguém que competiu no nível mais alto.</p>

<h3>Qual é a maior lição da carreira de Shawn Ray?</h3>
<p>A maior lição é preservar identidade. Um atleta pode melhorar, evoluir e competir contra gigantes, mas não deve abandonar o que tem de único apenas para copiar o padrão vencedor do momento.</p>

<h3>Quanto Shawn Ray pesava nas competições?</h3>
<p>Com 1,70 m, ele virou profissional com 89,4 kg (197 lb), subiu ao primeiro Mr. Olympia com 91,2 kg (201 lb) e considera que seu melhor período foi entre 92,5 kg e 93,4 kg (204 a 206 lb), de 1994 a 1996.</p>

<h3>Shawn Ray perdeu algum título por exame antidoping?</h3>
<p>Sim. Ele venceu o Arnold Classic de 1990 e teve o título cassado após um teste positivo para estanozolol, substância que assume ter usado em janeiro daquele ano. Devolveu o troféu, não contestou o resultado e voltou a vencer o Arnold Classic em 1991.</p>

<h2>Referências</h2>
<ol>
  <li>CUTLER CAST. <em>#97 - Shawn Ray</em>. [S. l.], 12 nov. 2023. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7YhumbUHvG4" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=7YhumbUHvG4</a>. Acesso em: 2 ago. 2026.</li>
</ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1062</guid><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 14:52:00 +0000</pubDate></item><item><title>Flex Wheeler: a simetria, a dor e as li&#xE7;&#xF5;es de uma lenda do fisiculturismo</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/flex-wheeler-a-simetria-a-dor-e-as-li%C3%A7%C3%B5es-de-uma-lenda-do-fisiculturismo-r1061/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_08/flex-wheeler-aula-central-park-capa.webp.818940f5347dbb2be16a2a44863ade00.webp" /></p>
<p>Flex Wheeler costuma ser lembrado como um dos físicos mais bonitos que já pisaram no palco: cintura fina, linhas absurdas, volume suficiente, poses icônicas e uma estética que ainda parece moderna décadas depois. Mas reduzir Kenneth "Flex" Wheeler ao "Sultão da Simetria" é perder a parte mais importante da história. Em "#43 - Flex Wheeler - I wish you loved yourself more...", do Cutler Cast, a lenda aparece como alguém que precisou sobreviver ao próprio personagem para finalmente tentar ajudar outras pessoas.</p>

<p>A frase que resume tudo é dolorosa: ao olhar para fotos antigas, ele não pensa apenas no shape. Pensa que gostaria de ter se amado mais. O corpo era admirado pelo mundo. Por dentro, havia abuso sexual iniciado aos 5 anos, baixa autoestima, uma primeira tentativa de suicídio aos 12, raiva, fé, doença renal, transplante, amputação e uma busca por paz que só começou a dar resultado perto dos 57 anos.</p>

<h2>O físico perfeito não resolveu a necessidade de aceitação</h2>

<p>Flex recebeu alguns dos maiores elogios possíveis dentro do bodybuilding. O físico dele de 1993, especialmente a pose de costas com torção, é tratado até hoje como uma das imagens mais perfeitas da história do esporte. E ele mesmo diz que aquele pacote ainda podia melhorar em tudo, porque na época não entendia de dieta nem de diurético: para aquele campeonato, tomou 1 comprimido de espironolactona e mais nada. O dado diz menos sobre protocolo e mais sobre improviso, e vale lembrar que usar diurético por conta própria é conduta de risco real, inclusive fatal, que exige indicação médica.</p>

<p>A resposta de Flex desmonta qualquer fantasia simples sobre autoestima. Ele diz que não podia levar crédito absoluto por aquilo, do mesmo modo que ninguém leva crédito pela própria altura ou cor de pele. A estrutura, as linhas e a estética vieram como uma bênção genética, comparável, no raciocínio dele, a altura ou cor de pele. O trabalho existiu, mas a base era rara.</p>

<p>Mesmo assim, o elogio tinha outro peso para ele. Não era só vaidade. Era aceitação. A criança e o homem que se sentiram julgados, violentados e deslocados ouviam dos próprios pares que aquele corpo merecia respeito. Para alguém que passou a vida tentando provar valor, esse reconhecimento não era pequeno.</p>

<h2>O personagem Flex nasceu para proteger Kenneth Wheeler</h2>

<p>A história mais dura começa antes dos troféus. O abuso sexual começou aos 5 anos. Somaram-se surras dentro de casa, inclusive do irmão e da irmã mais velhos, que chegavam a gravar as agressões e exibir as fitas para a família como piada, e a certeza precoce de que as pessoas usam a fraqueza dos outros contra eles assim que descobrem onde dói.</p>

<p>Kenneth Wheeler era o menino sensível que, mesmo sendo muito bom em artes marciais, apanhava calado porque travava na hora de revidar, com medo de quebrar o nariz ou as costelas do outro. Flex Wheeler foi o personagem criado para sobreviver: mais duro, mais arrogante, mais perigoso, menos vulnerável. Por volta dos 19 ou 20 anos, o personagem tinha assumido em tempo integral, porque as pessoas gostavam mais dele do que da pessoa real.</p>

<p>Essa divisão ajuda a entender por que tantos fisiculturistas parecem confiantes por fora e destruídos por dentro. O músculo vira armadura. O palco vira prova de valor. O carro, a mulher, o dinheiro, o status e o shape viram tentativas de preencher uma ferida que não fecha com aplauso.</p>

<h2>O ginásio era abrigo, mas fora dele vinha a destruição</h2>

<p>O treino funcionava como saída temporária. Dentro da academia, Flex não pensava em se destruir. Fora dela, a impulsividade e a dor voltavam. Fora dela, dirigia a até 306 km/h (190 mph) sem se importar com o desfecho, e chegou a levar o ator Mickey Rourke para um passeio de Porsche entre 225 e 241 km/h (140 a 150 mph). O carona achou diversão. Não era.</p>

<p>A primeira tentativa concreta de suicídio aconteceu aos 12 anos e terminou em hospital, com a família acreditando que tinha sido uma overdose acidental de aspirina. Só a namorada de então, que viraria a mãe do primeiro filho dele, sabia a verdade. Ao longo da carreira, a vontade de desaparecer continuou aparecendo por trás da imagem do campeão, e a decisão de parar com isso só veio numa internação recente, quando o coração dele falhou 8 vezes seguidas nos monitores e a equipe avisou que pouco faltava. Esse ponto é essencial: aparência física não mede saúde mental.</p>

<p>O bodybuilding pode salvar muita gente porque dá rotina, identidade, disciplina e pertencimento. Mas também pode esconder sofrimento quando o atleta aprende a performar força o tempo todo. O corpo cresce, a persona fica famosa e a dor segue intacta.</p>

<p>Dinheiro também não resolveu nada disso. Na fase mais forte, ele não saía de casa com menos de 10 mil dólares no bolso, tinha uma casa de 7 andares em Venice, 2 carros de 200 mil dólares e uma Harley na garagem, e ainda assim disparava arma dentro de casa se acostumando com a ideia de tirar a própria vida. A conclusão dele é seca: quando a pessoa não está bem por dentro, nenhuma mulher e nenhum dinheiro resolvem.</p>

<h2>O erro de perseguir outro corpo</h2>

<p>O Flex de 1993 talvez tenha sido perto do limite máximo do que aquele corpo podia ser em estética, proporção e impacto visual. O problema é que o esporte começou a empurrá-lo para outra direção.</p>

<p>Depois de vencer o Ironman e o Arnold Classic logo na estreia profissional, batendo atletas então classificados como número 2 do mundo e assinando a melhor estreia da história entre profissionais, ouviu de um juiz que tinha vencido, sim, mas que aquele físico nunca ficaria de frente com Dorian Yates. Em vez de apenas lapidar o que já era único, passou a perseguir o tipo de físico que estava vencendo. Mais tamanho, mais densidade, mais tentativa de encaixar em outra régua. Chris Cormier, parceiro de treino da época, enxergou o erro na hora e ficou calado de propósito, porque queria vencê-lo, e só admitiu isso anos depois da aposentadoria dele.</p>

<p>Anos depois, a leitura ficou mais clara: esse caminho foi um erro. Flex não precisava virar Dorian. Não precisava virar Ronnie. Precisava melhorar o próprio Flex, que em 1993 já estava, pela avaliação dele mesmo, perto de 90% do teto daquele corpo. Essa talvez seja uma das lições mais valiosas para qualquer atleta: quando alguém abandona o que tem de raro para copiar o que está vencendo, pode perder justamente o que o tornava especial.</p>

<h2>O Olympia contra Ronnie e a dignidade na derrota</h2>

<p>A rivalidade com Ronnie Coleman marca um dos capítulos mais conhecidos. Em 1998, no Madison Square Garden, o Olympia parecia destinado a Flex: Dorian Yates tinha se aposentado, as revistas já davam o troféu a ele e Ronnie Coleman, que chegou a se hospedar na casa dele para se preparar, nem apareceu nas comparações do pré-julgamento. Coleman entrou nas chamadas depois, venceu o pose-down e tirou o título por 3 pontos de diferença. Em 1999, mesmo tendo subido 7,7 kg (17 lb) e voltado ao palco em melhor forma, Flex perdeu de novo, dessa vez com pontuação perfeita para Coleman, e a frustração ficou visível quando tirou a medalha de prata do pescoço.</p>

<p>A explicação dele não é de birra simples. O bodybuilding é subjetivo. O atleta pode ter certeza de que venceu, enquanto os juízes preferem outro físico. Nada muda no corpo em segundos. O que muda é o reconhecimento externo.</p>

<p>Mesmo sentindo que era número um, Flex fala de respeito pelo adversário. Ronnie estava tentando vencer, sustentar a própria carreira e mudar a própria vida. Não fazia sentido odiar outro atleta por buscar o mesmo sonho. O gesto mais forte é o abraço, o “parabéns, eu te amo” sussurrado no ouvido do vencedor e a recusa em estragar a festa do outro com a própria tristeza, mesmo avisando, meio de brincadeira, que não apareceria na comemoração daquela noite.</p>

<h2>Saúde, fé e a vida depois da imagem perfeita</h2>

<p>A carreira de Flex também foi marcada por uma doença renal rara e sem cura, transplante de rim, transplante no olho esquerdo, dor crônica e a amputação de uma perna. Durante as tentativas de salvar esse membro, um stent que ia do tórax até a perna rompeu dentro do hospital, e o contato do sangue com o nervo custou boa parte do uso do braço direito: ele passou mais de 1 ano sem conseguir escrever, perdeu o bíceps daquele lado e convive com formigamento permanente no polegar e em 2 dedos. Ele fala dessas experiências sem transformá-las em frase motivacional barata.</p>

<p>A doença renal aparece ligada a uma virada espiritual. O amigo Rico McClinton, conhecido aos 19 anos num campeonato em Fresno e reencontrado por acaso na Gold's Gym de Venice, teve papel importante nesse retorno à fé. A ida de Flex de volta à igreja acabou conectada, na visão dele, ao encontro com a mulher que doaria o rim e ajudaria a salvar sua vida.</p>

<p>A perda de saúde muda a escala de valores. Dinheiro, carro, fama, curtidas e troféus ficam pequenos quando a pessoa enfrenta risco real de morte, transplante, perda de visão, dor crônica ou amputação. Não é que sucesso deixe de importar. É que ele passa a ocupar um lugar menor diante da sobrevivência.</p>

<p>A dor crônica virou o adversário diário. Ele descreve dias inteiros em nível 10 numa escala até 10, deitado em posição fetal, com opiáceos fortes que não dão conta. O alívio parcial que relata, de 10 para 7 ou 8, veio de um produto à base de cânhamo em que passou a acreditar depois de testar por semanas e do qual acabou virando sócio. É experiência pessoal, não recomendação: dor desse tipo exige acompanhamento médico contínuo, e nenhum suplemento substitui isso.</p>

<h2>A dor virou obrigação de ajudar</h2>

<p>Flex diz que consegue usar muitos "chapéus": milionário, pessoa sem-teto, alguém em assistência social, alguém abusado, alguém que abusou, paciente transplantado, pessoa com doença rara, pessoa que perdeu um membro. Essa lista é pesada porque não é pose. É vivência.</p>

<p>A conclusão dele é que essas experiências permitem conversar com pessoas que talvez não aceitassem conselho de alguém protegido demais. Quem foi abusado tende a desconfiar de quem fala de fora. Quem vive dor crônica pode rejeitar frases prontas. Quem pensou em suicídio sabe quando alguém está apenas repetindo slogan.</p>

<p>A autobiografia de 2003 nasceu justamente daí, depois que um representante de editora insistiu durante anos, com cartão de Natal atrás de cartão de Natal, até ele topar. O empresário dele avisou que meia verdade acabaria com a carreira, e a escolha foi contar tudo, trocando os nomes reais das pessoas envolvidas para não expor ninguém. Foi ali que a própria família soube da história pela primeira vez, e os irmãos que batiam nele pediram desculpas. Por isso, a biografia dele não é só sobre palco. É sobre transformar sofrimento em linguagem. A dor não vira bonita. Mas pode virar ponte.</p>

<h2>Mentorar talento exige honestidade</h2>

<p>A relação com Andrew Jacked mostra outro lado de Flex. A dica veio de Dexter Jackson, que apontou o atleta e devolveu a pergunta: por que você não treina esse cara? Flex mandou mensagem direta no Instagram, ouviu do nigeriano que o sonho era ser o próximo Flex Wheeler, chamou para uma conversa presencial e ele pegou um avião de Dubai para a Califórnia. A aprovação veio menos pelo físico e mais pela cabeça: o único pedido do atleta foi manter no time o treinador que o ajudava desde antes de qualquer fama. Pelo contrário: quando não acredita que alguém tenha condições reais de construir carreira, prefere não pegar dinheiro alimentando sonho improvável.</p>

<p>Esse ponto é raro em uma indústria cheia de promessas. Muito treinador lucra dizendo que qualquer pessoa pode virar profissional se pagar o plano certo. Flex coloca um limite: talento existe, estrutura existe, genética existe. Quando a combinação aparece, vale investir energia. Quando não aparece, vender ilusão é errado.</p>

<p>Com Andrew, a história foi diferente porque havia potencial evidente: cintura estreitíssima para um atleta daquele porte, panturrilhas fora do padrão e, na leitura de Flex, só largura e detalhe de dorsais separando-o dos melhores do mundo. O objetivo deixou de ser apenas ajudar um aluno. Era ajudar alguém que dizia querer ser o próximo Flex Wheeler, sem apagar a própria identidade no processo.</p>

<h2>O orgulho também precisa saber sair de cena</h2>

<p>Um dos trechos mais humanos envolve a vontade de estar presente em momentos importantes de Andrew, mesmo quando a própria condição física não permitia. Recém-saído de mais uma internação, ele já tinha comprado passagem para ver Andrew competir no Texas quando ouviu do próprio atleta e do sócio que sua presença deslocaria o foco: Andrew ficaria mais preocupado com a saúde dele do que com o palco.</p>

<p>A metáfora da máscara de oxigênio é precisa: primeiro proteja a si mesmo para poder proteger quem ama. Às vezes, ir a um evento parece apoio. Mas, se a presença cria preocupação, vira necessidade pessoal disfarçada de generosidade.</p>

<p>Essa é uma lição dura para ex-campeões, pais, mentores e treinadores. Nem todo gesto emocionalmente bonito é o gesto certo para o outro. Às vezes, amar é não ocupar o centro da cena.</p>

<h2>Troféu fica menor quando a vida cobra a conta</h2>

<p>Flex admite nem saber onde estão muitas medalhas e premiações. Os troféus maiores do Arnold Classic são difíceis de perder fisicamente, mas o resto já não carrega o mesmo peso. Dinheiro veio e foi embora. Em 1999, 17 dias antes do Olympia, ele assinou o maior contrato do fisiculturismo da época: 17 mil dólares por mês, 3 anos garantidos, passagem em primeira classe, hotel em suíte e apenas 3 aparições obrigatórias por ano, contra os cerca de 5 mil dólares mensais renovados ano a ano que recebia antes. Negociou 1 mil dólares por aparição extra e acabou fazendo 20 a 30 delas por ano. Anos depois, foi dispensado por outra marca no Natal, perdeu a perna, acumulou contas médicas na casa dos milhões, encarou a possibilidade de falência e passou a viver de auxílio por invalidez. O retroativo de 1 ano desse benefício virou o capital inicial da própria linha de suplementos. Carros vieram e foram embora, incluindo uma caminhonete customizada por mais de 100 mil dólares que terminou apreendida na porta de casa. O que fica é como as pessoas se sentiram ao cruzar o caminho dele, ideia que ele resume lembrando que ninguém nunca viu um caminhão de mudança atrás de um carro funerário.</p>

<p>Essa visão não diminui o bodybuilding. Pelo contrário. Ela dá profundidade ao esporte. O palco importa, mas não pode ser a única medida da vida. Um corpo lendário pode inspirar por fotos. Uma história honesta pode salvar alguém que nunca competiu.</p>

<h2>Lições práticas de Flex Wheeler</h2>

<p>Da trajetória de Flex, ficam algumas lições fortes:</p>

<ul>
  <li>um físico perfeito não garante autoestima.</li>
  <li>o personagem que protege também pode aprisionar.</li>
  <li>copiar o corpo vencedor pode destruir o que você tem de único.</li>
  <li>genética é bênção, mas não substitui paz interna.</li>
  <li>derrota subjetiva não precisa virar ódio contra o adversário.</li>
  <li>dor mental não aparece no shape.</li>
  <li>saúde muda completamente a escala de prioridades.</li>
  <li>mentoria séria não vende sonho para quem não tem base real.</li>
  <li>ajudar alguém às vezes exige sair do centro da cena.</li>
  <li>contrato não é garantia: com mais advogados e mais dinheiro, a outra parte rompe quando quiser.</li>
  <li>o legado mais forte pode ser a forma como você faz os outros se sentirem.</li>
</ul>

<h2>Conclusão</h2>

<p>Flex Wheeler é uma das maiores obras estéticas do fisiculturismo, mas a matéria mais importante não está apenas no corpo. Está no homem que olha para a própria foto lendária e pensa que gostaria de ter se amado mais.</p>

<p>A história dele ensina que músculo, fama, dinheiro e reconhecimento não curam automaticamente vergonha, trauma e dor. Também ensina que sobreviver pode virar missão. Flex talvez nunca tenha vencido o Mr. Olympia, mas venceu algo que muitos campeões nem conseguem encarar: a obrigação de contar a verdade sobre o que existia por trás da simetria.</p>

<h2>FAQ</h2>

<h3>Quem é Flex Wheeler?</h3>
<p>Flex Wheeler, nome artístico de Kenneth Wheeler, é uma lenda do fisiculturismo profissional, conhecido pela estética, simetria e por ser considerado um dos físicos mais bonitos da história do bodybuilding.</p>

<h3>Por que Flex Wheeler é chamado de Sultão da Simetria?</h3>
<p>Porque seu físico reunia proporção, linhas, cintura fina, volume e apresentação visual rara, especialmente na temporada de 1993, quando venceu Ironman e Arnold Classic logo na estreia profissional.</p>

<h3>Flex Wheeler venceu o Mr. Olympia?</h3>
<p>Não. Apesar de ser tratado por muitos como um dos maiores físicos de todos os tempos, Flex nunca venceu o Mr. Olympia. Ficou em segundo em 1998, perdendo por 3 pontos, e novamente em 1999, nas duas vezes para Ronnie Coleman.</p>

<h3>Qual foi o grande erro competitivo que ele reconhece?</h3>
<p>O grande erro foi tentar perseguir o tipo de físico que estava vencendo, especialmente mais tamanho e densidade, em vez de lapidar o que fazia o próprio Flex ser único. Ele calcula que, já em 1993, estava perto de 90% do próprio teto.</p>

<h3>Qual é a principal lição da história de Flex Wheeler?</h3>
<p>A principal lição é que reconhecimento externo não substitui amor próprio. O shape pode ser lendário e, ainda assim, a pessoa pode estar em sofrimento profundo por dentro.</p>

<h2>Referências</h2>
<ol>
  <li>CUTLER CAST. #43 - Flex Wheeler - I wish you loved yourself more.... [S. l.], 8 set. 2022. YouTube. Disponível em: <a href="https://youtu.be/RnmYFLcikKQ" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://youtu.be/RnmYFLcikKQ</a>. Acesso em: 19 jul. 2026.</li>
</ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1061</guid><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 14:30:00 +0000</pubDate></item><item><title>Jared Feather e Dr. Mike Israetel: ci&#xEA;ncia, treino pesado e li&#xE7;&#xF5;es da RP Strength</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/jared-feather-e-dr-mike-israetel-ci%C3%AAncia-treino-pesado-e-li%C3%A7%C3%B5es-da-rp-strength-r1060/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_08/jared-feather-mike-israetel-aula-academia-capa.webp.c4b8f559d9db727f82ff0a4c99f33849.webp" /></p>
<p>Jared Feather e Dr. Mike Israetel representam uma ponte rara no fisiculturismo: de um lado, a ciência do esporte tentando organizar treino e dieta com lógica. Do outro, o bodybuilding real, feito de atletas extremos, preparação dura, genética fora da curva e muita prática acumulada. Em "#143 - Dr. Mike / Jared Feather - RP Strength", do Cutler Cast, essa combinação aparece como uma aula sobre como pensar melhor antes de copiar campeão, modinha ou frase pronta de academia.</p>

<p>A grande lição é simples e incômoda: quem quer evoluir precisa aprender com os melhores sem transformar exceções em regras. O atleta campeão pode ter feito muita coisa certa, mas também pode ter vencido apesar de alguns erros. Separar uma coisa da outra é o que diferencia admiração de imitação cega.</p>

<h2>A RP Strength nasceu para traduzir ciência em prática</h2>

<p>A Renaissance Periodization, conhecida como RP Strength, funciona como empresa de tecnologia, coaching e educação. A proposta não é apenas falar de ciência, mas criar ferramentas para aplicar princípios de treino e dieta na rotina de quem treina.</p>

<p>Mike Israetel aparece como cofundador da RP ao lado de Nick Shaw, com base acadêmica em ciência do esporte. Jared Feather entra como peça prática dessa engrenagem: atleta, coach, autor, colaborador de aplicativos e uma espécie de representante da RP dentro do bodybuilding competitivo.</p>

<p>A empresa começou vendendo modelos prontos de treino e dieta e hoje sustenta um aplicativo de treino, um de dieta, uma equipe de coaches, livros e um canal com 2,74 milhões de inscritos. Jared brinca que os inscritos vêm do moicano que ele mantém há 12 anos, adotado em parte por achar bonito e em parte por puro despeito contra quem manda ele cortar nos comentários.</p>

<p>A parceria entre os dois começou na universidade. Jared conhecia o trabalho acadêmico de Mike, aproximou-se dele no ambiente de treino e acabou tendo Mike como professor e orientador em um grupo de treinamento e dieta científica. Depois, a relação virou amizade, trabalho, produção de livros, coaching, apps e conteúdo.</p>

<p>Os detalhes ajudam a datar a história. Jared era assistente de moradia na Universidade Central do Missouri e precisava chegar duas semanas antes do semestre para treinamento. Já tinha lido a tese de doutorado de Mike, orientada por Michael Stone, e o abordou na academia no segundo ou terceiro dia dizendo que acabara de fundar uma associação de treino e dieta científica. Mike foi orientador desse grupo e professor dele nos três primeiros semestres. A conta bate em 2012 ou 2013 para o encontro e 2014 para a RP engrenar de verdade.</p>

<p>Esse início explica muito do estilo da RP. Não é ciência isolada em laboratório e também não é "bro science" sem filtro. A tentativa é cruzar dados, experiência, treino de verdade e linguagem acessível.</p>

<h2>Musculatura e magreza importam, mas média não é exceção</h2>

<p>Uma base importante vem da pesquisa de Mike com 88 atletas universitários da primeira divisão americana. Foram avaliados atletas de baseball, futebol masculino, futebol feminino e vôlei feminino, com medidas corporais, força, velocidade, salto e ranking dos treinadores. O objetivo declarado era montar um conjunto de equações que descrevesse, do jeito mais simples possível, o que faz um bom atleta.</p>

<p>A conclusão prática foi que atletas mais musculosos e mais magros tendiam a correr melhor, saltar melhor e aparecer melhor nas avaliações dos treinadores. Isso não significa que todo atleta excelente precise parecer fisiculturista. Significa que, na média, força, massa muscular útil e baixo excesso de gordura ajudam muito no desempenho.</p>

<p>O valor prático do estudo aparece na conversa com treinadores. Mike conta que técnicos de esporte costumam chegar desconfiados, com a frase de sempre, não machuque meus meninos na academia. Num ambiente universitário de primeira divisão todo mundo já é razoavelmente musculoso e magro, então o olho nu não separa bem os graus, e sempre existe o atleta que parece um lixo e joga muito ao lado do atleta com abdômen definido e mãos de manteiga. Mostrar o dado do grupo inteiro é o que faz o treinador aceitar o plano de musculação e de dieta.</p>

<p>O erro começa quando alguém pega uma exceção e tenta transformá-la em regra. Um quarterback extraordinário pode não parecer o atleta mais musculoso do mundo, mas isso não elimina o valor do treinamento de força. Ronnie Coleman pode não ter sido o maior exemplo técnico de pose em todos os detalhes, mas isso não autoriza um iniciante a ignorar pose só porque Ronnie venceu oito Olympias.</p>

<p>O exemplo do quarterback é desenvolvido com cuidado. A função exige cálculo rápido de posições e velocidades, leitura de campo e técnica de arremesso, não força bruta. Colocar o braço de Brian Shaw num quarterback não faria a bola ir mais longe, porque o fator limitante não é força. O motivo número um de um quarterback treinar pesado é ficar menos frágil, já que o time inteiro do outro lado quer quebrá-lo em pedaços. E, quando se compara nível por nível, da NFL à primeira divisão, depois NAIA e ensino médio, os quarterbacks melhores são mais altos, mais largos, mais fortes, mais rápidos, mais musculosos e mais magros. Patrick Mahomes e Tom Brady são exceções, não a regra.</p>

<p>Campeões extremos são perigosos como manual único. Eles carregam genética, tolerância, histórico, drogas, resiliência e contexto que quase ninguém tem. A pergunta útil não é "o que o monstro fez?". A pergunta útil é "o que desse monstro serve para uma pessoa normal evoluir sem quebrar no meio do caminho?".</p>

<h2>Respeitar campeões não significa copiar tudo</h2>

<p>O olhar crítico da RP sobre atletas famosos tem uma nuance importante. Bodybuilders de elite merecem respeito porque construíram físicos que pouquíssimas pessoas no planeta conseguem construir. Ao mesmo tempo, respeito não exige concordância absoluta.</p>

<p>Um campeão pode ter excelente intensidade, disciplina, consistência e percepção corporal. Também pode usar técnica discutível, amplitude incompleta ou escolhas de exercício que funcionam para ele, mas seriam ruins para a maioria. Copiar Dorian Yates, Jay Cutler, Ronnie Coleman ou Branch Warren como se todos os detalhes fossem transferíveis é uma receita para confusão.</p>

<p>Mike descreve o próprio critério com franqueza. No quadro semanal em que analisa treinos alheios, atores de Hollywood viram circo e mentirosos contumazes levam pancada do começo ao fim, mas fisiculturistas e atletas profissionais recebem reverência. A postura declarada é assistir, apontar o que dá para melhorar e reconhecer o que faz sentido, porque Ronnie tem mais Olympias que ele. O contraexemplo que ele usa é direto: Jay Cutler foi maior e mais musculoso que Dorian Yates treinando num estilo oposto, o que já mostra que copiar detalhes ao pé da letra não explica resultado.</p>

<p>O ponto não é desprezar o atleta prático. É aprender com ele sem desligar o cérebro. O fisiculturismo melhora quando a experiência de palco conversa com a ciência, não quando uma tenta humilhar a outra. Perguntado sobre quem admira treinando hoje, Mike cita John Jewett e Justin Shier, esse último por intenção total, concentração na técnica e trabalho no alongamento, e classifica Jared como o cara da execução.</p>

<p>Há também uma crítica dura à execução média da categoria. Mike compara o fisiculturista sem técnica ao sujeito atlético que joga tênis sem aula, acerta a bola com força e ainda assim segura a raquete errado e bate errado, enquanto uma senhora de 65 anos com quatro meses de aula se posiciona, executa e finaliza o movimento corretamente. A observação dele é que esse problema quase não aparece no levantamento olímpico nem no powerlifting, mas é comum no fisiculturismo.</p>

<h2>Treino bom tem técnica, esforço e corpo inteiro pensando junto</h2>

<p>A discussão sobre execução reforça um princípio simples: controlar a fase excêntrica, entrar bem no alongamento e fazer a fase concêntrica com força costuma ser uma excelente forma de treinar hipertrofia.</p>

<p>Também não existe evidência sólida de que dá para escolher tipos de fibra pela cadência. O corpo tende a trabalhar como uma unidade integrada, e a manipulação de tempo entra como ajuste de estímulo, não como um seletor de fibra.</p>

<p>Não é necessário transformar cada repetição em câmera lenta. A descida pode variar, com algo entre 1 e 6 segundos produzindo estímulos parecidos quando o resto do treino está bem montado. O problema é perder totalmente o controle, despencar a carga e fingir que isso é intensidade. Com excêntricas mais longas, o ajuste natural é fazer menos repetições, porque cada uma leva mais tempo.</p>

<p>A técnica também não deve virar frescura estética. Ela serve para colocar tensão no músculo certo, repetir o padrão com segurança e manter progressão por anos. Treinar duro continua obrigatório. A diferença é que dureza sem controle cobra caro demais.</p>

<p>Sobre tentar esculpir o formato do músculo, a resposta é igualmente prática. Treinar só na porção encurtada de uma rosca pode até depositar um pouco mais de tecido na parte proximal do bíceps e criar algum pico, só que o crescimento total fica muito pior e a diferença após anos é de poucos pontos percentuais, invisível a olho nu. Mike resume que fazer todos os músculos ficarem maiores ou menores em proporção uns aos outros é 95% do trabalho, e que moldar formato é o resto.</p>

<h2>Lesão é probabilidade, não destino</h2>

<p>A parte sobre lesões é uma das mais úteis para quem treina pesado. Lesão tem componente aleatório. Às vezes a pessoa se machuca fazendo algo aparentemente normal. Ainda assim, o risco sobe ou desce conforme fadiga, técnica, velocidade de progressão, escolha de carga, idade, preparação, drogas e tomada de decisão no treino.</p>

<p>O caso que abre o assunto é do próprio Jay Cutler. Ele arrancou o bíceps do ombro, uma lesão que costuma ser chamada de ruptura de gente mais velha, jogando halteres para cima num ensaio fotográfico, a 3 semanas de um show, com 37 ou 38 anos, e nem era a carga mais pesada que já tinha usado. Ele conta que sempre foi obsessivo com terapia manual, alongamento e mobilidade de ombro, o que reforça o argumento de que nada disso elimina o acaso.</p>

<p>Gerenciar fadiga é uma das formas de empilhar chances a favor do atleta. Outra é não deixar o ego escolher a carga. Outra ainda é a velocidade com que a força sobe. Terminar uma preparação muito depletado, ficar irritado e passar a comer oximetolona feito bala até ganhar 18,1 kg (40 lb) em 3 semanas e atingir a maior força da vida coloca tendão e músculo em ritmos diferentes, e é assim que o atleta se machuca. A diferença entre halteres de 45,4 kg (100 lb) e 47,6 kg (105 lb) pode ser quase irrelevante para hipertrofia quando as repetições e o esforço são ajustados. Se o atleta tivesse ficado nos 45,4 kg e feito duas repetições a mais, o estímulo de hipertrofia seria idêntico. Mas uma ruptura de peitoral, bíceps ou tendão pode mudar o corpo e a carreira para sempre.</p>

<p>Esse raciocínio é cruel porque o ganho de ego é imediato e o prejuízo pode ser permanente. O atleta sente que provou algo por alguns segundos. Se rompe uma estrutura importante, passa anos pagando por uma decisão que talvez nem gerasse mais músculo.</p>

<p>Os fármacos entram nessa conta em duas direções. Alguns enfraquecem ou ressecam o tendão, e a trembolona aparece citada nesse grupo, enquanto o estanozolol soma dois problemas: ressecar o tecido, que fica mais quebradiço pela própria física, e dar um drive androgênico que faz o sujeito trocar cinco anilhas por seis achando que aguenta. Do outro lado, peptídeos e uma dose decente de hormônio do crescimento reconstroem tecido de forma mais completa, incluindo o complexo tendíneo, e funcionam a favor do atleta.</p>

<p>O custo do erro fica claro nos exemplos citados. Kevin Levrone tinha um dos melhores físicos da história e rompeu o peitoral, e Tony Freeman também. A ruptura completa muda a aparência para sempre, mesmo com a cirurgia moderna. Foi por isso que Jay repetia a frase de deixar o ego na porta, lembrando que ninguém pergunta no palco quanto peso o atleta empurrou.</p>

<h2>Genética também inclui não quebrar</h2>

<p>Quando se fala em genética no fisiculturismo, muita gente pensa apenas em formato muscular, inserções, cintura, resposta de hipertrofia e facilidade para ficar seco. Esse conceito precisa ser ampliado. Genética também envolve resistência a lesões e tolerância aos fármacos.</p>

<p>Alguns atletas crescem muito, treinam pesado por décadas, suportam cargas absurdas e parecem atravessar fases extremas sem desmontar. Outros tentam imitar a mesma receita e somem porque o corpo não aguenta. Esse é o viés de sobrevivência do bodybuilding: os que chegaram ao Olympia estão visíveis, enquanto os que quebraram antes viram lembrança de academia. Branch Warren é o exemplo que aparece na conversa, alguém que treina de um jeito que ninguém consegue copiar e mesmo assim não se quebrou.</p>

<p>Por isso, a comparação com atletas de elite precisa ser feita com humildade. O campeão mostra o que é possível para alguém com uma combinação rara de genética, trabalho, tolerância e oportunidade. Ele não prova que o caminho é seguro para todos.</p>

<p>A analogia usada é a dos veteranos da Segunda Guerra: se você só entrevista quem voltou, conclui que ninguém morreu. Os fisiculturistas que tentaram imitar o estilo mais brusco e se partiram no meio não estão no palco do Olympia para contar. Jared resume que resiliência a lesão e tolerância aos fármacos pesam mais que qualquer outra coisa no esporte, e Mike acrescenta que genética, trabalho duro por anos e fármacos respondem por cerca de 90% do resultado, desde que o atleta não se machuque.</p>

<h2>Dieta de fisiculturista é mais simples do que glamourosa</h2>

<p>A alimentação aparece sem romantismo. Jay Cutler relata uma rotina extremamente estruturada, com refeições repetidas, clara de ovo, aveia, arroz, frango e pouca variação. A disciplina estava menos em encontrar alimentos mágicos e mais em repetir o plano sem ficar negociando toda refeição. Ele descreve o pico da preparação com números altos: cerca de 1.000 g de carboidrato e 300 g de proteína por dia, sem gordura adicionada, peixe branco em todas as refeições, nada de carne vermelha, arroz branco como base e mel por cima da comida para fechar o carboidrato. O plano de 6 refeições escrito por Chris Aceto aos 18 anos era seguido na ordem exata, sem trocar nem misturar, com 12 claras de ovo e aveia no café. Aceto proibia condimentos, então nada de ketchup ou barbecue, e Jay só experimentou KFC pela primeira vez aos 50 anos, de propósito, para não gostar.</p>

<p>Essa simplicidade tem valor. Quanto mais sabor hiperpalatável alguém tenta encaixar em déficit calórico, maior a chance de abrir espaço para desejo, belisco e perda de controle. Para muita gente, comida simples não é punição. É ferramenta de adesão.</p>

<p>Comida sem graça também serve de teste de fome. Mike conta que oferece uma porção extra de peixe ou de pudim de caseína a quem reclama de fome, e a recusa entrega a resposta na hora: não era fome, era desejo por outra coisa. O contraexemplo é a pessoa que fica negociando quantos salgadinhos ainda cabem nos macros e só aumenta a vontade.</p>

<p>O exemplo do peixe branco desmonta outro mito. Peixe branco não "afina a pele" por alguma magia própria. Ele costuma funcionar em preparação porque tem pouca gordura, pesa pouco no estômago e facilita controlar calorias e macros. O efeito vem do contexto nutricional, não de uma propriedade mística do alimento. Quem troca bife por peixe branco corta a gordura do bife, baixa as calorias e chega mais seco algumas semanas depois, e outros 50 alimentos na mesma conta calórica fariam o mesmo.</p>

<p>A dieta do tipo sanguíneo recebe o mesmo tratamento. Jay conta que a seguiu para o Mr. Olympia de 2006, cortou ovo e aveia porque disseram que faziam mal para o tipo dele, trocou aveia por canjica e apresentou o pão Ezequiel ao meio do fisiculturismo, comendo 7 fatias por refeição. Mike responde que ele venceu o Olympia apesar da dieta, não por causa dela, já que a única constante da carreira foi ganhar títulos enquanto todo o resto mudava. O episódio terminou mal: Jay desenvolveu colite em 2009, ficou 1 ano medicado e não conseguia segurar nada, o que quase interrompeu a preparação.</p>

<h2>Detalhes importam mais no topo da pirâmide</h2>

<p>Macronutrientes, calorias, consistência e escolha geral de alimentos carregam a maior parte do resultado. Depois que a base está pronta, os detalhes começam a importar mais.</p>

<p>O cardio entra no mesmo pacote de coisas superestimadas. Mike abandonou o cardio formal e usa um contador de passos: testou 12 mil a 14 mil passos por dia, sentiu os pés doerem e as pernas fracas, e ficou em torno de 10 mil numa fase de perda de gordura. O raciocínio é que muito cardio faz o corpo ficar eficiente e economizar energia o resto do dia, de modo que o gasto real fica abaixo do imaginado. Chris Aceto tinha chegado à mesma conclusão por outro caminho e preferia mandar Jay treinar com pesos 2 vezes por dia, cortando o cardio a 10 semanas do show. Jay ainda lembra que sua melhor forma, em 2001, veio sem cardio nenhum, e Jared cita Martin Fitzwater e John Jewett como os mais condicionados do último Olympia, também sem cardio.</p>

<p>Para um iniciante ou intermediário, brigar entre arroz branco e arroz integral costuma ser menos importante do que comer proteína suficiente, treinar bem e manter a rotina. Para um atleta em alto nível, perto do limite competitivo, pequenas diferenças de digestão, volume alimentar, saciedade e tolerância podem ajudar. A analogia é automotiva: contar macros é ter um motor V12, e nada supera isso, mas um V12 num Honda Civic não vira Lamborghini, e é aí que qualidade de alimento e detalhes entram.</p>

<p>Essa é uma lição central da boa ciência aplicada: contexto manda. Uma ferramenta pode ser irrelevante para uma pessoa e decisiva para outra. O erro é vender detalhe de atleta avançado como regra universal para todo mundo.</p>

<p>A discussão sobre proteína segue a mesma lógica. Concentrado, isolado e hidrolisado diferem sobretudo na velocidade de liberação e na companhia que trazem. O hidrolisado é praticamente só proteína do soro, enquanto o concentrado é mais barato e carrega imunoglobulinas e outros compostos, o que o torna a escolha sensata para quem não tem intolerância à lactose. Caseína antes de dormir libera aminoácidos pela noite toda, enquanto o isolado se esgota por volta da segunda hora. E a aplicação prática mais óbvia é de tempo de digestão: Mike conta que comeu comida de restaurante de beira de estrada achando que treinaria horas depois, foi chamado para treinar pernas e passou o treino vomitando e com diarreia.</p>

<h2>Recuperação não é preguiça</h2>

<p>O culto ao "grind" aparece como um problema. Trabalhar, treinar e produzir sem descanso pode parecer virtuoso, mas recuperação ruim destrói performance e físico. Dormir pouco, treinar no meio da madrugada só para parecer hardcore e viver sempre no limite não é estratégia avançada. É desgaste acumulado. O exemplo citado é o de um profissional que postou orgulhoso ter conseguido treinar à 1h da manhã. O contraste é o próprio Jay, que respondia às perguntas sobre a noitada pós-Olympia dizendo que ia dormir por volta das 23h.</p>

<p>A recuperação também precisa ser entendida sem modinha. Banho frio e imersão gelada podem ter lugar em esportes que precisam reduzir dor e inflamação antes de outro jogo ou treino técnico. Para hipertrofia, especialmente logo após musculação, a aplicação de frio pode atrapalhar adaptações desejadas. Mike afirma que cerca de uma dúzia de estudos já confirmou essa redução de crescimento quando o frio é aplicado nas horas seguintes ao treino de força.</p>

<p>Treino em jejum recebe resposta parecida, de preferência individual. Se a pessoa treina às 6h, acorda às 5h30, rende bem e come logo depois, a ciência não vê problema. Quem treina às 15h em jejum vai chegar sem energia. Jared sugere pelo menos beber carboidrato de rápida absorção a caminho da academia e ao longo da sessão, e diz que não faria treino em jejum se estivesse preparando um Olympia. Já o cardio em jejum queima quase a mesma gordura que o cardio alimentado, com uma vantagem mínima, e a recomendação é encarar a sessão como 400 calorias extras por dia até o show.</p>

<p>O mesmo vale para terapia manual. Massagem pode melhorar sensação, relaxamento e percepção corporal. Isso não significa que todos os mecanismos vendidos por terapeutas estejam corretos. O benefício pode ser neurológico, psicológico e de curto prazo, o que ainda pode ser útil quando bem encaixado.</p>

<p>O argumento contra a explicação usual é mecânico. Já se calculou a força necessária para deformar a fáscia de verdade e ela é comparável à de um rolo compressor de asfalto, ou seja, o músculo se destruiria antes. O que sobra são três efeitos plausíveis: fluxo de sangue na região, um relaxamento local do sistema nervoso e uma descarga de endorfina que faz a pessoa sair leve depois de apanhar por uma hora. Jared aplica a versão barata disso no próprio treino, enfiando o polegar no joelho por 10 segundos, fazendo a série, repetindo três ou quatro vezes, e chama o efeito pelo nome, retorno proprioceptivo.</p>

<p>A eletroestimulação de alta frequência recebe a mesma leitura de contexto. Para o fisiculturista avançado que tem dificuldade real de recrutar um músculo específico, usar o aparelho durante o treino pode render bastante. Para quem ainda não sabe executar o movimento, é como dar um capacete de Fórmula 1 a quem dirige um carro popular pela cidade, já que 90% do ganho viria simplesmente de aprender a levantar peso.</p>

<h2>Metas de processo vencem metas de vaidade</h2>

<p>A divisão entre metas de processo, performance e resultado é uma das melhores lições para atletas e criadores. Meta de processo é aquilo que depende quase totalmente da pessoa: comer as refeições, treinar com qualidade, dormir, estudar, produzir, repetir. Meta de performance já depende do corpo responder. Meta de resultado depende ainda mais do ambiente, dos concorrentes, da plataforma, dos juízes ou do mercado.</p>

<p>O exemplo usado para meta de performance é ganhar 2,5 cm de braço em 1 ano. Se a pessoa ganha 2,4 cm, o processo continuou impecável e só a medida ficou um pouco abaixo, o que não caracteriza fracasso. Já a meta de resultado, como terminar em quinto no Olympia ou bater determinada receita, não está sob controle direto de ninguém.</p>

<p>Ganhar um título, bater milhões de visualizações ou conquistar determinado lugar no Olympia não está sob controle direto. O que está sob controle é executar melhor todos os dias. Mike diz que não trabalha com metas, que é uma pessoa de processo, e que não pode obrigar ninguém a se inscrever no canal do mesmo jeito que Jared não pode arrancar o troféu Olympia da mão de Chris Bumstead.</p>

<p>Essa visão explica a própria RP. O foco está em produzir, otimizar, educar, ajustar e melhorar as ferramentas. O tamanho final do alcance não pode ser garantido. A qualidade do processo pode.</p>

<p>A engrenagem por trás do conteúdo segue essa lógica. As ideias saem da cabeça de Mike e passam por um filtro conduzido por Scott, engenheiro de áudio de formação que hoje coordena a equipe de edição e usa dados do próprio canal para decidir o que vira material publicado. Ele fica dois dias por semana na casa de Mike para gravar, e a maior parte do que vai ao ar foi produzida com meses de antecedência, a ponto de Mike brincar que o canal seguiria publicando normalmente por vários meses se ele morresse hoje.</p>

<h2>Bodybuilding também precisa de amor pelo próprio corpo</h2>

<p>O esporte costuma ser alimentado por insatisfação. A pessoa olha para o físico e vê o que falta. Mais braço, mais dorsal, mais perna, menos cintura, mais detalhe. Só que viver apenas de ódio ao próprio corpo não sustenta uma carreira saudável por muito tempo.</p>

<p>Existe espaço para agressividade no treino, foco absoluto na série e mentalidade competitiva. Mas também precisa existir orgulho pelo que já foi construído. Gostar de olhar para o próprio físico em alguns momentos não é vaidade vazia. Pode ser combustível emocional para continuar. A ideia veio de uma fala de Hadi Choopan sobre não xingar o próprio músculo, e Jay reconhece que sempre se achou equilibrado o bastante para não odiar nenhuma parte, mesmo enfrentando um Ronnie de costas melhores, porque tinha abdômen mais liso e mais detalhe de quadríceps.</p>

<p>Essa ideia é especialmente importante para jovens. Se o atleta só consegue treinar porque se odeia, cada evolução apenas muda o alvo da insatisfação. O corpo melhora, mas a cabeça continua presa no mesmo buraco.</p>

<p>O caso extremo citado é o de Ronnie Coleman depois de perder para Jay. Segundo o relato feito no episódio, Ronnie quis cancelar as próprias aparições dizendo que era um perdedor e que ninguém ia querer vê-lo, e foi Lee Haney quem o dissuadiu. Mike observa que dá para vencer oito Mr. Olympia e sair achando que virou um deus ou sair achando que fracassou por não ter alcançado o nono e superado Lee Haney, com os mesmos resultados objetivos e percepções opostas.</p>

<h2>Drogas não apagam a genética e não criam outro corpo do zero</h2>

<p>A naturalidade e a genética exigem uma correção importante. Existem físicos naturais que muita gente não acredita serem naturais. Também existem usuários de drogas que não impressionam porque têm genética ruim, dieta ruim, treino ruim ou todos esses fatores juntos.</p>

<p>Esteroides ajudam muito na média, especialmente ao longo do tempo, mas não transformam qualquer pessoa em Jay Cutler ou Ronnie Coleman. A resposta individual varia demais. Usar uma celebridade como régua única é errado tanto para naturais quanto para hormonizados. Mike estima que os fármacos aumentam a força em torno de 10% na média, descontado o ganho de peso corporal, o que significa que quem levanta 226,8 kg (500 lb) no levantamento terra não chega a 340,2 kg (750 lb) por causa deles, enquanto existe gente de braço comprido puxando 317,5 kg (700 lb) a vida inteira sem usar nada.</p>

<p>O caso usado para ilustrar a genética é o de Big Ramy. Jared estima que Ramy, que subiu ao palco em torno de 143,1 kg (315,5 lb) numa condição enxuta, poderia estar em algo como 106,6 a 111,1 kg (235 a 245 lb) completamente livre de fármacos. O argumento paralelo é o inverso: existe quem esteja em um ciclo pesado e não impressione ninguém, porque genética, dieta e treino não acompanham. O caso de Ronnie Coleman é lembrado como o mais desconcertante de todos, já que ele obteve o cartão profissional ainda natural.</p>

<p>A referência mais honesta é construir uma versão melhor de si mesmo. O atleta pode admirar ídolos, mas precisa parar de medir a própria jornada por corpos que nasceram com outro conjunto de cartas.</p>

<h2>O conteúdo fitness vive de educação, mas também de entretenimento</h2>

<p>A RP produz livros, aplicativos, coaching, redes sociais e YouTube com antecedência e planejamento. Ao mesmo tempo, os temas mudam conforme a atenção do público. Glúteos entram em alta, depois dieta cetogênica volta, depois Mike Mentzer retorna ao debate, depois Tom Platz vira referência histórica para uma geração que nem sempre conhece o passado. O público do canal é de aproximadamente 65% de homens e 35% de mulheres, concentrado na faixa dos 20 aos 50 anos, e a proporção já foi mais próxima de metade a metade antes de o material migrar para uma plataforma de perfil mais masculino.</p>

<p>Isso mostra uma realidade do fitness moderno: ensinar exige embalagem. Não basta ter razão. É preciso transformar uma ideia boa em algo que as pessoas queiram assistir, ler, compartilhar e aplicar.</p>

<p>A diferença está em não deixar o entretenimento engolir a verdade. Quando a piada, o título chamativo ou a polêmica servem para levar o público a treinar melhor, ótimo. Quando viram mentira vendável, o conteúdo perde valor.</p>

<p>Jay compara o estilo de Mike ao de George Carlin, que segurava a atenção com humor e entregava a mensagem quando o ouvinte menos esperava. Mike agradece o elogio e responde que consumiu pouco Carlin porque discordava frontalmente das posições políticas dele, mas admite que a explicação mais provável para o próprio alcance é simples: ele fala apenas de assuntos pelos quais tem interesse real, e o público percebe quando um professor não quer estar ali.</p>

<h2>Conclusão</h2>

<p>Jared Feather e Dr. Mike Israetel mostram que o fisiculturismo evolui melhor quando ciência e prática param de brigar. O atleta de verdade sabe que laboratório não substitui palco. O pesquisador honesto sabe que campeão não vira regra só porque venceu.</p>

<p>A melhor lição da RP Strength é pensar em camadas: treinar duro, controlar execução, progredir com inteligência, recuperar de verdade, simplificar dieta, respeitar genética e medir sucesso pelo processo. Copiar exceção pode até parecer inspiração. Na prática, construir uma versão melhor de si mesmo costuma ser muito mais poderoso.</p>

<h2>FAQ</h2>

<h3>Quem é Jared Feather?</h3>
<p>Jared Feather é fisiculturista, coach e colaborador da RP Strength, atuando como uma ponte entre a ciência aplicada da empresa e o bodybuilding competitivo.</p>

<h3>Quem é Dr. Mike Israetel?</h3>
<p>Dr. Mike Israetel é cientista do esporte, cofundador da Renaissance Periodization e um dos nomes mais conhecidos da divulgação científica aplicada ao treino de hipertrofia.</p>

<h3>Qual é a principal lição dessa parceria?</h3>
<p>A principal lição é usar ciência e prática juntas. Atletas campeões têm muito a ensinar, mas suas exceções genéticas e históricas não devem virar regra para todo mundo.</p>

<h3>Por que copiar campeões pode dar errado?</h3>
<p>Porque campeões carregam genética, tolerância, experiência e contexto que a maioria não tem. Um método que funcionou para um atleta extremo pode gerar lesão, confusão ou estagnação em outra pessoa.</p>

<h3>O que a RP Strength defende sobre treino?</h3>
<p>A RP Strength valoriza treino duro, controle técnico, progressão, recuperação, dieta bem planejada e aplicação prática da ciência sem abandonar a experiência de academia.</p>

<h3>Banho gelado atrapalha o crescimento muscular?</h3>
<p>Aplicar frio nas horas seguintes ao treino de força reduz o crescimento muscular, e Mike Israetel afirma que cerca de uma dúzia de estudos confirmou isso. O uso faz sentido para atletas que precisam reduzir dor antes de um jogo próximo, não para quem busca hipertrofia.</p>

<h3>Quanto cardio é necessário para chegar seco?</h3>
<p>Menos do que a maioria imagina. Mike Israetel trocou o cardio formal por algo em torno de 10 mil passos por dia numa fase de perda de gordura, e Jay Cutler afirma que sua melhor forma, em 2001, veio sem cardio nenhum. Dieta e treino com pesos carregam o resultado.</p>

<h3>Peixe branco realmente afina a pele?</h3>
<p>Não. O peixe branco funciona em preparação porque tem pouca gordura, pesa pouco no estômago e derruba as calorias quando substitui carne vermelha. Outros 50 alimentos com o mesmo perfil calórico teriam efeito equivalente.</p>

<h2>Referências</h2>
<ol>
  <li>CUTLER CAST. <em>#143 - Dr. Mike / Jared Feather - RP Strength</em>. [S. l.], 14 nov. 2024. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=h9FWGsI9lKs" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=h9FWGsI9lKs</a>. Acesso em: 18 jul. 2026.</li>
</ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1060</guid><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 14:08:00 +0000</pubDate></item><item><title>Greg Doucette: as li&#xE7;&#xF5;es do Coach Greg para o bodybuilding moderno</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/greg-doucette-as-li%C3%A7%C3%B5es-do-coach-greg-para-o-bodybuilding-moderno-r1059/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_08/greg-doucette-aula-evento-capa.webp.34c6d39629e6af4565c67d4578fc0e71.webp" /></p>
<p>Greg Doucette tinha 49 anos quando sentou no Cutler Cast para gravar "#159 - Coach Greg" e passou pouco mais de 2 horas abrindo número por número a própria carreira. Foram 42 competições como natural antes do primeiro esteroide, 10 anos de uso e abuso, 700 mg de 4 substâncias diferentes ao mesmo tempo, cerca de 3.700 publicações longas no canal e uma fase de consultoria que rendia em torno de 750.000 dólares por ano com apenas 50.000 seguidores. O que vem abaixo é relato pessoal e opinião dele, não recomendação, e ele repete o alerta várias vezes ao longo da conversa.</p>

<h2>13 anos de triatlo e a conclusão de que o fisiculturismo é pior</h2>

<p>Ele começou no triatlo aos 13 anos e parou aos 26, quando decidiu virar profissional de fisiculturismo, cortou todo o cardio e tentou ficar o maior possível. Passou por ciclismo e por powerlifting também. Mesmo com essa lista, coloca o fisiculturismo como o esporte mais duro que praticou, e a razão que ele dá é específica: nenhum outro exige o dia inteiro, todos os dias.</p>

<p>A comparação que ele usa é com o próprio ciclismo. Uma pedalada de 5 horas é dura, mas o atleta pode comer o quanto quiser. Fazer 2 horas de cardio sem poder comer, ou com uma dieta tão baixa em calorias que a energia não existe, é outra coisa. O maior problema dele nunca foi a fome, foi a falta de energia. Ao chegar em torno de 7% de gordura, dizia mal conseguir funcionar como pessoa, tinha dificuldade de levantar de manhã e até de sair da banheira. E ele sempre quis competir com 5% ou menos, o que transformava as últimas 6 semanas de preparação no trecho mais difícil de tudo que já fez.</p>

<h2>42 competições como natural antes do primeiro esteroide</h2>

<p>Greg competiu em 42 shows naturais. Venceu o overall do campeonato nacional canadense com teste antidoping, competiu de 64,4 kg (142 lb) até o peso pesado e, na época, não existia cartão profissional para atleta natural. Ele faz questão de notar que hoje existiria, e que teria virado profissional sem nunca ter usado nada.</p>

<p>A razão de ter demorado é direta e não tem moralismo nenhum: ele estava melhorando e estava ganhando. A parte divertida do esporte, para ele, era a evolução pessoal. Enquanto o físico progredia e os troféus vinham, não havia motivo. Ele descreve o que tinha como natural: cerca de 7% de gordura no palco, cintura fina, estrutura em X, posteriores de coxa boas e um abdômen que, segundo ele, piorou depois que começou a usar. Com 68 kg parecia ter 82 kg, e já aparecia em revistas sendo natural.</p>

<p>O ponto de virada foi o cartão profissional. Quando parou de evoluir e o objetivo passou a ser esse, concluiu que precisaria de algo a mais. Antes de tomar qualquer coisa, passou a perguntar aos amigos o que usavam, leu fórum, pesquisou substância por substância e diz que, quando enfim usou o primeiro esteroide, sabia mais sobre o assunto do que 99,9% das pessoas. Ele tinha mestrado em cinesiologia e era professor de educação física. Ganhou o cartão profissional já usando, com mais de 86 kg e seco, no Canadian Nationals, na mesma edição em que Antoine Vaillant venceu o superpesado. A diferença total entre o Greg natural e o Greg usuário ele estima em cerca de 11 kg de músculo, o que o levou do peso médio ao meio-pesado e ao pesado.</p>

<h2>700 mg de trembolona, 700 de testosterona, 700 de masteron e 700 de boldenona</h2>

<p>A parte mais dura da conversa é a admissão do abuso, e ela vem com número. Greg queria ser campeão do Olympia 212 e raciocinava de forma aritmética: se um ciclo pequeno dava 4,5 kg, bastaria dobrar a dose para ganhar mais 4,5, e triplicar, e quadruplicar. Chegou a usar 700 mg de trembolona, 700 mg de testosterona, 700 mg de masteron e 700 mg de boldenona simultaneamente.</p>

<p>O resultado ele descreve sem enfeite. Ansiedade o tempo todo, insônia com noites de 3 horas de sono, suor encharcando os lençóis e uma sensação geral de estar mal. Uma semana nesse protocolo e ele já não conseguia funcionar. A pergunta que faz hoje é a única que importa: se não dá para recuperar, como é que se cresce.</p>

<p>A conclusão prática desmonta a matemática que o levou até ali. Ciclos pequenos rendiam bastante. Ciclos gigantescos rendiam quase nada. Dobrar a dose talvez dê 10% a mais de ganho, e dobrar de novo pode render menos que antes. Ele cita ainda o caso de outro atleta de topo que subiu a dose ao maior número da carreira, perdeu resultado, voltou para metade e recomeçou a crescer.</p>

<p>Greg é hiper-respondedor a dose baixa, e essa é justamente a parte ruim da história. Ele sentia diferença a cada 20 mg. Anavar em 10 mg era, nas palavras dele, o esteroide favorito de todos, e 5 anos depois de parar ele ainda sente vontade de usar de novo. É por isso que avisa que começar é fácil e parar não é.</p>

<h2>Os dois sangramentos de nariz que encerraram a carreira</h2>

<p>A última competição foi na classic physique, quando o limite de peso da categoria para a altura dele, 1,68 m, era 87,5 kg (193 lb). Ele fez a Niagara Falls e ficou em 4º lugar, e também competiu na Alemanha. Estava com doses que considera modestas para o próprio histórico, algo como 400 mg de uma substância e algumas centenas de miligramas de outra.</p>

<p>A poucos dias do palco, treinando rosca e se achando absurdamente seco, teve um sangramento de nariz. Depois teve outro, no treino seguinte. Foi ali que parou. Ele diz que a mentalidade de invencibilidade durou até aquele momento e que hoje pensa em morte de um jeito que antes não pensava. Nunca mais competiu, e é honesto sobre o motivo de não voltar: não acredita que passaria do 4º lugar em um show profissional, e o limite da classic subiu tanto desde então que ele precisaria voltar às doses antigas para tentar.</p>

<h2>Reposição hormonal não é naturalidade, e ele começa por si mesmo</h2>

<p>Greg é rígido na definição, e a régua vale contra ele. Quem usou esteroide não é mais natural. Quem usa SARM não é natural. Qualquer substância proibida pela agência mundial antidoping tira a condição. Insulina com finalidade de performance tira. Reposição hormonal prescrita por médico também tira, e a resposta dele à pergunta direta sobre a própria condição é um "não" sem rodeio.</p>

<p>O motivo de ele bater tanto nesse ponto é que a frase mudou de forma. Antes as pessoas diziam "sou natural". Agora dizem "só faço TRT", e isso passa como se fosse a mesma coisa. Ele chama a reposição de o novo falso natural.</p>

<p>No plano pessoal, o protocolo dele é público. Usa 140 mg por semana. A clínica sugeriu subir para 200 mg, ele dividiu a diferença e testou 170 mg por 1 semana, começou a ficar inchado e com o rosto arredondado, e voltou. Os exames dele ficam entre 550 e 765 ng/dL, e ele já publicou os resultados. A recomendação que dá é a menor dose que mantenha a pessoa bem, com os marcadores em ordem. Quando Jay Cutler conta que usa 200 mg por semana e tem testosterona total em 425 ng/dL e pergunta se está baixo, a resposta é que, se ele se sente bem e os exames estão bons, está de bom tamanho. A ideia corrente na maromba de que qualquer valor abaixo de 1.000 é insuficiente ele trata como bobagem.</p>

<h2>48,4%, e não 90%</h2>

<p>Um dos exemplos mais úteis de como ele trabalha é a discussão sobre recuperação do eixo. Um interlocutor sustentava que, ao sair dos esteroides depois de mais de uma década, teria cerca de 90% de chance de recuperar a função testicular sem problema. Greg foi atrás da literatura e chegou a outro número: em torno de 48,4% de retorno à função normal em 3 anos, em um trabalho com mais de 600 participantes.</p>

<p>A conclusão que ele tira dali é a que interessa. Quem abusou naquele nível provavelmente vai precisar de reposição para o resto da vida, e ele se inclui na conta junto com outros nomes conhecidos do esporte.</p>

<h2>Por que o "natty or not" funciona</h2>

<p>O formato que o tornou conhecido não olha a foto final. Ele diz explicitamente que o difícil não é analisar um físico enorme e óbvio, e sim o sujeito de aparência mediana. O que ele procura é a velocidade da transformação e o salto repentino, não o resultado. Um físico que qualquer pessoa poderia teoricamente construir de forma natural não prova que aquela pessoa em específico construiu.</p>

<p>Ele tem uma explicação franca para o tamanho da audiência desse tipo de conteúdo. Suspeitar de todo mundo é a desculpa mais confortável para a própria falta de evolução. Se quem está à frente só chegou lá por causa de droga, ninguém precisa olhar para o próprio treino, para a própria dieta ou para os anos desperdiçados. E a resposta dele para os que insistem que os antigos usavam mais do que admitiam é curta: eles simplesmente eram melhores. Ele acredita, por exemplo, que Lee Priest usava as doses baixas que declara, justamente por ser hiper-respondedor.</p>

<p>Ao mesmo tempo, ele traça uma linha ética que respeita. Diz saber de vários falsos naturais que nunca vai expor, porque contaram em confiança, e que a pior parte de tudo isso é o público adolescente comparando o próprio corpo com uma régua falsa.</p>

<h2>Anavar, mulheres e a cliente de 88,5 kg com DNP</h2>

<p>A crítica mais dura da conversa é sobre o uso por mulheres. Perguntado sobre o que uma mulher pode usar com segurança, a resposta é "nada". Ele só aceita a palavra "mais seguro", nunca "seguro", e mesmo aí faz a ressalva de que aproximadamente metade do que se vende como anavar não é anavar, e que essa estimativa ainda é generosa.</p>

<p>O problema, na leitura dele, é comercial. O treinador precisa do antes e depois para vender consultoria, e no antes e depois não aparece a voz. Uma competidora de bikini tem talvez 5 bons anos de palco, e depois disso convive com a voz alterada, os pelos no rosto e a queda de cabelo. Ele conta que atende gente em segredo justamente porque essas pessoas não podem contar ao próprio treinador o que estão tomando.</p>

<p>O caso concreto que ele descreve é o de uma cliente que ele achou ser homem por causa do nome. Tinha 1,68 m e 88,5 kg, queria competir em women's physique, e o protocolo montado pelo treinador dela trazia 3 substâncias em 350 mg cada, mais DNP. A recomendação foi parar tudo imediatamente. E ele cita o exemplo oposto: uma das atletas de wellness com maior alcance do mundo, com quase 4 milhões de seguidores, que largou porque não estava disposta a usar o que seria preciso para continuar vencendo.</p>

<h2>A melhor dieta é a que a pessoa consegue seguir</h2>

<p>Greg come cerca de 4.000 kcal por dia e pesava 84,7 kg na manhã da gravação. O café da manhã dele passa de 1.000 kcal. E a filosofia toda nasceu de um problema prático: nas primeiras dietas, com frango, brócolis e arroz, ele simplesmente não conseguia.</p>

<p>Passou mais de 20 anos criando versões menos calóricas de comida que gosta. Pipoca, pasta de amendoim com menos calorias, bolo, sobremesa com iogurte grego e proteína em pó. O teste era simples: se os amigos gostavam, a receita prestava. O livro está na versão 3.1. Ele conta a origem de uma delas com precisão quase divertida, quando trocou 3 ovos inteiros e o óleo de um bolo por 5 bananas e cerca de 12 claras só para ver o que aconteceria.</p>

<p>Como treinador de milhares de pessoas, ele diz que o motivo número 1 do fracasso das dietas é a pessoa não conseguir seguir. Os atletas trapaceiam e não contam ao treinador. Por isso ele prescreve o que sabe que será cumprido. Isso não vira licença para comer qualquer coisa, e ele mantém a defesa de fruta, verdura e alimento com densidade nutricional. Sobre dieta rica em gordura, a objeção é pessoal e honesta: gordura não o sacia, então ele fica com mais fome e não sustenta.</p>

<p>Cardio em jejum ele nunca fez por acreditar em vantagem metabólica. Fazia 1 hora e meia de manhã há 20 anos porque não conhecia a literatura. Hoje só faz em viagem, quando comeu demais na noite anterior e quer resolver às 6 da manhã antes de os amigos acordarem. E a frase que resume a posição dele sobre programa de treino é a mesma: o melhor plano é o que a pessoa efetivamente cumpre.</p>

<h2>2.925 inscritos em 2010 e mais de 1 bilhão de visualizações</h2>

<p>O canal começou em 2006 por vaidade e por teimosia. Alguém duvidou que ele fazia 143 kg no supino por cerca de 20 repetições sendo um cara pequeno e natural. Ele comprou uma câmera de cerca de 300 dólares, colocou no chão apontada para cima, apertou o botão, levantou e subiu o arquivo. Não tinha nenhuma habilidade técnica e nem sabia o que era um seguidor. Em 2010, olhou a conta e viu 2.925 inscritos sem entender o que aquilo significava.</p>

<p>A virada veio quando começou a falar de substância. Publicou sobre anavar, dose e perigo, e voltou 2 anos depois para encontrar 600.000 visualizações. A partir dali fez uma peça sobre cada esteroide e cada SARM que conseguiu lembrar. Depois começou a analisar a naturalidade de gente famosa, sem saber editar, sem miniatura, sem título trabalhado, e bateu 1 milhão de visualizações. Quando chegou a 10.000 inscritos, ele diz que já sabia que chegaria a 1 milhão, porque tinha achado o atalho.</p>

<p>Hoje são cerca de 3.700 publicações longas, sempre acima de 8 minutos porque é o corte que permite dobrar os anúncios. Ele não edita, não faz miniatura e não escreve título, apenas grava e vai embora. O canal passou de 1 bilhão de visualizações acumuladas. O melhor mês da história dele foram 990.000 inscritos ganhos, o último mês antes da gravação foram 29.000, e ele reconhece sem drama que já não alcança público novo com a mesma facilidade.</p>

<p>A persona gritada também nasceu de dado, não de estratégia. Ele leu comentários dizendo que parecia irritado e apaixonado em uma gravação específica e, em vez de suavizar, decidiu amplificar. Parte daquela intensidade original, ele admite, era trembolona. Hoje diz não tomar nem cafeína, e que 99% das pessoas que o encontram pessoalmente se surpreendem por ele ser calmo.</p>

<h2>De 20 milhões de visualizações por mês para 10</h2>

<p>A parte menos glamourosa da carreira digital ele também abre. Uma publicação em que defendia o direito de outra pessoa expressar uma opinião com a qual ele nem concorda bateu 92.000 visualizações em 24 horas e, no dia seguinte, caiu para 10. O canal foi de 20 milhões de visualizações por mês para 10 milhões, e ele passou 3 meses com o alcance restringido no Instagram, só liberado 2 semanas antes da gravação.</p>

<p>A lista do que dá problema é longa e às vezes absurda. Falar do sistema de saúde canadense, falar de pandemia, mostrar a própria receita médica de testosterona ou mencionar um peptídeo pelo nome. Ele diz que estava voltando a crescer na época da conversa, com 1 milhão de visualizações no mês.</p>

<p>O ritmo de trabalho por trás disso é o que explica o volume. Ele assiste a cerca de 11 horas de conteúdo alheio por dia para produzir reações. Publica 10 a 12 vezes por semana, já chegou a 14, e usa um critério simples: se uma publicação está indo bem, com 250.000 a 300.000 visualizações em 1 dia, deixa correr e não publica outra. Se está abaixo de 100.000, publica a segunda. Se as duas vão mal, publica a terceira. E o material mais visto da carreira dele não é sobre nenhuma celebridade. É sobre um sujeito comum, com 5.000 seguidores, que usou esteroides, se arrependeu e contou a história com a acne à mostra. Deu 7 a 8 milhões de visualizações.</p>

<p>O país onde ele é mais popular hoje é a China. Um funcionário que lê mandarim garimpa os temas nos comentários, faz a apuração e entrega pronto. Ele grava em 20 minutos, sem entender uma palavra do que foi levantado, e aquilo faz 3 milhões de visualizações.</p>

<h2>750.000 dólares por ano com 50.000 seguidores</h2>

<p>A conta financeira do esporte é o trecho mais direto da conversa. Greg é profissional da IFBB e nunca ganhou 1 dólar competindo. Pelo contrário, pagava a filiação para poder competir, além do custo alto da preparação. Perguntado se pensava em dinheiro quando começou, responde que não havia um único show pelo qual ele teria se esforçado mais se pagasse 1 milhão.</p>

<p>O dinheiro sempre esteve fora do palco. Quando tinha cerca de 50.000 seguidores, já faturava em torno de 750.000 dólares por ano só com consultoria. E era insustentável: jornadas de 16 horas na frente do computador, check-in no fim de semana, nenhum dia de folga. Ele contratou outros treinadores para montarem os planos que entregava, depois contratou um chef, e a lógica que usa para justificar é fria. Se a hora dele vale cerca de 1.000 dólares, ir ao mercado custa 1.000 dólares. Ele cozinhou talvez 10 refeições em 2 anos.</p>

<p>O contraste que fecha o raciocínio vem dos números de outro atleta citado na conversa, que teria ganhado 55.000 dólares em toda a carreira competindo e cerca de 1,2 milhão por ano em consultoria depois. Nas contas de premiação que discutem, o Arnold Classic paga 25.000 dólares ao vencedor de men's physique, a segunda maior bolsa do mundo naquela divisão, e a organização gasta em torno de 2.500 dólares por atleta só de despesa de viagem. O Olympia, com dezenas de qualificados voando por conta da organização, gastaria entre 600.000 e 800.000 dólares em despesas.</p>

<p>A solução que ele defende não é cortar a premiação do open, e sim subir a das outras divisões. E, sobre o Olympia, quer o oposto do que existe: classificação mais difícil, com show de menos de 10 competidores não valendo vaga e 2 vitórias exigidas. Ele lembra do próprio cartão profissional, disputado com 27 atletas na categoria, em que só os 15 primeiros seguiam para a noite e apenas os 5 melhores faziam rotina, com famílias atravessando o Canadá para ver o atleta ser cortado.</p>

<h2>Reduzir o limite da classic em 9 kg</h2>

<p>A proposta mais concreta dele sobre regulamento é essa. A classic physique existe, na leitura dele, como um mecanismo de saúde: o limite de peso impede a corrida pelo tamanho. Ele acredita que a categoria permitiu a Chris Bumstead ter as 6 conquistas do Olympia, porque sem ela o atleta teria de competir no open, subir cerca de 6 kg acima do que subia e usar o dobro. Bumstead virou profissional com 100,7 kg, e hoje o limite da categoria para a altura dele está em torno de 108,9 kg (240 lb).</p>

<p>Só que o mesmo limite subiu demais e a categoria começou a se parecer com o open. A solução que ele propõe é baixar 9 kg em toda a tabela. No caso dele, com 1,68 m, o teto cairia de 87,5 kg para 78,5 kg. O objetivo é que a diferença visual entre classic e open volte a ser imediata.</p>

<p>Na mesma linha, quer o fim da 212, que trata como prêmio de consolação, e defende uma divisão nova para físicos menores, algo entre o men's physique e a classic, que permita mostrar as pernas sem exigir o arsenal completo. A crítica que faz ao men's physique é que os shorts escondem a perna e que a categoria já pede mais músculo do que o nome sugere. E ele aposta que a classic vai ultrapassar o open em popularidade, com um argumento simples: quando um garoto de 18 anos fecha os olhos e imagina o corpo que quer, não é o físico do open que aparece.</p>

<h2>Por que ele não é mais juiz</h2>

<p>Greg foi juiz no Canadá e não é mais. Ele conta que a federação canadense já o havia tirado do quadro 1 ano antes das declarações que costumam ser apontadas como causa, e que usaram as falas como pretexto depois.</p>

<p>As críticas dele eram sobre a sexualização das apresentações femininas e sobre a densidade muscular ter subido demais nas divisões femininas. Ele diz que vários campeões de Olympia o procuraram em particular para dizer que concordavam integralmente, sem nenhuma disposição de dizer isso em público por medo de retaliação. Sente falta de julgar, e diz que faz isso pelo canal agora.</p>

<h2>A bicicleta que substituiu a dopamina do palco</h2>

<p>A saída do palco deixou um buraco que ele descreve com franqueza: era viciado na dopamina da competição e, se achasse que poderia melhorar, provavelmente teria continuado abusando. O que preencheu foi o ciclismo virtual.</p>

<p>A plataforma que ele usa tem cerca de 115.000 pessoas registradas, divididas por categoria de capacidade. Ele corre na segunda mais dura, algo equivalente a um nível nacional, e às vezes vence. Há prova disponível a cada 10 ou 15 minutos. O treino médio dele é de 1 hora, com 5 a 10 minutos de aquecimento e 40 a 50 minutos de corrida, e ele prefere assim porque não tem constituição de resistência. O equipamento inteiro custa em torno de 3.000 dólares. Em Las Vegas, mesmo em 4 dias de viagem, pedalou 1 hora toda manhã.</p>

<p>A métrica substituiu o troféu. Se ele sustentava 500 watts por 2 minutos e agora sustenta 500 watts por 2 minutos e 2 segundos, melhorou. E a mudança de identidade que isso provoca é o que ele considera mais valioso: em vez de tentar parecer cada vez mais fisiculturista, hoje quer ser um ciclista forte que ainda é musculoso. Foi por isso que recusou os 200 mg de reposição, porque peso a mais é peso a mais na subida.</p>

<p>A equipe virtual dele é formada por gente que assiste ao canal, e ele acha graça no contraste. Esses caras queimam cerca de 1.200 kcal por hora, comem de 5.000 a 6.000 kcal por dia e perguntam como enfiar mais açúcar na garrafa. Um deles usa 550 g de açúcar dissolvido em água. O autor de um livro sobre emagrecer passou a receber perguntas sobre como engordar a bebida.</p>

<h2>1 ano para aprender espanhol e 5 aulas por semana</h2>

<p>O único arrependimento que ele declara na conversa inteira não tem nada a ver com fisiculturismo: é nunca ter aprendido outro idioma. Resolveu isso em cerca de 1 ano, cortando televisão, usando aplicativo enquanto pedala e contratando 5 aulas por semana com uma professora colombiana, das quais faz 2 ou 3. Também passou a ler livros no lugar da televisão para tentar enxergar o mundo por uma ótica que não fosse a dele.</p>

<p>E a namorada entrou na vida dele por um caminho que resume bem a natureza do negócio: comprou o livro de receitas, mandou mensagem contando que estava em Halifax operando, e o convite para treinar virou jantar. Ela é cirurgiã oftalmológica e irmã de um ciclista que corre o Tour de France. Ele descobriu isso depois de já ter passado 6 semanas se gabando dos próprios watts para ela.</p>

<h2>Conclusão</h2>

<p>O que sustenta a história de Greg Doucette não é a gritaria e nem a polêmica. É o fato de ele ter competido 42 vezes como natural antes de tomar qualquer coisa, ter abusado depois até o ponto de dormir 3 horas por noite com 700 mg de 4 substâncias no corpo, e hoje conseguir explicar exatamente onde a conta não fechou. Dobrar a dose não dobrou nada, custou o sono, a recuperação e o bem-estar, e o físico não veio junto.</p>

<p>A mensagem que ele repete para quem tem 18 ou 19 anos vem dessa aritmética, não de moral. Quanto mais tempo alguém consegue evoluir sem usar nada, mais tempo tem para aprender a treinar, a comer e a secar sem depender de farmacologia para resolver, e mais longa tende a ser a carreira. Ele começou a treinar aos 10 anos, competiu aos 18 e já tinha mais de 20 shows nas costas aos 25 sem sequer pensar no assunto. Diz que amou o esporte o suficiente para fazer 42 competições naturais, e que é exatamente esse o teste de quem ama.</p>

<h2>FAQ</h2>

<h3>Quantas competições Greg Doucette fez como natural?</h3>
<p>Ele afirma ter competido em 42 shows naturais antes de usar qualquer substância, incluindo o overall do campeonato nacional canadense com teste antidoping, de 64,4 kg (142 lb) até o peso pesado. Na época não existia cartão profissional para atleta natural.</p>

<h3>Quais doses ele usou no auge do abuso?</h3>
<p>Ele relata ter chegado a 700 mg de trembolona, 700 mg de testosterona, 700 mg de masteron e 700 mg de boldenona ao mesmo tempo, com ansiedade constante, noites de 3 horas de sono e suor excessivo. É relato pessoal, não recomendação, e ele mesmo classifica a decisão como burra.</p>

<h3>Qual é o protocolo de reposição hormonal dele hoje?</h3>
<p>Segundo ele, 140 mg por semana, com testosterona total entre 550 e 765 ng/dL. Testou 170 mg por 1 semana, ficou inchado e voltou. A recomendação que dá é a menor dose que mantenha bem-estar e exames em ordem, sempre com acompanhamento médico.</p>

<h3>Greg Doucette se considera natural?</h3>
<p>Não. A régua dele é rígida e vale contra ele mesmo: esteroide, SARM, insulina com finalidade de performance e qualquer substância proibida em contexto antidoping tiram a condição, e reposição hormonal prescrita também tira. Ele chama a reposição de o novo falso natural.</p>

<h3>Por que ele critica o uso de esteroides por mulheres?</h3>
<p>Porque considera que não existe uso seguro, apenas menos agressivo, e porque metade do que se vende como anavar não é anavar. Uma competidora tem talvez 5 anos de palco e convive depois com voz alterada, pelos no rosto e queda de cabelo, colaterais que não aparecem no antes e depois usado pelo treinador para vender consultoria.</p>

<h3>Quanto ele ganhou como profissional da IFBB?</h3>
<p>Nada. Ele afirma nunca ter ganhado 1 dólar competindo e ainda pagar a filiação para poder disputar. O faturamento vinha do que orbita o palco: com cerca de 50.000 seguidores, já fazia em torno de 750.000 dólares por ano só com consultoria.</p>

<h3>O que ele propõe mudar na classic physique?</h3>
<p>Reduzir todos os limites de peso em cerca de 9 kg, o que no caso dele, com 1,68 m, levaria o teto de 87,5 kg para 78,5 kg. O objetivo é recuperar a diferença visual entre a classic e o open, já que segundo ele a categoria cresceu a ponto de se confundir com a divisão maior.</p>

<h2>Referências</h2>
<ol>
  <li>CUTLER CAST. <em>#159 - Coach Greg</em>. [S. l.], 31 mar. 2025. Disponível em: <a href="https://youtu.be/hLdZUwun0Tc" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://youtu.be/hLdZUwun0Tc</a>. Acesso em: 1 ago. 2026.</li>
</ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1059</guid><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 23:12:00 +0000</pubDate></item><item><title>Sam Sulek: treino, disciplina e li&#xE7;&#xF5;es para a nova gera&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/sam-sulek-treino-disciplina-e-li%C3%A7%C3%B5es-para-a-nova-gera%C3%A7%C3%A3o-r1058/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_08/sam-sulek-aula-academia-capa.webp.eb97ed280c5e84ac00b7d5695471ef01.webp" /></p>
<p>Sam Sulek virou um fenômeno porque parece simples, mas não é raso. Em "#147 - Sam Sulek", do Cutler Cast, Jay Cutler e Matt recebem um jovem fisiculturista que cresceu nas redes sem transformar o treino em espetáculo falso: ele grava o que já faria, ajusta o que precisa ajustar e repete o básico todos os dias.</p>

<p>Essa é a parte mais útil da história. O personagem chama atenção pelo tamanho, pelo jeito tranquilo, pelo boné, pelo cabelo e pelo contraste entre aparência desajeitada e físico absurdo. Mas a lição real está menos no visual e mais no processo: constância, rastreamento, prática, tentativa e erro, abertura para críticas e amor genuíno pelo treino.</p>

<p>A conversa foi gravada em Las Vegas em dezembro de 2024, com Sam aos 21 anos e o canal dele em torno de 3,8 milhões de inscritos no YouTube. Ele mesmo avisa que dá quase nenhum trabalho manter o ritmo diário, porque grava algo que aconteceria de qualquer forma, e que a intenção é começar a se afastar do formato diário ao longo do ano seguinte para não empilhar mil materiais de treino praticamente iguais.</p>

<h2>O sucesso não começou perfeito</h2>

<p>A ascensão de Sam não nasceu de uma produção sofisticada. O início teve celular ruim, áudio ruim, tentativa fracassada e gravação que ele mesmo achou fraca. A primeira experiência de edição veio de uma disciplina de cinema sobre máfia, quando precisou montar um material acadêmico. Depois, a lógica foi transferida para o treino: trocar cenas de filme por séries de peito, deslocamentos de carro e comentários sobre o próprio processo.</p>

<p>Os detalhes do fracasso inicial são específicos. Foram 3 tentativas antes de publicar qualquer coisa. Ele levou o celular para a academia, deixou o aparelho a uns 6 metros de distância, sem microfone, e o áudio simplesmente não existia. Mandou o resultado para o irmão com um veredito próprio: aquilo era ruim demais para ser assistido. O aparelho era um iPhone 7 que tremia tanto que ele precisou colar um ímã atrás para estabilizar, e só trocou de celular quando pediu o upgrade aos pais.</p>

<p>Antes de publicar com consistência no YouTube, houve uma fase de testes no TikTok. Pequenos cortes, edições rápidas, música, piadas e trechos de treino criaram curiosidade. Quem via um agachamento pesado ou um supino forte queria entender como era a sessão inteira por trás daquele recorte. A migração para materiais longos veio quando a demanda apareceu naturalmente.</p>

<p>Foram cerca de 6 meses de TikTok antes do primeiro material longo, publicado em janeiro de 2023. Os cortes tinham 5 segundos, música e piada, e mostravam coisas como 5 anilhas no agachamento ou 3 anilhas no supino. Ele guarda a lembrança de ter tirado print das 100 primeiras curtidas. Perto dos 3 meses de TikTok já pediam a sessão inteira, e por volta dos 4 meses a conta passava de 10 mil e depois de 100 mil seguidores.</p>

<p>A primeira grande lição é essa: não precisa nascer profissional. Precisa começar, observar a resposta, melhorar o som, melhorar a imagem, mudar o que atrapalha e manter o que funciona. O formato diário não mudou muito porque a essência já estava lá: dirigir até a academia, treinar, posar, voltar para casa e falar com a câmera como quem organiza o próprio pensamento.</p>

<p>Levou uns 4 meses até o formato longo parecer natural. Ele detesta ouvir os 3 primeiros meses de gravação, porque falava de maneira empolada com a câmera em vez de falar como falaria normalmente. Também não corta os momentos ruins: no primeiro material longo ficou registrado o trecho em que ele admite estar sem vontade e faz mais uma série de posteriores mesmo assim.</p>

<h2>A autenticidade virou método</h2>

<p>O conteúdo diário funciona porque não parece um roteiro montado para vender uma persona. O treino aconteceria de qualquer jeito. A câmera entra como extensão da rotina, não como substituta dela. Isso muda tudo.</p>

<p>Quando alguém transforma cada gravação em uma produção separada, precisa montar cenário, chamar equipe, criar pauta e performar. No caso de Sam, a pauta é o próprio dia. Ele já ia treinar, já ia dirigir, já ia comer, já ia posar e já ia pensar sobre aquilo. A câmera apenas captura esse fluxo.</p>

<p>Ele chegou a considerar contratar um cinegrafista e desistiu depois de poucas semanas, porque o tripé resolvia. E responde a uma acusação recorrente do público, a de que os treinos gravados seriam encenação e o treino de verdade aconteceria depois, fora da câmera. Segundo ele, a câmera na verdade aumenta a constância, porque abandonar uma série difícil na frente dela é constrangedor.</p>

<p>Essa naturalidade explica por que tantos jovens se conectam. A fala parece monólogo interno. Às vezes há comentário rápido depois de uma série ruim, troca de exercício, ajuste de sensação muscular ou decisão tomada ali, dentro do treino. O espectador não recebe apenas o resultado final. Ele vê o raciocínio acontecendo.</p>

<p>A mecânica é simples. O aquecimento não entra, e a gravação começa na primeira série valendo. Dentro da academia ele fala uns 5 segundos depois de cada série, e todo o resto da conversa acontece no carro, na ida e na volta. Sobre a duração, o alvo é 30 minutos: abaixo disso chegam reclamações, porque parte do público assiste durante o cardio e fica sem material para os minutos finais. Alguns chegam a 1 hora quando a academia escolhida fica a 45 minutos de casa.</p>

<h2>Postar todo dia é parecido com treinar todo dia</h2>

<p>A comparação entre rede social e musculação aparece como uma das melhores analogias da história. Ninguém fica enorme depois de três treinos. Do mesmo modo, ninguém constrói uma audiência sólida depois de três postagens.</p>

<p>A consistência precisa vir antes da recompensa. Publicar durante meses sem garantia de retorno é parecido com treinar durante meses antes de parecer fisiculturista. Existe um período em que o trabalho ainda não virou aparência, número ou reconhecimento. Muita gente desiste justamente ali.</p>

<p>Mas constância sozinha não resolve tudo. Também é preciso ajustar. Se uma postagem funciona melhor, vale olhar o que havia nela: música, edição, naturalidade, assunto, ritmo ou contexto. A melhora vem da soma entre repetição e leitura de feedback. Repetir sem observar vira teimosia. Observar sem repetir vira ansiedade.</p>

<p>Existe um limite nesse ajuste, e ele nomeia esse limite. Perseguir apenas o que rende número leva a caçar tendência até virar caricatura, com título de isca e assunto que nada tem a ver com o que a pessoa faz. A régua que ele propõe é publicar o que a própria pessoa gostaria de assistir, e usar as métricas só para escolher entre coisas que já cabem nesse critério. Ele estima que a qualidade técnica, som e imagem, responda por uns 30% do resultado.</p>

<h2>A fama veio em rampa, não em explosão</h2>

<p>O crescimento de Sam teve uma característica importante: foi gradual. Primeiro, 500 visualizações pareciam muito. Depois vieram os primeiros comentários recorrentes, os seguidores fiéis, os pedidos por materiais longos, o reconhecimento na escola, no mercado, em eventos e finalmente as filas enormes em encontros presenciais.</p>

<p>Os números da rampa no YouTube ajudam a entender a escala. Entre agosto e dezembro de 2023 a conta dobrou de tamanho quase todo mês: de 40 mil para 50 mil, depois 100 mil, 200 mil, 400 mil, até passar de 1 milhão antes do fim do ano. O público também é mais amplo do que se imagina. Pelos dados que ele cita, cerca de 50% tem menos de 18 anos e cerca de 30% está entre 18 e 30 anos, com uma parcela feminina de aproximadamente 4%.</p>

<p>Esse crescimento em rampa provavelmente ajudou a tornar a fama mais suportável. Em vez de acordar famoso de uma vez, ele foi se acostumando a ser reconhecido. Primeiro uma pessoa abordava. Depois duas. Depois várias. Em algum momento, estava em Las Vegas encontrando Jay Cutler, Arnold Schwarzenegger, Lee Priest, Hafthor Bjornsson e outros nomes que antes apareciam apenas na tela do celular.</p>

<p>A mudança de escala é absurda. Dois anos antes, uma conversa desse tamanho com Jay Cutler pareceria impensável. Depois de meses vivendo pequenas novas camadas de exposição, o impossível começa a parecer apenas o próximo compromisso.</p>

<p>Ele mede essa mudança com dois Arnold Classic. No primeiro, com uns 6 a 9 meses de publicações, autografou cerca de 10 potes de pré-treino em um estande e a única presença marcada foi essa. No mais recente, apareceu em um cartaz ao lado de Ronnie Coleman e Chris Bumstead. No Arnold antigo, inclusive, ele estava do outro lado da fila: pagou 20 dólares a um segurança para furar uma fila de mais de mil pessoas e perguntar a Jay Cutler o que um amigo deveria fazer para entrar no Classic Physique.</p>

<h2>O introvertido que aprendeu a falar</h2>

<p>Uma parte forte da história é o contraste entre o Sam introspectivo e o comunicador que surgiu. Ele relata que era muito mais introvertido, com pouca vida social e sem o hábito de se expor. A própria irmã notou a mudança depois dos primeiros materiais longos, dizendo que nunca tinha ouvido ele falar tanto.</p>

<p>A frase da irmã veio depois de umas 2 ou 3 semanas de materiais longos. Ele descreve a infância e a adolescência como pouco sociais, sem muitos amigos, sem dormir na casa de ninguém. Em uma apresentação na faculdade, em uma disciplina introdutória de negócios ligada ao curso de engenharia mecânica, dois colegas disseram que ele deveria gravar audiolivro. Ele conta que naquele dia estava nervoso, o que já não é a regra.</p>

<p>O bodybuilding entrou como ambiente natural para esse perfil. Treinar sozinho, medir progresso, controlar rotina e depender mais do próprio esforço do que de aprovação social combinavam com a personalidade dele. Com o tempo, falar para a câmera virou treino de comunicação. A academia continuou sendo o centro, mas a câmera virou uma espécie de ponte para fora.</p>

<p>Isso também ajuda a explicar a aura calma. A fala não parece palestra ensaiada. Parece alguém pensando em voz alta sobre o que está fazendo. Para uma geração saturada de cortes agressivos, personagem forçado e fórmula pronta, essa simplicidade vira diferencial.</p>

<h2>A base atlética veio antes da musculação</h2>

<p>Sam não começou do zero motor. Antes da musculação, passou anos na ginástica e no mergulho competitivo. A ginástica ocupava horas por dia, quase todos os dias, com deslocamento, aquecimento, técnica, impacto, força de tronco, coordenação e disciplina. Quando essa rotina saiu da vida dele, abriu-se um vazio de tempo e identidade.</p>

<p>A conta de tempo é concreta. Ginástica artística dos 11 aos 16 anos, 3 horas de treino por dia todos os dias menos domingo, com mais 30 minutos de deslocamento em cada sentido, o que consumia um bloco de cerca de 4 horas do dia depois da escola. Ele parou porque os joelhos doíam com o impacto e a coluna reclamava do tracionamento na barra fixa. O salto ornamental durou até o primeiro ano da faculdade. Nessa modalidade o peso virou empecilho: acima de 84 kg a 86 kg (185 lb a 190 lb) a prancha já batia na água, porque não foi projetada para alguém daquele tamanho. A ginástica também explica uma herança curiosa, a de ter dorsais visíveis antes mesmo de treinar com peso, de tanto sustentar o corpo em barras.</p>

<p>A musculação preencheu esse espaço. O corpo já tinha alguma base de controle, força relativa e exposição a treinamento repetitivo. Mesmo assim, o começo teve os erros normais de quem ama o treino demais: volume exagerado, longas sessões, muita vontade de fazer tudo ao mesmo tempo e pouca noção de recuperação.</p>

<p>Ele começou a treinar com peso no segundo ano do ensino médio, aos 16 anos e meio, pesando por volta de 75 kg (165 lb). Formou-se pesando cerca de 88 kg (195 lb), com 1,81 m. A academia era um cantinho no porão de casa, com rack e halteres, montada ao lado do próprio quarto. E o gatilho foi o vazio deixado pela ginástica: sem as 4 horas diárias de atividade, ele passou a comer sacos inteiros de salgadinho e percebeu que estava amolecendo. Chegou a cobrir o espelho por 2 meses para só olhar de novo quando houvesse diferença.</p>

<p>Essa fase não foi inútil. Fazer 25 séries de bíceps em um treino pode ser excesso, mas também ensina. O erro praticado com atenção vira experiência. Com o tempo, ele reduziu volume, refinou execução, percebeu melhor o papel da falha e aprendeu a dar mais valor à qualidade do estímulo.</p>

<p>A regra de bolso da época era anotada em um caderno: 1 grama de proteína por libra de peso corporal, cada músculo treinado 2 vezes por semana e 50 séries semanais por grupo muscular, o que dava as tais 25 séries por sessão. Havia até uma tabela de pareamento, um grupo grande com um pequeno, quadríceps com tríceps, peito com um menor, para manter tudo equilibrado. Hoje o volume caiu de 25 para 11 séries, algo como 5 exercícios de pouco mais de 2 séries, e a avaliação dele é que teria evoluído mais fazendo menos séries e levando cada uma até a falha de verdade.</p>

<h2>Treino pesado não significa treino burro</h2>

<p>Uma das melhores discussões é a tensão entre treinar pesado e treinar limpo. Sam não defende uma execução caricaturalmente perfeita em todas as séries, nem compra a ideia de que só cargas leves e movimentos lentos constroem músculo. Também não trata peso como desculpa para fazer qualquer coisa.</p>

<p>Ele se define como um treinador desleixado e desenha a distribuição como uma curva. A maioria das séries deve ficar em cadência normal, sem pausa e sem contração exagerada. Nas pontas cabe tanto uma série leve de crucifixo com 20 repetições apertando a contração quanto uma série mais pesada de supino em máquina na casa das 8 repetições. O incômodo dele é com o iniciante que aprendeu que jamais pode pegar pesado e só rosca com 15 kg em câmera lenta.</p>

<p>A lógica é mais madura: existe valor em mover carga pesada com intenção, desde que o exercício continue servindo ao músculo-alvo. Em peito, por exemplo, ele passou a prestar mais atenção em escápulas, ombros para trás, alongamento e contração. As críticas recebidas nas próprias gravações e os treinos com atletas mais experientes foram moldando esse ajuste.</p>

<p>Esse ajuste no peito ele persegue há mais de 1 ano, e não veio de um único conselho. Veio de repetição: comentários sobre execução, mais um treino de peito ao lado de Fouad Abiad e Samson Dauda em que alguém posicionou os ombros dele no aparelho e a sensação enfim mudou. Jay Cutler conta o equivalente da geração dele, enrolar uma toalha sob a coluna no supino para projetar o peito, tendo aprendido que o objetivo não era mover carga e sim contrair.</p>

<p>O exemplo dos tríceps mostra bem essa evolução. Antes, a extensão na polia podia virar uma série pesada demais, curta demais e sem alongamento real. Depois, a carga caiu, a amplitude aumentou e a série passou a falhar em uma zona mais produtiva. O músculo deixou de ser apenas movimentado e passou a ser melhor treinado.</p>

<p>Em números: antes eram 3 anilhas de 20 kg (45 lb) penduradas na pilha, com barra reta, e o cotovelo mal passava dos 90 graus. O estímulo existia, o músculo ficava dolorido, mas a posição alongada era simplesmente pulada. Hoje ele usa corda com cerca de metade da pilha e falha entre 8 e 10 repetições. Tríceps é justamente o grupo que ele aponta como o que mais mudou de aparência, e um dos poucos que ainda quer subir.</p>

<h2>Oito repetições como linha prática</h2>

<p>Na organização do treino, uma regra simples aparece: quando uma carga no Smith ou em uma máquina rende menos de oito repetições, ela provavelmente passou do ponto para o objetivo de hipertrofia daquele momento. Nesse caso, a série pode virar drop set ou a carga precisa ser ajustada.</p>

<p>Essa regra não é uma lei universal. É uma régua prática. Ela protege contra o erro de transformar todo treino em demonstração de força. Para fisiculturismo, a carga importa, mas precisa caber dentro de uma faixa em que ainda haja tensão, controle, amplitude e estímulo muscular suficiente.</p>

<p>Sobre referências de treino, ele cita o canal de compilações antigas onde passou horas assistindo Dorian Yates, Tom Platz, Lee Priest e Kevin Levrone, além dos materiais didáticos de Jeff Nippard sobre número de séries por semana e divisões de treino. A única coisa que ele copiou diretamente de alguém foi o agachamento inspirado em Tom Platz, e mesmo assim a maior série de repetições altas que já fez foi 4 anilhas por 20 repetições. Ele também admite ter passado meses sem treinar costas, apoiado na herança da ginástica, e ter demorado a treinar posteriores de coxa porque só queria quadríceps.</p>

<h2>Dieta: o que muda o corpo é o controle</h2>

<p>O discurso sobre alimentação é direto. Cardio, calorias, consistência e rastreamento aparecem como pilares. Não existe transformação séria sem algum grau de controle alimentar.</p>

<p>A recomendação mais acessível não começa com obsessão. Começa com ferramentas simples: baixar um aplicativo de macros, ter uma balança de comida por perto, olhar rótulos, criar curiosidade sobre calorias e acompanhar pelo menos proteína. A partir daí, a pessoa aprende. Primeiro rastreia proteína. Depois entende carboidratos, gorduras, fome, energia, ganho de peso e perda de gordura.</p>

<p>Ele conta essa recomendação sem exigir compromisso: baixe o aplicativo, peça uma balança de cozinha à mãe e deixe as duas coisas ali, porque a curiosidade faz o resto. É um método que ele aplica em si mesmo. Em um dia inteiro de alimentação gravado, mostrou à câmera um contador de macros com mais de 1.300 dias registrados.</p>

<p>O ponto central é brutalmente simples: se o treino for dobrado, mas a dieta ficar em 2.000 calorias quando o corpo precisa de mais para crescer, o resultado não aparece. O estímulo existe, mas o ambiente de recuperação não acompanha. Para ganhar massa, comer o suficiente é tão importante quanto treinar forte.</p>

<p>Na fase de perda de gordura do episódio, os alvos diários dele eram cerca de 250 g de proteína, 150 g de carboidrato e 75 g de gordura. Uma escolha prática chama atenção: ele deixa de propósito uma refeição de aproximadamente 800 calorias para o fim da noite, para conseguir dormir. A justificativa é direta, quem esgota as calorias às 15 horas acaba beliscando de madrugada, e aguentar fome a noite inteira não é virtude.</p>

<h2>Bulking e cutting sem histeria</h2>

<p>A fase de ganho de peso também mudou com a experiência. Antes, o salto podia ser agressivo: sair de uma dieta com cerca de 2.500 calorias e jogar rapidamente para algo como 5.000 calorias. O resultado era um pico rápido de peso, seguido de estagnação e bagunça na percepção do progresso.</p>

<p>Com o tempo, o aumento ficou mais gradual. Subir calorias em blocos menores, observar o peso semanal e ajustar mês a mês tornou o bulking mais controlável. A qualidade dos alimentos também melhorou. O básico passou a ocupar mais espaço: aveia, arroz, batata, carne, carne moída e fontes proteicas consistentes.</p>

<p>O passo agora é de mais ou menos 500 calorias a cada mês, com acompanhamento do ganho semanal. Foi assim que ele chegou ao maior peso da vida, acima de 123 kg (270 lb) pela primeira vez. E a proporção do que ele chama de comida convencional de fisiculturista subiu para perto de 70% do total. A observação dele sobre proteína é simples, é difícil errar nessa parte, os ajustes de verdade acontecem no carboidrato e na gordura.</p>

<p>Isso não significa dieta limpa o tempo inteiro. Ele ainda fala de donuts, salgadinhos, lanches de viagem e da dificuldade de comer bem fora de casa. A diferença é que esses itens deixam de comandar a fase. Entram como exceção dentro de um sistema que continua sendo medido.</p>

<p>Ele desmonta de passagem uma armadilha comum de viagem, a das barras com aparência saudável. Uma barra com 15 g de gordura e 30 g de carboidrato entrega praticamente o mesmo que uma barra de chocolate comum, e o rótulo é que cria a ilusão. A solução dele em viagem é banal e funciona: parar em uma conveniência a caminho do hotel e abastecer o quarto com peru, bebidas isotônicas sem açúcar e comida comum.</p>

<h2>A estreia no palco ainda é um passo, não uma fantasia</h2>

<p>Apesar da fama, a competição ainda aparece como processo em construção. O objetivo imediato é levar uma fase de perda de gordura até o ponto de subir em um campeonato local. Antes de falar em Olympia, pro card ou destino grandioso, existe uma sequência mais pé no chão: secar, bater o limite de peso, aprender a posar, escolher música, ajustar desidratação e carb-up, entender o próprio corpo em condição real de palco.</p>

<p>O interesse pela Classic Physique aparece como direção provável, mas o peso limite é uma barreira concreta. A conta mencionada é simples: chegar perto do teto, manipular peso final e ver se o físico encaixa. Se estiver pesado demais, o palco responde.</p>

<p>Os números do plano são estes. No pico com carga de carboidrato, 2 meses antes da gravação, ele estava em torno de 123,8 kg (273 lb), e no dia do episódio pesava por volta de 108 kg (238 lb), com Jay Cutler ao lado em cerca de 106,6 kg (235 lb). O teto da Classic Physique amadora para a altura dele é 98,4 kg (217 lb), e o plano é entrar na semana com cerca de 103 kg (227 lb) três dias antes e perder o restante na manipulação final. O ritmo previsto é de aproximadamente 0,5 kg por semana, subindo para algo perto de 0,7 kg nas últimas semanas, com 2 sessões de cardio por dia na reta final, mirando um campeonato local em meados de fevereiro, a cerca de 10 semanas dali.</p>

<p>Essa postura é uma boa lição para jovens atletas. Ter ambição não exige falar como se o topo já estivesse garantido. O caminho fica mais sério quando cada etapa recebe o peso correto.</p>

<p>Vale registrar que ele reconhece o próprio limite de experiência. Gostaria de conduzir sozinho a depleção e a carga de carboidrato, mas admite não ter nenhuma vivência nisso e pretende procurar orientação externa para essa parte. Sobre a rotina de palco, ainda não escolheu música e brinca que precisa de algo que combine com um rapaz de Ohio. Sobre o tamanho, os comentários se contradizem: metade diz que ele é pequeno demais para o Open, metade diz que é grande demais para a Classic. E o objetivo declarado permanece vago de propósito, ficar maior enquanto der, sem número final, e um dia estabilizar e migrar para um treino mais atlético.</p>

<h2>Influência sobre jovens: o risco e o valor</h2>

<p>Sam atrai uma audiência enorme de jovens, inclusive adolescentes. Isso cria responsabilidade. A mensagem mais útil não é “copie tudo”. É “comece com o que você consegue sustentar”.</p>

<p>Para um jovem que treina futebol, luta, escola ou outra modalidade, musculação pode coexistir com o esporte. Três treinos duros por semana já colocam alguém muito à frente de quem não faz nada. Não é necessário abandonar todo o resto da vida para começar a construir físico.</p>

<p>A pergunta chega a ele com frequência, sempre pelo mesmo caminho: um primo ou irmão que joga futebol americano ou luta na escola e quer largar o esporte para se dedicar só à musculação. A resposta é que dá para fazer os dois, ajustando a ordem, treinando peito no dia seguinte ao treino de pernas do esporte, por exemplo. Ele também conta a interação de que mais gosta, encontrar na academia um rapaz de 17 ou 18 anos que mostra no celular a sequência de fotos de 54 kg (120 lb) perdidos em pouco mais de 1 ano. Esse tipo de pessoa, diz ele, já sabe de cardio e caloria porque não teve como não saber.</p>

<p>A internet, porém, distorce a régua. Transformações extremas, rotinas perfeitas e personagens de disciplina absoluta podem fazer o iniciante pensar que, se não conseguir fazer tudo, não vale fazer nada. Essa é uma armadilha. A evolução real quase sempre começa com passos simples: ir treinar, controlar proteína, caminhar mais, aprender exercícios, registrar progresso e repetir.</p>

<p>Ele cita David Goggins como o caso extremo que serve de inspiração e de distorção ao mesmo tempo. E responde à pergunta mais repetida da caixa de comentários, a do jovem que estacionou e quer saber o que mudar no treino. A resposta dele é que provavelmente não é o treino: full body, push pull legs ou divisão por grupo entregam estímulos parecidos, e o que costuma travar o progresso é não comer o suficiente para estar em estado de recuperação.</p>

<h2>O valor de aceitar que estava errado</h2>

<p>Um dos traços mais importantes para evolução é conseguir admitir erro sem destruir o próprio ego. Muita gente fica anos igual na academia porque prefere culpar genética, limite natural ou circunstância, em vez de revisar treino, dieta e recuperação.</p>

<p>Sam usa a própria trajetória como exemplo. Já treinou volume demais. Já fez supino inclinado pesado às 2 horas da manhã, sozinho, com 183,7 kg (405 lb), sem barra de segurança e sem presilhas nas anilhas, porque a barra era lisa e as anilhas escorregavam. Hoje, esse tipo de decisão parece assustadora até para ele. O aprendizado mudou a conduta.</p>

<p>Essa maturidade separa dedicação de teimosia. Quem evolui não é quem nunca erra. É quem consegue olhar para trás, reconhecer que fazia algo pior e mudar antes que o erro vire identidade.</p>

<p>Hoje ele prefere o Smith em exercícios de risco justamente por causa daquele episódio, e diz não gostar mais de fazer supino inclinado com peso nenhum sem alguém atrás. Jay Cutler acrescenta a versão dele do mesmo erro de juventude, 6 horas dentro da Gold’s Gym de Venice aos 19 anos, achando que o músculo crescia dentro da academia. A conclusão vale para os dois: admitir que se treinava errado é mais difícil do que culpar a genética, e é exatamente a parte que separa quem evolui de quem fica igual por anos.</p>

<h2>Conclusão</h2>

<p>A história de Sam Sulek não ensina que todo jovem deve virar influenciador, treinar pesado sem filtro ou copiar uma rotina alheia. A lição é mais interessante: construir algo grande exige repetição, autenticidade, atenção ao feedback e coragem para melhorar o próprio método.</p>

<p>O físico impressiona, mas o processo explica. Treinar, comer, registrar, errar, ajustar e continuar. Para a nova geração da musculação, talvez essa seja a mensagem mais valiosa: não existe atalho mágico, mas existe um caminho simples o suficiente para começar hoje e difícil o suficiente para separar curiosidade de compromisso.</p>

<h2>FAQ</h2>

<h3>Quem é Sam Sulek?</h3>
<p>Sam Sulek é um jovem fisiculturista e criador de conteúdo que ganhou enorme projeção com materiais de treino, dieta e rotina diária. Ele ficou conhecido pelo estilo simples, pela constância e pela conexão forte com o público jovem.</p>

<h3>Qual é a principal lição da trajetória de Sam Sulek?</h3>
<p>A principal lição é que consistência vence aparência de perfeição. Ele cresceu repetindo um formato simples, ajustando pelo feedback e mantendo o treino como centro da rotina.</p>

<h3>Sam Sulek já compete no fisiculturismo?</h3>
<p>A competição aparece como meta em construção. A ideia é começar por um campeonato local, aprender a rotina de palco e depois avaliar os próximos passos com base no físico real em condição de competição.</p>

<h3>O que jovens podem aprender com Sam Sulek?</h3>
<p>Jovens podem aprender a começar com o básico: treinar com regularidade, controlar proteína e calorias, fazer cardio quando necessário, registrar progresso e não esperar uma rotina perfeita para agir.</p>

<h3>Treinar pesado é sempre melhor?</h3>
<p>Não. Carga pesada pode ser útil, mas precisa continuar servindo ao músculo-alvo. Para hipertrofia, tensão, amplitude, controle e progressão importam tanto quanto o peso na máquina ou na barra.</p>

<h3>Quais eram os macros de Sam Sulek na fase de perda de gordura?</h3>
<p>Na época da conversa ele mirava cerca de 250 g de proteína, 150 g de carboidrato e 75 g de gordura por dia, deixando de propósito uma refeição de aproximadamente 800 calorias para o fim da noite.</p>

<h3>Quanto Sam Sulek pesava?</h3>
<p>Ele relatou pico de cerca de 123,8 kg (273 lb) com carga de carboidrato, aproximadamente 108 kg (238 lb) no dia da gravação, e a meta de chegar ao teto de 98,4 kg (217 lb) da Classic Physique amadora. Começou a treinar com cerca de 75 kg (165 lb) aos 16 anos e meio.</p>

<h3>Quanto volume de treino Sam Sulek faz?</h3>
<p>Ele reduziu de 25 séries por grupo muscular em uma sessão para algo em torno de 11, e usa a régua de que menos de 8 repetições em máquina ou Smith indica carga alta demais para o objetivo daquele momento.</p>

<h2>Referências</h2>
<ol>
  <li>CUTLER CAST. <em>#147 - Sam Sulek</em>. [S. l.], 23 dez. 2024. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1ugnYoB5XGM" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=1ugnYoB5XGM</a>. Acesso em: 3 ago. 2026.</li>
</ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1058</guid><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 20:15:00 +0000</pubDate></item><item><title>Ronnie Coleman: li&#xE7;&#xF5;es do oito vezes Mr. Olympia</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/ronnie-coleman-li%C3%A7%C3%B5es-do-oito-vezes-mr-olympia-r1057/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_08/ronnie-coleman-aula-academia-capa.webp.9c3e3f7c3c8c0d8eb2ad6532d1dd46f1.webp" /></p>
<p>Ronnie Coleman virou lenda porque parecia impossível. 8 títulos de Mr. Olympia, treinos brutais, frases que atravessaram gerações e uma combinação rara de genética, força e simplicidade. Mas a parte mais interessante da história não é só o tamanho que ele levou ao palco. É a forma como ele fala de trabalho, medo, dor, família e do próprio corpo depois de ter vencido tudo.</p>
<p>No material “#141 - 8x Mr. Olympia - Ronnie Coleman”, do Cutler Cast, Jay Cutler conversa com o antigo rival e amigo sobre os bastidores de uma carreira que mudou o fisiculturismo. A imagem que fica é menos a de um campeão inalcançável e mais a de um homem que nunca parou de se enxergar como trabalhador.</p>
<h2>O primeiro Olympia foi o mais improvável</h2>
<p>8 Sandows depois, o título mais marcante ainda parece ser o primeiro. Em 1998, no Madison Square Garden e já com 34 anos, Coleman não entrou no Mr. Olympia pensando em dominar o esporte. A meta íntima era muito menor: ficar no top 5. Para ele, que tinha ficado em sétimo em 1996 e caído para nono em 1997, estar entre os 5 melhores já encerraria uma missão de vida.</p>
<p>A contagem regressiva mudou tudo. Quando o sexto lugar não foi chamado com seu nome, a sensação já era de missão cumprida. Quando o quinto também passou, depois o quarto e o terceiro, a surpresa virou história. Até ali, a melhor colocação dele num Olympia tinha sido um sétimo lugar, e o favorito da noite, no palpite do próprio Coleman e de quase todo mundo, era Flex Wheeler. A vitória de 1998 nasceu de um atleta que ainda não se via como favorito, mesmo carregando um físico que depois seria tratado como um dos maiores da história.</p>
<p>Essa é uma das lições mais fortes de Coleman: às vezes o salto definitivo vem depois de anos em que o próprio atleta só tenta sobreviver no jogo. A glória não aparece como certeza. Ela aparece quando a rotina já foi repetida por tempo suficiente para o corpo estar pronto antes da cabeça acreditar.</p>
<h2>Antes da dinastia, quase veio a desistência</h2>
<p>O ano anterior ao primeiro Olympia foi duro. Em 1997 ele abriu a temporada no Ironman e ficou em terceiro, atrás de Lee Priest, um adversário bem mais baixo e mais leve. Na semana seguinte, no Arnold Classic, o pré-julgamento colocou Priest de novo à frente dele, e foi no quarto de hotel, depois daquele chamado, que Coleman pensou em abandonar o fisiculturismo. Ele tinha um bom emprego no departamento de polícia, com renda anual de 6 dígitos em dólares, já contando 25 mil a 30 mil dólares por ano de hora extra em serviços paralelos, além de benefícios e uma vida que não dependia de placar de palco. Na final daquela mesma noite ele reagiu, ficou em quarto e passou à frente de Priest.</p>
<p>O curioso é que um dos motivos para continuar foi simples demais para parecer épico: a musculação tinha começado com uma promessa de academia gratuita, feita por Brian Dobson, do Metroflex, em troca de ele subir ao palco. Se parasse de competir, poderia perder aquilo que mais gostava de fazer. A resposta da namorada Vicki, lembrada por ele de forma bem direta, também ajudou a cortar o drama. O recado era um “garoto, cala a boca” e mais nada.</p>
<p>Esse detalhe humaniza a lenda. O maior fisiculturista de todos os tempos também teve quarto de hotel, frustração, vontade de largar tudo e alguém por perto para lembrá-lo de que ele não era desistente.</p>
<h2>Flex Wheeler e Chad Nicholls mudaram o caminho</h2>
<p>Flex Wheeler aparece como uma figura decisiva. Coleman o descreve como um dos melhores amigos que teve no esporte, alguém que não sabotou, não enganou e ainda ajudou a abrir portas. Foi Flex quem explicou a ele o lado farmacológico do esporte, apresentou onde os grandes se abasteciam, indicou Chad Nicholls e mostrou que, para competir naquele nível, Coleman precisava organizar melhor a preparação. Nicholls demorou a retornar as ligações, e a primeira preparação em dupla só saiu no Toronto Pro de 1998.</p>
<p>A mudança alimentar foi brutal. Coleman reconhece que comia pouco para o nível que queria alcançar: eram cerca de 340 g (12 oz) de proteína animal por refeição. Com Nicholls, o alvo passou para cerca de 600 g de proteína por dia, com cada refeição subindo para 450 g (16 oz) de frango, peru ou carne. Levou uns 3 meses para conseguir engolir tudo aquilo, e o peso corporal subiu de algo em torno de 122,5 a 127 kg (270 a 280 lb) para cerca de 147,4 kg (325 lb).</p>
<p>A lição não é copiar números. A lição é entender que, para um atleta daquele nível, tamanho não apareceu por misticismo. Havia genética absurda, mas também comida em quantidade difícil de sustentar, treino, constância e uma preparação conduzida com método.</p>
<h2>O policial que também era Mr. Olympia</h2>
<p>Uma parte fascinante da história é a relação de Coleman com o trabalho. Ele não fala da polícia como uma fase menor antes da fama. Fala como uma paixão real. Em vários momentos, deixa claro que gostava de trabalhar, de se sentir útil e de ter pessoas dependendo dele.</p>
<p>Essa mentalidade vinha de antes. No ensino médio, ele acumulava 3 empregos ao mesmo tempo. Começou por volta dos 8 ou 9 anos varrendo o estacionamento de um mercado, depois foi repor prateleiras, trabalhou em restaurante limpando mesas, lavando louça e passando pano no chão e, às terças e quintas, operava o placar dos jogos de basquete. Na faculdade, jogou futebol americano, escreveu para o jornal universitário e depois virou editor de esportes, com a tarefa de editar os textos dos outros e fechar a página inteira dentro das medidas certas. Também trabalhou com a polícia do campus escrevendo multas de estacionamento. E, numa outra fase, na Domino's, jantava pizza todos os dias porque era de graça.</p>
<p>O padrão é evidente: Coleman não nasceu apenas forte. Nasceu acostumado a estar ocupado. O bodybuilding, nesse contexto, não foi fuga do trabalho. Foi mais um trabalho levado ao extremo.</p>
<p>Na rua, ele também não fingia ser o que não era. Com cerca de 145,1 kg (320 lb) de peso e mais uns 13,6 kg (30 lb) de equipamento, sua tática diante de suspeito que corria era o rádio, não a perseguição: descrevia a direção da fuga e deixava a corrida para os colegas. O tamanho, esse sim, aparecia antes de qualquer palavra. Os braços, medidos numa unidade da Gold's Gym, chegaram a 61 cm (24 polegadas).
<h2>O treino era simples, mas não era fácil</h2>
<p>O mito de Ronnie Coleman muitas vezes é reduzido aos registros de cargas absurdas. Mas a troca com Jay Cutler mostra outro ponto: a estrutura do treino podia ser muito simples. No peito, por exemplo, apareciam básicos como supino inclinado com barra, supino reto e supino declinado, em séries de 12 repetições, com progressão direta do tipo 61,2 kg (135 lb), 102,1 kg (225 lb) e 142,9 kg (315 lb) nos treinos de viagem. Nada de transformar cada sessão em uma tese de biomecânica.</p>
<p>Isso não significa treino relaxado. Significa execução repetida, progressão, peso de verdade e uma confiança enorme nos fundamentos. O próprio Jay se surpreendia com a simplicidade de algumas sessões quando treinavam viajando. Enquanto muita gente procura variação sofisticada, Coleman confiava no que podia repetir com intensidade, 6 dias por semana, num hábito que já dura cerca de 48 anos.</p>
<p>As frases famosas também nasceram desse ambiente. “Lightweight baby”, “yeah buddy” e “nothing but a peanut” não foram criadas como campanha de marketing. Eram ferramentas mentais nascidas em dias quentes de academia, para transformar cargas gigantes em algo psicologicamente atacável, e o “peanut” veio da paixão dele por pasta de amendoim. Era autoengano útil, quase uma forma de dizer ao cérebro que o impossível seria só mais uma repetição.</p>
<h2>A rivalidade com Jay Cutler foi competição sem ódio</h2>
<p>Ronnie Coleman e Jay Cutler construíram uma das maiores rivalidades do fisiculturismo. O interessante é que ela não dependia de ódio. Fora do palco, viajavam, comiam juntos, riam e conviviam. No Olympia, porém, virava negócio. Ali, cada um precisava se separar emocionalmente do outro.</p>
<p>Cutler admite que entrava todos os anos acreditando que poderia vencê-lo. Coleman, por sua vez, não gastava energia tentando controlar o que os outros faziam, a ponto de nunca ter assistido a treino filmado de rival e de nunca ter visto os próprios DVDs, incluindo os dois mais vendidos, “The Unbelievable” e “Cost of Redemption”. A lógica era direta: não dá para controlar o adversário, mas dá para controlar a própria preparação.</p>
<p>Essa talvez seja uma das grandes aulas competitivas de Coleman. O campeão não precisa viver obcecado pelo rival. Precisa viver obcecado pelo próprio padrão. O adversário é combustível, não bússola.</p>
<p>A conta chegou em 2006, quando Cutler venceu e Coleman perdeu o título pela primeira vez desde 1998. Nos bastidores, ele já tinha decidido cancelar tudo, inclusive uma apresentação como convidado marcada na Austrália, achando que ninguém ia querer foto com um perdedor. Foi Lee Haney, o outro dono de 8 Sandows, quem repetiu a mesma frase até ela entrar: vá fazer o seu dinheiro. Ele foi.
<h2>2001 mostrou o limite entre vitória e sobrevivência</h2>
<p>Um dos relatos mais fortes envolve o Olympia de 2001. Realizado em outubro, poucas semanas depois dos atentados de 11 de setembro, o evento quase não aconteceu para ele. Coleman acordou exausto, sem conseguir rolar na cama nem puxar o ar direito, depois de uma sequência pesada de entrevistas de TV, rádios, revistas e aparições. Na noite anterior, enquanto a namorada raspava os pelos do corpo dele, apagou de pé e acordou dentro da banheira, sem lembrar da queda. Foi o segundo desmaio da carreira, depois de um episódio parecido no primeiro Olympia.</p>
<p>A sensação foi tão assustadora que ele ligou para Chad Nicholls avisando que ia para o hospital, porque não pretendia morrer por causa de um título. A orientação foi outra: beber água até se sentir melhor. Ele tomou o galão inteiro, cerca de 3,8 L, e a força voltou. Como o pré-julgamento era por volta do meio-dia, sobravam 2 ou 3 horas, tempo insuficiente para tirar todo aquele líquido antes do palco. Competiu segurando mais água do que gostaria, e ainda venceu.</p>
<p>Esse episódio quebra a fantasia de que campeão de elite vive em controle absoluto. Às vezes, o limite aparece de forma violenta. E quando aparece, o palco deixa de ser o centro do mundo.</p>
<p>Semanas depois, ele foi ao Arnold Classic sem sair da dieta, e é essa versão que muita gente aponta como o melhor físico que ele já levou a um palco. Chegou em torno de 112 kg (247 lb), o mesmo peso do primeiro Mr. Olympia, mais seco do que estava no evento anterior, e ganhou o único Arnold da carreira.
<h2>As lesões não começaram no fim da carreira</h2>
<p>As dores de Coleman não surgiram do nada depois da aposentadoria. Ele associa parte da história a uma lesão nas costas ainda no futebol americano. Antes disso, passou a carreira universitária inteira indo ao quiroprata pelo menos 2 vezes por semana, incluindo sessões numa mesa de descompressão. Mais tarde, no auge do fisiculturismo, veio o caso marcante do agachamento com 265,4 kg (585 lb), na oitava repetição de uma série que ele costumava fazer por 10, quando ouviu um estalo alto e sentiu dor irradiando pela perna.</p>
<p>O diagnóstico posterior indicou hérnia de disco. A recomendação cirúrgica apareceu, mas ele preferiu reabilitação naquele momento. Ficou 2 semanas parado, voltou aos treinos com cargas menores, enfrentou o medo do agachamento e reconstruiu a confiança aos poucos: foram uns 5 a 6 meses agachando 142,9 kg (315 lb) por 20 repetições antes de subir para 183,7 kg (405 lb) e, depois, 224,5 kg (495 lb).</p>
<p>Anos depois, a conta física se tornou pesada. São 13 a 14 cirurgias no total, sendo 8 nas costas e 3 no pescoço. Os parafusos colocados na coluna quebraram cerca de 4 vezes, o que em certos períodos significou 2 a 3 cirurgias por ano, com perda de força a cada uma delas e necessidade de adaptar os exercícios. Hoje, grande parte do treino é sentado, com leg press, extensora e máquinas que não coloquem carga diretamente sobre a coluna.</p>
<h2>A meta atual é voltar a andar melhor</h2>
<p>A fase atual não é de pena. Coleman rejeita essa leitura. Ele continua treinando, fazendo terapia e mantendo uma rotina de recuperação. São 2 sessões semanais com o terapeuta, de 1 hora a 1 hora e meia cada, mais 3 sessões de piscina em casa, de cerca de 45 minutos, com caminhada dentro da água, chutes altos, agachamentos e apoios em uma perna só. Ele também faz aplicações de células-tronco no México, na casa de 300 milhões de células a cada 5 meses, um recurso caro, sem garantia de resultado e que exige avaliação médica séria antes de qualquer entusiasmo.</p>
<p>Ele já tinha voltado a andar uma vez, ainda que mancando bastante, largou a fisioterapia achando que resolveria sozinho na academia e piorou, porque treinava só os grandes grupos e deixava a musculatura menor de fora. Hoje o trabalho é separado perna a perna, para igualar o quadríceps e o posterior esquerdos, mais fracos que os direitos. A explicação central é que a força das pernas depende também de nervos voltando a responder. Por isso, a meta é tratada como projeto de longo prazo. A conta dele é de pelo menos 6 meses para recuperar força de verdade nas pernas, cerca de 1 ano e meio para caminhar com bengala e perto de 2 anos para tentar caminhar sem ela. O parâmetro vem da própria história: depois da cirurgia de pescoço, a dormência na mão direita levou exatamente os 2 anos previstos pelo médico para passar.</p>
<p>Não é promessa milagrosa. É persistência aplicada a outro tipo de treino. O palco saiu do centro, mas a mentalidade de repetição continua lá.</p>
<h2>Dar pausa também fazia parte do método</h2>
<p>Talvez a parte mais subestimada da carreira seja a pausa. Depois de cada Olympia, ele passava 5 meses sem usar nada, sem TRT e sem ponte hormonal, e 3 desses meses sem treinar e sem cardio. Mesmo parado, o peso corporal ficava em torno de 129,3 a 131,5 kg (285 a 290 lb). A justificativa era preservar o corpo para durar mais. O objetivo era dar descanso a músculos, órgãos e sistema geral antes de reiniciar a caminhada pesada.</p>
<p>Esse ponto contrasta com a cultura atual de não desligar nunca. O próprio Coleman demonstra preocupação com atletas que não param, não deixam o corpo respirar e tentam ficar em estado de performance permanente. Para ele, o corpo humano precisa ser cuidado se a ideia é continuar rendendo.</p>
<p>Essa mensagem importa muito porque vem de alguém conhecido pelo extremo. O homem dos treinos brutais também defendia pausa. Não por fraqueza, mas por longevidade competitiva.</p>
<h2>A família virou o novo centro</h2>
<p>A fama de “yeah buddy” continua, mas Coleman não parece viver preso a ela. Hoje, a família ocupa o espaço mais importante. São 8 filhas, uma para cada Sandow, depois de 8 tentativas de ter um menino, e a rotina agora é levar e buscar na escola, acompanhar competições de ginástica e vôlei, viajar junto e garantir que cresçam com estrutura.</p>
<p>O campeão também fala com orgulho das 3 irmãs e do irmão, que virou policial rodoviário estadual, de 2 delas serem enfermeiras, uma já cursando doutorado, da mãe que trabalhou duro para criar todo mundo e do caminho familiar ligado a estudo, profissão e estabilidade. A lição aqui é menos sobre troféu e mais sobre continuidade: construir uma vida que não dependa apenas do aplauso.</p>
<p>Mesmo assim, o bodybuilding não desapareceu. Ele continua viajando, participando de eventos e feiras, tocando a própria linha de suplementos, presente em cerca de 13 países, a academia em Orlando e uma parceria com fabricante de equipamentos. E ainda responde de 2 a 3 horas de e-mails de fãs por noite, quase sempre gente pedindo motivação ou treino. Só que agora o palco divide espaço com paz doméstica, filhos e uma rotina que parece mais humana.</p>
<h2>Frango com arroz ainda resume muita coisa</h2>
<p>Antes da gravação, Coleman comeu frango com arroz. O detalhe parece pequeno, mas diz muito. Depois de 8 Olympias, fama mundial, marcas, cirurgias e décadas de estrada, a resposta para “o que você quer comer?” continua sendo simples.</p>
<p>Não é glamour. É hábito. O mesmo sujeito que comprou pelo menos 20 carros na vida, e chegou a ter 4 ao mesmo tempo, entre Hummer, Bentley, Escalade e Dodge Charger, rodou só 46,7 mil km (29 mil milhas) com o Hummer H1 em 10 anos, porque quase sempre emprestava o carro para os outros dirigirem. O mesmo padrão que construiu o físico também aparece na comida, no treino e no jeito de pensar. Coleman não parece ter vencido porque procurava novidade o tempo inteiro. Venceu porque repetia o necessário por mais tempo e com mais força do que quase todo mundo.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Ronnie Coleman ensina que grandeza não é só vencer 8 Mr. Olympia. Grandeza é quase desistir e continuar. É ter genética absurda, mas ainda precisar comer até não aguentar. É treinar pesado, mas também saber parar para preservar o corpo. É rivalizar com Jay Cutler sem transformar competição em ódio. É perder, ouvir um conselho de Lee Haney e entender que a vida profissional não terminou.</p>
<p>A carreira de Coleman é uma aula de extremos, mas a mensagem final é simples: paixão, trabalho e consistência precisam de corpo para existir. O legado não está apenas nas cargas ou nos títulos. Está na forma como ele continua sendo bodybuilder mesmo depois que o palco deixou de ser o destino principal.</p>
<h2>FAQ</h2>
<h3>Quantas vezes Ronnie Coleman venceu o Mr. Olympia?</h3>
<p>Ronnie Coleman venceu o Mr. Olympia 8 vezes seguidas, de 1998 a 2005, empatando o recorde histórico de Lee Haney no masculino.</p>
<h3>Qual título foi mais importante para Ronnie Coleman?</h3>
<p>O primeiro Mr. Olympia, em 1998, aparece como o mais marcante. Ele chegou lá aos 34 anos, vindo de um sétimo lugar em 1996 e um nono em 1997, querendo apenas ficar no top 5, e acabou vencendo.</p>
<h3>Ronnie Coleman quase desistiu do fisiculturismo?</h3>
<p>Sim. Em 1997, depois de perder para Lee Priest no Ironman e ficar atrás dele no pré-julgamento do Arnold Classic, chegou a pensar em parar porque tinha estabilidade como policial. A paixão pelo treino e a mentalidade de não desistir o mantiveram no esporte.</p>
<h3>Como era o treino de Ronnie Coleman?</h3>
<p>O treino combinava fundamentos simples com intensidade enorme. Exercícios básicos, cargas altas, repetições fortes e consistência eram mais importantes do que excesso de variações. Um treino de peito em viagem podia ser supino inclinado, reto e declinado em séries de 12 repetições.</p>
<h3>Qual foi a importância de Jay Cutler na carreira de Coleman?</h3>
<p>Jay Cutler foi o grande rival da fase mais famosa de Coleman. A disputa obrigava o campeão a melhorar todos os anos, mas a relação fora do palco era de respeito e amizade.</p>
<h3>Ronnie Coleman ainda treina?</h3>
<p>Sim. Mesmo depois de 13 a 14 cirurgias e de trocar agachamento livre por trabalho sentado, ele treina 6 dias por semana e mantém rotina de terapia, com foco em força, mobilidade e recuperação.</p>
<h2>Referências</h2>
<ol>
<li>CUTLER CAST. #141 - 8x Mr. Olympia - Ronnie Coleman. [S. l.], 28 out. 2024. YouTube. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7nxHIFx9LDg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=7nxHIFx9LDg</a>. Acesso em: 18 jul. 2026.</li>
</ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1057</guid><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 14:45:00 +0000</pubDate></item><item><title>Phil Heath: hist&#xF3;rias e li&#xE7;&#xF5;es do sete vezes Mr. Olympia</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/phil-heath-hist%C3%B3rias-e-li%C3%A7%C3%B5es-do-sete-vezes-mr-olympia-r1053/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_08/phil-heath-professor-universidade-capa.webp.30ef60b62a0408c7708d265d2b86ea10.webp" /></p>
<p>Phil Heath não é lembrado apenas por ter vencido sete vezes o Mr. Olympia. O que faz a história dele continuar relevante é a combinação rara entre genética absurda, frieza competitiva, leitura técnica do palco, sinceridade desconfortável e uma transição curiosa para a vida de comentarista, palestrante e mentor. A carreira de Heath mostra que dominar o fisiculturismo não depende só de volume muscular. Depende de cabeça, ambiente, paciência, disciplina e capacidade de continuar útil depois que as luzes do palco apagam.</p><p>Na entrevista "#156 - Phil Heath - 7x. Mr Olympia", do Cutler Cast, Jay Cutler e Matt Daniels conversam com Heath sobre a fase atual do esporte, o Arnold Classic de 2025, Derek Lunsford, Samson Dauda, Kai Greene, redes sociais, dinheiro, genética, preparação extrema e o novo papel de Phil como voz técnica do fisiculturismo. Das histórias, saem lições que servem tanto para atletas quanto para qualquer praticante que acompanha a cultura maromba.</p><h2>A derrota precisa incomodar</h2><p>Uma das primeiras lições aparece na análise da vitória de Derek Lunsford no Arnold Classic. Heath valoriza o fato de Derek ter admitido que ficou irritado depois de perder posições importantes. Para Phil, fingir que nada dói pode parecer maturidade, mas muitas vezes é só falta de honestidade.</p><p>O contexto ajuda a medir o tamanho do feito. Derek venceu o Arnold Classic depois de chegar como Mr. Olympia, algo que não acontecia desde 2001, quando Ronnie Coleman ganhou o Arnold e quase perdeu o Olympia no mesmo ano por ter chegado destruído. Heath conta que Chris Aceto, responsável pela preparação, descreveu as últimas 6 semanas como torturantes, porque a equipe segurou o processo para corrigir o tamanho das pernas apontado no Olympia anterior. Ganhar perna visível em 15 semanas é algo que o próprio Phil diz nunca ter visto.</p><p>Competidor de alto nível precisa sentir a derrota. O problema não é ficar bravo. O problema é morar nessa raiva. A frustração serve quando vira combustível para reorganizar treino, dieta, equipe, rotina e cabeça. Quando vira desculpa, destrói.</p><p>Heath relembra um diálogo de 2008 com Jay Cutler depois de uma derrota. Cutler estava oscilando emocionalmente, sem saber exatamente qual seria o próximo passo, até transformar aquele momento em decisão. A cena tem endereço: os dois foram jantar sushi no Katsuya e conversaram por cerca de 3 horas dentro do SUV BMW de Jay, num vaivém entre desistir e recomeçar. A mensagem é forte para qualquer atleta: campeão também duvida, também desaba e também precisa reconstruir a própria convicção.</p><h2>O “lugar escuro” das últimas semanas</h2><p>Para Heath, as últimas quatro a seis semanas de preparação exigem um tipo de isolamento mental que pouca gente entende. Ele chama isso de lugar escuro. No relato dele, são as últimas 4 semanas em que a cabeça precisa entrar nesse estado, e a preparação de Derek para o Arnold de 2025 esticou isso para 6. Não é romantização de sofrimento vazio. É a fase em que o atleta já está cansado, com fome, irritado, pressionado e ainda precisa executar o plano com precisão.</p><p>É nesse ponto que muitos físicos bonitos deixam de virar físicos campeões. A diferença entre bom e histórico pode estar em repetir o cardio quando ninguém quer, comer de forma monótona quando todo mundo flexibiliza e aceitar dias ruins sem desmontar o plano.</p><p>Essa leitura aparece quando ele compara o nível de dureza exigido no passado com o que enxerga em parte da geração atual. A crítica não é que ninguém sofra hoje. É que alguns protocolos tentam tornar a preparação confortável demais para um esporte que, no topo, nunca foi confortável.</p><p>Phil é explícito sobre quem ele acha responsável. Para ele, a maioria dos técnicos passou a tentar transformar o protocolo em jogo, para que o cliente não precise sofrer, e o resultado aparece no palco: atletas competindo em peso maior sem a pele fina que a condição extrema exige. Ele lembra que Ramy sofreu para vencer o primeiro Olympia, que Samson sofreu à sua maneira, mas que o nível de sofrimento praticado por ele, por Jay e por Kai Greene era outro patamar.</p><h2>Peixe, stepmill e a disciplina que ninguém posta</h2><p>Um ponto clássico da velha escola é a combinação entre peixe em várias refeições e stepmill de manhã. As últimas semanas podiam ter refeições repetitivas, 45 minutos de escada em jejum e uma mudança diária na condição física. Os números que Phil e Jay confessam no episódio são específicos: stepmill 2 vezes por dia, 45 minutos por sessão, a primeira em jejum, 6 dias por semana no caso de Jay e 7 no caso de Phil, além de várias refeições diárias à base de peixe nas últimas 6 semanas. Phil ainda diz que treinava tudo isso em Denver, na altitude, o que funcionava como uma espécie de EPO natural: quando chegava a Las Vegas, simplesmente não suava como os adversários.</p><p>A lição não é que todo mundo precise copiar exatamente a dieta deles. O ponto é que, para chegar em condição extrema, existia uma disposição real para pagar o preço. Cheat meal não era regra semanal. Phil ergue as duas mãos para mostrar quantos ele fez em toda a passagem pelo Olympia, algo em torno de 10 no total, e admite que ama hambúrguer justamente para deixar claro que a abstenção era decisão, não falta de vontade. Se precisava de mais energia, ajustava-se comida limpa, batata, arroz, carne ou outra fonte prevista no plano. Ele detalha o cardápio de emergência: uma batata-doce a mais, uma batata inglesa assada, manteiga por cima dela uma única vez, ou mais uma refeição de carne vermelha.</p><p>Também aparece uma dica simples sobre o stepmill: não adianta se pendurar na máquina. Quando o aluno joga boa parte do peso nos braços, rouba o estímulo das pernas e transforma um exercício duro em faz de conta. Phil quantifica o erro: com 60% do peso corporal apoiado na máquina, o glúteo e o posterior até podem receber alguma coisa, mas o quadríceps fica de fora. E complementa que não adianta acelerar, porque velocidade alta na escada é justamente onde a maioria se perde. É uma metáfora perfeita para o fisiculturismo inteiro. Muita gente quer o visual de quem sofre, mas treina como quem negocia cada desconforto.</p><h2>Condição vence quando o físico já é grande</h2><p>Na análise de Samson Dauda, Heath reconhece fluxo, volume, separação e estrutura. Ao mesmo tempo, aponta o que ainda falta para dominar: dureza, peito mais estriado, condição mais agressiva e capacidade de não apagar durante a comparação. A leitura dele é que Samson não tem nenhuma pose em que seja atropelado, mas também não tem nenhuma em que nocauteie o resto, e que o que falta é costas mais espessa, uma árvore de natal marcada e a dureza que Derek entrega.</p><p>Essa é uma lição importante para quem acha que fisiculturismo se resume a tamanho. Em alto nível, todos são grandes. O campeão precisa ser grande, completo e condicionado no dia certo. Um físico mais bonito pode perder para um físico mais seco se a diferença de condição for clara.</p><p>Heath também chama atenção para pose e estratégia. Contra um adversário específico, a forma de abrir uma pose, posicionar a perna ou transicionar pode mudar a percepção do conjunto. O exemplo citado é o duplo bíceps de costas de Samson: ele arma a pose chutando a perna esquerda para trás, e quando trocava para a direita ficava visivelmente melhor. Phil resume isso com a frase de boxe que usa o tempo todo, styles make fights. No palco, detalhe vira argumento visual.</p><p>Esse tipo de leitura era método, não intuição. Phil mantinha uma lista escrita do próprio retrospecto contra cada adversário, pose por pose. Contra Jay o placar ficou empatado. Contra o resto, ele fala em vantagens de 5 a 1, 8 a 1, 10 a 1. A partir dessa lista ele decidia onde investir: sabia que nunca teria o quadríceps de Ramy, então buscava ficar mais duro e mais redondo, e sabia que nunca teria a largura de Jay, então treinava menos braço para o deltoide parecer maior. A pergunta que ele faz até hoje a quem orienta é direta: quais são as suas armas?</p><h2>A geração da pressa perdeu a paciência</h2><p>A crítica à era das redes sociais é uma das partes mais fortes da análise de Phil. A social media matou parte da construção lenta do fisiculturismo. Jovens de 18 ou 19 anos já querem usar tudo, copiar atletas prontos e aparecer como produto acabado antes de amadurecer. Jay resume o desconforto assim: hoje se encontra um garoto de 19 anos competindo que já tomou tudo o que Phil só tomou quando já era profissional rodado. E Phil confirma sem rodeio que os atletas de agora provavelmente usam mais do que ele usou em toda a passagem pelo Olympia.</p><p>Heath admite que a genética dele teve papel enorme e que respondeu muito bem quando passou a usar recursos mais avançados. Mas também destaca uma diferença essencial: ele já era profissional, já tinha vencido o USA, já tinha ganhado shows profissionais e já tinha sido quinto no Arnold Classic antes de certas decisões entrarem na carreira. A data é precisa: a diferença entre as fotos do Arnold de 2007 e as do Arnold de 2008 é a primeira experiência dele com hormônio do crescimento. Pouco depois, num guest posing na costa leste, Jay perguntou quanto ele estava pesando e ouviu 121,6 kg (268 lb). Vale registrar a régua dessa época: no primeiro Arnold, Phil subiu com 98 kg (216 lb) e viu Dexter Jackson ao lado com 104,3 kg (230 lb).</p><p>A lição é direta: não existe gratificação adiada quando o atleta quer virar personagem antes de virar atleta. O corpo precisa de anos para construir maturidade muscular, densidade, controle de pose e leitura competitiva. A internet, porém, premia o atalho visual.</p><p>Ele também usa os próprios exames para separar resposta genética de abuso. As transaminases dele, segundo conta, nunca passaram de 100, com pico em torno de 88, num intervalo de referência que vai até cerca de 40. O contraste veio em 2014 e 2015, quando o corpo parou de responder à mesma dieta e ao mesmo treino que o levaram a quatro títulos, e depois em 2017, com uma estrangulação intestinal que o fazia sangrar e impedia a absorção de nutrientes. Um mês antes daquele Olympia, as enzimas apareceram na casa dos 20 mesmo com ele usando orais, sinal de que nada estava sendo aproveitado. A distensão abdominal que os fãs comentavam vinha daí, e o primeiro alerta foi ainda em 2014, quando ele não conseguia respirar e Dylan notou o umbigo saltando.</p><h2>O próximo Phil Heath talvez esteja em outro esporte</h2><p>Ao imaginar “o próximo Phil Heath”, a resposta fica provocativa. Talvez esse atleta esteja jogando futebol americano, ganhando dinheiro universitário, seguindo outro caminho e sem motivo financeiro para migrar ao fisiculturismo. O exemplo que Phil dá é o de um running back de conferência forte, tipo Saquon Barkley, assinando contrato de imagem de milhões de dólares ainda na universidade. Ele faz questão de dizer que o esporte não vive um ano ruim, e sim um ciclo de talento diferente, como aconteceu entre a geração de Flex Wheeler e Chris Cormier e a geração de Jay, Dexter e Branch.</p><p>Isso toca em um problema estrutural: o retorno financeiro do fisiculturismo nem sempre acompanha o sacrifício. Heath fala sobre ROI, retorno sobre investimento, e lembra que um competidor pode gastar centenas de milhares de dólares entre preparação, comida, viagens, drogas, técnicos e rotina. Os valores citados no episódio dão a medida. Uma preparação isolada custa em torno de 30 mil dólares. Phil, somando ano após ano de Olympia, calcula ter gasto perto de 100 mil dólares só em comida, incluindo jantares de 1.000 dólares. Do outro lado do balcão, um guest posing pagava entre 10 mil e 20 mil dólares, e ele confirma ter recebido 50 mil dólares por um único compromisso. Sem patrocínio e sem premiação relevante, a conta pode ser brutal.</p><p>A escala de prêmios explica por que ele insiste na conta. O primeiro lugar do Arnold Classic saltou de 130 mil para 200 mil, depois 300 mil e agora 500 mil dólares. O Olympia saiu de 200 mil, passou por 300 mil, ficou parado em 400 mil por quase 10 anos e chegou a 600 mil. Nas categorias de baixo a queda é abrupta: o segundo lugar do Olympia leva 250 mil, o terceiro 100 mil e o quarto 40 mil dólares. O primeiro lugar do men’s physique no Arnold ficou em 25 mil dólares, e Phil lembra que boa parte dos shows dessa categoria trabalha com bolsa total de 6 mil dólares. Quando Samson Dauda acumulou 1,1 milhão de dólares em 6 meses de temporada, Phil diz que nem se incomodou com o próprio recorde de premiação, que ele espera ver caído em pouco tempo.</p><p>Por isso ele defende uma leitura pragmática das divisões. Se o atleta quer dinheiro maior e está disposto a sofrer como open bodybuilder, precisa entender onde está o prêmio. Ele é categórico ao dizer que, se recomeçasse hoje, faria open outra vez, porque não passaria por todo aquele estresse para receber menos do que ganharia como professor de escola. O romantismo do palco não paga sozinho a conta de uma carreira.</p><h2>Open, Classic e a verdade sobre querer ser grande</h2><p>Phil também cutuca a lógica das divisões. Muitos atletas dizem que não querem ficar tão grandes, mas ao mesmo tempo torcem para que o limite de peso da Classic suba. Para ele, isso revela uma contradição: no fundo, quase todo mundo quer ser maior.</p><p>Isso não diminui a Classic Physique nem outras categorias. Apenas recoloca a discussão no lugar certo. Se o desejo real é crescer, ganhar densidade e buscar mais massa, talvez o atleta precise encarar o open, inclusive com os custos e riscos que isso traz.</p><p>A mensagem não é “todo mundo deveria ser open”. É: escolha a divisão com honestidade. Não esconda ambição por trás de discurso estético se, na prática, você quer mais peso, mais volume e mais liberdade para crescer.</p><p>Na discussão sobre a premiação do men’s physique, Phil separa o que é indignação legítima do que é argumento frágil. O ponto que ele contesta é usar o número de inscritos do NPC, que é a liga amadora, para exigir prêmio maior na IFBB, que é profissional e funciona com promotores independentes pagando sanções. Segundo ele, o dinheiro do amador não escorre para o profissional, e o competidor sabia quanto pagava o primeiro lugar quando assinou a inscrição. A saída que ele propõe é empresarial: montar a proposta que mostre quantas pessoas aquela categoria coloca sentada na plateia. Ele também esvazia a polêmica com Arnold Schwarzenegger, dizendo que estava sentado no palco e ouviu apenas uma reclamação sobre o comprimento do short atrapalhar a avaliação das coxas, além da piada sobre pijama.</p><h2>Genética existe e não deve ser fingida</h2><p>Jay Cutler reforça que Phil foi um dos campeões mais dominantes da história recente, muitas vezes sem parecer realmente atrás nas comparações. A discussão sobre genética coloca nomes como Ronnie Coleman, Chris Cormier, Flex Wheeler e o próprio Heath entre físicos de resposta extraordinária.</p><p>Essa parte é valiosa porque desmonta duas mentiras comuns. A primeira é dizer que tudo é genética, como se trabalho não importasse. A segunda é dizer que genética não importa, como se qualquer pessoa pudesse virar Phil Heath com o protocolo certo.</p><p>O ensinamento mais honesto fica entre os dois extremos. Genética abre portas que a maioria não tem. Trabalho decide o que o atleta faz quando essas portas aparecem.</p><h2>Rivalidade, respeito tardio e domínio</h2><p>Phil viveu uma fase em que parte do público torcia intensamente por seus rivais, especialmente por quem ficava em segundo. Isso tirou brilho de alguns momentos e tornou sua relação com a audiência mais áspera. Jay reconhece que Heath às vezes respondia de forma dura, mas também lembra que essa postura vinha de um competidor treinado para vencer.</p><p>Com o tempo, a percepção mudou. A dominância dele ficou mais fácil de enxergar depois que a poeira baixou. Sete títulos de Mr. Olympia não acontecem por acaso, e o debate sobre simpatia não apaga o fato competitivo: Phil aparecia pronto, consistente e difícil de bater.</p><p>Essa é uma lição sobre legado. Enquanto a carreira acontece, o público discute narrativa, carisma e rivalidade. Os números de balança ajudam a entender a trajetória: Phil venceu um New York Pro com 94,3 kg (208 lb), batendo Dennis James, Kai Greene e Alexander Fedorov, ganhou o primeiro Olympia com 123,8 kg (273 lb), chegou ao pico de 112,5 kg (248 lb) em 2013 e competiu com 111,6 kg (246 lb) em 2017, quando pretendia chegar a 114,3 kg (252 lb). Olhando para trás, diz que teria competido abaixo de 108,9 kg (240 lb) se pudesse escolher de novo, já que venceu boa parte dos títulos nessa faixa. Depois, a história costuma olhar mais friamente para resultado, consistência e nível técnico.</p><p>Vale dizer que a coleção de títulos não foi feita de noites perfeitas. Ele ganhou o apelido de Mr. Saturday Night porque melhorava do pré-julgamento para a final, e explica que jamais entrou atrás na sexta-feira, apenas fechava a porta no sábado. Em 2012, percebeu junto com Hany Rambod, ainda no quarto do hotel, que tinham acertado o pico cedo demais. Em 2014, a discussão com Kai Greene no pré-julgamento disparou o cortisol dos dois, e os juízes simplesmente não voltaram a compará-los. Depois de 2015, ele reformulou o treino para 2016 com mais ênfase em excêntricas, levantamento terra parcial pesado e agachamento chegando a cinco anilhas por lado, algo que nunca filmou porque não era a imagem que se esperava dele. E ele guarda uma mágoa específica: no Arnold Classic de 2010 estava 3 pontos à frente no pré-julgamento e perdeu por 7. Nunca mais competiu em Columbus, e diz até hoje que gostaria de ter aquele troféu.</p><h2>Kai Greene ainda mexe com a imaginação</h2><p>Quando surge Kai Greene, Phil se mostra disposto até a treiná-lo se o cenário certo aparecesse. A ideia tem valor simbólico enorme. Dois rivais históricos, um ajudando o outro, virariam um evento para a cultura do fisiculturismo. Phil diz que treinaria Kai de graça e que a coisa se pagaria só na audiência. Sobre a exigência de Kai de receber para competir, ele é frontalmente favorável e conta algo que nunca havia dito em público: ele mesmo foi pago para competir uma vez, e ninguém soube. Lee Priest já tinha feito a mesma exigência anos antes.</p><p>Heath reconhece Kai como um bodybuilder de verdade, não apenas um ex-competidor. A diferença é importante. Há atletas que competem, param e se afastam da identidade. Kai continuou treinando, mantendo massa e preservando aura de fisiculturista. Como prova de que a rotina segue de pé, Phil e Jay lembram que Kai, ao visitar o estúdio, comeu duas refeições completas de bife de 283 g cada uma. Ele completa 50 anos neste ano.</p><p>O ponto técnico seria condição, idade, cintura e capacidade de voltar ao nível exigido. Phil observa que a cintura tende mesmo a alargar com a idade, e usa o próprio caso: o abdome dele melhorou depois que parou de competir, mas isso veio junto com a perda de 13,6 kg (30 lb). O ponto cultural seria ainda maior: rivalidade madura pode virar respeito, colaboração e história.</p><h2>Depois do palco, ainda existe carreira</h2><p>Phil parece cada vez mais confortável em uma nova fase. Ele fala sobre comentar transmissões, fazer análises, palestrar, viajar, participar de eventos, fazer coaching ao vivo e buscar espaço em broadcasting. A ambição mudou de forma, mas não desapareceu.</p><p>Antes de virar comentarista, ele já operava como estrategista. A preparação era calibrada pelo horário do palco: como subia por volta das 19 horas, atrasava as refeições para chegar com 4 delas no corpo em vez de 6, e ainda assim precisava estar seco depois de um galão e meio de água. Um mês antes do show, treinava poses dentro de uma sauna de infravermelho para aguentar o calor das luzes, prática que nunca contou a ninguém. Nos bastidores, quebrava bolsas de gelo para ficar em pé sobre elas e deitava no concreto frio, sabendo que passar do ponto achata o físico. Evitava o aquecimento agressivo que faz o adversário apagar depois de duas ou três chamadas. Em 2020, no entanto, tudo isso não bastou: ele deveria entrar às 19h45 e só subiu às 21h20, já aquecido e murcho, além de não ter atingido o pico naquela semana final.</p><p>Isso talvez seja uma das lições mais úteis para atletas. A carreira competitiva é curta. A identidade precisa ser maior do que o placar. Quem constrói comunicação, análise, reputação e capacidade de ensinar pode continuar relevante sem precisar voltar ao palco.</p><p>Heath diz gostar de comentar porque consegue assistir com propósito, entreter e explicar. É uma inversão simpática para quem construiu a carreira treinando sozinho na Armbrust, em Denver, quase sempre por volta das 23 horas, com apenas alguns spots acesos para não parecer que a academia estava aberta, muitas vezes sem música, filho único acostumado a ficar sozinho na quadra. Não é apenas nostalgia. É uma forma de devolver conhecimento ao esporte e, ao mesmo tempo, abrir outra avenida profissional.</p><p>A operação atual já tem formato definido. O site dele vende treinos por cerca de 6 dólares por mês, mas o que mais funciona é a consultoria ao vivo por chamada, contratada em blocos de 30 minutos que ele costuma esticar para 45 minutos ou 1 hora, cobrindo treino, dieta, pose e também pressão e vida pessoal. Ele faz preparação física com equipes universitárias, palestra, viaja com patrocinadores e quer espaço em televisão aberta, com a ressalva sincera de que ainda não é o palestrante de 100 mil dólares que gostaria de ser. Em fevereiro de 2025 esteve na Casa Branca num evento do Mês da História Negra e foi chamado pelo nome pelo presidente, que o apresentou como sete vezes Mr. Olympia. Ele já havia conhecido Biden em 2015 e nunca publicou.</p><h2>Lições práticas de Phil Heath</h2><p>Das histórias, ficam algumas lições claras:</p><ul><li>derrota precisa incomodar, mas não pode virar prisão.</li><li>preparação extrema cobra disciplina que quase ninguém vê.</li><li>tamanho sem condição não domina no palco.</li><li>pose é estratégia, não só coreografia.</li><li>redes sociais aceleraram demais a pressa dos jovens.</li><li>genética existe, mas precisa ser explorada com trabalho.</li><li>carreira precisa ter retorno financeiro e plano de longo prazo.</li><li>a divisão escolhida deve combinar com a ambição real do atleta.</li><li>legado competitivo muitas vezes é entendido melhor depois.</li><li>ex-campeão inteligente encontra função depois de competir.</li></ul><h2>Conclusão</h2><p>Phil Heath ensina porque sua história reúne tudo que o fisiculturismo tem de fascinante e desconfortável: genética rara, sofrimento calculado, rivalidade, dinheiro, ego, crítica pública, disciplina e reinvenção. O sete vezes Mr. Olympia não aparece apenas como campeão aposentado, mas como alguém tentando traduzir o esporte para uma geração que vê mais tela do que bastidor. Ele descarta o Masters Olympia e afirma que só voltaria se fosse pago, embora admita que, se tivesse vencido o oitavo título na volta de 2020 e não tivesse rota de cinema, teria tentado o nono. A cronologia dele explica a paciência que prega: virou profissional em 2005, ficou em terceiro no Olympia de 2008 e levou cerca de 5 anos, incluindo 2 temporadas fora do Olympia só para crescer, até brigar pelo primeiro lugar.</p><p>A grande lição é que o físico campeão nasce antes do palco. Nasce na resposta à derrota, na dieta repetitiva, no cardio que ninguém posta, na paciência para crescer sem virar produto precoce e na coragem de continuar evoluindo quando a carreira competitiva termina.</p><h2>FAQ</h2><h3>Quem é Phil Heath?</h3><p>Phil Heath é um fisiculturista norte-americano que venceu o Mr. Olympia sete vezes e se tornou um dos campeões mais dominantes da era moderna do bodybuilding.</p><h3>Qual é a principal lição da história de Phil Heath?</h3><p>A principal lição é que talento e genética só viram legado quando encontram disciplina, paciência, leitura competitiva e capacidade de suportar pressão.</p><h3>Phil Heath critica a geração atual do fisiculturismo?</h3><p>Ele critica principalmente a pressa criada pelas redes sociais, em que jovens tentam copiar atletas prontos antes de construir base, maturidade muscular e carreira real.</p><h3>Por que a condição física é tão importante no palco?</h3><p>Porque, em alto nível, todos são grandes. A diferença costuma aparecer na dureza, separação, controle de pose e capacidade de manter o físico cheio e seco nas comparações.</p><h3>Phil Heath pretende voltar a competir?</h3><p>Ele não sinaliza intenção de voltar ao Masters Olympia. A fase atual está mais ligada a comentário técnico, eventos, palestras, coaching e broadcasting.</p><h3>Quanto Phil Heath pesava no palco?</h3><p>Ele venceu o primeiro Mr. Olympia com 123,8 kg, chegou ao pico de 112,5 kg em 2013 depois de perder peso ao longo da carreira e diz que, se pudesse recomeçar, competiria abaixo de 108,9 kg.</p><h3>Qual era o cardio de Phil Heath na preparação?</h3><p>Duas sessões diárias de 45 minutos no stepmill, a primeira em jejum, até 7 dias por semana, feitas na altitude de Denver.</p><h3>Quanto custa preparar um Mr. Olympia?</h3><p>Phil estima cerca de 30 mil dólares por show e calcula perto de 100 mil dólares gastos só em comida ao longo dos anos de Olympia, contra um primeiro lugar que hoje paga 600 mil dólares.</p><h2>Referências</h2><ol><li>CUTLER CAST. <em>#156 - Phil Heath - 7x. Mr Olympia</em>. [S. l.], 13 mar. 2025. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=gJF32JhlpbQ" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=gJF32JhlpbQ</a>. Acesso em: 3 ago. 2026.</li></ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1053</guid><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:37:00 +0000</pubDate></item><item><title>Johann Schatz e a era Mass Monsters: farm&#xE1;cia, Dorian Yates e a ilus&#xE3;o dos protocolos antigos</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/johann-schatz-e-a-era-mass-monsters-farm%C3%A1cia-dorian-yates-e-a-ilus%C3%A3o-dos-protocolos-antigos-r1046/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_08/johann-schatz-dorian-farmacia-capa-v3.webp.17e6491a01b82b75dcc57e0ca9474931.webp" /></p>
<p>Nos anos 1990, o fisiculturismo profissional entrou em uma fase de volume muscular extremo. Dorian Yates virou o símbolo maior dessa virada, e atletas que dividiram palco com ele ajudam a entender uma parte menos glamourosa da história: o uso de esteroides era real, mas não tinha o mesmo desenho caótico, volumoso e permanente que aparece em muitos relatos modernos de academia.</p><p>No material "JOHANN SCHATZ ABRE SEM FILTRO OS SEGREDOS DOS PROTOCOLOS DA ERA MASS DOS MONSTERS !", do canal Cortes - Monster Cast, Johann Schatz descreve uma época em que os atletas falavam menos em combinações infinitas e mais em alguns produtos considerados básicos, muitos deles comprados em farmácias europeias ou trazidos de países vizinhos. O ponto mais importante não é copiar a prática. É perceber como uma experiência histórica virou, nas mãos de muita gente, uma justificativa ruim para abuso atual.</p><h2>A farmácia como retrato de uma época</h2><p>O relato começa com uma diferença cultural forte. Em vez de laboratórios clandestinos, marcas obscuras e listas enormes de compostos, a memória apresentada por Schatz passa por farmácias, viagens entre países e produtos que circulavam de maneira mais previsível dentro daquele contexto.</p><p>A logística era literalmente rodoviária. A testosterona ele comprava em farmácia na própria Áustria, sem dificuldade. A deca vinha da Grécia, e ele descia de carro para buscar. O dianabol vinha da Hungria, também de carro, com a caixa na mala na volta. Ele resume o arranjo como outros tempos, e é exatamente esse acesso balcão que explica a confiança dele na procedência.</p><p>Entre os nomes citados aparecem testosterona, primobolan, deca, stanozolol, dianabol e parabolan. A lista mostra uma realidade conhecida do fisiculturismo profissional antigo: os recursos hormonais faziam parte do cenário. Ao mesmo tempo, a fala também desmonta a fantasia de que todo físico extremo nasceu apenas de quantidades absurdas e combinações sem fim.</p><p>Schatz é específico sobre a estrutura. Segundo ele, eram 4 produtos considerados os melhores, e a base injetável semanal era 1 ampola de testosterona de 250 mg, 1 de deca de 200 mg e 1 de primobolan de 200 mg, o que fecha 650 mg por semana. Por cima disso entrava dianabol em comprimido, 15 mg por dia divididos em 3 comprimidos, usado na fase de treino. O stanozolol ficava reservado para a proximidade do campeonato.</p>
<p>O teto que ele declara é o dado mais citável do relato: afirma nunca ter passado de 1 grama por semana em toda a carreira. Perto da competição trocava o éster longo por uma testosterona de 25 mg, o propionato, justamente para reter menos água, algo que hoje seria feito com propionato ou blends de éster curto.</p><p>A comparação com o presente é inevitável. Hoje, muitos praticantes amadores falam em múltiplas drogas, aplicações frequentes, peptídeos, insulina, hormônio do crescimento, estimulantes e ajustes feitos por tentativa e erro. A complexidade aumentou, mas isso não significa que a inteligência do processo aumentou junto.</p><h2>Poucos produtos não significam pouco risco</h2><p>Existe uma armadilha em romantizar a velha escola. Quando um atleta antigo relata um conjunto menor de substâncias, muita gente escuta apenas a parte conveniente: "era simples". O problema é que simples não quer dizer seguro.</p><p>Esteroides anabolizantes podem alterar pressão arterial, perfil lipídico, função hepática, fertilidade, eixo hormonal, pele, humor, sono e saúde cardiovascular. A revisão de Bond, Smit e de Ronde resume bem esse ponto: os efeitos anabólicos existem, mas os riscos dependem de dose, tempo de uso, tipo de composto, via de administração, histórico individual e acompanhamento.</p><p>O erro moderno é transformar o passado em permissão. Se um atleta profissional usou determinado recurso em uma época específica, isso não vira recomendação para um praticante comum. Contexto competitivo, genética, seleção natural do esporte, acesso médico e tolerância individual mudam totalmente a leitura.</p><h2>A frase mais perigosa: "naquela época era mais puro"</h2><p>Schatz sugere que os produtos daquela fase tinham qualidade mais previsível. Esse é um ponto historicamente compreensível, porque parte do acesso relatado vinha de farmácia ou de produtos conhecidos em determinados países. Mas essa lembrança não deve virar saudosismo químico.</p><p>A frase dele é direta: era coisa muito pura, tudo de qualidade, porque saía de farmácia. Faz sentido dentro do contexto europeu dos anos 1980 e 1990, quando esses medicamentos ainda tinham circulação farmacêutica normal em vários países. O que não se transfere é a conclusão.</p><p>Mesmo quando a procedência é melhor, a substância continua tendo efeito biológico forte. Uma testosterona farmacêutica não deixa de suprimir o eixo hormonal por ser farmacêutica. Uma nandrolona de qualidade não deixa de carregar risco cardiovascular, sexual, psicológico e reprodutivo por ter boa procedência. Pureza reduz um tipo de incerteza, mas não elimina o impacto do abuso.</p><p>No mercado atual, o problema fica ainda pior. Além dos efeitos próprios das drogas, entram falsificação, subdosagem, contaminação, mistura de compostos e rotulagem enganosa. O praticante acha que está repetindo um passado lendário, mas muitas vezes está usando um produto sem identidade confiável.</p><h2>O detalhe que separa relato histórico de manual</h2><p>Schatz fala em quantidades que, segundo ele, ficavam abaixo do que muita gente imagina para atletas daquele nível. Esse ponto precisa ser interpretado com cuidado. A informação tem valor histórico, não prescritivo.</p><p>O corpo dele, a carreira dele, a época dele e o ambiente competitivo dele não são transferíveis. O mesmo vale para qualquer comparação com Dorian Yates. O fato de dois atletas dividirem palco não significa que o leitor possa olhar para um relato e deduzir uma fórmula universal.</p><p>Fisiculturismo profissional sempre foi um esporte de exceções. O público vê quem sobreviveu, venceu ou ficou famoso. Não vê todos os corpos que quebraram no caminho, todos os atletas que perderam saúde, todos os que não responderam bem e todos os que nunca chegaram perto do palco grande mesmo assumindo riscos enormes.</p><h2>Dianabol, força e antidoping</h2><p>Um trecho importante envolve o uso de dianabol para força e a ideia de escolher substâncias que saíssem mais rápido do organismo em contextos com antidoping. Esse tipo de relato mostra como a lógica competitiva influenciava decisões.</p><p>O relato tem nome e público. Schatz conta que os strongmen daquela época usavam dianabol precisamente porque as competições já tinham antidoping, e eles precisavam de algo que desse força sem ficar muito tempo no corpo. Ele afirma que o composto saía em 12 horas, e que era esse conhecimento empírico, testado no próprio grupo, que permitia competir em federação com controle.</p>
<p>Vale a ressalva técnica, porque o número não se sustenta hoje. A meia-vida curta da metandienona não equivale à janela de detecção: metabólitos do composto são identificáveis por semanas nos métodos atuais. O que era estratégia possível em 1994 é caminho para punição em 2026.</p><p>O problema é que essa lógica não combina com saúde. Escolher uma droga porque ela melhora força ou porque teria uma janela de detecção diferente não torna a escolha inteligente para o corpo. Apenas mostra que o objetivo competitivo pode empurrar o atleta para decisões orientadas por resultado, não por segurança.</p><p>Para o leitor comum, a lição é oposta à curiosidade maromba. A pergunta não deve ser qual substância era usada para "funcionar". A pergunta deveria ser por que uma pessoa sem carreira profissional, sem palco de elite e sem equipe médica tentaria imitar uma lógica criada para competição de alto risco.</p><h2>Trembolona: de coringa antigo a abuso moderno</h2><p>A parte mais forte do relato aparece quando entra o parabolan, uma forma histórica associada à trembolona. Schatz descreve um uso limitado em fase final e critica o que vê hoje: gente usando trembolona com frequência alta, sem tolerância psicológica e sem entender o custo.</p><p>Os números do parabolan também estão lá. Cada ampola tinha 76 mg de trembolona hexa-hidrobenzilcarbonato, e ele usava no máximo 2 por semana. Como o produto só existia na França, comprava uma caixa de 10 ampolas, o que dava exatamente 5 semanas de uso. Eram as últimas 5 semanas antes do campeonato, e ponto final.</p>
<p>A comparação que ele mesmo faz com o presente é grosseira de propósito. Ao ouvir que hoje há quem use trembolona todos os dias, ele chama esses usuários de idiotas e liga o ponto direto ao que vê depois: o sujeito bate na mulher, bate nos filhos, vive brigando. Não é uma tese de literatura, é observação de quem atravessou a época, e coincide com o que a pesquisa sobre agressividade vem apontando.</p><p>Aqui a matéria precisa ser direta. Trembolona tem fama de potente, mas potência não é virtude isolada. Em relatos de usuários, ela aparece associada a piora de sono, irritabilidade, ansiedade, sudorese, queda de apetite, alteração de humor e comportamento mais explosivo. A literatura sobre esteroides anabolizantes, de forma geral, também relaciona a exposição a mudanças comportamentais e aumento de agressividade em determinados contextos.</p><p>Quando alguém começa a normalizar insônia, raiva, paranoia, conflitos familiares e instabilidade emocional como "parte do processo", o fisiculturismo deixa de ser disciplina e vira desorganização química. O corpo pode até parecer mais duro por um tempo, mas a vida ao redor começa a perder forma.</p><h2>Uso contínuo e a lógica do atleta profissional</h2><p>Outro ponto delicado é a defesa de manter uma base contínua em vez de fazer ciclos e parar completamente. A justificativa apresentada é simples: parar faria perder peso, força e aparência, depois seria necessário reconstruir tudo novamente.</p><p>A conta dele é explícita. Schatz diz que chegou no máximo a 98 kg e nunca conseguiu ultrapassar os 100 kg. Se parasse, perderia uns 10 kg e depois teria que subir de novo até o mesmo teto que já sabia ser intransponível, então concluiu que não fazia sentido parar. Ele afirma nunca ter interrompido o uso, e defende essa posição até hoje: tomar o ano inteiro, sempre um pouco.</p>
<p>A condição que ele coloca é o exame. Se o sangue está certo, ele mantém a base baixa. Se aparece alteração, descansa. E ele próprio traça a fronteira: isso só funciona com dosagem baixa, porque com dosagem alta parar é obrigatório, já que o corpo não aguenta. Como prova pessoal de que o eixo dele resistiu, cita ter engravidado a mulher mesmo sem nunca ter feito uma pausa.</p><p>Essa lógica pode fazer sentido dentro da mentalidade de um atleta profissional que assume o esporte como vida. Mas ela é perigosa quando chega ao praticante recreativo. Uso contínuo significa supressão hormonal prolongada, possível dificuldade de recuperação, impacto reprodutivo e necessidade de monitoramento real.</p><p>El Osta e colaboradores revisam como o abuso de esteroides pode afetar fertilidade masculina por supressão do eixo hormonal e prejuízo da espermatogênese. A recuperação pode ocorrer, mas não é garantida no mesmo prazo para todos. Quanto mais longo, intenso e combinado for o uso, maior a chance de o retorno ser complicado.</p><p>Para mulheres, a conversa é ainda mais sensível. A fala menciona atletas femininas e menstruação, mas esse tema exige cautela médica. Virilização, alteração de voz, acne, queda de cabelo, mudanças menstruais e efeitos psicológicos podem ser difíceis ou impossíveis de reverter dependendo do caso.</p><p>O argumento que ele apresenta é justamente o mais problemático de todos. Falando de atleta profissional, Schatz sustenta que não adianta suspender o primobolan de uma mulher que já parou de menstruar, porque a menstruação não voltaria de qualquer forma, e a suspensão só traria queda de força, frustração e depressão. Ele descreve a cena da atleta que treinava com 25 kg e cai para 18 kg ou 15 kg.</p>
<p>É preciso dizer com todas as letras que esse raciocínio não se sustenta como orientação. Amenorreia induzida por androgênio pode ser reversível em parte dos casos, e tratar a irreversibilidade como certeza serve para justificar a continuidade do uso. Perder carga no treino é um custo trivial diante de virilização permanente, e qualquer decisão desse tipo pertence a acompanhamento médico, não a um relato de vestiário.</p><h2>Por que Johann Schatz virou referência no Brasil</h2><p>A parte histórica brasileira também importa. Schatz lembra que, ao chegar ao Brasil, havia poucos atletas profissionais em evidência no país. Ele se via como alguém acessível, "normal" no convívio, capaz de mostrar que um atleta daqui também poderia mirar o mundo.</p><p>O quadro que ele descreve tem nomes e contagem. Quando chegou, existiam cerca de 5 atletas brasileiros em evidência, entre eles Wilson Santos, Serafim e Hugo Faria, com Luiz Otávio já morando nos Estados Unidos. Schatz era o único profissional vivendo no Brasil, e diz que o efeito prático era simples: se aquele sujeito acessível e humilde tinha chegado ao Mundial e ao Olympia, os brasileiros também poderiam chegar.</p><p>Essa presença teve efeito simbólico. Quando um profissional que já esteve ao lado de nomes gigantes aparece treinando, convivendo e falando com atletas locais, a distância entre sonho e realidade diminui. O fisiculturismo brasileiro dos anos 1990 e 2000 cresceu muito também por figuras que serviram de ponte entre o palco internacional e a academia comum.</p><p>Os pesos ajudam a dimensionar o palco daquela era. Schatz venceu o Mundial pesando 80 kg, em federação com antidoping, o que o obrigou a parar completamente e a ser testado, e ele faz questão de dizer que na final estava natural. Depois disso subiu de 80 kg para 88 kg, e o maior peso de palco da carreira foi 90 kg, um ano após o Mundial. Isso foi em 1994. Perguntado sobre Dorian Yates, ele chuta algo entre 114 kg e 115 kg de palco, quase 25 kg acima.</p><p>Essa é uma das partes mais valiosas do relato: a influência não veio apenas do corpo. Veio da convivência, da humildade, da disponibilidade e do exemplo de que um atleta de alto nível ainda podia ser alguém próximo.</p><h2>O preço físico da carreira</h2><p>A história não termina apenas em massa muscular. Schatz relata lesões graves, incluindo rompimento de tríceps, cirurgia mal conduzida, perda de simetria, problemas de ombro e prótese de quadril. Esse lado costuma aparecer menos nas conversas sobre protocolos, mas talvez seja o mais honesto.</p><p>A sequência é específica e vale ser contada inteira. Depois do Olympia ele ainda fez um Grand Prix na Alemanha, o segundo campeonato como profissional, veio para o Brasil e queria continuar competindo. Rompeu o tríceps empurrando uma máquina na academia, com o pino retirado para aumentar a carga, um detalhe que ele diz lembrar até hoje.</p>
<p>O desastre veio depois. O dono da academia indicou um médico que era especialista em joelho e nunca tinha operado um tríceps na vida. Segundo Schatz, o cirurgião arrancou o tríceps fora, e quando ele tirou o gesso e perguntou o que tinha acontecido, ouviu que a culpa era dos anos de hormônio, que teria sido preciso cortar o tecido. Ele rejeita a explicação por inteiro. A simetria acabou e a carreira competitiva junto.</p>
<p>Ele continuou treinando com Pinduca na academia Fórmula, e é de Pinduca a frase de que Schatz foi o homem mais forte que ele já viu treinar leg press, muita carga com muitas repetições. O preço dessa conta aparece no corpo de hoje: uma prótese no quadril. Perto dos 60 anos, ele diz que competiria de novo se pudesse.</p><p>Físicos extremos exigem treino extremo, cargas altas, anos de repetição e decisões que acumulam custo. A lesão não precisa ser causada diretamente por esteroide para fazer parte da conta. Mais força, mais volume muscular, mais expectativa competitiva e mais pressão por performance mudam a relação com o risco.</p><p>O glamour do palco dura minutos. A articulação, o tendão e a coluna continuam com o atleta depois que a luz apaga. A velha escola também deixou essa lição.</p><h2>O erro de copiar sobreviventes</h2><p>Quando alguém olha para Johann Schatz, Dorian Yates ou qualquer atleta da era mass monster, é fácil cair no viés do sobrevivente. O público enxerga quem chegou ao topo, quem manteve história e quem ainda tem nome. Isso cria a falsa impressão de que o caminho é reproduzível.</p><p>Mas os campeões são exceções biológicas e psicológicas. Eles combinam genética rara, resposta ao treino, tolerância a dieta, estrutura mental, ambiente competitivo, acesso a informação e, muitas vezes, capacidade incomum de suportar efeitos adversos. Copiar apenas a parte farmacológica é pegar o pedaço mais arriscado e ignorar todo o resto.</p><p>A revisão de Chegeni e colaboradores sobre administração de esteroides e agressividade reforça que efeitos comportamentais não podem ser tratados como folclore de academia. Existem sinais suficientes para levar mudanças de humor, irritabilidade e agressividade a sério, especialmente quando o uso sai do controle.</p><h2>O que fica da era Mass Monsters</h2><p>A era mass monsters ensinou que o fisiculturismo profissional pode empurrar o corpo humano para extremos quase inacreditáveis. Também ensinou que esses extremos cobram caro. Dorian Yates virou ícone porque juntou massa, densidade, condicionamento e uma mentalidade brutal. Johann Schatz aparece nessa história como uma testemunha direta de uma fase em que os corpos cresciam, os métodos mudavam e o Brasil começava a olhar para o palco mundial com outra ambição.</p><p>O problema é transformar essa memória em fetiche de protocolo. A conversa correta não é "o que eles usavam?". A conversa correta é: que preço esse ambiente cobrava, que tipo de atleta conseguia sobreviver ali e por que isso não deve virar cartilha para gente comum.</p><h2>Conclusão</h2><p>O relato de Johann Schatz é valioso porque abre uma janela para a velha escola sem maquiagem. Havia esteroides, havia farmácia, havia viagens, havia produtos clássicos e havia uma lógica competitiva própria. Mas também havia lesões, risco, experimentação, perda de saúde e uma seleção brutal de quem conseguia continuar.</p><p>Para o leitor, a lição mais inteligente não é copiar a era mass monsters. É entender que até os relatos de uso "menor" pertencem a um universo extremo, profissional e cheio de custos. O físico lendário não veio de um segredo escondido na farmácia. Veio de genética, treino, dieta, obsessão, risco e consequências que quase nunca cabem em uma frase de academia.</p><h2>FAQ</h2><h3>Johann Schatz usou esteroides na carreira?</h3><p>Sim. No relato, ele fala abertamente sobre substâncias usadas por atletas da época. Isso deve ser entendido como contexto histórico do fisiculturismo profissional, não como recomendação.</p><h3>A velha escola usava menos drogas do que hoje?</h3><p>Em alguns relatos, sim. O próprio Schatz descreve um conjunto mais limitado de produtos e critica abusos modernos. Mesmo assim, menor complexidade não significa segurança.</p><h3>Produtos de farmácia eram mais seguros?</h3><p>Produtos de procedência farmacêutica reduzem incertezas de falsificação e contaminação, mas não eliminam riscos hormonais, cardiovasculares, reprodutivos e psicológicos do abuso.</p><h3>Trembolona é especialmente perigosa?</h3><p>Ela é tratada no meio como uma droga potente e frequentemente associada a efeitos colaterais intensos. O ponto prático é simples: potência não justifica normalizar insônia, irritabilidade, instabilidade emocional e deterioração da saúde.</p><h3>Dá para copiar protocolos de atletas antigos?</h3><p>Não. Relatos de atletas profissionais pertencem a contextos extremos, com genética rara, objetivos competitivos e riscos assumidos. Copiar a parte farmacológica sem o resto é uma decisão ruim.</p><h3>Quais doses Johann Schatz relata ter usado?</h3>
<p>Uma base semanal de 250 mg de testosterona, 200 mg de deca e 200 mg de primobolan, totalizando 650 mg, mais 15 mg diários de dianabol, com parabolan de 76 mg no máximo 2 vezes por semana nas 5 semanas finais de preparação. Ele afirma nunca ter passado de 1 grama semanal. O registro é histórico e não serve de referência para ninguém.</p>
<h3>Quanto Johann Schatz pesava no palco?</h3>
<p>Venceu o Mundial com 80 kg em federação com antidoping, subiu depois para 88 kg e chegou ao maior peso de palco da carreira, 90 kg, em 1994. Ele estima Dorian Yates entre 114 kg e 115 kg no mesmo período.</p>
<h3>Por que a carreira dele terminou?</h3>
<p>Por uma ruptura de tríceps em máquina seguida de uma cirurgia feita por um especialista em joelho, que segundo o próprio Schatz removeu parte do músculo. A perda de simetria inviabilizou a competição, e hoje ele usa prótese no quadril.</p><h2>Referências</h2><ol><li>CORTES - MONSTER CAST. <em>JOHANN SCHATZ ABRE SEM FILTRO OS SEGREDOS DOS PROTOCOLOS DA ERA MASS DOS MONSTERS !</em>. [S. l.], 7 jul. 2026. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xXAaRP3fYXg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=xXAaRP3fYXg</a>. Acesso em: 2 ago. 2026.</li><li>BOND, Peter, SMIT, Diederik L., DE RONDE, Willem. Anabolic-androgenic steroids: How do they work and what are the risks? Frontiers in Endocrinology, 2022. Disponível em: <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9837614/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9837614/</a>. Acesso em: 12 jul. 2026.</li><li>EL OSTA, Rany et al. Anabolic steroids abuse and male infertility. Basic and Clinical Andrology, 2016. Disponível em: <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4744441/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4744441/</a>. Acesso em: 12 jul. 2026.</li><li>CHEGENI, Razieh et al. Anabolic-androgenic steroid administration increases self-reported aggression in healthy males: a systematic review and meta-analysis of experimental studies. Psychopharmacology, 2021. Disponível em: <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8233285/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8233285/</a>. Acesso em: 12 jul. 2026.</li></ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1046</guid><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 16:53:00 +0000</pubDate></item><item><title>Lee Priest: hist&#xF3;rias e li&#xE7;&#xF5;es de um dos nomes mais aut&#xEA;nticos do fisiculturismo</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/lee-priest-hist%C3%B3rias-e-li%C3%A7%C3%B5es-de-um-dos-nomes-mais-aut%C3%AAnticos-do-fisiculturismo-r1045/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2026_08/lee-priest-golds-gym-capa.webp.d7a510257fed854f17b9efd9802c8f31.webp" /></p>
<p>Lee Priest virou um daqueles personagens raros do fisiculturismo que não cabem apenas em placings, fotos antigas ou estatísticas de palco. O físico era absurdo, sobretudo para a altura. Os braços pareciam desproporcionais até para os padrões profissionais. Mas a permanência dele no imaginário maromba vem de outra coisa: uma mistura de genética fora da curva, treino pesado, humor agressivo, histórias improváveis e uma recusa quase infantil a fingir ser mais polido do que realmente é.</p><p>Na entrevista "#183 - Lee Priest", do Cutler Cast, Jay Cutler e Matt Daniels deixam Priest contar sua própria história com o tipo de caos que sempre acompanhou sua imagem pública. Por trás das piadas e exageros, aparecem ensinamentos muito úteis sobre treino, carreira, drogas, fama, ego e a velha cultura das academias.</p><h2>O adolescente australiano que chegou pronto</h2><p>Priest começou cedo demais para parecer normal. Aos 13 anos, venceu suas primeiras competições. Aos 15, já acumulava títulos estaduais. Aos 17, venceu o overall do Mr. Australia pela primeira vez. Depois venceu de novo aos 18 e aos 19, mas continuou ouvindo que era jovem demais para receber o cartão profissional.</p><p>Os números da fase amadora são mais brutos do que parecem. Aos 13 anos ele venceu as três primeiras competições que disputou, na divisão escolar aberta a menores de 18. Aos 14 ficou em terceiro em uma categoria adulta. Aos 15 veio o primeiro título estadual. Aos 16 ele odiou fazer dieta, largou o regime e engordou, o único ano em que saiu da linha. Em 1989, com 17 anos, fez a primeira viagem aos Estados Unidos para o Mr. Universe amador da AAU, em Tucson, e ficou em segundo na categoria.</p><p>Esse detalhe explica muito da carreira dele. Priest não foi um adulto que descobriu musculação, montou um protocolo e decidiu virar atleta. Ele cresceu dentro daquilo. Antes de qualquer fama internacional, já tinha anos de palco, pose, dieta, treino e comparação corporal. A base não veio pronta em seringa, veio de repetição.</p><p>A rotina de base também tinha um fiscal. O avô acompanhava a preparação dele e fazia o cardio junto: aos 14 e 15 anos eram pedaladas de 20 km às 4 horas da manhã, no inverno australiano. Priest conta que acordava com chuva lá fora, comemorava por dentro que o treino estava cancelado e então via o avô batendo na janela do quarto, de capa de chuva, em cima da bicicleta.</p><p>Uma das histórias mais fortes é a competição em dupla com a própria mãe. Aos 17 anos, ele aceitou subir ao palco com ela depois de duvidar que ela entraria em forma. Oito meses depois, ela apareceu definida, competiram juntos e venceram um título nacional como mãe e filho. A cena é quase cômica, mas mostra o ambiente familiar em que a musculação não era apenas estética. Era uma linguagem comum.</p><p>Os detalhes da história: a mãe tinha 38 anos e estava acima do peso quando fez a proposta. Oito meses depois ela subiu ao palco seca, e os dois se tornaram a primeira dupla de mãe e filho do mundo a vencer um título nacional. Ela ainda competiu por mais 2 anos e parou. Priest brinca que ela foi a inteligente da família, porque ele continuou.</p><h2>A chegada aos Estados Unidos</h2><p>Quando chegou aos Estados Unidos, Priest encontrou o centro simbólico do fisiculturismo mundial: Gold's Gym, Venice, revistas, fotógrafos, atletas consagrados, contratos e a sensação de que tudo que ele via nas páginas das publicações agora estava vivo no mesmo ambiente.</p><p>A chegada foi em julho de 1993, e ele tinha passagem de volta marcada. Priest diz que veio para os Estados Unidos por 2 semanas, disputou o Niagara Falls já como profissional depois que Jim Manion foi acionado por intermediários, conseguiu o cartão profissional aos 20 anos, comemorou o aniversário de 21 na casa de Ed Connors e acabou ficando 20 anos no país. O contrato com a Weider saiu na mesma semana das primeiras fotos.</p><p>Jay Cutler relembra o impacto de vê-lo em 1993, recém-chegado, perto dos 21 anos, com braços gigantes e uma densidade que chamava atenção até entre profissionais. Priest menciona que, em fase mais pesada, seus braços chegaram a cerca de 61 cm (24 polegadas). Em competição, geralmente ficava na faixa de 92,5 a 95 kg (204 a 210 lb), com um visual que fazia muita gente apostar pesos bem maiores.</p><p>Os pesos de bastidor ajudam a dimensionar o personagem. Em julho de 1993, recém-chegado, ele estava por volta de 118 kg (260 lb). O mais pesado que já ficou foi 129 kg (285 lb). O mais pesado que já competiu foi 98,9 kg (218 lb), no Night of Champions em que ficou em quinto.</p><p>Essa é uma lição importante para qualquer praticante: no palco, proporção e condição podem criar uma ilusão mais poderosa do que o número da balança. Priest era baixo, cheio, redondo e extremamente denso. Quando entrava seco, parecia maior do que pesava. A obsessão moderna por peso corporal ignora isso.</p><p>Priest tem 1,66 m, e o exemplo favorito dele é o Pro de São Francisco que venceu: subiu ao palco com 90 kg (199 lb) e, quando perguntava aos fãs quanto achavam que ele pesava, o chute vinha em torno de 104 kg (230 lb). A regra prática que ele repete é direta: quem chega condicionado, com boas barrigas musculares e proporção, perde 2 kg a mais e parece 7 kg maior no palco.</p><h2>Gold's Gym, World Gym e a velha cultura</h2><p>A parte mais nostálgica da história aparece quando Priest descreve a rotina em Gold's Gym e World Gym. Não era só um lugar para treinar. Era um ecossistema. Atletas, atores, fotógrafos e figuras históricas conviviam no mesmo espaço. Arnold treinava pela manhã. Joe Gold funcionava como uma presença quase familiar. World Gym tinha regras duras, pouca tolerância para exibicionismo e uma atmosfera que forçava respeito pelo treino.</p><p>Os detalhes do ambiente: no World Gym não tocava música, e quem largava peso no chão ou fazia escândalo era expulso por Joe Gold em pessoa. Arnold aparecia quase todo dia por volta das 7 horas, mesmo em período de filmagem. Lou Ferrigno também era presença diária. Nas outras horas circulavam James Caan, Dennis Hopper, Keanu Reeves e Gregory Hines. E havia o detalhe do ferro: a Gold's tinha halteres até 81,6 kg (180 lb), e Joe mandou fabricar halteres de 90 kg (200 lb) para o World Gym, que Priest chegou a usar em supino.</p><p>Priest conta que Joe Gold se tornou uma espécie de avô adotivo. A relação foi tão próxima que, quando Joe morreu, deixou seus cães para ele. Depois disso, o ambiente já não parecia o mesmo, e Priest acabou se mudando.</p><p>A mudança foi para o Texas, e depois para o Arizona, antes da volta definitiva à Austrália. Vale registrar que academia, para ele, nunca foi obrigatória: na preparação para o Pro de São Francisco que venceu, ele treinou 6 meses inteiros em casa, com um Smith machine de cabos e um aparelho de halteres assistidos, e só descia até a Gold's para fazer cardio e olhar as pessoas treinarem.</p><p>O ensinamento por trás da nostalgia é simples: academia boa não é só equipamento. É cultura. É gente olhando, aprendendo, ajudando, dando spot, convivendo e levando treino a sério. Priest critica a era dos fones enormes, celulares e treinos isolados porque, na visão dele, parte da formação vinha justamente de observar quem sabia fazer.</p><h2>O celular tirou a cabeça do treino</h2><p>Uma das críticas mais diretas de Priest é ao uso de telefone durante a musculação. Para ele, quem quer ser realmente sério no fisiculturismo precisa conseguir passar uma ou duas horas sem mexer no aparelho. A frase dele é mais grosseira: a menos que você seja cirurgião cardiovascular de plantão, não existe justificativa para não largar o telefone por 1 ou 2 horas. A justificativa é prática: mudar uma música, ler uma mensagem ruim ou abrir uma rede social tira o foco mental do treino.</p><p>A mensagem não é contra tecnologia. É contra treinar com a cabeça em outro lugar. Na velha escola, o treino tinha presença. O atleta entrava, treinava, interagia com o parceiro e saía. Hoje, muita gente transforma a sessão em bastidor para conteúdo, gravação, música, mensagem e comparação.</p><p>A perda prática que ele aponta não é só de foco individual. Priest diz que hoje vê gente travada embaixo da barra sem ninguém ir ajudar, porque todo mundo está de fone. E que não entende dois parceiros de treino que passam a sessão inteira ouvindo música cada um por conta própria. Segundo ele, a música do ginásio deveria ser ruído de fundo a ponto de o atleta não saber dizer que faixa estava tocando.</p><p>Para quem treina de verdade, a recomendação continua atual: celular longe, execução consciente, parceiro atento e treino com início, meio e fim. O corpo sente quando a mente está dispersa.</p><h2>Não existe atalho para a base</h2><p>Priest insiste em um ponto que vale ouro para jovens: antes de pensar em drogas, construa base. Ele lembra que treinou natural dos 13 aos 19 anos, mesmo vencendo competições importantes. Quando finalmente usou recursos hormonais, já tinha estrutura, simetria, disciplina de palco e resposta genética evidente.</p><p>O primeiro ciclo dele está documentado no relato: 8 semanas, na metade dos 19 anos, com 200 mg de deca-durabolina por semana e nada além disso. Priest diz que ganhou cerca de 9 kg (20 lb) de músculo de imediato e que dá para ver a virada nas fotos daquele ano. Mais importante para quem está começando: ele usou um composto isolado primeiro e só acrescentou testosterona alguns meses depois, justamente para saber o que cada coisa fazia no corpo dele.</p><p>A crítica dele aos jovens atuais não é moralista. É prática. Muitos querem começar com combinações complexas, doses altas e substâncias agressivas antes de provar que têm a base mínima para justificar qualquer risco. O resultado é uma geração que tenta comprar, em poucos meses, uma maturidade muscular que leva anos.</p><p>O número que ele dá aos garotos é de 5 a 7 anos de trabalho de base antes de tocar em qualquer fármaco, com um argumento fisiológico simples: na adolescência a testosterona natural já está no pico, e não faz sentido desligar a própria produção justamente nessa fase. Em seminários na Inglaterra, ele conta ter encontrado garotos usando de 2 a 5 gramas por semana, e diz não saber sequer onde essas pessoas aplicam tanta coisa.</p><p>O ponto central é desconfortável: esteroide não transforma qualquer pessoa em profissional. Ele conta o caso de um garoto no quinto ano de medicina, filho de médicos, que mandou fotos perguntando se devia largar a faculdade para virar fisiculturista. A resposta foi que ele treinava bem, mas não tinha estrutura para ser um bom profissional de palco, e que deveria terminar medicina e continuar treinando. O garoto respondeu xingando. Pode aumentar massa, recuperação e aparência, mas não cria genética, estrutura óssea, inserções, simetria, disciplina ou inteligência de treino. Priest usa uma analogia simples: colocar combustível de dragster em um carro comum não faz o carro virar dragster.</p><p>A analogia é literal, porque ele foi piloto de arrancada e ganhou campeonato na categoria: o combustível especial do top fuel dentro de um Toyota Camry não transforma o Camry em top fuel. Ele estende o raciocínio para outros esportes. Existe muita gente rápida no mundo, mas nenhuma droga transforma um velocista comum em Usain Bolt ou Carl Lewis. E a conclusão incomoda: se todo mundo parasse de usar tudo hoje, os mesmos nomes que estão no palco do Olympia continuariam lá, apenas menores.</p><h2>O alerta sobre exageros hormonais</h2><p>Priest fala abertamente sobre o que usou e sobre o que considera exagero moderno. Ele relata que, em sua experiência, respondia bem a quantidades que muitos atletas atuais chamariam de baixas. Também afirma que via amadores usando mais do que profissionais, especialmente por acreditarem que o tamanho de um atleta sempre reflete uma dose maior.</p><p>Os números que ele cita da própria carreira: no máximo 400 mg de testosterona por semana, dose que manteve por quase toda a carreira. Uma vez aceitou subir para 800 mg por sugestão de um patrocinador, passou mal, se sentiu péssimo e voltou aos 400. Com dianabol nunca ultrapassou 30 a 40 mg por dia. Usou hormônio de crescimento apenas duas vezes na vida, em 1994 e em 1996, e diz não ter sentido resultado nenhum. Nunca usou insulina. O ciclo mais caro que fez custou por volta de 1.300 dólares. Fora de preparação, ficava até 4 meses sem tocar em nada, parava as injeções 2 semanas antes do palco e nunca fez terapia pós-ciclo.</p><p>Essa parte exige cuidado. Não é convite para copiar número, droga ou estratégia. O valor do relato está no alerta: mais substância não significa automaticamente mais físico, mais segurança ou mais carreira. A única pessoa que ganha de forma garantida quando um praticante aumenta tudo sem critério é quem vende.</p><p>O contraste que ele usa é desconfortável de propósito. A ex-esposa dele, que competia, dizia conhecer mulheres usando mais do que ele usava como profissional de topo. E o exemplo atual citado no encontro é de uma atleta de bikini tomando de 40 a 50 mg de oxandrolona por dia porque o treinador dela afirmou que as profissionais tomam 100 mg. O desafio que Priest costuma propor aos garotos é prático: fique limpo 4 meses, volte com uma dose pequena e compare o resultado, porque não há nada a perder no teste.</p><p>Priest também cita experiências ruins, como desconforto intenso com trembolona e problemas com aplicações. Foram quatro usos de trembolona na vida inteira. A última vez foi na preparação para o Night of Champions de 2000: aplicou no ombro, veio uma tosse súbita e em seguida uma pressão no peito que ele descreve como uma paulada, achou que estava tendo um infarto com a agulha ainda na mão e nunca mais usou. Ele lembra também de uma aplicação de estanozolol que inflamou o ombro antes do Ironman de 2006 e terminou em hospital, com o médico abrindo o local e não achando infecção nenhuma. E de uma cardiomiopatia causada por infecção viral que o tirou de um show. Desde o início dos anos 2000 ele faz check-up cardíaco todo ano. O recado é brutalmente simples: se uma droga tira sono, apetite, humor, saúde e lucidez, a pergunta não deveria ser como encaixá-la no protocolo, mas por que continuar usando.</p><p>Priest também ri da precisão falsa dos protocolos rígidos. Conta que ele e um colega deixavam a ampola de estanozolol na fruteira da sala e passavam dias sem aplicar, sem que isso mudasse o resultado, enquanto conhecidos entravam em pânico se atrasassem a aplicação da sexta-feira em algumas horas. E que, ao ler pela primeira vez o rótulo veterinário do frasco, viu que a recomendação era de 2 ml por 100 kg de cavalo a cada 8 dias e começou a se perguntar por que estava aplicando 1 ml em dias alternados em si mesmo.</p><h2>Treinar pesado ainda importa</h2><p>O estilo de treino de Priest era volumoso, frequente e sem muito romantismo. Ele fala em pelo menos 20 séries para bíceps, 20 para tríceps e 30 ou mais para pernas. Também defende que muitos atletas de sua época treinavam duas vezes ao dia e não tratavam 45 minutos como limite sagrado.</p><p>O resto da rotina acompanhava o volume. Em preparação, Priest fazia de 2 a 3 horas de cardio por dia, além dos dois treinos. E ele lembra que Arnold contava treinar três vezes ao dia em algumas fases, intercalando com praia e comida. A provocação que ele faz é difícil de responder: mostre outro esporte em que o melhor do mundo treina 45 minutos por dia.</p><p>Não significa que todo leitor deva copiar esse volume. Significa que a busca atual pelo mínimo esforço muitas vezes distorceu a conversa. O fisiculturismo nasceu de trabalho repetido, cargas progressivas, volume acumulado, alimentação e descanso. Métodos existem, mas nenhum método salva preguiça.</p><p>A crítica dele a certos discursos de "menos é sempre melhor" vem dessa vivência. Para Priest, o corpo aguenta muito quando existe comida, sono, recuperação e uma rotina compatível. Ele admite, por outro lado, que o próprio ponto fraco era a fase fora de competição. Chegava a subir mais de 23 kg (50 lb) no off-season, batia 129 kg e em alguns anos ficava em 115,7 kg (255 lb), comendo só duas refeições grandes por dia e, na maioria dos anos, sem usar nada. O maior erro da carreira, na avaliação dele, não foi ter usado pouco. Foi ter sido desleixado na alimentação de off-season. O problema não é treinar forte. O problema é treinar forte sem recuperação, sem estrutura e sem honestidade sobre o próprio limite.</p><h2>Autenticidade, política e punição</h2><p>Lee Priest foi suspenso, multado e frequentemente colocado em conflito com dirigentes. Ele conta episódios de briga com a política do esporte, questionamento de julgamentos e decisões que custaram dinheiro ou oportunidades. O total de multas que ele calcula ter pago à federação chega a 17 mil dólares. Em um dos anos precisou escolher entre 12 meses de suspensão e uma multa de 5 mil dólares, e pagou a multa para poder disputar o Olympia. Em outro, foi suspenso por ter pulado um Pro de Houston com autorização de Joe Weider, que não valia nada para quem organizava as competições. Em 2001 chegou a processar a federação por um teste positivo, com 60 mil dólares em jogo. E, em um Olympia, foi rebaixado do quinto para o sexto lugar depois do show já encerrado, o que custou 10 mil dólares a ele e 20 mil ao atleta que também caiu na remanejada. O mais interessante é que ele não parece tratar isso como tragédia pessoal.</p><p>A primeira ferroada veio bem antes disso. Aos 19 anos, no Mundial amador em Katowice, na Polônia, ele foi desclassificado por doping depois do prejuízo, mesmo tendo passado por dois testes negativos do Instituto Australiano do Esporte antes de viajar. A amostra B foi perdida, e o pedido da mãe para pagar do próprio bolso um novo teste, que custava cerca de 370 dólares, foi vetado pelo dirigente australiano. Os técnicos das outras delegações lhe deram relógios e presentes naquela noite, porque todo mundo sabia o que tinha acontecido.</p><p>Essa postura explica por que tantos fãs se conectaram com ele. Priest parecia menos interessado em ser o atleta perfeito e mais interessado em ser ele mesmo. Pagava entrada quando chegava a uma academia, sem usar "você sabe quem eu sou?" como cartão. O episódio mais conhecido é o dia em que pagou cerca de 30 dólares de diária para treinar na própria Gold's, sem reclamar. Alguém fotografou e publicou, a academia levou uma enxurrada de mensagens raivosas que continuava chegando anos depois, e ele nunca alimentou a briga. No mesmo espírito, diz que em mais de 40 anos de treino nunca perguntou a ninguém quantas séries faltavam para liberar um aparelho, porque perder 20 kg importa para a pessoa do lado tanto quanto o Olympia importava para ele. Dava atenção aos fãs. Preferia admitir falhas e histórias constrangedoras a vender uma imagem higienizada.</p><p>No fisiculturismo, onde pose, aparência e hierarquia importam tanto, essa falta de reverência virou parte do personagem. Ele não era apenas o corpo diferente. Era o profissional que parecia rir do próprio pedestal.</p><h2>O público antes do troféu</h2><p>Priest admite que nunca amou competir do jeito que muita gente imagina. Gostava de treinar, gostava de encontrar fãs e gostava da cultura ao redor. As competições eram parte do trabalho, mas não o centro emocional de tudo. Em determinado momento, ele percebeu que podia ganhar mais ficando na feira, vendendo fotos e atendendo pessoas do que subindo ao palco em um cenário político desfavorável.</p><p>O episódio que ele descreve tem números. Em um Arnold Classic, uma repórter do jornal local o avisou de que tinha ouvido os juízes passando um artigo dele de mão em mão e combinando de derrubá-lo no dia seguinte. Priest se recusou a subir, ficou no estande o fim de semana inteiro e faturou cerca de 15 mil dólares em dinheiro vendendo fotos, mais do que ganharia com uma colocação média. Para efeito de comparação, os prêmios da época giravam entre 10 e 15 mil dólares para quem vencia.</p><p>Isso não diminui o atleta. Pelo contrário, humaniza. Alguns competidores vivem para o troféu. Outros vivem pela rotina, pela identidade e pela conexão com quem acompanha. Priest parecia pertencer ao segundo grupo.</p><p>O dinheiro entrava e saía sem drama. No auge, ele calcula ter faturado por volta de 18 mil dólares por mês em contratos. Quando perdeu tudo de uma vez, caiu para 4 mil e diz que não se abalou, porque as contas continuavam pagas e a academia continuava aberta. Nesse período chegou a recusar convites para posar como convidado em competições só porque preferia ficar em casa assistindo.</p><p>Também há uma lição para quem coloca toda autoestima em colocação. O julgamento muda, o critério muda, o atleta do lado muda, e o próprio corpo pode responder pior depois de várias competições. Se a carreira inteira depende de um placar, qualquer decisão externa destrói a paz. Ele conta que administrava isso com uma meta baixa de propósito: nos anos em que os 10 primeiros do Olympia garantiam vaga no ano seguinte, ele entrava mirando o décimo lugar, e qualquer coisa acima disso era bônus. Ficou entre os cinco primeiros do Olympia três vezes. Priest parecia entender cedo que o público e a própria história valiam mais do que algumas decisões de mesa.</p><h2>A maturidade muda a régua</h2><p>Um trecho importante aparece quando ele fala sobre envelhecer. Quando jovem, a ideia de morrer cedo por causa do esporte podia parecer distante ou até aceitável dentro de uma mentalidade extrema. Aos 50 e poucos anos, a régua muda. Agora ele fala em querer chegar aos 60, 70 e continuar vivendo.</p><p>A conta de tempo dele também tem uma marca externa. A carreira competitiva terminou por volta dos 40 anos, com uma volta no NABA Universe em 2013 e o último show na federação principal em 2006. O plano de competir de novo em 2015 morreu em um acidente de carro que esmagou os nervos do pescoço dele, aos 45 anos.</p><p>Essa virada é uma das melhores mensagens da entrevista. O que parece coragem aos 20 pode parecer burrice aos 50. O corpo cobra. Lesões aparecem. Acidentes encerram planos. A saúde deixa de ser detalhe.</p><p>Priest ainda treina, ainda viaja, ainda faz aparições e ainda mantém o humor corrosivo. A rotina atual é outra: acorda às 3 horas da manhã todos os dias, cuida de sete gatos e dois cachorros, leva a mulher ao trabalho e vai para a academia, onde hoje faz trabalho em circuito porque acumulou lesões demais. O critério de sucesso mudou de lugar. Se conseguiu bombear sem se machucar, o dia foi bom. Ele lembra que, na época das excursões europeias, chegou a competir 11 vezes em um único ano. Mas a visão é menos romântica sobre destruir tudo por um sonho. Ele aconselha jovens a serem realistas, a não largarem uma carreira sólida por uma fantasia improvável e a entenderem que gostar de musculação não significa ter potencial profissional.</p><h2>O que Lee Priest ensina sem tentar ensinar</h2><p>O legado de Lee Priest não é um manual educado. É quase o contrário. Ele ensina porque viveu muito, errou muito, treinou muito e fala sem embalagem. Das histórias, ficam algumas lições:</p><ul><li>Base vem antes de qualquer atalho.</li><li>Genética existe, mesmo quando muita gente prefere fingir que não.</li><li>Mais droga não transforma físico comum em elite.</li><li>Academia forte é cultura, não apenas equipamento caro.</li><li>Celular e distração roubam intensidade.</li><li>Treinar pesado, comer, descansar e repetir ainda são fundamentos.</li><li>Fama sem autenticidade vira personagem vazio.</li><li>Envelhecer obriga o atleta a pensar em saúde, não só em impacto visual.</li></ul><h2>Conclusão</h2><p>Lee Priest permanece relevante porque representa uma era em que o fisiculturismo parecia menos filtrado, menos ensaiado e mais físico. Ele foi freak, foi popular, foi problemático, foi engraçado, foi punido e foi amado justamente por não parecer fabricado. As histórias são exageradas, mas os ensinamentos são práticos: construa base, respeite a genética, pare de procurar segredo, treine com foco, cuide da saúde e não venda a alma para parecer atleta antes de ser atleta.</p><h2>FAQ</h2><h3>Quem é Lee Priest?</h3><p>Lee Priest é um fisiculturista australiano conhecido por sua massa muscular extrema, braços gigantes, baixa estatura, carisma com os fãs e personalidade sem filtro. Ele competiu no fisiculturismo profissional e se tornou uma figura cultuada da velha escola.</p><h3>Por que Lee Priest ficou tão popular?</h3><p>A popularidade veio da combinação entre físico impressionante, visual marcante, fotos icônicas, presença nas revistas, ligação com Gold's Gym e World Gym, além de um jeito direto que contrastava com atletas mais polidos.</p><h3>Qual é a principal lição de treino de Lee Priest?</h3><p>A principal lição é que não existe substituto para base. Anos de treino consistente, esforço real, comida, recuperação e presença mental importam mais do que procurar fórmulas secretas.</p><h3>Lee Priest defendia doses altas de esteroides?</h3><p>Não. Na entrevista, ele critica justamente a lógica de que doses maiores produzem automaticamente físicos melhores. O relato dele reforça cautela, individualidade e a ideia de que drogas não criam genética.</p><h3>O que a história dele ensina para jovens marombas?</h3><p>Ensina a ter paciência, construir estrutura antes de buscar atalhos, ser realista sobre potencial competitivo e não sacrificar saúde, profissão e vida pessoal por uma fantasia sem base.</p><h3>Quanto Lee Priest usava de esteroides?</h3><p>Segundo o relato dele, no máximo 400 mg de testosterona por semana, dianabol nunca acima de 30 a 40 mg por dia, hormônio de crescimento apenas em 1994 e em 1996, nenhuma insulina e trembolona quatro vezes na vida inteira. O relato é histórico e não serve como protocolo para ninguém.</p><h3>Quanto Lee Priest pesava e qual era a altura dele?</h3><p>Ele tem 1,66 m. Competia em geral entre 92,5 e 95 kg, chegou a 98,9 kg no palco e desceu a 90 kg no Pro de São Francisco que venceu. Fora de competição, o mais pesado que ficou foi 129 kg.</p><h3>Qual era o volume de treino de Lee Priest?</h3><p>No mínimo 20 séries por grupo muscular, com 20 séries para bíceps, 20 para tríceps e 30 ou mais para pernas, somadas a dois treinos por dia e de 2 a 3 horas de cardio nas fases de preparação.</p><h2>Referências</h2><ol><li>CUTLER CAST. <em>#183 - Lee Priest</em>. [S. l.], 28 out. 2025. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=tf1fmBdmFLM" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=tf1fmBdmFLM</a>. Acesso em: 3 ago. 2026.</li></ol>]]></description><guid isPermaLink="false">1045</guid><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 15:23:00 +0000</pubDate></item><item><title>Os melhores coaches de fisiculturismo: quem s&#xE3;o, como trabalham e como fazer parte dos seus times!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/os-melhores-coaches-de-fisiculturismo-quem-s%C3%A3o-como-trabalham-e-como-fazer-parte-dos-seus-times-r960/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/coaches-capa.webp.c245178e7325c1c740f46d69ba75d774.webp" /></p>
<h2>Introdução</h2><p>No universo do fisiculturismo, onde cada detalhe da preparação física e mental pode ser o divisor de águas entre o pódio e a plateia, a figura do treinador de elite transcende a de um mero instrutor. Eles são os arquitetos por trás dos físicos mais impressionantes, os estrategistas que guiam atletas através de dietas rigorosas, treinos exaustivos e a arte da apresentação no palco. Alcançar o auge no fisiculturismo brasileiro, um cenário cada vez mais competitivo e reconhecido mundialmente, exige não apenas talento e dedicação do atleta, mas também a expertise de um mentor capaz de otimizar cada variável da complexa jornada rumo à excelência.</p><p>Esta matéria se propõe a apresentar os principais coaches de fisiculturismo em atividade no Brasil. Para construir este panorama abrangente, mergulhamos em um levantamento detalhado de dezenas de sites e perfis em redes sociais. O nosso objetivo é trazer clareza e insights valiosos sobre os profissionais que estão moldando campeões.</p><p>Ao longo desta matéria, você descobrirá quem são esses renomados treinadores, conhecerá os atletas de destaque que passaram por suas mãos (ou que atualmente integram seus times), terá uma perspectiva sobre os custos envolvidos para contar com seus serviços, entenderá as especialidades que definem o trabalho de cada um e, crucialmente, o que é preciso fazer para ter a chance de integrar suas cobiçadas equipes. Prepare-se para conhecer os bastidores do alto rendimento e os mestres por trás de alguns dos maiores nomes do fisiculturismo nacional!</p><h2>Um mapa dos mestres: quem vamos conhecer nesta matéria?</h2><p>Antes de mergulharmos de cabeça nos perfis individuais, é útil ter um panorama de quem são os profissionais do fisiculturismo que destacaremos. Nossa matéria se concentrará em apresentar treinadores renomados e influenciadores digitais.</p><p>Para entender quem está por trás dos maiores físicos e das maiores transformações do Brasil e também do mundo, preparamos um guia completo. A seguir, apresentamos os profissionais que vamos analisar em profundidade, cada um com sua especialidade e filosofia de trabalho:</p><ol><li><p>Fabrício Pacholok – O Arquiteto de Campeões</p></li><li><p>Renato Cariani – O Mentor e Comunicador</p></li><li><p>Rubens Gomes – A Lenda da Overall Team</p></li><li><p>Carol Vaz – A Rainha do Treino Feminino</p></li><li><p>Ricardo Pannain – O Mestre das Categorias Femininas</p></li><li><p>Júlio Balestrin – O Atleta-Educador</p></li><li><p>Chris Aceto – O "Guru" Internacional</p></li><li><p>Neil Hill – O Criador do Sistema Y3T</p></li><li><p>Rodrigo Góes – O Pioneiro da Nutrição Flexível</p></li><li><p>Vitor Bizzo – O Estrategista da Força</p></li><li><p>Rodrigo Coach – O Nome da Nova Geração</p></li><li><p>Caroline Sanches – A Influenciadora da Técnica</p></li><li><p>Flex Lewis – O Campeão que Forma Campeões</p></li></ol><p>Com este mapa em mãos, você estará pronto para conhecer as trajetórias, métodos e particularidades de cada um desses notáveis profissionais. <strong>Quanto aos valores cobrados, vale anotar que podem mudar diariamente, ficando a informação apenas como estimativa na data em que publicamos esta matéria. Entre em contato com o profissional para saber o valor vigente.</strong> Vamos começar!</p><h2>1. Fabrício Pacholok</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/1-fabricio-pacholok.webp.67c4d5881932ea35a81eae6796d53161.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58439" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58439" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/1-fabricio-pacholok.thumb.webp.c4c732b587da5103366c225fad1ee5b7.webp" alt="1-fabricio-pacholok.webp" title="1-fabricio-pacholok.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Fabrício Pacholok consolidou-se como uma das figuras de maior prestígio no treinamento de fisiculturistas no Brasil e com crescente reconhecimento internacional. Com um mestrado em treinamento físico e mais de duas décadas de experiência prática, incluindo sua própria trajetória como atleta, Pacholok desenvolveu uma metodologia que ele descreve como abrangente e altamente individualizada. Seu trabalho é centrado na plataforma PacholokTeam.com, onde oferece uma abordagem completa que engloba desde cronogramas de treinamento e planos de dieta meticulosamente personalizados até orientação detalhada sobre suplementação e um canal de suporte direto para seus atletas.</p><p>A filosofia de Pacholok visa auxiliar os atletas a alcançarem o "físico dos seus sonhos", com um olhar atento para a identificação de pontos fortes e fracos, buscando a construção de um corpo completo e simétrico. Uma de suas marcas registradas é sua aguçada capacidade analítica, como demonstrado quando identificou um problema no ombro do campeão do Mr. Olympia Derek Lunsford apenas por meio de vídeos e fotos, permitindo que Lunsford voltasse a treinar sem dor após sua intervenção. Além do físico, Pacholok dá grande ênfase ao aspecto mental da competição. Ele é especializado na preparação de atletas de alto nível, especialmente nas categorias Open Bodybuilding e Classic Physique, aplicando as mesmas estratégias de treinamento dos campeões e priorizando a evolução constante de força e condicionamento, combinando ciência e prática para moldar físicos de elite.</p><h3>Atletas que treina ou treinou </h3><p>O nome de Fabrício Pacholok está associado a grandes estrelas do fisiculturismo, tais como o brasileiro <strong>Ramon "Dino" Rocha Queiroz</strong> e o americano campeão do Mr. Olympia, <strong>Derek Lunsford</strong>. <strong>Caike Pro (Caio Bonfim)</strong> também é um de seus atletas. Além disso, <strong>Rafael Brandão</strong>, <strong>Gabriel Zancanelli</strong> e o atleta internacional russo<strong> GoodVito (Vitaliy Ugolnikov)</strong>. Seu site oficial, PacholokTeam.com, também exibe imagens de outros atletas, sugerindo uma equipe extensa.</p><h3>Estimativas de custos e modelos de consultoria </h3><p>O investimento para contar com o acompanhamento de Fabrício Pacholok reflete seu status no mercado. A SEÇÃO 1 do PDF informa que os valores, explicitados em dólar americano em seu site PacholokTeam.com, são:</p><ul><li><p>Trimestral: U$ 1050 (~R$ 2.699);</p></li><li><p>Semestral: U$ 2100 (~R$ 4.799);</p></li><li><p>Anual: U$ 4200 (~R$ 8.398).</p></li></ul><p>Isso equivaleria a cerca de R$ 900 mensais no plano trimestral, reduzindo para aproximadamente R$ 700 mensais no pacote anual .</p><p>Trata-se de um serviço premium onde Pacholok e sua equipe acompanham dieta, treino e realizam ajustes periódicos via plataforma online e WhatsApp.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>Para quem almeja ser treinado por Fabrício Pacholok, o caminho principal é através de sua consultoria online oficial, centralizada no site PacholokTeam.com. O processo envolve:</p><ul><li><p>O interessado deve acessar o site, selecionar um dos planos de consultoria disponíveis e preencher uma anamnese detalhada (questionário de avaliação inicial), que inclui o envio de fotos e informações sobre seus objetivos;</p></li><li><p>Com base nesses dados, Fabrício e sua equipe montam uma programação personalizada de treino e dieta;</p></li><li><p>O acompanhamento e o esclarecimento de dúvidas são realizados principalmente por WhatsApp . Para atletas competidores, são comuns avaliações constantes com feedbacks semanais e ajustes no protocolo a cada quatro semanas, conforme a evolução .</p></li></ul><p>É fundamental estar disposto a seguir seu método de treinamento, descrito como "difícil e doloroso", para alcançar a evolução constante . As redes sociais, como o Instagram @fabriciopacholok e o canal no YouTube "Fabricio Pacholok", também servem como pontos de contato e divulgação.</p><h2>2. Renato Cariani</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/2-renato-cariani.webp.39ef002470fbd5ace129e382f3dd4dba.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58438" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58438" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/2-renato-cariani.thumb.webp.d4d0677688a34e149ca0ba544bb4b45f.webp" alt="2-renato-cariani.webp" title="2-renato-cariani.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Renato Cariani firmou-se como uma das personalidades mais influentes do universo fitness e do fisiculturismo no Brasil, sendo amplamente reconhecido tanto por sua trajetória como atleta quanto por seu papel como um poderoso influenciador digital e empresário. Embora sua atuação principal não seja a de um coach tradicional com consultorias individualizadas, Cariani desempenha um papel crucial como mentor, especialmente na descoberta e preparação de novos talentos, além de inspirar uma vasta audiência a adotar a disciplina e o estilo de vida do atleta .</p><p>Sua especialidade reside na motivação e na estruturação da rotina de treino, dieta e mentalidade para aqueles que buscam uma transformação física, desde iniciantes até atletas em desenvolvimento. Ele é conhecido por uma abordagem didática e intensa, integrando conceitos de powerlifting ao bodybuilding – com foco na força em exercícios básicos como agachamento, supino e levantamento terra – e por enfatizar a importância da consistência extrema. Em seus projetos documentados, Cariani não apenas fornece direcionamento técnico, mas atua fortemente na mentoria motivacional, exigindo comprometimento total de seus pupilos.</p><h3>Atletas e projetos de destaque</h3><p>A influência de Renato Cariani como mentor é visível em diversos projetos e colaborações. Ele orientou e patrocinou atletas emergentes, como no caso do bodybuilder<strong> Vitor "Horse" Capial</strong>, a quem ajudou a conquistar o Pro Card (cartão de profissional) . Cariani também foi fundamental na integração do atleta russo <strong>GoodVito</strong> ao cenário brasileiro, treinando com ele em seu centro de treinamento (CT Ironberg) e proporcionando-lhe grande visibilidade entre 2022 e 2023 . Frequentemente, treina ao lado de estrelas consagradas como <strong>Rafael Brandão</strong> e <strong>Ramon Dino</strong>, compartilhando sua experiência – inclusive, criou um módulo chamado "Treino das Estrelas" com esses atletas para sua plataforma online . Seu popular canal no YouTube documenta transformações de alunos anônimos e também de celebridades, como o projeto de 60 dias com o coach de vida <strong>Pablo Marçal</strong>, demonstrando sua capacidade de aplicar seus princípios a diferentes perfis.</p><h3>Custos e modelo de "consultoria" </h3><p>Renato Cariani não oferece um serviço de consultoria personalizada tradicional. Seu principal meio de "treinamento" para o grande público é através de sua plataforma de mentoria online em grupo, a "Nação Renato Cariani".</p><p>A assinatura da plataforma tem um custo aproximado de R$ 49,90 mensais, ou um valor promocional de cerca de R$ 29,90 mensais no plano anual.</p><p>Os membros da "Nação Renato Cariani" têm acesso a conteúdos exclusivos sobre treinamento, nutrição e motivação, aulas ministradas por Cariani e especialistas convidados, além de uma comunidade para troca de experiências e suporte mútuo . Este formato permite que milhares de seguidores sejam orientados indiretamente por seus métodos e filosofia. Para quem busca um acompanhamento individualizado, Cariani geralmente indica coaches parceiros de sua confiança, dada sua agenda como empresário e criador de conteúdo que dificulta atendimentos um-a-um. Seu foco, portanto, está na mentoria coletiva e nos projetos especiais que são amplamente documentados.</p><h3>Como fazer parte do time ou ter acesso à sua mentoria </h3><p>A maneira oficial de se juntar ao grupo de alunos e ter acesso à mentoria de Renato Cariani é através da assinatura de sua plataforma online, "Nação Renato Cariani", disponível em seu site oficial .</p><p>Após a inscrição, o membro ganha acesso a todos os cursos, materiais, fóruns de discussão e desafios propostos dentro da comunidade. Para participar de projetos presenciais ou transformações documentadas em vídeo, o processo é diferente: geralmente ocorre por convite ou seleção feita pelo próprio Cariani e sua equipe. Ele costuma identificar atletas promissores ou personalidades que o procuram, avaliando o perfil e a história de cada um, com muitos contatos surgindo através das redes sociais ou indicações . Em resumo, qualquer pessoa pode aderir à comunidade online da "Nação Renato Cariani" (o único pré-requisito é a assinatura), enquanto o acompanhamento direto e presencial é reservado para casos especiais, alinhados com seus projetos de conteúdo.</p><h2>3. Rubens Gomes (Coach Rubens)</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/3-rubens-gomes.webp.47c3be019ac8121331c3eb7805ebe572.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58440" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58440" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/3-rubens-gomes.thumb.webp.677c9c8f9709f09bd21a37f1f155b342.webp" alt="3-rubens-gomes.webp" title="3-rubens-gomes.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Fundador da Overall Team, equipe que dominou o cenário do fisiculturismo brasileiro na última década, Rubens Gomes — conhecido como Coach Rubens ou "Rubão" — consolidou-se como uma das maiores referências em preparação de atletas no país. Sob sua liderança, a Overall Team acumulou mais de 60 títulos internacionais e centenas de conquistas nacionais, tornando-se a equipe mais vitoriosa do Brasil. Formado em Educação Física e com especialização em nutrição esportiva, Rubens une o conhecimento acadêmico à vasta experiência prática para entregar resultados de alta performance. Atualmente radicado em Orlando, nos Estados Unidos, ele continua a treinar uma base de clientes diversificada em mais de 16 países, mantendo uma forte presença online como um dos coaches brasileiros de maior prestígio internacional.</p><h3>Atletas de Destaque</h3><p>Ao longo de sua carreira, Rubens Gomes foi o treinador por trás de inúmeros atletas de elite. Entre os nomes mais notáveis estão <strong>Dora Rodrigues</strong> (campeã Miss Universo pela NABBA e cofundadora da Overall Team) e <strong>Felipe Franco</strong>, um dos pioneiros e principais nomes da categoria Men's Physique no Brasil. Sua influência estende-se por gerações de campeões brasileiros e sul-americanos que passaram por sua orientação desde os anos 2000. Além do universo competitivo, Rubens também aplicou seu conhecimento na preparação de celebridades, como o cantor <strong>Belo</strong> e a modelo <strong>Gracyanne Barbosa</strong>, que integraram seu time em diferentes fases de suas carreiras.</p><h3>Custos e modelo de consultoria</h3><p>O modelo de trabalho do Coach Rubens reflete seu status e experiência no mercado, com foco em um serviço premium e exclusivo. A porta de entrada para seu acompanhamento é uma consulta particular, que pode ser realizada presencialmente em Orlando ou por videochamada, ao custo de US$ 300 (aproximadamente R$ 1.500). Este pacote inicial é abrangente: inclui uma avaliação detalhada e a entrega de um protocolo completo de treino e dieta, válido por 8 semanas, com o suporte online sendo realizado por um coach da equipe Overall nesse período. Para quem busca opções mais acessíveis, a Overall Team também disponibiliza programas online padronizados e focados em objetivos específicos. Em suma, o serviço direto com Rubens posiciona-se na faixa mais alta do mercado, sendo um investimento na sua longa e comprovada trajetória de sucesso.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>O caminho para ser orientado por Rubens Gomes começa pelo agendamento da consulta exclusiva através do site oficial da Overall Team. No site, é possível escolher o horário e realizar a contratação do serviço diretamente. Para atletas que almejam uma vaga na equipe de competição, o processo é mais seletivo e envolve uma triagem, na qual Rubens avalia o currículo, o físico atual e os objetivos do candidato antes de uma aprovação. É importante notar que, após a consultoria principal com Rubens, o acompanhamento diário durante as 8 semanas do plano inicial é conduzido por outro coach qualificado da sua equipe, que segue rigorosamente as diretrizes traçadas por ele. Portanto, para ter acesso ao seu método, basta contratar a consulta e estar disposto a seguir as orientações com disciplina máxima.</p><h2>4. Carol Vaz</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/4-carol-vaz.webp.aaeb3cccf6f97c5dd41b78d0ae3b528e.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58441" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58441" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/4-carol-vaz.thumb.webp.b3d36284751f6c96f21835e8cf023e70.webp" alt="4-carol-vaz.webp" title="4-carol-vaz.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Carol Vaz se firmou como um fenômeno no universo fitness brasileiro, atuando principalmente como a personal trainer das celebridades e uma influenciadora de enorme alcance. Com quase 6 milhões de seguidores no Instagram , seu foco não está na preparação de atletas para os palcos do fisiculturismo tradicional, mas sim na transformação corporal de mulheres, o que a tornou uma referência absoluta nesse nicho. Sua metodologia, aplicada em seu centro de treinamento DNA Experience, no Rio de Janeiro, ficou famosa pelo estilo "linha dura" e pelos resultados estéticos impressionantes, especialmente no que diz respeito ao trabalho de glúteos e pernas.</p><h3>Clientes de destaque</h3><p>A lista de clientes de Carol Vaz é repleta de estrelas do meio artístico e da internet. Ela já foi a responsável pelos treinos de famosas como a atriz <strong>Mel Maia</strong>, a cantora <strong>Jojo Todynho</strong>, a rainha de bateria <strong>Viviane Araújo</strong> e as cantoras <strong>Pocah</strong> e <strong>Lexa</strong>. Sua influência é tão grande que outras celebridades, como a atriz <strong>Bruna Marquezine</strong> e a ex-BBB <strong>Juliette</strong>, já declararam seguir rotinas de treino inspiradas em seus métodos. Essa clientela de alto perfil solidificou sua imagem como a principal especialista na preparação física de musas do Carnaval e influenciadoras digitais.</p><h3>Custos e modelo de consultoria</h3><p>Carol Vaz trabalha com dois modelos principais: o treino presencial personalizado e a consultoria online. O acompanhamento presencial em sua academia é um serviço VIP e exclusivo, com um investimento naturalmente elevado, condizente com o atendimento a celebridades. Em contrapartida, seus programas de consultoria online são desenhados para serem acessíveis a um público muito mais amplo, com valores competitivos no mercado de personal trainers virtuais. Embora os preços exatos não sejam divulgados publicamente, a proposta é oferecer um planejamento personalizado que pode ser executado tanto em casa quanto na academia, bastando entrar em contato com sua equipe para conhecer os planos.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>O ingresso no #TeamCarolVaz é feito por contato direto, geralmente via WhatsApp ou e-mail, cujos links são disponibilizados em seu perfil oficial no Instagram (@teamcarolvaz). As interessadas preenchem um formulário com seus dados e objetivos para que a equipe apresente os planos disponíveis. Não há pré-requisitos físicos para ser aceita; o principal requisito é a disposição para seguir com seriedade a rotina de treinos intensos proposta por ela. Para o modelo presencial, é necessário se matricular na academia DNA Experience (RJ) e agendar a participação nas turmas de treino. Já no modelo online, após a inscrição, a aluna recebe seu planejamento individual e tem um acompanhamento periódico com a equipe por meio de mensagens e vídeos.</p><h2>5. Ricardo Pannain</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/5-ricardo-pannain.webp.5950259d5228598c00a5470d71b74caa.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58442" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58442" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/5-ricardo-pannain.thumb.webp.0a34d5ba08d85afaba7e95840919e0ee.webp" alt="5-ricardo-pannain.webp" title="5-ricardo-pannain.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Ricardo Pannain é frequentemente chamado de "o maior coach de fisiculturismo do Brasil", um título justificado por um currículo impressionante e uma verdadeira fábrica de campeãs. Com mais de duas décadas de experiência, Pannain desenvolveu uma metodologia que ele descreve como a "mais comprovada e premiada do mundo" , focada não apenas em esculpir físicos, mas em transformar a vida de seus atletas em todos os aspectos: corpo, mente e espírito. Sua especialidade são as categorias femininas, onde ele se tornou o único treinador a conquistar três títulos na categoria Wellness no Mr. Olympia.</p><h3>Atletas de destaque</h3><p>O "Team Pannain" é uma força dominante nos palcos, especialmente nas categorias femininas. Ricardo foi o treinador por trás de nomes icônicos como <strong>Francielle Mattos</strong>, a primeira Miss Wellness Olympia da história, <strong>Isa Pecini</strong>, campeã mundial e Miss Bikini Olympia em 2019 , e <strong>Anne Luise Freitas</strong>, multicampeã na categoria Figure. Seu time também incluiu outras campeãs como <strong>Elisa Pecini</strong> (Bikini), <strong>Priscila Rodrigues</strong> (Wellness) e <strong>Gessica Brun</strong> (Figure). Embora também prepare atletas masculinos de alto nível, seu reconhecimento máximo vem das conquistas de suas alunas, tendo formado gerações de campeãs no Brasil e no mundo.</p><h3>Custos e modelo de consultoria</h3><p>As consultorias de Ricardo Pannain são exclusivas e seus valores não são anunciados publicamente, pois ele trabalha com um grupo seleto de atletas. O investimento é personalizado, combinado diretamente com o atleta e varia conforme o nível de acompanhamento necessário. Estima-se que uma preparação completa com ele possa custar entre R$ 500 a R$ 1.000 por mês ou mais, um valor que reflete sua expertise e a dedicação de um serviço "full service", que muitas vezes inclui acompanhar suas atletas em campeonatos internacionais. Para um público mais amplo, ele também organiza workshops e camps de poses com preços mais acessíveis.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>Integrar o Team Pannain é um processo seletivo e muito pessoal. Não há um formulário de inscrição público. O primeiro passo é entrar em contato diretamente com Ricardo ou sua equipe, geralmente via redes sociais, manifestando o interesse. O candidato a atleta deve enviar fotos atuais, seu histórico de treinos e competições, e seus objetivos. Pannain então avalia se há potencial e alinhamento com sua filosofia de trabalho. Se aprovado, o atleta entra em um regime de dedicação total, seguindo o protocolo 100% orientado por ele. O relacionamento é descrito quase como de "mestre-discípulo", exigindo iniciativa do atleta, a aceitação do coach e um comprometimento absoluto com o processo.</p><h2>6. Júlio Balestrin</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/6-julio-balestrin.webp.c114ee8379e2a879abeb1243d613079b.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58443" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58443" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/6-julio-balestrin.thumb.webp.73fed3082684c88d1f5cfe32a11b0a85.webp" alt="6-julio-balestrin.webp" title="6-julio-balestrin.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Júlio Balestrin é uma das figuras mais respeitadas e queridas na comunidade do fisiculturismo brasileiro. Bicampeão brasileiro e ainda um atleta ativo na categoria Masters, ele transita com naturalidade entre os palcos e a função de treinador e consultor, utilizando seu vasto alcance digital para orientar centenas de alunos. Com formação em Educação Física, Balestrin é conhecido por uma abordagem que une ciência e experiência prática, sempre com uma didática clara e um forte apelo motivacional que inspira seus seguidores a buscarem a resiliência e a disciplina do esporte.</p><h3>Atletas e projetos de destaque</h3><p>Diferente de outros coaches que mantêm um time formal de competição, Balestrin é mais conhecido por seus "projetos" de transformação e por suas consultorias com um público diversificado. Ele já colaborou em projetos com celebridades como Pablo Marçal e Danilo Gentili , e também com o atleta de elite Ramon Dino. Um de seus trabalhos de maior destaque foi o treinamento de Lecão, um atleta com paralisia cerebral, mostrando um lado inspirador e inclusivo do seu trabalho. Embora não seja conhecido por ser o treinador principal de um campeão específico de renome, ele já auxiliou na preparação de colegas como Renato Cariani e deu orientações técnicas para inúmeros atletas, incluindo jovens promissores em Angola.</p><h3>Custos e modelo de consultoria</h3><p>Júlio Balestrin oferece um serviço de consultoria online personalizada, amplamente divulgado em suas redes sociais, onde os interessados encontram os links para inscrição. O modelo é considerado um dos melhores em custo-benefício do mercado, com estimativas da comunidade indicando que os pacotes mensais de acompanhamento variam entre R$ 300 e R$ 500. Esse valor geralmente inclui a montagem de um plano de treino e dieta, com ajustes periódicos via e-mail ou WhatsApp. Além disso, por ser patrocinado pela Growth Supplements, ele frequentemente oferece descontos e outros benefícios aos seus alunos, agregando ainda mais valor ao serviço.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>O processo para se tornar um aluno de Júlio Balestrin é simples e acessível. Não há pré-requisitos ou exigências de nível físico; ele atende desde iniciantes e pais de família até atletas amadores que buscam evoluir. O primeiro passo é acessar o link em suas redes sociais e preencher um formulário com dados pessoais, rotina e objetivos. Com base nessas informações, Júlio monta o planejamento e, geralmente, agenda uma conversa inicial para passar as primeiras orientações. Ele é conhecido por ser um coach muito acessível e engajado com seus alunos, criando um dos "times" mais acolhedores do cenário nacional para quem busca uma orientação séria e experiente.</p><h2>7. Chris Aceto</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/7-chris-aceto.webp.93d831842606340d1fdf417ef26fee58.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58444" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58444" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/7-chris-aceto.thumb.webp.10611e9430815d6e74a4b5c56960ff5a.webp" alt="7-chris-aceto.webp" title="7-chris-aceto.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Chris Aceto é uma figura lendária no fisiculturismo mundial, frequentemente descrito como um dos "gurus" originais do esporte, com uma carreira que se estende por mais de duas décadas. Autor de diversos livros, sua filosofia de treinamento é baseada no aprendizado contínuo com seus atletas e na exigência de um comprometimento absoluto com o plano. Embora seja um coach com clientes ao redor do globo, seu método é procurado por atletas brasileiros de elite que buscam o mais alto nível de condicionamento para os palcos, que é sua grande especialidade.</p><h3>Atletas de destaque</h3><p>A lista de atletas de Aceto inclui alguns dos maiores nomes da história do esporte, como os campeões do Mr. Olympia <strong>Jay Cutler</strong> e <strong>Shawn Rhoden</strong>. No Brasil, seu trabalho de maior impacto foi com <strong>Ramon "Dino" Rocha Queiroz</strong>, sendo o responsável por uma finalização que resultou no "melhor físico" que o atleta já havia apresentado no Olympia. Além de Dino, Aceto teve uma forte ligação com <strong>Rafael Brandão</strong>, como sugerido por diversas fontes, e há indicações de que ele tenha treinado pelo menos seis atletas brasileiros de ponta, solidificando sua influência no cenário nacional.</p><h3>Custos e modelo de consultoria</h3><p>Não há informações públicas sobre os valores cobrados por Chris Aceto. Alinhado ao seu perfil de "guru" estabelecido, que trabalha com a elite do esporte, presume-se que suas taxas sejam premium e negociadas individualmente, em vez de pacotes com preços fixos. O modelo de trabalho não é abertamente comercializado em plataformas online.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>Contratar Chris Aceto parece ser um processo muito mais exclusivo e menos direto do que com outros treinadores. Não há um site de consultoria ou um portal de inscrição. Fontes indicam que ele estaria "diminuindo o ritmo" de sua carreira de treinador, o que sugere que ele seja altamente seletivo, trabalhando principalmente por meio de indicações e conexões dentro da indústria do fisiculturismo. A forma mais provável de conseguir sua orientação seria através de uma rede de contatos no nível profissional do esporte.</p><h2>8. Neil "Yoda" Hill</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/8-nail-yoda-hill.webp.9fc0e1836ae8aa8725104642f6b18f77.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58445" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58445" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/8-nail-yoda-hill.thumb.webp.3e96db5bf7cb7fca15d80c43f9a85ee5.webp" alt="8-nail-yoda-hill.webp" title="8-nail-yoda-hill.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Diretamente do Reino Unido, Neil "Yoda" Hill é um ex-fisiculturista profissional da IFBB e um dos treinadores mais inovadores do cenário internacional. Sua fama global vem da criação do sistema de treinamento Y3T (Yoda 3 Training), uma metodologia desenvolvida ao longo de 30 anos que visa maximizar o ganho de massa muscular através da ciclagem estratégica de intensidade e faixas de repetição. O sistema ataca a adaptação corporal e promete, além do crescimento, uma redução no risco de lesões, tratando todos os seus clientes — de competidores a empresários — como verdadeiros "atletas".</p><h3>Atletas de destaque</h3><p>A eficácia do método Y3T no mais alto nível é comprovada por seu trabalho com o lendário Flex Lewis, a quem treinou durante sua jornada de múltiplos títulos no Mr. Olympia na categoria 212. No Brasil, sua influência se destacou através da parceria com Rafael Brandão, um dos principais profissionais brasileiros, que buscou a expertise de Hill para atingir um novo patamar competitivo em sua carreira.</p><h3>Custos e modelo de consultoria</h3><p>Assim como outros treinadores internacionais de elite, Neil Hill não divulga publicamente uma tabela de preços para seu acompanhamento individual. Seus serviços são disseminados por múltiplos canais, incluindo um site de assinatura (mencionado como em lançamento) e um banco de dados de e-mails diários, onde os inscritos recebem conteúdo e informações sobre seus métodos. O custo para um treinamento personalizado provavelmente é comunicado mediante consulta direta, enquanto o modelo de assinatura deve oferecer uma alternativa mais acessível.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>Para ter acesso ao sistema Y3T e à orientação de Neil Hill, os principais caminhos são suas plataformas digitais. Os interessados podem se inscrever em sua lista de e-mails, cujos detalhes são encontrados em suas redes sociais (Instagram, Twitter e Facebook), ou aguardar o lançamento de seu site de assinatura. Este modelo multicanal permite que entusiastas do mundo todo possam se engajar com seu conteúdo e, eventualmente, contratar seus serviços, seja através de programas estruturados ou de um acompanhamento mais direto.</p><h2>9. Rodrigo Góes (Goes Maltez)</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/9-rodrigo-goes.webp.315599d350a21d4944f8aec9cfd15d0c.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58446" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58446" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/9-rodrigo-goes.thumb.webp.2cab0199fc065b3a29cfacece5b035a1.webp" alt="9-rodrigo-goes.webp" title="9-rodrigo-goes.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Rodrigo Góes, junto com sua esposa Bárbara, destaca-se no cenário fitness brasileiro por uma abordagem única e inovadora. Ambos são competidores de fisiculturismo, mas a grande especialidade de Góes é a "Nutrição Flexível", conceito do qual ele é um dos pioneiros no Brasil. Sua filosofia se afasta das dietas extremamente restritivas, comuns no esporte, e foca em criar um estilo de vida sustentável, "sem proibições ou culpas". Ele trabalha a relação do paciente com a comida, buscando entender a rotina e as preferências de cada um para montar um plano prazeroso e eficaz a longo prazo. Essa abordagem mais saudável e psicologicamente sustentável é amplamente divulgada em seu popular canal no YouTube.</p><h3>Atletas e clientes de destaque</h3><p>Diferente de outros coaches focados em competição, as informações públicas sobre Rodrigo Góes enfatizam mais sua filosofia nutricional do que uma lista de atletas de elite que ele treina. Seu site oficial exibe fotos de diversos clientes que alcançaram excelentes resultados físicos, servindo como testemunho da eficácia de sua abordagem de Nutrição Flexível. Seu impacto parece ser maior em clientes focados em estilo de vida ou atletas que buscam uma relação mais equilibrada e duradoura com a alimentação, em vez de exclusivamente na preparação para campeonatos.</p><h3>Custos e modelo de consultoria</h3><p>As fontes disponíveis não detalham os valores exatos dos serviços de Rodrigo Góes. Os preços são provavelmente comunicados diretamente aos interessados durante o processo de agendamento. Seu modelo de trabalho é focado em consultas e teleconsultas, nas quais ele e sua equipe traçam um plano nutricional personalizado para o cliente.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>O processo para contratar os serviços de Rodrigo Góes é bastante direto e acessível. O principal canal é seu site oficial, <a rel="external nofollow" href="https://Goesmaltez.com">Goesmaltez.com</a>, onde há um link direto para "AGENDAR UMA CONSULTA OU TELE CONSULTA". Além disso, o site fornece contatos diretos como e-mail e telefone, facilitando o engajamento de potenciais clientes que buscam sua orientação especializada em Nutrição Flexível.</p><h2>10. Vitor Bizzo</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/10-vitor-bizzo.webp.bfc9a388b09a5c2376ba93fdc36b7976.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58447" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58447" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/10-vitor-bizzo.thumb.webp.dc00199609c96ff59231b3b61fea901f.webp" alt="10-vitor-bizzo.webp" title="10-vitor-bizzo.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Vitor Bizzo é apontado como uma das figuras de maior destaque na nova geração de treinadores do Brasil, sendo frequentemente mencionado em comunidades online como um dos "provavelmente top 5 no Brasil hoje". Sua trajetória no fisiculturismo começou após uma transição do MMA, esporte que praticava antes de se dedicar integralmente ao treinamento com pesos. Essa bagagem diversificada contribuiu para uma perspectiva única sobre disciplina e performance.</p><p>Sua filosofia de treinamento, que sugere um foco em intensidade e nos fundamentos do treinamento de força, é evidenciada em seu trabalho como coautor do livro "Não Treine Fofo: Os Princípios Esquecidos do Treinamento de Força". Bizzo defende um método baseado na ciência e na aplicação prática, priorizando a progressão de carga inteligente e a execução técnica perfeita em detrimento de um volume excessivo ou da busca pela exaustão sem critério. Além de seu trabalho como coach, ele é uma voz ativa na comunidade, participando do podcast "Trash Talk", onde discute temas relevantes do universo da musculação e do fisiculturismo.</p><h3>Atletas e clientes de destaque</h3><p>As fontes disponíveis para a elaboração desta matéria não detalham uma lista pública de atletas de elite ou clientes notáveis treinados por Vitor Bizzo. O treinador parece manter a privacidade de seus clientes, focando a divulgação de seu trabalho nos métodos e nos resultados gerais de sua abordagem, em vez de se associar a nomes específicos do cenário competitivo.</p><h3>Custos e modelo de consultoria</h3><p>A consultoria de Vitor Bizzo é percebida como um serviço de alto padrão, sendo descrita como "cara" por usuários em discussões online. De acordo com seu site oficial, ele oferece diferentes pacotes de acompanhamento, com valores que variam conforme o nível de suporte e a frequência de feedbacks. Os planos podem incluir apenas treino ou a combinação de treino e dieta, com ajustes e análises periódicas.</p><p>Além da consultoria individualizada, Bizzo também disponibiliza planilhas de treino avulsas com focos específicos (hipertrofia, força, cutting, etc.), que representam um investimento mais acessível para quem deseja ter um primeiro contato com sua metodologia.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>O principal canal para quem deseja contratar os serviços de Vitor Bizzo é seu site oficial, <a rel="external nofollow" href="https://vitorbizzo.com.br">vitorbizzo.com.br</a>, onde detalha os planos de consultoria e disponibiliza os links para contratação. Seu perfil no Instagram, @vitorbizzocoach, também funciona como uma importante via de comunicação e divulgação de seu trabalho, onde interessados podem acompanhar seu conteúdo e encontrar mais informações para iniciar o contato.</p><h2>11. Rodrigo Coach (Rodrigo Silva)</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/11-rodrigo-silva.webp.70ff3932ceaf473a6231cc90e054a739.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58448" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58448" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/11-rodrigo-silva.thumb.webp.14de5a986face9f911ee8b1b41a2f417.webp" alt="11-rodrigo-silva.webp" title="11-rodrigo-silva.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Identificado como Rodrigo Silva, o "Rodrigo Coach" consolidou-se como um treinador e educador físico de forte presença online. Através de suas plataformas, como o Instagram @rodricoach e o site RodriCoach School, ele se posiciona não apenas como um preparador, mas como um educador que busca capacitar seus seguidores a entenderem os processos por trás da hipertrofia e do emagrecimento. Sua filosofia é centrada na aplicação da ciência ao treinamento de forma prática e sustentável, com foco total na biomecânica para maximizar estímulos e minimizar lesões.</p><h3>Atletas e clientes de destaque</h3><p>O foco principal de Rodrigo Silva são as transformações de pessoas comuns. Em suas redes sociais, ele exibe de forma consistente os resultados de seus alunos da consultoria ("RC Team"), utilizando evoluções de "antes e depois" como a principal prova da eficácia de seu método. Seu marketing é voltado para mostrar o impacto real de seu trabalho na vida de clientes não-competidores que buscam uma mudança física significativa.</p><h3>Custos e modelo de consultoria</h3><p>O modelo de negócio de Rodrigo é diversificado e acessível. Sua plataforma, a RodriCoach School, oferece diferentes portas de entrada para seus serviços, incluindo a consultoria online individualizada, que é seu produto principal. Além disso, ele disponibiliza cursos sobre temas específicos e planilhas de treino avulsas, permitindo que o público aprenda seu método por um custo menor e de acordo com suas necessidades.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>O principal ponto de acesso aos seus serviços é a sua página de links, encontrada na bio do seu perfil no Instagram (@rodricoach). Através dela, os interessados podem aplicar para a consultoria online, adquirir seus cursos e planilhas ou acessar seus outros canais de conteúdo. Seu perfil no Instagram funciona como o canal fundamental onde ele compartilha dicas diárias, responde perguntas e anuncia a abertura de vagas para seus acompanhamentos.</p><h2>12. Caroline Sanches</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/12-caroline-sanches.webp.0c74136b06b6adc5992b76cb237b4fcf.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58449" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58449" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/12-caroline-sanches.thumb.webp.107a9967aa1c864d1ab58907c8da7e00.webp" alt="12-caroline-sanches.webp" title="12-caroline-sanches.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Caroline Sanches (CRN-3 42363) se estabeleceu como uma referência em nutrição e bem-estar, unindo uma sólida base acadêmica a uma forte e influente presença digital. Como nutricionista clínica, esportiva e estética, sua abordagem vai além da simples prescrição de dietas. Ela defende uma filosofia de estilo de vida holístico, que busca o equilíbrio entre corpo, alma e mente, educando seu público sobre a importância de uma relação saudável e sustentável com a alimentação.</p><h3>Clientes de destaque</h3><p>O foco do trabalho de Caroline Sanches está nas transformações reais de seus pacientes, e não na associação com atletas de elite do fisiculturismo. Seus canais de divulgação, como o perfil @teamcarolsanches, funcionam como um grande portfólio de resultados de pessoas com diversos objetivos (emagrecimento, hipertrofia, melhora na saúde), reforçando a eficácia de seu método para o público em geral.</p><h3>Custos e modelo de consultoria</h3><p>O modelo de negócio de Caroline é centrado na consultoria nutricional individualizada, oferecida tanto presencialmente em São Paulo-SP quanto online. Seus pacotes (bimestrais, trimestrais, etc.) incluem um processo detalhado que começa com questionários pré-consulta e, no atendimento presencial, conta com avaliação por bioimpedância InBody 270. Os valores são informados via contato direto. Além da consultoria, ela complementa seu trabalho com produtos digitais, como e-books, que tornam seu conhecimento acessível a um público ainda maior.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>A marca "Team Carol Sanches" (@teamcarolsanches) é a comunidade que une seus pacientes. Para contratar seus serviços, o principal caminho é através de seu site oficial, onde os interessados podem conhecer os detalhes e entrar na lista de espera. O contato para agendamentos é centralizado via WhatsApp. Seu perfil principal no Instagram, @carolinessanches, é onde ela compartilha diariamente sua filosofia de trabalho, com dicas, receitas e conteúdos educativos.</p><h2>13. Flex Lewis</h2><p><a href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/13-flex-lewis.webp.85f678d7eaa28c698198d70afce174f0.webp" class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image ipsRichText__align--block" data-fileid="58450" data-fileext="webp" rel=""><img class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="58450" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_10/13-flex-lewis.thumb.webp.92dfd8ca8ca695ced795d60e667dce74.webp" alt="13-flex-lewis.webp" title="13-flex-lewis.webp" width="1024" height="576" loading="lazy"></a></p><p>Embora não seja brasileiro, a inclusão de Flex Lewis nesta lista é fundamental para entender o nível que os atletas do Brasil buscam no cenário internacional. Um renomado profissional da IFBB e recordista de títulos no Mr. Olympia na categoria 212, Flex Lewis se destaca não apenas por sua carreira vitoriosa, mas também por seu papel como treinador e mentor de talentos brasileiros de ponta, atuando como um "campeão que forma campeões".</p><h3>Atletas e projetos de destaque</h3><p>A conexão mais notável de Flex Lewis com o Brasil é seu trabalho com o atleta <strong>Rafael Brandão</strong>. Ele se tornou o treinador de Brandão em 2019, quando o fisiculturista brasileiro se mudou para os Estados Unidos para elevar sua preparação. Além do treinamento individual, Lewis assumiu um papel de mentoria para a equipe Max Titanium, orientando os atletas da marca que competiram no Mr. Olympia de 2024, o que demonstra sua contínua influência no desenvolvimento de atletas brasileiros de elite.</p><h3>Custos e modelo de consultoria</h3><p>As fontes fornecidas não detalham um modelo de consultoria ou os custos para ser treinado por Flex Lewis. Seu trabalho de coaching parece ser de um nível extremamente exclusivo, provavelmente ocorrendo através de acordos diretos com atletas profissionais ou por meio de parcerias com patrocinadores, como no caso da Max Titanium, em vez de um serviço aberto ao público em geral.</p><h3>Como fazer parte do time</h3><p>Não há um processo formal divulgado para se tornar um atleta de Flex Lewis. Sua orientação é reservada para um círculo de atletas de elite, e a entrada nesse grupo provavelmente depende de conexões na indústria do fisiculturismo profissional e de um nível competitivo que chame a atenção de uma lenda como ele.</p><h2>Conclusão</h2><p>O cenário de treinadores de fisiculturismo no Brasil é rico e diversificado, oferecendo um leque de opções que vai de lendas nacionais a "gurus" internacionais. A escolha do coach ideal é uma das decisões mais impactantes na carreira de um atleta, devendo alinhar objetivos, filosofia e recursos. Essa robusta estrutura de mentores e especialistas não apenas abre caminhos para o sucesso, mas consolida o Brasil como uma verdadeira potência nos palcos do fisiculturismo mundial.</p><p>Qual é o seu coach preferido? Deixe nos comentários. Deixamos de mencionar algum coach especial? Sugira o nome para novas matérias.</p><p><strong>Fontes de consulta</strong></p><ol><li><p>ACETO dá resposta dura para Cariani e imprensa BR - sobrou até pra Rafael Brandão + Ramon Dino. In: IRONCAST CORTES. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=dOCj4YWFSvg">https://www.youtube.com/watch?v=dOCj4YWFSvg</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>ACETO CHEGOU E SE ASSUSTOU COM O SHAPE DO BRANDÃO. In: MAX TITANIUM. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=G0XUXEaGmN8">https://www.youtube.com/watch?v=G0XUXEaGmN8</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>AMAZON. Chris Aceto: books, biography, latest update. <a rel="external nofollow" href="https://Amazon.com">Amazon.com</a>. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.amazon.com/stores/author/B00J8MWL76">https://www.amazon.com/stores/author/B00J8MWL76</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>AMAZON. Chris Aceto: Books. <a rel="external nofollow" href="https://Amazon.com">Amazon.com</a>. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.amazon.com/Books-Chris-Aceto/s?rh=n%3A283155%2Cp_27%3AChris%2BAceto">https://www.amazon.com/Books-Chris-Aceto/s?rh=n%3A283155%2Cp_27%3AChris%2BAceto</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>AMAZON. Não Treine Fofo: Os Segredos Esquecidos do Treinamento Resistido! eBook. <a rel="external nofollow" href="https://Amazon.com.br">Amazon.com.br</a>. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.amazon.com.br/N%C3%A3o-Treine-Fofo-Esquecidos-Treinamento-ebook/dp/B08WTTMCZR">https://www.amazon.com.br/N%C3%A3o-Treine-Fofo-Esquecidos-Treinamento-ebook/dp/B08WTTMCZR</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>APPLE PODCASTS. EP. 297 - Chris Aceto. Mark Bell's Power Project. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://podcasts.apple.com/fi/podcast/ep-297-chris-aceto/id1341346059?i=1000459947304">https://podcasts.apple.com/fi/podcast/ep-297-chris-aceto/id1341346059?i=1000459947304</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>APPLE PODCASTS. Mutant and The Mouth. Apple Podcasts. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/mutant-and-the-mouth/id1493890424">https://podcasts.apple.com/us/podcast/mutant-and-the-mouth/id1493890424</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>ATÉ o Aceto vem para Pittsburgh - Guestposing mais importante? + Edvan e Chaves excelentes. In: CANAL DO GORGONOID. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=J14HwX0nTQo">https://www.youtube.com/watch?v=J14HwX0nTQo</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>BALESTRIN CONHECEU A REALIDADE DO ATLETA MAIS FORTE DA GROWTH !!!. In: GROWTH TV. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=tYjHEQ4msVQ">https://www.youtube.com/watch?v=tYjHEQ4msVQ</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>BIZZO TALKS ABOUT HOW TO USE YOUR STRENGTH INTELLIGENTLY IN BODYBUILDING! REVIEW WHILE TRAINING! Pt2. In: JUNKYARD TV. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=eYBWR4fvpRU">https://www.youtube.com/watch?v=eYBWR4fvpRU</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>BODYBUILDING WAREHOUSE. Y3T Training | Week 1 | Blog. Bodybuilding Warehouse. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.bodybuildingwarehouse.co.uk/blogs/bw-blog/y3t-training-explained">https://www.bodybuildingwarehouse.co.uk/blogs/bw-blog/y3t-training-explained</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>BODYBUILDERGYMBRASIL. Caike pro esta Insano, 3 dias para sua estreia na Classic Physique. TikTok. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.tiktok.com/@bodybuildergymbrasil/video/7501824885832846598">https://www.tiktok.com/@bodybuildergymbrasil/video/7501824885832846598</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>BSN U.K. Neil Hill. BSN U.K. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.bsn-supplements.com/en-gb/athletes/neil-hill/">https://www.bsn-supplements.com/en-gb/athletes/neil-hill/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>CAROL SANCHES SEM FILTRO EP. #3 | ROTINA ATUAL &amp; TREINO DE PERNAS COMPLETO. In: GROWTH TV. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=EaVeM7upeAl">https://www.youtube.com/watch?v=EaVeM7upeAl</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>CNN BRASIL. Conheça Chris Aceto, treinador de Ramon Dino que rebateu críticas na internet. CNN Brasil. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/conheca-chris-aceto-treinador-de-ramon-dino-que-rebateu-criticas-na-internet/">https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/conheca-chris-aceto-treinador-de-ramon-dino-que-rebateu-criticas-na-internet/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>CNN BRASIL. Saiba como treinador de Ramon Dino deixou campeão do Olympia impressionado. CNN Brasil. 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Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/treinador-ve-evolucao-de-ramon-dino-em-ponto-fraco-esta-mais-motivado/">https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/treinador-ve-evolucao-de-ramon-dino-em-ponto-fraco-esta-mais-motivado/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>COMO ESTÁ a RELAÇÃO de RODRIGO GÓES e RENATO CARIANI? GUERRA das MARCAS de SUPLEMENTOS no BRASIL!. In: PAPOS MAROMBÍSTICOS. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=EkCNZv3BT1k">https://www.youtube.com/watch?v=EkCNZv3BT1k</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>DEU ERRADO COMIGO | QUEBRANDO TABU DAS PARADINHAS COM CAROLINE SANCHES. In: MARIOLABS. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=WOBzX_2Rqi4">https://www.youtube.com/watch?v=WOBzX_2Rqi4</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>DIETBOX. Nutricionista Brasília | Rodrigo Goes. Dietbox. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://dietbox.me/pt-BR/goesmaltez">https://dietbox.me/pt-BR/goesmaltez</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>DICAS PARA EVOLUIR SEU SHAPE | CAROL SANCHES NO TREINAMENTO DE SUCESSO. In: MAX TITANIUM. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=9PtEFyj14M">https://www.youtube.com/watch?v=9PtEFyj14M</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>DNA EXPERIENCE. Academia Oficial de Carol Vaz. DNA Experience. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://dnaexperience.com/">https://dnaexperience.com/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>FACEBOOK. Balestrin Team. Facebook. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.facebook.com/BalestrinTeam/">https://www.facebook.com/BalestrinTeam/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>FIT&amp;STRONG. 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Goes Maltez Nutrição e Treinamento: Nutrição Flexível. <a rel="external nofollow" href="https://Goesmaltez.com">Goesmaltez.com</a>. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.goesmaltez.com/">https://www.goesmaltez.com/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>HOTMART. Nação Renato Cariani. Hotmart. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/nacao-renato-cariani/J89239042P">https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/nacao-renato-cariani/J89239042P</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>HOW FLEX LEWIS TRAINS | Trainer Neil Hill Interview. In: MUSCLE &amp; STRENGTH. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=vEKzUnp7X2A">https://www.youtube.com/watch?v=vEKzUnp7X2A</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>IMDB. Rafael Brandao. IMDb. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.imdb.com/name/nm9718558/">https://www.imdb.com/name/nm9718558/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>INBEAT. Service Shutdown Notice. inBeat. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.inbeat.co/top-influencers/instagram/bodybuilding/brazil/">https://www.inbeat.co/top-influencers/instagram/bodybuilding/brazil/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>INSTAGRAM. Carol Vaz (@teamcarolvaz). Instagram. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.instagram.com/teamcarolvaz/">https://www.instagram.com/teamcarolvaz/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>INSTAGRAM. Coach Rubens Gomes. Instagram. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.instagram.com/coachrubensgomes/">https://www.instagram.com/coachrubensgomes/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>INSTAGRAM. Fabrício Pacholok. Instagram. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.instagram.com/fabriciopacholok/">https://www.instagram.com/fabriciopacholok/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>INSTAGRAM. Júlio Balestrin. Instagram. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.instagram.com/p/B-p1zKFI77V/">https://www.instagram.com/p/B-p1zKFI77V/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>INSTAGRAM. Renato Cariani. Instagram. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.instagram.com/renato_cariani/">https://www.instagram.com/renato_cariani/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>INSTAGRAM. Team Pannain. Instagram. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.instagram.com/teampannain/">https://www.instagram.com/teampannain/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>IRONCAST CORTES. BRANDÃO MAIOR PROMESSA DO ACETO? CONHEÇA OS 6 BRASILEIROS TREINADOS PELO MELHOR COACH DO MUNDO. YouTube, 2025. 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Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=azY7WmufRrs">https://www.youtube.com/watch?v=azY7WmufRrs</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>MUSCLE &amp; FITNESS. Bodybuilding Coach Chris Aceto's Secret to Success. Muscle &amp; Fitness. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.muscleandfitness.com/athletes-celebrities/interviews/bodybuilding-coach-chris-aceto-secret-to-success/">https://www.muscleandfitness.com/athletes-celebrities/interviews/bodybuilding-coach-chris-aceto-secret-to-success/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>MUTANT TV. Bodybuilding Talk With Derek Lunsford, Jared Feather &amp; Chris Aceto | Mutant &amp; The Mouth. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=UrDwSqfCT10">https://www.youtube.com/watch?v=UrDwSqfCT10</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>MUSCLEPRO. Natural Chris Bumstead? + Why Rafael Brandao Fired Chris Aceto? + GoodVito &amp; Andrew Jacked Updates. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=cYDf8rdHILw">https://www.youtube.com/watch?v=cYDf8rdHILw</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>NEIL HILL é SINCERO SOBRE RAFAEL BRANDÃO no MR.... In: BALA NA AGULHA. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=HZ5JPOOaQno">https://www.youtube.com/watch?v=HZ5JPOOaQno</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>NEW MILLEN. Conheça os atletas da New Millen que vão competir no Mr. Olympia 2024. New Millen. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://newmillen.com.br/conheca-os-atletas-da-new-millen-que-vao-competir-no-mr-olympia-2024/">https://newmillen.com.br/conheca-os-atletas-da-new-millen-que-vao-competir-no-mr-olympia-2024/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>O POVO. Julio Balestrin: veja tudo sobre o fisiculturista brasileiro. O POVO. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.opovo.com.br/esportes/mais-esportes/2024/10/11/julio-balestrin-veja-tudo-sobre-o-fisiculturista-brasileiro.html">https://www.opovo.com.br/esportes/mais-esportes/2024/10/11/julio-balestrin-veja-tudo-sobre-o-fisiculturista-brasileiro.html</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>OVERALL TEAM. Consultoria Personal Prime. Overall Team. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://overallteam.com.br/">https://overallteam.com.br/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>PACHOLOK, Fabrício. Fabricio Pacholok - About. YouTube. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/channel/UCTmAy9D7NR8sHdn3Oup1wlQ/about">https://www.youtube.com/channel/UCTmAy9D7NR8sHdn3Oup1wlQ/about</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>PACHOLOK, Fabrício. Site oficial de Fabrício Pacholok. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://fabriciopacholok.com.br/">https://fabriciopacholok.com.br/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>PACHOLOK TEAM. Consultoria Online. Pacholok Team. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://pacholokteam.com/forthletes/">https://pacholokteam.com/forthletes/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>RAFAEL BRANDÃO e CHRIS ACETO - Promessa de sucesso em.... In: ABE TV. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=z0AAi8hsxxQ">https://www.youtube.com/watch?v=z0AAi8hsxxQ</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>RAFAEL BRANDAO Brought to Tears in the middle of his Final Routine.... In: <a rel="external nofollow" href="https://BODYBUILDING.COM">BODYBUILDING.COM</a>. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=7-aAWXFQRXY">https://www.youtube.com/watch?v=7-aAWXFQRXY</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>REDDIT. Anyone heard of/done Y3T training by Neil Hill?? Results?. r/naturalbodybuilding. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.reddit.com/r/naturalbodybuilding/comments/3baxxn/anyone_heard_ofdone_y3t_training_by_neil_hill/">https://www.reddit.com/r/naturalbodybuilding/comments/3baxxn/anyone_heard_ofdone_y3t_training_by_neil_hill/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>REDDIT. Personal Trainer. r/Brazil. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.reddit.com/r/Brazil/comments/1b56yes/personal_trainer/">https://www.reddit.com/r/Brazil/comments/1b56yes/personal_trainer/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>RENATO CARIANI. Nação Cariani. Site oficial de Renato Cariani. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.renatocariani.com.br/">https://www.renatocariani.com.br/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>RICARDO PANNAIN E FRANCIELLE MATTOS EM CHAPECÓ!. Sympla. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.sympla.com.br/evento/ricardo-pannain-e-francielle-mattos-em-chapeco/2027971">https://www.sympla.com.br/evento/ricardo-pannain-e-francielle-mattos-em-chapeco/2027971</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>RODRIGO GOES E A TRETA COM OS HORMONIZADOS VS NATURAIS | FAKE NATTY. In: GÊMEOS INVESTEM. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=4W82cB1rGLs">https://www.youtube.com/watch?v=4W82cB1rGLs</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>RODRIGO GOES E COACH RUBENS GOMES - Inteligência Ltda. Podcast #1195. In: INTELIGÊNCIA LTDA. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://m.youtube.com/watch?v=-B5dfNmByiQ">https://m.youtube.com/watch?v=-B5dfNmByiQ</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>RODRIGO GÓES. Rodrigo Góes - Videos. YouTube. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/@Rodrigo_Goes/videos">https://www.youtube.com/@Rodrigo_Goes/videos</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>RODRIGO GÓES vai te EXPLICAR o que o SUCO FAZ no SEU CORPO!. In: PODCORTESHIGH. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=5FwlX7Mc3bM">https://www.youtube.com/watch?v=5FwlX7Mc3bM</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>TEAM PANNAIN. Programs. Team Pannain. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://teampannain.com/en/programas/">https://teampannain.com/en/programas/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>TEAM PANNAIN. Ricardo Pannain. Team Pannain. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://teampannain.com/en/time/ricardo-pannain/">https://teampannain.com/en/time/ricardo-pannain/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>TEAM PANNAIN. Site Oficial. Team Pannain. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://teampannain.com/en/">https://teampannain.com/en/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>TEAM PANNAIN. Who we are. Team Pannain. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://teampannain.com/en/quem-somos/">https://teampannain.com/en/quem-somos/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>THRIFTBOOKS. List of books by author Chris Aceto. Thriftbooks. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.thriftbooks.com/a/chris-aceto/285503/">https://www.thriftbooks.com/a/chris-aceto/285503/</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>VITOR BIZZO E LUCAS GARCIA - OS SEGREDOS DO BULKING. In: GROWTH TV. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=4JOXDO7vqgA">https://www.youtube.com/watch?v=4JOXDO7vqgA</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>WIKIPEDIA. Rafael Brandão. Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Brand%C3%A3o">https://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Brand%C3%A3o</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>WIKIPEDIA. Ramon Dino. Wikipedia. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://en.wikipedia.org/wiki/Ramon_Dino">https://en.wikipedia.org/wiki/Ramon_Dino</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>WIKIPEDIA. Ramon Dino. Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ramon_Dino">https://pt.wikipedia.org/wiki/Ramon_Dino</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>WIKIPEDIA. Rodrygo. Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rodrygo">https://pt.wikipedia.org/wiki/Rodrygo</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>Y3T Training with Neil Hill: Everything You Need to Know for Muscle Mass. In: BSN. YouTube, 2025. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=a2Vq2NhcoN8">https://www.youtube.com/watch?v=a2Vq2NhcoN8</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li><li><p>YOUTUBE. Bizzo talks about his athletes. YouTube. Disponível em: <a rel="external nofollow" href="https://m.youtube.com/shorts/4tLnPVNyVTw">https://m.youtube.com/shorts/4tLnPVNyVTw</a>. Acesso em: 8 de maio de 2025.</p></li></ol>]]></description><guid isPermaLink="false">960</guid><pubDate>Thu, 08 May 2025 23:10:00 +0000</pubDate></item><item><title>Lucas Pinheiro: "Parei com esteroides por 1 ano e esse &#xE9; o resultado!". Conhe&#xE7;a a experi&#xEA;ncia do fisiculturista sem anabolizantes.</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/lucas-pinheiro-parei-com-esteroides-por-1-ano-e-esse-%C3%A9-o-resultado-conhe%C3%A7a-a-experi%C3%AAncia-do-fisiculturista-sem-anabolizantes-r918/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_01/lucas-pinheiro.webp.1c0dfadc600440ec580e6c4bf54b43f8.webp" /></p>
<p>
	O renomado fisiculturista Lucas Pinheiro compartilha uma jornada de transformação e autoconhecimento em seu recente relato. Após oito anos competindo no cenário do fisiculturismo, período em que utilizou doses suprafisiológicas de esteroides anabolizantes, Lucas tomou a corajosa decisão de interromper o uso dessas substâncias. Os resultados, segundo ele, foram surpreendentes e revelam uma profunda mudança em sua vida, tanto física quanto mentalmente.
</p>

<h2>
	A decisão e a escolha pela TRT
</h2>

<p>
	Ao optar por se afastar dos palcos e cessar o uso de esteroides, Lucas buscou auxílio médico e se deparou com uma decisão crucial: interromper o uso abruptamente, reduzir as doses gradativamente até atingir um nível fisiológico de testosterona, ou aderir à Terapia de Reposição de Testosterona (TRT).
</p>

<p>
	A TRT, como o próprio nome sugere, consiste na administração de testosterona exógena para suprir a deficiência hormonal que o corpo não consegue mais produzir naturalmente. Diversos fatores podem levar ao hipogonadismo, como idade, doenças congênitas, uso de medicamentos e, como no caso de Lucas, o uso prolongado de esteroides anabolizantes.
</p>

<p>
	Após anos de uso contínuo, os testículos de Lucas haviam diminuído sua produção natural de testosterona. O corpo, ao receber doses suprafisiológicas, entende que não há necessidade de produção endógena, levando à atrofia testicular e a uma série de efeitos colaterais decorrentes do eixo hormonal desregulado.
</p>

<p>
	Diante desse cenário, Lucas optou pela TRT. Ele esclarece que essa não é uma recomendação universal, mas sim a escolha que melhor se adequava à sua situação naquele momento, ressaltando a importância da avaliação individualizada e do acompanhamento médico.
</p>

<h2>
	Relembrando a trajetória: do natural ao palco
</h2>

<p>
	Antes de detalhar as mudanças pós-esteroides, Lucas relembra sua trajetória. Ele compartilha fotos de sua adolescência, quando mantinha um físico natural, até os 20 anos, quando decidiu ingressar no fisiculturismo competitivo e iniciou seu primeiro ciclo com esteroides. Ele destaca o papel crucial da genética nesse processo, influenciando não apenas o ganho de massa muscular, mas também a perda de gordura e a capacidade de manutenção muscular.
</p>

<p>
	Graças à sua genética, que ele considera abençoada, mesmo não sendo a melhor do mundo, Lucas conseguiu manter um físico acima da média, mesmo com doses fisiológicas de testosterona após a interrupção do uso de esteroides.
</p>

<h2>
	Treino e força: adaptações e melhorias inesperadas
</h2>

<p>
	Um dos questionamentos mais frequentes que Lucas recebe diz respeito às mudanças em seus treinos. Naturalmente, houve perda de volume muscular e força, estimada em cerca de 30%.
</p>

<p>
	No entanto, em grupos musculares como costas e pernas, nos quais ele nunca teve tanta força, houve uma manutenção significativa. Ele acredita que, atualmente, possui uma melhor proporção muscular, devido ao equilíbrio de força entre os diferentes grupamentos.
</p>

<p>
	Um fator determinante para essa mudança foi a melhora significativa em suas lesões. A ausência de dores no joelho permitiu que ele treinasse pernas sem limitações, o que representou um divisor de águas em sua rotina de exercícios.
</p>

<p>
	Outra alteração notável foi em relação ao "pump" muscular.
</p>

<p>
	A <a href="https://fisiculturismo.com.br/anabolizantes/oxandrolona-r13/" rel="">oxandrolona</a>, entre outros esteroides, impacta significativamente o "pump", que é o fluxo sanguíneo e a passagem de nutrientes para os músculos. Lucas relata que, atualmente, não experimenta o "pump" intenso de antes, sendo este mais moderado e de menor duração.
</p>

<h2>
	Performance cardiovascular: uma transformação surpreendente
</h2>

<p>
	Lucas destaca a melhora em sua performance cardiovascular como um dos pontos mais positivos desde a interrupção do uso de esteroides. Ironicamente, muitos utilizam essas substâncias buscando melhora de performance em esportes, mas, no fisiculturismo, o aumento da massa muscular pode sobrecarregar o sistema cardiovascular.
</p>

<p>
	Como muitos fisiculturistas que utilizam hormônios, Lucas desenvolveu um grau de <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/cora%C3%A7%C3%A3o-em-risco-a-hipertrofia-exagerada-do-cora%C3%A7%C3%A3o-pelo-uso-de-anabolizantes-r862/" rel="">insuficiência cardíaca</a>. Exames revelaram uma redução na capacidade de distensão e contração das fibras cardíacas (o "strain"), uma capacidade aeróbica (VO2) muito baixa e um aumento da rigidez arterial.
</p>

<p>
	Anteriormente, ele se sentia constantemente cansado, letárgico e com falta de ar durante séries intensas, muitas vezes precisando interromper os exercícios antes da falha muscular por exaustão. Atualmente, ele consegue correr, se movimentar com facilidade e treinar com mais intensidade. Sua performance, segundo ele, melhorou pelo menos dez vezes.
</p>

<h2>
	Transparência e a realidade dos colaterais
</h2>

<p>
	Lucas sempre prezou pela transparência em sua comunicação com o público. Ele mantém essa postura ao abordar as consequências e os efeitos colaterais que vivenciou e ainda enfrenta em decorrência do uso prolongado de esteroides.
</p>

<p>
	Ele enfatiza que seu objetivo não é julgar ou condenar o uso dessas substâncias, mas sim compartilhar sua experiência e alertar sobre os riscos envolvidos. Lucas reitera que não se arrepende de suas escolhas passadas, pois elas faziam parte de seu sonho e carreira naquele momento, mas destaca a importância de tomar decisões conscientes e bem-informadas.
</p>

<h2>
	Os motivos da decisão: mais do que estética
</h2>

<p>
	Lucas revela os motivos que o levaram a interromper o uso de esteroides, enfatizando que a decisão foi baseada em questões de saúde e não apenas estética. Ele compartilha que enfrentou problemas como pressão arterial elevada, que negligenciou por um tempo, dores na nuca, semelhantes às relatadas pelo fisiculturista Joesthetics (que faleceu de aneurisma), fadiga constante e treinos que não rendiam devido à falta de fôlego.
</p>

<p>
	A sensação de que algo estava errado e a incerteza sobre sua condição geraram ansiedade significativa, levando a crises de ansiedade e ataques de pânico. Chegou um momento crucial em que ele precisou ponderar entre sua carreira, imagem e sustento financeiro, e sua saúde. Foi nesse momento que ele decidiu buscar ajuda médica.
</p>

<h2>
	O processo de "desmame" e o acompanhamento médico
</h2>

<p>
	Ao procurar auxílio médico, Lucas foi diagnosticado como um paciente hipertenso, com diversas complicações decorrentes do uso de anabolizantes. Com os exames e o direcionamento medicamentoso em mãos, ele decidiu priorizar sua saúde.
</p>

<p>
	A interrupção do uso de esteroides foi gradual e cuidadosamente planejada. Inicialmente, ele cortou todos os compostos que estava utilizando, exceto a testosterona, cuja dose foi reduzida para 250mg.
</p>

<p>
	Após dois meses, a dose foi ajustada para 200mg e, posteriormente, para 150mg. Nesse ponto, seus níveis de testosterona se estabilizaram entre 800 e 900 ng/dL, indicando um nível fisiológico, mantido através da administração de testosterona exógena.
</p>

<p>
	Lucas enfatiza que não se considera "natural", não apenas por ainda utilizar testosterona, mas também porque acredita que o uso prolongado de esteroides deixa marcas permanentes no físico, tornando inadequado o uso desse termo.
</p>

<h2>
	Outros colaterais: a lista é longa
</h2>

<p>
	Além dos colaterais mais graves já mencionados, Lucas lista outros efeitos indesejados que experimentou, como oleosidade da pele, retenção de líquidos e queda de cabelo, que o levou a realizar um transplante capilar. Ele ressalta que a lista completa de colaterais é extensa.
</p>

<h2>
	Ergoespirometria: acompanhando a evolução
</h2>

<p>
	Lucas realizou sua primeira ergoespirometria, exame que avalia a capacidade cardiorrespiratória, no início desse processo de mudança. Ele descreve a experiência como intensa, mas fundamental para o diagnóstico e tratamento precoce de problemas cardiovasculares.
</p>

<p>
	Ao longo desse período, ele realizou quatro avaliações, em média uma a cada três meses. Os resultados demonstraram uma melhora expressiva em sua performance. Seu "strain" cardíaco evoluiu de 14,9 para 21,2, e sua capacidade cardiopulmonar, antes classificada como "muito fraca", passou a ser considerada "excelente", evidenciando a eficácia do tratamento para a insuficiência cardíaca.
</p>

<p>
	Na última ergoespirometria, Lucas conseguiu atingir seu desempenho máximo sem passar mal ou ter crises de pânico, o que contrasta com suas experiências anteriores. Ele atribui essa melhora significativa em sua capacidade cardiovascular a uma combinação de fatores.
</p>

<h2>
	Fatores que influenciaram a melhora
</h2>

<p>
	Três fatores principais foram determinantes para a melhora na saúde cardiovascular de Lucas:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Perda de peso drástica:</strong> ele perdeu 13kg, aliviando a sobrecarga no coração, independentemente da composição corporal (massa muscular ou gordura).
	</li>
	<li>
		<strong>Interrupção do uso de esteroides anabolizantes: </strong>essa medida reduziu o estresse cardíaco e contribuiu para a perda de peso.
	</li>
	<li>
		<strong>Tratamento e medicações:</strong> o acompanhamento médico com o Dr. Alexandre e o Dr. Luciano, incluindo o uso de medicações específicas, foi crucial para a reversão do quadro de insuficiência cardíaca.
	</li>
</ul>

<h2>
	Rotina atual: vida de atleta, sem competição
</h2>

<p>
	Apesar de não competir mais, Lucas mantém uma rotina de atleta. Ele segue uma dieta rigorosa, faz uso de suplementos e se alimenta de forma saudável. Eventualmente, ele se permite algumas exceções, mas a alimentação balanceada continua sendo a base de seu dia a dia.
</p>

<h2>
	O shape atual: 1 ano depois
</h2>

<p>
	Lucas compartilha fotos que ilustram sua transformação física. Ele compara seu físico atual com o de períodos anteriores, tanto em fase de preparação para campeonatos quanto em off-season, quando chegou a pesar 117kg.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="webp" data-fileid="57940" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_01/lucas-pinheiro-antes-depois-esteroides.webp.feffc1d101ccd0a82bf34bf124a0db0f.webp" rel=""><img alt="lucas-pinheiro-antes-depois-esteroides.webp" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="57940" data-ratio="56.25" data-unique="4mlohkxky" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_01/lucas-pinheiro-antes-depois-esteroides.thumb.webp.4ab24ae65042fa1c170a6db6af605c10.webp" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Atualmente, ele pesa cerca de 101kg, praticamente o mesmo peso que mantinha durante as competições, porém, com uma composição corporal significativamente diferente. Antes, ele apresentava maior quantidade de massa muscular e densidade, com menor percentual de gordura. Hoje, seu percentual de gordura é mais elevado, há maior retenção de líquidos e menor quantidade de massa muscular.
</p>

<h2>
	<strong>Reflexões sobre a cultura do "shape" e os falsos naturais</strong>
</h2>

<p>
	Lucas expressa sua satisfação com seu físico atual, mas reconhece que, para muitos, especialmente os mais jovens, a definição de um "shape" ideal é distorcida e inatingível, baseada em padrões irreais, como o de atletas profissionais do Mr. Olympia.
</p>

<p>
	Essa pressão estética, segundo ele, contribui para o surgimento de "falsos naturais", indivíduos que omitem o uso de esteroides para obter validação e admiração nas redes sociais.
</p>

<p>
	Ele argumenta que a construção de uma carreira sólida e duradoura não se baseia apenas na aparência física, mas sim na personalidade, na capacidade de gerar valor e impactar positivamente a vida das pessoas.
</p>

<p>
	Essa é a filosofia que ele tem aplicado em seu trabalho nos últimos oito anos e que, segundo ele, tem gerado resultados positivos e um engajamento crescente em suas redes sociais.
</p>

<h2>
	Conclusão: uma decisão difícil, mas libertadora
</h2>

<p>
	A decisão de interromper o uso de esteroides foi, para Lucas, extremamente desafiadora. Ele precisou abrir mão de seu maior objetivo na época, que era competir no Mr. Olympia. No entanto, ele conseguiu redirecionar sua energia e propósito para outras áreas de sua vida, encontrando uma realização ainda maior.
</p>

<p>
	Atualmente, ele se sente saudável, capaz de realizar atividades cotidianas sem desconforto, treinar com intensidade e praticar esportes sem o medo constante de problemas de saúde. Para ele, não faz mais sentido buscar um físico extremamente musculoso e seco, com 120kg, e se submeter a todos os colaterais associados.
</p>

<p>
	Lucas enfatiza que essa é a sua experiência e que cada indivíduo deve avaliar sua própria situação e objetivos. Ele espera que seu relato sirva como um alerta e uma fonte de informação para aqueles que consideram o uso de esteroides, incentivando a busca por orientação médica e a tomada de decisões conscientes.
</p>

<p>
	Ele finaliza reforçando que não se arrepende de suas escolhas passadas, pois o fisiculturismo teve um papel fundamental em sua formação, ensinando-lhe lições valiosas sobre resiliência, disciplina e determinação.
</p>

<p>
	A história de Lucas Pinheiro é um relato inspirador de superação, transformação e busca por uma vida mais saudável e autêntica. Sua experiência serve como um valioso lembrete sobre a importância de priorizar a saúde, tomar decisões conscientes e buscar a verdadeira realização, que vai muito além da aparência física.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. PINHEIRO, Lucas. PAREI Com Esteroides Por 1 ANO e Esse É o RESULTADO!! (Experimento). Disponível em: &lt;https://youtu.be/DHat1qib1ag&gt;. Acesso em: 12 jan. 2025.
</p>

<p>
	<strong>Você faz uso contínuo de esteroides em doses supra-fisiológicas? Já pensou em mudar em hábito? Compartilhe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">918</guid><pubDate>Sun, 12 Jan 2025 17:28:00 +0000</pubDate></item><item><title>Toguro &#xE9; detido em Balne&#xE1;rio Cambori&#xFA; e Balestrin corre para o resgate!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/toguro-%C3%A9-detido-em-balne%C3%A1rio-cambori%C3%BA-e-balestrin-corre-para-o-resgate-r917/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2025_01/toguro-preso-balestrin-salva.webp.15154c67af44d98ab708b7a55ccd9fcb.webp" /></p>
<p>
	O influenciador fitness Júlio Balestrin se viu em uma situação inusitada nesta semana. Em meio a uma gripe que o deixou de molho, ele precisou interromper seu descanso para ir até a delegacia de Balneário Camboriú resgatar o amigo e também influenciador, Thiago Toguro, que havia sido detido.
</p>

<h2>
	A prisão: "YouTube Estrelinha" e desacato
</h2>

<p>
	O incidente, segundo Toguro, começou quando ele, na tentativa de passar despercebido, retirou a placa de seu carro. Um guarda de trânsito o abordou e, de acordo com Toguro, o chamou repetidamente de "YouTube estrelinha", o que teria iniciado uma discussão. Toguro alega que não se exaltou, mas o guarda chamou a Guarda Civil Municipal (GCM) e ele acabou sendo levado para a delegacia por desacato.
</p>

<h2>
	Balestrin ao resgate: gripe e apoio ao amigo
</h2>

<p>
	Balestrin, mesmo debilitado pela gripe, foi até o local para entender a situação e prestar apoio ao amigo. Em um vídeo publicado no canal de Renato Cariani, os dois relataram o ocorrido. Toguro, visivelmente abalado, contou que foi bem tratado pela Polícia Civil de Balneário Camboriú, mas que se sentiu desrespeitado pelo guarda de trânsito e pela GCM. Ele afirma que foi xingado e preso injustamente, e que pretende processar os envolvidos por abuso de autoridade.
</p>

<h2>
	"Shape" em questão: as alfinetadas de Balestrin
</h2>

<p>
	Durante a conversa, Balestrin, com seu humor característico, não perdeu a oportunidade de alfinetar o amigo sobre sua forma física. Ele criticou o "shape" de Toguro, dizendo que ele estava fora de forma e fazendo piadas sobre sua aparência. Toguro, por sua vez, se defendeu dizendo que estava com 102 kg e que isso era "doença". Balestrin chegou a dizer que Toguro estava com o "pior shape de Carneiros" e o "pior shape de BC", referindo-se a praias onde eles estiveram recentemente.
</p>

<h2>
	Green Valley: planos para o sábado e a regata proibida
</h2>

<p>
	Apesar do incidente, os dois planejam ir ao Green Valley no sábado. Balestrin, no entanto, brincou que não queria ser visto com Toguro devido à sua forma física, temendo que isso "queimasse seu filme". Ele ainda relembrou um episódio em que ele próprio foi impedido de entrar no clube por estar de regata, mostrando que as regras do local são rígidas. Balestrin chegou a mencionar que existe um "detector de gordura" na porta do Green Valley, sugerindo que Toguro não conseguiria entrar.
</p>

<h2>
	"Queimado" com o trânsito e advogado em ação
</h2>

<p>
	Toguro, que disse estar sendo criticado nas redes sociais por estar fora de forma, afirmou que, a partir de agora, vai andar de bicicleta para evitar problemas com o trânsito. Ele também mencionou que foi orientado por seu advogado a não assinar o boletim de ocorrência e que prestará depoimento perante o juiz. Toguro disse que se sente "queimado" com o pessoal do trânsito e que todos estão falando mal dele nas redes sociais.
</p>

<h2>
	Cigarro, companhia e amizade
</h2>

<p>
	Balestrin comentou que Toguro parecia alterado, sugerindo que ele havia fumado antes de sair, o que Toguro negou, dizendo que Balestrin é quem havia fumado. Balestrin também mencionou que Toguro estava acompanhado de uma pessoa (não identificada) no dia do incidente, mas Toguro negou, dizendo para as pessoas pesquisarem, pois não havia ninguém com ele. Em tom de brincadeira, Balestrin perguntou a Toguro quem foi o único amigo que o visitou no hospital e quem lhe deu um perfume, insinuando que ele era um bom amigo, mesmo em meio às provocações.
</p>

<h2>
	Humor e companheirismo
</h2>

<p>
	No episódio, vemos que termina com os dois se despedindo, e Balestrin reforçando que não irá ao Green Valley com Toguro. A situação, apesar de tensa, foi tratada com humor pelos influenciadores, que compartilharam a história com seus seguidores de forma descontraída.
</p>

<h2>
	Considerações
</h2>

<p>
	É importante ressaltar que esta matéria apresenta a versão dos fatos segundo Toguro e Júlio Balestrin, presentes no vídeo a seguir compartilhado. Não é possível confirmar a veracidade das informações de forma independente. A matéria buscou relatar todos os pontos abordados no vídeo, mantendo o tom leve e bem-humorado da conversa entre os dois influenciadores.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. CARIANI, Renato. TUDO SOBRE A PRISÃO DE TOGURO! BALESTRIN FEZ O RESGATE E ELE ABRIU O JOGO!. Disponível em: &lt;https://youtu.be/7qdHZO9tm5c&gt;. Acesso em: 11 jan. 2025.
</p>

<p>
	<strong>Você é fã do Toguro? Fã do Balestrin? Compartilhe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">917</guid><pubDate>Sat, 11 Jan 2025 22:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Cedric McMillan: a trajet&#xF3;ria de um gigante, os alertas ignorados e um legado de reflex&#xE3;o para o fisiculturismo</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/cedric-mcmillan-a-trajet%C3%B3ria-de-um-gigante-os-alertas-ignorados-e-um-legado-de-reflex%C3%A3o-para-o-fisiculturismo-r903/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/cedric-mcmillan.webp.46e51f8091903d1346d952689020bca1.webp" /></p>
<p>
	O mundo do fisiculturismo foi pego de surpresa com a trágica notícia da morte de Cedric McMillan, aos 44 anos. Isso ocorreu há aproximadamente 2 anos. Um ícone do esporte, conhecido por seu físico que mesclava a estética da era dourada com o volume moderno, Cedric era um gigante gentil, admirado por fãs, colegas e até mesmo pelo lendário Arnold Schwarzenegger.
</p>

<p>
	Sua partida prematura, no entanto, vai além da perda de um grande atleta. Ela escancara os perigos muitas vezes negligenciados do fisiculturismo de alta performance e serve como um chamado urgente à conscientização sobre a saúde no esporte.
</p>

<h2>
	Das telas da infância ao topo do Arnold Classic: uma paixão precoce
</h2>

<p>
	A jornada de Cedric no fisiculturismo começou aos 5 anos de idade, quando, fascinado pelos físicos que via na TV, prometeu a si mesmo que um dia teria músculos como aqueles. A inspiração se intensificou ao assistir Arnold Schwarzenegger em <em>"Conan, o Bárbaro"</em>. O que era admiração virou paixão, e a paixão se transformou em um sonho de vida.
</p>

<p>
	Escondido da mãe, que temia que ele se machucasse, Cedric começou a se exercitar com pesos em casa. Sua mãe não permitia que ele montasse os pesos sem supervisão, então ele os pegava secretamente debaixo da cama, se exercitava e os guardava antes que ela voltasse do trabalho.
</p>

<p>
	Mais tarde, após se formar na faculdade, ele se juntou ao exército americano, onde continuou a treinar. Foi lá que conheceu Mark, um fisiculturista amador que se tornou seu mentor, ensinando-o sobre alimentação e treinamento. Foi em uma loja de suplementos, onde Cedric foi comprar whey protein, que ele conheceu Mark. Seguindo os conselhos de Mark, Cedric ganhou impressionantes 13 kg em apenas duas semanas, um prenúncio do gigante que estava por vir.
</p>

<h2>
	Um desfile no palco e o peso da ansiedade
</h2>

<p>
	Cedric rapidamente ascendeu no cenário competitivo. Ele competiu na categoria peso-pesado, onde havia apenas um concorrente, bem menor que ele. Serviu no Iraque (onde construiu uma academia improvisada para manter a forma) e, em 2009, tornou-se profissional. Sua presença no palco era única.
</p>

<p>
	Ele não apenas posava, mas, como bem descreveu Leandro Osti, <em>"desfilava com muita leveza"</em>. Osti também mencionou que Cedric era um de seus atletas favoritos.
</p>

<p>
	Sua vitória no Arnold Classic em 2017 foi o ápice de sua carreira, um momento em que até mesmo Arnold Schwarzenegger o elogiou por seu estômago controlado, uma característica rara no fisiculturismo moderno. No entanto, por trás do sorriso vitorioso e do físico impressionante, Cedric lutava contra um inimigo invisível: a ansiedade.
</p>

<p>
	Ele revelou mais tarde que a ansiedade antes das competições o fazia reter líquidos, prejudicando seu condicionamento e, consequentemente, suas colocações.
</p>

<p>
	O apelido "terror das lasanhas", dado carinhosamente pelos fãs devido à sua retenção, escondia uma batalha interna que poucos conheciam. Cedric revelou em seu próprio Instagram que sofria de ansiedade e que, um ou dois dias antes da competição, ele estava <em>"muito na pele"</em>, mas a ansiedade o fazia reter líquidos momentos antes de subir no palco.
</p>

<h2>
	Os sinais de alerta: uma saúde em declínio
</h2>

<p>
	A partir de 2020, a saúde de Cedric começou a se deteriorar. Ele quebrou a mão, contraiu COVID-19 e, em 2021, começou a sofrer de sérios problemas cardíacos, um ano após a infecção pelo vírus.
</p>

<p>
	Cedric teve uma experiência de quase morte em julho de 2021. Ele chegou a notificar seus parentes mais próximos, temendo pelo pior. Essa informação é crucial, pois mostra que os problemas cardíacos se manifestaram de forma aguda.
</p>

<p>
	 Após a experiência de quase morte, Cedric passou três semanas no hospital e perdeu 13 kg. No mês seguinte, ele ignorou o conselho médico e tentou recuperar o peso perdido.
</p>

<p>
	Em um vídeo emocionante analisado por Babalanda James, Cedric compartilhou suas últimas palavras, revelando a luta que estava travando.
</p>

<p>
	Ele descreveu sintomas alarmantes: incapacidade de manter alimentos no estômago, soluços constantes e refluxo. Ele tentou fazer esse vídeo 4 vezes, mas sempre o apagava por ser uma pessoa reservada. Ele estava recebendo mensagens de amigos que viram na internet rumores sobre seus problemas de saúde.
</p>

<p>
	Mesmo assim, contra as recomendações médicas, ele tentou se preparar para uma competição, da qual só desistiu 2 semanas antes. A pressão do esporte, o medo de ser <em>"descartado" </em>por seu patrocinador (Black Skull) e a incerteza sobre o futuro o consumiam.
</p>

<p>
	Ele estava preocupado com o que as pessoas na internet diriam (<em>"Cedric não é mais um fisiculturista"</em>) e como sua família e amigos se sentiriam. Ele sentia que ainda tinha algo a provar e queria continuar fazendo o que amava.
</p>

<p>
	Ele estava tomando um medicamento para úlceras estomacais que parecia estar ajudando. A Black Skull se ofereceu para levá-lo ao Brasil para ser examinado por seus médicos. Ele conseguia comer cerca de uma refeição sólida por dia e sentia que as coisas estavam começando a melhorar.
</p>

<h2>
	As análises contundentes: esteroides anabolizantes, dismorfia e a busca implacável
</h2>

<p>
	Greg Doucette, em sua análise, foi direto ao ponto: a pressão do fisiculturismo e o uso de esteroides anabolizantes provavelmente contribuíram significativamente para os problemas de saúde de Cedric.
</p>

<p>
	Ele apontou para a dismorfia corporal, um transtorno que distorce a percepção da própria imagem, como um fator que pode levar à busca incessante por mais tamanho, muitas vezes através do abuso de substâncias perigosas. 
</p>

<p>
	Doucette opinou que McMillan deveria ter se aposentado após a experiência de quase morte em julho. Ele também mencionou que Cedric tinha um contrato que o obrigava a manter uma certa imagem para vender produtos. Doucette usou seu próprio exemplo, revelando que agora está em  terapia de reposição hormonal (TRH) prescrita por um médico, pratica cardio e faz exames de sangue regularmente. Ele enfatizou a importância de fazer exames regulares e não se enganar pensando que problemas de saúde não podem acontecer com você.
</p>

<p>
	Greg Doucette, em sua análise, foi enfático ao apontar a pressão do fisiculturismo como um fator crucial para a fatalidade. A necessidade de manter uma certa imagem, a pressão por resultados e até mesmo as cláusulas contratuais podem levar os atletas a tomarem decisões perigosas.
</p>

<p>
	Doucette acredita que, mesmo que a COVID-19 (contraída por Cedric em 2020) tenha contribuído para o morte, o uso prolongado de esteroides provavelmente teve um papel significativo nos problemas cardíacos de Cedric, incluindo o <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/esteroides/cora%C3%A7%C3%A3o-em-risco-a-hipertrofia-exagerada-do-cora%C3%A7%C3%A3o-pelo-uso-de-anabolizantes-r862/" rel="">coração aumentado</a>, uma condição comum em usuários de esteroides.
</p>

<p>
	Por outro lado, Jeff Medeiros questiona se a morte de Cedric tem ligação com a doença de 2019 (COVID-19) ou com o excesso de esteroides. Segundo relatos, Cedric sofreu um ataque cardíaco enquanto treinava em uma esteira. A Black Skull, seu patrocinador, confirmou a triste notícia.
</p>

<p>
	Julio Balestrin e Renato Cariani, em um podcast, também destacaram os riscos do esporte de alta performance, enfatizando que <em>"tudo que você faz de abuso, um dia paga a conta"</em>. Eles mencionaram que a morte de Cedric ocorreu durante o horário do almoço e que ele provavelmente estava fazendo seu cardio matinal quando tudo aconteceu. A morte de Cedric, infelizmente, não era um caso isolado. Outras tragédias recentes no fisiculturismo, como a de <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/o-ciclo-insano-de-drogas-anabolizantes-de-dallas-mccarver-r876/" rel="">Dallas McCarver</a>, reforçam a urgência de uma mudança de paradigma no esporte.
</p>

<h2>
	Um chamado à consciência: o legado de Cedric
</h2>

<p>
	A morte de Cedric McMillan é uma tragédia que transcende o indivíduo. É um alerta para todos os envolvidos no fisiculturismo: atletas, treinadores, patrocinadores e fãs. É hora de repensar as práticas, os padrões e as pressões que levam os atletas a colocarem suas vidas em risco.
</p>

<p>
	O legado de Cedric deve ser mais do que a lembrança de um físico impressionante e um competidor carismático. Deve ser um chamado à conscientização, um lembrete de que a saúde e a longevidade devem ser priorizadas acima de troféus e glórias efêmeras.
</p>

<p>
	A última competição de Cedric foi em 2020 no Arnold Classic, onde ficou em sexto lugar.
</p>

<p>
	Descanse em paz, Cedric McMillan. Sua história nos deixa uma lição valiosa e um alerta que não pode ser ignorado. Que sua jornada inspire uma transformação profunda no fisiculturismo, para que a busca pela excelência física nunca mais se sobreponha à preservação da vida.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. CORTES DO INTELIGÊNCIA. Os perigos de abusar do fisiculturismo - Renato Cariani e Julio Balestrin. Disponível em: &lt;https://youtu.be/QwW6qGLbNv8&gt;. Acesso em: 30 dez. 2024.
</p>

<p>
	2. DOUCETTE, Greg. What Caused His Death? || Cedric McMillan. Disponível em: &lt;https://youtu.be/kvELqXcail8&gt;. Acesso em: 30 dez. 2024.
</p>

<p>
	3. MEDEIROS, Jeff. O que aconteceu com Cedric McMillan?! Disponível em: &lt;https://youtu.be/EQAB5bOQ4c4&gt;. Acesso em: 30 dez. 2024.
</p>

<p>
	4. JAMES, Babalanda. RIP, Cedric McMillan Final Moments before he died. He knew his his time had come. Disponível em: &lt;https://youtu.be/yeb5-PAF_VE&gt;. Acesso em: 30 dez. 2024.
</p>

<p>
	5. OSTI, Leandro. Cedric McMillan morre aos 44 anos. Disponível em: &lt;https://youtu.be/7O3nVeGhxtU&gt;. Acesso em: 30 dez. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Você acompanhou a carreira de Cedric McMillan? Deixe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">903</guid><pubDate>Mon, 30 Dec 2024 03:32:00 +0000</pubDate></item><item><title>Fisiculturismo feminino com Al&#xEA; Grimaldi: horm&#xF4;nios, dieta e experi&#xEA;ncia de vida!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/fisiculturismo-feminino-com-al%C3%AA-grimaldi-horm%C3%B4nios-dieta-e-experi%C3%AAncia-de-vida-r882/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/Ale-Grimaldi.webp.7e8ffee892704fddefd8f2608ec801c1.webp" /></p>
<h2>
	O universo do fisiculturismo feminino com Alê Grimaldi: dieta, hormônios e experiência de vida
</h2>

<p>
	Alê Grimaldi, fisiculturista e referência no mundo fitness, compartilhou sua trajetória pessoal e profissional em uma entrevista repleta de insights sobre os desafios, as escolhas e os aprendizados no fisiculturismo feminino. De uma rotina rigorosa de treinos e dieta desde a infância até os impactos do uso de hormônios no corpo feminino, Alê abordou questões que vão desde saúde e disciplina até os perigos de práticas inadequadas no esporte.
</p>

<h2>
	A base do estilo de vida esportivo
</h2>

<p>
	Desde jovem, Alê teve uma vida dedicada ao esporte. Criada por uma mãe que incentivava hábitos saudáveis para os filhos, ela cresceu em um ambiente sem refrigerantes, açúcar ou alimentos processados. Segundo Alê, nunca provou hambúrguer ou batata frita, o que moldou uma rotina disciplinada que favoreceu sua vida como atleta.
</p>

<p>
	Com quatro filhos em sua família, três deles atletas, Alê destacou como essa base foi essencial para sua trajetória no esporte.
</p>

<h2>
	A transição para o fisiculturismo
</h2>

<p>
	Em 2012, aos 42 anos, Alê estreou na categoria <em>Woman Physique</em>, uma modalidade que considerou mais adequada ao seu estilo e objetivos. Embora já tivesse uma rotina intensa de treinos e dieta, ela destacou a diferença entre treinar para a vida e treinar para competir. Segundo ela, o palco a “chamou”, e não o contrário.
</p>

<p>
	Nesse início, Alê optou por não usar hormônios devido a preconceitos e receios pessoais, o que a levou a enfrentar desafios extremos. Para alcançar o nível de definição necessário, sua dieta era extremamente restritiva, resultando em perda de glicogênio, água e densidade muscular. Esse processo revelou as dificuldades de competir sem suporte hormonal, o que a levou a reconsiderar sua abordagem.
</p>

<h2>
	O uso de hormônios e seus impactos
</h2>

<p>
	Após muita pesquisa e estudo sobre hormônios, Alê decidiu incorporar o propionato de drostanolona (Masteron®) em doses consideradas baixas (200 mg por semana) nas 12 semanas finais antes das competições. Esse hormônio, derivado de DHT, é conhecido por seus efeitos menos severos em mulheres, mas mesmo assim trouxe efeitos colaterais.
</p>

<p>
	Entre os principais impactos, Alê mencionou:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Virilização:</strong> crescimento de pelos faciais e corporais, alteração no tom de voz (ficando mais rouca) e mudanças permanentes causadas pelo uso de hormônios.
	</li>
	<li>
		<strong>Pelos corporais:</strong> necessidade constante de depilação com cera e uso de lâminas no rosto, já que tratamentos como laser têm pouca eficácia.
	</li>
	<li>
		<strong>Efeitos positivos: </strong>aumento da densidade muscular e melhora na retenção de massa magra durante a dieta restritiva, mas ao custo de mudanças hormonais significativas.
	</li>
</ul>

<p>
	Ela enfatizou que esses efeitos podem variar de pessoa para pessoa e alertou sobre o uso indiscriminado de hormônios por mulheres não atletas, destacando os altos riscos e as consequências irreversíveis.
</p>

<h2>
	Entendendo os hormônios e o ciclo do corpo
</h2>

<p>
	Alê explicou com detalhes o impacto dos hormônios anabólicos no corpo humano, tanto em homens quanto em mulheres:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Supressão do eixo hormonal:</strong> o uso de hormônios sintéticos como testosterona ou seus derivados causa supressão do eixo hipotalâmico-hipofisário, inibindo a produção natural de testosterona nos homens e de estradiol nas mulheres.
	</li>
	<li>
		<strong>Feedback negativo: </strong>O corpo entende que já há hormônio suficiente e reduz a produção natural, o que pode levar a problemas como hipogonadismo.
	</li>
	<li>
		<strong>Impactos cardiovasculares:</strong> o uso prolongado de hormônios pode causar aterosclerose, hipertrofia do ventrículo esquerdo e outras complicações cardíacas.
	</li>
	<li>
		<strong>Perigos do uso indevido:</strong> Alê alertou sobre jovens que usam hormônios sem necessidade médica, causando danos irreversíveis à saúde, como infertilidade e problemas cardíacos.
	</li>
</ul>

<h2>
	O papel da dieta e do treino
</h2>

<p>
	Além do uso de hormônios, Alê destacou a importância de uma base sólida de dieta e treino. Para ela, o hormônio é apenas a “cereja do bolo”, e o verdadeiro trabalho está na construção de uma rotina consistente:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Dieta rigorosa:</strong> desde a infância, Alê manteve uma alimentação limpa, o que facilitou sua adaptação às exigências do fisiculturismo.
	</li>
	<li>
		<strong>Treino intenso:</strong> em vez de fazer múltiplas sessões de cardio, ela preferiu ajustar sua alimentação, mostrando que disciplina e equilíbrio são mais importantes do que extremos.
	</li>
	<li>
		<strong>Descanso e paciência:</strong> Alê criticou a cultura do “atalho”, enfatizando que um físico de qualidade é construído ao longo de anos de dedicação.
	</li>
</ul>

<h2>
	O alerta contra o uso desinformado de hormônios
</h2>

<p>
	Alê compartilhou histórias de jovens e atletas que buscaram resultados rápidos por meio do uso inadequado de hormônios. Ela descreveu casos de pessoas que enfrentaram complicações sérias, como infartos precoces, e enfatizou que muitos não entendem os riscos envolvidos.
</p>

<p>
	Segundo ela, a desinformação na internet e a má interpretação de informações técnicas contribuem para práticas perigosas. Alê reforçou que, antes de qualquer decisão, é essencial buscar orientação de profissionais capacitados.
</p>

<h2>
	Lições de vida e consciência no fisiculturismo
</h2>

<p>
	Alê encerrou sua entrevista com reflexões sobre o equilíbrio entre saúde e performance. Apesar dos desafios enfrentados, ela destacou os benefícios de uma vida saudável na menopausa, atribuindo sua qualidade de vida ao treino e à dieta consistente ao longo dos anos.
</p>

<p>
	"Se você quer resultados, precisa estar disposto a abrir mão de algumas coisas", disse Alê, enfatizando que não há atalhos no esporte ou na saúde.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	A experiência de Alê Grimaldi é um testemunho dos altos e baixos do fisiculturismo. Com uma visão honesta e realista, ela trouxe luz à importância da disciplina, dos cuidados com a saúde e dos limites que precisam ser respeitados no uso de hormônios. Sua mensagem final é clara: resultados consistentes e sustentáveis vêm do trabalho duro e da paciência, não de atalhos perigosos.
</p>

<p>
	Siga <a href="https://www.instagram.com/alegrimaldi_pro/" rel="external nofollow">@alegrimaldi_pro</a> no Instagram.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. A VIDA É UM CAOS - CORTES. Alê Grimaldi dá uma aula sobre hormônios anabolizantes. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/BkddWV86quA</span>&gt;. Acesso em 22 dez. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Você aprendeu alguma coisa com Alê Grimaldi? Compartilhe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">882</guid><pubDate>Sun, 22 Dec 2024 15:56:13 +0000</pubDate></item><item><title>Dorian Yates: 62 anos e segue treinando sem parar!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/dorian-yates-62-anos-e-segue-treinando-sem-parar-r880/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/dorian-yates-62-anos-2.webp.ed79ef2439c58434a3f4d4c6c168621a.webp" /></p>
<h2>
	Dorian Yates aos 62 Anos: um legado vivo no Bodybuilding e uma Inspiração para a longevidade
</h2>

<p>
	Dorian Yates, um dos maiores fisiculturistas de todos os tempos, continua sendo um exemplo de dedicação e adaptação, mesmo aos 62 anos. Conhecido por sua determinação e método revolucionário de treino, Dorian mantém um estilo de vida saudável e ativo que inspira fãs ao redor do mundo.
</p>

<h2>
	A rotina atual de treino de Dorian Yates
</h2>

<p>
	Aos 62 anos, Dorian mantém uma rotina de treinos que prioriza a longevidade e a saúde. Ele treina de duas a três vezes por semana, alternando sessões para a parte superior e inferior do corpo. Cada treino dura no máximo uma hora, demonstrando que a qualidade e a eficiência podem substituir a quantidade.
</p>

<p>
	Dorian opta por pesos mais leves, permitindo melhor controle dos movimentos e minimizando o risco de lesões, mas ainda treina até a falha muscular para garantir intensidade e eficácia. Essa abordagem reflete sua transição de um fisiculturista competitivo para um atleta preocupado com a saúde a longo prazo.
</p>

<h2>
	Um histórico de excelência no bodybuilding
</h2>

<p>
	Durante sua carreira, Dorian Yates redefiniu o que significava ser um fisiculturista de elite. Ele venceu o prestigiado Mr. Olympia seis vezes consecutivas, de 1992 a 1997, solidificando seu nome entre os maiores da história. Sua capacidade de atingir uma condição física impecável em competições, com o menor percentual de gordura possível, e seu formato corporal em "V" foram marcantes.
</p>

<p>
	Dorian foi um verdadeiro "monstro" na offseason, alcançando um peso impressionante de 315 libras (cerca de 143 kg). Ele também era conhecido por seu treinamento de alta intensidade, adaptado do método de Mike Mentzer, que priorizava menos volume e mais brutalidade. Seu foco em períodos de recuperação mais longos, aliados a treinos extremamente intensos, destacou sua abordagem inovadora e eficiente.
</p>

<h2>
	Foco em saúde e longevidade
</h2>

<p>
	Atualmente, Dorian prioriza o isolamento de grupos musculares em seus treinos, visando uma melhor contração muscular e a prevenção de lesões. Ele também modificou seu treinamento, abandonando os pesos extremos que marcaram sua carreira competitiva. Agora, seu foco está em um estilo de vida que promova longevidade e bem-estar.
</p>

<p>
	Dorian complementa sua rotina com uma dieta equilibrada e saudável. Um de seus smoothies favoritos inclui proteína vegana, pó de moringa, nozes e mel, refletindo sua atenção à nutrição para sustentar sua saúde.
</p>

<h2>
	Desafios e adaptação
</h2>

<p>
	Com o passar dos anos, Dorian enfrentou os desafios físicos que acompanham uma carreira de alta intensidade no fisiculturismo. Este ano, ele passou por uma cirurgia de substituição de quadril, resultado dos danos acumulados por décadas de treinos intensos. Apesar disso, sua resiliência e compromisso com a saúde continuam a inspirar.
</p>

<h2>
	O legado de Dorian Yates
</h2>

<p>
	O que torna Dorian Yates uma lenda não é apenas sua coleção de títulos ou seus impressionantes feitos físicos, mas também sua capacidade de se reinventar. Sua dedicação ao esporte e sua motivação para ser o melhor continuam a inspirar gerações de fisiculturistas e fãs.
</p>

<p>
	Hoje, Dorian é procurado para treinar outros atletas e compartilhar seus conselhos sobre treino, nutrição e longevidade. Ele prova que é possível equilibrar uma vida saudável e ativa mesmo após uma carreira marcada por extremo esforço físico.
</p>

<h2>
	Uma inspiração duradoura
</h2>

<p>
	Enquanto desfruta do sol e do estilo de vida saudável, Dorian Yates permanece uma inspiração para aqueles que buscam longevidade e equilíbrio em suas vidas. Seu compromisso com a saúde, aliado ao seu legado no fisiculturismo, é um lembrete de que a verdadeira grandeza vai além dos troféus e dos músculos.
</p>

<p>
	Siga <a href="https://www.instagram.com/thedorianyates/" rel="external nofollow">@thedorianyates</a> no Instagram.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. BODYBUILDING FOR LIFE. 62 years old Dorian Yates motivation - age is nothing but a number. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/EkD_pKVVa00</span>&gt;. Acesso em: 22 dez. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Gostou desta história? Deixe nos comentários se você acompanhou a jornada de Dorian no fisiculturismo.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">880</guid><pubDate>Sun, 22 Dec 2024 03:36:00 +0000</pubDate></item><item><title>O ciclo insano de drogas anabolizantes de Dallas McCarver</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/o-ciclo-insano-de-drogas-anabolizantes-de-dallas-mccarver-r876/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/dallas-mccarver.webp.4fd3ab04ab3f27b8a00141f638ad3963.webp" /></p>
<h2>
	A ascensão e queda trágica de Dallas McCarver: uma história do fisiculturismo moderno
</h2>

<p>
	Em 2017, o mundo do fisiculturismo foi abalado com a notícia do falecimento de Dallas McCarver, um talento promissor que nos deixou com apenas 26 anos de idade. Considerado um prodígio da indústria, Dallas era visto como o próximo grande "monstro das massas" a emergir dos Estados Unidos, mas seu futuro brilhante foi tragicamente interrompido. Esta é sua história.
</p>

<h2>
	Os primeiros anos e o início nas competições
</h2>

<p>
	Desde jovem, Dallas McCarver já demonstrava seu potencial extraordinário. Sua estrutura imponente e musculatura impressionante o destacavam mesmo durante seus anos como jogador do time de futebol americano da escola. No entanto, foi apenas quando começou a treinar com pesos que verdadeiramente encontrou sua paixão.
</p>

<p>
	Após o ensino médio, Dallas decidiu canalizar sua força e dedicação para o fisiculturismo. Sua ascensão no esporte foi meteórica: conquistou duas competições e garantiu seu cartão profissional com apenas 21 anos de idade. Com ambições grandiosas, passou a competir em algumas das maiores competições de fisiculturismo do mundo.
</p>

<p>
	Em seus primeiros anos como profissional, Dallas provou ser um verdadeiro campeão, vencendo três das cinco competições IFBB em que participou durante o início dos seus 20 anos. Seus títulos incluíram:
</p>

<ul>
	<li>
		NPC Battle at the River Championships (2011).
	</li>
	<li>
		IFBB North American Championships (2012).
	</li>
	<li>
		IFBB California State Pro (2015).
	</li>
</ul>

<p>
	Mas Dallas não se contentava apenas com essas vitórias. Ele almejava competir contra os melhores do mundo, e foi exatamente isso que fez. No IFBB Olympia Weekend de 2015, mesmo enfrentando veteranos experientes, conseguiu um respeitável 13º lugar. No ano seguinte, superou as expectativas ao conquistar a 8ª posição no prestigioso Mr. Olympia, um feito notável para alguém tão jovem.
</p>

<h2>
	Presença nas mídias sociais e empreendimentos
</h2>

<p>
	Dallas McCarver não era apenas um atleta talentoso, mas também um influenciador digital e empresário bem-sucedido. Sua presença nas redes sociais era massiva:
</p>

<ul>
	<li>
		No Instagram, mantinha meio milhão de seguidores atualizados com vídeos de treinos, fotos de sua evolução física e divulgação de produtos.
	</li>
	<li>
		Sua página no Facebook contava com 75 mil seguidores.
	</li>
	<li>
		Mesmo com uma presença menor no Twitter (atual X), mantinha atualizações semanais regulares.
	</li>
</ul>

<p>
	Como empreendedor, Dallas desenvolveu seu próprio website onde comercializava roupas e sua linha de suplementos, a Redcon1. Um de seus produtos mais impressionantes era o MRE (meal replacement), que fornecia mais de 500 calorias e 50 gramas de proteína por porção, formulado com ingredientes diferenciados como aveia, inhame, batata-doce, pera, blend proteico e frutas.
</p>

<h2>
	O colapso e a controvérsia
</h2>

<p>
	Em março de 2017, um incidente alarmante ocorreu durante o Arnold Classic na Austrália: Dallas sofreu um colapso enquanto realizava suas poses. O evento chocou a comunidade do fitness e levantou sérias preocupações sobre sua saúde.
</p>

<p>
	Inicialmente, Dallas atribuiu o incidente a uma infecção respiratória e bronquite, combinadas com hidratação e nutrição inadequadas. Envergonhado pelo ocorrido, pediu desculpas aos fãs.
</p>

<p>
	No entanto, a situação ganhou novos contornos quando Boston Lloyd publicou um vídeo acusando Dallas de mentir sobre sua condição. Lloyd alegava que o real motivo do colapso era o uso excessivo de diuréticos e estimulantes.
</p>

<p>
	Mark Lobliner também se manifestou sobre o incidente, responsabilizando os diuréticos e expressando surpresa por incidentes similares não serem mais frequentes, considerando o uso de drogas, estimulantes, insulina e o estresse geral que os fisiculturistas impõem a seus corpos.
</p>

<h2>
	 Treino e nutrição
</h2>

<p>
	A abordagem de Dallas aos treinos e nutrição era peculiar e intensiva. Sua rotina incluía:
</p>

<ul>
	<li>
		Dois treinos diários focados em grupos musculares específicos.
	</li>
	<li>
		Predileção por barras fixas com pegada aberta, que considerava fundamentais para desenvolver suas costas impressionantes.
	</li>
	<li>
		Variação constante nas pegadas durante exercícios de puxada para trabalhar diferentes áreas das costas.
	</li>
</ul>

<p>
	McCarver tinha uma visão particular sobre desenvolvimento físico. Para ele, manter uma cintura fina (86 cm) era tão importante quanto desenvolver coxas e peitoral volumosos. Seu sucesso era medido não pelo ganho geral de massa, mas pela capacidade de manter essa proporção específica.
</p>

<p>
	Quanto à nutrição, Dallas seguia princípios próprios:
</p>

<ul>
	<li>
		Acreditava que o corpo tinha um limite de absorção proteica.
	</li>
	<li>
		Abandonou o hábito de comer até passar mal.
	</li>
	<li>
		Adotou uma dieta limpa baseada em:
		<ul>
			<li>
				  Peixe.
			</li>
			<li>
				  Ovos.
			</li>
			<li>
				  Frango.
			</li>
			<li>
				  Batata-doce.
			</li>
			<li>
				  Arroz.
			</li>
			<li>
				  Vegetais verdes.
			</li>
		</ul>
	</li>
</ul>

<h2>
	O trágico fim
</h2>

<p>
	Em agosto de 2017, Dallas McCarver foi encontrado inconsciente em sua residência, cercado por alimentos espalhados, o que inicialmente levou a suspeitas de asfixia. Contudo, a autópsia revelou uma verdade ainda mais devastadora: ele sofria de cardiomegalia severa, uma condição caracterizada pelo aumento anormal do coração, comumente associada ao uso de esteroides anabolizantes e hormônio do crescimento.
</p>

<p>
	Os resultados da autópsia foram alarmantes:
</p>

<ul>
	<li>
		Seu coração pesava 833 gramas, quase três vezes o peso de um coração humano saudável.
	</li>
	<li>
		Para comparação, Rich Piana, 20 anos mais velho que Dallas, tinha um coração de 670 gramas.
	</li>
	<li>
		Apresentava hipertrofia nos rins e fígado.
	</li>
</ul>

<p>
	A causa oficial da morte foi registrada como um evento cardíaco agudo não testemunhado, precipitado por fatores predisponentes de hipertrofia ventricular esquerda concêntrica severa. O relatório explicitamente vinculou o aumento do coração ao uso crônico de esteroides exógenos e hormônios não esteroides.
</p>

<h2>
	O controverso ciclo de esteroides
</h2>

<p>
	Após sua morte, vieram à tona informações sobre o extensivo uso de substâncias para melhoramento de performance. Relatos sugerem que Dallas utilizava uma combinação complexa de drogas, incluindo:
</p>

<ul>
	<li>
		22 UI de HGH diárias.
	</li>
	<li>
		Insulina de ação rápida várias vezes ao dia.
	</li>
	<li>
		Insulina de ação longa pela manhã.
	</li>
	<li>
		Altas doses de IGF-1.
	</li>
	<li>
		Diversos esteroides anabolizantes:
		<ul>
			<li>
				  Anadrol.
			</li>
			<li>
				  EPO.
			</li>
			<li>
				  Halotestin.
			</li>
			<li>
				  Masteron.
			</li>
			<li>
				  T3.
			</li>
			<li>
				  Nandrolona.
			</li>
			<li>
				  NPP.
			</li>
			<li>
				  Primobolan.
			</li>
			<li>
				  Winstrol.
			</li>
			<li>
				  Diversos compostos de testosterona (Test-D, suspensão de testosterona e Sustanon).
			</li>
		</ul>
	</li>
</ul>

<p>
	O custo estimado desse ciclo era astronômico: aproximadamente 70 mil dólares mensais, com o IGF-1 representando uma parcela significativa desse valor. Embora existam dúvidas sobre a precisão exata desse ciclo, é inequívoco que Dallas estava assumindo riscos extraordinários com sua saúde.
</p>

<h2>
	Legado
</h2>

<p>
	A história de Dallas McCarver serve como um alerta contundente sobre os perigos do uso excessivo de substâncias para melhoramento de performance no fisiculturismo profissional. Seu falecimento prematuro destaca a necessidade urgente de discussões mais sérias sobre saúde e segurança no esporte, especialmente considerando a pressão crescente por físicos cada vez mais extremos.
</p>

<p>
	Aos 26 anos, Dallas estava apenas começando sua jornada no fisiculturismo profissional, com muitos especialistas prevendo que ele poderia se tornar um forte candidato ao título de Mr. Olympia nos anos seguintes. Sua morte prematura não apenas encerrou uma carreira promissora, mas também deixou uma marca indelével na história do esporte, servindo como um lembrete sombrio dos riscos associados à busca pela perfeição física a qualquer custo.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. BODYBUILDING LEGENDS. Dallas McCarver's Insane Steroid Cycle! (SHOCKING). Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/vGF3YUHjDdc</span>&gt;. Acesso em: 20 dez. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Você conhecia a história chocante de Dallas McCarver e seu ciclo monstruoso? Deixe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">876</guid><pubDate>Fri, 20 Dec 2024 15:57:00 +0000</pubDate></item><item><title>A mulher do corpo perfeito &#xE9; brasileira: Karol Rosalin!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/a-mulher-do-corpo-perfeito-%C3%A9-brasileira-karol-rosalin-r847/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_12/karol-rosalin.webp.7caf0191510509e223a983d69eb125ff.webp" /></p>
<h2>
	Karol Rosalin e o novo padrão fitness: o equilíbrio entre saúde e estética
</h2>

<p>
	No mundo fitness, é comum ouvirmos falar de corpos extremamente musculosos ou magros como objetivos a serem alcançados. Mas, a recente escolha da influenciadora brasileira Karol Rosalin como a "Mulher Fitness Perfeita" pela Playboy Austrália aponta para uma nova direção. Este título, definido com ajuda de inteligência artificial, celebra o equilíbrio entre força, saúde e bem-estar, fugindo dos estereótipos extremos.
</p>

<p>
	Acredito que a história de Karol oferece inspiração e lições importantes para quem busca não apenas resultados estéticos, mas uma vida saudável e sustentável. Vamos explorar o que a tornou um símbolo dessa tendência crescente.
</p>

<p>
	<video class="ipsEmbeddedVideo" controls="" data-controller="core.global.core.embeddedvideo" data-fileid="57723" data-unique="ub02vr0gb" preload="metadata">
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	</source></video>
</p>

<h2>
	A jornada de Karol: o equilíbrio como meta
</h2>

<p>
	Karol Rosalin, de 25 anos, iniciou sua trajetória fitness há oito anos, enfrentando os desafios comuns a muitos de nós: não saber como treinar corretamente e experimentar diferentes fases no corpo. <em>“Passei por períodos em que fui mais magrinha ou mais musculosa, mas hoje encontrei o equilíbrio para o meu corpo”</em>, compartilhou a influenciadora.
</p>

<p>
	Essa jornada é um lembrete de que cada pessoa tem um caminho único no universo fitness. Nem sempre acertamos de primeira, mas o importante é continuar aprendendo e ajustando até encontrar o que funciona melhor.
</p>

<h2>
	Rotina e alimentação: simplicidade que funciona
</h2>

<p>
	Karol alcançou seu equilíbrio seguindo uma rotina simples, mas eficaz:
</p>

<h3>
	Treinos:
</h3>

<ul>
	<li>
		Musculação cinco vezes por semana.
	</li>
	<li>
		Exercícios aeróbicos diários, essenciais para saúde cardiovascular e queima de gordura.
	</li>
</ul>

<h3>
	Alimentação:
</h3>

<ul>
	<li>
		Baseada em alimentos naturais e acessíveis, como batata-doce, mandioca, frutas, frango, ovos e aveia.
	</li>
	<li>
		Sem dietas extremas ou restrições radicais, mas com planejamento focado na saúde.
	</li>
</ul>

<p>
	Esse estilo de vida reflete o que defendo como personal trainer: não há necessidade de métodos extremos para alcançar resultados. Um plano consistente, ajustado às necessidades e ao ritmo de vida de cada um, é o que traz mudanças duradouras.
</p>

<h2>
	Um novo padrão de beleza no universo fitness
</h2>

<p>
	A escolha de Karol, feita com critérios avaliados por inteligência artificial, destacou atributos como simetria, proporção e harmonia estética. Mas o mais interessante foi o afastamento dos estereótipos de corpos excessivamente musculosos que ainda dominam o mercado fitness.
</p>

<p>
	Karol representa uma nova perspectiva: a valorização de corpos que equilibram força e feminilidade, promovendo um estilo de vida mais acessível e sustentável.
</p>

<p>
	Para quem busca inspiração, ela prova que o equilíbrio entre saúde, bem-estar e estética é não apenas possível, mas também muito desejável.
</p>

<h2>
	Inspiração para todos nós
</h2>

<p>
	Karol Rosalin não apenas conquistou um título impressionante, mas também mostrou que o sucesso no universo fitness vai além da aparência. Ele envolve dedicação, autoconhecimento e a busca por um estilo de vida equilibrado.
</p>

<p>
	Inspire-se na história dela, mas lembre-se de que seu corpo e suas metas são únicos. Não há um “ideal” universal. O mais importante é encontrar a sua versão de saúde, bem-estar e felicidade.
</p>

<p>
	Se precisar de orientação nessa jornada, crie seu tópico no fórum para que a comunidade possa lhe ajudar. Juntos, podemos criar um plano que funcione para você, do treino à alimentação, sempre respeitando suas necessidades e seu ritmo. Afinal, o equilíbrio é o verdadeiro segredo para alcançar o que você deseja!
</p>

<p>
	Siga @<span style="background-color: transparent; border-style: none; border-width: 0px; color: rgb(var(--ig-link)); font-size: 14px; padding: 0px; text-align: start;"><a href="https://www.instagram.com/karolrosalin/" rel="external nofollow">karolrosalin</a> no Instagram.</span>
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. TERRA. Brasileira é eleita a 'Mulher Fitness Perfeita' de acordo com a inteligência artificial. Disponível em: &lt;https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/autocuidado/brasileira-e-eleita-a-mulher-fitness-perfeita-de-acordo-com-a-inteligencia-artificial&gt;. Acesso em: 8 dez. 2024.
</p>

<p>
	2. PLAYBOY AUSTRALIA. According to artificial intelligence fitness influencer @karolrosalin has the perfect body in terms of definition and is ideal in this fitness world. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://www.instagram.com/p/DDMtgreu2kD</span>&gt;. Acesso em: 8 dez. 2024.
</p>

<p>
	<strong>Essa matéria foi inspiradora para você começar ou seguir na busca do corpo perfeito? Deixe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">847</guid><pubDate>Sun, 08 Dec 2024 15:52:00 +0000</pubDate></item><item><title>Chris Bumstead: a despedida de um &#xED;cone do fisiculturismo</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/chris-bumstead-a-despedida-de-um-%C3%ADcone-do-fisiculturismo-r840/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_11/chris-bumstead.webp.8696b08901e501bcf02c9cd2dd1d9798.webp" /></p>
<p>
	Chris Bumstead, o canadense que redefiniu os padrões do fisiculturismo moderno, confirmou sua aposentadoria após uma carreira que atravessou uma década de conquistas extraordinárias.
</p>

<p>
	Após seis títulos consecutivos no Mr. Olympia na categoria Classic Physique, começando com sua primeira vitória em 2019, quando desbancou o bicampeão Breon Ansley, Bumstead decidiu fazer sua despedida com uma aparição memorável na divisão Open no EVLS Prague Pro.
</p>

<p>
	Sua jornada no Mr. Olympia começou em 2017, com uma impressionante segunda colocação em sua estreia, posição que repetiu no ano seguinte.
</p>

<p>
	Desde então, CBum se tornou sinônimo de excelência no fisiculturismo, dominando a categoria Classic Physique e inspirando uma geração inteira de atletas.
</p>

<p>
	Inicialmente determinado a se aposentar após seu sexto título olímpico em outubro, Bumstead recebeu um chamado irrecusável — um desafio pessoal de competir na divisão Open. <em>"Faz um tempo que não sou um azarão"</em>, compartilhou o atleta, referindo-se à sua decisão de entrar em uma categoria mais competitiva e desafiadora.
</p>

<p>
	A competição em Praga provou ser mais do que apenas mais um desafio. Enfrentando dificuldades como rótulos nutricionais incompreensíveis e os desafios de uma preparação adicional — <em>"Esta foi a primeira vez em 8 anos que fiz mais de um show em um ano"</em> — Bumstead manteve seu espírito inabalável. <em>"Não vou mentir, os pumps foram divertidos, mas voltar à dieta não foi"</em>, brincou.
</p>

<p>
	No palco do EVLS Prague Pro, Bumstead não apenas competiu, mas demonstrou por que é considerado uma lenda. Superando competidores estabelecidos como Shaun Clarida, que foi empurrado para a terceira colocação, CBum conquistou o segundo lugar. O título ficou com seu amigo Martin "O Martiano" Fitzwater, um momento que apenas engrandeceu a experiência.
</p>

<p>
	<em>"Meu coração está tão cheio de amor neste momento"</em>, declarou Bumstead após a competição.<em> "Eu não tinha certeza do que queria sentir fazendo este show, então a vida decidiu me mostrar. Ele realmente me lembrou por que amo tanto este esporte."</em>
</p>

<p>
	Sua reflexão transcendeu o mero resultado competitivo. Bumstead vê sua jornada como uma lição de vida: <em>"Os padrões que você estabelece na vida devem ser seus próprios, e viver de acordo com eles é uma decisão consciente diária."</em>
</p>

<p>
	Ao fim de sua última competição, Chris Bumstead deixa um legado que vai muito além dos troféus. Dos palcos do Mr. Olympia aos desafios da divisão Open, ele se tornou mais do que um fisiculturista — tornou-se um ícone que redefiniu os limites do esporte e inspirou milhões ao redor do mundo.
</p>

<p>
	<em>"Este show foi realmente planejado para ser o último e segue sendo o último"</em>, confirmou Bumstead, com a mesma graça e determinação que o acompanharam ao longo de sua carreira. <em>"Foi por amor ao esporte, foi uma honra competir contra os campeões."</em>
</p>

<p>
	Uma página se fecha, mas o legado de Chris Bumstead continua a inspirar. Seu nome ecoa nos corredores do fisiculturismo, não apenas como um campeão, mas como um modelo de paixão, dedicação e integridade.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. MARTINS, Leonardo. Cbum crava aposentadoria após ficar com o vice no Praga Pro. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/cbum-crava-aposentadoria-apos-ficar-com-o-vice-no-praga-pro/</span>&gt;. Acesso em: 27 nov. 24.
</p>

<p>
	2. FELSTEAD, Scott. Chris Bumstead Bows Out After EVLS Prague Open Division Debut. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://www.muscleandfitness.com/flexonline/flex-news/chris-bumstead-bows-out-after-evls-prague-open-division-debut/</span>&gt;. Acesso em: 27 nov. 24.
</p>

<p>
	<strong>Você vai sentir falta do Chris nos palcos? Deixe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">840</guid><pubDate>Thu, 28 Nov 2024 02:36:00 +0000</pubDate></item><item><title>Ronnie Coleman promete voltar a andar e revela detalhes de sua reabilita&#xE7;&#xE3;o inspiradora!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/ronnie-coleman-promete-voltar-a-andar-e-revela-detalhes-de-sua-reabilita%C3%A7%C3%A3o-inspiradora-r839/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2024_11/ronnie-reabilitacao-manipulada-com-ia.webp.d1bd783f32f6fd110cdb93dc3c6bbbe8.webp" /></p>
<h2>
	‘Vou andar novamente’, diz Ronnie Coleman em nova atualização de saúde  
</h2>

<p>
	Em uma matéria postada no site M&amp;F, temos atualizações do nosso querido Ronnie Coleman. O oito vezes campeão do Olympia está usando a piscina para alcançar um novo objetivo de condicionamento físico.
</p>

<h2>
	Ronnie Coleman  
</h2>

<p>
	Ronnie Coleman conquistou oito títulos do Mr. Olympia, mas “O Rei” agora enfrenta sua batalha mais importante: estabelecer a meta de voltar a andar sem auxílio. Em uma nova atualização otimista, o ex-campeão de 60 anos mostrou como está utilizando a água para restaurar seus passos em terra firme.
</p>

<p>
	Coleman, que foi policial antes de ganhar fama no palco do Olympia, submeteu seu corpo a grandes esforços ao longo dos anos e passou por 13 cirurgias, incluindo a substituição de ambos os quadris e procedimentos para aliviar dores causadas por discos danificados na coluna.
</p>

<p>
	Agora, incapaz de andar sem auxílio, Coleman continua a treinar, mas em uma escala muito mais leve. Embora diga que não se arrepende das escolhas que fez para se tornar o melhor no fisiculturismo, ele agora trabalha arduamente para dar um passo após o outro novamente, por meio de fisioterapia.
</p>

<h2>
	Ronnie Coleman compartilha uma atualização sobre seu objetivo de voltar a andar  
</h2>

<p>
	“Vou andar novamente”, afirmou "O Rei" em uma postagem no Instagram para seus 10,6 milhões de seguidores. A lenda está usando a piscina como parte do processo de reabilitação e estabeleceu a meta de andar sem auxílio dentro de dois anos.
</p>

<p>
	A postagem otimista incluiu um link para seu canal no YouTube, onde seu vídeo mais recente explicou que o objetivo dos exercícios na água é desenvolver a força necessária para se manter ereto e se mover em terra firme. Coleman também mostrou a sessão completa, que, bem... foi um verdadeiro sucesso!
</p>

<p>
	<strong>Assista ao vídeo no YouTube:</strong>
</p>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen="" frameborder="0" height="113" id="ips_uid_6207_7" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/iLr3gu99j9Q?feature=oembed" title="My First Steps | Pool Rehab &quot;Ronnie Coleman's Road to WALKING Again&quot;" width="200" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<h2>
	Exercícios na água:  
</h2>

<ul>
	<li>
		Passos altos estáticos: 5-6 séries de 35-40 passos  
	</li>
	<li>
		Equilíbrio em pé (uma perna): 5-6 rodadas de 20-30 segundos (cada perna)  
	</li>
	<li>
		Chutes flutuantes: 5 minutos usando ambas as pernas  
	</li>
	<li>
		Chutes sentado com uma perna: 5 minutos (alternando com 5 repetições em cada perna)  
	</li>
</ul>

<h2>
	Como os treinos na água ajudam a andar?  
</h2>

<p>
	Os exercícios na piscina são benéficos porque aliviam a dor nas articulações e são uma ótima estratégia para fortalecer as áreas necessárias. A água é mais densa que o ar, proporcionando cerca de 12-14% mais resistência, o que torna a piscina o espaço perfeito para treinar, se preparar e executar movimentos em terra firme.
</p>

<p>
	“Não vou desistir até voltar a andar”, diz Coleman. E, se ele colocar o mesmo esforço nesse objetivo transformador que colocou no palco, não se deve duvidar do Rei.
</p>

<p>
	<strong>Fontes de consulta</strong>
</p>

<p>
	1. FELSTEAD, Scott. ‘I will walk again,’ says Ronnie Coleman in new health update. Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://www.muscleandfitness.com/flexonline/flex-news/i-will-walk-again-says-ronnie-coleman-in-new-health-update/</span>&gt;. Acesso em: 27 nov. 24.
</p>

<p>
	2. COLEMAN, Ronnie. My First Steps | Pool Rehab "Ronnie Coleman's Road to WALKING Again". Disponível em: &lt;<span ipsnoautolink="true">https://youtu.be/iLr3gu99j9Q</span>&gt;. Acesso em: 27 nov. 24.
</p>

<p>
	<strong>Você é fã do Ronnie Coleman? Deixe nos comentários.</strong>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">839</guid><pubDate>Wed, 27 Nov 2024 17:13:00 +0000</pubDate></item><item><title>Conhe&#xE7;a os 7 fisiculturistas mais influentes do Instagram</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/conhe%C3%A7a-os-7-fisiculturistas-mais-influentes-do-instagram-r798/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/7-fisiculturista-instagram.jpg.18bfc255d5f14073c9bace5cf5f0c9c5.jpg" /></p>
<p>
	Existem muitos fisiculturistas famosos no Brasil atualmente, principalmente pela relevância que obtiveram pelo YouTube ou pelo Instagram, uma vez que a mídia tradicional não abre muito o espaço para estes atletas. Selecionei 7 (sete) fisiculturistas que você precisa conhecer e seguir.
</p>

<h2>
	1) Lucas Pinheiro
</h2>

<p>
	O Lucas é um atleta novo, que recentemente voltou ao Brasil, e está se preparando para competir nos próximos meses e adquirir um título de atleta profissional na categoria <em>classic physique</em>. Vale muito a pena acompanhar o seu conteúdo. Ele expõe tudo o que costuma fazer no dia a dia e é sempre rico em detalhes. É ótimo para quem quer conhecer de perto toda a rotina de um fisiculturista profissional.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="40401" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/161782744_2386054411529601_7289591500496469395_n.jpg.8818ff00b88c832bf30250edde9c5697.jpg" rel=""><img alt="161782744_2386054411529601_7289591500496469395_n.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="40401" data-unique="0m65mkiib" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/161782744_2386054411529601_7289591500496469395_n.thumb.jpg.f2dea32af2afabb9aefe02da7ba15fbf.jpg" loading="lazy" height="497"></a>
</p>

<h3>
	Seguir <a href="https://www.instagram.com/lucaseppro/" rel="external nofollow">@lucaseppro</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	2) Caio Bottura
</h2>

<p>
	O Caio é um atleta que competiu por muito tempo natural antes de usar hormônios, também se profissionalizou na área, compartilha vários vídeos com conteúdo informativo no seu canal do youtube, além de oferecer cursos e livros para quem quer conhecer e se aprofundar mais sobre o assunto. Sem dúvidas, vale a pena aprender um pouco com ele, com toda sua experiência prática e teórica.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="40402" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/118146235_3801568076536672_2480405130576823475_n.jpg.39121fa31987a22702afb87fba544292.jpg" rel=""><img alt="118146235_3801568076536672_2480405130576823475_n.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="40402" data-unique="tt5xocq5p" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/118146235_3801568076536672_2480405130576823475_n.thumb.jpg.68c2f8e99490b0a91343c96bf5754349.jpg" loading="lazy" height="350"></a>
</p>

<h3>
	Siga <a href="https://www.instagram.com/caiobotturapro/" rel="external nofollow">@caiobotturapro</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	3) Fabio Giga
</h2>

<p>
	O Fábio é um gigante da maior categoria de fisiculturismo da atualidade, OPEN, e que pesa atualmente quase 140 kgs. No seu instagram e canal do youtube, costuma compartilhar detalhes da sua rotina, treinos, alimentação, e dá valiosas dicas para quem precisa manter um alto volume muscular.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="40415" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/179521746_1418039178542574_4414555255791330713_n.jpg.815591af8f1b5406fc0c8daeb1559818.jpg" rel=""><img alt="179521746_1418039178542574_4414555255791330713_n.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="40415" data-unique="xncwrzzcm" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/179521746_1418039178542574_4414555255791330713_n.thumb.jpg.bc648f541e2ee2d5fb7023e80d6244e4.jpg" loading="lazy" height="497"></a>
</p>

<h3>
	Siga <a href="https://www.instagram.com/fabiogigapro/" rel="external nofollow">@fabiogigapro</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	4) Rafael Brandão 
</h2>

<p>
	O Rafael Brandão é uma das maiores apostas do fisiculturismo brasileiro na atualidade na categoria OPEN, e é reconhecido como um grande atleta até mesmo fora do Brasil. Em seu instagram e canal do YouTube, ele compartilha sua rotina de treinos, alimentação e todas as dificuldades que enfrenta para se manter bem condicionado, e com todo o volume muscular que possui.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="40416" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/152068344_472087940637717_5078623706802439321_n.jpg.e6c10d6886d669b794e79cb20b834e34.jpg" rel=""><img alt="152068344_472087940637717_5078623706802439321_n.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="40416" data-unique="dn5dimkt6" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/152068344_472087940637717_5078623706802439321_n.thumb.jpg.7346784429ba6256335a5d7546003323.jpg" loading="lazy" height="350"></a>
</p>

<h3>
	Siga <a href="https://www.instagram.com/rafabrandaopro/" rel="external nofollow">@rafabrandaopro</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	5) Eduardo Corrêa
</h2>

<p>
	O Eduardo é o atleta de maior reconhecimento e prestígio no cenário internacional, participando de oito edições do Mr. Olympia, na categoria 212, ficando entre os 5 melhores em sete edições.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="40417" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/95792326_174571020466825_8509077604057365814_n.jpg.adfd259b55485003f5540f6685207e35.jpg" rel=""><img alt="95792326_174571020466825_8509077604057365814_n.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="40417" data-unique="qdkoozxrz" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/95792326_174571020466825_8509077604057365814_n.thumb.jpg.94d30014acca34be9a55e45a5ca328b6.jpg" loading="lazy" height="497"></a>
</p>

<h3>
	Siga <a href="https://www.instagram.com/correabodybuilder/" rel="external nofollow">@correabodybuilder</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	6) Renato Cariani
</h2>

<p>
	O Renato é famoso por manter há anos canais no youtube com conteúdo de qualidade, tornando a musculação fácil, acessível e inclusiva para todos os admiradores do esporte, além de ser um dos maiores incentivadores do fisiculturismo, já tendo ajudado e apoiado várias pessoas que adoram e sonham em viver do esporte.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="40418" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/158885081_144656937530773_3213482044134897992_n.jpg.24b34c5db26bf605600f7ca305bad3c9.jpg" rel=""><img alt="158885081_144656937530773_3213482044134897992_n.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="40418" data-unique="z4cnu4rqg" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/158885081_144656937530773_3213482044134897992_n.thumb.jpg.c3ef9aba31d20ad968d75379b0ae88fd.jpg" loading="lazy" height="350"></a>
</p>

<h3>
	Siga <a href="https://instagram.com/renato_cariani/" rel="external nofollow">@renato_cariani</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	7) Eduardo Edoc
</h2>

<p>
	O Edoc é um atleta da categoria classic physique com um mindset muito equilibrado e blindado, acompanhá-lo é ver o quanto é importante saber aproveitar o caminho, e aproveitar cada fase, apesar de suas dificuldades.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="40419" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/160652562_192826888934912_4967925786723012034_n.jpg.cd1c3e4209ba349d11283bd8304ad055.jpg" rel=""><img alt="160652562_192826888934912_4967925786723012034_n.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="40419" data-unique="b0wrp7gr4" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_06/160652562_192826888934912_4967925786723012034_n.thumb.jpg.5584e3be256bad791801359c2d8b7775.jpg" loading="lazy" height="497"></a>
</p>

<h3>
	Siga <span><a href="https://www.instagram.com/eduardoedocpro/" rel="external nofollow">@eduardoedocpro</a></span>
</h3>

<p>
	<meta charset="UTF-8">
</p>

<hr style="color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">
<p style="color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">
	Gostou da minha lista de fisiculturistas? Deixe nos comentários a sua impressão sobre gigantes que inspiram o mundo fitness e do fisiculturismo. Eles podem incentivar todos os dias para seguir firme na dieta e no treino. Faltou algum monstro na minha lista? Deixe nos comentários a sua sugestão.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">798</guid><pubDate>Sat, 19 Jun 2021 23:35:00 +0000</pubDate></item><item><title>9 musas que voc&#xEA; deve seguir no Instagram</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/9-musas-que-voc%C3%AA-deve-seguir-no-instagram-r796/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/musas-wellness.jpg.ded34e7dfc0983140509fd11635517c4.jpg" /></p>
<h2>
	A inspiração das musas e blogueiras que vem do Instagram
</h2>

<p>
	Você está precisando de um pouco mais de inspiração para treinar e fazer dieta? Muito mais do que corpos bonitos, os perfis que eu selecionei a seguir são uma boa dose de motivação e disciplina. Além disso, as musas e blogueiras revelam várias dicas de treino, receitas e dietas. E isso acaba tornando nossa vida fitness um pouco mais fácil e gostosa.
</p>

<h2>
	1) Ângela Borges:
</h2>

<p>
	<span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">A Ângela é a maior atleta wellness da história, possui quase 20 anos de treino, e começou a competir com 27 anos. Hoje, ela se encontra em sua melhor forma, coleciona mais de 50 títulos, presta serviços de consultoria em várias mulheres e seu perfil tanto no instagram quanto no youtube é riquíssimo em dicas sobre treino e alimentação. Sem dúvidas, é uma das maiores inspirações do nosso meio maromba.</span>
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="36276" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/angela-borges-wellness.jpg.46d0149c4aeed775fc7424069d2079e7.jpg" rel=""><img alt="angela-borges-wellness.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="36276" data-unique="xkp2ptthx" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/angela-borges-wellness.thumb.jpg.0c89ed23e7d5df18bec6e4a6c4fb1442.jpg" loading="lazy" height="350"></a>
</p>

<h3>
	Seguir <a href="https://www.instagram.com/angelaborgeswellness/" rel="external nofollow">@angelaborgeswellness</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	2) Karen Brandão 
</h2>

<p>
	Atleta Wellness Pro, Karen Brandão sempre compartilha algumas boas dicas de treino e de dieta e seu dia a dia no seu Instagram. Ela possui uma longa jornada como atleta e atingiu sua melhor forma agora.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="36277" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/karen-brandao-wellness.jpg.2cfa20bead87b053c4c45505701e3e8e.jpg" rel=""><img alt="karen-brandao-wellness.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="36277" data-unique="feyiyujeh" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/karen-brandao-wellness.thumb.jpg.33007441e43128aff3d22072f8191784.jpg" loading="lazy" height="350"></a>
</p>

<h3>
	Seguir <a href="https://www.instagram.com/karenranocchia/" rel="external nofollow">@karenranocchia</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	3) Aline Pamplona
</h2>

<p>
	<span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">Após ter s</span><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">ido mãe e ter chegado aos seus 30 anos, Aline chegou a sua melhor forma. Ela compartilha de perto com seus seguidores detalhes do seu dia a dia, sua rotina de treinos e dieta. O mais legal é que a Aline interage com todos, posta diariamente stories sobre sua rotina, e a gente sente que ela é "gente com</span><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">o a gente". </span>
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="36278" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/aline-pamplona.jpg.75f30c67c26f5aa5a5d11a26f61da19e.jpg" rel=""><img alt="aline-pamplona.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="36278" data-unique="2jaopyl28" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/aline-pamplona.thumb.jpg.6ef0051d880a6e2b03a5bba5a1891293.jpg" loading="lazy" height="497"></a>
</p>

<h3>
	Seguir <a href="https://www.instagram.com/aline_pamplonaa/" rel="external nofollow">@aline_pamplonaa</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	4) Aline Antiqueira
</h2>

<p>
	A Aline é instrutora de musculação e ajuda milhares de mulheres a se exercitarem e a buscarem suas melhores versões. Sabe aquele dia em que você só sente preguiça e precisa de um empurrãozinho? Pois é, impossível não se contagiar com a energia e animação da Aline e dos seus treinos, além de postar receitas maravilhosas, claro.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="36279" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/aline-antiqueira.jpg.495948bc7eaa91ba05dd17070813396f.jpg" rel=""><img alt="aline-antiqueira.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="36279" data-unique="m6kvi4ca9" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/aline-antiqueira.thumb.jpg.a3e89a878c1b65bc3d2729bd2d412c90.jpg" loading="lazy" height="497"></a>
</p>

<h3>
	Seguir <a href="https://www.instagram.com/alineantiqueira/" rel="external nofollow">@alineantiqueira</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	5) Isa Pecini
</h2>

<p>
	A Isa é uma atleta bikini PRO, extremamente dedicada ao esporte, e que mantem no seu instagram boa parte da sua rotina de treinos e alimentação. É uma verdadeira inspiração.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="36304" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/isa-pecini.jpg.3200307d9d15e52e4ba88d0ed29967cd.jpg" rel=""><img alt="isa-pecini.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="36304" data-unique="xdj813aef" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/isa-pecini.thumb.jpg.721c66621272d0480cd37a4f1352e7b4.jpg" loading="lazy" height="350"></a>
</p>

<h3>
	Seguir <a href="https://www.instagram.com/isapecini/" rel="external nofollow">@isapecini</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	6) Francielle Mattos
</h2>

<p>
	<span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">A paranaense Francielle Mattos entrou para a história como a primeira mulher classificada para o Mr Olympia 2021, na categoria Wellness, após uma ótima apresentação no Musclecontest Wellness Pro, realizado em novembro de 2020 em Campinas. Com um shape irretocável, a brasileira, da equipe Integralmédica, não deu chances às adversárias e faturou o primeiro lugar, seguida por Ângela Borges e Susana Rodriguez, respectivamente. Vale lembrar que ela tem 34 anos, é mãe de dois filhos, e encontrou forças na musculação para superar uma depressão pós-parto. </span>
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="36305" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/francielle-mattos.jpg.af7276030563c6e95fa6f31c0c229702.jpg" rel=""><img alt="francielle-mattos.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="36305" data-unique="rxcwswz0v" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/francielle-mattos.thumb.jpg.bdc4e54d3dd156b7d8b55078f801a8ff.jpg" loading="lazy" height="350"></a>
</p>

<h3>
	Seguir <a href="https://www.instagram.com/franciellemattos_/" rel="external nofollow">@franciellemattos_</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	7) Júlia Chitarra
</h2>

<p>
	<span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">A Ju é outra atleta PRO que ap</span><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">resenta um físico impressionante. Além de ser nutricionista,  usa o Instagram para ajudar e incentivar as pessoas, interagindo em lives e stories, dando dicas sobre alimentação e t</span><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">rein</span><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">os</span><span style="background-color:#ffffff; color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">.</span>
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="36306" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/julia-chitarra-wellness.jpg.6513627fc44eea02146639cb4748c418.jpg" rel=""><img alt="julia-chitarra-wellness.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="36306" data-unique="ap41h1l30" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/julia-chitarra-wellness.thumb.jpg.b60d45cb722b39d786dc26b1375ff637.jpg" loading="lazy" height="497"></a>
</p>

<h3>
	Seguir <a href="https://www.instagram.com/chitarraju/" rel="external nofollow">@chitarraju</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	8) Eva Andressa
</h2>

<p>
	A Eva possui uma longa trajetória no fitness, com mais de 18 anos de treino, sendo a inspiração de muitas mulheres. Ela já passou por competições em diferentes categorias, mudou seu físico várias vezes, e, hoje, é sem dúvidas uma das maiores inspirações para quem treina.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="36414" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/eva-andressa.jpg.9c4f7e40e07fff4361fdab161be1fda4.jpg" rel=""><img alt="eva-andressa.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="36414" data-unique="pummhy3nb" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/eva-andressa.thumb.jpg.64c3ae14482310872a22b2d6a0f49b8c.jpg" loading="lazy" height="350"></a>
</p>

<h3>
	Seguir <a href="https://www.instagram.com/eva_andressa/" rel="external nofollow">@eva_andressa</a>
</h3>

<hr>
<h2>
	9) Gracyanne Barbosa
</h2>

<p>
	A Gracyanne é talvez a musa mais conhecida e mais citada do meio fitness. Apesar de dividir opniões, é impossível não notar e se motivar com seu esforço, dedicação e trabalho duro. 
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="36415" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/gracyanne-barbosa.jpg.e46111fc8effe0d2237d6e2b40ff6d7f.jpg" rel=""><img alt="gracyanne-barbosa.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="36415" data-unique="0w3pkhrsa" style="height: auto;" width="350" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2021_02/gracyanne-barbosa.thumb.jpg.71388e5caa24ceca385983f528e40a5b.jpg" loading="lazy" height="378"></a>
</p>

<h3>
	Seguir <span><a href="https://www.instagram.com/graoficial/" rel="external nofollow">@graoficial</a></span>
</h3>

<hr>
<p>
	Gostou da minha lista de musas? Deixe nos comentários a sua impressão sobre essas mulheres que inspiram o mundo fitness e do fisiculturismo. Elas me incentivam todos os dias para seguir firme na dieta e no treino. Acha que faltou alguma musa na minha lista? Deixe nos comentários a sua sugestão.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">796</guid><pubDate>Thu, 11 Feb 2021 00:49:00 +0000</pubDate></item><item><title>Alexandre Cardoso: ex-desnutrido campe&#xE3;o de fisiculturismo 2016</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/alexandre-cardoso-ex-desnutrido-campe%C3%A3o-de-fisiculturismo-2016-r733/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_07/alexandre-cardoso-capa.jpg.b12212d5da55d5c4d08684876878ad96.jpg" /></p>
<p>
	Assista à entrevista com o atleta de fisiculturismo Alexandre Cardoso e descubra como um desnutrido conseguiu se tornar um campeão de fisiculturismo. Essa história motivacional demonstra que todo mundo pode ter o shape que quiser, basta ser disciplinado e se dedicar. Além do vídeo, publicamos uma entrevista escrita.
</p>

<p>
	<strong>1) Nome completo:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Alexandre Cardoso e Silva.</em>
</p>

<p>
	<strong>2) Como é conhecido(a) no meio do fisiculturismo (apelido):</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Vin Diesel, Torero, Careca.</em>
</p>

<p>
	<strong>3) Data de nascimento:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>26/01/1990.</em>
</p>

<p>
	<strong>4) Cidade em que nasceu e cidade em que vive atualmente:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Brasilia/DF.</em>
</p>

<p>
	<strong>5) Qual esporte praticava antes da musculação:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Atletismo, durante 10 anos.</em>
</p>

<p>
	<strong>6) Quando começou a treinar com pesos e por qual razão:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Comecei a treinar com 15 anos, para melhorar o rendimento no Atletismo e porque eu era diagnosticado com desnutrição.</em>
</p>

<p>
	<strong>7) O que mudou na sua vida depois que começou a treinar:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Tornei-me uma pessoa mais determinada, disciplinada e motivada a alcançar metas. Aprendi que não devo esperar por outras pessoas, caso eu queira algo, devo buscar e batalhar por esse objetivo.</em>
</p>

<p>
	<strong>8 ) Treina sozinho ou com parceiro:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Sempre estou cercados de parceiros de treino, ter alguém ao seu lado orientando, corrigindo e ajudando faz toda a diferença. Vamos dizer que tenho vários parceiros, há alguns mais fixos, como é o caso da minha namorada, que treina comigo em média umas 3 vezes na semana. Particularmente, é a melhor parceira para o treino de membros inferiores, os amigos choram muito e acabam puxando o treino para trás.</em>
</p>

<p>
	<strong>9) Como é a série atual de treinamento:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Geralmente treino ABCDE, um grupo muscular por vez, de maneira bem estruturada e periodizada. A programação em média dura de 3 a 4 semanas, sempre tentando melhorar os fundamentos de hipertrofia. </em>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Por ter feito muitos anos de atletismo, tenho facilidade em elaborar treinos intervalados de alta intensidade. Não sou adepto de treinos tensionais, creio que não vale a pena correr os riscos que ele oferece. </em>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Não faço e não gosto do aeróbico em jejum, também não acredito em treinos hipercurtos. No entanto, o principal é não tem o que inventar, o treinamento resistido é básico. Vou pela metodologia de tempo sob tensão.</em>
</p>

<p>
	<strong>10) Qual é o exercício de musculação preferido:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Agachamento livre.</em>
</p>

<p>
	<strong>11) Qual é a sua filosofia de treino e motivação:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Treinar é uma palavra forte, tento buscar e alcançar o programado, superar o que é difícil de fazer, tentar melhorar a cada repetição. Acredito muito no treinamento, ele faz uma diferença enorme nos atletas e até mesmo nas pessoas que não o são, o treinamento bem feito e intenso não faz mal a ninguém, pelo contrario, só colheremos frutos. </em>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Podemos dizer que eu sou o cara que gosta de treinar mais do que qualquer outra coisa na vida, é uma necessidade básica, uma válvula de escape, é tudo.</em>
</p>

<p>
	<strong>12) Qual foi a maior carga que já levantou no supino reto e no leg:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Em relação o Leg Press, não sou fã de colocar cargas absurdas, troco ele pelo agachamento. Já cheguei a agachar com 190kg, até o talo, nada de 90 graus. Supino reto, 120kg.</em>
</p>

<p>
	<strong>13) Como é a sua dieta e suplementação atualmente:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Alimentação rica em proteínas, com carbo baixo. Suplementação é bem básica: whey isolado, glutamina e manipulados.</em>
</p>

<p>
	<strong>14) Qual é o alimento que mais gosta e que tem mais dificuldade de resistir quando está em dieta para perda de gordura:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Tenho muita dificuldade, adoro porcarias, doces e tudo que se imaginar.</em>
</p>

<p>
	<strong>15) Sofre alterações de humor quando está em dieta restrita:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Muito, fico puto da vida, qualquer coisa me estressa, me tira do sério e sou meio grosso com as pessoas.</em>
</p>

<p>
	<strong>16) Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que mais gosta (efeitos ou sabor):</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Whey Protein, o melhor é o de cookies.</em>
</p>

<p>
	<strong>17) Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que menos gosta (efeitos ou sabor) ou que considera desperdício de dinheiro (sem efeitos):</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Baunilha, não desce de jeito nenhum.</em>
</p>

<p>
	<strong>18) Qual foi a melhor experiência nesse tempo todo de treino:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Todos os dias aprendo coisas novas, conheço cada vez mais o meu corpo.</em>
</p>

<p>
	<strong>19) Quais são as suas medidas corporais (peso, percentual de gordura, circunferência de bíceps e de coxa):</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Depende do período, na maior parte do tempo, estou com 83kg, 5% de BF e tenho 1,73m. Não sou complexado com medidas, não sei a circunferência dos meus braços e coxas, não faço questão de saber. Meu parâmetro é o espelho.</em>
</p>

<p>
	<strong>20) O que as pessoas dizem sobre seu aspecto corporal com musculatura avantajada:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>As pessoas ficam impressionadas com as minhas coxas.</em>
</p>

<p>
	<strong>21) Que dicas daria para quem pretende ingressar no mundo do fisiculturismo:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Disciplina e sem mimimi. Falar que vai subir é fácil, o difícil é se preparar e apresentar algo em cima dos palcos.</em>
</p>

<p>
	<strong>22) Opinião sobre anabolizantes esteroides:</strong>
</p>

<p style="margin-left: 40px;">
	<em>Não sou contra e nem a favor, cada um tem seus objetivos e metas a cumprir. Se quiser usar, é bom buscar um acompanhamento especializado e seguro, mas fique ciente que a conta uma hora vai chegar, tem um preço alto a se pagar (saúde).</em>
</p>

<p>
	<strong>23) Quais são os atletas do fisiculturismo nacional e internacional que mais admira:</strong>
</p>

<p>
	<em>Ronnie Coleman, Arnold Schwarzenegger, Kai Greene, Phil Heath e Felipe Franco.</em>
</p>

<p>
	<strong>Contatos do atleta:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Email:</strong> alexandretraining@gmail.com
	</li>
	<li>
		<strong>Telefone:</strong> 61-99234-9694
	</li>
	<li>
		<strong>Instagram:</strong> <a href="https://www.instagram.com/alexandreifbbpro/" ipsnoembed="true" rel="external nofollow">https://www.instagram.com/alexandreifbbpro/</a>
	</li>
	<li>
		<strong>Facebook:</strong> <a href="https://www.facebook.com/alexandre.cardoso.395" ipsnoembed="true" rel="external nofollow">https://www.facebook.com/alexandre.cardoso.395</a>
	</li>
</ul>

<p>
	<strong>Agradecimentos:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Academia Club 22</strong>: <a href="https://www.22winbox.com.br" ipsnoembed="true" rel="external nofollow">https://www.22winbox.com.br</a>
	</li>
</ul>
]]></description><guid isPermaLink="false">733</guid><pubDate>Fri, 22 Jul 2016 09:35:00 +0000</pubDate></item><item><title>Fotos e Resultados do Arnold Classic USA 2016</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/fotos-e-resultados-do-arnold-classic-usa-2016-r731/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_07/arnold-classic-2016-capa.jpg.cae8b43426d17d38e2a757875a17f009.jpg" /></p>
<p>
	A 28° Edição do Arnold Classic foi realizada na cidade de Columbus, Ohio (EUA) abrindo o calendário dos festivais Arnold Sports Festival, que agora se expande para os seis continentes (em Melbourne-Austrália, Rio de Janeiro-Brasil, Johannesburg-África do Sul, Hong Kong –China e Barcelona-Espanha).
</p>

<p>
	A edição de 2016 contou com um público estimado de 200 mil visitantes, com a participação de cerca de 20 mil atletas em 70 modalidades diferentes.
</p>

<p>
	O grande festival aconteceu no Greater Columbus Center, tendo como platéia grandes nomes do Fisiculturismo Mundial como: Dennis Wolf, Phil Heath, Jay Cutler dentre outros.
</p>

<p>
	Paralelamente ao Arnold Classic foi realizado o International Sports Hall of Fame organizado pelo Dr. Robert Goldman com a presença do Arnold Schwarzenegger. O evento reuniu celebridades ligadas ao esporte que foram homenageadas, como Johnny Bench – Hall da Fama do Baseball, Ronnie Coleman – 8 vezes Mr. Olympia, AnnMaria DeMars- primeira Campeã Americana no Mundial de Judô e mãe da campeã de UFC Rhonda Rousey, Kurt Angel – Medalha de Ouro de Wrestling e o brasileiro Royce Gracie- primeiro campeão mundial de UFC.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Arnold Expo</strong></span>
</p>

<p>
	Durante o festival, ocorreu no Columbus Convention Center e no Ohio Expo Center a grande exposição fitness, com 1200 expositores, trazendo muitas novidades, principalmente em suplementação alimentar.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Arnold Classic</strong></span>
</p>

<p>
	O campeonato masculino foi divido em duas categorias: até 212 libras (96,16 kg) e acima de 212 libras.
</p>

<p>
	Na categoria até 212, o grande destaque foi Hidetada  Yamagishi. O atleta japonês tem sido um dos mais ativos, com mais de 40 aparições durante sua carreira profissional de 10 anos. O primeiro japonês estrela do IFBB Pro League competiu em duas ocasiões em 2015, sendo que terminou em segundo no Arnold Classic 212 e em terceiro no Olympia 212 Showdown. Em 2014, ele subiu ao palco cinco vezes, destacado por uma vitória no Tampa Pro. Yamagishi  também terminou em quarto lugar no Arnold Classic 212 e no Olympia 212 Showdown em 2014.
</p>

<p>
	Na categoria acima de 212, a grande atração foi Kai Greene, que fez uma perfeita apresentação, subindo ao palco com um grande volume muscular associado a uma perfeita definição, não deixando chance para os outros atletas, sendo consagrado campeão da categoria e aplaudido de pé pelo público.
</p>

<p>
	<strong>1º - Kai Greene</strong>
</p>

<p>
	Kai Greene retornou a Columbus para competir no Arnold Classic pela primeira vez desde que ganhou consecutivamente os títulos de 2009 e 2010. Desde então, Greene focou principalmente no Olympia, onde ele terminou em segundo lugar, atrás de Phil Heath em 2012, 2013 e 2014.
</p>

<p>
	Greene tem oito vitórias na carreira na IFBB Pro League, incluindo vitórias no EVLs Praga Pro em 2013 e o New York Pro em 2011. Greene venceu seguidamente em Columbus em 2009 e 2010 com vitórias no Australian Grand Prix. A primeira vitória de Greene na carreira profissional foi no Colorado Pro de 2007.
</p>

<p>
	Greene competiu em mais de 20 concursos profissionais desde que recebeu o seu pro card no Team Universe Championships de 1999.
</p>

<p>
	<strong>2º - Cedric McMillan</strong>
</p>

<p>
	Cedric McMillan, um sargento do Exército Americano, parece continuar sua ascensão no ramking da IFBB Pro League abrindo sua temporada de 2016 no Arnold 2016. McMillan competiu cinco vezes em 2015, tendo se destacado por uma vitória no Golden State Pro e terminando em segundo lugar no Arnold Classic Brasil. McMillan competiu apenas uma vez em 2014, terminando em terceiro lugar no Arnold Classic. McMillan terminou em sexto em Columbus em 2013, sua primeira aparição no Arnold Classic.
</p>

<p>
	McMillan tem quatro vitórias profissionais (Europa Show of Champions em 20012, New York Pro em 2012, FIBO Power em 2013, Golden State Pro em 2015) desde que recebeu o seu pro card no Team Universe Championships de 1999.
</p>

<p>
	<strong>3º - Josh Lenartowicz</strong>
</p>

<p>
	Josh Lenartowicz tornou-se um atleta a prestar atenção no circuito IFBB Pro League quando ele obteve vitórias consecutivas em dois finais de semana: na temporada do San Marino Pro  2015 na Itália e em seguida venceu, uma semana depois, no Ferrino Legacy 2015 na Califórnia, quando o “Big Josh” (grande Josh) competiu nos EUA pela primeira vez. A vitória no IFBB Pro League, que qualificou Lenartowicz para o Mr. Olympia 2016, veio logo após Lenartowicz terminar em um respeitável nono lugar no disputadíssimo Arnold Classic Autralia 2015. O residente de Melbourne fez sua estreia no Australian Grand Prix em 2014. Essa foi sua primeira aparição no Arnold Classic.
</p>

<p>
	<strong>4º - Justin Compton</strong>
</p>

<p>
	Justin Compton, que é formado em tecnologia de engenharia industrial pela Morehead State University, se estabeleceu como uma das maiores estrelas no IFBB Pro League quando ele terminou em terceiro no Arnold Classic 2015 e Arnold Classic Australia 2015. Com 27 anos e tendo competido desde que tinha 18, Compton recebeu o seu pro card quando ele venceu na categoria peso-pesado no NPC National de 2012. Em 2013, Compton fez sua estreia no pro com um esforçado quinto lugar no disputadíssimo Wings of Strengt Chicago Pro.
</p>

<p>
	Em 2014, Compton venceu seu primeiro título pro, tendo honras no Europa Show of Champions em Orlando.
</p>

<p>
	<strong>5º - Branch Warren</strong>
</p>

<p>
	Um dos competidores mais populares da história do Arnold Classic, Branch Warren retornou para Columbus pela décima vez. Warren (1,70 m e 114 kg) registrou as duas maiores vitórias da sua carreira na famosa etapa Veterans Memorial ,quando ele venceu na sequência os títulos do Arnold Classic em 2011 e 2012, e tentou pela terceira vez obter um terceiro título no Arnold Classic. Em 2015, Warren competiu em quatro concursos, incluindo uma vitória no inaugural  Europa Atlantic City. Warren é casado com a competidora de Fitness International Trish Warren. O casal tem uma filha, Faith.
</p>

<p>
	<strong>6º - Juan Morel</strong>
</p>

<p>
	Juan “Diesel” Morel fez a sua tão esperada estreia no Arnold Classic em 2016, depois de ter se estabelecido como uma das estrelas de mais sucesso do IFBB North American Championships desde que recebeu o seu pro card no IFBB North American Championships de 2011. Morel obteve sua  vitória mais importante da sua carreira internacional quando ele venceu o New York Pro  de 2015.
</p>

<p>
	Morel também venceu no Toronto Pro 2014 e a Europa Battle of Champions Hartford 2012. Enquanto essa foi sua estreia em Columbus, Morel não é estranho no palco do Arnold, tendo competido duas vezes no Arnold Classic Europe e duas vezes no Arnold Classic Brasil, onde ele terminou em segundo lugar em 2014.
</p>

<p>
	<strong>Fitness International</strong>
</p>

<p>
	Na categoria Fitness, as atletas se apresentam com uma coreografia onde é necessário fazer apresentações com exercícios que demonstrem habilidades de força e flexibilidade.
</p>

<p>
	<strong>1º Oksana Grishina</strong> – Pela terceira vez consecutiva, Oksana, que venceu também em 2014 e 2015, venceu a categoria Fitness Internacional com sua elegância, força, precisão e presença de palco, que impõem sua presença em qualquer concurso fitness com a sua arte performática própria.
</p>

<p>
	<strong>Figure e Bikini International</strong>
</p>

<p>
	Nessas duas categorias as atletas se apresentam com pouca massa muscular e definição na medida certa, sendo que na categoria Bikini elas também são avaliadas pelo desfile.
</p>

<p>
	<strong>Figure</strong>
</p>

<p>
	<strong>1º – Latorya Watts</strong>
</p>

<p>
	A atleta de Las Vegas, que terminou em quarto lugar no Figure International em 2015, conquistou o 1º lugar em 2016 com uma  genética cintilante que proporcionou qualidade para as sua estrutura e forma musculares, após vencer brilhantemente em 2015 o Figure Olympia em 2015.
</p>

<p>
	<strong>Bikini</strong>
</p>

<p>
	 <strong>1º - India Paulino</strong>
</p>

<p>
	Após ter vencido em Columbus em 2013, India Paulino, da Flórida, que venceu mais quatro concursos do IFBB Pro League em 2015, reafirmou sua posição de destaque na categoria vencendo a categoria Bikini International no Arnold Classic Columbus.
</p>

<p>
	<strong>CLASSIFICAÇÃO GERAL</strong>
</p>

<p>
	<strong>Arnold Classic 212</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		1º Hidetada Yamagishi - 2016 Arnold Classic 212 Champion
	</li>
	<li>
		2º Jose Raymond
	</li>
	<li>
		3º David Henry
	</li>
	<li>
		4º Guy Cisternino
	</li>
	<li>
		5º Kyung Won Kang
	</li>
	<li>
		6ºCharles Dixon
	</li>
</ul>

<p>
	<strong>Arnold Classic</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		1º Kai Greene - 2016 Arnold Classic Champion
	</li>
	<li>
		2ºCedric McMillan
	</li>
	<li>
		3º Josh Lenartowicz
	</li>
	<li>
		4º Justin Compton
	</li>
	<li>
		5º Branch Warren
	</li>
	<li>
		6º Juan Morel
	</li>
</ul>

<p>
	<strong>Fitness International</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		1º Oksana Grishina - 2016 Fitness International Champion
	</li>
	<li>
		2ºWhitney Jones
	</li>
	<li>
		3º Bethany Wagner
	</li>
	<li>
		4º Myriam Capes
	</li>
	<li>
		5º Regiane da Silva
	</li>
	<li>
		6º Tanji Johnson
	</li>
</ul>

<p>
	<strong>Figure International</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		1º Latorya Watts - 2016 Figure International Champion
	</li>
	<li>
		2º Camala Rodriguez-McClure
	</li>
	<li>
		3º Gennifer Strobo
	</li>
	<li>
		4º Candice Lewis-Carter
	</li>
	<li>
		5º Cydney Gillon
	</li>
	<li>
		6º Heather Dees
	</li>
</ul>

<p>
	<strong>Bikini International</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		1º India Paulino - 2016 Bikini International Champion
	</li>
	<li>
		2º Justine Munro
	</li>
	<li>
		3º Janet Layug
	</li>
	<li>
		4º Angelica Teixeira
	</li>
	<li>
		5º Courtney King
	</li>
	<li>
		6º Michelle Sylvia
	</li>
</ul>

<p>
	Veja <strong>todas as fotos</strong> da cobertura nos álbuns da Fan Page do FISI no Facebook:
</p>

<div class="ipsEmbeddedOther" contenteditable="false">
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</div>

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</div>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">731</guid><pubDate>Sun, 03 Jul 2016 21:42:00 +0000</pubDate></item><item><title>Arnold Classic 2015 EUA</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/arnold-classic-2015-eua-r726/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_09/arnold-classic-usa-2015-capa.jpg.36719938d2cdd12c7e21e47a666ad630.jpg" /></p>
<p>
	Foi iniciada a temporada  Arnold Sport Festival (Arnold Classic)  que vem se espalhando por vários países, sendo iniciado em Columbus -Ohio-EUA,  agora as edições do Arnold Classic acontece também na Australia, Espanha e Brasil.
</p>

<p>
	Aconteceu em Columbus  a 27 edição do Arnold Classic no mês de março, do dia 05 a 08, com cerca de 200.000 fans que visitaram o evento, e 20.000 atletas, em 50 diferentes modalidades.
</p>

<p>
	Este ano houve algumas mudanças nos locais das apresentações e alguma adaptações, mas continuando com a organização impecável e os efeitos especiais, o que é uma marca do Arnold Classic!
</p>

<p>
	A transição foi feita do <em>Auditorium</em> do <em>Veterans Memorial</em> para o <em>Greater Columbus Convention Center</em> e o <em>Ohio Expo Center</em> terá mais campeonatos e uma nova feira para crianças (<em>Kids Fitness Expo</em>).
</p>

<p>
	Grandes nomes do fisiculturismo mundial, e, também, alguns atores de Hollywood marcaram presença nesta edição do Arnold Classic!
</p>

<p>
	Dennis wolf, Kai Greene, Phil Heath,  Jay Cutler, Hulk Hogan e o ator  John Travolta!
</p>

<p>
	Paralelamente ao Arnold Classic aconteceu o<em> International Sports Hall Of Fame</em> organizedo pelo Dr. Robert Goldmam!
</p>

<p>
	O <em>International Sports Hall Of Fame</em> reuniu celebridades ligadas ao esporte ou que contribuiram de alguma forma com a divulgação de alguma modalidade esportiva.
</p>

<p>
	Este ano, o Dr. Goldmam reuniu o ex-lutador de boxe Evander Holyfield,  os atores Don The Dragon Wilson e Michael Jai White, o lutador de luta livre Triple H, o levantador olimpico Ed. Coan, e a 8 vezes Miss Olympia Lenda Murray.
</p>

<p>
	E nada menos, para conduzir a cerimonia com Dr. Goldman, o ator e ex governador Arnold  Schwarzenegger.
</p>

<p>
	<strong>CLASSIC MAN</strong>
</p>

<p>
	Na  Classic Man é  dividida em  duas categorias ate 212 libras e acima de 212 libras!
</p>

<p>
	Até 212 libras tivemos o brasileiro <strong>Eduardo Correia</strong> competindo. Ele se apresentou com bom volume muscular e uma ótima definição, obtendo o terceira lugar!
</p>

<p>
	Na categoria acima de 212 libras, todos os finalistas se apresentaram em perfeita forma, mostrando porque estão entre os melhores do mundo!
</p>

<p>
	<strong>1 - Dexter Jackson</strong>
</p>

<p>
	Mas um deles vem fazendo história e batendo recordes nesse evento, competindo pela 15 vez nesse evento, veio para sua quinta vitória. Ele já venceu em 2005, 2006, e 2008, antes de bater o recorde de Flex Wheeler, e, em 2013, onde havia vencido pela ultima vez, <strong>Dexter</strong> não competiu no ano passado em Columbus,  mas o ex-Mr Olympia participou de 4 campeonatos em 2014. com destaque na sua vitória no Dubai Pro, e terceira lugar no Arnold Classic Europe.
</p>

<p>
	<strong>Dexter Jackson </strong>fez uma belíssima apresentaçao, com perfeita simetria e espetacular definição, que fez com que ele mais uma  vez se consagrasse como campeão.
</p>

<p>
	<strong>2- Branch Warren</strong>
</p>

<p>
	Um dos atletas mais populares na historia do Arnold Classic, <strong>Branch Warren</strong> esta voltando para Columbus para competir por sua nona vez. Warren conquistou as duas vitórias mais importantes da sua carreira no famoso palco do <em>Veterans Memorial</em>, quando ele venceu dois anos em em sequência, em 2011 e 2012, e, agora, competiu 4 vezes, vencendo em frente dos fans na sua terra natal, no Europa Dallas. Warren é casado com uma das competidoras do Fitness, <strong>Trish Warren</strong>.
</p>

<p>
	<strong>3- Justin  Compton</strong>
</p>

<p>
	Formado em engenharia Technologia Industrial, já é um jovem considerado estrela, subindo nos rankings da IFBB. Compton, com 26 anos, e competindo desde os 18, conquistou seu cartão profissional quando venceu na categoria pesada no NPC Nationals de 2012. Em 2014, ele ganhou seu primeiro campeonato no Europa Show dos Campeões, competindo  profissionalmente por apenas segunda vez. Em 2013, ele estreiou nos palcos do <em>Wings of Strength Chicago Pro</em>, tirando a quinta colocação.
</p>

<p>
	Justin Compton subiu no palco do Arnold Classic pra mostrar que veio pra ficar, com um físico volumoso e definido ele fez uma boa apresentação conseguindo um 3a lugar, ficando na frente de grandes nomes.
</p>

<p>
	<strong>4- Cedric McMilian</strong>
</p>

<p>
	<strong>Cedric MacMilian</strong> é um sargento do exército, estreando sua temporada  de 2015 em Columbus. Ele competiu apenas uma vez em 2014, tendo o terceira lugar no Arnold Classic. Ele venceu o FIBO Power de 2013, mas depois caiu para décimo terceiro lugar no <em>New York Pro</em> e no <em>Mr. Olympia</em>, após dedicar todo seu tempo para o <em>Arnold Classic de 2014</em>. Na sua estreia no Arnold Classic consegui sexta colocação. Desde que se tornou profossional no campoeonato Nacional da NPC, ele já conquistou 3 títulos: em 2011, <em>Europa Show of Champions</em>, em 2012, <em>New York Pro</em>, e em 2013, <em>FIBO Power</em>.
</p>

<p>
	Cedric subiu no palco do Arnold Classic com grande volume muscular e boa simetria, obtendo o quarto lugar.
</p>

<p>
	<strong>5- Evan Centopani</strong>
</p>

<p>
	Evan Centopani esta voltando para o Arnold Classic pela sua 4a vez, nos ultimos 5 anos ainda buscando  seu primeiro titulo nesse campeonato. Apelidado de OX ele terminou em quarto no ano passado, sendo Terceira lugar em 2013 sendo sua melhor colocaçao nesse evento.  Ficou em Terceira lugar no Australian Grand Prix 2014, uma semana depois do Arnold Classic, mas depois tirou o resto do ano para aprimorar seu fisico.  Centropani  tem sido fascinante desde ganhou o New York Pro em 2009. Apos ter decidido  a nao competir em 2010. Ele retornou em 2011 vencendo o Flex Pro e em 4a lugar na sua estreia no Arnold.
</p>

<p>
	<strong> 6-Roelly Winklaar</strong>
</p>

<p>
	Roelly teve uma carreira impressionante. Conquistou seu cartão profissional no Arnold Classic Amador de 2009, vencendo sua categoria e o Overall. Em 2014 Winklaar competiu 7 vezes, conseguindo 6 shows em 3 semanas. Começando com um quinto lugar no <em>Arnold Classic Europe</em>, ele terminou o ano  com uma Vitoria no <em>Nordic Pro</em>. Ele competiu duas vezes no Arnold Classic sendo 8a lugar em 2011 e setimo lugar na sua estreia tambem em Columbus.
</p>

<p>
	<strong>ARNOLD CLASSIC 212</strong>
</p>

<p>
	Com <strong>Flex Lewis</strong> ganhador do <em>Arnold Classic 212</em> e o <em>Olympia 212</em> de 2014 fora dos palcos do Arnold  Classic desse ano, ficou o caminho aberto para um novo ganhador.
</p>

<p>
	O Brasileiro <strong>Eduardo Correa</strong>  fez uma boa apresentação, subiu no palco com grande volume muscular e ótima definição, mas, infelizmente, consegui apenas um terceiro lugar.
</p>

<p>
	O campeão do Arnold Classic 212 de 2015 foi <strong>Jose Raymond</strong>.
</p>

<p>
	<strong>PHYSIQUE INTERNATIONAL</strong>
</p>

<p>
	A competiçao inaugural  do <em>Physique International</em> no Arnold Classic foi com competidoras de altíssimo nivel, mas a batalha ficou mesmo para <strong>Dana Linn Bailey </strong>contra <strong>Juliana Malacarne</strong>, que no ano passado ficou com a coroa de primeiro lugar no <em>DLB’s Olympia</em>!
</p>

<p>
	Juliana Malacarne estava  novamente  com um físico perfeito, não deixando para os  juízes a dúvida de que ela ficaria com o primeiro lugar da inaugural <em>Physique International</em> no Arnold Classic.
</p>

<p>
	 <strong>FITNESS, FIGURE E BIKINI INTERNATIONAL</strong>
</p>

<p>
	<strong>Fitness International</strong>
</p>

<p>
	Essas categorias fazem com o publico masculino prenda a atençao pela beleza e charme das competidoras,
</p>

<p>
	No Fitness International as garotas se apresentao com corografia, exercicios de força, flexibilities e criatividade  fazendo com que o espetaculo fique ainda mais bonito preendendo a atençao de todos.
</p>

<p>
	Nessa categoria tivemos a belissima brasileira Regiane da Silva que se apresentou  muito bem ficando em quarto lugar.
</p>

<p>
	Repetindo o feito de 2014 o primeiro lugar do Fitness Internatinal ficou com  Oksana Grishina  que fez sua apresentaçao impecavel  deixando o publico aplaudindo em pe!
</p>

<p>
	<strong>Figure International</strong>
</p>

<p>
	Nos 12 últimos anos, desde que se iniciou o <em>Figure International</em> no Arnold Classic, so houve 6 vencederos, e <strong>Camala Rodriguez-McClure</strong> levou o primeiro lugar desse ano, quebrando a série de vitórias de <strong>Candice Keene's</strong> dos últimos dois anos.
</p>

<p>
	<strong>Bikini International</strong>
</p>

<p>
	Quinze lindas garotas irão competir esse ano mo Bikini International no Arnold Classic 2015.
</p>

<p>
	Esse é o quinto ano que acontece o Campeonato Bikini International no Arnold Classic e com todo charme, elegância e simpatia, a atleta <strong>Ashley Kaltwasser</strong> conquista o primeiro lugar.
</p>

<p>
	<strong>ARNOLD CLASSIC PHYSIQUE</strong>
</p>

<p>
	No inaugural Arnold Classic Physique, provou ser altamente competitivo, com atletas qualificados, mas no final do dia quem ficou em primeiro lugar foi <strong>Sadik Hadzovic</strong>, ele que se tornou Pro em 2012, depois disso nunca ficou  abaixo de quarto lugar em uma competição.
</p>

<p>
	<strong>ARNOLD EXPO FITNESS</strong>
</p>

<p>
	A Arnold Expo Fitness esta ainda maior, com cerca de 900 expositores  e mais 250 expositores na Expo Kids.
</p>

<p>
	A Expo Fitness é replete de atraçoes, como aparelho de musculaçao, suplementos e revistas do gênero!
</p>

<p>
	Na Expo podemos encontrar tambem os atletas que ficam nos stander dos seus patrocinadores dando autógrafo ou mesmo pra tirar uma foto.
</p>

<p>
	Com muita sorte você poderá dar de frente com Arnold Schwarzenegger caminhando pelos corredores da feira.
</p>

<p>
	<strong>CLASSIFICAÇÃO GERAL</strong>
</p>

<p>
	<strong>Classic man</strong>
</p>

<ol>
	<li>
		Dexter Jackson
	</li>
	<li>
		Branch Warren
	</li>
	<li>
		Justin Compton
	</li>
	<li>
		Cedric McMillan
	</li>
	<li>
		Evan Centopani
	</li>
	<li>
		Roelly Winklaar          
	</li>
</ol>

<p>
	<strong>Classic Man 212</strong>
</p>

<ol>
	<li>
		Jose Raymond
	</li>
	<li>
		Hidetada Yamagishi
	</li>
	<li>
		Eduardo Correa
	</li>
	<li>
		Aaron Clark
	</li>
	<li>
		Charles Dixon
	</li>
	<li>
		Cory Mathews
	</li>
</ol>

<p>
	<strong>Fitness International</strong>
</p>

<ol>
	<li>
		Oksana Grishina
	</li>
	<li>
		Tanji Johnson
	</li>
	<li>
		Regiane Da Silva
	</li>
	<li>
		Bethany Cisternino
	</li>
	<li>
		Michelle Blank
	</li>
	<li>
		Myriam Capes
	</li>
</ol>

<p>
	<strong>Figure International</strong>
</p>

<ol>
	<li>
		Camala Rodriguez-McClure
	</li>
	<li>
		Candice Lewis
	</li>
	<li>
		Candice Keene
	</li>
	<li>
		Latorya Watts
	</li>
	<li>
		Ann Titone
	</li>
	<li>
		Gennifer Strobo
	</li>
</ol>

<p>
	<strong>Bikini International</strong>
</p>

<ol>
	<li>
		Ashley Kaltwasser
	</li>
	<li>
		Justine Monro
	</li>
	<li>
		Janet Layug
	</li>
	<li>
		India Paulino
	</li>
	<li>
		Stephanie Mahoe
	</li>
	<li>
		Narmin Assria
	</li>
</ol>

<p>
	<strong>PHYSIQUE INTERNATIONAL</strong>
</p>

<ol>
	<li>
		Juliana Malacarne
	</li>
	<li>
		Dana Linn Bailey
	</li>
	<li>
		Tycie Coppett
	</li>
	<li>
		Karina Nascimento
	</li>
	<li>
		La'Drissa Bonivel
	</li>
	<li>
		Sabrina Taylor
	</li>
</ol>

<p>
	<strong>ARNOLD CLASSIC PHYSIQUE</strong>
</p>

<ol>
	<li>
		Sadik Hadzovic
	</li>
	<li>
		Jason Poston
	</li>
	<li>
		Anton Antipov
	</li>
	<li>
		Matt Acton
	</li>
	<li>
		Xavisus Gayden
	</li>
	<li>
		Mark Anthony Wingson
	</li>
</ol>

<p>
	 
</p>

<p>
	<strong>Veja a cobertura completa com mais de 1.000 fotos no facebook:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		<a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.961301820579557.1073741866.187566057953141&amp;type=3" rel="external nofollow">Arnold Classic 2015 EUA</a>
	</li>
	<li>
		<a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.964602796916126.1073741867.187566057953141&amp;type=3" rel="external nofollow">Arnold Classic 2015 EUA II</a> 
	</li>
</ul>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">726</guid><pubDate>Sun, 06 Sep 2015 19:08:00 +0000</pubDate></item><item><title>Larissa Miriam: a gordinha que ficou sarada</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/larissa-miriam-a-gordinha-que-ficou-sarada-r724/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd7c5201a1a_monthly_2015_0855dd516fdfee6_monthly_2015_08028adc39405327d51dbc30bb4e8c6bd7.jpg.64962fe34c73a3ef162e574205d169e8.jpg.ab436f67ee811aa4d8a706594b6f5e65.jpg.7728fe2ec85dc15ab09a8bd56eddbd66.jpg" /></p>
<p>
	Larissa Miriam é uma atleta simpática e muito bonita. Assista ao vídeo para saber como ela deixou de ser uma gordinha depressiva para se tornar uma das mulheres mais bonitas da sua academia. Todas as mulheres podem ser saradas, basta querer e ter disciplina.
</p>

<p>
	Não deixe de ler a entrevista escrita que Larissa Miriam nos concedeu:
</p>

<p>
	<strong>1) Nome completo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Larissa Miriam de Andrade Reis.</em>
</div>

<p>
	<strong>2) Como é conhecida no meio do fisiculturismo (apelido):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Larissa Miriam.</em>
</div>

<p>
	<strong>3) Data de nascimento:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>17/06/1989.</em>
</div>

<p>
	<strong>4) Cidade em que nasceu e cidade em que vive atualmente:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Brasília- DF.</em>
</div>

<p>
	<strong>5) Qual esporte praticava antes da musculação:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Nenhum.</em>
</div>

<p>
	<strong>6) Quando começou a treinar com pesos e por qual razão:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>2012, porque estava acima do peso.</em>
</div>

<p>
	<strong>7) O que mudou na sua vida depois que começou a treinar:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Tudo! Eu recuperei minha autoestima e parei de tomar antidepressivos.</em>
</div>

<p>
	<strong>8 ) Em que academia treina atualmente:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Academia Corpo e Arte.</em>
</div>

<p>
	<strong>9) Treina sozinho ou com parceiro:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Treino com meu mestre Joaquim Pimenta.</em>
</div>

<p>
	<strong>10) Como é a série atual de treinamento:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Todos os dias faço um treino diferente.</em>
</div>

<p>
	<strong>11) Quais são os métodos de treinamento (pirâmide, repetições forçadas, bi-sets, superséries, etc.) que costuma adotar na fase de pré-competição e na fase fora de competição (offseason):</strong>
</p>

<p>
	<em>Alternamos vários tipos de estímulos, na fase pré-competição fazia aeróbico pela manhã e após o treino de musculação.</em>
</p>

<p>
	<strong>12) Qual é o exercício de musculação preferido:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Agachamento livre.</em>
</div>

<p>
	<strong>13) Qual é o exercício de musculação que menos gosta:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Stiff.</em>
</div>

<p>
	<strong>14) Qual foi a maior carga que já levantou no supino reto e no leg 45:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Não me preocupo muito com pesos, meu foco é em uma boa execução.</em>
</div>

<p>
	<strong>15) Como é a sua dieta na fase de pré-competição e na fase fora de competição (offseason):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Assim como nos treinos a minha dieta é sempre alterada.</em>
</div>

<p>
	<strong>16) Qual é o alimento que mais gosta e que tem mais dificuldade de resistir quando está em dieta de pré-competição:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Chocolate, brigadeiro e todo tipo de doces.</em>
</div>

<p>
	<strong>17) Sofre alterações de humor quando está em dieta de pré-competição:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Com toda certeza! Meu mal humor é insuportável quando estou em pré-contest.</em>
</div>

<p>
	<strong>18) Quais são os suplementos alimentares de que faz uso:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Whey apenas de vez em quando pela praticidade.</em>
</div>

<p>
	<strong>19) Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que menos gosta (efeitos ou sabor) ou que considera desperdício de dinheiro (sem efeitos):</strong>
</p>

<p>
	<em>Qualquer um que não for conciliado com treino e dieta de qualidade.</em>
</p>

<p>
	<strong>20) Qual foi a pior experiência que já teve no mundo do fisiculturismo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Competi apenas uma vez em junho de 2014 mas não consegui me classificar.</em>
</div>

<p>
	<strong>21) Quais eram as suas medidas corporais (peso, percentual de gordura, circunferência de bíceps e de coxa) no último campeonato de que participou (nome do evento e data):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Não sou muito ligada em medidas, meu mestre me ensinou a confiar no que vejo no espelho! Campeonato Brasiliense de Fisiculturismo.</em>
</div>

<p>
	<strong>22) Quais costumam ser as suas medidas corporais (peso, percentual de gordura, circunferência de bíceps e de coxa) quando não está competindo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Meu peso é entre 57 e 59kg.</em>
</div>

<p>
	<strong>23) O que as pessoas dizem sobre seu aspecto corporal com musculatura avantajada:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Algumas pessoas gostam outras não! Rs!</em>
</div>

<p>
	<strong>24) Que dicas daria para quem pretende ingressar no mundo do fisiculturismo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Manter a mente tão treinada quanto o corpo!</em>
</div>

<p>
	<strong>25) Quais são os atletas do fisiculturismo nacional e internacional que mais admira:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Ronnie Coleman, Angela Borges, Gabriela Sales e Gracyanne Barbosa.</em>
</div>

<p>
	<strong>26) Se atua como personal trainer, contatos para ser contratado:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Meu personal é o Joaquim Pimenta (61) 92134472.</em>
</div>

<p>
	<strong>32) Contatos que gostaria de deixar para qualquer interessado (email, telefone, website, etc.):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>larissamiriam@gmail.com</em>
</div>

<p>
	<em>Facebook: Larissa Miriam</em>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Instagram: @larissamiriam</em>
</div>

<p>
	<strong>Agradecemos a todos que tornaram esta entrevista possível, principalmente:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Fotógrafo: <a href="https://www.facebook.com/hugo.pimentel.10" rel="external nofollow">Hugo Pimentel</a>
	</li>
	<li>
		Maquiagem e Cabelo: <a href="https://www.facebook.com/pages/Clarice-Coiffeur/192955774075189" rel="external nofollow">Clarice Coiffeur</a>
	</li>
	<li>
		Estúdio: <a href="https://www.facebook.com/formulacomunicacao" rel="external nofollow">Renato Mendes</a>
	</li>
	<li>
		Apoio: <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100005334939491" rel="external nofollow">Simone Marangon</a> e <a href="https://www.facebook.com/adrianaferrarivet" rel="external nofollow">Adriana Ferrari</a>
	</li>
</ul>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">724</guid><pubDate>Sun, 28 Sep 2014 23:18:00 +0000</pubDate></item><item><title>Arnold Classic 2014: Fotos e Resultados</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/arnold-classic-2014-fotos-e-resultados-r715/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd7c51d69f6_monthly_2015_0855dd516fc3a10_monthly_2015_08257ef8424319db5db22be37e1c4401a9.jpg.d0bc196f28ba3c2efa2bdb3b727ee5a5.jpg.30d02b50345a41f21c02b4f39c6ad408.jpg.b480852474a6fc1229e2d1f9a845ec4f.jpg" /></p>
<p>
	No último mês de fevereiro aconteceu um dos mais esperados e importante campeonato de fisiculturismo do mundo!
</p>

<p>
	Com inicio no dia 27 de feverreiro até dia 02 de março, o Arnold Classic contou com 50 diferentes modalidades, 18000 atletas e cerca de 180.000 fans!
</p>

<p>
	O evento conta com uma feira (ARNOLD EXPO) com certa de 800 expositores com atividades ligadas ao fitness e também poderá encontrar os atletas do Bodybuilding, Strongman, Luta de Braço, UFC e até mesmo dar de frente com o próprio dono do evento, Arnold Schwarzenegger, caminhando pelos corredores da feira!
</p>

<p>
	E para receber esse maravilhosos evento a cidade de Columbus no estado de Ohio modificou toda sua rotina proporcionando um final de semana inesquecível para os fans do Bodybuilding mundial!
</p>

<p>
	O Arnold Classic vem se expandindo internacionalmente, em abril no Rio de Janeiro-Brasil, Outubro em Madrid-Espanha e em março de 2015 na Austrália, e a possibilidade de ter Arnold Classic na Ásia e África do Sul.
</p>

<p>
	Este ano Arnold homenageou o amigo e fotografo John Balik pela sua divulgação e contribuição no bodybuilding. Balik recebeu muito emocionado pelas mãos do ex governado Arnold Schwarzenegger um lindo troféu simbolizando a homenagem!
</p>

<p>
	A 26 edição do Arnold Classic teve algumas mudanças. Não houve a apresentação do bodybuilding feminino (Miss International), mas sim de uma divisão do classic man lightweight 212, que contou com os melhores atletas de 212 libras, os melhores fisiculturistas do mundo!
</p>

<p>
	<em><strong>INTERNATIONAL SPORTS HALL OF FAME CLASS OF 2014 CEREMONY</strong></em>
</p>

<p>
	Paralelamente ao Arnold Classic acontece o International <em>Sports Hall of The Fame</em>, organizado pelo Dr. Robert Goldman e o Governador Arnold Schwarzenegger, no dia 01 de março em Columbus-Ohio.
</p>

<p>
	Mais de 100 membros da mídia internacional estiveram presentes para fazer a cobertura da cerimônia!
</p>

<p>
	Homenageados da turma de 2014 incluíram: estrela de filme ação e artes marciais Jason Statham; 8 vezes Mr. Olympia campeão de fisiculturismo Lee Haney, 5 vezes campeão mundial de karatê em armas e estrela de cinema Cynthia Rothrock , maior lutador olímpico e treinador colegiado na história Dan Gable , musculação e fitness ícones e líderes Joe Weider , Ben Weider e Betty Weider.
</p>

<p>
	O Sports Hall da Fama Internacional é uma organização sem fins lucrativos, fundação criada para homenagear maiores lendas do esporte do mundo. "Esta organização global acredita que estes atletas notáveis ‌‌deve ser lembrados e reconhecido muito tempo depois de suas carreiras acabaram", disse o Dr. Robert Goldman, fundador e presidente do Sports Hall da Fama Internacional.
</p>

<p>
	<strong>CLASSIC MAN</strong>
</p>

<p>
	<strong>1ª- DENNIS WOLF</strong>
</p>

<p>
	Dennis Wolf entrou no palco do Arnold Classic buscando sua primeira grande Vitoria profissional na tempora de 2014, após estabelecer-se entre os favoritos em Columbus, e terminar em terceiro atrás de Phil Heath e Kai Greene em ambos os concursos de Mr. Olympia e Arnold Classic Europa. O Grande Lobo mau, como é chamado, terminou em segundo, atrás Branch Warren no Arnold Classic em 2011 e 2012. Wolf ganhou o Praga Pro seu quarto título IFBB Pro League no ano passado.
</p>

<p>
	Wolf fez uma impecavel apresentaçao, com grande volume muscular e uma incrivel definiçao, ele foi muito aplaudido e sem dúvida subiu no palco para brilhar e consagrar-se campeão.
</p>

<p>
	<strong>2ª- SHAWN RHODEN</strong>
</p>

<p>
	Shawn Rhoden entrou no Arnold Classic 2014 como um dos favoritos após estabelecer-se entre a elite do esporte ao longo dos últimos dois anos.
</p>

<p>
	"FLEXATRON" ganhou nada menos que quatro títulos IFBB Pro League em 2012, incluindo o Arnold Classic Europa.
</p>

<p>
	Mas depois de competir nove vezes em 2012, Rhoden subiu ao palco apenas duas vezes em 2013 e terminou em quarto lugar em ambos o Mr. Olympia e Arnold Classic Europa. Rhoden tornou-se profissional ao vencer o overall no IFBB North American Championships em 2009.
</p>

<p>
	Rhoden estava com uma musculatura densa e uma otima definiçao, ficando em Segundo lugar.
</p>

<p>
	<strong>3ª CEDRIC MCMILLAN</strong>
</p>

<p>
	Cedric McMillan é um sargento do Exército dos EUA, tentando restabelecer-se entre as estrelas mais brilhantes deste esporte, ele esta abrindo sua temporada de 2014, no Arnold Classic.
</p>

<p>
	McMillan ganhou o concurso de 2013 FIBO Power, mas, em seguida, caiu para 12 º lugar sendo uma decepção , tanto no New York Pro e o Mr. Olympia. McMillan terminou em sexto no ano passado, em sua primeira aparição no Arnold Classic. McMillan tem três vitórias profissionais desde que ganho seu cartao pro no NPC Campeonato Nacional de Culturismo 2009, (2011 Europa Mostrar of Champions, 2012 New York Pro, 2013 FIBO POWER).
</p>

<p>
	Cedric se apresentou com grande volume muscular, boa simetria e difinicáo deixando os arbitros com uma dificil decisao de pontua-lo apenas para Terceira lugar!
</p>

<p>
	<strong>4ª VICTOR MARTINEZ</strong>
</p>

<p>
	Victor Martinez teve um retorno bem sucedido ao IFBB Pro League em 2013 depois de perder grande parte de 2012, com questões pessoais. O "Dominator Dominicano" venceu o Toronto Pro, terminou em segundo lugar no New York Pro e terminou em quinto no Arnold Classic Europa. A única decepção foi um 11 º lugar no Mr. Olympia. Martinez ganhou seis competições profissionais, incluindo o Arnold Classic Europa em 2011.
</p>

<p>
	Martinez teve um bom retorno para o palco do Arnold Classic, competindo como sempre com grande volume e boa difiniçao, ficando em quarto lugar!
</p>

<p>
	<strong>5ª EVAN CENTROPANI</strong>
</p>

<p>
	Evan Centropani retorna ao palco do Arnold Classic em 2014 depois de uma decepcionante final de temporada competitiva em 2013. Centropani ganhou o PBW Tampa Pro ano passado, mas terminou em 13ª no Mr. Olympia.
</p>

<p>
	Centropani terminou em terceiro lugar no Arnold Classic em 2012 e quarto em 2011. The Ox tinha ganho três títulos IFBB Pro League, incluindo as duas primeiras vezes em que ele competiu como profissional em 2009 no New York Pro e o Pro Flex em 2011.
</p>

<p>
	Centropani ficou com um merecido quinto lugar!
</p>

<p>
	<strong>6ª BRANCH WARREN</strong>
</p>

<p>
	Um dos concorrentes mais populares da história do Arnold Classic, Branch Warren retorna a Columbus para competir no Arnold Classic pela oitava vez. Warren teve as duas maiores vitórias de sua carreira no palco do Veterans Memorial, quando ganhou dois anos em seguida Arnold Classic de 2011 e 2012. Warren terminou em nono lugar no Mr. Olympia e em terceiro lugar no Prague Pro em seus únicos dois concursos pro em 2013.
</p>

<p>
	Warren é casado com a Fitness International Trish Warren e o casal tem uma filha!
</p>

<p>
	Branch Warren nao teve os mesmos resultados de 2011 e 2012, mas conseguiu ficar entre os seis primeiros.
</p>

<p>
	<strong>CLASSIC MAN 212</strong>
</p>

<p>
	Apesar de menores que os atletas <em>Heavyweight</em>, mas, sem dúvida, impressionantemente musculosos, a classe 212 fez bonito no palco do Veterans Memorial!
</p>

<p>
	Todos os seis finalistas fizeram uma ótima apresentação e competiram com excelente nível!
</p>

<p>
	A classe 212 surgiu para que os atletas mais leves tivessem maior chance de premiaçao em relaçao aos atletas mais pesados.
</p>

<p>
	E quem se consagrou campeão na primeira competição da classe 212 do Arnold Classic foi James Flex Lewis que fez uma belíssima apresentação! Subiu no palco confiante , ele que é duas vezes campeão no Olympia 212!
</p>

<p>
	<strong>FITNESS INTERNATIONAL</strong>
</p>

<p>
	Nessa categoria as competidoras tem que apresentar uma série coreografada com acrobacias, exercícios de força e flexibilidade.
</p>

<p>
	<strong>Oksana Grishina</strong>
</p>

<p>
	A Russa Oksana fez uma apresentação impecável. Desde o começo ela conquistou o publico e os juizes com seu Pole dance e o jeito que ela dominou a etapa com sua rotina! . A multidão foi à loucura quando ela deixou o palco, o locutor simplesmente declarou : "Eu não sou digno ".
</p>

<p>
	Okasana ficou muito feliz, com os olhos marejados recebeu seu troféu das mãos do Arnold Schwarzenegger e mencionou que a vitória foi especialmente difícil para ela. Este foi um caso em que o trabalho duro definitivamente valeu a pena.
</p>

<p>
	E quem tambem mereceu destaque nessa categoria foi a Brasileira naturalizada Alemã, <strong>Regiane da Silva</strong>, que fez uma linda apresentação com perfeitos exercícios de força e muito charme levando o jeito Brasileiro para o palco do Arnold Classic, coquistando um merecido Segundo lugar!
</p>

<p>
	<strong>FIGURE INTERNATIONAL E BIKINI INTERNATIONAL</strong>
</p>

<p>
	Essas duas categorias não se apresentam com exercícios e nem coreografias, mas sobem ao palco com muito charme, beleza e pouco volume muscular, prendendo a atenção principalmente do público masculino.
</p>

<p>
	O 1ª lugar do Figure International ficou com a atleta <strong>Candice Keene</strong>!
</p>

<p>
	O 1ª lugar do Bikini International ficou com a atleta <strong>Ashley Kaltwasser</strong> e entre as seis finalistas tivemos a linda Brasileira <strong>Nathalia Melo</strong> que é naturalizada Americana!
</p>

<p>
	<strong>CLASSIFICAÇÃO GERAL</strong>
</p>

<p>
	<strong>CLASSIC MAN</strong>
</p>

<p>
	1ª DENNIS WOLF
</p>

<p>
	2ª SHAWN RHODEN
</p>

<p>
	3ª CEDRIC MCMILLAN
</p>

<p>
	4ª VICTOR MARTINEZ
</p>

<p>
	5ª EVAN CENTROPANI
</p>

<p>
	6ª BRANCH WARREN
</p>

<p>
	<strong>CLASSIC MAN 212</strong>
</p>

<p>
	1ªJAMES FLEX LEWIS
</p>

<p>
	2ª DAVID HENRY
</p>

<p>
	3ª AARON CLARK
</p>

<p>
	4ª HIDETADA YAMAGISHA
</p>

<p>
	5ª JOSE RAYMOND
</p>

<p>
	6ª CHARLES DIXON
</p>

<p>
	<strong>FITNESS INTERNATIONAL</strong>
</p>

<p>
	1ª OKSANA GRISHINA
</p>

<p>
	2ª REGIANE DA SILVA
</p>

<p>
	3ª TANJI JOHNSON
</p>

<p>
	4ª BETHANY CISTERNINO
</p>

<p>
	5ª TRISH WARREN
</p>

<p>
	6ª RYALL GRABER
</p>

<p>
	<strong>FIGURE INTERNATIONAL</strong>
</p>

<p>
	1ª CANDICE KEENE
</p>

<p>
	2ª HEATHER DEES
</p>

<p>
	3ª CAMALA RODRIGUEZ MCCLURE
</p>

<p>
	4ª ANN TITONE
</p>

<p>
	5ª CANDICE LEWIS
</p>

<p>
	6ª GENNIFER STROBO
</p>

<p>
	<strong>BIKINI INTERNATIONAL</strong>
</p>

<p>
	1ª ASHLEY KALTWASSER
</p>

<p>
	2ª YESHAIRA ROBLES
</p>

<p>
	3ª AMANDA LATONA
</p>

<p>
	4ª NATHALIA MELO
</p>

<p>
	5ª STACEY ALEXANDER
</p>

<p>
	6ª INDIA PAULINO
</p>

<div>
	 
</div>

<div>
	<div>
		<a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.700999943276414.1073741855.187566057953141&amp;type=1" rel="external nofollow">Publicação</a> by <a href="https://www.facebook.com/fisicombr/" rel="external nofollow">FISIculturismo</a>.
	</div>
</div>

<p>
	Acompanhe a cobertura completa do evento em nossa Fan Page no Facebook: <a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.700999943276414.1073741855.187566057953141&amp;type=1&amp;l=478c98c99d" rel="external nofollow">https://www.facebook.com/media/set/?set=a.700999943276414.1073741855.187566057953141&amp;type=1&amp;l=478c98c99d</a>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">715</guid><pubDate>Wed, 09 Apr 2014 12:36:00 +0000</pubDate></item><item><title>Dem&#xE9;trio Bog&#xE9;a: 55 anos com muita sa&#xFA;de e massa muscular</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/dem%C3%A9trio-bog%C3%A9a-55-anos-com-muita-sa%C3%BAde-e-massa-muscular-r714/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd7c51d2b37_monthly_2015_0855dd516fc0206_monthly_2015_08466598752a65d678b3cf0068fa8249f2.jpg.164b1cc7a66319ee5aa9bcc863644b91.jpg.b4a4b04baf70025991931a58a6321090.jpg.7e799f4f67f4b2a1cac43c9a3b20f282.jpg" /></p>
<p>
	Você já se deparou com alguém com <strong>mais de 50 anos</strong> dizendo que está muito velho para treinar com pesos? Seu pai, avó, tio, amigo da família... Esta matéria aqui é para esse pessoal que não sabe que musculação, saúde e corpo sarado não têm idade! Mostre o exemplo deste sujeito simpático e saradão chamado Demétrio, que tem nada menos do que 55 anos de idade e que goza de saúde plena com boa dose de massa muscular, fazendo inveja a muito garotão de 20 anos...
</p>

<p>
	<strong>1) Nome completo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Demétrio Bogéa.</em>
</div>

<p>
	<strong>2) Como é conhecido(a) no meio do fisiculturismo (apelido):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Demétrio.</em>
</div>

<p>
	<strong>3) Data de nascimento:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>10/04/1958.</em>
</div>

<p>
	<strong>4) Cidade em que nasceu e cidade em que vive atualmente:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>São Luís do Maranhão; Brasília- DF.</em>
</div>

<p>
	<strong>5) Qual esporte praticava antes da musculação:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Futebol e Voleibol.</em>
</div>

<p>
	<strong>6) Quando começou a treinar com pesos e por qual razão:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>1995; para ter uma boa forma física.</em>
</div>

<p>
	<strong>7) O que mudou na sua vida depois que começou a treinar:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Mais disposição e força física.</em>
</div>

<p>
	<strong>8 ) Em que academia treina atualmente:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Academia Club 22.</em>
</div>

<p>
	<strong>9) Treina sozinho ou com parceiro:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Às vezes sozinho, às vezes com parceiro.</em>
</div>

<p>
	<strong>10) Como é a série atual de treinamento:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>É meio aleatória. Procuro variar a cada quatro semanas.</em>
</div>

<p>
	<strong>11) Quais são os métodos de treinamento (pirâmide, repetições forçadas, bi-sets, superséries, etc.) que costuma adotar na fase de pré-competição e na fase fora de competição (offseason):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Pirâmides, bi-sets, superséries. Mas malho pra manter a forma, não sou competidor.</em>
</div>

<p>
	<strong>12) Qual é o exercício de musculação preferido:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Supino.</em>
</div>

<p>
	<strong>13) Qual é o exercício de musculação que menos gosta:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Elevação lateral.</em>
</div>

<p>
	<strong>14) Qual foi a maior carga que já levantou no supino reto e no leg 45:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>110kg (com ajuda); 320kg</em>
</div>

<p>
	<strong>15) Qual é o alimento que mais gosta e que tem mais dificuldade de resistir:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Biscoitos e chocolate</em>
</div>

<p>
	<strong>16) Quais são os suplementos alimentares de que faz uso:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Whey, pré-treino, maltodextrina e, esporadicamente, creatina.</em>
</div>

<p>
	<strong>17) Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que mais gosta (efeitos ou sabor):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Procuro variar as marcas até pra conhecer os produtos, e unir o bom preço à qualidade.</em>
</div>

<p>
	<strong>18) Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que menos gosta (efeitos ou sabor) ou que considera desperdício de dinheiro (sem efeitos):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Hipercalóricos.</em>
</div>

<p>
	<strong>19) O que as pessoas dizem sobre seu aspecto corporal com musculatura avantajada:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Tenho mais definição muscular que musculatura avantajada.</em>
</div>

<p>
	<strong>20) Quais são os atletas do fisiculturismo nacional e internacional que mais admira:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Arnold Schwarzenegger (quando competia); Ronnie Coleman.</em>
</div>

<p>
	<strong><span style="color:rgb(40,40,40);">Agradecemos a todos que tornaram este ensaio possível, principalmente:</span></strong>
</p>

<ul>
	<li>
		<strong><span style="color:rgb(40,40,40);">Fotógrafo:</span></strong><span style="color:rgb(40,40,40);"> </span><a href="https://www.facebook.com/hugo.pimentel.10" rel="external nofollow">Hugo Pimentel</a>
	</li>
	<li>
		<strong><span style="color:rgb(40,40,40);">Estúdio:</span></strong><span style="color:rgb(40,40,40);"> </span><a href="https://www.facebook.com/formulacomunicacao" rel="external nofollow">Renato Mendes</a>
	</li>
	<li>
		<strong><span style="color:rgb(40,40,40);">Maquiagem e Cabelo:</span></strong><span style="color:rgb(40,40,40);"> </span><a href="https://www.facebook.com/pages/Clarice-Coiffeur/192955774075189" rel="external nofollow">Clarice Coiffeur</a>
	</li>
	<li>
		<strong><span style="color:rgb(40,40,40);">Apoio:</span></strong><span style="color:rgb(40,40,40);"> </span><a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100005334939491" rel="external nofollow">Simone Marangon</a><span style="color:rgb(40,40,40);"> e </span><a href="https://www.facebook.com/adrianaferrarivet" rel="external nofollow">Adriana Ferrari</a>
	</li>
</ul>
]]></description><guid isPermaLink="false">714</guid><pubDate>Tue, 08 Apr 2014 00:10:00 +0000</pubDate></item><item><title>Entrevista com Phill Cademartori: 20 Anos, 79 kg, 3% de Gordura e sem Esteroides Anabolizantes!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/entrevista-com-phill-cademartori-20-anos-79-kg-3-de-gordura-e-sem-esteroides-anabolizantes-r704/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68ddd7371_monthly_2015_0855dd516f57afa_monthly_2015_08d7894b83cf3ad69c011f652c0fc36bb4.jpg.235e4fbd56b4f8ef54488a6c97bf22a8.jpg.32bda15625fd2c145e0a55ebe30a6f3f.jpg.13ab69fb3b97d4deae236449fea69a7f.jpg" /></p>
<p>
	Você é iniciante na musculação ou muito jovem e já está sendo tentado a tomar esteroides anabolizantes? Saiba que para ter um corpo bacana e um bom desempenho na musculação você não precisa de esteroides (<em>a não ser que pretenda ser um Mister Olympia!</em>)! Acompanhe a experiência de Phill Cademartori e aprenda um pouco mais sobre esse estilo de vida com pesos.
</p>

<p>
	<strong>Assista ao vídeo:</strong>
</p>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allowfullscreen="true" frameborder="0" height="270" id="ips_uid_7425_8" src="https://www.youtube.com/embed/BvOIzAlcaoc?feature=oembed" width="480" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	<strong>1) Nome completo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Felipe Fontes Cademartori</em>
</div>

<p>
	<strong>2) Como é conhecido(a) no meio do fisiculturismo (apelido):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Phill Cademartori</em>
</div>

<p>
	<strong>3) Data de nascimento:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>3/3/1993 (20 anos na data desta publicação)</em>
</div>

<p>
	<strong>4) Cidade em que nasceu e cidade em que vive atualmente:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>São Paulo/SP e Brasilia/DF</em>
</div>

<p>
	<strong>5) Qual esporte praticava antes da musculação:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Basquetebol</em>
</div>

<p>
	<strong>6) Quando começou a treinar com pesos e por qual razão:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Comecei a treinar com 13 anos com pesos, inicialmente eu visava uma melhora no corpo, mas depois vi como me sentia bem fazendo isso, não apenas superando meus limites sempre, mas ajudando e mudando a vida de muita gente, nunca mais parei de treinar.</em>
</div>

<p>
	<strong>7) O que mudou na sua vida depois que começou a treinar:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Meu estilo de vida mudou por completo, comecei a traçar metas e alcançá-las, me tornei mais dedicado, determinado, disciplinado e o melhor, é ver as pessoas ao seu redor olhando e automaticamente se motivando.</em>
</div>

<p>
	<strong>8 ) Treina sozinho ou com parceiro:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>No treinamento a falha excêntrica é essencial, fora que é a melhor sensação e há necessidade de um parceiro, porém eu treino sozinho a maioria das vezes, meu foco é maior é o meu momento de paz e harmonia, como se fosse eu VS. Eu e mais nada.</em>
</div>

<p>
	<strong>9) Como é a série atual de treinamento:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Atualmente o meu treino está dividido em 6 dias,um grupo por dia,hipertrofia máxima. Aeróbico sempre depois do treino.</em>
</div>

<p>
	<strong>10) Qual é o exercício de musculação preferido:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Amo treinar Abdômen, sem exceção de exercício preferido, eu amo todos.</em>
</div>

<p>
	<strong>11) Qual é a sua filosofia de treino e motivação:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>As pessoas tendem a entender quando vamos treinar que a nossa maior força é a fisica, mas, na verdade, é a mental, a difereça de alguém tendo resultados na academia não tem a ver com genética ou potencial em si, e sim com a força maior, a mental, a vontade de vencer. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>E tudo que eu faço todos os dias é quebrar as minhas próprias barreiras, as barreiras que mentalmente dizem que eu não posso ou não consigo, e eu amo fazer disso a minha diversão, isso me motiva. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>E em qualquer modalidade de esporte, sempre se procura alguma coisa para colocar a culpa, por ex:</em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>“porque o time jogou assim, porque devia ter jogado mais na defensiva ou no ataque”.</em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Cada hora é uma coisa para se culpar, quando, na verdade, o time jogou com garra, e, o mais importante, com o coração! </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>No mundo do fisiculturismo você jamais verá alguém comentar que um atleta se tornou campeão por causa de um músculo específico, mas sim pela garra e pelo coração que tem. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>É o q faz a diferença, e é o que eu vejo todos os dias na minha vida. Isso acontece com todos, independentemente se você está estudando para uma prova, ou no trabalho, ou na academia.</em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>É a nossa luz, e não a nossa escuridão que nos assusta. Fazer o papel de pequeno não serve ao mundo, não há nada de útil em se encolher e se esconder para que outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor.</em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Todos nós somos feitos para brilhar, e isso não está em apenas em alguns de nós, está em todos nós, e quando deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo, como se nos libertassemos de nossos proprios medos, nossa presença automaticamente liberta os outros.</em>
</div>

<p>
	<strong>12) Qual foi a maior carga que já levantou no supino reto e no leg:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>100 kg x 8 reps e 600 kg x 8 reps</em>
</div>

<p>
	<strong>13) Como é a sua dieta e suplementação atualmente:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>A dieta varia muito, mas atualmente tenho controlado a quantidade de carboidratos ingeridos durante o dia, sem exagero. Minha suplementação consiste em : Whey Hidrolisado. Óleo de peixe, BCAA, Opti-Men, waxy maize, Vitamina C e D.</em>
</div>

<p>
	<strong>14) Qual é o alimento que mais gosta e que tem mais dificuldade de resistir quando está em dieta para perda de gordura:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Não tenho dificuldade, não sinto falta de doce, nem de mais nada.</em>
</div>

<p>
	<strong>15) Sofre alterações de humor quando está em dieta restrita:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Quando a dieta é restrita em carbo sim, muito ruim, parece que nada funciona direito rsrs.</em>
</div>

<p>
	<strong>16) Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que mais gosta (efeitos ou sabor):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Gosto muito da caseína e proteína de chocolate da Dymatize, qualidade top e sabor excelente! Mas gosto muito das outras tambem, Muscle meds, MHP e Performance são muito top.</em>
</div>

<p>
	<strong>17) Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que menos gosta (efeitos ou sabor) ou que considera desperdício de dinheiro (sem efeitos):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Dependendo do seu objetivo, não vejo desperdício em investir em suplementos, tanto saúde quanto estética.</em>
</div>

<p>
	<strong>18) Qual foi a melhor experiência nesse tempo todo de treino:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Aprendendo sempre, todos os dias, conhecendo grandes nomes, inclusive Fábio Veras, que tem me ajudado e me orientado nessa jornada.</em>
</div>

<p>
	<strong>19) Quais são as suas medidas corporais (peso, percentual de gordura, circunferência de bíceps e de coxa):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>79kg 3.5% de BF 1,70m</em>
</div>

<p>
	<strong>20) O que as pessoas dizem sobre seu aspecto corporal com musculatura avantajada:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Isso varia de pessoa para pessoa, alguns gostam outros não, mas onde eu passo chama muita atenção.</em>
</div>

<p>
	<strong>21) Que dicas daria para quem pretende ingressar no mundo do fisiculturismo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Primeiramente traçar o seu objetivo e depois, ter dedicação e disciplina o suficiente para não se desviar dele nunca.</em>
</div>

<p>
	<strong>22) Opinião sobre anabolizantes esteróides:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Nada Contra, é apenas uma opção, um caminho diferente a ser tomado. É como se fosse um carro e você colocasse peças nele, porque você quer desempenho, e eu não acho isso ruim. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Fico natural porque prefiro assim, e ao mesmo tempo, quero mostrar a quem está começando a treinar, principalmente os jovens que estão iniciando na musculação, que esculpir um corpo naturalmente é uma opção e é um desafio grande, mas nada impossível. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Você pode alcançar sucesso sim e apenas com dedicação, e quando digo alcançar os objetivos é se provar de que é capaz. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Mas não faça nada, nem use por pressão, algo que não deseja. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Se quiser partir para esse caminho tudo bem, foi a sua escolha, mas nunca faça por se sentir forçado a fazer. Não se sinta mal devido a críticas das pessoas ao seu redor, falando que você não faz parte de uma sociedade que está nos padrões do fisiculturismo atual, e que a partir disso, você deve investir seu dinheiro em esteroides, algo que à principio você não queria fazer. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Essa é uma das razões por me manter natural e continuar assim, ser quem eu sou. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Vêm me dizer: “você acha que é melhor pois é natural”, honestamente, ser natural não me faz melhor que ninguém, nunca disse que me faz melhor que os outros.</em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Um bodybuilder natural não é melhor que qualquer outro tipo de bodybuilder, é apenas uma escolha pessoal, uma preferência do método a se usar para obter sua meta. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Mas eu sinto que as pessoas têm essa consciência pesada, talvez, no fundo, sentem-se um pouco culpadas. Ficam agressivas e manifestam esse delírio de perseguição na própria cabeça, acreditando que por atletas naturais postarem esta palavra, estão tentando se orgulhar ou falar que são melhores.</em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Na verdade, não é nada disso. Só estou usando o que a natureza me permite, ou seja, meus ganhos são limitados. Um natural nunca deve criticar alguém por ciciar.</em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Se você não quer ciciar, tudo bem. Mas nunca critique ou humilhe alguém por isso. Quem vai dizer que é certo ou errado? São apenas perspectivas. Mas, ao mesmo tempo, se você for criticar alguém por se dizer natural, que alguém que tem a mesma intenção de não ser comparado a um não natural, você deve estar com a consciência pesada nesse caso. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Mas continuo dizendo que sou natural, mostrando às pessoas que há uma opção de alcançar seus objetivos, caso queiram seguir nesse caminho.</em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/applications/core/interface/file/attachment.php?id=4933" data-fileid="4933" data-fileext="pdf" rel=""><em>antidoping-1.pdf</em></a>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/applications/core/interface/file/attachment.php?id=4932" data-fileid="4932" data-fileext="pdf" rel=""><em>antidoping-2.pdf</em></a>
</div>

<p>
	<strong>23) Quais são os atletas do fisiculturismo nacional e internacional que mais admira:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Ronnie Coleman, Arnold Schwarzenegger, Kai Greene, Lee Priest, Phil Heath e feminino admiro muito a Dana Linn Bailey.</em>
</div>

<p>
	<strong>24) Se tem patrocinador, nome e contatos da empresa e forma de patrocínio:</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Tenho como patrocinadores principais o </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<strong><em>MUNDO DOS SUPLEMENTOS</em></strong>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>que me ajuda com parte da minha suplementação, ja que tenho um gasto mensal alto relacionado a esses produtos. </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Contato: </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<a href="http://www.mundodossuplementos.com" rel="external nofollow"><em>www.mundodossuplementos.com</em></a>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>(61) 3225.2557 </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Também tenho o apoio do </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/f%C3%A1bio-moura-v%C3%A9ras-body-designer-e-fisiculturista-r470" rel=""><strong><em>Fábio Veras BodyDesigner</em></strong></a>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>, meu coach, com ele faço todo o acompanhamento relacionado a avaliações físicas, montagem de dieta, exames de sangue, ortomolecular, planilhas de treino e programa de suplementação alimentar. </em>
</div>

<p>
	 
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>Contato: </em>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<a href="http://www.fabioveras.com" rel="external nofollow"><em>www.fabioveras.com</em></a>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<em>(61) 3225.2557</em>
</div>

<p>
	<strong>25) Contatos que gostaria de deixar para qualquer interessado (email, telefone, website, etc.):</strong>
</p>

<div style="margin-left:2px;">
	<a href="http://www.instagram.com/Phill33this" rel="external nofollow"><em>www.instagram.com/Phill33this</em></a>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	<a href="http://www.facebook.com/Phillmalkiller" rel="external nofollow"><em>www.facebook.com/Phillmalkiller</em></a>
</div>

<div style="margin-left:2px;">
	 
</div>

<p>
	<strong>Agradecemos a todos que tornaram esta entrevista possível, principalmente:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Fotógrafo: </strong>Igor FISI
	</li>
	<li>
		<strong>Academia: </strong><a href="http://www.club22.com.br" rel="external nofollow">Club 22</a> - Professor Henrique Pereira
	</li>
	<li>
		<strong>Maquiagem e Cabelo:</strong> <a href="https://www.facebook.com/pages/Clarice-Coiffeur/192955774075189" rel="external nofollow">Clarice Coiffeur</a>
	</li>
	<li>
		<strong>Apoio: </strong>Simone Marangon e Larissa Maria
	</li>
</ul>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">704</guid><pubDate>Sat, 04 Jan 2014 01:39:00 +0000</pubDate></item><item><title>Cobertura da Feira Expo Nutrition 2013 em SP</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/cobertura-da-feira-expo-nutrition-2013-em-sp-r701/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68ddce99b_monthly_2015_0855dd516f4f41c_monthly_2015_08272476bd0f30df7c83669c70aa636da7.jpg.c4677a3dfe579eae54985b15b776901a.jpg.2e6021c087140b5ff38b08f8e0375285.jpg.7005ad1ce8464d26287f3178151ce939.jpg" /></p>
<p>
	A <strong>Exponutrition 2013</strong> em São Paulo, contou com uma estrutura semelhante à do ano anterior, porém com inovações por parte das empresas na forma de se relacionar com os consumidores. É impossível começar falando deste evento sem destacar o estande da <strong>Corpo Perfeito</strong>.
</p>

<p>
	Eles trouxeram ninguém menos do que <strong>Ronnie Coleman</strong> (8x Mr. Olympia) e a musa fitness <strong>Eva Andressa</strong>. A mobilização em torno do estande foi imensa, filas gigantes para tirar foto e pegar um autógrafo. Ambos muito simpáticos com o público, também foram alvo das crianças presentes no evento e ver a atenção deles com as crianças era algo que me fez ter mais admiração ainda por ambos. As crianças estiveram presentes em número maior este ano, acompanhadas dos pais ou irmãos, trouxeram certo ar de leveza ao ambiente, mesmo com tamanha lotação. Os atletas tiravam fotos nitidamente com grande carinho e felicidade.
</p>

<p>
	Acredito que pelo estilo de vida que um bodybuilder tem que o faz ficar muito mais ligados à família e a vida caseira do que festas e badalações.
</p>

<p>
	PS.: na maioria dos estandes as crianças não precisavam pegar filas para tirar fotos com os atletas.
</p>

<p>
	A <strong>Max Titanium</strong>, um dos destaques do evento, trouxe um dos maiores estandes, com arquitetura diferenciada e contou com a presença do vloguer Ander e do atleta <strong>Julio Balestrin</strong>, que comandou um dos eventos interativos, comandando pequenas provas de força e resistência muscular com os visitantes e presenteava os vencedores com suplementos do laboratório. A Max Titanium trouxe também uma <strong>máquina de "caça suplementos"</strong>, máquina que ficou popular com bichos de pelúcia. Trouxe ainda, além das máquinas de degustação, televisores para comunicação visual, exposição dos produtos, imagens da fábrica e do processo de produção dos produtos.
</p>

<p>
	A <strong>Probiótica</strong> que não ficou para trás como destaque, apresentou um estande não muito grande, porém, sem dúvidas um dos mais concorridos. Ela centralizou o evento e além das tradicionais máquinas de degustação dos suplementos ela contava com um corredor de distribuição de autógrafos e as disputadas fotos com os atletas como a gigante <strong>Simone Oliveira</strong>, o strongman hexacampeão brasileiro <strong>Marcos Mohai</strong>, o gigante brasileiro consagrado campeão no Ohio <strong>Alex dos Anjos</strong>, esbanjando, como sempre, muita simpatia no atendimento aos fãs, admiradores e aqueles que foram só pra pegar o kit da Probiótica... rs.
</p>

<p>
	Também trouxe o personal trainer <strong>Carlos Tomaiolo</strong> e a sua esposa <strong>Michele Crisfepe</strong>, o atleta de MMA <strong>Demian Maia</strong> patrocinado pelo laboratório, teve dificuldades para se locomover na feira pela quantidade de fotos que tirava.
</p>

<p>
	Além disso, ainda havia atletas que faziam apresentação do físico junto com uma mini academia montada de frente ao corredor. Com certeza, um dos corredores mais disputados da feira, principalmente por estar em frente ao estande da Integralmédica, onde o cantor <strong>Léo Stronda</strong> e outros atletas tiravam foto com o público.
</p>

<p>
	Em um estande bem iluminado e aberto, a <strong>Integralmédica</strong> trouxe ainda as máquinas para degustação e a exposição dos seus produtos, junto com alguns televisores para comunicação visual com os visitantes. Trazendo como inovação algumas máquinas de mistura automáticas de suplementos, permitindo combinações entre alguns. Você pode por exemplo, escolher uma dose de whey protein, uma dose de bcaa e uma dose de waxy maize, que sai tudo geladinho, a máquina já está implantada em algumas academias de São Paulo. Assim, você não corre o risco de ficar sem o seu combo pós-treino em hipótese alguma.
</p>

<p>
	Disputando espaço com eles havia a tradicional gaiola da <strong>Universal Nutrition</strong>, ou como eles chamam: <strong><em>"The Cage"</em></strong>, que este ano, além da popular competição de supino, valendo uma camiseta e kit ou concorrer a uma viagem para assistir ao Mr. Olympia em Las Vegas, trouxe ninguém mais que <strong>Frank Mcgrath</strong>, o maior garoto propaganda do laboratório tirava fotos com os fãs e admiradores e foi um dos responsáveis pela superlotação do estande.
</p>

<p>
	Do outro lado da Probiótica estava o estande da <strong>NeoNutri</strong> que trouxe alguns de seus atletas como <strong>Fernando Maradona</strong> e <strong>Felipe Franco</strong>. Com uma estrutura muito bonita e verticalizada a marca fazia a exposição de fotos dos seus atletas e personalidades como <strong>Juju Salimeni</strong>, <strong>Renata Guaraciba</strong>, <strong>Marcelo Rafaelli</strong>, <strong>Roger Braga</strong>, os próprios <strong>Maradona </strong>e <strong>Fe Franco</strong> e um dos treinadores mais respeitado do Brasil professor <strong>Waldemar Guimarães</strong>.
</p>

<p>
	No sábado a presença de Juju Salimeni tornou intransitável as proximidades do estande, só não provocou maior mobilização que a dupla implacável da Corpo Perfeito: Ronnie Coleman e Eva Andressa.
</p>

<p>
	A <strong>Vitafor</strong> trouxe nada menos do que uma Ferrari para o evento! Ao lado do palco, o estande da Vitafor chamava muita atenção, trouxe as populares máquinas de degustação deseus suplementos e entregou ecobags estilizadas com o nome e o logo da empresa. Não vi apresentação de atletas ou personalidades patrocinadas, nem qualquer evento de interação direta com o público, porém, um estande ao lado do palco principal e uma Ferrari cheia de suplementos foram suficientes para chamar a atenção do público e não permitir passar despercebido.
</p>

<p>
	O conceito dos carros estava presente em mais um estande, o da <strong>NOS Sports Nutrition</strong>, que trazia uma BMW e muitas garotas lindas pelo estande e corredores, atraindo muito a atenção de quem passava por perto. A marca que recentemente embarcou neste ramo esportivo, marcou sua presença e deixou belas lembranças na memória de quem esteve no evento.
</p>

<p>
	Logo à frente da NOS estava montado o estande da <strong>Labrada</strong>, marca muito respeitada que trouxe um palco para realização de treinos de cross fit, com argolas, kettlebells, barra fixa e barra com anilhas para fazer agachamentos, terras, etc... contava com uma arquitetura montada em torno de um pote gigante de Supercharge com uma torneira para degustação, um dos suplementos mais populares da marca aqui no Brasil.
</p>

<p>
	E logo à frente da Labrada estava o estande da <strong>SportsPharma</strong>, que estava tímida na sexta, mas no sábado trouxe os renomados irmãos atletas da ginástica artística <strong>Diego</strong> e <strong>Daniele Hypolito</strong>, que tiravam fotos com os fãs e admiradores e retribuíram todo carinho que receberam.
</p>

<p>
	Ao lado, encontrávamos o estande da <strong>Performance Nutrition</strong>, que trazia entre seus atletas patrocinados, o gigante <strong>Norton James Muryama</strong>. Dono de extrema simpatia e humildade tirava fotos com seus fãs e admiradores e figurou entre os atletas mais disputados pelas crianças.
</p>

<p>
	No corredor ao lado estava o estande da <strong>GT Nutrition</strong>, que apesar de não ser um laboratório tão popular, trouxe a personalidade <strong>Graciane Barbosa</strong> e o gigante <strong>Fernando Sardinha</strong>, tornando o estande um dos mais disputados do evento. Com degustações diferentes, que contavam com frutas, iogurtes e granola conseguiram deixar sua marca registrada na feira e dar trabalho aos vizinhos de corredor. Principalmente quando posicionaram um em cada lado do corredor, literalmente duelando ao mesmo tempo com a Max Titanium e a <strong>Universal</strong> e sua gaiola.
</p>

<p>
	Andando pela feira você podia encontrar personalidades como o simpático vloguer <strong>Jason</strong> e também <strong>Félix Bonfim</strong>, popular por ter tido a gloriosa iniciativa de enviar amostras de whey protein para análises laboratoriais e desmascarado a farsa de alguns maus empresários do ramo, amigável e receptivo ouvia da maioria dos visitantes "parabéns pela iniciativa", acredito que essa frase vai ecoar muito na cabeça dele nas próximas semanas. Simpático, andava tranquilamente pela feira, com seus “2 metros e meio” de altura e tirava fotos com o público.
</p>

<p>
	A parte de moda fitness também teve seus representantes, alguns estandes vendendo tênis, outros roupas, inclusive a <strong>Vestem</strong> marca popular pela figura da maravilhosa Eva Andressa que estava junto ao estande da <strong>Athletica</strong>. Também havia um estande especializado em métodos de relaxamento como poltronas massageadoras, massageadores manuais e para os pés.
</p>

<p>
	Pela feira também encontramos equipamentos e acessórios para treinamento, como fitas para treino em suspensão, kettlebells, ab row, halteres, etc. A empresa <strong>Craw Fitness</strong> que trouxe um modelo novo de protetores para as mãos, substituto das luvas, feito em borracha, molda muito bem na mão e não retém suor nem odor. Havia ainda a empresa 6 <strong>Pack Fitness</strong> que apresentava um gel termogênico que promete elevar a queima de gordura onde for aplicado, apresentaram um atleta pulando corda por alguns segundos com o gel aplicado em apenas um dos lados do corpo, usaram uma câmera com sensor térmico e era impressionante tanto a sudorese muito elevada quanto a imagem de calor elevado no lado do corpo que recebeu a aplicação do gel sobre a pele.
</p>

<p>
	Havia os estandes das revistas e editoras. A <strong>Editora Phorte</strong> trouxe em destaque o livro do nutricionista <strong>Rodolfo Peres</strong> "Viva em dieta viva melhor". A revista Suplementação também marcou presença no evento.
</p>

<p>
	Era possível fazer refeições ou apenas tomar um lanche no estande da empresa <strong>Fit Food</strong>. Com um setor de self-service e alguns lanches a empresa salvou os visitantes que foram desprevenidos. Havia também a opção de comprar alguns suplementos no estande em formato de loja da <strong>FNstore</strong>, que trazia uma bela variedade de produtos com "bons preços", considerando o fato de ser uma loja física.
</p>

<p>
	Entre as competições ocorreram as provas de <strong>Strongman</strong>, além da competição de lutas realizadas durante o evento, havia é claro, as empresas representantes das marcas de acessórios e moda de lutas. Duas das empresas trouxeram uma máquina que mede a força de um soco, como estratégia de relacionamento com os clientes, sendo elas a <strong>Red Nose</strong> e a <strong>Full Fighter</strong>, enquanto outras focaram apenas nas vendas de seus produtos.
</p>

<p>
	E o grande professor <strong>Fernando Marques</strong> dono de excepcional receptividade, foi o mestre de cerimônias nas competições de bodybuilding no palco principal.
</p>

<p>
	Acompanhe a cobertura completa de fotos do evento em nossa fan page no Facebook: <a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.636463229730086.1073741844.187566057953141" rel="external nofollow">https://www.facebook.com/media/set/?set=a.636463229730086.1073741844.187566057953141</a>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">701</guid><pubDate>Wed, 27 Nov 2013 02:19:00 +0000</pubDate></item><item><title>Ensaio e entrevista com a atleta Jana&#xED;na Ferreira</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/gente/ensaio-e-entrevista-com-a-atleta-jana%C3%ADna-ferreira-r698/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68ddc2ac2_monthly_2015_0855dd516f432f2_monthly_2015_08b47f8674adf1df327ce3463430182188.jpg.dc2bb3a317cc6cf6c4399d3f7c45fa46.jpg.3922c0a53ddc33b017e819b0fb6ebc64.jpg.e758fdf63fd9afb07ccd8fb3bb86fcf9.jpg" /></p>
<p>
	A atleta Janaína Ferreira é <strong>deslumbrante</strong>! Depois de apreciar as fotos do ensaio, assista ao <em>making of</em> dessa atleta muito simpática e bem desenhada pela natureza e por muita disciplina nos treinos e dieta!
</p>

<p>
	<strong>Nome completo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Janaína Ferreira da Silva.</em>
</div>

<p>
	<strong>Como é conhecido(a) no meio do fisiculturismo (apelido):</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Jana Body Fitness.</em>
</div>

<p>
	<strong>Data de nascimento:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>03/04/1986.</em>
</div>

<p>
	<strong>Cidade em que nasceu e cidade em que vive atualmente:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Brasília/DF.</em>
</div>

<p>
	<strong>Qual esporte praticava antes da musculação:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Ginástica Olímpica.</em>
</div>

<p>
	<strong>Quando começou a treinar com pesos e por qual razão:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Com cerca de 16 anos (há 11 anos atrás). Era muito magra, introspectiva... queria mudar meu visual e conhecer pessoas do mundo Bodybuilding pois sempre admirei.</em>
</div>

<p>
	<strong>O que mudou na sua vida depois que começou a treinar:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Tudo!! Não somente a parte estética mas minhas metas e focos de estilo de vida mudaram. Treinar me faz feliz, me faz esquecer do mundo e dos problemas.</em>
</div>

<p>
	<strong>Em que academia treina atualmente:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Academia Clube Coat Fitness e Smart Fitness.</em>
</div>

<p>
	<strong>Treina sozinha ou com parceiro:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Sempre gostei de treinar sozinha, me concentro mais e consigo focar em tudo que preciso para aquele dia.</em>
</div>

<p>
	<strong>Como é a série atual de treinamento:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Atualmente entrei em pre contest (ou seja, preparação para campeonato), então, treino musculação 6x por semana e cardios todos os dias.</em>
</div>

<p>
	<strong>Quais são os métodos de treinamento (pirâmide, repetições forçadas, bi-sets, superséries, etc.) que costuma adotar na fase de pré-competição e na fase fora de competição (offseason):</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Meu método é exclusivamente perceptivo, depende do exercício, do meu estado de força do dia, se estou treinando sem carbo ou com....enfim...não faço esse planejamento mais... eu vou muito de” feed back “,de acordo com o que meu corpo responde. Em ambas as fases... meu treino não muda muita coisa... Até porque meu shape não precisa crescer, pois minha categoria não exige isso...só ajusto detalhes de músculos que precisam dar mais ênfase, melhorar a maturidade etc...</em>
</div>

<p>
	<strong>Qual é o exercício de musculação preferido:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Vários. Gosto de diversos exercícios, porem todos de ombro eu faço bem feliz, rs!</em>
</div>

<p>
	<strong>Qual é o exercício de musculação que menos gosta:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Agachamento.</em>
</div>

<p>
	<strong>Qual foi a maior carga que já levantou no supino reto e no leg 45:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Não faço idéia... rs</em>
</div>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Eu não treino calculando pesos... Se está leve eu vou colocando aos poucos...mas nunca parei pra calcular o peso em kg. No supino normalmente faço com 10kg de cada lado, nunca senti necessidade de tentar mais. No leg nem sei mesmo rs.</em>
</div>

<p>
	<strong>Como é a sua dieta na fase de pré-competição e na fase fora de competição (offseason):</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Em ambas as fases utilizo Proteínas, carboidratos, saladas, e suplementos básicos. O que muda em cada período são as quantidades. Em off, posso comer uma quantidade maior e me dar ao luxo de ter um dia de “lixo” para comer algo que goste tipo doces, ou pizza,.... Em pre contest isso não exige e a quantidade de carboidratos abaixa rigorosamente.</em>
</div>

<p>
	<strong>Qual é o alimento que mais gosta e que tem mais dificuldade de resistir quando está em dieta de pré-competição:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Sem dúvida DOCES.</em>
</div>

<p>
	<strong>Sofre alterações de humor quando está em dieta de pré-competição:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Com certeza....rs. Afinal, o cérebro é movido por energia, e quando restringimos carboidratos e gorduras da alimentação, é normal dar uma alteração de humor.</em>
</div>

<p>
	<strong>Quais são os suplementos alimentares de que faz uso:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		<em>Whey Protein isolado</em>
	</li>
	<li>
		<em>Bcaa</em>
	</li>
	<li>
		<em>Glutamina</em>
	</li>
	<li>
		<em>E vitaminas e minerais como Omega 3, vitamina C, vitamina E...etc.</em>
	</li>
</ul>

<p>
	<strong>Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que mais gosta (efeitos ou sabor):</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Todos citados acima. Marca depende muito, mas tenho usado da Integral Médica atualmente.</em><br>
	<br>
	<strong>Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que menos gosta (efeitos ou sabor) ou que considera desperdício de dinheiro (sem efeitos):</strong><br>
	 
</div>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Não considero desperdício, depende de cada objetivo do uso...se indicado por um profissional habilitado pra tal fim.</em>
</div>

<div style="margin-left:1px;">
	<br>
	<strong>Quais títulos já conquistou no fisiculturismo e em que anos?</strong>
</div>

<p>
	 
</p>

<ul>
	<li>
		<em>BI CAMPEÃ BRASILIERRA (2011 E 2012)</em>
	</li>
	<li>
		<em>TETRA CAMPEÃ BRASILIENSE ( 2009 até 2012)</em>
	</li>
	<li>
		<em>4ª colocada no MUNDIAL FEMININO ocorrido na Polônia 2012</em>
	</li>
	<li>
		<em>4ª colocada ARNOLD CLASSIC BRASIL ocorrido no RJ 2013</em>
	</li>
</ul>

<p>
	<strong>Qual foi a melhor experiência que já teve no mundo do fisiculturismo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Todas as experiências foram fantásticas e me agregou muito aprendizado, mas o Campeonato MUNDIAL pra mim, foi o mais desafiador e emocionante que pude estar competindo.</em>
</div>

<p>
	<strong>Qual foi a pior experiência que já teve no mundo do fisiculturismo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>No Campeonato MUNDIAL também, rs, pois fui sozinha para um País totalmente diferente, com mais de 24hs de viagem com várias conexões e voos atrasados e de dieta... foi difícil. Somente eu do Brasil fui para as finais (havia 2 atletas do Brasil contando comigo).</em>
</div>

<p>
	<strong>Quais eram as suas medidas corporais (peso, percentual de gordura, circunferência de bíceps e de coxa) no último campeonato de que participou (nome do evento e data):</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Não costumamos fazer essas medições. Mas o peso eu lembro que foi 47kg no último campeonato (CAMPEONATO BRASILEIRO DE FISICULTURISMO E FITNESS-RJ)</em>
</div>

<p>
	<strong>Quais costumam ser as suas medidas corporais (peso, percentual de gordura, circunferência de bíceps e de coxa) quando não está competindo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Só observo o peso mesmo..tanto em off quanto em pre contest.</em>
</div>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Off – 60k</em>
</div>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>No dia do campeonato- 48kg</em>
</div>

<p>
	<strong>O que as pessoas dizem sobre seu aspecto corporal com musculatura avantajada:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Há quem goste e admire e também o oposto. Questão de gosto rs!</em>
</div>

<p>
	<strong>Que dicas daria para quem pretende ingressar no mundo do fisiculturismo:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Quem deseja começar um carreira no esporte tem que estar ciente que tudo que você fizer, tem que ser feito com amor àquilo que está se propondo a fazer. Tem que viver o estilo de vida da gente 24hs por dia.</em>
</div>

<p>
	<strong>Opinião sobre anabolizantes esteróides:</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Há quem use para melhorar a performance, assim como TODOS OS ESPORTES DE ALTO NÍVEL, mas também há quem não use. Acredito que os fatores determinantes vão muito além de esteroides. DIETA E TREINO são o “combo anabólico” perfeito.</em>
</div>

<p>
	<strong>Quais são os atletas do fisiculturismo nacional e internacional que mais admira?</strong>
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	<em>Erin Stern, Nicole Wilkins, Larissa Reis, Juliana Malacarne, Phill Heath, Kai Greene, Jay Cutler, Bruno Moraes, Fernando Maradona,... entre muuuuitos outros que se for escrever dá um livro. Rs!</em>
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	<strong>Se tem patrocinador, nome e contatos da empresa e forma de patrocínio:</strong>
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<div style="margin-left:1px;">
	<strong><em>Fit Corpus</em></strong>
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	<strong><em>Fitcorpus Cirurgia Plástica</em></strong>
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<div style="margin-left:1px;">
	<em>SIG Quadra 8, lote 2278 - Centro Médico Sudoeste</em>
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	<em>(61) 3363-7570</em>
</div>

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	<strong><em>André Torres</em></strong>
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	<em>Quer resultado, treino e dieta #INTEGRALEXPERT</em>
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	<strong><em>Dr. Ruy Pimentel</em></strong>
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<div style="margin-left:1px;">
	<em>Clínica de Nutrologia &amp; Estetica Dr Ruy.</em>
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<div style="margin-left:1px;">
	<em>SCN Quadra 2 Bloco D entrada B sala 412</em>
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<div style="margin-left:1px;">
	<em>(61) 3327-3998</em>
</div>

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	<strong><em>Farma DIET</em></strong>
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	<em>Os melhores manipulados e o melhor atendimento.</em>
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<div style="margin-left:1px;">
	<em>404 Sul bloco B Loja 11</em>
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	<em>(61) 3226-4389</em>
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	<strong><em>Academia ClubeCoat</em></strong>
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	<em>Academia ClubeCoat Fitness &amp; Squash / Setor de Clubes Trecho 3. Melhor e mais bonita academia de Brasília</em>
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	<em>SCES Trecho 3 Lote 3 Conjunto 5 Parte A</em>
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	<em>61 4141-4126 / 9133-3546</em>
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	<strong>Se atua como personal trainer, contatos para ser contratado</strong>
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<div style="margin-left:1px;">
	<em>Consultorias online: </em>
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<div style="margin-left:1px;">
	<a href="mailto:jana.bodyfitness@gmail.com?subject=Entrevista%20e%20Ensaio%20de%20Jana%C3%ADna%20Ferreira" rel=""><em>jana.bodyfitness@gmail.com</em></a>
</div>

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	<strong>Contatos que gostaria de deixar para qualquer interessado (email, telefone, website, etc.):</strong>
</p>

<div style="margin-left:1px;">
	<em>Site: </em>
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<div style="margin-left:1px;">
	<a href="http://www.janabodyfitness.com.br" rel="external nofollow"><em>www.janabodyfitness.com.br</em></a>
</div>

<p>
	<strong>Agradecemos a todos que tornaram este ensaio possível, principalmente:</strong>
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<p>
	[*]<strong>Fotógrafo:</strong> <a href="https://www.facebook.com/hugo.pimentel.10" rel="external nofollow">Hugo Pimentel</a>
</p>

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	[*]<strong>Estúdio:</strong> <a href="https://www.facebook.com/formulacomunicacao" rel="external nofollow">Renato Mendes</a>
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	[*]<strong>Maquiagem e Cabelo:</strong> <a href="https://www.facebook.com/pages/Clarice-Coiffeur/192955774075189" rel="external nofollow">Clarice Coiffeur</a>
</p>

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	[*]<strong>Apoio:</strong> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100005334939491" rel="external nofollow">Simone Marangon</a> e <a href="https://www.facebook.com/adrianaferrarivet" rel="external nofollow">Adriana Ferrari</a>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">698</guid><pubDate>Tue, 12 Nov 2013 13:25:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
