<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0"><channel><title>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Treinamento de Muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/page/7/?d=1</link><description>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Treinamento de Muscula&#xE7;&#xE3;o</description><language>pt</language><item><title>Creatina Quinase (ck) e Esportes</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/creatina-quinase-ck-e-esportes-r389/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="creatina-quinase-300x300.jpg" data-loading="true" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/creatina-quinase-300x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	A Creatina Quinase (CK) é uma enzima intracelular, ou seja, está localizada no interior da fibra muscular. Quando se realiza exercícios físicos, especialmente com ações excêntricas não-habituais (ações excêntricas recrutam menos fibras musculares do que ações concêntricas), pode-se causar micro-lesões nas fibras musculares. Essas Microlesões provocam o "extravasamento" da CK de dentro para fora da fibra muscular, sendo esta enzima detectada no sangue (plasma).
</p>

<p>
	Hoje em dia está se tornando comum o monitoramento do estado de treinamento do atleta através do uso desta enzima, especialmente em jogadores de futebol. Recentemente, em uma reportagem ao programa globo esporte, foi mencionado que o Corinthians utiliza a CK para monitorar o desgaste físico dos atletas.
</p>

<p>
	Além do Corinthians, vários outros clubes também utilizam a CK com esse intuito. Porém, deve-se ter cautela quanto a utilização deste e de outros marcadores de desgaste físico, pois existem muitas variáveis relacionadas a utilização desta enzima como marcador de treinamento.
</p>

<p>
	O primeiro passo é detectar qual é o valor basal desta enzima em cada atleta, ou seja, deve-se fazer uma coleta de sangue antes do início da temporada, pois só assim se pode "comparar" os resultados da CK em uma fase de treinamento intensa.
</p>

<p>
	Os valores de CK não devem ser comparados entre diferentes atletas, pois existe uma grande variabilidade entre indivíduos diferentes. Ou seja, dentro de um grupo homogêneo de atletas que pratiquem o mesmo esporte, tenham a mesma idade e estilo de vida, a CK pode variar muito de indivíduo para indivíduo.
</p>

<p>
	Como exemplo, durante meu mestrado, nós fizemos o acompanhamento de uma equipe feminina de vôlei, utilizando a CK como um dos marcadores de treinamento. As meninas moravam juntas, treinavam e estudavam juntas e tinham uma alimentação bem parecida, mas mesmo assim existiam grandes diferenças nos valores basais de CK entre elas, sendo que algumas possuem valores inicias de CK por volta de 50 U/L, enquanto outras apresentavam valores basais de aproximadamente 200 U/L.
</p>

<p>
	Valores elevados de CK são encontrados após a realização de um protocolo de exercícios intensos, ou durante um período de treinamento intenso em atletas de alto rendimento.
</p>

<p>
	Estudos têm demonstrado aumentos da CK após a realização de uma sessão de exercícios resistidos e/ou treinos específicos em vários esportes. De uma maneira geral, a CK tem seu pico (valores máximos) após 48/72 horas da realização de exercícios intensos, demorando em média 7 dias para retornar a valores basais.
</p>

<p>
	O não conhecimento deste fato talvez seja um dos principais motivos de erros na interpretação dos resultados desta enzima. Muitas vezes o fisiologista entende que os altos valores de CK são em decorrência de um quadro de desgaste físico, porém esses valores elevados podem ser uma adaptação "natural" da ultima sessão de treino (efeito da sessão aguda) e não de um estado de treinamento.
</p>

<p>
	SUGESTÕES DE LITERATURA
</p>

<p>
	BARQUILHA, Gustavo., e Colaboradores. Characterization of the effects of one maximal repetition test on muscle injury and inflammation markers. WebmedCentral PHYSIOLOGY, v. 2, p. 1-8, 2011.
</p>

<p>
	BARQUILHA, Gustavo., e Colaboradores. Treinamento crônico de força em atletas profissionais de hockey in line: estudo da lesão, inflamação e força. Revista de Educação Física, 2009. v. 147. p. 77-77.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">389</guid><pubDate>Sat, 12 Nov 2011 18:37:00 +0000</pubDate></item><item><title>Os Erros Mais Frequentes na Muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/os-erros-mais-frequentes-na-muscula%C3%A7%C3%A3o-r387/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="erros-frequentes-musculacao.jpg" data-loading="true" height="240" title="erros-frequentes-musculacao" width="251" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/erros-frequentes-musculacao.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	A realização  de um treino eficiente depende de muitas variáveis e detalhes, que podem passar despercebidos pela maioria, mas que são extremamente importantes quando são agrupados na sua rotina. Muitas pessoas, desatentamente, deixam de manipular fatores que são facilmente controláveis, e que podem fazer uma grande diferença quando gerenciados corretamente.
</p>

<p>
	Ao contrário do que muitos pensam, este tipo de situação não ocorre exclusivamente com o público leigo. Acredita-se que os atletas, treinadores e praticantes mais experientes tenham um domínio destas variáveis, mas na realidade, por distração ou até mesmo por desconhecimento, pecam em detalhes triviais.
</p>

<p>
	Tais “erros” começam no ambiente doméstico – afinal de contas, um bom treino necessita de um planejamento premeditado – e podem acontecer até mesmo dias antes de se colocar o pé no local de treinamento. Obviamente, se repetem durante e após  a sessão de treino, e podem comprometer os resultados finais.
</p>

<p>
	Ninguém em sã consciência gostaria de desperdiçar horas a fio de treinamento suado para conseguir resultados parcos e sem expressão. Qualquer um que soubesse identificar quais os possíveis “erros” em sua planilha, certamente trataria de corrigi-los, não é verdade? Ainda mais se estes pudessem ser resolvidos com simples alterações.
</p>

<p>
	Nesse sentido, enumeraremos os mais comuns enganos que se pode cometer em relação ao programa de treinamento.
</p>

<p>
	OS ERROS MAIS COMUNS ANTES DO TREINO, EM CASA:
</p>

<p>
	ALIMENTAÇÃO INADEQUADA: Este é, sem sombra de dúvida, o pior erro que você pode cometer. É óbvio que não nos deteremos, neste texto, nas questões envolvidas quanto à alimentação, até mesmo por tratar-se de uma variável extremamente individual e especifica. Entretanto, é importante que você sempre se lembre de observar atentamente esta variável, especialmente as refeições que antecedem o treino. Neste caso, procure sempre fazer uma refeição completa cerca de 45 minutos antes de seu treinamento, numa proporção de cerca de 60% de carbos de baixo índice glicêmico, aproximadamente 25% de proteínas AVB e o restante de gorduras boas. Caso perca esta refeição, ingira uma bebida à base de carboidratos como maltodextrina dez minutos antes do treino, porém procure evitar esta situação.
</p>

<p>
	HIDRATAÇÃO INSUFICIENTE: Como já sabemos, hidratação inadequada pode ser um fator extremamente limitante para o rendimento. Lembre-se que músculos são compostos, em grande parte, de água, sem mencionar que uma célula hidratada tem muito menos probabilidades de sofrer catabolismo.
</p>

<p>
	NÃO PLANEJAR ANTECIPADAMENTE SUA ROTINA: Procure traçar seu plano de exercícios antes mesmo de chegar à academia. Isto fará com que você não perca tempo escolhendo exercícios aleatoriamente, fazendo-o perder tempo e desta forma, aumentando o seu tempo de permanência no local de treinamento.
</p>

<p>
	NÃO SE TRAJAR ADEQUAMENTE: Parece bobagem, mas a roupa que você utilizará para treinar peitorais é totalmente diferente daquela que você usaria para executar agachamento a fundo. Seja coerente também com a escolha do vestuário de acordo com o clima da sua região. Você não vai querer gastar energia extra com termorregulação corporal ou, por outro lado, não estar aquecido corretamente.
</p>

<p>
	AUSÊNCIA DE PERIODIZAÇÃO: Em treinamento esportivo, a necessidade de ser renovado o estímulo periodicamente é fato consumado. Ao se trabalhar durante muito tempo com uma rotina de exercícios, invariavelmente se atingirá um ponto onde os resultados estancarão. A este momento damos o nome de Platô. Procure estabelecer mudanças programadas em sua rotina para que não haja saturação do estímulo.
</p>

<p>
	OS ERROS MAIS COMUNS DURANTE O TREINO, NA ACADEMIA:
</p>

<p>
	AUSÊNCIA DE (OU) AQUECIMENTO INADEQUADO: se tiver de escolher entre aquecer ou alongar, não pense duas vezes, dê sempre preferência ao aquecimento. O alongamento também é uma forma de preparar a musculatura para o esforço, porém pode ser um fator limitante especialmente quando se trata de modalidades de força. Aquecimento deve ser realizado em duas fases: sistêmico (corpo inteiro) ou específico (segmento corporal). Na impossibilidade de realizar aquecimento sistêmico, execute antes de cada exercício (uni ou multiarticular) duas ou três series de aquecimento. A estas séries damos o nome de warm-up sets. Obs.: No caso do treino se iniciar com um movimento uniarticular (extensão de joelhos, por exemplo), realize as warm-up sets, mas ao se dirigir para o exercício multiarticular (leg press, por exemplo), execute-as novamente.
</p>

<p>
	ESCOLHA INADEQUADA DOS PESOS: Este é um erro clássico. Muitas vezes, você pode, distraidamente, pecar na escolha da sobrecarga adequada. Isto ocorre, em grande parte, porque as pessoas se baseiam eminentemente em CARGA e não em repetições. Dentro da forma estrita, faça o número de repetições necessário para aquele exercício, e ao finalizar, observe se é possível fazer três repetições a mais do que você realizou. Se isto aconteceu, certamente a carga está aquém da sua capacidade e o estímulo não será suficientemente forte para promover resultado. Por outro lado, você não deve se tornar um escravo das repetições, elas funcionarão apenas como um norte para que você ajuste a carga.
</p>

<p>
	NÃO OBSERVAR A FORMA ESTRITA: Fundamental para fornecer um estímulo de qualidade. Pode ser compreendida quanto à amplitude, velocidade e execução adequadas. Jamais abra mão da forma com o propósito de utilizar mais carga. Somente atletas sérios e experientes podem lançar mão de “roubo” (cheating) durante a execução e ainda assim, são situações eventuais e isoladas.
</p>

<p>
	DESCANSO EXAGERADO ENTRE SÉRIES: A forma encontrada de se proporcionar estímulo para o crescimento muscular foi segmentar o exercício resistido, para que o estímulo se encontrasse dentro da zona de energia alática a lática. Desta forma, fazer 3 séries de 12 repetições não é a mesma coisa de executar 36 repetições ininterruptas. Intervalar o exercício, mas não dar pausa demasiada a ponto de empobrecer o estímulo. Usualmente 45 a 120 segundos de intervalo são ideais, de acordo com a intensidade adotada. Descanse somente o tempo necessário entre as séries.
</p>

<p>
	RESPIRAÇÃO INADEQUADA: A necessidade de se observar a respiração não reside única e exclusivamente na questão bioenergética. Quando você domina os movimentos respiratórios, também oferece o suporte adequado à sua coluna, quando você realiza um agachamento, por exemplo. Expire na fase concêntrica e inspire na fase excêntrica.
</p>

<p>
	TREINO MUITO EXTENSO: Uma das coisas que muita gente desconhece é que o treino não é benéfico ao organismo, pelo contrário, produz trauma e a resposta a esse trauma é que fará com que ocorram as adaptações ao treinamento. Estas, por sua vez, é que promovem melhoras na saúde e aptidão física. A duração do treino deve ser rigorosamente controlada, caso contrário, o trauma será excessivo. Lembre-se: treinamento é agente estressor. Não induza mais estresse que o necessário.
</p>

<p>
	HIDRATAÇÃO INSUFICIENTE: A necessidade de hidratação aqui, também é fundamental. Uma hidratação adequada irá promover uma boa regulação da temperatura corporal, sem falar que a água é catalisadora da quase totalidade das reações bioenergéticas.
</p>

<p>
	PERDER A REFEIÇÃO PÓS-TREINO: Muita atenção a este detalhe! Figura como “erro” na academia exatamente porque deve ser observado no AMBIENTE de treinamento (a não ser que você se exercite em casa ou more vizinho à academia. A refeição pós-treino é, para o atleta, talvez a mais importante do dia, pois fornecerá ao organismo os nutrientes necessários para o processo de recuperação. Durante e após o treinamento, há a liberação de vários hormônios e substâncias altamente catabólicas como cortisol, catecolaminas, glucagon etc. Ao terminar a sessão você deve reverter este processo oferecendo o substrato adequado. Veja aqui como deve ser uma refeição pós-treino ideal.
</p>

<p>
	OS ERROS MAIS COMUNS DURANTE A FASE DE RECUPERAÇÃO:
</p>

<p>
	DESCANSO INSUFICIENTE PARA RELIZAR NOVO TREINAMENTO: Outro deslize bastante comum. Na idéia de “quanto mais, melhor” muitas pessoas acabam repetindo o treino sem respeitar o tempo de recuperação ideal. Entendendo que o treino foi uma fonte de estresse, é fundamental que haja tempo suficiente para que o trauma seja reparado e que existam condições para se realizar o mesmo esforço novamente. Aqui podemos identificar um erro dentro do outro: Alguns se baseiam pela sensação da DMIT (dor muscular de início tardia), e supõem que, quando cessar a dor, estarão prontos para um novo treino. LEDO ENGANO! Quando cessa a dor tardia, é sinal de que os processos inflamatórios ocorridos no interior na fibra muscular acabaram, porém o crescimento e a reparação começam justamente neste momento. Cuidado com esta percepção, não se engane. Dê um dia extra de descanso quando a DMIT desaparecer e só então, treine o grupo muscular em questão.
</p>

<p>
	NÃO ATENTAR À NECESSIDADE DE PROTEÍNA DURANTE A RECUPERAÇÃO: Muita gente diminui a ingestão de proteína em dias de descanso. Isso é completamente absurdo. É exatamente nestes dias que ocorrerá a síntese protéica a fim de se reparar o tecido. Não é preciso sequer mencionar a importância da presença dos demais macronutrientes nesta fase.
</p>

<p>
	QUANTIDADE INSUFICIENTE DE SONO: Este “erro” certamente todos conhecem, mas vale a pena mencioná-lo. Durante o sono, os processos de reparação tecidual são intensos. Procure dormir o suficiente. Agende-se para que não precise dormir tarde demais ou acordar muito cedo. Isto pode atrapalhar muito seu crescimento muscular.
</p>

<p>
	HORÁRIO INCORRETO DAS REFEIÇÕES: Nosso organismo tem uma autonomia de energia muito limitada. Caso queira evitar que seus músculos sejam fonte de energia, evite ficar mais que três horas sem se alimentar. Lembre-se, nossa musculatura é determinada por nossa genética. O excedente de músculos advindos do treinamento é extra-genético e, portanto, bastante vulnerável. O corpo não hesitará em utilizar os aminoácidos teciduais como fonte de energia. Evite esta tragédia fornecendo substrato adequado em intervalos regulares. Em último caso, é preferível comer “mal” que ficar sem alimento.
</p>

<p>
	HIDRATAÇÃO INSUFICIENTE: Mais uma vez, a água. Esta desempenha papel essencial também nos processos de recuperação celular e na excreção de metabólitos formados durante o período do treinamento.
</p>

<p>
	EXCESSO DE ESTRESSE: O estresse é indispensável à vida, porém o seu excesso é algo extremamente prejudicial ao organismo como um todo e por conseqüência terrível para a hipertrofia. Procure não se aborrecer à toa, controle seu temperamento e evite se envolver em situações estressantes e desta forma, evitar a secreção excessiva de hormônios contra-regulatórios.
</p>

<p>
	Se você estiver atento a todos estes detalhes, certamente perceberá, dentro de algum tempo, uma sensível melhora no rendimento durante os treinos e, é claro, nos resultados. Lembre-se, treinamento bem gerenciado é treinamento eficiente. Estabeleça metas e se esforce para alcançá-las. No brain, no gain!
</p>

<p>
	BONS TREINOS E ATÉ A PRÓXIMA!
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">387</guid><pubDate>Sat, 12 Nov 2011 18:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Treinamento de For&#xE7;a no Envelhecimento</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/treinamento-de-for%C3%A7a-no-envelhecimento-r383/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="treinamento-forca-envelhecimento.jpg" data-loading="true" height="300" title="treinamento-forca-envelhecimento" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/treinamento-forca-envelhecimento.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Envelhecimento é um fenômeno que ocorre em todos os organismos multicelulares, sendo considerado um fenômeno com propriedades evolutivas importantes  (Kirkwood, 2002).
</p>

<p>
	Para Singer (1977), o envelhecimento é a conseqüência de alterações que os indivíduos demonstram, de forma característica, com o progresso do tempo, desde a idade adulta até o fim da vida.
</p>

<p>
	Com o passar da idade, a tendência é que as pessoas se tornem mais sedentárias, com pensamentos equivocados de que exercício físico é coisa de pessoas jovens. A fraqueza muscular pode avançar para um estágio no qual um indivíduo idoso não possa realizar atividade de vida diária comuns, tais como levantar-se de uma cadeira, varrer o chão ou retirar o lixo.
</p>

<p>
	Sob condições normais, a força está maximizada entre os 20 e os 30 anos de idade, período após o qual permanece relativamente estável ou diminui levemente ao longo dos próximos 20 anos (Hakkinen, Kallinen e Komi, 1994). Por volta dos 60 anos de idade, ocorre uma redução mais dramática tanto nos homens quanto nas mulheres. Vale relatar que as mulheres parecem perder força precocemente em relação aos homens.
</p>

<p>
	A perda de força nas extremidades inferiores tem sido mostrada, em ambos os sexos, como maior do que a perda nas extremidades superiores (Häkkinen, Kallinen e Komi, 1994; Lynch.,1999). Tal afirmação pode explicar a perda de equilíbrio e subsequente queda entre os idosos, podendo ocasionar diversos tipos de traumas.
</p>

<p>
	Há mais de uma década, Fiatarone e colaboradores (1990) demonstraram que indivíduos acima de 90 anos de idade podem atingir ganhos de força em período de apenas oito semanas de treinamento. Esse estudo chamou bastante atenção ao conceito de treinamento de força no envelhecimento.
</p>

<p>
	O treinamento de força, no público idoso, tem se mostrado um meio eficiente para promover melhora de muitas capacidades, incluindo aumento da força, da flexibilidade e da tolerância ao esforço (capacidade aeróbia (Dias, Gurjão e Marucci, 2006)). Esses benefícios repercutem de maneira positiva na autonomia funcional, melhorando o desempenho nas atividades cotidianas (Vale ET AL, 2006; Lima et AL., 2006; Dias, Gurjão e Marucci, 2006).
</p>

<p>
	Estudos feitos por Fronteira et al. (1994), utilizando também um programa de treinamento de força intenso (3 séries de 8 repetições com 80% de 1 AVM (ação voluntária máxima), 3 vezes/semana, durante 12 semanas) em um grupo de idosos sedentários (60-72), demonstraram ganhos substanciais na força (200% de AVM  na extensão de joelhos) e evidenciaram também hipertrofia muscular por análises feita por biópsia.
</p>

<p>
	Os ossos de idosos também podem se beneficiar do treinamento de força. Nelson e colaboradores (1994) demonstraram que o treinamento de força de alta intensidade teve efeitos significativos sobre a saúde óssea, com aumentos reportados na densidade do fêmur e da coluna lombar após um ano de treinamento. Além desses resultados, ficou evidente a melhoria no equilíbrio, aumento na massa muscular. Quando somados esses fatores, diminui o risco para uma fratura óssea de origem osteoporótica.
</p>

<p>
	O treinamento de força, além de seus efeitos positivos sobre a densidade óssea, o metabolismo energético e o status funcional, também pode ser importante para aumentar os níveis de atividade física na terceira idade. Esse treinamento pode ser um dos mais efetivos e menos custosos caminhos para se preservar uma vida independente em um largo segmento da população (Rogers e Evans, 1993).
</p>

<p>
	Referências Bibliográficas
</p>

<p>
	PEREIRA, B; SOUZA JUNIOR, T. P. Compreendendo a barreira do treinamento físico:aspectos metabólicos e fisiológicos. Ed. Phorte. 2005.
</p>

<p>
	FLECK, S. J; KRAEMER, W. J. Fundamento do treinamento de força muscular. 3 ed, Artmed, 2006.
</p>

<p>
	MCARDLE, W. D; KATCH, F. LKATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia,nutrição e desempenho humano. 5 Ed. Guanabara koogan. 2003.
</p>

<p>
	TEIXEIRA, C. V. L; GUEDES JUNIOR, D. P. Musculação perguntas e respostas: as 50 duvidas mais freqüentes nas academias. Phorte editora, 2010.
</p>

<p>
	GUEDES JUNIOR, D. P. Saiba tudo sobre musculação. Editora Shape, 2006
</p>

<p>
	ZANELLA, A. L. et alii  Processo do envelhecimento humano. Revista brasileira de fisiologia do exercício. V.9, n.2, p. 100. abr/jun 2010.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">383</guid><pubDate>Wed, 09 Nov 2011 22:14:00 +0000</pubDate></item><item><title>A import&#xE2;ncia do intervalo recuperativo na muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/a-import%C3%A2ncia-do-intervalo-recuperativo-na-muscula%C3%A7%C3%A3o-r369/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_11/intervalo.jpg.3ade3183cbb808f7709d302c23750498.jpg" /></p>
<p>
	 
</p>

<p>
	É consenso na literatura científica que os exercícios resistidos com pesos (Musculação) são eficientes para promover melhora na: força, hipertrofia, potência, resistência muscular localizada e qualidade de vida de um modo geral. Dependendo dos objetivos e das diferenças individuais, os padrões de prescrição podem variar (ACSM, 2002).
</p>

<p>
	Uma série de <strong>variáveis</strong> devem ser controladas, dentre as quais destacamos: <strong>ordem dos exercícios, intervalo entre as séries e sessões, frequência semanal, velocidade de execução, número de repetições e séries</strong>. Todas estas variáveis devem ser elaboradas ao encontro do estado de treinamento do praticante (SiMãO et al.,2005;FLECK,KRAEMER,2004).
</p>

<p>
	Segundo o American College of Sports Medicine, 2002 e Kraemer e Ratamess 2004 a pausa, intervalo recuperativo, representa uma variável importante na elaboração do programa de treinamento, podendo exercer influência direta nas adaptações fisiológicas e no desempenho do indivíduo.
</p>

<p>
	Estudos demonstraram que diferentes intensidades e durações de pausa, descanso entre séries no treinamento podem alterar significativamente as respostas hormonais Kraemer e colaboradores 1990 e Kraemer e colaboradores 1993 , cardiovasculares Fleck 1988 e metabólicas Häkkinen 1993 e Abdessemed e colaboradores 1999. Deste modo Simão e colaboradores, 2006 destacam que diferentes tempos de intervalo entre as séries e os exercícios são utilizados de acordo com os objetivos a serem alcançados.
</p>

<p>
	<strong>Pausas entre um (1) e dois (2) minutos correspondem às recomendações para o treinamento de hipertrofia muscular com indivíduos novatos/intermediários American College of Sports Medicine, 2002. Para indivíduos avançados são sugeridas pausas entre dois (2) e três (3) minutos. American College of Sports Medicine, 2002. Güllich e colaboradores,1999 relatam intervalos entre dois (2) a três (3) minutos sem distinção quanto ao nível de treinamento para programas visando à hipertrofia muscular.</strong>
</p>

<p>
	Normalmente, <strong>fisiculturistas utilizam intervalos curtos entre as séries</strong>, causando um elevado estresse muscular e promovendo, talvez, uma hipertrofia acentuada (KRAEMER et al.,1987) devido principalmente a uma maior liberação dos hormônios anabólicos. Em contrapartida, os levantadores de peso utilizam altas cargas de treinamento, mas com períodos de descanso elevados quando comparados aos fisiculturistas.
</p>

<p>
	Esse longo intervalo seria necessário para promover o restabelecimento das funções orgânicas (PiNCiNVEiRO et al.,1997), entre as quais podemos destacar a recuperação do sistema neural e energético.
</p>

<p>
	Normalmente,o período de intervalo compreende de <strong>30-60 segundos para fisiculturistas e de 2-5 minutos para levantadores de peso</strong> (KRAEMER et al.,1987).
</p>

<p>
	Sendo assim, no treinamento para o desenvolvimento de força e potência, intervalos mais longos parecem ser necessários. Alguns experimentos demonstraram que intervalos de recuperação mais longos (três minutos ou mais) resultam em aumentos significativos da força e potência quando comparados a intervalos curtos, o que foi associado à realização de maiores volumes e manutenção da intensidade de treinamento (HILL-HAS et al.,2007; PINCIVeRO et al.,2004a; PINCIVeRO et al.,1999; PINCIVeRO et al.,1998;PINCIVeRO et al.,1997; ROBINSON et al.,1995).
</p>

<p>
	Por outro lado, estressando-se o sistema energético anaeróbio (glicolítico e ATP-PC), pode-se direcionar o treinamento para a hipertrofia muscular (FLeCK &amp; KRAMeR,2004). Experimentos indicam que períodos curtos de intervalo (um minuto ou menos) elevam significativamente a secreção de hormônios anabólicos quando comparados a períodos de intervalo mais longos, de forma que a combinação de séries de moderada intensidade com intervalos curtos de 30 a 60 segundos parecem ser superiores no TF para hipertrofia, do que intervalos longos de três minutos ou mais (GOTO et al.,2004;MCCALL et al.,1999; KRA M eR et al.,1990; KRA MeR et al.,1987).
</p>

<p>
	Em geral, espera-se que os indivíduos submetidos a essas normativas de treinamento consigam alcançar seus objetivos. Devemos ressaltar que períodos de intervalo curtos são acompanhados de considerável desconforto muscular, devido à oclusão do fluxo sanguíneo e produção de lactato (KRAEMER et al., 1996) e, consequentemente, à diminuição da produção de força (ROBiNSON et al., 1995; TESH et al.1982; KRAEMER et al., 1987).
</p>

<p>
	CONCLUSÃO: a grande maioria da população que procura as salas de musculação, mesmo com o objetivo de AVM (Aumento de Volume Muscular) não se enquadram como fisiculturista, portanto o intervalo recuperativo deve ser manipulado não só ao encontro dos objetivos, mas também respeitando o nível de treinabilidade e perfil psicológico de cada cliente. Acreditamos que praticantes com boa treinabilidade devam ser inseridos a um treinamento com pausas gradativamente reduzidas entre as séries conforme o cliente/aluno apresente resposta adaptativa positiva aos vários estágios de treinamento, se aproximando deste modo das recomendações de (GOTO et al.,2004;MCCALL et al.,1999; KRA M eR et al.,1990; KRA MeR et al.,1987) quando o objetivo for HIPERTROFIA MUSCULAR.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">369</guid><pubDate>Sun, 09 Oct 2011 12:39:00 +0000</pubDate></item><item><title>Treinamento de Atletas de Luta: Prepara&#xE7;&#xE3;o F&#xED;sica de Resultados</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/treinamento-de-atletas-de-luta-prepara%C3%A7%C3%A3o-f%C3%ADsica-de-resultados-r368/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="treinamento-atletas-luta-300x220.jpg" data-loading="true" height="220" title="treinamento-atletas-luta" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/treinamento-atletas-luta-300x220.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Começamos a trabalhar com atletas de luta no ano de 2003, foi algo que aconteceu simplesmente pelo acaso do destino, estava visitando uma das unidades da academia Sport Moving, coordenada pelo professor André Girotto, na qual eu era fisioterapeuta, fisiologista, personal e consultor científico, quando me deparei com os atletas da Equipe Impacto, dirigida pelo Mestre Marcelo Ferreira: Bruno Frazatto, Caio Barbante, Orlando Zanetti e Big Mac realizando um trabalho de saltabilidade conhecido como pliometria, não pude deixar de intervir.
</p>

<p>
	Falei da importância do trabalho de saltabilidade para a melhoria da potência e a potencialização do ciclo alongamento/encurtamento, mas também citei as contra-indicações e os cuidados a serem tomados. Vi que todos saltavam da mesma altura, isso é um equívoco, pois cada um tem uma altura ideal para saltar, na qual promoverá o melhor desempenho e as melhores adaptações. É importante encontrar a altura ideal individual.
</p>

<p>
	Ainda sobre a pliometria que estavam realizando citei os cuidados e a também sobre o princípio da progressividade, pois até chegar à realização de saltos em profundidade como o salto pliométrico algumas etapas devem ser seguidas (Forteza, congresso sobre treinamento de força em São Paulo). O treinamento de força na sala de musculação deve anteceder todo o trabalho, sendo dessa forma a base sólida onde serão apoiados os alicerces desse treinamento. Depois da musculação várias formas de saltos precedem o salto em profundidade.
</p>

<p>
	Após essa explanação os “meninos”, hoje grandes campeões do mundo da Luta, estavam querendo saber mais sobre o meu trabalho e também com relação à minha proposta. Desta forma começamos criar uma base com a experiência que tínhamos e as que fomos adquirindo com esses atletas e também com outros que passaram no nosso caminho.
</p>

<p>
	O segundo obstáculo foi com relação às corridas, dentro da concepção que tínhamos e temos até hoje, os treinos de corrida são prejudiciais para o desempenho desses atletas e todos os atletas que faziam parte da equipe e os que fomos encontrando ao longo do tempo, acreditam que a corrida é a grande salvação para otimizar a preparação física e desenvolver um condicionamento físico excepcional para a luta, mas isso é outro equívoco e esse atrapalha o desenvolvimento físico, pois o treinamento de corrida é um treinamento concorrente, ou seja, ele compete pelas vias energéticas, pelos sistemas de adaptação ao treinamento e pela capacidade de recuperação do organismo, sendo assim, os treinos principais que são os treinos de força, potência e o treino específico de luta acabam sendo prejudicados e não tendo a máxima eficácia.
</p>

<p>
	Pra mudar a forma de pensar deles levou muito tempo, e ocorreu após muitas conversas, após mostrar que vários autores consagrados no mundo pensavam assim também, hoje tenho certeza que esse é um grande diferencial deles, pois não perdem tempo com esse tipo de treinamento que não agrega nada aos atletas de luta, pensando especificamente na luta em si.
</p>

<p>
	O que dificulta na mudança desse paradigma são os atletas que têm bons resultados e praticam corrida, pois como são atletas conhecidos e que estão sempre chegando entre os primeiros, parece que fazer o que eles fazem o levará para o mesmo caminho. O que não é visto é que se eles não perdessem parte do treinamento correndo seriam ainda melhores.
</p>

<p>
	Estava em São Paulo em julho de 2006 para assistir uma palestra de Armando Forteza, e logo que ele começou a falar, nas primeiras frases disse: “las Carreras son para los corredores”, virei para o lado e falei com meu amigo Paulinho, (Paulo Ricardo Bueno), para mim já valeu, pois ver um autor deste nível falando o mesmo que nós pensamos e falamos.
</p>

<p>
	Quer uma dica, faça treinos específicos, no mundo da luta seu principal treino é lutar.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">368</guid><pubDate>Sun, 09 Oct 2011 12:23:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como Ocorre a Hipertrofia Muscular</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/como-ocorre-a-hipertrofia-muscular-r366/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="hipertrofia-muscular-251x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="hipertrofia-muscular" width="251" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/hipertrofia-muscular-251x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Quando se fala em aumento da massa muscular, imediatamente a maioria das pessoas remetem à terminologia “hipertrofia”, justamente em função deste processo fisiológico ser algo extremamente corriqueiro nos dias atuais. As pessoas buscam o aumento da massa muscular por vários motivos, quer seja por preocupação com a saúde e qualidade de vida ou simplesmente por razões estéticas.
</p>

<p>
	O treinamento resistido, mais especificamente a musculação, tem se mostrado há décadas como o meio mais eficaz para se alcançar tais objetivos. Hipertrofiar a musculatura é, desta forma, lugar comum em tempos de world wide web, graças à maciça quantidade de informação cientÍfica que temos de forma simples, direta e acessível.
</p>

<p>
	No entanto, apesar de todo conhecimento empírico acerca das técnicas de treinamento e das estratégias alimentares voltadas para este fim, pouco se sabe em relação aos fenômenos fisiológicos que determinam o processo conhecido como hipertrofia muscular.
</p>

<p>
	Entretanto, a despeito da falta de conhecimento por parte do público leigo, cada vez mais a comunidade científica elucida detalhadamente como se dão, de fato, as alterações que levam ao crescimento da musculatura esquelética.
</p>

<p>
	Podemos definir hipertrofia, em linhas simples, como o aumento da seção transversa do tecido muscular esquelético, porém esta mera acepção reserva muito mais pormenores do que alguns centímetros a mais na fita métrica podem revelar. Existe, na verdade, uma série de reações metabólicas envolvidas no processo, desde as sinalizações a nível celular até a síntese de proteína necessária para a hipertrofia.
</p>

<p>
	Quando nos exercitamos, provocamos um desequilíbrio, um abalo na homeostase do organismo. Em outras palavras, o treinamento induz a um estado de estresse que funciona como um gatilho, que por sua vez, desencadeia respostas metabólicas que possibilitarão uma adaptação frente ao estímulo apresentado. Podemos dizer, então, que o treino é um agente agressor; a resposta à tal agressão é que produz os resultados favoráveis.
</p>

<p>
	Na presença de contrações vigorosas – e por, conseguinte, aumento da perfusão muscular – há produção aumentada de óxido nítrico, que promove sinalização para secreção de GH, que por sua vez, induz à produção hepática de somatomedinas, especialmente IGF-1, que media a migração de células satélites para reparação e regeneração da fibra muscular, levando a um aumento do domínio mio-nuclear (proliferação da quantidade de núcleos no miócito), favorecendo a síntese protéica através de aumento na transcrição.
</p>

<p>
	O fator de crescimento mecânico é também uma das substâncias responsivas ao estresse mecânico ocasionado pelo treinamento, e age no remodelamento da célula muscular. Por outro lado, o exercício intenso também ativa a via da Akt ou Proteína Quinase B (Pkb), especificamente as isoformas Akt 1 e 2, que estimulam a Mtor (rapamicina alvo em mamíferos) e inibem a Gsk 3β (glicogênio sintase quinase 3β).
</p>

<p>
	Outras sinalizações, como a da via da calcineurina, ocorrem pelo simples fato do aumento da concentração intracelular de cálcio durante a contração muscular, ativando a calcineurina, que desfosforila os Nfats (fatores nucleares de células T ativadas), responsáveis, por sua vez, pelo aumento da transcrição, alterando assim, a expressão gênica.
</p>

<p>
	Há evidências que outros metabólitos produzidos durante o exercício intenso podem mediar e modular a sinalização celular para a hipertrofia tais como lactato e a razão ATP/ADP, o que corrobora com a idéia de que a atividade glicolítica anaeróbia ainda se mostra como a principal forma de estimular o crescimento muscular.
</p>

<p>
	O entendimento destes processos pode parecer supérfluo para a maioria, mas se revela como uma importante arma na construção do físico ideal. Conhecimento nunca é demais!
</p>

<p>
	BONS TREINOS E ATÉ A PRÓXIMA!
</p>

<p>
	REFERÊNCIAS
</p>

<p>
	GUEDES, D. P., ROCHA, A. C. - Ajustes Neuromusculares frente ao Treinamento Resistido – uma revisão – CEFE, São Paulo, SP, 2008
</p>

<p>
	FERNANDES et al - Determinantes Moleculares da Hipertrofia do Músculo Esquelético Mediados pelo Treinamento Físico: Estudo de Vias de Sinalização. Ver. Mackenzie de Educ. Fis. e Esp., 7(1), 2008, pgs 169-188.
</p>

<p>
	BOFF S. R. A fibra muscular e fatores que interferem no seu fenótipo. Acta Fisiátrica. 2008;15(2):111-6.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">366</guid><pubDate>Sat, 08 Oct 2011 18:27:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como Melhorar sua Defini&#xE7;&#xE3;o Muscular</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/como-melhorar-sua-defini%C3%A7%C3%A3o-muscular-r364/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="alimentos-saudaveis-300x240.jpg" data-loading="true" height="240" title="alimentos-saudaveis" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/alimentos-saudaveis-300x240.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	A moda hoje em dia é ficar forte e definido, ou seja: pouca gordura e muitos músculos aparentes. Porém, conseguir esse visual não é nada fácil, nem para homens, muito menos para mulheres... Ao adotar algumas estratégias nutricionais, os indivíduos conseguem um ótimo resultado visível no corpo! Confira:
</p>

<p>
	1- Treino pesado: os músculos não irão aparecer se você treinar levinho, sem aumentar os pesos com o passar dos períodos. Então, para conseguir um corpo tonificado e desenhado, treine pesado com a orientação de um bom profissional da Educação Física!
</p>

<p>
	2- Doces e Carboidratos refinados: alimentos à base de farinha branca e açúcar viram gordura corporal “na hora”, tanto para praticantes, quanto para atletas (claro, respeitando gasto calórico, genética e tipo de alimento). Mas a regra geral para melhorar sua definição é diminuir e/ou até mesmo excluir esses ingredientes de seu cardápio. Em pouquíssimos dias, você já notará diferença;
</p>

<p>
	3- Proteínas: Quem consome proteínas magras em quantidades indicadas para pessoas ativas, tem uma melhor definição e tonificação muscular, pois é a proteína que serve de substrato à fibra muscular. Detalhe: consumo diário e frequente de proteínas magras acelera o metabolismo, queimando mais gorduras;
</p>

<p>
	4- Comer de 3/3 horas: Essa prática faz com que o indivíduo coma menos em cada refeição, evitando estômago pesado, dilatação e acúmulo de gordura principalmente abdominal, além de manter o metabolismo acelerado;
</p>

<p>
	5- Sal: cuidado com o excesso de sal! Tanto o salzinho branco como os alimentos super ricos em sal e/ou sódio, causam retenção hídrica acabando com sua definição muscular! Reduza ao máximo: embutidos, queijos amarelos, comidas congeladas ou enlatadas, temperos prontos, biscoitos salgados, salgadinhos, refrigerantes, frituras, pizza e lanches, pães recheados, churrasco, etc.
</p>

<p>
	6- Álcool: Bebidas alcoólicas são calóricas e fermentam em sua grande maioria, além de tudo isso, o álcool retém líquidos no corpo, dando aspecto de inchaço se consumido com muita frequência, então, cautela ao consumir mais do que 1x/semana;
</p>

<p>
	7- Diuréticos naturais: existe a possibilidade de manipulação de fórmulas naturais à base de diuréticos. Alguns componentes, por exemplo: chá verde, cavalinha, porangaba, alcachofra, etc. Eles tiram inchaço e retenção. Porém, utilize apenas quantidades personalizadas para você. Tire as dúvidas com um nutricionista;
</p>

<p>
	8- Excessos à noite: comer muito à noite dilata estômago e intestinos, causa sensação de peso, inchaço e dificulta a digestão, causando má aparência física e maior acúmulo de gordura corporal;
</p>

<p>
	9- Intestino e rins: garanta um bom funcionamento intestinal e renal diário, afinal, intestino preso e pouca produção de urina, causa inchaço, tirando a definição abdominal.
</p>

<p>
	REFERÊNCIAS:
</p>

<p>
	KLEINER, Susan M.; GREENWOOD-ROBINSON, Maggie. Nutrição para o treinamento de força. São Paulo. Editora Manole, 2002.
</p>

<p>
	BIESEK, Simone; GUERRA, Isabela, ALVES, Letícia Azen. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Editora Manole, 2005.
</p>

<p>
	MAUGHAN, Ronald J.; BURKE, Louise M. Nutrição esportiva. Editora Artmed, 2004.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">364</guid><pubDate>Wed, 05 Oct 2011 23:50:00 +0000</pubDate></item><item><title>Abdominais para Emagrecer - Desmistificando Paradigmas</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/abdominais-para-emagrecer-desmistificando-paradigmas-r363/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd5965a9a40_monthly_2015_0855dd39c2c64bd_monthly_2015_08fabf0e61a25f728dfe8b46a3b21bb751.jpg.71435e804c3a4b48be01c79eded01b09.jpg.bd6cc6f7e48a7ee9b15fb93994fb19cc.jpg.d4ba2e803abf984778ce86dcce8bfeb2.jpg" /></p>
<p>
	Quantas vezes você, Personal Trainer ou Instrutor de Musculação, já ouviu as seguintes perguntas: “Como faço para perder essa ‘gordurinha’ do abdome?”, ou então: “Faço abdominais todos os dias e, porque não emagreço na barriga?”, dentre outras questões que tantas vezes ouvimos e, até certo ponto, gostaríamos de ter frases “prontas” para responder.
</p>

<p>
	Isso acontece principalmente porque as pessoas interpretam os Exercícios Abdominais como “mágicos”, capazes de fazer a gordura abdominal sumir num piscar de olhos.
</p>

<p>
	É pensando nisso que escrevo este texto!
</p>

<p>
	Longe de conter a verdade absoluta sobre os efeitos do treinamento com abdominais, o objetivo desta matéria é esclarecer um pouco o efeito desses exercícios, além da interferência de outros fatores no processo de “queima” da gordura abdominal.
</p>

<p>
	Então leitor, vamos ao que interessa:
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">De que Maneira Engordamos?</span></strong>
</p>

<p>
	Primeiramente, devemos saber que o processo de acúmulo de tecido adiposo na região abdominal faz parte das adaptações à qual o humano é submetido há milhares de anos. Isso é indiscutível! Algumas dessas adaptações fazem com que os homens acumulem mais gordura abdominal do que as mulheres.
</p>

<p>
	O aparecimento dessa “barriga” nos homens é chamada de obesidade andróide (tipo maçã). Nas mulheres, a gordura em excesso acaba sendo melhor distribuída pelo corpo, acumulando-se principalmente nos quadris, caracterizando obesidade genóide (tipo pêra).
</p>

<p>
	Isso gera no indivíduo masculino maior suscetibilidade aos problemas cardíacos em comparação ao gênero feminino.
</p>

<p>
	A gordura situada no tronco e abdome, principalmente intra-abdominal (visceral), promove maior risco para as complicações metabólicas que o excesso de gordura em outras regiões do corpo (Hunter et al., 2002).
</p>

<p>
	Em segundo lugar, vários fatores são capazes de fazer uma pessoa engordar ou emagrecer e, em geral, isso está associado à relação: Ingestão Calórica – Gasto Energético:
</p>

<ul>
	<li>
		Se Ingerimos mais calorias do que gastamos, acabamos acumulando o excesso de energia em forma de gordura;
	</li>
	<li>
		Se Gastamos mais calorias do que ingerimos, facilitamos a quebra de gorduras. Consequentemente acabamos emagrecendo.
	</li>
</ul>

<p>
	Leve em consideração que esse é um princípio básico, ao qual a maior parte das pessoas está pré-disposta.<br>
	<br>
	No caso dos indivíduos com algum distúrbio metabólico, que ingerem medicamentos ou que passam por crises psíquicas (incluindo a depressão), esta fórmula pode ser nula em alguns aspectos, pois como será visto, podem ser outros os fatores responsáveis pelo aumento/perda da gordura corporal.<br>
	<br>
	De qualquer forma, é importante atermo-nos primeiramente ao fator Exercício!<br>
	<br>
	<strong><span style="font-size:18px;">A Eficiência dos Exercícios Abdominais:</span></strong><br>
	<br>
	Os exercícios abdominais são responsáveis basicamente por fortalecer os músculos do abdome. Essa é a razão pela qual imaginamos estar perdendo a gordura localizada nessa região. No entanto, esses exercícios auxiliam na diminuição da gordura corporal total, e não apenas na região do abdômen.<br>
	<br>
	É comprovado que um abdome fortalecido gera maior facilidade na queima de gordura corporal como um todo. Da mesma forma que com um músculo abdominal mais forte, outros exercícios são realizados com melhor qualidade; exercícios de peitoral, tríceps e bíceps, agachamento, dentre outros, beneficiam-se muito de uma musculatura abdominal bem desenvolvida.<br>
	<br>
	Todavia, é enganosa a idéia de que os exercícios abdominais são suficientes para causar a perda daquela gordura localizada na região e que, para isso, basta que sejam feitas dezenas ou centenas de abdominais por dia... esse é um erro muito comum em nossa sociedade.<br>
	<br>
	De maneira empírica (ou seja, sem caráter científico), tive a experiência de observar pessoas que NÃO faziam exercícios específicos para o abdômen e que, porém, possuíam a musculatura abdominal muito mais desenvolvida do que pessoas que passavam horas seguidas realizando “milhares de abdominais”.<br>
	<br>
	O segredo consistia no fato de que aquelas pessoas (que não faziam abdominais) realizam as séries dos outros grupos musculares com tal intensidade, que o abdômen acabava fortalecendo-se paralelamente aos outros músculos do corpo.<br>
	<br>
	No que diz respeito à perda da gordura abdominal, existem todos aqueles fatores: a genética; intensidade, duração e tipo de treinamento; distúrbios hormonais; ansiedade, estresse e outros fatores psíquicos; alimentação; descanso; uso de medicamentos; dentre mais algumas interferências que são as responsáveis, cada uma em seu grau, pelo resultado de sucesso ou ao pleno fracasso de nossos objetivos.<br>
	<br>
	Ou seja, não será apenas a prática de 300, 400 ou 500 abdominais por dia que o levará ao abdome sequinho, sem gordura e completamente forte e tonificado.<br>
	<br>
	A partir disso, seguir algumas etapas podem ajudar no alcance da meta desejada (note que estes são conselhos deste que vos escreve, não constituindo fórmula básica a todos os indivíduos):
</p>

<ol style="list-style-type:decimal;">
	<li>
		<strong>Exames Endocrinológicos:</strong> ao consultar um endocrinologista, alguns exames poderão diagnosticar a existência de distúrbios hormonais que afetam diretamente o processo de acúmulo de gordura abdominal. Dentre eles, o exame que mede os níveis de TSH, Cortisol, gH e iGF1, poderão indicar se existe alguma irregularidade. Na obesidade abdominal existe o aumento do número de adipócitos (células de gordura) produtores de substâncias que controlam o apetite, os níveis hormonais e o processo inflamatório, tais como: o fator de necrose tumoral (TNF-alfa) e o PAI-1 (inibidor da ativação do plasminogênio tipo 1). Estas moléculas (citosinas) causam estragos ao metabolismo porque agravam o estado inflamatório e aumentam o apetite, diminuindo a queima de gordura e elevando consideravelmente os hormônios relacionados ao estresse (Wajchenberg, 2000).
	</li>
	<li>
		<strong>Avaliações de Composição Corporal e Física Postural:</strong> pode ser que a “barriga” protuberante seja a chamada ptose abdominal, caracterizada pela projeção do abdome. Pode vir acompanhada de deslocamento de alguns órgãos internos, conforme o tempo de ocorrência desta irregularidade postural. Entretanto, vale a pena ater-se ao fato de que “não é gordura”. Isso pode acontecer com mulheres que tiveram gestações sem os devidos cuidados físicos, e adquiriram problemas posturais. A Avaliação de Composição Corporal por sua vez, irá quantificar o quanto de acúmulo de gordura subcutânea existe na região abdominal, o que pode auxiliar no diagnóstico de fatores de risco para problemas cardíacos, além de servir como ótima referência para o acompanhamento do treino.
	</li>
	<li>
		<strong>Treinamento específico para Abdome:</strong> a participação dos músculos do abdômen ocorre em quase todos os exercícios de musculação. Por esse motivo, são músculos com certa resistência e que necessitam de atenção especial na hora de exercitá-los. Assim, para os iniciantes, a realização de um tipo de exercício abdominal é suficiente. Para os intermediários e avançados, aconselha-se a realização de exercícios variados que contemplem angulações diferentes nos movimentos.
	</li>
</ol>

<p>
	Para ambos estágios de treinamento, conciliar abdominais com treinos de corrida pode produzir ótimos resultados para quem deseja a diminuição do percentual de gordura corporal total.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Concluindo</span></strong>
</p>

<p>
	No que concerne ao envolvimento dos exercícios abdominais no emagrecimento, na próxima edição você conhecerá a importância do aspecto nutricional na estética abdominal, os princípios para a elaboração da série de treino de abdômen a importância do aumento da Taxa Metabólica Basal na diminuição do percentual de gordura.
</p>

<p>
	Aguarde que na próxima edição você terá conhecimento da segunda parte dessa verdadeira “Jornada” para Desmistificar os procedimentos da Perda de Gordura Abdominal.
</p>

<p>
	Enquanto isso, até que provem o contrário, a fórmula deste que vos escreve continua a mesma:
</p>

<p>
	Treino Intenso + Alimentação Equilibrada + Bom Descanso = Bons Resultados
</p>

<p>
	PS: posso acrescentar também nesta fórmula o fator Genética Específica!
</p>

<p>
	<em><span style="font-size:12px;">Referências Bibliográficas</span></em>
</p>

<p>
	<em><span style="font-size:12px;">- HUNTER, G.R. et al. Resistance Training and Intra-Adbominal adipose tissue in Older Men and Women: a randomized controlled trial. JAMA, EUA. V:289(3), 323-330, 2003.</span></em>
</p>

<p>
	<em><span style="font-size:12px;">- WAJCHENBERG, B.L. Tecido Adiposo como Glândula Endócrina. Arq. Bras. Endocrinologia e Metabolismo. Vol: 44, n1. São Paulo, 2000.</span></em>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">363</guid><pubDate>Wed, 05 Oct 2011 23:31:00 +0000</pubDate></item><item><title>Seguran&#xE7;a da Muscula&#xE7;&#xE3;o nos Incidentes Cardiovasculares</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/seguran%C3%A7a-da-muscula%C3%A7%C3%A3o-nos-incidentes-cardiovasculares-r358/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="pressao-alta-musculacao-200x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="pressao-alta-musculacao" width="200" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/pressao-alta-musculacao-200x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Acreditava-se que o treinamento resistido conhecido popularmente como “Musculação" era uma prática inadequada para portadores de doenças cardiovasculares.
</p>

<p>
	Esta crença era levantada pelo fato de alguns estudos terem relacionados o treinamento de musculação de alta intensidade com grande aumento do duplo produto (freqüência cardíaca e pressão arterial ) proporcionais ao grau de esforço.
</p>

<p>
	Pretendo neste artigo relatar alguns fatores responsáveis por grande aumento no duplo produto, assim como propor algumas adaptações destes fatores para que o treinamento resistido seja seguro às pessoas portadoras de problemas cardiovasculares, e ainda poder levar estes a diversos benefícios relacionados à saúde.
</p>

<p>
	Estudos mais recentes examinaram como as respostas circulatórias são afetadas por fatores como: a carga levantada, o grau de esforço requerido, o numero de repetições realizado, o tamanho da massa muscular ativa e as variações no ângulo das articulações ao longo do exercício.
</p>

<p>
	Os efeitos da carga relativa (peso levantado de acordo com a capacidade de força do indivíduo) é mais importante do que a carga absoluta (total de peso levantado), por exemplo, um indivíduo levantando 300kg no leg press, que corresponde a 70 % de 1RM pode ter menores alterações cardiovasculares do que outro indivíduo levantando 170kg, que corresponde a 85% de 1RM, pois relativamente o ultimo esta realizando maior esforço. Desta forma a carga relativa e não a absoluta deve ser levada em consideração no momento da prescrição e realização dos exercícios.
</p>

<p>
	Carga relativa muito alta estimula a realização da manobra de Valsava (fechamento da glote e conseqüentemente parada da entrada respiratória) e por esta razão grandes níveis de pressão arterial (PA) podem ser alcançados, sugerindo que não utilize cargas relativamente altas em portadores de doenças cardiovasculares.
</p>

<p>
	Por outro lado parece ser muito normal na primeira repetição de uma série ocorrer uma pequena manobra de Valsalva, devido à pressão intratorácica que ocorre na maioria dos exercícios de musculação, esta pressão é transmitida diretamente ao fluido cérebro-espinhal o que estimula uma breve manobra de Valsava. Estes dois fatores, manobra de Valsava e pressão intratorácica diminui a PA e a velocidade muito rápida do retorno venoso no átrio direito (Pós carga) e assim diminuindo o esforço cardíaco e seus possíveis riscos.
</p>

<p>
	Em indivíduos cardíacos não é recomendado métodos de treinamento que utilize repetições do tipo isométrica devido ao fato desta obstruir os vasos sanguíneos e assim levando ao aumento da PA. Já as contrações dinâmicas (concêntricas e excêntricas) submáximas, parece não causar obstrução dos vasos, ou ao menos não uma obstrução severa, mantendo assim um maior controle da PA.
</p>

<p>
	Um fator muito importante no treinamento de musculação é o fato de após o termino de uma série submáxima, a PA e FC imediatamente caem aos níveis normais ou ligeiramente abaixo, demonstrando um grande benefício agudo da musculação para os cardíacos.
</p>

<p>
	As séries finais de um exercício ou sessão de treinamento acabam que por estimularem maiores aumentos da PA comparando com as séries iniciais, diversos fatores podem causar este efeito, como: aumento da manobra de Valsava, maior esforço voluntário devido à fadiga, maior estímulo simpático e recrutamento aumentado de músculos acessórios, sugerindo assim que instrutores e treinadores diminuam a intensidade dos exercícios nas séries finais caso percebam um grande aumento dos esforços para terminarem o exercício.
</p>

<p>
	A quantidade de volume muscular envolvido nos exercícios também exerce influência na PA, onde exercícios multiarticulares que envolvem mais grupos musculares podem elevar mais facilmente a PA se comparando com os exercícios uniarticulares, sugerindo que treinadores quando trabalhando com pessoas que facilmente elevam-se suas PA, utilize de preferência exercícios uniarticulares.
</p>

<p>
	A amplitude do movimento nos exercícios também tem relação com o aumento da PA, muito lógico, já que ela tem relação direta com o esforço físico durante o exercício, desta forma em alguns exercícios amplitudes muito grande podem elevar a PA a níveis indesejáveis, principalmente nos exercícios multiarticulares como leg press, agachamentos, supinos, remadas, etc.
</p>

<p>
	O treinamento de musculação, o qual provoca um grande aumento da força muscular acaba que por diminuir o esforço cardíaco em resposta a uma mesma carga levantada no inicio do treinamento, ou seja, um indivíduo que realizava o leg press com 100kg pode ter seu pico de PA de 140mmhg por 80mmhg, após três meses de treinamento com uma maior força muscular, ao levantar os mesmos 100kg no leg press, seu pico de FC e PA será menor pelo fato de agora seu nível de esforço para levantar 100kg é bem menor, devido ao aumento da sua força conquistada durante os três meses de treinamento. Devido a este fato é importante a reflexão destes efeitos nas atividades da vida diária, onde subir alguns degraus de escada, carregar sacolas de supermercado, carregar um balde de água, demandara menores esforços físicos e conseqüentemente menores riscos de problemas cardíacos e pessoas submetidas ao treinamento resistido.
</p>

<p>
	A Musculação trabalhada dentro de algumas diretrizes é uma forma segura de treinamento que proporciona muitos benefícios, diferentemente de algumas outras formas de exercícios com maiores risco no aumento do duplo produto (FC e PA), aumento na Pós carga, excesso de oxidação e produção de radicais livres, impactos articulares demasiadamente, aumento na degradação de proteínas musculares, como é o caso das atividades aeróbicas como as corridas, caminhadas, ciclismo etc. Se atletas saudáveis destas modalidades já são parecidos com cadáveres falecidos a muitos anos, imagine agora um individuo de mais idade com problemas cardiovasculares e que muito provável já se encontre em um baixo nível de força e de tecido ósseo realizando estes tipos de treinamento. Bom, mas este é um assunto para outra matéria!
</p>

<p>
	A musculação não representa riscos a portadores de doenças cardiovasculares ao contrário apresenta muita segurança quando aplicada cargas de treinamento próximo a 60% de 1RM, tempos de intervalo de recuperação um pouco maior, entre 2 a 3 minutos são mais seguros para manter a FC e PA em níveis mais baixos. Exercícios uniarticulares devem ser os preferidos, desta forma utilizem o crucifixo ao invés do supino, puxador alto ao invés de remadas, roscas sentadas ao invés de em pé, entre outros inúmeros exemplos, e caso sejam utilizados exercícios multiarticulares que estes sejam realizados com pequenas amplitudes.
</p>

<p>
	Espero que este artigo possa lhe ajudar e sugiro que você procure maiores informações no livro: Treinamento Resistido na Saúde e Reabilitação – James E. Graves, Barry A. Franklin – editora Revinter, 2006.
</p>

<p>
	Um abraço a todos!
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">358</guid><pubDate>Sat, 01 Oct 2011 00:45:00 +0000</pubDate></item><item><title>Melhores Anos de Vida Por Meio da Muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/melhores-anos-de-vida-por-meio-da-muscula%C3%A7%C3%A3o-r355/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="musculacao-terceira-idade-300x276.jpg" data-loading="true" height="276" title="musculacao-terceira-idade" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/musculacao-terceira-idade-300x276.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	O processo natural fisiológico do envelhecimento causa muitas alterações negativas em nosso metabolismo, principalmente após os 40 anos de idade, a principal é a perda de massa muscular, a menos que os músculos sejam exercitados de forma adequada.
</p>

<p>
	Perde-se de 2,3 a 3,1 Kg de tecido muscular a cada década de vida adulta. Ou seja, uma pessoa sedentária de 70 anos de idade já perdeu aproximadamente 12 Kg de massa muscular. Como os músculos são os motores do corpo, isso é semelhante a passar de um carro com motor de 16 cilindros, para um carro com motor de 8 cilindros, em seguida para um carro com motor de 4 cilindros e, por fim, para o motor de uma lambreta.
</p>

<p>
	A diminuição da massa muscular leva a diversos outros problemas indesejável como: diminuição das atividades diárias, metabolismo lento, diminuição do fluxo sanguíneo, sobrecarga cardíaca, diabetes, obesidade, hipertensão, osteoporose, dores lombares e articulares, maiores risco de queda pela diminuição do equilíbrio, baixa auto estima, incapacidade de realizar atividades de lazer e outras.
</p>

<p>
	Tenho certeza que existe muita gente que gostaria de passar alguns momento de lazer com a família porém está incapacitado devido a falta de equilíbrio, dores articulares e dependência física.
</p>

<p>
	Quantas donas de casa não sentem dores lombares em atividades simples do dia a dia como limpar uma casa? E aqueles que não agüentam mais jogar o futebol ou tênis com os amigos? O pior de tudo: acreditar que estas atividades são para pessoas mais novas.
</p>

<p>
	Em um estudo cientifico realizado na Tufts University, mulheres de 90 anos aumentaram sua massa muscular em 9% e sua força física em mais de 100% como resultado do treinamento resistido. Treinamento resistido é o nome técnico do treinamento de força ou da musculação, os dois últimos mais conhecidos popularmente.
</p>

<p>
	Imagine o que você seria capaz de realizar se tivesse sua força muscular aumentada em mais de 100%.
</p>

<p>
	O treinamento de força realizado de maneira adequada proporciona diversas melhorias no estado de saúde e na capacidade física, principalmente em pessoas com mais idade: aumento da massa muscular, aumento da força muscular, aumenta da velocidade, aumento da flexibilidade, melhora da capacidade cardíaca, diminuição das dores articulares, melhora no equilíbrio, diminuição dos risco de queda, melhora na força dos ossos, diminuição do colesterol, perca de gordura, diminuição do alcoolismo e tabagismo e outros diversos benefícios como o tratamento da hipertensão, do diabetes, fibromialgia, e muitas outras reabilitações.
</p>

<p>
	Por exemplo, depois de 18 meses de exercícios de treinamento de força, um idoso com 60 anos ganhou 2,3 Kg de músculo, perdeu 7,7 Kg de gordura e aumentou a velocidade de sua tacada no tênis.
</p>

<p>
	Muitas pessoas já habituadas com o “falso conforto” do sedentarismo, da como justificativa além da falta de tempo e a correria do dia a dia, o fato de sentirem se cansadas e acreditam que os exercícios as deixariam ainda mais cansada, onde na realidade o que acontece é justamente o contrário. Muitas pessoas que iniciaram o treinamento de força relatam como um do benefícios percebidos, o maior vigor e disposição para a realização do trabalho e das atividades diárias.
</p>

<p>
	Outras dizem estarem velhas para ir a uma academia, e assim deixam de obter todos os benefícios citados acima. Nunca se é muito velho para se exercitar, mas, provavelmente, se é muito velho ao não se exercitar.
</p>

<p>
	Referencias:
</p>

<p>
	GRAVES, J.E. e FRANKLIN, B. A. Treinamento resistido na saúde e reabilitação. Editora Revinter, 2006.
</p>

<p>
	JACOB, W. F. Atividade física e envelhecimento saudável. São Paulo: editora Atheneu, 2006.
</p>

<p>
	WESTCOTT, W. e BAECHLE, T. Treinamento de força para a terceira idade. Editora Manole, 1 edição brasileira, 2001.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">355</guid><pubDate>Wed, 21 Sep 2011 00:44:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como Eliminar Gordura e Manter seus M&#xFA;sculos</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/como-eliminar-gordura-e-manter-seus-m%C3%BAsculos-r345/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd556a524e5_monthly_2015_0855dd39c24ec80_monthly_2015_0867aae6ac30fbe7987a1724af93cabe8a.jpg.089b01e720cbfb630150f0842c871023.jpg.9d4711bba51249275ec5a1d74939a9a2.jpg.eb31df0dc2dfaf7ab35fcbe31c0fc7ee.jpg" /></p>
<p>
	O maior desejo de todas as pessoas que praticam exercícios é eliminar gordura e aumentar massa muscular magra, pois só assim para o corpo ficar forte, definido e com músculos aparentes.
</p>

<p>
	Porém, esse é o objetivo mais difícil de alcançar, afinal, exige muita disciplina, treinos intensos, descanso e alimentação regrada. Todos esses fatores necessitam de uma orientação profissional, afinal, pessoas que tentam fazer treinos e dietas por si só, raramente alcançam bons resultados, entrando em métodos malucos, incorretos ou da moda, porém, desanimam ao perceber que o resultado demora para vir, não vem ou pior: vem ao contrário!
</p>

<p>
	Então, trago aqui para os leitores as dicas mais eficazes de como ter bons e rápidos resultados na hora de emagrecer, porém não perder a massa muscular conquistada e, até melhor: aumentá-la. Tome nota:
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">1- Vá com calma nos aeróbios</span></strong>
</p>

<p>
	Um dos fatores que pode causar uma perda de massa magra, quando não bem planejado, é o excesso de exercícios aeróbios. Normalmente, quem quer secar, acaba extrapolando os treinos na esteira, bike ou piscina, então, tome cuidado. Você pode manter sua rotina de treino aeróbio de acordo com a prescrição do educador físico, porém, limite-se àquilo, pois gasto calórico excessivo, facilita a perda de músculos;
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">2- Capriche nos treinos de musculação (ou com pesos)</span></strong>
</p>

<p>
	Os treinos de contra-resistência (com cargas) são os mais eficientes para quem deseja aumentar os músculos, então, seja frequente neles. Não tenha preguiça, vá de 3-4x/semana no mínimo e sempre aumente suas cargas. Se você mantém a mesma carga por meses, seus músculos ficarão iguais por meses, então, se quer mais músculos, coloque mais carga (claro, sempre aumentando aos poucos para não ganhar lesões);
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">3- Coma logo após os treinos</span></strong>
</p>

<p>
	O hábito de treinar e não comer nada em até 1 hora é um perigo para quem deseja melhores resultados. Após o treino o organismo está debilitado e necessita de uma reposição rápida de vários nutrientes, então, se você o deixa sem alimentos, ele poderá buscar reservas do corpo (o alvo pode ser a proteína dos seus músculos). Então, logo após treinar, realize uma suplementação adequada ou uma refeição completa;
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">4- Aumente o consumo de proteínas magras</span></strong>
</p>

<p>
	As proteínas são nutrientes essenciais para o ganho e manutenção da massa magra, então, capriche no consumo delas, desde que sejam na versão magra. Exemplos: peito de frango, peito de peru, atum, queijo branco, leite ou iogurte desnatado, whey protein, caseína, peixes, ovos, etc.;
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">5- Consuma carboidratos de baixo índice glicêmico</span></strong>
</p>

<p>
	Por demorarem mais para virar glicose sanguínea, carboidratos de baixo índice glicêmico são excelentes para repor sua energia, glicogênio e não causar picos de insulina no sangue (evitando assim acúmulo de gordura). Então consuma mais cereais integrais e frutas com casca;
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">6- Não fique muito tempo sem comer</span></strong>
</p>

<p>
	Passar mais do que 3 ou 4 horas sem comer, pode aumentar o acúmulo de gorduras no corpo e também deixar seu metabolismo mais lento, então, corte esse hábito fazendo de 5-6 refeições ao longo do dia. Nunca saia sem tomar um bom café da manhã e nunca durma sem ter feito uma refeição leve rica em proteínas e gorduras boas.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">7- Utilize suplementos anticatabólicos</span></strong>
</p>

<p>
	Por último, lance mão de suplementos que ajudam na hora de “segurar” seus músculos. São eles: BCAA, leucina, glutamina, HMB, hipercalóricos e whey protein. Utilize-os somente após orientação de um nutricionista esportivo.
</p>

<p>
	<em><span style="font-size:12px;">REFERÊNCIAS:</span></em>
</p>

<p>
	<em><span style="font-size:12px;">KLEINER, Susan M.; GREENWOOD-ROBINSON, Maggie. Nutrição para o treinamento de força. São Paulo. Editora Manole, 2002.</span></em>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em><span style="font-size:12px;">BIESEK, Simone; GUERRA, Isabela, ALVES, Letícia Azen. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Editora Manole, 2005.</span></em>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">345</guid><pubDate>Sat, 10 Sep 2011 22:27:00 +0000</pubDate></item><item><title>Treinamento concorrente: aer&#xF3;bios e for&#xE7;a ao mesmo tempo</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/treinamento-concorrente-aer%C3%B3bios-e-for%C3%A7a-ao-mesmo-tempo-r340/</link><description><![CDATA[<p>
	Refere-se à associação dos exercícios aeróbios e o treinamento de força (GUEDES JR.,2006). O treinamento concorrente leva esse nome a partir da idéia de que os benefícios, proporcionados por cada uma das atividades (aeróbia e força), concorrem entre si, ou seja, uma atividade poderia interferir negativamente no desenvolvimento da outra (TEIXEIRA E GUEDES JR.,2010).
</p>

<p>
	Estudos que examinaram o treinamento concorrente apresentaram as seguintes conclusões:
</p>

<ul>
	<li>
		A alta intensidade de treinamento de resistência aeróbia pode comprometer a força, especialmente em altas velocidades de ações musculares.
	</li>
	<li>
		A capacidade de potência pode ser afetada tanto pelo desempenho do treinamento de força como pelo de resistência aeróbia.  
	</li>
	<li>
		A alta intensidade do treinamento de resistência aeróbia pode afetar negativamente a curto prazo o desempenho anaeróbio.
	</li>
	<li>
		O aumento do consumo de oxigênio de pico não é comprometido por um programa de treinamento de força de alta intensidade.
	</li>
	<li>
		O treinamento de força não afeta negativamente as capacidades de resistência aeróbia.
	</li>
	<li>
		Os programas de treinamento de força e potência podem beneficiar os desempenhos de resistência aeróbia pela prevenção de lesões, pelo aumento do limiar de lactato e Pela redução do tempo de contato com o solo durante a corrida (FLECK E KRAEMER.,2006).
	</li>
</ul>

<p>
	A importância de identificar o objetivo principal e complementar do aluno é fundamental para então desenvolver dentro do programa de treinamento a metodologia mais adequada.
</p>

<p>
	Segundo Guedes Jr (2006) a modalidade principal deve ser priorizada, enquanto a atividade suporte deve ser realizada com volume moderado, para não comprometer o período de recuperação. De um modo geral, a combinação de diferentes atividades físicas pode trazer maiores benefícios à saúde como um todo.
</p>

<p>
	No esporte competitivo também se observa combinações de treinamentos para evitar alguns riscos à saúde dos atletas que são submetidos a longas jornadas de treino com intervalos inadequados.
</p>

<p>
	Podemos observar que um atleta fisiculturista em determinado fase de treinamento emprega atividades aeróbias, visando à saúde cardiovascular. Já os corredores ou outros atletas de endurance, incluem a musculação que além de contribuir com a melhora da endurance esportiva, auxilia na manutenção da massa magra, que é comprometida em virtude do grande catabolismo proporcionado pelas atividades de longa duração, por fim, na prevenção de lesões.
</p>

<p>
	Portanto, quando se tem por objetivo específico o desenvolvimento de força (força máxima, potência, hipertrofia), o treinamento de força deveria ser priorizado (especificidade do treinamento). Caso haja necessidade da combinação das atividades de força e aeróbia, pode-se optar pela prática da atividade aeróbia em períodos ou dias separados ou, se na mesma sessão, após o treino de força (TEIXEIRA E GUEDES JR.,2010 APUD WEINEWCK 2000; PAULO ET AL.,2005; GUEDES JR.,2007A).
</p>

<p>
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
</p>

<p>
	TEIXEIRA, C. V. L; GUEDES JUNIOR, D. P. Musculação perguntas e respostas: as 50 duvidas mais freqüentes nas academias. Phorte editora, 2010.
</p>

<p>
	FLECK, S. J; KRAEMER, W. J. Fundamento do treinamento de força muscular. 3 ed, Artmed, 2006.
</p>

<p>
	GUEDES, D. P. Saiba tudo sobre musculação. Rio de Janeiro: Editora Shape
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">340</guid><pubDate>Sat, 10 Sep 2011 16:01:00 +0000</pubDate></item><item><title>Alongamentos: Fazer ou N&#xE3;o Depois das Atividades F&#xED;sicas</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/alongamentos-fazer-ou-n%C3%A3o-depois-das-atividades-f%C3%ADsicas-r335/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="alongar-depois-treino.jpg" data-loading="true" height="275" title="alongar-depois-treino" width="298" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/alongar-depois-treino.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Continuando nossa jornada através desse tema: Alongamento. Vamos adentrar um território árido, no qual há muitas controversas, discussões saudáveis e versões de um mesmo tema aparecem: “Alongar ou não após atividades físicas”.
</p>

<p>
	Venho falando sobre esse tema desde 1995 e nesses anos vários estudos aprovaram e desaprovaram os alongamentos após exercício físico.
</p>

<p>
	Mas há um fato que é crucial na minha humilde opinião sobre o assunto, são as microlesões, após atividades físicas há microlesões proporcionais a intensidade e volume do treinamento, isso por si só já contra-indica à atividade.
</p>

<p>
	Imagine as microlesões como aquele pano de chão que fica na entrada, que já está esgarçado, ele fica mais frágil, mais susceptível a romper-se totalmente. Pois é o mesmo que acontece com os músculos após uma atividade física. As microlesões deixam os músculos mais frágeis.
</p>

<p>
	Não vejo lógica nem cabimento de alongar músculos que acabaram de sofrer microlesões. Os músculos após um estímulo devem descansar e receber nutrientes para regenerar-se e recuperar-se para os próximos estímulos.
</p>

<p>
	Há ainda a máxima: “que os músculos após um treino de musculação estão contraídos”, na verdade aquela sensação de “contraído”, melhor dizendo de inchaço, ocorre, pois há um acúmulo de sangue nos músculos, mas definitivamente não estão contraídos, desta forma não precisam de alongamentos no pós treino.
</p>

<p>
	Tem outro aspecto para refletir, após um treinamento os músculos estão fadigados, ou seja, perdem sua capacidade de responder, tem a propriocepção alterada. Desta forma corre-se o risco de passar dos limites por estar com os tecidos aquecidos e não ter a percepção fidedigna devido à fadiga central.
</p>

<p>
	Uma boa forma de terminar um treinamento é realizando um exercício aeróbio de baixa intensidade, ou seja, abaixo do limiar, e sem impacto, para não aumentar as microlesões. Assim acelera a recuperação para o próximo treino.
</p>

<p>
	E se houver a necessidade de fazer um relaxamento, ou uma volta à calma pode-se usar muitas atividades, mas não precisa ser alongamento. Há várias opções, usando exercícios com bolinhas, exercícios de consciência corporal, mentalizações...
</p>

<p>
	Para finalizar vamos pensar no tempo, ninguém tem muito tempo para despender na academia, ou nos treinos, portando você como profissional de Educação física, orientador e treinador deve organizar para serem priorizadas as atividades realmente fundamentais. Se não há objetivo definido não tem porque fazer. Não faremos porque todos fazem, nem porque está na moda.
</p>

<p>
	Foco, foco nas metas dos alunos, seja objetivo e contundente na sua conduta.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">335</guid><pubDate>Sun, 14 Aug 2011 14:56:00 +0000</pubDate></item><item><title>Vigorexia</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/vigorexia-r333/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="vigorexia-300x241.jpg" data-loading="true" height="241" title="vigorexia" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/vigorexia-300x241.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Na prática do exercício físico contínuo alguns participantes apresentam um novo distúrbio: a vigorexia. Esta surge quando não se utiliza o exercício físico como um meio para levar uma vida mais saudável. A obtenção do corpo musculoso se converte entre meios e fins. (Silva et al, 2010 apud Kauffmann, 2009).
</p>

<p>
	Também conhecida como Dismorfia Muscular e Anorexia Nervosa Reserva, a Vigorexia foi recentemente descrita como uma variação da desordem dismórfica corporal e enquadra-se entre os transtornos dismórficos corporais (TDC) (Camargo et al, 2008 apu Chung, 2001).
</p>

<p>
	Os indivíduos acometidos pela Vigorexia freqüentemente se descrevem como fracos e pequenos, quando na verdade apresentam musculatura desenvolvida em níveis acima da média da população masculina, caracterizando uma distorção da imagem corporal. Segundo Sismon et al, 2008 apud assunção (2002), além de estar associada a prejuízos sociais, ocupacionais, recreativos e em outras áreas do funcionamento do individuo, a dismorfia muscular é também um fator de risco para o abuso de esteróides anabolizantes.
</p>

<p>
	Além do uso de esteróides estarem associado a problemas tanto físicos quanto psiquiátricos, outras conseqüências podem ser vistas neste transtorno. A utilização excessiva de pesos durante os exercícios sobrecarrega os ossos, tendões, músculos e articulações, principalmente dos membros inferiores.
</p>

<p>
	A prevalência da vigorexia afeta com maior freqüência homens entre 18 e 35 anos, mas pode também ser observada em mulheres, sendo expressa por fatores socioeconômicos, emocionais, fisiológicos, cognitivos e comportamentais. O nível socioeconômico destes pacientes é variado, mas geralmente é mais freqüente na classe média baixa (Camargo et al, 2008 apud Alonso, 2006; GRIEVE, 2007).
</p>

<p>
	Um dos principais fatores de alterações da percepção da imagem corporal é a imposição, pela mídia e pela sociedade, de um padrão corporal considerado o ideal ao qual associam o sucesso e a felicidade (COSTA et al, 2007 apud CONTI et al, 2005). O que pode levar o aluno a priorizar apenas a estética e a qualidade de vida é deixada de lado, o que é extremamente negativo.
</p>

<p>
	Segundo SISMON et al (2008 apud ASSUNÇÃO, 2002), não há descrição do tratamento para vigorexia, em sua maior parte, práticas são “emprestadas” do tratamento de quadro correlatos e não devem ser entendidas como definitivas. Da mesma forma que indivíduos com transtornos alimentares, os indivíduos com vigorexia dificilmente procuram tratamento, pois através dos métodos propostos geralmente acarretarão perda da massa muscular.
</p>

<p>
	Sendo assim, é importante que os profissionais da área de educação física fiquem atentos a alguns sintomas que podem apontar a vigorexia como: o uso de suplementos alimentares e anabolizantes e colocar o treino físico em primeiro plano. 
</p>

<p>
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
</p>

<p>
	CAMARGO, T. P. P et alii. Vigorexia: revisão dos aspectos atuais deste distúrbio de imagem corporal. Revista brasileira de psicologia do esporte v.2 n.1 São Paulo jun. 2008
</p>

<p>
	SILVA, L. V.  et alii A VIGOREXIA COMO REFLEXO DA CONTEMPORANEIDADE: UMA ANÁLISE DOS ALUNOS DAS ACADEMIAS DE RIO GRANDE-RS. Rio Grande do Sul, 2011.
</p>

<p>
	SISMON, J. M; FIGUEIREDO, S. H; ROCHA, C. M; GARCIA, A. B. Compulsão e exercício físico: um problema para o Educador Físico. Revista Digital - Buenos Aires –n.119 – Abr/2008. Disponível em &lt;<a href="" rel=""> '&gt;</a>
</p>
<iframe data-embedcontent="" frameborder="0" loading="lazy"></iframe>

<p>
	<a href="" rel=""> </a>&gt;
</p>

<p>
	CAMARGO, T. P. P et alii. Distúrbios da imagem corporal e transtornos
</p>

<p>
	alimentares em atletas e praticantes de atividade física. Revista Digital - Buenos Aires - n.114 – Nov/2007. Disponível em &lt;
</p>
<iframe data-embedcontent="" frameborder="0" loading="lazy"></iframe>

<p>
	&gt;
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">333</guid><pubDate>Fri, 12 Aug 2011 23:31:00 +0000</pubDate></item><item><title>S&#xED;ndrome do overtraining</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/s%C3%ADndrome-do-overtraining-r327/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd556a38426_monthly_2015_0855dd39c2365c6_monthly_2015_08c128e58ea23a842231c56d0836b1bc01.jpg.68e2a9a75db188efb9e9b0015adcd845.jpg.932945e05b01a30339b6115d8870e27b.jpg.be0a198b3ad414dc5168e5a0110e7e73.jpg" /></p>
<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">O Paradoxo do Exercício Físico</span></strong>
</p>

<p>
	Todos sabemos que a atividade física proporciona benefícios ao organismo, e que estes são estendidos à melhoria de inúmeras funções corporais, como melhora da flexibilidade, da resistência cardiovascular, da força, dentre outros benefícios.
</p>

<p>
	Vale a pena comentar também que o exercício físico, diferente da atividade física, proporciona outros ganhos ao corpo humano, principalmente por acelerar processos metabólicos e induzir o organismo à níveis de atividade mais intenso o que, conseqüentemente, favorece o processo de adaptação.
</p>

<p>
	Vamos partir do princípio de que, todo o tipo de estímulo que o organismo recebe, gerará respostas que, conforme a intensidade destas, gerará adaptação (em níveis molecular, celular e tecidual).
</p>

<p>
	Entretanto, quando a intensidade e a frequência do exercício físico atingem níveis máximos, o organismo começa a responder (e adaptar-se) de maneira diferente da que pretendemos, propiciando o que chamo de “estresse excessivo do treinamento” comumente conhecido como “síndrome do overtraining”.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">A Síndrome do Overtraining</span></strong>
</p>

<p>
	Em definição básica, a síndrome do overtraining consiste em um estado de treinamento muito além que o indivíduo pode suportar, ocasionando sérios problemas no organismo em níveis psicológicos e fisiológicos. Estes problemas vão desde lesões em articulações ou músculos (e, conforme o caso, fraturas ósseas), até problemas mais sérios como insônia, depressão, irritabilidade, impotência e problemas reprodutivos, propensão a problemas respiratórios e gastrointestinais, perda de peso e baixa imunidade.
</p>

<p>
	Os sinais que indicam overtraining nem sempre são claros, o que dificulta seu diagnóstico, principalmente pelo fato de envolver fortes fatores psicológicos que demoram a se manifestar. Todavia, depois de instalada esta síndrome o corpo pode levar vários meses, ou mesmo alguns anos, até que o distúrbio deixe de existir e os sinais e problemas fisiológicos desapareçam por completo. Entre os sinais físicos e psíquicos mais conhecidos, encontram-se:
</p>

<ul>
	<li>
		Diminuição da Performance (força/peso);
	</li>
	<li>
		Diminuição da Massa Muscular;
	</li>
	<li>
		Diminuição dos níveis de Testosterona;
	</li>
	<li>
		Aumento dos níveis de Cortisol;
	</li>
	<li>
		Irritabilidade e apatia;
	</li>
	<li>
		Depressão;
	</li>
	<li>
		Diminuição da Glutamina e,
	</li>
	<li>
		Aumento exponencial da vulnerabilidade infecciosa.
	</li>
</ul>

<p>
	A alta incidência desta síndrome entre os atletas deixa cada vez mais clara a necessidade de se analisar as possíveis causas desse fenômeno.<br>
	<br>
	O desencadeamento da Síndrome do Overtraining é um processo complexo, resultado de drásticas alterações de fluxo hormonal em função da maior ativação do sistema nervoso autônomo e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, além da supressão do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal (Lehmann &amp; col, 1998).<br>
	<br>
	Essa afirmação fica clara quando encara-se o exercício físico intenso como um dos fatores desencadeadores do estresse, tanto físico quanto psicológico. Contudo, alguns autores classificam estas alterações do sistema endócrino como uma conseqüência do overtraining, e não necessariamente a sua causa.<br>
	<br>
	Como possíveis causas, algumas pesquisas sugerem que são:
</p>

<ul style="color: rgb(39, 42, 52); font-size: 14px; background-color: rgb(255, 255, 255);">
	<li>
		lesão e inflamação;
	</li>
	<li>
		redução drástica dos estoques de glicogênio (muscular e hepático);
	</li>
	<li>
		diminuição da disponibilidade de glutamina durante o exercício;
	</li>
	<li>
		hipótese de fadiga central.
	</li>
</ul>

<p>
	Vale a pena citar que grandes Volumes de treinamento físico vem por originar a maior parte das causas citadas para o desencadeamento do overtraining, com mais influência do que a que sua Intensidade, confirmando que a quantidade de exercício influencia com maior grau o aparecimento dos efeitos negativos desse fenômeno.
</p>

<p>
	Outro fator necessário de citação diz respeito à importância da Glutamina para otimizar o sistema imunológico e suprimir os efeitos do overtraining. A glutamina é um aminoácido não essencial (ou seja, o organismo pode sintetizá-lo a partir do ácido glutâmico, valina e isoleucina). A síntese da glutamina acontece primariamente nos músculos, mas ocorre também nos pulmões, fígado, cérebro e possivelmente no tecido adiposo. É importante citar que em condição de overtraining (e também lesões ou estresse), os órgãos necessitam de uma demanda muito maior de glutamina, o que não pode ser suprido apenas pela síntese corporal, sendo sugestiva a possibilidade de suplementação com este aminoácido.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Concluindo</span></strong>
</p>

<p>
	Como mencionado, a atividade física bem como o exercício físico regular, promove a melhoria de inúmeras funções corporais. Todavia, em efeito contrário, quando o exercício intenso é realizado com freqüência que não facilita a recuperação do organismo, o indivíduo começa a sofrer os efeitos malignos do excesso de treinamento.
</p>

<p>
	A sobrecarga de exercício excessivo e prolongado com inadequada recuperação e descanso leva ao engano, leva ao estado de fadiga central, leva ao overtraining!
</p>

<p>
	<strong><em>Referencial Bibliográfico</em></strong>
</p>

<p>
	- Lehmann, M. Foster, C. Dickhuth, H. Gastmann, U. Autonomic Imbalance Hypothesis and Overtraining Syndrome. Medicine Science Sports &amp; Exercise 1998; 30:1140-5;
</p>

<p>
	- McArdle W. Katch F. Katch V. Fundamentos de Fisiologia do Exercício. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2002.
</p>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">327</guid><pubDate>Tue, 09 Aug 2011 23:32:00 +0000</pubDate></item><item><title>Repeti&#xE7;&#xF5;es ideais para o ganho de massa muscular</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/repeti%C3%A7%C3%B5es-ideais-para-o-ganho-de-massa-muscular-r322/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd556a2f42e_monthly_2015_0855dd39c22e9c2_monthly_2015_088345a4de5c7765360391e087136b4fa0.jpg.d635440c0924b3ca200e17dc1c3065d4.jpg.2d03335d225d8ba18a7309248a26a5f7.jpg.4f5b7dd474f7ac85636c912d47833459.jpg" /></p>
<p>
	Quando o objetivo é trabalhar <strong>mais a força muscular</strong>, o ideal é que se treine com um <strong>número menor de repetições</strong>, <strong>abaixo de 6 repetições máximas (6 RM)</strong>, com uma <strong>maior quantidade de carga (peso).</strong> Isso fará com que um número maior de unidades motoras sejam ativadas e consequentemente uma maior quantidade de fibras musculares entrem em ação, melhorando assim sua coordenação e força muscular.
</p>

<p>
	Porém, com 6 RM também conseguimos obter <strong>um pouco de ganho de massa muscular (hipertrofia)</strong> por mecanismos tencionais, onde nossos músculos são expostos a um grande esforço fazendo com que nossas fibras musculares sofram <strong>micro lesões</strong>, isso desencadeará <strong>processo inflamatório</strong> e conseguentemente recuperação com super compensação (restauração do tecido danificado e aumento com fortalecimento do mesmo).
</p>

<p>
	Quando queremos proporcionar <strong>maior resistência muscular localizada</strong>, o ideal é a realização de <strong>repetições acima de 15 RM</strong>, porém este número alto de repetições também leva ao <strong>aumento da massa muscular</strong>, só que por outros fatores, distinto do citado acima. Neste caso, haverá um grande <strong>acúmulo de acido lático</strong> (aquela sensação de queimação no músculo) e isso ativará <strong>enzimas proteases</strong> que destruirão as fibras musculares levando posteriormente a recuperação, <strong>supercompensação</strong> e ganho de massa muscular.
</p>

<p>
	Uma estratégia mais precisa para ganho de massa muscular seria <strong>repetições entre 8 e 12 RM</strong>, pois, esta faixa de repetição proporcionaria os dois tipos de estímulos: tencionais e acúmulo de acido lático, levando assim a melhores resultados.
</p>

<p>
	Não se esqueça que ficar muito tempo treinando com o mesmo estimulo fará com que nosso corpo deixe de dar respostas, interrompendo os resultados (principio da adaptação). Então, o mais indicado é que se <strong>varie entre as faixas de repetições</strong>, fazendo uma periodização. Ex: <strong>6 semanas de 08 a 12 RM</strong>, <strong>2 semanas de 15 a 20 RM</strong>, <strong>1 semana de 04 a 06 RM</strong> e depois retornar novamente nas <strong>08 a 12 RM</strong>. Repare que a maior parte do tempo se treina na faixa de 08 a 12 RM, por esta ser mais hipertrófico.
</p>

<p>
	Este foi apenas um exemplo, mas existem várias formas de se manipular as mudanças na forma de treinar.
</p>

<p>
	Outro fator a se observar é que pessoas intermédias e avançadas devem treinar com repetições máximas (RM), ou seja, se a prescrição for de 08 a 12 RM, isso quer dizer que devemos encontrar uma carga que nos possibilitará a realização de 12 RM e não 13 ou 14.
</p>

<p>
	Mas para saber se 12 RM foi o seu máximo é preciso tentar realizar 13 RM. Caso não consiga realizar a última, isso quer dizer que a anterior foi o máximo.
</p>

<p>
	Quando o seu máximo for muito acima de 12 repetições, por exemplo: alcançou 14 ou 15 repetições, isso quer dizer que o peso está leve para o seu objetivo. Desta forma, basta aumentá-lo. Se não conseguir realizar ao menos 8 repetições, isso quer dizer que o peso está alto para o seu objetivo, então, é só diminui-lo.
</p>

<p>
	<strong>Um erro comum que quase todas as pessoas cometem é encerrar a série assim que 12 repetições é atingido.</strong> Mas não é o número 12 que proporcionará os resultados, e sim o <strong>máximo esforço</strong>, a maior sensação de trabalho suportado por meu músculo e por minha capacidade psicológica.
</p>

<p>
	Desta forma de 08 a 12 RM são apenas simbólicos, <strong>você precisa ir até o seu máximo durante as séries</strong>, e, como o <strong>intervalo de descanso</strong> para o ganho de massa muscular deve ser pequeno (<strong>de 40 a 90 segundos</strong>), isso faz com que seu músculo não fique completamente recuperado para a próxima série.
</p>

<p>
	É muito provável que, se na primeira série você conseguiu realizar o máximo de 12 repetições, é normal que consiga um pouco menos na segunda série, e assim por diante. Por isso, a prescrição deve ser feita com uma faixa de repetições do tipo: 08 a 12 RM ou 15 a 20 RM, entre outras faixas, dependendo do objetivo.
</p>

<p>
	<strong>Não confunda isso com o método pirâmide</strong>, pelo fato de as repetições normalmente diminuírem. Aqui estamos falando de uma necessidade metabólica decorrente de um curto intervalo de descanso, o qual impossibilita a realização do mesmo número de repetições em todas as séries.
</p>

<p>
	Se o seu objetivo é o ganho de massa muscular, ao menos 1 série de cada exercício deve ser realizada até a fadiga máxima, usando métodos como:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>repetições forçadas</strong> (quando um parceiro de treino te ajuda a realizar 2 a 3 repetições que não conseguiria sozinho),
	</li>
	<li>
		<strong>excêntrico</strong> (quando um amigo ajuda na fase positiva e o praticante tenta controlar a máximo a fase negativa),
	</li>
	<li>
		<strong>drop set </strong>(na mesma série assim que não conseguir mais contrair, diminua a carga e continue realizando as repetições até que não consiga mais mexer o membro).
	</li>
</ul>

<p>
	Na realidade, estudos indicam que não há necessidade de ir até o máximo em todas as séries de todos os exercícios, ou seja, um exemplo poderia ser realizar 2 exercícios como uma "pré preparação" para que as séries do último exercício sejam até o máximo. Estes são apenas exemplos. A musculação pode ser manipulada, prescrita e adaptada de diversas formas.
</p>

<p>
	Porém, muitos atletas do alto nível da musculação relatam conseguir maiores resultados realizando <strong>todas as séries de todos os exercícios até o máximo</strong>, não desperdiçando nem uma série, após, primeiramente, fazer algumas séries mais leves, como aquecimento.
</p>

<p>
	Caso você acredite ser capaz de treinar até o máximo em todas as séries, vale a pena tentar e observar os resultados.
</p>

<p>
	Resumindo: <strong>não é o número de repetições o fator determinante para se interromper as séries, e sim o máximo de esforço e fadiga, sempre tentando ir além</strong>. Em outras palavras, realize o movimento de um determinado exercício até que seu membro não consiga mais se mover.
</p>

<p>
	Se você quiser obter resultados de verdade, busque orientação de profissionais que realmente entendam do assunto.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">322</guid><pubDate>Mon, 18 Jul 2011 00:59:00 +0000</pubDate></item><item><title>Rotina de Treinamento de Pernas</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/rotina-de-treinamento-de-pernas-r317/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="ricardo-fonseca-treino-perna-01-300x248." data-loading="true" height="248" title="ricardo-fonseca-treino-perna-01" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/ricardo-fonseca-treino-perna-01-300x248.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Gostaria de comentar brevemente sobre o meu treinamento de pernas executado aqui na China durante o mês de maio de 2011.
</p>

<p>
	Treinar perna aborrece a maioria dos marombeiros de academia.
</p>

<p>
	Ao invés de fugir do ginásio nos dias de perna, é melhor você ter uma rotina a seguir, pois como dizia "Arnold", nós conhecemos nosso parceiro de treino quando treinamos perna.
</p>

<p>
	Na rotina abaixo seus quadríceps serão triturados, esse treino de perna separa homens de meninos:
</p>

<p>
	<strong>Primeira semana:</strong>
</p>

<p>
	ExercícioSérieSérieSérieSérie Agachamento Smith151212 - FT8 -FT Leg Press 45º com repetição forçada e drop set151210 - FT8 -FT Hack Squat181210  Extensora151210 - FT8 -FT Adução201512 
</p>

<p>
	<strong>Segunda semana:</strong>
</p>

<p>
	ExercícioSérieSérieSérieSérie Extensora20-820-820-820-8 Agachamento LivreFTFTFT  Leg PressFTFTFT  Hack Squat20-820-820-8  Flexora Deitado15-815-815-8  Stiff1212  
</p>

<p>
	<strong>Terceira semana:</strong>
</p>

<p>
	ExercícioSérieSérieSérieSérie Avanço Smith1512128 Flexora Sentado1512198 Stiff181210  Leg Press 80º com repetição forçada e drop set151210  Abdução201515  Cadeira Extensora com repetição forçada + drop20151212
</p>

<p>
	*FT = Falha Total
</p>

<p>
	Abraços a todos e bons treinos.
</p>

<p>
	[gallery]
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">317</guid><pubDate>Thu, 14 Jul 2011 13:01:00 +0000</pubDate></item><item><title>Treinamento de For&#xE7;a como Interven&#xE7;&#xE3;o Conservadora da H&#xE9;rnia Discal</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/treinamento-de-for%C3%A7a-como-interven%C3%A7%C3%A3o-conservadora-da-h%C3%A9rnia-discal-r316/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="hernia-de-disco.jpg" data-loading="true" height="288" title="hernia-de-disco" width="280" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/hernia-de-disco.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	A hérnia de disco é uma patologia freqüente na coluna lombar e acomete estruturas articulares alterando o funcionamento biomecânico da região e das propriedades naturais dos tecidos adjacentes (Pires, 2008).
</p>

<p>
	Segundo Wetler et al, 2004 (apud Cecin, 2000) a hérnia de disco consiste na migração do núcleo pulposo com fragmento do anel para fora de seus limites funcionais, podendo ser:
</p>

<p>
	&gt;&gt; <strong>Protusas</strong>, quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro.
</p>

<p>
	&gt;&gt; <strong>Extrusas</strong>, quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco.
</p>

<p>
	&gt;&gt; <strong>Seqüestradas</strong>, quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.
</p>

<p>
	Estudos epidemiológicos demonstram que cerca de 50% a 90% de indivíduos adultos apresentam quadros de dor na coluna vertebral em especial na região lombar (lombalgia) em algum momento de suas vidas, sendo a principal causa de incapacidade em sujeitos com menos de 45 anos de idade (Souza Jr., 2008).
</p>

<p>
	A ocorrência principal de hérnias de disco se dá, geralmente, nas regiões cervical e lombar. A causa principal que leva a essa discopatia são os distúrbios posturais estáticos e dinâmicos, principalmente associados às atenuações ou às acentuações das curvaturas anatomofisiológicas da coluna (Teixeira e Guedes jr., 2010; Alves, 2010). Bulhões et al, 2007 (apud Tulum e Acar 2005) citam como outro fator de risco para o desenvolvimento da degeneração do disco intervertebral a ausência da prática de exercícios físicos regulares.
</p>

<p>
	As intervenções conservadoras da hérnia de disco têm sido indicadas como a primeira opção que pode incluir o uso de fármacos, uso de órteses, acupuntura, repouso relativo e adoção de um programa de exercícios físicos adequados. O procedimento cirúrgico é outra opção disponível para o tratamento da hérnia de disco, embora sua indicação ocorra quando o curso natural do processo em questão segue uma piora significativa após o uso de medidas não agressivas.
</p>

<p>
	Teixeira e Guedes Jr. 2010; Alves, 2010 (apud Simão 2007) afirmam que os “problemas nas costas” podem ser minimizados com exercícios que fortaleçam os músculos abdominais e a musculatura do dorso.
</p>

<p>
	Em um estudo recente foi analisado os efeitos de um programa de treinamento de força no tratamento da hérnia de disco cervical. A intervenção consistiu em exercícios de resistência de força para a musculatura flexora lateral e extensora do pescoço associados ao alongamento da musculatura flexora. Ao final, observou-se diminuição da dor, o que possibilitou uma maior autonomia funcional das pessoas Teixeira e Guedes jr., 2010; Alves, 2010 (apud Mussi e Almeida, 2006).
</p>

<p>
	O uso de exercícios para o tratamento de lombalgias e discopatias resulta em maior eficiência na reabilitação, com enfoque na variação da freqüência, duração e intensidade dos exercícios Torma et al, 2007 (apud Polito et al, 2003).
</p>

<p>
	É comum o profissional da educação física encontrar no seu ambiente de trabalho indivíduos com disfunções da coluna vertebral, necessitando de conhecimentos específicos para prescrição de exercícios seguros e efetivos nesse público.
</p>

<p>
	O que deve ser levado em consideração é que pessoas com hérnia de disco assim como outras disfunções na coluna vertebral apresentam limitações o que exige um acompanhamento individualizado.
</p>

<p>
	Os exercícios resistidos são seguros desde que bem orientados, pois a posição corporal, as cargas e as amplitudes podem ser adequadamente adaptadas em função de qualquer limitação Souza Jr., 2008 (apud Santarém, 2006).
</p>

<p>
	REFERENCIAS
</p>

<p>
	Bulhões, J. R. Irineu, T. P. Masini, M. Eficiência dos métodos fisioterapêuticos de reabilitação no pós-operatório de hérnia de disco lombar
</p>

<p>
	Pires, E. G. Condutas Terapêuticas na hérnia de disco lombar, 2008.
</p>

<p>
	Souza Junior, S. L. P. Atividade física em indivíduos acometidos por lesões degenerativas da coluna vertebral. Revista Digital - Buenos Aires - Ano 13 - N° 119 - Abril de 2008
</p>

<p>
	TEIXEIRA, C.V.L.S.; GUEDES JR. D.P. Musculação: perguntas e respostas: as 50 duvidas mais freqüentes nas academias. São Paulo: Phorte Editora, 2010.
</p>

<p>
	Torma, R. Ritzel, C. H. Vaz, M. A. Efeitos de um programa de treinamento de força para adultos portadores de hérnia de disco lombar. Laboratório de Pesquisa do Exercício - Lapex - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS - POA - RS.
</p>

<p>
	WETLER, E. C. B.; ROCHA JUNIOR, V. A.; BARROS, J. F. O tratamento conservador através da atividade física na hérnia de disco lombar. Disponível em: &lt;<a href="http://www.efdeportes.com/efd70/hernia.htm" rel="external nofollow">http://www.efdeportes.com/efd70/hernia.htm</a>&gt;. Acesso em: 30 abr. 2011.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">316</guid><pubDate>Thu, 14 Jul 2011 12:27:00 +0000</pubDate></item><item><title>A Influ&#xEA;ncia do Tabagismo aos Praticantes de Exerc&#xED;cios F&#xED;sicos</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/a-influ%C3%AAncia-do-tabagismo-aos-praticantes-de-exerc%C3%ADcios-f%C3%ADsicos-r313/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="cigarro-fumar-exercicios-fisicos.jpg" data-loading="true" height="360" title="cigarro-fumar-exercicios-fisicos" width="403" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/cigarro-fumar-exercicios-fisicos.jpg" loading="lazy"></a>Além dos problemas inerentes à todos os indivíduos fumantes, os danos do tabaco pesam muito negativamente sobre as pessoas praticantes de exercícios físicos.
</p>

<p>
	A Composição do Cigarro
</p>

<p>
	Sabe-se que no cigarro existem mais de 4.700 substâncias tóxicas, dentre elas a nicotina que, por si só, é um veneno altamente perigoso. Assim sendo, vale a pena demonstrar como agem algumas dessas substâncias no organismo e de que maneira afetam diretamente a prática de exercícios físicos.
</p>

<p>
	A primeira coisa a se ter em mente é que, ao mesmo tempo em que as toxinas do cigarro sobrecarregam o sistema circulatório, simultaneamente, diminuem a provisão de combustível (oxigênio) ao exercício. Essa alteração, sob efeito agudo, pode chegar até a diminuição de 15% do oxigênio que não será utilizado pelas vias metabólicas de geração de energia.
</p>

<p>
	Dentre os principais efeitos agudos do ato de fumar que afetam consideravelmente a prática de exercícios, podemos citar os seguintes: aumento da freqüência cardíaca, exacerbação da asma, aumento do monóxido de carbono no plasma sanguíneo, e diminuição da capacidade respiratória.
</p>

<p>
	No entanto, fixando-se ao mais importante, no que diz respeito à atividade física, analisemos os seguintes fatores: a começar pelo encurtamento (diminuição) da capacidade respiratória, esta é uma ação que torna a prática de exercícios mais dificultada. Tanto em exercícios de predominância aeróbia, como nos de predominância anaeróbia, a diminuição da capacidade respiratória altera consideravelmente os mecanismos para que as células musculares produzam energia. A disponibilidade de oxigênio é um componente chave no processo de treinamento e busca de resultados (performance). Assim que esta disponibilidade torna-se deficitária, o organismo passa a depender de processos de transformação de energia que não utilizem tanto oxigênio como, por exemplo, as vias anaeróbias. Este fato, contudo, passa a produzir metabólitos que acabam por extenuar o exercício muito antes do que o esperado. Este é um dos motivos pelo qual o cigarro diminui consideravelmente a resistência nos exercícios de endurance.
</p>

<p>
	Esta é uma conseqüência comum à pessoa fumante que, devido a este vício, tem diminuição da performance em exercícios físicos, exatamente pelo tabaco aumentar consideravelmente a freqüência cardíaca e elevar os níveis de monóxido de carbono no plasma sanguíneo. Com maior concentração de CO no sangue o transporte de oxigênio pelas hemácias diminui, o que afeta drasticamente o potencial das células gerarem energia por vias aeróbias. Isto traz como conseqüência o maior acúmulo de lactato dentro do músculo, induzindo à diminuição da performance conseqüente da fadiga.
</p>

<p>
	Sabe-se que, independentemente do tipo de exercício a ser realizado, a presença do oxigênio é sempre fundamental: nos exercícios de predominância aeróbia ele é o responsável pela geração (via combustão, “literalmente”) da maior parte da energia necessária à atividade. E, nos exercícios de predominância anaeróbia, ele é um dos principais responsáveis pela ressíntese de compostos energéticos, como a fósforo creatina, e algumas atividades vitais à célula. Na falta desse oxigênio, todo o sistema energético fica comprometido.
</p>

<p>
	Os pulmões são diretamente afetados pelo cigarro, sendo um dos primeiros pontos de parada das toxinas contidas em sua fumaça. Ali, o monóxido de carbono (que possui afinidade superior ao oxigênio nas hemácias) é imediatamente transferido à corrente sanguínea. Ainda nos pulmões, algumas substâncias contidas na fumaça aderem às paredes dos alvéolos, potencializando o endurecimento da parede celular (enfisema) e prejudicando a oxigenação de todo o organismo.
</p>

<p>
	Um dos venenos muito conhecidos presentes no cigarro é a nicotina. Ao ser consumida, a nicotina leva cerca de 8 segundos até chegar ao cérebro, levando cerca de 30 a 60 minutos até ser eliminada. No que diz respeito ao aumento da freqüência cardíaca, esta toxina é uma das responsáveis por essa alteração.
</p>

<p>
	A nicotina, por exemplo, induz a glândula hipófise (no cérebro) a produzir doses adicionais dos hormônios adrenalina e nor-adrenalina por estímulo à glândula supra renal. Estas catecolaminas acabam por promover a contratilidade da musculatura lisa da camada média das artérias, aumentando a pressão arterial e causando taquicardia. Com esse aumento do ritmo cardíaco (taquicardia), o coração acaba sobrecarregando-se o que, definitivamente, não é satisfatório ao indivíduo que pratica exercícios máximos e submáximos.
</p>

<p>
	Além disso, algumas pesquisas com seres humanos comprovaram que a nicotina possui influência sobre os recursos hídricos do corpo, causando efeito anti-diurético. Isso afeta consideravelmente os praticantes de exercícios que visam alcançar definição muscular e baixo acúmulo de água no corpo.
</p>

<p>
	Concluindo
</p>

<p>
	A longo prazo, o cigarro é responsável por ataques cardíacos e problemas vasculares cerebrais, câncer de pulmão (além de câncer de laringe, cavidade oral, esôfago e tantos outros), doenças pulmonares obstrutivas (bronquite crônica e enfisema pulmonar). Com toda certeza, ao praticante de exercícios físicos, independentemente da atividade praticada, não existe nenhum benefício advindo do fumo que melhore a desempenho. Isso fica muito claro quando analisamos os efeitos de algumas substâncias contidas no cigarro quando estão em contato direto com os tecidos corporais, o que comprova que o cigarro é um veneno, uma arma mortal ao organismo como um todo.
</p>

<p>
	Referencial
</p>

<p>
	- Uba Chupel, Matheus. Projeto “Pare, Pense, Escute: Drogas Não!”. Secretaria de Educação, Cultura e Esporte. Três Barras-SC, 2009;
</p>

<p>
	- Tesouros da Juventude: Edição 11, pg 3437
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">313</guid><pubDate>Thu, 14 Jul 2011 00:27:00 +0000</pubDate></item><item><title>Atividades F&#xED;sicas para Crian&#xE7;as e Adolescentes: Preju&#xED;zos ou Benef&#xED;cios?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/atividades-f%C3%ADsicas-para-crian%C3%A7as-e-adolescentes-preju%C3%ADzos-ou-benef%C3%ADcios-r311/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="adolescente-lee-priest.jpg" data-loading="true" height="584" width="205" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/adolescente-lee-priest.jpg" loading="lazy"></a>ATIVIDADE FÍSICA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: PREJUÍZOS OU BENEFÍCIOS?
</p>

<p>
	As crianças tendem a ser beneficiarem com a prática esportiva desde que sejam respeitadas as diferenças físicas e psicológicas. Neste sentido podemos e devemos lembrar o Princípio da Individualidade Biológica.
</p>

<p>
	Zílio, 1994 afirma que, para a execução de uma habilidade esportiva, a criança deve ser orientada a tomar conhecimento de suas reais capacidades, pois o sucesso e o fracasso no esporte são experiências importantes. O sucesso transmite uma sensação de satisfação pessoal pela conquista adquirida e serve como ponto inicial para novas realizações, e o fracasso tem o seu valor na qualidade de incentivo para uma nova tentativa de êxito. Este mesmo conceito de fracasso e sucesso pode ser trabalhado e levado para a vida pessoal, pois esta também é feita de perdas e ganhos. Em clubes esportivos, as crianças podem começar a conhecer e a praticar esportes a partir dos três anos de idade, mas as preferências esportivas surgem por volta dos seis anos.
</p>

<p>
	É importante ressaltar que mesmo em clubes esportivos, as modalidades devem tem um caráter lúdico, ou seja, as aptidões físicas podem e devem ser trabalhadas, mas por intermédio de brincadeiras. Os pais têm um papel muito importante neste sentido no que tange a fiscalização para que a ludicidade e não a ênfase da técnica ou puramente das qualidades físicas seja empregada por parte dos treinadores. É fundamental que as crianças tenham a possibilidade de praticarem várias modalidades diferentes, pois isto permite que os pequenos possam mostrar suas preferências por determinadas práticas esportivas.
</p>

<p>
	ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS
</p>

<p>
	Existem várias modificações fisiológicas para as crianças decorrentes do treinamento físico. Existe a possibilidade de haver a hipertrofia do músculo cardíaco e de suas fibras e conseqüente ganho de força de contração proporcionando a queda na freqüência cardíaca. Também podem existir benefícios na circulação periférica e no retorno venoso. O sistema endócrino elimina a gordura excedente e, no diabetes há a diminuição das necessidades de insulina exógena. O sistema digestivo se beneficia quando acompanha uma alimentação mais saudável e proporcional às necessidades orgânicas para o bom desempenho esportivo e com horários preestabelecidos, em função dos horários de treinamento Carazzato,1995.
</p>

<p>
	CRESCIMENTO PREJUÍZO OU BENEFÍCIO?
</p>

<p>
	Quando respeitado a intensidade e volume de treinamento, aliado a uma alimentação saudável seja no exercício recreativo ou no treinamento esportivo, o crescimento físico tende a ser estimulado, atingindo o padrão de crescimento geneticamente determinado Matsudo,1997. Em indivíduos jovens saudáveis, os efeitos positivos do treinamento físico se sobrepõem a quaisquer efeitos negativos e anula os fatores de risco relacionados ao crescimento FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE MEDICINA ESPORTIVA,1997. Corroborando com a afirmativa anterior Mafulli, 2002 afirma que não há qualquer efeito deletério ou aparente em altura ou à taxa de crescimento nas crianças saudáveis e adequadamente nutridas. Em um estudo longitudinal com várias modalidades esportivas, onde as mesmas crianças são seguidas por um curto prazo de tempo, os atletas (voleibol, mergulhadores, corrida de fundo e basquetebol), apresentaram valores médios de estatura similares às crianças não atletas Malina, 2002.
</p>

<p>
	Algumas modalidades físicas, em especial as que suportam o peso corporal como o voleibol, a corrida, o futebol, a ginástica, e atividades como a musculação são consideradas modalidades preventivas e que atenuam a perda óssea na melhor idade reduzindo a osteopenia e quadros de osteoporose Karam, 1995. Concordando com os dados apresentados anteriormente O treinamento físico é de particular importância para a integridade do tecido ósseo, pois níveis minerais estabelecidos durante a infância e a adolescência podem ser de suma importância para um bom estado mineral ósseo na maior idade Maffulli,2002.
</p>

<p>
	MENINAS E MATURACÃO SEXUAL
</p>

<p>
	Quanto à maturação sexual em meninas atletas, não há evidências de que o treinamento esportivo acelere ou retarde a maturação, nem o crescimento das mamas e dos pêlos púbicos FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE MEDICINA ESPORTIVA.
</p>

<p>
	Também não há evidência para afirmar que o treinamento retarde a adrenarca e prolongue o estado pré-púbere ou que atrase a menarca em meninas atletas em comparação às não atletas Geithner et al 1988. Entre os fatores que podem influenciar a menarca estão à tendência familiar para a maturação posterior das atletas ou a variação da idade da menarca pelo número de crianças na família Maffulli, 2002. Sendo assim, não existe associação entre o treinamento esportivo e a menarca tardia. Então, o esporte para a criança pode trazer benefícios físicos, sociais, psicológicos e motores. Porém, devem ser respeitados os limites de treinamento compatíveis ao desenvolvimento da criança, pois o treinamento físico moderado é indicado para estimular o crescimento físico saudável.
</p>

<p>
	O TREINAMENTO DE FORCA MUSCULAR EM CRIANCAS PRÉ-PÚBERES
</p>

<p>
	Alguns estudos realizaram um programa de treinamento de força em crianças pré-púberes não atletas e encontraram aumentos significativos na força muscular destas em relação ao grupo controle, ou seja, em relação a crianças que não praticavam musculação Faigenbaum,1999, Faigenbaum,1993, Ramsay,1990, Rians,1987,Sandres, 2001, Weltman,1986. Os ganhos de forca muscular, foram atribuídos, predominantemente, as adaptações neurais, e também parece estar associado a um crescente aumento no número de ativação e no recrutamento das unidades motoras, porém sem o aumento da área de secção transversa do músculo, ou seja, não existe nenhum risco de crianças ficarem musculosas Blimkie,1993..
</p>

<p>
	BENEFÍCIOS DO TREINAMENTO DE FORCA MUSCULAR EM CRIANCAS PRÉ-PÚLBERES
</p>

<p>
	O treinamento de força muscular para crianças pode auxiliar na melhora do desempenho de habilidades motoras Ramsay,1990 nos testes motores de aptidão física como salto vertical e flexibilidade Weltman, 1986 nos níveis de lipídeos sangüíneos nos parâmetros de saúde e na redução de lesões em esportes e atividades recreativas Faigenbaum, 2000. Além disso, parece diminuir o estresse emocional e auxiliar na prevenção de doenças músculo-esqueléticas de longa duração, como lombalgias e osteoporose Oliveira,1997. O tipo de treinamento poderia influenciar nas respostas de ganho de força. Faigenbaum et al avaliaram os efeitos de dois diferentes protocolos de treinamento de força com crianças pré-púberes, um com volume alto e cargas moderadas e outro com baixo volume e cargas altas a moderadas, em um período de onze semanas. Foram encontrados aumentos significativos da força muscular em relação ao grupo controle para os dois diferentes protocolos utilizados, sendo que o protocolo com alto volume (maior número de repetições) e intensidade moderada (menos pesos) parece ser mais seguro para iniciar um treinamento de força muscular com crianças.
</p>

<p>
	Outra importância que pode ser dada ao aumento da força muscular para crianças pré-púberes é em relação à melhora do desempenho esportivo. Faigenbaum et al aplicaram um programa de treinamento de força de oito semanas em crianças pré-púberes de ambos os gêneros. O grupo experimental obteve um ganho significativo na força muscular de 10 repetições máximas na extensão de joelho de 64,5% e na flexão de cotovelo de 78,1%, e na redução das medidas de composição corporal em comparação ao controle.
</p>

<p>
	Parece não existir danos às epífises ósseas, aos ossos e aos músculos em crianças pré-púberes como resultados do treinamento de força, e quando houve lesões, foram em atividades esportivas ou de vida diária Rians,1987. Também não há evidências de que o treinamento de força muscular para crianças prejudique seu crescimento em estatura Sandres 2001.
</p>

<p>
	CONCLUSÃO
</p>

<p>
	A atividade Física recreativa ou visando o aprimoramento das Capacidades Esportivas, Esporte de Competição, tende a proporcionar inúmeros benefícios para as Crianças Pré-Púlberes. Tantos os Pais como Treinadores ou Professores de Educação Física devem primar pela ludicidade, permitindo às crianças a oportunidade de praticarem diversas modalidades esportivas e o desenvolvimento de várias aptidões Físicas.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">311</guid><pubDate>Wed, 15 Jun 2011 22:19:00 +0000</pubDate></item><item><title>Percep&#xE7;&#xE3;o Subjetiva do Esfor&#xE7;o da Sess&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/percep%C3%A7%C3%A3o-subjetiva-do-esfor%C3%A7o-da-sess%C3%A3o-r309/</link><description><![CDATA[<p>
	PERCEPÇÃO SUBJETIVA DO ESFORÇO DA SESSÃO
</p>

<p>
	Introdução
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="correndo-esteira-218x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="correndo-esteira" width="218" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/correndo-esteira-218x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	É indispensável em qualquer modalidade esportiva uma correta prescrição e monitoramento do treinamento físico. É comum vermos atletas realizarem mais de uma sessão de treino por dia, muitas vezes se instaurando um quadro de desgaste físico por parte dos mesmos, devido à alta intensidade utilizada em seus treinamentos, sendo muitas vezes acompanhada de insuficientes períodos de recuperação. Neste sentido é interessante que se realize uma avaliação diária do stress provocado naquela sessão de treino, através do monitoramento da carga de treinamento. Esta ferramenta é útil porque dará ao treinador condições de avaliar o rendimento de seu atleta, observando a resposta do mesmo com relação a magnitude das cargas utilizadas e assim traçar estratégias para a periodização das cargas futuras.
</p>

<p>
	Existem vários métodos para se fazer esse monitoramento da carga diária da sessão, porém um método em especial vem sendo muito bem aceito pela comunidade científica e por treinadores das mais diferentes modalidades: a Percepção Subjetiva do Esforça da sessão (PSE), proposto recentemente por Carl Foster. A PSE é denominada como a integração entre o córtex sensorial e sinais periféricos e centrais, como a ventilação, articulações e músculos. Moreira e colaboradores definem a PSE como a resposta psicofísica gerada e memorizada no sistema nervoso central, decorrente dos impulsos neurais eferentes provenientes do córtex motor.
</p>

<p>
	A PSE consiste em um questionário simples, sendo que o atleta deve responder a pergunta “como foi sua sessão de treino” em um período de até 30 minutos após o esforço, com o atleta respondendo de acordo com a tabela CR-10 de Borg. Esta tabela consiste em uma numeração de 0 a 10, aonde zero significa o valor mínimo (repouso) e o 10 o valor máximo (maior esforço).
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="tabela-cr10-borg-300x260.jpg" data-loading="true" height="260" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/tabela-cr10-borg-300x260.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Escala CR-10 de Borg (1982) adaptada por Foster et al. (2001)
</p>

<p>
	A carga de treinamento é calculada através da multiplicação do resultado da PSE versus a duração do esforço (min) e é expressa em cargas arbitrárias. É importante salientar que a PSE tem uma boa correlação com outros indicadores de intensidade do exercício, como a Freqüência Cardíaca e consumo de oxigênio.
</p>

<p>
	O baixo custo e a alta aplicabilidade deste método são notórios. Através da PSE pode-se calcular a monotonia do treinamento (média das cargas de treinamento das sessões de um determinado período dividido pelo desvio padrão). Estudos correlacionam o alto índice de monotonia em períodos de alta intensidade de treinamento com a síndrome de overreaching. Outra aplicação prática e detectar individualmente o rendimento de um atleta, e comparar, como por exemplo, a média dele com a média do grupo (equipe). É importante que a percepção do treinador de esforço seja a mesma do atleta, sendo a PSE uma importante ferramenta feedback para o treinador.
</p>

<p>
	É importante salientar que a maioria dos estudos foram realizados com exercícios aeróbios ou cíclicos, e que falta estudos com relação a PSE da sessão e treinamento de força.
</p>

<p>
	Prof. Gustavo Barquilha
</p>

<p>
	Bacharel em Educação física
</p>

<p>
	Doutorando em Ciências do Movimento Humano
</p>

<p>
	Preparador Físico/Fisiologista de Atletas de Alto Rendimento
</p>

<p>
	www.gustavobarquilha.com.br
</p>

<p>
	Referências
</p>

<p>
	BORG, G. A. Psychophysical bases of perceived exertion. Medicine and Science in Sports and Exercise, Madison, v. 14, no. 5, p. 377-381, 1982.
</p>

<p>
	Foster C, Florhaug JA, Franklin J, Gottschall L, Hrovatin LA, Parker S, et al. A new approach to monitoring exercise training. Journal of Strength and Conditioning Research, Connecticut, v.15, p.109-15, 2001.
</p>

<p>
	IMPELLIZZERI, F. M.; et al. Physiological assessment of aerobic training in soccer. Journal of Sports Sciences, London, v. 23, no. 6, p. 583-592, 2005.
</p>

<p>
	MOREIRA, A. Teste de campo para monitorar desempenho, fadiga e recuperação em basquetebolistas de alto rendimento. Revista da Educação Física/UEM, Maringá, v. 19, n. 3, p. 241-250, 2008.
</p>

<p>
	MOREIRA, A. et al. Esforço percebido, estresse e inflamação do trato respiratório superior em atletas de elite de canoagem. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v.23, n.4, p.355-363, 2009
</p>

<p>
	NAKAMURA, F Y; MOREIRA, A; AOKI, M S. Monitoramento da carga de treinamento: a percepção subjetiva do esforço da sessão é um método confiável?. Revista da Educação Física/UEM, Maringá, v. 21, p. 1-11, 2010.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">309</guid><pubDate>Wed, 15 Jun 2011 22:15:00 +0000</pubDate></item><item><title>Gordura Corporal e Atividade F&#xED;sica</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/gordura-corporal-e-atividade-f%C3%ADsica-r306/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd556a1a59d_monthly_2015_0855dd39c21978a_monthly_2015_08e2d480db1942ca7ef8deb66c22efb1d0.jpg.6aea8e69ab36f67d8ed47e1f25b63325.jpg.1aae3d1dde926759b2c61402f22f4ce8.jpg.368b91088034c2d376d4b3ba0bdc3051.jpg" /></p>
<p>
	O <strong>excesso de gordura corporal</strong> tornou-se um problema de proporção mundial, que está afetando cada vez mais pessoas, especialmente as que vivem nos grandes centros urbanos. Embora o interesse em tratar obesidade tenha aumentado sua prevalência, contudo, não tem diminuído. O estilo de vida com baixos níveis de atividade física e hábitos alimentares inadequados tem contribuído para o excesso de gordura corporal.
</p>

<p>
	Estudos têm concluído que o excesso de gordura corporal é correspondente ao aumento da <strong>inatividade física</strong>. Assim como o sedentarismo constitui a característica primária da maioria dos indivíduos com excesso de gordura corporal.
</p>

<p>
	As mulheres possuem, naturalmente, em sua composição corporal mais tecido adiposo (gordura) que os homens. Esses, por sua vez, possuem mais massa muscular. A natureza fez homens e mulheres diferentes e as mulheres não podem ter como referência a composição corporal masculina.
</p>

<p>
	A medição de gordura corporal é reconhecida como um método mais eficaz de análise da "perda de peso". Quando uma pessoa fala que quer "perder peso", na realidade o que ela quer dizer é que ela quer perder gordura.
</p>

<p>
	Todos nós queremos sempre emagrecer, perder gordura corporal. Você pode amenizar as gorduras localizadas em seu corpo através de alimentação adequada e exercícios físicos específicos.
</p>

<p>
	Algumas dicas para a queima de gordura para praticantes de atividade física.
</p>

<ol style="list-style-type:decimal;">
	<li>
		a melhor maneira de perder gordura ou ‘’secar’’ é realizar o <strong>treino de musculação em alta intensidade</strong>. Lógico que tudo dentro de um processo, com fase de adaptação , treino moderado ate chegar no seu objetivo.
	</li>
	<li>
		<strong>Os exercícios aeróbicos devem ser feitos sempre após a atividade de força</strong>. O ideal é seguir um plano de condicionamento físico até você estar bem disposto, resistente para iniciar o processo de queima de gordura propriamente dito.
	</li>
	<li>
		Outra hora boa para <strong>usar a aerobiose com objetivo de queima de gordura é em jejum logo após acordar</strong>, embora muitos sofram com efeito de hipoglicemia, caso consiga, <strong>é um horário que depleta 3 vezes mais gordura do que em qualquer outro horário</strong>, desde que você faça um aerobio leve, NUNCA EM INTENSIDADE ALTA.Não adianta se exercitar para perder gordura sem ser no ritmo certo e em tempo certo.
	</li>
	<li>
		Outro item é o fator de esforço, para queimar gordura você deve fazer o exercício em <strong>freqüência cardíaca entre 75% a 80% da frequência máxima de seu coração</strong>.
	</li>
	<li>
		<strong>O resultado maior para definição muscular e queima de gordura está na dieta</strong>, posso lhe garantir que <strong>70% de sua perda de gordura depende de uma dieta</strong> com <strong>baixo carboidrato e calculo de proteína em torno de 1,8g/kg de peso que você tem</strong>. Não acredite em outro tipo de promessa.O pouco carboidrato que você deverá comer deve ser de índice glicêmico baixo, opte por integrais, batata doce(ótima opção), fibras, etc. Tenha paciência para passar por todo o processo, pois resultados exigem muita disciplina e determinação.
	</li>
</ol>

<p>
	O American College of Sports Medicine considera ideais os seguintes percentuais de gordura corporal por faixa etária:
</p>

<p>
	* De 18 a 29 anos
</p>

<p>
	Homens: 14%
</p>

<p>
	Mulheres: 19%
</p>

<p>
	* De 30 a 39 anos
</p>

<p>
	Homens: 16%
</p>

<p>
	Mulheres: 21%
</p>

<p>
	* De 40 a 49 anos
</p>

<p>
	Homens: 17%
</p>

<p>
	Mulheres: 22%
</p>

<p>
	* De 50 a 59 anos
</p>

<p>
	Homens: 18%
</p>

<p>
	Mulheres: 23%
</p>

<p>
	* Acima de 60 anos
</p>

<p>
	Homens: 21%
</p>

<p>
	Mulheres: 26%
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">306</guid><pubDate>Wed, 15 Jun 2011 21:19:00 +0000</pubDate></item><item><title>A influ&#xEA;ncia do sono no treinamento f&#xED;sico - um forte aliado ao crescimento</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/a-influ%C3%AAncia-do-sono-no-treinamento-f%C3%ADsico-um-forte-aliado-ao-crescimento-r305/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_04/efeitos-positivos-de-um-bom-sono.jpg.4dca76e73fa2df2d083e88d5ef041226.jpg" /></p>
<p>
	Como é sabido, a influência do sono em torno do crescimento do corpo é considerável. Tão considerável que, a distinção entre uma boa ou má noite de sono, é um dos fatores mais decisivos aos atletas que buscam o desenvolvimento de capacidades físicas.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>A Importância do Sono</strong></span>
</p>

<p>
	Não é de hoje que as crianças ouvem comentários do tipo: “Deves dormir bem para crescer!”. Esta informação, no entanto, nunca esteve tão embasada em torno de tantos estudos e pesquisas científicas, onde fica demonstrado que, realmente, as pessoas que recomendavam o bom tempo de sono tinham razão.
</p>

<p>
	O bom sono é tão importante à vida que, matematicamente, mais de um terço dela passamos dormindo. Da mesma maneira, em relação à importância, podemos dizer que o crescimento corporal está diretamente relacionado ao bom tempo de sono que dispomos.
</p>

<p>
	Dormir pouco, demais ou mal não cria um ambiente favorável à reparação do tecido muscular, impactando diretamente no crescimento muscular. Assim como treino e alimentação, o sono e o descanso possuem uma grande parcela de contribuição para seu sucesso. Aquelas bocejadas durante o treino pode ser sinal de que algo deve ser revisto quanto ao seu sono.
</p>

<p>
	Noites mal dormidas também aumentam o risco do desenvolvimento de diabetes. Isto acontece principalmente porque a falta de sono diminui a produção de insulina (captador de glicose) pelo pâncreas. Além disso, o fato de não dormir o suficiente eleva exponencialmente os níveis de cortisol no sangue (péssimo para quem treina intensamente), o que facilita o acúmulo de glicose sérica, induzindo o indivíduo a um estado pré-diabético.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:16px;">O Sono e o Hormônio do Crescimento</span></strong>
</p>

<p>
	Vale a pena mencionar que, durante o sono, uma série de mecanismos hormonais são acionados, a fim de restaurar estruturas corporais, controlar o metabolismo, realizar a digestão, etc. Um hormônio que merece maior atenção neste momento é o Hormônio do Crescimento (gH), uma proteína globular com cerca de 191 aminoácidos em sua estrutura.
</p>

<p>
	O hormônio do crescimento é produzido na hipófise anterior (mediante estímulo do Fator Liberador de Hormônio do Crescimento - GHRF)e possui funções importantíssimas no corpo. Dentre elas, é responsável pela restauração de tecidos musculares, tecidos ósseos, a produção enzimática, além da integridade de cabelos, unhas e pele.
</p>

<p>
	O hormônio do crescimento é produzido durante toda a vida, muito embora não seja desenvolvido de maneira constante. Apresenta picos de produção em determinadas fases da vida e momentos do ciclo circadiano. Sendo assim, na adolescência é quando atinge a sua maior produção diária seguida de um declínio gradual médio na ordem de 14% por década.
</p>

<p>
	Especialmente durante a fase do sono conhecida como REM (Movimento Rápido dos Olhos) é quando o corpo atinge o pico de liberação de gH, é onde o momento onde é feita a reparação dos tecidos espoliados durante os movimentos corporais e atividades mentais. Daí mais uma vez a importância do descanso e noites bem dormidas.
</p>

<p>
	O crescimento muscular é muito beneficiado desta liberação de gH, pois este hormônio repara pequenos danos celulares e auxilia na síntese de novas proteínas musculares, por ser um hormônio de predominância anabólica.
</p>

<p>
	O Hormônio do Crescimento é estimulado pelo exercício intenso e pelo treino de força. Para otimizar seu efeito, faz-se necessária a ingestão de proteínas de alto valor biológico, além (do mais importante) de boas noites de sono. A liberação de gH diminui muito durante o jejum, o que reforça a idéia de que treinar em jejum não é a melhor opção a ser seguida, principalmente aos atletas que buscam um bom desenvolvimento e crescimento muscular.
</p>

<p>
	Pesquisas confirmam que a produção do Hormônio do Crescimento é diminuída também após os exercícios realizados em alta intensidade, até a exaustão. Todavia, por ser apenas uma resposta fisiológica aguda, o fluxo deste hormônio tende a atingir parâmetros normais algumas horas após.
</p>

<p>
	É pensando nisto que muitos pesquisadores discutem sobre qual é o melhor momento para a realização do treino de força com o objetivo de hipertrofia muscular, pois sabe-se que a produção de gH atinge níveis diferentes conforme o horário do dia.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Concluindo</strong></span>
</p>

<p>
	Muitas pessoas, principalmente atletas de treino de força, procuram por Hormônio do Crescimento, a fim de alcançar a desejada e tão sonhada hipertrofia muscular. Em situações endócrinas normais, é interessante citar que bastam boas noites de sono para que o fluxo de gH obtenha níveis desejados. Vale a pena citar que este hormônio é utilizado no tratamento de alguns distúrbios do crescimento, como por exemplo o nanismo. A reposição (extra) deste hormônio não é recomendada sem que o indivíduo tenha sido analisado anteriormente por um médico, visto que alguns problemas podem surgir com a auto-suplementação hormonal, dentre eles alguns distúrbios metabólicos. Portanto, fica valendo a dica final: treino intenso + alimentação equilibrada + bom sono = bons resultados.
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">Referências Bibliográficas</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">* - McArdle W. Katch F. Katch V. Fundamentos de Fisiologia do Exercício. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2002.<br>
	* Zatsiorsky, Vladimir M. - Ciência e Prática do Treinamento de Força - São Paulo - SP - Phorte Editora Ltda, 1999<br>
	* Cronfli, Regeane T. A Importância do Sono. Revista Cérebro e Mente. Universidade Estadual de Campinas, Dez-2002.</span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">305</guid><pubDate>Wed, 15 Jun 2011 21:07:00 +0000</pubDate></item><item><title>Tr&#xED;ade da Mulher Atleta</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/tr%C3%ADade-da-mulher-atleta-r304/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="triade-mulher-atleta.jpg" data-loading="true" height="286" width="254" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/triade-mulher-atleta.jpg" loading="lazy"></a>TRÍADE DA MULHER ATLETA
</p>

<p>
	Observa-se na sociedade moderna que o número de mulheres predispostas à prática de exercícios físicos tem aumentado, tanto no âmbito competitivo quanto recreacional. As constantes buscas por resultado estético ou exigências de competição podem causar graves problemas de saúde.
</p>

<p>
	Segundo Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (2000) a chamada Tríade da mulher atleta é uma síndrome que ocorre não somente em mulheres que participam de exercícios de caráter competitivo, mas acomete de modo cada vez mais freqüente adolescentes e mulheres praticantes de atividade física de caráter recreacional. Os seus componentes são: distúrbios alimentares, amenorréia e osteoporose.
</p>

<p>
	A primeira manifestação da tríade encontra-se, na maior parte dos casos, associada a hábitos alimentares inadequados que surgem com intuito de atingir um peso corporal idealizado (Cunha, 2006 apud Thrash e Anderson, 2000).
</p>

<p>
	Os distúrbios alimentares são conhecidos como anorexia e bulimia, muito conhecidas por causar grandes danos à saúde e muitas vezes podendo levar o individuo a óbito.
</p>

<p>
	Alguns estudos demonstram os esportes com maior prevalência, em virtude, sobretudo, da influência do baixo peso corporal na determinação de uma melhor performance e da ênfase no controle de peso a que são submetidas, como salto de esqui, ciclismo de estrada, alpinismo, ginástica artística ou rítmica e corridas de longa distancia (Pereira et al, 2010 apud Oliveira et al, 2003).
</p>

<p>
	As conseqüências dos distúrbios alimentares ocasionarão no comprometimento do sistema reprodutor baixando a concentração de alguns hormônios causando disfunção menstrual como amenorréia, que está incluída na tríade da mulher atleta.
</p>

<p>
	Segundo Pandini (2001), a amenorréia ocorre associada à perda de peso e ao treinamento físico intenso. Estima-se a prevalência de amenorréia em 30 a 50% nas bailarinas profissionais, 50% em corredoras competitivas, 25% em corredoras não competitivas e 12% em nadadoras e ciclistas (Ramos e Warren, 1995).
</p>

<p>
	A amenorréia está intimamente relacionada com a perda da densidade mineral óssea, pois tem sua secreção de estrogênio prejudicada, o que causa aumento da taxa de reabsorção óssea. A conseqüência provável é o desenvolvimento da osteoporose.
</p>

<p>
	Por osteoporose podemos entender uma perda de massa óssea que conduz a uma degradação da sua estrutura arquitetônica que torna o osso mais vulnerável a fraturas (Cunha, 2006 apud Putukian, 1998).
</p>

<p>
	Depois de estudos feito com ginastas federadas Perini et al, (2009) concluíram que, é de extrema importância a presença de profissionais da nutrição e psicologia para que orientem e acompanhem as atletas, primordialmente nas modalidades que demandam um baixo percentual de gordura corporal.
</p>

<p>
	Resume-se que uma insuficiente ingestão calórica pode ser o ponto de partida para a tríade, causando amenorréia e conseqüentemente osteoporose.
</p>

<p>
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
</p>

<p>
	PERINI, T. A. Investigação dos componentes da Tríade da mulher atleta em ginastas. Revista da Educação Física/UEM Maringá, v. 20, n. 2, p. 225-233, 2. trim. 2009
</p>

<p>
	CUNHA, A. F. V. P. Impacto da pratica desportiva na saúde da mulher atleta. Monografia, Faculdade de desporto da universidade do Porto, 2006.
</p>

<p>
	PARDINI, D. P. Alterações Hormonais da Mulher Atleta. Arquivo Brasileiro de Endocrinologia Metabólica, vol 45 nº 4 Agosto 2001.
</p>

<p>
	PEREIRA, I. O. Distorção da imagem corporal e tríade da mulher atleta em bailarinas clássicas. Revista Digital. Buenos Aires, Nº 149, Oot/2010. Disponível em . Acesso em 19/abr/2011.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">304</guid><pubDate>Wed, 15 Jun 2011 20:57:00 +0000</pubDate></item><item><title>Prescri&#xE7;&#xE3;o de Exerc&#xED;cios F&#xED;sicos para Diab&#xE9;ticos</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/prescri%C3%A7%C3%A3o-de-exerc%C3%ADcios-f%C3%ADsicos-para-diab%C3%A9ticos-r303/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="diabetes-exercicio-fisico-300x200.jpg" data-loading="true" height="200" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/diabetes-exercicio-fisico-300x200.jpg" loading="lazy"></a>A prescrição do programa de exercícios físicos para diabéticos deve ser individualizado e requer cuidados especiais, baseado em resultados de exames clínicos, físicos, laboratoriais e nutricionais. Deve haver boa interação da equipe multidisciplinar para melhor avaliação e determinação de riscos e benefícios da atividade física.
</p>

<p>
	Devem ser seguidas precauções para evitar riscos de hipoglicemia como monitorização da glicose sanguínea antes, durante e depois do exercício, identificar sinais e sintomas de hipoglicemia, evitar exercício se os níveis de glicose em jejum estiver acima de 250mg/dl e se cetose estiver presente, além de cuidados se os níveis de glicose forem superior a 300mg/dl e não apresentar cetose. Ingerir carboidrato adicional se o nível de glicose for menor que 100mg/dl, e consumir carboidrato de fácil absorção durante e depois da atividade.
</p>

<p>
	Deve-se evitar exercitar por uma hora os músculos que foram injetados a insulina, redução da insulina de ação intermediária em 30-35% no dia do exercício ou diminuição de 50 a 90% se o exercício for planejado. Também não deve ser realizado o exercício no pico de ação da insulina.
</p>

<p>
	Devem ser desencorajados ao programa de atividade física aqueles que possuem fatores de riscos cardiovasculares, retinopatias, neuropatias autonômicas ou periféricas e doença vascular periférica.
</p>

<p>
	A prescrição do treinamento de força e resistência, inclui uma série de cada 8 a 10 tipos de exercício, com 8 a 12 repetições, usando grandes grupamentos musculares, realizados 2 a 3 dias por semana. A carga deve ser aumentada quando o indivíduo conseguir completar 12 ou mais repetições.
</p>

<p>
	Diabéticos com mais de 50 anos ou com problema de saúde preexistentes, é apropriado realizar exercícios com 12 a 15 repetições e pesos leves. Exercícios de flexibilidade dever ser incorporados 2 a 3 dias por semana, 5-10 minutos antes do aquecimento ou no término do exercício, com objetivo de desenvolver ou manter a amplitude de movimento articular e minimizar a perda de flexibilidade resultante da glicolisação de várias estruturas articulares.
</p>

<p>
	A American Diabetes Association determina que o método seguro para treinamento de força em diabéticos deve ser iniciado com cargas leves entre 40-60% de 1 RM em 6 a 10 repetições, onde a frequência cardíaca e pressão arterial devem estar dentro do limite individual estabelecido e que a percepção do esforço subjetivo não exceda o nível 13, levemente intenso. Se o peso inicial for bem tolerado, pode aumentar o número de repetições para 10 a 15, depois 15 a 20 durante 1 a 2 semanas.
</p>

<p>
	Assim que o paciente apresentar boa coordenação do movimento, a quantidade de séries pode ser acrescido para 2 a 3 e a carga pode evoluir para 60-80% de 1 RM. Utiliza-se entre 2 a 5 tipos de exercícios para membros superiores e entre 5 a10 para membros inferiores, respeitando período de descanso entre as séries de 15 segundos a 1 minuto para treinamento de baixa intensidade e 1 a 2 minutos para atividades moderadas.
</p>

<p>
	Para cada grupo muscular, é necessário 48 horas de recuperação entre as sessões de treinamento. Os pacientes devem ser aconselhados a levantar o peso devagar, controlando o movimento até a total extensão, exalando o ar durante a fase de extensão, evitando assim a manobra de Valsalva.
</p>

<p>
	Ambos os treinamentos de resistência e força aumentam a disposição de glicose e sensibilidade à insulina, resultando em melhoramento da tolerância à glicose e a resposta da insulina em relação à carga de glicose. Essas mudanças adaptativas são atribuídas à melhora do conteúdo muscular de GLUT e atividade da síntese de glicogênio, além do aumento do número de capilares no músculo esquelético e massa muscular.
</p>

<p>
	A prescrição de exercício físico para diabéticos é complexa e está relacionada com benefícios e riscos significativos. Estes riscos podem ser minimizados com programas individualizados, como também avaliação e acompanhamento de equipe multidisciplinar.
</p>

<p>
	O número de estudos relacionados ao treinamento de resistência e de força ainda é bastante reduzido, necessitando de novas pesquisas sobre as respostas fisiológicas do exercício anaeróbio em diabéticos tipo I e II.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">303</guid><pubDate>Wed, 15 Jun 2011 20:42:00 +0000</pubDate></item><item><title>Alongamentos: fazer ou n&#xE3;o?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/alongamentos-fazer-ou-n%C3%A3o-r301/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_07/alongamento-fazer-ou-nao-266x300.jpg.a9d66324a00fb76030e01d5c175e5470.jpg" /></p>
<p>
	Longe do intuito de encerrar ou esgotar as discussões a cerca desse assunto, escrevo aqui algumas linhas para esquentá-lo ainda mais, levantar mais alguns pontos curiosos que nos faça refletir e repensar nossas condutas.
</p>

<p>
	Têm sido colocados na mídia alguns estudos que contra-indicam o alongamento que precede a atividade principal, esses estudos argumentam que o alongamento prévio poderia piorar a performance. Mas ainda há ressalvas sobre essa questão, vamos dissecar cada particularidade.
</p>

<p>
	Há alguns pontos que devemos pensar quanto à prescrição do alongamento antes da atividade principal:
</p>

<ul>
	<li>
		- Qual é a intensidade do alongamento?
	</li>
	<li>
		- Qual atividade será realizada após?
	</li>
</ul>

<p>
	Vamos discorrer sobre esse dois pontos.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>1) A intensidade que é realizado o alongamento em questão.</strong></span>
</p>

<p>
	Primeiro ponto é definir qual é o objetivo de realizar esse alongamento:
</p>

<ul>
	<li>
		A) Prepara e aquecer a musculatura.
	</li>
	<li>
		B) Ganhar amplitude de movimento em músculos encurtados.
	</li>
	<li>
		C) Proposta de trabalho para reorganização postural.
	</li>
	<li>
		D) Ganho de amplitude específica para alguns esportes.
	</li>
</ul>

<p>
	Partindo com esses objetivos acima traçados podemos direcionar o programa de alongamento e o treinamento.
</p>

<p>
	Pensando no primeiro objetivo, preparar e aquecer a musculatura, os exercícios de alongamento têm função importantíssima nessa situação, principalmente quando se pensa em tecido conjuntivo, que sofre modificações durante a execução dos alongamentos, alterando a sua viscoelasticidade, o que proporciona maior liberdade de movimento e menor risco de lesão, ou seja, teremos um efeito de amplificar o desempenho e outro preventivo. Nessa situação os alongamentos são fundamentais e não devem ter o seu tempo prolongado, propondo um tempo em torno de 30 segundos a 1 minuto.
</p>

<p>
	Quando estamos lidando com músculos encurtados, como apresentado no segundo objetivo, temos que prolongar o tempo de execução, segundo Phillipe Souchard, esse tempo pode estender-se de 1 minuto a 10 ou 15 minutos, dependendo da posição, ou seja, dependendo se a posição selecionada trata-se de uma posição analítica ou global. É recomendado esse tempo prolongado, pois é o tempo que demora em haver a fluagem dos tecidos. Mas nesses casos não é recomendado que se pratique treinamentos que exijam performance, pois é provável que ela esteja diminuída devido ao desgaste anterior.
</p>

<p>
	Os alongamentos também são de extrema importância, nos casos de alterações posturais, como demonstra o terceiro objetivo. Nos processos de reeducação postural, os programas são compostos em 99,9% por exercícios de alongamento. Nesses casos o tempo também deve ser prolongado para atingir os objetivos. Mas não é recomendado, como no caso anterior, atividades de alta performance no segundo momento.
</p>

<p>
	Há um princípio dentro do treinamento desportivo que é a especificidade, eu particularmente oriento-me muito por ele, e vejo que muitos equívocos são cometidos quando não nos balizamos por ele. Seguindo esse raciocínio para o quarto e último objetivo há alguns esportes que devido a sua especificidade exigem alongamento maior em algumas articulações, portanto devemos dar ênfase ao alongar essas regiões. Nesses casos a orientação é igual ao segundo objetivo, portanto não se deve realizar exercícios de alta performance após a sessão de alongamentos, como estamos falando de atletas o que pode ser feito é realizar sessões separadas, uma para o treinamento propriamente dito e outro para os alongamentos.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>2) Qual é a atividade que será realizada após os alongamentos.</strong></span>
</p>

<p>
	Se a sessão de alongamento não é muito volumosa ou intensa pode ser realizado qualquer treinamento que não haverá interferências de grande magnitude.
</p>

<p>
	Já quando a sessão de alongamento é intensa, como dito acima não devemos dar seqüência com um treinamento que exija performance porque o objetivo nesses treinamentos é melhorar as marcas a cada treinamento, e para tanto não pode haver interferências externas. A sessão de alongamento pode diminuir a perfomance devido à fadiga neural ou fadiga central. Essa fadiga diminui as possibilidades de geração de força, velocidade e potência, diminuindo o recrutamento de unidades motoras na atividade principal, além da alteração da resposta proprioceptiva e também gerando algumas micro-lesões que interferem negativamente de forma aguda na performance e deixa o tecido vulnerável à lesão.
</p>

<p>
	Os alongamentos ficam no segundo plano quando pensamos em treinamento, ou seja, são atividades secundárias, exceto em desportos que a amplitude de movimento seja um dos principais requisitos para a modalidade.
</p>

<p>
	Mas independente do fato acima podemos considerá-lo de extrema importância tanto na alavancagem do desempenho, como na prevenção de lesões. Nos próximos textos iremos abordar o alongamento depois da atividade e também veremos mais profundamente a questão preventiva. Estou à disposição.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">301</guid><pubDate>Wed, 15 Jun 2011 17:27:00 +0000</pubDate></item><item><title>Exerc&#xED;cios Abdominais</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/exerc%C3%ADcios-abdominais-r300/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="abdomen-arnold-216x300.jpg" data-loading="true" height="300" width="216" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/abdomen-arnold-216x300.jpg" loading="lazy"></a>Quando se pensa em definição muscular, a primeira região muscular a ser lembrada é o abdômen, e os exercícios mais oferecidos são as abdominais. Parece tão lógico que para definir abdômen se treina abdominal, mas isto não é tão simples assim.
</p>

<p>
	Os músculos abdominais incluem reto abdominal, oblíquos externos, internos e o transverso. Durante o exercício, quando o músculo se encurta (contração isotônica concêntrica) ele se contrai como um todo, o que elimina a possibilidade ou a necessidade de treinos para parte ´´superior e inferior`` do abdômen.
</p>

<p>
	O exercício de flexão do tronco realiza, com maior ênfase, a contração do músculo reto abdominal, utilizando energia para gerar o movimento, exatamente como qualquer outro músculo.
</p>

<p>
	A proeminência da região abdominal pode ocorrer graças a dois fatores: gordura localizada e/ou pitose (protusão abdominal). Muitos indivíduos que desejam definição muscular tem gordura localizada na região abdominal, e por esta razão diferentes tipos de exercícios abdominais são ofertados na esperança de realizar perda de gordura localizada. No entanto, não existem evidências para demostrar que exercícios localizados levariam a uma redução de gordura localizada no abdômen. Permanece, portanto, o consenso que a perda de gordura ocorre de forma generalizada por meio de um balanço energético negativo. (GUEDES et al, 2006; McARDLE et al, 1996).
</p>

<p>
	A pitose abdominal pode ocorrer mesmo com um baixo percentual de gordura. A prontusão abdominal ocorre em razão a uma fraqueza na parede abdominal, deslocando os orgãos internos para frente e para baixo e é geralmente acompanhada pelo aumento da lordose lombar. Para corrigir este desvio postural os músculos glúteos e abdominais devem ser fortalecidos, e a musculatura lombar e flexores de quadril devem ser alongados ( GUEDES et al, 2006).
</p>

<p>
	Para hipertrofiar o músculo abdominal segue-se a mesma metodologia do treinamento para qualquer outro músculo, que trata-se de treinos capazes de quebrar a homeostase, fazer modificações fisiológicas, restabelecer o equilíbrio do organismo e gerar supercompensação.
</p>

<p>
	O treino abdominal é um excelente estímulo e um dos melhores instrumentos para se consumir quilocalorias. Esteticamente e para a saúde esta é uma região que necessita ser exercitada frequentemente.
</p>

<p>
	No entanto, isto não significa que este é o melhor treino para definição, porque não existe evidência da diminuição de gordura localizada pois a eliminação de gordura só irá ocorrer em situação de balanço energetico negativo e outros fatores envolvidos. (GUEDES et al, 2006; McARDLE et al, 1996).
</p>

<p>
	Referência Bibliográfica:
</p>

<p>
	GUEDES, Dilmar P, SOUZA, Tácito P. Junior e ROCHA Alexandre C. TREINAMENTO PERSONALIZADO EM MUSCULAÇÃO. São Paulo, Phorte 2006.
</p>

<p>
	MCARDLE, Willian D, KATCH Victor L e KATCH Frank I. FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO. ENERGIA, NUTRIÇÃO E DESEMPENHO HUMANO, 5.ed.- Rio de Janeiro, Guanabara 2003.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">300</guid><pubDate>Wed, 15 Jun 2011 16:50:00 +0000</pubDate></item><item><title>Fase Exc&#xEA;ntrica e Treinamento de For&#xE7;a</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/fase-exc%C3%AAntrica-e-treinamento-de-for%C3%A7a-r285/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="campeonato-brasiliense-fisiculturismo-20" data-loading="true" height="300" title="campeonato-brasiliense-fisiculturismo-2011-P1020190" width="136" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/campeonato-brasiliense-fisiculturismo-2011-P1020190-136x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Introdução
</p>

<p>
	Existem muitos mitos sobre esse tema, como por exemplo, o de que a fase excêntrica realizada em baixas velocidades provoque maior hipertrofia muscular. A seguir iremos discorrer sobre esse tema tão importante para a musculação.
</p>

<p>
	Revisão de Literatura
</p>

<p>
	As Ações Excêntricas são responsáveis por um maior acometimento de dano muscular quando comparado com ações concêntricas, ou seja, a fase excêntrica ocasiona um maior desarranjo das fibras musculares, através da danificação da linha Z, sarcolema, túbulos transversos e miofibrilas. Esse fato se deve provavelmente pela diferença no padrão de recrutamento das unidades motoras. Na fase excêntrica, são recrutadas em média 1/3 menos unidades motoras (e consequentemente menos fibras musculares) do que na fase concêntrica (isso em uma mesma intensidade). Ou seja, para um mesmo esforço, a fase excêntrica utiliza menos fibras musculares do que a fase concêntrica.
</p>

<p>
	O dano muscular é importante por vários aspectos. O dano muscular parece ter um papel importante na hipertrofia muscular, com a ativação das células satélites. Ele também é responsável pelo acometimento de Dor Muscular de Inicio Tardio (DMIT), diminuição da força e potência muscular, extravasamento de enzimas intracelulares, como a Cretina Quinase, além de modular a resposta inflamatória e o sistema imune. Ou seja, exercícios mal planejados, com uma intensidade supra-fiológica, podem ocasionar um quadro de inflamação crônica e até mesmo provocar processos indesejáveis, como o catabolismo muscular. Por isso a necessidade de se planificar muito bem a periodização.
</p>

<p>
	Um mito sobre esse tema parece ser o de que a fase excêntrica provoque maior hipertrofia muscular. Vários estudos investigaram esse tema, sendo que a maioria encontrou hipertrofia quando a fase excêntrica foi realizada em alta velocidade, tendo alguns estudos não encontrados diferença entre as velocidades lentas e rápidas. Mas é importante salientar que NENHUM estudo científico encontrou um maior grau de hipertrofia ou dano muscular quando a fase excêntrica foi realizada em velocidades mais lentas.
</p>

<p>
	Professor Mestrando Gustavo Barquilha
</p>

<p>
	Membro do Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte – Universidade Cruzeiro do Sul
</p>

<p>
	Preparador Físico de Atletas de Alto Rendimento
</p>

<p>
	REFERÊCIAS
</p>

<p>
	BARQUILHA, Gustavo.; UCHIDA, Marco Carlos.; et al. Characterization of the effects of one maximal repetition test on muscle injury and inflammation markers. WebmedCentral PHYSIOLOGY, v. 2, p. 1-8, 2011.
</p>

<p>
	BARQUILHA, Gustavo.; MOURA, Nivaldo Ribeiro.; et al. A single exercise session: muscle function and damage. International Journal of Sports Medicine, v. 32, in press, 2011.
</p>

<p>
	Friden J, Lieber RL. Segmental muscle fiber lesions after repetitive eccentric contractions. Cell Tissue Res;293:165-171,1998.
</p>

<p>
	ROSCHEL, Hamilton.; UGRINOWISTCH, Carlos.; et al. Effect of eccentric exercise velocity on akt/mtor/p70 signaling in human skeletal muscle. Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism, v. 36, p. 283-290, 2011.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">285</guid><pubDate>Sun, 15 May 2011 19:45:00 +0000</pubDate></item><item><title>Procedimento Pr&#xE9;-Competi&#xE7;&#xE3;o no Bodybuilding</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/procedimento-pr%C3%A9-competi%C3%A7%C3%A3o-no-bodybuilding-r284/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="campeonato-brasiliense-fisiculturismo-20" data-loading="true" height="214" title="campeonato-brasiliense-fisiculturismo-2011-P1020206" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/campeonato-brasiliense-fisiculturismo-2011-P1020206-300x214.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Procedimento Pré-Competição no Bodybuilding
</p>

<p>
	Caros leitores e aficcionados por musculação, hoje nessa materia vou exemplificar UMA maneira de proceder na semana pré-competição. Lembrando ainda a individualidade de cada individuo, é importante dizer que esses procedimentos podem variar e existem inúmeras outras formas de fazer que também funcione, mas é importante ser coerente e seguir uma direção única, planejada anteriormente, desde o "off season".( 20 semanas antes - treino 4 por 1; 12 semanas antes - treino 3 por 1).
</p>

<p>
	Alguns atletas conseguem manter o treino bem pesado até a última semana, mas o mais comum e usual, é o uso de super séries, séries descendentes. Muito aeróbio e alta repetição nesta fase. Tire da cabeça de uma vez por todas aquele velho conceito que prega: “para crescer: 6 a 8 repetições; para definir: 12 a 15 repetições".... Será que alguém ainda acredita nisso? O que muda mesmo a composição corporal é a DIETA, sendo o treinamento o menos importante na verdade. Simplesmente a maioria dos atletas treina no off season na faixa das 8 ou 10 repetições, porque é mais fácil fazer 8 movimentos PESADOS do que 15 PESADOS. E no pré contest treina-se entre 12 e 15 repetições (mais leves, usando as técnicas citadas anteriormente) exatamente por estar mais fraco devido à restrição calórica.
</p>

<p>
	Observando-se o sinergismo muscular, é prudente o técnico planejar o treino da última semana de modo que o domingo anterior ao da prova seja um day off.(descanso absoluto). Assim, a divisão do treinamento ficaria assim:
</p>

<p>
	Domingo: Day off
</p>

<p>
	Segunda: Perna Completa
</p>

<p>
	Terça: Peito, ombros e tríceps
</p>

<p>
	Quarta: Dorsais e bíceps
</p>

<p>
	Quinta: Descanso (somente poses)
</p>

<p>
	Sexta: Descanso (somente poses)
</p>

<p>
	Sábado: COMPETIÇÂO
</p>

<p>
	Empiricamente, observamos que os atletas costumam "super compensar" os carboidratos, ingerindo pouca quantidade de domingo a terça, (e ingerindo proteína a 2g para cada kg de peso corporal/dia) começando a subir na quarta à tarde, quando o treino cessa e a proteína é reduzida pela metade (1g para cada kg de peso corporal/dia).
</p>

<p>
	Este também costuma ser o último dia de consumo de sódio. Forçar um pouco a tomada de água nestes dias é um hábito comum. Na quinta e na sexta o bodybuilder não treina mais e se alimenta praticamente só com carboidratos complexos a cada 2 horas, e vai restringindo a ingestão de água, até cessar completamente 12 horas antes da competição. Não é prudente ficar completamente sem sal mais do que dois dias.
</p>

<p>
	Como procedimento emergencial, o treinador pode lançar mão de uma outra combinação (programando o último day off para o sábado anterior ao campeonato):
</p>

<p>
	Domingo: Pernas, Costas e bíceps
</p>

<p>
	Segunda: Peito, ombros e tríceps
</p>

<p>
	Terça: CIRCUITO de pernas, costas e bíceps
</p>

<p>
	Quarta: Peito, ombros e tríceps
</p>

<p>
	Quinta: descanso absoluto
</p>

<p>
	Sexta: descanso (somente poses)
</p>

<p>
	Sábado: Competição
</p>

<p>
	Sempre se recomenda que na quarta o treino seja executado pela manhã, para que o atleta possa começar a "supercompensar" já neste mesmo dia à tarde. A preocupação em manipular as quantidades de água e sódio existe, mas cabe ao competidor "sentir" se está muito ou pouco retido e adequar as quantidades sem o uso arriscado dos diuréticos. Lembramos também que é inútil restringir o sal e usar alimentos ricos em sódio como laticínios e claras de ovo.
</p>

<p>
	Fazer ou não aeróbios, essa dieta e esse treino são opções do atleta que deve conhecer bem a sua própria genética e assim definir o melhor caminho para chegar aos 100% da forma no dia do campeonato. Nem antes, nem depois.
</p>

<p>
	Citei aqui somente algumas práticas comuns, sem afirmar que são o melhor caminho a seguir. Orientação adequada e respeito à Saúde sempre são os fatores que levam a uma carreira longa e cheia de vitórias (principalmente pessoais, já que nosso esporte é amador -- no sentido de dizer: eu amo; tu amas, ele ama, nós amamos... a musculação!).
</p>

<p>
	Boa sorte e treinem como se não houvesse o amanhã! Grande abraço.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">284</guid><pubDate>Sun, 15 May 2011 19:33:00 +0000</pubDate></item><item><title>Adapta&#xE7;&#xF5;es Neuromusculares ao Treinamento de For&#xE7;a</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/adapta%C3%A7%C3%B5es-neuromusculares-ao-treinamento-de-for%C3%A7a-r281/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="treinamento-de-forca.jpg" data-loading="true" height="199" width="180" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/treinamento-de-forca.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	ADAPTAÇÕES NEUROMUSCULARES AO TREINAMENTO DE FORÇA
</p>

<p>
	INTRODUÇÃO
</p>

<p>
	Pode-se dizer que as adaptações mais marcantes decorrentes ao treinamento de força sejam os aumentos da força e hipertrofia muscular. Porém, a coisa não funciona tão simples quanto parece.
</p>

<p>
	O aumento nos níveis de força pode variar de indivíduo para indivíduo, devido a diversos fatores, como nível de força inicial, protocolo de treinamento adotado, tipo predominante de fibra muscular, entre outras características. Dados relatam que homens e mulheres conseguem em média um aumento de 25 a 30% na força muscular quando comparado ao período inicial de treinamento após 6 meses.
</p>

<p>
	Nas primeiras semanas de treinamento ocorre um aumento na força sem ocorrer um aumento na hipertrofia muscular. Esse aumento deve-se pela melhora no recrutamento de unidades motoras e consequentemente em uma melhora no recrutamento de fibras musculares, já que uma unidade motora inerva várias fibras musculares. Ou seja, nosso corpo “aprende” a recrutar fibras musculares de uma maneira mais organizada, por isso quando um indivíduo entra na academia dizemos que ele está na fase de adaptação.
</p>

<p>
	Outra adaptação que ocorre é a diminuição da co-contração muscular. Quando um iniciante deseja fazer um exercício para bíceps, nosso corpo não entende que aquele exercício “isola” o bíceps, e acaba contraindo o tríceps também (isso é só um exemplo). Esse fenômeno é chamado de co-contração muscular, e é muito comum em indivíduos iniciantes em um programa de musculação, assim como em atletas de determinadas modalidades esportivas.
</p>

<p>
	O treinamento de força também inibe os reflexos musculares que inibem a contração decorrente de um alto nível de força (inibição do Órgão Tendinoso de Golgi). Outra adaptação bem definida é o aumento nas fibras de contração principalmente rápidas, importantes na geração de força e potência.
</p>

<p>
	Estudos demonstram que crianças também aumentam a força muscular após um protocolo de exercícios de intensidade moderada/alta. Porém, esses mesmos estudos não viram alterações na massa muscular dessas crianças, sendo que a justificativa para o aumento da força muscular foi a mesma dada para o aumento na força muscular em um período inicial de treinamento em indivíduos adultos: as adaptações neurais do treinamento (estamos falando de crianças normais, sem o uso de anabolizantes).
</p>

<p>
	Idosos também podem aumentar a força muscular em até 100% após a realização de um protocolo de treinamento de força, sendo que a adaptação mais vista nesse grupo é o aumento da fibra muscular rápida decorrente do treinamento. Vale lembrar que indivíduos idosos têm como característica a perda de massa e força muscular decorrentes da perda de fibra rápida (sarcopenia).
</p>

<p>
	Prof. Mestrando Gustavo Barquilha
</p>

<p>
	Pesquisador do Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte – Universidade Cruzeiro do Sul
</p>

<p>
	Preparador Físico de Atletas de Alto rendimento
</p>

<p>
	www.gustavobarquilha.com.br
</p>

<p>
	REFERÊNCIAS
</p>

<p>
	FALK, B.; TENEBAUM, G. the effectiveness of resistance Training in children: A meta-analysis. Sports Medicine. 22(3):176-186, 1996.
</p>

<p>
	FRONTERA et al. a cross-sectional study of muscle strength and mass in 45- to 78-yr-old men and women. Journal of Applied Physiology. 71:644-650, 1991.
</p>

<p>
	PLOWMAN, S. A.; SMITH, D. L. Fisiologia do exercício para Saúde, Aptidão e Desempenho. 2° Edição. Guanabara Koogan, 2010.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">281</guid><pubDate>Fri, 15 Apr 2011 13:25:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
