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<rss version="2.0"><channel><title>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Treinamento de Muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/page/9/?d=1</link><description>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Treinamento de Muscula&#xE7;&#xE3;o</description><language>pt</language><item><title>Acidose Muscular - Parte III</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/acidose-muscular-parte-iii-r176/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="beta-alanina-acidose-muscular-300x140.pn" data-loading="true" height="140" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/beta-alanina-acidose-muscular-300x140.png" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	ACIDOSE MUSCULAR – PARTE III
</p>

<p>
	Nessa terceira parte do artigo sobre acidose muscular, iremos discorrer sobre alguns possíveis recursos para diminuir a acidose muscular e seus efeitos negativos para a performance.
</p>

<p>
	INTRODUÇÃO
</p>

<p>
	Vimos na matéria anterior que o aumento na concentração de lactato decorrente de uma sessão de musculação pode ser benéfico, devido a relação do lactato com hormônios anabólicos como testosterona e GH. Por sua vez, esses hormônios possuem uma forte correlação com o aumento na força e hipertrofia muscular.
</p>

<p>
	È comum também observarmos o aumento do lactato (e um conseqüente quadro de acidose muscular) após a realização de uma prática esportiva (especialmente em uma situação competitiva). O lactato aumenta conforma aumenta o ritmo da glicólise, e em situações competitivas, a acidose muscular pode ser ainda mais aumentada devido ao stress causado pela ansiedade antes/durante a competição. Lembrando que o stress pode causar aumentos de hormônios como adrenalina, cortisol, entre outros.
</p>

<p>
	Beta-alanina
</p>

<p>
	Pesquisas recentes indicam que a suplementação de Beta-alanina pode diminuir o quadro de acidose muscular. Esse aminoácido, juntamente com o aminoácido histidina, é responsável pela síntese de um aminoácido essencial para o tamponamento do lactato, chamado de carnosina.
</p>

<p>
	Este aminoácido parece exercer certas vantagens com relação a outros tamponantes de lactato, como o bicarbonato.
</p>

<p>
	A carnosina possui uma maior concentração no músculo, o que aumenta a sua capacidade tamponante. Estudos realizados com a suplementação de Beta-alanina têm indicado aumentos significantes na performance em exercícios principalmente com características de alta intensidade. Além disso, parece não haver efeitos colaterais com a utilização desse aminoácido como forma de tamponamento do ácido lático, ao contrário da utilização de outros tamponante de lactato, como o bicarbonato, que pode causar desconfortos gastrintestinais severos. Porém, existem algumas ressalvas a serem feitas quanto a suplementação com Beta-alanina, principalmente quanto a quantidade a ser utilizada, tempo de uso, entre outros questionamentos que precisam ser elucidados com mais pesquisas científicas. O fato é que a suplementação com Beta-alanina parece ser uma boa alternativa para diminuir a acidose muscular e evitar seus efeitos indesejáveis.
</p>

<p>
	Controle sobre o stress
</p>

<p>
	O stress competitivo pode causar aumentos na concentração de lactato antes e/ou durante a realização de uma prática esportiva. Neste sentido, atletas de alto rendimento têm utilizado técnicas para o controle da ansiedade, como Yoga, meditação, entre outras. Essas práticas podem ser de extrema importância para a redução da acidose muscular, sendo que atletas de Jiu Jitsu e MMA têm relatado uma melhora na performance com essas práticas.
</p>

<p>
	Treinamento de resistência a fadiga
</p>

<p>
	Nosso organismo tem uma capacidade impressionante de se adaptar a situações estressantes (como em um quadro de acidose muscular). Uma das maneiras de se diminuir os efeitos negativos da acidose muscular durante uma competição (dor, cansaço, falta de atenção, desconforto gastrintestinal, entre outros) é aumentando a tolerância do atleta à acidose. Uma das maneiras de se fazer isso é justamente realizar treinamentos em situações de “acidose muscular” durante o período de treinamento. Neste sentido, é comum a utilização de circuitos (pouco ou nenhum intervalo de recuperação) de intensidade moderada/alta, com o objetivo de aumento nas concentrações de acido lático. È importante ressaltar que as concentrações de lactato não devem ficar abaixo das concentrações encontradas durante a prática competitiva do atleta. Por exemplo, um atleta de Jiu Jitsu aumenta sua concentração de lactato de 2 Mmol de lactato (pré luta) para 9 Mmol de lactato (pós luta), tendo um aumento de 7 Mmol de lactato. Caso o objetivo do treino seja o de provocar acidose muscular, as concentrações de lactato não devem ficar abaixo de 7 Mmol de lactato (esses valores são fictícios).
</p>

<p>
	Prof. Mestrando Gustavo Barquilha
</p>

<p>
	Membro do ICAFE – Universidade Cruzeiro do Sul
</p>

<p>
	Pesquisador do GEPEFFA – Unifieo
</p>

<p>
	Preparador Físico da Equipe Black Belt JJ Club (Jiu Jitsu e MMA)
</p>

<p>
	Site: www.gustavobarquilha.com.br
</p>

<p>
	Referências
</p>

<p>
	Harris RC, Tallon MJ, Dunnett M, Boobis L, Coakley J, Kim HJ, Fallowfield JL, Hill CA, Sale C, and Wise JA. The absorption of orally supplied beta-alanine and its effect on muscle carnosine synthesis in human vastus lateralis. Amino Acids 30: 279-289, 2006.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">176</guid><pubDate>Mon, 15 Nov 2010 10:55:00 +0000</pubDate></item><item><title>Tr&#xED;ceps-Testa</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/tr%C3%ADceps-testa-r175/</link><description><![CDATA[<p>
	Tríceps-Testa
</p>

<p>
	O exercício de extensão dos antebraços com barra ou tríceps-testa é o que será apresentado nesta sessão da coluna guia de exercícios. Trata-se de um movimento básico envolvendo apenas uma articulação, mas que exige boa coordenação motora, e que proporciona um bom desenvolvimento da musculatura do tríceps braquial.
</p>

<p>
	Músculos atuantes
</p>

<p>
	Os principais músculos atuantes são tríceps braquial (vasto medial do tríceps, vasto lateral do tríceps e porção longa do tríceps), ancôneo e alguns músculos do antebraço em menor grau dependendo do posicionamento das mãos.
</p>

<p>
	O exercício
</p>

<p>
	Posição inicial (1ª etapa): Deitado em um banco horizontal, segure firmemente a barra com pegada em pronação, braços estendidos acima da cabeça de uma maneira que as mãos fiquem visíveis à frente. Se o exercício for realizado com barra w como na foto abaixo, a pegada deve ser mais fechada, tornando o exercício mais confortável em nível articular.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="triceps-testa-01-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/triceps-testa-01-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="triceps-testa-02-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/triceps-testa-02-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Execução: Flexione os antebraços, abaixando lentamente a barra na direção da testa. Os ombros devem ficar imóveis, mantendo os cotovelos sempre apontados para cima e não para trás, ao mesmo tempo, não permitindo que se projetem para fora. Volte à posição inicial estendendo os braços quase que totalmente, não permitindo o relaxamento da musculatura triciptal.
</p>

<p>
	2ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="triceps-testa-03-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/triceps-testa-03-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="triceps-testa-04-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/triceps-testa-04-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	3ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="triceps-testa-05-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/triceps-testa-05-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="triceps-testa-06-248x300.jpg" data-loading="true" height="300" width="248" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/triceps-testa-06-248x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Observações: Flexionando os cotovelos com a barra em direção a testa, a solicitação maior será no vasto medial do tríceps, já com a barra projetada atrás da cabeça o maior grau de solicitação será na porção longa do tríceps. Indivíduos com os braços longos devem executar esse exercício projetando a barra atrás da cabeça devido a melhor posição do cotovelo. Outro detalhe importante é qual barra usar, recomenda-se o uso da barra w, pois parece haver certo desconforto com o uso contínuo da barra reta em praticantes avançados, em caso de iniciantes não há problemas devido ao uso de cargas leves.
</p>

<p>
	- Podem ser usadas munhequeiras para uma melhor estabilidade articular, fica a critério de cada praticante.
</p>

<p>
	- Se notarmos, os cotovelos estão um pouco abertos nas fotos. Isto foi devido à fadiga muscular do praticante, pois as fotos foram tiradas após o treino.
</p>

<p>
	Por:
</p>

<p>
	Leandro Camargo
</p>

<p>
	CREF: 047557-G/SP
</p>

<p>
	<strong>Fonte:</strong> Imagens e informações encaminhadas por e-mail.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">175</guid><pubDate>Mon, 15 Nov 2010 10:27:00 +0000</pubDate></item><item><title>Treinando com Ajuda</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/treinando-com-ajuda-r174/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="parceiro-treinamento-300x281.jpg" data-loading="true" height="281" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/parceiro-treinamento-300x281.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	TREINANDO COM AJUDA
</p>

<p>
	Quando se pensa em treinamento de alta intensidade, para performance, rendimento, preparação para competições ou apenas por objetivos estéticos pessoais, a questão intensidade está sempre presente.
</p>

<p>
	Sendo assim, por vezes é necessária a utilização de estratégias que tornem o estímulo cada vez mais intenso, quebrando assim a estagnação e garantindo as progressões. Uma destas estratégias é aquela onde se empregam as chamadas “repetições roubadas”. Este fabuloso método (muitas vezes mal empregado, de maneira incorreta ou desnecessária, e por sujeitos despreparados) compreende a solicitação neuromuscular de grupos musculares acessórios, para auxiliar o grupo muscular alvo à ter a vantagem mecânica necessária para prosseguir o esforço, no caso, a amplitude desejada, as repetições à mais, e a maior fadiga muscular.
</p>

<p>
	Outra estratégia comum, porém imprescindível para quem treina realmente intenso, é o fato de ter um auxiliar durante o treinamento. Este auxiliar, mais conhecido como Parceiro de Treino, tem a função de ajudar no momento da Falha Muscular Concêntrica, ou seja, permitir que o companheiro prossiga com sua série por mais algumas repetições, transferindo esta falha muscular para um estágio mais avançado de intensidade, chegando enfim, à Falha Muscular Total. Portanto, todas as outras repetições realizadas até este momento não são mais do que uma via que leva a algum lugar desejado, no caso, a exaustão muscular completa.
</p>

<p>
	Além desta característica apresentada por um parceiro de treino, a questão motivacional também é relevante. Quando se divide o mesmo treino com algum outro sujeito de nível semelhante, a disputa e a competição indireta saudável esta sempre presente, seja para realizar mais uma repetição a mais que o companheiro, utilizar um quilograma a mais ou recrutar melhor um grupo muscular. Esta ambição envolvida com a competição torna o estímulo cada dia mais intenso, e é incrivelmente válida para quem deseja resultados. Sem citar que o parceiro de treino menos apto, com menor tempo de treinamento, ou com nível de força menor, tende a se beneficiar desta parceria, já que o fato de estar sempre abaixo do nível do companheiro obriga-o a evoluir.
</p>

<p>
	Agora quando nos prendemos aos detalhes das repetições com ajuda, devemos saber que esta estratégia trata-se de um Trabalho de Precisão. Ajudar o parceiro de treino no momento da falha concêntrica não é apenas puxar uma barra pra cima. Atletas experientes preferem ignorar uma ajuda mal vinda, por parte de um companheiro amador nesta função. Melhor só do que mal acompanhado! Melhor sem ajuda do que com muita ajuda! A melhor ajuda é a menor ajuda! Sendo assim, destrancar um movimento falho é permitir que a execução siga com a mesma amplitude e intensidade, e não ter pena do ajudado, realizando o esforço que é destinado ao crescimento muscular de quem está realizando a série.
</p>

<p>
	Portanto, vale a pena se policiar e evoluir nos métodos de ajuda. Leve em consideração as melhores maneiras de ajudar, o local onde se posicionar, ter o feeling para perceber o real momento da necessidade em ajudar, a graduação do esforço a ser aplicado, mantendo o equilíbrio e a velocidade do movimento, e preservando sobrecargas desnecessárias em amplitudes inseguras.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">174</guid><pubDate>Mon, 15 Nov 2010 10:19:00 +0000</pubDate></item><item><title>Pr&#xF3;ximos Cursos de Muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/pr%C3%B3ximos-cursos-de-muscula%C3%A7%C3%A3o-r171/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="i-oficina-pratica-teorica-musculacao.jpg" data-loading="true" height="537" width="800" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/i-oficina-pratica-teorica-musculacao.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="i-oficina-teorica-pratica-musculacao.jpg" data-loading="true" height="564" width="800" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/i-oficina-teorica-pratica-musculacao.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="iii-curso-musculacao-treinamento-persona" data-loading="true" height="534" width="800" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/iii-curso-musculacao-treinamento-personalizado.jpg" loading="lazy"></a>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">171</guid><pubDate>Fri, 15 Oct 2010 16:18:00 +0000</pubDate></item><item><title>Correr somente &#xE9; o necess&#xE1;rio?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/correr-somente-%C3%A9-o-necess%C3%A1rio-r159/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="correr-perder-gordura-300x252.jpg" data-loading="true" height="252" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/correr-perder-gordura-300x252.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Correr somente é o necessário ??????
</p>

<p>
	Quando alguém quer perder peso é comum pensar que o óbvio é iniciar uma atividade aeróbica regular para depois iniciar o treinamento com pesos. É comum pensar, mas não quer dizer que é um método efetivo para perder gordura. Veja como o treino pesado com pesos é muito mais produtivo para a perda de gordura do que apenas fazer aeróbicos.
</p>

<p>
	Obviamente o treinamento com pesos é o carro chefe quando o assunto é construir massa muscular e força. Todo mundo sabe disso. O que poucas pessoas sabem é que o treino pesado também pode aumentar drasticamente a perda de peso, apesar deste ser um efeito indireto.
</p>

<p>
	Todos nós sabemos que os exercícios aeróbicos como corrida, bicicleta, natação queimam gordura, então faz sentido focar o seu treino somente nos aeróbicos, porém quando você treina com pesos algo mágico e misterioso acontece.
</p>

<p>
	O treinamento constroí massa muscular e os aeróbicos destroem, não é ?. Se você fizer apenas aeróbicos e uma dieta de baixa calorias, então você vai acabar perdendo peso e conseqüentemente massa muscular, correto ?
</p>

<p>
	E ao perder massa muscular o nosso metabolismo fica lento, fazendo com que o acúmulo de gordura se torne favorável. Ao ganhar massa muscular, acontece justamente o oposto, o seu metabolismo fica mais rápido. E quanto mais rápido o metabolismo, mais gordura você queimará durante o dia, até mesmo dormindo. Isto explica como algumas pessoas (especialmente os marombeiros) ficam definidos o ano inteiro, alguns até mesmo sem fazer uma dieta específica.
</p>

<p>
	Conclusão
</p>

<p>
	Perder gordura da maneira mais saudável e rápida requer três coisas: dieta, aeróbicos e treinamento com pesos. Estes três ingredientes são essenciais. Se você negligenciar qualquer um deles, os seus resultados serão prejudicados.
</p>

<p>
	O mais interessante sobre estes três itens é que eles são sinergistas. A sinergia entre os três complementa um ao outro e maximiza o resultado final. O resultado dos três ao mesmo tempo é um corpo definido, com metabolismo eficiente e muita massa muscular.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">159</guid><pubDate>Fri, 15 Oct 2010 13:49:00 +0000</pubDate></item><item><title>Efici&#xEA;ncia da Muscula&#xE7;&#xE3;o no Tratamento da H&#xE9;rnia de Disco</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/efici%C3%AAncia-da-muscula%C3%A7%C3%A3o-no-tratamento-da-h%C3%A9rnia-de-disco-r158/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="hernia-disco-215x300.jpg" data-loading="true" height="300" width="215" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/hernia-disco-215x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Eficiência da Musculação no Tratamento da Hérnia de Disco
</p>

<p>
	Vários estudiosos consideram a hérnia de disco um distúrbio de pessoas sedentárias. Eles partem do pressuposto que a inatividade física estaria relacionada direta ou indiretamente com dores na coluna; a maior parte da atenção dirige-se a considerá-la um subproduto da combinação da falta de aptidão músculo-esquelética e uma ocupação diária que força a região acometida.
</p>

<p>
	Outros fatores podem conduzir a uma hérnia de disco, como: traumas, infecções, malformações congênitas, doenças inflamatórias e metabólicas, neoplasias, distúrbios circulatórios, fatores tóxicos, fatores mecânicos e psicossomáticos.
</p>

<p>
	Décadas atrás devido a um consenso fundado em crenças de que os exercícios poderiam causar estresse e esforço indevido na região lesada e, assim, intensificar a inflamação, um número considerável de pesquisadores acreditava que a musculação seria um recurso inapropriado para o tratamento de pacientes com hérnia de disco. Graças às novas pesquisas científicas, já se encontra bem estabelecido o tratamento da dor decorrente da hérnia de disco. Trata-se de um programa de reabilitação que inclui exercícios resistidos (musculação). Os resultados têm sido positivos.
</p>

<p>
	Pesquisas em pacientes conseguiram comprovar diminuição da dor, restauração da flexibilidade e restabelecimento do equilíbrio entre a força e o comprimento dos músculos ao redor da articulação. Exercícios terapêuticos, como o treinamento de força da musculatura da coluna, têm produzido resultados importantes pois o retorno da capacidade funcional torna-se mais rápida.
</p>

<p>
	Quando uma pessoa descobre que está com hérnia de disco ela passa a ficar inativa para se recuperar. Embora haja redução da dor, o “ficar” parado leva ao descondicionamento físico, perda de minerais, transtornos psicológicos e perda da motivação.
</p>

<p>
	O objetivo do tratamento com musculação consiste em restabelecer a estabilidade da coluna vertebral comprometida com a ruptura da estrutura discal, não bastando minimizar a dor, mas sim restabelecer o equilíbrio da unidade funcional.
</p>

<p>
	Os exercícios de fortalecimento da musculatura, minimizam a dor, previnem protrusões futuras do disco, melhoram a nutrição do disco intervertebral, aumentam a difusão passiva de oxigênio e diminuem a concentração de hidrogênio.
</p>

<p>
	Quando o paciente minimiza seu quadro clínico de dor, por meio do treinamento com exercícios resistidos, se beneficia por não correr os riscos pertinentes de uma cirurgia, não só trata o disco enfermo, mas também aprimora as duas principais aptidões físicas relacionadas à boa execução das tarefas da vida diária: a flexibilidade e força. A melhora da condição cardiorrespiratória e o abrandamento de recidivas são outros fatores positivos quando se utiliza a musculação como um dos pilares no tratamento desses pacientes.
</p>

<p>
	Os exercícios resistidos são efetivos para o tratamento da hérnia de disco e benéficos quando se fala em retorno natural ao cotidiano da vida, incluindo o trabalho. Devido ao treinamento terapêutico com pesos, o paciente necessita de pouco repouso, adquirindo maior qualidade de vida.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">158</guid><pubDate>Fri, 15 Oct 2010 13:44:00 +0000</pubDate></item><item><title>Acidose Muscular - Parte II</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/acidose-muscular-parte-ii-r157/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="lactato-forma-acida.png" data-loading="true" height="138" title="lactato-forma acida" width="150" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/lactato-forma-acida.png" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	ACIDOSE MUSCULAR – PARTE II
</p>

<p>
	Nessa segunda parte do artigo sobre acidose muscular, iremos discorrer sobre os principais benefícios e malefícios que o substrato lactato pode trazer para a performance esportiva.
</p>

<p>
	INTRODUÇÃO
</p>

<p>
	Exercícios intensos acarretam em aumentos na produção de lactato, que é um indicador de acidose muscular. Este aumento pode ser benéfico ou maléfico, dependendo da situação e modalidade esportiva praticada.
</p>

<p>
	O lactato está diretamente relacionado com a produção de hormônios anabólicos como a testosterona e o Hormônio do Crescimento (GH). Estes hormônios estão relacionados com o aumento de massa muscular e performance (aumento da força e potência muscular). Neste sentido, qualquer estratégia que maximize o aumento na produção desses hormônios durante o período de treinamento é muito bem vinda.
</p>

<p>
	Estudos têm relacionado o aumento na produção de lactato com o aumento na produção de Testosterona e GH. Intervalos curtos de recuperação promovem aumentos na produção de lactato e outros metabólitos, provocando aumentos também no GH e na Testosterona. O aumento na intensidade do exercício também é correlacionado com o aumento no lactato e na produção hormonal. Porém, o aumento do lactato pode acarretar em aumento do hormônio cortisol, que é um hormônio catabólico (atua na via de degradação de proteínas). Todavia, o aumento desse hormônio catabólico parece estar mais associado com o tempo de realização da sessão de exercício do que unicamente com a produção de lactato. O mais recomendado é que a sessão de exercício não seja muito longa (no máximo 45 minutos) para que não ocorra a produção desse hormônio não seja exarcebada.
</p>

<p>
	O lactato também pode ser um fator determinante (e limitante) na prática esportiva. Em situações de repouso ou exercícios de baixa intensidade, nosso organismo produz lactato, porém sua remoção é maior do que a produção. Todavia, com o aumento da intensidade do exercício ou com o aumento de situações de stress (como antes de uma luta ou partida), aumenta também o ritmo da glicólise, aumentando também a conversão de piruvato em lactato. Uma alta produção de lactato corrobora com um quadro de acidose muscular (diminuição do pH). Esta acidose pode causar efeitos adversos como fadiga muscular localizada, desatenção, cansaço, entre outros fatores.
</p>

<p>
	Em um estudo realizado com 7 atletas de jiu-jitsu, os valores basais de lactato subiram de 2,2 mMol antes da luta para 11,8 mMol após 12 minutos de luta. Em atletas de luta olímpica estilo Greco-Romana os valores de lactato subiram de 2,2 mMol pré-luta para 19,0 5 minutos após o término da luta. Esses resultados demonstram a importância e a magnitude do aumento da produção de lactato durante uma atividade esportiva intensa. Entender o real significado do aumento desse metabólico, e principalmente saber trabalhar para que este aumento seja menor ou que o atleta seja mais “tolerante” a acidose parece ser um dos fatores determinantes para o sucesso esportivo.
</p>

<p>
	Na próxima matéria iremos discorrer sobre possíveis mecanismos para se diminuir a acidose muscular.
</p>

<p>
	Prof. Mestrando Gustavo Barquilha
</p>

<p>
	Membro do ICAFE – Universidade Cruzeiro do Sul
</p>

<p>
	Pesquisador do GEPEFFA – Unifieo
</p>

<p>
	Preparador Físico da Equipe Black Belt Jiu Jitsu Club
</p>

<p>
	Site: www.gustavobarquilha.com.br
</p>

<p>
	Referências
</p>

<p>
	Bottaro, M.; Martins, B.; Gentil, P.; Wagner, D. Effects of rest duration between sets of resistance training on acute hormonal responses in trained women. Journal of Science and Medicine in Sport, v. 12, p. 73-78, 2009.
</p>

<p>
	Felício, J.M ; Pizano, R.E ; Barquilha, Gustavo. Intervalo de recuperação entre as séries nos exercícios resistidos: uma breve revisão de literatura. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 148, p. 01-05, 2010.
</p>

<p>
	Del Vecchio et al. Análise morfo-funcional de praticantes de brazilian jiu-jitsu e estudo da temporalidade e da quantificação das ações motoras da modalidade. Movimento &amp; Percepção, v.7, n.10, p.263-281, 2007.
</p>

<p>
	Kraemer, W.; Hakkinen, K. Treinamento de força para o esporte. Artmed, 2004.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">157</guid><pubDate>Fri, 15 Oct 2010 13:32:00 +0000</pubDate></item><item><title>Agachamento Inclinado - Hack Squat</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/agachamento-inclinado-hack-squat-r156/</link><description><![CDATA[<p>
	Agachamento Inclinado (HACK SQUAT)
</p>

<p>
	Lembram-se que no início dessa coluna escrevemos que trataríamos primeiramente dos exercícios básicos, pois a partir deles é que os outros exercícios e novos equipamentos foram surgindo? Então, o próximo exercício a ser tratado é o agachamento hack que surgiu como uma variação do agachamento tradicional devido a necessidade de inovação no treinamento de pernas. Inicialmente conhecido como “hack lift”, realizava-se esse exercício segurando uma barra reta com ambas as mãos por trás do corpo, executando então uma nova versão de agachamento. Com o avanço tecnológico e o domínio da biomecânica, surgiu então o equipamento hack squat que conhecemos hoje e que proporciona uma versão mais confortável para execução do agachamento principalmente para indivíduos iniciantes, apesar de grande parte dos fabricantes estarem mais preocupados com a estética dos equipamentos do que com a funcionalidade mecânica deste.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento-inclinado-hack-squat.jpg" data-loading="true" height="240" width="180" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento-inclinado-hack-squat.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Hack Lift
</p>

<p>
	Músculos atuantes
</p>

<p>
	Os principais músculos atuantes são no Agachamento Hack são o quadríceps femural (vasto lateral, vasto intermédio, vasto medial e reto femoral), glúteos, modestamente bíceps femorais e parte da musculatura lombar e abdominal.
</p>

<p>
	O exercício
</p>

<p>
	Posição inicial (1ª etapa): Posicione-se no aparelho com as costas apoiadas contra o encosto, ombros ajustados sobre os apoios e os pés com um afastamento médio, ligeiramente igual a largura dos ombros. Observação: Alguns equipamentos como no caso o demonstrado aqui possuem várias alturas para trava de segurança, procure a que melhor se ajuste a você e em seguida desbloqueie a trava de segurança como na imagem abaixo antes de iniciar o exercício.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento-inclinado-hack-squat-01-300x" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento-inclinado-hack-squat-01-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento-inclinado-hack-squat-02-300x" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento-inclinado-hack-squat-02-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Execução: Após desbloquear a trava de segurança abaixe o peso lentamente flexionando os joelhos ao máximo sem permitir o relaxamento da musculatura, ao mesmo tempo em que você inspira fundo. Retorne à posição inicial expirando ao final. É importante tomar o cuidado de empurrar o peso sempre a partir dos calcanhares e não dos dedos dos pés e, também, sem pequenas pausas durante a mudança de direção do movimento não deixando os joelhos travados na posição mais alta para que a musculatura não relaxe.
</p>

<p>
	2ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento-inclinado-hack-squat-03-300x" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento-inclinado-hack-squat-03-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento-inclinado-hack-squat-04-300x" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento-inclinado-hack-squat-04-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	3ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento-inclinado-hack-squat-05-300x" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento-inclinado-hack-squat-05-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento-inclinado-hack-squat-06-300x" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento-inclinado-hack-squat-06-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Observações: Escolher de preferência um equipamento com uma plataforma ampla e que permita regulagem de inclinação. É possível realizar o exercício com os pés bem aproximados ou afastados. Com os pés aproximados a prática tem nos demonstrado que parece haver maior ênfase no músculo vasto lateral, já com os pés afastados parece haver uma maior solicitação dos adutores da coxa e vasto medial. Com os pés posicionados mais acima e a frente na plataforma, há maior ênfase nos glúteos e com os pés mais abaixo o grau de solicitação dos quadríceps é maior, no entanto há maior sobrecarga sobre a articulação do joelho. Pessoas com disfunção patelar ou problemas na articulação do joelho não devem executar este exercício em sua amplitude máxima se sentirem desconforto ou dor, excetuando-se esses casos não há contra-indicações.
</p>

<p>
	Por:
</p>

<p>
	Leandro Camargo
</p>

<p>
	CREF: 047557-G/SP
</p>

<p>
	<strong>Fonte:</strong> Imagens e informações encaminhadas por e-mail.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">156</guid><pubDate>Fri, 15 Oct 2010 13:15:00 +0000</pubDate></item><item><title>Treinando para o Ver&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/treinando-para-o-ver%C3%A3o-r155/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="treinando-verao-300x215.jpg" data-loading="true" height="215" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/treinando-verao-300x215.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	TREINANDO PARA O VERÃO
</p>

<p>
	Estamos chegando ao período do ano onde “ainda dá tempo de conseguir resultados para o verão”. É nesta época que as academias lotam repentinamente, criam-se novas turmas e modalidades esportivas e de ginástica, as lojas de suplementação, produtos esportivos e de vestuário vendem acima da média, a indústria nutricional cria novas estratégias de alimentos e de suplementos, as clínicas estéticas faturam na ambição estética dos clientes, e assim por diante.
</p>

<p>
	A não ser que o sujeito já se encontre em um nível de condicionamento avançado, ou beneficiado por uma genética diferenciada, não serão três meses intensivos que irão modificar um perfil formado ao longo de um ano de inatividade. Eu particularmente acredito na proporção justa entre o tempo de inatividade (incluindo a ausência de exercícios físicos, costumes alimentares errados, e hábitos de vida descomprometidos com a saúde) e o tempo estimado para voltar ao nível físico inicial. Ou seja, três meses de treinamento não se equivalem a nove meses de sedentarismo, no que diz respeito a resultados estéticos.
</p>

<p>
	Eu desconheço a realidade das academias e centros de treinamento nos diversos cantos do país. Mas na região que estou situado, o inverno rigorosamente frio e chuvoso contribui para a falta de persistência dos interessados em freqüentar uma academia. Porém, nesta época do ano que nos encontramos, as temperaturas ficam mais agradáveis ao exercício, sendo então, o marco inicial de muitas pessoas que buscam resultados para o verão, onde o corpo acaba por ficar mais à mostra.
</p>

<p>
	Não julgo mal o desejo em estar bem fisicamente para o verão, para as férias, para uma viagem, para uma formatura. Mas as experiências mostram que há de se ter consciência em relação à dificuldade em modificar uma estrutura a curto prazo. São pessoas deste perfil que acabam por difundir um lado negativista do exercício físico, com profecias como: só fazer exercícios não adianta nada, que dieta não emagrece, que só musculação não hipertrofia, que correr é perda de tempo, que suplemento não é bom, entre outras. Apesar de que – em uma situação imediatista como esta – eu também não acredito em resultados extremos e êxito estético. O treinamento traz resultados satisfatórios sim, mas somente quando aliado à paciência, persistência e consciência.
</p>

<p>
	Portanto, se você pretende procurar uma academia nesta época do ano, eu não vou lhe desencorajar. Comece agora, mas não pare no fim do ano. Treine agora, mas não inveje os resultados de quem treinou o ano todo, compre seu suplemento, mas não credite os resultados alheios aos anabolizantes, utilize seus equipamentos e espaço físico na academia, mas não atrapalhe quem precisa destes mesmos para concluir um trabalho iniciado muito antes do seu. Se você der continuidade, um dia estará do outro lado, e satisfeito com as conquistas que o treino pode proporcionar.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">155</guid><pubDate>Fri, 15 Oct 2010 00:10:00 +0000</pubDate></item><item><title>Acidose Muscular - Parte I</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/acidose-muscular-parte-i-r151/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="acido-latico-fermentacao-300x256.gif" data-loading="true" height="256" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/acido-latico-fermentacao-300x256.gif" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	ACIDOSE MUSCULAR – PARTE I
</p>

<p>
	Nessa primeira parte da matéria sobre acidose muscular irei discorrer sobre os principais conceitos sobre esse importante tema, que está diretamente ligado a produção hormonal, fadiga, entre outras variáveis envolvendo performance esportiva.
</p>

<p>
	INTRODUÇÃO
</p>

<p>
	Durante o exercício de baixa intensidade a demanda energética é menor, sendo predominante o sistema oxidativo, ou seja, o aporte de oxigênio é suficiente para suprir as necessidades metabólicas. Diferentemente do exercício intenso, em que a demanda metabólica é muito maior.
</p>

<p>
	A Fadiga durante o exercício de alta intensidade é uma conseqüência das limitações impostas pelo metabolismo anaeróbico. O metabolismo anaeróbio pode gerar energia (ATP) a uma taxa muito elevada, porém como conseqüência pode ocorrer uma acidose metabólica, com produção de ácido lático, que está intimamente associada à fadiga.
</p>

<p>
	No pH fisiológico, o ácido láctico produzido durante o exercício intenso é quase completamente dissociado em lactato e íons de hidrogênio (H+). É importante salientar que é essa alta produção de H+ (e não a do lactato) a responsável pela fadiga e conseqüente diminuição da performance.
</p>

<p>
	A remoção do piruvato, lactato e H+ produzidos são realizadas pelos transportadores de monocarboxilato (MCTs)
</p>

<p>
	Caso haja falta de oxigênio disponível nas mitocôndrias, o piruvato aceita os íons H+ liberados durante a glicose para formar lactato como produto final para que a glicólise possa prosseguir.
</p>

<p>
	Porém, essa produção de lactato depende de outros fatores além da falta de oxigênio, como o tipo de fibra muscular (fibras de contração rápidas contém um maior número de enzimas LDH, que favorecem a produção de lactato) e a velocidade com que ocorre a glicólise. Um dos fatores que podem estimular a velocidade da glicólise são os níveis de adrenalina.
</p>

<p>
	É importante salientar que o ácido lático não é o vilão que todos pensam, principalmente pelo fato desse substrato poder ser utilizado como fonte energética pelo coração e também por outras fibras musculares adjacentes.
</p>

<p>
	Lembrando que o Lactato não é o responsável pela acidose muscular (quem faz essa função são os íons H+), mas pode ser muito bem utilizado como indicador de acidose, devido a boa correlação com o H+. Ou seja, quantidades elevadas de lactato indicam quantidades elevadas de H+, que deixam o meio ácido e podem prejudicar a performance.
</p>

<p>
	No próximo artigo iremos discutir sobre as principais conseqüências que o acumulo de lactato traz ao desempenho esportivo. Esse metabólito é muito importante para diversas modalidades esportivas, podendo trazer uma melhora no “rendimento”, como no fisiculturismo, ou uma piora no rendimento, como durante uma luta no jiu-jitsu. Entender o que é o lactato, e saber utilizar ele a seu favor pode fazer toda a diferença na melhora ou piora da performance.
</p>

<p>
	Prof. Mestrando Gustavo Barquilha
</p>

<p>
	Membro do Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte – ICAFE - Universidade Cruzeiro do Sul
</p>

<p>
	Pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisa em Exercício Físico e Fisiologia Aplicada – GEPEFFA - Unifieo
</p>

<p>
	Preparador Físico de Atletas de Alto Rendimento
</p>

<p>
	Site: gustavo_barquilha@hotmail.com.br
</p>

<p>
	REFERÊNCIAS
</p>

<p>
	JUEL, C.; HALESTRAP, A. P. Lactate transport in skeletal muscle — role and regulation of the monocarboxylate transporter. The Journal of Physiology, London, v. 517, no. 3, p. 633-642, 1999.
</p>

<p>
	ACSM – Manual de pesquisa das diretrizes do ACSM para os testes de esforço e sua prescrição. Editora Guanabara Koogan, 4° Ed. 2001.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">151</guid><pubDate>Wed, 15 Sep 2010 13:58:00 +0000</pubDate></item><item><title>Rosca Direta - B&#xED;ceps</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/rosca-direta-b%C3%ADceps-r141/</link><description><![CDATA[<p>
	<strong>ROSCA DIRETA (bíceps)</strong>
</p>

<p>
	O exercício de flexão dos antebraços com barra, mais conhecido como rosca direta, muito popular entre os praticantes de musculação, ainda gera dúvidas em algumas pessoas em relação a qual é a melhor barra para a execução do exercício. Reta ou W?
</p>

<p>
	Alguns estudos indicam que o bíceps braquial apresenta resultados de ativação muscular e produção de força diferentes quando existe uma alteração na articulação radio-ulnar e que pode ser possível que, no exercício com a barra W, exista uma redução na produção de força do bíceps, devido ao aumento de força do músculo braquiorradial.
</p>

<p>
	A observação empírica e a prática ao longo de alguns anos tem demonstrado que existe a preferência de uma maioria pelo uso da barra W na sala de musculação, por esta oferecer uma pegada mais confortável para a execução do exercício.
</p>

<p>
	Além disso, algumas pessoas, devido ao uso contínuo da barra reta, desenvolveram epicondilite medial (cotovelo de golfista), o que sugere que o uso prolongado desta barra possa estar associado a este tipo de lesão. Com base nestas informações, estaremos apresentando o exercício utilizando a barra W.
</p>

<p>
	Músculos Atuantes
</p>

<p>
	Os principais músculos atuantes são bíceps braquial, braquial, pronador redondo, flexores do punho, braquiorradial, flexores dos dedos.
</p>

<p>
	O Exercício
</p>

<p>
	Posição inicial (<strong>1ª Etapa</strong>): Em pé, costas bem eretas, joelhos ligeiramente flexionados, com os pés afastados a uma distância pouco maior que a largura dos ombros, obtendo uma boa base. Segure a barra com as mãos em supinação também a uma distância pouco maior que a largura dos ombros. Mantenha o peito para cima e os ombros retos – como se estivesse num pelotão de soldados.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="rosca-direta-biceps-01-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/rosca-direta-biceps-01-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="rosca-direta-biceps-02-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/rosca-direta-biceps-02-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Execução: Sem curvar as costas, levante o peso flexionando o antebraço através de um movimento em arco, mantendo a parte superior dos braços junto às laterais do corpo, contraia o abdômen, os glúteos e os eretores da espinha isometricamente, não permitindo que as costas oscilem para e frente e para trás. Os cotovelos não devem apoiar-se nas costelas e nem se virar para fora. Abaixe o peso de forma controlada até a posição inicial.
</p>

<p>
	<strong>2ª Etapa</strong>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="rosca-direta-biceps-03-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/rosca-direta-biceps-03-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="rosca-direta-biceps-04-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/rosca-direta-biceps-04-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<strong>3ª Etapa</strong>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="rosca-direta-biceps-05-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/rosca-direta-biceps-05-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="rosca-direta-biceps-06-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/rosca-direta-biceps-06-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Observações: Com as mãos afastadas (pegada aberta) a cabeça curta do bíceps é mais solicitada e com as mãos aproximadas (pegada fechada) solicita-se mais da cabeça longa.
</p>

<p>
	Em alguns casos é permitida flexão do braço elevando ligeiramente o cotovelo, isto proporciona um aumento na contração do bíceps e solicitação na porção anterior do deltóide.
</p>

<p>
	Quando for executado com cargas muito elevadas ou por indivíduos com hiperlordose, recomenda-se manter as costas contra uma parede, sem que as escápulas percam o contato com ela e com os pés ligeiramente afastados da mesma, anulando a movimentação do quadril. Isto diminui o risco de lesões na coluna vertebral.
</p>

<p>
	Por:
</p>

<p>
	Leandro Camargo
</p>

<p>
	CREF: 047557-G/SP
</p>

<p>
	<strong>Fonte:</strong> Imagens e informações encaminhadas por email.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">141</guid><pubDate>Wed, 15 Sep 2010 09:36:00 +0000</pubDate></item><item><title>Muscula&#xE7;&#xE3;o: Treinando com Cargas</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/muscula%C3%A7%C3%A3o-treinando-com-cargas-r140/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="treinando-cargas1-300x222.jpg" data-loading="true" height="222" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/treinando-cargas1-300x222.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	MUSCULAÇÃO: TREINANDO COM CARGAS
</p>

<p>
	Não que eu seja contra a biomecânica perfeita dos exercícios, ou que apóie a idéia de que a carga deva superar a qualidade dos movimentos.
</p>

<p>
	Mas a hipertrofia muscular é proporcional ao nível de força do sujeito, que é conseqüência das cargas levantadas, que por fim é proporcional à intensidade do treinamento.
</p>

<p>
	Lendas da musculação (que tem uma contribuição imensurável no que realizamos atualmente a nível de treinamento), como Milo de Crotona, Joe Weider, Arthur Jones e Mike Mentzer, sempre fundamentaram-se na antiga expressão: “pra você ficar grande, você tem que ficar forte”, ou seja, nenhum bodybuiding chegou à este estágio agachando ou supinando com 30kg!
</p>

<p>
	Eles fazem força pura, estimulando principalmente as fibras musculares do tipo II, que são as mais potentes para o anabolismo muscular verdadeiro.
</p>

<p>
	Não quero dizer com isso que a utilização de outros tipos de sobrecargas intensivas sejam improdutivas.
</p>

<p>
	Pelo contrário, as sobrecargas com caráter metabólico são bem produtivas no que diz respeito à exaustão máxima de um maior número de fibras musculares, e por vezes são até mais intensas que um treino convencional estilo Weider.
</p>

<p>
	Além disso, dependendo da maneira como é empregado, um treino com sobrecargas metabólicas tem um potencial catabólico muito grande, que trás como conseqüência à hipertrofia muscular advinda da adaptação neuromuscular.
</p>

<p>
	O sobrepeso, advindo das cargas utilizadas, é um dos fatores relacionados à Intensidade do Treinamento.
</p>

<p>
	Para que o treino seja realmente um estímulo forte o suficiente para promover as rupturas miofibrilares - levando o músculo à adaptação, através do processo anabólico hipertrófico - a intensidade deve ser suficientemente alta.
</p>

<p>
	Para isso, métodos de treino avançados (como repetições forçadas) devem ser empregados por indivíduos realmente avançados no treinamento.
</p>

<p>
	Daí a importância de realizar o treino acompanhado de um parceiro de treino.
</p>

<p>
	Além de mais motivante, devido ao fator competitividade, a presença de alguém experiente nas técnicas de ajuda pode representar algumas repetições a mais no final da série, ou aqueles quilogramas extras levantados, fatos que não poderiam ser empregados caso se esteja treinando sozinho.
</p>

<p>
	A utilização de Ciclos de Força Pura ao longo de uma fase de treino, de um microciclo, ou de um ano, parece apresentar ótimos resultados no que refere-se aos ganhos de força geral e específica para os exercícios utilizados.
</p>

<p>
	E a conseqüência do ganho de força é inevitavelmente o ganho de massa muscular, de maneira direta ou como meio para uma próxima fase de treino.
</p>

<p>
	A organização destas estratégias chama-se Periodização do Treinamento, e deveria ser empregada por um profissional experiente ou identificado com estruturas avançadas de treinamento intenso.
</p>

<p>
	Na prática esta teoria não se aplica e acaba não acontecendo, mas isso não quer dizer que não tenha importância.
</p>

<p>
	Na verdade, a ausência desta estrutura organizada reflete o fato de que muitas vezes estamos subestimando nosso esforço e nosso rendimento, pois se nosso treinamento estivesse melhor estruturado (no que diz respeito à divisão/rotina de treino, intervalos recuperativos entre sessões, fases de treino, tipos de sobrecargas impostas, métodos de treino, escolha de exercícios, consciência neuromuscular, intensidade adequada, dieta e suplementação específicas para cada fase de treino), talvez já teríamos atingido nosso atual nível físico bem anteriormente, ou melhor ainda, atualmente já poderíamos estar desfrutando de melhores resultados estéticos.
</p>

<p>
	Prof. Samuel Moura da Rosa
</p>

<p>
	Treinador
</p>

<p>
	Esp. Fisiologia do Exercício e Treinamento Desportivo
</p>

<p>
	samuelmrosa@hotmail.com
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">140</guid><pubDate>Wed, 15 Sep 2010 09:01:00 +0000</pubDate></item><item><title>Leg Press 45&#xBA; ou press&#xE3;o de pernas</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/leg-press-45%C2%BA-ou-press%C3%A3o-de-pernas-r135/</link><description><![CDATA[<p>
	Neste mês estaremos demonstrando mais um exercício para membros inferiores, trata-se do leg press 45° (ou pressão de pernas), um exercício muito conhecido entre os praticantes de treinamento com pesos.
</p>

<p>
	Trata-se de um exercício de cadeia fechada e de fácil execução (isto quer dizer a maioria das pessoas consegue levantar pesos acima de 100 kg), ele trabalha a musculatura dos membros inferiores de forma relativamente segura e eficiente.
</p>

<p>
	Músculos atuantes
</p>

<p>
	Os principais músculos atuantes são o quadríceps femural (vasto lateral, reto femural, vasto intermédio e vasto medial), isquiotibiais (semitendinoso e semimembranoso), glúteo máximo, tibial anterior, fibular longo, fibular curto, sóleo, gastrocnêmio.
</p>

<p>
	O exercício
</p>

<p>
	Posição inicial: Posicione-se no aparelho com as costas apoiadas contra o encosto, os pés com um afastamento médio, ligeiramente igual a largura dos ombros. Observação: desbloqueando a trava de segurança na imagem abaixo antes de iniciar o exercício.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="leg-press-45-01-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="leg-press-45-01" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/leg-press-45-01-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="leg-press-45-02-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="leg-press-45-02" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/leg-press-45-02-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Execução: Após desbloquear a trava de segurança abaixe o peso lentamente flexionando os joelhos ao máximo de modo que seus quadríceps toquem a caixa torácica, ao mesmo tempo em que você inspira fundo. Retorne à posição inicial expirando ao final do movimento. É importante tomar o cuidado de empurrar o peso sempre a partir dos calcanhares e não dos dedos dos pés e, também, não deixar os joelhos travados na posição mais alta para que a musculatura não relaxe.
</p>

<p>
	1ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="leg-press-45-03-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="leg-press-45-03" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/leg-press-45-03-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="leg-press-45-04-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="leg-press-45-04" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/leg-press-45-04-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	2ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="leg-press-45-05-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="leg-press-45-05" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/leg-press-45-05-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="leg-press-45-06-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="leg-press-45-06" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/leg-press-45-06-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	3ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="leg-press-45-07-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="leg-press-45-07" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/leg-press-45-07-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="leg-press-45-08-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="leg-press-45-08" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/leg-press-45-08-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Observações: Alguns estudos indicam que existem variações no grau de solicitação dos músculos conforme o posicionamento dos pés na plataforma.
</p>

<p>
	Por exemplo: se os pés estiveram aproximados e na parte inferior da plataforma, isto proporcionará primariamente a flexão dos joelhos, dessa forma o quadríceps serão os mais solicitados. Se os pés estiverem posicionados na parte alta da plataforma, o esforço estará centrado nos glúteos e nos posteriores da coxa devido também a um maior grau de flexão primária dos quadris.
</p>

<p>
	Por: Leandro Camargo CREF: 047557-G/SP
</p>

<p>
	<strong>Fonte:</strong> Imagens e informações encaminhadas por email.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">135</guid><pubDate>Sun, 15 Aug 2010 14:29:00 +0000</pubDate></item><item><title>Muscula&#xE7;&#xE3;o: treinando a consci&#xEA;ncia</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/muscula%C3%A7%C3%A3o-treinando-a-consci%C3%AAncia-r134/</link><description><![CDATA[<p>
	No mundo das academias, mais especificamente no hemisfério da musculação, a melhora do rendimento atlético e evolução no condicionamento estético são cada vez mais desejados, conforme o avanço intelectual do indivíduo e a experiência de treinamento do mesmo. Ou seja, quanto mais o tempo passa, mais você dedica-se ao alcance dos resultados, e mais você mergulha em um mundo diferenciado, cada vez mais comprometido com novos fatores e detalhes envolvidos com o alto rendimento.
</p>

<p>
	A ambição neste mundo estético é um fator de seleção natural. É por vezes até o divisor de águas entre a conquista do resultado extremo e a decepção com a diferença entre as metas traçadas e o resultado alcançado. No dia a dia extra academia, a ambição diária também esta presente, desde aquelas relacionadas a conquistas financeiras, de trabalho, reconhecimento profissional, relacionamentos, estudos, saúde. Em tudo desejamos à evolução, e cada vez mais um desejo leva a outro, assim como uma conquista traz outras ambições. É inevitável e quando percebemos, já estamos neste ciclo vicioso. Mas deixando de lado a sabia filosofia da vida, vamos ao assunto que nos interessa.
</p>

<p>
	Quando buscamos a musculação, nem sempre temos aquele desejo de resultados extremos, como aqueles que vimos em vídeos e fotos do bodybuiding. Se acaso tivermos pretensões deste nível, acabamos por nos situar com os primeiros contatos com o treinamento, pois é simples perceber que as modificações normais não acontecem da noite para o dia, assim como não acontecem de um ano para o outro, e podem até nunca serem alcançadas. Muitos até dizem que a musculação é ingrata, pois se não mantivermos todas as variáveis ajustadas, apresentamos a tendência natural de andar pra trás, ao invés de evoluir. E se parar com o treinamento, aquilo tudo conquistado até o momento pode desaparecer. Afinal, não nascemos programados para carregar uma estrutura diferente daquela que a carga genética determinou. Sendo assim, pensando em alto nível, parece mais fácil encontrarmos o insucesso do que a glória. Mesmo assim, existem sujeitos determinados a lutarem contra tudo para possuírem uma estrutura física diferenciada. É para estes determinados guerreiros que trabalhamos.
</p>

<p>
	Quando falamos de treinamento, não estamos referindo-se apenas aqueles momentos diários na academia. O treinamento comprometido engloba muitas outras situações e escolhas, como o descanso, a alimentação ajustada para o resultado, à constante privação de coisas que gostamos, a concentração e entrega total durante o treino, a paciência para esperar os resultados acontecerem, a sabedoria para tomar decisões coerentes (hora de treinar ou hora de recuperar, comer mais ou comer menos, suplementar ou não, descansar mais ou não, insistir em uma repetição forçada, entre outras várias que nos deparamos no dia a dia). Todas estas variáveis diferenciam o treinamento comprometido e a possibilidade do alcance dos resultados.
</p>

<p>
	Bom, assim como na vida, as coisas acontecem conforme a fase que estamos, os ciclos que passamos, formando a vida que levamos. No treinamento, as fases também podem ditar a velocidade com que os avanços são percebidos, a maneira com que atingimos cada objetivo, e a prudência e segurança em cada decisão tomada. Freqüentemente vimos sujeitos envolvidos com a musculação fazendo escolhas que não condizem com sua fase de treino. Então vamos discutir as principais e mais visíveis fases que um treinamento estruturado e comprometido deve apresentar, para que ao final de tudo, possamos alcançar o que esperamos, com a maior eficiência possível, dentro de um nível máximo de segurança.
</p>

<p>
	Ajustes do Treinamento - claro, para chegar à vitória, precisamos entrar na guerra pra vencer. Isso quer dizer que precisamos treinar, e treinar sério. Isso significa freqüentar a academia, manter a regularidade necessária, concentrar-se no que está fazendo, ter em mente os objetivos finais e os objetivos de cada fase, mantendo sempre o foco nestes, sem alterações ou fugas de percurso. Traduzindo com exemplos: se o objetivo final é a definição muscular máxima, mas apresentamos um percentual de gordura distante do ideal e a quantidade de massa muscular ainda é deficiente, iremos focar os primeiros ciclos, meses, ou anos até, somente na hipertrofia muscular geral. Nesta fase não deveria entrar treinamento concorrente, com aeróbicos ou afins, restrição calórica, predominância de exercícios isolados, recuperação deficiente entre estímulos e descanso inadequado. Só assim iremos promover os ganhos máximos desejados para este momento.
</p>

<p>
	Ajustes Nutricionais – paralelamente aos ajustes do treinamento, ou quando o treinamento já está em fase intermediária, o planejamento alimentar assume importância significativa. Já ouvi frases sábias que relatam a importância deste aspecto, como: deixe de realizar um treino, mas não deixe de realizar uma refeição! Não podemos esperar avanços satisfatórios se a dieta não está totalmente voltada para o objetivo do atleta. Se no final de uma fase de Bulking (ganho de peso e massa muscular) é esperado um ganho significativo de alguns quilogramas em massa magra, a dieta desta fase não poderá apresentar restrições calóricas e protéicas, pois seria incompatível com o propósito deste foco. Assim como em uma fase de Cutting a dieta deve ser voltada para a perda de gordura e conseqüentemente de peso corporal, não podendo fugir da restrição de calorias advindas de lipídios e carboidratos errados, nas quantidades erradas e horários errados. Claro, que deste item em específico, principalmente tratando-se de performance e alto rendimento, o profissional mais habilitado pra formular a dieta correta, é o Nutricionista Esportivo.
</p>

<p>
	Descanso recuperativo – este item não diz respeito somente à necessidade de um número mínimo de horas de sono por dia. Na verdade, estamos nos referindo mais especificamente ao tempo total de recuperação para que uma nova sessão de treinamento não seja contra produtiva, e além disso traga os benefícios que esperamos para alcançarmos os resultados. A situação que eu percebo de maneira mais acentuada, é no que trata-se do intervalo insuficiente entre um estímulo e outro, ou seja, entre um treino de peitoral e o próximo treino deste mesmo grupo muscular. Se já estamos nesta fase, objetivando o resultado máximo, devemos convir que a intensidade de cada sessão deverá ser sempre a maior possível. Desta maneira, um estímulo só poderá ser aplicado em condições ideais (totalmente recuperado, sem dores musculares no grupo a ser treinado, nutrido e estimulado o suficiente para render durante o treino). Sendo assim, devemos sempre buscar o momento certo para podermos realizar outra sessão de igual ou maior intensidade. Se realizarmos um treino em um período de tempo que não proporcionou toda a recuperação daquele grupo muscular (musculatura ainda em processo dolorido, ou até mesmo quando este processo inflamatório se encerrou em poucos dias antes do novo treino), estaremos sobretreinando este grupo muscular, impedindo o rendimento máximo, ocasionando perda de força, provocando um retardo na total recuperação, e inviabilizando a adaptação neuromuscular. Veja bem, estamos falando de rendimento máximo, treino de alta intensidade! Sendo assim, é muito mais produtivo deixar de treinar um dia do que treinar na hora errada. Melhor errar ao deixar o corpo recuperar mais do que precisa, do que errar por estimular mais do que necessário. De maneira prática, um certo grupo muscular quando estimulado de maneira máxima, levará no mínimo 24 horas após o término da sensação de dor tardia, para terminar sua recuperação, e mais 24 horas para completar sua supercompensação, ou seja, parou de doer, no mínimo mais dois dias para voltar à treiná-lo. Saber que a musculatura hipertrofia descansando, recuperando e dormindo, e que não respeitar este fator pode ocasionar overtraining, é o mínimo que se deve ter consciência. E se acaso estiver conseguindo realizar treinos em intervalos inferiores ao necessário, pode ter certeza que seu corpo não conhece Intensidade Total, ou você não está bem orientado à respeito das técnicas e método que intensificam o treino.
</p>

<p>
	Muitos casos não deveriam pensar em nenhuma outra alternativa se não estivessem com estas três variáveis já bem ajustadas. Talvez estes sujeitos nem façam idéia da dificuldade em manter o treino, a dieta e o descanso ajustados e sincronizados. Quem já experimentou ou tentou experimentar sabe do sacrifício que se trata. Este deve ser o motivo que leva muitos praticantes (impacientes ou com deficiência de persistência) a atropelarem uma destas fases, para tentar investir em alguma outra estratégia, que pareça mais promissora, prática e conveniente, sem os sacrifícios e desafios tradicionais. Sendo assim, surgem outras duas fases mais avançadas, que potencializam o rendimento de atletas mais experientes e praticantes avançados e determinados.
</p>

<p>
	Suplementação – os suplementos nutricionais devem ser vistos de duas maneiras: como substitutos e por sua praticidade, ou como compensadores e potencializadores da ingesta de algum macro ou micronutriente. Utilizar alguma suplementação só faz sentido quando aquelas outras variáveis discutidas acima, se encontram no melhor nível possível de ajuste. Sendo assim, trata-se de uma estratégia imprescindível para atletas e praticantes com objetivos estéticos definidos. A questão de suplementar ou não passa prioritariamente pela questão da alimentação, ou de quão correta ela se encontra. Muitas vezes não é possível suprir todas as necessidades energéticas com os alimentos convencionais, ou pela quantidade necessária, ou pelo número total de refeições diárias desejadas. O fator praticidade também deve ser considerado, pois a maiorias dos suplementos construtores, são de fácil ingesta e sabor agradável. Outros grupos de suplementação, como termogênicos, vasodilatadores, pré-treinos, polivitamínicos, aminoácidos isolados, poderão tornar-se boas alternativas para potencializar os resultados de quem já está avançado no treinamento. Mas antes de investir em qualquer promessa de suplementação, vale apena analisar a distribuição da atual dieta, pra tomar uma decisão coerente, e não decepcionar-se com os resultados apresentados. Suplemento não transforma lagartixa em jacaré!
</p>

<p>
	Drogas Anabolizantes – primeiramente, qualquer profissional envolvido com a musculação, que seja devidamente qualificado, e com um mínimo de consciência de seu poder de opinião, não irá aconselhar alguém a se automedicar. Os Esteróides Anabolizantes são considerados ilegais, tanto no que refere-se à venda sem receita médica, tanto no que diz respeito ao uso sem indicação qualificada. Mesmo assim, torna-se cada vez mais uma epidemia silenciosa entre os praticantes de treinamento com pesos. E pior, ainda difunde-se cada vez mais que para alcançar os resultados extremos a qual nos referimos, não existe outra alternativa legal. Pois saiba que assim como na suplementação, o uso de alguma droga anabolizante não fará milagre, se as outras variáveis não estiverem sincronizadas. No que se trata-se de benefícios e resultados alcançados, assim como os efeitos colaterais e possíveis prejuízos à saúde, a maioria dos sujeitos que pensam em entrar nesta fase, estão conscientes o suficiente. Mesmo assim, com textos explicativos do poder prejudicial dos anabolizantes, assim como relatos mostrando acontecimentos indesejáveis, sujeitos despreparados psicologicamente (que possivelmente não saberão administrar as mudanças corporais negativas do pós ciclo, assim como de possíveis inconvenientes devido à estrutura precária do ciclo) e fisicamente (quando não encontram-se em um estágio avançado de treinamento, alimentação, descanso e suplementação) arriscam sua saúde copiando estruturas de ciclos baseadas no empirismo e experiências de atletas de alto nível. Por vezes, o potencial genético máximo ainda nem foi atingido por completo. E mais do que isso, muitas vezes nem a maturação física se completou, como o caso de jovens e adolescentes em fase final de crescimento.
</p>

<p>
	O que devíamos considerar ao realizar escolhas como estas, é analisar em qual estágio de treinamento nos encontramos atualmente. Sempre tem algum ajuste a ser feito. Mesmo atletas do fisiculturismo passam anos tentando encontrar o treino perfeito, os exercícios ideais, o descanso necessário, a dieta eficiente, os melhores suplementos, os ciclos de anabolizantes apropriados e seguros. Já nós mortais, na grande maioria somos iniciantes ou intermediários (não vá você pensar que porque treinou sério um ano inteiro, que você é avançado ou atleta!), e muitas vezes não somos persistentes o necessário para seguir uma dieta regrada, não soubemos escolher um suplemento que realmente é eficiente, não temos a garra e a coragem necessária para realizarmos uma repetição a mais no final de uma série, e por vezes nem sabemos o que realmente é um treino intenso! Porque então iríamos avançar as fases básicas, e inviabilizar a progressão básica, de maneira segura. Quer resultados melhores? Seja crítico e realize seus ajustes!
</p>

<p>
	Agora se sua força de vontade já chegou à exaustão, então qualquer outro esforço realizado será inútil.
</p>

<p>
	Prof. Samuel Moura da Rosa
</p>

<p>
	Treinador
</p>

<p>
	Esp. Fisiologia do Exercício e Treinamento Desportivo
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">134</guid><pubDate>Sun, 15 Aug 2010 14:24:00 +0000</pubDate></item><item><title>Treinamento Concorrente</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/treinamento-concorrente-r133/</link><description><![CDATA[<p>
	<strong>TREINAMENTO CONCORRENTE</strong>
</p>

<p>
	É cada vez menor o tempo disponível para se praticar exercícios físicos, gerando assim um interesse modelos de treinamento mais curtos, como no treinamento concorrente (TC). Esse termo é geralmente utilizado quando se associa exercícios aeróbios e de força em uma mesma sessão de treinamento. Porém, essa associação de exercício em uma mesma sessão pode acarretar adaptações negativas ao treinamento.
</p>

<p>
	Alguns autores sugerem que o treinamento concorrente pode prejudicar a performance de potência, força e hipertrofia muscular (Bell et al., 2000; Kraemer et al., 1995; Bucci et al., 2005). Autores também citam que o treinamento concorrente podem até mesmo melhorar a performance aeróbia (McCarthy et al., 2002; Kraemer et al, 1995), sendo muito utilizado por profissionais envolvidos com atividades aeróbias em geral.
</p>

<p>
	É importante lembrar que as adaptações decorrentes do treinamento de peso e aeróbios são diferentes, podendo ser este um dos principais motivos para a interferência do treinamento aeróbio na força.
</p>

<p>
	As adaptações do treinamento de força incluem aumento da massa corporal magra, aumento da massa óssea, melhora na coordenação inter- e intra-muscular e aumento da área de secção transversal das fibras musculares do tipo I, IIa e IIb, enquanto que exercícios aeróbios podem aumentar o consumo máximo de oxigênio (VO2máx), a atividades das enzimas oxidativas, os estoques de glicogênio intramuscular, a densidade e capacidade mitocôndrial dos músculos, melhora a capacidade de difusão pulmonar, o débito cardíaco, a densidade capilar e o controle da saturação da hemoglobina (Paulo et al., 2005)
</p>

<p>
	Paulo et al., 2005 realizaram um estudo de revisão, citando em sua conclusão que os programas de TC se mostraram mais efetivos para melhorar a resistência de força, o tempo de exaustão numa atividade aeróbia e a velocidade da corrida de longa distância quando comparados ao treinamento exclusivo de força ou de resistência aeróbia. Em contrapartida, se o objetivo for a melhora da força máxima, ou da potência muscular deve-se treinar força e resistência aeróbia em dias alternados.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="creatina-ethika-178x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="creatina-ethika" width="178" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/creatina-ethika-178x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Caso não se tenha condições de realizar as duas modalidades de exercícios em dias diferentes, algumas precauções devem ser tomadas.
</p>

<p>
	Primeiramente, tentar realizar as sessões em horários diferentes do dia, com uma alimentação balanceada entre as sessões e de preferência descanso. Outro fator que pode ajudar é a adequação das intensidades do treinamento concorrente.
</p>

<p>
	Exercícios de alta intensidade (perto da intensidade máxima) necessitam de uma maior adaptação neural (recrutamento de fibras e unidades motoras), enquanto que exercícios mais moderados (como hipertrofia ou corrida de rua) sofrem uma maior adaptação fisiológica (depleção dos estuques de glicogênio, acumulo de metabólitos, entre outros).
</p>

<p>
	Sabendo disso, talvez seja mais interessante não realizar exercícios aeróbios e de força com mesmas características (corrida e força como características metabólicas, por exemplo).
</p>

<p>
	Um dos fatores que podem anular a subseqüente queda do rendimento de força após a realização de exercícios aeróbios é a creatina (Gomes e Aoki., 2005), ficando essa informação como dica.
</p>

<p>
	<strong>Prof. Mestrando Gustavo Barquilha</strong>
</p>

<p>
	Membro do Instituto de ciências da Atividade Física e Esportes (ICAFE) – Universidade Cruzeiro do Sul
</p>

<p>
	Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Exercício Físico e Fisiologia Aplicada (GEPEFFA) – Unifieo
</p>

<p>
	Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
</p>

<p>
	Preparador Físico/Fisiologista de Atletas de Alto Rendimento
</p>

<p>
	<strong>REFERÊNCIAS</strong>
</p>

<p>
	Bell, G.J.; Syrotuik,D.; Martin, T. P.; Burnham, R.; Quinney, H. Effect of strength training and endurance training on skeletal muscle properties and hormone concentrations in humans. Eur. J. Appl. Physiol.,v81, p: 418-427, 2000.
</p>

<p>
	Bucci, M., Vinagre, E.C., Campos, G.E.R., Curi, R., Pithon-Curi, T.C. Efeitos do treinamento concomitante hipertrofia e endurance no músculo esquelético. R. bras. Ci e Mov. 2005; 13(1): 17-28.
</p>

<p>
	Gomes, R. V.; Aoki, M. S. Suplementação de creatina anula o efeito adverso do exercício de endurance sobre o subseqüente desempenho de força. Rev Bras Med Esporte. 11(2), 131-134, 2005
</p>

<p>
	Kraemer,W.J.; Patton, J. F.; Gordon, S. E. Compatibility of high intensity strength and endurance trainingon hormonal and skeletal muscle adaptations. J. Appl. Physiol., n.78,p.p.976-989,1995.
</p>

<p>
	McCarthy, J. P.; Pozniak, M. A.; Agre, J. C. Neuromuscular adaptations to concurrent strength and endurance training. Med. Sci. Sports Exerc., v.34, n.3, p.p.511-519, 2002.
</p>

<p>
	Paulo, A.C., Souza, E. O., Laurentino, G., Ugrinowitsch, C., Tricoli, V. Efeito do treinamento concorrente no desenvolvimento Da força motora e da resistência aeróbia. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – 2005, 4(4):145-154.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">133</guid><pubDate>Sun, 15 Aug 2010 14:07:00 +0000</pubDate></item><item><title>Puxada na Barra Fixa</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/puxada-na-barra-fixa-r128/</link><description><![CDATA[<p>
	Puxada na barra fixa
</p>

<p>
	A barra fixa trata-se de um aparelho criado por um alemão chamado Friedrich Ludwig Jahn para ser utilizado na ginástica artística que passou também a ser usado para o treinamento com pesos, sendo um exercício bem completo que proporciona o desenvolvimento da musculatura das costas, tórax e parte posterior dos ombros. A vantagem deste exercício é que é necessária apenas uma barra horizontal fixa onde se possa estar como corpo em suspensão, muitas vezes não precisando ir até uma academia. Existem algumas variações na puxada na barra fixa, por hora, estaremos demonstrando a puxada anterior na barra fixa com pegada aberta.
</p>

<p>
	Músculos atuantes
</p>

<p>
	Os músculos mais solicitados na puxada anterior com pegada aberta são o latíssimo do dorso, porção inferior do trapézio, rombóide, redondo maior, bíceps braquial, braquial, braquiorradial e outros músculos das costas solicitados em menor grau.
</p>

<p>
	O exercício
</p>

<p>
	Posição inicial: Pendure-se em uma barra fixa horizontal, ficando com o corpo suspenso, joelhos flexionados (caso a altura da barra seja insuficiente), braços estendidos e mãos bem afastadas em pronação.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="puxada-barra-fixa-01-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="puxada-barra-fixa-01" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/puxada-barra-fixa-01-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Execução: Realize uma tração elevando o corpo até que o queixo passe o nível da barra, deixando a parte superior do peitoral o mais perto possível da barra, volte à posição inicial.
</p>

<p>
	1ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="puxada-barra-fixa-02-225x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="puxada-barra-fixa-02" width="225" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/puxada-barra-fixa-02-225x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	2ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="puxada-barra-fixa-03-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="puxada-barra-fixa-03" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/puxada-barra-fixa-03-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="puxada-barra-fixa-04-225x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="puxada-barra-fixa-04" width="225" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/puxada-barra-fixa-04-225x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	3ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="puxada-barra-fixa-05-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="puxada-barra-fixa-05" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/puxada-barra-fixa-05-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="puxada-barra-fixa-06-225x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="puxada-barra-fixa-06" width="225" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/puxada-barra-fixa-06-225x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="puxada-barra-fixa-07-225x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="puxada-barra-fixa-07" width="225" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/puxada-barra-fixa-07-225x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="puxada-barra-fixa-08-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="puxada-barra-fixa-08" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/puxada-barra-fixa-08-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Observações: Iniciantes, provavelmente, terão dificuldades na realização deste exercício, já praticantes de nível avançado podem adicionar peso extra na cintura com auxílio de cinturão especial.
</p>

<p>
	<strong>Fonte:</strong> Imagens e informações encaminhadas por email.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">128</guid><pubDate>Thu, 15 Jul 2010 19:57:00 +0000</pubDate></item><item><title>Cortisol</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/cortisol-r127/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="cortisol-300x246.gif" data-loading="true" height="246" title="cortisol" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/cortisol-300x246.gif" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Nessa oportunidade vamos falar de cortisol.
</p>

<p>
	O Cortisol não é o vilão do demônio como é tratado. Se não fosse por ele aumentar quando aumentamos nossa necessidade energética, nosso sistema imune não iria resistir ao mínimo resfriado e morreríamos de gripe.
</p>

<p>
	Sim, é isso mesmo que você ouviu: quanto mais você aumenta a sua demanda física, mais o seu cortisol aumenta para cumprir o papel de gerente energético do seu organismo, logo se você acha que quem treina mais ganha mais, eu vou lhe esclarecer: depende....
</p>

<p>
	Primeiro, não adianta querer inibir o cortisol. A medicação que faz isso é tão tóxica e tem tantos efeitos colaterais que faria uma borboleta voltar a ser lagarta, logo, não é o caso.
</p>

<p>
	O que precisamos aprender é conviver com a incomoda neoglicogenese que ele provoca. Essa etapa do metabolismo nada mais é do que a transformação de aminoácidos e triacilgliceróis em energia, ou no jargão, reação de desmonta-músculos.
</p>

<p>
	O que precisamos é aprender a detectar e conviver com essa reação. Podemos fazer isso pelo exame de sangue analisando 2 ou 3 varáveis à luz da história clinica em ordem de sabermos se isso está acontecendo dessa forma (estamos perdendo de fato musculatura) e se estamos perdendo musculatura recém construída ou se estamos perdendo musculatura antiga, perdendo no equilíbrio do nitrogênio...
</p>

<p>
	Comumente relacionamos cortisol com período de sono/descanso, mas não há apenas uma estratégia para lidarmos com este morador indesejado... uma das estratégias dos treinadores renomados é treinar 2:1 ou ainda 1:1, ou seja, dois dias de treino para um dia de descanso ou um dia de treino para um dia de descanso.
</p>

<p>
	Entendeu porque tem gente que treina 2:1? Não é por preguiça, é por necesidade... e te garanto que se você chegou nesse nível, está treinando muito bem.
</p>

<p>
	Meus parabéns! (a você e ao seu treinador)
</p>

<p>
	Abraço e muita performance com muita saúde!
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">127</guid><pubDate>Thu, 15 Jul 2010 19:52:00 +0000</pubDate></item><item><title>Dor muscular de in&#xED;cio tardio e exerc&#xED;cio</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/dor-muscular-de-in%C3%ADcio-tardio-e-exerc%C3%ADcio-r126/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="DMIT.jpg" data-loading="true" height="213" title="DMIT" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/DMIT.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	A dor muscular de inicio tardio (DMIT) é caracterizada pela sensação de dor ou desconforto muscular, aparecendo geralmente 8 horas após a realização de um exercício intenso, sendo que seu pico de dor fica entre 24 e 48 horas, podendo permanecer até 7 dias após a realização desse exercício (Barquilha et al, 2010; Clarkson e Hubal, 2002; Tricoli, 2001).
</p>

<p>
	A DMIT está constantemente presente em indivíduos sedentários que iniciam uma prática esportiva, sendo que muitos desses indivíduos abandonam um programa de atividade física por causa desta.
</p>

<p>
	Porém, a DMIT também esta presente em atletas que retornam ao treinamento após um período de férias, ou mesmo quando se muda bruscamente o estimulo do treinamento.
</p>

<p>
	A DMIT parece ser mais presente em exercícios que envolvam ações musculares excêntricas, como na musculação (Foschini et al, 2006). Autores associam a DMIT com o processo inflamatório responsável pela reparação ao dano muscular (reparo ao tecido danificado) (Armstrong, 1984).
</p>

<p>
	Um fato interessante é sobre um fenômeno conhecido como “efeito protetor da carga”, que consiste na diminuição da DMIT após subseqüentes sessões de exercícios.
</p>

<p>
	Resumindo, quando se dá um estimulo intenso, principalmente uma ação excêntrica não-habitual, é comum que apareça a DMIT. Se esse mesmo estimulo for repetido alguns dias depois, a DMIT será menor do que no primeiro estimulo, e assim sucessivamente.
</p>

<p>
	A DMIT pode afetar o desempenho esportivo através de uma redução na amplitude de movimento e na redução do pico de torque de força, causando um estresse em músculos, ligamentos e tendões (7,<img alt="8)" style="height: auto;" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/emoticons/default_icon_cool.gif" loading="lazy">.
</p>

<p>
	Essa informação sobre a diminuição na performance causado pela DMIT é importante para atletas e preparadores físicos, sendo um dos motivos para alguns profissionais não realizarem treinamentos intensos dias antes da prática de uma modalidade esportiva que envolva força e potência, por exemplo.
</p>

<p>
	Outra estratégia para se evitar a DMIT é evitar mudanças bruscas nas sessões de treino antes de uma competição.
</p>

<p>
	Porém a DMIT pode ser interessante para atletas que busquem hipertrofia muscular, como o Fisiculturismo.
</p>

<p>
	A DMIT é considerada como um marcador indireto de dano muscular (Uchida et al, 2009), sendo que outros marcadores de lesão muscular também são muito utilizados, como a creatina quinase (CK) e Lactato desidrogenase (LDH) (Barquilha et al, 2009).
</p>

<p>
	Estudos vêm associando o dano muscular com o aumento da hipertrofia (HAWKE e GARRY, 2001) através do processo de migração de células satélites ao tecido lesionado, onde estas células satélites podem se fundir às fibras musculares (pelo menos as ainda viáveis) ou diferenciar-se em mioblastos. Esse processo permite um aumento na síntese de proteínas (Hawke e Garry, 2001; Machado, 2010).
</p>

<p>
	Porém, como já citado acima, o dano muscular é cada vez menor em indivíduos treinados, sendo importante uma boa periodização para que se obtenham bons resultados. Variar a intensidade, volume, tipo de exercícios e modelos de treinamento, dentre outras variáveis, parece ser útil na maximização da hipertrofia muscular.
</p>

<p>
	<strong>Prof. Mestrando Gustavo Barquilha</strong>
</p>

<p>
	Membro do Instituto de ciências da Atividade Física e Esportes (ICAFE) – Universidade Cruzeiro do Sul
</p>

<p>
	Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Exercício Físico e Fisiologia Aplicada (GEPEFFA) – Unifieo
</p>

<p>
	Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
</p>

<p>
	Preparador Físico de Atletas de Alto Rendimento
</p>

<p>
	REFERÊNCIAS
</p>

<p>
	1. Armstrong R.B. Mechanisms of exercise-induced delayed onset muscular soreness: a brief review. Med Sci Sports Exerc 1984; 16:529-538.
</p>

<p>
	2. Barquilha G; Moura N.R; dos Reis S.A; Uchida M.C; Freitas Junior P.B; Hirabara S.M. Sessão de exercícios para hipertrofia muscular provoca dano muscular sem diminuição da força (in press). Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2010.
</p>

<p>
	3. Barquilha G; Santos V.C; Azevedo P.H.S.M; Cury-Boaventura M. F; Moura N.R; Pithon-Curi T.C; Hatanaka E; Hirabara.S.M. Treinamento crônico de força em atletas profissionais de hockey in line: estudo da lesão, inflamação e força. Revista de Educação Física 2009;147:77-77.
</p>

<p>
	4. Clarkson P.M, Hubal M.J. Exercise-induce muscle damage in humans. Am J Phys Rehabil 2002; 81:S52-S69.
</p>

<p>
	5. Clarkson P.M; Nosaka K; Braun B. “Muscle function after exercise-induced muscle damage and rapid adaptation.” Medicine and Science in Sports and Exercise. 1992; 24: 512-520.
</p>

<p>
	6. Foschini D; Prestes J; Charro M. Relação entre exercício físico, dano muscular e dor muscular de início tardio. Revista Brasileira de Cineantropometria &amp; Desempenho Humano 2006;09:101-105.
</p>

<p>
	7. Hawke T.J; Garry D.J. Myogenic satellite cells: physiology to molecular biology. Journal of Applied Physiology 2001;91:534-551.
</p>

<p>
	8. Machado M. O papel dos micro-traumas e das células satélites na plasticidade muscular. Arquivos em Movimento 2010;3:103-117.
</p>

<p>
	9. Uchida M.C; Nosaka K; Ugrinowitsch C; Yamashita A.S; Martins Junior E; Moriscot A.S; Aoki M.S. Effect of bench press exercise on muscular soreness and inflamatory mediators. Journal of Sports Sciences 2009;27:499-507.
</p>

<p>
	10. Tricoli V. Mecanismos envolvidos na etiologia da dor muscular tardia. Rev Bras Cien Mov 2001; 9:39-44.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">126</guid><pubDate>Thu, 15 Jul 2010 19:44:00 +0000</pubDate></item><item><title>Corridas de Rua</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/corridas-de-rua-r119/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="corridas-de-rua-177x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="corridas-de-rua" width="177" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/corridas-de-rua-177x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Hoje em dia as corridas de rua ganham cada vez mais adeptos de todas as idades. São homens e mulheres que não tem como objetivo principal a competição, mas buscam melhorar sua saúde e qualidade de vida através desse esporte. A cada corrida pode ser observado um número maior de equipes inscritas, compostas por colegas de trabalho, faculdade, escolas, grupos de amigos, família. Muitas dessas pessoas chegam a um nível de treinamento tal que passam de meros praticantes de exercícios físicos a atletas recreativos.
</p>

<p>
	Entretanto, é de extrema importância o acompanhamento profissional de perto, para que essa prática desportiva não passe a representar um risco para a saúde. Então, é recomendável uma avaliação cardiorrespiratória por um cardiologista antes do início do treinamento, orientação dos treinos feita por um professor de educação física e acompanhamento da alimentação feito por um nutricionista.
</p>

<p>
	Durante o exercício físico a perda de água pelo suor é acompanhada pela perda de eletrólitos, sais minerais, especialmente sódio, cloro, potássio, magnésio e cálcio. A deficiência dos mesmos pode levar ao surgimento de cãibras musculares, fadiga muscular, diminuindo assim o desempenho físico. A reposição de minerais e vitaminas (ferro, zinco, selênio, vitaminas A, C e E, entre outros) é fundamental também por eles participarem da oxigenação muscular e da proteção do corpo quanto à ação dos radicais livres, os quais têm sua produção aumentada em práticas esportivas.
</p>

<p>
	Além disso, um atleta recreativo ou profissional tende a ter um maior gasto energético do que um indivíduo sedentário, não só pelo gasto durante o exercício, mas também ao longo do dia todo. Isso acontece porque o metabolismo dos atletas fica mais acelerado, aumentando a taxa metabólica basal, que representa o gasto energético diário em repouso. Dessa forma, se faz necessário adaptar a ingestão energética ao gasto calórico diário.
</p>

<p>
	Uma dieta insuficiente em energia, vitaminas e minerais faz com que o sistema imunológico fique deprimido e o corpo fique mais susceptível ao acometimento por doenças. Esse fato é ainda piorado quando esse padrão de dieta é associado à prática de exercício físico de alta intensidade. Isso porque o cortisol (hormônio do stress) e os radicais livres, produzidos em maior quantidade durante o exercício, também têm atividade imunodepressora.
</p>

<p>
	Quem está praticando as corridas de rua com o objetivo de emagrecimento e reduz sua ingestão de alimentos sem se atentar à qualidade de sua dieta tem uma grande chance de não estar ingerindo a quantidade adequada de nutrientes.
</p>

<p>
	Dessa forma, um atleta, principalmente os que visam controle de peso corporal, deve atentar-se mais ainda à qualidade dos alimentos que compõem sua dieta e também buscar orientação de um nutricionista para avaliar a necessidade da inclusão de suplementos alimentares e assegurar a ingestão adequada de energia, minerais e vitaminas, quando não for possível por meio da alimentação apenas.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">119</guid><pubDate>Tue, 15 Jun 2010 23:15:00 +0000</pubDate></item><item><title>Levantamento Terra</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/levantamento-terra-r114/</link><description><![CDATA[<p>
	LEVANTAMENTO TERRA
</p>

<p>
	O levantamento terra enquadra-se na categoria de exercícios de levantamento básico (assim como agachamento e supino). Está entre os mais completos exercícios do treinamento com pesos por trabalhar quase toda a musculatura das costas. Não confundam este exercício com stiff, pois sua ênfase está nos músculos dorsais enquanto o stiff enfatiza os glúteos e bíceps femorais.
</p>

<p>
	Músculos atuantes
</p>

<p>
	Os músculos mais solicitados no levantamento terra são o latíssimo do dorso, trapézio, rombóide maior, rombóide menor, redondo maior, iliocostal, longuíssimo do tórax, serrátil posterior inferior, quadrado lombar, piriforme, obturador externo, gêmeo superior, gêmeo inferior, quadrado femoral, glúteo máximo, quadríceps femorais e bíceps femorais. Existem também alguns outros músculos solicitados em menor grau.
</p>

<p>
	O exercício
</p>

<p>
	Posição inicial: Fique em pé com os pés ligeiramente afastados, segure a barra com os cotovelos estendidos e com as mãos na largura dos ombros, costas bem fixadas e um pouco arqueadas.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="levantamento-terra-01-300x223.jpg" data-loading="true" height="223" title="levantamento-terra-01" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/levantamento-terra-01-300x223.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="levantamento-terra-02-225x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="levantamento-terra-02" width="225" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/levantamento-terra-02-225x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Execução: inicie com a flexão dos quadris e logo em seguida dos joelhos até que as coxas fiquem na posição horizontal ou até onde a articulação dos tornozelos permita, mantenha a musculatura da região lombar e abdominal contraídas, em seguida eleve a barra estendendo o quadril e os joelhos até a posição inicial. Em toda a fase de execução do movimento é fundamental que não haja flexão da coluna para que as costas não fiquem arredondadas, manter a coluna vertebral em extensão.
</p>

<p>
	1ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="levantamento-terra-03-300x221.jpg" data-loading="true" height="221" title="levantamento-terra-03" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/levantamento-terra-03-300x221.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="levantamento-terra-04-300x216.jpg" data-loading="true" height="216" title="levantamento-terra-04" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/levantamento-terra-04-300x216.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	2ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="levantamento-terra-05-300x209.jpg" data-loading="true" height="209" title="levantamento-terra-05" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/levantamento-terra-05-300x209.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="levantamento-terra-06-300x226.jpg" data-loading="true" height="226" title="levantamento-terra-06" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/levantamento-terra-06-300x226.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	3ª Etapa
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="levantamento-terra-07-300x224.jpg" data-loading="true" height="224" title="levantamento-terra-07" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/levantamento-terra-07-300x224.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Observações: Existem algumas variações nesse exercício que possibilitam enfatizar mais ou menos determinados músculos. O levantamento terra (deadlift) é um grande exercício funcional devido à quantidade de músculos envolvidos em sua execução, isto quer dizer que tudo é trabalhada em certa medida. Se olharmos a foto com atenção, podemos perceber que as coxas não atingiram a posição horizontal, pois a articulação dos tornozelos não permitiu uma amplitude de movimento nesse grau. Nota-se também o uso de straps nas mãos para que não ocorra o efeito rolamento da barra, evitando que ela escape e permitindo a execução com cargas elevadas. Caso não haja uso de straps, pode-se optar pela pegada com mãos invertidas, isto é, com uma das mãos em pronação e outra em supinação, como na imagem abaixo.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="levantamento-terra-09-300x168.jpg" data-loading="true" height="168" title="levantamento-terra-09" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/levantamento-terra-09-300x168.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<strong>Fonte:</strong> Imagens e informações encaminhadas por email.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">114</guid><pubDate>Tue, 15 Jun 2010 15:58:00 +0000</pubDate></item><item><title>Modelos de Periodiza&#xE7;&#xE3;o em Treinamento de For&#xE7;a</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/modelos-de-periodiza%C3%A7%C3%A3o-em-treinamento-de-for%C3%A7a-r113/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_06/image.jpeg.54295ffc97a86c93ecbd4a4433549428.jpeg" /></p>
<p>
	INTRODUÇÃO
</p>

<p>
	O treinamento de força vem sendo utilizado para diferentes finalidades, seja na área da saúde, estética ou desporto, sendo que para cada finalidade é importante uma correta prescrição do treinamento para se obter êxito em seu objetivo. Muitas variáveis estão envolvidas na prescrição do treinamento, sendo que o modelo de periodização utilizado é de extrema importante para que se ocorra uma adaptação positiva no organismo. Sendo assim, iremos discutir alguns parâmetros sobre os modelos de treinamento que têm sido utilizados.
</p>

<p>
	DISCUSSÃO
</p>

<p>
	Estudos têm comparado principalmente 3 modelos de periodização em treinamento de força: Não-periodizado (sem variação de intensidade e volume).; Periodização linear (diminuição do volume e aumento da intensidade conforme a progressão do treinamento).; Periodização ondulatória ou não-linear (alterações constantes de volume e intensidade durante um período de treinamento) (Minozzo et al, 2008).
</p>

<p>
	De uma maneira geral, o treinamento periodizado traz mais adaptações positivas com relação a ganho de força, potência e hipertrofia muscular quando comparado com o treinamento não periodizado (Kraemer, 1997; Marx et al, 2001). Estes resultados demonstram a importância de se montar uma rotina de treinamento consciente, seja para atletas de alto nível, pessoas com alguma patologia ou praticantes recreacionais de musculação.
</p>

<p>
	O treinamento não-periodizado é ainda muito utilizado em academias, devido a grande demanda de alunos em uma sala de musculação, associada a um pequeno numero de professores por aluno (visando um baixo custo com empregados e maiores lucros aos donos de academias). Já a periodização linear (gráfico 1) é mais antiga quando comparada com a periodização ondulatória, e se baseia no modelo tradicional de treinamento (diminuição do volume e aumento da intensidade durante o decorrer do treinamento). Este modelo de treinamento foi muito utilizado por atletas de esportes individuais e coletivos até algum tempo atrás, porém dificilmente se aplica aos atuais calendários esportivos. Antigamente, as equipes ou atletas de modalidades individuais traçavam como objetivo uma ou duas competições por ano, o que possibilitava o planejamento esportivo para determinado período do ano. Atualmente, temos varias competições durante o ano (ou macrociclo), o que exige do atleta uma boa condição física durante o ano todo praticamente. Nesse sentido, tem se utilizado muito a periodização não linear.
</p>

<p>
	Gráfico 1. Modelo de periodização linear, com aumento da intensidade e diminuição do volume durante o treinamento.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="modelo-periodizacao-linear.gif" data-loading="true" height="213" title="modelo-periodizacao-linear" width="484" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/modelo-periodizacao-linear.gif" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	*adaptado de Matveev (1977)
</p>

<p>
	Dentre os modelos de treinamento periodizado, o treinamento não-linear vêm se destacando por conseguir melhores resultados em força, potência e hipertrofia quando comparado com a periodização linear. Isto se deve possivelmente ao fato de se aplicar diferentes estímulos durante o período de treinamento, o que dificulta a homeostase do organismo, exigindo uma maior adaptação. No âmbito desportivo, este modelo é interessante, pois possibilita trabalhar diferentes aptidões físicas durante um período de preparação, e ainda manter essas adaptações durante um período longo de competição, como por exemplo, no futebol. Existe também o fator psicológico, pois este modelo de periodização parece ser mais estimulante quando comparado com os outros modelos de treinamento. Porém, este modelo parece ser difícil de ser empregado em salas de musculação, principalmente quando se tem muitos alunos e poucos professores (o que é o caso da maioria das academias), devido a sua complexidade e do tempo necessário para se montar uma periodização dessas.
</p>

<p>
	As mudanças de intensidade/volume na periodização não-linear pode variar em dias ou semanas, como demonstrados nas tabelas 1 e 2 (tabelas meramente ilustrativas). O mais importante neste modelo é que se conheçam bem as adaptações que cada sessão de treino causa no organismo.
</p>

<p>
	Tabela 1. Modelo de periodização não-linear com variação de intensidades por sessão de treino.
</p>

<p>
	&lt;html&gt;
</p>

<p>
	&lt;body&gt;
</p>

<p>
	1st week2nd week3rd week4th week5th week2ndLightModerateLightModerateModerate4ndLightModerateHighHighModerate6ndModerateHighModerateLightHigh
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">113</guid><pubDate>Tue, 15 Jun 2010 15:45:00 +0000</pubDate></item><item><title>Automotiva&#xE7;&#xE3;o para o Treinamento e para a Dieta</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/automotiva%C3%A7%C3%A3o-para-o-treinamento-e-para-a-dieta-r110/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="motivacao-233x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="motivacao" width="233" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/motivacao-233x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Para a psicologia motivação é uma espécie de energia psicológica ou tensão que põe em movimento o organismo humano, que tem influência na orientação do comportamento em direção a um objetivo, nada mais é do que um motivo (impulso) interno que leva a ação. O conceito de automotivação trata-se da capacidade de motivar a si mesmo sem que haja necessidade de que outro o faça, isto é, o próprio indivíduo encontra uma razão (motivo) e forças para algum tipo de realização de sua própria parte. Agora que entendemos estes conceitos, vamos ver como eles se aplicam no treinamento com pesos e na dieta.
</p>

<p>
	Em todas as modalidades esportivas há necessidade de que o atleta esteja motivado para o treinamento e para as competições. Se por um lado nos esportes coletivos o atleta depende da equipe funcionar como um todo para atingir o sucesso, por outro lado esse tipo de trabalho pode ser um diferencial na motivação individual devido ao coletivo. Nas modalidades individuais o inverso acontece, pois o indivíduo depende apenas de si mesmo para atingir o sucesso, mas não há ninguém para motivá-lo além dele mesmo, exceto alguns casos onde existe o treinador ou parceiro de treino, no entanto, nenhum deles está ao lado do atleta nas competições partilhando de suas conquistas e derrotas, serão sempre expectadores.
</p>

<p>
	Outra questão interessante é que nem todas as modalidades exigem uma dieta rigorosa, mas alguns atletas como fisiculturistas, por exemplo, necessitam de descanso e dieta controlados para alcançar o sucesso. Fazendo com que o indivíduo esteja em estado de treinamento 24 horas/dia 7 dias/semana, o que muitas vezes o afasta do convívio social no qual estava acostumado, isto ao longo do tempo pode se tornar maçante para o atleta, gerando tensão mental e desmotivação. Principalmente em uma época em que a maioria da população não dá importância a uma dieta controlada e a atividade física regular, ou seja, vivemos em um mundo em que tudo conspira contra aquilo que nos dedicamos, nossos amigos nos incentivam a sair da dieta, faltar aquele dia treino ou pegar mais leve na próxima série e por aí vai. Se para os atletas que tem isso como profissão já é difícil, imagine só pra nós, meros mortais que trabalhamos e estudamos.
</p>

<p>
	Na prática percebe-se que é bem mais difícil estar motivado para a dieta que para o treinamento (o número de pessoas que treinam é superior que as que fazem dieta), a não ser que você faça parte de um seleto grupo de pessoas com genética privilegiada, essas aberrações que podem comer o que querem e mesmo assim atingem bons resultados, entretanto, não é o caso da maioria das pessoas. Para os treinos, um bom personal trainer, um parceiro, alguns vídeos, livros ou até mesmo fotos podem ajudar, mas para a dieta a coisa é um pouco mais complicada, pois enquanto gastamos em média apenas 40 a 60 minutos por dia na sala de musculação, a dieta exige de você dedicação 24 horas/dia durante pelo menos 6 dias por semana. É necessário estar muito focado em sua meta a ser atingida em longo prazo, alguns lembretes espalhados pela casa podem ajudar, ou até mesmo aquela boa olhada no espelho analisando os resultados obtidos ou não. Podemos até passar uma semana inteira sem treinar, mas não sem a dieta adequada, principalmente nos casos onde os genes não colaboram muito.
</p>

<p>
	Segundo Arnold Schwarzenegger a tensão mental e a preocupação podem drenar o corpo e afetar não somente os seus treinos, mas também o crescimento muscular. Uma atitude mental positiva deve ir além da academia. Isso deve se estender a seus hábitos alimentares, a seus hábitos do sono, e a maneira que você conduz sua vida em geral. Você deve estar concentrado em suas metas, criando objetivos menores a cada dia para atingir uma meta maior, os pensamentos não devem estar dispersos e sim focados sempre naquele algo a mais que você deseja. Faça isso em todas as suas tarefas e verá como seus resultados serão melhores em tudo que realizar.
</p>

<p>
	Quando se trata de atingir uma condição física visual excelente não dá pra brincar, é necessário concentração e disciplina, qualquer falha em uma dessas pode levá-lo ao desânimo, estágio onde qualquer desculpa servirá para matar aquele treino, pular aquela refeição ou dar aquele beliscão extra em alguma guloseima.
</p>

<p>
	Nunca falte aos treinos alegando cansaço ou desânimo, lembre-se que nesse esporte automotivação é tudo. Existem várias maneiras de exercer a automotivação, tenho alguns amigos que ao acordarem ou durante as refeições assistem vídeos de fisiculturistas treinando, isto os ajuda não esquecer os seus objetivos. No início Arnold cortava suas calças e usava tênis sem meias para que todos ficassem lembrando um de seus pontos fracos, as panturrilhas, alguns são motivados com elogios e outros com críticas. Você só precisa descobrir o que o motiva.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">110</guid><pubDate>Sat, 15 May 2010 20:58:00 +0000</pubDate></item><item><title>Agachamento Livre</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/agachamento-livre-r109/</link><description><![CDATA[<p>
	O segundo exercício a ser demonstrado em nossa coluna guia de exercícios com pesos será o agachamento com barra livre.
</p>

<p>
	Gosto de pensar que se existe um exercício hard na sala de musculação, esse exercício é o agachamento livre devido à quantidade de trabalho muscular realizado durante a execução, é o exercício preferido de muitos bodybuilders.
</p>

<p>
	Além disso, é bem completo quando executado de maneira adequada, pois ajuda muito na coordenação motora e no fortalecimento do núcleo (base), com uma boa aquisição de expansão torácica, melhorando a capacidade respiratória.
</p>

<p>
	Trata-se também de um exercício muito polêmico, assunto de eternas discussões entre especialistas, no entanto o fato é que a partir dele surgiram diversos exercícios, tornando-o um dos exercícios básicos do treino com pesos, sendo esta sua importância.
</p>

<p>
	<strong>Músculos atuantes</strong>
</p>

<p>
	Os principais músculos atuantes são o quadríceps femural (vasto lateral, reto femural, vasto intermédio e vasto medial), isquiotibiais (semitendinoso e semimembranoso), glúteo máximo, glúteo médio, adutores da coxa, tibial anterior, fibular longo, fibular curto, sóleo, músculos eretores da espinha e parte da musculatura abdominal.
</p>

<p>
	<strong>O exercício</strong>
</p>

<p>
	Posição inicial: Posicione a barra sobre a parte superior das costas e não no pescoço. Segure a barra com as mãos afastadas, pouco mais que a largura dos ombros ou onde sentir-se confortável para obter bom equilíbrio. Posicione os pés com ligeira abdução, com uma distância igual ou ligeiramente maior que a largura dos ombros.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento_livre_01-225x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="agachamento_livre_01" width="225" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento_livre_01-225x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<strong>Execução:</strong> Comece flexionando lentamente os quadris e os joelhos até as coxas ficarem paralelas ao solo, ou um pouco mais se desejar recrutar mais fibras musculares, mantenha as costas o mais restas possível, (evitando arredondar a coluna vertebral para evitar lesões), o queixo para cima e os ombros retos. Após chegar ao ponto mais baixo empurre a barra para cima a partir dos calcanhares voltando à posição inicial. Procure não relaxar a musculatura do quadríceps em nenhum momento durante a execução.
</p>

<p>
	Primeira etapa:
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento_livre_02-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="agachamento_livre_02" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento_livre_02-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento_livre_03-224x300.jpg" data-loading="true" height="300" title="agachamento_livre_03" width="224" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento_livre_03-224x300.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Segunda etapa:
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento_livre_04-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="agachamento_livre_04" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento_livre_04-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento_livre_05-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="agachamento_livre_05" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento_livre_05-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Terceira etapa:
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento_livre_06-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="agachamento_livre_06" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento_livre_06-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="agachamento_livre_07-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="agachamento_livre_07" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/agachamento_livre_07-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<strong>Observação:</strong>
</p>

<p>
	É importante lembrar que a amplitude do agachamento determina o tipo de envolvimento muscular obtido, quanto mais profundo, mais músculos e fibras envolvidas.
</p>

<p>
	No entanto, quando se trata de iniciantes nesse exercício é interessante começar com uma amplitude menor e ir aumentando gradativamente, conforme o indivíduo vá adquirindo melhor suporte articular e confiança.
</p>

<p>
	Existem também algumas variações na distância entre as pernas, realização do exercício na máquina smith e também do posicionamento da barra livre que pode ser colocada a frente da cabeça, o que dificulta mais o exercício, pois tem-se um menor acionamento dos eretores da espinha vertebral. Portanto uma melhor preservação da mesma.
</p>

<p>
	<strong>Fonte:</strong> Imagens e informações encaminhadas por email.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">109</guid><pubDate>Sat, 15 May 2010 20:46:00 +0000</pubDate></item><item><title>Fase Exc&#xEA;ntrica ou Negativa nos Exerc&#xED;cios de Muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/fase-exc%C3%AAntrica-ou-negativa-nos-exerc%C3%ADcios-de-muscula%C3%A7%C3%A3o-r108/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="supino_reto_02-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="supino_reto_02" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/supino_reto_02-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Vamos falar de fisiologia da contração muscular?
</p>

<p>
	Pois bem, vamos falar de uma coisa importante e que todo mundo sabe que é importante mas ninguém sabe direito porque: porque diabos o seu professor fala tanto para você fazer a “negativa” devagar?
</p>

<p>
	Primeiro porque fletir ou estender uma articulação não significa treinar o músculo, ou seja, dobrar o cotovelo pode ser bem diferente de treinar bíceps...
</p>

<p>
	Charles Glass gosta de falar de uma coisa chamada consistência da contração muscular, e hoje vamos falar de uma etapa dela: a força concêntrica.
</p>

<p>
	Treinar forçando a “negativa” significa obedecer parte dos preceitos do exposto acima. O ganho real que temos quando isso acontece é o ganho de força.
</p>

<p>
	Pelo seguinte: ao provocar o encurtamento do músculo como esforço (fase concêntrica da contração muscular) utilizamos o músculo segundo unidades de ativação que chamamos de unidades motoras, que são compostas por 1 neurônio, 1 placa mioneural e algumas fibras musculares, cujo numero pode variar de músculo para músculo.
</p>

<p>
	A diferença entre a contração ser concêntrica ou excêntrica é no numero de placas motoras utilizados para realizar o movimento...
</p>

<p>
	Ou seja, para uma carga X, utilizamos 5 UM’s por exemplo para realizar a contração concêntrica (a favor do sentido de encurtamento do músculo), enquanto que, se utilizarmos 3 UM’s provocaremos uma desaceleração do movimento contrario (contração excêntrica – no sentido oposto ao do encurtamento do músculo...).
</p>

<p>
	O que temos então?
</p>

<p>
	3 UM’s fazendo o trabalho de 5 UM’s, logo, temos um aumento relativo no trabalho de cada unidade motora que provoca o seu tecido muscular a se adaptar, melhorando sua força e se a as condições nutricionais do tecido e o metabolismo do atleta permitir, hipertrofia.
</p>

<p>
	Entendeu porque a excêntrica é tão importante? Vai obedecer seu professor agora?
</p>

<p>
	Abraços!
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">108</guid><pubDate>Sat, 15 May 2010 20:43:00 +0000</pubDate></item><item><title>Supino Reto</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/supino-reto-r93/</link><description><![CDATA[<p>
	Gostaria de informar a todos os leitores que a partir de hoje estamos iniciando uma nova coluna com um guia explicativo de exercícios com pesos livres e nos aparelhos. Estaremos trazendo a vocês um exercício diferente todo mês começando pelos básicos como supino no banco horizontal, agachamento na barra livre, levantamento terra, barra fixa e remada curvada, pois foram a partir destes que surgiram os demais exercícios na sala de musculação e toda aparelhagem de última geração que temos hoje nas academias. Portanto vamos ao primeiro exercício, o supino no banco horizontal.
</p>

<p>
	<strong>Breve histórico</strong>
</p>

<p>
	O apoio de solo ou flexão foi inventado antes do supino, que surgiu em meados do século 19. No entanto, antes do supino ser inventado os levantadores (lifters) deitavam-se no chão e o pressionavam empurrando o corpo para cima. Como o exercício no banco começou a se tornar popular, os lifters começaram a realizar o supino deixando de lado os apoios de solo.
</p>

<p>
	<strong>Músculos atuantes</strong>
</p>

<p>
	O principal músculo atuante é o peitoral maior seguido pelo peitoral menor, feixe anterior dos deltóides, serrátil anterior, coracobraquial e tríceps braquial.
</p>

<p>
	<strong>O exercício</strong>
</p>

<p>
	Posição inicial: Deite-se em um banco horizontal e mantenha os pés no solo com uma distancia ligeiramente maior que a largura dos ombros. Arqueie de leve as costas, mas mantenha os quadris no banco. Retire a barra do suporte e segure-a com as mãos em pronação com uma distância superior a largura de seus ombros e com os cotovelos retos, bem em cima do meio do peito.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="supino_reto_00-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="supino_reto_00" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/supino_reto_00-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<strong>Execução:</strong> Comece abaixando a barra lentamente até que ela toque o peito suavemente e volte à posição inicial
</p>

<p>
	1)
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="supino_reto_01-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="supino_reto_01" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/supino_reto_01-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	2)
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="supino_reto_021-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="supino_reto_02" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/supino_reto_021-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	3)
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="supino_reto_03-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="supino_reto_03" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/supino_reto_03-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	<strong>Observação:</strong>
</p>

<p>
	A realização do movimento com os membros inferiores elevados pode evitar a hiperlordose lombar, o que é indicado para quem apresenta algum tipo de problema na coluna vertebral. Realizando o exercício dessa maneira diminui-se o esforço na parte inferior dos peitorais e concentra-se no feixe muscular médio e clavicular. No entanto, o ideal é que os pés fiquem fixos no solo, exceto em caso de lombalgia, pois se o exercício for realizado com carga elevada é possível perder o equilíbrio, sem falar na perda da força extra que se consegue, ao a arquear levemente as costas, com o recrutamento das fibras do feixe muscular inferior do peitoral.
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="supino_reto_04-300x225.jpg" data-loading="true" height="225" title="supino_reto_04" width="300" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/supino_reto_04-300x225.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Nota: Existem também algumas variações na distância das mãos. Segurando a barra com as mãos aproximadas solicitaremos mais a parte central dos peitorais e o tríceps braquial. Segurando com as mãos mais afastadas solicitaremos mais a parte externa dos peitorais.
</p>

<p>
	<strong>Fonte:</strong> Imagens e informações encaminhadas por email.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">93</guid><pubDate>Thu, 15 Apr 2010 04:09:00 +0000</pubDate></item><item><title>Treinar ou Malhar, Quest&#xE3;o de Atitude</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/treinar-ou-malhar-quest%C3%A3o-de-atitude-r82/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd2dce88d7f_monthly_2015_0855dd2dcd9c31d_monthly_2015_08f71b335a117cce0f740bacb9f75b257a.jpg.212197d8de7ea753b11b8d0edc2148d5.jpg.583d49dcf6cf0536b06dd8ab1394a9b7.jpg.8cc8740f60a2152ea65180844ff83c3d.jpg" /></p>
<p>
	Esta questão de nomenclatura assume uma dúvida que é relacionada inteiramente à posição de cada praticante, escolhas, atitudes e interesses com a musculação. Segundo o exemplar mestre Waldemar Guimarães, treinador de alto nível, a nomenclatura <strong>Malhar</strong> surgiu em uma época em que Jô Soares comandava um quadro chamado <em>Malhando com o Jô</em>, ou alguma coisa do tipo, não recordo-me completamente.
</p>

<p>
	Já o termo <strong>Treinar</strong> / Treinamento diz respeito ao processo em que atletas – sejam eles profissionais ou amadores – se submetem para condicionar alguma capacidade física, com ênfase total no rendimento e performance. Na tentativa de colocar a musculação em um patamar mais sério e comprometido, este mesmo mestre defende fervorosamente a idéia de que no treinamento com pesos, <strong>não devemos Malhar, e sim Treinar</strong>.
</p>

<p>
	Pra quem freqüenta uma academia na busca pelo convívio social, com preocupação restrita apenas no momento da sessão sem envolvimento completo com as outras variáveis que envolvem o resultado, ou pratica a musculação por obrigação sem interesse total pelo que realiza, ou então freqüenta nos períodos estratégicos do ano ou sem freqüência fixa, ou simplesmente não objetiva resultado algum, então este sujeito não está envolvido em um Programa de Treinamento.
</p>

<p>
	Outra apresentação comum entre alguns praticantes desta modalidade, desinformados, ou principalmente mulheres com padrões estéticos conservadores, é o acreditar que a musculação foi feita para homens, ou então apenas para aumentar a massa muscular. E ainda mais, que se realizarem séries mais pesadas ou com um número de repetições menores, estará estimulando em grandes proporções a hipertrofia muscular.
</p>

<p>
	É como se a intensidade e a hipertrofia dependessem totalmente destes dois fatores, carga em quilogramas e número de repetições. Para completar, comum também a crença feminina na “facilidade” em ganhar massa muscular, e que não quer fazer exercícios para a parte superior do corpo, principalmente se forem “pesados”, pois ficará com “braço de homem”.
</p>

<p>
	Estas são situações comuns para quem trabalha e convive diariamente com públicos que aderem à musculação, com conceitos empobrecidos já formados. Pois quaisquer destas situações reportam este praticante à Malhação, e de maneira alguma ao Treinamento. Cabe ao responsável pelos praticantes estimular de maneira consciente e tentar modificar a atitude deste aluno.
</p>

<p>
	Agora para aqueles que freqüentam com assiduidade à academia, envolvendo-se com a musculação ou qualquer outro planejamento de exercício, e agregando ao treinamento o descanso recuperativo ideal, a dieta e a suplementação consciente, malhar terá um significado inútil. Treinar é para aquele que executa cada repetição de sua série como sendo a última!
</p>

<p>
	Pode até não ter um imenso prazer pelo que realiza, mas não executa uma série contando com o final do treino, impedindo seu rendimento máximo. Cada ciclo da estrutura anual, cada dia de treino, cada grupo muscular, cada exercício, cada série, cada repetição, cada fase de contração, levada á sério, ao extremo de entrega, ao máximo de concentração, ao máximo de comprometimento!
</p>

<p>
	Não é simples treinar. Não é só aquele momento na academia, é todo o tempo que precede a sessão, é a refeição pré treino, a refeição pós treino, é o descanso e a recuperação. Também é a privação de certas coisas do dia a dia, para o benefício de seus próprios resultados.
</p>

<p>
	E o principal. A não ser que você seja geneticamente muito privilegiado, você só terá resultados satisfatórios com atitude de quem Treina, não atitudes de quem Malha.
</p>

<p>
	Se não houver envolvimento total, a amplitude de seus avanços lhe empurrarão para a desistência. Com estas características apresentadas, fica simples identificar qual sua atitude em relação ao exercício que realiza ou pretende realizar. E a partir disso, também fica simples a escolha de que posição você deverá assumir.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">82</guid><pubDate>Mon, 15 Mar 2010 11:45:00 +0000</pubDate></item><item><title>Rosca B&#xED;ceps na Barra W ou na Barra Reta?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/rosca-b%C3%ADceps-na-barra-w-ou-na-barra-reta-r76/</link><description><![CDATA[<p>
	<strong>Autor: Rafael Torres</strong>
</p>

<p>
	<strong>Email: rafoso_torres@yahoo.com.br</strong>
</p>

<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="rosca_biceps.jpg" data-loading="true" height="200" title="rosca_biceps" width="200" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/rosca_biceps.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Essa é uma questão muito discutida entre os praticantes de musculação. Qual é a diferença entre realizar a rosca bíceps com a barra W e a barra reta? Usar a pegada aberta ou fechada? Qual é a contra indicação?
</p>

<p>
	Segundo alguns autores a rosca bíceps na barra W com a pegada aberta dá uma ênfase maior a cabeça longa do bíceps braquial, já a pegada fechada prioriza mais a cabeça curta do bíceps braquial. Mas se entra em uma outra questão, há autores também que dizem que como a mão na barra W fica em uma posição semi-pronada a ênfase seria praticamente igual nas duas porções do bíceps, não importando a pegada. Já na barra reta, como a mão fica em uma posição completamente supinada, realmente foi constatada uma ênfase maior com a pegada aberta na cabeça longa e com a pegada fechada na cabeça curta.
</p>

<p>
	Mas o uso da barra reta na rosca bíceps necessita de muita atenção, pois seu uso prolongado está relacionado a uma grande chance de desenvolver uma epicondilite lateral (também conhecida como cotovelo de tenista) ou uma epicondilite medial (ou cotovelo de golfista) devido a grande estresse articular que esse exercício proporciona aos tendões próximos a cápsula articular do cotovelo.
</p>

<p>
	A epicondilite trata-se de uma agressão mecânica no epicôndilo lateral ou medial do úmero, local de origem dos tendões dos músculos supinador do ante braço, extensores e flexores do punho e dos dedos. Normalmente é causada por esforços de tração do músculo em movimentos repetidos ou por tensões repetitivas na articulação do cotovelo que geram micro-rupturas dos tendões junto à sua inserção no osso, e como os tendões têm pouca vascularização a sua regeneração é mais difícil e lenta.
</p>

<p>
	Geralmente começa como uma ligeira impressão dolorosa no cotovelo, mas se o esforço repetitivo for continuado a dor vai piorando progressivamente, podendo se irradiar para o antebraço, punho e mão, a área atingida torna-se dolorosa ao toque dificultando até mesmo atividades leves.
</p>

<p>
	O diagnóstico é essencialmente clínico, a primeira medida sempre será procurar interromper a causa da patologia, ou seja, parar com o esforço repetitivo ou a sobrecarga local, em conjunto emprega-se tratamento medicamentoso com antiinflamatório e fisioterapia local, muitas vezes é necessário imobilização do membro, caso não haja melhora pode haver necessidade de intervenção cirúrgica. Estes tratamentos variam de caso a caso.
</p>

<p>
	O retorno às atividades deve ser lento e gradual, devendo-se evitar qualquer exagero. Exercícios de alongamento junto com um aquecimento antes das atividades físicas ajudam a prevenir as lesões de ligamentos, tendões e articulações.
</p>

<p>
	Sempre que se sentir algum incômodo, ou dor na execução de qualquer exercício de sua rotina de treino, comunique ao seu professor, para que ele possa tomar as devidas providências para evitar o agravamento do quadro.
</p>

<p>
	Bons Treinos!!!
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">76</guid><pubDate>Mon, 15 Feb 2010 15:09:00 +0000</pubDate></item><item><title>Muscula&#xE7;&#xE3;o e perda de peso</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/muscula%C3%A7%C3%A3o-e-perda-de-peso-r68/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_02/musculacao-emagrece.jpg.533fed223fe8e97f52db0a103898a31d.jpg" /></p>
<p>
	Existem muitas duvidas e mitos envolvendo a pratica de musculação. Quando um aluno entra em uma academia buscando um programa de exercícios para emagrecer, é comum que os profissionais responsáveis pela sala logo indiquem exercícios aeróbios para a perda de peso. Porém será que apenas os exercícios aeróbios é que promovem essa perda de peso? E a musculação, pode ajudar nesse processo? Qual a importância da dieta no processo de perda de peso?
</p>

<p>
	Bom, vamos por partes. Primeiro precisamos definir o que é necessário para que ocorra essa perda de peso. O processo de perda de peso ocorre quando se têm um déficit calórico, ou seja, quando você gasta mais calorias do que ingere. Parece fácil? Pois bem, não é tão simples assim, como veremos mais pra frente no artigo. O gasto energético diário é dividido nos seguintes componentes: taxa metabólica de repouso , efeito térmico da dieta e atividade física . A taxa metabólica de repouso é considerada o maior componente do gasto energético diário, com aproximadamente 70% em média.
</p>

<p>
	O American College of Sports and Medicine e a American Heart Association(1) indicam que o gasto energético(gasto calórico) decorrente da realização de uma modalidade de exercício físico deve ficar entre 1.000 e 2.000kcal/ semana. Nesse sentido é amplamente divulgado que o exercício aeróbio, provavelmente por trabalhar grandes grupamentos musculares de forma contínua, é sempre o mais indicado para que se obtenha um alto gasto calórico, devido ao seu maior gasto calórico, o que conseqüentemente ajudaria na perda de peso (2,3). Sendo assim é inquestionável a colaboração que o exercício aeróbio tem com relação ao gasto energético durante a sua pratica.
</p>

<p>
	Já com relação à musculação, a história é outra. Alguns estudos demonstraram que a musculação oferece um baixo gasto energético durante a sua prática (4,5). Porém fica muito difícil fazer uma analise precisa dos estudos que envolvem esse tema, principalmente devido as mais diversas variáveis que envolvem a musculação, como o intervalo de descanso entre as séries, a ordem dos exercícios, a intensidade do treino, o volume do treino, entre outros (6). Qualquer afirmação sobre o tema “gasto energético da musculação” ainda me parece precoce, sendo necessários novos estudos com um perfeito controle das mais diversas variáveis da sessão de musculação. Em todo caso, alguns estudos demonstram que o treinamento em circuito na musculação tem um gasto energético maior QUANDO COMPARADO com o treinamento convencional de musculação (7).
</p>

<p>
	Outro parâmetro muito utilizado para se analisar o gasto energético do exercício é o EPOC, também conhecido como o consumo de oxigênio em excesso após o exercício. A uma grande divergência no que diz respeito a real contribuição da musculação no EPOC, tendo alguns estudos encontrados grandes alterações no EPOC durante horas após a musculação (8), enquanto outros encontraram o retorno do EPOC aos valores de repouso(pré-treino) em pouco mais de 30 minutos, o que contribui pouco para o gasto energético(9).Esse conflito na literatura também existe devido a manipulação das variáveis citadas anteriormente neste artigo. Porém, parece que uma intensidade moderadamente alta com curtos intervalos de recuperação maximiza o processo de gasto energético na musculação através de um maior aumento no EPOC (10).
</p>

<p>
	Então parece mais sensato afirmar que a musculação pode sim influenciar a perda de peso, porém a magnitude desta perda é que é uma coisa a ser melhor estudada ainda. Porém uma associação de musculação e exercícios aeróbios parece ser uma boa forma de maximizar o processo de perda de peso, pois o aeróbio oferece um consumo de oxigênio maior durante o exercício, enquanto a musculação oferece um maior consumo de oxigênio após o término da sua atividade. Porém ao longo da minha carreira como professor de musculação já escutei muitos mitos como “fazer aeróbio perde massa muscular”, etc.
</p>

<p>
	Na verdade o processo de perda de peso é um processo catabólico, ou de degradação. A musculação realmente tem a capacidade de preservar a massa muscular maior do que o aeróbio, mas mesmo assim um planejamento errado na hora de montar o seu treino pode sim acarretar na perda de massa muscular. Outra coisa a ser levada em consideração é que a associação dos dois tipos de exercícios pode acarretar em um alto volume de treino (mais de uma hora de treino), e esse alto volume pode acarretar na perda de massa muscular, ou seja, quando for associar os dois exercícios, tem que se levar em consideração que o treino será desgastante e deve-se planejar bem como será feita essa sessão, feito isso a probabilidade de se perder massa muscular será menor.
</p>

<p>
	Outra intervenção importantíssima no processo de perda de peso é a alimentação, sendo que uma dieta com carboidratos de baixo índice glicêmico (alimentos de alto índice glicêmico estimulam picos de insulina, o que favorece o acumulo de gorduras), o aumento na ingestão de proteínas quando necessário (a proteína aumenta o efeito térmico dos alimentos devido a sua complexidade na digestão) e a ingestão de gorduras de boa qualidade (Gorduras como o Ômega-3 têm uma importante função de melhorar o perfil lipídico do indivíduo) são indispensáveis para uma perda de peso e uma melhora na qualidade de vida, porém esse tópico de nutrição será abordado em um artigo futuro.
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">REFERÊNCIAS</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">1 - Haskell WL, Lee IM, Pate RR, Powell KE, Blair SN, Franklin BA, et al. Physical activity and public health: updated recommendation for adults from the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. Med Sci Sports Exerc. 2007;39 (8):1423-34.<br>
	2 - SBC. Sociedade Brasileira de Cardiologia. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras de Cardiol. 2007, Vol 88, Suplemento I.<br>
	3 - SBEM. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. I Diretriz Brasileira de diagnóstico e tratamento da síndrome metabólica. Arq Bras Cardiol. 2005;84 (suplemento I).<br>
	4 - Kraemer WJ, Volek JS, Clark KL, Gordon SE, Incledon T, Puhl SM, et al. Physiological adaptations to a weight-loss dietary regimem and exercise programs in women. J Appl Physiol. 1997;83(1):270-9.<br>
	5 - . Poehlman ET, Denino WF, Beckett T, Kinaman KA, Dionne IJ, Dvorak R, et al. Effects of endurance and resistance training on total daily energy expenditure in young women: a controlled randomized trial. J Clin Endocrinol Metab. 2002;87(3):1004-9.<br>
	6 - Kraemer W.j.; Fleck S.J. Otimizando o treinamento de força: programas de periodização não-linear. 1°. ed. Barueri:Manole, 2009. 273 p.<br>
	7 - Pichon C, Hunter GR, Morris M, Bond RL, Metz J. Blood pressure and heart rate response and metabolic cost of circuit versus traditional weight training. J Strength Cond Res 1996;10:153-6.<br>
	8 - Schuenke MD, Mikat RP, McBride JM. Effect of an acute period of resistance exerciseon excess post-exercise oxygen consumption: implications for body mass management. Eur J Appl Physiol. 2002;86(5):411-17.<br>
	9 - Binzen CA, Swan PD, Manore MM. Postexercise oxygen consumption and substrate use after resistance exercise in women. Med Sci Sports Exerc. 2001;33(6):932-8.<br>
	10 - Castinheiras Neto, A. G. ; SILVA, Nádia Lima da ; FARINATTI, P. T. V. . Influência das variáveis do treinamento contra-resistência sobre o consumo de oxigênio em excesso após exercício: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. 2009;15: 70-78.</span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">68</guid><pubDate>Fri, 15 Jan 2010 14:07:00 +0000</pubDate></item><item><title>Campe&#xF5;es ou doutores? Academias para malhar ou treinar de verdade?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/campe%C3%B5es-ou-doutores-academias-para-malhar-ou-treinar-de-verdade-r57/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="betty.jpg" data-loading="true" height="300" title="betty" width="167" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/betty.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Desde a pré-história até a modernidade dos dias atuais, o homem tem procurado meios de facilitar as atividades cotidianas para que estas sejam realizadas da forma mais cômoda e rápida possível, economizando tempo e evitando o esforço físico. Foi assim com o desenvolvimento da agricultura há cerca de seis a sete mil anos, que proporcionou a obtenção de alimentos por meio do cultivo a terra e criação de animais, não precisando mais se deslocar por longas distâncias à procura de comida, o mesmo aconteceu com o desenvolvimento do comercio através do escambo e, posteriormente, da moeda e também com os meios de comunicação que, atualmente, permitem que as informações sejam compartilhadas em tempo real por meio de ferramentas como a world wide web.
</p>

<p>
	Como podemos notar desde o início, todo desenvolvimento tem seu preço, se no passado a luta pelas terras geraram guerras, hoje em dia os meios de comunicação nem sempre são usados de forma adequada. No caso da internet, por exemplo, temos uma ferramenta incrível em nosso poder, pois com ela podemos compartilhar com o mundo um turbilhão de informações. No entanto, é impressionante como as pessoas se tornam escravas de si mesmas frente à tela de um computador e que ainda exista uma enorme defasagem de informações de qualidade em nosso país, gerando uma deturpação do conhecimento e resultando em profissionais mal informados e despreparados atuando no mercado.
</p>

<p>
	O meio mais eficaz para verificar se determinada informação ou teoria é verdadeira é aplicando-a na prática e vivenciando tal situação, pois foi desta maneira que alguns homens, entre outros muitos, fizeram a diferença e entraram para a história, fazendo com que seus nomes sejam lembrados para sempre. Foi assim com Albert Einstein, Isaac Newton, Martin Luther King, Benjamin Franklin, e até mesmo o próprio Jesus Cristo que viveu tudo o que pregou, mesmo quando a maioria foi contra.
</p>

<p>
	Enfim, todos eles têm algo em comum, pois foram muito criticados, mas defenderam e viveram suas teorias na prática. Neste momento você deve estar se perguntando onde quero chegar, isso é simples, apenas quero deixar claro que hoje existem muitos profissionais preparados e despreparados das mais diversas áreas atuando no mercado, no entanto, só se destaca aquele que apresenta resultados sólidos, afinal de nada adianta possuir um amplo conhecimento se não tiver aplicação prática.
</p>

<p>
	Um cliente ao procurar um personal trainer ou academia busca melhorar sua estética, condicionamento físico e saúde, entretanto isso está se tornando cada vez mais difícil, principalmente para profissionais sérios e que desejam obter resultados sólidos com o trabalho, pois li em algum lugar, e isto é realmente verdade, que as academias tornaram-se lugar para paquerar, fechar negócios e até MALHAR.
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<p>
	Estes locais estão cada vez mais bonitos e sofisticados, com pesinhos coloridos, aparelhos chamativos e até mesmo ar condicionado, tudo para fazer com que a estadia do aluno seja a mais agradável possível, ou seja, tornou-se um ambiente onde as pessoas vão para fazer qualquer coisa menos TREINAR DE VERDADE.
</p>

<p>
	O problema é mais sério do que parece, pois as pessoas são manipuladas o tempo todo, devido à falta de informações adequadas, sendo enganadas pelos próprios olhos e muitas vezes pelo estômago em um país onde até suplementos alimentares são proibidos e que possui um dos piores índices educacionais do mundo, torna-se mais fácil proibir e fornecer algumas cestas básicas do que educar.
</p>

<p>
	Um exemplo prático disso é um cachorro preso em uma correia, ele se move dentro de um espaço limitado, mas nunca pelo seu próprio desejo e depende sempre do seu dono para ser alimentado, então o estado normal se torna regra e, como esse animal, ficamos conformados com os limites, essa é a lei do conformismo. No caso das academias não é diferente, sendo que muitas pessoas vão à academia e não sabem sequer a função daqueles equipamentos lindos e mirabolantes que os atraem tanto e muito menos ainda identificar a qualidade funcional destes equipamentos e quem dirá de um profissional que muitas vezes não passa de um marqueteiro.
</p>

<p>
	Entretanto, apesar de muitos não gostarem, ainda existem nesse país profissionais sérios que buscam melhorar cada vez mais, principalmente em seus próprios treinos para que possam apresentar resultados expressivos em seu trabalho. Afinal quem não é capaz de mudar o próprio corpo, como mudará o corpo de alguém? Enfim, gosto de pensar que se existe algo que não podem nos tirar é o conhecimento e, para este, não existe limites, cabendo a nós buscarmos ampliá-lo.
</p>

<p>
	Lembrem-se que todos nós nascemos nus, fracos e livres de limitações pré-concebidas e conforme crescemos vamos renunciando a sonhos e objetivos de infância por deixar de acreditar. Acreditem, é possível fazer a diferença com dedicação, seriedade e principalmente paixão pela profissão.
</p>

<p>
	Dedico este artigo a todos os camaradas de profissão que treinam de verdade e desenvolvem um trabalho sério com seus clientes, sobrevivendo à tentação do mundo fitness. Mantenham-se sempre bem informados, mas nunca parem de treinar sério, porque existem muitos campeões e muitos doutores, porém são raros os campeões doutores. Um grande abraço a todos.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">57</guid><pubDate>Sun, 15 Nov 2009 16:08:00 +0000</pubDate></item><item><title>Considera&#xE7;&#xF5;es atuais sobre a ordem dos exerc&#xED;cios na muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/considera%C3%A7%C3%B5es-atuais-sobre-a-ordem-dos-exerc%C3%ADcios-na-muscula%C3%A7%C3%A3o-r40/</link><description><![CDATA[<p>
	<a href="https://fisiculturismo.com.br/" rel=""><img alt="ordem_exercicios_musculacao.jpg" data-loading="true" height="213" title="ordem_exercicios_musculacao" width="251" src="https://fisiculturismo.com.br/imagens/ordem_exercicios_musculacao.jpg" loading="lazy"></a>
</p>

<p>
	Muito têm se discutido qual a melhor forma de se estruturar um treino quanto à ordem dos exercícios, ou seja, qual exercício fazer primeiro, os multiarticulares, também conhecidos como basicos (por exemplo supino) ou os uniarticulares, também conhecidos como específicos (por exemplo tríceps).
</p>

<p>
	Nesse sentido, alguns autores estudaram qual a melhor forma de se estruturar um treino. Novaes et al (2007) realizaram um estudo que consistia de cinco exercícios: supino reto (SR), supino declinado (SD), supino inclinado (SI), tríceps pulley (TP) e tríceps testa (TT). Foram realizadas nesse experimento duas seqüências, sendo que na seqüência 1 foi realizado o SR, SI, SD, TP e TT, já na seqüencia 2 foi realizado o TT, TP, SD, SI, e SR.
</p>

<p>
	Foi verificado que o número total de repetições máximas não apresentou diferenças significativas entre as seqüências, e que conseqüentemente os exercícios realizados no final do treino foram os que mais sofreram quedas no número de repetições máximas em ambas as seqüências. Esses resultados corroboram com os resultados apresentados por Simão et al (2005) e Monteiro et al (2005), porém estes mesmos resultados contrariam as recomendações da ACSM (2002), sendo que estas recomendações se baseiam em apenas um único estudo desenvolvido por Sforzo e Touey (1996).
</p>

<p>
	Observando os resultados recentes encontrados sobre esse tema podemos concluir que os primeiros exercícios realizados no treino serão os que realizarão o maior número de repetições, e que os exercícios que ficarão para o final do treino sofrerão uma maior redução do desempenho decorrentes da fadiga muscular, independente de ser multiarticular ou uniarticular.
</p>

<p>
	Porém outros aspectos, independentemente da queda no número de repetições (o que diminuiria o volume total do treino),devem ser levadas em consideração, como por exemplo quais os músculos trabalhados em cada exercício. Como exemplo podemos usar o exercício supino. Esse exercício é considerado um exercício básico, multiarticular, e que trabalha os músculos peitoral, tríceps e deltóide (considerados os principais músculos envolvido no exercício) (LIMA e PINTO, 2006).
</p>

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	Se estiverem programados para se treinar peito e tríceps no mesmo dia, e se você treina peito antes do tríceps, você já está acionando o tríceps, ou seja, se você faz as três variações do supino (reto, inclinado e declinado), com certeza o músculo tríceps será muito acionado, bastando apenas que você “acabe” de fadigar o músculo tríceps no final do treino. Já do contrario, se você treina o músculo tríceps antes do peitoral, você fadigará o tríceps antes de fazer o supino, e o desempenho no supino irá diminuir.
</p>

<p>
	Perece mais sensato que se de prioridade aos exercícios básicos, devido ao fato que esses exercícios já acionam outros músculos, podendo-se deixar os exercícios específicos para o final do treino, apenas para acabar de fadigar a musculatura. O ideal é sempre estar estruturando bem o treinamento, respeitando os intervalos de descanso e a intensidade programada para aquele treino.
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	Bons treinos
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	Prof. Gustavo Barquilha
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<p>
	Mestrando em Ciências do Movimento Humano - Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul)
</p>

<p>
	Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em atividade física da Academia Marathon Wellness (Bauru)
</p>

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	REFERÊNCIAS
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<p>
	American College of Sports Medicine. Position Stand on progression models in resistance training for health adults. Med. Sci.Spost. Exerc. 34: 364-380. 2002.
</p>

<p>
	Lima, C. S. ; Pinto, R. S. . Cinesiologia e Musculação. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. v. 01. 187 p.
</p>

<p>
	Monteiro, W.; R. Simão e P. T. V. Farinati. Manipulação na ordem dos exercícios e sua influência sobre o número de repetições e percepção subjetiva de esforço em mulheres treinadas. Rev. Bras. Med Esp. 11: 146-150. 2005.
</p>

<p>
	Novaes, J.; Salles, B.; Novaes, G.; Monteiro, M.; Monteiro, G.; Monteiro, M.; Influência aguda da ordem dos exercícios resistidos em uma sessão de treinamento para peitorais e tríceps. Motricidade 3(4): 38-45, 2007.
</p>

<p>
	Sforzo, G. A. e P. R. Touey. Manipulating exercise order affects muscular performance during a resistance exercise training session. J. Strength Cond. Res. 10: 20-24. 1996.
</p>

<p>
	Simão R.; P. T. Farinati; M. D. Polito; A. S. Maior e S. J. Fleck. Influence of exercise order on the number of repetitions performed and perceived exertion during resistive exercise. J strength Cond. Res. 19: 152-156. 2005.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">40</guid><pubDate>Thu, 15 Oct 2009 11:50:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
