<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0"><channel><title>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Treinamento de Muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/page/3/?d=1</link><description>Mat&#xE9;rias: Mat&#xE9;rias - Treinamento de Muscula&#xE7;&#xE3;o</description><language>pt</language><item><title>Agachamento livre: mitos e verdades</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/agachamento/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-mitos-verdades.jpg.e6e77f97696633d7754ece5b1bd2e8cf.jpg" /></p>
<h2>
	O que é o agachamento
</h2>

<p>
	O agachamento livre é um exercício de musculação multiarticular, é um dos mais utilizados para os mais diversos objetivos, tais como emagrecimento, hipertrofia, performance esportiva ou para, simplesmente, melhorar a funcionalidade do próprio movimento de agachar (é um movimento natural, presente constantemente nas atividades do nosso dia a dia para sentar-se, levantar objetos do chão, entrar e sair de veículo, e assim por diante). Consiste em um movimento natural de sentar e levantar. Pela flexão dos joelhos, abaixa-se e sobe-se o tronco.
</p>

<p>
	Abaixo, indicamos a página da nossa seção de <a href="https://fisiculturismo.com.br/exerc%C3%ADcios/" rel="">exercícios de musculação</a> que trata da execução mais correta do <a href="https://fisiculturismo.com.br/exerc%C3%ADcios/coxa/agachamento-livre-com-barra-r9/" rel="">agachamento livre</a>:
</p>
<iframe allowfullscreen="" class="ipsEmbed_finishedLoading" data-embedauthorid="142092" data-embedcontent="" data-embedid="embed7015638812" data-munge-src="" id="ips_uid_7973_8" scrolling="no" src="https://fisiculturismo.com.br/exerc%C3%ADcios/coxa/agachamento-livre-com-barra-r9/?do=embed" style="overflow: hidden; height: 394px; max-width: 502px;" loading="lazy"></iframe>

<p>
	No treinamento resistido, ainda persistem algumas dúvidas sobre a execução do movimento do agachamento livre. As dúvidas mais comuns, que geram mitos e verdades, são:
</p>

<ul>
	<li>
		até onde descer (movimento com amplitude parcial ou amplitude máxima)?
	</li>
	<li>
		o agachamento trabalha todas as musculaturas dos membros inferiores?
	</li>
	<li>
		o joelho pode passar a linha imaginária da ponta dos pés?
	</li>
	<li>
		para uma boa execução do agachamento é necessário ser experiente na musculação?
	</li>
	<li>
		usar calços para agachar é benéfico?
	</li>
	<li>
		o agachamento livre é melhor do que o agachamento no smith?
	</li>
</ul>

<p>
	Para responder essas perguntas, apresentamos algumas evidências científicas que nos ajudarão a entender melhor essas questões.
</p>

<h2>
	Agachamento completo ou parcial?
</h2>

<p>
	Para responder a esta questão, vamos nos basear num recente estudo publicado por Kubo et all em junho 2019. 
</p>

<p>
	No estudo, foram selecionados 17 (dezessete) homens ativos (que já haviam treinado musculação no passado) e que estavam sem treinar exercícios de força há pelo menos 1 ano. Esses homens foram divididos 2 (dois) grupos<span>:</span> 
</p>

<ul>
	<li>
		G1 (grupo 1): <strong>amplitude completa</strong> (AC) - <strong>140º</strong> (cento e quarenta graus) de flexão de joelhos;
	</li>
	<li>
		G2 (grupo 2): <strong>amplitude parcial</strong> (AP) - <strong>90º</strong> (noventa graus) de flexão de joelhos.
	</li>
</ul>

<p>
	Os voluntários treinaram durante 10 (dez) semanas, 2x (duas vezes) por semana. 
</p>

<ul>
	<li>
		Na primeira semana, foram realizadas 3 (três) séries de 10 (dez) repetições com carga de 60% (sessenta por cento) de 1RM (uma repetição máxima). 
	</li>
	<li>
		Na segunda semana, 3 (três) séries de 8 (oito) repetições com carga de 70% (setenta por cento) de 1RM (uma repetição máxima).
	</li>
	<li>
		Na terceira semana, 3 (três) séries de 8 (oito) repetições com carga de 80% (oitenta por cento) de 1RM (uma repetição máxima).
	</li>
	<li>
		Na quarta semana, 3 (três) séries de 8 (oito) repetições com carga de 90% (oitenta por cento) de 1RM (uma repetição máxima).
	</li>
</ul>

<p>
	Os resultados de hipertrofia foram os seguintes:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>quadríceps</strong> (vasto medial, vasto intermédio e vasto lateral)<span>:</span> sem diferenças significativas (4,9% - quatro vírgula nove por cento - no grupo AC e 4,6% - quatro vírgula seis por cento - no grupo AP);
	</li>
	<li>
		<strong>reto femoral</strong> (um dos músculos do quadríceps)<span>:</span> sem hipertrofia significativa no AP e no AC;
	</li>
	<li>
		<strong>isquiotibiais</strong> (posteriores de coxa):  1% (um por cento) de hipertrofia no grupo AC e AP; 
	</li>
	<li>
		<strong>glúteo máximo</strong>:  6,2% - seis vírgula dois por cento - de hipertrofia no grupo AC e 2,2% - dois vírgula dois por cento - de hipertrofia no grupo AP.
	</li>
</ul>

<p>
	O estudo mostra que, ao se realizar um agachamento mais profundo, há uma hipertrofia maior de glúteos. Quanto ao quadríceps, não há diferença para hipertrofia entre agachamento 90º (noventa graus) ou 140º (cento e quarenta graus).
</p>

<figure class="image ipsImage_thumbnailed ipsImage">
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="21808" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-completo-parcial.jpg.7a4e60e3c50b82ca0dff86a9bbe68829.jpg" rel=""><img alt="Bárbara demonstrando o agachamento completo e parcial" data-fileid="21808" data-unique="qafy23z6n" style="height: auto;" width="1200" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-completo-parcial.thumb.jpg.0cb31d16801425accb85950b7c4a2339.jpg" loading="lazy" height="672"></a>

	<figcaption>
		Agachamento completo x parcial
	</figcaption>
</figure>

<h2>
	O agachamento trabalha todos os músculos dos membros inferiores?
</h2>

<p>
	Com base no mesmo estudo descrito acima, podemos concluir que o agachamento não trabalha de modo suficiente todos os músculos dos membros inferiores. Quadríceps e glúteo máximo são musculaturas bem trabalhadas pelo agachamento completo.
</p>

<p>
	Todavia, para o reto femoral e para os posteriores de coxa, o agachamento não é suficiente para uma hipertrofia de qualidade, mostrando necessidade, em alguns casos, de exercícios específios para posteriores de coxa, tais como a cadeira e a mesa flexora, e a cadeira extensora (com inclinação no banco, o que favorece a ação do reto femoral).
</p>

<p>
	Em resumo, o agachamento completo trabalha bem:
</p>

<ul>
	<li>
		quadríceps;
	</li>
	<li>
		glúteo máximo.
	</li>
</ul>

<p>
	Por outro lado, não é suficiente para a hipertrofia das musculaturas:
</p>

<ul>
	<li>
		isquiotibiais (posteriores de coxa);
	</li>
	<li>
		reto femoral.
	</li>
</ul>

<figure class="image ipsImage_thumbnailed ipsImage">
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="21865" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-todos-musculos.jpg.cd55f2944e05c2dd85a01d5abfe354c7.jpg" rel=""><img alt="Atleta Fábio Veras e músculos da coxa" data-fileid="21865" data-unique="jxv7yl7iv" style="height: auto;" width="1200" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-todos-musculos.thumb.jpg.5d322dc740d6c6a51ad414be4e129680.jpg" loading="lazy" height="672"></a>

	<figcaption>
		Músculos dos membros inferiores
	</figcaption>
</figure>

<h2>
	O joelho pode ultrapassar a linha imaginária da ponta dos pés?
</h2>

<p>
	Para responder esta pergunta, vamos nos valer de um estudo, FRY et al 2003, feito na Universidade de Duke. Foram reunidos 7 (sete) indivíduos com experiência de treino e foram criados dois cenários. No primeiro cenário,  eles executaram o agachamento deixando que os joelhos avançassem a linha dos pés.
</p>

<p>
	Posteriormente, no segundo cenário, repetiram o movimento, não permitindo que os joelhos avançassem para além da ponta dos pés.
</p>

<p>
	Ambos os cenários reproduziram o movimento do agachamento completo.<br>
	<br>
	Foram os seguintes os resultados: sem deixar o joelho avançar além da ponta dos pés, a pressão sobre os joelhos foi reduzida em aproximadamente 22%,(vinte e dois por cento), porém, a pressão sobre a lombar aumentou 91% (noventa e um por cento).
</p>

<p>
	O estudo nos mostra que ao agachar sem deixar os joelhos ultrapassarem a ponta dos pés há uma leve redução na pressão sobre os joelhos. Todavia, a sobrecarga sobre a lombar aumenta bruscamente, havendo uma distribuição das cargas sobre as articulações e lombares de modo  totalmente desproporcional.
</p>

<p>
	Ao tentarmos controlar o movimento natural do agachamento para não deixar o joelho avançar além da ponta do pé, temos que inclinar muito o tronco à frente, sobrecarregando demasiadamente a coluna. 
</p>

<p>
	Portanto, é correto deixar que os joelhos avancem levemente a ponta dos pés, para uma melhor distribuição de cargas sobre as articulações e lombares, sempre respeitando o padrão motor de cada um, deixando o movimento mais natural possível.
</p>

<p>
	Ninguém agacha de maneira igual a outro indivíduo. Devemos respeitar a individualidade de cada um, e ajustar o movimento de acordo com a biomecânica e cinesiologia do movimento.
</p>

<figure class="image ipsImage_thumbnailed ipsImage">
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="21810" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-joelho-ponta-do-pe.jpg.aa076bf01895c727997fa6064b8cb1c0.jpg" rel=""><img alt="Demonstração do agachamento passando o joelho da ponta do pé" data-fileid="21810" data-unique="bmaudekry" style="height: auto;" width="1200" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-joelho-ponta-do-pe.thumb.jpg.874fac721c91554af3e1ec7638c3b13c.jpg" loading="lazy" height="672"></a>

	<figcaption>
		Joelho passando da ponta pé no agachamento
	</figcaption>
</figure>

<h2>
	Indivíduos bem treinados agacham melhor do que iniciantes?
</h2>

<p>
	Zawadka et al. (2018) compararam dados da cinemática do agachamento de 2 (dois) grupos de indivíduos com diferentes níveis de prática de atividade física diária (incluindo esportes ao ar livre, caminhada e pedalada para ir ao trabalho ou por lazer). Assim foram divididos os grupos:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>menos ativos</strong>: sujeitos que praticam menos de 4 (quatro) horas de atividade física por semana;
	</li>
	<li>
		<strong>mais ativos</strong>: sujeitos que praticam mais de 5 (cinco) horas de atividade física por semana.
	</li>
</ul>

<p>
	Os resultados do estudo permitiram concluir que o grupo de indivíduos mais ativos apresentou:
</p>

<ul>
	<li>
		maior dorsiflexão;
	</li>
	<li>
		menor retroversão pélvica;
	</li>
	<li>
		menor flexão da coluna lombar;
	</li>
	<li>
		maior rotação de quadril.
	</li>
</ul>

<p>
	Todos esses fatores observados acima contribuem para uma melhor execução do agachamento.
</p>

<p>
	O estudo nos leva a crer que indivíduos mais ativos (ou mais bem treinados) estão menos suscetíveis, por exemplo, a desenvolver quadros de dores crônicas. O nível de treinamento interfere na execução do agachamento. Quanto mais treinado o indivíduo, maior  a probabilidade de executar o movimento da maneira correta.
</p>

<figure class="image ipsImage_thumbnailed ipsImage">
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="21867" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-iniciante-avancado.jpg.7bda722c8b4f4a457ddd6d7de6379024.jpg" rel=""><img alt="Aluna avançada de musculação agachando" data-fileid="21867" data-unique="tpv5b2qc9" style="height: auto;" width="1200" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-iniciante-avancado.thumb.jpg.96cdcc351551233a4d767f6bef2a0e15.jpg" loading="lazy" height="672"></a>

	<figcaption>
		Agachamento completo por praticante de nível avançado
	</figcaption>
</figure>

<h2>
	É indicado o uso de calço no agachamento?
</h2>

<p>
	O calço no agachamento é normalmente utilizado por pessoas que possuem graves encurtamentos musculares, principalmente nos isquiotibais (posterior de coxa) e no tríceps sural (panturrilha).
</p>

<p>
	Ao realizar o movimento excêntrico do agachamento (parte mais embaixo do movimento), essas pessoas com encurtamento acabam promovendo uma retroversão pélvica acentuada, inibindo o glúteo neurologicamente, e tirando os calcanhares do chão, na tentativa de realizar o exercício de forma mais profunda. Esse movimento é  potencialmente lesivo, pois, as curvaturas fisiológicas da coluna não são preservadas.
</p>

<p>
	Nesse contexto, surge a opção do calço para tentar aumentar essa amplitude, porém, o calço interfere no movimento, que deixa de ser natural natural. Ele ativa mecanismos compensatórios para realização do movimento, transferindo a carga para a ponta do pé, resultando na projeção do corpo à frente, provocando o aumento da compressão patelofemoral. O calça mascara um problema, e cria outro problema.
</p>

<p>
	A solução adequada para pessoas com encurtamento muscular é realizar um trabalho de mobilidade e flexibilidade para corrigir os encurtamentos. Com o aumento da flexibilidade, o indivíduo estará apto a uma maior amplitude de movimento no agachamento, realizado com eficiência e com segurança, não sendo recomendado o uso do acessório para mascarar o problema.
</p>

<figure class="image ipsImage_thumbnailed ipsImage">
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="21809" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-calco.jpg.3e243225b7e65cd2c7da8e78e8f7b1b7.jpg" rel=""><img alt="Agachamento com e sem calço" data-fileid="21809" data-unique="18q7pqmtl" style="height: auto;" width="1200" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-calco.thumb.jpg.a54b1151f01fd1240f840a8a4f3f43aa.jpg" loading="lazy" height="672"></a>

	<figcaption>
		Agachamento com calço x sem calço
	</figcaption>
</figure>

<h2>
	O agachamento livre é melhor do que o agachamento no smith?
</h2>

<p>
	Schwanbeck S, et all 2009, analisaram a atividade eletromiográfica (EMG) dos músculos primários (que são músculos da parte da frente e de trás da coxa: vasto medial, vasto lateral e do bíceps femoral), dos músculo estabilizadores (gastrocnêmios - panturrilha), do reto abdominal e dos eretores da espinha (lombar) no agachamento livre (AL) e no smith.
</p>

<p>
	Os voluntários realizaram 1 (uma) série de 8 (oito) repetições máximas no AL e no smith, com a maior carga que conseguiam fazer 8RM (oito repetições máximas) em cada um dos agachamentos.
</p>

<p>
	Os resultados foram so seguintes:
</p>

<ul>
	<li>
		os praticantes levantaram mais peso no agachamento no smith, comparando-se com o peso levantado no agachamento livre, porém, ainda que utilizada carga maior no agachamento no smith, o recrutamento de fibras musculares foi aproximadamente 43% (quarenta e três por cento) menor do que no agachamento livre;
	</li>
	<li>
		a atividade dos músculos vasto lateral, vasto medial, do bíceps femoral e do gastrocnêmio foi maior no agachamento livre;
	</li>
	<li>
		não houve diferenças significativas na atividade do no do reto abdominal e dos eretores da espinha em ambos os agachamentos.
	</li>
</ul>

<p>
	O agachamento livre é superior ao agachamento no smith por promover uma maior atividade dos músculos dos membros inferiores e mesma ativação dos músculos estabilizadores, além de ser o movimento mais natural.
</p>

<p>
	O agachamento no smith segue uma trajetoria reta na vertical, o que retira a naturalidade do movimento, e provoca ajustes cinesiológicos pelas articulações no decorrer do movimento. Portanto, o agachamento no smith não recomendado para iniciantes.
</p>

<p>
	Porém, não é errado usar o agachamento no smith, que pode ser feito em alguns contextos. Pode ele ser incluído em treinos com maior sobrecarga, ou em treinos cuja meta é atingir a falha. A trava de segurança pode auxiliar o praticante a realizar série sem a ajuda de um treinador ou de parceiro de treino.
</p>

<p>
	Ao ser adotado o agachamento no smith, deve ele ser executado da forma correta. O erro mais comum é colocar o pé muito à frente da barra, o que causa uma retificação da coluna lombar, aumentando muito compressão sobre os discos intervertebrais. O correto é posicionar o quadril e calcanhares na mesma linha da barra do agachamento, deixando o movimento mais natural e com mais liberdade de movimento para o quadril, com uma melhor distribuição das cargas sobre as articulações.
</p>

<figure class="image ipsImage_thumbnailed ipsImage">
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="21866" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-livre-smith.jpg.2ba08216034d49f19bbb4827ce41c684.jpg" rel=""><img alt="Execução do agachemento livre e no smith" data-fileid="21866" data-unique="hnanbp581" style="height: auto;" width="1200" src="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_09/agachamento-livre-smith.thumb.jpg.99928b01e8a41c89ec30e2ffec47cfcd.jpg" loading="lazy" height="672"></a>

	<figcaption>
		Agachamento livre x smith
	</figcaption>
</figure>

<h2>
	Considerações finais
</h2>

<p>
	O agachamento é um excelente exercício para o membro inferior, especificamente para os três vastos do quadríceps e para os glúteos.
</p>

<p>
	No agachamento com amplitude maior do que 140º (cento e quarenta graus), há um aumento da hipertrofia do glúteo.
</p>

<p>
	No agachamento até 90º (noventa graus) ou  maior que 140º (cento e quarenta graus), não há diferença hipertrófica dos vastos do quadríceps, portanto, limitar amplitude em 90º (noventa graus) e acrescentar uma sobrecarga maior em treinos com ênfase principal no desenvolvimento dos quadríceps pode ser benéfico para uma tensão maior sobre esta musculatura específica.
</p>

<p>
	O agachamento, isoladamente, não hipertrofia de modo significativo o reto femoral e os posteriores de coxa.  São necessários exercícios específicos para esses músculos se objetivo é uma hipertrofia de qualidade de todos os músculos do membro inferior.
</p>

<p>
	Durante a realização do agachamento, os joelhos podem avançar ligeiramente a ponta dos pés, para uma distribuição mais equilibrada da carga sobre as articulações, e, principalmente, para proteger a lombar.
</p>

<p>
	Indivíduos ativos, praticantes habituais de atividades físicas, apresentam melhor técnica de execução do agachamento do que indivíduos sedentários ou menos ativos fisicamente.
</p>

<p>
	Uma observação vale ser ressaltada em relação à amplitude do agachamento. Por mais que o estudo de Kubo tenha mostrado maior hipertrofia de glúteos com o agachamento com amplitude maior, é preciso tomar cuidado com a técnica. A amplitude máxima vai depender e variar de pessoa para pessoa.
</p>

<p>
	Algumas pessoas conseguem realizar o agachamento livre em grande amplitude e com boa postura. Outras pessoas não conseguem executar o movimento com muita amplitude. Em grande parte dos casos, essa limitação de amplitude decorre do encurtamento de músculos da cadeia posterior (panturrilha e posteriores de coxa).
</p>

<p>
	A amplitude do movimento do agachamento deve ter como limite individual o momento em que não ocorra nenhum desvio postural acentuado, como uma retroversão do quadril (bumbum) para dentro no final da fase excêntrica do movimento (quando estamos lá embaixo no agachamento).
</p>

<p>
	Ao fazer essa retroversão do quadril (retroversão pélvica), o indivíduo inverte a curvatura fisiológica da coluna, e o movimento pode se tornar lesivo, pelo aumento de sobrecarga na lombar, e pela inibição e insuficiência passiva do glúteo (que acaba por não ser recrutado como deveria).
</p>

<p>
	Para melhorar o movimento do agachamento, além de praticá-lo com frequência, paralelamente, o indivíduo pode fazer treinos de mobilidade e flexibilidade para os músculos da cadeia posterior (posterior de coxa e panturrilha). Não é recomendado o uso de calço no agachamento.
</p>

<p>
	Por fim, é preferível o agachamento livre sobre o agachamento no smith.
</p>

<h2>
	Outros conteúdos selecionados sobre o agachamento
</h2>

<p>
	Para facilitar a sua pesquisa sobre o tema, caso ainda tenha dúvidas, selecionamos alguns conteúdos sobre os temas que abordamos nesta matéria.
</p>

<ul>
	<li>
		<a href="http://tafitness.net/agachamento-joelhos-ponta-pes/" rel="external nofollow">Agachamento: joelhos não podem passar a ponta dos pés?</a> - nesta matéria é reforçado que é um mito acreditar que o joelho não pode passar da linha dos pés no agachamento;
	</li>
	<li>
		<a href="https://treinomestre.com.br/calco-para-agachamento/" rel="external nofollow">Calço para agachamento, vale a pena usar?</a> - na conclusão desta matéria aponta-se que o calço (geralmente anilha) deve ser evitado no agachamento;
	</li>
	<li>
		<a href="https://www.efdeportes.com/efd121/a-influencia-do-uso-do-calco-na-movimentacao-do-complexo-lombo-pelvico.htm" rel="external nofollow">A influência do uso do calço na movimentação do complexo lombo-pélvico e no equilíbrio corporal durante o exercício agachamento</a> - neste estudo, foi identificada a retroversão do quadril com ou seu o uso do calço no agachamento;
	</li>
	<li>
		<a class="ipsAttachLink" data-fileext="pdf" data-fileid="21759" href="https://fisiculturismo.com.br/applications/core/interface/file/attachment.php?id=21759" rel="">agacho e hipertrofia glúteo.pdf</a> - artigo que trata do agachamento completo de parcial.
	</li>
</ul>

<p>
	Neste vídeo, o tema tratado é sobre o joelho ultrapassando a ponta dos pés no agachamento:
</p>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" data-munge-src="" frameborder="0" height="270" id="ips_uid_3059_9" src="https://www.youtube.com/embed/jTy8iPg4zbo?feature=oembed" width="480" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	Este vídeo apresenta a comparação científica entre o agachamento completo e parcial:
</p>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" data-munge-src="" frameborder="0" height="270" id="ips_uid_3059_10" src="https://www.youtube.com/embed/tTuilxjFKM0?feature=oembed" width="480" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	Neste vídeo, Paulo Gentil trata do agachamento no smith:
</p>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" data-munge-src="" frameborder="0" height="270" id="ips_uid_3059_11" src="https://www.youtube.com/embed/ZgKzFlOAJNk?feature=oembed" width="480" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	 
</p>

<hr>
<p>
	<span style="font-size:11px;">REFERÊNCIAS:</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:11px;">Kubo et all junho 2019, com título effects of squat training with different depths on lower limb muscle volumes</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:11px;">Effect of knee position on hip and knee torques during the barbell squat.<br>
	Fry AC, et al. J Strength Cond Res. 2003</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:11px;">Zawadka et al. (2018) Analysis of the Kinematic parameters of squatting in subjects with different levels of physical activy-A preliminary study</span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">772</guid><pubDate>Sun, 15 Sep 2019 19:07:00 +0000</pubDate></item><item><title>Drop set, rest-pause e SST: 3 m&#xE9;todos intensificadores (para hipertrofia)</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/drop-set-rest-pause-sst/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_08/metodos-treinamento-drop-set-pausa-descanso-sst.jpg.4e20b061b4da94ede797a6891504e755.jpg" /></p>
<h2>
	Como ocorre a hipertrofia muscular
</h2>

<p>
	A hipertrofia muscular  (ou aumento da massa muscular) ocorre pelo aumento da área de secção transversa do músculo, ou seja, o tamanho do volume muscular. Esse aumento é decorrente de um estresse inicial induzido pelo treinamento. São necessários 5 (cinco) fatores essenciais para que a hipertrofia ocorra: 
</p>

<ul>
	<li>
		tensão; 
	</li>
	<li>
		tempo sob tensão; 
	</li>
	<li>
		isquemia (obstrução de fluxo sanguíneo);
	</li>
	<li>
		microlesão;
	</li>
	<li>
		liberação de hormônios locais.
	</li>
</ul>

<p>
	O treinamento adequado de musculação proporciona esses 5 (cinco) fatores. Além do treinamento, é necessária uma boa nutrição (planejamento nutricional), com boa distribuição de macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras) e micronutrientes (vitaminas e minerais). O descanso adequado para a musculatura também é necessário para reparar as microlesões e restaurar as reservas energéticas. Esse conjunto possibilita o processo de supercompensação (permite o corpo entrar em equilíbrio, para que no próximo estímulo do treino o corpo esteja num estado melhor do que o anterior e assim se adapte para que aconteça a hipertrofia ou aumento do volume muscular).
</p>

<h2>
	Métodos de intensificação do treino de musculação
</h2>

<p>
	Existem inúmeros métodos de intensificação de treino na musculação com objetivo de proporcionar esses 5 (cinco) fatores necessários no treinamento para potencializar a hipertrofia muscular.
</p>

<p>
	Nesta matéria, serão abordados, especificamente, 3 (três) métodos:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>drop set</strong>: manipula a intensidade de <strong>carga</strong>;
	</li>
	<li>
		<strong>rest-pause</strong>: manipula o <strong>tempo</strong> de descanso entre as séries;
	</li>
	<li>
		<strong>SST (</strong>Sarcoplasma Stimulating Training - Treinamento Estimulador de Sarcoplasma) :  é mais complexo, tem duas variações. Uma é conhecida como <strong>SST das contrações</strong>, onde  há uma junção do <em>rest pause</em> na manipulação do tempo de descanso entre as séries, do <em>drop set</em> com a redução de carga, e, também, nas mudanças nos tipos de contrações.  A outra variação manipula exclusivamente diferentes <em>intervalos de descanso</em> entre as séries e foi criada por Patrick Tuor, grande treinador de fisiculturistas.
	</li>
</ul>

<p>
	 Além de abordar o que é cada método, nesta matéria iremos entender, principalmente, para que, para quem, e quando utilizar cada um deles.
</p>

<h2>
	Drop set
</h2>

<h3>
	O que é <em>drop set</em>
</h3>

<p>
	Basicamente, no método <em>drop set</em>, o indivíduo realiza os movimentos do exercício (ou repetições) até a falha concêntrica do seguinte modo:
</p>

<ul>
	<li>
		ajuste uma carga inicial e realize as repetições até a falha;
	</li>
	<li>
		reduza a carga inicial entre <strong>10%</strong> (dez por cento) a <strong>30%</strong> (trinta por cento) e realize novamente os movimentos do exercício até a falha;
	</li>
	<li>
		reduza mais uma vez a carga entre <strong>10%</strong> (dez por cento) a <strong>30%</strong> (trinta por cento) e repita os movimentos até a falha.
	</li>
	<li>
		repita essas reduções ou <em>drops</em> sucessivamente. 
	</li>
</ul>

<p>
	Em alguns casos, as reduções podem chegar até o ponto em que a carga fique quase zerada, o que se chama de <em>strip set</em>. Esse conjunto de movimentos do exercícios com reduções ou <em>drops</em> seguidos deve ser considerado como uma única série. Ao descansar um determinado período de tempo (intervalo), o indivíduo deve repetir a série em <em>drop</em>, normalmente, mais 1 (uma) ou 2 (duas) vezes. Todavia, a quantidade de séries prescrita pode ser maior.
</p>

<h3>
	Para que serve o <em>drop set</em>
</h3>

<p>
	O <em>drop set</em> serve para manter a série glicolítica, prolongando a série após a falha concêntrica, aumentando o tempo sob tensão da musculatura, aumentando o número de unidades motoras recrutadas. Há um maior recrutamento de outras fibras musculares após a falha de determinadas fibras. Outras fibras são recrutadas para manter essa contração muscular. Ademais, o <em>drop set</em> serve para proporcionar o aumento do volume de treino num curto espaço de tempo.
</p>

<h3>
	Para quem é indicado o <em>drop set</em>
</h3>

<p>
	Esse método é indicado para indivíduos com boa experiência com o treinamento de força e que já possuem um bom nível de força muscular. O aumento de intensidade para esse tipo de indivíduo com mais carga, pode sobrecarregar demasiadamente as articulações. Portanto, o drop set permite o aumento da intensidade do treino com um carga pesada sem exageros e permite prolongar o tempo de tensão da série sem um aumento exagerado de carga e com treinamento intenso até a falha muscular.
</p>

<h3>
	Quando deve ser utilizado o <em>drop set</em>
</h3>

<p>
	Ao se perceber que o treino convencional não está mais criando adaptação no sistema muscular, tendo o indivíduo um bom nível de força, pode ser utilizado o drop set. Também pode ser utilizado numa fase de periodização do treino, onde o objetivo seja realizar séries glicolíticas para aumentar o tempo sob tensão da musculatura, sendo o objetivo principal a hipertrofia, e não força muscular.  O método drop set é excelente, bastante eficiente, desde que aplicado no momento certo, pelo motivo certo e para pessoa certa. 
</p>

<h2>
	Rest-pause (pausa-descanso)
</h2>

<h3>
	O que é <em>rest-pause</em>
</h3>

<p>
	O método <em>rest-pause</em> (pausa-descanso) consiste na seguinte técnica de treino:
</p>

<ul>
	<li>
		coloque uma carga inicial em torno de 70 a 80% (setenta a oitenta por centos) de 1 (uma) RM (repetição máxima) e realize em torno de 6 a 15 (seis a quinze) repetições até a falha;
	</li>
	<li>
		mantenha a carga e descanse de 5 a 15 (cinco a quinze) segundos e realize os movimentos até a falha novamente;
	</li>
	<li>
		mais uma vez, mantenha a carga e descanse de 5 a 15 (cinco a quinze) segundos e realize os movimentos até a falha; 
	</li>
	<li>
		descanse entre 1 (um) minuto e 30 (trinta) segundos a 2 (dois) minutos e repita o procedimento mais uma ou 2 (duas) vezes, dependo do seu nível de treinamento.
	</li>
</ul>

<h3>
	Para que serve o <em>rest-pause</em>
</h3>

<p>
	Esse método serve para aumentar o volume de treino, prolongando o tempo sob tensão. A breve pausa é apenas para uma recuperação momentânea do sistema ATP-CP (fosfecreatina), que é a energia necessária para a continuação do exercício de alta intensidade, permitindo mais algumas repetições com mesma intensidade. O que diferencia o método <em>pause-rest</em> do método <em>drop set</em>  é a manutenção da carga no <em>pause-rest</em>, aumentando significativamente o estímulo para a musculatura, havendo um maior estresse tensional para o músculo.
</p>

<h3>
	Para quem é indicado o <em>rest-pause</em>
</h3>

<p>
	O método <em>rest-pause</em> é indicado para indivíduos com boa experiência no treinamento de força, que possuem um bom nível de força muscular, que se encontram num platô de desenvolvimento muscular.
</p>

<h3>
	Quando deve ser utilizado o <em>rest-pause</em>
</h3>

<p>
	O <em>rest-pause</em> é recomendado para aumentar o volume de treino, o tempo sob tensão, sem diminuir a intensidade (carga). Ele pode ser utilizado tanto para hipertrofia, como, também, para o aumento da força. Neste caso, por meio de séries <em>clusters</em>, onde o exercício não é feito até a falha. O descanso para a ser de 10 (dez) a 15 (quinze) segundos e a série é repetida com a carga pesada. O método <em>rest-pause </em>é um método mais avançado. Sugiro que o indivíduo inicie com <em>drop set</em>. Em seguida, inclua o <em>rest-pause</em> como forma de progressão do método <em>drop set</em>.
</p>

<h2>
	SST das contrações
</h2>

<h3>
	O que é SST das contrações
</h3>

<p>
	O método SST-CT é realizado da seguinte maneira (é uma espécie de combinação do <em>rest-pause</em> com o <em>drop set):</em>
</p>

<ul>
	<li>
		coloque uma carga inicial e realize no máximo 10 (dez) RM (repetição máxima) até a falha, em cadência normal [geralmente 2 (dois) segundos para a fase excêntrica e 1 (um) segundo para a fase concêntrica];
	</li>
	<li>
		descanse 20 (vinte) segundos, mantenha a carga, e realize os movimentos até a falha novamente;
	</li>
	<li>
		mais uma vez, descanse 20 (vinte) segundos, mantenha a carga, e realize os movimentos até a falha;
	</li>
	<li>
		remova 20% (vinte por cento) da carga, descanse 20 (vinte) segundos, realize novamente o movimento até a falha com 1 (um) segundo para a fase concêntrica (encurtamento do músculo contra a ação da gravidade, por exemplo, a fase de subida no supino reto) e com 4 (quatro) segundos para a fase excêntrica (fase a favor da gravidade, como por exemplo, a fase de descida no supino reto);
	</li>
	<li>
		remova mais 20% (vinte por cento) da carga, descanse por 20 (vinte) segundos, e troque o tempo entre as fases concêntrica e excêntrica. Realize os movimentos até a falha com 4 (quatro) segundos para a fase concêntrica e 1 (um) segundo para a fase excêntrica.
	</li>
	<li>
		remova mais 20% (vinte por cento) da carga, descanse por 20 (vinte) segundos, e faça uma contração isométrica até a falha.
	</li>
</ul>

<h3>
	Para que serve o SST das contrações
</h3>

<p>
	Esse método serve para aumentar o tempo sob tensão, volume, recrutamento de unidades motoras. Serve para variações de estímulos constantes dentro de uma mesma série.
</p>

<h3>
	Para quem é indicado o SST das contrações
</h3>

<p>
	Esse método somente é indicado para indivíduos extremamente avançados, ou atletas que já têm ótimo nível de força e de consciência corporal.
</p>

<h3>
	Quando deve ser utilizado o SST das contrações
</h3>

<p>
	Por ser um método extremamente intenso e volumoso, em que se aumenta bastante o tempo sob tensão, o recrutamento de unidades motoras, é indicado quando os indivíduos extremamente avançados entram em platô.
</p>

<h2>
	SST de diferentes intervalos de descanso
</h2>

<h3>
	O que é SST de diferentes intervalos de descanso
</h3>

<p>
	O método SST-ID é realizado da seguinte maneira (é uma espécie de  <em>rest-pause</em> com intervalos de descanso decrescentes e crescentes):
</p>

<ul>
	<li>
		coloque uma carga inicial e realize no máximo 10 (dez) RM (repetição máxima) até a falha, em cadência normal [geralmente 2 (dois) segundos para a fase excêntrica e 1 (um) segundo para a fase concêntrica];
	</li>
	<li>
		descanse 45 (quarenta e cinco) segundos, mantenha a carga, e realize os movimentos até a falha novamente;
	</li>
	<li>
		descanse 30 (trinta) segundos, mantenha a carga, e realize os movimentos até a falha novamente;
	</li>
	<li>
		descanse 15 (quinze) segundos, mantenha a carga, e realize os movimentos até a falha novamente;
	</li>
	<li>
		descanse 5 (cinco) segundos, mantenha a carga, e realize os movimentos até a falha novamente;
	</li>
	<li>
		descanse 5 (cinco) segundos, mantenha a carga, e realize os movimentos até a falha novamente;
	</li>
	<li>
		descanse 15 (quinze) segundos, mantenha a carga, e realize os movimentos até a falha novamente;
	</li>
	<li>
		descanse 30 (trinta) segundos, mantenha a carga, e realize os movimentos até a falha novamente;
	</li>
	<li>
		descanse 45 (quarenta e cinco) segundos, mantenha a carga, e realize os movimentos até a falha novamente.
	</li>
</ul>

<h3>
	Para que serve o SST de diferentes intervalos de descanso
</h3>

<p>
	Nessa variação do SST, a intenção é acumular um alto volume de repetições num curto espaço de tempo, gerar um alto acúmulo de metabólitos e alta isquemia.
</p>

<h3>
	Para quem é indicado o SST de diferentes intervalos de descanso
</h3>

<p>
	Assim como o SST-CT, o SST-ID é indicado para indivíduos mais avançados, com uma boa experiência com treinamento de força e que já passaram por outras técnicas antes dessa.Porém, é uma variação um pouco menos complexa com relação à outra versão do SST, e alguns indivíduos não tão<span>  </span>avançados também podem se beneficiar dela.
</p>

<h3>
	Quando deve ser utilizado o SST de diferentes intervalos de descanso
</h3>

<p>
	Esse método é indicado para fases em que se deseja manter a intensidade de carga, prolongar a falha concêntrica, e aumentar bastante o volume de treino, sem ter que aumentar muito<span> o </span>tempo de duração da sessão de treinamento.
</p>

<h2>
	Estudo comparativo sobre SST e treinamento tradicional
</h2>

<p>
	Foi realizado um estudo sobre o método SST (<em>Efeitos Agudos do Novo Método Treinamento Estimulante de Sarcoplasma Versus Treinamento de Resistência Tradicional no Volume Total de Treinamento, Lactato e Espessura Muscular - autores: Fernando Noronha de Almeida, Charles Ricardo Lopes, Raphael Machado da Conceição, Luan Oenning, Alex Harley Crisp, Nuno Manuel Frade de Sousa, Thiago Barbosa Trindade, Jeffrey M. Willardson e Jonato Prestes</em>) que teve como objetivo a comparação entre os efeitos agudos do treino de força  tradicional (TFT) e os dois tipos de métodos de treinamento estimulante do sarcoplasma (SST) em termos de volume total de treinamento, lactato e espessura muscular.
</p>

<p>
	O estudo contou com 12 (doze) homens treinados com experiência de 4 (quatro) anos com TF (treino de força). Foram seguidos os 3 (três) protocolos de treinamento:
</p>

<ul>
	<li>
		treinamento tradicional (o TFT consistiu de 8 (oito) séries até a falha, com 1 minuto de descanso entre elas, com carga pra 10RM);
	</li>
	<li>
		treino utilizando SST das contrações (como explicado acima);
	</li>
	<li>
		treino SST com intervalos de descanso variados (como explicado acima);
	</li>
</ul>

<p>
	Os exercícios realizados foram:
</p>

<ul>
	<li>
		flexão de cotovelo na barra livre (rosca direta - flexores de cotovelo);
	</li>
	<li>
		extensão de polia tríceps (extensores de cotovelo).
	</li>
</ul>

<p>
	Ambos os exercícios foram realizados no mesmo dia. Esses dois exercícios foram realizados seguindo cada um dos três métodos de treinamento, com intervalo de 7 (sete) dias para cada sessão de treinamento.
</p>

<p>
	Ao se examinar os resultados desses 12 (doze) homens nas duas variações do SST, verificou-se que apresentaram maior espessura de bíceps e tríceps em comparação ao treino de força tradicional. Os autores concluíram que as variações do método SST podem ser interessantes para indivíduos treinados e fisiculturistas. Seriam métodos indicados para quebra de platô, capazes de proporcionar novos ganhos hipertróficos. Mais estudos são necessários para comprovar essa conclusão de forma crônica (a longo prazo).
</p>

<div style="text-align:center">
	<figure class="image ipsImage_thumbnailed ipsImage" style="display:inline-block">
		<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileext="jpg" data-fileid="21140" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_08/estudo-metodos-treino.jpg.906be94b45c4d942339e7735513f790b.jpg" rel=""><img alt="Estudo comparativo entre SST e treinamento tradicional" data-fileid="21140" data-unique="xiuzo9xxt" style="height: auto;" width="529" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_08/estudo-metodos-treino.thumb.jpg.d68a4bb3183beb6773d605697dfc27aa.jpg" loading="lazy" height="798.79"></a>

		<figcaption>
			<em>Análise do tamanho do músculo (bíceps e tríceps) antes e após o treino em cada método de treinamento. Na barrinha preta, temos o tamanho antes do treino. Na barrinha branca, temos o tamanho pós-treino. O SST-CT foi bem superior.</em>
		</figcaption>
	</figure>
</div>

<p>
	Fonte da pesquisa:
</p>

<p>
	et al. (2019) Acute Effects of the New Method Sarcoplasma Stimulating Training Versus Traditional Resistance Training on Total Training Volume, Lactate and Muscle Thickness. Front. Physiol. 10:579
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	O treinamento para hipertrofia envolve vários fatores e deve proporcionar para os organismos 5 (cinco) fatores essenciais, que são: tensão, tempo sob tensão, isquemia, microlesão e liberação local de hormonios anabólicos. Os métodos de treino podem ser uma excelente alternativa para obter esses fatores e para contribuir com o processo hipertrófico.
</p>

<p>
	Porém, é preciso saber quem está apto ou não para realizar tais método, portanto, consulte sempre um profissional qualificado da área de educação física para orientação e análise da necessidade ou não de utilização de algum método no seu treino. Quanto aos profissionais, cuidado para não passarem um método para quem não esteja apto e pularem etapa, o que pode prejudicar o aluno com overtraining ou lesão, em vez de beneficiá-lo.
</p>

<p>
	Caso tenha dúvidas sobre os métodos intensificados para hipertrofia, poste-as nos comentários.
</p>

<h2>
	Outras matérias sobre métodos de treinamento
</h2>

<div class="ipsSpoiler" data-ipsspoiler="">
	<div class="ipsSpoiler_header">
		<span>Spoiler</span>
	</div>

	<div class="ipsSpoiler_contents ipsClearfix" data-gramm="false">
		<p>
			Para facilitar suas pesquisas acerca dos métodos de treinamento, sugerimos as seguintes matérias com conteúdo de qualidade para você saber mais sobre como intensificar os seus treinos:
		</p>

		<ul>
			<li>
				<a href="https://www.dicasdetreino.com.br/como-fazer-o-metodo-rest-pause/" rel="external nofollow">Rest Pause Training – Guia sobre a Técnica Avançada de Treinamento + Exemplo de Treino</a>: nesta matéria o método pausa-descanso é considerado com intervalos de descanso de apenas 5 (cinco) segundos e são dados alguns exemplos práticos com exercícios;
			</li>
			<li>
				<a href="http://www.30tododia.com.br/atividades-fisicas/fabricio/conheca-mais-sobre-o-drop-set-excelente-estrategia-para-hipertrofia/" rel="external nofollow">Conheça mais sobre o Drop Set, excelente estratégia para hipertrofia</a>: o texto trata especificamente do método drop set, explicando como se fazer na prática e quais os erros mais comuns por quem adota essa prática.
			</li>
		</ul>

		<p>
			Além das matérias em texto, também recomendamos algumas matérias em vídeo postadas no YouTube:
		</p>

		<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
			<div>
				<iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="270" id="ips_uid_288_8" src="https://www.youtube.com/embed/ZMVrfLE7Q0w?feature=oembed" width="480" loading="lazy"></iframe>
			</div>
		</div>

		<p>
			 
		</p>

		<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
			<div>
				<iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="270" id="ips_uid_288_9" src="https://www.youtube.com/embed/rI6luXs9ftw?feature=oembed" width="480" loading="lazy"></iframe>
			</div>
		</div>

		<p>
			 
		</p>
	</div>
</div>

<h3>
	Assista ao vídeo sobre os métodos de treinamento no Instagram:
</h3>

<div class="ipsSpoiler" data-ipsspoiler="">
	<div class="ipsSpoiler_header">
		<span>Spoiler</span>
	</div>

	<div class="ipsSpoiler_contents ipsClearfix" data-gramm="false">
		<p>
			Acompanhe o vídeo no Instagram:
		</p>

		<div class="ipsEmbeddedOther" contenteditable="false">
			<iframe allowfullscreen="" class="ipsEmbed_finishedLoading" data-embedid="embed3132909141" id="ips_uid_6527_8" scrolling="no" src="https://fisiculturismo.com.br/index.php?app=core&amp;module=system&amp;controller=embed&amp;url=https://www.instagram.com/tv/CCV31YPDOa3/" style="overflow: hidden; height: 800px;" loading="lazy"></iframe>
		</div>

		<p>
			 
		</p>

		<p>
			 
		</p>

		<p>
			 
		</p>
	</div>
</div>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">771</guid><pubDate>Thu, 22 Aug 2019 03:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Qual &#xE9; o melhor exerc&#xED;cio f&#xED;sico para emagrecer?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/exerc%C3%ADcio-emagrecimento/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_08/musculacao-emagrecimento.jpg.c0e7e745dbdd13293d735e6a3b90a724.jpg" /></p>
<h2>
	Obesidade e métodos para medir o percentual de gordura corporal
</h2>

<p>
	A obesidade (pessoas com sobrepeso) é cada vez mais presente em nossa população. Segundo dados do Ministério da Saúde, a obesidade chega a 53,9% da população brasileira, incluindo crianças e adultos. Contabilizando-se só população adulta, mais de 50% estão com sobrepeso ou obesos.
</p>

<p>
	De modo rápido e prático, para se avaliar qual é o nível que a pessoa se encontra em relação à proporção de gordura corporal, temos o clássico IMC (índice de massa corporal), que é representado pela seguinte equação: peso dividido pela altura ao quadrado.
</p>

<p>
	Abaixo seguem os valores e a classificação, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para o IMC:
</p>

<ul>
	<li>
		menor do que 18, 5: abaixo do peso;
	</li>
	<li>
		entre 18,5 a 24,9: peso normal;
	</li>
	<li>
		entre 25 a 29,9<span>: </span>sobrepeso;
	</li>
	<li>
		entre 30,0 a 34,9: obesidade grau 1;
	</li>
	<li>
		entre 35,0 a 39,9: obesidade grau 2;
	</li>
	<li>
		maior ou igual a 40:  obesidade grau 3.
	</li>
</ul>

<p>
	Existem outros métodos mais específicos para avaliar a composição corporal de uma pessoa, como avaliação física que pode ser feita em <strong>bioimpedância</strong> e por <strong>dobras cutâneas</strong>. Para pessoas que não estão tão acima do peso, a avaliação de dobras cutâneas feita por um bom avaliador parece ser a mais precisa. A bioimpedância é mais indicada para pessoas com sobrepeso mais acentuado, aquelas com IMC acima de 30, classificadas com obesidade grau 1.
</p>

<h2>
	Motivos que levam as pessoas ao sobrepeso ou a obesidade
</h2>

<p>
	Em estudo feito por Porto et al 2002, dados relacionados aos possíveis motivos que levaram 316 pessoas a chegarem ao grau de  obesidade grau 3, os resultados obtidos foram os seguintes:
</p>

<ul>
	<li>
		ansiedade (21,1%);
	</li>
	<li>
		excesso alimentar (12,9%);
	</li>
	<li>
		gestações (11%);
	</li>
	<li>
		hereditariedade (9,6%);
	</li>
	<li>
		casamento (8,5%);
	</li>
	<li>
		inatividade física [sedentarismo] (6%).
	</li>
</ul>

<h2>
	O emagrecimento é o objetivo principal dos praticantes de exercícios físicos 
</h2>

<p>
	O emagrecimento é um objetivo cada vez mais comum e buscado pelos indivíduos. Inclui aquelas pessoas que estão bem acima do peso e que precisam perder gordura para melhorar sua saúde (tendo em vista que o excesso de peso gordo está relacionado com uma série de doenças cardiovasculares, diabetes, aumento do colesterol ruim, triglicerídeos entre outros). 
</p>

<p>
	Também inclui aquelas pessoas que querem reduzir percentual de gordura para ficar com os músculos aparentes, com aquele famoso "tanquinho". É um objetivo mais estético. A grande maioria dos praticantes de exercício físico deseja emagrecer.
</p>

<h2>
	Como emagrecer
</h2>

<p>
	Quando se fala em emagrecimento, precisamos ter em mente um fator essencial, que é <strong>déficit calórico</strong> (ingerir menos calorias do que as calorias gastas pelo corpo). Duas são as formas para esse déficit calórico ocorrer. Elas se dão pela: 
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>restrição acentuada das calorias ingeridas</strong>, abaixo da taxa metabólica basal (quantidade de calorias gastas em repouso para manter as funções vitais normais do corpo);
	</li>
	<li>
		<strong>restrição acentuada das calorias ingeridas</strong> em combinação com o <strong>aumento do gasto calórico</strong> por meio do <strong>exercício físico</strong> (opção mais recomendada).
	</li>
</ul>

<h2>
	Papel do exercício no emagrecimento
</h2>

<p>
	O papel do exercício no emagrecimento é basicamente auxiliar no processo dietético. Ao praticar o exercício físico, o indivíduo não precisa restringir tantas calorias e pode emagrecer de forma muito mais saudável e sustentável, sem correr o risco do efeito sanfona (emagrecer e depois reganhar o peso perdido).
</p>

<p>
	Porém, existem algumas características que o treinamento deve proporcionar ao organismo ao se pensar em emagrecimento. As adaptações fisiológicas proporcionadas pelo exercício físico resultam num aumento da metabolização de gordura (lipólise e oxidação), principalmente durante as 24 horas pós-treino.
</p>

<p>
	O treinamento para o emagrecimento não está ligado às adaptações que acontecem durante a prática, mas após o treinamento.  Para isso acontecer, o treinamento precisa ser planejado para proporcionar um aumento da utilização de gordura nas horas seguintes ao treinamento, com um maior impacto  no auxílio à dieta no processo de redução de gordura corporal.
</p>

<h2>
	Exercícios e métodos utilizados no treinamento para o emagrecimento
</h2>

<p>
	Existem inúmeras atividades e métodos de exercícios que podem ser utilizados no processo de emagrecimento. A seguir, alguns exemplos:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>aeróbio continuo de baixa intensidade e longa duração</strong> (1 hora ou mais):  caminhada ou corrida (trote);
	</li>
	<li>
		<strong>HIIT</strong> (treinamento intervalado de alta intensidade): consiste em realizar um estímulo curto de alta intensidade seguido por uma recuperação curta ativa ou passiva, podendo ser feito de inúmeras formas , tais como: correndo, nadando, pedalando, pulando corda, usando a corda naval dentre outros;
	</li>
	<li>
		 <strong>AEJ</strong> (aeróbio em jejum):  cada vez mais pessoas têm adotado esse método, que consiste em realizar um treinamento aeróbio de baixa intensidade e longa duração, em jejum, normalmente pela manhã, logo ao acordar. O princípio do método é utilizar a gordura como fonte principal de energia a prática da atividade;
	</li>
	<li>
		<strong>musculação</strong>;
	</li>
	<li>
		<strong>cross fit</strong>;
	</li>
	<li>
		<strong>treinamento funcional</strong>;
	</li>
	<li>
		e outras atividades físicas.
	</li>
</ul>

<p>
	Dentre essas inúmeras atividades, por muito tempo, acreditou-se, e até nos dias de hoje ainda se acredita, que a única forma de treinamento para emagrecer era por meio de atividades de longa duração, e que gastariam bastantes calorias durante a execução, como os aeróbios de baixa intensidade e longa duração.
</p>

<h2>
	Evidências científicas sobre os diferentes protocolos de treinamento para emagrecimento
</h2>

<p>
	A seguir, uma lista de comparações científicas de exercícios físicos e resultados na queima de gordura corporal:
</p>

<h3>
	Aeróbio contínuo <em>versus</em> HIIT
</h3>

<p>
	Mac Pherson et al 2011 compararam o aeróbio contínuo de 30 (trinta) minutos, progredindo até 60 (sessenta) minutos, com treinos intervalados de 4 (quatro) a 6 (seis) tiros máximos de 30 (trinta) segundos com intervalos de 4 (quatro) minutos. A perda de gordura ao final foi de 5,8% (cinco vírgula oito por cento) para o contínuo e de 12,4% (doze vírgula quatro por cento) para o HIIT. 
</p>

<p>
	Shing et al 2013 verificaram que um treino intervalado de 8 (oito) tiros de 2,5 (dois e meio) minutos com 90% (noventa por cento) da FCmax (frequência cardíaca máxima), com intervalos de até 70% (setenta por cento) da FCmax (frequência cardíaca máxima), por no máximo 5 (cinco) minutos, aumentou o VO2 max [volume de oxigênio (O2) máximo], aumento a potência nos testes de 4 (quatro) minutos, e reduziu o percentual de gordura. 
</p>

<p>
	Por outro lado,  sessões contínuas de 35 a 40 minutos não produziram resultados da mesma magnitude.
</p>

<p>
	Ahlert, Mateus comparou dois protocolos de treino. Um deles foi o aeróbio contínuo de 20 (vinte) minutos com intensidade de 70 (setenta) a 75% (setenta e cinco por cento) da FCmax (frequência cardíaca máxima).  O outro foi o HIIT, com 8 (oito) tiros de 20 (vinte) segundos com intensidade máxima e com 10 (dez) segundos de descanso entre cada tiro, por 4 (quatro) minutos. Após um descanso inativo de  3 (três) minutos, o participante repetia mais uma vez a série HIIT, num total de 11 (onze) minutos de de treino.
</p>

<p>
	Ao final do estudo, o protocolo do HIIT foi o que apresentou maior utilização de gordura em repouso, favorecendo o processo de emagrecimento.
</p>

<h3>
	AEJ <em>versus</em> aeróbio alimentado <em>versus</em> aeróbio de intensidade mais alta
</h3>

<p>
	Marcos Daniel Motta 2014 et al investigaram o efeito de 12 (doze) semanas do treinamento aeróbio em jejum sobre o emagrecimento. O estudo foi composto por 33 (trinta e três) mulheres sedentárias, com média de 1,63 m (um metro e sessenta e três centímetros) de altura, 70 kg (setenta quilos) de peso corporal, e IMC entre 26 a 30.
</p>

<p>
	O estudo foi composto de 3 (três) grupos:
</p>

<ul>
	<li>
		grupo em jejum (GJ);
	</li>
	<li>
		grupo alimentado (GA);
	</li>
	<li>
		grupo de elevada intensidade (GEI).
	</li>
</ul>

<p>
	No GJ (grupo em jejum), foi feito o treinamento na esteira com baixa intensidade (50% da FC [frequência cardíaca] de reserva, que é FCmax menos a FC de repouso), com 8 (oito) horas de jejum.
</p>

<p>
	O GA (grupo alimentado) realizou o mesmo treinamento, com mesma intensidade, só que alimentado.
</p>

<p>
	O GEI (grupo de elevada intensidade) realizou o treinamento com intensidade mais alta (70% (setenta por cento) da  FC [frequência cardíaca] de reserva, que é FCmax menos a FC de repouso) e, também, alimentado.
</p>

<p>
	Todos os 3 grupos percorreram a mesma distância.
</p>

<p>
	A média dos resultados foi a seguinte:
</p>

<ul>
	<li>
		grupo em jejum (GJ): <strong>-2,3%</strong> de gordura;
	</li>
	<li>
		grupo alimentado (GA): <strong>-1,8%</strong> de gordura; 
	</li>
	<li>
		grupo de elevada intensidade (GEI): <strong>-3%</strong> de gordura.
	</li>
</ul>

<p>
	De acordo com os resultados, praticar atividade aeróbica em jejum não proporciona, <strong>significativamente</strong>, maior emagrecimento do que alimentado. O exercício com intensidade mais elevada proporciona uma redução maior da gordura.
</p>

<h3>
	Dieta <em>versus</em> dieta + musculação <em>versus</em> dieta + aeróbio
</h3>

<p>
	Said (2018) avaliou durante 16 (dezesseis) semanas três grupos para analisar a perda de gordura. Foram assim divididos os grupos:
</p>

<ul>
	<li>
		grupo só dieta (D); 
	</li>
	<li>
		grupo dieta e aeróbio (DA);
	</li>
	<li>
		grupo dieta e musculação (DM).
	</li>
</ul>

<p>
	O grupo D (só dieta) começou o estudo com a média de 40,07 kg (quarenta vírgula zero sete quilos) de gordura e a reduziu ao final em 10,09% (dez vírgula zero nove por cento).
</p>

<p>
	O grupo DA começou com média de 51,95 kg (cinquenta e um vírgula noventa e cinco quilos) de gordura e a reduziu em 12,51% (doze vírgula cinquenta e um por cento).
</p>

<p>
	Por último, o grupo DM começou com média de 29,88 kg (vinte e nove vírgula oitenta e oito quilos) de gordura e a reduziu em 15,94% (quinze vírgula noventa e quatro por cento), mostrando que, mesmo que os indivíduos do grupo de musculação tenham começado com menor peso médio de gordura que os demais grupos, foi o grupo que mais perdeu gordura.
</p>

<p>
	Em resumo:
</p>

<ul>
	<li>
		grupo só dieta (D): <strong>-10,09%</strong> de gordura;
	</li>
	<li>
		grupo dieta e aeróbio (DA): <strong>-12,51%</strong> de gordura;
	</li>
	<li>
		grupo dieta e musculação (DM): <strong>-15,94%</strong> de gordura.
	</li>
</ul>

<h3>
	Musculação aumenta a queima gordura em repouso
</h3>

<p>
	Allman, et al 2019  avaliaram mulheres treinadas (não sedentárias). Elas fizeram musculação e foram acompanhadas por várias horas no pós-treino. O treino consistia nos seguintes exercícios: agachamento, supino, levantamento terra,  remada, desenvolvimento e afundo, todos com 3 (três) séries de 10 (dez) repetições casa e com descanso de 90 (noventa) segundos entre as séries.
</p>

<p>
	 A intensidade de PSE (percepção subjetiva de esforço), de uma escala de 0 (zero) a 10 (dez), foi entre 8 (oito) e 10 (dez). Ao final, foi encontrado um aumento de 12,5% (doze vírgula cinco por cento) no gasto energético de repouso. 
</p>

<p>
	Durante o treino, apurou-se que a utilização de gordura como fonte energética era de 81% (oitenta e um por cento) e a utilização de carboidrato (CHO) era de 19% (dezenove por cento).  Nas horas seguintes, a utilização de gordura como fonte energética aumentou para 91% (noventa e um por cento) e a de  carboidratos (CHO) foi reduzida para 9% (nove por cento).
</p>

<p>
	Esse estudo demonstrou que  a musculação contribui muito para utilização de gordura no pós-treino.
</p>

<h2>
	Aplicação prática
</h2>

<p>
	Exercícios feitos com intensidade mais alta como musculação, HIIT, dentre outros, proporcionam uma utilização do metabolismo lipídico em repouso pela diminuição do QR (quociente respiratório), deixando-o num valor mais próximo a 0,7 (sete décimos).
</p>

<p>
	Mesmo com um gasto calórico menor (durante a execução) do que outras atividades de baixa intensidade e de longa duração (que só utilizam a gordura em maior proporção durante a atividade), os exercícios de alta intensidade utilizam mais a gordura no pós-treino.
</p>

<p>
	A musculação auxilia  a um emagrecimento mais sustentável, preservando ou aumentando a massa muscular, acelerando o metabolismo, aumentando taxa metabólica basal, inclusive durante o repouso ou pós-treino.
</p>

<p>
	A prática da musculação proporciona ao corpo um maior gasto calórico em repouso, necessário para a reparação das microlesões e recuperação do estresse causado pelo treino.
</p>

<p>
	Exercícios realizados de forma mais intensa promovem maior liberação de hormônios lipolíticos, como a <strong>catecolamina</strong>, o <strong>GH</strong>, e o <strong>Glucagon</strong>. Isso facilita o emagrecimento.
</p>

<h2>
	Considerações finais
</h2>

<p>
	Concluímos que os exercícios com intensidade mais alta, sempre respeitada a capacidade física do indivíduo, são os melhores para auxiliar na dieta para o emagrecimento. Porém, é importante que seja indicada a atividade para a qual a pessoa tenha mais aderência. 
</p>

<p>
	Por mais que musculação ou HIIT sejam superiores em termos de queima de gordura, se a pessoa não se identifica com essas modalidades de treinamento, não serão a melhor escolha para ela. Caso a preferência individual seja para a corrida ou para a prática de aeróbio contínuo, logo, para essa pessoa especificamente, essas atividades serão melhores em razão da aderência ou constância dos treinamentos.
</p>

<p>
	Escolha ou prescreva a atividade que de maior aderência e procure progressão constante na intensidade dessa atividade, combinando-a com a alimentação saudável para o emagrecimento.
</p>

<h3>
	Curta, comente e compartilhe no Instagram
</h3>

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</div>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">768</guid><pubDate>Sat, 10 Aug 2019 16:31:00 +0000</pubDate></item><item><title>Agachamento ou afundo: qual &#xE9; o mais eficiente [melhor]?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/agachamento-afundo/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_08/Afundo-ou-agachamento.jpg.f8273d313578f8f970a187bc1631cf27.jpg" /></p>
<h2>
	Agachamento
</h2>

<p>
	O agachamento em si dispensa apresentações. É um exercício excelente para o desenvolvimento de glúteos e coxas. Um movimento funcional que qualquer indivíduo pode executar. Desde iniciantes a avançados, mas, claro, que de acordo com os limites de cada um. Mesmo sendo um movimento funcional, precisamos ter alguns cuidados durante a sua execução. O cuidado principal no agachamento é  com a coluna vertebral e com as articulações do quadril, joelho e tornozelo. A <a href="https://fisiculturismo.com.br/exerc%C3%ADcios/coxa/agachamento-livre-com-barra-r9/" rel="">execução correta do agachamento</a> está na seção de exercícios.
</p>

<h2>
	Afundo
</h2>

<p>
	Por sua vez, o afundo também surge como uma ótima pedida para quem deseja alcançar coxas e glúteos bem desenvolvidos. O afundo é um exercício multiarticular que se assemelha muito ao agachamento pelos músculos envolvidos. A <a href="https://fisiculturismo.com.br/exerc%C3%ADcios/coxa/afundo-livre-com-barra-r6/" rel="">execução correta do afundo</a> está na seção de exercícios. 
</p>

<h2>
	Agachamento e afundo
</h2>

<p>
	Tanto o agachamento quanto o afundo são exercícios básicos para quem busca hipertrofia de coxas e glúteos (bumbum). Não há fichas de treinos que não incluam esses dois. Ambos são exercícios que possuem diversos tipos de variações para sua execução.
</p>

<p>
	Vamos analisar apenas o agachamento tradicional (pés alinhados, confortavelmente dispostos na linha dos ombros) e o afundo partindo de uma posição neutra com a projeção de um dos membros a frente.
</p>

<h2>
	Qual é o melhor para hipertrofia?
</h2>

<p>
	Qual é o mais eficiente para hipertrofia: agachamento ou afundo? Vamos comparar a ativação muscular de três grupos musculares:
</p>

<ul>
	<li>
		glúteos;
	</li>
	<li>
		quadríceps;
	</li>
	<li>
		posteriores de coxa.
	</li>
</ul>

<p>
	Utilizamos como base três autores que estão referenciados no final dessa matéria. Cada pesquisa se utilizou de métodos diferentes de realização do estudo,  com cargas e números de repetições diferentes. Em todas as pesquisas foi utilizado o <em>exame de eletromiografia</em> para coleta de dados.
</p>

<h2>
	Ativação do glúteo
</h2>

<p>
	Em relação a ativação do glúteo (bumbum):
</p>

<p>
	Dois dos autores evidenciaram, por conta de <em>exames de eletromiografia</em> (IMG), que o <strong>glúteo máximo</strong> teve uma maior ativação durante o exercício afundo. Foi constatada uma diferença acima de 20% em favor do afundo em relação ao agachamento. Todavia, um dos autores destacou que não identificou diferença significativa com relação a ativação do glúteo máximo nos dois exercícios.
</p>

<ul>
	<li>
		Ponto para o afundo (<em>afundo <strong>1</strong> x <strong>0 </strong>agachamento</em>).
	</li>
</ul>

<h2>
	Ativação do quadríceps
</h2>

<p>
	Em relação ao quadríceps:
</p>

<p>
	Um dos autores afirma que o afundo tem uma maior ativação do quadríceps. Outro autor novamente relata não haver diferença significativa entre os dois exercícios para ativação do quadríceps. O terceiro estudo não realizou esse tipo de comparação para esse grupo muscular.
</p>

<ul>
	<li>
		Ponto para o afundo (<em>afundo <b>2</b> x <strong>0 </strong>agachamento</em>).
	</li>
</ul>

<h2>
	Ativação dos posteriores de coxa
</h2>

<p>
	Em relação ao grupo muscular dos posteriores de coxa:
</p>

<p>
	Nesse caso, os autores são divergentes. Um estudo aponta o afundo como maior ativador desse grupo muscular. Outro estudo aponta o agachamento. O percentual de divergência foi pequeno. O terceiro estudo conclui que o agachamento tem uma maior ativação durante a fase concêntrica apenas.
</p>

<ul>
	<li>
		Ponto para os dois (<em>afundo <b>3</b> x <strong>1 </strong>agachamento</em>).
	</li>
</ul>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	Ambos os exercícios são excelentes para os três grupos musculares citados acima. Porém, vale salientar que, segundo esses três autores, o exercício <strong>afundo</strong> tem um percentual maior de ativação no <strong>quadríceps</strong> e no <strong>glúteo</strong>. Há uma pequena divergência em relação ao grupo muscular da região <strong>posterior da coxa</strong>.
</p>

<p>
	Independentemente disso, os dois são excelentes exercícios que devemos incluir sempre no nosso treinamento, para qualquer objetivo na musculação. A ativação  das musculaturas nesses exercícios também depende de outros fatores como:
</p>

<ul>
	<li>
		amplitude de movimento;
	</li>
	<li>
		carga; 
	</li>
	<li>
		cadência do movimento;
	</li>
	<li>
		seu nível atual de treinamento.
	</li>
</ul>

<p>
	Tanto o agachamento quanto o afundo também são exercícios que fortalecem outras regiões do corpo, como, por exemplo, a região do <em>core</em> abdominal. Eles podem ser combinados em séries de <em>Bi Set</em> ou <em>Tri Set</em>, por exemplo. Em resumo, faça os dois exercícios.
</p>

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</h3>

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</div>

<hr>
<p>
	 
</p>

<p>
	Estudos de referência:
</p>

<p>
	Cinesiologia e musculação / Cláudia Silveira Lima, Ronei Silveira Pinto. - Porto Alegre: Artmed, 2006.
</p>

<p>
	Comparação da ativação mioelétrica do glúteo máximo e bíceps femoral entre os agachamentos paralelo e com passada à frente - Rev. bras. educ. fís. esporte vol.26 no.3 São Paulo July/Sept. 2012.
</p>

<p>
	BRADLEY A. DeFOREST, GREGORY S. CANTRELL, BRIAN K. SCHILLING. Muscle Activity in Single VS. Duble Leg Squats. International Journal of Exercise Science 7(4) : 302-310, 2014.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">767</guid><pubDate>Mon, 05 Aug 2019 14:12:00 +0000</pubDate></item><item><title>Hipertrofia: o que &#xE9; mais importante para o ganho de massa [muscular]?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/volume-treino-hipertrofia/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_08/volume-de-treino-hipertrofia.jpg.6a0731d9bb1508faa949c62ae6c340b5.jpg" /></p>
<h2>
	Hipertrofia muscular
</h2>

<p>
	A hipertrofia muscular é o aumento da área da secção transversa do músculo pelo aumento do volume das fibras musculares. Para que que a hipertrofia (ganho de massa muscular) ocorra, além dos fatores nutricionais, hormonais e genéticos, alguns fatores devem ser observados na parte específica do treino.
</p>

<p>
	Durante um treinamento de musculação, para que se possa garantir bons estímulos e para que ocorra de maneira significativa a hipertrofia, os fatores mais relevantes são:
</p>

<ul>
	<li>
		carga utilizada;
	</li>
	<li>
		velocidade de execução;
	</li>
	<li>
		ordem dos exercícios;
	</li>
	<li>
		intervalos de descanso;
	</li>
	<li>
		frequência de treino;
	</li>
	<li>
		volume de treino.
	</li>
</ul>

<p>
	Segundo a literatura, das diversas variáveis apontadas acima, o volume de treino é aquela que exerce o fator mais impactante para o processo de ganho de massa magra.
</p>

<h2>
	Volume de treino
</h2>

<p>
	O volume de treino é, basicamente, a quantidade de trabalho que o individuo realizar na sessão de treinamento. Esse trabalho ou volume de treino é quantificado ou expresso pelo número de repetições, número de séries, carga levantada e frequência de treino.
</p>

<p>
	<strong>Shoendfeld et al 2016</strong> confirma que 10 (dez) ou mais séries semanais produzem ganhos superiores a 5 (cinco) a 9 (nove). E que 5 (cinco) a 9 (nove) séries semanais provocam mais hipertrofia do que 5 (cinco) ou menos series semanais, números computados por grupamento muscular treinado.
</p>

<p>
	<strong>Colquhoun et al 2018</strong> analisou homens com no mínimo 6 (seis) meses de experiência em treinamento de força. Os participantes realizaram um protocolo periodizado de treinamento com volume equalizado. Um grupo treinou 6 (seis) vezes por semana, realizando a metade do volume por sessão de outro grupo que treinou 3 (três) vezes por semana. Nos resultados obtidos, após 6 (seis) semanas, não foram encontradas diferenças de hipertrofia entre os dois grupos.
</p>

<p>
	<strong>Brigatto 2019</strong> analisou homens com 4 (quatro) anos de experiência com TF (treinamento de força). Um grupo trabalhou com volume total equalizado de 1 (uma) série de 16 (dezesseis) repetições  e outro grupo com 2 (duas) séries de 8 (oito) repetições. Após 8 (oito) semanas, não foram encontradas diferenças significativas de hipertrofia entre os grupos.
</p>

<h2>
	Número de séries 
</h2>

<p>
	Segundo as evidências cientificas atuais, até 5 (cinco) séries por semana para cada grupamento muscular podem ser consideradas como um volume baixo, recomendado para iniciantes. 5 (cinco) a 9 (nove) séries constituem um volume moderado, recomendado para intermediários. 10 (dez) a 20 (vinte) séries representam um volume alto, recomendado para avançados. Atletas de alto nível (normalmente hormonizados) podem realizar entre 20 (vinte) a 45 (quarenta e cinco) séries por grupamento muscular por semana.
</p>

<p>
	Resumo do número adequado de <strong>séries semanais</strong> por <strong>grupamento muscular</strong> (músculo trabalhado) de acordo com o nível do indivíduo:
</p>

<ul>
	<li>
		iniciante: até <strong>5</strong> (cinco) séries;
	</li>
	<li>
		intermediário: de <strong>5</strong> (cinco) a <strong>9</strong> (nove) séries;
	</li>
	<li>
		avançado: de <strong>10</strong> (dez) a <strong>20</strong> (vinte) séries;
	</li>
	<li>
		atletas de alto nível: de <strong>20</strong> (vinte) a <strong>45</strong> (quarenta e cinco) séries.
	</li>
</ul>

<h2>
	Hipertrofia e volume de treino
</h2>

<p>
	As evidências científicas revelam que <strong>o que determina o resultado final ou hipertrofia é o volume de treino</strong>, independente da frequência de treino, repetições ou carga utilizada. O volume de treino ou trabalho é o fato essencial para o resultado hipertrofia.
</p>

<p>
	Por meio da nossa experiência e observação prática, quanto mais dias na semana a pessoa treinar, menor será a necessidade de se colocar um volume tão grande na sessão de treino.
</p>

<p>
	Por outro lado, se a pessoa treina poucas vezes na semana, é necessário um volume um pouco mais elevado para que se apresentem resultados equiparáveis aos de quem treina todos os dias da semana. 
</p>

<p>
	Uma pessoa que treina apenas 3 (três) vezes por semana pode ter os mesmos resultados de hipertrofia de uma pessoa que treina todos os dias, desde que o volume de treino semanal seja o mesmo. 
</p>

<p>
	E esse aumento de volume de treino numa sessão de treinamento pode resultar num treino demasiadamente longo, demorado. Um treino mais volumoso acaba sendo um treino mais longo.
</p>

<p>
	Treinos muito volumosos e longos numa única sessão de treinamento (em torno de 1 hora e 30 minutos) podem ser inviáveis em razão das obrigações cotidianas e consequente falta de tempo. 
</p>

<p>
	Indivíduos muito bem treinados ou avançados na musculação teriam ainda mais dificuldade para aplicar um volume maior de treino num dia, pois a alta intensidade e alto volume não seriam suportados fisiologicamente.
</p>

<h2>
	Bom volume de treino em tempo razoável
</h2>

<p>
	A questão que deve ser respondida é: <strong>como podemos deixar um treino com um bom volume, alta intensidade e com duração razoável (em torno de 50 minutos)?</strong>
</p>

<p>
	Algumas estratégias ou técnicas de treino podem ser adotadas (serão objeto de matérias explicativas específicas):
</p>

<ul>
	<li>
		SST (Sarcoplasma Stimulating Trainingou treino estimulante do sarcoplasma );
	</li>
	<li>
		rest-pause (pausa-descanso);
	</li>
	<li>
		 bi-set (série dupla);
	</li>
	<li>
		3/7.
	</li>
</ul>

<p>
	Essas técnicas ou métodos de treinamento permitem que o treino seja realizado com alta intensidade, com alto volume, sem aumento do tempo da sessão de treino.
</p>

<p>
	Existe uma metodologia que se chama High Density Training (HDT), que é o treino de alta intensidade, alto volume e curta duração. O HDT é basicamente uma combinação de vários métodos na série do treinamento para fugir do tradicional  “<em>fazer a série, descansar, e repeti-la</em>”.
</p>

<p>
	Por exemplo: em 15 minutos uma pessoa pode realizar 4 séries de 10 RM (repetições máximas) com 2 minutos de descanso realizando aproximadamente 40 repetições, ou pode, com a mesma carga inicial, usar uma combinação de intervalos de rest-pause (pausa-descanso), drop set, repetições parciais e repetições isométricas, resultando num total de 120 a 150 repetições, com um volume total muito maior no mesmo espaço de treino.
</p>

<p>
	Leia a matéria de <a contenteditable="false" data-ipshover="" data-ipshover-target="https://fisiculturismo.com.br/perfil/157223-gilvan-carlos-do-nascimento-j%C3%BAnior/?do=hovercard" data-mentionid="157223" href="https://fisiculturismo.com.br/perfil/157223-gilvan-carlos-do-nascimento-j%C3%BAnior/" id="ips_uid_353_8" rel="">@Gilvan Carlos do Nascimento Júnior</a> sobre <a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/drop-set-rest-pause-sst/" rel="">métodos de treinamento</a> que podem ser utilizados para aumentar o seu volume de treino e a hipertrofia.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	Sempre respeite seu nível de treino. Comece com um volume mais baixo e vá aumentando gradativamente o volume a depender de quantos dias treine na semana (observe o número de séries semanais recomendadas para iniciantes, intermediários e avançados).
</p>

<p>
	À medida que for se aproximando de um nível mais avançado, passe a aumentar gradativamente a intensidade do seu treino com mais volume, para melhores resultados em termos de ganho de massa muscular.
</p>

<p>
	Vale lembrar que é importante periodizar (trocar) corretamente o treino para não entrar em <em>overtraining</em> (fatiga crônica por excesso de treino a longo prazo). Lembre-se que o treino deve ter qualidade e intensidade. O aumento do volume do treino ou da sua quantidade não pode tornar muito extensa a sessão de treinamento (em torno de mais de 50 minutos).
</p>

<p>
	Procure sempre um profissional de educação física competente para orientação e direção acerca da melhor estratégia de treino, de acordo com seu nível, objetivo e tempo disponível, dentre outros fatores pessoais que devem ser observados.
</p>

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		<p>
			 
		</p>

		<p>
			 
		</p>

		<p>
			 
		</p>
	</div>
</div>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">766</guid><pubDate>Wed, 31 Jul 2019 04:45:00 +0000</pubDate></item><item><title>Alongamentos b&#xE1;sicos para antes e depois da muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/alongamentos-b%C3%A1sicos-para-antes-e-depois-da-muscula%C3%A7%C3%A3o-r759/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/alongamento-capa.jpg.7e7a539e87a5335f7d64b95b086dce6b.jpg" /></p>
<p>
	Nesta matéria, serão abordados os <strong>movimentos básicos de alongamento</strong> que devem ser realizados <strong>antes e depois do treino de musculação</strong>. Exatamente, é recomendável que o praticante realize o alongamento de <strong>toda a musculatura corporal</strong> antes e depois do treino com pesos.
</p>

<p>
	É importante ser frisado que <strong>antes mesmo do alongamento</strong>, deve ser <strong>aquecida a musculatura</strong>. O aquecimento pode ser realizado na <strong>bicicleta</strong> ou na <strong>esteira</strong>. Também pode o aquecimento ser realizado por meio de <strong>caminhada</strong> ou <strong>polichinelo</strong>. São atividades que elevam a temperatura corporal, de modo a serem prevenidas lesões. O tempo mínimo para aquecimento do corpo é de <strong>aproximadamente 5 a 10 minutos</strong>, por meio das atividades moderadas acima mencionadas.
</p>

<p>
	É sabido que alguns treinadores não recomendam o alongamento antes e depois do treino. Alguns recomendam apenas o aquecimento antes do treino e o alongamento apenas após o treinamento com pesos.
</p>

<p>
	Defendo que o alongamento também deve ser realizado antes da musculação. Justifico meu posicionamento pelo fato de o alongamento relaxar o corpo e <strong>aumentar a amplitude do movimento</strong>, melhorando a fibra muscular (alonga a fibra a ser trabalhada), dando <strong>maior flexibilidade</strong> aos músculos. O alongamento prévio deixa o corpo <strong>mais confortável</strong> para o treino com pesos. Quanto <strong>maior a amplitude</strong> do movimento na musculação, <strong>maior será o potencial de hipertrofia</strong>.
</p>

<p>
	Deve-se lembrar que o alongamento antes do exercício de musculação deve ser <strong>suave</strong>. Não deve ser o alongamento intenso, que pode antecipar as microlesões musculares, as quais deve ser reservadas ao treino com pesos.
</p>

<p>
	Vale observar que o alongamento da musculatura não deve se limitar aos músculos que serão estimulados na respectiva sessão de treinamento. O alongamento deve ser feito em <strong>todas as musculaturas</strong> do corpo.
</p>

<p>
	Como exemplo, mencionamos o exercício stiff. O objetivo principal desse exercício é o trabalho das musculaturas posteriores de coxa. Todavia, quase toda a musculatura do corpo é demanda na execução desse exercício: panturrilha, costas, ombro, tríceps, antebraço, pescoço e lombar.
</p>

<p>
	A seguir, indico os exercícios básicos de alongamento que devem ser realizados antes e depois de todas as sessões de treinamento com pesos. Assista ao vídeo explicativo:
</p>

<div class="ipsEmbeddedVideo ipsEmbeddedVideo_limited" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allow="encrypted-media" allowfullscreen="true" frameborder="0" gesture="media" height="270" id="ips_uid_3477_8" src="https://www.youtube.com/embed/WZQtJnC3ZkM?feature=oembed" width="480" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	A seguir, apresento as fotos das posições, que devem ser mantidas por <strong>20 a 30 segundos</strong>.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileid="13272" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/ombro.jpg.1d032d3e77c654fc19eb03d2d9dfcf0d.jpg" rel="" data-fileext="jpg"><img alt="ombro.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="13272" data-unique="ndjhwrz8n" style="height: auto;" width="1200" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/ombro.thumb.jpg.0c5f74248dbfee20db0371d033d8e9bb.jpg" loading="lazy" height="792"></a>
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Ombro:</strong></span>
</p>

<ol>
	<li>
		Alongar um dos braços;
	</li>
	<li>
		Posicionar o cotovelo na linha do ombro;
	</li>
	<li>
		Manter os ombros na mesma linha;
	</li>
	<li>
		Elevar o queixo levemente;
	</li>
	<li>
		Manter o peso distribuído nas duas pernas.
	</li>
</ol>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileid="13270" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/ombro-no-espaldar.jpg.03758c98573df38232905521bd1bd87b.jpg" rel="" data-fileext="jpg"><img alt="ombro-no-espaldar.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="13270" data-unique="afeb5ekcd" style="height: auto;" width="1200" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/ombro-no-espaldar.thumb.jpg.2a2e4aae8cf132c9b7a45e6302a77e75.jpg" loading="lazy" height="792"></a>
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Parte anterior do ombro:</strong></span>
</p>

<ol>
	<li>
		Segurar o espaldar com a mão esticada;
	</li>
	<li>
		Posicionar o tronco para frente com o braço para trás, na mesma altura do ombro;
	</li>
	<li>
		Manter o peso distribuído nas duas pernas.
	</li>
</ol>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileid="13274" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/anterior-de-ombro-e-peitoral.jpg.abb8ca989661a01ccd0a1ade7048d6df.jpg" rel="" data-fileext="jpg"><img alt="anterior-de-ombro-e-peitoral.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="13274" data-unique="cyrvoypof" style="height: auto;" width="1200" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/anterior-de-ombro-e-peitoral.thumb.jpg.fb52e288ea78356d8542de4b04e4edae.jpg" loading="lazy" height="792"></a>
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Parte anterior de ombro e peitoral:</strong></span>
</p>

<ol>
	<li>
		Segurar o espaldar com as duas mãos para trás na altura dos ombros;
	</li>
	<li>
		Contrair o abdome;
	</li>
	<li>
		Flexionar um pouco o joelho.
	</li>
</ol>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileid="13278" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/braco-palma-para-dentro.jpg.80815fd9f137ba4fcdd4efafb979d8d6.jpg" rel="" data-fileext="jpg"><img alt="braco-palma-para-dentro.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="13278" data-unique="4w8c0mcuj" style="height: auto;" width="1200" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/braco-palma-para-dentro.thumb.jpg.fca2e4c51bd01e4dfc73111480bb0893.jpg" loading="lazy" height="792"></a>
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileid="13271" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/braco-palma-para-fora.jpg.c9920a7c79ac2ad7e4599702b5356262.jpg" rel="" data-fileext="jpg"><img alt="braco-palma-para-fora.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="13271" data-unique="wt2yk6y12" style="height: auto;" width="1200" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/braco-palma-para-fora.thumb.jpg.138857fec05c12a5d9a1d4a166ca6009.jpg" loading="lazy" height="792"></a>
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileid="13279" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/braco-palma-para-fora-dedo-para-cima.jpg.5467afccf23f8f036f864348ec20cf9f.jpg" rel="" data-fileext="jpg"><img alt="braco-palma-para-fora-dedo-para-cima.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="13279" data-unique="js4d7qry4" style="height: auto;" width="1200" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/braco-palma-para-fora-dedo-para-cima.thumb.jpg.48e1d0657343ed88e8aeec5774bfa77e.jpg" loading="lazy" height="792"></a>
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Braço:</strong></span>
</p>

<ol>
	<li>
		Esticar um dos braços com a palma da mão para fora e dedos para baixo;
	</li>
	<li>
		Puxar a mão pelos dedos para a direção do corpo com a outra mão;
	</li>
	<li>
		Inverter a posição da mão do braço esticado, posicionando a palma da mão para dentro, repetindo o movimento;
	</li>
</ol>

<p>
	obs: a mão pode ser apontada para cima ou para baixo.
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileid="13273" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/posterior-de-coxa-costas-peitoral-biceps-triceps.jpg.d48d4c6a81ad147d0ac2e89b633e5832.jpg" rel="" data-fileext="jpg"><img alt="posterior-de-coxa-costas-peitoral-biceps-triceps.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="13273" data-unique="1n8hrrxys" style="height: auto;" width="1200" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/posterior-de-coxa-costas-peitoral-biceps-triceps.thumb.jpg.a5ed5d51ae6b327eb7c1ac2c0e688bc0.jpg" loading="lazy" height="792"></a>
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Posterior de coxa, costas, peitoral, tríceps e bíceps:</strong></span>
</p>

<ol>
	<li>
		Segura o espaldar na altura do umbigo com os braços esticados;
	</li>
	<li>
		Flexionar o tronco de modo que fique alinhado com os braços;
	</li>
	<li>
		Estender bem os joelhos;
	</li>
	<li>
		Manter os isquiotibiais na mesma linha do quadril.
	</li>
</ol>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileid="13275" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/quadriceps.jpg.fd090d9a0dd9cef97225d7d99fdc19a7.jpg" rel="" data-fileext="jpg"><img alt="quadriceps.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="13275" data-unique="6ofmrnj9v" style="height: auto;" width="1200" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/quadriceps.thumb.jpg.35c2079f94f163122620facc1b774341.jpg" loading="lazy" height="792"></a>
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Quadríceps femural (anterior de coxa):</strong></span>
</p>

<ol>
	<li>
		Manter os joelhos alinhados e a perna que fica no chão estendida;
	</li>
	<li>
		Puxar a outra perna bem atrás, segurando com a mão do mesmo lado da perna, pelo peito do pé.
	</li>
</ol>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileid="13276" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/panturrilha.jpg.c381ffc940d15c0342a8c4883439b3c4.jpg" rel="" data-fileext="jpg"><img alt="panturrilha.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="13276" data-unique="w6km79fn2" style="height: auto;" width="1200" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/panturrilha.thumb.jpg.46b3b9845f137690c7dedb84c4b69500.jpg" loading="lazy" height="792"></a>
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Panturrilha:</strong></span>
</p>

<ol>
	<li>
		Colocar o primeiro terço de um dos pés no espaldar;
	</li>
	<li>
		Deixar a outra perna esticada;
	</li>
	<li>
		Manter o tronco ereto e a respiração leve e profunda.
	</li>
</ol>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" data-fileid="13277" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/triceps.jpg.e36675aacfa7a2e0d7f7d6513a9e8273.jpg" rel="" data-fileext="jpg"><img alt="triceps.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="13277" data-unique="4bnm748mi" style="height: auto;" width="1200" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_12/triceps.thumb.jpg.b2d45338d44e9a40dd717fed94994d5e.jpg" loading="lazy" height="792"></a>
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Tríceps:</strong></span>
</p>

<ol>
	<li>
		Deixar os pés paralelos e o abdome levemente contraído;
	</li>
	<li>
		Estender os braços para cima da cabeça e flexionar os cotovelos;
	</li>
	<li>
		Com uma das mãos puxe o cotovelo do outro braço, mantendo-o flexionado por trás da cabeça.
	</li>
</ol>

<p>
	Realize esses alongamentos básicos <strong>antes e depois da musculação</strong>. <strong>Antes</strong> do treino com pesos, realize esses movimentos <strong>de uma forma bem suave</strong>, e, <strong>depois</strong> do treino, <strong>de uma forma um pouco mais intensa</strong>. Sempre respeite as limitações articulares do seu corpo.
</p>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">759</guid><pubDate>Fri, 29 Dec 2017 20:20:00 +0000</pubDate></item><item><title>Quer emagrecer? Fa&#xE7;a muscula&#xE7;&#xE3;o em vez de aer&#xF3;bicos!</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/quer-emagrecer-fa%C3%A7a-muscula%C3%A7%C3%A3o-em-vez-de-aer%C3%B3bicos-r756/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_10/musculacao.jpg.869983e4f41985bb334fc84de551e8b0.jpg" /></p>
<p>
	A maioria das pessoas tem a convicção de que os exercícios aeróbicos são a chave para a perda de gordura e isso é um equívoco. As atividades aeróbicas tem uma utilidade limitada e precisam ser complementadas ou até mesmo substituídas por exercícios mais eficientes e específicos.
</p>

<p>
	O fato de se ter um bom condicionamento aeróbio em nada ajuda o seu metabolismo, o condicionamento aeróbio em si nada tem a ver com o gasto de energia no metabolismo de repouso. Você pode correr na esteira a vida inteira e até mesmo se tornar um maratonista que continuará com o mesmo metabolismo de sempre, a menos que ganhe massa muscular.
</p>

<p>
	Ressaltando, a maioria das evidências sugere que o metabolismo basal é relacionado à quantidade de músculos que você tem. Aqui reside uma inigualável vantagem do treino com sobrecargas, a capacidade de reduzir a gordura corporal e simultaneamente manter ou até mesmo aumentar sua massa muscular, o que evita o ganho futuro de peso, melhora a estética e parâmetros funcionais, principalmente na força, coisas que os exercícios aeróbios não fazem.
</p>

<p>
	A musculação é um excelente meio de reduzir o percentual de gordura, o uso de sobrecarga pode atuar diretamente na redução do tecido adiposo. O treinamento com pesos estimulará a síntese de proteínas musculares melhorando sua estética e as funções do aparelho locomotor. Além disso, os benefícios obtidos com o uso de exercícios sobrecarregados serão mais duradouros devido a manutenção e até mesmo elevação do metabolismo de repouso, que parece ser relacionado com a massa muscular.
</p>

<p>
	A musculação torna-se uma das melhores opções em todos os aspectos além de ser extremamente eficiente para produzir alterações positivas no seu percentual de gordura.
</p>

<p>
	Alguns benefícios da musculação:
</p>

<ul>
	<li>
		a prática da musculação tonifica os músculos e ajuda na perda de calorias. O treinamento com o uso do peso, melhora ainda mais essa resistência muscular;
	</li>
	<li>
		-a pessoa que pratica musculação tem menos chance de desenvolver uma doença chamada de osteoporose, pois ela auxilia no fortalecimento dos ossos do corpo humano;
	</li>
	<li>
		a musculação deixa a pessoa mais forte, auxiliando na resistência para o trabalho diário e possíveis momentos que exijam de você o uso da força;
	</li>
	<li>
		auxilia na prevenção de problemas na coluna vertebral, além de fortalecer a parte inferior das costas, diminuindo dores locais;
	</li>
	<li>
		assim como a prática dos demais exercícios, a musculação também auxilia no funcionamento do sistema imunológico;
	</li>
	<li>
		a prática de exercícios físicos é uma grande aliada à prevenção de doenças como a diabete. A musculação é uma das práticas benéficas, que pode ajudar a evitar o aparecimento da doença e para quem já tem diabete, pode auxiliar no tratamento e equilíbrio da taxa de glicemia sanguínea;
	</li>
	<li>
		a musculação praticada regularmente auxilia a melhorar o equilíbrio e a coordenação motora do praticante;
	</li>
	<li>
		as pessoas que sofrem com prisão de ventre podem notar uma melhora no funcionamento intestinal  nos primeiros dias de prática da musculação, pois ela auxilia no bom funcionamento do sistema digestório;
	</li>
	<li>
		as gestantes que praticam musculação têm uma melhor recuperação pós-parto, menor incidência de câimbras durante a gestação, menor probabilidade de desenvolver varizes e ainda diminuem o ganho de peso;
	</li>
	<li>
		a prática da musculação melhora o humor, a auto-estima e com isso as interações sociais;
	</li>
	<li>
		a musculação podem prevenir as doenças do envelhecimento e, assim, diminuir os efeitos na saúde do mesmo, deixando-o mais magro e jovem;
	</li>
	<li>
		a musculação ajuda nas correções de desvios posturais;
	</li>
	<li>
		a musculação ajuda nos desgaste das articulações. Quando os músculos estão fortalecidos, a estabilidade das articulações é maior, promovendo menor desgaste entre os ossos;
	</li>
	<li>
		pessoas que realizam regularmente exercícios prescritos na intensidade adequada, e no tempo adequado, desfrutam de melhor qualidade do sono. Eles dormem mais rapidamente e mais profundamente. Além disso despertam menos frequentemente à noite, permitindo então um sono reparador. Tal como acontece com a depressão, os benefícios da Musculação Terapêutica no sono são comparáveis com o tratamento com a utilização da medicação, mas sem os efeitos secundários que a mesma oferece;
	</li>
	<li>
		a musculação ameniza, e muito, a celulite, pois aumentando a massa muscular, sua pele fica mais lisa. Só a redução da gordura não melhora a aparência da pele, pode ficar flácida e cheia de furinhos, mas associando exercícios com pesos, evitará a flacidez e definirá os músculos, minimizando a celulite;
	</li>
	<li>
		a musculação pode retardar o relógio do envelhecimento fisiológico.
	</li>
</ul>

<p>
	Sabendo os inúmeros benefícios proporcionados pela musculação, procure um profissional capacitado em sua academia para organizar um treino que seja adequado a sua necessidades e disponibilidade.
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>Ref: Paulo Gentil / forcaeinteligencia<br>
	KRAEMER WJ, VOLEK JS, CLARK KL, GORDON SE, PUHL SM, KOZIRIS LP, MCBRIDE JM, TRIPLETT-MCBRIDE NT, PUTUKIAN M, NEWTON RU, HAKKINEN K, BUSH JA, SEBASTIANELLI WJ. Influence of exercise training on physiological and performance changes with weight loss in men. :Med Sci Sports Exerc 1999 Sep;31(9):1320-9<br>
	MELBY, C., C. SCHOLL, G. EDWARDS, AND R. BULLOUGH. Effect of acute resistance exercise on postexercise energy expenditure and resting metabolic rate J. Appl. Physiol. 75:1847-1853, 1993</em></span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">756</guid><pubDate>Sun, 15 Oct 2017 02:03:00 +0000</pubDate></item><item><title>Powerlifting (Levantamento de Pot&#xEA;ncia ou Esporte de For&#xE7;a ou Levantamento B&#xE1;sico) para iniciantes</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/powerlifting-levantamento-de-pot%C3%AAncia-ou-esporte-de-for%C3%A7a-ou-levantamento-b%C3%A1sico-para-iniciantes-r755/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_10/powerlifting.jpg.10a46fc3fee46db164c2475270a5eef1.jpg" /></p>
<div data-controller="core.front.core.lightboxedImages" data-role="commentContent" style="color:#353c41; font-size:14px; text-align:start">
	<p>
		O levantamento de potência ou esporte de força, também é conhecido como levantamento básico ou Powerlifting, é uma modalidade de levantamento de peso que consiste basicamente em força pura. Esse tipo de treino de força é praticado principalmente por atletas de alto nível e não deve ser experimentado por iniciantes da musculação.
	</p>

	<p>
		É difícil encontrar programas de treino powerlifting que sejam orientados para os atletas iniciantes. Geralmente, são os intermediários e avançados que têm mais intimidade com o universo dos exercícios de hipertrofia que buscam por essa modalidade. Sendo assim, o ideal para um principiante é procurar orientação profissional
	</p>

	<p>
		Não existe um número fechado de séries ou repetições, tudo deve ser adequado ao ritmo e à capacidade física do atleta.
	</p>

	<p>
		São 3 exercícios que compõe o powerlifting:
	</p>

	<ul>
		<li>
			<strong>Supino</strong>
		</li>
		<li>
			<strong>Agachamento</strong>
		</li>
		<li>
			<strong>Levantamento terra</strong>
		</li>
	</ul>

	<p>
		Desta maneira, o powerlifting é um esporte de base. Ele é feito por pessoas que tem um propósito principal em seu treinamento: o aumento da força máxima. No powerlifting o foco do atleta é levantar a maior carga possível.
	</p>

	<p>
		As aplicações do powerlifting, dentro da musculação são muitos, dentre elas o desenvolvimento de força e melhora no desempenho. Porém, tudo depende de sua periodização, da forma como você está se desenvolvendo e de suas individualidades.
	</p>

	<p>
		No final tem um anexo com as características do treinamento powerlifting, copiá-lo aqui deixaria muito extenso.
	</p>

	<p>
		Abaixo um treinamento que fiz retirando informações do anexo citado acima e que me ajudou muito no aumento de força e hipertrofia
	</p>

	<p>
		<strong>Treino de força</strong>
	</p>

	<p>
		<em>Levantamentos básicos:</em>
	</p>

	<ul>
		<li>
			Agachamento
		</li>
		<li>
			Levantamento terra
		</li>
		<li>
			Supino reto
		</li>
	</ul>

	<p>
		<strong>Levantamentos básicos + assistência</strong>
	</p>

	<p>
		<em>Treino A:</em>
	</p>

	<ul>
		<li>
			Supino reto
		</li>
		<li>
			Supino inclinado
		</li>
		<li>
			Militar
		</li>
		<li>
			Elevação lateral
		</li>
		<li>
			Rosca direta
		</li>
		<li>
			Tríceps paralelas
		</li>
	</ul>

	<p>
		<em>Treino B:</em>
	</p>

	<ul>
		<li>
			Agachamento
		</li>
		<li>
			Levantamento terra
		</li>
		<li>
			Avanço
		</li>
		<li>
			Barra fixa
		</li>
		<li>
			Extensora
		</li>
		<li>
			Puxada alta ou cavalinho
		</li>
	</ul>

	<p>
		<strong>1ª semana:</strong>
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		Levantamentos básicos 75/85% x 5 x 8 a 10 reps<br>
		Seg / quarta / sexta
	</p>

	<p>
		<strong>2ª semana:</strong>
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		Levantamento básicos 85/90% x 2 x 3 reps<br>
		exercícios de assistência ( 3 x 8 )
	</p>

	<p>
		<strong>3ª semana:</strong>
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		Levantamentos básicos 85/90% x 3 x 4 reps<br>
		Seg / quarta / sexta
	</p>

	<p>
		<strong>4ª semana:</strong>
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Segunda-feira</em><br>
		Treino A - (85% x 2 x 6-8)<br>
		Supino e exercícios de assistência
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Terça-feira</em><br>
		Treino B - (85% x 2 x 6-8)<br>
		Agachamento, levantamento terra e exercícios de assistência
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Quarta-feira</em><br>
		Treino A - (85% x 5 x 3-5)<br>
		Supino e exercícios de assistência
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Quinta-feira</em><br>
		Treino B - (85% x 5 x 3-5)<br>
		Agachamento, levantamento terra e exercícios de assistência
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Sexta-feira</em><br>
		Treino A - (85% x 5 x 2-5)<br>
		Supino e exercícios de assistência
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Sábado</em><br>
		Treino B - (85% x 5 x 3-5)<br>
		Agachamento, levantamento terra e exercícios de assistência
	</p>

	<p>
		<strong>5ª semana:</strong>
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Segunda-feira</em><br>
		Treino A - (85% x 2 x 6-8)<br>
		Supino e exercícios de assistência
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Terça-feira</em><br>
		Treino B - (85% x 2 x 6-8)<br>
		Agachamento, levantamento terra e exercícios de assistência
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Quarta-feira</em><br>
		Treino A - (85% x 3 x 3-5)<br>
		Supino e exercícios de assistência
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Quinta-feira</em><br>
		Treino B - (85% x 5 x 3-5)<br>
		Agachamento, levantamento terra e exercícios de assistência
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Sexta-feira</em><br>
		Treino A - (85% x 3 x 3)<br>
		Supino e exercícios de assistência
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Sábado</em><br>
		(85% x 3 x 3)<br>
		Agachamento e levantamento terra
	</p>

	<p>
		<strong>6ª semana:</strong>
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Segunda-feira</em><br>
		supino estilo competitivo ( 85% x 1x5 I 90% x 3x3 )
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Terça-feira</em><br>
		agachamento, levantamento terra e exercícios de assistência B ( 90% x 5x5 )
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Quarta-feira</em><br>
		supino estilo competitivo ( 90% x 5x5 )
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Quinta-feira</em><br>
		descanso
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Sexta-feira</em><br>
		85% 1 X 5 I 95% 3 X 3<br>
		supino estilo competitivo ( 85% 1X5 I 95% 3X3 )
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Sábado</em><br>
		Agachamento e levantamento terra (estilo competitivo) ( 90% 2X5 I 90% X 3X3 )
	</p>

	<p>
		<strong>7ª semana:</strong>
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Segunda-feira</em><br>
		supino estilo competitivo ( 90% 1x5 I 95% 3x3 )
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>terça-feira</em><br>
		agachamento e levantamento terra (estilo competitivo ) ( 90% 2x5 I 95% 3x2 98% 2x2 )
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Quarta-feira</em><br>
		Repouso
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Quinta-feira</em><br>
		supino estilo competitivo ( 90% 1x5 I 95% 3x3 )
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Sexta-feira</em><br>
		agachamento e levantamento terra (estilo competitivo ) ( 90% 2x5 I 95% 3x2 98% 2x2 )
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Sábado</em><br>
		Repouso
	</p>

	<p>
		<strong>8ª semana:</strong>
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Segunda-feira</em><br>
		supino estilo competitivo ( 90% 2x5 / 95% 3x3 / 98% 2x2 )
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Terça-feira</em><br>
		agachamento e levantamento terra (estilo competitivo) (80% x 3-4repetições únicas)
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>quarta-feira</em><br>
		repouso
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Quinta-feira</em><br>
		agachamento, supino e levantamento terra ( estilo competitivo) (70% x 3-4 repetições únicas)
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>sexta-feira</em><br>
		repouso
	</p>

	<p style="margin-left: 40px;">
		<em>Sábado</em><br>
		agachamento, supino e levantamento terra (estilo competitivo) ( 95% x l / 98% x l / 100% x l )
	</p>

	<p>
		Segue um anexo com as características do treinamento powerlifting e método de treinamento:
	</p>

	<p>
		<strong><a class="ipsAttachLink" data-fileid="12530" href="https://fisiculturismo.com.br/applications/core/interface/file/attachment.php?id=12530" rel="" data-fileext="pdf">treino powerlifting.pdf</a></strong>
	</p>

	<p>
		Segue anexo planilha de treinamento :
	</p>

	<p>
		<strong><a class="ipsAttachLink" data-fileid="12531" href="https://fisiculturismo.com.br/applications/core/interface/file/attachment.php?id=12531" rel="" data-fileext="xlsx">Planilha Treinamento powerlifting.xlsx</a></strong>
	</p>

	<p>
		 
	</p>
</div>

<div style="border-top-color:rgba(0, 0, 0, 0.0745098); border-top-style:solid; border-top-width:1px; color:#353c41; font-size:13px; text-align:start">
	<ul data-role="commentControls" style="padding:0px">
	</ul>
</div>
]]></description><guid isPermaLink="false">755</guid><pubDate>Sun, 15 Oct 2017 01:47:00 +0000</pubDate></item><item><title>A ordem dos exerc&#xED;cios de muscula&#xE7;&#xE3;o importa?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/a-ordem-dos-exerc%C3%ADcios-de-muscula%C3%A7%C3%A3o-importa-r754/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_04/ordem-exercicios.jpg.d4e77b43494d2263cff385acdd52d2b6.jpg" /></p>
<p>
	Com certeza, a maioria dos leitores segue uma planilha de treino onde os exercícios que tem como alvo grandes grupamentos musculares são realizados primeiro e os exercícios para pequenos músculos ou os isolados são realizados por último na sessão. É a divisão clássica, feita assim sob o argumento de que serem exercícios que demandam maior gasto de energia; portanto, devem ser realizados no início do treino, enquanto ainda se está “descansado”.
</p>

<p>
	Tal justificativa é válida! Também podemos priorizar esta divisão pensando nos aspectos motivacionais (faz logo o mais difícil primeiro e se livra do problema! rsrsrsr). Em particular, eu nunca vi em nenhuma sala de pesos onde já treinei, seja em academias comerciais, de bairro ou old school, uma planilha sequer que fosse montada com uma ordem diferente, exceto por algumas minhas.
</p>

<p>
	Por outro lado, também é bastante comum, principalmente nos horários de pico do salão, as pessoas não seguirem exatamente a ordem dos exercícios proposta pelo professor e fazerem o aparelho que está desocupado. 
</p>

<p>
	Em 2010, um grupo de pesquisadores brasileiros da UFRJ que hoje é referência internacional em pesquisas relacionadas ao treinamento resistido investigou os efeitos da ordem dos exercícios na força máxima e hipertrofia em homens jovens destreinados.
</p>

<p>
	As análises consideraram a evolução de 3 grupos ao longo de 12 semanas:
</p>

<ol>
	<li>
		Um grupo realizava <a href="https://fisiculturismo.com.br/exerc%C3%ADcios/peito/supino-reto-com-barra-r65/" rel="">Supino</a>, <a href="https://fisiculturismo.com.br/exerc%C3%ADcios/costas/puxada-pela-frente-pronada-r28/" rel="">Pulldown</a>, Extensão de Tríceps na máquina e <a href="https://fisiculturismo.com.br/exerc%C3%ADcios/b%C3%ADceps/b%C3%ADceps-com-a-barra-w-r22/" rel="">Rosca Direta com barra</a>, nesta ordem.
	</li>
	<li>
		Outro grupo realizava os esmos exercícios, mas na ordem inversa.
	</li>
	<li>
		Um terceiro grupo, controle, não treinou.
	</li>
</ol>

<p>
	O principal achado da pesquisa foi verificar que nos últimos exercícios das sessões não houve aumento de força para 1RM (repetição máxima). Os mesmos pesquisadores continuaram trabalhando o assunto e, em 2012, publicaram uma revisão muito interessante sobre esta questão.
</p>

<p>
	Além de analisarem força e hipertrofia, incluíram percepção de esforço, VO2máx. e grau de atividade neuromuscular. Novamente, os resultados apontaram para melhor desempenho geral nos exercícios que são realizados primeiro durante a sessão de treino, independente de serem multi ou uniarticulares, para grandes músculos ou pequenos. 
</p>

<p>
	Este ainda é um assunto que, na ciência do treinamento de força, foi pouco investigado. <strong>Porém, as evidências apontam, simplesmente, para começar de onde você quer melhorar, simples assim!</strong> Sabe aquelas panturrilhas que não crescem, aquela carga de snatch que não aumenta, aquele deltóide posterior que não encaroça? Comecem por eles! E bota mais 10!!! ;-D
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">REFERÊNCIAS:</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">SPINETI, J.; DE SALLES, B. F.; RHEA, M. R.; LAVIGNE, D.; MATTA, T.; MIRANDA, F.; FERNANDES, L.; SIMÃO, R. Influence of exercise order on maximum strength and muscle volume in nonlinear periodized resistance training. Journal of Sports Science and Medicine, v. 24, n. 11, p. 2962–2969, 2010. </span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">SIMÃO, R.; DE SALLES, B. F.; FIGUEIREDO, T.; DIAS, I; WILLARDSON, J. M. Exercise order in resistance training. Journal of Sports Science and Medicine, v. 42, n. 3, p. 261–265, 2012.</span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">754</guid><pubDate>Wed, 05 Apr 2017 14:53:00 +0000</pubDate></item><item><title>A for&#xE7;a do pensamento: o poder da mente e a hipertrofia</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/a-for%C3%A7a-do-pensamento-o-poder-da-mente-e-a-hipertrofia-r753/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_02/arnold_schwarzenegger-pensamento.jpg.ebdfa93f1f265e752ecd25b376e39b33.jpg" /></p>
<p>
	Chegou 2017. Uns custaram a voltar à rotina treino/dieta, outros nem saíram. Mas, todo praticante sério dos esportes do ferro vive pensando em uma única coisa: superar suas marcas pessoais. Não importa se é 0.50Kg no supino, tracionar um sedã ao invés de um Uno (abração pros praticantes de Strongman! =D) ou aqueles tão sonhados 50cm de bíceps.
</p>

<p>
	Uma das minhas fontes de inspiração se chama Arnold Schwarzenegger. Sou de uma geração que desprezava esse cara. Montanha de músculos e cérebro de biscoito de polvilho foi o que eu ouvi de pais, professores e formadores de opinião, em geral, todas às vezes em que esboçava algum grau de admiração por este ídolo.
</p>

<p>
	Durante a adolescência, até comprei esse discurso pseudo-intelectual, pois nesta fase da vida sofremos bastante influência dos pares. Felizmente, veio o amadurecimento e, hoje, questiono como as pessoas podiam considerar burro um cara tão bem-sucedido em áreas completamente distintas como Artes, Política e Administração (inclusive Pública!) – fora outras.
</p>

<p>
	Sobre Força e Fisiculturismo, várias de suas recomendações de treino são testadas hoje pela ciência e comprovadas como eficazes. Todavia, uma delas, considero de especial interesse - e é sobre ela que vamos falar nesta matéria... Bota mais 10 na barra e me acompanha! ;-D
</p>

<p>
	Todos os leitores aqui do site já devem saber que o velho Arnie se inspirou em Reg Park para construir seus peitorais. Um dia, não me recordo se foi assistindo ou lendo uma das inúmeras entrevistas em que ele falava sobre o assunto, um detalhe me chamou a atenção: ele mencionou que tinha vários pôsteres do ídolo espalhados pela parede e, ao dormir, fechava os olhos e se imaginava com o peitoral igual ou ainda maior que o de Park.
</p>

<p>
	Arnold dedicava algum tempo do seu dia meditando em cima de sua meta. Hoje, em ciência do treinamento, falamos sobre meditação, imagética e prática mental como métodos eficazes para a construção de qualidades motoras, o que comprova mais uma vez (se é que precisa!) a perspicácia deste ídolo em conduzir o caminho para seus objetivos.
</p>

<p>
	A Neurociência do Exercício é uma área relativamente nova, enquanto objeto de estudo, dentro da Educação Física. O que antes era tido como algo etéreo e até meio místico, hoje é apontado como sendo o que diferencia o número 1 do número 10 ou o melhor do esporte na sua cidade de você, praticante dedicado.
</p>

<p>
	Considere potencial genético, recursos financeiros, ergogênicos, dedicação, amor ao treinamento, tudo igual... Saúde e exercício mentais parecem realmente ser o detalhe a mais rumo ao sucesso. <strong>Diversos estudos recentes apontam resultados superiores quando a prática desportiva, seja ela qual for, vem acrescida da prática mental</strong>. Tal informação não chega a ser uma novidade, pois praticantes sérios de artes marciais, por exemplo, sempre foram exímios meditadores de seus movimentos. Alguns mestres dedicam horas por semana mentalizando seus katas. Justamente por isso, os primeiros estudos sobre o assunto foram conduzidos com atletas de artes marciais.
</p>

<p>
	Em 2016, Slimani e Chéour fizeram um estudo objetivando ganhos de força, potência e motivação que envolveu 44 atletas de Karatê, Kickboxing e Taekwondo. Eles foram divididos em 3 grupos, onde todos treinavam alguns exercícios de musculação e pliometria. Um dos grupos fazia um treinamento mental antes dos exercícios, fechando os olhos e se imaginando fazendo o agachamento, por exemplo, sem contrair os músculos.
</p>

<p>
	Outro grupo fazia o treinamento mental acrescido de uma espécie de verbalização em voz alta de frases motivacionais, tais como <em>“Eu sou capaz de empurrar muito mais que o peso desta barra!”</em> ou <em>“Eu sou muito mais forte do que isso!”</em>.
</p>

<p>
	Já o terceiro grupo apenas treinava. Todos os grupos melhoraram os parâmetros analisados; porém, o grupo que obteve o melhor resultado foi o grupo que adicionou o treino mental mais a verbalização em voz alta das frases motivacionais.
</p>

<p>
	O segundo melhor grupo foi o que adicionou apenas o treino mental e o terceiro grupo, que só treinou, até melhorou a força e potência, mas em níveis bem mais modestos.
</p>

<p>
	Ainda em 2016, Slimani et al continuaram seus estudos, agora somente com kickboxers, e usaram uma metodologia muito similar à anterior para avaliar perfil hormonal, relação testosterona x cortisol pós treino, pressão arterial e frequência cardíaca de repouso ao longo de 12 semanas, a fim de verificar quem obteria melhor recuperação do treino.
</p>

<p>
	Novamente, o grupo que se destacou foi o que adicionou a <strong>prática mental</strong> mais as verbalizações antes dos exercícios. Aliás, para quem se interessa em se aprofundar um pouquinho mais na ciência da força, o grupo desse pesquisador é bem prolífero neste tipo de trabalho! Vale muito a pena dar uma conferida em suas publicações!
</p>

<p>
	Os estudos em Neurociência do Exercício prosseguem, com grupos de pesquisa comparando a eficácia de diversos estímulos mentais, traçando perfis psíquicos de atletas de alto rendimento, comparando esses perfis com atletas amadores e muitos outros trabalhos! Mas, de uma coisa já temos certeza: <strong>quer ficar maior e mais forte? Faça como mestre Arnold: imagine-se maior e mais forte e bota mais dez!</strong>  ;-D
</p>

<p>
	P.S.: Gosta dos artigos? Não? Dúvidas? Podem escrever! Gostaria de ouvir vocês... Comente a matéria ou mande mensagem privada (MP):
</p>

<p>
	<a class="ipsButton ipsButton_verySmall ipsButton_light" data-ipsdialog="" data-ipsdialog-flashmessage="Mensagem enviada." data-ipsdialog-forcereload="" data-ipsdialog-remotesubmit="" data-ipsdialog-title="Nova Mensagem" href="https://fisiculturismo.com.br/mensageiro/criar/?to=106589" id="ips_uid_3485_8" rel="">Enviar mensagem para Daniela R Del Giorno</a>
</p>

<hr>
<p>
	<span style="font-size:12px;">Referências:</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">ANTONIO, A.; REVECA, F.; RAMOS-LOYO, J. Exploring the Effect of Verbal Emotional Words Through Event-Related Brain Potentials. In: <strong>Functional Brain Mapping and the Endeavor to Understand the Working Brain</strong>. [s.l.] InTech, 2013. <br>
	GOLBY, J.; WOOD, P. The Effects of Psychological Skills Training on Mental Toughness and Psychological Well-Being of Student-Athletes. <strong>Psychology</strong>, v. 7, n. 7, p. 901–913, 2009. Disponível em: &lt;http://www.scirp.org/journal/psych&gt;. Acesso em: 19 fev. 2017.<br>
	JOURNAL, T.; ASPETAR, L. T.; ME, S.; ASPETAR, K. C.; ME, S.; BIOLOGY, A. Effects of mental training on muscular force , hormonal and physiological changes in kickboxers. n. July, 2016. <br>
	SLIMANI, M.; CHÉOUR, F. Effects of cognitive training strategies on muscular force and psychological skills in healthy striking combat sports practitioners. <strong>Sport Sciences for Health</strong>, v. 12, n. 2, p. 141–149, 2016. <br>
	SLIMANI, M.; MIARKA, B.; BRIKI, W.; CHEOUR, F. Comparison of Mental Toughness and Power Test Performances in High-Level Kickboxers by Competitive Success. <strong>Asian J Sports Med</strong>, v. 7, n. 2, 2016. <br>
	WRIGHT, C. J.; SMITH, D. The effect of PETTLEP imagery on strength performance. <strong>International Journal of Sport &amp; Exercise Psychology</strong>, v. 7, n. June 2013, p. 18–31, 2009. </span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">753</guid><pubDate>Mon, 20 Feb 2017 15:20:00 +0000</pubDate></item><item><title>Planilha e dicas para voc&#xEA; montar seu plano de treinamento para emagrecer ou hipertrofiar</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/planilha-e-dicas-para-voc%C3%AA-montar-seu-plano-de-treinamento-para-emagrecer-ou-hipertrofiar-r752/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2017_02/planilha-treino.jpg.e019c0bedc3b0d2d7b35a01a96210cfb.jpg" /></p>
<p>
	A ciência da  Educação Física indica alguns princípios para a execução  de qualquer atividade física. Seguir esses princípios é uma condição indispensável para que a participação de qualquer pessoa nas atividades seja uma experiência proveitosa e, se possível, agradável.
</p>

<p>
	Ao final de um período de execução de qualquer atividade que acompanhe esses princípios, o executante perceberá os benefícios  adquiridos e a provável adoção de um estilo de vida ativo, ou seja, a manutenção desses benefícios.
</p>

<p>
	Esses princípios devem ser observados por qualquer pessoa que se proponha a realização de um programa de atividades físicas. São cinco princípios existentes:
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>1 - Princípio da individualidade biológica:    </strong></span>
</p>

<p>
	É o princípio que estabelece que não existem duas pessoas iguais. Em termos de condicionamento físico isso significa dizer que o mesmo exercício , na mesma intensidade, na mesma duração e na mesma frequência semanal proporcionará diferentes efeitos de treinamento a depender de fatores como sexo, idade, capacidade máxima, experiência prévia e técnica de execução.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>2 - Princípio da sobrecarga crescente:</strong></span>
</p>

<p>
	Para adquirir uma boa aptidão física, o organismo precisa ser submetido a esforços cada vez maiores (mais intensos ou por um tempo maior, ou ainda, em uma maior frequência) de maneira tal que possa  provocar no organismo reações de adaptação que levem à aquisição ou melhoria da aptidão.
</p>

<p>
	A sobrecarga pode ser considerada a quantidade de trabalho que realizamos e a forma mais comum de se quantificar uma atividade física é em termos do total de quilocalorias que ela consome.
</p>

<p>
	Compreendendo a sobrecarga, podemos pensar no seu complemento - crescente. Crescente significa que a atividade deve ser cada vez maior para que possa servir de estímulo ao organismo e provocar a melhoria da sua aptidão física. Em outras palavras, se fizermos sempre a mesma atividade, da mesma forma e em quantidade igual, a nossa condição física permanecerá sempre no mesmo patamar.
</p>

<p>
	Para a melhoria da aptidão física é necessário trabalhar com sobrecargas sempre crescentes. Evidentemente, o aumento da sobrecarga de treinamento deve ser feito com bastante cuidado, pois se houver qualquer exagero, a atividade física pode ser bastante perigosa.<br>
	O aumento da sobrecarga pode ser feito através de qualquer um dos fatores a seguir:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Frequência:</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Quando aumentamos o número de treinamentos em uma semana - três, quatro, cinco vezes por semana. A utilização do corpo ou de suas partes em diferentes tipos de atividades irá melhorar não só a sua eficiência, mas também a qualidade de execução dos movimentos.
</p>

<p>
	Isto indica que os treinamento capacita-nos a : gastar menos energia para execução de um movimento; executar o mesmo movimento de forma mais coordenada e ampla; levantar objetos mais pesados e executar um grande número de repetições de um determinado movimento. A musculatura que é utilizada com regularidade irá hipertrofiar (aumentará). Já aquela que é  pouco utilizada irá atrofiar (diminuirá). 
</p>

<p>
	Os especialistas na área de Educação Física defendem que um programa de atividades físicas que pretenda obter resultados satisfatórios deve ser realizado com uma frequência mínima de três vezes por semana.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Volume:</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Aumentando a distância na caminhada, o número de repetições de um exercício de ginástica, o tempo de duração de um passeio de bicicleta, estaremos lidando diretamente com o volume de treinamento.
</p>

<p>
	Também chamado de duração, é outro aspecto a ser considerado pelos praticantes de atividades física. Pode ser expresso através de tempo, distância ou número de repetições em que a tarefa deverá ser realizada.
</p>

<p>
	Especialistas na área afirmam que o volume de uma sessão de treinamento deve ser de 15 a 60 minutos contínuos. No entanto, sua duração dependerá diretamente da intensidade da tarefa.
</p>

<p>
	As atividades desenvolvidas com intensidades mais baixas devem ser realizadas durante um período de tempo mais prolongado.
</p>

<p>
	No caso de adultos, com baixos níveis de aptidão física e sedentários, recomenda-se programas de atividades físicas com intensidades baixas e moderadas, realizadas por um período de tempo superior a 15 minutos e realizadas de forma continua. As atividades com essas características são as que apresentam melhor efeito sobre a aptidão cardiorrespiratória total.
</p>

<p>
	Além disso, atividades de longa duração, realizadas em uma intensidade baixa ou moderada diminuem a possibilidade de ocorrência de lesões e melhoram o nível de participação nos programas de atividades físicas.
</p>

<p>
	A duração dever ser aumentada gradativamente e, qualquer que seja o objetivo pretendido, devemos iniciá-lo com sessões não muito longas. Atividades físicas de curta duração e alta intensidade não são recomendadas no início do programa e sim para indivíduos treinados, com aptidão física acima da média.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Intensidade:</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Passando a correr a mesma distância em tempo menor, aumentando a carga de exercícios com pesos ou diminuindo o tempo de descanso entre uma execução e outra estaremos alterando a intensidade de trabalho.
</p>

<p>
	Podemos classificar a intensidade de uma tarefa em baixa, média, forte e muito forte. Contudo, pode-se dizer que somente há uma melhora na aptidão quando os esforços são de intensidade média à forte, oque trará uma capacidade adaptativa mais eficaz por parte do organismo.
</p>

<p>
	A melhoria dos níveis de aptidão física somente se verifica quando os programas de atividades físicas são bem planejados e, sobretudo, considerada a relação entre duração, a intensidade do programa e a frequência com que ele é realizado.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>3 - Princípio da especificidade:</strong></span>
</p>

<p>
	Do ponto de vista do gasto energético é possível estabelecer parâmetros de igualdade entre diferentes atividades físicas. Assim, andar 3 quilômetros em 30 minutos equivale a nadar 20 minutos ou andar de bicicleta 6 quilômetros em 15 minutos. Isto porque todas essas atividades provocam a queima de 150 quilocalorias.
</p>

<p>
	Embora esta relação possa existir, o princípio da especificidade determina que os corredores devem correr, nadadores devem nadar, etc., devido às adaptações especificas que cada uma dessas atividades ocasiona, criando efeitos paralelos específicos.
</p>

<p>
	Outro aspecto a ser considerado neste princípio é o tipo de estímulo ao qual o organismo é submetido.
</p>

<p>
	Embora possamos utilizar os mesmo grupos musculares, a forma como sera considerada a relação entre volume e a intensidade poderá resultar no desenvolvimento de diferentes capacidades. Por exemplo, o desenvolvimento da força dar-se á através de exercícios de alta intensidade e o desenvolvimento da resistência será obtido com estímulos de média intensidade e com durações maiores.
</p>

<p>
	Ainda sobre as adaptações que ocorrem no organismo, como resultado da prática regular de atividades físicas, alertamos para a existência de diferentes tipos de adaptação: no nível muscular, articular, e ósseo e nos grandes sistemas como o respiratório e o cardíaco. Segundo o tipo de atividade, uma dessas áreas será mais solicitada, desencadeando uma adaptação coerente.
</p>

<p>
	Para compreendermos bem este conceito podemos esclarecer o seguinte: nos exercícios de força a adaptação é um nível muscular, articular e ósseo e em corridas de longa duração a adaptação se dá nos sistemas respiratório e cardíaco.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>4 - Princípio da continuidade:</strong></span>
</p>

<p>
	Este princípio rege que a atividade física deve ser realizada continuamente, sem interrupções. É a continuidade que desencadeará as adaptações do organismo aos esforços a que foi submetido pelo treinamento e que seja possível uma melhora na aptidão.
</p>

<p>
	A interrupção de qualquer tipo de atividade física leva o organismo ao retorno à situação inicial (antes do início do programa), ou seja, será necessária uma retomada dos níveis iniciais de intensidade e volume.
</p>

<p>
	A retomada e o estabelecimento do novo programa dependerá do nível em que estávamos quando interrompemos e o tempo em que se ficou inativo. de forma geral, quanto maior for o período de interrupção, maiores serão os prejuízos a condição física.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>5 - Princípio da reversibilidade:</strong></span>
</p>

<p>
	Este princípio complementa o anterior e, provavelmente, possibilitará uma maior compreensão das consequências da ausência de regularidade em um programa de atividades físicas.
</p>

<p>
	Todos os benefícios adquiridos em vários meses de treinamento podem ser perdidos em poucas semanas de inatividade. Para alguns especialistas, estes benefícios e perdem em três semanas e totalmente em dez.
</p>

<p>
	O desconhecimento deste princípio faz com que, tantas vezes, ex-praticantes estabeleçam para si metas facilmente alcançáveis no passado mas impossíveis no presente. O fato de algumas pessoas considerarem-se melhores que outras (fisicamente falando) por terem participado há algum tempo, pode ser muito perigoso por ocasião de uma retomada na atividade.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Alguns métodos de treinamentos </strong></span>
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método da pirâmide - (força e hipertrofia)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	A pirâmide pode ser de dois tipos: crescente e decrescente.
</p>

<ul style="margin-left: 40px;">
	<li>
		<strong>Pirâmide crescente</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Atualmente, a pirâmide crescente é usada com repetições máximas ou submáximas – sem a preocupação aparente de não gerar fadiga – com uma progressiva diminuição das repetições e aumento das cargas. Desta forma, a pirâmide crescente consiste em aumentar a carga e diminuir o número de repetições ao longo da série.
</p>

<ul style="margin-left: 40px;">
	<li>
		<strong>Pirâmide decrescente</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Na pirâmide decrescente utilizada atualmente, realiza-se um pequeno número de repetições como cargas elevadas, com progressiva redução da carga e aumento do número de repetições. Lembrando que nesta versão atual, as repetições são realizadas até a fadiga ou próximas a ela, na maior parte dos casos.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método bi-set - (hipertrofia)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Consiste na realização de dois exercícios consecutivos, sem descanso, para o mesmo grupo muscular. O objetivo deste método é gerar um aumento da congestão sangüínea (aumento do fluxo sangüineo) na musculatura, fenômeno relacionado ao aumento da massa muscular.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método tri-set - (hipertrofia)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Consiste na realização de 3 exercícios consecutivos, sem intervalos entre eles, para o mesmo grupo muscular. Sua base é similar à do bi-set, com um estímulo ainda mais prolongado.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método super-set - (hipertrofia)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Consiste na realização consecutiva de vários exercícios para o mesmo grupo muscular – (hipertrofia)
</p>

<p>
	Consiste na realização de mais de 4 exercícios sem intervalo, ou seja, executar os exercícios de forma seguida, um atrás do outro, até completar o total superior a quatro exercícios sem pausa. Após a execução do último exercício, há uma pausa, para então realizar a segunda passagem e depois a terceira.
</p>

<p>
	Neste método, utiliza-se em média 3 séries, com 10 repetições, dando um intervalo de até 2 minutos após os quatro exercícios diretos.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Agonista/antagonista - (força e hipertrofia)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Este método lembra o bi-set, porém os exercícios executados são direcionados a grupamentos musculares antagônicos (exemplo: realiza-se extensão de joelhos seguida de flexão de joelhos). Ou seja, consiste na realização de dois exercícios sem intervalo, primeiro o agonista, depois o respectivo antagonista. 
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método do treinamento em circuito - (condicionamento físico e resistência muscular)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	É, sem dúvida, o método de treinamento de força mais usado com iniciantes. Este método consiste em realizar diversos exercícios com um intervalo controlado mínimo (aproximadamente 15 segundos), ou sem intervalo, entre eles. Este método é um dos únicos em que a carga deve ser moderada. Isso significa trabalhar próximo de 40 a 60% de 1 RM (repetição máxima).
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método da pré-exaustão - (força e hipertrofia)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Consiste em realizar um exercício de isolamento (uniarticular) seguido de um exercício composto, ambos envolvendo um grupo muscular em comum. Apesar de não possuir um embasamento científico definido, este método é comumente usado com a finalidade de enfatizar a musculatura trabalhada de forma isolada no primeiro exercício.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método de repetições forçadas (excêntrica) - (força e hipertrofia)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Durante as repetições forçadas, executa-se normalmente o movimento até a impossibilidade de mover a carga. Quando for detectada a falha na fase concêntrica, o ajudante (ou o próprio executante, quando possível) deve utilizar a quantidade de força necessária para que o movimento concêntrico prossiga em sua cadência natural. O movimento “forçado” deverá prosseguir até que es atinja a o objetivo desejado (tempo sob tensão, número de repetições, etc.) ou que haja necessidade de excessiva aplicação de força auxiliar.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método blitz - (hipertrofia)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	No método Blitz, diferentemente dos outros, o que se promove é o trabalho sobre apenas um grupo muscular por dia ou sessão de treinamento.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método drop-set - (força e hipertrofia)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	O drop-set, ou série descendente pode é a realização do movimento com técnica perfeita até a falha concêntrica, reduzindo a carga (em aproximadamente 20%) após a falha prosseguindo o exercício com técnica perfeita até nova falha.
</p>

<p>
	Deve-se repetir o segundo e terceiro passos até se alcançar o objetivo estabelecido para o treino.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método de repetições roubadas - (força e hipertrofia)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Neste método, o exercício é executado com a técnica correta até a falha concênctrica e, em seguida, altera-se o padrão de movimento com a finalidade de prosseguir por mais algumas repetições. As repetições roubadas só devem ser aplicadas em casos específicos, levando-se em conta a característica do indivíduo e do exercício, do contrário, os resultados serão irrelevantes diante do risco aumentado de lesões.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método da fadiga excêntrica - (hipertrofia e força)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Este método consiste em levar as repetições forçadas ou roubadas até os limites extremos. Para se treinar com fadiga excêntrica é recomendável utilizar cargas elevadas – que permitam repetições entre 3 e 6 completas – realizando o exercício até a falha concêntrica e, em seguida, utilizar um dos 2 métodos acima para prosseguir com o movimento até que haja impossibilidade de sustentar a fase excêntrica.
</p>

<p>
	Devido à elevada intensidade da fadiga excêntrica, ela só deve ser usada em uma ou duas séries por treino, com intervalos de 7 a 10 dias, ou com mais freqüência, durante fases intensivas, conhecidas como microciclo de choque.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Método super lento ou super slow - (resistência muscular e hipertrofia)</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	Este método consiste em realizar repetições de forma extremamente lenta, levando de 15 a 60 segundos para completar um ciclo de movimento. A proposição original de Ken Hutchins, conhecida com superslow, é a realização de repetições com cadências de 5 segundos para fase excêntrica e 10 segundos para fase concêntrica.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Algumas divisões de treinos</strong></span>
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>AB</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	upper / lower ( inferior / superior ) ou push / pull ( empurra / puxa )
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>ABC</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	A - peito / ombros / tríceps<br>
	B - costas / trapézio / bíceps<br>
	C - perna completa.
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>ABCD</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	A - costas / trapézio<br>
	B - peito / ombro<br>
	C - perna completa<br>
	D - tríceps / bíceps / antebraço 
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>ABCDE</strong>
	</li>
</ul>

<p>
	A - tríceps / bíceps<br>
	B - Ombros / trapézio<br>
	C - Perna completa<br>
	D - Costas<br>
	E - Peitoral
</p>

<p>
	Abaixo segue para download um controle de treinamento simples para montar e acompanhar os treinos e ganhos:
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong><a class="ipsAttachLink" data-fileid="11266" href="https://fisiculturismo.com.br/applications/core/interface/file/attachment.php?id=11266" rel="" data-fileext="xlsx">Controle_de_Treinamento_final.xlsx</a></strong></span>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">Referências :<br>
	MATTOS, M.G. NEIRA, M.G.</span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">752</guid><pubDate>Sun, 19 Feb 2017 19:49:00 +0000</pubDate></item><item><title>Repeti&#xE7;&#xF5;es e s&#xE9;ries para hipertrofia: 10 x 3 ou 3 x 10?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/repeti%C3%A7%C3%B5es-e-s%C3%A9ries-para-hipertrofia-10-x-3-ou-3-x-10-r745/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_12/leg-45.jpg.a7f6b9658a32b2493cc1335f3467784d.jpg" /></p>
<p>
	Olá, amigos do ferro! Embora a resposta para a pergunta que dá título a esta matéria já esteja muito bem consolidada no ambiente científico/acadêmico, nos salões e ginásios eu ainda percebo muitas rodinhas de discussão sobre o assunto. O que eu acho ótimo! Socializa os musculadores, instiga a curiosidade e o estudo e assim nossa comunidade floresce e fortalece.
</p>

<p>
	Vou responder a pergunta de pronto, porque não tem mistério: ambas as abordagens de treino geram hipertrofia e não, NÃO existe a melhor ou o que hipertrofia mais. Repito: ambas as abordagens de treino geram hipertrofia e não, NÃO existe a melhor ou o que hipertrofia mais.
</p>

<p>
	Se você só queria o alívio da resposta, pode passar para outro texto aqui do site. Mas, se você gosta de ir um pouco além de apenas treinar, bota mais dez e me acompanha!
</p>

<p>
	A hipertrofia musculoesquelética é um fenômeno fisiológico de adaptação ao ganho de força. Ela é multifatorial e, para que aconteça, deve haver a sinergia de diversos tipos de ações em nosso organismo. Eu poderia abordar várias destas ações de forma detalhada: endócrinas, metabólicas, neurais, entre outras. Mas, este artigo visa apenas a abordagem mecânica e sobre ela, podemos dizer que não existe um melhor tipo de ação para hipertrofiar. Só que fica falho falar sobre o estímulo mecânico sem observar um pouco de fisiologia.
</p>

<p>
	A musculação e a gama de exercícios que a compõe são, tradicionalmente, os estímulos usados quando os treinadores desejam “acionar” nosso sistema anaeróbio. Porém, existem várias formas de se ativar este sistema, não é só puxando ou empurrando ferro.
</p>

<p>
	A ginástica artística ou o crossfit, por exemplo, também são práticas esportivas onde se enfatiza o trabalho anaeróbio e é este sistema, seja na forma ATP-PC ou na forma Glicolítica, o responsável pela sinalização da síntese proteica, tão fundamental para o processo de construção muscular.
</p>

<p>
	Desde que haja fadiga, falha, acidose metabólica, trabalho máximo dentro do sistema anaeróbio, a sinalização metabólica para hipertrofia irá acontecer, pois haverá aumento de síntese proteica. Seja um agachamento com 3 x 10, agachamento com 10 x 3 ou (argh!) 30s de burpees!
</p>

<p>
	Contudo, a sinalização é feita nos músculos trabalhados, logo, a sinalização realizada por um agachamento é diferente da realizada por um burpee, mas não é muito diferente da realizada por um pistol. Até 3 x 40 gera hipertrofia, a diferença é que o ganho de força não é o ideal e, consequentemente, conforme vai-se avançando no nível de treinamento, perde-se a oportunidade de otimizar as respostas anabólicas caso se insista nas cargas muito baixas.
</p>

<p>
	Lembra-se que hipertrofia é colateral de ganho de força? Mas, a esta altura da leitura, você deve estar me questionando: mas, Dani, então os fisiculturistas, por esta lógica, deveriam treinar como powerlifters e sempre buscar a força máxima? Sim e não. Sim, porque o incremento de força é um dos principais fatores que dão continuidade ao processo no longo prazo. Não, porque não é só isso.
</p>

<p>
	Neste ponto, há dois fatores a serem observados. O primeiro, é a responsividade do indivíduo ao método de treino. Simplesmente há pessoas que hipertrofiam mais com volume e pessoas que hipertrofiam mais com intensidade.
</p>

<p>
	Há, ainda, aqueles em que isto varia de grupamento para grupamento (EU!!! Rsrsrs)!  O segundo ponto a ser observado é o objetivo final do sujeito, especificidade do treino. Ainda assim, nem powerlifters treinam acima de 90% todo o tempo, pois excesso de sinalização para força máxima gera lesão e compromete a saúde mental.
</p>

<p>
	O fisiculturista precisa de ajustes radicais na dieta, pois não basta apenas hipertrofiar, tem que mostrar a musculatura de forma detalhada. A dieta radical, com pequenas quantidades de carboidratos e todo o protocolo adotado no culturismo também prejudica o treino de força máxima, logo, 3 x 10 ou 3 x 20 ou 3 x 30 é mais suportável dentro deste cenário. De novo; hipertrofia é multifatorial!
</p>

<p>
	<em>“Então, <a contenteditable="false" data-ipshover="" data-ipshover-target="https://fisiculturismo.com.br/profile/106589-daniela-r-del-giorno/?do=hovercard" data-mentionid="106589" href="https://fisiculturismo.com.br/profile/106589-daniela-r-del-giorno/" rel="">@Daniela R Del Giorno</a>, o que eu faço???!!”</em> Os dois! Quando? Depende do seu objetivo principal e, consequentemente, de como seu treinamento será organizado dentro de uma periodização a fim de se obter o resultado esperado. Difícil?
</p>

<p>
	Para um profissional de Educação Física competente não deve ser. Por isso, digo: consulte um! Treino de inspiração, treino de atleta consagrado, treino de blogueira e estudo pelo Google pode até resolver. 
</p>

<p>
	Por um tempo muitíssimo curto se você é iniciante. Copiar método de treino é fácil e acessível. Saber o que cada um está sinalizando fisiologicamente e entender qual é o melhor momento para utilizar cada um deles, com cada pessoa, de acordo com cada objetivo. É coisa de profissa!
</p>

<p>
	Vai ficar dando cabeçada? Procure um professor qualificado e, preferencialmente, especializado no objetivo ao qual você se propõe a treinar para alcançar. Pato voa, anda, corre, nada, até canta. Mas, não sai do laguinho. Qual o tamanho da sua ambição? Bota mais dez!
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">Referências:<br>
	MORTON, R. W.; OIKAWA, S. Y.; WAVELL, C. G.; MAZARA, N.; MCGLORY, C.; QUADRILATERO, J.; BAECHLER, B. L.; BAKER, S. K.; PHILLIPS, S. M. Neither load nor systemic hormones determine resistance training-mediated hypertrophy or strength gains in resistance-trained young men. Journal of applied physiology (Bethesda, Md. : 1985), v. 121, n. 1, p. 129–38, 1 jul. 2016. Disponível em: &lt;http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27174923&gt;. Acesso em: 18 dez. 2016.<br>
	FLECK S. J.; KRAEMER W. J. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular. Porto Alegre: Artmed, 1999.<br>
	McARDLE, W. Katch, W. Katch. Fisiologia do Exercício. Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 7ª Edição. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2011.</span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">745</guid><pubDate>Wed, 21 Dec 2016 01:49:00 +0000</pubDate></item><item><title>Homens e mulheres: quais s&#xE3;o as diferen&#xE7;as metab&#xF3;licas decorrentes do treinamento?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/homens-e-mulheres-quais-s%C3%A3o-as-diferen%C3%A7as-metab%C3%B3licas-decorrentes-do-treinamento-r744/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_12/mulher-metabolismo.jpg.6c9ce28137eea4a2709a27bf349f6cf4.jpg" /></p>
<p>
	Olá amigos do ferro! De volta após um hiato maior do que gostaria para mais um pouquinho de conhecimento sobre uma das coisas que mais gostamos de fazer na vida: levantar pesos! A causa foi justa, pois estava estudando, pesquisando, publicando...
</p>

<p>
	Tudo para trazer conteúdo cada vez melhor para os leitores do site, para os meus alunos e para a sociedade, em geral! Por um mundo com mais saúde, força e ferrugem! =D
</p>

<p>
	Antes de responder a pergunta que dá título à matéria, gostaria que os leitores registrassem duas informações: uma, que este artigo não vale para quem faz uso exógeno de hormônios. Segunda, que a hipertrofia muscular depende de dois tipos de estresse: o mecânico e o metabólico, onde ambos devem trabalhar de forma a interferir no processo catabólico/anabólico do tecido muscular, priorizando a elevação da síntese protéica e, consequentemente, o anabolismo.
</p>

<p>
	Em 2014, um dos maiores pesquisadores ocidentais do treinamento de força, William J. Kraemer, liderou um grupo de cientistas que gostaria de respostas sobre como homens e mulheres reagem a um protocolo de treinamento resistido de alta intensidade.
</p>

<p>
	Para isso, uma das formas possíveis era investigar o que chamamos, na ciência, de biomarcadores. Biomarcadores podem ser entendidos como substâncias-chave que, seja por estarem aumentadas ou diminuidas, nos revelam determinada informação. Biomarcadores de dano muscular, como mioglobina, creatina quinase e testosterona, no nosso contexto, ou seja, após uma sessão de treino, podem nos revelar se o ambiente fisiológico, o nosso corpo, está favorável à hipertrofia, se já podemos dar um novo estímulo ao músculo (treinar de novo), entre outras informações.
</p>

<p>
	Foi exatamente isso que este grupo fez! Eles submeteram homens e mulheres jovens e ambientados em musculação a um treino de alta intensidade e alto volume e colheram o sangue para fazer medições até 24h após a sessão.
</p>

<p>
	A sessão foi com 3 exercícios: agachamento, supino e levantamento terra. Após estabelecida a carga de 75% de 1RM, os participantes deveriam realizar um set com 10 repetições de um dos exercícios e imediatamente passar para o próximo.
</p>

<p>
	Ao finalizar os 3 exercícios, imediatamente retornavam ao primeiro para realizar 9 repetições e assim foram fazendo até terminarem com 1 repetição para cada. Após as devidas análises, foi constatado que:
</p>

<ul>
	<li>
		Percentualmente, <strong>o aumento da mioglobina em mulheres é maior do que em homens</strong>. <em>Obs.: Mioglobina alta = efeito negativo para as células assimilarem novas informações, repararem as fibras musculares e assimilarem as células satélites. Traduzindo: atrapalha hipertrofia!</em>
	</li>
	<li>
		<strong>A creatina quinase (CK) é substancialmente aumentada nos homens por até 24h após o treino. Já em mulheres, esse aumento só apareceu nas 24h após o treino</strong>. <em>Obs: CK = grau de dano muscular.</em>
	</li>
	<li>
		<strong>A testosterona aumenta até 150% (depende da pessoa!) durante os 15 minutos após o treino para os homens. Porém, em uma hora após a sessão, ela já retornou aos níveis basais (ao normal do sujeito). Nas mulheres, nada acontece!</strong> =(
	</li>
</ul>

<p>
	O que isto tudo nos diz na prática? Homens tem respostas inflamatórias mais eficientes e prolongadas, logo, criam um ambiente anabólico mais favorável que as mulheres.
</p>

<p>
	Meninas, treinar pesado não aumenta sua testosterona, logo, para qualquer problema de saúde que possa ter relação com a baixa deste hormônio, procure um endocrinologista!
</p>

<p>
	Também lembrem-se que <strong>treinar pesado NÃO vai te deixar “masculinizada”, “virilizada”</strong> ou seja lá o que for, porque você não tem testosterona suficiente para isso. Você pode até não acreditar no seu personal/coach/treinador/instrutor professor de educação física (sim, é “só” isso que tomos somos!), mas os números não mentem!
</p>

<p>
	Por fim, <strong>homens sofrem mais o efeito do “dano muscular” que as mulheres, portanto, podem ter a necessidade de um período de descanso maior entre as sessões de treino – e “naturais” devem levar isso em consideração mais ainda! </strong>
</p>

<p>
	Parece que mulheres se recuperam mais rápido, provavelmente por não sofrerem tanto o estresse metabólico do treinamento. Periodização adequada é a chave do negócio!
</p>

<p>
	Então, moças, sem choro e pau na preá, porque para a gente é (muito!) mais difícil! E, claro, bota mais 10!
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">Referência:<br>
	KRISTEN R. HEAVENS, TUNDE K. SZIVAK, DAVID R. HOOPER, COURTENAY DUNN-LEWIS, BRETT A. COMSTOCK, SHAWN D. FLANAGAN, DAVID P. LOONEY, BRIAN R. KUPCHAK, CARL M. MARESH, JEFF S. VOLEK, A. W. J. K. The Effects Of High Intensity Short Rest Resistance Exercise On Muscle Damage Markers In Men And Women. Journal of Strength and Conditioning Research, v. 28, n. 4, p. 1041–1049, 2014. </span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">744</guid><pubDate>Wed, 21 Dec 2016 01:38:00 +0000</pubDate></item><item><title>AEJ ou HIIT, qual &#xE9; o melhor para secar?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/aej-ou-hiit-qual-%C3%A9-o-melhor-para-secar-r741/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_11/aej-hiit.jpg.4541107a5cea316299c4614b9d1b4f82.jpg" /></p>
<p>
	Os aficionados por musculação e por um corpo perfeito certamente já praticaram o AEJ (aeróbio em jejum) ou o HIIT (treino intervalado de alta intensidade). Alguns profissionais da musculação torcem um pouco o nariz para o AEJ, muitas vezes afirmando que não há estudos científicos que demonstrem a eficácia do AEJ ou que há estudos que demonstram que sua eficácia seria reduzida ou limitada.
</p>

<p>
	Quanto ao HIIT, parecem ser quase unânimes as vozes que ecoam no sentido de que seria extremamente eficiente para queimar a gordura como fonte de energia da atividade física aeróbia e proporcionar a redução do percentual de gordura corporal.
</p>

<p>
	Não é o escopo dessa matéria tratar da eficácia ou ineficácia do AEJ. Esta matéria é para aqueles que acreditam na eficácia do AEJ (por experiência prática ou crença) e na eficácia do HIIT (por experiência ou leitura científica). E a comparação que aqui se faz é para HIIT e AEJ realizados na forma de corrida e caminhada (lembre-se que qualquer atividade predominantemente aeróbia poderia ser avaliada: natação, remo, escada, etc).
</p>

<p>
	Com essas considerações em mente, pergunta-se: qual seria a melhor técnica aeróbia a ser adotada para queimar gordura e secar - AEJ ou HIIT?
</p>

<p>
	A resposta passa necessariamente pela forma de execução de cada uma dessas atividades. O AEJ costuma ser praticado com as seguintes características:
</p>

<ul>
	<li>
		ao acordar;
	</li>
	<li>
		em intensidade baixa ou moderada;
	</li>
	<li>
		por 30 a 60 minutos.
	</li>
</ul>

<p>
	Por outro lado, o HIIT tem, normalmente, como características de execução:
</p>

<ul>
	<li>
		a qualquer hora do dia;
	</li>
	<li>
		com altíssima intensidade;
	</li>
	<li>
		por 10 a 20 minutos;
	</li>
</ul>

<p>
	São essas características de cada uma dessas diferentes práticas aeróbias que podem orientar a escolha da melhor delas de acordo com as necessidades individuais de cada musculador.
</p>

<p>
	A maior vantagem do AEJ é a intensidade baixa ou moderada. A prática do AEJ não demanda bom condicionamento cardiovascular prévio. Mesmo o musculador que não pratica atividade aeróbia com frequência pode adotar o AEJ.
</p>

<p>
	Além de ser desnecessário o bom condicionamento físico, a baixa ou moderada intensidade não demanda tanto esforço da musculatura das pernas, não interferindo de modo agressivo na recuperação das microlesões provocadas pela musculação.
</p>

<p>
	No entanto, o AEJ deve ser feito ao acordar, a não ser que se adote a dieta do jejum intermitente. E isso pode ser um fator limitador para muitos, cujos horários no período matutino são apertados.
</p>

<p>
	Outro problema quanto ao horário é o tempo de duração do AEJ, normalmente muito superior ao do HIIT. Alguns musculadores também reclamam da fome que atormenta a execução do exercício e que costuma ser sentida ao longo do dia, mesmo após as refeições.
</p>

<p>
	Quanto ao HIIT, é inegável a vantagem de poder ser executado a qualquer hora do dia, e por um período de tempo muito pequeno, podendo ser encaixado na sessão de treinamento de musculação, geralmente após o treino com pesos, para otimização dos resultados, pela depletação do glicogênio.
</p>

<p>
	Todavia, por ser uma atividade de elevada intensidade (normalmente realizada em intervalos de um minuto em baixa intensidade e um minuto em intensidade máxima possível, de modo intercalado), há um desgaste tremendo das musculaturas dos quadríceps ou pernas, o que pode prejudicar a recuperação das microlesões decorrentes do treinamento com pesos dessa região do corpo.
</p>

<p>
	Outra questão a ser considerada é o maior risco de lesão pela alta velocidade do movimento, o que pode aumentar a chance de acidentes durante a execução.
</p>

<p>
	A seguir, resumimos as vantagens e desvantagens do HIIT e do AEJ:
</p>

<table border="1" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 100%;">
	<tbody>
		<tr>
			<td>
				 
			</td>
			<td>
				AEJ
			</td>
			<td>
				HIIT
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				Vantagens
			</td>
			<td>
				<ul>
					<li>
						menos desgastante para as pernas;
					</li>
					<li>
						menor risco de acidentes;
					</li>
					<li>
						não demanda condicionamento prévio;
					</li>
				</ul>
			</td>
			<td>
				<ul>
					<li>
						liberdade de horário;
					</li>
					<li>
						curta duração;
					</li>
					<li>
						cientificamente comprovado.
					</li>
				</ul>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				Desvantagens
			</td>
			<td>
				<ul>
					<li>
						desconforto (fome);
					</li>
					<li>
						longa duração;
					</li>
					<li>
						ausência de comprovação científica.
					</li>
				</ul>
			</td>
			<td>
				<ul>
					<li>
						mais desgastante para as pernas;
					</li>
					<li>
						maior risco de acidentes;
					</li>
					<li>
						condicionamento prévio para melhor aproveitamento.
					</li>
				</ul>
			</td>
		</tr>
	</tbody>
</table>

<p>
	Portanto, a resposta sobre qual é a melhor técnica aeróbia para se queimar gordura é individual. Cada musculador deve avaliar a técnica que melhor se encaixa em sua rotina diária de vida e qual é a mais eficaz. Nada impede que ambas as técnicas sejam conjugadas e utilizadas de modo periodizado ou simultâneo.
</p>

<p>
	Encontre mais conteúdo sobre <a href="https://fisiculturismo.com.br/tags/aej/" rel="">AEJ</a> e <a href="https://fisiculturismo.com.br/tags/hiit/" rel="">HIIT</a> em nossas páginas de links com conteúdo marcado com as respectivas tags ou palavras-chave.
</p>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">741</guid><pubDate>Tue, 29 Nov 2016 17:05:00 +0000</pubDate></item><item><title>Cad&#xEA;ncia, for&#xE7;a e hipertrofia: super slow ou super lento &#xE9; o melhor?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/cad%C3%AAncia-for%C3%A7a-e-hipertrofia-super-slow-ou-super-lento-%C3%A9-o-melhor-r739/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_10/58110e6c2eeb4_RobertFoerstemann.png.83bbba6e140189b0099a5575c49f0656.png.9068376b26afa212f194c779f11f062e.png" /></p>
<p>
	A <strong>cadência</strong> do exercício, ou seja, a <strong>velocidade do movimento realizado</strong>, é um ingrediente chave para se determinar a intensidade do treinamento. O efeito <em>per si </em>da sessão de treino e sua demanda neuromuscular são amplamente dependentes da velocidade com que um peso é erguido.
</p>

<p>
	Até o momento, muitos profissionais e entusiastas do treinamento resistido ainda preconizam que a velocidade de execução dos exercícios deve ser conscientemente lenta para um treinamento focado tanto em força quanto em hipertrofia. Em 1982, o designer das famosas máquinas Nautilus, Ken Hutchins (não confundir com Dr. Ken Hutchings, professor pesquisador de Biologia da universidade de Cape Town, como alguns sites de maromba não muito confiáveis o fazem por aí!), criou um método de treinamento baseado neste princípio, chamado de <strong><em>Super Slow</em> – ou Super Lento</strong>.
</p>

<p>
	O método criou fama devido à alta percepção de esforço proporcionada e até hoje é muito, muito utilizado nas salas de musculação de todo o mundo. Porém, a verdade é que o método apenas tornou seu inventor rico, mas carece de validade científica.
</p>

<p>
	Talvez Hutchins não estivesse mal-intencionado. Certamente, a percepção de esforço é um dos fatores que mede a intensidade do treino; porém, não deve ser a única variável levada em consideração, pois ela também está relacionada a alguns fatores que pouco tem a ver com o estresse metabólico do músculo alvo de um exercício, como, por exemplo, questões afetivas.
</p>

<p>
	Sim, o <strong>afeto</strong>, ou seja, o quanto você gosta ou não de um treino, treinador, exercício, esporte e até mesmo do local onde você treina, influencia na sua percepção de esforço. Mas, isso é papo para outra matéria aqui no site. O que importa é que você, marombeiro, entenda que a alta percepção de esforço dos treinos com carga leve e velocidade de execução propositalmente lenta não é garantia de resultado hipertrófico.
</p>

<p>
	Muito se fala também em eliminar o potencial elástico do tecido conjuntivo, que é a capacidade deste de armazenar energia e aumentar a habilidade do músculo em gerar tensão, o que, na prática, faz com que se consiga “levantar” mais peso. Porém, se o musculador em questão souber se aproveitar disso, ele irá adequar a quilagem do exercício a esta situação e aumentar seu trabalho de força.
</p>

<p>
	É o que powerlifters são experts em fazer! Mas, se até mesmo por motivos de lesão, o praticante estiver incapacitado de usar altas cargas de treino, adequa-se a relação volume x intensidade. <strong>Usar velocidades lentas não parece ser a chave do sucesso</strong>, pois o trabalho de potência também é hipertrófico, tendo em vista que este é um produto da força x velocidade.
</p>

<p>
	Lembrem-se que hipertrofia é um fenômeno de adaptação do tecido muscular a uma maior capacidade de fazer força. O que talvez possa ter acontecido com Ken Hutchins, como um não especialista da área de Educação Física, foi confundir os conceitos de velocidade e potência, associando deslocamentos rápidos à “falta de peso” e radicalizando uma situação oposta em sua invenção.
</p>

<p>
	<strong>Se eu ainda não consegui convencer o leitor com argumentos científicos, tentem observar o fenótipo de ciclistas sprintistas contra o de ciclistas passistas, por exemplo (ou do Usain Bolt e do Wanderlei Cordeiro de Lima). Por que vocês acham que Ben Johnson usava Stanozolol ao invés de EPO? <img alt=";-)" data-emoticon="true" data-loaded="true" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/emoticons/default_icon_wink.gif" style="height: auto;" title=";-)" loading="lazy"></strong>
</p>

<table border="0" cellpadding="1" cellspacing="10" style="width: 610px;">
	<tbody>
		<tr>
			<td>
				<img alt="58110e6c2eeb4_RobertFoerstemann.png.83bbba6e140189b0099a5575c49f0656.png" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="10751" data-ratio="101.31" data-unique="gfq4e1sri" height="300" style="height:auto; float:left" width="296" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_10/58110e6c2eeb4_RobertFoerstemann.png.83bbba6e140189b0099a5575c49f0656.png.24e30ae2cfcca709c9a7ac05e9f1b70b.png" loading="lazy"><img alt="58110e6120581_BenJohnson.png.201fe0f011289d2c77609cbc3ff70813.png" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="10752" data-ratio="121.23" data-unique="klcboxhcp" height="300" style="height: auto;" width="247" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_10/58110e6120581_BenJohnson.png.201fe0f011289d2c77609cbc3ff70813.png.e211d674124e788d5ebd163c52992bfe.png" loading="lazy">
			</td>
			<td>
				 
			</td>
		</tr>
	</tbody>
</table>

<p>
	Portanto, com todas as informações mencionadas, podemos concluir com segurança que a cadência adequada ao trabalho que visa hipertrofia muscular é a conscientemente alta; ou seja, a maior possível para erguer a carga adequada ao nível de treinamento do sujeito. González-Badillo et al. (1991) já observavam há 25 anos atrás a importância da velocidade do movimento em identificar a intensidade e nível de esforço do treinamento. Os mesmos autores sugeriram em 2011 o seguinte:
</p>

<p style="margin-left: 80px;">
	<em>(...) em vez de uma certa quantidade de peso a ser levantada, treinadores deveriam prescrever exercícios de resistência em termos de duas variáveis: 1) velocidade média da primeira repetição, que está intrinsecamente relacionada com a intensidade de carga; e 2) um percentual de perda de velocidade máxima a ser permitida em cada set. Quando esse limite de perda percentual for excedido, o set deve ser terminada. O limite de perda de velocidade de repetição deve ser definido de antemão, dependendo do objetivo de treinamento primário sendo prosseguido, o exercício particular a ser realizado, bem como a experiência de treinamento e o nível de desempenho do atleta.</em>
</p>

<p style="margin-left: 80px;">
	(González-Badillo et al., 2011, p.17)
</p>

<p>
	Só não vale pegar uma carga subestimada e sair acelerando o movimento com tudo! É aquilo que falei nas linhas anteriores: adequar a intensidade ótima ao volume ótimo e, logicamente, à velocidade ótima!
</p>

<p>
	Por fim, achou complicado demais? Conselho de quem tem calo na mão: treine sem pensar nisso! Determine sua carga de 80% (caso você queira hipertrofia, ok?) e faça com o melhor padrão de movimento possível. Simples assim!
</p>

<p>
	Acreditem: tem muita gente ligada no detalhe, na cereja do bolo, sem saber fazer o arroz com feijão. Não se preocupe em gourmetizar seu treino... O básico funciona – e muito bem! Bota mais dez!!! =D
</p>

<p>
	NOTA DA AUTORA: Para saber mais sobre o tema, sugiro enormemente aos mais ligados em ciência a lerem a metanálise de Schoenfeld et al. (2015): Effect of Repetition Duration During Resistance Training on Muscle Hypertrophy: A Systematic Review and Meta-Analysis.
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><strong>Referências:</strong></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">González Badillo, J. <strong>Halterofilia</strong>. 1991. Madrid. Comité Olímpico Español</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">González‐Badillo, J; Sánchez‐Medina, L. <strong>Movement velocity as a measure of loading intensity in resistance training</strong>. Int J Sports Med, 2010; 31(5): 347‐52</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">González‐Badillo, J; Marques, M. C.; Sánchez‐Medina, L.- <strong>The importance of movement velocity as a measure to control resistance training intensity</strong>. Journal of Human Kinetics, Special Issue 2011, 15-20</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">Brad J. Schoenfeld et al. <strong>Effect of Repetition Duration During Resistance Training on Muscle Hypertrophy: A Systematic Review and Meta-Analysis</strong>. Sports Med. 20 January, 2015.</span>
</p>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">739</guid><pubDate>Fri, 28 Oct 2016 01:42:00 +0000</pubDate></item><item><title>Kaatsu Training (oclus&#xE3;o vascular) &#xE9; melhor do que o treino tradicional para hipertrofia?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/kaatsu-training-oclus%C3%A3o-vascular-%C3%A9-melhor-do-que-o-treino-tradicional-para-hipertrofia-r735/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_08/kaatsu-training-capa.jpg.53fdd67ea41c5f9d1c6b3502cc8c4793.jpg" /></p>
<p>
	<img alt="yoshiaki-sato.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="10378" data-unique="js9eup4np" style="height:auto; float:right" width="162" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_08/yoshiaki-sato.jpg.c7c63fe6d18942a05bdc850af4d328b1.jpg" loading="lazy" height="166.86">O treinamento com oclusão vascular não é exatamente uma novidade. Ele começou a ser desenvolvido no Japão a partir de 1966 por Yoshiaki Sato, então com apenas 18 anos. Durante os 7 anos seguintes, Sato desenvolveu seu método de forma empírica, através de tentativa e erro, concluindo sobre quais seriam as formas mais seguras e com melhores resultados de aplicar a isquemia.
</p>

<p>
	Entre as décadas de 70 e 80, o já professor japonês começou a aplicar seu método no público, principalmente como forma de reabilitação. Somente na década de 90 ele começou o trabalho com atletas japoneses (golfistas, inicialmente) e, a partir de então, sua popularidade se internacionalizou e laboratórios de pesquisa em universidades de todo o mundo começaram a investigar e validar a nova forma de treinamento.
</p>

<p>
	O método rende abordagens diversas e, tanto pelo professor Sato ainda estar vivo e produzindo, como pela sua própria criação ser recente do ponto de vista histórico, ainda está surgindo novas aplicabilidades para ele – é a ciência acontecendo! Devido a esta multiplicidade, abordar o tema exige delimitações e, aqui, vou me ater à aplicabilidade do Kaatsu Training para força e hipertrofia através do treinamento resistido com pesos.
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>Como é feito?  </strong></span>
</p>

<p>
	A sessão de treinamento padrão utilizando o método Kaatsu acontece com carga de 20% a 30% de 1RM e oclusão com valor de 50% da pressão arterial sistólica (PAS) para membros superiores e 75% da PAS membros inferiores. Este é o protocolo indicado pela própria certificação oficial do método e também o mais estudado pelos pesquisadores do assunto. Porém, há estudos que utilizam até 60% de 1RM como carga e valores de até 200% da PAS para oclusão, com combinações diversas para diversos fins. Geralmente, alternam-se os exercícios entre membros inferiores e superiores.
</p>

<p>
	A isquemia é induzida através de manguitos posicionados em posições estratégicas (até a posição do tubo é precisa, não aleatória, pessoal!). Eles são inflados seguindo o protocolo pré-determinado e, durante a execução do exercício, é natural que tendam a desinflar, sendo necessário o ajuste. Durante os intervalos entre séries (séries, não sets!), o comum é que a oclusão seja aliviada.
</p>

<p>
	<img alt="fluxo-sanguineo.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="10379" data-unique="ez0pngm4h" style="height:auto; float:left" width="115" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_08/fluxo-sanguineo.jpg.c30fc2b062a94abb14b71b98af732b64.jpg" loading="lazy" height="225.4">Os aparelhos usados para fazer a restrição do fluxo sanguíneo em laboratórios de pesquisa são da marca Hokanson, que  contam com diversos recursos pertinentes a este fim. Porém, no geral, estudantes e entusiastas usam o esfigmomanômetro comum. Também já existe, inclusive no Brasil, alguns manômetros próprios para treino, de formatos mais confortáveis e anatômicos para este fim.
</p>

<p>
	Você, caro(a) marombeiro(a), tem um hipocampo cerebral funcionando muito bem (vai ter bastante artigo relacionando treinar com pesos e neurociências no meu espaço, aguardem!), portanto, já se ligou que amarrar garrotes, restos de camisetas cortadas e elásticos de cabelo da namorada (ou namorado) pelo corpo aleatoriamente NÃO é o canal, certo? Como dizem os administradores: o que não tem controle, não pode ser controlado!
</p>

<p>
	<span style="font-size:16px;"><strong>E aí, funciona mesmo?  </strong></span>
</p>

<p>
	O Journal of Science and Medicine in Sport, em sua recente edição (ago/16), trouxe uma metanálise (não <img alt="kaatsu-training.jpg" class="ipsImage ipsImage_thumbnailed" data-fileid="10377" data-unique="d44a6ugz9" style="height:auto; float:right" width="236" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_08/kaatsu-training.jpg.d356f985c7e9456f7c0f67a318db4102.jpg" loading="lazy" height="198.24">sabe o que é?! Dá uma googladinha rápida aqui!) bem interessante sobre a eficácia do treinamento com oclusão vascular para força muscular e hipertrofia. Os resultados apontam para ganhos de força significativos, onde a carga de 30% de 1RM mostra-se mais eficaz do que 20%, restrições de fluxo sanguíneo ≥ 150mmHg foram mais eficazes que abaixo deste valor e resultados com período de treinamento de mais de 8 semanas foram maiores do que em tempo menor.
</p>

<p>
	Para hipertrofia muscular, os resultados apontaram as mesmas medidas. Com isso, os pesquisadores concluíram que o treinamento com cargas baixas que utilizam restrição de fluxo sanguíneo é mais efetivo para ganhos de força e hipertrofia do que os protocolos que utilizam SOMENTE A CARGA BAIXA. Ou seja, até então, todos os estudos comparam o Kaatsu Training com o treinamento resistido de baixa intensidade, o qual já é consolidado na literatura científica como ineficaz para fins de ganhos de força e hipertrofia.
</p>

<p>
	É justamente neste ponto que o público leigo está confundindo as coisas: <strong>o Kaatsu NÃO é melhor do que o treino convencional de média/alta intensidade, ele é TÃO BOM QUANTO</strong>. Ou seja, é apenas mais uma ferramenta de trabalho a ser utilizada pelo educador físico/treinador, dependendo do momento, objetivo, etc. – o famoso “em quem? por quê? para quê? como? quanto?”.
</p>

<p>
	Particularmente, embora seja bastante fã do método, eu vejo mais vantagens em aplicá-lo para alguns enfermos, pessoas acamadas ou imobilizadas, idosos e outras situações  específicas, mas que, na maioria das vezes, envolve impossibilidades, dificuldades e/ou recuperação. De uma maneira geral, para o público saudável, acho prescindível, pois o treino pode se tornar bem  incômodo devido aos aparelhos e seus acessórios pendurados pelo corpo, o “tira e bota” deles e a necessidade de controle da pressão dos manguitos.
</p>

<p>
	Além disso, pode ser necessária a presença constante de um personal para ficar monitorando isso tudo, porque fazer isso com o seu parceiro(a) de treino é sacanagem! Portanto, marombada ávida por informação de como crescer mais e/ou ficar mais forte, não precisa correr para amarrar qualquer treco no corpo sem critério algum achando que “treinar ocluído dá mais resultado”!
</p>

<p>
	O seu bom e velho a partir de 70% de 1RM ainda dá conta do recado!  Mas, se quiser testar e tiver as condições próprias para fazê-lo, saibam que é o pump mais sensacional que eu já senti! E quando soltei os manguitos, sentir o sangue literalmente correndo nas veias foi tão bom quanto o Arnold dizia que era - entendedores entenderão! =D Bota mais dez!
</p>

<p>
	Assista a um vídeo demonstrando um treino de oclusão para tríceps para ter uma ideia de como se executa este tipo de treinamento:
</p>

<div class="ipsEmbeddedVideo ipsEmbeddedVideo_limited" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allowfullscreen="true" frameborder="0" height="270" id="ips_uid_9440_8" src="https://www.youtube.com/embed/i1CxuSTHqmQ?feature=oembed" width="480" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	<span style="font-size:12px;">Mensagem da autora:</span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>Olá, pessoal! Acabo de me juntar ao time de colaboradores do FISIculturismo com o objetivo de tornar o site mais crível em entregar informações sobre os esportes do ferro. Gostaria de deixar claro que pedi à equipe administradora do portal para escrever aqui por um único motivo: amor. Eu simplesmente AMO a força e tenho verdadeiro prazer em propagá-la! </em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>Este site foi um dos primeiros que conheci quando entreguei minha alma aos pesos, em 2012. De lá para cá, fiquei mais forte (claro!) e meu conhecimento evoluiu, então, senti que era a hora de dividir um tanto do pouquinho que acumulei com outros entusiastas da ferrugem nos dedos e dos calos nas mãos... Bota mais dez! <img alt=";-)" data-emoticon="true" data-loaded="true" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/emoticons/default_icon_wink.gif" style="height: auto;" title=";-)" loading="lazy"></em></span>
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><em>Escolhi inaugurar meu espaço com Kaatsu Training / Oclusão Vascular, método de treinamento que gera bastantes dúvidas devido à sua popularização ser ainda recente.</em></span>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;">Referências:<br>
	SLYSZ, J. ; STULTZ, J.; BURR, J.F. The efficacy of blood flow restricted exercise: A systematic review &amp; meta-analysis. Journal of Science and Medicine in Sport. Vol. 19, issue 8,  p. 669–675, 2016. Disponível em: &lt;<a href="http://www.jsams.org/article/S1440-2440(15)00182-6/abstract" ipsnoembed="true" rel="external nofollow">http://www.jsams.org/article/S1440-2440(15)00182-6/abstract</a>&gt;. Acesso em: 9 de ago de 2016.<br>
	Kaatsu quick start guide. Diponível em: &lt;<a href="http://www.kaatsu-global.com" ipsnoembed="true" rel="external nofollow">http://www.kaatsu-global.com</a>&gt;. Acesso em: 9 de ago de 2016.</span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">735</guid><pubDate>Thu, 11 Aug 2016 23:28:00 +0000</pubDate></item><item><title>Exerc&#xED;cios resistidos e ergom&#xE9;tricos: obesidade e metaboliza&#xE7;&#xE3;o das gorduras na pr&#xE1;tica da muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/exerc%C3%ADcios-resistidos-e-ergom%C3%A9tricos-obesidade-e-metaboliza%C3%A7%C3%A3o-das-gorduras-na-pr%C3%A1tica-da-muscula%C3%A7%C3%A3o-r722/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd7c51edcea_monthly_2015_0855dd516fd8ab7_monthly_2015_08f25048eb2018d8eb0e2cd0320a7a0379.jpg.d749994be7a86bcec0e948e3f5707441.jpg.03bb733ff918edb04a098265d213b522.jpg.b95ed48b1648f35c6fd1202b40033e45.jpg" /></p>
<p>
	De início, cumpre lembrarmos que as gorduras corporais podem ser encontradas nos órgãos e nos tecidos, sob a forma de lipoproteínas, adipócitos e celulite. Cumpre ainda lembrarmos que, a gordura do corpo humano é derivada do colesterol proveniente tanto do meio exógeno quanto do meio endógeno, ou seja, é proveniente de alimentos ingeridos ou é proveniente do próprio organismo.
</p>

<p>
	O colesterol possui uma importante função para a síntese do estrogênio, do androgênio e da progesterona e, para ser transportado através da corrente sanguínea, liga-se a diversos tipos de lipoproteínas. Existem vários tipos de lipoproteínas, e elas são classificadas de acordo com a sua densidade. As duas principais lipoproteínas usadas para diagnóstico dos níveis de colesterol são as lipoproteínas de alta densidade e baixa densidade.
</p>

<p>
	As lipoproteínas são tipos de gorduras armazenadas no corpo humano revestidas de fosfolipídeos, colesterol e proteínas. O quilomícron é a maior das lipoproteínas encontradas no corpo humano, ou seja, são moléculas de lipídeos de pequeno volume produzidas pelas células intestinais. Os quilomícrons que absorvemos na alimentação entram na corrente circulatória e encontra a enzima lipoproteína lípase, virando quilomícron remanescente.
</p>

<p>
	De acordo com a proporção existente entre os compostos de lipídicos e de proteína, a densidade de uma lipoproteína pode ser muito baixa (VLDL), pode ser baixa (LDL), e ainda, pode ser muito alta (HDL). O excesso de colesterol de baixa densidade (LDL) no sangue prejudica a captação celular de lipoproteínas, sendo gradativamente depositado nas paredes das artérias, ocasionando o surgimento de uma placa lipídica descrita como placa de ateroma.
</p>

<p>
	As placas de ateromas formadas nas paredes dos vasos sanguíneos prejudicam o fluxo de oxigênio, e causa uma inflamação descrita como aterosclerose. Em casos mais graves, a placa de ateroma pode endurecer, lesando as artérias e causando um processo degenerativo ainda maior, comumente descrito como arteriosclerose. A síntese do colesterol de baixa densidade (LDL) no fígado vai para o sangue sob a forma de um colesterol de densidade muito baixa (VLDL), ocasionando uma obstrução da artéria coronária que induz o infarto do miocárdio.
</p>

<p>
	Em contrapartida, o colesterol de alta densidade (HDL), quando entra na corrente sanguínea, capta parte do colesterol de baixa densidade (LDL) e de muito baixa densidade (VLDL) que se encontra em excesso na corrente sanguínea, e o transporta novamente para o fígado.
</p>

<p>
	As formas de apresentação da gordura corporal podem ser por meio de uma gordura essencial ou por meio de uma gordura de reserva. A gordura essencial é a gordura necessária para o funcionamento fisiológico normal do individuo, é um tipo de gordura encontrada na medula óssea, nos pulmões, no coração, no fígado, nos rins, no baço, nos intestinos, nos músculos e nos tecidos ricos em lipídios que se encontram espalhados por todo o sistema nervoso central. Já a gordura de reserva é um tipo de gordura que se encontra acumulada nos adipócitos.
</p>

<p>
	Quando ocorre um desequilíbrio na gordura de reserva, ou seja, um acúmulo excessivo, tem-se então a existência de um quadro de obesidade. Os adipócitos são células que armazenam gorduras e que regulam a temperatura corporal, ou seja, são tipos de células que fazem parte do tecido adiposo que acompanha o desenvolvimento do ser humano durante a vida.
</p>

<p>
	Cada adipócito é capaz de armazenar uma quantidade de gordura, podendo esta quantidade ser até dez vezes o seu tamanho. Quando o limite de armazenamento de um adipócito é ultrapassado, uma nova célula adiposa é criada no tecido adiposo, e o sucessivo descontrole desse processo, ocasiona o incremento da obesidade.
</p>

<p>
	A obesidade é classifica de acordo com o biótipo de um individuo, sendo ela andróide, ginecóide ou ovóide, e ainda, é classificada de acordo com a origem exógena ou endógena, bem como, com o percentual de gordura corporal. A obesidade andróide é um tipo de acúmulo excessivo de gordura corporal que ocorre nos homens, trata-se de um acúmulo de gordura localizado na região supra-umbilical do abdômen, e essa gordura acumulada na região supra-umbilical do abdômen se dá, devido à ação da testosterona, ocasionando na maioria das vezes, um quadro de diabetes e doenças cardiovasculares.
</p>

<p>
	A obesidade ginecóide é um tipo de acúmulo excessivo de gordura corporal que o corre nas mulheres, trata-se de um acúmulo de gordura localizado na região do quadril, infra-umbilical do abdômen, glúteos e na parte superior da coxa, e essa gordura acumulada nessas regiões se dá, devido à ação dos estrogênios e da progesterona.
</p>

<p>
	A obesidade ovóide é um tipo de acúmulo excessivo de gordura corporal que ocorre tanto em homens e em mulheres, e que se localiza por toda a parte do corpo humano.
</p>

<p>
	A obesidade exógena é causada por fatores externos associados a uma dieta hipercalórica, e ainda, a um baixo gasto calórico induzido pelo sedentarismo, já a obesidade endógena, é causada por fatores internos associados a uma alteração hipotalâmica, a tumores, a enfermidade inflamatória, a alterações endócrinas, a alterações genéticas, e ainda, a ações induzidas por meio de recursos farmacológicos.
</p>

<p>
	A obesidade hipertrófica trata-se de um tipo de obesidade adipocitária resultante do desenvolvimento excessivo das células adiposas, e a obesidade hiperplásica é num tipo de obesidade adipocitária resultante da proliferação de células adiposas.
</p>

<p>
	A obesidade hipertófica é um tipo de obesidade reversível, ao passo que a obesidade hiperplásica é um tipo de obesidade irreversível que surge na fase fetal durante o aumento de peso excessivo da mãe no processo de gestação, e ainda, que surge no primeiro ano de vida ou na primeira infância, por meio do consumo precoce e excessivo de alimentos sólidos e aleitamento artificial, e também, que surge na fase pré-escolar por meio de hábitos alimentares inadequados, na puberdade por meio de alterações hormonais, sócio-culturais e sedentarismo.
</p>

<p>
	As complicações da obesidade resultam em problemas de natureza respiratórios, cardiovasculares, osteoarticulares, metabólicos, cutâneos e hormonais. Os problemas de natureza respiratórios se dão pela ocorrência da dispinéia e da hipóxia, os problemas de natureza cardiovasculares se dão pela ocorrência do aumento do gasto cardíaco, da hipertensão e da arteriosclerose, os problemas de natureza osteoarticulares se dão pela ocorrência da artrose, os problemas de natureza metabólicos se dão pela ocorrência de diabetes mellitus, os problemas de natureza cutâneos se dão pela ocorrência de estrias e celulite, e por fim, os problemas de natureza hormonal se dão, pela ocorrência do aumento do cortisol, da alteração na reprodução e da diminuição do hormônio do crescimento.
</p>

<p>
	A forma mais segura de identificar o acúmulo excessivo de gordura corporal situado na região supra-umbilical ou infra-umbilical do abdômen é através da mensuração da circunferência abdominal, e o parâmetro estabelecido para homens corresponde no máximo a 90 cm, e para mulheres, no máximo a 84 cm. Sendo que o parâmetro normal do percentual de gordura corporal para homens é de 12 a 15%, e para mulheres é de 20 a 25%, ao passo que o parâmetro excessivo para homens é acima de 20% e para mulheres é acima de 30%.
</p>

<p>
	Por questões estéticas, para os praticantes de musculação não importa o tipo de gordura corporal, uma vez que ambas incomodam muito. Entretanto, importa destacar que, por questões relacionadas à saúde, é essencial identificá-las. Existem dois tipos de gorduras no corpo humano, a visceral e a localizada, e o acúmulo exagerado de ambas envolvem causas, consequências e tratamentos diferenciados.
</p>

<p>
	Cabe destacar que o tipo de gordura visceral que se acumula no fígado ocasiona um quadro de esteatose hepática, ao passo que a gordura visceral ou intra-abdominal é a gordura considerada do tipo mais grave, uma vez que ela ocasiona a síndrome metabólica, propiciando o desenvolvimento de doenças como pressão alta, diabetes e colesterol alto.
</p>

<p>
	Em contrapartida, a gordura localizada ou subcutânea não é vista como uma patologia, uma vez que ela está muito mais relacionada a questões estéticas, e não apresenta um risco direto para a saúde. A distribuição do acúmulo de gordura por todo o corpo humano segue critérios genéticos distintos e individuais, sendo determinada dessa forma de pessoa para pessoa, em razão do sexo e da etnia.
</p>

<p>
	As partes do corpo humano que estão mais susceptíveis ao acúmulo de gordura, compreendem a região interna do joelho, a parte superior dos braços relativo à área do tríceps, a região infra-umbilical do abdômen, a parte interna das coxas, a região dos culotes, dos glúteos, do flanco e das mamas.
</p>

<p>
	Do ponto de vista do emagrecimento, é muito importante que se entenda como a gordura é retirada do adipócito, e ainda, como ela é utilizada pelos músculos envolvidos no exercício resistido expresso nas sessões de musculação. A gordura armazenada no adipócito encontra-se na forma de triglicerídeos, e quando realizamos um determinado exercício resistido numa sessão de musculação, vários hormônios, tais como as catecolaminas, o glucagon, a somatotrofina, os corticosteróis, e outros mais, são liberados gradativamente na corrente sangüínea, e quando chegam aos adipócitos, provocam um processo fisiológico descrito como lipólise.
</p>

<p>
	A lipólise é a quebra dos triglicerídeos, e esse processo de quebra dos triglicerídeos aumenta as concentrações sangüíneas de ácidos graxos livres. Os ácidos graxos livres quando conduzidos aos músculos esqueléticos, são utilizados para a síntese de ATP. A participação da gordura no consumo energético de uma sessão de musculação ocorre em relação ao tempo de execução, e ainda, em relação ao custo calórico expresso pelo exercício resistido.
</p>

<p>
	Vale destacar que, a produção da energia proveniente da gordura apresenta um rendimento de aproximadamente 40%, sendo que, dados experimentais indicam que até 20 minutos, a energia provém basicamente do glicogênio muscular, da proteína e dos lipídeos intramusculares, ou seja, provém da gordura local e, entre os 20 e 40 minutos, a energia provém de substâncias que existem no sangue, ou seja, provém da gordura circulante e, somente por volta dos 40 minutos, é que a gordura provém dos adipócitos para sustentar o consumo energético.
</p>

<p>
	Tomando por base esses dados experimentais, observa-se que, elaborar um programa de musculação que vise proporcionar o emagrecimento ou uma redução do percentual de gordura corporal, envolve por estabelecer o aumento do consumo energético a nível global, uma vez que o custo calórico do exercício não é o valor expressivo para de efetuar a perda de peso.
</p>

<p>
	Observa-se ainda que, o exercício resistido localizado só possui valor prático, quando ele é mantido num tempo mínimo entre 20 a 30 minutos, e mesmo que seu efeito não proporcione o emagrecimento, ele possui importante função de hipertrofiar e tonificar a musculatura do panículo adiposo, proporcionando firmeza aos tecidos.
</p>

<p>
	Em contrapartida, os exercícios ergométricos incluídos nas sessões de musculação, quando são mantidos num tempo entre 20 e 40 minutos, proporcionam o emagrecimento. Portanto, quando o objetivo for o emagrecimento, é importante que se inclua exercícios ergométricos e exercícios resistidos numa sessão de musculação, uma vez que a redução do percentual de gordura corporal é obtida, mediante a inclusão de atividades físicas generalizadas, e ainda, mediante um planejamento alimentar constituído por uma dieta hipocalórica.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:12px;">Referências bibliográficas:</span></strong>
</p>

<ul>
	<li>
		<span style="font-size:12px;">ACSM. (2000). Manual do ACSM para teste de esforço e prescrição de exercício. 5 ed. Rio de Janeiro: Revinter.</span>
	</li>
	<li>
		<span style="font-size:12px;">Heywadr, Vivian H., Stolarczyk, Lisa M. (2000). Avaliação da composição corporalaplicada. São Paulo: Manole.</span>
	</li>
	<li>
		<span style="font-size:12px;">Nahas, Markus V. (2001). Atividade física, saúde e qualidade de vida. Londrina: Midiograf.</span>
	</li>
	<li>
		<span style="font-size:12px;">Nieman, David C. (1999). Exercício e saúde: como se prevenir de doenças usando o exercício como seu medicamento. São Paulo: Manole.</span>
	</li>
	<li>
		<span style="font-size:12px;">Paffenbarger, R. S. et al. (1986). Physical activity, all cause mortality, and longevity of college alumni. New England Journal of Medicine, 314, 605-613.</span>
	</li>
	<li>
		<span style="font-size:12px;">Pollock, Michael L. &amp; Wilmore, Jack H. (1993). Exercícios na saúde e na doença. 2 ed. Rio de Janeiro: MEDSI.</span>
	</li>
	<li>
		<span style="font-size:12px;">Wilmore Jack H. &amp; Costill, David L. (2001). Fisiologia do esporte e do exercício. 2 ed. São Paulo: Manole.</span>
	</li>
</ul>
]]></description><guid isPermaLink="false">722</guid><pubDate>Thu, 21 Aug 2014 04:12:00 +0000</pubDate></item><item><title>Fase de Transi&#xE7;&#xE3;o no Treinamento de Muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/fase-de-transi%C3%A7%C3%A3o-no-treinamento-de-muscula%C3%A7%C3%A3o-r717/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd7c51dce6e_monthly_2015_0855dd516fc97fe_monthly_2015_0801bd444f661fe620f34946967ae3ee80.jpg.f2c4248ecfe85e88fc9ccfe78fae21fc.jpg.499adf7291f2dce9253aacd0f6cc20db.jpg.18b60dfafda1169c2c9db8c0e8c8b55c.jpg" /></p>
<p>
	<strong>INTRODUÇÃO</strong>
</p>

<p>
	Barbanti(1997) refere o treinamento desportivo como uma atividade bastante antiga, que vem evoluindo em uma progressão geométrica através dos tempos. Há milhares de anos, no Egito e na Grécia, já é possível constatar o uso de alguns princípios do treinamento para preparar atletas para os Jogos Olímpicos e para a guerra.
</p>

<p>
	Tal fato é afirmado por Tubino (1984) quando relata que é na Antigüidade grega que se encontra o ponto de partida para o desenvolvimento dessa área, fato que se deve ao grande número de jogos lá praticados, principalmente os Jogos Olímpicos, que serviram, inclusive, de inspiração ao barão Pièrre de Coubertin para a criação das Olimpíadas modernas.
</p>

<p>
	Essa necessidade de organização que surgiu desde antiguidade, no sentido de melhorar a capacidade do atleta em termos de treinamento em ciclos, fases, períodos, deu origem ao termo periodização, que é conceituado por Silva (1998), a divisão da temporada de preparação em períodos e etapas de treino com objetivos, orientações e características particulares, o que implica a definição de procedimentos e orientações de treino específicos. A periodização, portanto, constitui-se numa das etapas mais importantes do planejamento do treino, uma vez que influi de forma decisiva na organização e estruturação do treino.
</p>

<p>
	Dentro da musculação em academias e no fisiculturismo mais especificamente, a periodização é levado a sério pelos atletas sérios, aos quais denominamos de musculadores, sendo estes não só praticantes, mas estudiosos do assunto. E uma das fases de suma importância, não só a de hipertrofia e de definição, e competição, é a fase de transição. Embora muitas vezes esquecida por diversos atletas.
</p>

<p>
	<strong>REFERENCIAL</strong>
</p>

<p>
	Fleck &amp; Kraemer (1999), analisando os estudos sobre periodização do treinamento desportivo foram, logo de início, desenvolvidos entre os levantadores de peso da Europa Oriental objetivando uma maneira de mudar as sessões de treinamento desses atletas ao longo do tempo visando permitir-lhes uma melhor recuperação e, com isso, maiores ganhos em força e potência.
</p>

<p>
	Para Matvéiev (1986), somente a presença de todos esses componentes permite afirmar que o atleta se encontra em boa forma. Seguindo essa concepção, o treinador organizar através da periodização, pela aplicação de cargas de treino adequadas, conduzir as várias etapas da forma do atleta, buscando fazer coincidir o período de resultados elevados com a época das grandes competições.
</p>

<p>
	A proposta clássica de MATVÉIEV (1986), demonstra os seguintes limites para os ciclos que caracterizam a periodização do treinamento desportivo:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>período preparatório:</strong> de três a quatro meses (principalmente nos ciclos semestrais) e até cinco a sete meses nos ciclos anuais;
	</li>
	<li>
		<strong>período competitivo:</strong> de 1,5 a dois meses, podendo se estender até quatro ou cinco meses;
	</li>
	<li>
		<strong>período de transição: </strong>de três a quatro semanas até seis semanas.<br>
		<br>
		Os técnicos e cientistas esportivos europeus orientais notaram que o volume e a intensidade de treinamento de atletas bem-sucedidos seguiam um certo padrão durante o ano de treinamento: no início do ano, o volume era alto e a intensidade baixa; conforme o ano progredia, o volume diminuía e a intensidade aumentava; antes de uma competição, o volume estava no seu ponto mais baixo e a intensidade, no ponto mais alto.<br>
		<br>
		Em virtude da necessidade de recuperação para uma competição, a intensidade também era ligeiramente diminuída imediatamente antes dela (FLECK &amp; KRAEMER, 1999).<br>
		<br>
		Para Zakharov &amp; Gomes (1992), convém destacar os quatro níveis de organização, a saber:
	</li>
</ul>

<ol style="list-style-type:decimal;">
	<li>
		 
	</li>
	<li>
		<strong>macrociclo; </strong>
	</li>
	<li>
		<strong>mesociclo; </strong>
	</li>
	<li>
		<strong>microciclo; </strong>
	</li>
	<li>
		<strong>sessão de treinamento.</strong>
	</li>
</ol>

<p>
	Conforme relato exposto pelos autores acima, há de se esperar que resultados satisfatórios com baixo níveis de lesões e alto indicie de organização são possíveis através da periodização, elucidando todas as fases que a compõe, sem esquecer a importância de cada uma separadamente, já que a seguinte dependerá dos resultados obtidos na fase anterior.
</p>

<p>
	Bompa(2000, p.52) , “depois da fase de transição, um novo plano anual deve começar”.
</p>

<p>
	A fase de transição, parece representar “um descanso ativo” necessário para uma nova fase de treinamento. No período de transição, músculos, tendões, ossos, permitem uma recuperação mais completa para uma nova fase que vem a seguir, sendo então um período primordial.
</p>

<p>
	<strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong>
</p>

<p>
	A periodização é a maneira pela qual qualquer pessoa/atleta poderá obter resultados satisfatórios em termos de treinamento, seja ele no esporte, ou em uma simples prática para saúde e qualidade de vida. Pois os princípios que o regem permitem a perfeita estruturação da carga e valências/qualidades físicas a serem trabalhadas em cada fase do treinamento.
</p>

<p>
	Sendo assim, cada fase do treinamento tem a sua devida importância, não devendo nenhuma ser esquecida. Assim como o “jogo Lego”, cada fase (peça) se encaixam perfeitamente na montagem do programa. Sem a fase de transição, a nova fase de treinamento poderá comprometer toda a estrutura fisiológica de ossos, tendões e músculos, impedindo até a regeneração e propiciando o overtraining.
</p>

<p>
	<strong><em>REFERÊNCIAS</em></strong>
</p>

<p>
	<em>1. BARBANTI, V.J. Teoria e prática do treinamento esportivo. 2.ed., São Paulo: Edgard Blücher, 1997.</em>
</p>

<p>
	<em>2. BOMPA, TUDOR O. &amp; CORNACCHIA, LORENZO J. Treinamento de Força Consciente. São Paulo: Phorte Editora, 2000.</em>
</p>

<p>
	<em>3. FLECK, S.J. &amp; KRAEMER, W.J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 2ª ed., Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.</em>
</p>

<p>
	<em>4. MATVÉIEV, L.P. Fundamentos do treino desportivo. Lisboa: Livros Horizontes, 1986.</em>
</p>

<p>
	<em>5. SILVA, F.M. Planejamento e periodização do treinamento desportivo: mudanças e perspectivas. In: Treinamento desportivo: reflexões e experiências. João Pessoa: Editora Universitária, p. 29-47, 1998.</em>
</p>

<p>
	<em>6. TUBINO, M.J.G. Metodologia científica do treinamento desportivo. 3.ed., São Paulo: Ibrasa, 1984.</em>
</p>

<p>
	<em>7. ZAKHAROV, A. &amp; GOMES, A.C. Ciência do treinamento desportivo. Rio de Janeiro: Grupo Palestra Sport, 1992.</em>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">717</guid><pubDate>Thu, 03 Jul 2014 03:53:00 +0000</pubDate></item><item><title>Treino completo de gl&#xFA;teos: 8 exerc&#xED;cios para bumbum (que funcionam r&#xE1;pido!)</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/gl%C3%BAteos/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_08/treino-de-gluteos-fabio-veras.jpg.644717a02fff1f66bc485095e7bc770b.jpg" /></p>
<h2>
	Bumbum bonito para chamar a atenção
</h2>

<p>
	Esta matéria é para a mulherada que deseja exibir um bumbum durinho e redondinho. A bunda é reconhecida como a preferência nacional do público masculino brasileiro. Por isso, quem quiser chamar a atenção dos brasileiros tem que treinar forte os glúteos! Para facilitar a sua vida, o treino de glúteos foi gravado em vídeo.
</p>

<p>
	No vídeo, publicado no YouTube, eu apresento os seguintes exercícios (treino completo de glúteos) para desenvolvimento de um bumbum bonito:
</p>

<ul>
	<li>
		afundo no degrau;
	</li>
	<li>
		extensão de quadril;
	</li>
	<li>
		elevação de quadril;
	</li>
	<li>
		afundo caminhada;
	</li>
	<li>
		agachamento bilateral;
	</li>
	<li>
		agachamento sumô;
	</li>
	<li>
		cadeira abdutora;
	</li>
	<li>
		afundo no smith.
	</li>
</ul>

<p>
	Neste texto, o foco foi rebater críticas feitas ao exercício elevação de quadril, na medida em que alguns personal trainers sustentam que este exercício seria ineficiente para o desenvolvimento dos glúteos, e que os agachamentos e levantamento terra seriam muito melhores. Eu defendo a eficiência da elevação de quadril.
</p>

<p>
	Portanto, caso queira ter um bumbum bonito, assista ao vídeo para acompanhar o treino completo de glúteos. Caso tenha interesse específico na eficiência da elevação de quadril para os glúteos, leia a matéria.
</p>

<h2>
	Eficiência da elevação de quadril
</h2>

<p>
	Para quem deseja mais informações, além daquelas contidas no vídeo, separe um tempinho para ler o texto abaixo. Vale a pena se você quiser mesmo ter o bumbum dos sonhos. O objetivo principal do texto é defender a prática do exercício <strong>elevação de quadril</strong>, o qual foi alvo de muitas chacotas na internet por alguns profissionais de educação física, que o consideram ineficaz. Você faz e gosta de elevação de quadril? Leia tudo.
</p>

<p>
	Um professor de educação física me ridicularizou usando uma imagem minha com treino de elevação de quadril. Depois de passar em média 4 horas por dia, durante os últimos 19 anos, nas salas de musculação de dezenas de academias, praticando o que eu ensino e aprendendo no dia a dia, acho que tenho massa crítica suficiente no assunto em questão. Não se trata de discutir currículos e bibliografias, mas aquilo que acreditamos e achamos ser o melhor para nossos clientes. Conhecimento prático!
</p>

<h2>
	Mulheres atraentes de famosas fazem a elevação de quadril
</h2>

<p>
	Mulheres atraentes e famosas incluindo muitas atletas mencionam no Facebook e no Instagram que elas adoram fazer elevações de quadril. Pessoas sem experiência com esse exercício comentam que elas deveriam fazer apenas agachamento e levantamento terra e parar de desperdiçar seu tempo com exercícios bobos e ineficazes.
</p>

<p>
	Atraentes mulheres afirmam que obtêm melhores resultados no desenvolvimento do glúteo com elevações de quadril (em poucos meses) do que com agachamentos e levantamentos terra (por longos anos). Os boçais dizem que essas mulheres estão imaginando coisas e que não precisam fazer esse exercício, já que o agachamento e levantamento terra reinariam superiores para todas as coisas.
</p>

<p>
	Caso você queira aprender a ciência e a biomecânica do treinamento para glúteo, então, por favor, continue lendo. Aqui está a minha resposta aos boçais que afirmam saber tudo sobre elavação de quadril, apesar de não terem experiência prática alguma com o exercício.
</p>

<h2>
	É bom ser cético, mas não ser idiota!
</h2>

<p>
	Eu começo meus seminários dizendo aos participantes que questionem tudo, inclusive tudo o que eu lhes diga. Informo-lhes que eu estou provavelmente errado sobre algumas coisas que eu digo em minhas apresentações e que, em poucos anos, eu provavelmente vou perceber algumas coisas de forma diferente.
</p>

<p>
	É bom ser cético. Mas não é bom ser um valentão que acha que sabe tudo. Eu não dou a mínima para o quão forte você é ou quantos diplomas você tem. Se força e hipertrofia fossem os objetivos únicos para a credibilidade, então o Mr. Olympia Phil Heath e o mais forte powerlifter bruto, Stan Efferding, ditariam todas as regras em ciência do esporte.
</p>

<p>
	Eu gosto de aprender sobre os métodos destes grandes atletas e eles não são cientistas esportivos, e, muito menos, os biomecânicos mais inteligentes do mundo (nem eles dizem ser). Além disso, eles não treinam clientes regularmente e nem monitoram suas evoluções.
</p>

<h2>
	Estudos de treinamento precisam de estudos de casos
</h2>

<p>
	Eu posso me sentar aqui e especular e recitar teoria, mas, no final do dia, é necessário um estudo de treinamento realmente bom para mostrar as estatísticas reais. Isso só virá com o tempo. Apenas porque um estudo de treinamento não existe, isso não significa que uma teoria não é legítima ou um exercício não presta.
</p>

<p>
	Quando a investigação de qualidade não está disponível, é preciso contar com os menores meios de prova, incluindo a lógica e o raciocínio científico, bem como a experiência prática.
</p>

<h2>
	Não há nada de mágico com o agachamento e com o levantamento terra
</h2>

<p>
	O agachamento e o levantamento terra estão entre os meus dois exercícios favoritos. O agachamento trabalha muito bem o quadríceps. Ele trabalha os glúteos em uma posição alongada e constrói uma boa estabilidade.
</p>

<p>
	O levantamento terra trabalha bem os femurais. Ele trabalha os glúteos muito bem, especialmente na posição de flexão do quadril, que empurram a musculatura de volta, e ele também constrói estabilidade do núcleo da mesma forma que o agachamento.
</p>

<p>
	Ambos os exercícios trabalham toneladas de músculo, o que levanta a taxa metabólica. Por último, eles se prestam incrivelmente bem à sobrecarga progressiva, um componente crítico para o sucesso na força, hipertrofia, potência e perda de gordura. No entanto, como a maioria das coisas boas, eles são uma faca de dois gumes.
</p>

<p>
	A resposta hormonal que você acha que é tão valiosa (agachamentos e levantamento terra sobem a testosterona e o hormônio do crescimento) é superestimada. Há muita pesquisa sobre isso. Os agachamentos e levantamento terra não fazem os outros músculos do corpo crescerem mais como você pensa. Eles fazem os músculos que são altamente ativados crescerem mais, mas músculos como os peitorais e tríceps não vão crescer a partir desses movimentos.
</p>

<h2>
	O agachamento e o levantamento terra não são os melhores exercícios para os glúteos
</h2>

<p>
	O agachamento e levantamento terra não maximizam a ativação do glúteo, não maximizam o torque na extensão do quadril. Deixam a desejar em termos de desenvolvimento glúteo.
</p>

<p>
	Eles são mais adequados para <strong>determinados tipos de corpo</strong>. Muitos levantadores nunca serão bons neles. Alguns são forçados a se inclinar consideravelmente no levantamento terra e também no agachamento, devido à sua estrutura corporal, o que coloca <strong>grandes quantidades de carga sobre a coluna vertebral</strong>. Essa incrível demanda sobre a coluna vertebral, de fato, constrói a estabilidade do core, mas isso tem um preço: aumenta os riscos de lesão.
</p>

<p>
	<strong>O agachamento e o levantamento terra exigem habilidade</strong>. Há muitos exercícios que são mais simples e mais fáceis de dominar. O agachamento e o levantamento terra provavelmente levaram a mais lesões no ginásio do que qualquer outro movimento. Se o levantador tem um bom treinador ou parceiro de treino, os riscos podem ser severamente reduzidos, no entanto, nem todos têm esse luxo.
</p>

<p>
	Se você treina um monte de gente, você percebe que não são todos que agacham e que fazem o levantamento terra do jeito que deveria ser. Quando você os incentiva apenas a aumentar as cargas nos agachamentos e levantamento terra, você pode estar inadvertidamente levando-os em direção a uma lesão grave. <strong>E, em tentativas de usar cargas mais pesadas, muitos indivíduos comprometem os joelhos, quadril ou mecânica da coluna vertebral. É por isso que eles são perigosos.</strong>
</p>

<p>
	Muitos levantadores de peso ou praticantes de musculação, por temer lesão, nunca progrediram muito longe na força no agachamento e levantamento terra, e, portanto, ficam longe de exigir o suficiente para desenvolvimento glúteo.
</p>

<p>
	Aqui apresento um quadro teórico do Prof. Bret Contreras, CSCS, mestre em treinamento de força nos EUA, sobre as adaptações hipertróficas após um ano de treinamento de resistência adequada (clique para ampliar):
</p>

<div style="text-align:center">
	<figure class="image ipsImage_thumbnailed ipsImage" style="display:inline-block">
		<img alt="Quadro que compara exercícios para glúteos" data-fileid="21105" data-unique="n36vzqz1d" style="height: auto;" width="592" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_08/quadro-comparativo-exercicios-gluteos.jpg.71bd962652f120024b7e1d0782d140f1.jpg" loading="lazy" height="473.6">
		<figcaption>
			<em>Comparação de hipertrofia nos exercícios para glúteos</em>
		</figcaption>
	</figure>
</div>

<p>
	Como você pode ver, alguns movimentos são melhores do que outros para diferentes fins, mas a combinação dos três resulta em máximo efeito.
</p>

<h2>
	Lógica do supino na elevação de quadril
</h2>

<p>
	Pense sobre o supino. Treinadores de força em todo o mundo o adoram. Todos: atacante, velocista e lutador o realizam porque ele trabalha a parte superior do corpo, com os músculos que empurram, implicando em mais desempenho atlético.
</p>

<p>
	Ele não replica qualquer padrão de movimento funcional. Se você deseja replicar padrões de movimentos funcionais, execute outros movimentos funcionais. Vai parecer muito funcional, mas você não vai obter a mesma carga de torque e ativação muscular na musculatura do ombro, nem vai produzir tanta força ou explosão, nem vai ver o máximo de transferência desse treinamento.
</p>

<p>
	Na sala de musculação, estamos construindo a força, potência e massa muscular, e coordenando todas essas matérias-primas em campo. O supino é realizado numa base estável, com quatro pontos de apoio e tira proveito da gravidade para trabalhar os ombros num vetor horizontal.
</p>

<p>
	A elevação do quadril é, na verdade, a parte inferior do corpo, equivalente ao supino. Ela fornece três pontos de apoio e tira proveito da gravidade para trabalhar os quadris de um vetor horizontal.
</p>

<p>
	O levantador não é limitado pela estabilidade do núcleo e força de extensão da coluna vertebral ou de equilíbrio e coordenação. <strong>Não há nenhuma curva de aprendizado para elevação de quadril – muitas pessoas dominam o movimento em sua primeira sessão de treinamento, enquanto o agachamento e levantamento terra podem levar anos para serem dominados verdadeiramente</strong>.
</p>

<h2>
	A elevação de quadril é um movimento simples para ser dominado
</h2>

<p>
	A elevação de quadril (<em>hip thrust</em>) é muito propícia para a sobrecarga progressiva, talvez mais do que quase qualquer outro exercício de extensão de quadril. Isso porque a técnica não é muito complexa (é um movimento simples) e o movimento é bilateral (maior capacidade de força).
</p>

<p>
	Isso é muito importante para os ganhos máximos ao longo do tempo. Muitos levantadores não são muito coordenados e seus tipos de corpos (especialmente muitas mulheres) não são adequados para o agachamento e para o levantamento terra. Não se esqueça que é preciso ter muita força na pegada para levantar um peso descente no levantamento terra ou <em>stiff</em>. Isso não significa que eles não devem ser feitos, mas que eles não devem ser o foco da sobrecarga progressiva.
</p>

<p>
	Por outro lado, quase todo tipo de corpo é adequado para as elevações de quadril (a menos que o levantador tenha uma grande barriga, portanto, tenha problemas em colocar a barra nos quadris). Pela primeira vez, muitos levantadores podem usar seus quadris para a plena capacidade com a elevação de quadril. Essencialmente, você está empurrando para baixo sobre os quadris e dizendo a seus glúteos para contrair contra a resistência . <strong>É como uma rosca direta para os glúteos</strong>.
</p>

<h2>
	Ativação muscular do glúteo na elevação de quadril
</h2>

<p>
	Devido a vários fatores, as elevações de quadril superam muito o agachamento e levantamento terra na ativação do glúteo.
</p>

<h3>
	Maior ativação dos glúteos na extensão de quadril
</h3>

<p>
	Primeiramente e mais importante, os glúteos são ativados para um grau muito maior de extensão do quadril no final do movimento, quando os músculos estão em comprimentos musculares curtos. Tenho alguns trabalhos de pesquisa para mostrar caso alguém se interesse. Muita coisa foi feita em relação a velocistas. Além disso, tenho <strong>minhas próprias experiências práticas com dezenas de alunas e alunos que comprovam minhas afirmações</strong>.
</p>

<h4>
	Eletromiografia da Elevação de Quadril:
</h4>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allowfullscreen="true" frameborder="0" height="344" id="ips_uid_6874_8" src="https://www.youtube.com/embed/vRAY4fYtF2Y?feature=oembed" width="459" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	 
</p>

<h3>
	A elevação de quadril é um exercício muito estável
</h3>

<p>
	Em segundo lugar, a extrema estabilidade permite uma maior ativação (3 pontos de apoio, em oposição a 2). Pense no supino contra o supino com cabos feito na bola suíça.
</p>

<h4>
	Kellie Davis fazendo elevações de quadril:
</h4>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allowfullscreen="true" frameborder="0" height="344" id="ips_uid_6874_9" src="https://www.youtube.com/embed/4w9JN9XRc_c?feature=oembed" width="459" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	 
</p>

<p>
	Pense no levantamento terra comparado ao levantamento terra unilateral com halteres feito em cima de um bosu. A estabilidade no movimento da elevação do quadril aumenta a ativação dos glúteos.
</p>

<h3>
	A elevação de quadril demanda menos força nos posteriores de coxa e mais força nos glúteos
</h3>

<p>
	Em terceiro lugar, como os joelhos ficam dobrados, você relaxa os isquiotibiais. Quanto mais alto você subir na elevação do quadril, mais os isquiotibiais se encurtam (extensão do quadril e flexão do joelho encurtam os femurais). Isso é chamado de “<strong>insuficiência ativa</strong>”, segundo a qual o bíceps femural não pode contribuir com seu potencial pleno, e os glúteos são obrigados a pegar a folga para criar o último torque nessa extensão. Em outras palavras, a <strong>elevação de quadril demanda menor força nos posteriores da coxa e mais força no glúteo</strong>.
</p>

<h3>
	Na posição neutra da coluna os glúteos são mais acionados
</h3>

<p>
	Em quarto lugar, quando desafiados a manter a inclinação pélvica anterior, os glúteos não são acionados tão fortemente. Esse é o caso com os agachamentos e com o levantamento terra. Não acredita em mim?
</p>

<ol>
	<li>
		Arqueie (curve) as costas para frente e aperte os glúteos.
	</li>
	<li>
		Agora fique em uma posição neutra da coluna vertebral e aperte os glúteos. Diferença enorme.
	</li>
</ol>

<p>
	Uma vez que a elevação de quadril não requer extremo torque de inclinação pélvica anterior, como nos agachamentos e no levantamento terra, os glúteos podem disparar mais.
</p>

<p>
	Além disso, os glúteos, na verdade, são desafiados não apenas como extensores de quadril, mas também como estabilizadores posteriores da cintura pélvica durante o impulso com o quadril. Os glúteos devem estabilizar a pelve para que ele não derive anteriormente, então, mesmo que a bacia não incline posteriormente, o torque (ou momento) estará lá.
</p>

<h3>
	Os glúteos superiores são mais construídos pela elevação de quadril
</h3>

<p>
	Em quinto lugar, a elevação de quadril ativa e constrói os glúteos superiores a uma extensão muito maior do que o agachamento, e, até mesmo, em maior medida do que levantamento terra.
</p>

<h4>
	Variação da elevação de quadril com barra livre:
</h4>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allowfullscreen="true" frameborder="0" height="344" id="ips_uid_6874_10" src="https://www.youtube.com/embed/XWx0Cbz7l6I?feature=oembed" width="459" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	 
</p>

<h3>
	Na elevação do quadril é possível atingir a falha dos glúteos
</h3>

<p>
	E em sexto lugar, a EMG (eletromiografia) sobe conforme o aumento do número de repetições, porque o sistema nervoso tenta compensar a força muscular diminuída e a eficiência contrátil. Isso em razão da fadiga, recrutando mais unidades motoras.
</p>

<p>
	Muitos levantadores não podem realizar seus agachamentos e levantamento terra até a fadiga muscular máxima porque sua técnica cai muito. Muitas vezes eu tenho que parar as séries dos meus clientes muito antes da falha no agachamento e no levantamento terra (embora os seus glúteos não estejam totalmente cansados).
</p>

<p>
	Isso se deve ao arredondamento da coluna, joelhos fechando, e excesso de inclinação para frente com o tronco.
</p>

<p>
	No entanto, com o <em>hip thrust</em> (elevação de quadril) a série normalmente termina quando os glúteos estão queimando, tanto que não se pode completar outra repetição.
</p>

<p>
	Portanto, o impulso do quadril leva a uma maior fadiga das fibras e maior intensidade de esforço para os glúteos, e essa fadiga é crítica para os ganhos de hipertrofia máxima.
</p>

<h2>
	A elevação de quadril ativa entre 2 (duas ) a 3 (três) vezes mais os glúteos
</h2>

<p>
	Por estas razões, os glúteos são 2-3 (duas a três) vezes mais ativados em uma elevação de quadril em comparação com um agachamento, tendo como parâmetros os níveis médios ou pico de ativação. Como pode o aumento da ativação, quando somado a sobrecarga progressiva, não importar?
</p>

<p>
	Se a ativação muscular não é o seu negócio, então, talvez, você se preocupe mais com a Física, Biomecânica, Matemática e Engenharia. Vou te ensinar algumas coisas.
</p>

<p>
	Ao medir as curvas de ângulo de torque de extensão do quadril no agachamento, no levantamento terra e na elevação de quadril, duas coisas são observadas:
</p>

<ol>
	<li>
		Em primeiro lugar, que as pessoas com experiência em todos os três movimentos podem atingir <strong>níveis de torque de extensão de quadril muito mais elevados com <em>hip thrusts</em></strong>. Isso se deve à estabilidade, bem como a diminuição na participação nos extensores da coluna vertebral. Muitos treinadores acreditam que a coluna vertebral é o fator limitante no agachamento e no levantamento terra, e eu concordo com eles. Por outro lado, os quadris são o fator limitante com a elevação de quadril.
	</li>
	<li>
		E em segundo lugar, que <strong>o torque de extensão do quadril (no exercício elevação de quadril) não diminui no final do movimento</strong>, como acontece durante o agachamento e levantamento terra. 
	</li>
</ol>

<p>
	Veja o infográfico:
</p>

<div style="text-align:center">
	<figure class="image ipsImage_thumbnailed ipsImage" style="display:inline-block">
		<img alt="Curva de torque nos exercícios para glúteos" data-fileid="21106" data-unique="779dux8sd" style="height: auto;" width="300" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2019_08/quadro-comparativo-curva-torque-gluteos.jpg.89a6298f6554eef679f8d837096623c5.jpg" loading="lazy" height="153">
		<figcaption>
			<em>Curva de torque-momento na extensão do quadril durante £ 500 Squat (Agachamento), Deadlift (Levantamento Terra), e Hip Thrust (Elevação do Quadril)</em>
		</figcaption>
	</figure>
</div>

<p>
	 
</p>

<p>
	Tenha em mente que a maioria dos levantadores com experiência em todos os 3 (três) movimentos podem levantar muito mais carga na elevação de quadril e no levantamento terra em comparação com o agachamento  (este gráfico pressupõe igual força).
</p>

<h2>
	O agachamento e o levantamento terra não sobrecarregam o quadril e os glúteos na parte superior ou final dos movimentos - a elevação do quadril provoca tensão constante 
</h2>

<p>
	O agachamento e o levantamento terra não sobrecarregam o quadril ma parte superior dos movimentos. Os quadris estão, essencialmente, descansando em lockout (há alguma tensão nos extensores de quadril com o levantamento terra, mas em nenhum lugar perto do que ocorre no <em>hip thrust</em>). Isso tem algumas implicações práticas.
</p>

<p>
	Os fatores-chave para a hipertrofia são a tensão mecânica, estresse metabólico e microlesão muscular.
</p>

<p>
	Estresse metabólico provavelmente explica porque os culturistas são mais musculoso do que levantadores de peso, apesar do fato de que levantadores colocam mais tensão absoluta sobre os músculos. Essa maior tensão constante sobre os glúteos, com a elevação do quadril é importante para a hipertrofia muscular através do aumento do tempo sob tensão (TST) e aumento do estresse metabólico.
</p>

<h2>
	A maioria dos alunos das academias tem objetivo estético
</h2>

<p>
	Eu gostaria de ver os dados sobre os objetivos dos clientes de treinamento pessoal (personal training) e frequentadores de academia em geral. <strong>Eu arriscaria que 90% dessas pessoas tem objetivos estéticos/físicos como sua principal preocupação, com apenas 10% tendo objetivos funcionais/atléticos como sua principal preocupação</strong>. Querem uma bunda bonita.
</p>

<p>
	Pessoalmente, já atendi clientes com necessidades especiais, mas a maioria vem a mim buscar melhorias na estética física. Portanto, vou treiná-los de acordo com seus objetivos. Se seu objetivo é powerlifting de competição, então eu vou alinhar a sua programação de treinos para esses objetivos. Mas este é raramente o caso. Não coloque seus objetivos à frente do que seus clientes lhe pedem – isso é antiético.
</p>

<h2>
	A elevação de quadril é funcional
</h2>

<p>
	Mas ainda mais importante, é que os críticos da elevação de quadril fazem suposições sobre a funcionalidade e transferência de treinamento. Assim como o supino, <strong>a elevação de quadril é funcional</strong>.
</p>

<p>
	Assim é flexão de joelhos com apoio, várias formas de pranchas (pontes) abdominais, a hiperextensão inversa, a flexão de braços, a extensão do quadril em pêndulo, e as remadas curvadas.
</p>

<p>
	Eles podem ser executados em uma posição pronada/supinada, mas transferem positivamente para o desempenho devido às suas curvas exclusivas de torque, elevadas cargas e força muscular e/ou estabilidade. Muito do que fazemos na sala de musculação envolve melhorar a hipertrofia, a unidade neural, a força e o potencial de energia nas fibras musculares.
</p>

<p>
	Não importa o quão semelhante no padrão de movimento que você acha que um exercício é de uma atividade funcional, você sempre deve coordenar o aumento da produção muscular na própria atividade para o desempenho máximo.
</p>

<p>
	É por isso que treinadores de força sempre incluem várias formas de saltos, sprints e exercícios de agilidade em sua formação, pois, a sala de musculação não pode substituir essas ações.
</p>

<p>
	Um programa de treinamento de força de qualidade para o esporte incorpora exercícios a partir de uma variedade de posições, inclusive de pé, deitada, de bruços, e postura alternada.
</p>

<p>
	Atrevo-me a adivinhar que ao longo do tempo nós vamos descobrir que os agachamentos são melhores do que elevação de quadril para as atividades funcionais que são limitadas pela força do joelho e as atividades funcionais que lembram a posição de cócoras (por exemplo, saltos).
</p>

<p>
	Eu também arrisco o palpite de que ao longo do tempo nós vamos descobrir que as elevações de quadril são melhores do que o agachamento para as atividades funcionais que são limitados por força do quadril e atividades funcionais que se assemelham a marcha (por exemplo, corrida).
</p>

<p>
	Os levantamentos terra seriam, provavelmente, o meio termo em ambas as categorias e fundamental como parte do treinamento.
</p>

<p>
	A força de extensão do quadril na última amplitude é de grande importância no esporte, como é a hipertrofia do glúteo, assim como a produção de força horizontal e a estabilidade pélvica em uma direção ântero-posterior. Por estas razões, é importante incluir a elevação de quadril nos programas de treinamento.
</p>

<p>
	Alguém ousaria dizer que um exercício que leva a uma maior ativação do glúteo, maior torque de extensão do quadril, especialmente no final do movimento (a faixa onde o agachamentos e o levantamento terra são mais fracos), e que é um exercício que hipertrofia os glúteos, não seria funcional?
</p>

<p>
	Caso a resposta for afirmativa, não se pode levar essa pessoa a sério.
</p>

<h2>
	O agachamento, o levantamento terra e a elevação do quadril são exercícios que se complementam
</h2>

<p>
	Eu acredito que o agachamento, o levantamento terra e a elevação de quadril trabalham em sinergia, uns com os outros, para a maximização da ativação dos quadríceps, isquiotibiais, glúteos, hipertrofia e força. Juntos maximizam a produção de energia vertical e horizontal e a função de agachamento/extensão do tronco/marcha.
</p>

<p>
	Todos os três são necessários para o máximo desempenho na extensão do quadril, glúteo e isquiotibiais. Por outras palavras, todos eles fornecem valor para o atleta.
</p>

<h2>
	Minhas experiências como personal trainer
</h2>

<p>
	Costumo treinar com minhas alunas os treinos de glúteo. Acho que para quem quer dar aulas de musculação, é preciso ter a prática e a sensação do que é fazer os exercícios para essa região tão pouco trabalhada pelos homens. A elevação de quadril é o único exercício que me faz sentir queimação super intensa nos glúteos. Essa é uma evidência de tensão muscular e estresse metabólico.
</p>

<p>
	Quando eu agacho e faço o levantamento terra, eu não sinto que meus glúteos são o fator limitante no exercício. No entanto, quando eu faço as elevações do quadril com carga, a série termina quando meus glúteos não podem mais empurrar o peso para cima. Como dou aulas de personal constantemente para um time de 10-15 (dez a quinze) mulheres, tenho a possibilidade de ver qual a opinião delas em relação aos movimentos de glúteo que praticamos nos últimos anos. Elas adoram esse movimento (elevação do quadril).
</p>

<p>
	<strong>Como treinador, eu acredito que posso colocar mais tamanho no glúteo de meus clientes em 3 (três) meses de elevação de quadril do que em um ano inteiro de agachamentos e extensões com caneleiras.</strong>
</p>

<p>
	Depois de apenas 4 (quatro) sessões ou 2 (duas) semanas, muitos dos meus clientes começam a perceber melhorias. Antes de começar a implementar o <em>hip thrust</em>, eu nunca poderia, em um milhão de anos, mostrar resultados tão rapidamente. E saiba que sou habilidoso no desenvolvimento de bons agachadores e <em>deadlifters</em>.
</p>

<p>
	Mesmo os novatos descoordenados podem trabalhar para fazer elevações de quadril com uma barra e 20kg (vinte quilos) de cada lado num período de 2-8 (duas a oito) semanas, se eles tiverem treinamento adequado. A mesma coisa não acontece para os agachamentos e para o levantamento terra, já que esses exercícios podem ser limitados pela mobilidade ou estabilidade do core, ou pela própria falta de prática e técnica.
</p>

<h2>
	Casos antes e depois com elevação do quadril
</h2>

<p>
	Dê uma olhada nas minhas alunas atuais e todas aquelas que já treinei. Veja o depoimento das grandes atletas e estrelas que fazem o exercício, tais como <a href="https://www.facebook.com/EvaAndressaOficial" rel="external nofollow"><strong>Eva Andressa</strong></a>, <a href="https://www.facebook.com/GracyanneBarbosa" rel="external nofollow"><strong>Gracyane Barbosa</strong></a> e <a href="https://www.facebook.com/LarissaReisInc" rel="external nofollow"><strong>Larissa Reis</strong></a>.
</p>

<h3>
	Eva Andressa dando dicas sobre elevação do quadril:
</h3>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="270" id="ips_uid_7008_8" src="https://www.youtube.com/embed/GObt5sxVb7I?feature=oembed" width="480" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<h3>
	Gracyane Barbosa executando Elevação de Quadril:
</h3>

<div class="ipsEmbeddedVideo ipsEmbeddedVideo_limited" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allowfullscreen="true" frameborder="0" height="344" id="ips_uid_6874_12" src="https://www.youtube.com/embed/hOIdY0P4GF4?feature=oembed" width="459" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<h3>
	Larissa Reis executando a elevação de quadril:
</h3>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="344" id="ips_uid_7008_9" src="https://www.youtube.com/embed/kY43akOzTfU?feature=oembed" width="459" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	 
</p>

<p>
	Ninguém no mundo que eu conheço tem glúteos tão bem desenvolvidos quanto essas celebridades fitness. Estou vendo os glúteos femininos crescerem acentuadamente, e é o que a maioria das mulheres quer para seu físico.
</p>

<p>
	<strong>Muitas clientes dobraram sua massa glútea (aumentaram sua seção transversa do glúteo máximo em 100%)</strong>. Posso dizer que a força de agachamento e levantamento terra dessas mulheres provavelmente subiu 50 a 100%  (cinquenta a cem por cento) durante o treinamento comigo, mas sua força de impulso do quadril (<em>hip thrust</em>) subiu cerca de 300% (trezentos por cento). Eu priorizo a elevação de quadril em todas as sessões delas e procuro realizá-la no inicio do treino.
</p>

<p>
	Uma de minhas alunas aumentou a carga do agachamento em 15% (quinze por cento) em 6 (seis) meses. No entanto, a elavação de quadril dela aumentou em 171% (cento e setenta e um por cento). Eu estimo um ganho de 50% (cinquenta por cento) na seção transversa do músculo glúteo. Ela começou a fazer 12 (doze) repetições com 50 kg (cinquenta quilos) e agora faz 12 (doze) repetições com 140 kg (cento e quarenta quilos).
</p>

<p>
	Minhas alunas mais fortes podem empurrar mais de 225 kg (duzentos e vinte e cinco quilos). Além disso, essas mulheres constantemente comentam sobre o quanto seus glúteos queimam durante os exercícios, o que é um grande indicador de estresse metabólico.
</p>

<p>
	O aumento da força na elevação de quadril, com excelente técnica, certamente proporcionará um melhor desenvolvimento dos glúteos.
</p>

<h2>
	Muitas experiências relatadas com a elevação de quadril
</h2>

<p>
	Existem hoje milhares de praticantes de musculação que compartilharam experiências semelhantes. Não passa um dia em que eu não receba e-mails de pessoas que me informam que:
</p>

<ul>
	<li>
		seus glúteos têm crescido significativamente desde a implementação da elevação de quadril;
	</li>
	<li>
		estão andando ou correndo muito mais rápido depois de implementar o <em>hip thrust</em>;
	</li>
	<li>
		houve diminuição na dor nas costas após o fortalecimento dos glúteos com elevações de quadril.
	</li>
</ul>

<p>
	Existem centenas de mulheres comentando que elas estão finalmente vendo bons ganhos nos glúteos pela primeira vez devido ao foco em sobrecarga progressiva, aprendendo a ativar os glúteos e priorizando as elevações de quadril.
</p>

<p>
	Muitos treinadores renomados de força, do atletismo e fisioterapeutas relataram resultados semelhantes, assim como você irá, se atentar.
</p>

<h2>
	A elevação de quadril é o melhor exercício para glúteos
</h2>

<p>
	Uma desvantagem das pesquisas em geral é que elas relatam médias. Em geral, <strong>eu sinto que a elevação de quadril é o melhor exercício para glúteos entre todos</strong>.
</p>

<p>
	No entanto, podem existir pessoas que parecem não obter o máximo de tensão nos glúteos durante o impulso do quadril. Enquanto eu sentir que isso pode ser superado com o tempo e com a prática continuada, é sempre bom empregar uma variedade de exercícios de glúteos para garantir a ativação completa da matriz de fibras para as três subdivisões do glúteo.
</p>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	Aqueles que não tenham treinado a si mesmo e a outras pessoas usando o impulso do quadril não têm argumentos para se sustentar contra o exercício. Diversos treinadores e levantadores de peso se valem da elevação de quadril para desenvolvimento dos glúteos. E o <em>feedback</em> dos alunos sobre o exercício é impressionante.
</p>

<p>
	Não é só fazer a elevação de quadril que importa. É preciso ficar forte no movimento para que ele traga resultados. O agachamento e levantamento terra são os reis dos exercícios e nunca serão substituído no reino do treino de força. Eu os faço e coloco todos os meus clientes para fazê-los.
</p>

<p>
	No entanto, a elevação de quadril tem o seu espaço, e deve ser experimentada  dentro dos programas de treinamento como um movimento melhor para o fim da amplitude de extensão do quadril, posição da cintura pélvica adequada e produção de velocidade máxima.
</p>

<p>
	Boas metas para homens atléticos são 3 a 4  (três a quatro) anilhas de 45 lbs (quarenta e cinco libras) de cada lado para 5 (cinco) elevações de quadril sólidas. Boas metas para mulheres atléticas são 10 (dez) repetições com 2 (duas) anilhas de 45 lbs (quarenta e cinco libras) de cada lado. Iniciantes devem começar apenas com o peso corporal. Devem apertar o glúteo no pico de contração superior em cada repetição, e gradualmente adicionar carga. Com o tempo, eles vão estar levantando grandes cargas.
</p>

<p>
	<strong>Agradecemos a todos que tornaram esta matéria possível, principalmente:</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>Modelos:</strong> <a href="https://www.instagram.com/simarangon/" rel="external nofollow">Simone Marangon</a> e <a href="https://www.facebook.com/elba.miranda.9" rel="external nofollow">Elba Miranda</a>
	</li>
	<li>
		<strong>Academia: </strong><a href="https://www.22winbox.com.br" rel="external nofollow">Club 22</a>
	</li>
	<li>
		<strong>Maquiagem:</strong> <a href="https://www.facebook.com/pages/Clarice-Coiffeur/192955774075189" rel="external nofollow">Clarice Coiffeur</a>
	</li>
	<li>
		<strong>Apoio:</strong> <a href="http://www.fabioveras.com" rel="external nofollow">Fábio Veras BodyDesigner</a> e <a href="https://www.mundodossuplementos.com.br" rel="external nofollow">Mundo dos Suplementos</a>
	</li>
</ul>
]]></description><guid isPermaLink="false">716</guid><pubDate>Fri, 02 May 2014 18:01:00 +0000</pubDate></item><item><title>Recupera&#xE7;&#xE3;o Muscular - Parte 1</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/recupera%C3%A7%C3%A3o-muscular-parte-1-r713/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd7c51ce709_monthly_2015_0855dd516fbc8ca_monthly_2015_08569c80aff0c1b935228f5c5a1bcb1a22.jpg.6d1502d91bcfadd6e8d75f98848f0af8.jpg.981ad851552b726b54b75bc31f2d3347.jpg.cb95871f1e4f928f0ce68b68c688eb3f.jpg" /></p>
<p>
	Todos sabem que para ter hipertrofia muscular ou perda de gordura corporal com manutenção da massa muscular, é de extrema importância se atentar a diversos fatores como treino resistido intenso, alimentação adequada, descanso suficiente entre as sessões de treino e sono de qualidade e duração adequadas.
</p>

<p>
	Vejo que hoje em dia as pessoas se preocupam muito com o consumo de alimentos e/ou suplementos durante os 90 a 120 minutos que compreendem os períodos pré, intra e pós-treino, mas acabam não se atentando tanto à correta nutrição no restante do dia. Ou seja, consomem sua suplementação pré-treino, realizam o treino, tomam seu shake pós-treino ao acabar, e acham que isso é suficiente para nutrir os músculos treinados.
</p>

<p>
	No restante do dia, pulam refeições passando mais de 3 horas sem se alimentar ou acabam fazendo refeições incompletas. Isso acontece principalmente nas refeições intermediárias, nas quais esses indivíduos acabam consumindo alimentos prioritariamente fonte de carboidratos, como biscoitos, barras de cereais, pães, bolos, entre outros, e deixando de lado as fontes de proteínas, gorduras boas e fibras.
</p>

<p>
	Se você vem treinando regularmente, está tomando cuidado para realizar suas refeições pré e pós-treino corretamente e ainda assim não está conseguindo evoluir nos treinos e melhorar sua composição corporal (perda de gordura e/ou hipertrofia muscular), o problema pode estar na recuperação muscular, que engloba a nutrição e adaptação do músculo no repouso.
</p>

<p>
	Exercícios intensos ou exercícios que você não está acostumado a praticar, causam danos musculares como resultado da ocorrência de microlesões e acúmulo de metabólitos e radicais livres nas fibras dos músculos treinados. Essa é aquela famosa dorzinha muscular que ocorre quando você troca de treino ou quando você volta a treinar depois de um tempo sem praticar exercícios físicos, e quando vai movimentar o músculo treinado você lembra que treinou.
</p>

<p>
	Na verdade, quem treina intensamente não sente essa dor muscular apenas quando troca de treino, mas sempre que treina até a fadiga. A dor tardia se inicia 24 a 48 horas depois de uma sessão de treino e pode durar até 3, 5 ou até mais de 1 semana dependendo da intensidade do estímulo. O estresse oxidativo e a inflamação nas miofibrilas podem levar a temporária redução função muscular, reduzindo a força e performance. Caso esse processo inflamatório não seja corretamente controlado, pode dificultar a obtenção de um bom resultado.
</p>

<p>
	Não vou me ater a descrever detalhadamente todo o processo de geração de danos musculares, pois nosso foco é no processo posterior a isso, a própria recuperação muscular. Mas vou dar uma noção de como o exercício influencia na geração dos danos.
</p>

<p>
	O exercício cria um desbalanço entre os níveis de oxidantes e antioxidantes, conhecido como <strong>estresse oxidativo</strong>. Isso se deve à produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), vulgos radicais livres, durante o exercício pela alta atividade mitocondrial na produção de energia e consumo de oxigênio para a contração muscular e também pela isquemia gerada principalmente durante as contrações concêntricas. Além desse aumento durante os treinos, há aumento na produção de radicais livres na resposta inflamatória tardia em consequência aos danos musculares gerados no exercício, sendo que isso é resultado da ação de células de defesa do corpo, neutrófilos e macrófagos, liberando radicais livres na miofibrilas inflamadas.
</p>

<p>
	No entanto, nosso corpo se adapta a tudo. Por exemplo, quando você sente frio, seu corpo estimula o aumento da frequência cardíaca e promove a ocorrência de espasmos musculares, o que contribui para a produção interna de calor. Em resposta ao exercício não seria diferente. Hoje sabe-se que além de levar ao aumento de marcadores de oxidação de DNA, proteínas e lipídios nos músculos (estresse oxidativo), os radicais livres produzidos no exercício também podem levar a adaptações positivas nas fibras musculares e regulação da expressão gênica.
</p>

<p>
	É aí que entra a nutrição, pois mesmo que o exercício estimule adaptativamente aos danos musculares, o controle do processo inflamatório só se dará se houver o consumo dos nutrientes necessários para isso. Para uma recuperação adequada, é preciso controlar o processo inflamatório durante o repouso e não deve-se focar apenas no consumo de carboidratos, proteínas ou aminoácidos, mas também em <strong>nutrientes com ação antiinflamatória e antioxidantes</strong>. No próximo post iremos continuar a conversa sobre como estimular a recuperação muscular por meio da alimentação e suplementação.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">713</guid><pubDate>Tue, 11 Mar 2014 08:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Fadiga Muscular Decorrente de Exerc&#xED;cios Resistidos Prescritos para o Praticante de Muscula&#xE7;&#xE3;o Idoso</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/fadiga-muscular-decorrente-de-exerc%C3%ADcios-resistidos-prescritos-para-o-praticante-de-muscula%C3%A7%C3%A3o-idoso-r710/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd7c51c20e8_monthly_2015_0855dd516fb1f86_monthly_2015_082f156ce9ff4db50160b97d5df0b86dc0.jpg.74ed17b120df32b3ad6c5e6e7a2f8417.jpg.95311184eec03360b6719a91b8a12eaa.jpg.856598e32d0b03ec539ba5aedbf4fb67.jpg" /></p>
<p>
	Na medida em que envelhecemos, o aspecto bioquímico e fisiológico do corpo humano começa a sofrer mudanças significativas, limitando dessa forma, a capacidade de aptidão física de uma pessoa idosa. Sabe-se que os exercícios resistidos executados durante as sessões de musculação, contribuem positivamente tanto para o aumento da massa muscular quanto para o aumento dos níveis de força.
</p>

<p>
	Entretanto, um princípio básico que nunca deve ser esquecido, antes de submeter uma pessoa idosa a exercícios resistidos, consiste no fato de se verificar o estado de esgotamento físico que induz uma fadiga muscular precoce. Surge então a questão: A fadiga decorrente de trabalhos resistidos incorretos acarreta no desenvolvimento do estresse mecânico?
</p>

<p>
	Todas as forças dissipadas e desencadeadas num trabalho muscular, quando mal direcionados, repercutem diretamente sobre a saúde. Porém, não são apenas as forças dissipadas que provocam danos ou malefícios, existe também, o fator oriundo do estresse de natureza metabólica, funcional e psicológica. E, independente da natureza do estresse, a sua incidência induz a sérios problemas, no que diz respeito ao desperdício mecânico de exercícios resistidos prescritos para uma população idosa.
</p>

<p>
	Na maioria das vezes, a observação crítica de exercícios resistidos direcionados para idosos, evidencia com freqüência, o desconhecimento quanto o possível efeito que o estresse de natureza metabólica possa ocasionar, em razão da aplicação de uma intensidade máxima ideal, e ainda, evidencia com freqüência, o desconhecimento quanto o possível efeito que o estresse de natureza funcional possa ocasionar, em razão da aplicação de repetições máximas ideais. Uma vez que a fadiga muscular momentânea se dá, em virtude do desencadeamento da intensidade e do volume expresso num trabalho muscular, cabe destacarmos três problemas.
</p>

<ol style="list-style-type:decimal;">
	<li>
		O primeiro problema é formulado a partir da noção de que a dissipação de uma força é desencadeada por estresse de natureza puramente funcional, e que este tipo de estresse compromete, a qualidade do aspecto mecânico e a correta aplicação de uma força sobre uma determinada alavanca articular, a partir do padrão ideal de movimento a ser manifestado.
	</li>
	<li>
		O segundo problema é formulado a partir da noção de que, a mudança bioquímica que induz o estado de catabolismo muscular, é desencadeada por estresse de natureza puramente metabólica, e que este tipo de estresse, compromete a qualidade fisiológica do trabalho muscular, a partir do grau de hipertrofia a ser almejado.
	</li>
	<li>
		O terceiro e último problema é formulado a partir da noção de que, o desânimo decorrente do desgaste físico e mental, é desencadeado por estresse de natureza puramente psicológico, e que este tipo de estresse, compromete gradativamente na qualidade motivacional do praticante de musculação.
	</li>
</ol>

<p>
	Contudo, mediante a natureza funcional, metabólica ou psicológica do estresse, a aplicação imediata do treinamento de força para idosos, merece uma atenção toda especial, quanto aos possíveis danos oriundos de um estresse de natureza física geral. Estresse este, decorrente de uma força mal direcionada para o trabalho muscular a ser almejado num determinado exercício resistido. Vale lembrar que, a incidência de forças dissipadas submetida a efeitos estressantes, é composta por uma série de desvios de natureza funcional.
</p>

<p>
	Portanto, na medida em que se verifica o desvio funcional de um exercício resistido, começamos a descobrir que toda a tensão provocada pela força do músculo estressado, acaba por ser desviada para outro músculo não estressado, desencadeando um desgaste muscular generalizado e, conseqüentemente, um trabalho muscular de qualidade não muito boa. Assim, o desvio de natureza funcional, se dá pela aplicação incorreta da força de um músculo fadigado, em relação a uma ação muscular não almejada a ser exercida por um músculo não fadigado e, gradativamente, este processo acaba por induzir, um rendimento muscular muito abaixo do esperado.
</p>

<p>
	Observa-se ainda que, durante a realização de exercícios resistidos, é muito importante que se leve em conta, os efeitos que ocorrem quando uma determinada força é dissipada num determinado tipo de trabalho isotônico prescrito para idosos. Pois, a dissipação desta força, pode acarretar no decorrer de uma sessão de musculação, em sucessivos desvios funcionais, que acabam por comprometer, a integridade do sistema musculoesquelético.
</p>

<p>
	Desta forma, é importante que saibamos distinguir a incidência de forças que levam a uma hipertrofia simétrica, na qual damos o nome de boa hipertrofia, daquelas que induzem a uma hipertrofia assimétrica, na qual damos o nome de má hipertrofia. Outra observação que merece ser destacada, durante a manifestação de uma contração muscular, está no gasto de força a ser expresso no exercício resistido prescrito para um idoso.
</p>

<p>
	Sabe-se que, todo gasto de força oriundo de um exercício resistido, tem como objetivo, o alcance e o bom desempenho de um movimento racionalmente orientado. Portanto, ter conhecimento sobre o gasto de força a ser expresso num exercício resistido, é saber orientar adequadamente, a correta aplicação de uma força, para o tipo de trabalho mecânico a ser realizado numa sessão de musculação direcionada para um idoso.
</p>

<p>
	Trabalho mecânico este, por meio da utilização de intensidades adequadas, que estejam dentro do objetivo planejado para o treinamento. Pois, toda força obtida fora do objetivo planejado, é tida como força desperdiçada. É bem verdade que sempre que se dá desperdício mecânico em relação à ação indesejada de um músculo, o que acontece é o reaproveitamento desta ação, por outro músculo.
</p>

<p>
	Bioquimicamente, o efeito da fadiga precoce remete-se diretamente ao sistema nervoso. Portanto, o sistema nervoso está diretamente relacionado à hipótese da fadiga central. Por outro lado, a ocorrência da fadiga muscular periférica, está diretamente relacionada, à hipótese da fadiga central ocasionada por dissipação da força muscular. Assim sendo, o efeito da fadiga precoce compromete à restauração de uma nova tensão, bem como, compromete o redirecionamento de uma nova capacidade por gerar força máxima.
</p>

<p>
	Não raro, constatamos num praticante idoso de musculação, um esgotamento muscular decorrente de um estresse momentâneo. Estresse este, decorrente de exercícios resistidos executados inadequadamente. Portanto, exercícios resistidos executados no padrão ideal de movimento, implicam quase sempre, na ausência do esgotamento muscular não permanente. E, este procedimento, acaba por favorecer, contrações voluntárias máximas ideais, do correto trabalho isotônico a ser realizado em diferentes tipos de implementos fixos ou móveis.
</p>

<p>
	Concluindo, cabe sempre ter presente que, os movimentos mecânicos nunca são inócuos, ou bem tais movimentos levam a uma saudável hipertrofia, ou bem redundam em estresses de natureza metabólica que comprometem o aspecto estrutural, e ainda, em estresses de natureza mecânica que comprometem o aspecto funcional. Assim sendo, a análise e o aprofundamento sobre as forças que incidem sobre uma alavanca articular, e ainda, a análise e o aprofundamento sobre o potencial estressor do trabalho muscular resistido prescrito para idosos, deve ser sempre minuciosamente observado.
</p>

<p>
	Importa destacar que, o objetivo geral do treinamento de força prescrito para idosos, quando constituído por exercícios resistidos, consiste por levar a efeito, princípios fisiológicos e biomecânicos referentes a toda dinâmica da contração muscular condizente ao perfil do praticante e, o objetivo específico, consiste por levar a efeito, diferentes modificações bioquímicas decorrentes do incremento da massa muscular, mediante os mecanismos mecânicos indutores da força expressa pelo praticante idoso de musculação, sob a ausência do desperdício e da dissipação desta mesma força.
</p>

<p>
	<strong><em>Referências Bibliográficas</em></strong>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	<em>AABERG, Everett. Musculação Biomecânica e Treinamento. São Paulo: Manole, 2001.</em>
</p>

<p>
	<em>AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Diretrizes do ACSM para os Testes de Esforço e sua Prescrição. 7ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.</em>
</p>

<p>
	<em>BADILLO, J. J. G.; AYESTARÁN, E. G. Fundamentos do Treinamento de Força - aplicação ao alto rendimento desportivo. Porto Alegre: Artmed, 2001.</em>
</p>

<p>
	<em>BITTENCOURT, Nelson Gomes. Musculacão: Uma abordagem Metodológica. Rio de Janeiro: Sprint, 1974.</em>
</p>

<p>
	<em>COSSENZA, C. E.; CARNAVAL, Paulo Eduardo. Musculação Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Sprint, 1985.</em>
</p>

<p>
	<em>FLECK, S. J.; KRAEMER, W. J.. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular. 3ª edição, São Paulo: Artmed, 2006.</em>
</p>

<p>
	<em>HALL, S. J.. Biomecânica Básica. 4ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.18</em>
</p>

<p>
	<em>JACOB, S. W.; FRANCONE, C. A.; LOSSOW, W. J.. Anatomia e Fisiologia Humana. 5ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1990.</em>
</p>

<p>
	<em>MARCHI NETTO, F. L.. Aspectos Biológicos e Fisiológicos do Envelhecimento Humano e suas Implicações na Saúde do Idoso. Pensar a Prática, v. 7, n. 1, p.75-84, 2004.</em>
</p>

<p>
	<em>MAUGHAN, Ron.; GLEESON, Michael.; GREENHAFF, Paul L. Bioquímica do Exercício e do Treinamento. São Paulo: Manole, 2000.</em>
</p>

<p>
	<em>MCARDLE, W. D.; KATCH, F. L.; KATCH, V. L.. Fisiologia do Exercício: Energia, nutrição e desempenho humano. 5ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S. A., 2003.</em>
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<p>
	<em>MCGINNIS, P. M. Biomecânica do Esporte e Exercício. Porto Alegre: Artmed, 2002.</em>
</p>

<p>
	<em>MIRANDA, E. Bases de Anatomia e Cinesiologia. 3ª edição, Rio de Janeiro: Sprint, 2001.</em>
</p>

<p>
	<em>ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Envelhecimento Ativo: uma política de saúde. N. 1, p.1-62, 2005.</em>
</p>

<p>
	<em>RAMOS, L. R. Saúde Pública e Envelhecimento: o paradigma da capacidade funcional. Boletim do Instituto de Saúde, n. 47, p.40-41, 2009.</em>
</p>

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	<em>ROSSI, E. Envelhecimento do Sistema Osteoarticular. Einstein, v. 1, n. 6, p.7-12, 2008.</em>
</p>

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	<em>WATKINS, J. Estrutura e Função do Sistema Musculoesguelético. Porto Alegre: Artmed, 2001.</em>
</p>

<p>
	<em>SPIRDUSO, W. W. Dimensões Físicas do Envelhecimento. São Paulo: Manole, 2005.</em>
</p>

<p>
	<em>TRIBESS, S.; VIRTUOSO JUNIOR, J. S.. Prescrição de Exercícios Físicos para Idosos. Revista Saúde, v. 2, n. 1, p.163-172, 2005.</em>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">710</guid><pubDate>Sat, 22 Feb 2014 19:32:00 +0000</pubDate></item><item><title>H&#xE1; Verdade no Dito Popular: "No Pain, No Gain"?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/h%C3%A1-verdade-no-dito-popular-no-pain-no-gain-r705/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68ddd959a_monthly_2015_0855dd516f59d11_monthly_2015_08aafa1b5c3340d40a4c81a5423525eb14.jpg.3ae844179c0f1ce66001619c14f04e10.jpg.10e0937b9431b72bf0816ac93b179d16.jpg.b480a3683361dd9ae0d42db6f9c4bf33.jpg" /></p>
<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Introdução</span></strong>
</p>

<p>
	Sempre escutei essa frase ” No pain, no gain”! Mas será que se aplica a todos os tipos de treinamento em exercícios resistidos?
</p>

<p>
	Precisa-se compreender a diversidade de objetivos com a prática do treinamento. E dentre estes, separar: exercício de alto rendimento (competição de fisiculturismo), exercício saúde e qualidade de vida(saúde), exercício aplicado ao esporte(auxiliar ao treinamento de modalidades esportivas, exercícios recreativos (quebrar a tensão do dia-dia) e exercícios terapêuticos.<sup>1</sup>
</p>

<p>
	A partir da definição dos objetivos, pode-se analisar o tipo, modelo, forma de treinamento e execução dos exercícios, bem como a seleção de quais exercícios deverão ser executados durante a periodização do treinamento.<sup>2</sup>
</p>

<p>
	Em musculação nunca irá existir certo ou errado, melhor ou pior, sempre existirá: <em>Quem está fazendo, para quê está fazendo e por que está fazendo</em>. A partir destes questionamentos é que se pode analisar se tal exercício/execução está adequado aos objetivos propostos pelo executante.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Referencial Teórico</span></strong>
</p>

<p>
	Em termos de exercício aplicado a saúde, as recomendações são de cargas entre 50% a 80% de 1 RM com repetições que possam variar de 6 a 20, executando-se de 3 a 5 séries por grupamentos, onde estes exercícios devem ser moderados.<sup>2</sup>
</p>

<p>
	Quando se fala em exercícios relacionados a saúde e qualidade de vida, tanto faz fazer uma ou 3 séries de exercícios, e realizá-lo três vezes por semana, já satisfaz as recomendações de diversos pesquisadores.<sup>3</sup>
</p>

<p>
	Porém, quando se fala de fisiculturismo, as recomendações variam de um grupamento muscular para outro, por exemplo: Recomendações de 12 séries para ombro e 6 para Isquiotibiais, nota-se aqui que está se falando em iniciantes no fisiculturismo.<sup>4,5</sup> As cargas podem variar de 50% a 100% de 1RM, e aqui se aplica o <strong><em>No Pain, no Gain</em></strong>!!
</p>

<p>
	Já quando se fala em atletas as recomendações gerais variam de 4 a 6 séries, com 40% a 60% de 1 RM com repetições rápidas, visando assim a força explosiva, presente na maioria dos esportes.<sup>1,4,6</sup> Já se observa a diferença existente entre musculação aplicada ao esporte e musculação aplicado ao fisiculturismo.
</p>

<p>
	Em termos de exercícios terapêuticos, segundo linhas gerais, as recomendações são bem parecidas com as da aplicada a saúde, só que cada tipo de patologia requer uma diretriz diferente em alguns aspectos, em geral, as recomendações seguem os padrões de séries e repetições aplicados a saúde, porém as precauções recaíram sobre a intensidade e tempo de intervalo maior entre as séries.<sup>7</sup>
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Considerações Finais</span></strong>
</p>

<p>
	A máxima “No pain, No gain” deve ser sempre aplicada aos objetivos de treinamento aplicado ao fisiculturismo ou ao ganho de hipertrofia/definição com fins estéticos, quando se trata de esporte de rendimento, aplicação terapêutica/profilática e exercícios e saúde, deve-se esquecer essa máxima. Lembre-se que cada indivíduo é único e nem sempre o que se aplica a um dará certo para outros.
</p>

<p>
	Sendo assim, antes de citar no pain, no gain, pergunte qual o objetivo do executante com este ou aquele tipo de treinamento.
</p>

<p>
	Agora, termine a leitura e vá treinar!
</p>

<p>
	<em>REFERÊNCIAS</em>
</p>

<p>
	<em>1. CARNAVAL,, Paulo Eduardo Musculação Teoria e Prática-;23ª Edição; editora Sprint,2000.</em>
</p>

<p>
	<em>2. AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Position Stand: Progression models in</em>
</p>

<p>
	<em>resistance training for healthy adults. Med. Sci. Sports Exerc. 2002; 34 (2): 364-380.</em>
</p>

<p>
	<em>3. WILMORE, J.H. e COSTILL, D.L. Fisiologia do Esporte e do Exercício. 2 ed. São Paulo: Manole, 2001.</em>
</p>

<p>
	<em>4. BOMPA, TUDOR O. &amp; CORNACCHIA, LORENZO J. Treinamento de Força Consciente. São Paulo: Phorte Editora, 2000.</em>
</p>

<p>
	<em>5. GUIMARÃES NETO, Waldemar Marques .Musculação Anabolismo Total;; Ed. Phorte, 2000.</em>
</p>

<p>
	<em>6. ZATSIORSKI, Wladimir M Ciência e Prática do Treinamento de Força;.; Ed. Phorte, 2002.</em>
</p>

<p>
	<em>7. CAMPOS, Maurício de Arruda. Musculação ( Diabético ,Osteoporose ,Crianças ,Obesos).. Editora Sprint ;2 Edição 2001.</em>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">705</guid><pubDate>Tue, 07 Jan 2014 02:41:00 +0000</pubDate></item><item><title>A Import&#xE2;ncia dos Equipamentos de Qualidade na Muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/a-import%C3%A2ncia-dos-equipamentos-de-qualidade-na-muscula%C3%A7%C3%A3o-r703/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68ddd2ea5_monthly_2015_0855dd516f53ba3_monthly_2015_0829444bdd3cc38f0ec0ba6d251b34e051.jpg.fc782013b8a01eb50dff55bdfba9d294.jpg.84e535fefdcdf4c256cc88e54c3a661e.jpg.504dbfba1c48737dd5d9598586366666.jpg" /></p>
<p>
	O pioneiro nos estudos de biomecânica para construção de equipamentos de musculação foi <strong>Arthur Jones</strong> (22 de Novembro de 1926 - 28 de Agosto de 2007). Nasceu no Arkansas, mas cresceu em Seminole, Oklahoma. Foi o fundador da <strong>Nautilus Sports/Medical Industries</strong> e da <strong>MedX, Inc.</strong>, foi também o criador das <strong>máquinas Nautilus</strong>, uma das primeiras fábricas de equipamentos de musculação do mundo. Ainda hoje o design das <em>“cams”</em> fisiológicas destas máquinas não é fácil de superar.
</p>

<p>
	Arthur foi revolucionário nos anos 70 com ideias que então eram contestadas, consideradas uma heresia e hoje em dia fazem parte das orientações do <em>"American College of Sports Medicine" </em>para o treino de força.
</p>

<p>
	A grande vantagem deste estudioso, foi o fato de não ter como objetivo principal enriquecer ao criar máquinas de musculação já que era uma pessoa com alguma riqueza, possuía o maior aeroporto privado dos EUA (ainda existente: "Jumbolair" , que hoje, em parte foi adquirido pelo ator John Travolta).
</p>

<p>
	Jones, já foi nomeado na lista da Forbes Fortune como uma das 400 pessoas mais ricas do mundo.
</p>

<p>
	Esse homem tinha o espírito do verdadeiro inventor, do verdadeiro cientista: céptico, curioso e disposto a levar as coisas até ao fim.
</p>

<p>
	Gastou milhões de dólares para criar máquinas diferentes, máquinas que fizessem algo que os pesos livres não eram capazes. Provou que <strong>estudos de biomecânica</strong> são primordiais para construção de um equipamento de musculação e que isso evitaria lesões.
</p>

<p>
	Conseguiu desenvolver a <em>"cam"</em>, uma peça revolucionária que permitiu e permite uma <strong>variação da resistência</strong> das máquinas que ainda hoje utilizamos. Depois da Nautilus, outras marcas copiaram as <em>"cames"</em> desconhecendo o que as fazia funcionar tão bem nas velhas Nautilus com suavidade e pouco atrito. <strong>Nenhuma indústria brasileira conseguiu tal feito até hoje ou sequer conseguiu algum selo de qualidade</strong>.
</p>

<p>
	É por isso que ao escolher uma academia as pessoas devem levar em consideração a tecnologia envolvida nos equipamentos. Uma academia deve ser selecionada a dedo. Várias academias utilizam equipamentos que são "colados" ou fundidos/soldados sem qualquer estudo científico.
</p>

<p>
	A ANVISA não regula ou supervisiona os fabricantes brasileiros de equipamentos para academia e muitos nem sequer tem um CNPJ aberto. Selos de qualidade como CE(Certificado Europeu de Qualidade), GS(Certificado Japonês de Qualidade), ISO9009, ISO 9014, devem ser o mínimo exigido por um cliente que não deseja se machucar ao realizar movimentos em máquinas de musculação.
</p>

<p>
	A diferença de um cidadão americano ou europeu em relação ao brasileiro é a educação. Eles são educados a nunca buscar o barato que pode sair caro. No colegial os americanos possuem aulas de musculação logo depois de uma aula de matemática por exemplo.
</p>

<p>
	Suplementos fazem parte da rotina de um "ser humano normal", e pessoas que estudam exigem qualidade pois prezam pela saúde. Antes de iniciar uma academia eles procuram saber tudo sobre o próprio treino ou sobre um equipamento que estão treinando, seja ele da Nautilus, Cybex, Johnson, Matrix, etc.
</p>

<p>
	As ideias de Arthur Jones não param nos equipamentos, ele foi criador do HIT(High Intensity Training) que incentivam um trabalho mais intenso(1 hora no máximo) ao invés de um trabalho baseado em grandes volumes de treino ou longos períodos de aerobiose que estragam a massa muscular e oxidam a pele tornando as pessoas envelhecidas rapidamente.
</p>

<p>
	Ele realizou diversas experiências que podemos considerar pouco acadêmicas, mas que, pelo menos não estavam povoadas de assunções, dogmas, presunções e patrocínios como as investigações comuns no desporto da atualidade.
</p>

<p>
	Com o "HIT" foi provado que o treino em alta intensidade e pouca duração(40 minutos) aumenta além de testosterona e GH de forma natural, todos os fatores de crescimento: <em>SOMATOMEDINAS (IGF-1 / IGF-2), FATOR DE CRESCIMENTO DERIVADO DE PLAQUETA (PDGF), FATOR DE CRESCIMENTO VASCUOLAR ENDOTELIAL (VEGF), FATOR DE CRESCIMENTO DE EPIDERME (EGF), FATOR DE CRESCIMENTO TRANSFORMADOR ALFA (TGF-ALFA), FATOR DE CRESCIMENTO DERIVADO MAMÁRIO II (MDGF II), FATOR DE CRESCIMENTO DE LEITE HUMANO (HMGF), FATOR DE CRESCIMENTO TRANSFORMADOR BETA (TGF-BETA), FATOR DE INIBIÇÃO DE LEUCEMIA (CDF / LIF), FATOR DE CRESCIMENTO NERVOSO (NGF), FATOR DE CRESCIMENTO DE FIBROBLASTOS ÁCIDO (a-FGF), ENDOTELINAS 1 / 2 / 3, MOLÉCULA ASSOCIADA AO CRESCIMENTO LIGADA À HEPARINA (HB-GAM), PROSTAGLANDINA 2 ALFA (PGF 2), FATOR NEUTRÓFICO DERIVADO CEREBRAL (BNDF), FATOR NEUTRÓFICO CILIAR (CNTF), NEUROTROFINAS (NT1 – NT2 – NT3 – NT4 – NT5), BETA S-100.</em>
</p>

<p>
	Em 1986, Arthur vendeu a Nautilus e criou a Med-X. Faleceu de causas naturais em Agosto de 2007 em Ocala, Florida (local onde residia). O seu filho Gary Jones, viria a criar outra revolução nas máquinas de musculação, a: <strong><em>"Hammer Strength"</em></strong>, comprada a pouco tempo por um dos maiores fabricantes do mundo: <strong><em>"LIFE FITNESS"</em></strong>.
</p>

<p>
	Ao escolher uma academia, busque pelo menos pelas 4 melhores marcas de equipamentos do mundo: <strong>LIFEFITNESS, TECHNOGYM, MATRIX ou JOHNSON, CYBEX</strong>. Visite o site: www.casadosuplemento.com.br e encontre os melhores equipamentos com qualidade internacional.
</p>

<p>
	<strong>Realizações de Arthur Jones:</strong>
</p>

<p>
	As idéias de Jones ajudaram a mover a noção do público do bodybuilding e do treinamento de força para longe da escola de treinamento de Arnold Schwarzenegger (método apadrinhado por Joe Weider), que envolvia horas na academia, para o treinamento de alto volume de treino.
</p>

<p>
	O método de Jones caracteriza-se em treinos breves, escolha de cargas suficientes para que se possa executar as séries até o fracasso muscular em boa forma e minimizando o impulso, que, de acordo com a ideologia do método, provoca o máximo crescimento muscular.
</p>

<p>
	Embora validado com a ajuda de diversos bodybuilders de alta-performance adquirindo tamanho significativo e ganhos de força, os treinamentos de alta intensidade são reconhecidos universalmente como o melhor método de treinamento, porém as indústrias Weiders fazem com que os treinos de alta intensidade sejam descreditados.
</p>

<p>
	Os indivíduos famosos que treinaram sob a tutela de Jones incluem Sergio Oliva (Mr. Olympia), Casey Viator (que participou do Experimento do Colorado), Mike Mentzer, B. Coey, dentre outros. Arthur Jones é um ótimo inventor e não somente na área de desenvolvimento de máquinas de treinos. Arthur fez muito pela indústria médica e ainda faz, fundou as Hammers e as MedX. MedX máquinas perfeitas sobre todas as outras.
</p>

<p>
	<em>Referências:</em>
</p>

<p>
	<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/High_intensity_training" rel="external nofollow"><em>http://en.wikipedia.org/wiki/High_intensity_training</em></a>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">703</guid><pubDate>Wed, 18 Dec 2013 16:15:00 +0000</pubDate></item><item><title>Agachamento: Breve Relato do Exerc&#xED;cio Resistido</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/agachamento-breve-relato-do-exerc%C3%ADcio-resistido-r702/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68ddd0b93_monthly_2015_0855dd516f517b3_monthly_2015_086afef66bde1ae8fe1954da001b4d7b7a.gif.53cec0f57cabd75cd204ae33ab358a82.gif.1fdcd0e0833b6a41a05749886ba3959d.gif.32dfc6e90b8247315bc7bb7c3559cc85.gif" /></p>
<p>
	Treino de força, ou treino resistido, é o mesmo que a realização sistematizada daquele exercício que envolva movimento dinâmico e/ou estático contra alguma resistência (halter, máquina ou próprio corpo) para qualquer grupamento muscular(1-4). E para melhorar diversas metodologias e compreensão de respostas e ativações musculares, em treinamentos resistidos, considera-se o método mais utilizado a Eletromiografia de Superfície (EMGs), que desde 1940 é utilizada para verificar ativação, torque e fadiga muscular(5).
</p>

<p>
	E o presente relato, abordará um exercício muito polêmico dentro dos ginásios de treinamento, principalmente em academias, que é o Agachamento. Inúmeros conceitos vêm sendo empregado à execução dos exercícios que agacham, mesmo quando diversos desses sem base ou evidência alguma. No entanto, verifica-se que tais conceitos, não passam de “intuições místicas”, das quais jamais foram analisadas ou estudadas.
</p>

<p>
	Consta entre os leigos, alguns levantamentos ridículos quanto ao uso de tal exercício e o surgimento de problemas no joelho, coluna, dores, etc. Portanto, quando recorremos as respostas cientificamente testadas com tal movimento, nada se encontra, confirmando ainda mais que tais levantamentos não passam de falácias. Pois, podemos perceber que quanto ao joelho, estudos realizados (6) evidenciam que o agachamento pode ser considerado mais seguro que a cadeira extensora, e não obstante a caminhada(7). Quanto a dores na coluna, estudo realizado com lutadores, levantadores basista e um grupo controle, verificaram que o grupo dos basistas apresentavam menor incidência de lombalgias quando comparados ao outros grupos( 8 ).
</p>

<p>
	Outra questão muito bem descrita pela literatura é de que o agachamento profundo, não traz malefício para nenhuma estrutura, quer seja óssea, articular ou muscular, muito pelo contrário, mostra-se muito mais eficiente quanto aos resultados benéficos(9). E para completar, outro assunto que ainda perdura dentro das academias, é de que no momento da execução do exercício, o alinhamento do joelho, não pode passar o dos pés, e quando se recorre à literatura sobre tal assunto, encontra-se literalmente o contrário, que este fator de tentar limitar o movimento natural do corpo, evitando que o joelho passe naturalmente, este sim atrapalha na ativação articular e capacidade motora da execução(10), acarretando distribuição anormal das cargas.
</p>

<p>
	Portanto, fica cristalino entender que o exercício de agachamento além de não apresentar dano algum ao sistema musculoesquelético, pode auxiliar de maneira significativa no desenvolvimento e manutenção de diversas aptidões físicas. Podendo também contribuir para o emagrecimento de maneira saudável, assim como qualquer treino que seja desenvolvido utilizando como base exercícios contra resistência(11).
</p>

<p>
	<strong>ANÁLISE DO MOVIMENTO</strong>
</p>

<p>
	<a class="ipsAttachLink ipsAttachLink_image" href="//cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_12_2013/ccs-69938-0-58496100-1387382949.jpg" rel="" data-fileid="4745" data-fileext="jpg"><img alt="ccs-69938-0-58496100-1387382949_thumb.jp" data-fileid="4745" style="height: auto;" width="151" src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_12_2013/ccs-69938-0-58496100-1387382949_thumb.jpg" loading="lazy" height="199.32"></a>
</p>

<p>
	<em>Imagem do Próprio autor. Coleta do Grupo de Pesquisa Biomecânica do Movimento Humano (UGF/RJ, 2013).</em>
</p>

<p>
	O exercício de agachamento faz movimento de Flexão de quadril e joelhos (fase excêntrica) e Extensão também de quadril e joelho na fase concêntrica. Ficando assim simples de listar a musculatura primária envolvida, pois, o motor principal da extensão de joelho é o quadríceps, e motor primário da extensão de quadril é o glúteo(12). Mas, embora seja tão evidente, ainda existem alguns desinformados, que passam tal exercício dizendo que a ênfase é quadríceps, e que o glúteo trabalha menos “pega pouco”. O que a partir de agora se pode ter certeza que é um mito. Ainda para completar, Segundo Esquerdo (2010) podemos listar a musculatura secundária (isquiopoplíteos, lombares, paravertebrais, adutores, gastrocnêmios) e Antagonista (Psoas, ilíacos, e Sartório).
</p>

<p>
	<em>REFERÊNCIAS</em>
</p>

<p>
	<em>1. Fleck SJ, Kraemer WJ. Fundamentos do treinamento de força muscular. Porto Alegre: Artmed; 2006.</em>
</p>

<p>
	<em>2. Fleck SJ, Kraemer WJ. Otimizando o treinamento de força: programas de periodização nã linear. Brarueri: Manole; 2009.</em>
</p>

<p>
	<em>3. Santarem JM. Musculação em todas idades: começe a praticar antes que seu médico recomende. Barueri: Manole; 2012.</em>
</p>

<p>
	<em>4. Marques Junior NK, Silva Filho JN. Treino de força para o karateca do estilo Shotokan especialista no Kumite. RBPFEX-Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. 2013;7(41):506-33.</em>
</p>

<p>
	<em>5. de Sá Ferreira A, Guimarães FS, Silva JG. Aspectos metodológicos da eletromiografia de superfície: Considerações sobre os sinais e processamentos para estudo da função neuromuscular. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 2010;31(2).</em>
</p>

<p>
	<em>6. Escamilla RF. Knee biomechanics of the dynamic squat exercise. Medicine and science in sports and exercise. 2001;33(1):127-41.</em>
</p>

<p>
	<em>7. Kvist J, Gillquist J. Sagittal plane knee translation and electromyographic activity during closed and open kinetic chain exercises in anterior cruciate ligament-deficient patients and control subjects. The American journal of sports medicine. 2001;29(1):72-82.</em>
</p>

<p>
	<em>8. Granhed H, Morelli B. Low back pain among retired wrestlers and heavyweight lifters. The American journal of sports medicine. 1988;16(5):530-3.</em>
</p>

<p>
	<em>9. CATERISANO A, MOSS RE, PELLINGER TK, WOODRUFF K, LEWIS VC, BOOTH W, et al. The effect of back squat depth on the EMG activity of 4 superficial hip and thigh muscles. The Journal of Strength &amp; Conditioning Research. 2002;16(3):428-32.</em>
</p>

<p>
	<em>10. Fry AC, Smith JC, Schilling BK. Effect of knee position on hip and knee torques during the barbell squat. The Journal of Strength &amp; Conditioning Research. 2003;17(4):629-33.</em>
</p>

<p>
	<em>11. Silva Filho JN. Treinamento de força e seus benefícios voltados para um emagrecimento saudável. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. 2013;7(40):329-38.</em>
</p>

<p>
	<em>12. Uchida MC. Manual de musculação: uma abordagem teórico-prática ao treinamento de força: Phorte; 2006.</em>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">702</guid><pubDate>Wed, 18 Dec 2013 15:58:00 +0000</pubDate></item><item><title>Como fazer aer&#xF3;bico em jejum (AEJ)</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/como-fazer-aer%C3%B3bico-em-jejum-aej-r699/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68ddc6b15_monthly_2015_0855dd516f47481_monthly_2015_082ea9e38c0a23f70909e9da73539e0704.jpg.56c51c76c82bbd11d59a40d660e53011.jpg.07bffe1af6c5201528be6007e57737e4.jpg.be8a286a71c963d7e148276f01eff677.jpg" /></p>
<h2>
	Aeróbico em Jejum Virou Moda
</h2>

<p>
	Deixou de ser tabu o treinamento aeróbico em jejum. A cada dia aumenta o número de praticantes de musculação que adotam essa prática para queimar gorduras de modo mais rápido e eficiente. Já podemos até afirmar que está se tornando prática comum, que já ganhou o nome popular de AEJ (aeróbico em jejum). Quem acompanha o FISI com frequência já deve ter lido algumas matérias sobre esse tipo de prática. Diversos colaboradores já se manifestaram sobre o AEJ no FISI:
</p>

<ul>
	<li>
		<a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/aer%C3%B3bio-em-jejum-fazer-ou-n%C3%A3o-fazer-r484" rel="">Aeróbio em Jejum: Fazer ou Não Fazer?</a>
	</li>
	<li>
		<a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/aer%C3%B3bios-em-jejum-realmente-%C3%A9-a-melhor-maneira-de-queimar-gordura-r549" rel="">Aeróbios em Jejum: Realmente é a Melhor Maneira de Queimar Gordura?</a>
	</li>
	<li>
		<a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/aer%C3%B3bicos-em-jejum-x-perda-de-gordura-r522" rel="">Aeróbicos em Jejum x Perda de Gordura</a>
	</li>
	<li>
		<a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/o-mito-do-carboidrato-antes-e-apos-o-treino-r224" rel="">O Mito do Carboidrato antes e após o Treino</a>
	</li>
	<li>
		<a href="https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/gordura-corporal-e-atividade-f%C3%ADsica-r306" rel="">Gordura Corporal e Atividade Física</a>
	</li>
</ul>

<p>
	Mesmo tendo se popularizado o aeróbico em jejum como uma das melhores estratégias para se queimar gordura, não se pode esquecer que se trata de um treinamento <em>hardcore</em>, agressivo ao organismo, e que só deve ser realizado por praticantes de musculação que já tenham bom condicionamento físico. <strong>Pessoas sedentárias não devem se aventurar nesse tipo de treinamento</strong>.
</p>

<p>
	Antes de realizar AEJ, assegure-se que seus <strong>hábitos alimentares estão adequados</strong> para as necessidades de seu corpo e que o seu <strong>repouso noturno está sendo suficiente</strong> para a completa recuperação muscular e cerebral. Firmadas essas premissas, vamos definir as melhores práticas para o aeróbico em jejum, afinal, lemos muitas matérias sobre ele, mas poucas que orientam como fazê-lo corretamente.
</p>

<h2>
	1. Faça o AEJ ao acordar, como primeira atividade do dia
</h2>

<p>
	O aeróbico em jejum deve ser realizado logo após o despertar matinal. Não realize nenhuma outra atividade demorada ou fisicamente desgastante antes do aeróbico em jejum. O atraso após o despertar deve ser apenas o necessário para a suplementação (explicada abaixo) e tempo para chegar à academia.
</p>

<h2>
	2. Use a esteira da sua academia
</h2>

<p>
	Não corra em jejum na rua, em parques, etc. Prefira a esteira de sua academia, onde há supervisão de profissionais de educação física. O risco de crise de hipoglicemia é real e pode atingir até praticantes de musculação experientes. Certamente ninguém quer desmaiar no meio da rua.
</p>

<h2>
	3. Intensidade moderada
</h2>

<p>
	Não abuse. O aeróbico em jejum não deve ser praticado com a intenção de se melhorar a capacidade cardiorespiratória ou desempenho na corrida. A intenção primordial é queimar gordura. Tenha isso em mente. O exercício deve ser agradável, corra de leve, trotando mesmo.
</p>

<p>
	Esqueça freqüências cardíacas ideais, difíceis de se medir na prática diária. Paute-se pela sensação de treinamento, que só você tem. Sinta prazer na corrida, sem ficar esbaforido, tampouco sem ficar em zona de conforto (caminhada). Isso é intensidade moderada, e cada indivíduo tem o seu grau de moderação, que é subjetivo.
</p>

<h2>
	4. Adapte-se gradativamente
</h2>

<p>
	Quem nunca realizou aeróbico em jejum deve ser ainda mais prudente. Comece com <strong>20 minutos</strong> e vá acrescentando <strong>5 minutos </strong>a cada novo treino, até o limite máximo de <strong>45 minutos</strong>.
</p>

<h2>
	5. Pratique esporadicamente
</h2>

<p>
	Não treine em jejum por mais de <strong>3 vezes na semana</strong> e não faça por mais de <strong>2 meses seguidos</strong>. Após atingir uma meta de percentual de gordura, deixe de fazer o AEJ, que é uma prática agressiva.
</p>

<h2>
	6. Beba água
</h2>

<p>
	Beba água antes de correr, durante a corrida (leve uma garrafinha), e depois de treinar. Não se preocupe com quantidades, apenas beba bastante água, que é essencial para o metabolismo, e para o seu objetivo principal, que é queimar as gorduras.
</p>

<h2>
	7. Mantenha a dieta
</h2>

<p>
	No dia em que se realiza o aeróbico em jejum, o estômago parece estar furado. A sensação de fome será constante o dia inteiro, mesmo poucos minutos após as refeições. Não ceda à essa falseada indicação de falta de nutrientes. Siga a dieta normal.
</p>

<h2>
	8. Música
</h2>

<p>
	Correr muito tempo na esteira pode ser uma tarefa bem enfadonha. Invista num bom fone de ouvido com bluetooth e use seu smartphone para armazenar músicas agitadas de sua preferência.
</p>

<h2>
	9. Maximize os resultados com cafeína, vitamina C e aminoácidos
</h2>

<p>
	Os efeitos termogênicos do aeróbico em jejum podem ser maximizados com a ingestão de cafeína, vitamina C e aminoácidos. Na realidade, neste caso, teremos um <strong>semi-jejum</strong>, mas que é muito mais eficiente. A cafeína aumenta a queima de gordura, a vitamina C reduz o catabolismo e os aminoácidos preservam a massa magra (músculos).
</p>

<p>
	O ambiente metabólico criado pela ingestão desses elementos irá assegurar ao máximo que o corpo se valha da gordura como fonte de energia, preservando a musculatura. A ordem é secar as banhas! Tome:
</p>

<ul>
	<li>
		<strong>200 ml de café sem açúcar</strong> (ou 200 mg de cafeína por suplemento de sua preferência)
	</li>
	<li>
		<strong>500 mg de vitamina C</strong>
	</li>
	<li>
		<strong>4 colheres de sopa de aminácido líquido</strong> (sem carboidratos, como o Amino Liquid 38000 da Nutrilatina e Liquid Super Amino 23000 da Dymatize)
	</li>
	<li>
		<strong>BCAAs</strong> (opcional para reforçar o efeito anticatabólico)
	</li>
</ul>

<h2>
	Conclusão
</h2>

<p>
	A técnica do AEJ é comum entre fisiculturistas e também pode ser adotada por praticantes que musculação que desejam ficar saradões, com baixo percentual de gordura no corpo. No entanto, por ser um treino hardcore, agressivo, deve ser realizado com prudência, seguindo as dicas de segurança e de maximização dos resultados.
</p>

<h2>
	Atualização
</h2>

<p>
	As controvérsias acerca dos aeróbios em jejum continuam fortes. Atualizamos esta matéria com um vídeo publicado recentemente no youtube e que traz uma série de estudos científicos que contestam a prática. O autor conclui que os aeróbios pós-refeição são mais eficientes para queima de gordura do que os aeróbios em jejum. Observe que nos estudos não houve ingestão de café e nem de aminoácidos pelos atletas. Assista e tire suas próprias conclusões.
</p>

<div class="ipsEmbeddedVideo" contenteditable="false">
	<div>
		<iframe allowfullscreen="true" frameborder="0" height="270" id="ips_uid_9991_8" src="https://www.youtube.com/embed/k2sMjEjyWYg?feature=oembed" width="480" loading="lazy"></iframe>
	</div>
</div>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">699</guid><pubDate>Thu, 21 Nov 2013 13:49:00 +0000</pubDate></item><item><title>Passei Mal Durante o Treino, o que Aconteceu?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/passei-mal-durante-o-treino-o-que-aconteceu-r697/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68ddbe781_monthly_2015_0855dd516f3faa7_monthly_2015_08adf40eab568d06c56c9f7fc08b02a70e.jpg.366adb379307c719e9c088351450ac7d.jpg.84901fb58e6a42b45891a8575807a7dd.jpg.61903ce38ea8cc53bc4cb385f73894e2.jpg" /></p>
<p>
	Isso é comum acontecer. Se você pratica um esporte muito extenuante ou de alta intensidade já deve estar familiarizado com isso. Basicamente existem três fatores que podem causar certo desconforto, são eles:
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Queda na Pressão Arterial</span></strong>
</p>

<p>
	Durante o exercício físico as células musculares necessitam de maior quantidade de oxigênio, às vezes o coração não dá conta de bombear sangue suficiente para oxigenar as musculaturas. Em decorrência do exercício, alguns vasos sanguíneos são dilatados em um momento no qual o corpo necessita de mais sangue, a união desses fatores causa a queda na pressão arterial. Esta por sua vez pode ser verificada pelo aumento da freqüência cardíaca, na tentativa de alimentar a pressão arterial.
</p>

<p>
	Vale lembrar também que, durante os exercícios físicos há predileção do sangue para os músculos, muitas vezes privando órgãos nobres, como o cérebro, de sangue; gerando também mal estar.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Enjôo pelo Excesso de Lactato</span></strong>
</p>

<p>
	Isso acontece mais em atividades de maior volume ou que tenha muita massa muscular envolvida. Durante o exercício o músculo produz um ácido que chamamos de lactato, esse ácido é levado para o fígado onde, por processos químicos, volta a ser glicose e pode ser utilizado como fonte de energia. Mas se a produção de ácido for muito alta, acaba sobrecarregando o fígado e modificando o pH sanguíneo momentaneamente, causando enjôo e até vômito. Esse processo é normal e treinável; com os treinos o fígado se adapta e melhora seu condicionamento.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Hipoglicemia</span></strong>
</p>

<p>
	Em maior número dentro das academias, geralmente por má alimentação ou treinos pesados. Ocorre pela baixa de glicose sanguínea ou sobra de insulina. Se você costuma comer doces antes de treinar ou passar várias horas sem comer antes dos exercícios físicos é um forte candidato a ter hipoglicemia. É facilmente notada pela tontura, às vezes dor de cabeça, sono e até escurecimento da visão, sendo das três a mais perigosa. Pode, em casos mais extremos, levar a alucinações, convulsões e até a morte.
</p>

<p>
	De maneira geral, se você se sentiu mal durante o treino fale com seu professor, nada de se trancar no banheiro. Esses são sintomas simples que podem ser facilmente verificados. Mas muitos outros problemas bem mais graves podem ocorrer, portanto, esteja atento ao seu organismo respeitando seus limites.
</p>

<p>
	É importante lembrar que estas são causas de mal estar advindas de exercícios físicos. Porém, existem inúmeras causas outras que podem ser desencadeadas por exercícios em pessoas com patologias prévias: cardíacas, endócrinas, respiratórias, sistema nervoso central e etc. Se os sintomas persistirem um médico deverá ser consultado.
</p>

<p>
	Os médicos indicam uma vista ao seu consultório a cada seis meses, como precaução.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">697</guid><pubDate>Sat, 03 Nov 2007 02:59:00 +0000</pubDate></item><item><title>S&#xE9;ries de Exerc&#xED;cios para os Alunos Intermedi&#xE1;rios</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/s%C3%A9ries-de-exerc%C3%ADcios-para-os-alunos-intermedi%C3%A1rios-r695/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68ddb6c7d_monthly_2015_0855dd516f378d5_monthly_2015_08acaaf34ec17408668e546d5b4b70126d.jpg.a852757369e3f8d81deec4c799d3a78f.jpg.9b60d214a6c256ba9a9c13eb7b7ac8f7.jpg.859a8b3f2273fa35887cf44f036297c6.jpg" /></p>
<p>
	Alunos intermediários são aqueles que passaram pelos períodos de treinamento básico e adaptativo, e estão iniciando o primeiro ciclo do período de treinamento específico. Comumente o primeiro ciclo de treinamento para intermediários é composto por um mesociclo de 8 a 12 semanas.
</p>

<p>
	A série de exercícios para o treino das 4 semanas iniciais, poderá ser a mesma, já familiarizada pelo aluno nos períodos preparatórios anteriores. A partir da semana 5 devemos modificar a seqüência de trabalho. A introdução de exercícios mais elaborados e diversificados faz-se necessária para cada grupamento muscular, visando dar um aporte técnico maior e de caráter específico, para o desenvolvimento pleno dos objetivos de cada aluno.
</p>

<p>
	A reestruturação das seqüências em relação ao volume de grupos, força de treinamento ou percentual de carga, assim como a forma ou sistema de aplicação de cargas, torna-se periódica e obrigatória a cada 4 semanas (microciclo)de treino.
</p>

<p>
	O tempo de treinamento em cada microciclo, só deve ser ampliado na periodização, em caso de afastamento imprevisto do tipo viagens, gripes e resfriados etc. A possibilidade de interrupção forçada durante um microciclo de 4 semanas, cria a situação para que seja ampliada para até 6 semanas o presente microciclo.
</p>

<p>
	Não devemos esquecer que nas situações de interrupções do treinamento entre duas a três semanas, incrementa-se a necessidade de aplicação de um microciclo readaptativo. Nos casos de doenças transitórias de até sete dias, precisamos reduzir, na maioria das vezes, o volume de grupos por treinos, com a manutenção dos exercícios e das cargas ou pesos.
</p>

<p>
	A redução da intensidade das cargas ou pesos e do volume dos treinos, será necessária a partir de interferências ou interrupções que provoquem afastamentos acima de quatro semanas.
</p>

<p>
	Os exercícios para alunos intermediários tendem a ser mais específicos e gradualmente vão substituindo os exercícios que compunham a seqüência inicial. Dá-se preferência aos exercícios de peso livre, tipo halteres de disco e anilhas. Algumas máquinas que são de preferência do aluno devem ser mantidas, porque proporcionam prazer no seu uso diário.
</p>

<p>
	A rigidez do treinamento contra resistência deve ser quebrada, sempre que for observado rendimento baixo ou pouca vontade em executar os treinos. Quando surgirem dores musculares ou articulares desagradáveis e prolongadas, são bons sinais, para que seja feita uma revisão das séries de exercícios.
</p>

<p>
	Devemos estimular nossos alunos a colocar em pratica com mais seriedade, todos os elementos relacionados à restauração orgânica como o sono, a reposição alimentar equilibrada e regular etc, e a tentar sempre a execução dos limites máximos de movimentos ou a superação das repetições pré determinadas.
</p>

<p>
	As séries consideradas prioritárias, começam a tomar mais espaço ao longo da evolução do treinamento. O volume de dias semanais dedicados aos objetivos traçados, passam a ser mais bem estudados ou elaborados.
</p>

<p>
	As séries para a hipertrofia muscular começam a ser introduzidas gradativamente e o volume de exercícios ou de grupos por aparelhos, neste caso, será um pouco mais elevado, principalmente quando visamos a hipertrofia. Para que seja feito um trabalho com garantias de resultados evolutivos e satisfatórios, deve-se periodizar e controlar cada passo do treinamento desde os períodos básico, passando pelo adaptativo e chegando ao específico.
</p>

<p>
	Durante os períodos específicos as series tornam-se tão importantes como as cargas de treinamento, em função direta com os objetivos traçados no plano geral de treinamento ou macrociclo.
</p>

<p>
	Um modelo que temos seguido visando a hipertrofia, é começar o primeiro período específico de treinamento, estimulando ao máximo o desenvolvimento da força ou da velocidade, para em seguida introduzirmos especificamente os modelos especiais de seqüências para a hipertrofia.
</p>

<p>
	Temos observamos paralelamente um melhor rendimento e com pouca estabilização física. Estamos encontrando também uma grande motivação psicológica, quando da aplicação de microciclos de quatro semanas com percentuais de cargas fixos nas seqüências objetivando a força. Durante as quatro semanas seguintes, aplicamos séries mistas, com percentuais de carga variados e assim sucessivamente.
</p>

<p>
	Veja exemplo periodização abaixo 01 quadro.
</p>

<p>
	<strong>Quadro 1</strong>
</p>

<table border="1" cellpadding="2" cellspacing="0" style="border-collapse:collapse;" width="98%">
	<tbody>
		<tr>
			<td bgcolor="#FFF2C1" colspan="6" width="100%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Microciclo 01</b>
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="16%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Semana</b>
				</p>
			</td>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="16%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>% de carga</b>
				</p>
			</td>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Repetições</b>
				</p>
			</td>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Grupos</b>
				</p>
			</td>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Repouso</b>
				</p>
			</td>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Forma de treino</b>
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td bgcolor="#FFF2C1" width="16%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>1<sup>a</sup> a 4<sup>a</sup></b>
				</p>
			</td>
			<td width="16%">
				<p style="text-align:center;">
					70
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					7 a10
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					4
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					1min a 3min
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					Constante
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td bgcolor="#FFF2C1" width="16%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>5<sup>a</sup> a 8<sup>a</sup></b>
				</p>
			</td>
			<td width="16%">
				<p style="text-align:center;">
					70 e 60
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					7 a10 /11 a 15
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					3
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					1min e 30seg
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					Onda
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td bgcolor="#FFF2C1" width="16%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>9<sup>a</sup> a 12<sup>a</sup></b>
				</p>
			</td>
			<td width="16%">
				<p style="text-align:center;">
					70
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					7 a10
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					4
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					1min a 3min
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					Constante
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td bgcolor="#FFF2C1" width="16%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>13<sup>a</sup> a 16<sup>a</sup></b>
				</p>
			</td>
			<td width="16%">
				<p style="text-align:center;">
					50/60/70
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					7 a 10/11 a 15/16 a 20
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					3
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					1min a 3min
				</p>
			</td>
			<td width="17%">
				<p style="text-align:center;">
					Pirâmide
				</p>
			</td>
		</tr>
	</tbody>
</table>

<p>
	Comumente as séries com percentuais de cargas fixos são bem clássicas e os intervalos de recuperação entre os grupos são maiores, entre 1 minuto e 30 segundos até 3 minutos. As séries mistas possuem períodos de repouso entre 30 segundos a no máximo 1 minuto e 30 segundos visando especificamente a hipertrofia e as repetições realizadas de forma lenta principalmente na fase negativa do movimento (retorno à posição inicial).
</p>

<p>
	Abaixo encontra-se um modelo básico (quadro 02) de series de exercícios para alunos intermediários que treinam de 5 a 6 vezes por semana.
</p>

<p>
	<strong>Quadro 2</strong>
</p>

<table border="1" cellpadding="2" cellspacing="0" style="border-collapse:collapse;" width="98%">
	<tbody>
		<tr>
			<td bgcolor="#FFF2C1" colspan="3" width="100%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Percentuais de cargas de 70% a 79% - repetições: 7 a 10 - grupos ou sets 3</b>
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="33%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Serie A</b>
				</p>
			</td>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="33%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Serie B</b>
				</p>
			</td>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="34%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Serie C</b>
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				1. Agachamentos livre
			</td>
			<td width="33%">
				1. Supino reto
			</td>
			<td width="34%">
				1. Pulley alto
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				2. Agachador máquina
			</td>
			<td width="33%">
				2. Supino declinado
			</td>
			<td width="34%">
				2. Remada curvado
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				3. leg press 45º
			</td>
			<td width="33%">
				3. Supino 45º
			</td>
			<td width="34%">
				3. Remada baixa
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				4. leg press baixo
			</td>
			<td width="33%">
				4. Tríceps pulley
			</td>
			<td width="34%">
				4. Rosca direta
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				5. Flexora
			</td>
			<td width="33%">
				5. Tríceps testa
			</td>
			<td width="34%">
				5. Rosca scotch
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				6. Extensora
			</td>
			<td width="33%">
				6. Tríceps francês deitado
			</td>
			<td width="34%">
				6. Rosca apoiada
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				7. Remada alta
			</td>
			<td width="33%">
				7. Adutora máquina
			</td>
			<td width="34%">
				7. Panturrilhas máquina
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				8. Desenvolvimento barra
			</td>
			<td width="33%">
				8. Adutor da coxa
			</td>
			<td width="34%">
				8. Panturrilhas leg press
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				9. Desenvolvimento halteres
			</td>
			<td width="33%">
				9. Lombares
			</td>
			<td width="34%">
				9. Abdominais
			</td>
		</tr>
	</tbody>
</table>

<p>
	A próxima série é um modelo básico de exercícios para alunos intermediários que treinam 3 vezes por semana em dias intercalados.
</p>

<p>
	<strong>Quadro 3</strong>
</p>

<table border="1" cellpadding="2" cellspacing="0" style="border-collapse:collapse;" width="98%">
	<tbody>
		<tr>
			<td bgcolor="#FFF2C1" colspan="3" width="100%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Percentuais de cargas de 70% a 79% - repetições: 7a 10 - grupos ou sets 4</b>
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="33%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Serie A</b>
				</p>
			</td>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="33%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Serie B</b>
				</p>
			</td>
			<td bgcolor="#F5F5F5" width="34%">
				<p style="text-align:center;">
					<b>Serie C</b>
				</p>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				12. Supino reto
			</td>
			<td width="33%">
				12. Pulley alto
			</td>
			<td width="34%">
				1. Supino reto
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				13. Supino declinado
			</td>
			<td width="33%">
				13. Remada curvado
			</td>
			<td width="34%">
				2. Pulley alto
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				14. Supino 45º
			</td>
			<td width="33%">
				14. Remada baixa
			</td>
			<td width="34%">
				3. Desenvolvimento barra
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				1. leg press baixo
			</td>
			<td width="33%">
				1. Flexora
			</td>
			<td width="34%">
				4. Agachamento livre
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				2. Extensora
			</td>
			<td width="33%">
				2. Leg press baixo
			</td>
			<td width="34%">
				12. Agachador smith machine
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				3. Rack Machine
			</td>
			<td width="33%">
				3. Leg press 45º
			</td>
			<td width="34%">
				13. Leg press 45º
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				4. Desenvolvimento Barra
			</td>
			<td width="33%">
				4. Rosca direta
			</td>
			<td width="34%">
				14. Rosca direta
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				5. Tríceps pulley
			</td>
			<td width="33%">
				5. Rosca scotch
			</td>
			<td width="34%">
				5. Tríceps testa
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				6. Tríceps testa
			</td>
			<td width="33%">
				6. Panturrilhas Leg press baixo
			</td>
			<td width="34%">
				6. Panturrilhas Smith machine
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td width="33%">
				7. Panturrilhas máquina
			</td>
			<td width="33%">
				 
			</td>
			<td width="34%">
				 
			</td>
		</tr>
	</tbody>
</table>

<p>
	As séries que visam grandes ganhos de força devem ser compostas por exercícios que possibilitem volumes altos de cargas, estes exercícios são aqueles de caráter multiarticular na maior parte das vezes. Por este motivo devemos introduzir já nas séries dos alunos intermediários, boa parte dos exercícios que irão compor as seqüências principais, no período específico de treinamento.
</p>

<p>
	Os trabalhos visando o desenvolvimento da força, devem ser incorporados ou introduzidos lentamente no decorrer dos treinamentos. Há duas formas distintas de evolução da intensidade nos treinos, estas são:
</p>

<ol>
	<li>
		Aumento progressivo do percentual de cargas
	</li>
	<li>
		Aumento brusco do percentual de cargas
	</li>
</ol>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Aumento Progressivo do Percentual de Cargas</span></strong>
</p>

<p>
	Os percentuais de cargas quando são elevados gradativamente tornam-se menos lesivos e constituem um mecanismo de melhor controle sobre os picos evolutivos da força.
</p>

<p>
	A força facilmente adquirida também é facilmente perdida, esta regra do treinamento alerta-nos para uma maior necessidade e controle das evoluções/involuções. Antes da elevação do percentual de carga, faz-se necessário treinar e garantir uma fixação da força adquirida, para que a mesma não atinja a estabilização e caia posteriormente.
</p>

<p>
	As cargas de trabalho, sempre que possível, devem ser revisadas (ajustadas), porém haverá a manutenção do numero das repetições previstas para o equivalente percentual. Com esta sistemática garantimos a manutenção do treinamento da força específica a que foi objetivada.
</p>

<p>
	A manutenção de períodos de treinamento com o mesmo percentual de carga até momentos antes da estabilização da força, é o sinal da necessidade para o aumento do percentual de carga.
</p>

<p>
	Devemos ficar alertas ao momento em que não verificamos aumentos das repetições com os pesos de trabalho diário. Reajustar neste caso o percentual de cargas para um patamar mais elevado ou acima do atual, só é indicado quando há uma estabilização visível da força.
</p>

<p>
	Em alguns casos podemos registrar até uma queda da força, a qual pode ser sentida ou percebida por meio da redução dos pesos de trabalho diário. Quando a presente situação de queda de rendimento acontecer, deve-se tomar cuidado para que o aluno não seja sobre estimulado, por meio da elevação das cargas com o novo percentual de cargas.
</p>

<p>
	A atitude de controle a ser colocada em prática, é a criação de um mesociclo de transição, entre duas a quatro semanas, com percentuais de carga entre 50% a 59% da força máxima atualizada. Não insista em criar um microciclo com elevação no percentual de cargas (microciclo de choque).
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Aumento Brusco do Percentual de Cargas</strong></span>
</p>

<p>
	Após alguns meses de treinamento, deparamo-nos com a situação de estabilização no desenvolvimento da força, mesmo quando aplicamos períodos de treinamento de transição equilibrados. Após ser retomado o treinamento de força, a mesma encontra-se estabilizada ou pouco evolutiva. Nestes casos existe a necessidade de aplicar um microciclo de choque, com percentuais de cargas mais elevados. Veja o artigo: musculação para iniciantes: a organização do treinamento.
</p>

<p>
	<span style="font-size:18px;"><strong>Final</strong></span>
</p>

<p>
	Durante a fase intermediária de treinamento, as séries de exercícios tornam-se gradativamente mais especializadas, em função direta com os objetivos pessoais. A intensidade e o volume dos treinamentos, são sempre a base para uma boa e positiva evolução, por este motivo deve-se controlar com afinco máximo, cada ciclo de treinamento previsto no macrociclo.
</p>

<p>
	Caso o seu professor orientador não faça um planejamento mínimo de 4 semanas em seu treinamento e com objetivos bem definidos, procure questiona-lo sobre tal atitude. No caso de resposta afirmando negativamente a necessidade de utilização da periodização, ou dos aspectos de organização e controle. Procure imediatamente informar-se sobre a formação acadêmica do mesmo.
</p>

<p>
	Profissionais competentes utilizam sempre a periodização, visando o desenvolvimento pleno de seus educandos.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">695</guid><pubDate>Mon, 28 Oct 2013 23:48:00 +0000</pubDate></item><item><title>Benef&#xED;cios da Contra&#xE7;&#xE3;o Isom&#xE9;trica nos Treinos de Muscula&#xE7;&#xE3;o</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/benef%C3%ADcios-da-contra%C3%A7%C3%A3o-isom%C3%A9trica-nos-treinos-de-muscula%C3%A7%C3%A3o-r692/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_08/55dd68ddaea70_monthly_2015_0855dd516f2f2aa_monthly_2015_08796c4e1d45bb1997e04efdaa52bc0d1d.jpg.4ed247377f81665888fca0354604f024.jpg.dfd21c922c7deb43a5f0f2ffcf8974a2.jpg.1a94bd7ae955854cabac76454b3bf517.jpg" /></p>
<p>
	Segundo Miranda (2006) a contração isométrica ou contração estática é quando o músculo desenvolve tensão sem sofrer encurtamento, ou seja, o músculo desenvolve tensão, mas não há alteração em seu comprimento externo ou no ângulo da articulação em que esse músculo age, por exemplo, é quando se carrega as compras, os músculos estão sobre tensão, mas estáticos.
</p>

<p>
	Estudos mostram que essa contração acarreta em um maior acúmulo sanguíneo no músculo devido à sustentação estática do peso e da alta intensidade do treinamento proporcionado por esse método, mas para aproveitar bem esse benefício, recomenda-se que seja feita a recuperação passiva, ou seja, não realizar nenhum exercício enquanto estiver descansando um grupamento muscular para que se evite que o sangue que está concentrado em um músculo vá para outro, e com isso o primeiro deixe de receber os nutrientes.
</p>

<p>
	Outro benefício é o maior recrutamento das unidades motoras gerando assim mais força e resistência, pois quando o treino é intenso e é proporcionado ao músculo diferentes níveis de tensão, são estimuladas tanto as fibras de contração lenta, que são caracterizadas por fibras de resistência, quanto as fibras de contração rápida, que são caracterizadas por fibras de força e isso influi no rendimento e no resultado obtido, pois se os dois tipos de fibras forem estimuladas melhores ganhos serão obtidos.
</p>

<p>
	Segundo pesquisadores as contrações musculares que exigem pouca força recrutam poucas unidades motoras, já as contrações que exigem mais força recrutam mais unidades motoras ao mesmo tempo, atingindo o músculo de forma global e hipertrofiando mais fibras.
</p>

<p>
	Nas academias se observa freqüentemente pessoas muito preocupadas com a fase concêntrica da contração muscular, onde o comprimento do músculo diminui e o peso é erguido, e as contrações isométricas raramente sendo usadas, ou nem chegam a serem usadas nos treinamentos. O bom aproveitamento de todos os tipos de contração muscular ajuda a diversificar e potencializar o estímulo dado ao músculo tornando o treinamento mais intenso e eficaz.
</p>

<p>
	Esse método pode ser aplicado no treinamento quando se mantém a articulação estática por alguns segundos em certo ângulo de contração, o que eleva o nível de tensão no músculo. Geralmente isso é feito no momento de transição da contração concêntrica para excêntrica, e vice-versa, ou quando a articulação está no ângulo de 90º.
</p>

<p>
	Uma das variadas formas desse método ser incorporado ao treinamento, por exemplo, na rosca bíceps com halteres, é a cada 3 repetições manter o músculo estático por 3 segundos sustentando a carga bem no ponto onde o braço e antebraço formam um ângulo de 90º, se estiver fazendo 10 repetições manter a contração isométrica nas 3º, 6º e 9º repetições.
</p>

<p>
	O treinamento usando a contração isométrica causa uma grande tensão nas fibras musculares, o que acarreta a necessidade de uma boa nutrição, para que o músculo se recupere e tenha todo o “combustível” necessário para se desenvolver de acordo com o forte estímulo que recebeu. Associando esses dois fatores, treinamento intenso e uma boa alimentação, certamente se alcançará ótimos resultados.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">692</guid><pubDate>Mon, 12 Jan 2009 20:41:00 +0000</pubDate></item><item><title>A import&#xE2;ncia do aquecimento na atividade f&#xED;sica</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/a-import%C3%A2ncia-do-aquecimento-na-atividade-f%C3%ADsica-r691/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2015_10/aquecimento.jpg.e241be595a7322a9817fa57e2056b05b.jpg" /></p>
<p>
	O aquecimento é a primeira parte da atividade física e tem como objetivo preparar o indivíduo tanto fisiologicamente como psicologicamente para a atividade física. A realização do aquecimento visa obter o estado ideal psíquico e físico, prevenir lesões e criar alterações no organismo para suportar um treinamento, uma competição ou um lazer, onde o mais importante é o aumento da temperatura corporal.
</p>

<p>
	O aumento da temperatura corporal resulta nos seguintes benefícios:
</p>

<ul>
	<li>
		aumento da taxa metabólica;
	</li>
	<li>
		aumento de fluxo sangüíneo local;
	</li>
	<li>
		melhoria da difusão do oxigênio disponível nos músculos;
	</li>
	<li>
		aumento da quantidade de oxigênio disponível nos músculos;
	</li>
	<li>
		aumento da velocidade de transmissão do impulso nervoso;
	</li>
	<li>
		diminuição do tempo de relaxamento muscular após contração;
	</li>
	<li>
		aumento da velocidade e da força de contração muscular;
	</li>
	<li>
		melhoria na coordenação;
	</li>
</ul>

<p>
	aumento da capacidade das articulações à suportar carga.<br>
	<br>
	Alguns destes benefícios reduzem o potencial de lesões, já que possuem a capacidade de aumentar a coordenação neuromuscular, retardar a fadiga e tornar os tecidos menos suscetíveis a danos.<br>
	<br>
	Pesquisas provam que a capacidade de fazer atividades físicas tendem a melhoram com o aumento da temperatura, pois reduzem as probabilidades de ocorrerem lesões. Por exemplo, uma elevação da temperatura produz uma dissociação mais rápida e completa do oxigênio da hemoglobina. A liberação do oxigênio da mioglobina, uma fonte extra de oxigênio localizada no músculo esquelético, também aumenta em temperaturas altas. Para uma determinada quantidade de exercício, é necessário menos oxigênio após o aquecimento. Em relação a célula, uma elevação na temperatura diminui a ativação de energia no qual ocorrem as importantes reações químicas metabólicas. Este índice de aceleração metabólica conduz à utilização eficiente dos substratos que são cruciais no fornecimento da energia necessária à atividade física.<br>
	<br>
	As temperaturas musculares abaixo da temperatura do corpo tendem a aumentar a viscosidade muscular causando uma sensação de inércia, rigidez e fraqueza nos músculos. A contração muscular também parece ser mais rápida e com maior força quando a temperatura do músculo fica ligeiramente elevada acima da temperatura do corpo.<br>
	<br>
	A sensibilidade dos receptores nervosos e a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos são afetadas pela temperatura, e, portanto, foi sugerido que as temperaturas mais altas aumentam a função do sistema nervoso. Acredita-se que a melhoria de funcionamento do sistema nervoso produzida pelo aquecimento seja especialmente benéfica aos atletas praticantes de esportes que exigem movimentos complexos de várias partes do corpo. A transmissão rápida desses sinais cinestéticos é importante quando parte do corpo estão se movimentando com celeridade, porque é essencial ao sistema nervoso central obter a retroalimentação adequada a fim de controlar os movimentos complicados que podem ocorrem em frações de segundo.<br>
	<br>
	A temperatura elevada fornece estimulação para a vasodilatação que, por sua vez, resulta no aprimoramento do fluxo sangüíneo. Por exemplo, o fluxo sangüíneo para o músculo esquelético atuante pode ser aumentado, em parte devido às elevações locais de temperatura. A distribuição dos substratos necessários e a remoção dos produtos metabólicos derivados e dos músculos atuantes são dois processos fisiológicos que são aprimorados devido à vasodilatação induzida pela temperatura. Além disso, o aquecimento causa um transporte prematuro na distribuição do fluxo sangüíneo no corpo. Este transporte aumenta o fluxo relativo para as áreas relacionadas com o exercício (ex.: músculos ativos) e diminui o fluxo para as circulações não-essenciais (ex.: membros não-atuantes, vísceras, etc.).<br>
	<br>
	Estes reajustes circulatórios normais relacionados com o exercício propiciam um percentual maior a ser direcionado para os leitos vasculares necessários, mas cedo do que sem o aquecimento.<br>
	<br>
	No treinamento desportivo (na atividade física), a literatura especializada divide o aquecimento em duas estruturas relacionadas quanto à especificidade da modalidade, passivo, geral e específico.<br>
	<br>
	<strong><span style="font-size:18px;">Aquecimento Passivo</span></strong><br>
	<br>
	O aquecimento passivo envolve o aumento da temperatura corporal através de alguns meios externos. Por exemplo, a utilização de massagem, diatermia de ondas curtas, sacos quentes, banhos de vapor e duchas quentes são todos considerados formas de aquecimento passivo.<br>
	<br>
	Este pode não ser um método prático para o atleta, porém, o desempenho físico será aprimorado (comparado à total falta de aquecimento) se as temperaturas do corpo ou dos tecidos locais estiverem suficientemente elevadas. Uma possível vantagem do aquecimento passivo é a redução da probabilidade de prejuízo no trabalho físico subsequente devido à depleção excessiva de "substratos de energia" por causa da insignificante quantidade de atividade exigida. As técnicas de aquecimento passivo podem ser usadas juntamente com outros tipos de aquecimento para prolongar os efeitos da temperatura elevada.<br>
	<br>
	<strong><span style="font-size:18px;">Aquecimento Geral</span></strong><br>
	<br>
	Os principais objetivos fisiológicos do aquecimento geral são: obter um aumento da temperatura corporal, da temperatura da musculatura e a preparação do sistema cardiovascular e pulmonar para o desempenho da atividade física. Devemos elevar a temperatura corporal, pois ao atingir a temperatura ideal, as reações fisiológicas importantes para o desempenho motor ocorrem nas proporções adequadas para uma determinada atividade.<br>
	<br>
	A velocidade do metabolismo aumenta em função da temperatura, aumentando 13% para cada grau de temperatura. O aumento da irrigação tecidual garante um melhor suprimento de oxigênio e substratos ao tecido.<br>
	<br>
	Há ainda um aumento da atividade enzimática aeróbia e anaeróbia. Isto é, o metabolismo está aumentando, tornando as reações químicas mais rápidas e mais eficientes. O metabolismo durante uma atividade física pode subir 20 vezes durante uma corrida de longa duração (ex.: maratona) e até 200 vezes durante uma corrida de velocidade (ex.: 100 metros rasos).<br>
	<br>
	O aumento da excitabilidade do sistema nervoso central (SNC) resulta em maior velocidade de reação e contração: um aumento de temperatura em 2° (dois graus) corresponde a um aumento de 20% da velocidade de contração.<br>
	<br>
	No lado preventivo o aumento da temperatura resulta em uma redução da resistência elástica e da resistência do atrito, a musculatura, os ligamentos e os tendões tornam-se mais elásticos tornando-os menos suscetíveis a lesões ou rupturas. Há também modificações importantes nas articulações, devido a uma série de mecanismos, as articulações aumentam a produção de líquido sinovial (o líquido que fica dentro das articulações), tornando-as mais resistentes à pressão e a força.<br>
	<br>
	Além disso tudo, o aquecimento geral provoca uma ativação nas estruturas do sistema nervoso central (SNC) e conseqüentemente uma melhora do estado de alerta e da atenção. Este estado de vigilância favorece o aprendizado técnico, a capacidade de coordenação e a precisão de movimentos.<br>
	<br>
	Alguns exemplos típicos do aquecimento geral:
</p>

<ul>
	<li>
		pular corda;
	</li>
	<li>
		esteira;
	</li>
	<li>
		bicicleta ergométrica, etc.
	</li>
</ul>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Aquecimento Específico</span></strong>
</p>

<p>
	O aquecimento específico distingue-se do aquecimento geral, já que se concentra nas partes neuromusculares do corpo, que serão utilizadas na atividade física subsequente e mais extenuante, ou seja, consiste em exercícios que se assemelham tecnicamente aos que serão executados na atividade posterior.
</p>

<p>
	Qualquer exercício que envolva movimentos similares à prova atlética real, mas com nível de intensidade reduzido, é considerado como aquecimento específico. Por exemplo, um tenista para fazer seu aquecimento específico pode fazer rotações articulares (ombro, cotovelo, punho) e bate-bola (que deve começar em baixa intensidade e ir aumentando progressivamente).
</p>

<p>
	Um aquecimento específico não está somente direcionado para a elevação da temperatura das partes do corpo (ex.: músculos, tecidos conjuntivos, etc.) diretamente envolvidas na atividade, mas também favorece um ensaio da prova que irá acontecer. Esta forma de aquecimento é especialmente útil nos desempenhos físicos que envolvem coordenação especial ou manobras habilidosas, já que a prática por si só pode auxiliar no aprimoramento da atividade. Em geral, um aquecimento específico tende a ser mais benéfico com atividade pré-desempenho do que as técnicas de aquecimento geral.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Fatores que Influenciam no Aquecimento</span></strong>
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Idade</span></strong>
</p>

<p>
	Variação do tempo e da intensidade de acordo com a idade. Quanto mais velha é a pessoa, mais cuidadoso e gradual o aquecimento deve ser, portanto mais longo.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Estado de Treinamento</span></strong>
</p>

<p>
	Quanto mais treinada é a pessoa, mais intenso deve ser seu aquecimento. Devendo ser ajustado para cada pessoa e para cada modalidade.
</p>

<p>
	Nunca fazer atividades ou exercícios os quais não se está acostumado.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Disposição Psíquica</span></strong>
</p>

<p>
	A falta de motivação reduz os efeitos do aquecimento.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Período do Dia</span></strong>
</p>

<p>
	Pela manhã o aquecimento deve ser mais gradual e mais longo.
</p>

<p>
	Durante à tarde o aquecimento pode ser mais curto.
</p>

<p>
	Já a noite deve ter características similares ao da manhã.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Modalidade Esportiva</span></strong>
</p>

<p>
	Deve ser realizado de acordo com a modalidade praticada, aquecimento específico para determinada região. Neste ponto ainda devemos prestar atenção nas características individuais e do esporte.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Temperatura Ambiente</span></strong>
</p>

<p>
	Em tempos quentes o aquecimento deve ser reduzido.
</p>

<p>
	Em dias frios ou chuvosos o tempo do aquecimento deve ser alongado.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Momento do Aquecimento</span></strong>
</p>

<p>
	O intervalo ideal entre o final do aquecimento e o início da atividade é de 5 a 10 minutos.
</p>

<p>
	O efeito do aquecimento perdura de 20 a 30 minutos. Após 45 minutos a temperatura corporal já retomou sua temperatura de repouso.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Aspectos do Aquecimento na Prevenção de Lesão</span></strong>
</p>

<p>
	O aumento na temperatura do tecido produzido durante o aquecimento foi sugerido como sendo responsável pela redução de incidência e probabilidade de lesões músculo-esqueléticas. A elasticidade muscular depende da saturação sangüínea. Portanto, músculos frios com saturação sangüínea baixa estão mais suscetíveis à lesão ou danos que os músculos em temperaturas altas e concomitante saturação sangüínea mais alta.
</p>

<p>
	O movimento de percurso articular também melhora em temperaturas mais altas devido ao aumento da extensibilidade dos tendões, ligamentos e outros tecidos conjuntivos. Este aspecto do aquecimento é especialmente crítico para os atletas que precisam de um determinado grau de mobilidade articular relacionada a seu esporte em particular (ex.: ginastas, corredores, etc.) e para os atletas que participam de esportes de inverno ou que se exercitam em tempo frio.
</p>

<p>
	Já que a temperatura afeta a extensibilidade dos componentes corporais envolvidos na flexibilidade, é particularmente importante lembrar que as rotinas de alongamento devem ser executadas após o aquecimento a fim de se obter os melhores resultados e reduzir o potencial de risco das lesões induzidas pelo alongamento. Os danos ao tecido conjuntivo podem ocorrer se o alongamento excessivo for executado quando as temperaturas dos tecidos estão relativamente baixas.
</p>

<p>
	Finalmente, mais um importante motivo para a inclusão do aquecimento antes do desempenho de altos níveis de atividade física foi demonstrado nos efeitos cardiovasculares do exercício extenuante e repentino em homens normais e assintomáticos. As respostas cardiovasculares anormais estavam evidentes quando os indivíduos executaram um exercício vigoroso sem aquecimento. Portanto, deve-se ter o cuidado especial em aquecer os atletas que estão participando de esportes que exigem qualquer tipo de atividade repentina e extenuante.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Conclusão</span></strong>
</p>

<p>
	Qualquer pessoa que faça uma atividade física, que pratique um esporte ou algum tipo de treinamento deve fazer rotineiramente um aquecimento de acordo com seu organismo, sua idade e sua atividade. Lembrando também das probabilidades que a baixa temperatura do corpo pode causar, como lesões no músculo, no tecido conjuntivo, tendões, etc...
</p>

<p>
	Dependendo do tipo de atividade física fazer o aquecimento seguido de alongamento.
</p>

<p>
	Posso concluir, que nunca devemos praticar qualquer atividade física sem um aquecimento prévio. Pois, para um bom desempenho no esporte ou em qualquer outra atividade física, é necessário o aquecimento. Não existe atividade física sem o aquecimento. O aquecimento é primordial ao atleta ou à pessoa praticante.
</p>

<p>
	<span style="font-size:12px;"><strong><em>Bibliografia:</em></strong></span><br>
	<span style="font-size:12px;"><em>KATCH, F. I. &amp; MC ARDLE, W.D. Nutrição, Exercício e Saúde. 4ª ed. Rio de Janeiro: MEDSI, 1996.</em></span><br>
	<span style="font-size:12px;"><em>LEITE, P. F. Fisiologia de Exercício, Ergometria e Condicionamento Físico. 2ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu 1996.</em></span>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">691</guid><pubDate>Thu, 24 Oct 2002 17:30:00 +0000</pubDate></item><item><title>&#xC9; poss&#xED;vel ganhar massa muscular e perder gordura corporal ao mesmo tempo?</title><link>https://fisiculturismo.com.br/mat%C3%A9rias/treinamento/%C3%A9-poss%C3%ADvel-ganhar-massa-muscular-e-perder-gordura-corporal-ao-mesmo-tempo-r686/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://cdn.fisiculturismo.com.br/monthly_2016_08/rasgado.jpg.ebe0c64ffa13e3e1e12b39a0c84890d4.jpg" /></p>
<p>
	Em meu cotidiano como nutricionista clínico esportivo, é muito comum o indivíduo entrar em meu consultório e já deixar bem claro:
</p>

<p>
	<em>"Eu quero ganhar massa muscular, mas também quero perder gordura corporal ao mesmo tempo!"</em>
</p>

<p>
	Sem dúvida, o desejo da maioria das pessoas que procuram uma academia é a queima de gordura corporal associada ao ganho de massa muscular. Mas esses dois objetivos são possíveis de ocorrer no organismo humano concomitantemente?
</p>

<p>
	Sim, mas normalmente será necessária a otimização dos hormônios anabólicos e do controle do hormônio catabólico cortisol, mesmo que seja por meio farmacológico. Pois, em um organismo em condições normais, é muito difícil utilizar gordura enquanto se constrói massa muscular. Veja que um organismo em déficit calórico, condição necessária para que a gordura seja utilizada, irá concentrar seus esforços no reabastecimento de glicogênio para o funcionamento fisiológico normal, portanto, a construção muscular ficará em segundo plano.
</p>

<p>
	Existe um caso especial, no qual se observa aumento de massa magra e redução de gordura corporal em níveis significativos, ao mesmo tempo. Esse período coincide exatamente com o início de um programa de treinamento em indivíduos absolutamente destreinados. Sabemos que quanto mais próximo do início, maiores são os ganhos, e quanto mais distante, mais sutis são esses ganhos, devido a um maior acionamento de unidades motoras e ativação subseqüente de células musculares dormentes. Passado este período inicial adaptativo, a tendência seria os ganhos atingirem patamares reduzidos, dificultando a aquisição de tecido magro concomitantemente com a redução da gordura corporal.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">O que fazer então?</span></strong>
</p>

<p>
	Considerando passada a etapa inicial de adaptação, deve-se periodizar o trabalho nutricional do indivíduo em algumas etapas (variando entre fase de ganho de massa magra e fase de redução de gordura corporal), estando estas de acordo com a condição física atual, o objetivo e principalmente o treinamento. Vale lembrar da importância do nutricionista esportivo estar sempre em contato com o preparador físico para ocorrer a melhor sinergia possível entre dieta e treino. Inclusive, a presença do nutricionista na própria academia auxilia muito nesse caso.
</p>

<p>
	Em um passado não muito distante, era comum a adesão a uma dieta super-hipercalórica para ganho de massa magra durante determinado período, seguido de um trabalho para redução de gordura corporal. Ocorria que na etapa de dieta super-hipercalórica, era comum a aquisição de muita gordura corporal em conjunto com a aquisição de massa magra. Portanto, o período de redução da gordura corporal acabava sendo longo e árduo, proporcionando uma inevitável perda da massa magra arduamente adquirida.
</p>

<p>
	Recomenda-se que um trabalho para ganho de massa magra seja realizado de maneira controlada, monitorando a dieta de modo a proporcionar apenas a hipertrofia muscular, evitando com isso o acúmulo de gordura. Caso o indivíduo apresente-se no início do projeto com uma quantidade elevada de gordura corporal, deve-se adequar este teor de gordura antes de iniciar o trabalho específico de hipertrofia.
</p>

<p>
	Para melhor avaliação, a simples aferição do peso na balança torna-se imprecisa, pois, em termos volumétricos, uma quantidade determinada de gordura pesa bem menos do que o mesmo volume de massa muscular. Em outras palavras, uma mesma variação volumétrica de gordura corporal representa uma alteração menos significativa na balança, se comparado com a variação volumétrica em massa muscular. Por isso, em praticantes de atividade física, a discriminação da composição corporal por um profissional habilitado é recomendada.
</p>

<p>
	Para ilustrar toda esta teoria, analisaremos alguns exemplos fictícios, porém extremamente comuns no dia a dia nas academias.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Exemplo 1</span></strong>
</p>

<p>
	Individuo do sexo masculino com 90 kg de massa corporal, 170 cm de estatura, estando com 30 kg de gordura corporal, sendo que destes, 20 kg foram considerados em excesso. Sua massa magra é de aproximadamente 60 kg. Objetivo: ganho de massa magra e redução da gordura corporal, visando atingir em torno de 80 kg de massa corporal com um teor ideal de gordura corporal (estimado em 10 kg).
</p>

<p>
	Portanto, para atingir seu objetivo, nosso indivíduo exemplo necessita eliminar 20 kg de gordura corporal e aumentar 10 kg de massa magra em condições naturais. Logicamente, não consideraremos nesses exemplos o uso de qualquer recurso ergogênico farmacológico.
</p>

<p>
	A primeira medida a ser tomada nesse caso seria a redução do excesso de gordura corporal. Como temos uma quantidade relativamente grande de gordura corporal a ser perdida, poderemos inicialmente propor uma dieta hipocalórica associada a um adequado treinamento (musculação + aerobiose controlada) pelo período de 15 semanas. Considerando uma redução em torno de 1 kg de gordura corporal por semana, ao término dessa primeira etapa, o indivíduo deveria apresentar-se com 75 kg de massa corporal (90 kg de massa corporal – 15 kg de gordura corporal).
</p>

<p>
	Muitas pessoas podem achar esse processo de perda de gordura muito lento, pois acham que quanto mais rápido melhor. Nesta ignorância, essas pessoas acabam fazendo dietas nas quais ocorre uma redução de 3, 4, até 5 kg por semana. Em vez de ficarem felizes quando atingem uma perda como essa, deveriam na verdade ficar muito tristes, pois, com certeza, a maior parte dessa perda terá sido de líquido e massa magra. Devemos corrigir o conceito de perda de peso. Ou seja, perder peso definitivamente não é igual a perder gordura!
</p>

<p>
	Essa primeira etapa poderia ter duração de 20 semanas, pois dessa forma, eliminaríamos todo o excesso de gordura do nosso indivíduo exemplo. Porém, se já é difícil manter uma dieta hipocalórica por 15 semanas. Certamente, por 20 semanas seria ainda pior. Nesse caso acaba sendo interessante dividirmos a etapa de redução da gordura corporal em duas. Isto logicamente não seria necessário quando o excesso de gordura apresenta-se menor, em torno de dez quilos, por exemplo.
</p>

<p>
	Passaremos então para a segunda etapa do projeto.
</p>

<p>
	Iniciando um trabalho de hipertrofia muscular, poderemos adquirir em torno de dois quilos de massa muscular isenta de gordura por mês. Portanto, após 20 semanas (cinco meses) seguindo um trabalho controlado, nosso indivíduo exemplo apresentar-se-ia com 85 kg de massa corporal, com apenas 5 kg de gordura corporal em excesso.
</p>

<p>
	A terceira fase de nosso projeto seria basicamente de definição muscular, tendo a duração de apenas cinco semanas. Vale ressaltar que confiar em estratégias de treino para tornar o corpo mais definido é possível, desde que a dieta seja estritamente controlada e estável.
</p>

<p>
	A partir daí poderemos aumentar o gasto calórico com a implementação do exercício físico. Este ajuste deve ser muito preciso, pois um pouco mais de intensidade ou volume no treino, pode solicitar mais massa muscular do que gordura como fonte de energia, provocando o catabolismo.
</p>

<p>
	Com a introdução de uma dieta hipocalórica associada ao devido treinamento, obteríamos como resultado os desejados 80 kg de massa magra com uma quantidade de gordura corporal adequada. Ou seja, todo o projeto teria a duração de 40 semanas (dez meses). A última fase é a mais detalhada do projeto, visto que a perda de massa magra conquistada não deveria ocorrer. Para isto, seria necessário um treinamento adequado associado a uma dieta hiperprotéica com a presença de alguns suplementos nutricionais anti-catabólicos.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Exemplo 2</span></strong>
</p>

<p>
	Indivíduo do sexo feminino com 60 kg de massa corporal e 165 cm de estatura, estando com um teor de gordura corporal adequado. Objetivo: ganho de massa magra, visando atingir 63 kg de massa corporal, mantendo estável sua quantidade absoluta de gordura corporal.
</p>

<p>
	Um trabalho como este pode ser realizado em um curto período. Com um programa nutricional ajustado ao treinamento de hipertrofia, nosso exemplo atingiria seu objetivo aproximadamente em torno de seis e oito semanas. Mesmo não reduzindo sua gordura corporal absoluta, sua quantidade de gordura relativa reduziria, devido ao aumento na massa corporal.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Exemplo 3</span></strong>
</p>

<p>
	Indivíduo do sexo masculino com 50 kg de massa corporal, 170 cm de estatura, estando com um teor de gordura corporal adequado. Objetivo: ganho de massa magra, visando atingir 70 kg de massa corporal, mantendo estável sua quantidade absoluta de gordura.
</p>

<p>
	Esse terceiro exemplo apresenta um indivíduo bem magro. Seu trabalho deveria ser realizado em um longo prazo, mas desde o início, evitando ao máximo o acúmulo de gordura. Considerando um acréscimo de 500 gramas de músculo por semana (o que seria formidável), podemos estimar que em 40 semanas com um treino de hipertrofia, o objetivo seria alcançado. Isto equivale a um ano inteiro de trabalho, pois podemos somar a estas 40 semanas pelo menos 8 semanas com um treino regenerativo (variável de acordo com a periodização imposta pelo professor de educação física/personal trainer).
</p>

<p>
	Este espaço temporal pode parecer muito grande para alguns mais afoitos. No entanto, vamos analisar de outro modo: com uma dieta super-hipercalórica, certamente a massa corporal deste indivíduo aumentaria de maneira mais significativa. Porém, grande parte deste ganho, seria certamente na forma de gordura corporal. Ou seja, teríamos de iniciar um longo programa de perda de gordura corporal após todo o processo de hipertrofia. Lembrando que neste processo a chance de perda de parte da massa magra conquistada seria grande.
</p>

<p>
	Está claro que o melhor realmente é crescer com qualidade, para não ter que correr atrás do prejuízo semanas antes de ir para a praia ou a outro evento qualquer.
</p>

<p>
	<strong><span style="font-size:18px;">Conclusão</span></strong>
</p>

<p>
	Pode-se concluir que ganhar consideravelmente massa muscular e perder muita gordura corporal concomitantemente, infelizmente não é possível, salvo nas condições citadas no início deste artigo. Consistência e disciplina nos treinos são fundamentais.
</p>

<p>
	Considere que pouco adianta treinar com a devida intensidade, perfeita forma de execução e alimentação super balanceada por um determinado período, e em outros, desestimular-se e passar a treinar sem disciplina. Tem muita gente que treina semana sim, semana não ou mês sim, mês não. O ideal é procurar os serviços de profissionais devidamente habilitados, para que estes em conjunto, elaborem a melhor estratégia a médio/longo prazo.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">686</guid><pubDate>Mon, 28 Oct 2013 16:38:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
