Galera, olha só... 2003. 15 aninhos... Desculpa eu ressucitar esse tópico, mas é dos que eu mais apanhei.
Agora, depois de muito mais maduro, muito mais conhecimento adquirido, eu vejo que... lamentavelmente, eu estava... CERTO!!!!
Agora tenho base científica e um livro extremamente esclarecedor para tod@s!
Chama-se "Porque Engordamos" do Gary Taubes e foi lançado a um par de anos no Brasil pela L&PM.
Quem quiser que veja aqui:
https://www.amazon.com.br/Por-que-Engordamos-Fazer-Evitar/dp/8525431494?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&crid=1CF32OSR0EUWT&keywords=gary+taubes&qid=1526353654&sprefix=gary+tau%2Caps%2C272&sr=8-1&ref=sr_1_1
Minha resenha no site da Amazon (será que eu dei 5 estrelas, hein?) segue abaixo:
As vezes os médicos e nutricionistas não são suficientes. É preciso um JORNALISTA INVESTIGATIVO, alguém que sabe escrever e pesquisar, para colocar as coisas nos seus devidos lugares. O livro abaixo é de uma importância MONUMENTAL. Se você for ler apenas um livro na vida sobre dieta leia este. Em primeiro lugar, porque não é um livro sobre "dieta". É um livro sobre sociologia, antropologia (biológica e cultural) e política da alimentação (parte que ele desenvolve melhor no último livro "The case against sugar", ainda não publicado por aqui). A segunda parte do livro, inclusive, "o que fazer para evitar" é até dispensável, não que não seja importante, mas existem centenas de outras obras que falam acerca disso. É a primeira parte, no entanto, que torna este livro tão fundamental. Nunca, em nada do que li antes, ninguém havia colocado uma questão fundamental. E ela está no capítulo 8 do livro, e se chama "Caso Mental". Sugestivo, não? Trata-se de denunciar um dos efeitos mais perversos da lógica do "balanço calórico", que, além de cientificamente FALSA, gera nas pessoas que têm tendência à obesidade um sentimento de culpa e auto-depreciação. Isso por causa de uma lógica inerente a este equivocado princípio: se o balanço calórico existe, ou estas pessoas são gordas porque comem demais (gula) ou porque fazem exercício de menos (preguiça), ou seja, há um juízo MORAL sobre o gordo... e nem preciso dizer o que isso provoca na psique das pessoas, bombardeadas com propaganda de corpos sarados, ao mesmo tempo em que bombardeadas por publicidade de tranqueiras alimentícias em geral, tirando aquele primo que faz comentários maldosos no almoço de família... Não, ninguém precisa; Não, ninguém merece! Fala, aqui, um jurista. Trata-se de compreender um interessante mecanismo de discriminação, culpabilização da vítima, e que em nada melhora seu estado de saúde, nem física (maior parte das pessoas emagrece mas volta a engordar) nem mental (dispensando explicações).
Calorias é uma coisa para se "contar", não? O Ocidente moderno adora medir, adora contar, é tão... científico! Não é mesmo?
Muitos livros na minha vida me instruíram. Mas poucos (uns 10 ou 15) me deram a sensação de "sair da matrix", de gritar Eureka, de perceber claramente que há um antes e um depois da sua leitura. TUDO o que nos ensinaram sobre alimentação está errado. E é tão claramente... óbvio!
PS: sobre política alimentar, na mesma linha, ver documentário do Netflix "Fed Up" (traduzido em português por "Fartos Demais", eu acho).
PS2: continuo comendo açúcar, bebendo cerveja, quando quero, como quero, e azar! Mas ao menos sei como reduzir danos (evitar ou minimizar picos de insulina) e saber que aquela corridinha besta de 1h não vai "queimar" minhas "calorias" a mais. A propósito, esses "cooper" também estão errados, servem só para detonar as articulações do sujeito, mas isso é outro assunto, ok?
PS3 : tudo começou há muito tempo atrás quando Lucy não procurava diamantes no céu, mas raízes, ou carne para comer. Modernamente, ou seja, de apenas uns 8.000 anos para cá, tudo mudou... Foi preciso a modernidade, com o avanço da ciência, em especial aquela livre do controle da Big Pharma e do grande capital, para nos darmos conta que nossa carga genética não teve tempo suficiente (300 gerações contra mais de 30.000 - isso que não estou contando da Lucy, mas da matemática menos otimista da origem do sapiens sapiens como parecemos hoje) para adaptar-se à vida em cidades, ao consumo de grãos, ao açúcar, e demais tranqueiras da vida "pós-neolítica". Um outro grande cara é o professor de Harvard Daniele Lieberman - paleoantropólogo, autor de "História do Corpo Humano" - este um livro bem mais denso e acadêmico, mas ainda assim fundamental também.
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Galera, eu tô brincando com essa coisa de "viram, eu tinha razão" kkkk não levem a sério (o pessoal das antigas já me conhece e deve dar o devido desconto).
Mas é importantíssimo o livro.
E importantíssima a lição: "defenda o que você acredita, ainda que contra tudo e todos. Você provavelmente estará errado, mas foda-se!"
Paradigmas existem para serem quebrados.
Grande abraço!!!
I'm back!