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Periotto

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  1. Joinha
    Periotto deu reputação a napoli em Número de repetições x hipertrofia   
    Este é um assunto tão complexo e polêmico que trará muitos benefícios ao nosso fórum.

    Já amplamente discutido, tento colocar alguma base para essas mesmas discussões.

    Em tudo o que foi dito, não estou entrando no mérito do número de fibras recrutadas, seções transversais e etc, ok?

    De uma certa forma é consenso na Educação Física que mais repetições com pouco peso objetiva-se o desenvolvimento da Resistência da Força. Pode-se com isso obter definição muscular mas não hipertrofia.

    A questão da hipertrofia é bastante polêmica e pouco esclarecida. Os indivíduos, reagem ao treinamento de forma diferente uns dos outros. O importante no treinamento é a modificação periódica das cargas e dos exercícios, assim como da alimentação equilibrada ou balanceada e suficiente.

    No quadro 01 abaixo, se encontram os possíveis números de repetições e o grau de hipertrofia muscular atingido no treinamento segundo Hatfield,1985 in Rodrigues; 1990,1992.

    QUADRO 1
    - 1 a 5 repetições : maior síntese de proteína contrátil (fibra IIb), Grau de hipertrofia níve3 (bom).
    - 6 a 12 repetições : maior síntese de proteína contrátil + hipertrofia sarcoplasmática (fibras IIa e IIb) . Grau de hipertrofia nível 4 (ótimo).
    - 12 a 20 repetições : maior hipertrofia sarcoplasmática + síntese de proteína contrátil (fibra IIc). Grau de hipertrofia nível 2 (regular).
    - >20 repetições : hipertrofia sarcoplasmática (fibra Tipo I). Grau de hipertrofia 1 (baixo)

    Para que possamos entender um pouco melhor a influência do numero de repetições sobre as respostas do treinamento, inclui abaixo os tipos de fibras musculares e as suas características.
    Nomenclatura variada dos tipos de fibras:

    Tipo I (Resistência)
    Vermelhas
    Tônicas
    Lentas
    Slow twitch fibers (ST)
    Tipo I - Subtipo: I C

    Tipo II (Força e velocidade)
    Brancas
    Fásicas
    Rápidas
    Tipo IIA – rápida oxidativa
    Tipo IIB – rápida glicolítica
    Fast twitch fibers (FT)
    Tipo II- Subtipos
    II A
    II B
    II C*
    II AB
    II AC
    Fonte: Chiesa;1999, Fleck & Kraemer;1999, Bacurau;2000.

    Nos treinos que visam a hipertrofia máxima, utilizamos treinamentos para todos os tipos de fibras musculares ou seja; utilizamos comumente números de repetições entre 4 até 20. As cargas de treinamento para a realização de 1 a 3 movimentos são muito perigosas para a maioria da população que treina em academias, assim como, a segurança dos equipamentos pode criar o risco de sérias lesões.

    Como observado no quadro 01, trabalhar entre 4 a 20 repetições nos traz respostas positivas com graus de hipertrofia , regular, bom e ótimo. Sabemos que as fibras de força são aproximadamente 45% mais hipertrofiadas nos indivíduos que treinam força em comparação com aqueles que treinam resistência, por este fato o treinamento visando hipertrofia é 70% para a força e 30% para a resistência de força em linhas gerais, não sendo uma regra estabelecida.

    Devemos ter em mente que o “contador de repetições ideais” não existe, e esta rigidez numérica é totalmente desprovida de comprovações confiáveis. O número de repetições é um fator fundamental, mas jamais deve ser analisado isoladamente dentro do complexo contexto que origina a hipertrofia muscular, para sermos mais precisos devemos analisar a velocidade da contração tanto excêntrica quanto concêntrica, tempo de pausa na contração e no alongamento, ênfase dada em determinados ângulos etc...

    Antes de sair por aí dizendo que existe um número ideal de repetições para hipertrofia é necessário que se conheça os prováveis mecanismos de hipertrofia.

    VARIÁVEIS DE CONTROLE DE SOBRECARGA

    12 variáveis – 6 volume e 6 intensidade

    VOLUME
    - séries
    - repetições
    - n° de exercícios por grupo muscular
    - n° de exercícios totais
    - frequência semanal
    - parcelamento

    INTENSIDADE
    - quilagem
    - amplitude
    - velocidade
    - intervalo recuparetivo entre exercícios
    - intervalo recuparetivo entre séries
    - sequência de exercícios

    Essas variáveis dentro de alguns tipos de treinamento:

    FORÇA PURA
    - QUILAGEM = 90 a 100% de 1RM
    - AMPLITUDE = total
    - VELOCIDADE = lenta
    - INTERVALO RECUPERATIVO ENTRE EXERCÍCIOS = 3 a 5 min
    - INTERVALO RECUPERATIVO ENTRE SÉRIES = 3 a 5 min
    - SEQÜÊNCIA DE EXERCÍCIOS = todas possíveis
    - SÉRIES = 1 a 6
    - REPETIÇÕES = 1 a 6 RMs
    - N° DE EXERCÍCIOS POR GRUPO MUSCULAR = 1 a 3 (*)
    - N° DE EXERCÍCIOS TOTAIS = (*)
    - FREQÜÊNCIA SEMANAL = 2 a 6
    - PARCELAMENTO = poderá ocorrer

    AUMENTO DE VOLUME MUSCULAR (HIPERTROFIA)
    - QUILAGEM = 80 a 85% de 1RM
    - AMPLITUDE = total
    - VELOCIDADE = média a lenta
    - INTERVALO RECUPERATIVO ENTRE EXERCÍCIOS = 1 a 2 min
    - INTERVALO RECUPERATIVO ENTRE SÉRIES = 50 s a 1 min e 30s
    - SEQÜÊNCIA DE EXERCÍCIOS = principalmente concentrado por
    segmento corporal ou agonista/antagonista
    - SÉRIES = 2 a 6
    - REPETIÇÕES = 8 a 12 RMs
    - N° DE EXERCÍCIOS POR GRUPO MUSCULAR = 1 a 4 (*)
    - N° DE EXERCÍCIOS TOTAIS = (*)
    - FREQÜÊNCIA SEMANAL = 3 a 6
    - PARCELAMENTO = poderá ocorrer

    POTÊNCIA MUSCULAR
    - QUILAGEM = 60 a 70% de 1RM
    - AMPLITUDE = parcial (método ‘roubado’)
    - VELOCIDADE = máxima
    - INTERVALO RECUPERATIVO ENTRE EXERCÍCIOS = 2 a 5 min
    - INTERVALO RECUPERATIVO ENTRE SÉRIES = 2 a 3 min
    - SEQÜÊNCIA DE EXERCÍCIOS = principalmente alternado por
    segmentos corporais ou agonista/antagonista
    - SÉRIES = 1 a 3
    - REPETIÇÕES = 6 a 14 RMs
    - N° DE EXERCÍCIOS POR GRUPO MUSCULAR = 1 a 3 (*)
    - N° DE EXERCÍCIOS TOTAIS = 30 a 40 (*)
    - FREQÜÊNCIA SEMANAL = 2 a 4
    - PARCELAMENTO = preferencialmente sem parcelamento

    RESISTÊNCIA MUSCULAR LOCALIZADA
    - QUILAGEM = 40 a 60% de 1RM
    - AMPLITUDE = total
    - VELOCIDADE = média
    - INTERVALO RECUPERATIVO ENTRE EXERCÍCIOS = 30 s a 1 min e
    30 s
    - INTERVALO RECUPERATIVO ENTRE SÉRIES = 20 a 1 min
    - SEQÜÊNCIA DE EXERCÍCIOS = principalmente concentrado por
    segmentos corporais
    - SÉRIES = 3 a 6
    - REPETIÇÕES = 20 a 40 RMs
    - N° DE EXERCÍCIOS POR GRUPO MUSCULAR = 1 a 4 (*)
    - N° DE EXERCÍCIOS TOTAIS = (*)
    - FREQÜÊNCIA SEMANAL = 2 a 6
    - PARCELAMENTO = preferencialmente sem parcelamento

    INICIANTES (ADAPTAÇÃO)
    - QUILAGEM = 30 a 50% de 1RM
    - AMPLITUDE = total
    - VELOCIDADE = média
    - INTERVALO RECUPERATIVO ENTRE EXERCÍCIOS = 2 a 5min
    - INTERVALO RECUPERATIVO ENTRE SÉRIES = 2 a 5 min
    - SEQÜÊNCIA DE EXERCÍCIOS = alternado por segmentos corporais
    em forma de circuito
    - SÉRIES = 1 a 2
    - REPETIÇÕES = 15 a 25 RMs
    - N° DE EXERCÍCIOS POR GRUPO MUSCULAR = 1 a 2 (*)
    - N° DE EXERCÍCIOS TOTAIS = (*)
    - FREQÜÊNCIA SEMANAL = 2 a 4
    - PARCELAMENTO = preferencialmente sem parcelamento

    Respostas hormonais.

    Tempos de contração moderados a altos e descasos curtos entre as séries produzem maiores picos de GH, porém lembre-se que é discutível a influência deste hormônio na hipertrofia muscular. Já os treinos de cargas altas com períodos longos de descanso, liberam maiores quantidades de testosterona .

    Hidratação celular (HÄUSSINGER, et al, 1993; WALDEGGER, et al, 1997; MILLAR ; et al, 1997)

    Para que se consiga um melhor fluxo sangüíneo local é recomendável não prolongar muito os descansos e manter tempos de contração suficientes para originar os desequilíbrios na homeostase necessários a ocorrência desta reação (diminuição do pH, elevação do lactato...).

    Microlesões (RUSSELL et al, 1992; SCHULTZ et al, 1995)

    As microlesões são geradas principalmente por contrações excêntricas.

    TEMPO DE CONTRAÇÃO X REPETIÇÕES

    Segundo VERKHOSHANSKY (2000) - “a chave para o tamanho muscular é levantar um peso de cerca de 80% do máximo por 8-12 repetições durante 40-60 segundos” (p.27). POLIQUIN por exemplo, refere-se a tempos entre 20 e 70 segundos como ideais para ganhos de massa muscular. Este autor propõe uma perspectiva de análise onde leva-se em conta o tempo da fase excêntrica, da pausa e da fase concêntrica, por exemplo, realizar agachamento com 3 séries de 6 repetições com tempo 321, significa que você levaria 3 segundos para descer, pararia no “fundo” do agachamento durante 2 segundos e subiria em 1 segundo (o primeiro digito se refere a fase excêntrica o segundo a pausa e o terceiro a fase concêntrica).

    CONCLUSÃO

    Para alcançar seus objetivos é imprescindível usar racionalmente todas as estratégias.
    Prender-se a números de repetições pode até prejudicar seu desenvolvimento. O segredo está em manipular todas as variáveis de acordo com o músculo, características individuais e o objetivo do treino. Deve-se organizar tudo adequadamente dentro de um planejamento a curto prazo, que deve estar devidamente estabelecido no planejamento de médio prazo, o qual por sua vez é componente do planejamento a longo prazo. A montagem e prescrição de séries são fatores muito complexos e o menor detalhe deve ser visto sempre como componente desta estrutura intrincada e potencialmente instável, o sucesso tem muito a ver com o conhecimento e manipulação destas variáveis.

    HÄUSSINGER D, et al, Cellular hydration state: an important determinant of protein catabolism in health and disease. Lancet, 341(8856):1330-2 1993 May 22;

    MILLAR ID ; et al, Mammary protein synthesis is acutely regulated by the cellular hydration state. Biochem Biophys Res Commun, 230 (2):351-5 1997 Jan 13

    POLIQUIN, C. The Poliquin Principles. Dayton Writers Group, California, 1997

    RUSSELL B, et al. Repair of injured skeletal muscle: a molecular approach. Med Sci Sports Exerc 1992 Feb;24(2):189-96).

    SCHULTZ E, et al. Effects of skeletal muscle regeneration on the proliferation potential of satellite cells. Mech Ageing Dev 1985 Apr;30(1):63-72.

    VERKHOSHANSKI, Y.V. Hipertrofia Muscular: Body-building. Editora Ney Pereira, Rio de Janeiro, 2000.

    WALDEGGER S, et al, Effect of cellular hydration on protein metabolism. Miner Electrolyte Metab, 23(3-6):201-5 1997;

    PAULO GENTIL - http://www.fisiculturismo.com.br/artigo ... %B5es.html

    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - CENTRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS - Aprofudamento em ginástica: musculação

    BOA SORTE E BONS TREINOS.

    Fiquem com Deus.

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