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Contaminação em Suplementos

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18/04/2005

Contaminação em Suplementos Alimentares Estrangeiros

O Dr. Rafael de Souza Trindade é Médico do Esporte, Mestre em Ciências do Movimento Humano, Diretor Médico da Confederação Brasileira de Culturismo e Musculação - IFBB, Diretor Científico do Instituto de Avaliação Física do Esporte, Oficial de Controle de Doping e especialista em Cineantropometria pela International Society for the Advancement of Kinanthropometry.

Devido à crescente alegação de atletas de alto rendimento esportivo, detectados em exames antidoping, de que não utilizaram nenhuma substância proibida e que foram contaminados por suplementos alimentares, o Comitê Olímpico Internacional resolveu tomar uma providência. Solicitou a um de seus laboratórios acreditados, o laboratório de controle de doping de Cologne (Alemanha), para testar vários suplementos na procura por substâncias proibidas. De outubro de 2000 a novembro de 2001, o laboratório de Cologne realizou uma série de pesquisas em 634 suplementos alimentares de 13 países e de 215 fabricantes diferentes. Do total, 289 suplementos vieram de fábricas que também produziam medicamentos pré-hormonais e 345, de fábricas que não tinham esta linha de medicamentos. Dos 634 suplementos analisados, 94 (14,8%) continham substâncias pré-hormonais não declaradas em seus rótulos e em 66 (10,4%) não foram obtidos resultados conclusivos. Daqueles suplementos contaminados, 23 (24,5%) continham nandrolona e testosterona, 64 (68,1%) continham apenas testosterona e 7 (7,5%) somente nandrolona, todos classificados como esteróides anabolizantes. Todos os suplementos contaminados vinham de fabricantes de 5 países, dentre eles a Noruega, Estados Unidos da América, Reino Unido, Itália, e Alemanha. Dos suplementos contaminados, 21,1% vieram de fabricantes que também vendiam medicamentos pré-hormonais e 9,6% de fábricas que não tinham esta linha de produtos. Sabe-se que nos Estados Unidos da América, o controle de fabricação e autorização de suplementos alimentares foi desvinculado do FDA (Food and Drug Administration), órgão que controla registros de medicações e alimentos naquele país. Há uma comissão no Senado dos EUA que controla os suplementos alimentares. O que ocorre é que não há um controle efetivo e a lei tem muitas brechas. Com isso, nem tudo que está dentro do frasco necessita ser expressamente declarado no rótulo e também não precisa ser provado que aquele suplemento realmente faz efeito. Existem duas hipóteses para a contaminação de suplementos. Pode haver contaminação sem intenção devido ao uso comum de equipamentos de armazenagem e fabricação, tanto para suplementos quanto para medicamentos pré-hormonais. Porém não pode ser descartada a má-fé, pois suplementos contaminados trazem um ganho maior na performance física, o que poderia ser levado em consideração na preferência do comprador na hora de escolher um produto. No Brasil, o registro de tais substâncias é controlado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que exerce de seu poder na autorização, na vigilância da fabricação e nas especificações de rótulos. Nunca houve um caso de suplemento alimentar contaminado no Brasil. Todos os relatos de atletas que foram detectados nos exames antidoping e que alegaram uso de suplementos possivelmente contaminados, utilizavam suplementos estrangeiros. Na sua opinião, a conduta dos médicos do esporte e nutricionistas deve ser orientada para a prescrição de suplementos nacionais, que tem maior controle do que estrangeiros. Evita-se assim a administração de substâncias perigosas para atletas e praticantes de exercícios, evitando males para a saúde e também exames antidoping positivos por contaminação. Vale lembrar que um atleta detectado em exame antidoping tem uma suspensão de 2 anos, o que pode encerrar a sua carreira. Neste sentido, a Probiótica Suplementos Alimentares, em parceria com a Associação Brasileira de Estudos e Combate ao Doping, claramente divulga em seus rótulos a seguinte frase: "este produto não é considerado doping".

fonte: site da probiotica

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Legal Zapatista, o texto é bem interessante.

Fiquei curioso em saber quais são esses suplementos e sobre as concentrações de aes neles.

MAS...

Dos suplementos contaminados, 21,1% vieram de fabricantes que também vendiam medicamentos pré-hormonais e 9,6% de fábricas que não tinham esta linha de produtos.

E os outros 69,3% vieram de onde??

Neste sentido, a Probiótica Suplementos Alimentares, em parceria com a Associação Brasileira de Estudos e Combate ao Doping, claramente divulga em seus rótulos a seguinte frase: "este produto não é considerado doping".

fonte: site da probiotica

Claro que a Probiotica tem interesse em divulgar noticias que façam com que o consumidor brasileiro deixe de consumir produtos estrangeiros e se voltem pro mercado interno em especial a sua própria indústria.

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