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Conteúdo com mais curtido desde 29/12/2025 em Matérias

  1. Você treina, tenta comer melhor, mas parece que seu corpo travou na casa dos 20% de gordura corporal. Você não está exatamente gordo, mas definitivamente não está definido. A boa notícia? O problema não é preguiça ou falta de esforço. O problema é a falta de um sistema estruturado. Muitos homens perseguem o ideal de 8% a 10% de gordura corporal, mas a verdade (dita por quem vive isso) é que manter um dígito de gordura é um trabalho em tempo integral, exigindo fome constante e cardio interminável. O "ponto ideal" (sweet spot) para a maioria dos homens com emprego, família e vida social é 12% de gordura corporal. É aqui que você parece atlético, as roupas caem bem, você tem definição muscular, mas ainda consegue viver. Se você quer sair dos 20% e chegar aos 12% de forma definitiva, você precisa dominar estes 4 pilares fundamentais. 1. O plano de treino: priorize músculos, não apenas queima calóricaO erro número um de quem quer secar é focar apenas no cardio. Muitos pensam: "Preciso emagrecer, vou começar a correr". O problema é que o cardio excessivo sem musculação gera um ciclo perigoso: ele aumenta muito a fome, você come mais e volta à estaca zero. Além disso, corredores de longa distância muitas vezes acabam "falsos magros" (pouca gordura, mas nenhuma massa muscular). Para manter 12% de gordura a longo prazo, você precisa de músculos. O tecido muscular mantém seu metabolismo acelerado mesmo em repouso. Para isso, o ideal é treino de força (musculação) de 3 a 4 vezes por semana. Foque em exercícios compostos e em ficar mais forte. Isso é suficiente para 99% das pessoas construírem um físico estético. 2. Nutrição: déficit calórico pequeno e proteína altaNão tente passar fome. Se o seu plano nutricional é sofrível desde o dia 1, você não vai aguentar por muito tempo. E lembre-se: se você não consegue sustentar o plano, não conseguirá sustentar o resultado. O déficit: crie um déficit calórico pequeno e moderado. A perda de gordura deve ser lenta para preservar sua massa muscular. A proteína: mantenha a proteína em aproximadamente 2,2g por quilo de peso corporal (ou 1g por libra). Por que? A proteína te mantém saciado, ajuda na recuperação e na construção muscular. Suplementação: não complique. Você não precisa de queimadores de gordura ou BCAAs caros. Foque no básico: Creatina (5g/dia) e Whey Protein (se precisar bater a meta de proteínas). 3. O protocolo de cardio: baixa intensidade é reiAqui está um conceito contra-intuitivo: quando o objetivo é baixar gordura e você está em déficit calórico, evite excesso de treinos de alta intensidade (como CrossFit pesado, HIIT ou treinos estilo militar). Esses treinos geram muita fadiga sistêmica e aumentam drasticamente o apetite. É muito fácil "comer de volta" as 400 calorias que você queimou no treino porque você saiu de lá morrendo de fome. A estratégia: priorize o Cardio de Estado Estacionário (LISS). Caminhadas, bicicleta em ritmo moderado, etc. Isso queima calorias sem destruir suas articulações, sem prejudicar sua recuperação do treino de pernas e, principalmente, sem disparar sua fome. Use o cardio como uma ferramenta de ajuste fino, não como a base do seu emagrecimento. 4. A fase de manutenção (dieta reversa)Você chegou aos 12%. Parabéns! E agora? A maioria para de seguir o plano e recupera o peso. Ao atingir seu objetivo, você não é a mesma pessoa de antes. Seu corpo está menor e seu metabolismo adaptado. Você precisa fazer uma transição chamada "Dieta Reversa". Aumente suas calorias lentamente até atingir o nível de manutenção. Mantenha esse peso por um tempo para seu corpo se acostumar com a nova composição. Quando inserir o HIIT? Somente agora, na fase de manutenção, quando você já está comendo mais calorias, é o momento ideal para inserir treinos de alta intensidade (HIIT, lutas, aulas funcionais) se você quiser melhorar seu condicionamento físico. Fazer isso durante o déficit severo é pedir para andar um passo para frente e dois para trás. ConclusãoChegar a 12% de gordura corporal não exige que você se torne um monge ou um atleta olímpico. Exige inteligência. Troque o excesso de esforço aleatório por um sistema de treino de força consistente, dieta rica em proteínas sem radicalismo e cardio controlado. É assim que você conquista — e mantém — o físico que deseja. Fontes de consulta ROGERS, Max. Stuck at 20% bodyfat? Here’s how to drop to 12%. YouTube, 17 dez. 2025. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8wuJd4Qo68Y. Acesso em: 27 dez. 2025.
  2. Por décadas, a pirâmide alimentar que influenciou o mundo inteiro tinha uma mensagem clara: coma muitos carboidratos, evite gordura. Agora, os Estados Unidos estão oficialmente virando essa lógica de cabeça para baixo. As Diretrizes Dietéticas Americanas 2025–2030 marcam a maior mudança nutricional do país em quase 50 anos, recolocando proteínas e alimentos integrais no centro do prato — e encerrando a “guerra” contra gorduras naturais. Com base na pesquisa anexa, publicada após a revisão oficial conduzida pelo Departamento de Agricultura (USDA) e pelo Departamento de Saúde (HHS), esta mudança não é apenas estética. Ela representa uma ruptura científica, política e cultural . O que motivou essa virada histórica?Os próprios órgãos federais reconhecem um dado alarmante: cerca de 90% dos gastos com saúde nos EUA estão ligados a doenças crônicas associadas à alimentação, como obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica . Segundo o relatório, o crescimento dessas doenças coincidiu historicamente com as diretrizes adotadas a partir de 1980 — e reforçadas pela famosa pirâmide alimentar de 1992 — que incentivavam: 6 a 11 porções diárias de grãos, substituição de gorduras naturais por óleos vegetais industriais, redução drástica de carnes e laticínios integrais. O resultado? Menos gordura saturada no prato, mas mais carboidratos refinados, mais óleos de sementes e mais ultraprocessados — sem a prometida melhora na saúde populacional . A nova lógica do prato: comida de verdade no centroA revisão de 2025–2030 abandona o foco exclusivo em nutrientes isolados (calorias, gordura total, colesterol) e adota uma filosofia clara: “Real Food” — comida de verdade. Na prática, isso significa priorizar: alimentos integrais, alta densidade nutricional, mínimo processamento industrial. A nova pirâmide — muitas vezes descrita como invertida — traz três pilares centrais. 1. Proteína vira o macronutriente âncoraA mudança mais contundente é o destaque à proteína. As novas diretrizes recomendam 1,2 a 1,6 g de proteína por quilo de peso corporal por dia, um valor bem acima do que era implicitamente estimulado antes . Na prática: todas as refeições devem conter uma fonte relevante de proteína; cafés da manhã baseados apenas em pães e cereais perdem espaço; ovos, carnes, aves, peixes, laticínios integrais, leguminosas e nozes são explicitamente valorizados. A justificativa é metabólica: proteína aumenta saciedade, preserva massa magra e reduz o consumo excessivo de calorias ao longo do dia — conceito conhecido como alavancagem proteica . 2. Gorduras naturais deixam de ser vilãsOutro ponto central da nova diretriz é a reabilitação das gorduras naturais, especialmente quando fazem parte de alimentos integrais. Pela primeira vez em décadas, documentos oficiais citam como opções aceitáveis: manteiga, sebo bovino, azeite de oliva, óleo de abacate, laticínios integrais. A principal mudança não é apenas “liberar gordura”, mas diferenciar gordura natural de gordura industrial. Óleos de sementes refinados (soja, milho, canola), ricos em ácido linoleico, passam a ser vistos com cautela devido a possíveis efeitos inflamatórios quando consumidos em excesso . Em outras palavras: o problema não é a gordura do alimento, mas o grau de processamento. 3. Grãos e ultraprocessados perdem protagonismoOs carboidratos não desaparecem, mas mudam radicalmente de status: grãos deixam de ser a base da dieta; a recomendação cai para 2 a 4 porções diárias, e apenas na forma integral e minimamente processada; carboidratos refinados (pão branco, biscoitos, massas comuns) são desencorajados. Mais duro ainda é o posicionamento contra os alimentos ultraprocessados. A recomendação é clara: evitar. Produtos com aditivos artificiais, corantes, açúcares adicionados e adoçantes não nutritivos deixam de ser considerados compatíveis com uma alimentação saudável . Por que isso reacende um debate global?Essa mudança coloca os EUA em rota de colisão com diretrizes tradicionais de entidades como a Organização Mundial da Saúde, que ainda defendem a substituição de gorduras saturadas por óleos vegetais. Ao mesmo tempo, aproxima os americanos de abordagens já adotadas em países como o Brasil, que priorizam o grau de processamento dos alimentosem vez da simples contagem de macronutrientes . O resultado é um debate internacional intenso — mas inevitável — sobre o fracasso do modelo alimentar do final do século XX. O que essa mudança sinaliza para o futuro?As novas diretrizes americanas não são apenas uma atualização técnica. Elas representam: o reconhecimento oficial de que medo de gordura e excesso de carboidratos não resolveram a crise de saúde; a valorização de padrões alimentares mais ancestrais e menos industrializados; um convite global para repensar o que realmente significa “comer saudável”. Se essa experiência vai reduzir obesidade e doenças metabólicas em larga escala, só o tempo dirá. Mas uma coisa já é clara: a pirâmide alimentar clássica ficou no passado — e, com ela, a ideia de que gordura natural é o inimigo número um da saúde. Fontes de consulta: ACADEMY OF NUTRITION AND DIETETICS. Statement from the Academy of Nutrition and Dietetics on the Release of the Dietary Guidelines for Americans, 2025–2030. Chicago, 2026. Disponível em: https://www.eatrightpro.org/about-us/who-we-are/public-statements/academy-statement-on-2025-2030-dgas-release. Acesso em: 15 jan. 2026. AHCA/NCAL. DHHS and USDA Release 2025–2030 Dietary Guidelines for Americans. Washington, DC, 2026. Disponível em: https://www.ahcancal.org/News-and-Communications/Blog/Pages/DHHS-and-USDA-Release-2025-2030-Dietary-Guidelines-for-Americans-.aspx. Acesso em: 15 jan. 2026. BEAL, T.; RAMSDEN, C. The Scientific Foundation for the Dietary Guidelines for Americans 2025–2030. National CACFP Sponsors Association, 2026. Disponível em: https://www.cacfp.org/assets/pdf/The+Scientific+Foundation+for+the+Dietary+Guidelines+for+Americans%2C+2025%E2%80%932030. Acesso em: 15 jan. 2026. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. DLA PIPER. Updated 2025–2030 Dietary Guidelines for Americans emphasize consumption of “real foods”. Washington, DC, 2026. Disponível em: https://www.dlapiper.com/en/insights/publications/2026/01/2025-2030-dietary-guidelines-for-americans-top-points. Acesso em: 15 jan. 2026. HARVARD T. H. CHAN SCHOOL OF PUBLIC HEALTH. Dietary Guidelines for Americans 2025–2030: progress on added sugar, protein hype, saturated fat contradictions. Boston, 2026. Disponível em: https://nutritionsource.hsph.harvard.edu/2026/01/09/dietary-guidelines-for-americans-2025-2030/. Acesso em: 15 jan. 2026. METABOLIC MIND. For Clinicians. 2026. Disponível em: https://www.metabolicmind.org/for-clinicians/. Acesso em: 15 jan. 2026. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. WHO updates guidelines on fats and carbohydrates. Genebra, 2023. Disponível em: https://www.who.int/news/item/17-07-2023-who-updates-guidelines-on-fats-and-carbohydrates. Acesso em: 15 jan. 2026. PAGE, A. Dietary Guidelines for Americans 2025–2030. Medium, 2026. Disponível em: https://medium.com/@aydapage/dietary-guidelines-for-americans-2025-2030-eaec593aa258. Acesso em: 15 jan. 2026. UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURE (USDA). Dietary Guidelines for Americans 2025–2030. Washington, DC, 2026. Disponível em: https://www.dietaryguidelines.gov/. Acesso em: 15 jan. 2026. UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURE (USDA). Kennedy, Rollins Unveil Historic Reset of U.S. Nutrition Policy. Washington, DC, 2026. Disponível em: https://www.usda.gov/about-usda/news/press-releases/2026/01/07/kennedy-rollins-unveil-historic-reset-us-nutrition-policy-put-real-food-back-center-health. Acesso em: 15 jan. 2026. UNITED STATES DEPARTMENT OF HEALTH AND HUMAN SERVICES (HHS). Fact Sheet: Trump Administration Resets U.S. Nutrition Policy. Washington, DC, 2026. Disponível em: https://www.hhs.gov/press-room/fact-sheet-historic-reset-federal-nutrition-policy.html. Acesso em: 15 jan. 2026. UNITED STATES GOVERNMENT. Eat Real Food. 2026. Disponível em: https://www.realfood.gov/. Acesso em: 15 jan. 2026. ZOË HARCOMBE. The 2025–2030 Dietary Guidelines for Americans. 2026. Disponível em: https://www.zoeharcombe.com/2026/01/the-2025-2030-dietary-guidelines-for-americans/. Acesso em: 15 jan. 2026.
  3. Você sente que, por mais que treine, seus resultados pararam de aparecer? Aquele momento em que o corpo parece se acostumar com os estímulos e a evolução trava tem nome: efeito platô. Se o seu glúteo parou de responder aos treinos convencionais, esta estratégia é para você. Hoje vamos falar sobre o treino de choque, uma técnica avançada desenhada para tirar o seu corpo da zona de conforto e "acordar" a musculatura. O que é o treino de choque?O treinamento de choque não é apenas treinar "pesado". É uma estratégia de sobrecarga intencional. Ele serve para chocar o sistema neuromuscular através de um aumento súbito e drástico na intensidade ou no volume do treino. Ao contrário de um treino comum, onde o foco pode ser a progressão de carga linear, aqui o objetivo é gerar um estresse metabólico e microlesões musculares muito maiores do que o seu corpo está acostumado a gerenciar. Como funciona na prática?Em vez de apenas "puxar peso", o treino de choque utiliza métodos de intensidade específicos para mudar a curva de resistência e levar o músculo ao limite. No protocolo que vamos apresentar hoje, utilizamos técnicas como: Drop sets e Rest-pause: Para estender a série além da falha. Isometria: Para aumentar o tempo sob tensão. Uso de elásticos (bands): Para manter a tensão contínua em pontos onde o peso livre ou a máquina poderiam dar "descanso" ao músculo. As regras de ouro: frequência e execuçãoComo este é um treino extremamente desgastante para o Sistema Nervoso Central (SNC) e para as fibras musculares, você não deve fazê-lo o ano todo. Siga estas diretrizes para evitar overtraining: Duração do ciclo: O ideal é aplicar este choque por 2 a 4 semanas, seguido por uma semana de deload (treino regenerativo). Frequência semanal: Treine o grupo muscular alvo (neste caso, glúteos) apenas 1 a 2 vezes por semana. Descanso: Garanta intervalos de 48h a 72h entre as sessões de choque. Como executar corretamente?Foco na falha: As séries devem ir até a falha concêntrica (quando você não consegue mais subir o peso com a forma perfeita). Intervalo curto: O descanso entre séries é cronometrado e curto (45 a 90 segundos) para manter o estresse metabólico alto. Prioridade à técnica: Choque não significa "roubar". A carga deve ser alta, mas o controle do movimento deve ser total. O treino: protocolo de choque para glúteosAgora que você entendeu a teoria, vamos para a prática. Este roteiro foi desenhado para maximizar a tensão e o recrutamento de fibras. 1. Levantamento terra (o "peso pesado")Começamos com o exercício básico e multiarticular. Por que é o primeiro? Porque exige muito do corpo todo. Precisamos aproveitar o momento em que sua energia e força neural estão no pico para mover as cargas mais altas do treino. 2. Cadeira abdutora com elásticoAqui começamos a introduzir a técnica de tensão variável. O diferencial: Além do peso da máquina, adicionamos um elástico (mini band) ao redor dos joelhos. Isso aumenta a tensão lateral durante todo o arco do movimento, impedindo que o músculo relaxe na volta. 3. Elevação pélvica com elásticoO rei dos exercícios de glúteo, turbinado. O diferencial: Coloque o elástico logo acima dos joelhos. Isso força você a fazer uma abdução (força para fora) constante para manter o elástico esticado, ativando intensamente o glúteo médio enquanto o glúteo máximo trabalha na extensão do quadril. É queimação garantida! 4. Extensão de quadril na polia (glúteo na polia)Para finalizar, um exercício isolado. O foco: O objetivo aqui é "esmagar" o músculo, focando na contração máxima no final do movimento, já com a musculatura pré-exaurida pelos exercícios anteriores. ConclusãoO segredo deste "choque" não está apenas na carga, mas na combinação inteligente das máquinas com a tensão contínua dos elásticos. Lembre-se: é um período curto de alta intensidade para destravar seus resultados. Gostou do desafio? Salve este treino para fazer na sua próxima ida à academia. E depois me conta aqui nos comentários: qual desses exercícios você achou mais desafiador? Nota: Sempre consulte um profissional de educação física antes de iniciar treinos de alta intensidade para garantir que a execução e as cargas estejam adequadas ao seu nível de condicionamento.
Esta liderança está programada para São Paulo/GMT-03:00

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