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Cláudio Chamini

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  1.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Dicas de ciclo de stano com Dura
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  10. @PaulaC, de tudo o que você contou, um trecho pesa mais do que a escolha entre stano, dura ou qualquer outra droga: a voz continua mais grossa até hoje e houve mudanças nas partes íntimas. Isso já é virilização instalada. Não é um colateral que passa quando o ciclo acaba, como a acne. Voz grave e aumento do clitóris costumam ser permanentes, e cada ciclo novo com androgênio tende a aprofundar o que já mudou. Por isso eu discordaria de recomeçar agora, mesmo com a dose reduzida. O @Locemar e o @Foston estão certos em tudo o que disseram sobre a dose e sobre o stano ser das opções mais pesadas para lipídios e fígado. Mas o ponto é que, para quem já virilizou, a margem de segurança praticamente sumiu. O estanozolol é derivado da DHT e bem androgênico em mulher. Mesmo 50 mg em dias alternados é dose alta para o padrão feminino. Se em algum momento você voltar a usar algo, o mais prudente seria uma das opções menos androgênicas, em dose realmente baixa, e com acompanhamento. Ao primeiro sinal de rouquidão, o uso precisa ser suspenso. Antes disso, vale duas avaliações. Uma com ginecologista ou endocrinologista, com testosterona total, estradiol, LH, FSH, perfil lipídico e TGO e TGP, para ver como o corpo ficou depois do ciclo, já que o seu foi longo e em dose masculina. Outra com otorrino ou fonoaudiólogo, se a voz incomoda. A fonoterapia não reverte a mudança da prega vocal, mas ajuda a trabalhar a altura e a qualidade da voz. E a boa notícia é a que a @Sereiafit e os outros já disseram: o seu shape já tem volume. O que falta é definição, e isso vem da dieta, não da droga. A sua alimentação atual está limpa, mas parece pouca em proteína. Frango no almoço e no jantar, ovo de manhã, iogurte e um whey devem ficar bem abaixo do ideal para quem quer manter músculo em déficit, que costuma ser algo entre 1,6 e 2,2 g por quilo de peso. Proteína alta, déficit moderado e treino pesado mantido costumam secar e mostrar o músculo sem o risco de mexer de novo na voz. Para acertar a quantidade de proteína com o seu peso e objetivo, a calculadora de proteína diária do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  11.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Sobre Midway Anabol Pack
  12. @Gheorton Dhouglas Junior, o @Locemar matou a causa: é a cafeína. Sobre o horário, tomar às 13 h para treinar às 19 h não funciona bem, e vale entender por quê. A cafeína atinge o pico no sangue entre 30 e 60 minutos depois de tomada, e é nesse pico que você sente a energia e a força a mais no treino. A meia-vida dela fica em torno de 5 horas na média, mas varia muito de pessoa para pessoa, de 3 a mais de 7 horas. Tomando às 13 h, o pico passa bem antes do treino e você perde o efeito. Tomando às 18 h, ainda haverá metade da dose circulando por volta das 23 h, e um quarto de madrugada. Um estudo clássico mostrou que uma dose alta de cafeína tomada até 6 horas antes de dormir ainda tirou mais de uma hora de sono. Então, quem treina à noite tem basicamente três saídas: - testar o horário que o @Locemar sugeriu, umas duas horas antes do treino, e ver como o seu sono responde; - usar meia dose do produto, que ainda dá algum efeito e pesa menos no sono; - trocar por um pré-treino sem estimulante, com creatina, citrulina e beta-alanina, que ajudam no desempenho sem tirar o sono. E vale lembrar que uma noite mal dormida derruba a recuperação e o resultado do treino do dia seguinte mais do que a cafeína ajuda no treino de hoje. Se tiver que escolher, escolha o sono. Para conferir o que tem evidência nesses ingredientes, dose e horário, o orientador de suplementos do site resume tudo: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/suplementos/
  13. @Dra Keila, um dado que você deu no meio do tópico muda a conversa mais do que qualquer escolha de droga: seu irmão teve trombose depois de uma cirurgia ortopédica. Como intensivista, você sabe que isso sugere investigar trombofilia hereditária, como fator V de Leiden e mutação da protrombina, antes de qualquer intervenção hormonal. Androgênios sobem o hematócrito, e a testosterona tem associação com eventos tromboembólicos, ainda que o tamanho desse risco seja discutido na literatura. Num histórico familiar positivo, eu faria esse rastreio antes de decidir, e não depois. Sobre o esquema que o @Arnaldo Santos. sugeriu, em pirâmide até 40 mg por dia de oxandrolona: para mulher, isso é dose alta. Na faixa de 20 a 40 mg, o risco de rouquidão, aumento do clitóris, pelos e acne cresce bastante, e voz e clitóris não costumam voltar ao normal. O que o @ricardofon descreveu, de 5 a 10 mg com exames antes e depois, é bem mais coerente com o que se vê de resultado e de segurança. E o caso do seu amigo não foi necessariamente uma predisposição rara. Hepatite medicamentosa, geralmente colestática, é um efeito conhecido dos 17-alfa-alquilados, e o risco cresce com a dose. Com 60 mg por dia, não é surpreendente, mesmo que o @Toxi nunca tenha tido esse problema. Agora a parte que mais pesa no seu resultado. Quatro anos de treino sem evolução raramente é falta de hormônio. Quase sempre é progressão de carga insuficiente, volume mal distribuído ou dieta inconsistente. Você mesma contou que saiu da dieta nos últimos dois meses. A dieta que você postou é boa no papel: proteína alta, perto de 180 g por dia, carboidrato bem distribuído e refeições organizadas. Como o @Gamma disse, dá para melhorar, mas o principal é a constância. Para afinar a cintura e secar o tronco, o fator é o déficit calórico mantido por tempo. Para ganhar perna e glúteo, é treino de inferiores duas vezes por semana, com agachamento, terra romeno, elevação pélvica e afundo, e carga subindo de forma registrada, semana a semana. Sobre o quadril que "trava" em 115 cm: em mulher, a gordura de quadril e coxa é a mais resistente a sair, por questão de receptores e de distribuição genética. Ela é a última a responder ao déficit. Isso não significa que não sai, só que exige mais tempo do que o tronco. Se você quiser um ponto de partida para reorganizar o treino com foco em inferiores e encaixar a rotina de plantões, o gerador de treino do site monta uma divisão a partir dos seus dias disponíveis. É uma simulação para ajustar, e não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  14. De 2016 para cá o cenário mudou, e isso responde a dúvida do @Nem de forma mais direta do que naquela época. Desde 2023, a Resolução CFM 2.333/2023 proíbe médicos de prescreverem esteroides anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de melhora de desempenho. Então, hoje, não existe "o médico certo" para receitar Durateston para treino, nem endocrinologista, nem medicina esportiva, nem modulação hormonal, como sugeriram o @Locemar e o @Mestre. Quem faz isso está descumprindo a norma do próprio conselho. A prescrição legítima de testosterona fica para deficiência hormonal comprovada. Sobre a ideia do @Ruan Pablo Maromba, de dizer que tem disfunção erétil, não funciona como parece. Um médico sério vai pedir exames, e a deficiência de testosterona se confirma com duas dosagens de testosterona total pela manhã, abaixo da referência, junto com sintomas. Se a sua testosterona estiver normal, a indicação para disfunção erétil é outra, geralmente um inibidor de fosfodiesterase, como tadalafila ou sildenafila. E se ele receitar com base em informação falsa, o tratamento vai ser pensado para um problema que você não tem. O que vale a pena é outra coisa. Se você tem sintomas reais, como cansaço, libido baixa e dificuldade de ganhar massa apesar de treino e dieta certos, faça a investigação de verdade: testosterona total e livre, LH, FSH, prolactina, TSH e hemograma. Às vezes aparece hipogonadismo, às vezes hipotireoidismo ou apneia do sono, e em todos esses casos o tratamento correto resolve. E, se a decisão de usar hormônio já estiver tomada, contar ao médico o que você pretende usar ou está usando é a melhor forma de ter os exames certos e a monitoração de hematócrito, colesterol, pressão e fígado. Mesmo que ele não prescreva, ele pode acompanhar a sua saúde, e isso reduz muito o risco. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  15. @Rodrigo Enseki, respondendo por partes. A pausa não é perigosa, mas atrapalha. O Durateston é uma mistura de quatro ésteres, dois curtos e dois longos. Duas ampolas seguidas são suficientes para suprimir a sua produção natural. Aí vem a pausa, o nível do hormônio cai, mas o eixo continua desligado. Você passa duas ou três semanas com testosterona baixa no meio do ciclo, o que pode cobrar em disposição, libido e humor, e depois recomeça do zero em janeiro. Na prática, seria melhor começar tudo em janeiro, de forma contínua. Já que as duas primeiras foram aplicadas, o menos ruim é reduzir a pausa ao mínimo possível. Como o @Jmc disse, quatro semanas com uma ampola por semana já é um ciclo muito curto, e a pausa encurta ainda mais o tempo útil. Sobre bebida: algumas taças de vinho no fim de semana não interagem de forma perigosa com testosterona injetável. Ela não passa pelo fígado como os orais. O custo do álcool é outro: piora o sono, a recuperação e a síntese de proteína, e, se a pressão subir com o hormônio, o álcool soma. Com moderação, dá para conviver. Depois do ciclo você não precisa fazer outro. Ninguém "fica preso" ao hormônio. O que acontece é que, ao parar, a produção natural leva algumas semanas para voltar, e nesse período alguns sentem queda de libido e de ânimo. Em ciclos curtos e com dose baixa a recuperação costuma ser rápida, mas vale confirmar com exame (testosterona total, LH e FSH) umas quatro a seis semanas depois da última aplicação. Se não voltar, existe TPC para isso. O que você vai manter dos ganhos depende da dieta e do treino depois que o ciclo acabar. Um alerta sobre a receita, já que perguntou: testosterona no Brasil é medicamento controlado, da lista de anabolizantes, e a farmácia só vende com receita de controle especial, que fica retida. Além disso, desde 2023 uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM 2.333/2023) proíbe médicos de prescrever anabolizantes para fins estéticos ou de ganho de desempenho. Vale saber em que condições a clínica está aplicando e se houve exames antes, porque isso diz muito sobre a qualidade do acompanhamento. Antes do próximo passo, faça hemograma, perfil lipídico, testosterona total, estradiol, LH e FSH. Se for planejar um ciclo completo depois, o gerador de protocolo hormonal do site ajuda a organizar duração, exames e TPC. A saída é simulação para ajuste, e não prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  16. @bruno be good, a pesquisa que você lembrou existe e vai na direção certa. Vale ter os dados à mão antes de subir para 20 mg. No estudo clínico de fase 1 do LGD-4033, homens saudáveis usaram 0,1, 0,3 ou 1 mg por dia durante 21 dias. Mesmo com 1 mg, a testosterona total caiu de forma significativa, a SHBG caiu e o HDL despencou. Ou seja, com uma dose dez vezes menor que a sua e por menos tempo, já houve supressão mensurável. Com todo respeito ao @Gamma, nesse ponto a evidência não confirma que SARM só suprime em dose cavalar. A supressão é dose-dependente, como em qualquer androgênio, e 10 a 20 mg por dia está muito acima do que foi testado em humanos. Dobrar para 20 mg nas últimas duas semanas aumenta a supressão e o impacto no colesterol, sem garantia de ganho proporcional. Nesse ponto o @Gamma tem razão: manter a dose atual permite avaliar o que o produto realmente rende. Sobre a TPC com tribulus e ácido D-aspártico: os estudos em homens treinados não mostram aumento de testosterona com nenhum dos dois. Em um deles, 6 g de D-aspártico por dia chegaram a baixar a testosterona. Se houver supressão relevante, o que reativa o eixo é SERM, como clomifeno ou tamoxifeno, e quem diz se precisa é o exame, não a impressão. Testosterona total, LH e FSH umas duas a três semanas depois de parar já respondem isso. A ginecomastia relatada com SARM provavelmente tem a ver com a queda da testosterona natural, que deixa a relação entre testosterona e estrogênio desequilibrada, e com produto que não é o que diz o rótulo. Outro detalhe: nenhum SARM foi aprovado como medicamento em nenhum país. Não existe "pharma grade" de ligandrol, e marcas como a Enhanced são de laboratórios fora do circuito farmacêutico. Isso não quer dizer que o seu esteja errado, mas reforça a importância do exame. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  17. @bruno be good, dá para emendar, mas vale entender o que você está emendando, porque a ideia de "SARM leve e depois um pouco de Dianabol" esconde um problema. O ligandrol suprime o eixo de forma clara. No estudo clínico com LGD-4033, só 1 mg por dia durante três semanas já derrubou a testosterona total, a SHBG e o HDL. Com 10 mg por dia por 30 dias, é bem provável que a sua produção natural esteja muito baixa agora. Então, ao terminar o SARM, você não sai de um estado normal. Você sai de um estado suprimido. Se entrar com Dianabol sozinho em seguida, são mais 30 dias de supressão sem nenhuma base de testosterona. A metandrostenolona aromatiza bastante, pesa no fígado por ser oral 17-alfa-alquilado, sobe pressão e derruba ainda mais o HDL, que já vem castigado pelo ligandrol. Somando, são dois meses de eixo desligado, com colesterol ruim e sem testosterona circulando, o que costuma cobrar em libido, humor e disposição no fim. As alternativas mais coerentes são duas. Uma é parar no fim das quatro semanas, fazer exames e, se a testosterona não voltar, fazer TPC, como o @Gamma sugeriu ao propor avaliar primeiro o que o ligandrol rendeu. A outra é, se a decisão for seguir ciclando, montar um ciclo de verdade com testosterona como base, em vez de oral isolado. Tirar a testosterona do esquema é o que mais pesa no pós-ciclo. Um detalhe sobre SARMs: uma análise publicada no JAMA em 2017 testou dezenas de produtos vendidos como SARM pela internet, e só cerca de metade continha de fato um SARM. Vários tinham outra substância ou dose diferente da rotulada. Se você sentir algo fora do esperado, o rótulo pode não ser o conteúdo. Antes de decidir, vale fazer testosterona total, LH, FSH, estradiol, perfil lipídico, TGO e TGP. Com os resultados, o gerador de protocolo hormonal do site ajuda a organizar o próximo passo, seja TPC ou um ciclo com base de testosterona. A saída é simulação para ajuste, e não prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  18. @AnaCristina, pelos números que você mostrou e pela leitura do colega, foram perto de 10 pontos a menos de gordura e uns 5 kg de massa magra em 60 dias, sem hormônio nenhum. Isso é um resultado muito bom, e mostra que o que você está fazendo funciona. A pior decisão agora seria trocar uma estratégia que está dando certo por uma droga. Um ponto que vale tirar da cabeça: aos 32 anos o metabolismo não é o problema. Um estudo grande publicado na Science em 2021, com milhares de pessoas, mostrou que o gasto energético, corrigido pelo tamanho corporal, fica praticamente estável dos 20 aos 60 anos. O que costuma mudar com a idade é a rotina: menos movimento no dia, menos músculo, sono pior. Tudo isso dá para corrigir, e você já está corrigindo. Gordura também não se transforma em músculo. São dois processos que acontecem ao mesmo tempo, e no seu caso, com treino bem feito e proteína suficiente, eles estão acontecendo juntos, o que se chama recomposição corporal. Isso funciona melhor justamente em quem está voltando a treinar com regularidade, então você está na melhor fase para isso. Sobre drogas: anabolizante não seca ninguém sozinho. Em mulher, a mais usada é a oxandrolona, por ser menos androgênica, mas mesmo em dose baixa ela pode causar acne, queda de cabelo, alteração de voz e derruba o HDL. Para quem ganhou 5 kg de massa magra em dois meses de forma natural, o benefício extra não compensa esse risco agora. Termogênicos e combinações como a de citrus aurantium com cromo, que foi sugerida, têm efeito pequeno na perda de gordura. A sinefrina do citrus pode subir pressão e frequência cardíaca, principalmente junto com cafeína, então não vale empilhar estimulantes. A barriga negativa depende basicamente de chegar a um percentual de gordura baixo, e isso é questão de tempo mantendo o déficit, como o @fisiculturismo resumiu. Para acompanhar esse processo de perder gordura e ganhar músculo ao mesmo tempo, a calculadora de recomposição corporal do site ajuda a ajustar calorias e proteína: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/recomposicao-corporal/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  19. O texto do @duduhaluch continua atual no ponto central: em mulher, qualquer androgênio pode virilizar, e a escolha da droga e da dose gira em torno disso. Vale juntar aqui as dúvidas que foram aparecendo depois, porque várias têm a mesma raiz. @Cris.D, sobre a menstruação: o colega respondeu certo, nem sempre ela segue normal. Os androgênios suprimem o eixo que comanda o ovário, do mesmo jeito que suprimem o testículo no homem. O resultado varia de ciclos um pouco irregulares até ausência total de menstruação, e quanto maior a dose e mais longo o uso, mais provável. Normalmente ela volta algumas semanas a poucos meses depois de parar. Se passar de três meses sem voltar, vale investigar com LH, FSH, estradiol, prolactina e teste de gravidez. Menstruação parada não significa que a mulher não pode engravidar, e gravidez com anabolizante é um risco sério para o feto. @Sara1993, o sangramento no dia seguinte à deca tem explicação. A nandrolona tem ação progestagênica, além da androgênica, e soma com o progestagênio do anticoncepcional. Essa mudança brusca no ambiente hormonal do endométrio pode causar sangramento de escape. Não é sinal de algo grave por si só, mas sangramento que se repete ou fica volumoso precisa ser avaliado. Sobre o anticoncepcional, o @Toxi tocou num ponto real, mas com uma ressalva importante. Anticoncepcional combinado (com estrogênio) aumenta o risco de trombose, e anabolizantes aumentam hematócrito e mexem na coagulação. A soma faz sentido biológico, embora não existam estudos grandes medindo a combinação diretamente. A conclusão prática não é parar o anticoncepcional e ficar sem proteção. É trocar, com o ginecologista, para um método sem estrogênio, como DIU de cobre, DIU hormonal ou preservativo, e manter a contracepção durante todo o uso. @eve29, entre oxandrolona e estanozolol, a oxandrolona é a opção mais usada por mulheres justamente por ser menos androgênica. O estanozolol vira mais rápido rouquidão, acne e pelos, além de pesar mais no colesterol e nas articulações. Em mulher, doses baixas como a que você usou são o caminho mais prudente, e mesmo assim há quem apresente sinais. Sobre o intervalo, a regra que faz sentido é esperar pelo menos o mesmo tempo do ciclo e só recomeçar com menstruação regular de volta, perfil lipídico e enzimas hepáticas normalizados. @karol211 e @ale.estética, não dá para dar dose fechada sem saber peso, idade, exames e histórico. O raciocínio geral é este: começar pela menor dose, ciclos curtos e acompanhar voz, clitóris, pelos e pele. Mulher não faz TPC como homem. O ovário costuma retomar sozinho quando o hormônio sai. O que se acompanha é a volta da menstruação e os exames. Para organizar um protocolo com exames de base e de controle, o gerador de protocolo hormonal do site é um ponto de partida e bloqueia cenários de risco. A saída é simulação para ajuste, e não prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  20. @Cris.D, a pergunta que o @Locemar fez ficou sem resposta e ela é a mais importante do tópico: quantos miligramas você está aplicando por semana? Boldenona vendida em frasco de 10 ml costuma vir em 200 a 300 mg por ml, às vezes mais. Se a aplicação semanal é de 1 ml, isso já é uma dose de ciclo masculino, várias vezes acima do que se usa em mulher. Isso importa por causa da virilização. A boldenona é bem menos androgênica que a testosterona, mas não é neutra para mulher. Rouquidão ou voz mais grave, aumento do clitóris, pelos no rosto, acne forte e queda de cabelo são os sinais. A voz e o clitóris, quando mudam, geralmente não voltam. E o undecilenato tem éster longo: se um sinal aparecer e você parar, o hormônio continua circulando por semanas. Por isso, em mulher, essa droga é das menos indicadas, justamente porque não dá para "puxar o freio" rápido. Ao primeiro sinal de mudança na voz, a conduta é suspender, sem esperar acabar o frasco. Outro ponto que você mencionou e que merece atenção: você não usa anticoncepcional. Esteroides anabolizantes durante a gravidez podem masculinizar um feto feminino e prejudicar a gestação. Usar algum método contraceptivo eficaz durante o uso e por um tempo depois é obrigatório nesse caso. A menstruação também pode ficar irregular ou parar no ciclo, o que dificulta perceber uma gravidez. Sobre a libido depois: em mulher, os androgênios costumam aumentar a libido durante o uso, e depois ela tende a voltar ao seu padrão de antes conforme o hormônio sai do corpo e o ciclo menstrual se reorganiza. Não existe uma TPC feminina equivalente à masculina. O que ajuda é não ter usado dose alta por muito tempo. Se a menstruação não voltar em dois a três meses, vale avaliar com exames (LH, FSH, estradiol, prolactina e testosterona). E sobre o carnaval: o que vai fazer diferença em perna e glúteo em oito semanas é treino. Dois treinos por semana não aproveitam nem o seu potencial natural. A divisão sugerida pelo @Batata..., com três treinos e dois focados em inferiores, já muda muito o resultado, com agachamento, levantamento terra romeno, elevação pélvica e afundo como base, e carga aumentando semana a semana. O @Foston tem razão: a droga só potencializa o que o treino estimula. Se quiser um ponto de partida para montar essa divisão de três dias com foco em glúteos e pernas, o gerador de treino do site monta uma sugestão. É uma simulação para ajustar com o seu personal, e não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  21. @GymRat Da Silva, olhando os números com calma, a sua testosterona livre não está baixa. Os 20,2 ng/dL ficam perto do topo da faixa de referência usada pela maioria dos laboratórios para homem adulto (algo em torno de 5 a 22 ng/dL no cálculo pela fórmula de Vermeulen, mas confira a faixa do seu laudo). Ou seja, mesmo com a SHBG alta, a fração livre já está onde deveria. Estradiol de 31 pg/mL com testosterona total de 1.431 também é uma relação tranquila. Não há motivo para correr atrás de baixar SHBG por causa da testosterona livre. O que chama atenção na SHBG de 80 é outra coisa. Testosterona exógena costuma baixar um pouco a SHBG, então um valor desses em quem está em cruise merece investigação de causa, não só de "remédio". As causas mais comuns são hipertireoidismo, alteração hepática, álcool, baixo peso ou percentual de gordura muito baixo, ingestão calórica ou de carboidrato baixa por bastante tempo e alguns anticonvulsivantes. Vale dosar TSH e T4 livre e incluir TGO, TGP e GGT nos próximos exames. Se a dieta estiver muito restrita em carboidrato, como você mesmo desconfiou, redistribuir carboidrato pelas refeições costuma ajudar, e há estudos mostrando SHBG subindo com dieta pobre em carboidrato e rica em proteína. Sobre magnésio e urtiga, as evidências de que reduzem a SHBG em humanos são fracas, com estudos pequenos e efeitos discretos. Não fazem mal em dose normal, mas não espere mudança relevante. Já a oxandrolona que o colega sugeriu baixa a SHBG de verdade, só que pelo fígado, e cobra em HDL e enzimas hepáticas. Para quem está em cruise contínuo e com a livre já alta, a troca não compensa. Dois complementos aos exames que o @Locemar listou. O mais importante para quem usa testosterona continuamente é o hemograma, porque o hematócrito sobe e é o principal colateral a vigiar. E com 10.000 UI de vitamina D por dia por tempo longo, vale dosar a 25-OH vitamina D e o cálcio, porque essa dose pode passar do ponto em alguns meses. Para conferir o que existe de evidência sobre magnésio, urtiga e outros suplementos citados para hormônio, o orientador de suplementos do site resume dose e nível de evidência: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/suplementos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. A pergunta original do FitCoupleHim foi sobre mecanismo, e vale tentar fechar essa parte, porque a discussão chegou perto em vários pontos. Primeiro, o que os dados dizem. O estudo de Lovejoy de 1995 que o @Miguel V trouxe é o que mais se aproxima da comparação direta: homens obesos de 40 a 60 anos, oxandrolona oral contra testosterona injetável e placebo. Em três meses, o grupo da oxandrolona perdeu mais gordura abdominal subcutânea, com tendência a perder mais visceral, sem diferença no peso total. Só que esse mesmo grupo teve queda de HDL e alta de LDL a ponto de os pesquisadores trocarem a oxandrolona por nandrolona injetável depois dos três meses. O estudo é pequeno e curto, mas o recado é coerente com o relato da @Cah83: a oxandrolona mexe bem na gordura abdominal e cobra no fígado e no colesterol. Agora o porquê, até onde a literatura permite dizer: - Via oral e fígado. A oxandrolona passa pelo fígado antes de chegar ao resto do corpo. Esteroides orais 17-alfa-alquilados derrubam a SHBG com muita força e aumentam a atividade da lipase hepática. Com menos SHBG, sobra mais hormônio livre, inclusive da testosterona que a pessoa já tem. É por esse mesmo mecanismo hepático que o HDL despenca. Parte do "efeito lipolítico" e parte do colateral nascem do mesmo lugar. - Receptor androgênico na gordura abdominal. O adipócito visceral tem bastante receptor androgênico. Androgênios reduzem a atividade da lipoproteína lipase nessa região, ou seja, a gordura capta menos triglicerídeo, e aumentam a resposta lipolítica às catecolaminas. Isso vale para a testosterona também. A diferença é que a oxandrolona faz isso sem virar estradiol. - O mecanismo citado pelo site que o FitCoupleHim traduziu, de que a oxandrolona aumentaria a quantidade de receptores e se ligaria mais forte que a testosterona, tem pouca base em humanos. A correção do @Toxi sobre a lipase hormônio-sensível está certa: quem a ativa é a via adrenalina e AMPc. O que os androgênios fazem é deixar o tecido mais responsivo a esse sinal. Sobre a aromatização "sabotar" a lipólise, o estudo de 2013 que foi citado no tópico (Finkelstein, publicado no New England Journal of Medicine) mostra o contrário nos homens: quando a aromatase foi bloqueada, a gordura aumentou em todas as doses de testosterona. Ou seja, no homem o estradiol vindo da testosterona ajuda a controlar gordura, e zerar o estradiol com inibidor piora a composição corporal. Em mulher a lógica é outra, porque o estradiol já vem do ovário, e a pequena fração aromatizada de uma dose baixa de testosterona pesa pouco. O @bpc1987 tem razão em um ponto que não dá para pular: a comparação "mg por mg" quase não faz sentido entre um oral de primeira passagem hepática e um gel ou injetável, e nenhum dos dois substitui déficit calórico. A diferença entre as drogas existe, mas é bem menor do que a diferença entre comer certo e comer errado. Para as mulheres do tópico, o resumo prático é este. A oxandrolona tende a dar resultado visível em gordura abdominal com menos retenção, como a @Beta1978 descreveu, mas o custo em HDL e enzimas hepáticas aparece mesmo em dose baixa e cresce com o tempo. Por isso funciona melhor em períodos definidos, com perfil lipídico e enzimas antes, no meio e depois. A testosterona em dose de reposição feminina é mais tranquila para o fígado e para o colesterol, e como o @Foston disse pode ser usada de forma contínua quando há deficiência real, mas exige atenção a sinais de virilização (voz, clitóris, pelos), que podem ser irreversíveis. Quanto à oxandrolona em pentravan, a absorção transdérmica dela é pouco estudada. Os números de absorção de 50 por cento costumam vir de material do fabricante da base, então a dose efetiva desse gel é uma incógnita. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  23. As três respostas do @Locemar estão certas. Vou só completar com a parte prática e com alguns ajustes na TPC, @HsRMonster. No Chorulon, os 5.000 UI estão no frasco de pó, e os 5 ml são o diluente. Diluindo tudo, fica 1.000 UI por ml. Os seus 1.250 UI por aplicação seriam 1,25 ml, ou 125 marcas numa seringa de insulina de 1 ml (você vai precisar de duas puxadas ou de uma seringa maior). Depois de diluído, guarde na geladeira e confira na bula o prazo de uso, porque a estabilidade da solução é o ponto fraco do hCG. Agora, a ordem. O hCG funciona como LH e reativa o testículo, mas também suprime a hipófise. Por isso muita gente prefere usar o hCG nas últimas semanas do ciclo ou no intervalo entre a última aplicação e o início da TPC, e entrar com o tamoxifeno sozinho depois. Assim o testículo chega acordado e o SERM fica livre para religar o LH e o FSH. Usar os dois juntos não é erro grave, mas não é a forma mais eficiente. Sobre quando começar: deca e enantato têm ésteres longos. A TPC com SERM costuma começar em torno de duas a três semanas depois da última aplicação, quando os níveis já caíram. Se começar cedo demais, você gasta a TPC enquanto ainda há hormônio suprimindo o eixo. O resto da lista dá para enxugar. Os estudos em homens não mostram aumento de testosterona com tribulus, então ali é dinheiro sem retorno. Vitamina E em 1.000 UI por dia é dose alta para usar por semanas sem motivo, e os grandes estudos com suplementação de vitamina E não mostraram benefício nesse contexto. Vitamina D e C podem ficar, mas não mudam a recuperação do eixo. O que muda é SERM bem dosado, tempo certo e exame para confirmar. Dois pontos sobre o ciclo em si. A nandrolona eleva a prolactina em parte das pessoas e costuma pesar na libido, então vale dosar prolactina e estradiol no meio do ciclo. E o Hemogenin é o oral mais pesado para o fígado e para a pressão. Organ Shield não neutraliza isso. O que protege é dose baixa, tempo curto e exame. Antes de começar, faça hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, GGT, testosterona total, estradiol, LH, FSH e prolactina, para ter base de comparação. Repita no meio do ciclo e de quatro a seis semanas depois da TPC. Com esses exames em mãos, o gerador de protocolo hormonal do site monta o esquema de auxiliares, TPC e controle e dá para comparar com o seu plano. A saída é simulação para ajuste, e não prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. @Duh Sete, as formulações e até os fornecedores dessas marcas mudam com o tempo, então mais útil do que uma lista de "bom e ruim" é saber conferir sozinho, como o @fisiculturismo sugeriu. O critério que o @Locemar usou é o certo. Na tabela nutricional, divida a proteína da dose pelo peso da dose. Um concentrado decente fica acima de 70 a 80 por cento, um isolado acima de 85 a 90. Se uma dose de 30 g traz só 15 a 18 g de proteína, você está pagando caro por carboidrato e espessante. Na lista de ingredientes, o primeiro item deve ser o whey (concentrado, isolado ou hidrolisado). Se aparecer maltodextrina, proteína de soja ou "blend proteico" na frente, desconfie. Outro ponto é o aminograma. Algumas marcas acrescentam glicina, taurina ou glutamina avulsas para inflar a proteína medida no laboratório, prática conhecida como amino spiking. Glicina e taurina listadas separadamente nos ingredientes de um whey são um sinal de alerta. Por fim, vale procurar laudos de laboratórios independentes, que de tempos em tempos testam as marcas do mercado brasileiro e mostram quem entrega o que promete. E o colega do post anterior lembrou bem: whey é só comida prática. Se a proteína do dia já fecha com carne, ovo, frango e laticínio, ele não é obrigatório. Para saber quanto de proteína você realmente precisa no dia, a calculadora do site faz a conta com o seu peso e objetivo: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/
  25. @Rafaalmeida10, dá para aplicar com seringa de insulina, sim. O cuidado é não confundir as duas "UI". A escala da seringa de insulina mede unidades de insulina, numa concentração fixa de 100 unidades por ml. Ou seja, cada marca da seringa é só um centésimo de ml, como o @Arnaldo Santos. disse. A UI do GH é outra coisa, é a unidade de atividade do hormônio, e quantas UI cabem em cada marca depende de quanto GH tem no frasco e de quanto diluente você usou. A conta é sempre a mesma: - concentração = UI do frasco dividido pelos ml de diluente; - volume da dose = UI desejada dividido pela concentração; - marcas na seringa = volume em ml vezes 100. Exemplos com 2 UI por dia: - frasco de 4 UI diluído em 1 ml: 4 UI por ml, então 2 UI = 0,5 ml = 50 marcas; - refil de 16 UI (5,3 mg) com 1 ml de diluente: 16 UI por ml, então 2 UI = 0,125 ml, mais ou menos 12 a 13 marcas; - frasco de 10 UI diluído em 2 ml: 5 UI por ml, então 2 UI = 0,4 ml = 40 marcas. Confira no rótulo a quantidade total em UI ou em mg (3 mg correspondem a cerca de 9 UI na conversão atual de 1 mg para 3 UI) e o volume do diluente que vem junto. Com isso fica fácil de calcular. Alguns cuidados que fazem diferença: misture o diluente sem chacoalhar, girando ou inclinando devagar, porque agitação desnatura a proteína. Depois de reconstituído, o GH vai para a geladeira, nunca no congelador, e a maioria dos fabricantes recomenda usar em até 28 dias. Se for refil de caneta de duas câmaras, ele precisa ser reconstituído do jeito que o fabricante indica antes de puxar com a seringa pela borracha. E, como pediu o @fisiculturismo, se você postar foto do frasco e da seringa, dá para fazer a conta exata do seu produto. Para consultar mecanismo, doses usuais e colaterais do GH, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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