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CICLO EM CASAL
@ERISSON, sei que vocês seguiram o relato na parte 2, mas a última dúvida desta página ficou sem resposta e é importante demais para passar, então deixo registrado aqui para vocês e para quem chegar a este tópico. A ideia de usar 10 UI de enantato a cada cinco dias na sua esposa, como ponte até o ciclo, é uma dose alta para mulher, mesmo parecendo pequena na seringa. Na seringa de insulina, 10 UI correspondem a 0,1 ml. Com enantato de 250 mg/ml, isso dá cerca de 25 mg por aplicação, ou uns 35 mg por semana. O corpo de uma mulher produz, naturalmente, algo na faixa de poucos miligramas de testosterona por semana. Então essa "ponte" colocaria o nível dela várias vezes acima do fisiológico, de forma contínua, com o éster do enantato acumulando entre as aplicações. É o tipo de exposição que leva a virilização, e voz mais grave, aumento do clitóris e pelos no rosto são efeitos que muitas vezes não regridem. E, como vocês mesmos notaram, a testosterona em dose alta tende a reter mais do que a oxandrolona, o que vai contra o objetivo de baixar gordura. Se a ideia for só manter a motivação até o ciclo, a opção mais segura é justamente não usar nada nessas semanas e deixar o corpo dela descansar. Sobre a pergunta anterior, do uso de oxandrolona por uns quatro meses somando a ponte e o ciclo, o Bravo Costa tem razão que só o exame responde. Mas dá para dizer o que olhar. A oxandrolona derruba o HDL de forma importante e mexe com as enzimas do fígado, e o efeito acumula com o tempo de uso. Perfil lipídico, TGO, TGP e GGT antes de começar o ciclo, comparados com os de antes da oxandrolona, mostram se vale a pena seguir direto ou se é melhor dar uma pausa antes. E os sinais de alerta do ciclo feminino precisam estar claros antes da primeira dose: rouquidão, alteração do ciclo menstrual, acne forte e pelos novos são motivo para reduzir ou parar na hora. Para consultar as doses de referência e os colaterais de cada composto do ciclo, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo
@Jessica26, como você já está no meio do ciclo, vou direto ao que ajuda agora, porque a pergunta sobre TPC tem uma resposta que costuma surpreender. A TPC como a gente vê nos tópicos masculinos, com tamoxifeno ou clomifeno, foi pensada para religar a produção de testosterona nos testículos do homem. Na mulher, a lógica é outra. Os ovários voltam a funcionar por conta própria quando os androgênios saem do corpo, e o sinal de que o eixo voltou é o ciclo menstrual se regularizar. Então, na maioria dos casos femininos, não se usa TPC com remédio. O clomifeno, em mulher, é um indutor de ovulação, usado em tratamento de fertilidade, e tomar por conta própria pode causar cisto no ovário e gravidez gemelar. Não é algo para usar como "limpeza". O que importa de verdade no seu caso é a durateston. Ela é uma mistura de ésteres de testosterona, e um deles, o decanoato, fica no corpo por semanas depois da última aplicação. As doses de ampola foram pensadas para homem. Mesmo uma fração delas leva a testosterona de uma mulher muito acima da faixa normal, e é por isso que o @Locemar e o @Foston reagiram assim. O stanozolol soma mais efeito androgênico. Como a testosterona demora para sair, os efeitos podem continuar aparecendo algumas semanas depois de parar. Então o mais útil agora é observar os sinais de virilização: voz rouca ou mais grave, aumento do clitóris, pelos novos no rosto e no corpo, acne forte, queda de cabelo e alteração da menstruação. Qualquer um deles é motivo para parar o ciclo na hora, sem esperar o fim programado, porque alguns desses efeitos não voltam. Depois de parar, faça testosterona total, LH, FSH, estradiol, perfil lipídico, TGO e TGP por volta de quatro a oito semanas depois da última aplicação. Se a menstruação não voltar ao normal em dois ou três meses, vale procurar um ginecologista ou endocrinologista e contar o que usou, para investigar com calma. E, enquanto houver androgênio no corpo, use um método contraceptivo seguro, porque o hormônio pode causar malformação num feto. Para consultar como a durateston e o stanozolol agem e quanto tempo permanecem no corpo, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Minha rotina de treinos Full Body
Este diário ficou como um bom retrato das discussões de treino da época, com HIT, Starting Strength, full body e McRobert. Como ele continua sendo lido, vale atualizar três pontos com o que a pesquisa mostrou nos anos seguintes. O primeiro é o "efeito indireto" que fascinou o @carloscomp no começo, a ideia do Arthur Jones de que treinar pernas pesado solta hormônios que fazem os braços crescerem mais. Isso foi testado diretamente. Num estudo canadense de 2010, os participantes treinaram um braço sozinho e o outro braço logo depois de um treino pesado de pernas, que gerou o pico de testosterona e GH. Os dois braços cresceram igual. O pico hormonal agudo do treino não muda a hipertrofia de forma relevante. Os exercícios grandes continuam ótimos, mas pelo trabalho que fazem nos músculos envolvidos, e não por um efeito sistêmico. O segundo é o volume. O HIT clássico, com uma série até a falha por exercício, funciona para iniciantes, mas as meta-análises mais recentes mostram uma relação clara entre número de séries semanais por músculo e hipertrofia, até algo em torno de dez séries ou mais por semana. Para quem já passou da fase inicial, volume muito baixo tende a deixar resultado na mesa. E full body contra divisão por grupos, com o mesmo volume total, dá resultados parecidos. O que pesa mais é treinar cada músculo pelo menos duas vezes por semana e progredir a carga. O terceiro é o agachamento. A dificuldade que o Carlos descreveu, sem conseguir alongar bem e com dor no joelho depois de agachar pesado três vezes por semana, é muito comum. A limitação mais frequente é a mobilidade do tornozelo, e não do joelho: se o tornozelo não dobra o suficiente, o tronco inclina demais e a carga vai para os lugares errados. Calço de 1 a 2 cm embaixo do calcanhar, agachamento goblet com o peso na frente e agachamento frontal costumam resolver boa parte do problema. E o volume de agachamento pesado com repetições baixas três vezes por semana, somado a pouca recuperação, é o suficiente para irritar o joelho de quem ainda está ajustando a técnica. Respondendo também ao @snifflittlebrid, que ficou sem conclusão: o @Reinaldo.Gomes e o Carlos acertaram. Definição depende do déficit calórico. O tipo de divisão pouco muda, e o treino, em dieta, serve principalmente para manter a massa muscular que você já tem. Para montar um ponto de partida com volume e frequência dentro dessas faixas, o gerador de treino do site faz uma simulação conforme o seu nível, que depois você ajusta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/
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Posso tomar hipercalórico para engordar e ganhar massa muscular?
@Jean Erlon, pode tomar sim, e aos 17 anos não há problema nenhum. Hipercalórico é comida em pó: carboidrato com um pouco de proteína. O @Locemar tem razão que não há nada de mágico nele, e a @Jaqueline de Paula tem razão que ele ajuda muito quem não consegue comer volume. Os dois pontos se completam. A versão caseira costuma sair melhor e mais barata que a comprada. Um exemplo que passa das 700 kcal: 400 ml de leite integral, 2 bananas, 4 colheres de sopa de aveia, 2 colheres de sopa de pasta de amendoim e, se tiver, uma dose de whey. Bate no liquidificador e toma em cinco minutos. Um desses por dia, somado ao que você já come, já muda o jogo. Olhando o seu dia, o problema não é falta de dieta, é falta de proteína e de refeição de verdade em dois momentos. A "besteira na escola" e a pizza da noite são calóricas, mas quase não têm proteína. Trocando pelo sanduíche de frango ou atum e por uma janta de comida, como o Locemar sugeriu, e somando o shake, você sobe calorias e proteína ao mesmo tempo. Uma meta simples é ter uma fonte de proteína em todas as refeições: ovo, frango, carne, atum, leite ou queijo. Para acompanhar, pese-se uma vez por semana, no mesmo dia e em jejum. Se em duas semanas o peso não subir, aumente mais um pouco, por exemplo um segundo copo do shake. E sobre treinar em casa: com halteres e barra de porta dá para crescer bem, desde que o treino fique mais difícil ao longo das semanas. Se os halteres forem leves, aumente as repetições, desça mais devagar, faça pausas no ponto mais difícil ou trabalhe com uma perna ou um braço de cada vez. Na barra, quando fizer 12 repetições com facilidade, pendure uma mochila com peso. Para variar o shake e outras preparações calóricas com os macros calculados, o orientador de receitas do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/receitas/
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Série para peitoral superior
@taz_boladão, as duas metas pedem abordagens bem diferentes, porque uma depende do treino e a outra depende mais de genética e de gordura. O peitoral superior é a porção clavicular do peitoral, que tem fibras numa direção diferente do resto do músculo. Ela é mais recrutada quando o braço empurra para cima e para a frente. Os exercícios que mais a trabalham são o supino inclinado com o banco entre 30 e 45 graus, com barra ou halteres, e o crucifixo na polia de baixo para cima. Inclinação acima de 45 graus passa boa parte do trabalho para o ombro. Uma forma prática de dar prioridade é começar o treino de peito pelo inclinado, quando você está mais forte, em vez de deixá-lo para depois do supino reto. Já a "divisão do meio", aquela linha no centro do peito, é o ponto em que os dois lados do peitoral se prendem no osso esterno. Nenhum exercício cria essa linha ou aproxima os músculos do centro. O formato e a distância dessa inserção são genéticos. O que deixa a divisão mais marcada é ter mais volume no peitoral como um todo e menos gordura na região. Então a mesma receita vale: desenvolver o peito inteiro e baixar o percentual de gordura. Vale uma correção sobre a pegada fechada: ela não trabalha o "meio do peito". Fechar a pegada no supino aumenta o trabalho do tríceps e da parte da frente do ombro, e é um ótimo exercício para tríceps. Mas não isola a parte interna do peitoral. O conselho de descer a barra até perto do peito, esse sim, vale ouro: amplitude completa, com o músculo bem alongado embaixo, é um dos estímulos mais fortes para crescer. Para ver a execução do supino inclinado e do crucifixo na polia, o orientador de exercícios do site mostra o passo a passo e os músculos envolvidos: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/exercicios/
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Clenbuterol continua fazendo efeito em ciclos subsequentes?
@Rodrigo Bertoldo, dá para responder as duas dúvidas de forma bem concreta, e a do "xarope" tem uma explicação interessante. O clenbuterol age estimulando os receptores beta-2 adrenérgicos, os mesmos que ele ativa no pulmão como broncodilatador. Com o uso contínuo, o corpo reduz a quantidade e a sensibilidade desses receptores em poucas semanas, e o efeito vai caindo. É por isso que se usa o esquema de duas semanas sim e duas não, como você fez. Depois de alguns meses parado, os receptores se recuperam. Então, em setembro, depois de uma pausa longa desde abril, ele faria efeito de novo, como o @Apollo Galeno disse. O corpo não fica "acostumado" de forma permanente. O xarope que te indicaram é quase certamente o cetotifeno, um antialérgico vendido em xarope. A ideia de usar junto vem de estudos em ratos, em que ele impediu a perda de sensibilidade dos receptores e manteve o efeito do clenbuterol por mais tempo. Em humanos, isso nunca foi bem testado. E o cetotifeno tem efeitos próprios: sono forte e aumento do apetite, o que não ajuda quem está tentando secar. O ponto que mais importa é outro. O clenbuterol não escolhe de onde tira gordura. A gordura da barriga costuma ser a última a sair porque o corpo decide a ordem, e nenhum remédio muda isso. Ela sai com déficit calórico mantido por tempo suficiente. E os riscos do clenbuterol são concretos: taquicardia, arritmia, tremor, insônia, cãibras por queda de potássio e, em estudos com animais, aumento do músculo do coração com uso prolongado. Em quem tem qualquer alteração cardíaca não diagnosticada, pode ser perigoso de verdade. Se decidir usar mesmo assim, algumas precauções reduzem o risco: fazer um eletrocardiograma antes, medir a frequência cardíaca de repouso e a pressão todos os dias, começar pela menor dose e só subir se tolerar bem, manter boa hidratação e alimentos ricos em potássio. Palpitação, dor no peito ou falta de ar são motivos para parar na hora. Para saber de quanto déficit você precisa para tirar essa gordura final sem remédio, a calculadora de déficit do site dá a referência: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/deficit/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Avaliação de treino com base em pesquisas para ectomorfo
@WILL3812, a ideia de que o ectomorfo precisa treinar menos e descansar mais é um dos mitos mais repetidos da academia. Vale desmontar, porque ela leva muita gente a treinar pouco justamente na fase em que o corpo mais responde. A classificação em ectomorfo, mesomorfo e endomorfo foi criada nos anos 1940 para descrever tipos físicos, e nunca foi validada como guia de treino. Metabolismo mais rápido afeta quanto você precisa comer, e não quanto consegue recuperar do treino. Com seis meses de musculação e três sessões por semana, overtraining de verdade é muito improvável. O que normalmente se sente como "overtraining" nessa fase é recuperação ruim por falta de comida ou de sono. E aí o @fisiculturismo tocou no ponto certo: para quem tem dificuldade de ganhar peso, o calcanhar de Aquiles é quase sempre a caloria. Sobre o treino em si, algumas mudanças que fariam mais diferença do que reduzir volume: Cada músculo está sendo treinado uma vez por semana. As pesquisas indicam que treinar cada grupo duas vezes por semana tende a render mais hipertrofia do que uma vez, com o mesmo volume total. Para iniciante, um treino de corpo inteiro três vezes por semana, ou uma divisão superior e inferior quatro vezes, costuma dar mais resultado que o ABC com um dia para cada grupo. A perna está no fim do dia de ombro e trapézio, quando você já está cansado, e sem nenhum exercício dedicado à parte posterior da coxa. A "extensora invertida" provavelmente é a mesa flexora, e se for, está bem. Mas faltam exercícios como stiff ou levantamento terra romeno. Perna é o grupo que mais responde e mais gasta energia, e merece prioridade no treino. A puxada por trás da nuca coloca o ombro numa posição de mais risco sem vantagem para as costas. A puxada pela frente faz o mesmo trabalho com mais segurança. No peito, três variações de supino mais o voador, com apenas três séries cada, é bem aceitável. O que importa mais que a variedade é aumentar a carga ou as repetições ao longo das semanas. Anote os pesos e tente superar a semana anterior. Se quiser um ponto de partida já organizado por frequência, o gerador de treino do site monta uma simulação conforme seu nível e dias disponíveis, que depois você ajusta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/
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Pretendo usar Dianabol depois usar Masteron
@Alemão 18, dá para responder se o esquema é bom, porque o problema está no desenho, antes de qualquer dose. Dianabol e depois masteron, sem testosterona, junta dois problemas. Os dois desligam a sua produção natural de testosterona, e nenhum dos dois substitui bem a testosterona no papel de base. O resultado costuma ser libido baixa, desânimo e dificuldade de ereção em boa parte do ciclo. O dianabol dá ganho rápido de peso, mas uma parte grande é água e glicogênio. Ele converte num tipo de estrogênio bem potente, o que traz retenção e risco de ginecomastia, e é tóxico para o fígado, por isso costuma ser limitado a poucas semanas. O masteron é o oposto: é derivado do DHT, não retém água, é pouco anabólico e costuma ser usado para dar aspecto mais seco e denso em quem já está com a gordura baixa, geralmente em pré-competição. Na sequência que você pensou, quando o dianabol sai, a água vai embora e boa parte do "ganho" some, e o masteron não tem força para segurar. A sensação é de ter perdido tudo. Por isso, para primeiro ciclo, a recomendação mais comum no meio é o oposto: testosterona sozinha, em dose moderada. Ela dá ganho consistente para quem nunca usou, mantém libido e humor, e deixa claro como o seu corpo reage, antes de somar outros compostos. E o ganho de quem nunca usou já é grande sem precisar empilhar drogas. Antes de pensar em ciclo, alguns pré-requisitos pesam mais que a escolha da droga: ter mais de 21 a 25 anos, com o eixo hormonal já maduro, alguns anos de treino e dieta consistentes, e exames de base, como hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, testosterona total, LH, FSH e estradiol. E a TPC precisa estar planejada antes da primeira aplicação. Para simular um primeiro ciclo com auxiliares, TPC e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve de rascunho para ajuste e bloqueia combinações de risco alto: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Dieta para YellowHornet
@G_uillherme, como o tópico continua aparecendo para quem pensa em usar termogênico para emagrecer, vale explicar o que tem dentro do Yellow Hornet e por que, aos 16 anos, ele é a parte menos importante do plano. A versão vendida hoje no Brasil não tem mais efedrina, que foi proibida. A fórmula atual traz em torno de 420 mg de cafeína na porção de duas cápsulas, somados a extrato de laranja amarga, que contém sinefrina, outro estimulante. Para comparar, uma xícara de café coado tem uns 80 a 100 mg de cafeína. As referências de segurança para adolescente ficam bem abaixo dessa porção. Juntar cafeína alta com sinefrina aumenta frequência cardíaca e pressão e pode causar palpitação, ansiedade e insônia. O efeito no emagrecimento é pequeno, alguns poucos por cento a mais de gasto calórico, e boa parte some com a tolerância em poucas semanas. E o sono ruim atrapalha justamente a perda de gordura e o crescimento, que aos 16 anos ainda está em curso. O que realmente vai te levar de 82 para os 73 kg é o déficit calórico. Com 1,73 m, dá para perder esses nove quilos em alguns meses sem sacrificar nada, mirando algo em torno de meio quilo por semana. Três pilares resolvem a maior parte: proteína em todas as refeições, perto de 1,6 a 2 g por quilo de peso por dia, redução de açúcar, refrigerante e fritura, que costumam ser a maior fonte de calorias sobrando nessa idade, e manter o carboidrato em volta do treino para ter energia. No treino, a divisão tem um ponto fraco: a perna está junto com ombro e trapézio no dia C, e perna é o grupo que mais gasta energia e mais ajuda na composição corporal. Vale dar a ela um dia próprio, ou pelo menos treiná-la primeiro no dia C, quando você ainda está descansado. Para saber quantas calorias comer para perder peso nesse ritmo, a calculadora de déficit do site faz a conta a partir dos seus dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/deficit/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Qual é o limite feminino de hipertofia naturalmente?
O @fisiculturismo ficou devendo o vídeo, mas dá para adiantar o que a pesquisa mostra, porque a pergunta do título tem mais resposta do que parece. O primeiro ponto contraria a intuição de muita gente: em treino de força, a mulher ganha músculo em proporção parecida com a do homem. As meta-análises que comparam os dois sexos no mesmo programa mostram aumento relativo de massa muscular muito semelhante, apesar de a mulher ter uma fração pequena da testosterona masculina. A diferença está no ponto de partida e no teto absoluto, e não na capacidade de responder ao treino. Por isso uma mulher com boa genética e anos de treino sério pode, sim, ficar mais forte que muitos homens que treinam de qualquer jeito, como o @Shinogu Sensui observou. O segundo ponto é a distribuição. A diferença entre homens e mulheres é bem maior no tronco e nos braços do que nas pernas. Em média, a força de membros superiores da mulher fica em torno de metade da masculina, enquanto a de pernas chega mais perto. Por isso costas e ombros muito desenvolvidos chamam mais atenção e levantam mais desconfiança do que glúteo e coxa, exatamente como apareceu no tópico. Sobre um limite em número, a referência mais usada é o índice de massa livre de gordura, o FFMI, que relaciona massa magra e altura. Num estudo com mais de 370 atletas universitárias americanas, grupo submetido a controle antidoping, a média ficou bem abaixo da masculina, e o limite estatístico, que exclui só os 2,5% mais altos, ficou perto de 24. Algumas atletas passaram disso. Mulheres treinadas sem hormônio costumam ficar entre 17 e 21, e as melhores genéticas passam um pouco. Então não existe um número mágico que prove uso. Valores muito acima dessa faixa, juntos com pouca gordura e sinais de androgênio, como voz grave, mandíbula mais marcada e muita vascularização, é que tornam a naturalidade improvável. O @Foston tocou num ponto real: é bem mais difícil para uma mulher natural manter muito volume com gordura baixa. O percentual de gordura que a mulher tolera bem é mais alto que o do homem, e muito do "volume" feminino natural aparece junto com um percentual moderado. Para estimar o próprio FFMI e comparar com essas faixas, a calculadora do site faz a conta a partir de peso, altura e percentual de gordura: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/ffmi/
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Anabolizante X anticoncepcional
@Rosalinda, respondendo direto à sua pergunta: não há evidência de que a oxandrolona corte o efeito do anticoncepcional. Os remédios que reduzem a eficácia da pílula são os que aceleram o metabolismo dela no fígado, como alguns anticonvulsivantes e a rifampicina, e a oxandrolona não age dessa forma. O cuidado prático é outro: o androgênio pode bagunçar o sangramento e causar escapes. Se isso acontecer, não quer dizer que a pílula parou de funcionar, mas vale ter atenção para não esquecer nenhum comprimido, porque a proteção depende do uso correto. Sobre a trombose, o alerta tem fundamento, só precisa de proporção. O anticoncepcional hormonal aumenta um pouco o risco de trombose, e o risco varia com o tipo de estrogênio. O Qlaira usa valerato de estradiol, que parece ter um impacto menor que o etinilestradiol das pílulas mais comuns, embora os dados ainda não sejam definitivos. Os esteroides anabolizantes também mexem na coagulação e podem subir o hematócrito. Somar os dois soma os riscos. Não significa que vai acontecer, mas pede cuidado com os fatores que multiplicam o risco: tabagismo, histórico de trombose na família, obesidade, longos períodos parada, como viagens longas, e desidratação. Os sinais para procurar atendimento na hora são dor e inchaço em uma panturrilha só, falta de ar repentina e dor no peito. A dose é o ponto que eu mais mudaria. 20 mg por dia está no limite de cima para mulher, e a maioria dos relatos femininos que terminam sem virilização fica entre 5 e 10 mg. Começar com 5 mg duas vezes ao dia dá resultado e reduz bastante o risco de voz grossa, aumento do clitóris e pelos no rosto. E vale investigar as cólicas fortes, se ainda não foi feito. Cólica intensa que exige anticoncepcional contínuo às vezes tem causa específica, como a endometriose, que tem tratamento próprio e merece diagnóstico. Antes de começar, faça hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP e GGT, e repita por volta da quarta semana. Para consultar mecanismo, doses e colaterais da oxandrolona, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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PROPIONATOxBOLDENONAxSTANO
@Samuka_18k, o ponto que o Bravo Costa levantou sobre a TPC merece explicação, porque o problema não é bem o número de dias, e sim o desenho do fim do ciclo. O éster mais longo do seu protocolo é o undecilenato de boldenona, que tem meia-vida longa. Se ele for aplicado até a semana 12, esperar cerca de 21 dias para começar a TPC faz sentido. Menos que isso e a boldenona ainda estaria suprimindo o eixo quando o tamoxifeno entrasse. Só que, nesse intervalo, o propionato e o stanozolol já saíram do corpo em poucos dias, e você passa quase três semanas com a boldenona caindo sozinha, sem base de testosterona. É uma fase de libido baixa, humor ruim e perda de parte do que ganhou. O ajuste mais usado é encerrar a boldenona umas duas ou três semanas antes e manter o propionato até o fim. Assim a TPC pode começar três ou quatro dias depois da última aplicação de propionato. Sobre a recuperação em si: você já tem dois ciclos longos de deca com dura e, somando este, vai ter passado boa parte dos últimos tempos suprimido. A nandrolona é das que mais demoram para liberar o eixo. Tamoxifeno por quatro semanas pode não bastar, então vale dosar testosterona total, LH e FSH umas quatro a seis semanas depois do fim da TPC, para confirmar se voltou, em vez de presumir. O anastrozol preventivo em dose fixa deve ser olhado com cuidado. A boldenona aromatiza pouco, e o propionato em 300 a 350 mg por semana não costuma gerar estradiol alto em quem tem gordura moderada. Estradiol baixo demais dá dor articular, libido baixa e piora o colesterol, e a dor articular soma com a do stanozolol. O ideal é dosar o estradiol por volta da quarta semana e ajustar pelo resultado. A boldenona também é conhecida por subir bastante o hematócrito, e o stanozolol derruba o HDL. Então hemograma e perfil lipídico no meio do ciclo são obrigatórios. Hematócrito acima de 52 a 54% já pede ação. As aplicações doloridas são esperadas com propionato e com stanozolol oleoso, que irritam o músculo mais do que ésteres longos. Rodar os locais, como você já faz, aplicar em temperatura ambiente e não passar de 2 a 3 ml por ponto ajuda. Dor que piora depois do terceiro dia, com vermelhidão, calor e febre, não é normal e precisa de avaliação. Para simular o protocolo com o fim escalonado e a TPC, o gerador de protocolo hormonal do site serve de rascunho para ajuste: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Efeitos colaterais oxandrolona após 4 semanas
Este tópico reúne vários relatos de colaterais com oxandrolona, e alguns sintomas descritos aqui são mais sérios do que pareceram na conversa. Vale separar o que é colateral esperado do que é sinal de alarme, porque quem chega aqui pela busca costuma estar passando por algo parecido. O relato inicial da @Luciana Bretas junta dor muscular forte sem ter treinado, cãibras, fraqueza para subir escada e urina escassa e muito escura. Esse conjunto não deve ser tratado como simples retenção. É o quadro que pede para descartar rabdomiólise, que é a quebra de fibras musculares com liberação de uma proteína que pode lesar os rins. O exame que esclarece é a CPK, junto com creatinina, ureia e urina tipo 1, feitos com urgência. Urina cor de chá ou de coca-cola, com dor muscular desproporcional, é motivo para ir ao pronto-socorro no mesmo dia, e não para esperar passar. A rouquidão que a Luciana e a @Edjane descreveram também merece outro nome. Na mulher, voz rouca ou falhando durante o uso de androgênio costuma ser o começo da virilização das cordas vocais, e não pigarro ou sinusite. É um dos efeitos que podem ficar para sempre. Por isso, rouquidão persistente é sinal para interromper, e não para tratar com antialérgico e continuar. Queda de cabelo e acne forte vão na mesma direção: resposta androgênica acima do que o corpo tolera. Sobre a tireoide, a oxandrolona reduz a proteína que transporta o hormônio da tireoide no sangue. Por isso o T4 total costuma cair durante o uso, sem que a glândula esteja doente. O T4 livre e o TSH é que mostram se há problema de verdade. Vale refazer esses exames algumas semanas depois da parada, antes de concluir que a tireoide foi afetada. Sobre o caso da @asaamanda: cansaço, sono e dor no corpo desde o primeiro dia, em dose baixa e com acompanhamento médico, podem ter outras causas, como uma virose, e não dá para cravar que seja a oxandrolona. Oxandrolona manipulada existe e é prescrita, mas a qualidade varia entre farmácias, tanto para mais quanto para menos da dose rotulada. Se os sintomas continuarem, o caminho é levar isso ao médico que prescreveu, com hemograma, TGO, TGP e CPK, e decidir juntos se vale suspender. O resumo prático para quem usa: perfil lipídico, TGO, TGP, GGT e creatinina antes e por volta da quarta semana. E conhecer os sinais que exigem parar na hora: voz alterada, urina escura com dor muscular, pele ou olhos amarelados e inchaço importante. Para consultar mecanismo, doses e colaterais da oxandrolona antes de decidir, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo com Oxandrolona Landerlan
@Carolb, que acompanhamento bonito este. Dá para ver a evolução da estratégia ao longo das páginas, e a decisão do @Apollo Galeno de consolidar os ganhos com alimentação e observar o corpo sem hormônio agora é bem sensata. Deixo três observações técnicas que podem servir para você e para quem acompanha. A primeira é sobre o café, porque a explicação que apareceu aqui não está correta. A cafeína não ocupa os receptores da melatonina. Ela age bloqueando os receptores de adenosina, uma substância que se acumula no cérebro ao longo do dia e gera a sensação de sono. Quem toma café todo dia passa a ter mais receptores de adenosina, e é essa adaptação que explica a tolerância. Por isso a @Rafaellla28 toma uma jarra antes do treino e dorme normalmente. Ainda assim, mesmo quem dorme bem com café costuma ter um sono um pouco mais leve quando toma perto da hora de deitar, e isso aparece em exame de sono mesmo quando a pessoa não percebe. A segunda é a vitamina D. Dez mil unidades por dia é uma dose de correção, boa para quem começa com nível baixo, mas por tempo longo ela pode passar do ponto e subir o cálcio no sangue. Vale dosar a 25-hidroxivitamina D a cada três ou quatro meses e ajustar a dose pelo resultado. A terceira é para o @Paula Marc, sobre a esposa. O Androgel é uma formulação feita para homem: um sachê libera uma dose de testosterona dimensionada para o nível masculino. Numa mulher, mesmo uma fração dele pode levar a testosterona muito acima da faixa feminina. Somado à oxandrolona, o risco de virilização sobe bastante: voz grossa, aumento do clitóris e pelos no rosto, efeitos que podem não voltar. Se a ideia é usar testosterona tópica, as formulações manipuladas em concentração feminina permitem doses muito menores e controláveis, e o ideal é dosar a testosterona total no sangue para acertar. E, para secar, 50 minutos de aeróbico com 30 de musculação inverte a prioridade. Quem quer definir precisa preservar e construir músculo, então a musculação deveria ter o maior peso no treino. Para consultar mecanismo, doses e colaterais da oxandrolona e da testosterona em mulheres, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Bioimpedância e outros métodos para medir % de gordura!
O tópico acumulou quase vinte anos de opiniões, então vale organizar o que se sabe hoje sobre cada método, porque várias afirmações daqui continuam circulando. O mais preciso disponível na prática é a densitometria de corpo inteiro, o DEXA. Ele separa osso, gordura e massa magra por região do corpo e já é oferecido por muitas clínicas de imagem. Ressonância e os modelos de quatro compartimentos, que o @vitz citou, são ainda mais exatos, mas ficam restritos à pesquisa. Nenhum método mede gordura diretamente com 100% de exatidão. Todos estimam. A bioimpedância passa uma corrente elétrica fraca pelo corpo e estima a gordura pela resistência. Ela é muito sensível à água: beber muito ou pouco, suar no treino, comer, cafeína e o ciclo menstrual mudam o resultado em vários pontos. Por isso o @Pedro Alvim Neto tem razão sobre o preparo. Os aparelhos com eletrodos só nos pés ou só nas mãos são os menos confiáveis, e os que usam mãos e pés juntos, como o @MMC descreveu, se saem melhor. A ideia de 98% de exatidão não se sustenta. Em comparação com o DEXA, a bioimpedância costuma errar alguns pontos percentuais para mais ou para menos, principalmente em quem é muito magro ou muito musculoso. As dobras cutâneas, que o @Mvrck recomendou, dependem de duas coisas: a mão de quem mede e a fórmula usada. O caso do visitante com 3%, 6% e 9% mostra isso bem. As mesmas dobras deram resultados muito diferentes só pela troca de fórmula. Os 3% podem ser descartados, porque estão no nível da gordura essencial que o corpo precisa para funcionar. As fórmulas foram criadas a partir de populações específicas, então a mais adequada é a que foi desenvolvida para gente parecida com você em idade, sexo e nível de treino. O ultrassom, como o Bodymetrix, mede a espessura da gordura em pontos específicos e é bom para acompanhar mudança ao longo do tempo, mas também depende do operador. A conclusão prática é a que o visitante chegou sozinho: escolha um método, faça sempre com o mesmo avaliador, na mesma hora e com o mesmo preparo, e olhe a tendência. A diferença entre duas medidas do mesmo método vale mais do que o número absoluto. Para quem tem as medidas das dobras e quer comparar protocolos, a calculadora de percentual de gordura por dobras do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/calculadoras-percentual-gordura-corporal/