Jump to content

Insulina: entendendo a importância desse hormônio

Rodolfo Peres
  • , 13,596 views
Insulina: entendendo a importância desse hormônio

Os hormônios são substâncias responsáveis pela harmonia das nossas funções orgânicas, visto que aceleram ou diminuem a velocidade de reações e funções biológicas – que acontecem mesmo em sua ausência – mas em ritmos diferentes. Essas mudanças são fundamentais no funcionamento do corpo humano. Na comunidade esportiva, existem alguns hormônios de maior interesse, tais como: hormônio de crescimento, hormônios tireoidianos, hormônios esteróides e a insulina, dentre outros.

Neste artigo discutiremos a ação do hormônio insulina no organismo, expondo informações sobre como beneficiar-se por meio do controle de sua liberação natural, assim como os riscos de se administrar insulina extra.

A insulina é um hormônio anabólico, sintetizado pelas células beta nas ilhotas de Langerhans do pâncreas, sendo o hormônio mais importante na regulação do metabolismo energético. Sua principal função é regular o metabolismo da glicose por todos os tecidos do corpo, com exceção do cérebro. Ela aumenta a velocidade de transporte da glicose para dentro das células musculares e do tecido adiposo. Com a captação da glicose, se ela não for imediatamente catabolizada como fonte de obtenção energética, gera-se glicogênio nos músculos e triglicerídeos no tecido adiposo. Ou seja, o efeito da insulina é hipoglicemiante, visto que reduz a glicemia sangüínea. A insulina atua ainda nos receptores de IGFs, o que pode contribuir de forma adicional na promoção de efeitos anabólicos no organismo.

Normalmente, a insulina é liberada em ocasiões nas quais existam altos índices de glicose plasmática, como acontece após as refeições, variando de acordo com a quantidade e o tipo de alimento ingerido. Quando os níveis sangüíneos de alguns aminoácidos forem elevados, principalmente os BCAA’S, também ocorre um aumento considerável na liberação de insulina.

Ela atua primeiramente reabastecendo as reservas de glicogênio nos músculos e no fígado. Depois disso, se os níveis de glicose sangüínea ainda forem altos, a insulina estimula o seu armazenamento em tecido adiposo. Portanto, como vocês podem observar, a insulina pode auxiliar tanto no ganho de massa magra, devido à ótima captação de nutrientes e aceleração na ressíntese tecidual, como também pode ajudar no aumento da gordura corporal.

Sempre que os níveis de insulina forem altos, os níveis de glucagon serão baixos e vice-versa, visto que são hormônios contra-regulatórios. Como o exercício estimula a liberação de glucagon, a insulina tem sua liberação diminuída quando existe trabalho muscular, principalmente como forma de tornar a glicose mais disponível para a atividade, assim como usar gordura como fonte de energia. Além disso, as catecolaminas (adrenalina, por exemplo), que são liberadas durante o exercício, têm a propriedade de reduzir os níveis de insulina. A supressão na liberação de insulina é proporcional à intensidade do exercício, sendo que, em exercícios mais prolongados, existe um aumento progressivo na obtenção de energia a partir da mobilização de tecido gorduroso, decorrente da baixa observada nos níveis de glicose e da ação do glucagon. Esse efeito do exercício sobre a secreção de insulina pode durar até 48 horas.

Quando existe deficiência no organismo em manter adequados os níveis de insulina, ocorre uma patologia denominada diabetes. O diabetes mellitus tipo 1 é caracterizado por uma destruição auto-imune de células beta do pâncreas, ou seja, o corpo destrói, por engano, o próprio tecido que produz e secreta a insulina. Já o diabetes mellitus tipo 2 é bastante diferente do diabetes mellitus tipo 1. Nesse caso, a insulina está presente, mas não é eficiente para estimular a absorção de glicose nas células (o que é chamado de “resistência à insulina”). O corpo tenta compensar esse defeito secretando cada vez mais insulina, até que a capacidade de reserva das células beta pancreáticas se reduz e a glicemia aumenta. Tanto o diabetes mellitus tipo 1 como o tipo 2 são diagnosticados pela glicemia em jejum (> 8h) acima de 126 mg/dl ou acima de 200 mg/dl, 2 horas depois da ingestão de 75 g de glicose via oral ou do surgimento de outros sintomas clássicos do diabetes. É prática padrão repetir os exames e realizar testes mais abrangentes após o diagnóstico inicial.

Embora a insulina exerça muitas funções, cinco delas são particularmente importantes durante ou após o exercício:

  • estímulo da absorção de glicose na maioria das células do corpo;
  • nibição da liberação de glicose pelo fígado;
  • inibição da liberação de ácidos graxos armazenados;
  • facilitação da síntese protéica nas células do corpo;
  • estímulo da ressíntese de glicogênio muscular após o exercício.


Portanto, deve-se tomar as devidas medidas com a dieta, para aproveitar ao máximo a ação anabólica deste hormônio naturalmente, consumindo alimentos fonte de carboidratos com baixo índice glicêmico na maior parte das refeições. Esta prática visa manter uma glicemia mais constante, evitando inclusive crises hipoglicêmicas e rompantes de fome.

No entanto, existem alguns horários em que nós podemos nos beneficiar com a ingestão de alimentos fonte de carboidratos com alto índice glicêmico, tais como antes, durante e imediatamente após o treinamento com pesos. Com relação à ingestão de carboidratos com alto índice glicêmico antes de uma sessão de treino, alguns indivíduos costumam apresentar hipoglicemia de rebote, causando uma queda no rendimento. No entanto, caso ocorra consumo de carboidratos durante o treinamento, este problema estará sanado.

Deve-se ressaltar que até 2 horas após o término do treinamento, nosso organismo possui uma capacidade extraordinária para absorção de nutrientes, sendo que é muito interessante elevar os níveis de insulina para aproveitar seu potencial. O estímulo pode ser dado pela ingestão de em torno de 1 grama de glicose por kg de peso corporal logo após o treinamento, acompanhada preferencialmente por proteínas de rápida absorção e aminoácidos de cadeia ramificada.

Deve-se ainda, aproveitar os níveis elevados de insulina neste momento para aproximadamente 40 minutos após o término do treinamento, realizar uma refeição rica em carboidratos e proteínas e baixíssima em gorduras, visando recompor os estoques de glicogênio degradados e otimizar a síntese protéica. Lembre-se de que altos níveis de insulina também otimizam a absorção de gorduras!!! Algumas pessoas também utilizam o mineral cromo, na forma picolinato, num esforço para salientar os efeitos anabólicos da insulina.

Este é um mineral-traço essencial que participa ativamente do metabolismo de carboidratos, principalmente co-atuando com a insulina, melhorando a tolerância à glicose. Por agir estimulando a sensibilidade à insulina, o cromo pode influenciar também no metabolismo protéico, promovendo maior estímulo da captação de aminoácidos e, conseqüentemente, aumentando a síntese protéica.

Existem, ainda, algumas evidências sobre a função do cromo no metabolismo lipídico, as quais parecem estar relacionadas com o aumento das concentrações de lipoproteínas de alta densidade (HDL) e a redução do colesterol total e de lipoproteínas de baixa densidade (LDL, VLDL), por meio do aumento da atividade da enzima lipase de lipoproteínas em indivíduos com dislipidemias. Pode ser que a administração deste mineral funcione para pessoas com deficiência de cromo, mas provavelmente não proporcionará nenhum grande benefício para indivíduos que não apresentem tal deficiência.

O exercício físico pode aumentar a excreção urinária de cromo, no entanto, não se sabe se este fator pode induzir uma deficiência de cromo. Por outro lado, a suplementação de cromo pode auxiliar no controle da glicemia de indivíduos diabéticos não insulino-dependentes engajados em atividade física. A Organização Mundial de Saúde (OMS) não estabelece um valor seguro exato para a ingestão de cromo, mas relata que dosagens de 125 a 200µg/dia além da dieta habitual podem favorecer o controle glicêmico e melhorar o perfil lipídico.

Dessa forma, a dosagem máxima, dentro de um limite de segurança, é de até 250µg/dia. A ingestão de altas doses de cromo, dentre outros malefícios, pode ocasionar prejuízos no estado nutricional do ferro, devido ao fato do cromo competir com o ferro pela ligação com a transferrina, proteína responsável pelo transporte de ferro recém-absorvido.

Porém, mesmo com todas estas maneiras de se aproveitar o enorme potencial anabólico desse hormônio, muitos indivíduos teimosos ainda insistem em flertar com o uso de insulina exógena, mesmo após já terem ocorrido diversas mortes de fisiculturistas por hipoglicemia severa. Esse é um medicamento originalmente usado por pessoas diabéticas, que não produzem insulina em quantia adequada ou porque as suas células não reconhecem a insulina. Existem dois tipos básicos de insulina mais utilizados por alguns atletas:

  1. insulina regular: tem ação rápida e inicia a sua atividade logo após a administração. Sua duração aproximada é de 6 horas, mas o pico de ação fica entre 1 e 2 horas após a aplicação.
  2. insulina lenta: tem um tempo de ação intermediário. Seu efeito inicia-se cerca de 1 a 3 horas após a aplicação, atingindo um efeito máximo entre 6 a 12 horas. Mas pode ficar no sistema por aproximadamente 24 horas. Esse tipo de insulina é mais imprevisível quanto ao horário de pico, podendo ter vários por dia.

Existem diferentes fontes de insulina: suína, bovina, uma mistura de ambas e até mesmo humana. A insulina humana é idêntica em estrutura àquela produzida pelo nosso pâncreas e difere muito pouco das insulinas de origem animal. Mas os atletas comentam que existem diferentes reações quando mudam a fonte de insulina. Todos os tipos devem ser armazenados na geladeira, mas não congelados. Também, precisam ser protegidos do efeito da luz. Quando em desuso por várias semanas, o frasco deve ser abandonado.

Se um atleta desavisado fizer aplicação de insulina logo cedo e só se alimentar de carboidratos complexos, provavelmente, não terá glicose suficiente na corrente sangüínea quando a insulina der o seu pico e poderá fazer uma viagem sem direito a volta para o paraíso, ou seja lá para onde for. Os sintomas de hipoglicemia característicos são: sudorese excessiva, fraqueza, perturbações visuais, tremores, dores de cabeça, falta de ar, náuseas, coma e a morte. Ou seja, um simples erro, com relação a uma dosagem de insulina ou erro na dieta, pode levar o indivíduo a uma morte rápida. Este, sem dúvida alguma é um risco que não vale a pena!

Algumas pessoas com o receio de utilizar a insulina exógena, muitas vezes acabam optando por outras drogas desenvolvidas para pessoas diabéticas, tais como a metformina - que otimiza a captação da glicose - ou da potencialmente tóxica ao fígado, troglitazona - que aumenta a massa de receptores de insulina. Esses indivíduos, num esforço para salientar as ações metabólicas da poderosa insulina, não levam em conta que não são diabéticos e que, portanto, produzem naturalmente toda a insulina que necessitam. Não teriam necessidade alguma de administrar insulina exógena, menos ainda outra droga anti-hiperglicêmica.

Não brinque com seu bem mais precioso que é sua vida! Procure otimizar a liberação natural desse poderoso hormônio anabólico em seu organismo pelas estratégias nutricionais aqui explanadas. Um ótimo programa de treinamento em conjunto com uma prescrição nutricional adequada, somados a uma grande motivação, é o suficiente para você conquistar seus objetivos!

Bibliografia:

AUGUSTO, A. L. P. et al. Terapia Nutricional. São Paulo: Atheneu, 1999.

BENNETT, J. C.; PLUM, F. Tratado de medicina interna. 20o ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.

CANALI, E.S.; KRUEL, L. F. M. Respostas hormonais ao exercício. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, vol. 15, 2001, p. 141-153.

COTRAN, R. S; KUMAR, V; COLLINS, T. Robbins - Patologia Estrutural e Funcional. 6o ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

GRACEY, M.; KRETCHMER, N. O diabetes mellitus não insulino-dependente (tipo II) em populações em curso de urbanização. In: FREITAS, H. Diabetes Mellitus. Anais Nestlé, São Paulo, vol. 46, 1993, p. 29-37.

GROSS, J. L. et al. Diagnóstico e classificação do diabetes melito e tratamento do diabetes melito e tratamento do diabetes melito tipo 2 - Recomendações da sociedade brasileira de Diabetes. Archivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabolismo. Vol. 44, n.4, p.09-35, set. 2000.

MORRISON, G.; HARK, L. Medical Nutrition & Disease. 2o ed. Massachusetts: Blackwell Science, 1999.

MOTTA, D. G.; CAVALCANTI, M. L. F. Diabetes Mellitus Tipo 2 – Dieta e qualidade de vida. Revista Saúde em Revista, Piracicaba, v.01, n.2, p. 17-24, 2000.

NETO, W. M. G.; PERES, R. A. N. Guerra Metabólica – Manual de Sobrevivência. Londrina: Midiograf, 2005.

PASCHOAL, V.; NAVES, A. Nova Tabela de Índice Glicêmico. Revista Nutrição Saúde e Performance. São Paulo, n.17, p.36, jun./jul. 2002.

PECKENPAUGH, N. J.; POLEMAN, C. M. Nutrição - Essência e dietoterapia. São Paulo: Roca, 1997.

SHILLS, M. E. et al. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. 9o ed. Barueri: Manole, 2003.

Sign in to follow this  

User Feedback

Recommended Comments

There are no comments to display.



Create an account or sign in to comment

You need to be a member in order to leave a comment

Create an account

Sign up for a new account in our community. It's easy!

Register a new account

Sign in

Already have an account? Sign in here.

Sign In Now

  • Similar Content

    • By v493
      Galera, sei que o pico de insulina é gerado por carbos de alto IG e é quase sempre bem vindo no pós-treino.
       
      Gostaria de saber se a sensação é: um pouco de tontura, visão um pouco embaçada... Pois, ontem depois do treino de costas eu senti isso. Meu shake pós-treino foi; como de costume: Malto, glutamina, whey, bcaa e etc. Porém, nem sempre eu tenho essa sensação. Eu treino já as uns 2 anos, só me lembro de ter sentido isso algumas vezes.
       
      Queria saber se isso é normal. 
       
      Obs: Minha refeição pré-treino foi Batata-doce e Frango (1:30~2hrs antes). 30 min. antes do treino eu mando 10g Bcaa (em pó) e coloquei umas 10g tbm de malto só pra dar um gostinho (será que o carbo de alto IG aqui pode ter alguma relação?).
    • By Matheusbp
      Tava lendo um pouco sobre a insulina, q raramente ouvi falar sobre ela por aqui... então encontrei isso em um site aí, até onde isso esta correto eu não sei... fica pra quem entende melhor avaliar...


      ABC DA INSULINA

      Muitos malhadores estão sempre se perguntado qual o segredo para o tamanho e a qualidade alcançada pelos fisiculturistas dos dias de hoje. Com freqüência nos perguntamos porque não conseguimos chegar no mesmo nível dos caras. Então, qual o segredo? Na busca dessa resposta vão aparecendo várias teorias, algumas úteis, outras absurdas.
      Quando começaram os rumores sobre o uso de insulina, muita gente achou que, finalmente, a chave do mistério estava ali. Estava descoberto o segredo dos grandes bodybuilders, e saíram aplicando insulina, na esperança de chegar ao tamanho dos monstros do fisiculturismo. Como sempre acontece entre essas pessoas, fatores como alimentação, intensidade do treino e descanso são colocados de lado, como se a ingestão de drogas fosse a grande responsável pelo sucesso dos fisiculturistas.
      Com esse artigo, pretendo explicar como é utilizado esse hormônio e porque essa técnica não é tudo isso que é falado, alem do risco desnecessário para a saúde.
      A partir do começo dos anos 80, a insulina deixou se ser utilizada somente por diabéticos e passou a fazer parte dos grupos das drogas dos fisiculturistas e atletas profissionais. Sua popularidade começou a crescer a partir dos Jogos Olímpicos de 1996, quando apareceram os rumores de que os esportistas já a estavam usando em grande escala, e um dos fatores que contribuiu para essa escolha foi à falta de detecção pelos exames antidoping, o que dura até os dias de hoje.
      A função desse hormônio, que é secretado pelo Pâncreas, é regular os níveis de glicose no sangue. A terapia médica com essa droga visa a tratar as diferentes formas de Diabete, nos casos em que o organismo já não reconhece a Insulina ou quando não a produz. Os diabéticos necessitam de aplicações regulares para suprir a deficiência da produção desse hormônio, e terem seus níveis de glicose no sangue constantemente checados. É metabolizada pelo fígado e pelos rins, e se houver algum problema com um desses órgãos, existe o risco de que a Insulina não seja degradada rapidamente, levando o usuário a um estado grave de hipoglicemia.

      Seu uso no meio esportivo deve-se a diversas propriedades anabólicas:
      1. Aumenta consideravelmente a absorção de aminoácidos, estimulando a síntese de proteína.
      2. Também auxilia a produção e secreção de Testosterona, atuando junto a uma enzima testicular
      denominada Dihidrogenase.
      3. Estudos recentes tem mostrado que também influencia na hidratação celular, aumentando o transporte
      de minerais, como potássio e sódio, para o interior da célula, o que auxilia a síntese protéica.
      4. Reduz a atividade de uma enzima chamada Lipase, que estimula o acúmulo de tecido gorduroso.
      5. Inibe a produção da enzima Aromatase, responsável pela conversão dos hormônios androgênicos em
      Estrogênio, o que acaba por causar um aumento da circulação de Testosterona livre.

      Mas antes de sair correndo atrás dessa droga, é bom que fique sabendo das conseqüências ruins da aplicação desse hormônio :
      1. Vai crescer e ficar e ficar mais forte do que jamais imaginou que conseguiria.
      2. Pode ganhar a maior barriga da sua vida
      3. Você pode morrer.
      Leu bem esse último? É verdade...Você pode morrer! Durateston, Hemogenim, Deca matam ? Infelizmente, para os médicos e jornalistas ignorantes, não, não matam. Mas com a insulina a história pode ser diferente...

      Agora que já expus os prós e contras do uso da Insulina para fins esportivos, é melhor descobrir quais as maneiras de utilizá-la diminuindo as chances de um problema de saúde, e saber se vale a pena mesmo.

      A Insulina é comercializada, basicamente, em seis versões, e as diferenças estão nos períodos de aplicação, tempo de duração e picos de ação da droga no organismo. Pode ser extraída a partir do pâncreas de gado ou porco, a Insulina Animal, ou sintetizada a partir técnicas de recombinação de DNA humano, em um processo similar ao do GH, o Growth Hormone, ou hormônio de crescimento. Mas não existe necessidade de discutirmos todas essas versões, já que somente um tipo nos interessa, a sintética de ação regular. Essa é a opção mais segura, porque ao contrário das outras versões, que permanecem por um tempo longo no organismo, e tornam o controle de seus picos de ação mais difíceis de serem monitorados, a Insulina regular já começa a agir em vinte ou trinta minutos, e permanece no organismo somente de 4 a 6 horas, chegando, no máximo, a 8 horas, dependendo do tipo. Dessa maneira, o usuário esportivo tem melhores chances de observar a ação da droga, e assim evitar crises de hipoglicemia, através da ingestão de carboidratos nos momentos certos, e essa é uma das razões do porque não utilizá-la durante dietas de baixo carboidrato.
      A hipoglicemia pode ocasionar desde fadiga extrema até coma, levando a morte do usuário, e é c onseqüência do baixo nível de glicose no sangue. Mesmo que o indivíduo seja socorrido em um hospital imediatamente após uma crise de hipoglicemia, é muito mais difícil para um médico elevar as taxas de glicose do que o inverso.
      A Insulina é medida em UIs, ou unidades, e não em miligramas. Usa-se a injeção própria de insulina, que tem as unidades marcadas no corpo de seringa. A aplicação será sempre subcutânea, preferencialmente na região abdominal, que faz com que a liberação seja mais lenta. O atleta deve alternar os locais de aplicação, porque assim evita que hajam aparecimentos de nódulos de gordura.
      Nunca se deve aplicar antes do treino, pois isso pode fazer com que o hormônio haja com muita rapidez, devido ao aumento da circulação sanguínea, precipitando a hipoglicemia.
      Os melhores momentos para a utilização são imediatamente após o treino ou logo ao acordar, ainda em jejum. Se for tomada pela manhã, cerca de vinte minutos depois da aplicação, o usuário deve consumir um rico café da manhã, e depois seguir com sua dieta normal, com refeições de três em três horas. Se a escolha for pela utilização pós-treino, deve-se observar, com muito cuidado, qual será a hora dessa aplicação, e o tempo de ação da Insulina escolhida, para que não haja risco de uma crise de hipoglicemia durante o sono, pois se esse treinamento ocorrer no fim do dia, a aplicação será feita no começo da noite, o que é muito perigoso.
      Alguns usuários mais experientes aplicam a droga duas vezes por dia, ao acordar e após o treino, sendo essa a técnica mais popular entre os bodybuilders. O ideal é que se inicie com uma aplicação, a da manhã, e depois de uma semana de uso seja acrescentada a aplicação pós-treino. As doses iniciais podem ser de 10 ui, e caso aconteçam duas vezes por dia, serão duas de 10 ui (20 ui). Caso o atleta não manifeste nenhum problema, as quantidades poderão ser aumentadas de 5 em 5 uis, até chegar a 40, 20 uis pela manhã e 20 uis pós treino. Mais do que isso aumenta demais o risco de uma hipoglicemia rápida e não causam maiores ganhos musculares.
      Esses dois momentos, manhã e pós-treino, são os melhores porque é quando seu organismo está mais apto a absorver nutrientes, e a Insulina é ótima para aumentar essa absorção, principalmente depois de uma sessão de treinamento, quando o atleta fará sua refeição mais importante. Um shake com 100 gramas de carboidrato e 30 a 50 gramas de proteína é uma ótima opção para logo após o treino e a aplicação da Insulina, e depois, cerca de vinte minutos, o atleta começa com suas refeições normais. Um suplemento que tem sua absorção muito aumentada com essa prática é a Creatina, 10 a 15 gramas adicionadas ao shake sugerido anteriormente fazem uma grande diferença.
      Com o objetivo de evitar que haja o risco de aumento de gordura é interessante que o esportista adicione algum agente lipolitico. O tradicional coquetel de Cafeína, Aspirina e Efedrina, tomado junto com algum carboidrato antes do treino, ou qualquer outro acelerador metabólico, são boas opções.

      Você agora já conhece os riscos e a maneira correta da utilização. A questão é se vale a pena. Embora seja uma droga de fácil aquisição, e barata, ainda assim não aconselho. Já utilizei, e acompanhei outros esportistas fazendo o mesmo. Os ganhos são muito pequenos, principalmente em comparação a taxa de risco. Essa mistificação sobre seu uso entre os fisiculturistas está mais para lenda do que fato.
      Como disse no começo do artigo, a popularidade dessa técnica deve-se ao fato de se tentar chegar ao físico dos bodybuilders, e a chave não é a insulina. Os fatores principais ainda são a genética privilegiada, o treino dedicado, a dieta correta, e muito, muito sacrifício. Infelizmente, meus amigos, não existem drogas milagrosas capazes de substituirem esses itens. É muito importante lembrar, e isso será sempre repetido aqui no site, que na escala de importância do sucesso no fisiculturismo, as drogas e suplementos vão ocupar o último lugar.
      Se você não treina como um fanático, não come como um cavalo, e ainda enche a cara de uísque na balada, não tem droga, anabolizante, suplemento que vá te ajudar.
    • Guest primus
      By Guest primus
      é produzida no pancreas,nas ilhotas de Langerhans,as ilhotas sao formadas por varios tipos de celulas as mais importantes alfa q. secretam insulina e as beta q. secretam o glucagon.....
      Função da insulina no corpo:exerce efeitos sobre o metabolismo de carboidratos,gorduras e proteinas....
      na falta de insulna nao há crescimento pelo fato do corpo nao utilizar os carboidratos ingeridos e pelo corpo nao sintetizar proteinas,e ainda o corpo utiliza grandes qt de gorduras oq. provoca perda de peso,acidose e coma.....
      Metabolismo da glicose:o mais importante efeito da insulina é promover o ransporte de glicose p/ o interir das celulas,em especialp/ as musculares,as gordurosas e as hepáticas....
      o efeito da insulina sobre o transporte de glicose é ativar o mecanismo de difusão facilitada,em segundos apos a combinação da insulinac/ a membrana celular a intensidade da difusão da glicose / o interor da celula aumenta de 15 a 20 vezes....
      QD A CONCENTRAÇÃO DE GLICOSE SANGUINEA FICA AUMENTADA ACIMA DO NORMAL o pancreas secreta qt aumentadas de insulina e essa insulina promove transporte rapido de glicose p/ o interior da celulas.....
      então um efeito da insulina é provocar uma rapida utilização da glicose p/ energia....
      Armazenamento de glicogênio no fígado e no músculo após uma refeição qd. há excesso de glicose e de insulina a glicose é transportada p/ o interior das celulas hepáticas e musculares em qt maiores q. as utilizadasp/ energia então grande parte da glicose é armazenada sob forma de glicogenio...
      durante os períodos de intervalo entre as refeições as células musculares reconvertem o glicogenio de volta a glicose...
      nas células hepáticas a enzima fosforilase fica ativada e despolimeriza o glicogenio de volta a glicose,o fígado é um depósito temporário de glicose........
      após os depósitos hepáticos e musculares erem sido preeenchidos toda a glicose remanescente q. ainda não pode ser usada de modo imediatoé armazenada como gordura..
      O EFEITO da insulina sobre o metabolismo da glicose é o de aumenar sua utilização p/ energia ou fazer c/q. a glicose fique armazenada sob forma de glicogênio ou sob forma de gordura...
      EFEITO na GLICOSE sanguinea:em presença de grandes qts de insulna o rapido transporte p/ o inrterior das celulas emtodoo corpo diminui a concentração sanguinea.....
      a falta de insulina faz c/q. a glicose fique retida no sangue...
      EFEITO nas GORDURAS: o efeito sobre o metabolismoa das gorduras,a insulina inibe por dois meios qd a glicose está presente em excesso no interior das celulas,essas celulas demonstram preferencia p/ a utilização da glicose em lugar da gordura,entaao a degradação dos ácidos graxos fica diminuída.....
      segundo antes q. a gordura q. foi depositada nas células gordurosas possa ser utilizada p/ energia,essa gordura deve ser liberada das celulas
      em presença de insulina a gordura fica impossivel de ser utilizada p/ o metabolismo enquanto a disponibilidae de glicose fica aumentada...
      EFEITOS SOBRE AS PROTEINAS
      a insulina é quase tão potente qt hormonio do crescimento em fazer c/q. ocorra deposição de proteínas nas células....
      -a insulina aumenta a INTESIDADE do transporte da maioria dos aminoácidos através da membrana celular,oq. aumenta as qts disponíveis de aminoácidos p/ a síntese celular de proteínas
      -aumenta a formação de ARN nas células
      -aumenta a formação de proteínas pelos ribossomos
      ASSIM a INSULINA exerce um potente efeitosobre a síntese proteica.
      - o efeito indireto sobre o metababolismo proteico,qd. a glicose está disponível p/ uso energético ocorre feito poupador de proteínas pq. os carboidratos são usados preferencialmente às proteínas.
    • By vandreRS
      Nem ia postar, mas agora deu vontade só para esclarecer!!!
      Seguinte, minha namorada entrou esse ano na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e como ela faz musculação a um tempo e eu também, estamos sempre naquela coisa de um querer saber mais que o outro. Como ela mesmo diz “vc sempre discorda do que digo”, e é isso mesmo quase sempre. A ultima vez que falei com ela novamente discutimos, dessa vez foi por causa de INSULINA, ela afirma que não lembro quem da UFRGS falou que como usei insulina (conto tudo q tomo p/ ela) eu provavelmente estaria com diabetes pq tomando insulina de fora, a mesma inibiria a natural... E eu relembrando tudo que estudei sobre insulina não me recordo de ter ouvido ou lido em algum lugar que ela causaria inibição na natural. Lembro ate que quem mais sabia sobre insulina na minha opinião (jfriedman), falou numa resposta a um topic sobre insulina: “tenha calma com a insulina. ao contrário dos esteróides onde vc tem digamos 10 semanas p/ fazer o serviço (ou do contrário vc causararia mais problemas ainda), com a insulina não há inibição da mesma com doses maiores. portanto tenha calma e vá aprendendo a usar.”
      Minha pergunta é essa: INSULINA de fora causa inibição da natural ou não?? Fiquei meio preocupado já que quem falou é da UFRGS q posso dizer que é bem respeitada. Quem tiver essa resposta com dados científicos favor poste ai!! Que tiver contato com jfriedman e puder pessa para ele dar sua explicações em relação a essa inibição afirmada pelo cara!!
    • By Daia83
      Oi gente, gostaria de tirar uma dúvida.  Comecei a usar a testo bioidentica 5mg por dia, mas notei esses picos de insulina aumentarem,  e os fármacos para emagrecer que eu usava não dava mais conta. Inchei muito tbm. Nao curti. Daí comcei a reduzir o uso, para 2x a 1x na semana por conta propria mesmo. Mas está certo isso ou estou fazendo besteira? Porque o que percebo é que não vejo nada de diferente pra melhor agora, só perdi tônus e ainda continuo com a pele grossa, e com fome🙄. E sem força.  Qual forma poderia usar ela, sem gerar esse aumento de fome (queria só aumentar um pouco minha testo que sempee foi de 21 para pelo menos 50 pra cima) e só.. Quando usei 5mg de oxa diarias eu fiquei muito melhor, so que meu cabelo não fica bem. heheh.. quando usei 15mg eu quase fiquei careca! hahaha..
       
      Alguem me sugere algo?
×
×
  • Create New...