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Eduardo Ayub Lopes

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About Eduardo Ayub Lopes

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    Fisioterapeuta Esportivo

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  1. Começamos a trabalhar com atletas de luta no ano de 2003, foi algo que aconteceu simplesmente pelo acaso do destino, estava visitando uma das unidades da academia Sport Moving, coordenada pelo professor André Girotto, na qual eu era fisioterapeuta, fisiologista, personal e consultor científico, quando me deparei com os atletas da Equipe Impacto, dirigida pelo Mestre Marcelo Ferreira: Bruno Frazatto, Caio Barbante, Orlando Zanetti e Big Mac realizando um trabalho de saltabilidade conhecido como pliometria, não pude deixar de intervir. Falei da importância do trabalho de saltabilidade para a melhoria da potência e a potencialização do ciclo alongamento/encurtamento, mas também citei as contra-indicações e os cuidados a serem tomados. Vi que todos saltavam da mesma altura, isso é um equívoco, pois cada um tem uma altura ideal para saltar, na qual promoverá o melhor desempenho e as melhores adaptações. É importante encontrar a altura ideal individual. Ainda sobre a pliometria que estavam realizando citei os cuidados e a também sobre o princípio da progressividade, pois até chegar à realização de saltos em profundidade como o salto pliométrico algumas etapas devem ser seguidas (Forteza, congresso sobre treinamento de força em São Paulo). O treinamento de força na sala de musculação deve anteceder todo o trabalho, sendo dessa forma a base sólida onde serão apoiados os alicerces desse treinamento. Depois da musculação várias formas de saltos precedem o salto em profundidade. Após essa explanação os “meninos”, hoje grandes campeões do mundo da Luta, estavam querendo saber mais sobre o meu trabalho e também com relação à minha proposta. Desta forma começamos criar uma base com a experiência que tínhamos e as que fomos adquirindo com esses atletas e também com outros que passaram no nosso caminho. O segundo obstáculo foi com relação às corridas, dentro da concepção que tínhamos e temos até hoje, os treinos de corrida são prejudiciais para o desempenho desses atletas e todos os atletas que faziam parte da equipe e os que fomos encontrando ao longo do tempo, acreditam que a corrida é a grande salvação para otimizar a preparação física e desenvolver um condicionamento físico excepcional para a luta, mas isso é outro equívoco e esse atrapalha o desenvolvimento físico, pois o treinamento de corrida é um treinamento concorrente, ou seja, ele compete pelas vias energéticas, pelos sistemas de adaptação ao treinamento e pela capacidade de recuperação do organismo, sendo assim, os treinos principais que são os treinos de força, potência e o treino específico de luta acabam sendo prejudicados e não tendo a máxima eficácia. Pra mudar a forma de pensar deles levou muito tempo, e ocorreu após muitas conversas, após mostrar que vários autores consagrados no mundo pensavam assim também, hoje tenho certeza que esse é um grande diferencial deles, pois não perdem tempo com esse tipo de treinamento que não agrega nada aos atletas de luta, pensando especificamente na luta em si. O que dificulta na mudança desse paradigma são os atletas que têm bons resultados e praticam corrida, pois como são atletas conhecidos e que estão sempre chegando entre os primeiros, parece que fazer o que eles fazem o levará para o mesmo caminho. O que não é visto é que se eles não perdessem parte do treinamento correndo seriam ainda melhores. Estava em São Paulo em julho de 2006 para assistir uma palestra de Armando Forteza, e logo que ele começou a falar, nas primeiras frases disse: “las Carreras son para los corredores”, virei para o lado e falei com meu amigo Paulinho, (Paulo Ricardo Bueno), para mim já valeu, pois ver um autor deste nível falando o mesmo que nós pensamos e falamos. Quer uma dica, faça treinos específicos, no mundo da luta seu principal treino é lutar.
  2. Continuando nossa jornada através desse tema: Alongamento. Vamos adentrar um território árido, no qual há muitas controversas, discussões saudáveis e versões de um mesmo tema aparecem: “Alongar ou não após atividades físicas”. Venho falando sobre esse tema desde 1995 e nesses anos vários estudos aprovaram e desaprovaram os alongamentos após exercício físico. Mas há um fato que é crucial na minha humilde opinião sobre o assunto, são as microlesões, após atividades físicas há microlesões proporcionais a intensidade e volume do treinamento, isso por si só já contra-indica à atividade. Imagine as microlesões como aquele pano de chão que fica na entrada, que já está esgarçado, ele fica mais frágil, mais susceptível a romper-se totalmente. Pois é o mesmo que acontece com os músculos após uma atividade física. As microlesões deixam os músculos mais frágeis. Não vejo lógica nem cabimento de alongar músculos que acabaram de sofrer microlesões. Os músculos após um estímulo devem descansar e receber nutrientes para regenerar-se e recuperar-se para os próximos estímulos. Há ainda a máxima: “que os músculos após um treino de musculação estão contraídos”, na verdade aquela sensação de “contraído”, melhor dizendo de inchaço, ocorre, pois há um acúmulo de sangue nos músculos, mas definitivamente não estão contraídos, desta forma não precisam de alongamentos no pós treino. Tem outro aspecto para refletir, após um treinamento os músculos estão fadigados, ou seja, perdem sua capacidade de responder, tem a propriocepção alterada. Desta forma corre-se o risco de passar dos limites por estar com os tecidos aquecidos e não ter a percepção fidedigna devido à fadiga central. Uma boa forma de terminar um treinamento é realizando um exercício aeróbio de baixa intensidade, ou seja, abaixo do limiar, e sem impacto, para não aumentar as microlesões. Assim acelera a recuperação para o próximo treino. E se houver a necessidade de fazer um relaxamento, ou uma volta à calma pode-se usar muitas atividades, mas não precisa ser alongamento. Há várias opções, usando exercícios com bolinhas, exercícios de consciência corporal, mentalizações... Para finalizar vamos pensar no tempo, ninguém tem muito tempo para despender na academia, ou nos treinos, portando você como profissional de Educação física, orientador e treinador deve organizar para serem priorizadas as atividades realmente fundamentais. Se não há objetivo definido não tem porque fazer. Não faremos porque todos fazem, nem porque está na moda. Foco, foco nas metas dos alunos, seja objetivo e contundente na sua conduta.
  3. Longe do intuito de encerrar ou esgotar as discussões a cerca desse assunto, escrevo aqui algumas linhas para esquentá-lo ainda mais, levantar mais alguns pontos curiosos que nos faça refletir e repensar nossas condutas. Têm sido colocados na mídia alguns estudos que contra-indicam o alongamento que precede a atividade principal, esses estudos argumentam que o alongamento prévio poderia piorar a performance. Mas ainda há ressalvas sobre essa questão, vamos dissecar cada particularidade. Há alguns pontos que devemos pensar quanto à prescrição do alongamento antes da atividade principal: - Qual é a intensidade do alongamento? - Qual atividade será realizada após? Vamos discorrer sobre esse dois pontos. 1) A intensidade que é realizado o alongamento em questão. Primeiro ponto é definir qual é o objetivo de realizar esse alongamento: A) Prepara e aquecer a musculatura. B) Ganhar amplitude de movimento em músculos encurtados. C) Proposta de trabalho para reorganização postural. D) Ganho de amplitude específica para alguns esportes. Partindo com esses objetivos acima traçados podemos direcionar o programa de alongamento e o treinamento. Pensando no primeiro objetivo, preparar e aquecer a musculatura, os exercícios de alongamento têm função importantíssima nessa situação, principalmente quando se pensa em tecido conjuntivo, que sofre modificações durante a execução dos alongamentos, alterando a sua viscoelasticidade, o que proporciona maior liberdade de movimento e menor risco de lesão, ou seja, teremos um efeito de amplificar o desempenho e outro preventivo. Nessa situação os alongamentos são fundamentais e não devem ter o seu tempo prolongado, propondo um tempo em torno de 30 segundos a 1 minuto. Quando estamos lidando com músculos encurtados, como apresentado no segundo objetivo, temos que prolongar o tempo de execução, segundo Phillipe Souchard, esse tempo pode estender-se de 1 minuto a 10 ou 15 minutos, dependendo da posição, ou seja, dependendo se a posição selecionada trata-se de uma posição analítica ou global. É recomendado esse tempo prolongado, pois é o tempo que demora em haver a fluagem dos tecidos. Mas nesses casos não é recomendado que se pratique treinamentos que exijam performance, pois é provável que ela esteja diminuída devido ao desgaste anterior. Os alongamentos também são de extrema importância, nos casos de alterações posturais, como demonstra o terceiro objetivo. Nos processos de reeducação postural, os programas são compostos em 99,9% por exercícios de alongamento. Nesses casos o tempo também deve ser prolongado para atingir os objetivos. Mas não é recomendado, como no caso anterior, atividades de alta performance no segundo momento. Há um princípio dentro do treinamento desportivo que é a especificidade, eu particularmente oriento-me muito por ele, e vejo que muitos equívocos são cometidos quando não nos balizamos por ele. Seguindo esse raciocínio para o quarto e último objetivo há alguns esportes que devido a sua especificidade exigem alongamento maior em algumas articulações, portanto devemos dar ênfase ao alongar essas regiões. Nesses casos a orientação é igual ao segundo objetivo, portanto não se deve realizar exercícios de alta performance após a sessão de alongamentos, como estamos falando de atletas o que pode ser feito é realizar sessões separadas, uma para o treinamento propriamente dito e outro para os alongamentos. 2) Qual é a atividade que será realizada após os alongamentos. Se a sessão de alongamento não é muito volumosa ou intensa pode ser realizado qualquer treinamento que não haverá interferências de grande magnitude. Já quando a sessão de alongamento é intensa, como dito acima não devemos dar seqüência com um treinamento que exija performance porque o objetivo nesses treinamentos é melhorar as marcas a cada treinamento, e para tanto não pode haver interferências externas. A sessão de alongamento pode diminuir a perfomance devido à fadiga neural ou fadiga central. Essa fadiga diminui as possibilidades de geração de força, velocidade e potência, diminuindo o recrutamento de unidades motoras na atividade principal, além da alteração da resposta proprioceptiva e também gerando algumas micro-lesões que interferem negativamente de forma aguda na performance e deixa o tecido vulnerável à lesão. Os alongamentos ficam no segundo plano quando pensamos em treinamento, ou seja, são atividades secundárias, exceto em desportos que a amplitude de movimento seja um dos principais requisitos para a modalidade. Mas independente do fato acima podemos considerá-lo de extrema importância tanto na alavancagem do desempenho, como na prevenção de lesões. Nos próximos textos iremos abordar o alongamento depois da atividade e também veremos mais profundamente a questão preventiva. Estou à disposição.
  4. Alongamentos: Está Liberado Geral? Os exercícios de alongamentos são tidos como os mocinhos da educação física, já o exercício agachamento, por exemplo, é tido como vilão, mas isso não é bem verdade. Há formas de realizar um exercício complexo semelhante ao agachamento e obter benefícios indescritíveis e há formas de causar lesões realizando sessões ou até mesmo exercícios de alongamento de forma equivocada. Durante o ato de alongar um músculo devemos lembrar que estamos alongando todas as estruturas da região: músculos, envoltórios fibrosos, (tecido conjuntivo), tendões, pele, vasos, nervos e às vezes ligamentos e cápsula. Portanto a posição e a postura utilizada durante a execução devem ser bem indicadas, observada e orientada para alcançar o objetivo definido e ter a máxima eficácia. Cada estrutura anatômica citada acima deve ter a atenção devida em situações específicas. É importante sabermos o que está sofrendo interferência da nossa intervenção. O mau posicionamento, ou uma exigência acima das possibilidades ou até posturas anti-anatômicas podem causar repercussões trágicas, portanto não basta ter a boa vontade ou a iniciativa de praticar sessões de alongamento, a prática dentro de padrões é fundamental para trazer benefícios, sem associar-se com efeitos negativos. Quando uma articulação está envolvida com o exercício de alongamento selecionado é importante verificar qual é o limitador do movimento daquela articulação. Pois se a capacidade for excedida quem sofrerá as conseqüências será a estrutura em questão. Por exemplo, a famosa posição para alongar o músculo quadríceps, aquele músculo que fica na região anterior da coxa. Costumeiramente esse músculo é alongado com o indivíduo ajoelhado buscando sentar-se sobre o calcanhar e posteriormente deitando-se sobre a perna. Nessa posição há uma exigência extrema da região anterior do joelho forçando a cápsula articular, estrutura que envolve essa articulação e é co-responsável pela propriocepção, quando essa estrutura é alongada como no exemplo acima perdemos a precisão proprioceptiva de tal estrutura e a função fica alterada, possibilitando lesões pela falta de percepção dos micros e macros movimentos. Procure entender e estudar a biomecânica, assim diminui os equívocos. Na VIP-Cambuí e VIP-Indaia buscamos a excelência através da qualidade dos movimentos. Dr. Eduardo Ayub Lopes Diretor VIPFISIOPERSONAL
  5. Alongamento: Os Segredos Há várias práticas dentro do escopo das atividades físicas, desportos e da própria educação física que envolvem manifestações diferenciadas como: exercícios contra resistência, exercícios de alongamento, atividades aeróbias, relaxamento, entre outras. Vou deixar as outras manifestações para outro momento, pois há alguns aspectos importantes a serem discutidos e vamos concentrar as energias nesse momento nos conceitos sobre alongamento. Alguns conceitos dentro desse assunto devem ser revistos para evoluirmos dentro de uma lógica e a partir da ciência. Durante o ato de alongar um músculo devemos lembrar que estamos alongando todas as estruturas da região: músculos, envoltórios fibrosos, tecido conjuntivo, tendões, pele, vasos, nervos e às vezes ligamentos e cápsula. Portanto, a posição e a postura utilizada durante a execução devem ser bem indicadas, observada e orientada para alcançar o objetivo definido e ter a máxima eficácia. Cada estrutura anatômica citada acima deve ter a atenção devida em situações específicas. É importante sabermos o que está sofrendo interferência da nossa intervenção. O mau posicionamento ou uma exigência acima das possibilidades ou até posturas anti-anatômicas pode causar repercussões trágicas, portanto não basta ter a boa vontade ou a iniciativa de praticar sessões de alongamento, a prática dentro de padrões é fundamental para trazer benefícios, sem associar-se com efeitos negativos. Fazemos freqüentemente sessões de alongamentos em nossos alunos ou clientes, mas qual é o resultado crônico, ou seja, em longo prazo, após várias sessões de alongamento!!! O que irá acontecer nos músculos desse indivíduo. Logicamente encontraremos indivíduos mais “alongados”, “flexíveis”, ou seja, com uma maior amplitude de movimento. Mas o que aconteceu na conformação muscular que propiciou a melhora do alongamento? Essa é uma pergunta que incomoda muitos profissionais, devemos saber quais são as repercussões, ou seja, os resultados das nossas intervenções. Os exercícios de alongamento fazem parte do time das atividades que melhoram em muito a qualidade de vida. Pois tais exercícios possibilitam melhor mobilidade e maior liberdade de movimento. Há uma grande confusão com a relação entre alongamento e musculação, podemos ou não dizer que a musculação causa encurtamento dos músculos. O ato de exercitar-se com o objetivo de hipertrofiar ou de aumentar a força muscular ou até de incrementar a resistência muscular tem um efeito negativo para o músculo no que diz respeito à amplitude de movimento? E depois das atividades, devemos ou não alongar, qual é o procedimento correto? Os músculos precisam de alongamento após uma atividade física? Os músculos estão contraídos após uma sessão de musculação? Ao longo dos anos os exercícios de alongamento criaram uma imagem de inofensivo, realmente ele é fiel a sua imagem de exercício inocente que não causa mal algum ao praticante? Estas e outras questões tentarei abordar nos próximos posts, esse é só para gerar curiosidade e vontade de ler os próximos. Quem quiser dividir suas idéias comigo mande email. [email protected] Eduardo Ayub Lopes, fisioterapeuta esportivo e fisiologista – Unifesp. REMOVER:
  6. Fibromialgia é uma palavra que já caiu no domínio popular. Todos falam, dizem que têm, comentam, já tem até receita caseira. Nós aqui da Equipe VIPFISIOPERSONAL seguimos os conceitos do método Total Muscular Stretching, método esse de reeducação postural e treinamento físico. Segundo os conceitos de reeducação postural, (Bricot, 2001), alteração em mais de três captores posturais causam sintomatologia diversa, como: dores em várias regiões, articulações e músculos do corpo. As próprias dores disparam alterações no sistema nervoso que desembocam em sintomas depressivos, que só amplificam e pioram o quadro. Os captores mais comuns de causarem problemas são: olhos, pés, boca, pele e comprimento dos membros. Nossos olhos movimentam-se a partir de músculos que se inserem ao redor do globo ocular e dirigem o olho para cima, para baixo, para um lado e outro. Esses músculos podem sofrer de alterações que diminuem a capacidade de convergência dos olhos. Os déficits de mobilidade ocular causam alterações posturais principalmente na cervical, o profissional posturologista tem capacidade para regular essa alteração oculares, mas também podemos recorrer ao especialista, Ortoptista. Os pés são foco de várias alterações, que repercutem em todo o aparelho locomotor de forma ascendente, ou seja, as alterações posturais dos pés se alastram para as outras articulações, por exemplo: um pé “chato”, ou plano, inclina à tíbia “para dentro”, ou medialmente, o que torna o joelho “torto em X”, ou valgo. São aquelas pessoas que não conseguem aproximar os pés, porque os joelhos se encontram bem antes. Deve ser observado muito mais do que a postura dos pés a sua rigidez, pois os pés quando são rígidos são piores de serem tratados independentes da alteração. As alterações da boca são da alçada dos dentistas, ortopedistas funcionais e ortodontistas, mas o posturologista deve saber avaliar o caso e encaminhar ao profissional competente, pois se não houver a correção da boca as alterações posturais do aparelho locomotor também não serão corrigidas. Na boca podemos encontrar alterações como o ranger dos dentes a noite, bruxismo, alterações de mordida, como mordida cruzada, entre tantas outras. E não podemos nos esquecer que essas alterações levam um desalinhamento da articulação têmporo mandibular, e um possível desgaste desta articulação no futuro. As alterações na região da boca, normalmente incidem em alterações nos músculos óculo-motores, e repercutem também na região da cervical. Um dos sinais é a cabeça muito para frente em relação ao tronco e os ombros elevados em direção às orelhas. A pele é um grande órgão receptor, pois é a partir dela que tomamos contato com tudo que nos cerca, desde sensações agradáveis como um carinho, como sensações ruins como algo que nos fere. O circuito das decodificações dessas sensações no cérebro é extremamente complexo, mas enfim, nosso cérebro toma conhecimento de tudo que acontece. Quando temos uma cicatriz, ela pode hiper estimular o sistema nervoso, que por conseqüência hiper estimula também músculos do nosso corpo levando às alterações posturais. Nesses casos devem ser tratadas as cicatrizes. Não são todas as cicatrizes que causam alterações, são só aquelas que chamamos de patológicas, podemos diminuir a sensibilidade com uma sessão de crioterapia para avaliar melhor. Uma das alterações que mais passa despercebida é a das pernas longas e curtas, as alterações causadas por esse desequilíbrio é catastrófico, pois desequilibra todas as articulações, começando na pelve, ou “bacia”, chegando até ao nível da cabeça. Já atendi pacientes que não conseguiam rodar a cabeça, pois tinham um bloqueio na cervical causado por uma diferença de comprimento de membros de 3 mm, isso mesmo, milímetros. Há pessoas com diferença de centímetros. Nosso organismo é todo equilibrado, por isso que uma diferença mesmo que pequena causa muitos problemas. Estive com Bernard Bricot, nesta última sexta, dia 03 de dezembro em uma conferência em São Paulo/SP e pode compartilhar meus conceitos com ele e confirmar o trabalho que estamos fazendo na VIP-Cambuí. Concluindo alterações como as citadas acima quando combinadas causam os sintomas que atribuímos à fibromialgia, mas na realidade devemos observar os captores posturais, corrigi-los e se houver necessidade implementar um tratamento das cadeias musculares com o método Total Muscular Stretching?
  7. Reeducação postural e o esporte de rendimento Dois temas aparentemente distintos, mas nós aqui na VIPFISIOPERSONAL, Campinas/SP e Indaiatuba/SP, unimos o trabalho postural ao esporte de alto rendimento há muito tempo, mais especificamente há 15 anos. Esse tema é controverso e geralmente gera discussão mesmo. Vamos ao ponto das divergências: 1) Atleta de alto nível sofre de algumas alterações posturais devido ao gesto desportivo. 2) A reeducação postural consumiria um tempo precioso da preparação do atleta. 3) As alterações posturais são causadas pelo gesto desportivo, que é praticado várias vezes por semana. Será que a reeducação postural consegue revertê-las? Vamos aos fatos, a repetição de gestos desportivos realmente causam alterações posturais em alguns casos específicos; esportes unilaterais, esportes que causam posicionamento excessivo, ou exigem movimentos repetitivos em flexão ou em extensão. A reeducação postural demanda um tempo, que poderia estar sendo usado para a preparação do atleta, mas esse tempo deve ser encarado também como preparação física, pois os benefícios que trará serão importantíssimos na performance. Há atletas que treinam 20-30 horas semanais ou até mais, e a dúvida relacionada à eficácia da reeducação postural é pertinente, mas o que vemos na prática são respostas positivas, com melhora no desempenho, remissão de patologias e de quadros álgicos e a satisfação do atleta. Mas também há alguns casos em que o profissional não consegue uma boa resposta postural, muitas vezes devido à fase do treinamento, mas nesses casos devemos ter outro pensamento, que é não deixar o quadro se agravar ainda mais, o que já é de grande valia. Num segundo momento, quando esse atleta estiver em uma fase de transição, podemos dar mais atenção a essas necessidades posturais e deixar os treinos mais brandos. Qual é o real benefício da reeducação postural? Podemos ver essa questão de duas formas: 1) Otimização do desempenho. 2) Prevenção de lesões. Na primeira situação temos vários casos de melhora de desempenho, como por exemplo com a atleta Maraline Pardin, que pratica luta de braço e é acompanhada pela Equipe há mais de 8 anos. E é um dos casos mais complexos que passou por aqui. Quando ela nos procurou, tinha lesões no membro superior (cotovelo, punho, mãos e dedos), fizemos toda a reabilitação dessa atleta pautada pela reeducação postural, o que resultou em melhora de desempenho e ela permanece todos esses anos sem lesões. É simples o raciocínio, apesar do processo de reabilitação ser complexo. Os músculos encurtados exigem um esforço extra do seu antagonista. O músculo que contrai contra a ação de um antagonista encurtado terá sempre que vencer todas as condições impostas pelo desporto, somado à força exigida para executar o movimento contra a resistência do encurtamento do opositor. Essa condição gera exaustão precoce. Quando esses músculos encurtados são tratados, promovem um grande benefício aos antagonistas, que têm seus movimentos liberados. Na segunda situação, temos um raciocínio holístico, pois temos que pensar nas cadeias musculares e suas conexões. Estamos falando então de comprometimento generalizado, ou seja, afeta toda uma cadeia muscular. Alterações posturais posicionam as articulações de forma anti-fisiológica, comprimindo alguns compartimentos articulares e tracionando os compartimentos opostos. As articulações quando trabalham com regime de compressão, sofrem desgaste prematuro, conhecido também como artrose que é uma doença degenerativa. Como o nome mesmo diz, degenera, e o alvo são as cartilagens que revestem as articulações. Os pontos que trabalham em regime de tração promovem um “afrouxamento” dos ligamentos, o que futuramente pode culminar em uma lesão ligamentar; um bom exemplo é o joelho com hiperextensão, e nesse caso o ligamento que está sendo tracionado é o famoso ligamento cruzado anterior. Concluindo, podemos implementar um trabalho postural visando não só a prevenção de lesões, mas também a melhora da performance. Dr. Eduardo Ayub Lopes. Diretor da VIPFISIOPERSONAL. Fisioterapeuta Esportivo. Educador físico especialista em fisiologia do exercício e biomecânica. www.vipfisiopersonal.com.br www.totalmuscularstretching.com.br [email protected]
  8. Não destrua sua coluna vertebral. Quando a carga na coluna é desnecessária!!! Os exercícios em geral transmitem carga em forma de força para a coluna, isso é normal, e até saudável em doses adequadas e controladas, pois a carga proporciona aumento da massa óssea e muscular, causa hipertrofia dos ligamentos e cápsula, além de reforçar a cartilagem articular, ou seja, proporciona maior consolidação das articulações da coluna, prevenindo de problemas futuros. Mas há alguns exercícios que são desnecessários, pois a carga promovida só leva a compressão intervertebral, incentivando a desidratação discal e a degeneração, uma forma bem comum praticada são os exercícios realizados na posição sentada. Digo desnecessária porque essa carga não agrega nenhum valor, não há incrementos positivos, somente repercussões maléficas. Segundo estudos Nachemson, que introduziu uma agulha com sensor de carga no disco intervertebral, o fato de sentar aumenta a carga na coluna em 40%, não importa o que você esteja fazendo: dirigindo, estudando, trabalhando, enfim a carga será aumentada na coluna. No momento da execução dos exercícios a regra se mantém, então, quando realizados na posição sentada com carga axial aumentam a carga na coluna em 40% - Exemplo - Desenvolvimento, elevação lateral, rosca, elevação de ombros entre tantos... esses exercícios são exemplos que devem ser realizado em pé. (Nachemson estudou o aumento de carga na coluna na posição sentado em 1976). Quando cito 40%, devemos somar o peso corporal mais o incremento de peso utilizado no exercício e então adicionar os 40% suplementar de sobrecarga. Que fique bem claro, a questão citada acima vale somente para exercícios que tem carga axial, ou seja, carga no sentido de compressão da coluna vertebral, proporcionado pela ação da gravidade. Para ficar mais claro são os exercícios que o peso utilizado no movimento tem sentido para baixo, em direção ao solo. Alguns praticantes reclamam por não terem equilíbrio para fazê-los na posição ortostática (em pé), mas essa é mais uma adaptação, estabelecer uma capacidade de suportar pesos com o tronco estabilizado, o que irá prevenir lesões futuras, visto que muitas vezes as pessoas “travam a coluna”, ou seja, sofrem espasmos musculares, carregando pesos, como tirar objetos do maleiro ou do porta-malas do carro. Com a estabilização necessária na coluna isso é minimizado.
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