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Paulo Cavalcante Muzy
Paulo Cavalcante Muzy

Insulina é o meio mais rápido de se ficar fraco e gordo

Vamos falar de insulina. Todo mundo acha que insulina é o último breaktrhu, ou seja, que do momento que a pessoa decide usá-la para ganho de massa muscular é que o pessoal pensa que o sujeito não está para brincadeira mais.

Cuidado, além dos riscos do uso da insulina, lembre-se de que a insulina ocupa os receptores dos IGFs bloqueando sua ação, logo, não haverá tanta massa muscular como se poderia imaginar.

Além disso, com a insulina em alta, toda energia que é consumida é desviada para reserva, o que causa duas coisas: queda da sua capacidade de realização de trabalho físico-muscular e ainda ganho de gordura.

Portanto queridos, saibam: até que se prove o contrário, insulina é o meio mais rápido de se ficar fraco e gordo, pelo menos da forma que observamos o pessoal utilizando.




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Comentários Destacados

De fato, a insulina é muito anabólica, pois leva nutrientes para as células e gera um maior anabolismo. Contudo anaboliza não só músculos, mas também gordura.Geralmente usam junto T3 e T4 além de HGH. Lembrando aos desavisados: a insulina pode MATAR facilmente até atletas experientes ! Fiquem longe dela.

 

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    • Por Nicolasrox
      Geralmente os protocolos com insulina é bom usar o GH pela questão de lipólise, mas qual poderia ser um substituto do GH em um protocolo com uma testo e insulina?
    • Por Kennedy Freitas
      Olá, galera
      Blz ?
      Bom hoje vou começar a relatar para vocês meu primeiro ciclo com AES, acabo de sair de um ciclo de PH onde obtive resultados aceitáveis, meu ciclo ira funcionar da seguinte maneira, nao irei relatar a TPC mais irei fazer!
      Enantato de Testosterona | 1_12 | 0,5ml/150mg | DS/DN 
      Undecilenato de Boldenona | 1_12 | 1ml/300mg | Terça/Quinta 
      Masteron | 7_12 | 0,5ml/50mg | Segunda/Sexta 
      Estou hoje com meu peso variando entre 58 e 59kg, após o uso do PH MSTANE, a minha dieta esta formulada da seguinte maneira:
      Desjejum
      Carboidratos
      Gorduras
      Proteinas
      Calorias
      1 Fatia G de Queijo Minas
      0g
      6g
      16g
      112
      3 Castanhas do Pará
      1g
      3g
      1g
      27
        Total: 1g
      Total:9g
      Total:17g
      Total:139
        Lanche
      Carboidratos
      Gorduras
      Proteinas
      Calorias
      2 Fatias de Pão de Forma Integral
      23g
      2g
      5g
      145
      1 Porção M de peito de frango
      0g
      5g
      30g
      155
      1 Colher De Leite de Côco
      2g
      4g
      0g
      41
      3 Castanhas do Pará
      1g
      3g
      1g
      27
        Total:26g
      Total:14g
      Total:36g
      Total:368
        Almoço
      Carboidratos
      Gorduras
      Proteinas
      Calorias
      Porção G arroz Branco
      56g
      0g
      5g
      256
      2 Ovos Cozidos Inteiros
      0g
      8g
      11g
      130
      Filé de Patinho M
      0g
      7g
      36g
      220
      Porção G Brócolis
      5g
      1g
      3g
      32
        Total: 61g
      Total:16g
      Total:55g
      Total: 638
        Lanche da tarde
      Carboidratos
      Gorduras
      Proteinas
      Calorias
      2 Fatias Pão de Forma Integral
      23g
      2g
      5g
      145
      1 Fatia M Queijo Minas
      0g
      3g
      8g
      56
        Total:23g
      Total:5g
      Total:13g
      Total:201
        Pré Treino/50 Minutos antes
      carboidratos
      gorduras
      proteinas
      calorias
      Mass Gainer 1 Dose/Agua
      128g
      3g
      16g
      603
        Total:128g
      Total: 3g
      Total: 16g
      Total:603
        Pós Treino/Imediato
      Carboidratos
      Gorduras
      Proteinas
      Calorias
      Whey Concentrado/Dose
      12g
      1g
      23g
      150
      3 Colheres Sopa Dextrose
      39g
      0g
      0g
      155
      10g Creatina
      0g
      0g
      10g
      70
        Total: 51g
      Total:1g
      Total:33g
      Total:375
        Jantar/Pós Treino
      Carboidratos
      Gorduras
      Proteinas
      Calorias
      1 Batata Inglesa G
      36g
      0g
      5g
      170
      Filé M Patinho
      0g
      7g
      35g
      210
        Total:36g
      Total: 7g
      Total:40g
      Total:380
        Ceia
      Carboidratos
      Gorduras
      Proteinas
      Calorias
      1 Maracujá médio
      6g
      1g
      1g
      30
      Omelete 2 ovos/ fatia G ricota
      0g
      15g
      32g
      300
        Total:6g
      Total:16g
      Total:33g
      Total:330
          Totais:
      Carboidratos
      Gorduras
      Proteinas
      Calorias
      TMB: 1501 Calorias
      332g
      71g
      243g
      3034
       
      Em breve posto minha rotina de treino para que vocês possam avaliar, e as medidas que estou agora no inicio do ciclo, não irei postar fotos minhas de agora pois ja coloquei no outro post como ficou na finalização do M STANE.
      Iniciei meu ciclo ontem dia 26/12/2017, o ciclo ao todo ira durar em torno de 14 semanas em media com a TPC.
       
    • Por Kennedy Freitas
      Vou relatar com vocês meu ciclo com PH, Dieta, Treino e Evolução com tudo isso!  Esse meu projeto tera duração de 3 meses, mudando um pouco a dieta treino e suplementação! 
      Minha ideia e fazer 1 mês com M Stane + Organ Shield + Dilatex + Insulina / 1 mes com Recycle + Anabol 5 + Dilatex + Insulina / 1 mes com metildro + shekka abdomen + Dilatex + Insulina
      Idade: 20 anos, Diabetico tipo 1, Fumante ( Irei tentar parar, para fazer todo este processo), 6% de BF, 50KG nao me lembro de todas medidas, mais irei pegar a ficha da academia e posto para vocês!
      Rotina, acordo todos os dias as 7:00, trabalho em escritório ou seja sem esforço fisico, treino em torno de umas 20:00 e durmo as 00:00
      Estou relatando tudo por cima, para vocês terem uma base!
      Dieta regrada, tentando ingerir mais proteína do que carboidratos para manter mais controlada possível a glicose. Para ajudar estou dosando duas vezes ao dias as quantidades necessárias de insulina para controle da glicose no sangue!
       
      Treino ABC
      A = Peito + Triceps + Ombro
      B = Costas + Biceps + Panturrilha
      C = Somente perna
      intercalando abdomen entre os treinos, caso queiram posso passar cada exercício que faço!
       
      Dieta tentando chegar na casa de 3500kcal, organizada mais ou menos da seguinte maneira consumindo alguns desses alimentos em cada refeição, estou realizando alguns testes antes de terminar a quantidade ou definir apenas um alimento vou testar qual ira dar mais resultado!
       
      - Café da manha | 25und de insulina NPH
      Pao, Ovo, queijo frescal, batata-doce, banana, torrada, bolacha, barrinha de cereais, atum,  peito de peru, peito de frango, leite, amendoim, maça, pera!
      - Almoço
      Arroz, Feijao, Macarrão, Ovo, Peito de Frango, Atum, Cenoura, Batata, Pepino, Peixe, Brócolis, Abóbora, Alface, Berinjela
      - Lanche
      Maça, pera, sao , atum, peito de peru, ovo queijo frescal, torrada, bolacha, barrinha de cereais
      - Pre treino | 25und de insulina NPH
      bata-doce, peito de frango, ovo, peixe, atum, peito de peru, queijo frescal, bcaa, creatina
      - Pos treino
      Banana, pera, atum, ovo, maça, queijo frescal, bcaa, creatina, whey isolado
      - Ceia
      Arroz, feijão, macarrão, ovo, peito de frango, atum, cenoura, batata, pepino, pera, brócolis, abóbora, alface, barrinha
      Vou postar alguns prints de como esta sendo minhas refeições nos últimos dois dias, estou monitorando por aplicativo bem legal, junto com algumas fotos minhas de como estou agora e irei atualizando diariamente com relatos e semanalmente com fotos e maiores detalhes!
       
       






    • Por Rodolfo Peres
      Os hormônios são substâncias responsáveis pela harmonia das nossas funções orgânicas, visto que aceleram ou diminuem a velocidade de reações e funções biológicas – que acontecem mesmo em sua ausência – mas em ritmos diferentes. Essas mudanças são fundamentais no funcionamento do corpo humano. Na comunidade esportiva, existem alguns hormônios de maior interesse, tais como: hormônio de crescimento, hormônios tireoidianos, hormônios esteróides e a insulina, dentre outros.
      Neste artigo discutiremos a ação do hormônio insulina no organismo, expondo informações sobre como beneficiar-se por meio do controle de sua liberação natural, assim como os riscos de se administrar insulina extra.
      A insulina é um hormônio anabólico, sintetizado pelas células beta nas ilhotas de Langerhans do pâncreas, sendo o hormônio mais importante na regulação do metabolismo energético. Sua principal função é regular o metabolismo da glicose por todos os tecidos do corpo, com exceção do cérebro. Ela aumenta a velocidade de transporte da glicose para dentro das células musculares e do tecido adiposo. Com a captação da glicose, se ela não for imediatamente catabolizada como fonte de obtenção energética, gera-se glicogênio nos músculos e triglicerídeos no tecido adiposo. Ou seja, o efeito da insulina é hipoglicemiante, visto que reduz a glicemia sangüínea. A insulina atua ainda nos receptores de IGFs, o que pode contribuir de forma adicional na promoção de efeitos anabólicos no organismo.
      Normalmente, a insulina é liberada em ocasiões nas quais existam altos índices de glicose plasmática, como acontece após as refeições, variando de acordo com a quantidade e o tipo de alimento ingerido. Quando os níveis sangüíneos de alguns aminoácidos forem elevados, principalmente os BCAA’S, também ocorre um aumento considerável na liberação de insulina.
      Ela atua primeiramente reabastecendo as reservas de glicogênio nos músculos e no fígado. Depois disso, se os níveis de glicose sangüínea ainda forem altos, a insulina estimula o seu armazenamento em tecido adiposo. Portanto, como vocês podem observar, a insulina pode auxiliar tanto no ganho de massa magra, devido à ótima captação de nutrientes e aceleração na ressíntese tecidual, como também pode ajudar no aumento da gordura corporal.
      Sempre que os níveis de insulina forem altos, os níveis de glucagon serão baixos e vice-versa, visto que são hormônios contra-regulatórios. Como o exercício estimula a liberação de glucagon, a insulina tem sua liberação diminuída quando existe trabalho muscular, principalmente como forma de tornar a glicose mais disponível para a atividade, assim como usar gordura como fonte de energia. Além disso, as catecolaminas (adrenalina, por exemplo), que são liberadas durante o exercício, têm a propriedade de reduzir os níveis de insulina. A supressão na liberação de insulina é proporcional à intensidade do exercício, sendo que, em exercícios mais prolongados, existe um aumento progressivo na obtenção de energia a partir da mobilização de tecido gorduroso, decorrente da baixa observada nos níveis de glicose e da ação do glucagon. Esse efeito do exercício sobre a secreção de insulina pode durar até 48 horas.
      Quando existe deficiência no organismo em manter adequados os níveis de insulina, ocorre uma patologia denominada diabetes. O diabetes mellitus tipo 1 é caracterizado por uma destruição auto-imune de células beta do pâncreas, ou seja, o corpo destrói, por engano, o próprio tecido que produz e secreta a insulina. Já o diabetes mellitus tipo 2 é bastante diferente do diabetes mellitus tipo 1. Nesse caso, a insulina está presente, mas não é eficiente para estimular a absorção de glicose nas células (o que é chamado de “resistência à insulina”). O corpo tenta compensar esse defeito secretando cada vez mais insulina, até que a capacidade de reserva das células beta pancreáticas se reduz e a glicemia aumenta. Tanto o diabetes mellitus tipo 1 como o tipo 2 são diagnosticados pela glicemia em jejum (> 8h) acima de 126 mg/dl ou acima de 200 mg/dl, 2 horas depois da ingestão de 75 g de glicose via oral ou do surgimento de outros sintomas clássicos do diabetes. É prática padrão repetir os exames e realizar testes mais abrangentes após o diagnóstico inicial.
      Embora a insulina exerça muitas funções, cinco delas são particularmente importantes durante ou após o exercício:
      estímulo da absorção de glicose na maioria das células do corpo; nibição da liberação de glicose pelo fígado; inibição da liberação de ácidos graxos armazenados; facilitação da síntese protéica nas células do corpo; estímulo da ressíntese de glicogênio muscular após o exercício.
      Portanto, deve-se tomar as devidas medidas com a dieta, para aproveitar ao máximo a ação anabólica deste hormônio naturalmente, consumindo alimentos fonte de carboidratos com baixo índice glicêmico na maior parte das refeições. Esta prática visa manter uma glicemia mais constante, evitando inclusive crises hipoglicêmicas e rompantes de fome.

      No entanto, existem alguns horários em que nós podemos nos beneficiar com a ingestão de alimentos fonte de carboidratos com alto índice glicêmico, tais como antes, durante e imediatamente após o treinamento com pesos. Com relação à ingestão de carboidratos com alto índice glicêmico antes de uma sessão de treino, alguns indivíduos costumam apresentar hipoglicemia de rebote, causando uma queda no rendimento. No entanto, caso ocorra consumo de carboidratos durante o treinamento, este problema estará sanado.

      Deve-se ressaltar que até 2 horas após o término do treinamento, nosso organismo possui uma capacidade extraordinária para absorção de nutrientes, sendo que é muito interessante elevar os níveis de insulina para aproveitar seu potencial. O estímulo pode ser dado pela ingestão de em torno de 1 grama de glicose por kg de peso corporal logo após o treinamento, acompanhada preferencialmente por proteínas de rápida absorção e aminoácidos de cadeia ramificada.

      Deve-se ainda, aproveitar os níveis elevados de insulina neste momento para aproximadamente 40 minutos após o término do treinamento, realizar uma refeição rica em carboidratos e proteínas e baixíssima em gorduras, visando recompor os estoques de glicogênio degradados e otimizar a síntese protéica. Lembre-se de que altos níveis de insulina também otimizam a absorção de gorduras!!! Algumas pessoas também utilizam o mineral cromo, na forma picolinato, num esforço para salientar os efeitos anabólicos da insulina.

      Este é um mineral-traço essencial que participa ativamente do metabolismo de carboidratos, principalmente co-atuando com a insulina, melhorando a tolerância à glicose. Por agir estimulando a sensibilidade à insulina, o cromo pode influenciar também no metabolismo protéico, promovendo maior estímulo da captação de aminoácidos e, conseqüentemente, aumentando a síntese protéica.

      Existem, ainda, algumas evidências sobre a função do cromo no metabolismo lipídico, as quais parecem estar relacionadas com o aumento das concentrações de lipoproteínas de alta densidade (HDL) e a redução do colesterol total e de lipoproteínas de baixa densidade (LDL, VLDL), por meio do aumento da atividade da enzima lipase de lipoproteínas em indivíduos com dislipidemias. Pode ser que a administração deste mineral funcione para pessoas com deficiência de cromo, mas provavelmente não proporcionará nenhum grande benefício para indivíduos que não apresentem tal deficiência.

      O exercício físico pode aumentar a excreção urinária de cromo, no entanto, não se sabe se este fator pode induzir uma deficiência de cromo. Por outro lado, a suplementação de cromo pode auxiliar no controle da glicemia de indivíduos diabéticos não insulino-dependentes engajados em atividade física. A Organização Mundial de Saúde (OMS) não estabelece um valor seguro exato para a ingestão de cromo, mas relata que dosagens de 125 a 200µg/dia além da dieta habitual podem favorecer o controle glicêmico e melhorar o perfil lipídico.

      Dessa forma, a dosagem máxima, dentro de um limite de segurança, é de até 250µg/dia. A ingestão de altas doses de cromo, dentre outros malefícios, pode ocasionar prejuízos no estado nutricional do ferro, devido ao fato do cromo competir com o ferro pela ligação com a transferrina, proteína responsável pelo transporte de ferro recém-absorvido.

      Porém, mesmo com todas estas maneiras de se aproveitar o enorme potencial anabólico desse hormônio, muitos indivíduos teimosos ainda insistem em flertar com o uso de insulina exógena, mesmo após já terem ocorrido diversas mortes de fisiculturistas por hipoglicemia severa. Esse é um medicamento originalmente usado por pessoas diabéticas, que não produzem insulina em quantia adequada ou porque as suas células não reconhecem a insulina. Existem dois tipos básicos de insulina mais utilizados por alguns atletas:
      insulina regular: tem ação rápida e inicia a sua atividade logo após a administração. Sua duração aproximada é de 6 horas, mas o pico de ação fica entre 1 e 2 horas após a aplicação. insulina lenta: tem um tempo de ação intermediário. Seu efeito inicia-se cerca de 1 a 3 horas após a aplicação, atingindo um efeito máximo entre 6 a 12 horas. Mas pode ficar no sistema por aproximadamente 24 horas. Esse tipo de insulina é mais imprevisível quanto ao horário de pico, podendo ter vários por dia. Existem diferentes fontes de insulina: suína, bovina, uma mistura de ambas e até mesmo humana. A insulina humana é idêntica em estrutura àquela produzida pelo nosso pâncreas e difere muito pouco das insulinas de origem animal. Mas os atletas comentam que existem diferentes reações quando mudam a fonte de insulina. Todos os tipos devem ser armazenados na geladeira, mas não congelados. Também, precisam ser protegidos do efeito da luz. Quando em desuso por várias semanas, o frasco deve ser abandonado.
      Se um atleta desavisado fizer aplicação de insulina logo cedo e só se alimentar de carboidratos complexos, provavelmente, não terá glicose suficiente na corrente sangüínea quando a insulina der o seu pico e poderá fazer uma viagem sem direito a volta para o paraíso, ou seja lá para onde for. Os sintomas de hipoglicemia característicos são: sudorese excessiva, fraqueza, perturbações visuais, tremores, dores de cabeça, falta de ar, náuseas, coma e a morte. Ou seja, um simples erro, com relação a uma dosagem de insulina ou erro na dieta, pode levar o indivíduo a uma morte rápida. Este, sem dúvida alguma é um risco que não vale a pena!
      Algumas pessoas com o receio de utilizar a insulina exógena, muitas vezes acabam optando por outras drogas desenvolvidas para pessoas diabéticas, tais como a metformina - que otimiza a captação da glicose - ou da potencialmente tóxica ao fígado, troglitazona - que aumenta a massa de receptores de insulina. Esses indivíduos, num esforço para salientar as ações metabólicas da poderosa insulina, não levam em conta que não são diabéticos e que, portanto, produzem naturalmente toda a insulina que necessitam. Não teriam necessidade alguma de administrar insulina exógena, menos ainda outra droga anti-hiperglicêmica.
      Não brinque com seu bem mais precioso que é sua vida! Procure otimizar a liberação natural desse poderoso hormônio anabólico em seu organismo pelas estratégias nutricionais aqui explanadas. Um ótimo programa de treinamento em conjunto com uma prescrição nutricional adequada, somados a uma grande motivação, é o suficiente para você conquistar seus objetivos!
      Bibliografia:
      AUGUSTO, A. L. P. et al. Terapia Nutricional. São Paulo: Atheneu, 1999.
      BENNETT, J. C.; PLUM, F. Tratado de medicina interna. 20o ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
      CANALI, E.S.; KRUEL, L. F. M. Respostas hormonais ao exercício. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, vol. 15, 2001, p. 141-153.
      COTRAN, R. S; KUMAR, V; COLLINS, T. Robbins - Patologia Estrutural e Funcional. 6o ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
      GRACEY, M.; KRETCHMER, N. O diabetes mellitus não insulino-dependente (tipo II) em populações em curso de urbanização. In: FREITAS, H. Diabetes Mellitus. Anais Nestlé, São Paulo, vol. 46, 1993, p. 29-37.
      GROSS, J. L. et al. Diagnóstico e classificação do diabetes melito e tratamento do diabetes melito e tratamento do diabetes melito tipo 2 - Recomendações da sociedade brasileira de Diabetes. Archivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabolismo. Vol. 44, n.4, p.09-35, set. 2000.
      MORRISON, G.; HARK, L. Medical Nutrition & Disease. 2o ed. Massachusetts: Blackwell Science, 1999.
      MOTTA, D. G.; CAVALCANTI, M. L. F. Diabetes Mellitus Tipo 2 – Dieta e qualidade de vida. Revista Saúde em Revista, Piracicaba, v.01, n.2, p. 17-24, 2000.
      NETO, W. M. G.; PERES, R. A. N. Guerra Metabólica – Manual de Sobrevivência. Londrina: Midiograf, 2005.
      PASCHOAL, V.; NAVES, A. Nova Tabela de Índice Glicêmico. Revista Nutrição Saúde e Performance. São Paulo, n.17, p.36, jun./jul. 2002.
      PECKENPAUGH, N. J.; POLEMAN, C. M. Nutrição - Essência e dietoterapia. São Paulo: Roca, 1997.
      SHILLS, M. E. et al. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. 9o ed. Barueri: Manole, 2003.
    • Por Toxi
      Prefácio

      Entender a insulina é importante para se atingir um corpo musculoso e/ou definido. Ela é um fator decisivo tanto para o ganho de massa muscular quanto para o ganho de gordura. A insulina é um hormônio anabólico, pois estimula processos de síntese e armazenamento de nutrientes e também evita que nutrientes sejam tirados dos tecidos para serem usados como energia (o chamado catabolismo).

      O grande porém da insulina é ela ser anabólica e anticatabólica tanto para as células musculares quanto para as células de gordura. Por isso é importante saber compreende-la e modula-la de maneira adequada, visto que em excesso ela aumenta os níveis de massa muscular e os de gordura simultaneamente e quando muito reduzida permite o catabolismo de gorduras e também o de músculos.

      A linguagem de livros de fisiologia e artigos pode ser um pouco cansativa, então esse artigo foi criado de maneira a compilar e colocar os fatos numa linguagem mais fácil e agradável de compreender. Inclusive, a imagem selecionada ilustra bem todos os processos descritos no artigo, tornando ainda mais fácil a compreensão. Ao final você encontrará também um breve resumo, facilitando a assimilação do texto.

      Secreção de insulina

      A vida da insulina começa nas células tipo Beta do pâncreas. Essas células se aglomeram formando as ilhotas pancreáticas (ou ilhotas de Langerhans, são a mesma coisa), as quais representam cerca de 2% da massa de todo o pâncreas. A insulina é produzida quando as células Beta são expostas a substratos metabolizáveis, o mais comum deles é a glicose (vulgo açúcar do sangue) que vem em sua maioria da quebra dos carboidratos ingeridos numa refeição.

      Entre os processos fisiológicos da insulina, alguns ganham destaque: aumento da captação de glicose especialmente pelas células do músculo e gordura, maior permeabilidade celular para aminoácidos, íons de potássio e fosfato, alterações dos níveis de atividade de enzimas metabólicas intracelulares e síntese de novas proteínas.

      Quando você ingere algum nutriente, ele precisa ser metabolizado dentro de alguma célula. As células possuem membrana plasmática, uma barreira que impede que substâncias entrem em saiam das células de maneira desordenada, o que causaria um desequilíbrio químico muito grande e consequente morte celular. Para entrar numa célula, os nutrientes e demais substâncias precisam de um transportador, uma molécula que age como uma porta permitindo a passagem destes de fora da célula para dentro dela.

      As células beta do pâncreas não são diferentes, todas também possuem membrana plasmática e para adentrar nelas a glicose precisa da ajuda de uma proteína chamada de Transportador de Glicose, abreviado para GLUT. Existem 14 tipos diferentes de GLUTs, todos espalhados em tecidos específicos, nesse caso específico o responsável é o GLUT-2. Ele permite que a glicose entre nas células beta do pâncreas. 

      Quando exposta a uma concentração alta de glicose por um tempo prolongado as células Betas liberam insulina de maneira bifásica: primeiro há um pico de insulina onde aparentemente só é lançada pra fora a insulina que já está pronta e estocada (em vesículas), depois ocorre um aumento gradual na liberação, esse aumento se mantém em nível proporcional a concentração de glicose, ou seja, mais glicose = mais insulina. Em indivíduos com problemas na liberação de insulina, por exemplo, no Diabete tipo 2, a primeira fase (que libera a insulina armazenada) pode ser ausente ou reduzida.

      Após jejum de 8 a 12 horas o ideal é que a concentração de glicose no sangue se mantenha entre 80 e 99 mg/dL, quando você se alimenta e a glicemia sobe além dos 100 mg/dL a insulina começa a ser liberada (sempre de acordo com o nível de glicose). Agora, se a exposição a altas doses de glicose e ácidos graxos ocorrer de maneira muito prolongada pode ocorrer o efeito contrário te colocando na condição chamada de resistência insulínica, mas isso é assunto pra outro texto.

      Além da glicose, outros fatores podem desencadear a liberação de insulina. Aminoácidos, como a arginina, lisina e leucina têm essa propriedade, num mecanismo que evita a hipoglicemia caso você faça uma refeição com poucos carboidratos e muitas proteínas.

      Os ácidos graxos (vulgo gordura no sangue) e corpos cetônicos também estimulam a liberação de insulina, mas esse estimulo não é sempre o mesmo, se uma célula Beta for exposta por um curto período (poucas horas) à glicose e aos Ácidos Graxos, há então aumento na liberação insulina. Agora se a exposição for prolongada (por dias) pode ocorrer diminuição na secreção de insulina. Outro fator importante pra definir se a insulina vai ser secretada ou inibida quando exposta aos ácidos graxos é o tipo dos mesmos. A liberação de insulina é maior com o aumento do comprimento da cadeia e menor com o grau de insaturação. Ácidos graxos de cadeia longa como palmitato, ácido linoléico e linolênico potencializam a secreção de insulina. Dietas ricas em ácidos graxos saturados reduzem a responsividade das ilhotas à glicose, enquanto que dietas ricas em ácidos graxos mono e poli insaturados aumentam essa resposta. Normalmente a insulina é ativada quando a concentração de ácidos graxos se eleva pra impedir que ainda mais ácidos graxos sejam tirados das células adiposas e colocados na circulação sanguínea (lembra que ela é anticatabólica também pro tecido gordo?).

      Não só os nutrientes, mas fatores hormonais e neuronais também regulam a liberação de insulina. Quando o duodeno recebe o conteúdo vindo do estômago (quimo) ele libera hormônios como gastrina, secretina e o peptídeo inibitório gástrico (GIP), que estimulam a liberação de insulina antes mesmo de você absorver os nutrientes da refeição. Essa liberação antecipada já deixa o seu corpo preparado para o fluxo de glicose e outros nutrientes que está pra adentrar na circulação.

      O odor e sabor da comida ou mesmo a expectativa de ter algum alimento no trato digestivo também ativam terminações nervosas (geralmente na boca e nariz) que estimulam as fibras parassimpáticas do nervo vago a liberar acetilcolina ou outros peptídeos neurotransmissores, por exemplo, o peptídeo vasoativo intestinal, que estimulam as células Beta. De forma contrária, a adrenalina e noradrenalina (neurotransmissores liberados durante a atividade física e em momentos de estresse) inibem a liberação de insulina, até mesmo em momentos quando a concentração sanguínea de glicose é alta.

      A insulina mesmo pode estimular a própria produção naquilo que é chamado de feedback positivo. Acontece que as células Beta também tem receptores pra insulina e como normalmente ficam aglomeradas em ilhotas, a insulina que sai de uma célula facilmente se liga nos receptores da célula vizinha desencadeando sua cascata de reações e permitindo a produção de mais insulina.

      Cerca de 90% da glicose que entra na célula Beta é usada para produzir ATP, isso ocorre por processos específicos, os mais importantes são o Ciclo de Krebs e a Glicólise. Quando a concentração de ATP fica alta, os canais de potássio (sensíveis a ATP) fecham e isso despolariza a membrana, o que abre os canais de cálcio (sensíveis a voltagem) e permite a entrada desse íon na célula. Esse cálcio que entrou faz liberar o cálcio que já estava dentro da célula e isso começa a mover as vesículas contendo insulina do centro da célula em direção a membrana plasmática.

      A glicose leva à ativação da fosfolipase C (PLC) que quebra fosfolipídios da membrana gerando inositol 1-4-5-trifosfato (IP3) e diacilglicerol. O IP3 vai ao interior da célula cutucar o retículo plasmático, fazendo-o abrir os próprios canais de cálcio e jogar mais desse íon pra dentro da célula. O diacilglicerol também aumenta o cálcio dentro da célula, só que em vez do retículo plasmático ele abre os canais de cálcio da membrana da célula fazendo o cálcio de fora entrar. O diacilglicerol também ativa a proteína quinase C (PKC) que junto com o cálcio, ativa o sistema que move as vesículas contendo insulina pra perto da membrana (de onde há de ser despejada pra fora).

      E tem mais, a PKC ainda ativa o adenilato ciclase (que também ocorre por outros mecanismos, durante a glicólise) esse amiguinho faz aumentar a quantidade de AMPc dentro da célula. O AMPc ativa a proteína quinase A (PKA), que além de agir nos processos de síntese protéica da célula também pode estimular a liberação de insulina de duas maneiras: fosforilando algumas moléculas que permitem o deslocamento das vesículas com insulina e a segunda maneira é ativando o canal de cálcio, permitindo que mais dele entre (é  cálcio pra tudo quanto é lado).  
      Resumo

      Quando fazemos uma refeição diferentes mecanismos acionam as células Beta do pâncreas a produzirem insulina. O nutriente mais importante na liberação de insulina é a glicose, que ocorre da degradação de carboidratos. Um transportador chamado GLUT permite a entrada da glicose no sangue para dentro da célula Beta onde então é usada no ciclo de Krebs e na glicólise para produzir energia na forma de ATP. A concentração de ATP sobe, então os canais que permitem a entrada de potássio se fecham, permitindo que outros canais que transportam cálcio se abram.

      O cálcio ativa a fosfolipase C, gerando IP3 e diacilglicerol; o IP3 faz o retículo endoplasmático liberar cálcio, já o diacilglicerol faz entrar cálcio de fora da célula e ativa a PKC; PKC + cálcio faz as vesícula com insulina ir em direção a membrana pra jogar a insulina pra fora; PKC também ativa a adenilato ciclase; adenilato ciclase aumenta AMPc; AMPc ativa a PKA; PKA aciona outros mecanismos que fazem as vesículas se deslocarem e permite que mais cálcio entre na célula. No final isso faz deslocar as vesículas contendo insulina do interior da célula em direção a membrana plasmática, onde irá ocorrer a liberação de insulina.   Referências BANDEIRA, Francisco. Endocrinologia e Diabetes. Rio de Janeiro, RJ: MEDSI, 2003. CARDOSO, Daniela Espinha et al . Avaliação morfológica e dos mecanismos de mobilização de Ca2+ pela glicose e acetilcolina em células pancreáticas humanas. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo , v. 51, n. 3, p. 431-436, Apr. 2007. GREENSPAN, Francis S.; GARDNER, David G. Endocrinologia Básica e Clínica. 7° ed. Rio de Janeiro, RJ: McGraw-Hill, 2004. HABER, Esther P. et al. Secreção da insulina: efeito autócrino da insulina e modulação por ácidos graxos. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo , v. 45, n. 3, p. 219-227, Junho 2001 . RIBEIRO, Eliane Beraldi. Fisiologia Endócrina. Barueri, SP: Manole, 2012.  
      Você também pode conferir mais artigos no meu site www.bbassessoria.com.br.
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