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Paulo Cavalcante Muzy

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About Paulo Cavalcante Muzy

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  1. Tenho visto muita gente olhando dosagem sérica de testosterona total e por achar que está hipogonádico já quer encher a cara de testosterona. Não é bem assim. A testosterona que “faz efeito” é a testosterona livre calculada, que é algo muito complexo para se obter. É um processo tão custoso e complexo que foi desenvolvido um cálculo por Vermeulen e colegas baseados nas dosagens de SHBG (proteína ligadora de hormônios sexuais), Albumina (sanguínea) e testosterona total – para se saber quanto há de testosterona livre e quanto há de testosterona biodisponível. Esta testosterona livre responde a aproximadamente 1 a 3% da testosterona total produzida e quando seu nível aumenta, começam as reações de aromatização – transformação de testosterona em hormônios femininos. Fique atento e não caia em historia de curioso. Abraço e muita performance com muita saúde – sempre.
  2. Vamos falar de insulina. Todo mundo acha que insulina é o último breaktrhu, ou seja, que do momento que a pessoa decide usá-la para ganho de massa muscular é que o pessoal pensa que o sujeito não está para brincadeira mais. Cuidado, além dos riscos do uso da insulina, lembre-se de que a insulina ocupa os receptores dos IGFs bloqueando sua ação, logo, não haverá tanta massa muscular como se poderia imaginar. Além disso, com a insulina em alta, toda energia que é consumida é desviada para reserva, o que causa duas coisas: queda da sua capacidade de realização de trabalho físico-muscular e ainda ganho de gordura. Portanto queridos, saibam: até que se prove o contrário, insulina é o meio mais rápido de se ficar fraco e gordo, pelo menos da forma que observamos o pessoal utilizando.
  3. Chega esta bendita época do ano em que o pessoal começa a tomar tudo o que vê pela frente na esperança desta ou daquela substância (ou na maioria das vezes das duas ou mais utilizadas ao mesmo tempo) ser o fator determinante para a obtenção de um físico diferenciado. A partir disso, começam então a utilizar uma medicação que é usada para tratar câncer de mama chamada citrato de tamoxifeno em ordem de tentar limitar os supostos efeitos colaterais que as substâncias utilizadas estariam causando ou poderiam causar. O tamoxifeno é um inibidor competitivo dos hormônios estrógenos (porque tem vários meu amigo) que uma vez ligado ao receptor de estrógeno, impede por puro processo físico de ocupação que este receptor de estrógenos seja ativado. O grande problema é que o tamoxifeno é um inibidor competitivo que guarda uma ativação parcial do receptor de estrógenos. Isso quer dizer que você pode estar utilizando uma medicação para bloquear a ativação de receptores de estrógeno que irá culminar ativando parcialmente receptores que não estavam sendo ativados. Fique ligado. Tem muita prática empírica por aí que é pior do que o efeito colateral que ela trataria.
  4. A seguir, quatro razões para não inibir o cortisol: Porque ele e um indicador importante do quanto a sua rotina, incluindo seu treino, está demandando do seu físico e isso é fundamental porque fisiculturistas, não importando o tamanho, quando entram em overtraining perdem a resposta ao treino, depois começam a perder a capacidade de treinar intenso e volumoso e depois se lesam. Sempre. Ler o seu cortisol ao longo prazo ajuda a determinar a hora de pisar no freio ou acelerar na rotina ou no treino; Ele ainda serve como parâmetro para saber como se está a adaptação ao treino: se o treino ou a rotina não mudaram, é natural que o cortisol abaixe conforme o praticante ganhe aptidão física, logo, este dado nos diz se o praticante se adaptou ou não ao treino, e isso é importante para o treinador para usar como um dos critérios para se mudar o estímulo; Para mim essa mudança do cortisol ainda pode ser aproveitada para avaliar a plasticidade metabólica do individuo, em ordem justamente de poder estimar os resultados dum próximo período de acompanhamento, estabelecendo metas mais reais e oferecendo maior precisão ao processo, porque afinal de contas, alem do resultado, quem treina quer saber em quanto tempo este vai aparecer; 4. O cortisol ativa o nosso sistema imunológico, nos protegendo de doenças, principalmente infecções, mas se cairmos na área da imunologia, perceberemos que até câncer ele nos serve de escudo. Por hoje chega. Dependendo da repercussão, falaremos mais desse assunto, que ao meu ver, faz parte indissolúvel das palestras de modulação hormonal que damos por aí.
  5. Oxandrolona sempre foi tachada de droga para secar ou ainda droga de mulher, mas para que ela foi feita? A história é controversa, mas o que eu achei na drugdex/medline sobre o assunto há um tempo atrás falava da ordem cronológica das coisas. Seu desenvolvimento veio na década de 70-80, quando precisava-se de uma alternativa para os tratamentos de hipopituitarismo que não causasse a síndrome de kreutzefelt-jacob (doença da vaca louca) nas crianças. Sua interrupção como indicação para este tratamento foi quando desenvolveu-se um hGH recombinante que eliminava este risco e ainda por cima não causava amadurecimento precoce dos caracteres sexuais secundários. Segunda fase foi do tratamento para obesidade: como ela provocava certa perda de gordura por atingir AR-1 e AR-2 presentes na gordura, fazia a pessoa perder um pouco de gordura e alterar a sua distribuição corporal. Problema: o pessoal começou a abusar da droga pela história, velha história, dos leigos “se eu comer um pouco mais, basta tomar mais remédio”. Pronto, desenvolveu-se uma nação de gordos fortes. O laboratório retirou do mercado mais uma vez. Hoje ela segue para quatro propósitos: tratamento de politraumatizados, tratamento de grandes queimados, tratamento de alguns tipos de doença cardiovascular e, por último, pasmem vocês: caquexia em pacientes desnutridos graves ou por câncer, inclusive câncer de fígado. É pessoal, fiquem atentos para o que usam. Algo que se usa numa escala tão variada não deve ser algo tão simples de lidar. Abram o olho e fiquem espertos.
  6. Olha só, uma coisa me preocupa quando vejo atleta fazer exame de sangue e sair todo chateado porque a testosterona está baixa. Preocupa-me porque normalmente o sujeito já fica com aquela história na cabeça de “repor testosterona” que pelo amor de Deus pessoal, ôh historinha fajuta para endossar o uso de esteroide, hein, safadeza. Testosterona de atleta de peso em treinamento intenso é baixa. Óbvio. A testosterona fica ligada nos tecidos periféricos diminuindo sua biodisponibilidade, logo, como é que o atleta, que tem uma demanda aumentada da testosterona de produção própria poderia ter níveis altos de testosterona medidos no sangue? Para comprovar o que estou dizendo, se você for vir os exames de sangue de atletas que têm uma produção aumentada de testosterona, vai perceber que, se o médico que solicitou os exames foi cuidadoso, solicitou ainda estradiol e estrona, e que para este atleta em questão estes hormônios, que são femininos, também estarão altos. Isso acontece também com o sujeito que manda ver na testosterona exógena. Olha o exame todo feliz como se o número lá escrito fosse mais importante que a qualidade muscular que ele apresenta, e esquece de avaliar os hormônios femininos que acabam ficando todos estourados de tão altos por ação de uma enzima chamada aromatase. Via de regra pessoal, testosterona alta serve para três coisas: aumentar os níveis de DHT periféricos e deixar os homens mais carequinhas, ativar os receptores prostáticos e ir aumentando a sua próstata precocemente e deixar o usuário com uma sensação de bem estar mas meio irritadinho, porque atua sobre o sistema límbico. Se você acha que saber ler exames é ver se você está entre os níveis normais dos exames avaliados, cuidado. Você está sendo ingênuo e esquecendo que existe toda uma ciência que ajuda na avaliação de quem treina porque os resultados de exames para indivíduos que treinam costumam ter padrões diferentes dos comuns, e isto ainda está escrito no final de cada resultado de exame emitido pelos laboratórios: “Correlacionar o resultado com os dados clínicos”. Exercício é um dado clínico que faz toda diferença.
  7. Vamos combinar de somente falar a verdade? Então está bom, porque eu vou falar para vocês sobre o dia a dia que encontro nas academias nas quais eu treino e visito. É evidente que não vou escrever para vocês para orientar o uso ou endossar o abuso dessas substâncias, mas me vejo na obrigação de desmistificar certos mitos sobre medicamentos, porque são de fato um risco para a saúde, mas mais freqüente que isso, são um risco para quem gosta do esporte e fica se orientando. Caso testosterona fosse o segredo do negócio, o bíceps era proporcional à quantidade de ampolas e caras como Hany Rambod, Charles Glass ou Milos Sarcev, ou até mesmo John Weider, Mike Mentzer ou Arnold Schwarzenegger nunca teriam espaço para propagar suas idéias ou metodologias. Sendo assim o que gostaria que vocês ponderassem é sobre todos os efeitos da testosterona sobre o físico do atleta e dessa forma percebessem duas coisas: o uso não é inócuo ainda que muita gente use e não apresente efeitos colaterais; físico com qualidade depende de metodologia de ganhos e o uso de determinada substância pode estragar um preparo bem feito de meses, às vezes até anos... Lembrem-se do fator sarcoplasmático: ter hipertrofia às custas de retenção de glicogênio por uso de testosterona, além de fazer aquele visual bolo-fofo, diminui a separação muscular e em alguns casos pode até engrossar a pele porque mesmo não sendo um corticite, ela por ter relação com todos os ésteres de colesterol, guarda alguns efeitos glicocorticóides. Outra coisa importante: os músculos tem densidades de receptores para testosterona de gama variada. Os que mais tem receptores para ela são o trapézio e o tríceps, logo, se vocês estão procurando adequação de proporções, cuidado. Músculos mais desenvolvidos que outros podem, ao trabalharem juntos em exercícios básicos, causar um efeito treinamento cujo resultado fique difícil de ser previsto e cuja correção pode ser de extrema dificuldade. Lembrem-se também da hipertrofia visceral que acontece não só com hGH. De que adianta virar uma parede de músculos se a sua linha se parece com a de uma geladeira tri-véia? Sabe por que fisiculturista cumprimenta batendo na lombar? Porque aquela região maldita terra-de-ninguém dos flancos é onde guardamos líquido extra. São nossas corcovas de camelo. Lá é onde ficamos com a maior retenção, logo, o sujeito que lança mão de testosterona em largueza, por mais seco que esteja, vai ficar com um pneuzinho ali: tá pego! Por último: cuidado com as alterações que são anatômicas e que não saem com treino ou com dieta. Você pode conquistar um problema muito mais complicado tentando resolver um muito simples. E claro, JAMAIS apóie um treino porcaria com uma dieta de lixo no uso de esteroides. Você estará sendo bobo, apenas mais uma diversão para quem gosta de rir da ignorância alheia. Pense bem. Meu conselho médico e de atleta. Abraço e muita performance com muita saúde! Muzy
  8. Para que raios serve o hemogenin? Serve para deixar o hematologista (médico especialista em doenças do tecido sanguineo, das benignas anemias ferroprivas às malignas leucemias) com muita preocupação. A Oximetolona na realidade não é uma droga feita para tratar, ou melhor curar uma doença. Ela existe para fazer uma coisa chamada estímulo medular. Na presença dela, sua medula produz “n” vezes mais células vermelhas do que produziria sem ela, e isto é utilizado desde anemias aplásticas, até casos de leucemias. O problema é que essa medicação é tão tóxica que quando utilizada para tentar prolongar a vida do paciente que espera por uma doação de medula óssea, o hematologista reza todos os dias para que o paciente não venha a falecer antes de complicações derivadas de seu uso. É uma medicação de última escolha, antiga e perigosa, que achou seus aplicativos na área esportiva, principalmente nos esportes de endurance. Claro que, hoje, com os EPO’s (eritropoetinas sintéticas) a coisa ficou mais elaborada (e mais perigosa, afinal, quem morria de toxicidade pelo hemogenin passou a morrer de infarto ou de AVC, porque com a EPO, o sangue passa a um hematócrito muitas vezes maior que 55%, o que confere ao sangue uma textura de mel. Imagine o esforço do seu coração para impulsionar mel nas suas artérias. É meu amigo, complicado. Nos esportes como a musculação, o praticante se vale pelo fato de que, como todo derivado de testosterona, modula o trabalho da amígdala e dos sistemas mesolímbico (recompensa) e límbico (emoções) da pessoa, alterando seu estado de alerta, padrão de resposta e agressividade. Ao contrario do que se imagina, ela não estimula a fixação de proteína nem aumenta a captação de nitrogênio da forma que outras medicações fazem, mas funciona como uma espécie de estimulante não adrenérgico/noradrenergico que faz com que a pessoa tenha mais disposição para atividade física. Claro que, como derivada de testosterona, tem alguns efeitos semelhantes, mas nem de longe a aplicação esportiva dela é algo que não pode ser alcançado com outras medicações mais seguras e eficazes. Na minha modesta opinião, usar um esteroide para ter o efeito de um estimulante é algo tão desproporcional como carregar uma bala de canhão de 250kg nas costas para matar uma formiga que está a 1km de distancia. Pensem bem. Não façam nada por moda. Todo fisiculturista tem suas manias, e esta de usar hemogenin é uma das piores delas. Fique atento e não faça besteira, custa caro. Abraço e muita performance com muita saúde!
  9. Vamos falar das misturas de testosterona? Bom, nesta semana me perguntaram por que existem medicações que são sais de testosterona combinados e por que existem sais de testosterona produzidos sozinhos. A resposta é razoavelmente simples: testosterona fabricada não foi feita para ampliar resposta esportiva, foi feita para tratamentos de reposição hormonal. Tais tratamentos são realizados em ordem de, em uma pessoa idosa ou que necessite de reposição hormonal por hipogonadismo central ou periférico, possa ter a resposta endócrina induzida o mais parecido com a resposta endócrina normal. Sendo assim, imagine as situações que se seguem: Homem entre a 6a e a 7a década de vida, com produção mínima de testosterona, mas ainda funcionante, mas com sintomas clínicos de baixa hormonal, com exames laboratoriais mostrando função de estímulo para produção; Homem entre a 8a e a 9a década de vida, com produção hormonal acentuadamente baixa, praticamente inexistente, com queda no estímulo glandular para produção hormonal, mas sem queixas clinicas, embora apresente sintomas de perda de massa óssea e diminuição da atividade mental e física; Jovem de 17 anos de idade, pós-operatório de cirurgia para remoção dos testículos depois de neoplasia maligna apresentando perda muscular acentuada, perda da libido, baixa atividade mental. Apresenta o agravante de ter tido lesões hepáticas devido ao processo de quimioterapia. Percebe que são situações diferentes e que portanto precisam ser tratadas de forma diferente? O que eu gostaria que vocês prestassem atenção é que, embora todas estas condições estejam relacionadas com perda de massa muscular e a testosterona administrada por meio dos seus sais de diferentes tempos de ação e duração possa devolver essa massa muscular, isso é uma situação e não uma regra. Lembrem-se: o que torna um sujeito emagrecido por doença num sujeito com a massa muscular normal não necessariamente torna uma pessoa com uma massa muscular normal numa pessoa com uma massa muscular aumentada. A grosso modo isto quer dizer que o resultado final depende da adaptação continua , ou seja: ganhar 5kg de massa muscular não é o mesmo para cada estágio do desenvolvimento físico, a medida que o que transforma um magrinho num fortinho não é o mesmo que transforma um fortinho num fortão ou ainda o que transforma um gordão num gordinho, não é o mesmo que faz o gordinho ficar magro, deu para entender? Pense bem. Meu conselho médico e de atleta, não transforme seu desempenho em contas aritméticas no mínimo ingênuas. Abraço e muita performance com muita saúde!
  10. Eu vou lhes oferecer a minha visão sobre anabolizantes esteroides daqui para diante e espero que sirva de contrapeso para que conheçam um pouco mais criticamente sobre os materiais que pretensamente são os salvadores da situação. Primeiramente, não sou contra nem a favor de aspirinas, diclofenacos, dipironas, portanto não posso ser contra ou a favor de esteróides. Medicações são medicações e não medidas políticas. Existe mal uso, óbvio, e vou escrever daqui para diante os mal usos mais comuns, isso porque vejo em uma centena de fóruns que costumo visitar pseudo-especialistas dando opiniões de leitores de bula com segundo grau completo (ainda que algumas vezes não), e falando os maiores absurdos. Nessa oportunidade, vou lhes deixar somente a seguinte frase para pensarem: sem os esteroides, os campeões seriam os mesmos, talvez sem marcas tão impressionantes, mas seriam os mesmos, porque ser um campeão depende de uma dezena de situações. Ter sucesso no seu planejamento de treinamento e dieta também segue a mesma trilha, logo, não adianta pensar que estaria livre de treinar ou fazer dieta de verdade pelo uso destas substâncias, porque este e um pensamento enganoso e perigoso. Logo iremos falar sobre tipos de treinamento, riscos, prevenção de lesão, etc. Tem muita coisa interessante para ser estudada além do incha-murcha-vira-mortadela que os esteroides mal indicados provocam. Estou à disposição de vocês, na próxima edição falaremos sobre uso de esteroides em patologias, para vocês começarem a entender de onde as drogas vieram e porque. Historia é muito importante.
  11. São incontáveis as vezes que eu e o Rodolfo Peres atendemos a pacientes que afirmam que estão de dieta porque cortaram o carboidrato. Pessoal, zerar o carbo não é fazer dieta (principalmente porque tem uma galera que acha que se zerar o carbo pode mandar bala em churrascaria e fontes proteicas em geral como se estivesse fazendo dieta de Atkins ou de South Beach...) NÃO CONFUDAM AS COISAS! Fazer uma dieta extremada como estas duas citadas e deixar de ser obeso é algo completamente diferente de perder gordura em uma situação que você não é mais do que eutrófico, tem uma massa muscular desenvolvida e necessidades metabolicas determinadas pelo exercício... Como você pode querer ficar com um físico bonito se faz uma rotina que serve para tirar pessoas da obesidade morbida para colocá-las em um sobrepeso - chamando isso de sucesso? É como querer escovar os dentes com uma britadeira porque se a britadeira quebra as pedras duras do pavimento vai fazer da mesma forma pelo tártaro dos seus dentes... Do mesmo jeito que nessa situação a britadeira vai moer seus dentes, na dieta você vai moer seus músculos... Vou explicar o porquê: Já ouviu falar em prolactina? É um hormônio que serve principalmente serve para induzir a produção de leite. Não é só isso: ele inibe a liberação de testosterona. Sabe quem estimula a liberação de prolactina? Consumo de proteína... Entendeu porque essas coisas tem de ser medidas e porque dieta é foda? Inclusive o controle da secreção da sua testosterona pode ser determinado pela sua alimentação... Pois bem, o que acontece é o seguinte: zerando o carboidrato ou aumentando a quantidade proteíca ingerida como um monstro sem programação nenhuma você acaba por estimular a produçao de prolactina e inibir a sua testosterona... Essa é uma das razões principais de monitorar nossos pacientes por exames laboratoriais no consultório: muitos querem "melhorar" seus programas consumindo algumas coisas demais e outras de menos e isso acaba com nosso trabalho e a possibilidade do pessoal chega onde quer. Logo, nossa função, é trabalhar para a pessoa entender como as coisas funcionam para ela, em ordem de não cometer enganos bobos, mesmo que na intensão de superar espectativas, próprias e minhas e do Rodolfo (afinal gostamos do que fazemos e nos estimulamos com bons resultados). Para nossos pacientes: lembrem-se sempre dos exames de rotina! Para nossos leitores: leiam cada vez mais! Não se deixem enganar por dicas rápidas de academia - por mais que carreguem boas intenções, se não estiverem adequadas a você provavelmente vão lhe dar dor de cabeça para consertar o efeito.
  12. Fisiologia! Tarefa da semana de carnaval: Experimenta não largar o shake no carnaval... Sério, se você conseguir colocar pelo menos 3 shakes ao dia espalhados a cada 3 horas vai notar que não se ferrará tanto no carnaval quanto imaginaria. Isto porque você está impedindo uma forma importante de bloquear a perda muscular por gliconeogenese: oferta constante de proteína. Desta forma você está diminuindo sua perda de musculatura e de quebra, o whey consegue agir a favor da redução do índice glicêmico dos produtos que são tomados com ele em intervalos regulares – pode até se tonar um descanso precioso para o seu músculo... Espero que continuem esperando pelo melhor de nós. Abraço e muita performance com muita saúde! Muzy
  13. Olha só, usar álcool é como apedrejar seu sistema endócrino: ele eleva a sua insulina fazendo com que o excesso ocupe os receptores de somatomedina C (o que ferra o seu metabolismo de GH) e a partir daí nada mais “conversa” direito em você. Álcool ainda tem um agravante: funciona como tóxico do sistema nervoso central (através do aldeído produzido no processo de metabolização, que é responsável pela dor de cabeça, irritação, gosto de pau de guarda-chuva na boca do dia seguinte) e como relaxante muscular central à copia de seus primos benzodiazepínicos, o que vai com certeza deixar alguns treinos subseqüentes bem podrinhos.... Mas como estamos nessa seção para falar de hormônios, vamos fazer uma conta do ponto de vista hormonal, ok?! Se 20min. de treino resistido fazem com que seu corpo tenha estímulo para modificar determinado segmento por 10 dias, significa que ao você encher a cara solenemente você jogou fora o treino de pelo menos 10 dias antes da fatídica bebedeira. Outra conta ruim: cada pessoa tem um tempo para retornar aos padrões iniciais insulinêmicos, ficando oscilando como um pêndulo por algum tempo. Neste tempo nada de ganho, nada de melhora. Pense e faça a sua escolha de maneira acertada.
  14. Você treina o que você quer desenvolver porque acredita que estes são seus pontos fracos, certo? Pois na fisiologia da adaptação muscular ao estímulo dado é a mesma coisa... O pessoal teima em treinar sempre igual porque diz que prefere treinar assim. Oras, treinar porque prefere é como treinar o que gosta, não o que precisa desenvolver, e quando não há desenvolvimento das aptidões musculares de uma forma harmoniosa, as discrepâncias entre as capacidades de força, resistência anaeróbica, recrutamento vascular aeróbio e velocidade fazem com que seu ganho entre em estagnação. Portanto sugiro um desafio: 3 semanas de treino do jeito que você detesta. Se você gosta de séries de altas repetições, faça-as como exaustão, começando com as de força que serão seu objetivo. Se você só trabalha com baixas repetições, utilize estas como recrutamento final a partir de um treino de pré-exaustao com cargas mais baixas e repetições mais sólidas. Detalhe do desafio: não deixe passar de 3 semanas, não deixe o seu treinamento passar de 1h (procure dar 2/3 do treino para a técnica nova e mais 1/3 para a antiga, e caso você não treine nenhuma especificidade, utilize os métodos de transição de carga mais abrangentes, como o BreakDown ( 5 reps a 85% de 1RM – intervalo – 15 reps a 70% de 1RM – intervalo – 30 reps a 50% de 1RM). Normalmente avaliamos o resultado do estímulo por exames sanguíneos, serviço que prestamos a uma centena de treinadores pessoais aqui em SP em ordem deles terem mais uma ferramenta para se posicionar nas periodizações para os diversos atletas e esportistas que cuidam. Se você treina sozinho, aproveite essa dica para dar uma ajustada na sua dieta e fique de olho no espelho – entre 3 e 4 semanas já haverá algum resultado visível. Aproveite para prestar atenção nas suas deficiências de capacidade durante o treino: se algo pareceu muito difícil realizar é porque é exatamente aquilo que você deve treinar. Conosco é assim: a medicina nos serve para nossas rotinas serem otimizadas e melhor aproveitas. Não há espaço para achismos quando o assunto é saúde e resultado, sempre ao mesmo tempo. Abraço e muita performance com muita saúde! Muzy
  15. Plasticidade e Elasticidade Metabólica... Tudo o que fazemos é trabalhar as pessoas com condutas de alimentação, suplementação e treinamento em ordem de vencer a elasticidade alcançando se possível o limite da nossa plasticidade metabólica. Elasticidade então é a resistência que nosso corpo tem em sofrer mudanças: da mesma forma que você não vai engordar se um dia do seu mês comer uma feijoada (pelo menos na maioria dos casos), também não vai ficar musculoso com apenas um dia de treinamento intenso e bem dosado enquanto os outros 29 voce se limita a empurrar seu corpo e o peso da academia... Assim, cabe ao profissional que o assiste determinar os limites mínimos que você precisa atingir para poder observar algum resultado. Plasticidade por sua vez é a sua capacidade de absorver um estímulo dado (seja pela alimentação ou pelo treinamento e de preferencia pelos dois) e transformá-lo em resultados mensuráveis e observáveis. O profissional que o assiste então, de posse dos seus índices iniciais e atuais observa o quanto você mudou e programa novas alterações segundo uma estimativa que ele obtem pelo confronto entre os dados de condutas e resultados subsequentes. O interessante é que com o passar do tempo, as estimativas e precisões começam a ficar cada vez mais precisas, oferecendo ao paciente dados que o estimulem a seguir adiante devido a fidelidade das previsões realizadas. Você já pensou em levar o seu projeto mais a sério? Está aí a oportunidade... Abraço e muita performance com muita saúde! Muzy
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