O Açúcar Pode Estragar o seu Organismo como Qualquer Droga Ilícita

Fábio Moura Veras
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Sim, o açúcar pode estragar seu organismo, e fará isso lentamente, como qualquer droga ilícita!

E não ache que por ser açúcar mascavo, frutose ou mel isso significa fim dos problemas.

O estado de alerta, o gasto de energia e o centro de recompensa do cérebro são reprimidos quando comemos açúcar.

Uma rede de transmissores no cérebro responde à comida que você come, e se você comer carboidratos, especialmente doces, a rede é inibida, diminuindo o consumo de energia e te deixando lerdo(a).

Por exemplo, a sinalização de dopamina é reduzida de forma que você sinta menos prazer e queira mais doces, enquanto que o hormônio leptina, que suprime a fome e a saciedade, não são elevados.

Álbum de Imagens (2)

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Comentários


O complicado é que muitos usam o açúcar de firma extremamente errada e indisciplinada. Eu só uso em duas ocasiões. Durante o treino misturado à água e misturado com mamão quando estou em definição e preciso abastecer meu glicogênio. Açucar na alimentação habitual é um entorpecente. Os refrigerantes são cheios de açúcar ee disfarçam o sabor com ácidos em uma estratégia igual à da nicotina no cigarro. Confesso que mesmo tendo sido alcoólatra foi mais difícil eu me livrar do açúcar que do álcool.

Editado por Lucas Félix Costa

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    • Por Miguel V
      https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/the-new-york-times/2017/06/18/ate-que-ponto-devemos-reduzir-o-acucar-no-sangue-de-diabeticos.htm
    • Por Ultrafitness Suplementos
      Quais os suplementos mais indicados para ganhar massa muscular? (lembrando que deve-se correlacionar com a alimentação e as necessidades do atleta).  

      1⃣  #‎Whey‬ protein: o mais procurado para ‪hipertrofia‬, pois fornece aminoácidos essenciais que funcionam como construtor de ‪músculo‬, ajudando no crescimento muscular. ?

      2⃣  ‪#‎BCAA‬: formado por três aminoácidos (l-leucina, l-valina e Isoleucina), o bcaa também é um ‪#‎suplemento‬ que auxilia na conquista de músculos, em sua composição vc encontra um terço de ‪#‎proteínas‬, além de que uma de suas funções é evitar o catabolismo e ajudar na recuperação muscular, sendo muito utilizado pelos ‪atletas‬.

      3⃣  #ZMA: um complexo formado por ‪#‎zinco‬, ‪#‎magnésio‬ e aspartato. Tanto o zinco quanto o magnésio já mostraram ter ação no aumento de ‪#‎hormônios‬ que estimulam o crescimento muscular. Entretanto, é recomendado que o consumo de ZMA seja combinado com alguma fonte de ‪#‎proteínas‬ (ou sólida ou via suplemento).

      4⃣  #Maltodextrina: algumas pessoas tem "medo" dos ‪#‎carboidratos‬, porém, eles influenciam sim no ganho de massa (como todos macronutrientes), a‪ maltodextrina‬ é um tipo de ‪carbo‬ que, como sabemos, é essencial para fornecer ‪#‎energia‬ durante o ‪treino‬.

      Quando não consumimos esse nutriente, nosso organismo irá utilizar como fonte de energia as proteínas diminuindo o ganho muscular (por isso das dietas de proteína não serem recomendadas), além disso, o carbo aumenta a captação de #aminoácidos pelo músculo.
      Por isso, o consumo de proteínas deve estar aliado ao de carboidratos.

      5⃣  #Creatina: a substância formada a partir de aminoácidos, gera força de explosão, sendo a primeira fonte de energia que nosso ‪#‎corpo‬ recruta durante a prática de atividade física. Por isso, a ‪creatina‬ é capaz de aumentar a ‪#‎forca‬ e a nossa performance esportiva para hipertrofia.   Lembrando que é essencial um nutricionista para adequar suas necessidades para melhor ganho muscular.   Abs e até o próximo post !!!   Dicas da Ultrafitness Suplementos
      Acesse também nosso site: https://www.ultrafitness.com.br ?
    • Por Everton Santos
      Carboidratos, também chamados de glicídios, são moléculas compostas por carbono, hidrogênio e oxigênio, em proporções de 2:1 (H2O) dos dois últimos elementos, daí o nome: carbo (carbono) + hidrato (água).
      Esse macronutriente tem sua digestão iniciada na boca e é absorvido no intestino, caindo na circulação, já em sua forma mais simples, a glicose, chamada vulgarmente de açúcar do sangue. Os altos índices de glicose na corrente sanguínea desencadeiam a liberação do hormônio insulina, que vai mediar o processo de absorção de algumas moléculas, dentre elas a própria glicose e os lipídeos (gorduras).
      Todos os macronutrientes (carboidratos, gorduras e proteínas) são compostos basicamente de carbono, hidrogênio e oxigênio, à exceção das proteínas, que também possuem nitrogênio. O que dá a cada substância propriedades únicas é a maneira como são dispostas suas ligações químicas e a proporção entre os átomos.
      DICAS SOBRE A INGESTÃO DE CARBOIDRATOS
      - Escolha os alimentos pelo índice glicêmico: o IG nada mais é a magnitude da elevação dos níveis plasmáticos de glicose induzida por determiado alimento, e quanto maior for o IG mais rápida será a absorção desse carboidrato e, consequentemente, maior será a liberação de insulina (como todos já sabem a insulina é um hormônio anabólico, no entanto, também está relacionado ao acúmulo de gurdura). Em diversas ocasiões esses picos de insulina são interessantes, mas dificilmente serão bem-vindos para quem deseja reduzir o percentual de gordura. Frutas e alimentos ricos em fibras geralmente produzem menores respostas glicêmicas. Esses alimentos têm um menor IG devido à sua absorção mais lenta por conta de uma maior quantidade de fibras.
      - Aproveite o momento: depois do exercício temos um período de poucas horas em que os carboidratos podem ser absorvidos através de um processo independente da insulina, visto que as contrações musculares induzem a migração da proteína GLUT-4 (transportadora de glicose tipo 4) para a superfície celular, fazendo desta uma boa hora para se ingerir carboidratos sem os "inconvenientes engordativos da insulina" (MacLean et al, 2000). Outro momento favorável é após despertar, pois passamos várias horas em jejum devido ao sono, que favorece um processo catabólico mediado pelo cortisol, o qual tem sua liberação inibida pelos níveis sanguíneos de insulina.
      - Evite o momento: altas taxas de glicemia inibem a liberação de hormônio do cescimento, o qual tem picos significativos durante o sono. Portanto deve-se tomar alguns cuidados quanto à ingestão de carboidratos no período da noite, optando por carboidratos de baixo IG e ingerindo os mesmo juntamente com proteínas em uma proporção de pelo menos 1:0,75. Os carboidratos aumentam os níveis plasmáticos de insulina (em maior ou menor magnitude dependendo do tipo e quantidade), já as proteínas aumentam os níveis de glucagon, que tem os efeitos antagônicos à insulina, mantendo assimum equilíbrio hormonal satisfatório (Sears B., Lawren W., 1985). Levando em conta que cada pessoa tem uma reação insulínica distinta, uma relação de 1:1 entre esses macronutrientes seria mais garantido para manter esse equilíbrio.
      "Existem autores que defendem alta ingestão de carboidratos, outro defendem baixa, ou até mesmo nula e alguns preconizam o equilíbrio, com quantidades equivalentes entre carboidrato e gordura. Paradoxalmente, todos estão certos e errados ao mesmo tempo. Há pessoas mais sensíveis que produzem respostas de insulina exageradas, portanto devem ter cuidado com carboidratos.
      Muitos organismos não suportam concentrações elevadas de corpos cetônicos geradas pela "abstinência", devendo equilibrar a ingestão de glicídios (carboidratos). Por sua vez, dietas ricas em proteínas são desaconselháveis para portadores de disfunções renais. Talvez a propagação dessas dietas "revolucionárias" tenha mais interesse financeiro do que humano, tanto que seus gurus são invariavelmente autores de best-sellers e engordam sua conta bancária utilizando poderosas estratégias de marketing. (Gentil, P.)
      O ideal é que se encontre uma maneira mais conveniente respeitando as limitações fisiológicas e psicológicas de cada um, variando o cardápio e até mesmo o tipo de dieta, para evitar a monotonia e o platô (momento em que a dieta para de fazer efeito e o resultado trava") gerado pelas adaptações metabólicas no organismo.
       
       
      CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE OS CARBOIDRATOS
      Sergio Sheman
      - Biochemistry - Physical Trainer (since 1985)
      - Specialist in Performance Nutrition (ISSA - USA)
       
      ___________________________________________________
      Referências:
      Greiwe J.S., Holloszy J.O., Semenkovich C.F. Exercise induces lipoprotein lipase and GLUT-4 protein in muscle independent of adrenergic-receptor signaling. J Appl Physiol, 2000 Jul;89(1);176-81
      Kristianensen S, Gade J, Wojtaszewski J.F., Kiens B., Richter E.A. Glucose uptake is increased in trained vs. untrained muscle during heavy exercise. J Appl Physiol, 2000 Sep;89(3):1151-8
      MacLean P.S., Zheng D., Dohm G.L. Muscle glucose transporter (GLUT-4) gene expression during exercise. Exerc Sport Sci Rev, 2000 Oct;28(4):148-52
      Fonte: Revista Combat Sport - ANO 12 - nº51 - Abril/Maio 2010
    • Por ninga
      RECOMENDAÇÕES GERAIS DE CARBOIDRATO PARA PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA:
      · Atletas que treinam intensamente diariamente devem ingerir de 7-10g de carboidratos/kg de peso/dia ou 60% do VCT (Burke & Deakin, 1994);
      · Pessoas que se exercitam regularmente deveriam consumir de 55 a 60% do total de calorias diárias sob a forma de carboidratos e indivíduos que treinam intensamente em dias sucessivos, requerem de 60 a 75% (ADA, 2000);
      · 6-10g de carboidrato/kg/dia (ADA, 2000).
      RECOMENDAÇÕES DE CARBOIDRATO PARA ATIVIDADES DE FORÇA:
      · 55 a 65% (ADA, 2000)
      · Kleiner (2002): 8,0-9,0g/kg de peso/dia (manutenção), 8,0-9,0g/kg de peso/dia (hipertrofia muscular) e 5,0-6,0g/kg de peso/dia (hipertrofia muscular e redução do percentual de gordura ao mesmo tempo)
      RECOMENDAÇÕES PRÉ-EXERCÍCIO
      - nas 3-4 horas que antecedem:
      · 4-5g de carboidrato/kg de peso
      · 200-300g de carboidrato (ADA, 2000)
      Objetivo 1: permitir tempo suficiente para digestão e absorção dos alimentos (esvaziamento quase completo do estômago)
      Objetivo 2: prover quantidade adicional de glicogênio e glicose sanguínea
      Objetivo 3: evitar a sensação de fome
      OBS: geralmente consiste em uma refeição sólida
      Diferente dos efeitos contraditórios da ingestão de carboidratos 30 a 60 minutos antes do exercício, a eficiência desse consumo 3 a 6 horas antes do exercício no rendimento físico é observada, em função de haver tempo suficiente para síntese de glicogênio muscular e hepático e a disponibilidade de glicose durante a realização do exercício. Preservar este período de tempo também favorece o retorno dos hormônios, especialmente insulina, as concentrações fisiológicas basais (El Sayed et al., 1997).
      - 1 hora antes: 1-2g de carboidrato/kg de peso
      OBS: dar preferência aos repositores energéticos líquidos
      Objetivo: são de mais fácil digestão
      Após uma refeição contendo carboidratos, as concentrações plasmáticas de glicose e insulina atingem seu pico máximo, tipicamente entre 30 - 60 minutos. Caso o exercício seja iniciado neste período, a concentração plasmática de glicose provavelmente estará abaixo dos níveis normais. Isto acontece possivelmente devido a um efeito sinergético da insulina e da contração muscular na captação da glicose sangüínea (Jeukendrup et al ,1999).
      Durante o exercício a disponibilidade da insulina para a captação de glicose é muito pequena. Estudos indicam que o aumento da velocidade de transporte com o aumento da atividade contrátil relaciona-se com a maior ativação de transportadores de glicose que, no caso do músculo esquelético, é o GLUT4 (Júnior, 2002).
      A magnitude da captação de glicose pelo músculo esquelético está relacionada com a intensidade e a duração do exercício, aumentando proporcionalmente com a intensidade.
      É válido consumir carboidrato 1 hora antes do exercício?
      Dentre os estudos que analisam os efeitos do consumo dos carboidratos glicose, frutose e polímeros de glicose, 1 hora antes de exercícios, realizados a uma intensidade de 70% a 80% do VO2 max., encontraram efeitos negativos: Foster et al. (1979); nenhum efeito: Mc Murray et al. (1983), Keller & Schgwarzopf (1984), Devlin et al. (1986) e Hargreaves et al. (1987); e, finalmente, efeitos positivos foram relatados por Gleeson et al. (1986); Okano et al. (1988) e Peden et al. (1989).
      Qual a melhor fonte de carboidrato a ser utilizada 1 hora antes do exercício?
      Thomas et al. (1991), compararam as respostas bioquímicas e fisiológicas de ciclistas treinados que ingeriram a mesma porção de alimentos de alto índice glicêmico (glicose e batata) e de baixo índice glicêmico (lentilhas), 1 hora antes do exercício. A alimentação com baixo índice glicêmico produziu os seguintes efeitos: 1) nível menor de glicose e insulina 30 a 60 minutos após a ingestão, 2) maior nível de ácidos graxos livres, 3) menor oxidação de carboidratos durante o exercício e 4) período de realização do exercício 9 a 20 minutos maior que o tempo correspondente aos dos indivíduos que ingeriram a refeição de alto índice glicêmico.
      Conclusão, devemos priorizar carboidratos de baixo índice glicêmico
      Objetivo1: indivíduos suscetíveis a queda da glicemia não devem ingerir carboidratos de alto índice glicêmico para evitar a Hipoglicemia Reativa
      Objetivo 2: níveis elevados de insulina inibem a Lipólise, o que reduz a mobilização de ácidos graxos livres do Tecido Adiposo, e, ao mesmo tempo, promovem aumento do catabolismo dos carboidratos. Isto contribui para a depleção prematura do glicogênio e fadiga precoce
      OBS: o consumo de alimentos muito doces também podem provocar, enjôos e diarréia
      - imediatamente antes (15 min antes): 50-60g de polímeros de glicose (ex. maltodextrina - carboidrato proveniente da hidrólise parcial do amido).
      Segundo Coogan (1992) esta ingestão é similar à ingestão durante a atividade física e pode melhorar o desempenho.
      RECOMENDAÇÕES DURANTE O EXERCÍCIO
      - Quantidade:
      · 30-60g de carboidrato/hora (ADA, 2000; Driskell, 2000);
      · 0,7g de carboidrato/kg/hora (ADA, 2000)
      · 40-75g de carboidrato/hora (El-Sayed et al., 1995)
      Objetivo 1: manter o suprimento de 1g de carboidrato/minuto, retardando a fadiga em, aproximadamente, 15-30 min, por poupar os estoque de glicogênio
      Objetivo 2: manter a glicemia, prevenindo dores de cabeça, náuseas, etc.
      "A Gliconeogênese pode suprir glicose numa taxa de apenas 0,2-0,4g/min, quando os músculos podem estar consumindo glicose a uma taxa de 1-2g/min" (Powers & Howley, 200). Esse dado aqui é muito relevante
      "A suplementação de carboidratos durante o exercício é muito eficiente na prevenção da fadiga, porém deve ser ingerida durante todo o tempo em que a atividade está sendo realizada ou, pelo menos, 35 minutos antes da fadiga devido à velocidade do esvaziamento gástrico" (El-Sayed et al.,1995).
      Quando o consumo de carboidratos durante o exercício se faz necessário?
      "Após 2 horas de exercício aeróbio de alta intensidade poderá haver depleção do conteúdo de glicogênio do fígado e especialmente dos músculos que estejam sendo exercitados" (Burke & Deakin, 1994; Mcardle, 1999)
      Segundo Bucci (1989), o consumo de carboidratos durante a atividade física só aumentará efetivamente o rendimento se a atividade for realizada por mais de 90 minutos a uma intensidade superior a 70% do VO2 máx.
      De acordo com Driskell (2000) o consumo de carboidrato parece ser mais efetivo durante atividades de endurance que durem mais de 2 horas.
      O consumo de carboidratos durante o exercício parece ser ainda mais importante quando atletas iniciam a atividade em jejum, quando estão sob restrição alimentar visando a perda de peso ou quando os estoques corporais de carboidratos estejam reduzidos ao início da atividade (Neufer et al., 1987; ADA, 2000). Nestes casos, a suplementação de carboidratos pode aumentar o rendimento durante atividades com 60 minutos de duração.
      Qual a melhor fonte de carboidrato a ser utilizada durante o exercício?
      "Muitos estudos demonstram que glicose, sacarose e maltodextrina parecem ser igualmente efetivos em melhorar a performance" (Driskell, 2000)
      Segundo a ADA (2000), o consumo durante o exercício deve ser, preferencialmente, de produtos ou alimentos com predominância de glicose; a frutose pura não é eficiente e pode causar diarréia, apesar da mistura glicose com frutose ser bem tolerada.
      RECOMENDAÇÕES PÓS-EXERCÍCIO
      - Quantidade:
      · 0,7-3g de carboidrato/kg de peso de 2 em 2 horas, durante as 4-6 horas que sucedem o término do exercício;
      · 0,7-1,5g de glicose/kg de peso de 2 em 2 horas, durante as 6 horas após um exercício intenso + 600g de carboidrato durante as primeiras 24 horas (Ivy et al., 1998);
      · 1,5g de carboidrato/kg de peso nos primeiros 30 minutos e novamente a cada 2 horas, durante as 4-6 horas que sucedem o término do exercício (ADA, 2002);
      · 0,4g de carboidrato/kg de peso a cada 15 minutos, durante 4 horas. Neste caso observa-se a maior taxa de recuperação do glicogênio, porém o consumo calórico acaba excedendo o gasto energético durante o exercício
      Objetivo: facilitar a ressíntese de glicogênio
      Segundo Williams (1999) durante 24 horas, a taxa de recuperação do glicogênio é de aproximadamente 5-7%/hora.
      Qual o melhor intervalo de tempo para o consumo de carboidrato após o exercício?
      O consumo imediato de carboidrato (nas primeiras 2 horas) resulta em um aumento significativamente maior dos estoques de glicogênio. Assim, o não consumo de carboidrato na fase inicial do período de recuperação pós-exercício retarda a recuperação do glicogênio (Ivy et al., 1988). Isto é importante quando existe um intervalo de 6-8 horas entre sessões, mas tem menos impacto quando existe um período grande de recuperação (24-48 horas). Segundo a ADA (2000) para atletas que treinam intensamente em dias alternados, o intervalo de tempo ideal para ingestão de carboidrato parece ter pouca importância, quando quantidades suficientes de carboidrato são consumidas nas 24 horas após o exercício.
      Qual a melhor fonte de carboidrato a ser utilizada após o exercício?
      A recuperação dos estoques de glicogênio pós-exercício parece ocorrer de forma similar quando é feito o consumo tanto de glicose quanto de sacarose, enquanto que o consumo de frutose induz uma menor taxa de recuperação. Conclusão, devemos priorizar os carboidratos de alto índice glicêmico (Burke & Deakin, 1994).
      Fonte:
      Apostila: Nutrição aplicada à atividade física - autora: Profa. Letícia Azen - Consultora em Nutrição CDOF
      FAO/OMS. Carbohydrates in Human Nutrition, 1998.
    • Por Héverson Gomes
      Maltodextrina, Dextrose e Waxy Maize: existe alguma diferença entre eles? Neste mês vamos detalhar cada um e ao final você verá se vale a pena gastar um pouco mais ou é só mais um modismo (Waxy Maize é o mais caro).
      Ha tempos tínhamos no mercado apenas dois tipos de carboidratos, e estes faziam sucesso dentro das academias, até que foi colocado que estes causavam aumento do peso corporal, e os mesmos defensores que até então diziam que era o top de linha, passaram a dizer que era o mal do século.
      Vamos detalhar cada um deles sem interesses econômicos e nem meias verdades, pois temos compromisso com a verdade e somente a verdade.
      Maltodextrina:
      Resultado da hidrólise do amido ou da fécula. Há algumas questões a serem esclarecidas com relação a este carboidrato. Muitos pensam que ela é um carboidrato complexo, mas ela é apenas um hidrato de carbono complexo, por isso, ocorre esta confusão.
      Em sua composição, ela contém polímeros de glicose. Pode ser composta de cadeias de 3 a 19 moléculas de glicose, ligadas por uma ligação glicosídica do tipo a 1→4, este tipo de ligação também está presente no amido.
      Entretanto, o amido, como um verdadeiro carboidrato complexo, possui 2 tipos diferentes de estrutura, a amilose, e amilopectina, combinadas em cadeias de centenas ou milhares de moléculas de glicose.
      Já a maltodextrina possui poucas moléculas, e ligadas por um único tipo de ligação, por isso, é considerado um carboidrato simples (metabolizado de forma rápida no organismo humano) de fácil digestão e responsável pela hiperinsulinemia (alta liberação de insulina no sangue).
      Questiona-se ainda o fato da malto ser um monossacarídeo, pois, sendo composta de mais de uma molécula glicose (oligossacarídeo), teria uma absorção e atividade fisiológica mais lenta no organismo.
      Ocorre que as suas fracas ligações carbônicas e ausência de ramificações ou outro tipo de estrutura que não a cadeia simples de glicose com ligações a 1→4, implicam numa ação semelhantemente à dextrose. Há apenas uma pequena diferença na absorção entre ambas, coisa poucos minutos.
      Dextrose:
      Também conhecida como glicose, é a fonte principal de energia do corpo, como já dissemos anteriormente é um carboidrato simples e de rápida absorção, provocando assim um pico de insulina.
      Fornece energia rápida e repõe rapidamente as reservas de açúcar do organismo. Então, existe pouca diferença entre as duas (maltodextrina e dextrose) e aí vem a pergunta: qual devo usar para a reposição de glicogênio que foi perdido durante o treino e elevação da insulina para aumentar a absorção de nutrientes como as proteínas?
      Use qualquer uma delas e terá o resultado esperado. Mas se mesmo assim você ainda tiver duvidas, faça como a maioria dos fisiculturistas, use metade da dose de cada.
      Se for usar 20g, use 10 de malto e 10 de dextrose. E a tal da waxy Maize?
      Dizem que dextrose e malto engordam. Vamos tirar esta ideia errada da cabeça, ou seja, este mito que se alguém ingerir malto ou dextrose vai engordar.
      Se você usá-la no momento certo, que é logo após o treino, ou durante o treino com a sua proteína (whey, BCAA, Glutamina, Leucina, etc), você estará usando a insulina a seu favor, para causar o anabolismo.
      Mas aí vem a dúvida, mas com o pico de insulina vai haver a queda do GH (hormônio que causa lipólise)?
      Qual é seu objetivo? Não quer hipertrofia? Será que vai valer a pena perder este anabolismo para não ter problema com a liberação do Gh? Será que este Gh é tão expressivo assim? Vale a pena pensar.
      Waxy Maize:
      Vamos falar agora sobre a bola da vez, o waxy maize, que a meses atrás vinha sendo colocado como a solução para o problema dos que achavam que malto e dextrose iriam causar obesidade....
      Aqueles que ingeriam trufas, doces e chocolates realmente estavam engordando devido ao uso da malto e dextrose no pós-treino.
      Há evidencias de que este suplemento repõe os estoques de glicogênio mais rápido do que a malto e a dextrose juntas. Extraído do amido ceroso do milho, ficou conhecido por ser um carboidrato de ação instantânea e ser livre de açúcar e glúten, que causa retenção hídrica e inchaço.
      É um homopolissacarídeo (carboidrato formado por apenas uma molécula isolada de glicose), facilita o transporte de nutrientes, atua no controle glicêmico e como volumizadores celulares, tem também a capacidade de puxar outros nutrientes notadamente difíceis como a creatina, beta alanina ou arginina através da parede intestinal, e com ele aumentar sua absorção.
      Tem enorme peso molecular e baixa osmolaridade, o que propicia que seja rapidamente absorvido pela corrente sanguínea e consequentemente utilizado nos músculos agredidos e solicitados no treinamento.
      Resumindo Waxy Maize “desvia” sua absorção no estômago, sendo rapidamente assimilado para auxiliar na reposição dos estoques de glicogênio e absorção de nutrientes sem elevar tanto o índice glicêmico e sem dar picos de insulina.
      Então você que tem medo da malto e da dextrose, vale a pena usá-lo. Só precisará ver o custo beneficio, fica aqui a dica.