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nero84

Urgente: Anvisa quer liberar a creatina e cafeína, mas...

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Galera, agora eles estão querendo liberar a creatina e cafeína, mas estão queredo proibir os aminoácidos de cadeia ramificada.... minha nossa...e como fica as Wheys que contem eles? Ou será que será apenas os que vendem individualmente?....

Ps: Liberar parcialmente na verdade, eles querem que o consumo seja acompanhado por um medico ou nutricionista..quem importa vai ter que apresentar receita do mesmo jeito, parece...rsrs

Link: http://portal.anvisa.gov.br

um abraço a todos

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Eles liberaram o uso da Creatina e os fabricantes terão 180 dias para se adaptar às novas regras de rotulagem. Agora o lance dos aminoácidos que vai fuder tudo. Como o Brasil gosta de complidar, não duvido nada que daqui um tempo os Whey´s terão sua venda restrita.

Por mim ficava como está, essa regra não mudou nada o modo pelo qual nos compramos. Vamos continuar importando e precisando de receita, não mudou nada.

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Concordo que seria uma boa ter acesso a Creatina no Brasil, pois ficar importando é foda. Além de ser muito demorado tem o lance da Anvisa, receita médica e tals.

Se era pra liberar a Creatina e proibir o uso dos aminoácidos, eu ficaria como estava antes. Querendo ou não, conseguimos sempre Creatina, importando ou comprando com alguem do Brasil mesmo. Agora imagina proibir todo e qualquer tipo de suplemento que contenha esses aminoácidos. Creatina você cicla, tem um periodo de descanso. E o Whey que é tomado diariamente após e treino e que não tem nada a ver com essa história?! Se o Brasil vier com essa lenga lenga dos infernos o jeito vai ser fazer um estoque de Whey pra uns 02 anos...ehehe

Quem tem acesso a Folha de São Paulo e tiver a oportunidade de ler essa matéria, vá na sessão Cotidiano, folha C7.

Esse é o nosso amado Brasil.

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ou seja.. da na mesma como eu disse..rs.... eles estão abertos a Sugestoes e Dúvidas, tem um e-mail no final da pagina do link, mas é perda de tempo como sempre.... :evil:

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Pelo que entendi, eles não vão proibir whey... Acho que whey vai se enquadrar nessa categoria:

5.3 Suplemento protéico para atletas.

a) A composição protéica deve ser constituída de 100% de proteínas com PDCAAS (Protein Digestibility

Corrected Amino Acid Score - Digestibilidade protéica corrigida pelo escore aminoacídico) acima de 90%

(Anexo A). Podem ser utilizadas proteínas intactas e ou hidrolisadas. Outras fontes de proteínas que não

constam no Anexo A podem ser utilizadas, desde que se comprove PDCAAS acima de 90%.

:lol: O produto deve conter no mínimo 20% da IDR de proteína para adultos na porção.

c) Para fins de atendimento aos requisitos específicos dos alimentos protéicos, a quantidade e a qualidade

de proteínas se referem ao produto como exposto a venda, sem considerar os ingredientes utilizados na

preparação, quando for o caso.

d) Este produto pode conter carboidratos e gorduras, desde que a soma dos percentuais do valor energético

de ambos não supere o percentual energético de proteínas.

e) Este produto pode conter vitaminas e minerais até o limite de 100% da IDR destes nutrientes na

recomendação diária de consumo indicada pelo fabricante.

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Pelo que entendi, eles não vão proibir whey... Acho que whey vai se enquadrar nessa categoria:

5.3 Suplemento protéico para atletas.

a) A composição protéica deve ser constituída de 100% de proteínas com PDCAAS (Protein Digestibility

Corrected Amino Acid Score - Digestibilidade protéica corrigida pelo escore aminoacídico) acima de 90%

(Anexo A). Podem ser utilizadas proteínas intactas e ou hidrolisadas. Outras fontes de proteínas que não

constam no Anexo A podem ser utilizadas, desde que se comprove PDCAAS acima de 90%.

:D O produto deve conter no mínimo 20% da IDR de proteína para adultos na porção.

c) Para fins de atendimento aos requisitos específicos dos alimentos protéicos, a quantidade e a qualidade

de proteínas se referem ao produto como exposto a venda, sem considerar os ingredientes utilizados na

preparação, quando for o caso.

d) Este produto pode conter carboidratos e gorduras, desde que a soma dos percentuais do valor energético

de ambos não supere o percentual energético de proteínas.

e) Este produto pode conter vitaminas e minerais até o limite de 100% da IDR destes nutrientes na

recomendação diária de consumo indicada pelo fabricante.

Ainda bem... :lol:

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Bom dia.

Até peço desculpas porque abri o mesmo tópico.

A questão é simples, só a solução que não.

Uma coisa é não venderem somente o bcaa (não pq acham que faz mal, mas por conta da história de comprovação de eficácia) ou seja, na whey protein não tem problema algum, não vão proibir.

A respeito da Creatina, finalmente eles estão "acordando" para isso...

Acho que ao invés de todos criticarem a Anvisa agora, deveriam dar justamente opiniões e sugestões no email e forum abertos.

Abraço a todos

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Meus amigos, voces ja repararam nesta proposta absurda da ANVISA? Esse orgao esta ludibriando a populacao (principalmente os usuarios de suplementos) com a liberacao da cReatina mas, em troca, ela esta proibindo praticamente tudo! E ainda deixando margem em sua lei para acabar de vez com a categoria. Vamos la...minha cunhada e advogada sanitarista e eu por treinar pesado (mas senso amador) pedi que ela escalarece alguns topicos dessa consulta publica. Primeiro lugar a ANVISA esta estreitando o uso de suplementos para ATLETAS PROFISSIONAIS. Logo oque esses imorais da ANVISA querem dizer eh que soh os profissionais devem consumir esses produtos (eu nao sou profissional em esporte logo teoricamente nao deveria consumi-los). Ela simplesmente criou apenas duas categorias dentro dessa acategoria: Energeticos e proteicos. Gatorade por exemplo cai fora pois eh um isotonico e um cidadao comum nao precisa de tomar essas coisas. Que absurdo! Entao a gente que malha em academia, se um dia ela impor uma lei que as lojas soh podem vender para profissionais (e olha que a ANVISA adora fazer essas coisas) talvez ateh precisando de receita medica, como eh que ficamos??? E os BCAA's??? Nao tem eficacia na producao de energia...E quem disse que eles sao para energia????

Minha gente, eles querem liberar a cafeina...eles explicaram em que forma?? OU estao se referindo a extrato de guarana??? A Creatina nao podera ser acrescentada de mais nada. Logo acrescentar a creatina a outros suplementos tambem nao pode. Oque dizer dos muitos suplementos que jah existem no mundo inteiro menos no Brasil??? E os packs? Soh poderao duas categorias no sachet: Proteina e energetico. Que palhacada eh essa? Agora digam: onde ficam os NOs, o HMB, a arginina, carnitina, e outros aminoacidos isolados ou misturados entre si? E a Glutamina que eles nao querem liberar para atletas?

Ate o CLA que e vendido no mundo inteiro e para perda de gordura esses sujeitos proibiram. A ANVISA do proibe, retira do mercado, multa...Nao pode se fazer propaganda de nada. Nao se pode falar nada nos rotulos (leiam a proposta no que diz aumento de massa, etc). Entao como eh que os fabricantes vao atrair o publico de bodybuilding se nao pode falar que o produto aumenta a massa??? Soh vao ficar os whey, os compensadores, a cafeina pura e ahhhhhhh a tao esperada creatina! Enquanto isso no resto do mundo as pessoas tem acesso aos mais variados tipos de suplementos para as diversas categorias. No Brasil nao pode nada! Na temos nem suplementos para as juntas e cartilagens! Oque se encontra eh contrabando e coisa fajuta. Ateh quando vamos ter comprar as coisas na calada da noite como se fossem narcoticos porque um orgao dirigido por pessoas que nao se atualizam e ao contrario soh " proibem". Jah que eles pedem opinioes, vamos sim participar. Vamos pedir oque tem liberado no resto do mundo. O brasileiro nao eh imbecil nem retardado. Ele sabe ler. Nao precisa de um orgao proibindo as pessoas de quererem consumir oque elas acham que eh adequado. Marquem minhas palavras, se nao dermos um basta nisso e a populacao brasileira colocar a ANVISA no lugar dela, qualquer dia estarao ateh decidindo oque devemos assistir na tv. Por que a ANVISA nao vai atras dos governadores para que melhorem o ar que nos respiramos? Ou porque nao exige que haja mais limpeza nas ruas e acabe com esgotos a ceu aberto? Sabe porque? Porque dah trabalho...o melhor e canetar proibicoes sentadinho debaixo do ar condicionado.

Galera, desculpa o desabafo mas, jah estou cehio desta ANVISA proibir proibir proibir... Vamos dar nossa opinios nessa conulta publica e viva a liberacao dos suplementos nutricionais para todos que querm e precisam consumi-los e nao soh os profissionais como a ANVISA quer!

Abraco a todos.

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antes que alguem fale que a Glutamina eh liberada, devo esclarecer...eh sim mas, para Dieta Enteral. Oque isso quer dizer? Soh podereia teoricamente ser vendida para pessoas se convalecendo atrves de farmacias e hospitais...descobri isso porque comprei pela primeira vez glutamina nacional e diz que eh para dieta enteral.. ai pesquisei. Logo se a ANVISA quiser proibir isso de uma vez alegando que nao eh para atletas perderemos mais um....eh triste...

Abraco galera

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Meus amigos, voces ja repararam nesta proposta absurda da ANVISA? Esse orgao esta ludibriando a populacao (principalmente os usuarios de suplementos) com a liberacao da cReatina mas, em troca, ela esta proibindo praticamente tudo! E ainda deixando margem em sua lei para acabar de vez com a categoria. Vamos la...minha cunhada e advogada sanitarista e eu por treinar pesado (mas senso amador) pedi que ela escalarece alguns topicos dessa consulta publica. Primeiro lugar a ANVISA esta estreitando o uso de suplementos para ATLETAS PROFISSIONAIS. Logo oque esses imorais da ANVISA querem dizer eh que soh os profissionais devem consumir esses produtos (eu nao sou profissional em esporte logo teoricamente nao deveria consumi-los). Ela simplesmente criou apenas duas categorias dentro dessa acategoria: Energeticos e proteicos. Gatorade por exemplo cai fora pois eh um isotonico e um cidadao comum nao precisa de tomar essas coisas. Que absurdo! Entao a gente que malha em academia, se um dia ela impor uma lei que as lojas soh podem vender para profissionais (e olha que a ANVISA adora fazer essas coisas) talvez ateh precisando de receita medica, como eh que ficamos??? E os BCAA's??? Nao tem eficacia na producao de energia...E quem disse que eles sao para energia????

Minha gente, eles querem liberar a cafeina...eles explicaram em que forma?? OU estao se referindo a extrato de guarana??? A Creatina nao podera ser acrescentada de mais nada. Logo acrescentar a creatina a outros suplementos tambem nao pode. Oque dizer dos muitos suplementos que jah existem no mundo inteiro menos no Brasil??? E os packs? Soh poderao duas categorias no sachet: Proteina e energetico. Que palhacada eh essa? Agora digam: onde ficam os NOs, o HMB, a arginina, carnitina, e outros aminoacidos isolados ou misturados entre si? E a Glutamina que eles nao querem liberar para atletas?

Ate o CLA que e vendido no mundo inteiro e para perda de gordura esses sujeitos proibiram. A ANVISA do proibe, retira do mercado, multa...Nao pode se fazer propaganda de nada. Nao se pode falar nada nos rotulos (leiam a proposta no que diz aumento de massa, etc). Entao como eh que os fabricantes vao atrair o publico de bodybuilding se nao pode falar que o produto aumenta a massa??? Soh vao ficar os whey, os compensadores, a cafeina pura e ahhhhhhh a tao esperada creatina! Enquanto isso no resto do mundo as pessoas tem acesso aos mais variados tipos de suplementos para as diversas categorias. No Brasil nao pode nada! Na temos nem suplementos para as juntas e cartilagens! Oque se encontra eh contrabando e coisa fajuta. Ateh quando vamos ter comprar as coisas na calada da noite como se fossem narcoticos porque um orgao dirigido por pessoas que nao se atualizam e ao contrario soh " proibem". Jah que eles pedem opinioes, vamos sim participar. Vamos pedir oque tem liberado no resto do mundo. O brasileiro nao eh imbecil nem retardado. Ele sabe ler. Nao precisa de um orgao proibindo as pessoas de quererem consumir oque elas acham que eh adequado. Marquem minhas palavras, se nao dermos um basta nisso e a populacao brasileira colocar a ANVISA no lugar dela, qualquer dia estarao ateh decidindo oque devemos assistir na tv. Por que a ANVISA nao vai atras dos governadores para que melhorem o ar que nos respiramos? Ou porque nao exige que haja mais limpeza nas ruas e acabe com esgotos a ceu aberto? Sabe porque? Porque dah trabalho...o melhor e canetar proibicoes sentadinho debaixo do ar condicionado.

Galera, desculpa o desabafo mas, jah estou cehio desta ANVISA proibir proibir proibir... Vamos dar nossa opinios nessa conulta publica e viva a liberacao dos suplementos nutricionais para todos que querm e precisam consumi-los e nao soh os profissionais como a ANVISA quer!

Abraco a todos.

É isso aí cara,concordo com vc e só acho estranho por q ñ proibem à venda do cigarro por ex em? :roll: acho q mata mais q suplementos né? :lol:

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É isso aí cara,concordo com vc e só acho estranho por q ñ proibem à venda do cigarro por ex em? :roll: acho q mata mais q suplementos né? :lol:

Embora eu já tenha sido informado de alguns pontos que discordem do seu texto, eu acho que vocÊ deveria fazer como eu, ao invés de criticar e desabafar no forum, manda esse mesmo texto que você escreveu direto pra anvisa. Principalmente por email!

São de consumidores assim que nós (lojistas/distribuidores/importadores/fabricantes) precisamos.

Pessoas com essa "revolta saudável" que justamente ARGUMENTAM.

Sigam o exemplo do usuário galera, escrevam sobre o resto do mundo...etc

Abraço a todos

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Obrigado Madrugão pelo apoio...estou reunindo uma galera e vou rever, junto com essa proposta "indecente"da ANVISA pontos para colocarmos em um documento para enviar nessa proposta. Sabe oque mais me revolta, é que da mesma forma que o BCAA além de seguro, consumido no planeta inteiro, inclusive aqui, depois de 10 anos de vendas querem proibi-lo. Veja bem: Não estão escolhendo uma outra categoria ou abrindo outras portas. Estão querendo proibir (a palavra preferida desta ANVISA). Quem nos garante que daqui a alguns anos, essas mesmas ilustres sras. que dirigem esse departamento na ANVISA vão dizer que mais nada é eficiente e proibem tudo de vez??? Até a creatina!

Foi como eu disse, essas sras. não querem trabalhar. Proibir é mais rápido e fácil.

Oque me diz da sacarina que foi abolida no mundo inteiro com estudos que dizem provocar câncer e aqui ela pode????

Piada né?

Abraço,

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      No rótulo lemos que o produto contém creatina monohidratada, beta-alanina, extrato de chá verde, cafeína natural, cetona de framboesa e a fórmula proprietária CortiFit (Withania Somnifera).
    • By Matheus Uba Chupel
      A cafeína é um poderoso agente modulador do desempenho atlético, entretanto, deve-se ficar atento aos achados em alguns estudos científicos.
      A Cafeína
      A cafeína, uma possível exceção à regra geral contra a ingestão de estimulantes, continua sendo uma droga controlada/restringida nas competições atléticas. A cafeína pertence ao grupo de compostos denominados metilxantinas, encontrados naturalmente nos grãos de café, nas folhas de chá, no chocolate, nos grãos de cacau e nas nozes da cola, sendo acrescentada frequentemente às bebidas efervescentes e aos remédios vendidos sem prescrição médica (McArdle & Katch, 2002).
      Dependendo do preparo, uma xícara de café fervido contém entre 60 e 150 mg de cafeína. Como elemento de referência, 2,5 xícaras de café coado contém 250 a 400 mg, ou geralmente entre 3 e 6 mg por kg de massa (peso) corporal.
      A absorção da cafeína pelo intestino delgado se processa rapidamente, alcançando concentrações plasmáticas máximas entre 30 e 120 minutos, após a ingestão, para exercer sua influência sobre os sistemas nervoso, cardiovascular e muscular. A meia-vida metabólica da cafeína, de 3 horas, significa que é eliminada pelo corpo com bastante rapidez, certamente após uma noite de sono (Cohen et al 1996).
      Efeitos da Cafeína no Desempenho Esportivo
      Nem todos os estudos confirmam benefícios ergogênicos da cafeína. Entretanto, já foi demonstrado que a ingestão de 2,5 xícaras de café coado, a 1 hora antes do exercício, amplia muito a capacidade de resistência no exercício moderadamente extenuante. Os indivíduos que haviam bebido cafeína se exercitavam por uma média de 90,2 minutos, em comparação com 75,5 minutos durante 1 sessão de exercícios sem cafeína.
      Apesar de terem sido observados valores semelhantes para freqüência cardíaca e captação de oxigênio durante os dois ensaios, a cafeína fazia com que o trabalho parecesse mais fácil.
      Em concordância com seus efeitos estimulantes (característica dos compostos a que a cafeína faz parte – as metilxantinas), foi comprovado que a cafeína proporciona também um benefício ergogênico durante os desempenhos máximos de natação completados em menos de 35 minutos. Em um estudo experimental duplo-cego, sete homens e quatro mulheres nadadores experientes de longa distância (<25 min para 1.500m), consumiram cafeína 2,5 horas antes de nadarem 1.500m. O tempo total de natação foi em média 1,9% menor com cafeína do que sem cafeína (20min 58 segundos vs 21min 21 segundos).
      Uma concentração plasmática mais baixa de potássio antes do exercício e níveis sanguíneos mais altos de glicose no final do ensaio acompanhavam o desempenho com cafeína. Isso sugeriu que o equilíbrio eletrolítico e a disponibilidade de glicose podem ser fatores-chave no efeito ergogênico da cafeína (McArdle & Katch, 2002).
      A Cafeína e o Metabolismo Energético durante o Exercício
      A cafeína afeta quase todos os sistemas do organismo, sendo que seus efeitos mais óbvios ocorrem no sistema nervoso central (SNC). Quando consumida em baixas dosagens (2mg/kg), a cafeína provoca aumento do estado de vigília, diminuição da sonolência, alívio da fadiga, aumento da respiração e da liberação de catecolaminas, aumento da freqüência cardíaca, aumento no metabolismo e diurese. Em altas dosagens (15mg/kg) causa nervosismo, insônia, tremores e desidratação.
      Segundo Spriet (1995), existem pelo menos três teorias que podem tentar explicar o efeito ergogênico da cafeína durante o exercício físico. A primeira envolve o efeito direto da cafeína em alguma porção do sistema nervoso central, afetando a percepção subjetiva de esforço e/ ou a propagação dos sinais neurais entre o cérebro e a junção neuromuscular.
      A segunda teoria pressupõe o efeito direto da cafeína sobre co-produtos do músculo esquelético. As possibilidades incluem: alteração de íons, particularmente sódio e potássio; inibição da fosfodiesterase (PDE), possibilitando um aumento na concentração de adenosina monofosfato cíclica (AMPc); efeito direto sobre a regulação metabólica de enzimas semelhantes às fosforilases (PHOS); e aumento na mobilização de cálcio através do retículo sarcoplasmático, o qual contribui para o potencialização da contração muscular (Spriet, 1995).
      A terceira teoria diz respeito ao aumento na oxidação das gorduras e redução na oxidação de carboidratos (CHO). Acredita-se que a cafeína gera um aumento na mobilização dos ácidos graxos livres dos tecidos e/ou nos estoques intramusculares, aumentando a oxidação da gordura muscular e reduzindo a oxidação de CHO (Sinclair, et al 2000).
      Muitos estudos sugerem que a cafeína é um poderoso agente modulador do desempenho atlético, que pode ser adaptável aos diferentes tipos de estímulos envolvidos nos mais diversos tipos de exercícios. Atualmente, pesquisadores têm nos demonstrado que a ingestão de 3 a 6 mg de cafeína por kg (massa corporal), melhora a performance em atletas, sem que sejam detectados casos positivos no exame antidoping.
      Pesquisas recentes têm apontado um aumento da força muscular acompanhado de uma maior resistência à instalação do processo de fadiga muscular após a ingestão de cafeína. Ainda não está totalmente esclarecido qual o mecanismo de ação responsável pelo aumento da força muscular; todavia, acredita-se que isso ocorra em maior intensidade muito mais pela ação direta da cafeína no SNC do que pela sua ação em nível periférico (Kalmar & Cafarelli, 1999).
      Isto sugere que a cafeína exerce um efeito ergogênico direto e específico sobre o músculo esquelético durante a estimulação repetitiva de baixa frequência. A cafeína poderia também influenciar a sensibilidade das miofibrilas ao Ca++ (McArdle & Katch, 2002).
      Em relação aos exercícios de intensidades máximas e extenuantes de curta duração, boa parte dos estudos demonstra que a ingestão de cafeína pode melhorar significativamente o desempenho e a performance nas práticas de até 5 minutos.
      O mesmo não se pode dizer com relação a tais exercícios quando precedidos por exercícios submáximos prolongados, quando o desempenho físico parece não sofrer qualquer alteração (Spriet, 1995).
      Nos exercícios físicos prolongados, alguns estudos apontam que o uso da cafeína otimiza funcionamento do metabolismo energético durante o esforço o que, por conseqüência, contribui para a melhora da performance.
      Entretanto, uma explicação precisa para o efeito de aprimoramento do exercício por parte da cafeína continua sendo enganosa. Com toda probabilidade, o efeito ergogênico da cafeína (e de outros componentes correlatos tipo metilxantina) no exercício de endurance de alta intensidade resulta da utilização facilitada da gordura como combustível para o exercício.
      Além disso, o suposto efeito diurético provocado pelo uso dessa substância, acarretando aumento no volume de urina, e portanto uma maior perda hídrica durante o esforço, não tem sido confirmado na prática. Segundo Wemple et al (1994) o comprometimento do estado de hidratação corporal parece estar relacionado somente ao emprego de mega-doses desta substância.
      Concluindo
      Grande parte dos estudos que envolvem a utilização de cafeína, associada ao exercício físico, sugerem resultados que apontam esta substância como um poderoso estimulante para o trabalho físico. Atletas que comumente realizam atividades que envolvem resistência, força e trabalho muscular em intensidades máximas, podem, de alguma forma, se beneficiar da ingestão de cafeína. Contudo, vale a pena citar que alguns fatores, como a dosagem, o estado nutricional, e a sensibilidade do organismo às metilxantinas, podem afetar significativamente os resultados.
      Referencial
      - Cohen , B.S., et al. Effects of caffeine ingestion on endurance racing in heat and humidity. European Journal Appl. Physiology. 73:358, 1996
      - McArdle W. Katch F. Katch V. Fundamentos de Fisiologia do Exercício. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2002
      - Conlee, R.K. Amphetamine, caffeine and cocaine. Em: D.R. Lamb, M.H. Williams. Ergogenics: Enhancement of Performance in Exercise and Sport. New York, Benchmark Press, 1991 p. 285-310
      - Spriet, L.L. Caffeine and performance. International Journal of Sports Nutrition. 5:84-99, 1995
      - Sinclair, C.J.D. & Geiger, J.D. Caffeine use in sport: a pharmacological review. J. Sports Med. Phys. Fitness, 40: 71-79, 2000
      - Kalmar, J.M. & Cafarelli, E. Effects of caffeine on neuromuscular function. J. Appl. Physiol., 87: 801- 808, 1999
      - Wemple, R.D.; Lamb, D.R.; Bronstein, A.C. Caffeine ingested in a fluid replacement beverage during prolonged exercise does not cause diuresis. Medical Science of. Sports Exercise, 26: S204, 1994
    • By Madilson Medeiros
      De todos os recursos empregados para o aumento do desempenho atlético, certamente a creatina merece uma posição de destaque entre os demais, não somente por ter sido alvo de inúmeros estudos científicos, mas por passar ilesa pelo crivo dos rigorosos e criteriosos métodos adotados pelos pesquisadores. Muitos autores se empenharam em estudar o mecanismo da suplementação desta substância no esporte, com o intuito de validar ou até mesmo de desmistificar sua eficácia.
      A despeito do que normalmente ocorre com alguns lançamentos da indústria da suplementação esportiva – cuja eficácia não chega a ser cientificamente comprovada – a suplementação de creatina se revelou como uma das alternativas mais eficientes para o incremento da performance, popularizando-se não somente entre os atletas de elite, mas entre praticantes amadores no mundo inteiro.
      Histórico da creatina
      Há cerca de apenas duas décadas a creatina tem sido utilizada como um meio de se aprimorar o rendimento atlético em várias modalidades esportivas, especialmente naquelas onde são preconizadas a potência e explosão musculares. Embora tenha sido descoberta em 1832, por um cientista francês chamado Michel Eugene Chevreul, seu uso nos esportes só despontou oficialmente nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, quando atletas ingleses declararam que utilizaram o recurso para melhorar seu rendimento. Linford Christie, então vencedor dos 100 metros rasos, atribuiu sua vitória à sua suplementação. A partir daí, seu uso se popularizou e a indústria da suplementação esportiva passou a produzi-la em larga escala, inicialmente na forma de monohidrato de creatina.
      Biossíntese e mecanismo de ação da creatina
      A creatina é uma amina derivada de três aminoácidos: glicina, arginina e L-metionina. Sua síntese endógena se dá em duas etapas: 1) pela transaminação da arginina e da glicina, mediada pela enzima AGAT (arginina-glicina aminotransferase) para formar o ácido guanido-acético ou glicociamina, etapa renal da biossíntese; 2) pela posterior metilação mediada pela enzima guanidoacetato-metiltransferase para finalmente formar o ácido metil-guanido-acético (creatina), no fígado.
      Embora alguns estudos apontem que a creatina possa ser sintetizada em outros tecidos, como o pâncreas, esta síntese é ínfima e não atende a demanda do organismo. De um modo geral, podemos afirmar que sua produção se dá principalmente pelo metabolismo renal e hepático. A síntese diária em um indivíduo saudável é da ordem de 1g/dia, sendo complementada pela ingestão de aproximadamente 1g/dia advinda da alimentação. Ocorre predominantemente na carne vermelha e em alguns peixes, como salmão e arenque.
      O tecido muscular apresenta a maior concentração desta substância (cerca de 150 a 160mmol/kg), apresentando-se maior nas fibras de contração rápida (tipo II). Como é incapaz de sintetizá-la, sua captação é feita através da absorção pela membrana celular. Tal processo se dá através de um sistema de transporte Na (sódio) dependente. Uma vez no interior da célula muscular, a creatina é fosforilada pela enzima creatina quinase, cuja função é mantê-la estável através da doação de um fosfato inorgânico para formar a molécula de creatina fosfato.
      Nas requisições iniciais de energia (cerca de 8 a 10 segundos de duração), ocorre a quebra de ATP (trifosfato de adenosina), gerando ADP (difosfato de adenosina). Este processo é conhecido como Sistema Energético dos fosfagênios e atende aos primeiros momentos de contração muscular, reduzindo drasticamente os estoques de ATP para ADP. Na mesma velocidade de degradação do ATP, a creatina cede o fosfato para o ADP, regenerando a molécula e possibilitando desta forma, perdurar um pouco mais a geração de energia. A acidose produzida durante as contrações musculares vigorosas é em parte neutralizada pela regeneração da creatina, o que possibilita em conjunto com o aumento da regeneração do ATP, mais tempo útil de contração muscular. O metabólito resultante é a creatinina, posteriormente excretada pelos rins.
      Suplementação da creatina
      Inicialmente, as indústrias de suplementação esportiva passaram a oferecer a creatina na apresentação que hoje ainda continua sendo a mais popular, a monohidratada. Muitos puristas defendiam que o consumo da creatina deveria ser feito naturalmente através da alimentação, porém para obter 5 g de creatina, seria necessário comer cerca de 1 kg de carne fresca.
      Os protocolos de utilização sugeriam que esta fosse utilizada durante cerca de cinco dias com aproximadamente 15 a 20g/dia. Esta fase ficou conhecida como fase de saturação (loading) e ganhou a preferência dos usuários por apresentar rápidos ganhos de peso. Algum tempo depois, foram feitos estudos que indicavam que os ganhos produzidos neste intervalo de tempo eram resultado da grande hidratação celular que ocorria durante a saturação de creatina nos depósitos intramusculares. Segundo muitos autores, os mesmos efeitos poderiam ser vivenciados em um intervalo mais longo, cerca de um mês de utilização a doses mais baixas (cerca de 5 g/dia).
      Mujika e Padilla (1997) reportaram uma considerável diminuição no volume urinário de usuários durante a fase de saturação, levando a hipótese de que a creatina estivesse relacionada com dano na função renal. Este é ainda um tema não completamente elucidado, embora muitas pesquisas recentes apontem para segurança na ingestão de 5g/dia para indivíduos sem histórico de doença renal.
      Com o avançar das pesquisas, novas apresentações foram desenvolvidas no intuito de maximizar os ganhos e diminuir a retenção hídrica usualmente comum com a forma monohidratada. Como a captação de creatina se apresenta muito maior pela ação da insulina, foram adicionadas substâncias que facilitassem sua absorção, como solução de carboidratos de alto índice glicêmico, ácido alfa-lipóico, coenzima Q-10 etc.
      Em outro momento, na tentativa de melhorar a solubilidade da creatina no meio líquido, foi lançada a forma micronizada, onde as partículas foram diminuídas para incrementar a absorção e ao mesmo tempo diminuir o desconforto gástrico que algumas pessoas relatavam ao ingerir a versão regular.
      Logo depois, a creatina passou a fazer parte de vários suplementos denominados cell volumizers, onde se adicionavam aminoácidos como a glutamina, taurina e carboidratos simples como dextrose e ribose.
      Algumas companhias sugeriram que a administração de glicociamina em conjunto com moléculas doadoras de metil, como a betaína (trimetilglicina), Vitamina B15 (dimetilglicina) e SAMs (s-adenosil L-metionina) supostamente induziriam a biossíntese de creatina pelo organismo e lançaram produtos contendo estes compostos, apelidados de “otimizadores de creatina”, mas em contrapartida, pesquisas demonstraram que não houve alterações significativas. Estudos demonstram que as taxas sanguíneas de glicociamina diminuíram ao ser administrada a creatina, o que evidencia o processo de retroalimentação, ou seja, a ingestão de creatina exógena promove a diminuição da produção endógena. Porém, diferentemente da regulação relacionada com a glicociamina, as reservas finais de creatina no compartimento intracelular independem da sua concentração plasmática.
      Conforme alguns estudos apontassem para intoxicação por creatinina (resultante da instabilidade da molécula de creatina no meio ácido do estômago), algumas companhias resolveram produzir uma versão alcalinizada, alegando que tal processo a protegeria da ação gástrica e evitaria a formação de produtos tóxicos. Poortmans et al (2005) conduziram um estudo acerca do tema das citotoxinas provenientes do metabolismo da creatina, mas sem relação com a idéia de alcalinização como meio de evitar tal conversão (vide abaixo, em creatina e doença renal).
      Atualmente, uma das formas mais procuradas é a esterificada, que supostamente garantiria uma maior absorção sem o inconveniente da retenção hídrica observada com a forma monohidratada.
      Creatina e doença renal
      Este é ainda um tema não completamente elucidado, embora muitas pesquisas recentes apontem para segurança na ingestão de 5g/dia para indivíduos sem histórico de doença renal, alguns autores sustentam que há relação entre a ingestão de creatina e dano à função renal. Kuehl et al (1998) conduziram um estudo nesse sentido.
      Os autores que rebatem esta tese se apoiam no fato de que muitos estudos são conduzidos com indivíduos sem histórico clínico apropriado, apresentando na maioria das vezes indicadores de predisposição à doença renal, como ocorre nos casos de diabetes insulino-dependente e independente, hipertensos, idosos etc. Poortmans et al (1999) relataram, após um estudo envolvendo homens saudáveis que ingeriram creatina num prazo de 10 a 60 meses, que não houve nenhuma anormalidades em sua função renal. Em 2005, Poortmans et al realizaram novo estudo para evidenciar a relação de ingestão de creatina com formação de produtos citotóxicos e a possível influência na função renal, concluindo que não houve alterações significativas nesse aspecto. Gualano et al (2008) também fizeram revisão bibliográfica sobre o assunto, procurando validar a segurança na utilização de creatina. Segundo os autores, é preciso sistematizar as pesquisas para se obter resultados mais condizentes com a realidade.
      Embora existam estudos que relacionem a incidência de nefrite intersticial com o consumo de creatina, ainda não há dados concretos que sustentem a veracidade da associação.
      Creatina e metabolismo da glicose
      Recentemente, têm sido feitas pesquisas no intuito de se entender a influência da ingestão de creatina no metabolismo da glicose. Estudos realizados em 2006 com modelo animal por Einjde et al demonstraram que existe um aumento expressivo na sensibilidade à insulina, o que corrobora com a idéia de que a Creatina pode melhorar a captação de glicose através do aumento da expressão de um importante transportador de glicose, o GLUT-4. Este estudo se contrapõe ao que afirmaram Van Loon et al, que concluíram que a creatina influencia apenas a síntese de glicogênio, não exercendo ação nas proteínas transportadoras de glicose.
      A ação dos compostos guanidínicos (a creatina faz parte deste grupo) no metabolismo da glicose já foi bastante explorada pela literatura. A própria metformina (dimetilbiguanida), droga de primeira escolha para o tratamento do diabetes tipo II, é também um composto desta classe.
      Possivelmente, há uma relação real entre a formação de glicogênio e melhora na captação da glicose com o uso da creatina, melhorando também o perfil lipídico.
      Creatina, células-satélite e sistema neurológico
      Embora a administração de creatina ofereça como principal vantagem o aumento da força muscular e a capacidade de prolongar o sistema dos fosfagênios (ATP/CP), há uma notável contribuição deste composto na proliferação de um determinado grupo de células especializadas no reparo e regeneração do tecido muscular, as células-satélite. Este tipo de célula permanece ao longo da periferia (entre a lâmina basal e o sarcolema) das células musculares – daí a expressão “satélite” – em estado quiescente. Na presença de trauma, estas células doam o material genético para reparar possíveis danos na estrutura da fibra muscular.
      Olsen et al (2006) comprovaram em um estudo, conduzido com 32 indivíduos engajados em um treinamento de força de semanas de duração, que as concentrações de células-satélite havia aumentado significativamente nos grupos onde fora feita a suplementação com creatina. Concluiu-se então que, ao mesmo tempo que a creatina aumenta a aptidão para o atividade, promove também um notável aumento na capacidade de regeneração muscular.
      Embora a utilização da creatina esteja intimamente relacionada com o desempenho atlético, há evidências que esta exerce papel importante na recuperação de traumas neuromusculares e distúrbios de ordem neurológica, como no mal de Parkinson e doença de Huntington. Dos 5% da quantidade total de creatina no organismo, boa parte encontra-se no cérebro. Tarnopolsky et al (2001) sugeriram a existência de uma ação terapêutica da creatina em casos de degeneração neuronal. Já em outro estudo, conduzido por Zhu et al (2004), foi demonstrada em modelo animal a capacidade da creatina em aumentar os estoques de ATP no tecido cerebral nos quadros de isquemia. Em 2008, Bender et al estudaram a função renal de pacientes idosos com Parkinson a fim de se estabelecer segurança na utilização terapêutica da creatina enquanto coadjuvante da terapia para a doença. Como os benefícios para a sistema neurológica se dão a longo prazo, o estudo demonstrou que tal suplementação não afetou a função renal nestes pacientes, mostrando-se uma alternativa segura e viável.
      Apresentações de creatina disponíveis
      PRODUTO VANTAGEM DESVANTAGEM Creatina Monohidratada Preço, facilidade de aquisição Pode gerar desconforto gástrico Creatina Micronizada Mais solúvel que a monohidratada Preço, cristaliza facilmente Creatina Citrato Excelente solubilidade Sabor desagradável, preço Creatina Fosfato Pode reduzir lactato Não comprovada a eficácia Creatina Malato Melhor produção de ATP Não comprovada a eficácia Creatina Tartarato Bastante estável Pouca disponibilidade Creatina Magnésio Maior geração de energia Preço Creatina Anidra Maior quantidade de creatina por grama Menos estável que as demais Creatina Serum Absorção imediata Preço, pouco estável Creatina Etyl Ester Mais absorção, dose menor, menos água Preço, sabor desagradável em pó Creatina Piruvato Maior força, menos fadiga Preço
      CREATINA MONOHIDRATADA – É a forma mais comum que se pode encontrar. Adiciona-se a molécula de água para manter a creatina estável. Devido a sua baixa solubilidade, pode causar desconforto gástrico e (ou) diarréia em indivíduos sensíveis. Sua absorção é otimizada através da ação da insulina, por esta razão recomenda-se utilizá-la com bebidas contendo carboidratos de alto glicêmico, como dextrose. Existe também na forma micronizada. CREATINA CITRATO – uma das primeiras variações após a forma monohidratada. É resultante da união da molécula de creatina com uma molécula de ácido cítrico, um dos intermediários do ciclo de Krebs. Possui apenas cerca de 40% de creatina em sua totalidade, mas apresenta excelente solubilidade. Sua eficácia não foi comprovada pela comunidade científica. CREATINA FOSFATO – este tipo de suplemento de creatina gerou especulação em seu lançamento, pelo fato da creatina intramuscular ser a creatina fosfato. Porém, a presença de um grupo fosfato atado à creatina fora do meio intracelular não melhora sua captação, muito pelo contrário, torna-a mais difícil. O grupo fosfato não atravessa facilmente a membrana, portanto a fosforilação da creatina se constitui como um meio de aprisioná-la no interior da célula, não em seu exterior. Essa creatina não se popularizou, por motivos óbvios. CREATINA MALATO – A idéia foi semelhante a da creatina citrato, desta vez atando-se à molécula o ácido málico, outro intermediário do ciclo de Krebs. Não foram feitos muitos estudos científicos acerca desta forma de creatina, mas acredita-se que suas propriedades não são maiores que a forma monohidratada. A vantagem é a solubilidade, muito maior. CREATINA TARTARATO – apresentação contendo cerca de 70% de creatina e 30% de acido tartárico. Essa união permite a creatina seja produzida em base sólida, como em cápsulas, barras, tabletes efervescentes e comprimidos mastigáveis. CREATINA MAGNÉSIO – neste caso, quela-se a cretina com magnésio para, em tese, proteger a creatina do meio ácido do estômago. Como o magnésio participa da transferência de fosfatos no sistema CP-ATP, supostamente este mineral favoreceria a produção de energia. Recentemente, foi feito um estudo onde foi demonstrado que este complexo magnésio/creatina produziu ganhos reais em força muscular. CREATINA ANIDRA – esta forma de creatina é obtida através da remoção da molécula de água da creatina, resultando em pura creatina na forma cristalizada. Este processo proporciona aproximadamente 6% a mais de creatina, mas não oferece grandes vantagens em relação às outras formas. CREATINA SERUM – esta apresentação promete absorção imediata sub-lingual, ou seja disponibilidade da creatina sem necessidade de digestão. Por ser uma forma não estável de creatina, deve ser ingerida imediatamente antes da atividade física. Sua eficácia não foi ainda comprovada por estudos científicos. CREATINA ÉSTER – como a creatina não tem grande afinidade com a membrana, por ser mais hidrofílica, supôs-se que se fosse adicionado à sua molécula um éster, suas características lipofílicas lhe confeririam maior absorção. A grande vantagem que os idealizadores da creatina etil éster defendem se deve a hipótese que a creatina monohidratada, por não conseguir atravessar facilmente a barreira fosfolipídica da membrana, armazenaria-se em parte fora da célula, causando retenção hídrica. Segundo os criadores desta nova forma, é necessária uma dose muito menor de CEE, pois sua absorção é praticamente total. Por ser muito recente, ainda não existem muitos estudos conclusivos sobre a eficácia desta creatina. Entretanto, em um trabalho recente foi demonstrado que a CEE não apresenta grandes vantagens em relação à CM (Spillane et al, 2009). CREATINA PIRUVATO – aqui é feita a adição de ácido pirúvico (cerca de 60%) à molécula de creatina (cerca de 40%). O piruvato está envolvido principalmente na geração de energia lática, mas também participa em diversas outras reações metabólicas. Jäger et al (2007) concluíram que a forma piruvato de creatina se mostrou superior a citrato, promovendo aumento de força e diminuição de fadiga. Conclusões
      Qual será então, a melhor escolha de um suplemento de creatina? Esta é uma pergunta difícil de ser respondida, uma vez que existem variações na resposta individual da administração desta substância. Enquanto a maioria dos autores concorda que os efeitos ergogênicos da creatina estão realmente comprovados e documentados, também assumem que estes efeitos podem variar de pessoa para pessoa.
      Sujeitos que têm uma alimentação escassa em carnes normalmente apresentam uma melhor resposta a creatina. Em um estudo conduzido com ratos, as respostas obtidas foram diferentes daquelas colhidas com camundongos, o que reforça a especulação que o mesmo vale para o modelo humano.
      Uma das coisas que você certamente deve levar em consideração é que a maioria dos estudos atesta a eficácia e a segurança da creatina (desde que sejam respeitadas as doses adequadas). Procure a apresentação que melhor se adapte às suas necessidades e lembre-se: bom senso nunca é demais!
      REFERÊNCIAS
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    • By renan93
      e aí galera .. pow comprei essa creatina aí ... e queria saber se ela é boa ... se dar um gaz legal .. se dar massa muscula .. etc .. pow tava sem grana tive comprar ela msmo ... oq vcs me diz dela .. valew galera .. abraços
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