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Imagem sintética e meramente ilustrativa. Não é uma foto real.

Efeitos colaterais dos anabolizantes: coração e fertilidade

Anabolizantes aumentam músculo, mas podem afetar sexo, fertilidade e coração. Entenda os casos, os exames e os limites da recuperação.

Os efeitos colaterais dos anabolizantes podem aparecer enquanto o músculo cresce e o espelho parece confirmar que tudo está dando certo. Nos homens, a produção de espermatozoides pode cair a zero. O colesterol e a pressão podem piorar. E o resultado no físico pode criar um motivo para continuar usando, mesmo quando a saúde já começou a cobrar a conta.

Esse conflito entre ganho muscular e saúde orienta a conversa Anabolic Steroids Work REALLY Well — And That’s Part of the Problem, do canal Rena Malik, M.D., com os urologistas Alex Tatem, Mohit Khera e Kevin Campbell. A discussão passa por pacientes que combinam oxandrolona e stanozolol, homens que usam 1.000 mg de testosterona por semana e pessoas que precisam de tratamento para voltar a produzir espermatozoides.

Como os anabolizantes aumentam a massa muscular

A testosterona entra na célula, liga-se ao receptor androgênico e modifica a atividade de genes envolvidos na produção de proteínas. O núcleo funciona como uma central de comando: o sinal hormonal muda quais instruções a célula executa. Isso ajuda a explicar por que o efeito alcança músculos, pele, cabelo e outros tecidos.

A família dos esteroides inclui a testosterona e derivados com alterações na molécula. O organismo produz a testosterona a partir do colesterol. Parte dela também pode ser convertida em estradiol ou em di-hidrotestosterona, a DHT, que tem efeitos próprios em diferentes tecidos.

A tentativa de criar um composto mais anabólico procura ampliar o crescimento muscular e reduzir outros efeitos androgênicos, como alterações em pelos e pele. A comparação didática entre uma razão anabólica/androgênica de 1:1 e outra de 10:1 expressa essa busca por mais efeito muscular em relação aos demais efeitos. Ela tem um limite importante: esses números não medem o risco de um ciclo para coração, fígado ou fertilidade.

Oxandrolona e stanozolol juntos: o risco que se soma

Um caso clínico envolve um paciente que usava Anavar, nome associado à oxandrolona, junto com Winstrol, nome associado ao stanozolol. Os dois pertencem ao grupo dos esteroides 17-alfa-alquilados. Essa modificação ajuda o composto a resistir à passagem pelo fígado, mas também está ligada ao risco de lesão nesse órgão.

Combinar os dois expõe o organismo a agentes com riscos semelhantes. Além do fígado, o perfil de colesterol pode piorar: o HDL, conhecido como colesterol “bom”, costuma cair, e o LDL, conhecido como colesterol “ruim”, pode subir. O dano hepático pode ser grave, especialmente em exposições prolongadas a múltiplos agentes.

A informação sobre o composto pode mudar uma decisão antes de surgir um problema. Uma pessoa, depois de entender os riscos dos SARMs, descartou o LGD que guardava em casa. SARMs são compostos que agem no receptor androgênico, e LGD é um deles. Nesse caso, conhecer os riscos mudou a decisão sobre usar a substância.

Uso médico depende de indicação e situação regulatória

Alguns esteroides tiveram ou têm aplicações médicas para doenças específicas. Nos Estados Unidos, a FDA retirou a aprovação do Oxandrin e de genéricos de oxandrolona em junho de 2023. Em setembro daquele ano, o órgão registrou que a retirada do Oxandrin do mercado ocorreu por razões de segurança ou efetividade.

Assim, tratar a oxandrolona como atualmente aprovada pela FDA seria incorreto. A experiência de tratar uma doença com um esteroide também não demonstra segurança para usar doses maiores com finalidade estética.

Nandrolona pode afetar a ereção e a libido

A nandrolona, conhecida pela associação com Deca, tem histórico de uso no tratamento de anemia ligada à insuficiência renal. Também há relatos clínicos de melhora de dores articulares. O alívio da dor, por si só, não demonstra que uma lesão foi reparada.

No uso isolado, a nandrolona pode reduzir a produção natural de testosterona. Ela pertence à família 19-nor, um grupo cuja estrutura tem um átomo de carbono a menos que a testosterona. Sua conversão gera di-hidronandrolona, enquanto a testosterona pode gerar DHT.

Uma hipótese para dificuldades sexuais durante o uso isolado é a combinação de testosterona natural suprimida com menor disponibilidade de DHT. A analogia com a finasterida vem da redução da ação da DHT, mas os medicamentos têm mecanismos diferentes. A explicação específica para o chamado “deca dick” permanece uma hipótese, sem comprovação direta em tecido peniano humano.

Associar testosterona à nandrolona é uma prática clínica relatada para lidar com esse contexto. A associação também altera a exposição hormonal total e pode manter a supressão da fertilidade. Para entender melhor essa diferença entre alívio articular, crescimento muscular e efeitos sexuais, veja a análise sobre nandrolona, articulações e riscos reais.

Retenção de líquidos pode ocorrer mesmo em contextos terapêuticos. Já doses muito acima das usadas em tratamento podem trazer alterações de humor e aumentar a preocupação cardiovascular. Resultados em roedores e observações em usuários humanos precisam ser interpretados separadamente: usar cinco vezes a dose de tratamento traz riscos diferentes dos observados na exposição menor.

O risco para o coração vai além da pressão alta

Entre os usos relatados estão 1.000 mg de testosterona por semana ou mais. Esse número descreve uma exposição encontrada em pacientes, sem funcionar como ponto de partida ou teto aceitável. Em doses altas, os problemas podem envolver pressão, colesterol, formação de placas nas artérias e alterações no músculo cardíaco.

Um estudo dinamarquês publicado em 2025 acompanhou 1.189 homens identificados como usuários de anabolizantes e 59.450 homens da população geral. O acompanhamento médio foi de 11 anos. O aumento do risco variou conforme a doença, em vez de ficar em “três vezes” para qualquer problema cardíaco.

Problema avaliado

Risco relativo ajustado nos usuários

Infarto

3,0 vezes

Doença do músculo cardíaco, ou cardiomiopatia

8,9 vezes

Insuficiência cardíaca

3,6 vezes

Arritmias

2,3 vezes

Coágulos nas veias, ou tromboembolismo venoso

2,4 vezes

São associações observadas em uma população, e não a chance individual de um usuário ter cada doença. O estudo também tem limites relacionados a outros hábitos e substâncias usados pelos participantes. Ainda assim, mostra que a preocupação ultrapassa uma alteração isolada no exame de colesterol.

Outro ponto é o aumento das hemácias, as células vermelhas do sangue. O hemograma permite acompanhar o hematócrito, que indica a proporção do sangue ocupada por essas células. Quem também usa hormônio do crescimento acrescenta outra preocupação: a glicemia, ou quantidade de açúcar no sangue.

Tratar pressão e colesterol elevados pode reduzir problemas específicos. A supressão de espermatozoides, os efeitos no humor e a qualidade do produto continuam exigindo avaliação.

Trembolona e o risco do produto clandestino

Um paciente mais velho, magro e em recuperação de uma cirurgia nas costas contou que, nos anos 1980 e 1990, usava pellets veterinários para preparar trembolona injetável em casa. A preparação acontecia na cozinha e envolvia filtros de café. A história mostra como a aparência de uma pessoa pode esconder um passado de uso e como a origem do produto acrescenta risco.

O acetato de trembolona tem uso veterinário em implantes para bovinos. Os testes que permitem esse uso e avaliam resíduos em alimentos respondem perguntas diferentes das necessárias para administrar a substância a uma pessoa. Um frasco clandestino também deixa dúvidas sobre identidade, concentração e esterilidade.

Sem controle adequado de fabricação, há risco de contaminação por bactérias, toxinas ou outras impurezas, inclusive metais. A potência para aumentar músculo não resolve nenhuma dessas perguntas. Para comparar mecanismos e efeitos adversos dos compostos, o orientador de fármacos organiza essas informações por substância.

Alterações de humor e comportamento também entram na avaliação. Afirmações sobre perda de tecido cerebral causada especificamente pela trembolona em humanos exigem evidência que ainda é insuficiente. A preocupação neuropsiquiátrica deve ser considerada sem transformar uma hipótese em consequência inevitável.

A dependência pode manter o uso apesar dos problemas

Cerca de 30% dos usuários desenvolveram dependência nas amostras reunidas por uma revisão publicada em 2009. A seleção dos participantes pode influenciar essa estimativa.

A dependência pode envolver dificuldade de interromper o uso, continuidade apesar dos prejuízos e sofrimento quando o físico ou a disposição mudam. O resultado chega aos poucos, com o ganho de músculo, em vez de depender de uma intoxicação imediata. Essa recompensa pode alimentar a decisão de prolongar o uso ou aumentar a dose.

Uma consulta também precisa acolher quem já usa e nunca fez exames. Identificar os problemas e planejar a interrupção ou o tratamento das consequências faz parte da redução de danos. O vínculo com o atendimento permite discutir decisões que a pessoa talvez escondesse por medo de julgamento.

A fertilidade pode demorar meses ou anos para voltar

Com testosterona ou outros andrógenos circulando em excesso, o cérebro reduz os sinais enviados aos testículos. O LH participa do estímulo à produção de testosterona, e o FSH participa da produção de espermatozoides. Quando esses sinais caem, a contagem de espermatozoides pode diminuir muito ou chegar a zero, situação chamada azoospermia.

Isso pode acontecer até durante reposição de testosterona em níveis fisiológicos. A pessoa pode ter libido e ereções enquanto a produção de espermatozoides está suprimida. Por isso, planejar filhos muda a decisão sobre iniciar ou continuar testosterona.

Recuperar a contagem é diferente de voltar ao ponto inicial

Imagine um homem que começa com 80 milhões de espermatozoides por mL, passa a zero durante o uso e depois chega a 20 milhões por mL. Houve recuperação, mas ele voltou a um quarto da concentração original. A chance de gravidez depende também de motilidade, qualidade dos espermatozoides e fatores do casal, e não cai necessariamente na mesma proporção.

Após interromper o uso, uma janela clínica de 6 meses a 2 anos ajuda a entender por que a recuperação dos espermatozoides pode ser longa. O prazo varia com o histórico de uso e a função testicular anterior. O estudo HAARLEM, com 100 homens, encontrou recuperação da testosterona em cerca de 3 meses na maioria, enquanto a produção de espermatozoides levou aproximadamente 1 ano.

No fim do acompanhamento, realizado 1 ano após o início do ciclo, 34% dos homens avaliados ainda tinham contagem total abaixo de 40 milhões de espermatozoides. Esse resultado mostra recuperação incompleta naquele momento, sem provar infertilidade permanente. Medir testosterona no sangue e fazer espermograma respondem perguntas diferentes.

Por que quatro semanas de TPC podem ficar aquém

Uma terapia pós-ciclo, ou TPC, de 4 semanas tem duração muito menor do que o tempo de recuperação observado em muitos pacientes. O resultado precisa ser conferido com hormônios e espermograma. A libido pode melhorar antes de a produção de espermatozoides se recuperar.

Entre as estratégias clínicas relatadas estão hCG, que imita parte da ação do LH, e citrato de clomifeno, que pode estimular os sinais hormonais do próprio organismo. O acompanhamento da resposta ao tratamento pode durar inicialmente de 3 a 6 meses, com relatos de recuperação por volta de 6 a 7 meses. Quando a resposta é insuficiente, o FSH pode entrar no tratamento, com custo maior.

Esses períodos descrevem uma sequência de atendimento e exigem ajuste conforme a resposta. A escolha depende dos exames, do tempo disponível para tentar uma gestação e do problema encontrado. A recuperação de um paciente serve como caso clínico, sem promessa para todos os outros.

O estudo em que 74% melhoraram com hCG e FSH

Uma pesquisa publicada em 2025 analisou retrospectivamente 77 homens com histórico de testosterona que procuraram tratamento de fertilidade. Com hCG e FSH, 74% tiveram melhora na concentração de espermatozoides. Entre os 50 que interromperam a testosterona e os 27 que a mantiveram, a proporção de melhora foi a mesma.

O resultado abre uma possibilidade para situações clínicas específicas. O desfecho foi melhora da concentração, sem demonstrar retorno ao valor anterior ou gravidez em 74% dos casos. A diretriz de infertilidade masculina da AUA/ASRM, atualizada em 2024, orienta evitar testosterona exógena em homens interessados em fertilidade atual ou futura e considera limitada a evidência para preservá-la com associações hormonais.

Testosterona alta: o número e o momento da coleta importam

A produção natural de testosterona é estimada em cerca de 4 a 9 mg por dia. No exame de sangue, faixas como 300 a 1.000 ng/dL ou 300 a 800 ng/dL dependem do laboratório e do método. A quantidade produzida em miligramas e a concentração sanguínea em ng/dL são medidas diferentes.

Uma concentração persistentemente acima da faixa fisiológica exige atenção. Um pico de 1.100 ou 1.200 ng/dL após uma aplicação ou um implante tem interpretação diferente de uma elevação mantida. O momento da coleta em relação à administração faz parte dessa análise, e 1.000 ng/dL não funciona como uma linha universal entre segurança e perigo.

Também existe um limite para o benefício sexual. Se a libido melhorou em torno de 600 ng/dL, passar a 1.200 não significa dobrar o desejo, nem chegar a 1.800 significa triplicá-lo. Esse é um exemplo ilustrativo de como o benefício pode estabilizar, enquanto aumentar a exposição continua acrescentando riscos.

O músculo pode continuar respondendo ao aumento da exposição hormonal. Essa resposta ajuda a explicar a tentação de subir doses quando o ganho desacelera. O objetivo estético acaba avançando além do ponto necessário para tratar uma deficiência.

Na outra ponta, sintomas com resultados de 350 ou 400 ng/dL merecem investigação. A avaliação considera sintomas, contexto e medidas repetidas, em vez de prescrever a partir de um único número. A diretriz da AUA usa menos de 300 ng/dL como apoio diagnóstico e recomenda duas coletas em manhãs diferentes, junto da avaliação clínica.

O físico das redes pode empurrar a dose para cima

Uma foto pode juntar iluminação favorável, filtro, alimentação ajustada e desidratação para aquele instante. Quem compara esse recorte com o próprio corpo todos os dias pode perseguir um padrão que nem a pessoa fotografada mantém o tempo todo. Quando o resultado parece insuficiente, aumentar a dose vira uma resposta possível a essa pressão.

A preocupação fica maior quando a insatisfação ocupa a rotina, afeta relações ou impede reconhecer o próprio progresso. Na dismorfia muscular, a pessoa pode se perceber pequena ou inadequada mesmo com um físico desenvolvido. Ansiedade, depressão e sofrimento com a imagem corporal precisam entrar no cuidado, incluindo avaliação de saúde mental quando houver esses sinais.

O que levar à consulta e o que acompanhar

Se você usa ou já usou anabolizantes, leve um histórico completo a um profissional habilitado. Nome dos compostos, dose em mg, frequência, duração e outras substâncias ajudam a interpretar os exames e a planejar o cuidado. Esconder um oral ou omitir o hormônio do crescimento pode deixar parte do problema fora da avaliação.

  • Pressão e colesterol: acompanhar pressão arterial, HDL e LDL.

  • Sangue, fígado e rins: avaliar hemograma, hematócrito e função hepática e renal conforme a exposição.

  • Hormônios: considerar testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol conforme a questão clínica.

  • Fertilidade: informar quando pretende ter filhos e avaliar o espermograma, além dos hormônios.

  • Outras substâncias: registrar GH, SARMs e demais agentes usados, incluindo os vendidos como auxiliares.

  • Sexo e saúde mental: contar mudanças de ereção, libido, humor e dificuldade de interromper o uso.

Esse roteiro organiza a conversa, e a frequência dos exames depende do caso. O cuidado pode começar mesmo quando a pessoa ainda tem dificuldade de parar.

Antes de aumentar a dose, reveja sua rotina

Quando o físico parece ter parado de mudar, vale rever a rotina antes de buscar outra substância. Propostas de biohacking devem apresentar dados de segurança, além de benefícios prometidos. Pessoas com mais dinheiro e tempo conseguem sustentar rotinas difíceis de repetir para quem trabalha em dois empregos ou tem horários imprevisíveis. Uma estratégia útil precisa caber nessa realidade.

Preparar a marmita é um exemplo concreto: pode economizar tempo, reduzir gastos e melhorar o controle da alimentação. Treino, sono e redução do estresse completam a base. Para montar refeições com quantidades compatíveis com seu objetivo, você pode calcular seus macronutrientes e ajustar as escolhas à rotina.

O relatório de tempo de tela também pode revelar espaço para mudanças. Se o aplicativo mostra cerca de 4 horas diárias no celular, você tem uma informação concreta para decidir o que reorganizar.

Conclusão

Anabolizantes podem produzir ganho muscular expressivo, e essa eficácia ajuda a manter o uso. A decisão precisa incluir os efeitos sobre coração, fígado, sexo, fertilidade e saúde mental. Uma contagem de espermatozoides que voltou a subir ou um colesterol tratado responde apenas a parte dessa avaliação.

A redução de danos começa por acolher quem usa, distinguir tratamento hormonal de exposição para ganhar desempenho e acompanhar consequências concretas. Também exige reconhecer que recuperação pode levar meses ou anos e ficar incompleta. Cuidar do físico inclui olhar para o que o espelho deixa de mostrar.

FAQ

Como os anabolizantes aumentam a massa muscular?

Eles ativam receptores dentro das células e alteram sinais ligados à produção de proteínas musculares. Isso pode aumentar o crescimento dos músculos e a força. Como esses receptores existem também em outros tecidos, os efeitos alcançam órgãos além do músculo.

Anabolizantes fazem mal?

Podem causar danos ao coração, ao fígado, à produção de espermatozoides e à saúde mental. O risco depende do composto, da dose, do tempo de uso e das combinações. Ganhar músculo ou se sentir bem durante o uso pode acontecer enquanto pressão, colesterol ou fertilidade já estão alterados.

Anabolizantes podem causar hepatite?

Podem causar lesão no fígado, especialmente compostos como oxandrolona e stanozolol. Uma forma típica é a colestase, em que a bile tem dificuldade de sair do fígado e pode provocar pele amarelada e coceira. Esse dano pelo medicamento tem causa diferente das hepatites provocadas por vírus.

Anabolizantes podem causar infertilidade?

Sim. Eles podem reduzir os sinais hormonais que mantêm a produção de espermatozoides, até zerar a contagem. Ter ereção e libido preservadas durante o uso não permite saber se a fertilidade está preservada, e o espermograma ajuda a verificar a produção de espermatozoides.

Anabolizantes podem causar cardiomiopatia hipertrófica?

Anabolizantes podem engrossar o músculo do coração e prejudicar seu funcionamento. No estudo dinamarquês, o risco de cardiomiopatia foi maior, mas o resultado reuniu doenças do músculo cardíaco e não identificou todas como cardiomiopatia hipertrófica. Alterações relacionadas ao uso também precisam ser diferenciadas da doença hereditária que recebe esse nome.

O que é TRT e como ela se relaciona com anabolizantes?

TRT é a terapia de reposição de testosterona para tratar uma deficiência hormonal diagnosticada. A testosterona é um esteroide anabolizante, mas o objetivo da reposição é corrigir a deficiência com acompanhamento. Mesmo nesse contexto, ela pode suprimir espermatozoides, por isso o plano de ter filhos precisa ser discutido antes.

O que é aromatizar anabolizantes?

É a transformação de parte da testosterona em estradiol, um hormônio do grupo dos estrogênios. A enzima que faz essa conversão se chama aromatase. Nem todo anabolizante passa por essa transformação.

Referências

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