Gerador de protocolo hormonal
O gerador de protocolo hormonal cria um planejamento simulado, estratégico e informativo, com base no seu perfil, exames, condições de saúde e objetivo. Ele atua como uma ferramenta auxiliar para redução de danos, apontando riscos específicos, toxicidade, meia-vida das drogas e interações. Trata-se de uma ferramenta de apoio que não substitui a avaliação, o diagnóstico e a prescrição individualizada de um médico endocrinologista (Resolução CFM nº 2.333/2023). E sempre vale lembrar que os efeitos colaterais sempre estarão presentes, em maior ou menor grau, por mais bem elaborado que tenha sido o protocolo de uso. Este gerador utiliza algoritmos pré-definidos enão utiliza inteligência artificial para produzir os resultados, eliminando o risco de alucinações. Todavia, como qualquer ferramenta de estimativa, pode conter imprecisões. Revise sempre os resultados com um profissional de saúde habilitado.
Dados corporais
Define o limite de dosagens, travas de segurança e emite alertas rigorosos sobre riscos de virilização irreversível.
Pessoas obesas não devem realizar ciclos anabólicos recreativos. O excesso de gordura corporal amplifica a aromatização (conversão de testosterona em estradiol), eleva o risco cardiovascular e compromete a sensibilidade insulínica — tornando qualquer protocolo de performance ineficaz e perigoso. Nesses casos, apenas a TRT pode ser clinicamente justificada. Não sabe seu percentual? Use nossas calculadoras de percentual de gordura corporal (%GC).
A precisão deste dado ajuda o algoritmo a prever e alertar sobre taxas de conversão (aromatização) em estradiol.
Meta e experiência
- TRT: O sistema bloqueará o protocolo se seus exames não justificarem a reposição clínica.
- Estética e Fisiculturismo: Os protocolos refletem práticas e costumes do esporte, acompanhados de alertas severos de saúde.
- Iniciante: Até 1 ano treinando. Seu corpo responde muito bem e você ganha força rápido.
- Intermediário: 1 a 3 anos. Seus estímulos estagnaram um pouco mas você já sabe a mecânica correta.
- Avançado: +3 anos sólidos. Você domina todo o ambiente e técnica.
- Nota: Este campo define o "teto de dose" do algoritmo. Doses avançadas para iniciantes multiplicam colaterais sem ganho proporcional de hipertrofia. Ao selecionar uma opção que revele experiência, será aberto um novo campo para que você possa informar sobre o seu histórico de uso de hormônios (tipos e colaterais).
Marque os sintomas que você experimenta atualmente (relevante para avaliação de TRT):
Estilo de Vida
A privação de sono afeta a recuperação, amplifica colaterais e piora a sensibilidade à insulina.
O uso frequente prejudica o eixo HPT e sobrecarrega o fígado, especialmente letal se combinado com orais.
Dieta ruim sob hormônios exponencia o risco de inflamação e dislipidemia (perfil lipídico desregulado).
Condições de Saúde e Histórico Médico
Marque todas as opções aplicáveis. O uso de andrógenos apresenta riscos gravemente majorados para portadores das condições abaixo. O sistema utilizará esses dados para emitir bloqueios ou alertas de segurança vitais.
Cardiovasculares & hematológicas
Hepáticas & renais
Psiquiátricas & neurológicas
Oncológicas & respiratórias
Hormonal & metabólica
Medicamentos em Uso (Interações)
Selecione os fármacos que você utiliza regularmente. Algumas combinações podem gerar sobrecarga hepática, alterar a eficácia de tratamentos em curso ou desencadear interações perigosas quando somadas ao uso de andrógenos.
Influencia a recomendação de hCG e a cautela com compostos 19-nor.
Andrógenos elevam a PA. Trembolona, Boldenona e Estanozolol têm impacto mais intenso.
Painel de Exames Laboratoriais
Indique como estão seus marcadores no último exame de sangue. O intervalo "Normal" já vem pré-selecionado para facilitar. Se não fez exames recentes, mantenha como está, mas esteja ciente de que os riscos podem ser subestimados.
Principal hormônio androgênico. Reflete a produção global. Valores de referência comuns: Homens (300 a 1000 ng/dL), Mulheres (15 a 70 ng/dL).
É a fração bioativa disponível nos tecidos. Padrão laboratorial brasileiro: pg/mL. Referência aproximada para homens: 50–250 pg/mL.
Formado pela conversão (aromatização) da testosterona. Ajuda nas articulações, mas em excesso pode dar ginecomastia. Homens (< 40 pg/mL).
Pode subir devido a estresse ou uso de 19-nor (Deca, Trembolona). Valores altos inibem libido. Valores comuns: Homens (2 a 15 ng/mL).
Concentração de células no sangue. Valores > 50-54% deixam o sangue viscoso e aumentam riscos cardiovasculares. Homens (40% a 50%).
Andrógenos reduzem o HDL. Referência: homem >40 mg/dL, mulher >50 mg/dL.
Andrógenos elevam o LDL. Ideal: <100 mg/dL; aceitável: <130 mg/dL.
Triglicerídeos acima de 500 mg/dL representam risco de pancreatite aguda.
Transaminase oxaloacética. Elevação leve pode ser pós-treino; elevação >80 é sinal de alerta hepático.
Marcador mais específico de lesão hepatocelular. Risco comum com esteroides orais 17-aa.
GGT elevada isoladamente pode indicar consumo frequente de álcool, que amplifica a hepatotoxicidade dos esteroides.
Essencial: mostra se o corpo está sinalizando produção de testosterona. É o principal marcador para identificar se o eixo HPT está ativo ou inibido.
Complementa a avaliação do eixo pelo LH. Diretamente ligado à espermatogênese e fundamental para a avaliação da fertilidade.
Muito negligenciado, mas define quanta testosterona está efetivamente livre e disponível ("bioativa"). Influencia muito a resposta ao uso exógeno.
Marcador da tireoide. Regula todo o metabolismo, ditando a resposta ao cutting e a sensibilidade geral às drogas.
Contexto metabólico. Níveis altos indicam pior particionamento de nutrientes e aumentam severamente riscos no uso de GH ou superávit calórico.
Essencial para usuários de TRT que fazem flebotomia frequente. Ferritina baixa + hematócrito alto indica anemia ferropriva mascarada.
Média glicêmica dos últimos 90 dias. Mais preciso que a glicemia de jejum para rastrear pré-diabetes e diabetes. Influencia uso de GH e insulina exógena.
Marcador indireto da ação do GH. Indispensável para quem usa Somatropina — orienta ajuste de dose e detecção precoce de acromegalia.
Coletar pela manhã em jejum. Cortisol alto = estado catabólico → anabolizantes têm resposta reduzida. Cortisol baixo pode indicar supressão adrenal por corticosteroides.
Marcador renal crítico para protocolos longos (TRT, B&C). Trembolona tem nefrotoxicidade documentada — creatinina elevada é contraindicação. Referência: H < 1,3 mg/dL / M < 1,1 mg/dL.
Referência clínica padrão. Valores entre 2,5 e 4,0 ng/mL em homens jovens são comuns e não indicam necessariamente problema. Obrigatório em protocolos de longo prazo (TRT, Blast & Cruise).
Estratégia e Preferências (Opcional)
- Automática: O sistema analisa suas variáveis e propõe o protocolo com menor risco de danos.
- Ciclo Curto: Períodos de uso breves (ex: 4-8 semanas), voltados para ganhos rápidos e menor supressão do eixo hormonal.
- Ciclo Longo: Períodos estendidos (ex: 10-16 semanas), focados na consolidação de ganhos mais sólidos.
- Blast & Cruise: Uso ininterrupto alternando entre doses suprafisiológicas (Blast) e de manutenção (Cruise).
- Conselho: Seja realista com esta escolha. Ela é que vai definir a agressividade do sistema nas dosagens durante o cálculo do protocolo.
- Drogarias: Permite apenas fármacos legais, com controle rigoroso de qualidade e mg/mL precisos (ex: Durateston, Deposteron, Oxandrolona).
- Veterinário: Inclui compostos originalmente para uso animal, amplamente usados na área (ex: Boldenona).
- Underground: Inclui o mercado negro/paralelo, admitindo esteroides como Trembolona e Masteron, assumindo alto risco de subdosagem ou contaminação.
O sistema tentará priorizar esses fármacos no seu planejamento, desde que façam sentido clínico e estético.
Compostos como SARMs (Ostarina, Ligandrol, RAD-140), Clenbuterol, T3 (Liotironina), peptídeos secretagogos de GH (GHRP-2, Ipamorelin, CJC-1295), BPC-157, Insulina e Fluoximesterona (Halotestin) somente são incluídos no protocolo se adicionados manualmente aqui — seja pela ausência de respaldo científico consolidado em humanos, seja pelo risco extremamente elevado que exige decisão consciente e explícita do usuário.
Indique aqui as drogas que você deseja excluir completamente das opções do algoritmo, seja por má experiência anterior ou preferência.
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Nossas ferramentas podem ser muito complexas e precisam estar em constante evolução dos algoritmos avançados. Se você notar qualquer comportamento inesperado, erro de cálculo, informação incorreta, ou bug de qualquer natureza, o seu feedback é fundamental para a melhoria das ferramentas. Por favor, reporte o bug no nosso fórum.
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O que é o Gerador de Protocolo Hormonal
O Gerador de Protocolo Hormonal é uma ferramenta clínica-educacional desenvolvida para montar protocolos de esteroides anabolizantes e hormônios de forma individualizada, "segura" e baseada em evidências. Diferente de planilhas genéricas ou protocolos copiados de fóruns, o gerador cruza mais de 30 variáveis do seu perfil — exames laboratoriais, histórico de saúde, objetivo, nível de experiência, estilo de vida e preferências de compostos — antes de montar qualquer sugestão de protocolo hormonal.
O resultado é um protocolo personalizado com compostos, dosagens, duração, suporte farmacológico (auxiliares), terapia pós-ciclo (TPC) e uma análise clínica detalhada dos riscos e do monitoramento necessário. Quando o gerador identifica que um protocolo seria extremamente perigoso para o seu perfil, ele bloqueia a geração e explica exatamente o motivo — com orientações concretas sobre o que fazer antes de tentar novamente.
Um aviso importante: esta ferramenta tem caráter exclusivamente educacional e informativo. Nenhuma informação aqui apresentada constitui prescrição médica. O uso de esteroides anabolizantes sem acompanhamento médico é ilegal e envolve riscos cardiovasculares, hepáticos, endócrinos e psiquiátricos reais. Consulte um médico especializado antes de iniciar qualquer protocolo. E se for um atleta competitivo, também consulte seu coach.
Para Quem É Este Gerador
O gerador foi desenvolvido para adultos que já tomaram a decisão de usar ou estudar o uso de esteroides anabolizantes e buscam fazer isso com o máximo de informação disponível. Não é uma ferramenta de incentivo ao uso — é o oposto: um sistema que mapeia riscos individuais, impõe bloqueios clínicos quando necessário e entrega o conhecimento que normalmente só é dominado por endocrinologistas experientes em medicina do esporte.
Perfis para quem o gerador foi projetado:
Atletas e praticantes de musculação com experiência em treinamento resistido
Pessoas em acompanhamento médico que querem entender melhor as opções disponíveis
Usuários experientes que desejam uma segunda opinião baseada em dados antes de fechar um protocolo
Profissionais de saúde e pesquisadores que querem uma referência prática de interações e contraindicações
Como Usar o Gerador Passo a Passo
1. Dados Pessoais e Físicos
Informe sexo biológico, idade, peso, altura e percentual de gordura corporal (BF%). Esses dados são a base para a seleção de dosagens, estratégia de ciclo e avaliação de riscos cardiovasculares. O BF% é especialmente crítico: o gerador impõe bloqueios automáticos para perfis incompatíveis com o objetivo informado (ex: BF acima de 28% com objetivo de bulking é bloqueado por risco metabólico e cardiovascular elevado).
2. Objetivo e Estratégia
Selecione seu objetivo principal:
Bulking — ganho de massa muscular e volume
Cutting — definição e preservação de massa magra em déficit calórico
Pré-competição (Precontest) — protocolo de finalização para competidores com BF já baixo
TRT (Terapia de Reposição Hormonal) — reposição de testosterona para homens com hipogonadismo confirmado por exame
Em seguida, escolha a estratégia de ciclo:
Automático — o gerador escolhe a estratégia mais adequada para o seu perfil
Ciclo curto (8–10 semanas) — indicado para iniciantes e primeiros ciclos
Ciclo padrão (12–16 semanas) — o mais comum para intermediários
Ciclo longo (16–20 semanas) — para avançados com objetivos específicos
Blast & Cruise — ciclos contínuos sem TPC; contraindicado para iniciantes
3. Nível de Experiência
O gerador diferencia cinco níveis de experiência:
Nenhum (Iniciante absoluto): Primeiro contato com esteroides. Protocolos mínimos, compostos únicos, sem stacks complexos.
Iniciante: Um ou dois ciclos anteriores. Perfil de experiência limitada, doses conservadoras.
Intermediário: Histórico de ciclos bem conduzidos. Stacks de dois compostos, dosagens moderadas.
Avançado: Múltiplos ciclos, conhecimento das respostas individuais. Acesso a compostos mais potentes.
Elite: Atletas de alto rendimento ou usuários de longa data. Protocolos mais complexos com GH e stacks múltiplos.
4. Perfil de Aderência
Indica o quanto você prioriza segurança versus performance no protocolo:
Segurança: compostos mais brandos, doses mínimas eficazes, suporte farmacológico extenso
Equilíbrio: balanço entre eficácia e perfil de risco
Performance: máximo resultado aceito risco elevado, compostos mais potentes
5. Exames Laboratoriais
Esta é a seção mais importante do gerador. Os exames transformam um protocolo genérico em um protocolo "seguro" (menos arriscado) para você. Informe o status (normal, alterado, alto, baixo) e, quando disponível, o valor exato de cada exame:
Testosterona Total: Determina se TRT é clinicamente indicada. Valores normais bloqueiam TRT automática.
Testosterona Livre: Avalia biodisponibilidade efetiva dos andrógenos. Cruza com SHBG.
Estradiol (E2): Controla risco de ginecomastia e define se inibidor de aromatase é necessário.
Hematócrito: Hematócrito elevado (>52%) contraindica Boldenona e Trembolona — risco de trombose.
PSA: PSA elevado contraindica compostos DHT-derivados como Trembolona e Masteron — risco de progressão de hiperplasia prostática.
LH e FSH: Avalia função do eixo hipotálamo-hipófise-testicular (HPT).
Prolactina: Prolactina alta contraindica compostos 19-nor (Nandrolona, Trembolona).
SHBG: Alto SHBG → ésteres longos e protocolos menos frequentes. Baixo SHBG → propionato e aplicações mais frequentes.
Glicemia: Glicemia elevada contraindica GH (Somatropina) — risco de diabetes.
TGO, TGP e GGT: Enzimas hepáticas elevadas bloqueiam orais 17-alfa-alquilados.
HDL e LDL: Perfil lipídico comprometido pode bloquear Stanozolol e ajustar Anastrozol.
Triglicerídeos: Triglicerídeos muito elevados contraindica compostos de alta retenção hídrica.
TSH: TSH fora do range sugere disfunção tireoidiana que interfere na resposta metabólica ao ciclo.
6. Condições de Saúde Preexistentes
Informe diagnósticos confirmados:
Hipertensão: Altera escolha de compostos vasoativos.
Esteatose hepática / Hepatite: Bloqueia todos os orais hepatotóxicos.
Doença renal: Protocolo adaptado com monitoramento extra.
Transtorno bipolar / Ansiedade: Trembolona é contraindicada por efeito psiquiátrico comprovado.
Apneia do sono: Risco aumentado com andrógenos em doses altas.
7. Estilo de Vida
Sono: Sono insatisfatório amplifica risco cardiovascular e reduz recuperação.
Álcool: Consumo frequente + orais 17aa = hepatotoxicidade multiplicada; gera alerta crítico no protocolo.
Pressão arterial atual: O gerador diferencia cinco estados: normal, elevada, estágio 1, estágio 2 e descontrolada. Hipertensão descontrolada bloqueia qualquer protocolo.
8. Fertilidade
O gerador pergunta sobre sua intenção reprodutiva:
Sem preocupação: Protocolo padrão.
Preservar fertilidade: hCG intra-ciclo obrigatório.
Tentando conceber ativamente: Alerta crítico; protocolo inclui hCG, mas reforça que o uso representa risco direto ao planejamento reprodutivo.
Vasectomizado: Exclui necessidade de proteção de eixo reprodutivo.
9. Preferências de Compostos
Você pode indicar compostos preferidos (que o algoritmo tentará incluir, respeitando as contraindicações clínicas) e compostos indesejados (que serão removidos do protocolo). O gerador informa claramente quando um composto preferido não pôde ser incluído — e explica o motivo clínico.
O que o Gerador Analisa e Decide
Motor de Seleção de Compostos
O gerador utiliza um banco de dados com mais de 15 compostos anabolizantes, cada um com perfil completo de aromatização, androgenicidade, hepatotoxicidade, impacto eritropoiético (hematócrito), impacto lipídico, supressão do eixo HPT e disponibilidade de mercado. A seleção é feita em camadas:
Bloqueios absolutos: Condições de saúde que eliminam categorias inteiras de compostos (hepatite → sem orais; PSA alto → sem DHT-derivados; prolactina alta → sem 19-nor).
Filtro por objetivo: Compostos inadequados para o objetivo são excluídos (ex: Dianabol não é indicado para precontest).
Filtro por experiência: Iniciantes não recebem Trembolona, Hemogenin ou stacks complexos.
Filtro por disponibilidade: Compostos raramente encontrados são evitados conforme a fonte de mercado informada.
Preferências do usuário: Compostos preferidos são inseridos quando clinicamente viáveis; indesejados são removidos com explicação.
Compostos Disponíveis no Banco de Dados
Injetáveis:
Testosterona: Em suas formas Cipionato, Enantato, Propionato, Decanoato (Durateston®), Undecanoato (Nebido®) e Suspensa. Base obrigatória de qualquer ciclo masculino.
Nandrolona (Deca-Durabolin®, NPP): Composto 19-nor de ganho de massa e proteção articular. Contraindicada com prolactina elevada.
Trembolona (Acetato, Enantato, Parabolan®): O andrógeno mais potente por miligrama. Contraindicada em psiquiatria, PSA elevado e hematócrito alto.
Boldenona (Equipoise®): Vascularização e ganho seco. Contraindicada com hematócrito elevado.
Drostanolona (Masteron®): Precontest, anti-estrogênico leve. Contraindicada com PSA elevado.
Metenolona (Primobolan Depot®): Ganho seco de qualidade, perfil de segurança favorável para mulheres.
Orais:
Oxandrolona (Anavar®): O composto mais seguro clinicamente, especialmente para mulheres. Baixa hepatotoxicidade.
Metandrostenolona (Dianabol®): Kickstart clássico. Alta aromatização e hepatotoxicidade moderada.
Estanozolol (Winstrol®): Dureza muscular e força. Altamente hepatotóxico independente da via. Impacto severo em HDL.
Oximetolona (Hemogenin®): Volume e força máximos. Hepatotoxicidade muito alta. Restrito a avançados/elite.
Mesterolona (Proviron®): Controle de SHBG e libido. Não supressor. Baixa hepatotoxicidade.
Turinabol®: Ganho seco sem retenção hídrica. Perfil intermediário de hepatotoxicidade.
Fluoximesterona (Halotestin®): Uso restrito a elite por toxicidade extrema.
Peptídeos e hormônios:
Somatropina (GH): lipólise, recuperação, composição corporal. Contraindicada com glicemia elevada.
Composto de acesso restrito (via preferência explícita):
Insulina: presente no banco de dados mas nunca sugerida automaticamente. Só entra no protocolo se o usuário a requisitar explicitamente como composto preferido, e apenas se o nível de experiência for avançado ou elite e a glicemia estiver normal. Quando incluída, o gerador exibe um bloco de segurança completo com protocolos de análogos rápidos (Lispro, Asparte) e regulares, dosagens peri-treino, regras obrigatórias de ingestão de carboidratos e alertas sobre risco de morte por choque hipoglicêmico. Iniciantes e intermediários são bloqueados independentemente da solicitação.
Auxiliares Farmacológicos
Para cada protocolo válido, o gerador monta automaticamente a lista de auxiliares necessários:
Anastrozol / Exemestano: Protocolo com compostos aromatizáveis; dose ajustada por BF%, E2 e perfil lipídico.
Cabergolina: Compostos 19-nor com prolactina elevada ou borderline.
hCG: Ciclos longos (≥12 semanas), intenção de fertilidade, Blast & Cruise.
NAC + Silimarina: Qualquer oral hepatotóxico ou consumo de álcool informado.
Tamoxifeno / Clomifeno: TPC para ciclos que suprimem o eixo HPT.
Terapia Pós-Ciclo (TPC)
A TPC é gerada automaticamente para todos os protocolos não-TRT. O gerador determina:
Quando iniciar: Calculado pela meia-vida do composto de maior duração no protocolo.
Quais fármacos: Tamoxifeno, Clomifeno ou combinação; hCG pré-TPC para ciclos com 19-nor.
Duração da TPC: Proporcional ao tempo e intensidade do ciclo.
Janela de monitoramento: Exames de LH, FSH, Testosterona e Estradiol para confirmar religue do eixo.
Em protocolos TRT, a TPC não é incluída — o objetivo é a reposição contínua, não a recuperação do eixo.
Bloqueios Clínicos — Quando o Protocolo Não É Gerado
O gerador recusa gerar um protocolo em situações onde o risco é considerado inaceitável. Em vez de uma mensagem de erro simples, ele entrega um bloco estruturado explicando o motivo, a fisiologia por trás da decisão e o que você pode fazer para mudar o cenário.
Bloqueios implementados:
Hipertensão descontrolada: Risco imediato de AVC e infarto com qualquer vasoconstritor ou composto retentor de sódio.
Iniciante + Blast & Cruise: Supressão permanente do eixo HPT antes de conhecer a resposta individual aos andrógenos.
BF ≥ 28% com qualquer objetivo: Risco cardiovascular e metabólico elevado; excesso de aromatização aumenta complicações.
BF > 18% com objetivo de pré-competição: Compostos de precontest não produzem o efeito visual esperado fora do BF adequado.
TRT com testosterona normal: Supressão do eixo sem indicação clínica; caracteriza uso estético sem justificativa médica.
Condições absolutas (hepatite ativa, doença renal grave, psicose ativa): Contraindicação médica absoluta.
Preferências incompatíveis com o perfil: Usuário rejeitou todos os compostos clinicamente viáveis para seu objetivo.
Para cada bloqueio, o gerador exibe:
O motivo clínico detalhado
A fisiologia explicada em linguagem acessível
O que você pode fazer agora para resolver a situação
Análise Clínica do Protocolo
Além da lista de compostos, todo protocolo válido inclui:
Visão Geral
Texto narrativo explicando a lógica clínica por trás das escolhas — por que esse composto para esse objetivo, por que essa dosagem para esse perfil.
Riscos e Colaterais Específicos
Riscos individuais de cada composto selecionado, cruzados com o perfil do usuário. Não uma lista genérica — os riscos são filtrados pelo que é relevante para aquele protocolo específico.
Projeções Estimadas ao Final do Ciclo
Com o banco de dados completo e os exames pré-ciclo, o gerador projeta:
Hematócrito estimado: Ao final do ciclo com base nos compostos eritropoiéticos incluídos.
HDL estimado: Considerando o impacto de cada composto no perfil lipídico.
Risco de E2 elevado: Quando compostos aromatizáveis estão presentes sem inibidor de aromatase.
Monitoramento Recomendado
Lista de exames e frequência de monitoramento durante o ciclo, baseada nos compostos incluídos e nas condições de saúde preexistentes.
Lógica de Decisão
Camada explicativa que descreve as principais decisões tomadas pelo algoritmo — por que foi escolhido esse éster de testosterona, por que a cabergolina foi incluída ou omitida, por que essa estratégia de ciclo.
Riscos Universais
Seção dedicada aos riscos comuns a todos os esteroides anabolizantes, independente do protocolo:
Supressão do eixo HPT e impacto na fertilidade: Comprometimento da produção endógena hormonal e possível redução da fertilidade.
Risco cardiovascular (espessamento ventricular, impacto lipídico): Aumento do risco de alterações cardíacas e piora do perfil lipídico.
Impacto hepático: Possível elevação de enzimas hepáticas e sobrecarga do fígado.
Efeitos psiquiátricos e comportamentais: Alterações de humor, ansiedade, agressividade e outros efeitos neuropsicológicos.
Dependência endócrina: Possibilidade de necessidade contínua de uso para manutenção hormonal.
Riscos específicos por sexo (virilização em mulheres; impacto prostático em homens): Efeitos adversos distintos conforme o sexo biológico.
Protocolos para Mulheres
O gerador possui uma lógica completamente separada para usuárias femininas. Os principais diferenciais:
Compostos exclusivos: Apenas os de perfil androgênico baixo são considerados: Oxandrolona, Metenolona (Primobolan), Nandrolona NPP em doses muito baixas e Estanozolol injetável em doses mínimas para precontest.
Monitoramento de virilização: Todos os protocolos femininos incluem alertas específicos para sinais de virilização (voz, clitóris, pelos), com orientação de interrupção imediata.
Compostos absolutamente proibidos: Trembolona, Fluoximesterona, Metandrostenolona e Oximetolona são bloqueados para mulheres por risco de virilização irreversível.
TPC adaptada: A recuperação do eixo hormonal feminino segue lógica diferente e é tratada com protocolos específicos.
Sem base testosterônica obrigatória: Diferente dos ciclos masculinos, o gerador não exige testosterona base em protocolos femininos, usando Primobolan ou Nandrolona NPP como base quando necessário.
Como Interpretar os Alertas e Avisos
O gerador utiliza três níveis de comunicação de risco:
Alertas Críticos
Situações que exigem atenção imediata antes de iniciar o protocolo. Exemplos: GH com glicemia elevada, Cabergolina com antidepressivos, primeiro contato com Trembolona. Representados em vermelho no resultado.
Avisos Clínicos
Informações relevantes que não bloqueiam o protocolo mas exigem monitoramento extra. Exemplos: Boldenona com hematócrito em limite superior, Anastrozol com HDL baixo, ciclo longo sem pausas com impacto na fertilidade. Representados em laranja.
Notas de Monitoramento
Orientações de acompanhamento durante o ciclo. Frequência de exames, sinais a observar, quando buscar avaliação médica.
Banco de Dados de Compostos — Informações Técnicas
Cada composto no banco de dados possui os seguintes atributos que alimentam as decisões do algoritmo:
Índice de aromatização (0 a 1.2): Quanto o composto converte em estradiol.
Androgenicidade relativa: Comparada com testosterona (base 100).
Anabolismo relativo: Índice de construção muscular.
Hepatotoxicidade: Escala de nenhuma a muito alta.
Supressão do eixo HPT: Intensidade e reversibilidade.
Tags de risco: Cardiovascular, prostático, eritropoiético, lipídico.
Versões disponíveis: Ésteres, formas de administração, meia-vida de cada forma.
Disponibilidade: Farmácia, compounding (farmácia de manipulação), underground.
Esses atributos garantem que o gerador não selecione compostos por popularidade, mas por adequação clínica ao perfil individual.
Perguntas Frequentes
O gerador pode substituir uma consulta médica?
Não. O gerador é uma ferramenta educacional e de apoio à decisão. Nenhuma ferramenta digital substitui a avaliação clínica presencial, incluindo exame físico, histórico completo e acompanhamento longitudinal.
E se eu não tiver todos os exames?
O gerador funciona sem exames, mas os resultados são significativamente menos precisos e seguros. Campos sem exame são tratados como "não informado" — o algoritmo adota postura conservadora, mas não pode identificar contraindicações que só aparecem nos resultados laboratoriais. Exames pré-ciclo são altamente recomendados.
O protocolo gerado é personalizado de verdade?
Sim. O mesmo perfil com exames diferentes gera protocolos diferentes. Um homem avançado com hematócrito elevado não recebe Boldenona; com PSA elevado não recebe Trembolona nem Masteron; com prolactina alta não recebe Nandrolona. A personalização acontece em cada camada do algoritmo.
Por que o gerador bloqueou meu protocolo?
O sistema exibe o motivo completo do bloqueio com a justificativa clínica. Leia com atenção — o bloco de bloqueio sempre inclui orientações sobre o que fazer para resolver a situação que causou o bloqueio.
Posso confiar nas dosagens geradas?
As dosagens são referências baseadas em literatura e prática clínica estabelecida para cada perfil de experiência. Não são prescrições. Dosagens individuais devem ser ajustadas com acompanhamento médico baseado na resposta ao longo do ciclo.
O gerador funciona para TRT?
Sim, com lógica específica. Para TRT, o gerador verifica se há indicação clínica real (testosterona baixa confirmada por exame), monta um protocolo de reposição adequado (sem TPC, sem stacks) e inclui monitoramento de PSA, hematócrito e E2. TRT com testosterona normal é bloqueada.
Posso indicar compostos que quero usar?
Sim. O campo de compostos preferidos tenta incluir sua preferência respeitando todas as contraindicações clínicas. Se o composto não puder ser incluído, o gerador explica o motivo e sugere alternativas.
Por que o gerador não incluiu um composto que eu pedi?
Provavelmente por uma das seguintes razões: (1) seu perfil de exames contraindica o composto; (2) seu nível de experiência é incompatível com o composto solicitado; (3) o composto foi marcado como indesejado; (4) o composto é incompatível com o objetivo selecionado.
Limitações Conhecidas
O gerador não acessa histórico de ciclos anteriores em detalhe — informe condições acumuladas (hipertensão, esteatose) no campo de saúde para melhor personalização
Protocolos para atletas de competição regulamentada (WADA) não são o foco — compostos detectáveis e janelas de eliminação não são calculados
Interações com medicamentos são verificadas para categorias amplas (antidepressivos, anticoagulantes, hepatotóxicos) mas não para moléculas específicas
O gerador não contempla ciclos com peptídeos (além de GH) nem SARMs
Tecnologia e Metodologia
O gerador foi desenvolvido como uma ferramenta web integrada à plataforma IC5 Framework que roda o FISIculturismo.com.br. O motor de decisão é inteiramente baseado em lógica clínica estruturada — sem inteligência artificial generativa — garantindo que cada decisão seja rastreável, auditável e baseada em regras explícitas derivadas de literatura médica e prática clínica.
O sistema passou por mais de 5.000 casos de teste automatizados cobrindo desde cenários triviais (homem iniciante, bulking, sem exames) até cenários de múltiplos bloqueios simultâneos (PSA alto + prolactina alta + hematócrito alto) e preferências de compostos conflitantes com o perfil clínico. A taxa de aprovação teórica foi 100%.
Isso não quer dizer que o algoritmo seja infalível e não contenha bugs ou sugestões de protocolos abusivos. Sempre avalie as sugestões do gerador com muita precaução com o seu médico e com o seu coach.
Referências e Base Científica
As decisões do algoritmo são baseadas nas seguintes fontes de referência:
ANAND, J. S.; CHODOROWSKI, Z.; WISNIEWSKI, M.; HAJDUK, A. Severe intrahepatic cholestasis and liver failure after stanozolol usage — case report and review of the literature. Przeglad Gastroenterologiczny, v. 12, n. 3, p. 226–228, 2017. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28856252/>. Acesso em: abr. 2026.
BHASIN, S.; BRITO, J. P.; CUNNINGHAM, G. R. et al. Testosterone therapy in men with hypogonadism: an Endocrine Society clinical practice guideline. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, v. 103, n. 5, p. 1715–1744, 2018. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29562364/>. Acesso em: abr. 2026.
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Última atualização: Abril de 2026