Esteroides anabólicos: benefícios

Héverson Gomes
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Nesta edição, vamos tratar de um tema um tanto polêmico. Uns são à favor, outros são contrários. Afinal, o que são esteroides anabólicos (EAA) e para que servem? Vamos tentar esclarecer um pouco sobre este tema.

Ao contrário do que muitos pensam, EAA não é algo anormal criado por cientistas da NASA para formar homens absurdamente fortes. Eles são apenas medicamentos criados para corrigir um tipo de patologia, como outros medicamentos. Fazem mal? Sim, fazem, como qualquer outro medicamento utilizado sem prescrição e acompanhamento médico.

Mas os esteroides matam!? Quem disse? Quem comprovou? O sensacionalismo da mídia brasileira (que propaga até que suplementos alimentares causam malefícios) diz que matam. Não estou dizendo que esteroides anabólicos não causam malefícios, mas devemos propagar também os efeitos colaterais de outros medicamentos, como por exemplo: o AAS, os anti-inflamatórios, os antibióticos e por que não falarmos dos dois outros males, que quase não são mencionados, que são o cigarro e a bebida alcoólica (e que são vendidos sem receita e livremente).

Há uma diferença: os EAA causam mal para o usuário, já o cigarro para quem usa e para quem está próximo (que é obrigado a inalar a fumaça do fumante). É comprovado que esta causa mais males a quem é fumante passivo do que para o ativo.

Também é comprovado que a cada duas pessoas fumantes, uma morre pelos males causados pelo cigarro, ou seja, 50%. E o álcool? Este apresenta vários males dignos de nota, como os acidentes de trânsito com mortes, e outros vários.

Nunca ouvi dizer nos noticiários que alguém tomou esteroide e dirigiu em alta velocidade e matou várias pessoas. Alguns conceitos e preconceitos precisam ser revisitados, pois muitas pessoas, quando ouvem falar em esteroides anabólicos, já os associam a pessoas que treinam com pesos (fisiculturistas, basistas, e apenas praticantes).

Este preconceito, infelizmente, acomete muitos seres humanos. Por exemplo, se você passar em um prédio em construção e vir um pedreiro todo definido, sem camisa, você vai logo dizer: "nossa, olha que genética!". Agora se este mesmo indivíduo for colocado num ginásio de musculação, qual será a sua frase? "Esse cara toma bombas..."

Infelizmente é esse o pensamento da maioria da população. Quem treina sério e faz uma dieta correta tem que ouvir piadinhas como: "bombado, sem cérebro, burro, etc.." Vou dar mais um exemplo de ignorância populacional. Num tópico em uma rede social, tacharam quem treina e faz dieta como retardado e exibido, dizendo prefirir-se pessoas com barriga e com cérebro.

Abriu-se um tópico com mulheres, dizendo que mulheres que tem corpo sarado são burras, não sabem contar além de 15, que seria o número de repetições que executa. Como pode em um país que é proibida a discriminação pela cor da pele, opção sexual, classe social, discriminar alguém pelo tamanho dos músculos?

Agora eu me pergunto: "Quem é o ignorante?". As pessoas que acham que os EAA estão apenas com os fisiculturistas, se esquecem que atletas do atletismo são pegos com uso de substancias proibidas, e os atletas do basquete dos EUA (que ficariam muito bem colocados se viessem disputar o fisiculturismo por aqui), e o jogador de futebol que sai do interior de algum estado aqui do Brasil pesando 50kg e vai jogar na Europa e em menos de um mês esta com mais de 80kg, com uma enorme massa magra.... Pensemos antes de falar.

Bem, vamos ao que interessa. O que são esteroides anabólicos? São substâncias derivadas do hormônio masculino testosterona. Elas promovem o crescimento muscular e o aumento de massa corpórea. Geralmente os anabolizantes são utilizados por atletas ou pessoas que querem melhorar a performance e a aparência física, como drogas ilegais, em academias e clubes esportivos.

Anabolizantes são tomados por via oral (pílulas) ou injetados. Muitas vezes são tomadas doses centenas de vezes mais altas que as prescrições médicas. Além disso, os usuários costumam combinar uma série de tipos diferentes de esteroides para aumentar os efeitos.

Vale a ressalva de que esses medicamentos, por serem ilegais, muitas vezes são trazidos do exterior na clandestinidade, ou, muitaS vezes feitos, em laboratórios de fundo de quintal, sem o menor controle de qualidade, e a menor higiene, o que representa um risco a mais para os usuários.

É por isso que sou a favor da conscientização e não da proibição, sem ao menos explicar o porquê. Talvez por alguns profissionais da área de saúde não saberem nada sobre o assunto, recusam-se a falar sobre os esteroides. Ou talvez por falsa ética, pois existem médicos que não falam sobre EAA, mas receitam remédios para emagrecer, ou calmantes fortes, que também causam danos a saúde.

Benefícios dos esteroides anabólicos:

  • Aumentam a força de contratibilidade da célula muscular, através de um maior armazenamento de fósforo creatina(CP), este ajuda repor o ATP (fonte principal de energia do músculo), quanto maior a quantidade de CP armazenado no músculo, mais forte e denso ele será;
  • Aumentam a síntese da proteína, promovendo assim um balanço calórico positivo. É por isso que pessoas que fazem uso destas substâncias ingerem um número maior de proteínas que as demais;
  • Aumentam a retenção de glicogênio (substância derivada da quebra de carboidratos). Quando se esgota o estoque de ATP, o glicogênio passa a entrar em cena para manter o suprimento de energia, caso o esforço se prolongue. O aumento na retenção de glicogênio resulta no aumento do volume muscular;
  • Favorecem a captação de aminoácidos pelas células musculares;
  • Bloqueiam o hormônio cortisol, que é um hormônio liberado pelo stress e após o treinamento intenso, este é antagônico a testosterona, e é responsável por impedir o crescimento muscular, ou seja, quanto mais cortisol, menor desenvolvimento muscular.

Enfim, são estas as características dos esteroides anabólicos, mas lembre-se, só quem pode prescrever são os médicos, ninguém que não necessita desta substância deve fazer uso.Treine pesado e faça dieta.

Assista a um vídeo que trata dos benefícios dos esteroides anabolizantes:

 

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Comentários


Visitante MonsterOgre

Postado

apoiado totalmente muito boa colocacao e vamos para de falar mal dos aes que sao coisas tao maravilhosas e vamos tentar inibir a venda de de bebidas alcolicas eo cigarro q sao muitos nocivos a nossa saude eheheh

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Visitante heenrique

Postado

Concordo plenamente, como chama esses EA's? não faço uso, mas gostaria de usa-los.. Valeu pela  materia cara 

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Uma pessoa muito magra, pode usar os AE's tbm?

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Visitante Alexandre maromba

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me adiciona no msn ae fera fasendo favor , [email protected]   , flw abraços "

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Visitante Francisco

Postado

Mais uma vez um texto legal e bem escrito é finalizado com interessados em comprar AEs por vias não legais. Voltem e releiam o texto do colega: somente um médico pode te receitar & te dar as instruções para uso e precaução correta dos colaterais.

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    • Por João22131801
      Eai pessoal , vou fazer o meu primeiro ciclo daqui a uns meses ,pois antes tenho que baixar meu bf .
      Queria saber se eu tomar algo como algum esteroide ou algo do tipo para ajudar a manter a massa magra nesse processo de perda de gordura ,se quando for fazer 
      o meu ciclo isso vai influenciar , pelo fato de ja ter mandado algo para dentro o efeito do primeiro ciclo vai mudar ? como ganhos ou o tipo de droga vai ter que mudar e quantidades . 
      me tirem essa duvida vlw 
    • Por Madilson Medeiros
      O mundo da utilização de ergogênicos voltados para o aumento do rendimento esportivo, especialmente no fisiculturismo, é repleto de mitos e mistérios. Hoje é de conhecimento público que (a época da ingenuidade já acabou) estas substâncias são largamente utilizadas como meio de melhora da performance pelos atletas profissionais – prática essa que logo se espalhou pelos praticantes amadores e recreacionais.
      Podemos afirmar com propriedade que este tipo de utilização é lugar-comum na maioria dos esportes, porém muito mais flagrante e evidente nas modalidades onde ocorrem mudanças na composição corporal, como é o caso do nosso Bodybuilding, atletismo e da natação (?!?!?) – desculpem, foi inevitável não lembrar da Gusmão (Rebeca) – que, inclusive agora treina powerlifting. Nada mais justo!
      De um modo geral, o uso destes recursos reserva conhecimentos apurados em bioquímica, metabolismo e bioenergética – muitas vezes inacessíveis para a maioria da população. Empirismo e método de “tentativa e erro” tem sido empregados pelos que se aventuram nesse campo sem a devida bagagem teórica. Em face desta situação, vários tipos de visões equivocadas costumam surgir. Mitos são criados; falsas idéias e conceitos errôneos aparecem.
      Em relação ao uso de anabolizantes esteroides, há uma série destas lendas. Uma delas é a de que existem drogas que são próprias para definição e outras específicas para volume muscular. Você, a esta altura, deve estar pensando: “Mas isso realmente acontece! Ou não?” A resposta é: SIM, isto de fato ocorre, porém o erro reside em dizer que exista um esteroide anabólico exclusivamente formulado para “definir”, enquanto outro foi criado apenas para incrementar a musculatura. Na verdade, as coisas não funcionam assim e é sobre isto que discutiremos a seguir.
      Há algumas semanas atrás, recebi uma mensagem de e-mail no qual um leitor de meu blog, cheio de dúvidas a respeito de sua preparação, me perguntou se poderia chegar a um bom nível de definição muscular sem o uso do AAE Winstrol (Estanozolol). Muito provavelmente, a dúvida deste leitor representa um dos maiores mitos em relação ao estanozolol.
      Este fármaco, notoriamente, tem uma excelente reputação neste quesito, porém há certa confusão em relação aos seus efeitos no que diz respeito à mudança da composição corporal. Muitas pessoas atribuem um físico bem definido e com baixo percentual de gordura ao uso desta substância – “quantas ampolas de Winstrol você tomou para ficar rasgado assim?” – e esta idéia tem sido bastante disseminada pela grande maioria dos usuários deste tipo de recurso.
      Por um lado, é uma meia-verdade, já que o estanozolol realmente produz efeitos muito interessantes em relação à definição, porém isto não quer dizer que ela seja necessariamente produto de sua utilização.
      Na realidade, os anabólicos esteroides, de um modo geral, não visam proporcionar máxima definição! TODOS, SEM EXCEÇÃO, foram desenvolvidos para favorecer o anabolismo através do aumento da síntese protéica. Alguns tipos, como a oximetolona, foram desenvolvidos não somente com este propósito, mas também aumentar a produção de hemácias nos quadros de anemia, por exemplo.
      Seu uso terapêutico se destina a vários estados de convalescença, como os observados nos traumas pós-operatórios, nos tratamentos de AIDS, leucemia, caquexias, queimaduras graves e extensas, hipogonadismos, castrações etc. Paralelamente, estas drogas influem também no metabolismo das gorduras, facilitando a lipólise (queima), especialmente pela diminuição da secreção insulínica, aumento da receptividade dos tecidos à glicose e diminuição da expressão de uma enzima denominada Lipoproteína Lipase (LLP).
      A grande diferença entre esses compostos é que alguns (todos são derivados do hormônio testosterona) tem uma probabilidade menor de conversão em ESTROGÊNIO. Portanto, os mais androgênicos (ésteres de testosterona, metandrostenolona, metandriol etc.) são mais passivos de causar retenção hídrica e aumento de gordura de padrão ginóide, enquanto com outros (conhecidos como anabólicos) não acontece o mesmo. Por quê?
      Ora, eles convertem mais facilmente em estrogênio – hormônio feminino – e este é que causa aumento de água e gordura subcutâneas, prejudicando a definição. Existem diversas enzimas que mediam outros tipos de conversão, porém algumas reações são mais fáceis de acontecer, enquanto outras são mais difíceis e outras até irreversíveis.
      Por exemplo, a conversão que leva testosterona até a formação de 5α ou 5β DHT (metabólito responsável por vários efeitos colaterais adversos), pode levar à formação de 5α ou 5β androstanadiol, que por sua vez, pode formar androsterona ou etiocolanona (duas substâncias muito utilizadas em fórmulas de pró-hormonais).
      Este é uma via enzimática de mão única, ou seja, irreversível. Como a testosterona pode formar DHT ou estradiol (também uma via irreversível), estas reações não se desfazem. É por essa razão que o estanozolol dificilmente levará a conversão em estradiol, pois é derivado do DHT e não apresenta possibilidade de retornar à sua forma original - a testosterona, esta sim, passiva formar estradiol.
      Testosterona em si não causa aumento de gordura corporal e retenção hídrica (pelo menos, não diretamente), quem provoca isso são os estrógenos produzidos pelo excesso deste hormônio. Por esta razão é que culturistas utilizam inibidores e bloqueadores de aromatase (enzima responsável pela conversão de testosterona em estradiol).
      Graças a essa confusão, muitos praticantes acham que o estanozolol e outros fármacos semelhantes (drostanolona, metenolona, boldenona, trembolona etc.) irão definir seu físico facilmente. Imaginemos um gordinho que utilize uma destas substâncias e continue com a ingestão calórica alta, comendo à vontade... Certamente se tornará um gordinho com um pouco a mais de músculos, porém ainda gordinho.
      Então, por qual razão é consenso utilizar este tipo de anabólicos em fase de definição muscular? A resposta é muito simples, inclusive é uma repetição do que já mencionamos acima. Estas drogas tendem a reter menos líquido e são propícias para esta fase.
      Mas lembre-se, isso não é regra geral. Existem alguns culturistas que utilizam drogas altamente androgênicas mesmo em períodos de preparação. A diferença é que ter de se lançar mão de mais recursos a fim de evitar retenção hídrica do que em uso de drogas menos androgênicas.
      Outro ponto importante é o AMBIENTE CALÓRICO em o atleta se encontra. Costumo dizer, nas rodas de conversa com os colegas, que é preferível utilizar substâncias anabólicas em situações de restrição calórica severa, como as que ocorrem em dietas pré-competição. Ocorre que, neste caso, há uma tendência em utilizar músculos como fonte energética – a temida neoglicogênese – e por esta razão o catabolismo é iminente.
      Neste contexto, o anabólico entra com a função de preservar (e na melhor das hipóteses, até aumentar) a massa magra obtida a tão duras penas. Não é por acaso que muitos estudiosos atribuem os ganhos proporcionados pelos AAEs muito mais pela sua capacidade anti-catabólica do que propriamente anabólica.
      Para se chegar a níveis extremos de definição muscular – e ainda assim, preservar massa magra – é fundamental que exista todo um contexto voltado a este propósito: dieta e treinamento específicos, sob adequadas condições metabólicas.
      Entretanto, uma vez que afirmamos que os AAEs não são estritamente responsáveis pela definição muscular, também é importante ressaltar que existem drogas que são, por outro lado, de uso específico para perda de gordura e aumento da definição. Estas drogas, como os AAEs, não foram criadas para este fim, mas proporcionam um real efeito de queima de gordura e (ou) diminuição do percentual hídrico.
      É o caso de substâncias como os β-agonistas, hormônios tiroidianos, anfetaminas, diuréticos etc. Evidentemente, esta é uma situação de risco-benefício, considerando os perigos quanto à sua utilização.
      De qualquer maneira, a recomendação é que não se faça uso de substâncias ilícitas não simplesmente pelo fato de serem proibidas pela legislação anti-doping. O principal motivo pelo qual é necessário extremo cuidado na manipulação e administração destes recursos consiste na preservação da saúde, já que seu uso é restrito aos portadores de patologias.
      Os estudos conduzidos com estas substâncias são empregados no campo terapêutico e sua administração obedece à conduta condizente de cada caso. A utilização para aumento do rendimento atlético ainda é obscura, embora saibamos que existem, ao redor do mundo, experts que dominam o assunto. Fora deste cenário, pode-se dizer que o conhecimento necessário para lidar com tais recursos é totalmente underground.
      Embora o uso de AAEs e outras substâncias otimizadoras do desempenho seja arriscado para a saúde, não podemos tapar o sol com uma peneira e simplesmente fingir que tal prática não aconteça. Seria extremamente leviano de nossa parte. Tampouco devemos fazer apologia ao uso destes recursos.
      Todavia, ao nos omitirmos quanto a divulgação de informação séria e verdadeira, teremos alguma responsabilidade quanto aos absurdos que usualmente acontecem. Neste caso, informar é melhor que proibir.
    • Por fisiculturismo
      O site Bodybuilding.com é referência sobre fisiculturismo na internet. Nele foi publicado um artigo escrito por Wayne Mercer, onde o autor diz que o problema dos anabolizantes esteróides não é o seu uso, mas o seu abuso.
      Para o autor, o uso cuidadoso e responsável de anabolizantes esteróides traria mais benefícios que malefícios.
      O tema é polêmico, e o artigo tem que ser lido com ressalvas. Ele revela a opinião do seu autor, contrária às opiniões que costumam se apresentar na imprensa de um modo geral.
      Como qualquer droga, os esteróides causam efeitos colaterais, portanto, os efeitos negativos existem efetivamente.
      É sempre bom lembrar que no Brasil o uso de anabolizantes esteróides somente pode ser prescrito por médicos para fins de tratamento de saúde, e sua venda somente pode se dar em farmácias, com a apresentação da respectiva prescrição.
      Wayne Mercer, escritor do artigo, diz que, quando começou a levantar pesos, só ouvia falar mal acerca de suplementação, musculação, dietas e, principalmente, esteróides.
      Existe uma gama de informações sobre os efeitos dos anabolizantes no organismo. O primeiro ele pôde constatar pessoalmente no passado quando jogava futebol na faculdade: fez um ciclo (oito semanas) de uma droga bastante leve e parou no tempo certo para não ser pego no antidopping da NCAA. A sua opinião é que se você não tiver um objetivo específico, como seguir uma carreira esportiva ou ser um fisiculturista, então, você provavelmente não precisa ingerí-los.
      Antes de Mercer começar o ciclo, ele fez suas próprias pesquisas para saber tudo o que podia a respeito tanto dos perigos quanto das benéfices dos esteróides. A realidade é que aprendeu ao longo dos anos. Por meio da internet, soube que a maioria das informações estão em alemão, mas, de início, leu uma matéria escrita por Dan Duchaine – o guru e um dos maiores conhecedores do assunto – na revista Muscle Media.
      Os textos redigidos por médicos trazem reiteradamente a mesma palavra: abuso. O que é preciso entender é a diferença entre o uso e o abuso de esteróides. A grande quantidade deles, como de qualquer outra substância, é prejudicial à saúde.
      Assim, se você decidir realizar um ciclo, deve fazê-lo com inteligência. Wayne aconselha a, primeiramente, ir ao médico, fazer um exame de sangue, especialmente para checar se o fígado encontra-se em condições normais. Depois disso é que se deve esclarecer ao doutor quais os seus planos para que ele lhe dê conselhos adicionais.
      Após quatro semanas do ciclo, é bom que se faça outro exame de sangue. Daí, sim, você decidirá o que fazer e por quanto tempo. É o melhor modo de se determinar o que é uso, abuso e, até mesmo, estabilidade.
      Quanto aos efeitos colaterais, geralmente, associam-se os esteróides-anabolizantes a um comportamento agressivo (“roid rage”), o que pode variar de pessoa para pessoa.
      O autor descreve que, em sua experiência pessoal, sentiu-se pouquíssimo nervoso, porém, se naturalmente você for uma pessoa agitada, a sua ingestão faz com que se acirre o nervosismo. Há outros, por quais ele não passou, tais como queda de cabelo, encolhimento dos testículos, ginomastia, ocorridos, principalmente, com quem faz muitos ciclos seguidos.
      O corpo acusa um nível elevado de testosterona e pára a sua produção. Isso acontece porque, por vezes, quem vende “bomba” não oferece HCG, Andro, DHEA ou tribulus, os quais estimulam o corpo a produzir testosterona naturalmente. A ginomastia ou “tetas” podem ser prevenidas pelo uso do chrisin, espécie de tratamento terapêutico, uma vez que evita a transformação de testosterona em estrogênio.
      O autor diz que a sua motivação foi estética e que faria tudo de novo, pois os efeitos positivos superam os negativos se o ciclo de esteróides for realizado com cuidado e responsabilidade.
      Autor do texto em inglês: Wayne Mercer ([email protected])
      Interpretação do texto em inglês realizada por: Oksana Maria
      FONTE do artigo:  bodybuilding.com/fun/mercer6.htm
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