O Masteron® Muscle Pharma ficou marrom no reagente e desenvolveu um lilás forte sob luz ultravioleta (UV). A mistura permaneceu homogênea, sem partículas ou borbulhamento visíveis. Pelo padrão de cores usado no ensaio, a amostra passou no teste de triagem, uma checagem inicial que precisa de confirmação em laboratório.
O canal Testes Ergogênicos apresentou esse resultado em “MASTERON® MUSCLE PHARMA DEU RUIM? 😳 TESTE QUÍMICO MOSTRA A VERDADE!”. O apresentador também contou que havia usado uma unidade de 2025, com resultado que considerou bom. O teste atual analisou outra unidade, apresentada como fabricada em janeiro de 2026.
O frasco de 10 mL e a mudança no óleo
O rótulo declara drostanolona propionato a 100 mg/mL, em um frasco de 10 mL. A tampa é roxa e a etiqueta tem uma faixa verde. Há um QR code destinado à validação em aplicativo, mas essa consulta ficou sem demonstração de resultado.
A apresentação atual foi comparada a versões antigas com óleo verde ou mais escuro, descrito como espesso. Nesta unidade, o líquido era claro e fluido. Também foi relatada a retirada da gravação feita anteriormente na tampa.
O produto teria passado um período fora do mercado antes de reaparecer no começo de 2026. A falta de matéria-prima foi levantada como possível motivo, sem confirmação do fabricante. A aparência mais clara foi interpretada como melhora do óleo e da filtragem, mas esses aspectos ficaram sem análise específica.
Como foram testados os 0,5 mL
A preparação incluiu abertura do frasco, limpeza da tampa e retirada do óleo com seringa e agulha novas. Foram colocados 0,5 mL no recipiente de teste. A proposta era manter o mesmo volume de amostra e a mesma quantidade de reagente das outras comparações.
Durante a tentativa de acrescentar três gotas, o reagente acabou. Um frasco novo foi aberto e, então, três gotas foram contadas e adicionadas à amostra. A mistura foi agitada e deixada reagir antes da leitura das cores.
A quantidade que efetivamente saiu do primeiro frasco ficou sem medição. Houve três gotas do frasco novo, mas a quantidade total de reagente ficou incerta. Isso dificulta comparar a intensidade dessa reação com a de testes em que a quantidade de reagente foi controlada.
| Item | Dado da amostra |
|---|---|
| Substância no rótulo | Drostanolona propionato |
| Concentração declarada | 100 mg/mL |
| Volume do frasco | 10 mL |
| Fabricação apresentada | Janeiro de 2026 |
| Óleo colocado no teste | 0,5 mL |
| Reagente | Três gotas de um frasco novo após o anterior acabar |
| Cor inicial | Marrom |
| Cor sob UV | Lilás forte, também descrito como roxo |
| Aspecto da mistura | Homogênea, sem partículas ou borbulhamento visíveis |
| Borda verde | Sem sinal visível na leitura |
O nome e a composição do reagente, assim como a validação da cartela de cores, ficaram sem confirmação independente. Por isso, a leitura deve ficar ligada ao kit usado nesse ensaio.
O marrom e o lilás foram considerados favoráveis
O marrom da Muscle Pharma foi considerado mais próximo da cartela do que o de amostras anteriores de Landerlan e Bratva. Depois de uma espera, começou a aparecer lilás sob a lanterna UV. A cor ganhou intensidade e foi descrita como lilás ou roxo bem presente.
O lilás demorou um pouco para aparecer, sem um tempo de reação cronometrado. Essa sequência foi usada para aprovar a amostra no critério visual empregado. Os tons mais próximos da cartela descrevem a reação observada, sem estabelecer uma classificação de qualidade entre as marcas.
O SWGDRUG, grupo que estabelece critérios para analisar drogas apreendidas, exige um conjunto de técnicas validadas para identificar uma substância. Sua edição vigente é a de 2024. Neste teste, a cor correspondeu ao padrão atribuído à drostanolona na cartela. Ficou sem comprovação se o kit consegue distinguir a drostanolona de substâncias parecidas.
A ausência de verde exclui testosterona propionato?
Nenhuma borda verde foi observada. Esse era o sinal procurado para uma possível mistura de testosterona propionato, e sua ausência levou à conclusão de que o produto estava sem essa adição. A suspeita era que um pouco de drostanolona junto com testosterona pudesse produzir tanto uma reação favorável quanto uma sensação de efeito em quem usa.
Aqui, “propionato” precisa vir com o nome completo. O próprio produto declara drostanolona propionato. A mistura suspeita seria com testosterona propionato, que é outra substância.
A revisão de métodos publicada em 2017 no Harm Reduction Journal explica que um reagente isolado é insuficiente para investigar misturas suspeitas. O verde ausente registra uma observação favorável no critério empregado. Para excluir testosterona na amostra, seria preciso demonstrar que o método a detecta mesmo quando está misturada à drostanolona.
Lilás forte confirma os 100 mg/mL?
Pela cor, era impossível distinguir 90, 100 ou 110 mg. Ainda assim, o lilás intenso foi usado para dizer que havia uma quantidade considerável de drostanolona e que a concentração estava boa. Essa estimativa ficou sem medição quantitativa.
A cor pode variar com concentração, diluentes, contaminantes e iluminação, conforme a revisão de 2017. Sem comparar a resposta com amostras de concentração conhecida, o olho não transforma um lilás forte em mg/mL. A dúvida sobre subdose também aparece no teste do Primobolan® Muscle Pharma.
Para medir concentração, o laboratório precisa de um método validado e de padrões de referência. Uma curva de calibração compara a resposta do equipamento com quantidades conhecidas da substância. Esse é o passo que permite conferir os 100 mg/mL do rótulo. Ao procurar um laboratório, pergunte se ele identifica e quantifica a drostanolona em solução oleosa com um método validado.
Em um estudo australiano publicado em 2025, a confirmação e a quantificação de anabolizantes recorreram à cromatografia líquida com espectrometria de massas, chamada LC-MS. Essa análise separa componentes e examina seus sinais químicos. Entre as amostras analisadas, 9 de 46 tinham problemas de identidade e 15 de 36 tinham problemas de concentração. Esses números pertencem àquelas amostras, sem avaliar a Muscle Pharma.
Como saber se o Masteron® Muscle Pharma é original?
QR code, tampa e rótulo ajudam a comparar a apresentação com outras unidades. Nesta análise, a origem do frasco continuou sem autenticação independente. Também ficaram sem resposta a composição do óleo, os solventes e a presença de contaminação bacteriana, limites reconhecidos antes de começar o ensaio.
Há, ainda, uma questão sanitária documentada. A Resolução-RE nº 2.013/2020 da Anvisa incluiu “Masteron® Muscle Pharma 100 mg (10 mL)”, em todos os lotes, nas medidas de apreensão, inutilização e proibição de comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso. O motivo foi a publicidade e o comércio de medicamentos sem registro, notificação ou cadastro por um site sem as autorizações necessárias.
A resolução determina que as medidas relativas aos produtos sem registro se aplicam a todos os estabelecimentos físicos e meios de comunicação. O texto usa a apresentação “100 mg (10 mL)” e não identifica o frasco de janeiro de 2026. A reação de cor responde a uma pergunta química limitada, enquanto a regularização depende dos registros e atos sanitários.
Se você precisa decidir sobre o uso de um injetável, leve a identificação do produto e essas incertezas a um profissional habilitado. O teste do Masteron® King Pharma ajuda a comparar outra amostra, mas cada frasco precisa de sua própria avaliação.
Conclusão
A amostra de Masteron® Muscle Pharma passou no padrão visual empregado: marrom, lilás forte sob UV, mistura homogênea e ausência de borda verde visível. A conclusão favorável vale para essa triagem. O resultado permite comparar a reação com outras amostras, enquanto a identidade definitiva, a concentração e a qualidade microbiológica continuam dependendo de análises específicas.
Perguntas frequentes
O Masteron® Muscle Pharma é bom?
A unidade teve uma reação favorável no teste de cor. Isso permite comparar seu comportamento com o padrão da cartela. A qualidade completa do produto continua sem confirmação, porque a quantidade de drostanolona e a contaminação bacteriana ficaram sem análise.
Como distinguir Masteron® falso do verdadeiro?
A confirmação exige analisar o conteúdo e verificar sua origem. O teste de cor fornece uma pista, mas substâncias diferentes ou misturas podem dificultar a identificação. Para o frasco examinado, o QR code apareceu sem uma validação independente documentada.
Referências
- AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução-RE nº 2.013, de 18 de junho de 2020. Diário Oficial da União, seção 1, n. 116, p. 66. Brasília, DF, 19 jun. 2020. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/servlet/INPDFViewer?captchafield=firstAccess&data=19%2F06%2F2020&jornal=515&pagina=66. Acesso em: 9 out. 2026.
- HARPER, Lane; POWELL, Jeff; PIJL, Em M. An overview of forensic drug testing methods and their suitability for harm reduction point-of-care services. Harm Reduction Journal, [S. l.], v. 14, art. 52, jul. 2017. DOI: 10.1186/s12954-017-0179-5. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1186/s12954-017-0179-5. Acesso em: 9 out. 2026.
- PIATKOWSKI, Timothy et al. Anabolic-androgenic steroid testing as a tool for consumer engagement and harm reduction: a sequential explanatory mixed-method study. Harm Reduction Journal, [S. l.], v. 22, art. 114, jul. 2025. DOI: 10.1186/s12954-025-01270-4. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1186/s12954-025-01270-4. Acesso em: 9 out. 2026.
- SCIENTIFIC WORKING GROUP FOR THE ANALYSIS OF SEIZED DRUGS. SWGDRUG Recommendations: version 8.2. SWGDRUG. [S. l.], 27 jun. 2024. Disponível em: https://swgdrug.org/approved.htm. Acesso em: 9 out. 2026.
- TESTES ERGOGÊNICOS. MASTERON MUSCLE PHARMA DEU RUIM? 😳 TESTE QUÍMICO MOSTRA A VERDADE!. [S. l.], 15 ago. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=G2Nppe8tS9A. Acesso em: 9 out. 2026.
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