Marcão dos Veneno sentou no Monster Cast em janeiro de 2022, em "MARCÃO DOS VENENO - RESULTADO TA DANDO!", e passou quase 3 horas respondendo pergunta de super chat com número na mão. Saiu de lá com a conta do próprio auge somada ao vivo, com o relato da hipoglicemia em que ele não tinha força para levar o garfo à boca e com a lista de cargas que sustenta o físico dele. Esta matéria organiza o que é verificável naquela conversa, com o aviso que precisa vir antes de qualquer relato hormonal alheio: nada aqui é protocolo, é depoimento.
1,74 m por 50 kg
A imagem pública é de um homem enorme. A origem é o oposto exato. Marcão conta que tinha a mesma altura de hoje, 1,74 m, e pesava 50 kg. Na primeira avaliação física da vida dele o braço mediu 24 cm. Ele se descreve como definido e magro ao mesmo tempo, do tipo que jogava bola, corria, gastava energia o dia inteiro e às vezes esquecia de comer. Chegou a ter hipoglicemia ainda criança, brincando na rua, muito antes de a palavra virar rotina técnica na vida dele.
O empurrão veio de casa. O irmão 2 anos mais velho começou a treinar, ficou mais forte e passou a vencer as brigas entre os dois. Marcão fazia flexão e se pendurava nas portas tentando improvisar treino, e foi justamente isso que convenceu a mãe. Havia 20 e poucos anos não era comum menino de 12 ou 14 anos entrar em academia, então ela segurou até ele fazer 16 para 17 anos e liberou com o argumento de que era melhor ter um professor por perto do que ele se machucar sozinho em casa.
Dentro da academia ele treinava 1 hora e ficava mais 2 ou 3 conversando. Perguntava aos professores, via os outros treinarem e tentava entender dieta e suplementação numa época em que a internet era discada e a informação era precária. Um dos professores cursava educação física e passava as apostilas para ele. Marcão hoje é dono de academia e faz questão de dizer que não é do tipo que deixa o negócio na mão dos outros, fica lá o dia inteiro.
A roça como choque de realidade
A virada de comportamento não foi motivacional. Ele admite que era rebelde, foi reprovado 1 ano e chegou a ser expulso de alguns colégios. O pai deu o ultimato: se não queria estudar, ia trabalhar. E o trabalho era capinar lote e carregar saco de ração na roça. A frase que ficou foi a de que ali ele nunca conseguiria ter nada além daquilo. Marcão diz que hoje agradece, e brinca que no fundo pouca coisa mudou, porque ele continua carregando peso, só que agora o peso é direcionado.
Ronnie Coleman era a régua errada
Quando ficou grande, a própria mãe cobrou uma função para aquele tamanho, que só dava despesa. O problema é que a referência mental dele era Ronnie Coleman, e competir contra aquilo parecia impossível. Um amigo o levou para assistir ao campeonato mineiro e a régua mudou na hora. Não era contra o maior de todos que ele ia subir, era contra gente do nível dele. Vieram dieta, primeiras disputas e a virada de chave.
A frustração também veio. Ele perdeu um campeonato para alguém que, na avaliação dele e na de gente que estava no ginásio, estava nitidamente pior no palco. Isso o afastou do fisiculturismo e o empurrou para o powerlifting, onde a régua não admite gosto pessoal: levantou 100 kg ou não levantou. Passou 2012 e 2013 praticamente sem usar nada, comendo entre 6 mil e 8 mil calorias por dia, com 200 a 300 gramas de sucrilhos no café da manhã, e chegou a 130 kg bem roliços. Ele afirma que essa base de força é o que ainda hoje permite treinar pesado mesmo em preparação com dieta restrita.
O ano de 2017 e a vaquinha da família
A volta ao palco aconteceu por conveniência geográfica. A WBBF marcou o mineiro e o brasileiro em Belo Horizonte, e o sul-americano em São Paulo. Ele decidiu tentar, ganhou o mineiro, ganhou o brasileiro, fez o que chama de preparação muito boa para o sul-americano e ganhou também. A vaga do mundial na Lituânia veio junto com um gasto que ele não tinha condição de bancar. A família se juntou e fez vaquinha, uns dando 50, outros dando 200, até fechar a passagem. Marcão foi campeão mundial no amador, ganhou também a categoria no profissional e perdeu o overall para o Gleisinho, outro mineiro. O canal dele só nasceria no ano seguinte.
O nome saiu de uma conversa no podcast do Cariani
O canal começou em 2018 com Bruno Pina, que era o treinador dele, e emplacou rápido justamente porque quase ninguém falava de hormônio abertamente na época. Com 2 semanas de canal já eram 2 mil ou 3 mil inscritos. As gravações não eram roteirizadas, os dois chegavam na academia, olhavam um para o outro e sentavam para conversar. Quando Pina saiu por problemas pessoais, Marcão foi ao podcast do Renato Cariani e ouviu que precisava mudar o nome, porque a galera o conhecia como Marcão dos Veneno. Seguidores mandaram vinheta e arte gráfica de graça, e o canal virou isso.
Foi de lá que saiu o bordão. Ele resolveu gravar um material contando o protocolo completo que estava usando, o material virou meme, e a partir daí a cara dele já dispensava a legenda. O primeiro patrocínio só chegou no fim de 2018, e era pagamento em produto, sem valor nenhum: uma creatina, umas barrinhas. Depois vieram Blackstone, Landerlan e Barato Suplementos, e o canal começou a monetizar.
4 semanas de Durateston a 750 mg
O que vem daqui em diante é relato de uso, não recomendação. Marcão assume erros graves e um episódio de quase morte, e ele mesmo pede no meio da conversa que ninguém tente repetir o que ele fez.
A primeira vez foi aos 18 anos, com 1 ano e meio para 2 de musculação, a partir de uma conversa com o cara mais forte do colégio. Foram 4 semanas de Durateston, 2 ou 3 aplicações por semana, 750 mg semanais, num corpo que pesava entre 60 e 70 kg. Ele comenta que hoje sabe que a dose era desproporcional, e que na época o único colateral perceptível foi espinha. Como ainda carregava a ideia de que aquilo era droga, o padrão virou 1 ciclo curto por ano e nada no resto do tempo. Isso durou até por volta de 2011.
A mudança veio em 2014, com um amigo que tinha mais conhecimento e o apresentou ao blast and cruise. Desde então ele nunca mais parou. Mesmo assim, no começo, o freio era financeiro: um frasco de trembolona Landerlan de 10 mL a 75 mg custava R$ 250 e, na dose de 500 mg por semana, acabava em menos de 2 semanas. Ele usava menos do que o protocolo mandava porque não tinha dinheiro, não era patrocinado e ainda estava montando a academia. Foi só quando o negócio começou a render, entre 2015 e 2016, que ele passou a comprar de laboratório clandestino a preço menor e entrou com hormônio de crescimento.
A conta somada ao vivo: 4 gramas por semana
O GH mudou o raciocínio dele, na lógica de que o corpo aproveitaria melhor tudo que estivesse entrando. Foi aí que as doses subiram e ele bateu os 127 kg. No estúdio, os apresentadores pediram a conta e ele fez em voz alta.
Na fase final daquele ciclo eram 900 mg de testosterona por semana, 900 mg de boldenona, cerca de 500 mg de nandrolona, mais 350 mg de trembolona e 350 mg de primobolan, já que estava em off e não fazia sentido carregar na trembolona. Só isso somava aproximadamente 2.650 mg. No final entraram ainda dois orais ao mesmo tempo: 75 mg de Hemogenin por dia, em 3 comprimidos de 25 mg, e 80 mg de Dianabol por dia, em 4 de 20 mg. Arredondando para 700 mg semanais de cada, dá mais 1.400 mg. O total que ele mesmo anunciou foi de cerca de 4 gramas por semana, fora o hormônio de crescimento. Ele faz questão de dizer que isso não foi o ciclo inteiro, foi só o período final, e que o Hemogenin depois de 4 semanas já derruba o estômago a ponto de a pessoa não conseguir comer, o que transforma o recurso em tiro no pé.
A conta cobrou. Ele acordava com a sensação de ter acabado de correr, sentia o coração batendo na garganta, com pressão alta e retenção pesada. Gravou justamente sobre isso depois do material que virou meme. Cortou tudo, ficou só com testosterona em dose baixa e passou a fazer o cardio que vinha empurrando com a barriga. Perdeu cerca de 15 kg em 2 semanas, quase tudo água, e a pressão normalizou. O comentário dele sobre o assunto virou uma das melhores frases da conversa: quem usa 5 fármacos para controlar colateral de 3 está fazendo alguma coisa errada e deveria repensar o que está usando, em vez de tampar o sol com a peneira.
A insulina foi a que quase o levou
Marcão é categórico sobre a hierarquia de risco. Para ele, o que mata fisiculturista são 3 coisas: insulina, diurético em excesso e estimulante em excesso. Sobre hormônio ele argumenta que dá para errar, perceber pelo exame e consertar. Sobre insulina, a frase é que só dá para errar uma vez.
Ele fala isso porque errou. A ideia era provocar hipoglicemia leve, porque o estado hipoglicêmico eleva o IGF-1, e ele queria justamente esse efeito. Passou a testar até onde conseguia ficar, chegando a cronometrar quanto tempo aguentava. O problema é que comer não resolve na hora, a sensação piora antes de melhorar. Numa dessas ele tentou segurar demais. Ficou mais branco que a parede, sem força para levar o garfo à boca, e quem o socorreu foi a esposa, que estava por perto e sabia exatamente o que ele estava usando. Ela deu maltodextrina primeiro e depois comida na boca dele, até ele conseguir comer sozinho. A avaliação dele é que estava a ponto de entrar em colapso e que, sem atendimento rápido, poderia morrer ali.
A regra que ele tirou disso é prática e vale ser repetida: quem usa insulina precisa de rede de segurança. Alguém da casa, da academia ou do trabalho tem que saber que a pessoa usa e o que fazer se algo acontecer. Ele lembra ainda que o risco não é só o desmaio, porque quem come com pressa nesse estado pode engasgar, e cita o caso de Dallas McCarver.
A primeira experiência já tinha dado um susto menor. Ele aplicou 5 UI, achou que não estava acontecendo nada, aplicou mais e ainda tomou caldo de cana, que liberou insulina endógena por cima da exógena. O amigo que estava junto viu a cena: ele abriu o armário e comeu tudo, pacote de biscoito, pão, suco, fruta, frango, sem mastigar. O amigo estimou entre 3 mil e 4 mil calorias em 20 minutos. A explicação dele é que a insulina limpa a glicose do sangue, e o corpo passa a pedir açúcar em modo de sobrevivência. Daí a conclusão prática: quem usa insulina sem GH e come porcaria não fica grande, fica gordo.
No protocolo do momento da conversa, a dose declarada era de 15 UI no total do dia, fracionada, e não de uma vez.
A tosse da trembolona e o vaso sanitário
A história que ele contou no canal como sendo de um amigo era dele mesmo. Na primeira vez que usou trembolona, com anos de outros hormônios nas costas e sem ninguém ter avisado do efeito, a tosse veio antes de ele terminar de tirar a agulha do ombro. Não é só tosse: vem uma sensação de sufoco em que a respiração não fecha, e quanto mais se tosse, pior fica. Ele conta que sentou no vaso sanitário achando que ia morrer ali, e que a esposa, tentando acalmar, o desesperou mais.
A explicação técnica que ele dá é local. A trembolona carrega mais solvente, e basta a agulha suja passar perto de um capilar para disparar o efeito. Como cada aplicação repetida no mesmo ponto aumenta a vascularização daquela região, a chance de tosse cresce com o tempo de uso naquele local, e não na estreia.
O outro colateral que ele assume é a agressividade, principalmente quando a trembolona alta encontra dieta restrita de preparação. O episódio que ele narra aconteceu na própria academia. Ele avisou 2 vezes um aluno que não guardasse a anilha porque ia usar o aparelho, o aluno continuou guardando, a anilha quase caiu no pé dele, e Marcão pegou o peso e jogou de volta, quase acertando o rapaz. O aluno sumiu da academia com medo, e só voltou a falar por mensagem depois que a raiva passou. Ele reconhece que a esposa também sofreu com isso, e descreve a tensão de estar em preparação com horário de refeição contado no relógio, quando qualquer atraso vira estopim.
240 kg no supino
Marcão separa treinar pesado de treinar ego. Ele admite abrir mão de um pouco de técnica em favor da carga, mas diz que a consciência corporal de hoje garante que a musculatura alvo esteja trabalhando mesmo com o movimento imperfeito. Jogar peso para cima, na definição dele, é outra coisa.
Os números que ele lista vêm do histórico de powerlifting. O recorde pessoal de supino foi de 240 kg para uma repetição máxima, feita sozinho, e ele afirma que com ajuda chegava a 4 ou 5 repetições nessa faixa. Em campeonato recente pegou 200 kg e ficou em segundo lugar, com melhor marca de competição em 215 kg. No levantamento terra chegou perto de 300 kg, no agachamento ficou nos 200 e poucos quilos, e no desenvolvimento fez 80 kg de cada lado. A rosca Scott, que é o exercício de assinatura dele, saiu com 65 kg de cada lado. Ele deixa claro que supino sempre foi o ponto forte e que terra e agachamento eram os movimentos em que precisava forçar mais, o que ele associa ao problema de joelho que apareceu depois.
O bíceps rompeu numa demonstração
A lesão mais séria não aconteceu em competição de queda de braço. Ele estava ensinando o movimento para um rapaz interessado no esporte. O rapaz era forte, e quando chegou o ponto em que um atleta experiente teria parado, ele deu um tranco para finalizar. O braço de Marcão esticou e o punho girou ao mesmo tempo, e o bíceps rompeu.
A leitura que ele faz é honesta e vale para qualquer leitor: lesão raramente tem causa isolada. O bíceps dele já vinha de desgaste acumulado de anos de rosca com carga muito alta. Ele aproveita para defender a queda de braço, argumentando que atleta de verdade faz fortalecimento específico e que os acidentes que circulam na internet acontecem em mesa de boteco, com gente que não sabe o que está fazendo. No joelho, o aviso foi anterior à lesão: disseram que continuar treinando em cima daquela dor poderia romper o tendão, e ele segurou os treinos de perna.
O protocolo declarado no dia da conversa
Perguntado direto sobre o que estava usando naquele momento, sob orientação do novo preparador, ele respondeu com os números: 630 mg de enantato de testosterona, 450 mg de primobolan e 450 mg de NPP por semana, que era a primeira vez que ele usava esse éster de nandrolona e o pegou de surpresa pela velocidade de resposta. O hormônio de crescimento estava entre 4 e 6 UI, com 6 nos dias de treino e 4 nos dias sem treinar. A insulina, como já foi dito, somava 15 UI ao longo do dia. Ele mesmo comenta, no encerramento, que decepcionou quem esperava encontrar 10 gramas em cima da mesa.
A mudança de treinador também mudou o treino. Ele conta que fazia sempre o próprio programa, escolhendo os exercícios em que pegava mais peso, com séries básicas e descanso longo. O novo trabalho introduziu rest pause, drop set e descansos mais curtos, e a divisão passou a treinar peito e ombro 2 vezes por semana, perna 2 vezes, e costas 1. Ele diz que passou a chegar na academia sem saber o que faria, e que isso aumentou a empolgação. O objetivo declarado para 2022 era o pro card, com um off mais longo até o meio do ano e 2 competições no radar, o amador do Mister Olympia em São Paulo em setembro e o de Campinas em novembro, competindo até 102 kg. No Rio ele havia pesado 101 kg e pouco.
As respostas que ele deu ao público
Boa parte da conversa foi ditada pelos super chats, e algumas respostas valem mais do que o resto do material. Sobre fracionar dose, ele foi taxativo: quanto menor a oscilação hormonal, menor a chance de colateral, porque aplicação única cria pico e queda, e a maioria dos problemas aparece justamente no começo e no fim do ciclo. Sobre dose de tamoxifeno para conter início de ginecomastia, ele se recusou a dar número, argumentando que sem anamnese, sem saber a massa magra e o que a pessoa usa, qualquer resposta é tiro no escuro.
A um leitor que ganhou 13 kg secos com 250 mg de enantato e estava cansado, ele respondeu que ou a pessoa parou, ou precisa ajustar para cima, porque o corpo que carrega mais massa magra demanda mais. A outro, que tomava 250 mg semanais por hipogonadismo diagnosticado e queria dobrar a dose para chegar aos 90 kg, ele disse o contrário: enquanto o ganho estiver constante, não há motivo para aumentar, e não se gasta cartucho à toa. Sobre crescer natural, a posição é que existe ganho real, porém limitado, e que o limite varia de pessoa para pessoa. Sobre linha de cintura, a resposta foi dieta e cardio, no caso dele 1 hora em jejum com pelo menos 12 horas sem comer contando o sono, e o aviso de que cinta não queima gordura subcutânea.
20 cachorros e uma conta de R$ 6 mil
Fora do assunto treino, o que mais ocupou espaço foi a casa dele. Ele e a esposa cuidavam de 20 cachorros, 2 gatos e 1 filhote de pombo que caiu do ninho durante 15 dias seguidos de chuva em Belo Horizonte. Uma das cadelas quase morreu e deixou uma conta de R$ 6 mil, que ele cobriu rifando suplementos do patrocinador. Na pandemia, sem feira de adoção e com as doações em queda, a situação apertou. Ele fez o pedido no ar de forma bem específica: não precisa ser dinheiro, serve cobertor, panela velha, roupa em bom estado ou remédio perto do vencimento, que vai para o próprio canil ou para outros protetores da rede.
A comida também rendeu 2 histórias. Ele brigou numa padaria porque pediu um prato com 190 gramas de arroz e 190 de frango, disse que pagaria o que fosse cobrado, e ouviu que não dava para fazer. E deixou de comprar 15 kg de frango porcionado num açougue porque o dono se recusou a entregar mesmo com frete pago. Perguntado sobre comida fora da dieta, respondeu que prefere japonês a pizza ou hambúrguer, e que fora de campeonato o que ele quer mesmo é arroz, feijão e farofa de prato feito de boteco.
Conclusão
O bordão de Marcão é sobre resultado, mas a conversa inteira é sobre preço. O físico dele nasceu de um corpo de 50 kg, passou por anos de powerlifting comendo 8 mil calorias e chegou aos 127 kg com um total semanal de aproximadamente 4 gramas somado em voz alta no estúdio e um coração batendo na garganta. O que ele salva dessa história não são as doses, são os freios: cortar tudo quando a pressão subiu, não usar insulina sem alguém por perto que saiba, não aumentar dose enquanto o ganho ainda vem, e desconfiar de quem precisa de mais fármaco para segurar colateral do que para produzir efeito. A parte replicável é a mais barata de todas, que é a curiosidade de ficar 3 horas na academia perguntando, e a disposição de aprender técnica com um pedreiro que nunca leu um livro.
FAQ
Qual foi o primeiro ciclo de Marcão dos Veneno?
Ele relata 4 semanas de Durateston aos 18 anos, com 750 mg por semana divididas em 2 ou 3 aplicações, pesando entre 60 e 70 kg. Depois disso passou anos fazendo apenas 1 ciclo curto por ano.
Qual foi a dose máxima que ele já usou?
Na fase final de um ciclo, no auge dos 127 kg, ele somou ao vivo cerca de 2.650 mg semanais de injetáveis mais aproximadamente 1.400 mg de orais, chegando a cerca de 4 gramas por semana, fora o hormônio de crescimento. Ele cortou tudo quando a pressão arterial saiu do controle.
O que aconteceu com ele na insulina?
Ele provocava hipoglicemia de propósito atrás do efeito do IGF-1 e exagerou. Ficou sem força para levar o garfo à boca e foi socorrido pela esposa, que deu maltodextrina e depois comida na boca dele. Ele classifica o episódio como quase morte e pede que ninguém repita.
Quais são as maiores cargas dele?
Supino de 240 kg para uma repetição máxima, 215 kg como melhor marca de competição, levantamento terra perto de 300 kg, agachamento nos 200 e poucos quilos, desenvolvimento com 80 kg de cada lado e rosca Scott com 65 kg de cada lado.
Como ele rompeu o bíceps?
Demonstrando movimento de queda de braço para um aluno inexperiente, que deu um tranco quando deveria ter parado. Ele credita a lesão ao desgaste acumulado de anos de rosca com carga alta, e não ao esporte em si.
Que títulos ele tem?
Em 2017 venceu o mineiro, o brasileiro e o sul-americano pela WBBF, e foi campeão mundial amador na Lituânia, com a viagem bancada por uma vaquinha da família. No mesmo mundial venceu a categoria no profissional e ficou com o segundo lugar no overall.
Referências
- MONSTER CAST. MARCÃO DOS VENENO - RESULTADO TA DANDO!. 22 jan. 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ihLgom7DHGw. Acesso em: 1 ago. 2026.
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