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Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico:
Meu primeiro ciclo - STAN + BOLDENONA (feminino com fotos)
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1º Ciclo de Oxandrolona 5mg
Preciso responder três coisas aqui, e a primeira é justamente a que você mesma levantou e ninguém pegou. Você escreveu que tem acne nas costas, no colo e no rosto, e que por isso tem receio de começar. Esse receio está correto e merece ser levado a sério, por dois motivos. O primeiro é direto: a glândula sebácea é um dos tecidos mais sensíveis a androgênio do corpo humano, e é exatamente por isso que a acne aparece na puberdade e é exatamente por isso que acne é um dos efeitos mais frequentes da oxandrolona em mulheres. Você já tem o problema aceso sem droga nenhuma. Acrescentar um androgênio é jogar combustível nele, e acne inflamatória em costas e colo é a que mais deixa cicatriz permanente, o que seria um custo estético definitivo em nome de uma melhora estética temporária. O segundo motivo é mais importante e ninguém mencionou. Acne persistente em mulher de 27 anos, distribuída em rosto, colo e costas, é por si só um sinal que se investiga, porque pode indicar excesso de androgênio de origem própria, como acontece na síndrome dos ovários policísticos. Se for esse o caso, a sua linha de base androgênica já está elevada, e aí o risco de virilização por miligrama usado é maior do que numa mulher sem esse quadro. Antes de qualquer decisão sobre ciclo, o que eu faria é ir ao dermatologista e pedir, com um endocrinologista ou ginecologista, testosterona total e livre, SHBG, sulfato de DHEA, 17-hidroxiprogesterona, LH, FSH, prolactina e TSH. A acne tem tratamento bom e bem estabelecido, e resolvê-la vai te dar mais retorno visual do que oito semanas de oxandrolona. Segunda coisa, e essa precisa ser dita com clareza. O @Batata... escreveu que você tem muita gordura para queimar apenas com dieta e treino. Isso não bate com os seus próprios números. Você tem 1,62 m e 51 kg, e a sua cintura mede 62 centímetros. Sessenta e dois centímetros está muito abaixo de qualquer ponto de corte de risco, que em mulher começa em oitenta. Você não está com muita gordura, você está magra. Isso importa porque a orientação errada aqui não é inofensiva: seguir na direção de queimar mais, partindo de 51 quilos, é o caminho para perder o pouco de músculo que sustenta a forma que você quer. Terceira, a conta. Foi estimado um gasto calórico diário de cerca de 1480 calorias. Esse número está baixo. Para uma mulher de 27 anos, 1,62 m e 51 kg, o gasto só para manter as funções vitais, sem sair da cama, já fica em torno de 1200 a 1250. Somando trabalho, estudo, tarefas de casa e cinco treinos por semana, o gasto total realista fica entre 1750 e 1900. Ou seja, 1480 não é a sua manutenção, é um déficit disfarçado de manutenção. E aqui está a contradição central do tópico: você disse que o objetivo é ganhar massa magra para depois secar, e o plano montado em cima desse número faria o oposto. O que eu faria no seu lugar, na ordem. Primeiro, tratar a acne e investigar a causa hormonal dela. Segundo, comer em torno de 2000 a 2100 calorias por dia, com 100 a 110 gramas de proteína, e aceitar ganhar entre 150 e 250 gramas por semana durante uns seis meses. Terceiro, manter o treino como está, já que você mesma diz que aumenta carga sem prejudicar execução, que é a única coisa que realmente importa. Sobre a gordura abaixo do umbigo e embaixo do glúteo que custa a sair: essas regiões são as últimas em praticamente toda mulher, e não é falta de esforço. A distribuição de gordura é regional e determinada por densidade de receptores naquela área, e não existe estratégia de dieta ou exercício que escolha de onde tirar. Em quem já está magra, o que faz aquelas áreas parecerem melhores não é perder mais gordura, é ter mais músculo embaixo, principalmente glúteo e posterior de coxa. É por isso que a resposta para o seu incômodo é superávit e não déficit, por mais contraintuitivo que pareça. Um último ponto: a oxandrolona, mesmo em 5 mg, não é isenta. Voz e clitóris são os efeitos que não regridem, e eles não avisam antes. Se um dia você decidir usar, que seja depois de resolver a acne, com exames na mão, e com a voz gravada antes para servir de comparação. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo deposteron X boldenona X oxandrolona
@Dand, seu tópico ficou sem resposta, e ele merecia, porque você fez várias coisas certas que quase ninguém faz por aqui: tem endocrinologista acompanhando, fez exame antes, programou exame na sexta semana e no fim, e deixou a pós ciclo para o médico decidir. Isso já te coloca num patamar diferente. Justamente por isso vale apontar os pontos do desenho que eu levaria para essa consulta. O primeiro é a oxandrolona, e é o mais sério. Você programou 14 semanas ininterruptas, subindo de 50 para 60 e depois para 70 mg por dia. Duas coisas aí merecem atenção. A duração, porque oxandrolona é alquilada no carbono 17-alfa, e é exatamente essa modificação que a torna hepatotóxica. A toxicidade dessa família é função de dose multiplicada por tempo, e a referência usual para orais assim é ficar entre seis e oito semanas. Catorze é quase o dobro. E a escada está montada ao contrário. Você colocou a maior dose, 70 mg por dia, justamente nas semanas 9 a 14, ou seja, no momento em que a exposição acumulada do fígado já está no ponto mais alto de todo o ciclo. É o inverso do que faria sentido: se houvesse uma fase de dose maior, ela deveria estar no começo, quando o fígado ainda está descansado, com redução progressiva depois. Do jeito que está, os dois fatores de risco, dose e tempo acumulado, atingem o pico ao mesmo tempo. Vale lembrar também quais exames enxergam isso. TGO e TGP podem enganar, porque sobem com treino pesado e também podem permanecer normais nesse tipo de lesão. O padrão dos alquilados costuma ser colestático, então os marcadores que se movem primeiro são gama GT, fosfatase alcalina e bilirrubinas. Vale conferir se esses três estão no pedido do seu médico para a sexta semana, e não só as transaminases. O segundo ponto é a crisina. Ela aparece como protetor no seu protocolo, e há duas confusões aí. A primeira é que crisina não protege fígado, ela é vendida como inibidor de aromatase natural, ou seja, o objetivo dela seria segurar estradiol, que é outro problema. A segunda é que ela não funciona por via oral. A crisina de fato inibe aromatase em tubo de ensaio, e é daí que vem a fama, mas quando ingerida ela é quase toda conjugada na parede intestinal e no fígado antes de chegar à circulação. A biodisponibilidade oral é praticamente nula, e os estudos em humanos não mostram queda de estradiol nem aumento de testosterona. É um caso clássico de achado em laboratório que não sobrevive ao corpo humano. Um grama por dia dela não está te protegendo de nada, e o risco maior é você contar com uma proteção que não existe. O terceiro ponto é sobre quando esse ciclo realmente termina, e isso importa para a pós ciclo que o seu médico vai montar. Você tem três substâncias acabando em três momentos diferentes. A oxandrolona é oral e sai rápido, questão de dias após a semana 14. O cipionato termina na semana 12, mas com meia-vida em torno de oito dias continua presente por umas quatro a cinco semanas depois. E a boldenona é o caso extremo: o undecilenato tem meia-vida de aproximadamente duas semanas, então parar na semana 10 significa ter boldenona circulando até por volta da semana 18. Ou seja, o seu ciclo não acaba na semana 14, ele acaba perto da semana 18, e é a boldenona quem manda no calendário. Qualquer pós ciclo iniciada antes disso trabalha contra hormônio exógeno ainda ativo e se perde. Leve esse detalhe ao endocrinologista, porque é o tipo de coisa que passa batido quando se olha só a tabela de semanas. Duas observações menores. A boldenona é conhecida por elevar hemácias e hematócrito de forma mais marcada que outros compostos, e você a está combinando com testosterona, que faz o mesmo. Hematócrito e hemoglobina são os números que eu olharia primeiro no exame da sexta semana. E sobre o objetivo de ganhos secos, com 400 mg de cipionato mais boldenona, que também aromatiza, retenção é esperada. Seco não é o resultado natural dessa combinação. Por fim, o treino. Você divide em A de peito e tríceps, B de costas, bíceps e antebraço, e C de ombro, trapézio e perna. Perna aparece uma vez por semana, no fim de um dia que começou com ombro e trapézio inteiros. Num quarto ciclo, com 400 mg de testosterona por semana, deixar o maior grupo muscular do corpo com uma sessão semanal e ainda em último lugar é desperdiçar boa parte do que a droga poderia entregar. Dê à perna um dia próprio e coloque o exercício mais pesado no começo da sessão. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como eu faço pra aprender sobre AEs?
@Blindão, sua pergunta é boa e merece uma resposta honesta, inclusive na parte que decepciona. Você disse que achou que teria que estudar horrores como faz na faculdade, e que descobriu ser coisa simples de aprender. É o contrário, e a razão é interessante. Não existe literatura científica sobre montagem de ciclo. Ela não existe porque não seria ético fazer o estudo: nenhum comitê aprova um ensaio em que se dá 500 mg de testosterona por semana mais um oral hepatotóxico a homens saudáveis para ver o que acontece. O que existe de verdade é outra coisa, e vale saber separar. Existem ensaios clínicos com doses de reposição em homens com deficiência, existem alguns poucos estudos com doses suprafisiológicas isoladas e curtas, existem relatos de caso, quase sempre de quem teve complicação, e existem estudos observacionais com usuários, que sofrem do problema de comparar quem usa com quem não usa sem controlar dieta, treino e genética. Isso significa que tudo que você vai ler em fórum sobre esquema de ciclo, empilhamento e protocolo de pós ciclo não é conhecimento científico. É prática acumulada, transmitida de usuário para usuário, com taxa de erro que ninguém mediu, porque quem teve problema em geral some do fórum e não vira estatística. Não estou dizendo que é tudo inútil, estou dizendo que a confiança que se deve depositar nisso é muito menor do que o tom das postagens sugere. Se você quiser ler o que de fato tem base, procure no PubMed por termos como androgen abuse, anabolic androgenic steroids cardiovascular, hypogonadism recovery after AAS. Leia revisões antes de leigos. E aprenda a distinguir relato de caso de estudo controlado, porque essa distinção sozinha já te coloca acima de noventa por cento das discussões sobre o assunto. Agora as correções pontuais do tópico. A afirmação de que termogênico não funciona em quem tem mais de 10 por cento de gordura não tem base nenhuma. Cafeína e compostos similares produzem um aumento pequeno do gasto energético, na casa de três a cinco por cento, e esse efeito não depende do seu percentual de gordura. O que existe de real, e provavelmente virou esse boato, é outra coisa: em percentuais muito baixos, o que sobra é a gordura de regiões teimosas, ricas em receptores que dificultam a mobilização, e é aí que as pessoas apelam para estimulantes. Ou seja, não é que o termogênico só funcione abaixo de 10 por cento, é que só abaixo de 10 por cento as pessoas ficam desesperadas o bastante para achar que ele faz diferença. Com 20 por cento de gordura, o @Foston te deu a resposta certa: o que resolve é déficit calórico, e nenhum suplemento substitui isso. @Brinks, sobre a idade. A recomendação de esperar até por volta dos 21 aos 23 anos está correta, mas o motivo dado, de que a maturação testicular ainda estaria finalizando, não é bem isso. Os testículos completam a maturação na adolescência. O que continua se ajustando até o começo da casa dos vinte é a regulação do eixo entre hipotálamo, hipófise e testículo, que ainda está se estabilizando, e é justamente essa regulação que o esteroide desliga. Junto disso, e talvez ainda mais importante, o pico de massa óssea só é atingido perto dos vinte e poucos, e a maturação de áreas do cérebro ligadas a controle de impulso segue até essa faixa. São esses três motivos, e não o testículo em si. Ainda sobre o que o @Foston escreveu, um refinamento sobre o hCG. É verdade que ele mantém volume testicular e a produção interna de testosterona durante o uso, e há dado de que ajuda a preservar a produção de espermatozoides. Duas ressalvas importantes: o hCG estimula também a aromatase dentro do testículo, então tende a elevar estradiol, e em dose alta ele dessensibiliza as células que deveria proteger, o que é o oposto do objetivo. Por isso o uso é em dose baixa. E sobre não se saber se a recuperação ocorre, existe dado sim: a maioria dos homens recupera o eixo em seis a doze meses após parar, mas uma parcela relevante não recupera, e o preditor mais forte de não recuperar é o tempo total de uso, não a dose. Ou seja, o que mais custa caro no longo prazo é ficar anos usando, não a dose de um ciclo isolado. Por último, uma coisa prática que ninguém te disse e que eu acho a mais importante de todas. Você escreveu que trabalha, que o dinheiro vai quase todo em aluguel e contas, e que está juntando grana para um ciclo decente porque nem para suplemento sobra. Vou ser direto: a parte cara de usar esteroide com alguma segurança não é a ampola, é o resto. Exames antes, exames no meio, exames depois, consulta com endocrinologista, e a reserva para quando algo der errado. Esse conjunto custa consistentemente mais do que as substâncias, e é exatamente a parte que as pessoas cortam quando o orçamento aperta. Quem só tem dinheiro para o ciclo tem dinheiro apenas para a parte perigosa dele. Com 20 por cento de gordura e o ano inteiro pela frente, o melhor investimento é comida e consistência. Se em fevereiro você chegar com 12 por cento e uma base sólida, terá ganho mais do que qualquer ciclo entregaria agora, e ainda estará em condição de decidir com clareza. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como usar anastrozol para baixar o estradiol?
@jowes, antes de falar de dose de anastrozol, tem um problema no ponto de partida: pela sua descrição, você quer tratar um exame que provavelmente está normal. Comece pela unidade. Estradiol em homem não se dosa em nanogramas, se dosa em picogramas por mililitro. Se o seu resultado fosse mesmo 77 ng, isso equivaleria a 77.000 pg por mililitro, um valor que não existe em ser humano vivo. Então o seu exame quase certamente diz 77 pg/mL. E aí a leitura muda completamente. Para um homem que usa 250 mg de testosterona por semana, ou seja, cerca de quatro vezes a produção natural, um estradiol de 77 pg/mL é exatamente o que se espera. O @Locemar apontou o essencial: estradiol não se interpreta sozinho, ele se interpreta ao lado da testosterona que o gerou. Testosterona suprafisiológica produz estradiol proporcionalmente mais alto, e isso não é efeito colateral, é aritmética da aromatase. O que define excesso de estrogênio não é o número isolado, são os sintomas: retenção de líquido, mamilo sensível ou endurecido, oscilação de humor, gordura em padrão feminino. Você não relatou nenhum deles. Um detalhe técnico que vale conhecer, porque muda resultado: o estradiol dosado pelo imunoensaio comum foi validado para mulheres, em faixas de concentração muito mais altas, e superestima o valor em homens. O exame correto para homem é o estradiol por espectrometria de massas, às vezes chamado de ultrassensível. Se o seu foi feito pelo método comum, o número real pode ser ainda mais baixo do que 77. Agora a parte mais importante, e ela inverte a sua conclusão. O único sintoma que você relatou foi ereção fraca, e o remédio que você está prestes a tomar é uma das causas mais conhecidas justamente disso. O estrogênio não é um vilão no organismo masculino, ele é necessário para libido, para função erétil e para o próprio funcionamento sexual. Homem com estradiol derrubado por inibidor de aromatase classicamente perde libido, perde ereção, fica com articulação dolorida, seca e com humor deprimido. Se você tomar o anastrozol, a chance maior é de piorar o sintoma que te incomoda, não de melhorar. E o mais provável é que a explicação para a ereção fraca já esteja no seu próprio relato, como o @Locemar levantou: você reduziu bastante a dose. O corpo estava adaptado a um nível muito mais alto, e a queda, mesmo terminando ainda acima do normal, produz sintomas de abstinência relativa. Isso costuma acomodar em algumas semanas, sem intervenção nenhuma. Sobre as suas perguntas objetivas, respondendo uma a uma. Pode usar inibidor de aromatase junto com testosterona, sim, é o cenário em que ele é usado. Ao suspender, o estradiol torna a subir, sim, porque a enzima volta a operar e a testosterona que você continua aplicando continua sendo substrato. E existe rebote, sim: além da retomada da aromatização, durante o uso do inibidor o eixo tende a liberar mais hormônio, e a suspensão pode levar o estradiol acima de onde ele estava antes. É por isso que retirada de inibidor de aromatase se faz de forma gradual e não de uma vez. Quanto à dose ideal, não existe dose ideal para corrigir um exame que não está alterado, e mesmo quando há indicação real, o ajuste é feito por titulação com exame repetido e acompanhamento médico, porque a janela entre reduzir e derrubar demais é estreita. Vale ainda um alerta sobre o que você não está medindo. Você faz uso contínuo de testosterona há muitos anos e o único exame que citou foi o estradiol, que é justamente a variável menos perigosa da lista. O efeito adverso mais frequente e mais grave da testosterona suprafisiológica crônica é o aumento do hematócrito, que engrossa o sangue e eleva risco de trombose. Peça hemograma completo com hematócrito e hemoglobina, e trate esse número como prioridade. Junto com ele: PSA, perfil lipídico, função hepática e renal, glicemia com hemoglobina glicada, e medida de pressão arterial em casa. Vale também acrescentar que inibidor de aromatase usado de forma contínua em homem reduz densidade óssea ao longo do tempo, porque quem sustenta o osso masculino é o estradiol, o que é mais um motivo para não iniciar sem necessidade comprovada. Resumindo o que eu faria no seu lugar: guardar a caixa, refazer o estradiol pelo método sensível junto com testosterona total e livre, hemograma e SHBG, esperar algumas semanas para a adaptação à dose menor, e levar tudo isso a um endocrinologista. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Onde posso encontrar testo em gel?
@Ninafit, sua pergunta inicial foi tratada como se fosse pedido de fornecedor, e a sua reclamação foi justa. Mas o que ficou realmente sem resposta foi o raciocínio que está por trás dela, e é nele que mora o erro. Você contou que parou a oxandrolona porque ela atacou a sua gastrite, e que por isso pensou no gel, por parecer mais tranquilo. Esse é o ponto que precisa ser desfeito. Mudar a via de administração muda o caminho até o sangue, não muda o que a substância faz depois que chega lá. Trocar comprimido por gel resolve o estômago e só o estômago. O que causa virilização, ou seja, engrossamento de voz, aumento do clitóris, pelo em local masculino e alteração de cabelo, é a ativação do receptor de androgênio nos tecidos, e o receptor não tem a menor ideia de por onde o hormônio entrou. Aliás, a gastrite era o menor dos riscos que a oxandrolona te oferecia. Você abandonou o efeito colateral chato e está considerando trocá-lo pelos que não regridem. Segundo ponto, sobre a ideia de usar pouquíssima quantidade. Bravo Costa já explicou bem que o Androgel é dose masculina de reposição e que a dose feminina seria uma fração dela. Quero acrescentar por que isso é mais difícil do que parece na prática. Gel transdérmico é a apresentação com pior controle de dose que existe. A absorção pela pele varia enormemente entre pessoas e também conforme o local de aplicação, a espessura da pele, o suor, o banho e o tempo até vestir roupa. Duas mulheres aplicando exatamente a mesma quantidade podem terminar com níveis muito diferentes no sangue. Então dividir um sachê em dez partes não produz um décimo da dose de forma confiável, produz uma dose desconhecida. E dose desconhecida é justamente o que não se pode ter quando o efeito indesejado é permanente. Some a isso que gel passa de pele para pele por contato, e você tem uma apresentação que parece a mais leve e é na verdade a menos controlável. Agora a parte que responde de verdade o seu problema, que é ter parado de crescer. Olhando os seus números: 160 g de proteína, 150 g de carboidrato e 55 g de gordura. Isso dá cerca de 1735 kcal por dia. Você tem 55 kg, treina seis dias por semana e quer ganhar massa. Essa quantidade é manutenção, e possivelmente um pouco abaixo dela. Ninguém constrói tecido novo sem excedente de energia. É a explicação mais simples e mais provável para você ter estagnado, e nenhuma testosterona conserta comida que não entrou. Repare também que a sua proteína está maior que o seu carboidrato, o que é uma inversão. O @Degcastro percebeu que havia proteína demais e estava certo no diagnóstico, mas errou no número: ele citou 3 g por quilo como teto, e 160 g para 55 kg dá 2,9 g por quilo, ou seja, você estaria dentro do limite dele. O problema é que 3 g por quilo não é a referência. A faixa que os estudos sustentam para quem treina com peso fica entre 1,6 e 2,2 g por quilo, o que no seu caso significa algo entre 90 e 120 g por dia. E não é verdade que a necessidade de proteína dependa de usar ou não anabolizante. Ela depende de peso, de treino e de quanto déficit você está fazendo. Então o ajuste é direto: baixe a proteína para 120 g e use as calorias liberadas, mais um acréscimo, para levar o carboidrato para a faixa de 220 a 250 g. Você sai de 1735 para algo em torno de 2100 kcal, com mais energia para treinar e finalmente um superávit. Mantenha a gordura em 55 g. Acompanhe por seis semanas mirando 150 a 250 gramas de ganho por semana. Um último detalhe sobre o treino. Na sua divisão, quadríceps e ombro aparecem duas vezes, glúteo e posterior duas vezes, e costas ou peito entram como alguma parte superior num único dia, alternando entre si. Ou seja, cada um dos dois maiores grupos do tronco é treinado, na melhor das hipóteses, uma vez a cada duas semanas. Isso explica por que a sensação de estagnação é mais forte em cima. Dá para resolver sem aumentar dias: transforme o dia de bíceps e tríceps num dia de costas e peito com os braços no fim, e distribua as puxadas e empurrões pelos dois dias de superiores. Cada grupo passa a ser estimulado duas vezes por semana, que é a frequência com melhor resposta. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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José Carlos Santos: 8 títulos mundiais, método próprio e saúde primeiro
Chegar ao segundo lugar de um campeonato com apenas seis meses de musculação seria o ponto alto da história de muita gente. Para José Carlos Santos, foi apenas o começo de uma trajetória que reuniu oito títulos mundiais, décadas de observação do próprio corpo e uma decisão incomum: recusar o caminho profissional quando o preço financeiro e biológico deixou de fazer sentido. Em Episódeo #41 - Os Honoráveis com JOSÉ CARLOS SANTOS, do canal Alessandro Valentim, o fisiculturista reconstrói sua formação sem treinador, detalha critérios de preparação e explica por que tratou saúde como limite de carreira. Entre quatro participantes, as informações abaixo foram atribuídas a José apenas quando aparecem em respostas diretas, relatos em primeira pessoa ou blocos biográficos inequivocamente dele. Dos três primeiros meses ao primeiro palcoJosé começou a treinar por volta dos 16 anos, quando já morava sozinho em Biquinha, em São Vicente. Entrou na academia para acompanhar o amigo Pedro, que queria ficar mais forte depois de sofrer uma agressão. Pedro desistiu antes de completar um mês. José continuou. No terceiro mês, o dono da academia percebeu sua resposta física e sugeriu uma competição. Cerca de seis meses depois do primeiro treino, José disputou o Mister São Vicente e terminou em segundo lugar. Ele situa a estreia por volta de 1988, mas demonstra dúvida entre 1987 e 1988. Essa incerteza precisa ser preservada em vez de transformar memória em data exata. A preparação inicial era rudimentar. A orientação alimentar recebida priorizava ovos e cenoura e retirava arroz, macarrão e batata. O aeróbico consistia em caminhar de São Vicente a Santos pela praia. Suplementos modernos não faziam parte da rotina. Vieram depois a levedura de cerveja e a albumina pura, enquanto revistas importadas chegavam ao Brasil com aproximadamente dois anos de atraso e custavam mais do que ele podia pagar. Seis semanas para testar antes de usar no palcoSem treinador, nutricionista ou médico conduzindo a preparação, José transformou o próprio corpo em um registro de tentativa e resposta. Uma estratégia diferente não entrava diretamente na semana do campeonato. Ele a testava cerca de um mês e meio antes, observava o resultado e só então decidia se faria parte da finalização. O critério visual também era específico. Quadríceps e peitoral podiam ganhar definição em aproximadamente duas semanas, mas não confirmavam que o físico estava pronto. Os marcadores decisivos eram glúteos e região lombar. Enquanto essas áreas não aparecessem com o grau de definição esperado, ele não considerava a preparação concluída. José também relata que um manejo ruim de água podia fazer um físico pronto parecer atrasado em um ou dois meses. Ele não fornece litros, dias de restrição, quantidade de sódio nem sequência operacional. Portanto, a observação descreve a importância visual que atribuía à água, mas não oferece um protocolo que possa ser reproduzido com segurança. A balança chegou a 92 kg antes da categoria de 65 kgEm uma das fases mais difíceis, o peso fora de competição chegou a 92 kg e precisou descer até a categoria de 65 kg. A diferença é de 27 kg entre a balança do off-season e o limite competitivo. Isso não significa que 27 kg de gordura tenham sido eliminados, porque o relato não separa gordura, massa magra, glicogênio, conteúdo intestinal e água corporal. O número mostra principalmente o custo de deixar o peso se afastar demais da categoria. José descreve o processo como sofrimento. A lição prática não é copiar o corte, mas reduzir a distância entre o peso habitual e o peso de palco para evitar que toda a preparação se transforme em correção de um excesso anterior. Panturrilhas: 30 minutos, três vezes por semanaO trabalho de panturrilhas foi descrito com uma precisão rara. José reservava aproximadamente 30 minutos para o grupo muscular, três vezes por semana. Variava os ângulos e alternava a natureza do estímulo: um dia com mais repetições outro dia com menos repetições e mais carga execução intensa, porém controlada em algumas sessões, 10 séries por ângulo séries que podiam chegar a 20 ou 30 repetições Esse foi o método pessoal usado por um atleta avançado, não uma ficha universal. O valor do exemplo está na frequência, na variação planejada e no volume deliberado aplicado a um ponto que exigia atenção específica. Nem todo músculo respondia à mesma faixa de repetiçõesAnos de treino levaram José a abandonar a ideia de usar a mesma faixa para o corpo inteiro. Alguns grupos respondiam melhor a 6 a 8 repetições com carga maior. Outros exigiam carga menor e séries de 15 a 20 repetições, às vezes prolongadas sem contagem rígida. A experiência encontra respaldo parcial na literatura. Em um ensaio com 18 homens treinados durante oito semanas, séries de 25 a 35 repetições e séries de 8 a 12 produziram hipertrofia semelhante quando executadas com esforço elevado, enquanto a faixa mais pesada favoreceu mais o ganho de força máxima. Isso ajuda a explicar por que duas faixas podem construir músculo, mas não autoriza escolher repetições aleatoriamente. Carga, proximidade da falha, volume, recuperação e progressão continuam determinando o estímulo. As poses compulsórias eram treinadas até virar reflexoJosé considera que campeonatos são decididos nas poses obrigatórias. Por isso, praticava as poses compulsórias repetidamente até que a montagem ficasse natural durante as comparações. Uma rotina livre chamativa não compensava perder controle quando os árbitros pediam as posições que realmente separavam os atletas. Uma correção pequena ilustra esse nível de detalhe. Ele atribui a Wilson a orientação de posicionar o polegar entre os dedos para girar melhor o punho e destacar o pico do bíceps. Não é um truque para criar músculo. É ajuste de apresentação para mostrar com mais eficiência o físico já construído. Amino Fuel, BCAA, glutamina e creatina no contexto da épocaJosé confirma um consumo histórico de Amino Fuel líquido pela manhã, à tarde e à noite, encerrando uma garrafa por dia. A enumeração das três tomadas indica que a expressão registrada na legenda automática como “em três meses” corresponde ao contexto de três vezes ao dia. Ele também recorda o uso frequente de BCAA, glutamina e creatina, sem informar doses. Uma garrafa diária de aminoácidos líquidos não deve ser convertida em recomendação atual. A informação serve para reconstruir o que atletas daquela geração faziam e quanto dependiam de produtos que hoje podem ser substituídos por uma dieta com proteína suficiente e, quando necessário, suplementação calculada pelo conteúdo nutricional real. O que José revelou sobre hormônios e o que não revelouA cronologia é clara. José afirma que começou a fazer protocolos em 2007. O uso ocorria somente em períodos de competição. Depois do campeonato, fazia o que chamou de TPC e permanecia sem uso fora da preparação, mantendo treino e alimentação. Em 2008, ao direcionar a carreira para eventos Arnold, passou a aceitar um protocolo que descreve apenas como pequeno, acompanhado por controle de saúde. Ele também afirma que um protocolo ativo próximo de uma competição controlada impediria a aprovação no exame antidoping. O relato não informa: quais compostos foram usados quantos miligramas ou mililitros entravam no protocolo frequência das aplicações duração do período de uso medicamentos, doses ou duração da TPC exames utilizados no acompanhamento Portanto, não existe na fonte um protocolo hormonal reproduzível. Há uma linha do tempo e uma regra pessoal de limitação. Também não é possível concluir que uso competitivo seja seguro porque ocorreu por menos tempo. A lista de 2026 da Agência Mundial Antidoping mantém agentes anabólicos proibidos em todos os momentos. Estudos com usuários de longo prazo associam a exposição a pior função ventricular e maior carga de placas coronarianas. Por que ele recusou a carreira profissionalJosé afirma ter sido o segundo brasileiro campeão mundial amador da IFBB, depois de Luiz Otávio, campeão em 1987. Seu primeiro título mundial veio em 1997, seguido por conquistas em 1999 e 2001. A trajetória chegaria a oito títulos mundiais. Mesmo com convites para migrar ao profissional, decidiu permanecer no circuito amador. A conta incluía o custo financeiro, a necessidade de elevar o investimento e a possibilidade de cobrar mais da saúde sem retorno proporcional. Nenhum título, em sua avaliação, justificava perder a própria saúde. A decisão não nasceu de falta de ambição. José afirma que sempre buscava superar a versão do ano anterior e que um campeão começa pela cabeça. A diferença é que disciplina não significava aceitar qualquer preço. A partir de 2016 e 2017, reduziu a frequência competitiva. Depois de aproximadamente um ano e meio parado durante a pandemia, estimou em janeiro de 2021 que precisaria de três meses para voltar ao palco. Hoje, calcula que uma preparação exigiria cerca de quatro meses. O método que atravessou décadasOito títulos mundiais não nasceram de uma única dieta, faixa de repetições ou estratégia de finalização. O padrão constante foi testar cedo, observar áreas específicas, corrigir pontos fracos e repetir até que treino e pose deixassem de depender de improviso. A parte mais atual dessa história é a autonomia. Um treinador pode acelerar decisões e reduzir erros, mas o atleta continua precisando compreender o próprio corpo. José critica a dependência absoluta de quem chega à finalização sem saber interpretar glúteos, lombar, resposta ao treino ou apresentação no palco. ConclusãoJosé Carlos Santos oferece lições que podem ser verificadas e aplicadas sem transformar sua história em receita. Testar mudanças seis semanas antes é melhor do que improvisar na semana do palco. Glúteos e lombar podem dizer mais sobre condicionamento do que grupos que definem cedo. Panturrilhas receberam 30 minutos, três vezes por semana. As faixas de 6 a 8 e 15 a 20 repetições foram escolhidas conforme a resposta do músculo. Poses obrigatórias foram treinadas até parecerem naturais. Na farmacologia, a honestidade exige o mesmo rigor. Ele revelou quando começou e em quais períodos usava, mas não revelou substâncias nem doses. Preencher essas lacunas seria fabricar um protocolo que José não apresentou. A principal decisão concreta foi outra: manter a saúde acima da possibilidade de transformar oito títulos mundiais em uma carreira profissional mais arriscada. FAQQuantos títulos mundiais José Carlos Santos conquistou?José é apresentado como oito vezes campeão mundial. Três conquistas citadas diretamente ocorreram em 1997, 1999 e 2001. Quanto tempo ele treinou antes do primeiro campeonato?Cerca de seis meses. Ele terminou o Mister São Vicente em segundo lugar, por volta de 1988, embora demonstre dúvida entre 1987 e 1988. Como ele treinava panturrilhas?Reservava aproximadamente 30 minutos, três vezes por semana. Variava ângulos, alternava repetições altas com carga maior e, em algumas sessões, fazia 10 séries por ângulo com 20 a 30 repetições. Quais doses de esteroides ele usou?José não informou compostos, doses, frequência ou duração. Disse apenas que começou protocolos em 2007, usava em preparação competitiva, fazia TPC depois e permanecia sem uso fora das competições. Por que ele não virou profissional?Porque avaliou que o aumento de custo e risco à saúde não compensava. Preferiu preservar a saúde e continuar no circuito amador, mesmo recebendo convites para a transição. ReferênciasVALENTIM, Alessandro. Episódeo #41 - Os Honoráveis com JOSÉ CARLOS SANTOS. YouTube, 27 ago. 2026. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BsfLps9Urdg. Acesso em: 28 ago. 2026. WORLD ANTI-DOPING AGENCY. The 2026 Prohibited List. Montreal: WADA, 2026. Disponível em: https://www.wada-ama.org/sites/default/files/2025-09/2026list_en_final_clean_september_2025.pdf. Acesso em: 28 ago. 2026. SCHOENFELD, Brad J. et al. Effects of low- vs. high-load resistance training on muscle strength and hypertrophy in well-trained men. Journal of Strength and Conditioning Research, v. 29, n. 10, p. 2954-2963, 2015. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25853914/. Acesso em: 28 ago. 2026. BAGGISH, Aaron L. et al. Cardiovascular toxicity of illicit anabolic-androgenic steroid use. Circulation, v. 135, n. 21, p. 1991-2002, 2017. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28533317/. Acesso em: 28 ago. 2026.
Hoje
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tentando eliminar gordura
bom dia, faço trt a quase 4 anos, trt mesmo, mantenho na faixa de 500 a 600 de testo, mais que isso me dá mau humor, a libido esta perfeita, melhorou totalmente após a trt, faço exercicios e caminhadas diariamentes, sempre uso a estação também, se não fosse a correria do dia a dia dava pra se dedicar mais só que no momento se eu fizer isso aumenta meu stress fisico e mental, já conheço meu ritmo, devagar e sempre rsrs
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Dieta para reduzir %bf e hipertrofia: fui a endócrino e nutricionista e não tive resultados
@Lola2015, você escreveu duas coisas de passagem que ninguém no tópico perguntou, e são as mais importantes: que está vindo de um pós operatório e que não pode correr. Que cirurgia foi essa, e você foi liberada por escrito pelo cirurgião para treinar? Isso não é formalidade. Semanas depois de uma cirurgia, principalmente abdominal, ainda existe edema de parede, e é muito comum a barriga parecer saliente e a circunferência não descer por semanas, mesmo com a dieta perfeita. Se foi esse o seu caso, você está medindo inchaço e chamando de gordura, e nenhuma dieta resolve inchaço pós operatório. Só o tempo resolve. E a restrição de não poder correr sugere que existe uma limitação que continua valendo, o que torna ainda mais importante saber o que foi liberado e o que não foi antes de fazer noventa minutos de exercício por dia. A segunda coisa é a sua meta. Você está com 19 por cento e quer chegar a 15 em três meses. O @Jaraqui já disse, e eu concordo, que 19 por cento numa mulher de 25 anos é um número bom. Mas quero acrescentar um detalhe técnico que muda a conversa: tanto a bioimpedância quanto o exame de dobras cutâneas têm margem de erro que costuma ficar entre três e quatro pontos percentuais. Ou seja, a sua meta inteira, quatro pontos, cabe dentro do erro do instrumento que você usaria para verificá-la. Se você medir hoje 19 e daqui a três meses medir 15, isso pode significar mudança real ou pode significar aparelho, hidratação e avaliador diferentes. Você estaria perseguindo um número que o método não consegue enxergar com essa precisão. Circunferência de cintura com fita e a mesma foto na mesma luz dizem mais, e custam menos. Vale ainda lembrar que em mulher a gordura essencial fica em torno de 10 a 13 por cento, então 15 é território de atleta em preparação, e é justamente a faixa em que aparecem irregularidade menstrual e queda de desempenho. Não é o alvo que eu perseguiria com o corpo saindo de uma cirurgia. Agora a dieta. Olhando de perto, ela não tem carboidrato. Uma banana ou dez uvas no dia inteiro, e nada mais. Nem arroz, nem batata, nem pão. Em cima disso você faz trinta minutos de bike acima de 20 km/h, mais treino de pernas, mais mais trinta minutos de aeróbico, todos os dias. Isso é aproximadamente mil calorias com noventa minutos de exercício diário. Não é sustentável, e o principal problema nem é o desconforto, é que déficit muito grande com proteína no limite e treino alto é a receita para perder músculo justamente quando você quer o contrário. E tem uma conclusão sua que vale corrigir, porque foi ela que te levou até aqui. Você tirou a batata doce porque na dieta antiga sentia muita fome. Só que carboidrato não é o que provoca fome, o que provoca fome é déficit calórico grande, e ele estava lá antes e continua agora. Tirar o carboidrato não resolveu a causa, apenas trocou o desconforto de lugar. Meu palpite é que na dieta anterior faltava proteína e faltava gordura, e a batata doce sozinha esvazia o estômago rápido. Coloque de volta 80 a 100 g de arroz ou batata no almoço e no jantar, junto com a proteína e a salada que você já come, e suba as calorias para a faixa de 1400 a 1500. Você provavelmente vai emagrecer mais rápido do que agora, porque vai conseguir sustentar. Sobre os suplementos: BCAA tomado junto com whey isolado é redundante. Whey já é uma das fontes mais ricas em aminoácidos de cadeia ramificada que existem, e em quantidade muito maior do que uma cápsula ou dose de BCAA entrega. Fora isso, os ramificados isolados não constroem músculo sozinhos, porque para sintetizar proteína o corpo precisa do conjunto completo de aminoácidos essenciais, e não de três deles. Você está pagando duas vezes pela mesma coisa, sendo que a segunda é pior. Corte o BCAA e use o dinheiro em comida. Duas semanas, aliás, é uma janela curta demais para julgar qualquer plano, ainda mais com edema de pós operatório em cima. Dê seis semanas medindo cintura uma vez por semana, sempre em jejum e no mesmo ponto. @Rick, você perguntou aqui e mandaram abrir outro tópico sem te responder, então vai a resposta. Com 84,8 kg, 1,74 m e 19 por cento, a ordem que faz sentido é reduzir gordura primeiro, e a sua pergunta traz uma confusão muito comum: não existe treino de definição. Repetição alta com peso leve não define nada. Quem reduz gordura é o déficit calórico, e o papel da musculação durante o déficit é preservar o músculo que você já tem, o que exige carga alta e não repetição alta. Então mantenha o treino pesado, use o aeróbico como ferramenta para aumentar gasto e não como substituto, e deixe o déficit fazer o trabalho de definição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como evoluir com volume sem tanta gordura?
Minha vida é muito corrida, meu shape é esse, não treino, faço dieta (como pouco) e tomo peptídeos. Como treinar e comer bem mantendo slim com mais volume muscular com pouco tempo no dia e zero vontade? Quero ciclar.
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Ajuda com dieta e treino
@taliapedon, você fez duas perguntas boas nesse tópico e as duas foram respondidas mal. Vou responder as duas com número. A primeira. Você postou seus macros, proteína 75 g, carboidrato 187 g e gordura 50 g, e perguntou se continuava assim ou se dava para melhorar. A resposta foi apenas seguir a dieta de cima, sem explicar nada. Só que a sua pergunta tinha uma resposta objetiva: 75 g de proteína é pouco para alguém que treina seis dias por semana e quer construir glúteo. A referência para quem treina com peso é algo entre 1,6 e 2,2 gramas por quilo de peso corporal, o que para a maioria das mulheres cai entre 100 e 130 g por dia. A dieta que te passaram, se cumprida, chega perto de 120 g, ou seja, ela corrigiu o problema, mas ninguém te disse qual era o problema nem qual era o alvo. Saber o número importa, porque no dia em que você precisar adaptar a dieta sozinha, é ele que te guia e não a lista de alimentos. A segunda, e essa é mais séria. Você escreveu que está conseguindo treinar, que está tranquilo e que quando acha fácil aumenta o peso. O @Locemar respondeu que então está errado, porque não tem que estar tranquilo. Discordo, e discordo com convicção: o que você descreveu é exatamente o método correto. Aumentar a carga quando o peso atual fica fácil tem nome, chama-se sobrecarga progressiva, e é o único mecanismo pelo qual o músculo cresce. Sensação de sofrimento não é medida de nada. Dá para sair arrasada de um treino que não produz resultado nenhum, basta usar peso leve e muita repetição. O que serve de medida é o quanto sobrou no fim da série. Um jeito prático: ao terminar a última repetição de uma série, pergunte quantas repetições ainda dariam para fazer com técnica boa. Se a resposta for zero ou uma, a série foi pesada demais para o volume que você faz. Se for duas ou três, está no ponto certo, e é aí que a maior parte do treino deve viver. Se forem cinco ou mais, está leve e é hora de subir a carga, que é justamente o que você já faz por conta própria. Anote carga e repetições de cada exercício. Se em quatro semanas os números subiram, o treino funcionou, esteja você tranquila ou destruída. Duas observações sobre o resto. A glutamina, liberada para antes de dormir. Ela é um dos suplementos mais estudados e um dos que menos entregam em pessoa saudável que já come proteína suficiente. Os estudos com atletas não mostram ganho de massa, de força ou de recuperação, e não reduzem dor muscular de forma relevante. A glutamina tem uso real, mas em contexto hospitalar, em paciente grave ou com problema intestinal específico. Para o seu caso, o dinheiro dela compra muito mais resultado virando comida, e como a sua proteína está baixa, esse é literalmente o melhor destino possível. E o treino, para o objetivo que você tem. A sessão de inferiores está boa e cobre bem o quadríceps e o posterior, mas falta a peça mais importante para glúteo, que é a elevação pélvica com barra, o hip thrust. É o exercício com maior ativação de glúteo máximo entre os que existem, justamente porque coloca a resistência na horizontal, no ponto em que o quadril está estendido, coisa que agachamento e leg press não fazem. Coloque no lugar do glúteo quatro apoios, quatro séries de oito a doze repetições com carga, e mantenha o stiff, que já está lá e trabalha bem o glúteo pela outra ponta. Você foi cobrada por sumir depois de uma virose e acabou perdendo o acompanhamento. Se ainda estiver por aqui, o que você já sabe fazer é mais do que parece: você progride carga sozinha, treina com consistência e faz as perguntas certas. Só faltavam os números.
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Ajuda para emagrecimento - Alimentação/Treino (Retorno)
@Laércio Sena, você pediu ajuda quatro vezes e ninguém respondeu. Peço desculpa pelo fórum. Vou pegar o caso inteiro, e preciso começar pela parte que me preocupa mais do que a dieta. Você escreveu que decidiu largar os medicamentos para hipertensão e tentar controlar tudo só com alimentação e caminhada. Entendo o raciocínio e ele vem de uma intenção boa, mas essa é a decisão mais arriscada do seu relato. Pressão alta não dói e não avisa. Ela não produz sintoma nenhum enquanto vai endurecendo artéria, engrossando o coração e desgastando o rim, e o primeiro sinal, quando aparece, costuma ser um evento grave. Além disso, algumas classes de anti-hipertensivo, principalmente betabloqueadores e clonidina, provocam efeito rebote quando interrompidas de uma vez, com pressão subindo acima do que estava antes. Se o que você largou foi um desses, o risco não é teórico. O ponto é que o seu objetivo está certo. Perder peso reduz pressão de verdade, na ordem de aproximadamente 1 mmHg para cada quilo perdido nas primeiras faixas, e muita gente de fato consegue reduzir ou até suspender medicação depois de emagrecer. A diferença é que isso se faz com o cardiologista tirando a dose aos poucos enquanto acompanha os números, e não decidindo sozinho e deixando de medir. Faz o seguinte, que te dá controle sem te expor: compre um aparelho de pressão de braço, desses automáticos com manguito, meça duas vezes por dia sempre nos mesmos horários, sentado e em repouso, anote tudo por duas semanas e leve esse caderno ao cardiologista. Com sete quilos a menos e um registro na mão, a conversa muda completamente, e quem vai reduzir a medicação é ele, com base em dado. Agora uma informação que provavelmente ninguém te deu e que liga os seus dois problemas. Vários anti-hipertensivos muito usados no Brasil, em especial os diuréticos tiazídicos como a hidroclorotiazida, elevam o ácido úrico como efeito conhecido. Se o seu remédio era ou continha um tiazídico, ele pode ter contribuído para o ácido úrico elevadíssimo que tanto te desanimou. E existe o outro lado: a losartana tem efeito uricosúrico, ou seja, ajuda o rim a eliminar urato, e por isso costuma ser preferida justamente em quem tem hipertensão com ácido úrico alto. Isso é mais um motivo para voltar ao consultório em vez de largar tudo. O problema pode ter sido a escolha do medicamento, e não o fato de estar medicado. Sobre a sua pergunta, por que você e não pessoas mais obesas e mais desregradas: ácido úrico tem um componente hereditário forte. A maior parte dos casos de urato alto não é excesso de produção, é dificuldade do rim em excretar, e essa capacidade é largamente genética. É a mesma razão pela qual existe quem coma mal a vida inteira e tenha exames impecáveis. Não é injustiça nem falha sua, é a carta que veio no baralho, e o que se faz com ela é exatamente o que você começou a fazer. E aí entra um alerta importante sobre a dieta. Perda de peso rápida e jejum prolongado elevam o ácido úrico temporariamente, porque os corpos cetônicos competem com o urato na excreção renal, e crises de gota são clássicas em quem emagrece de forma agressiva. No seu caso específico, portanto, déficit moderado não é frescura, é conduta. Uma perda de meio quilo a um quilo por semana é o alvo. Sua dieta de 2172 kcal para 98 kg e 1,84 m está numa faixa razoável e não recomendo apertar mais. Alguns ajustes finos para o urato, já que a base da sua dieta é carne, frango e peixe. Carne vermelha e frutos do mar são as fontes que mais elevam urato, então vale deslocar parte dessa proteína para as que reduzem: laticínios com pouca gordura, principalmente leite e iogurte, que têm efeito protetor demonstrado, ovos, e proteína vegetal. A soja que você já usa é bem-vinda, apesar da fama contrária, porque o urato não sobe com leguminosas do jeito que sobe com carne. As duas coisas que mais fazem diferença para baixar urato, na prática, são cortar bebida alcoólica, cerveja em primeiro lugar, e cortar bebida adoçada com açúcar ou xarope de frutose. E os 4,5 litros de água que você já toma são exatamente o que se recomenda, então nisso você acertou sem saber. Duzentos gramas de proteína para 98 kg é mais do que o necessário. Cento e sessenta gramas dão o mesmo resultado para preservar músculo e aliviam um pouco a carga de purinas. Use as calorias que sobrarem em carboidrato, que vai te ajudar nas caminhadas. Peça ao seu médico, na mesma consulta, ácido úrico, creatinina com taxa de filtração glomerular, urina tipo 1, glicemia de jejum com hemoglobina glicada, perfil lipídico e potássio. Esse conjunto mostra o quadro inteiro, e com sete quilos a menos é bem provável que vários números já tenham melhorado. Você está no caminho certo, só não tire da equação a única parte que estava te protegendo enquanto o resto não chega lá. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda com Dieta + Treino para perda de peso
@Azzis Netto, primeiro o mérito, porque ele é grande: sair da roupa 54 para a 46, deixar de usar a órtese e ainda arrastar mãe, namorada, cunhada e sogra para caminhar junto é resultado de verdade, e você fez isso atravessando covid na família inteira e três crises convulsivas no mesmo ano. Dito isso, tem uma coisa central no seu caso que ninguém tocou nesse tópico em nenhum momento, e ela explica boa parte da sua luta. Você se trata há quinze anos com ácido valproico e escreveu, quase como piada, que nunca gostou de doce e virou uma formiga depois que começou o tratamento. Isso não é coincidência. O ácido valproico é, entre os anticonvulsivantes, um dos mais associados a ganho de peso, e o mecanismo é bem descrito: aumento de apetite, elevação de insulina e maior resistência insulínica. O ganho costuma ser expressivo e é dose dependente, o que casa exatamente com o período em que você esteve tomando 2 gramas por dia, acima da faixa que vinha usando. Ou seja, boa parte do peso que você vem combatendo há quinze anos com força de vontade tem uma causa farmacológica que nunca foi nomeada. Saber disso muda o tamanho do mérito do que você já fez e também muda o que se pode tentar. E abre uma conversa concreta para levar ao seu neurologista. Nem todos os anticonvulsivantes se comportam do mesmo jeito quanto ao peso: alguns são praticamente neutros e outros tendem a reduzir peso. Isso significa que existe uma pergunta legítima a ser feita em consulta, que é se no seu caso, considerando o controle das crises, faria sentido reavaliar o esquema. Não estou sugerindo troca e não é decisão que se toma por conta: mudar anticonvulsivante em quem tem epilepsia tem risco próprio, exige transição lenta e supervisão. Mas é uma pergunta que você tem todo o direito de fazer, e ela raramente é levantada pelo paciente porque quase ninguém sabe que peso é efeito do medicamento. Ainda sobre o valproico, dois pontos práticos. A queda de cabelo que você citou é um efeito conhecido dele e está ligada à depleção de zinco e de selênio, coisa que o médico pode avaliar e repor. E o acompanhamento desse medicamento, principalmente com dose alta, inclui dosagem do nível sérico da droga, transaminases, amônia, plaquetas e amilase. Se faz tempo que você não repete esse conjunto, vale pedir. Agora a parte que mais me preocupa, e que precisa ser dita porque é sobre treino. Você teve três crises no ano, caiu no banheiro, arrancou metade do dedão e cortou a testa no ralo. Com crises ainda não controladas, algumas escolhas de treino deixam de ser detalhe e viram segurança. Nunca treine sozinho. Evite barra livre por cima do corpo, ou seja, supino reto com barra e agachamento livre com barra nas costas, porque uma crise nessas posições é catastrófica. Prefira máquinas, halteres com pesos moderados, exercícios sentado ou deitado em aparelho guiado. Evite esteira em velocidade alta, prefira bicicleta horizontal ou caminhada ao ar livre, que é o que você já faz com sua mãe. Nada de piscina sem acompanhante que saiba do seu quadro. E avise a recepção da academia sobre o seu diagnóstico, porque isso muda o que fazem se acontecer alguma coisa. Também vale conhecer os gatilhos, porque três deles esbarram direto em dieta e treino. Privação de sono é o gatilho mais consistente de crise. Desidratação e distúrbio de eletrólitos vêm logo atrás, o que importa para quem caminha todo dia e sua. E ficar muitas horas sem comer também entra na lista. Nada disso proíbe você de emagrecer, só define como: déficit moderado, refeições regulares, sem jejuns longos, água em quantidade suficiente e sono protegido. Isso é o oposto do que costuma ser recomendado por aqui em nome de acelerar resultado, e no seu caso o oposto é o certo. Sobre não entender por que o peso caiu de repente para 95,4, é só variação normal. Peso oscila um a dois quilos por dia com água, sal, intestino e glicogênio, e o que importa é a linha de várias semanas. A sua linha está descendo há meses, e as roupas confirmam melhor do que a balança. Você já provou que consegue a parte difícil. O que falta agora é ajustar o que está fora do seu controle, e essa parte se resolve no consultório, não na academia. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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AJUDA COM DIETA E TREINO
@xam, esse tópico terminou com um julgamento sobre o seu caráter e não com uma análise do seu plano. Quero fazer o contrário. Repare no momento exato em que a ajuda foi encerrada. Na sua última atualização você reportou dieta subindo de 50 para 60 por cento, hidratação em 70, e escreveu que estava muito desanimado mas voltando a se animar, e que tinha retomado o treino naquela semana. Ou seja, os três indicadores estavam melhorando e você tinha acabado de voltar. Foi nesse ponto que você foi chamado de mimado e teve o acompanhamento cortado. Do ponto de vista de resultado, foi a pior hora possível para desistir de alguém. E tem uma coisa que ninguém olhou. Entre outubro e dezembro, a mesma dieta foi republicada três vezes, palavra por palavra, sem uma única alteração, mesmo depois de você relatar duas vezes que estava conseguindo cumprir metade dela. Repostar um plano idêntico para quem já disse que não consegue segui-lo não é insistência, é ausência de ajuste. Quando alguém entrega 50 por cento de forma consistente, isso é informação: o plano não cabe na rotina daquela pessoa. A resposta técnica é redesenhar o plano para caber, e não elevar a cobrança moral. O jeito de fazer isso é simples e funciona. Em vez de seis refeições cronometradas, monte três refeições fixas mais um lanche, com repetição de cardápio, pratos que se preparam em vinte minutos e alimentos que não exigem cozinhar todo dia. Um plano de 2400 kcal cumprido em 90 por cento entrega muito mais resultado do que um de 2800 cumprido pela metade, e a aritmética disso não é opinião. Adesão é um parâmetro do plano, não um traço de personalidade. Agora alguns pontos técnicos da dieta que ficaram sem revisão. Cafeína. São 200 mg no café da manhã e mais 200 mg no pré treino, totalizando 400 mg por dia todos os dias. Isso está no limite superior do que se considera aceitável para adulto saudável, e o problema maior não é o total, é a tolerância: usada diariamente e sempre na mesma dose, a cafeína perde efeito em poucas semanas e passa a servir só para evitar o sintoma de abstinência. Se o objetivo é ter energia no treino, o uso inteligente é reservar a cafeína para os dias de treino pesado e tirá-la do café da manhã. Pós treino. O plano manda comer duas bananas com duas colheres de leite condensado imediatamente ao terminar, e o jantar está marcado para uma hora e meia depois. A ideia de que existe uma janela estreita logo após o treino, na qual é preciso despejar carboidrato rápido sob pena de perder o estímulo, não se sustenta. O que determina o resultado é o total de proteína e de calorias do dia, e a janela relevante é de várias horas, não de minutos. Com o jantar tão perto, essa refeição imediata é redundante. Se você quiser manter algo, prefira a fruta e deixe o leite condensado de fora, porque ele é açúcar puro ocupando espaço que faria mais falta em proteína. Distribuição. Cem gramas de arroz no almoço e trezentos e cinquenta no jantar é uma distribuição estranha, e concentrar assim costuma atrapalhar quem já tem dificuldade de aderir. Equilibrar as duas refeições torna o dia mais fácil de executar e mais confortável. E os trinta gramas de milho de pipoca às 21 horas, que você chegou a perguntar sobre e foram confirmados como milho de pipoca mesmo. Trinta gramas de grão cru viram um punhado de pipoca. Não faz mal, mas também não cumpre função nenhuma naquele horário. Se o objetivo era saciedade antes de dormir, os ovos e o iogurte que já estão ali fazem esse trabalho. Uma última observação sobre o mérito da discussão. @Edu e @Logan_82 descreveram as próprias rotinas de plantão e de marmita preparada às onze da noite, e essas rotinas são admiráveis de verdade. Só que elas não servem como régua para outra pessoa. O que separa quem consegue de quem não consegue quase nunca é vontade: é horário de trabalho, dinheiro, apoio em casa, saúde mental e idade. Você tem a dieta e o treino em mãos e voltou a treinar por conta própria. Comece com três refeições e mantenha por trinta dias. É mais do que suficiente para virar o jogo.
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AJUDA - Dieta e Treino
@Professor Felipe, o que você entregou em quinze dias é notável: 4 kg, oito centímetros de cintura, adesão de cem por cento e caminhada feita até no domingo, tudo isso com dieta de baixo custo e sem suplemento nenhum. Justamente por isso quero corrigir algumas coisas ditas aqui, porque elas podem atrapalhar quem está indo tão bem. A primeira é a frase de que, se você fizer mais de uma refeição livre, tudo que perdeu volta em dobro. Isso não é verdade e a conta desmonta em trinta segundos. Uma refeição livre generosa tem entre mil e mil e quinhentas calorias. Para recuperar quatro quilos de gordura seriam necessárias cerca de trinta mil calorias em excesso. Uma refeição não desfaz quinze dias, e nem dez refeições desfariam. O que acontece de fato é que no dia seguinte a balança sobe um ou dois quilos, e isso é água, glicogênio e comida ainda em trânsito no intestino. Em dois ou três dias volta ao que era. Se você não souber disso, vai ver o número subir, achar que perdeu tudo e desanimar exatamente quando estava dando certo. Faço questão de insistir nesse ponto por causa do que você contou sobre a sua história. Regra de tudo ou nada é justamente o tipo de pensamento que mais atrapalha quem está reconstruindo a vida: ou está cem por cento, ou está perdido. Não é assim. Uma dieta que suporta um deslize e continua no dia seguinte é uma dieta que dura anos. A que quebra no primeiro erro dura semanas. A segunda é o refrigerante. Coca Zero não é veneno de primeira. Os adoçantes usados nela estão entre os ingredientes mais estudados da indústria de alimentos e as agências reguladoras estabelecem limites diários que uma lata está muito longe de alcançar. Para você, especificamente, um refrigerante sem açúcar é uma ferramenta boa: custa pouco, não tem caloria, mata a vontade que você mesmo classificou como abstinência e evita que essa vontade seja resolvida com algo que tenha açúcar de verdade. Não precisa esperar domingo nem racionar uma lata por semana. Se ajuda você a sustentar a dieta, use. A terceira é sobre intensidade, e aqui discordo do @Batata.... Foi dito que treinar mais de uma hora sem cansar significa treino fraco, e que treino intenso é sair destruído. Cansaço não é medida de qualidade de sessão. É fácil sair arrasado de um treino ruim, basta encurtar descanso e fazer muita repetição com pouco peso. O que mede se o treino está funcionando é uma coisa só: se as cargas e as repetições estão subindo ao longo das semanas. E tem um detalhe que vale para o seu caso em particular. Você está em déficit calórico e o objetivo agora é preservar músculo enquanto perde gordura. Preservar músculo depende de manter carga alta, e carga alta depende de descanso suficiente entre as séries, de dois a três minutos nos exercícios grandes. Diminuir o intervalo faz o oposto: obriga a baixar o peso e transforma musculação em condicionamento. Faça o condicionamento na caminhada, que já está no plano, e deixe a sala de musculação para levantar peso. Sobre as medidas, um cuidado técnico. Seu braço caiu de 42 para 41, e coxa, panturrilha e peito subiram dois centímetros cada, tudo em quinze dias. Ganhar dois centímetros de coxa em duas semanas de déficit não é fisiologicamente provável. Fita métrica varia com facilidade conforme a altura em que se mede, a tensão aplicada e a hora do dia, e um a dois centímetros de diferença é ruído normal. Marque com caneta os pontos exatos onde mede, sempre pela manhã, e compare só de mês em mês. A cintura de 103 para 95 é grande demais para ser ruído, essa é real e é a que importa. Por fim, um aviso para você não se assustar. Quatro quilos em quinze dias com 93 kg é um ritmo alto, e boa parte disso é água que sai junto com a redução de carboidrato e de sal nas primeiras semanas. Daqui para frente o normal é cair entre meio quilo e um quilo por semana, e vai haver semanas paradas. Isso não é falha sua nem sinal de que o plano quebrou, é como o processo funciona. Continue medindo a cintura, que é o marcador mais honesto que você tem. Boa sorte nas entrevistas.
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Cloe entrou na comunidade
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DUVIDAS E AJUDA - DIETA + TREINO
@Angels2019, seu tópico ficou sem resposta porque parou no pedido de padronização, e você tinha feito perguntas concretas que merecem resposta. Vou pegar uma por uma. Sobre o antibiótico do tratamento dentário, a resposta não é sim nem não, depende de qual antibiótico. Na odontologia o mais usado é a amoxicilina isolada, que tem risco hepático baixo. O problema aparece quando é amoxicilina com clavulanato, que é a combinação mais frequentemente associada a lesão hepática por medicamento no mundo, e é receitada com muita facilidade. Stanozolol e oxandrolona são ambos alquilados no carbono 17-alfa, que é exatamente a modificação que os torna hepatotóxicos. Somar um antibiótico com potencial hepático a dois orais dessa família não é apenas somar risco, é também perder a capacidade de saber quem causou o quê se as enzimas subirem. Então quem te disse para não misturar estava certo pelo motivo errado. Olhe o nome do que foi receitado e, mais importante, não comece nada enquanto houver infecção dentária ativa. Agora a parte que me chamou mais atenção, e que liga duas coisas que você escreveu sem perceber que se conectam. Você contou que o que mais te desanima são os joelhos estralando, e comprou stanozolol. Estalo sem dor e sem inchaço é quase sempre benigno, é apenas gás se formando no líquido da articulação ou tendão deslizando sobre osso, e não indica desgaste. Isso não me preocupa. O que me preocupa é que o stanozolol é justamente o esteroide com a fama mais consolidada de piorar articulação. Ele não retém água, e essa característica, que é vendida como qualidade estética, se aplica também ao tecido conjuntivo e ao líquido sinovial. A queixa clássica de quem usa stanozolol é dor e rangido articular, especialmente em joelho e ombro. De todas as substâncias que você poderia ter escolhido, essa é a que mais mexe justamente no que já te incomoda. Tem ainda o fato de você estar planejando os dois juntos. Stanozolol e oxandrolona são ambos orais alquilados, então a carga hepática não é escolhida entre um e outro, é somada. E o stanozolol é, dentro dessa classe, o que produz o impacto mais brutal no perfil lipídico, com quedas de HDL que passam de trinta por cento e que aparecem já nas primeiras semanas. Aos 42 anos isso pesa mais do que aos 25, porque é justamente a faixa em que a mulher começa a perder a proteção cardiovascular que o estrogênio oferecia. Se a decisão for seguir, use um de cada vez, e a oxandrolona é a escolha mais previsível dos dois. Sobre o protetor de fígado, precisa ser dito com clareza. Ele foi passado por uma nutricionista, para a sua irmã, para o organismo dela. Não é seu, e nutricionista não prescreve medicamento. Além disso, e esse é o ponto principal, nenhum hepatoprotetor autoriza o uso de alquilados. O que protege fígado nesse contexto é dose baixa, tempo curto e exame de sangue, não cápsula. E os exames que servem não são só TGO e TGP: a lesão dos alquilados costuma ser colestática, então gama GT, fosfatase alcalina e bilirrubinas se mexem antes. Duas observações finais. A primeira é sobre a sua irmã: você mesma notou que ela usa e come sem limite, e concluiu que o resultado não veio. Essa observação vale mais do que parece. Anabolizante amplifica o que a dieta e o treino entregam, ele não substitui nem um nem outro. Se você entrar num ciclo com a dieta ainda desorganizada, o desfecho será o mesmo da sua irmã, com os riscos por cima. A segunda é sobre o desânimo, que você citou de passagem. Três anos com idas e vindas aos 42 não é fracasso, é o padrão real da maioria das pessoas. Se você postar aqui sua altura, seu peso, o que come num dia comum e como está dividido o seu treino, dá para trabalhar em cima disso, e provavelmente sem comprimido nenhum. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda com dieta e treino
@Madalenalena, seu tópico ficou sem resposta em 2019 e a sua pergunta era boa. Vou responder agora, porque as coisas que você mesma desconfiou estavam certas. Começo pelos números, porque tem algo errado ali. Você anotou proteína 337 g, carboidrato 96 g e gordura 63 g. Somando a comida que você listou, a proteína real fica em torno de 130 g e o carboidrato em torno de 100 g. Trezentos e trinta e sete gramas de proteína seriam quase cinco gramas por quilo de peso, algo que nem atleta profissional come, e seria impossível com quatro ovos, uma dose de whey e cerca de trezentos gramas de frango no dia. Ou os campos foram trocados no aplicativo, ou algum alimento foi registrado na unidade errada, o que acontece muito quando se digita porção em vez de gramas. Vale refazer o registro de um dia inteiro com calma. Isso importa porque, com a comida que está na lista, o seu dia fica em torno de 1300 a 1400 kcal. Para 1,66 m e 72 kg isso é um déficit bem agressivo. E aí aparece uma pista interessante: com um déficit desse tamanho, dois meses deveriam ter tirado bem mais do que 1,8 kg. Quando a conta prevê muito e a balança entrega pouco, na esmagadora maioria das vezes não é metabolismo travado, é registro incompleto. Óleo de cozinha, o que se belisca em pé na cozinha, o fim de semana que não entra no aplicativo. Não digo isso como acusação, digo porque é o ponto onde quase todo mundo trava, e porque a solução é simples: registre tudo por sete dias seguidos, incluindo sábado e domingo, e pese o que der para pesar. Se o número real aparecer, o resto se resolve sozinho. Minha sugestão é não afundar mais o déficit. Sobe para algo em torno de 1700 a 1800 kcal, mantendo a proteína em 130 a 140 g. É perfeitamente possível emagrecer nessa faixa, você vai treinar muito melhor, e a chance de sustentar isso por seis meses em vez de seis semanas é bem maior. Uma dieta que só funciona enquanto você aguenta não é uma dieta boa. Agora a parte que você perguntou e que ninguém respondeu: costas. Você está certíssima, e o buraco é maior do que parece. No seu treino B, a única coisa que puxa é o pulley frente. O fly superior trabalha porção posterior de ombro, não costas. Ou seja, você tem apenas um movimento de puxada e ele é vertical. Falta puxada horizontal, que é o que constrói espessura de dorsal e trapézio médio e o que equilibra a postura de quem passa o dia sentada. Coloca no B duas coisas: remada curvada com barra ou remada unilateral com halter, quatro séries de oito a dez repetições, e remada na máquina ou no cabo sentada, três séries de doze. Se puder, acrescente também puxada aberta com pegada supinada, que muda o ângulo em relação ao pulley frente que você já faz. E tem um segundo buraco no mesmo dia: você não tem nenhum empurrar horizontal. Não há supino, nem crucifixo, nem flexão de braço. Peito hoje só é estimulado de raspão. Coloca supino reto com halteres, quatro séries de oito a dez, antes do desenvolvimento. Sobre estar ficando fácil mesmo aumentando carga, a explicação está nas faixas de repetição. Quase tudo no seu treino está em quatro séries de quinze, de dezoito, de vinte. Nessas faixas a carga que dá para usar é baixa por definição, e a sessão vira mais desafio de resistência do que de força. Puxa as séries principais para a faixa de seis a dez repetições nos exercícios grandes, agachamento, leg press, stiff, remada, supino, e deixa as faixas altas só para panturrilha e para os isoladores no fim. E anota carga e repetição de cada série num caderno ou no celular. Progressão que não é registrada não existe, e é justamente por isso que dá a sensação de estar fácil sem estar evoluindo. Uma última coisa. Você escreveu que engordou por puro desleixo e que resolveu tomar vergonha na cara. Não precisa se cobrar nesse tom. Você tem 23 anos, voltou a treinar, montou uma dieta sozinha e ela está mais coerente do que a maioria das que aparecem por aqui. O que falta é ajuste, não caráter.
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Ciclo de Oxandrolona - Dúvidas quanto à dieta
@liviap, você fez a pergunta mais importante desse tópico e ela foi respondida pela metade. Vou pegar exatamente de onde ela parou. Você perguntou se haveria problema em usar 15 mg diários de ioimbina junto com o Black Viper, avisando que o termogênico já traz efedra e ioimbina na fórmula. A resposta do @Apollo Galeno foi tirar a ioimbina apenas do pré treino e manter o resto, o que deixa você com 10 mg de ioimbina isolada mais um produto que contém efedra e mais ioimbina, somado a café em várias refeições. E logo em seguida ele mesmo escreveu que aquele termogênico não ajuda porque não sabe as quantidades que ele possui de cada coisa. Aí está o problema inteiro numa frase: montou-se um esquema de estimulantes em cima de um componente cuja dose ninguém conhece. Precisa ficar claro o que essas substâncias são. Efedra é um simpaticomimético, aparentada da efedrina. Foi retirada do mercado de suplementos nos Estados Unidos e é controlada no Brasil por causa de eventos cardiovasculares graves associados ao uso, incluindo crise hipertensiva, arritmia, infarto e acidente vascular cerebral, inclusive em pessoas jovens e sem doença conhecida. Ioimbina é medicamento, não suplemento, e age bloqueando receptores alfa-2, o que aumenta a liberação de noradrenalina. Cafeína entra pela terceira via. As três empurram o mesmo sistema, o simpático, por caminhos diferentes, e o efeito somado não é a soma aritmética dos riscos, é maior que ela. Isso não é uma combinação para se ajustar de forma caseira. A resposta correta à sua pergunta era escolher uma coisa só, e de preferência a que tem menos risco. Tem um sinal no seu próprio relato que confirma que esse esquema está pesado para você. Você contou que é muito agitada, que não consegue pegar no sono sem melatonina e que o médico já chegou a receitar medicação controlada para dormir. E o protocolo coloca estimulante ao acordar, estimulante no meio da tarde e estimulante imediatamente antes de um treino que acontece à noite. Ou seja, você está tomando substâncias que aumentam noradrenalina até poucas horas antes de deitar, e depois tomando melatonina para tentar desfazer isso. É um ciclo que se alimenta sozinho, e quem paga é o sono, que por sua vez é uma das variáveis que mais atrapalha perda de gordura e recuperação. Cortar o estimulante da noite é o ajuste com melhor relação entre benefício e risco de todo esse plano. Agora a parte boa, e é a que você não está enxergando direito. Você escreveu que perdeu quase três centímetros de quadril com o peso parado e ficou frustrada, e depois que foi de 81 para 79,9 em quinze dias e chamou isso de pouco. Não é pouco, é o ritmo certo. E o dado mais forte você citou de passagem: saiu da calcinha G para a M e a M já está folgada, o sutiã foi de 46 para 44, blusas que eram G agora servem P. Roupa não tem opinião e não varia com retenção de água, ao contrário da balança. Você está perdendo gordura de forma consistente e está lendo o próprio resultado com a régua errada. Continue medindo circunferências e usando as roupas como referência, e pese-se no máximo uma vez por semana, sempre no mesmo dia e horário. Uma última observação sobre o volume. Sete dias de treino por semana, com HIIT em quase todos, aula de funcional, e ainda dezesseis horas de jejum. Isso é muito estímulo e pouca recuperação, e some com um sono que já está ruim. Reduzir para cinco dias, com HIIT em três, quase sempre melhora o resultado em vez de piorar, porque aumenta a qualidade de cada sessão e a chance de você sustentar isso por meses. O jejum em si não tem mágica nenhuma, ele funciona quando facilita comer menos, e você mesma disse que ficou mais fácil. Se está fácil, mantenha. Se um dia parar de ser, pode largar sem perda nenhuma. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Shape novo Dieta + Treino
@Andressa Souza, o resultado que você construiu aqui fala por si, e a frase mais valiosa do tópico inteiro foi sua: que os anabolizantes não fazem milagre e que foi preciso lapidar corpo e mente. Guarda essa frase, porque ela é o que sustenta o que vem depois. Dito isso, tem alguns pontos no protocolo que começa agora que merecem atenção antes de virarem rotina. O primeiro é a ioimbina. Ela apareceu no pré treino ao lado de 120 mg de cafeína e passou como se fosse suplemento. Não é. Ioimbina é medicamento, com ação bloqueadora de receptores alfa-2 adrenérgicos, e os efeitos adversos dela são cardiovasculares e neuropsiquiátricos: elevação de pressão arterial, taquicardia, tremor, insônia e crises de ansiedade, que podem ser bem intensas em quem já tem tendência. Não é substância para se tomar por conta, e menos ainda empilhada com cafeína no mesmo horário, porque as duas puxam para o mesmo lado. E tem um detalhe farmacológico que torna esse posicionamento no dia especialmente sem sentido. O mecanismo pelo qual a ioimbina supostamente ajudaria na mobilização de gordura depende de o nível de insulina estar baixo. Insulina elevada anula esse efeito de forma bem estabelecida. No protocolo, você come quatro ovos com uma banana às nove e treina às onze e meia. Duas horas e meia depois de uma refeição com carboidrato, a sua insulina ainda não está no piso. Ou seja, você ficaria com os efeitos adversos e sem o efeito que justificaria o risco. Se fosse para manter, teria que ser em jejum, e aí você cai no problema oposto, que é treinar sem energia. Na minha leitura, o melhor uso da ioimbina no seu caso é não usar. O segundo ponto é a duração do uso da oxandrolona. A estrutura proposta soma doze semanas contínuas. Oxandrolona é alquilada no carbono 17-alfa, e essa modificação é exatamente o que a torna hepatotóxica, de forma dependente de dose e de tempo de exposição. A referência usual para orais dessa família é ficar entre seis e oito semanas justamente por isso, e não vi em nenhum momento do tópico um plano de exame hepático no meio do caminho. Se você vai seguir, o mínimo é dosar antes de começar e repetir por volta da sexta semana. E não olhe só TGO e TGP: o padrão de lesão dos alquilados é colestático, então gama GT, fosfatase alcalina e bilirrubinas costumam se mexer primeiro. Vale acrescentar perfil lipídico, porque essa classe derruba HDL de forma bem marcada. O terceiro é uma ponta solta antiga. Lá atrás foi dito que a sua glicemia de jejum não agradou, e a partir dali o assunto sumiu do tópico. Se aquela glicemia estava limítrofe, vale repetir agora, junto com insulina de jejum e hemoglobina glicada. A insulina de jejum é o que mostra se existe resistência insulínica antes de a glicemia estragar, e é justamente o exame que ninguém pede. Com toda a mudança que você fez, é bem provável que tenha melhorado bastante, e ver isso no papel é o tipo de reforço que vale mais do que foto. Um último comentário, e faço com cuidado para não desmerecer a sua experiência. Você contou que suspendeu o leite e passou mais de seis meses sem crises de rinite, e isso é seu, é real e não tem por que mexer no que está funcionando. O @Foston complementou dizendo que também se curou de rinite abandonando o leite e que sempre fala disso por aqui, e é aí que eu peço um freio. A ideia de que leite produz muco ou piora rinite já foi testada de forma controlada e não se sustentou como regra geral. Existem pessoas com alergia à proteína do leite de vaca que de fato têm sintomas respiratórios, e essas se beneficiam muito, mas são uma minoria e o diagnóstico é feito por alergista. Rinite também varia muito com a estação do ano, o que confunde qualquer avaliação feita ao longo de um semestre. O risco de transformar isso em conselho geral é alguém com rinite alérgica de verdade largar o tratamento que funciona para tirar o leite da geladeira. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo Durateston + oxandrolona
@Leo Souza, esse tópico virou suporte técnico de upload de foto e a sua pergunta ficou sem resposta. Vamos ao que importa, começando por uma conta que ninguém fez. Durateston vem em ampola de 250 mg. Um mililitro a cada dois dias dá três aplicações e meia por semana, ou seja, algo em torno de 875 mg de testosterona por semana. Isso não é um ciclo comum e não é o que costuma estar na cabeça de quem escreve um mililitro a cada dois dias. É perto de três vezes o que se considera dose de primeiro ou segundo ciclo, e a curva de retorno já achatou bem antes disso: dobrar a dose não dobra o ganho, mas dobra hematócrito, pressão, aromatização e supressão. Vale conferir se era isso mesmo que você quis dizer, porque a diferença entre uma ampola a cada dois dias e uma ampola a cada cinco dias é a diferença entre dois ciclos completamente distintos. A segunda coisa passou batido igual. No primeiro post você escreveu oxandrolona 20 mg por dia. No segundo, quando preencheu o padrão, escreveu 60 mg por dia. Triplicou entre uma mensagem e outra e ninguém notou. Sessenta miligramas diários é dose alta, e oxandrolona é alquilada no carbono 17-alfa, então a toxicidade hepática dela é dependente de dose e de tempo. Nessa faixa os marcadores que se acompanham não são só TGO e TGP: gama GT, fosfatase alcalina e bilirrubinas costumam se mover antes, porque o padrão de lesão dos alquilados é colestático. Mas o ponto principal, e é ele que responde a sua pergunta sobre pós ciclo, é a duração. Você propôs um mês, e já fez um mês da outra vez. Durateston é uma mistura de quatro ésteres, e o mais longo deles, o decanoato, tem meia-vida em torno de duas semanas. Isso significa que em quatro semanas de uso a concentração no seu sangue ainda está subindo. Você pararia exatamente no ponto em que a droga finalmente atingiu nível estável, ou seja, pagaria a supressão inteira e receberia a menor parte do benefício. E tem a consequência prática que quase todo mundo erra: no dia seguinte à última aplicação você ainda tem testosterona exógena alta circulando, e ela continua alta por semanas. É por isso que terapia pós ciclo iniciada logo após a última ampola de durateston não funciona. O objetivo da pós ciclo é sinalizar para o eixo voltar a produzir, e enquanto houver testosterona exógena em nível suprafisiológico o eixo permanece desligado, faça você o que fizer. Com decanoato na mistura, a espera razoável entre a última aplicação e o início da pós ciclo é de duas a três semanas. Quem começa antes gasta a medicação no vazio e depois conclui que a pós ciclo não serve para nada. Duas coisas práticas, então. Primeira: se a ideia é ciclo curto, o éster escolhido está errado, porque durateston é feito para uso longo. Segunda: o exame que realmente orienta a sua pós ciclo é o que você faz agora, antes de começar qualquer coisa. Testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, SHBG, prolactina, hemograma completo, perfil lipídico e função hepática e renal. Sem esse ponto de partida, qualquer exame feito depois não tem com o que ser comparado, e você não terá como saber se voltou ao que era seu ou se ficou abaixo. Considerando que você já fez um ciclo há cinco anos e nunca dosou nada, esse exame é a coisa mais útil que você pode fazer nesta semana, independentemente de ciclar ou não. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda com dieta e treino em casa!
@Millasena, preciso mexer em algumas coisas desse tópico, porque as duas orientações sobre os seus medicamentos me preocupam mais do que a dieta. Primeiro um acerto de nome que muda tudo. Sertralina não é ansiolítico. Ela é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina, da família dos antidepressivos, e é usada em transtorno de ansiedade generalizada exatamente como você está usando. A diferença é grande na prática: ansiolítico de verdade, como os benzodiazepínicos, se toma no momento da crise e faz efeito em minutos. Sertralina não funciona assim. Ela precisa de quatro a seis semanas de uso contínuo para atingir efeito pleno e mantém uma concentração estável no sangue o tempo todo. Por isso a pergunta sobre qual horário do dia você costuma ficar mais ansiosa, feita pelo @Apollo Galeno, não se aplica ao seu caso. Não existe horário de tomar sertralina que seja melhor contra a ansiedade, existe apenas o horário que você tolera melhor em relação ao sono. Segundo, e mais importante: você escreveu que o tratamento está chegando ao fim e que então vai parar. Sertralina não se interrompe de uma vez. A retirada abrupta provoca síndrome de descontinuação, com tontura, sensação de choque elétrico na cabeça, irritabilidade, náusea e insônia, e o quadro é desagradável o bastante para muita gente achar que a ansiedade voltou pior. A retirada se faz com redução gradual da dose, ao longo de semanas, e quem decide quando e como é o psiquiatra que te acompanha, olhando o tempo de tratamento e como você está. Prazo de tratamento em transtorno de ansiedade generalizada normalmente não é curto, e encerrar antes da hora é a principal causa de recaída. Leve essa conversa para o consultório e não para o calendário. Terceiro, o anticoncepcional. Você disse com todas as letras o motivo de usar: menstruação muito desregulada. Isso é uma indicação clínica, não é conveniência. A orientação que você recebeu foi trocar por DIU de cobre com prata, camisinha, anel com espermicida ou coito interrompido. Nenhum desses métodos regula ciclo, porque nenhum deles é hormonal, e o DIU de cobre costuma aumentar o volume e a duração do sangramento, ou seja, tende a piorar justamente o que você trata. Fora isso, coito interrompido tem em torno de vinte por cento de falha em uso típico, o que está muito longe de ser um método confiável. Trocar de método pode ser uma boa conversa, mas é uma conversa com a sua ginecologista, sobre o que resolve a irregularidade menstrual, e não com quem só olhou a palavra hormônio. Agora a parte que interessa para o seu objetivo, e onde eu discordo do plano inteiro. Você tem 1,55 m e 50 kg. Você não tem excesso de peso, você mesma disse que o peso está ok e que o incômodo é a quantidade de gordura em relação ao corpo. Esse quadro tem um nome informal bem conhecido, que é ter pouca massa magra, e ele não se resolve comendo menos. Somando a sua dieta, ela fica em torno de 1200 kcal e cerca de 60 g de proteína por dia. Em cima disso foram prescritos seis HIITs por semana. Isso é déficit alto com estímulo alto de cardio e proteína baixa, que é a combinação que mais faz perder músculo em mulher, e perder músculo piora exatamente a aparência que você quer mudar. Você acaba mais leve e com a mesma proporção de gordura. O caminho é o oposto. Suba a proteína para a faixa de noventa a cem gramas por dia, o que no seu caso significa quase dobrar, e para isso as porções de cem gramas de frango precisam virar cento e cinquenta, com ovos, iogurte e whey preenchendo o resto. Troque três dos seis HIITs por treino de força. E não corte mais calorias por enquanto. Sobre treinar em casa sem ver efeito, o motivo é que faltou progressão, não faltou exercício. Peso corporal funciona, desde que fique mais difícil com o tempo. Monte três dias na semana com agachamento, afundo, elevação de quadril, flexão, remada com elástico ou com uma mochila cheia, e prancha. A progressão vem em quatro degraus, nessa ordem: aumentar repetições, depois passar para versão unilateral, uma perna ou um braço de cada vez, depois desacelerar a fase de descida contando três segundos, e por fim adicionar carga externa, que pode ser uma mochila com livros ou garrafas de água. Anote o que fez e garanta que na semana seguinte tenha algo a mais. Sem esse registro, treino em casa vira exercício aleatório, e é por isso que parece não surtir efeito. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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ajuda com dieta e treino
@ROBERTA KELIN BORGES MUNERATO, tem uma coisa nas suas atualizações que ficou sem resposta e que me parece mais importante do que a dieta. Você escreveu que voltou à academia por pressão e que não está gostando, que a libido está extremamente baixa, que caiu por motivos particulares e está desmotivada, e que quer se reencontrar mas está difícil. E escreveu também que sempre amou atividade física, que se considerava a doida do exército e que se sentia maravilhosamente bem. Ou seja, a coisa que te dava prazer parou de dar prazer. Isso tem nome e não é falta de amor próprio nem falta de foco. Perda de interesse pelo que antes era bom, queda de libido, desânimo persistente e sensação de estar arrastando o dia são o conjunto de sintomas que se investiga como quadro depressivo. Não estou te dando diagnóstico pela internet, estou dizendo que esse conjunto merece uma conversa com um psicólogo ou psiquiatra, e que a resposta que você recebeu, menos queixa e mais ação, não serve para isso. Dieta e treino não corrigem esse tipo de coisa, e o inverso é verdadeiro: quando esse quadro melhora, aderir ao treino deixa de ser uma luta diária. Vale também descartar o que é físico, porque libido muito baixa em mulher tem causas laboratoriais simples e frequentes. Peça TSH e T4 livre, ferritina, hemograma, vitamina D e vitamina B12. Hipotireoidismo e ferro baixo produzem exatamente esse pacote de cansaço, desânimo e queda de libido, e passam despercebidos com hemograma normal. Sobre o intestino, a resposta que te deram foi pipoca, e o mecanismo mais provável é outro. Você mesma disse que evacuava todos os dias por volta das seis e meia. Esse horário não é coincidência: o intestino tem um reflexo que dispara logo depois de acordar e depois da primeira refeição, e ele é fortemente ligado ao hábito. Agora você acorda às cinco, toma whey com água e às seis já está treinando. O seu horário de banheiro foi atropelado pela academia, e quando o reflexo é ignorado repetidamente ele se apaga. Somando a isso que você aumentou proteína, reduziu volume de comida e provavelmente está tomando menos água do que precisa, o quadro fecha. O ajuste não é comer pipoca: é reservar dez ou quinze minutos sem pressa depois da primeira refeição sólida, todos os dias no mesmo horário, mesmo que não venha nada no começo. Junto com isso, aumente água de verdade e coloque uma fonte de fibra por refeição, com destaque para as ameixas que já estão na sua dieta, aveia, feijão e verduras cruas. E tem um ponto de leitura de resultado que precisa ser dito. Você ficou na neura porque em quinze dias a balança não mexeu, e depois foi de 58 para 56,4 quilos. Isso é 1,6 quilo em cerca de um mês. Esse é exatamente o ritmo que se persegue, não é fracasso. Emagrecimento não acontece em linha reta, ele acontece em degraus, com semanas paradas e semanas em que cai tudo de uma vez, principalmente em mulher, por causa da variação de água ao longo do ciclo. Você fez certo e se sentiu mal por causa de um resultado bom. Uma última coisa, sobre empurrar comida guela abaixo. Isso foi dito por você duas vezes e foi respondido com continue empurrando. Comer forçado por semanas não é sinal de plano bem calibrado, é sinal de que a estrutura das refeições não combina com a sua rotina e com a sua fome. Dá para chegar no mesmo total de calorias e proteína com menos refeições e porções maiores, se é isso que você tolera melhor. O resultado depende do total do dia, não do número de refeições. Se comer parou de ser insuportável, você continua fazendo daqui a seis meses. Se continuar insuportável, não continua, e aí nenhuma dieta funciona. @Apbm e @TataBarb estão certas em te apoiar, mas apoio não substitui investigação. Cuide primeiro da parte que ninguém olhou. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda e dicas de dieta pra ganha de massa magra sem ganhar muita gordura
May, li o tópico inteiro e preciso apontar três coisas. A primeira delas ficou no meio do caminho e é a mais séria. No dia 19 de agosto você preencheu o formulário de acompanhamento e escreveu, com todas as letras, VOZ igual a pouco rouca. Esse campo existe naquele formulário por um motivo único: é o sinal de alerta que não volta atrás. Acne some quando se para. Pelo some. Libido normaliza. Voz não. A alteração vocal por andrógenos acontece por espessamento das pregas vocais, é uma mudança estrutural do tecido, e quando se instala ela permanece depois da suspensão. E a resposta que veio depois do seu relato falou de acne, de dieta e de próximas fotos. O alarme tocou e foi desligado sem ninguém olhar. Vale você saber como esse processo se anuncia, porque ele raramente começa como rouquidão evidente. Primeiro vem cansaço da voz no fim do dia, dificuldade em sustentar uma nota, perda das notas mais agudas, a sensação de que a voz falha ou fica presa em ligações longas. Quem canta percebe muito antes de quem não canta, porque nota a extensão encurtando. Se em algum momento você sentiu isso, e você relatou rouquidão, a conduta correta era interromper na hora e procurar um otorrinolaringologista para laringoscopia, com avaliação fonoaudiológica junto. Se hoje, dois anos depois, sua voz voltou ao que era, ótimo, ficou no susto. Se não voltou, ainda vale a avaliação, porque fonoterapia ajuda a otimizar o que restou. A segunda coisa é a sugestão de acetato de trembolona, acompanhada de não tenha medo e de uma provocação sobre quem seria a primeira a aceitar sem se borrar nas calças. Isso precisa ser dito sem rodeio: trembolona não é substância para uso feminino, em dose nenhuma. Ela tem afinidade pelo receptor de androgênio muito superior à da testosterona, não sofre aromatização e não tem nada que amorteça o efeito androgênico. Em mulher, virilização com trembolona não é risco estatístico, é o desfecho esperado, e a parte que atinge voz e clitóris é a parte que não regride. Somando isso ao fato de você já ter relatado rouquidão com oxandrolona, que é o androgênio mais brando do grupo, a resposta é não, e o formato de desafio em que a sugestão foi feita torna tudo pior. Coragem não é a variável em jogo aqui. A terceira é sobre a testosterona em gel. Além do problema de usar um produto às vésperas do vencimento e de um puff ser uma medida que não permite controle de dose, existe um risco que quase nunca é mencionado e que é específico dessa apresentação: transferência por contato de pele. Testosterona em gel passa de uma pessoa para outra por abraço, por dividir a cama, por toalha, por roupa. Existem casos documentados de virilização em crianças e em parceiras por essa via, e é por isso que a bula manda lavar as mãos, cobrir a área e esperar a secagem completa. Numa casa com criança pequena, isso deixa de ser um detalhe. Sobre você ter sumido, não precisa se desculpar. Você escreveu que passou por um período delicado e continuou treinando mesmo sem ânimo para o resto. Isso não é falta de comprometimento, é o que a vida cobra às vezes, e manter o treino nesse estado já é bastante. Se quiser retomar o relato, o melhor ponto de partida agora não é dieta nem protocolo, é responder para si mesma como está a sua voz hoje comparada com a de 2020. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda com o primeiro ciclo
Eduardo, concordo com quem te dissuadiu, mas o motivo mais forte não foi dito no tópico. Não é só idade. É que você ainda não usou a ferramenta mais básica que tem em mãos, e dá para provar isso com os seus próprios números. Você escreveu que come 2300 kcal e que sua taxa metabólica basal é 2000. Duas observações. A primeira é que 2000 de basal para alguém de 65 kg, 1,72 m e 18 anos está superestimado. As equações usuais colocam você entre 1650 e 1750. A segunda, e mais importante, é que a basal é só o que o corpo gasta parado. Em cima dela ainda entra tudo que você faz no dia, e você treina seis dias por semana. O seu gasto total realista fica em torno de 2600 a 2800 kcal. Ou seja, comendo 2300 você não está em superávit, está comendo abaixo da manutenção. Um rapaz de 1,72 m e 65 kg que quer crescer e não cresce há tempos quase sempre está exatamente aí: convencido de que come muito porque comparou o número errado. E aí vem a parte contraditória da orientação que você recebeu. Foi dito comer comer comer, e na mesma mensagem foram prescritos cinco aeróbicos por semana. Essas duas coisas puxam em direções opostas. Cinco sessões de aeróbico somam facilmente mais duzentas a trezentas calorias por dia ao seu gasto, num sujeito que já está magro e cuja queixa é não conseguir ganhar peso. Cardio tem valor para saúde cardiovascular, e duas ou três sessões leves por semana cumprem esse papel sem atrapalhar. Cinco sessões de HIIT em fase de ganho de peso é remar contra o próprio objetivo. Ajusta assim: sobe para 2900 a 3000 kcal por dia e acompanha por três semanas. O alvo é ganhar entre 200 e 400 gramas por semana. Se a balança não andar depois de três semanas, o problema não é metabolismo, é que a conta do que você come está errada e vale pesar a comida por um tempo. Proteína: mantenha os 130 g que você já fazia. Foi reduzida para 120 na sugestão que te deram e não havia razão para isso. Para 65 kg, 130 g está adequado e o restante das calorias vem de carboidrato e gordura, que são mais baratos e mais fáceis de comer. Sobre o treino, tem um detalhe estrutural que merece atenção. Na sua divisão, A é peito e tríceps, B é bíceps e costas, C é ombro e perna. Perna aparece uma vez a cada três dias, sempre em último lugar, depois de você já ter feito o treino de ombro inteiro. Você chega no agachamento e no leg press já gasto, todas as vezes. Em alguém de 65 kg que quer ganhar massa, perna é justamente o grupo com maior potencial de puxar o corpo inteiro para cima, porque é onde está mais tecido para crescer. Duas mudanças simples resolvem: dê à perna um dia inteiro só dela, e coloque o exercício mais pesado do dia no começo, quando você ainda tem força. Uma última calibragem, sem desanimar você. Foi dito que você ficaria assustador antes dos vinte. Você vai evoluir bastante, mas quem já treina há três anos ganha na faixa de três a cinco quilos de massa magra por ano quando faz tudo certo, e menos do que isso quando erra a comida. Isso significa cinco a oito quilos até os vinte, o que é muita coisa no seu corpo, e o que separa você desse número não é droga, é o superávit que ainda não existiu.
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Ajuda no primeiro ciclo
João Pedro, antes de falar do seu caso preciso corrigir uma informação que apareceu aqui e que está invertida, porque ela circula muito e pode fazer estrago em quem ler. Foi dito que a oxandrolona mantém a maturação e pode até acelerar o crescimento em quem ainda não fechou as epífises. É o contrário. Andrógenos aceleram a maturação óssea mais rápido do que aceleram o crescimento em altura, ou seja, a idade óssea avança na frente da estatura. O resultado disso, quando o uso não é monitorado, é fechamento precoce das cartilagens de crescimento e estatura final menor do que a pessoa teria alcançado. Oxandrolona é usada em pediatria em situações bem delimitadas, como atraso constitucional do crescimento, e o acompanhamento nesses casos inclui radiografia de idade óssea justamente para vigiar esse risco. Não é um efeito colateral raro que se ignora, é a razão principal do monitoramento. Vale acrescentar que os andrógenos não agem sozinhos nisso: parte deles é convertida em estrogênio, e é o estrogênio quem manda fechar a placa. Por isso o efeito aparece mesmo com doses que parecem modestas. No seu caso específico, aos vinte anos, é quase certo que suas epífises já estejam fechadas, então a questão não é essa. Mas alguém de dezesseis ou dezessete vai ler esse tópico, e não pode sair daqui achando que oxandrolona faz crescer. Agora o seu caso. Você escreveu que está estagnado, e três linhas depois escreveu que continua aumentando carga e reduzindo percentual de gordura. Isso não é estagnação, é recomposição. É o que acontece quando alguém em torno de dois anos de treino sai da fase de ganho fácil e passa a trocar gordura por músculo mantendo o peso na balança. A balança para de andar e a percepção vira frustração, mas o processo está funcionando. Se a carga sobe e o percentual desce, o programa está certo e o que falta é tempo, não droga. Sobre os 200 mg de propionato por semana. Vale entender o que essa dose faz. Um homem de vinte anos saudável produz o equivalente a algo em torno de cinquenta a setenta miligramas de testosterona por semana, e aos vinte anos essa produção está no auge da vida. Duzentos miligramas colocam você numa faixa apenas modestamente acima do que já é seu. O ganho extra é pequeno. Só que a supressão não é proporcional à dose: basta haver testosterona exógena para o eixo desligar por inteiro. Então nessa conta você paga o preço cheio, que é desligar um sistema que está no melhor momento dele, para receber um benefício pequeno. É a pior relação possível entre custo e retorno. Fora isso, propionato tem meia-vida curta, o que obriga aplicação em dias alternados ou diária, e duzentos miligramas semanais divididos assim viram doses minúsculas com furos de aplicação frequentes. O que ninguém te perguntou no tópico inteiro, e que é onde está o seu resultado: quantas calorias e quanta proteína você come por dia, quantas horas dorme e como está estruturado o seu treino em termos de progressão de carga. Com 1,70 m e 74 kg a 15 por cento você tem muita margem natural pela frente. Posta esses números que dá para trabalhar em cima deles. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.