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  1. Hoje

  2.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Ciclo Feminino Oxandrolona + Stanozolol Injetavel
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  10. Duas coisas desse tópico merecem ser ditas, e a primeira é sobre o número. Vinte e seis por cento de gordura em mulher não é saco de gordura ambulante. As faixas de referência para mulher costumam considerar normal algo entre vinte e um e trinta e três por cento, dependendo da idade, e a diferença em relação ao homem não é frescura de tabela, é biologia: mulher tem gordura essencial maior, distribuída em mama, quadril e coxa, porque ela cumpre função hormonal e reprodutiva. Comparar o próprio percentual com o de um homem é comparar coisas diferentes. Você está dentro da faixa normal e chamando a si mesma de saco de gordura, e isso importa porque a distância entre onde você está e onde acha que está é o que faz alguém tomar decisão desproporcional. A segunda é a premissa que motivou a compra: seu namorado usou oxandrolona e emagreceu dez quilos. Ele emagreceu dez quilos, mas não foi por causa dela. A oxandrolona não age no tecido adiposo mobilizando gordura, não é termogênico e não cria déficit calórico. O que ela faz é ajudar a preservar massa magra em quem já está em déficit. Ou seja, o que tirou os dez quilos dele foi o que ele comeu e treinou naquele período, e a droga apenas segurou parte do músculo pelo caminho. O Locemar acertou no diagnóstico: as pessoas começam a levar a dieta a sério no dia em que começam o ciclo, e depois creditam o resultado ao frasco. E isso vale duplamente para você, porque você mesma escreveu que nunca seguiu dieta regrada e que vai montar uma por conta própria enquanto não consegue ir à nutricionista. A variável que nunca foi testada no seu caso é justamente a que decide o resultado. Sobre o horário, já que ninguém respondeu com o mecanismo: não existe melhor horário em relação ao treino. Anabolizante não é pré treino. O efeito é genômico, a molécula se liga ao receptor, altera a transcrição de genes e produz proteína ao longo de horas e dias. Não há pico sincronizado com a série. Como a meia-vida da oxandrolona é de cerca de nove horas, o que importa é manter o nível estável, então duas tomadas separadas por doze horas resolvem, independentemente do horário em que você treina, e inclusive nos dias em que não treina. Uma correção no que foi dito sobre a ordem em que a gordura sai. Você não escolhe de onde perde, isso está certo, e a distribuição é determinada geneticamente e pelo perfil hormonal. Mas a afirmação de que você vai perder braço, perna e glúteo antes da barriga não é uma regra, e em mulher costuma ser o contrário: a gordura do quadril e da coxa é justamente a mais resistente à mobilização, enquanto tronco e braços saem mais cedo. Ninguém consegue prever a ordem no seu corpo, e prometer uma ordem é o que gera frustração no meio do caminho. Uma última coisa que não apareceu: se você vai usar, faça perfil lipídico e enzimas hepáticas antes. Sem o antes, o depois não diz nada. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  11.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Meu primeiro ciclo de Oxandrolona (help)
  12.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Meu primeiro ciclo de Oxandrolona (help)
  13. Lana relatou três coisas nesse tópico e a discussão inteira girou em torno de qual seria a marca do produto. As três precisam ser nomeadas, porque alguém vai chegar aqui pela busca com exatamente o mesmo quadro. A primeira é a voz. Rouquidão que piora e voz falhando, na terceira semana. Isso não é um colateral chato que passa com o fim do ciclo. Alteração de voz por androgênio acontece por espessamento das pregas vocais, é mudança estrutural, e é o efeito com maior chance de ficar permanente em mulher. E ela não é dose dependente de forma previsível: existe quem use dose alta e não tenha, e quem use dose baixa e tenha. Quando aparece, a única conduta que muda o desfecho é suspender imediatamente e procurar avaliação com otorrinolaringologista e fonoaudiólogo. Reduzir a dose e continuar, que foi o que ela fez, mantém a exposição. Quanto mais cedo se interrompe, maior a chance de reverter. A segunda é o inchaço e a dor na região genital que ela descreveu na segunda semana, com vinte miligramas. Esse é o outro efeito da lista curta dos que frequentemente não voltam atrás. Junto com a voz, os dois estavam dizendo a mesma coisa ao mesmo tempo: aquele corpo é sensível à droga. A terceira, e ela passou completamente batida, é o sangramento menstrual muito intenso que não parecia terminar. Sangramento prolongado e abundante não é curiosidade de relato, é motivo de avaliação ginecológica, entre outras coisas porque leva a anemia. Ela chegou a escrever que estava preocupada e ninguém retomou o assunto. Sobre a conclusão de que dez miligramas dariam resultado nulo e que por isso não valia continuar: a leitura estava invertida. Se com essa dose já apareceram alteração de voz, dor genital e sangramento anormal, o produto estava agindo, e agindo forte. O que faltava não era dose, era compatibilidade entre aquela droga e aquele organismo. Encerrar o ciclo foi a decisão certa, e não por decepção. Uma correção sobre a TPC que ela mencionou, com tribulus e tamoxifeno: mulher não faz terapia pós ciclo com SERM nesse sentido. Tamoxifeno e clomifeno em mulher têm outro papel farmacológico, o clomifeno inclusive é indutor de ovulação, e usá-los por conta própria depois de um ciclo é mexer em algo que não se pretendia mexer. E tribulus não faz nada nesse contexto. O acompanhamento em mulher se faz observando o retorno do padrão menstrual e, se demorar, dosando LH, FSH e estradiol. Crislaine, sua pergunta sobre o resultado vir depois do ciclo merece uma resposta menos seca do que recebeu. Efeito novo da droga não vem depois, porque ela sai do organismo. Mas o que você construiu durante continua sendo seu depois, e ganho de força costuma seguir subindo nas semanas seguintes se o treino e a comida continuarem. O que faz a maioria perder é cortar comida e afrouxar o treino assim que o ciclo termina. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  14. Ontem

  15. Paulo Otavio entrou na comunidade
  16. Duas coisas ditas aqui merecem ajuste, e depois vou ao que resolve o seu caso. A primeira é a troca do pão integral por tapioca para baixar o percentual de gordura. Isso não funciona, e por um motivo que surpreende muita gente: a tapioca é praticamente amido puro, sem fibra, sem proteína e sem gordura. O pão integral, com todos os defeitos que tem, entrega mais fibra e alguma proteína no mesmo peso. Trocar um pelo outro não muda o resultado, porque quem decide o percentual de gordura é o total de calorias e não a escolha entre dois carboidratos parecidos. A parte boa da sugestão era outra e ficou escondida: o que melhora a refeição é o ovo mexido que veio junto, não a tapioca. A segunda é a frase de que os orais são mais perigosos que os injetáveis. A via não é o que define o risco. O que define é a alquilação na posição dezessete, que é a modificação química feita para a molécula sobreviver à passagem pelo fígado e é ela que cobra o preço hepático. Tanto que o estanozolol injetável também é alquilado, e muita gente usa achando que escapou disso. E do outro lado existem injetáveis com riscos próprios e sérios, como a supressão prolongada da nandrolona. Ou seja, não é oral contra injetável, é qual molécula e por quanto tempo. Agora o seu caso. Você tem um metro e oitenta e três, setenta e três quilos, um ano de treino, e escreveu que come o dia inteiro sem pesar nada e não engorda. Essa frase resolve o mistério sozinha. Quem não pesa quase sempre subestima bastante o que come, e quem tem apetite baixo compensa com volume de alimento e não com densidade calórica. Frutas, pão e pasta de amendoim ocupam estômago e entregam menos do que parecem, com a exceção da pasta de amendoim. E o Miguel apontou o principal: sua primeira refeição com proteína de verdade é o almoço. Se você acorda, treina e só coloca proteína ao meio dia, metade do seu dia útil está sem matéria prima. Um alvo concreto para sair do achismo: em torno de dois gramas de proteína por quilo, ou seja, algo perto de cento e quarenta a cento e cinquenta gramas por dia, distribuídos em todas as refeições, e um total calórico que faça a balança subir devagar, na faixa de duzentos a quatrocentos gramas por semana. Se em duas semanas o peso não mexeu, não é metabolismo acelerado, é comida de menos, e você acrescenta. Se subir rápido demais, você tira. Isso é ajustável em duas semanas e custa uma balança de cozinha. Sobre a oxandrolona: nesse cenário ela não tem o que fazer. Ela não cria apetite nem substitui alimento, e o gargalo do seu caso é ingestão. Você estaria pagando caro e assumindo risco hepático para tentar construir com matéria prima que não está entrando. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  17. Maik fez uma pergunta no meio do tópico que ninguém respondeu, e ela é a mais perigosa de todas: se, em vez de tamoxifeno, ele continuaria usando anastrozol na TPC. Não. São coisas com finalidades opostas nesse momento. O anastrozol bloqueia a aromatase e derruba o estradiol. O tamoxifeno ocupa o receptor de estrogênio no hipotálamo, o que retira o freio sobre a liberação de GnRH e faz LH e FSH subirem. É essa segunda coisa que você quer na TPC. E usar inibidor de aromatase justo nesse período é especialmente ruim, porque você já vai estar com testosterona e estradiol caindo naturalmente com a saída do enantato. Derrubar o estradiol ainda mais nessa fase produz exatamente o quadro que as pessoas descrevem como o pior da pós ciclo: dor articular, humor no chão, libido zerada. Encerre o anastrozol junto com o ciclo. E aproveito o outro ponto: você tem sessenta cápsulas de meio miligrama e planeja usar dia sim dia não do começo ao fim, sem nunca dosar. Isso é muito inibidor para um ciclo de quatrocentos miligramas semanais. Tenha em mãos, dose o estradiol lá pela quarta semana, e use se o exame ou o sintoma pedirem. Outra coisa que precisa ser corrigida antes que você aja sobre ela: você escreveu que vai subir a oxandrolona para sessenta miligramas porque, sendo a primeira vez, o corpo absorveria muito. Não funciona assim. Absorção não depende de ser a primeira vez, e a resposta ao androgênio também não aumenta por novidade. O que existe é o contrário: acima de certa dose a curva de resposta achata e o que continua crescendo é o custo, que no caso da oxandrolona é hepático e no HDL, porque ela é alquilada na posição dezessete. E a ideia de colocar oxandrolona no fim para tirar a retenção do enantato não se sustenta. A retenção vem da conversão de testosterona em estradiol. A oxandrolona não aromatiza, mas uma droga que não retém não desfaz a retenção causada por outra, ela apenas não soma. Quem resolve isso é o manejo do estradiol e a queda natural do nível quando o éster sai. Agora as perguntas do rph, que ficaram inteiramente sem resposta. Sobre Androgel no lugar da injeção: não substitui. As apresentações em gel são desenhadas para repor a faixa fisiológica de um homem com deficiência, não para o patamar suprafisiológico que produz ganho. Você teria a supressão do eixo com uma fração do efeito, o pior dos dois mundos. Some a isso o risco de transferência por contato de pele para outras pessoas, que consta na bula. Sobre duzentos miligramas semanais de enantato: existe literatura mostrando ganho de massa magra mensurável nessa faixa, então não é dose inútil. Mas ela já suprime o eixo por completo, o que significa que o custo é praticamente o mesmo de doses maiores enquanto o retorno é menor. Não é meio caminho seguro, é o caminho inteiro com metade do prêmio. E sobre esperar resultado só com oxandrolona voltando à academia depois de uma pausa: você vai ter resultado, mas ele não será da droga. Quem retoma o treino depois de um tempo parado recupera rápido o que já teve, e esse ganho seria seu de qualquer forma. Ciclar nessa janela é a maneira mais cara possível de comprar algo que estava vindo de graça. Você mesmo disse que suas passagens anteriores renderam pouco, o que sugere que o problema estava na consistência, e droga não corrige consistência. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  18. César, tem uma frase no seu relato que passou como detalhe e que é a coisa mais importante desse tópico: você teve sensação de arritmia, um endocrinologista mandou parar, você parou, e agora está montando o mesmo ciclo com dianabol somado por cima. Repare no que isso significa. Você não abandonou o primeiro ciclo por preguiça nem por falta de produto. Abandonou porque seu coração deu um sinal e um médico que te examinou concluiu que era para interromper. Esse sinal não perde a validade porque passou. Ele identifica você como alguém que teve resposta cardiovascular a essas drogas, e a decisão de repetir precisa passar por um cardiologista, com eletrocardiograma e, se ele achar necessário, Holter de vinte e quatro horas e ecocardiograma. Palpitação sem alteração de pressão não descarta arritmia, porque pressão e ritmo são coisas diferentes. E o ciclo novo é mais pesado, não menos. Sessenta miligramas de metandrostenolona por dia é dose alta, e ela aromatiza bastante, o que significa mais retenção e mais volume de líquido circulando, justamente o oposto do que você quer para um coração que já reclamou. Se existe um ajuste que não deveria ser feito no seu caso, é esse. Segundo ponto, e ele explica o entusiasmo. Peito de oitenta e nove e meio para cento e dezessete centímetros. São vinte e sete centímetros e meio de circunferência torácica em quatro semanas. Isso não acontece com ninguém, em nenhuma dose. Ou a medida inicial e a final foram tomadas de formas diferentes, em pontos diferentes ou em fases de respiração diferentes, ou houve erro de anotação. E se essa medida está errada, as outras provavelmente também estão. O Locemar apontou a retenção e ele tem razão, mas nem retenção explica esse número. Isso importa porque você está planejando o próximo ciclo baseado num resultado que não foi real, e essa conta vai te levar a doses maiores atrás de um efeito que nunca existiu. Sobre a sua pergunta, quanto tempo demora para o eixo estabilizar, ela ficou sem resposta. O que atrasa o seu caso é o decanoato da nandrolona, que é o éster mais longo e continua liberando semanas depois da última aplicação. Só faz sentido dosar LH, FSH e testosterona total e livre a partir de três a quatro semanas depois do último shot, senão o resultado só mostra a droga ainda presente. E nesse relato não aparece TPC nenhuma, o que é grave: você usou nandrolona, a droga mais associada a supressão prolongada depois de suspensa, e simplesmente parou. Então a ordem, se me permite: primeiro os exames que você já está esperando, incluindo o hormonal completo, depois o cardiologista com o relato honesto do que foi usado, e só depois, se ele liberar, a conversa sobre um próximo ciclo. Nessa ordem, não em outra. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  19. Matheus fez duas perguntas concretas e o tópico inteiro discutiu se ele deveria ou não ciclar, sem responder nenhuma das duas. Ele já disse que ia fazer, então vamos ao que ele perguntou. Sobre ejacular várias vezes no fim de semana afetar o eixo: não afeta. Existe uma flutuação pequena e passageira de testosterona ligada à atividade sexual, medida em horas, e ela não muda a produção nem o comportamento de LH e FSH. A ideia de que guardar aumenta testosterona ou que gastar diminui é folclore de academia. O que de fato mexe no seu eixo é o androgênio que você vai engolir todo dia, não a sua vida sexual. Pode tirar essa preocupação da lista. Sobre tomar os três comprimidos de uma vez na segunda: não faça isso. A oxandrolona tem meia-vida em torno de nove horas, então tomar tudo junto cria um pico alto seguido de queda, em vez do nível estável que produz o efeito. Divida em duas ou três tomadas espalhadas pelo dia, e no primeiro dia comece com o que der no horário que sobrou, sem tentar compensar. Sobre a TPC, você acertou num ponto em que quase todo mundo erra, e ninguém te disse isso. Começar um ou dois dias depois da última dose está correto justamente porque a oxandrolona tem meia-vida curta e sai rápido. Quem copia o intervalo de duas ou três semanas usado para enantato e decanoato está gastando comprimido à toa. A duração e as doses que você propôs também são coerentes. Agora o ponto em que você está errado, e é o mais caro. Você escreveu que a oxandrolona é droga fraca, que os colaterais são difíceis, e que se não sentir nada nem vai fazer exame. Sessenta miligramas por dia não é dose fraca. É o teto da faixa usada por homem, e ela é alquilada na posição dezessete, que é a modificação química que cobra do fígado. E o colateral principal desse ciclo não é do tipo que se sente: a oxandrolona derruba o HDL de forma acentuada e bastante consistente, e nessa dose isso é praticamente esperado. HDL despencando não dói, não coça e não aparece no espelho. Você pode terminar as seis semanas se sentindo ótimo e com o exame alterado. Por isso o exame de antes é o que mais importa e é o único que você não pode recuperar depois. Perfil lipídico com HDL, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas. Sem o basal, qualquer valor que aparecer depois vira discussão sobre se já estava lá. E uma coisa que o Gamma tocou e vale explicar melhor. Oxandrolona sozinha em homem suprime o eixo como qualquer androgênio, só que ela é pouco androgênica em relação à testosterona. Você desliga sua própria produção e coloca no lugar algo que não cumpre o papel dela na libido, no humor e na disposição. É por isso que muita gente termina as últimas semanas de ciclo só com oral se sentindo estranhamente mal sem entender o motivo. Se acontecer com você, agora você sabe de onde vem. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  20. Alvin pediu dicas de TPC logo no primeiro post e o tópico inteiro passou por dieta, whey e distribuição das aplicações sem nunca voltar nisso. Como ele disse que só ia começar depois de fechar esse ponto, vou responder. O que manda no calendário da sua TPC é o decanoato da nandrolona, que é o éster mais longo do seu ciclo e continua liberando depois da última aplicação. Vinte e um a vinte e oito dias após o último shot é a janela razoável no seu caso, e não as duas semanas que valeriam para testosterona sozinha. Entrar antes disso significa tomar SERM enquanto ainda há androgênio suficiente para manter o eixo desligado, o que é gastar remédio sem efeito. Sobre o que usar: tamoxifeno, vinte a quarenta miligramas por dia, por quatro a seis semanas, resolve a maioria dos casos. Empilhar clomifeno junto é redundante na maior parte das vezes, porque os dois são moduladores seletivos do receptor de estrogênio agindo pelo mesmo mecanismo no hipotálamo, e a soma costuma trazer mais colateral que resultado. E o critério para encerrar não deveria ser o calendário: peça LH, FSH e testosterona total e livre ao fim. Se os três voltaram juntos, terminou. Se o LH subiu e a testosterona não acompanhou, isso significa outra coisa e você precisa saber antes de seguir a vida. Vale considerar também HCG durante o ciclo, e não depois. Ele age como LH direto no testículo e mantém as células de Leydig respondendo enquanto o seu LH está zerado, o que costuma encurtar a recuperação. Ele precisa ser suspenso alguns dias antes de começar o tamoxifeno. Um cuidado específico da nandrolona que ninguém mencionou: ela tem atividade importante no receptor de progesterona, e é por essa via que aparecem queixas que as pessoas atribuem ao estrogênio, como sensibilidade mamária, e também a queda de libido no meio do ciclo. Inibidor de aromatase não resolve isso porque não é aquele o mecanismo. Se a libido cair ou aparecer sensibilidade, dose prolactina e estradiol antes de tomar qualquer coisa. E a nandrolona é a droga mais associada a supressão prolongada depois de suspensa, então nesse ciclo o exame pós TPC não é opcional. Duas correções rápidas em coisas ditas aqui. A ideia de ganhar gordura agora e queimar depois cobra caro. Percentual de gordura mais alto significa mais atividade da aromatase, mais conversão de testosterona em estradiol e mais retenção, ou seja, exatamente os colaterais que você vai tentar controlar. E o corte que vem depois é feito em déficit, que é quando se perde massa magra. Ganhar limpo é mais lento e entrega mais no fim do ano. E a glutamina, recomendada duas vezes aqui como essencial: ela não tem efeito demonstrado sobre hipertrofia ou força em pessoas saudáveis que comem proteína suficiente. O uso com respaldo é em contexto clínico, de catabolismo grave. Esse dinheiro rende mais em comida, como o próprio Gabriel argumentou sobre o whey. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  21. Ninguém somou as ampolas desse ciclo, então vou somar. Uma de Durateston e duas de Deca na segunda, o mesmo na quinta. Isso dá quinhentos miligramas de testosterona e mil de nandrolona por semana. Num primeiro ciclo com testosterona, aos vinte e cinco anos. E a proporção está invertida: você colocou o dobro de nandrolona em relação à testosterona. Essa inversão é o problema central e é dela que vem a queixa mais comum de quem usa deca. A nandrolona ocupa o receptor androgênico e suprime o eixo com força, mas ela não cumpre no corpo o papel que a testosterona cumpre, principalmente no que depende de diidrotestosterona. Quando a nandrolona domina a proporção, o resultado clássico é libido no chão e dificuldade de ereção no meio do ciclo, com a pessoa sem entender por que está tomando tanto hormônio e funcionando mal. A referência usual é o contrário do que você montou: a testosterona sustenta a base e a nandrolona entra em dose menor. E tem o rastro. A nandrolona é a droga mais associada a supressão prolongada depois de suspensa, com hipogonadismo persistindo por muito tempo em parte dos usuários. Mil miligramas semanais num primeiro contato é começar pelo item mais pesado da prateleira. Sobre a sua pergunta do HCG, a resposta que você recebeu está correta no mecanismo e vale reforçar o limite dela: o HCG age como LH direto no testículo, mantém a célula de Leydig respondendo e reduz a atrofia, mas não conversa com o hipotálamo nem com a hipófise. Ele preserva a fábrica, não religa o comando. E precisa ser suspenso alguns dias antes do SERM. Sobre entrar com tamoxifeno vinte e um dias depois: para testosterona seria adequado, mas o que manda aqui é o decanoato da nandrolona, que é o éster mais longo do conjunto e continua liberando bem depois disso. Começar SERM com nandrolona ainda circulando é tentar religar um eixo que segue recebendo ordem de ficar parado. E tamoxifeno sozinho depois de mil miligramas semanais é pouco. Nesse cenário, a conduta que faz sentido é esperar mais, dosar LH, FSH e testosterona total e livre, e conduzir a partir do exame. Duas correções na TPC sugerida aqui. DHEA não ajuda: é precursor androgênico, converte em androgênios e estrogênios, e portanto sinaliza supressão justamente quando você quer o oposto. E tribulus não faz nada nesse contexto, com saponina ou sem, porque não eleva testosterona em homem com eixo íntegro nem acelera recuperação. Sobre a triptorrelina como reinício do eixo, vale desfazer a lenda. Ela é agonista de GnRH, e agonista de GnRH provoca um pico inicial de LH e FSH seguido de dessensibilização dos receptores na hipófise. É exatamente por essa dessensibilização que essa classe é usada clinicamente para suprimir hormônios, e não para estimulá-los. Existe uso dela como teste diagnóstico, para ver se a hipófise responde. Como estratégia de recuperação, apostar numa droga cujo efeito sustentado é supressor é apostar contra si mesmo. Por fim, você abriu dizendo que não ia citar dieta nem nada, e fechou perguntando como não perder os ganhos. Essas duas frases se contradizem. O ciclo anterior de oxandrolona, que você disse ter perdido quase tudo, provavelmente perdeu pelo mesmo motivo. Dobrar a dose não corrige o que sumiu por falta de comida e de treino, só aumenta a conta. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. A ideia de fitness no lugar de fisiculturismo restrito está na mídia..a grande moda do momento...e o último a aderir foi o Eduardo Correia que deixou as bomba em busca de um físico atlético com saúde, qualidade de vida e longevidade. Assim a expectativa de vida sai de 67 a 72 e vai pra 85 a 90. Mas quem quer músculos tem de fazer bulk/treino de uma a cinco vezes por semana ...que significa comer 2g de proteína ou mais por kg de peso corporal e uma quantidade de carb que pode chegar a 4g/kg e treinar nesses dias. O número de bulks depende da divisão de treino e da facilidade de engordar ou não, lembrando que bulk é comer acima do normal e isso não é saudável. A evolução do físico deve ser acompanhada em uma boa balança de impedância..é só se pesar estendendo o fio e tem-se a indicação de massa muscular e gordura subcutânea que é o que importa para averiguar a evolução. Variações de 5 pontos são normais..mas aumento maior de massa muscular é evolução. Assim como a redução na gordura subcutânea é redução do bf...esses dados ficam no painel da balança e dispensa aplicativo. Pra ver como está a saúde..exame de sangue completo, endoscopia, colonoscopia, chekup cardíaco completo com dopler da carótida, tumografia craniana e outros que o médico recomendar. Pra longevidade é não exagerar na comida mas não consumir pouca proteína, preferir alimentos saudáveis sem muito açúcar nem gordura na maior parte da semana, restringir processados, comer frutas, folhas e legumes...mas a vida é loteria. Qualidade de vida é disposição, força, saúde e um bom shape.
  23. GH, suas perguntas do último post ficaram todas sem resposta. Vou pegá-las, mas antes preciso apontar duas coisas do planejamento que são mais importantes que qualquer uma delas. A primeira é a sobreposição das semanas seis a dez. Nesse trecho você tem estanozolol e oxandrolona ao mesmo tempo. Os dois são alquilados na posição dezessete, e essa modificação química é exatamente a que sobrecarrega o fígado. Não são duas drogas com perfis diferentes, são duas cobranças na mesma conta, somadas durante cinco semanas. E vale dizer, porque muita gente não sabe: o estanozolol injetável também é alquilado, então trocar a via não resolve. Se a intenção é usar oral no fim para preservar massa magra no corte, escolha um. Sobrepor os dois multiplica o custo hepático sem multiplicar o resultado, e cobra também no HDL, que já vai estar baixo com o estanozolol sozinho. A segunda é o clembuterol, e essa me preocupa mais. Você descreveu a dose em mililitros, começando em dois e subindo até dez. Mililitro não é dose. Depende inteiramente da concentração do frasco, e xarope de clembuterol no Brasil costuma ter concentração muito baixa, enquanto produto de uso não humano pode ter qualquer coisa. Sem saber quantos microgramas você está tomando, você não tem controle nenhum. Clembuterol em excesso dá taquicardia, tremor, câimbra e insônia, e nas doses altas há relato de arritmia e de queda de potássio. Antes de qualquer coisa, converta para microgramas usando a concentração do rótulo. E vale corrigir a lógica do quinze dias sim, quinze dias não. Essa alternância virou regra por tradição, mas o clembuterol tem meia-vida longa, na casa de um dia e meio, e o que se busca com a pausa é a dessensibilização dos receptores beta dois. O ponto é que a pausa não zera o efeito colateral cardiovascular acumulado, e a escalada em degraus até um pico no último dia é exatamente o desenho que mais concentra risco no fim do período. Agora suas perguntas. Sobre o anastrozol até a semana doze: você vai estar sem testosterona exógena relevante nesse ponto e prestes a começar a TPC. Manter inibidor de aromatase ali é derrubar o estradiol justo quando ele já vai cair sozinho, e estradiol no chão durante a recuperação dá dor articular, humor ruim e libido zerada. Encerre o anastrozol junto com o ciclo e conduza a TPC com o tamoxifeno, dosando estradiol se houver sintoma. Sobre o HCG: ele age como LH direto no testículo e mantém a célula de Leydig respondendo enquanto o seu LH está zerado. Por isso ele é usado durante o ciclo, e não depois. E precisa ser suspenso alguns dias antes de iniciar o SERM, senão você mantém artificialmente a produção que está tentando avaliar. Sobre iniciar a TPC vinte dias após a última aplicação de Durateston: está razoável, e o motivo é o decanoato, que é o éster longo da mistura e continua liberando por bastante tempo. Duas a três semanas é a janela coerente. E sobre usar clembuterol e testosterona antes do ciclo para baixar o percentual: isso não é preparação, é um ciclo curto colado em outro. Você emenda supressão sem intervalo. Se quer chegar mais seco, chegue com dieta. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. Badiani perguntou o que havia de errado na TPC e a resposta ficou pela metade. Vou completar, porque tem de fato um problema ali, e não é o que costuma ser apontado. Você marcou o início da TPC para vinte e oito dias depois da última aplicação de enantato. Isso é tarde demais. O enantato tem meia-vida em torno de sete dias, o que significa que por volta de duas semanas depois da última aplicação o nível já caiu o bastante para o eixo ter espaço de resposta. Esperar quatro semanas te deixa duas semanas inteiras num vale: sem testosterona exógena relevante, sem produção própria ainda restabelecida e sem nenhum estímulo para religar. É justamente nesse período que a pessoa se sente péssima e perde o que ganhou, e é provavelmente a isso que se referiam quando disseram que você perderia tudo. Catorze dias após a última aplicação é o ponto que faz sentido para o enantato. O segundo ponto é a duração. Quinze dias em quarenta miligramas e quinze em vinte totalizam trinta dias, o que é curto para um ciclo de oito semanas com quinhentos miligramas semanais. Quatro a seis semanas é mais realista. E o critério para encerrar não deveria ser o calendário e sim o exame: LH, FSH e testosterona total e livre. Se voltaram juntos, terminou. Se o LH subiu e a testosterona não acompanhou, isso quer dizer outra coisa e você precisa saber. Sobre o anastrozol, você entendeu certo o que ele faz e errado o momento de usar. Ele reduz a conversão de testosterona em estradiol, então de fato é preventivo por natureza. O problema de colocá-lo do começo ao fim em dose fixa, sem nunca dosar o estradiol, é que você pode derrubar demais. Estradiol em homem não é vilão: participa da libido, do humor, da densidade óssea, da saúde da articulação e do próprio perfil lipídico. Homem com estradiol no chão fica com dor articular, libido ruim e humor pesado, e costuma culpar o ciclo em vez do inibidor. Meia unidade dia sim dia não durante seis semanas às cegas é bastante. Tenha o comprimido em mãos, dose o estradiol por volta da quarta semana, e ajuste a partir do resultado. E respondendo sua pergunta sobre esperar o peito crescer: não. Não se espera nódulo aparecer. Espera-se sintoma, que é sensibilidade ou dor no mamilo, e diante dele se dosa e se age. É diferente de usar preventivamente sem informação nenhuma. Sobre o HCG: ele faz sentido no seu caso e o motivo é específico. Ele age como LH direto no testículo, mantendo as células de Leydig respondendo durante as semanas em que seu próprio LH está zerado. Isso costuma encurtar a recuperação. Duas observações práticas: ele não fala com o hipotálamo nem com a hipófise, então não protege o eixo inteiro, e precisa ser suspenso antes de começar o tamoxifeno, senão você segura artificialmente aquilo que está tentando medir. Por fim, uma coisa que não apareceu: trinta miligramas de estanozolol oral por dia somados a quinhentos de testosterona derrubam HDL de forma bem acentuada. Peça perfil lipídico antes, no meio e depois. É o exame mais barato do conjunto e o único que enxerga um efeito que não dá sintoma nenhum enquanto acontece. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  25. O tópico fechou com uma decisão que passou sem contestação, e é justamente ela que vai ser lida por quem chegar aqui pela busca: interromper na segunda semana e não fazer TPC porque foi pouco tempo de contato com a droga. Duas semanas de quarenta miligramas de oxandrolona por dia suprimem. A supressão do eixo não depende de o ciclo ser longo, depende de haver androgênio circulando em quantidade suficiente para o hipotálamo e a hipófise reduzirem o sinal. Isso acontece rápido, em dias. O que a curta duração muda é o prognóstico, não a ocorrência: quanto menor a exposição, maior a chance de o eixo voltar sozinho e mais rápido. Por isso a conduta correta não era nem tomar SERM automaticamente nem não fazer nada. Era medir. Duas semanas depois de parar, LH, FSH e testosterona total e livre. Se voltaram, acabou, e você economizou remédio. Se não voltaram, você descobre em duas semanas em vez de descobrir meses depois atribuindo o cansaço e a libido baixa à rotina. O Taerone falou de exames e a conversa não foi adiante. Era o caminho. Aproveito para responder ao Wendel uma coisa que ele estranhou e ninguém explicou: o peso subindo dois quilos em duas semanas apesar do déficit. Isso não desmente sua dieta. A oxandrolona reduz a excreção de sódio e favorece retenção de água intracelular, e junto com isso a musculatura mais bem abastecida de glicogênio pesa mais. É por isso que muita gente em cutting com oral vê a balança subir enquanto o espelho melhora. As duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo, e nesse cenário a balança é o pior instrumento disponível. Sobre a sugestão de subir para oitenta miligramas por dia, que apareceu logo no começo: além de a resposta não crescer proporcionalmente à dose acima de certo ponto, a oxandrolona é alquilada na posição dezessete, o que significa carga hepática direta e proporcional à exposição. Dobrar a dose dobra o custo sem dobrar o retorno. Quem for por esse caminho precisa de TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas antes e depois, e não de silimarina no lugar disso. Vania, sobre a sua suspeita de estar tomando farinha porque o comprimido não tem gosto e não deu sintoma nenhum: nenhuma das duas coisas informa. Comprimido revestido não tem gosto por construção, e ausência de colateral nos primeiros dias é o esperado, porque o efeito não é agudo. O único jeito indireto de checar é comparar o HDL antes e depois de algumas semanas, porque a oxandrolona derruba HDL de forma bem consistente. HDL parado é indício de que entrou pouca coisa. E sobre o tribulus na TPC: ele não faz nada nesse contexto. Não eleva testosterona em homem eugonádico e não tem papel na recuperação do eixo. O dinheiro dele é melhor gasto no exame. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  26. Caio, sua última pergunta, sobre como conduzir anastrozol e HCG num cruise emendado logo depois desse ciclo, recebeu duas palavras de resposta. Ela merece mais, mas antes preciso falar da decisão que está por trás dela, porque é ela que decide tudo o resto. Blast and cruise não é descanso para receptor. É a substituição do modelo com começo e fim por uso ininterrupto. No ciclo com TPC você aposta que o eixo volta. No cruise você decide que ele não precisa voltar, porque a testosterona vem de fora para sempre. Isso é uma escolha legítima de adulto informado, mas ela precisa ser feita com o nome certo. Aos vinte e nove anos, com três ciclos feitos, entrar em cruise significa aceitar dependência hormonal por prazo indeterminado, com o custo de acompanhamento e de disponibilidade do produto pelo resto da vida, e significa também colocar a fertilidade em cima da mesa, porque supressão contínua reduz a espermatogênese e nem sempre ela volta ao que era, mesmo com protocolo de resgate. E existe uma inconsistência prática no seu plano. Você quer entrar em cruise para depois fazer outro blast. Só que quem cruza não está poupando receptor, está mantendo androgênio circulando o tempo todo. O ganho que o intervalo real traria, que é a recuperação do próprio eixo e a chance de avaliar o que você mantém sozinho, é exatamente o que o cruise elimina. O Gamma acertou no ponto central: ver primeiro o que sobrou depois desse ciclo, com TPC feita e exames na mão, é a única forma de saber se o que você ganhou foi ganho ou empréstimo. Sobre o anastrozol, vale uma correção. Você atribuiu as espinhas no peito ao estradiol e disse que normalizaram com anastrozol. Acne é efeito androgênico, mediada principalmente por diidrotestosterona na glândula sebácea, não estrogênica. Se melhorou, provavelmente foi coincidência de tempo com outra coisa. E isso importa porque usar inibidor de aromatase às cegas tem preço: estradiol muito baixo em homem dá dor articular, libido ruim, humor pior, piora do perfil lipídico e perda de densidade óssea. Meia unidade dia sim dia não é dose considerável. Sem dosar estradiol, você não sabe se está corrigindo ou criando um problema. E uma coisa que passou batido no tópico inteiro, apesar de você estar usando a droga há semanas: a trembolona não aromatiza, então nada do que o anastrozol faz alcança ela. Só que ela tem afinidade importante pelo receptor de progesterona, e é por essa via que aparecem queixas que as pessoas confundem com estrogênio, incluindo sensibilidade mamária. Inibidor de aromatase não resolve isso porque não é aquele o mecanismo. Além disso, a trembolona é o item da sua lista com o efeito mais pesado sobre o eixo e sobre o perfil lipídico, e é o mais associado a sudorese noturna, insônia e irritabilidade. Vale pedir, junto com o resto, função renal e um perfil lipídico completo no meio do ciclo. Sobre o HCG especificamente: ele age como LH no testículo e mantém a célula de Leydig funcionando, o que é útil. Mas ele não fala com o hipotálamo nem com a hipófise. Ou seja, ele preserva a fábrica e não religa o comando. Quem confia no HCG achando que está protegendo o eixo inteiro descobre isso tarde. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  27. Missy perguntou duas vezes sobre a dose e ninguém respondeu, então respondo, e depois vou aos números da dieta, que é onde está o problema de verdade. Sobre a dose: em mulher, a faixa de partida da oxandrolona fica em torno de cinco a dez miligramas por dia, divididos em duas tomadas com cerca de doze horas de intervalo, porque a meia-vida dela é de aproximadamente nove horas. Isso responde a pergunta. Mas no seu caso a resposta útil é outra, e não é a que costuma ser dada aqui. O motivo para você não usar agora não é o percentual de gordura em si. É que você está no meio de uma queda de treze quilos em três meses, com carboidrato restrito ao máximo e jejum intermitente, e o que a oxandrolona faz é ajudar a preservar massa magra em déficit. Ela não vai queimar gordura nem acelerar o que você já está fazendo rápido demais. Você estaria assumindo risco hepático, alteração de lipídios e possibilidade de virilização para comprar um efeito que a proteína da dieta e o treino de força já compram para você. E os números que sua nutricionista passou explicam bastante coisa. Mil e trezentas calorias para setenta e nove quilos é pouco, mesmo em emagrecimento. Mas o que me chama mais atenção é a gordura: zero vírgula quarenta e cinco grama por quilo. Isso é muito baixo. Gordura na dieta não é só caloria, é matéria prima para produção hormonal e veículo para as vitaminas lipossolúveis, e o piso costumeiramente usado é em torno de zero vírgula oito a um grama por quilo. Em mulher, dieta muito pobre em gordura por meses aparece como irregularidade menstrual, pele e cabelo ruins e humor pior, e a pessoa atribui isso a qualquer coisa menos à dieta. O Toxi acertou ao falar de termogênese adaptativa, e vale completar o raciocínio com o que fazer. Quando o gasto já se ajustou para baixo, cortar mais não destrava, trava mais. A saída conhecida é o caminho oposto: subir a ingestão de forma gradual e controlada por algumas semanas, mantendo o treino de força, até o gasto se reorganizar, e só então retomar o déficit a partir de um patamar mais alto. Você perde a pressa e ganha a possibilidade de continuar perdendo depois. Quem não faz isso trava por meses e conclui que o problema é o próprio corpo. Uma coisa a seu favor que ninguém comentou: você tirou treze quilos sem termogênico, sem medicação e sem atalho, vindo de um histórico de esportes exigentes. Esse é o perfil que responde muito bem a treino de força bem feito. Antes de colocar hormônio nisso, valeria dar a esse corpo a chance de mostrar o que faz comendo o suficiente. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  28. Emis, sua pergunta era objetiva e ficou sem resposta, então vou responder junto com o que mais importa aqui. Você comprou cápsula de vinte miligramas, o que significa que a menor dose que você consegue tomar é vinte miligramas. Cápsula não parte. Ou seja, o produto que está na sua mão já decidiu por você uma dose que é alta para uma mulher de cinquenta e nove quilos com um ano de treino. Não existe começar devagar com essa apresentação. Isso, sozinho, é motivo para não usar essa caixa. E some a isso o que o pessoal apontou: o laboratório não existia mais quando você comprou. Produto com rótulo de fabricante extinto significa que alguém está imprimindo aquela embalagem, e quem imprime a embalagem decide sozinho o que vai dentro. Pode ter menos, pode ter mais, pode ter outra coisa. O problema não é apenas você não ter resultado. É você não saber o que está engolindo duas vezes por dia por semanas. Sobre a orientação que apareceu depois, de oito miligramas três vezes ao dia: repare que isso dá vinte e quatro miligramas por dia, mais do que a dose que foi chamada de alta logo acima no mesmo tópico. E três tomadas não são necessárias. A oxandrolona tem meia-vida em torno de nove horas, então duas tomadas separadas por doze horas já mantêm nível razoavelmente estável. Faixa de partida em mulher fica em torno de cinco a dez miligramas por dia no total, e é de lá que se observa a própria resposta antes de mexer em qualquer coisa. E vale corrigir o objetivo, porque ele orienta tudo o resto. Oxandrolona não seca barriga. Ela não age no tecido adiposo mobilizando gordura, e não existe redução localizada, nem por exercício nem por droga. O que ela faz é ajudar a preservar massa magra enquanto você está em déficit calórico. Quem entra sem déficit não seca e conclui que o produto era falso, quando na verdade estava pedindo à droga uma coisa que ela não faz. Uma última observação: seu personal não pode prescrever medicamento. Isso não é questão de ele entender ou não do assunto, é que a conduta está fora do que a profissão permite, e quem entrega a cápsula não responde por nada se der errado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  29. Tem um trecho desse tópico em que uma usuária consultou um ginecologista, voltou com a resposta dele e foi informada aqui de que o médico estava equivocado. Nesse ponto específico, quem estava equivocado era o fórum. O caso era Depo Provera, a injeção trimestral, e foi dito que o uso acarreta alta da SHBG e risco de trombose. Depo Provera é acetato de medroxiprogesterona, um progestágeno isolado, sem estrogênio. E é o estrogênio dos contraceptivos combinados que aumenta a produção hepática de SHBG e que responde pelo aumento de risco tromboembólico. Progestágeno isolado não faz isso. No caso da medroxiprogesterona injetável, o efeito sobre a SHBG é de redução, não de aumento, e os contraceptivos só de progestágeno são justamente a alternativa recomendada para mulheres em que o estrogênio é contraindicado, inclusive por risco de trombose. A generalização de que todo contraceptivo hormonal se comporta como a pílula combinada é o erro, e ela levou alguém a duvidar de uma orientação médica que estava certa. Isso não quer dizer que Depo Provera seja indiferente ao que se discute aqui. Ela suprime a função ovariana e tem efeito conhecido sobre densidade mineral óssea em uso prolongado. Só que esses são outros assuntos, com outros mecanismos, e misturar tudo em um argumento só faz a pessoa tomar decisão pelo motivo errado. Agora respondendo o que a morenaa perguntou no fim e que ficou sem resposta prática: como manter a força depois do ciclo. A resposta menos animadora e mais verdadeira é continuar treinando pesado e continuar comendo. Boa parte do ganho de força é adaptação neural, e ela se mantém enquanto o estímulo se mantém. O que faz a força cair depois do ciclo, na maioria das vezes, não é a queda hormonal isolada, é o que vem junto: a pessoa corta as calorias no dia seguinte ao fim do ciclo, reduz volume de treino achando que não adianta mais, e aí perde. Segurar comida e carga por algumas semanas é o que mais protege o resultado. Sobre a sugestão de entrar com testosterona em dose baixa para manter os ganhos, vale enxergar o que ela significa. Deixa de ser um ciclo com começo e fim e passa a ser uso contínuo por prazo indeterminado, e a partir daí a manutenção depende da droga, não do treino. É uma escolha que existe, mas ela precisa ser feita com esse nome, e não como continuação natural de um primeiro ciclo de oxandrolona. E uma leitura franca dos seus números, que ninguém fez. Cinco quilos e meio em sete semanas, com cintura subindo três centímetros e quadril quatro. Coxa e braço crescendo é o que se espera. Cintura crescendo junto quase sempre é gordura e retenção entrando na conta, não músculo, porque músculo não cresce ali com treino de academia. Isso não anula seu resultado, que foi real, mas ajuda a calibrar o que esperar quando parte disso sair. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  30. Ludlua chegou sozinha à conclusão mais correta desse tópico e o fórum tentou demovê-la dela. Quero registrar por que ela estava certa, e corrigir uma informação que foi repetida aqui. Ela escreveu que anos de dieta hipocalórica não estavam ajudando, que baixar mais piorou tudo, e que ia subir as calorias por dois meses antes de tentar de novo. Isso tem nome e tem mecanismo. Restrição prolongada reduz o gasto energético por vias que não se resumem à perda de peso: cai o gasto da atividade não programada, aquela movimentação espontânea do dia que some sem a pessoa perceber, caem os hormônios tireoidianos ativos, cai a leptina e sobe a fome. O corpo passa a gastar menos do que o previsto pelo peso dele. Quem responde a isso cortando mais calorias aperta um sistema que já se ajustou, e o resultado é treino ruim, sono ruim e nenhuma perda. Subir a ingestão de forma controlada por algumas semanas é o caminho de saída conhecido, não é desistência. E os números dela sustentam isso. Mil duzentas e noventa calorias, sessenta e nove quilos, treinando seis vezes por semana com um dia de aeróbio. Isso não é dieta levemente hipocalórica, é bem abaixo do que aquele corpo gasta. Nesse contexto, esperar que a oxandrolona entregue resultado é pedir que ela compense combustível ausente, o que ela não faz. Ela ajuda a preservar massa magra em déficit, e a preservação não aparece na balança nem no espelho como transformação. Agora a correção. Foi dito aqui, mais de uma vez, que o Mirena boicota ganho de massa, aumenta gordura e causa celulite, e que os resultados dela teriam sido melhores sem ele. Isso não tem respaldo. O sistema intrauterino de levonorgestrel foi desenhado justamente para ação predominantemente local no endométrio, e as concentrações que chegam à circulação são uma fração pequena das de um contraceptivo oral. Estudos que acompanharam usuárias não mostram ganho de peso ou de gordura clinicamente relevante atribuível a ele, e celulite não tem relação estabelecida com contraceptivo nenhum. Dizer o contrário tem consequência prática: alguém lê, retira um método contraceptivo eficaz que ia durar mais três anos, e troca por nada. Vale separar isso de outra coisa que é verdade: contraceptivo oral combinado eleva bastante a SHBG e reduz a testosterona livre, e aí sim existe um efeito hormonal mensurável. Só que esse é o mecanismo da pílula, não do DIU hormonal. Generalizar de um para o outro é o erro. Por fim, um ponto que passou batido e que no caso dela importa. Ela tem tireoidite de Hashimoto. Quem tem tireoidite autoimune em restrição calórica prolongada e treino pesado precisa acompanhar isso de perto, e a checagem certa é TSH e T4 livre, não T3 e T4 totais. Os totais dependem da TBG, que varia com estrogênio e é reduzida por androgênio alquilado, então em quem usa oral eles podem vir baixos sem que a tireoide tenha problema algum. Quem não sabe disso trata um resultado que não é doença. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  31. Preciso corrigir duas informações desse tópico, e uma delas pode causar dano em quem chegar aqui pela busca. A primeira é a recomendação de Androgel para a Ingride depois do ciclo, com a observação de que ele não exige prescrição médica. Exige. Testosterona é substância sujeita a controle especial pela Portaria 344 de 1998 e a venda depende de receita retida. Farmácia que entrega sem receita está fora da norma, e isso não é detalhe burocrático, é o que separa uso acompanhado de uso às cegas. E o número recomendado é grande. Vinte e cinco miligramas de testosterona em gel é dose de reposição masculina. Em mulher, quando existe indicação e prescrição, a ordem de grandeza é uma fração pequena disso. Não é uma diferença de ajuste fino, é diferença de uma ordem de magnitude. Nessa dose, o que se produz em mulher não é manutenção de ganho, é virilização, com o agravante de ser em uso contínuo, ou seja, exposição sem fim previsto. Tem ainda um risco específico do gel que quase nunca se menciona e que consta na bula: transferência por contato de pele. Quem passa testosterona em gel e abraça, dorme junto ou pega uma criança no colo antes de a área secar transfere hormônio para a outra pessoa. Existem casos descritos de virilização em crianças por esse contato. É um efeito que atinge alguém que nem sabe que está exposto. A segunda correção é sobre a menstruação. Foi dito aqui que o ciclo menstrual dela não desregulou por causa da oxandrolona e sim por causa do contraceptivo. A parte sobre o contraceptivo está correta e é bem colocada: o sangramento de quem toma pílula é sangramento de privação, não é menstruação com ovulação. Mas a conclusão de excluir a oxandrolona não se sustenta. Androgênio em mulher reduz a pulsatilidade do GnRH e derruba LH e FSH, e a consequência clínica disso é exatamente ciclo irregular ou ausente. As duas causas estavam presentes ao mesmo tempo, e a que atribuímos importa, porque uma passa sozinha e a outra é sinal de que a droga está agindo no eixo. E aproveitando a coincidência das duas coisas: a Ingride parou o contraceptivo e não colocou nada no lugar, seguindo o conselho de parar para o resto da vida. Parar contraceptivo hormonal é uma escolha legítima, e existem métodos não hormonais eficazes. O que não pode é ficar sem método algum enquanto usa androgênio, porque exposição de feto feminino a androgênio no início da gestação causa virilização que não se desfaz. Sobre a experiência dela em si, o relato é bom e a leitura que ela fez está certa: dose baixa, poucos colaterais, resultado visível. Isso vale mais como orientação do que qualquer esquema de trinta miligramas com desmame. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  32. Esse tópico virou referência e tem gente chegando nele até hoje querendo repetir o ciclo. Algumas perguntas feitas aqui nunca foram respondidas, e duas afirmações ficaram de pé sem correção. Frango perguntou, lá em 2013, se dava para fazer esse ciclo treinando havia dois meses. Ninguém respondeu, então respondo: não. E o motivo não é moral. Dois meses de treino significa que praticamente todo o ganho disponível no seu corpo ainda está acessível sem droga nenhuma, porque nessa fase o corpo responde muito ao estímulo novo. Quem cicla aí não descobre o que o ciclo faz, descobre o que o treino faria sozinho, e paga por isso com supressão do eixo. Além disso, quem nunca treinou por tempo suficiente ainda não sabe comer nem se recuperar, que são as duas coisas que decidem o resultado. Thesickdolphin perguntou sobre o ABC de segunda a sábado. Divisão em três grupos treinando seis dias significa cada grupo duas vezes por semana, o que é uma frequência boa. O problema não está na divisão, está no volume por sessão e na progressão de carga. Divisão só organiza, não estimula. Agora as duas correções. A primeira é a ideia de que a silimarina reduz o efeito das drogas, que fez o richab abandonar ela no meio. Isso não procede. O que existe é o oposto: silimarina interfere pouco e o motivo real para não contar com ela é que ela não tem proteção demonstrada contra o mecanismo do dano dos alquilados na posição dezessete, que é colestase. Ou seja, tirar foi indiferente, mas tirar pelo motivo errado leva a manter o motivo errado em outras decisões. A segunda é a afirmação de que o tamoxifeno é tóxico ao fígado e por isso não valeria usar. Nas doses usadas aqui, isso não se sustenta. Hepatotoxicidade relevante do tamoxifeno aparece na literatura em uso oncológico prolongado, por anos, e não em algumas semanas em dose baixa. Existem motivos legítimos para não tomar tamoxifeno o ciclo inteiro de forma preventiva, mas o fígado não é o principal. O motivo bom é outro: o estradiol não é vilão, ele participa da libido, do humor, da densidade óssea e até da resposta anabólica. Suprimir a ação dele o tempo todo, sem ter sintoma nenhum e sem ter dosado, costuma criar um problema diferente do que se queria evitar. A conduta que faz sentido é dosar estradiol e agir se houver sintoma ou alteração, e não antes. E respondendo o Marcus, que perguntou onde comprar pela internet: não vou indicar e ninguém deveria. Não é preciosismo. Produto comprado assim não tem como você saber o que contém nem em que quantidade, e metade dos relatos frustrados deste fórum, incluindo os de gente que fez tudo certo, termina em produto que não era o que dizia ser. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  33. Oliveira perguntou no fim onde deu para notar diferença e recebeu uma piada. Vou responder de verdade, e depois falar da decisão que ele tomou no meio do caminho, que é a parte que ninguém contestou e que era a mais importante. Sobre a diferença: praticamente não houve, e o motivo não é genética. Seis semanas com nandrolona decanoato é tempo insuficiente pela farmacocinética da própria droga. O decanoato tem meia-vida longa, e uma droga assim só chega ao nível estável depois de quatro a cinco meias-vidas de aplicação constante. Na prática, você passou boa parte das seis semanas ainda subindo em direção à concentração que produziria efeito, e parou justo quando ela chegava lá. Você pagou o preço completo da supressão e colheu a fração inicial do benefício. É o pior arranjo possível: encurtar o ciclo de um éster longo não o torna mais leve, torna-o inútil. Agora a parte séria. Em maio você escreveu que não ia fazer os exames porque não tinha colateral nenhum e seria só gastar dinheiro para matar a curiosidade sobre testosterona, colesterol e estradiol. Essa frase é o erro central do tópico, e ela ficou de pé. Exame não serve para confirmar o que você está sentindo. Serve exatamente para o contrário: enxergar o que não dá sintoma. HDL despencando não coça. Hematócrito subindo não avisa. E o principal, no seu caso: a nandrolona é conhecida por ser a droga que mais frequentemente deixa o eixo desligado por tempo prolongado depois de suspensa. Existe descrição clínica de hipogonadismo persistente após uso de nandrolona, e ele se manifesta como cansaço, libido baixa e humor ruim, coisas que a pessoa credita à rotina e não à droga. Você usou a droga com maior chance de deixar esse rastro e escolheu não olhar. E tem uma consequência prática de calendário. Você começou a TPC vinte e um dias depois da última aplicação. Para testosterona isso está bem, mas para o decanoato de nandrolona é apertado, e nandrolona ainda circulando durante a TPC significa SERM tentando religar um eixo que continua recebendo sinal para ficar quieto. Então o encaminhamento agora, terminada a TPC, é o mesmo que valeria antes: LH, FSH, testosterona total e livre, estradiol, hemograma completo e perfil lipídico. Se voltou, ótimo, você fecha o ciclo com informação e planeja o próximo com base real. Se não voltou, quanto antes souber, melhor, porque quadro assim tratado cedo evolui muito melhor do que descoberto dois anos depois. Uma última observação sobre a silimarina que entrou na lista de protetores. Nesse ciclo específico ela não tinha função nenhuma, porque nem a nandrolona nem os ésteres de testosterona são alquilados na posição dezessete. Ela é discutida no contexto de orais alquilados, que não é o seu caso. Você pagou por uma proteção contra um risco que aquele ciclo não tinha, e deixou de pagar pelo exame que via o risco que ele tinha. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  34. Esse relato foi lido como evolução e o tópico respondeu com elogio. Relendo hoje, o que está descrito ali são dois sinais de virilização e ninguém nomeou nenhum dos dois. O primeiro é a depilação a cada quatro dias. Maeve escreveu isso entre parênteses, como curiosidade, logo depois de dizer que não teve colateral nenhum. Pelo crescendo mais rápido e mais grosso é hirsutismo, e hirsutismo é virilização. Não é acne, que passa. É a mesma via que leva a alterações que não passam. O segundo é o humor. Ela relatou fúria tomando conta e uma briga física na rua, e a resposta foi uma brincadeira. Aumento de irritabilidade e agressividade sob androgênio é efeito conhecido e documentado, não é traço de personalidade se manifestando. Quem convive com a pessoa costuma perceber antes dela. E quando esse efeito aparece junto com hirsutismo, os dois estão dizendo a mesma coisa: a dose está acima do que esse corpo tolera. E trinta miligramas por dia é dose muito acima da faixa usual em mulher, que gira em torno de cinco a quinze. O tópico chegou a estranhar no começo, quando o Kami apontou o exagero, e depois a conversa migrou para a hipótese de o produto ser fraco. Só que os dois sinais acima indicam o contrário: o produto estava agindo. Isso me leva ao raciocínio que atravessa o tópico inteiro e que precisa ser desmontado. A ideia de que a ausência de acne e oleosidade prova que está tudo bem. Os colaterais que aparecem no espelho são os menos importantes. O HDL despencando não coça. A alteração hepática não dá sintoma até estar avançada. A supressão do eixo não avisa. Você pode passar oito semanas com a pele impecável e sair com três exames alterados. Sem TGO, TGP, gama GT, bilirrubinas e perfil lipídico, nenhum relato de bem estar significa alguma coisa. E os fitoterápicos tomados para prevenir hepatotoxicidade não fizeram esse trabalho. Não existe fitoterápico com proteção demonstrada contra a colestase induzida por alquilado na posição dezessete. Tomar não é problema. Contar com aquilo como proteção, e por isso não fazer exame, é. Mands, sobre sua dor de cabeça: beber mais água pode ajudar, mas antes vale medir a pressão arterial em dias diferentes e em repouso. Androgênio pode elevar pressão, e cefaleia diária que começa junto com o início do uso merece essa checagem antes de virar rotina tolerada. É um aparelho de farmácia e cinco minutos. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  35. Duas perguntas foram feitas no fim desse tópico e as duas foram respondidas com um pedido para procurar em outro lugar. Vou respondê-las, e de quebra corrigir duas coisas ditas lá em cima que continuam circulando. Emanoel, sensibilidade nos mamilos na primeira semana de cipionato dificilmente é estradiol. O cipionato tem meia-vida em torno de oito dias, o que significa que ele leva de quatro a cinco semanas aplicando para chegar ao nível estável, e o estradiol sobe atrás disso, não na frente. Sensibilidade no dia da primeira aplicação é cedo demais para ser causa hormonal instalada. Antes de tomar qualquer coisa, dose o estradiol. Se ele estiver normal, você vai ter evitado tratar um sintoma que não é o que parece. E respondendo direto o que você perguntou: entre os dois, nesse contexto, é tamoxifeno, não clomifeno. Não porque um seja mais forte, mas porque eles não fazem a mesma coisa no mesmo lugar. O tamoxifeno ocupa o receptor de estrogênio no tecido mamário e impede o estradiol de agir ali, que é exatamente o problema da ginecomastia. O clomifeno atua principalmente no eixo, e não tem esse papel protetor na mama. E nenhum dos dois reduz o estradiol circulante, quem faz isso é o inibidor de aromatase, que é outra classe com outra finalidade. Escolher entre eles no escuro, sem exame, é como escolher remédio pela cor da caixa. Jeferson, no seu caso, três semanas de Durateston seguidas de cinco de cipionato, o que manda no calendário é o éster mais longo que ainda está agindo. O cipionato foi o último e tem meia-vida de cerca de oito dias, então começar TPC antes de duas semanas da última aplicação é gastar comprimido enquanto ainda existe testosterona exógena suficiente para manter o eixo desligado. Duas semanas depois, com LH, FSH e testosterona total e livre dosados, é o caminho que faz sentido. Agora as correções. Primeira, a vitamina E em mil unidades por dia para segurar os ganhos. Não segura nada. Não existe mecanismo nem evidência para isso, e dose alta e prolongada de vitamina E tem risco próprio, não é um placebo inofensivo. Segunda, e essa é a que mais importa: mesterolona, o proviron, sugerida para usar desde o início da TPC. Isso é contraproducente. Mesterolona é um androgênio, derivado da diidrotestosterona, e como todo androgênio ela sinaliza no hipotálamo e na hipófise para reduzir LH e FSH. Ou seja, você coloca na terapia de recuperação uma droga que suprime justamente o que você está tentando fazer voltar. Ela dá sensação de bem estar e libido no período, e é por isso que a fama pegou, mas sensação não é recuperação. Quem usa proviron na TPC costuma se sentir bem enquanto atrapalha o retorno do próprio eixo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  36. Pri, o tópico elogiou a organização dos seus dados, e ela é boa mesmo, mas ninguém somou os números que você postou. Mil e sessenta calorias. Trinta e cinco gramas de carboidrato. Quarenta e um gramas de gordura no dia inteiro. Isso, para uma mulher de sessenta e seis quilos treinando ABC pesado com aeróbio, não é cutting agressivo, é ingestão insuficiente sustentada por quatro meses. E o que você relatou depois combina exatamente com isso: canseira já no primeiro dia, fome constante, gripe forte, rendimento despencando. Você atribuiu cada sintoma a uma causa separada e circunstancial. Vistos juntos, eles descrevem um quadro só. Sobre a fome, discordo de quem falou que é colateral da oxandrolona. Pode até haver algum aumento de apetite com ela, mas atribuir a fome à droga nesse caso esconde a explicação óbvia, que é você estar comendo pouco. E essa confusão tem custo: quando o motivo real é comida de menos, quem acha que é a droga não corrige a comida. Tem também um ponto que quase nunca é discutido em dieta feminina, que é a gordura. Quarenta gramas por dia é pouco, e gordura na dieta não é só caloria, é matéria prima e transporte. Redução prolongada de energia disponível em mulher afeta a pulsatilidade do GnRH e é a via clássica pela qual a menstruação fica irregular ou some, muito antes de qualquer androgênio entrar na conta. Se sua menstruação mudou de padrão nesses quatro meses, esse é o motivo mais provável, e é um sinal para corrigir, não para tolerar. E a parte que mais me preocupa: você contou que a nutricionista precisou se afastar e que não quer procurar outra. Isso te deixou sozinha conduzindo uma restrição pesada, em uso de medicamento, sem ninguém reavaliando. Cortar carboidrato mês após mês só funciona até o corpo se ajustar ao novo patamar, e a partir daí você segue apertando sem colher nada, pagando com sono, imunidade e treino. O caminho de saída de um platô nesse ponto costuma ser subir a comida de forma controlada, não descer. Respondendo também a Lusa Meca, que perguntou se manipulada precisa de receita e ficou com um talvez. Precisa. Oxandrolona é anabolizante e está na lista C5 da Portaria 344 de 1998, o que exige receita de controle especial em duas vias, tanto para a industrializada quanto para a manipulada. Farmácia que aviar sem receita está fora da norma. E um último ponto que não apareceu em lugar nenhum do tópico: exames. A oxandrolona é alquilada na posição dezessete e derruba HDL. Perfil lipídico e enzimas hepáticas antes e depois é o mínimo, e você já perdeu o antes desse ciclo. Não perca do próximo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  37. Preciso corrigir uma afirmação que ficou de pé nesse tópico e que serve de base para uma recomendação prática, o que a torna mais grave: a de que mulher pode fazer ciclo longo porque não tem eixo HPT. Mulher tem eixo hipotálamo hipófise gônada, e ele funciona pelo mesmo princípio. O hipotálamo libera GnRH em pulsos, a hipófise responde com LH e FSH, e o ovário responde a esses dois. Androgênio exógeno sinaliza para cima e derruba a pulsatilidade do GnRH, e com isso caem LH e FSH. A diferença em relação ao homem não é a existência do eixo, é a consequência clínica: no homem a falha aparece como testosterona baixa e queixa de libido e disposição, e na mulher aparece como ciclo menstrual irregular, ciclos sem ovulação e amenorreia. É por isso que tanta menina relata a menstruação sumindo em ciclo de oxandrolona ou estanozolol. Aquilo não é detalhe sem importância, é o eixo respondendo. Isso muda a conclusão prática. A justificativa para ciclo longo em mulher não se sustenta nessa premissa. O que de fato limita o tempo em mulher é outra coisa, e é mais dura: os efeitos virilizantes são cumulativos com a exposição, e alguns não regridem. Quanto mais tempo, maior a chance de a voz e o clitóris entrarem na conta, e esses dois não voltam com a suspensão. E aproveito para separar duas coisas que costumam ser ditas juntas. É verdade que mulher não faz terapia pós ciclo com SERM no mesmo sentido que homem faz, e o motivo não é ausência de eixo. É que clomifeno e tamoxifeno em mulher têm outro papel farmacológico, o clomifeno inclusive é indutor de ovulação, e usá-los por conta própria depois de um ciclo é mexer em algo que não se estava tentando mexer. O acompanhamento em mulher se faz olhando o retorno da menstruação e, se demorar, com dosagem de LH, FSH e estradiol. Respondendo também a crismgmg, que perguntou aqui se deu certo e se secou, e nunca teve resposta: oxandrolona não queima gordura. Ela não age no adipócito mobilizando gordura como um termogênico faria. O que ela faz é ajudar a preservar massa magra enquanto você está em déficit calórico, e o resultado visual de estar mais seca vem do déficit, não dela. Quem entra em ciclo sem déficit não seca, e sai achando que o produto era falso. Sobre a proposta original, vinte miligramas por dia como primeiro contato é bastante para alguém de sessenta e dois quilos que nunca usou nada. Dez por dia, divididos em duas tomadas, já é um lugar de onde dá para observar a própria resposta antes de decidir qualquer aumento. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  38. Izinha fez duas perguntas práticas que ficaram sem resposta completa, e as duas partem de uma ideia errada sobre como a oxandrolona funciona. A primeira foi sobre horário, se valia tomar duas horas antes do treino. Não faz diferença. Anabolizante não é pré treino. O efeito dele é genômico: a molécula se liga ao receptor androgênico, o complexo entra no núcleo da célula e altera a transcrição de genes que vão produzir proteína ao longo de horas e dias. Isso não tem pico de ação sincronizado com a série de agachamento. O que importa é manter concentração razoavelmente estável no sangue, e como a oxandrolona tem meia-vida em torno de nove horas, isso se resolve dividindo a dose diária em duas tomadas com cerca de doze horas de intervalo. Manhã e noite. Se o horário do treino muda, não muda nada. E sim, toma no fim de semana também, pelo mesmo motivo: você está mantendo nível, não estimulando treino. A segunda pergunta foi se dava para reduzir no fim do ciclo tomando dia sim dia não, para não ter que comprar cápsula de cinco. Não funciona como redução. Com meia-vida de nove horas, no dia que você pula a concentração cai praticamente a zero antes da próxima dose. Você não cria meia dose, cria um serrote de pico e vale. Se o objetivo é diminuir de verdade, a alternativa honesta é encurtar o ciclo e terminar em dez, em vez de esticar com dose picotada. E aqui vale desmontar a premissa por trás disso tudo, porque ela circula muito. Descer a dose no fim não protege o eixo nem suaviza nada. Enquanto houver androgênio em quantidade relevante, o eixo continua sinalizado a ficar parado. Quem faz o eixo voltar é a ausência da droga. As últimas semanas em dose reduzida não são uma transição, são exposição hepática e supressão sem estímulo suficiente para render. Sobre o enjoo e a dor de cabeça no primeiro dia, provavelmente não foi a oxandrolona, que ainda não tinha atingido nível estável. Vale observar se persiste depois da primeira semana. Se persistir, a suspeita muda. Por fim, uma coisa que ninguém levantou. Você contou que passou por cetogênica longa, mais de uma vez, uma delas por cinco meses, e que sente falta de força e ânsia treinando perna. Isso pode ser simplesmente carboidrato de menos para o volume de treino que você faz. Antes de creditar isso a fraqueza sua ou de esperar que a droga resolva, ajuste a comida. E faça o perfil lipídico e as enzimas hepáticas antes de começar, porque sem o antes você não vai saber ler o depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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