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  2.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Suplemento para aumentar potência sexual
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  12. O detalhe que o autor trouxe depois muda tudo: com a parceira fixa a ereção é normal e o problema aparece só numa situação nova. Isso é o padrão típico de disfunção erétil de origem psicogênica, e @romeo e @Noway leram bem o quadro. Quando a causa é vascular ou hormonal, o problema costuma aparecer em qualquer situação, inclusive nas ereções noturnas e matinais, que continuam normais no caso psicogênico. O mecanismo é simples. Ansiedade de desempenho ativa o sistema nervoso simpático, a adrenalina contrai a musculatura lisa dos corpos cavernosos e o sangue não fica retido. Quanto mais a pessoa se monitora ("será que vai falhar de novo?"), pior fica. Por isso o ciclo se autoalimenta. Sobre suplementos, a evidência é fraca, e vale separar: ZMA, citado pelo @jeancarlocapone, só eleva testosterona em quem tem deficiência de zinco ou magnésio. Em quem não tem, não muda nada na ereção. L-citrulina tem um estudo pequeno mostrando melhora leve em disfunção erétil leve, por aumentar o óxido nítrico. É o mais plausível dos "NO2" que o @Noway perguntou, mas o efeito é modesto. Ginseng coreano (Panax ginseng) tem algumas revisões com melhora pequena, e a qualidade dos estudos é baixa. Tribulus e similares não têm efeito consistente. Géis e produtos "estimulantes" vendidos sem registro devem ser evitados, porque não raro vêm adulterados com sildenafila ou tadalafila sem declarar a dose. Os inibidores da fosfodiesterase 5 (sildenafila, tadalafila) são o que realmente funciona e, no caso psicogênico, têm um papel interessante: algumas experiências bem-sucedidas quebram o ciclo de ansiedade e depois a pessoa deixa de precisar. Mas não são isentos de risco. A combinação com nitratos (usados para angina) pode causar queda grave de pressão, e quem tem doença cardíaca precisa de avaliação antes. Por isso a prescrição médica é o caminho, e uma consulta com urologista resolve isso rapidamente. Sono, álcool moderado (álcool é um grande sabotador de ereção) e treino regular completam a parte que depende só da pessoa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  13. @AndProenca chegou na conclusão certa: para quem come só a clara, a diferença entre ovo caipira e de granja é praticamente irrelevante. A proteína da clara (principalmente ovalbumina) é a mesma nos dois. O que muda com a alimentação da galinha é a gema, que concentra carotenoides, vitamina A, vitamina D, ômega-3 e colina. E aí entra o recado do @fisiculturismo: vale comer as gemas também, porque é nelas que está a maior parte do valor nutricional do ovo. Sobre o medo de "ovo de granja faz mal": o ovo convencional não é prejudicial. O uso de hormônios na criação de aves é proibido no Brasil, e os antibióticos têm período de carência controlado. O ovo caipira de verdade tem, sim, gema mais rica em carotenoides, mas a diferença de preço compra pouco em termos de músculo. O ponto que mais merece atenção neste tópico é outro, a clara crua no shake que o @guniz citou. Três problemas: A digestibilidade da proteína do ovo cru é bem menor. Um estudo clássico com isótopos (Evenepoel, 1998) mostrou absorção em torno de 50% da proteína crua contra cerca de 90% da cozida. Ou seja, metade do que se bebe cru é desperdiçada. A clara crua tem avidina, que se liga à biotina e impede sua absorção. Consumir uma ou duas dúzias de claras cruas por dia, por muito tempo, é o cenário clássico de deficiência de biotina. O cozimento desativa a avidina. E há o risco de salmonela, maior em ovo sem procedência controlada, justamente o caso do ovo comprado direto de pequena criação. Solução prática: cozinhar as claras, ou usar clara pasteurizada, que pode ir no shake sem esses riscos. Para quem quer praticidade, claras cozidas batidas com leite, aveia e banana funcionam bem.
  14. A sinceridade é o ponto mais valioso desse relato. Mostra para quem está começando que um físico de palco feminino não sai só de dieta e treino, e ajuda a calibrar a expectativa de quem se compara. Olhando a lista com olho técnico, algumas coisas chamam atenção. Para mulheres, o maior risco dessa combinação é a virilização: engrossamento da voz, aumento do clitóris, pelos faciais e alteração do ciclo menstrual. Testosterona e masteron (drostanolona, derivado da DHT) são dos compostos com maior potencial androgênico da lista. A oxandrolona e o turinabol são considerados mais "leves", mas somar vários androgênios multiplica o risco, e parte desses efeitos, principalmente a voz, pode não voltar ao normal depois de parar. O anastrozol chama atenção porque, em mulher, o estrogênio tem papel protetor em osso, perfil lipídico e vasos. Derrubar o estradiol somado a orais que já pioram o HDL aumenta o impacto cardiovascular. Por isso esse tipo de protocolo exige exames frequentes de lipídios, função hepática, hemograma e densidade óssea em uso prolongado. Sobre os colaterais relatados: queda de cabelo e acne são efeitos clássicos da via androgênica, e a finasterida entra justamente para frear a conversão em DHT no couro cabeludo. Em mulher em idade fértil, porém, a finasterida é contraindicada se houver chance de gravidez, pelo risco de malformação genital em feto masculino. A retenção atribuída ao turinabol é curiosa, porque ele não aromatiza. É mais provável que o GH (que retém líquido com frequência) ou a própria dieta estejam por trás disso. O clenbuterol completa o quadro com efeito sobre frequência cardíaca, tremor e perda de potássio, e somado ao resto é o item que mais pede cautela cardiológica. Resumo: é um protocolo de atleta competitiva, pensado para o palco, e não um modelo para quem treina por estética. Quem se inspira nele deve entender que cada item acrescenta uma camada de risco e de monitoramento. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  15. É possível, sim, e a oxandrolona é justamente um dos casos em que se perde menos no pós-ciclo, porque ela praticamente não causa retenção hídrica. O que some depois é mais o volume de glicogênio e a "cheia" do músculo do que tecido de fato. Como disse a @FaBHana, manter tudo é difícil, mas manter a maior parte depende de algumas coisas bem práticas. A primeira é o eixo hormonal voltar. A oxandrolona suprime a produção natural de testosterona, mesmo em dose baixa. Nas semanas em que o corpo está sem hormônio exógeno e com a testosterona ainda baixa, o ambiente fica catabólico, e é ali que se perde massa. Por isso vale ter exames antes do ciclo (testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol) e repetir algumas semanas após o término, para saber se a recuperação aconteceu ou se precisa de ajuda. A segunda é não mudar o treino nem a dieta ao sair do ciclo. Muita gente corta calorias ou relaxa no treino exatamente quando mais precisa manter. O ideal é ficar em manutenção ou leve superávit calórico, com proteína em torno de 1,6 a 2,2 g por kg, e manter as cargas tanto quanto possível, mesmo reduzindo um pouco o volume. A terceira é não esperar ganho que não era músculo. Se o ciclo foi feito com dieta hipercalórica, parte do peso era glicogênio e água intramuscular, que naturalmente vão oscilar. Isso não significa que o ciclo "foi embora". E vale lembrar que memória muscular ajuda: o que se perde volta mais rápido com treino consistente. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  16. Ontem

  17. Respondendo à pergunta do @fisiculturismo, porque ela é a que importa depois de tantas páginas: não existe estudo em humanos mostrando ganho de massa muscular com Pfaffia paniculata (hoje reclassificada botanicamente como Hebanthe eriantha). O que existe é pesquisa sobre a substância que motivou o tópico, a beta-ecdisterona (20-hidroxiecdisona), e esse quadro mudou bastante desde 2004. O estudo mais citado é o de Isenmann e colaboradores, de 2019, com homens treinados suplementando ecdisterona por 10 semanas. O grupo suplementado ganhou mais massa muscular e força que o placebo. O resultado chamou tanta atenção que a Agência Mundial Antidoping colocou a ecdisterona no seu programa de monitoramento. Por outro lado, um estudo anterior (Wilborn, 2006) não encontrou efeito nenhum com 200 mg ao dia, e a qualidade dos produtos testados é um problema recorrente. Então a resposta honesta é que o sinal existe, mas ainda é pouco replicado. O mecanismo proposto não passa pelo receptor androgênico. A ecdisterona parece agir pelo receptor de estrogênio beta, que no músculo estimula a síntese proteica. Isso explica em parte o que o @Pablo chamou de efeito "estrogênico", mas não quer dizer que ela aja como estrogênio no corpo todo nem que substitua um anabolizante. Não suprime a testosterona pelo que se sabe até aqui, e o efeito esperado, se houver, é modesto. O ponto que o @Zimbros levantou em 2007 continua sendo o nó da questão. A pfaffia em pó tem uma concentração baixa e variável de ecdisterona, algo na casa de décimos de porcento. Os estudos positivos usaram dezenas a centenas de miligramas da substância isolada por dia, quantidade que nenhuma cápsula de 400 ou 500 mg de raiz moída entrega. Isso explica bem por que quase todo mundo neste tópico tomou por um ou dois meses e não viu nada: a dose efetiva simplesmente não estava lá. Para quem quer testar, faz mais sentido um extrato padronizado com o teor de ecdisterona declarado no rótulo do que o pó da raiz, e ajustar a expectativa para um adjuvante, não para algo comparável a hormônio. Treino progressivo, proteína suficiente e creatina continuam entregando muito mais por real gasto. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  18. O caso do padre Marcelo Rossi ilustra bem uma coisa que desanimou muita gente neste tópico lá em 2002 e que hoje a ciência explica melhor: a massa perdida quando se para de treinar volta muito mais rápido do que foi construída da primeira vez. Isso tem nome, memória muscular. Durante a hipertrofia, as fibras incorporam novos núcleos (mionúcleos) vindos das células satélite. Os estudos em animais e alguns dados em humanos sugerem que boa parte desses núcleos permanece por anos mesmo com a fibra atrofiada. Quando o treino volta, a maquinaria para sintetizar proteína já está lá, e a recuperação acontece em semanas ou poucos meses, não nos anos que levou para construir. Some a isso a parte neural e técnica, que também é reaprendida rapidamente. Sobre o medo de ficar "magricela e cheio de estrias", como disse @MEDEIROS: as estrias aparecem pelo estiramento rápido da pele no ganho de massa ou de gordura, não pela perda do músculo. Quem parou e emagreceu só fica com elas mais visíveis. Por isso vale ganhar peso de forma gradual, sem bulking desenfreado. E @alexrib tocou no ponto mais prático de todos. Para quem tem agenda apertada, dois treinos de corpo inteiro por semana, com volume moderado e séries levadas perto da falha, já mantêm praticamente toda a massa e ainda permitem progredir. Para só manter, os estudos de destreinamento mostram que dá para cortar o volume para cerca de um terço do habitual por alguns meses, desde que a intensidade (carga) seja preservada. Parar totalmente é que não compensa. @FaBHana e @LaNCe resumiram bem. Para quem tem histórico de depressão, como ele relatou publicamente, o exercício resistido tem efeito antidepressivo documentado em metanálises, o que torna a volta aos treinos ainda mais valiosa do que o ganho estético.
  19. O que posso dizer sobre minha dieta é que ela tem menos de 1300 calorias nos dias de perda de peso...segunda, terça, quarta e quinta. Tem cerca de 1 a 1,5 g/kg de proteína. O ideal será manter 2g/kg mas não estou ainda convencido de que isso é bom para a saúde e longevidsde. Em dias de perda de peso não se deve esperar ganho de músculos. Antigamente eu procurava comer muito pouco e estava usando 0,5 g/kg de proteína em dia de perda de peso e constatei na prática o que o Chemini disse, que isso prejudica, a saúde e o físico. Faço bulk na quarta com mais de 2,0g de proteína e mais carb...e ganhar um pouco de gordura e peso é inevitável. Sábado é dia livre e domingo não faço estritamente a dieta. Breve vou analisar os resultados.
  20. Rosineide entrou na comunidade
  21. Respondendo à pergunta original do @japo., que ficou perdida no meio da discussão sobre soja: lecitina de soja não emagrece. Não existe estudo mostrando perda de gordura com ela, e o que o seu irmão perdeu veio da dieta e do treino que ele mesmo mencionou. O pote guardado não vai fazer mal, mas também não vai fazer diferença no peso. Vale separar as duas coisas que o tópico misturou, porque a confusão continua comum hoje. Lecitina de soja não é proteína de soja. Ela é um extrato de fosfolipídios, principalmente fosfatidilcolina, usada na indústria como emulsificante, aquilo que impede que gordura e água se separem. No processo de extração, praticamente não sobram isoflavonas, que são justamente os compostos discutidos nas páginas anteriores. Ou seja, a briga sobre soja e hormônio nem se aplica à lecitina. Sobre aquela discussão em si, hoje há material suficiente para encerrá-la. Revisões e meta-análises de estudos em homens, incluindo ensaios controlados, não encontraram redução relevante de testosterona total ou livre, nem aumento significativo de estradiol, com consumo de proteína de soja ou de isoflavonas em doses alimentares. O caso relatado no tópico, de estradiol saindo de 23 para 37 em um mês, está dentro da variação normal entre coletas e sofre influência de gordura corporal, horário, laboratório e método. Um valor isolado não estabelece causa. Os casos de ginecomastia descritos na literatura envolvem consumo extremo, da ordem de vários litros de leite de soja por dia. O que a lecitina realmente oferece é colina, importante para a formação de membranas celulares e do neurotransmissor acetilcolina. A deficiência de colina é incomum em quem come ovos e carne, que são as melhores fontes. Existem estudos pequenos sugerindo efeito discreto sobre colesterol, mas nada consistente o bastante para recomendar suplementação com essa finalidade. Em resumo: é um produto seguro e barato, sem risco hormonal, mas sem efeito sobre gordura corporal ou desempenho. Para quem quer emagrecer, o dinheiro rende muito mais em comida de verdade.
  22. O conjunto que você fechou, @_Nocturne_, resolve o corpo inteiro: banco regulável, halteres com barras de rosca, barra W, barra H, barra hexagonal, anilhas e barra fixa. Faltam poucas coisas, e dá para contornar todas. Sobre a barra fixa parafusada, ela é bem mais segura que a de porta, desde que a fixação seja em parede estrutural, de concreto ou alvenaria maciça, com buchas químicas ou parabolt. Em drywall, tijolo baiano vazado ou parede de vedação fina, nenhuma barra fica segura, por melhor que seja o modelo. Vale identificar onde há viga ou pilar antes de furar. E o @Locemar tem razão: pegada fechada e neutra não é limitação, é uma das variações mais confortáveis para o ombro, justamente o que interessa no seu caso. Sobre a tendinite e o fato de você ser monocular, a escolha por halteres foi acertada por dois motivos. Cada braço segue a própria trajetória, o que reduz a rotação interna forçada do ombro, e some o problema de nivelar uma barra longa sem percepção de profundidade. Pegada neutra, no supino com halteres e na barra H, tende a ser a mais tolerável. A barra hexagonal também ajuda nesse aspecto, porque as mãos ficam ao lado do corpo. Para pernas, sem gaiola e evitando carga na coluna, o que rende mais é agachamento goblet segurando um halter junto ao peito, agachamento búlgaro com o pé de trás no banco, afundo e passada, levantamento terra com a barra hexagonal, stiff com halteres e elevação pélvica apoiando as costas no banco. Esse conjunto cobre quadríceps, posterior e glúteo com boa carga e pouca sobrecarga axial. Como você mencionou doença inflamatória intestinal, vale ajustar o volume nos períodos de crise e manter a constância nos períodos bons, em vez de treinar pesado sempre. Para costas, além da barra fixa: remada curvada com halteres, remada unilateral apoiada no banco e pullover. Se a lombar incomodar na remada curvada, a versão apoiada com o peito no banco inclinado tira a lombar da jogada quase por completo. Sobre a barra W, ela não é essencial, como já foi dito, mas para quem tem histórico de dor em punho e cotovelo costuma ser bem mais confortável que a reta na rosca e no tríceps testa. Não é compra perdida. Uma observação sobre as anilhas: quando a carga do agachamento búlgaro e do terra começar a subir, o limite passa a ser a barra de rosca dos halteres, que aceita menos peso e solta com o uso. Nessa hora, a barra hexagonal com anilhas resolve os exercícios mais pesados.
  23. A pergunta do @Jrwandeir ficou sem resposta técnica, e ela é bem direta, então vale explicar o raciocínio da divisão dos dias, que vem da meia-vida de cada composto. Enantato de testosterona e boldenona são ésteres longos. Dividir a dose semanal em duas aplicações, por exemplo segunda e quinta, mantém o nível sanguíneo mais estável do que aplicar tudo de uma vez. Os dois podem ir na mesma seringa e no mesmo dia. Já o dianabol é oral e tem meia-vida curta, de poucas horas, então ele é usado todos os dias, com a dose dividida ao longo do dia, e não em dias alternados. A lógica do protocolo do @ripperzin também explica o porquê: o dianabol entra nas primeiras semanas justamente porque o enantato e a boldenona levam de quatro a cinco semanas para atingir nível estável. Ele cobre esse início. Duas ressalvas, porém. Setenta miligramas por dia é dose alta para dianabol, e o ganho adicional em relação a 20 ou 30 mg é pequeno perto do aumento de retenção, pressão arterial e sobrecarga hepática. E dez semanas é curto para a boldenona, que costuma mostrar o melhor resultado a partir da décima semana. Ciclo com ela raramente compensa abaixo de 14 a 16 semanas. Sobre os acompanhantes do protocolo, alguns pontos. Silimarina não tem evidência de proteger contra a toxicidade de oral 17-alfa-alquilado, e tribulus não ajuda a recuperar o eixo. Quem faz o trabalho na TPC são os moduladores como clomifeno e tamoxifeno, e o momento de começar, com ésteres longos, é cerca de duas a três semanas depois da última aplicação. Finasterida faz sentido apenas para quem tem preocupação real com queda de cabelo androgenética, e vale saber que ela reduz o DHT derivado da testosterona, mas não neutraliza a ação androgênica de outros compostos. O que dá segurança de verdade é exame: testosterona total, estradiol, hemograma com hematócrito, perfil lipídico, TGO, TGP e creatinina antes, no meio e depois, além de pressão arterial acompanhada, porque boldenona e dianabol sobem hematócrito e pressão com facilidade. Respondendo também à dúvida de treino do tópico: passar de ABC duas vezes por semana para ABCDE não aumenta intensidade, apenas espalha o mesmo volume em mais dias e reduz a frequência de cada grupo. Com ganhos de força acontecendo, o melhor é manter a divisão e continuar progredindo carga. E a fome fora do normal relatada com a boldenona é um efeito bem descrito por quem usa, ainda que a explicação do mecanismo não esteja fechada na literatura. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. As respostas do @Foston estão corretas no essencial. Vale só completar com alguns detalhes, porque esse tópico aparece muito para quem vai reconstituir GH pela primeira vez. A diferença entre as águas é o conservante. A água para injeção não tem nenhum, então o frasco reconstituído com ela deve ser mantido na geladeira e usado em até cerca de 24 horas. A água bacteriostática contém álcool benzílico em torno de 0,9 por cento, que inibe o crescimento bacteriano e permite múltiplas punções no mesmo frasco, com validade de algumas semanas sob refrigeração. Por isso ela é preferida para frascos que serão usados aos poucos. Sobre o soro fisiológico, ele serve para diluir em situação de dose única e uso imediato, mas também não tem conservante, então não resolve o problema da conservação. Um alerta sobre fabricar a própria água bacteriostática em casa. A questão não é só misturar álcool benzílico com água para injeção, é garantir esterilidade, e isso não se consegue na pia da cozinha. O conservante inibe bactéria, mas não esteriliza o que já foi contaminado, e injetar solução contaminada causa abscesso e infecção. Se não encontrar pronta, o caminho mais seguro é uma farmácia de manipulação com licença para injetáveis, ou usar o diluente que acompanha o produto farmacêutico. Sobre as contas, o raciocínio é simples. A concentração é a quantidade de UI do frasco dividida pelo volume de água que você adicionar. Usando seringa de insulina, onde 100 unidades equivalem a 1 ml: se você colocar 1 ml em um frasco de 10 UI, cada 10 unidades da seringa dão 1 UI. No frasco de 12 UI com 1 ml, as mesmas 10 unidades dão 1,2 UI. Anote no próprio frasco o volume que usou, porque é aí que a maioria dos erros acontece. Respondendo também ao @ArthurSR10, que perguntou sobre o frasco anunciado com 100 UI: vale conferir a conversão. Para somatropina, 1 mg corresponde a cerca de 3 UI. Então 10 mg equivalem a aproximadamente 30 UI, e não a 100 UI. Um rótulo que promete 100 UI em 10 mg não fecha a conta. Na prática, ao reconstituir, deixe a água escorrer pela parede interna do frasco em vez de jogar direto no pó, gire com cuidado sem agitar, e guarde entre 2 e 8 graus, protegido da luz e sem congelar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  25. Tontura e fraqueza durante o dia, que melhoram assim que você come, são o corpo avisando que o déficit está agressivo demais. Cair de 96 para 91,7 kg em poucas semanas é rápido demais para quem quer segurar massa muscular, @Userdelet. A faixa que preserva músculo fica em torno de 0,5 a 1 por cento do peso corporal por semana, algo como 0,5 a 0,9 kg no seu caso. Então sim, subir as calorias é o ajuste certo, e o @Locemar tem razão em pedir para observar a resposta antes de mexer em outras variáveis ao mesmo tempo. Só que subir para 2.600 kcal precisa vir com uma correção de expectativa. Sair de 18 para 10 por cento de gordura em um mês não acontece sem perder massa magra. Com 94 kg, isso significaria eliminar cerca de 7 a 8 kg de gordura em quatro semanas. Um prazo realista é de dois a três meses, e é justamente o apressamento que está causando a tontura. A proteína em 191 g está adequada. Eu tiraria calorias da gordura e devolveria parte ao carboidrato, porque é o carboidrato que sustenta o treino e reduz essa sensação de fraqueza. Também vale medir a pressão arterial, porque a combinação de cafeína com efedrina eleva pressão e frequência cardíaca, e tontura ao levantar pode ter relação com isso. Efedrina somada a testosterona exige cuidado redobrado com o coração, e ela costuma mascarar a fadiga do déficit em vez de resolvê-la. Agora o ponto mais importante, dito sem rodeio. Você tem 18 anos e escreveu que LH e FSH já estão inibidos, e que por isso prefere seguir em blast and cruise em vez de fazer TPC. Esse raciocínio é o caminho mais curto para depender de testosterona exógena pelo resto da vida. Nessa idade, a chance de recuperar o eixo é maior do que será mais tarde, e vale tentar: exames completos com LH, FSH, testosterona total e livre, estradiol, prolactina, além de hemograma, perfil lipídico e enzimas hepáticas, e acompanhamento com endocrinologista para conduzir uma saída. Se fertilidade importar em algum momento, esse também é o momento de discutir. O treino tem quase tudo levado à falha e costas aparecendo três vezes na semana com pouco descanso. Em déficit calórico, isso acumula fadiga sem gerar mais estímulo. Parar uma ou duas repetições antes da falha na maioria das séries e reduzir o volume de costas resolve boa parte do cansaço que você está relatando. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  26. Tem um dado nessa ficha que passou batido no tópico inteiro e que é mais importante que qualquer discussão sobre ciclo, @Rolliver: você usa Benzetacil de forma contínua. Penicilina benzatina em uso regular, junto com o que você chamou de reumatismo, é o esquema clássico de profilaxia secundária de febre reumática. E a febre reumática é uma doença que acomete as válvulas do coração, principalmente a mitral e a aórtica. Isso muda tudo. Esteroides em dose alta elevam a pressão arterial, aumentam a massa do ventrículo esquerdo, prejudicam o relaxamento do coração e derrubam o HDL. Em um coração saudável isso já é risco. Em alguém que pode ter lesão valvar, a sobrecarga se soma à que a válvula já impõe, e a evolução para insuficiência cardíaca pode ser bem mais rápida. Você já fez três ciclos, incluindo trembolona aos 17 anos, que é dos compostos mais agressivos para pressão e coração. O que eu faria antes de qualquer coisa: ecocardiograma, para saber se há acometimento de válvula e qual o grau, eletrocardiograma, medida de pressão arterial em repouso por alguns dias e perfil lipídico. Uma consulta com cardiologista, levando o histórico de uso, define o resto. Se houver lesão valvar significativa, a resposta sobre ciclos deixa de ser opinião de fórum. Sobre competir, dá para responder com honestidade. Com 18 anos, quatro anos de treino e 83 kg em 1,65 m, existe potencial, mas o caminho não começa escolhendo entre as ampolas que você tem em casa. Começa com o que o @Locemar e o @japo. já disseram e com o que a sua própria dieta mostra: você escreveu que raramente segue a semana inteira à risca. Consistência de dieta por meses seguidos é o que separa quem sobe no palco de quem só treina pesado. Um preparador experiente, um período fora de ciclo para recuperar o eixo e exames em dia valem mais agora do que qualquer combinação de compostos. E o @Foston tocou num ponto real: aos 17 anos as cartilagens de crescimento ainda podem estar abertas, e androgênio em dose alta acelera o fechamento. A sua altura pode ser familiar mesmo, mas o risco existia. A postagem de março mostra que quando você organizou a dieta e treinou sério o resultado veio. Esse é o caminho. Só falta resolver a parte cardíaca antes de seguir. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  27. Somando o que você listou, @MineiroUai, a dieta fica em torno de 125 a 135 g de proteína e algo perto de 140 g de carboidrato por dia. Para 90 kg, isso dá cerca de 1,4 g de proteína por kg e um total calórico baixo, provavelmente entre 1.800 e 2.000 kcal. O @NoBrain_NoGain apontou certo: o gargalo está aí, não no suplemento. O ajuste mais simples, sem complicar a rotina de estrada, seria este. Proteína entre 160 e 180 g por dia, o que significa acrescentar uma fonte proteica ao café da manhã, por exemplo dois a três ovos ou iogurte natural com o pão, e aumentar a carne do almoço de 150 para 200 g. Carboidrato precisa subir bastante, porque 80 g de arroz no almoço é pouco para quem treina: dobre essa porção e coloque feijão. E inclua gordura de qualidade, que praticamente não aparece: azeite na salada, castanhas no lanche das 17h30 junto com as bananas, e abacate quando der. Para os dias de estrada, o que funciona bem é preparar a comida no domingo e levar em marmita, além de manter no carro ou na mochila opções que não estragam: castanhas, pasta de amendoim, atum em lata, biscoito de arroz, fruta e o próprio whey. Isso resolve a refeição das 9h sem depender da parada certa. Sobre os suplementos que você comprou, dinheiro não foi jogado fora. A creatina é o suplemento com melhor evidência para força e ganho de massa, 3 a 5 g por dia, em qualquer horário. Já o ZMA só ajuda se houver deficiência de zinco ou magnésio. A ideia de que ele eleva testosterona em quem não tem deficiência não se confirmou nos estudos. Sobre anabolizantes: com dieta nesse nível e um histórico de quatro anos de idas e vindas, ciclar agora seria construir em cima de base frouxa. Você tem margem grande de ganho só ajustando comida e constância, e o resultado fica com você depois. Se em algum momento fizer sentido, a conversa começa com exames e com uma base sólida, não com escolha de composto. @larissaeasestacoes, esse padrão de emagrecer e recuperar com alguns quilos a mais costuma vir de dietas muito restritivas, que não se sustentam e terminam em abandono. Um déficit moderado, com proteína adequada e musculação para preservar massa magra, emagrece mais devagar, mas é o que se mantém depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  28. Diário excelente, @Fatucko, e o mais valioso dele não são os 7,9 kg em cinco semanas, é você ter identificado sozinho a ligação entre sono ruim, queda de energia e episódios de compulsão. Isso costuma levar anos para a pessoa enxergar. Sobre a semana 5, o padrão que você descreveu é clássico e vale entender antes que ele vire recaída. Privação de sono aumenta a fome, reduz a saciedade e piora o autocontrole no fim do dia, que é justamente quando a compulsão costuma aparecer. Somando isso a uma rotina nova, mais cansativa, o risco sobe. Então sim, a sua conclusão está certa: priorizar o sono não é detalhe, é a intervenção com maior retorno agora. Uma sugestão concreta: na insônia crônica, o tratamento com melhor evidência é a terapia cognitivo-comportamental para insônia, que funciona melhor que medicação no longo prazo e não gera dependência. Ela inclui horário fixo para acordar, não ficar na cama acordado por mais de 20 minutos, cortar telas e cafeína no fim do dia e limitar o tempo na cama. Vale procurar um profissional que trabalhe com isso. Sobre a compulsão alimentar, quando é severa e acompanha a pessoa por anos, ela costuma ser um transtorno alimentar com tratamento próprio, também com terapia cognitivo-comportamental e, em alguns casos, apoio medicamentoso. Não é falta de força de vontade e não se resolve só com dieta mais restrita. Aliás, restrição excessiva é um dos maiores gatilhos de episódio compulsivo. Por isso, um déficit moderado, algo em torno de 0,5 a 1 por cento do peso corporal por semana, tende a funcionar melhor do que cortar ao máximo. Dois ajustes práticos para preservar massa muscular enquanto o peso cai. Primeiro, proteína: com o seu peso atual, mirar algo em torno de 130 a 150 g por dia já é suficiente, e a proteína ainda é o macronutriente que mais sacia. Segundo, manter a musculação como prioridade e a corrida como complemento. Correndo com 108 kg, o impacto no joelho e no quadril é alto, o que se conecta ao incômodo entre lombar e glúteo que você relatou. Caminhada inclinada e bicicleta dão gasto parecido com menos risco, e a corrida pode voltar com mais peso perdido. Por fim, continue medindo cintura e abdome junto com o peso. Nas semanas em que a balança trava, a fita costuma mostrar que o progresso não parou. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  29. Você percebeu o problema certo, Wallace, e a decisão de parar foi acertada. Explico o porquê, porque esse erro de aplicar estanozolol uma vez por semana é dos mais comuns. O estanozolol injetável é, na maioria das apresentações, uma suspensão aquosa, e não um éster em óleo. Isso significa que ele é liberado rápido e tem meia-vida curta, de cerca de um dia. Aplicado uma vez por semana, você fica com um pico alto logo depois da injeção e praticamente nada nos dias seguintes. Ou seja, colhe a supressão do eixo e os efeitos colaterais, sem o nível estável que justificaria o uso. Por isso quem usa costuma aplicar diariamente ou em dias alternados. Esse é também o motivo de a aplicação arder e formar nódulo com facilidade, e de o risco de infecção ser maior quando a técnica é descuidada. Sobre o objetivo, tem um ponto mais importante. Estanozolol não queima gordura. Ele não é termogênico e não cria déficit calórico. A impressão de "secar" vem de retenção hídrica baixa e de algum ganho de massa magra, mas quem perde peso é a dieta. Com 90 kg, 1,75 m e sete meses de treino, você ainda tem uma margem enorme de progresso só com alimentação organizada e treino constante, e é aí que o resultado aparece de forma duradoura. Como você aplicou apenas duas doses, a supressão tende a ser pequena e o eixo costuma se recuperar sozinho, sem necessidade de TPC. Vale colher testosterona total, LH, FSH, estradiol, hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP e creatinina daqui a algumas semanas para confirmar. Vale lembrar ainda que o estanozolol derruba o HDL de forma marcante, resseca articulações e, mesmo injetável, tem passagem hepática relevante, já que é 17-alfa-alquilado. Se quiser um ponto de partida para organizar a dieta enquanto isso, o gerador do site ajuda a montar um rascunho, lembrando que a saída é simulada e precisa de ajuste: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  30. A crítica do @Locemar estava certa, mas a nova versão trocou um problema por outro, @Hellas. Antes você treinava peito três vezes por semana e pernas duas. Agora cada grupo é treinado uma única vez, e ainda sobrou um dia inteiro só para abdômen, com três dias de descanso completo. Para quem está voltando, essa é a pior parte do arranjo: frequência de uma vez por semana rende menos que duas, com o mesmo volume total. Também vale desfazer uma ideia que aparece no seu texto. Ser ectomorfo não significa precisar de mais descanso nem tolerar menos treino. Isso é herança da teoria dos biotipos, que não se sustenta. Quem está magro e voltando de um ano parado tem, na verdade, uma vantagem: a memória muscular faz o peso perdido voltar mais rápido do que veio. Uma organização que se encaixa na sua semana, já que a academia fecha domingo: Segunda: superiores A, com supino reto, remada curvada, desenvolvimento, puxada, tríceps e bíceps. Terça: inferiores A, com agachamento, stiff, afundo, flexora e panturrilha. Quinta: superiores B, com supino inclinado, remada baixa, elevação lateral, pulley, tríceps e bíceps em outros ângulos. Sexta: inferiores B, com levantamento terra, leg press ou passada, mesa flexora, GHR e panturrilha. O abdômen entra no fim de duas dessas sessões, com dois exercícios cada, e não precisa de dia próprio. Terra e agachamento pesados ficam em dias diferentes. Sobre as séries e repetições: 6x4 no agachamento e no supino é trabalho de força para quem já tem base e controle de técnica. Voltando agora, a faixa de 6 a 12 repetições, com 3 a 4 séries por exercício e parando uma ou duas repetições antes da falha, dá mais resultado com menos risco. Anote carga e repetições de cada sessão: subir esses números semana a semana é o indicador que importa. Por fim, sentir mais o músculo não significa que o treino é melhor. Dor e sensação de ardência aparecem com facilidade quando se volta de uma pausa, independentemente da qualidade do estímulo.
  31. Última semana

  32. Duas coisas diferentes estão sendo misturadas no tópico, @RockBalboa, e separar isso resolve boa parte da sua dúvida. A alopecia areata é uma doença autoimune: o sistema imune ataca o folículo e surgem falhas arredondadas, normalmente ligadas a estresse, como aconteceu com você. Já a queda que os esteroides aceleram é a alopecia androgenética, que é outro mecanismo, dependente da sensibilidade do folículo aos androgênios e de predisposição familiar. Ter tido areata no passado não significa que você terá androgenética, e os esteroides não são um gatilho clássico de areata. O que define o seu risco de queda com anabolizante é o histórico de calvície na família e se o seu cabelo já vem afinando na região frontal e no topo. Sobre a quantidade de fios: perder algo entre 50 e 100 fios por dia é normal. Dez fios no travesseiro não é sinal de nada. O que merece atenção é queda difusa aumentando de forma sustentada por semanas, afinamento visível do fio, alargamento da linha da testa ou rarefação no topo. Fotos mensais no mesmo ângulo e com a mesma luz ajudam mais do que contar fios. Agora, sobre o protocolo, preciso ser direto. Anastrozol em ciclo de oxandrolona isolada não faz sentido, porque a oxandrolona não aromatiza, então não há estrogênio extra para bloquear. Derrubar o estradiol sem necessidade piora perfil lipídico, libido, humor, articulações e densidade óssea. A silimarina não tem evidência de proteger o fígado contra oral 17-alfa-alquilado, e chama atenção haver sinvastatina dentro de uma fórmula manipulada, porque é medicamento que exige indicação e acompanhamento próprios. O @Odin foi cru na forma, mas está certo no conteúdo. Some-se a isso que 60 mg de oxandrolona por dia é dose alta, não é "protocolo simples", e derruba o HDL de forma marcante. Sobre parar depois de 11 dias: nesse tempo a supressão é pequena e o eixo tende a se recuperar sozinho, sem intervenção. Gel de testosterona como TPC não faz sentido, porque testosterona exógena suprime o eixo, é o oposto do objetivo. TPC, quando indicada, usa moduladores como clomifeno ou tamoxifeno, guiados por exames. Se for seguir, colha antes testosterona total, LH, FSH, estradiol, hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP e creatinina, repita por volta da quarta a sexta semana, e considere procurar um segundo endocrinologista com experiência na área. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  33. Projeto bem conduzido e relato honesto, @Anemorena, com os itens de virilização acompanhados um a um, que é exatamente o que uma mulher em uso de oxandrolona precisa monitorar. Sobre a queda de cabelo, que foi a sua maior queixa, vale organizar o raciocínio, porque ela aparece muito nesse contexto e tem mais de uma causa possível. A oxandrolona é um derivado da di-hidrotestosterona e pode acelerar a queda em quem já tem tendência à calvície de padrão feminino. Se era isso, a queda tende a se estabilizar depois de suspender, mas o que já afinou não volta sozinho. Só que existe outra causa muito comum e que combina com o seu caso: o eflúvio telógeno, uma queda difusa que aparece dois a três meses depois de um estresse metabólico, como déficit calórico prolongado, perda de peso, jejum longo e carga de trabalho pesada. Esse tipo costuma ser reversível quando a causa é corrigida. Antes de tratar, vale medir. Ferritina, hemograma, TSH, T4 livre, vitamina D e zinco explicam boa parte das quedas difusas em mulheres, e ferritina baixa é a causa mais frequente de todas, mesmo sem anemia. Com dieta enxuta e jejum de 13 a 14 horas, esse rastreio é ainda mais importante. O dermatologista que você marcou é o caminho certo. Sobre o minoxidil 5 por cento sugerido pelo @Apollo Galeno: ele funciona e é o tratamento tópico de primeira linha, e o aumento de queda nas primeiras semanas realmente acontece, porque os fios em fase de repouso caem antes dos novos crescerem. Só não convém começar antes de saber a causa, e finasterida não entra como opção para mulheres em idade fértil. Dois pontos da dieta que valem revisão. A ioimbina aparece duas vezes ao dia somada a duas cápsulas de cafeína. Ioimbina é medicamento, não suplemento, e eleva frequência cardíaca, pressão e ansiedade, ainda mais associada a cafeína e a jejum. Como você trabalha em escala pesada em unidade de saúde, isso pode atrapalhar sono e recuperação, o que por si só piora queda de cabelo. Já o vinagre de maçã em jejum não tem efeito relevante sobre gordura corporal, então trocar por limão ou simplesmente tirar não prejudica em nada o resultado. Por fim, o peso subir de 66 para 68 kg no início da oxandrolona é esperado, em boa parte por retenção de água e glicogênio no músculo, e não significa ganho de gordura. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  34. A resposta prática do tópico está certa, @Rosa: esteroide em veículo oleoso pode ser aplicado no subcutâneo, e a afirmação de que só serve para reposição não se sustenta. Os estudos que existem são com testosterona, mostrando níveis estáveis e boa tolerância, e a lógica se estende aos demais ésteres em óleo, ainda que com menos pesquisa específica. A diferença entre "reposição" e "ciclo" está na dose, não na via. Onde o seu professor tem um ponto é no volume. O tecido subcutâneo absorve mais devagar e comporta pouco líquido por ponto. Meio mililitro por local é o teto confortável para a maioria, e volumes maiores tendem a formar nódulo, dor e vermelhidão. Por isso a via combina melhor com aplicações frequentes e pequenas, com rodízio de locais. Ésteres curtos, como propionato e acetato, e preparações com muito álcool benzílico ardem mais nessa via, e a assepsia precisa ser rigorosa, porque abscesso no subcutâneo acontece com facilidade quando a técnica é descuidada. Um ajuste ao que foi dito pelo @Apollo Galeno: a ideia de que a via subcutânea permite reduzir a dose em cerca de 25 por cento não se confirma nos estudos. Comparações entre subcutâneo e intramuscular com a mesma dose de testosterona mostram níveis sanguíneos semelhantes, com a subcutânea às vezes um pouco mais estável e com menos pico. O que muda é o perfil de liberação, e não a quantidade necessária. Vale registrar isso porque quem lê o tópico depois pode cortar dose achando que compensa, e acabar com nível menor do que planejou. E, como você disse que só faria um ciclo se fosse por essa via, vale lembrar que a via de aplicação resolve o desconforto, mas não muda os efeitos sistêmicos. Para mulheres, o ponto crítico continua sendo a escolha do composto e a dose, pelo risco de virilização, com voz mais grave e aumento do clitóris podendo não regredir. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  35. Respondendo à pergunta central, @flplima: com DHT alto, sem queda de cabelo, sem acne e sem qualquer sintoma urinário, não há motivo para entrar com finasterida. DHT elevado em quem usa testosterona acima do fisiológico é consequência esperada, e não um achado isolado a ser tratado. O DHT vem da conversão da testosterona pela enzima 5-alfa-redutase, então se a testosterona está três ou quatro vezes acima do normal, o DHT acompanha. Tratar o número sem sintoma é trocar um risco teórico por efeitos colaterais reais. Sobre os efeitos da finasterida, eles não se limitam à libido. Estão descritos queda de libido, disfunção erétil, redução do volume ejaculado, alterações de humor incluindo quadros depressivos, e ginecomastia, porque parte da testosterona que deixa de virar DHT sobra para aromatizar em estradiol. Há ainda relatos de sintomas persistentes após a suspensão, tema controverso na literatura mas que existe. E um detalhe prático importante: a finasterida reduz o PSA pela metade, o que atrapalha o rastreamento de próstata no futuro se o médico não souber do uso. Sobre a hiperplasia de próstata, ela é um processo de anos a décadas, ligado ao DHT dentro da próstata e não apenas ao valor no sangue. O que faz sentido no seu caso é acompanhar: toque e PSA conforme orientação médica a partir dos 40 anos ou antes se houver sintoma, e ficar atento a jato urinário fraco, esvaziamento incompleto e vontade frequente à noite. Se algum desses aparecer, aí sim a conversa muda. O @NoBrain_NoGain e o outro participante estavam certos ao apontar o anastrozol como o problema maior aqui. Estradiol em 28 com testosterona muito alta é desproporcionalmente baixo, e estradiol baixo piora perfil lipídico, densidade óssea, libido, humor e articulações. Inibidor de aromatase deveria entrar por sintoma e exame, não por rotina. A decisão de cortar e refazer exames foi a mais acertada do tópico. Um ponto para completar: cruise com 200 mg por semana não é dose de reposição, é acima da faixa fisiológica. Se o objetivo do cruise é dar descanso ao organismo, faz sentido usar a menor dose que mantenha você bem, com hematócrito, pressão, lipídios e PSA acompanhados. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  36. Evolução consistente para dois ciclos, @Powerlifit, ainda mais aos 39 anos e com seis meses de treino contínuo. Subir 11 kg no agachamento e no terra nesse período mostra que a estrutura está funcionando. Alguns pontos que valem atenção pelos próprios números que você postou. O agachamento é o lift mais atrasado do conjunto. Supino de 103 kg com agachamento de 81 kg é um desequilíbrio grande, e o front squat de 78 kg quase igual ao agachamento livre reforça isso. Normalmente o front fica em torno de 80 a 85 por cento do agachamento. Quando os dois ficam quase iguais, costuma ser por profundidade inconsistente, por falta de confiança na descida ou por o agachamento estar sendo testado com menos empenho que os outros. Vale gravar uma série de lado e conferir profundidade e trajetória. Como você mesmo disse que inferiores são o ponto fraco, agachar duas vezes por semana, uma sessão pesada e uma mais leve com foco em técnica, tende a resolver rápido nessa fase. Sobre o OHP travar primeiro: é o esperado. Ele usa pouca massa muscular e progride em incrementos menores. No 5/3/1, a recomendação é subir 2,5 kg por ciclo nos lifts de parte superior e 5 kg nos de inferior, e, quando as repetições no último set começarem a cair, reduzir a carga de treino em cerca de 10 por cento e voltar a subir. Isso costuma destravar sem precisar mudar o programa. Se você já fez 2 repetições com 70 kg, o caminho de volta é esse, não forçar repetição máxima toda semana. A semana leve que você planejou é acertada, e a periodização que o @Batata... descreveu é exatamente o que dá sustentação a isso no longo prazo. Aos 39 anos, o deload não é frescura: é o que permite manter três sessões pesadas por semana sem acumular lesão. Por fim, os finalizadores de VO2 máximo, como thruster e clean and press, são intensos e competem com a recuperação do treino de força. Mantenha-os curtos e no fim da sessão, e observe se a fadiga de sexta-feira não vem principalmente deles.
  37. Antes das doses, @Wallace, tem um detalhe que muda tudo: você descreveu o que tem em mililitros, e o que importa é a concentração em miligramas por mililitro. Dez mililitros de boldenona podem ser 2.000 mg ou 5.000 mg conforme o produto, e é isso que define quantas semanas o ciclo dura. Vale conferir no rótulo e trabalhar sempre em mg por semana. Sobre a estrutura. Enantato e boldenona são ésteres longos, e a boldenona é conhecida por demorar a mostrar resultado, algo em torno de 8 a 10 semanas. Um ciclo com ela curto demais entrega pouco e ainda assim suprime o eixo por completo. Se a quantidade que você tem não cobre um período suficiente, faz mais sentido usar só a testosterona do que dividir em dois compostos que acabam no meio do caminho. A boldenona também eleva bastante o hematócrito, então hemograma e pressão arterial merecem controle durante o ciclo, e doar sangue às vezes é necessário. Sobre o dianabol e os "protetores". Ele é 17-alfa-alquilado e sobrecarrega o fígado, principalmente com uso prolongado. Por isso costuma entrar nas primeiras semanas, com TGO, TGP e gama-GT dosados antes e durante. E aqui vale o alerta: silimarina e a maioria dos chamados protetores hepáticos não têm evidência de proteger contra hepatotoxicidade de esteroide oral. O que protege de verdade é limitar dose e duração, evitar álcool e outros medicamentos hepatotóxicos junto e acompanhar com exame. Dianabol também retém água e sobe a pressão com facilidade. Sobre a TPC. Com éster longo, ela começa mais tarde, em geral duas a três semanas depois da última aplicação, e nunca logo em seguida. O mais confiável é dosar testosterona total, LH, FSH e estradiol antes de começar a TPC, e repetir de quatro a seis semanas depois dela para confirmar se o eixo voltou. Se você fez o primeiro ciclo sem TPC ou sem exames, esse é o momento de conferir de onde está partindo. Por fim, como você perdeu 8 kg por opção, a prioridade agora é ter a dieta em superávit controlado e o treino com progressão registrada. Ciclo em cima de dieta frouxa vira principalmente peso de água. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  38. O @Odin tem razão no ponto principal: começar um ciclo agora e ter que interromper o treino em poucas semanas não faz sentido. Mas as suas duas dúvidas merecem resposta completa, @Franguinha, porque ajudam outras mulheres na mesma situação. Boldenona e cirurgia. O risco mais concreto é o aumento de hematócrito. A boldenona é conhecida por elevar bastante a produção de glóbulos vermelhos, o sangue fica mais espesso, e a própria cirurgia e o repouso depois dela já aumentam o risco de trombose. Esteroides também podem elevar a pressão arterial e mexer com o perfil lipídico e com o fígado, o que conta na avaliação pré-anestésica. Como a boldenona tem éster longo, ela continua agindo por semanas depois da última aplicação. Por isso, se a cirurgia for acontecer, o mais seguro é não usar nada antes dela. Sobre o seu tio. Mesmo que você não queira contar a ele, a equipe precisa saber de qualquer substância usada nos meses anteriores, principalmente o anestesista. Você pode conversar reservadamente com o anestesista na consulta pré-anestésica ou procurar outro cirurgião. Esconder o uso é o que realmente coloca você em risco, e o hemograma pré-operatório pode acabar mostrando alterações de qualquer forma. Retorno ao treino. Quem define é o cirurgião, conforme a técnica e a posição da prótese, mas o padrão mais comum é este: caminhadas leves desde os primeiros dias, para ajudar a circulação. Nas primeiras duas a três semanas, evitar qualquer esforço que aumente a pressão arterial ou exija força de braços, porque isso aumenta o risco de sangramento e hematoma, e agachamento ou leg press com prender a respiração também fazem isso. Membros inferiores leves costumam ser liberados por volta de três a quatro semanas. Peito, ombros e costas com carga, principalmente com prótese embaixo do músculo, costumam esperar de seis a oito semanas ou mais. Se ainda quiser ciclar depois, o melhor momento é quando você já tiver voltado a treinar tudo normalmente por algumas semanas. E vale lembrar que boldenona é das opções com maior risco de virilização para mulher. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  39. Treino bem montado para quem só tem halteres, @Liox, com séries e repetições definidas, o que já ajuda muito. Os ajustes que eu faria são mais sobre adaptar alguns exercícios à limitação do equipamento. Pernas. Flexora e extensora com halteres são pouco eficientes, porque é difícil posicionar a carga e a resistência some em boa parte do movimento. Para posterior de coxa, stiff ou levantamento terra romeno com halteres rende muito mais. Para quadríceps, agachamento búlgaro com o pé de trás no banco costuma ser o melhor exercício de perna para quem treina com halteres, porque com metade da carga você consegue um estímulo forte em cada perna. Agachamento goblet com o halter mais pesado também funciona bem. Com esses dois, dá para tirar a extensora e a flexora. Costas. Todos os exercícios são de remada. Falta um movimento vertical, e a barra fixa resolve isso muito bem, mesmo que no começo com ajuda de elástico ou só com negativas. Se não tiver onde pendurar, o pullover com halter no banco ajuda a cobrir parte dessa função. A remada alta pode sair, porque o encolhimento e a elevação lateral já cobrem a região, e ela costuma incomodar o ombro de muita gente. Mergulho no banco coloca o ombro em extensão forçada e costuma dar problema com o tempo. Flexão de braço fechada ou extensão de tríceps por trás da cabeça com halter são alternativas mais seguras. Progressão. Com halteres, o limite chega rápido. Quando as 10 repetições ficarem fáceis e não houver halter mais pesado, aumente para 12 a 15 repetições, faça a descida em 3 segundos, inclua uma pausa na posição alongada ou passe para versões unilaterais. O importante é que as últimas repetições de cada série fiquem realmente difíceis. Com 20 por cento de gordura, uma dieta em leve déficit calórico e proteína em torno de 1,6 a 2 g por kg permite ganhar massa muscular e perder gordura ao mesmo tempo nos primeiros meses de treino bem feito.

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