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CICLO BOLDENONA + OXANDRO relato ciclo feminino c/ fotos!!
@mariana fontana, preciso destacar uma coisa do seu relato que passou tratada como dúvida de ajuste de dose, e que na verdade é o sinal mais importante que existe para uma mulher que usa essas substâncias. Na primeira semana você escreveu que estava com falha na voz e que estava forçando mais para falar. E perguntou se diminuía ou continuava. A resposta, pela bula da própria oxandrolona, é interromper. Não reduzir, não trocar, não observar por mais uma semana. Interromper. Falha na voz e esforço para falar não são sintoma inespecífico. É a apresentação inicial da virilização vocal. E a sequência típica é essa mesma. Primeiro instabilidade e falhas, depois perda das notas altas, depois rouquidão e aspereza, e por último o engrossamento, que é quando todo mundo percebe. Quando chega no engrossamento, a alteração estrutural das pregas vocais já aconteceu. Essa é a razão de a bula ser explícita ao orientar suspender ao primeiro sinal de virilização, justamente para prevenir virilização irreversível, e ao registrar que algumas dessas alterações não são prevenidas nem pelo uso concomitante de estrogênio. E existe uma agravante no seu caso específico, que ninguém apontou. A boldenona usa undecilenato, com meia vida da ordem de catorze dias, uma das mais longas em uso, e efeito residual que se estende por semanas depois disso. Isso significa que, mesmo que você pare hoje, ela continua sendo liberada do depósito no músculo. Ou seja, você não tem como retirar o que já foi aplicado, e cada semana de espera adiciona mais substância a um sistema que já está sinalizando. Isso é exatamente o motivo pelo qual injetáveis de éster longo são a pior categoria para mulher. Não é a potência, é a impossibilidade de recuar quando o sinal aparece. Com oral, quem percebe para no dia seguinte. Com boldenona, não. O que eu faria, concretamente e nessa ordem. Interromper as duas substâncias hoje. A oxandrolona sai rápido e isso já reduz a carga total. A boldenona vai sair no tempo dela, mas parar de aplicar impede que se acumule mais. Procurar um otorrinolaringologista com foco em voz e pedir videolaringoscopia. Esse exame olha diretamente as pregas vocais e mostra se há alteração e de que tipo. Junto disso, fonoaudióloga com atuação em voz, porque existe trabalho de reabilitação vocal e ele funciona melhor quanto mais cedo começa. E gravar hoje mesmo um mesmo parágrafo lido em voz alta e, se conseguir, uma escala cantada até a nota mais alta confortável, guardando com a data. Isso serve de referência objetiva para comparar em três e seis meses. É importante porque a gente não avalia bem a própria voz, já que a escutamos por dentro do crânio, e porque a sua percepção agora está compreensivelmente ansiosa. Sobre o clitóris muito sensível, vale a mesma lógica. Sensibilidade aumentada é o que costuma preceder o aumento, e ele entra no mesmo grupo dos efeitos que podem não regredir. Vale separar com clareza, porque é a informação que mais falta. Acne, oleosidade, queda de cabelo, inchaço, libido alterada e irritabilidade regridem depois que se para. Engrossamento de voz e aumento do clitóris podem não regredir, ou regredir só em parte. Parar cedo é exatamente o que aumenta a chance de melhora, e você está justamente no momento em que parar cedo ainda é possível. Agora, sobre a explicação para os sintomas terem aparecido logo na primeira semana, quando nos ciclos anteriores só apareceram depois da sexta. O @Foston levantou a hipótese mais razoável, de que ou você tem tendência aumentada aos efeitos, ou as doses e os tipos não conferem com a embalagem. E ele acertou ao desconfiar da troca de marca. Produtos clandestinos apresentam adulteração de teor documentada, com frascos subdosados, superdosados ou contendo substância diferente da declarada, e um frasco concentrado explicaria exatamente uma resposta muito mais rápida que a habitual. Mas discordo do que fazer com essa hipótese. Foi sugerido experimentar por uma semana, mantendo a oxandrolona e cortando a boldenona, para descobrir qual das duas era. Diante de um sinal vocal, essa experiência não vale o preço. Se a hipótese estiver certa e o frasco estiver concentrado, você já recebeu uma dose que não sabe qual é, e continuar mais uma semana com a oxandrolona mantém a carga androgênica em cima de um tecido que já está respondendo. A informação de qual das duas causou é interessante, mas ela não muda a conduta, que é parar as duas. Se você quiser mesmo descobrir a origem, existe um caminho melhor e sem custo biológico. Dosar testosterona total e livre agora. Se o valor vier muito acima do esperado para as doses declaradas, isso aponta para o produto. Um ponto sobre uma orientação que você recebeu fora do fórum. Você escreveu que o seu namorado disse para começar com doses mais altas, porque, como você já tinha usado essas substâncias, elas não fariam mais tanto efeito. Isso não procede. Não existe tolerância a anabolizante nesse sentido. O receptor androgênico não se esgota entre ciclos. O que muda com o tempo é outra coisa, e é o oposto do que ele disse. A exposição repetida acumula, e a sensibilidade dos tecidos a efeitos androgênicos, incluindo folículo capilar e laringe, tende a se manifestar mais facilmente a cada exposição, e não menos. É provavelmente parte da explicação para os sinais terem chegado na primeira semana desta vez, no seu terceiro ciclo, em vez da sexta. Duas verificações laboratoriais que também ficaram de fora do tópico inteiro. Perfil lipídico com HDL, e TGO, TGP e gama GT, porque a oxandrolona é dezessete alfa alquilada e derruba o HDL de forma relevante, sem produzir sintoma nenhum. E, já que você fez três ciclos, contracepção eficaz, porque a oxandrolona é categoria X na gravidez. Se a preocupação for hormônio, o dispositivo intrauterino de cobre é opção não hormonal, e essa conversa é com a ginecologista. Por fim, um registro para quem chega ao tópico. Apareceu aqui uma menina de dezessete anos pedindo indicação de ciclo, e o Foston fez bem em responder o que respondeu. Além de tudo o que já está escrito acima, nessa idade as placas de crescimento em muitas pessoas ainda não fecharam, e uma vez fechadas não reabrem. Mariana, você abriu este tópico dizendo que queria relatar para que outras mulheres acompanhassem e dividissem experiências. Se você contar aqui como foi a decisão de parar e o que aconteceu com a sua voz depois, esse será, de longe, o relato mais útil que este fórum tem para mulheres. Muito mais do que qualquer foto de resultado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico:
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Implante de testo + Oxandrolona
@Macedoma, você tomou várias decisões boas neste tópico, e a melhor delas foi trocar o implante pelo gel. Quero confirmar por que essa escolha foi certa, com uma informação que só existe depois deste tópico, e depois apontar uma coisa no seu caso que ninguém considerou e que, na minha leitura, é a explicação do seu problema. Primeiro o implante. Você escreveu que o médico não soube te dizer qual seria a liberação diária do implante. Essa frase é a resposta inteira, e você percebeu isso sozinha, mesmo sem conseguir formular. Não saber a liberação diária significa não saber a dose. E não saber a dose significa não conseguir prever efeito, nem ajustar, nem interromper, porque o implante fica no corpo por meses. O @Locemar fez a pergunta mais precisa do tópico quando questionou por que implante e não gel, que é mais fácil de controlar se precisar suspender. Isso é o centro da questão, e a sua resposta na época, de que o gel pareceria menos eficaz, vale ser revista. O gel entrega nível estável ao longo do dia, exatamente o argumento que te venderam a favor do implante, com a diferença de que você para quando quiser e o efeito cessa em dias. E vale registrar a atualização, porque a regra mudou. Em outubro de dois mil e vinte e quatro, a Anvisa suspendeu a manipulação, a comercialização, a propaganda e o uso de implantes hormonais manipulados, os chamados chips da beleza, que costumam conter testosterona, gestrinona ou outros hormônios. Farmácias que comercializam podem ser interditadas. A medida acompanhou a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três, de abril de dois mil e vinte e três, que veda a prescrição de hormônios androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. O motivo não foi burocrático, e é exatamente o que você viveu na consulta. Falta de eficácia comprovada para esse uso, ausência de previsibilidade de liberação, e complicações descritas que incluem aumento de risco de acidente vascular cerebral, dislipidemia, hipertensão e arritmias. Ou seja, a sua desconfiança estava certa antes de a norma existir. Agora o ponto que ninguém levantou, e é o mais importante para você. Você relatou testosterona baixa com sintomas, que são pouca energia, libido baixa e ausência de tônus apesar de treino e dieta controlados. E, algumas mensagens depois, você fechou a sua dieta em mil seiscentas e trinta e quatro calorias por dia. Você treina há mais de dez anos, tem um metro e setenta, sessenta e quatro quilos, e faz musculação com personal. Mil seiscentas e trinta e quatro calorias, para esse perfil, é bastante restritivo. E o @FitCoupleHim já tinha te dito, no começo do tópico, que para o objetivo declarado você comia pouquíssimo. O que isso tem a ver com a sua testosterona baixa é o seguinte, e é uma via de mão dupla que costuma passar despercebida. Disponibilidade energética cronicamente baixa suprime o eixo hormonal. É um mecanismo de economia, bem descrito em mulheres que treinam, e ele reduz os hormônios que comandam ovário e produção androgênica. Os sintomas dessa condição são exatamente os que você descreveu, ou seja, energia baixa, libido baixa, dificuldade de manter tônus e de progredir apesar de treino consistente. Muitas vezes vêm acompanhados de irregularidade menstrual, sono ruim e sensação de frio. Se for esse o seu caso, e o seu conjunto de informações aponta bastante nessa direção, a testosterona baixa não é a doença. É o sintoma. E repor hormônio por fora enquanto se mantém o déficit é tratar o marcador e preservar a causa. Isso não é acusação a ninguém, e não é para você abandonar o acompanhamento. É uma pergunta concreta para levar de volta ao consultório, e ela é esta. Foi considerada a hipótese de que a minha testosterona esteja baixa por baixa disponibilidade energética, e não por uma condição primária? Junto disso, vale pedir uma avaliação que inclua ciclo menstrual, TSH e T4 livre, ferritina, vitamina D, e uma estimativa honesta do seu gasto energético. E vale saber que existe um custo silencioso em ficar anos nesse regime, que é a densidade óssea. Estrogênio baixo por período prolongado reduz massa óssea e não dá sintoma nenhum. Depois de dez anos de treino e dieta restrita, isso merece ser olhado. Agora, sobre a estratégia alimentar que você fechou, preciso corrigir a premissa. Você citou um artigo em que, com calorias e gordura iguais, quem comia menos carboidrato perdeu dezoito por cento mais gordura. Essa é a ideia de vantagem metabólica do baixo carboidrato, e ela não se sustenta nos estudos mais controlados. O trabalho mais rigoroso nessa comparação foi feito em ambiente de internação, com todo o alimento fornecido e medido, comparando restringir carboidrato contra restringir gordura com as mesmas calorias. O resultado foi o oposto do esperado. A restrição de gordura produziu maior perda de gordura corporal, cerca de oitenta e nove gramas por dia contra cinquenta e três da restrição de carboidrato. E os próprios autores observaram que, em prazo mais longo, essa diferença tende a desaparecer. Ou seja, não existe vantagem metabólica do baixo carboidrato. O que existe, e é uma vantagem real, é adesão. Muita gente sente menos fome e se organiza melhor comendo assim, e o @Foston descreveu exatamente isso ao dizer que carboidrato lhe dá sono e que se dá bem com essa estratégia. Isso é motivo legítimo para escolher, e é o único de que você precisa. Só não escolha por acreditar que o corpo gasta mais. No seu caso específico, aliás, há um argumento a favor de manter carboidrato. Você treina musculação com progressão e quer preservar massa magra num déficit já apertado. Carboidrato é o que sustenta o desempenho no treino, e desempenho no treino é o que sinaliza ao corpo para manter músculo durante o corte. Dois ajustes técnicos menores, sobre coisas ditas aqui. Foi dito que a oxandrolona potencializa exponencialmente os efeitos da testosterona. Não há base para isso. As duas atuam no mesmo receptor androgênico, e o efeito de combiná las é somatório, não multiplicativo. Isso importa porque a ideia de potencialização exponencial é o que faz alguém achar que dose pequena de uma junto de outra vira algo muito maior do que é. E foi mencionado efeito lipolítico dessas substâncias. Ele é pequeno e não é a via principal. Anabolizantes atuam aumentando a síntese de proteína muscular, e não mobilizando gordura do adipócito. Quem fica mais definido mudou a proporção, ganhando massa e perdendo água subcutânea. A gordura sai por déficit, e é por isso que a sua dieta é o item que decide o seu resultado, e não o gel. Por fim, discordo com carinho de um conselho que você recebeu. Foi sugerido esquecer balança e medidas por trinta dias e usar só roupa e espelho. O espelho é ótimo instrumento e a intenção era te poupar de ansiedade, o que é justo. Mas o que você mesma propôs, que é pesar e tirar medidas toda semana, é o método melhor, desde que você leia a tendência de várias semanas e não o número de um dia. Peso oscila com sal, água, intestino e fase do ciclo menstrual. Fita métrica na cintura, sempre no mesmo ponto e horário, e foto mensal nas mesmas condições, é o conjunto que mostra o que está acontecendo. Espelho sozinho é o instrumento mais sujeito a humor do dia. Sobre a dose de gel, uma pergunta que vale fazer a quem prescreve. Quanto isso representa em miligramas por dia. O motivo é que uma mulher produz cerca de zero vírgula três miligrama de testosterona por dia somando ovário e suprarrenal, e as doses de reposição feminina ficam nessa ordem de grandeza. Saber o número em miligramas é o que te permite comparar e entender onde você está. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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AES Meson Pharma Mix Slow é bom?
@Magnus Tremobo, @Eddie.bsb, @Bia nathali, @TonyMontana, @Crystian rodrigues, seis pessoas fizeram a mesma pergunta neste tópico ao longo de dois anos e ninguém conseguiu responder. Vale explicar por que ninguém conseguiu, porque isso já é a resposta. Começo pelo argumento que mais convence e que não deveria convencer. Foi mencionado que o produto tem QR code para verificar autenticidade e site próprio, e que o laboratório passa uma imagem profissional. Esse tipo de verificação não prova nada, e o motivo é simples. Quem imprime o rótulo é a mesma parte que mantém o site que confirma o rótulo. Se alguém falsifica o produto, falsifica o código junto, e o site responde que está tudo certo, porque é o próprio fornecedor respondendo sobre si mesmo. Verificação de autenticidade só tem valor quando quem verifica é independente de quem vende. É por isso que registro sanitário existe, com um terceiro auditando teor, esterilidade e rastreabilidade de lote. Um selo, um holograma e um código de barras são elementos gráficos, e elementos gráficos se copiam. Segundo ponto, e ele responde a pergunta original diretamente. Não existe forma de saber se o produto é bom sem análise laboratorial do conteúdo. Relato de fórum não substitui isso, e o motivo é concreto. O que está documentado em análises de produtos clandestinos é adulteração de teor, com frascos subdosados, superdosados ou contendo substância diferente da declarada, presença de metais pesados e contaminação microbiana. E, ainda que um lote esteja correto, o seguinte pode não estar, porque não há controle entre lotes. Ou seja, a experiência de uma pessoa não transfere para a próxima ampola. Vale um alerta de leitura para quem chega aqui pela busca, e digo isso sem acusar ninguém em particular. Quando as mensagens elogiosas a um produto vêm de contas com uma ou duas publicações, criadas por volta da mesma época, essa é uma configuração que merece cautela. Não é prova de nada, mas é motivo para não tratar esses relatos como evidência. O @Anabolic Mike e o @Renan Max foram os que responderam com mais cuidado aqui, e a recomendação de farmácia com receita é, de fato, a única que resolve procedência. Agora duas observações sobre a própria formulação, que ninguém comentou e que valem independentemente da marca. A primeira é que o produto combina enantato e cipionato de testosterona no mesmo frasco. Esses dois são o mesmo hormônio, testosterona, com ésteres de velocidade parecida. Juntá los não acrescenta propriedade nenhuma, é apenas somar miligramas da mesma coisa. Quem quer mais dose aumenta a dose de um. Do ponto de vista de formulação, isso serve mais ao rótulo, que fica com mais nomes, do que ao usuário. A segunda é mais prática e mais importante. A proporção entre trembolona e testosterona é fixa dentro do frasco. Isso significa que você não consegue ajustar uma sem mexer na outra. Se aparecerem os efeitos típicos da trembolona, que são insônia acentuada, sudorese noturna, irritabilidade e alteração de humor, além da repercussão sobre a prolactina por ela ser derivada de dezenove nor, a única coisa que você pode fazer é reduzir tudo junto ou parar. Perder a capacidade de titular é uma limitação séria justamente quando se está vigiando efeito adverso. Frascos separados sempre dão mais controle que blend. Um terceiro detalhe, sobre o frasco de vinte e cinco mililitros. Frasco multidose usado por meses significa muitas perfurações da mesma tampa, o que aumenta risco de contaminação ao longo do tempo. E, somando os componentes, a concentração total fica alta, o que costuma tornar a aplicação mais dolorida e mais propensa a nódulo. Se houver dor, a solução é aquecer o frasco nas mãos antes, injetar devagar, em torno de dez a vinte segundos, escolher local com boa massa muscular, sendo o ventroglúteo o de melhor perfil, e dividir o volume em dois pontos. @essewell, você escreveu que na segunda aplicação ainda não tinha sentido nada, nem efeito colateral. Isso é esperado e não diz nada sobre o produto, porque ésteres longos levam semanas para atingir nível estável. Justamente por isso, ausência de sensação nas primeiras aplicações não serve nem para confirmar nem para descartar autenticidade. O que serviria, e é o teste mais objetivo disponível sem laboratório, é dosar testosterona total algumas semanas depois de iniciar. Se a dose declarada estiver sendo entregue, isso aparece no exame. Se o valor vier muito abaixo do esperado para o que foi aplicado, você tem uma resposta concreta. Aproveito para registrar o que faltou no tópico inteiro, porque várias pessoas relataram estar em ciclo. Não apareceu nenhuma menção a exames nem a terapia pós ciclo. O mínimo é hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT, glicemia, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina antes, esta última obrigatória por causa da trembolona. Hematócrito e hemoglobina durante, porque a testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos e sangue mais viscoso traz risco trombótico próprio, e valor muito alto é motivo para interromper, não para ajustar dose. E, algumas semanas após a pós ciclo, testosterona total, LH e FSH, que é a única forma de saber se o eixo voltou. @Gahpasternack, você escreveu que estava no meio do ciclo e sem fornecedor, o que costuma levar a decisões ruins pela urgência. Vale saber que interromper no meio não é catástrofe. O que acontece é o eixo continuar suprimido até a substância sair, e o caminho correto é antecipar a terapia pós ciclo respeitando o tempo do éster mais lento que você usou, e não comprar o que aparecer para não parar. Registro ainda que, desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
Hoje
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Oxandrolona Salt Pharma original
@Agnes Nayara, você trouxe uma dúvida de procedência e depois, sem perceber, forneceu a informação mais reveladora do tópico inteiro. Vou juntar as duas coisas, porque juntas elas dizem bastante. Primeiro, os sinais que você mesma listou. A caixa não veio lacrada. O selo holográfico está só no pote e não na caixa, ao contrário do que você viu nos relatos de outras pessoas com a mesma marca. E no rótulo está escrito cem comprimidos de vinte mililitros, quando deveria ser vinte miligramas. Esse último item é o mais forte dos três. Mililitro é unidade de volume e não se aplica a comprimido. Um fabricante regular não erra a unidade de medida do próprio princípio ativo no rótulo, porque isso passa por controle de qualidade e por aprovação de arte. Erro de unidade em rótulo não é descuido de impressão, é indício de que o rótulo não foi produzido por quem deveria. Agora a parte que fecha o raciocínio, e que ninguém comentou. Você relatou que tomou vinte miligramas, foi treinar muay thai e musculação, e descreveu a sensação de que poderia ficar a noite inteira treinando, sem fadiga nenhuma, bem agitada, e com perda de concentração. Você perguntou se isso era comum em ciclo de oxandrolona. Não é. E vale entender por quê, porque isso te protege daqui para frente. A oxandrolona atua no receptor androgênico aumentando a síntese de proteína muscular. Esse é um processo que se acumula ao longo de semanas. Ela não produz efeito perceptível algumas horas depois do primeiro comprimido, e não tem ação estimulante. Agitação, ausência total de fadiga e perda de concentração poucas horas após a primeira dose é o perfil de um estimulante, e não o de um anabolizante. Não posso afirmar o que tem no comprimido, e não vou fingir que posso. Mas, somando as três irregularidades do rótulo e da embalagem a um efeito agudo que não corresponde à farmacologia da substância declarada, a hipótese de que o conteúdo não seja o que está escrito passa a ser a mais provável. O @Gamma estava certo ao insistir em confirmar autenticidade. O que eu faria, concretamente. Suspender até esclarecer. Procurar o fabricante pelos canais oficiais com o número do lote, que costuma ser o único caminho de verificação real. E, se houver como, considerar que produto de origem duvidosa não tem só o problema de não funcionar, tem o de conter outra coisa em dose desconhecida. É o pior dos dois mundos, porque você não sabe o que está tomando nem quanto. Sobre dividir o comprimido, o @Foston está certo de que comprimido pode ser dividido, ao contrário de cápsula. Mas você mesma descreveu que ele é pequeno e desmancha fácil, e nesse caso a divisão não entrega metade confiável. Se a intenção é dez miligramas, o caminho correto é pedir a uma farmácia de manipulação que faça cápsulas nessa dose, com o certificado de análise do princípio ativo, que ela é obrigada a fornecer. Isso resolve dose e procedência de uma vez. Preciso corrigir uma informação importante que apareceu aqui, porque ela se repete muito e a orientação é perigosa. Foi dito que oxandrolona não pode ser usada junto de anticoncepcional. No seu caso não se aplica, porque você não usa. Mas, como regra geral, essa recomendação causa mais dano do que evita. O risco de trombose associado à pílula combinada é da ordem de oito a quinze casos por dez mil mulheres por ano. Só que a gravidez traz risco de cinco a vinte, e o pós parto, de quarenta a sessenta e cinco na mesma medida. Ou seja, quem interrompe o método para evitar trombose, e engravida, assume risco igual ou maior do que aquele de que estava fugindo. E a oxandrolona é categoria X na gravidez, por risco de virilização da genitália do feto feminino. Existe de fato um efeito contraproducente do ponto de vista estético, porque contraceptivos combinados elevam a SHBG e reduzem a testosterona livre. Mas isso é um custo estético, e do outro lado da balança está exposição fetal. Quem quer resolver os dois lados tem o dispositivo intrauterino de cobre, que não é hormonal e tem a menor taxa de falha. Essa conversa é com a ginecologista, e vale para você também, já que não usa nada no momento. Duas verificações que valem independentemente do que houver no comprimido. Perfil lipídico com HDL, e TGO, TGP e gama GT, porque a oxandrolona é dezessete alfa alquilada e derruba o HDL de forma relevante, e nada disso produz sintoma. E a gravação da voz, lendo um mesmo parágrafo em voz alta, guardada com data, porque o primeiro sinal de virilização vocal não é a voz engrossar, é a perda das notas altas, e essa alteração pode não regredir. Agora sobre a sua pergunta de hipercalórico, que é onde está o seu problema real. Você tem um metro e setenta e seis, sessenta e três quilos, treina muay thai e musculação, e escreveu que se perde uma refeição já perde um quilo. Isso descreve alguém com gasto energético alto e margem estreita. O seu limitante não é anabolizante, é energia. E aqui está o ponto econômico que ninguém fez. Hipercalórico industrializado é, na maior parte, maltodextrina e açúcar, e você paga caro por caloria barata. Uma vitamina feita em casa entrega o mesmo ou mais por uma fração do preço. Leite integral, aveia, banana, uma colher de pasta de amendoim e, se quiser, um pouco de leite em pó. Isso passa fácil de seiscentas calorias, é rápido, e você pode tomar duas vezes ao dia. O @FitCoupleHim te deu a melhor dica prática do tópico com o amendoim na bolsa. É das formas mais baratas e mais densas de acrescentar caloria, cabe em qualquer rotina e não exige preparo. Some azeite no arroz e no feijão, troque leite desnatado por integral, e você resolve boa parte da conta sem comer mais volume, que é justamente o que trava quem tem pouco apetite ou pouco tempo. Uma última observação sobre a sua situação. Você ficou um mês sem musculação e está voltando agora. As primeiras semanas de retorno costumam produzir ganho rápido, porque é recuperação de tecido que já existiu, e não construção nova. Isso é ótimo, mas atrapalha a leitura do que a substância está fazendo, porque você vai atribuir a ela um resultado que viria de qualquer jeito. Se quiser saber de verdade o que é o quê, o instrumento é medida de fita métrica e carga registrada nos exercícios, e não a sensação do treino. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo Trembolona + Durateston
@Guetta, tem uma orientação neste tópico que precisa ser corrigida, e existe um problema de desenho no seu ciclo que faz ele entregar pouco e cobrar muito. Começo pela correção. Foi dito que o durateston tem de ser aplicado todos os dias. Isso não procede. O durateston é uma mistura de quatro ésteres de testosterona. A fração de propionato realmente se esgota rápido, mas o produto também traz decanoato, que é lento, com meia vida da ordem de sete a dez dias. É o éster mais lento que determina o comportamento do conjunto. Duas aplicações por semana já dão estabilidade suficiente, e aplicar diariamente só multiplica o número de furos, o risco de nódulo e o desconforto, sem ganho nenhum de nível sanguíneo. Agora o problema de desenho, que é mais importante. Você planejou cinco semanas. Testosterona de éster longo não atinge nível estável de imediato, ela se acumula a cada aplicação e só estabiliza depois de quatro a cinco meias vidas, o que dá algo em torno de quatro a cinco semanas. Ou seja, o seu ciclo terminaria exatamente quando o nível estava chegando onde deveria. E a conta do outro lado não segue o mesmo relógio. A supressão do eixo hormonal começa nas primeiras semanas, bem antes de a concentração estabilizar. Então o arranjo é o pior possível, porque você paga a supressão inteira e recebe apenas a fase inicial do efeito. O @Emer.GT percebeu isso quando disse que cinco semanas era pouco e que você se sacrificaria por pouco, e ele estava certo. O @Arnaldo Santos também estava certo quanto às faixas de tempo mínimas. A conclusão prática é uma escolha entre duas coisas, e não uma terceira via. Ou se usa éster longo por tempo suficiente, ou se usa éster curto, como propionato, quando se quer ciclo curto de verdade. Cinco semanas com éster longo é a combinação que não funciona. Agora sobre a trembolona, e aqui preciso discordar do seu raciocínio. Você escreveu que usaria uma dosagem muito pequena e que o objetivo era apenas um pump, já que tem um corpo legal e ganhos mínimos bastariam. Isso pressupõe que dose pequena de trembolona produza uma versão pequena dos efeitos dela. Não é assim que ela se comporta. A trembolona é derivada de dezenove nor, com afinidade androgênica muito alta e atividade progestogênica, e por isso mexe com prolactina. Insônia acentuada, sudorese noturna, irritabilidade e alteração de humor aparecem com frequência mesmo em doses consideradas baixas, porque não são efeitos que dependem de se ultrapassar um limiar alto. E prolactina elevada produz justamente queda de libido e dificuldade de ereção, o que é o oposto do que alguém busca ao querer aparência e disposição. Some a isso que ela não aromatiza, então tende a derrubar o estradiol quando usada com pouca testosterona, e estradiol baixo em homem dá dor articular, queda de libido e humor ruim. Ou seja, você estaria acrescentando a substância com o pior perfil de efeitos subjetivos da lista para obter algo que descreveu como um detalhe estético. A relação entre o que se ganha e o que se paga, nesse arranjo, é péssima. E respondendo à pergunta do Arnaldo, que ficou no ar, ela importa. Acetato e enantato de trembolona mudam completamente o manejo. O acetato tem meia vida de cerca de um dia, exige aplicações frequentes e sai rápido se houver problema. O enantato dura muito mais e não permite recuar. Para quem está experimentando a substância pela primeira vez, isso não é detalhe. Agora o ponto que eu diria em primeiro lugar se estivesse na sua frente. Você tem vinte e três anos, um metro e setenta e três, e sessenta e seis quilos. Você saiu de oitenta quilos em seis meses de dieta e treino, e você mesmo observou que não ganhou muita massa magra porque o foco era secar. Essa observação está correta e é a chave de tudo. Com essas medidas, você está bem distante de qualquer teto natural. Não é opinião. Existe um índice que corrige a massa magra pela altura, e nos estudos com atletas comprovadamente sem uso os valores chegam até vinte e cinco, com média em torno de vinte e um. Pelos seus números, você está bastante abaixo disso. Ou seja, a maior parte do que você quer ainda está disponível pelo caminho que não cobra nada. E existe uma explicação simples para a sensação de que os ganhos seriam mínimos. Você passou seis meses em déficit calórico. Nesse regime, o corpo prioriza preservar tecido, não construir. Não é que o seu potencial acabou, é que você esteve no cenário fisiológico que menos permite construir. Ao entrar num período de superávit organizado, com proteína adequada e progressão de carga, muita gente descobre que o que parecia limite era só a fase da dieta. O que eu faria no seu lugar. Seis meses de superávit calórico moderado e treino com progressão de carga registrada, e reavaliar depois. Se ainda assim você quiser usar algo, terá a informação de onde está o seu teto, o que hoje você não tem. E, se a decisão for usar de qualquer forma, o mínimo é isto. Exames antes, com hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT, glicemia, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina, esta última obrigatória por causa da trembolona. Hematócrito durante, porque a testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos e sangue mais viscoso traz risco trombótico próprio. E, algumas semanas depois da pós ciclo, testosterona total, LH e FSH, que é o único jeito de saber se o eixo voltou. Registro ainda que, desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. 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Alimentação correta: que alimentos comprar para hipertrofia?
@SaraSilva, @LIVIA35, a pergunta feita aqui foi específica e continua sem resposta. A Sara escreveu que não tinha muitas possibilidades e queria saber o que comprar. As respostas listaram ricota, patinho, castanhas, peito de frango e brócolis, que são justamente os itens caros. E a Lívia voltou a perguntar depois e ouviu que o tópico era antigo. Então vou responder a pergunta como ela foi feita, que é comer bem gastando pouco. Primeiro, o princípio que organiza tudo. Para ganhar peso, o que importa é caloria acima do gasto. Para que esse peso seja músculo e não só gordura, importam duas coisas, que são proteína suficiente e treino de força com carga progressiva. Sem treino de força, o excedente calórico vira gordura. Sem proteína, o treino não tem matéria prima. Esses são os dois pilares, e nenhum dos dois exige comida cara. Agora a parte prática, separada por função. As proteínas mais baratas por grama de proteína, no Brasil, são estas. Ovo, que é a melhor relação de todas e não estraga rápido. Leite, principalmente em pó, que rende muito e é fácil de guardar. Frango em coxa e sobrecoxa, que custa bem menos que o peito e tem mais caloria, o que no seu caso é vantagem. Carnes de segunda como acém, músculo e patinho moído, que ficam ótimas cozidas por mais tempo. Fígado bovino, que é dos alimentos mais baratos e mais densos em nutrientes que existem, com ferro, vitamina A e vitamina B doze em quantidade alta. Sardinha em lata, que traz proteína e gordura boa por preço baixo. E a combinação de arroz com feijão, que é uma dupla clássica justamente porque os aminoácidos que faltam em um sobram no outro. As calorias mais baratas são estas. Óleo e azeite, que rendem muita caloria em volume pequeno e podem ser acrescentados ao arroz, ao feijão e aos legumes sem mudar nada da rotina. Aveia, que é barata e rende bastante. Arroz, macarrão, batata, batata doce e mandioca. Banana. Pasta de amendoim ou o próprio amendoim, que é das formas mais baratas de acrescentar caloria. E leite integral, em vez de desnatado, que é o mesmo produto com mais caloria pelo mesmo preço. Sara, com cinquenta e dois quilos, uma referência de proteína razoável para quem treina fica em torno de oitenta a noventa gramas por dia. Isso parece muito, mas se distribui fácil. Três ovos dão perto de dezoito gramas. Meio litro de leite dá cerca de dezesseis. Um filé de frango ou um punhado de carne moída no almoço dá trinta. Arroz com feijão acrescenta mais dez a quinze. Só com isso você chega perto. E o ponto que faz mais diferença para quem quer ganhar peso e tem pouco apetite. Não tente comer mais volume, aumente a densidade. Acrescentar uma colher de azeite no prato, trocar leite desnatado por integral, colocar uma colher de aveia e uma de pasta de amendoim numa vitamina de banana, tudo isso adiciona caloria sem exigir que você coma mais comida. Volume grande enche o estômago e faz a pessoa desistir. Densidade resolve o mesmo problema sem esse custo. Uma correção pequena, sobre o chocolate no pós treino que foi sugerido. Não há problema em comer, e caloria é caloria. Mas vale desfazer a ideia por trás da recomendação. Não existe uma janela estreita depois do treino que determine o resultado. O que determina é a ingestão total do dia, e a distribuição de proteína ao longo dele. Você não precisa correr para comer nada logo após treinar, e isso é uma boa notícia para quem tem rotina apertada. @LIVIA35, você escreveu que estava com a mesma dificuldade, e a resposta que recebeu foi que o tópico era antigo. Idade de tópico não muda a validade da pergunta, e a resposta acima serve integralmente para você. Se quiser algo mais dirigido, o que ajuda quem for te responder é você informar peso, altura, idade, há quanto tempo treina, quantas vezes por semana e o que come num dia comum. Com isso dá para dizer onde está a lacuna, em vez de sugerir alimentos no escuro. Um último ponto, para as duas. Sara, você escreveu que sabe que está no peso ideal e gostaria de aumentar um pouco. Esse é um objetivo perfeitamente legítimo, e vale saber que ele tem um nome específico, que é aumentar massa magra, e que ele é lento. Ganho de músculo em mulher costuma se contar em algumas centenas de gramas por mês, no melhor cenário, e depende de progressão de carga no treino ao longo de meses. Se em quatro semanas a balança subir dois ou três quilos, isso não é músculo, é água, glicogênio e gordura. Isso não é motivo para desanimar, é motivo para usar o instrumento certo, que é a fita métrica, a foto mensal nas mesmas condições e a carga que você levanta, e não só a balança. E, para quem tem orçamento apertado, vale dizer o que não é necessário. Suplemento não é pré requisito para nada disso. Whey é conveniência, útil para quem não consegue encaixar proteína na rotina, e nada mais que isso. Se o dinheiro é curto, ovo e leite entregam a mesma coisa por muito menos.
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Deposteron em falta nas farmácias??
@Cabo Araujo, a sua pergunta tem uma resposta prática que ninguém completou, e existe um detalhe técnico na sugestão que você recebeu que pode te fazer errar a dose sem perceber. Primeiro, o contexto, que o @fisiculturismo e o @Locemar acertaram. O Deposteron foi mesmo descontinuado, e não era falta pontual da sua cidade. Ou seja, procurar em outra farmácia não ia resolver. Agora a parte técnica, e ela importa. Foi sugerido trocar por enantato ou por Durateston, como se fossem equivalentes. Enantato e cipionato são de fato praticamente intercambiáveis, porque são o mesmo hormônio com ésteres de velocidade parecida, e a troca não exige mudar nada de relevante. Com o Durateston é diferente, por dois motivos. O primeiro é a frequência. O Durateston não é um éster só, é uma mistura de quatro, sendo dois curtos e dois longos. A fração de propionato se esgota em poucos dias, então o produto oscila mais dentro do intervalo. Quem vinha usando cipionato e mantém exatamente o mesmo esquema de aplicação passa a ter picos e vales que não tinha, e isso costuma aparecer como variação de disposição, de libido e de humor ao longo da semana. A correção é simples, que é fracionar em mais aplicações. O segundo é a dose real, e esse é o que quase ninguém sabe. O número do rótulo é a massa do éster, e não a massa de testosterona. O éster é uma cadeia acoplada à molécula, e ela pesa. Na prática, uma ampola de duzentos miligramas de cipionato entrega perto de cento e quarenta miligramas de testosterona. Uma ampola de duzentos e cinquenta de Durateston entrega em torno de cento e setenta e cinco. Ou seja, trocando ampola por ampola, você passa a receber cerca de vinte e cinco por cento a mais de hormônio, sem ter mudado nada conscientemente. Se o seu uso é reposição, esses vinte e cinco por cento podem ser exatamente a diferença entre estar na faixa e estar acima dela, e o efeito disso aparece primeiro no hematócrito. Sobre onde comprar, vou responder direto, inclusive porque a sua pergunta original era essa. O caminho seguro continua sendo farmácia, com receita. E, como o Deposteron saiu de linha, existem outras apresentações registradas no Brasil que resolvem, incluindo o undecilato de testosterona de ação prolongada, aplicado a cada dez a catorze semanas, e a testosterona em gel de uso diário. Essas duas alternativas não foram mencionadas no tópico e são as que mais se aproximam do que o cipionato fazia, especialmente o gel, que é o mais estável de todos por não ter pico de depósito. A manipulação com receita, que o @FitCoupleHim mencionou, também é caminho legal, desde que a receita seja válida e para indicação legítima. Vale pedir à farmácia o certificado de análise do princípio ativo, que ela é obrigada a fornecer. Preciso discordar do @Nicolasrox quanto a procurar um laboratório clandestino de boa qualidade. Não é uma questão de estudar mais e achar o certo. O problema é estrutural, porque não existe auditoria de teor nem de esterilidade nesses produtos, e o que está documentado em análises é adulteração de teor, com frascos subdosados, superdosados ou contendo substância diferente da declarada, presença de metais pesados e contaminação microbiana. Contaminação microbiana produz o desfecho mais imediato, que é abscesso no local de aplicação, e abscesso formado precisa de drenagem, não se resolve com antibiótico por conta própria. Reputação em fórum não substitui laudo, porque o mesmo fornecedor entrega lotes diferentes. E existe um argumento adicional que vale para você em particular. Se o produto vier subdosado, você não sente nada e conclui que precisa de mais. Se vier superdosado, você não sabe e o hematócrito sobe. Nos dois casos, o problema não é o efeito, é você perder a referência de quanto está usando, que é justamente o que a farmácia te dava. Uma pergunta que muda a resposta, e que ninguém fez. Você comprava em farmácia, o que sugere receita e acompanhamento. Se o seu uso é reposição por hipogonadismo diagnosticado, a conversa correta é com quem te acompanha, porque a substituição de apresentação é decisão clínica, e a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três, de abril de dois mil e vinte e três, mantém legítimo o tratamento de hipogonadismo diagnosticado, vedando apenas a prescrição com finalidade estética, de ganho de massa ou de desempenho. E, se for esse o caso, aproveite a troca de apresentação para refazer o acompanhamento. Testosterona total e hematócrito são os dois exames que mais importam, e a orientação padrão é medi los aos três, seis e doze meses e depois anualmente. O hematócrito é o que mais frequentemente obriga a mudar conduta, porque a testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos e sangue mais viscoso traz risco trombótico próprio. Acima de cinquenta e quatro por cento, a orientação é suspender até normalizar e retomar com dose menor. Numa troca de produto, com a diferença de dose real que descrevi acima, esse é exatamente o momento de conferir. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Anavar hi tech alguem conhece?
@Tati Tiago S, houve uma divergência importante neste tópico e ela ficou sem desempate. Fui verificar a composição do produto, porque a resposta muda completamente o que você deveria fazer. O @Locemar e o @Foston estavam certos. O @MC00 estava enganado ao dizer que é um mix de plantas e que não tem nada de anabolizante. O produto é formulado em cima de um complexo de pró hormônios derivados de DHEA, incluindo um androstenolona, quatro androstenolona, epiandrosterona e ésteres de DHEA. Os extratos vegetais existem, mas não são o que sustenta o produto. O que sustenta são precursores hormonais. Pró hormônio significa exatamente isso. A substância não é o hormônio final, é a matéria prima que o corpo converte em hormônio ativo. Ou seja, o efeito pretendido é androgênico, e a via é a mesma. E aqui está o ponto que importa para você especificamente, e que ninguém disse. A epiandrosterona é precursora de DHT, que é o androgênio mais potente na pele, no folículo capilar e na laringe. É justamente a via ligada a queda de cabelo, acne, pelos e alteração de voz. Para uma mulher, esse não é um caminho mais leve do que a oxandrolona. Em alguns aspectos é pior, porque você tem os mesmos riscos com muito menos controle. E o motivo do menos controle é o seguinte. Um medicamento tem dose declarada, teor auditado e bula com contraindicações. Um suplemento com pró hormônio, comprado fora do país, não tem registro na Anvisa, e a legislação brasileira não permite hormônios nem pró hormônios em suplementos alimentares. Você não sabe quanto está tomando, e portanto não consegue nem reduzir nem interromper por dose. Se aparecer um sinal de virilização, a única conduta possível é parar tudo, e você não vai saber quanto tempo leva para sair. Some se a isso que o nome do produto é o nome comercial da oxandrolona, e o produto não contém oxandrolona nenhuma. Isso não é acaso, é a estratégia de venda. E foi exatamente ela que te trouxe aqui perguntando. Se você compete em qualquer modalidade com controle antidoping, vale saber que os componentes desse tipo de produto são detectáveis e configuram resultado positivo. Agora, sobre a sua pergunta seguinte, se a oxandrolona seria a melhor opção. Se a decisão for essa, a faixa que o @Foston indicou está correta, cinco a dez miligramas por dia, e a advertência dele sobre não seguir quem usa trinta é a informação mais valiosa do tópico. Acrescento apenas as verificações que ninguém costuma mencionar. Perfil lipídico com HDL e enzimas hepáticas antes e depois, porque a oxandrolona é dezessete alfa alquilada e derruba HDL de forma relevante, e nada disso dá sintoma. Gravação da voz com data para comparação futura, porque o primeiro sinal de virilização vocal não é engrossar, é perder as notas altas, e essa é a alteração que não regride. E contracepção eficaz, porque a oxandrolona é categoria X na gravidez. Vale também registrar que a regra mudou depois deste tópico. Desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. Então a via do médico que o Foston mencionou não existe mais para essa finalidade. Mas o mais importante da minha resposta é outra coisa, e é sobre a premissa que te trouxe até aqui. Você escreveu que tudo o que tinha para ganhar já ganhou. Olhando o que você descreveu, eu discordo, e por um motivo objetivo. Você tem trinta e três anos, treina há quatro anos, cinco vezes por semana, duas horas por dia. E, sobre alimentação, você descreveu o que não come. Não come açúcar, evita gordura, não come embutidos. Você não mencionou nenhuma vez quanto come. Nem calorias, nem proteína, nem nada. Isso é o retrato de quem nunca fez dieta estruturada, e sim uma dieta de restrições. São coisas diferentes. Ganho de massa depende de energia suficiente e de proteína suficiente, e não de ausência de alimentos ruins. É perfeitamente possível comer muito bem, no sentido de comida limpa, e estar comendo abaixo do necessário para construir qualquer coisa. Nesse cenário, o corpo estabiliza, e a pessoa conclui que chegou ao limite genético quando na verdade nunca testou o teto, porque o combustível nunca esteve lá. Tem um segundo ponto no mesmo sentido. Duas horas por dia, cinco vezes por semana, é volume alto. Volume alto sem energia suficiente e sem recuperação não produz mais resultado, produz menos, porque o estímulo depende de reconstrução para virar tecido novo. E existe um terceiro, que é o mais provável de todos. Quatro anos de treino com a mesma estrutura tende a produzir estagnação por falta de progressão de carga, e não por limite biológico. Se as cargas dos seus exercícios principais são parecidas com as de um ano atrás, esse é o diagnóstico, e nenhuma substância resolve isso. O que eu faria antes de qualquer produto. Uma consulta com nutricionista esportivo para descobrir quanto você está comendo de verdade e quanto de proteína, com registro alimentar de sete dias incluindo o fim de semana. E uma revisão de programação de treino, com carga registrada e progressão planejada, provavelmente com menos tempo por sessão e mais intensidade. Você escreveu que não usa suplemento nenhum e que treina há quatro anos sem interrupção. Isso é constância de quem chega longe. Só que constância sem estrutura estabiliza, e é exatamente aí que você está. O que falta não é hormônio, é método. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Dieta e 1º ciclo com oxan (FEMININO)
@Lauraorfano, preciso apontar uma coisa que passou despercebida no tópico inteiro, e ela é séria. Você escreveu que começou com vinte miligramas de oxandrolona de oito em oito horas. Isso dá sessenta miligramas por dia. Quando o @Arnaldo Santos. respondeu que não vale a pena usar mais que vinte miligramas por dia, ele estava lendo a sua dose como vinte no total. Não foi má vontade, foi leitura, e é um engano fácil de cometer. Mas o resultado é que você seguiu adiante achando que estava dentro do que ele recomendou, quando na verdade estava no triplo disso. A faixa em que se costuma trabalhar em mulher, com risco bem menor, é de cinco a dez miligramas por dia. Sessenta é seis a doze vezes essa faixa. Isso muda bastante a conversa, e muda para o lado prático. Não estou dizendo isso para te assustar, e sim porque existem verificações que valem a pena agora, e que ninguém sugeriu. A primeira, e a mais importante, é a voz. E não pela sua própria impressão, porque a gente escuta a própria voz por dentro do crânio e o cérebro se acostuma com mudança gradual. Grave um mesmo parágrafo lido em voz alta e, se conseguir, uma escala cantada até a nota mais alta confortável, guarde com a data e compare adiante. Pergunte também a duas pessoas próximas se notaram diferença, pedindo sinceridade. O primeiro sinal de virilização vocal não é a voz engrossar, é a perda das notas altas, seguida de rouquidão e aspereza. Essa é a alteração que não regride, porque envolve mudança estrutural das pregas vocais. A segunda é laboratorial. Perfil lipídico com HDL, e TGO, TGP e gama GT. A oxandrolona é dezessete alfa alquilada e derruba o HDL de forma relevante, e nenhuma dessas duas coisas produz sintoma. Você está há cinco semanas em dose alta, então esses exames dizem algo de verdade agora. E vale a regra de decisão que orienta tudo. Os efeitos se dividem em dois grupos. Acne, oleosidade, queda de cabelo, inchaço e irritabilidade regridem depois que se para. Engrossamento de voz e aumento do clitóris podem não regredir. Ao primeiro sinal desses dois, a conduta é interromper no mesmo dia, e não reduzir a dose para observar. Agora o segundo ponto, que também não foi comentado e que me preocupa mais do que a dose isolada. Você mencionou, de passagem, que usa quinze miligramas de efedrina antes dos treinos, e escreveu que não sabia se contava. Conta, sim. A efedrina é substância sob controle especial da Anvisa, e o que ela faz é elevar frequência cardíaca e pressão arterial. Somada a uma dose alta de anabolizante, que também eleva pressão e piora perfil lipídico, você tem dois fatores atuando no mesmo sistema. E aí entra a terceira coisa, que é a que eu mais mudaria hoje. Você contou que na avaliação física foi identificada muita retenção de líquido e que por isso começou a tomar um diurético. Existem dois problemas aí. O primeiro é que a oxandrolona não aromatiza, ou seja, não converte em estrogênio, e é justamente por isso que ela é conhecida por não causar retenção de água. Retenção hídrica não é um efeito esperado do que você está usando. Então o achado provavelmente não é o que parece. O segundo é o que provavelmente aconteceu de fato. Avaliação por bioimpedância é muito sensível ao estado de hidratação, ao horário, ao que se comeu e bebeu antes e à fase do ciclo menstrual. E o resultado que você recebeu, de três quilos de massa magra a mais e três quilos de gordura a menos em cinco semanas, não é fisiologicamente plausível para uma mulher nesse intervalo, ainda mais em dieta para perder gordura. Três quilos de tecido muscular novo em cinco semanas simplesmente não acontece. O que a máquina leu como massa magra é, em boa parte, água. Ou seja, você está tomando um diurético para corrigir um número que provavelmente é artefato de medição. E isso é o que me preocupa, porque a combinação é ruim. Diurético provoca perda de água e de eletrólitos, sobretudo potássio. Efedrina é estimulante cardíaco. Perda de potássio somada a estimulante é justamente a combinação que favorece arritmia. Some a isso que você faz dieta restritiva e treina, e o cenário fica menos confortável ainda. Eu suspenderia o diurético e conversaria sobre isso com quem te acompanha. Se houver dúvida real sobre retenção, o que responde não é bioimpedância, é exame de sangue com sódio, potássio, creatinina e ureia, além de avaliação clínica de inchaço de verdade, que é o que deixa marca quando se aperta a pele. Um pedido, também. Você escreveu que teve problemas de saúde nesses dias e ninguém perguntou o que foi. Se houve palpitação, tontura, falta de ar, dor no peito, dor de cabeça forte ou pressão alterada, isso não é detalhe, e muda o que se deve fazer agora com a efedrina e com o diurético. Agora a parte boa, e ela é a maior parte. O seu método de acompanhamento é melhor que o da maioria. Você não confiou só na balança, usou fita métrica, olhou o espelho, registrou fotos com data e comparou. Foi exatamente por isso que você conseguiu perceber que o ganho de dois quilos não tinha ido para a cintura. Esse é o conjunto correto de instrumentos, e ele é mais confiável do que a bioimpedância que te trouxe o resultado estranho. E o @Batata... te disse a coisa mais verdadeira do tópico, que o corpo que você tem não é resultado de quatro meses e que daqui para frente também não será um ciclo que vai te transformar, e sim os hábitos. Acrescento um dado a favor dele, e a favor de você. Você treina há dois anos, sendo apenas o último com dedicação real. Isso significa que você está justamente no período em que o ganho natural é mais rápido, e que boa parte do que você viu no espelho nessas cinco semanas teria acontecido de qualquer forma, com a dieta ajustada e o treino de posterior e glúteo que você começou. Sobre a sua dúvida de fundo, que é querer secar o abdome e ganhar massa ao mesmo tempo, a resposta honesta é que dá para fazer as duas coisas devagar, e é isso que está acontecendo com você. Mas não dá para escolher de onde a gordura sai, porque não existe redução localizada, e o abdome costuma ser a última região a ceder. Isso não significa que não vai ceder, significa que ele é o indicador atrasado do processo. Por fim, um item que ninguém mencionou e que é indispensável. Contracepção eficaz. A oxandrolona é categoria X na gravidez, por risco de virilização da genitália do feto feminino. Se a preocupação for hormônio, o dispositivo intrauterino de cobre é opção não hormonal, e essa conversa é com a ginecologista. Se você me perguntasse o que fazer amanhã, eu diria três coisas. Reduzir a oxandrolona para a faixa de dez miligramas diários, ou encerrar. Suspender o diurético. E fazer perfil lipídico, transaminases e a gravação da voz. O resto do seu processo está indo bem e não precisa de mudança. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Lipo 6 e anabolizante - atraso imenso na menstruação é normal?
@Aline01, @Fabricia Oliveira Borges, @FernaFernando, três mulheres fizeram a mesma pergunta neste tópico ao longo de oito anos e nenhuma recebeu a informação de que precisava. Vou dar ela agora, começando pela coisa mais urgente, que ninguém disse. Ausência de menstruação não é ausência de fertilidade. Isso vale para as três, e é a informação que mais protege. Os androgênios suprimem o eixo que comanda o ovário, reduzindo os hormônios que disparam a ovulação, e por isso a menstruação some. Mas essa supressão não é uniforme nem permanente. A ovulação pode voltar a qualquer momento, e ela volta antes da primeira menstruação, porque a menstruação é consequência da ovulação anterior. Ou seja, existe um período em que a mulher está ovulando e ainda não menstruou, e portanto acredita estar protegida quando não está. @Aline01, isso responde diretamente a sua pergunta. Um atraso de três semanas em mulher com vida sexual ativa exige, antes de qualquer outra explicação, um teste de gravidez. Isso não é alarmismo, é a ordem correta de investigação. Só depois de descartar gravidez é que se atribui o atraso ao ciclo. E isso importa mais ainda no seu caso, porque você estava usando anabolizante, e várias dessas substâncias são contraindicadas na gestação por risco de virilização da genitália do feto feminino, sendo a oxandrolona classificada como categoria X. E, sobre a dúvida que te levou a perguntar, o @Nen_tds respondeu certo. Potência de ejaculação não tem relação com chance de engravidar. O que existe de verdade, e é diferente disso, é que o uso de anabolizantes pelo homem suprime a produção de espermatozoides, o que reduz a fertilidade dele. Só que isso não é método contraceptivo, é redução variável e imprevisível. Se o seu namorado usa e você usa, a única coisa que os dois têm é incerteza dos dois lados. Agora, para vocês três, o que fazer. Existe um nome e um critério para isso. Chama se amenorreia secundária, e o critério é ausência de menstruação por três meses em quem menstruava regularmente. @Fabricia Oliveira Borges, cinco meses, e @FernaFernando, quatro meses, vocês duas estão dentro desse critério com folga. Isso não é algo para esperar resolver sozinho, e não é algo para tratar tomando alguma coisa para descer. Fabricia, você pediu justamente isso, algo para tomar para a menstruação descer. Preciso ser direto. Provocar sangramento com medicação sem antes descobrir a causa é a pior conduta possível, porque resolve a aparência e deixa o problema andando. E, se houver gestação, é perigoso. O caminho correto é ginecologista, e os exames que respondem isso são simples. Beta hCG para descartar gravidez, prolactina, TSH e T4 livre, FSH, LH, estradiol e testosterona total. Esse painel separa as causas possíveis, que são a supressão pelo androgênio, prolactina elevada, alteração de tireoide e outras condições, e cada uma tem conduta diferente. Tem um motivo concreto para não deixar isso correndo por meses. Quando o eixo está suprimido, o estrogênio fica baixo, e estrogênio baixo por período prolongado reduz a densidade óssea. Isso não dá sintoma nenhum, e é justamente por isso que passa despercebido até muito tarde. Cinco meses já é tempo suficiente para valer a preocupação, e quatro também. Fabricia, sobre a acne que te deixou desesperada, ela tem a mesma origem que a falta de menstruação, que é o excesso de androgênio. Ou seja, não é a ausência de menstruação que está causando a acne, as duas são efeito da mesma causa. Isso é uma boa notícia no sentido de que tende a melhorar depois que o eixo se recompõe, mas costuma levar meses e, se estiver intensa, vale associar dermatologista, porque acne androgênica intensa pode deixar cicatriz, e cicatriz é o que não volta atrás. Vale que as três informem ao médico exatamente o que usaram, qual dose e por quanto tempo. Sei que existe constrangimento nisso, mas a informação muda a investigação inteira, e sem ela o médico vai procurar outras causas e o processo se arrasta. Agora dois ajustes no que foi dito no tópico. O @Louiz listou os efeitos com bastante precisão, e a lista está correta no essencial. Faço uma calibragem em um ponto. Foi dito que a menstruação pode ficar desregulada para sempre. Na maioria dos casos ela volta depois da interrupção, embora possa levar meses, e é justamente por isso que vale investigar e acompanhar em vez de aceitar como definitivo. O que de fato tende a não regredir é outro grupo de efeitos, e vale separá los com clareza, porque essa distinção é a mais útil que existe para uma mulher que usa. Acne, oleosidade, queda de cabelo, irregularidade menstrual, inchaço e irritabilidade regridem depois que se para. Engrossamento de voz e aumento do clitóris podem não regredir, ou regredir só em parte, porque envolvem alteração estrutural. Ao primeiro sinal desses dois, a conduta é interromper no mesmo dia, e não reduzir a dose para observar. O segundo ajuste é sobre o Lipo 6. Ele não é a causa da amenorreia, e vale separar as coisas para não se tratar o alvo errado. O que ele traz é outro conjunto de questões, porque é um termogênico com estimulantes e, em algumas versões, com ioimbina, substância sob controle específico da Anvisa pela RDC número duzentos e quatro de dois mil e seis. Os efeitos dele são palpitação, insônia, ansiedade, tremor e elevação de pressão. Se aparecer palpitação, tontura, dor de cabeça forte ou dor no peito, isso é motivo para parar, e não para ajustar horário. @Aline01, uma última hipótese que vale mencionar e que ninguém considerou, porque ela pode estar somada. Você escreveu que treina todos os dias, sagradamente, há dois anos e meio. Volume alto de treino combinado com ingestão calórica insuficiente também suprime o eixo e produz ausência de menstruação, por um mecanismo de economia de energia. Isso é bem descrito em mulheres atletas e é frequentemente confundido com boa forma. Se, junto do ciclo, houver restrição alimentar importante, os dois fatores se somam. Vale levar essa informação ao ginecologista também, porque muda a conduta. Por fim, uma observação sobre este tópico como um todo. Três mulheres chegaram aqui assustadas, em anos diferentes, e a resposta que receberam foi procurar um médico ou abrir outro tópico. Procurar médico é o conselho certo, e o @FitCoupleHim tinha razão ao dizer que quatro meses sem menstruar não é normal. Mas a pessoa que chega assustada precisa saber o que perguntar, quais exames pedir e o que está em jogo, senão ela não vai. Espero que agora vá. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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TRT - Quem já fez? O que acontece quando para?
@Jaraqui, @Roberto Michi, este tópico é um dos mais úteis do fórum e as respostas acertaram no essencial. Mas ficou faltando a informação que separa o tratamento do que se faz por aqui, e ela responde melhor as três perguntas originais do que as respostas que apareceram. Começo por uma correção de premissa, e ela é a mais importante. Foi dito que, depois de certa idade, o homem tem a testosterona reduzida, e que a reposição serve para colocar quem passou dos trinta e cinco ou quarenta de volta nas taxas de um homem abaixo dos trinta. Essa é a definição de mercado, não a definição clínica. A indicação de reposição é hipogonadismo, ou seja, deficiência confirmada. E confirmada tem um significado preciso, que é sintomas compatíveis somados a pelo menos duas dosagens de testosterona total colhidas de manhã cedo, em jejum, em dias diferentes, ambas abaixo do limite. O valor de referência mais usado como corte é trezentos nanogramas por decilitro. Duas dosagens em dias diferentes não é burocracia. A testosterona tem variação ao longo do dia, é mais alta pela manhã, e oscila entre um dia e outro. Uma única coleta, feita à tarde, pode dar um valor baixo em um homem perfeitamente normal. É por isso que muita gente é diagnosticada com deficiência que não tem. E a queda relacionada à idade, isoladamente, não é indicação. Um homem de quarenta e cinco anos com testosterona dentro da faixa normal para a idade dele, mesmo que abaixo do que tinha aos vinte e cinco, não tem doença. Colocar esse homem em reposição não é tratar, é intervir num sistema que está funcionando, com o custo que descrevo adiante. Isso responde a primeira pergunta do @Jaraqui. Não é uma coisa só, e também não é para todo mundo. É tratamento contínuo para quem tem uma condição confirmada. Agora a terceira pergunta, que é a que ficou pior respondida. Foi perguntado o que acontece se a pessoa para, e a resposta que veio foi sobre os benefícios de ter testosterona alta, o que é outra pergunta. A resposta correta é esta. Testosterona vinda de fora suprime a produção própria enquanto está sendo usada. Ao interromper, a pessoa fica num intervalo em que a fonte externa acabou e a interna ainda não voltou, e essa recuperação leva meses. Nesse período, os sintomas voltam, muitas vezes de forma mais intensa do que antes de começar, com queda de disposição, de libido, de força e alteração de humor. O @Mestre acertou ao dizer que a interrupção abrupta pode produzir depressão e queda de desempenho físico e mental. E o que ele descreveu explica por que a reposição, quando realmente indicada, é contínua. Não é porque a substância vicia, é porque a condição que está sendo tratada não desaparece, e porque a própria reposição desliga o que restava de produção própria. O @Joulker fez a observação mais precisa do tópico, e ela está correta. Para reposição, faz mais sentido um éster único e longo, como o enantato ou o cipionato, que é justamente o que se usa na prática clínica. O motivo é que o durateston é uma mistura de quatro ésteres, e a fração de propionato se esgota rápido, criando oscilação. O objetivo da reposição é estabilidade, e mistura de velocidades trabalha contra isso. E o @Roberto Michi acertou tanto na faixa quanto no fracionamento. Cem a cento e vinte e cinco miligramas semanais está dentro do que se usa em reposição, e dividir em duas aplicações reduz o efeito montanha russa que ele mesmo citou. Essa é a diferença central entre reposição e ciclo, e vale dizê la com todas as letras. Reposição busca colocar a pessoa dentro da faixa normal e mantê la estável ali. Ciclo busca ficar muito acima da faixa normal. São objetivos opostos, com doses que costumam diferir em três a cinco vezes. Agora o que faltou no tópico inteiro, e que é a parte que mais afeta quem faz reposição de verdade. O primeiro item é o acompanhamento. Testosterona e hematócrito devem ser monitorados aos três, seis e doze meses, e depois anualmente. O hematócrito é o que mais frequentemente obriga a mudar a conduta, porque a testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos, e sangue mais viscoso traz risco trombótico próprio. Acima de cinquenta e quatro por cento, a orientação é suspender até normalizar e retomar com dose menor. Junto disso entram pressão arterial, perfil lipídico e, em homens acima de quarenta anos, acompanhamento de próstata com PSA. O segundo item é o que ninguém mencionou e que muda a vida de quem está em idade reprodutiva. Reposição de testosterona suprime a produção de espermatozoides. A orientação formal é que todo homem em idade reprodutiva seja informado disso antes de começar, e que a reposição seja tratada, na prática, como um método contraceptivo. Para quem pretende ter filhos, existem alternativas que tratam o hipogonadismo preservando a fertilidade, como clomifeno e hCG, e essa conversa precisa acontecer antes e não depois. E, por fim, o ponto que amarra este tópico ao resto do fórum, e que é o mais importante para quem lê aqui. Foi dito que os lutadores citados tinham hipogonadismo e por isso precisavam do tratamento. É verdade que tinham. O que não foi dito é de onde isso costuma vir. Uso prolongado de anabolizantes é uma das causas mais comuns de hipogonadismo em homem jovem, porque a supressão do eixo em alguns casos não reverte. Ou seja, parte relevante das pessoas que acabam em reposição para o resto da vida chegou lá justamente por ciclos anteriores. Isso muda a leitura da frase que aparece com frequência, de que sempre dá para fazer reposição depois. Reposição não é um plano de saída, é a consequência. E ela custa dependência de um medicamento contínuo, monitoramento permanente e perda de fertilidade. Uma última observação sobre a regra atual, que é depois deste tópico. A Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três, de abril de dois mil e vinte e três, veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. Ela não proíbe tratar hipogonadismo diagnosticado, que continua sendo prática médica normal e legítima. A distinção é exatamente a que este tópico precisava, e é a diagnóstica. Com deficiência confirmada, é tratamento. Sem ela, é ciclo com outro nome. @Roberto Michi, você perguntou ao Joulker qual era o protocolo dele e não teve resposta. Vale acrescentar que a pergunta mais útil, quando alguém relata reposição, não é qual a dose, e sim quais foram os dois valores de testosterona matinais que motivaram o início, e qual o hematócrito atual. São esses dois números que dizem se a coisa está sendo feita como tratamento. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Gestação durante ciclo de oxandrolona
@Arlete Dudley Souto Araujo, você escreveu que olhou sites e blogs e não viu nada contraindicando. Vou responder isso de forma objetiva, porque a informação existe e é bem definida, e depois vou dar os números que faltaram no tópico. A oxandrolona é classificada como categoria X na gravidez. Categoria X é a classificação mais restritiva que existe, e ela significa que há evidência de dano fetal e que o risco supera qualquer benefício possível. A própria bula do medicamento traz a contraindicação em gestação. Se os sites que você consultou não traziam isso, é porque não eram fontes de medicamento, eram fontes de estética. O @hallspreta deu a resposta tecnicamente mais correta do tópico, e vou detalhar o mecanismo, porque ele explica o que está em jogo e também traz uma informação útil que ninguém deu. A genitália externa do feto feminino se diferencia num período bem específico da gestação. A janela crítica vai por volta da oitava à décima segunda semana. Se houver exposição a androgênio nesse intervalo, o que ocorre é fusão dos grandes lábios e formação de seio urogenital, ou seja, alteração estrutural. Se a exposição acontecer depois da décima segunda semana, quando vagina e uretra já se separaram, o efeito é aumento do clitóris, sem a fusão. Ou seja, não é uma questão de o bebê nascer com problema genérico. É uma alteração específica, em uma janela específica, e o grau depende de quando a exposição ocorre. E aqui está a parte prática, que é a informação mais útil desta resposta. Uma gestação costuma ser detectada por volta da quarta à sexta semana. A janela crítica começa por volta da oitava. Isso significa que, na maioria das vezes, existe um intervalo real entre descobrir e o período de maior risco. Não é uma corrida perdida, desde que a pessoa esteja testando cedo e suspenda imediatamente. Então, se você decidiu mesmo não evitar, o mínimo é isto. Teste de gravidez antes de cada ciclo e a cada atraso menstrual, e suspensão imediata do medicamento ao primeiro resultado positivo, no mesmo dia, sem terminar caixa e sem reduzir gradualmente. E procurar acompanhamento pré natal informando o uso, porque isso muda a conduta e o acompanhamento da gestação. Não é o cenário ideal, mas é o que reduz risco de verdade dentro da escolha que você fez. Agora preciso corrigir duas informações que ficaram no tópico, e uma delas é sobre homem. A primeira. Foi dito que os bebês nasceriam prematuros e que o feto se desenvolveria rapidamente. Não há base para isso. O que está descrito é virilização da genitália externa em feto feminino, no mecanismo que expliquei, e não aceleração do desenvolvimento nem prematuridade como efeito próprio da substância. E o termo correto não é hermafrodita. Chama se distúrbio da diferenciação sexual, ou virilização da genitália externa. A diferença não é preciosismo de linguagem. Hermafroditismo remete a uma ideia de duplicidade de órgãos que não é o que acontece, e isso assusta mais do que informa. A segunda correção é dirigida ao @Batata..., com respeito, porque o ponto que ele levantou preocupa muita gente e está invertido. Foi dito que o feto pode ter anomalias caso o pai esteja usando anabolizantes. Não é assim que funciona. O que o uso paterno produz é supressão da produção de espermatozoides, e portanto dificuldade de engravidar, podendo chegar a azoospermia, que é ausência de espermatozoides. O risco de virilização da genitália do feto feminino vem da exposição materna, porque depende do hormônio circulando na gestante e chegando ao feto. Ou seja, homem em ciclo tem um problema real, mas ele é de fertilidade, e não de malformação. Agora os números que faltaram, e eles apoiam exatamente o que o hallspreta defendeu. O @FitCoupleHim recomendou preservativo de barreira. Ele protege contra infecções sexualmente transmissíveis, e nisso é insubstituível. Mas, como método contraceptivo isolado, a taxa de falha em uso real é da ordem de treze por cento ao longo de um ano. O dispositivo intrauterino de cobre fica abaixo de um por cento e não depende de nenhuma decisão no momento. Quando o que está em jogo é exposição de um feto a substância categoria X, essa diferença é decisiva. Por isso a recomendação do hallspreta de dispositivo intrauterino de cobre é a correta, e ele acertou também ao dizer que barreira, para essa finalidade específica, deixa a desejar. E sobre a discussão entre os dois a respeito de contraceptivo hormonal, vale registrar o dado que fecha a questão, porque essa é uma das orientações mais repetidas e mais danosas do meio. Existe de fato um efeito contraproducente do ponto de vista estético, e o FitCoupleHim tem razão quanto ao mecanismo, porque contraceptivos combinados aumentam a SHBG e reduzem a testosterona livre. O hallspreta também tem razão ao dizer que isso varia conforme o progestágeno. O problema é a conclusão de parar o método. O risco de trombose associado à pílula combinada é da ordem de oito a quinze casos por dez mil mulheres por ano. Na gravidez, esse risco é de cinco a vinte, e no pós parto, de quarenta a sessenta e cinco na mesma medida. Ou seja, quem interrompe o contraceptivo para evitar trombose, e engravida, assume risco igual ou maior do que aquele de que estava fugindo, e ainda expõe um feto. O hallspreta estava certo ao dizer que continuava sem encontrar fundamento para a recomendação de interromper, e ao concluir que a gravidade de uma gestação durante o uso supera em muito o prejuízo estético da associação. Quem quer resolver os dois lados ao mesmo tempo tem uma saída simples, que é justamente o dispositivo intrauterino de cobre, porque ele não é hormonal, não mexe em SHBG e tem a menor taxa de falha. Essa conversa é com a ginecologista. Por fim, @Arlete, uma palavra sobre a sua situação específica, e sem sermão, porque o tópico já teve bastante disso. Você escreveu que está retomando um ciclo de três meses e que, se a gravidez vier, veio. Só que essas duas decisões estão em conflito direto no calendário. Um ciclo de três meses cobre exatamente o período em que uma gestação seria concebida e atravessaria a janela crítica. Não é que uma escolha exclua a outra para sempre. É que elas não cabem nos mesmos três meses. Se o desejo de engravidar é real e atual, o caminho coerente é adiar o ciclo, porque o corpo você recupera depois e a janela de diferenciação do feto não tem segunda chance. Se o ciclo é a prioridade agora, então o dispositivo intrauterino de cobre resolve, e você retoma o plano de gestação em seguida. As duas opções são legítimas. O que não funciona é deixar ao acaso, porque nesse arranjo o acaso decide no período de maior risco. Vale registrar ainda que, desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo APENAS com Durateston + Deposteron
@Alex F, @Jeferson Dias, o @Gamma e o @FitCoupleHim acertaram no essencial, que é não haver motivo para juntar durateston e deposteron. Mas o motivo foi dado como uma frase pronta, testo é testo, e falta o número que fecha o argumento. Falta também a solução do problema prático de volume que ficou sem resposta. Começo pelo número, porque ele é útil para qualquer composto e quase ninguém trabalha com ele. A dose que vem no rótulo é a massa do éster, e não a massa de testosterona. O éster é uma cadeia acoplada à molécula, e ela pesa. Quanto mais longa a cadeia, maior a fração do peso que não é hormônio. Na prática, isso significa o seguinte. Uma ampola de durateston de duzentos e cinquenta miligramas entrega em torno de cento e setenta e cinco miligramas de testosterona de fato. Uma ampola de deposteron de duzentos miligramas de cipionato entrega perto de cento e quarenta. Ou seja, os dois produtos são a mesma molécula, testosterona, e o que muda é apenas a velocidade de liberação e quanto do peso declarado é hormônio. Isso confirma o que o Gamma disse e explica por quê. Somar os dois não acrescenta nenhuma propriedade nova, porque não existe uma segunda substância ali. Você só está somando miligramas do mesmo hormônio com curvas de liberação diferentes, o que dificulta saber quanto está circulando em cada momento. Se o objetivo é mais dose, aumenta se a dose de um. Se é estabilidade, escolhe se um e fraciona se. E, @Jeferson Dias, isso responde diretamente o seu plano. Fazer quatro semanas de durateston e depois quatro semanas de deposteron não é um ciclo em duas fases, é o mesmo hormônio em dois frascos, com uma transição desnecessária no meio. O cipionato tem liberação mais lenta, então a troca ainda cria um período de queda antes de o novo éster estabilizar. Escolha um dos dois e mantenha do começo ao fim. E vale saber que ciclo de oito semanas com éster longo é curto para o que ele cobra, porque o nível estável só se estabelece depois de quatro a cinco meias vidas, enquanto a supressão do eixo começa logo nas primeiras semanas. O @FitCoupleHim também estava certo ao corrigir a ideia de que durateston seja de ação rápida. Ele é uma mistura de quatro ésteres, dois curtos e dois longos, e quem determina o comportamento no fim do ciclo, inclusive o momento de iniciar a pós ciclo, é o mais lento deles, o decanoato. Agora o problema prático que ficou sem solução, que é o da boldenona. @Alex F, você calculou que, com Equifort a cinquenta miligramas por mililitro, aplicar duzentos miligramas duas vezes por semana daria quatro mililitros por aplicação, e concluiu, com razão, que ficava inviável. A resposta que você recebeu foi procurar concentração maior ou frasco maior. Mas a saída é outra e é mais simples. O undecilenato de boldenona tem meia vida da ordem de catorze dias, uma das mais longas em uso. Com esse tempo, aplicar duas vezes por semana não traz benefício nenhum de estabilidade, porque a variação entre uma aplicação e outra é mínima em relação à duração do depósito. Uma aplicação semanal resolve, e o volume por aplicação cai pela metade de imediato. Junto disso, duas regras práticas de volume que evitam o problema todo. Aplicações intramusculares acima de dois mililitros num mesmo ponto tendem a doer bastante e a formar nódulo, e o caminho correto é dividir em dois locais, e não forçar volume num só. E, se ainda ficar grande, dá para intercalar os dias em vez de somar tudo numa data. Ou seja, o seu problema nunca foi de concentração do produto, era de frequência desnecessária. Sobre a procedência, o @Miguel V levantou o ponto mais importante do tópico e vale precisar os riscos, porque eles não são exatamente os que ele descreveu. O que está documentado em produtos clandestinos é adulteração de teor, com frascos subdosados, superdosados ou contendo substância diferente da declarada, presença de metais pesados e contaminação microbiana. Contaminação microbiana é a que produz o desfecho mais imediato, que é abscesso no local de aplicação, e abscesso formado precisa de drenagem, não se resolve com antibiótico por conta própria. Sobre hepatite, vale ajustar. O risco de hepatite B e C nesse contexto vem principalmente do compartilhamento de agulhas e seringas, e não do óleo em si. Isso não torna o produto clandestino seguro, e a lista acima já basta para justificar a preocupação, mas é importante saber de onde o risco vem de verdade, porque é isso que orienta o cuidado. Sobre a silimarina, a divergência do tópico tem uma resposta simples que depende do que está no ciclo. Proteção hepática faz sentido quando se usa oral dezessete alfa alquilado, que é a classe modificada justamente para sobreviver à passagem pelo fígado. Num ciclo só com testosterona injetável e boldenona, o fígado não é o órgão em maior risco, e a silimarina não tem função ali. E, mesmo quando há oral, o que protege é limitar dose e tempo e dosar TGO, TGP e gama GT antes, durante e depois, e não suplemento. Por fim, o que faltou no tópico inteiro e vale mais do que toda a discussão de marca e volume. Não apareceu nenhum plano de terapia pós ciclo, nem menção a exames. Antes de começar, hemograma completo, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT, glicemia e insulina de jejum, ureia e creatinina, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina e pressão arterial aferida em casa por vários dias. Durante, hematócrito e hemoglobina, que é o exame que mais importa em ciclo de testosterona, porque ela aumenta a produção de glóbulos vermelhos e sangue mais viscoso traz risco trombótico próprio. Valor muito alto é motivo para interromper, e não para ajustar dose. E, algumas semanas depois da pós ciclo, testosterona total, LH e FSH, que é a única forma de saber se o eixo voltou. @Jeferson Dias, como você se apresentou como iniciante, um acréscimo. Você não informou idade, peso, altura nem tempo de treino, e essas informações mudam completamente a conversa. Se você tiver menos de vinte e poucos anos, ou pouco tempo de treino consistente, o item mais relevante da resposta não é qual éster usar, é que ainda há muito resultado disponível pelo caminho que não cobra nada. Registro ainda que, desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato 1° Ciclo - Propionato + Trembolona
@x6NurbWiLL, relato bem feito, com registro sistemático e exames pedidos antes, o que é raro por aqui. Justamente por isso vale apontar três coisas que passaram, sendo que duas delas você descreveu e ninguém tratou como sintoma. Começo pela premissa do seu ciclo, porque ela organiza o resto. Você escolheu propionato e acetato pela meia vida curta, com o raciocínio de que, se der problema, você suspende e a substância sai rápido do organismo. A parte farmacocinética está correta. O problema é a conclusão que se tira dela. Meia vida curta encurta a permanência da substância, e não a permanência do efeito. Tecido mamário que se forma na ginecomastia não regride quando a droga sai. Supressão do eixo hormonal não se desfaz porque a molécula foi eliminada. Alteração de perfil lipídico, aumento de hematócrito e elevação de pressão arterial seguem o seu próprio tempo. E, no caso da trembolona especificamente, os efeitos que mais preocupam não são os que dão para desligar no dia seguinte. Ou seja, a meia vida curta te dá controle sobre a exposição, e é uma vantagem real, mas ela não é uma rede de segurança. É importante você não decidir a dose contando com uma reversibilidade que não existe. Agora as duas coisas que você relatou e que ficaram sem resposta. A primeira é a mais séria. Você descreveu, ao longo de semanas, insônia com três despertares por noite, paciência zero para tudo, discussões frequentes com as pessoas e a frase de que vai para o treino e desconta lá. Isso aparece no tópico como parte do folclore da trembolona, quase como um troféu, e não como o que é. Alteração de humor, irritabilidade e agressividade são efeitos neuropsiquiátricos descritos com androgênios em dose alta, e a trembolona é das substâncias mais associadas a esse quadro. A insônia sustentada agrava tudo, porque privação de sono por si só reduz controle de impulso e piora humor. Ou seja, você tem dois fatores se somando e reforçando um ao outro. Isso merece atenção por dois motivos práticos. O primeiro é que o custo desses efeitos não é sentido por você, é sentido pelas pessoas ao seu redor, e por isso costuma ser subestimado por quem está usando. O segundo é que o quadro tende a escalar com a dose, e você relatou depois que aumentou a trembolona. Vale um combinado com alguém próximo, de confiança, que possa te dizer com franqueza se a mudança de comportamento está passando de um ponto. Quem está dentro do quadro é a pessoa com menos condição de avaliar. Sobre a melatonina, ela ajuda no ritmo de sono, mas acordar três vezes por noite durante semanas não é sono resolvido, é sono fragmentado com uma sensação subjetiva melhor. Recuperação muscular, humor e controle de impulso dependem justamente da continuidade do sono, e não só de adormecer. A segunda coisa é a mais concreta e é de segurança de aplicação. Você escreveu que, ao penetrar a agulha no vasto lateral, sentiu um leve choque no músculo, e atribuiu à tensão da musculatura. Sensação de choque elétrico durante a aplicação não vem de músculo contraído. É o sinal clássico de contato com nervo, e a conduta correta é retirar a agulha imediatamente e reaplicar em outro ponto, nunca injetar. Injetar contra o nervo pode produzir lesão com dor irradiada persistente e alteração de sensibilidade. No mesmo campo, você mencionou que numa aplicação no glúteo saiu bastante sangue ao retirar a agulha. Isso costuma ser vaso superficial, sem maior consequência, mas vale saber que a região glútea escolhida faz muita diferença. O ponto tradicional, no quadrante superior externo, é o que mais se aproxima do nervo isquiático e da artéria glútea superior. O ventroglúteo, um pouco mais à frente sobre o quadril, tem margem de segurança bem maior e é o que se recomenda hoje para volumes maiores. Como você aplica com frequência alta, por usar ésteres curtos, essa mudança reduz risco acumulado. E, respondendo ao @Levrone2000, que perguntou sobre nódulo, sangue e pus. Sangue na seringa costuma ser vaso e não é evento grave. Pus é outra história e nunca é normal. Se aparecer secreção, ou se um ponto ficar quente, endurecido, muito dolorido, avermelhado e progredindo, com ou sem febre, isso é infecção de tecido e possivelmente abscesso, e não se resolve com compressa nem esperando passar. Abscesso formado precisa de drenagem, e antibiótico por conta própria costuma apenas mascarar e atrasar. Agora, três pontos técnicos sobre o que você acrescentou depois. Sobre o stanozolol, as cãibras que você relatou, e a fisgada ao coçar as costas, são queixas conhecidas com ele, junto do desconforto articular, e estão ligadas à redução da lubrificação articular. Vale saber de dois desdobramentos. Um é que articulação com menos lubrificação e força aumentando rápido é uma combinação que pede cuidado com carga em movimentos de amplitude máxima, e existem relatos de lesões tendíneas associadas ao uso de androgênios. O outro é que o stanozolol é dezessete alfa alquilado, o que significa hepatotoxicidade, e ele derruba o HDL de forma marcante, com quedas descritas em torno de trinta e três por cento. Você já tinha pedido exames antes, então repetir transaminases e perfil lipídico agora fecha o ciclo de informação. Sobre a água, você aumentou para quatro a cinco litros ao entrar com o stanozolol. Não há problema nisso, mas vale saber que essa ingestão não protege o fígado nem os rins do efeito da substância, e que ingestão muito alta de água junto de dieta pobre em sódio pode diluir o sódio do sangue. Se aparecer dor de cabeça, náusea, confusão ou cãibra fora do padrão, essa hipótese entra na conta, ainda mais porque você já está tendo cãibras. Sobre o peso, você foi de sessenta e nove e meio para setenta e seis quilos e escreveu que a gordura estava queimando como sempre. Vale registrar um ponto de método. Trembolona e stanozolol não aromatizam, então o ganho não é água de estrogênio, mas boa parte dele continua sendo glicogênio, água intracelular e conteúdo alimentar, sobretudo com ingestão aumentada. Nenhuma dessas substâncias mobiliza gordura do tecido adiposo. O aspecto mais denso vem de ganho de massa e de menos água subcutânea, e não de queima. Sem medida de composição corporal, o número da balança não separa essas coisas. O @Toxi te deu as melhores orientações do tópico, e vale reforçar duas. A de acompanhar estradiol e prolactina foi certeira, porque a trembolona é derivada de dezenove nor, com atividade progestogênica, e prolactina alta produz queda de libido, dificuldade de ereção e, em casos mais avançados, galactorreia, que foi exatamente o seu maior medo. Você disse que faria esses exames a cada três semanas e não chegou a postar nenhum resultado. Se fez, valeria muito compartilhar. Se não fez, é o item mais útil a recuperar. A outra é sobre BCAA e Dilatex, que realmente não acrescentam nada, o primeiro porque os aminoácidos que ele fornece já vêm em quantidade muito maior na sua comida, e o segundo porque a evidência para produtos de pump à base de arginina é fraca. Ficou também uma ponta solta importante. Você disse que estava considerando não usar o clomifeno por ter lido coisas ruins, e a conversa não voltou a esse ponto. Qual foi a terapia pós ciclo, e você chegou a dosar testosterona total, LH e FSH algumas semanas depois dela? Essa dosagem é a única forma de saber se o eixo voltou. Sem ela, a pós ciclo é um ritual cumprido às cegas, e isso pesa mais no seu caso do que na média, pelo motivo que vem a seguir. Você tinha dezenove anos. Nessa idade o eixo hormonal está na fase de maior produção natural da vida, e os relatos de eixo que não recupera se concentram em quem começou cedo. Além disso, em muitos homens as placas de crescimento ainda não fecharam completamente nessa faixa, e uma vez fechadas não reabrem. Não digo isso para desqualificar o que você fez, que já está feito, mas porque a informação que mais te serve hoje é saber em que estado você ficou. Para quem chega ao tópico agora buscando primeiro ciclo, um registro. Trembolona não é substância de primeiro ciclo, em nenhuma idade, e o próprio relato aqui mostra por quê. E, desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Tpc Enantato de testo + primobolan
Olá pessoal Estou a quase 20 anos sem usar nada, vou começar amanhã primobolan 100mg + enantato de testo 250mg, 1ml de cada, segunda e quinta, por 10 semanas. Me foi indicado quando acabar as 10 semanas, iniciar DHEA 50mg e manter a testo por algumas semanas com doses cada vez menores. Esta correto isso? Pretendo ter o mínimo de colaterais e voltar a produção normal de testosterona. Qual a melhor opção para TPC? Tenho 44 anos. Obrigado
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facardi82 começou a seguir Tpc Enantato de testo + primobolan
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facardi82 entrou na comunidade
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Ciclo feminino de oxandrolona e boldenona
@Deise Moraes, você descreveu com muita precisão um problema específico e a resposta que recebeu foi sempre sobre dieta e sobre disciplina. A dieta importa, e o pessoal acertou nisso. Mas existe uma explicação para exatamente o que você descreve que ninguém levantou, e ela é a mais importante desta resposta. Você escreveu, mais de uma vez, que já teve um bebê, que fica com aquela pochetinha na barriga, e que ela permanece mesmo quando você emagrece. Isso tem nome e é comum. Chama se diástase dos retos abdominais. Durante a gestação, o tecido que une os dois lados do músculo abdominal se estica para dar espaço ao útero. Na maioria das mulheres, ele volta a se aproximar no primeiro ano. Em uma parcela grande, não volta. Estudos de acompanhamento encontram diástase presente em torno de trinta por cento das mulheres doze meses após o parto, e a prevalência permanece parecida muitos anos depois, ou seja, ela não se resolve sozinha com o tempo. O que isso produz é exatamente o que você descreve. Uma saliência na linha do meio do abdome, na parte baixa, que não some com perda de peso. E o motivo é simples. Não é gordura ali. É a parede abdominal afrouxada, deixando o conteúdo se projetar. Nenhuma dieta e nenhum ciclo resolvem isso, porque não é o tecido que eles atuam. Você pode verificar em casa, agora. Deite de costas, joelhos dobrados, pés no chão. Ponha os dedos na linha do meio da barriga, logo acima e logo abaixo do umbigo. Levante levemente a cabeça e os ombros, como no começo de um abdominal. Se você sentir um vão entre as duas bordas musculares, medindo mais ou menos a largura de dois dedos ou mais, isso é sugestivo de diástase. Se houver, o caminho é fisioterapeuta pélvica ou fisioterapeuta especializada, com um programa progressivo de fortalecimento do abdome profundo. É tratável, e existe uma parte importante que a maioria não sabe. Alguns exercícios abdominais comuns, feitos com diástase, pioram a projeção. Ou seja, você pode estar treinando abdome todo dia e agravando justamente o que quer corrigir. Isso muda a sua conta inteira, porque você estava atribuindo à sua alimentação e à sua falta de constância uma coisa que provavelmente é mecânica, e ficando mal por isso. Agora a segunda parte, sobre pernas e glúteos. Você disse que quando emagrece as pernas afinam muito e o glúteo some. Isso também tem explicação, e não é falha sua. A distribuição de gordura é determinada em grande parte pela genética e pelo perfil hormonal, e não dá para escolher de onde ela sai. Não existe redução localizada. No seu caso, parece que você perde preferencialmente da região glútea e das coxas, que é justamente onde você não quer perder. E aqui está a contradição do seu plano, dita com carinho. Você faz uma hora de aeróbio todo dia e quer aumentar glúteo e coxa. Aeróbio diário em volume alto, junto com restrição calórica, é o cenário que menos favorece a construção de massa nessas regiões. Quem constrói glúteo e coxa é treino de força progressivo, com carga aumentando ao longo das semanas, proteína adequada e energia suficiente. Aeróbio entra como ferramenta de gasto e de saúde cardiovascular, e não como via de resultado estético para o que você quer. Se eu pudesse mudar uma única coisa na sua rotina, seria essa. Reduzir o aeróbio diário, colocar mais treino de força para membros inferiores, e garantir proteína. Isso resolve mais do que a oxandrolona resolveria. Agora preciso corrigir uma informação que apareceu e que circula muito. Foi dito que comer pouco não faz emagrecer e que faz o corpo gerar estoques de gordura. A intenção por trás disso é boa, e a @Sereiafit tem razão no espírito da coisa, mas o mecanismo não é esse e vale entender direito. O corpo não cria gordura a partir da falta de energia, porque gordura é energia armazenada e não surge do nada. O que existe de verdade, e é bem documentado, é outra coisa. Depois de perda de peso, o gasto de repouso cai mais do que o esperado apenas pela redução de tamanho, e essa adaptação persiste. Junto disso, os hormônios de apetite mudam e a fome aumenta. Ou seja, restrição prolongada torna a manutenção mais difícil e o reganho mais fácil, e o peso que volta tende a vir com mais gordura do que o que saiu. Isso descreve exatamente o seu histórico de emagrecer e engordar. A conclusão prática, então, é a mesma que a Sereiafit tirou, que é parar de viver em restrição e comer o suficiente. Só que pelo motivo certo, e não porque o corpo estoca gordura quando você come pouco. Sobre a oxandrolona, dois pontos. O primeiro é o que você contou sobre a vez anterior. Você escreveu que usou quarenta miligramas de oito em oito horas e não sentiu nada. O @Locemar leu isso como produto falsificado, e essa é uma possibilidade real. Mas existe outra que precisa ser dita, porque, se for essa, ela importa muito. Quarenta miligramas a cada oito horas dá cento e vinte miligramas por dia, o que é mais de dez vezes a faixa em que se costuma trabalhar em mulher, que é de cinco a dez miligramas diários. E não sentir nada não é o mesmo que não ter acontecido nada. Queda de HDL e alteração de enzimas hepáticas não produzem sintoma algum. Miniaturização de folículo capilar e alteração das pregas vocais começam sem aviso. Então, antes de recomeçar qualquer coisa, eu faria duas verificações. Perfil lipídico com HDL, e TGO, TGP e gama GT. E a verificação da voz, que é a mais negligenciada. Grave um mesmo parágrafo lido em voz alta, guarde com a data, e compare adiante. A gente não percebe a própria voz mudando porque a escuta por dentro do crânio, e o primeiro sinal não é engrossar, é perder as notas altas. O segundo ponto responde a sua pergunta que ficou sem resposta, sobre a cápsula manipulada de vinte miligramas e como reduzir para cinco. Cápsula não se divide de forma confiável, e abrir e separar o pó a olho não dá dose nenhuma que se possa chamar de dose. O caminho correto é pedir à farmácia de manipulação que faça cápsulas de cinco miligramas. Elas fazem, é rotina, e assim você consegue tanto começar baixo quanto reduzir no fim. Aproveite e peça o certificado de análise do princípio ativo, que a farmácia é obrigada a fornecer. E um item que ninguém mencionou e que, no seu caso, é essencial. Contracepção eficaz. A oxandrolona é categoria X na gravidez, por risco de masculinização de feto feminino. Você já teve uma gestação, então isso não é hipótese distante. Se a preocupação for hormônio, o dispositivo intrauterino de cobre é opção não hormonal. Essa conversa é com a ginecologista. Por fim, sobre a pergunta que ficou implícita no seu relato inteiro. Você treina há dez meses, com faltas, e está agora organizando a rotina e a alimentação pela primeira vez de verdade. Não é que você não mereça ajuda farmacológica. É que você ainda não sabe do que o seu corpo é capaz com a rotina funcionando, porque ela nunca funcionou por tempo suficiente para mostrar. E o principal, no seu caso específico, é que as duas coisas que mais te incomodam, a pochete e o glúteo que some, não são problemas que a oxandrolona resolve. A primeira é possivelmente estrutural e tem tratamento próprio. A segunda é treino de força e comida. Você escreveu que já pensou que o seu corpo não tinha jeito. Tem, e a parte que mais te incomoda talvez seja justamente a que ninguém tinha te explicado até agora. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro Ciclo de Stan e Ox
@AAdriana_Silva, você fez a pergunta mais direta do tópico, sobre o Pantogar e sobre o que tomar para a queda, e essa pergunta específica nunca foi respondida. Vou responder ela, corrigir duas informações importantes que ficaram aqui, e apontar um dado seu que ninguém considerou e que é o mais relevante de todos. Começo pelo dado que passou batido. Você tem quarenta e sete anos. Isso muda a leitura da sua queda de cabelo, e muda para melhor no sentido de que existe mais coisa a tratar do que se imaginava. Nessa faixa etária, muitas mulheres estão na transição para a menopausa, e a queda de estrogênio nesse período por si só já desencadeia ou acelera a queda de cabelo de padrão feminino, com afinamento difuso e alargamento da risca. Você mesma escreveu que já tinha queda antes e que ela intensificou muito depois do início do ciclo. Ou seja, é provável que você tenha dois processos somados, um de fundo, ligado à sua fase hormonal, e outro agudo, disparado pelo stanozolol. Isso importa porque o de fundo continua depois que você para, e tem tratamento próprio. Se você tratar só o gatilho e ignorar o fundo, vai concluir que parar não resolveu. Respondendo agora a sua pergunta. Sobre o Pantogar, a evidência é limitada e ele não é o tratamento de primeira linha para queda de padrão feminino. Não faz mal, mas não é o que resolve. O que tem evidência de verdade, e não foi citado por ninguém aqui, é o minoxidil tópico. Ele é o tratamento estabelecido para queda de padrão feminino, aplicado no couro cabeludo, e vale saber de duas coisas antes de começar. A primeira é que nas primeiras semanas costuma haver um aumento temporário da queda, o que assusta e faz muita gente abandonar, mas faz parte do processo de troca dos fios. A segunda é que o resultado leva de três a seis meses para aparecer e depende de uso contínuo. O xampu de cetoconazol que foi sugerido tem efeito modesto e serve como coadjuvante, não como tratamento principal. Sobre a dutasterida, eu faria uma ressalva ao que foi dito. Ela não é aprovada para queda de padrão feminino, a evidência em mulheres é limitada, e inibidores de cinco alfa redutase são contraindicados em mulheres com possibilidade de gravidez por risco de malformação genital em feto masculino. Se for considerada, é decisão de dermatologista ou tricologista, com discussão explícita desses pontos, e não algo a se somar por conta própria. E o mais importante da parte prática. Procure um dermatologista ou tricologista agora, não depois. Vale levar uma dosagem de ferritina, hemograma, TSH e vitamina D, porque deficiência de ferro e alteração de tireoide são causas comuns e tratáveis de queda em mulher, e são justamente o tipo de coisa que passa despercebida quando todo mundo atribui tudo ao ciclo. Agora as duas correções. A primeira é a mais importante e é sobre a alternativa que te sugeriram. Foi dito que, como o stanozolol e a oxandrolona são derivados de DHT, a saída seria usar testosterona em gel. Esse raciocínio não se sustenta. A testosterona é justamente o substrato da enzima cinco alfa redutase, que a converte em DHT dentro do próprio folículo. Ou seja, usar testosterona não evita a via do DHT, ela alimenta essa via. Para alguém que acabou de demonstrar sensibilidade folicular a androgênio, o gel de testosterona não é uma rota mais segura para o cabelo. O relato de que a esposa de alguém tolera bem o gel e não tolera oxandrolona é verdadeiro como experiência individual, mas sensibilidade a androgênio varia muito entre pessoas, e não dá para transferir a resposta de uma mulher para outra. A segunda correção é sobre a lista de efeitos que te apresentaram. Foi dito que aumento e ereção do clitóris seriam colaterais positivos, e que algumas meninas não gostam desses. Isso precisa de ajuste, porque a informação, do jeito que foi dada, tira o peso de uma decisão que pode ser definitiva. Os efeitos se dividem em dois grupos, e a diferença entre eles é o que realmente importa. Acne, oleosidade, queda de cabelo pelo gatilho, inchaço, sudorese e irritabilidade regridem depois que se para. Engrossamento de voz e aumento do clitóris podem não regredir, ou regredir só em parte, porque envolvem alteração estrutural. A bula da oxandrolona é explícita ao orientar suspender ao primeiro sinal de virilização justamente para prevenir virilização irreversível, e ao registrar que algumas dessas alterações não são prevenidas nem pelo uso de estrogênio junto. Chamar de colateral positivo algo que pode ser permanente, e apresentar como questão de gosto, é o que faz a próxima leitora continuar depois do primeiro sinal. Uma coisa é alguém escolher aceitar um efeito permanente sabendo que ele é permanente. Outra é aceitar achando que é reversível. Aproveito para acrescentar uma verificação que vale para você, já que usou stanozolol por algumas semanas. Grave um mesmo parágrafo lido em voz alta e, se conseguir, uma escala cantada até a nota mais alta confortável, guarde com data e compare adiante. A gente não percebe a própria voz mudando porque a escuta por dentro do crânio, e o primeiro sinal não é a voz engrossar, é a perda das notas altas. Sobre o resto do que aconteceu no tópico, o @Locemar, o @Foston, o @Marcos...V e a @Sereiafit acertaram no essencial. Usar duas substâncias de uma vez no primeiro contato realmente impede saber qual delas está causando o quê, e você viveu exatamente isso, porque ficou sem saber se a queda veio do stanozolol, da oxandrolona ou dos dois. E a orientação de interromper, que você seguiu, foi a certa. Acrescento um exame que ninguém pediu e que, na sua idade, importa mais do que na de uma mulher de vinte e cinco. Perfil lipídico. O stanozolol derruba o HDL de forma marcante, com quedas descritas em torno de trinta e três por cento, e isso não produz sintoma nenhum. Como o risco cardiovascular feminino aumenta justamente após a menopausa, esse é o efeito silencioso que mais pesa no seu caso. Vale dosar agora e repetir em dois a três meses para confirmar a recuperação. Junto disso, TGO, TGP e gama GT, porque o stanozolol é dezessete alfa alquilado. Uma última observação, sobre outro participante. @SANTOS 13, você escreveu que faz ciclos há um ano, com terapia dentro do ciclo, e que não teve problema nenhum. Preciso registrar uma coisa, com respeito, para quem lê. Ausência de efeito visível não é ausência de efeito. Queda de HDL, aumento de hematócrito, alteração de enzimas hepáticas e elevação de pressão arterial não produzem sintoma algum até muito tarde, e são justamente os que mais pesam em uso contínuo por anos. Sem exames periódicos, o relato de que está tudo bem descreve o que se sente, e não o que está acontecendo. E anastrozol contínuo em dose diária derruba o estradiol de forma sustentada, o que traz dor articular, queda de libido, humor ruim e perda de densidade óssea, esta última também silenciosa. Se você tem acompanhamento médico, vale pedir hemograma, perfil lipídico, transaminases, estradiol e, se o uso é contínuo, densitometria óssea. Adriana, encerro pelo que me pareceu o ponto de maior mérito do seu relato. Você percebeu o sinal, perguntou em vez de esperar passar, e interrompeu. Isso é exatamente o que a bula manda fazer e é o que preserva o que pode ser preservado. E vale dizer, sobre o seu objetivo, que você treina há mais de três anos, come bem inclusive nos fins de semana, e o próprio Locemar notou aumento de volume nas pernas. O que faltava, e você mesma escreveu isso, era uma dieta direcionada. Esse é o item que ainda não foi tentado, e é o único que não cobra o seu cabelo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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DURA+DECA+DIANA Ajuda!
@usuariodoidao, o @Arnaldo Santos. te deu orientações boas em vários pontos, e vou dizer quais são para você não jogar fora o que estava certo. Mas existe um erro estrutural no seu plano que ninguém viu, e ele inutiliza a sua terapia pós ciclo inteira. O erro é este. Você planeja iniciar a pós ciclo vinte e um dias depois da última aplicação de durateston. Só que você não vai usar apenas durateston. Você vai usar decanoato de nandrolona junto, nas mesmas dez semanas. O que manda no momento de começar a pós ciclo não é o composto principal, é o éster mais lento que você usou. E o decanoato de nandrolona é justamente um dos mais lentos em uso, com meia vida da ordem de seis a doze dias. Vinte e um dias depois da última aplicação, ainda há nandrolona circulando em quantidade suficiente para manter o seu eixo hormonal freado. O resultado prático é que você tomaria clomifeno e tamoxifeno enquanto o comando continua suprimido por outra substância. Você gastaria a pós ciclo inteira, sentiria que não funcionou, e provavelmente concluiria que precisa de doses maiores na próxima. Para nandrolona de éster longo, o intervalo antes de iniciar a pós ciclo precisa ser bem maior, e a única forma de saber o momento certo é dosar testosterona, LH e FSH em vez de contar dias no calendário. Esse é o ponto mais importante da minha resposta. O segundo é sobre o armazenamento do hCG, e aqui a informação que te passaram está errada em dois níveis. Foi dito que congelar resolve o problema de bactéria, porque em temperatura negativa bactéria não sobrevive. Isso não procede. Congelamento não mata bactéria, apenas interrompe a multiplicação. É exatamente por isso que laboratórios de microbiologia guardam cepas bacterianas congeladas por anos, justamente para mantê las vivas. Ao descongelar, o que estava lá volta a se multiplicar. É a água bacteriostática, com álcool benzílico, que cumpre esse papel, e não o congelador. E tem o segundo nível, que é mais direto. O hCG é uma glicoproteína, e congelar a solução reconstituída não é recomendado justamente porque os ciclos de congelamento e descongelamento danificam a estrutura da molécula. A orientação de armazenamento da solução reconstituída é geladeira, entre dois e oito graus, protegida da luz, com validade da ordem de trinta a sessenta dias conforme o diluente. Ou seja, você pode perder atividade do produto e ainda achar que o hCG não funcionou. Nesse ponto, o @Arnaldo Santos. te respondeu certo. Guardar o frasco inteiro reconstituído na geladeira é a conduta correta, e os prazos que ele citou estão na faixa que a literatura de armazenamento indica. A sugestão de separar em seringas e congelar é que era o problema. Some a isso a parte que você mesmo levantou, de viajar com a seringa congelada e ela descongelar no caminho. Uma solução proteica que descongela sem controle de temperatura e depois é aplicada é exatamente o cenário que se quer evitar. Se precisar transportar, o correto é bolsa térmica mantendo refrigeração, e não congelamento seguido de descongelamento no trajeto. Terceiro ponto, e este é de segurança do produto. Você perguntou se pode comprar hCG de uso veterinário, citou o Vetecor, e a resposta foi que sim, com indicação do Chorulon. Vale você saber, porque não foi dito, que os dois são produtos veterinários. Isso importa por um motivo concreto, que não é preconceito com veterinária. Medicamento de uso humano injetável é fabricado sob exigências específicas de esterilidade, de controle de endotoxinas, de teor do princípio ativo e de rastreabilidade de lote, voltadas para aplicação em pessoas. Produto veterinário segue outro conjunto de exigências, e a bula dele não responde por uso humano. Quando algo dá errado, não existe a quem recorrer, e não existe registro sanitário que ampare o uso. Agora, o que estava certo no tópico e vale manter. Usar anastrozol apenas se aparecerem sintomas de estradiol alto, em vez de preventivamente, é a conduta correta, e evita que você derrube o estradiol demais. Vale acrescentar que os sintomas de estradiol baixo, que são dor articular, queda de libido, dificuldade de ereção e humor ruim, se parecem com os de estradiol alto, e é por isso que a confirmação por dosagem importa antes de aumentar a dose do inibidor. O esquema de hCG começando na segunda ou terceira semana e encerrando uma semana antes da pós ciclo também está correto, e o motivo é que o hCG estimula o testículo mas eleva estradiol, o que mantém o comando freado. Por isso ele precisa sair de cena antes de os moduladores entrarem. Manter dose baixa e contínua durante o ciclo é a abordagem que preserva melhor a função testicular, e você percebeu sozinho o problema quando perguntou sobre o estímulo do LH. Boa pergunta. E fracionar a testosterona em mais aplicações, como o Arnaldo sugeriu, deixa o nível mais estável, porque o durateston tem uma fração de propionato que se esgota rápido. Sobre a silimarina e a metionina, dois comentários. A evidência de proteção hepática pela silimarina em uso de anabolizantes é fraca, e ela não substitui o único indicador que serve, que é dosar TGO, TGP e gama GT antes, durante e depois. A metionina não tem função definida nesse contexto, e ingestão alta de metionina eleva homocisteína, o que não é o que você quer somar a um protocolo que já mexe com risco cardiovascular. Se não houver oral dezessete alfa alquilado no seu ciclo, o fígado nem é o órgão em maior risco. Se houver, o que protege é limitar dose e tempo, e não suplemento. Agora as duas coisas que eu diria se você fosse meu paciente, e que ninguém disse. A primeira é a dose total. Somando quinhentos miligramas de testosterona com quinhentos de nandrolona, você chega a mil miligramas semanais no segundo ciclo, aos dezenove anos, com quinze meses de treino. Isso não é progressão, é salto. E o custo mais previsível disso é hematócrito, porque testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos e sangue mais viscoso traz risco trombótico próprio. Hematócrito e hemoglobina precisam ser medidos antes e durante, e valor muito alto é motivo para interromper, e não para ajustar dose. A nandrolona ainda acrescenta duas questões próprias. Por ser derivada de dezenove nor, ela tem atividade progestogênica e mexe com prolactina, o que produz aquela queda de libido e dificuldade de ereção que aparece mesmo com testosterona alta, e por isso prolactina entra na lista de exames. E o decanoato de nandrolona tem uma das janelas de detecção mais longas que existem em exame antidoping, descrita em até dezoito meses. Se houver qualquer chance de você competir em algo com controle, isso pesa. A segunda é a idade, e digo isso sem sermão. Aos dezenove anos, o seu eixo hormonal está na fase de maior produção natural da vida, e os relatos de eixo que não recupera se concentram justamente em quem começou muito cedo. Você já fez um ciclo aos dezoito e nunca dosou testosterona, LH e FSH depois dele. Ou seja, você não sabe em que estado o seu eixo ficou, e está prestes a dobrar a carga em cima de um sistema cuja situação atual você desconhece. Se houver uma única coisa a fazer antes de qualquer aplicação, é essa. Dosar testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina agora, oito meses depois do primeiro ciclo. Se o eixo não voltou, o segundo ciclo não é a decisão que está na mesa, e sim o tratamento disso. Vale registrar também que, desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Posso substituir o amido de milho (Maizena) por waxy maize?
@Laecio Rosado Jr., @Aviador, a explicação bioquímica dada aqui está correta, mas falta o dado que muda a resposta no caso do Laécio, e é justamente o oposto do que a fama do produto sugere. Vou pela química primeiro, porque ela é a chave. A amilopectina é uma molécula ramificada, com muitas pontas expostas. A amilose é linear e enovelada. As enzimas digestivas atacam pelas pontas, então mais ramificação significa mais pontos de ataque simultâneo e digestão mais rápida. Ou seja, quanto maior o teor de amilopectina, mais rápida a liberação de glicose no sangue, e não mais lenta. Isso inverte a suposição que costuma acompanhar o produto. O amido de milho ceroso, que tem noventa e oito a noventa e nove por cento de amilopectina, tende a produzir resposta glicêmica mais rápida e mais alta do que o amido comum, que tem uma fração de amilose. Em comparações diretas, amido de milho ceroso apareceu com índice glicêmico bem acima do de amidos ricos em amilose. Ele não é um carboidrato de liberação lenta, ele é o contrário disso. Existe uma ressalva importante, e ela explica boa parte da confusão. Alguns produtos de waxy maize passam por modificação industrial específica, com tratamento térmico e esterificação, que torna o amido de digestão lenta de verdade e reduz o pico de glicose. Nesses casos o comportamento é outro. O problema é que o rótulo comum não diz qual dos dois você tem em mãos. E é por isso, @Laecio Rosado Jr., que eu não daria a você a mesma resposta que se daria a outra pessoa. Você tem diabetes tipo dois. Para você, a diferença entre um carboidrato que sobe rápido e outro que sobe mais devagar não é detalhe de desempenho, é controle glicêmico. A resposta de que os dois se substituem e que basta escolher o mais barato vale para quem não tem alteração de glicemia. No seu caso, a troca pode alterar o pico de glicose no pré treino, para mais ou para menos dependendo do produto específico. O jeito de resolver isso não é discussão teórica, é medida. Você tem glicosímetro. Faça o seguinte, em dias equivalentes de treino. Meça antes de tomar, e depois aos trinta, sessenta e cento e vinte minutos, primeiro com a maizena, e depois, em outro dia, com o waxy maize. Duas ou três repetições de cada resolvem a dúvida com o seu corpo em vez de com a média dos outros. E leve esses números para a sua nutricionista. Aliás, o @Kami Back te deu o melhor conselho do tópico, que é seguir o que ela passou e levar a adaptação para o retorno. Acrescento o motivo, que é específico do seu caso. Se você usa medicação para diabetes, principalmente sulfonilureia ou insulina, o carboidrato antes do treino provavelmente não está ali só por energia, está ali para evitar hipoglicemia durante o exercício. Trocar por conta própria um item que tem essa função é diferente de trocar um item que está ali só por caloria. Ela precisa saber. Já que estamos no pré treino, dois comentários sobre os outros itens. Sobre o BCAA, se a sua ingestão diária de proteína está adequada, ele não acrescenta nada, porque os aminoácidos que ele fornece já vêm em quantidade muito maior nos alimentos e no whey. É o suplemento com a maior distância entre popularidade e evidência. Sobre o chá de hibisco, vale um aviso prático e não um alarme. Ele tem efeito de redução de pressão arterial descrito, e por isso merece atenção em quem já usa anti hipertensivo, situação comum em quem tem diabetes tipo dois. Se você usa alguma medicação para pressão, vale mencionar o hibisco na consulta. E o mais importante fica por último. Você escreveu que teve muito resultado com a dieta. Isso, em diabetes tipo dois, com treino cinco vezes por semana, é o fator que mais muda o seu prognóstico, muito mais do que qual amido está no copo. Perda de gordura e treino de força melhoram sensibilidade à insulina de forma consistente. Vale acompanhar hemoglobina glicada periodicamente, porque é ela que mostra se esse trabalho está aparecendo no controle da doença, e não só na balança. @Aviador, respondendo o seu ponto sobre preço. Para quem não tem alteração glicêmica, a diferença prática entre os dois é pequena e não justifica a diferença de preço. A maizena resolve. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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DÚVIDA SOBRE DIETA
@MesoMonstro, você fez duas perguntas objetivas e recebeu uma cobrança de prioridades no lugar da resposta. Vou responder as duas, e depois apontar uma coisa na sua dieta que é bem mais importante do que qualquer uma delas. Primeira pergunta, se cortar sorvete, refrigerante e salgadinho já ajuda. Sim, ajuda, e não é pouco. Não porque esses alimentos sejam venenosos, mas porque eles entregam muita caloria com pouca saciedade e quase nenhuma proteína ou micronutriente. Tirando eles, você libera espaço calórico para comida que sustenta. Isso vale como primeiro passo real. Segunda pergunta, se vale tomar whey no seu caso. Vale, e vou discordar diretamente da ideia que te deixou em dúvida. Você escreveu que dizem que suplemento só se torna útil com uma boa dieta, e que esse não é o seu caso. Isso está invertido. O whey é justamente uma solução de logística, ou seja, proteína que não precisa de preparo, de geladeira nem de tempo. Quem tem cozinha, tempo e marmita é quem menos precisa dele. Você, que sai às seis da manhã e volta às nove da noite, é exatamente o perfil para quem ele resolve um problema concreto. Agora o ponto que ninguém olhou, e que é o mais importante deste tópico. Você listou tudo o que come no dia. Fazendo a conta aproximada dessa lista, dois ovos, uma maçã de manhã, seis bolachas água e sal, cento e cinquenta gramas de arroz, quatrocentas gramas de feijão, alface, outra maçã à tarde e duzentas gramas de frango com salada, você está por volta de mil e quatrocentas calorias por dia. Talvez algo mais nos dias em que tem carne no almoço. Para um rapaz de dezoito anos, um metro e setenta e nove, setenta e três quilos, que treina e ainda passa quinze horas fora de casa, isso é bem abaixo do que o seu corpo gasta. Não é uma dieta apertada, é subalimentação. Isso muda completamente a sua pergunta. Você perguntou sobre whey achando que o seu problema era proteína. A proteína está por volta de cem gramas, que não está ruim, e ficaria boa com uma dose de whey. O que está faltando de verdade é comida, no total. E é por isso que você não vê resultado. Não é falta de dieta, é falta de energia disponível para construir qualquer coisa. E aqui está a boa notícia, considerando a sua rotina. Resolver isso não exige marmita nem tempo de cozinha. Exige densidade calórica, ou seja, comida que ocupa pouco espaço na mochila e entrega bastante. Coisas que funcionam nesse cenário. Pão com pasta de amendoim. Castanhas e amendoim, que rendem muita caloria em pouco volume. Leite integral, que junta proteína e caloria e não precisa de preparo. Ovos cozidos, que você já usa e pode dobrar a quantidade. Banana e outras frutas mais calóricas que a maçã. Azeite acrescentado ao arroz e ao feijão, que adiciona caloria sem aumentar volume nem exigir nada. E, no almoço da faculdade, repetir o arroz e o feijão nos dias em que não tem carne, em vez de aceitar o prato como veio. Uma observação sobre o seu treino das onze e meia. Você come às nove e meia uma maçã e seis bolachas, e treina duas horas depois. É pouquíssimo combustível. Trocar isso por algo mais substancial, como pão com pasta de amendoim ou uma vitamina, muda bastante a qualidade do treino, e é o ajuste mais barato que existe na sua rotina. Tem um último item, e é o único do seu relato que merece cuidado de verdade. Você escreveu que toma quatro a cinco litros de água por dia e, na mesma mensagem, que a comida da universidade quase não tem sal. Essas duas informações juntas merecem atenção. Sódio muito baixo somado a ingestão de água muito alta pode diluir o sódio do sangue, e os sinais disso são dor de cabeça, náusea, confusão mental, cansaço fora do normal e cãibras. É pouco provável que você chegue a isso sendo jovem e saudável, e não quero te assustar, mas vale saber, porque a combinação existe na sua rotina e porque a sua dieta atual, além de pobre em calorias, provavelmente também é pobre em sódio. Quatro a cinco litros não é uma meta que você precise perseguir. Beber conforme a sede, e um pouco mais em dia de treino e de calor, resolve. Por fim, sobre a resposta que você recebeu. É verdade que prioridade importa, mas o seu problema não era falta de vontade. Você tinha uma dieta organizada, com horários definidos, comida de verdade e nenhuma bobagem, montada em cima de uma rotina de quinze horas fora de casa. Isso é o oposto de descaso. O que faltava era informação, e a informação é essa. Coma mais. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Tamoxifeno tpc 20mg ou 40?
@Lucasmk9999, a sua pergunta principal foi bem respondida, e o exemplo um é mesmo o esquema mais usado. Mas passaram três outras coisas neste tópico que precisam de correção, e uma delas é a que menos parece perigosa. Começo por ela, que é a vitamina E. Foi sugerido manter mil a mil e duzentas unidades internacionais por dia, do começo do ciclo até o fim da pós ciclo. Essa dose merece um alerta. Uma meta análise publicada nos Annals of Internal Medicine reuniu ensaios com dose alta, acima de quatrocentas unidades diárias, e encontrou aumento de mortalidade por todas as causas, com relação de dose e resposta a partir de cerca de cento e cinquenta unidades por dia. É justo dizer que esse achado foi contestado depois, e uma meta análise posterior, com muito mais estudos, não encontrou efeito sobre mortalidade. Então esse ponto específico está em disputa e eu não vou apresentá lo como fechado. O que não está em disputa é outro dado, e ele é mais relevante para homem. O estudo SELECT, que é um ensaio grande e randomizado, acompanhou homens usando quatrocentas unidades diárias por sete a doze anos e encontrou aumento de dezessete por cento na incidência de câncer de próstata. Some a isso que mil a mil e duzentas unidades ficam na região do limite superior tolerável estabelecido para adultos, e que a vitamina E em dose alta interfere na coagulação e aumenta risco de sangramento. E aqui está o ponto que fecha o raciocínio. Não existe demonstração de que a vitamina E cumpra a função que se espera dela nesse contexto, nem de proteção hepática, nem de proteção do eixo, nem de recuperação da produção própria. Ou seja, é uma dose alta, mantida por meses, com risco documentado e sem benefício documentado para o que se está tentando fazer. É o pior arranjo possível, e passou aqui como se fosse um detalhe inofensivo. O segundo ponto é o tribulus, e nisso o @Fellipe Rech estava certo ao dizer que não ajuda em nada. Vale registrar o dado, porque a substância continua sendo vendida para essa finalidade. Uma revisão sistemática de ensaios clínicos reuniu dez estudos e oito não mostraram alteração significativa no perfil androgênico. Estudos em animais mostraram aumento de testosterona, e foi daí que veio a fama, mas isso não se reproduziu em humanos. O terceiro ponto é sobre o hCG, e aqui eu discordo do encaminhamento, ainda que o raciocínio por trás dele tenha fundamento. O hCG imita o LH e estimula o testículo diretamente, então ele de fato ajuda quando o testículo está parado há tempo. O problema é o momento. Usado dentro da pós ciclo, junto com o tamoxifeno, ele trabalha contra o objetivo, porque a estimulação do testículo pelo hCG aumenta a produção de testosterona e de estradiol, e é justamente esse estradiol que mantém o hipotálamo e a hipófise freados. Ou seja, você recupera o testículo enquanto mantém suprimido o comando que precisava voltar a funcionar. A lógica coerente é usar o hCG antes, encerrando o uso antes de iniciar os moduladores, para então deixar o eixo religar sozinho. Recomendar hCG em caixa alta, sem essa distinção, é o tipo de coisa que faz alguém prolongar a supressão achando que está acelerando a recuperação. @monsters, sua pergunta sobre reduzir o esforço no treino durante a pós ciclo nunca foi respondida direito, e a resposta é não. Reduzir estímulo é justamente o que faz perder massa, porque na pós ciclo a testosterona está no ponto mais baixo e o estímulo mecânico do treino passa a ser o principal sinal que sustenta o tecido. O que muda é a capacidade de recuperação, que cai, então faz sentido ajustar volume e frequência e manter a intensidade, dormir bem e não cortar calorias agressivamente nesse período. Mas treinar leve na pós ciclo é o caminho mais rápido para perder o que se ganhou. @Kuka, sua pergunta ficou com uma resposta que precisa ser corrigida, e é a correção mais importante deste tópico depois da vitamina E. Foi dito que, se a substância estimula a produção natural, não há com o que se preocupar. Esse raciocínio não se sustenta. Origem endógena diz respeito a de onde vem o hormônio, e não ao efeito que ele produz. Se alguma coisa realmente elevasse a testosterona de forma significativa, ela produziria as mesmas consequências, incluindo conversão em estradiol. E se não eleva, então não havia motivo para tomar. Nos dois casos, a frase não protege ninguém. No seu caso específico, sobre tomar tamoxifeno sem estar em ciclo, a resposta é que não faz sentido e não é isento. O tamoxifeno é medicamento de prescrição, com risco de eventos tromboembólicos e efeitos oculares descritos, e não é algo que se use preventivamente. E sobre os produtos que você mencionou, a crisina é apresentada como inibidor de aromatase, mas praticamente não é absorvida por via oral, o que inviabiliza o efeito pretendido, e a evidência para Eurycoma longifolia em humanos é limitada e de qualidade baixa. Ou seja, você estaria tomando um medicamento de verdade para conter o efeito de produtos que provavelmente não estão produzindo efeito nenhum. @dhemesson, você fez duas perguntas e a segunda ficou sem resposta. Vou pelas duas. Sobre a libido, o @Arnaldo Santos. te deu a orientação certa quanto ao mecanismo. O stanozolol suprime a produção própria de testosterona e não repõe a função dela, e por isso a queda de libido é esperada e não foi azar seu. Mas tem uma parte da sua pergunta que precisa de ajuste. Você pediu um ciclo para perder gordura, e nenhum anabolizante queima gordura. Eles atuam no receptor androgênico aumentando síntese de proteína muscular, e não mobilizam gordura do tecido adiposo. Quem parece mais seco depois de um ciclo mudou a proporção, ganhando músculo e perdendo água subcutânea. A gordura sai por déficit de energia, e não existe atalho farmacológico para isso nessa classe. Sobre os exames, a resposta de pesquisar no fórum não te serviu, então aqui vai a lista. Antes, hemograma completo, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT, glicemia e insulina de jejum, ureia e creatinina, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina, TSH e PSA se tiver mais de quarenta anos, além de pressão arterial aferida em casa por vários dias. Durante, hematócrito e hemoglobina, perfil lipídico e transaminases. E, algumas semanas depois da pós ciclo, testosterona total, LH e FSH, que é o único jeito de saber se o eixo voltou. Sem essa última dosagem, a pós ciclo vira um ritual cumprido às cegas. E, sobre não haver endocrinologista na sua cidade, um ajuste. Esses exames são pedidos por qualquer clínico geral, inclusive na rede pública, e você não precisa expor um plano de ciclo para pedir uma avaliação de rotina de saúde metabólica e hormonal. O que você não vai encontrar, e não é questão de cidade pequena, é prescrição para essa finalidade, porque desde abril de dois mil e vinte e três a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo feminino de Stano para superar estagnação
@Jaqueline Moraes, este tópico terminou bem, com você decidindo não usar, e o @Locemar te deu a informação central quando disse que esteroide nenhum queima gordura. Quero acrescentar o porquê disso, e principalmente responder a pergunta que ficou aberta, que é o que fazer com a estagnação em si. Porque isso é o que ninguém chegou a resolver. Primeiro, o mecanismo, porque ele te protege de acreditar na próxima promessa. O que a balança mostra é a soma de tudo o que existe no corpo. Esteroide anabolizante atua no receptor androgênico e aumenta a síntese de proteína muscular. Ele não tem ação lipolítica relevante, ou seja, não mobiliza gordura do adipócito. Quando alguém aparece mais definido depois de um ciclo, o que mudou foi o denominador, porque ganhou músculo e perdeu água subcutânea, e não porque a gordura foi queimada pela substância. A gordura sai por déficit de energia, e não existe atalho farmacológico para isso na classe dos anabolizantes. E o stanozolol especificamente, que é o que te ofereceram, é das substâncias mais virilizantes por miligrama entre as usadas. Você teria assumido o maior risco de virilização da lista para obter justamente o efeito que ele não produz. A decisão de devolver o frasco à gaveta foi a mais acertada do tópico. Agora o que realmente importa, que é o seu platô. Você deu, sem perceber, três informações que explicam quase tudo. A primeira é a mais importante, e é fisiológica. Você saiu de sessenta e cinco para cinquenta e seis quilos, relaxou e voltou para sessenta e quatro, notando mais gordura do que antes. Isso não é falta de disciplina sua, é um padrão descrito. Depois de perda de peso, o gasto energético de repouso cai mais do que o previsto apenas pela redução de tamanho corporal, e essa adaptação persiste por bastante tempo. Junto disso, a fome aumenta por alteração dos hormônios que regulam apetite. Ou seja, quando você volta a comer como antes, o corpo está gastando menos e pedindo mais. E o peso recuperado tende a vir com proporção maior de gordura do que a que foi perdida. Você viveu exatamente isso, e é por isso que a segunda tentativa parece mais difícil que a primeira. Não é impressão. A segunda informação é que você faz meia hora de cardio de intensidade média e escreveu que, lendo os outros, parecia que não fazia quase nada. Isso merece uma correção, porque a conclusão que você tirou não é a certa. O problema não é a quantidade de cardio. Meia hora de cardio queima muito pouco em relação ao total do dia, e a tentativa de resolver déficit aumentando cardio é a rota mais cansativa e menos eficiente que existe. O que determina o resultado é a ingestão, e depois dela o gasto do dia inteiro fora do treino, que é o quanto você anda e se movimenta ao longo das horas, e que costuma cair silenciosamente quando alguém está em dieta há muito tempo. A terceira é que você treina há dois anos e meio e nunca usou nada. Isso significa que você provavelmente está ganhando massa magra enquanto perde gordura, e essas duas coisas se cancelam na balança. É a explicação mais simples e mais provável para peso parado com aspecto mudando. Por isso, o instrumento errado aqui é a balança sozinha. Vale medir cintura com fita métrica sempre no mesmo ponto e no mesmo horário, e tirar fotos mensais nas mesmas condições. Já vi muita gente desistir de um processo que estava funcionando porque olhou só para um número. Preciso corrigir uma parte das sugestões que apareceram para quebrar o platô. Aeróbio em jejum não produz mais perda de gordura do que aeróbio alimentado quando a ingestão total é a mesma. Revisões sistemáticas com meta análise mostram que o jejum aumenta a oxidação de gordura durante a sessão, mas isso não se traduz em maior oxidação nas vinte e quatro horas nem em maior perda de gordura ao longo do tempo. O corpo compensa no resto do dia. Então aeróbio em jejum é uma questão de preferência e de conforto, não uma estratégia superior. O mesmo vale para dieta baixa em carboidrato. Quando proteína e calorias são equiparadas, a perda de gordura é semelhante à de outras distribuições de macronutrientes. Ela funciona para quem se adapta melhor a ela e sente menos fome, e isso é uma vantagem real, mas não por uma propriedade metabólica especial. Treino intervalado de alta intensidade também é ótima ferramenta, principalmente por render mais em menos tempo, mas não escapa da mesma conta. E tem um ponto que precisa ser dito com clareza, porque você mencionou que o que te incomoda é a gordura abdominal. Não existe redução localizada. Não dá para escolher de onde a gordura sai, porque a mobilização é sistêmica e a ordem em que cada região responde é determinada em boa parte pela sua genética e pelo seu perfil hormonal. A região que mais incomoda costuma ser a última a ceder. Isso não significa que não vai ceder, significa que ela é o indicador atrasado do processo e não o alvo dele. Sobre a sua decisão de marcar um nutricionista, é o passo certo, e vale chegar com algumas informações prontas para render mais a consulta. Registre tudo o que come por sete dias, incluindo fim de semana, bebidas e o que você prova cozinhando, porque essa parte costuma ser onde a diferença mora. Anote quantas horas dorme, porque sono curto aumenta fome e piora aderência. E leve a informação de quanto tempo você treina e quanto de proteína consome por dia, porque proteína adequada é o que protege a massa magra durante o déficit e é o item que mais frequentemente está baixo. Um ajuste que eu sugeriria olhar com essa profissional, e que costuma resolver platô sem exigir nada heroico. Passar um período em manutenção calórica antes de retomar o déficit. Passar meses seguidos em restrição é o que mais alimenta a adaptação que descrevi, e um intervalo em manutenção tende a melhorar a resposta quando o déficit volta, além de tornar o processo sustentável. Por fim, sobre a frase com que você encerrou, de que a pressa é inimiga da perfeição. Eu diria uma versão um pouco diferente. O seu problema nunca foi velocidade, foi instrumento. Você estava tentando resolver com farmacologia um problema de energia e de método, e nenhuma dose resolveria isso. Duas coisas ficaram claras no seu relato, que é que você emagreceu antes sem usar nada, e que você teve o produto em mãos e não usou. As duas juntas dizem bastante sobre a sua chance de chegar onde quer. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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ciclo mulher com 30 mg de oxandrolona e 20 mg de testosterona por dia
@Aliniie, você fez a pergunta certa, porque achou a dose forte e resolveu checar antes de tomar. Essa intuição estava correta, e existe um número que ninguém colocou aqui e que mostra o tamanho da coisa. Não é a oxandrolona o problema principal do seu caso. É a testosterona. Uma mulher saudável, em idade fértil, produz por dia cerca de trezentos microgramas de testosterona somando ovário e suprarrenal. Isso é zero vírgula três miligrama por dia. E a dose usada em tratamento hormonal feminino, quando existe indicação, é justamente essa faixa, com adesivos de cento e cinquenta a trezentos microgramas diários, escolhidos exatamente para repor o que o corpo faria. A sua prescrição é de vinte miligramas por dia. Isso é da ordem de dezenas de vezes a sua produção diária inteira. Mesmo considerando que a absorção por via oral ou sublingual não é completa, e portanto nem tudo chega à circulação, você continua muito acima de qualquer faixa de reposição. Não é uma dose alta, é outra categoria de dose. E na sua conta de tomar uma cápsula em vez de duas, os dez miligramas restantes ainda são cerca de trinta vezes a sua produção diária. Reduzir pela metade foi um instinto bom, mas não resolve o problema, porque o ponto de partida está muito distante. Isso responde diretamente o seu medo do cabelo. Queda de cabelo em mulher por androgênio é dose dependente, e é justamente o efeito que pode não voltar ao que era, porque envolve miniaturização do folículo. Com vinte miligramas diários, você estaria no cenário de maior risco possível para exatamente aquilo que você mais teme. Tem um segundo problema no formato da prescrição, e ele é prático. As duas substâncias estão dentro da mesma cápsula, em proporção fixa. Isso significa que você não consegue ajustar uma sem mexer na outra. Se aparecer um sinal ligado à testosterona, você não tem como baixar só a testosterona, e é por isso que a sua saída foi cortar a cápsula inteira pela metade. Do ponto de vista clínico, combinar dois hormônios em dose fixa numa única cápsula tira do paciente e do médico a possibilidade de titular, e essa é uma limitação séria quando se está justamente vigiando efeito adverso. Sobre a oxandrolona, o @Foston te deu a informação certa. A faixa em que se costuma trabalhar em mulher, com risco bem menor, é de cinco a quinze miligramas por dia, e trinta é o dobro do topo dessa faixa. O fracionamento a cada doze horas que ele indicou também está correto, porque a meia vida é de cerca de nove horas. E aqui vem um ponto seu que ninguém comentou e que eu não deixaria passar. Você contou que já usou quarenta miligramas de oxandrolona por dois meses em dois mil e quinze. Essa foi uma exposição bastante alta e razoavelmente longa. Antes de qualquer coisa nova, vale verificar a sua voz, e não pela sua própria impressão, porque a gente escuta a própria voz por dentro do crânio e o cérebro se acostuma com mudança gradual. Grave um mesmo parágrafo lido em voz alta e, se conseguir, uma escala cantada até a nota mais alta confortável, guarde com data, e pergunte a duas pessoas próximas se notaram diferença. O primeiro sinal de virilização vocal não é a voz engrossar, é a perda das notas altas, seguida de rouquidão e aspereza. Junto disso, vale um perfil lipídico, porque a oxandrolona derruba o HDL de forma relevante e isso não dá sintoma nenhum. Preciso corrigir uma informação categórica que ficou no tópico, porque outras leitoras vão chegar aqui pela busca. Foi dito para nunca usar esteroides junto de anticoncepcional, sob pena de trombose. No seu caso não se aplica, porque você nunca usou. Mas a orientação, como regra geral, causa mais dano do que evita. O risco de trombose associado à pílula combinada é da ordem de oito a quinze casos por dez mil mulheres por ano. Só que a gravidez traz risco de cinco a vinte, e o pós parto, de quarenta a sessenta e cinco na mesma medida. Ou seja, quem interrompe o contraceptivo para evitar trombose, e engravida, acaba assumindo um risco igual ou maior do que aquele de que estava fugindo. E várias dessas substâncias são contraindicadas na gravidez por risco de masculinização de feto feminino, sendo a oxandrolona categoria X. Se a preocupação for hormônio, existe o dispositivo intrauterino de cobre, que não é hormonal. Essa conversa é com a ginecologista, e a conduta certa nunca é simplesmente parar o método. Sobre a farmácia, uma ressalva ao que foi dito. Farmácia de manipulação regularizada é, em regra, confiável, mas confiável não é o mesmo que uniforme, e a Anvisa já identificou desvios de teor em manipulados. Vale pedir o laudo do princípio ativo e o certificado de análise, que a farmácia é obrigada a fornecer. E existe algo mais importante que a farmácia, que é a mudança na regra depois deste tópico. Em abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três passou a vedar a prescrição de hormônios androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. E, em outubro de dois mil e vinte e quatro, a Anvisa suspendeu a manipulação, a comercialização, a propaganda e o uso de implantes hormonais manipulados, os chamados chips da beleza. O motivo não foi burocrático. Foi ausência de eficácia comprovada para esse uso, somada a complicações que incluem aumento de risco de acidente vascular cerebral, dislipidemia, hipertensão e arritmias. Ou seja, a prescrição que você recebeu, hoje, não seria permitida. Um último ponto, dito com cuidado, porque envolve a sua confiança em quem te atendeu. Você mencionou que o médico indicou a farmácia onde encomendar. Isso não é irregular por si só, mas é um arranjo que merece atenção, porque quem decide o que você precisa não deveria ter interesse em onde você compra. Some a isso a observação do @Foston de que vieram junto vários fitoterápicos e outras medicações que encarecem bastante a fórmula, e vale perguntar, item por item, para que serve cada um e qual a evidência de cada um. O que eu faria no seu lugar, concretamente. Não começar essa fórmula. Voltar ao consultório com uma pergunta objetiva, que é qual a justificativa para vinte miligramas diários de testosterona numa mulher cuja produção normal é de zero vírgula três. A resposta a essa pergunta vai te dizer muito sobre o acompanhamento que você está recebendo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Enzimas corporais: a nova aliada no refinamento do contorno corporal
Eu escrevi uma matéria sobre enzimas, desde o famoso Lipostabil que foi muito comentado no fórum na década passada, era uma febre nas clínicas de estética na época: @Talita Spineli se puder ler e comentar com base na sua prática, seria muito enriquecedor! Muitas vezes a prática pode ser mais interessante do que as teorias, pode até mudar as teorias...
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ciclo curto testenat x stanozolol oral
@Abner012, você perguntou como foi o ciclo e ficou sem resposta. O relato para de forma abrupta no meio, e não temos como saber o desfecho. Mas dá para responder a pergunta que está por trás da sua, que é se esse protocolo valia a pena. E a resposta é não, por um motivo técnico que ninguém apontou no tópico inteiro. O protocolo era quatro semanas de testosterona injetável, uma aplicação por semana, junto com stanozolol oral. O problema é o seguinte. Testosterona de éster longo, como o enantato, não atinge o nível estável no sangue de imediato. Ela vai se acumulando a cada aplicação e só estabiliza depois de quatro a cinco meias vidas, o que dá algo em torno de quatro a cinco semanas com aplicação semanal. Ou seja, num ciclo de quatro semanas, a pessoa encerra exatamente no ponto em que o nível estava finalmente chegando onde deveria. E o efeito colateral não segue esse mesmo relógio. A supressão do eixo hormonal começa nas primeiras semanas, bem antes de a concentração estabilizar. Então o desenho é o pior possível. Você paga a supressão inteira e recebe só a parte inicial do benefício. Se alguém decide usar éster longo, o tempo mínimo que faz sentido é bem maior que quatro semanas, e quem quer ciclo curto de verdade usa éster curto, como o propionato. Tem um segundo ponto no mesmo protocolo. O stanozolol entraria duas semanas antes da testosterona. Isso significa duas semanas suprimindo a produção própria sem nenhuma testosterona reposta. É o pior arranjo possível, porque o stanozolol suprime o eixo e não substitui a função da testosterona no corpo. Costuma dar queda de libido, disposição ruim e humor ruim justamente nesse intervalo. O @ippo estava certo ao dizer que não gostava de ciclo sem testosterona e que era melhor manter a testosterona desde o começo. Sobre a dose de stanozolol oral, cinquenta miligramas dia sim dia não não é dose de iniciante. O stanozolol é dezessete alfa alquilado, ou seja, modificado para sobreviver à passagem pelo fígado, e é justamente essa modificação que o torna hepatotóxico. E ele derruba o HDL de forma marcante, com quedas descritas em torno de trinta e três por cento, o que não produz sintoma nenhum e por isso passa despercebido. Aproveito para corrigir uma leitura que aparece no relato e que se repete muito por aqui. Ele comemorou quatro quilos na primeira semana e depois escreveu, ele próprio, que talvez fosse psicológico porque nem devia ter começado a fazer efeito. A intuição dele estava certa. Ganho de peso nessa velocidade não é massa muscular, porque não existe síntese de tecido nesse ritmo. É água, glicogênio e conteúdo intestinal, principalmente quando a pessoa aumenta bastante a ingestão de comida e de carboidrato ao mesmo tempo. Vale notar inclusive que o stanozolol é conhecido por não reter água, o que reforça que aquele peso veio da alimentação e não da substância. Isso importa porque é o ponto em que muita gente conclui que o ciclo está funcionando muito bem e decide aumentar dose ou estender o tempo, com base num número da balança que não representa tecido novo. Faltou também, no tópico inteiro, qualquer menção à terapia pós ciclo. Não houve plano nenhum para restabelecer a produção própria depois, nem dosagem de testosterona, LH e FSH para verificar se o eixo voltou. Sem essa dosagem, a pessoa simplesmente não sabe em que estado ficou. E o dado que mais pesa, e que passou completamente batido, é a idade. Ele tinha dezoito anos, com pouco tempo de treino, e saiu de cinquenta e nove para setenta e quatro quilos só com alimentação e treino, o que é um resultado excelente. Nessa faixa etária, as placas de crescimento em muitos homens ainda não fecharam por completo, e uma vez fechadas não reabrem. Além disso, o eixo hormonal está na fase de maior produção natural da vida, e os relatos de eixo que não se recupera se concentram justamente em quem começou muito cedo. @Abner012, se a sua pergunta tem a ver com um plano seu, vale considerar tudo isso. E se for esse o caso, o mais útil que posso oferecer é o seguinte. Um protocolo que suprime o eixo por semanas e entrega pouco, com hepatotoxicidade e queda de HDL, e sem pós ciclo nem exames, não é um ciclo mal executado, é um desenho que não tinha como dar certo. Registro ainda, para quem chega hoje, que desde abril de dois mil e vinte e três a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. Um detalhe menor, já que a dieta foi discutida. O @Oryon estranhou com razão os vinte gramas de creatina por dia. A dose de manutenção é de três a cinco gramas diárias, e o protocolo de saturação com dose alta não é necessário, apenas antecipa em algumas semanas o mesmo resultado final. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.