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  2.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Meu xixi tá rosa é comum usando o GH ?
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  12. @Adriana Kirchhoff, para você e para quem chegar aqui com urina rosada, alguns pontos ajudam a organizar a investigação. Urina rosa ou avermelhada tem três causas principais, e o exame de urina simples separa bem cada uma. A primeira é sangue, a hematúria. Com histórico de cristais no rim, a hipótese mais provável é um cálculo se movendo e irritando o caminho, como o @Apollo Galeno e o @hallspreta disseram. A segunda é mioglobina, a proteína que sai do músculo quando há lesão muscular forte, por treino muito intenso ou desidratação. Na fita, ela dá positivo para "sangue", mas no microscópio não aparecem hemácias, e a cor costuma puxar mais para marrom. Esse quadro é a rabdomiólise, que pede atendimento rápido e exame de CK, porque pode lesar o rim. A terceira é alimento ou corante, como beterraba e alguns remédios, sem gravidade. O seu histórico tem um detalhe que pesa muito: a cirurgia bariátrica. Depois de alguns tipos de bariátrica, principalmente o bypass, o intestino passa a absorver mais oxalato, e o risco de cálculo renal de oxalato de cálcio aumenta bastante. Somado aos cristais que você já tinha, a uma dieta rica em proteína e à pouca água, isso explica bem o quadro. Vale pedir ao médico uma urina de 24 horas com oxalato, citrato e cálcio, porque a prevenção desse tipo de cálculo é específica. Inclui bastante água, cálcio junto das refeições para "prender" o oxalato no intestino e, às vezes, citrato. Sobre o exame de imagem, o raio-x mostra a maioria dos cálculos de cálcio, mas pode deixar passar os pequenos. O ultrassom e, principalmente, a tomografia sem contraste são mais sensíveis. Se o raio-x vier normal e o sangue na urina continuar, vale insistir na tomografia ou no ultrassom. Já sobre o branco da melancia, que o @Arnaldo Santos. sugeriu, não há evidência de que dissolva cálculos. O que funciona de verdade é beber água até a urina ficar clara ao longo do dia. E, como você notou, a dificuldade de perder peso depois da bariátrica tem explicação biológica e não é falta de esforço. Ferritina baixa, tireoide e a adaptação metabólica pós-cirurgia entram nessa conta. A equipe da bariátrica ou um endocrinologista com experiência em pós-bariátrico é quem melhor investiga isso. Parar a oxandrolona e o GH enquanto isso é investigado foi uma decisão sensata. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  13. @Luise Soares Pavezzi, a evolução nas fotos é clara, como todos comentaram. Mas um detalhe do seu relato é mais importante que o resultado e passou sem atenção: o glúteo "empedrado" e com secreção. Secreção saindo do local da aplicação não é a dor comum do estanozolol aquoso. É sinal de infecção, e o quadro mais provável é um abscesso. O estanozolol em suspensão, principalmente de origem duvidosa, tem cristais que irritam o músculo e, se o produto ou a técnica não forem estéreis, carrega bactérias para dentro. Se ainda houver um caroço duro, dor, vermelhidão, calor no local ou febre, mesmo um mês depois, vale procurar atendimento e mostrar a região. Abscesso profundo às vezes precisa ser drenado e tratado com antibiótico, e não se resolve sozinho. Às vezes, o que fica é só uma cicatriz fibrosa, sem infecção, mas só o exame diz qual é o caso. Sobre o local de aplicação, o @Locemar está certo: a ideia de que o estanozolol age mais onde é aplicado não procede. Ele cai na circulação e age no corpo todo. Revezar os pontos, como o @davidevh sugeriu, reduz a irritação, mas não resolve o problema de um produto contaminado. Dois pontos do protocolo merecem registro para quem lê. O primeiro é o exemestano seis vezes por semana. Em mulher que menstrua, ele não tem papel em ciclo de estanozolol e oxandrolona, que não viram estrogênio. Bloquear o estrogênio de uma mulher piora o colesterol, a densidade óssea e o humor. O segundo é a contracepção. Você contou que não usa nenhum método, e esteroides não impedem gravidez com segurança. Em gestação, podem masculinizar um feto do sexo feminino. Um método confiável é necessário em qualquer ciclo futuro. Você relatou também queda de cabelo, que é um efeito androgênico. É bom ficar atenta à voz e ao clitóris se decidir ciclar de novo. Sobre os braços, o @Locemar resumiu bem: diminuir o volume de treino direto e reduzir a gordura geral é o que muda o aspecto, já que o formato é muito genético. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  14. @Tamyres Pacheco, dá para começar a dieta de um jeito simples, sem remédio e sem passar fome. Mas, antes, vale olhar com atenção para a parte da saúde, porque ela muda algumas escolhas. A tromboflebite com varizes mostra que suas veias das pernas já estão sobrecarregadas. Três cuidados ajudam muito nisso. O primeiro é se movimentar, e começar no crossfit é positivo, porque a contração da panturrilha é o que empurra o sangue de volta. Só evite ficar muito tempo parada em pé ou sentada. O segundo é a contracepção: pílula, adesivo ou anel com estrogênio aumentam o risco de trombose, e, se você usa algum deles, vale conversar com o ginecologista sobre trocar por um método sem estrogênio. O terceiro é a hidratação e, se o vascular indicar, a meia de compressão. Avise também o professor do crossfit sobre a asma e a tromboflebite, para começar com cargas e intensidade progressivas. Sobre a gordura concentrada em coxas e bumbum, isso é comum em mulheres e responde à perda de peso, só que mais devagar que outras regiões. Mas, se as pernas doem ao toque, ficam roxas com facilidade e a gordura nelas não diminui mesmo quando você emagrece no resto, vale perguntar ao médico sobre lipedema, uma condição que é confundida com obesidade e tem manejo próprio. Para a dieta, o começo pode ser assim: Monte o prato com metade de legumes e verduras, um quarto de proteína, como frango, carne magra, ovo ou peixe, e um quarto de carboidrato, como arroz, feijão, batata ou mandioca. Coloque proteína em todas as refeições, inclusive no café da manhã, porque ela segura a fome por mais tempo. Corte primeiro o que é calórico e enche pouco: refrigerante, suco de caixinha, doces, frituras e salgadinhos. Faça três refeições principais e, se precisar, um ou dois lanches, com fruta, iogurte natural ou ovo cozido. Uma perda de 0,5 a 1 kg por semana, no seu peso, já é ótima e sustentável. Em poucos meses isso alivia bastante as pernas. Se quiser um cardápio inicial já com quantidades, o gerador de dieta do site faz uma simulação para você ajustar ao seu dia a dia: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  15. @Canas81, primeiro, parabéns pelos sete meses sem fumar. É a decisão com mais impacto na saúde que alguém pode tomar, e o ganho de peso que veio junto é comum e tem explicação. A nicotina acelera um pouco o metabolismo e reduz o apetite. Ao parar, o gasto cai e a fome aumenta, e muita gente troca o cigarro por beliscar. Em média, quem para de fumar ganha de 4 a 5 kg no primeiro ano, segundo uma revisão publicada no BMJ em 2012 (Aubin e colaboradores). Mesmo com esses quilos a mais, o saldo para o coração e os pulmões continua amplamente positivo. Sobre o clenbuterol, concordo com o @Apollo Galeno em não usar, mas por um motivo um pouco diferente. Ele não é inibidor de apetite. É um broncodilatador, que estimula os receptores beta-2. O risco principal não está nos pulmões, e sim no coração. Ele acelera os batimentos, pode causar arritmia, tremor e insônia e baixa o potássio. Há registros de intoxicação e de problemas cardíacos em quem usa para emagrecer. Para alguém de 37 anos, sedentário há seis anos, que ainda não fez nenhum exame cardiológico, o risco não compensa o efeito, que é pequeno. O caminho que funciona é o que o @Apollo Galeno descreveu, só que sem precisar de nada "severo". Um déficit moderado, de 400 a 500 kcal por dia, com proteína em todas as refeições porque ela dá mais saciedade, já leva a uma perda de 0,5 kg por semana em média. Ter à mão lanches que ocupam as mãos e a boca no lugar do cigarro, como fruta, cenoura, iogurte ou chiclete sem açúcar, ajuda nos momentos de vontade. E voltar ao exercício aos poucos, começando com caminhadas e algum treino de força duas ou três vezes por semana, aumenta o gasto e melhora o humor nessa fase. Se mesmo assim o peso não ceder, existem medicamentos aprovados para tratar a obesidade, que são prescritos e acompanhados por médico, com segurança muito maior que o clenbuterol. Vale levar isso a uma consulta. Para calcular quanto comer por dia para perder peso nesse ritmo, a calculadora de déficit do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/deficit/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  16. Hoje

  17. @Indiazinha23, entre as opções que você citou, o detalhe que mais deveria guiar a escolha está no seu primeiro relato: a "pouca alteração na voz" com o estanozolol. Junto com a diminuição dos seios, isso mostra que o seu corpo reagiu ao lado androgênico da droga. A voz é o efeito que mais costuma ficar permanente, porque as cordas vocais engrossam e não voltam ao tamanho anterior. Se ela já mudou um pouco uma vez, o próximo ciclo precisa ser pensado para não repetir isso. Por esse critério, o dianabol é a pior das duas ideias, e o @Locemar tem razão em não indicar. Ele é muito potente, retém bastante líquido, sobe a pressão e, em mulher, traz risco alto de virilização mesmo em dose pequena. O Primobolan tem fama de ser mais suave, e, na forma oral, não é 17-alfa-alquilado, então pesa menos no fígado que o estanozolol ou o dianabol. Mas ele continua sendo um derivado de DHT, com potencial de mexer na voz, nos pelos e no clitóris. Além disso, é um dos esteroides mais falsificados, então muitas vezes o comprimido vendido como Primobolan tem outra coisa dentro. Sobre não perder nada depois do ciclo, como o @Foston explicou, parte do ganho sempre vai embora quando a droga sai, porque ela sustentava um nível de hormônio que o corpo não mantém sozinho. O que fica é o que a dieta e o treino conseguem sustentar. Uma dieta flexível sem contar proteína e calorias é o ponto mais fácil de melhorar e o que mais ajuda a segurar o resultado. E uma regra prática para qualquer escolha: se a voz começar a ficar rouca, falhar ou engrossar, pare na hora, sem esperar o fim do ciclo. O mesmo vale para pelos no rosto e aumento do clitóris. O orientador de fármacos do site traz o perfil de cada um, com os colaterais em mulheres: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  18. @Eme Be, a sua pergunta é técnica e tem resposta, então vamos a ela. Nem a pinça nem a bioimpedância medem gordura. As duas medem outra coisa e estimam o percentual por meio de uma equação. A pinça mede a espessura da gordura logo abaixo da pele em alguns pontos, e a fórmula converte isso em densidade corporal e depois em percentual. A bioimpedância mede a resistência do corpo a uma corrente elétrica, que depende principalmente da quantidade de água, e a fórmula do aparelho estima a massa magra a partir disso. Como cada método erra para um lado, diferença entre eles é esperada. Em pesquisas, o erro de cada um costuma ficar entre 3 e 5 pontos percentuais em relação a métodos de referência como o DEXA. Uma diferença de 13 para 26, ou de 17 para 34, já é bem maior que isso e indica que pelo menos um dos dois está fora. Alguns motivos prováveis no seu caso: 13% de gordura para uma mulher é um valor muito baixo, perto do mínimo de atleta em pré-competição. Se o espelho não mostrava isso, a equação da pinça provavelmente estava subestimando. Várias equações de dobras foram criadas em populações específicas e erram mais em mulheres que acumulam gordura em quadril e coxa, regiões que nem todas as fórmulas valorizam. A bioimpedância, principalmente a de balança ou de mão, é muito sensível à hidratação, ao horário, à fase do ciclo menstrual e até a ter treinado ou comido antes. Também é sensível ao uso de esteroides, que mudam a distribuição de água e o glicogênio. E a fórmula do aparelho pode não ser feita para quem treina e tem mais músculo. O nome da equação usada na pinça faz diferença. Vale perguntar ao avaliador qual é, porque com as mesmas dobras o resultado pode variar vários pontos de uma fórmula para outra. Na prática, o percentual absoluto importa menos do que a tendência. Escolha um método, mantenha o mesmo protocolo e acompanhe a variação ao longo do tempo. Para a pinça, olhar a soma das dobras em milímetros, sem converter em percentual, é ainda mais confiável para comparar você com você mesma. Se quiser um número de referência, o DEXA é o mais preciso disponível. E fotos no mesmo padrão, como o @davidevh e o @Apollo Galeno sugeriram, completam bem essa leitura. As calculadoras de percentual de gordura do site mostram como diferentes equações chegam a números diferentes com os mesmos dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/calculadoras-percentual-gordura-corporal/
  19. @Lobeca, completando o que o @Apollo Galeno e o @davidevh explicaram, para quem chega aqui com a mesma dúvida sobre o que se julga no Men's Physique. A categoria não premia o abdômen mais seco nem o físico mais musculoso. Os jurados olham principalmente para o formato em V: ombros largos e redondos, dorsais abertas e cintura fina, com braços e peitoral proporcionais. Depois vem o condicionamento, que deve ser bom, com abdômen visível, mas sem o aspecto estriado e "seco demais" do bodybuilding. Em seguida, simetria e equilíbrio entre os lados, e por fim a apresentação: postura, caminhada, as viradas de frente e de costas, confiança no palco e aparência geral, que inclui cabelo, pele e bronzeado. As pernas ficam cobertas pela bermuda e praticamente não contam. Sobre o abdômen, o formato dos gomos é genético. Desalinhamento ou tamanho diferente entre eles não muda com treino, e os jurados sabem disso. O que se avalia é se a região está desenvolvida, definida e harmônica com o resto do tronco. Um abdômen grande e "robusto", como o @davidevh descreveu, pode pontuar bem se o V e a apresentação estiverem lá. E uma curiosidade que o tempo trouxe para este tópico: pouco depois dessa conversa, no Olympia 2018, o Jeremy Buendia, que vinha de quatro títulos seguidos, ficou em quarto lugar. O campeão foi o Brandon Hendrickson. O Buendia vinha de uma ruptura do peitoral logo após o Olympia de 2017, o que mostra que, nessa categoria, qualquer detalhe de proporção e acabamento decide. O orientador de categorias do site explica os critérios de cada divisão da NPC e da IFBB Pro, inclusive o Men's Physique: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/categorias-npc-ifbb-pro/
  20. @paulo Rogério martins, respondendo direto: não há interação conhecida relevante entre cobamamida e buclizina. Uma é uma forma de vitamina B12, e a outra é um anti-histamínico usado como estimulante de apetite. Elas agem por caminhos diferentes, e a combinação já existe em produtos vendidos juntos. Mesmo assim, a buclizina não é um remédio neutro. Ela costuma dar sonolência, boca seca e intestino preso, então não combina com dirigir, operar máquina ou somar com álcool e outros sedativos. Por ser um remédio, o ideal é que a nutricionista ou o médico que já acompanha você aprove a inclusão. Sobre a síntese proteica, você e o @davidevh têm, cada um, parte da razão. A B12 é necessária para o metabolismo de alguns aminoácidos, e quem tem deficiência melhora apetite, disposição e ganho de peso quando repõe. Mas, em quem tem a B12 normal, dar mais não aumenta a síntese de músculo. Por isso, se a nutricionista suspeitou de má absorção, o mais útil é confirmar com exame: dosagem de B12 no sangue, e, se vier baixa ou limítrofe, investigar a causa, como doença celíaca, gastrite, uso de remédio para estômago ou metformina. Se a absorção estiver mesmo comprometida, a B12 por via oral pode não resolver, e a injetável entra no lugar. E, para quem gasta muito e não tem fome, algumas estratégias costumam funcionar melhor que remédio: calorias líquidas, como vitamina de leite com aveia, banana e pasta de amendoim; alimentos densos, como azeite na comida, castanhas, queijos e granola; refeições menores e mais frequentes; e evitar beber muita água logo antes de comer. Somar 400 a 500 kcal por dia só com uma vitamina dessas já muda bastante o balanço. Para estimar quanto você realmente gasta por dia e quanto precisa comer, a calculadora de TDEE do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/tdee/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  21. @Feeh!!!, antes de começar a deca, o ponto mais importante do seu relato é a rouquidão que apareceu com só 10 mg de oxandrolona. Ela voltou ao normal, o que foi sorte, mas mostra que suas cordas vocais respondem aos androgênios mesmo em dose baixa. E a deca, como o @Locemar e o @Foston disseram, tende a ser pior nesse aspecto do que a oxandrolona. Há uma diferença prática que pesa muito para mulher. A oxandrolona é oral e sai do corpo em menos de um dia, então, se a voz começa a mudar, parar resolve rápido. A deca é um éster de depósito: depois de aplicada, continua sendo liberada por semanas. Se a rouquidão aparecer na terceira semana, você ainda terá semanas de exposição pela frente, sem como interromper. É por isso que, para quem já mostrou sensibilidade na voz, a deca é das escolhas mais arriscadas. O próprio tópico traz um relato de voz rouca e mais grave com apenas 35 mg por semana de deca, o que mostra que dose baixa não garante nada. Em mulher, esse é o efeito androgênico da nandrolona nas cordas vocais, e não algo a atribuir à testosterona. Nessa situação, a orientação segura é parar logo, porque a mudança na voz tende a ficar permanente se a exposição continuar. Sobre a deca "secar": não seca. Como o tópico já explicou, nenhum esteroide emagrece. A deca favorece retenção de líquido, e o que define o corpo é dieta e treino. @Rapunzel fit, sobre a TPC: mulher não faz TPC como homem. Em homem, a TPC usa tamoxifeno ou clomifeno para reativar o testículo. Em mulher, esses remédios agem no ovário e não fazem sentido nesse contexto. O que acontece depois do ciclo é a recuperação natural da menstruação, que pode levar semanas a alguns meses. Se ela não voltar em três meses, aí cabe avaliação com ginecologista, com dosagem de LH, FSH, estradiol, prolactina e testosterona. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. @PaolaVi.s2, sua última dúvida ficou sem resposta direta, então começo por ela. É normal a dieta de hipertrofia ter proteína parecida com a de emagrecimento. Na verdade, o déficit é a fase em que a proteína precisa estar mais alta, para proteger a massa magra. No ganho de massa, algo entre 1,6 e 2 g por quilo por dia já cobre o que o músculo usa, e as calorias extras vêm principalmente de carboidrato, que melhora o rendimento no treino. Se a nova dieta está nessa faixa para os seus 61 kg, ou seja, de 100 a 120 g por dia, está coerente. Sobre o DIU Mirena, vale uma correção, porque a decisão de retirar foi tomada com base nela. O que tem alguma evidência de atrapalhar o ganho de massa é a pílula combinada, com estrogênio. Ela aumenta a SHBG, a proteína que prende a testosterona, e reduz a parte livre. O Mirena libera levonorgestrel em dose baixa, quase todo dentro do útero, não tem estrogênio e não aumenta a SHBG. Não há base para dizer que ele impede ganho de massa. Se a retirada já está planejada por outros motivos, tudo bem, mas é importante que ela venha junto com outro método confiável. Tabelinha e coito interrompido, que o @Foston listou, têm taxa de falha alta, ainda mais com ciclo menstrual irregular. @karini Cardoso, sobre a sua pergunta: a nimesulida e a oxandrolona pesam ambas no fígado. A nimesulida tem alertas de lesão hepática e, junto com um esteroide oral, a soma não é boa ideia. Para dor de garganta e de ouvido, vale contar ao médico que você está usando oxandrolona para ele escolher outro remédio. E gel de testosterona a 3% é uma concentração alta para mulher. Rouquidão, pelos no rosto e aumento do clitóris são sinais para parar. Sobre a maltodextrina, que o @Batata... criticou: ela não é pior que açúcar. É um carboidrato de absorção rápida, útil em volta do treino para quem tem dificuldade de comer muito. O mel não traz vantagem relevante sobre ela. Para conferir a proteína com o seu peso e objetivo, a calculadora de proteína diária do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  23. @BrendaLee Sanches, para quem chega aqui no mesmo momento de vida, dois meses depois do parto, alguns pontos pesam mais do que a escolha da dose. O primeiro é o abdômen. Na gestação, os dois lados do reto abdominal se afastam, a diástase, e em muitas mulheres isso ainda não fechou aos dois meses. Para checar: deitada de barriga para cima, joelhos dobrados, levante só a cabeça e os ombros e apalpe a linha do meio do abdômen, acima e abaixo do umbigo. Se os dedos afundam num vão de dois ou mais dedos de largura, há diástase. Nesse caso, abdominal tradicional, prancha longa e cargas pesadas com a barriga "estufando" podem piorar o quadro, e o caminho é o fortalecimento do core profundo e do assoalho pélvico, de preferência com fisioterapeuta. É o que a @Sereiafit quis dizer com o core ainda estar se recuperando. Se o parto foi cesárea, a cicatriz interna também pede esse tempo, como o @Apollo Galeno perguntou. O segundo é a contracepção. Sem amamentar, a ovulação pode voltar já nas primeiras semanas após o parto, antes da primeira menstruação. A oxandrolona pode masculinizar um feto do sexo feminino, então um método confiável é obrigatório antes de começar qualquer ciclo. O risco de trombose fica aumentado nas primeiras semanas depois do parto, e isso influencia a escolha do método. O DIU costuma ser a opção mais simples nesse contexto, e o ginecologista ajuda a decidir. O terceiro é a dose. Como o @Foston e o @Arnaldo Santos. disseram, 20 mg por dia como primeiro ciclo é alta. Começar com 5 a 10 mg permite ver como o corpo reage. Se aparecer rouquidão, voz mais grave, pelos no rosto ou aumento do clitóris, o certo é parar, porque esses sinais podem não voltar. O tribulus não tem efeito comprovado sobre hormônios ou composição corporal em mulheres, e pode sair da lista. Por fim, a parte de dieta e treino. Low carb com musculação seis dias por semana, logo depois do parto e cuidando de um bebê de dois meses, com sono picado, tende a minar a recuperação. Um déficit moderado com proteína alta e quatro treinos bem feitos por semana costuma entregar mais nessa fase. E, se você esperar alguns meses treinando, como a @Sereiafit sugeriu, vai ter uma base muito melhor para decidir se o ciclo ainda faz sentido. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. @Monique Loo, o detalhe mais importante do seu relato está no começo e passou quase sem comentário: as duas semanas com "voz de pato" depois das 5 ampolas de deca. Aquilo foi virilização. Alteração de voz é o sinal que mais costuma ficar permanente, porque as cordas vocais engrossam e não voltam. No seu caso voltou, mas ter acontecido mostra que o seu corpo responde forte aos androgênios. Na oxandrolona, mesmo em 10 mg, qualquer rouquidão, voz falhando ou mais grave é motivo para parar na hora, e não no fim do ciclo. O mesmo vale para pelos no rosto e aumento do clitóris. Sobre a contracepção, uma correção ao que o @Foston disse: o problema de usar oxandrolona sem anticoncepcional não é trombose, e sim gravidez. A oxandrolona pode masculinizar um feto do sexo feminino, e a ovulação pode continuar mesmo com a menstruação irregular. Usar um método confiável durante o ciclo, como DIU ou preservativo sempre, é mais importante do que evitar a pílula. Agora a parte que mais vai mudar o seu resultado, que é dieta e sono. Você trabalha 12 horas à noite e dorme umas 4 horas à tarde, como o @Locemar apontou. Pouco sono derruba a recuperação e a construção de músculo mais do que qualquer ajuste na droga. Se der para somar mais um bloco de sono pela manhã, depois da primeira refeição, isso já faz diferença. Na alimentação, você não precisa virar "frango e batata-doce", como a @Befit disse. Precisa colocar proteína em todas as refeições, porque é isso que falta. Para 51 kg, uma meta de 90 a 100 g por dia já resolve. Algumas trocas simples no que você já come: Pão com patê vira pão com ovos mexidos, queijo ou frango desfiado. A barra de cereal das 7h vira iogurte natural com fruta ou um copo de leite com whey. Na marmita, garantir uma porção de carne, frango, ovo ou peixe do tamanho da palma da mão. Manter o arroz, o feijão, as batatas e as frutas, que são ótimos para quem quer ganhar peso. Com 10 refeições, distribuir isso fica fácil, e o ganho passa a vir mais de músculo do que de gordura. Se quiser um ponto de partida montado com as suas quantidades, o gerador de dieta do site faz uma simulação para você ajustar à sua rotina noturna: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  25. Mais útil do que decidir se uma marca inteira "presta" é saber avaliar produto por produto, porque, como o @mariocyreno mostrou com aquela lista, o mesmo fabricante pode ter um lote bom e outro reprovado. E o cenário muda bastante com os anos, como o @fisiculturismo lembrou. Para proteína, o que importa é a quantidade real por dose, e o truque mais comum é o "amino spiking": adicionar aminoácidos baratos, como glicina ou taurina, que inflam o teor de proteína no exame mais simples sem ser proteína de verdade. Os testes independentes que analisam o perfil de aminoácidos, e não só o nitrogênio total, são os que pegam isso. Um bom sinal é a marca divulgar o laudo do lote. Um mau sinal é preço muito abaixo da média para o mesmo teor declarado. Para creatina, o único tipo com evidência sólida é a monoidratada, de 3 a 5 g por dia. Versões "turbinadas" ou misturadas em hipercalórico não fazem melhor e costumam sair mais caras por grama de creatina. Um hipercalórico como o da pergunta original, com creatina, glutamina, whey e OKG, cobra caro por ingredientes que, com exceção da creatina e da proteína, têm pouca ou nenhuma evidência de efeito em quem já come o suficiente. Glutamina, OKG e inosina estão nesse grupo. E produtos com nome de "GH" não contêm hormônio do crescimento nem aumentam o GH de forma que faça diferença. São aminoácidos com rótulo sugestivo. Na prática, um bom whey, creatina monoidratada e, se precisar, um carboidrato simples resolvem quase tudo. O resto depende de a dieta estar organizada. Conferir se o produto está regularizado na Anvisa e se há análise independente recente do lote vale mais do que a fama da marca. O orientador de suplementos do site resume o que cada um faz e o que tem respaldo na literatura: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/suplementos/
  26. @devnull, para quem faz tratamento com receita, a falta do Durateston tem saída dentro da farmácia, sem precisar recorrer a produto de origem desconhecida. As alternativas registradas no Brasil são principalmente três. O cipionato de testosterona (Deposteron) é a troca mais direta, como o @bdan e o @Locemar lembraram. É um éster único, de ação um pouco mais longa que a média da mistura do Durateston, e costuma ser aplicado a cada uma ou duas semanas, conforme a dose. O undecilato de testosterona (Nebido) é aplicado a cada 10 a 14 semanas e dá níveis bem estáveis, mas é mais caro e tem aplicação mais delicada, feita devagar e em serviço de saúde. E o gel de testosterona, aplicado na pele todos os dias, evita picos e vales, mas exige cuidado para não transferir para outras pessoas pelo contato. O @Arnaldo Santos. tem razão no essencial: a molécula ativa é a mesma testosterona. O que muda é o éster, e o éster define a frequência de aplicação e o quanto os níveis oscilam. Por isso a troca não é só trocar a caixa. Dose e intervalo precisam ser ajustados pelo médico que prescreveu, e vale repetir testosterona total, hematócrito e estradiol algumas semanas depois da mudança para confirmar que o novo esquema ficou equivalente. E sobre o relato do @Lima Dennis: produto que tem cheiro e aparência de óleo de cozinha, sem garantia de origem, pode ter dose diferente da rotulada ou nenhuma, e o risco maior nem é a falta de efeito, e sim a falta de esterilidade. Abscesso no local da aplicação é uma complicação conhecida desse tipo de produto. Para tratamento, o caminho é o medicamento registrado, com receita. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  27. @Jackchandoait, pelo que você descreveu, o pessoal está certo em dizer para desencanar. Vale só organizar o raciocínio para quem chega aqui com a mesma dúvida. A ginecomastia verdadeira é crescimento da glândula, e a glândula se sente como um disco firme e elástico logo atrás do mamilo, centrado nele, às vezes sensível. Gordura é mole, se espalha pela região e não tem esse "botão" central. Apertar com a mão inteira sempre dá a sensação de alguma coisa, porque ali há gordura, músculo e pele. O teste que vale é o que o @Foston explicou: pinçar com dois dedos, de fora para dentro em direção ao mamilo. Se não há disco, não é glândula. Se ficar dúvida, o ultrassom das mamas resolve, como o @Bruno APC sugeriu. O mamilo mais projetado para frente, o chamado puffy nipple, é muito comum em homens magros e sem muito peitoral. Ele fica menos evidente quando o peitoral cresce embaixo e estica a pele, e não quando a pessoa emagrece mais. Por isso o jejum para tirar gordura do peito não faz sentido no seu caso. Com 1,78 m e 68 kg, seu peso está dentro do normal. Não chega a estar 10 kg abaixo, mas também não há gordura sobrando para perder. Emagrecer mais só tira o pouco de músculo que existe. O caminho é o que o @davidevh disse: comer um pouco acima da manutenção, com proteína em todas as refeições, e treinar força. Em casa, só com flexão, dá para progredir bastante variando a dificuldade. Comece com a flexão normal e passe para pés elevados numa cadeira, depois mãos mais próximas, depois descida lenta em três ou quatro segundos. Some mergulho entre duas cadeiras para peitoral inferior e tríceps, e algum exercício de puxar, como remada com mochila carregada ou barra fixa, para não desequilibrar os ombros. Três ou quatro treinos por semana, chegando perto da falha, já mudam bastante o peitoral em alguns meses. Se quiser um plano organizado para treinar em casa, o gerador de treino do site monta uma divisão como ponto de partida, para você ajustar ao que tem disponível: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/
  28. @hallspreta, a evolução de 48 kg aos 14 anos para o físico atual é fruto de muitos anos de trabalho, e o diário está bem registrado. Justamente por estar tão completo, um número dos seus exames passou sem comentário e merece atenção: a creatinina em 1,67 mg/dL, acima da referência. Em quem tem muita massa muscular, come muita proteína ou usa creatina, a creatinina sobe sem que o rim esteja doente, porque ela vem do músculo. Então o valor sozinho não fecha diagnóstico. Mas aos 21 anos, usando esteroides de forma contínua e agora somando NPP e oximetolona, ele precisa ser esclarecido, porque o rim é um dos órgãos que mais sofre em quem usa por longos períodos. Há casos documentados de lesão renal (glomeruloesclerose segmentar e focal) em fisiculturistas usuários, descritos por Herlitz e colaboradores em 2010, e essa lesão costuma evoluir em silêncio até estar avançada. O que separa um caso do outro: Cistatina C, que estima a função do rim sem depender da massa muscular. Exame de urina com relação proteína/creatinina ou albumina/creatinina, porque perder proteína na urina é o sinal precoce mais importante. Pressão arterial medida em casa algumas vezes por semana. Repetir a creatinina após dois ou três dias sem treino pesado e sem creatina. Se a cistatina e a urina vierem normais, ótimo, a creatinina era do músculo. Se vierem alteradas, vale procurar um nefrologista antes de seguir com o protocolo. O TGO maior que o TGP costuma ter a mesma origem muscular, e a CK no mesmo exame confirma isso. Com hemogenin entrando, porém, as enzimas do fígado precisam ser repetidas durante o uso. Dois detalhes menores: a vitamina D em 21 ng/mL está baixa e é fácil de corrigir. E um estradiol de 133 pg/mL, em quem tem ginecomastia desde os 13 anos e parou o tamoxifeno, é o cenário em que o tecido da mama mais tende a crescer. Vale observar de perto, porque, como você mesmo disse, a prolactina com o NPP também entra na conta. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  29. @yurigorresen1, antes do ciclo, uma conta na dieta que muda tudo. 300 g de proteína dão 1.200 kcal e 500 g de carboidrato dão 2.000 kcal. Só esses dois já somam 3.200 kcal, sem contar a gordura dos alimentos, e não 2.500. Para quem quer crescer sem ganhar gordura, essa diferença de 700 kcal ou mais por dia é o que vai decidir o resultado, muito mais que a escolha entre Durateston e enantato. Vale pesar e registrar uma semana de dieta real para saber de onde está partindo. Isso conversa com a ideia de que Durateston, deca e Primobolan "queimam gordura". Nenhum deles faz isso de forma relevante. Eles aumentam a síntese de músculo e melhoram a recuperação, e com isso o corpo tolera um déficit com menos perda de massa. Quem decide se a gordura sobe ou desce é o balanço de calorias. O lutador que você citou fica seco porque gasta muito com o muay thai, como o @davidevh apontou, e não pela combinação de drogas. Sobre a retenção, o @Apollo Galeno explicou bem: com 500 g de carboidrato por dia, cortar sal e beber 6 litros de água não vai deixar ninguém seco. Os rins ajustam o sódio sozinhos, e restringir demais atrapalha contração e pressão. Dois a quatro litros de água para quem treina e corre já cobrem bem. Sobre os exames: a testosterona em 252 ng/dL, três semanas depois de parar o Durateston e usando corticoide, mostra o eixo ainda suprimido, o que é esperado. O melhor momento para exame durante o ciclo é entre a quarta e a sexta semana, quando os ésteres já estabilizaram. Ali, o estradiol diz se o anastrozol entra, e o hematócrito, se a dose está pesada. Repetir o perfil lipídico também importa, porque o HDL de 61 tende a cair bastante com a oxandrolona a 40 mg por dia, que você incluiu na versão nova. Sobre a deca em dose baixa para as articulações: a evidência para esse uso é pequena e vem de relatos. E deca e Durateston juntos somam supressão, risco de prolactina alta e de disfunção erétil, e foi por isso que o @Gamma desaconselhou a deca nesse ciclo. Se a articulação dói, treinar todos os dias da semana com corrida diária também entra na conta. Um ou dois dias de descanso real costumam ajudar mais. Para fechar a divisão de proteína, carboidrato e gordura batendo com as calorias certas, a calculadora de macros do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/macros/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  30. Bom tema para trazer, @Alisson Kalel Cotta. O estudo é o de Lundberg e colaboradores, publicado na Acta Physiologica em 2018. Para quem chegar aqui, vale colocar o resultado em contexto, porque ele costuma ser lido como "anti-inflamatório mata o ganho", e não é bem isso. O que o estudo mostrou é que o uso diário e contínuo de 1.200 mg de ibuprofeno por oito semanas reduziu pela metade o ganho de volume da coxa em jovens treinando, comparado a quem tomou aspirina em dose baixa. O mecanismo proposto é que a via da ciclo-oxigenase (COX) e as prostaglandinas fazem parte do sinal que leva o músculo a se adaptar ao treino. Bloqueando isso todo dia, a adaptação perde força. Dois contrapontos ajudam a ler direito. O primeiro é que em idosos o resultado foi o oposto. Um estudo de Trappe e colaboradores, de 2011, encontrou mais ganho de massa em quem tomou ibuprofeno ou paracetamol durante o treino. A explicação provável é que, no músculo envelhecido, o excesso de inflamação atrapalha mais do que ajuda. O segundo é a dose e a frequência. Tomar um comprimido de vez em quando por causa de uma dor de cabeça ou de uma pancada não tem nada a ver com tomar dose cheia todos os dias por dois meses. Na prática, para quem treina: anti-inflamatório não deve virar rotina para aguentar a dor muscular do treino. Além do efeito no ganho, o uso contínuo pesa no estômago e nos rins, principalmente em quem treina desidratado, faz dieta muito proteica ou usa outros medicamentos. Para dor pontual ou lesão, o uso curto continua indicado. E dor que exige anti-inflamatório toda semana é sinal de que o treino, a técnica ou a recuperação precisam de ajuste, e não de mais remédio. Um detalhe do texto citado: o paracetamol não é um anti-inflamatório não esteroidal. Ele alivia dor e febre, mas tem efeito anti-inflamatório fraco, e não entra no mesmo grupo do ibuprofeno. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  31. @Guilherme Fontana, o medo que você sentiu é um bom instinto. Com 18 anos, 1,76 m e 85 kg, começando agora, você está exatamente no perfil que mais ganha sem droga nenhuma. Iniciante com sobrepeso consegue perder gordura e ganhar músculo ao mesmo tempo, a chamada recomposição corporal, só com treino de força bem feito e alimentação organizada. E na sua idade a testosterona natural está no auge. O Durateston nessa fase tem pouca vantagem e um custo alto. Ele desliga a produção de testosterona do próprio corpo enquanto está sendo usado, e num eixo hormonal jovem a recuperação depois nem sempre é completa. Além disso, ele não tira gordura sozinho. Sem dieta, a pessoa fica maior e continua acima do peso. Os amigos que indicaram provavelmente viram o resultado rápido, mas não o que vem ao parar. O que funciona no seu caso, por ordem de importância: Treino de força três a quatro vezes por semana, com exercícios básicos como agachamento, supino, remada, desenvolvimento e terra, tentando subir carga ou repetições aos poucos. Proteína em todas as refeições, algo perto de 1,6 a 2 g por quilo por dia, ajustado ao seu peso. Um déficit calórico moderado, de 300 a 500 kcal abaixo do que você gasta, sem dieta radical. Manter a corrida que você já gosta, porque ajuda no gasto calórico e no condicionamento. Dormir bem, sete a oito horas. Com isso, em seis meses a mudança costuma ser grande, e você aprende como o seu corpo responde, o que vai ser útil para qualquer decisão no futuro. Para calcular as calorias e a proteína nessa lógica de perder gordura e ganhar músculo juntos, a calculadora de recomposição corporal do site faz a conta com os seus dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/recomposicao-corporal/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  32. @angelita murador, o hipotireoidismo em si não proíbe o uso, mas muda o acompanhamento, e num sentido que pouca gente conhece. O @Toxi explicou bem a parte do estrogênio: ele aumenta a proteína que carrega o hormônio da tireoide no sangue (TBG), e por isso quem toma levotiroxina às vezes precisa de dose maior. Com androgênio, como o estanozolol, acontece o contrário. Ele reduz essa proteína, sobra mais hormônio livre e a necessidade de levotiroxina pode cair. Um estudo publicado em 1994 no Annals of Internal Medicine (Arafah) mostrou isso em mulheres com hipotireoidismo que receberam androgênio como parte do tratamento de câncer de mama: várias precisaram reduzir a dose de levotiroxina, e algumas apresentaram sinais de excesso de hormônio da tireoide com a dose de sempre. Na prática, o risco para quem trata hipotireoidismo e usa estanozolol é ficar com a tireoide "alta" sem perceber. Os sinais são coração acelerado, tremor, calor, ansiedade, insônia e perda de peso rápida. O controle é dosar TSH e T4 livre antes de começar e de novo entre a sexta e a oitava semana. O T4 total engana nessa situação, justamente porque a proteína muda, então o que vale é o T4 livre com o TSH. Se for preciso ajustar a levotiroxina, quem faz isso é o médico que acompanha a tireoide. Além da tireoide, o estanozolol tem os pontos dele, que pesam mais depois de anos de uso. Ele derruba o HDL de forma forte, pesa no fígado e, em mulher, traz risco de virilização: voz mais grave, pelos no rosto, aumento do clitóris e queda de cabelo nas entradas. Perfil lipídico e enzimas do fígado entram junto com os exames da tireoide. E concordo com o @Locemar quanto ao momento. Depois de dois anos parada, as primeiras semanas de treino já trazem uma resposta grande, a chamada memória muscular. Voltar a treinar e ajustar a dieta primeiro permite ver quanto o corpo recupera sozinho, e só depois decidir se vale somar qualquer droga. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  33. @AnneB, seu relato é dos mais completos do fórum, com exames e acompanhamento, e por isso mesmo dois números dele merecem destaque para quem lê. O primeiro é o LDL. 311 mg/dL e depois 210 mg/dL são valores muito altos para uma mulher jovem. Acima de 190 mg/dL as diretrizes já tratam como hipercolesterolemia grave, que pede investigação e, muitas vezes, tratamento por si só. E, ao contrário do que o @Foston comentou, o colesterol não perdeu importância como marcador. O LDL é causa direta da aterosclerose, isso é consenso das sociedades de cardiologia, e o risco depende do valor e do tempo de exposição. No seu caso há pelo menos três fatores somados. A oxandrolona derruba o HDL e sobe o LDL. A testosterona contribui para isso. E a dieta low carb high fat, rica em gordura saturada, sobe muito o LDL em algumas pessoas magras e treinadas, às vezes mais do que os hormônios. Vale discutir com o seu médico se a parte da gordura da dieta não está pesando tanto quanto o ciclo, e se faz sentido investigar hipercolesterolemia familiar, já que mesmo fora da oxandrolona o LDL ficou em 210. Os triglicérides baixos, que costumam ser citados como tranquilizadores, não compensam um LDL desse tamanho. O segundo é a testosterona em 3,5. Se a unidade for ng/mL, isso dá 350 ng/dL, que é nível masculino. Para mulher, a referência costuma ficar abaixo de 0,5 ng/mL. A rouquidão no fim do primeiro ciclo e os pelos no local do gel são coerentes com isso. A voz voltou depois de parar, o que foi sorte, mas é o sinal que mais costuma ficar permanente. Rouquidão que aparece de novo é motivo para parar na hora, e não no fim do ciclo. @Mands, sobre as espinhas: o @Apollo Galeno tem razão que desmame não muda a acne. O que mudou foi a variação brusca de hormônios ao parar e voltar o gel. Uma correção ao que o @Bruno APC escreveu: a DHT não aromatiza. A 5-alfa-redutase transforma testosterona em DHT, e a aromatase transforma em estradiol. São caminhos separados. A oxandrolona, por ser derivada de DHT, tende a piorar a acne de quem já tem com testosterona. O saw palmetto, citado pelo @Gamma, tem evidência fraca para acne. Quando a acne é forte, o tratamento dermatológico funciona melhor que suplemento, e a isotretinoína, se for indicada, exige atenção dobrada ao fígado e ao colesterol junto com oral. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  34. @Lobeca, respondendo direto à pergunta mais recente: um segundo ciclo só com testosterona é uma escolha bem lógica, principalmente para quem respondeu bem a 200 mg e quer entender como o corpo reage a uma dose maior antes de somar outra droga. Com 400 mg por semana de cipionato, divididos em duas aplicações, já há ganho claro de massa e força. E fica fácil saber o que está causando cada efeito, coisa que se perde quando entram duas ou três substâncias juntas. Uma correção importante ao que foi discutido sobre a ponte. Com 150 mg de testosterona por semana o corpo não continua produzindo a dele. Qualquer dose que mantenha os níveis normais ou acima do normal desliga o LH, e a produção do testículo cai. A ponte mantém a testosterona do sangue alta, mas não protege o eixo. Na prática, ela só adia a recuperação, e emendar ponte e ciclo, ou ficar em cruise como o @Joulker sugeriu, significa ficar sem produção própria por um tempo indefinido. Pode ser uma escolha consciente, mas é bom saber que é isso que se está escolhendo. Sobre o que observar com 400 mg: o hematócrito sobe de forma dependente da dose, e o estradiol também. Hemograma, estradiol, perfil lipídico e pressão por volta da sexta semana dão a base para decidir se algum controle é necessário, em vez de usar anastrozol por prevenção, que foi o que deu problema no primeiro ciclo. A boldenona, que o @Apollo Galeno e o @Arnaldo Santos. sugeriram, costuma subir ainda mais o hematócrito e, como o @davidevh e o @Marcos...V lembraram, há relatos frequentes de ansiedade e alteração de humor. É mais uma razão para deixar para depois de conhecer bem a resposta à testosterona sozinha. O intervalo de pelo menos dois meses sem orais, sugerido pelo @davidevh, faz sentido, principalmente depois de 70 mg por dia de oxandrolona. É o tempo para o HDL e as enzimas do fígado voltarem, e o exame confirma isso. Sobre perder definição: com 10% de gordura, um superávit moderado, de 300 a 400 kcal acima da manutenção, permite ganhar massa sem perder muito a definição. Retenção com testosterona em dose moderada costuma ser pouca se o sódio e as calorias estão sob controle. Montar a dieta com o nutricionista esportivo, como você planejou, é o que mais vai pesar nesse ponto. A calculadora de bulking do site ajuda a estimar esse superávit com os seus números: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/bulking/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  35. Vale entender o que é o Lipo 6 Black antes de juntar com qualquer coisa, porque a pergunta aparece duas vezes aqui. A versão Ultra Concentrate tem 200 mg de cafeína por cápsula, o equivalente a uma caneca e meia de café forte, mais ioimbina e sinefrina (do extrato de laranja-amarga) em quantidades que o rótulo não informa. Ou seja, é uma mistura de estimulantes. O efeito na perda de gordura é pequeno, e a ioimbina é medicamento, não suplemento. Os efeitos mais comuns são coração acelerado, aumento da pressão, ansiedade, tremor e insônia, principalmente se a pessoa somar café, pré-treino ou chá. Junto com a oxandrolona, que também pode subir a pressão e baixar o HDL, a combinação soma carga no sistema cardiovascular. Não é proibida, mas pede atenção: medir a pressão algumas vezes por semana, não tomar à tarde para não atrapalhar o sono e suspender se aparecer palpitação, dor no peito, falta de ar ou dor de cabeça forte. Quem tem pressão alta, arritmia, ansiedade ou usa antidepressivo não deve usar. @Adriana Figueiredo Felix Santos, aos 44 anos e treinando três vezes por semana, o que mais muda o resultado é o déficit calórico, a proteína suficiente e o treino com progressão de carga. A oxandrolona entra como coadjuvante, e 10 mg por dia está numa faixa mais conservadora para mulher, mas a duração e a indicação precisam considerar exames que nenhum de nós aqui viu: perfil lipídico, enzimas do fígado, glicemia e pressão. Nessa idade, o risco cardiovascular pesa mais na conta. E os sinais de virilização valem em qualquer dose: voz mais grave ou rouca, pelos no rosto, aumento do clitóris e queda de cabelo nas entradas são motivo para parar. Para a @Gse, que perguntou sobre subir de 20 para 30 mg com o mesmo objetivo de perder gordura abdominal: como o @Mestre explicou, quem mais tira gordura é a dieta. Subir a dose aumenta o risco de virilização sem um ganho proporcional na gordura, e o resultado pequeno do primeiro ciclo costuma estar mais ligado à dieta do que à dose. Para calcular o déficit calórico com os próprios dados, a calculadora de déficit do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/deficit/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  36. @Apofise Xifoide, sua última pergunta foi quais exames fazer, e ela ficou sem resposta no meio da discussão. Já com o ciclo começado, o mínimo que dá uma base útil é: Hemograma completo, olhando principalmente hematócrito e hemoglobina, que sobem com testosterona. Perfil lipídico, porque o HDL costuma cair bastante, ainda mais com dianabol. TGO, TGP, gama-GT e bilirrubinas, pelo dianabol ser oral e pesar no fígado. Creatinina e glicemia de jejum. Testosterona total, estradiol, LH, FSH e prolactina. Pressão arterial medida algumas vezes por semana, que é barato e pega cedo um dos efeitos mais comuns do dianabol. O ideal é colher uma vez agora, de novo por volta da quinta ou sexta semana e outra depois da TPC. O estradiol da metade do ciclo é o que decide se o anastrozol entra ou não, em vez de adivinhar. Sobre a pergunta que você fez ao @Apollo Galeno, de onde vem a diferença entre anastrozol e tamoxifeno, ela tem base em estudo. O tamoxifeno bloqueia o receptor de estrogênio na mama, e é o que tem melhor resultado para tratar ginecomastia recente, com dor ou caroço. O anastrozol baixa o estradiol no corpo todo. Num ensaio clínico com meninos com ginecomastia da puberdade (Plourde e colaboradores, 2004), ele não foi melhor que o placebo para reduzir a mama. Por isso a lógica de muitos é usar o anastrozol para controlar o estradiol durante o ciclo e o tamoxifeno quando o tecido já está reagindo, além do papel dele na TPC. Usar tamoxifeno 20 mg todos os dias desde o começo, por prevenção, é uma escolha possível, mas ele reduz um pouco o IGF-1 e não é necessário em quem não tem sintoma. Algumas correções ao que o @Bruno APC escreveu, porque podem confundir quem lê. A DHT não aromatiza, e a 5-alfa-redutase não é uma via de aromatização: ela transforma testosterona em DHT, que é outro hormônio. A finasterida bloqueia principalmente o tipo 2 dessa enzima, e não o tipo 1. E o anastrozol não "retém" estrogênio para soltar depois. Ele é um inibidor reversível, então, ao parar, a enzima volta a funcionar e o estradiol volta ao que a testosterona do momento produz. Não existe um estoque guardado que gere rebote. Quanto à silimarina, não há boa evidência de que ela atrapalhe o dianabol, como foi dito. Mas também não há evidência de que proteja o fígado de forma relevante. Quem decide isso é o exame. E 50 mg de dianabol por dia por oito semanas é dose alta para quem está voltando. Começar com 30 mg, como o @davidevh sugeriu, reduz pressão, retenção e carga no fígado. O orientador de fármacos do site descreve dianabol, anastrozol e tamoxifeno, com colaterais e exames de controle: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  37. Grande evolução, @Lobeca, e a foto de janeiro para setembro mostra isso. Como a parte da libido já foi destrinchada no outro tópico, aqui deixo só os pontos deste que ficaram sem correção. O primeiro é o do @Arnaldo Santos., quando diz que o anastrozol atua mais na estrona (E1) do que no estradiol (E2). Não é bem assim. Ele bloqueia a aromatase, que é a enzima que fabrica os dois, então derruba E1 e E2 juntos, e o estradiol cai bastante. É justamente por isso que ele dá o quadro de libido baixa quando usado sem necessidade. A conclusão prática dele, de usar só com sintoma ou exame, está certa, mas o mecanismo é outro. O segundo é sobre o @leozin123: ele tem razão. A oxandrolona é derivada da DHT e não vira estrogênio, então "aromatizar" não se aplica a ela. O terceiro é a dose. A oxandrolona subiu de 50 para 75 mg por dia na segunda fase. É uma dose alta, e o efeito mais previsível dela é derrubar o HDL de forma marcada, além de exigir mais do fígado. Os exames de perfil lipídico e enzimas hepáticas no fim do ciclo são os que mais importam nesse caso, e vale repeti-los algumas semanas depois da TPC para ver se o HDL voltou. Sobre o álcool, a dica do @Apollo Galeno faz sentido. Sete latas e uma caipirinha atrapalham a ereção por si só, ciclo ou não, então naquela noite havia duas causas somadas. E sobre a maconha, o mal-estar que você sentiu no começo pode ter vindo da combinação com a aceleração do coração que a cannabis provoca. A testosterona também sobe o hematócrito e a pressão, e quem notar palpitação ou batimento acelerado durante o uso deve levar isso em conta antes de seguir como pré-treino. Por fim, sobre o éster: o cipionato tem meia-vida em torno de oito dias, então uma aplicação semanal de 200 mg mantém níveis razoavelmente estáveis, como o seu médico explicou. Dividir em duas aplicações reduz os picos, como o @Batata... sugeriu, mas não muda a carga total. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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