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CICLO SOMENTE OXANDROLONA
@Duzera, o tópico morreu no segundo post e você ficou sem nenhuma informação de retorno. Vou dar, e vou começar pela frase que sustenta a sua decisão inteira: optei pela oxa só pra dar um up, visando que os colaterais são baixos. Essa fama vem de comparação. A oxandrolona é mais branda que a oximetolona e que outros orais pesados. Mas branda dentro de um grupo ruim não é o mesmo que inofensiva, e sessenta miligramas por dia durante oito semanas não é dose de brincadeira. Vou pelos três sistemas que ela mexe, com número quando existe. Fígado. Existem dados justamente com uso prolongado. Num estudo com pacientes queimados em uso por oito semanas ou mais, a elevação de enzimas hepáticas apareceu em cerca de onze por cento do grupo em oxandrolona contra seis por cento no placebo. E, numa análise retrospectiva de sessenta e seis pacientes, quarenta e dois por cento desenvolveram alteração de transaminases. Ou seja, não é raridade. A boa notícia é que costuma ser reversível, com as enzimas voltando ao normal em duas a quatro semanas depois de parar. E tem um detalhe prático que vale ouro: essa elevação costuma atingir o pico entre a quarta e a sexta semana. Ou seja, o exame que informa alguma coisa é o colhido nesse período, e não o do fim do ciclo. Colesterol. Aqui a oxandrolona é pior do que a fama dela sugere, e é o efeito mais garantido de todos. Orais não aromatizáveis derrubam o HDL mais do que os injetáveis aromatizáveis. Num trabalho brasileiro com praticantes de musculação, o grupo em uso de oxandrolona apresentou HDL médio de vinte e quatro, contra referência acima de quarenta, e esse HDL voltou para quarenta e nove depois que pararam. Cai muito, cai rápido, não dá sintoma nenhum, e só aparece no lipidograma. Eixo hormonal. Essa é a parte em que a fama está mais errada. Muita gente acha que oxandrolona não suprime o suficiente para exigir cuidado depois. Em estudos com meninos em atraso puberal, usando dois e meio a cinco miligramas por dia, já se observou queda do LH e da testosterona para menos da metade. Se essa dose faz isso, sessenta por dia derrubam com folga. Você não citou nada de pós ciclo no seu plano, e essa é a lacuna mais importante dele. E isso importa mais no seu caso do que na média, por dois motivos. Você tem vinte e dois anos e este é o seu segundo ciclo, sendo o primeiro com enantato e boldenona. Trabalhos que acompanharam ex usuários encontraram testosterona mais baixa anos depois, com uma parcela relevante mantendo hipogonadismo persistente. Quanto mais cedo se começa e quanto mais se acumula, maior a chance de o eixo não voltar inteiro. Vinte e dois anos é cedo para gastar essa margem. Como a oxandrolona tem meia vida de nove a dez horas, ela some do sangue em dois ou três dias, então o pós ciclo começa poucos dias depois da última dose, e não semanas depois como se faz com éster longo. E o mais importante do pós ciclo não é o comprimido, é ter exame de antes para comparar. Sem o valor de antes, o de depois não diz nada. Sobre a sugestão do @Marcos...V de mandar testosterona junto: do ponto de vista farmacológico, o raciocínio existe, porque com um oral solo você fica com o seu próprio eixo suprimido e sem reposição, o que costuma dar queda de libido e disposição no meio do ciclo. Mas isso não é uma correção pequena: é aumentar bastante a exposição total e transformar um ciclo curto em um projeto maior, com pós ciclo mais complexo. Não é o caminho que eu escolheria para quem está no segundo ciclo aos vinte e dois anos. Agora o objetivo, e aqui está o ponto que muda mais o seu resultado. Você quer ganhos fixos e baixar de treze para nove por cento de gordura. A oxandrolona não faz a segunda parte. Ela não é termogênico e não queima gordura. Quem tira gordura é o déficit calórico, e sair de treze para nove por cento em oitenta e dois quilos significa perder em torno de três a quatro quilos de gordura, com a comida controlada e um ritmo de meio quilo por semana. Isso você faz sem composto nenhum, e a oxandrolona no máximo ajuda a segurar a massa magra enquanto acontece. É um papel legítimo, mas é bom nomear certo, senão você vai achar que ela falhou. E sobre ganhos fixos: o que fica depois de um ciclo se decide principalmente no que vem depois dele. É muito comum a pessoa afrouxar comida e treino justo quando o corpo precisa de estímulo para segurar o que ganhou. Planejar as doze semanas seguintes ao ciclo com o mesmo cuidado com que se planeja o ciclo é o que separa quem mantém de quem não mantém. Uma última informação, e não é crítica ao seu médico, porque o seu tópico é de dois mil e vinte e a regra é posterior. Hoje existe a resolução dois mil trezentos e trinta e três, de dois mil e vinte e três, do Conselho Federal de Medicina, que veda expressamente a prescrição de esteroides androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. A prescrição só se justifica diante de deficiência comprovada. Vale saber, porque muita gente entende que ter receita significa que é tratamento, e não é isso. Se for em frente, o mínimo é: hemograma, lipidograma completo, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, glicemia, urina simples com pesquisa de proteína, pressão medida em casa, e o hormonal com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina antes de começar. Depois, enzimas e lipidograma na quinta semana, que é quando aparece, e o hormonal completo umas quatro a seis semanas depois de encerrar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo oxandrolona Landerlan
@girl_33, você escreveu no primeiro post qual é a sua grande dificuldade: manter os ganhos no pós ciclo. O tópico inteiro discutiu o que entra no próximo projeto e ninguém respondeu isso. Vou responder, e vou também falar de um problema específico do composto que você já comprou. Começo pela sua pergunta, com franqueza. Existe trabalho acompanhando pessoas depois da interrupção do uso, e o resultado é desconfortável: três meses após parar, a manutenção média ficou em torno de um quilo e meio de peso e pouco mais de um quilo de massa livre de gordura em relação ao ponto de partida. Ou seja, a maior parte do que sobe durante o ciclo vai embora nos meses seguintes. Isso não é falha sua, e você repetir essa queixa depois de vários ciclos não significa que você fez algo errado, significa que essa é a regra. E entender de onde vem essa perda ajuda a reduzir a parte que dá para reduzir. Ela tem três origens. A primeira é água e glicogênio. Boa parte do que a balança mostra durante o uso é volume dentro da célula muscular, e isso sai em semanas. Não é músculo perdido, é água que nunca foi músculo. Se você medir circunferências e comparar fotos em vez de olhar a balança, essa parte deixa de te frustrar. A segunda é o ambiente hormonal. Durante o uso, você tem um estímulo anabólico muito acima do seu normal, e quando ele sai, o corpo volta ao que ele sustenta sozinho. Quanto mais longe do seu natural você foi, mais tem para voltar. A terceira é a que está no seu controle, e é onde quase todo mundo perde de verdade: o que se faz depois. É muito comum a pessoa cortar calorias, cortar frequência de treino e reduzir a intensidade logo depois do ciclo, justamente quando o corpo mais precisa de estímulo e comida para segurar o que ganhou. Se eu pudesse mudar uma coisa só no seu próximo projeto, seria essa: planejar as doze semanas seguintes ao ciclo com o mesmo cuidado com que se planeja o ciclo, mantendo a comida na manutenção e o treino com carga anotada. É ali que se decide o que fica. Agora o problema do composto, e ele é específico para mulher. Você vai usar boldenona por doze semanas. A boldenona é um éster undecilenato, com meia vida em torno de catorze dias e detecção que se estende por muitos meses. Isso significa uma coisa muito prática: ela não desliga. Se aparecer qualquer sinal de virilização na semana seis, você pode parar de aplicar, mas o composto vai continuar circulando por semanas, caindo devagar. Com oxandrolona você interrompe e em dois ou três dias acabou. Com boldenona, não existe botão de desligar. Por isso, com ela, a vigilância precisa ser mais rígida do que você está acostumada, e não menos. Os dois sinais que importam são engrossamento da voz e crescimento do clitóris, porque são os únicos que não voltam. Acne, oleosidade, pelo e queda de cabelo melhoram quando se para. Esses dois são mudança de estrutura, com relato de voz alterada vinte anos depois. Com boldenona, se eles aparecerem, você para de aplicar e ainda assim convive com o composto por um bom tempo. É o principal motivo pelo qual eu não escolheria um éster tão longo para mulher. Tem um segundo ponto sobre ela, que é o sangue. A boldenona é conhecida por estimular fortemente a produção de glóbulos vermelhos, mais que outros compostos da classe. Isso eleva o hematócrito, e sangue mais espesso aumenta risco trombótico. Então, se for usar, hemograma antes e por volta da oitava semana, olhando hematócrito e hemoglobina, é obrigatório, e não opcional. E vale dizer que doze semanas de propionato de testosterona em paralelo, mesmo em dose baixa, colocam na mesa justamente o composto com maior potencial virilizante. Em dose pequena o risco é pequeno, mas ele não é zero, e você está somando com um composto que não sai rápido. Duas coisas mais rápidas. Sobre o treino que o @Foston montou, a ideia de isolar perna em dia próprio é boa e faz sentido para o seu objetivo de volume em membros inferiores. A única ressalva é sobre fazer elevação pélvica até ficar dormente: dormência não é indicador de estímulo, é sinal de compressão nervosa ou de restrição de fluxo, e não é o que faz o músculo crescer. O que faz é carga subindo semana a semana com boa execução. Anote peso e repetições e tente bater a semana anterior, que isso vale mais que qualquer sensação. E sobre a sua rotina: você trabalha das oito às dezoito, sem horário de lanche, e come panqueca de banana como refeição prática. Para o objetivo de volume, esse é o buraco. Uma opção prática que resolve sem tempo nenhum é ter no trabalho iogurte proteico, atum de lata, ovo cozido ou whey. Proteína distribuída ao longo do dia é justamente o que sustenta o que você quer construir, e é o item que a sua rotina está cortando. Por fim, o mínimo de exames antes de começar: hemograma completo, lipidograma, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, glicemia e pressão medida em casa. Com boldenona na jogada, o hemograma sobe para o topo dessa lista. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo feminino - Oxandrolona 10mg
@Frigga, acompanhei o tópico do começo ao fim e tem três coisas nele que precisam ser ditas antes de você começar o empilhamento. Uma delas é o item mais arriscado de tudo o que apareceu ali, e ele nem é anabolizante. É a ioimbina, cinco miligramas em jejum e mais cinco à tarde, junto com café. A ioimbina bloqueia um receptor que regula a liberação de adrenalina. O efeito é justamente adrenalina mais alta, e daí vêm os efeitos que aparecem com mais frequência: ansiedade, insônia, taquicardia e oscilações da pressão arterial. Em doses maiores ou sem supervisão há descrição de arritmia e de crise de pânico, e existem relatos de eventos graves, incluindo infarto, convulsão e lesão renal aguda. E ela não é suplemento livre no Brasil. Pela regra da Anvisa, a ioimbina só pode ser manipulada com prescrição médica, e é proibida em suplemento industrializado. Ou seja, não é um item de rotina de dieta, é medicamento controlado por prescrição. No seu caso tem um agravante de contexto: você vai tomar isso duas vezes por dia, em jejum, com café, e ainda com beta alanina e citrulina no pré treino, ao mesmo tempo em que começa testosterona. Se aparecer coração acelerado, tremor, ansiedade ou insônia, vai ser impossível saber de onde veio. Se fosse para tirar um item da lista, seria esse, e ele sai sem custo nenhum para o seu resultado, porque o que tira gordura é o déficit. Segunda coisa, e essa é a que eu levaria mais a sério pela sua saúde a longo prazo. Você escreveu, em novembro, que a sua menstruação sempre foi certinha e que naquele mês ela não veio, atrasando bastante. Isso ficou registrado e a conversa seguiu para dor no joelho e prostaglandinas. Mas atraso menstrual numa mulher de vinte e dois anos que está em déficit calórico, fazendo jejum intermitente, aeróbico três vezes por semana e musculação seis vezes, tem um nome e uma explicação bem estabelecida: baixa disponibilidade energética. O mecanismo é o seguinte. Quando sobra pouca energia depois do gasto do treino, o corpo reduz a pulsatilidade do hormônio que comanda o ciclo, e caem o LH, o FSH e o estradiol. O ciclo atrasa, fica irregular, e em alguns casos some. Isso não é sinal de que a dieta está funcionando, é sinal de que o corpo entrou em economia. E a razão pela qual isso importa muito aos vinte e dois anos é o osso. Estradiol baixo por período prolongado reduz a densidade mineral óssea, com risco de osteopenia e de fratura por estresse, e a faixa dos vinte anos é justamente quando se constrói o pico de massa óssea que vai durar a vida inteira. É uma conta que se paga décadas depois. O que fazer é simples e não estraga o seu projeto: registre como está o seu ciclo mês a mês, e trate atraso ou ausência como sinal de que a comida está curta demais, e não como detalhe. Se ficarem dois ciclos irregulares seguidos, vale ginecologista. E, se o cenário se confirmar, o tratamento é comer mais e treinar um pouco menos, não é hormônio. Terceira coisa, sobre o que foi proposto. Sobre o DHEA que você usou: repare no que você mesma relatou depois de duas semanas, que foram dor de cabeça, bastante espinha e o ciclo adiantando. Isso não é coincidência. DHEA é precursor de androgênio, e espinha e alteração menstrual são exatamente os efeitos esperados numa mulher jovem com produção normal. Ele também é substância da lista C5 no Brasil. Nos seus vinte e dois anos, ele não tinha o que corrigir. Sobre o Sustanon: mesmo em dose baixa, ele é testosterona, que é o composto com maior potencial de virilização entre todos os que apareceram nesse tópico. Não é o mesmo que oxandrolona em dose de mulher. Se você for em frente, os dois sinais que valem mais que qualquer outro são engrossamento da voz e crescimento do clitóris. Acne, oleosidade, pelo e queda de cabelo melhoram quando se para. Esses dois não voltam, são mudança de estrutura, e existe relato de voz alterada vinte anos depois. Diante de qualquer um dos dois, a conduta é interromper no mesmo dia, e não completar o protocolo. E sobre a silimarina que está no seu plano a partir da nona semana: ela costuma entrar como proteção hepática e não faz esse papel. Não existe evidência de que proteja o fígado do dano por esteroide alquilado. Não custa caro nem faz mal, mas contar com ela como escudo é o que faz muita gente aceitar um protocolo que não aceitaria sem ele. Por fim, o mínimo de exames antes de começar: lipidograma completo, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, hemograma, glicemia e pressão medida em casa. E, no seu caso específico, eu acrescentaria vitamina D, que você já suplementa e portanto convém dosar, e uma avaliação do ciclo menstrual conforme falei acima. Você tem vinte e dois anos, cinco anos de academia e um ano treinando de verdade. Esse um ano é o que está dando resultado, e ele ainda tem muito a entregar sozinho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato primeiro ciclo estetico
Uau. Que resposta completa. Muito obrigado pelo tempo, pela disposição e principalmente pela clareza da explicação. A coincidência de você ter ressuscitado esse tópico justamente agora foi surreal. 😂 No fim das contas, eu não fiz aquele ciclo. Cheguei a comprar praticamente tudo na época, mas mudei de ideia, vendi o material e segui natural. Hoje estou com 39 anos, completados ontem. Sou pai de duas crianças e estamos com a terceira a caminho. E meu objetivo também mudou completamente desde esse post (onde o foco era estética e ganho rápido de peso). Objetivo Atual: Meu foco hoje é 100% saúde, ganho de força, longevidade e recuperação/fortalecimento da coluna para aguentar a rotina de trabalho e a família crescendo. Como trabalho muito tempo sentado, acabei acumulando várias lesões leves e dores nas costas (espasmos frequentes, torcicolos, travadas na lombar e trapézio pela falta de treino constante). E aí vem a coincidência: fiz novos exames esta semana, e hoje você reativa o post. Minha fotografia hormonal/metabólica atual ficou assim: Testosterona total: 717,9 ng/dL SHBG: 30,9 nmol/L Albumina: 4,5 g/dL Testosterona livre calculada pelo modelo de Vermeulen: ~15,9 ng/dL (~159 pg/mL / ~2,2%) LH: 3,0 mUI/mL Estradiol: 31,5 pg/mL Glicemia em jejum: 91 mg/dL HbA1c: 5,0% Vitamina D: 56 ng/mL Vitamina B12: 478 pg/mL Hemograma normal Ainda não repeti nessa bateria FSH, prolactina, perfil lipídico, TGO/TGP/GGT e bilirrubinas, que você citou. Tenho vários deles em exames antigos, mas não faria sentido usar como fotografia atual. Mas fiz esses exames porque estava há tempos sem suplementar nada, então eu mesmo criei um protocolo de suplementação com a ideia de melhorar a testosterona (naturalmente), sono e disposição: Protocolo de Suplementação Atual: Manhã: Creatina (5g). Almoço: Tongkat Ali , Boro (6mg), Feno-Grego (1000mg), Turkesterone (500mg), Ômega 3. Noite: Glicina (3g) + ZMA ultra (growth) + NAC (foco em sono profundo e reparação). As minhas dúvidas hoje seriam outras (se topares me dar mais um conselho): Olhando esse cenário (39 anos, 3º filho chegando, rotina pesada de escritório e exames naturais no topo da faixa), você acha que faria QUALQUER sentido cogitar algum hormônio/ergogênico hoje, ou seria dar um tiro no pé contra o meu próprio eixo? (Ainda penso as vezes em tomar algo pra energia, recuperação sinistra de tudo que é lesão que adquiri ao longo do tempo, ganho de força) Pensando não em estética, mas em força, recuperação, sono e prevenção dessas recorrências musculares, você mudaria alguma coisa no protocolo de suplementação? Tem algo aí que considera desnecessário ou algo que incluiria?
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bloko começou a seguir Relato primeiro ciclo estetico
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AJUDA COM USO DE OXANDROLONA
@luna1123, sua pergunta era objetiva e ficou sem resposta objetiva: precisa parar o anticoncepcional e, se sim, com quanta antecedência. Vou responder isso e vou dimensionar o alerta que você recebeu, porque ele tem uma parte certa e uma parte exagerada, e a diferença muda a sua decisão. Começo pela parte certa, para ninguém achar que estou minimizando. Anabolizante mexe em coagulação de verdade, e isso está descrito. São três mecanismos: eleva o hematócrito, ou seja, engrossa o sangue, aumenta a agregação das plaquetas, e desloca proteínas da coagulação para o lado pró coagulante. Trabalhos com usuários de longa data encontram marcadores de coagulação ativados quando comparados a atletas de força que não usam. E o anticoncepcional combinado também aumenta o risco de trombose, isso é bem estabelecido. Então somar os dois empurra na mesma direção, e cautela ali é legítima. Agora a parte que precisa de tamanho. Numa mulher jovem e saudável sem anticoncepcional, ocorrem em torno de duas a dez tromboses para cada dez mil mulheres por ano. Com anticoncepcional combinado, o número vai para algo entre oito e quinze. Ou seja, o risco de base é baixo e o aumento é real, mas não é o tipo de coisa que se descreve como morte provável. É uma soma de dois riscos pequenos, e ela merece uma decisão informada, não pânico. O que muda muito essa conta são os fatores que ninguém pergunta e que valem mais que a discussão em si: se você fuma, se já teve trombose, se tem alguém de primeiro grau na família que teve trombose antes dos cinquenta anos, se está acima do peso, ou se vai fazer alguma cirurgia ou viagem longa em breve. Se qualquer um desses for o seu caso, aí sim a conversa muda de patamar, e ela é com médico. Respondendo diretamente o que você perguntou: o efeito do anticoncepcional sobre a coagulação desaparece em algumas semanas depois da última cartela, então quem decide parar e esperar de um a três meses já não carrega mais aquele componente. Não existe motivo para esperar mais que isso. Só que aqui vem o conselho mais importante desta resposta, e ele é o que costuma faltar nessas conversas: não pare o anticoncepcional sem colocar outro método no lugar. Parar a pílula para ciclar e ficar sem método nenhum troca um risco pequeno de trombose por um risco alto de gravidez não planejada. E, se o objetivo era reduzir risco, isso vai na direção contrária, porque a gravidez e principalmente o período logo depois do parto carregam risco de trombose maior que o da pílula. Se for parar, converse com o ginecologista antes e já saia com o substituto definido, seja DIU, implante ou preservativo usado de forma consistente. E tem um detalhe que talvez te interesse mais do que tudo isso. Se em algum momento você notou queda de libido usando pílula, existe uma explicação concreta: o anticoncepcional oral aumenta muito uma proteína chamada SHBG, que se liga aos hormônios sexuais e reduz a testosterona livre disponível. É uma queixa comum e reconhecida. E aqui está a parte útil: métodos que não passam pelo fígado, como DIU hormonal e implante, têm impacto bem menor sobre essa proteína. Ou seja, existe caminho para manter proteção contraceptiva com menos efeito sobre libido, e isso vale conversar com o seu ginecologista independentemente de ciclar ou não. Por fim, sobre a oxandrolona em si, já que o tópico não chegou lá. As faixas usadas em mulher ficam entre cinco e dez miligramas por dia, e o risco de virilização acompanha dose e tempo. Dois sinais valem mais que todos os outros: engrossamento da voz e crescimento do clitóris. Acne, oleosidade, pelo e queda de cabelo melhoram quando se para. Esses dois não voltam, porque são mudança de estrutura, e existe relato de voz alterada vinte anos depois do uso. Diante deles, a conduta é interromper no mesmo dia. E, antes de começar, o mínimo é lipidograma completo, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, hemograma e pressão medida em casa. O lipidograma é o mais importante e o menos lembrado: a oxandrolona derruba o HDL, que é a fração protetora, em poucas semanas e sem dar sintoma nenhum. E, olhando o que eu escrevi lá em cima sobre sangue, o hemograma tem uma função extra no seu caso, que é acompanhar o hematócrito. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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oxandrolona e durateston
@Rildo, seu tópico ficou sem resposta. Vou responder, e vou começar pelo que ninguém te perguntou e que é a pergunta mais importante do seu caso: você ronca alto e acorda cansado, com sono durante o dia? Explico por que essa pergunta vem antes do ciclo. Você tem um metro e oitenta e oito e cento e vinte e nove quilos. Isso dá índice de massa corporal em torno de trinta e seis e meio, que é faixa de obesidade. E, nessa faixa, a apneia obstrutiva do sono é muito comum e quase sempre não diagnosticada. A pessoa ronca, para de respirar várias vezes por noite sem perceber, acorda cansada e acha que é falta de disposição. Isso importa porque testosterona e apneia se combinam mal, de duas maneiras. A primeira é que a reposição de testosterona pode piorar a apneia. A segunda é o sangue. A apneia, por si só, já eleva o hematócrito, porque a queda repetida de oxigênio durante a noite estimula a produção de glóbulos vermelhos. A testosterona faz a mesma coisa por outro caminho. Somadas, elevam mais do que cada uma sozinha, e sangue muito espesso aumenta risco de trombose, infarto e AVC. Existe inclusive orientação explícita de que homens com apneia obstrutiva não tratada não devem iniciar testosterona antes de resolver essa condição. E não é um detalhe teórico para você: quinhentos miligramas por semana é dose de ciclo, várias vezes acima de reposição. Então, antes de qualquer coisa, hemograma com hematócrito e uma conversa com médico sobre apneia. Se você ronca e acorda cansado, peça a polissonografia. Segunda coisa, e essa muda o desenho inteiro do plano. A aromatase, que é a enzima que converte testosterona em estradiol, fica principalmente no tecido adiposo. Quanto mais gordura corporal, mais aromatase, e mais estradiol a partir da mesma dose. É por isso que existe um círculo bem descrito na obesidade masculina: mais gordura converte mais testosterona em estradiol, o estradiol alto sinaliza para o cérebro reduzir o estímulo aos testículos, a testosterona própria cai, e a queda de testosterona favorece mais gordura. Duas consequências práticas. A primeira é que, no seu percentual de gordura, quinhentos por semana vão aromatizar muito, e a tentativa de segurar isso com anastrozol vira uma cabo de guerra difícil de acertar. E anastrozol em dose alta derruba o estradiol demais, o que piora lipídios, prejudica osso e derruba libido e disposição, ou seja, cria sintomas que a pessoa atribui ao ciclo estar fraco e responde subindo dose. Repare que o seu próprio plano está confuso nesse ponto, porque você escreveu de três em três dias e um miligrama diário na mesma linha. Inibidor de aromatase se usa por sintoma e com estradiol dosado, e não em esquema fixo desde o primeiro dia. A segunda é a mais útil: se a sua testosterona estiver baixa hoje, existe uma boa chance de ser por causa do peso, e esse tipo é reversível. Revisões que juntaram vários estudos mostram aumento significativo da testosterona com perda de peso. Ou seja, perder vinte quilos pode resolver de graça o problema que você está tentando resolver com quinhentos miligramas por semana. Terceira coisa, o objetivo. Você escreveu cutting. Testosterona não queima gordura. Ela ajuda a preservar e a construir músculo, e quem tira gordura é o déficit calórico. E aqui está a parte boa: com cento e vinte e nove quilos, o seu potencial de perda com dieta bem feita é enorme e rápido, muito maior do que o de qualquer pessoa magra. Você está no ponto de partida em que menos se precisa de ajuda farmacológica para ver resultado. Sobre a oxandrolona, sessenta miligramas por dia por quatro semanas é dose alta de um oral dezessete alfa alquilado, que é a classe que sobrecarrega o fígado. Somada a quinhentos de testosterona e a anastrozol, é muita coisa entrando ao mesmo tempo num primeiro ciclo, e fica impossível saber a quem atribuir qualquer efeito que apareça. E vale checar o seu percentual de gordura. Você anotou vinte e cinco por cento. Com cento e vinte e nove quilos, isso significaria quase noventa e sete quilos de massa magra, o que é mais do que a maioria dos homens alcança treinando a vida inteira. É bem mais provável que o seu percentual real esteja bastante acima disso. Isso não é crítica, é que o número está sendo usado para justificar um plano, e se ele estiver errado o plano inteiro está apoiado no lugar errado. Uma fita métrica na cintura e a foto do mesmo ângulo a cada quinze dias te informam melhor do que o aparelho da academia. Então, na ordem que eu faria: hemograma com hematócrito, glicemia e hemoglobina glicada, lipidograma, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, pressão medida em casa, testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol, e a conversa sobre ronco e sono. Com esses exames na mão, você vai saber se o seu problema é hormonal ou se é o peso empurrando o hormônio para baixo. E, seja qual for a resposta, os primeiros vinte quilos você tira com comida e caminhada, e eles vão melhorar tudo o que estiver alterado nessa lista. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Meu primeiro ciclo oxandrolona - 10mg
@Julianamagalhaes2911, seu tópico ficou sem resposta depois que você preencheu a padronização, e você tinha feito uma pergunta clara. Vou responder ela, mas antes preciso corrigir uma coisa do seu próprio preenchimento, porque é importante que você saiba o que está tomando. Você escreveu, no campo de medicações, antidepressivo clonazepam. O clonazepam não é antidepressivo. Ele é um benzodiazepínico, da mesma família do diazepam e do alprazolam, e a ação dele é ansiolítica, sedativa, anticonvulsivante e relaxante muscular. Ele não trata depressão. Isso não é implicância com nome. Tem três consequências práticas. A primeira é que, se você tem um quadro de ansiedade ou depressão sendo tratado só com clonazepam, vale perguntar ao médico se o tratamento está completo, porque o benzodiazepínico alivia o sintoma no momento e não trata o fundo do problema. A segunda é que benzodiazepínico gera dependência física com uso contínuo, e isso acontece mesmo tomando exatamente como foi prescrito. Não é fraqueza de quem toma, é farmacologia. A terceira, e essa é a mais importante: nunca pare de tomar por conta própria nem de uma vez. A retirada de benzodiazepínico é feita de forma gradual e acompanhada, porque a parada abrupta pode causar sintomas graves, incluindo convulsão. Se em algum momento você quiser sair, isso se combina com quem prescreveu. E, no campo problemas de saúde, você escreveu nenhum. Estar em tratamento é informação clínica, não é defeito, e quem for te orientar precisa saber. Agora a dose. Seu plano é uma semana com dez, duas semanas com vinte e uma semana com dez. A faixa que se costuma usar em mulher fica entre cinco e dez miligramas por dia, então essas duas semanas no meio ficam acima. O risco de virilização acompanha dose e tempo, e não existe dose baixa demais para vigiar dois sinais específicos: engrossamento da voz e crescimento do clitóris. Acne, oleosidade, pelo e queda de cabelo melhoram quando se para. Esses dois não voltam, são mudança de estrutura, com relato de voz alterada vinte anos depois. Se aparecerem, se interrompe no mesmo dia, e não no fim das quatro semanas. E, já que você está em uso de um psicotrópico, conte para quem prescreve que você começou. Alteração de humor, sono e ansiedade durante o ciclo ficam impossíveis de interpretar se ninguém souber que tem outra coisa entrando. Agora a sua pergunta, que é como conciliar o ganho de massa com o emagrecimento da barriga. A resposta honesta é que não dá para escolher de onde a gordura sai. Fazer abdominal não queima a gordura que está por cima do abdômen, e o corpo mobiliza gordura do estoque inteiro, com a distribuição definida principalmente pela sua genética e pelos seus hormônios. Existe pesquisa recente sugerindo algum efeito regional pequeno em condições específicas, mas nada que mude a conduta prática: barriga sai com déficit calórico e com o tempo, e não com exercício direcionado. Mas eu tenho uma resposta melhor para o seu caso, e ela está nos seus próprios números. Você começou com cinquenta e quatro ou cinquenta e cinco quilos e está com sessenta e três, em pouco mais de um ano. Isso são oito ou nove quilos, e boa parte disso foi para coxa e quadril, como você mesma descreveu. Esse é um resultado muito bom, e nenhuma parte dele veio de oxandrolona. E ganhar gordura junto é inevitável nesse processo. Ninguém ganha nove quilos de músculo puro em um ano, ainda mais mulher. Então o abdômen que te incomoda não é sinal de que algo deu errado, é a fatura normal da fase de ganho. O jeito de pagar menos dessa fatura é subir mais devagar, algo como um a dois por cento do peso por mês, e não o quanto o apetite permitir. O que eu faria no seu lugar, e isso responde a sua pergunta de verdade: em vez de fazer as duas coisas ao mesmo tempo, faça um período de corte curto, de oito a doze semanas, com déficit leve e proteína alta, mirando meio quilo por semana. Você vai perder gordura sem perder o que construiu, a barriga vai melhorar, e você volta a construir depois com uma base mais limpa. Tentar as duas ao mesmo tempo, com um ano de treino, quase sempre entrega nenhuma das duas. E, sobre a estagnação que te motivou a ciclar: ela é esperada. O primeiro ano é o período em que o corpo mais responde, e essa velocidade não se mantém. Ficar mais lento depois de um ano não é sinal de que precisa de hormônio, é sinal de que a fase fácil acabou. Com vinte anos e um ano de treino, você ainda tem muitos anos de ganho natural pela frente, e é justamente esse recurso que se gasta uma vez só. Por fim, se for seguir com o ciclo, o mínimo antes é lipidograma completo, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, hemograma e pressão medida em casa. A oxandrolona derruba o HDL rápido e sem dar sintoma nenhum, e isso só aparece no exame. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Meu primeiro ciclo com oxandrolona 10mg
@Mimigomes, parabéns por ter terminado o ciclo inteiro com relato honesto, inclusive registrando o que não deu certo. Vim aqui por causa da lista de exames que ficou combinada no final, que precisa de dois acréscimos, e por causa de um item da sua dieta que ninguém comentou e que é o mais arriscado de tudo o que você tomou. Começo por ele: o óleo de cártamo. Ele entrou na sua dieta como coadjuvante de emagrecimento, e não faz isso. As revisões sobre cártamo e sobre o CLA, que é o composto ao qual se atribui o efeito, não encontram redução de gordura corporal, e o óleo natural de cártamo tem quantidade ínfima de CLA, o que explica por que não funciona. O problema é que ele não é apenas inútil. Existe um levantamento de uma universidade brasileira, publicado em dois mil e dezoito, que identificou quatro casos de morte por falência hepática aguda relacionados à suplementação de óleo de cártamo. E você estava tomando isso diariamente junto com um oral dezessete alfa alquilado, que é a classe que já sobrecarrega o fígado por definição. Ou seja, foram dois estresses hepáticos somados, e um deles não trazia benefício nenhum em troca. Se for repetir ciclo algum dia, o cártamo é o primeiro item da lista a sair. Segundo, a cápsula de vitamina E de todo dia. Esse é sutil e contraintuitivo. Doses altas de antioxidantes, especialmente vitamina C e vitamina E juntas, interferem na sinalização que o músculo usa para se adaptar ao treino. O estresse oxidativo do treino não é só dano, ele é parte do recado que manda o músculo crescer, e apagar esse recado com antioxidante em cápsula reduz a resposta. Existem estudos mostrando ganho de força menor em jovens que suplementaram, e a explicação está na redução da sinalização dentro da fibra depois da sessão. Em pessoa mais velha o efeito parece ser outro, mas na sua faixa etária essa cápsula pode estar trabalhando contra o seu objetivo. Vitamina E de comida, no azeite e nas castanhas que você já come, não tem esse problema. Terceiro, a lista de exames. A que ficou combinada é boa, e eu só acrescentaria duas coisas e mudaria o momento da coleta. Falta a TGO e faltam as bilirrubinas. Ficaram a TGP e a fosfatase alcalina, mas TGO e TGP se leem em conjunto, e as bilirrubinas são justamente o que muda quando aparece colestase, que é o tipo de lesão hepática mais característico dessa classe de orais. E, se puder incluir um exame de urina simples com pesquisa de proteína, inclua. Esse é o mais esquecido de todos: o dano renal descrito em usuários de anabolizante se manifesta como proteína na urina, e a creatinina isolada engana em quem treina, porque massa muscular e creatina elevam a creatinina sem que exista doença renal. E sobre coletar quinze dias depois do último comprimido: para fígado, faz sentido esperar. Para o lipidograma, não. O HDL cai durante o uso e volta a subir quando se para, e quinze dias já são suficientes para ele estar em recuperação. Se o objetivo é saber o que o ciclo fez com o seu colesterol, esse exame se colhe no fim do uso, e não depois. Se o orçamento é curto, e você disse que é, eu priorizaria lipidograma, TGO, TGP, gama GT, bilirrubinas e hemograma. Fosfatase alcalina e ureia podem esperar. Quarto, e é o ponto que eu acho mais importante para o seu próximo ciclo: o objetivo e o plano estavam em direções opostas. Você escreveu, no primeiro post, que queria ganhar pelo menos dois quilos de massa magra e baixar o percentual de vinte e dois para dezessete. E terminou o ciclo pesando dois quilos a menos, com força praticamente igual, na sua própria descrição. Não é que tenha dado errado, é que o plano executado era um plano de corte, com déficit calórico e aeróbicos, e músculo não se constrói em déficit. Nesse cenário a oxandrolona faz o que ela faz de melhor, que é ajudar a segurar a massa magra enquanto se perde gordura. É um bom papel, e é o oposto de ganhar dois quilos de massa magra. A leitura prática: escolha um dos dois por vez. Se o objetivo for construir, é preciso um período comendo na manutenção ou um pouco acima, com proteína alta e carga subindo. E carga subindo é o outro ponto: você mesma registrou alteração leve nas cargas o ciclo inteiro. Sem sobrecarga progressiva, nenhum composto cria músculo. Quinto, uma coisa que você registrou em todas as atualizações e que passou batido: libido baixa o ciclo todo. Isso merece atenção porque, em mulher, androgênio costuma aumentar a libido, e não reduzir. Libido baixa durante meses, junto com déficit calórico prolongado e aeróbico, costuma apontar para outra coisa: pouca energia disponível, ferritina baixa ou tireoide. Vale incluir ferritina, TSH e T4 livre na mesma coleta. É barato e responde uma queixa que você repetiu do começo ao fim. E, sobre a água com vinagre e o chá de hibisco, são inofensivos e não fazem nada pela composição corporal. Se você gosta, mantenha pelo gosto. @Amanda Karen, aproveitando: você escreveu que vai começar com dez miligramas por dia e que estão te dizendo que é pouco. Dez por dia é justamente o topo da faixa que se usa em mulher. Não deixe ninguém te empurrar para cima. E os dois sinais que valem mais que todos os outros são engrossamento de voz e crescimento do clitóris, porque esses dois não voltam. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Dieta e 1 ciclo de Oxa.
@Aline_01, esse tópico tem duas orientações sobre os seus medicamentos que precisam ser corrigidas, e as duas envolvem tratamento de uma doença que você tem. Vou por partes. Começo pelo DIU, porque é a mais séria. Foi sugerido, com boa intenção, que a lógica seria trocar o Mirena por um DIU de cobre e prata. No seu caso específico, essa troca vai na direção contrária do seu tratamento. O Mirena não é só um método contraceptivo para você. O dispositivo com levonorgestrel é justamente uma das opções indicadas para reduzir a dor associada à endometriose, e as diretrizes europeias de reprodução humana recomendam expressamente esse dispositivo com essa finalidade. Ou seja, ele está lá tratando a sua doença, e não apenas evitando gravidez. O DIU de cobre faz o oposto. Ele costuma aumentar o volume do sangramento menstrual de forma importante, com aumentos descritos na faixa de cinquenta a cem por cento em relação ao que a mulher tinha antes, e a reação inflamatória que ele provoca no útero está ligada a mais cólica. Por isso ele é justamente desaconselhado em quem tem sangramento intenso ou cólica forte, e existe orientação explícita de serviços de saúde contra o uso dele em endometriose. Você escreveu, logo no primeiro post, que por causa da endometriose não pode ficar sem anticoncepcional hormonal. Você estava certa, e essa é a informação que deve prevalecer sobre qualquer sugestão de fórum, inclusive a minha. Quem decide isso é o seu ginecologista. Segunda coisa, a espironolactona. Você tomava cem miligramas, reduziu para cinquenta e depois parou totalmente, e escreveu no seu relato que parou conforme foi orientado aqui. A espironolactona estava tratando a sua acne, e ela funciona porque bloqueia o receptor de andrógeno. Duas consequências disso, e vale você saber as duas. A primeira é que, ao parar, a acne tende a voltar, porque a causa não foi embora, só estava sendo bloqueada. Se ela voltou nos meses seguintes, o motivo é esse. A segunda é mais importante e quase nunca é dita: enquanto você tomava espironolactona, ela estava funcionando também como uma proteção parcial contra os efeitos androgênicos da oxandrolona, justamente por ocupar o mesmo receptor. Ao parar a espironolactona no mesmo período em que se começa um androgênio, o que acontece é que se retira o escudo e se aumenta a carga ao mesmo tempo. É verdade que ela reduziria o efeito do ciclo, e foi por isso que a orientação veio. Mas essa é uma troca que precisa ser feita sabendo o que se está trocando, e é decisão de quem prescreveu, não de fórum. Sobre o ciclo em si, uma coisa boa: nas suas atualizações, cabelo, acne, libido e clitóris estão todos normais, e você está em dez miligramas por dia, que é a faixa usada em mulher. Isso é sinal de que está bem conduzido nesse aspecto. Só continue vigiando os dois que não voltam, que são engrossamento da voz e crescimento do clitóris. Os outros efeitos melhoram quando se para. Esses dois são mudança de estrutura, com relato de voz alterada vinte anos depois, e diante deles a conduta é interromper no mesmo dia, e não esperar a atualização da quinzena. E, já que você tem endometriose, vale um combinado: qualquer mudança no seu padrão de dor pélvica ou de sangramento durante o uso vai para o ginecologista, e não é atribuída ao ciclo por conta própria. Sobre a água morna com vinagre de maçã em jejum, é inofensiva na quantidade citada, mas não faz nada pela composição corporal. E, tomada pura e todo dia, vinagre é ácido o suficiente para incomodar esmalte dentário e estômago em algumas pessoas. Se for manter, dilua bem e não a tome logo depois de escovar os dentes. Por fim, o quadro geral, que eu acho que ninguém colocou em palavras para você. Você tem vinte e nove anos, um metro e cinquenta e quatro, dez anos de academia, e passou cinco meses parada estudando para uma prova. O que você perdeu foi o que se perde em cinco meses parada, e músculo que já existiu volta muito mais rápido do que levou para ser construído na primeira vez. Isso não é consolo, é fisiologia: as fibras que cresceram ganharam núcleos que não somem quando a pessoa para, e é por isso que quem já treinou recupera rápido. Ou seja, boa parte do que você está vendo voltar agora ia voltar de qualquer jeito. A oxandrolona está levando crédito por uma recuperação que era sua. Vale ter isso claro, porque muda a conta na hora de decidir se repete. E, se for repetir algum dia, o mínimo antes é lipidograma, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas. A oxandrolona derruba o HDL de forma rápida e sem sintoma nenhum, e isso só aparece no exame. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo de oxandrolona
@hattashy, seu tópico ficou sem resposta. Você pediu três coisas: dose, tempo e TPC. Vou responder as três, mas antes preciso desmontar a premissa que quase sempre está por trás de escolher oxandrolona como primeiro ciclo, que é a de que ela é leve o bastante para não cobrar nada. Primeiro, sobre suprimir o eixo. Existe um dado que resolve essa discussão. Em estudos com meninos em atraso puberal, usando dois e meio a cinco miligramas por dia, ou seja, uma fração das doses que se usa aqui, já se observou queda do LH e queda da testosterona para menos da metade do valor inicial. Se dois e meio miligramas por dia derrubam o eixo, vinte ou quarenta derrubam com folga. Então não existe ciclo de oxandrolona sem supressão, e quem diz que não precisa de TPC porque é só oxa está errado. Segundo, o colesterol, que é onde a oxandrolona é pior do que a fama dela sugere. Andrógenos orais alquilados são justamente os que mais derrubam o HDL, mais até que os injetáveis aromatizáveis, e o efeito é mais forte ainda sobre a fração HDL2. Tem um trabalho brasileiro recente com praticantes de musculação em que o grupo em uso de oxandrolona apresentou HDL médio de vinte e quatro, contra um valor de referência acima de quarenta, e esse HDL voltou para quarenta e nove depois que pararam. Ou seja: cai muito, cai rápido, não dá sintoma nenhum, e volta quando se para. É o exame que decide se o seu ciclo está saindo caro ou não, e é o que quase ninguém pede. Terceiro, o fígado. A oxandrolona é dezessete alfa alquilada, que é a modificação que permite ela sobreviver à passagem pelo fígado e é também a que gera a toxicidade hepática dessa classe. Ela é das mais brandas do grupo, mas branda dentro de um grupo ruim não é o mesmo que inofensiva, e a dose e o tempo mudam isso. E aí vem a conta que eu queria que você fizesse. Você tem setenta e sete quilos com dezessete por cento de gordura, ou seja, algo em torno de sessenta e quatro quilos de massa magra, com um metro e setenta e oito. Isso está bem abaixo do teto que um homem alcança treinando natural. Você tem muito espaço para crescer sem nada, e é justamente esse espaço que se gasta uma vez só. Se você usar agora, vai atribuir ao composto um ganho que era seu de qualquer jeito, e vai ficar sem saber o que era o quê. E tem outra coisa sobre os dezessete por cento. Nesse percentual, boa parte da sua insatisfação com o espelho é gordura, e não falta de músculo. Um corte bem conduzido de dois ou três meses, chegando perto dos doze por cento, muda a sua foto mais do que um ciclo de oxandrolona mudaria, e não cobra nada depois. Dito isso, você perguntou coisas objetivas e merece resposta objetiva. Sobre dose e tempo, as faixas que circulam para homem ficam em torno de vinte a quarenta miligramas por dia, por seis a oito semanas, e não mais que isso justamente por causa do fígado. Meia vida de nove a dez horas, então dividir em duas tomadas diárias mantém o nível mais estável. E não precisa nem faz sentido usar inibidor de aromatase junto: a oxandrolona não aromatiza, então não existe estrogênio subindo por causa dela. Se alguém te oferecer anastrozol junto, é dinheiro jogado fora e prejuízo de lipídios e libido de graça. Sobre a TPC, três pontos. Como a meia vida é curta, ela some do sangue em dois ou três dias, então a TPC começa poucos dias depois da última dose, e não semanas depois como se faz com injetáveis de éster longo. O esquema usual é com tamoxifeno. E o erro mais comum é jogar hCG junto com tamoxifeno ou clomifeno: o hCG aumenta o estradiol, que é exatamente o que esses dois precisam que esteja baixo no lugar certo para funcionar. Se for usado, é antes, nunca sobreposto. E o mais importante da TPC não é o comprimido, é ter como saber se funcionou. Para isso você precisa de exame antes, e é aqui que quase todo mundo se perde: sem o valor de antes, o valor de depois não diz nada. Então, se for fazer, o mínimo antes é hemograma, lipidograma completo, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, glicemia, pressão medida em casa, e o hormonal com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina. Depois, repete lipidograma e enzimas no meio do ciclo, e o hormonal completo umas quatro a seis semanas depois de terminar a TPC. Resumindo, com a franqueza que você pediu ao abrir o tópico: com vinte e cinco anos, dezessete por cento de gordura e essa massa magra, você tem um ciclo inteiro de ganho natural esperando ser cobrado, e a oxandrolona solo entrega pouco em troca de supressão completa do eixo e de um HDL no chão. Se a pressa for grande, o caminho que mais rende agora é cortar até uns doze por cento com a proteína alta e a carga subindo. Aí, se ainda quiser ciclar, você vai ciclar em cima de uma base, que é quando o ciclo rende de verdade. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Preciso de ajuda para dieta
@Marciakpl, você abriu o tópico pedindo uma dieta e a conversa acabou antes de alguém te dar uma. Vou dar. Mas antes eu preciso falar da sua barriga, porque a resposta que ficou no ar foi que só cirurgia resolve, e existe uma possibilidade que ninguém levantou e que muda tudo. Chama diástase dos retos abdominais. É quando os dois músculos que descem pelo meio da barriga se afastam durante a gestação e não voltam a se aproximar depois do parto. É muito comum, principalmente em quem teve mais de uma gestação, e produz exatamente o quadro que você descreve: a mulher emagrece, chega a um peso normal, e a barriga continua projetada e mole no meio. Não é gordura, não é pele, é a parede abdominal aberta. Dá para desconfiar em casa. Deite de barriga para cima, joelhos dobrados e pés no chão. Coloque os dedos na linha do meio da barriga, logo acima e logo abaixo do umbigo, e levante só a cabeça e os ombros, como se fosse começar um abdominal. Se os seus dedos afundarem num vão entre duas bordas musculares, e se esse vão couber dois dedos ou mais, é bem provável que seja isso. E aí vem a parte que importa: diástase responde a tratamento conservador. Fisioterapia pélvica e abdominal, com trabalho de transverso do abdome e assoalho pélvico e de respiração, reduz a separação de forma mensurável, e a cirurgia fica reservada para quem não melhora. Ou seja, antes de aceitar que só a plástica resolve, vale uma avaliação com fisioterapeuta especializado em saúde da mulher. E tem um detalhe que vale ouro: com diástase, abdominal tradicional piora. Aquele movimento de enrolar o tronco empurra a parede para fora justamente onde ela está aberta. Se você estiver fazendo abdominal em casa achando que está resolvendo, pode estar indo na direção contrária. Isso vale também para prancha feita com a barriga estufando. Agora a dieta. Vou olhar o que você postou. Café da manhã, um pão francês com café. Almoço, quatro colheres de arroz com três ovos ou frango, e legumes. Lanche da tarde, outro pão. Noite, às vezes macarrão, às vezes nada, porque não sente fome. Duas coisas saltam. A primeira é que tem muito pouca proteína, e a proteína é o que segura o músculo quando se perde peso. A segunda é que você saiu de oitenta para cinquenta e seis quilos em seis meses. São vinte e quatro quilos, quase um quilo por semana. É rápido, e comendo assim, uma parte relevante do que saiu não foi gordura. Isso importa para o seu objetivo, e é meio contraintuitivo: você provavelmente não precisa perder mais peso. Com um metro e sessenta e três e cinquenta e seis quilos, o que falta não é secar, é ter músculo embaixo. E, para isso, o caminho é comer mais, e não menos. Uma sugestão simples, feita com comida barata e que aguenta dois filhos pequenos em casa: Café da manhã, dois ovos mexidos com o pão francês e café com leite, em vez de pão sozinho. Meio da manhã, um iogurte natural ou um copo de leite com uma fruta. Almoço, o mesmo que você já faz, mas com a proteína um pouco maior: quatro colheres de arroz, uma concha de feijão, e uma porção de carne, frango ou ovo do tamanho da palma da sua mão, mais os legumes que você já come. Lanche da tarde, o pão com ovo, queijo ou atum de lata, em vez do pão puro. E banana com aveia, que você gosta. Jantar, mesmo esquema do almoço, e mesmo sem fome, coma alguma coisa. Pode ser menor, mas não pule. Pular o jantar é o que está te deixando com pouca proteína no dia. Isso dá algo em torno de cem gramas de proteína por dia e uma quantidade de comida que sustenta o treino, sem você precisar cozinhar separado nem contar nada. Uma dica prática que salva quem tem criança pequena: cozinhe uma vez a cada dois ou três dias uma panela grande de arroz, feijão e uma proteína, e deixe pronto na geladeira. O motivo de não comer direito quase nunca é falta de vontade, é não ter o que abrir na hora. Se depois disso você quiser mesmo tirar mais gordura, o alvo é meio quilo por semana no máximo, e nunca cortando proteína. Terceira coisa. Seu bebê tem nove meses, você teve duas cesarianas, perdeu vinte e quatro quilos rápido e está comendo pouco. Vale pedir hemograma, ferritina, vitamina B12, vitamina D e TSH com T4 livre. Explico o TSH. Existe uma condição chamada tireoidite pós parto, que atinge em torno de uma em cada vinte mulheres e aparece justamente entre três e doze meses depois do parto. A fase mais comum nesse ponto é a de tireoide baixa, com cansaço, desânimo, pele seca, intestino preso e dificuldade de treinar. É exatamente a janela em que você está. E a ferritina é o outro exame indispensável, porque perda de sangue no parto, amamentação e dieta curta se somam, e dá para estar com ferro baixo sem ter anemia no hemograma, com cansaço e queda de cabelo como únicos sintomas. Sobre o treino, a orientação do @Locemar de aproveitar o que dá para fazer em casa é a certa. Só ajustaria uma coisa: com suspeita de diástase, priorize agachamento, afundo, elevação de quadril, remada com elástico e flexão de braço, que trabalham o corpo inteiro, e deixe o abdominal tradicional de lado até alguém avaliar a sua parede abdominal. Uma última coisa, dita com sinceridade. Você escreveu não me cuidei nessa gestação e olhe no que deu. Você perdeu vinte e quatro quilos em seis meses cuidando de uma criança de três anos e de um bebê de nove meses, sem trabalhar fora e sem folga. Isso é o oposto de não se cuidar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo oxandrolona já iniciado
@Monique Fernandes, o tópico discutiu bastante a procedência do seu manipulado e parou por aí. Só que a fórmula que você postou tem seis itens, e três deles merecem comentário que ninguém fez. Um deles pode estragar justamente os exames que vão decidir o seu tratamento. E, no fim, tem a pergunta que você fez desde o começo e que ficou sem nenhuma resposta prática, que é como treinar bumbum e coxa depois de uma artrodese na coluna. Vou pela fórmula primeiro. Oxandrolona vinte e cinco miligramas por dia. Essa é a parte que carrega o risco de verdade. A faixa que se usa em mulher fica em torno de cinco a dez por dia, então vinte e cinco é de duas e meia a cinco vezes isso. O risco de virilização acompanha dose e tempo, e dois sinais não voltam depois: engrossamento da voz e crescimento do clitóris. Acne, pelo e oleosidade melhoram quando se para. Esses dois são mudança de estrutura, com relato de voz alterada vinte anos depois. Se qualquer um dos dois der sinal, se interrompe no mesmo dia. Propionato de testosterona vinte miligramas, por via oral. Aqui tem um problema de farmacologia que vale você saber, porque é objetivo. Testosterona tomada pela boca é praticamente destruída antes de chegar à circulação, pelo metabolismo do intestino e do fígado. Foi exatamente por isso que se criaram os ésteres injetáveis, e o propionato é um deles: ele foi desenhado para injeção. A única forma oral que realmente funciona é o undecanoato, e ela funciona por um motivo específico, que é ser tão gordurosa que o intestino a absorve pela via linfática, desviando do fígado. Ou seja, propionato dentro de uma cápsula é o ingrediente errado para a via errada. Silimarina cem miligramas. Ela costuma entrar nessas fórmulas como proteção do fígado, e não é isso que ela faz. Não existe evidência de que silimarina proteja o fígado do dano de anabolizante oral. Ter silimarina na cápsula não torna o resto mais seguro. Picolinato de cromo é o item mais inofensivo e também o mais inútil: os estudos com ele não mostram efeito relevante sobre composição corporal. E agora a biotina, que é o motivo pelo qual eu quis escrever para você. Biotina em dose de suplemento interfere em exames de sangue. Não é teoria: a agência regulatória americana emitiu comunicado de segurança sobre isso em dois mil e dezessete e atualizou em dois mil e dezenove, depois de eventos adversos relatados, incluindo uma morte. O motivo é técnico: muitos exames modernos usam justamente o sistema biotina e estreptavidina na sua montagem, e biotina em excesso no sangue faz o resultado sair falsamente alto ou falsamente baixo, dependendo do exame. Dois desdobramentos práticos para você. O primeiro é que os exames que interferem incluem hormônios de tireoide e outros dosados por esse método. Você vai voltar ao médico em dois meses para reavaliar exatamente esse tipo de exame, tomando biotina todo dia. A orientação padrão é suspender a biotina por pelo menos setenta e duas horas antes da coleta. Se ninguém te disser isso, o resultado pode levar a um ajuste de tratamento em cima de um número que não é o seu. O segundo é mais sério e vale guardar para a vida: a troponina, que é o exame usado no pronto socorro para diagnosticar infarto, é um dos mais afetados, e a interferência puxa o resultado para baixo. Ou seja, alguém com dor no peito e biotina alta no sangue pode ter um exame falsamente tranquilizador. Se você algum dia der entrada em emergência, avise que usa biotina. Sobre os seus exames em si, duas observações. O DHEA sulfato cai fisiologicamente com a idade em todo mundo, e a faixa de referência é uma média de população, não uma meta a ser batida. E testosterona de dezoito, para mulher, não é um número baixo. E aí entra a parte que eu acho mais importante. Você disse que a queixa principal é libido zero. Libido zero numa mulher de quarenta anos tem uma lista de causas bem maior que um hormônio, e vale investigar as outras antes de aceitar que é só isso: perimenopausa, que costuma começar nessa idade, tireoide, ferritina baixa mesmo sem anemia, prolactina, humor, e dor crônica ou sequela depois de uma cirurgia grande de coluna. Peça TSH e T4 livre, hemograma com ferritina e prolactina, e anote como está o seu ciclo menstrual hoje. Isso é barato e pode explicar mais do que a reposição vai explicar. Agora, a sua pergunta original. Você contou que operou a coluna, colocou prótese, parafuso e placa, que o médico disse que você perdeu massa no glúteo e que precisa treinar essa região, e que com dieta e exercício só perdeu. Ninguém te respondeu isso, e é o que mais muda o seu resultado. Primeiro, o motivo de não ganhar. Glúteo é músculo, e músculo não cresce em déficit calórico prolongado. Você está em controle de calorias com nutricionista desde outubro, oscilando entre cinquenta e nove e sessenta e dois quilos. Enquanto isso durar, nenhum composto vai construir bumbum. Para crescer, é preciso um período comendo na manutenção ou um pouco acima, com proteína alta e carga aumentando. É a parte que ninguém gosta de ouvir, e é a que decide. Segundo, quais exercícios. Com material de síntese na coluna, o que se evita é carga axial e flexão da lombar com peso: agachamento com barra nas costas, levantamento terra, stiff, remada curvada e elevação pélvica com barra pesada. E o que costuma ser bem tolerado, treinando glúteo e coxa quase do mesmo jeito: cadeira abdutora, extensão de quadril na máquina ou na polia, o famoso coice, cadeira flexora e mesa flexora, leg press com a lombar bem apoiada e amplitude controlada, agachamento búlgaro com halteres leves e ponte de glúteo com apoio. Dá para construir muito com essa lista. E, com placa e parafuso, isso não é para ser decidido por fórum: leve essa lista para um fisioterapeuta ou para o seu cirurgião e peça para eles marcarem o que liberam. Uma sessão resolve, e você passa a treinar sem medo, que é metade do problema. Resumindo: suspender a biotina setenta e duas horas antes de qualquer coleta, levar a fórmula inteira para uma segunda opinião médica, ampliar a investigação da libido para além do DHEA, e, para o bumbum, sair do déficit e treinar quadril com exercícios que não carregam a coluna. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda na dieta e ciclo com a oxandrolona
@letcall4, a conversa parou no meio, bem na hora em que a @Joaninha estava começando a arrumar a sua dieta. Vou continuar dali, porque as duas coisas que mais te atrapalham já estão visíveis no que você postou. A primeira é a proteína. Somando o seu dia inteiro, entre um ovo com duas claras, um pedaço de queijo minas, duas colheres de arroz com meia concha de feijão e uma porção de carne no almoço e na janta, você fica bem abaixo do que precisa. Para sessenta e cinco quilos, e ainda mais querendo emagrecer sem perder músculo, o alvo razoável fica entre cem e cento e trinta gramas por dia. E isso não é detalhe técnico. Em déficit calórico, a proteína é justamente o que decide se o peso que sai é gordura ou músculo. Aliás, ela é a razão pela qual muita gente emagrece e continua se achando flácida: perdeu os dois. O ajuste prático é simples e nem aumenta muito a comida: uma fonte de proteína em toda refeição. Ovo no café, iogurte natural ou whey no lanche da manhã, carne ou frango no almoço e na janta, e queijo ou whey no lanche da tarde. A @Joaninha já tinha apontado exatamente isso quando disse que o café da tarde estava fraco e pediu para você adicionar proteína. A segunda coisa é o HIIT todos os dias na esteira. Isso não funciona, e o motivo não é falta de disposição sua. HIIT só é HIIT quando você chega perto do máximo, e para isso o corpo precisa estar descansado. A recomendação que aparece na literatura é de duas a três sessões por semana, com vinte e quatro a quarenta e oito horas entre elas, e um total de mais ou menos trinta a quarenta minutos por semana acima de noventa por cento da frequência cardíaca máxima. Passar disso aumenta a chance de estagnar sem trazer benefício adicional. Feito todo dia, o que acontece na prática é que você não consegue mais atingir a intensidade alta, e aquilo vira um cardio moderado feito cansada, com o custo de recuperação de um treino intenso. Trocar por duas sessões de HIIT por semana e caminhada nos outros dias entrega mais resultado, com muito menos desgaste, e sobra energia para o treino de força, que é o que vai mudar a sua forma. Terceira coisa, o objetivo. Você escreveu que quer emagrecer primeiro para depois ganhar massa. No seu caso específico não precisa ser em duas etapas. Você tem vinte e três anos, dois anos de academia mas, nas suas palavras, nunca treinou intensamente. Isso significa que, para o músculo, você ainda está no começo, e esse é justamente o cenário em que dá para perder gordura e ganhar músculo ao mesmo tempo. As condições são três: déficit pequeno e não agressivo, proteína alta, e treino de força com carga aumentando ao longo das semanas. Um déficit pequeno com proteína alta faz mais pela sua foto do que uma dieta apertada com esteira todo dia. Sobre a decisão de segurar a oxandrolona, você acertou, e acertou sozinha. Vale só saber o porquê, para a decisão ficar sua e não da opinião dos outros: no ponto em que você está, com dieta curta de proteína e treino sem intensidade, o composto não teria nada em que se apoiar. Ele não cria estímulo, ele amplifica o que existe. Se um dia você for considerar, o mínimo antes é lipidograma, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, e a faixa que se usa em mulher fica entre cinco e dez miligramas por dia. E há dois sinais que valem mais que todos os outros, porque não voltam: engrossamento da voz e crescimento do clitóris. Por último, uma coisa dita com cuidado. Você preencheu problemas de saúde com nenhum, e logo acima escreveu que toma fluoxetina. Isso não é contradição sua, é o que quase todo mundo faz, mas vale dizer que estar em tratamento é informação clínica e não defeito. Duas observações úteis a partir daí. A primeira é que a fluoxetina é, entre os antidepressivos dessa classe, justamente a de menor impacto sobre o peso no longo prazo, e ela costuma reduzir o apetite nas primeiras semanas de uso, efeito que depois passa. Ou seja, se em algum momento você sentiu a fome mudar, provavelmente foi isso, e não a dieta falhando. A segunda é que dieta muito restritiva, HIIT todo dia e o desejo de ficar mais magra do que já se é são coisas que pesam no humor, e você está em tratamento. Com sessenta e cinco quilos e um metro e sessenta e sete, você não está num ponto que exija aperto. Vale contar para quem prescreve a fluoxetina que você começou uma dieta e um plano de treino, do mesmo jeito que você contaria sobre qualquer outra mudança grande. E não mexa na medicação por causa de peso, isso é conversa de consultório. Resumindo, na ordem que eu faria: subir a proteína para cem a cento e trinta gramas, cortar o HIIT para duas vezes por semana, montar um treino de força com carga anotada para bater na semana seguinte, e deixar o déficit leve. Isso resolve mais do que qualquer comprimido resolveria agora. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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DUVIDA/AJUDA CICLO OXANDROLONA 20MG
@Juju5858, você fez uma pergunta direta que ficou sem resposta e depois voltou meses depois já tendo parado o anticoncepcional. Vou responder ela, e vou também colocar números em cima do que te disseram, porque a decisão que você tomou foi grande e merece ser tomada com o dado na mão. A sua pergunta era quanto tempo depois de parar o anticoncepcional seria seguro. A resposta curta: o efeito do anticoncepcional sobre a coagulação some em algumas semanas depois da última cartela, então quem para e espera um a três meses já não carrega mais aquele risco. Você esperou três meses. Por esse lado, está resolvido. Agora a parte que eu acho importante, e digo com respeito ao @Foston, que respondeu de boa fé. Foi dito que misturar anticoncepcional oral com oxandrolona mata por trombose, com inúmeros casos. Cautela ali é legítima, porque as duas coisas mexem em coagulação e em lipídios, e evitar a combinação é razoável. Mas o tamanho do risco não é esse, e o tamanho importa, porque você tomou uma decisão de vida com base nele. Os números são estes. Numa mulher jovem e saudável que não usa nada, ocorrem cerca de duas a dez tromboses para cada dez mil mulheres por ano. Usando anticoncepcional combinado, esse número sobe para algo em torno de oito a quinze. E, na gravidez, fica entre cinco e vinte, e no período logo após o parto sobe para quarenta a sessenta e cinco. Leia essa última linha de novo. O risco de trombose de estar grávida, e principalmente de ter acabado de parir, é maior que o de tomar a pílula. Você escreveu que morre de medo de engravidar de novo e que tem um bebê de um ano. Então, ao trocar a pílula por tabelinha e coito interrompido, o resultado provável não é menos risco de trombose, é mais, porque esses dois métodos falham muito. Em uso real, e não em uso perfeito, falham em torno de uma em cada cinco mulheres por ano. Não é método para quem não pode engravidar. Sobre o câncer, também vale corrigir. Não é uma seta só. O anticoncepcional aumenta um pouco o risco de câncer de mama e de colo de útero enquanto se usa, e esse aumento desaparece em torno de cinco a dez anos depois de parar. E, do outro lado, ele reduz de forma importante o câncer de ovário e o de endométrio, com quedas descritas na faixa de trinta a cinquenta por cento, e essa proteção dura décadas depois de parar. Ou seja, é um balanço, e não um veneno. E gestrinona, que foi citada como alternativa, não é método contraceptivo. Não confie nela para não engravidar. Dito tudo isso, existe um motivo bom para você ter mudado, e ele foi mencionado no meio das outras coisas: libido. Essa parte procede. O anticoncepcional combinado aumenta a proteína que carrega os hormônios no sangue e, com isso, reduz a testosterona livre, e queda de libido é queixa comum e reconhecida. Se era isso que estava te incomodando, trocar de método faz sentido. Só que a troca precisa ser para outro método eficaz, e não para nenhum. Sobre o DIU: seu médico não recomendou e você pensou em procurar outro ginecologista. Acho que vale mesmo, porque o DIU de cobre é justamente a opção para quem não quer hormônio nenhum, tem eficácia altíssima e dura anos, e o fato de você já ter tido filho remove parte das objeções que se costuma levantar. Leve as suas queixas de libido junto, que é informação clínica, e não detalhe. E uma observação sobre a libido em si: você mesma escreveu que ela caiu depois da gestação. Bebê de um ano, noite picada e amamentação explicam muito disso, e não é tudo pílula. Vale olhar as duas coisas. Agora a sua pergunta original, aquela de quantos quilos você ganharia com um ciclo. Na época você tinha três meses de treino, vinte e três anos, um metro e sessenta e três e cinquenta e um quilos. Esse é o período da vida em que o corpo mais responde ao treino, e ele responde de graça. Iniciante ganha massa e força numa velocidade que não se repete. Se você tivesse usado ali, ia atribuir tudo à oxandrolona e ia gastar, de uma vez, o recurso que só se usa uma vez. E, sobre a dose: vinte miligramas por dia é duas a quatro vezes a faixa que se costuma usar em mulher, que fica entre cinco e dez. O risco de virilização acompanha dose e tempo. E há dois sinais que valem mais que todos os outros, porque não voltam: engrossamento da voz e crescimento do clitóris. Acne, pelo e oleosidade melhoram quando se para. Esses dois são mudança de estrutura, com relato de voz alterada vinte anos depois. Se um dia você for fazer, o mínimo antes é lipidograma, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, hemograma e pressão medida em casa. A oxandrolona derruba o HDL rápido e sem dar sintoma, e isso só aparece no exame. Por fim, olhando a dieta que você postou depois: para cinquenta e cinco quilos e com objetivo de massa magra, ela está curta de proteína. Café da manhã com pão e banana, omelete no meio da manhã e trinta gramas de whey não somam muito. Colocar uma fonte de proteína em toda refeição, mirando algo em torno de cem a cento e dez gramas por dia, muda mais o seu resultado nos próximos seis meses do que quatro semanas de oxandrolona mudariam. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Preciso de ajuda para evoluir !
@Dedê, o tópico terminou com você sumindo por causa de uma reforma e de uma casa sem fogão, e a conversa seguiu adiante. Eu voltei nele porque tem uma coisa no seu primeiro post que ninguém comentou em cinquenta e três respostas, e ela é mais importante do que tudo que foi discutido aqui sobre dieta. Você escreveu que usou estanozolol, cento e cinquenta miligramas por semana, por sete semanas, sete anos atrás. E escreveu, no mesmo parágrafo, que a voz engrossou e não voltou ao normal. E, logo abaixo, que tem hoje disponível dez mililitros de primobolan e dez mililitros de propionato de testosterona. Vou ser bem claro sobre isso, porque é o que mais importa. Propionato de testosterona é testosterona pura. É o composto com maior potencial de virilização entre todos os que você citou, sem comparação. E você não é uma mulher qualquer diante dele: você é uma mulher que já demonstrou, na prática, que viriliza. O engrossamento de voz depende de dose e de tempo, mas depende também de sensibilidade individual, e a sua já foi medida uma vez, com um composto mais brando que testosterona e num tempo curto de sete semanas. O que aconteceu com a sua voz foi crescimento da laringe e espessamento das pregas vocais. Não é inchaço, é estrutura, e por isso não voltou. Se você usar propionato, o caminho é o mesmo, só que a partir de onde você já está. E aí não estamos falando de um pouco mais rouca, estamos falando de mais um degrau que também não volta. Primobolan é o mais brando dos dois e é dos preferidos justamente por ter incidência baixa de virilização, mas ele não é isento, e em quem já virilizou uma vez a margem é menor. Se algum dia você for fazer alguma coisa, é esse, em dose baixa e por período curto, e não o outro. Mas, sinceramente, com o seu histórico, eu não faria nenhum dos dois agora. Agora a parte boa, e é por isso principalmente que eu escrevi. Você carrega essa voz há sete anos achando que não tem o que fazer. Tem. O primeiro caminho é fonoaudiologia. Terapia vocal com fonoaudiólogo é a primeira linha para mulher com voz masculinizada, é sem risco, e a literatura descreve que a maior parte dos casos melhora só com a terapia, sem precisar de cirurgia. Existe também cirurgia para elevar o tom da voz, mas ela é segunda linha e vem depois de tentar a terapia. Ou seja, o primeiro passo é barato, acessível e reversível. Se isso te incomoda, e pelo jeito que você escreveu incomoda, vale procurar. Duas coisas mais rápidas sobre o que já estava em discussão. A primeira é o volume. Você montou treino de segunda a sábado, mais uma hora de cardio todos os dias da semana, mais caminhada à noite. Aí a dieta ficou em sessenta por cento e a constância no treino não veio, e a leitura que ficou no ar foi de falta de compromisso. Eu leio diferente: esse plano não cabe na vida de ninguém que também trabalha e mora numa casa em reforma. Sessenta e seis quilos com um metro e sessenta e oito não pede sete horas de cardio por semana. Pede quatro ou cinco treinos de força que você consiga cumprir todas as semanas, com trinta minutos de caminhada em alguns dias. Um plano menor cumprido inteiro rende mais que um plano grande cumprido pela metade, e essa não é frase de autoajuda, é o que aparece nos seus próprios números. A segunda é a gastrite e o refluxo, que você citou e que ninguém levou em conta. Repare que a primeira refeição do plano que você recebeu é setenta mililitros de café puro às cinco e cinquenta da manhã, em jejum. Café em jejum é dos piores começos possíveis para quem tem gastrite e refluxo, e ele relaxa justamente o esfíncter que segura o ácido. Se você tem sintoma de manhã, essa é a primeira coisa a mudar: comer alguma coisa antes, ou tirar o café dali. E, sobre o intestino funcionando a cada dois ou três dias, isso costuma responder a mais água ao longo do dia, mais fibra vinda de fruta com casca, aveia e feijão, e caminhada regular, que você já faz de sobra. E, já que você parou o anticoncepcional há três meses e o ciclo voltou a ficar regular, vale anotar como ele está agora. É o seu ponto de referência. Qualquer coisa que você use no futuro vai mexer nisso, e sem esse antes você não tem como saber. O que eu faria, na sua situação: guardar as duas ampolas, marcar fonoaudiólogo, cortar metade do cardio, e voltar a atualizar aqui com um plano que caiba na sua semana de verdade. Você tem vinte e quatro anos e cinco anos de idas e vindas. O que falta não é composto, é uma rotina que aguente a vida acontecendo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo feminino Oxandrolona
@Juhh, sinto muito pelo seu irmão. Não existe frase que ajude nisso, então não vou tentar. Vim aqui por duas coisas práticas, e uma delas é justamente para você não levar um susto daqui a alguns meses. Começo por ela, porque é a que tem prazo. Você teve covid e passou por uma perda enorme, quase ao mesmo tempo. Existe uma coisa chamada eflúvio telógeno, que é quando um choque no corpo empurra de uma vez um monte de fios para a fase de repouso. Os dois gatilhos mais bem descritos são exatamente esses: infecção e estresse emocional intenso, incluindo luto. E o detalhe cruel é o intervalo: a queda não aparece na hora, ela aparece dois a três meses depois do evento. Ou seja, é bem possível que daqui a algumas semanas você comece a ver cabelo caindo no ralo em quantidade que assusta, e vá achar que é a oxandrolona voltando, ou que é alguma coisa nova e grave. Não é. É temporário, na maioria dos casos se recupera sozinho, e a densidade volta ao longo de seis a doze meses depois que o gatilho passa. Saber disso antes muda muito o tamanho do susto. Mas tem a segunda parte, e essa é a que ficou pendente desde o seu primeiro post. Você escreveu, sobre os dois ciclos anteriores, que os colaterais foram tudo tranquilo, e que fora do normal só a queda de cabelo, que não foi tratada e continua caindo bastante até hoje. Queda de cabelo que dura mais de um ano não é tranquilo, e não é a mesma coisa que o eflúvio que eu descrevi acima. São dois mecanismos diferentes, com aparência diferente e tratamento diferente. O eflúvio é difuso, tem começo e fim, e reverte. A queda de padrão androgênico é progressiva, se concentra no topo e no risco do cabelo, e não reverte sozinha, ela só para de piorar se for tratada. Passar mais de um ano sem olhar isso é justamente o que faz a diferença entre recuperável e consolidado. Vale um dermatologista, e vale mais agora que você tem os dois processos podendo se somar. E aqui eu preciso ser direto sobre uma coisa que ninguém comentou. No segundo ciclo você chegou a quarenta miligramas por dia. Isso é de quatro a oito vezes a faixa que se usa em mulher, que costuma ficar entre cinco e dez por dia. O seu cabelo caindo não foi coincidência nem azar, foi o colateral esperado dessa dose, e ele é o único da lista que você registrou. O ciclo proposto de vinte por dia também está acima dessa faixa. E os dois sinais que valem mais que todos os outros, para o dia em que você voltar a considerar isso: engrossamento da voz e crescimento do clitóris. Acne, pelo, oleosidade e queda de cabelo melhoram quando se para. Esses dois não voltam, são mudança de estrutura, e existe relato de voz alterada vinte anos depois. Se aparecerem, se interrompe no mesmo dia. Agora a parte mais importante, e é sobre o momento. Você escreveu que queria começar um projeto bem foda e que não tem condições. Você está certa, e eu diria isso mesmo se você não tivesse dito. Crise de ansiedade, insônia e luto recente não são o cenário para entrar em ciclo. Não é questão de disciplina: é que nesse estado você não consegue separar o que é do hormônio, o que é do luto e o que é da covid, e qualquer alteração de humor ou de sono que aparecer vai ficar sem explicação. Adiar isso não é perder o que você construiu. O que você construiu em cinco anos de treino não some em alguns meses parada, e o corpo de quem já treinou recupera muito mais rápido do que levou para chegar lá na primeira vez. O que eu faria nesse período, e é pouca coisa: pedir hemograma, ferritina, vitamina D, B12 e TSH. Isso não é firula. Depois de covid e de um período comendo mal, carência de ferro e de vitamina D é comum, e ela sozinha já causa cansaço, indisposição e mais queda de cabelo, que são exatamente as suas queixas. É barato e pode resolver uma parte do que você está sentindo sem depender de nada. E, sobre a insônia e as crises, procure ajuda profissional, do mesmo jeito que você procuraria para uma lesão no joelho. Luto com insônia e crise de ansiedade tem tratamento e não é frescura. Se em algum momento apertar de verdade, o CVV atende de graça, vinte e quatro horas, no cento e oitenta e oito. Por último, o treino. Quando você voltar, volte pequeno. Depois de covid o rendimento cai e a tentação é querer recuperar tudo na primeira semana. Duas ou três semanas subindo carga aos poucos resolvem. E, se aparecer cansaço que piora no dia seguinte ao treino em vez de melhorar, ou falta de ar desproporcional, isso é conversa com médico antes de continuar. Você vai voltar. Enquanto isso, faz os exames e cuida do cabelo, que são as duas coisas que dependem só de tempo e que ficam piores se esperarem. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Orientação Dieta e treino.
@Seriousam, você fez uma pergunta na última atualização que ficou sem resposta prática, e ela é a mais importante do tópico: você vai entrar em dois meses e meio de internato de formação policial, sem controle da comida e sem academia, e perguntou se dá para remediar o estrago depois. Dá, e melhor que isso: dá para chegar do outro lado sem estrago nenhum. Mas para isso o plano tem que ser feito antes, e não em maio. Primeiro, o susto. Dois meses e meio não apagam três anos de treino. O músculo perde volume mais devagar do que a força perde desempenho, e existe um mecanismo bem descrito por trás disso: as fibras que cresceram ganharam núcleos novos, e esses núcleos não somem quando você para. É por isso que quem já treinou recupera muito mais rápido do que levou para construir a primeira vez. Você vai voltar mais fraco, vai achar que perdeu tudo nas duas primeiras semanas, e em pouco tempo estará de volta. Isso é o esperado, e não é fracasso. Segundo, e aqui está o risco de verdade do seu curso, que não é perder músculo. É fratura por estresse. Curso de formação é o cenário clássico: uma pessoa passa de repente a correr, marchar e carregar peso num volume muito acima do que fazia. Nos estudos com recrutas militares, essa subida abrupta de volume de impacto é justamente o principal fator de risco, e a incidência nesse grupo é ordens de grandeza maior que na tropa já formada. E os fatores que aumentam esse risco descrevem bem o seu caso: peso e índice de massa corporal mais baixos, e vitamina D baixa. Disso saem três coisas concretas que você pode fazer antes de entrar. A primeira é dosar vitamina D agora e corrigir se estiver baixa. É o fator modificável mais bem estabelecido dessa lista, e leva semanas para subir, ou seja, não adianta lembrar disso lá dentro. A segunda é começar a correr agora, de forma progressiva, para que o volume do curso não seja um salto. Você já corre quatro quilômetros de vez em quando. Transformar isso em três corridas por semana, subindo a distância aos poucos até maio, é a melhor preparação que existe para o que vem. A terceira, e essa quase ninguém sabe: cuidado com anti inflamatório. Em treinamento militar inicial existe associação entre uso de anti inflamatório e aumento importante do risco de lesão óssea por estresse, com estimativas de várias vezes o risco basal. E é exatamente o que se faz num curso desses, tomar um comprimido para aguentar a dor e seguir. Dor no osso, localizada, que piora com impacto e melhora com repouso, não é dor muscular, e é o sinal de que se deve procurar o médico do curso em vez de tomar anti inflamatório e continuar. Leve tênis de corrida bom e usado, e não novo em folha. Terceiro ponto, a comida dentro do internato. Sem controle nenhum, três regras simples resolvem quase tudo: comer proteína em toda refeição disponível, priorizando carne, ovo e leite, não pular refeição por falta de fome ou de tempo, e não tentar dieta ali dentro. Seu gasto vai subir muito. Se você comer pouco nesse período, aí sim perde massa magra, e é aí que a fratura por estresse aparece. Um pote de whey, se for permitido, é a coisa mais eficiente que você pode levar. Se der para se pesar de vez em quando, o alvo é manter o peso, e não perder. Agora, aproveitando que você abriu o tópico buscando orientação de dieta e treino, duas observações sobre o que veio antes. A primeira é sobre o objetivo. Você escreveu, lá no começo, que busca aumento de massa muscular. Ao longo do tópico, o que foi elogiado e comemorado foram os cortes na perna e o abdômen aparecendo, e você faz cardio praticamente todo dia. Isso não é contradição pequena, são direções opostas. Com um metro e oitenta e setenta e cinco quilos, você não tem gordura sobrando para tirar, e cada ponto a menos vai custar caro e render pouco. O que faria a sua foto mudar de verdade é o contrário: comer acima da manutenção de forma controlada e reduzir cardio. Repare que os seus próprios números dizem isso. Você saiu de setenta e cinco e chegou a setenta e seis e meio em dois meses. Isso é lento demais para quem quer ganhar massa, e é lento porque tem cardio todo dia comendo o excedente. Um ganho de trezentos a quinhentos gramas por mês, com carga subindo, é o ritmo que você deveria mirar. A segunda é a escoliose, e essa passou completamente batida no tópico inteiro. Você escreveu no primeiro post que, quando coloca carga no agachamento, tende a ter contusão na dorsal. Isso não é detalhe e não se resolve com garra. Duas coisas. A primeira é que vale uma avaliação com ortopedista ou fisioterapeuta, principalmente porque você está prestes a entrar num curso com carga física alta e mochila nas costas. A segunda é que você não precisa abandonar perna. O que machuca ali é a carga apoiada na coluna, e existe uma fila de exercícios que treinam a mesma musculatura sem isso: leg press, hack com apoio nas costas, agachamento búlgaro com halteres, agachamento com o peso na frente, cadeira extensora e flexora. Trocar o agachamento livre por essas opções não é desistir, é escolher a ferramenta que o seu corpo aceita. Resumindo o que eu faria nas semanas que faltam: dosar vitamina D e corrigir, subir corrida de forma gradual, tirar a barra das costas, e chegar no curso com o peso em cima e não em baixo. E, no dia dezesseis de maio, você volta aqui e a gente monta o retorno. O retorno é a parte fácil. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda para transformar minha vida/shape
@Jr.vatz, cento e quarenta quilos, bariátrica, oitenta e três, cinco anos desregrados, cento e seis, e agora noventa e oito com dieta em cem por cento. Você já provou duas vezes que consegue. O que eu vim dizer é sobre a queixa que você repetiu em dois posts seguidos e que foi respondida com aguente firme. Você escreveu que está esgotado durante o dia, com rendimento baixo no treino, força caindo e sem progressão de carga. A resposta que veio foi que é o corpo estranhando o déficit. Isso é verdade na maioria das pessoas. Só que você não é a maioria das pessoas, e o motivo está no seu primeiro post: bariátrica. Quem fez bariátrica tem uma lista de carências que aparece com o tempo e que não depende de disciplina nenhuma. Ferro é a mais comum, com prevalência que passa de metade dos operados de bypass alguns anos depois, e anemia aparecendo numa fração ainda maior. Depois vêm vitamina B12, vitamina D, folato, cálcio e zinco. E a recomendação padrão é suplementação continuada e exames pelo menos uma vez por ano, para sempre. Você contou que passou cinco anos de vida desregrada, sem acompanhamento, e que a ajuda profissional que conseguiu pelo plano não foi boa. Ou seja, existe uma boa chance de você estar há anos sem esses exames e sem essa suplementação. Cansaço o dia inteiro e perda de força são exatamente como falta de ferro e de B12 se apresentam, e nenhum dos dois melhora com foco. Então o que eu peço é simples e barato: hemograma, ferritina, saturação de transferrina, vitamina B12, vitamina D, cálcio, ácido fólico e zinco. Se der carência, resolve se com reposição, e a sua energia volta sem você precisar mudar nada da dieta. E ficam dois sinais de alerta que tiram isso da categoria aguente firme e colocam na categoria procurar médico agora: formigamento ou dormência em pés e mãos, e qualquer alteração de equilíbrio, de marcha ou da visão. Em operado de bariátrica com perda de peso rápida e comida reduzida, isso pode ser falta de vitamina B1, que é uma complicação bem descrita nesse grupo e que precisa de reposição rápida. Não é para se assustar, é para você saber qual sintoma não se leva com garra. Segunda coisa, e essa também não apareceu no tópico: a sua reposição de testosterona. Dois mililitros de Deposteron a cada dez dias são duzentos miligramas de cipionato, o que dá em torno de cento e quarenta por semana. Duas observações. A primeira é sobre o intervalo: o cipionato tem meia vida de cerca de oito dias, e aplicar o volume todo a cada dez dias cria um pico alto no começo e uma queda no fim, que é justamente quando muita gente sente cansaço e queda de disposição. Dividir a mesma dose mensal em aplicações semanais menores costuma deixar o nível mais estável, e é ajuste comum de se conversar com quem prescreveu. A segunda é mais importante. Homem com obesidade muito frequentemente tem testosterona baixa por causa da própria obesidade, e esse tipo é funcional, ou seja, reversível. Revisões que juntaram vários estudos mostram que a perda de peso aumenta a testosterona de forma significativa, e o efeito é maior ainda depois de cirurgia bariátrica. Você está saindo de cento e seis e indo para baixo. Então a dose que fazia sentido para você aos cento e seis quilos pode não ser a mesma daqui a alguns meses. Vale reavaliar com o médico quando o peso estabilizar. E vale saber o que se acompanha em quem faz reposição, porque isso quase nunca é dito: hematócrito no início, entre três e seis meses e depois uma vez por ano, porque testosterona engrossa o sangue, e a orientação padrão é suspender e reavaliar se passar de cinquenta e quatro por cento. Com quarenta anos ou mais entra também o PSA na mesma frequência do primeiro ano. Se ninguém pediu isso ainda, peça. Terceira coisa, sobre a força que caiu. Com três meses de treino e em reposição de testosterona, você deveria estar subindo carga mesmo perdendo peso. Estar perdendo força enquanto perde peso rápido normalmente significa uma de duas coisas: déficit apertado demais, ou proteína insuficiente. E, no seu caso, proteína merece atenção especial, porque quem fez bariátrica tem capacidade gástrica reduzida e precisa de proteína alta num volume pequeno. Whey, iogurte proteico, ovo e carne magra distribuídos em mais refeições resolvem melhor que um prato grande. Eu aliviaria um pouco o déficit e olharia a média semanal do peso, mirando algo em torno de meio a um por cento do peso por semana. No seu peso, isso é meio quilo a um quilo por semana. Perder mais rápido que isso, com pouca proteína, custa músculo, e é músculo que você está tentando construir. Por fim, sobre treino, duas coisas rápidas. A sugestão do @Batata... de rever a divisão foi boa, e para quem treina três vezes por semana o corpo inteiro em cada sessão realmente rende mais, porque cada grupo aparece três vezes na semana em vez de uma. Se você consegue seis sessões, o ABC duas vezes resolve igual. A única parte que eu vejo diferente é a ideia de não deixar o corpo se acostumar trocando exercícios e ordem com frequência. O que faz o músculo crescer é sobrecarga progressiva, ou seja, o mesmo exercício com mais carga ou mais repetição ao longo das semanas. Trocando exercício toda hora, você perde a única régua que tem para saber se está progredindo. Justamente por isso você escreveu sem progressão de carga: com a rotina mudando, fica impossível medir. Escolha uma lista de exercícios, fique com ela por dois ou três meses, anote peso e repetições de cada série e tente bater a semana anterior. Aí, sim, a resposta aparece. Resumindo o que eu faria em ordem: pedir os exames de carência de bariátrica, conversar com o médico sobre intervalo da aplicação e sobre hematócrito, afrouxar um pouco o déficit e subir proteína, e fixar o treino para poder medir. A parte difícil, que é aparecer todo dia, você já resolveu. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda ciclo oxandrolona
@Lili81, o tópico acabou sem responder a sua última pergunta, e acabou também sem tocar em três coisas que importam mais que a marca do comprimido. Vou pelas suas próprias perguntas, na ordem em que você fez. Primeira: tomar uma hora antes do treino. Não faz diferença, e vale entender por quê, porque isso te livra de amarrar a sua rotina a um horário. A oxandrolona não é estimulante e não age na hora, ela age por acúmulo. A meia vida é de nove a dez horas, então em poucos dias o nível no sangue estabiliza e fica mais ou menos constante o dia inteiro. O que muda o resultado é a dose diária e o tempo de uso, e não o intervalo até o treino. Tome no horário que você não vai esquecer, junto com comida, e pronto. Segunda: dividir com faca. Dá para dividir, mas a faca de cozinha é o pior jeito. Os estudos que compararam métodos de partir comprimido mostram que faca e tesoura são justamente os que mais erram e os que mais esfarelam, com desvios que passam de vinte e cinco por cento numa parcela relevante das vezes, e o erro é maior ainda em comprimido sem sulco. Na prática, você acha que está tomando cinco e pode estar tomando sete em um dia e três no outro. Se for dividir, use um cortador de comprimido de farmácia, que custa pouco. Mas eu faria diferente, e essa é a informação que faltou no tópico inteiro. A oxandrolona é substância da lista C5 da Portaria trezentos e quarenta e quatro, ou seja, ela é legal no Brasil e existe em farmácia de manipulação, dispensada com receita de controle especial em duas vias. Isso significa que existe um caminho em que você tem a substância certa, na dose certa, sem faca, sem depender do conhecido de alguém e sem aquele seu tomara que seja. Se o seu incômodo era o vai saber né, esse é o jeito de resolver. Terceira, e essa é a pergunta que te fizeram e que ficou no ar: exames. Antes de começar, o mínimo é lipidograma completo, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, hemograma, glicemia e a pressão medida em casa algumas vezes por semana. O lipidograma é o mais importante e é o menos lembrado: a oxandrolona derruba o HDL, que é a fração protetora, e essa queda é rápida, acontece em semanas e não dá sintoma nenhum. Com quarenta anos, saber onde o seu colesterol está antes e depois vale mais do que qualquer foto de antes e depois. Nessa idade eu também pediria TSH e T4 livre, porque tireoide desregulada é causa comum de a gordura não sair mesmo com treino em dia. Agora as três coisas que ninguém te disse. A primeira é sobre o objetivo. Você escreveu que quer volume, definição e perder o bacon. A oxandrolona ajuda no primeiro e não faz o segundo. Ela não é termogênico e não queima gordura, ela favorece a construção e a preservação de músculo. Gordura só sai com déficit calórico, e há inclusive relato frequente de aumento de apetite com ela, o que empurra na direção contrária. Ou seja, se a comida não estiver ajustada, os noventa dias entregam volume e o bacon fica onde está. E aqui está o buraco do tópico: a sua dieta nunca foi postada. Você escreveu que faz mais ou menos como vê os outros fazendo e que deve estar errando, e a resposta que veio foi que não mudaria nada na dieta. Não dá para não mudar o que não foi visto. Sinceramente, se você postar uma semana de comida real e o seu peso médio, isso muda mais o seu resultado do que a escolha de marca que ocupou o tópico inteiro. A segunda é sobre o tempo. Foi sugerido usar por vinte semanas pelo menos, e o seu plano inicial era noventa dias direto. O risco de virilização em mulher acompanha dose e tempo, os dois juntos. Se for para fazer, dose baixa e período curto, com pausa depois, é bem diferente de cinco meses ininterruptos. E existem dois sinais que valem mais que todos os outros: engrossamento da voz e crescimento do clitóris. Acne, pelo e oleosidade voltam ao normal quando se para. Esses dois não voltam, são mudança de estrutura, e existe relato de voz alterada vinte anos depois. Se qualquer um dos dois der sinal, a conduta é parar no mesmo dia, e não terminar o ciclo que está pago. A terceira é a idade, e digo com respeito. Aos quarenta muita mulher começa a fase de transição para a menopausa, com ciclo menstrual ficando irregular. Se isso acontecer durante o uso, você vai ficar sem saber o que é o quê. Vale anotar como está o seu ciclo hoje, antes de começar, para ter com o que comparar depois. Por fim, uma coisa boa que apareceu no tópico e que eu assino embaixo: a sugestão de puxar mais carga com menos repetições. Olhando o seu treino, quase tudo está em doze, quinze e vinte repetições, com muita série e pouco descanso. Isso é ótimo para queimar, e é pouco para construir volume, que é justamente o que você disse querer. Trocar parte disso por seis a dez repetições com carga que exige de verdade, anotando o peso para bater na semana seguinte, é a mudança que mais rende no seu caso. É de graça e não cobra nada depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda para ciclo oxandrolona
@Apbm, seu último post ficou sem resposta, e ele é o mais importante do tópico: você voltou depois de um ano parada e pediu ajuda para recomeçar. Antes de qualquer coisa, vale dizer que voltar depois de um ano parada é mais difícil do que começar, e você voltou. Isso conta. Agora, antes de montar o recomeço, eu quero que você releia uma coisa que você mesma escreveu e que ninguém comentou na época. Semana oito, campo VOZ: levemente rouca, timbre agudo falha, as pessoas já notam diferença. E, no mesmo post, campo CLÍTORIS: um pouco inchado. Esses dois campos não são iguais aos outros da tabela. Acne, pelo, oleosidade e queda de cabelo melhoram quando se para. Engrossamento da voz e crescimento do clitóris são os dois que não voltam sozinhos. São mudança de estrutura, e existe relato de mulher com a voz alterada vinte anos depois do uso. Por isso, na semana oito, quando esses dois campos foram preenchidos ao mesmo tempo, e ainda com o detalhe de que outras pessoas já estavam notando, a conduta correta era interromper naquele dia. Na semana nove a voz continuava rouca e o protocolo seguiu igual. Não escrevo isso para culpar ninguém, e sim porque você está prestes a repetir o mesmo ciclo. Então a pergunta que decide tudo é essa: como está a sua voz hoje, um ano depois? Se ela voltou ao normal, você teve sorte. Se ficou alguma coisa, ainda que pequena, essa é a resposta sobre repetir doze semanas de oxandrolona. Segunda coisa, e essa passou completamente batida no tópico inteiro. Você tem tireoidite de Hashimoto e toma cento e setenta e cinco microgramas de levotiroxina, que é dose alta. Isso muda duas coisas. A primeira é que anabolizante mexe na própria interpretação dos seus exames de tireoide. Andrógenos e derivados reduzem a globulina ligadora de tiroxina, que é a proteína que carrega o hormônio no sangue. O efeito prático é que o T4 total cai, e essa queda não significa que você piorou. Existe ainda a descrição de uma redução transitória da necessidade de reposição no início, porque sobra hormônio livre por um período. Ou seja: se você entrar em ciclo sem avisar quem cuida da sua tireoide, corre o risco de alguém mexer na sua dose olhando um exame distorcido. Se for repetir, o combinado é TSH e T4 livre antes de começar, por volta da sexta semana e depois de terminar, sempre com T4 livre e não T4 total, e o seu endocrinologista sabendo que você está em uso. A segunda é mais simples e vale desde hoje. Levotiroxina precisa ser tomada em jejum, com pelo menos trinta a sessenta minutos antes de qualquer alimento, e o café, o leite e o whey nesse intervalo derrubam a absorção de forma relevante. Suplemento com cálcio ou ferro pede quatro horas de distância. Olhando a sua rotina, com whey e comida logo às cinco da manhã, vale conferir onde exatamente o comprimido está caindo. Não é detalhe: mal absorvida, a levotiroxina cria cansaço, queda de cabelo e dificuldade para perder gordura, que são exatamente as queixas que você atribuiu a outras coisas. E isso me leva ao cabelo. Na semana nove você escreveu que estava caindo bastante, e a resposta foi minoxidil. Minoxidil pode até ajudar, mas ele trata o sintoma. No seu caso específico existem três causas possíveis competindo ao mesmo tempo: o androgênio, a tireoide mal compensada e a ferritina baixa por dieta restritiva prolongada. Dá para ter ferritina baixa com hemograma normal, e nessa fase os sintomas são justamente queda difusa de cabelo e cansaço. Antes de creditar tudo à oxandrolona, peça hemograma, ferritina, TSH e T4 livre. É barato e responde. Agora a parte que eu acho mais importante, e vou ser direto porque você merece franqueza. Olhe a trajetória: sessenta e três e meio, subiu para sessenta e sete e seis, desceu para sessenta e quatro e oito, e depois um ano inteiro sem pisar na academia e comendo o que aparecia. O ciclo funcionou. O que não funcionou foi o que veio depois. E isso não é falha de caráter sua, isso é o desfecho previsível de um plano que, nas suas próprias palavras, exigia dois cardios por dia e passar fome. Você chegou a escrever que os dois cardios você não ia conseguir. Estava certa. Então o meu conselho sobre o recomeço vai na direção contrária da que você pediu. O que te falta não é composto, é uma rotina que sobreviva a um ano ruim. Quando você começou o primeiro ciclo, tinha seis meses de treino. Hoje você tem menos que isso de treino contínuo. Uma mulher de trinta e um anos, destreinada, voltando com seis meses de musculação bem feita e comida suficiente, ganha muita coisa sem hormônio nenhum, e ganha de um jeito que não some. E, se depois disso você quiser ciclar, vai ciclar em cima de uma base, que é quando o ciclo rende de verdade. Se ainda assim for repetir agora, o mínimo é: exames de tireoide e lipidograma antes, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, dose de dez miligramas por dia e não mais que isso, e o combinado inegociável de parar no dia em que voz ou clitóris derem sinal, sem esperar a tabela da semana seguinte. E deixa eu terminar pelo que interessa. Você escreveu, no meio do tópico, que na sua família você era motivo de piada e que jamais imaginou mudar sem cirurgia. Você mudou. Isso não some com um ano parada, porque a parte que você aprendeu continua sua. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda na dieta e treino
@F.rossi, o seu tópico é organizado de um jeito que muita gente com o dobro da sua idade não consegue, e o @Kami Back te acompanhou com paciência. Mas tem um número no seu primeiro post que passou batido por todo mundo, e ele é mais importante que a dieta e que o treino. Quinze anos, um metro e sessenta, trinta e oito quilos. Vou colocar isso em contexto, porque o número sozinho não diz nada. Seu índice de massa corporal dá quase quinze. Na referência da Organização Mundial da Saúde para menino de quinze anos, o valor central fica perto de vinte, e o limite abaixo do qual se classifica magreza fica em torno de dezesseis. Ou seja, você não está um pouco abaixo, você está abaixo do corte, encostado na faixa que se chama magreza acentuada. E repare no detalhe que muda a leitura: sua altura não é o problema. Um metro e sessenta aos quinze anos está dentro da faixa normal, um pouco abaixo do meio, e você ainda tem estirão pela frente. Quem está fora da curva é só o peso. Quando altura está razoável e peso está muito baixo, a explicação quase nunca é genética, é balanço de energia ou absorção. Por isso a primeira coisa que eu peço não é dieta nova. É consulta com pediatra ou endocrinologista pediátrico, levando seus pais junto, com exame de sangue pedido por ele. E aqui está a parte que interessa: o exame de rotina do plano, que você já fez e deu normal, não cobre o que mais importa nesse cenário. O que costuma entrar nessa investigação é hemograma, ferritina, TSH e T4 livre, glicemia, função renal, e principalmente a sorologia de doença celíaca, que é o anticorpo antitransglutaminase IgA junto com a dosagem de IgA total. Esse último par é o que quase sempre falta. Doença celíaca pode se apresentar sem nenhum sintoma intestinal, tendo baixo peso e crescimento abaixo do esperado como única manifestação, e a proporção de celíacos entre adolescentes investigados por déficit de crescimento isolado é alta o suficiente para que a sorologia seja rotina nessa avaliação. Se for isso, o tratamento é dieta, não é academia, e o ganho vem sozinho. Isso não é para te assustar. É que aos quinze anos existe uma janela de crescimento que não se repete, e vale gastar uma consulta para saber se tem algo tratável no caminho. Agora a parte da dieta, e aqui está o erro que explica o seu resultado. Você come duas mil e noventa e quatro calorias por dia. Treina seis vezes por semana, mais cardio, mais doze séries de abdominal duas vezes por semana. Você tem quinze anos, idade em que o corpo ainda gasta energia crescendo. Duas mil calorias não é bulking no seu caso, é manutenção, e os seus próprios números provam: você subiu duzentos e cinquenta gramas numa semana, perdeu na seguinte, e na terceira ficou igual. Isso é peso estável, e peso estável é manutenção. Não é falta de paciência, é aritmética. O ajuste é somar de trezentas a quinhentas calorias por dia sobre o que você come hoje, e conferir na balança em duas semanas. Se a média não subir, soma mais. E tem um segundo problema, que é o volume da comida. Você já disse que não está aguentando comer. Olhe a lista: trezentos gramas de batata doce, duzentos de arroz, quarenta e cinco de aveia, quatro frutas por dia, salada e legumes. É muito volume e muita fibra para pouca caloria, e isso enche o estômago antes de bater a meta. Quem come pouco não precisa de mais comida, precisa de comida mais densa. Coisas que resolvem isso sem aumentar o volume: leite integral no lugar do desnatado, mais azeite no arroz e nos legumes, mais pasta de amendoim, ovo inteiro em vez de clara, castanha, e usar a refeição líquida que você já criou de manhã também à noite. Só o azeite e a pasta de amendoim já rendem trezentas calorias sem ocupar espaço nenhum. A proteína, ao contrário do que costumam dizer, não é o seu gargalo. Cem gramas para trinta e oito quilos já é bastante. Se algo tiver que subir, é caloria vinda de gordura e carboidrato. Sobre a glutamina que foi sugerida, eu pularia. Não existe evidência decente de que ela aumente massa ou força em quem treina, e no seu caso o dinheiro rende muito mais em comida. Sobre a balança, eu discordo do conselho de esquecê la e ir pelo espelho. Esse conselho é bom para quem já está num peso saudável e sofre com oscilação de água. Não é o seu caso. Para você, o peso é justamente o desfecho principal, e o jeito certo é pesar sempre de manhã em jejum e olhar a média da semana, e nunca o número do dia. A oscilação de quatrocentos gramas que te assustou é água e intestino, e some quando você olha a média. Sobre o treino, duas coisas. Primeira, e para tirar um medo que talvez você tenha ouvido em casa ou na escola: musculação bem orientada não atrapalha o crescimento nem fecha as placas de crescimento. As entidades de treinamento esportivo são explícitas sobre isso, e o esporte é seguro e recomendado nessa idade. Você não precisa parar de treinar. Segunda, o treino que você montou tem volume de atleta adulto, com quarenta séries por sessão em alguns dias e sessenta séries só de abdominal e panturrilha por semana. Isso queima energia que você não tem sobrando e ocupa tempo que poderia ser de comer e dormir. Com oito meses de treino, quatro sessões por semana bem feitas, com cada grupo aparecendo duas vezes, rendem mais do que seis. Corte o abdominal para umas quatro séries e tire o cardio enquanto o objetivo for ganhar peso. E uma última coisa, dita com sinceridade: quando você postou que estava dolorido e não conseguiu treinar perna, e que no dia seguinte treinou melhor, você mesmo respondeu a sua pergunta sobre descanso. Confie nesse tipo de leitura, ela é boa. Resumindo o que eu faria em ordem: marcar a consulta e pedir a sorologia de celíaca, subir as calorias com comida densa em vez de mais volume, cortar cardio e abdominal em excesso, e reduzir para quatro treinos. Nessa ordem. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Aplicação de durateston no vasto lateral
Opa Cláudio blz? São algumas marcas, tipo a land gold chega a deixar um vermelho e uma fibrose, todas as marcas verificadas! Mas troquei de tipo de Ester parece que resolveu, estava com entanto troquei pra cipionato mesmo com a mesma frequência de aplicação não tem doido no pós!
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RickMaia começou a seguir Aplicação de durateston no vasto lateral
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Relato primeiro ciclo estetico
@bloko, o tópico morreu com uma pergunta sua sem resposta, e ela é justamente a mais importante do relato: se no fim do ciclo você corta tudo de uma vez ou vai reduzindo aos poucos. Vou responder isso, e mais três coisas que passaram batido. Sobre cortar aos poucos: com o que você montou, desmame não faz sentido, e o motivo é a farmacologia. O cipionato tem meia vida em torno de oito dias, então ele não desaparece quando você para de aplicar, ele vai caindo sozinho por semanas. Reduzir a dose no fim não devolve o seu eixo antes, só prolonga a supressão em nível baixo, que é o pior dos mundos. O procedimento padrão é o contrário: interrompe, espera o éster cair, e só então entra com o que serve para reacender a produção própria. Com cipionato, essa espera fica em torno de duas semanas. A oxandrolona é diferente e mais simples: meia vida de nove a dez horas, some em dois ou três dias, e não tem rebote nenhum ao parar. E agora um cuidado com o hCG, já que você disse que consegue com um amigo. Ele não entra junto com tamoxifeno ou clomifeno. O hCG aumenta o estradiol, que é exatamente o que esses dois precisam que esteja baixo no lugar certo para funcionar. Se for usado, é antes, e nunca sobreposto. Muita gente aqui usa os três ao mesmo tempo achando que soma, e na prática atrapalha. Segundo ponto, o anastrozol. Um miligrama por dia é dose de bloqueio praticamente total da aromatização, e estrogênio no chão não é neutro em homem: piora o perfil lipídico, prejudica osso e derruba libido e disposição, ou seja, cria sintomas que a pessoa atribui ao ciclo estar fraco. Inibidor de aromatase se usa por sintoma e com estradiol dosado, e não em dose fixa desde o primeiro dia por precaução. Tenha o comprimido guardado, mas não tome sem motivo. Terceiro, e esse ninguém viu. Você trocou o polivitamínico pelo ZMA e a orientação foi tomar todo dia antes de dormir. Olhe o rótulo que você mesmo transcreveu: quarenta miligramas de vitamina B6. A B6 em excesso e por tempo prolongado causa neuropatia periférica, que é formigamento, dormência e alteração de sensibilidade em pés e mãos. Não é raridade teórica: a autoridade europeia de segurança alimentar revisou isso em dois mil e vinte e três e fixou o limite superior em doze miligramas por dia para adultos, justamente tendo a neuropatia como o efeito crítico. O seu ZMA tem mais que o triplo disso numa dose só. Para uso de algumas semanas o risco é baixo, mas tomar todo dia por meses é onde os casos aparecem, e a recuperação, quando vem, é lenta. Os trinta miligramas de zinco também merecem atenção no uso contínuo, porque zinco em excesso compete com o cobre e pode levar a deficiência de cobre. Trinta por dia é considerado o limite sem efeito adverso observado, ou seja, você está exatamente no teto, e qualquer zinco vindo de outra fonte passa disso. A leitura prática: ZMA é útil para quem tem carência, não é vitamina de rotina. Se o objetivo era magnésio, tome magnésio puro, que não vem com B6 nem com zinco a reboque. E, se em algum momento aparecer formigamento em pés ou mãos, o primeiro item a cortar é esse, e não o ciclo. Por fim, o que eu acho mais importante e que não é sobre farmacologia. Você tem dois meses de musculação. Dois meses. E o seu treino é uma série única até a exaustão por exercício, com quatro exercícios para grupo grande. Esse é o momento da sua vida em que o corpo mais responde ao estímulo, e ele responde de graça. Iniciante ganha massa e força numa velocidade que nunca mais se repete, e você está prestes a atribuir esse ganho ao cipionato. Vai ficar impossível saber o que foi o quê, e, mais importante, você vai gastar agora um recurso que só se usa uma vez. E tem outro detalhe. Sua testosterona está em seiscentos e cinquenta, que é bom e na parte de cima da faixa. Você quer que ela volte rápido, e essa é a preocupação certa. Mas a chance de voltar existe uma vez, e ela é melhor quanto mais curto o histórico de uso. Com dois meses de academia, adiar essa decisão em doze meses te custa quase nada e te devolve muito. Se ainda assim for, o mínimo antes é hemograma completo, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, glicemia, pressão medida em casa, e o hormonal com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina. Você já tem a testosterona. Faltam LH e FSH, que são o que permite saber depois se o eixo voltou. E o treino: com dois meses, uma série única até a falha entrega pouco. Duas a quatro séries por exercício, com carga e repetição anotadas, tentando bater a semana anterior, e cada grupo aparecendo duas vezes por semana em vez de uma. Só isso muda mais o seu resultado nos próximos seis meses do que o ciclo inteiro que você montou. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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A mais nova musa do fórum! Amém!?
@Pati.P, projeto bonito e bem documentado, e cinco quilos e meio em cinco meses com a vida acontecendo no meio, incluindo covid, é resultado de gente séria. Mas eu vim aqui por causa de uma linha que você escreve em toda atualização como piada e que ninguém levou a sério. Libido, há muito desaparecida, segue, segue, segue, segue, segue. Isso está registrado em cinco atualizações seguidas. Não é frescura nem falta de vontade, é um sintoma, e ele quase sempre tem causa identificável. E, no seu caso, ele não vem sozinho: você também relata queda de cabelo, cansaço e pele oleosa com cravos, tudo isso enquanto está em déficit calórico contínuo desde setembro. Vou te dar as três hipóteses mais prováveis, todas verificáveis com exame barato. A primeira é a ferritina. Ela mede o estoque de ferro do corpo, e é a coisa mais esquecida em mulher que menstrua e faz dieta. E aqui está o detalhe que quase ninguém sabe: dá para ter ferritina baixa com hemograma normal, ou seja, sem anemia nenhuma. Os sintomas dessa fase são exatamente os seus: queda de cabelo difusa, cansaço e desânimo. Estudos com mulheres que perdem cabelo mostram ferritina bem mais baixa que a das mulheres sem queda, e valores abaixo de vinte a trinta são associados a risco aumentado. Peça ferritina junto com hemograma. Se estiver baixa, a correção é simples, e o cabelo costuma responder, com a ressalva de que a queda por ferro tem atraso de dois a três meses em relação à causa, e a recuperação também demora. A segunda é a própria dieta. Restrição prolongada com treino e aeróbico quase diário reduz a energia disponível, e o corpo responde economizando naquilo que ele considera dispensável para sobreviver. Libido é o primeiro item dessa lista, e alteração menstrual costuma ser o segundo. Não é fraqueza sua, é regulação. E é o tipo de coisa que melhora sozinha quando se faz uma pausa do déficit, com algumas semanas comendo na manutenção. Depois de cinco meses seguidos, essa pausa não é retrocesso, é manutenção do projeto. A terceira é tireoide, que dá cansaço, queda de cabelo e desânimo, e se resolve com TSH e T4 livre. Então, se eu pudesse pedir uma coisa para essa sua próxima atualização, não seria dieta nova. Seria hemograma, ferritina, TSH e T4 livre, vitamina D e glicemia. É barato, e responde de uma vez cinco meses de sintoma tratado como piada. Duas outras observações. Você citou que usa piracetam e ginkgo biloba. O ginkgo interfere na agregação das plaquetas, e existe alerta consolidado sobre risco de sangramento quando ele é combinado com anticoagulante ou com anti inflamatório e aspirina, além da recomendação de suspender antes de cirurgia ou procedimento dentário. As revisões não mostram aumento de sangramento com o extrato padronizado usado sozinho, então não é caso de pânico, é caso de avisar médico e dentista que você usa. E o piracetam é medicamento com indicação específica, não suplemento de rotina. Vale a pergunta honesta a quem prescreveu, ou a um médico se ninguém prescreveu: qual é o objetivo dele e por quanto tempo. E sobre o pós covid. Você contou que ficou sete dias sem treinar, voltou e o rendimento foi uma piada. Isso é o esperado, e o caminho é subir a carga aos poucos ao longo de duas a três semanas em vez de tentar recuperar tudo na primeira semana. Só vale um alerta que não é sobre estética: se você notar que o cansaço piora no dia seguinte ao treino, em vez de melhorar com o condicionamento, ou se aparecer falta de ar desproporcional, dor no peito ou coração disparado em repouso, isso é conversa com médico antes de continuar aumentando. Por fim, sobre a balança. Você trocou de balança na última pesagem e comparou os números direto. Balança diferente dá offset diferente, então esse dado não conta. E, mais importante: entre cinquenta e cinco e cem e cinquenta e cinco e oitocentos não existe diferença de gordura, existe variação de água e intestino, ainda mais em período menstrual. Use a média da semana e a fita métrica, e não a leitura do dia. Você errou uma atualização, pegou covid, menstruou e ainda assim segurou o peso. Isso não é o retorno das trevas. É o que acontece com quem construiu hábito. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1°ciclo primobolan+oxandrolona ou dura?
@Angel, seu tópico ficou sem nenhuma resposta. Vou responder as duas coisas que você perguntou: o medo do coração e a escolha entre os dois caminhos. Começo pelo medo, porque acho importante que ele fique no lugar certo. Aquele relato de que a oxandrolona acelera o coração é confusão com estimulante. Ela não é termogênico e não sobe frequência cardíaca por si. Se alguém sentiu palpitação, é bem mais provável que fosse cafeína, pré treino ou termogênico usados junto, ou ansiedade. Só que isso não significa que não exista risco cardiovascular, e não vou te dizer que não existe. Ele só é de outro tipo, e é silencioso. São basicamente três coisas. A primeira é o colesterol. A oxandrolona derruba o HDL, que é a fração protetora, e essa queda é rápida e mensurável em poucas semanas. Não dá sintoma nenhum. Só aparece no lipidograma. A segunda é a pressão arterial, que pode subir, também sem aviso. A terceira é o coração em si, e aqui há dado bom. Um estudo acompanhou usuários com ecocardiograma e encontrou aumento da massa do ventrículo esquerdo e piora da função de contração e relaxamento, com a magnitude acompanhando a dose semanal usada. A parte boa é que, nesse trabalho, os parâmetros voltaram ao normal depois da interrupção, com mediana de oito meses. A parte ruim aparece em quem usa por muitos anos e em doses altas, onde se descreve prejuízo parecido com o de cardiomiopatia. Ou seja, o risco existe, é ligado à dose e ao tempo, e não à sensação do momento. A conclusão prática disso é útil para você: o exame que responde ao seu medo não é sentir o coração. É lipidograma antes e no meio do caminho, pressão medida em casa algumas vezes por semana, e função hepática. Isso custa pouco e te dá tranquilidade real, em vez de tranquilidade por palpite. Agora a escolha, e aqui está a parte mais importante da minha resposta. Você perguntou se segue com primobolan mais oxandrolona ou se opta pelo Durateston. Essas duas opções não são equivalentes, e a diferença é enorme para uma mulher. Durateston é testosterona. É o hormônio masculino em dose de homem, uma ampola padrão contendo duzentos e cinquenta miligramas de ésteres. Para uma mulher de quarenta e oito quilos, isso é ordens de grandeza acima do que o seu corpo produz. É a escolha com maior potencial de virilização de todas as que estão na mesa. Quem te aconselhou a considerar isso como alternativa equivalente não estava pensando no seu caso. Primobolan e oxandrolona são justamente os dois compostos que aparecem como escolha de menor potencial virilizante, e por isso são os mais usados por mulheres. Não são inofensivos, mas a diferença entre eles e testosterona injetável, para você, é gigante. Então, se for para escolher entre as duas opções que você citou, a resposta é clara: não é o Durateston. E os sinais que você precisa vigiar são específicos. A maioria dos efeitos é reversível: acne, pele oleosa, pelo, queda de cabelo. Todos melhoram quando se para. Mas dois não voltam: engrossamento da voz e crescimento do clitóris. São mudança de estrutura, com relato de voz alterada vinte anos depois. Se qualquer um dos dois aparecer, a conduta é interromper no mesmo dia, e não anotar e seguir até o fim do ciclo. Isso vale muito mais que qualquer preocupação com o coração no seu caso. Por fim, uma observação sobre o objetivo, e digo com carinho. Você tem um metro e cinquenta e seis e quarenta e oito quilos. Isso já é magro. E você escreveu que quer crescer e secar o abdômen ao mesmo tempo. Esses dois objetivos pedem direções opostas de comida: crescer pede comer acima da manutenção, secar pede comer abaixo. Com três anos de treino e nesse peso, tentar os dois juntos costuma entregar nenhum dos dois. E tem uma coisa que talvez te surpreenda: no seu caso, o que faria o abdômen aparecer melhor provavelmente não é secar mais, é ter mais músculo. Com quarenta e oito quilos, não sobra muita gordura para tirar, e cada ponto a menos custa caro e rende pouco. Uma fase de ganho bem feita, comendo um pouco acima e treinando com progressão de carga anotada, muda mais a sua foto do que qualquer um dos dois ciclos que você está comparando. E é a única alternativa que não cobra nada depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.