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FISICULTURISMO
@Power Girl, respondendo à pergunta que você fez ao @Apollo Galeno, se é verdade que no profissional o hormônio é necessário: não é. Existem federações de fisiculturismo natural, com testes antidoping, que têm categoria Bikini e chegam ao nível profissional. Estrear natural, como você mesma cogitou, é uma decisão excelente: você descobre como o seu corpo responde à dieta e ao treino e sobe no palco sem colateral nenhum. Três pontos do tópico merecem atenção. O primeiro são os nódulos nas duas mamas que você citou. Antes de pensar em qualquer hormônio, eles precisam de avaliação com mastologista ou ginecologista, com ultrassom. Na maioria das vezes em mulheres jovens são nódulos benignos, mas o diagnóstico precisa vir antes de qualquer decisão sobre hormônios, e não depois. O segundo é a oxandrolona indicada pela nutricionista. Prescrição de hormônio não faz parte das atribuições do nutricionista, e com dois meses de treino e sem experiência de dieta, como o Apollo e o @Foston disseram, não há motivo para começar com ela. O terceiro é a aversão e o vômito. O @Locemar explicou bem: sair de comer pouco para uma dieta com o dobro da comida de uma vez é uma mudança grande demais para o estômago e para a cabeça. A transição costuma funcionar melhor em duas ou três semanas, aumentando as porções aos poucos e trocando os alimentos que causam enjoo por outros do mesmo grupo. E se o enjoo e o vômito continuarem mesmo comendo o que você comia antes, vale procurar um médico, porque aí pode não ser só adaptação. Para ver em quais categorias de federações naturais o seu físico se encaixa, a calculadora de categorias WNBF do site faz essa estimativa a partir das suas medidas: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/categorias-wnbf/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Escada
@NATHÁLIA ABIB, que bom que as dores diminuíram com a progressão que o @Apollo Galeno e o @MOTUMBO sugeriram. Queria acrescentar um critério de segurança e dois ajustes que costumam acelerar a melhora. A "canelite", ou síndrome do estresse tibial medial, é uma irritação do osso e dos tecidos que se prendem nele, e costuma melhorar exatamente assim, com volta gradual à carga. Mas existe um quadro parecido que precisa ser descartado: a fratura por estresse da tíbia. Os sinais que apontam para ela são dor concentrada em um ponto específico do osso, que você consegue apontar com um dedo, em vez de uma faixa difusa ao longo da canela; dor que continua em repouso ou aparece à noite; e dor que piora semana a semana mesmo com redução do treino. Se algum desses aparecer, vale uma avaliação com ortopedista e exame de imagem antes de insistir na corrida. Os dois ajustes que mais reduzem a carga na canela, além da técnica que o @Odin explicou, são aumentar a cadência, dando passos mais curtos e mais rápidos, uns 5 a 10% a mais de passos por minuto no mesmo ritmo, o que faz o pé tocar o chão mais embaixo do corpo quase sem esforço, e fortalecer a panturrilha e o músculo da frente da canela. O exercício que o @Batata... sugeriu, de levantar a ponta dos pés com o calcanhar apoiado, trabalha justamente a frente da canela, e a elevação de panturrilha em pé e sentada completa o trabalho. E a sua observação sobre o tênis faz sentido: troca de calçado mais o aumento de atividade, como a dança, são gatilhos comuns. Quando trocar de tênis, vale reduzir o volume nas primeiras semanas. A escada, como disseram, é uma ótima alternativa enquanto isso, porque tem impacto bem menor que a corrida. Para ver a execução dos exercícios de fortalecimento da perna, o orientador de exercícios do site tem as descrições: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/exercicios/
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AVALIAÇÃO DIETA - CUTTING
@Rafaela Matias, a comparação que o @Locemar postou fala por si, e a @Joaninha acertou no ponto que explica o resultado: déficit moderado, sem zerar carboidrato, sustentado por meses. Queria acrescentar dois pontos do seu relato que merecem atenção. O primeiro é o sono ruim com o cortisol um pouco alto no exame. Os dois se alimentam: dormir mal eleva o cortisol, e cortisol alto à noite atrapalha o sono. Vale saber também que o cortisol de sangue é muito sensível à hora e às condições da coleta, e sobe só pelo estresse de acordar cedo e ir ao laboratório. Um valor levemente alto isolado raramente significa doença, mas o sono ruim em si pesa no resultado: aumenta a fome, principalmente por doce, e reduz a recuperação do treino. Treinar de manhã, como você está fazendo agora, ajuda. Jantar pelo menos duas horas antes de deitar, cortar a cafeína depois do meio da tarde e manter horário fixo para dormir e acordar costumam fazer a maior diferença. O segundo é sobre os números da avaliação: perder 23 kg de gordura e ganhar 10 kg de massa magra em um ano é muito para uma mulher natural, mesmo treinando bem. Parte dessa massa magra provavelmente é água e glicogênio, ou erro do método de medida, principalmente se for bioimpedância, que oscila bastante com a hidratação. Isso não diminui o resultado, que está nítido nas fotos. Só ajuda a não se frustrar se a próxima avaliação não mostrar o mesmo ritmo de ganho. Sobre a flacidez, o ganho de massa muscular nas áreas afetadas é o que mais ajuda a preencher a pele, e o tempo com o peso estável faz a pele retrair aos poucos. Os tratamentos estéticos têm efeito mais modesto do que costumam prometer. Para acompanhar massa magra e gordura com um método mais estável, a calculadora de massa magra e massa gorda do site ajuda a fazer a conta a partir das suas medidas: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/massa-magra/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo + alimentação correta!
@Anemorena, 8 kg a menos com a cintura "sambando" é um resultado muito bom, e a pergunta sobre a queda de cabelo ficou sem uma resposta mais concreta. Ela tem uma explicação provável, e um ponto de atenção para o próximo passo. O mais provável é o eflúvio telógeno, a queda difusa que costuma aparecer de dois a três meses depois de um estresse forte no corpo. Perda de peso rápida, dieta restrita com jejum, trabalho em plantões alternando dia e noite e estresse emocional são exatamente os gatilhos clássicos, como o @Apollo Galeno e a @Joaninha suspeitaram. A boa notícia é que ela costuma ser autolimitada: quando o gatilho passa, a queda diminui e o cabelo volta em alguns meses. Vale checar algumas causas que pioram ou prolongam a queda e são fáceis de corrigir: ferritina e ferro, que costumam cair em mulheres em dieta, função da tireoide, vitamina D, zinco e se a proteína do dia está adequada, porque o cabelo é um dos primeiros lugares onde a falta aparece. O ponto de atenção: você está prestes a começar a oxandrolona, que é derivada da DHT, o hormônio ligado à queda de cabelo de padrão androgênico. Em quem já está com o cabelo caindo, ela pode somar outra causa à queda. Não é regra, mas vale observar se a queda muda depois de começar, e reduzir ou suspender se piorar, além de ficar atenta aos outros sinais de excesso androgênico, principalmente na voz. E as dores de cabeça e a tremedeira no jejum, que melhoravam depois de comer, são um sinal de que ele estava pesado para a sua rotina de plantões. Com trabalho noturno, janelas de jejum muito longas costumam cobrar caro. Para conferir se a proteína diária está suficiente para o seu peso e objetivo, a calculadora de proteína diária do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
Hoje
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Oxandrolona + Testosterona em Gel 5%
O tópico continuou no "Projeto Far Far Away Parte 2", mas há dois pontos daqui que valem ser registrados para quem chega pela busca, porque envolvem segurança e aparecem juntos no final. O primeiro é a combinação de parar o anticoncepcional com o plano de usar isotretinoína. A isotretinoína causa malformações graves no bebê se houver gravidez durante o uso ou no mês seguinte, e por isso ela só é prescrita com contracepção eficaz garantida, de preferência com dois métodos. Os androgênios do ciclo também são contraindicados na gestação, porque podem virilizar um feto do sexo feminino. Então, quem vai usar isotretinoína e hormônio ao mesmo tempo não pode ficar sem contracepção. Se o anticoncepcional oral não é opção, o DIU, de cobre ou hormonal, é o método mais seguro para esse cenário, e a escolha é com o ginecologista. Vale lembrar isso ao dermatologista na consulta. O segundo é sobre as agulhas. Como a @Joaninha disse, a agulha usada para aplicar nunca deve ser reutilizada. Mas a agulha de aspirar também não deveria ser guardada para usar de novo: a cada vez que ela entra no frasco, pode levar contaminação para dentro dele, e o frasco inteiro passa a ser a fonte de uma possível infecção nas aplicações seguintes. O ideal é agulha nova tanto para aspirar quanto para aplicar, e limpar a borracha do frasco com álcool antes de cada perfuração. Com caixas de 100, o custo por aplicação é pequeno perto do risco de um abscesso. E um detalhe técnico que o Bravo Costa trouxe logo no começo e vale repetir: testosterona manipulada a 5% em Pentravan tem absorção muito maior que em gel comum, e nessa concentração já corresponde a uma dose masculina. Para mulheres, as concentrações costumam ser bem menores. Para quem quiser consultar os efeitos e as precauções da isotretinoína e dos hormônios citados, o orientador de fármacos do site reúne essas informações: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Dieta normocalorica para hormonizados
@Junior Bigdog, dá para baixar gordura em manutenção, mas não no ritmo que você provavelmente quer, e vale entender por quê para escolher a estratégia. Com testosterona em 250 a 300 mg por semana, a recomposição em manutenção calórica acontece de verdade: o hormônio favorece a síntese de proteína muscular, e o corpo tende a ganhar um pouco de massa magra enquanto perde um pouco de gordura, com o peso quase parado. O problema é a velocidade. Sair de 15 a 16% para 10% significa perder algo em torno de 4 a 5 kg de gordura, dependendo do seu peso. Em manutenção, isso pode levar muitos meses, e boa parte das suas 20 semanas passaria sem uma mudança visível clara. Com um déficit moderado, de 300 a 500 kcal por dia, a mesma perda cabe em 8 a 12 semanas. E, justamente por estar usando testosterona, o risco de perder massa magra nesse déficit é bem menor do que seria natural. É a situação em que o cutting rende melhor. Os minicuttings são uma boa alternativa se a sua dificuldade é manter a dieta por muito tempo: blocos de três a seis semanas em déficit mais acentuado, intercalados com períodos em manutenção. No fim, o total de gordura perdida depende do déficit acumulado, então o melhor formato é o que você consegue sustentar. Qualquer que seja a escolha, mantenha a proteína alta, entre 1,8 e 2,2 g por quilo, e a carga no treino de força. E, como você vai ficar 20 semanas com testosterona, os exames no meio do período, principalmente hemograma e perfil lipídico, continuam valendo. Para comparar quanto tempo cada caminho levaria com os seus números, a calculadora de recomposição corporal do site ajuda a estimar: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/recomposicao-corporal/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato de cutting natural
@tassuxottz, o plano que o @Apollo Galeno passou está bem montado, e sobre o ciclo de carboidratos ele tem razão: num primeiro cutting, ciclar não traz vantagem que compense a complicação. O que decide o resultado é o total de calorias e de proteína no fim da semana, e isso você já tem. Vale ajustar a expectativa de tempo, porque é o que mais faz gente desistir no meio. Saindo de uns 20% com 72 kg para chegar perto de 9%, você precisa perder algo em torno de 9 a 10 kg de gordura. Num ritmo que preserva músculo, de 0,5 a 1% do peso por semana, isso leva de quatro a cinco meses, não 45 dias. Pode dar pausas no meio, e está tudo certo. E 9% é um percentual bem seco para natural, que exige disciplina no final. Muita gente descobre que fica ótima entre 11 e 13%, e decide ali. Três coisas que mais protegem a massa magra nesse processo: manter a carga alta no treino de força, mesmo que as repetições caiam um pouco, porque é o sinal para o corpo não descartar músculo. Proteína na meta todos os dias. E tratar o cárdio como complemento, sem deixar ele roubar a qualidade do treino de musculação. Sobre não se pesar por 45 dias, como o Apollo pediu, uma sugestão para acompanhar sem ansiedade é medir a cintura uma vez por semana, no mesmo horário. Ela mostra a perda de gordura sem as oscilações de água da balança. Para saber em que peso você deve chegar com cada percentual de gordura, mantendo a sua massa magra, a calculadora de peso ideal por percentual de gordura do site faz essa conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/peso-ideal/
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Baixar o BF% de 19% para 14%, secando e priorizando membros inferiores.
@nbsouzaa, a coceira nas pernas durante a corrida tem nome e costuma ter uma explicação tranquila, mas vale saber diferenciar os casos, porque o @Odin levantou uma possibilidade que merece atenção. O mais comum é o que se chama de "coceira do corredor": quando você começa a correr sem estar acostumada, os pequenos vasos da pele e dos músculos se dilatam muito rápido para levar mais sangue, e isso estimula as terminações nervosas e a liberação de histamina. A pele fica vermelha e coça bastante, principalmente nas coxas. Como o @Apollo Galeno disse, isso costuma diminuir e até sumir em algumas semanas de cárdio regular, porque a circulação se adapta. Reduzir a intensidade quando começar e seguir em frente é uma boa estratégia. A outra possibilidade é a urticária colinérgica, que o Odin citou: pequenas bolinhas vermelhas, tipo vergão, que aparecem com o calor e o suor, e que o @VNS descreveu na própria experiência. Ela não passa só com o hábito, mas tem tratamento, e o médico pode indicar um antialérgico para usar antes do exercício. A avaliação é com alergista ou dermatologista. E há um sinal de alerta que ninguém pode ignorar, mesmo sendo raro: se, além da coceira, aparecerem vergões espalhando pelo corpo, inchaço nos lábios ou nos olhos, aperto na garganta, dificuldade para respirar, tontura ou mal-estar forte, pare o exercício na hora e procure atendimento de urgência. Existe uma forma de alergia desencadeada pelo exercício, às vezes associada a algum alimento comido nas horas anteriores, que pode ser grave. Para começar o cárdio numa intensidade mais confortável e ir subindo aos poucos, a calculadora de frequência cardíaca máxima e zonas de treino do site ajuda a definir o ritmo de cada fase: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/fcmax/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Protocolo de Stanozolol para mulheres
@Meg ryan, a sua evolução ao longo do tópico foi muito boa, e a fase em que medidas mudaram com o peso quase parado, como o @Mullm observou, é recomposição de verdade. Como o título do tópico atrai muita gente procurando protocolo de estanozolol para mulheres, vale deixar alguns pontos técnicos registrados para quem chega aqui. Sobre o estanozolol em si: entre os compostos usados por mulheres, ele está entre os mais androgênicos, bem acima da oxandrolona, e costuma derrubar o HDL de forma forte. Por isso, mesmo em dose baixa, os sinais de virilização aparecem com mais facilidade. A escolha de começar só com oxandrolona, como o @Apollo Galeno sugeriu, faz mais sentido do que partir para o estanozolol. O masteron, citado como opção extra, também é derivado da DHT e bastante androgênico. Somado à oxandrolona, aumenta a carga total, e em mulheres o sinal que mais importa é a voz. Qualquer rouquidão, falha ou dificuldade de alcançar notas que antes alcançava é motivo para parar na hora, porque essa mudança costuma ser permanente. Sobre a ioimbina em jejum: ela tem algum efeito sobre a mobilização de gordura em jejum, mas pequeno, e costuma causar ansiedade, taquicardia, tremor e aumento da pressão, principalmente somada ao café. Quem é ansiosa ou tem pressão alta deve evitar. E vale saber que no Brasil a ioimbina é medicamento, não suplemento, então o que é vendido em loja de suplementos está fora do circuito regulado. O vinagre de maçã antes do treino é inofensivo, mas o efeito sobre a perda de gordura é mínimo. Para quem quiser comparar oxandrolona, estanozolol e masteron para o perfil feminino com os próprios exames, o gerador de protocolo hormonal simulado do site sinaliza quando um composto ou uma combinação ficam arriscados demais. É uma simulação para estudo, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Evolução de shape
@ThiagoFerrer, uma pergunta sua ficou sem resposta: qual especialidade procurar para pedir os exames. Qualquer clínico geral ou médico de família pode pedir, inclusive na unidade básica de saúde pelo SUS, e o endocrinologista é a especialidade mais indicada para interpretar a parte hormonal. Vale ser franco com o médico sobre o que você usa, porque isso muda a leitura dos resultados. Também é possível fazer os exames particulares em muitos laboratórios sem pedido médico, pagando direto. Uma bateria útil para quem está ciclando é: hemograma, colesterol total e frações, triglicerídeos, TGO, TGP, gama GT, creatinina, testosterona total, estradiol, LH, FSH e glicemia. E um ponto importante sobre o abscesso que você teve: o estanozolol injetável é uma suspensão em água, com partículas do hormônio em suspensão, e é conhecido por doer e irritar o local muito mais que os injetáveis em óleo. Ele tem risco de abscesso maior justamente por isso. Como você já teve um que precisou de drenagem, vale redobrar os cuidados que realmente reduzem o risco: assepsia rigorosa, agulha nova a cada aplicação, nunca compartilhar frasco nem agulha, agitar bem para a suspensão ficar homogênea e não aplicar em local que ainda esteja dolorido ou endurecido. E ficar atento aos sinais de infecção: vermelhidão que se espalha, calor, dor que piora depois de dois dias, área mole com sensação de líquido e febre, que pedem atendimento. O que o @Locemar e o @Apollo Galeno disseram vale muito: com a estrutura que você tem, dieta pesada na balança e treino de pernas em dia fazem mais diferença que qualquer ajuste de ciclo. Para organizar o ciclo com exames e cronograma no mesmo lugar, o gerador de protocolo hormonal simulado do site pede os seus dados e sinaliza os riscos. É uma simulação para estudo, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Desenvolvendo Shape
@Andressa Souza, o seu diário é um exemplo de ciclo bem conduzido: dose baixa, exames antes e depois e, como o @Apollo Galeno disse, tudo de volta à normalidade depois. Vale deixar duas considerações para o próximo passo que você comentou. Sobre a sensação de reter quando sobe o carboidrato: quando o carboidrato aumenta, o músculo repõe o glicogênio, e cada grama de glicogênio vem com cerca de 3 gramas de água. Por isso o peso sobe um ou dois quilos nos primeiros dias e o corpo parece mais cheio. Não é gordura, é o estoque do músculo sendo reabastecido, e costuma até melhorar o treino. Subir aos poucos, como você está fazendo, e olhar a tendência de duas ou três semanas em vez do peso de um dia ajuda a não se assustar com isso. Sobre a boldenona: ela é diferente da oxandrolona em pontos que pesam para mulheres. É injetável de éster longo, então continua agindo por semanas depois da última aplicação, e se aparecer um sinal de virilização, parar não resolve rápido. Ela é mais androgênica que a oxandrolona para a maioria das mulheres, e sobe bastante o hematócrito. Se decidir seguir, o que costuma dar mais margem de segurança é dose baixa, observação da voz desde a primeira semana, parando ao primeiro sinal de rouquidão, e hemograma no meio do ciclo, além dos exames que você já faz. E fazer a secada natural antes, como você planejou, é uma ótima decisão: começa com menos gordura e sabe exatamente o que o hormônio acrescentou. Para comparar os dois cenários, repetir a oxandrolona ou usar boldenona, com os seus exames em mãos, o gerador de protocolo hormonal simulado do site pede os valores e sinaliza os riscos de cada composto para mulheres. É uma simulação para estudo, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Treinamento hit e duas refeições por dis
@Hungry Tigger 24 horas, 40 kg a menos e mantidos por tanto tempo é o tipo de resultado que a maioria das dietas não consegue entregar. Manter é mais difícil que perder, e os estudos de acompanhamento de quem emagrece mostram que só uma parcela pequena segura o peso por anos. Quem consegue quase sempre faz o que você descreveu: uma rotina alimentar simples, repetível e sem extremos, mais do que qualquer dieta da moda. Para quem chega aqui inspirado pelo seu relato, vale uma sugestão para manter isso de forma equilibrada a longo prazo: variar as fontes dentro da mesma lógica. Alternar frango e peixe, incluir ovos, feijão e outras leguminosas, e diferentes cereais e vegetais ajuda a cobrir vitaminas e minerais que uma dieta muito repetida pode deixar faltar, como ferro, vitamina B12 e ômega-3. E somar treino de força ajuda a preservar massa muscular, que é o que mantém o metabolismo ativo depois de uma grande perda de peso. Parabéns pela constância.
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Treino
@Edileia Formiga, como o @Odin perguntou, depende de que tipo de crescimento você quer, então vou responder aos dois. Se for altura: nenhum tipo de treino aumenta a estatura. O crescimento dos ossos em comprimento acontece nas placas de crescimento, que se fecham no fim da adolescência, geralmente entre os 16 e os 20 anos. Depois disso, a altura óssea está definida. O que o treino consegue é melhorar a postura, e isso faz diferença real: fortalecer as costas, o abdômen e os glúteos e alongar a musculatura da frente do quadril e do peito corrige ombros caídos e curvatura exagerada, o que pode devolver um ou dois centímetros de altura aparente e melhora muito a presença. Se for massa muscular: qualquer treino de musculação com progressão de carga funciona. O que faz crescer é o volume de séries levadas perto da falha por grupo muscular, somado a proteína e calorias suficientes. Com 1,77 m, você tem uma estrutura grande, e costas largas e pernas fortes aproveitam bem essa altura. Se completar o tópico com idade, peso, tempo de treino e objetivo, como o @gdamasceno pediu, dá para te ajudar de forma bem mais específica.
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Operei ginecomastia, mas continuo com lipo unilateral
@Gabriel Braga, antes de concluir que a diferença é só gordura, vale saber que dois meses é cedo para avaliar o resultado de uma cirurgia de ginecomastia. Inchaço, retenção de líquido na região e endurecimento da cicatrização interna podem durar de três a seis meses e costumam ser maiores do lado em que houve mais tecido retirado, que no seu caso foi o direito. Muita gente que acha que ficou assimétrico nesse período vê a diferença diminuir bastante até o sexto mês. Se a assimetria continuar depois disso, as possibilidades são três: gordura, sobra de tecido glandular ou fibrose da cicatrização. Um ultrassom da região distingue bem as três, e é o exame que o cirurgião costuma pedir no retorno. Respondendo às suas perguntas: se for gordura, reduzir o percentual de gordura diminui os dois lados, e a diferença tende a ficar menos visível, embora a proporção entre eles possa se manter, porque a distribuição de gordura é bastante individual. E no bulking, sim, a tendência é o lado que acumula mais continuar acumulando mais. Por isso um superávit controlado ajuda. Se sobrar uma diferença que incomode depois de tudo estabilizado, uma lipoaspiração complementar localizada costuma resolver, e vale conversar com o cirurgião sobre isso no retorno. Um sinal para observar: se o lado direito ficar mais duro, sensível ou com uma área que parece conter líquido, avise o cirurgião, porque acúmulo de líquido após a cirurgia às vezes precisa ser drenado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Quantidade de glúten na aveia que sofre contaminação cruzada
Voltando à pergunta que eu mesmo deixei aqui, porque hoje ela tem resposta com números. O estudo mais citado é de Thompson e colaboradores, publicado no New England Journal of Medicine em 2004. Eles analisaram 12 embalagens de aveia comum de três marcas e quatro lotes diferentes. Três tinham menos de 20 ppm de glúten, que é o limite usado para considerar um alimento sem glúten. As outras nove variaram de 23 até 1.807 ppm. Um levantamento no Canadá, publicado em 2011, encontrou o mesmo padrão: a maioria das amostras de aveia comum acima do limite, com variação enorme de lote para lote. @fisiculturismo, sobre a ideia de que a aveia teria mais glúten que o trigo, vale colocar na escala. A farinha de trigo tem em torno de 8 a 12% de glúten, ou seja, algo como 80.000 a 120.000 ppm. Mesmo o lote de aveia mais contaminado do estudo, com 1.807 ppm, tem dezenas de vezes menos glúten que o trigo. Para quem tem doença celíaca, isso ainda é demais, e a aveia certificada sem glúten é obrigatória. Mas não faz a aveia comum virar uma fonte de glúten comparável ao trigo. E, revendo a minha própria premissa com o que a literatura mostra hoje, preciso ajustar o que escrevi em 2019: para quem não tem doença celíaca, alergia ao trigo ou sensibilidade diagnosticada ao glúten, não há boa evidência de que o glúten irrite a parede intestinal. Nesse caso, como a @Talyta Machado disse, a quantidade residual da aveia comum não justifica pagar mais caro pela certificada. Para quem tem diagnóstico, aí sim, só a certificada. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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JUNTOS SOMOS FORTES = TREINOS EM CASA
Ótima iniciativa do @Apollo Galeno, e o tópico virou uma coleção valiosa de exercícios. Para quem chega aqui procurando treino em casa, vale fechar com a base científica que explica por que isso funciona e como tirar o máximo dele. A dúvida mais comum é se dá para ganhar músculo sem carga pesada. Dá. A metanálise de Schoenfeld e colaboradores, de 2017, comparou treino com cargas altas e baixas e encontrou hipertrofia parecida, desde que as séries sejam levadas perto da falha. Com carga leve, o que muda é que são necessárias mais repetições para chegar lá. Ou seja, peso do corpo, elásticos e mochila funcionam, desde que a série termine realmente difícil. O desafio em casa é a progressão, já que não dá para colocar mais anilha. As formas mais eficientes de progredir são: Cadência mais lenta, com três a quatro segundos na descida. Pausas na posição mais difícil, como parar embaixo no agachamento. Exercícios unilaterais, que dobram a carga relativa em cada perna ou braço: agachamento búlgaro, pistol assistido, flexão com um braço apoiado mais alto. Versões mais difíceis do mesmo movimento, como a progressão de calistenia que o @Kabul trouxe: da flexão inclinada para a flexão normal, depois pés elevados, depois arqueiro. Menos descanso entre as séries ou mais repetições a cada semana, anotando para conferir a evolução. Com isso, e com proteína suficiente, dá não só para manter como para ganhar massa treinando em casa por um bom tempo. Quem voltou à academia depois do período em casa geralmente percebe que perdeu muito menos do que temia. Para quem quiser um treino em casa já organizado a partir do equipamento disponível, o gerador de treino simulado do site monta a divisão. É um rascunho para ajustar conforme a evolução: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/
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ciclo de 5 semanas masteron + primobolan
@мσηιqυє ѕσυzα, você tomou uma decisão madura ao desistir do ciclo depois de ouvir o pessoal, e as fotos de 15 dias já mostram diferença, como a @Joaninha disse. Queria responder a uma dúvida que ficou para trás: como adaptar os treinos da consultoria para casa. A lógica é trocar cada exercício de máquina por um que trabalhe o mesmo músculo, e compensar a falta de carga com mais repetições, execução mais lenta ou versões mais difíceis. Alguns exemplos práticos: Leg press e agachamento no aparelho viram agachamento búlgaro, com o pé de trás apoiado no sofá ou numa cadeira, e agachamento com mochila carregada nas costas. Mesa e cadeira flexora viram stiff com mochila ou garrafas de água e flexão de joelhos deitada no chão, deslizando os pés com uma toalha. Glúteo na máquina vira elevação de quadril com uma perna só, apoiando os ombros no sofá. Puxada e remada viram remada com mochila ou com elástico preso na porta. Supino e peck deck viram flexão, começando com as mãos apoiadas na mesa ou no sofá se ainda estiver difícil. Para o treino continuar funcionando, o que importa é chegar perto da falha em cada série e tentar fazer uma repetição a mais a cada semana. Com isso, dá para manter e até ganhar massa em casa por um bom tempo. E, sobre a dúvida do início do tópico: mulheres não costumam fazer TPC como os homens, com tamoxifeno ou clomifeno. Mas como você decidiu não usar, isso ficou para trás. Se quiser um treino em casa já organizado com o que você tem disponível, o gerador de treino simulado do site monta a divisão a partir do seu equipamento e do seu nível. É um rascunho para ajustar: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/
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GHRP6+Stano+Masteron
@flaviaale, o @Locemar, a @Joaninha e o @Apollo Galeno já responderam o essencial, e vou acrescentar um detalhe sobre a combinação do título que faz ela ser especialmente ruim para quem quer perder peso. O GHRP-6 age imitando a grelina, o hormônio da fome. Ele estimula a liberação de hormônio do crescimento, mas o efeito mais conhecido e mais forte dele é aumentar muito o apetite, a ponto de ser usado por quem tem dificuldade de comer em fase de ganho de massa. Para quem está em dieta hipocalórica e já acha difícil perder peso, é a última coisa que ajuda. Estanozolol e masteron não queimam gordura, como o Locemar explicou. Em déficit calórico eles podem ajudar a preservar massa magra, mas a perda de gordura continua vindo da dieta. E, para mulher, são dois dos compostos mais androgênicos: juntos, somam risco de virilização, com voz mais grossa, pelos no rosto, acne e queda de cabelo, além de derrubarem o HDL. A mudança na voz costuma ser permanente. Quando a dieta hipocalórica "não funciona", quase sempre o déficit é menor do que parece. Porções estimadas no olho, óleo de preparo, bebidas e fins de semana somam bastante. Pesar a comida e anotar tudo por uma ou duas semanas costuma revelar onde está a diferença. E o treino em casa, com peso do corpo, elásticos ou garrafas, ajuda a manter o músculo durante a perda de peso. Para conferir se as calorias da sua dieta realmente criam um déficit para o seu peso, a calculadora de déficit calórico do site faz a conta a partir dos seus dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/deficit/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Projeto Far Far Away Parte 2
Relato muito rico, com evolução clara nas fotos, voz monitorada a cada atualização e exames acompanhados. Vale destacar para quem chega aqui pela busca um episódio do meio do tópico que o @Apollo Galeno identificou bem, porque ele acontece mais do que se imagina. A autora contou que tomou rosuvastatina com ezetimiba por alguns dias antes dos exames, para "melhorar" o lipidograma, e que vinha usando ibuprofeno, nimesulida e outro anti-inflamatório por cólica, garganta e lombar. Isso tem dois efeitos. O primeiro: remédio para colesterol tomado só antes da coleta esconde exatamente o dado que o exame serve para mostrar, que é quanto o ciclo está mexendo no seu colesterol. Você fica com um número bonito e sem saber o risco real. O segundo: vários desses remédios passam pelo fígado. A nimesulida, em especial, tem histórico de lesão hepática e foi retirada do mercado em alguns países europeus por isso. Somando estatina e anti-inflamatórios, a alteração nas enzimas do fígado provavelmente veio desse conjunto, e não do hormônio, como o Apollo apontou. A lição prática: exame de controle serve para mostrar o efeito real do que você está usando. Nada de remédio "para o exame", e se precisar de analgésico ou anti-inflamatório na semana da coleta, informe ao laboratório e a quem vai interpretar. Sobre a cirurgia das amígdalas, a orientação do seu médico de parar tudo antes foi correta. Hormônios, anti-inflamatórios e suplementos podem interferir no sangramento e na cicatrização. E conte ao cirurgião e ao anestesista tudo o que foi usado nos últimos meses, inclusive a testosterona, porque isso entra na avaliação de risco. Voltar ao treino e ao projeto depois, só com a liberação de quem operou. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Vida de sanfona: nutricionista, nutrólogo e psiquiatra não deram jeito.
O relato que abriu este tópico e a conversa com a @Rafaela60 no final tocam num ponto que muitas mulheres vivem e pouca gente explica: a compulsão que piora na TPM. Vale deixar registrado o que se sabe, porque isso muda a estratégia. Nos dias antes da menstruação, na chamada fase lútea, o gasto de energia em repouso sobe um pouco, e a fome e a vontade de doce aumentam de forma bem documentada. Não é falta de disciplina, é hormonal. Uma estratégia que costuma funcionar melhor do que brigar com isso é planejar esses dias: aumentar um pouco as calorias, algo como 100 a 200 kcal, de preferência com carboidrato e proteína, e deixar um doce já previsto no plano, em vez de proibir tudo e desandar. O resultado da semana fica melhor do que o da restrição rígida que termina em compulsão. E quando a TPM chega ao ponto de "comer até o reboco da parede", como foi descrito no início do tópico, com descontrole, irritabilidade forte e prejuízo no dia a dia, é possível que não seja uma TPM comum. O transtorno disfórico pré-menstrual é uma condição reconhecida, que atinge uma parcela das mulheres e tem tratamento eficaz. Algumas medicações usadas continuamente ou só na segunda metade do ciclo, e certos anticoncepcionais, reduzem bastante os sintomas. É uma conversa que vale ter com ginecologista ou psiquiatra, porque muda a qualidade de vida e, junto, a aderência à dieta. Sobre o que a Rafaela disse, de identificar o gatilho, é exatamente o que as terapias com melhor evidência para compulsão fazem: anotar quando acontece, o que veio antes e o que foi sentido. Com o tempo, o padrão aparece, e fica mais fácil se antecipar. Por fim, a crise de pressão alta relatada com um pré-treino estimulante é um sinal importante. Quem já teve isso deve evitar esse tipo de produto, porque a reação tende a se repetir. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Psicose E Bipolaridade
@Rodrigo Vilela!, a resposta honesta é que, com histórico de psicose e transtorno bipolar, os anabolizantes trazem um risco bem acima do da média, e vale entender por que antes de qualquer decisão. Os esteroides anabolizantes, principalmente em dose acima da fisiológica, podem provocar sintomas parecidos com mania: euforia, irritabilidade, impulsividade, pouca necessidade de sono e, em casos mais graves, sintomas psicóticos. Num estudo controlado com homens saudáveis recebendo testosterona em dose alta, cerca de 16% desenvolveram sintomas de hipomania, alguns de forma acentuada. Em quem já tem transtorno bipolar, esse efeito pode desencadear uma crise, e as crises tendem a ser mais difíceis de controlar. Além disso, o fim do ciclo, quando a testosterona cai abaixo do normal por semanas, é um período associado a depressão, que é o outro lado do bipolar. Também há interação com o tratamento. Se você usa estabilizador de humor, como o lítio, ou antipsicóticos, o hormônio pode interferir no controle dos sintomas, e alguns desses remédios já mexem com hormônios por conta própria. Por isso, o caminho mais seguro é levar essa pergunta ao seu psiquiatra, com franqueza. Um ponto que vale investigar com ele: alguns antipsicóticos elevam a prolactina, o que pode baixar a testosterona e causar cansaço, libido baixa e dificuldade de ganhar massa. Se esse for o seu caso, existe tratamento para isso dentro do acompanhamento médico, sem precisar de ciclo. E, independentemente do hormônio, treino de força e dieta bem feitos ajudam muito no humor e no sono, que são justamente pontos sensíveis para quem tem bipolaridade. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Chip de Gestrinona, iniciante, dúvidas...
@Lorrana, respondendo às suas duas perguntas: a gestrinona pode sim alterar a voz, e o resultado estético que ela promete tem pouca base científica. Vale entender por quê, porque o seu caso tem outros pontos importantes. A gestrinona é um hormônio com ação androgênica, criado para tratar endometriose. O chamado "chip da beleza" não é um produto aprovado pela Anvisa para fins estéticos, e as sociedades brasileiras de endocrinologia e de ginecologia recomendam não usar esses implantes manipulados, justamente pela falta de estudos de eficácia e segurança e pela dose liberada imprevisível. Os efeitos androgênicos descritos incluem acne, oleosidade, queda de cabelo, aumento de pelos e alteração na voz, que pode ser permanente. Ela também costuma piorar o colesterol, especialmente o HDL. Repare numa contradição no seu tratamento: a gestrinona estimula acne e oleosidade, e você está usando isotretinoína para tratar acne e espironolactona, que tem ação antiandrogênica. Parte dos remédios está combatendo o efeito de outro. É uma boa pergunta para levar ao médico, como o @Foston sugeriu ao falar em retirar o implante. Os pontos positivos: a metformina é uma escolha adequada para resistência à insulina, e o DIU de cobre é um método contraceptivo eficaz, o que é obrigatório durante o uso de isotretinoína, porque ela causa malformações graves se houver gravidez. Para a resistência à insulina e o percentual de gordura, o que tem mais evidência é o que você já começou: dieta com déficit moderado, treino de força regular e, com o tempo, perda de peso, que por si só melhora a sensibilidade à insulina. Enquanto usar o implante, observe a voz, e ao primeiro sinal de rouquidão ou voz mais grave, procure o médico para discutir a retirada. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Efeitos dos EAs no snc
@Pedro C Almeida, a sua pergunta é das mais importantes que alguém com o seu histórico pode fazer antes de pensar em ciclo, e ela tem mais dados do que parece. O estudo que o @Locemar trouxe mostrou pouco efeito sobre o humor na média. Mas média esconde exatamente o que interessa no seu caso: quem reage diferente. O estudo mais direto sobre isso é de Pope e colaboradores, publicado em 2000. Deram testosterona em dose subindo até 600 mg por semana a homens saudáveis, contra placebo. A maioria, 84%, teve efeitos mínimos no humor. Mas 12% ficaram levemente hipomaníacos, com euforia, irritabilidade e menos sono, e 4% tiveram sintomas acentuados. Ou seja, mesmo a testosterona, que o @Foston lembrou ser bioidêntica, pode mexer no humor em uma minoria sensível quando a dose é suprafisiológica. E quem já tem predisposição a ansiedade e pânico tende a estar mais perto dessa minoria. Há ainda dois pontos que costumam pesar mais do que o ciclo em si. O primeiro é o fim do ciclo: quando a testosterona externa sai e a produção natural ainda está suprimida, o nível cai abaixo do normal por semanas, e esse período é o que mais se associa a depressão, desânimo e ansiedade em usuários. Para quem já teve depressão, é a fase de maior risco. O segundo é o composto: a trembolona tem relatos frequentes de ansiedade, insônia, irritabilidade e sonhos intensos, e costuma ser a pior escolha para quem tem histórico de pânico. Se você decidir seguir, os cuidados que mais protegem são: conversar antes com um psiquiatra sobre o seu histórico, usar só testosterona em dose moderada, evitar trembolona e outros compostos com fama de mexer no sistema nervoso, planejar bem a TPC e combinar com alguém próximo para avisar se notar mudança de comportamento, porque a pessoa costuma ser a última a perceber. Sono piorando é muitas vezes o primeiro sinal. Para consultar os efeitos descritos de cada composto no sistema nervoso e no humor, o orientador de fármacos do site reúne essas informações: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Anabolizantes que dão menos acnes
@miriamarguet, como o @Locemar e o @Apollo Galeno disseram, não existe um anabolizante que garanta menos acne, porque a resposta é muito individual. Mas dá para dizer o que mais pesa: a acne causada por androgênio depende principalmente da dose. Quanto mais androgênio circulando, mais a glândula sebácea produz óleo. Por isso, a menor dose eficaz é a medida que mais protege, com qualquer composto. E vale um ponto que muda a leitura para mulheres: acne nova durante o uso é um dos primeiros sinais de que a carga androgênica está acima do que o seu corpo tolera. Ela costuma vir antes dos sinais que não voltam, como alteração na voz. Então, mais do que buscar o composto que dá menos acne, a acne serve de aviso para reduzir a dose. Sobre a isotretinoína que o @Foston citou: ela é muito eficaz para acne, mas em mulher exige um cuidado que não pode faltar. Ela causa malformações graves no bebê se houver gravidez durante o uso ou até um mês depois, então contracepção eficaz é obrigatória, e o uso é com acompanhamento de dermatologista. Ela também mexe no fígado e no colesterol, e somada a um esteroide oral como a oxandrolona, que faz o mesmo, a sobrecarga se soma. Vale fazer exames de fígado e lipídios antes e durante. Para acne leve a moderada, há opções com menos impacto: tratamentos tópicos como retinoides e peróxido de benzoíla, que o dermatologista ajusta conforme o tipo de pele. Para consultar os efeitos colaterais descritos de cada composto e da isotretinoína, o orientador de fármacos do site reúne essas informações: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Me ajude a sair do efeito sanfona.
@tlelissb, o efeito sanfona que você descreve, perder 11 kg e voltar 15, depois de "todas as dietas possíveis", tem uma explicação que tira a culpa de você e muda a estratégia: dietas muito restritivas quase sempre terminam assim. Quanto mais proibido e mais rápido, maior a fome, a ansiedade e a chance de compulsão depois. Não é falta de força de vontade, é a resposta esperada do corpo e da cabeça à restrição forte. Por isso, o caminho que costuma quebrar o ciclo é o oposto: um déficit calórico moderado, que faça você perder algo entre 0,5 e 1 kg por semana, sem alimentos proibidos, com proteína em todas as refeições para segurar a fome, e com espaço planejado para o que você gosta. É mais lento no começo, mas é o que se sustenta por meses. Sobre engordar 2 kg só de pensar em comer: isso é água, não gordura. Sal, carboidrato, ciclo menstrual e intestino mexem de 1 a 2 kg na balança de um dia para o outro. Para não se frustrar, pese-se sempre no mesmo horário, olhe a média da semana e meça a cintura. Ganhar gordura de verdade exige comer cerca de 7.000 kcal a mais para cada quilo. Duas coisas que fazem muita diferença no seu caso. Voltar ao treino de força, ou ao muay thai que você já gostava, porque o músculo aumenta o gasto e melhora a relação com o corpo. E cuidar da parte emocional com a mesma seriedade da dieta: a compulsão ligada à ansiedade tem tratamento eficaz, e a terapia cognitivo-comportamental é a abordagem mais estudada para isso. Não é sinal de fraqueza pedir ajuda, é o que costuma fazer a diferença entre esse ser mais um emagrecimento ou o último. E a meta de chegar na casa dos 80 kg é bem realista. Os primeiros 5 a 10 kg já trazem ganhos importantes de saúde e disposição. Para calcular um déficit moderado a partir dos seus dados, em vez de adivinhar, a calculadora de déficit calórico do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/deficit/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.