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  1. Última Hora

  2. O tópico foi reaberto depois de dez anos e continua sendo achado por quem procura shape estético, então vale acrescentar a parte médica, que ficou totalmente de fora da discussão original. Comecemos pelo que aconteceu, porque isso muda a leitura de tudo que está escrito acima. O Aziz morreu aos 22 anos, de parada cardíaca, em uma sauna em Bangcoc, em 2011. O laudo apontou um defeito cardíaco congênito que ele não sabia ter, e o irmão dele, que era médico, veio a falecer alguns anos depois também por causa cardíaca. Ou seja, existia uma vulnerabilidade de base, e sobre ela foram colocados anos de uso pesado, desidratação e calor extremo. É exatamente esse o padrão que preocupa em quem repete o protocolo: o problema quase nunca é a substância isolada, é a substância encontrando um coração que ninguém examinou. E olhando o protocolo do primeiro post com esse olhar, ele é praticamente um teste de estresse cardíaco. Trembolona por doze a quatorze semanas é dos compostos que mais elevam a pressão e mais derrubam o HDL, com efeito direto sobre o remodelamento do músculo cardíaco. Clembuterol é agonista beta 2 com ação também no receptor beta 1 do coração, ou seja, taquicardia, tremor, palpitação e, em uso prolongado, hipertrofia ventricular e risco de arritmia. T3 em uso contínuo acelera ainda mais a frequência cardíaca e aumenta o consumo de oxigênio pelo miocárdio. Cada um desses três, sozinho, já exige cautela. Os três juntos, por meses, somam três estímulos na mesma direção. Se ainda entrar diurético e desidratação, como foi mencionado no tópico, você acrescenta distúrbio de potássio, que é o gatilho clássico de arritmia grave. Duas correções técnicas que ficaram registradas erradas na página e vale desfazer. Primeiro, clembuterol não é anticatabólico em ser humano nas doses usadas. Esse efeito vem de estudos em bovinos com doses proporcionalmente muito maiores, e não se reproduz em gente. Segundo, T3 em quem tem tireoide normal não é ferramenta de definição inteligente, porque ele acelera a perda de massa magra junto com a gordura e suprime a produção própria de hormônio tireoidiano, deixando um período de metabolismo lento justamente quando a pessoa para. E o DNP, citado mais adiante no tópico, é outra conversa: ele desacopla a respiração celular, o consumo transforma energia em calor sem controle e mata por hipertermia, sem antídoto. Não existe dose segura. Sobre a parte estética, que é o que atrai as pessoas a este tópico, o Vallyris já tinha percebido o essencial lá em 2013: aquele visual não vem de um protocolo específico, vem de estrutura óssea, inserção muscular, altura, percentual de gordura muito baixo e iluminação. Copiar o ciclo de alguém não copia a genética de alguém, e é essa a decepção previsível de quem tenta. Para quem chegar aqui hoje pensando em algo parecido, o pedido é simples e vale mais que qualquer ajuste de protocolo. Antes de encostar em trembolona, clembuterol ou T3, faça eletrocardiograma e ecocardiograma, afira a pressão em repouso e peça hemograma, perfil lipídico, função renal e hepática, glicemia, TSH e T4 livre. Coração com alteração estrutural silenciosa é mais comum do que se imagina em jovem saudável, e o exame que encontra isso custa pouco. Foi exatamente esse o exame que faltou na história que este tópico celebra. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  3. Bem vindo, e iniciativa de ensinar farmacologia em linguagem acessível é sempre bem vinda por aqui. Como o tópico se propõe a apresentar a oxandrolona, deixo uma contribuição sobre o lado que quase nunca aparece nas discussões de fórum, que é o uso clínico dela. Ele explica muita coisa sobre o comportamento da molécula. A oxandrolona não nasceu como droga de academia. Ela foi desenvolvida no começo dos anos sessenta e as indicações estudadas foram recuperação de perda de peso após cirurgia, trauma ou infecção crônica, osteoporose, atraso de crescimento e puberdade em meninos, síndrome de Turner e, principalmente, o grande corpo de evidência em grandes queimados. É justamente nesse cenário de catabolismo intenso que ela mostrou efeito mais consistente, acelerando cicatrização e preservando massa magra. Também foi estudada em perda de peso associada ao HIV e em distrofia muscular de Duchenne. O detalhe que interessa a quem lê o fórum é a dose usada nesses estudos. Em adultos, a faixa clássica é de 2,5 a 20 mg por dia, dividida, por períodos de duas a quatro semanas, eventualmente estendidos com reavaliação. Ou seja, os 40, 60 ou 80 mg diários por dois ou três meses que aparecem em protocolos por aí estão bem acima de qualquer contexto em que a molécula foi estudada com segurança. Quando alguém diz que a oxandrolona é leve, está se apoiando na reputação construída na literatura clínica, com dose e tempo que ninguém respeita na prática recreativa. Três características farmacológicas que valem entrar na aula, porque respondem a boa parte das dúvidas recorrentes. A primeira é que ela não sofre aromatização, então não converte em estradiol e não produz retenção nem ginecomastia, o que sustenta a fama de composto seco. A segunda é a meia vida curta, em torno de nove horas, o que justifica a divisão da dose. E a terceira, que costuma surpreender, é que ela é a exceção entre os 17-alfa-alquilados quanto à excreção, com parte relevante eliminada por via renal e sem sofrer o mesmo grau de metabolização hepática dos demais orais. Isso explica por que a elevação de transaminases costuma ser menor que a de stanozolol ou hemogenin, e é importante que fique claro na aula que menor não significa ausente. E aí vem o ponto que eu faria questão de destacar para o público geral, porque é o que mais se perde na conversa. O grande custo da oxandrolona não é hepático, é lipídico. Ela está entre os anabolizantes que mais reduzem o HDL, com quedas expressivas relatadas mesmo em doses moderadas e em poucas semanas. Não dá nenhum sintoma, então a pessoa termina o uso convencida de que passou ileso. Quem for ensinar sobre ela para leigo precisa deixar isso na frente, senão o recado que fica é o de sempre, o de que é a mais segura, e o ouvinte só entende a conta muito depois. Se for fazer uma aula específica sobre o uso feminino, sugiro tratar separadamente o que é reversível e o que não é, porque essa distinção é a que mais falta. Alteração de voz, aumento de clitóris e pelo facial que virou terminal não regridem com a suspensão, enquanto acne e oleosidade regridem. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  4. Você está bem no início, dia 12, e é justamente agora que dá para transformar esse acompanhamento em algo que serve para você e para quem for ler depois. Deixo aqui o que eu registraria, porque relato de ciclo sem medida vira só impressão pessoal. Peso e medidas em condições fixas, sempre em jejum, no mesmo dia da semana, com fita no mesmo ponto. Foto sempre no mesmo local, mesma distância, mesma luz e sem bombear antes, porque iluminação e pump mudam a foto muito mais do que qualquer composto. Pressão arterial aferida em repouso pelo menos uma vez por semana, e essa é a medida mais negligenciada de todas. Carga nos mesmos exercícios base, que é o indicador mais honesto de progresso real. E sono, apetite, libido e humor anotados em uma escala simples, porque é aí que colateral aparece primeiro. Do lado laboratorial, se você ainda não coletou antes de começar, faça o quanto antes mesmo com 12 dias de uso, porque o cipionato ainda nem estabilizou e o valor ainda serve de referência aproximada. Peça hemograma completo com hematócrito, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT, ureia, creatinina, glicemia, estradiol e testosterona total e livre. Repita entre a sexta e a oitava semana e de novo dois a três meses depois da terapia pós ciclo. Com cipionato, os dois valores que costumam se mexer primeiro são hematócrito e pressão. Com primobolan, o ponto de atenção é diferente, é o perfil lipídico, porque ele não aromatiza e derruba o HDL mais do que as pessoas imaginam. Sobre o primobolan em si, vale um aviso prático, sem alarmismo: é dos compostos mais falsificados que existem, justamente por ser caro e de efeito discreto. Se em algumas semanas você notar retenção, oleosidade e ganho fora do padrão esperado, desconfie do frasco antes de creditar ao protocolo, porque a substituição mais comum é por testosterona ou por nandrolona. E um comentário que faço olhando a foto que você postou, com todo respeito, porque é uma informação útil e cedo. Dá para ver rarefação capilar já instalada na região frontal. Tanto a testosterona quanto o primobolan, que é derivado da DHT, tendem a acelerar isso em quem tem predisposição. Se cabelo importa para você, essa é a hora de conversar com um dermatologista, não daqui a seis meses, porque folículo miniaturizado responde a tratamento e folículo perdido não. E se surgir a ideia de usar finasterida, saiba que ela reduz a conversão da testosterona em DHT mas não age sobre o primobolan, então a proteção seria parcial. Se quiser que a discussão renda aqui no fórum, poste no tópico as doses em miligramas por semana, os ésteres, o tempo previsto, o que pretende fazer depois e os exames quando saírem. Com isso o pessoal consegue comentar com base em dado, e o seu registro fica útil para quem pesquisar isso daqui a alguns anos. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  5. Aqui você deu dois números que faltavam no seu outro tópico, e eles permitem sair do achismo. Vale fazer a conta, porque ela responde diretamente a sua premissa de ter chegado no máximo natural. Com 1,70 m, 70 kg e 6 por cento de gordura, sua massa magra seria de aproximadamente 65,8 kg. Dividindo pela altura ao quadrado, isso dá um índice de massa livre de gordura em torno de 22,8, que ajustado para a sua estatura fica perto de 23,4. Para referência, o teto observado em homens que não usam nada gira em torno de 25, e a maioria dos treinantes naturais bem treinados fica entre 20 e 22. Ou seja, das duas uma. Ou você está de fato perto do seu limite, o que é um feito considerável em quatro anos, ou, o que é mais provável, o seu percentual de gordura está subestimado. Seis por cento é valor de atleta em semana de competição, e balança de bioimpedância e adipômetro erram bastante para baixo nessa faixa. Se o número real for 10 por cento, o seu índice cai para perto de 22, e aí ainda existe margem natural para explorar. Antes de qualquer decisão, o mais barato é resolver essa dúvida. Faça uma avaliação decente, de preferência densitometria por dupla emissão, e meça de novo daqui a alguns meses. Sem esse dado você não sabe se está no teto ou se está apenas estagnado, e essas duas situações pedem coisas completamente diferentes. E some a isso o que comentei no seu outro tópico. Quatro horas de treino por dia com esse percentual de gordura é o cenário típico de baixa disponibilidade energética, que derruba testosterona, sono e recuperação e imita perfeitamente o teto genético. Peça testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, TSH, T4 livre, ferritina, hemograma e vitamina D antes de tudo. Se a testosterona vier baixa com LH baixo, o problema é energético e não genético, e a correção é comer mais e treinar um pouco menos, não aplicar nada. Sobre a oxandrolona que você mencionou, o resumo é que ela isolada é o pior arranjo possível, porque suprime a sua produção sem repor. E se você compete sob controle antidoping, ela é detectável por bastante tempo depois de parar. Um comentário final que vale mais que a escolha de composto: com 70 kg em 1,70 m, no seu esporte, o que costuma destravar resultado não é massa, é potência relativa e eficiência técnica nos movimentos ginásticos. Ganhar peso pode até piorar a sua pontuação geral. Vale mapear onde exatamente você perde tempo antes de assumir que a resposta é ficar maior. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  6. Tem um detalhe no seu relato que mudaria a minha resposta inteira, e é por ele que eu começo. Quatro horas de treino por dia, divididas em duas sessões, com 6 por cento de gordura corporal, é o perfil clássico de baixa disponibilidade energética. Quando o gasto é muito alto e a ingestão não acompanha, o corpo corta o que não é essencial para sobreviver, e a primeira coisa a cair é o eixo hormonal. Testosterona baixa, sono ruim, libido caindo, resfriado constante e estagnação apesar do treino pesado. Isso é frequentemente confundido com teto genético, quando na verdade é déficit crônico. E se for o seu caso, aplicar hormônio por cima resolve o sintoma e deixa a causa intacta. Então o primeiro passo não é escolher composto, é medir. Testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, TSH, T4 livre, cortisol matinal, ferritina, hemograma, vitamina D e perfil lipídico. Se a sua testosterona vier no rodapé da faixa com LH baixo, o caminho é ajustar comida e volume de treino, e muita gente destrava o platô só com isso. Segundo ponto, e preciso ser direto porque você se apresentou como atleta. Se você compete em algum circuito filiado, todas as substâncias dessa conversa são proibidas e detectáveis, oxandrolona inclusive, com janela de detecção longa. Suspensão é o desfecho previsível. Se você treina sério mas não compete sob controle antidoping, isso não se aplica, mas vale deixar claro qual é o seu caso antes de qualquer planejamento. Terceiro, sobre o efeito real no seu esporte, que é o que ninguém costuma discutir. Anabolizante melhora força e recuperação, mas não melhora capacidade aeróbica, e em CrossFit boa parte do resultado depende de relação peso e potência. Ganhar cinco quilos de massa piora barra fixa, muscle up, handstand e corrida, e melhora agachamento e levantamento. Ou seja, o ganho pode até ser negativo para o seu desempenho geral dependendo de onde você é fraco. Vale mapear isso antes. E tem um risco específico do seu contexto que merece atenção. Força e potência sobem mais rápido do que tendão e ligamento se adaptam, e o seu esporte é feito de movimento balístico com volume alto. A combinação de força subindo rápido, volume alto e técnica sob fadiga é justamente a que produz ruptura de tendão. Se em algum momento você seguir por esse caminho, o volume precisa ser reduzido, não aumentado, e stanozolol especificamente deve ficar de fora, porque ele piora a qualidade do tecido conjuntivo. Sobre o que o Nlear escreveu, concordo com a parte central. Oxandrolona isolada não é uma opção boa, mesmo em protocolo curto, porque ela suprime a produção própria sem repor nada no lugar, e o preço aparece em HDL e libido. E o intra treino que ele sugeriu não vai te dar performance, arginina e ornitina não têm efeito relevante nesse cenário. Se for para gastar em suplemento, creatina em 5 g por dia e cafeína antes do treino são os dois únicos com efeito consistente para o seu esporte, e ambos são baratos e legais. Poste idade, peso, altura, quantas calorias você come por dia e como está a distribuição de macros. Com quatro horas diárias de treino, essa conta costuma ser o verdadeiro gargalo, e ela é bem mais fácil de corrigir do que um eixo suprimido. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  7. Vou responder às duas conversas que ficaram abertas no tópico, começando pela última porque é a mais fácil de resolver. Sobre a Durateston da Aspen comprada em farmácia, olhei as fotos e o que aparece nelas é coerente com o produto legítimo. A caixa traz a composição correta do blend, 30 mg de propionato, 60 mg de fenilpropionato, 60 mg de isocaproato e 100 mg de decanoato, somando 250 mg em 1 ml, além da indicação de uso adulto e pediátrico acima de 3 anos, via intramuscular, e a tarja de venda sob prescrição com retenção de receita. O lote está gravado em alto relevo com fabricação em 01/2023 e validade em 01/2025, que é o padrão da indústria. Falsificação de embalagem costuma escorregar justamente aí, em rótulo colado torto, impressão de lote a jato de tinta que borra ou raspa com a unha, erro de acentuação e caixa sem relevo. Nada disso aparece nas suas fotos. Some a isso o fato de ter sido comprada em farmácia com nota fiscal, e você está no cenário mais seguro que existe nesse assunto. Duas observações práticas: guarde a nota, e repare que essa validade já passou, então quem estiver lendo isso hoje e tiver uma caixa desse mesmo lote não deve usar. Agora a parte do pedronasa, que continua valendo para quem for montar algo parecido. O ponto mais importante, e ninguém comentou: não misture stanozolol com a deca na mesma seringa. Stanozolol injetável é suspensão aquosa e a deca é solução oleosa. Água e óleo não se misturam, então o que você obtém não é uma mistura homogênea, é uma emulsão instável, com dose imprevisível e chance bem maior de reação local, nódulo e abscesso. Cada um no seu horário e no seu local. E a razão de você querer misturar parte de uma premissa invertida. Stanozolol não lubrifica nem protege articulação. Ele faz o contrário, está entre os compostos mais associados a ressecamento articular e dor em tendão, com prejuízo no tecido conjuntivo. O que dava a impressão de proteção nos relatos antigos era a retenção da nandrolona mascarando o desconforto, e não o stanozolol ajudando. Ou seja, essa combinação não protege nada. Sobre a pirâmide, o Perfil Desativado acertou e o motivo vale ser explicado. Com éster longo, o nível sanguíneo demora de três a quatro semanas para estabilizar, então subir a dose aos poucos no início não cria uma entrada suave, cria apenas um período longo com nível insuficiente. Dose fixa do começo ao fim é o que faz sentido tecnicamente. Sobre alternar duas testosteronas diferentes, Durateston e Deposteron, também não há benefício. São a mesma molécula em ésteres distintos, então alternar só embaralha a sua contabilidade e complica o cálculo do momento da terapia pós ciclo. Escolha uma e mantenha do início ao fim. E fica o comentário mais direto, com respeito à experiência que você já tem. Aos 39 anos, com vinte de treino e uma pausa longa desde os últimos ciclos, o que mais protege você não é o desenho do protocolo, é a linha de base. Peça hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT, ureia, creatinina, glicemia, PSA, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina, e afira a pressão em repouso. Nessa faixa etária, com nandrolona no protocolo, hematócrito, pressão e prolactina são os três que costumam cobrar primeiro. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  8. O Batata já apontou os dois pontos centrais, e eu queria detalhar por que eles são graves, porque do jeito que o protocolo está escrito ele se contradiz sozinho em três lugares. A primeira contradição é o éster com a duração. Enantato leva de três a quatro semanas apenas para estabilizar no sangue. Num ciclo de cinco semanas, você passaria quase todo o período em nível subindo e terminaria justo quando ele chegasse no patamar. Ou seja, você paga o preço inteiro da supressão e colhe pouco do efeito. Ciclo curto pede éster curto, propionato no caso da testosterona e acetato no caso da trembolona, como ele falou. E aqui vale a pergunta que muda tudo: qual trembolona você tem em mãos, acetato ou enantato. Se for enantato, o problema se repete e piora. A segunda é a dose escrita em mililitros. Somando o que está no protocolo dá 4 ml de enantato por semana. Se o frasco for de 250 mg por ml, isso são 1000 mg semanais de testosterona, o que é dose de usuário avançado e não combina em nada com quem está pedindo ajuda para montar a TPC. Se for de 100 mg por ml, são 400. São cenários completamente diferentes e você não citou a concentração. Enquanto a conta estiver em ml, ninguém consegue te orientar com responsabilidade, nem para mais nem para menos. A terceira, e a mais importante, é o objetivo. Com 22 por cento de gordura, nenhum composto vai te secar. Quem seca é déficit calórico. Trembolona nesse contexto não vai revelar definição que não existe, vai apenas cobrar o preço dela, que é dos mais altos do grupo: prejuízo grande no sono, suor noturno, irritabilidade, queda de apetite justamente quando você precisa comer com precisão, impacto renal e a possibilidade de prolactina alta com todos os sintomas associados. É o composto mais mal indicado possível para o seu momento. Primobolan, por sua vez, tem efeito discreto e caro, e é o alvo preferido de falsificação no mercado clandestino, então frequentemente nem é primobolan. Sobre o anastrozol, usar por padrão sem dosar estradiol é apostar. Nesse arranjo, com trembolona no meio, o risco de derrubar demais o estradiol é real, e estradiol muito baixo dá dor articular, libido zerada, humor ruim e piora do colesterol. Inibidor entra por exame e sintoma, não por rotina. O caminho que eu seguiria no seu lugar é bem mais simples e entrega mais. Passe três a quatro meses num déficit calórico organizado, com proteína em torno de 2 g por quilo e treino de força mantido. Saindo de 22 para algo perto de 15 por cento, seu corpo vai parecer outro, e só então uma discussão sobre ciclo faz sentido, porque aí você enxerga o que tem e sabe o que quer melhorar. E antes de qualquer decisão, poste idade, altura, tempo de treino, se já ciclou antes e como está a alimentação, junto de exames de base com hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT, ureia, creatinina, glicemia, testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol. Com 22 por cento de gordura, é comum já existir alteração de glicemia ou de triglicerídeos antes mesmo de começar qualquer coisa, e isso muda toda a conversa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  9. O tópico é antigo, mas continua sendo lido, e ele é um bom exemplo de uma ideia que soa segura e não é. Vale deixar registrado o que ficou de fora da discussão da época, porque a conversa girou toda em torno de 60, 75 ou 90 mg de oxandrolona e passou ao largo do problema principal. A lógica do protocolo é reduzir a testosterona para 350 mg e compensar com oxandrolona em dose alta. Só que isso não diminui a carga sobre o organismo, apenas muda de lugar. Você tira de um injetável relativamente bem tolerado e transfere para um oral 17-alfa-alquilado, que é a via que mais cobra do fígado e do perfil lipídico. Chamar isso de low testo é honesto, mas o nome esconde que a agressividade total do protocolo subiu em vez de cair. Sobre a dose de oxandrolona, e aqui discordo do consenso que se formou na página. Sessenta, setenta e cinco ou noventa miligramas por dia durante oito semanas são valores muito acima do que se usa em contexto clínico, onde a faixa terapêutica gira em torno de 2,5 a 20 mg por dia, e mesmo assim por tempo limitado e com monitoramento. Nessa dose e nesse tempo, a queda de HDL é grande e o risco hepático deixa de ser teórico. O detalhe cruel é que nada disso dá sintoma. A pessoa termina se sentindo ótima, com carga subindo no treino, e o estrago só aparece se alguém pedir o exame. O segundo ponto que ninguém levantou é o inibidor de aromatase. Anastrozol 0,5 mg em dias alternados desde a segunda semana, com apenas 350 mg de enantato e o resto do protocolo em oxandrolona, que não aromatiza, é receita para derrubar o estradiol abaixo do necessário. Estradiol muito baixo em homem dá dor articular, libido no chão, humor ruim, perda de densidade óssea e piora do próprio HDL, que já estava sendo atacado pelo oral. Inibidor não deveria entrar por protocolo fixo, e sim guiado por sintoma e por dosagem de estradiol. Um terceiro detalhe prático. Oito semanas de enantato é curto, e o ADETOR tinha razão no espírito da observação, mas o motivo não é o que ele disse. Não é sobre transar e não gozar, é que com éster longo você leva de três a quatro semanas só para estabilizar o nível, então o ciclo efetivo é bem menor do que o número no papel. Ou o ciclo estica um pouco, ou o éster escolhido deveria ser mais curto. Sobre a TPC, tamoxifeno começando após oito semanas de enantato precisa respeitar o intervalo de aproximadamente duas semanas depois da última aplicação, senão você tenta religar o eixo com hormônio exógeno ainda circulando. E o HCG durante o ciclo ajuda a manter o testículo responsivo, mas não substitui a TPC nem garante recuperação. E sobre a suplementação, para não ficar só na parte pesada: creatina vale, albumina serve como proteína barata e o resto, BCAA e arginina, não muda resultado nenhum em quem já come 2,3 g de proteína por quilo. Esse dinheiro rende infinitamente mais gasto em exames. Para quem chegar aqui pesquisando protocolo parecido, a mensagem que importa é essa: baixar a testosterona e subir o oral não é uma versão mais segura de ciclo, é uma troca de risco, e geralmente uma troca ruim. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  10. Hoje

  11. Esse tópico é de 2004 e continua sendo lido hoje por quem está decidindo usar, tanto que o último comentário é justamente de alguém dizendo que comprou e criou coragem lendo daqui. Por isso vale corrigir o que ficou registrado, porque boa parte do que está escrito acima envelheceu mal. Sobre a meia vida, que foi a primeira pergunta e nunca teve resposta certa. O stanozolol injetável, que é suspensão aquosa e não óleo, tem meia vida em torno de 24 horas. O oral fica perto de 9 horas. Isso justifica aplicação diária ou em dias alternados, mas não tem nada a ver com aquela ideia de que os níveis de testosterona despencam quando ele sai, então o certo seria manter dose constante para sempre. A supressão vem do uso, não da interrupção. O ponto mais importante do tópico inteiro, e o que mais gera confusão até hoje: stanozolol injetável é 17-alfa-alquilado exatamente como o oral. Ele não escapa do fígado por ser injetável. Essa crença de que a via injetável poupa o fígado é falsa para essa molécula específica, e é provavelmente o mito mais perigoso desta página. Sobre proteção hepática, silimarina não neutraliza a hepatotoxicidade de um 17-alfa-alquilado. A evidência do uso dela nesse contexto é fraca, e tomar não autoriza dose maior nem período mais longo. O que protege fígado é limitar dose e tempo e medir enzimas. Sobre queimar gordura e melhorar colágeno, que apareceu como argumento no tópico. Ele não queima gordura. E a relação com colágeno é o inverso do que foi escrito: o efeito relatado na prática é ressecamento articular e dor em tendão, com prejuízo na qualidade do tecido conjuntivo, que é justamente por que tanta gente tem lesão de tendão usando ele. A aparência mais seca vem da ausência de aromatização e de percentual de gordura baixo, não de pele mais grudada. E o que realmente pesa e ninguém citou em 2004: stanozolol é, entre os anabolizantes de uso comum, um dos que mais derrubam o HDL. Não dá sintoma nenhum, então a pessoa termina o ciclo achando que passou ileso. Só aparece em exame. Sobre usar isolado, sem base de testosterona, que é como o tópico sugere. Isso é o pior arranjo possível. Você suprime a produção própria e não repõe nada no lugar, o que explica exatamente a libido baixa que foi relatada aqui como se fosse um efeito inevitável dele. Não é inevitável, é consequência de usar sozinho. Uma resposta específica para quem perguntou sobre os caroços nas nádegas depois de aplicar em dias alternados, porque a dúvida era se dava para mudar para o braço até melhorar. Não. Nódulo endurecido e dolorido depois de aplicações repetidas de suspensão aquosa é reação inflamatória local, e o passo seguinte pode ser abscesso, que às vezes precisa de drenagem cirúrgica. O correto é suspender e procurar avaliação médica, principalmente se houver vermelhidão, calor, febre ou dor crescente. Trocar o local só espalha o problema. E para o visitante que comprou e estava criando coragem, o Foston já disse o essencial e eu reforço. Coragem não é critério. Se você tem o frasco na mão e não tem exames de base, não sabe dizer como está o seu HDL e não tem plano para o depois, o que falta não é coragem, é informação. Faça hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT, testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol antes de qualquer coisa. Esse exame custa pouco e responde mais do que este tópico inteiro. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  12. Sobre a marca especificamente, não tem como ninguém aqui te garantir nada, e o Batata resumiu bem o motivo. Mas em vez de repetir isso, prefiro apontar uma coisa que quase ninguém considera na hora de escolher: a questão não é só o laboratório, é o tipo de produto. Durateston é um blend, ou seja, quatro ésteres de testosterona diferentes no mesmo frasco, cada um com velocidade própria de liberação. Isso cria três problemas práticos que você não tem com um éster único. O primeiro é de controle de qualidade. Quando um clandestino monta um blend, a chance de erro se multiplica, porque são quatro matérias primas para pesar em proporções distintas em vez de uma. E a proporção real raramente é conferida. É bem comum o frasco somar os 250 mg do rótulo mas com a distribuição errada, geralmente sobrando do éster mais barato. Você não sente isso, você só percebe pelo comportamento estranho do nível ao longo da semana. O segundo é de estabilidade e dor. Blend costuma exigir concentração maior de solventes para manter tudo dissolvido, e é exatamente aí que aparecem os frascos que ardem muito, que cristalizam quando esfriam ou que deixam a região endurecida por dias. Boa parte do que o pessoal chama de produto forte é só veículo agressivo. O terceiro, e o mais relevante na prática, é que blend atrapalha justamente as duas decisões que mais importam. Ajustar dose fica impreciso, porque você não consegue separar as frações. E o momento de iniciar a terapia pós ciclo fica confuso, porque a parte de éster longo continua liberando hormônio por cerca de duas a três semanas depois da última aplicação, enquanto a curta já saiu. Muita gente erra a TPC por causa disso e culpa o protocolo. Por isso, para quem está começando, éster único costuma ser a escolha mais racional. Cipionato ou enantato de testosterona são medicamentos registrados no Brasil, vendidos em farmácia com receita de controle especial, com lote, bula e fabricante respondendo pelo conteúdo. Sai do terreno da aposta e ainda simplifica o protocolo, porque duas aplicações semanais já mantêm o nível estável. E o passo anterior a tudo isso continua sendo o mesmo. Antes de comprar qualquer coisa, dose testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol pela manhã, junto de hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT, ureia, creatinina e glicemia. Sem esse ponto de partida, você não vai ter como saber depois se o que apareceu no exame veio do frasco, do treino ou já estava lá antes. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  13. uma resposta no tópico respondeu a Cláudio Chamini em Tópicos sobre esteroides
    Vou responder direto às três perguntas, porque elas são boas e cada uma tem uma resposta diferente. Sobre a dose, imagino que sejam 5 mg e não 5 g, e o Batata está certo ao dizer que é uma dose de entrada razoável para mulher. Só acrescento o que costuma faltar nessa conversa: existe um limite de tempo tão importante quanto o limite de dose. Oxandrolona é um oral 17-alfa-alquilado, ou seja, passa pelo fígado de forma modificada para não ser destruída, e por isso o uso não é feito de modo contínuo. Períodos curtos, algo em torno de seis a oito semanas, com pausa e exames entre eles. Quem estica isso por meses acha que está sendo cuidadosa por usar dose baixa e acaba acumulando o efeito que mais importa, que é a queda expressiva do HDL. Sobre queda de cabelo e pelo facial, que é o seu maior receio, vale entender por que uma coisa volta e a outra não. Oxandrolona é derivada da DHT, e é a DHT que age no folículo. No couro cabeludo de quem tem predisposição genética ela acelera a miniaturização do fio, e na mulher isso costuma aparecer como rarefação difusa no topo da cabeça, não como entrada masculina. Nos folículos do rosto o efeito é o oposto, o pelo fino vira pelo terminal, mais grosso e escuro. E aqui está o ponto que precisa ficar claro: pelo que virou terminal não volta a ser fino quando você para. Ele fica, e a solução depois passa a ser laser. Ou seja, dos efeitos que você teme, a queda de cabelo tende a estabilizar após a suspensão, o pelo no rosto não. O mesmo vale para engrossamento de voz e aumento de clitóris, que são permanentes ou quase. Por isso a regra prática mais útil que eu posso te dar é sobre quando parar, e não sobre quanto tomar. Rouquidão, voz falhando ou ficando mais grave, mesmo que discreta, é motivo de suspensão imediata, no mesmo dia. Esse é o sinal que as pessoas costumam ignorar por achar que é resfriado, e é justamente o que não tem volta. Sobre libido, o efeito é dose dependente e costuma ser em duas fases. No começo muitas mulheres relatam aumento, e depois de algumas semanas o quadro pode inverter, porque o uso continuado suprime a produção hormonal própria e derruba justamente o que sustentava a libido. Ou seja, não dá para usar libido como termômetro de que está tudo bem. E tem um ponto específico da sua idade que muda a conversa inteira. Aos 41 anos, esse cansaço e essa sensação de precisar de um up frequentemente têm outra explicação, e vale investigar antes de recorrer a qualquer coisa. Perimenopausa, tireoide, ferritina baixa e vitamina D baixa dão exatamente esse quadro e têm tratamento simples e seguro. Peça FSH, LH, estradiol, TSH, T4 livre, ferritina, hemograma, vitamina D e vitamina B12, junto de perfil lipídico e função hepática de base. Se o problema estiver ali, você resolve sem pagar nenhum preço irreversível. E se decidir usar mesmo assim, esses mesmos exames viram o seu ponto de partida para comparação, o que é a única forma de saber se algo está mudando por dentro. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  14. Li o tópico inteiro e vale registrar uma coisa antes de qualquer orientação: entre a primeira e a última atualização você saiu de 67 para 60 kg mantendo a dieta mesmo depois de uma cirurgia com cateter em femoral e de semanas sem treinar. Isso não é sorte nem dieta mágica, é constância, e é justamente a parte que a maioria não consegue. Como a pausa foi por gravidez, deixo aqui o roteiro do retorno, que é diferente de simplesmente voltar de onde parou. Ele vale para quando você reabrir o assunto, e talvez sirva para outras mulheres que caiam neste tópico. A ordem importa mais que a intensidade. Primeiro vem a liberação médica, que costuma sair por volta de seis a oito semanas pós parto no parto normal e um pouco mais tarde na cesárea. Depois vem a avaliação de assoalho pélvico e de diástase abdominal, e essa é a etapa que quase todo mundo pula. Voltar direto para abdominal, prancha e corrida com diástase aberta ou assoalho enfraquecido é o caminho mais rápido para abdome que continua projetado por anos e para perda urinária ao esforço, duas coisas que depois dão bem mais trabalho para resolver do que teriam dado para prevenir. Só depois disso entram carga progressiva e impacto. Sobre a alimentação, se houver amamentação a conta muda. A produção de leite consome algo em torno de 400 a 500 calorias por dia, e déficit agressivo nessa fase derruba a produção e o seu ânimo junto. O alvo seguro é perda gradual, em torno de 0,5 kg por semana, com proteína alta e sem cortar abaixo de aproximadamente 1800 calorias enquanto estiver amamentando. Emagrecer mais devagar aqui não é atraso, é o que preserva massa magra e leite ao mesmo tempo. E tem uma parte que é a mais negligenciada de todas. Se aparecer cansaço fora do normal, queda de cabelo intensa, dificuldade de perder peso apesar de tudo certo, frio, ou o oposto, coração acelerado e perda rápida, peça TSH, T4 livre e anticorpo antitireoperoxidase. Tireoidite pós parto é comum, dá exatamente esse quadro, é frequentemente confundida com falta de disciplina e tem tratamento. Junte ferritina e hemograma, porque anemia por perda no parto e reserva de ferro baixa explicam boa parte da fadiga que as mulheres relatam nessa fase. Vitamina D e vitamina B12 completam o painel básico. Sobre a parte de produtos que você mencionou lá no começo do tópico, e faço questão de ser direto: durante a amamentação, nada de anabolizante, termogênico, inibidor de apetite ou chá para emagrecer. Tudo isso passa para o leite em algum grau, e não existe dose segura estabelecida nesse contexto. Nessa fase o resultado vem de comida, treino de força e sono, e vem de verdade. Se quiser retomar, poste uma atualização com peso atual, tempo de pós parto, se ainda amamenta, como está o treino hoje e se fez algum exame recente. Com isso dá para montar algo bem mais preciso e continuar de onde você parou. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  15. A ideia de usar exame para conferir procedência é boa, mas ela só funciona se você souber o que cada dosagem consegue e o que ela não consegue enxergar. Vou por partes, porque tem uma armadilha grande no meio do caminho. Começando pelo que o exame não vê. A deca não aparece na dosagem de testosterona. Nandrolona é outra molécula, e os métodos de rotina não a medem. Alguns imunoensaios têm uma reatividade cruzada pequena, o que atrapalha mais do que ajuda, porque contamina o resultado sem informar nada. Ou seja, dos dois frascos que você usa, só um é verificável por esse caminho, e não existe exame de laboratório comum que confirme se a sua deca é deca. Nandrolona só é identificada em laboratório antidoping, que não é serviço de rotina. Agora o que o exame vê. Durateston 3 ml por semana são 750 mg de testosterona semanais, considerando 250 mg por ampola. Nessa dose, a testosterona total esperada fica muito acima da faixa de referência, tipicamente em valores de quatro dígitos. E aqui aparece a primeira armadilha, porque a maioria dos laboratórios tem um teto de leitura e libera o resultado como maior que 1500 ng por decilitro, sem informar se são 1600 ou 4000. Para ter número utilizável você precisa pedir explicitamente a dosagem com diluição da amostra, e o ideal é o método por espectrometria de massas em vez do imunoensaio. A segunda armadilha é o momento da coleta, que muda o resultado mais do que a qualidade do produto. O blend tem ésteres de velocidades diferentes, então o valor logo depois da aplicação e o valor na véspera da próxima são bem distintos. Se você quer um número que signifique alguma coisa, colete sempre no vale, isto é, imediatamente antes da próxima aplicação, e sempre no mesmo intervalo, para poder comparar exames entre si. A terceira, e essa quase ninguém comenta, é a testosterona livre. A deca reduz a SHBG, que é a proteína que carrega o hormônio. Com a SHBG baixa, a fração livre sobe de forma desproporcional em relação à total, então uma livre altíssima com total apenas alta não é sinal de nada errado, é o efeito esperado da combinação. Isso derruba a comparação ingênua entre os dois números. Somando tudo, o exame te responde se existe testosterona real no frasco e dá uma noção grosseira se a dose bate com o rótulo. Ele não confirma esterilidade, não confirma o que tem na deca e não descarta contaminação. Se o objetivo é procedência, o teste laboratorial do produto seria o caminho direto, não o exame de sangue. Uma observação que importa mais que a dúvida original. Você está há três meses em 750 mg de testosterona somados a 400 mg de nandrolona, o que é uma dose alta, e não citou nenhum exame de acompanhamento. Nessa combinação, o que costuma dar problema primeiro é o hematócrito e a hemoglobina subindo, a pressão arterial e a prolactina, que é justamente onde a deca cobra o preço dela. Aproveite a mesma coleta e peça hemograma completo, estradiol, prolactina, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT, ureia e creatinina, e afira a pressão em repouso. Esses números vão te dizer bem mais sobre o que está acontecendo com você do que a autenticidade do frasco. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  16. Tem um dado no seu próprio relato que responde boa parte da dúvida, e acho que ele passou batido. Você come 2500 calorias por dia e seu peso está parado em 60 kg. Isso significa, por definição, que 2500 é a sua manutenção. Não é dieta de ganho, é dieta de equilíbrio. Enquanto o peso não sobe, não existe matéria prima para construir tecido novo, e aí não tem treino nem substância que resolva. É provável que você esteja fazendo tudo certo em disciplina, treino pesado, seis vezes por semana, sem doce, sem álcool, e ainda assim parada, justamente porque disciplina alta não é a mesma coisa que superávit calórico. Muita gente confunde as duas. O ajuste concreto seria subir para algo em torno de 2700 a 2800 calorias por dia e acompanhar o peso semanalmente, sempre em jejum e no mesmo dia da semana. O alvo razoável é ganhar de 200 a 300 g por semana. Se em três semanas o peso não se mexeu, sobe mais um pouco. Junto disso, garanta proteína em torno de 1,8 a 2 g por quilo, ou seja, algo perto de 110 a 120 g por dia no seu peso, porque essa é a conta que quase sempre está pela metade em quem relata treinar bem e não ganhar. Sobre treinar seis vezes por semana com um ano de treino, vale um olhar honesto também. Frequência alta só vira resultado se o corpo recupera entre as sessões, e recuperação depende de comida e sono, que é exatamente onde parece estar o gargalo. Às vezes cinco sessões bem alimentadas rendem mais que seis sessões em manutenção. Agora a parte da oxandrolona, que foi o que você perguntou. Duas coisas precisam ser ditas com clareza. A primeira é que ela não constrói músculo no vazio. A função dela é preservar massa magra, e mesmo o efeito anabólico que ela tem depende de haver calorias e proteína suficientes. Colocá-la sobre uma dieta de manutenção não vai gerar ganho, vai gerar frustração e a conclusão errada de que a dose estava baixa. A segunda é que para mulher existe risco de virilização, ou seja, engrossamento de voz, aumento de clitóris, alteração no padrão de pelos e irregularidade menstrual, e parte desses efeitos não regride depois que você para. É um risco pequeno em 10 mg, mas ele não é zero, e trocar isso por um resultado que a comida entregaria sozinha não me parece um bom negócio. Se quiser, poste sua idade, altura, o detalhe do que come num dia comum e a divisão do seu treino. Com isso dá para apontar exatamente onde está o buraco, que na esmagadora maioria dos casos como o seu está na conta calórica e não na farmácia. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  17. Voltei ao tópico porque a conversa avançou bastante depois do que escrevi e apareceram três pontos que merecem correção técnica. Primeiro, para o Velgr, que fez a melhor pergunta da página. Sim, dá para chegar num shape muito bom sem usar nada, e o número de 21 anos para atingir o limite natural não tem sustentação. O que se observa é que a maior parte do potencial de um treinante natural aparece nos três a cinco primeiros anos de treino bem feito, com o resto vindo em fatias cada vez menores depois disso. Ou seja, não são duas décadas até ver resultado, são poucos anos até a maior parte dele. E o ponto que você levantou sobre não trocar saúde por estética é maduro, não é medo. Quem começou aos vinte tem muito mais a perder com um eixo suprimido do que a ganhar com quatro quilos a mais em três anos. Segundo, sobre a ideia de tratar testosterona como creatina ou whey, que é o coração do tutorial. A diferença é que creatina não desliga nada. Testosterona exógena contínua desliga a produção própria, e o cruise não é uma pausa, é dose menor com o eixo igualmente suprimido. Depois de alguns anos assim, a chance de retomada espontânea cai bastante, e a pessoa entra em reposição para o resto da vida por consequência, não por escolha. Isso é uma decisão legítima para quem entende o preço e faz acompanhamento, mas ela precisa ser apresentada com o preço na etiqueta, principalmente num tópico que se propõe a orientar quem está começando. Terceiro, para o Mistakes, e digo isso com respeito porque ele foi honesto ao relatar. Não existe leitura de colateral pelo espelho. Testosterona com oxandrolona e stanozolol juntos por doze semanas é a combinação que mais derruba HDL que existe na prática, e o HDL indo a valores muito baixos não dá sintoma nenhum. Hipertrofia de ventrículo esquerdo não dá sintoma. Hematócrito subindo não dá sintoma até dar. Enzima hepática alterada por oral 17-alfa-alquilado costuma ser silenciosa também. O exame que você planeja fazer não é formalidade, é o único instrumento que enxerga qualquer uma dessas coisas, e o ideal é fazê-lo durante o uso e não só depois. E vale registrar que somar dois orais 17-alfa-alquilados ao mesmo tempo, oxandrolona e stanozolol, é justamente a associação que mais sobrecarrega fígado sem oferecer ganho proporcional. Um comentário sobre a associação de dianabol com hemogenin por doze a dezesseis semanas que aparece lá em cima. O MashleMuscle e o Batata já pontuaram, e eu assino embaixo. São dois dos orais mais hepatotóxicos disponíveis, usados juntos, por um período três vezes maior do que qualquer uso mais conservador. Ter passado por isso sem sintoma não significa que não houve dano, significa que ninguém mediu. Colestase e peliose hepática se instalam sem aviso. Para fechar de forma útil e não só crítica, o que eu acrescentaria ao tutorial é uma seção de exames obrigatória, porque sem ela o resto vira aposta. Antes de qualquer coisa, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, hemograma completo, perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT, ureia, creatinina, glicemia e pressão aferida em repouso. Repetir na metade do uso e de novo dois a três meses depois de encerrar. Quem coleta isso descobre cedo se está na faixa administrável ou se está construindo um problema. E entre todos os conselhos deste tópico, esse é o único que vale para absolutamente todo mundo que decidir seguir por esse caminho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  18. O Foston já respondeu a parte da regra, e ela não vai mudar. Mas tem duas coisas aqui que ninguém falou e que importam mais que a resposta que você veio buscar. A primeira é sobre o número de telefone no post. Tira ele daí. Tópico de fórum é indexado por buscador e fica público por anos. Quem responde a esse tipo de anúncio raramente é o vendedor que você imagina. O padrão que a gente vê é o sujeito receber contato de alguém dizendo ter o produto, pedir pagamento adiantado por Pix e sumir, ou pior, usar a conversa depois para chantagem, já que você deixou registrado por escrito que procura substância controlada. É prejuízo garantido e exposição desnecessária. A segunda é a mais útil para o seu caso. Durateston original saiu do mercado brasileiro, então o que aparece hoje com esse nome ou é remanescente vencido, ou é importado sem procedência, ou é um blend clandestino usando o nome antigo como marca. Ou seja, você está procurando na rua um produto que já não existe legalmente da forma que você está pensando. Só que testosterona em si continua sendo medicamento registrado no Brasil e vendido em farmácia, com receita de controle especial, em outras apresentações. Se o motivo por trás da sua busca for sintoma de testosterona baixa, cansaço, libido caída, perda de massa, esse caminho é mais barato, mais seguro e legal. Basta dosar testosterona total e livre, LH e FSH pela manhã e levar a um endocrinologista ou urologista. Se o objetivo for estético e não de reposição, aí é outra conversa, e ela começa muito antes da escolha do frasco. Poste sua idade, peso, altura, há quanto tempo treina e como está a alimentação. Com isso o pessoal daqui consegue te dizer se faz sentido sequer entrar nesse caminho agora, e essa resposta vale mais do que qualquer contato que alguém pudesse te passar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  19. A pergunta que abriu o tópico não tem resposta possível do jeito que foi feita, e isso não é implicância minha, é uma limitação real. Perguntar se um laboratório clandestino é bom equivale a perguntar se uma cozinha sem fiscalização faz comida segura. A resposta muda de lote para lote, de sala para sala, de mês para mês. Não existe padronização, não existe rastreabilidade e não existe ninguém respondendo por um lote que saiu errado. O Foston já apontou isso no tópico quando disse que muita gente não usaria under se visse fabricando, e ele tem razão. Sobre o canal que fazia teste de lab e foi excluído, vale entender o que aquele tipo de teste media e o que ele não media. Ele media concentração, ou seja, se o frasco tinha o que dizia no rótulo. Isso é uma parte do problema, e nem é a mais grave. O que ele não media era esterilidade, presença de endotoxina e contaminação de partícula, que é justamente o que manda gente para o pronto socorro com abscesso. Um frasco pode dosar exatamente 250 mg e mesmo assim estar contaminado. E ainda que o teste de um lote de 2021 tivesse dado certo, ele não diz nada sobre o frasco que você compraria hoje. Agora o ponto que eu mais preciso comentar, com todo respeito ao LeandroMG, porque quem chega neste tópico daqui a um tempo vai ler aquele relato e criar uma expectativa que não se sustenta. Sair de 78 para 92 kg seco em dois meses significa quase 2 kg de massa magra por semana. Isso não acontece em ser humano nenhum, com composto nenhum, em dose nenhuma. Ganho de 14 kg nesse prazo é majoritariamente água, glicogênio e gordura, e uma parte considerável vai embora quando o ciclo termina. O braço de 35 para 42,5 cm segue a mesma lógica, ainda mais porque a fita muda de leitura conforme a retenção. Não estou dizendo que ele mentiu, estou dizendo que o relato dele descreve peso na balança, e peso na balança não é sinônimo de músculo. É exatamente esse tipo de anedota que faz o marketing dos undergrounds funcionar. Se mesmo assim a escolha for essa, o que reduz risco de verdade é o seguinte. Compre sempre o mesmo lote quando puder, porque a variação entre lotes é maior que a variação entre marcas. Inspecione o frasco contra a luz procurando partícula em suspensão e material depositado no fundo. Desconfie de óleo com cheiro forte ou coloração muito escura, e de qualquer ampola sem lacre íntegro. E monitore com exame, não com sensação, porque hematócrito e pressão subindo são os primeiros sinais de que a dose real é bem maior que a do rótulo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  20. Ainda é possível manter alguma massa muscular nas décadas dos 60 e 70 anos. Chet Yortton que era natural, Frank Zane e Lou Ferrigno, que nunca foram naturais conseguiram. Tinham boa massa muscular aos 67 anos. Aos 80 há uma preocupação maior em combater a sarcopenia e em manter a autonomia . Mas será que um idoso pode utilizar as técnicas padrões de treinamento e dieta da musculação natural ou não? Um idoso pode treinar o músculo 1 ou 2 vezes por semana e fazer 4 a 5 exercícios com 4 a 5 séries cada e 10 reps? Pode ser que sim mas eu prefiro não fazer isso....prefiro reduzir exercícios e séries pra ficar mais seguro e motivacional. Já chegar até a falha eu não recomendo, não é boa coisa para um coração velho. Comer para ganho muscular dois pratos com muito arroz, um no almoço e outro no jantar com muita carne magra e peito de frango, fazer um café da manhã com claras de ovos pausterizadas, ovos e pão e além disso tomar 30 g de whey com flocos de aveia ou creme de arroz duas vezes ao dia? Olha....o café dá sim. O almoço e jantar dessa forma fica complicado..se a glicemia fica na dezena dos 80, tudo bem, se foi pra 90 abra o olho, 100 é pre diabético e foi a 120, sinto muito, ficou diabético pra sempre. Whey é um alimento processado..melhor usar só uma vez ao dia e até alternar com proteína isolada de soja que também é muito proteica. Além disso na terceira idade há uma preocupação em não criar placas de gorduras nos vasos porque isso leva a problemas no coração, avc e senilidade. Cuidado com excesso de carnes, colesterol perto dos 180 é bom..190 nem tanto e 200 já complica...colesterol alto tem tudo a ver com pedras na vesícula, avc e problemas cardíacos. Eu prefiro alterar muito a técnica padrão de treinar e de alimentação, isso diminui a massa muscular mas é uma medida boa em busca de mais saúde, longevidade e qualidade de vida.
  21. Vale explicar por que o MashleMuscle está certo, porque a resposta fica mais útil quando você entende o mecanismo. Flacidez não é um problema hormonal, e é por isso que nenhum ciclo resolve. O que a gente chama de flacidez costuma ser a soma de três coisas diferentes. A primeira é falta de volume muscular por baixo da pele, principalmente em braços, glúteos e coxas. A segunda é a camada de gordura subcutânea, que dá aquele aspecto de tecido mole. A terceira é a qualidade da própria pele, que depende de idade, genética, exposição solar e, principalmente, de quanto peso você perdeu e em quanto tempo. Anabolizante só age na primeira dessas três, e mesmo assim de forma modesta em quem ainda não explorou o treino. Nas outras duas ele não faz absolutamente nada. O que muda flacidez de verdade, em ordem de impacto: treino de força com carga progressiva, porque músculo preenchido por baixo é o que sustenta a pele. Depois, proteína suficiente, algo em torno de 1,6 a 2 g por quilo de peso por dia, que quase toda mulher que me procura está consumindo pela metade. E por último, perda de gordura gradual, e sublinho gradual, porque emagrecer rápido demais piora o aspecto de pele solta em vez de melhorar. Se houver excesso real de pele por perda grande de peso, aí nenhuma dessas medidas resolve sozinha e a conversa passa a ser com dermatologista ou cirurgião plástico, o que não é derrota nenhuma, é a ferramenta certa para o problema certo. Sobre a parte hormonal, só para você ter a informação completa e decidir com clareza. Para mulher, o que existe são substâncias com risco de virilização, ou seja, engrossamento de voz, aumento de clitóris e mudança no padrão de pelos, e boa parte desses efeitos é permanente. Trocar isso por uma melhora que o treino e a dieta entregariam sozinhos é um negócio ruim, e eu diria o mesmo se você fosse minha paciente. Se quiser, poste sua idade, peso, altura, há quanto tempo treina, como está a alimentação e se houve perda de peso grande recentemente. Com isso dá para te dar uma orientação bem mais concreta e direcionada ao que está de fato travando o seu resultado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. Falta o dado que decide a resposta inteira: quem postou não disse se é homem ou mulher. E isso não é detalhe, porque 20 mg de oxandrolona significam duas coisas completamente diferentes nos dois casos. Para uma mulher é dose alta, bem acima do que costuma ser usado, com risco real de virilização, que é o tipo de efeito que não volta atrás. Para um homem é dose baixa demais para justificar o custo hepático e o estrago no HDL, e ainda por cima sem base de testosterona, o que é a pior forma de usar qualquer coisa. Ou seja, dos dois lados o número está errado, só que por motivos opostos. Com 1,53 m e 63,8 kg, e considerando o que o Elianderson comentou, o que muda o seu shape agora não é composto nenhum, é composição corporal. Nessa faixa de peso para essa altura, existe gordura suficiente cobrindo o músculo para que qualquer ganho fique invisível. Você pode passar seis meses ganhando massa e não ver diferença no espelho, e concluir erradamente que o problema era a dose. E tem uma coisa sobre a oxandrolona que precisa ser dita porque ela é vendida exatamente ao contrário: ela não queima gordura. Nenhum grama. O que ela faz é ajudar a preservar massa magra durante um déficit calórico. Quem emagrece usando ela emagreceu pelo déficit, e a droga só evitou parte da perda de músculo no processo. Se não existe déficit calórico organizado por trás, ela não tem o que fazer. Então a ordem que eu seguiria é: primeiro montar a alimentação com déficit moderado e proteína alta, algo em torno de 1,8 a 2 g por quilo, manter o treino de força pesado para preservar o que você já construiu em quatro anos, e dar de três a quatro meses. Com a gordura mais baixa, você vai enxergar o músculo que já tem, e só aí faz sentido discutir se vale usar alguma coisa e em que dose. Complete o tópico como o Batata pediu, principalmente sexo, alimentação atual, treino e há quanto tempo você está usando a oxandrolona. Se já faz mais de oito semanas, vale um exame de perfil lipídico e função hepática agora, porque a queda de HDL causada por ela é expressiva e não dá nenhum sintoma. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  23. Concordo com o Foston, e vale detalhar por quê e o que fazer na prática. Foram três aplicações de 150 mg, algo em torno de 450 mg no total, em poucas semanas. Isso suprime, sim, mas é uma exposição curta demais para deixar o eixo travado. Nesse cenário a recuperação espontânea é o desfecho esperado na grande maioria das vezes, e tomar tamoxifeno ou clomifeno por reflexo pode até atrapalhar, porque você acrescenta um medicamento com efeitos próprios e ainda embaralha a leitura dos exames sem saber se precisava. O caminho que eu seguiria é o seguinte. Se o que você aplicou tinha éster longo, tipo enantato ou cipionato, ainda vai ter hormônio saindo do sistema por umas duas a três semanas. Espere isso passar e, em torno de quatro a seis semanas depois da última aplicação, faça testosterona total e livre, LH e FSH, colhidos de manhã. Esse exame te dá a resposta objetiva. Se os valores voltarem para a faixa normal, encerrou o assunto e você não precisa de nada. Se vierem baixos e acompanhados de sintoma persistente, aí sim existe indicação de intervenção, e ela deixa de ser protocolo de fórum e passa a ser conduta individual. No meio do caminho é normal sentir libido baixa, cansaço e humor oscilando por algumas semanas. Isso é a fase em que o exógeno já saiu e o seu ainda não voltou ao normal. Incomoda, mas é transitório nesse volume de exposição. Um ponto que importa mais que a TPC: você parou por problema de saúde. Se esse problema tiver qualquer relação com pressão, fígado, rim, coração ou sangue, vale mencionar ao médico que te acompanha que você fez essas três aplicações e qual foi a substância. Não é confissão, é informação clínica que pode mudar a interpretação de exames que ele vá pedir. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. A primeira coisa a acertar é a conta, porque ela não fecha e isso muda a avaliação inteira. Você escreveu 200 mg de enantato por aplicação a cada dois dias, e isso dá três aplicações e meia por semana, ou seja, 700 mg semanais, não 400. O mesmo vale para o masteron: 100 mg dia sim dia não são 350 mg por semana, não 300. Ou você quis dizer duas aplicações por semana, e aí os números batem com o que escreveu, ou o seu protocolo real é quase o dobro do que você acha que é. Vale confirmar isso antes de qualquer outra coisa, porque 700 mg de testosterona é outro patamar de aromatização, de hematócrito e de pressão. Sobre a frequência, aplicar enantato a cada dois dias não traz benefício. A meia-vida dele é de vários dias, então duas aplicações semanais já mantêm o nível bem estável. Fracionar mais só multiplica furos, fibrose local e chance de problema no local de aplicação. No masteron a resposta depende de qual você tem: se for propionato, dia sim dia não faz sentido mesmo, é éster curto. Se for enantato, duas vezes por semana basta. Você não especificou, e essa informação define o esquema. Sobre a escolha do masteron para o seu objetivo, aqui eu faria uma ressalva honesta. Ele não queima gordura. O que ele faz é dar aspecto mais denso e seco, e esse efeito só aparece de verdade em percentual de gordura baixo. Com 16 por cento, o que vai mudar a sua aparência é o déficit calórico, não ele. Você não errou ao incluí-lo, mas se a expectativa é ver a definição vindo do composto, ela vai frustrar. Coloque a dieta como protagonista e ele como coadjuvante. Dois pontos técnicos que costumam pegar quem usa masteron. Ele é derivado da DHT, então se você tem predisposição a calvície, é dos compostos que mais aceleram isso. E ele tem uma ação leve de reduzir a aromatização, o que significa que somar um inibidor por hábito pode derrubar demais o seu estradiol. Nesse ciclo, inibidor só entra guiado por sintoma e por dosagem, nunca preventivamente por protocolo fixo. Sobre a TPC, que o Foston levantou com razão, o ponto crítico é o tempo. Enantato continua liberando hormônio por cerca de duas semanas depois da última aplicação. Começar a TPC no dia seguinte ao fim do ciclo é o erro mais comum e queima o protocolo à toa, porque você tenta religar o eixo enquanto ainda tem testosterona exógena circulando. O intervalo prático fica em torno de duas semanas após a última aplicação de enantato. E como você já ciclou antes e deu sete meses de intervalo, o mais útil que você pode fazer é medir. Testosterona total e livre, LH e FSH agora, antes de começar, para saber se você recuperou de fato do ciclo anterior, porque muita gente entra no seguinte ainda suprimida e acha que está normal. Junte hemograma, lipídico, hepático, renal e estradiol, repita por volta da sexta semana e refaça o painel hormonal uns dois meses depois da TPC. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  25. A terceira substância do seu protocolo saiu ilegível na postagem, então antes de qualquer coisa vale confirmar qual é e em que dose. Dos 56 mg por dia dá para deduzir que é um oral, e é justamente o item que mais muda a conversa, porque oral é o que costuma cobrar fígado e HDL. Do que dá para ler, dois pontos. Boldenona é o composto que mais engana em ciclo. Ela é de ação lenta, o undecilenato tem meia-vida longa e o efeito só aparece direito depois de umas seis a oito semanas, o que faz muita gente achar que não está funcionando e aumentar dose por ansiedade. Mais importante que isso: ela é conhecida por elevar bastante a produção de glóbulos vermelhos. Combinada com 500 mg de testosterona, o hematócrito costuma subir de forma expressiva, e isso é silencioso, você não sente nada até o sangue estar espesso demais. Hemograma no meio do ciclo não é firula, é o exame que mais importa nesse protocolo específico. Sobre o conjunto, 500 mg de testosterona com 600 mg de boldenona mais um oral diário não é um protocolo de quem está começando. É volume alto de aromatização e de carga cardiovascular somadas. Se esse for o seu primeiro ou segundo ciclo, seria bem mais inteligente rodar menos coisa e aprender como o seu corpo responde a cada uma delas separadamente. Quando você usa três compostos de uma vez e algo dá errado, você não tem como saber qual foi. E um comentário sobre a origem da recomendação, sem qualquer desmerecimento ao seu coach. Coach acompanha treino e dieta, e muitos entendem bastante do assunto na prática. Mas quem monta protocolo hormonal está tomando decisão de saúde, e isso exige exame antes, exame durante e capacidade de interpretar o que aparece. Se o protocolo veio sem pedido de exame nenhum, esse é o ponto fraco dele, não a escolha das drogas. Complete o tópico como o Foston pediu, com idade, peso, altura, tempo de treino, ciclos anteriores e dieta, além do nome correto desse oral, que aí dá para falar de coisa concreta. E faça antes de começar: hemograma completo, perfil lipídico, TGO, TGP, GGT, função renal, testosterona total e livre, estradiol e pressão arterial aferida em casa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  26. Respondendo direto: você não tem como saber se está alta com a informação que tem, e o Foston apontou exatamente o motivo. Em gel, a dose que aparece no rótulo não é a dose que entra em você. A conta funciona assim. Gel comercial de testosterona a 1% costuma entregar entre 5 e 10 por cento do que você passa na pele, o resto fica na superfície ou não atravessa. Por isso as apresentações prontas trabalham com 50 a 100 mg por dia para entregar algo em torno de 5 a 10 mg de fato absorvidos. Se o seu gel for manipulado em veículo comum, 200 mg por dia entregariam algo perto de 20 mg diários, que dá em torno de 140 mg por semana, ou seja, faixa de reposição alta. Só que se o veículo for pentravan ou outro sistema de permeação melhor, a absorção pode ser bem maior, e aí a mesma quantidade vira uma dose de ciclo sem você perceber. É por isso que a pergunta do veículo não é detalhe, ela é a pergunta inteira. Pergunte ao seu médico qual a concentração real e qual a base usada. Duas coisas práticas do gel que quase ninguém avisa e que valem mais que a discussão de dose. A primeira é transferência: testosterona transdérmica passa por contato de pele. Criança e mulher que encostam na área aplicada absorvem, e isso já causou casos documentados de virilização em crianças. A regra é lavar bem as mãos depois de passar, deixar secar, cobrir a região com roupa e evitar contato pele a pele por algumas horas. A segunda é que a absorção varia muito com suor, banho e local de aplicação, então o seu nível vai oscilar de um jeito difícil de prever. É justamente por isso que, em gel, dosar o sangue não é opcional, é a única forma de saber onde você está. Agora a parte que me parece mais importante que a dose, e digo isso sem qualquer sermão. Você tem 20 anos, treina há um ano e meio, está com 91 kg e 15 por cento de gordura, e não tem histórico de uso. Nessa idade o seu eixo está no auge, e o que foi prescrito não é reposição de deficiência, é um ciclo, mesmo vindo com receita. Vale você perguntar ao seu médico, com essas palavras, se existe exame que mostre testosterona baixa e qual o valor, porque isso muda completamente a leitura. Se o valor era normal, o que está sendo proposto é uso estético, e aí você tem o direito de saber que a oxandrolona também suprime, e que a combinação vai desligar a sua produção própria com 20 anos, sem que você jamais tenha explorado o seu potencial natural. Independente da sua decisão, faça isto antes de começar, e é inegociável: testosterona total e livre, SHBG, LH, FSH e estradiol, colhidos de manhã, mais hemograma, perfil lipídico e função hepática. Repita em torno da quinta ou sexta semana. Esses exames de antes são a única foto que vai existir de como o seu corpo funciona sem interferência, e depois de começar você nunca mais consegue tirá-la. Já os de dentro do ciclo respondem a sua pergunta original de forma definitiva: se a testosterona total vier muito acima da referência, a dose do gel estava alta mesmo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  27. Antes de falar de acrescentar qualquer coisa, tem um ajuste no que você já usa que provavelmente vale mais do que o winstrol inteiro: o intervalo do Deposteron. Cipionato de testosterona tem meia-vida em torno de oito dias. Aplicando de 15 em 15 dias, você passa a primeira semana com o hormônio bem acima do necessário e a segunda com ele despencando. Na prática é isso que gera aquele padrão de duas semanas boas e duas ruins, com disposição, humor e libido oscilando, além de estradiol e hematócrito subindo em picos. Reposição funciona muito melhor quando é estável. Dividir a mesma quantidade mensal em aplicações semanais, ou até duas vezes por semana, costuma mudar sensação de bem-estar e resposta ao treino sem aumentar nada de dose. Isso é conversa para levar ao médico que te acompanha, e é um pedido bem comum e razoável. Sobre incluir o winstrol, concordo com o Dan e acrescento o motivo. O estanozolol é 17-alfa-alquilado, ou seja, hepatotóxico, e é provavelmente o pior de todos os compostos no que diz respeito ao HDL, que ele derruba de forma bem agressiva. Aos 50 anos, com um perfil cardiovascular que já pede atenção por idade, esse é justamente o marcador que você não quer maltratar. Some a isso o efeito sobre articulação, que é famoso e não é lenda, e você tem um composto que entrega definição visual à custa de coisas que importam mais. Agora, a parte que eu preciso colocar com clareza. O que você está considerando não é ajustar o seu tratamento, é passar de reposição para ciclo. São coisas diferentes. Reposição repõe o que falta e é monitorada com uma expectativa de segurança. Ciclo coloca você acima do fisiológico em troca de resultado estético e traz outro conjunto de riscos. A sugestão de subir a testosterona para 300 mg por semana e somar masteron é exatamente isso, um ciclo. Pode ser uma escolha sua, mas ela precisa ser feita sabendo que muda a natureza da coisa, e sabendo que o seu médico está te acompanhando com base em outra premissa. Se você mudar o protocolo sem contar, os exames dele passam a medir uma realidade que ele desconhece. Sobre o objetivo em si, ganhar 4 kg de massa magra com máxima definição é possível, mas não é rápido e não sai de composto novo. Aos 50, em reposição bem feita, o que decide é proteína suficiente, algo entre 1,6 e 2 g por quilo, o que para você dá algo em torno de 115 a 145 g por dia, treino de força três a quatro vezes por semana com progressão real de carga, sono, e um déficit calórico pequeno se a definição é prioridade. Recomposição nesse cenário é lenta e constante, e é justamente onde muita gente desiste cedo e parte para mais droga. O que eu monitoraria com atenção no seu caso, independente da decisão: hematócrito e hemoglobina, que é o efeito adverso mais comum da reposição em homens da sua idade, PSA, estradiol, perfil lipídico completo, função hepática e pressão arterial medida em casa. Se você optar por acrescentar qualquer composto, esses exames deixam de ser recomendação e passam a ser obrigatórios antes, durante e depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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