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Avaliação ciclo, TPC e anti aromatase cipionato+oxan
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Avaliação ciclo, TPC e anti aromatase cipionato+oxan
@Enigma0012, o farmacêutico tem razão sobre a ampola. Depois de aberta ela não pode ser guardada, e deixar óleo na seringa por dias também não é boa ideia, porque perde a esterilidade e o êmbolo de borracha não é feito para ficar em contato prolongado com o óleo. Então o seu protocolo precisa caber em ampolas inteiras, e aí a escolha mais coerente é a de 200 mg em uma aplicação por semana. O cipionato tem meia-vida em torno de 8 dias, então uma aplicação semanal mantém o nível razoavelmente estável. Não é verdade que menos de 300 mg só dá colateral sem resultado. Num primeiro ciclo, com o corpo nunca exposto, 200 a 250 mg por semana já entregam um ganho muito bom, e como o @Arnaldo Santos. comentou no começo, só o cipionato já estaria ótimo. Subir para 400 mg aumenta o ganho, mas aumenta proporcionalmente mais a aromatização, a retenção, a acne e a subida do hematócrito, e deixa a recuperação na TPC mais difícil. Para primeira vez, eu ficaria nos 200 mg e faria as 12 semanas, o que ainda resolve a sua questão de quantidade de ampolas. Sobre o inibidor de aromatase, usar só se aparecer sintoma é uma estratégia razoável, mas o melhor guia é o exame. Faça estradiol junto com os outros exames por volta da quarta ou quinta semana. Se estiver alto e com sintoma, o anastrozol em dose baixa, como o Arnaldo sugeriu, costuma resolver. O erro mais comum é tomar inibidor por conta própria e derrubar demais o estradiol, o que acaba com libido, articulações e humor. E se aparecer sensibilidade no mamilo, o tamoxifeno que você já vai ter para a TPC é o que age direto no tecido mamário. A TPC com tamoxifeno 20 mg por 30 dias, começando umas duas semanas depois da última aplicação de cipionato, está dentro do que se usa. Repita testosterona total, LH e FSH umas quatro a seis semanas depois de terminar para confirmar que o eixo voltou. Agora, sobre as expectativas: chegar a 7% de gordura e ao mesmo tempo subir para 76 a 80 kg no primeiro ciclo é pedir duas coisas que puxam para lados opostos. Com dieta de arroz integral e frango e cardio pesado, você vai perder gordura e manter ou ganhar pouca massa. Para subir 4 a 8 kg de peso magro, é preciso superávit. Escolha um dos objetivos para este ciclo, que o resultado sai bem melhor. E faça antes do início hemograma, perfil lipídico, enzimas do fígado, testosterona total, LH, FSH, estradiol e PSA, para ter com o que comparar. Para estudar a estrutura do ciclo com auxiliares, TPC e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve como simulação, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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TRH para aumentar a testosterona
@Thefat3r, uma testosterona total de 147 ng/dl aos 29 anos é realmente baixa e combina com os sintomas que você descreveu. Mas antes de decidir entre durateston, deposteron ou gel, falta a parte do exame que diz por que ela está baixa, e isso muda o caminho inteiro. Com histórico de ciclo sem TPC bem feita, a hipótese mais provável é que o seu eixo não tenha se recuperado direito. Para confirmar, os exames que faltam são LH, FSH, estradiol, prolactina e SHBG, além de repetir a testosterona total colhida de manhã, entre 7 e 10 horas, em jejum. Testosterona baixa num único exame pode ter sido influenciada por noite mal dormida, infecção ou o período de recuperação da cirurgia dos sisos. O antibiótico em si não costuma derrubar testosterona, mas o quadro infeccioso e o estresse da cirurgia podem baixar temporariamente. O motivo de insistir nesses exames é que existem dois cenários bem diferentes: - LH e FSH baixos ou no limite inferior, com testículos que respondem, abrem espaço para tentar religar o eixo com HCG ou com um modulador como o clomifeno, como o @Foston sugeriu. Se der certo, você volta a produzir a sua própria testosterona e preserva a fertilidade, o que aos 29 anos faz muita diferença. - LH e FSH altos indicam que o problema está no testículo, e aí a reposição com testosterona passa a ser o caminho natural. Começar reposição sem essa investigação fecha a primeira porta, porque a testosterona externa suprime de vez o que ainda funciona. Sobre a ideia de usar uma dura por semana por quatro meses "só para dar um up", aí está o maior problema. 250 mg por semana já é dose de ciclo, não de reposição. Ao parar, você volta ao mesmo ponto ou pior, porque mais quatro meses de supressão deixam o eixo ainda mais preguiçoso. Testosterona baixa não se corrige com um empurrão temporário. Ou se recupera o eixo, ou se faz reposição contínua em dose fisiológica. Se a reposição for mesmo o caminho, o @Foston e o @Arnaldo Santos. estão certos na lógica: doses pequenas e frequentes mantêm o nível estável, sem o pico alto nos primeiros dias e a queda no fim, que é o que acontece com uma ampola a cada 15 dias. Em reposição, o normal fica perto de 100 a 150 mg por semana divididos em duas ou mais aplicações, ou gel diário, sempre com controle de hematócrito, estradiol e PSA a cada poucos meses. Para estudar como ficaria uma reposição ou uma tentativa de recuperação do eixo, com exames de controle incluídos, o gerador de protocolo hormonal do site serve como simulação para levar à consulta, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Posso usar cafeína em ciclo de Oxandrolona?
@Renan Eac, não existe interação conhecida entre cafeína e oxandrolona que torne a combinação perigosa por si só, e o @fisiculturismo está certo que ela não mexe na produção hormonal. O problema está mais na dose de cafeína do que na mistura. 420 mg de uma vez é bastante. Para performance, o que os estudos mostram funcionar fica entre 3 e 6 mg por quilo, tomados 30 a 60 minutos antes do treino. Com 75 kg, 225 mg já entregam praticamente todo o efeito, e acima disso o ganho é pequeno enquanto taquicardia, ansiedade e piora do sono crescem bastante. A referência de segurança mais usada para adulto saudável é de até 400 mg no dia todo, somando café, pré-treino e refeição. Se a sua rotina já está pesada e o sono curto, cafeína à tarde ou à noite piora justamente o que está tirando o seu rendimento. Começaria com uns 200 mg e evitaria tomar depois das 16 horas, se o treino permitir. Sobre dividir a oxandrolona, a meia-vida dela gira em torno de 9 a 10 horas, então duas ou três tomadas por dia já mantêm o nível estável. Quatro doses não fazem mal, mas não são necessárias. Com 80 mg, por exemplo, dá para fazer 40 mg de manhã e 40 mg à noite, ou três tomadas espaçadas. Agora, o ponto que eu mais revisaria é usar oxandrolona sozinha em dose de 80 mg. Nessa faixa ela suprime bastante a sua testosterona natural, e sem testosterona de base é comum aparecer queda de libido, cansaço e pior disposição, o que pode ser parte da falta de rendimento que você está sentindo. Também nessa dose ela derruba o HDL de forma importante. Com 20 anos, uma base de testosterona em dose moderada, ou ficar nos 40 mg, costuma dar resultado melhor com menos impacto. Vale repetir perfil lipídico e enzimas do fígado no meio do ciclo, porque os exames de antes mostram só o ponto de partida. Sobre a Gold Labs, não conheço análise independente para te dar uma referência confiável. Para comparar cenários de dose, duração, auxiliares e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve como simulação, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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ciclo feminino de oxandrolona de 8 semanas: rouquidão na voz e sensibilidade no clitóris
@Naathi Costa, o seu relato é útil justamente por ser detalhado, e você fez bem em lembrar que o físico das fotos é fruto de anos de treino e não só do ciclo. Como este tópico continua sendo encontrado por muitas mulheres pesquisando oxandrolona, vale acrescentar três pontos que mudam bastante a segurança de quem vai seguir um protocolo parecido. O primeiro e mais importante: rouquidão e sensibilidade ou aumento do clitóris são justamente os primeiros sinais de virilização, não um detalhe sem importância. No seu caso tudo regrediu, o que é ótimo, mas a alteração de voz é a que menos regride. Quando ela começa a se instalar, parar logo costuma resolver. Quando a pessoa insiste porque "deve passar", ela pode ficar permanentemente mais grave. A regra prática para quem ler aqui é simples: rouquidão sem gripe, voz falhando ou mudança no clitóris durante o ciclo são motivo para interromper na hora. O segundo é a dose. Os 30 mg por dia que você usou no meio do ciclo ficam acima do que normalmente se considera de menor risco para mulher. Os relatos com menos virilização costumam ficar entre 5 e 10 mg por dia, e o risco cresce tanto com a dose quanto com o tempo de uso. Concordo com o @maurice nesse ponto. O terceiro é a subida e descida gradual. A oxandrolona tem meia-vida curta, de algumas horas, e sai do organismo em poucos dias depois da última dose. Reduzir aos poucos no fim não protege de colateral nem ajuda a manter ganho. O que conta é a dose total e a duração. Na prática, a subida no início só serve para testar a tolerância, e a descida no final pode ser cortada. Sobre o stano que você estava planejando, a preocupação da @Andreia.ox tem fundamento. O estanozolol é derivado da DHT e tem perfil bem mais androgênico que a oxandrolona, então a virilização aparece com doses menores e mais rápido. A versão oral ainda pesa bastante no fígado e derruba o HDL. Para mulher, ele é das escolhas com pior relação entre ganho e risco. Quem for ciclar deveria fazer antes e depois perfil lipídico, enzimas do fígado (TGO, TGP e GGT) e hemograma, além de acompanhar o ciclo menstrual, porque alteração na menstruação também é sinal de que a dose está alta. Para estudar um protocolo feminino com doses, duração e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve como simulação para comparar cenários, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Whey Protein da bodybuilders
O @Locemar já matou a charada. Pela lista de ingredientes, o produto é uma mistura de proteína de soja com amido e uma fração pequena de whey. A ordem dos ingredientes no rótulo segue a quantidade, então o que vem primeiro é o que mais tem. Chamar isso de whey é mais marketing do que descrição. Não quer dizer que faça mal. Mas, para comparar preço de verdade, a conta que importa é quanto você paga por grama de proteína, e não por quilo de pó. Se só metade da dose é proteína, o pote "barato" na prática custa o dobro por grama de proteína, e boa parte dela vem de soja e carne hidrolisada, que têm menos leucina que o whey e estimulam menos a síntese muscular por grama. Na maioria dos casos, um concentrado de whey simples de marca conhecida, ou até albumina, sai mais em conta e entrega proteína melhor, @stanobem.
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Whey BRN Foods
@Gtkpad, não conheço análise independente desse lote da BRN Foods para te dizer se ele entrega o que promete. Mas dá para avaliar qualquer whey com algumas checagens simples, e elas servem para quem chegar aqui com dúvida sobre outra marca também. - Proteína por dose. Um isolado de verdade tem perto de 85 a 90% de proteína. Se a dose tem 30 g de pó, o rótulo deve mostrar algo como 25 a 27 g de proteína. Muito abaixo disso não é isolado, é concentrado ou mistura. - Lista de ingredientes. Desconfie quando aparecem maltodextrina, amido, colágeno ou aminoácidos soltos como glicina e taurina. Esses aminoácidos baratos aumentam o número de proteína na análise de nitrogênio sem entregar proteína de qualidade, prática conhecida como "amino spiking". - Aminograma. Um bom whey traz perto de 10 a 11% de leucina sobre o total de proteína. Rótulo sem aminograma ou com valores muito diferentes disso merece atenção. - Preço por grama de proteína. Isolado sai caro para produzir. Um isolado muito mais barato que os concorrentes conhecidos geralmente tem explicação, e não é boa. - Laudos e histórico. Vale procurar se a marca já apareceu em testes de laboratório independentes ou em alertas da Anvisa. Testes caseiros, como ver se dissolve fácil ou se espuma, não dizem nada sobre a qualidade da proteína. Se o rótulo passar nesses pontos, pode tomar sem problema. E mesmo que o produto seja só razoável, ele continua sendo proteína. O que define o resultado é o total de proteína do dia somando comida e suplemento, não a marca. Para comparar nível de evidência, dose e uso dos principais suplementos, o orientador de suplementos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/suplementos/
Ontem
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Dor no antebraço.
@Carlos H. Uchoa, com duas semanas de treino o mais provável é sobrecarga nos tendões do antebraço. Músculo responde rápido ao treino, mas tendão se adapta bem mais devagar, e quem começa costuma subir carga em ritmo que o músculo aguenta e o tendão ainda não. O que o @FelAlv descreveu, dor que aparece ao soltar a barra, piora com rosca de barra reta e também ao segurar anilha pesada, combina bastante com irritação dos tendões que se prendem no cotovelo, principalmente na parte de dentro, a famosa epicondilite medial ou "cotovelo de golfista". A rosca com barra reta força o punho e o antebraço a ficarem totalmente supinados, palma para cima, o que para muita gente gera estresse na parte interna do cotovelo. Somado a barra fixa, puxadas e remadas no mesmo dia, todos com pegada forte, o antebraço acumula volume alto antes mesmo de chegar no bíceps. O que costuma resolver: - Reduzir carga e séries dos exercícios que doem por duas ou três semanas, sem parar de treinar tudo. Repouso total costuma deixar o tendão mais fraco na volta. - Trocar a barra reta por halteres, rosca martelo ou barra W com pegada mais aberta. Pegadas neutras costumam ser bem mais toleradas. - Usar strap nas remadas e puxadas pesadas por um tempo, para tirar a pegada do caminho enquanto o tendão se recupera. - Fortalecer o antebraço de forma progressiva, como o FelAlv fez: rosca punho com carga leve, descendo devagar, e exercícios isométricos segurando o peso parado por 30 a 45 segundos. Carga baixa e controlada ajuda o tendão a se remodelar. - Não treinar antebraço até a falha antes de costas e bíceps. Se for treinar, deixe para o final da sessão. Respondendo a sua pergunta, a ordem não faz tanta diferença quanto o volume total. Se a dor não melhorar em três ou quatro semanas com esses ajustes, ou se aparecer formigamento nos dedos, perda de força para segurar objetos, inchaço ou dor à noite, aí vale procurar um ortopedista ou fisioterapeuta, porque esses sinais podem indicar compressão de nervo ou lesão que precisa de outro tratamento. Para conferir a execução e as variações de pegada de cada rosca, o orientador de exercícios do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/exercicios/
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Me AJUDEEEMMMMM
Parabéns pelo resultado, @Maria1989. Perder medida de abdômen e se sentir bem com a dieta que você mesma montou é ótimo sinal. Respondendo direto: a proteína não precisa subir. Com 145 g por dia e 70 kg, você está em pouco mais de 2 g por quilo, que já é o patamar usado para proteger e ganhar massa magra. O que define se o peso continua caindo ou estabiliza é o total de calorias, e aí o ajuste vem por carboidrato e gordura. Só um ponto sobre os 6 kg em menos de um mês. Nas primeiras semanas de uma dieta nova, uma parte grande da perda costuma ser água e glicogênio, principalmente se a alimentação anterior tinha mais sódio e carboidrato. Não quer dizer que você perdeu músculo, mas também não é tudo gordura. Daqui para frente o ritmo natural é bem mais lento, e isso é esperado. Se o objetivo agora é parar de perder peso e focar em massa magra, faça assim: - Some em torno de 150 a 250 kcal por dia, por exemplo uns 30 a 40 g de carboidrato a mais em volta do treino ou uma porção extra de gordura boa, como azeite, castanhas ou abacate. - Pese-se uma vez por semana, sempre no mesmo dia e em jejum. Se em duas semanas o peso continuar caindo, acrescente mais 150 kcal. Se estabilizar, você achou a sua manutenção. - Meça cintura, abdômen, quadril e coxa a cada duas ou três semanas. Na fase de ganhar massa magra, a balança mexe pouco e as medidas contam mais a história. - No treino, procure aumentar carga ou repetições ao longo das semanas. É isso que diz ao corpo para manter e construir músculo, mais do que qualquer ajuste de proteína. Lembre também de conferir quanto de gordura entra na sua dieta, porque ela pesa bastante no total de calorias e muita gente só conta carboidrato e proteína. Para ter uma estimativa da sua manutenção com os seus dados, a calculadora de gasto calórico total do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/tdee/
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Testo 600 Live well
@DennisDj, a informação de meia-vida que te passaram está errada, como o @Arnaldo Santos. já apontou. Cipionato e enantato de testosterona têm comportamento muito parecido no corpo: a meia-vida do cipionato, pela bula, gira em torno de 8 dias, e a do enantato fica na casa de 4 a 5 dias. Nenhum dos dois tem 3 dias, e o enantato definitivamente não dura 15. Na prática, misturar os dois num mesmo frasco não traz vantagem nenhuma sobre usar só um deles. Sobre os 600 mg/ml, a desconfiança do @Locemar faz sentido. Testosterona em óleo costuma ser vendida entre 200 e 250 mg/ml nas farmacêuticas. Para chegar perto de 400 mg/ml os laboratórios clandestinos já precisam carregar muito solvente, como benzoato de benzila e álcool benzílico, o que costuma causar dor forte, inchaço e até abscesso estéril no local da aplicação. Uma concentração de 600 mg/ml estaria muito acima do que se consegue manter dissolvido de forma estável. Ou o produto tem bem menos do que diz o rótulo, ou tem solvente demais. Em nenhum dos dois casos é uma boa troca. Se você for usar mesmo assim, alguns cuidados ajudam: - Antes de aspirar, olhe o frasco contra a luz. Cristais, turvação ou depósito no fundo indicam que o hormônio não está bem dissolvido. - Se o rótulo for verdadeiro, meio mililitro já seria 300 mg, então qualquer erro de volume vira uma dose alta. Para primeiro ciclo, 250 a 300 mg por semana de testosterona já entregam um resultado ótimo. - Dor que piora depois de 48 horas, vermelhidão quente, febre ou endurecimento crescente no local não são normais e precisam ser avaliados. - Teste com reagente identifica a classe do composto, mas não confirma a dose. Só análise de laboratório faz isso. Sobre o HCG, ele entra durante o ciclo para manter os testículos funcionando enquanto o seu eixo está suprimido, o que costuma deixar a recuperação na TPC mais fácil. Doses baixas, como a que o Arnaldo citou, duas vezes por semana, são o formato mais usado. Dose alta de HCG aumenta o estradiol e não acelera nada. Como você está montando o ciclo com dianabol, faça antes hemograma, perfil lipídico, enzimas do fígado, testosterona total, LH, FSH e estradiol. O dianabol aromatiza bastante e pesa no fígado e no colesterol. Para estudar a estrutura do ciclo com auxiliares, TPC e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve como simulação, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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BCAA EM DIAS QUE NÃO TREINA
@Iago Molina Camargo, pode tomar nos dias sem treino, não faz mal nenhum. Mas a pergunta mais útil é se você precisa tomar em algum dia, e na maioria dos casos a resposta é não. O BCAA não "ajuda em tudo no corpo". São três aminoácidos, entre eles a leucina, que sinaliza para o músculo começar a construir proteína. Só que, para construir de fato, o músculo precisa de todos os aminoácidos essenciais, e esses vêm de proteína completa: carne, ovo, leite, peixe ou whey. Quem come proteína suficiente no dia já recebe BCAA de sobra pela comida. Por isso concordo com o @Locemar sobre o custo-benefício. Uma dose de whey entrega mais BCAA do que a maioria das doses de BCAA, e ainda vem acompanhada dos outros aminoácidos. Para quem está começando e treina três vezes por semana, o que mais faz diferença é bater a proteína do dia, dormir bem, ainda mais estudando para prova, e progredir as cargas no treino. Se for gastar com suplemento, whey e creatina rendem bem mais. Para saber quanta proteína você precisa com o seu peso, a calculadora do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/
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Evolucao braco
Concordo com o @Foston, @Alan184. Dois centímetros de braço em quase três meses é um ganho muito bom para iniciante natural, e está dentro do que se espera nessa fase, que é justamente a que mais rende. Só tem um detalhe para interpretar a fita direito. A circunferência do braço mede músculo, gordura e água juntos. Com 3800 kcal por dia, uma parte desse ganho pode ser gordura, e a creatina que você começou também puxa água para dentro do músculo, o que costuma somar alguns milímetros nas primeiras semanas. Isso não é ruim, só significa que vale acompanhar mais coisas além do braço. Pese-se uma vez por semana e meça a cintura na altura do umbigo. Se a balança sobe uns 0,5 a 1 kg por mês e a cintura quase não mexe, o ganho é de qualidade. Se a cintura cresce rápido junto, dá para tirar umas 200 a 300 kcal. Pensando nisso, eu não acrescentaria o hipercalórico agora. Você já come bastante, e o que importa é se o peso está subindo no ritmo certo, não o total de calorias no papel. O whey pode entrar se facilitar bater a proteína do dia, mas, como o Foston comentou, ovos, frango e até albumina resolvem por menos. Sobre o pump, a duração dele depois do treino não diz muito sobre crescimento. Ele mostra que houve bastante fluxo de sangue e acúmulo de metabólitos no músculo, o que é um bom sinal de que o exercício chegou no alvo, mas o que define o ganho de longo prazo é progredir carga e repetições ao longo das semanas. Quanto aos 40 cm, é uma meta possível para muita gente treinando natural, mas ela depende bastante da sua altura, da estrutura óssea e de quanto peso corporal você vai carregar. Para ter uma referência de proporções com as suas medidas, a calculadora de estética ideal do site ajuda a ver onde você está e quanto ainda falta em cada região: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/estetica-ideal/
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Men's Physique Victor Veronez
@Victor Veronez, somei a dieta que você postou e ela fecha perto de 1400 kcal, com uns 125 g de proteína. Para 92 kg, treino em jejum, 70 a 90 minutos de cardio por dia e ainda o trabalho, isso dá um déficit de bem mais de 1500 kcal diárias. A letargia que você descreveu é a consequência direta, e esse quadro também ajuda a entender a observação do @Locemar de que o físico não parece refletir as doses. Com tão pouca energia e proteína, parte do que o hormônio constrói está sendo consumido. O ponto que mais pesa é a proteína. Em cutting, e principalmente em preparação, o recomendado fica entre 2,2 e 2,6 g por quilo de massa magra, o que no seu caso passaria fácil de 180 g por dia. Hoje você está em cerca de 1,35 g por quilo de peso total. Subir a proteína, mesmo que às custas de um pouco de carboidrato, protege massa muscular de forma muito mais eficiente do que qualquer acréscimo no protocolo. O segundo ponto é a soma de hormônio tireoidiano. 100 mcg de T3 junto com 300 mcg de T4 é uma dose muito acima de qualquer reposição, e hormônio tireoidiano em excesso acelera a quebra de proteína muscular, não só de gordura. Somado a clembuterol, cafeína, efedrina planejada e trembolona, o coração recebe estímulo de todos os lados ao mesmo tempo. Taquicardia em repouso, palpitação, tremor, câimbra e insônia são esperados nessa combinação, e o risco de arritmia sobe de verdade, principalmente com potássio baixo, que é justamente o que o clembuterol e o cardio prolongado provocam. Sobre os auxiliares: o tamoxifeno ajuda contra ginecomastia por estrogênio, mas não atua sobre o efeito progestagênico da trembolona, então se aparecer sensibilidade no mamilo vale dosar prolactina e progesterona. Já o cetotifeno para manter a resposta ao clembuterol tem base principalmente em estudos com ratos, e o efeito em humanos não está bem estabelecido. Se for seguir até o campeonato, alguns cuidados reduzem muito o risco: - Medir pressão e frequência cardíaca de repouso todos os dias pela manhã. Frequência que não baixa de 100 em repouso é sinal para tirar estimulantes. - Fazer exames agora, e não só depois: potássio, magnésio, função renal, enzimas do fígado, perfil lipídico, hematócrito, TSH com T4 livre e, idealmente, um eletrocardiograma. Stano e trembolona juntos derrubam bastante o HDL. - Nas últimas semanas, não somar diurético por conta própria a esse quadro. A combinação de diurético, clembuterol e hormônio tireoidiano é a que mais aparece em relatos de arritmia grave em competição. - Dor no peito, desmaio, falta de ar ou palpitação que não passa em repouso são motivo para parar tudo e procurar atendimento imediatamente. Sobre braço, entendo a preocupação com proporção no men's physique, mas os jurados avaliam a parte superior inteira, e braço bem desenvolvido conta a favor. Um volume moderado de bíceps e tríceps uma ou duas vezes por semana não te tira do padrão. Desproporção costuma vir de braço grande com ombro fraco, e não é o seu foco. Pernas ficam cobertas pela bermuda na categoria, então pesam menos no julgamento, mas a panturrilha aparece, e o @Batata... tem razão em pedir fotos que mostrem essa parte. Para revisar o protocolo, o gerador de protocolo hormonal do site pede exames, aponta auxiliares e sinaliza combinações de risco. Use como simulação para comparar com o que você está fazendo, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Meu peso não sobe e nem desce
@brendaleee, o estanozolol não trava o peso por conta própria, e o fim do ciclo também não costuma causar isso. O que mais explica a balança parada é uma combinação de fatores bem comuns depois de uma perda de 6 kg. O primeiro é que o seu gasto diminuiu. Com 72 kg você gasta menos energia do que gastava com 78 kg, então a mesma alimentação que antes gerava déficit hoje pode estar muito perto da manutenção. É o motivo mais frequente de platô, com ou sem hormônio. O segundo é o que o @Locemar falou: durante o ciclo parte da perda de gordura pode ter sido compensada por ganho de músculo, então a balança mostra menos do que realmente mudou. O terceiro é água. Variações de sódio, carboidrato, intestino e fase do ciclo menstrual mexem facilmente 1 a 2 kg de um dia para o outro e escondem a perda de gordura por algumas semanas. Por isso vale acompanhar mais do que o peso. Medir cintura, quadril e abdômen a cada duas semanas e tirar fotos no mesmo lugar e com a mesma luz mostra se a composição está mudando mesmo com a balança parada. Se as medidas também não mexerem por três ou quatro semanas, aí sim é sinal de que o déficit sumiu, e a saída é reduzir umas 150 a 250 kcal por dia ou aumentar o gasto com mais passos e cardio, mantendo a proteína alta e o treino de força para não perder o músculo que você ganhou. Como foi um ciclo com estanozolol, vale também fazer uma checagem pós-ciclo: perfil lipídico, porque ele derruba bastante o HDL, enzimas do fígado (TGO, TGP e GGT), já que é um oral 17-alfa-alquilado, e hemograma. Observe ainda se a menstruação voltou ao normal e se apareceu algum sinal de virilização, como voz mais grave, aumento de pelos no rosto, acne persistente ou aumento do clitóris. Alteração de voz e de clitóris tende a não regredir, então qualquer sinal desses merece avaliação médica e é motivo para não repetir o ciclo. Para recalcular as calorias com o seu peso atual, a calculadora de cutting do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/cutting/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Zero Carb ISOPURE Perfect (1361g) - Whey Protein
Vale atualizar algumas ideias que circulavam muito na época deste tópico, porque elas ainda aparecem bastante por aí. A primeira é a do pico de insulina. Somar dextrose ao whey no pós-treino não faz o músculo absorver mais proteína. O próprio whey já eleva a insulina o suficiente para a síntese proteica, e os estudos que compararam whey sozinho com whey mais carboidrato não encontraram ganho extra de músculo com a adição. O carboidrato depois do treino serve para repor glicogênio e somar energia ao dia, o que pode ser útil para quem treina duas vezes por dia ou quer ganhar peso, mas não é obrigatório. Uma refeição normal com arroz, batata ou pão cumpre o mesmo papel. A segunda é a de que mulher precisa de dose menor por ser mulher. A dose de proteína depende do peso corporal e do objetivo, não do sexo. Para a @rgirl, com 60 kg e treino diário, algo entre 1,6 e 2 g por quilo daria uns 95 a 120 g de proteína no dia, contando comida e suplemento. Uma dose de 25 a 30 g de whey já resolve bem, e o restante vem das refeições. Água ou leite tanto faz para o resultado. O leite só soma calorias e um pouco mais de proteína, então a escolha depende de gosto e de quanta energia a pessoa quer no dia. Quanto ao volume de água, 200 a 300 ml dissolvem tranquilamente uma dose. Respondendo ao @Rodrigo Batista rj, a conta está certa no limite de cima. Com 76 kg, uma faixa de 1,6 a 2 g por quilo dá entre 120 e 150 g por dia, e não precisa passar disso. Um detalhe que pesa aos 43 anos: o músculo fica um pouco menos responsivo à proteína com a idade, então vale distribuir melhor, com uns 30 a 40 g em cada refeição principal em vez de concentrar tudo em duas. E, para ganhar massa com barras e paralelas, o que manda é progressão. Quando as repetições ficarem fáceis, acrescente peso com cinto ou mochila, ou passe para variações mais difíceis. Para achar esse número com os seus dados e objetivo, a calculadora de proteína diária do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/
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Termogênico sem cafeína, qual é bom?
@Biazovisk, o @Toxi resumiu bem a parte principal. A cafeína é o ativo que mais sustenta o efeito de qualquer termogênico, e boa parte das alternativas age pela mesma via, estimulando o sistema adrenérgico. Então, para quem tem labirintite e precisa fugir da cafeína, trocar por outro estimulante muitas vezes troca só o rótulo, não o problema. Tontura, zumbido e crise de labirinto costumam piorar com qualquer coisa que acelere coração e pressão. Olhando as opções citadas no tópico: - Citrus aurantium, como a @Bruna Bosco lembrou, tem como ativo a sinefrina. Ela é parente química da efedrina, embora mais fraca, e pode aumentar frequência cardíaca e pressão em pessoas sensíveis. Não é a escolha mais segura para o seu caso. - Pimenta, gengibre e canela entram como alimento sem problema. A capsaicina tem efeito real sobre gasto calórico e saciedade, mas é pequeno, algo na casa de dezenas de calorias por dia. Vale como tempero, não como estratégia. - Extrato de chá verde em cápsula costuma ter cafeína junto, e o concentrado de catequinas em dose alta já foi associado a lesão no fígado. Chá verde em infusão, como bebida, é bem mais tranquilo, mas ainda tem um pouco de cafeína. O que faz diferença de verdade na perda de gordura é o déficit calórico sustentado, proteína adequada e treino de força. Termogênico, no melhor cenário, acrescenta pouco em cima disso. Para o seu caso, eu deixaria de lado e investiria em ajustar dieta e treino. Aproveitando o relato da @Ficando poderosa, que pode servir para quem chegar aqui com algo parecido: sibutramina já aumenta frequência cardíaca e pressão arterial. Somar a ela um termogênico estimulante, ainda mais com dieta de 1000 a 1200 kcal, é uma combinação que sobrecarrega o sistema cardiovascular sem necessidade. Quem usa sibutramina com prescrição deve conversar com o médico antes de acrescentar qualquer termogênico. Para ter uma noção do déficit que você precisa para emagrecer num ritmo sustentável, a calculadora de déficit calórico do site faz a conta com os seus dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/deficit/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Sabor dos Hipercalóricos
O @TTEFrangoMutante tocou no ponto que mais vale para quem chega aqui hoje. A maioria dos hipercalóricos do mercado é basicamente maltodextrina com uma fração pequena de proteína, aroma e adoçante. Por isso o gosto enjoa tanto: é muito açúcar de cadeia curta concentrado num pó só. E, como o @ninga já tinha dito lá atrás, o que faz ganhar peso é o saldo calórico do dia, não a marca da massa. Um batido caseiro sai mais barato, tem gosto de comida de verdade e você controla exatamente o que entra. Um exemplo que funciona bem: - 300 ml de leite integral - 1 banana - 40 g de aveia - 1 dose de whey (uns 30 g) - 1 colher de sopa cheia de pasta de amendoim Isso dá em torno de 650 kcal, com uns 40 g de proteína e 75 g de carboidrato, que é o mesmo patamar de uma dose de hipercalórico comercial, só que com fibra, gordura boa e muito menos enjoo. Dá para variar com cacau em pó, café, canela, mamão ou abacate no lugar da pasta de amendoim. Para quem já comprou um pote ruim e não quer jogar fora, como o @choinha, algumas coisas ajudam: bater no liquidificador em vez de só misturar na coqueteleira, usar leite bem gelado ou gelo, acrescentar banana ou café para quebrar o sabor artificial e dividir a dose em duas tomadas menores no dia. Quando o pó não dissolve, colocar o líquido primeiro e o pó depois também evita aqueles grumos. Sobre a creatina que o @olcoco perguntou no começo, continua valendo o que foi dito: creatina monohidratada pura, de preferência com o selo Creapure, que garante a matéria-prima. Não precisa de fase de saturação, 3 a 5 g por dia, todos os dias, já resolvem. A calculadora de creatina do site ajusta essa dose ao seu peso: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/creatina/
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Azia na corrida
Azia durante corrida é bem mais comum do que parece, e tem explicação. O impacto repetido da passada sacode o estômago, a pressão dentro do abdômen sobe, e durante o esforço o sangue é desviado do sistema digestivo para os músculos, o que deixa o esvaziamento do estômago mais lento. Se ainda houver comida ou líquido ali, parte do ácido volta para o esôfago. Corrida provoca isso mais do que bicicleta ou elíptico justamente por causa do impacto. No caso do @Oldboy, que corria logo depois da musculação, alguns fatores costumam pesar: - Refeição grande, gordurosa ou com café nas duas a três horas antes do treino. - Pré-treino com cafeína, que relaxa o esfíncter entre esôfago e estômago. - Beber muita água de uma vez durante o treino. Melhor goles pequenos e frequentes. - Bebidas muito concentradas em açúcar, que também atrasam o esvaziamento do estômago. A malto que o @Erick França citou pode ajudar se for diluída numa concentração de 6 a 8%, mas misturada forte pode piorar. - Anti-inflamatórios usados por conta de dor articular, que irritam bastante a mucosa. Na prática, vale testar deixar um intervalo maior entre a última refeição e a corrida, tirar ou reduzir a cafeína antes do treino e, se a azia aparecer, baixar o ritmo ou trocar parte da corrida por bicicleta ou elíptico por algumas semanas para ver se melhora. O Nexium que o @rolfo17 usou é esomeprazol, um inibidor da bomba de prótons, e realmente costuma resolver a queimação porque reduz bastante a produção de ácido. Funciona bem num tratamento de algumas semanas, mas não é algo para tomar por conta própria por meses, porque mascara o sintoma e o uso prolongado tem efeitos próprios. Se a azia volta toda vez que para o remédio, o certo é investigar a causa, às vezes com endoscopia. Sobre o suco de couve, não conheço estudo mostrando efeito em refluxo. Mal não faz, mas não substitui os ajustes acima. Um alerta que vale para qualquer pessoa: queimação no peito que aparece só com esforço e passa com repouso pode não ser azia. Dor de origem cardíaca às vezes se parece muito com ela. Se vier junto com falta de ar, suor frio, dor que irradia para braço, mandíbula ou costas, ou aparecer com cada vez menos esforço, isso precisa de avaliação cardiológica antes de continuar correndo. O mesmo vale para dificuldade de engolir, perda de peso sem explicação ou vômito com sangue. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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[DÚDIVA] Sinergia do Masteron
@Mario Mec, a ideia de mandar dianabol nas primeiras semanas e masteron no restante até existe, mas o problema do seu plano não está na ordem das drogas. Está em montar o ciclo sem testosterona de base. Toda droga anabolizante suprime o seu eixo hormonal, com ou sem testo junto. Como o @Toxi explicou, a queda do pós-ciclo vem dessa supressão, e não da libido que você teve durante o ciclo. Deixar a testo de fora não protege o pós e ainda faz você passar o ciclo inteiro com a sua testosterona natural desligada e sem nada no lugar. No caso do masteron isso pesa mais ainda, porque ele é um derivado da DHT que não aromatiza. Usado sozinho, ele deixa o estradiol lá embaixo, e estradiol baixo demais derruba libido e ereção, piora humor, dá dor articular e atrapalha o próprio ganho. Por isso a testosterona entra como base: ela mantém as funções hormonais normais enquanto as outras drogas fazem o papel específico delas. Sobre a fama do masteron, o @Bruce Slajvic resumiu bem. Ele não retém líquido porque não vira estrogênio, mas isso não quer dizer que ele tire a retenção causada pelas outras drogas. A história de que ele inibe a aromatase circula muito, mas não encontrei estudo mostrando isso com a própria drostanolona. O efeito de deixar o físico mais "seco e duro" aparece em quem já está com gordura baixa, e por isso ele é tão associado a finalização. Em bulking, com gordura mais alta e o dianabol retendo bastante, o masteron pouco aparece. O dianabol, aliás, aromatiza para um estrogênio bem potente, então a retenção dele não é algo que outra droga "zere". Oxandrolona com masteron no bulking também concordo que não compensa. São duas drogas caras, de ação anabólica moderada, que juntas não entregam o que uma base de testosterona entrega. Se a ideia for usar dianabol, o formato mais comum e coerente é ele como "arranque" nas primeiras quatro a seis semanas, em cima de uma base de testosterona que segue pelo ciclo todo. O masteron, se fizer sentido no seu caso, costuma ir junto com a testo do começo ao fim, e não substituindo o dianabol na metade. Dianabol é oral 17-alfa-alquilado, sobrecarrega o fígado e piora bastante o colesterol, por isso não se estende por muitas semanas. O masteron, como derivado de DHT, tende a acelerar queda de cabelo em quem tem predisposição e também mexe com o perfil lipídico. Antes de fechar qualquer coisa, faça hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP e GGT, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina, e repita no meio do ciclo e depois da TPC. Sem essa base você não consegue saber se um sintoma vem de estradiol alto, baixo ou de outra coisa. Para estudar a estrutura de um ciclo com testo de base, auxiliares, TPC e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve como simulação para comparar cenários, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Duvidas do " cutting "
@Sr.Oliveira, fiz a conta aproximada da sua dieta e ela fecha em torno de 2800 kcal, com algo perto de 250 g de proteína. Para 1,85 m, 94 kg, musculação e 50 minutos de caminhada de segunda a sexta, o seu gasto deve ficar entre 3100 e 3300 kcal. Ou seja, você está num déficit moderado, de 300 a 500 kcal, que é exatamente onde dá para perder gordura sem sacrificar força nem massa magra. Está bem montada. Alguns ajustes que valem a pena: - A proteína está alta, perto de 2,7 g por quilo. Não faz mal, mas acima de uns 2,2 g por quilo o ganho extra é pequeno. Se a fome apertar ou faltar energia no treino, dá para tirar a albumina da ceia e usar essas calorias em carboidrato ou numa fonte de gordura boa. - A salada deveria entrar todo dia, no almoço e no jantar. Ela quase não soma calorias, aumenta a saciedade e garante fibra, que costuma faltar em dieta baseada em arroz, frango e ovo. - Concordo com o @Locemar sobre variar o carboidrato. Batata, mandioca e abóbora rendem mais volume no prato pela mesma caloria, o que ajuda muito quando o cutting ficar mais longo. Sobre o cardio em jejum, os estudos que compararam o mesmo cardio feito em jejum ou alimentado, com as calorias do dia iguais, não encontraram diferença na perda de gordura. Se você se sente bem e encaixa melhor na rotina, pode manter. Só não é obrigatório. Clembuterol ou ECA agora não faz sentido. Você está na primeira semana, com uma dieta que funciona e bastante gordura para perder só com déficit e treino. O clembuterol é um broncodilatador de uso veterinário que acelera bastante o coração, dá tremor, câimbra e queda de potássio, e o ganho real em perda de gordura é pequeno perto disso. A combinação de efedrina e cafeína tem efeito comprovado, mas também modesto, de algumas centenas de gramas a mais por mês, com aumento de pressão e frequência cardíaca. Esses recursos, quando usados, ficam para a reta final de quem já está magro e travou, não para o início. Hoje a cafeína que você já usa é suficiente. O mesmo raciocínio vale para o ciclo. Com 20 a 22% de gordura, o maior retorno ainda está em dieta e treino, e entrar hormonizado com esse percentual tende a aumentar retenção e a conversão para estradiol. Se mesmo assim decidir ciclar mais à frente, faça antes hemograma, perfil lipídico, enzimas do fígado, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e PSA, para ter uma base de comparação. Oxandrolona e estanozolol orais pesam mais sobre o colesterol e o fígado do que o enantato. Para acompanhar as calorias à medida que o peso cair, a calculadora de cutting do site refaz a conta com os seus dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/cutting/ e, quando chegar a hora do ciclo, o gerador de protocolo hormonal serve como simulação para estudar doses, duração e exames, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Rotina Semanal de Treino
A rotina está bem pensada, @Davii78. Pernas na segunda e na quinta, superiores divididos na terça e na quarta e um treino de superiores completo na sexta fazem cada grupo receber estímulo duas vezes por semana, que é justamente a frequência que a maior parte dos estudos aponta como mais eficiente para hipertrofia. Para a sua idade e fase, a divisão não é o que vai fazer diferença. O que vai fazer diferença são três coisas. A primeira é técnica. Aos 14 anos você tem tempo de sobra, então vale gastar os primeiros meses aprendendo a executar direito agachamento, supino, remada, desenvolvimento e levantamento terra com cargas que você controla do início ao fim do movimento. Treino de força na adolescência é seguro e não atrapalha o crescimento quando é bem orientado. O que machuca é carga alta com execução ruim, principalmente buscando máximas, então peça para um professor da academia acompanhar a sua técnica no começo. A segunda é progressão. Anote cargas e repetições e procure melhorar um pouco a cada semana ou a cada duas. Séries de 8 a 15 repetições, parando a uma ou duas repetições da falha, funcionam muito bem para quem está começando. A terceira é comida e sono. Com 1,60 m e 44 kg você está magro, e nessa idade o corpo ainda gasta muita energia crescendo. Se não sobrar caloria, o treino não tem de onde construir músculo. Café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e uma ceia, com arroz, feijão, carne, ovos, leite e frutas, já resolvem muito. Dormir oito a nove horas também pesa bastante nessa fase. Sobre ser ectomorfo, concordo com o que foi dito acima: ser magro aos 14 anos é o normal de quem ainda está crescendo, e muita gente que se achava "sem jeito para ganhar peso" muda completamente de físico entre os 16 e os 20. Se quiser conferir a execução e os músculos trabalhados em cada exercício da sua rotina, o orientador de exercícios do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/exercicios/
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Dieta para ganhar peso.
@Thales2020, com 1,88 m e 55 kg o seu IMC fica perto de 15,6, que é bem abaixo da faixa considerada saudável. Nesse cenário não existe segredo de cardápio: o que faz o peso subir é comer de forma consistente acima do que o corpo gasta, todos os dias, e dar ao músculo um motivo para crescer com treino de força progressivo. A dieta de 4000 kcal que você encontrou não está errada na ideia, mas costuma ser um salto grande demais para quem hoje come pouco. A maioria das pessoas nessa situação não consegue sustentar isso por mais de uma semana, sente estômago pesado, perde o apetite e volta ao ponto de partida. Funciona melhor começar em torno de 2800 a 3000 kcal e ir subindo de 200 em 200 conforme a balança responde. Na prática, o que mais ajuda quem tem dificuldade para comer: - Fazer de cinco a seis refeições, sem pular café da manhã nem lanche da tarde. - Priorizar alimentos densos em calorias e fáceis de comer, como arroz, massa, pão, aveia, batata, ovos, carne, leite integral, pasta de amendoim, azeite e banana. - Usar calorias líquidas. Um batido com leite integral, aveia, banana e duas colheres de pasta de amendoim passa fácil de 700 kcal e não enche como um prato de comida. - Acrescentar um fio de azeite no arroz e no feijão. São 90 kcal por colher de sopa sem aumentar o volume do prato. - Manter a proteína em algo entre 1,6 e 2 g por quilo, o que no seu caso dá em torno de 90 a 110 g por dia. Não precisa passar disso, o que falta para você é energia total. Para acompanhar, pese-se uma vez por semana, no mesmo dia e em jejum. Um ritmo de 250 a 500 g por semana é ótimo. Se o peso ficar parado por duas semanas seguidas, aumente mais 200 a 300 kcal. Nos primeiros meses parte do ganho vai ser gordura e água, e isso não é problema nenhum no seu ponto de partida. No treino, três ou quatro sessões por semana com exercícios compostos (agachamento, supino, remada, desenvolvimento, terra ou leg press) e foco em aumentar carga ou repetições ao longo das semanas. Cardio pode ficar de lado por enquanto, porque ele só aumenta o gasto que você já tem dificuldade de cobrir. Um ponto que vale atenção: se você já come bastante de verdade e mesmo assim o peso não sai do lugar, vale fazer um check-up com hemograma, função da tireoide (TSH e T4 livre) e glicemia, porque hipertireoidismo e algumas condições intestinais também deixam a pessoa muito magra. Na maioria dos casos é só ingestão abaixo do necessário, mas é bom descartar. Para ter um ponto de partida de calorias com os seus dados, a calculadora de bulking do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/bulking/ e, para montar o cardápio em cima desse número, o gerador de dieta ajuda como rascunho para ajustar à sua rotina: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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jasonlyn entrou na comunidade
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Alergia a BCAA ou creatina
@vitorferreira e @Soul. têm razão em um ponto: creatina e BCAA são moléculas pequenas que o corpo já recebe todos os dias pela comida, e não se comportam como alérgenos clássicos, ao contrário de proteínas do leite ou do amendoim. Mas isso não quer dizer que os relatos aqui sejam imaginação. Quem reage a um suplemento quase sempre reage a outra coisa que vem no pote. Os suspeitos mais comuns são os aromatizantes, corantes e adoçantes das versões com sabor, os agentes que deixam o pó solto ou compactam o comprimido, e contaminantes em produtos de procedência ruim. No caso de pré-treino, há ainda dois componentes com reação de pele bem conhecida. A beta-alanina dá formigamento e coceira passageira, sem manchas, que some em uma ou duas horas. A niacina, presente em vários pré-treinos, provoca vermelhidão, calor e coceira, o famoso flush. Já o quadro que @Linklater descreveu, com bolinhas vermelhas pelo corpo todo, coçando muito e durando dias, é mais compatível com urticária, que é reação de hipersensibilidade de verdade. O caminho para descobrir é o que @japo. sugeriu, com um cuidado a mais: esperar a pele ficar totalmente limpa, e só então voltar com um produto de cada vez, por alguns dias cada, de preferência na versão sem sabor. Se a reação voltar com um item específico, ele sai da rotina. E sempre vale lembrar que nenhum desses suplementos é indispensável. Creatina e BCAA têm substitutos simples em carne, ovos e uma boa ingestão de proteína total. Inchaço de lábios, língua ou pálpebras, falta de ar, chiado no peito ou tontura junto com as manchas indicam reação grave e pedem pronto-socorro na hora, sem esperar passar. Quando a urticária se repete, como no relato de @Liliane Chicão Oliveira com duas marcas diferentes, um alergista consegue orientar testes e um antialérgico adequado para as crises. Sobre as manchas que ficaram depois, relatadas por @joyce123, em geral são hiperpigmentação pós-inflamatória. Elas clareiam sozinhas em alguns meses, e protetor solar diário acelera e evita que escureçam. Se não melhorarem, o dermatologista tem opções de clareamento. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Whey + BCAA + Glutamina ?
@den103, para quem já toma whey e come proteína suficiente no dia, BCAA e glutamina separados não acrescentam nada que se consiga medir em ganho de músculo. É dinheiro que pode ficar no bolso. O motivo é simples. Os BCAA são três dos aminoácidos essenciais, e o whey já é uma das fontes mais ricas deles, com algo perto de 5 g por dose, sendo uns 2,5 g de leucina, que é o principal sinal para ligar a síntese de proteína muscular. Só que o músculo precisa de todos os essenciais para construir proteína nova, não apenas dos três. Os estudos que compararam BCAA isolado com proteína completa mostram que o BCAA sozinho estimula pouco, e quando a proteína total do dia já está adequada, somar BCAA por cima não muda o resultado. Com a glutamina a conclusão é parecida. Ela é o aminoácido mais abundante no corpo, o organismo fabrica o quanto precisa, e os trabalhos com suplementação em pessoas saudáveis que treinam não encontraram ganho extra de massa ou de força. O uso dela tem mais base em contexto hospitalar, como queimados e pacientes graves. Respondendo também a @Irene Ferreira, o critério que importa é o total de proteína do dia, distribuído em três a cinco refeições, e não a soma de suplementos. Como @Markus B comentou, muita gente treina pesado e evolui bem só acertando a proteína. Para achar esse número com o seu peso e objetivo, a calculadora de proteínas diárias do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/ O BCAA pode ter algum papel em situação específica, como quem treina em jejum longo ou come muito pouca proteína, mas mesmo aí uma dose de whey resolve melhor.
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Primeiro ciclo: medo de virilização
Esse relato vale como alerta para quem chega aqui com o mesmo medo do título, porque o ciclo descrito acabou indo muito além do que se considera conservador para mulher. @Katrinny relatou oxandrolona em 60 mg por dia junto com uma ampola de Durateston por semana. Para comparar, a bula da oxandrolona prevê de 2,5 a 20 mg por dia para adultos em uso médico, e na prática feminina as doses citadas no próprio tópico, de 5 a 10 mg, já são as que mais aparecem. Os 250 mg semanais de testosterona ficam na faixa da reposição de um homem adulto. Como @Foston apontou, é uma dose várias vezes acima do que se usa em mulheres, e a testosterona é justamente o hormônio com maior potencial de virilizar. O detalhe mais importante do relato é a mudança na voz. Os androgênios engrossam as pregas vocais, e essa alteração costuma ser permanente, mesmo depois de parar tudo. Rouquidão, voz mais grave ou falhando ao falar alto são o sinal para interromper na hora, sem esperar acabar os comprimidos. Os outros sinais que pedem a mesma conduta são aumento do clitóris, pelos novos no rosto e no corpo, acne forte e queda de cabelo com padrão masculino. Libido muito alta e menstruação irregular ou ausente mostram que a dose já está alterando o eixo hormonal. Sobre a pergunta de TPC, em mulher não existe uma TPC equivalente à masculina. O que acontece é que o ciclo menstrual costuma parar ou ficar irregular durante o uso e volta sozinho em algumas semanas depois da suspensão. Se não voltar em cerca de três meses, vale investigar com ginecologista ou endocrinologista. Usar testosterona em gel para "manter os ganhos" depois do ciclo, como chegou a ser sugerido, só prolonga a exposição ao mesmo risco de virilização. Quanto ao medo de perder tudo, parte do volume vai embora com a água e o glicogênio que o ciclo segura, mas o que foi construído com treino e dieta se mantém com proteína suficiente, treino pesado e calorias que não fiquem baixas por tempo demais. Dieta de 1.200 kcal com cross, dança e musculação é um corte agressivo, e mantido por muitas semanas ele come justamente a massa magra que se quer preservar. A calculadora de proteínas diárias ajuda a acertar esse número: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/ Para quem ainda vai decidir, o caminho defendido por @Arnaldo Santos. e @Sereiafit no começo do tópico é o mais seguro: um bom período de treino e dieta antes, e se mesmo assim decidir usar, uma substância só, em dose baixa, com exames antes e durante. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Face pull: vale a pena para hipertrofia dos ombros?
Você puxa a corda até o rosto, abre os cotovelos e gira os braços para fora no final. Esse final do face pull pode fazer os músculos que giram o ombro cansarem antes das costas. Se você usa o exercício para ganhar músculo, vale perguntar: qual parte está chegando ao limite da série? Por esse motivo, o professor Paulo Gentil rejeita o face pull como escolha para o treino em “Um dos exercícios mais idiotas que já vi: face pull”, do canal Dr. Paulo Gentil. Ele defende remadas e crucifixo inverso e considera que os exercícios básicos já dão conta de fortalecer o manguito. A evidência exige separar duas perguntas: qual exercício escolher para ganhar músculo e quando treinar a rotação do ombro. O que é face pull e quais músculos ele trabalha Face pull significa puxada para o rosto. Também aparece como puxada facial ou pull face. Uma adaptação usa a corda no aparelho de puxada. A versão na polia usa uma corda e combina quatro movimentos: levar os braços para trás com os cotovelos abertos, aproximar as escápulas, dobrar os cotovelos e girar os braços para fora no final. O primeiro movimento é a abdução horizontal: imagine olhar alguém de cima e ver os braços saindo da frente do peito para os lados. Ao mesmo tempo, as escápulas, os ossos largos das costas, se aproximam. Essa retração trabalha músculos como trapézio e romboides, enquanto a parte posterior do deltoide ajuda a levar o braço para trás. A rotação externa acrescenta outra tarefa. Músculos do manguito rotador participam de girar o braço e manter o ombro estável. Em um estudo de 2013 com 14 pessoas saudáveis, os participantes giraram o ombro com o braço aberto na altura do ombro e diferentes níveis de apoio. Nessa tarefa, o infraespinal, um dos músculos na parte de trás do ombro, participou principalmente da rotação, enquanto outros músculos tiveram maior papel de sustentação. Portanto, costas, deltoide e manguito dividem o trabalho, com funções diferentes. Por que a rotação no final pode limitar a carga Na remada, você traz a carga em direção ao corpo. No face pull, a puxada termina com os braços girando para fora. Se você ainda conseguiria puxar, mas já perdeu a força para fazer essa rotação, a série termina antes de esgotar os músculos maiores das costas. Esse é o problema apontado para quem escolhe o exercício principalmente para hipertrofia. O exemplo mais fácil é um cabo de guerra: você puxa a corda em direção ao tronco. Recolher uma rede, puxar a linha de uma pipa e trazer alguém para perto num abraço seguem uma lógica parecida. Essas cenas ajudam a entender por que a remada permite uma puxada forte. Um exercício também pode ser escolhido para treinar uma tarefa diferente, como girar o ombro, mesmo que essa tarefa seja menos familiar. Compare o ponto em que você perde a execução, e não apenas o número escrito nas placas da máquina. Observe se as mãos deixam de acompanhar o giro dos braços enquanto você ainda consegue trazer a corda para perto. Esse é o sinal prático de que você está completando a puxada, mas perdeu o final do exercício. O manguito já trabalha no supino e na remada? Sim. O manguito rotador reúne quatro músculos que ajudam a manter a cabeça do úmero, o osso do braço, junto à escápula durante o movimento. Ele participa de exercícios de puxar e empurrar, como remada, puxada, supino e desenvolvimento. É por isso que o treino desses músculos precisa ser avaliado junto com o restante da ficha. Em um ensaio de 2004, os exercícios compostos melhoraram a força para girar o ombro, enquanto os isolados não produziram melhora significativa. Os compostos usam várias articulações no mesmo exercício. Foram 39 participantes em três grupos, durante seis semanas e com três sessões por semana. Um grupo fez os compostos, outro usou movimentos isolados com halteres de 2 kg e o terceiro ficou sem treinamento. O limite está na comparação escolhida: halteres de 2 kg e um programa específico de seis semanas. O próprio estudo propôs começar com movimentos isolados para músculos mais fracos e depois avançar para exercícios compostos. Esse resultado sustenta o valor dos exercícios básicos, mas deixa espaço para trabalho específico quando existe uma necessidade identificada. O face pull ficou fora desse teste. Face pull serve para hipertrofia? A resposta depende de qual músculo recebe esforço suficiente na sua execução. O argumento para preferir remada ou crucifixo inverso é prático: escolher um movimento em que a musculatura que você quer desenvolver consiga trabalhar forte sem ser limitada pela rotação. O ensaio com o manguito mediu força. Para dizer qual exercício faz o músculo crescer mais, seria preciso comparar esse crescimento durante os treinos. O posicionamento do Colégio Americano de Medicina do Esporte de 2026 reúne revisões sobre musculação. Ele mostra que diferentes cargas podem produzir hipertrofia e considera insuficientes os dados para decidir se exercícios isolados ou compostos são superiores para esse objetivo. Levantar mais peso num movimento, por si só, deixa em aberto quanto o músculo vai crescer. Para montar a ficha, conte também o trabalho que já vem das puxadas e remadas. Acrescentar exercícios pela fama pode repetir esforço sem resolver uma lacuna. A matéria sobre quantas séries de ombro por semana explica como considerar o treino de peito e costas nessa conta. O que substitui o face pull Escolha a substituição pelo objetivo. Se você quer uma puxada forte para as costas, a remada é a alternativa central. Se quer abrir os braços para trabalhar a parte posterior do ombro com pouca mudança no ângulo do cotovelo, o crucifixo inverso segue esse caminho. A rotação externa é uma tarefa separada e precisa de um motivo próprio para entrar no treino. ObjetivoAlternativa a considerarCritério de escolhaTreinar a puxada e as costasRemadaManter a execução enquanto progride no esforçoDar atenção à parte de trás do ombroCrucifixo inversoAbrir os braços com pouca flexão adicional do cotoveloTrabalhar uma necessidade de rotação do ombroExercício específico escolhido após avaliaçãoDéficit e tolerância da pessoa, especialmente na reabilitação Na remada, pegada neutra com cotovelos mais baixos e pegada pronada com cotovelos mais abertos mudam a trajetória. Vale escolher uma versão que permita controlar o movimento e acompanhar o progresso. Para começar por uma opção em máquina, veja a execução da remada sentada. Como fazer face pull na polia O face pull aparece no manual técnico da Associação Nacional de Força e Condicionamento dos Estados Unidos, a NSCA. Na execução descrita, a polia fica alta, o tronco ereto e os joelhos levemente flexionados. Você aproxima as escápulas, puxa a corda para o rosto e acrescenta a rotação externa quando os braços chegam à linha dos ombros. As mãos ficam próximas dos lados do rosto, com os cotovelos abertos. A volta é controlada, mantendo cabeça e tronco alinhados. Escolha uma carga que permita terminar essa sequência sem balançar o corpo. Se a repetição vira apenas uma puxada forte e você perde a rotação, mudou a tarefa do exercício. Esse é um motivo para reduzir a carga ou escolher outra opção, conforme o que se quer treinar. O orientador de exercícios ajuda a consultar movimentos e alternativas. O erro mais relevante para essa escolha é aumentar o peso enquanto o final do movimento desaparece. Outro é usar o tronco para completar a puxada. Observe se você consegue repetir o mesmo percurso ao longo da série, em vez de transformar cada repetição em um movimento diferente. Dá para fazer face pull com elástico em casa? Dá. Uma demonstração técnica do grupo de fisioterapia [P]rehab usa o elástico preso aproximadamente na altura dos ombros. A pessoa fica ereta e puxa as mãos em direção às orelhas, evitando arquear as costas e encolher os ombros. Essa é uma variação com resistência elástica, diferente da montagem com polia alta. Se você tentar imitar a puxada da polia em pé com halteres, o peso vai puxar suas mãos para baixo, em vez de resistir à puxada para o rosto. Ao inclinar o tronco, a posição dos braços em relação ao peso muda. O crucifixo inverso com halteres é uma alternativa para treinar a parte de trás do ombro, mas deve ser entendido como outro exercício. Face pull melhora a postura e previne lesões? Fortalecer os músculos das costas e do ombro é uma coisa. Prometer que um exercício vai corrigir sua postura ou impedir lesões exige outra evidência. O manual técnico descreve como executar o face pull, mas essa descrição deixa sem resposta se ele reduz lesões ou corrige um problema postural específico. Essas promessas precisam ser avaliadas conforme a pessoa e a condição. Para quem já tem dor associada aos tendões do manguito, a diretriz clínica de 2025 recomenda reabilitação ativa, com exercícios de controle do movimento e/ou resistência. Ela considera incerto se programas específicos são melhores que programas gerais, ou se cargas altas são melhores que baixas. Nesse caso, procure avaliação de um profissional habilitado para ajustar o exercício ao seu quadro, em vez de usar o face pull como solução automática. Como encaixar o face pull na ficha Primeiro defina qual tarefa o face pull vai cumprir: treinar a combinação de puxada e rotação ou ocupar o lugar de um exercício para costas e ombros. Depois observe se você consegue manter a execução. Para decidir quantas séries acrescentar, considere o trabalho total que já vem das remadas, puxadas e outros exercícios da ficha. A crítica ao exercício, sozinha, deixa essa quantidade sem resposta. Conclusão Para quem quer desenvolver costas e a parte de trás dos ombros, a recomendação central é priorizar remadas e considerar o crucifixo inverso quando o objetivo pede menos flexão do cotovelo. O critério é fazer o músculo desejado trabalhar forte, sem deixar a rotação encerrar a série antes dele. O face pull pode ter uma finalidade de rotação e controle do ombro, mas sua presença na ficha deve responder a essa finalidade. Acompanhar execução, esforço e progresso continua mais útil do que acrescentar variações pela popularidade. Perguntas frequentes Para que serve o face pull? Serve para combinar uma puxada para o rosto com rotação externa dos braços. Trabalha a parte posterior dos ombros e músculos das costas e do manguito. A utilidade na ficha depende de você precisar dessa combinação. Face pull trabalha quais músculos? O movimento envolve deltoide posterior, trapézio, romboides e músculos do manguito rotador. Esses músculos têm papéis diferentes: alguns movem o braço, outros aproximam as escápulas ou estabilizam o ombro. Face pull serve para costas? Sim, músculos da parte superior das costas participam da puxada. Para dar prioridade a eles, a remada pode ser uma escolha mais direta, especialmente se a rotação do face pull estiver encerrando a série antes da puxada. Como fazer face pull com corda? Puxe a corda para o rosto mantendo o tronco estável. Na técnica da NSCA, a aproximação das escápulas vem antes da puxada, e a rotação externa aparece quando os braços chegam à linha dos ombros. Retorne sem perder o alinhamento. Qual é a altura da polia no face pull? A técnica descrita pela NSCA usa uma polia alta. Ajuste a posição e sua distância para começar com tensão no cabo e braços estendidos à frente do rosto. A variação com elástico citada usa um ponto de fixação perto da altura dos ombros. Como fazer face pull com elástico em casa? Use a variação com elástico fixado aproximadamente na altura dos ombros. Puxe as mãos para perto das orelhas, mantendo as costas alinhadas. Evite completar o movimento arqueando o tronco ou elevando os ombros. Dá para fazer face pull com halteres? Em pé, imitar a puxada com halteres muda a tarefa: o peso puxa para baixo, enquanto o cabo da polia puxa suas mãos para a frente. Inclinar o tronco muda essa relação, mas também muda o exercício. Para a parte posterior do ombro, o crucifixo inverso com halteres é uma alternativa. Qual exercício substitui o face pull? Remada ou crucifixo inverso, conforme o objetivo. A primeira prioriza a puxada para o tronco, enquanto o segundo permite abrir os braços com menos flexão do cotovelo. Uma necessidade de rotação externa deve ser avaliada separadamente. Qual é melhor: face pull ou crucifixo inverso? Para dar atenção ao deltoide posterior, o crucifixo inverso permite abrir os braços com pouca flexão do cotovelo. O face pull combina a puxada com rotação externa. Para escolher entre eles, observe o movimento que você precisa treinar e o que limita sua série. O que é face pull na academia? É a puxada em que a corda vem em direção ao rosto, com os cotovelos abertos e rotação externa no final. Pode aparecer na ficha como puxada facial ou puxada para o rosto. Pull face também é um nome usado para ele. Vale a pena fazer face pull? Vale quando a combinação de puxada e rotação atende a uma necessidade do seu treino. Para priorizar costas e deltoide posterior, considere remada ou crucifixo inverso se a rotação estiver limitando o esforço. Para dor no ombro, a escolha depende de avaliação. Face pull é bom para hipertrofia? Pode entrar no treino, mas a seleção deve considerar se você mantém a execução e qual movimento limita a série. Remada ou crucifixo inverso fazem sentido quando a rotação está encerrando a série antes da puxada. Escolha um movimento em que você consiga trabalhar a musculatura desejada com esforço e controle. Referências CURRIER, Brad S. et al. American College of Sports Medicine Position Stand. Resistance Training Prescription for Muscle Function, Hypertrophy, and Physical Performance in Healthy Adults: An Overview of Reviews. Medicine & Science in Sports & Exercise, [S. l.], v. 58, n. 4, p. 851-872, abr. 2026. DOI: 10.1249/MSS.0000000000003897. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12965823/. Acesso em: 9 out. 2026. DESMEULES, François et al. Rotator Cuff Tendinopathy Diagnosis, Nonsurgical Medical Care, and Rehabilitation: A Clinical Practice Guideline. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, [S. l.], v. 55, n. 4, p. 235-274, abr. 2025. 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