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Overnight oat: café da manhã saudável para atletas
Dizer que emagrecer é entrar em deficit calórico está errado. Para emagrecer basta reduzir as calorias mesmo ficando acima das necessidades calóricas diárias. Digamos que minha ndc é 1200, mas eu estou consumindo atualmente 2500 calorias...basta eu passar a consumir 2000 que já perco peso. Mas vamos ao que interessa. Existem dois caminhos para emagrecer e manter ou aumentar a massa muscular. O primeiro é gastar muitas calorias com alguma atividade física como musculação combinada com caminhada/corrida em esteira. Convenhamos que 1 ou 2 horas em uma esteira durante quase toda a semana é um saco. Com isso é possível emagrecer até atingir o peso ideal mesmo sem baixar muitas as calorias. O segundo caminho é consumir baixas calorias. Quando se coloca alta proteína em dieta de baixa caloria reduz-se os carbs e perde- se qualidade de vida e enfrenta a fome. Eu acho improvável ganhar massa muscular em dieta de baixa caloria mesmo com alta proteína porque o fator limitante é a baixa caloria. Moral da história ...ganhar massa muscular e ficar magro ao mesmo tempo e o tempo todo sem passar horas na esteira e não apenas em cutt não é fácil salvo para pessoas com genética favorecida. Talvez alternar alguns dias de dieta anabólica na semana com dias de baixa caloria seja a solução..ganhando músculos nesse perde e ganha muscular...ou não baixar calorias mas fazer intensa atividade fisica somente em alguns dias seja outra opção menos confortável. Ou ..se não quiser inveventar nada...passar tempos roliço e tempos sarado com o tradicional bulk e cutt.
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Ajuda com dieta!!
Gabriel, o seu tópico é um dos mais bem conduzidos que eu li aqui. Você pesou tudo, corrigiu o que pediram, não reclamou e cumpriu à risca. E é justamente por isso que vale a pena apontar uma coisa, porque toda essa disciplina está sendo aplicada numa direção que não leva ao seu objetivo. Você tem dezenove anos, um metro e setenta e sete e sessenta e nove quilos, e escreveu que quer ganhar massa muscular. No seu último post, você comemorou que estava conseguindo baixar gordura. Aí está o problema, e ele não é seu. Fazendo a conta por cima da dieta que ficou valendo, ela entrega algo em torno de mil e seiscentas a mil e oitocentas calorias no dia. Um rapaz da sua idade, com esse peso e essa altura, que treina e ainda faz caminhada quase todo dia, gasta bem mais que isso. Ou seja, você está em déficit, e déficit é o oposto do que constrói músculo. Não existe forma de ganhar massa comendo menos do que se gasta, por melhor que seja o treino e por mais disciplinado que se seja. É por isso que a gordura está baixando, e isso é o sinal de que a conta não fecha para o que você quer. Tem um segundo ponto e ele é ainda mais concreto. A meta que te passaram era de cento e vinte gramas de proteína por dia. Somando o que está escrito no seu cardápio, eu chego a algo perto de setenta e cinco a oitenta gramas. Faltam quarenta gramas, e ninguém conferiu. O motivo é fácil de ver, são as porções de sessenta gramas de frango no almoço e no jantar. Sessenta gramas é meio filé pequeno. E repare que três das suas refeições, o pré treino, o pós treino e o lanche da tarde, praticamente não têm proteína nenhuma, são fruta com aveia e mel. A correção é simples e não custa suplemento nenhum. Suba a proteína do almoço e do jantar de sessenta para algo entre cento e cinquenta e cento e oitenta gramas, que é uma porção normal de comida. Troque o leite desnatado por integral, que tem a mesma proteína e mais calorias, que é o que você precisa. Coloque um ovo a mais no café. E acrescente uma fonte de proteína no lanche da tarde, ovo, iogurte natural ou queijo, junto do mamão. Só com isso você resolve a proteína e sobe as calorias ao mesmo tempo. Terceiro ponto, o aeróbico. Foi indicado caminhada ou HIIT seis vezes por semana. Isso é excelente para quem quer emagrecer e é atrapalho para quem quer ganhar peso, porque queima justamente a energia que deveria virar músculo. No seu caso eu deixaria duas ou três sessões, e por saúde do coração, não por gasto. Sobre a água, e aqui vai um alívio. Não precisa de medidor nem de precisão de miligrama. Beber quando tem sede e olhar a cor da urina resolve a vida de qualquer pessoa saudável. Aqueles três litros e meio exatos não têm nada de mágico, e é curioso que a única coisa medida com rigor absoluto no seu plano tenha sido justamente a que menos influencia o resultado, enquanto a proteína, que decide, ficou quarenta gramas abaixo sem ninguém notar. E uma coisa sobre expectativa, para você não se assustar. Ganhar massa exige subir de peso, e uma parte do que sobe é gordura. Isso é normal e não é fracasso. No seu caso, mirar em algo como trezentas calorias acima do gasto e ganhar em torno de dois a três quilos ao longo de alguns meses é um ritmo saudável. Se o peso na balança não sobe ao longo de várias semanas, você não está comendo o suficiente, ponto final. É o único termômetro que não mente. Última coisa, e é a mais importante. Dezenove anos, magro, dois anos de treino e essa disciplina toda é a melhor combinação que existe. O único item que está travando você é a quantidade de comida. Arrume isso e o resto vem sozinho.
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Qual é a melhor maneira de tomar 120 cápsulas de 5 mg de oxandrolona?
Não vou passar esquema de tomada, e não é para me esquivar. É que tem uma coisa na formulação da sua pergunta que eu acho mais importante do que a resposta dela, e ela vale para muita gente que chega aqui do mesmo jeito. Repare na ordem em que as coisas aconteceram. Você já tem cento e vinte cápsulas e está perguntando como usá las. Ou seja, a quantidade que veio na caixa é que vai decidir quanto tempo dura o seu ciclo e qual vai ser a sua dose. Isso é o contrário de como deveria ser. Primeiro se define se existe motivo, depois qual objetivo, depois o que a pessoa está disposta a arriscar, e só no fim se compra a quantidade que faz sentido. Quando a compra vem antes, a caixa escreve o protocolo, e ela costuma escrever protocolo mais longo do que qualquer um recomendaria, porque ninguém joga fora o que pagou. O segundo ponto é que você não contou nada sobre você. Não sei sua idade, seu peso, há quanto tempo treina, o que já tentou, o que quer alcançar nem se tem alguma questão de saúde. E mesmo assim recebeu um esquema de horários. Não dá para responder essa pergunta sem essas informações, e quem responde sem elas está chutando. Como a parte de virilização já foi bastante discutida em outros tópicos daqui, inclusive num que respondi recentemente sobre oxandrolona em mulher, vou usar o espaço para falar de duas coisas que quase nunca aparecem e que são justamente as que não avisam antes. A primeira é o colesterol. A oxandrolona é um oral daquela família que passa direto pelo fígado, e o efeito dela sobre as gorduras do sangue é dos mais marcados que existem. Ela derruba muito o HDL, aquele colesterol que protege, com quedas que podem passar da metade do valor, e ainda empurra o LDL para cima. Isso começa em poucas semanas de uso e não produz sintoma nenhum, você não sente nada. Em mulher isso pesa mais do que parece, porque o HDL costuma ser mais alto e faz parte da proteção cardiovascular que as mulheres têm antes da menopausa. Cento e vinte cápsulas dão semanas de uso contínuo, tempo de sobra para esse quadro se instalar sem você perceber. A segunda é o fígado, pela mesma razão, e vale a mesma lógica de que só aparece em exame. Por isso, a coisa mais útil que eu tenho para te dizer é bem simples. Faça exames antes, e não só depois. Perfil lipídico completo e enzimas hepáticas colhidos agora, com você limpa, valem ouro, porque sem esse ponto de partida qualquer exame futuro não significa nada. É a única forma de saber se algo mudou e o quanto mudou. Uma última observação, e essa é sobre expectativa. Boa parte da fama da oxandrolona entre mulheres vem da impressão de ficar mais firme e mais definida, e a maior parte desse resultado, na prática, vem da dieta e do treino que a pessoa passa a fazer com muito mais rigor no período em que está usando. É comum alguém atribuir à cápsula um resultado que foi construído na cozinha. Vale pensar nisso antes, porque se a dieta e o treino ainda não estão redondos, o que você vai colher é o risco sem o resultado. E se, mesmo assim, você seguir adiante, uma coisa que vale mais que qualquer esquema de horário: pare no primeiro sinal, e não quando tiver certeza. Já teve relato aqui no fórum de mulher que perdeu o cabelo de forma definitiva com dose baixa, e nesses casos o que separa o susto do estrago permanente costuma ser justamente ter parado cedo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico:
Qual é a melhor maneira de tomar 120 cápsulas de 5 mg de oxandrolona?
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TPC ciclo 5ml Dura, baixa na libido
deRivia, tem uma coisa nesse tópico que foi lida ao contrário, e como ela decide tudo o que vem depois, começo por ela. Você apareceu com testosterona em duzentos e trinta e nove, com LH em três e FSH em três, e a leitura que se fez foi que o LH estava adequado e que, portanto, o eixo estaria bem. Só que LH e testosterona não se leem em separado, se leem em conjunto, e é a relação entre os dois que diz alguma coisa. Funciona assim. Quando a testosterona cai de verdade, o cérebro percebe e responde subindo o LH, porque ele está gritando para o testículo produzir mais. Isso é o comportamento esperado de um eixo saudável. Então, se a sua testosterona está claramente baixa e o LH está apenas no meio da faixa, isso não é tranquilizador, é o contrário. Significa que o comando não está respondendo como deveria, e é exatamente esse o padrão que o uso de hormônio externo deixa para trás. Um LH normal só é boa notícia quando a testosterona também está normal. Junto com uma testosterona de duzentos e trinta e nove, ele é justamente o achado que precisa ser investigado. Segundo ponto, e ele explica a montanha russa dos seus números. No dia dez você tinha seiscentos e nove e no dia vinte e um tinha duzentos e trinta e nove. Isso não é o seu corpo oscilando, é o efeito do tamoxifeno indo embora. O tamoxifeno funciona empurrando o comando de cima, então enquanto ele está lá o número sobe, e quando sai o número volta para o que é seu. Ou seja, o seiscentos nunca foi seu, era emprestado. Qualquer exame colhido durante o uso ou logo depois não serve para saber onde você está. E aí está o que eu mais mudaria na sua conduta. Você está recomeçando o tamoxifeno a cada resultado ruim, e com isso nunca existe um período limpo para o corpo mostrar o que consegue fazer sozinho. Escolha uma janela, fique sem nada por algumas semanas seguidas, e só então colha testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e, já que perguntaram três vezes e você nunca fez, prolactina também. Colha de manhã. Com um exame limpo na mão, você e um médico sabem se existe recuperação em curso ou não. Sem isso, cada exame novo vai continuar dizendo uma coisa diferente e derrubando o seu humor junto. Sobre a pergunta que você fez duas vezes e que ficou sem resposta clara. Sim, atrofia testicular leve costuma ser reversível, e o tamanho acompanha a volta da função. Não é motivo para pânico. Sobre TRT, e você mesmo perguntou. Eu não iria por aí agora, e por um motivo prático. Você tem trinta e quatro anos e a sua exposição foi pequena, cinco mililitros ao longo de alguns meses. A chance de recuperar é boa e o tempo pode ser de meses, o que é chato mas é temporário. Reposição, ao contrário, na prática é para a vida inteira e, enquanto durar, encerra a fertilidade. Trocar um problema provavelmente passageiro por um permanente aos trinta e quatro anos é um mau negócio. Se você pretende ter filhos, isso pesa ainda mais. E se, depois de meses limpo e com exames repetidos, ficar demonstrado que não voltou, aí é uma doença com nome e com tratamento, e endocrinologista trata isso sem problema nenhum. Sobre o HCG que foi discutido no fim do tópico, deixo só um aviso curto porque escrevi sobre isso em detalhe em outro tópico. Não prepare diluente em casa e não improvise solvente comprado fora de farmácia. Se houver indicação, existe produto pronto, com receita e com o diluente correto. Por último, e não é detalhe. Você escreveu que está num desânimo danado. Humor baixo faz parte desse período e é dos sintomas que mais assustam, porque a pessoa acha que ficou assim para sempre. Na maioria dos casos ele acompanha a recuperação e melhora junto. Isso não é motivo para aguentar calado, se estiver pesado vale falar com um médico, mas é motivo para não tomar decisão grande, como começar reposição, no meio dele. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Libido irregular + falta de ereção matinal - Fertilidade em 2027 - Marcadores clínicos
Post bem feito, com números na mesa e uma proposta já pensada, o que é raro por aqui. Vou dizer onde eu concordo, e depois o ponto em que acho que você está com o calendário errado, e esse ponto é sério. Onde você acertou. Testosterona total em dois mil trezentos e noventa não é reposição, é um patamar bem acima do que qualquer faixa de referência considera normal, e é ele que está puxando o resto. O estradiol elevado é consequência direta disso, e o hematócrito quase cinquenta e a hemoglobina no teto também. Ou seja, você tem um único problema com três sintomas laboratoriais, e a sua conclusão de reduzir a dose ataca a causa em vez de cada sintoma isolado. É o caminho certo. Cardio e água ajudam na margem, mas quem move o ponteiro é a dose. E tem um detalhe no seu próprio caso que merece atenção. Você está com testosterona altíssima e mesmo assim com libido irregular e sem ereção matinal. Isso é a prova prática de que mais não é melhor, e aponta para o estradiol fora do lugar como suspeito principal, que é exatamente o que a redução tende a corrigir sozinha. Vale só um cuidado: ao reduzir, o alvo não é derrubar o estradiol ao chão, porque estradiol baixo demais produz o mesmo quadro de libido ruim, articulação dolorida e humor pior. O que você quer é que ele acompanhe a queda da testosterona, e não que seja perseguido em separado. Sobre a troca para aplicação subcutânea com seringa de insulina, faz sentido. Doses menores e mais frequentes por essa via tendem a dar níveis mais estáveis, com menos pico e menos vale, e isso costuma refletir bem tanto no estradiol quanto no hematócrito. É uma mudança de baixo risco e alto retorno. Sobre a nattokinase, eu não iria por aí. Não existe base para usá-la no manejo de hematócrito elevado por testosterona, a evidência dos efeitos que se atribuem a ela é fraca, e ela mexe com coagulação, o que traz interação com anticoagulante e cuidado em cirurgia. Adicionar um suplemento para compensar uma dose alta é resolver pelo lado difícil. E, já que o assunto é hematócrito, uma palavra sobre doação de sangue, que é o atalho que todo mundo usa. Retirar sangue com essa finalidade é uma conduta médica legítima, mas ela tem nome, tem indicação e deveria ser feita com acompanhamento, inclusive porque repetir com frequência derruba o ferro e cria um problema novo. Usar banco de sangue como válvula de escape, omitindo o motivo, é outra conversa e não é boa para ninguém. Agora o ponto principal, e é onde eu discordo do seu plano. Você escreveu fertilidade em 2027 e HCG com ponto de interrogação, como se fosse a última etapa. Na prática é o contrário, é a primeira. Você está em uso contínuo, e uso contínuo de testosterona externa desliga a produção de espermatozoide. Não é redução, em muitos homens é parada completa. E a volta é lenta, porque um ciclo inteiro de produção leva por volta de setenta e cinco dias e a máquina precisa antes ser religada. Depois de uso contínuo prolongado, o tempo até voltar costuma se contar em muitos meses, com uma parcela levando mais de um ano e uma minoria não recuperando por completo. Se o plano é ser pai em 2027, isso não se resolve começando em 2027. Três coisas que eu faria já, e a primeira é a mais importante de tudo neste post. Faça um espermograma agora, antes de mudar qualquer coisa. Você montou uma estratégia de fertilidade inteira sem nunca ter medido a sua fertilidade, e esse exame é barato e responde de uma vez em que ponto você está. Se vier alguma coisa, a segunda providência é congelar. Criopreservação de sêmen é o seguro mais barato que existe nessa história e elimina o risco inteiro, porque a partir dali o filho não depende mais de o seu eixo voltar. Muita gente descobre isso tarde demais. E a terceira é o princípio sobre HCG, sem entrar em protocolo, porque quem define isso é o médico. Ele funciona muito melhor como manutenção do que como resgate. Usado junto, ele preserva a função enquanto ela ainda existe. Usado depois, ele tenta recuperar o que já parou, e o resultado é bem pior. Ou seja, se essa peça vai entrar em algum momento, o momento não é 2027. Por último, leve isso a um endocrinologista ou a um urologista com formação em andrologia. Vale dizer que o impedimento que existe hoje para o médico prescrever esse tipo de substância vale para finalidade estética. O seu caso é outro, é manejo de reposição, marcadores alterados e planejamento de fertilidade, e isso é território médico legítimo. Você tem exames, tem dados e tem um objetivo claro, e vai ser bem melhor atendido do que imagina. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Baixa libido após uso de oxandrolona
FranFran, o Apollo escreveu que faltava achar o fio desencapado e o tópico parou ali. Relendo tudo do começo, acho que o fio aparece logo no seu primeiro post e passou despercebido porque todo mundo, inclusive você, ficou olhando para a oxandrolona. Naquela consulta de 2018 você recebeu duas coisas, não uma. Recebeu oxandrolona e recebeu clomipramina. E a clomipramina é um antidepressivo tricíclico que é conhecido justamente por atrapalhar a função sexual, tanto que ela é usada exatamente por isso, para retardar a ejaculação. Ou seja, ela foi receitada para você por causa do efeito colateral dela. Acontece que esse efeito não vem sozinho, ele costuma vir acompanhado de queda de libido, dificuldade de orgasmo e perda de ereção. E tem mais um detalhe que fecha o raciocínio: esse tipo de medicamento pode elevar a prolactina, que foi exatamente o único achado que chamou atenção nos seus exames. O Bravo Costa perguntou se você estava tomando algum remédio, você respondeu falando do minoxidil, e a clomipramina não voltou à conversa nunca mais. Não estou afirmando que é isso, porque eu não sei por quanto tempo você usou nem se ainda usava na época dos exames. Estou dizendo que é a hipótese que melhor explica o conjunto e que ela nunca foi testada. Leve essa pergunta ao médico com a linha do tempo escrita, quando começou cada medicamento e quando começou cada sintoma. Isso vale mais que qualquer exame novo. Agora um segundo ponto, e é onde acho que a discussão tomou o caminho errado. Nos seus exames a testosterona veio em quatrocentos e dez, o estradiol compatível, a prolactina dentro da faixa e a fração biodisponível boa. Isso não é quadro de hipogonadismo. E aqui está a parte que precisa ser dita com clareza: quando os hormônios estão dentro do normal e a libido não está, insistir em mexer nos hormônios não resolve, só adia. A proposta de tamoxifeno com HCG foi feita antes de existirem exames, o que é compreensível naquele momento, mas depois que os exames vieram normais ela deixou de fazer sentido e ninguém retirou a sugestão. Se você chegou a fazer aquilo, vale saber disso agora. Se não chegou, melhor ainda. E preciso ser bem direto sobre uma coisa que foi escrita aqui, porque é perigosa. Foi sugerido que você fabricasse água bacteriostática em casa, comprando álcool benzílico em loja de essência de perfume, e foi citado um produto que é de uso veterinário. Não faça isso, nem hoje nem nunca. Álcool benzílico de loja de essência não tem grau farmacêutico e não tem controle de pureza, a concentração final feita no olho pode ser tóxica, não existe como garantir esterilidade numa cozinha, e injetar produto veterinário em pessoa é outro problema por cima desse. Já vi neste fórum vários relatos de abscesso por bem menos que isso. Se um dia houver indicação médica de HCG, ele existe em farmácia, com receita, na forma correta e com o diluente que vem junto. Sobre a raiva do atendimento que você recebeu, ela é legítima. Receitar anabolizante para ejaculação precoce, sem explicar ao paciente que era anabolizante, é indefensável, e o transtorno de três anos que você teve começou ali. Vale registrar que hoje isso ficou ainda mais claro, porque desde 2023 o Conselho Federal de Medicina proíbe expressamente prescrever esse tipo de substância fora das indicações de doença. Mas eu não deixaria que essa raiva te afastasse dos médicos, porque foi um médico que errou e vão ser médicos que resolvem. O Apollo estava certo ao insistir no urologista por causa da hidrocele, do trauma antigo e da dor que irradia, e isso continua valendo. Por último, o ponto que eu acho mais importante de todos e que está escrito por você mesmo no primeiro parágrafo. Você contou que não tinha problema nenhum, que era ansiedade, e que foi ao médico achando que tinha. De lá para cá foram três anos monitorando ereção, testosterona e desempenho. Ansiedade de desempenho se alimenta exatamente disso, da vigilância. Quanto mais se observa, pior funciona, e pior funcionando mais se observa. Esse ciclo tem tratamento, responde bem a terapia, e no seu caso ele pode muito bem ser a causa principal e não a consequência. Um urologista que trabalhe junto com psicólogo resolve mais que qualquer ampola. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo de Sarms com TPC.
Você fez quatro perguntas e vou responder de trás para a frente, porque a quarta é a mais importante e é justamente a que ninguém tocou. Você disse que vai fazer o ENEM. Isso muda tudo, por dois motivos. O primeiro é a idade. Quem está prestando o ENEM em geral tem dezessete ou dezoito anos, e nessa faixa o eixo hormonal ainda está terminando de amadurecer. Suprimir uma coisa que ainda está se estabelecendo não é o mesmo que suprimir aos trinta, e a chance de o corpo não voltar ao que seria é bem maior. É o único momento da vida em que esse risco tem esse tamanho. O segundo responde direto a sua pergunta. Sim, pode afetar, e bastante. Quando a produção própria fica desligada, o que aparece é cansaço, sono ruim, humor instável e dificuldade de concentração. E os medicamentos usados na tal terapia pós ciclo têm efeitos próprios que vão na mesma direção, incluindo alteração de humor, e um deles pode causar alteração visual em algumas pessoas. Ou seja, o pacote inteiro, ciclo mais recuperação, ocupa vários meses em que a sua cabeça tem grande chance de funcionar pior justamente na época em que você mais precisa dela. Trocar isso por quatro semanas de uso é um péssimo negócio, e digo isso pela conta e não por moral. Porque a conta é essa mesma. Quatro semanas não constroem quase nada que fique. O pouco que aparecer vai ser em boa parte água e vai embora. O tempo de recuperação depois é maior do que o tempo de uso. Você vai gastar mais meses se recuperando do que ganhou treinando. Agora sobre o RAD-140 em si, porque tem informação importante que quase nunca circula. Ele nunca foi aprovado para uso em pessoa nenhuma, em nenhum país, e o desenvolvimento clínico dele foi descontinuado. Existem relatos publicados de lesão grave no fígado associados a ele e a outros SARMs vendidos como suplemento, alguns com internação. E a ideia de que SARM não suprime o eixo é propaganda, não é verdade, e o RAD-140 está entre os que mais suprimem. Some a isso que análises feitas em produtos vendidos como SARM encontraram, numa parcela enorme das amostras, coisa diferente do rótulo, desde nada de princípio ativo até outras substâncias não declaradas. Então aquele vinte miligramas do seu post é o que está escrito na embalagem, e não necessariamente o que você vai tomar. Sobre as outras perguntas, não vou escolher medicamento nem indicar protocolo, e não é evasiva. Sobre o tempo de recuperação do eixo, eu escrevi uma resposta longa e detalhada em outro tópico com exatamente essa pergunta, sobre em quanto tempo o eixo volta com TPC, e recomendo a leitura de lá, porque explica a sequência inteira e o que muda o prazo. Sobre a sua última dúvida, se o eixo volta em sua totalidade, a resposta honesta é que na maioria das pessoas volta, mas não em todas, e não existe jeito de saber de antemão em qual grupo você está. Quem descobre que está no grupo que não voltou descobre depois, e aí é tarde. E sobre hCG, é medicamento de prescrição e não é item de lista, tem indicação, tem exame por trás e não é coisa para se usar por conta. O que eu diria se fosse alguém da minha família fazendo essa pergunta. Passe no ENEM primeiro. Aos dezessete ou dezoito anos você está no período em que o corpo mais responde a treino e comida na vida inteira, e esse período não volta. Use os próximos dois anos comendo direito e treinando com progressão, e você vai chegar num lugar que hoje nem imagina, sem gastar dinheiro e sem apostar o seu eixo. Se depois disso, mais velho e com o estudo resolvido, ainda quiser essa conversa, ela vai estar aqui. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Esteroides e sarms para perca de gordura e ganho de massa muscular, dúvidas no ciclo
Seu tópico ficou anos sem resposta e eu não vou responder as três perguntas de dose, porque ajustar protocolo não é coisa que eu faça por aqui. Mas tem bastante coisa no seu post que merece ser dita, e algumas delas são mais importantes do que aquilo que você perguntou. Começo pelo item que eu considero o mais perigoso da sua lista, e é justamente aquele que você tratou como acessório. A cardarine. Ela não é anabolizante nem SARM, é outra classe de substância, e o desenvolvimento dela como medicamento foi interrompido pela empresa que a criava por causa de câncer. Nos estudos de longa duração em animais apareceram tumores em vários órgãos diferentes, e não em um só, e foi isso que encerrou o programa. Não existe estudo de segurança em humanos usando por meses, porque justamente nunca chegou a esse ponto. E, olhando o seu plano, a cardarine é a única coisa que aparece do começo ao fim, presente nas dez semanas de ciclo e nos quarenta e cinco dias seguintes, com a dose dobrando no caminho. São quase cinco meses ininterruptos. Se você tirasse uma única coisa da lista, seria essa. Segundo ponto, a ostarine na TPC. Isso trabalha contra o próprio objetivo. SARM também suprime o eixo, em grau menor que testosterona mas suprime. Fazer terapia pós ciclo para religar a produção natural enquanto se toma algo que a mantém desligada é andar para os dois lados ao mesmo tempo. Se o objetivo da TPC é recuperar, ela precisa ser feita limpa. Terceiro, e aqui está a contradição central do seu post. O seu objetivo declarado é perda de gordura localizada com ganho de massa. Perda de gordura localizada não existe, nem com treino nem com substância nenhuma. O corpo mobiliza gordura do organismo inteiro e a ordem em que cada região responde é genética. Nenhum item da sua lista muda isso. E, olhando o conjunto, o que você montou é um plano de ganho de massa com dose alta, não um plano de perda de gordura. Quem está com dezessete por cento e quer baixar resolve isso com déficit calórico e com o treino mantido, e a parte farmacológica ali serve para segurar músculo enquanto se come menos, o que é bem diferente do que você desenhou. Sobre a sua primeira pergunta, não vou escolher entre as duas substâncias, mas o princípio que interessa é este: as duas fazem coisas diferentes e nenhuma delas deve ser usada às cegas. A decisão depende de dosar estradiol, porque derrubar demais custa caro em articulação, libido, humor, colesterol e osso, e os sintomas de estradiol muito baixo se confundem com os de estradiol alto. Sem exame, você não vai saber para que lado está errando. Uma observação franca. Na sua lista aparece um nome que eu não reconheço como substância definida, e isso por si só é um alerta. Usar algo cujo nome você não consegue precisar significa que também não dá para saber a dose, o tempo de permanência no corpo nem a interação com o resto. Tribulus, tongkat e maca, por sua vez, não vão fazer diferença nenhuma nesse contexto, é dinheiro gasto sem efeito. Por último, se você seguir adiante de todo modo, o que realmente protege é acompanhamento laboratorial, e existem itens específicos para o que você listou. Boldenona costuma elevar bastante a produção de glóbulos vermelhos, então hematócrito e hemoglobina precisam ser vigiados, porque sangue muito espesso é risco de trombose. Oxandrolona derruba o HDL de forma acentuada e mexe no fígado. E pressão arterial merece medida frequente em casa, não uma vez por ano. Esses três acompanhamentos valem mais do que qualquer refinamento de protocolo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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AJUDA PRA EMAGRECER E MUDAR DE VIDA
Maria, você fez em um mês o que muita gente não faz em um ano, e o tópico parou porque uma data de atualização foi perdida. Não vou discutir a regra da casa, mas vou dizer o que penso: no seu caso específico, com o histórico de saúde que você trouxe, deixar essa conversa morrer foi ruim. Então vou retomar o fio, porque ficaram duas coisas no ar que são importantes demais para ficarem sem resposta. A primeira, e é a razão principal deste post, é a sua glicemia. Você mediu 111 num dia e 120 no outro, sempre em jejum. Isso não é normal e não é detalhe. Glicemia de jejum acima de cem já sai da faixa normal, e cento e vinte é um valor que pede investigação de verdade, ainda mais em quem nunca foi diagnosticada nem tratada. E aqui vai o ponto prático mais útil que eu tenho para te dar. Aquele aparelhinho de fitinha não serve para diagnóstico. Ele é feito para acompanhar quem já sabe que tem diabetes, tem margem de erro grande e depende de mil coisas do dia. Aliás, aquela pergunta que você mesma fez, se a noite mal dormida cuidando da sua filha poderia ter alterado o resultado, foi uma observação excelente e a resposta é sim, uma noite ruim eleva mesmo a glicemia da manhã seguinte. E é justamente por isso que medir com fitinha em manhãs diferentes nunca vai fechar o assunto. O que fecha é simples, barato e existe no SUS. Glicemia de jejum colhida em laboratório, com sangue da veia, e principalmente hemoglobina glicada. A glicada mostra a média dos últimos três meses e não depende de como foi a sua noite nem do que você comeu ontem. É um exame só, e ele responde de uma vez se existe diabetes, se é pré diabetes ou se está tudo bem. Se você ainda não fez, faça, e leve o resultado a um clínico. Descobrir cedo muda o tratamento inteiro, e nessa faixa muita gente reverte o quadro só com o que você já está fazendo, que é perder peso e caminhar. E tem uma conexão que ninguém no tópico fez e que reforça isso. Você citou capsulite adesiva na sua lista de problemas, que é o ombro congelado. Essa condição é bem mais frequente em pessoas com diabetes ou com glicemia alterada, a ponto de ser considerada um sinal de alerta para isso. Ou seja, você tem duas peças do mesmo quebra cabeça e elas estavam em posts diferentes. Vale levar as duas juntas ao médico. A segunda coisa que ficou faltando é treino de força. Você fez tudo com dieta e caminhada, e funcionou, mas quem emagrece só com caminhada perde músculo junto com a gordura. No seu caso isso pesa duplamente, porque com hérnia de disco é justamente a musculatura em volta da coluna e do quadril que segura a estrutura e diminui a dor. Não estou falando de academia pesada. Falo de exercícios sentada e apoiada, em máquina ou com elástico, duas vezes por semana, coisa de vinte minutos, respeitando o ombro. Isso, no seu caso, é tratamento e não estética. Um fisioterapeuta consegue montar em uma consulta, e vale mais que qualquer aumento de caminhada. Duas observações menores. Perder quase cinco quilos em um mês é ótimo, e uma parte disso é líquido, então não se assuste quando o ritmo cair, porque ele vai cair e isso é normal, não é fracasso. E aquele inchaço que voltou nos dias em que você não caminhou combina com o problema de circulação que você mencionou, então a meia de compressão e o hábito de elevar as pernas no fim do dia ajudam mais do que parece. Você chegou aqui trazida pelo seu filho, dizendo que estava correndo risco de vida, e em um mês tirou quatro quilos e meio, parou de sentir dor caminhando e cumpriu a dieta sem falhar um dia. Isso não se apaga por causa de uma data. Se um dia voltar, tem gente aqui para continuar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Gostaria de ajuda para evolução de shape e redução de peso (efeito sanfona)
Urano, o seu primeiro post é dos mais honestos que já li aqui. Você identificou o seu próprio problema com precisão, disse que come por compulsão, que a ansiedade martela comida na sua cabeça o dia inteiro e que já fez dietas restritivas que te deixaram com o shape bom e que sempre terminaram em descontrole. E a resposta que você recebeu foi uma tabela de macros. Vou discordar respeitosamente de uma coisa que foi dita no tópico. Um fórum de fisiculturismo não consegue passar ao largo de comportamento alimentar, porque para uma parte grande das pessoas é justamente ele que decide o resultado. Não é um assunto paralelo, é o assunto principal do seu caso, e ignorá-lo é o motivo pelo qual você já refez essa mesma trajetória várias vezes. O ponto que muda tudo é este. Você tratou o efeito sanfona como se ele fosse o fracasso que vem depois da dieta restritiva. Ele não é o que vem depois, ele é o que a dieta restritiva produz. Restrição forte gera fome fisiológica e obsessão por comida, e em quem já tem tendência à compulsão ela praticamente garante o episódio de descontrole lá na frente. Ou seja, o seu histórico não mostra falta de disciplina, mostra um método que funciona por alguns meses e cobra depois, repetido várias vezes. E isso importa agora, porque se o novo plano for igualmente rígido, o desfecho vai ser igual, por mais corretos que sejam os números. Na prática, o que muda quando existe compulsão no meio. O déficit precisa ser modesto, do tipo que permite dois anos e não três meses. Não pode haver alimento proibido, porque proibição alimenta o ciclo e transforma um deslize em episódio inteiro. Precisa haver refeição em horário regular, inclusive quando não bate fome, porque ficar muitas horas sem comer é o que arma o descontrole da noite. E a régua de sucesso não pode ser o peso da semana, senão você vai reagir a cada oscilação com mais restrição. Sobre a ansiedade, que você mesmo apontou como a raiz, vale dizer que ela tem tratamento e que compulsão alimentar também tem, com boa resposta a terapia cognitivo comportamental. Isso não é assunto de força de vontade e nem é vergonhoso, é a parte do problema que rende mais quando é tratada. E tem uma coisa que joga a favor. Exercício é uma das intervenções com melhor evidência para ansiedade, o que inverte a lógica de esperar estar bem para treinar. Treinar é parte de ficar bem. Por isso eu não esperaria três meses para nada. Comece torto hoje, com duas ou três idas por semana, porque um plano imperfeito começando agora vale mais que o plano perfeito que começa depois. Sobre a dieta que você montou com a nutricionista, ela está boa e não vejo nada de errado nos alimentos. Eu só faria um ajuste de filosofia. Do jeito que está, ela é uma lista fechada, e lista fechada é frágil justamente para o seu perfil, porque no dia em que a comida da lista não estiver disponível a decisão vira tudo ou nada. Vale aprender a trocar. Saber que qualquer fonte de proteína substitui outra e que arroz, macarrão, batata e mandioca ocupam o mesmo lugar te dá a flexibilidade que o plano precisa para sobreviver a um almoço fora de casa. E, já que a nutricionista está no processo, é com ela que essa conversa sobre flexibilidade e sobre compulsão deveria acontecer. Um último ponto, e esse é seu por direito. Você contou que o médico não detalhou os exames e disse apenas que estavam dentro dos parâmetros aceitáveis, e aqui no tópico alguém comentou ter visto coisas que chamaram atenção neles e não disse quais. Você ficou no meio dos dois sem saber de nada. Peça a cópia dos seus exames, que é sua, e leve a um clínico disposto a explicar linha por linha. Dentro dos parâmetros não é explicação, é o fim de uma conversa que nem começou. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Shape zoado após nutrólogo, nutricionistaS... Sem vocês eu não consigo! Help?
Li o tópico inteiro, do primeiro post até o último, e existe uma coisa escrita por você mesma que ninguém pescou e que, na minha leitura, é a chave de tudo o que veio depois. Vou começar por ela. Em dezembro, quando a Joaninha te passou aquela dieta que te assustou de tanta comida, você voltou dias depois e escreveu que estava tão cheia que nem tinha vontade de balinha nem de chips, e que não tinha mais fome de ansiedade à noite, que conseguia ver televisão sem ficar mastigando. Você registrou isso com surpresa e alegria. Meses depois, o relato é o oposto. Comer sem fim depois das vinte horas, culpa no dia seguinte, jejum até o almoço para compensar, pouca comida durante o dia, e à noite tudo de novo. E aí veio o desespero, o jejum e a cetogênica, e o rebote atrás. Repare que você já fez o experimento e ele já deu resultado. Quando comeu bem durante o dia, a compulsão da noite sumiu. Quando voltou a restringir de dia, ela voltou. Isso não é coincidência nem falta de força de vontade sua, é como o corpo funciona. Comer pouco durante o dia praticamente garante o descontrole à noite, e o jejum do dia seguinte, que parece a correção lógica, é na verdade o que carrega a mola para o episódio seguinte. É por isso que essa roda gira há anos com você se culpando a cada volta. A saída é contraintuitiva e é a mesma que já funcionou uma vez: comer mais cedo e mais no café e no almoço, com proteína de verdade nas duas, para chegar às vinte horas sem essa dívida. Não é comer menos à noite, é deixar de estar em falta quando a noite chega. E aqui vale dizer uma coisa com todo o cuidado, sem diagnosticar nada, porque isso não me cabe. Esse padrão de restringir, perder o controle, compensar e se punir é reconhecido, tem nome, e é tratável. Ele responde muito melhor a acompanhamento com psicólogo especializado em comportamento alimentar do que a qualquer ajuste de macro. O FitCoupleHim tocou nesse ponto lá atrás e você já tem psiquiatra pelo TDPM, então o caminho já está meio aberto. Levar essa parte alimentar para dentro desse acompanhamento provavelmente rende mais do que tudo que a gente discutir por aqui. Sobre o TDPM, ele não é TPM forte, é outra coisa, é um diagnóstico próprio e sério, e a fome intensa e a irritabilidade nesse período são parte do quadro e não frescura. Isso também explica por que a mesma dieta parece fácil em uma semana e impossível na outra. Planejar a semana difícil de antemão, com comida boa e mais volume disponível em vez de esperar aguentar firme, muda o resultado. Agora um ponto que me chamou atenção e que ninguém levantou em oitenta e cinco posts. Você trocou de farmácia quatro vezes atrás de testosterona manipulada que nunca subiu no exame, e ao mesmo tempo estava usando anticoncepcional de forma contínua. Acontece que o anticoncepcional combinado aumenta bastante a proteína que carrega hormônio no sangue, e o efeito disso é justamente derrubar a fração livre de testosterona. Ou seja, você estava pagando para colocar testosterona de um lado enquanto do outro tinha algo trabalhando ativamente contra. Antes de trocar de farmácia uma quinta vez, valeria conversar com o ginecologista sobre o método, porque essa conversa pode resolver mais do que a formulação. Some a isso que absorção de creme manipulado varia muito de pessoa para pessoa e de lote para lote, e você tem a explicação inteira daquela frustração. E, já que você usa minoxidil, vale saber que androgênio pode piorar queda de cabelo em mulher predisposta, então esses dois assuntos precisam ser tratados pela mesma pessoa e não em separado. Por último, a lombar e a bursite. Lesão não é motivo para parar de treinar, é motivo para trocar o que se treina. Com lombar machucada dá para fazer treino de superiores sentada e apoiada, e com bursite no quadril quase tudo continua possível, com a ressalva de que justamente os exercícios de abdução e o deitar de lado costumam incomodar mais, e ficar muito tempo sentada com as pernas cruzadas também. O que faz mal de verdade é o mês inteiro parada, porque aí some o condicionamento, some o humor e some a rotina, e recomeçar do zero é o que mais desanima. Quando o corpo trava, reduza e desvie, mas não pare. Você voltou a esse tópico depois de anos, pediu desculpa por coisa nenhuma e continuou aparecendo mesmo nas fases ruins. Isso é o oposto de desistir. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Dieta adequada para a perda de gordura corporal sem ferrar o metabolismo
Márcia, a pergunta do título do seu tópico nunca chegou a ser respondida, e ela é a melhor pergunta que apareceu aqui em muito tempo. Vou respondê-la, porque ela vale para você e vale para muita gente que carrega esse mesmo medo. Começo pela frase que você repetiu três vezes, que é ter acabado com o metabolismo. Isso praticamente não acontece do jeito que se imagina, e entender o que realmente acontece muda a sua vida. Quando alguém sai de noventa e dois para sessenta e oito quilos, o gasto de energia cai mesmo. Só que a maior parte dessa queda é aritmética simples, não é dano. Um corpo de sessenta e oito quilos gasta menos para existir e menos para se mover do que um de noventa e dois, e isso aconteceria mesmo que você tivesse emagrecido do jeito mais perfeito do mundo. Não há nada quebrado nisso. Existe sim um pedaço a mais, que é o corpo economizando um pouco além do previsto depois de um emagrecimento grande. Isso é real e tem nome, mas o tamanho dele é bem menor do que o folclore diz. Fica na casa de alguns pontos percentuais, e não é permanente, ele afrouxa conforme se volta a comer mais. Aquele estudo famoso com participantes de programa de televisão, que assustou meio mundo, é um caso extremo de gente que perdeu muito peso em pouquíssimo tempo com restrição brutal, e não representa o que acontece com a maioria. E aí vem a parte que quase ninguém explica, que é onde a energia realmente some. Depois de um emagrecimento grande, a pessoa passa a se mexer menos sem perceber. Anda mais devagar, fica mais parada, gesticula menos, sobe menos escada. Isso é inconsciente e responde por uma fatia considerável da queda. E, junto com isso, os hormônios que controlam fome mudam de patamar, ou seja, a fome aumenta e a saciedade diminui, e isso persiste por bastante tempo. Junte as duas coisas e você tem a explicação inteira daquilo que você chama de facilidade para ganhar. Não é o forno quebrado, é fome maior somada a movimento menor. E isso é bem mais fácil de resolver, porque as duas coisas se administram. Agora o que eu acho o ponto central do seu tópico. Você escreveu que a sua dieta estava péssima porque tinha medo de elevar as calorias, e ninguém pegou nessa frase. Aquele medo é o seu verdadeiro obstáculo, mais do que qualquer macro. E ele tem uma origem clara, porque emagrecer vinte e quatro quilos por desespero e restrição ensina o corpo e a cabeça a associar comida com perigo. Vale dizer com carinho e sem diagnóstico nenhum, porque não é o meu papel, que quando o medo de comer atrapalha a vida, conversar com um psicólogo ou com um nutricionista que trabalhe com comportamento alimentar ajuda muito, e isso não é exagero nem fraqueza. Sobre o plano que te montaram, ele é bem organizado e a proteína está adequada. Só que, pela minha conta grosseira, ele fica na casa de mil e duzentas a mil e trezentas calorias, e isso é pouco para uma mulher de sessenta e oito quilos que treina. Ou seja, o plano que você recebeu para parar de restringir continuava sendo restrição, e é natural que o medo não passasse. O caminho para subir sem engordar tem um roteiro e ele funciona. Aumente pouco de cada vez, algo como cem calorias por semana, sempre em cima de refeições que já existem, para não virar comida nova nem ansiedade nova. Continue treinando pesado, porque músculo é o que dá destino ao que você come a mais. E aqui vem o aviso mais importante de todos, porque é onde quase todo mundo desiste. Nas primeiras uma ou duas semanas em que você comer mais, o peso vai subir um ou dois quilos. Isso não é gordura, é o glicogênio do músculo voltando e a água que vem junto com ele, e é fisicamente impossível ganhar dois quilos de gordura comendo cem calorias a mais por dia. Se você não souber disso antes, vai olhar a balança, entrar em pânico e cortar tudo de novo, e é exatamente esse ciclo que te trouxe até aqui. Sabendo disso antes, você atravessa. Por isso mesmo, guarde a balança por algumas semanas e use fita métrica na cintura e no quadril mais foto na mesma luz. Foi assim que você percebeu evolução nos três meses de treino, e é o que vai te dar coragem para continuar comendo. Uma última coisa. O tópico parou porque uma data de atualização foi perdida, e isso não apaga nada do que você conquistou. Vinte e quatro quilos com uma filha pequena e vinte e dois anos é muito. Se um dia voltar por aqui, conte onde está, que o assunto continua de pé. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Qual é o melhor anabolizante para mulher?
Thalia, você preencheu o formulário e ficou sem resposta, e tem uma linha ali que precisa ser respondida com urgência, mesmo tantos anos depois, porque quem cair neste tópico procurando a mesma coisa vai ler. Na linha do ciclo proposto você escreveu Deposteron. Isso é testosterona injetável, e é o produto usado para repor testosterona em homem. Não existe escolha pior para uma mulher. Não é uma questão de dose baixa ou de ciclo curto, é a natureza da substância. Testosterona em mulher, na dose que qualquer frasco desses entrega, vai engrossar a voz, aumentar pelo no rosto e no corpo e aumentar o clitóris, e essas três coisas específicas não voltam ao normal depois. Não é como acne ou retenção, que passam quando se interrompe. Se você chegou até aqui sem usar, foi a melhor coisa que te aconteceu. Sobre a sua pergunta original, o Foston tem razão no fundo, não existe substância dessa classe sem colateral. Só que eu preciso discordar de um ponto específico, e discordo com respeito porque ele é dos que mais ajudam por aqui. A oximetolona não é uma opção com menos colaterais que a oxandrolona para mulher, é o contrário. Ela é das mais agressivas para o fígado da categoria, tem ação estrogênica forte e retém muito líquido, e em mulher costuma virilizar bastante. Comparar duas substâncias pelo quanto são anabólicas na mesma dose funciona mal em geral e funciona péssimo nesse caso. Quem for pesquisar por conta, não vá por esse caminho. Agora o que ninguém te perguntou e que muda tudo. Você teve cesárea em janeiro daquele ano e postou em setembro, ou seja, oito meses de pós parto, e está tomando anticoncepcional. Duas coisas importantes aí. A primeira é que qualquer substância dessa classe é perigosa para uma gravidez. Se acontecer uma gestação durante o uso, e nenhum anticoncepcional é infalível, o hormônio androgênico atravessa e pode masculinizar um feto feminino em formação. Isso não é risco teórico, é uma das contraindicações formais dessas substâncias. Para quem teve um filho recentemente e está em idade fértil, esse item pesa mais do que qualquer discussão sobre voz e cabelo. E se você ainda estivesse amamentando naquela época, valeria o mesmo alerta, porque passa para o leite. A segunda é que o anticoncepcional combinado eleva bastante uma proteína do sangue que carrega hormônio, e o efeito prático é que sobra menos hormônio livre circulando. Muita mulher que toma pílula relata libido baixa e sensação de treino que não rende por causa disso. Se você sente isso, existe conversa a ter com o ginecologista sobre o método, e é uma conversa muito mais produtiva do que a que você veio fazer aqui. E por último a parte que realmente responde ao que você quer. Você tem vinte e três anos e seis meses de treino. Seis meses é o começo absoluto, é o período em que o corpo mais responde na vida inteira de uma pessoa, e você está no meio dele. Não existe nenhum cenário em que faça sentido usar qualquer coisa agora, porque você ainda não sabe até onde vai sozinha, e depois que se usa não dá mais para saber. Olhando o treino que você postou, tem duas coisas rendendo pouco. A cadeira extensora está aparecendo antes do agachamento, e isso deixa você cansada justamente para o exercício que mais importa. Inverta. E você treina cinco vezes na semana e ainda corre uma hora no sábado e no domingo, o que é bastante para cinquenta e seis quilos. Nesse cenário, o que quase sempre está faltando é comida, e proteína em particular. Se em seis meses o resultado veio abaixo do esperado, a resposta está muito mais provavelmente aí do que em qualquer ampola. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Sou ectomorfo qual melhor anabolizante pra mim?
Gabriel, o pessoal já te disse o principal e eu não vou repetir. Mas o tópico terminou com uma sugestão de deca e dura, e isso eu não posso deixar passar em branco, porque de todas as respostas possíveis para um rapaz de dezenove anos com cinquenta quilos, aquela é a pior. A nandrolona, que é a deca, é justamente a substância que mais desliga a produção natural de testosterona e a que mais demora a devolver, e é a mais associada a queda de libido e dificuldade de ereção, inclusive muito tempo depois de parar. Recomendar isso como primeira experiência, sem conhecer ninguém, é irresponsável. Agora o que ninguém falou, e é o motivo de eu estar escrevendo. Primeiro, a palavra ectomorfo. Ela não tem valor nenhum e está atrapalhando você. Essa classificação em ectomorfo, mesomorfo e endomorfo veio de um trabalho dos anos quarenta que dividia as pessoas por formato de corpo e chegava a dizer que o formato previa o temperamento e a tendência ao crime. Aquilo foi descartado pela ciência faz muito tempo e nunca teve nada a ver com treino ou com nutrição. Não existe substância que funcione melhor ou pior por causa de tipo físico, e a pergunta do título simplesmente não tem resposta porque a premissa não existe. O que existe é gente com mais ou menos apetite, com rotina mais ou menos ativa, e com mais ou menos tempo de treino nas costas. Isso muda o quanto se come, não qual remédio se toma. Segundo, e esse é sério. Cinquenta quilos com um metro e setenta e um dá um índice de massa corporal em torno de dezessete. A faixa de baixo peso começa em dezoito e meio. Ou seja, você não é magro dentro do normal, você está abaixo do peso pelo critério de saúde, e isso muda a conversa inteira. Antes de pensar em ganhar músculo, vale entender por que um rapaz de dezenove anos não consegue chegar no peso mínimo. Existem causas médicas comuns e tratáveis para isso, e nenhuma delas melhora com anabolizante. Doença celíaca, que impede a absorção de nutrientes e é bem mais frequente do que se imagina em quem é magro desde sempre. Tireoide acelerada. Doença inflamatória do intestino. Verminose. Diabetes tipo um começando. Aquela frase que todo magro fala, que come muito e não engorda, é exatamente a frase que costuma sair de quem tem um problema de absorção que ninguém investigou. Vale também dizer sem rodeio, com respeito, que dificuldade de comer e não conseguir ganhar peso em rapaz jovem às vezes tem fundo alimentar ou emocional, e isso não é fraqueza nem vergonha, é coisa que se trata. Você mencionou que parou duas semanas por problemas pessoais, e chegar dizendo que quer começar a ciclar imediatamente depois é o tipo de pressa que costuma vir de uma insatisfação grande com o próprio corpo. Se for esse o caso, a substância não vai resolver, porque quem se olha assim continua se olhando assim vinte quilos depois. O caminho prático é um clínico geral, com hemograma, tireoide, exames para celíaca e uma conversa honesta sobre o quanto você come de verdade. É barato, dá para fazer pelo SUS e resolve a dúvida. E enquanto isso, o que realmente faz você sair de cinquenta quilos. O seu limitador não é treino nem suplemento, é apetite e volume de comida. Quem come pouco não resolve com mais prato, resolve com comida mais densa, porque ela ocupa menos espaço no estômago. Azeite na comida pronta, ovo inteiro, leite integral em vez de desnatado, pasta de amendoim, arroz com feijão em quantidade generosa, e principalmente calorias em forma líquida, porque líquido não sacia e entra fácil. Vitamina de leite com banana, aveia e pasta de amendoim entre as refeições resolve mais que qualquer coisa que se compre em pote. Coma em horário marcado mesmo sem fome, porque quem tem pouco apetite não pode esperar a fome chegar. E o mais importante. Aos dezenove anos e nesse peso, você tem à sua frente o maior potencial de ganho natural que uma pessoa pode ter. Quem está longe do próprio teto cresce rápido, e você está muito longe do seu. Seria uma pena queimar isso agora e nunca saber até onde daria para ir sozinho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como saber se a Durateston é verdadeira?
Devout, ninguém pegou o detalhe mais objetivo do seu post, e ele resolve boa parte da conversa sem precisar de teste nenhum. Você disse que o lote é de 2015 e você estava usando isso em 2021. Mesmo que a ampola seja legítima, ela está vencida por anos. Medicamento injetável tem prazo de validade e ele não é enfeite, e a partir dali ninguém garante nem a quantidade de princípio ativo que sobrou nem o que se formou de produto de degradação. Ou seja, a pergunta se é verdadeira já perdeu a importância diante do fato de que, verdadeira ou não, aquilo não deveria estar entrando em ninguém. Sobre o teste que você fez, sinto dizer que ele não vale nada, e é bom que isso fique registrado porque essa crendice circula muito. Não existe teste caseiro que identifique esteroide. Óleo é óleo, o veículo desses produtos costuma ser óleo vegetal e todos parecem iguais, cheiram parecido e não têm gosto característico. Aquela história de arder a língua vem de um conservante que existe em algumas formulações, e a lógica está furada nos dois sentidos, porque o falsificador usa o mesmo conservante e o produto legítimo pode não arder. Fora que provar conteúdo de ampola de origem desconhecida é uma péssima ideia por si só. O mesmo vale para caixa, selo e rótulo. O RAGER está certo quando diz para desconfiar de ampola solta, e vale acrescentar que a embalagem prova pouco, porque justamente ela é a parte mais fácil de copiar. Agora a sua dúvida de verdade, e aqui a resposta está no que você mesmo escreveu. Você relatou aumento de libido no começo e queda por volta da quarta semana. Se fosse óleo de milho, não teria acontecido nada, nem no começo. Subir e depois cair nessa altura do ciclo é o desenho clássico do estradiol subindo junto com a testosterona, que é exatamente a segunda hipótese que você levantou. Então os seus próprios sintomas apontam para aromatização e não para falsificação. E aí vem o problema maior do seu post, que é ter entrado com anastrozol sem medir nada. Estradiol baixo demais produz um quadro quase idêntico ao de estradiol alto, ou seja, libido no chão, ereção matinal sumindo, articulação dolorida e humor ruim. Se você usar inibidor no escuro e derrubar o estradiol, vai sentir a mesma coisa que sentia antes e vai concluir que precisa de mais, e é assim que a maioria se enterra. Inibidor de aromatase só faz sentido com dosagem de estradiol na mão, antes e depois. Sobre exame de sangue, o Perfil Desativado apontou o caminho certo, e eu só ajustaria a régua. Aquela conta de oito vezes a dose semanal não tem base sólida. O valor muda demais conforme o momento da coleta, e num produto de ésteres misturados como esse a oscilação entre um dia e outro é grande, sem contar que método de laboratório e resposta individual variam bastante. Então não use número redondo como prova. O que o exame responde bem é a pergunta grosseira, que é se existe androgênio circulando ou não. Testosterona total muito acima da faixa confirma que tem hormônio ali. O que ele não responde é se é o composto do rótulo e se a dose bate, e essa é justamente a fraude mais comum, que não é ampola inerte, é produto com menos do que diz ou com outra substância mais barata dentro. Na prática, se fosse eu. Aquele lote de 2015 vai fora, e não por suspeita, por validade. Se você seguir com alguma coisa, colhe testosterona total e estradiol no dia anterior à aplicação seguinte, que é quando o nível está no ponto mais baixo, e só decide sobre inibidor depois de ver o estradiol. E, dado que a origem é desconhecida, vale também acompanhar hemograma, função do fígado e do rim, porque produto sem procedência traz risco que não aparece no espelho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Em quanto tempo (mais ou menos) o eixo hpt volta ao normal com TPC?
Depende está correto, mas não ajuda ninguém. Então vou responder de que é que depende, e dar as faixas que existem, porque essa pergunta é uma das mais importantes do fórum e é sempre respondida com evasiva. Antes das faixas, entender a sequência resolve metade da dúvida. O que o hormônio de fora faz é desligar o comando lá em cima. O cérebro para de mandar o sinal, a hipófise para de liberar LH e FSH, e o testículo, sem receber ordem, para de produzir. Na volta, isso acontece na ordem inversa e por etapas. Primeiro o comando volta, e LH e FSH sobem. Depois o testículo responde a esse comando, e isso não é imediato, porque a célula que produz testosterona esteve meses parada e leva um tempo para voltar ao ritmo. E por último volta a produção de espermatozoide, que é sempre a mais lenta de todas, porque um ciclo completo de produção leva por volta de setenta e cinco dias. Por isso é comum a testosterona já estar boa e a fertilidade ainda não estar, e isso confunde muita gente. O que muda o tempo, em ordem de peso. O primeiro é qual substância foi usada. Éster curto sai do corpo em dias e éster longo leva semanas. E existe uma diferença ainda maior, que é a classe. Os derivados da nandrolona, que é a família da deca, suprimem mais e por muito mais tempo do que a testosterona pura, e cortam a produção de forma mais teimosa. Ciclo com nandrolona ou com trembolona costuma cobrar recuperação bem mais longa do que ciclo só de testosterona. O segundo é o tempo de uso. Oito semanas e dois anos ininterruptos não são a mesma pergunta. Quem faz uso contínuo, aquele esquema de nunca sair, tem chance real de não recuperar mais. O terceiro é a idade e o histórico. Quanto mais novo, melhor a chance e mais rápido. Quem já fez vários ciclos ao longo dos anos recupera pior a cada vez, e quem já tinha produção baixa antes de começar geralmente volta para aquele patamar baixo, e não para o que imaginava. Com isso na mão, as faixas. Em homem jovem, primeiro ciclo, curto, com dose moderada e só testosterona, o normal é a testosterona voltar em algumas semanas a poucos meses. Em ciclos longos, doses altas ou com nandrolona no meio, meses, e não é raro passar de um ano. Para fertilidade, os dados que existem vêm de estudos em que se usou testosterona como método contraceptivo masculino, e ali a maioria dos homens recuperou a contagem de espermatozoides dentro de mais ou menos seis meses, com uma parcela levando bem mais que um ano e uma minoria não recuperando por completo. Esses estudos usaram doses controladas e acompanhamento, ou seja, o cenário mais favorável possível, bem diferente do que se faz por conta própria. Agora o erro que mais estraga esse cronograma, e ele é de calendário. Começar a TPC antes de a substância ter saído do corpo não adianta nada. Você passa a tentar religar o comando enquanto o sinal que o desliga ainda está circulando, gasta semanas de tratamento à toa e depois conclui que a TPC não funcionou. A hora de começar se conta pelo tempo de permanência do éster que foi usado, e por isso um mesmo protocolo começa em momentos diferentes conforme o ciclo. E o ponto mais importante de todos. A única forma de saber se o eixo voltou é medir. Não existe jeito de saber pelo espelho nem pelo humor. Aliás, isso engana nos dois sentidos. Muita gente se sente péssima logo depois do ciclo e acha que está com o eixo destruído, quando na verdade está só saindo de um nível muito acima do normal e voltando ao seu próprio. E tem quem se sinta bem e esteja com a produção no chão. O que responde são LH, FSH, testosterona total e livre e estradiol, colhidos de manhã, depois de terminada a TPC e com pelo menos umas quatro a seis semanas sem nada. Se fertilidade importa, aí entra também o espermograma, e ele vale mais que qualquer palpite de fórum. Sem exame, essa pergunta não tem resposta, tem chute. Duas ressalvas honestas para fechar. A TPC não é garantia. Ela aumenta a chance e encurta o tempo na maioria das pessoas, mas boa parte do que circula como protocolo foi emprestado da medicina de fertilidade e nunca foi testado direito nesse uso. E se os exames vierem ruins meses depois, procure um endocrinologista sem medo. Desde 2023 o Conselho Federal de Medicina proíbe prescrever anabolizante para estética, mas tratar um hipogonadismo instalado é outra coisa completamente diferente, é doença, e o médico vai tratar. Muita gente adia essa consulta por vergonha e perde anos. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Overnight oat: café da manhã saudável para atletas
Cento e quarenta e seis fecha a conta e encerra o mistério, Pokoyô. E repare que a pista estava no seu próprio incômodo, porque você desconfiou do número antes de saber o porquê. Isso é um bom hábito com exame, o valor que não faz sentido nenhum quase sempre é erro de leitura, de digitação ou de unidade, e não uma descoberta médica. Sobre a retatrutida, vale ajustar um ponto de fato que muda o resto da conversa. Ela não deixa de ser vendida em farmácia por escolha de mercado, ela não é vendida porque ainda não terminou o caminho de aprovação. É um medicamento em fase de estudo, e é bem promissor nos resultados de perda de peso, mas ainda não passou pelo crivo que a semaglutida e a tirzepatida já passaram. Isso importa na prática por um motivo simples. Quando um produto não tem registro, o que circula com aquele nome não tem ninguém garantindo o que está dentro do frasco nem em que dose, e é aí que mora o risco real, bem antes de qualquer discussão sobre massa magra. E sobre a massa magra em si, eu seguraria a comparação. O número que circula sobre a retatrutida preservar mais músculo vem de estudo de fase intermediária, e comparar proporção de massa magra perdida entre estudos diferentes é enganoso, porque as populações são diferentes, a duração é diferente e até o método de medir composição corporal é diferente. Pode ser que se confirme, e seria ótimo, mas hoje isso é expectativa e não resultado consolidado. O que a gente sabe com segurança sobre perda de massa magra nessas medicações é outra coisa, e é mais útil. Ela acontece em qualquer emagrecimento rápido, com ou sem caneta, e o que determina o tamanho dela não é tanto qual a molécula, é o que a pessoa faz enquanto emagrece. Treino de força mantido e proteína alta reduzem muito essa perda. Emagrecer rápido, sem treinar e comendo pouco por falta de fome preserva pouca coisa. Ou seja, a variável que mais pesa está na mão do paciente e é justamente a que o consultório menos comenta, e é por isso que tanta gente reaparece magra e visivelmente mais frouxa. Sobre espaçar a aplicação, eu concordo com o seu receio e por um motivo específico. Não existe fase de manutenção mágica, e quando o efeito no apetite diminui a fome volta como era antes, porque a medicação não ensinou nada ao corpo nem à pessoa. O que se observa em quem interrompe é reganho de boa parte do peso ao longo do ano seguinte. Isso não é falha de caráter de ninguém, é como o remédio funciona. Ele controla enquanto está lá. Sobre a segurança de longo prazo, eu sou menos pessimista que a média. A semaglutida já é usada há bastante tempo no diabetes, com muita gente acompanhada, e o que aparece de efeito indesejado é sobretudo do aparelho digestivo, além de questões de vesícula. Não é nada trivial, mas também não é o desastre silencioso que muita gente prevê. Os dez anos que você citou vão dizer mais, e nisso você está certo. E fecho concordando com você por um caminho que talvez você não goste. Doze anos aprendendo a emagrecer só com dieta é uma conquista maior do que qualquer caneta entrega, e é mais durável, porque o que aprendeu não some quando acaba a receita. Ao mesmo tempo, eu não colocaria isso como régua para os outros. A diferença entre você e a maioria das pessoas que reaparecem magras de caneta não é força de vontade, é que você levou doze anos e conseguiu, e muita gente leva os mesmos doze anos e não consegue, porque a regulação da fome não é igual para todo mundo. Para essas pessoas, o remédio é o que existe. Para quem já resolveu sem ele, como é o seu caso, ele não acrescenta nada. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Glúten free? Grain free? Por quê?
Keto, o tema é ótimo e merece ser discutido, então vou trazer o outro lado com todo respeito, porque a lista do primeiro post junta coisas muito diferentes debaixo de um nome só, e isso confunde quem chega aqui procurando resposta. Existem três condições distintas ligadas ao trigo e elas não são a mesma coisa. A doença celíaca é autoimune, atinge por volta de uma pessoa em cada cem, e nela o glúten realmente causa dano ao intestino. É séria e é subdiagnosticada, então quem desconfia deve investigar mesmo. E aqui está o conselho mais importante que eu tenho para dar neste tópico, porque ele é prático e quase ninguém avisa. Não tire o glúten antes de fazer o exame. O diagnóstico é feito com sorologia e, quando indicado, com biópsia, e os dois só funcionam se você estiver comendo glúten. Quem corta por conta própria, melhora e só depois procura o médico costuma receber exame negativo e ficar anos sem saber o que tem. Se existe suspeita, a ordem correta é procurar o gastroenterologista primeiro e tirar depois. A alergia ao trigo é outra coisa, é reação alérgica clássica, e ela nem é ao glúten necessariamente, é a proteínas do trigo. E existe a chamada sensibilidade ao glúten não celíaca, que é onde mora quase toda a discussão. Ela existe e os sintomas de quem relata são reais, não é frescura. O que os estudos com teste cego mostraram é outra coisa, e é interessante. Em boa parte dessas pessoas, quando o glúten é oferecido isolado e sem que a pessoa saiba, o sintoma não aparece. Quem aparece como culpado com frequência são os frutanos do trigo, que são carboidratos fermentáveis do grupo dos FODMAP, e é justamente isso que produz gases, distensão e desconforto. Ou seja, a pessoa tira o pão, melhora de verdade, e atribui ao glúten quando o responsável era outro componente do mesmo alimento. A melhora é legítima, o rótulo é que costuma estar errado. E isso importa, porque quem vai atrás do rótulo errado corta uma lista enorme de comida sem necessidade e não corta o que realmente incomoda. Sobre os itens específicos da lista, enxaqueca e sinusite não têm relação estabelecida com glúten em quem não é celíaco. Gastrite e refluxo também não. Os fatores que a gente sabe que pesam nesses dois são a bactéria Helicobacter pylori, excesso de peso, álcool, tabagismo, uso frequente de anti inflamatório e comer perto da hora de deitar. Trocar pão comum por pão sem glúten não mexe em nenhum desses. E tem um efeito colateral da dieta sem glúten que ninguém comenta. Os produtos industrializados sem glúten costumam ser feitos com amidos mais refinados, com mais gordura e mais açúcar para compensar textura e sabor, têm menos fibra e menos vitaminas do complexo B, e custam bem mais caro. Quem tira o cereal integral perde fibra, e menos fibra piora justamente o intestino que a pessoa queria melhorar. Sem contar que, para quem treina, cereal é a principal fonte de carboidrato do dia, e cortar isso sem substituir por outra fonte cobra o preço no rendimento. Sobre o grain free, que é tirar todos os cereais, a fundamentação é ainda mais fraca. É uma ideia que veio do universo paleo e da indústria de ração para animais, e não há evidência de benefício para pessoas saudáveis. Nada disso é para dizer que quem se sente melhor sem trigo está inventando. Se você tirou e melhorou, isso é informação boa e vale respeitar. O que eu proponho é a ordem certa. Investigue celíaca antes de cortar, e se der negativo e você ainda quiser testar, teste com método, tirando por algumas semanas e reintroduzindo depois para ver se o sintoma volta. Sem reintrodução ninguém sabe se a melhora veio do trigo ou de ter parado de comer bolacha, pão e cerveja no mesmo movimento. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Abdução e Adução - É necessário fazer?
Tópico velho que voltou à tona ano passado, e ele merece, porque essa dúvida aparece toda semana na academia e a resposta que se dá costuma ser a menos interessante das possíveis. Quase todo mundo responde pelo lado estético, e o argumento bom não é esse. Antes disso, uma correção que vale porque a confusão é geral. Abdutor e adutor não são vizinhos, são opostos. A cadeira abdutora, aquela em que você abre as pernas, trabalha glúteo médio, glúteo mínimo e tensor da fáscia lata, ou seja, a lateral do quadril, e não tem nada a ver com o desenho da parte de dentro da coxa. Quem faz aquela linha interna que dá a impressão das pernas se fecharem por dentro é o grupo adutor, que é a cadeira em que você fecha as pernas. Então, para quem quer o efeito visual que o Emmanuel descreveu, a máquina é a outra. Sobre os adutores, tem um detalhe que muda a resposta do tópico. Eles não são um musculozinho acessório. O adutor magno é um dos maiores músculos da coxa, e além de fechar a perna ele é extensor de quadril, ou seja, ele trabalha junto com o glúteo e o posterior em qualquer coisa que envolva subir de uma posição baixa. Por isso o Locemar está certo, e agora com um mecanismo por trás. Agachamento profundo, agachamento sumô, afundo e búlgaro dão trabalho pesado ao adutor magno de verdade, com carga alta, e nenhuma cadeira adutora chega perto disso. Se o seu treino tem esses movimentos com boa amplitude, o adutor está sendo treinado, você só não percebeu. Agora o motivo bom para fazer abdução, e ele não é estético. Glúteo médio é o músculo que impede o joelho de cair para dentro. Quando ele é fraco, o joelho colapsa para dentro na subida do agachamento e no apoio de uma perna só, e isso é uma das causas mais comuns de dor no joelho em quem treina, principalmente em corrida e em quem tem quadril mais largo. Ou seja, o argumento não é ter a lateral bonita, é conseguir agachar pesado sem o joelho fugir. E existe um detalhe de execução que quase ninguém sabe. Na cadeira abdutora, incline o tronco para a frente em vez de ficar recostado. Com o quadril mais fechado a solicitação vai muito mais para o glúteo médio, que é o que interessa, e recostado sobra mais para o tensor da fáscia lata. Junte a isso abdução deitado de lado e caminhada lateral com elástico, que rendem mais que a máquina, e o problema se resolve. Sobre a carga, o Kabul acertou em cheio e vale reforçar. Essas duas máquinas são as campeãs de peso desnecessário. Elas têm amplitude curta e alavanca curta, então o número na placa engana, e quando alguém empilha carga o que acontece é o tronco jogar para trás, o quadril sair do assento e o movimento virar impulso. Carga moderada, amplitude inteira e sem pressa valem muito mais aqui do que em qualquer outro exercício. E sobre o buraco na coxa do rapaz que o Blackened citou, com todo respeito, essa quase nunca é a causa. Formato de coxa, onde o adutor insere e até onde ele desce em direção ao joelho é genética pura, e existe gente que treina adutor a vida inteira e mantém o mesmo desenho. Não dá para tirar de um caso isolado a conclusão de que faltou máquina. Por último, ducarion, ninguém pegou o mais importante do seu treino, e o Reinaldo chegou perto. Cento e quarenta quilos no leg press por doze repetições e cinquenta quilos no agachamento livre por doze é uma diferença grande demais. Isso quase sempre significa que o agachamento está travado por técnica ou por mobilidade, não por força de perna. É ali que está a sua perna inteira parada, e não na cadeira abdutora. Coloque o agachamento no começo do treino, com o corpo inteiro descansado, invista nele por alguns meses, e o adutor e o abdutor viram detalhe. Ah, e agachamento hack com os pés juntos até a falha é a combinação que mais cobra do joelho, vale afastar um pouco os pés. Resumindo, é necessário fazer. Só que pelo motivo certo, na máquina certa e depois que o básico estiver no lugar.
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Posso treinar CrossFit e Musculação no mesmo dia?
Primeiro, a sua última pergunta ficou sem resposta aqui, e eu acabei respondendo ela no seu outro tópico, aquele sobre DIU Mirena e oxandrolona. Vale a leitura de lá, porque tem coisa importante sobre o que o DIU esconde em termos de sinal de alerta. Agora a parte do treino, onde eu quero pegar um detalhe do seu primeiro post que passou batido e que é a chave de tudo. Você disse que os seus recordes de superiores empatam ou superam os de perna. Isso não é um detalhe, é o diagnóstico. Em qualquer pessoa treinada, perna carrega bem mais que ombro e peito, porque é um conjunto muscular muito maior. Quando os números empatam, quase nunca significa que a perna é fraca de nascença. Significa que ela nunca foi treinada pesado. E isso é o que acontece com quase todo mundo que vem só do CrossFit. Repare no que a perna faz no seu dia a dia de box. Wall ball, air squat, box jump, agachamento no meio de um WOD contra o relógio, tudo em série alta e com carga leve ou com o peso do corpo. Isso constrói resistência, e resistência excelente, mas não constrói força máxima nem tamanho, que é o que responde a série curta com carga alta e descanso longo. Quatro anos assim explicam o seu quadro inteiro sem precisar de mais nenhuma hipótese. Tem uma segunda possibilidade que anda junto e vale conferir. Barra travada em agachamento e nos levantamentos costuma ser posição, e não força. Se o calcanhar sobe, se o tronco despenca para frente ou se você não consegue manter o peito aberto no fundo, o limitador é mobilidade de tornozelo e de coluna torácica. Nesse caso você pode ficar mais forte e o número não subir, porque a falha não está no músculo. Sobre a pergunta que dá título ao tópico, eu concordo com o que o pessoal falou e queria só afinar. Poder pode, e o problema não é o mesmo dia em si, são duas outras coisas. A primeira é a ordem. O que você quer melhorar vem primeiro, com o corpo descansado. Então, se for juntar tudo num dia, o treino pesado de perna vem antes e o WOD vem depois, nunca ao contrário. A segunda é o intervalo. Quando dá para separar em dois períodos, manhã e noite por exemplo, o atrito entre os dois cai bastante, e algumas horas de distância já mudam o resultado. E o cuidado real, que é onde mora o efeito de interferência de que falaram. Ele não atinge o corpo todo por igual, ele bate justamente em força e hipertrofia de membro inferior, e ele cresce quanto maior o volume de trabalho aeróbico intenso. Ou seja, o seu caso é exatamente o cenário em que o fenômeno é mais forte. Isso não quer dizer largar o CrossFit, quer dizer proteger o dia de perna. Na prática, o que eu faria. Dois dias fixos de musculação só para inferior, e esses dois dias são inegociáveis. Neles, exercício grande primeiro, com quatro a seis repetições, descanso de dois a três minutos, e a carga subindo de semana em semana com registro no papel. Progressão anotada é o que falta em quase todo mundo que vem do box, porque no CrossFit o estímulo muda todo dia e a carga não sobe de forma organizada. Depois desses, entram os unilaterais, búlgaro e afundo, e aí sim série mais alta. Um detalhe prático que resolve metade do problema de recuperação. A maioria dos boxes publica a programação com antecedência. Olhe a semana antes de decidir os seus dias. Colocar o dia pesado de perna na véspera de um WOD cheio de agachamento e clean é o erro mais comum, e ele não aparece como lesão, aparece como carga que não sobe nunca. Por último, o Foston te pediu para preencher o modelo do tópico fixo e você não chegou a voltar. Vale fazer, porque sem idade, peso, tempo de treino e o que você come a gente fica adivinhando, e a parte da comida costuma ser a que mais trava ganho de perna em quem treina CrossFit todo dia.
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Treino e dieta no pós parto! Como voltar a ter o corpo definido?
Gigi, li o tópico inteiro e ele terminou de um jeito que me incomodou, porque você tinha acabado de postar uma das melhores atualizações do tópico e ficou sem resposta. Vou deixar aqui o que ficou faltando, e sei que passou tempo, mas serve para você e serve para as próximas mães que caírem nesse tópico procurando a mesma coisa. Começo pelo que você perguntou logo no primeiro post e que nunca foi respondido de verdade, que era ficar mais flácida a cada quilo perdido. Isso tem explicação e não é impressão sua. Quando se perde peso sem ganhar músculo junto, a pele e o tecido perdem volume por baixo e o resultado é exatamente essa sensação. No pós parto tem um agravante, porque a pele foi distendida por meses e leva de um a dois anos para se reorganizar, e a segunda gestação cobra mais que a primeira. A conclusão prática é o contrário do que a ansiedade manda fazer. Flacidez não melhora emagrecendo mais, melhora colocando músculo embaixo. Você percebeu isso sozinha lá no meio do tópico, quando disse que estava melhorando a pele e as celulites justo enquanto o peso quase não mudava. E isso me leva ao segundo ponto, que é a balança. Olhe a sua própria sequência. Setenta e um, depois sessenta e oito e meio, depois sessenta e nove e meio, depois setenta. Você pediu desculpas duas vezes por esses números. Só que no mesmo período as roupas voltaram a servir, o bumbum mudou, as cargas subiam toda semana e todo mundo à sua volta comentava. Isso não é retrocesso, é o que acontece quando se ganha músculo e se perde gordura ao mesmo tempo, e o pós parto de quem já treinou onze anos é justamente o cenário mais favorável do mundo para isso acontecer, porque o corpo está retomando algo que já teve. A balança é o pior instrumento possível para medir esse momento. Fita métrica na cintura e no quadril, mais foto no mesmo lugar e na mesma luz, contam a história certa. Some a isso o ciclo menstrual, que sozinho mexe um quilo e meio para cima e para baixo, e você tem a explicação inteira daqueles números que te deixaram triste. Agora o que eu mais senti falta em noventa posts, e é sério. Ninguém te perguntou sobre diástase abdominal. Segunda gestação, quatro meses de pós parto, e você voltou a fazer treino funcional seis vezes por semana e chegou a perguntar sobre abdominal com carga. Diástase é o afastamento dos dois lados do reto abdominal que a gravidez causa, é comum e é bem mais comum na segunda gestação em diante. O teste é simples e você faz sozinha em casa, deitada de barriga para cima com os joelhos dobrados, dedos na linha do meio da barriga logo acima e logo abaixo do umbigo, e levante só a cabeça e os ombros. Se os dedos afundam num vão entre duas bordas, vale procurar um fisioterapeuta pélvico antes de continuar. Isso importa porque, se existir diástase, abdominal tradicional, prancha longa e esforço com apneia empurram a parede para fora e pioram exatamente o que você quer melhorar, e aquela barriga que insiste em não achatar em quem está magra costuma ser isso e não gordura. Vale o mesmo raciocínio para o assoalho pélvico, e qualquer escape de urina em salto ou corrida no funcional é sinal para investigar, não para apertar mais. Uma coisa sobre o DIU de cobre, já que você ia colocar. Ele não tem hormônio, o que é ótimo, mas costuma deixar o fluxo menstrual mais intenso, sobretudo nos primeiros meses. Em mulher que treina seis vezes por semana isso pesa, porque perda de ferro se acumula e o primeiro sintoma não é nada dramático, é cansaço, falta de ar em esforço e treino que rende menos sem motivo aparente. Se em alguns meses você sentir isso, hemograma e ferritina resolvem a dúvida barato, e ferritina é o exame que interessa, porque ela cai bem antes de a anemia aparecer no hemograma. Por último, o que você mesma levantou no último post e ficou no ar, que era voltar a trabalhar. Aquela rotina de musculação de manhã e cross à noite não sobrevive ao expediente, e essa é a hora em que a maioria abandona tudo. O que funciona é decidir antes qual é a semana mínima possível, e não a ideal. Três sessões de musculação de quarenta minutos, com o inferior dividido em dois dias, sustentam o que você conquistou. A dieta também precisa virar comida que existe pronta na geladeira, porque no pós parto trabalhando ninguém cozinha por refeição. Cozinhar proteína para três dias de uma vez é o que decide se o plano sobrevive ou não. Você fez em dois meses o que muita gente não faz em um ano, e o tópico só parou porque uma data foi perdida. Se quiser retomar, é só postar onde está hoje. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Dificuldade para desenvolver inferior. Quadríceps encurtado? falta de alongamento?
Samu, esse tópico tomou um rumo que provavelmente não vai resolver o seu problema, e como ele nunca voltou, deixo aqui o que eu acho que está acontecendo. Primeiro a parte do alongamento. Alongar melhora flexibilidade, e o relato do Keto sobre os isquiotibiais é real e válido para aquilo. Só que flexibilidade não faz músculo crescer. Não existe mecanismo pelo qual um quadríceps mais alongado fique maior. Então, se o seu objetivo é desenvolver o inferior, alongar não é o caminho, e nas últimas semanas você provavelmente investiu energia numa direção que não paga. Onde encurtamento realmente atrapalha é de forma indireta, quando ele limita a amplitude do exercício e você acaba treinando num pedaço menor do movimento. E aqui vale um detalhe, porque quase sempre o culpado não é o quadríceps. Quem costuma travar a profundidade do agachamento é o tornozelo, mais especificamente a dificuldade de levar o joelho à frente com o calcanhar no chão. Se você agacha e o calcanhar sobe ou o tronco despenca para frente, o problema mora ali embaixo, e a solução é mobilidade de tornozelo, não alongar coxa. Agora as causas mais prováveis do quadríceps não acompanhar, em ordem de frequência. A primeira é profundidade. Quadríceps responde muito à flexão de joelho, e agachamento ou leg press feitos em amplitude curta trabalham bem menos do que a carga sugere. É comum a carga subir e o estímulo não, porque a amplitude foi encolhendo sem ninguém perceber. A segunda é a distribuição do trabalho dentro do movimento. Agachamento com tronco muito inclinado e leg press com os pés altos e afastados jogam boa parte do esforço para glúteo e posterior. Se o seu inferior está crescendo em todo lugar menos no quadríceps, isso é praticamente a assinatura desse problema. Pés mais baixos e mais próximos no leg press, tronco mais ereto, e a inclusão de agachamento hack ou agachamento frontal mudam bastante o quadro. A terceira é específica e quase ninguém comenta. O reto femoral, que é a porção do meio da coxa, cruza duas articulações, joelho e quadril. Nos agachamentos ele fica em desvantagem, porque enquanto o joelho estende o quadril também está trabalhando, e por isso ele recebe pouco estímulo em quem só faz movimento composto. Ele responde bem a cadeira extensora e a exercícios em que a coxa fica para trás do corpo. Se o que te incomoda é falta de volume na frente da coxa, esse é o primeiro item que eu acrescentaria. E tem a possibilidade mais chata, que é a que o Keto levantou e que continua de pé. Perna é o grupo mais lento de todos, muita gente leva anos, e existe diferença grande de inserção e de proporção entre as pessoas. Isso não é desculpa, é calibragem de expectativa. Uma dica prática já que você começou a alongar. Alongamento estático logo antes de treinar reduz temporariamente a força que você consegue produzir, então ele atrapalha justamente a série pesada de perna. Se for manter, faça depois do treino ou em outro momento do dia. Por último, o Foston pediu o seu treino e a frequência e você não chegou a postar. Vale voltar e colocar, com os exercícios, séries, repetições, cargas e quantas vezes por semana você treina perna. Quando alguém diz que o volume está ok e o peso está ok e mesmo assim nada acontece, quase sempre a resposta está justamente num daqueles dois, e ela só aparece quando os números estão escritos.
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Ajuda, tenho hiperfrouxidão ligamentar e Narcolepsia. Tenho que treinar, alimentar e dormir de maneira Especifica? Mais algumas dicas?
Wesley, o pessoal te respondeu a parte geral, e ela está certa, constância vale mais que qualquer detalhe. Só que as suas duas perguntas específicas, que eram justamente sobre a hiperfrouxidão e a narcolepsia, acabaram não sendo respondidas. E elas mudam bastante coisa, então vou por partes. Começo pela hiperfrouxidão, e com uma boa notícia. Musculação é exatamente o que você deveria estar fazendo. Quem tem ligamento mais frouxo depende mais do músculo para estabilizar a articulação, porque a peça passiva que deveria segurar cede mais fácil. Músculo forte em volta da articulação é literalmente o substituto daquilo que te falta. Então você escolheu certo. Agora os cuidados, que são poucos e valem para sempre. Não trave nem estenda além do normal cotovelo e joelho no fim do movimento. Muita gente com frouxidão descansa a série na hiperextensão sem perceber, e ali quem está segurando o peso é a articulação, não o músculo. Pare um pouco antes de estender por completo, em tudo, do supino ao leg press. Cuidado com amplitude máxima e com posições de ombro instáveis. Você provavelmente consegue ir mais fundo que os outros em vários exercícios, e isso engana, porque não é força, é o ligamento cedendo. Mergulho muito profundo, desenvolvimento por trás da nuca e supino com pegada muito aberta descendo até encostar são os que mais costumam cobrar caro em quem tem ombro frouxo. Trabalhe numa amplitude ampla mas controlada, sem procurar o limite. Prefira carga moderada com execução lenta e controlada, principalmente nesses primeiros anos. E inclua trabalho específico de manguito rotador e de escápula, além de exercícios de equilíbrio em apoio unilateral. Esses são chatos e ninguém faz, e são justamente os que mais rendem no seu caso. E aqui uma discordância respeitosa do que foi sugerido acima. Alongamento é ótimo conselho geral, mas para quem tem hiperfrouxidão ele é o único item da lista que precisa de ressalva. Você já tem amplitude de sobra, e ganhar mais flexibilidade não te ajuda em nada, só aumenta a instabilidade. Aquecimento e mobilidade controlada sim, alongamento forçado buscando ir mais longe, não. Vale ainda comentar com um médico o conjunto do seu quadro. Hiperfrouxidão às vezes vem sozinha e não significa nada, e às vezes faz parte de um espectro maior de hipermobilidade que merece ser avaliado, ainda mais quando aparece junto com outras queixas. Não é motivo para susto, é motivo para uma consulta e a tranquilidade de saber. Sobre a narcolepsia, tem um ponto de segurança que eu não deixaria de falar, e é o mais importante desse post. Se no seu caso houver cataplexia, aquela perda súbita de força muscular desencadeada por emoção ou riso, então nunca faça supino com barra livre sozinho, nem qualquer exercício com o peso passando por cima do corpo ou do pescoço sem alguém junto. Use os pinos de segurança do suporte, prefira halteres e máquinas para esses movimentos, e treine acompanhado quando possível. Isso vale mesmo que nunca tenha te acontecido na academia. E se você toma medicação estimulante para a narcolepsia, evite empilhar pré-treino e energético em cima, porque somar estimulante com estimulante mexe com frequência cardíaca e pressão. Nesse caso o café já entra na conta. Ainda sobre isso, sono é o pilar da recuperação e no seu caso ele é justamente o mais bagunçado. Vale organizar o treino no horário em que você está mais desperto, e não brigar com o momento de sonolência. Cochilos programados são estratégia legítima no manejo da narcolepsia, converse com seu médico sobre encaixá-los, e trate o descanso como parte do treino, não como tempo perdido. Sobre proteína, vou discordar um pouco do número que te passaram. Com setenta e um quilos e quase sessenta de massa magra, buscando hipertrofia, cento e dez gramas por dia é o piso, não o alvo. Alguma coisa entre cento e vinte e cento e sessenta gramas cai melhor. E, mais importante que isso, você tem dezessete anos e ainda está crescendo, então o total de calorias do dia importa mais do que a distribuição perfeita dos macros. Só de olho no cardápio, nove a doze ovos por dia funciona, mas é pouca variedade e fica caro e enjoativo. Carne, frango, leite, iogurte e feijão com arroz completam o mesmo total com menos monotonia. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Posso conciliar DIU Mirena e oxandrolona?
Seu tópico ficou sem nenhuma resposta, e a pergunta é boa e específica, então vou responder direto e depois falar do que realmente importa nela. Na parte que você perguntou, não existe uma interação conhecida entre os dois. O Mirena libera levonorgestrel principalmente dentro do útero, com quantidade pequena chegando à circulação, e a proteção contra gravidez que ele dá não depende de hormônio circulante do jeito que a pílula depende. Oxandrolona não anula esse efeito, e o DIU não muda o que a oxandrolona faz no músculo. Então, no sentido literal da sua pergunta, conciliar não é o problema. Só que tem uma consequência dessa combinação que quase ninguém percebe, e ela é o motivo de eu estar respondendo com cuidado. Muita mulher com Mirena fica sem menstruar, ou com sangramento bem irregular, e isso é esperado e normal com esse DIU. Acontece que alteração no ciclo é justamente um dos primeiros avisos de que um anabolizante está mexendo com o eixo hormonal. Ou seja, o DIU não aumenta o risco de nada, mas ele apaga um dos sinais de alerta mais úteis que você teria. Se for em frente, você precisa se apoiar nos outros sinais, e eles são os que não voltam atrás. Falo dos efeitos de virilização, e vale saber quais são reversíveis e quais não são. Acne, oleosidade e retenção passam quando se interrompe. Engrossamento da voz, aumento de pelo no rosto e no corpo e aumento do clitóris não passam. Não é questão de suspender rápido e esperar melhorar, é permanente. Por isso a regra prática que vale mais que qualquer protocolo é interromper no primeiro sinal, e não depois de confirmar que piorou. Grave um áudio da sua voz agora, antes de começar qualquer coisa, e escute de novo a cada duas semanas. Voz muda tão devagar que a gente não percebe em si mesma, mas percebe na gravação. Sobre a segunda pergunta, se existe outro que eu indicaria, a resposta honesta é não. A oxandrolona já é a substância da classe com menor risco de virilização, e é por isso que ela é a mais usada por mulheres. Qualquer outra opção da categoria é mais agressiva nesse ponto, não menos. Então não existe uma escolha mais segura escondida, o que existe é essa e as piores. Duas informações que faltam e que mudam bastante a conversa. A primeira é que a oxandrolona não tem registro na Anvisa, então o que circula com nome de marca é produto sem procedência conferida, e o risco maior não é ser inerte, é ser outra substância mais androgênica vendida como oxandrolona. Isso explica boa parte dos casos de mulher que viriliza usando o que achava ser a mais branda. A segunda é que, desde 2023, o Conselho Federal de Medicina proíbe o médico de prescrever anabolizante para ganho de massa e estética, então o caminho com acompanhamento formal para esse objetivo deixou de existir. E fica o que eu acho mais importante. No seu tópico não tem idade, peso, tempo de treino, como está a sua dieta nem o que você já tentou. Você disse que quer dar um up, e essa palavra pode significar coisas muito diferentes. Se você posta esses dados aqui, o pessoal consegue avaliar se o que está travando é mesmo o teto natural ou se é comida e progressão de carga, que é o caso da maioria absoluta das mulheres que chegam nessa pergunta. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Playlist Infalível para Treinar: Quais Músicas Não Podem Faltar na Sua Academia?
Tópico leve e ninguém apareceu para responder, o que é uma pena, porque essa é daquelas conversas que todo mundo tem opinião. Vou fugir um pouco da pergunta e trazer o que se sabe sobre música e treino, que é mais interessante do que parece, e depois deixo a minha parte. Música funciona mesmo, e o efeito é bem documentado, só que ela funciona por um caminho diferente do que a gente imagina. Ela não te deixa mais forte, ela muda a sua percepção de esforço. O mesmo treino passa a parecer mais fácil, e é por isso que você aguenta mais tempo e desiste depois. É por isso também que o ganho é bem maior nas coisas longas e repetitivas, como esteira, bicicleta e corrida, do que na série pesada de agachamento. Numa série de cinco repetições que te leva à falha, a música quase não muda nada, e nesses casos tem gente que rende mais no silêncio, concentrada. O que costuma aparecer nos estudos é que o andamento importa mais que o estilo. A faixa entre cento e vinte e cento e quarenta batidas por minuto é a mais eficiente para atividade contínua, e acima disso o ganho extra some. Também aparece que sincronizar o ritmo com o movimento, tipo a passada bater junto com a batida, melhora a eficiência do gasto de energia. E tem um detalhe curioso, o efeito é maior em quem está começando e em intensidade moderada. Atleta acostumado, em esforço muito alto, presta atenção no próprio corpo e a música perde espaço. Já que estamos falando de academia, cabe um aviso que ninguém dá nesse assunto. Fone dentro de academia barulhenta vira uma armadilha, porque você aumenta o volume para vencer o barulho do ambiente e passa uma hora ali. Perda auditiva por ruído é silenciosa e não volta atrás. Se você precisa gritar para falar com alguém ao lado usando o fone, está alto demais. Fone com isolamento resolve melhor que volume, porque deixa você ouvir a música baixa. E respondendo o que você perguntou, sem enrolação. Do que funciona comigo, rock pesado e clássico para série pesada, aquelas guitarras de anos oitenta e noventa que a academia inteira reconhece. Para aeróbio, qualquer coisa com batida constante que eu consiga acompanhar com o passo, e aí funk e eletrônico ganham fácil. E tem a categoria mais honesta de todas, a música brega que a gente não admite em público mas que salva um treino ruim de terça-feira à noite. Fica o convite para o pessoal completar a lista, esse tópico merecia ter pegado.