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Algum desses exames acusa o uso de testosterona?
Item por item, porque a resposta é diferente para cada um. Urina e fezes de rotina não detectam testosterona. O exame de urina comum, chamado de elemento e sedimento anormal, procura proteína, glicose, sangue, leucócitos, nitrito e cristais. Ele não dosa esteroide. O que detecta uso é o exame antidoping, que é outra técnica, com cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas, e que trabalha com a razão testosterona sobre epitestosterona e depois com análise isotópica de carbono para distinguir hormônio sintético do endógeno. São exames caros, pedidos com essa finalidade explícita, e não saem em rotina laboratorial. O parasitológico de fezes então não tem nenhuma relação com o assunto. VDRL é sorologia para sífilis. Não tem qualquer relação com hormônio e não altera por causa dele. O hemograma é o único da sua lista que pode mostrar um rastro indireto, e esse ponto merece atenção mesmo que você não estivesse preocupado com concurso. Testosterona estimula a produção de glóbulos vermelhos, e 300 mg por semana por três meses costuma elevar hematócrito e hemoglobina. Isso não identifica a substância, mas um hematócrito acima de 52 por cento em homem jovem saudável é um achado que chama atenção de qualquer médico que leia o exame e costuma gerar pergunta. O ponto importante aqui não é a suspeita, é o risco. Sangue mais viscoso aumenta chance de evento trombótico, e essa é uma das poucas alterações de ciclo que produz dano agudo. Se o seu hematócrito estiver alto, isso é motivo para reduzir dose ou parar, independente de exame de instituição. Eletrocardiograma e teste ergométrico não detectam a substância, mas podem mostrar consequências. O que aparece com mais frequência em quem usa dose supra fisiológica por período prolongado é hipertrofia de ventrículo esquerdo e pressão arterial mais alta durante o esforço. Um eletro normal em fevereiro não garante nada em relação à ergometria, porque o teste de esforço avalia justamente o comportamento sob carga, coisa que o eletro em repouso não mostra. De novo, o ponto relevante é clínico antes de ser burocrático, já que essas são as alterações que importam para a sua saúde a médio prazo. Sobre o pano de fundo, uso pessoal de esteroide não é crime no Brasil, e a preocupação faz mais sentido em relação a regras internas da instituição do que em relação a exame de rotina. Isso está no edital e no regulamento do curso de formação, então vale ler os dois com atenção. E se o incômodo for grande o suficiente para você estar em dúvida, existe uma saída objetiva, que é fazer por conta própria um hemograma e uma aferição de pressão antes da data, para saber exatamente onde você está antes de ser avaliado por terceiro. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico:
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É interessante usar Dapagliflozina + Cloridrato de Metformina pra ajudar a emagrecer?
Ana Paula, vale entender o que cada uma dessas duas faz, porque a expectativa de resultado costuma ser bem maior do que a realidade, e uma delas tem uma interação ruim justamente com o tipo de treino que você descreveu. A dapagliflozina é um inibidor de SGLT2. Ela bloqueia a reabsorção de glicose no rim, então parte do açúcar do sangue é eliminada na urina. Isso significa perder algo em torno de 200 a 300 calorias por dia pela urina, o que na teoria daria uma boa perda de peso. Na prática, os estudos mostram perda média modesta, em geral entre 2 e 3 kg, porque o corpo compensa aumentando um pouco a fome. Boa parte do peso inicial que aparece na balança é água, já que a glicose eliminada arrasta líquido junto, e isso também explica a queda de pressão e a sensação de tontura que algumas pessoas têm no começo. Os efeitos indesejados dela são bem definidos. Infecção genital por fungo e infecção urinária ficam mais frequentes, pelo motivo óbvio de haver açúcar na urina. E existe um risco menos comum mas sério que se encaixa exatamente no seu cenário, a cetoacidose com glicemia normal. Ela é mais provável em quem combina inibidor de SGLT2 com carboidrato muito restrito, jejum prolongado, exercício intenso e desidratação. Spinning e mountain bike com dieta restritiva marcam três dessas caixas. Não é motivo para pânico, é motivo para não fazer isso por conta própria e para não cortar carboidrato agressivamente enquanto usa. A metformina age em outro lugar. Ela reduz a produção de glicose pelo fígado e melhora a sensibilidade à insulina. Em quem não tem diabetes nem resistência insulínica, o efeito sobre o peso é pequeno, algo em torno de um a dois quilos, e boa parte disso vem da redução de apetite e do desconforto gastrointestinal, que é o efeito adverso mais comum. Uso prolongado também reduz a absorção de vitamina B12, o que merece dosagem periódica. E tem um detalhe que interessa a quem treina. Existe evidência de que a metformina atenua parte dos ganhos de força e de massa muscular obtidos com treino, provavelmente porque o mecanismo dela envolve ativação de uma via celular que compete com a via de crescimento muscular. Ou seja, ela pode trabalhar contra o objetivo de preservar músculo enquanto você emagrece. Somando tudo, a combinação pode ajudar, mas o tamanho da ajuda é pequeno perto do peso que a dieta e o treino carregam, e existe custo. Para vinte quilos, o que decide é o déficit sustentado por meses, a proteína alta o suficiente para proteger massa magra, algo em torno de 1,8 a 2,2 gramas por quilo de peso alvo, e a musculação com carga progressiva. O cardio que você já faz entra como acelerador, não como base. Um ponto que é meio óbvio e ainda assim precisa ser dito. Esses dois são medicamentos com indicação clínica definida, principalmente para diabetes tipo 2, e ambos exigem avaliação de função renal antes e durante. Se a intenção é usar medicação como apoio ao emagrecimento, esse é um assunto para consulta com endocrinologista, inclusive porque hoje existem classes com eficácia muito maior para essa finalidade específica e com indicação formal para isso. Levar essa pergunta pronta na consulta rende mais do que decidir antes. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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POR FAVOR AJUDA COM TRT - LIBIDO ZERADA
O seu caso tem um nome específico e isso ajuda muito a entender por que a libido some mesmo com a testosterona subindo. Homem jovem com obesidade grave e testosterona baixa costuma ter hipogonadismo funcional, ou seja, o testículo e a hipófise estão íntegros, mas o excesso de tecido adiposo desregula o sistema. O tecido gorduroso é onde mais existe aromatase, a enzima que converte testosterona em estradiol. Quanto mais gordura, mais conversão. E o estradiol alto faz feedback negativo na hipófise, derrubando LH e FSH, o que derruba a produção própria. É um ciclo que se retroalimenta, e é a explicação de por que seu estradiol foi para 90 com apenas 100 mg por semana, dose que em outra pessoa raramente faria isso. Isso muda a leitura do anastrozol. Ele está tratando a consequência. Enquanto a massa de gordura for a mesma, a aromatização continua alta e você fica preso ajustando inibidor para sempre. O tratamento causal aqui é a perda de peso, e ela costuma elevar testosterona de forma expressiva por si só, sem hormônio nenhum. Essa é a parte que o Batata levantou e que é o ponto central do seu caso. Sobre a libido que sumiu de novo, existem duas causas possíveis e elas são opostas, o que torna o exame indispensável antes de mexer na dose. A primeira é estradiol alto demais. A segunda é estradiol baixo demais, e essa é subestimada. Estradiol é essencial para libido masculina, tanto que homens com deficiência de aromatase perdem desejo. Quando o valor cai muito, aparece exatamente o quadro que você descreve, ou seja, desejo zerado, dificuldade de ereção, articulação seca e humor ruim, mesmo com testosterona ótima. Um valor de 29 não é baixo por si só, mas o método importa. Estradiol dosado por imunoensaio comum tem imprecisão grande em homem, e o método recomendado é o ultrassensível. Tem também um terceiro fator, que é o intervalo da aplicação. Cipionato aplicado uma vez a cada sete dias produz pico alto nos primeiros dias e vale baixo no fim da semana, e a conversão para estradiol acompanha o pico. Muita gente resolve boa parte do problema apenas fracionando a mesma dose semanal em duas aplicações, o que suaviza a curva e reduz o pico de aromatização, muitas vezes permitindo diminuir ou dispensar o inibidor. Isso não é ajuste que você faz sozinho, mas é a pergunta certa a levar para o endocrinologista. Dois pontos adicionais que quase sempre ficam de fora e que pesam no seu peso e idade. O primeiro é apneia do sono, muito prevalente com 150 kg, e que sozinha derruba testosterona, libido e disposição. Vale investigar com polissonografia. O segundo é fertilidade. Testosterona exógena suprime LH e FSH, e seu FSH já está em 0,95, o que compromete a produção de espermatozoides. Se filhos estiverem no horizonte, isso precisa entrar na conversa antes e não depois, porque existem alternativas como clomifeno ou HCG que estimulam o eixo em vez de substituí-lo, e em hipogonadismo funcional de causa obesidade elas costumam ter espaço. Por último, sobre a dieta. Você mesmo diz não seguir dieta regrada, e é justamente essa peça que destrava todas as outras. Não precisa ser perfeita, precisa ser mensurável. Um déficit consistente com proteína alta e treino de força preservando massa magra resolve mais desse quadro do que qualquer ajuste fino de miligramas. Se ajudar a montar o ponto de partida, a ferramenta de dieta do site calcula calorias e macros a partir dos seus dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo de masteron feminino...
Tem um ponto nesse tópico que precisa ficar registrado com clareza, porque ele muda a leitura de tudo o que foi discutido. Masteron é drostanolona, um derivado direto da di-hidrotestosterona. Ou seja, ele não é apenas androgênico, ele já é a forma final que o corpo normalmente produziria para agir em pele, folículo capilar e tecido genital. Isso o coloca entre as piores escolhas para primeiro injetável feminino, não entre as melhores. Isso explica também por que a pergunta sobre protetor contra queda e acne não tem a resposta que se espera. Xampu de cetoconazol e minoxidil atuam localmente e ajudam um pouco na cosmética do couro cabeludo, mas não bloqueiam o estímulo androgênico que vem de dentro. E a droga que normalmente se usaria para isso, a finasterida, não funciona aqui por um motivo farmacológico simples. Finasterida inibe a enzima 5 alfa redutase, que converte testosterona em DHT. A drostanolona não precisa passar por essa enzima, ela já é derivada de DHT. Não existe o que inibir. Fora isso, finasterida é contraindicada em mulher em idade fértil por risco de malformação fetal. Na prática, não existe protetor. Existe dose baixa, tempo curto e parada imediata ao primeiro sinal. Sobre as doses citadas, 100 a 150 mg por semana para mulher é dose alta, e não uma faixa de menor risco. O relato da allyne_mns confirma isso na prática de forma bem honesta, com 0,5 ml três vezes por semana surgiram rouquidão persistente e crescimento de clitóris. E aqui está o ponto que precisa ser dito sem rodeio. Esses dois efeitos, alteração de voz e crescimento clitoriano, tendem a ser permanentes, porque envolvem mudança estrutural da laringe e do tecido genital, e não apenas um efeito passageiro enquanto a droga circula. Acne, oleosidade e queda capilar costumam regredir. Voz não regride. Muita gente descobre isso tarde demais porque a rouquidão começa discreta e é confundida com garganta irritada. Sobre a ideia de que masteron é seguro por ter liberação rápida, ela é meio verdadeira e meio perigosa. O propionato de drostanolona de fato sai rápido do sangue, o que permite interromper e ver o nível cair em poucos dias. Só que a virilização não acompanha essa velocidade. O sinal já instalado no tecido não some porque a droga saiu. A retirada rápida evita piorar, não desfaz. Se mesmo assim a decisão for seguir, o que reduz risco de verdade é o seguinte. Usar a menor dose possível fracionada, porque picos altos são o que mais viriliza. Limitar o tempo de exposição, ou seja, blocos curtos e não uso contínuo. Ter alguém de fora ouvindo sua voz periodicamente, já que a própria pessoa é a última a perceber a mudança, e gravar um áudio no primeiro dia serve como referência objetiva. E fazer exames antes e depois, com perfil lipídico e hemograma, porque derivados de DHT derrubam HDL de forma marcante. Um último ponto sobre expectativa. Masteron não é droga de construção de massa, ele é usado por dar aspecto mais denso e seco em quem já tem percentual de gordura baixo. Em quem ainda não está seca, o efeito visual é pequeno e o custo androgênico é o mesmo. Vale conferir se o objetivo não seria melhor atendido por ajuste de dieta e treino antes de qualquer injetável. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Durateston: muita dor e vermelhidão no local de aplicação
Dor forte com vermelhidão depois de durateston no deltoide é comum, mas existe um detalhe que precisa ser separado antes de tratar como normal, porque a conduta muda completamente. Primeiro, por que dói tanto. O durateston tem propionato de testosterona na mistura, que é o éster de cadeia mais curta e o mais irritante para o tecido. Junto vêm os excipientes, principalmente benzoato de benzila e álcool benzílico, que são solventes necessários para manter o hormônio em solução e que também irritam. O deltoide agrava isso por dois motivos, tem massa pequena para diluir 1 ml e é um músculo que você movimenta o dia inteiro, então o depósito fica sendo comprimido e espalhado a cada movimento. É por isso que a mesma dose no glúteo costuma doer bem menos. Segundo, e mais importante, como diferenciar inflamação estéril de infecção. Inflamação estéril aparece nas primeiras 24 a 48 horas, dói bastante, pode avermelhar e vai melhorando dia após dia. Infecção segue o caminho oposto e tem sinais próprios. Vermelhidão que aumenta de tamanho em vez de diminuir, calor local intenso, endurecimento que vira uma área amolecida no centro, febre, mal estar, ou uma linha avermelhada subindo pelo braço em direção à axila. Qualquer um desses itens é motivo para procurar atendimento no mesmo dia, porque abscesso não se resolve com anti-inflamatório e compressa, precisa de avaliação e às vezes de drenagem. No seu caso, cinco dias ainda com dor forte é o limite em que eu deixaria de esperar e passaria a examinar de perto todo dia. Sobre a compressa quente, ela está correta depois das primeiras 48 horas, porque aumenta o fluxo local e ajuda a dispersar o depósito. Nas primeiras 24 horas o gelo costuma aliviar mais. Sobre voltar a treinar, pode, e inclusive contrair o músculo ajuda a espalhar o volume e acelera a resolução. O bom senso é evitar carga máxima justamente naquele grupo enquanto a dor for aguda, para não confundir dor de aplicação com lesão. Sobre o anti-inflamatório de oito em oito horas por vários dias, vale um alerta que costuma passar batido. Anti-inflamatório não hormonal usado de forma contínua, somado a esteroide, sobe pressão arterial e sobrecarrega rim, ainda mais em quem treina pesado e nem sempre hidrata bem. Se a dor exigir uso por mais de dois ou três dias, isso por si só já é motivo para reavaliar o quadro em vez de simplesmente manter o remédio. Para as próximas aplicações, três coisas reduzem muito esse problema. Aplicar no glúteo ou no vasto lateral da coxa, que aceitam volume maior. Trocar a agulha depois de aspirar o líquido do frasco, porque a ponta perde o fio ao furar a borracha e uma agulha cega machuca mais. E aplicar devagar, algo em torno de dez segundos por mililitro, já que injeção rápida distende o tecido de uma vez e é uma das maiores causas de dor. Rodízio de locais fecha a conta. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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OXANDROLONA para mulheres engorda?
A pergunta do título tem uma resposta curta e uma resposta útil. A curta é que oxandrolona não engorda no sentido de acumular gordura. A útil explica por que tanta mulher relata exatamente a mesma coisa nas primeiras semanas, ou seja, sensação de inchaço e barriga estufada com a balança parada. O primeiro ponto é que esse inchaço não é retenção estrogênica. A oxandrolona não sofre aromatização, então ela não vira estradiol e não causa o mesmo tipo de retenção que testosterona ou dianabol causam. O que acontece é outra coisa. Andrógenos aumentam a reabsorção renal de sódio, e água acompanha sódio. Ao mesmo tempo, o músculo passa a estocar mais glicogênio, e cada grama de glicogênio carrega cerca de três gramas de água junto. O resultado é volume dentro do músculo e um pouco de água extracelular, com aumento real de peso nos primeiros dias sem nenhuma gordura nova. O segundo ponto é o que mais confunde. Várias relataram inchaço abdominal justamente enquanto cortavam carboidrato agressivamente ou comiam entre mil e mil e trezentas calorias por dia. Dieta muito restritiva costuma aumentar sensação de distensão, tanto pela mudança brusca de fibras e volume de alimento quanto pela retenção compensatória de água que acompanha o aumento de cortisol em restrição severa. Somando isso ao efeito do andrógeno sobre sódio, o espelho passa a mostrar algo diferente do que a pessoa esperava, e a conclusão errada é que o comprimido engordou. O terceiro ponto é o mais importante para quem chega aqui pela busca. A balança parada com dieta apertada e treino diário não significa que a oxandrolona falhou, porque ela não é emagrecedor. Ela atua sobre síntese proteica. Quem perde gordura e ganha algum tecido magro ao mesmo tempo fica com o peso estável e o corpo diferente. Por isso, nessa fase, medida de cintura, quadril e coxa, mais foto na mesma luz, mesma hora e mesma distância, valem muito mais que o número da balança. As fotos que ficaram difíceis de comparar no meio do tópico são um bom exemplo disso. Sobre as doses que apareceram por aqui, e esse é o ponto em que eu não seria condescendente. Subir para 15 mg no quarto dia, cogitar 15 mg de oito em oito horas ou usar 20 mg por dia é sair da faixa de menor risco para mulher, que fica abaixo de 10 mg por dia. E o limite não é dado pelo resultado, é dado pelo tipo de colateral. Acne, oleosidade e queda de cabelo tendem a regredir depois da parada. Engrossamento de voz e crescimento de clitóris tendem a ser permanentes. Cabelo enfraquecendo na primeira semana, como foi relatado, é sinal para reduzir e não para aumentar. E por ser 17 alfa alquilada, o que ela mais altera de fato não dá sintoma nenhum, que é o perfil lipídico, com queda importante de HDL. Exame antes e no fim, com lipídios, TGO, TGP, gama GT e hemograma, é o que transforma isso de aposta em acompanhamento. Se ajudar a acertar as calorias sem cair em mil calorias por dia, a ferramenta de dieta do site monta a base a partir do seu peso e objetivo: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
Hoje
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Posso tomar 2 dianabol de laboratórios diferentes?
Do ponto de vista farmacológico a resposta é simples. Metandrostenolona é metandrostenolona, então dois frascos com o mesmo princípio ativo não brigam entre si dentro do corpo, não existe interação de um laboratório com o outro. O problema não é químico, é de dose real. O que muda entre fabricantes sem controle é quanto de princípio ativo existe de fato em cada cápsula. Um pode entregar perto do rótulo e o outro entregar metade ou o dobro. Se você alternar os dois no mesmo dia, você deixa de saber qual dose está tomando, e perde a única referência que teria para interpretar o que sentir. Se der colateral, você não sabe se foi a dose ou o produto. Se não der efeito nenhum, você também não sabe. O jeito de contornar isso sem desperdiçar nada é usar um frasco até acabar e só então começar o outro, mantendo a dose diária estável dentro de cada bloco. Assim, se o segundo frasco for muito diferente do primeiro, isso aparece de forma clara, em ganho de peso, em retenção, em pressão, e você tem como reagir. Misturar os dois na mesma semana é o único cenário que eu evitaria. Sobre o desenho, vale um ponto que ninguém levantou. Você diz estar há oito meses usando 250 mg de testosterona por semana de forma contínua. Isso não é mais um ciclo, é uso crônico, e nesse ponto o que importa mais do que a marca do dianabol é o acompanhamento. Hematócrito e hemoglobina são o item número um, porque testosterona eleva a produção de glóbulos vermelhos de forma dose dependente e o sangue mais espesso aumenta risco trombótico. Junto vão perfil lipídico, pressão arterial aferida em casa, estradiol e enzimas hepáticas. O dianabol entra justamente piorando dois desses, porque é 17 alfa alquilado e derruba HDL de forma marcante, além de reter sódio e água e subir pressão. Sobre a quantidade que você tem em mãos, 100 cápsulas em quatro semanas a 30 mg por dia não fecha a conta a menos que sejam cápsulas de 10 mg, o que daria três por dia e 84 no total. Confira a concentração antes de começar, porque errar a leitura do rótulo é como a maioria dos acidentes de dose acontece. Um último ponto prático. Com 1,59 m e saindo de 53 kg para 62 kg em oito meses, o ganho já foi grande e o fator limitante daqui para frente tende a ser dieta, treino e sono, não mais droga. Três mil calorias é um número razoável, mas o que decide é a proteína bem distribuída e o registro de carga no treino semana a semana. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Testo despencou com Proviron. Como explicar isso?
Respondendo direto à pergunta do título, porque ela tem explicação fisiológica e não é erro de laboratório necessariamente. Proviron é mesterolona, um andrógeno derivado da di-hidrotestosterona. Ele age no receptor androgênico como qualquer andrógeno, e o cérebro não distingue de onde vem o sinal. Ao perceber andrógeno circulando, o hipotálamo e a hipófise reduzem GnRH e LH, e menos LH significa menos produção testicular. Ou seja, o próprio mecanismo pelo qual a mesterolona atua é o mecanismo que derruba a testosterona endógena. Isso é mais evidente em quem já tinha eixo funcionando no limite, exatamente o seu caso, com testosterona de 475 e LH baixo. Somado a isso vem o segundo mecanismo, que os colegas citaram corretamente. Mesterolona reduz a SHBG. Como a maior parte da testosterona total dosada está ligada à SHBG, menos SHBG significa menos testosterona carregada no sangue, então a total cai mesmo sem nada de errado acontecendo. O detalhe é que, nessa lógica, a testosterona livre deveria subir, e a sua caiu junto. Duas explicações competem aqui. Uma é que a supressão do eixo foi grande o suficiente para vencer o efeito da SHBG. A outra é o método do exame. Testosterona livre dosada por método direto por imunoensaio é notoriamente imprecisa, e o valor calculado a partir de total, SHBG e albumina é mais confiável. Se os dois exames não foram feitos pelo mesmo método e no mesmo laboratório, comparar os números não diz muita coisa. Isso se liga ao fato de tudo ter caído junto, inclusive colesterol e cortisol. Quando um painel inteiro se move na mesma direção, a primeira hipótese não é fisiologia, é condição de coleta. Cortisol e testosterona têm variação circadiana forte, com pico pela manhã e queda ao longo do dia. Uma coleta às sete da manhã e outra às onze produzem números diferentes na mesma pessoa saudável. Jejum, sono da véspera, doença recente e álcool também mexem. Por isso a recomendação padrão para diagnosticar hipogonadismo é coleta matinal em jejum e pelo menos duas dosagens em dias distintos antes de qualquer decisão. Sobre a expectativa de voltar aos 970 de sete anos atrás, vale separar duas coisas. Existe queda associada à idade, que é lenta e progressiva. E existe queda associada a fatores modificáveis, que costuma pesar mais do que a idade em si, ou seja, sono ruim, excesso de gordura corporal, sedentarismo, álcool, uso crônico de certos medicamentos e apneia do sono. No seu relato há sono muito perturbado e uso de melatonina em dose alta, e apneia não tratada é uma das causas mais subdiagnosticadas de testosterona baixa e de queda de libido em homem de quarenta e poucos anos. Vale investigar isso antes de aumentar a complexidade do protocolo. Um ponto adicional que aparece no fim do tópico e é o mais importante de todos. Falta de ereção que ocorre também na masturbação afasta a causa puramente psicológica e obriga a investigar a parte vascular. Disfunção erétil em homem dessa faixa etária é reconhecidamente um marcador precoce de doença arterial, porque as artérias penianas são de calibre menor e sofrem primeiro. Pressão, glicemia, hemoglobina glicada e perfil lipídico entram nessa investigação, e ela é feita por urologista ou cardiologista, não por quem ajusta hormônio. Reposição resolve o componente hormonal e não resolve o componente vascular. Por fim, sobre a ideia de que reposição não inibe o eixo. Inibe, e por definição. Testosterona exógena, seja gel, seja injetável, sinaliza para a hipófise que já existe andrógeno suficiente, então LH e FSH caem e a produção própria diminui. Isso não é argumento contra fazer reposição quando ela está indicada, é apenas informação para a decisão ser tomada com clareza, porque a saída depois de anos de uso costuma ser lenta. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1 ciclo de Oxa para baixar o BF e eliminar celulite
Sair de 80,3 kg para 68,3 kg em um ano com acompanhamento é um resultado que muita gente persegue por anos e não alcança, então vale começar reconhecendo isso. Sobre o objetivo declarado, porém, tem um detalhe anatômico que muda toda a expectativa, e é sobre a celulite. Celulite não é gordura comum acumulada, é uma questão de arquitetura do tecido subcutâneo. Na mulher os septos fibrosos que ligam a pele à camada profunda são predominantemente perpendiculares à pele, enquanto no homem eles são mais oblíquos e formam uma malha cruzada. Por isso os lóbulos de gordura feminina herniam para cima entre esses septos e criam o aspecto de ondulação, e por isso mulheres magras também têm celulite. Nenhum esteroide corrige a orientação dos septos. A oxandrolona pode reduzir gordura e melhorar o preenchimento muscular embaixo, o que suaviza o aspecto, mas eliminar não elimina. Quem promete o contrário está vendendo alguma coisa. O que de fato melhora esse aspecto, na ordem de impacto real, é a redução de gordura mantida ao longo do tempo, o ganho de massa muscular na coxa e no glúteo, que preenche e tensiona a pele por baixo, e o cuidado com a firmeza da pele, principalmente em quem perdeu doze quilos e já fez abdominoplastia. Nesse último ponto, perder peso rápido demais piora a flacidez, e isso conta mais no resultado visual do que o percentual de gordura em si. Sobre a oxandrolona, o ponto que Foston e RenatinhaSA levantaram é técnico e não moralista. Ela é um esteroide anabólico, ou seja, atua sobre síntese proteica, e não é uma droga de queima de gordura. Em mulher, o que ela costuma entregar em dose baixa é melhora de força, de recuperação e um pouco de preenchimento muscular. Isso muda o corpo, mas dificilmente é o fator limitante de quem tem um ano de treino, porque nesse período a resposta natural ao treino ainda está longe de esgotada. Usar cedo demais gasta uma carta que renderia muito mais depois, e mais importante, mascara o que precisa ser ajustado em dieta e treino. Se mesmo assim você seguir, e a decisão é sua, três coisas importam mais do que a dose. Primeira, exames antes e no fim, com perfil lipídico completo, TGO, TGP, gama GT e hemograma, porque a alteração mais previsível é queda de HDL sem nenhum sintoma. Segunda, faixa baixa, abaixo de 10 mg por dia, porque o que limita não é o peso na balança e sim o aparecimento de sinal androgênico. Terceira, e essa é a regra que eu não abriria mão, qualquer alteração de voz é motivo de parada imediata, porque acne e queda de cabelo regridem e engrossamento de voz e crescimento de clitóris tendem a ser permanentes. Sobre braços e coxas, que você citou como o que mais incomoda, não existe emagrecimento localizado, mas existe mudança de proporção. Treinar essas regiões com carga progressiva altera a forma mesmo sem mudar a balança. Dois treinos semanais de inferiores, um com ênfase em agachamento e leg press e outro em terra romeno, elevação pélvica e avanço, mais dois estímulos diretos de braço, resolvem mais do que qualquer ciclo nesse estágio. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo: Durateston + Oxandrolona + GH + T3
Deixando de lado a discussão sobre quem tem razão, tem quatro pontos técnicos nesse protocolo que merecem atenção de quem chegar aqui pesquisando montagem parecida. O primeiro é o T3 em quem tem hipotireoidismo. Sua situação é diferente da de quem usa T3 apenas para acelerar a perda de gordura. Você tem uma tireoide que já não entrega o suficiente e um tratamento de reposição que ficou meses interrompido. Acrescentar T3 exógeno nesse cenário suprime ainda mais o TSH e embaralha completamente a leitura dos exames, porque o T3 usado derruba o marcador que o médico usaria para ajustar a levotiroxina. Além disso, T3 em déficit calórico acentuado é o cenário em que ele mais consome massa magra junto com gordura. Se o objetivo é organizar a tireoide, primeiro se estabiliza a reposição e se documenta TSH, T4 livre e T3 antes de sobrepor qualquer coisa. O segundo é a sibutramina que você cogitou. Esse é o ponto mais sério da lista e não tem a ver com estética. Sibutramina é inibidora de recaptação de serotonina e noradrenalina. Se você usa ou voltará a usar antidepressivo, principalmente da classe dos inibidores de recaptação de serotonina, a combinação tem risco real de síndrome serotoninérgica, e ainda soma efeito sobre pressão e frequência cardíaca com o restante do protocolo. Isso precisa ser dito ao médico que prescreve o antidepressivo, e não apenas ao que monta o ciclo, porque com frequência um não sabe o que o outro passou. O terceiro é o anastrozol preventivo. Iniciar inibidor de aromatase junto com a testosterona, sem estradiol dosado, costuma sair pela culatra. Estradiol baixo demais em homem dá exatamente o que a pessoa queria evitar, ou seja, libido no chão, dor articular, retenção pior de humor e piora do perfil lipídico, além de prejuízo ósseo se mantido por tempo. O caminho de menor risco é dosar estradiol quando surgir sintoma e ajustar a partir do exame. O comentário do Kami Back sobre isso está correto. O quarto é a interação entre a dieta e o resto. Cetogênica com jejum intermitente somada a testosterona, oxandrolona, GH e T3 é um conjunto que puxa em direções diferentes. GH reduz sensibilidade à insulina e o T3 aumenta a demanda energética, enquanto o protocolo alimentar restringe justamente o combustível de treino. Não é impossível, mas exige proteína alta e bem distribuída, algo em torno de 2 a 2,2 gramas por quilo, e acompanhamento de glicemia e hemoglobina glicada por causa do GH. Sem isso, o risco é perder peso rápido com boa parte vindo de massa magra, que é o oposto do que 350 mg de testosterona por semana estão ali para fazer. Sobre o histórico de depressão, vale um cuidado prático que raramente entra na conversa. O momento de maior instabilidade de humor costuma não ser durante o uso, e sim na retirada, quando o exógeno cai e o eixo ainda não voltou. Quem tem quadro prévio tende a sentir mais essa janela. Combinar antes com quem trata o quadro psiquiátrico, e não decidir sozinho no meio da queda, faz diferença. Se puder atualizar o tópico com os exames de antes e os de meio de protocolo, principalmente TSH, T4 livre, estradiol, hematócrito, IGF-1 e perfil lipídico, o relato fica muito mais útil do que fotos, inclusive para você mesmo comparar depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo Durateston
Sete anos de treino com 63 kg em 1,70 m diz uma coisa importante, e não é sobre genética. Diz que a alavanca que ainda não foi puxada é a comida. Quem realmente treinou e comeu por sete anos não fica nesse peso. A observação do Kami Back é dura, mas está tecnicamente certa, e ela muda a decisão sobre o ciclo. O motivo é simples. Testosterona não cria tecido do nada, ela aumenta a taxa de síntese proteica e a eficiência com que o corpo aproveita o que chega. Se não chega superávit calórico e proteína suficiente, o hormônio trabalha com um estoque vazio. O resultado clássico de quem entra em ciclo comendo pouco é ganho de força, retenção de água e três ou quatro quilos que somem semanas depois da parada. Aí a pessoa conclui que precisa de mais dose, quando o que faltava era prato. Sobre o desenho que você propôs, 1 ml de durateston por seis semanas tem dois problemas. O primeiro é o tempo. Seis semanas é curto demais para o éster mais longo do durateston sequer estabilizar a concentração sanguínea, e você entrega o eixo inibido praticamente pelo mesmo custo de um ciclo que renderia mais. O segundo é a frequência. Durateston é uma mistura de quatro ésteres, um deles o propionato, de meia-vida curta, e aplicação semanal única deixa a curva serrilhada, com pico e queda dentro da própria semana. Fracionar em duas ou três aplicações semanais deixa o nível mais estável e costuma reduzir oscilação de humor e de libido. Vale dizer que essa é a razão pela qual muita gente prefere enantato ou cipionato sozinho no primeiro contato, porque a curva é mais previsível e mais barata de monitorar. Sobre TPC, a resposta é sim, e independe da dose ter sido baixa. Qualquer supressão do eixo precisa de um plano de saída, e o momento de iniciar depende do éster mais longo da mistura, o decanoato, que continua liberando por semanas depois da última aplicação. Começar TPC cedo demais é jogar medicamento contra hormônio exógeno ainda circulando. O que eu faria no seu lugar antes de qualquer coisa. Exames basais, com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, hemograma, perfil lipídico e enzimas hepáticas, porque sem o antes não existe como interpretar o depois. E três a quatro meses de dieta em superávit real, com registro de peso semanal. Se em quatro meses você não sair de 63 kg comendo de verdade, aí a conversa sobre ciclo passa a ter outro sentido, e você entra nela com muito mais massa para preservar. Para montar essa base de calorias e proteína, a ferramenta de dieta do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda sobre ciclo e treino
Claudia, tem um ponto no seu relato que vale colocar na mesa antes de falar de oxandrolona. Você diz ter medo do fígado, mas o ciclo que já fez com ostarina e principalmente RAD140 tem exatamente esse perfil de risco. O RAD140 é o SARM com mais relatos de elevação importante de transaminases e há casos publicados de lesão hepática colestática associados ao uso, inclusive em doses de suplemento vendido pronto. A ideia de que SARM é uma versão leve e sem toxicidade não se sustenta na prática clínica. Se você usou e não fez exames, esse é o primeiro item da lista, não o próximo ciclo. Sobre a oxandrolona em si, ela é 17 alfa alquilada, então de fato passa pelo fígado, mas a alteração mais consistente e mais subestimada dela não é a enzima hepática e sim o perfil lipídico. Queda acentuada de HDL com aumento de LDL é achado de regra, não de exceção, e não dá sintoma nenhum. Em dose baixa e por poucas semanas, com fígado saudável, o marcador que costuma sair do lugar primeiro é justamente esse. Por isso o exame pré e pós faz mais diferença que a escolha da marca. Sobre dose e tempo, não dá para fechar um protocolo sem idade, peso, altura, tempo de treino real e o que apareceu nos seus exames, e isso não é evasiva. O que muda a decisão é o seguinte. Em mulher, a faixa de menor risco fica abaixo de 10 mg por dia, e o limite prático não é a balança, é o aparecimento de sinal androgênico. Acne e queda de cabelo tendem a regredir depois da parada. Engrossamento de voz e crescimento de clitóris tendem a ser permanentes. Qualquer rouquidão que não passa é motivo de interromper na hora e não de terminar o ciclo. Sobre TPC, aqui existe uma confusão que atrapalha muita mulher. O protocolo clássico de TPC foi desenhado para recuperar o eixo testicular masculino. Em mulher, o que se acompanha é o ciclo menstrual e a própria função ovariana, e o esquema com tamoxifeno ou clomifeno usado por homens não se transporta para esse contexto. O que faz sentido é dar tempo de recuperação sem droga, observar a regularidade do ciclo e repetir exames. Sobre o treino, o que você descreve, perna e glúteo difíceis e perda rápida quando para, é o padrão de quem tem volume baixo para membros inferiores e não a sentença genética que parece. Glúteo responde a três coisas em conjunto, extensão de quadril com carga, amplitude com alongamento sob tensão e frequência. Na prática isso significa pelo menos dois treinos de inferiores por semana, um com foco em agachamento e leg press e outro com foco em levantamento terra romeno, elevação pélvica e avanço. Vinte dias parada não apagam nada de estrutura, o que some é glicogênio, água e um pouco de condicionamento, e isso volta em poucas semanas. Sobre a gordura localizada nas costas, não existe redução de gordura por região. O que resolve é déficit calórico consistente somado à massa muscular que você construir, porque é ela que muda a distribuição visual. Vale seguir a sugestão da RenatinhaSA e completar seus dados no padrão do fórum, porque com peso, altura e rotina dá para ser bem mais específico. Se quiser um ponto de partida de calorias e proteína enquanto isso, a ferramenta de dieta do site monta a base: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda na montagem de dieta e treino
Esse tópico tem um exemplo muito bom de uma dúvida que trava quase todo mundo depois do primeiro ano de treino, que é o peso parado e a indecisão entre crescer ou definir. Vale destrinchar, porque a resposta é mais simples do que parece. Peso estagnado com dieta fixa não é falha de metabolismo, é sinal de que o gasto e a ingestão se igualaram. Isso acontece naturalmente quando o peso muda, porque um corpo mais leve gasta menos e um corpo mais pesado gasta mais, e também porque o gasto espontâneo do dia se ajusta sozinho. Nesse caso, 40 minutos de cardio todos os dias entram na conta. A saída não é comer aleatoriamente mais carboidrato, é decidir o objetivo e ajustar as calorias em degraus pequenos, de 200 a 300 por vez, esperando de dez a quatorze dias antes de mudar de novo. Ajuste diário em cima de oscilação de balança é o erro mais comum. Sobre bulking ou cutting, o critério útil é o percentual de gordura atual e não a vontade. Homem em torno de 12 a 15 por cento tem tudo a ganhar entrando em superávit leve, porque a sensibilidade à insulina ainda está boa e a proporção do ganho tende a ir mais para músculo. Acima de 20 por cento vale cortar primeiro, porque cada quilo extra vem com mais gordura junto. No caso de quem está magro, com aparência de linha definida e reclamando de falta de tamanho, cortar de novo só piora a percepção. Cresce. Sobre o 5x5 que gerou confusão, a ideia é simples. Você escolhe os exercícios básicos, agachamento, terra, supino e desenvolvimento, e faz cinco séries de cinco repetições com uma carga que só permite exatamente essas cinco. O objetivo não é fadiga, é força na faixa em que a técnica ainda se sustenta. Alternar semanas com faixas de repetição diferentes serve para não estacionar sempre no mesmo estímulo. O que faz a periodização funcionar não é o nome do método, é registrar carga e repetição toda semana e ter que superar o número anterior. Sobre a dificuldade de calcular as calorias, o valor que o aplicativo mostra é uma estimativa, e o número real é o que a balança e o espelho mostram depois de duas semanas. Comece com uma estimativa, mantenha fixa, meça, e só então ajuste. Se quiser um ponto de partida já com a divisão de proteína, carboidrato e gordura pelo seu peso e objetivo, a ferramenta de dieta do site faz esse cálculo: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ Um último ponto sobre o peito, que aparece no meio do tópico como ponto fraco. Fazer supino reto, inclinado, declinado e ainda máquina no mesmo dia é muito volume de empurrar na mesma angulação de ombro, e costuma sobrecarregar cotovelo e ombro sem entregar mais estímulo. Duas variações de supino em ângulos diferentes mais um exercício de adução com bom alongamento, tipo crucifixo ou cross com foco em amplitude, rendem mais do que cinco variações do mesmo padrão.
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Qual seria o melhor ciclo de oxandrolona?
A pergunta "qual o melhor ciclo de oxandrolona" quase sempre parte de uma premissa que atrapalha, a de que existe um esquema fechado de semanas que funciona melhor que os outros. Em mulher, o que define o resultado e o risco não é o desenho da pirâmide, é a dose diária somada ao tempo total de exposição. Sobre a pirâmide, subir para 10 mg no meio e voltar para 5 mg no fim não traz vantagem. A oxandrolona tem meia-vida curta, em torno de 9 a 10 horas, então o que importa é a concentração média que você mantém no dia a dia. Duas semanas em dose maior no meio do ciclo dão pouco ganho adicional e aumentam a chance de sinais androgênicos justamente no período em que você teria menos margem para recuar. Dose estável do início ao fim é mais previsível e mais fácil de interpretar. Sobre o valor citado no tópico, 20 mg por dia não é um teto seguro para mulher, é uma dose alta. A faixa em que a maioria das mulheres consegue usar com risco menor de virilização fica abaixo de 10 mg por dia, e muita gente responde bem em 5 mg. O detalhe que quase ninguém comenta é que os sinais mais preocupantes são os irreversíveis, ou seja, engrossamento de voz e crescimento de clitóris. Acne e queda de cabelo tendem a regredir, voz não. Qualquer alteração de voz, mesmo leve rouquidão que não passa, é motivo de parada imediata e não de esperar para ver. Sobre a diferença que você notou em uma semana, ela é real, mas não é hipertrofia ainda. Nesse prazo o que muda é retenção intramuscular de água e glicogênio, mais um ganho de força inicial de origem neural. Isso melhora o aspecto e a performance, e é exatamente por isso que a impressão de resultado rápido leva muita gente a subir a dose cedo demais. Massa contrátil leva semanas e depende de treino e superávit proteico, não da cápsula. Sobre a marca, não tenho como validar a Venom nem nenhuma outra, e nesse mercado a dosagem real varia muito entre lotes. Um ponto prático é que a resposta clínica é o único teste que você tem em casa. Se em dose baixa você sente muito mais efeito do que o esperado, a hipótese não é que você é sensível, é que o comprimido pode estar acima do rótulo. Duas coisas que valem mais que ajustar semanas. A primeira é exame antes e durante, com perfil lipídico, TGO, TGP, gama GT e hemograma, porque a oxandrolona é 17 alfa alquilada e o impacto mais consistente dela é derrubar o HDL, o que não dá sintoma nenhum. A segunda é fechar dieta e treino, porque com 5 mg por dia o hormônio é o menor dos fatores no resultado final. Se ajudar a organizar isso, a ferramenta de dieta do site monta a base de calorias e proteína a partir dos seus dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Vale a pena malhar em casa?
O @Faines fez uma pergunta concreta, sobre um kit específico, e recebeu principalmente a resposta de procurar academia. Vale responder o que ele perguntou. O kit descrito, com barra de 1,20 metro, duas barras curtas e cerca de 40 quilos em anilhas, dá para treinar bem, mas com duas limitações claras. A primeira é o teto de carga: 40 quilos ficam pequenos rápido para agachamento, levantamento terra e remada. A segunda é a falta de suporte e de banco, que o @Reinaldo.Gomes já apontou, e ela é mais séria do que parece, porque sem suporte você fica limitado ao peso que consegue colocar nas costas sozinho, e sem banco não dá para fazer supino com segurança. Se fosse para montar isso gastando bem, a ordem de prioridade seria outra. Primeiro um banco regulável, porque ele destrava supino reto e inclinado, desenvolvimento sentado, remada apoiada e apoio para o búlgaro. Depois uma barra fixa de porta ou de parede, que resolve o treino de costas inteiro com peso corporal e depois com peso adicional na cintura. Depois anilhas extras conforme a carga sobe. O par de barras curtas é o item mais útil do kit, porque halteres cobrem quase todos os padrões de movimento com pouco espaço. Sobre a rotina, considerando o jiu jitsu à noite, a sugestão de fullbody duas ou três vezes por semana é a mais adequada. Quem treina uma modalidade de combate já acumula muito desgaste, principalmente em antebraço, ombro e coluna, e dividir a musculação em cinco dias de grupo isolado costuma virar sobreposição de fadiga. Um fullbody com um movimento de empurrar, um de puxar, um de perna e um de core, em séries de três a quatro por exercício, é suficiente e sobra recuperação. E, especificamente para quem faz jiu jitsu, dois pontos valem atenção. Pegada e antebraço já são muito solicitados no tatame, então acrescentar hand grip todo dia costuma ser excesso e é caminho para epicondilite. E fortalecer pescoço, região posterior de ombro e cadeia posterior tem retorno grande, tanto em desempenho quanto em proteção de lesão, porque são as áreas que mais sofrem nas quedas e nos estrangulamentos. O ponto que o pessoal do tópico levantou sobre acompanhamento tem valor real, mas não pela academia em si, e sim pela correção de execução no começo. Isso se resolve com algumas sessões avulsas com um profissional para aprender os padrões, gravando os próprios movimentos depois para conferir. Sobre a pergunta de fundo, a resposta é sim: dá para ter resultado consistente treinando em casa, desde que exista progressão registrada. Sem anotar carga e repetições, o treino caseiro estaciona, e aí a conclusão errada que se tira é a de que não funciona sem academia.
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Relato - YOK3D: inferior ao Jack3d?
Relato bem feito do @brad, com nota por item e comparação com os outros produtos, que é justamente o que falta na maioria. E o que ele descreveu tem explicação bioquímica bonita, então vale fechar o tópico com ela, inclusive porque isso responde a pergunta do título. Os dois produtos comparados não pertencem à mesma categoria. O Jack3d da época era um estimulante puro, com cafeína e DMAA, e o efeito percebido era de sistema nervoso central: foco, agressividade, disposição. O YOK3D era um produto de óxido nítrico, à base de arginina, e a proposta dele era vasodilatação. Por isso a comparação direta entre os dois não faz sentido, e por isso o relato descreve muito pump e pouca sensação de força. Cada um mexe numa coisa diferente. Vale lembrar que o DMAA acabou proibido anos depois, por casos graves de hipertensão e eventos cardiovasculares. Agora a parte que explica a experiência intermediária relatada com o produto de óxido nítrico. A arginina por via oral tem biodisponibilidade ruim. Boa parte dela é degradada no intestino e no fígado por uma enzima chamada arginase antes de chegar à circulação, então a dose que efetivamente aumenta arginina plasmática é muito maior do que a que costuma vir nesse tipo de cápsula. Por isso o efeito costuma ser modesto e inconsistente entre dias, exatamente como aparece no relato, ótimo em um treino e neutro no outro. O composto que resolve esse problema é a citrulina, geralmente na forma de citrulina malato. Ela escapa da degradação inicial e é convertida em arginina no rim, o que eleva a arginina plasmática de forma mais eficiente do que tomar arginina diretamente. É contraintuitivo mas é assim que funciona. A faixa que aparece nos estudos com resultado sobre volume de trabalho fica em torno de seis a oito gramas, tomada cerca de uma hora antes do treino. O nitrato do suco de beterraba age por outra via, sem depender dessa enzima, e também tem base razoável. Sobre o inchaço que ele relatou e o incômodo abdominal, isso é comum nessas fórmulas e tem duas causas prováveis. Uma é a própria vasodilatação com retenção de água intramuscular, que é a sensação desejada. A outra é desconforto gastrointestinal, que a arginina em dose alta causa com frequência. E fica o critério para quem for comprar pré-treino hoje, que é o que realmente interessa a quem cai neste tópico pela busca. Três ingredientes têm evidência consistente. Cafeína, na faixa de três a seis miligramas por quilo, responde por quase toda a sensação de disposição. Citrulina malato entra pelo pump e pelo volume de trabalho. E beta-alanina ajuda em séries longas, com aquele formigamento no rosto que assusta quem não sabe o que é e é inofensivo. Creatina também entra, mas ela funciona por saturação diária e não pelo momento da tomada. O resto da lista de ingredientes desses potes costuma estar em dose simbólica, colocada para preencher rótulo. Respondendo o título de forma direta: o YOK3D não era inferior ao Jack3d, era outra coisa. O que dava a sensação forte no Jack3d era o estimulante que foi tirado do mercado justamente por risco.
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Hipercalórico Massa Nitro NO2 Probiótica é bom? Deixe seu relato!
Vale responder o que o @Alymec perguntou lá em 2013 e ficou sem resposta clara, porque a dúvida dele é a mais comum de todas: hipercalórico serve para o meu caso? A resposta objetiva é que hipercalórico não é uma categoria de suplemento com efeito próprio, é comida em pó cara. A maioria é maltodextrina com uma fração de proteína, e a maltodextrina custa uma fração do preço quando comprada sozinha. Se o problema é não conseguir comer o suficiente, ele resolve o problema logístico, e é para isso que serve. Se a pessoa consegue comer, não há vantagem nenhuma em beber calorias em vez de mastigá-las, e há uma desvantagem: líquido calórico sacia pouco, então é muito fácil ultrapassar o excedente pretendido e ganhar gordura sem perceber. Sobre o histórico descrito, doze quilos ganhos com sete de gordura, o problema não foi a falta de hipercalórico. Foi o tamanho do excedente. O ganho de massa magra tem um teto biológico, algo em torno de meio a um quilo por mês para quem já não é iniciante, e comer muito acima disso não acelera o músculo, só acelera a gordura. O excedente que funciona é modesto, na faixa de dez a vinte por cento acima da manutenção, o que costuma dar entre trezentas e quinhentas calorias por dia. Com esse ritmo, o ganho fica em torno de dois a três quilos por mês para iniciante e menos para quem tem mais tempo de treino, com proporção bem melhor entre músculo e gordura. O outro erro do relato foi sair da academia e perder tudo. Isso pesa mais que qualquer suplemento. Ganho de massa é resultado de anos de consistência, e cada interrupção longa recomeça o processo. O @Body Muscle apontou a saída certa, que é olhar a proporção entre carboidrato e proteína, e vale acrescentar como fazer essa conta em qualquer rótulo: pegue a proteína por dose e divida pelas calorias por dose. Um produto com quarenta gramas de proteína em mil calorias entrega dezesseis por cento das calorias como proteína, o que é pouco. Compare isso com fazer em casa um shake de leite, aveia, banana, pasta de amendoim e whey, que dá calorias semelhantes com muito mais proteína, mais micronutriente e por menos dinheiro. E, respondendo o que o @bomba ba queria saber originalmente: não existe hipercalórico que faça ganhar peso por si. O que faz ganhar peso é o excedente calórico do dia inteiro. Se o pote entra somado à alimentação, a pessoa ganha peso. Se ele entra substituindo refeições, muitas vezes não muda nada, e é por isso que tanta gente relata ter tomado o pote inteiro sem resultado. Quem é muito magro e não consegue comer costuma ter mais retorno com três medidas simples do que com o suplemento: aumentar a densidade calórica das refeições que já existem, usando azeite, pasta de amendoim, ovos inteiros e leite integral, incluir uma refeição líquida caseira no meio da tarde, e não substituir comida por shake. Se depois disso ainda faltar caloria, aí o hipercalórico faz sentido como conveniência.
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Dicas para treino em casa para mulher
A @Paulistinha perguntou como treinar em casa e recebeu principalmente o recado de que sem academia é difícil. Isso é meia verdade e vale ser corrigido, porque desanima gente que poderia estar treinando. Para ganho de massa a longo prazo, sim, a academia leva vantagem, porque carga progressiva sem equipamento tem teto. Mas para o objetivo descrito ali, que é composição corporal e perder a saliência abdominal com 59 quilos e 1,73 de altura, treino em casa resolve muito bem. O que limita não é o lugar, é a progressão e a intensidade. Sobre a queixa principal, um ponto que economiza tempo e frustração: barriga saliente em quem é magra raramente é gordura. Nesse perfil, as causas mais comuns são distensão abdominal por alimentação, ou seja, inchaço por gases e retenção intestinal, e postura com anteversão de bacia, que joga o abdome para frente mesmo com pouca gordura. Existe também o caso de diástase abdominal em quem já teve filho. Nenhuma dessas três melhora com abdominal, e é por isso que tanta gente faz centenas de repetições sem mudar nada. Vale prestar atenção se a barriga varia muito ao longo do dia, ficando lisa de manhã e saliente à noite, porque isso aponta para distensão e não para gordura. O treino que funciona em casa, com caneleira e halteres leves, se resolve com progressão em vez de peso. Sem equipamento, você aumenta a dificuldade mudando a alavanca, a amplitude e a velocidade, não a carga. Alguns exemplos práticos: agachamento livre evolui para agachamento búlgaro com o pé de trás numa cadeira, depois com pausa de dois segundos embaixo. Afundo evolui para afundo com passada mais longa e depois com halteres. Elevação de quadril no chão evolui para uma perna só, e depois com pausa e apoio das costas no sofá, que aumenta bastante a amplitude. Flexão de braço começa apoiada na parede, depois no sofá, depois no chão com joelhos e por fim completa. Remada com halteres apoiada numa cadeira cobre as costas, que quase sempre ficam esquecidas no treino caseiro e são exatamente o que melhora postura. Para o abdome, trocar as centenas de repetições por trabalho de estabilização muda mais o visual: prancha frontal e lateral segurando o máximo de tempo com boa forma, e vácuo abdominal, que atua no transverso do abdome, o músculo que funciona como cinta natural e retrai a parede. É o que efetivamente reduz a projeção da barriga em quem já é magra. Três séries de cada exercício, levando perto da falha, três a quatro vezes por semana, com um registro simples de quantas repetições você fez em cada série, para garantir que está progredindo. Sem esse registro, o treino em casa vira sempre o mesmo esforço, e aí realmente estaciona. Sobre a caminhada, ela ajuda no gasto calórico e é ótima para manter, mas o resultado estético que você quer vem principalmente do treino de força mais o ajuste alimentar. E sobre o termogênico e o linolênico que foram comprados, o efeito deles nesse contexto é pequeno perto do que a organização das refeições faz. Se o dinheiro está curto a ponto de a academia não caber, esse é um bom lugar para economizar. O @AracnotroN tem razão num ponto prático: o problema do treino em casa é a distração e a falta de compromisso com horário. Marcar hora fixa e deixar o material já separado no lugar resolve boa parte disso.
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Growth Suplements é confiável?
A segunda pergunta do @Bernardoaugustolima, sobre em que horário usar cada coisa, nunca foi respondida, e ela é mais importante que a primeira. Vou pelas duas. Sobre confiar numa marca, o critério que o @ninga deu continua sendo o melhor que existe e não envelheceu: laudo por lote, com responsável técnico identificado. Reputação, preço e opinião de quem usa não dizem nada sobre o que está dentro do pote. Marca que publica laudo de lote está se expondo a ser conferida, e isso vale mais que qualquer selo. Fora isso, olhe a lista de ingredientes: se aminoácidos isolados como glicina e taurina aparecem logo no começo, o teor de proteína declarado provavelmente está inflado por eles. Agora a lista de suplementos, item por item, sendo honesto sobre o que vale e o que não vale. Whey com dextrose no pós-treino: o whey está certo, a dextrose é dispensável. A ideia de janela anabólica estreita, com necessidade de carboidrato de absorção rápida logo depois do treino, não se sustentou. O que importa é o total de proteína e de carboidrato do dia. Se você já come uma refeição completa perto do treino, a dextrose só adiciona calorias sem função. BCAA de manhã: é o item mais dispensável da lista. BCAA só ajuda quem tem ingestão proteica insuficiente. Se você toma whey e come proteína nas refeições, você já está ingerindo esses mesmos aminoácidos em quantidade muito maior, e ainda com o perfil completo. Trinta gramas de whey entregam mais leucina que uma dose padrão de BCAA, e custa menos. Glutamina: mesma situação. Ela tem uso clínico em pacientes graves, queimados e em situação de catabolismo severo, mas em pessoa saudável que treina não mostrou efeito consistente sobre massa, força ou recuperação. Se o orçamento é limitado, é o primeiro a cortar. ZMA antes de dormir: zinco e magnésio importam de verdade, mas o efeito aparece em quem está deficiente. Magnésio ajuda a qualidade do sono e reduz cãibra em quem tem ingestão baixa, e treino pesado com sudorese aumenta a perda. Como suplemento barato e de baixo risco, tudo bem manter. Só não espere efeito hormonal, essa parte da propaganda não se confirmou. Proteína do leite antes de dormir: essa faz sentido. Caseína digere devagar e sustenta a oferta de aminoácidos durante a noite. Só que iogurte natural, queijo cottage ou leite comum fazem o mesmo trabalho e costumam sair mais barato. Multivitamínico e ômega 3: os dois com refeição que contenha gordura, porque as vitaminas lipossolúveis e o próprio ômega 3 dependem disso para absorver. O ômega 3 tem a melhor base de evidência do grupo todo, com efeito sobre perfil lipídico e inflamação, e o que importa é a soma de EPA e DHA no rótulo, não a quantidade de óleo por cápsula. Muitas cápsulas de mil miligramas entregam apenas trezentos de EPA e DHA somados. Resumindo em ordem de prioridade para o dinheiro investido: comida em primeiro lugar, depois whey por conveniência, creatina monoidratada, ômega 3, e o resto é opcional. BCAA e glutamina podem sair da lista sem prejuízo nenhum, e o valor economizado neles compra bastante comida de verdade.
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WHEY Gold Standard da Optimum é a melhor proteína do mercado?
Sobre a dúvida original do @ss.sarado e a observação levantada no último post do tópico, vale dar um critério objetivo, porque essa discussão vive voltando e quase sempre gira em torno de marca em vez de composição. Primeiro, a resposta curta: não existe whey superior de forma relevante. Whey é um subproduto do leite, e a diferença real entre marcas está em três coisas mensuráveis, não em fórmula secreta. Quanto de proteína por dose realmente entrega, se essa proteína é de fato de soro ou está diluída com fontes mais baratas, e o preço por grama de proteína. A parte que mais importa para quem compra no Brasil é a segunda. A prática que já apareceu em vários laudos por aqui é o chamado enriquecimento com aminoácidos, quando o fabricante adiciona glicina, taurina ou creatina ao pó. Esses compostos contêm nitrogênio, e o método padrão de análise mede nitrogênio total para estimar proteína. Resultado: o rótulo declara vinte e quatro gramas de proteína, a análise confirma o nitrogênio, mas parte daquilo não é proteína completa e não serve para construir tecido. É por isso que o histórico de laudos citado no tópico é o dado mais útil da discussão, mais do que qualquer opinião sobre sabor ou marca. Como se protege disso na prática, sem precisar de laboratório: Olhe a lista de ingredientes e desconfie quando glicina, taurina ou aminoácidos isolados aparecem entre os primeiros itens. Em whey honesto, o concentrado ou isolado é o primeiro ingrediente e os aminoácidos adicionados, se existirem, aparecem no fim. Compare a proteína por dose com o tamanho da dose. Um pote que entrega vinte e quatro gramas de proteína numa dose de trinta gramas está declarando oitenta por cento de pureza, o que é compatível com concentrado bom. Quando a dose é de quarenta gramas para entregar as mesmas vinte e quatro, o produto tem muito enchimento, normalmente maltodextrina. Divida o preço do pote pela quantidade total de proteína, não pelo peso. É a única comparação que faz sentido entre marcas diferentes. Sobre a suspeita de que a versão brasileira teria insumo diferente da americana, não dá para afirmar sem laudo comparativo dos dois lotes, e eu não faria essa afirmação sem isso. O que se pode dizer com segurança é que fabricação local e importada seguem regras e fornecedores diferentes, e que o rótulo é o único documento que vincula o fabricante. Por isso o caminho de quem quer certeza é comprar de marca que publica laudo de lote, e não de marca que só tem reputação. Sobre concentrado, isolado e hidrolisado, já que a comparação sempre entra: para ganho de massa, a diferença prática é pequena. O isolado tem menos lactose e menos gordura, o que interessa a quem tem intolerância, e o hidrolisado é absorvido mais rápido, o que quase não importa fora de contexto muito específico. Se você não tem intolerância à lactose, o concentrado resolve e é o de melhor custo por grama. E o ponto que costuma ficar de fora dessa conversa: whey é conveniência, não necessidade. Ovo, leite, carne, frango e peixe fazem o mesmo trabalho e normalmente saem mais barato por grama de proteína. O suplemento entra quando a pessoa não consegue atingir a meta diária com comida, não porque ele seja superior a ela.
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Termogênicos: quais são os melhores?
Esse tópico é de 2012 e o tempo respondeu a pergunta do @felipemath de um jeito que ninguém ali poderia prever, então vale registrar o desfecho, porque a pergunta continua sendo feita todo dia. Dos três produtos citados, dois acabaram recolhidos do mercado por dano hepático. O Hydroxycut foi retirado nos Estados Unidos em 2009, depois de casos de lesão hepática grave, incluindo uma morte e um caso que precisou de transplante. Ele já tinha passado por uma reformulação anterior, quando a efedrina foi banida por problemas cardiovasculares. O OxyElite Pro teve destino pior e mais tardio. Ele originalmente continha DMAA, um estimulante potente que foi proibido por casos de hipertensão grave, hemorragia cerebral e morte. A fabricante trocou o DMAA por outro ingrediente, a aegelina, e em 2013 apareceu um surto de hepatite aguda no Havaí que se espalhou pelos Estados Unidos, com dezenas de casos confirmados, gente precisando de transplante de fígado e óbito. O produto foi recolhido nacionalmente. Ou seja, na época em que este tópico foi escrito, ele era um dos mais recomendados no meio. Isso não é para assustar, é para explicar o padrão: esses produtos vendem porque contêm um estimulante forte, e quando o estimulante forte é proibido, a fórmula é trocada por outra coisa pouco estudada, mantendo a promessa. O ciclo se repete a cada poucos anos, com nomes novos. Sobre o que realmente funciona, com números honestos. Termogênico bem formulado aumenta o gasto energético em torno de três a cinco por cento por algumas horas e reduz um pouco o apetite. Isso, num dia inteiro, dá algo entre cinquenta e cem calorias, ou seja, menos do que um erro de estimativa numa refeição. Nenhum deles faz perder peso rápido, e a sensação de estar funcionando vem do estímulo adrenérgico, não da queima de gordura. Quem emagrece usando termogênico emagreceu pelo déficit calórico, e o produto ajudou na margem, principalmente segurando a fome e melhorando a disposição para treinar. O ingrediente com melhor relação entre efeito e segurança continua sendo a cafeína, na faixa de três a seis miligramas por quilo de peso, tomada antes do treino, e ela é barata e previsível. A combinação de efedrina com cafeína que o @masterm citou é de fato a mais eficaz já estudada, e é exatamente por isso que a efedrina saiu do mercado: o efeito vem junto com risco cardiovascular relevante. E vale saber que a ioimbina, presente em vários produtos importados, é medicamento e não suplemento, com efeito importante sobre pressão e ansiedade. Respondendo o que ficou sem resposta no tópico. Sobre labirintite, não existe contraindicação formal, mas na prática é uma combinação ruim. Estimulantes aumentam frequência cardíaca e ansiedade, e crise de labirintite costuma vir acompanhada de sintomas que se confundem com esses, o que dificulta identificar o que é o quê. Além disso, quadros vestibulares pioram bastante com privação de sono, e é exatamente isso que esses produtos causam. Se a pessoa tem crises recorrentes, o custo benefício é péssimo para um ganho de cinquenta calorias por dia. Sobre perder massa magra, o termogênico em si não causa isso. Quem causa é o déficit calórico agressivo com proteína baixa e sem treino de força. A armadilha é justamente essa: o produto tira a fome, a pessoa come menos ainda do que planejou, e perde músculo junto com gordura. Sobre identificar falsificação, não existe truque infalível. O caminho é comprar de loja com nota fiscal e verificar o registro do lote no site do fabricante quando ele oferece essa consulta. Produto importado por caminho informal é onde a falsificação se concentra. E vale um ponto sobre a discussão de regulação que apareceu no tópico. Não é questão de a Anvisa ser eficiente ou não, é que a categoria de suplemento não exige comprovação de eficácia antes de vender, só depois de dar problema. Foi exatamente assim nos dois casos citados aqui: os produtos saíram do mercado depois que as pessoas adoeceram, não antes. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Creatina ethyl ester (CEE) já não é mais viável?
Fechando a dúvida do @frankslader, que na época dependia de artigo de blog: hoje a resposta sobre a creatina etil éster está resolvida, e ela não é apenas inviável, ela é pior que a monoidratada. A promessa da CEE era de melhor absorção por ser mais lipofílica. O que se descobriu é o oposto. Quando a etil éster entra em contato com meio ácido, ela se degrada rapidamente em creatinina, que é o produto de excreção e não tem efeito ergogênico nenhum. Ou seja, boa parte do que se ingere vira resíduo antes de chegar ao músculo. Quando compararam CEE, monoidratada e placebo medindo creatina muscular por biópsia, a monoidratada elevou os estoques e a etil éster não conseguiu elevar da mesma forma, ao mesmo tempo em que subiu a creatinina no sangue muito mais. Subir creatinina, aliás, é um detalhe prático relevante: quem usa CEE e faz exame de função renal costuma aparecer com creatinina alterada e leva um susto desnecessário. Isso vale para toda a família de creatinas alternativas que apareceram depois, kre alkalyn, creatina malato, nitrato, cloridrato. Nenhuma delas demonstrou vantagem consistente sobre a monoidratada. E a monoidratada, ao contrário, é um dos suplementos mais estudados que existem, com efeito real sobre força e volume de trabalho. O @Samuel Hardcore acertou na essência: creatina é creatina. Sobre o Creapure, ele é a matéria-prima de uma fábrica específica que garante baixa contaminação por subprodutos de síntese, como diciandiamida e diidrotriazina. Isso não faz o produto funcionar melhor, faz ele ser mais previsível em pureza. Vale para quem compra de marca desconhecida, não como promessa de resultado maior. Sobre a dúvida do @Heraldo Costa a respeito de problema estomacal, existe sim, mas é bem específico e não acontece com todo mundo. Dose alta de uma vez, especialmente com pó mal dissolvido, pode dar desconforto abdominal e diarreia osmótica, porque a creatina não dissolvida puxa água para o intestino. Some duas coisas e resolve: dissolver bem em bastante água, de preferência morna, e não tomar mais de cinco gramas de uma vez. Sobre manipular, o ponto que o @Body Muscle levantou continua valendo em preço, mas com uma ressalva. O que se compra na farmácia de manipulação é a mesma molécula, e sai bem mais barato. O que muda é a rastreabilidade da matéria-prima, então vale perguntar a origem e preferir quem informe a procedência. Vale acrescentar que hoje a creatina é legalizada e vendida normalmente no Brasil, então a comparação com o cenário de 2012 mudou bastante e o preço por grama caiu muito. Uma última coisa, já que a discussão foi sobre qual comprar. Protocolo de saturação com vinte gramas por dia não é obrigatório. Cinco gramas por dia, todos os dias, satura os estoques em três a quatro semanas e chega no mesmo lugar, com menos desconforto. Tomar antes ou depois do treino não faz diferença mensurável, o que importa é a constância diária, inclusive nos dias sem treino.
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Erro na auto-aplicaçao de winstrol e muita dor :(
Caramba pessoal ! Alguém respondeu esse tópico hoje e recebi mensagem no meu e-mail !! Voltei aqui 23 anos depois , vou explicar o que aconteceu comigo na época: Fui ao pronto socorro 1 semana depois da aplicação na perna esquerda , fui ao Hospital Santa Isabel em São Paulo capital. Fui imediatamente internado pelo médico que me atendeu para drenar o abcesso , uma pequena incisão foi feita à minha coxa bem encima do quadríceps e fiquei com um dreno dentro da coxa por 3 dias até sair todo o pus ! Fiquei 4 dias internado, pessoas da equipe médica , muito atenciosos por sinal, vinham no meu quarto dizendo que foi por pouco a infecção não ter se espalhado e possivelmente eu poderia ter a perna amputada !!! Era uma infecção grave ! Para minha sorte na época eu tinha um excelente plano de saúde e não tive nenhum gasto além do pagamento do plano ! Tenho até hoje uma cicatriz na incisão e perdi algumas fibras do quadríceps que nunca mais se regeneraram. Nada que atrapalhasse minha vida mas minha perna esquerda nunca mais ficou tão forte quanto antes !!! Eu também nunca mais tive coragem de aplicar nada em mim mesmo ! Sinceramente, não me arrependo de ter tido experiências com anabolizantes, mas me arrependo de ter feito essa aplicação específica que gerou esse transtorno !! Hoje estou com 46 anos e penso como eu era destemido… quanto temos 20 e pouco anos a gente se acha imortal … hoje em dia se perguntam que cicatriz é essa na minha coxa eu digo; foi um acidente de bicicleta ! Tenho vergonha de contar a verdade 💪🏽 Agradeço tardiamente a todos que se preocuparam em tentar ajudar e recomendaram buscar um médico. Não voltei antes porque eu esqueci totalmente desse post depois de tudo que passei, e as repostas posteriores estavam caindo em spam !! Hoje incríveis 23 anos depois recebi um retorno deste fórum na caixa de entrada do meu email !! Espero que todos fiquem bem ! Juízo galera ! Saudações 🫡 Hemper
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HEMPER começou a seguir Erro na auto-aplicaçao de winstrol e muita dor :(
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Para o bíceps, a rosca direta e a meia rosca trazem os mesmos benefícios?
Respondendo direto o que o @nando_paulista perguntou: não trazem os mesmos benefícios, e faz sentido sim usar os dois, mas não pelo motivo que apareceu no tópico. A diferença entre a rosca completa e a rosca parcial a partir de noventa graus está na curva de resistência. Numa rosca em pé, o braço de alavanca é maior quando o cotovelo está próximo de noventa graus, e é ali que o exercício fica mais difícil. Lá embaixo, com o braço estendido, e lá em cima, no final da flexão, a resistência cai bastante. Ou seja, quem faz só a metade de cima está treinando justamente a parte onde a carga já está diminuindo, e quem faz só a metade de baixo pega o trecho mais pesado. Por isso a metade de baixo é mais produtiva que a de cima, e é isso que explica os 21 citados pelo @Feernaandoo funcionarem como método de intensificação: eles somam tempo sob tensão nas duas metades e depois no movimento completo. Só que o padrão do treino deve ser a amplitude completa, como o site apontou no fim. O motivo é que a maior parte do estímulo de crescimento vem do trabalho na posição alongada, e é justamente ela que a repetição parcial de cima elimina. Parciais têm lugar, mas como recurso ao final da série, quando a amplitude completa já falhou, e de preferência parciais na parte baixa do movimento, não na parte alta. Agora, a parte que dominou a discussão e que precisa ser corrigida, porque esse mito atravessou o tópico inteiro: não existe exercício que trabalhe a parte de baixo, a parte de cima ou o pico do bíceps. O músculo tem duas cabeças que se unem num tendão só, e a contração acontece no ventre inteiro. O que chamam de pico é o formato do ventre muscular, definido pelo comprimento do tendão de inserção, e isso é genética pura. Larry Scott não tinha aquele braço por causa do banco Scott, era o contrário, o banco levou o nome dele porque ele usava muito. O que muda de verdade entre as variações não é qual pedaço do bíceps trabalha, é a posição do ombro, porque a cabeça longa do bíceps cruza a articulação do ombro. Com o braço para trás do corpo, como na rosca inclinada no banco, a cabeça longa fica alongada e recebe mais estímulo. Com o braço à frente e apoiado, como no banco Scott, ela fica encurtada, e o trabalho pende para a cabeça curta e para o braquial, além de tornar a parte inicial do movimento bem mais difícil. E a pegada muda o recrutamento do braquiorradial e do braquial: pegada supinada enfatiza o bíceps, pegada neutra na rosca martelo enfatiza o braquiorradial e o braquial, que fica embaixo do bíceps e, quando cresce, empurra o bíceps para cima e aumenta a espessura do braço vista de lado. Então a montagem que resolve, respondendo o que foi perguntado sobre fazer duas séries juntas: escolha uma variação com o braço para trás, uma com o braço à frente ou apoiado, e uma de pegada neutra. Isso cobre o conjunto de forma completa. Fazer rosca direta completa e rosca parcial no mesmo treino é redundante, com pouca vantagem sobre simplesmente fazer o movimento completo com boa carga e usar parciais no final da última série.
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Desenvolvimento Arnold: o que acham dele?
Respondendo a pergunta original do @Mentzer, que era se o Arnold é melhor que o desenvolvimento normal, e completando o ponto que o site levantou sobre risco de lesão, porque ele merece um pouco mais de detalhe. O que o Arnold faz de diferente é somar rotação externa do ombro ao movimento de empurrar acima da cabeça. Você começa com os halteres à frente, palmas voltadas para você, e conforme sobe vai rodando até terminar com as palmas para frente. Essa rotação sob carga é justamente a origem tanto do apelo quanto do problema. O apelo é real: a fase inicial, com o ombro em rotação interna e o braço à frente do corpo, coloca o deltoide anterior em posição mais alongada, então o exercício trabalha essa porção em amplitude maior do que o desenvolvimento comum. Para quem quer ênfase em deltoide anterior, faz sentido. O problema também é real. O espaço subacromial, por onde passa o tendão do supraespinhal, fica mais estreito quando o ombro está em rotação interna com o braço elevado. O Arnold passa exatamente por essa posição carregado, na parte mais baixa do movimento, e passa por ela em toda repetição. Quem tem ombro saudável e boa mobilidade costuma tolerar bem. Quem já tem histórico de tendinite, impacto ou dor na frente do ombro tende a piorar, e aí a orientação do site faz todo sentido: dá para pegar o mesmo estímulo com desenvolvimento com pegada neutra, que é a variação mais amigável para a articulação, ou com halteres em pegada tradicional, sem precisar da rotação sob carga. Respondendo objetivamente se é melhor: não é. Para carga e para volume total de trabalho no deltoide, o desenvolvimento comum com halteres ou barra é superior, porque você consegue mais peso e a execução é mais estável. O Arnold é um exercício de complemento, entra melhor no meio ou no fim do treino, com carga moderada e repetições mais altas, entre dez e quinze. Fazer Arnold pesado com pouca repetição é o pior dos dois mundos, porque a rotação sob carga alta é onde o ombro se machuca. E a dúvida do @Rafito continua valendo para quem chegar agora: não, não é o militar. Militar é a barra saindo da frente dos ombros, sem rotação nenhuma, e é um exercício de força bem diferente na proposta. Se for incluir, dois detalhes de execução ajudam bastante. Não desça abaixo da linha do queixo na fase inicial, porque abaixo disso o ganho é pequeno e a compressão aumenta. E faça a rotação de forma progressiva ao longo da subida, em vez de rodar tudo de uma vez lá embaixo com o cotovelo parado.