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Toda a Atividade

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  1. Última hora

  2. Bom dia Cláudio, poxa, muito obrigado pela valiosa contribuição. Você iluminou muitos pontos que eu sequer tinha chego a cogitar, acabou ampliando toda a ideia de treino, recuperação e levantou uma literatura que eu não conhecia, e que certamente vou procurar, rsrsrs. Infelizmente por questões de grana, rotina de trabalho/estudo/musculação..., eu acabei tendo que encerrar as aulas. Lembro que à época, eu era bem gordo, tipo uns 113 kg e, confesso que apanhei muito (sou bonzinho demais sabe?), principalmente para criar a coordenação motora necessária para aplicação das técnicas. Parei no nível 2 (ou segunda faixa), o famigerado Chun Kiu, onde lá tinha uma célebre frase: "Ao Chun Kiu chegarás... mas dele não passarás!" Bom, fui exemplo vivo da veracidade da frase, rsrsrs. Foi uma experiência muito boa, fiz amizades pra vida lá. E não, nunca usei o que lá aprendi. Segundo um amigo meu da faculdade, sou o "Kung Fu Panda", pacífico demais. Novamente Cláudio, muito obrigado pela contribuição, devido a toda a correria da vida, estresse do trabalho, contas, faculdade por terminar... fazia tempo que eu não acessava a comunidade, e hoje, ao ler sua postagem, acabei me deparando com um monte de artigos interessantes. Vou voltar a consumir os conteúdos da comunidade e, quem sabe, em algo eu não possa contribuir. Afinal, sigo a velha filosofia da "xícara sempre pela metade", cada ser humano é um universo de complexidade e de conhecimentos desconhecidos. Sempre temos a aprender com o outro. Forte abraço e uma boa semana. PS: Dá pra notar que você possui bastante conhecimento, se me permitir, eventualmente posso te consultar com dúvidas relacionadas a esse maravilhoso mundo da musculação e dos esportes em geral?
  3. Hoje

  4. Ontem

  5. Nathalia, seu tópico ficou sem resposta e ele precisa de uma. Vou começar pelo item mais urgente da sua fórmula, e peço que você confira isso hoje mesmo. Está escrito T4 15 mg. Levotiroxina, que é o T4, não é dosada em miligramas, é dosada em microgramas. As doses de reposição vão de vinte e cinco a cento e cinquenta microgramas por dia. Quinze miligramas seriam quinze mil microgramas, ou seja, cem vezes a dose alta. Quase com certeza é erro de digitação e o correto é quinze microgramas. Mas quase com certeza não basta quando o assunto é hormônio tireoidiano. Ligue na farmácia de manipulação e confirme a unidade que está no receituário e no rótulo. Excesso de hormônio tireoidiano provoca taquicardia, arritmia, tremor e perda de massa muscular, e é justamente o oposto do seu objetivo. Segundo ponto, e esse explica muita coisa: a sua fórmula contém itens que trabalham uns contra os outros. Você tem oxandrolona, que é um androgênio, e junto dela espironolactona e dutasterida, que são antiandrogênicos. A espironolactona bloqueia o receptor androgênico, o mesmo receptor pelo qual a oxandrolona precisa agir. A dutasterida bloqueia a enzima que converte testosterona em DHT. Ou seja, na mesma cápsula existe algo empurrando e algo segurando. Se o seu objetivo é ganhar volume, essa combinação não conversa. A espironolactona também é diurética. Isso ajuda a explicar a sua percepção de estar mais flácida, porque parte da firmeza do músculo vem da água que ele carrega dentro. E, sendo poupadora de potássio, ela exige acompanhamento do potássio e da função renal no sangue. Se ainda não fizeram esse exame, peça. Vale saber também que dutasterida é contraindicada para mulher em idade fértil, por risco ao feto masculino. Se existe qualquer possibilidade de gravidez, isso precisa ser conversado com o seu endocrinologista antes da próxima cápsula. Terceiro, a fórmula tem fluoxetina e bupropiona juntas. As duas interferem na mesma enzima do fígado responsável por metabolizá las, e a consequência é que os níveis de ambas sobem mais do que se cada uma fosse usada sozinha. A bupropiona reduz o limiar para convulsão, e esse risco aumenta quando a concentração dela sobe. Não é motivo para pânico, é motivo para que essa combinação seja acompanhada de perto por quem prescreveu, e para que você saiba que está tomando dois antidepressivos, o que muitas vezes não fica claro quando tudo vem numa cápsula só. Agora respondendo à sua pergunta principal, sobre perder gordura primeiro e ganhar volume depois. Olhando a sua alimentação, existe um problema mais básico. Não há carboidrato nenhum no almoço nem no jantar. Nada de arroz, batata, mandioca ou feijão. Sobram pão de manhã e uma banana. Somando tudo, o dia deve ficar em torno de mil e duzentas a mil e quatrocentas calorias. Nesse cenário, ganhar volume muscular é impossível, com fórmula ou sem fórmula, porque não existe matéria prima nem energia sobrando. E é o carboidrato que enche o músculo de glicogênio, que é justamente o que dá a aparência de firmeza que você está sentindo faltar. Colocar uma porção de arroz ou batata no almoço e no jantar provavelmente vai mudar o espelho mais do que qualquer item da cápsula. Por último, uma verdade que ninguém gosta de dizer mas que evita anos de frustração: depois de perder quarenta e cinco quilos, boa parte da flacidez é pele excedente, e pele excedente não responde a treino, a dieta nem a hormônio. Músculo por baixo ajuda a preencher, e vale muito a pena construí lo, mas o que resolve o excesso de pele é cirurgia. Saber disso não diminui em nada o que você conquistou, só coloca a expectativa no lugar certo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  6.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Preciso de Ajuda!
  7. Você perguntou se as TPCs estavam exageradas. Na minha leitura o problema não é excesso, é contradição: as duas trazem, logo na primeira quinzena, uma substância que trabalha contra o próprio objetivo da recuperação. No protocolo um, é a ostarina. Ela é um SARM, ou seja, um agonista do receptor androgênico. Nos ensaios clínicos em que foi testada, ela reduziu a testosterona total e a SHBG dos participantes de forma dose dependente. Quer dizer: ela suprime o eixo, é isso que ela faz. Colocar ostarina nos primeiros quinze dias da TPC é pisar no freio e no acelerador ao mesmo tempo. Você toma tamoxifeno para o cérebro voltar a mandar o sinal, e toma ostarina para o cérebro continuar achando que tem androgênio de sobra. Você mencionou que pretende usar ostarina nas duas. Eu tiraria das duas. No protocolo dois acontece a mesma coisa por outra molécula. Proviron é mesterolona, um androgênio. Setenta e cinco miligramas por dia nos primeiros quinze dias da recuperação suprimem exatamente o comando que você quer que volte. Ele faz a pessoa se sentir bem nesse período, com libido e disposição, e isso mascara o fato de o eixo continuar parado. Tirando esses dois itens, o resto das TPCs é razoável e não está exagerado. Tamoxifeno é o que faz o trabalho, e quatro a seis semanas é o tempo esperado. Sobre os ciclos em si, o que mais me chama atenção é a oxandrolona no protocolo um: cinquenta miligramas de doze em doze horas dão cem miligramas por dia, durante oito semanas. Isso é o dobro do que o protocolo dois propõe e é bastante para um composto dezessete alfa alquilado sustentado por dois meses. Se a escolha for pelo primeiro, eu reduziria esse item ao patamar do segundo. E, já que você vai colher exames, colha antes também. Enzimas hepáticas medidas só no fim não dizem de onde você partiu, e é a comparação que informa. Uma observação sobre o chá de boldo listado como opcional e recomendado: ele não protege o fígado. Não há evidência disso, e há relatos de caso associando uso prolongado de boldo a lesão hepática. É um item que pode sair sem prejuízo nenhum. Agora o ponto que eu acho mais importante para você, e que nenhum dos dois protocolos endereça: os cinco centímetros de diferença entre as pernas, quatro anos depois da cirurgia de ligamento cruzado. Anabolizante não vai corrigir isso. Ele aumenta a síntese proteica nos dois lados, então a perna forte cresce junto, e é bem possível que a diferença até aumente em números absolutos. O que mantém essa assimetria depois de tanto tempo geralmente não é falta de estímulo, é um fenômeno chamado inibição muscular artrogênica: depois de lesão e cirurgia no joelho, o sistema nervoso reduz de forma reflexa o recrutamento do quadríceps daquele lado, como proteção, e essa inibição pode persistir por anos mesmo com o joelho já estável e sem dor. Ela não se resolve treinando mais pesado, porque o problema é de ativação, não de carga. O que ajuda, e vale conversar com um fisioterapeuta esportivo: trabalho unilateral em vez de bilateral, porque no agachamento e no leg press a perna boa compensa sem você perceber. Cadeira extensora unilateral, agachamento búlgaro, avanço, leg press com uma perna de cada vez. E o volume se iguala pelo lado fraco, ou seja, a perna forte faz o mesmo número de séries que a fraca consegue fazer, e o excedente vai só para a fraca. Eletroestimulação associada ao exercício também tem literatura razoável nesse cenário específico. Nada disso é empolgante, mas é o que efetivamente move esse número. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  8.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: 2 Protocolos, Meu primeiro ciclo
  9.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: 2 Protocolos, Meu primeiro ciclo
  10.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: 2 Protocolos, Meu primeiro ciclo
  11. Preciso corrigir duas orientações que ficaram registradas neste tópico, porque as duas envolvem risco real para quem ler e seguir. A primeira é a de não usar antibiótico durante o uso de anabolizantes porque um anularia a eficácia do outro. Isso não existe. Não há interação farmacológica que faça anabolizante esteroide cancelar antibiótico, nem o contrário. É uma orientação que pode fazer alguém recusar ou adiar um antibiótico de que precisa, e infecção não espera ciclo terminar. A segunda é mais séria, porque envolve isotretinoína. Ela é um excelente medicamento para acne, e a estratégia de dose baixa por tempo prolongado é usada de fato na dermatologia. O problema não é a droga, é o modo como o assunto foi conduzido aqui: sugerir dose, sugerir duração e sugerir como convencer a médica a prescrever. Isotretinoína é um dos medicamentos mais teratogênicos que existem em uso corrente. Uma única exposição no início da gestação pode causar malformações graves. Por isso ela vem acompanhada de um protocolo obrigatório: termo de consentimento, contracepção eficaz, geralmente com dois métodos, começando um mês antes e mantida até um mês depois do fim do tratamento, e teste de gravidez periódico. Isso não é burocracia, é a razão de ela ainda estar no mercado. @LARII, você é casada, e essa parte precisa estar totalmente combinada antes de o primeiro comprimido ser tomado. E há um segundo motivo, específico do seu caso, para contar à dermatologista sobre a oxandrolona, e ele é bem concreto. Isotretinoína eleva triglicerídeos e pode elevar enzimas hepáticas. Oxandrolona mexe no perfil lipídico e também é metabolizada no fígado. Usar as duas juntas não é proibido, mas exige acompanhamento com exames em intervalos mais curtos do que o habitual. Se a médica não souber da oxandrolona, ela vai monitorar como monitora qualquer paciente, e é justamente aí que uma alteração passa despercebida. Você mencionou que estava inclinada a contar. Conte. É a decisão que mais te protege, e o risco de julgamento é bem menor do que se imagina. Aproveito para tranquilizar sobre a acne em si: ela é reversível. Acne e oleosidade regridem quando o androgênio sai. A queda de cabelo é a que merece mais atenção, porque a alopecia de padrão androgênico não devolve o folículo que já fechou. Se ela continuar, isso é assunto para a mesma consulta. @Gabr.sp, duas observações rápidas. A primeira você mesma já identificou: quatro doses de hipercalórico por dia, a seiscentas calorias cada, dão dois mil e quatrocentas calorias só de suplemento. Boa parte dos onze quilos veio daí somado à retenção, como o @Marcos...V apontou. A segunda é uma correção: oxandrolona não serve só para cutting. Ela foi aprovada originalmente justamente para ganho e manutenção de peso em pacientes debilitados. Ela pode ser usada em fase de ganho sem problema nenhum, apenas não retém água, e é por isso que a balança se move menos com ela. Menos movimento na balança não é menos resultado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  12.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Deca ciclo feminino
  13.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Deca ciclo feminino
  14.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Deca ciclo feminino
  15.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Deca ciclo feminino
  16. Boa estrutura no geral, escolha de exercícios sensata e faixa de repetições coerente com o objetivo. O que eu mudaria tem quase tudo a ver com uma linha da sua ficha que ninguém comentou: as fissuras de cartilagem no acetábulo e no ombro. Elas deveriam estar ditando a montagem, e no treino atual elas não aparecem em lugar nenhum. Comece pelo quadril. Lesão do lábio acetabular costuma estar ligada a impacto entre o colo do fêmur e a borda da articulação, e o gesto que mais provoca isso é flexão profunda do quadril combinada com o joelho vindo para dentro ou o quadril girando internamente. Olhando a sua sexta feira, esse é o dia de maior risco da semana: agachamento, terra e leg press na sequência, mais cadeira adutora. Não é para tirar tudo. É para controlar a profundidade. No agachamento, pare no ponto em que a bacia ainda não se enrola para trás e mantenha os joelhos alinhados com os pés. No leg press, aproxime menos, encurte o curso na parte de baixo. E a cadeira adutora é a que eu tiraria primeiro, porque leva o quadril justamente à posição que costuma incomodar. Se quiser trabalhar adutor, um agachamento com passada um pouco mais aberta faz isso sem colocar a articulação em fim de amplitude. No ombro, a posição crítica é braço aberto e girado para fora, aquela de armar o braço para arremessar. A sua segunda feira tem três supinos seguidos, e é na descida do supino com barra que o ombro chega mais perto dessa posição. Trocar pelo menos um deles por halteres já ajuda, porque o halter permite que o punho gire e o ombro escolha o caminho menos incômodo. Se algum dos três for com barra em amplitude máxima, encurte um pouco a descida. Vale também rever o desenvolvimento, que carrega o ombro no alto. E, na natação, se você faz nado peito, saiba que ele é o estilo que mais estressa o quadril, e o borboleta o que mais estressa o ombro. Crawl e costas são as escolhas mais amigáveis para o seu caso. Sobre a distribuição da semana, repare no que acontece na prática: terça e quarta você nada, quinta e sexta você faz musculação. São quatro dias seguidos de treino e depois um bloco parado. A quinta feira de costas termina com extensão lombar, e a sexta abre com agachamento e terra em cima de uma lombar que treinou no dia anterior. Se der para trocar a sexta pelo sábado, ou pelo menos inverter a ordem dos dois dias, já melhora bastante. Se não der, deixe a extensão lombar de quinta para o fim e sem carga pesada. Sobre a hipercolesterolemia, um ajuste de expectativa. Exercício ajuda de verdade em triglicerídeos e em HDL, e melhora muito a saúde cardiovascular por caminhos que nem aparecem no exame. Mas o LDL, que costuma ser o alvo do diagnóstico, responde pouco ao treino. Ele responde à dieta, especialmente à redução de gordura saturada e ao aumento de fibra solúvel, aveia e psyllium por exemplo, e a medicação quando indicada. Ou seja, não conclua que o treino falhou se o LDL não descer muito. E um exame para pedir uma vez na vida, que quase ninguém pede: lipoproteína A, que aparece no laudo como Lp pequena a. Ela é determinada geneticamente, não muda com dieta nem com treino, e quando está alta muda o quanto o resto do seu colesterol precisa ser tratado. Como você tem hipercolesterolemia aos trinta e quatro anos, essa informação vale a pena. Parabéns pela retomada, e principalmente por estar treinando por saúde. Esse motivo é o que faz alguém continuar dez anos depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  17. @Mah39, três coisas, e a primeira eu preciso colocar com franqueza porque envolve algo que ficou combinado para depois da cirurgia. Trembolona em mulher não é uma opção mais branda que a testosterona. A justificativa de que ela é progestínica não a torna mais suave, apenas acrescenta uma segunda via de efeito. No que interessa aqui, que é virilização, a trembolona tem afinidade pelo receptor androgênico várias vezes maior do que a da própria testosterona. É um dos androgênios mais potentes que existem, e é justamente por isso que ela praticamente não aparece em protocolos femininos, nem em dose baixa. O fato de não aromatizar não protege, porque engrossamento de voz, pelo facial e alteração de clitóris são efeitos androgênicos, não estrogênicos. Some a isso a parte progestagênica, que costuma bagunçar o ciclo menstrual e reter líquido. Não estou dizendo isso para contrariar ninguém, e reconheço que quem sugeriu vem te acompanhando com dedicação, mas nesse ponto específico eu discordo de forma bem clara. Segundo, sobre a cirurgia. Quatro horas de procedimento com mastopexia junto é uma cirurgia longa, e o que mais importa nesse contexto é o risco de trombose por imobilidade prolongada. Androgênios elevam a produção de glóbulos vermelhos e deixam o sangue mais espesso, e uma semana sem propionato resolve a presença da droga mas não normaliza o hematócrito, que leva bem mais tempo para voltar. Por isso duas coisas: leve o hemograma completo para o anestesista e conte a ele que você vem usando testosterona injetável. Sei que constrange, mas ele precisa disso para decidir sobre profilaxia de trombose, e é uma informação que muda conduta. Se aquelas alterações do hemograma que você mencionou incluírem hematócrito ou hemoglobina acima da referência, isso precisa estar na mesa antes, não depois. Terceiro, e aproveitando que você vai trocar os implantes. Já que foi levantado o tema da textura da prótese, vale entrar na consulta sabendo disso: implantes de superfície texturizada, principalmente os de textura mais agressiva, foram associados a um tipo raro de linfoma que ocorre na cápsula ao redor do implante, e por causa disso alguns modelos foram retirados do mercado em vários países. É uma complicação rara, e o objetivo aqui não é assustar. O objetivo é que, na hora de escolher o implante novo, você faça uma pergunta específica ao seu cirurgião: qual o tipo de superfície do implante que ele pretende usar e por que aquele em vez de um liso. É uma decisão que se toma uma vez e fica com você por muitos anos. Sobre a preocupação com o físico desandar no período parado, isso é mais fácil de administrar do que parece. Massa muscular não se perde em duas ou três semanas de repouso, e boa parte do que some visualmente é glicogênio e volume, que voltam rápido quando o treino retorna. O que realmente protege nesse intervalo é manter a proteína alta e não cortar calorias por ansiedade, porque déficit durante a cicatrização atrapalha a recuperação da própria cirurgia. Boa cirurgia e boa recuperação. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  18. Tem um problema de calendário no protocolo que ninguém apontou e que compromete as duas pontas do ciclo, o começo e a TPC. O undecilenato de boldenona tem a meia vida mais longa de todos os ésteres em uso comum, algo em torno de catorze dias. Isso muda tudo na aritmética. Um composto leva de quatro a cinco meias vidas para atingir nível estável no sangue, o que no caso da boldenona significa cerca de oito semanas. O seu cronograma prevê boldenona da semana um até a semana cinco. Você para exatamente no ponto em que ela ainda estaria subindo, antes de chegar ao patamar em que faria o que se espera dela. É o que o @Mullm apontou por experiência, e a farmacocinética confirma com número. A outra ponta é mais séria. A sua TPC está marcada para trinta dias depois da última aplicação de testosterona. Só que a boldenona não some porque o calendário virou. Com meia vida de duas semanas, um mês depois da última aplicação ainda resta uma fração considerável circulando, e ela continua suprimindo o eixo enquanto estiver lá. Fazer TPC nesse cenário é tomar tamoxifeno enquanto o freio ainda está pisado, o que gasta o tratamento sem resultado. A conta de quando iniciar a recuperação tem de partir do composto de eliminação mais lenta do ciclo, e no seu caso esse composto é a boldenona, não a testosterona. Na prática, isso empurra o início da TPC bem para além dos trinta dias. Há ainda uma escolha que trabalha contra o objetivo declarado. Você quer cortar gordura, e escolheu como segundo composto justamente aquele que tem a fama mais consistente de aumentar o apetite. Você mesmo mencionou ter lido sobre isso. Num déficit calórico, fome é o inimigo número um da aderência, e não faz muito sentido pagar para adicionar uma variável que empurra na direção contrária. Se o desenho fosse decidido do zero, para cutting a boldenona não seria a primeira escolha. Sobre duplicar as doses na quarta semana, concordo com a crítica que já te fizeram e acrescento o motivo: como o enantato leva de quatro a cinco semanas para estabilizar, o que você vai sentir na semana quatro ainda é o efeito da dose inicial se acumulando, e não da dose nova. Você vai atribuir à dose dobrada um resultado que teria acontecido de qualquer jeito, e vai carregar o custo do dobro sem saber se ele foi necessário. Um exame para acompanhar, específico para quem usa boldenona: hemograma com atenção ao hematócrito. Ela é conhecida por elevar a produção de glóbulos vermelhos de forma mais marcante do que outros compostos, e essa é a alteração que aparece primeiro e que muda conduta. Por último, o essencial já foi dito e vale repetir porque é verdade: o que seca é o déficit. Nenhuma miligrama a mais desfaz um dia em que as contas não fecharam. As suas horas de surf no fim de semana são um ótimo gasto calórico e uma vantagem que muita gente aqui não tem, mas elas também abrem apetite. Vale conferir se o domingo não está desfazendo o que a semana construiu. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  19. @Lidia, tem um detalhe na sua ficha que passou batido e que me preocupa mais do que a oxandrolona: você fez cirurgia bariátrica há dois anos e meio, perdeu cinquenta quilos, e na linha de medicação em uso escreveu nenhuma. Depois de bariátrica, a suplementação vitamínica e mineral não é temporária, ela é para o resto da vida. A cirurgia reduz o estômago e, em algumas técnicas, desvia parte do intestino, e é justamente ali que se absorvem ferro, vitamina B12, cálcio, vitamina D, zinco, folato e as vitaminas lipossolúveis. Sem reposição contínua, as deficiências aparecem devagar, sem sintoma chamativo, e costumam ser descobertas anos depois. A mais perigosa delas é a de tiamina, a vitamina B1, porque quando falta em grau importante ela dá um quadro neurológico grave, e o risco sobe justamente em quem come pouco e gasta muito, que é exatamente a sua descrição de rotina. Então, antes de discutir dose, o pedido de exames que eu faria é este: hemograma, ferro sérico, ferritina e saturação de transferrina, vitamina B12, folato, vinte e cinco hidroxivitamina D, cálcio, paratormônio, zinco, magnésio e albumina. Esse é o painel de acompanhamento de quem operou, e ele deveria estar sendo repetido pelo menos uma vez por ano. Se você parou de acompanhar com a equipe da cirurgia, retomar isso é mais urgente do que qualquer ciclo. Agora, o que mais importa para a sua pergunta específica, porque acho que ninguém ligou os pontos: você perguntou se a oxandrolona é falsa. Existe uma explicação alternativa que se aplica só ao seu caso. Oxandrolona é comprimido, ela precisa ser absorvida no intestino delgado. Depois de bariátrica, a absorção de medicamentos orais fica alterada e imprevisível, porque a superfície de absorção mudou e o trânsito ficou mais rápido. Quer dizer, o mesmo comprimido que funcionaria numa outra pessoa pode render menos em você, sem ser falsificado. Se o resultado vier abaixo do esperado, essa hipótese é pelo menos tão provável quanto a de fraude, e ela também vale para qualquer outro medicamento oral que você venha a usar. Sobre o ganho de quase quatro quilos em dez dias, uma parte é o que já foi comentado, glicogênio e água que vêm junto com ele. Mas some a isso outro fator do seu caso: proteína alta e treino puxado depois de dois meses parada por causa da plástica. Voltar a treinar sozinho já enche o músculo de novo. Não multiplique esse número pelas semanas seguintes, ele não é linear, e a maior parte desse salto inicial não se repete. Uma observação sobre a rotina. Você está fazendo sessenta minutos de aeróbico em jejum duas vezes por semana, mais quarenta minutos de esteira em três dias, mais musculação, com cento e cinquenta e oito gramas de proteína e uma capacidade gástrica reduzida. Isso é um volume de gasto grande para quem tem limitação física de quanto consegue comer. Em pós bariátrica, a perda de massa magra é o efeito indesejado mais comum a longo prazo, e é exatamente o que você está tentando evitar. Eu cortaria pelo menos um dos aeróbicos em jejum e usaria esse tempo para garantir que a proteína está realmente entrando, pesando por uma semana. Sobre a dieta flexível, é um método legítimo, contar macros funciona. Só que ele pressupõe que você consiga comer a quantidade planejada, e é justamente isso que a cirurgia limita. No seu caso, mais importante do que a origem do alimento é a densidade proteica dele, porque cada porção que cabe precisa render. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  20. Oi Alice. Que bom que você voltou. Suas opiniões sempre me colocam pra refletir. Sobre a carne artificial ela tá na mesma situação das canetas...será a solução pra um grande problema da humanidade ou será um problema de saúde no futuro? O fututo dirá. Eu sei que ela não está ainda nas prateleiras do Brasil. Parece que no exterior já está a venda inclusive como hamburguer. Que bom se a gente acabasse com a fome no mundo e ainda parasse de assassinar animais. Sobre o leite é sim um alimento perigoso para quem tem algum tipo de intolerância principalmente quando consumido a noite. Falo de minha própria experiência..quando eu comecei a treinar em 84 vi nas revistas americanas de musculação, já que não havia internet, que havia necessidade de alimentos proteicos...e também não existia whey na época. Resolvi então tomar leite desnatado com gelatina em pó antes de dormir, porque o desnatado tem mais proteína que o integral e a gelatina tem muita proteína. Comecei a sentir fortes dores, depois veio muco e sangue nas fezes..desenvolvi fissuras e me curei delas suspendendo o leite e comendo mamão. Possivelmente o leite desnatado resseca muito as fezes e provoca problemas nos tecidos do intestino, principalmente na parte final...irritar tecidos intestinais ou mexer com a biota intestinal é muito perigoso. Hoje como lácteos com moderação, nunca leite desnatado e evito ingerir à noite.
  21. @Sp.lu, parabéns pelo resultado e pela cabeça com que você conduziu isso. Mas apareceu um assunto no fim do tópico que merece muito mais atenção do que recebeu, e é o do bebê. Estanozolol está entre os medicamentos formalmente contraindicados na gravidez. Androgênio circulando durante a gestação pode masculinizar a genitália externa de um feto feminino, e a janela em que isso acontece fica aproximadamente entre a sétima e a décima segunda semana. O detalhe cruel é que essa é justamente a fase em que muita mulher ainda não sabe que está grávida. Você encerrou o ciclo, então o risco no seu caso é pequeno, o composto tem meia vida curta e sai do organismo em poucos dias. Mas a regra que vale para quem está planejando é essa: se existe intenção de engravidar, não se usa androgênio, nem em dose baixa, nem por poucas semanas, porque o positivo do teste sempre chega depois do início da exposição. Na prática, esperar pelo menos um ciclo menstrual completo antes de começar a tentar é prudente e suficiente. E já que você mencionou que vai acompanhar pelo aplicativo, aproveito para acrescentar o item que ninguém citou e que é o mais importante dessa fase: ácido fólico. A recomendação é começar pelo menos um mês antes da concepção, porque o tubo neural do bebê se fecha nas primeiras semanas, antes de a maioria descobrir a gravidez. Isso é orientação de rotina e vale muito mais do que qualquer suplemento da sua lista atual. Converse com a sua médica sobre dose e sobre o momento de começar. Sobre o procedimento no dente com antibiótico, avise a dentista e a médica da intenção de engravidar, porque isso pode mudar a escolha do antibiótico e do analgésico. É uma conversa de dois minutos que evita um problema depois. Agora, uma correção sobre a ideia de que você vai perder grande parte do que ganhou. Isso é verdade para quem usa compostos que retêm muita água, porque o volume que some é a água indo embora. Estanozolol é justamente o oposto, ele não retém líquido, e por isso o ganho que ele produz tem proporcionalmente menos água do que o de uma nandrolona. No seu caso, com peso estável e mudança de composição, é bem provável que boa parte do que você construiu seja tecido de verdade, e tecido não evapora quando o comprimido acaba. Ele se mantém enquanto houver treino e proteína suficiente. Você não alugou tudo. Sobre a TPC, o @Foston está certo, não existe protocolo de recuperação hormonal feminino nos moldes do masculino, e clomifeno, hCG e tribulus não têm papel aí. O que faz sentido no pós é bem mais simples: manter a proteína alta, não cortar calorias agressivamente logo depois e continuar treinando pesado. É isso que segura o resultado. Duas coisas para conferir agora que o ciclo acabou: perfil lipídico e enzimas hepáticas. Estanozolol derruba HDL de forma marcante e o valor demora algumas semanas para se recuperar depois da suspensão. Colher daqui a oito ou doze semanas mostra se voltou. E, considerando o planejamento de gravidez, ter esse retrato agora é útil de qualquer forma. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. @Carolzinha12323 fez uma observação que é a chave do tópico inteiro sem perceber: cada um indica algo diferente. Vale explicar por quê, porque a resposta está bem à vista e explica quatro anos de conversa cruzada aqui. O tópico inteiro discute dose em mililitros. Meio mililitro na terça e na sexta, zero vírgula três a cada três dias. Mililitro é volume, não é dose. O que determina a dose é a concentração impressa no frasco, e nandrolona circula em concentrações que vão de cinquenta miligramas por mililitro, que é a apresentação de farmácia, até duzentos ou trezentos por mililitro nas versões clandestinas. Faça a conta com o protocolo mais citado aqui, meio mililitro duas vezes por semana, que dá um mililitro semanal. Se o frasco for de cinquenta, são cinquenta miligramas na semana, uma dose que a literatura de uso feminino trata como moderada. Se for de trezentos, são trezentos miligramas por semana, que é dose masculina cheia. É a mesma frase escrita do mesmo jeito significando seis vezes mais hormônio. Por isso as experiências relatadas neste tópico são tão diferentes umas das outras, e por isso os conselhos divergem. Não é individualidade biológica, ou não só. É que as pessoas estão comparando protocolos que não são os mesmos, achando que são. Uma relatou não ter gostado, outra vai relatar retenção enorme, outra vai dizer que não sentiu nada, e todas escreveram meio mililitro. O que fazer é simples e leva um minuto: pegue o frasco e leia o que está escrito depois do nome da substância, algo como cinquenta miligramas por mililitro. Multiplique pelo volume que você aplica e pelo número de aplicações na semana. Anote esse número em miligramas. A partir daí você consegue comparar o seu caso com qualquer relato e pedir opinião de forma que a resposta signifique alguma coisa. Tem um segundo ponto, e ele é sobre a lógica de fracionar. A @Marina Cardia escreveu que optou por aplicar duas vezes na semana em pequenas doses. A intenção faz sentido com compostos de ação curta, mas não com esse. O decanoato é o éster mais longo que existe em uso comum, com liberação que se estende por muitos dias a partir do depósito no músculo. Isso significa que o nível no sangue já é estável por conta própria, e dividir em duas aplicações não produz picos menores, produz exatamente o mesmo nível com o dobro de furos. Uma aplicação semanal basta. Fracionar faz diferença real com propionato ou com acetato, não com decanoato. E é justamente essa mesma característica que exige cautela em mulher. Com um éster longo, se aparecer um sinal que preocupe, parar de aplicar não interrompe a exposição, o composto continua sendo liberado por semanas. Vale saber disso antes, e não no meio do susto. @Gisele Pires e @JuhCarvalhooU, se ainda estiverem por aqui, o conselho de abrir tópico próprio é o certo, e acrescento um item para levar junto: a concentração do frasco. Sem esse número, qualquer orientação de dose que vocês receberem é adivinhação, por mais bem intencionada que seja. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  23. Tem uma contradição no relato que precisa ser resolvida antes de qualquer outra coisa, porque ela envolve o dobro da dose. No título e no seu relato da primeira semana está escrito oxandrolona dez miligramas de doze em doze horas, o que dá vinte por dia, todos os dias. Logo depois, quando perguntaram se você estava usando só nos dias de treino de inferiores, você respondeu que sim, certinho. As duas coisas não podem ser verdade ao mesmo tempo. Vale conferir o que você de fato tomou naquela semana, porque a diferença entre os dois esquemas é grande, e a dor de cabeça forte e a irritabilidade que apareceram justamente nos primeiros dias combinam mais com a versão de vinte miligramas diários. Agora sobre o esquema em si, de tomar um comprimido uma hora antes do treino de perna. Ele não funciona do jeito que a lógica sugere, e vale entender por quê. Anabolizante esteroide não age como pré treino. Ele entra na célula, se liga ao receptor androgênico e o conjunto vai até o núcleo ligar genes que aumentam a produção de proteína. Isso é um processo de horas e dias, não de minutos. Não existe efeito agudo de tomar antes de treinar, e nada do que acontece naquela sessão depende de o comprimido ter sido tomado sessenta minutos antes. A consequência prática é maior do que parece. Tomar só nos dias de inferiores significa nível oscilando: sobe, cai quase a zero em vinte e quatro horas por causa da meia vida curta, sobe de novo dois dias depois. O que constrói tecido é exposição sustentada ao longo das semanas, e esse desenho entrega justamente o contrário. Se a intenção era reduzir a exposição total para ter menos colateral, isso é legítimo, mas então o caminho é dose menor todos os dias, e não dose cheia em dias salteados. Sobre os quase três quilos em sete dias, a explicação que te deram está correta e vale acrescentar o número: cada grama de glicogênio armazenado no músculo carrega em torno de três gramas de água junto. É por isso que o ganho inicial é tão rápido e por isso que ele não é gordura. Isso também significa que parte dele sai quando o composto sair, e isso não é perder o que conquistou. Um ponto que ninguém levantou e que eu levantaria: dor de cabeça forte nos primeiros dias de um androgênio merece uma medida de pressão arterial. Não é para assustar, é que dá para resolver a dúvida com um aparelho de farmácia em cinco minutos. Meça em repouso, sentada, depois de cinco minutos parada, em três dias diferentes. Some a isso o fato de você estar fazendo aeróbico em jejum de manhã e HIIT todos os dias, o que é bastante estímulo simpático somado. E sobre o HIIT diário, uma observação. Ele é intenso por definição, e feito todo dia deixa de ser HIIT e vira só volume de cansaço. Duas ou três sessões por semana entregam o efeito e sobra recuperação para o treino de perna render, que é onde está o seu objetivo declarado. Fazer todo dia costuma cobrar exatamente do glúteo e do posterior que você quer desenvolver. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. @drougfun, o relato é bem organizado e por isso mesmo dá para apontar coisas concretas. Três delas ninguém comentou. A primeira é a niacina em um grama por dia. Essa não é dose de vitamina, é dose farmacológica, do tipo que se usava para tratar dislipidemia. Duas coisas mudaram nos últimos anos e vale saber. Os grandes ensaios clínicos que testaram niacina somada ao tratamento padrão não encontraram redução de eventos cardiovasculares, e encontraram mais efeitos adversos no grupo que usou. Além disso, niacina em dose alta piora o controle glicêmico, eleva ácido úrico e pode ser hepatotóxica, principalmente nas formulações de liberação prolongada. Se ela entrou aí para segurar o HDL durante o uso de anabolizantes, é um item que cobra caro e entrega pouco. Se você mantiver, dose enzimas hepáticas, glicemia de jejum e ácido úrico. A segunda é o hCG. Duzentas unidades por semana, divididas em duas aplicações de cem, é uma dose bem abaixo do que se pratica para o objetivo de manter o testículo funcionando durante supressão. As faixas usadas com essa finalidade costumam ficar entre quinhentas e mil e quinhentas unidades por semana. Não estou sugerindo que você suba por conta própria, estou dizendo que, na dose atual, é provável que você esteja tendo o custo e o incômodo sem a proteção que imagina estar tendo. E isso conecta com a terceira, que é a mais importante e que você mencionou de passagem no meio de um pedido de desculpas: gravidez em casa. Uso contínuo de anabolizante suprime a produção de espermatozoides, e o hCG em dose baixa não impede isso. Você vem em uso ininterrupto desde novembro, trocando compostos mas sem janela de interrupção, o que não é ciclo, é uso contínuo. Se houver planejamento de mais filhos, isso precisa entrar na conta agora, porque a recuperação da espermatogênese depois de uso prolongado pode levar de seis meses a dois anos, e em alguns casos exige tratamento. O exame que responde isso custa pouco e se chama espermograma. Eu faria um agora, para saber de onde você parte, e não daqui a dois anos, quando a resposta vier em forma de problema. Duas observações menores. Vitamina D em cinco mil unidades por dia sem dosar é chute em cima de uma vitamina que acumula. Peça vinte e cinco hidroxivitamina D e cálcio, e ajuste pelo número. E o masteron a cem miligramas por semana está numa dose em que ele praticamente não vai aparecer, as faixas em que a drostanolona faz diferença começam bem acima disso. Se ele entrou para produzir algum efeito específico, ou sobe ou sai, do jeito que está é só mais uma agulhada. Sobre a interrupção da orientação, isso é entre vocês e não me cabe. O que eu diria é que a organização que você demonstrou aqui, com datas, doses e atualizações, é rara neste fórum e vale continuar mesmo sem alguém cobrando. Só acrescente uma coluna que está faltando em todas as suas tabelas: pressão arterial em repouso. Com nandrolona e uso contínuo, ela é o marcador que mais silenciosamente sai do lugar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  25. @Frango-RJ, o tópico é antigo mas o protocolo de TPC que ficou registrado aqui merece comentário, porque tem um item que simplesmente não pode funcionar e ele é o principal da lista. hCG oral não existe como medicamento ativo. O hCG é uma glicoproteína grande, e proteína tomada pela boca é quebrada em pedaços pelo ácido do estômago e pelas enzimas do intestino, exatamente como acontece com um bife. Não sobra molécula íntegra para chegar ao testículo e imitar o LH. É por isso que o hCG de verdade só existe injetável, em pó liofilizado que se reconstitui na hora. O que se vende como hCG oral ou sublingual, em gotas, é um produto que a agência sanitária americana já classificou publicamente como fraude na época das dietas do hCG. Se o seu coach colocou quinhentas unidades por dia por via oral no papel, ele cobrou por um item inerte, e é o item que estaria carregando a parte testicular da recuperação. Segundo ponto, e esse é de segurança. Vitamina E quatrocentas unidades três vezes ao dia dá mil e duzentas unidades diárias. Isso não é dose de suporte, é dose alta e sustentada. Metanálises de estudos com suplementação de vitamina E acima de quatrocentas unidades por dia encontraram associação com aumento de mortalidade por todas as causas, e dose alta ainda interfere na coagulação, antagonizando a vitamina K e aumentando o risco de sangramento. Não há nada na TPC que justifique chegar perto disso. Terceiro, dois itens do manipulado trabalham contra o objetivo. Saw palmetto e pygeum africanum são usados para próstata e agem reduzindo a conversão de testosterona em DHT. Numa recuperação hormonal você está tentando restaurar androgênio, não bloqueá lo. E tribulus, apesar da fama, não eleva testosterona em humanos, isso foi testado em estudos controlados mais de uma vez, inclusive em homens com testosterona baixa. Sobra o tamoxifeno, que é o que de fato faz o trabalho ali, e ele funciona bem sozinho. Sobre a diarreia que te incomodou durante o ciclo, ela provavelmente não era do fígado. Sobrecarga hepática de padrão colestático dá o contrário, fezes claras e amareladas, além de coceira e urina escura. Diarreia em quem está em bulk agressivo costuma ter causa bem mais prosaica: volume de comida muito acima do habitual, hipercalórico com bastante lactose e maltodextrina, e quantidade alta de whey. Trocar a fonte por um isolado ou reduzir o hipercalórico costuma resolver em poucos dias, e é fácil de testar. Sobre o chá de boldo como proteção, ele não protege fígado. E vale saber que uso continuado de boldo já foi associado a lesão hepática em relatos de caso, então não é uma escolha neutra. O que informa sobre o fígado é exame, e você mesmo apontou isso. Um último comentário sobre a leitura do ciclo, que serve para quem for repetir esse desenho. Você relatou estagnação dos ganhos por volta da sétima semana e concluiu que a fase dos ganhos rápidos tinha passado. É a leitura correta, e ela é útil: os primeiros quilos vêm rápido porque são muito água e glicogênio, e o tecido de verdade se acumula devagar e de forma constante. Quem espera manter o ritmo das primeiras semanas acaba subindo dose sem necessidade. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  26. @Junim, a sua dúvida sobre o estradiol de setenta e oito ficou sem uma resposta técnica completa, e ela tem uma explicação bem específica que vale registrar aqui para quem vier depois com a mesma pergunta. Quem te disse que trembolona dá falso positivo de estradiol está apontando um fenômeno real, mas descrevendo errado o mecanismo e tirando a conclusão errada. Trembolona não é substrato da aromatase, ou seja, ela não vira estrogênio, e portanto não eleva o seu estradiol de verdade. O que acontece é outra coisa: a molécula da trembolona é estruturalmente parecida o bastante com os esteroides que os kits de laboratório usam como alvo, e nos exames feitos por imunoensaio, que é o método barato e mais comum, ela pode ser lida por engano como se fosse estradiol. Não é o seu estradiol que sobe, é o aparelho que se confunde. Isso muda tudo na sua conclusão. Se o seu laboratório usou um método que não sofre essa interferência, o resultado sai correto e baixo, e isso não diz absolutamente nada sobre a autenticidade do produto. O único jeito de resolver a dúvida é olhar no laudo qual foi a metodologia. Se estiver escrito quimioluminescência ou eletroquimioluminescência, é imunoensaio e está sujeito à interferência. Se você quiser um número em que dá para confiar durante o uso de trembolona, peça estradiol por espectrometria de massa, que costuma aparecer como LC-MS ou como método de referência. Nesse método a interferência não ocorre. Mas, sinceramente, você já respondeu à própria pergunta alguns posts depois, sem perceber. Insônia começando de repente em quem sempre dormiu bem, sudorese, dor de cabeça e desconforto pelo corpo é o quadro clássico e reconhecível da trembolona. Produto inerte não produz isso. Se ainda restava dúvida sobre estar recebendo alguma coisa, ela foi respondida pelo seu corpo, não pelo laudo. E aqui vai o alerta que me preocupa mais do que a autenticidade do frasco. Você resolveu a insônia com clonazepam. Entendo o desespero de quem fica acordado até três da manhã e treina às cinco, mas essa combinação tem um problema estrutural: a insônia da trembolona não é um episódio isolado, ela persiste enquanto o composto estiver ativo, e enantato de trembolona fica ativo por semanas. Ou seja, você não vai tomar clonazepam uma noite, vai tomar por semanas. Benzodiazepínico em uso prolongado gera tolerância e dependência bem rápido, e a insônia de retirada depois é pior do que a original. Se o sono não estiver dando, o caminho é reduzir a dose de trembolona, e não empilhar outro medicamento por cima. Sobre a dose, vale notar que você subiu de cem para cento e cinquenta miligramas em dias alternados, o que dá algo em torno de quinhentos e vinte e cinco miligramas por semana de enantato de trembolona. É bastante, e a piora do sono veio depois desse aumento. Isso não é coincidência, é dose resposta, e é a informação mais útil que o seu relato produziu. Duas coisas para o próximo exame, já que você pretende repetir: prolactina, porque trembolona costuma elevá-la e isso explica queixas de libido e humor, e pressão arterial aferida em repouso, que é onde a trembolona cobra de forma silenciosa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  27. @Thay9, você mencionou de passagem uma coisa que merecia mais atenção do que recebeu: tomou um quarto de comprimido e teve taquicardia no dia seguinte. Isso ficou no meio da conversa e ninguém voltou nele. Vale entender o que é esse remédio, porque o nome dele já diz muito. Hemogenin é oximetolona, e ela não nasceu como droga de academia. Ela é um medicamento para anemias graves, incluindo aplasia de medula. O que ela faz de mais marcante no organismo é estimular a produção de glóbulos vermelhos, e faz isso com força. Numa pessoa sem anemia, esse efeito não é benefício, é o problema: o sangue fica mais concentrado e mais viscoso, e o coração precisa trabalhar mais para movimentá-lo. Numa mulher de quarenta e nove quilos, uma dose pensada para homem adulto anêmico é proporcionalmente enorme. Não dá para afirmar daqui que a taquicardia veio da oximetolona, e um quarto de comprimido em dose única dificilmente teria tempo de mudar o hematócrito. Pode muito bem ter sido susto e expectativa, que produzem taquicardia de verdade. Mas o episódio é um bom motivo para dois exames simples: hemograma completo, olhando hematócrito e hemoglobina, e TSH com T4 livre. Você perdeu vinte quilos, está em dieta e treina, e taquicardia nesse contexto merece uma olhada mesmo que você nunca mais encoste no comprimido. Sobre a oximetolona em si, tem uma particularidade dela que quase ninguém conhece e que explica muita coisa. Ela não é convertida em estrogênio pela aromatase, a estrutura da molécula impede isso. Mesmo assim ela causa retenção intensa e ginecomastia em homens. O motivo é que ela ativa o receptor de estrogênio diretamente, sem precisar virar estrogênio. A consequência prática é importante: inibidor de aromatase não protege contra os efeitos estrogênicos dela, porque não há aromatização para inibir. É por isso que ela tem a fama que tem de dar inchaço e efeitos que nada segura. Uma correção carinhosa sobre a leitura dos seus números. Você contou que ganhou seis quilos de massa magra em um ano de treino. É bem provável que parte disso seja recuperação de água, glicogênio e do peso que a restrição da amamentação tinha tirado. Ganho de músculo em mulher no primeiro ano de treino consistente costuma ficar entre dois e quatro quilos, e isso já é um resultado muito bom. Não digo isso para diminuir o que você fez, digo porque a conta de seis quilos cria uma régua que nenhuma continuação vai conseguir manter, e aí vem a sensação de estagnação que empurra as pessoas para o comprimido. Vale registrar também que você sozinha, com treino e dieta, saiu de quarenta e três para quarenta e nove quilos e meio depois de um período de amamentação. Isso é justamente a fase em que o corpo mais responde, e você já disse ter percebido que dá para melhorar mais sem uso. Concordo com você e com o @Batata.... Se em algum momento a decisão mudar, oximetolona seria a última da fila, não a primeira. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  28. Planejamento bem acima da média do que aparece por aqui, então vou direto nos pontos que ainda dá para melhorar. Primeiro, um número que dá respaldo à sua premissa. Com setenta e cinco quilos a doze por cento, você tem cerca de sessenta e seis quilos de massa magra. Dividindo pela sua altura ao quadrado, chega-se a um índice de massa livre de gordura em torno de vinte e três e meio, e corrigido para estatura fica perto de vinte e quatro. É um valor alto, na região onde os naturais mais bem sucedidos costumam parar. Ou seja, a sua leitura de estar chegando ao fim do que dá para fazer sem ajuda não é impressão, ela bate com o número. Isso também ajusta a expectativa: quem está nesse patamar ganha menos num ciclo do que quem está longe do próprio teto, porque a margem que sobra é menor. Segundo, e esse é o ponto que ninguém tocou: você é vegetariano e não citou creatina em lugar nenhum. Vegetarianos têm estoque muscular de creatina bem menor do que onívoros, porque a fonte alimentar dela é carne. E, justamente por partirem de um estoque mais baixo, são o grupo que mais responde à suplementação, com ganhos de força e de massa magra maiores do que os observados em quem come carne. É barato, é dos suplementos com melhor evidência que existem e, no seu caso específico, é o item mais subaproveitado do plano inteiro. Cinco gramas por dia, todo dia, sem ciclar e sem fase de saturação. Terceiro, a maca peruana na TPC. Ela não vai fazer o que você espera. Os estudos disponíveis mostram efeito sobre libido percebida sem alteração de testosterona, LH ou FSH. Ou seja, ela não estimula o eixo, e o que você está pedindo à TPC é exatamente estímulo do eixo. Não faz mal mantê-la se você gostar do efeito subjetivo, apenas não conte com ela como parte da recuperação hormonal. Quarto, a gordura em zero vírgula sete grama por quilo durante o ciclo. Isso dá algo em torno de cinquenta e dois gramas por dia, que é o piso do que se costuma considerar aceitável. Você está cortando gordura para abrir espaço para carboidrato, mas em superávit você não precisa fazer essa troca, tem espaço para os dois. Eu manteria em um grama por quilo e subiria as calorias no carboidrato. Numa dieta ovolactovegetariana a gordura vem muito de laticínio e ovo, então cortá-la costuma cortar junto coisas que você não quer cortar. Quinto, dois exames que valem para você mais do que para a média daqui. Vitamina B12 e homocisteína. Ovolactovegetariano nem sempre escapa da deficiência de B12, e quando ela cai a homocisteína sobe, o que é fator de risco cardiovascular. Como o ciclo já vai mexer no seu perfil lipídico e na pressão, não faz sentido somar um fator evitável e que se corrige com suplementação barata. Aproveite e peça ferritina junto. Uma observação sobre o treino, já que você descreveu volume médio para baixo por conta da recuperação de natural. Essa é uma escolha correta para quem não usa nada. Durante o ciclo, a capacidade de recuperação sobe bastante, e o volume passa a ser justamente a variável que mais rende. Se você mantiver o mesmo treino de sempre, vai desperdiçar parte da janela. Subir séries por grupo de forma progressiva ao longo das dez semanas é o ajuste que mais casa com o que você está fazendo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  29. Antes de escolher o remédio, vale caracterizar a dor, porque existe um tipo dela em que o anti-inflamatório é exatamente a pior escolha possível. Dor muscular normal de treino aparece de vinte e quatro a setenta e duas horas depois da sessão, é pior quando você aperta o músculo ou alonga, fica concentrada nos grupos que você treinou e vai cedendo sozinha. Essa é a chata e inofensiva. O quadro que preocupa é outro: dor muscular intensa e difusa, desproporcional ao treino que você fez, que não passa, acompanhada de fraqueza, músculo inchado e endurecido e, principalmente, urina escura, cor de refrigerante de cola. Isso é rabdomiólise, quer dizer, destruição de fibra muscular em quantidade suficiente para o conteúdo cair na circulação e sobrecarregar o rim. Não é raro no meio do treino pesado, e a combinação de esforço intenso com pouca hidratação aumenta o risco. O exame que confirma é a creatinoquinase, a CK, junto com creatinina e um exame simples de urina. E é aqui que a sua pergunta encontra o problema. O anti-inflamatório é justamente a classe de medicamento que agrava rabdomiólise, porque reduz o fluxo de sangue no rim bem na hora em que ele mais precisa filtrar. Tomar ibuprofeno ou nimesulida para abafar uma dor dessas é o caminho mais rápido de transformar um susto em lesão renal. Então, antes de qualquer coisa: olhe a cor da sua urina. Se estiver escura, isso é pronto socorro hoje, não consulta agendada. Se a dor for a comum, a de treino, a resposta prática é a seguinte. Anti-inflamatório em dose eventual não tem contraindicação formal com oxandrolona, como o @Foston disse. Só que ele não é neutro: retém sódio, sobe pressão e pesa no rim, e você já está tomando um composto que também mexe nesses pontos. Para dor de treino, eu ficaria com um analgésico simples em vez de anti-inflamatório. Dipirona é a opção mais tranquila nesse contexto brasileiro, porque alivia sem a parte renal e sem a parte hepática. Paracetamol também alivia, mas é metabolizado no fígado, e você está usando um oral que já dá trabalho para ele, então não é a primeira escolha aqui. Há ainda uma consideração que vale mencionar sem exagerar: existe pesquisa sugerindo que anti-inflamatório em dose alta e uso continuado pode atenuar a resposta de adaptação ao treino. Os resultados não são unânimes e não valem para um comprimido ocasional, mas valem contra a ideia de tomar todo dia para treinar sem incômodo. Sobre a dose, concordo que trinta miligramas por dia é bastante para mulher. E há uma ligação com a sua queixa: dor articular e muscular é uma das reclamações mais frequentes de quem usa oxandrolona em dose mais alta, associada à redução da retenção de líquido, que deixa articulação e tendão menos lubrificados. Se for esse o caso, reduzir a dose costuma resolver o sintoma melhor do que qualquer analgésico, e é uma conversa a ter com quem te acompanha, mesmo que o retorno esteja longe. Vale ligar no consultório e pedir uma orientação por telefone, isso a maioria dos médicos faz. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  30. Você listou quatro coisas na mesma frase como se fossem opções equivalentes, e elas não são. Duas ajudam, uma atrapalha e outra funciona por um caminho diferente do que você imagina. Vale separar. Proviron sai da lista, e por um motivo simples: mesterolona é um androgênio. Ela não estimula o eixo, ela sinaliza ao cérebro que já tem hormônio masculino sobrando, e o cérebro responde reduzindo o comando. Colocar proviron numa recuperação é empurrar na direção contrária à que você quer ir. Ele faz a pessoa se sentir melhor no curto prazo, com libido e disposição, e é justamente por isso que muita gente acha que está funcionando, enquanto o eixo continua parado. Se o objetivo é sair da supressão, ele é o contrário do remédio. Choriomon é hCG, e ele age em outro lugar. Tamoxifeno e clomifeno trabalham lá em cima, no hipotálamo e na hipófise, para que o comando volte a ser emitido. O hCG pula essa etapa e vai direto no testículo, imitando o LH. Ele é útil quando o testículo passou muito tempo sem estímulo e ficou pequeno e pouco responsivo, para reacordar a fábrica antes de mandar o comando de novo. Só que ele tem um efeito colateral de lógica: a testosterona que ele produz continua avisando o cérebro que está tudo cheio, o que mantém o eixo desligado. Por isso o uso que faz sentido é antes de começar os moduladores, e não junto com eles. Usar hCG durante a TPC atrapalha exatamente o que a TPC está tentando fazer. Sobrou o que de fato funciona, que é um modulador, e o esquema que o @Batata... passou é razoável. Eu só faria uma observação: usar clomifeno e tamoxifeno ao mesmo tempo não soma tanto quanto parece, porque os dois disputam o mesmo receptor. Um deles bem dosado costuma dar conta, e sobra menos efeito adverso. O que ninguém mencionou e que eu acho o mais importante no seu caso é como saber se deu certo. TPC não é ritual, é tratamento, e tratamento se confere. Espere de quatro a seis semanas depois de terminar a última cápsula, não durante, porque durante o modulador distorce o resultado, e colha testosterona total, testosterona livre, LH e FSH, de manhã cedo e em jejum. Se LH e FSH voltarem para a faixa normal com testosterona junto, o eixo religou. Se vierem baixos, você não está sendo cabeça dura nem impaciente, você tem uma alteração que precisa de endocrinologista, e quanto antes isso for identificado melhor. E há um exame que ninguém pede na sua idade e que eu pediria: espermograma. Você tem dezenove anos e provavelmente pretende ter filhos algum dia. A supressão do eixo derruba a produção de espermatozoides, e na maioria dos casos isso volta, mas o único jeito de saber é olhando. Se um dia houver problema, ter um exame de agora vale muito mais do que qualquer relato de fórum. Um ponto sobre a idade, sem sermão. Quanto mais jovem o organismo no primeiro contato, maior a chance de o eixo demorar a voltar ou não voltar por completo, e aos dezenove ele ainda está terminando de se estabelecer. Você já fez o ciclo, isso está feito. O que dá para fazer bem agora é a saída, e a saída bem feita é o que decide se isso vira um episódio ou um problema de anos. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  31. Vou começar pela frase que mais me chamou atenção, porque ela muda o resto: você diz que não precisou fazer TPC. Sem exame, essa afirmação significa apenas que você não sentiu nada. Queda de testosterona não dói e frequentemente não dá sintoma claro no primeiro ciclo, ainda mais em dose baixa. Pode ser que o eixo tenha voltado sozinho, é plausível, mas o modo de saber é medindo, e é exatamente isso que você está propondo fazer agora. Ótimo momento. O painel que eu pediria, e o porquê de cada item. Hormonal, colhido em jejum e de manhã cedo, entre sete e nove horas, porque testosterona varia ao longo do dia e colher à tarde produz número artificialmente baixo: testosterona total, testosterona livre, SHBG, LH, FSH, estradiol por método sensível e prolactina. LH e FSH são os que realmente respondem à sua pergunta, porque mostram se o comando lá em cima voltou a funcionar ou se está apenas empurrado de fora. Prolactina entra por causa da nandrolona, que tem essa particularidade. Sangue: hemograma completo, prestando atenção em hematócrito e hemoglobina. Testosterona estimula a produção de glóbulos vermelhos, e hematócrito alto é o achado que mais frequentemente faz alguém ter de interromper um protocolo. Sangue mais viscoso significa mais risco trombótico, e isso não dá aviso prévio. Fígado e rim: TGO, TGP, gama GT, bilirrubinas, ureia e creatinina. Aqui vai uma dica que quase ninguém sabe e que evita susto desnecessário. Creatinina é um produto do metabolismo muscular, então quem tem bastante massa magra tem creatinina naturalmente mais alta, e o cálculo de função renal que o laboratório faz em cima dela pode acusar uma alteração que não existe. Se a sua creatinina vier alterada, o exame que resolve a dúvida é a cistatina C, que não depende de massa muscular. Vale já pedir junto se você tiver histórico de creatinina no limite. Metabólico: perfil lipídico completo, glicemia de jejum e hemoglobina glicada. Agora a parte cardíaca, que você perguntou e que costuma ser respondida de forma vaga. Eletrocardiograma de repouso é barato, mas é pouco sensível para o que interessa aqui, e vem normal em muita gente com alteração relevante. O exame que efetivamente diz alguma coisa em quem usa anabolizante é o ecocardiograma. Ele mede a espessura da parede do ventrículo esquerdo e como o coração relaxa entre as batidas, e é justamente aí que aparecem as alterações descritas em usuários: parede mais espessa e enchimento prejudicado. Peça ecocardiograma transtorácico. Junto com isso, meça a pressão arterial em repouso ao longo de alguns dias, ou faça um MAPA se puder, porque hipertensão instalada silenciosamente é comum e é o achado que mais muda conduta. Sobre a dieta, faça a conta: cento e cinquenta gramas de proteína e cento e oitenta de carboidrato dão cerca de mil trezentas e vinte calorias vindas desses dois. Mesmo com uma quantidade razoável de gordura, você provavelmente está na casa das duas mil, e isso é pouco para quem tem dificuldade de ganhar peso e treina há doze anos. O carboidrato é o item mais barato de aumentar e o que mais rende no treino. Eu subiria ele antes de mudar qualquer outra coisa, e antes de aplicar qualquer coisa. Por último, o detalhe do tambor e da seringa. Você não sabe a dose que usou, e isso significa que não dá para repetir o protocolo que deu certo, porque ninguém sabe qual foi. Da próxima vez anote a concentração impressa no frasco, em miligramas por mililitro, e quantos mililitros por aplicação. É a diferença entre ter um histórico e ter uma lembrança. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  32. A segunda pergunta, sobre a TPC estar ok, ficou sem resposta, e é onde eu vejo mais coisa a ajustar. Comece pela ambiguidade da própria escrita. Você anotou tamoxifeno quarenta e clomifeno cem todos os dias, de doze em doze horas. Isso pode ser lido de dois jeitos: cem miligramas de clomifeno no dia, divididos em duas tomadas, ou cem em cada tomada, dando duzentos por dia. A segunda leitura é dose muito alta. Se um papel escrito pela sua própria mão permite duas interpretações com o dobro de diferença, corrija o papel antes de tomar qualquer coisa. Agora o ponto de fundo. Tamoxifeno e clomifeno são os dois moduladores seletivos do receptor de estrogênio, e no hipotálamo fazem a mesma coisa pelo mesmo caminho: bloqueiam o sinal do estrogênio, o cérebro entende que falta hormônio e aumenta LH e FSH. Somar os dois não soma o efeito de forma proporcional, porque eles disputam o mesmo receptor. Você acaba com mais efeito adverso do que ganho de resposta. Protocolo com um deles bem dosado costuma render o mesmo que a dupla. E se for escolher um, vale saber uma coisa sobre o clomifeno que raramente é mencionada. Ele não é uma substância única, é uma mistura de dois isômeros. O enclomifeno é a parte antiestrogênica, que é o que interessa para levantar o eixo. O zuclomifeno é a outra parte, tem ação estrogênica fraca e meia vida muito longa, na casa de semanas. Isso significa que, ao longo de uma TPC de quatro semanas, o zuclomifeno vai se acumulando no organismo, e é a ele que se atribui boa parte das queixas típicas de quem faz TPC com clomifeno: oscilação de humor, sensação de estar meio inchado e, principalmente, alteração visual. Sobre isso vale um aviso direto: visão embaçada, sensação de luzes ou rastros e dificuldade de foco são efeitos adversos reconhecidos do clomifeno, mais prováveis em dose alta e uso prolongado. Se aparecer, isso é motivo de interromper e procurar avaliação, não de aguentar até terminar a cartela. O tamoxifeno, nesse aspecto, é mais previsível, e é por isso que muita gente experiente acaba ficando só com ele. Um esquema de vinte miligramas por dia por quatro semanas, começando no ponto que você já calculou, é mais simples e costuma dar conta. Sobre o momento de começar, vinte e um dias depois da última aplicação de enantato está bem calculado, o éster já saiu quase todo. Mas repare num detalhe do seu próprio cronograma: a oxandrolona vai até a semana dez, e a TPC começa por volta da semana onze. Sobra pouco mais de uma semana entre parar o oral e iniciar a recuperação. Não é erro grave, só apertado. Encerrar a oxandrolona junto com o enantato deixa o desenho mais limpo. Sobre subir para setecentos e cinquenta e oitenta miligramas, concordo com o @Fellipe Rech, mas por um motivo adicional. Aumentar dose no meio do ciclo apaga a informação. Se você subir e melhorar, não vai saber se foi a dose maior ou o tempo acumulado, e se não melhorar vai continuar sem saber. Você está no terceiro ciclo, com vinte e dois anos, e o que mais vai te servir daqui para frente é ter um registro confiável do que cada protocolo entregou. Ciclo com dose fixa é o único que ensina alguma coisa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  33. Complementando o que já foi dito, tem três coisas nos seus números que pesam na decisão sobre o ECA e que ninguém conferiu ainda. A primeira é aritmética. Some os seus macros: cento e oitenta de proteína e cento e sessenta de carboidrato dão quatro calorias por grama cada, e quarenta e oito de gordura dão nove. O total fecha em torno de mil setecentas e noventa calorias, não duas mil. São duzentas calorias de diferença que você não sabia que estava cortando. E aí vem o ponto principal. Duas mil calorias já seriam pouco para um homem de oitenta e oito quilos com um metro e oitenta e seis que treina. A manutenção nesse perfil costuma ficar em torno de duas mil e oitocentas a três mil e duzentas. Você não está num déficit moderado, está tirando algo próximo de mil calorias por dia, e na prática mais que isso pela conta acima. Adicionar ECA sobre esse cenário não é acelerar um processo lento, é acelerar um processo que já está rápido demais. Déficit agressivo em ciclo tem um jeito característico de dar errado: a força cai, o treino piora, e a pessoa conclui que o produto é fraco. A segunda questão é a combinação em si, e essa é específica da trembolona. Ela é conhecida por elevar a frequência cardíaca em repouso e a pressão arterial, e por atrapalhar o sono, com aquele padrão de acordar de madrugada suando. A efedrina é um estimulante do mesmo eixo: sobe frequência cardíaca, sobe pressão, e tira o sono. As duas coisas somam na mesma direção, e num organismo de vinte e dois anos isso costuma aparecer como coração acelerado o dia todo e noite mal dormida. Se você for adiante mesmo assim, meça a pressão em repouso e a frequência cardíaca ao acordar, antes de começar e depois, e não trate como normal um repouso que subiu quinze ou vinte batimentos. A terceira é sobre o produto. Efedrina é substância controlada no Brasil e não circula com facilidade. Boa parte do que é vendido como ECA por aqui não tem efedrina, e sim sinefrina ou algum outro estimulante, com dose e composição que ninguém confere. Se você não sabe o que está no frasco, não dá para prever o efeito nem calcular o risco somado à trembolona. Sobre o esquema quinze dias usando e quinze parando, ele não vem de nenhum dado específico, é convenção de fórum. A perda de resposta à efedrina se instala em prazos que variam bastante entre pessoas, e o ciclo de calendário não corrige isso. A cafeína junto, essa parte tem base, ela realmente potencializa o efeito. Um detalhe menor de anotação: trinta e vinte mililitros não descrevem a sua dose. Mililitro é volume, e o que interessa é a concentração impressa no frasco. Anote em miligramas por semana, senão daqui a dois meses você não vai conseguir comparar este ciclo com o próximo, e a comparação é o que faz o registro valer alguma coisa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  34. Tem um problema no plano que é anterior à discussão de quantidade, e ele é justamente sobre o efeito que você está buscando. Você quer o GH nas últimas semanas para dar qualidade, ou seja, para aparecer mais seco. Só que o GH faz o contrário nesse prazo. Um dos efeitos mais consistentes dele no início do uso é aumento da água extracelular, com retenção que aparece como inchaço, dedos e mãos amanhecendo travados e rosto mais cheio. A parte lipolítica, que é a que você quer, não é imediata e vai se acumulando ao longo de meses. Entrar com GH nas quatro semanas finais de um ciclo é pegar exatamente a fase do inchaço e deixar de fora a fase do benefício. Provavelmente você acharia que o produto era falso, quando o resultado seria o esperado. Sobre a quantidade, o @Fellipe Rech já disse o essencial, mas vale colocar em número. Doze caixas de quatro unidades dão quarenta e oito unidades no total. Numa dose de quatro por dia, isso é menos de duas semanas de uso. Não é pouco para o objetivo, é praticamente nada em termos de tempo, e tempo é a variável que manda no GH. Uma correção sobre marcas, porque isso vai te economizar dinheiro: Biomatrop e Hormotrop são os dois somatropina, quer dizer, o mesmo hormônio de crescimento humano produzido por tecnologia recombinante. É a mesma molécula, com registro sanitário e exigência de equivalência. A ideia de que um é bem superior ao outro é conversa de balcão. O que muda entre eles é preço, apresentação e disponibilidade, não potência. Quem te disse isso te empurrou o mais caro. E, aproveitando, esses dois são medicamentos de farmácia, com receita. Isso é uma vantagem enorme sobre o que costuma circular como GH por aí, onde a chance de o frasco não conter hormônio nenhum é alta. Se você vai gastar esse valor, gaste no que tem procedência verificável, e a diferença de preço para o material clandestino se paga só em não jogar dinheiro fora. Agora, respondendo ao que você quer de fato, que é terminar o ciclo com boa aparência: quem entrega isso nas últimas semanas não é droga nenhuma, é o déficit calórico das semanas anteriores e o manejo de sódio e água nos últimos dias. Nenhum hormônio corrige uma camada de gordura que ainda está ali, e nenhum deles produz definição em quatro semanas se o percentual de gordura não estiver baixo. É pouco romântico, mas é assim que os caras que você vê secos chegam lá. Uma última observação sobre a sequência. Você emendou quatro semanas de nandrolona com enantato em outras quatro de trembolona com enantato, sem intervalo. Isso não é dois ciclos curtos, é um ciclo contínuo de oito semanas com troca de composto no meio. Não estou dizendo isso para dar sermão, é para você contar o tempo de supressão pelo total real e não pelo bloco. Quando for planejar a recuperação, a conta que vale é a de oito semanas, e ela ainda vai carregar a cauda da nandrolona. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  35. Respondendo direto ao título: vinte miligramas por seis semanas produz efeito mensurável, sim, não é dose simbólica. Mas tem um detalhe de tempo que vale entender, porque ele muda a expectativa. A oxandrolona atinge nível estável no sangue em dois ou três dias, então não existe aquele período de a droga demorar a pegar. O que demora é o tecido. Síntese proteica elevada só vira músculo se houver semanas de matéria prima e treino em cima. Ou seja, em seis semanas o fator limitante não é a substância nem a dose, é quanto você comeu de forma consistente nesse período. Se a dieta não estiver montada e cumprida, aumentar de vinte para trinta miligramas não compensa, só aumenta colateral. E é justamente aí que está o ponto que eu acho mais importante no seu caso. Você descreveu três anos de treino, facilidade de emagrecer e dificuldade de segurar o que ganha, vivendo entre inchar e emagrecer de novo. Esse padrão quase nunca é falta de anabolizante. Costuma ser uma fase de ganho curta demais seguida de um corte agressivo demais, e o corte agressivo devolve boa parte do que a fase de ganho construiu. Se esse ciclo de comportamento continuar igual, a oxandrolona vai entrar no meio dele e o resultado vai embora do mesmo jeito quando vier o próximo corte. Vale também levantar uma possibilidade que quase ninguém levanta em fórum de musculação. Mulher jovem que treina há anos, come e não consegue ganhar peso, com facilidade enorme para emagrecer, merece uma investigação simples antes de partir para hormônio. Peça TSH e T4 livre, porque tireoide acelerada dá exatamente esse quadro. Peça também hemograma, ferritina e a sorologia para doença celíaca, que é antitransglutaminase IgA junto com IgA total. Celíaca é bem mais comum do que se imagina e frequentemente não dá sintoma intestinal chamativo. Ela se manifesta como dificuldade de ganhar peso, cansaço e ferro baixo, e nesse cenário nenhuma dieta e nenhum ciclo funcionam direito, porque o alimento não está sendo absorvido. Se esses exames vierem limpos, aí a conversa é de dieta mesmo, e o alvo é bem concreto: superávit modesto e constante por vários meses, não seis semanas. Para o seu peso, algo em torno de duzentas a trezentas calorias acima da manutenção, todos os dias, incluindo fim de semana, já muda o quadro ao longo de um semestre. É menos empolgante do que começar um ciclo, mas é o que faz o ciclo valer alguma coisa quando ele vier. Sobre o esquema sugerido, subir e descer a dose ao longo das semanas não tem problema, apenas não tem vantagem farmacológica sobre manter uma dose fixa. Se for usar, manter dez ou quinze miligramas por dia de forma estável é mais simples de acompanhar e mais fácil de perceber a partir de que ponto algum sinal apareceu. E uma coisa que vale combinar antes de começar: defina agora quais sinais fazem você parar. Rouquidão, pelo novo no rosto e alteração no clitóris são os que não voltam atrás. Escrever isso antes é o que evita a conversa de daqui a dois meses de tentar decidir isso no meio do entusiasmo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  36. Indicação de vendedor não vai aparecer aqui, e isso não é rodeio, é regra do fórum. Mas dá para levar a sério a sua situação real, que é querer usar e não ter caminho, e há coisas úteis a dizer sobre isso. Comece pelo que talvez você não saiba: dos dois produtos que você citou, um deles tem sim caminho de farmácia no Brasil. Cipionato de testosterona é medicamento registrado, vendido com receita de controle especial. Não é item de mercado negro por natureza, é item de mercado negro porque a pessoa não quer ou não consegue passar por consulta. Nandrolona é outra história, praticamente sumiu da prateleira brasileira e hoje circula quase só em versão clandestina. Isso muda a conversa. Se o seu quadro tiver alguma indicação real, e um endocrinologista ou urologista é quem diz isso depois de exame, existe um caminho em que você recebe produto com procedência garantida, dose conferida e acompanhamento. Muita gente descarta essa possibilidade antes de tentar, achando que vai ser expulsa do consultório. Vai encontrar médico que não topa, vai encontrar médico que conversa. Vale gastar uma consulta antes de gastar dinheiro no escuro. Sobre o mercado paralelo, o ponto que quase nunca é dito e que eu acho o mais importante: o problema não é só a fraude, é você não ter nenhum recurso contra ela. Se chegar óleo com metade da concentração, ou outra substância, ou nada, você não reclama, não devolve, não processa e não denuncia. Nenhum mercado se mantém honesto quando o cliente não tem como cobrar, e é exatamente por isso que a taxa de produto adulterado é alta ali. Análises de produtos apreendidos vindos de laboratório clandestino encontram com frequência dose diferente do rótulo, substância trocada ou frasco sem princípio ativo nenhum. Não é azar de quem cai numa fonte ruim, é característica estrutural do arranjo. Some a isso o que a esterilidade duvidosa produz. Frasco preparado sem controle é a origem daquelas histórias de nódulo que vira abscesso e termina em drenagem no pronto socorro, que aparecem aqui no fórum com regularidade constrangedora. Se ainda assim você seguir por fora, faça pelo menos uma verificação objetiva. Colha testosterona total umas três a quatro semanas depois de começar. Com quatrocentos miligramas de cipionato por semana, o valor tem de estar muito acima do limite superior da referência. Se estiver perto do normal, o que está no frasco não corresponde ao rótulo, e você fica sabendo enquanto ainda dá para parar. @julieta_ta, no seu caso vale acrescentar uma coisa: oxandrolona é dos produtos mais falsificados que circulam, justamente por ser cara e por ser a mais procurada por mulheres. O que costuma ser vendido como oxandrolona no paralelo às vezes é estanozolol, que é bem mais barato e bem mais virilizante. É a troca que mais aparece em relato de mulher que teve colateral inesperado. Manipulação com receita resolve esse risco por inteiro, e para oxandrolona esse caminho existe. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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