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  1. Ontem

  2.    fisiculturismo reacted to uma postagem em um tópico: Laboratorio Vikings!!!!!
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  4.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Laboratorio Vikings!!!!!
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  9.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Laboratorio Vikings!!!!!
  10. Tem um detalhe na própria pergunta que já responde bastante, @cahhanka: enantato a 300 mg por ml. Nenhuma apresentação registrada usa essa concentração, o padrão de produto farmacêutico é 250 mg por ml ou menos. Concentração acima disso exige mais solvente para manter o éster dissolvido, normalmente mais álcool benzílico e benzoato de benzila, e é exatamente daí que vêm a dor pós-aplicação, a inflamação local prolongada e boa parte dos casos de nódulo endurecido. Quando o rótulo anuncia concentração alta como vantagem, ele está vendendo como qualidade aquilo que é custo. Sobre a discussão entre vocês, os dois têm um pedaço da razão. @adrix.mcz está certo em dizer que a palavra laboratório é usada de forma elástica no meio, mas está errado em dizer que no Brasil não existe nada legalizado. Existe sim: há testosterona com registro na Anvisa, em apresentações de cipionato, de undecilato e de associações de ésteres, além das opções transdérmicas. São medicamentos de controle especial, vendidos com receita, com lote, bula, validade e responsável técnico. O que não existe é venda legal sem receita, e é essa a fronteira real da conversa. Já o @Foston tem razão no risco do produto clandestino, mas o critério das ocorrências no Google não é bom termômetro. Ele mede volume de vendas e de marketing, não qualidade de fabricação. Marca grande do mercado paralelo tem milhares de menções e é a mais falsificada justamente por isso. O critério que presta é outro e é verificável. Antes de confiar num frasco, olhe o líquido contra a luz, procurando partículas, turvação ou mudança de cor. Depois de começar, confirme por exame: testosterona total colhida de 5 a 7 dias após a aplicação, com dose semanal de 250 a 300 mg, tem que estar bem acima do limite superior da referência. Se vier normal, o produto está subdosado. E observe a resposta local: dor forte que dura mais de dois ou três dias, vermelhidão que aumenta, calor, endurecimento progressivo ou febre são sinais de reação intensa ou de infecção, e nesse caso o assunto deixa de ser qual marca comprar e passa a ser procurar atendimento médico. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  11.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Fisiologia da hipertrofia muscular
  12. Texto muito bem escrito, @Tatim, e raro num fórum, sobretudo a parte de mionúcleos e de adaptação neural no início do treinamento. Deixo três complementos que atualizam alguns pontos. O primeiro é sobre a analogia da reforma da casa. Ela é didática, mas passou a ser questionada justamente no que tem de central: dano muscular não parece ser requisito para hipertrofia. Os trabalhos do grupo do Damas mostraram que o dano é máximo nas primeiras sessões, que é quando a hipertrofia praticamente não acontece, e vai diminuindo à medida que o treinado se adapta, período em que o crescimento acelera. Ou seja, a curva do dano e a curva do ganho andam em direções opostas. Além disso, boa parte do aumento agudo de área de secção transversa medido nos primeiros dias é edema por inflamação, não tecido novo, o que por muito tempo inflou resultados de estudos curtos. Hoje se entende que destruir não é pré-requisito para construir, e que dano excessivo consome capacidade de recuperação que poderia estar sendo usada para adaptação. O segundo é a hierarquia dos mecanismos. Da tríade clássica, tensão mecânica, dano e estresse metabólico, a tensão mecânica é o estímulo primário e os outros dois são, na melhor das hipóteses, coadjuvantes. A detecção de tensão parece ocorrer por mecanossensores na membrana e no citoesqueleto, com sinalização que converge para a via AKT/mTOR que você citou, incluindo o papel do ácido fosfatídico. A consequência prática disso é direta: o que produz crescimento é carga suficiente levada perto da falha, com séries efetivas, e não a sensação de destruição no dia seguinte. Dor muscular tardia é um péssimo indicador de qualidade de treino. O terceiro complemento é a parte mais interessante do que você levantou sobre núcleos. Existe boa evidência de que os mionúcleos adquiridos com o treino são retidos por longo período mesmo depois de destreino e atrofia, o que dá base fisiológica ao fenômeno da memória muscular: quem já construiu massa recupera muito mais rápido depois de meses parado do que alguém que nunca treinou. Isso ainda é debatido, com achados conflitantes sobre a permanência total dos núcleos, mas a recuperação acelerada é fato clínico observado por qualquer um que já voltou de uma pausa longa. E tem um desdobramento incômodo para o esporte: se anabolizantes aumentam a adição de mionúcleos, parte da vantagem pode persistir anos depois da interrupção, o que é um dos argumentos usados na discussão sobre banimentos permanentes. Traduzindo tudo em prática, para quem chegou até aqui pela busca: treine com carga progressiva, leve as séries a duas ou três repetições da falha, mantenha de 10 a 20 séries semanais por grupo muscular divididas em duas sessões, coma proteína suficiente e durma. O resto são detalhes.
  13.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Projeto: É-Que-Tô-Monstro
  14. Vou deixar registrado o que eu teria apontado no início, @xvlopes, porque vale para qualquer pessoa magra que chega com um plano parecido. O PHAT é uma rotina excelente, mas foi desenhada para intermediário e avançado. Ela tem volume alto, dois dias de força pesada com agachamento 5x5 e terra, mais três dias de hipertrofia, e supõe uma base de técnica e de tolerância a carga que não existe com três semanas de treino. Para quem está começando, o mesmo resultado vem com muito menos desgaste usando corpo inteiro três vezes por semana ou uma divisão superior e inferior em quatro dias, com dois a três exercícios por padrão de movimento e progressão simples de carga. Nos primeiros seis meses o fator limitante é aprendizado motor, não volume, e levantamento terra somado a agachamento pesado sem técnica consolidada é o caminho mais curto para lombar lesionada. Sobre o biotipo, o @Keto acertou em cheio. Ectomorfo não é uma categoria fisiológica, é herança de uma classificação dos anos 1940 que nunca se sustentou como preditor de resposta ao treino. Quem é magro e não ganha peso quase sempre come menos do que imagina e tem gasto espontâneo mais alto, aquele gasto com inquietação, andar, gesticular, que pode variar centenas de calorias entre duas pessoas do mesmo tamanho. A solução não é aceitar o rótulo, é medir e comer de acordo. E como comer mais é o seu verdadeiro desafio, vão as estratégias que funcionam para quem tem pouco apetite. Primeiro, densidade calórica: azeite no arroz, castanha, pasta de amendoim, abacate, leite integral em vez de desnatado. Trezentas calorias extras cabem em duas colheres de azeite, sem nenhum volume de comida adicional. Segundo, calorias líquidas entre as refeições, com leite, aveia, banana e pasta de amendoim, porque líquido não gera saciedade como sólido. Terceiro, não deixar o volume de fibra dominar o prato, porque salada enorme enche e não alimenta. Quarto, a regra prática: acrescente 300 kcal por dia e mantenha por duas semanas. Se o peso não subiu, acrescente mais 300. Ganhar 300 a 500 g por semana é o ritmo que constrói músculo sem gordura em excesso. Um cuidado específico do seu caso, e importante: você relatou úlcera. Isso muda três coisas. Evite anti-inflamatórios como diclofenaco, ibuprofeno e nimesulida, que é justamente a classe que a galera de academia usa para dor muscular e que agride a mucosa gástrica. Cuidado com jejum longo, excesso de café e pré-treino em estômago vazio, que pioram sintomas em muita gente. E se ainda não investigou, vale checar Helicobacter pylori, porque tratar a bactéria resolve boa parte dos casos e muda completamente a tolerância alimentar, o que é decisivo para quem precisa comer muito. O que eu deixaria como recado final para quem lê este tópico: diário de treino só funciona com atualização e com número, isto é, carga, repetição, peso e medida. Foto a cada quatro semanas é suficiente. Sem esse registro, o projeto vira intenção, e aí o esforço de quem parou para ajudar, como a @FaBHana fez aqui, acaba se perdendo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  15. Um dia de uso não diz nada, @Karolines2, então a conclusão de que o comprimido é falso ainda não se sustenta. A sibutramina inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina, e o efeito sobre saciedade aparece de forma progressiva. Costuma dar para perceber alguma redução de fome na primeira semana, mas o efeito pleno leva de duas a quatro semanas, e mesmo assim ele é modesto: nos estudos, a perda média fica em torno de 4 a 5 kg a mais que placebo ao longo de seis meses a um ano, sempre associada a dieta. Ela não desliga a fome, ela reduz um pouco e antecipa a saciedade. Existe um jeito melhor de checar se o produto é autêntico do que esperar emagrecer, e é observar os efeitos previsíveis da molécula. Sibutramina quase sempre causa boca seca, e com frequência insônia, constipação, dor de cabeça e leve aumento de frequência cardíaca e de pressão arterial. Se depois de sete a dez dias você não tiver absolutamente nenhum desses sinais, aí sim a suspeita de falsificação ou subdose ganha força. E vale lembrar de onde veio: comprada de alguém que vende anabolizante, fora de farmácia, sem lote e sem nota. Falsificação de emagrecedor é comum justamente por ser produto de alta procura, e o pior cenário não é a cápsula inerte, é a cápsula com outra substância dentro, como anfetamínico ou diurético, que já apareceu em apreensões. E tem a parte que precisa ser dita com clareza, porque envolve risco real. No Brasil a sibutramina só é vendida com receita de controle especial B2, em talonário azul, acompanhada de termo de responsabilidade assinado por médico e paciente. Essa exigência não é burocracia à toa: ela veio depois de um grande estudo de segurança que mostrou aumento de eventos cardiovasculares em pacientes de risco, o que levou a retirada do medicamento do mercado em vários países. A indicação formal é para obesidade com índice de massa corporal a partir de 30, como parte de um programa que inclui dieta e exercício, com dose máxima de 15 mg por dia. As contraindicações que mais importam na prática: hipertensão não controlada, doença cardiovascular ou arritmia, história de acidente vascular cerebral, hipertireoidismo, glaucoma de ângulo fechado, gravidez e amamentação. E uma interação que preocupa muito: se você usa antidepressivo, principalmente da classe dos inibidores de recaptação de serotonina, a combinação com sibutramina pode desencadear síndrome serotoninérgica, que é quadro grave, com agitação, febre, tremor, rigidez e taquicardia. O mesmo vale para triptanos usados em enxaqueca e para tramadol. O conselho prático: se você tem indicação real, vale fazer isso com receita e acompanhamento, medindo pressão arterial e frequência cardíaca antes e durante o uso. E, independentemente do medicamento, o resultado vem da dieta. Sibutramina em cima de alimentação não estruturada entrega pouco e depois o peso volta, porque nada foi aprendido no processo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  16. Respondendo primeiro a pergunta direta, @kadubhz: em caneta de 33 mg equivalente a 300 UI, cada unidade da escala corresponde a 1 UI, então marcar 8 significa 8 UI por aplicação. Isso é dose alta, e alta demais para quem está na primeira experiência com GH. As faixas que se usam na prática são aproximadamente 2 UI por dia para efeito mais voltado a recuperação, pele e sono, 3 a 4 UI para composição corporal, e acima de 6 UI já entra em território em que os efeitos adversos aparecem com frequência. Começar em 8 é pular três degraus de uma vez. O que costuma aparecer nessa dose: retenção de líquido com inchaço de mãos e pés, dor e formigamento por síndrome do túnel do carpo, rigidez articular, dor de cabeça e, o mais relevante a médio prazo, aumento de resistência à insulina. GH é contrarregulador da insulina, então ele eleva glicemia e, em dose alta mantida por meses, pode levar a intolerância à glicose. Quem usa dose alta por tempo prolongado também corre risco de crescimento de tecidos que ninguém quer que cresçam, incluindo órgãos internos e estruturas faciais, e essa parte não regride. O caminho mais racional é começar em 2 UI por dia, por duas semanas, e subir de 1 em 1 UI a cada duas ou três semanas conforme tolerância, parando de subir assim que aparecer inchaço ou formigamento. E existe uma forma objetiva de calibrar, que é o IGF-1 sérico. Ele é o marcador do efeito real do GH, e a ideia é mantê-lo na faixa alta da referência para a sua idade, não muito acima dela. Com isso você ajusta dose por número em vez de por sensação, e de quebra confere se o produto é autêntico: se o IGF-1 não subiu depois de três a quatro semanas, a caneta não tem GH ativo na quantidade declarada. Junto com ele, acompanhe glicemia de jejum, insulina e hemoglobina glicada. Sobre a divisão, cinco aplicações por semana com dois dias sem é um esquema bastante usado e faz sentido. Aplicação é subcutânea, com rodízio de pontos no abdômen, e a caneta precisa ficar refrigerada. Muita gente aplica à noite, mas se o objetivo inclui uso de carboidrato no pré-treino, aplicar pela manhã tende a interferir menos no pico natural noturno. Agora, a parte que me preocupa mais que o GH. Você está usando estanozolol 50 mg e oxandrolona 20 mg cinco vezes por semana, ou seja, dois orais 17-alfa-alquilados ao mesmo tempo, e sem nenhuma testosterona injetável de base. São três problemas somados. O primeiro é hepático: dois 17-AA juntos multiplicam a sobrecarga, e estanozolol em 50 mg diários é dose pesada. O segundo é lipídico, e aqui está o risco mais subestimado do fisiculturismo: essa dupla derruba HDL de forma dramática e sobe LDL, o que em ciclos longos é o que mais contribui para doença cardiovascular precoce. O terceiro é o eixo: sem testosterona exógena, você fica suprimido e sem reposição, o que significa libido no chão, disposição ruim e risco de humor alterado, além de articulações ressecadas pelo estanozolol. Se fosse para reorganizar, eu colocaria testosterona como base do ciclo, escolheria apenas um dos dois orais, em dose e tempo limitados, e manteria o GH em dose baixa titulada. E exames obrigatórios antes, na semana 6 e ao final: TGO, TGP, gama GT, bilirrubinas, perfil lipídico completo, hemograma com hematócrito, glicemia, insulina, hemoglobina glicada, IGF-1, ureia, creatinina, além de pressão arterial aferida em casa. Se o HDL despencar ou as transaminases subirem muito, isso é motivo de interromper os orais, não de continuar e ver no que dá. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  17. Tópico dos bons, @vitoriamm. A aderência à dieta é o fator que mais separa quem chega de quem desiste, e monotonia é a principal causa de abandono. Variar preparo em vez de trocar alimento é a solução certa, porque mantém o cálculo intacto e resolve o cansaço. Umas ideias que mudam muito a percepção sem mexer em macro nenhum. Ácido e sal mudam mais o sabor do que gordura: limão, vinagre de vinho, vinagre de maçã, mostarda e picles custam quase zero caloria e transformam um frango sem graça. Temperos secos também fazem milagre, e vale ter páprica defumada, curry, cominho, alho em pó, pimenta calabresa, orégano e ervas de Provence em casa, porque o mesmo peito de frango vira quatro pratos diferentes só rodando o tempero. E textura conta tanto quanto sabor: o mesmo alimento assado, cozido, grelhado, desfiado ou em purê passa uma sensação completamente diferente de refeição. Duas dicas técnicas específicas. A primeira é sobre carne magra ressecar: salmoura rápida resolve. Uma colher de sopa de sal em um litro de água, deixando o frango de 30 minutos a 2 horas antes de cozinhar, e ele sai muito mais suculento, sem acrescentar gordura. A segunda é sobre a batata, já que ela é seu carboidrato principal: cozinhar e deixar esfriar na geladeira aumenta o amido resistente, que fermenta no intestino e alimenta a microbiota, e ainda reduz um pouco a resposta glicêmica. A batata de ontem, comida fria em salada ou reaquecida, é diferente da batata recém-cozida. Sobre a airfryer, ela é excelente justamente porque entrega crocância com pouca ou nenhuma gordura adicionada. Só um detalhe de contagem que confunde muita gente: o azeite que você borrifa continua contando, e uma colher de sopa tem cerca de 120 kcal. Se estiver com a dieta apertada, medir o óleo com colher em vez de despejar direto no alimento evita que 200 kcal invisíveis entrem todo dia. E uma última, para dia de treino de inferiores em que você inclui feijão: combinar feijão com uma fonte de vitamina C na mesma refeição, como o limão da salada ou um pouco de tomate, melhora a absorção do ferro não heme. É detalhe pequeno, mas ao longo de meses de dieta faz diferença, ainda mais em mulher.
  18. @Beta antes de decidir se desiste, você precisa saber o que tem dentro desse frasco, porque a conversa muda completamente. O Anavar da Hi-Tech não é oxandrolona, nisso você já está certa, mas também não é um suplemento inócuo. A fórmula declarada traz uma mistura de pró-hormonais, com 4-DHEA, 1-DHEA e epiandrosterona, além de ecdisterona, laxogenina e 25R-espirostano. Os três primeiros são precursores androgênicos de verdade: o 4-DHEA converte em testosterona e a epiandrosterona converte em di-hidrotestosterona, enquanto o 1-DHEA vira 1-testosterona, que é um androgênio potente e que não aromatiza. Isso muda a avaliação de risco para mulher. Não é questão de o produto ser fraco, é que a via de conversão é justamente a androgênica, que em mulher traz risco de virilização: engrossamento de voz, aumento de clitóris, pelos faciais, acne e alteração de ciclo menstrual. Voz e clitóris são as alterações que não regridem. Por isso, no seu caso eu pararia, não por decepção com o resultado, mas por não fazer sentido correr esse risco específico em um produto de dose fechada em blend proprietário, no qual você não sabe quantos miligramas de cada precursor está tomando. Sobre não sentir nada em dez dias, é esperado por dois motivos. Primeiro, o tempo: qualquer coisa hormonal leva de três a quatro semanas para dar sinal claro de força, e mudança de composição corporal leva meses. Segundo, a quantidade: em blend proprietário de 1900 mg, a fração de cada pró-hormonal é desconhecida e normalmente baixa, e a conversão em hormônio ativo é ineficiente por causa do metabolismo hepático de primeira passagem. Seu amigo homem relatar aumento de libido é coerente com a via androgênica, e é justamente o efeito que você não quer. Uma correção ao que foi dito no tópico: não é o caso de chamar de puro marketing e efeito placebo. Ecdisterona, por exemplo, tem pelo menos um ensaio controlado em humanos com sinal positivo sobre massa magra, forte o suficiente para a agência mundial antidoping ter colocado a substância em monitoramento. A evidência é limitada e a magnitude é discutível, mas dizer que não faz nada é ir longe demais. Já laxogenina não tem estudo humano publicado que sustente as promessas do rótulo. E o problema maior não é eficácia, é o que a lista de precursores androgênicos representa para uma mulher. @FaBHana tem razão no ponto central: sem dieta e treino ajustados, nada disso rende. E vale acrescentar que treinar todos os dias, sem dia de descanso, costuma atrapalhar mais do que ajudar. Músculo cresce na recuperação, não na sessão. Quatro a cinco sessões bem feitas por semana, com carga progressiva registrada e proteína entre 1,6 e 2 g por quilo, entregam mais do que sete sessões seguidas com o corpo sem recuperar. Se em algum momento você quiser mesmo usar algo, o caminho honesto é oxandrolona de verdade, em dose feminina de 5 a 10 mg por dia, por seis a oito semanas, com exames antes e depois, e não um blend americano com meia dúzia de precursores em quantidade desconhecida. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  19. Oxandrolona é o oral mais fraudado do mercado, @Vagno, e o motivo é econômico: o insumo é caro, então compensa ao falsificador vender outra coisa no lugar. As substituições mais comuns são dianabol, estanozolol e até uma simples cápsula de nada, e vale saber reconhecer cada uma pela resposta do corpo, porque você não tem laudo mas tem sintomas. Oxandrolona de verdade, em dose de 20 a 40 mg por dia para homem, dá um ganho de força perceptível, aumento de pump e vascularização, mudança pequena no peso e praticamente nenhuma retenção. Se em uma semana você ganhar 2 a 3 kg, ficar com rosto inchado, sentir aumento grande de apetite e notar retenção, muito provavelmente é dianabol, que aromatiza. Se aparecer dor e ressecamento articular, cãibra e um efeito bem seco, o mais provável é estanozolol. E se não acontecer absolutamente nada em três a quatro semanas com dieta e treino em ordem, a cápsula provavelmente é inerte ou está muito subdosada. Tem também o teste objetivo, que é sangue. Oxandrolona suprime bem o eixo mesmo em dose moderada, então testosterona total colhida em jejum antes de começar e repetida na terceira ou quarta semana mostra queda clara. Se a testosterona não se mexeu, não tem androgênio ativo naquela cápsula. E o perfil lipídico é o marcador mais sensível de todos: oxandrolona derruba HDL de forma marcante, às vezes pela metade, em poucas semanas. Um HDL intocado depois de um mês de uso é praticamente prova de que você não está tomando o que acha. Aproveitando, dois cuidados independentes de marca. Por ser 17-alfa-alquilada, ela tem passagem hepática, então vale TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas antes e ao fim do uso, e limitar o período a algo em torno de seis a oito semanas. E como o impacto lipídico é o principal custo, vale repetir o lipidograma e não empilhar com outro oral no mesmo período. Cápsula com selagem irregular, pó com cor ou cheiro fora do padrão e peso visivelmente diferente entre unidades do mesmo frasco são sinais de capsulação artesanal, e aí a variação de dose entre uma cápsula e outra é grande. Nesse caso a suspeita que você já teve provavelmente está certa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  20. Dá para responder com número, @F.rossi, e sem precisar das fotos. Existe uma referência prática bastante usada, que é ganhar de 1 a 1,5 por cento do peso corporal por mês na fase inicial de treino. Para alguém de 70 kg, isso dá algo entre 700 g e 1 kg por mês. Em termos de massa magra pura, o teto realista de um iniciante homem fica em torno de 1 a 1,2 kg por mês nos primeiros seis meses, caindo para cerca de metade disso no segundo ano e para algo entre 1 e 3 kg por ano depois. Em mulher, aproximadamente metade desses valores. A parte prática disso é que existe um limite fisiológico de síntese de tecido muscular, e ele não obedece ao tamanho do superávit. Se você comer 800 kcal acima da manutenção em vez de 300, o músculo não cresce mais rápido, só a gordura cresce junto. Por isso o superávit que funciona para bulking limpo é pequeno: algo entre 200 e 400 kcal acima da manutenção, com proteína entre 1,6 e 2,2 g por quilo. Quem ganha 3 kg num mês está ganhando talvez 1 kg de músculo e 2 kg entre gordura, água e conteúdo intestinal. Sobre como saber se está no ritmo certo, dois indicadores resolvem. O primeiro é a média semanal de peso, e não o peso de um dia, porque a variação diária facilmente passa de 1 kg. O segundo é a cintura medida com fita a cada quinze dias, sempre no mesmo ponto. A regra é simples: se o peso sobe e a cintura fica estável ou quase, o ganho é de qualidade. Se a cintura começa a subir junto ou mais rápido, o superávit passou do ponto e é hora de reduzir 150 a 200 kcal. Um detalhe que quase ninguém comenta e que importa no seu caso: iniciante costuma ganhar peso rápido nas primeiras semanas por motivos que não são músculo, principalmente glicogênio e água, ainda mais se começou creatina no mesmo período. Esse ganho inicial de 1 a 2 kg é normal e não repete nos meses seguintes. Se você usar ele como parâmetro, vai achar que estagnou depois e acabar inflando a dieta sem necessidade. E, como o @Beetlebum013 e o @harmd apontaram, a variação individual é real, principalmente por genética e por quão bem você dorme e progride no treino. Mas a faixa acima é um bom termômetro: dentro dela, siga. Muito acima dela, você está ganhando mais gordura do que precisa.
  21. Os links das fotos não estão mais abrindo, @arnoldferrigno, então não dá para avaliar as poses. Mas tem duas coisas no que você descreveu que valem mais que a avaliação visual. A primeira é a distribuição do treino. Bíceps, tríceps e ombro aparecem 2 a 3 vezes por semana, enquanto peito, costas e perna aparecem uma vez só. Isso está invertido em relação ao que produz densidade e proporção. Grupos grandes é que sustentam a estrutura do shape, e são eles que respondem melhor a frequência de duas vezes por semana. Braço já recebe bastante estímulo indireto em todo supino, desenvolvimento, remada e puxada, então três sessões diretas costumam significar volume redundante e recuperação comprometida, principalmente quem também faz levantamento olímpico três vezes por semana. Eu inverteria: costas e perna duas vezes, peito duas vezes, braço uma a duas sessões curtas de complemento. A segunda é a combinação de efedrina 25 mg com 400 mg de cafeína, e aqui vale atenção de verdade. Os dois são estimulantes que agem em vias convergentes, a efedrina liberando noradrenalina e agindo em receptores adrenérgicos, a cafeína bloqueando adenosina e potencializando a resposta simpática. Juntos, o efeito não soma, multiplica. O que se observa é aumento de frequência cardíaca e de pressão arterial, arritmia em pessoas suscetíveis, tremor, ansiedade, insônia e menor tolerância ao calor. E 400 mg de cafeína por si só já é o limite diário considerado seguro para adulto saudável. Somado ao LPO, que é modalidade com pico pressórico alto, a conta fica pesada. Se você mantiver o uso, no mínimo afira pressão em repouso algumas vezes por semana, não use nos dias de treino mais pesado de LPO, respeite pelo menos oito horas entre a última dose e o horário de dormir, e interrompa imediatamente se aparecer palpitação, dor no peito, falta de ar ou tontura. Também vale lembrar que estimulante não queima gordura de forma relevante. O efeito termogênico é pequeno e o ganho real é indireto, por supressão de apetite e mais disposição para treinar. Num cutting bem montado, com déficit definido e proteína alta, a diferença que eles fazem no resultado final é pequena perto do risco cardiovascular que adicionam. Se o cutting está travando, o problema quase sempre está no déficit real e na aderência, não na falta de termogênico. Se você repostar as fotos em outro host que funcione, com as poses de frente, costas, lateral e duplo bíceps, comento a parte estética com prazer, principalmente proporção de ombro e cintura e o quanto ainda vale segurar o corte antes de partir para ganho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. O critério de contar ocorrências no Google tem um problema sério, @Foston: ele mede popularidade, não qualidade. Marca underground grande aparece muito justamente porque vende muito, e é exatamente a que mais é falsificada. Marca pequena com produção decente pode ter quase nenhuma menção. Já vi os dois casos. Presença na internet serve no máximo para detectar o rótulo criado ontem, e olhe lá. O que realmente responde a pergunta do @Bravosilva não é reputação, é medida. Duas formas objetivas, ambas ao alcance de quem já comprou. A primeira e mais barata é o sangue: colha testosterona total antes de iniciar e repita de 5 a 7 dias depois de uma aplicação, no mesmo horário e no mesmo laboratório. Com dose semanal de 250 mg de um éster longo, o valor tem que estar bem acima do limite superior da faixa de referência. Se vier dentro da faixa normal, você está segurando um frasco subdosado, e isso deixa de ser opinião de fórum e vira dado. A segunda é enviar amostra para análise independente, que existe fora do Brasil e custa algumas dezenas de dólares por composto. Além da dose, o que preocupa em produto de origem desconhecida é esterilidade. Ampola com partícula visível, líquido turvo, cor fora do padrão ou cheiro forte deve ser descartada. E depois da aplicação, vermelhidão que aumenta em vez de diminuir, calor local, endurecimento progressivo ou febre são sinais de infecção, que precisa de avaliação médica rápida e não melhora sozinha. Abscesso de aplicação é o tipo de complicação que tira alguém da academia por meses. @FaBHana e @BorisBuilding estão certos na desconfiança, só acrescento que a mesma desconfiança vale para marcas conhecidas compradas fora do circuito formal, porque o que se falsifica é exatamente o rótulo que tem nome. Se houver a possibilidade de receita e produto de farmácia com registro, essa é a única rota em que a rastreabilidade de lote é real. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  23. @Marcia_B o seu problema tem nome e tem solução, e ele aparece com clareza nos números que você postou: 1482 kcal para 68 kg treinando seis vezes por semana. Isso não é dieta de manutenção, é déficit em cima de quem já vem de restrição severa. E é exatamente por isso que você sente que o metabolismo travou. Vale explicar o que realmente acontece, porque a expressão metabolismo ferrado costuma vir junto de muito mito. Existe um fenômeno real, chamado adaptação metabólica: depois de perda de peso grande e prolongada, o gasto energético cai mais do que seria esperado só pela massa perdida. Isso ocorre por queda de leptina, redução de T3, aumento da eficiência muscular e, principalmente, redução do gasto com movimento espontâneo, aquele gasto de andar, gesticular, subir escada, que despenca sem a gente perceber. O que não é verdade é que isso seja permanente ou irreversível. Com recuperação calórica gradual, esse gasto volta a subir. Seu metabolismo não está quebrado, está em modo de economia porque você o deixou nesse modo por muito tempo. O caminho para sair disso é subir calorias devagar, e não continuar cortando. Na prática, acrescente de 100 a 150 kcal por semana, principalmente em carboidrato, e acompanhe o peso pela média semanal. O peso vai oscilar para cima nos primeiros dias por glicogênio e água, o que assusta quem tem medo de engordar de novo, mas não é gordura. Siga subindo até chegar numa faixa de manutenção real, provavelmente algo entre 2000 e 2200 kcal no seu caso, e fique ali por dois a três meses antes de pensar em qualquer déficit novo. Com três meses de treino e o percentual de gordura que você descreve, esse período tende a ser de recomposição, com você ganhando massa magra e perdendo gordura ao mesmo tempo, o que é justamente o que vai mudar a aparência. Mantenha a proteína entre 110 e 130 g por dia, que é onde você já está, e não a reduza durante essa subida. O treino também precisa de ajuste, e na direção contrária do que parece. Seis sessões por semana com trinta séries por dia, quase tudo em três por quinze mais exaustão, é volume alto demais para alguém comendo 1482 kcal. Volume sem recuperação não constrói, só consome. Eu reduziria para quatro a cinco sessões, com quinze a vinte séries por sessão, e mudaria a faixa principal de repetições para 6 a 12 com carga que realmente desafie, mantendo 12 a 15 apenas em exercícios de isolamento. Séries de quinze com peso leve em tudo têm o mesmo problema que a dieta: muito esforço, pouco estímulo de força. E anote carga e repetições, porque progressão registrada é o que diferencia um treino que evolui de um treino que só cansa. Sobre estrias e flacidez abdominal depois da gestação e de perder 24 kg, vou ser direto porque você merece franqueza. Estrias já formadas não desaparecem, elas clareiam e ficam menos aparentes com o tempo, e existem tratamentos dermatológicos que melhoram textura e cor, com resultado parcial. A flacidez de pele melhora com tempo, com ganho de massa magra por baixo e com estabilidade de peso, e em alguns casos permanece um excesso de pele que só cirurgia resolve. Nada disso impede o objetivo que você descreveu, que é ter um corpo com o qual você se sinta bem. Só não vale usar isso como régua para medir progresso, porque o que muda mais nos próximos meses é densidade muscular, postura, força e disposição. Uma última coisa importante: você disse que não tem exames. Depois de uma perda de peso grande e rápida com alimentação muito restrita, vale fazer hemograma, ferritina, ferro, vitamina B12, vitamina D, TSH, T4 livre, glicemia e perfil lipídico. Deficiência de ferro e alteração de tireoide são comuns nesse cenário e explicam boa parte do cansaço e da dificuldade de evoluir. E se o ciclo menstrual estiver irregular ou ausente, isso é um sinal importante de disponibilidade energética baixa e precisa de avaliação médica, não de mais corte. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. Respondendo item por item, @priscillaassis. Oxandrolona, não. E o motivo não é moral, é de custo e benefício. Você está começando agora, e os primeiros um a dois anos de treino são justamente o período em que o corpo responde melhor, com o maior ganho de massa magra que você terá em toda a vida de treino. Usar um anabolizante nessa fase é gastar uma carta que você nem precisa, assumindo um risco que em mulher tem parte irreversível: engrossamento de voz e aumento de clitóris não voltam quando se interrompe. Oxandrolona faz sentido para quem já explorou anos de treino e dieta e chegou perto do próprio teto, não para quem ainda não entrou na academia. Creatina, sim, e é o suplemento com melhor evidência que existe. De 3 a 5 g por dia, todos os dias, incluindo dias sem treino, em qualquer horário. Não precisa de fase de saturação nem de ciclos de pausa. Ela ajuda em força, volume de treino e ganho de massa magra, e é segura para uso contínuo em pessoas com função renal normal. Nas primeiras semanas o peso pode subir de 1 a 2 kg por retenção de água dentro do músculo, o que é efeito esperado e não é gordura. Whey, opcional. Ele é só uma forma prática e cara de proteína. Se você consegue comer ovo, frango, carne, peixe, iogurte e leite o suficiente no dia, não precisa. Se a rotina aperta e alguma refeição fica sem proteína, aí ele resolve bem. BCAA, não. Esse é o caso mais claro de suplemento desnecessário para quem come proteína suficiente. Os aminoácidos de cadeia ramificada já vêm em qualquer proteína completa, e os estudos que testaram BCAA isolado em pessoas com ingestão proteica adequada não mostram ganho adicional de massa nem de recuperação. É dinheiro melhor gasto em comida. Sobre a dieta, como o objetivo é ganhar massa e não emagrecer, você precisa de superávit leve. Comece estimando a manutenção, coma cerca de 200 a 300 kcal acima dela e acompanhe o peso semanalmente. Proteína entre 1,6 e 2 g por quilo, ou seja, algo entre 110 e 130 g por dia no seu peso, distribuída em três a quatro refeições. Gordura em torno de 60 a 70 g e o resto em carboidrato. Não precisa ser complicado, precisa ser constante. E o ponto mais importante de todos: bicicleta 40 minutos por dia não constrói glúteo nem perna. O que dá forma a essas regiões é treino de força com carga progressiva. Comece com três sessões semanais de corpo inteiro, com agachamento ou leg press, levantamento terra ou stiff, elevação pélvica, puxada, remada, desenvolvimento e um trabalho de abdômen. Duas a três séries por exercício, de 8 a 12 repetições, anotando carga e repetições para conseguir aumentar toda semana. Mantenha a bicicleta, que é ótima para saúde cardiovascular, só não espere que ela faça o serviço do peso. Se fizer isso por seis meses com constância, você vai estar num ponto em que talvez nem queira mais discutir oxandrolona, porque o resultado do treino inicial costuma surpreender. E se ainda quiser, vai ser uma decisão bem mais informada, com base e com exames. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  25. @Nay parabéns pelos 7,5 kg, e pelo jeito como foram perdidos, com treino mantido e dieta estruturada. Mas tem uma contradição no seu plano que precisa ser resolvida antes de qualquer ajuste fino: você quer aumentar massa magra e está há quatro meses em déficit calórico. Essas duas coisas brigam. Fazendo a conta da sua dieta, a proteína está boa, por volta de 120 a 130 g, o que dá mais de 2 g por quilo, só que o total calórico está claramente em faixa de emagrecimento. Para construir músculo com dez anos de treino, você precisa de superávit leve, algo como 200 a 300 kcal acima da manutenção, porque quem não é iniciante praticamente não ganha massa em déficit. Na prática, sugiro fechar o ciclo de emagrecimento e entrar numa fase de ganho por pelo menos quatro a seis meses. Sobe as calorias devagar, principalmente com carboidrato em torno do treino, mantém a proteína onde está e aceita que o peso vai subir um pouco. Se a balança travar com você comendo a mesma coisa, é sinal de que a manutenção subiu e você pode acrescentar mais um pouco. O treino é onde eu faria a maior mudança. Hoje são quatro sessões para membros inferiores e abdômen e apenas uma para todo o tronco, com quatro exercícios. Costas, ombro, peito e braço recebem uma fração do estímulo que a perna recebe, e isso a longo prazo cria desproporção e limita justamente a impressão de massa magra que você busca. Eu redistribuiria para duas sessões de superiores por semana, cada uma com puxada vertical, remada, um empurrão horizontal, desenvolvimento e trabalho direto de bíceps e tríceps, mantendo duas sessões de inferiores bem feitas em vez de três. Abdômen não precisa de um dia próprio, encaixa no fim de outras sessões. Sobre o Hashimoto, uma observação prática que faz diferença real: a levotiroxina precisa ser tomada em jejum, de 30 a 60 minutos antes da primeira refeição, e cálcio, ferro e café reduzem bastante a absorção. Você toma queijo no café da manhã às 6h50 e iogurte à noite, então vale conferir o intervalo entre o Levoid e esses alimentos, idealmente quatro horas de distância do cálcio. Absorção irregular significa TSH oscilando, e TSH oscilando bagunça energia no treino, composição corporal e recuperação. Vale também manter TSH, T4 livre e anticorpos em acompanhamento regular, sobretudo se você mudar muito o peso, porque a dose pode precisar de ajuste. Duas coisas sobre o que você usa. A primeira é a oxandrolona: 40 mg por dia é dose masculina. Para mulher, a faixa usual é 5 a 10 mg, e nessa dose de 40 mg o risco de virilização é alto, com voz, clitóris e traços que não regridem. Se você repetir em algum momento, repita numa fração disso e com exames antes e depois. A segunda é o Yomax, que é um medicamento à base de cloridrato de ioimbina, não um suplemento. Ioimbina bloqueia receptores alfa-2 adrenérgicos e por isso aumenta liberação de noradrenalina, com efeitos previsíveis de taquicardia, aumento de pressão, ansiedade e insônia. Somada a cafeína e a um quadro de tireoide em ajuste, essa combinação incomoda mais do que ajuda em muita gente. Se você sentir palpitação, tremor ou sono ruim, esse é o primeiro item da lista a sair. O restante da suplementação está coerente: creatina em 3 a 5 g por dia, todo dia, é o que tem melhor evidência para força e massa magra, e ômega 3 e whey resolvem bem o que precisam resolver. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  26. @TechnoViking os números que você passou já dizem bastante, então vou por eles. Com 63 kg e 2500 kcal, 130 g de proteína dão pouco mais de 2 g por quilo, o que é adequado e não precisa subir. Gordura em 65 g está no limite de baixo aceitável, cerca de 1 g por quilo, e eu não deixaria cair disso, porque gordura dietética sustenta produção hormonal e absorção de vitaminas lipossolúveis. O carboidrato em 300 g ou mais está bom para quem treina cinco vezes na semana. A pergunta que falta responder é se 2500 kcal é superávit de verdade para você. Se o peso não subiu nas últimas quatro semanas, não é, e nesse caso a solução é simples: acrescente 200 kcal, espere duas semanas, reavalie. Quem tem estrutura leve costuma subestimar bastante o próprio gasto. Sobre a divisão, push, pull, legs somado a upper e lower em cinco sessões é uma estrutura boa e já resolve bem a frequência: cada grupo acaba sendo treinado duas vezes por semana, que é o que a literatura mostra funcionar melhor que uma vez só com o mesmo volume total. Os dois pontos em que esse modelo costuma falhar são volume mal distribuído e falta de progressão. Como referência prática, mire de 10 a 20 séries semanais por grupo muscular grande, somando o que aparece nos dois dias em que ele é treinado, e trate séries de peito em supino como também trabalho indireto de tríceps e ombro. Se o total passar muito de 20 séries semanais por grupo, o problema deixa de ser estímulo e passa a ser recuperação. A parte que decide, e que é independente da planilha: registro de carga. Anote peso e repetições de cada série e tenha uma regra de progressão explícita, do tipo, quando eu conseguir o topo da faixa de repetições em todas as séries, subo a carga na próxima sessão. Dois anos de treino sem esse registro costumam significar um ano de progresso e um ano parado. Se o seu treino atual não tem essa regra, essa é a mudança de maior impacto que você pode fazer hoje, mais do que trocar exercícios. Duas observações específicas do seu caso. A primeira é o horário: treinando às 18 h, o pré-treino mais importante é a refeição que vem uma a duas horas antes, com carboidrato e proteína. Segunda, sobre a cirurgia de joelho, vale ajustar amplitude e seleção de exercícios conforme a resposta articular, priorizando agachamento com amplitude confortável, leg press com pés bem posicionados e bastante trabalho de posterior de coxa e glúteo, que costuma proteger o joelho. Sobre a desvenlafaxina, sem mexer no que já está prescrito: alguns inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina alteram apetite, sudorese, frequência cardíaca e sono, e todos esses pontos afetam treino e ganho de peso. Se você sentir dificuldade grande para comer o suficiente, alteração de sono ou fadiga fora do padrão, vale registrar e levar ao psiquiatra que acompanha, porque existe ajuste possível sem prejuízo do tratamento. Não altere dose nem interrompa nada por conta própria. Se quiser um ponto de partida estruturado para comparar com o que você faz hoje, o simulador de treino do site gera um rascunho de rotina: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ A saída é simulada e serve para ajuste, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  27. @sTasIak antes de avaliar o protocolo, vale olhar o diagnóstico, porque ele está incompleto. Você conclui que o ciclo de boldenona com enantato rendeu só retenção, mas subir de peso até 82 kg com 16 por cento de gordura e voltar sentindo-se igual não é sinal de composto fraco. É sinal de superávit calórico grande demais e provavelmente de estradiol alto sem controle. Boldenona aumenta apetite de forma marcante e enantato aromatiza, então quem come no automático nesse esquema ganha peso rápido e uma boa fatia disso é água e gordura. O composto seguinte não conserta isso. Só a condução da dieta conserta. Sobre a fase 1, propionato de testosterona a 100 mg em dias alternados dá algo em torno de 350 mg semanais, e o mesmo para o masteron. A dose está coerente e a frequência em dias alternados é correta para propionato, que tem meia-vida curta, de aproximadamente 2 dias. Duas ressalvas. A primeira é que masteron entrega muito pouco a 15 por cento de gordura. Ele é derivado de DHT, não aromatiza, tem afinidade alta pelo receptor androgênico e dá aquele aspecto de dureza e vascularização, mas esse efeito só aparece de verdade abaixo de 10 a 12 por cento. Antes disso você está pagando por um composto cujo principal benefício visual você não vai enxergar. A segunda é que masteron tem ação antiestrogênica parcial, o que somado a um ciclo de propionato pode derrubar demais o estradiol em algumas pessoas, com libido caindo, articulação dolorida e desânimo. Se aparecerem esses sinais, o culpado costuma ser estradiol baixo, não falta de dose. A fase 2 é onde eu mudaria de verdade. Emendar oito semanas de trembolona logo depois de oito semanas de outro ciclo significa dezesseis semanas contínuas de supressão, sem recuperação nenhuma no meio, e com o composto mais pesado deixado para o final. Trembolona não é um passo natural depois de boldenona: ela tem atividade progestagênica, pode subir prolactina, é famosa por insônia, sudorese noturna intensa, queda de condicionamento cardiovascular, irritabilidade e impacto forte em perfil lipídico. Como ela não aromatiza, se a testosterona ficar em 350 mg com trembolona em 300 mg, muita gente termina com estradiol baixo e sintomas que parecem depressão. Para quem nunca usou, colocar trembolona no final de um encadeamento longo é justamente o pior momento, porque você chega nela já suprimido, já cansado e sem base de comparação. O desenho que eu faria no seu lugar, com o mesmo material e o mesmo prazo, é um só ciclo, não dois. Doze semanas com propionato de testosterona em torno de 300 a 400 mg semanais, mantendo masteron a partir do momento em que você estiver abaixo de 12 por cento, em déficit de 400 a 500 kcal, proteína em 2 a 2,2 g por quilo, treino de força mantido pesado e cardio como ferramenta de ajuste fino, não como protagonista. Sair de 15 para 10 por cento em doze semanas é totalmente factível assim, e você chega no objetivo com um composto a menos, um risco a menos e uma recuperação bem mais simples. Depois disso, TPC, três a quatro meses limpo, exames e só então pensar na próxima fase de ganho. Sobre acompanhamento, já que você fez exames e está saudável: repita na semana 6, com testosterona total e livre, estradiol sensível, prolactina, hemograma com hematócrito, perfil lipídico completo, glicemia, TGO, TGP, gama GT, ureia e creatinina, e afira pressão em casa duas vezes por semana. Propionato costuma ser o éster que mais incomoda na aplicação, então divida o volume entre glúteo e vasto lateral e faça rodízio, porque aplicação em dias alternados durante oito a doze semanas castiga o mesmo ponto. Uma última observação sobre o que você chamou de resultado medíocre. Cinco anos de treino entre idas e vindas, na sua própria descrição, é o dado mais importante do post. Ciclo não substitui continuidade. Se a carga do treino não está subindo de forma registrada e a dieta não está medida, qualquer protocolo vai entregar menos do que você espera e você vai terminar culpando o composto de novo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  28. Sobre onde comprar não vou te ajudar, @Lecco, e não é por moralismo. É que a informação que o Visitante Keto trouxe está correta: no Brasil o produto não tem registro. A Anvisa publicou a Resolução 30, de janeiro de 2003, proibindo importação e manipulação de fosfatidilcolina injetável para fins estéticos, e o motivo declarado foi ausência de estudo clínico que garantisse eficácia e segurança na aplicação subcutânea. Ou seja, tudo que circula por aqui com esse nome vem de mercado paralelo, sem controle de origem, de esterilidade e de concentração. Agora a parte útil, que é entender o que esse tipo de injetável faz e o que ele não faz. A fórmula clássica combina fosfatidilcolina com desoxicolato de sódio, e boa parte do efeito vem do desoxicolato, que é um detergente biológico. Ele rompe a membrana das células de gordura e provoca necrose adipocitária local, seguida de inflamação e remoção do material pelo organismo. Isso explica os dois lados: sim, existe mecanismo real e ele reduz gordura localizada em pequenas áreas; e sim, o processo é agressivo, porque um detergente não distingue adipócito de nervo, vaso ou pele. Os efeitos descritos incluem dor intensa, edema importante por semanas, nódulos, necrose de pele, úlcera, lesão de nervo e alteração permanente de contorno quando a aplicação é irregular. Vale registrar também que o princípio não foi abandonado pela medicina. O ácido desoxicólico isolado foi desenvolvido, testado em ensaios clínicos e aprovado nos Estados Unidos para gordura submentoniana, a papada, em uso restrito, com técnica padronizada e limite de volume por sessão. A diferença entre aquilo e uma ampola comprada por fora não é a molécula, é ter dose definida, indicação estreita, aplicador treinado e produto estéril. E tem o ponto que decide na prática: esse recurso nunca foi feito para perda de peso, e sim para pequenas áreas de gordura localizada resistente em quem já está magro. Se o objetivo é reduzir medida de forma geral, ele não entrega e o risco não se justifica. Se o objetivo é uma área pontual, o caminho com evidência e responsabilidade é avaliação com dermatologista ou cirurgião plástico, que vai comparar as opções disponíveis e registradas, incluindo procedimentos que fazem exatamente isso sem os mesmos riscos. Concordo com o @Foston no fundo do argumento, ainda que eu formularia diferente: não é que só a dieta funcione, é que sem base de dieta e treino qualquer procedimento local vira gasto sem resultado duradouro. Gordura localizada só faz sentido tratar depois que o percentual geral já está baixo e estável. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  29. Vale separar duas coisas que se misturam nessa discussão, @CaptainChaos: reputação de marca e autenticidade do frasco que chegou na sua mão. São problemas diferentes, e o segundo é o que realmente te afeta. Pharmacom é um dos nomes mais antigos e mais conhecidos do mercado underground internacional, com produção de escala e código de verificação no próprio site. Só que é justamente por ser conhecida que ela está entre as marcas mais copiadas. Vídeo de embalagem, gravação em comprimido, holograma e selo são a parte mais fácil de reproduzir, e código de verificação só prova que alguém imprimiu um código válido, não que o líquido dentro do frasco corresponde ao rótulo. Então o raciocínio do @Foston sobre origem obscura vale, e o do @Castello sobre laboratório registrado também vale, mas nenhum dos dois resolve a pergunta central, que é o que existe naquele vidro específico. O ponto que eu faria diferente do que costuma se dizer por aqui: registro sanitário em outro país dá conformidade de fabricação, não autenticidade de distribuição. Marcas registradas grandes são falsificadas em volume alto exatamente porque têm nome. Comprar algo rotulado como produto registrado por fora do circuito formal não é a mesma coisa que comprar em farmácia com nota e receita, e quem trata as duas situações como equivalentes se expõe achando que está seguro. Existem três formas reais de verificar, em ordem de custo. A primeira e mais barata é o sangue. Faça testosterona total antes de começar e repita entre 5 e 7 dias após uma aplicação, no mesmo horário e laboratório. Um enantato de 250 mg em dose semanal deve colocar sua testosterona bem acima da faixa de referência. Se vier dentro da faixa normal, o produto está subdosado ou não é o que diz ser, e isso é um dado objetivo, não impressão. A segunda é enviar amostra para análise laboratorial independente, que existe fora do Brasil e é usada por quem leva a sério, com custo de algumas dezenas de dólares por composto. A terceira é a mais óbvia e mais ignorada: avaliar a experiência de aplicação. Óleo com partícula visível, cor alterada, cheiro forte, dor desproporcional, vermelhidão que não passa em 48 horas ou febre depois da aplicação são sinais de contaminação ou de solvente em excesso, e qualquer um deles é motivo para descartar o frasco e procurar avaliação médica se houver sinal infeccioso. Sobre o custo benefício que você perguntou, a resposta prática é essa: o preço só faz sentido dividido pelo miligrama comprovado. Um frasco caro e correto é mais barato que um frasco barato com metade da dose, e muito mais barato que um abscesso. E se existir a possibilidade de receita e produto de farmácia registrada no seu caso, isso resolve todas as camadas do problema de uma vez, incluindo a rastreabilidade de lote. Uma última coisa, que costuma ser esquecida em tópico de marca: o acompanhamento importa mais que o rótulo. Exames antes, na metade e depois do ciclo, com testosterona total e livre, estradiol sensível, hemograma com hematócrito, perfil lipídico, glicemia, enzimas hepáticas, creatinina e pressão arterial em casa, te dizem se o que você está usando está funcionando e se o preço fisiológico está aceitável. Sem isso, a discussão sobre qual laboratório é melhor vira fé. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  30. Texto certeiro, @Edubsb. Eu só acrescentaria números ao seu argumento, porque parte da ansiedade que você descreve nasce de expectativa mal calibrada, e número resolve isso melhor que discurso. Ganho de massa magra em homem treinando sério e comendo direito fica em torno de 8 a 12 kg no primeiro ano, metade disso no segundo, e depois cai para algo entre 1 e 3 kg por ano. Em mulher, aproximadamente metade desses valores. Perda de gordura sustentável fica entre 0,5 e 1 por cento do peso corporal por semana, e acima disso cresce a chance de perder massa magra junto. Ou seja, uma transformação real tem cronograma de anos, não de meses. Quando a pessoa entende que três meses correspondem a talvez 3 kg de músculo no melhor cenário possível, ela para de achar que está fazendo algo errado e para de procurar atalho. O que eu ajustaria no raciocínio é a leitura de que basta querer. Querer sustenta a frequência, mas não corrige direção. Tem muita gente com dedicação enorme parada há dois anos porque treina sempre com a mesma carga, não registra nada e come no olho. Paciência sem método vira teimosia, e o sujeito acumula tempo sem acumular progresso. O antídoto para a ansiedade não é só esperar, é ter medida: carga anotada em todo treino, peso na mesma condição toda semana analisado por tendência, cintura com fita a cada quinze dias e foto mensal. Com isso você enxerga progresso de 2 por cento que o espelho não mostra, e é justamente esse retorno que segura a pessoa no processo. E vale separar uma coisa que costuma vir misturada nessa discussão. Coadjuvante externo não é o problema em si. O problema é usar coadjuvante para não fazer o trabalho de base. Creatina funciona e tem evidência sólida, cafeína funciona, whey resolve praticidade de proteína. Nenhum deles compensa dormir cinco horas, comer no achismo e treinar sem progressão. A ordem é que importa: o suplemento entra depois que a base está de pé, e melhora alguns por cento do que já existe. Quem inverte a ordem paga caro e ainda conclui que não funciona nada. Sobre o consultório, eu diria que a resposta não é desconfiar de todo profissional, é mudar a pergunta. Em vez de chegar pedindo a dieta que resolve, chegar perguntando qual é o plano para os próximos doze meses, o que vai ser medido e quando o plano será revisado. Profissional bom responde isso com tranquilidade. Quem promete resultado rápido e definitivo está vendendo, não tratando.
  31. @Samueldomiciano tem uma informação no seu post que pesa mais que todo o resto e passou despercebida na conversa sobre laboratório: testosterona total em 819 aos 23 anos. Isso é produção de eixo funcionando muito bem, na faixa alta. E aí vem a parte que interessa: quem tem 819 natural e quatro anos de treino sem dedicação firme, por reconhecimento seu mesmo, não está limitado por hormônio. Está limitado por consistência. O ganho que você ainda tem disponível de forma natural é grande, e ele some no momento em que você liga o exógeno, porque depois de suprimir o eixo você nunca mais vai saber quanto daquilo era seu. Com 78 kg em 1,74, braço de 41 cm e percentual de gordura que você mesmo descreve como alto, o caminho que rende mais nos próximos seis a doze meses é bem claro. Primeiro define onde você está de verdade: cintura na altura do umbigo, foto em pé relaxado e de frente, peso na mesma condição toda semana. Segundo, com bodyfat aparentemente alto, começar por ganho de volume costuma ser um erro, porque você adiciona gordura em cima de gordura e piora sensibilidade à insulina e partição. Faria mais sentido um corte de doze a dezesseis semanas, com déficit de 400 a 500 kcal e proteína em torno de 2 g por quilo, mantendo carga no treino. Você vai chegar mais leve, mais definido, e a partir dali o ganho de massa vem com muito menos gordura junto. É o mesmo raciocínio de sempre: bodyfat baixo é multiplicador de tudo o que vem depois, inclusive de ciclo, se um dia for o caso. Sobre o protocolo que você comprou, e falando de redução de risco já que o produto está na sua mão: enantato, boldenona e oxandrolona juntos não é um primeiro ciclo, é um terceiro. Três compostos ao mesmo tempo impedem que você saiba qual causou o quê, seja ganho, seja colateral. Se fosse para usar, o desenho mais sensato seria testosterona sozinha, algo entre 250 e 400 mg por semana, por 12 semanas, com nada mais junto. Boldenona tem éster undecilenato com meia-vida longa, de cerca de 14 dias, o que obriga ciclos de 16 semanas ou mais para valer a pena, e ela tem fama merecida de subir hematócrito e hemoglobina de forma significativa, além de aumentar apetite e mexer no humor de gente ansiosa. Oxandrolona é 17-alfa-alquilada, derruba HDL com força e, empilhada com os outros dois, só soma toxicidade sem acrescentar muito. O que acompanhar, se seguir adiante: exames antes, na semana 6 e trinta dias depois do fim, com testosterona total e livre, estradiol sensível, LH, FSH, hemograma completo com hematócrito, perfil lipídico, glicemia, TGO, TGP, gama GT, ureia, creatinina e PSA, mais pressão arterial medida em casa duas vezes por semana. Hematócrito acima de 54 por cento é sinal de parar e avaliar. Estradiol só se trata com inibidor de aromatase se estiver alto com sintoma, e nunca preventivamente por reflexo. E TPC planejada antes de começar, não depois, com tamoxifeno começando após a queda do éster, cerca de duas semanas depois da última aplicação de enantato. Sobre a discussão de marca, o ponto do @Foston é válido no princípio: produto de origem obscura pode vir subdosado, superdosado ou contaminado, e isso é risco de infecção e de abscesso, não só de resultado. Só complementando, mesmo laboratório com fachada e CNPJ não garante qualidade real de lote sem laudo analítico. O que dá segurança de verdade é receita e produto de farmácia registrada, e em segundo lugar teste de composto em laboratório independente, que existe e é acessível hoje. Para montar dieta e treino em cima de números, e não de achismo, o simulador de dieta do site serve como rascunho inicial: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ A saída é simulada e precisa do seu ajuste, não é prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  32. Evolução muito boa para cinco meses, @Gonçalo, e natural. A diferença mais evidente está em peitoral, ombros e trapézio, que saíram de uma estrutura magra para uma silhueta claramente mais densa, com braço acompanhando bem. Cintura não explodiu junto, o que mostra que o superávit esteve controlado e não virou bulk sujo. O método que você usou explica o resultado e merece registro, porque é justamente o que a maioria não faz: subir 150 a 200 kcal por semana só quando o peso estagna é a forma mais racional de conduzir ganho. Você deixa o corpo mostrar quando precisa de mais comida em vez de chutar um número alto no primeiro dia, e com isso mantém a proporção entre massa magra e gordura bem melhor. Vale continuar com esse critério. Duas observações para a próxima fase. A primeira é que o tronco cresceu mais rápido que a perna. Na foto de corpo inteiro dá para ver que quadríceps e panturrilha não acompanharam o ritmo da parte superior, e esse desequilíbrio tende a se acentuar se o treino de perna continuar com o mesmo volume. Se der, sobe para duas sessões semanais de perna e garante agachamento ou leg press pesado mais trabalho direto de posterior, com stiff ou mesa flexora, além de panturrilha em pelo menos duas sessões. Perna responde bem, só costuma ser a parte que o pessoal treina cansado no fim da semana. A segunda é sobre até onde levar o superávit. Você percebeu que o percentual de gordura subiu, e é normal, mas existe um ponto de retorno decrescente. Quando a cintura começa a subir mais rápido que a carga no treino, ou quando você perde a visualização do abdômen em pé relaxado, costuma valer mais fazer uma correção de seis a oito semanas em déficit leve e retomar o ganho depois. Ganhar em percentual de gordura mais baixo é simplesmente mais eficiente, a partição de nutrientes melhora e você não acumula uma dívida de cutting longo lá na frente. E como você ainda está no primeiro ano de treino, esse é o período em que o ganho natural é mais rápido. Aproveita ao máximo: registro de carga em todo treino, progressão semanal, proteína consistente e sono. O que você construir agora é o que vai definir a base para todo o resto.
  33. Pelas fotos, @Lenacalixto, você já tem uma base muscular real, principalmente em pernas, glúteos e ombros, e a cintura acompanha bem essa estrutura. Isso muda bastante a conversa sobre ciclo, porque quem chega nesse ponto normalmente não está limitada por falta de anabolismo, e sim por percentual de gordura e por consistência de dieta. Concordo com o @Foston nesse ponto: reduzindo gordura, o shape que você já construiu aparece muito mais, e é uma mudança visual maior do que a que um primeiro ciclo entregaria hoje. Dito isso, sobre o ciclo em si, já que a pergunta foi essa. Protocolo feminino não é versão reduzida de protocolo masculino, é outra lógica. O limitante não é o quanto você ganha, é o quanto o composto viriliza, porque parte dos efeitos androgênicos na mulher não volta atrás. Voz engrossada, aumento de clitóris e alteração de traços faciais são permanentes. Acne, oleosidade, queda de cabelo e irregularidade menstrual costumam regredir. Por isso a regra prática é usar um único composto, na menor dose útil, por período curto, e monitorar sinais toda semana. Os compostos com melhor relação entre resultado e risco de virilização para uma primeira experiência são oxandrolona, na faixa de 5 a 10 mg por dia por 6 a 8 semanas, e primobolan, na faixa de 50 a 100 mg por semana, também por período curto. O que eu evitaria completamente numa primeira vez: testosterona em qualquer éster, estanozolol, trembolona, masteron e boldenona. Os três últimos são responsáveis pela maior parte dos relatos de virilização irreversível no meio feminino, e estanozolol ainda soma impacto articular e lipídico importante. Antes de começar, o pacote mínimo de exames: testosterona total e livre, SHBG, estradiol, LH, FSH, prolactina, TSH e T4 livre, hemograma, perfil lipídico completo, glicemia e insulina de jejum, TGO, TGP, gama GT, ureia e creatinina, mais pressão arterial aferida em dias diferentes. Repetir lipidograma e enzimas hepáticas no meio do ciclo. Se você usa anticoncepcional, vale considerar isso na leitura dos hormônios, porque ele altera SHBG e mascara alteração de ciclo menstrual, que é justamente um dos sinais precoces de virilização. Para eu ou qualquer pessoa aqui dar uma opinião de verdade sobre dose e composto, faltam dados que só você tem: idade, peso e altura, há quanto tempo treina, como está a dieta em calorias e proteína, se já usou alguma coisa antes, se pretende competir e em qual categoria, e se tem alguma condição de saúde ou medicação em uso. Categoria muda muito a conduta, porque wellness, biquíni e figure pedem shapes diferentes e cronogramas diferentes. Uma última coisa, que vale mais que o composto escolhido. Se a dieta ainda não está fechada e medida, o ciclo vai render pouco e você vai atribuir ao produto um resultado que era da alimentação. Com a estrutura que você já tem, três a quatro meses de déficit bem conduzido, proteína entre 1,8 e 2,2 g por quilo e treino mantido pesado provavelmente entregam a mudança que você está procurando, sem risco nenhum de irreversibilidade. O ciclo continua disponível depois, e vai render mais em cima de um percentual de gordura menor. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  34. Sem sermão, @Vinni, vamos ao que você perguntou. O efeito estimulante do Potenay não vem da B12 nem dos glicerofosfatos. Vem do sulfato de mefentermina, que é uma amina simpaticomimética de ação mista: ela libera noradrenalina dos terminais nervosos e também age direto em receptores adrenérgicos. Daí a sensação de disposição, o aumento de frequência cardíaca e a elevação de pressão. Na formulação Gold são cerca de 66,7 mg de mefentermina por 100 ml, tanto na linha oral quanto no conceito geral do produto, então a molécula responsável é a mesma nas duas vias. Onde as vias diferem é na farmacocinética, e a diferença é grande. A mefentermina injetada cai direto na circulação e dá pico rápido e alto, com efeito percebido em minutos. Por via oral ela passa pelo intestino e pelo fígado antes de chegar ao sangue, com metabolismo de primeira passagem, o que reduz a fração que efetivamente atua e espalha o efeito ao longo de mais tempo. Na prática, mesma dose por via oral rende sensação mais fraca, mais lenta e mais arrastada, e é por isso que quem compara as duas costuma dizer que o oral não é a mesma coisa. Para chegar num efeito parecido pela boca a pessoa precisa de bem mais volume, e é aí que a conta fica ruim, porque junto vem tudo o mais que está na fórmula em dose alta, incluindo 480 mg de cianocobalamina por 100 ml, que é uma quantidade absurda em escala humana. Dois pontos práticos que valem mais que opinião de quem usou. O primeiro é que mefentermina foi usada em medicina humana como vasopressora e saiu de uso, e ela consta na lista de substâncias proibidas da WADA como estimulante, o que significa exame antidoping positivo se você compete em qualquer federação filiada. O segundo é o perfil de risco: por ser simpaticomimética, ela sobe pressão arterial e pode gerar taquicardia, arritmia, ansiedade, insônia e tremor, e isso escala rápido quando se combina com cafeína, termogênico, pré-treino ou qualquer outro estimulante. Se você tem hipertensão, arritmia ou histórico cardíaco na família, é justamente o tipo de coisa em que a dose que parece nada em um dia vira problema em outro. E tem o fator dose, que no produto veterinário é desenhado por quilo de animal, sem nenhum estudo de farmacocinética em humano, sem controle de excipiente para uso humano e sem margem de segurança definida para essa finalidade. Você não tem como calibrar direito, e a diferença entre disposição e taquicardia é bem mais estreita do que parece. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  35. Afetaria pouco, @Joaop. Uma caminhada leve de 30 minutos custa algo entre 200 e 400 ml de suor num dia comum, o que aparece como 0,2 a 0,4 kg na balança. É menos do que a variação normal de um dia para o outro por conteúdo intestinal, sódio, carboidrato e ciclo de sono, que facilmente passa de 1 kg. E aqui está o ponto que resolve sua dúvida de vez: o que importa não é o peso mais fiel, é o peso mais comparável. Uma condição levemente desidratada, repetida exatamente igual toda semana, é mais útil que uma condição perfeita medida de qualquer jeito. Então sim, pode pesar depois da caminhada, desde que seja sempre no mesmo dia, no mesmo horário, na mesma balança, com a mesma caminhada antes e a mesma ingestão de água. O viés constante some na comparação entre semanas. Duas coisas aumentam muito a qualidade do dado. A primeira é usar média em vez de ponto: se conseguir pesar mais vezes na semana, trabalhe com a média dos últimos sete dias, porque o ruído de 1 kg de um dia isolado pode esconder um progresso real de 300 g. Se só der para pesar no sábado, então analise a tendência de três a quatro semanas e ignore a variação entre duas medidas seguidas. A segunda é o que você já faz, que é a fita métrica. Cintura em jejum, braço, coxa e peitoral, sempre nos mesmos pontos, contam uma história que a balança não conta, principalmente em quem está ganhando massa e perdendo gordura ao mesmo tempo. Sobre bioimpedância de farmácia, cuidado com o peso que você dá a ela. Ela estima água corporal e infere o resto por equação, então hidratação, refeição recente, exercício e até temperatura mudam o resultado. Fazer depois de um cárdio em jejum é justamente a pior condição possível para esse aparelho. Se for usar, use com o mesmo protocolo fixo e olhe a tendência, nunca o número absoluto. Ser metódico como você está sendo é o que faz diferença no médio prazo. Só direcione o método para a consistência da medida, não para a precisão de uma medição isolada.
  36. Sua observação está correta, @KalyJP, e o motivo é anatômico. Testosterona não alarga maxilar em adulto. O formato ósseo da face é definido na puberdade, quando os andrógenos agem sobre as cartilagens de crescimento e sobre o crescimento aposicional da mandíbula. Depois que as placas epifisárias fecham e o crescimento facial se completa, por volta dos 20 e poucos anos, subir testosterona não reabre esse processo. É a mesma razão pela qual ninguém fica mais alto ciclando aos 25. O que muda de fato no rosto de quem usa, e que às vezes é confundido com maxilar mais quadrado, é outra coisa. Primeiro, percentual de gordura: perder gordura facial revela linha de mandíbula que já existia, e esse é de longe o efeito mais comum. Segundo, retenção hídrica, que faz o caminho inverso e é o motivo daquele rosto inchado e arredondado em quem está com estradiol alto usando testosterona em dose alta ou compostos que aromatizam muito. Terceiro, pele mais espessa e oleosa, com acne, poros mais marcados e barba mais densa, que são efeitos androgênicos reais e mudam a aparência sem mexer no osso. Quarto, e às vezes esquecido, hipertrofia do masseter em quem mastiga muito, seja por volume de comida, seja por chiclete, seja por bruxismo. Agora, existe sim um caso em que o rosto de adulto muda na estrutura, e não é testosterona: é hormônio de crescimento em dose alta e uso prolongado. GH e IGF-1 conseguem estimular crescimento ósseo aposicional mesmo depois do fechamento das placas, além de aumentar tecido mole. Daí vêm os traços acromegálicos que ficaram conhecidos no fisiculturismo de alto nível: aumento de arcada e de queixo, nariz mais largo, dentes mais separados, mãos e pés maiores. Isso é irreversível na parte óssea, diferente da retenção, que sai quando o protocolo é ajustado. Quem vê fotos de antes e depois de atletas ao longo de dez ou quinze anos e nota o rosto mudando de proporção está vendo o efeito do GH, não o da testosterona. Então, resumindo o que você perguntou: testo mexe na pele, na barba, na oleosidade e, indiretamente, no contorno por retenção e por gordura. Não mexe no osso do adulto. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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