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Rumo ao Shape 2.0
Olá, pessoal! Como estão? Depois de algum tempo, passando para trazer uma breve atualização do cotidiano. Ando meio sumida, eu sei, mas a vida percorre caminhos que a gente não imagina e, no fim (que não é o fim), tudo muda. Por aqui passei por uma questão de saúde e sigo em tratamento. Fiquei longe dos treinos por uns 3 meses e agora estou voltando aos poucos, com acompanhamento médico. Não quero me alongar muito nesse assunto agora, mas deixo registrado que foi uma daquelas situações que simplesmente acontecem e acabam mudando o ritmo. Mas enfim, não vim falar apenas sobre isso. Talvez seja difícil explicar para quem não viveu a internet de alguns anos atrás a sensação de entrar em um fórum e encontrar pessoas ali. É triste ver como esses ambientes estão cada vez mais vazios... e não é só porque ninguém responde mais, até porque quase não há perguntas também rs. Ninguém conta mais sobre o que está vivendo, o que descobriu, o que funcionou ou não. Você entra para procurar experiências e encontra uma discussão de dez anos atrás completamente abandonada. Lá atrás, havia troca de boas ideias e muita coisa interessante para aprender. E o mais legal é que tinha gente de verdade ali, seja para ajudar ou simplesmente participar da conversa. Hoje parece que todo mundo está em algum lugar, ocupado, e não sobra muito espaço para interação... é a vida, fazer o quê. Fica a reflexão.
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Minha Transformação Gordo para Magro
@FITBABY, sair de 85 kg para 62 kg entre os 14 e os 17 anos, sem nada além de treino e alimentação, e ainda com ganho de massa muscular, é uma transformação para se orgulhar. Na adolescência isso vale ainda mais, porque o corpo estava crescendo ao mesmo tempo e você conseguiu acertar a conta sem prejudicar o desenvolvimento. Sobre ser endomorfo, vale um comentário que pode tirar um peso das costas de quem lê. Os biotipos, endomorfo, mesomorfo e ectomorfo, vêm de uma classificação dos anos 1940 baseada só em aparência, e não preveem bem como cada um responde à dieta. As diferenças de metabolismo entre pessoas do mesmo tamanho existem, mas são menores do que se imagina, em geral de algumas centenas de calorias por dia. O que mais pesa é o tamanho do corpo, a quantidade de massa muscular e o quanto a pessoa se movimenta ao longo do dia. O seu próprio resultado mostra isso: com constância, o "metabolismo difícil" não impediu nada. Como o @Terra de Pantaleônia disse, a próxima fase é ganhar massa mantendo a gordura sob controle. Um superávit pequeno, proteína em todas as refeições e progressão de carga no treino fazem isso devagar e bem feito. E vale manter o cuidado que você teve até aqui: na sua idade, o corpo ainda precisa de energia suficiente para terminar de crescer, então dietas muito restritivas não compensam.
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Evolução sem extremismo
@TaniaMBreda, a evolução de 29% para a faixa de 12% a 16%, em dez anos e sem extremismo, ilustra bem o que você defende no tópico. E vale completar a pergunta do @Terra de Pantaleônia, porque a resposta tem um detalhe que pouca gente conhece. A gordura essencial, a mínima para o funcionamento do corpo, fica perto de 10% a 13% na mulher, contra 2% a 5% no homem. A diferença vem da gordura ligada às mamas, aos quadris e à função reprodutiva. Abaixo dessa faixa, os problemas são quase certos. Mas a perda da menstruação não depende só de um número de percentual. A pesquisa mostra que o gatilho principal é a baixa disponibilidade de energia, ou seja, comer pouco em relação ao que se gasta no treino por um período longo. Por isso há mulheres que deixam de menstruar com 18% em dieta muito restrita e treino pesado, enquanto outras mantêm o ciclo com percentuais mais baixos. A Tânia está certa ao dizer que não é uma regra fixa. Esse quadro hoje tem nome, deficiência energética relativa no esporte, e vai além da menstruação. Inclui perda de massa óssea, que pode não voltar por completo, mais lesões, queda de desempenho, alterações hormonais e de humor. O sinal de alerta mais claro em mulher é o ciclo menstrual ficar irregular ou parar durante uma dieta. Isso não deve ser tratado como efeito esperado do corte, e vale avaliação com ginecologista ou endocrinologista. Para quem compete ou chega ao palco com percentuais bem baixos, a recomendação é ficar nesse ponto pelo menor tempo possível e voltar a comer mais logo depois da competição. O seu modelo, com fase de manutenção em 2.000 kcal e cortes moderados, é justamente o que protege contra isso. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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CARDARINE+BLACK VIPER+OXANDROLONA (CUTTING)
@ivens fragoso, vale deixar registrado o que se sabe do cardarine, porque a expressão "produto novo e promissor" esconde a parte mais importante da história. O cardarine, ou GW501516, não é novo. Foi desenvolvido nos anos 1990 por uma grande farmacêutica para tratar colesterol e problemas metabólicos, e o desenvolvimento foi abandonado por volta de 2007, depois que estudos em roedores mostraram câncer surgindo rapidamente em vários órgãos, mesmo em doses relativamente baixas. Nunca foi aprovado para uso humano em nenhum país. A Agência Mundial Antidoping chegou a emitir um alerta específico sobre ele por causa disso. O efeito na resistência aeróbica que atrai quem treina é real em animais, mas o risco que fez a indústria desistir não foi resolvido. E, como é vendido fora de qualquer controle, o conteúdo da cápsula também é incerto. Sobre a oxandrolona, 60 mg por dia sem uma base de testosterona é uma combinação que costuma dar problema em homem. Ela suprime a sua produção natural e não vira estrogênio, então o resultado frequente é libido baixa, desânimo e dor nas articulações, justamente numa fase de dieta, que já derruba a energia. Nessa dose, ela também derruba o HDL de forma marcada e pesa no fígado, mesmo em um mês. O Black Viper é um termogênico estimulante. Somado ao cardio em jejum e ao déficit, ele aumenta a chance de taquicardia, pressão alta e insônia. Vale observar a frequência cardíaca em repouso. Com 101 kg e 12,5% de gordura aos 23 anos, você já tem uma base excelente. Um corte bem feito, com déficit moderado, proteína alta e treino pesado mantido, preserva a massa magra sem precisar de nada disso. Se mesmo assim for usar algo, exames de perfil lipídico, TGO, TGP e testosterona antes e depois são o mínimo para saber o custo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Meu Abdômen não aparece, o que seria?
@Gabriel CBX, a resposta curta é a que o pessoal deu: o abdômen não aparece porque o percentual real está acima dos 10,8% da avaliação. Vale explicar por que esse erro é tão comum, para você saber em que número confiar daqui para frente. Os métodos de academia têm erro grande. A balança de bioimpedância mede a passagem de uma corrente elétrica pelo corpo, e o resultado muda com hidratação, refeição recente, treino no mesmo dia e até com a bexiga cheia. Em estudos comparando com métodos de referência, como o DEXA, o erro individual passa facilmente de 4 a 5 pontos percentuais, e é comum ela subestimar a gordura de quem tem barriga. As dobras cutâneas são mais confiáveis, mas dependem muito de quem mede e do protocolo usado, como o @Rafael Marzochio sugeriu perguntar. Por isso a avaliação serve mais para comparar com ela mesma ao longo do tempo, feita sempre pelo mesmo avaliador, do que como número absoluto. Na prática, em homens, o abdômen costuma começar a aparecer por volta de 10% a 12%, dependendo de onde o corpo acumula gordura. Se o seu não aparece, o percentual está acima disso. Medir a cintura na altura do umbigo, uma vez por semana e em jejum, é um termômetro simples e confiável: se ela cai, a gordura está caindo. Com seis meses de treino, você ainda está na fase em que dá para perder gordura e ganhar massa ao mesmo tempo. Um déficit calórico moderado, com proteína alta e progressão de carga no treino, tende a melhorar o abdômen e a composição corporal juntos, sem precisar de uma fase longa só de corte antes do ganho. Se quiser calcular o percentual por dobras com um protocolo padronizado, o site tem calculadoras para isso: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/calculadoras-percentual-gordura-corporal/
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Oxandrolona ou stano para ciclo feminino? Quantos mg?
@Camila Oliver, antes da escolha entre oxandrolona e stanozolol, há uma informação no seu relato que pesa mais do que qualquer outra: você contou que, com o Deposteron e a deca, o clitóris aumentou e o cabelo caiu. Esses são sinais de virilização, e o aumento do clitóris costuma ser permanente. Quem já mostrou esses sinais tende a repeti-los, e mais rápido, num próximo ciclo, mesmo com doses menores. Junto vem o risco de mudança na voz, que também não costuma voltar. Isso precisa entrar na decisão antes de qualquer outra coisa. Respondendo às dúvidas diretas. TPC é coisa de homem. Ela serve para religar a produção de testosterona dos testículos depois do ciclo, e os remédios usados nela não têm esse papel em mulher. Em mulher, o cuidado é outro: acompanhar a menstruação, a voz, os pelos, a acne e o clitóris, e parar ao primeiro sinal. Entre os dois compostos, o stanozolol é o que mais viriliza mulheres, então, de fato, não é a melhor escolha. E não há remédio que impeça a acne causada por androgênio. Ela vem da própria ação do hormônio na pele, e o tratamento eficaz é com dermatologista. Sobre a deca ter feito você perder peso, o @Foston tem razão em desconfiar do produto. A nandrolona costuma aumentar peso e retenção, não diminuir. E o ponto que mais vai mudar o seu resultado: com 1,60 m e 47 kg, depois de dois anos treinando cinco vezes por semana, o mais provável é que esteja faltando comida. Ganhar massa exige superávit calórico, comer um pouco mais do que se gasta, todos os dias, com proteína perto de 1,6 a 2 g por quilo. Muitas mulheres treinam muito e comem como se estivessem em dieta. Pesar a comida por uma ou duas semanas costuma revelar isso. Como o @Rafael Marzochio disse, sem essa base qualquer droga dá resultado rápido que vai embora rápido. Para achar suas calorias de manutenção e somar o superávit, a calculadora de gasto calórico do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/tdee/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Usuário de Nebido em TRT, como fazer o 1º ciclo?
Este tópico é bom para quem está começando uma reposição, mas duas informações que circularam aqui sobre o Nebido e o gel não batem com os estudos de farmacocinética. Vale corrigir, porque elas mudam a escolha de quem lê. O Nebido, que é o undecanoato de testosterona, é justamente a forma injetável de nível mais estável. Os estudos mostram um pico moderado na primeira ou segunda semana, dentro ou um pouco acima da faixa normal, e uma queda lenta até a próxima dose. Não chega a 1.500 ng/dl em três dias para depois despencar. A oscilação grande que muita gente sente é a da Durateston e do cipionato a cada duas ou três semanas. O ponto fraco do Nebido é outro: no início, a bula prevê uma segunda aplicação seis semanas depois da primeira, e sem ela o nível demora a estabilizar. A dosagem de controle é feita logo antes da aplicação seguinte, para ver o nível mais baixo do intervalo. Já o gel, ao contrário do que foi dito, tem orientação de uso pela manhã, como consta na bula do Androgel. A aplicação matinal imita o ritmo natural, em que a testosterona é mais alta de manhã. O que atrapalha a absorção é lavar ou suar muito o local logo depois. A bula pede para esperar algumas horas antes de banho ou natação, então aplicar depois da corrida, e não antes, resolve o problema que você relatou. Sobre os 8 kg em 8 semanas, o ganho é real, mas tem três fontes somadas: a volta da testosterona à faixa normal, a recuperação da massa perdida depois da cirurgia, que volta mais rápido por memória muscular, e água e glicogênio do bulking. Esse ritmo não se mantém, e é por isso que o conselho de esperar a estagnação antes de pensar em ciclo faz sentido. Somar um ciclo à reposição, agora, acrescentaria colaterais quando o ganho ainda está vindo sozinho. Na reposição, os exames de acompanhamento são hematócrito, estradiol, PSA e perfil lipídico, além da testosterona. Como você comentou que pretende acompanhar LH e FSH, vale saber que eles ficam suprimidos enquanto houver reposição. Isso é esperado e não indica problema, mas importa se houver plano de ter filhos. E sobre o treino: dor muscular dois ou três dias depois não mede se o treino foi bom. A dor tardia diminui à medida que o corpo se adapta. O que mostra evolução é a progressão de carga ou de repetições que você já está tendo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Competir ao natural é possível no fisiculturismo ?
@Terra de Pantaleônia, é possível, e existe um caminho que ninguém citou e que resolve justamente a sua preocupação de competir em desvantagem: as federações naturais. Nelas, os atletas passam por teste antidoping, em geral de urina e às vezes com polígrafo, e quem usou esteroides dentro de um período definido, que costuma ser de vários anos, não compete. A mais conhecida internacionalmente é a WNBF, que tem as categorias tradicionais, incluindo Men's Physique e divisões por idade, como master. Assim você sobe ao palco comparado com quem está nas mesmas condições. Nas federações abertas, o @Locemar está certo: na categoria estreante basta se filiar e se inscrever, não há avaliação prévia, mas também não há controle de drogas. Sobre a preparação natural, a pesquisa com atletas naturais ajuda a ajustar a expectativa. Uma revisão de Helms e colegas, de 2014, recomenda perder peso devagar na fase de dieta, em torno de 0,5% a 1% do peso por semana, com proteína alta, de cerca de 2,3 a 3,1 g por quilo de massa magra, para preservar o músculo. Por isso as preparações naturais costumam ser mais longas, muitas vezes de 4 a 6 meses. O @Locemar também acertou ao dizer que o que conta é o visual. Estudos de caso com naturais mostram que eles chegam ao palco com percentuais bem baixos, perto de 5% a 6%, mas os juízes julgam o conjunto, não o número. Com 35 anos e três de treino, esperar alguns anos para construir base é o plano certo. Nesse meio tempo, assistir a um campeonato como público e conversar com quem compete ajuda muito a calibrar a meta. Para conferir as categorias e as faixas de altura e peso do circuito natural, o site tem um resumo das categorias WNBF: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/categorias-wnbf/
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[FUTURO RELATO] Tribullus Terrestris
A ideia do @Sultowski de medir antes e depois foi a mais sensata do tópico, e a ciência já fez esse teste em escala maior. Vale resumir para quem chega aqui pela busca. Uma revisão sistemática de 2014, de Qureshi e colegas, reuniu os estudos em humanos com Tribulus terrestris e não encontrou aumento de testosterona, nem em homens saudáveis nem na maioria dos grupos com queixa sexual. Em atletas, os ensaios também não mostraram ganho de força ou de massa magra além do placebo. Onde há algum sinal positivo é na libido: alguns ensaios pequenos, em homens e mulheres com desejo baixo, mostraram melhora no questionário de função sexual, sem mudança hormonal. Isso combina com relatos como o do @Otavio Bortolin, de libido melhor sem que a testosterona mude. O teor de saponinas varia muito entre marcas, mas nem os extratos mais concentrados mudaram esse resultado nos estudos. O relato do @Micael Silva, de queda de 68% na testosterona depois de parar o tribulus, não tem um mecanismo conhecido que o explique. O tribulus não age no eixo como um esteroide, e não há estudo mostrando supressão. Quando a testosterona aparece muito baixa nesse contexto, vale procurar outras causas, como outro produto usado junto, uma dosagem feita em horário ou condição diferentes, ou alguma questão de saúde à parte. E, sobre a soja, uma meta-análise de 2021, de Reed e colegas, com dezenas de estudos clínicos, não encontrou efeito da proteína de soja nem das isoflavonas na testosterona ou no estradiol de homens nas quantidades de uma dieta normal. Como o @ippo disse, a queda de libido do Otavio provavelmente teve outra causa. O que de fato sustenta a testosterona natural é o que foi dito no próprio tópico: dormir bem, manter o percentual de gordura sob controle, comer o suficiente sem dieta muito restritiva e treinar com regularidade.
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Treinar doente
@Pedro00, com febre, a resposta é não treinar, e a @karini Cardoso está certa. Existe uma regra prática usada na medicina do esporte que ajuda a decidir nas próximas vezes, chamada de regra do pescoço. Se os sintomas ficam do pescoço para cima, como nariz entupido, coriza, espirros e garganta levemente irritada, sem febre, dá para treinar leve, com menos carga e menos volume, e ver como o corpo responde. Se os sintomas estão do pescoço para baixo, ou se há febre, dor no corpo, dor de cabeça forte, tosse com catarro no peito, falta de ar ou cansaço fora do normal, o certo é descansar. Treinar forte com febre não acelera a recuperação, piora o quadro e, em casos raros, uma infecção viral pode atingir o músculo do coração, a miocardite, e o esforço intenso nessa fase aumenta o risco. Dor no peito, palpitação ou falta de ar durante ou depois de uma virose são motivo para avaliação médica antes de voltar. Sobre a dieta, não pare de comer direito. Com febre, o corpo gasta mais energia, e a fome costuma cair. Priorize hidratação, com água, sucos e sopas, e mantenha alguma proteína nas refeições, mesmo que em porções menores. Não é hora de déficit calórico. E, como o pessoal disse, alguns dias parado não fazem você perder músculo. A força cai um pouco na volta por cansaço, não por perda de massa. Volte quando estiver um ou dois dias sem febre, comece com cargas mais leves e suba em uma ou duas semanas. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro Ciclo
@Cleytoncosta32, o @Arnaldo Santos. respondeu em uma linha o que quase todo mundo experiente diria: o primeiro contato costuma ser só com testosterona. Vale explicar o porquê, porque ajuda a entender a resposta. Qualquer esteroide em dose de ciclo desliga a sua produção natural de testosterona. Se você usa boldenona ou masteron sozinhos, fica sem a testosterona que o corpo produzia e sem o estrogênio que vem dela, e a boldenona ainda converte pouco em estrogênio. O resultado comum é libido baixa, ereção fraca, desânimo e dor nas articulações, mesmo com o músculo crescendo. Com a testosterona como composto único, ela mesma repõe o que foi desligado. Além disso, por ser o hormônio que o seu corpo já conhece, ela permite separar com clareza o que é efeito da droga e o que é colateral. Se aparecer acne, retenção ou sensibilidade no mamilo, você sabe de onde veio. Num primeiro ciclo com dois ou três compostos, isso vira adivinhação. Masteron e boldenona têm perfis próprios de risco. O masteron, por ser derivado da DHT, acelera a queda de cabelo em quem tem tendência. A boldenona usada no Brasil vem num éster muito longo, que continua agindo por semanas depois da última aplicação, e costuma subir o hematócrito de forma marcada. O que mais define um primeiro ciclo bem feito, porém, vem antes da escolha da droga. Exames antes, com testosterona total, LH, FSH, estradiol, hemograma, perfil lipídico e enzimas do fígado. Dieta e treino já ajustados, porque sem isso o ganho não se mantém. E a TPC planejada desde o início, com exame depois para confirmar que a produção natural voltou. Se quiser visualizar como fica a estrutura de um protocolo com início, meio e TPC, o gerador hormonal do site serve como simulação para discutir com o médico, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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forte dor na cabeça..muito estranho
Este tópico reúne anos de relatos da mesma dor, então vale deixar uma resposta organizada para quem chega aqui assustado. O @lugu80 acertou o nome: é a cefaleia do esforço, em inglês "exertional headache". A dor aparece durante o esforço, geralmente na nuca ou na parte de trás da cabeça, muitas vezes de um lado só, é pulsátil e pode durar de minutos a horas. Também acontece no sexo, como alguns relataram, e aí recebe o nome de cefaleia sexual, que é parente da mesma família. O ponto mais importante é este: na maioria das pessoas ela é benigna, a chamada forma primária, sem doença por trás. Mas esse é um diagnóstico de exclusão. A mesma apresentação pode esconder causas graves, como sangramento por aneurisma, dissecção, que é uma lesão na parede de uma artéria do pescoço, ou uma síndrome de constrição dos vasos do cérebro. Por isso a primeira vez que essa dor aparece merece avaliação médica, como a @Kamilinha fez, e não só remédio para dor em casa. Alguns sinais pedem pronto-socorro na hora, sem esperar consulta. O primeiro é dor que chega ao máximo em segundos, a "pior dor de cabeça da vida". Também entram dor que não passa depois de várias horas, vômitos, rigidez de nuca, desmaio, confusão, visão dupla, fraqueza ou formigamento de um lado do corpo, fala enrolada e dor forte no pescoço de um lado só que começou junto com a de cabeça. Nesses casos, os exames costumam incluir tomografia e, quando indicado, angiotomografia ou angiorressonância dos vasos do pescoço e da cabeça. Afastadas as causas graves, o que ajuda na forma benigna é o que muitos aqui descobriram na prática. Aquecer bem antes das séries pesadas e respirar durante o movimento, sem travar o ar na fase de força, evita a manobra que mais sobe a pressão dentro da cabeça. Reduzir a carga por algumas semanas e voltar aos poucos também ajuda. Quando a dor se repete, o neurologista pode indicar medicação preventiva antes do treino, sendo a indometacina a mais estudada. Medir a pressão em repouso também é útil, porque pressão alta piora o quadro. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Verdade ou mentira?
@Boss of Death, não é verdade nem mentira: é uma estimativa estatística, e vale entender de onde ela sai para saber quanto confiar. A calculadora mais conhecida de limite natural vem do trabalho de Casey Butt. Ele levantou as medidas de fisiculturistas da era anterior aos esteroides e criou fórmulas a partir da altura e da circunferência do punho e do tornozelo, que servem de estimativa do tamanho dos ossos. A lógica é que esqueleto maior sustenta mais músculo. Outra régua usada é o FFMI, de um estudo de Kouri, de 1995, em que quase todos os atletas naturais ficaram com índice de massa magra até perto de 25. Nenhuma das duas mede genética de verdade, como o @Locemar disse. Elas mostram onde a maioria dos naturais bem treinados chega depois de muitos anos, e não o que cada pessoa vai alcançar. Há quem fique abaixo e alguns poucos que passam. No seu caso existe um detalhe importante: com 13 anos, você ainda está crescendo. Altura, largura dos ombros, espessura dos ossos e o próprio punho vão mudar bastante nos próximos anos, e a calculadora assume um esqueleto adulto. O resultado de hoje não diz muito. Faz mais sentido refazer a conta por volta dos 18 a 20 anos, quando o crescimento terminar. E o @Locemar tem razão sobre o prazo. Esses números, quando são alcançados, costumam exigir de 8 a 10 anos ou mais de treino consistente, e não 4 ou 5. A boa notícia é que você está começando cedo. Quando parar de crescer, se quiser fazer a conta com a referência do FFMI, a calculadora do site serve para isso: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/ffmi/
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Series x repetiçoes
@Zoon, Jeferson, para quem está no primeiro mês, 3 séries de 12 repetições é um ótimo ponto de partida, então você já começou certo. O que vai fazer você evoluir a partir de agora não é trocar esse número, e sim o que o @Arnaldo Santos. falou: a intensidade, com técnica boa. Na prática, funciona assim. Trabalhe entre 8 e 15 repetições, com 2 a 4 séries por exercício. Escolha uma carga com a qual você termine a série sentindo que conseguiria fazer só mais uma ou duas repetições com boa técnica. Se fizer 15 com folga, aumente um pouco o peso no treino seguinte. Esse aumento gradual de carga ou de repetições é o que faz o músculo crescer, e é por isso que anotar os pesos num caderno ou no celular ajuda muito. Para o seu caso, com um mês de academia, um treino de corpo inteiro três vezes por semana costuma render mais do que dividir um músculo por dia. Algo como um exercício de pernas, um de empurrar, como supino ou flexão, um de puxar, como remada ou puxada, e um de ombro ou abdômen em cada sessão. Assim cada músculo é treinado três vezes por semana, e você aprende os movimentos mais rápido. Ganhar massa e perder gordura ao mesmo tempo é bem possível para quem está começando, ainda mais na sua idade. O que mais ajuda é comer comida de verdade com proteína em todas as refeições, dormir bem, de 8 a 10 horas, e não fazer dieta restritiva, porque você ainda está crescendo. Se quiser um ponto de partida organizado, o gerador de treino do site monta uma ficha que você pode ajustar com o professor da academia: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/
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Colateral durante ciclo dura stano
@Jonatan Alves, o @Foston está certo em pedir mais exames, porque só a testosterona não explica o seu quadro. Vale organizar a investigação para você chegar na consulta com um roteiro. Uma testosterona de 698 e 738 depois do ciclo, contra 900 antes, mostra que o eixo voltou. Essa diferença cabe na variação normal entre coletas, que muda com horário, sono e jejum. O que ainda falta medir são os hormônios que costumam explicar libido e ereção ruins com testosterona normal. O primeiro é o estradiol: tanto alto quanto baixo demais derrubam a libido e a ereção, e com Durateston é comum ele subir durante o ciclo. O segundo é a prolactina, que, quando alta, derruba a libido mesmo com testosterona boa. Entram também LH e FSH, para confirmar a recuperação da hipófise, TSH, glicemia e hemoglobina glicada, porque tireoide e glicose também afetam a ereção. O esperma ralo e aquoso tem explicação. A produção de espermatozoides é suprimida durante o ciclo e leva cerca de três meses, às vezes bem mais, para voltar, porque cada ciclo de produção dura mais de 70 dias. Um espermograma mostra exatamente como está essa recuperação e é o exame mais útil para tirar a dúvida. A redução de tamanho que você percebeu costuma ser dos testículos, que diminuem com a supressão e voltam aos poucos. O pênis em si não encolhe por causa de um ciclo. O que muda é a firmeza da ereção, e a percepção vai junto. Sobre os suplementos, a mistura de tribulus, ginseng, maca e saw palmetto confunde mais do que ajuda. O saw palmetto, em especial, tem uma ação fraca de bloquear a conversão em DHT, e não é o mais indicado para quem quer recuperar a libido. Parar tudo, como você fez, foi a decisão certa para enxergar o quadro real. Por fim, um componente que pesa muito e quase ninguém comenta: depois de semanas de ereção falhando, a ansiedade de desempenho passa a manter o problema mesmo quando os hormônios já se normalizaram. A tadalafila diária ajuda justamente a quebrar esse ciclo. Se os exames vierem normais, conversar com o urologista sobre isso, ou com um terapeuta sexual, costuma resolver o que os hormônios não resolvem. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Sobre o uso do ADE
@Yeager Sensui, dá para responder com dados, e eles estão do seu lado. As complicações graves do ADE descritas na literatura, como nódulos endurecidos de óleo, os chamados oleomas, abscessos, deformidade e necrose, aparecem em quem injeta volumes grandes e repetidos, muitas vezes dezenas de mililitros no mesmo músculo ao longo de semanas, como o @Locemar explicou. Uma aplicação única de 1 ml em cada braço está muito longe disso. E essas complicações dão sinais nas primeiras semanas ou meses: um caroço duro e palpável, dor, vermelhidão, calor local, pele repuxada ou feridas. Quatro anos depois, com o braço normal e anos de treino com crescimento normal nesse músculo, o cenário de necrose tardia simplesmente não se encaixa no que se conhece. A quantidade de vitaminas A, D e E em 1 ml também é pequena demais para causar intoxicação. Se quiser uma confirmação objetiva para encerrar a dúvida, um ultrassom das partes moles do braço mostra se existe algum depósito de óleo. É um exame simples, sem radiação. Alguns médicos o pediriam só para tranquilizar. Mas, se ele vier normal e a preocupação continuar, isso é um sinal útil de que o problema está na ansiedade, e não no braço. E você já deu o passo mais importante ao marcar o psicólogo. Ansiedade de saúde depois de uma perda como a do seu pai é comum e tem tratamento que funciona muito bem, em geral terapia cognitivo-comportamental e, quando necessário, medicação com psiquiatra. Treinar com regularidade também ajuda nisso. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Dá pra chegar neste shape natural?
@Boss of Death, não dá para afirmar se uma pessoa específica usa ou não olhando foto. O que existe é uma referência que ajuda a calibrar a expectativa de quem treina natural, e ela responde melhor à pergunta do título. Em 1995, um grupo de Harvard, liderado por Kouri, comparou 157 atletas, entre usuários e não usuários de esteroides, usando o índice de massa livre de gordura, o FFMI. É basicamente o peso magro dividido pela altura ao quadrado, com um ajuste para a altura. Os naturais ficaram, quase todos, até perto de 25, e vários usuários passaram bastante disso. Não é um limite absoluto, há naturais excepcionais um pouco acima, mas serve de régua. Na prática, um homem de 1,80 m com 10% de gordura e FFMI de 25 pesa por volta de 90 kg. Chegar perto disso natural costuma levar muitos anos de treino bem feito, como o @Pokoyô lembrou com o exemplo dos fisiculturistas antigos. O que mais engana em foto é o percentual de gordura muito baixo, a iluminação, o pump e o ângulo. Um físico com 6% a 8% de gordura parece bem maior do que é. Por isso a comparação mais justa é com peso, altura e gordura, e não com a imagem. Para quem treina natural e quer saber onde está em relação a essa régua, a calculadora de FFMI do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/ffmi/
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!! RELATO SEMANAL DE CICLO DE DURATESTON APENAS!!
@muscleatomic, a ideia de descer a dose aos poucos para dispensar a TPC aparece bastante, por isso vale explicar por que ela não funciona. O @LucasFeRhhha e o @Lobeca já deram o alerta, só faltou o porquê. A produção natural de testosterona depende do LH, liberado pela hipófise. A hipófise só libera LH quando percebe pouca testosterona e pouco estrogênio no sangue. Enquanto houver testosterona de fora acima do que o corpo produziria sozinho, e mesmo 250 mg por semana de Durateston já ficam acima disso, o LH continua suprimido. Reduzir a dose de 2 ml para 1,5 ml e depois para 1 ml mantém o eixo desligado do mesmo jeito, só por mais semanas. A produção natural não "sobe aos poucos" para ocupar o espaço da dose que cai. Ela só começa a voltar quando o hormônio de fora praticamente sai do corpo. E a Durateston tem ésteres longos, então isso leva semanas depois da última aplicação. O desmame, na prática, alonga o período de supressão. Sobre a proteção, tamoxifeno e anastrozol não são intercambiáveis. O anastrozol diminui a produção de estradiol, e o tamoxifeno bloqueia a ação dele na mama. Usar anastrozol "por precaução" sem exame pode derrubar demais o estradiol e trazer dor nas articulações, libido baixa e piora do colesterol. O mais seguro é medir o estradiol por volta da terceira ou quarta semana, ou agir se aparecer sensibilidade no mamilo. Para quem chega aqui planejando o primeiro ciclo: a recuperação precisa ser planejada antes de começar, com exames de testosterona total, LH, FSH, estradiol, hemograma e perfil lipídico antes do ciclo e de quatro a seis semanas depois da TPC, para confirmar que o eixo voltou. Sem esse exame final, não há como saber se a recuperação aconteceu. Se quiser simular um protocolo com início, meio e fim, o gerador hormonal do site ajuda a visualizar a estrutura. A saída serve só como rascunho para discutir com o médico, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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-44 KG EM 3 MESES + HIPERTROFIA
@João Gabriel Corrêa, parabéns de verdade. Chegar a 85 kg com 1,84 m e perto de 13% de gordura aos 21 anos, sem nada além de comida, treino e café, é o tipo de transformação que mais serve de exemplo aqui, porque mostra que o básico bem feito funciona. O que você disse sobre o jejum intermitente também está alinhado com a pesquisa. Ele não tem efeito mágico sobre a gordura, mas, para muita gente, organiza a fome e facilita comer menos sem sofrimento. Nos estudos, o resultado fica parecido com o de outras dietas com as mesmas calorias, e o melhor método acaba sendo o que a pessoa consegue manter. No seu caso foi esse, e deu certo. Para a próxima fase, como o @Terra de Pantaleônia disse, ainda há bastante espaço para crescer. Com a gordura já controlada, um superávit pequeno, de 200 a 300 kcal acima da manutenção, com proteína perto de 1,6 a 2 g por quilo e progressão de carga nos treinos, tende a trazer ganho de músculo sem devolver a gordura que deu tanto trabalho para perder. Um ritmo de cerca de meio quilo por mês na balança é um bom termômetro de que o ganho está vindo mais de músculo. Continue postando a evolução.
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Tumor na hipófise: cansaço e libido baixa
@Silmara Perez, o caso do seu marido tem um detalhe nos exames que muda a interpretação, e vale deixar registrado para quem chega aqui com o mesmo quadro. Testosterona baixa com LH e FSH normais não aponta para defeito no testículo. Quando o testículo falha, a hipófise percebe a testosterona baixa e sobe o LH e o FSH bem acima da referência, tentando compensar. Se a testosterona está em 170 e o LH está "normal", esse LH é baixo para a situação. Isso indica que o problema está no comando, no hipotálamo ou na hipófise. É o hipogonadismo secundário, o contrário do que foi deduzido no tópico. Por isso o microadenoma, mesmo não secretor, merece entrar na conversa, assim como outras causas comuns de hipogonadismo secundário: excesso de gordura abdominal, apneia do sono, uso de opioides ou corticoides, privação de sono e doenças crônicas. Microadenomas não secretores pequenos nem sempre explicam a queda, mas a avaliação completa da hipófise inclui também cortisol, TSH com T4 livre e prolactina, e esse painel deve ser feito antes de concluir. O teste de GH que você citou, em que o GH ficou em 0,5 em todas as coletas, é o teste de supressão com glicose, usado para descartar acromegalia. Um GH que já começa abaixo de 1 e se mantém assim é resultado normal. A preocupação seria se ele estivesse alto e não caísse. Sobre a reposição, a testosterona voltar a 201 três semanas depois de uma ampola de Nebido é mais baixo do que o esperado. Vale conferir com o médico se o esquema de início foi seguido, já que a bula prevê uma segunda aplicação seis semanas depois da primeira para atingir o nível estável. Com a Durateston a cada 21 dias, o cansaço a partir do 14º dia é o padrão clássico de nível que despenca no fim do intervalo. Espaçar para 30 dias tende a piorar isso. Intervalos menores com dose menor, ou o gel diário, mantêm a testosterona mais estável. Na reposição, o hematócrito, o estradiol e o PSA precisam ser acompanhados. E, se houver plano de ter filhos, isso precisa ser dito ao médico, porque a testosterona de fora reduz a produção de espermatozoides. @MKbr, no prolactinoma o tratamento com cabergolina costuma normalizar a prolactina, e com isso a testosterona, a libido e a disposição voltam em boa parte dos casos sem precisar de reposição. Vale acompanhar a testosterona depois que a prolactina normalizar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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a aplicação voltou metade!
@carlos sousa, o refluxo pelo trajeto da agulha é comum, e o @Locemar tem razão: quase sempre parece bem mais do que é. Uma gota misturada com sangue na pele dá a impressão de metade da dose. E não vale repor a dose por causa disso, porque não dá para saber quanto saiu de verdade. Além de esperar uns 10 segundos com a agulha no lugar, como o @Arnaldo Santos. sugeriu, a técnica que mais reduz o refluxo é a chamada aplicação em Z. Antes de furar, puxe a pele e o tecido de baixo uns 2 a 3 cm para o lado com a outra mão. Aplique devagar, espere os segundos, retire a agulha e só então solte a pele. Ao voltar para o lugar, a pele desalinha o trajeto e fecha o caminho por onde o líquido sairia. Não massagear o local logo depois também ajuda. No deltoide, 1 ml de cada lado está dentro do que o músculo aceita bem, e a agulha de 30 mm alcança o músculo na maioria das pessoas. Em quem tem mais gordura no braço, parte da dose pode ficar no tecido de baixo da pele, o que aumenta a dor e o refluxo. Vale ficar atento a sinais de infecção nos dias seguintes: vermelhidão que se espalha, calor, inchaço que piora em vez de melhorar e febre. Nesses casos, procure atendimento sem esperar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo Dura/Stano/Trembolona
@Bruno Silva, a evolução desde as fotos antigas é grande e vem de anos de mudança na alimentação, então o mérito já está aí. Vale olhar com calma o que foi planejado para as próximas semanas, porque o risco cresceu mais do que o protocolo deixa ver. Somando o que está no tópico, são 12 semanas seguidas com testosterona, stanozolol, trembolona e masteron, e na sequência a proposta de entrar com 80 mg de oxandrolona por dia, primobolan, proviron, clembuterol e anastrozol contínuo. Três pontos pesam mais. O primeiro é o HDL. Stanozolol, oxandrolona e trembolona são, entre todos, os que mais derrubam o colesterol bom, e com dois orais juntos ele costuma ficar abaixo de 20. Esse é o efeito que não dói e que mais pesa no risco cardiovascular de quem emenda ciclos. O segundo é o fígado. Stanozolol e oxandrolona orais somados, e 80 mg de oxandrolona sozinha já é dose alta, sobrecarregam o fígado de um jeito que o protetor hepático não impede. O terceiro é o anastrozol fixo. Ele pode derrubar o estradiol a ponto de causar dor nas articulações, libido baixa e piora do colesterol. O ideal é que a dose dele seja guiada pelo estradiol no exame, e não fixa. Como você disse que faz acompanhamento com exames, os que mais importam neste momento são perfil lipídico, TGO, TGP, GGT, hemograma completo, para ver o hematócrito, e pressão arterial medida em casa. Pausar entre ciclos, e não emendar um no outro, é o que deixa esses números voltarem ao normal. Sobre a proteína antes do treino, ela não atrapalha a absorção do carboidrato de forma relevante. Pelo contrário, ter proteína no pré e no pós-treino ajuda a preservar músculo, como o @HazenMan sugeriu. @dhemesson, a queda de libido com o stanozolol sozinho tem explicação. Ele suprime a sua testosterona e não vira estrogênio, então a libido cai porque faltam os dois hormônios. Por isso ele sempre aparece associado a uma base de testosterona. @Jonathas De Britto, com um ano de treino e perdendo peso com dieta, você está no melhor momento de evolução natural. Um esquema com dois orais por três meses, passado por quem vende o produto, não é orientação. Stanozolol com oximetolona por esse tempo pesa no fígado e no colesterol e suprime a sua testosterona. O caminho mais seguro é seguir com a nutricionista e o treino. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Shape bom ou ruim?
@Boss of Death, com 13 anos, 1,76 m e 76 kg você está bem à frente da média da sua idade, e o @Locemar disse o mais importante: o corpo ainda está em formação, então dá pouco para julgar o shape agora. A boa notícia é que esta é uma fase ótima para construir base. Musculação na sua idade é segura e faz bem para os ossos, a postura e o desempenho em qualquer esporte, desde que a técnica venha antes da carga. Aprender bem o agachamento, o supino, a remada e o levantamento terra com cargas moderadas, de preferência com um professor corrigindo, rende mais a longo prazo do que tentar bater carga máxima agora. Lesão nessa fase atrasa tudo. Três coisas pesam mais que qualquer suplemento. A primeira é dormir bem, de 8 a 10 horas por noite, porque é no sono que o hormônio do crescimento é mais liberado. A segunda é comer comida de verdade em quantidade suficiente, com proteína em todas as refeições, como carne, frango, ovo, leite e feijão. Na adolescência o corpo precisa de calorias para crescer e para o treino ao mesmo tempo. A terceira é treinar com constância, três ou quatro vezes por semana, buscando melhorar aos poucos. Um aviso importante, porque você vai ler muito sobre isso no fórum: esteroide anabolizante na adolescência pode fechar as cartilagens de crescimento antes da hora e deixar a pessoa mais baixa do que seria, além de bagunçar a produção natural de hormônios justamente quando ela está se formando. A sua testosterona natural nos próximos anos vai subir sozinha, e esse é o maior "ciclo" que você vai fazer. Aproveite. Se quiser montar um treino organizado para começar, o gerador de treino do site serve como rascunho para você ajustar com o professor da academia: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Lupo 6 hers UC
@Jessica A, o @davidevh foi ao ponto: se as medidas não desciam com toda essa rotina, a explicação mais provável é a dieta sem déficit real, e não falta de estímulo. Vale olhar o que tem na cápsula e o que fazer com o resto do plano. Cada cápsula do Lipo 6 Hers Ultra Concentrate tem 200 mg de cafeína, além de sinefrina, teobromina, ioimbina e rauwolscina, estas duas últimas sem quantidade declarada no rótulo. Duas cápsulas por dia somam 400 mg de cafeína, que é o limite diário considerado seguro para adultos, sem contar café, chá e pré-treino. A ioimbina é um medicamento, não um suplemento comum, e sobe a pressão e a frequência cardíaca, além de causar ansiedade em algumas pessoas. Somada à cafeína e à sinefrina, vale ficar atenta a palpitação, tremor, dor de cabeça e insônia. A cápsula das 17h30, com treino às 19h, ainda está agindo na hora de dormir, e sono ruim atrapalha a perda de gordura. O efeito real desses produtos no emagrecimento é pequeno, de algumas dezenas de calorias por dia. A perda de 1 cm de cintura e 2 cm de abdômen em dois dias quase certamente é água, inchaço intestinal e variação de medição. Gordura não sai nessa velocidade. Para acompanhar de verdade, meça uma vez por semana, no mesmo horário e em jejum. Um detalhe prático: a fórmula tem 500 mcg de biotina. Biotina em dose alta interfere em vários exames de sangue, entre eles os de tireoide e alguns hormonais, e pode dar resultado falso. Pare uns dois ou três dias antes de colher sangue. No plano em si, com 1,56 m e 56 kg, o que mais muda a composição corporal é um déficit calórico moderado, proteína alta, perto de 1,6 a 2 g por quilo, e musculação com progressão de carga, que você já faz. Uma hora de esteira por dia mais muay thai é bastante volume. Se a fome aumentar com isso, o corpo acaba compensando na comida. Às vezes reduzir um pouco o aeróbico e acertar a dieta rende mais. Para achar suas calorias de manutenção e montar o déficit, a calculadora de gasto calórico do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/tdee/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Stanozolol USP + Propionato de Testosterona USP (foto)
@Fatima Tavares, o @Foston tem razão, e vale explicar por que esse esquema preocupa, porque o problema maior nem é o stanozolol. Boldenona em 1 ml duas vezes por semana, nas concentrações mais comuns, de 200 a 250 mg/ml, dá entre 400 e 500 mg por semana. Isso é dose de ciclo masculino. Em mulher, nessa faixa, a virilização é praticamente certa: voz mais grave, pelos no rosto, aumento do clitóris e queda de cabelo, com voz e clitóris muitas vezes sem volta. E a boldenona usada no Brasil é um undecilenato, um éster de depósito muito longo, que continua sendo liberado por semanas depois da última aplicação. Se a voz começar a mudar, parar não interrompe a exposição na hora. Por isso o stanozolol, que você pensa em tirar, é o menor dos problemas. O enjoo com o stanozolol oral vale atenção. Ele é um esteroide oral com modificação que sobrecarrega o fígado, e enjoo persistente, sobretudo com urina escura, olhos amarelados ou coceira no corpo, pode ser sinal de lesão no fígado. Nesse caso, a conduta é parar e colher TGO, TGP, bilirrubinas e GGT, não seguir até onde der. Protetores como silimarina e produtos à base de metionina e colina não têm evidência de que impeçam a lesão causada por esteroide oral. Para quem chega aqui pelo relato do @Wakko.mt, de 2013, alguns pontos continuam valendo. Propionato e stanozolol injetável têm ação curta, então dias alternados mantêm o nível mais estável que duas aplicações por semana. O stanozolol derruba o HDL de forma marcada. Chá verde quase não muda retenção de líquido. E, depois de qualquer ciclo masculino, a TPC precisa ser confirmada com exames de testosterona e LH, e não apenas feita. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.