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Ajuda para uma recente mãe
@angelicag, o tópico rendeu bastante — dieta ajustada, discussão sobre DIU, sobre gestrinona — mas o dado mais importante da sua primeira mensagem passou praticamente batido: você está amamentando à noite e fazendo extração de leite durante o dia. Isso muda tudo o que veio depois. Amamentar custa energia de verdade. A produção de leite para um bebê nessa fase consome algo entre 500 e 650 kcal por dia, tiradas da sua conta antes de qualquer treino. Isso tem duas consequências práticas que ninguém te disse. A primeira é boa: você já está com uma vantagem embutida no déficit e não precisa cortar tanto quanto cortaria fora da lactação. A segunda é a que protege sua filha: a recomendação para mãe que amamenta é perder no máximo meio quilo por semana e não descer abaixo de 1.500 a 1.800 kcal por dia. Restrição moderada não derruba a produção de leite em mulher bem nutrida — restrição agressiva derruba. Se você seguir um plano montado sem levar a amamentação em conta, é exatamente aí que o leite diminui, e você vai atribuir isso a qualquer outra coisa. Um segundo ponto, e este é de segurança: você levantou a possibilidade de trocar o Mirena por um implante de gestrinona. Gestrinona é um esteroide de base androgênica. Enquanto você estiver amamentando, isso está fora de cogitação — não é questão de dose ou de marca, é que não existe segurança estabelecida de androgênio para o lactente, e o assunto sequer deveria ser decidido em fórum. Some a isso que implante hormonal manipulado não tem a liberação controlada que se promete e não tem como ser removido se der errado, ao contrário de comprimido ou injeção. Essa conversa se retoma depois do desmame, com ginecologista. Sobre a afirmação de que o Mirena tem "os mesmos efeitos deletérios do contraceptivo hormonal, com aumento de gordura abdominal e elevação do SHBG": isso não se sustenta bem. O Mirena libera levonorgestrel majoritariamente local, no útero, com absorção sistêmica muito menor que a de um oral combinado — e é justamente por isso que ele é uma das poucas opções compatíveis com amamentação. A revisão Cochrane sobre contraceptivos combinados e peso, aliás, não encontrou efeito relevante sobre peso nem nos orais. Trocar um método que está funcionando, durante a lactação, com base nisso, é risco sem retorno. Sobre a parte que você pediu de verdade, que era a dieta: seu cardápio está limpo mas leve em proteína para quem treina quatro vezes por semana e ainda amamenta. Com a lactação somada, eu não desceria de 120 a 130 g de proteína por dia. E sobre o objetivo da cirurgia de redução de mamas, vale saber que cirurgião nenhum vai operar durante a amamentação e a maioria pede alguns meses após o desmame para o volume estabilizar — então não há pressa em secar agora. Seu treino, esse, está muito bom. Progressão de carga anotada em vários exercícios, quatro divisões coerentes, ênfase em membros inferiores. Não mexeria. Para calcular sua manutenção considerando o gasto do treino e ajustar os macros: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ @Isa, @Sussu, @Maah, @harmd, @Sr.Shelby, @Fran, @Keyte Luciana Cerqueira, @Samu0808, @luhccardoso, @RenatinhaSA e @Apollo Galeno, obrigado pelas contribuições ao longo do tópico. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
Hoje
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AUXÍLIO/SUGESTÕES 1º CICLO
@Samuca, o tópico respondeu bem as suas perguntas de TPC e de dose, mas passou por cima do detalhe que, no seu protocolo específico, é o mais importante — e ele estava logo na primeira linha do seu formulário. Você usa finasterida e escolheu deca no ciclo. Essa combinação funciona ao contrário do que você espera. A finasterida bloqueia a 5-alfa-redutase para impedir que a testosterona vire DHT, que é mais androgênico. Com a nandrolona a lógica se inverte: o metabólito 5-alfa-reduzido dela, a di-hidronandrolona, é menos androgênico que a nandrolona original. Ou seja, ao bloquear essa conversão você mantém circulando a forma mais agressiva para o folículo. Nesse cenário, a finasterida não protege — ela tende a piorar. Se a preocupação com cabelo é real, e você mesmo citou tios calvos, então deca era o composto errado para escolher. Segundo ponto sobre a deca, e ninguém levantou: 250 mg de durateston com 200 mg de nandrolona coloca os dois quase em paridade. Nandrolona é um 19-nor com atividade progestagênica, suprime a via dopaminérgica e eleva prolactina — é essa a origem da perda de libido e da disfunção erétil que aparece em tanto tópico por aqui, e ela não é resolvida por inibidor de aromatase, porque não passa pela aromatase. Em primeiro ciclo, a testosterona deve ficar claramente acima da nandrolona, e o ideal seria não usar nandrolona no primeiro ciclo de forma alguma: ela suprime o eixo por mais tempo e torna a recuperação mais lenta que a de uma testosterona sozinha. O @Foston acertou em cheio em duas coisas: seu eixo será inibido igual mesmo com dose baixa, e dobrar a dose no meio não traria resultado melhor. Acrescento que a ideia de emendar dianabol depois de encerrar o ciclo é o pior dos mundos — você prolongaria a supressão sem testosterona sustentando, que é exatamente o cenário de crash. Sobre os 4 kg em uma semana: foi bem observado no tópico que isso é água e glicogênio, não músculo. Guarde essa referência para não se frustrar quando saírem depois. E sobre a TPC, um ajuste: começar o tamoxifeno 21 dias após a última aplicação está correto para éster longo, mas 40 a 60 dias de tamoxifeno sozinho é um plano razoável apenas se o eixo cooperar. Como você não fez exames antes — e isso foi apontado com razão —, você não terá referência para saber se voltou. Faça pelo menos testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol trinta dias depois de terminar a TPC. Sem esse exame, "me sinto bem" é o único critério, e ele é péssimo. Por último, o treino. Concordo com a sugestão de dar um dia inteiro para pernas: hoje elas dividem espaço com ombro e ficam com quatro exercícios em faixa de 15 repetições, enquanto o bíceps tem quatro exercícios só para ele. Isso está invertido. Para reorganizar doses, janelas e TPC no papel: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ @TataBarb e @FaBHana, obrigado por terem chamado gente para o tópico. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
- Barra proteica caseira: 3 receitas com 21 a 25 g de proteína
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Ajuda em 2ciclo.
@Dpeles, você padronizou o tópico logo na segunda mensagem — homem, 31 anos, 1,75 m, 76 kg, cerca de 12% de gordura, seis anos de treino, um ciclo feito há quatro anos — e mesmo assim as suas três perguntas ficaram sem resposta. Respondo as três, e depois faço a ressalva que importa mais que elas. Sobre o HCG, que era a sua dúvida principal: as duas estratégias existem e servem a coisas diferentes. Durante o ciclo, o uso é de dose baixa e contínua, na faixa de 250 a 500 UI duas vezes por semana, e serve para manter o testículo respondendo e evitar a atrofia — isso torna a saída do ciclo menos brusca. Depois do ciclo, o uso é o oposto: dose alta e curta, algo como 1.000 a 2.000 UI em dias alternados por uma ou duas semanas, terminando antes de começar o tamoxifeno. O que não faz sentido é usar HCG junto com o SERM, porque um estimula o testículo diretamente enquanto o outro tenta religar o comando lá em cima. Escolha uma das duas abordagens, não as duas ao mesmo tempo. E vale saber que a evidência formal sobre TPC é fraca — não existe ensaio controlado sustentando esses protocolos; é prática acumulada, não ciência estabelecida. Sobre o exemestano: ele não entra por precaução, entra por necessidade. Inibidor de aromatase usado às cegas derruba o estradiol abaixo do fisiológico, e estradiol baixo em homem custa libido, articulação e densidade óssea — os mesmos sintomas que se atribui ao estrogênio alto, o que confunde muita gente. Tenha o exemestano à mão, meça o estradiol na semana quatro, e use só se o exame ou o sintoma claro justificarem. Sobre o primobolan: se entrar, entra do início ao fim, porque o enantato de metenolona é de éster longo e leva semanas para atingir o platô — colocar no meio do ciclo desperdiça o começo dele. Mas serei franco sobre o custo-benefício: primobolan é dos compostos mais falsificados e subdosados do mercado, e nas doses que a maioria usa ele contribui pouco. No seu caso, esse dinheiro rende muito mais em comida. Agora a ressalva, e é a resposta que você não pediu. Você chegou a 84 kg no ciclo anterior e hoje está com 76 kg depois de um ano parado. Ou seja, você tem oito quilos de reconquista pela frente — e reconquista de massa já construída é a coisa mais rápida e barata que existe em treinamento, por memória muscular. Você vai recuperar boa parte disso sem hormônio nenhum, só treinando e comendo em superávit. Se ciclar agora, vai atribuir ao ciclo um resultado que era seu de qualquer jeito, e vai gastar a carta na hora mais barata. Eu daria seis meses limpos primeiro, chegaria perto dos 82 ou 84 kg naturalmente, e só então usaria os hormônios para passar de onde o corpo trava. E se for ciclar mesmo assim, uma coisa por vez: enantato de testosterona sozinho, ou testosterona com boldenona, como você já fez. Empilhar testosterona, boldenona, primobolan e dianabol no segundo ciclo da vida significa que, quando algo der errado, você não terá como saber o que causou. Exames antes, na semana seis e depois da TPC — hemograma completo, lipidograma, enzimas hepáticas, estradiol e testosterona. Para organizar doses, meias-vidas, janela do HCG e TPC no papel antes de aplicar qualquer coisa: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ @Isa e @harmd, obrigado por terem orientado a padronização. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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PERDER GORDURA E GANHAR MASSA MAGRA, DEFINIR CINTURA , COSTAS ,ETC.
@MARIA JÚLIA, o tópico deu boas-vindas, resolveu a lista de exames e parou por aí. Faltou o principal, que é olhar o que você escreveu. Sua dieta é quase inteiramente carboidrato. Conte comigo: cuscuz, pão, beiju e mamão no café; banana com cuscuz às dez; arroz com feijão no almoço; batata-doce, cuscuz e tapioca às três; banana no pré-treino; banana no pós; arroz no jantar. São sete refeições e a proteína aparece de verdade em duas. Isso explica o que você descreveu como objetivo — perder gordura, definir cintura e costas — não estar acontecendo depois de dez meses de treino. Não falta esforço. Falta proteína e sobra carboidrato distribuído o dia inteiro. Sobre quanto, discordo do número que te passaram aqui. Sugeriram 2,5 a 3 g por quilo, o que daria 150 a 180 g por dia para você. É desnecessário. A meta-análise do Morton, que é a referência no assunto, encontrou o platô dos ganhos por volta de 1,6 g por quilo, com o limite superior do intervalo de confiança em torno de 2,2. Para os seus 60 kg, isso significa 100 a 130 g por dia — bem menos sofrido de cumprir e com o mesmo resultado. Meta exagerada não é meta mais segura: é meta que se abandona. Na prática, a mudança é simples e não exige comprar nada: coloque ovo ou queijo no lanche das dez, troque uma das bananas por iogurte natural ou por um pedaço de frango, e reduza o cuscuz da tarde pela metade. Você mantém o volume de comida e a saciedade, e a proteína quase dobra. Duas coisas que passaram batidas e que eu não deixaria passar. A primeira são as dores lombares que você citou logo no começo, com uso eventual de anti-inflamatório. Isso é o item mais importante do seu tópico e ninguém comentou. Dor lombar recorrente em quem treina há dez meses costuma vir de execução com a lombar arredondada em terra, remada e agachamento, ou de core fraco. Vale ser avaliada antes que vire lesão — e, enquanto isso, priorizar exercícios que não carreguem a coluna diretamente. Anti-inflamatório apaga o sinal sem resolver a causa. A segunda é a lista de exames que a @Isa montou, que está ótima. Eu só acrescentaria dois: TSH e T4 livre. Tireoide é causa comum e silenciosa de dificuldade para emagrecer em mulher na sua faixa etária, e é barato descartar. Um último ponto que muda a forma de olhar o espelho: com 1,58 m e 60 kg, você não tem muito peso a perder. O seu caso é de recomposição, não de emagrecimento. Cortar calorias com força vai te deixar menor e igualmente mole. O caminho é proteína alta, treino de força com carga subindo e paciência de olhar a fita métrica em vez da balança. Para calcular seus macros com os seus próprios números: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ @Isa, @FaBHana, @Sussu, @RenatinhaSA e @ELISA A, obrigado por terem recebido bem e por terem puxado a parte dos exames. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Treino e não perco peso
@Patty4.0, você escreveu que levou tempo para criar coragem de postar — e o tópico ficou sem uma única resposta. Isso não deveria ter acontecido, então respondo agora. Você malha cinco vezes por semana desde 2016 e caminha três quilômetros todas as manhãs. Ninguém que faz isso tem problema de esforço. O que você tem é um problema de duas contas que ninguém te mostrou. A primeira é a proteína. Somando o que você descreveu, seu dia fecha por volta de 60 a 70 g. Para 82,5 kg treinando cinco vezes por semana, isso é aproximadamente metade do necessário. É a explicação mais provável para "malho, malho e o bucho só cresce": sem proteína suficiente, o treino não constrói músculo, e sem músculo novo o corpo muda de peso sem mudar de forma. Mire em 120 a 130 g por dia. Na prática, é colocar ovo ou queijo no lanche da tarde, aumentar a carne do almoço para uns 150 g e trocar a vitamina de banana com mamão por um iogurte com mais proteína. A segunda é o carboidrato solto no fim do dia. Olhe o seu jantar: cuscuz ou batata-doce ou inhame ou aipim, sem proteína nenhuma, com café adoçado. E depois, antes de dormir, mais café com biscoito. Não é o pior cardápio do mundo — o problema é que essas duas refeições finais são quase só carboidrato, saciam pouco e somam bastante. Se você colocar ovo, frango ou queijo no jantar e cortar o biscoito da madrugada, você reduz calorias e aumenta saciedade ao mesmo tempo, sem passar fome em momento nenhum. Duas coisas do seu relato que merecem atenção e que só um médico resolve. Você tem 41 anos e descreve dificuldade crescente de perder peso desde a pandemia: essa é exatamente a faixa em que a perimenopausa começa a mexer na composição corporal e na distribuição de gordura, e vale conversar com o ginecologista sobre isso em vez de atribuir tudo a falta de disciplina. E você mencionou que vai fazer exames — peça também TSH e T4 livre, além de glicemia e insulina de jejum. Tireoide é uma causa comum e silenciosa de exatamente o quadro que você descreve, e é fácil de descartar. Sobre a gastrite e a vesícula retirada, isso muda uma coisa prática: sem vesícula, refeições muito gordurosas de uma vez costumam cair mal. Distribuir a gordura ao longo do dia funciona melhor do que concentrar tudo no café da manhã frito na manteiga. Por fim, sobre a creatina que você começou há dez dias: mantenha, ela é uma das poucas coisas com evidência sólida e é especialmente útil para mulher acima dos 40. E não se assuste se a balança subir um ou dois quilos nas primeiras semanas — é água dentro do músculo, não gordura. Para calcular sua manutenção e os macros com os seus números: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda no cutting
@Jifit, este tópico virou outra coisa no meio do caminho, e no meio da discussão sobre quem orientaria quem, a sua pergunta original ficou sem resposta técnica. Volto a ela. Você usou oxandrolona 5 mg de 12 em 12 horas por quatro meses e, trinta dias depois de parar, relatou libido zerada e ânimo no chão, com a força preservada. Chamaram de crash hormonal, e o nome está certo, mas a explicação ficou pela metade. Em mulher, o uso prolongado de andrógeno suprime o eixo por retroalimentação negativa: LH e FSH caem, a produção ovariana de testosterona e de estradiol cai junto, e é essa queda — principalmente a de estradiol e de testosterona livre — que apaga libido e disposição. Força e músculo demoram muito mais a regredir do que o humor e a libido, por isso você se sente péssima e continua rendendo no treino. Isso não é sinal de que está tudo bem; é só o descompasso entre os dois relógios. O que resolveria a sua pergunta é um exame, não um palpite: LH, FSH, estradiol, testosterona total e livre, SHBG e prolactina. Quatro meses de um oral 17-alfa-alquilado também pedem TGO, TGP, gama-GT e um lipidograma — a oxandrolona derruba o HDL de forma marcante e isso não dá sintoma nenhum. Sobre a sugestão do @Foston de usar testosterona em gel para resolver a libido: em homem esse raciocínio se sustenta, em mulher ele é arriscado. Gel transdérmico em dose masculina, ou mesmo residual por contato, é uma das vias mais comuns de virilização em mulher — e virilização, no caso de voz e clitóris, pode não voltar atrás. Se houver indicação de reposição no seu caso, ela existe em doses e formulações femininas específicas, e é decisão de endocrinologista com o seu exame na mão, não de fórum. E o ponto mais importante, que é sobre o plano que você fechou: você saiu de quatro meses de oxandrolona e o novo protocolo é oxandrolona 2,5 mg de 8 em 8 horas. Ou seja, você volta ao mesmo composto sem ter dado ao eixo tempo nenhum de recuperação — e sem saber, por exame, em que estado ele está. É justamente isso que perpetua a falta de libido que motivou o tópico. Se der para segurar dois ou três meses limpos, com os exames feitos, você resolve o sintoma e ainda descobre o quanto do resultado era seu. E vale registrar que o @Apollo Galeno disse, no meio da confusão, a frase mais sensata do tópico: não usaria nada via oral agora. Sua dieta atual, aliás, está boa para o objetivo: 200 g de proteína para 76 kg é bastante, e é o que segura o músculo no cutting. O que faltava não era comida. Sobre o clima que se instalou aqui — e você foi elegante ao dizer que esperava mais respeito e que o intuito do fórum é ajudar — você tinha razão, e a pessoa que abriu o tópico não deveria ter que administrar isso. Para organizar exames, tempos de pausa e a próxima etapa no papel: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ @FaBHana, @De M, @luhccardoso, @Marco Passarelli, @harmd, @vitoriamm, @Beca, @Sussu, @marianap, @durosbrutos, @rodolfot_, @Batata..., @Marcos...V, @Keyte Luciana Cerqueira e @Agan81, obrigado pelas contribuições ao longo do tópico. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Por favor me ajudem a baixar o bf pra ciclar
@Isa2345, o tópico foi uma festa de boas-vindas merecida, mas duas coisas que você escreveu na primeira mensagem ficaram sem resposta, e são as que mais decidem o seu próximo ano. A primeira é o conflito entre os seus dois objetivos. Você quer baixar o percentual de gordura para aparecer o corte da coxa e, ao mesmo tempo, aumentar o volume dos membros inferiores. São direções opostas: uma pede déficit, a outra pede superávit. Dá para fazer as duas em sequência, não em paralelo. E, pelo que você descreveu — 1,60 m, 55 kg, um ano de treino, gordura concentrada em perna —, a ordem que rende mais é a inversa da que você pensou. Primeiro construir a perna com calorias na manutenção ou levemente acima por seis a oito meses, depois secar. Se você cortar agora, vai aparecer o corte de uma coxa que ainda não tem o volume que você quer competir. A segunda é a oxandrolona daqui a dois meses. @Agan81 tocou no essencial ao dizer que o seu percentual está alto e que você precisa assumir o controle do próprio treino, e é exatamente aí que quero insistir. Você tem um ano de treino e ainda não sabe as séries e repetições que faz — suas palavras. Isso não é crítica, é diagnóstico: o seu potencial natural está praticamente intocado. Quem tem um ano de treino ainda ganha muito sem nada, e ciclar agora significa gastar a carta mais barata da mão para comprar um ganho que viria de graça. Some a isso que a oxandrolona em mulher tem um teto baixo de volume — ela dá densidade e dureza, não quilos de coxa. Para o que você quer nos membros inferiores, ela não é a ferramenta. E o preço não é abstrato. Neste mesmo fórum tem relato de alteração de voz com oxandrolona em quinze dias de uso, e voz engrossada e aumento do clitóris estão descritos como possivelmente irreversíveis. Você tem 25 anos e pretende competir por anos: essa carta você vai querer ter intacta mais adiante, quando o ganho natural realmente travar e a decisão for tomada com exames na mão e acompanhamento médico. O conselho mais valioso do tópico inteiro é o da @Agan81, e vale repetir porque é o único que não depende de mais ninguém: monte a sua própria ficha, anote carga, séries e repetições de cada treino, e olhe se o número sobe mês a mês. Sem esse registro, você não tem como saber se o personal está te fazendo progredir ou apenas te cansando. E, se um dia trocar de treinador, o histórico vai com você. Para montar essa ficha com divisão e progressão organizadas: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ @Apollo Galeno, @luhccardoso, @FaBHana, @RenatinhaSA, @Ruthynha, @Marco Passarelli, @Clutch, @Keyte Luciana Cerqueira, @ELISA A e @Kami Back, essa recepção é o que faz o fórum valer. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Emagrecimento e definição
@Quel, você recebeu um plano alimentar detalhado neste tópico e não estou aqui para refazê-lo — estou aqui porque duas informações que você deu passaram batidas, e são as duas que mais explicam o seu histórico de "perco um pouco e nunca volto". A primeira é a fórmula manipulada. Você postou a composição: citrus sinensis, orlistat 120 mg, centella asiatica e citrus aurantium 300 mg. Citrus aurantium é sinefrina, um simpatomimético. E você toma amitriptilina. Essa combinação tem interação descrita e não é teórica: antidepressivo tricíclico bloqueia a recaptação de noradrenalina enquanto o simpatomimético aumenta a liberação dela, e o efeito somado está associado a hipertensão, taquicardia, palpitação, cefaleia latejante e arritmia. Se você ainda usa essa fórmula, é conversa com médico antes da próxima dose, não depois. E vale dizer com todas as letras: a única coisa nessa fórmula com efeito real sobre gordura é o orlistat, que age bloqueando a absorção de gordura no intestino — o resto é peso morto acompanhado de risco. A segunda é a própria amitriptilina, e ninguém no tópico perguntou o que ela faz com o peso. Ela é um dos antidepressivos com maior associação a ganho de peso: bloqueia receptores de histamina, o que aumenta o apetite e apaga a sensação de saciedade, provoca fissura por carboidrato e ainda reduz a taxa metabólica de repouso em parte dos usuários. Isso não significa parar de tomar — de jeito nenhum, e a suspensão abrupta de tricíclico é ruim por conta própria. Significa que você vem lutando com um peso na mochila que ninguém tinha te contado que estava ali, e que vale levar essa pergunta específica ao médico que a prescreveu: existe alternativa mais neutra para o seu caso? Às vezes existe, às vezes não. Mas saber muda a forma como você interpreta os resultados, e tira de você a sensação de que o problema é falta de disciplina. Sobre o sono, que você citou logo na primeira linha e o tópico deixou de lado: você dorme à uma da manhã ou mais tarde e treina das 20h às 22h. Treino pesado terminando às 22h atrasa o sono em boa parte das pessoas, e sono ruim eleva a fome no dia seguinte por conta própria. Se der para puxar o treino uma ou duas horas para trás, isso resolve dois problemas de uma vez. Sobre o treino em si, um ajuste. Ele é quase todo em faixas de 15 e 20 repetições, com blocos de 4x20 e descansos de 10 a 15 segundos. Para o objetivo que você declarou — glúteo e posterior mais densos, com corte — isso está leve demais. Repetição alta com descanso curto vira treino metabólico e cansa muito, mas entrega pouco em tensão. Eu levaria os básicos (leg press, agachamento sumô, mesa flexora, terra) para 8 a 12 repetições com carga que faça as últimas duas serem difíceis, e deixaria as séries longas só para os isoladores. Por último, o mais importante: você relatou queda de cabelo, acne e aumento do clitóris com estanozolol em 2015 e alteração vocal com oxandrolona em 2021. Voz e clitóris são as duas alterações que a literatura descreve como possivelmente irreversíveis. Você já cobrou esse preço duas vezes. O que está no seu tópico agora — dieta contada, treino com carga e sono arrumado — é o que faltava, e não custa nada disso. Para calcular seus macros com os seus próprios números: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ @Qsr, @Keyte Luciana Cerqueira e @De M, obrigado por terem recebido bem a Quel. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Emagrecimento
@Joana, li o tópico inteiro. Você foi bem recebida, ganhou uma meta de macros, disse que ia começar naquele mesmo dia — e aí quem estava te acompanhando saiu do fórum e você ficou sem ninguém. Isso foi há um tempo, mas o tópico nunca teve um fecho, então deixo aqui o que eu faria diferente na orientação que você recebeu, e o que faria igual. O que faria igual: pesar a comida e registrar num aplicativo. É a única forma de saber o que você está comendo de verdade, e o conselho sobre isso foi bom. Sua descrição — três colheres de arroz com salada, ovo e carne, mais um "bilisco de vez em quando" — é justamente o padrão em que o bilisco não contabilizado explica o resultado. Não é falta de esforço; é falta de medida. O que faria diferente são três coisas. A primeira é a proteína. A meta que te passaram foi 163 g por dia com 1.629 kcal. Para uma mulher de 1,54 m e 64 kg, isso é mais que o dobro do necessário e é quase impossível de cumprir com comida normal — dá quase um quilo de frango por dia. Meta impossível não gera disciplina, gera desistência na segunda semana. Entre 100 e 110 g de proteína você tem o mesmo efeito de saciedade e de preservação de músculo, e consegue de fato cumprir. A segunda é o "fuja de carboidratos". Você não precisa disso. Precisa de déficit calórico, e o arroz com feijão que você já come cabe dentro dele tranquilamente. Retirar grupos alimentares inteiros funciona por três semanas e cobra depois. Sua meta calórica na faixa de 1.500 a 1.600 kcal está razoável — a origem dessas calorias importa muito menos do que o total. A terceira, e ninguém tocou nela, é o treino. Você faz esteira, bicicleta e "alguns aparelhos" por uma hora. Nessa configuração, o emagrecimento vem acompanhado de perda de músculo, e é isso que faz o peso voltar depois. Com três meses de treino, o que mais muda o seu corpo é musculação de verdade: agachamento ou leg press, puxada, remada, supino ou desenvolvimento, três vezes por semana, com a carga subindo. O cardio entra depois, como complemento, não como base. Sobre o colesterol alto que você mencionou: isso é assunto para o seu médico, e é mais um motivo para procurar um em vez de ajustar por conta. Perder peso e treinar já melhora muito esse quadro, mas quem decide se precisa de tratamento é ele, com o seu exame na mão. @DIEGO SANTOS deu o conselho mais prático do tópico e ele continua valendo: uma consulta com nutricionista resolve em uma hora o que o fórum leva semanas para aproximar. E @ELISA A, sua mensagem foi a única que tratou a Joana como pessoa e não como planilha — isso conta mais do que parece para quem está começando. Se quiser calcular sua manutenção e os macros com os seus próprios números: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Em busca dos 12%bf
@Heronader, sua pergunta era objetiva e ficou sem resposta objetiva, então vamos aos números. Dá para responder com o que você deu. 76,8 kg com cintura de 75 cm em jejum é gente magra — essa relação cintura/peso costuma sair por volta de 12 a 14% de gordura, e a distância até um abdômen visível é de uns 3 a 5 kg, não de uma transformação. Em dois meses, com déficit de 400 a 500 kcal e perda de 0,5 a 0,7 kg por semana, você tira exatamente isso. A resposta é sim, dá tempo, e com folga. O que muda o resultado não é a matemática, é o que você faz nesses dois meses. Depois de seis meses de dieta, seu risco não é o déficit ser pequeno demais — é você apertar agora, achando que os dois meses finais pedem pressa, e perder o músculo que segurou até aqui. Abdômen aparece por camada de gordura fina sobre músculo existente; se você raspar músculo junto, chega no carnaval mais leve e com a mesma barriga. Então: proteína alta, algo perto de 150 a 160 g por dia, treino de força mantendo as cargas que você já levanta, e a paciência de aceitar meio quilo por semana em vez de um. E cuidado com a ilusão de ótica dos últimos quilos. Nessa faixa, a diferença entre "quase" e "apareceu" é pequena e muitas vezes some numa semana de mais sódio ou de sono ruim, sem que você tenha ganhado grama nenhuma de gordura. Não se meça de manhã e desanime à tarde — meça a cintura em jejum, no mesmo dia da semana, e compare o mês, não o dia. A pergunta do @Kami Back é a certa, e vale encarar de frente: os dois meses não são o problema, a constância é. Mas discordo de uma parte da sua própria mensagem. Você se chamou de "endomorfo fudido", e essa classificação não tem base. Os somatotipos vêm de uma teoria dos anos 1940 que ligava formato de corpo a traços de personalidade, e foi descartada pela ciência justamente por não ter fundamento experimental. Não existe tipo de corpo que impeça alguém de definir. Existe balanço energético, e o seu já está funcionando — você saiu de onde estava e chegou a 75 cm de cintura. Isso não é um endomorfo condenado, é um cara que fez o trabalho por seis meses. Se quiser fechar esses dois meses com os macros calculados em vez de estimados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/
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AJUDA PARA MELHORAR COMPOSIÇÃO CORPORAL
@brum, você abriu o tópico dizendo que estava aberta a opiniões, ficou no aguardo, e o aguardo virou o fim do tópico. Deixo aqui o que faltou, porque três coisas do seu relato pedem resposta. A primeira é o que apareceu de passagem e ninguém comentou: a ioimbina. Você disse que ela te deixa enjoada e que por isso às vezes não consegue comer o que deveria. Isso não é detalhe — é o suplemento atrapalhando exatamente a parte que funciona. E a ioimbina é medicamento, não suplemento: além do enjoo, ela é reconhecidamente ansiogênica, eleva pressão e frequência cardíaca e pode desencadear crise de ansiedade em quem tem predisposição. O efeito dela sobre gordura é modesto e depende de estar em jejum, enquanto o custo, no seu caso, já é visível. Eu tiraria. A segunda é o conselho de que você precisa "machucar o músculo" e sair dolorida. @Kami Back acertou o essencial — trocar as séries de 20 repetições por menos repetição com mais carga é a mudança certa — mas a parte da dor não se sustenta. A revisão do Schoenfeld e do Contreras sobre isso é bem direta: dor tardia não é indicador válido de dano nem de crescimento. Músculo cresce sem dor, e dói sem crescer. O que de fato move o ponteiro é volume, proximidade da falha e sobrecarga progressiva ao longo das semanas. Isso importa muito para você especificamente, porque quem usa a dor como termômetro acaba trocando de exercício toda semana atrás da novidade que dói — e sobrecarga progressiva exige o contrário: repetir o mesmo movimento e ver o número subir. A terceira é a que resolve o seu problema declarado. Você quer perder a "pochete" e ficar definida sem volume, e o seu treino é quase todo de perna com carga progredindo — o que, aliás, está correto e é o que constrói o "durinho e no lugar" que você descreveu. Mas você mesma disse que não calculou os macros e que às vezes não consegue comer tudo. Aí está o ponto: 72 para 69 kg em alguns meses com quatro treinos semanais e personal indica que a dieta está frouxa, não que falta suplemento ou intensidade. Sem contar proteína, você não tem como saber se está perdendo gordura ou músculo — e perder músculo é justamente o que cria a silhueta mole que você não quer. Para 69 kg, mire em algo perto de 110 a 120 g de proteína por dia e um déficit pequeno. Sobre o jejum até o almoço, pode manter. Ele não atrapalha em nada desde que a proteína do dia feche — e, no seu caso, concentrar as refeições em menos janelas até ajuda a bater o alvo sem enjoo. Para colocar esses números no papel em vez de estimar: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ @marianap, boas-vindas atrasadas a você também.
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Tomar anticoncepcional com oxandrolona
@Harumipri, sua pergunta era simples — se toma o anticoncepcional antes ou depois da oxandrolona — e ninguém respondeu. Respondo: horário não importa, não há interação de absorção entre os dois. Mas o tópico foi para outro lugar, e como algumas afirmações fortes ficaram registradas aqui sem contestação, preciso separar o que procede do que não procede, porque tem gente lendo isso hoje. O que procede é a dose. 10 mg de 8 em 8 horas são 30 mg por dia. A referência de uso feminino gira em torno de 5 a 10 mg diários, e o risco que cresce com dose alta não é dor de cabeça: é virilização, com engrossamento de voz e aumento do clitóris, que a literatura descreve como possivelmente irreversíveis. Nisso @Foston e @CyMB estavam absolutamente certos ao insistir, e você não voltou para dizer se ajustou. O que procede em parte é o SHBG. O contraceptivo oral aumenta o SHBG e derruba a testosterona livre — isso é real e mensurável, e a analogia do freio de mão tem fundo de verdade. Mas "zerar" é exagero, e a @TataBarb descreveu bem a experiência subjetiva de quem parou. Vale ainda notar que a revisão Cochrane sobre contraceptivos combinados e peso não achou efeito relevante sobre composição corporal nos ensaios com placebo: o incômodo é real, o impacto no shape é menor do que se diz. Agora o que não procede, e é a parte que me preocupa. "Anticoncepcional é cancerígeno" é uma leitura torta do estudo dinamarquês do New England. O que ele mostrou foi um risco relativo de cerca de 1,2 para câncer de mama — e o número que realmente importa, que as duas reportagens linkadas não destacaram, é o absoluto: um caso extra a cada 7.690 mulheres usando por um ano. E o mesmo corpo de evidência mostra o outro lado da conta, que ficou de fora da discussão: o contraceptivo combinado reduz de forma marcante o risco de câncer de ovário e de endométrio, com estimativas de prevenção de cerca de um terço desses casos. Chamar de "cancerígeno" um medicamento que aumenta pouco um câncer e reduz bastante dois outros é escolher metade da tabela. "Qualquer ginecologista que passa anticoncepcional está ultrapassado" também não se sustenta. Uso contínuo é conduta padrão e atual em endometriose, em sangramento uterino anormal e em várias outras situações — não é remédio para espinha disfarçado. Você tomou por oito anos por indicação depois de uma intercorrência na gestação, com acompanhamento. Nenhum de nós aqui viu o seu prontuário. Quem pode dizer se ainda faz sentido é a sua médica, e a pergunta certa para levar a ela é "esse tratamento ainda é necessário hoje?", não "devo largar porque leram no fórum que é veneno". Sobre a trombose, que foi o argumento mais pesado: o contraceptivo combinado realmente eleva o risco de tromboembolismo, e orais 17-alfa-alquilados como a oxandrolona mexem em fatores de coagulação e derrubam o HDL. Somar os dois é uma soma de riscos que merece ser levada a sério e conversada com médico. Mas isso é diferente de "conheço dois casos de óbito por esta junção", que é relato pessoal, não dado. Trombose tem outros pesos maiores na equação — tabagismo, histórico familiar, trombofilia, idade. Se você vai combinar as duas coisas, o mínimo é fazer lipidograma e enzimas hepáticas antes e no meio, e contar à sua médica que está usando oxandrolona. Omitir isso dela é o único erro aqui que não tem como corrigir depois. Para organizar dose, duração e exames de acompanhamento no papel: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Duvidas, sobre o oxandrolona!!
@Gabriela_Santos1, o tópico terminou com você aliviada porque "não deu nada nos exames", e é justamente aí que quero entrar — porque o exame que te tranquilizou não era o exame que importava. Você foi ao pronto atendimento checar os rins. Oxandrolona não é um problema renal: ela é 17-alfa-alquilada, passa pelo fígado, e o que ela mexe de verdade são as enzimas hepáticas e o perfil lipídico. Nesse ponto o @Foston acertou ao dizer que a dose não ia atacar seus rins. O detalhe é que a creatinina de quem treina já sobe naturalmente por massa muscular, então um exame renal normal não diz absolutamente nada sobre a segurança do que você está tomando. Os exames que respondem essa pergunta são TGO, TGP, gama-GT e um lipidograma completo. E o lipidograma é o mais brutal: a oxandrolona derruba o HDL de forma marcante mesmo em dose baixa, e isso não dá sintoma nenhum — você se sente ótima enquanto acontece. Sobre a dose, @Kami Back e @Foston estavam certos e vale reforçar com a razão por trás. 15 mg de 12 em 12 horas são 30 mg por dia. Uma mulher produz naturalmente algo entre 4 e 7 mg de andrógenos por semana, e a referência de uso feminino no fórum gira em torno de 5 a 10 mg diários — a @Julie descreveu exatamente isso, 5 mg subindo para 7 mg, sem colateral nenhum. Você estava em seis vezes o teto usual. E o risco central da oxandrolona em mulher não é dor de cabeça ou diarreia, que passam: é a virilização. Engrossamento de voz e aumento do clitóris estão descritos como possivelmente irreversíveis, ou seja, não somem quando você para. Sintoma que dói avisa; esses dois não avisam até já terem acontecido. Uma ressalva importante ao que se falou aqui: dizer que "médico não entende de ciclo" é injusto como regra geral. O que existe é uma diferença de contexto — a oxandrolona tem indicações clínicas legítimas em que doses altas fazem sentido, como recuperação de grandes queimados, e essas doses simplesmente não se transportam para uso estético. Se a sua receita foi para performance ou composição corporal, os 30 mg não se justificam e vale voltar antes dos 20 dias para conversar. Se foi para uma condição clínica que você não mencionou aqui, o raciocínio da sua médica pode ser outro, e nesse caso quem decide é ela com o seu histórico na mão, não o fórum. O que a @Julie escreveu no final é a parte que menos chama atenção e mais resolve: ela atribuiu o resultado ao acompanhamento de dieta e treino, não ao comprimido. Com 5 a 7 mg dá para ter resultado; com 30 mg você tem o mesmo resultado e paga um preço que pode ser permanente. Se quiser organizar a dieta e o treino que fazem esse trabalho: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Barra proteica caseira: 3 receitas com 21 a 25 g de proteína
Uma barra proteica feita em casa só vale o trabalho se a massa unir, o sabor justificar a receita e os números fizerem sentido para a dieta. Aqui, o método é sem forno e produz seis unidades por lote, com versões de chocolate, mirtilo e pasta de amendoim. Em “I Finally Made the PERFECT Protein Bar”, Ethan Paff reúne o resultado de um mês de testes em uma base de whey concentrado e colágeno. A proposta é simples, mas depende de medidas precisas, de uma ordem correta de mistura e de reconhecer o ponto da massa antes de levá-la à geladeira. A fórmula comum às três barrasCada receita usa a mesma base para seis unidades: 60 g de xarope de bordo 60 g de néctar de coco 6 g de extrato de baunilha sal a gosto 108 g de whey protein concentrado 36 g de colágeno em pó A proporção em peso é de 3:1 entre whey e colágeno. O whey dá estrutura. O colágeno ajuda a criar uma massa mais maleável. Essa divisão também impede uma leitura errada do total proteico: os dois ingredientes fornecem proteína, mas não têm a mesma composição de aminoácidos nem a mesma resposta para síntese proteica muscular. Dois ensaios clínicos randomizados em adultos mais velhos encontraram maior estímulo à síntese proteica muscular com whey do que com colágeno. A receita não precisa excluir o colágeno, já que ele cumpre função de textura, mas os 21 a 25 g declarados por barra não devem ser tratados como se viessem integralmente de whey. O whey isolado também não é uma troca automática. A receita foi desenvolvida com concentrado e a fonte não testou o isolado. Como a absorção de líquido e a composição mudam entre produtos, substituir pode deixar a massa mais seca ou alterar o ponto. Barra proteica de chocolateIngredientes para seis unidades24 g de gordura bovina 60 g de xarope de bordo 60 g de néctar de coco 6 g de extrato de baunilha sal a gosto 108 g de whey protein concentrado 36 g de colágeno em pó 24 g de cacau em pó alcalino O cacau alcalino entrega cor mais escura e sabor menos ácido. O cacau natural pode ser usado, mas o resultado sensorial muda. A gordura bovina pode ser trocada por óleo de coco segundo a fonte, com possível alteração de sabor, firmeza e valores nutricionais. Como prepararColoque 24 g de gordura bovina em uma tigela própria para micro-ondas. Aqueça por 35 segundos ou apenas até derreter por completo. Misture o xarope de bordo, o néctar de coco, a baunilha e o sal. Acrescente o whey concentrado, o colágeno e o cacau. Mexa até não restarem bolsões de pó. A aparência inicial deve lembrar areia cinética molhada. Sove com as mãos até a mistura virar uma massa de chocolate levemente pegajosa. Forre um recipiente com papel-manteiga e pressione a massa em um retângulo uniforme. Embrulhe o bloco e leve à geladeira por 10 minutos. Corte ao meio e divida cada metade em três partes para obter seis barras. A degustação descreve uma barra densa, macia e semelhante a um fudge, com sabor lembrando cereal de chocolate. Barra proteica de mirtiloIngredientes para seis unidades24 g de gordura bovina 60 g de xarope de bordo 60 g de néctar de coco 6 g de extrato de baunilha sal a gosto 36 g de mirtilo liofilizado em pó 108 g de whey protein concentrado 36 g de colágeno em pó 30 g de mirtilos secos Como prepararDerreta a gordura bovina por 35 segundos ou até ficar completamente líquida. Junte xarope de bordo, néctar de coco, baunilha, sal e o pó de mirtilo. Misture até hidratar o pó. Colocá-lo nesta etapa melhora a distribuição de cor e sabor. Acrescente whey, colágeno e os mirtilos secos. Para pedaços menores e mais bem distribuídos, pulse os mirtilos secos algumas vezes em um miniprocessador antes de adicioná-los. Misture, sove e pressione até a textura de areia molhada se transformar em uma massa coesa. Modele um retângulo sobre papel-manteiga, embrulhe e refrigere por 10 minutos. Corte em seis partes iguais. O resultado é comparado a um nougat de mirtilo, com sabor frutado e leve. Entre as três versões, esta recebeu a avaliação mais entusiasmada e nota 10 de 10. Barra proteica de pasta de amendoimIngredientes para seis unidades120 g de pasta de amendoim crocante ou cremosa 60 g de xarope de bordo 60 g de néctar de coco 6 g de extrato de baunilha sal a gosto 108 g de whey protein concentrado 36 g de colágeno em pó A pasta de amendoim substitui totalmente os 24 g de gordura bovina. A opção crocante deixa pequenos pedaços na massa. A cremosa funciona para quem prefere uma textura uniforme. Como prepararAqueça 120 g de pasta de amendoim até ficar morna e mais fluida. A fala indica 25 segundos, enquanto a receita escrita registra 35 segundos. Potência do aparelho e temperatura inicial mudam o resultado, então a consistência é um critério melhor do que o relógio. Misture xarope de bordo, néctar de coco, baunilha e sal. Incorpore o whey concentrado e o colágeno. Trabalhe a mistura até formar uma massa. Esta versão tende a ficar mais quebradiça. Se ela ainda esfarelar, continue sovando e pressionando para distribuir a umidade e aumentar a coesão. Modele no papel-manteiga, refrigere por 10 minutos e corte em seis barras. A textura final é comparada à de um cookie de pasta de amendoim. É a receita com menos ingredientes específicos, mas também a mais calórica das três. Calorias e macros declarados por barraSabor Calorias Proteína Gordura Carboidratos Chocolate 210 kcal 21 g 5 g 24 g Mirtilo 217 kcal 21 g 5 g 25 g Pasta de amendoim 283 kcal 25 g 11 g 25 g Esses números foram calculados com os ingredientes escolhidos pela fonte. Não são uma análise laboratorial nem valem automaticamente para qualquer marca. O rótulo do whey, do colágeno e da pasta de amendoim, além do peso real de cada corte, pode mudar calorias e macronutrientes. Para acompanhar com precisão, some os dados nutricionais dos produtos usados, pese o bloco pronto e divida pelo rendimento real. O ponto da massa evita barras que esfarelamO erro mais provável é desistir quando a mistura ainda parece areia molhada. Nesse estágio, o pó já recebeu os líquidos, mas a massa ainda precisa de pressão para ganhar coesão. Sove, comprima e dobre até ela ficar levemente pegajosa. O recipiente serve como molde. Papel-manteiga evita aderência, e pressionar a superfície reduz espaços internos. A espessura exata não é decisiva. O importante é formar um retângulo que possa ser dividido em seis porções semelhantes. Se a massa continuar seca depois de bem trabalhada, confira primeiro se todas as quantidades foram pesadas e se o produto é whey concentrado. Corrigir no impulso com mais xarope muda açúcar, calorias, textura e macros. Néctar de coco continua sendo açúcarO néctar de coco é apresentado como ingrediente indispensável para moldabilidade e com tendência a índice glicêmico menor. Mesmo que a resposta glicêmica varie entre adoçantes, néctar de coco e xarope de bordo são xaropes e entram na categoria de açúcares livres usada pela Organização Mundial da Saúde. Isso não invalida a receita. Apenas impede que “caseiro”, “natural” ou um índice glicêmico possivelmente menor virem sinônimos de sem açúcar. Cada lote recebe 120 g de xaropes antes de ser dividido em seis barras. Como congelar e descongelarAs barras podem ser embrulhadas individualmente em papel-manteiga e guardadas em saco com fechamento no congelador. Para consumir, deixe alguns minutos na bancada ou descongele na geladeira durante a noite. A fonte não estabelece um prazo de validade confiável, e a legenda automática fica truncada justamente nesse trecho. Data de preparo, higiene, temperatura e ingredientes usados afetam conservação. Descarte se houver odor, cor ou textura anormais. O custo de US$ 2,50 não é preço garantido no BrasilO valor informado é inferior a US$ 2,50 por barra com os ingredientes usados pelo autor. A conta depende de marca, embalagem, região e compra por importação ou varejo. No Brasil, mirtilo liofilizado, néctar de coco e xarope de bordo podem mudar bastante o custo. Uma comparação honesta deve usar o custo total do lote dividido por seis. Também vale comparar proteína, calorias e praticidade com uma barra pronta, não apenas o preço unitário. ConclusãoAs três barras partem de uma fórmula precisa, rendem seis unidades e dispensam forno. Chocolate e mirtilo entregam 21 g de proteína declarados por unidade. Pasta de amendoim chega a 25 g, mas também sobe para 283 kcal e 11 g de gordura. O resultado depende menos de um utensílio especial do que de três cuidados: pesar em gramas, usar whey concentrado e trabalhar a massa até ela deixar de esfarelar. Colágeno ajuda na textura, mas não deve ser confundido com whey do ponto de vista de qualidade proteica. E os dois xaropes continuam contando como açúcar livre. FAQPosso trocar whey concentrado por isolado?A receita original não foi testada com isolado. A troca pode alterar absorção de líquido e textura. Se experimentar, faça um lote pequeno e ajuste pela consistência, sem assumir que os macros permanecem iguais. Posso fazer sem colágeno?O colágeno representa 36 g do lote e ajuda na textura. Retirá-lo muda a proporção de sólidos e líquidos, por isso não há garantia de que a massa una da mesma forma. Dá para trocar gordura bovina por óleo de coco?Essa substituição é citada como possível. Sabor, ponto de fusão, firmeza e valores nutricionais podem mudar conforme o óleo escolhido. Quantas barras rende cada receita?Cada lote rende seis barras. Para porções parecidas, pese o bloco pronto ou corte ao meio e divida cada metade em três partes. Quanto tempo a massa fica na geladeira?Dez minutos antes do corte. O objetivo é firmar o bloco, não assar ou cozinhar a mistura. Os 21 a 25 g de proteína vêm apenas do whey?Não. O total declarado inclui whey concentrado, colágeno e, na versão de pasta de amendoim, a proteína do próprio amendoim. As fontes proteicas têm perfis de aminoácidos diferentes. ReferênciasPAFF, Ethan. I Finally Made the PERFECT Protein Bar. [S. l.], 22 ago. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=iAoByhVKUuI. Acesso em: 30 ago. 2026. OIKAWA, Sara Y. et al. Whey protein but not collagen peptides stimulate acute and longer-term muscle protein synthesis with and without resistance exercise in healthy older women: a randomized controlled trial. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 111, n. 3, p. 708-718, 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31919527/. Acesso em: 30 ago. 2026. MCKENDRY, James et al. The effects of whey, pea, and collagen protein supplementation beyond the recommended dietary allowance on integrated myofibrillar protein synthetic rates in older males: a randomized controlled trial. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 120, n. 1, p. 34-46, 2024. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38762187/. Acesso em: 30 ago. 2026. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guideline: sugars intake for adults and children. Geneva: WHO, 2015. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241549028. Acesso em: 30 ago. 2026. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Rotulagem nutricional. Brasília, DF: Anvisa. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/rotulagem/rotulagem-nutricional/. Acesso em: 30 ago. 2026.
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Dieta para definição e perca de gordura abdominal
@Natália Bueno, o tópico parou esperando fotos que nunca vieram, mas a informação que você já tinha dado é suficiente para responder o essencial — e a resposta não depende de foto nenhuma. Você tem 35 anos, 1,69 m, 69,6 kg, treina cinco vezes por semana há seis meses e quer pernas. Olhando as duas dietas que você postou, o problema salta aos olhos e ninguém apontou: a proteína. Somando o segundo cardápio, você está por volta de 75 a 80 g por dia. Para o seu peso e o seu volume de treino, isso é aproximadamente metade do que precisa. É por isso que seis meses de CrossFit cinco vezes por semana renderam 3 kg de massa magra e a perna continua fina — não falta treino, falta matéria-prima. Mire em 110 a 120 g de proteína por dia. Isso não significa comer mais no total: significa trocar parte do arroz, da farinha láctea e das três bananas por ovo, carne, iogurte e whey. O segundo ponto é o treino, e aqui o @Batata... chegou perto quando insistiu em periodização. Vou ser mais direto: CrossFit não é o meio mais eficiente para o seu objetivo específico. Ele é excelente para condicionamento, e você progrediu de 35 para 70 kg no deadlift, o que é progresso real. Mas hipertrofia de quadríceps e glúteo pede carga alta em amplitude completa com séries próximas da falha — agachamento, leg press, cadeira extensora, stiff, elevação pélvica. O metcon, com barra leve e repetição alta contra o relógio, treina outra qualidade. Você mesma escreveu que pretende começar na musculação: essa é a decisão certa, e ela vale mais que qualquer ajuste de cardápio. Não precisa abandonar o box — dois dias de musculação focados em perna somados ao CrossFit já mudam o cenário. O terceiro ponto é sobre a orientação que você recebeu de cortar o percentual de gordura antes de pensar em ganho. Com 27% de gordura e seis meses de treino, você está na janela em que dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Não precisa escolher entre secar e ganhar perna: com proteína adequada, treino de força pesado e as calorias na manutenção ou num déficit pequeno, a recomposição acontece. Cortar agressivamente agora só vai afinar ainda mais a perna que já te incomoda. Para montar o cardápio com esses números em vez de por porções, a ferramenta de dieta do site calcula sua manutenção e distribui os macros: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ @TataBarb, obrigado por ter voltado ao tópico dois meses depois para não deixá-lo sem resposta.
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Dor nas aplicações de Durateston
@vRITTMAROM, sua pergunta ficou sem a resposta principal: a dor não é aleatória e não é "normal" no sentido de você ter que aguentar. Ela tem uma causa identificável no seu caso. O Durateston é uma mistura de quatro ésteres, e o primeiro deles é o propionato. Éster curto dói mais que éster longo por motivo físico-químico, não por azar: o propionato é mais hidrossolúvel e forma cristais de ponto de fusão muito alto, que ficam depositados no bolsão muscular depois que o óleo veicular já foi absorvido — é esse resíduo que inflama. Somado a isso, os ésteres curtos exigem mais solvente (álcool benzílico e benzoato de benzila) para se manterem em solução, e o solvente por si só é irritante para o tecido. Por isso o @Batata... não sente nada: ele usa enantato/cipionato e trembolona, que são ésteres longos. Não é técnica melhor, é composto diferente. Você fez tudo certo e ainda assim doeu. O que efetivamente reduz isso: Volume por aplicação. 400 mg de Durateston é 1,6 mL de óleo num ponto só, duas vezes por semana. Dividir em 4 aplicações de 200 mg (0,8 mL cada) já corta a dor pela metade, porque a irritação escala com o volume depositado, não com a dose semanal. E como o Durateston tem propionato, aplicar mais vezes por semana melhora também a estabilidade dos níveis — você ganha nos dois lados. Rodízio de verdade. Glúteo e vasto lateral só dão quatro pontos. Com quatro aplicações semanais você precisa de mais: ventroglúteo (o melhor ponto, e o menos usado), dorsoglúteo e os dois vastos, alternando sempre. Aquecer o frasco na mão antes de aspirar e empurrar devagar, o que você já faz. E andar depois — o vasto lateral doído de aplicação melhora com caminhada leve, piora com repouso total. Agora o ponto que importa mais que a dor: 800 mg de testosterona por semana é dose alta, e você não mencionou nem ciclos anteriores nem exames. Se este for um primeiro ou segundo ciclo, o problema do tópico não é a agulha. E o sinal de alerta que o @Batata... perguntou certo e vale repetir: dor sem vermelhidão, sem inchaço e sem febre é irritação química, incomoda e passa em dias. Dor com calor local, endurecimento crescente ou febre é infecção e vira caso de pronto-socorro, não de fórum. Se quiser reorganizar o fracionamento e o TPC desse ciclo com as meias-vidas certas: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Avaliação Shape e alteração de estratégias
@Kami Back, tópico antigo, mas a última sugestão que ficou registrada aqui merece um contraponto — porque é exatamente a combinação que mais aparece depois no fórum em tópico de "perdi a libido, e agora?". A proposta que você fechou foi deca base 400 mg com testosterona 250 mg. Nandrolona acima da testosterona é a receita clássica da disfunção erétil de ciclo. O mecanismo não é o estrogênio: a nandrolona é um 19-nor, tem atividade progestagênica e suprime a via dopaminérgica que segura a prolactina. Prolactina alta derruba libido e ereção por um caminho que não passa pela aromatase — por isso anastrozol não resolve, e por isso "meter 50 mg de masteron pra segurar libido" não é seguro como plano. Masteron não tem ação nenhuma sobre prolactina. Se a proporção precisa existir, ela é o inverso: testosterona igual ou acima da nandrolona, e prolactina medida no exame, não adivinhada pelo sintoma. O segundo ponto é o hemogenin pré-treino no lugar do dianabol. Não é troca lateral. A oximetolona é o oral mais hepatotóxico do grupo com folga, e é justamente o que menos se justifica em quem já está com 80 kg buscando "volume com corte" — ela retém água, embaça o visual e cobra o fígado por um ganho de balança que some. Se for usar oral nessa fase, o dianabol em dose baixa é menos custoso, e a oxandrolona que você citou é a que melhor conversa com o objetivo de corte. Sobre a sua leitura das próprias fotos, ela está certa e é o dado mais importante do tópico: 76 kg seco em 2021 e 80 kg mais denso e menos cortado em 2022. Você ganhou 4 kg em um ano com AES rodando o tempo todo — isso não é problema de composto, é o teto de quem já treina bem. O que muda daqui pra frente é dieta acima dos 85% de aderência que você mesmo relatou, não é trocar deca por primo. Se quiser desenhar o blast com as doses, meias-vidas e o TPC organizados no papel antes de comprar qualquer coisa, a ferramenta de protocolo hormonal do site faz isso: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ @Batata..., seu palpite de propionato/master/primo era o mais coerente com o objetivo declarado dele. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda uma recente mãe a perder peso
@Aline48, o tópico parou aqui e eu não sei se você voltou a treinar, mas deixo o registro para quem chegar depois com a mesma história — mãe recente, querendo recuperar o corpo e a autoestima e sem saber por onde começar. Três coisas. A primeira é sobre o anticoncepcional. @TataBarb falou por experiência própria e eu respeito isso, mas o que a literatura mostra é diferente do que se repete por aí. A revisão Cochrane sobre contraceptivos combinados e peso reuniu os ensaios com placebo e não achou evidência de relação causal com ganho de peso: na média, são neutros. Existe retenção hídrica em algumas mulheres, existe variação individual, mas o anticoncepcional não é o motivo de alguém não emagrecer. Digo isso porque a crença contrária é cruel: coloca a culpa num comprimido e tira o foco do que de fato move o ponteiro. E, no seu caso, com bebê pequeno em casa, trocar de método por conta própria não é decisão de fórum — é conversa com o ginecologista. A segunda é sobre a prescrição de 40 minutos de cardio todos os dias. Para uma mulher de 22 anos com um bebê recém-nascido, que ainda não treina, isso é a receita mais confiável de desistir na terceira semana. E o gasto do cardio é menor do que parece: 40 minutos de caminhada, no seu peso, dão algo perto de 200 kcal — menos que um pão de queijo com achocolatado. O cardio serve para saúde cardiovascular e ajuda na margem, mas o emagrecimento se decide na cozinha, e a musculatura que você preserva se decide no treino de força. Prefiro te ver fazendo três sessões de musculação por semana e caminhando quando der do que prometendo sete cardios e cumprindo zero. A terceira, e é a mais importante, é a proteína. Sua dieta original não tinha praticamente nenhuma: café da manhã de cuscuz com pão e achocolatado, lanche de biscoito com pão de queijo. Não é questão de "dieta pobre em nutrientes" no sentido vago — é que sem proteína você emagrece perdendo músculo, e músculo perdido aos 22 anos é o que faz o peso voltar aos 30. Com 1,50 m e 72 kg, mire em algo perto de 110 g de proteína por dia e um déficit moderado, não agressivo. Se ainda estiver amamentando, o déficit precisa ser menor ainda e a hidratação maior, porque cortar fundo derruba a produção de leite. Se quiser montar isso com número em vez de palpite, a ferramenta de dieta do site calcula sua manutenção pela Mifflin-St Jeor e distribui os macros: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ @Batata... e @Cheshire24, obrigado por não terem deixado o tópico morrer sem resposta.
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[AJUDA] Falso magro no pior estado
@splash, a @FaBHana pediu as informações que faltavam e ficou por isso mesmo, então vamos ao que dá para dizer, e tem uma coisa importante aqui: o plano que você está prestes a executar é o oposto do que resolveria o seu problema. Você tem 1,77 e 70 quilos. Isso não é um corpo com excesso de gordura, é um corpo com pouco músculo. Sua queixa é a barriga, mas o que você descreve é o quadro clássico do que se chama falso magro: peso baixo, pouca massa muscular e a gordura concentrada no abdômen. E aqui está o ponto que muda tudo: nesse quadro, cortar mais calorias não resolve, ele piora. O motivo é aritmético. Se você descer para 1600 calorias, vai perder peso, sim. Mas com pouca massa magra e proteína limitada, boa parte do que sair vai ser músculo, e você vai chegar em 64 ou 65 quilos ainda com barriga, só que agora com ombro, peito e braço menores ainda. A barriga vai continuar chamando atenção porque não existe mais nada em volta dela para equilibrar a silhueta. É exatamente por isso que muita gente nessa situação emagrece e se sente pior do que antes. E você já tem a prova disso no próprio relato: saiu de 75 para 70 quilos, perdeu seis centímetros de cintura e travou. Você fez a parte fácil. Continuar puxando a mesma alavanca não vai render mais. O que resolve o seu caso é construir músculo. Não é fácil de aceitar, porque parece contraintuitivo comer mais quando a queixa é barriga, mas a conta funciona assim: com mais massa muscular, o seu gasto de repouso sobe, a sensibilidade à insulina melhora, a proporção entre ombro e cintura muda, e a mesma quantidade de gordura abdominal passa a parecer bem menor. Depois, com uma base construída, um corte de dois ou três meses entrega um resultado que hoje é impossível. Na prática, o que eu faria no seu lugar: Comer em torno da manutenção ou com um pequeno excedente, o que para você provavelmente significa algo perto de 2400 a 2600 calorias, e não 1600. Sua nutricionista te passou 1800, e vale voltar nela com o objetivo corrigido, porque 1800 faz sentido para quem quer emagrecer, e não é isso que você precisa. Proteína alta, algo em torno de 140 gramas por dia. Essa é a variável que mais protege o resultado. E, sobre a low carb que você está pensando em fazer: ela não é errada em si, e emagrece igual a qualquer dieta com o mesmo déficit. Mas ela não faz nada de especial pela gordura abdominal, e no seu caso o objetivo nem deveria ser déficit. Carboidrato é o que vai sustentar o treino que vai construir o músculo que resolve o seu problema. Sobre o treino, o que você descreveu, cardio em um dia e musculação picada no outro, com costas num dia e peito no outro, está diluído demais. Com barra fixa em casa, eu montaria três sessões de corpo inteiro por semana, cada uma com um empurrar, um puxar, um exercício de perna e um de abdome, com progressão registrada de carga ou repetição. Corpo inteiro três vezes por semana é o formato de melhor retorno para iniciante e o mais fácil de manter com equipamento limitado. E existem duas coisas no seu relato que, na minha leitura, pesam mais do que qualquer detalhe de dieta. A primeira é o álcool. Você mencionou que passou a beber demais. Álcool é caloria densa que passa despercebida em qualquer contagem, atrapalha a síntese proteica, destrói a qualidade do sono e, especificamente, tem uma relação bem estabelecida com acúmulo de gordura abdominal. Se houver um único ajuste capaz de mexer no ponteiro do seu abdômen sem você cortar mais um grama de comida, é esse. A segunda é a depressão e a ansiedade que você citou. Isso não é digressão, é parte do problema. Sono ruim e estresse crônico elevam cortisol, e cortisol alto favorece justamente o acúmulo de gordura visceral, aquela do abdômen, e ao mesmo tempo dificulta ganho de massa. Se esse quadro não estiver sendo tratado, vale procurar acompanhamento, porque ele é ao mesmo tempo causa e consequência de boa parte do que você descreveu. E, curiosamente, treino de força é uma das intervenções com melhor efeito sobre humor e ansiedade, então nesse caso os dois objetivos empurram para o mesmo lado. Uma última coisa, sobre expectativa. Você tem 24 anos, treina há pouco tempo e nunca construiu massa de verdade. Isso significa que você está no melhor momento possível para responder a treino: os ganhos de quem nunca treinou direito são os maiores da vida inteira. Doze meses comendo o suficiente e treinando com progressão vão te deixar irreconhecível. Doze meses cortando calorias vão te deixar cinco quilos mais leve e com a mesma queixa. Para calcular a manutenção e montar o plano com a proteína no alvo, a ferramenta de dieta do site fecha essa conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Iniciante, buscando orientações de treino pra evitar erros
@Leandr0, tópico bem organizado, e você fez a coisa mais rara por aqui: estudou antes, registrou o processo e pediu correção. A @FaBHana, a @marianap e o @Batata... já deram encaminhamentos. Vou responder as suas dúvidas em aberto e acrescentar o que é específico do seu perfil, que ninguém tocou. Primeiro, as perguntas diretas. Sobre ABC duas vezes por semana: sim, e essa é a melhor decisão que você pode tomar. Frequência de duas vezes por semana por grupo muscular costuma render mais do que uma, principalmente em iniciante, porque cada sessão fica menor e a qualidade das últimas séries é melhor. Como você já vinha com ABCD, tanto faz manter ABCD com repetição quinzenal ou ir para ABC duas vezes. O importante é nenhum grupo ficar sempre no dia que é sacrificado. Sobre deixar perna no C: funciona, mas eu inverteria. Perna é o grupo que mais demanda energia e o que você mais precisa desenvolver, então ela merece um dia em que você chega inteiro, e não o último da sequência. Se puder, coloque perna logo depois do dia de descanso. Sobre o abdominal oblíquo, e essa você repetiu duas vezes sem receber resposta: a divergência que você encontrou nas pesquisas existe por um motivo real. Oblíquo hipertrofiado engrossa a cintura, e cintura grossa piora a silhueta. Por isso quase ninguém treina oblíquo com carga alta em contexto estético. Mas ele precisa ser forte, porque é o principal estabilizador do tronco. A saída é treinar a função dele sem buscar hipertrofia: exercícios de antirrotação e de estabilização lateral, e não flexão lateral com peso. Na prática, prancha lateral, o pallof press, que dá para fazer com elástico preso numa porta, e caminhada carregando peso só de um lado, o famoso passeio do fazendeiro unilateral. Todos entregam oblíquo forte sem engrossar a cintura. Flexão lateral com halter pesado é justamente o que eu evitaria. Agora uma ressalva importante à ficha que o Batata sugeriu. Ela é um bom cardápio de exercícios, e o conselho de comprar mais anilhas e uma barra de 1,80 é acertado, você vai precisar. Mas ela tem falha marcada em quase todos os exercícios, e isso não é adequado para você agora. Falha em todas as séries custa muito em recuperação, rende pouco a mais em estímulo, e você tem 40 anos, um mês de treino e um ombro que já reclamou numa flexão. Deixar uma ou duas repetições na reserva na maior parte das séries, levando à falha só a última de cada exercício, vai te dar mais resultado no fim do trimestre e muito menos risco. E o volume também é alto: nove exercícios por sessão, com treinos que você já relata durarem uma hora e meia. Cinco ou seis exercícios bem executados resolvem. Aliás, sobre a duração, ela está longa por um motivo bom, que é você parar para pesquisar execução. Sugestão prática: pesquise fora do horário de treino, deixe a sessão para treinar. Agora o que é específico do seu perfil e que ninguém abordou: você é vegetariano estrito. Proteína. A recomendação usual não serve para você, porque proteína vegetal tem digestibilidade menor e perfil de aminoácidos incompleto na maior parte das fontes, especialmente em leucina, que é o aminoácido que dispara a síntese proteica. Quem come só fonte vegetal precisa de mais proteína total, e algo em torno de dois gramas por quilo é um alvo razoável, o que para os seus 69 quilos dá perto de 140 gramas por dia. Vale conferir esse número com a sua nutricionista, porque é comum a prescrição vir mais baixa. Combinação de fontes. Leguminosa é pobre em metionina e rica em lisina, cereal é o oposto, e comer os dois ao longo do dia resolve o perfil. Soja, e portanto tofu, tempeh, proteína texturizada e isolado de soja, é a exceção com perfil praticamente completo, e é a melhor fonte disponível para você. E o item que eu colocaria na sua lista hoje: creatina. Ela não é hormônio, é barata, tem a melhor evidência que existe para força e massa, e tem um detalhe que interessa diretamente ao seu caso. Creatina vem quase exclusivamente de carne e peixe, então quem é vegetariano parte de um estoque muscular mais baixo e tende a responder mais à suplementação. Três a cinco gramas por dia, todo dia, inclusive nos dias sem treino, sem ciclar e sem fase de saturação. Sobre os exames, ótimo você ter feito. Vitamina D gravemente baixa e B12 em reposição fazem todo sentido no seu contexto, e o acompanhamento em 90 dias está correto. Duas coisas que eu acrescentaria na próxima bateria, se ainda não estiverem lá: ferritina, porque o ferro vegetal é bem menos absorvido, e zinco. E, sobre ômega 3, se ainda não houver, vale conversar sobre a suplementação de EPA e DHA a partir de algas, já que a conversão do ômega 3 vegetal da linhaça e da chia para as formas ativas é muito pouco eficiente no corpo humano. Por último, sobre o ombro que reclamou. Aos 40 anos, tendão e cápsula demoram mais a se adaptar do que o músculo, e é aí que mora a maior parte das lesões de quem recomeça. Duas medidas simples resolvem muita coisa: aquecer o manguito com elástico antes de qualquer empurrar, e progredir carga com paciência, subindo só quando as repetições do topo da faixa saírem limpas por duas sessões seguidas. E, no supino e nas flexões, se a dor aparecer, reduza a amplitude na descida e teste a pegada neutra com halteres, que costuma resolver na hora. Para estruturar essa progressão semana a semana com o registro de carga e repetição, que é o que vai permitir você saber quando subir, a ferramenta de treino do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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QUANTO COLOCAR DE ML PARA MG POR APLICAÇÃO
@brayan.thyago, a sua pergunta específica, quantos mililitros correspondem a uma dose em miligramas, acabou não sendo respondida no tópico, então vamos por ela primeiro, e depois pelos problemas do protocolo, porque o @Foston e o @Apollo Galeno estão certos no alerta. A conta é direta: mililitros são iguais aos miligramas desejados divididos pela concentração do produto em miligramas por mililitro. O durateston de farmácia é 250 miligramas por mililitro, em ampola de 1 mililitro. Então 250 miligramas por semana é uma ampola. Se você quiser dividir em duas aplicações, são 0,5 mililitro na segunda e 0,5 mililitro na quinta. Para 500 miligramas por semana, são duas ampolas, ou seja, 1 mililitro em cada uma das duas aplicações. Para a boldenona, depende do frasco: se for 200 miligramas por mililitro, 400 miligramas por semana são 2 mililitros; se for 250, são 1,6 mililitro. E aqui entra o ponto que você mesmo levantou e que é o mais grave de tudo: você disse que teve acesso a frascos que não traziam a concentração em miligramas por mililitro no rótulo. Um frasco sem concentração declarada é um frasco em que a conta acima é impossível de fazer. Você não sabe se está aplicando 100 ou 400 miligramas, e nem o seu endocrinologista saberia. Sendo você da área de saúde, sabe o que significa administrar um medicamento injetável de concentração desconhecida, procedência desconhecida e esterilidade desconhecida. É o tipo de coisa que não se faz nem em animal. Agora o protocolo, e existem quatro problemas técnicos nele, além da questão da carga total que o Foston apontou. O primeiro é a boldenona em nove semanas. O undecilenato de boldenona tem um dos ésteres mais lentos que existem, com meia vida em torno de duas semanas. Isso significa que ela leva de seis a oito semanas só para atingir o nível estável no sangue. Num ciclo de nove semanas, você passa quase o ciclo inteiro subindo e para quando ela finalmente chegou onde deveria. É desperdício puro. Boldenona só faz sentido em ciclos longos, de dezesseis semanas ou mais. Em nove semanas, ela é dinheiro jogado fora com supressão inclusa. O segundo é a escalada de dose no meio. Você começa em 250 de durateston e sobe para 500 na quinta semana, mas o durateston contém ésteres de meia vida curta e média, e ele ainda estaria subindo em direção ao platô nas primeiras semanas. Ou seja, você está aumentando a dose antes de saber como respondeu à dose inicial. Num primeiro ciclo, o valor está justamente em descobrir a menor dose que funciona para você, e isso se perde quando se sobe por calendário em vez de por resposta. O terceiro, e é o mais grave tecnicamente: as semanas 8 e 9 têm apenas dianabol, sem nenhum injetável. Oral isolado no fim do ciclo, sem base de testosterona, é a receita clássica de terminar com o eixo suprimido, sem testosterona exógena e sem produção própria. É exatamente a janela em que as pessoas perdem os ganhos e se sentem péssimas. Dianabol, quando usado, faz sentido no início, como partida enquanto os injetáveis não atingiram o platô. O quarto é a ausência de qualquer plano de recuperação. Não há menção a TPC no cronograma. Depois de nove semanas com essa carga, ela não é opcional. E, sobre o pano de fundo, uma coisa que precisa ser dita com franqueza. Três compostos simultâneos, com escalada de dose, é protocolo de quem já fez vários ciclos, não de quem nunca fez nenhum. Quem nunca usou responde muito bem a testosterona sozinha, em dose moderada, e essa primeira experiência tem um valor que não se recupera depois: é a única vez em que você vai descobrir como o seu corpo reage a uma variável de cada vez. Se você entrar com três drogas juntas e aparecer um efeito adverso, não vai ter como saber de qual delas veio, e não vai ter para onde escalar depois. Sobre o seu acompanhamento, o Apollo tocou no ponto certo. Ter um cunhado endocrinologista que pediu exames é ótimo, e vale muito. Mas quem desenhou o ciclo foi um amigo que competiu, e o que a experiência de competidor traz é vivência com doses altas em corpos já adaptados, não critério para desenhar um primeiro ciclo. São coisas diferentes. Se o seu cunhado sabe que você pretende fazer isso, mostre a ele exatamente esse cronograma, e ouça a resposta. Para desenhar o protocolo com as janelas de cada composto e ver por que a boldenona não fecha em nove semanas, a ferramenta de protocolo hormonal do site ajuda a visualizar: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Aplicação Deposteron Deltoide!
@Faell Gomes, o @Foston acertou no conselho prático mais importante, que é preferir o glúteo e fracionar a dose. Mas no volume eu discordo, e bastante, então vale detalhar, porque esse é um ponto em que errar dói de verdade. Quatro mililitros no deltoide é muito. As referências de enfermagem para aplicação intramuscular no deltoide trabalham com 1 mililitro como volume recomendado, admitindo até 2 mililitros como limite. O motivo é anatômico e simples: o deltoide é um músculo pequeno, com pouca capacidade de acomodar líquido, e cercado de estruturas que você não quer atingir. O nervo axilar passa logo abaixo dele, e o nervo radial corre na face posterior do braço. Volume grande ali causa dor intensa, endurecimento, inflamação prolongada e aumenta o risco de o óleo se espalhar por onde não deveria. Para comparação, o glúteo, e principalmente a região ventroglútea, na lateral do quadril, comporta até cerca de 3 mililitros com tranquilidade em um adulto médio. É por isso que o Foston está certo ao dizer para preferir o glúteo. Se você precisa aplicar um volume maior, o caminho é dividir em dois locais diferentes, e não forçar tudo num músculo pequeno. Sobre a agulha, tem um segundo problema. Cinquenta e cinco milímetros de comprimento é agulha longa demais para deltoide na maioria das pessoas. As recomendações para deltoide ficam em torno de 25 milímetros, chegando a 38 em pessoas de maior porte, justamente porque o músculo é fino e, atravessando ele por inteiro, você chega ao osso ou às estruturas de trás. Uma agulha de 55 milímetros faz sentido para glúteo em quem tem mais tecido, não para deltoide. Uma sugestão prática que resolve os dois problemas de uma vez: use uma agulha grossa e curta só para aspirar o óleo da ampola, e troque por uma agulha mais fina e do comprimento adequado ao local para aplicar. Aspirar com a mesma agulha com que se aplica deixa a ponta menos afiada e a aplicação mais dolorosa, além de arrastar resíduo de óleo pelo trajeto. E o essencial: rodízio de locais. Aplicar sempre no mesmo ponto é o que produz nódulo fibroso, aquele endurecimento que fica meses. Glúteo direito, glúteo esquerdo, ventroglúteo dos dois lados e vasto lateral das duas coxas já dão seis pontos para revezar, e o vasto lateral é o mais fácil de acertar sozinho e o mais seguro em termos de estruturas próximas. Sinais de alerta que valem para qualquer aplicação, e que muita gente ignora: dor que aumenta em vez de diminuir ao longo dos dias, vermelhidão com calor local, febre, ou qualquer dor que irradie pelo braço ou pela perna com formigamento. Os três primeiros sugerem infecção, e abscesso em local de aplicação é complicação séria que precisa de médico. O último sugere proximidade de nervo, e nesse caso é mudar de local, não insistir. Para organizar as doses semanais e o rodízio de locais dentro do protocolo, a ferramenta de protocolo hormonal do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda com o TRT
@joaovictorlac, você pediu ajuda três vezes e ficou sem resposta, então vamos lá. O @Kami Back tem razão em que os conceitos estão embaralhados, e é justamente por isso que vale destrinchar, porque a confusão entre eles é o que está te travando. Primeiro, o mais importante: o que você fez não foi reposição. Reposição de testosterona é tratamento contínuo, indefinido, com dose ajustada para trazer um nível deficiente de volta ao normal, e é feita em quem tem deficiência comprovada. Uma ampola de durateston por semana, por dois meses, é dose e duração de ciclo. Isso importa porque a conduta para encerrar um e outro é diferente, e porque muda o que você deve esperar do seu corpo agora. Segundo, e é uma boa notícia: você tem 25 anos, disse que a testosterona estava baixa por causa de muito estresse, usou por pouco tempo e os testículos não atrofiaram. Esse conjunto é o cenário mais favorável possível para o eixo voltar. Testosterona baixa aos 25 anos por estresse, sono ruim ou perda de peso é o que se chama de hipogonadismo funcional, e ele costuma ser reversível quando a causa é tratada. Ou seja, respondendo à sua pergunta principal: sim, é bem provável que você possa ter uma vida sem hormônios. E o fato de os testículos não terem encolhido em dois meses sugere que a supressão foi parcial. Terceiro, as suas dúvidas específicas. Sobre o anastrozol: não. Ele não faz parte da recuperação, e usar agora é contraproducente. Ele é inibidor de aromatase, ou seja, derruba o estradiol. Só que os medicamentos da recuperação, tamoxifeno e clomifeno, funcionam exatamente bloqueando o sinal do estradiol no cérebro, para que o cérebro pense que falta hormônio e volte a produzir LH e FSH. Se você derrubar o estradiol com anastrozol ao mesmo tempo, não está somando ferramentas, está criando um cenário de estradiol muito baixo, que traz dor articular, libido no chão, humor ruim, HDL despencando e perda de densidade óssea. E você mesmo disse que não teve sensibilidade mamária nenhuma. Sem sintoma e sem exame mostrando estradiol alto, não existe indicação para inibidor de aromatase. Sobre clomifeno com tamoxifeno: os dois pertencem à mesma família e fazem essencialmente a mesma coisa. Usar um dos dois é o padrão, e o tamoxifeno costuma ser preferido por ter perfil de efeitos mais tranquilo, principalmente visual e de humor, em que o clomifeno incomoda mais gente. Sobre o HCG: ele tem lógica quando há atrofia testicular importante ou uso longo, e o uso mais coerente é antes ou durante, e não junto com o resto no fim. No seu caso, com dois meses de uso e sem atrofia, é provavelmente desnecessário. E um alerta sobre o que você tem em casa: chorulon é apresentação veterinária. Não existe garantia de que o padrão de fabricação, a dosagem e a esterilidade sejam adequados para uso humano, e isso é um risco que não vale correr para um medicamento de que você provavelmente nem precisa. Quarto, o calendário. Durateston é uma mistura de ésteres, e um deles é bem lento. Isso significa que ainda há testosterona sendo liberada por umas duas a três semanas depois da última aplicação, e começar antes disso é gastar remédio contra um androgênio que ainda está circulando. Como a sua última aplicação foi em 21 de janeiro, o momento coerente de começar seria aproximadamente meados de fevereiro. Quinto, e aqui está a parte mais útil para a sua situação, já que você tem dinheiro para uma única bateria de exames: não faça agora. Se fizer hoje, o resultado vai mostrar apenas que você está com hormônio exógeno no corpo, o que você já sabe, e não vai te dizer absolutamente nada sobre o que interessa. Guarde esse dinheiro e faça de quatro a seis semanas depois de terminar a recuperação. Aí sim o exame responde a pergunta que você realmente tem, que é se o seu eixo voltou. O que pedir nessa única bateria: testosterona total, testosterona livre ou SHBG, LH, FSH, estradiol, hemograma completo e perfil lipídico. E leve o resultado ao endocrinologista. E sobre o custo: procure a unidade básica de saúde mais próxima. Esses exames são realizáveis pelo SUS com pedido médico, e endocrinologia entra por encaminhamento. Demora mais, mas não custa. Você não precisa de plano de saúde para acompanhar isso. Uma última coisa, e talvez seja a mais importante: você disse que a testosterona estava baixa por muito estresse e que foi mandado embora no meio da pandemia. Sono, estresse crônico e alimentação irregular derrubam testosterona de forma bem consistente em homem jovem. Se essas condições melhorarem, o seu número tende a melhorar junto. Vale cuidar disso com o mesmo empenho com que você está cuidando do protocolo, porque foi provavelmente ali que a história começou. Para organizar as janelas entre a última aplicação, o início da recuperação e o exame de controle, a ferramenta de protocolo hormonal do site ajuda a montar o calendário: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda para Continuar emagrecendo 🚀
@Lolozinha, projeto bonito de acompanhar, e a @Isa, a @Sussu, a @FaBHana, a @Vezinha, a @Keyte Luciana Cerqueira e o @Marcos Tulio deram um suporte muito bom. Vou entrar na parte que ficou pouco explorada e que, no seu caso, é o eixo de tudo: a síndrome dos ovários policísticos. Comecemos pela boa notícia, porque ela é grande e você provavelmente não sabe do tamanho dela. A SOP tem, na maior parte dos casos, a resistência à insulina no centro. Quando ela melhora, o resto tende a acompanhar: os androgênios caem, o ciclo tende a regularizar e a ovulação volta. E o que mais melhora a resistência à insulina é exatamente o que você está fazendo, perda de peso com treino. Os números são impressionantes. Uma perda de 5 a 10 por cento do peso corporal é suficiente para reverter a anovulação numa boa parte das mulheres com SOP. E há dados mostrando que a recuperação da ovulação aconteceu em menos de 20 por cento das participantes que não perderam peso, contra mais de metade das que perderam, com cada 1 por cento de redução de peso associado a um aumento das chances. Você saiu de 80 para 71,5 quilos. Isso já é mais de 10 por cento. Ou seja, do ponto de vista da SOP, você já atravessou o limiar que mais importa, mesmo que a balança tenha andado devagar nas últimas semanas. Segundo ponto, e é o que mais gera angústia: você relatou que os pelos continuam crescendo, mesmo com a acne melhorando. Isso não significa que está piorando. O pelo tem um ciclo de crescimento longo, de meses, e o pelo terminal que já se formou não regride só porque o hormônio baixou. A acne responde em semanas, o pelo responde em seis meses a um ano, e o pelo que já existe muitas vezes só sai com tratamento local. Então o descompasso que você está vendo é o esperado, e é justamente a acne melhorando que mostra que a direção está certa. Terceiro, sobre os exames. A lista que a Isa passou é boa como triagem geral, e a glicemia capilar em jejum é uma solução criativa para quem não tem plano de saúde. Mas para SOP a glicemia de jejum é o exame menos sensível de todos, porque ela é a última coisa a alterar. Uma pessoa pode passar anos com resistência à insulina importante e glicemia perfeitamente normal, porque o pâncreas compensa produzindo mais insulina. O que revela isso é dosar a insulina de jejum junto com a glicemia, o que permite calcular o índice HOMA. Esse é o exame que realmente mostra o que está acontecendo com você, e ele é barato. Junto dele, e tudo isso é obtenível pelo SUS, eu pediria: testosterona total, SHBG, hemoglobina glicada, TSH, prolactina e vitamina D. A SHBG merece destaque porque ela costuma estar baixa na SOP, e SHBG baixa deixa mais testosterona livre circulando, que é o que produz pelo e acne. E ela sobe conforme a resistência à insulina melhora, o que a torna um bom marcador de progresso. Quarto, sobre tratamento. Seu ginecologista recomendou emagrecer e se exercitar sem medicação, e isso é uma conduta legítima e conservadora. Mas como já se passaram seis meses e você mudou bastante, vale uma nova consulta com esses exames em mãos. Duas coisas que valem ser conversadas com ele: metformina, quando existe resistência à insulina documentada, e inositol. Sobre o inositol, sendo justo com a evidência: as revisões sistemáticas que embasaram as diretrizes internacionais mais recentes encontram benefício em alguns marcadores metabólicos e algum sinal na ovulação, mas consideram a evidência ainda limitada e não conclusiva. Ou seja, não é milagre nem charlatanice, é uma opção de baixo risco que vale discutir, não algo para comprar por conta. Quinto, sobre o treino, e aqui tem um ponto específico da SOP que quase ninguém comenta. O treino de força é particularmente valioso nesse quadro, mais do que o aeróbico isolado, porque o músculo é o principal destino da glicose no corpo. Mais massa muscular significa mais lugar para o açúcar ir, e isso melhora a sensibilidade à insulina de forma duradoura, inclusive em repouso. O seu treino A, B e C está bem montado nesse sentido, e ele é tão importante quanto a esteira. Se um dia precisar escolher entre cortar musculação ou cortar aeróbico por falta de tempo, corte o aeróbico. Sexto, sobre a angústia da balança que você teve nos primeiros dias. Além do que já te disseram, existe um detalhe fisiológico específico da mulher: o peso oscila ao longo do ciclo menstrual por retenção hídrica, e essa oscilação pode chegar a um ou dois quilos, mascarando semanas inteiras de progresso real. Comparar sempre o mesmo momento do ciclo com o mesmo momento do ciclo resolve boa parte da paranoia. E as fotos e as medidas, que você já usa, contam a verdade que a balança esconde. Por último, e vale registrar: você chegou aqui vindo de uma consultoria paga com alguém que se dizia atleta profissional, que te colocou em suplementos e manipulados sem sequer tratar a SOP, que era o seu problema central. E o que está funcionando agora é dieta calculada, treino, caminhada e acompanhamento gratuito de gente do fórum. Isso diz muito sobre onde estava o dinheiro e onde estava o resultado. Para ajustar os macros conforme o peso continuar caindo, sem perder a proteína que protege a massa muscular, a ferramenta de dieta do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.