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ciclo de dianabol ,deca e dura!!!
<p>Esse tópico atravessou duas décadas e continua aparecendo em busca, então vale organizar o que está certo e o que está errado nele, porque tem informação boa misturada com informação que ainda circula por aí.</p> <p>Sobre o protocolo original, de tomar quatro comprimidos de dianabol às segundas, quartas e sextas para aproveitar o pico matinal de testosterona: isso não faz sentido. A metandrostenolona tem meia-vida curta, algo em torno de quatro a seis horas, e é justamente por isso que ela se toma todos os dias, e de preferência dividida ao longo do dia, para manter a concentração estável. Pular dias não conserva nada, só cria vale de concentração. O BDG e o Dick_Moe estavam certos em 2003 e continuam certos hoje.</p> <p>Sobre a discussão de frequência do durateston, os dois lados têm um pedaço da razão e vale desempatar. O durateston é uma mistura de quatro ésteres de testosterona, sendo um deles o propionato, de ação curta, e outros de ação bem mais longa, como o decanoato. O Arnaldo tem razão em dizer que aplicar duas vezes por semana produz oscilação, principalmente por causa da fração curta, e que oscilação de nível se traduz em variação de estradiol. Mas dizer que precisa ser diário é exagero. Na prática, aplicar em dias alternados já entrega um nível bastante estável, e é isso que a maioria de quem acompanha uso faz. Duas vezes por semana funciona e é o padrão de muita gente, só entrega um perfil mais irregular.</p> <p>Agora o erro que ninguém apontou e que é o mais relevante de todos: nandrolona decanoato em ciclo de quatro semanas não faz sentido nenhum. O decanoato é um éster longo, com meia-vida em torno de seis a sete dias, e leva de quatro a cinco semanas só para atingir concentração estável no sangue. Ou seja, num ciclo de quatro semanas a pessoa encerra o uso exatamente quando o composto começaria a agir, e ainda fica com hormônio circulando por semanas depois. É o pior dos dois mundos, sem o benefício e com toda a supressão. Quem gosta de ciclo curto, como o autor dizia gostar, não deveria usar decanoato de jeito nenhum.</p> <p>E existe um ponto sobre a família da nandrolona que quase nunca aparecia nos tópicos antigos: ela é a classe que mais causa disfunção sexual e queda de libido durante e depois, por mecanismo próprio, ligado a prolactina e à ação dela sobre o sistema nervoso central. Também é a que dá as recuperações mais demoradas do eixo, com relatos de meses. Não é à toa que muita gente descreve o ciclo como excelente e o período seguinte como péssimo.</p> <p>Sobre o comentário do fígado, a réplica sugerindo que o problema devia ser bebida no fim de semana é injusta e clinicamente errada. Metandrostenolona é dezessete alfa alquilada e realmente causa alteração hepática, tipicamente de padrão colestático, e não precisa de álcool para isso. Álcool junto piora, claro, mas o composto sozinho já explica o quadro. Quem usa oral dessa classe deve ter enzimas hepáticas e bilirrubinas antes, no meio e depois, e entender que TGO e TGP sobem também por treino pesado, então quem quiser um marcador mais específico de fígado deve pedir GGT e fosfatase alcalina junto.</p> <p>Para quem chega aqui hoje pesquisando essa combinação, o resumo prático é: dianabol é diário e por período curto, com acompanhamento de fígado e pressão. Nandrolona só faz sentido em protocolo longo, o que aumenta bastante o custo de recuperação. E misturar dois compostos que aromatizam com um que eleva prolactina em cima de um planejamento de quatro semanas é a combinação com pior relação entre resultado e problema que existe.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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Fazer somente um ciclo
<p>Sim, é possível manter boa parte, e a comparação com a vodca não se aplica. Vale explicar por quê, porque essa é uma das dúvidas mais comuns do fórum e a analogia confunde mais do que esclarece.</p> <p>Álcool é um efeito agudo, farmacológico, que existe só enquanto a substância está no sangue. Músculo é estrutura. Quando você treina sob efeito de esteroide e come o suficiente, você não fica temporariamente maior, você constrói tecido novo, e esse tecido não desaparece quando o composto sai do organismo. Existe inclusive um mecanismo bastante estudado por trás disso: a fibra muscular ganha núcleos adicionais durante o período de crescimento e esses núcleos permanecem por muito tempo depois, o que ajuda a manter o que foi construído e a recuperar mais rápido caso se perca.</p> <p>Agora a parte honesta, para a expectativa ficar no lugar certo. Você não mantém cem por cento. O que se perde ao encerrar é previsível: a água e o glicogênio extras, que somem em algumas semanas e dão a impressão de ter perdido muito mais do que realmente perdeu, e um pedaço da massa, principalmente durante o período em que a testosterona natural ainda está se restabelecendo. Se nesse intervalo o treino cair e a comida cair junto, aí sim a perda é grande. Se treino e dieta continuarem firmes, é bem realista manter algo em torno de metade a dois terços do ganho de forma duradoura.</p> <p>E aqui está o ponto mais importante para você, que treina há dois anos e é dedicada: o principal determinante de quanto se mantém é o que vem depois, não o que se faz durante. Muita gente organiza o ciclo com cuidado extremo e trata os meses seguintes com descaso, justamente quando o corpo está mais frágil. É nesse período que se perde o que foi ganho.</p> <p>Sobre o objetivo em si, você descreveu querer mais músculo com um shape sequinho. Isso é bastante alcançável, e vale saber que mulher costuma responder muito bem a doses baixas, com resultado proporcionalmente maior do que homem, justamente porque parte de uma base hormonal muito menor. O que muda a decisão de verdade não é a eficácia, é o tipo de efeito colateral. Acne, oleosidade, queda de cabelo e alteração de humor revertem quando se para. Engrossamento de voz e aumento de clitóris não revertem. Por isso, se você decidir seguir, defina antes qual é o sinal que faz parar no mesmo dia, e voz é o principal deles. Não é para observar por mais uma semana e ver se melhora.</p> <p>Antes de qualquer coisa, o mínimo é ter exames em mãos, com hemograma, perfil lipídico, função hepática e renal, além do quadro hormonal, e repetir depois. E um detalhe prático: se você usa anticoncepcional, isso entra na conversa, porque altera a leitura de vários desses exames.</p> <p>Dois anos de treino sério e resultados bons é uma base bem melhor do que a média de quem faz essa pergunta aqui. Isso joga a favor da sua decisão, seja ela qual for.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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Evolução do Shape
<p>Befit, o relato parou com você em cinquenta e nove quilos, mantendo o peso e sem evoluir, e com duas ideias que valem ser desmontadas, porque elas atrapalham bastante quem está nessa fase.</p> <p>A primeira é a de que o problema é estar limpa e ter trinta e oito anos. Você saiu de sessenta e cinco para cinquenta e nove quilos e manteve, o que já é bom. Trinta e oito anos não é uma idade em que o corpo para de responder. O que muda com a idade é a margem de erro, não a capacidade. E a estagnação que você descreve tem uma explicação bem mais provável: o seu gasto caiu junto com os seis quilos, e a mesma rotina que funcionou até aqui virou manutenção. Isso é aritmética, não hormônio e não idade.</p> <p>A segunda é a celulite, e aqui vou ser bem direto porque é o assunto em que mais se vende ilusão. Celulite não é gordura acumulada, é a forma como o tecido conjuntivo se organiza sob a pele feminina, com septos que puxam a pele para dentro enquanto o tecido gorduroso se projeta para fora. Por isso mulheres magras têm celulite e por isso emagrecer não a elimina. Em alguns casos, aliás, emagrecer demais piora o aspecto, porque a pele perde o preenchimento que disfarçava as depressões. Nenhum creme, nenhum suplemento e nenhum drenagem resolve o problema estrutural. O que realmente muda o aspecto é ganhar massa muscular em glúteo e coxa, porque músculo preenche por baixo e reduz a irregularidade visível. Ou seja, o caminho que ajuda no seu incômodo é treino pesado de perna e glúteo com carga progredindo, não mais restrição.</p> <p>E isso conversa direto com a sua pergunta sobre afinar a pele. Não existe afinar a pele. Existe reduzir a camada de gordura sob ela e melhorar o que está embaixo. Com dezenove por cento de gordura você já está numa faixa boa para mulher, e continuar cortando a partir daí rende cada vez menos em aparência e cobra cada vez mais em energia, humor e ciclo.</p> <p>Sobre o jejum, ele não é errado, mas ele não faz nada de mágico. Ele só é uma forma de organizar o dia que ajuda algumas pessoas a comer menos sem contar. O problema é que, na sua fase, ele costuma atrapalhar em um ponto específico: concentrar toda a comida em poucas horas dificulta chegar em proteína suficiente e bem distribuída, e proteína distribuída em três ou quatro refeições é justamente o que preserva massa. Se você quer manter o jejum, tudo bem, mas garanta pelo menos cento e dez a cento e vinte gramas de proteína por dia dentro da janela.</p> <p>O que eu faria no seu lugar, e é o oposto do instinto: parar de tentar emagrecer por um tempo. Passe de dois a três meses comendo na manutenção, algo em torno de mil e novecentas calorias, com proteína alta e treino de força pesado, focando pernas e glúteos. Aceite ganhar um ou dois quilos nesse período, porque eles virão em boa parte de músculo e glicogênio. O seu corpo vai mudar de forma mesmo com a balança subindo um pouco, e você recupera margem para um novo corte depois, agora com gasto maior e com resultado bem melhor do que cortar de novo em cima de um corpo que já está em déficit há muito tempo.</p> <p>Sobre os suplementos para energia que você perguntou, o único com efeito consistente é cafeína, entre cem e duzentos miligramas antes do treino. Creatina vale pelo desempenho e não pela disposição, e ela não incha nem atrapalha definição, esse medo é infundado. O resto do que se vende como energia não entrega nada. Se o cansaço for constante e não apenas na hora do treino, aí vale checar ferritina, vitamina D e função tireoidiana, que são as três causas mais comuns em mulher com rotina puxada, e você descreveu um mês inteiro de correria e sono ruim.</p> <p>Por fim, um comentário sobre os sete quilos ganhos com oxandrolona e testosterona citados lá no começo. Eles não somem por você estar limpa agora. O que se mantém é o que treino e comida sustentam, e é exatamente por isso que reduzir comida ainda mais é o caminho errado neste momento.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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Primeiro mês. Programa para as próximas semanas
<p>Dácio, o tópico parou na discussão sobre as fotos e a sua pergunta de programação nunca foi respondida. Vou responder, porque tem bastante coisa para trabalhar aí.</p> <p>Primeiro, os seus números não são ruins como você parece achar. Agachamento com cem quilos por oito, terra com cento e cinco por cinco e barra com quinze quilos amarrados na cintura, tudo isso com setenta quilos de peso corporal, é uma base sólida. O supino de sessenta por oito não é horrível, ele só está atrás do resto, o que é normal em quem tem alavancas longas e treina em casa sem parceiro para segurar a barra.</p> <p>Agora o problema estrutural do programa. Você tem agachamento na segunda, terra na quarta e agachamento de novo na sexta, mais búlgaro na quarta. São três sessões pesadas de perna por semana em cima dos mesmos padrões, enquanto peito e ombro recebem três séries por vez e costas aparecem em pedaços espalhados. Isso explica exatamente o que você sentiu: terça e quinta parecem fáceis e sem graça porque estão vazias, e o resto está sobrecarregado. Juntar dias, que foi a sua solução intuitiva, piora a distribuição em vez de melhorar.</p> <p>Com academia em casa e seis dias disponíveis, a estrutura que renderia mais no seu caso é um superior e inferior alternado, quatro dias, com um quinto opcional. Algo assim: superior A com supino, remada curvada, desenvolvimento, puxada ou barra, e trabalho direto de braço. Inferior A com agachamento, búlgaro, panturrilha e abdômen. Superior B com supino inclinado ou halteres, barra fixa, elevação lateral, crucifixo inverso e braço. Inferior B com terra, RDL, cadeira ou mesa flexora, panturrilha. Isso te dá duas sessões por grupo por semana, que é a frequência com melhor evidência para hipertrofia, e separa agachamento de terra por vários dias.</p> <p>Sobre volume, três séries por exercício com um exercício por grupo é pouco para hipertrofia no seu estágio. A faixa que costuma render é de dez a vinte séries semanais por grupo muscular. Peito, por exemplo, hoje recebe seis séries de supino e umas seis de voador por semana. Dá para chegar a doze ou catorze séries bem distribuídas sem aumentar o tempo total, tirando volume da perna que está sobrando.</p> <p>Sobre progressão, e esse é o ponto que mais vai te render: você disse que evita chegar perto da falha no agachamento e no terra porque o objetivo é hipertrofia. Está invertido. Hipertrofia depende de proximidade da falha, e o que se controla em treino de força é a fadiga, não o esforço. O ideal é trabalhar deixando uma a três repetições na reserva na maior parte das séries, e chegar perto da falha nos isolados. Se agachamento e terra estão fáceis, não é para deixar como está, é para subir carga. E use dupla progressão: fixe a faixa, por exemplo de seis a dez repetições, suba as repetições até o topo em todas as séries, e só então aumente o peso.</p> <p>Sobre o posterior de coxa, que você reconheceu estar negligenciado, o RDL sozinho não resolve. Junte um trabalho de flexão de joelho, que na sua estrutura pode ser flexora nórdica ou uma flexora improvisada com banda, e você cobre os dois papéis do músculo.</p> <p>Sábado e domingo, minha sugestão é usar apenas um dos dois, e não para HIIT nem abdômen. Use como sessão leve de pontos fracos, no seu caso peito e ombro, que estão atrás. Caminhada e alguma atividade fora da academia cobrem a parte de gasto calórico melhor que HIIT, que só vai somar fadiga em cima de seis dias de treino.</p> <p>Por último, o que você não perguntou e é o principal. Setenta quilos com um metro e oitenta querendo hipertrofia por doze semanas: sem superávit calórico isso não acontece, por melhor que seja a divisão. Você precisa de algo em torno de duas mil e oitocentas a três mil calorias e cento e quarenta gramas de proteína, mirando de duzentos a quatrocentos gramas de ganho de peso por semana. Se o peso não sobe, o programa é irrelevante.</p> <p>Se quiser um esqueleto pronto para montar essa divisão, o site tem um gerador de treino simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/, que dá para adaptar ao equipamento que você tem em casa.</p>
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Enantato de Testosterona pós ciclo com Oxandrolona
<p>drika41, chego muito depois, li o tópico e a condução dele foi boa em várias coisas, principalmente na insistência em exames antes de qualquer decisão. Mas tem três pontos que ficaram de fora e que mudam bastante a conversa, e um deles é o mais importante do tópico inteiro.</p> <p>Começo pelo que você perguntou por último, que é entrar com outro esteroide. O motivo para não entrar não é honradez nem merecimento, é que ele não resolveria o seu problema. Você mesma descreveu o diagnóstico ao dizer que a dieta não está errada em qualidade, está errada em quantidade, e que perdeu peso quando queria ganhar. Quarenta e oito a cinquenta quilos com um metro e cinquenta e quatro é pouco, e nesse ponto qualquer hormônio entra num corpo que não tem matéria-prima para construir nada. O braço mole e a barriga menos firme que você notou não são falta de androgênio, são perda de massa por comer abaixo do gasto. Nenhuma medicação corrige déficit calórico.</p> <p>Na prática, com o seu peso e esse volume de treino, com musculação quatro vezes e HIIT três vezes por semana, o seu gasto deve ficar em torno de mil e novecentas calorias. Para ganhar, você precisa de algo próximo de duas mil e cem a duas mil e duzentas, com noventa a cem gramas de proteína. Olhando as refeições que você postou, cem gramas de carne no almoço e cem gramas de batata é pouco para o objetivo. Aumente para cento e cinquenta gramas de proteína animal e cento e cinquenta a duzentos de carboidrato nas refeições principais, e acrescente uma refeição líquida no fim do dia se a fome não ajudar. Eu também reduziria o HIIT para uma ou duas vezes por semana, porque três sessões somadas a duas de perna consomem justamente a energia que deveria virar músculo.</p> <p>Segundo ponto, e esse é o que ninguém levantou: você tem enxaqueca com aura. Isso não é um detalhe de ficha. Enxaqueca com aura está associada a risco aumentado de evento vascular cerebral, e é por isso que anticoncepcional combinado com estrogênio é formalmente contraindicado nesse quadro. Testosterona não é estrogênio, mas parte dela aromatiza em estradiol, e uso contínuo em mulher altera perfil lipídico e pode subir hematócrito, que são exatamente os fatores que compõem esse risco. Não estou dizendo que você vá ter um evento, estou dizendo que o seu quadro exige que essa conversa aconteça com o neurologista que acompanha a sua enxaqueca, e que hemograma completo com hematócrito e perfil lipídico entrem no acompanhamento de rotina, não só os hormônios. Se a frequência ou o padrão das crises mudar depois de iniciar, isso é motivo de reavaliação imediata.</p> <p>Terceiro, sobre a dose. Enantato três vezes por semana em uso prolongado em mulher não é reposição, é um patamar bem acima do fisiológico, e o efeito colateral que importa aqui é o que não volta. Voz e clitóris não revertem. Acne, pelo e oleosidade revertem. Então a regra prática é ter definido, antes, o sinal que faz parar na hora: qualquer rouquidão nova, qualquer dificuldade em notas que você alcançava, qualquer alteração clitoriana. Não é para observar por mais um mês para ver se firma.</p> <p>E vale dizer o que o Apollo já tinha dito e estava certo: pelo que você descreveu, o seu shape estava bem, e a percepção de estar magrela demais bate com uma leitura distorcida da própria imagem, algo comum em quem passou muito tempo em déficit. Isso não é besteira, é um sinal para levar a sério, porque é o que faz alguém continuar cortando comida achando que está fazendo o certo enquanto o corpo perde exatamente o que ela quer construir.</p> <p>O caminho que eu proporia, se você ainda estiver por aqui: três meses comendo de verdade nos números acima, com o peso subindo devagar para uns cinquenta e três quilos, treino de força com carga progredindo e HIIT reduzido. É isso que vai te dar o tônus que você sente que perdeu.</p> <p>Se ajudar a organizar as quantidades, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/, que serve como rascunho para você ajustar às suas refeições.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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Oxandrolona (abordagem diferente)
<p>Esse tópico continua sendo procurado por quem pesquisa oxandrolona por período longo, então vale atualizar e corrigir alguns pontos, porque o material colado ali no meio do tópico envelheceu muito mal e ainda circula por aí.</p> <p>A pergunta central era se oxandrolona bloqueia o eixo. O Mestre acertou em cheio. Ela bloqueia sim, e mais do que a fama sugere. Existe trabalho mostrando queda expressiva de testosterona endógena e de LH com doses na faixa de vinte a quarenta miligramas por dia, e uso de meses derruba isso de forma consistente. A ideia de que não suprime porque não aromatiza confunde duas coisas diferentes: aromatização é a conversão em estradiol, supressão é o efeito do androgênio sobre o comando hipotalâmico e hipofisário. Um composto não precisa aromatizar para desligar o eixo. Portanto a justificativa apresentada na consulta não se sustenta em fisiologia.</p> <p>Sobre o texto colado que diz que virilização não ocorre com esse composto e que doses acima de oitenta miligramas por dia são facilmente toleradas, isso está errado e é perigoso. Oxandrolona viriliza sim em mulheres, em dose e tempo suficientes, e engrossamento de voz e aumento de clitóris não revertem. E oitenta miligramas por dia não é uma dose bem tolerada, é uma dose alta.</p> <p>O efeito que ninguém comentava em 2014 e que hoje é o mais documentado é o lipídico. Oxandrolona derruba HDL de forma brutal, com estudos mostrando queda em torno de metade ou mais, e sobe LDL. Isso não dá sintoma nenhum, então a pessoa se sente ótima enquanto o perfil piora, e é justamente por isso que o uso prolongado merece mais atenção que o curto. Em cinco meses de uso contínuo, esse é o principal item a acompanhar, junto com enzimas hepáticas. Vale lembrar que ela é dezessete alfa alquilada, ou seja, hepatotóxica, ainda que menos que outros orais.</p> <p>Sobre o receio do tamoxifeno derrubar IGF-1, o receio tem base real, o tamoxifeno reduz IGF-1 mesmo. Só que a comparação está desequilibrada. De um lado, uma redução temporária de IGF-1 durante algumas semanas. Do outro, o eixo suprimido sem estímulo nenhum para voltar, o que em uso longo pode significar meses de testosterona baixa, com o que vem junto disso, ou seja, libido no chão, humor ruim, cansaço e perda do que se ganhou. A conta pende bastante para fazer a recuperação em vez de esperar sentado. E tribulus não faz nada, isso o próprio autor já tinha percebido.</p> <p>Sobre o estudo pediátrico citado, ele não se transfere. Aquele tipo de trabalho envolve criança com atraso de crescimento em dose de cerca de zero vírgula vinte e cinco miligrama por quilo, num contexto terapêutico, com acompanhamento e com um desfecho completamente diferente de ganhar músculo. O Mestre já tinha explicado isso muito bem, e continua valendo: dose e duração terapêuticas não autorizam dose e duração estéticas.</p> <p>E existe uma leitura possível para a conduta do médico que vale registrar, porque nem tudo ali era despropósito. Protocolos longos e de dose baixa fazem sentido em contextos de recuperação, como grande queimado, perda de massa por doença crônica e reabilitação, situações em que se aceita a supressão porque o benefício é maior. O erro é aplicar essa lógica a alguém saudável de setenta e nove quilos que quer secar a barriga. E a conclusão a que o próprio autor chegou, de que sem nada junto não parece interessante mesmo, é honesta e vale mais que qualquer artigo.</p> <p>Por fim, aquela ideia de que os ganhos e a perda de gordura seriam permanentes: não são. O que se mantém depois é o que o treino e a dieta sustentam. Quem volta à rotina anterior perde do mesmo jeito.</p> <p>Para quem chega aqui hoje pensando em uso prolongado, o resumo é: sim, suprime, sim, precisa de estratégia de saída, acompanhe perfil lipídico e fígado durante o uso, e refaça testosterona, LH e FSH depois. E se o objetivo for dois quilos e barriga mais seca, o Mestre já tinha dado a resposta certa em 2014.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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Avaliação de treino e alimentação
<p>Você pediu avaliação, deu bump quatro meses depois e ninguém apareceu. Vou avaliar de verdade, item por item, porque tem coisa boa e tem coisa que vai te travar.</p> <p>Começo pelo que está bom. Oitenta e cinco quilos e meio com um metro e oitenta e sete e três meses de treino é um ponto de partida ótimo. Cento e oitenta gramas de proteína está certo. Ter montado a divisão sozinho, com agachamento, terra e supino no meio, mostra que você pesquisou. E querer preparar o corpo antes de ciclar em vez de sair usando é uma cabeça bem melhor que a média de quem chega aqui.</p> <p>Agora os problemas, na ordem de impacto.</p> <p>O maior deles é comer o mínimo de calorias possível. Essa frase é o que mais vai te atrapalhar. Cento e cinquenta gramas de carboidrato para alguém de oitenta e cinco quilos treinando seis dias por semana, com agachamento e terra na mesma sessão, é pouco. Carboidrato é o combustível do treino de força, e sem ele você não vai conseguir subir carga, que é justamente o que constrói o corpo que você quer. O que faz o abdômen aparecer é déficit calórico moderado mantido por meses com proteína alta e força subindo, não fome. Eu colocaria você em torno de duas mil e seiscentas calorias, com os mesmos cento e oitenta de proteína, uns setenta e cinco de gordura e o resto em carboidrato, algo perto de trezentos gramas. Você vai perder gordura mais devagar no papel e mais rápido na prática, porque vai aguentar seguir.</p> <p>O segundo é o treino B, que está impossível. Agachamento com barra, levantamento terra e agachamento frontal na mesma sessão, seguidos de extensora, flexora, duas de panturrilha, e ainda ombro e trapézio inteiros. Ninguém faz isso bem. Ou você faz os três primeiros com carga séria e chega morto no resto, ou faz tudo leve e não estimula nada. Terra e agachamento pesado no mesmo dia é uma combinação que só se sustenta com anos de base. Eu tiraria o agachamento frontal, colocaria o terra em outro dia, e reduziria a panturrilha para um exercício.</p> <p>O terceiro é a proporção. Você tem cinco exercícios de bíceps e cinco de tríceps, e no treino A a puxada aparece três vezes em variações parecidas enquanto a remada curvada, que é o melhor exercício de costas dali, está marcada como extra, ou seja, só entra quando sobra tempo. Inverta isso. Os exercícios que mais rendem devem ser os primeiros da sessão, não os últimos e opcionais. Braço com três exercícios já é suficiente nesse estágio.</p> <p>O quarto é o descanso. Seis dias de treino mais abdômen dia sim dia não, com trabalho e faculdade e estresse alto, é receita de estagnar por não recuperar. Com três meses de treino, quatro dias bem feitos rendem mais que seis arrastados. E o próprio treinar conforme a motivação do dia, que você mencionou, é sinal de que a carga semanal está acima do que a sua vida comporta agora.</p> <p>Um comentário sobre o abdômen, já que é o seu objetivo principal: nenhum dos quatro exercícios do treino D vai fazer ele aparecer. Abdômen forte e abdômen visível são coisas diferentes, e a segunda depende só do percentual de gordura. Treine abdômen duas vezes por semana e pare de gastar sessão inteira com isso.</p> <p>Sobre o ciclo de fevereiro, e falo isso como alguém que não vai te dar sermão: com três meses de treino e a dieta desse jeito, o dinheiro que você está juntando renderia muito mais em comida e em consistência por um ano. Não existe ciclo super seguro, existe ciclo com risco gerenciado, e o principal item de gerenciamento é justamente ter base de treino e alimentação para aproveitar. Se ainda assim você seguir com o plano, faça exames antes, com hemograma, perfil lipídico, função hepática e renal, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina, e leve em conta que você usa medicação para estresse, o que merece uma conversa com quem prescreveu antes de somar hormônio no meio.</p> <p>Se quiser um esqueleto pronto para reorganizar essa divisão, o site tem um gerador de treino simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/. Use como rascunho e adapte ao número de dias que a sua rotina realmente comporta.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
Hoje
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1º Ciclo: escolhi oxandrolona
<p>Esse relato parou em 2012 e continua sendo um dos exemplos mais didáticos do fórum, então escrevo para quem chega aqui pesquisando primeiro ciclo com oxandrolona. Tem quatro erros no plano original, e cada um deles ainda aparece toda semana em tópico novo.</p> <p>O primeiro é a expectativa. Ganhar de cinco a oito quilos em seis semanas com oxandrolona não acontece. Oxandrolona é um composto brando, quase não retém água e não é um construtor de massa expressivo. Alguém com setenta e dois quilos e um metro e oitenta e cinco pode terminar seis semanas com dois ou três quilos, e boa parte disso vindo da comida e do treino, não do comprimido. Quando a expectativa é o dobro do possível, a pessoa se frustra mesmo tendo evoluído, e é aí que começa a escalada para compostos mais pesados.</p> <p>O segundo é o ponto de partida. Setenta e dois quilos com um metro e oitenta e cinco, seis meses de treino consistente e supino de vinte quilos nos halteres é alguém no comecinho da curva. Nessa condição, o ganho natural disponível nos próximos dois anos é muito maior do que qualquer coisa que um ciclo de seis semanas entregue, e ele fica. Não é questão de merecimento, é de aproveitamento: usar a droga quando o corpo ainda não sabe crescer é gastar a carta mais fraca no pior momento.</p> <p>O terceiro é a dieta. Ela foi descrita como frango, batata, arroz e suplemento, sem uma única quantidade. Não dá para ganhar peso sem saber quanto se come. Para setenta e dois quilos querendo crescer, o alvo seria algo em torno de três mil calorias, com cento e cinquenta a cento e sessenta gramas de proteína, e a conta feita num aplicativo por pelo menos duas semanas antes de julgar qualquer coisa. Ciclo em cima de dieta não contada é dinheiro jogado fora, e é o motivo mais comum de relato que não sai do lugar.</p> <p>O quarto é a TPC, e esse é o mais mal compreendido. O plano ali era clomifeno cem miligramas na primeira semana e cinquenta nas duas seguintes. O detalhe que quase ninguém sabe é que oxandrolona, apesar da fama de leve, suprime bastante o eixo, principalmente em doses de quarenta miligramas. Então não é o caso de tratar como algo que dispensa cuidado. E o inverso também é verdade: fazer clomifeno por reflexo, sem exame nenhum antes nem depois, é usar medicamento no escuro. O certo é ter testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol antes de começar, repetir depois, e decidir a partir do resultado em vez de decidir a partir do que se leu num fórum.</p> <p>Tem ainda a questão levantada pelo pessoal na época, a de o produto ser falsificado. Ela é real e continua sendo. Oxandrolona é dos compostos mais falsificados que existem, justamente porque é procurada por quem está começando. Quem compra de origem duvidosa muitas vezes está tomando outro composto, às vezes bem mais androgênico, e atribuindo o efeito ao que acha que está usando. Isso muda inclusive a leitura dos colaterais.</p> <p>Para quem está exatamente nesse ponto agora, o caminho que rende mais é bem menos empolgante: um ano contando comida, com carga subindo semana após semana, mirando algo entre oitenta e oitenta e cinco quilos, e só depois reavaliar. O braço de trinta centímetros que ele queria levar a quarenta se resolve muito mais por aí, porque braço de quarenta em alguém de setenta e dois quilos simplesmente não existe, independente do que se tome.</p> <p>Se quiser um esqueleto pronto para organizar dieta e treino nesses números, o site tem geradores simulados, um de dieta em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ e um de treino em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/. São rascunhos para ajustar, não prescrição.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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Ajuda para secar o shape!!
<p>O MIkhailTal fechou o tópico com a pergunta certa: tem algo muito errado aí, quinze dias e nada? Tem sim, e a explicação não é falta de dedicação. Vou responder essa pergunta, porque ela é a mais útil que apareceu no tópico inteiro.</p> <p>Primeiro, quinze dias é um prazo curto demais para julgar qualquer coisa pela balança, e por motivos que não têm nada a ver com esforço. Quem começa a treinar depois de um período parado retém água no músculo por causa do dano e da inflamação do treino novo. Quem começa creatina retém mais água ainda. Quem passa a comer mais salada, mais proteína e mais água muda o conteúdo intestinal e o sódio. E quem está com a vida virada de cabeça para baixo, como ele estava, desempregado e frustrado, tem cortisol alto e retém líquido por isso também. Some tudo e você tem alguém que perdeu dois quilos de gordura e não viu absolutamente nada na balança porque ganhou dois quilos de água no mesmo período. Isso é rotina, não exceção.</p> <p>E aí vem a parte cruel: essa pessoa conclui que não funciona com ela, e desiste exatamente na semana em que o resultado estava prestes a aparecer. A água represada costuma sair de uma vez, e o peso que não se mexeu por duas semanas cai de repente. Quem aguenta esse período vê. Quem sai não vê.</p> <p>Por isso, a regra prática que eu passaria para qualquer pessoa nessa situação: pese-se todos os dias de manhã, em jejum, depois do banheiro, e nunca olhe o número do dia. Some os sete dias, divida por sete, e compare essa média com a média da semana anterior. Só isso já elimina noventa por cento do sofrimento com balança. E use fita métrica na cintura e foto a cada quinze dias, porque tem período em que o peso não muda e a cintura muda.</p> <p>Sobre a história dos oitenta por cento, discordo do que foi dito aqui. Oitenta por cento de aderência não é falha, é um número bom, e é mais ou menos o que a maioria das pessoas que chega ao objetivo pratica no mundo real. Dieta não é meta de empresa. Se ele seguiu oitenta por cento e não perdeu peso, a conclusão correta é que a dieta prescrita ainda não estava no déficit certo para ele, ou que os vinte por cento restantes concentravam muita caloria, e isso se resolve olhando os números, não cobrando mais empenho. A cobrança em cima de alguém que acabou de perder o emprego e criou coragem para voltar e relatar o fracasso é o tipo de coisa que faz a pessoa sumir do fórum de vez, e foi exatamente o que aconteceu.</p> <p>Sobre a dúvida original dele, comprar oxandrolona para secar: ela não faz isso. Oxandrolona não queima gordura. O que ela faz é ajudar a preservar massa muscular em déficit calórico, e o efeito visual disso é a pessoa parecer mais definida no mesmo percentual de gordura. Quem espera dela uma queima de gordura vai gastar dinheiro, derrubar o HDL e continuar com a mesma barriga, porque a gordura sai do déficit calórico e de lugar nenhum mais.</p> <p>Para quem chegar aqui na mesma situação, o roteiro que funciona é este: calcule as calorias e conte a comida por trinta dias sem julgar nada antes disso, mantenha proteína alta em torno de dois gramas por quilo, treine pesado três a quatro vezes por semana com carga subindo, ande bastante, e avalie por média semanal em vez de número diário. Se depois de quatro semanas de dados a média não caiu, aí sim corta duzentas calorias. É lento no discurso e rápido no calendário, porque não tem recomeço a cada frustração.</p> <p>Se quiser um ponto de partida já organizado para montar as refeições nesses moldes, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/. Saída simulada, serve como rascunho para ajustar à sua rotina.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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Ajuda com dieta
<p>Ninguém entregou a dieta de cutting que o guhst pediu, o tópico virou discussão e morreu. Vou entregar, porque a pergunta era simples e tinha resposta.</p> <p>Setenta e sete quilos, um metro e setenta e quatro, dezoito anos, treinando todo dia. O gasto diário aí fica em torno de duas mil e setecentas calorias. Para cortar gordura mantendo músculo, coma cerca de duas mil e duzentas, com cento e setenta gramas de proteína, setenta de gordura e o resto em carboidrato, algo próximo de duzentos e trinta gramas. A meta é perder de meio quilo a setecentos gramas por semana. Isso vai te levar de setenta e sete para uns setenta e um ou setenta e dois quilos em dois meses e meio, e é onde a mudança visual aparece.</p> <p>Distribuição prática, sem complicar. Café da manhã com quatro ovos, duas fatias de pão integral e uma fruta. Almoço com duzentos gramas de carne magra, cento e vinte de arroz pesado cozido, feijão e salada grande com azeite. Lanche com whey, aveia e uma fruta. Jantar igual ao almoço com um pouco menos de carboidrato. Se sobrar fome à noite, ovos e iogurte natural resolvem barato. Ajuste o carboidrato para cima nos dias que você treina pesado e para baixo nos leves, sempre mantendo a proteína fixa.</p> <p>Duas correções sobre a leitura do seu corpo. Primeiro, o gdamasceno tem razão em desconfiar dos quinze por cento. Setenta e sete quilos com um metro e setenta e quatro e sete meses de treino raramente está em quinze por cento, e balança de bioimpedância de academia erra muito. Isso importa porque, se você está mais perto de vinte por cento, chegar a dez vai levar bem mais tempo do que você imagina, e desistir no meio é o desfecho mais comum de quem calculou errado o caminho. Segundo, um detalhe que faz diferença: cortando de forma agressiva com sete meses de treino, você ainda pode ganhar músculo enquanto perde gordura. Por isso proteína alta e carga subindo na academia valem mais aqui do que qualquer estratégia de aeróbico em jejum.</p> <p>Sobre a oxandrolona, respeito o fato de você não ter perguntado sobre ela, e é escolha sua, mas vou registrar o que é útil para quem lê. Trinta miligramas por dia é uma dose alta para um primeiro contato em qualquer idade, e o Foston acertou nisso. E existe um ponto específico da sua faixa etária que quase nunca é comentado: aos dezoito anos algumas cartilagens de crescimento ainda podem não ter fechado, e androgênio acelera esse fechamento. É um efeito irreversível e não aparece em exame de rotina. Além disso, oxandrolona derruba HDL de forma bastante marcada, o que não dá sintoma nenhum e por isso passa despercebido. Se você segue com acompanhamento médico, leve exatamente essas duas coisas para a consulta e peça perfil lipídico antes e no meio do uso.</p> <p>E, sinceramente, a dieta acima com carga progredindo por seis meses provavelmente vai te dar o abdômen que você quer sem precisar de nada disso, porque no seu ponto de treino o ganho natural ainda está todo disponível.</p> <p>Se quiser um esqueleto pronto para montar o cardápio nesses números, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/. Serve como rascunho para ajustar aos seus horários e ao que você gosta de comer.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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Poderiam me ajudar com a dieta?
<p>anlekna, você perdeu quinze quilos e saiu de vinte e sete para vinte e um por cento de gordura mantendo duas mil calorias. Isso é um resultado muito bom, e ele muda completamente a leitura da sua próxima decisão, então vale começar pela sua testosterona de duzentos e sessenta.</p> <p>Esse valor é baixo mesmo, não é frescura de laboratório. Mas antes de concluir qualquer coisa a partir dele, tem três coisas a checar. A primeira é que testosterona total isolada diz pouco. Você precisa de SHBG e testosterona livre, porque o que age no corpo é a fração livre, e de LH e FSH, que dizem se o problema está no testículo ou no comando lá em cima. Vale somar prolactina e estradiol. A segunda é que o exame tem que ser coletado de manhã, entre sete e dez horas, e em jejum, e repetido em outro dia para confirmar. Um único valor colhido à tarde não fecha diagnóstico. A terceira, e é a mais relevante para você, é que excesso de gordura corporal derruba testosterona por conta própria. O tecido adiposo converte testosterona em estradiol, e isso frea o eixo. Quem está em vinte e um por cento vindo de vinte e sete frequentemente vê a testosterona subir sozinha ao continuar emagrecendo. Ou seja, o seu próprio processo em andamento é uma intervenção sobre esse número.</p> <p>Por isso eu refaria os exames agora, no peso atual, antes de decidir. É bem possível que o resultado de hoje não seja mais o de duzentos e sessenta.</p> <p>E aqui está a distinção que quase nunca é feita nesses tópicos, e que no seu caso é a mais importante. Se você tem testosterona baixa confirmada, com sintomas, o assunto é reposição hormonal com acompanhamento, que é uma coisa contínua, em dose fisiológica, com o objetivo de te colocar na faixa normal. Ciclo de esteroide é outra coisa completamente diferente: dose suprafisiológica por algumas semanas, com o objetivo de ganhar massa, e ao fim dele o seu eixo sai mais suprimido do que entrou. Fazer ciclo em quem já tem testosterona baixa é a maneira mais rápida de transformar um problema possivelmente reversível num problema definitivo, porque muita gente nessa situação simplesmente não recupera a produção depois. É a decisão errada tomada com o argumento certo.</p> <p>Então o caminho que eu seguiria no seu lugar: refazer os exames completos pela manhã, levar a um endocrinologista, continuar emagrecendo e olhar o número de novo depois. Se confirmar deficiência real, você tem indicação de tratamento, e tratamento é bem diferente de ciclo. Se normalizar com a perda de peso, você economizou uma decisão pesada.</p> <p>Sobre a dificuldade de continuar melhorando, ela tem explicação simples. Duas mil calorias funcionaram muito bem quando você tinha cento e catorze quilos e não funcionam mais com noventa e nove, porque o gasto caiu junto com o peso. É a mesma dieta contra um corpo menor. Nesse ponto, o que costuma destravar não é cortar mais, é o oposto: passar algumas semanas na manutenção, algo em torno de duas mil e quatrocentas a duas mil e seiscentas, recuperar força e disposição, e só então voltar ao déficit. Cortar por mais de seis meses seguidos costuma custar músculo, e músculo perdido nessa fase é exatamente o que deixa o resultado final com aquela aparência mole que ninguém quer.</p> <p>Aproveitando, sobre a dieta original do tópico, ela estava boa em proteína e o comentário de que comer muito pouco deixa flácido tem um fundo verdadeiro, ainda que mal explicado. Não é a caloria baixa que deixa flácido, é a perda de massa muscular que acompanha déficit muito agressivo com pouca proteína e pouco estímulo de força. Duzentos gramas de proteína e musculação pesada resolvem esse medo.</p> <p>Se quiser um ponto de partida montado para recalcular as refeições no peso atual, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/. É rascunho para ajustar, não prescrição.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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3 ciclo primobolan + oxa
<p>Vivi, o tópico ficou sem resposta técnica e tem uma informação na sua pergunta que precisa ser dita com todas as letras, porque ela muda a decisão inteira.</p> <p>Você escreveu que o stanozolol mexeu no pelo e na voz, e tratou isso como detalhe em comparação com a acne. É o contrário. A acne, inclusive a nodular do queixo, some quando se para e tem tratamento. Alteração de voz não some. O engrossamento vocal acontece porque a laringe muda de estrutura, e essa mudança é permanente. O mesmo vale para aumento de clitóris. Pelo em face e corpo fica em algum meio termo, costuma não voltar sozinho ao que era.</p> <p>Ou seja, você já cruzou uma linha que não tem volta em dois ciclos, e está planejando o terceiro. Isso não é um sermão, é o dado mais importante que ninguém te deu. Se a voz já mudou uma vez, a sua sensibilidade androgênica é alta, e é justamente esse perfil que mais se arrepende depois.</p> <p>Sobre a troca que você propõe, ela ajuda menos do que parece. Primobolan é acetato ou enantato de metenolona, um derivado de dihidrotestosterona, exatamente a mesma família do stanozolol. Ele tende a dar menos acne que o stano, isso é verdade, mas continua sendo androgênico e continua podendo mexer em voz e pelo. Oxandrolona é a opção com menor tendência a virilizar entre as três, e mesmo ela vira problema quando a pessoa já demonstrou responder mal. A leitura correta do seu histórico não é trocar por algo mais leve, é entender que qualquer androgênio no seu caso vem com essa conta.</p> <p>Um detalhe prático que também vale: meio mililitro de primobolan não quer dizer nada sem a concentração do frasco. Meio mililitro pode ser cinquenta ou cem miligramas dependendo do produto, e são cenários bem diferentes. Isso mostra o problema de fundo, que é decidir dose por volume de seringa em vez de por miligrama.</p> <p>Agora a parte que interessa mais para o seu objetivo, porque ele é bastante alcançável. Você quer mais glúteo e abdômen mais definido. Glúteo é um músculo grande e responde muito bem a treino pesado em amplitude completa, com elevação pélvica com carga, agachamento profundo, avanço e stiff, na faixa de seis a doze repetições e com carga subindo mês a mês. Isso rende mais em glúteo do que qualquer ciclo de oxandrolona feito com treino leve. E abdômen definido é resultado de percentual de gordura, portanto de dieta com déficit e de proteína adequada, não de droga. Nenhum dos dois compostos que você citou vai criar definição se a alimentação não estiver contada.</p> <p>Sobre a acne nodular em si, ela tem tratamento, e o dermatologista é quem resolve. Só vale ser honesta na consulta sobre o uso, porque o tratamento muda conforme a causa. Acne induzida por androgênio costuma não responder bem a pomada e sabonete, e insistir nisso por meses só deixa cicatriz.</p> <p>Se você decidir seguir mesmo assim, o mínimo é definir antes de começar qual é o sinal que faz você parar na hora, e voz é o principal deles, junto com aumento de clitóris. Rouquidão nova ou dificuldade de alcançar notas que você alcançava é motivo de interromper no mesmo dia, não de esperar terminar o ciclo. Vale também fazer exames antes e no meio, com perfil lipídico, função hepática, hemograma e uma avaliação de ciclo menstrual, porque nessa classe o HDL despenca bastante.</p> <p>Meu conselho honesto é fazer doze semanas sérias de dieta contada e treino pesado de glúteo antes de qualquer decisão. Você provavelmente vai chegar mais perto do que quer do que chegou nos dois ciclos anteriores, e sem gastar o que não volta.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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Gostaria de dicas para o primeiro ciclo.
<p>A dieta prometida nunca chegou e o tópico parou aí. Vou fechar essa lacuna, porque a pergunta original merecia resposta.</p> <p>Começo pelo que você pediu, o primeiro ciclo. Oxandrolona é de fato o esteroide mais usado por mulheres, e o motivo é real, ela tem baixa tendência a virilizar em doses baixas. Só que baixa não é nenhuma, e o que vale saber antes de qualquer decisão é quais efeitos revertem e quais não revertem. Acne, oleosidade, queda de cabelo e alteração de humor costumam voltar ao normal quando se para. Engrossamento de voz e aumento de clitóris não voltam. É por isso que a regra prática entre quem acompanha mulheres é interromper no primeiro sinal de rouquidão, e não esperar para ver se piora. Some a isso o efeito sobre o colesterol, que a oxandrolona derruba de forma bastante marcada no HDL, e você tem o retrato honesto do custo.</p> <p>Agora o motivo pelo qual eu não faria isso agora no seu caso, e não é moralismo. Você tem cinquenta e dois quilos com um metro e sessenta e sete e ganhou cinco quilos em sete meses. Isso não é estagnação, isso é uma resposta excelente. Sete meses é o começo da curva, não o fim dela. Uma mulher nessa faixa tem facilmente mais alguns anos de ganho natural disponível, e ganho natural é o que fica quando se para tudo. Usar oxandrolona agora significa gastar uma carta que rende muito mais depois, e ainda por cima gastá-la com uma dieta que hoje não sustentaria o resultado.</p> <p>Sobre a estagnação, ela tem explicação simples e não é hormonal. A sua dieta não tem quantidade nenhuma anotada e depende de hipercalórico duas vezes por dia. Hipercalórico de pote é basicamente maltodextrina com um pouco de proteína, ou seja, é caloria cara e de baixa qualidade, e o pior é que você não sabe quanto está comendo de verdade. Quem estaciona no peso quase sempre estacionou porque a comida parou de aumentar junto.</p> <p>Números para você mirar. Com cinquenta e dois quilos e seis treinos por semana, o seu gasto deve girar em torno de mil e novecentas a duas mil calorias. Para ganhar massa de forma limpa, coma cerca de duas mil e duzentas, com noventa a cem gramas de proteína, cinquenta e cinco a sessenta de gordura e o restante em carboidrato, algo perto de trezentos gramas. A meta de ganho é de duzentos a trezentos gramas por semana, não mais. Mais rápido que isso, em mulher, é quase todo gordura.</p> <p>Troque os dois hipercalóricos por comida de verdade com a mesma caloria: uma vitamina de leite integral, aveia, banana e pasta de amendoim faz o mesmo serviço, custa menos e alimenta melhor. E anote tudo num aplicativo por duas semanas antes de julgar qualquer coisa. Praticamente todo mundo que jura comer muito descobre nesse período que come bem menos do que imagina.</p> <p>No treino, o ponto que mais vai te render é o oposto do que parece. Quatro séries de doze a quinze repetições em tudo, com falha só nos últimos exercícios de perna, é um estímulo mais de resistência do que de crescimento. Trabalhe boa parte das séries na faixa de seis a doze repetições, com carga que realmente desafie, e aumente o peso assim que conseguir passar do topo da faixa. E divida melhor a semana: com três dias sendo dois de perna e glúteo e um de superiores, os seus superiores estão levando um terço do estímulo. Se o objetivo é o corpo inteiro evoluir, duas sessões de superiores por semana mudam bastante a proporção.</p> <p>Se quiser um esqueleto pronto para reorganizar isso, o site tem geradores simulados que servem bem de rascunho, um de dieta em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ e um de treino em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/. A saída é simulada, então use como ponto de partida e ajuste conforme a sua resposta.</p> <p>Faça esses doze meses direito com comida contada e carga progredindo. Se depois disso você ainda quiser ciclar, a decisão vai ser muito melhor informada e o resultado, muito maior.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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Overnight oat: café da manhã saudável para atletas
Mil desculpas Chemini. Esqueci de dizer que no dia do mix de soja tem junto com o frango e o ovo um mini pão italiano que deixo 4 minutos no air frayer depois de pulverizar ele com água e uma fatia pequena de bolo de laranja..não abro mão do prazer de comer..fica incrível. Realmente a soja e o whey vegano que também é vegetal são piores em digestibilidade e qualidade de aminoácidos que o whey animal..mas faço sérias restrições a leite e lácteos, e muito se diz que são inflamatórios...e tenho sempre problemss com consumo maior de lácteos ...mas nem todo mundo tem. Quanto à falta de leucina na soja vou pesquisar melhores fontes de dados porque já tive informação de que a proteina da soja é praticamente completa. Mas no almoço e jantar em dia de treino como mais carnes e a leucina não deve ser um problema sem contar que ela está no ovo e no frango desfiado. Breve pretendo postar aqui minha estratégia pra perder peso que ganho no fim de semana..você disse várias vezes que tenho de manter proteínas altas e realmene parece fundamental ...mas tem outras questões como a necessidsde de baixar as calorias ou aumentar o gasto calórico......vejamos qual seria a melhor solução.
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Ajuda com evolução - dieta e treinos
<p>Nanif, você ficou no limbo em 2019 e o socorro nunca chegou. Chega agora, com atraso, mas o diagnóstico do seu caso continua valendo para muita gente que vai ler isso.</p> <p>A sua dieta não está sabotada pela pizza do fim de semana. Ela está sabotada pelo tamanho dela. Somando o que você postou, você come algo entre mil e quinhentas e mil e setecentas calorias por dia, com carboidrato baixíssimo, treinando cinco dias por semana com pernas duas vezes e ainda fazendo HIIT na quarta. Para sessenta e dois quilos com um metro e sessenta e seis e esse volume de treino, isso é um déficit agressivo mantido por muitos meses. A proteína está boa, perto de cento e sessenta gramas, e isso você acertou. O problema é o total.</p> <p>E é justamente aí que a refeição livre entra na história, só que não como você e o VNS interpretaram. Quem come muito pouco durante a semana chega no sábado com fome fisiológica de verdade, não com falta de caráter. A pizza não é a causa da estagnação, ela é o sintoma dela. Corrigir a semana quase sempre resolve o fim de semana sozinho, e brigar com o fim de semana sem mexer na semana quase nunca funciona.</p> <p>O outro efeito de ficar meses assim é a adaptação. O corpo economiza, você se mexe menos fora da academia sem perceber, o treino fica fraco e a balança para. É exatamente o quadro que você descreveu como não evoluir mais. O caminho aqui é contraintuitivo e é o que eu faria no seu caso: subir as calorias de forma controlada até a manutenção, algo em torno de duas mil, ao longo de umas seis a oito semanas, e devolver carboidrato principalmente em volta do treino. Você vai ganhar um pouco de peso de água e glicogênio no começo, e é importante saber disso antes para não se assustar. Em troca você recupera força, disposição e ciclo regular, e passa a ter de onde cortar quando quiser voltar ao déficit. Uma pessoa que só consegue emagrecer comendo mil e quinhentas não tem margem nenhuma de manobra.</p> <p>Um comentário sobre o glúten e a lactose, porque isso vai continuar aparecendo por aí. Para quem não tem doença celíaca nem intolerância à lactose, tirar os dois não desincha nada em termos de gordura corporal. O que muda é volume intestinal e retenção de líquido em algumas pessoas, o que dá uma sensação imediata de barriga mais lisa, e essa sensação é frequentemente confundida com perda de gordura. Sua desconfiança com a nutricionista que cortou tudo sem olhar exame estava certa.</p> <p>Sobre a ioimbina, cinco miligramas por dia como pré-treino contínuo tem efeito muito modesto na composição corporal e não é inofensivo. Ela sobe frequência cardíaca e pressão, e o efeito colateral mais comum é ansiedade e taquicardia, ainda mais associada a café ao longo do dia. No seu caso ela não é o que está travando o resultado, mas também não é o que vai destravar. Eu tiraria e usaria a cafeína só quando fizer diferença no treino.</p> <p>No treino ficaram buracos claros. Não existe nenhum exercício direto de bíceps ou tríceps no programa inteiro, e nenhum de posterior de ombro. As costas aparecem pouco, com puxada e remada baixa repetidas, enquanto as pernas levam duas sessões grandes por semana. Se o seu objetivo é aparência com pouca gordura, ombro e dorsal são justamente o que criam a impressão de cintura mais fina, e eles estão sendo negligenciados. Eu redistribuiria para dois treinos de superiores mais completos, com remada curvada ou unilateral, uma puxada, um empurrar horizontal, um vertical, crucifixo inverso, e trabalho direto de braço, e deixaria pernas em duas sessões, sem tanto exercício isolado repetido.</p> <p>Uma coisa que vale mais que tudo isso: pare de usar o peso de um dia como medida. Anote o peso todas as manhãs e olhe só a média da semana contra a média da semana anterior. Mulher com ciclo regular oscila dois quilos de água sem nada ter acontecido, e é essa oscilação que faz muita gente concluir que não evolui e desistir.</p> <p>Se quiser um ponto de partida já montado para reorganizar as refeições nesses números novos, o próprio site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/. Ele não substitui a sua nutricionista, mas serve bem como rascunho para você levar e discutir.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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AJUDA NA DIETA
<p>O tópico ficou preso na burocracia das fotos e ninguém chegou a olhar a dieta, que era o que você pediu. Vou olhar agora, e adianto que ela está bem melhor do que a média que aparece por aqui, principalmente vindo de alguém com um mês de treino e sem nutricionista.</p> <p>O que está certo: cento e setenta e um gramas de proteína para noventa e três quilos é ótimo, arroz com feijão em duas refeições resolve a base, e você organizou tudo em torno do treino sem inventar moda. Isso já coloca você à frente de muita gente.</p> <p>Três ajustes que valem mais do que qualquer suplemento.</p> <p>O primeiro é a caloria. Nas suas duas versões o total ficou entre mil e setecentas e mil e novecentas, e você tem dezoito anos, noventa e três quilos e treina seis dias por semana. Isso é um déficit grande demais. Não é questão de sofrimento, é questão de resultado: com um mês de treino você está exatamente na janela em que dá para ganhar músculo e perder gordura ao mesmo tempo, e cortar caloria demais joga fora essa janela. Coma perto de duas mil e trezentas a duas mil e quatrocentas calorias. Você ainda perde gordura de forma consistente, algo entre meio quilo e setecentos gramas por semana, e mantém força para treinar. Se em três semanas o peso não se mexer, aí sim você corta duzentas calorias.</p> <p>O segundo é a fibra. Não tem verdura nem legume nenhum na sua dieta, e tem uma fruta só. Isso vai te dar fome fora de hora, intestino ruim e menos saciedade justamente quando você mais precisa dela. Coloque uma salada grande no almoço e no jantar e mais uma fruta em algum lanche. Custa quase nada em caloria e muda bastante a facilidade de manter o plano.</p> <p>O terceiro é o café da manhã, que é o seu pré-treino. Uma banana com duzentos mililitros de leite e uma colher de aveia dá algo perto de duzentas calorias e quase nada de proteína, e depois você fica de oito às onze treinando. Coloque dois ovos ou uma dose de whey aí, junto com mais aveia. Você vai treinar bem melhor e o almoço deixa de ser uma explosão de fome.</p> <p>Sobre o treino, o ABC está razoável para começar, mas tem dois buracos. O treino C está fraco de costas: puxada frente, puxada fechada e remada baixa são basicamente o mesmo padrão duas vezes e meia. Troque uma delas por remada curvada ou remada unilateral com halter, que puxa em outro ângulo. E não existe nada de posterior de ombro no seu programa inteiro, o que é o caminho mais rápido para ombro dolorido em quem faz supino três vezes por semana. Coloque crucifixo inverso ou face pull no treino A ou C. Se der, inclua também alguma coisa de posterior de coxa em padrão de quadril, como stiff ou elevação pélvica, porque só mesa flexora deixa essa região subdesenvolvida.</p> <p>Como você fez cirurgia de tíbia e fíbula há quatro anos, vale começar o agachamento e o leg com carga moderada e prestar atenção em diferença de força entre as pernas. Se tiver, trabalho unilateral resolve.</p> <p>Uma última coisa sobre o seu plano de chegar a doze por cento e só depois aumentar as calorias. Com dezoito anos e um mês de treino, você não precisa esperar tudo isso. De vinte e dois para uns quinze por cento a diferença visual é enorme, e a partir daí você pode passar para calorias de manutenção e continuar melhorando de aparência por muito tempo, porque a musculatura que você ainda vai ganhar faz mais pela sua estética do que os últimos pontos de gordura. Cortar por muitos meses seguidos nessa idade costuma acabar em compulsão e em recuperação de peso.</p>
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Ajuda para emagrecer
Obrigada pelo seu retorno. Como os profissionais sabem do meu efeito sanfona e efeito autosabotador, estamos fazendo exatamente isso que mencionou. Faço academia 3x na semana e em um dia do fds pratico o esporte que gosto, sem obrigação e por lazer mesmo. Estou num fortalecimento de quadriceps, panturrilha, lombar e gluteos moderado pq tenho condromalacia patelar, tendinite no quadril e no gluteo. Graças a Deus estou com ótimos profissionais. Comecei esse processo todo novamente tem pouco mais de 3 semanas.. Então é como vc falou, com calma e focando no que é mais importante agora, manter constância, seguir dieta balanceada pro meu objetivo, beber muita agua e trabalhar bem a cabeça. Espero voltar aqui numa próxima com orgulho da minha evolução..
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Preciso de ajuda na dieta. :(
<p>André, o tópico morreu sem ninguém te dar a dieta que você pediu, então vou dar, e vou dar a parte que interessa mais no seu caso, que é a conta.</p> <p>Sessenta e oito quilos com um metro e setenta e seis, voltando de um período longo sem treino. O seu gasto diário deve girar em torno de duas mil e trezentas a duas mil e quinhentas calorias somando treino. Para ganhar peso de forma aproveitável você precisa comer perto de duas mil e oitocentas, com cerca de cento e quarenta gramas de proteína, oitenta de gordura e o resto em carboidrato, algo próximo de trezentos e cinquenta gramas. Anote isso num aplicativo por duas semanas, sem mudar nada da sua rotina, só medindo. Você provavelmente vai descobrir que come bem menos do que imagina, porque é isso que acontece com noventa por cento de quem se chama ectomorfo.</p> <p>E aqui está o ponto mais útil que eu posso te passar. Ectomorfo, na prática de consultório, quase sempre significa pessoa com apetite baixo e ingestão irregular, não pessoa com metabolismo mágico. Você mesmo escreveu o diagnóstico sem perceber: desde 2019 não consegue manter treino com sequência. Não é o seu tipo físico que está te segurando, é a descontinuidade. Quem treina três meses, para dois, volta um, nunca sai do lugar, e nenhuma dieta e nenhum ciclo consertam isso.</p> <p>Para comer mais sem sofrer, o truque é aumentar a densidade calórica em vez do volume de comida. Azeite no arroz, ovo inteiro em vez de só clara, leite integral, pasta de amendoim, uma vitamina com aveia, banana, leite e whey entre as refeições. Um shake desses resolve quinhentas calorias em três minutos e não tira a fome do almoço. Isso vale mais para você do que qualquer refinamento de horário.</p> <p>Agora a parte do ciclo, e vou ser direto com você porque é o que serve. Durateston com dianabol por dez semanas no seu ponto atual é a pior relação entre custo e retorno possível. Não porque você não tem direito de escolher, é escolha sua, mas por três motivos concretos. Primeiro, você está em sessenta e oito quilos sem base de treino recente, ou seja, ainda tem muito ganho natural disponível, e ganho natural é o que fica. Segundo, sem a dieta rodando você não vai comer o suficiente para o ciclo render, e o resultado prático é reter água, subir peso na balança e perder quase tudo depois. Terceiro, e esse é o que mais pega gente na sua situação, quem entra em ciclo sem ter consolidado o hábito de treinar e comer com constância volta ao ponto de partida em três meses, só que agora com o eixo hormonal mexido e precisando de tempo para normalizar.</p> <p>A ordem que rende de verdade é: seis meses treinando sem furar, comendo o que está ali em cima, e chegar em setenta e cinco ou setenta e oito quilos. Se depois disso você ainda quiser ciclar, você vai estar em condição muito melhor para aproveitar, e a decisão vai ser informada em vez de ansiosa.</p> <p>Se ainda assim você decidir fazer, o mínimo é fazer exames antes, com hemograma, perfil lipídico, função hepática e renal, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina, ter o plano de saída definido antes de começar e não depois, e nunca improvisar dose em cima de resultado da semana. E, no seu caso específico, evitar o dianabol logo na volta ao treino, porque ele é justamente o que mais infla o peso da balança com água e mais engana quem está voltando.</p> <p>Posta suas fotos e a sua alimentação de um dia real, com quantidades, que dá para afinar a partir daí.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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AJUDA: Orientações sobre dieta e treino
<p>Chego cinco anos depois, então escrevo menos para a Fitem2021 daquele momento e mais para quem cair aqui procurando a mesma coisa, porque esse caso é um retrato muito fiel do que acontece com quem tenta emagrecer com dor ciática no meio.</p> <p>Começo pelo que ficou mal resolvido no tópico. O quadro descrito não era preguiça. Dormência contínua da região glútea até a planta do pé, sensação de encurtamento da perna e marcha alterada desde novembro é sinal de compressão de raiz nervosa, não de dor muscular. A ressonância e a eletroneuromiografia vieram e o palpite de L4 a S1 fez sentido. O ponto é que isso muda o planejamento inteiro, e não como desculpa, como parâmetro. Dormência que não some com o repouso e principalmente qualquer perda de força no pé, dificuldade de ficar na ponta dos pés ou de levantar a ponta do pé ao andar, é o sinal que exige avaliação rápida, não mais dieta.</p> <p>Sobre a estratégia de treino, natação e bicicleta foram escolhas acertadas para esse quadro, e por um motivo específico. Nadar tira a compressão axial da coluna e a bicicleta permite volume alto sem impacto. O que costuma faltar nesses casos é justamente a musculação, que muita gente evita achando que vai piorar o disco. Ocorre o contrário. Fortalecer glúteo, abdômen profundo e a musculatura que estabiliza a lombar é a intervenção com melhor resultado de longo prazo em dor lombar com irradiação. O que precisa ser evitado é carga axial pesada e flexão de tronco com peso, como agachamento livre pesado, levantamento terra, leg press com a lombar arredondando e abdominal de solo com tronco enrolado. Sobra muita coisa boa: leg press com amplitude controlada, cadeira extensora, mesa flexora, elevação de quadril, abdução, remada e puxada sentada, prancha e trabalho de glúteo em geral. Um bom fisioterapeuta define o que liberar, e o RPG que ela começou a fazer ajudou de verdade, isso aparece no relato dela.</p> <p>Sobre a dieta, a distribuição de macros sugerida ali estava razoável para o objetivo, em torno de mil e novecentas calorias, com proteína boa. Faço só um reparo relevante para o caso. Oitenta gramas de gordura contra cento e setenta de carboidrato é uma escolha muito específica, e ela não é obrigatória. Funciona para quem se sente bem assim, mas mulher com ciclo menstrual intenso e histórico de compulsão por doce costuma se dar melhor com um pouco mais de carboidrato e um pouco menos de gordura, porque o carboidrato baixo demais aumenta a fissura por açúcar exatamente na semana de TPM, que foi quando o plano dela caiu duas vezes. Isso não é falta de disciplina, é fisiologia previsível, e planejar para ela é mais eficiente do que se culpar depois.</p> <p>A água morna com azeite em jejum não faz nada. Não desintoxica, não acelera metabolismo e não emagrece. Se a pessoa gosta, tudo bem, é uma colher de azeite, mas ela ocupa espaço mental que deveria estar em coisa que muda resultado.</p> <p>E uma última observação, que faço com respeito a quem ajudou aqui de graça e com boa intenção. Chamar o quadro de desculpite crônica e mandar acordar funciona com um perfil de pessoa e destrói outro. Quem já chega relatando ansiedade, compulsão e depois perde o emprego no meio do processo não precisa de mais culpa, precisa de um plano que continue existindo na semana ruim. É por isso que o método que costuma sustentar resultado nesse perfil é o do piso mínimo: definir a versão reduzida do plano, aquela que se cumpre mesmo no pior dia, e usá-la em vez de parar tudo. A pessoa não some do tópico por preguiça, ela some porque só existe a versão perfeita do plano e ela não cabe mais.</p> <p>Se você que está lendo se identificou com esse caso, o caminho é esse: investigar a raiz nervosa antes de escolher o treino, montar uma dieta que sobreviva à sua pior semana, e incluir musculação em vez de fugir dela.</p> <p>As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.</p>
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Overnight oat: café da manhã saudável para atletas
<p>Antes do café, uma correção na sua ponderação anterior, Pokoyô. Não trate o que eu escrevo como referência a ser seguida e o que você escreve como opinião pessoal de segunda classe. Não é assim que funciona, nem aqui nem na literatura. Quarenta anos de prática te deram um repertório de observação que nenhum artigo entrega, e várias das suas intuições nesse tópico estavam certas antes de eu nomear o mecanismo. O que eu faço é ajustar número e mecanismo quando eles saem errados, e isso não invalida o resto. Quem lê ganha mais com dois pontos de vista se corrigindo em público do que com um sendo tratado como verdade.</p> <p>Agora o café de hoje. Frango desfiado com um ovo antes de treinar é ótimo em proteína e fraco em uma coisa só, carboidrato. Sem nada de rápido ali, você entra no treino contando com o glicogênio que sobrou do dia anterior. Para treino curto e moderado, tudo bem. Se você sentir o treino cair da metade para o fim, ou aquela sensação de mão fraca no fim da série, é aí que está a explicação, e resolve com pouca coisa, uma fruta ou uma fatia de pão junto do ovo.</p> <p>O pós de hoje merece um comentário mais técnico, porque tem uma armadilha discreta. Extrato de soja com isolado de soja com soy milk é proteína três vezes da mesma fonte. Não é ruim, isolado de soja é a melhor proteína vegetal isolada que existe em perfil de aminoácidos, mas ela tem menos leucina por grama do que o whey, e leucina é o gatilho da síntese proteica. Na prática isso significa que com soja você precisa de uma dose maior para disparar o mesmo estímulo, algo na faixa de quarenta gramas de proteína em vez de vinte e cinco a trinta. Se a sua vitamina fica abaixo disso, o estímulo sai menor do que você imagina, e não é a quantidade de ingredientes que resolve, é a quantidade total de proteína.</p> <p>O café de amanhã está mais equilibrado, com ovo, clara e pão. Já o pós tem um detalhe. Whey vegano é o mesmo problema acima, então vale conferir quantas gramas de proteína a dose realmente entrega. E o Sustagen ali não está funcionando como vitamina e mineral, está funcionando como açúcar. A base dele é maltodextrina e sacarose, e as vitaminas vêm em dose modesta. Se a intenção é repor carboidrato depois do treino, ele cumpre e não tem problema nenhum. Se a intenção era o complexo vitamínico, ele é uma forma cara e adocicada de conseguir pouco. Você mesmo defende que não se toma vitamina sem deficiência, então esse é um caso em que a sua própria regra se aplica.</p> <p>E um ponto que vale para a sua faixa etária mais do que qualquer detalhe de timing. Aos setenta ou oitenta, o que mais protege massa muscular não é o que você come em volta do treino, é a proteína total do dia distribuída em doses de trinta a quarenta gramas por refeição. O idoso tem resistência anabólica, ou seja, precisa de uma dose maior por refeição para o músculo responder. Duas refeições grandes de proteína e três minúsculas rendem menos que quatro médias, mesmo com o mesmo total no fim do dia.</p>
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O que vocês acham das competições de fisiculturismo atualmente?
<p>As duas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, e é por isso que a discussão nunca fecha. O esporte evoluiu muito em preparação, em ciência de treino, em periodização de dieta e em profissionalização. E exagerou em uma direção específica, que é o volume abdominal e a espessura a qualquer custo na categoria aberta.</p> <p>Vale lembrar que a própria federação já reconheceu isso na prática. Quando o Classic Physique foi criado, em 2016, foi exatamente uma resposta ao público que reclamava do que você descreveu. E funcionou. Hoje ela é uma das categorias mais assistidas, com limite de peso atrelado à altura, o que obriga o atleta a competir por linha e proporção em vez de competir por quantidade. Ou seja, o mercado sinalizou e a organização criou uma vitrine para o físico clássico em vez de mudar o julgamento do Open. Faz sentido, porque cada categoria existe para premiar uma coisa diferente.</p> <p>Sobre preferência, eu não vejo isso como escolher lado. O Open sempre foi a categoria do limite físico, desde a época em que Dorian e depois Ronnie mudaram o padrão. O que incomoda o espectador hoje não é a massa em si, é a perda de cintura pequena e a barriga distendida em palco, que quebra a ilusão do V que é o que faz o fisiculturismo ser visualmente bonito. Um físico grande com cintura fina continua impressionando qualquer plateia. Quando a cintura acompanha o resto, o corpo parece só maior, não melhor.</p> <p>A parte dos critérios é onde eu concordo mais com você. O julgamento não é aleatório, existe um critério publicado que é massa, definição, simetria, proporção e apresentação, e o juiz compara atleta contra atleta em callouts, não contra uma nota absoluta. O problema é que o peso de cada item não é divulgado, o placar detalhado quase nunca é aberto, e o público assiste pela transmissão sem enxergar o que o juiz enxerga da posição dele, principalmente condição de pele, densidade e o físico visto de perto. Some a isso o fato de que um atleta pode mudar de condição em poucas horas por causa da manipulação de água e carboidrato, e você tem um resultado que às vezes parece incoerente com a foto que circulou na véspera.</p> <p>O que resolveria boa parte da insatisfação não é mudar o padrão do físico, é transparência. Divulgar a pontuação por juiz, como já se faz em outros esportes de julgamento, e explicar os callouts. Enquanto isso não acontece, sobra espaço para teoria de bastidor, e o público perde a chance de aprender a olhar um físico do jeito que um juiz olha.</p> <p>Uma última coisa que quase ninguém comenta e que muda a leitura de tudo. Boa parte do que se admira em palco hoje não é fruto de mais treino nem de mais conhecimento, é fruto de uma corrida farmacológica que cobra um preço real de quem está lá em cima. Quem acompanha há tempo já viu essa conta chegar em atletas jovens. Isso não desmerece o esporte, mas ajuda a entender por que a categoria clássica agrada tanta gente. Ela devolve a ideia de que dá para ser espetacular sem estar no limite.</p>
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Ajuda para emagrecer
<p>Rafaela60, obrigado por voltar aqui e contar como ficou. Esse tipo de relato honesto vale mais para quem lê do que qualquer print de evolução.</p> <p>Vou pegar a parte que você mesma apontou como o nó, a constância. Quando alguém já tem nutricionista, personal, médico e psicólogo acompanhando e mesmo assim o processo não engata, quase nunca o problema é falta de informação. Costuma ser plano grande demais para a vida real. Dieta fechada, treino cinco vezes por semana, jejum, esporte, tudo começando na mesma segunda-feira. Isso funciona por duas ou três semanas, uma coisa desanda, e a sensação de ter falhado derruba o resto junto. Aí vem o rótulo de autossabotagem, que na prática é só um plano que nunca coube.</p> <p>O caminho que costuma sustentar é o oposto do que parece intuitivo. Escolher duas ou três coisas pequenas que você consegue fazer mesmo na pior semana do mês e proteger só elas. Por exemplo bater a proteína do dia, andar todo dia, e treinar duas vezes por semana com hora marcada na agenda. Nada de meta de peso no começo. A meta é a frequência. Quando essas duas ou três estiverem rodando há dois meses seguidos sem esforço heroico, você acrescenta a próxima. É mais lento no papel e muito mais rápido no calendário, porque não tem recomeço do zero a cada tropeço.</p> <p>Sobre as tendinites, elas mudam o que dá para fazer, mas não impedem treinar. Tendão responde mal a pico de carga e a variação brusca de volume, e responde bem a carga constante e progressiva. Na prática isso significa manter o movimento dentro da amplitude que não dói, trabalhar com repetições mais altas e cadência controlada, e subir carga em degraus pequenos ao longo de semanas em vez de sessões. O erro clássico é parar tudo enquanto dói, voltar com o mesmo peso de antes quando melhora, e inflamar de novo. Esse ciclo é o que mais destrói constância em quem tem tendinopatia, e ele é evitável. Como você já tem acompanhamento, leve exatamente essa pergunta para o seu personal e para o médico: quais movimentos ficam liberados agora, com qual faixa de repetição, e qual o critério para subir carga.</p> <p>Com noventa quilos e tendinites no corpo, a caminhada e o trabalho na água tendem a ser os aliados mais baratos, porque permitem volume alto de gasto calórico sem impacto nem carga de tendão. E a musculação segue valendo justamente porque massa muscular preservada é o que segura o gasto energético quando o peso começa a cair.</p> <p>Você escreveu que nunca desistiu de si mesma. Isso não é frase de efeito, é o único requisito que não dá para terceirizar. O resto é ajuste de tamanho de plano.</p>
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Novo ciclo com hormônio mais potente do que oxandrolona pós-quarentena
Tata08, acompanhei este tópico do começo ao fim e ele é, de longe, um dos mais bonitos que já li aqui. Um ano inteiro de atualizações pontuais, foto por foto, com você aprendendo a pesar comida, a usar aplicativo e a ler o próprio corpo, e com um grupo de gente que te tratou bem de verdade. A Andressa Souza teve uma paciência que merece registro, a Joaninha te deu o empurrão inicial e o Keto acertou em cheio ao dizer que a gente não enxerga a própria mudança porque se olha no espelho todo dia. Você mesma escreveu que o amadurecimento foi muito além do shape, e isso é o que mais importa. Ainda assim, há coisas que ficaram por dizer, e vale dizê las agora, inclusive porque esta página vai continuar sendo lida. Começo pela que mais me incomodou, porque ficou de pé sem contestação. Logo no início foi dito, mais ou menos assim, que não faz sentido mulher fazer recuperação pós ciclo e que nem os homens estariam mais fazendo isso. As duas metades dessa frase estão erradas. A oxandrolona suprime o eixo hormonal feminino como qualquer androgênio, derrubando o hormônio luteinizante e o folículo estimulante, e com isso a produção própria de estrogênio e de androgênio. Isso não é opinião, é o mecanismo. O que é verdade é que o protocolo de recuperação usado por homens, com clomifeno e tamoxifeno, foi desenhado para o eixo masculino e não se transporta para a mulher. Ou seja, a conclusão prática até se parece, mas o motivo é outro, e a diferença importa muito: o que a mulher deve fazer no lugar é acompanhar o ciclo menstrual e dosar hormônios depois, e não simplesmente presumir que não houve supressão. Você escreveu, logo no primeiro post, que fez três ciclos e nunca fez nada depois, e a essa altura já são quatro. Isso merecia uma conversa que não aconteceu. Ligado a isso, e considerando que você tem trinta e nove anos, quero apontar o assunto que atravessou o ano inteiro sem ser mencionado uma única vez: osso. Junte as peças que estão espalhadas por este tópico. Você teve vitamina D suficientemente baixa para precisar de reposição em dose alta por oito semanas. Você passou meses com uma dieta em torno de mil e trezentas calorias, treinando cinco vezes por semana e caminhando sete. Você usou androgênio quatro vezes, o que suprime estrogênio. E você está numa faixa etária em que a perda de densidade óssea começa a acelerar. Cada um desses itens sozinho é pequeno. Somados, formam exatamente o cenário que se estuda para perda óssea precoce. Vale conversar com um médico sobre uma densitometria óssea de referência, e vale continuar acompanhando a vitamina D. E, muito importante, se a sua menstruação atrasou, ficou escassa ou sumiu em algum momento desse ano, esse é o sinal de alarme número um e ele não é um detalhe. Agora o ponto que explica boa parte da sua história, e que você mesma descobriu no fim. Você abriu o tópico dizendo que queria chegar aos seus sessenta e nove quilos, ou seja, o objetivo declarado era ganhar cerca de sete. E o plano que se montou a partir dali somava cerca de mil e trezentas calorias por dia com sete sessões de aeróbio por semana, o que é um déficit e não um superávit. Ao longo do ano você foi de sessenta e dois para sessenta e três décimos, ou seja, o objetivo original nunca foi retomado, ele simplesmente desapareceu da conversa e foi trocado por secar. E então, na sua atualização de julho, você escreveu esta frase: incrível como umas calorias a mais já faz diferença no volume. Está tudo ali. Você sentiu os glúteos maiores e as pernas com mais volume assim que comeu mais, e o Keto confirmou que dava para ver nas fotos. Essa foi a lição mais valiosa do ano e ela chegou nos últimos meses. Se puder levar uma única coisa daqui, que seja essa: para ganhar volume, o caminho é comer acima da manutenção e reduzir aeróbio, e isso vem com um pouco de gordura junto, que se ajusta depois. Isso me leva a uma coisa que precisa ser respondida. Você relatou sentir muita fome, primeiro na adaptação e depois de novo entre o almoço e o jantar, e a resposta que veio foi trabalhar a mente, ou continuar olhando o mesmo corpo no espelho. Discordo. Fome persistente em quem está comendo mil e trezentas calorias e treinando doze vezes por semana entre musculação e caminhada não é fraqueza de caráter, é um sinal fisiológico correto, e ele está informando exatamente o que o seu objetivo declarado pedia. Disciplina é ótima, e você teve de sobra, chegando a noventa e cinco e cem por cento de adesão. Mas disciplina não deve ser usada para calar um aviso. Duas observações práticas. A primeira é sobre o chá verde, que entrou em seiscentos mililitros durante o treino, mais café. Chá verde é rico em compostos que reduzem bastante a absorção de ferro, e você é uma mulher que menstrua, em restrição calórica, ou seja, no grupo mais suscetível a ferro baixo. Não precisa cortar, basta afastá lo das refeições que contenham ferro, deixando um intervalo de uma hora, e vale pedir hemograma com ferritina. A segunda é sobre a vitamina D, e aqui um elogio: colocá la junto do almoço foi acertado, porque ela é lipossolúvel e absorve melhor com uma refeição que tenha gordura, e a orientação de repetir o exame depois da reposição também estava certa. Fecho com um comentário sobre a oxandrolona em si. O último ciclo durou doze semanas, e você encerrou antes de completar por causa de dores que precisavam de tratamento. Essa decisão foi correta, e interromper quando o corpo pede é o oposto do que a maioria faz. Mas doze semanas de um oral que passa pelo fígado, somadas a três ciclos anteriores, pedem enzimas hepáticas com gama GT e um perfil de colesterol completo, e nada disso apareceu em nenhuma das cento e setenta mensagens. A oxandrolona derruba o HDL de forma acentuada e não avisa. Se você não fez esses exames, faça, mesmo hoje, e faça também num período limpo, para saber onde é o seu normal. Nada disso diminui o que você conquistou, que foi real e visível, e conquistado principalmente com comida e treino. Só quero que a próxima etapa da sua vida tenha os números do sangue e do osso ao lado das fotos. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1 ciclo oxandrolona
Jeane, chego depois e o seu tópico parou numa pergunta que ficou sem resposta. Quero começar dizendo que você recebeu conselhos bons aqui, e vou reforçá los, mas também há coisas importantes que ficaram pela metade. O melhor do tópico veio do Bravo Costa, e vale insistir nisso. Ele perguntou quanto você coloca no agachamento e na elevação pélvica, você respondeu trinta quilos, e ele sugeriu buscar algo próximo do seu peso corporal nesses exercícios antes de pensar em qualquer substância. Essa é a resposta certa e é a mais útil que você recebeu. Depois de um ano de treino, trinta quilos na elevação pélvica é pouco, e esse é justamente o exercício mais ligado ao resultado que a maioria procura na região do glúteo. O que isso me diz é que provavelmente faltou progressão de carga, ou seja, aumentar peso de forma sistemática, semana após semana, com registro. Uma planilha simples com agachamento, elevação pélvica, terra, remada e desenvolvimento, anotando peso e repetições, vai te entregar mais nos próximos seis meses do que qualquer comprimido, e a frase dele sobre queimar cartucho é precisa: quem usa antes de esgotar o caminho natural gasta a carta em cima de um ganho que viria de graça. O segundo ponto é a dieta, que ele chamou de fraca e com razão. Mil e quinhentas calorias para uma mulher de cinquenta e três quilos que treina cinco vezes por semana é pouco, e vale olhar os seus números com calma. Com um metro e sessenta e dois e cinquenta e três quilos, o seu índice de massa corporal é vinte, ou seja, você já está na faixa magra. Você emagreceu nove quilos e escreveu que continua em processo de perda de gordura, e é aí que eu faria a pergunta que ninguém fez: perder para chegar onde? Nesse peso não sobra muito para tirar, e o que sai a partir daqui é, em boa parte, músculo, que é exatamente o que dá a forma que você quer. Na minha leitura, o seu projeto mudou de fase sem que você percebesse: a etapa de emagrecer acabou, e a que começa agora é comer mais e levantar mais. Existe um detalhe ligado a isso que vale muito você saber. O melhor sinal de alerta de que a energia está insuficiente, numa mulher, é a menstruação atrasar, ficar escassa ou sumir. Só que o anticoncepcional produz um sangramento programado que acontece de qualquer jeito, então ele apaga justamente esse aviso. Ou seja, você está sem o seu principal indicador. Nesse caso, os sinais a observar são outros: cansaço persistente, sono ruim, sensação de frio constante, queda de cabelo, unha frágil, libido baixa e força estacionada apesar do esforço. Se vários deles aparecerem juntos, é hora de aumentar a comida. Agora sobre o alerta de trombose que o Foston levantou. Ele estava certo em levantar, e o assunto é sério mesmo, mas ficou sem nada prático, e sem isso um alerta serve de pouco. O que se sabe é que os anticoncepcionais combinados aumentam o risco de trombose venosa em relação a quem não usa, e que anabolizantes também mexem na coagulação e elevam o hematócrito, o que engrossa o sangue. Somar os dois soma risco. Mas é importante você saber o que de fato transforma um risco pequeno em risco relevante, e isso é: fumar, principalmente depois dos trinta e cinco anos, enxaqueca com aura, histórico pessoal ou familiar de trombose, obesidade, cirurgia recente e longos períodos de imobilidade, como viagens longas. Se algum desses for o seu caso, a conversa muda de patamar e precisa ser com médico. E os sinais de alarme, que toda mulher que usa contraceptivo hormonal deveria conhecer, são dor e inchaço em apenas uma panturrilha, falta de ar súbita, dor no peito que piora ao respirar e dor de cabeça diferente de tudo o que você já teve, com alteração visual ou fraqueza de um lado do corpo. Qualquer um deles é pronto socorro no mesmo dia. Faço aqui uma ressalva importante, e ela vale mais do que o alerta em si: nada disso significa parar o anticoncepcional por conta própria por causa de uma leitura de fórum. Já vi isso acontecer aqui e o resultado é ruim nos dois sentidos, porque além de perder a proteção contra gravidez, muitas mulheres usam contraceptivo por indicação clínica, e não apenas contraceptiva. Aliás, foi exatamente isso que o Apollo perguntou, se a sua indicação era por alguma doença, e você não chegou a responder. Se for por endometriose, ovário policístico, sangramento intenso ou cólica incapacitante, o remédio está tratando algo, e a decisão de mexer nele é da ginecologista. Duas notas finais. A primeira é sobre marcas: você perguntou se existe alguma oxandrolona mais confiável, e a sugestão que veio foi trocar uma por outra. Não há diferença relevante, porque as duas são de laboratórios clandestinos, sem controle de dose nem de esterilidade, e ser a marca mais conhecida faz de uma delas também a mais falsificada. Se algum dia isso fizer sentido, o caminho é receita e produto registrado. A segunda é que você escreveu que a oxandrolona lhe foi aconselhada, entre aspas, por alguém. Vale muito perguntar a essa pessoa quais exames ela sugeriu antes, e o que ela pretende fazer se aparecer alteração na sua voz. A resposta a essas duas perguntas costuma dizer tudo sobre quem está aconselhando. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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winstrol X durateston ou winstrol x deca
Este tópico é de dois mil e três, voltou à tona em dois mil e dezessete e continua aparecendo em busca. Vale corrigir o que está escrito aqui, porque várias dessas ideias sobreviveram. Começo pelo que salta aos olhos e que atravessa o tópico inteiro: absolutamente tudo é contado em unidades. Vinte winstrol, dez duras, seis decas, oito duratestons. Ninguém em momento algum falou em miligramas. Isso não é um detalhe de linguagem, é a origem de uma quantidade enorme de acidente. Ampola não é unidade de medida. Nandrolona já foi vendida em concentrações bem diferentes entre si, e a diferença entre a mais fraca e a mais forte é de várias vezes, então dizer que se vai usar seis decas pode significar coisas completamente distintas dependendo do frasco que estiver na gaveta. A conta que importa é sempre miligramas por semana, e quem não sabe converter a própria ampola não sabe o que está usando. O segundo ponto é a proteção de fígado, que aparece aqui em duas formas, o Xantinon e a silimarina. Nenhum dos dois protege o fígado de dano por esteroide oral. O Xantinon é um composto com colina, metionina e vitaminas do complexo B, vendido há décadas como tônico hepático, sem que exista demonstração de que ele evite lesão. A silimarina tem uma literatura maior, mas também não sustenta esse papel nesse contexto. Quero, no entanto, fazer justiça a quem respondeu em dois mil e três, porque a frase dele foi honesta: ele disse que não havia garantia nenhuma. A parte que eu corrijo é a continuação, de que quem for ter problema de fígado vai ter de qualquer forma. Isso não é verdade e o fatalismo aqui é perigoso, porque desestimula a única coisa que funciona. O dano de orais alquilados em dezessete alfa depende de dose e de tempo de exposição, ou seja, é controlável, e a forma de acompanhar é repetir transaminases, gama GT e bilirrubina, e não tomar cápsula nenhuma. Terceiro, a recuperação planejada. Foi combinado começar vinte e um dias depois da última aplicação, com clomifeno em seis comprimidos de uma vez e depois um por dia até acabar duas caixas. Há dois problemas. O primeiro é a data: com nandrolona no esquema, cujo éster decanoato permanece ativo por semanas, começar em vinte e um dias significa começar em cima de hormônio ainda circulando, o que é como tentar acender a luz com o disjuntor desligado. A regra prática é se guiar sempre pelo composto de meia vida mais longa. O segundo é a dose de ataque de seis comprimidos, que é uma prática herdada de outros contextos e que não tem base aqui, até porque o clomifeno já tem meia vida longa. Quarto, sobre o hCG, que apareceu como Profasi e foi descartado com um simples não precisa. Vale explicar o que ele faz, porque a confusão é comum. Ele age diretamente no testículo, imitando o hormônio luteinizante, ou seja, ele não religa a hipófise, ele passa por cima dela. Por isso não é a peça que recupera o eixo sozinha, e usá lo depois de tudo terminado, em vez de durante, é o erro mais frequente. E é medicamento com indicação médica, o que ninguém mencionou. Quinto, um acerto do tópico: a recomendação de não somar o deposteron ao restante estava certa. Empilhar dois ésteres de testosterona com dois outros compostos multiplica o custo sem multiplicar o resultado, e principalmente torna impossível saber o que causou o quê quando algo der errado. Vale também dizer o que não foi dito sobre o estanozolol usado por semanas seguidas: ele é o campeão em derrubar o HDL e é conhecido por ressecar articulação e tendão, o que importa demais para quem está justamente aumentando carga. Por último, um recado para o bcfernandes2000, que reabriu isto em dois mil e dezessete perguntando qual dos ciclos prontos era melhor e com que frequência teria que repetir. Você recebeu apenas a orientação de abrir um tópico novo, o que é justo, mas fica sem resposta o essencial. Um ciclo pronto é, por definição, um plano que não sabe quem você é. Ele não conhece a sua idade, o seu peso, há quanto tempo você treina, o que você come, se você já tem pressão alta na família, como está o seu fígado, o seu colesterol e a sua testosterona antes de começar. Escolher entre dois esquemas copiados é escolher entre duas coisas que não foram feitas para você. E sobre com que frequência repetir, essa é a pergunta que eu mudaria por inteiro: cada repetição prolonga o tempo com o eixo desligado, e é a soma dos anos, e não cada ciclo isolado, que decide quem acaba dependente de reposição para o resto da vida. Vale notar que, nos catorze anos e sete mensagens deste tópico, ninguém perguntou uma única vez a idade, o peso, o tempo de treino ou os exames de quem estava perguntando. Discutiu se a quantidade de ampolas, e não a pessoa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.