Toda a Atividade
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Qual treino fazer apos o FB?
Tem uma frase no seu texto que vale desmontar antes de qualquer sugestão de divisão: o treino não acostuma. Músculo não tem memória de exercício nem se entedia. O que trava a evolução é a sobrecarga parar de aumentar, e o resto costuma ser consequência disso. E note o detalhe que você mesmo escreveu: você vem variando exercícios e séries. Isso soa como solução, mas costuma ser parte do problema. Se o exercício muda toda hora, você perde a régua. Sem régua não dá para saber se 5 meses depois você está levantando mais do que levantava, e é exatamente esse número que decide se a hipertrofia continua ou não. Sobre trocar de divisão com 3 dias por semana, cuidado para não piorar. Fullbody 3x deixa cada grupo sendo estimulado três vezes na semana. Se você migrar para ABC nesses mesmos 3 dias, cada grupo cai para uma vez a cada sete dias. Você teria trocado a melhor frequência possível pela pior, e a mudança viria com cara de novidade justamente enquanto o resultado piora. Se quiser mudar mesmo a estrutura, o caminho que faz sentido em 3 dias é superior e inferior alternando: superior, inferior, superior numa semana, inferior, superior, inferior na outra. Cada grupo fica em torno de uma vez e meia por semana, você ganha espaço para mais séries por grupo em cada sessão e mantém uma frequência decente. Antes disso, porém, eu faria a conta do volume. Some quantas séries por semana cada grupo grande está recebendo hoje. Fullbody 3x costuma entregar algo como 9 a 12 séries por grupo, o que é pouco para quem já tem um ano de treino. Subir para a faixa de 15 a 20 séries semanais nos grupos que você quer priorizar, ainda dentro do fullbody, provavelmente destrava mais do que qualquer sigla nova. Por último, a parte chata: um ano e um mês de treino já saiu do período em que tudo cresce. A desaceleração que você está sentindo é em parte só a curva ficando mais lenta, e nenhuma divisão devolve o ritmo do primeiro ano. Vale conferir também sono e calorias, porque estagnação em quem treina certo costuma estar fora da academia.
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Qual divisão de treino escolher?
Repare que a sua pergunta já denuncia o problema real: você está tentando encaixar uma divisão de quatro treinos dentro de uma semana de sete dias, e sobra um resto que não fecha. Enquanto a divisão for amarrada aos nomes dos dias, esse resto vai continuar aparecendo toda semana. A saída é rodar a divisão em ciclo contínuo, ignorando o calendário. Fica ABCD, folga, ABCD, folga. Cada grupo volta a cada cinco dias em vez de a cada sete, e nenhuma semana precisa de improviso. O custo é que o dia de folga anda pelo calendário, então se você tem compromisso fixo em algum dia da semana isso pesa contra. Se o calendário for inegociável, aí a segunda opção é melhor do que as duas que você levantou: em vez de repetir segunda no sábado, redistribua para ABC em cinco dias de treino, tipo A na segunda, B na terça, C na quarta, folga na quinta, A na sexta, B no sábado. Você recomeça a sequência na segunda pelo C e a coisa gira sozinha. O motivo de eu insistir nisso é frequência. Quando o volume semanal é igualado, treinar cada grupo duas vezes por semana rende mais hipertrofia do que uma vez só, e o seu ABCD de bíceps e tríceps numa quinta isolada joga braço para uma vez a cada sete dias. Fracionar demais parece organizado, mas dilui. Sobre o que motivou a mudança, uma hora e meia num ABC não é sinal de que a divisão está errada. Costuma ser descanso longo demais entre séries mais conversa e celular. Cronometre um treino inteiro sem mudar nada e veja quanto tempo é de série de verdade. Se o número te assustar, o ajuste é no relógio, não na divisão.
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Ontem
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Comecei o ciclo de oxan, o que acontece no corpo?
Julia, o detalhe que torna o seu caso interessante é justamente a pressão caindo, e é ele que aponta para fora da oxandrolona. Androgênios costumam fazer o oposto. Eles favorecem retenção de sódio e água, e o efeito típico sobre a pressão arterial é de leve elevação, não de queda. Fraqueza e enjoo até cabem no repertório dela, mas hipotensão não é o perfil dessa droga. Quando um sintoma aponta na direção contrária à farmacologia esperada, vale procurar a causa em outro lugar antes de culpar o composto. As explicações mais prováveis, em ordem de frequência: A primeira é sal e água. É muito comum que a dieta que acompanha o começo de um ciclo corte sódio, corte carboidrato e ainda inclua mais aeróbico. Sódio baixo somado a suor abundante derruba o volume circulante, e o resultado é exatamente isso: tontura ao levantar, fraqueza, enjoo e pressão baixa. E existe um agravante pouco lembrado: carboidrato baixo faz o corpo eliminar mais sódio pela urina, então dieta pobre em carboidrato e pobre em sal ao mesmo tempo é a combinação clássica desse quadro. A segunda é anemia ou ferro baixo, que em mulher em idade fértil quase sempre tem origem no fluxo menstrual. Fraqueza e mal estar são a assinatura disso, e a ferritina pode estar no chão com a hemoglobina ainda normal, ou seja, sem anemia fechada e com sintoma presente. A terceira é hipoglicemia, principalmente se você treina em jejum ou come pouco antes. E a quarta é a que o Locemar levantou, e ela não é exagero: se o produto veio de manipulação ou de origem incerta, você não tem garantia de que o conteúdo é oxandrolona. Um sintoma que não combina com a droga esperada é justamente um dos jeitos de descobrir isso. Dois testes simples que você pode fazer e que orientam bastante. O primeiro: medir a pressão deitada, depois ficar em pé e medir de novo após um a três minutos. Se ela cair de forma significativa ao levantar, isso é hipotensão postural e reforça bastante a hipótese de volume e sódio baixos. O segundo é pedir hemograma, ferritina e glicemia de jejum. Enquanto isso, o que eu faria: suspender a oxandrolona até entender o que está acontecendo, voltar a usar sal na comida normalmente, aumentar a ingestão de água e não treinar em jejum. Se os sintomas sumirem com isso, você achou a causa e ela nunca foi o ciclo. Se persistirem mesmo com a droga suspensa, aí a investigação médica passa a ser necessária, e nesse caso conte o que usou, porque sem essa informação o quadro é investigado no escuro. Sobre os vinte miligramas, concordo que é dose alta para um primeiro contato. Mas note que reduzir dose não resolveria o que você descreveu, porque o problema provavelmente não está na dose. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico:
Comecei o ciclo de oxan, o que acontece no corpo?
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Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico:
Comecei o ciclo de oxan, o que acontece no corpo?
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Dúvidas sobre Stanozolol: 1 ml por semana por 2 meses?
Preciso mexer num ponto do relato do Richardson, porque ele descreve bem a realidade da aplicação, mas normaliza um sintoma que nunca deve ser normalizado: a febre. Dor forte, endurecimento e vermelhidão no local depois de aplicar stanozolol aquoso são esperados mesmo. O stanozolol injetável é uma suspensão de cristais em água, e esses cristais provocam uma reação inflamatória local intensa, bem diferente de um óleo. Até aí é desconforto conhecido e sem gravidade. Febre é outra coisa. Ela é justamente o sinal que separa a inflamação estéril, que é chata mas se resolve, de uma infecção instalada, que é abscesso e pode precisar de drenagem. Se aceitarmos febre como parte normal do processo, a pessoa vai esperar passar exatamente no caso em que esperar é o pior a fazer. Então, o critério prático: dor que melhora do segundo para o terceiro dia é o esperado. Dor que aumenta em vez de diminuir, calor local, vermelhidão que se espalha, área que fica mole no centro ou febre são motivo de procurar atendimento no mesmo dia. E, ao procurar, diga o que aplicou. Sem essa informação, o quadro é tratado como um abscesso comum, e coleção profunda ligada a injeção pede outra abordagem. Um ajuste também na parte final: não existe razão fisiológica para a reação local ser menor em quem já fez ciclos. Ela depende do produto, do volume aplicado, do local e da técnica. Quem já aplicou muito costuma ter menos dor porque aprendeu a dividir volume, alternar locais e aplicar mais profundo, e não porque o corpo se acostumou. Rosimery e Karlita, respondendo o que vocês perguntaram, e a resposta é a mesma para as duas: mililitro não é dose. Stanozolol injetável existe em concentrações diferentes, e há apresentações de cinquenta miligramas por mililitro e outras bem distintas, incluindo linha veterinária. Sem olhar a concentração no rótulo, um mililitro pode significar coisas muito diferentes. O primeiro passo é converter para miligramas. E, Karlita, sobre repetir a dose da sua amiga: essa é a parte que mais me preocupa. Sensibilidade a androgênio varia muito entre mulheres, e o mesmo protocolo que não deu nada em uma pessoa pode produzir sinais em outra. Isso importa porque os efeitos que interessam aqui, engrossamento de voz e crescimento de clitóris, não regridem depois. A dose de outra pessoa não é referência de segurança para você, e o stanozolol é, entre os compostos usados por mulheres, um dos mais androgênicos, por ser derivado de DHT. Aproveito para desfazer uma crença comum sobre a versão injetável: ela não poupa o fígado. A molécula é a mesma nas duas apresentações e é 17 alfa alquilada em ambas, o que é exatamente a característica associada à toxicidade hepática. Ser injetável muda a via, não a molécula. E o alerta do Richardson sobre articulação é pertinente. O stanozolol é bastante associado a ressecamento articular e desconforto tendíneo, e treinar pesado com essa combinação é onde aparece o risco de lesão. Se surgir dor de tendão, isso é sinal de reduzir carga, não de apertar mais. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Oxandrolona: 1 cápsula de 20 mg a cada 24 horas ou 2 cápsulas de 10 mg a cada 12 horas?
Ray, a resposta é fracionar, e o motivo é a meia vida. A oxandrolona tem meia vida em torno de nove horas. Isso significa que, se você tomar vinte miligramas de uma vez, metade já saiu por volta das nove horas, e ao chegar nas vinte e quatro horas resta uma fração pequena. Você passa parte do dia com concentração alta e parte com concentração baixa, e a curva sobe e desce todo dia. Fracionando em dez de doze em doze horas, a segunda tomada chega mais ou menos quando a primeira está caindo pela metade, e a concentração se mantém razoavelmente uniforme ao longo das vinte e quatro horas. Vale registrar que isso não é interpretação de fórum: a própria bula do produto de referência traz a orientação de dividir a dose diária em duas a quatro tomadas, justamente por causa desse perfil. Existe ainda um argumento a favor do fracionamento que quase ninguém menciona. A oxandrolona é um oral 17 alfa alquilado, ou seja, ela é absorvida pelo intestino e passa pelo fígado antes de chegar à circulação. Uma dose única concentrada produz um pico maior de passagem hepática do que a mesma quantidade dividida em duas. Não é uma diferença dramática, mas ela existe e vai na direção de menos incômodo. Uma observação sobre a apresentação que você tem em mãos: se as cápsulas são de vinte miligramas, dividir na prática vira um problema, porque cápsula não se corta com precisão como comprimido. Se for cápsula, o caminho é pedir na farmácia de manipulação para refazer em dez miligramas. Se forem comprimidos de vinte, aí basta partir ao meio. E, já que você está começando, aproveite para pedir os exames de base agora, antes de o ciclo avançar: ALT, AST, GGT e perfil lipídico completo. A queda de HDL é o efeito mais previsível dessa droga, e ela só faz sentido de ser interpretada se você souber de onde partiu. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato com fotos - Ciclo só com Oxandrolona (homem)
Kadonha, tem uma confusão na sua mensagem que precisa ser desfeita antes de qualquer outra coisa, porque ela deixa você sem a parte mais importante do plano. Você escreveu que, quanto à TPC, vai entrar com silimarina. Silimarina não é TPC. São coisas completamente diferentes. Silimarina é um extrato de cardo mariano usado com a intenção de proteger o fígado, e vale dizer que as revisões sistemáticas em doença hepática não encontraram benefício consistente, ou seja, ela nem cumpre bem esse papel. TPC é outra coisa: é o uso de um modulador de receptor de estrogênio, tamoxifeno ou clomifeno, para destravar a produção de LH e FSH e fazer sua testosterona voltar depois da supressão. Uma não substitui a outra em nada. Se você terminar o ciclo tomando só silimarina, seu eixo vai ficar exatamente onde parou, e o período de testosterona baixa, com libido, humor e disposição no chão, vai se estender sem necessidade. E a oxandrolona suprime, apesar da fama de leve. Essa fama vem de virilização e de aromatização, não de eixo. Estudos com ela mostram queda importante de testosterona endógena, LH e FSH. Um detalhe prático a seu favor: como a meia vida da oxandrolona é curta, cerca de nove horas, você não precisa esperar as tradicionais duas ou três semanas para começar a TPC. Dois a três dias depois da última cápsula ela já saiu, e a TPC pode começar aí. Aquela espera longa existe por causa de ésteres injetáveis de meia vida longa, e não se aplica ao seu caso. Sobre a dose, ir escalando até oitenta miligramas por dia é bastante. Para efeito de comparação, oitenta miligramas é o patamar usado em contexto hospitalar, em pacientes com catabolismo severo, com acompanhamento laboratorial. Como ela é um oral 17 alfa alquilado, o custo hepático e a queda de HDL escalam com a dose, e você está falando de um produto manipulado, ou seja, sem garantia de que o conteúdo corresponde ao rótulo. Eu ficaria bem abaixo disso e, com a mesma quantidade de cápsulas, estenderia o tempo em vez de subir a dose. A sugestão do Franco de manter uma dose de reposição de testosterona é pertinente, e o motivo vale saber: a oxandrolona não aromatiza, então ela derruba a sua testosterona sem colocar nada no lugar que sirva de matéria prima para estradiol. Você fica com os dois hormônios baixos ao mesmo tempo, e é essa combinação, e não a droga em si, que produz o desânimo, a libido baixa e a articulação seca que muita gente relata em ciclo de oral isolado. Por último, uma observação sobre o treino que ninguém levantou: os cinquenta quilômetros de bike do sábado. Existe um fenômeno bem descrito na literatura de treino concorrente, em que volume alto de endurance nos mesmos músculos atenua o ganho de força e de hipertrofia, e o efeito é mais pronunciado quanto maior o volume e quanto mais próximas as sessões. Você treina perna uma única vez na semana, dividida com ombro, e três dias depois faz cinquenta quilômetros de bicicleta, que é trabalho de quadríceps e glúteo em volume enorme. Se as pernas são um ponto que você quer desenvolver, esse é provavelmente o maior freio do seu programa, bem maior do que a dose de oxandrolona. Um ajuste simples: dar à perna uma sessão própria, duas vezes por semana, e afastar a pedalada ao máximo dessas sessões, ou reduzir a quilometragem enquanto durar essa fase. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato de Ciclo de Deca e Dura Landerlan (com fotos)
Caio, o carocinho no peito é a coisa mais urgente do seu relato, e tem um detalhe sobre ele que muda completamente a pressa com que se deve agir. A ginecomastia tem duas fases. Na fase inicial, chamada florida, o que existe é proliferação de tecido glandular com inflamação, e é uma fase que responde a tratamento medicamentoso: o tamoxifeno tem literatura mostrando regressão em boa parte dos casos nesse período. Depois de alguns meses, tipicamente a partir de mais ou menos um ano, o tecido se organiza em fibrose, e fibrose não responde a fármaco nenhum. A partir daí a única solução é cirúrgica. Ou seja, você está exatamente na janela em que o tamoxifeno pode resolver, e essa janela fecha. Isso significa duas coisas: fez muito bem em começar assim que notou, e não interrompa cedo demais porque diminuiu. Diminuir não é sumir. Sobre o dostinex, eu daria um passo atrás. A cabergolina serve para prolactina alta, e você começou sem dosar. Isso importa porque a origem do seu nódulo não é óbvia: você usou dianabol, que aromatiza bastante e produz um estrogênio potente, e nandrolona, que age no receptor de progesterona e tende a elevar prolactina. São dois caminhos diferentes chegando ao mesmo lugar. Se a prolactina estiver normal, a cabergolina não está tratando nada e ainda derruba o valor abaixo do normal, o que cobra em libido e disposição. Dosar prolactina e estradiol resolve isso e custa pouco. E, quando dosar o estradiol, peça o ultrassensível, porque o método comum superestima em homem. Agora o ponto que eu colocaria acima de todos. Você terminou dez semanas de durateston com deca e dianabol, tem uma ginecomastia em curso, e a pergunta que fez foi se pode emendar direto em stano com durateston e fazer uma TPC só no final. Emendar significa que seu estradiol continua elevado justamente enquanto existe tecido glandular ativo no peito. É empurrar a lesão para a fase fibrótica com as suas próprias mãos. Se houver um único motivo para não emendar, é esse. Existe um segundo, menos visível e mais perigoso: hematócrito. Testosterona e nandrolona estimulam a produção de glóbulos vermelhos, e esse efeito é cumulativo ao longo de semanas de exposição contínua. Quando o hematócrito passa da faixa de cinquenta e quatro por cento, o sangue fica mais viscoso e o risco de trombose sobe de verdade, e esse é um número que costuma ser atingido justamente por quem encadeia ciclos sem intervalo. É um hemograma simples e barato, e eu faria antes de decidir qualquer coisa. Se vier alto, doar sangue, quando você for elegível, é a forma mais direta de resolver. O plano que eu seguiria no seu lugar: encerrar de vez, manter o tamoxifeno pelo tempo necessário para a mama regredir, fazer a TPC de verdade, e pedir hemograma, prolactina, estradiol, perfil lipídico e enzimas hepáticas. Só depois, com esses números na mão e o peito resolvido, pensar no stano com durateston que você já comprou. Ele não vai estragar esperando. E sobre os sete quilos em dez semanas terem ficado abaixo do esperado, esse é um resultado bem dentro do normal para um primeiro ciclo, ainda mais considerando quanto dele é água. A frustração aí vem da referência, não do seu corpo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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[RELATO] 1º ciclo (durateston)
Samuka, a ponte com dose baixa parece uma medida de cautela, mas ela produz exatamente o contrário do que você espera, e vale fazer a conta do tempo. Somando o que você descreveu: oito semanas de ciclo, mais oito semanas de enantato em dose baixa sem pausa, mais um novo ciclo de oito semanas em seguida. São perto de seis meses de testosterona exógena ininterrupta. E o ponto é este: a dose baixa não dá folga nenhuma ao eixo. Uma ampola por semana é mais do que suficiente para manter LH e FSH suprimidos. Do ponto de vista da hipófise, não existe diferença entre ciclo e ponte, existe apenas exposição contínua. Isso importa porque, entre todos os fatores que determinam se e quando o eixo volta, a duração da supressão é o que mais pesa, mais até do que a dose. A literatura sobre hipogonadismo induzido por esteroides mostra recuperação demorando meses e, em parte dos casos, se arrastando por muito mais tempo, com o risco crescendo conforme o uso se prolonga sem intervalo. Ou seja, a ponte troca alguns quilos mantidos no espelho por uma chance real de dependência permanente de reposição. E o nome disso deixa de ser ciclar e passa a ser uso contínuo com variação de dose. O caminho que preserva o que você quer preservar é o chato: encerrar, fazer a TPC, e confirmar por exame que voltou, com testosterona total e livre, LH e FSH cerca de um mês depois de terminar. Se o exame vier bom, você planeja o próximo ciclo com segurança. Se vier ruim, você descobriu antes de somar mais seis meses em cima. Sobre o HCG, um ajuste de lógica. Ele não é ferramenta de emergência para usar caso haja necessidade. Ele age na célula de Leydig, ou seja, abaixo da hipófise, então o papel dele é manter o testículo funcionando enquanto o eixo está desligado. Isso é preventivo e se faz durante o ciclo, em dose baixa. Quando a atrofia já se instalou e a TPC está começando, ele passa a atrapalhar, porque eleva estradiol e mantém sinal exógeno justo quando a hipófise precisa voltar a trabalhar sozinha. Guarde o seu para usar desde o começo do próximo ciclo, e não para o fim. Sobre o protetor hepático, sendo direto: silimarina não tem evidência que sustente esse uso. As revisões sistemáticas que avaliaram silimarina em doença hepática, incluindo hepatite e doença alcoólica do fígado, não encontraram benefício consistente em mortalidade, em histologia ou em desfecho clínico. Ela é bem tolerada e barata, mas tomar não compra permissão. Quanto ao N2Guard, é um multicomposto de suplementos sem estudo próprio demonstrando proteção contra oral 17 alfa alquilado. O que de fato reduz risco hepático é limitar dose e duração do oral, não emendar um oral no outro, e acompanhar com exame. Nesse sentido, a pergunta certa não é quando começar a silimarina depois do dianabol, é quando fazer ALT, AST, GGT, fosfatase alcalina e bilirrubinas, e a resposta é umas duas a quatro semanas depois de encerrar. E uma observação sobre o próximo protocolo que você desenhou. Trembolona não tem apresentação de uso humano em lugar nenhum, ela existe como implante para gado. Isso significa que tudo o que circula é de fabricação clandestina, sem controle de conteúdo nem de esterilidade, o que é uma variável a mais numa droga que já é a mais exigente da lista em efeitos sobre sono, humor e prolactina. Para um segundo ciclo, ela é um salto grande demais. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1º Ciclo: Durateston + Stanozolol (Oral)
A discussão sobre epífises ficou boa e os dois lados estão parcialmente certos. Tem um dado que concilia os dois e que, no seu caso, transforma tudo isso numa decisão prática. Sobre a oxandrolona em adolescentes, os estudos citados existem mesmo, e ela é usada há décadas em atraso constitucional de crescimento e em síndrome de Turner. Mas o detalhe que resolve a controvérsia é a dose: nesses protocolos ela é usada em algo em torno de zero vírgula zero três a zero vírgula zero cinco miligrama por quilo por dia, o que num adolescente dá aproximadamente dois a três miligramas diários. É uma fração do que se usa em ciclo. E a razão dessa dose minúscula é exatamente o risco oposto: doses maiores aceleram a maturação óssea e podem reduzir a altura final em vez de aumentar. Ou seja, a mesma droga ajuda em dose pequena com acompanhamento e prejudica em dose de academia. Não é uma questão de a molécula ajudar ou não, é de ordem de grandeza. Sobre os inibidores de aromatase, a lembrança foi ótima e vale explicar o mecanismo, porque ele é contraintuitivo. Quem fecha a placa de crescimento não é a testosterona, é o estrogênio. Isso ficou estabelecido a partir de casos raros de homens com deficiência de aromatase ou com receptor de estrogênio não funcionante, que continuaram crescendo bem depois da idade normal, com epífises abertas na vida adulta. É por isso que bloquear a aromatase é estudado como forma de adiar o fechamento e ganhar altura. E é por isso, também, que a mensagem para você é direta: um ciclo de durateston, que aromatiza bastante, é justamente o tipo de coisa que acelera esse fechamento. Aí está a parte prática. Você não precisa decidir isso no escuro nem por idade no documento, porque o fechamento das epífises varia muito entre pessoas. Existe um exame simples, barato e disponível em qualquer lugar: radiografia de idade óssea, feita da mão e do punho esquerdos. Ela mostra se as placas ainda estão abertas e quanto de crescimento ainda resta. Se elas já estiverem fechadas, esse argumento sai da mesa e a discussão passa a ser outra. Se estiverem abertas, você tem em mãos a informação de que um ciclo agora pode custar centímetros que não voltam nunca. Vale muito mais do que qualquer opinião do fórum, inclusive a minha. Preciso corrigir uma coisa dita acima: compostos derivados de DHT como oxandrolona, primobolan e masteron não são poupadores do eixo. Todos eles suprimem LH e FSH. Eles têm menos aromatização e menos alguns colaterais estrogênicos, o que é diferente de não suprimir. A ideia de escolher um deles para um jovem por não mexer no eixo parte de uma premissa que não se sustenta, e a atrofia testicular que foi levantada como preocupação acontece com eles também. E sobre a testosterona cessar após os trinta, isso é folclore. O que a literatura mostra é um declínio gradual da ordem de cerca de um por cento ao ano a partir da faixa dos trinta a quarenta anos. Não existe interruptor, e a maioria dos homens permanece dentro da faixa normal por décadas. Se essa foi parte da motivação para ciclar agora, ela não procede. Por fim, um cuidado prático com as ampolas: fornecedor querendo se livrar de estoque, com preço bem abaixo do praticado, é o cenário clássico de produto perto do vencimento. Confira a validade impressa antes de qualquer coisa. Se estiver vencendo, isso não é motivo para antecipar decisão nenhuma. Dezoito reais por ampola é bem mais barato do que uma altura final menor. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo oxandrolona 60mg baixar máximo possível o BF e tentar ganho de massa
Drika, quatro pontos, e o primeiro é para desfazer uma ideia que entrou no tópico e que pode te levar a comer errado por muito tempo. Abacate antes de dormir não potencializa produção de GH. Não existe literatura que sustente isso. O que se sabe sobre o hormônio de crescimento é que o principal pulso da noite acontece atrelado ao sono profundo, de ondas lentas, na primeira parte da noite, e que glicose elevada suprime a liberação. Ou seja, o que de fato influencia esse pulso é a qualidade e a regularidade do seu sono, não o alimento específico da ceia. Comer abacate é ótimo por outros motivos, mas não por esse. O segundo é justamente sobre gordura, e vai na direção contrária do que você temeu. Você escreveu que teme estar exagerando, e que meio abacate é a sua única fonte de gordura do dia, sem nem azeite no frango. Isso não é exagero, é o oposto: você provavelmente está bem abaixo do mínimo. Gordura dietética não é só caloria, ela é matéria prima para a produção de hormônios esteroides e é o que permite absorver as vitaminas A, D, E e K. Em mulher, ingestão de gordura muito baixa por períodos prolongados é uma das causas silenciosas de alteração hormonal e de queda de desempenho. Uma referência prática razoável é não descer abaixo de algo em torno de zero vírgula seis a zero vírgula oito grama por quilo de peso por dia. Azeite no frango não é deslize, é comida. O terceiro é o mais importante, e você mencionou de passagem: está sem menstruar. Nesse ponto do relato, isso não é detalhe nem causa de retenção. Ele é o sinal mais claro de que o conjunto está pesado demais, e o conjunto inclui sessenta miligramas de oxandrolona por dia, que é uma dose alta para mulher, somados a gordura baixa e déficit. Nessa dose e nesse contexto, a probabilidade de aparecerem sinais de virilização sobe bastante, e vale lembrar que os que importam, voz e clitóris, não voltam atrás. Eu reduziria a dose e voltaria a comer gordura antes de considerar cortar mais alguma coisa. E, se a menstruação não retornar em até uns três meses depois do fim do ciclo, isso vira assunto de ginecologista, porque período longo com estrogênio baixo cobra da densidade óssea de forma que não se recupera depois. O quarto é o treino, já que você identificou bem o desequilíbrio: quadríceps avantajados e glúteo e posterior atrasados. Isso é resultado direto do que está no seu relato, que é prensa e agachamento. Os dois são exercícios de dominância de joelho, e por mais pesado que você vá neles, o glúteo e o posterior de coxa recebem uma fatia pequena. O que trabalha essas duas regiões é o padrão de dobradiça de quadril, ou seja, movimentos em que o quadril vai para trás e volta com o joelho relativamente estável: stiff, levantamento terra romeno, bom dia. E, especificamente para glúteo, a elevação pélvica com barra tem uma vantagem mecânica que agachamento nenhum oferece: a resistência é horizontal, e o pico de exigência acontece com o quadril totalmente estendido, que é justamente onde o glúteo máximo é mais solicitado. No agachamento acontece o contrário, o ponto mais difícil é lá embaixo, com o quadril flexionado. Colocar um exercício de dobradiça e um de elevação pélvica na semana provavelmente resolve mais do que qualquer ajuste de dose. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato ciclo trembolona+enantato+stanozolol
John, a sugestão de mandar anastrozol foi bem intencionada, mas no seu caso ela provavelmente pioraria tudo, e o motivo está no composto que ninguém apontou como suspeito: a trembolona. A trembolona não aromatiza. Ela não vira estradiol. Então a hipótese de você estar aromatizando demais não bate com o protocolo, ainda mais considerando que você estava usando meio mililitro de enantato, ou seja, pouca testosterona. A sua fonte de estradiol era pequena, não grande. O que a trembolona faz, e que explica o seu quadro com precisão, é outra coisa. Ela tem atividade importante no receptor de progesterona e tende a elevar prolactina. Prolactina alta produz exatamente o conjunto que você descreveu: queda de desejo, ereção que aparece e some, desânimo e apatia. É essa a origem fisiológica do que o pessoal chama de tren dick, e ela não tem nada a ver com estrogênio alto. E veja que você mesmo fez o teste que confirma isso. Ao subir o enantato de meio para um mililitro, você sentiu melhora. Se o problema fosse excesso de estradiol, aumentar a testosterona teria piorado, porque mais substrato significa mais aromatização. A melhora aponta na direção oposta: você estava com testosterona insuficiente em relação à quantidade de trembolona, e com estradiol provavelmente baixo. Se tivesse entrado com anastrozol, teria derrubado o pouco estradiol que restava e agravado a libido, o humor e a dor articular de uma vez só. Sobre a dor nas articulações, o palpite de que é o stanozolol tem fundamento, ele é famoso por isso. Mas eu somaria o estradiol baixo, porque estrogênio participa da lubrificação articular e da síntese de colágeno, e a combinação de pouca testosterona com stano é justamente a que mais resseca articulação. Ou seja, os dois sintomas que mais te incomodam podem ter a mesma raiz. Os exames que resolveriam a dúvida são prolactina, estradiol e testosterona total e livre. E, no caso do estradiol, peça o ultrassensível, porque o método comum superestima o valor em homem, e você pode acabar tomando decisão errada com base num número inflado. Se a prolactina vier alta, aí a conversa é outra e envolve conduta específica, com médico. Se vier normal e o estradiol vier baixo, o caminho já está indicado pelo seu próprio experimento: mais testosterona de base e nenhum inibidor de aromatase. Um último ponto, e ele conversa com o desânimo. Somando o que você listou, seu carboidrato do dia está em torno de sessenta a setenta gramas, vindo de cem gramas de arroz e das duas porções pequenas de batata doce. Isso é muito pouco para alguém treinando até a falha em todas as séries, ganhando peso e usando um composto tão exigente quanto a trembolona. Carboidrato baixo demais nesse contexto cobra em disposição, humor, qualidade de sono e rendimento de treino, e a trembolona já é conhecida por atrapalhar sono e humor por conta própria. Antes de mexer em farmácia, eu dobraria o carboidrato e veria quanto do desânimo some sozinho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo com oxandrolona *FEMININO*
Luli, seus números dão para fazer uma demonstração que vale para todo mundo neste tópico, então vou usá los. Você concluiu quatro quilos de massa magra e um de gordura. Só que massa magra não é medida, ela é calculada por subtração: mede se o percentual de gordura por dobras, aplica se ao peso total para achar a massa gorda, e o que sobra recebe o nome de massa magra. Isso significa que todo o erro da estimativa de gordura vai inteiro para dentro do número de massa magra. E o erro da adipometria não é pequeno: mesmo bem feita, a estimativa de percentual de gordura carrega uma margem tipicamente na faixa de três a cinco pontos percentuais. Nos seus cinquenta e um quilos, três pontos equivalem a cerca de um quilo e meio. Como você comparou duas medições, os dois erros se somam, e a diferença que você está interpretando cabe quase inteira dentro dessa margem. E as suas próprias dobras mostram isso acontecendo. A escapular subiu dois vírgula cinco milímetros enquanto a suprailíaca caiu um vírgula um, a abdominal caiu dois vírgula dois e a de quadríceps caiu quase um. Se você tivesse ganhado gordura de forma uniforme, elas subiriam juntas. Se tivesse perdido, cairiam juntas. Dobras andando em direções opostas na mesma avaliação são a assinatura clássica de variação de medida, seja por posição levemente diferente do adipômetro, seja por hidratação, seja por avaliador. O que dá para afirmar com segurança dos seus dados é o que veio da fita e da balança, que é o mais confiável: cinco quilos a mais, dois centímetros e meio na coxa, um centímetro e meio na panturrilha e quase quatro na pelve. Isso é resultado real e é ótimo para dois meses. Só não é aferível com precisão quanto disso é músculo. Meu conselho é ficar com fita, foto e carga no treino, e tratar o percentual de gordura como uma estimativa grosseira, útil só para acompanhar tendência ao longo de muitos meses. Anne, sobre você achar que estagnou com um quilo e meio em três meses de bulking sem usar nada: esse número não é estagnação, é um resultado perfeitamente normal e até bom. Mulher treinada ganha algo na faixa de cem a duzentos gramas de músculo por mês em boas condições. Um quilo e meio em doze semanas está exatamente dentro do esperado, e possivelmente acima. A frustração aí não veio do seu corpo, veio de uma expectativa calibrada por relatos que misturam água, glicogênio e erro de medição no mesmo número. E preciso mexer numa ideia que aparece três vezes no tópico, a de ectomorfo, endomorfo e mesomorfo. Essa classificação foi criada nos anos quarenta a partir de fotografias padronizadas, e a proposta original associava o tipo físico a traços de temperamento e personalidade, o que já diz bastante sobre o rigor da coisa. Ela nunca se sustentou como categoria fisiológica, e não existe evidência de que enquadrar alguém num desses três tipos preveja resposta ao treino, resposta à dieta ou facilidade de ganhar músculo. O que existe de verdade é variação individual em altura, estrutura óssea, comprimento de segmentos, distribuição de gordura e quantidade de movimento espontâneo ao longo do dia, e nada disso se resume a três caixinhas. Cah, isso vale para você em particular: dizer se endomorfo funciona como profecia, porque a pessoa passa a tratar como destino algo que é só o ponto de partida dela. O comentário de que setenta por cento do resultado vem de alimentação e treino está certo, e os relatos daqui confirmam isso melhor do que qualquer argumento: as duas maiores diferenças de resultado no tópico foram explicadas pelas próprias autoras como dieta não seguida à risca e semana perdida por gripe, e não pela dose. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Leandro Santos Costa entrou na comunidade
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Meu primeiro ciclo: oxandrolona com 10 mg a 40 mg
Duas coisas neste tópico que merecem atenção, uma sobre a dose planejada e outra sobre o gel que apareceu no meio da conversa. Começando pelo plano de ir de dez até quarenta miligramas. Quarenta miligramas por dia é dose de homem, e usada por mulher ela sobe o risco na frente que mais importa, que é a virilização. E aqui vale entender uma coisa que muda a estratégia: o risco de virilização depende de dose e de tempo de exposição, mas essas duas variáveis não são intercambiáveis do ponto de vista de segurança. Doses mais altas produzem sinais mais rápido e com menos aviso prévio, enquanto tempo maior em dose baixa dá margem para você perceber e interromper antes de qualquer coisa se instalar. Traduzindo: se o objetivo é mais resultado, estender o ciclo em dose baixa é muito mais inteligente do que encurtar em dose alta. O que você perde em velocidade, ganha em poder de parar a tempo. E lembre que os sinais que contam, voz e clitóris, não regridem, então o valor de conseguir interromper cedo é altíssimo. Some a isso o comentário sobre falsificação que apareceu acima. Se existe dúvida sobre a procedência do produto, subir a dose amplifica exatamente essa incerteza, porque você não sabe quanto está multiplicando. Com dose baixa, um erro de conteúdo do fabricante ainda cai numa faixa administrável. Com quarenta miligramas, não. Anne, sobre o seu protocolo, um alerta que vale checar com quem prescreveu. Testosterona em gel a um por cento é uma apresentação desenhada para homem, com cinquenta miligramas por sachê. A produção diária de testosterona de uma mulher fica em torno de zero vírgula um a zero vírgula quatro miligrama, ou seja, uma ordem de grandeza abaixo da masculina. Isso significa que a janela entre uma dose que repõe e uma dose que viriliza é estreitíssima em mulher, e um gel de concentração masculina não permite fracionar com a precisão que essa janela exige. Aplicar duas vezes ao dia, como você descreveu, ainda multiplica a exposição. Não estou dizendo que está errado, porque não conheço a dose exata que te foi passada, mas é exatamente o tipo de coisa que vale confirmar em gramas ou em miligramas por aplicação, e não em quantidade aproximada de gel. Um segundo cuidado: a testosterona transdérmica transfere por contato de pele, então a área precisa ficar coberta e as mãos lavadas, principalmente se houver criança em casa. Sobre não ter sentido aumento de força na terceira semana, tem uma questão de instrumento aí. Percepção de força é uma medida péssima, porque ela é fortemente influenciada por sono, alimentação do dia, estresse e até humor. Um aumento real de cinco a dez por cento na carga, que seria um resultado excelente, passa completamente despercebido na sensação. A única forma de saber é anotar: exercício, carga, repetições, sessão a sessão. Se em quatro semanas as cargas subiram e as repetições aumentaram com o mesmo peso, houve resultado, mesmo que o treino continue parecendo igual de difícil, e ele vai continuar parecendo igual de difícil justamente porque você está treinando mais pesado. E o inchaço da terceira semana é esperado. É água e glicogênio dentro do músculo, que é parte do que dá aquela sensação de firmeza. Não é gordura e não é retenção subcutânea, e ele acompanha o resultado em vez de atrapalhá lo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato do meu primeiro ciclo de clenbuterol
Karen, tem uma coisa no seu relato que precisa ser resolvida antes de qualquer discussão sobre resultado: você está medindo a dose em mililitros, e mililitro não é dose. Clembuterol líquido existe em concentrações muito diferentes. Xarope de farmácia costuma trazer cerca de zero vírgula zero um miligrama por mililitro, ou seja, dez microgramas. Já os líquidos vendidos no mercado paralelo aparecem em concentrações muito mais altas, e há apresentações de duzentos microgramas por mililitro. A diferença entre um e outro é de vinte vezes. Como a faixa usada em humanos gira em torno de vinte a quarenta microgramas, você pode estar tomando uma fração de dose ou várias vezes o teto, e o seu relato de não sentir nada nos primeiros dias e depois sentir tremor ao passar para dois mililitros não distingue essas duas hipóteses. Antes de qualquer outra coisa, olhe o rótulo e converta para microgramas. Sem esse número, nada do que você relatar aqui é interpretável, nem por você nem por quem acompanha. Sobre o esquema de quinze dias usando e quinze parando, a intenção é boa, mas a farmacologia não colabora. O clembuterol tem meia vida longa para um estimulante, na faixa de trinta e cinco horas em humanos, com efeitos que se arrastam por dias após a última dose. E a perda de resposta do receptor beta começa bem antes dos quinze dias, tipicamente em duas a três semanas de uso contínuo. Ou seja, o bloco de quinze dias já vai até o ponto em que o efeito está minguando, e o intervalo de quinze dias não devolve a sensibilidade tão rápido quanto se imagina. É por isso que a segunda rodada quase sempre rende menos que a primeira, e a tentação seguinte é aumentar a dose, que é onde o risco escala. O risco que eu destacaria no seu caso específico é o potássio. O clembuterol empurra potássio para dentro das células e derruba o potássio circulante. Isso responde pelas cãibras que quase todo mundo relata, mas o problema maior não é a cãibra: potássio baixo somado a frequência cardíaca elevada é o cenário que produz arritmia. E olhe o que você está combinando: estimulante, aeróbico em jejum todos os dias e treino puxado no mesmo dia, tudo com suor abundante. São três coisas puxando na mesma direção. Se aparecer palpitação, sensação de coração descompassado, fraqueza muscular importante ou formigamento, isso é sinal de parar e procurar avaliação, não de aguentar. Aproveito para um ajuste no aeróbico diário em jejum: quando se compara perda de gordura ao longo de semanas com calorias equalizadas, jejum e alimentado dão o mesmo resultado. Você não está ganhando nada com o jejum, e está somando hipoglicemia relativa a um estimulante que já acelera o coração. Uma correção ao que foi dito sobre piorar o metabolismo depois. Não há evidência de que o clembuterol cause dano metabólico permanente. O que acontece de fato é mais simples e igualmente frustrante: o peso perdido durante o uso volta quando a alimentação relaxa, porque a droga não ensinou nada ao seu corpo nem construiu nenhum hábito. O ponto do Genilson sobre percentual de gordura alto continua válido, só que a razão é essa. Com noventa e três quilos e um metro e setenta e dois, o que vai definir seu resultado nos próximos meses é o déficit alimentar sustentado e a musculação preservando massa magra. E, considerando esse peso, eu aproveitaria para medir pressão arterial e pedir glicemia e hemoglobina glicada antes de continuar com um estimulante cardiovascular. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1 Ciclo enantato de testo ( Duvida tpc)
Mhcz, a estrutura da sua TPC está coerente, mas tem dois pontos de cronograma que eu mudaria, e um deles pode comprometer o resultado inteiro. O primeiro é quando começar. Trinta dias depois da última aplicação é tarde demais para enantato. A meia vida dele fica em torno de quatro a cinco dias, o que significa que, por volta de duas a duas semanas e meia, a concentração já caiu para valores baixos o suficiente para que o tamoxifeno tenha alvo. Esperar trinta dias significa passar mais de uma semana com testosterona exógena já no chão e sem nenhum estímulo para o eixo voltar. É justamente a fase em que humor, libido e retenção de ganho ficam piores, e você a estaria prolongando por escolha. Para nove semanas de enantato, começar entre o décimo quarto e o décimo oitavo dia é o mais coerente. O segundo é mais sério: você programou anastrozol até a semana treze, ou seja, atravessando a TPC inteira. Isso trabalha contra o objetivo. A recuperação do eixo depende do sinal chegando à hipófise, e o estradiol é parte central desse jogo, além de sustentar libido, humor e articulação exatamente na fase em que tudo isso já está ruim. Manter um inibidor de aromatase durante a TPC costuma deixar a pessoa se sentindo muito pior e não acelera nada. Existe ainda um detalhe farmacológico específico dessa combinação que quase ninguém conhece: tamoxifeno e anastrozol interagem. Quando foram testados juntos em estudo clínico de grande porte, a concentração plasmática do anastrozol caiu de forma significativa na presença do tamoxifeno, algo em torno de um quarto. Ou seja, além de indesejado, o anastrozol nessa fase nem estaria fazendo o que você imagina que ele faz. Eu encerraria o anastrozol junto com o ciclo e entraria na TPC apenas com o tamoxifeno. José, respondendo suas duas perguntas. O rebote é o seguinte: o anastrozol é um inibidor competitivo e reversível da aromatase. Enquanto ele está presente, a conversão de testosterona em estradiol fica bloqueada e os androgênios se acumulam como substrato disponível. Quando você retira o inibidor de uma vez, a enzima volta a funcionar com uma quantidade grande de matéria prima esperando, e o estradiol dispara acima do que estava antes. Daí o nome. Isso importa porque, se a retirada acontecer junto com a chegada do tamoxifeno, você pode ter um pico de estradiol em cima da fase mais sensível. Sobre usar zero vírgula cinco miligramas sem exame, eu não faria, e concordo com o que já foi dito acima. Essa não é uma dose pequena, e o problema aqui não é o excesso de estradiol, é o oposto. Estradiol derrubado demais em homem produz articulação seca e dolorida, libido no chão, humor ruim, piora do perfil lipídico e perda de densidade óssea, e a pessoa tipicamente culpa a testosterona por tudo isso. Como os sintomas de estradiol alto e de estradiol baixo se parecem bastante, sem exame você não tem como saber para que lado corrigir. O caminho sensato é ter o anastrozol em casa e usá lo diante de sintoma ou de exame, e não em esquema fixo desde a primeira semana. E, quando dosar, peça estradiol ultrassensível, porque o método comum tende a superestimar o valor em homem. Sobre o tribulus na TPC, ele não vai ajudar. Os ensaios em humanos não mostram elevação consistente de testosterona, e para um eixo suprimido ele não tem nenhum mecanismo relevante. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo oxandrolona 10 mg de 6 em 6 horas
Laura, todo mundo respondeu sobre dose e dieta, mas o trecho mais importante do seu post ficou sem resposta: tontura, calafrios, estado febril, dor no corpo e náusea. Esse conjunto não é o perfil de colateral da oxandrolona. Ela pode dar náusea, acne, oleosidade, alteração de humor e retenção, mas febre não está na lista dela. Febre com dor no corpo aponta para outra coisa, e existem duas possibilidades que precisam ser separadas. A primeira, e mais provável, é uma infecção viral comum coincidindo com a semana em que você começou. Nesse caso passa sozinho em poucos dias. A segunda é a que exige atenção, e é justamente por causa da oxandrolona: reação hepática ao medicamento. Ela é um oral 17 alfa alquilado, e o quadro inicial de lesão hepática por essa classe costuma ser exatamente esse tipo de mal estar inespecífico, com náusea, cansaço fora do normal, dor no corpo e às vezes febre baixa, antes de qualquer sinal mais evidente. Os sinais que confirmam a suspeita e que você deve procurar ativamente são: urina escura, cor de chá ou refrigerante, fezes muito claras, amarelado nos olhos, coceira pelo corpo sem lesão de pele e dor ou peso do lado direito do abdome, abaixo das costelas. O que eu faria no seu lugar, e faria hoje: suspender a oxandrolona até isso passar, e pedir ALT, AST, GGT, fosfatase alcalina e bilirrubinas totais e frações. Se estiver tudo normal e a febre passar em poucos dias, era virose e você retoma tranquila com a informação de que seu fígado estava bem. Se estiver alterado, você descobriu no começo, que é o momento em que isso se resolve simplesmente parando. Suspender por uma semana não custa nada ao seu ciclo. Insistir com sintoma sem saber a causa é que custa. E, se procurar atendimento, diga o que está usando, porque sem essa informação o quadro vira só uma virose e ninguém pede as enzimas. Vale registrar que os vinte miligramas por dia iniciais são dose alta para primeiro contato em mulher, e a acne em rosto e costas já na primeira semana é coerente com isso. Reduzir foi acertado. E preciso discordar de uma coisa dita acima. Perder gordura e ganhar músculo ao mesmo tempo não é impossível. É difícil e é lento, mas acontece de forma bem documentada em três situações, e você está em duas delas: pessoas que estão começando ou retomando o treino, pessoas com gordura corporal mais alta, que têm energia de sobra estocada para financiar a construção, e pessoas usando androgênio, que é exatamente o que a oxandrolona faz. Sua nutricionista não te prometeu nada impossível. O que não dá é para esperar velocidade nas duas frentes ao mesmo tempo. Sobre não ter emagrecido nada em uma semana e sentir a barriga inchada, uma semana é prazo curto demais para julgar, e o inchaço abdominal com náusea e falta de apetite provavelmente faz parte do mesmo quadro que te derrubou, e não da dieta. Resolva a febre primeiro. O resto se avalia depois, com o corpo em condição normal de leitura. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Oxandrolona-1o ciclo - Relato
Cynthia, seu relato está limpo e sem os colaterais que mais preocupam, o que é ótimo. Vou pegar três coisas ditas ao longo do tópico que merecem correção ou ajuste. A primeira é o número da produção própria de testosterona em mulher. Foi citado algo em torno de dez miligramas por semana, e o valor real é bem menor: a produção feminina fica na faixa de cerca de zero vírgula um a zero vírgula quatro miligrama por dia, ou seja, algo entre um e três miligramas por semana. Para comparação, um homem adulto produz por volta de quatro a sete miligramas por dia. Isso não enfraquece o argumento que foi feito, pelo contrário, reforça: setenta miligramas semanais de oxandrolona não representam sete vezes a sua produção, representam algo entre vinte e setenta vezes. É por isso que dose baixa funciona tão bem em mulher, e é por isso que a supressão acontece mesmo com o que parece pouco no papel. A segunda é aquela frase de que músculo pesa mais que gordura. Um quilo de músculo e um quilo de gordura pesam exatamente a mesma coisa. O que muda é a densidade: o músculo ocupa cerca de vinte por cento menos volume para o mesmo peso. A conclusão prática continua valendo, e é justamente por isso que a fita métrica e a foto contam melhor a história do que a balança. Só que o motivo correto é esse, e ele explica algo que a frase original não explica: por que dá para ficar visivelmente menor com o mesmo número na balança. A terceira é a que eu mudaria de verdade. Você contou que estava subindo de peso e por isso reduziu bastante os carboidratos até voltar aos sessenta e sete e meio. O problema é o que aconteceu na prática. Nas três primeiras semanas você estava se sentindo inchada, e isso era glicogênio e a água que vem junto com ele, que é exatamente o que faz o músculo ficar cheio e firme. Ao cortar carboidrato, o que você tirou foi isso, não gordura. Você fez a balança recuar mexendo justamente na variável que estava te dando o resultado que você elogiou, as pernas mais torneadas e a firmeza. E, num ciclo de seis semanas, o carboidrato é também o que sustenta a carga no treino, que é o estímulo que a oxandrolona está ali para amplificar. Se o objetivo é secar e definir, e ele é legítimo, o caminho é déficit calórico modesto com proteína alta, mantendo carboidrato suficiente para treinar bem, e medir por fita e foto em vez de balança. Cortar carboidrato para o ponteiro voltar é vencer o instrumento, não o problema. Sobre a acne, a sugestão de Clindoxyl foi boa e vale entender por que a associação é inteligente. Ele combina clindamicina, que é antibiótico, com peróxido de benzoíla. Usar antibiótico tópico sozinho na acne seleciona bactérias resistentes com o tempo, e o peróxido de benzoíla é justamente o que impede isso, porque age por oxidação e não gera resistência. Por isso as diretrizes de acne recomendam nunca usar o antibiótico tópico isolado. Só cuidado que ele descolore tecido, então vale usar com fronha e toalha claras. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1° Ciclo Stano (Mulher - Fotos) Relato
Julia, tem uma frase no seu relato que passou sem comentário e que eu não deixaria passar: colaterais poucos, apenas virilização pouca. Virilização é o único item da lista que não admite gradação tranquila, porque parte dela não volta atrás. Vale separar direitinho o que é o quê. Acne, oleosidade de pele e de cabelo, aumento de pelos corporais e alteração de libido regridem depois que o composto sai. Já engrossamento de voz, aumento do clitóris e recuo da linha capilar no padrão masculino são permanentes. E a voz merece atenção especial porque a mudança acontece por espessamento estrutural das pregas vocais, o que significa que ela não desfaz depois, nem com o tempo, nem parando. Não existe pouca virilização de voz: existe voz que já mudou. Por isso, se o que você chamou de pouca foi pelo ou acne, tudo bem. Se envolveu rouquidão, voz mais grave, dificuldade de alcançar notas agudas ou qualquer alteração genital, isso é motivo de parar imediatamente e não de tolerar como parte do processo. E vale saber que o stanozolol é, entre os compostos usados por mulheres, um dos mais androgênicos, justamente por ser derivado de DHT, além de ser um dos que mais cobram em articulação e em perfil lipídico. Ele não é uma escolha suave. Sobre o ganho, seis quilos a partir de quarenta e seis e meio é bastante, e provavelmente boa parte é bem real. Alguém que estava tão abaixo do próprio peso saudável responde muito rápido quando a alimentação melhora, e você mencionou justamente que passou a comer com estrutura. Vale reconhecer que uma fatia grande desse resultado é da dieta e do treino seis vezes por semana, e não do ciclo. Isso importa porque significa que você consegue continuar avançando sem repetir a droga. Denis, respondendo a sua pergunta que ficou no fim do tópico: os três meses são justamente a razão pela qual você sente que pega pesado e não desenvolve. Nas primeiras semanas e meses de treino, quase todo o ganho de força vem de adaptação neural, ou seja, o sistema nervoso aprendendo a recrutar as fibras que já existem, e não de fibra nova. Você fica claramente mais forte sem ficar visivelmente maior. É normal, acontece com todo mundo, e não é sinal de que falta hormônio. O crescimento visível começa a se destacar depois desse período, e ele depende principalmente de duas coisas que nenhum comprimido substitui: comer o suficiente e progredir carga de forma registrada. Se você tem sensação de não crescer, o primeiro lugar para olhar é a quantidade de comida, porque quem não desenvolve em três meses quase sempre está comendo abaixo do que precisa. E um detalhe sobre o stanozolol especificamente, já que foi ele que você citou: é o composto que menos justifica um primeiro uso. Ele suprime o eixo como qualquer outro, é hepatotóxico por ser oral, derruba HDL de forma acentuada e entrega pouco em massa. Se um dia essa decisão vier, ele não seria o ponto de partida. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato de Ciclo Oxandrolona
Viviane, tem um detalhe pequeno na dieta nova que eu ajustaria antes de qualquer outra coisa, e é justamente o item que parece mais inofensivo: as quatro castanhas do Pará. Ela é, de longe, o alimento mais concentrado em selênio que existe. Uma única castanha entrega algo entre setenta e noventa microgramas, e a necessidade diária de um adulto é de cerca de cinquenta e cinco. Ou seja, uma unidade já cobre o dia inteiro com sobra. Quatro por dia colocam você na faixa de trezentos microgramas ou mais só desse alimento, sem contar o que vem de ovo, carne e peixe, que também têm selênio. O limite superior tolerável para consumo diário contínuo é de quatrocentos microgramas, e você estaria raspando nele todos os dias. O que acontece no excesso crônico é a selenose, e os sintomas dela são especialmente cruéis para quem está fazendo o que você está fazendo: queda de cabelo, unhas quebradiças ou com manchas, hálito com cheiro de alho, náusea e cansaço. Repare que é exatamente o tipo de queixa que, num relato de ciclo, todo mundo atribuiria à oxandrolona. Você poderia acabar interrompendo o ciclo por causa da castanha. Uma unidade por dia, ou duas no máximo, já cumpre tudo que ela tem de bom. O segundo ponto é o aeróbico em jejum, ainda mais porque você mencionou estar sentindo fraqueza. A ideia por trás dele é que, sem comida, o corpo usaria mais gordura durante a sessão. Isso é verdade dentro da sessão. Só que quando se compara perda de gordura ao longo de semanas, com calorias e proteína equalizadas, jejum e alimentado chegam ao mesmo lugar. O estudo que testou isso diretamente em mulheres, com dieta controlada, não encontrou diferença. O corpo compensa nas horas seguintes, e a contabilidade que decide o resultado é a do dia, não a da hora. Traduzindo para o seu caso: o jejum não está te dando vantagem nenhuma, e está cobrando em rendimento e em bem estar. Se você já está com HIIT na semana e sentindo fraqueza, comer algo leve antes vai melhorar a qualidade da sessão sem prejudicar nada do resultado. E qualidade de sessão importa mais do que parece quando o objetivo é perder gordura preservando músculo. Sobre a dúvida se cinco miligramas fazem efeito, a resposta é sim, e o motivo é simples: em mulher a sensibilidade a androgênio exógeno é muito maior, porque a produção própria é de uma ordem de grandeza menor que a do homem. Cinco miligramas de oxandrolona representam, em relação ao que você produz, uma variação enorme. É justamente por isso que a recomendação de começar baixo faz sentido, e não porque seria uma dose simbólica. Uma última coisa sobre a dieta: a sugestão de colocar nome e sobrenome nas quantidades é a mais importante do tópico. Enquanto houver às vezes nem como o carbo e depende do dia, não existe como saber se você está em déficit, em manutenção ou em superávit, e sem esse número nenhum ajuste é ajuste, é chute. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato 1º Ciclo ENANTATO + OXANDROLONA
Yuri, seus exames de base merecem uma leitura mais fina do que receberam, porque tem armadilha de método em dois deles. Sobre a testosterona de novecentos e quatro, antes de pensar em hipófise vale descartar o que é muito mais comum. Primeiro, horário: a testosterona tem ritmo circadiano com pico pela manhã, e a faixa de referência dos laboratórios é construída para coleta matinal. Segundo, e esse é o diferencial que ninguém levantou: você dosou testosterona total. Total alta com SHBG alta dá um número elevado no papel com fração livre perfeitamente normal, porque a maior parte está ligada e indisponível. Sem SHBG e sem testosterona livre no mesmo exame, não dá para saber se você tinha de fato androgênio alto ou apenas mais proteína carreadora. A sugestão de dosar LH e FSH é ótima e serve exatamente para fechar isso: LH normal ou alto com testosterona alta aponta para o eixo funcionando com produção elevada, e LH suprimido com testosterona alta aponta para fonte externa. Tumor produtor é possibilidade real, mas é bem rara, e é a última da fila depois dessas. Sobre o estradiol de oitenta e dois, o cuidado é maior ainda, e ele é decisivo porque você pretende dosar anastrozol com base nesse número. A maioria dos laboratórios mede estradiol por imunoensaio, que foi desenvolvido e validado para os níveis de mulher. Em homem, com concentrações muito mais baixas, esse método sofre interferência e tende a superestimar. É por isso que existe a recomendação de usar estradiol ultrassensível, por espectrometria de massas, quando se quer decidir conduta em homem. Na prática: seu estradiol pode estar bem menos alterado do que parece, e ajustar anastrozol por um valor inflado é o caminho mais direto para derrubar o estradiol demais. Estradiol baixo em homem dá articulação seca, libido no chão, humor ruim e piora do perfil lipídico, e a pessoa costuma culpar a testosterona pelo que o inibidor causou. Peça o ultrassensível. Nesse sentido, a orientação do Kami está correta e eu iria além: eu não usaria anastrozol de forma fixa desde a primeira semana. No início do ciclo o enantato ainda está subindo e não há estradiol elevado para combater. O uso ganha sentido a partir do momento em que existe sintoma ou exame que o justifique. Um terceiro ponto, sobre a creatinina de um vírgula dois. Ela está dentro da faixa, mas mesmo se estivesse pouco acima não significaria problema renal no seu caso. A creatinina vem do metabolismo da creatina muscular, então quanto mais massa magra, maior o valor basal, e as fórmulas de estimativa de função renal subestimam o rim de quem é muito musculoso. Se em algum momento esse número subir e alguém se assustar, o exame que resolve a dúvida é a cistatina C, que não depende de massa muscular. E sobre os quatro quilos de massa magra em menos de um mês, com carinho: isso é o aparelho, não o seu músculo. Nenhum protocolo produz quatro quilos de tecido muscular em três semanas. O que acontece nesse prazo é aumento de água intramuscular e de glicogênio, que a adipometria e a bioimpedância contabilizam como massa magra porque massa magra é tudo que não é gordura, inclusive água. É ganho real de peso e de aparência, só não é músculo construído. Isso importa porque, se você tratar esse número como referência, vai se frustrar quando o ritmo cair, sendo que o ritmo verdadeiro nunca foi esse. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato 1° ciclo; enantato+oxandrolona
George, o pessoal já reagiu ao frasco sem marca, então vou pegar duas frentes: essa, com o lado prático que ninguém detalhou, e o treino, que é onde eu acho que você está perdendo mais resultado do que imagina. Sobre o frasco desconhecido, o risco que importa não é só a dose vir errada, é o que acontece na coxa ou no glúteo. Óleo injetável de origem incerta é a principal causa de abscesso em usuário, e abscesso não é aquela dor normal de aplicação. O sinal de alerta é dor que aumenta em vez de diminuir depois do segundo dia, com calor local, endurecimento, vermelhidão que se espalha e às vezes febre. Isso é caso de pronto socorro no mesmo dia, porque pode precisar de drenagem, e cada dia de espera aumenta o estrago. Se um dia você precisar ir, diga o que aplicou. Sem essa informação, o médico trata um abscesso comum e pode não pensar em coleção profunda de óleo, que é outro problema. Agora o treino, e aqui vai o que eu mudaria antes de qualquer outra coisa. Você faz praticamente todas as séries até a falha, com algo em torno de vinte e quatro séries para costas e dezenove para peito, tudo numa única sessão por semana para cada grupo. Cada uma dessas três escolhas trabalha contra você. Sobre a falha, os estudos que compararam treinar até a falha com parar uma ou duas repetições antes, com volume equalizado, não mostram vantagem para a falha em hipertrofia. Mostram, sim, mais fadiga acumulada, mais tempo necessário de recuperação entre sessões e queda de desempenho nas séries seguintes. Ou seja, você paga muito mais caro pelo mesmo estímulo, e o preço aparece justamente nas séries oito, dez, doze da sua sessão de costas, que saem bem piores do que sairiam. Sobre o volume por sessão, a resposta não é infinita. A partir de algo próximo de dez séries para um mesmo grupo numa sessão, o retorno adicional cai muito. Da décima segunda em diante você está basicamente somando fadiga. Isso não significa treinar pouco, significa distribuir. E é aí que entra a frequência, que é o ajuste mais fácil. Quando se compara treinar um grupo uma vez por semana contra duas, com o mesmo volume total, as duas sessões saem à frente. Faz sentido: a resposta de construção depois de um treino dura cerca de dois dias, então estimular a cada sete deixa a maior parte da semana ociosa. Pegar essas suas vinte e quatro séries de costas e transformar em duas sessões de doze, sem mudar mais nada, tende a render mais do que o ciclo inteiro está rendendo. Um resumo do que eu faria: dividir em duas sessões semanais por grupo, deixar a falha para a última série de cada exercício e parar uma ou duas repetições antes nas demais, e usar essa folga para progredir carga semana a semana. Cinco anos de treino é bagagem suficiente para isso render rápido. Sobre a oxandrolona em quarenta miligramas por dia, é o dobro do que costuma ser usado, e como ela é um oral 17 alfa alquilado, o custo hepático e a queda de HDL escalam com a dose. Somando seis semanas dela ao enantato, eu pediria ALT, AST, GGT e perfil lipídico antes de começar e repetiria no fim. Sem o exame de antes, o de depois não diz nada. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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AGORA VAI - Relato com fotos de ciclo feminino com Masteron e Deca
Tem um detalhe no meio das brincadeiras deste tópico que eu não deixaria passar, porque ele é um sinal clínico conhecido e não uma coincidência. A faringite. Infecção de via aérea superior repetida em quem treina forte é um dos marcadores mais estudados de disponibilidade energética insuficiente combinada com carga alta de treino. Quando a ingestão fica muito abaixo do gasto por semanas seguidas, a função imune de mucosa cai, e faringite, resfriado e sinusite passam a aparecer com frequência acima do normal. Some a isso HIIT três ou quatro vezes por semana em cima de dieta restrita e o cenário fica completo. Ou seja, o emagrecimento que veio junto com a doença não foi um bônus, foi parte do mesmo quadro. Vale ficar de olho nisso porque é o aviso mais precoce que o corpo dá antes de coisas menos reversíveis. E aqui entra a parte que mais me interessa no seu caso, Mariane. Você tem um metro e sessenta e nove e contou que pesar cinquenta e cinco quilos já foi motivo de sofrimento. Em mulher, o pacote de sinais que acompanha disponibilidade energética baixa por tempo prolongado é bem descrito: alteração ou parada do ciclo menstrual, queda de densidade óssea e prejuízo de desempenho. E o ponto que deixa isso sério é que a perda óssea acumulada nessa fase não volta depois, mesmo quando a alimentação normaliza. Se o seu ciclo menstrual mudou ou sumiu durante essa fase de dieta, isso não é detalhe de estética, é a informação mais importante do relato e merece exame. Sobre o ciclo planejado com masteron e nandrolona, dois pontos técnicos. O masteron é uma escolha com uma lógica boa para protocolo feminino, e vale entender por quê: ele é propionato, éster curto, então se aparecer qualquer sinal de virilização e você parar, o composto realmente sai em poucos dias. Isso mantém nas suas mãos a única proteção que existe contra os efeitos irreversíveis, que são engrossamento de voz e crescimento de clitóris. Já a nandrolona anula justamente essa vantagem. O decanoato tem meia vida longa e continua circulando por semanas depois da última aplicação, então parar deixa de ser uma opção real. E ela traz um problema adicional específico de mulher: a nandrolona tem atividade no receptor de progesterona e tende a elevar prolactina, o que em mulher se traduz em irregularidade menstrual e, em alguns casos, secreção mamária. Colocada em cima de um eixo que já vem estressado por meses de dieta agressiva, ela bate exatamente onde já está frágil. E tem a questão de ordem, que é a mais simples de todas. Você passou meses em déficit para secar, e o objetivo declarado agora é pernão, ou seja, construir. Construção pede superávit e um eixo funcionando. Entrar em ciclo no ponto mais baixo de energia disponível é pedir ao corpo o oposto do que ele está preparado para fazer, e o resultado costuma ser colateral cheio com ganho pela metade. Uma ou duas semanas comendo em manutenção antes de começar, com o HIIT reduzido, custam pouco e mudam bastante o que esse ciclo vai render. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato ciclo feminino e ajuda
Bibi, sua pergunta sobre SARMs ficou sem resposta duas vezes, então vou encará la de frente, porque a fama que eles têm não corresponde ao que se sabe. A ideia vendida é que seriam seletivos para músculo e osso, sem os efeitos indesejados dos esteroides. A parte de seletividade tem base em modelos animais, mas nos ensaios em humanos ela não se traduz como prometido. Os estudos clínicos de fase inicial com ostarina e com ligandrol mostraram supressão de testosterona total, queda de SHBG e alteração de HDL já em doses baixas, ou seja, exatamente os dois pontos que o discurso dizia evitar. Não são compostos neutros para o eixo. Existe ainda um problema hepático que virou literatura nos últimos anos. Há séries de casos publicadas de lesão hepática, em geral com padrão colestático, ligadas ao uso de SARMs, inclusive em pessoas jovens e saudáveis, algumas com icterícia e recuperação lenta. Não é algo raro o suficiente para ser ignorado. E tem o ponto que eu considero decisivo, que é de que você não sabe o que está comprando. Existe um levantamento publicado em que produtos vendidos como SARMs foram analisados quimicamente: pouco mais da metade continha de fato a substância anunciada, uma parcela grande continha outra substância não declarada, incluindo compostos hormonais, e alguns não continham princípio ativo nenhum. Isso é bem pior do que o comentário sobre a oxandrolona poder ter tudo ou nada, porque aqui nem o próprio nome no rótulo é referência. Para o seu caso especificamente, mulher e primeiro contato com esse tipo de composto, o argumento fica ainda mais simples: seletivo não quer dizer que não vireliza. Você teria os mesmos riscos que já discutiu, com um composto de fabricação sem controle e sem histórico de uso clínico. A oxandrolona pelo menos tem décadas de literatura médica, dose conhecida e um perfil de efeitos previsível. Sobre o treino, um ajuste que provavelmente muda mais o seu resultado do que qualquer suplemento: os descansos. Vinte e cinco a quarenta segundos entre séries são curtos demais para o objetivo de hipertrofia. Quando o intervalo é comparado diretamente em estudo, intervalos maiores, na faixa de dois a três minutos, produzem mais crescimento do que um minuto, e o motivo é simples: com pouco descanso você chega na série seguinte ainda em recuperação e precisa baixar a carga ou encurtar a série, o que reduz o volume efetivo de trabalho. A sensação de treino puxado aumenta, o estímulo diminui. Se você deixar dois minutos nos exercícios pesados, vai conseguir manter a carga em todas as séries, e é isso que constrói. E vale um comentário sobre as séries de trinta e de cinquenta repetições com carga média. Faixas altas funcionam, mas só quando a série chega perto da falha. Cinquenta repetições com carga confortável terminam por cansaço geral, e não por o músculo ter chegado ao limite. É bastante trabalho para pouco retorno. A concordância dos colegas em trazer as repetições para a faixa de seis a doze, com carga que realmente desafie, está certa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1° Ciclo Oxandrolona - Feminino - relato
Relato muito bem escrito, e como você está na faculdade de Nutrição vou trazer três pontos com o nível de detalhe que você vai aproveitar. O primeiro é o nebacetin nas espinhas, e esse eu trocaria já. Ele é a associação de neomicina com bacitracina, dois antibióticos tópicos indicados para infecção bacteriana de pele, tipo impetigo ou ferida contaminada. Acne não é isso. A lesão inflamatória da acne envolve queratinização do folículo, sebo e o Cutibacterium acnes, e nenhum dos dois princípios do nebacetin alcança bem esse ambiente. Além de não resolver, tem dois problemas concretos: a neomicina é uma das campeãs de dermatite alérgica de contato, ou seja, existe uma chance real de você acabar com uma reação em cima da acne, e o uso repetido de antibiótico tópico sem indicação seleciona resistência. Para acne androgênica que está inflamando, o que tem evidência é peróxido de benzoíla, que age no ambiente do folículo e não gera resistência, e os retinoides tópicos, que atuam na queratinização. Vale abrir isso com dermatologista antes de subir a dose. E aqui vem um detalhe importante que está no seu próprio texto: você contou que já tem tendência a espinhas que pioram conforme a fase do ciclo menstrual. Isso é um marcador de pele androgeno sensível, ou seja, seus receptores cutâneos respondem bem a androgênio. Traduzindo para o seu caso, você está num perfil de maior probabilidade de acne significativa ao subir para dez miligramas. Não é motivo para não subir, é motivo para subir com o tratamento de pele já em curso, e não depois que a coisa estourar. O segundo ponto é uma correção na sugestão de excêntricas bem lentas para gerar mais microlesão. A ideia de que dano muscular é o que dispara a hipertrofia foi bastante revisada. Os trabalhos que acompanharam marcadores de dano e crescimento ao longo de semanas mostram que o dano é maior justamente no início, quando o crescimento ainda não acontece, e diminui conforme o praticante se adapta, enquanto a hipertrofia aumenta. Ou seja, os dois andam em direções opostas. O que sustenta o crescimento é tensão mecânica somada a volume suficiente de séries próximas da falha, com progressão de carga ao longo do tempo. Excêntrica controlada é útil por dar controle e amplitude, não por machucar mais. E dano em excesso na verdade atrapalha, porque derruba a qualidade das sessões seguintes. O terceiro é sobre quadríceps, já que é a sua ambição. Duas coisas que rendem bastante e quase não são faladas. Uma é amplitude. A literatura mais recente favorece treinar o músculo em posições de maior alongamento sob carga, e no quadríceps isso significa agachar fundo em vez de fazer meio movimento com mais peso. Agachamento profundo produz mais hipertrofia de quadríceps do que o parcial, mesmo com carga menor. A outra é o reto femoral, que costuma ser o elo fraco em quem tem panturrilha e vasto bem desenvolvidos e mesmo assim acha a coxa fina de frente. Ele é o único dos quatro que cruza também a articulação do quadril, então ele fica encurtado quando o quadril está flexionado. Traduzindo: em agachamento e em leg press ele participa pouco. Para ele, o que funciona são exercícios com o quadril estendido ou neutro, e a cadeira extensora com o encosto bem reclinado, quase deitada, é uma das poucas formas práticas de alcançá lo. Colocar isso no seu treino C, que o Batata achou fraco com razão, provavelmente é a mudança que mais vai aparecer no espelho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1º CICLO OXANDROLONA FEMININO: pouca virilização?
Edileia, sua pergunta acabou ficando sem resposta no meio das orientações sobre abrir tópico, então vou respondê-la aqui mesmo. A boa notícia é que a interação direta entre os dois é pequena, e o motivo é uma particularidade da oxandrolona. O fluconazol é um inibidor importante de enzimas hepáticas da família do citocromo P450, e é por isso que ele interage com muita coisa. Só que a oxandrolona é atípica entre os orais: uma fração grande dela é eliminada praticamente intacta pelos rins, com metabolismo hepático menor do que o dos outros compostos da classe. Então o mecanismo clássico de o fluconazol fazer o outro remédio acumular no sangue não se aplica bem aqui. O que existe de fato é outra coisa, e essa merece atenção: soma de carga sobre o fígado. O fluconazol tem hepatotoxicidade documentada, com elevação de enzimas hepáticas em parte de quem usa. A oxandrolona é 17 alfa alquilada e tem como risco característico a colestase, que é a dificuldade de escoamento da bile. São dois mecanismos diferentes batendo no mesmo órgão ao mesmo tempo. Não é uma combinação proibida, é uma combinação sem necessidade nenhuma de existir. Por isso a conduta simples e segura é a que você já estava intuindo: termine o tratamento do fluconazol primeiro e só depois comece a oxandrolona. Como o fluconazol tem meia vida longa, algo em torno de trinta horas, vale dar uns poucos dias de folga depois da última dose antes de iniciar. Nada se perde com essa espera. E fica uma observação que pode ser mais útil que a resposta em si. Se o fluconazol foi para candidíase, e principalmente se ela for repetitiva, vale medir glicemia de jejum e hemoglobina glicada. Candidíase de repetição é uma das formas mais comuns de o corpo avisar sobre glicose alta, e é o tipo de coisa que passa anos despercebida. Já que você vai começar um ciclo, esse exame entra bem no pacote inicial, junto com perfil lipídico e enzimas hepáticas, que servem como ponto de partida para comparar depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.