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Bulking ou cutting?
@PKdor, resposta direta: para emagrecer, não tem problema nenhum. Para preservar músculo enquanto emagrece, tem uma ressalva pequena e ela é contornável sem mudar sua rotina. Sobre o emagrecimento, o que manda é o total do dia. Número de refeições não altera perda de gordura quando as calorias são iguais. Aquela ideia de comer de três em três horas para "manter o metabolismo acelerado" não se sustentou nos estudos: o efeito térmico dos alimentos é proporcional ao que você come, então seis refeições pequenas e duas refeições grandes com o mesmo total produzem praticamente o mesmo gasto. Suas 2500 kcal em duas refeições valem exatamente o mesmo que 2500 kcal em seis. A ressalva é sobre proteína, e vale explicar o porquê, porque é o único ponto em que a divisão faz diferença mensurável. A síntese proteica muscular responde por refeição, não pelo total diário. Ela sobe depois de uma dose suficiente de proteína e volta ao basal em algumas horas, mesmo se você continuar com aminoácidos circulando. Isso foi testado diretamente: no estudo de Areta publicado no Journal of Physiology em 2013, com a mesma quantidade total de proteína ao longo de 12 horas depois do treino, o esquema de 20 g a cada 3 horas produziu mais síntese proteica que 40 g a cada 6 horas e mais também que 10 g a cada 1 hora e meia. Ou seja, existe um ponto ótimo, e ele é intermediário. Doses muito espaçadas deixam janelas longas sem estímulo. Traduzindo para o seu caso: seu almoço e seu jantar provavelmente estão separados por 8 a 10 horas, e depois vem a noite inteira. São dois estímulos por dia em vez de três ou quatro. Para perder gordura isso não muda nada. Para segurar massa magra durante o déficit, é uma desvantagem pequena mas real. A solução não exige tempo, que é justamente o que você não tem. Duas opções: Uma dose de whey, ou um copo de leite, ou um iogurte, ou algumas fatias de peito de peru em algum ponto da tarde. São 30 segundos, não precisa parar para almoçar de novo, e resolve a janela mais longa do dia. E, se der, algo com proteína antes de dormir. Caseína, iogurte ou queijo cottage. Existe literatura razoável mostrando que proteína pré-sono aumenta a síntese proteica durante a noite sem atrapalhar o sono nem o emagrecimento, porque as calorias já estão dentro do seu total. Duas observações práticas sobre concentrar 1500 kcal numa refeição só. A primeira é conforto: refeição muito grande costuma dar sonolência e desconforto, e se ela é o seu pré-treino, isso pode atrapalhar. Se você treina logo depois, vale deixar a maior parte da gordura e da fibra para o jantar, e concentrar carboidrato mais simples e proteína no almoço, porque esvaziam mais rápido do estômago. A segunda é fome: passar da tarde inteira sem comer costuma cobrar no jantar. Se você notar que está atropelando o jantar ou beliscando à noite, o lanche de proteína da tarde resolve isso também. Por fim, uma conferência que vale a pena: quanta proteína está dando esse total? Em déficit, o alvo útil é de 1,8 a 2,2 g por quilo. Esse é o número que mais protege sua massa magra, bem mais do que a distribuição das refeições. Se a proteína estiver no lugar, dividir em duas refeições custa pouco. Se quiser um ponto de partida para redistribuir as 2500 kcal já com a proteína ajustada, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajuste, não como prescrição.
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Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico:
Eu sou forte conseguiram enxergar alguma evolução?
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Eu sou forte conseguiram enxergar alguma evolução?
@bomboso, o tópico virou piada e no meio das piadas ficaram três perguntas suas sem resposta de verdade. Vou responder as três, porque todas têm resposta objetiva. Primeira: você perdeu músculo no seu "microcutting" de um ou dois dias? Não, e não perdeu gordura também. A conta é simples. Um quilo de gordura corporal armazena aproximadamente 7700 kcal. Para perder 200 g de gordura você precisaria de um déficit de cerca de 1500 kcal, e para ganhar 400 g de gordura em um dia precisaria de um excedente equivalente. Nenhuma das duas coisas aconteceu de um dia para o outro. O que oscila diariamente na balança é água, glicogênio, conteúdo intestinal e sódio. Cada grama de glicogênio armazenado no músculo e no fígado carrega com ele cerca de 3 gramas de água. Comeu mais carboidrato ontem, glicogênio subiu, água veio junto, balança subiu 400 g sem nenhuma gordura ter sido criada. Comeu menos, aconteceu o inverso. É por isso que o @Laércio Sena te falou de densidade da água, e essa foi a dica mais útil que você recebeu no tópico. Consequência prática, e essa é a mais importante para você: não se pesa todo dia para tomar decisão. Pese sempre no mesmo horário, em jejum, depois do banheiro, e olhe a média da semana comparada com a média da semana anterior. Só a média significa alguma coisa. Se você reagir a cada variação diária, você vai passar meses corrigindo ruído e nunca vai enxergar a tendência real. Segunda pergunta: os drinks. 200 ml de uma bebida com 2 a 4 por cento de álcool, a cada duas semanas, é uma quantidade insignificante do ponto de vista de treino e composição corporal. Isso não vai atrapalhar seu resultado. O que atrapalha é consumo alto e frequente, aí sim há prejuízo de recuperação, de sono e de síntese proteica. Só que a sua pergunta tinha uma segunda parte que ninguém pegou, e ela é mais séria que a primeira. Você mencionou que seu pai é alcoolista e perguntou se você tem risco. A resposta honesta é que sim, existe componente familiar no risco de dependência, e ter esse histórico é um bom motivo para prestar atenção. Só que o marcador de risco não é o volume de um drink isolado, é o padrão: beber para lidar com ansiedade ou frustração, beber sozinho, precisar de mais para o mesmo efeito, ou pensar bastante em quando vai beber de novo. Pelo que você descreveu, com meses sem nada e 200 ml esporádicos, não há nada nesse padrão. Fica só o registro para você mesmo se observar ao longo dos anos. Terceira: você é gordinho? Não. E aqui está a parte que eu acho que mais importa nesse tópico inteiro. Você mesmo escreveu que a bioimpedância deu 8 por cento, e no mesmo parágrafo escreveu que acha que uma densitometria daria 25 por cento. Esses dois números não estão em desacordo por causa do método. Nenhum método erra 17 pontos. O que está acontecendo é que a sua percepção do próprio corpo está muito distante do que os números e as fotos mostram. Você perguntou três vezes em poucos dias se estava gordo, fotografou o corpo com quatro dias de intervalo esperando ver mudança, e está reagindo a variações de 200 gramas na balança. Isso não é frescura e não é motivo para piada. É um padrão que tem nome e é comum em rapazes da sua idade que começam a treinar, e ele costuma piorar sozinho se ninguém apontar. Se você reconhecer que pensa muito no assunto, que isso ocupa espaço no seu dia ou que atrapalha sua alimentação ou sua vida social, vale conversar com um psicólogo. Falo isso com o mesmo peso com que eu falaria "faça exame de sangue", não como crítica. E tem um efeito prático disso na sua dieta, que precisa ser corrigido. Pelo que você descreveu, entre 300 a 400 kcal no café, 500 a 600 no almoço, as vitaminas e 300 no jantar, você está comendo algo em torno de 1500 a 1800 kcal por dia. Para um rapaz de 19 anos que quer chegar a 75 kg com músculo, isso é pouco demais. Você não vai construir nada nesse patamar, por mais correto que seja o treino. Se o objetivo é 1,83 m com 75 kg e definido, o caminho é comer mais, não menos, e deixar a balança subir devagar ao longo de meses. Sobre o treino: você está no quarto dia. Mudança visível de massa muscular leva de 8 a 12 semanas para começar a aparecer, e isso é para todo mundo, sem exceção. Foto com quatro dias de intervalo mostra iluminação e postura, não músculo. Guarde as fotos, tire de novo em três meses nas mesmas condições, e aí a comparação vai valer. Sobre o minoxidil para barba, funciona para boa parte das pessoas, mas o prazo é longo: são 4 a 6 meses de uso diário para julgar resultado, e o pelo tende a rarear se você parar. Se for começar, comece sabendo do prazo, para não desistir no mês dois. Resumindo o que eu faria no seu lugar: pesar uma vez por semana e olhar médias, aumentar bastante a comida, manter o treino por três meses sem mudar nada, e tirar fotos só a cada 60 dias. Se quiser um ponto de partida para montar as refeições com calorias suficientes para o seu objetivo, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajuste, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo boldenona + propionato
@Ka10, seu tópico ficou sem resposta e a sua dúvida tem uma resposta bem objetiva, que depende de um detalhe que quase todo mundo erra nesse tipo exato de ciclo. Vou direto nela. Quando começar a pós-ciclo não se decide pela última aplicação, se decide pela substância que fica mais tempo no seu corpo. E no seu desenho essas duas substâncias são radicalmente diferentes nisso. O propionato tem meia-vida curta, em torno de um dia. Depois da última aplicação, em três a quatro dias ele praticamente não está mais lá. A boldenona tem éster undecilenato, com meia-vida de aproximadamente 14 dias. Isso significa que, depois da última aplicação dela, ainda existe boldenona ativa em quantidade relevante por várias semanas, algo em torno de 5 a 6 semanas até chegar perto de zero. Ou seja, se você terminar os dois na semana 12 e começar a pós-ciclo quatro dias depois, seguindo o raciocínio do propionato, você vai iniciar a pós-ciclo com boldenona ainda circulando e ainda suprimindo o eixo. É a receita clássica de pós-ciclo que não funciona: a pessoa toma o SERM por semanas, sente que não adiantou nada, e conclui que a molécula é fraca. Não é. Ela estava tentando religar um eixo que continuava sendo desligado por outra coisa. Existem duas saídas, e a primeira é melhor. Primeira, encerre a boldenona antes. Última aplicação de boldenona por volta da semana 7 ou 8, e mantenha só o propionato até a semana 12. Assim, quando o propionato sair, a boldenona já terá terminado sua eliminação, e você começa a pós-ciclo três a quatro dias depois da última aplicação, com o campo limpo. Segunda, se preferir manter os dois até a semana 12, então espere de 4 a 5 semanas depois da última aplicação de boldenona para iniciar a pós-ciclo. O problema dessa opção é que você passa mais de um mês sem base nenhuma e sem pós-ciclo, que é o pior lugar para se estar: eixo desligado e nada exógeno sustentando. Por isso eu prefiro a primeira. Sobre o hCG, aqui é onde a maioria erra o momento. O hCG imita o LH e age diretamente nas células de Leydig do testículo, mantendo volume testicular e a produção de testosterona dentro do testículo, que é o que despenca durante o ciclo. Isso é útil, mas ele não religa nada acima: hipotálamo e hipófise continuam desligados, e como o hCG aumenta testosterona e estradiol, ele na prática mantém o sinal de desligamento lá em cima. Ou seja, hCG não é pós-ciclo. Ele é ferramenta de manutenção durante o ciclo. O uso que faz sentido é dose baixa, na faixa de 250 a 500 UI duas vezes por semana, ao longo do ciclo, e suspenso por volta de duas semanas antes de começar a pós-ciclo, para que a pós-ciclo comece com hipófise e testículo livres. Dose alta em bolus logo antes da pós-ciclo, que é o esquema que circula em muito lugar, tende a fazer o contrário do pretendido, porque satura e dessensibiliza o receptor de LH e ainda joga o estradiol para cima justamente quando você quer que a hipófise volte a produzir. Alguns pontos sobre o resto do desenho. Boldenona por 12 semanas é subaproveitar a molécula. Com meia-vida de 14 dias, ela leva umas 5 semanas só para estabilizar, e a parte boa dela aparece do meio do ciclo em diante. Ou você usa por 16 semanas, ou, no seu caso, considere trocar por um éster de testosterona longo como base e manter o propionato só se quiser controle fino de nível. Fica mais simples e resolve o descasamento de eliminação que gerou a sua dúvida. Boldenona também aumenta bastante produção de glóbulos vermelhos. Hemograma com hematócrito antes, no meio e no fim é o exame que eu menos deixaria de fazer nesse ciclo. Junte perfil lipídico, função hepática e renal, e pressão aferida em casa. E ela aumenta apetite de forma perceptível, o que com 11,5 por cento de gordura é algo a controlar de propósito. Propionato 400 mg por semana em dias alternados dá cerca de 115 mg por aplicação, três ou quatro vezes na semana. Funciona, mas são muitas aplicações e o propionato costuma arder mais. Alterne bem os locais e observe endurecimento e dor persistente. Por fim, um comentário sobre a sua história: sair de 57 kg aos 15 anos para 84 kg aos 23, com dois anos parado por acidente no meio, é uma base natural muito boa. Isso significa que o seu treino e sua alimentação funcionam, e é exatamente por isso que vale a pena caprichar na saída do ciclo, não só na entrada. Quem tem base boa é quem mais perde quando faz uma pós-ciclo mal cronometrada. Se quiser montar o cronograma com as semanas e ver a sobreposição da eliminação da boldenona com o início da pós-ciclo, o site tem um gerador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajuste, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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cruise eterno sim ou n ? oque fazer
@rodrigo1233, você já está usando há duas semanas, então não adianta discutir se deveria ter começado. O que importa agora é o que fazer daqui para frente, e você está no melhor momento possível para decidir isso. Vou explicar por quê. Antes disso, duas correções no que foi dito no tópico, porque credibilidade importa e informação exagerada faz o leitor descartar o alerta inteiro. O @Foston disse que o uso nessa idade compromete o crescimento. Isso é verdadeiro, mas com uma ressalva importante: o mecanismo é o fechamento precoce das cartilagens de crescimento, e isso preocupa principalmente em adolescentes mais novos. Aos 18 anos, na maioria dos rapazes, as placas já estão fechadas ou muito próximas disso. Ou seja, esse provavelmente não é o seu maior risco. Não é uma boa notícia que muda a conclusão, é só para você não achar que estão inflando o argumento. O risco que realmente se aplica a você é o outro que ele citou, e esse é bem documentado. No estudo de Rasmussen publicado em 2016, comparando usuários atuais, ex-usuários e controles, os ex-usuários, com média de dois anos e meio desde a última utilização, ainda apresentavam testosterona total e livre mais baixas, testículos menores e mais queixas de fadiga, disfunção erétil, queda de libido e sintomas depressivos que os controles. Cerca de 27 por cento dos ex-usuários estavam com testosterona total abaixo do limite inferior de referência, contra nenhum do grupo controle. Isso derrubou a ideia antiga de que o eixo sempre se recupera sozinho em 6 a 12 meses. Iniciar cedo e usar por muito tempo são fatores que pioram essa conta. Agora o ponto prático, e é o motivo de eu ter escrito. Duas semanas é pouquíssimo tempo de exposição. Se você parar agora, seu eixo estava suprimido há pouco e a recuperação é muito mais provável e mais rápida do que se você completar doze semanas. É literalmente o ponto de saída mais barato que vai existir nesse processo. Não existe momento melhor para reconsiderar do que este. Se mesmo assim você decidir seguir, então pelo menos faça direito, porque metade dos problemas vem de ciclo mal conduzido e não da substância em si. Três coisas. Primeira, exames de base agora. Testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, hemograma com hematócrito, perfil lipídico, função hepática e renal e pressão aferida em casa. Sem valores de antes, os exames de depois não vão te dizer nada, porque você não vai ter com o que comparar. Você já está duas semanas dentro, mas com éster longo o quadro ainda está subindo, então esse exame ainda tem valor. Segunda, qual é o éster? Você escreveu 300 mg por semana em três aplicações. Se for enantato ou cipionato, três aplicações semanais é desnecessário, porque a meia-vida é longa e uma ou duas aplicações já dão nível estável. Se for propionato ou Durateston, aí a frequência faz sentido. Aplicar mais vezes do que o necessário só aumenta o número de furos e o risco de problema no local. Terceira, plano de saída definido desde já. Ciclo com éster longo tem hormônio circulando por semanas depois da última aplicação, e a terapia pós-ciclo começa em função disso. Um ciclo curto, de 8 a 10 semanas, com uma única substância e pós-ciclo bem feita, tem chance muito maior de recuperação do que seis meses empilhando coisas. E vale dizer o que ninguém falou: aos 18 anos, com 3 anos de treino, você está no período de maior resposta natural da sua vida. Testosterona endógena no pico, sensibilidade ao estímulo alta e ainda com todo o ganho de iniciante e intermediário disponível. O que você ganha agora com substância é ganho que viria de graça, e você troca uma coisa que teria acontecido sozinha por um risco que fica. Isso não é discurso moral, é aritmética: você está pagando por algo que ainda estava saindo de graça. O @Kratos88 falou exatamente disso por experiência própria, e vale prestar atenção nesse tipo de relato, porque quem se arrepende costuma ser quem já passou pelos dois lados. Se você quiser, poste peso, altura, percentual de gordura, divisão de treino e dieta que dá para te ajudar a extrair o que ainda tem de natural aí, que é bastante. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo pra ganho seco/baixa retenção
@Gabr, ninguém respondeu, então vamos lá. Só que antes de escolher entre as duas combinações, tem uma coisa que precisa ser dita: "ganho seco" é resultado de dieta, não de escolha de substância. O que as substâncias chamadas de secas fazem é não aromatizar, ou seja, não converter em estrogênio, e por isso não trazem retenção hídrica. Isso muda a aparência na semana seguinte. O que elas não fazem é impedir ganho de gordura, porque gordura vem de excedente calórico. Se você comer 800 kcal acima da manutenção, vai ganhar gordura com trembolona, com masteron, com boldenona e com qualquer coisa. A diferença é que sem retenção você vai enxergar essa gordura mais cedo, o que na prática é bom, porque te dá o sinal para ajustar. Dito isso, comparando as suas duas opções. Trembolona acetato com enantato de testosterona e boldenona: o problema aqui é de cronologia e de sangue. A boldenona tem éster undecilenato, com meia-vida em torno de 14 dias, o que significa que ela leva algo como 12 a 16 semanas só para entregar o que promete. Num ciclo comum de 12 semanas, você passa metade dele esperando ela subir. Boldenona faz sentido em ciclo longo, não em bloco curto de recomposição. Além disso, ela é conhecida por aumentar bastante a produção de glóbulos vermelhos, com aumento importante de hematócrito. O dado humano controlado sobre isso é escasso, o uso clínico dela é veterinário, mas o padrão é bastante consistente entre quem usa e entre quem acompanha exames. E aqui está o ponto: a trembolona também eleva hematócrito. Somar as duas é justamente a combinação com maior risco de você chegar em hematócrito alto, com sangue mais viscoso, dor de cabeça, pressão subindo e risco trombótico. Se você for por esse caminho, hemograma a cada 6 a 8 semanas deixa de ser opcional. Ainda sobre a boldenona, tem um detalhe que briga diretamente com seu objetivo: ela aumenta apetite de forma bem perceptível. Para quem quer ganho seco e vai depender de controle alimentar, isso é uma dificuldade adicional, não uma vantagem. Trembolona acetato com enantato de testosterona e masteron: essa combinação é mais coerente com o objetivo, mas tem uma condição. Masteron praticamente não contribui com massa. O que ele faz é dar aspecto mais denso e rígido, e esse efeito só aparece em quem já está abaixo de uns 12 por cento de gordura. Acima disso, ele não faz absolutamente nada visível, e você vai ter pago o preço sem ver nada. Então a pergunta que decide a escolha não é qual composto, é qual o seu percentual de gordura hoje. Se você está com 15 por cento ou mais, nenhuma das duas combinações vai te dar o visual que você tem em mente, e o certo é fazer um corte primeiro. Outro ponto sobre o masteron, e vale saber antes: ele é derivado da DHT e já chega ativo no receptor, ou seja, finasterida não protege contra ele. Se cabelo é uma preocupação para você, é a substância errada. Sobre a trembolona acetato, já que você usou antes: só reforçando que ela pede aplicação diária ou em dias alternados, porque a meia-vida do acetato é curta, de aproximadamente um dia. Duas aplicações por semana criam pico e vale, com colateral no pico e queda de nível no meio da semana. O que eu escolheria, se o percentual de gordura permitir, é a segunda opção, com uma correção de proporção: testosterona como base do começo ao fim, trembolona acetato entrando depois das primeiras semanas e não desde o dia um, e masteron apenas nas últimas semanas, quando você já estiver seco o bastante para ele fazer diferença. Isso te dá o mesmo visual final com menos tempo de exposição. O que faltou no seu post e que muda a resposta: idade, peso, altura, percentual de gordura atual, há quanto tempo treina, quantos ciclos já fez além daquele com Dianabol e Durateston, como foi a recuperação depois dele, exames recentes e se há plano de pós-ciclo. Com trembolona no meio, os itens que eu não deixaria de acompanhar são hematócrito e hemoglobina, pressão arterial aferida em casa, perfil lipídico e função renal, lembrando que creatinina costuma subir em quem usa trembolona e tem bastante massa magra sem que isso signifique lesão renal. Se quiser montar o cronograma com semanas e sobreposições visíveis antes de fechar, o site tem um gerador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajuste, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo 12 semanas bulking + cutt
@Luan Vasconcellos Coelho, seu tópico ficou sem nenhuma resposta, e ele precisava de uma. Você pediu críticas, então vou ser específico: o problema desse ciclo não é ser pesado, é estar desenhado de um jeito que não faz sentido farmacológico em vários pontos. Vou pelos erros estruturais primeiro, porque são corrigíveis. Primeiro erro, e é o mais claro: Dianabol segunda e quinta. Dianabol é oral, com meia-vida de aproximadamente 4 a 6 horas. Tomar 100 mg na segunda e 100 mg na quinta significa ter nível alto por meio dia e nível praticamente zero nos outros seis dias. Não é assim que se usa. Oral de meia-vida curta se toma todos os dias, de preferência dividido em duas tomadas. E 200 mg por semana concentrados em dois dias é ainda pior que a mesma quantidade diluída, porque a hepatotoxicidade e o pico de pressão acompanham o pico de concentração. Segundo erro, a arquitetura está de cabeça para baixo. Você colocou o bloco mais pesado nas semanas 1 a 5, com 500 mg de Durateston, 600 mg de deca e Dianabol simultâneos, e depois desceu para 125 mg de enantato em dias alternados nas semanas 4 a 12. Ou seja, começa em aproximadamente 1300 mg semanais e termina bem mais leve. O corpo não funciona assim. Ésteres longos levam de 4 a 6 semanas para atingir estado de equilíbrio, então nas primeiras semanas você ainda está subindo enquanto já empilhou tudo, e nas semanas finais, quando o estímulo deveria ser mantido, você reduz. O resultado prático é que você paga o preço máximo em colateral no período em que ainda não colheu o benefício. Terceiro erro, decanoato de nandrolona apenas nas semanas 1 a 5 é desperdício puro. A meia-vida do decanoato é de aproximadamente 6 a 12 dias, ele leva umas 5 semanas para estabilizar. Você pararia exatamente quando ele começasse a trabalhar, e ainda assim continuaria com nandrolona circulando por várias semanas depois, suprimindo eixo sem entregar nada. Ou usa deca por 12 a 16 semanas, ou não usa deca. Quarto ponto, e esse é de risco: você emenda nandrolona nas semanas 1 a 5 com trembolona nas semanas 4 a 12. Os dois são 19-nor e os dois têm atividade progestogênica relevante. A trembolona se liga com alta afinidade ao receptor de progesterona, e a progesterona atua junto com o IGF-1 na formação de tecido glandular mamário. Ou seja, você vai passar o ciclo inteiro sob carga progestogênica, e essa via não é bloqueada por inibidor de aromatase. Se aparecer sensibilidade no peito, o reflexo de aumentar anastrozol não vai resolver e ainda vai te deixar com estradiol no chão, com dor articular, libido zerada e humor péssimo. Quinto ponto, o stanozolol. 10 mg de 6 em 6 horas são 40 mg por dia, por 8 semanas. Para dimensionar: num estudo clássico comparando testosterona e stanozolol, apenas 6 mg por dia de stanozolol reduziram o HDL em 33 por cento e a subfração HDL2 em 71 por cento. Você está planejando quase sete vezes essa dose, por dois meses. Some a isso a elevação de transaminases, que aparece em cerca de um terço dos pacientes mesmo em dose baixa, e o fato de o stanozolol ser famoso por dor e ressecamento articular, que vai brigar diretamente com o treino pesado que o resto do ciclo pretende sustentar. Se a intenção era um oral no fim para dar aparência, existem escolhas com custo bem menor. Sexto ponto, o anastrozol. Você planejou 0,5 mg nas semanas 4 a 8, e depois 0,5 mg por um mês após o fim do ciclo. Os dois trechos estão errados. Da semana 8 à 12 você continuaria com testosterona em dose alta e sem controle de aromatização, ou seja, tirou o inibidor justamente na parte do ciclo em que ele ainda seria necessário. E usar inibidor de aromatase depois do ciclo é o oposto do que se quer: nesse momento você precisa que o eixo volte, e estradiol baixo atrapalha a recuperação, além de piorar libido, humor e densidade óssea. Inibidor de aromatase não é terapia pós-ciclo. Sétimo e maior buraco: não existe terapia pós-ciclo no plano. Com esse acúmulo de supressores, e com nandrolona no meio, que é notoriamente lenta para liberar o eixo, isso não é detalhe. A pós-ciclo precisa começar em função da eliminação dos ésteres longos, e não na semana seguinte à última aplicação. Também não há nenhuma menção a exames. Sem perfil lipídico, hemograma, função hepática, função renal e painel hormonal antes de começar, os exames depois não vão significar nada, porque não há base de comparação. Sobre o objetivo, um comentário. Você está com 87 kg e 11 por cento de gordura, ou seja, já está em ótima condição. Ganhar massa e depois cortar é um plano perfeitamente razoável, e para isso não é preciso empilhar cinco compostos. A literatura de dose-resposta mostra ganho robusto de massa magra já em 300 mg semanais de testosterona em homens jovens com o eixo suprimido, e o retorno adicional por miligrama cai rápido depois disso, enquanto o custo em pressão, lipídio e hematócrito continua subindo em linha reta. Se eu fosse reescrever mantendo sua intenção, seria mais ou menos assim: uma base única de testosterona de éster longo por 12 a 14 semanas, um oral no início por 4 a 6 semanas em dose moderada e tomado todos os dias, um único 19-nor se você fizer questão, rodando junto com a base do começo ao fim, inibidor de aromatase apenas se houver sintoma ou estradiol alto no exame, e pós-ciclo planejada desde antes de começar. Isso te dá quase todo o resultado com uma fração do risco, e principalmente te dá a chance de saber o que causou o quê. Se quiser montar o cronograma com semanas, doses e sobreposições visíveis antes de decidir, o site tem um gerador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajuste, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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HIPERTROFIA EM HOMENS
@VINICIUS SANTOS, tópico sem nenhuma resposta em anos e com afirmações fortes o bastante para merecer uma. Concordo com parte da lista e discordo de outra parte, e vou item por item com o motivo. Começo pelo que está certo, porque é bastante coisa. Sobrecarga progressiva como princípio central do treino: correto, e é a única variável que não tem substituto. Creatina sempre: correto, é o suplemento com mais evidência acumulada e é barato. Remada curvada com barra como construtora de dorsais: excelente exercício, sem discussão. E a ideia de não hormonizar com percentual de gordura muito alto tem fundamento real, porque tecido adiposo aromatiza testosterona em estradiol, e quem está muito gordo converte mais, retém mais e piora perfil metabólico. Como regra prática é boa, embora eu não trataria 20 por cento como uma linha mágica, e sim como faixa em que a conta começa a piorar. Agora onde eu discordo, e com dados. Sobre insulina no pico impedindo construção muscular e gerando só retenção e gordura: isso está invertido. A insulina é um hormônio anabólico e principalmente anticatabólico no músculo, ela inibe a degradação proteica e melhora a entrega de aminoácidos. Ela não bloqueia hipertrofia, ela participa dela. O que faz ganhar gordura é excedente calórico, não a presença de insulina. Isso já foi testado em condições controladas: em estudos de câmara metabólica com calorias e proteína igualadas, comparando dieta com pouco carboidrato e dieta com pouca gordura, a diferença na perda de gordura não favoreceu a restrição de carboidrato. Se a insulina fosse o gatilho do acúmulo, isso teria aparecido, e não apareceu. A ideia de "insulina no pico impede crescer" é a versão de academia do modelo carboidrato-insulina, e é justamente esse modelo que não se sustentou nos testes diretos. Pelo mesmo motivo, ciclo de carboidrato e carb backloading não têm evidência de superioridade para hipertrofia ou perda de gordura quando calorias e proteína são iguais. São ferramentas de adesão, e funcionam para quem gosta delas, mas não porque manipulem insulina de forma vantajosa. Sobre 300 mg por semana ser muito pouco: essa é a afirmação da lista que a literatura contradiz mais diretamente. No estudo de dose-resposta de Bhasin, publicado em 2001, homens jovens saudáveis tiveram o eixo suprimido e receberam 25, 50, 125, 300 ou 600 mg de enantato de testosterona por semana durante 20 semanas. A massa livre de gordura aumentou de forma dose-dependente, e os grupos de 300 e 600 mg tiveram ganhos expressivos de massa magra, de força no leg press e de potência. Ou seja, 300 mg por semana não é pouco, é dose que produziu resposta robusta e mensurável em ambiente controlado. Vale acrescentar que no estudo anterior do mesmo grupo, publicado no New England Journal em 1996, o grupo que usou 600 mg por semana sem treinar ganhou massa magra a mais do que o grupo que treinou sem usar nada. O que a dose maior traz junto é mais colateral, e é aí que a conversa deveria estar, não em chamar 300 mg de dose de raquítico. Sobre orais não funcionarem sem injetável: como está escrito, não procede. Oxandrolona isolada produz ganho de massa magra em ensaios clínicos, inclusive em populações debilitadas, e stanozolol e metandienona isolados também produzem efeito. O motivo real para acompanhar oral com uma base de testosterona é outro, e é importante: o oral suprime o eixo e não repõe a testosterona que ele desligou, então a pessoa acaba com androgênio circulante insuficiente para função sexual e bem-estar, e aparece queda de libido e disfunção erétil no meio do uso. É um argumento de qualidade de vida e de segurança hormonal, não de eficácia. Ele fica mais forte quando dito assim, aliás. Sobre ciclo abaixo de 8 semanas não funcionar: depende inteiramente do éster e do composto. Um ciclo curto com ésteres rápidos, como propionato e acetato, entrega nível estável em poucos dias e produz efeito bem antes de 8 semanas. Com enantato ou cipionato, que levam de 4 a 6 semanas para atingir estado de equilíbrio, aí sim ciclo curto é desperdício. A regra correta não é o número de semanas, é a farmacocinética do que se está usando. Sobre remada na polia ser lixo: não é. Os estudos que comparam exercícios com volume e proximidade da falha equiparados não mostram exercício "inútil" dentro de um mesmo padrão de movimento. Remada na polia carrega o dorsal em perfil de resistência diferente da barra, com pico de tensão em outro ponto da amplitude e muito menos demanda de estabilização lombar, o que é exatamente a vantagem dela para quem já acumulou volume de terra e remada curvada na semana. Coisas diferentes, não uma boa e uma lixo. Sobre descansar na quarta e "se você aguenta treinar todo dia seu treino é fofo": aqui o critério é o que me incomoda. Aguentar treinar com frequência alta não é sinal de treino fraco, é sinal de que o volume por sessão está distribuído. Alguém que faz 10 séries por grupo em dois dias se recupera melhor e costuma crescer mais do que quem faz as mesmas 10 séries de uma vez e passa três dias destruído. Dor e devastação não são medida de estímulo. A medida de estímulo é a carga subir ao longo dos meses. Nada disso é implicância com a lista. É que ela vai ser lida por gente que chega pela busca e leva tudo como regra fechada, e três desses itens, insulina, dose de 300 mg e oral sem injetável, mudam decisão de verdade na vida de quem lê. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda com manipulado/testosterona!
@lelesto, seu tópico ficou sem nenhuma resposta e ele tem uma informação errada que precisa ser corrigida com urgência, porque ela é justamente a que explica o que você está sentindo. Você disse que o último manipulado trouxe queda geral de disposição, e que a diferença dele para os anteriores foi a entrada de dutasterida 0,25 mg e de di-indolilmetano, com a justificativa de que a dutasterida "não tem perigo de colaterais como a finasterida". Isso está invertido. A dutasterida inibe os dois tipos de 5-alfa-redutase, a tipo 1 e a tipo 2, enquanto a finasterida inibe basicamente a tipo 2. O resultado é supressão de DHT circulante na casa de 90 a 98 por cento com dutasterida, contra algo em torno de 70 por cento com finasterida. Ou seja, ela é mais potente no mesmo mecanismo, e os efeitos adversos sexuais e de disposição vêm exatamente desse mecanismo. As taxas relatadas de queda de libido e disfunção erétil com dutasterida são iguais ou um pouco maiores que as da finasterida, nunca menores. E tem um segundo ponto, que na prática é o mais importante de todos: a meia-vida. A finasterida tem meia-vida de 5 a 6 horas. A dutasterida tem meia-vida em torno de 5 semanas. Isso significa que, se der colateral, quem para finasterida recupera DHT em dias a poucas semanas, e quem para dutasterida pode levar vários meses. Não existe leitura em que dutasterida seja a opção mais segura das duas. Se o objetivo era testar um bloqueador de DHT com possibilidade de recuar rápido caso não desse certo, a escolha correta seria a finasterida, precisamente pelo motivo oposto ao que te foi dito. Somando a isso: o di-indolilmetano é usado justamente para deslocar o metabolismo do estrogênio. Você já toma clomifeno, que aumenta LH e testosterona e, por consequência, também aumenta estradiol. Se o objetivo foi reduzir estradiol, atenção, porque estradiol baixo demais em homem dá exatamente o que você descreveu: queda de disposição, queda de libido, dor articular e humor pior. Ou seja, você tem dois candidatos plausíveis para a piora, ambos entraram na mesma fórmula, e os dois agem em vias que impactam bem-estar. Minha sugestão prática é direta. Suspenda a dutasterida e o di-indolilmetano, volte à fórmula que funcionou bem, aquela com clomifeno, tadalafila, taurina e vitamina B1, e observe. Só considere que a melhora foi por causa da retirada da dutasterida depois de algumas semanas, e sabendo que o DHT vai demorar a normalizar, por causa da meia-vida longa. Agora um ponto de método, e ele explica por que você está há anos sem conclusão nenhuma. Trocar um item a cada dois meses parece cuidadoso, mas é o desenho que mais atrapalha: você nunca sabe o que fez efeito, porque nunca teve uma variável isolada e nunca teve exame comparativo entre uma fórmula e outra. Se quiser resolver isso, é simples: colha um painel antes e repita seis a oito semanas depois de qualquer mudança. Testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol em método sensível, SHBG, hemograma com hematócrito, perfil lipídico e, aos 44 anos, PSA. O PSA importa mais do que parece no seu caso, porque clomifeno eleva testosterona, e testosterona mais alta pode elevar PSA. Sem valor de base você não vai saber interpretar um resultado alterado lá na frente. Sobre os componentes, uma classificação honesta do que tem evidência e do que não tem. Clomifeno é o item que realmente faz alguma coisa. Ele bloqueia o receptor de estrogênio no hipotálamo e na hipófise, o corpo interpreta que falta hormônio e aumenta LH e FSH, o que eleva testosterona endógena. Funciona mesmo. Duas ressalvas: uso contínuo por anos em homem é off-label e tem pouco dado de longo prazo, e existe relato de alteração visual, principalmente clarões e visão embaçada, que é motivo para suspender e avaliar. E vale dizer com todas as letras: tomar clomifeno todo dia não é "manter a testosterona de forma natural". É intervenção farmacológica contínua no eixo hormonal, só que puxando uma alavanca diferente da reposição. Tadalafila 5 mg tem evidência boa, é dose diária aprovada, ajuda função erétil e tem efeito favorável em pressão e em sintomas urinários. Faz sentido na fórmula. Taurina, vitamina B1 e vitamina A em 1000 UI, nessas doses, não têm efeito relevante sobre testosterona. São inertes no contexto. Tribulus não aumenta testosterona em homens. Isso está bem estabelecido em ensaios controlados, e o que ele eventualmente melhora é percepção de libido, sem mexer no hormônio. Mucuna pruriens contém L-dopa, que reduz prolactina, e existe alguma literatura em homens inférteis. É a mais defensável dos fitoterápicos, mas com evidência limitada. Tongkat ali, o longjack, tem alguns ensaios pequenos com resultado positivo e qualidade metodológica fraca. Incerto, não descartável. Ou seja, o que muda sua testosterona é o clomifeno. O resto da rotação é ruído, e é esse ruído que faz você achar que uma fórmula foi melhor que a outra quando a diferença pode ter sido sono, estresse ou fase de treino. Por fim, uma coisa que costuma render mais que qualquer manipulado nessa faixa etária: dormir 7 a 8 horas, manter percentual de gordura em faixa boa e não deixar a gordura da dieta cair muito baixa. Privação de sono derruba testosterona de forma mensurável em poucos dias, e tecido adiposo aromatiza testosterona em estradiol. São dois fatores gratuitos e com efeito maior que tribulus, mucuna e longjack somados. Se quiser organizar o que está tomando com doses e tempos, e comparar com o que seu endocrinologista propõe, o site tem um gerador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho para discussão, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
Hoje
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Ajuda na evolução do Físico
@Polyester, li o tópico inteiro e tem um achado seu que passou como detalhe de dieta e que, na minha leitura, é a informação mais importante de todo o acompanhamento. Vou chegar nele, mas antes preciso falar da direção geral, porque discordo dela. Você começou com 1,85 m e 74 kg e terminou o acompanhamento com 68,5 kg. Isso te deixa em torno de 20 de índice de massa corporal, ou seja, você era magro e ficou mais magro ainda. Seu objetivo declarado no primeiro post era melhorar o físico, e num homem de 1,85 m com 74 kg o que faltava não era gordura para tirar, era músculo para colocar. Não à toa, na última atualização a força "manteve", enquanto nas primeiras ela aumentava. Força parando durante perda de peso é o aviso clássico de que o déficit já passou do ponto útil. Se você ainda está por aqui, minha sugestão é inverter: subir para a manutenção ao longo de três semanas, estabilizar, e depois entrar num superávit pequeno mirando 200 gramas por semana. Com a sua altura, os próximos 5 kg que você colocar vão mudar muito mais a sua aparência do que os 5 que você tirou. E não deixe que a comparação com o resultado das fotos te confunda: a definição que apareceu era real e você merece o elogio que recebeu, é que ela veio do lugar mais caro possível. Agora o achado. Você relatou desconforto abdominal progressivo, distensão, gases, dor de barriga a ponto de atrapalhar o sono, e melhora clara ao retirar a aveia. A conduta que você recebeu foi "ou come ou não come, sem substituição". Só que essa não é uma preferência alimentar, é um sintoma clínico com várias causas possíveis, e uma delas precisa ser descartada antes de você tirar a aveia definitivamente. Aveia em si não contém glúten, mas a aveia vendida no Brasil é quase sempre processada em linha compartilhada com trigo e tem contaminação cruzada. Ou seja, "melhorei tirando aveia" pode significar duas coisas bem diferentes: sensibilidade à fibra fermentável da aveia, que é betaglucana e é um gatilho comum de distensão e gases em quem tem intestino irritável, ou reação ao glúten da contaminação. Por que isso importa tanto no seu caso? Porque você tem, ao mesmo tempo, queixa articular em joelhos, ombros e cotovelo aos 26 anos, a ponto de ter ido a um reumatologista. E dor articular é uma apresentação bem mais comum de doença celíaca do que as pessoas imaginam. Em séries de pacientes, cerca de 16 por cento apresentavam artralgia no momento do diagnóstico, e a incidência cumulativa de artralgia chega perto de 30 por cento. Existem casos descritos em que a dor articular era praticamente a única manifestação e melhorou com a retirada do glúten. Sintoma intestinal com melhora ao tirar cereal, mais queixa articular sem causa clara, é exatamente o par que deveria motivar a investigação. E aqui está o ponto prático que quase todo mundo erra: o exame de doença celíaca, que é a sorologia com anticorpo antitransglutaminase tecidual IgA junto com IgA total, só é válido se você estiver comendo glúten. Os anticorpos caem quando o glúten sai da dieta, e o resultado vira falso negativo. As recomendações falam em manter consumo regular de glúten por várias semanas antes de colher. Se você retirar cereais por conta própria e só depois pensar em investigar, vai precisar reintroduzir glúten justamente sentindo mal para conseguir um exame confiável. Então a ordem correta é: colher a sorologia primeiro, comendo normalmente, e só depois decidir o que sai da dieta. Se a sorologia der negativa, ótimo, aí a hipótese mais provável passa a ser intolerância às fibras fermentáveis, e nesse caso existe substituição, ao contrário do que te disseram. Para a mesma faixa de carboidrato e sem o gatilho, servem arroz, batata, batata doce, mandioca, tapioca e banana verde. Aproveite e peça também hemograma com ferritina e vitamina B12, porque má absorção aparece primeiro nesses dois. Duas observações menores. O minoxidil tópico 5 por cento no rosto tem absorção sistêmica pequena, mas não nula, e a molécula é um anti-hipertensivo por vasodilatação. É raro dar sintoma sistêmico com uso tópico, mas em quem é sensível pode aparecer taquicardia, retenção de líquido leve e edema. Como você tem histórico familiar forte de hipertensão e afere sua pressão, vale só ficar atento a inchaço matinal e a coração acelerado sem motivo. E um cuidado banal que evita muito aborrecimento: lave bem as mãos e evite contato do rosto com o travesseiro logo depois de aplicar, porque a transferência causa crescimento de pelo em lugar indesejado. Sobre treinar em jejum às 6 da manhã, é uma estratégia válida, mas ela foi colocada num momento em que você já estava perdendo peso e com a força estagnada. Nesse cenário específico ela empurra na direção contrária ao que você quer. Se mantiver o horário, vale pelo menos uma dose de whey antes ou logo depois do treino. Uma última coisa, e é sincera: a qualidade das suas atualizações, com peso, medidas, percentual de adesão e relato honesto dos deslizes, é melhor do que a de muita gente que paga por acompanhamento. Isso é o que faz um projeto dar certo a longo prazo. Se quiser um ponto de partida para montar a subida de calorias até o superávit já sem aveia, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajuste, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1 ANO DEPOIS DE USAR OXANDROLONA, DESABAFOS E VOLTAREI A POSTAR!!d
Seu relato ficou um ano sem nenhuma resposta e merecia melhor, @Julianamagalhaes2911, porque tem coisa boa aqui. O melhor de tudo é a parte que você quase passou batido: um ano treinando sem usar nada, mantendo dieta, aumentando carga, e o shape ficou melhor do que estava com o ciclo. Isso é exatamente o que a gente tenta explicar para quem chega achando que o resultado mora na substância. Você tem a prova no seu próprio corpo e ela vale mais que qualquer argumento. Dito isso, tenho uma correção importante para fazer, e é sobre o termogênico. Os 6 kg você perdeu com o déficit calórico. O termogênico entrou junto e levou o crédito. A magnitude real dessa classe de suplemento é de aumento de poucos por cento no gasto energético diário, algo na casa de 50 a 100 kcal, e boa parte desse efeito vem da cafeína pura. Em três meses de dieta, isso representa uma fração pequena do que você perdeu. O que fez o trabalho foi a dieta certinha que você mesma descreveu. Isso não é implicância. É que tem um detalhe no seu caso que me preocupa de verdade. Você escreveu que teve ansiedade com a oxandrolona e que por isso não quis repetir ciclo, para não colocar sua saúde mental em risco. Foi uma decisão madura. Só que a maioria dos termogênicos vendidos como emagrecedor é composta justamente por cafeína em dose alta, muitas vezes 200 a 400 mg por cápsula, frequentemente somada a sinefrina e às vezes ioimbina. Esse é exatamente o perfil farmacológico que dispara ansiedade, taquicardia, tremor e insônia em quem é sensível, e ioimbina em particular é conhecida por precipitar crise de ansiedade em pessoas predispostas. Ou seja, você evitou uma substância pelo risco de ansiedade e pode ter colocado no lugar outra com risco maior para esse sintoma específico. O que eu sugiro é simples: leia o rótulo do que você está tomando e veja se tem sinefrina ou ioimbina na fórmula. Se tiver, e principalmente se você notar coração acelerado, dificuldade para dormir ou irritabilidade, é essa a causa, e vale trocar por cafeína isolada, em que você controla a dose com precisão. Vale também não usar termogênico depois do meio da tarde, porque a meia-vida da cafeína é de cerca de 5 horas e o efeito sobre o sono dura bem mais do que a sensação de estar acordada. Sobre a estratégia de treino, uma ressalva com carinho. Você tirou perna e focou em superiores, abdômen e glúteo, e ficou satisfeita com o resultado. Faz sentido no curto prazo, porque a diferença nas costas apareceu justamente por ter reduzido gordura e adicionado estímulo onde não havia. Mas glúteo e posterior de coxa são o mesmo complexo funcional, e os exercícios que mais desenvolvem glúteo, como levantamento terra romeno, elevação pélvica e agachamento com afastamento maior, são exercícios de perna. Quem quer glúteo e tira perna acaba limitando o próprio glúteo depois de alguns meses. O ajuste não é voltar ao treino de perna gigante que você não gostava, é manter dois exercícios de quadril por semana dentro do que você já faz. E sobre o "jamais faria bulking novamente", eu entendo perfeitamente e concordo com o que te incomodou. Só que o que te fez mal não foi ganhar peso, foi a velocidade. Bulking agressivo, em que a balança sobe rápido, entrega uma proporção alta de gordura e é isso que gera aquela sensação de ter perdido o corpo. Ganho controlado, em torno de 200 gramas por semana, com proteína alta e progressão de carga, é outra experiência: dá para construir por meses sem que a barriga saia do lugar. Isso importa para você porque, mantendo apenas déficit e manutenção pelos próximos anos, o glúteo e as costas que você começou a enxergar têm teto. Para passar desse teto sem substância nenhuma, em algum momento precisa haver superávit, só que devagar. Por último, a parte que você escreveu no fim, sobre aceitar a estrutura do próprio corpo e estar mais feliz assim, é o melhor pedaço do texto. Guarde isso, porque é o que segura alguém no processo por anos. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo com Deposteron de Farmácia, Dianabol Lander Gold e Trembolona Lander Gold
@Junim, sua pergunta ficou sem análise técnica, então vou fazer a análise. Não vou te dizer para não fazer, você está no terceiro ciclo e já decidiu. Vou apontar o que está estruturalmente errado no desenho, porque tem coisa aqui que dá problema independente de quem seja a pessoa. Primeiro, o que está faltando na informação e que muda a resposta: qual éster da trembolona? Você escreveu "Trembolona 300 mg" e "dom e qua". Se for acetato, essa frequência está errada. Acetato tem meia-vida curta, de aproximadamente um dia, e aplicação duas vezes por semana produz pico alto e vale profundo, ou seja, você fica com o pior dos dois mundos: colateral no pico e nível caindo no meio da semana. Acetato pede aplicação diária ou em dias alternados. Se for enantato, aí duas vezes por semana faz sentido. Esse detalhe sozinho já mudaria seu ciclo inteiro. Segundo, o Dianabol a 50 mg por dia por 6 semanas. Isso é dose alta, e o problema é que a hepatotoxicidade dos 17-alfa-alquilados é dose e tempo dependente. A faixa em que a maioria das pessoas obtém quase todo o benefício é 20 a 30 mg. Passar disso adiciona bem mais fígado, pressão e retenção do que resultado. Se for manter, pelo menos divida a dose ao longo do dia, porque a meia-vida do metandienona é curta, de umas 4 a 6 horas, e dose única diária deixa metade do dia sem nível. Terceiro, e esse é o ponto de arquitetura: nas semanas 3 a 6 você vai estar com três compostos rodando ao mesmo tempo, o cipionato em 400 mg, o Dianabol em 50 mg diários e a trembolona em 300 mg. É a janela de maior risco do ciclo e é justamente quando você tem menos capacidade de identificar o que está causando o quê. Se aparecer pressão alta, insônia, ou peito sensível, você não vai saber de onde veio. Escalonar existe por isso, não por estética de planilha. Colocar a trembolona só depois de encerrar o Dianabol te daria a mesma exposição total com metade da confusão. Quarto, o combo Dianabol mais trembolona é dos piores para tecido mamário e vale entender por quê, porque a maioria trata isso só com inibidor de aromatase e não resolve. O Dianabol aromatiza bastante, então dele vem estrogênio, e isso o inibidor controla. A trembolona não aromatiza, mas ela se liga com alta afinidade ao receptor de progesterona, e a progesterona atua de forma sinérgica com o IGF-1 na formação do tecido glandular mamário. Ou seja, é uma segunda via, que passa por fora do estrogênio. Inibidor de aromatase não bloqueia essa via. É por isso que existe gente que aumenta o anastrozol, zera o estradiol, se sente péssima e mesmo assim continua com o peito incomodando. Se aparecer sensibilidade mamária nesse ciclo, o reflexo de subir o inibidor tende a ser o movimento errado. Quinto, o que precisa ser monitorado e não apareceu no plano. Pressão arterial aferida em casa, várias vezes por semana, porque a combinação de 400 mg de cipionato com Dianabol em dose alta e trembolona é das que mais sobem pressão. Hematócrito e hemoglobina, porque testosterona em dose supra aumenta produção de glóbulos vermelhos e a trembolona reforça isso. Perfil lipídico, sabendo que a queda de HDL nesse esquema é grande. E função renal com creatinina interpretada com cuidado, porque em quem tem muita massa magra e usa trembolona a creatinina sobe sem que isso signifique lesão renal, o que já levou muita gente ao susto desnecessário. Cistatina C resolve essa dúvida quando ela aparece. Sexto, a trembolona tem um conjunto de efeitos que ninguém antecipa e que atrapalham a vida real: sudorese noturna intensa, insônia, queda marcada da capacidade cardiorrespiratória, irritabilidade e, em parte das pessoas, tosse logo após a aplicação. Se você tem qualquer atividade aeróbia, prepare-se para perder fôlego de forma bem perceptível. Sétimo, e é o buraco mais importante do plano: não há uma palavra sobre saída. Ciclo com cipionato de 12 semanas mais trembolona até a semana 10 tem éster longo circulando por semanas depois da última aplicação, e a terapia pós-ciclo precisa começar em função disso, não na semana seguinte. Também não há menção a exames antes de começar. Sem exame de base, os exames de depois não significam nada, porque você não tem com o que comparar. Resumindo a resposta que você pediu ao @Locemar: viável no sentido de que a combinação é usada e conhecida, sim. Bem desenhada, não. Os três ajustes que mais reduziriam risco sem mexer no seu objetivo são baixar o Dianabol para 30 mg divididos no dia, não sobrepor Dianabol com trembolona, e acertar a frequência da trembolona conforme o éster. Se quiser reorganizar o cronograma com doses, semanas e sobreposições visíveis antes de fechar, o site tem um gerador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajuste, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Alguém poderia me indicar um anabolizante oral?
@leeh_cardim, ninguém aqui te deu o que eu acho que era a informação mais importante do seu caso, e ela não tem nada a ver com qual oral tomar. Vou primeiro responder o que você perguntou e depois chegar nela. Sobre orais para mulher, a lista útil é curta e a resposta é meio decepcionante. Oxandrolona é praticamente o único com relação risco e benefício aceitável em protocolo feminino. Stanozolol e oximetolona são muito mais virilizantes e não compensam. E "volume" é justamente o que oral nenhum vai te entregar em dose segura para mulher. Você já testou isso na prática, aliás: fez oxandrolona e não veio volume, fez boldenona e não veio volume. Duas substâncias diferentes, o mesmo resultado. Quando duas ferramentas diferentes falham na mesma tarefa, o problema quase nunca é a ferramenta. Agora o que eu acho que está acontecendo, e aqui vale ler com atenção porque muda tudo. Você escreveu que teve o bebê, voltou a treinar com dois meses e emagreceu muito durante a amamentação. Ou seja, você passou o último ano em déficit energético, e provavelmente um déficit grande, já que a lactação sozinha custa em torno de 500 kcal por dia. Nenhum anabolizante constrói volume em déficit calórico. Nenhum. Isso não é discurso de moderação, é limitação física: para fazer tecido novo é preciso material e energia sobrando. Se você estava perdendo peso, seu corpo estava desmontando, não montando. É por isso que os dois ciclos não deram o que você esperava, e teriam falhado do mesmo jeito com qualquer outra substância da lista. E tem uma segunda camada, que é o motivo real de eu ter parado neste tópico. Uma mulher no primeiro ano após o parto, se sentindo sem força, sem rendimento e sem conseguir ganhar massa, tem duas causas comuns e completamente tratáveis que precisam ser descartadas antes de qualquer conversa sobre anabolizante. A primeira é a tireoide. Tireoidite pós-parto atinge algo em torno de 5 a 10 por cento das mulheres no primeiro ano depois do parto, em mulheres que eram normais antes. Ela costuma ter uma fase inicial de excesso de hormônio, com perda de peso, e depois uma fase de hipotireoidismo, com cansaço, fraqueza, queda de cabelo, pele seca e dificuldade de treinar. É frequentemente confundida com "cansaço normal de mãe" e passa anos sem diagnóstico. Peça TSH, T4 livre e anti-TPO. A segunda é ferro. Deficiência de ferro no pós-parto é altíssima. Em coorte populacional, cerca de 25 por cento das mulheres estavam anêmicas e aproximadamente 39 por cento tinham deficiência de ferro pela ferritina no período pós-parto. Ferritina baixa dá exatamente o quadro que atrapalha treino: fadiga, falta de ar aos esforços, queda de desempenho e queda de cabelo, e isso acontece mesmo com hemoglobina ainda normal. Peça hemograma e ferritina, e olhe a ferritina, não só a hemoglobina. Junte a isso prolactina, que pode continuar elevada por um tempo após o desmame e mantém o eixo reprodutivo suprimido, ou seja, estrogênio baixo, o que também prejudica composição corporal e recuperação. Esses três exames são baratos, e se algum deles estiver alterado você tem a explicação do seu caso inteiro, mais uma solução que não custa colateral nenhum. Fazer ciclo por cima de tireoide ou ferro alterados é gastar dinheiro e correr risco para tapar um buraco que se resolve de outro jeito. Sobre o volume que você quer, o caminho é o que você não vai gostar de ler mas é o que funciona: sair do déficit. Suba as calorias devagar até a manutenção, fique estável algumas semanas e depois entre num superávit pequeno, algo como 200 a 300 kcal acima, com proteína em torno de 1,6 a 2 g por quilo, mirando ganho de 200 a 300 gramas por semana na balança. Nessa fase, e só nessa, um ciclo bem conduzido rende. Na fase em que você estava, não renderia. Mais dois pontos práticos de pós-parto que quase nunca são ditos. Verifique se você tem diástase abdominal, que é o afastamento dos retos, comum depois da gestação. Se tiver, abdominais tradicionais e exercícios que fazem a barriga estufar pioram o quadro, e o trabalho correto é de estabilização, transverso e respiração, antes de qualquer coisa. E se houver plano de mais filhos, considere que androgênios suprimem o eixo hormonal também na mulher e alteram o ciclo menstrual, então esse é um item a colocar na balança agora, não depois. Uma última coisa, e é sincera. Voltar a treinar dois meses depois de ganhar bebê e manter isso por um ano inteiro mostra disciplina que a maioria não tem. Seu problema nunca foi falta de esforço nem falta de droga. Foi tentar construir num período em que seu corpo estava fisiologicamente ocupado com outra coisa. Se quiser um ponto de partida para montar a subida de calorias até o superávit, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajuste, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Duvida sobre oxandrolona
@MarcoUpdatex, resposta direta: sim, é bastante provável que a espermatogênese esteja suprimida, mas "completamente" é justamente a palavra em que a coisa não fecha. E a diferença entre "muito suprimida" e "zerada" é enorme dependendo do motivo da sua pergunta. O mecanismo primeiro, porque ele explica todo o resto. A espermatogênese não depende da testosterona que circula no sangue, depende da testosterona dentro do testículo, que fica em concentração dezenas de vezes maior que a do sangue e é mantida pelo LH agindo nas células de Leydig. Quando você usa um androgênio exógeno, o hipotálamo e a hipófise leem que já tem hormônio sobrando e cortam LH e FSH. Sem LH, a produção intratesticular despenca, e é essa queda, não a do sangue, que trava a produção de espermatozoides. Por isso oxandrolona sozinha, sem nenhuma testosterona injetável, suprime do mesmo jeito: o que importa é o sinal de desligamento no eixo, não qual molécula deu o sinal. O que os colegas citaram no tópico procede, e o achado é esse mesmo: doses modestas de oxandrolona já reduzem testosterona livre e gonadotrofinas em poucos dias. Com 60 mg por dia, que é dose alta, a supressão do eixo é praticamente certa. Agora os dois pontos que faltaram e que respondem sua dúvida de verdade. Primeiro, o tempo. Um ciclo completo de espermatogênese leva cerca de 64 a 74 dias, e ainda tem o trânsito pelo epidídimo, mais uns 10 a 14 dias. Ou seja, o espermatozoide que sai hoje começou a ser produzido dois meses e meio atrás. Com 50 dias de uso, você ainda não completou nem um ciclo inteiro sob supressão. É perfeitamente possível ter contagem já bem reduzida e ainda assim não estar zerado, porque parte do estoque foi produzida antes de você começar. Segundo, e é o ponto mais importante: supressão completa não é garantida em todo mundo. Isso foi estudado a fundo nos ensaios de contracepção hormonal masculina, em que se usou testosterona justamente com a intenção de zerar a contagem, com dose e acompanhamento controlados. Mesmo assim, uma parcela relevante dos homens nunca chegou a azoospermia, ficando em oligozoospermia. Foi exatamente isso que impediu o método de virar contraceptivo comercial. Traduzindo para o seu caso: se a sua pergunta é "posso considerar que estou infértil e dispensar contracepção", a resposta é não. Nunca. Não é confiável para isso. Se a pergunta for pelo outro lado, ou seja, preocupação com fertilidade futura, a notícia é boa. Na análise integrada de Liu publicada no Lancet em 2006, com mais de 1500 homens que ficaram azoospérmicos, o tempo mediano para recuperar 20 milhões por mL depois de parar foi de 3,4 meses. A probabilidade de recuperação foi de 67 por cento em 6 meses, 90 por cento em 12 meses e 100 por cento em 24 meses. Ou seja, com uso de 50 dias, recuperação é a regra e não a exceção. O que atrasa recuperação é uso prolongado por anos, doses altas mantidas e idade mais avançada. Sobre a única forma de saber: espermograma. E vale a ressalva prática, porque muita gente faz errado e se assusta à toa. Respeite abstinência de 2 a 5 dias antes da coleta, e nunca decida nada com base num exame só, porque a variação entre coletas do mesmo homem é grande. Dois exames com intervalo de algumas semanas dizem muito mais que um. Um último ponto, já que você mencionou 60 mg por dia. Essa é dose alta para uso isolado, e a oxandrolona é 17-alfa-alquilada, ou seja, passa pelo fígado. Vale um perfil lipídico e enzimas hepáticas, porque oxandrolona derruba HDL bastante. E um detalhe que costuma pegar quem usa oral isolado: sem nenhuma testosterona junto, com o eixo desligado, é comum aparecer queda de libido e dificuldade de ereção no meio do uso, o que confunde muita gente que esperava o contrário. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Me ajudem na dieta!!
@TheCapix, sua pergunta era simples e ficou sem resposta, então vamos direto: superávit. Com 1,76 m, 79 kg e 15 por cento de gordura, você está exatamente na faixa em que a decisão pende para ganho. A referência prática que costuma funcionar bem em homem é: abaixo de uns 15 por cento, entra em superávit. Acima de 20, corta primeiro. Entre 15 e 20, decide pelo objetivo e pelo tempo de treino. E o seu tempo de treino é o argumento definitivo: um ano, ainda por cima interrompido pela pandemia. Você está na janela em que se ganha músculo mais rápido do que em qualquer outro momento da vida de treino, com 18 anos, testosterona no pico natural e nenhum ciclo feito. Cortar agora seria gastar essa janela perdendo dois ou três quilos que você recupera depois em qualquer cutting de seis semanas. Sobre os 15 por cento, um cuidado. Se o número veio de bioimpedância, e você mencionou a última bioimpedância, ele tem margem de erro grande e varia com hidratação, horário e última refeição. Serve para comparar com ele mesmo ao longo do tempo, no mesmo aparelho e nas mesmas condições, não como valor absoluto. Isso não muda a decisão no seu caso, só para você não tomar aquele número como verdade fixa. Agora o problema real dos seus números, que é mais importante que a dúvida original: a dieta que você montou não é superávit. 176 g de proteína, 350 g de carboidrato e 89 g de gordura dão aproximadamente 2900 kcal. Para um rapaz de 18 anos, 79 kg, treinando, isso está muito perto da sua manutenção. Se você seguir isso à risca, provavelmente vai ficar meses com o peso parado achando que está em bulking. Superávit de verdade é aquele que aparece na balança: 200 a 300 gramas por semana. A conduta correta não é confiar no cálculo, é pesar em jejum três vezes por semana, tirar a média semanal e ajustar. Se em duas semanas a média não subiu, some 200 kcal. Se subiu mais de 500 gramas por semana, tire 200. Segundo ajuste, a proteína. 176 g para 79 kg é 2,2 g por quilo. Os dados de dose-resposta mostram que o ganho adicional some por volta de 1,6 g por quilo, então você está pagando caro por proteína que não vai render mais músculo. Baixar para 130 a 140 g e jogar essas calorias em carboidrato te dá mais energia de treino pelo mesmo custo, e carboidrato é o que sustenta volume de trabalho. Sobre as 4 refeições, pode ficar tranquilo: número de refeições não tem efeito relevante em hipertrofia, desde que o total do dia e a proteína estejam no lugar. Aquela história de comer de três em três horas para "acelerar o metabolismo" não se sustentou nos estudos. Com 4 refeições e 140 g de proteína você fica em torno de 35 g por refeição, que é bem distribuído. O único cuidado prático com poucas refeições é que os totais ficam grandes, então tende a ser mais difícil comer tudo. Nesse ponto o que você mesmo escreveu ajuda muito: você disse que é tranquilo no garfo nos dois sentidos. Quem tem essa característica tem vida bem mais fácil nas duas fases. Uma última coisa, que vale mais que qualquer macro. Com um ano de treino e meses parados no meio, o que vai definir o seu resultado nos próximos dois anos não é a escolha entre superávit e déficit, é constância e progressão de carga registrada. Anote as cargas. Se daqui a seis meses os números do caderno subiram, deu certo, independente de qual estratégia você escolheu hoje. Se quiser um ponto de partida estruturado para montar as 4 refeições já com os macros ajustados, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajustar, não como prescrição.
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1o Ciclo Oxand feminino
@Beazt, suas três perguntas eram objetivas e ficaram sem resposta. Vou respondê-las na ordem, e depois dizer o que eu acho que muda mais o seu resultado do que qualquer dose. Primeira pergunta, o ciclo está muito estendido? Oito semanas não é longo para oxandrolona, é o padrão. O que chama atenção no protocolo não é o tempo, é o desenho: 5 mg por duas semanas, 10 mg por quatro, 5 mg por duas de "desmame". Esse desmame não tem função farmacológica. Oxandrolona não gera dependência nem síndrome de retirada, e reduzir a dose no fim não protege o eixo nem suaviza nada. Ela tem meia-vida de cerca de 9 horas, então quando você para, para. As duas últimas semanas em 5 mg são simplesmente mais duas semanas de exposição sem contrapartida. Se o protocolo fosse meu, seriam 6 semanas efetivas e ponto. Segunda pergunta, 10 mg já no primeiro ciclo é demais? Não é uma dose absurda, é o teto habitual em protocolo feminino, mas para uma primeira exposição eu faria diferente pelo motivo mais prático que existe: você não sabe como você responde. A sensibilidade individual à virilização varia muito e não dá para prever por peso, idade ou nível de treino. Começar e ficar em 5 mg no primeiro ciclo te dá a informação mais valiosa possível, que é saber se você é das que reagem cedo. Se em seis semanas a 5 mg não houver nenhum sinal, o segundo ciclo em 10 mg é uma decisão informada. Se houver, você descobriu isso na metade da dose. Ou seja, sua própria intuição de fazer tudo em 5 mg está correta, e pelo motivo certo. E já que estamos aqui, os sinais que importam: rouquidão ou voz que cansa ao falar muito, aumento ou sensibilidade do clitóris, pelos em rosto e abdômen, acne nas costas, queda de cabelo nas entradas e alteração do ciclo menstrual. Voz e clitóris não voltam ao normal depois. Qualquer um desses, mesmo leve, é motivo para suspender, não para reduzir dose. Terceira pergunta, vale a pena? Aqui vou ser franco, e a resposta é não para o que você quer. Seu objetivo declarado é perder gordura de flanco e abdômen. Oxandrolona não faz isso, e nenhuma substância faz. Redução localizada não existe como efeito farmacológico de esteroide. Onde a gordura sai primeiro e onde ela insiste é definido pela regulação adrenérgica local do tecido adiposo, e essa distribuição é regional e determinada por sensibilidade de receptor, não por qual músculo você treina nem por qual droga você toma. Em mulheres essa diferença regional é bem mais marcada do que em homens, o que é exatamente o motivo de existir uma região que sempre parece ficar por último. O que a oxandrolona faz de verdade é preservar massa magra e dar força durante o déficit. É um efeito real e útil, só que ele não é o que você está procurando. Agora o que eu acho que muda o seu caso, e é o oposto do que você planejou. Você saiu de 59 para 53,8 kg em cinco meses, com 1,58 m. Isso te coloca em torno de 21,5 de IMC, ou seja, você já está magra, e cinco meses seguidos de dieta hipocalórica é bastante tempo. Você mesma escreveu duas coisas que se contradizem: que a barriga te frustra e que sente falta de volume nas pernas. Perna não cresce em déficit. E abdômen embaçado depois de cinco meses de restrição, numa mulher de 21 anos já magra, frequentemente não é gordura teimosa, é o resultado da própria restrição prolongada, com retenção subcutânea associada a cortisol alto e adaptação hormonal. Duas perguntas que valem mais do que qualquer decisão de dose: sua menstruação continuou regular ao longo desses cinco meses? E o seu treino continuou progredindo em carga ou estagnou? Se a resposta for menstruação irregular ou ausente, ou força caindo, o seu corpo já está sinalizando restrição energética por tempo demais, e nesse cenário entrar com androgênio em cima piora o quadro hormonal em vez de resolver. O caminho que eu proporia é o inverso da ordem que você montou. Encerre o cutting agora, suba as calorias devagar ao longo de três a quatro semanas até a manutenção, fique estável por dois a três meses e só então entre na fase de ganho que você mesma disse que quer, com foco em perna. Se em algum momento quiser usar oxandrolona, use nessa fase, porque é aí que ela realmente rende, e não no fim de um déficit longo. Você vai ver a barriga melhorar durante a subida controlada de calorias, e essa é a parte que surpreende quase todo mundo. Sobre o profissional, vale um comentário. O critério que você usou para escolher, ter estranhado o médico que já propunha uma gama de anabolizantes numa primeira consulta e ter preferido quem foi mais conservador, é um critério bom. Acrescento outro que costuma separar bem: bom acompanhamento pede exames antes de propor qualquer coisa, e não depois. Se o protocolo veio antes de perfil lipídico, enzimas hepáticas, hemograma e um painel hormonal com o ciclo menstrual considerado, a conversa começou pelo lado errado. Se quiser simular como ficaria o protocolo com dose e tempo antes de fechar com o seu médico, o site tem um gerador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho para discussão, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Avaliação do shape, ajustes pontuais.
@Kami Back, a evolução do seu shape é das melhores que já vi postadas aqui, e isso não é elogio de praxe: sair do ponto das primeiras fotos e chegar onde você chegou com dois ciclos em três anos significa que o trabalho de base foi bem feito. Dito isso, tem duas coisas no tópico que precisam de correção, e uma delas você perguntou diretamente e nunca recebeu resposta. Começo pela ginecomastia, porque é onde a orientação que você recebeu vai te fazer perder tempo. Você descreveu caroço duro, presente desde os 18 ou 19 anos, já diagnosticado. Isso é ginecomastia em fase fibrótica. E ginecomastia fibrótica não responde a medicamento. O tamoxifeno atua bloqueando o efeito do estrogênio sobre o tecido glandular em proliferação, ou seja, ele funciona enquanto o tecido é novo, mole e costuma doer. A partir de aproximadamente 12 meses de evolução, o tecido glandular vai sendo substituído por estroma fibroso, e fibrose não regride com bloqueio hormonal, porque não existe mais o processo que o remédio interrompe. A literatura é bem consistente nisso: duração dos sintomas é o melhor preditor de resposta ao tratamento clínico, e acima de 12 a 24 meses a conduta é cirúrgica. No seu caso são mais de quinze anos. Tamoxifeno 10 mg por 5 semanas não vai fazer nada além de te dar cinco semanas de expectativa. Foi apresentado como tentativa heroica, e é honesto chamar assim, só que na sua fase específica a chance não é baixa, é praticamente nula. O mesmo raciocínio vale para o masteron. A drostanolona realmente teve uso oncológico em câncer de mama no passado, isso procede, mas o mecanismo dela não é bloquear receptor de estrogênio como o tamoxifeno faz. Ela é um androgênio derivado da DHT que não aromatiza e cujo efeito antiestrogênico é indireto e fraco. Em ginecomastia recente e edemaciada, pode ajudar a "secar" a aparência. Em caroço fibroso de quinze anos, não tem o que fazer. Nenhum dos dois caminhos resolve o seu caso. Cirurgia resolve, e é uma cirurgia pequena. O que te impede é a agenda de trabalho, não a falta de alternativa farmacológica, e é melhor você saber disso do que ficar tentando protocolo atrás de protocolo. Um detalhe que vale registrar mesmo com diagnóstico já feito: assimetria marcada, e você disse que a esquerda é bem maior que a direita, é justamente a apresentação que pede reavaliação por imagem se algo mudar. Endurecimento novo, crescimento rápido, retração do mamilo, secreção ou aderência ao plano profundo são motivos para repetir ultrassom, não para observar. Isso não é alarmismo, é o único cuidado que a assimetria exige. Agora a sua pergunta que ficou sem resposta: masteron 50 mg afeta o cabelo? Afeta, e mais do que testosterona por miligrama. A drostanolona é derivada da DHT e já é o metabólito ativo, ela não precisa da 5-alfa-redutase, ela já chega pronta no receptor androgênico do folículo. Nos derivados de DHT, o finasterida não protege, porque não há conversão para bloquear. Como você declarou que manter cabelo é prioridade, masteron, oxandrolona, stanozolol e proviron são exatamente a família que mais te ameaça nesse ponto. A resposta que você recebeu foi "escolhas, meu cabelo não é prioridade", o que é uma posição legítima de quem respondeu, mas não responde a sua pergunta. A sua pergunta tem resposta objetiva e a resposta é: para o seu objetivo declarado, essa não é a substância. Terceiro ponto, e aqui está o motivo real da estagnação. Você estava com 74,9 kg no começo e 74,7 kg na atualização. Peso parado por semanas com treino pesado significa uma coisa só: você está comendo exatamente sua manutenção. Não existe estratégia de treino que faça perna crescer em manutenção calórica, principalmente perna, que é o grupo que mais exige energia por sessão. Antes de mudar método, bi-set, drop-set ou pirâmide, o ajuste é subir 250 a 350 kcal por dia e verificar se a balança sobe 200 a 300 gramas por semana. Se não subir, não é a dieta que você acha que está fazendo. Sobre a distribuição de macros que estava rodando, 480 g de carboidrato, 140 g de proteína e 40 g de gordura, tem um problema. 40 g de gordura para 75 kg é aproximadamente 0,53 g por quilo, abaixo do que costuma se recomendar como piso, que é algo em torno de 0,8 a 1 g por quilo. Gordura muito baixa por período longo em homem tende a se associar a testosterona mais baixa, e você está fora de ciclo e quer justamente preservar seu eixo. Vale trocar uns 60 g de carboidrato por 25 g de gordura, calorias praticamente iguais e melhor para você. Por último, perna. Você saiu de 45 para 58 cm de coxa. Isso não é uma perna que não responde, é uma perna que já cresceu 13 cm. O que costuma travar a partir daí não é intensidade, é distribuição. Três correções que rendem mais do que trocar de método: Primeira, frequência. Perna uma vez por semana com sessão arrasadora rende menos que duas sessões menores. Vinte séries semanais divididas em dois dias produzem mais que as mesmas vinte séries num dia só, porque na segunda metade da sessão única a qualidade das séries despenca. Segunda, alongamento sob carga. O estímulo de hipertrofia é maior nos exercícios que carregam o músculo na posição alongada. Para quadríceps, agachamento com amplitude completa e cadeira extensora com o quadril mais estendido. Para posterior, stiff e mesa flexora com quadril fletido. Trocar parte do volume por variações que enfatizam a fase alongada costuma destravar quem já treina pesado há tempo. Terceira, e essa é a mais chata: perna cresce com carga que sobe ao longo dos meses. Cadência lenta e variação constante dão sensação boa de treino e dificultam a progressão, porque você perde a referência do que precisa aumentar. Escolha dois ou três exercícios base, mantenha por 8 a 12 semanas e registre a carga. Sobre panturrilha, aí a genética manda mesmo, e o pouco que se pode fazer é frequência alta, quatro a cinco vezes por semana, com amplitude completa e pausa de um segundo embaixo, no alongamento. Se quiser um ponto de partida para reorganizar a divisão com a perna em duas sessões, o site tem um gerador de treino simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajustar ao que você já faz, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Massa magra alta porém percentual de gordura muito alto
@Danielarochah, sua pergunta nunca foi respondida e ela tem resposta boa. Vou pelas partes. Primeiro, a conta. Se você tem 41 kg de massa magra e 32,8 por cento de gordura, seu peso total é de aproximadamente 61 kg, com cerca de 20 kg de gordura. Esses dois números não se contradizem, e é aí que está o mal-entendido. Massa magra alta e gordura alta convivem tranquilamente na mesma pessoa. Uma coisa não protege da outra. Massa magra maior aumenta o gasto de repouso, sim, mas o efeito é da ordem de 13 kcal por quilo de massa magra por dia. Uma diferença de 5 kg de massa magra a mais vale algo como 65 kcal por dia, ou seja, meia barra de cereal. Isso não segura ganho de gordura de ninguém. Segundo, e essa é a parte que quase resolve o tópico sozinha: qual foi o método de medição? Se foi bioimpedância, e quase sempre é, o número tem margem de erro grande e é fortemente afetado por hidratação, horário, alimentação e ciclo menstrual. É comum a bioimpedância errar vários pontos percentuais para mais ou para menos na mesma pessoa em dias diferentes. Isso não quer dizer que você deva ignorar o resultado, quer dizer que ele serve como ponto de partida e para comparação com ele mesmo, sempre no mesmo aparelho, mesmo horário e mesmas condições. Se quiser um número em que dá para confiar de verdade, é DEXA. Adipômetro com um avaliador experiente também é razoável. E, sinceramente, no seu caso o espelho e a fita métrica na cintura vão te informar melhor do que qualquer aparelho. Terceiro, sua pergunta direta: a oxandrolona tem relação com esse percentual alto? Não. Ela não faz acumular gordura. O que ela fez, e as suas fotos mostram isso, foi construir massa magra, o que é exatamente o que explica esses 41 kg. O que provavelmente aconteceu é outra coisa, e você mesma descreveu no seu texto: dieta certinha de segunda a sexta e fim de semana "50 por cento" com doces. Dois dias de excesso apagam com facilidade o déficit de cinco dias. É a conta mais comum e mais frustrante do processo, porque durante a semana a pessoa sente que fez tudo certo. Agora o ponto que eu não posso deixar passar, e que é mais importante do que o percentual de gordura. Você está há cinco meses em uso contínuo, começou com 20 mg por dia, chegou a 40 mg e está em 30 mg. Isso é dose e duração bem acima do que se usa em mulher. A referência habitual em protocolo feminino fica em torno de 5 a 15 mg por dia, por 6 a 8 semanas. Você está em duas a quatro vezes essa faixa, por um período três a quatro vezes maior. Ausência de sintoma perceptível não significa ausência de efeito, e a razão é simples: os efeitos que mais importam são silenciosos ou lentos. Dois grupos preocupam. O primeiro é lipídico. Oxandrolona derruba HDL de forma marcante. Em praticantes de musculação acompanhados durante o uso, o HDL caiu para a casa dos 24 mg/dL contra referência acima de 40, e voltou ao normal depois de suspender. Você não sente isso, só aparece no exame. Faça um perfil lipídico completo agora, junto com enzimas hepáticas, porque a oxandrolona é 17-alfa-alquilada e passa pelo fígado. O segundo é virilização, e esse é o motivo real da minha preocupação com cinco meses seguidos. Engrossamento da voz e aumento do clitóris não regridem depois. Não voltam ao normal ao parar. Sinais precoces: rouquidão discreta, voz que cansa mais rápido ao falar muito, sensibilidade ou aumento do clitóris, pelos em rosto e abdômen, acne nas costas e queda de cabelo nas entradas. Alteração do ciclo menstrual também é aviso. Se qualquer um desses apareceu, mesmo leve, a conduta é suspender, não reduzir dose. Sinal precoce percebido e uso interrompido é o que separa reversível de permanente. Sobre o que fazer para baixar o percentual, respondendo direto à sua última pergunta: nada que você tome vai substituir o déficit. As 1500 kcal da nutricionista, se cumpridas sete dias por semana e não cinco, resolvem. O detalhe que faz diferença no seu caso é proteína: com 41 kg de massa magra e o volume que você treina, mire em 110 a 130 g por dia, isso protege o que você construiu enquanto perde gordura. E vale ajustar a expectativa quanto à velocidade. Com 20 kg de gordura, um ritmo sustentável é de 0,5 a 0,7 por cento do peso por semana, algo como 300 a 400 gramas. Parece pouco, mas em seis meses são 8 a 10 kg de gordura com massa magra preservada, e é assim que a composição corporal muda de verdade. Uma coisa que merece elogio direto: 2 horas por dia de crossfit e musculação de segunda a sexta durante meses é constância que a maioria não tem. Sua parte mais difícil já está feita. O que falta é fechar o fim de semana e conseguir enxergar essa evolução sem depender de um número de bioimpedância. Se quiser um ponto de partida estruturado para fechar os macros com a proteína no lugar certo, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ . A saída é simulada e serve como rascunho para comparar com o que a sua nutricionista montou, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Mais um ciclo, mas apenas relatando...
@Scarian, o tópico tem um ponto que passou sem revisão e que muda coisa importante no seu planejamento: os tais protetores. SAMe e acetilcisteína entraram na conversa como hepatoprotetores, e a resposta que você recebeu foi "não vejo necessidade", o que está certo, mas sem explicar o porquê, e o porquê é o que importa. Testosterona enantato e decanoato de nandrolona são injetáveis e não são 17-alfa-alquilados. A alquilação na posição 17-alfa é justamente a modificação química que faz o oral resistir à passagem pelo fígado e é ela que responde pela hepatotoxicidade clássica, colestase e elevação de enzimas. Injetável de éster longo não tem esse problema. Ou seja, em enantato mais nandrolona não existe nada a proteger no fígado, e você estaria gastando dinheiro em cima de um risco que não está lá. O único item do seu plano que justificaria conversa sobre fígado é a oxandrolona, e mesmo ela é das mais brandas entre os orais nesse quesito. Sobre a acetilcisteína especificamente, o uso com evidência sólida dela é intoxicação por paracetamol. Como hepatoprotetor genérico de ciclo, é folclore. O que realmente merece atenção nesse protocolo não é fígado, é lipídio e pressão. Testosterona em dose supra somada a nandrolona derruba HDL de forma consistente e bem documentada, e você é um homem de 38 anos que quer melhorar a lombar para trabalhar melhor, não um competidor. Perfil lipídico antes, no meio e depois, além de pressão aferida em casa, valem muito mais do que qualquer cápsula de protetor. Sobre a nandrolona em dose baixa para lombar, vale ser honesto com você. Existe fundamento, não é conversa de academia: a nandrolona aumenta síntese de colágeno e teve uso clínico formal em osteoporose por décadas, e boa parte do alívio articular relatado vem de aumento de conteúdo hídrico e de matriz no tecido conjuntivo. Só que existe também o outro lado, que quase nunca é dito: parte do que as pessoas chamam de "articulação lubrificada" é redução da percepção de dor num tecido que continua com o mesmo problema estrutural. Numa lombar crônica, alívio sem correção mecânica é exatamente o cenário em que a pessoa aumenta carga e volume porque parou de doer, e volta pior quando o ciclo termina. Se você usar, use com a regra de não aumentar carga durante o ciclo com base em como a dor está. Ainda sobre nandrolona: mesmo a 25 mg por semana ela suprime o eixo com força desproporcional à dose e tem meia-vida longa, então ela é a substância do seu plano que mais atrapalha a recuperação depois. Se o objetivo declarado é "voltar o contato com AEs" depois de anos parado, ela é o item mais dispensável da lista. Agora o ponto que eu acho mais importante e que ninguém tocou. Você ficou quase um ano sem treinar e está retomando. Quem já treinou antes recupera massa muito mais rápido do que construiu na primeira vez, e o mecanismo mais aceito para isso é a retenção de mionúcleos adquiridos no treinamento anterior, que não se perdem com o destreino. Traduzindo em prática: os primeiros três a seis meses de volta são o período em que você mais ganha por unidade de esforço, sem nada. Ciclar exatamente nessa janela desperdiça o retorno natural mais barato que existe e ainda mistura as variáveis, porque você não vai saber o que foi o ciclo e o que foi o retorno. Sobre a lombar em si, o que tem melhor evidência é menos glamouroso do que parece. A revisão de Steffens publicada no JAMA Internal Medicine em 2016, com 21 ensaios randomizados e mais de 30 mil participantes, encontrou exercício, sozinho ou combinado com educação, como a única intervenção associada a reduzir episódios de dor lombar. Cinta lombar, palmilha e educação isolada não mostraram efeito. Ou seja, o caminho é carga progressiva e constância, e o efeito some quando o programa para, o que quer dizer que isso é rotina permanente e não tratamento de doze semanas. A sugestão do @Foston de terra com carga moderada tem apoio na literatura, com uma ressalva útil: em quem está com dor mais intensa e pouca resistência dos extensores lombares, o terra tende a render menos no começo, e nesses casos vale entrar primeiro por exercícios de baixa carga e alta resistência, ponte, prancha e variações, e migrar para o terra quando a tolerância subir. Sobre a dieta que você postou, 235 g de proteína é bastante acima do que rende. Os dados de dose-resposta apontam ganho adicional desprezível acima de aproximadamente 1,6 g por quilo. O excesso não faz mal com função renal normal, só está ocupando calorias que renderiam mais como carboidrato em torno do treino, que é justamente o que sustenta volume de trabalho e, no seu caso, sustenta o fortalecimento que a lombar precisa. Redistribuir uns 40 a 50 g de proteína para carboidrato peri-treino seria um ajuste barato e com retorno bom. Um último ponto sobre a oxandrolona que você pensou em somar na terceira semana. A resposta que você recebeu no tópico, de que o efeito lipolítico é irrisório, procede. Acrescento o motivo: a maior parte do que se descreve como efeito de recomposição da oxandrolona vem de estudos em grandes queimados e em perda de peso patológica, contexto em que qualquer anticatabólico brilha. Em homem saudável em déficit moderado, o que ela entrega é força e um pouco de preservação, não perda de gordura. Quem perde gordura é o déficit. Fora isso, o relato está bem organizado e o acompanhamento com exames antes e depois é o jeito certo de fazer. Se quiser simular o protocolo com doses e tempos antes de fechar, o site tem um gerador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajuste, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda Com Dieta - Cutting Fazendo TRT
@Faell Gomes, chegando tarde no tópico, mas tem coisa aqui que ainda vale corrigir e que serve para quem cair nesta página procurando "cutting fazendo TRT". Começo pelo que menos apareceu e mais pesa: o diagnóstico. Você entrou em reposição aos 32 anos com testosterona total de 390 ng/dL. As diretrizes de hipogonadismo pedem duas dosagens de testosterona total em jejum, colhidas de manhã cedo, ambas abaixo de aproximadamente 300 ng/dL, somadas a sintomas, e ainda pedem LH, FSH e prolactina para separar hipogonadismo primário de secundário. Com 390 você estava acima do ponto de corte. Isso não quer dizer que seus sintomas eram inventados, libido zero e ausência de ereção matinal são sintomas reais e incômodos, e existe gente sintomática na faixa de 300 a 400. Só que é justamente essa faixa cinzenta em que a conduta padrão seria primeiro investigar as outras causas, sono, apneia, ferritina, tireoide, prolactina, uso de medicação, quadro depressivo, e só depois considerar reposição, porque reposição em geral vira tratamento para o resto da vida. Falo isso sem nenhum sentido de bronca, você já está dois anos dentro e o caminho de volta é outro assunto. Falo porque quem lê o tópico hoje pode estar exatamente naquele ponto de decisão, com um exame de 390 na mão. Segundo ponto, e esse é prático: sua dose oscila bastante conforme o que a farmácia tem. Cipionato 100 mg a cada 5 dias dá 140 mg por semana. Durateston 33 unidades duas vezes por semana, se você estiver medindo em seringa de insulina, dá 0,33 mL por aplicação, ou seja aproximadamente 83 mg de blend por vez e cerca de 166 mg na semana. São protocolos diferentes em dose e diferentes em cinética, porque o Durateston tem propionato e fenilpropionato junto com os ésteres longos e sobe e desce mais rápido. Vale registrar: unidade de seringa de insulina não é unidade de dose de medicamento oleoso, é volume. Se em algum período você sentiu mais oscilação de humor, libido ou retenção, provavelmente foi na troca entre um esquema e outro, não coincidência. Sobre fazer cutting em reposição, a boa notícia é que essa é a situação mais favorável possível para preservar massa magra em déficit, e as fotos mostram isso. O que muda no monitoramento é o seguinte, e vale conferir nos exames de quatro em quatro meses que você já faz: hematócrito e hemoglobina, porque testosterona aumenta eritropoese e déficit calórico com bastante bicicleta e sudorese ajuda a concentrar ainda mais, então o valor pode assustar sem que nada tenha mudado no protocolo. Estradiol dosado, mas interpretado junto com sintoma, não isolado. Perfil lipídico, que costuma piorar em cutting agressivo. E PSA a partir dos 40, ou antes se houver história familiar. Um detalhe que te favorece: você retirou a glândula na cirurgia de ginecomastia. Tecido glandular removido não volta a crescer. Então o medo de ginecomastia recidivante no lado operado não precisa mais pesar nas suas decisões sobre estradiol, e isso importa porque muita gente na sua situação acaba abusando de inibidor de aromatase por um medo que já não se aplica. Estradiol baixo demais em homem dá queda de libido, dor articular e perda de densidade óssea, ou seja, exatamente o oposto do que você procurava na reposição. Agora as duas correções sobre a lesão, que são as que eu acho mais úteis do tópico inteiro. Primeira: você recusou o Diprospan e estava certo. A revisão sistemática de Coombes publicada no Lancet em 2010 mostrou que infiltração de corticoide em tendinopatia funciona bem no curto prazo e fica pior do que as outras opções no médio e no longo prazo, com mais recidiva. Na epicondilite, que é o quadro mais parecido com o seu de antebraço e dor na pegada supinada, o grupo infiltrado terminou pior do que quem não infiltrou. Sua recusa não foi teimosia, foi a conduta que a evidência apoia. Segunda: o tiocolchicosídeo, o Coltrax que foi sugerido. Ele é relaxante muscular, agindo em contratura muscular, e tendinopatia não é contratura muscular, então o alvo já está errado. Mais importante, ele tem restrição regulatória por risco de genotoxicidade. A agência europeia restringiu o uso em 2013 e a Anvisa emitiu carta aos profissionais de saúde sobre isso, limitando a tratamento adjuvante de curta duração em adultos, com dose e tempo restritos. Um dos motivos da restrição é atividade aneugênica dos metabólitos, com preocupação sobre fertilidade masculina. Num homem que já está com espermatogênese suprimida por reposição de testosterona, esse é o último medicamento que eu escolheria de forma casual. O que realmente resolve tendinopatia é carga progressiva, não repouso e não injeção. Exercício com carga controlada, incluindo trabalho excêntrico e isométrico para analgesia, feito de forma progressiva ao longo de semanas. Isso não é opinião de fórum, é o consenso atual em reabilitação de tendão. Se ainda hoje você sente algo no antebraço com pegada supinada, é por aí. Sobre a glucosamina e condroitina que você comprou: não jogue fora, mas ajuste a expectativa. O corpo de evidência é para osteoartrite de joelho, com efeito no máximo modesto e bastante contestado, e não há motivo para esperar efeito em tendão. Não faz mal, só não é isso que vai resolver. Por último, o retorno pós-covid. Como você teve quadro sintomático com febre e dores, a orientação de retorno gradual existe justamente por causa de risco de miocardite. Na prática: só voltar depois de pelo menos alguns dias sem sintoma nenhum, retomar com metade do volume e sem intensidade, e ter atenção redobrada a dor no peito, palpitação, falta de ar desproporcional ao esforço ou tontura. Qualquer um desses sintomas na volta ao treino é motivo de parar e investigar com eletrocardiograma, não de "empurrar". Isso vale ainda mais para você, que está em reposição e faz cardio longo de bicicleta. Fora essas correções, o projeto está bem conduzido. Dorsal e trapézio realmente respondem bem em você e o abdômen estava vindo na direção certa nas atualizações. Se quiser reorganizar o protocolo de reposição de forma mais estável entre as trocas de farmácia, o site tem um simulador de protocolo hormonal em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho de discussão com o médico que te acompanha, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Lone Warrior começou a seguir Barra proteica caseira: 3 receitas com 21 a 25 g de proteína
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Fast-food mexe com hormônios? Saciedade, peso, testosterona e plásticos
Comer um lanche de fast-food ocasionalmente não derruba a testosterona nem envenena o corpo. O problema mais bem demonstrado aparece quando refeições macias, densas em energia e fáceis de engolir viram rotina. Elas favorecem ingestão rápida, atrasam a percepção de saciedade e podem fazer a pessoa consumir centenas de calorias extras sem notar. Em “Fast Food vs Hormônios: A verdade Surpreendente!”, o endocrinologista Carlos Eduardo Seraphim organiza essa discussão em três níveis: hormônios de fome e saciedade, função reprodutiva e exposição a substâncias de embalagens. A evidência é forte para consumo energético e ganho de peso em curto prazo. É associativa para testosterona. E ainda é menos quantificada para dano clínico causado por BPA, ftalatos e plastificantes nas exposições habituais de adultos. O fast-food inventou a velocidade, não o hambúrguer Em 1948, os irmãos McDonald transformaram um drive-in de churrasco na Califórnia. O cardápio caiu de 25 para nove itens, e a cozinha foi redesenhada como uma linha de montagem. Cada funcionário repetia uma etapa, o lanche saía em segundos e o preço caía. A operação cresceu até uma escala estimada em cerca de 70 milhões de clientes por dia. O número ajuda a entender o alcance, mas a inovação decisiva foi a velocidade. Hambúrguer já existia. Comida pronta quase imediatamente, padronizada e fácil de consumir em combo virou o modelo. Essa velocidade conversa mal com a fisiologia da saciedade. Refeições de fast-food costumam reunir três características: alta densidade energética, com muitas calorias em pouco volumetextura macia, que exige menos mastigaçãocombinação pronta de lanche, batata, bebida e acompanhamentos O corpo não recebe um cronômetro exato de 20 minutos para parar de comer. Esse intervalo é uma simplificação didática. Ainda assim, sinais intestinais e neurais de saciedade não surgem no primeiro segundo. Se a refeição entra rápido, o consumo pode avançar muito antes de a sensação de “chega” ficar evidente. GLP-1, peptídeo YY e grelina participam do freio Quando nutrientes chegam ao trato gastrointestinal, células intestinais liberam sinais como GLP-1 e peptídeo YY, também chamado PYY. Eles participam da saciedade, reduzem a velocidade do esvaziamento gástrico e ajudam o cérebro a ajustar a ingestão. A grelina percorre a direção oposta em parte desse circuito e se relaciona à fome. Nenhum desses hormônios age sozinho. Volume, densidade energética, proteína, fibra, velocidade de mastigação, palatabilidade, sono, rotina e ambiente também interferem. Por isso, a frase mais precisa não é “fast-food bloqueia GLP-1”. É que refeições ultraprocessadas podem facilitar consumo rápido e elevado antes que o conjunto dos sinais de saciedade limite a quantidade. Ultraprocessado é uma classificação brasileira O conceito ganhou forma em 2009 com o pesquisador brasileiro Carlos Augusto Monteiro, da Universidade de São Paulo. A classificação NOVA separa alimentos em quatro grupos: in natura ou minimamente processadosingredientes culinários processadosalimentos processadosalimentos ultraprocessados Ultraprocessados são formulações industriais que frequentemente combinam substâncias extraídas ou modificadas, aditivos e pouco alimento inteiro reconhecível. Fast-food e ultraprocessado se sobrepõem bastante, mas não são sinônimos perfeitos. Uma refeição rápida pode incluir componentes pouco processados, e um ultraprocessado pode ser consumido em casa. O ensaio que encontrou 508 kcal extras por dia O experimento mais importante internou 20 adultos durante um mês. Cada participante passou duas semanas em dieta ultraprocessada e duas semanas em dieta não ultraprocessada, em ordem aleatória. O desenho era cruzado, então cada pessoa servia como seu próprio controle. As refeições disponibilizadas foram cuidadosamente pareadas para calorias apresentadas e nutrientes como açúcar, gordura, fibra e sódio. A quantidade oferecida era maior do que a necessidade. Cada participante podia comer à vontade, e a equipe media o que realmente saía do prato. Na fase ultraprocessada, o consumo aumentou em média 508 ± 106 kcal por dia. Em duas semanas, houve ganho de aproximadamente 0,9 kg. Na fase não ultraprocessada, ocorreu perda de peso de magnitude semelhante. A velocidade de ingestão também foi maior com ultraprocessados. O estudo tinha somente 20 pessoas, mas compensou parte dessa limitação com internação, fornecimento controlado das refeições e desenho cruzado. Ele não prova que todo produto industrializado provoca exatamente 508 kcal extras. Demonstra que, naquele ambiente, o grau de processamento alterou de forma relevante o consumo espontâneo mesmo quando a oferta foi planejada para parecer nutricionalmente comparável. Comida minimamente processada produziu maior perda de peso Um segundo ensaio levou a pergunta para a vida fora da internação. Cinquenta e cinco adultos com sobrepeso ou obesidade passaram oito semanas em uma dieta minimamente processada e oito semanas em uma dieta ultraprocessada. As duas seguiam o guia alimentar britânico e foram organizadas como padrões saudáveis no papel. As duas condições reduziram peso, mas a perda foi aproximadamente o dobro com alimentos minimamente processados. O resultado importa porque separa processamento de uma caricatura em que uma dieta seria equilibrada e a outra composta apenas por refrigerante e salgadinho. Isso não transforma a NOVA em explicação única. Textura, densidade energética, velocidade, variedade e palatabilidade fazem parte do mecanismo. Na prática, porém, o conjunto apareceu novamente: menos processamento facilitou menor ingestão e maior redução de peso. O que mudou nas compras de 150 mil domicílios Um painel representativo de 150 mil domicílios dos Estados Unidos ligou transações reais a questionários sobre o início de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1. A análise principal comparou 2.602 domicílios adotantes com não adotantes semelhantes. Nos seis meses seguintes ao início do tratamento: o gasto com supermercado caiu 5,3%o gasto em fast-food, cafeterias e outros estabelecimentos de serviço rápido caiu 8,0%salgadinhos caíram 10,1%produtos doces de padaria caíram 8,8%biscoitos caíram 6,5% Iogurte, frutas frescas, barras nutricionais e snacks de carne tiveram estimativas positivas. O estudo mede compras, não ingestão, GLP-1 natural ou resultado clínico. Ainda assim, o deslocamento do carrinho é coerente com o aumento farmacológico da saciedade: os maiores recuos ocorreram em categorias densas em energia e fáceis de consumir. Fast-food derruba testosterona? Um estudo transversal analisou 2.935 jovens dinamarqueses, com mediana de 19 anos e sem seleção por fertilidade. Maior adesão ao padrão alimentar ocidental se associou a pior qualidade seminal. A investigação também mediu volume testicular, testosterona total e livre, estradiol, inibina B, FSH, LH e SHBG. O desenho não permite concluir que o fast-food causou o resultado. Padrão alimentar ocidental também pode caminhar com maior ingestão energética, ganho de gordura, menos atividade física, sono pior e outros hábitos. O excesso de tecido adiposo altera aromatase, SHBG, inflamação e o eixo reprodutivo. O peso é um mediador plausível, mas não explica automaticamente todo o achado. A leitura prática é mais limitada do que uma manchete sobre testosterona: uma refeição ocasional não produz queda hormonal comprovadaconsumo frequente pode favorecer excesso calórico e ganho de gorduraadiposidade excessiva pode prejudicar o ambiente hormonal e metabólicoassociação com sêmen e hormônios não equivale a causalidade Como uma molécula quase hormonal foi parar na embalagem O bisfenol A foi sintetizado em 1891. Décadas depois, pesquisadores investigaram sua atividade estrogênica. Ele não virou o hormônio farmacológico escolhido, mas a indústria descobriu utilidade na produção de policarbonato e de resinas usadas para revestir latas. Disruptores endócrinos são substâncias capazes de imitar, bloquear ou alterar sinais hormonais. No caso do BPA, a atividade estrogênica é muito mais fraca do que a do estradiol. Isso não elimina preocupação com exposição crônica e múltiplas fontes, mas impede a ideia de que BPA se comporte no corpo como uma dose equivalente de estrogênio humano. Nem todo plástico aquecido libera BPA O conselho de não aquecer comida em plástico é prudente. A explicação comum de que “qualquer pote aquecido libera BPA” está errada. Potes domésticos e embalagens podem usar polímeros diferentes. Polipropileno, comum em recipientes de cozinha, não tem BPA como componente estrutural. Migração depende do material, dos aditivos, da temperatura, da gordura do alimento, do tempo de contato e do desgaste. O hábito mais simples é transferir a comida para prato, vidro ou cerâmica antes de aquecer. A medida reduz uma exposição evitável sem precisar adivinhar a composição de cada embalagem. O selo BPA free também não resolve toda a pergunta. Em alguns produtos, BPA foi substituído por bisfenóis como BPS, que têm atividade biológica em laboratório e menos dados acumulados. Quem pretende reduzir contato pode priorizar vidro e inox em vez de procurar apenas um selo. Ftalatos apareceram na urina e no próprio fast-food Uma análise da população dos Estados Unidos comparou o consumo de fast-food nas 24 horas anteriores com metabólitos urinários. O grupo de consumo elevado apresentou 23,8% mais metabólitos de DEHP e 39,0% mais metabólitos de DiNP do que quem não havia consumido fast-food. Em outra etapa, pesquisadores compraram hambúrgueres, batatas, nuggets, burritos e pizza. Foram 64 amostras de alimentos e três pares de luvas analisados: DnBP apareceu em 81% das amostrasDEHP apareceu em 70%DEHT ocorreu nas maiores concentrações entre os plastificantes medidosas luvas tinham DEHT equivalente a 28% a 37% do peso Os resultados mostram que plastificantes podem chegar ao alimento por diferentes pontos da cadeia, incluindo materiais de manipulação. Não mostram que uma refeição causou doença hormonal. A amostragem foi pequena, localizada e descrita pelos próprios autores como preliminar. Outro levantamento transversal encontrou associações entre alguns metabólitos de ftalatos e testosterona mais baixa em grupos de homens, mulheres e crianças. Novamente, urina e hormônio foram medidos em um recorte temporal. A relação permite formular hipótese, não declarar causa. Recibo térmico existe, mas não é o maior problema do consumidor comum Papel térmico pode usar bisfenóis como reveladores de impressão. Um experimento mostrou aumento da transferência e da absorção quando participantes manusearam recibos depois de usar higienizador de mãos e, em seguida, tocaram alimentos. Exposição ocupacional merece mais atenção porque operadores de caixa lidam com centenas de recibos. Para quem pega um comprovante e segue o dia, a dose tende a ser muito menor. Recusar papel desnecessário é uma medida simples, mas não deve ocupar mais espaço mental do que frequência de fast-food, qualidade da dieta e excesso calórico. Jovens brasileiros consomem mais ultraprocessados Na POF 2017–2018, ultraprocessados responderam por 19,7% das calorias entre brasileiros com 10 anos ou mais. A média escondia um gradiente etário: adolescentes: aproximadamente 26,7%adultos: aproximadamente 19,5%idosos: aproximadamente 15,1% No ENANI-2019, ultraprocessados responderam por aproximadamente 30,4% da energia entre crianças de 24 a 59 meses. A prevalência de consumo foi de 80,5% entre 6 e 23 meses e de 93,0% entre 24 e 59 meses. Participação calórica e prevalência são medidas diferentes. Uma indica quanto da energia veio do grupo. A outra mostra quantas crianças consumiram ao menos um item. As duas apontam exposição muito cedo a produtos que o Guia Alimentar brasileiro recomenda substituir por alimentos in natura, minimamente processados e preparações culinárias. A hierarquia de preocupação evita terrorismo alimentar Os blocos de evidência não têm o mesmo peso: Saciedade, ingestão e peso: ensaios randomizados mostram efeito relevante em curto prazo.Testosterona e função reprodutiva: existem associações, mas peso e estilo de vida confundem a relação.BPA, ftalatos e substitutos: a exposição é mensurável, porém não há demonstração de dano clínico em adultos nas doses habituais. BPA e ftalatos não se comportam como chumbo acumulado por toda a vida. O organismo elimina grande parte em horas ou dias, então a urina reflete principalmente exposições recentes. Uma intervenção com cinco famílias, totalizando 20 participantes, trocou alimentos enlatados e embalados em plástico por comida fresca durante três dias. O BPA urinário caiu 66%, e metabólitos de DEHP caíram aproximadamente 53% a 56%. O achado demonstra redução rápida de biomarcadores de exposição. Não demonstra cura hormonal ou benefício clínico em três dias. Cinco atitudes práticas que atacam o problema maior Reduza a frequência sem criar alimento proibido. Uma refeição eventual tem significado diferente de um padrão diário.Priorize comida fresca feita em casa. A medida aumenta controle sobre ingredientes, velocidade, porção e contato com embalagens.Não aqueça na embalagem plástica. Passe a comida para prato, vidro ou cerâmica.Use vidro ou inox quando for viável. Não é necessário descartar toda a cozinha de uma vez.Leia a lupa frontal. A Anvisa exige destaque para alto teor de açúcar adicionado, gordura saturada e sódio. Esses nutrientes têm impacto mais bem estabelecido do que o medo abstrato de qualquer contato com plástico. Conclusão Fast-food mexe com hormônios principalmente por um caminho menos misterioso: facilita comer rápido e em excesso. No ensaio mais controlado, a diferença chegou a 508 kcal por dia e aproximadamente 0,9 kg em duas semanas. Repetido ao longo do tempo, esse padrão favorece obesidade, diabetes, hipertensão, esteatose e alterações reprodutivas mediadas pela adiposidade. BPA e plastificantes não são invenção. Eles aparecem em alimentos, luvas, urina e papel térmico. O que falta é transformar presença em uma estimativa segura de dano clínico para adultos nas exposições usuais. A resposta equilibrada não é pânico nem indiferença. É reduzir frequência, cozinhar mais, aquecer em materiais inertes e usar a lupa do rótulo para atacar primeiro o que já está melhor quantificado. FAQ Comer fast-food uma vez derruba testosterona? Não há evidência de que uma refeição ocasional cause queda relevante e duradoura de testosterona. O risco mais plausível aparece quando consumo frequente favorece excesso calórico, ganho de gordura e piora metabólica. Ultraprocessado e fast-food são a mesma coisa? Não exatamente. Muitos itens de fast-food são ultraprocessados, mas as categorias não são idênticas. A NOVA classifica alimentos conforme natureza, extensão e finalidade do processamento. O estudo realmente encontrou 508 kcal extras? Sim. Vinte adultos consumiram em média 508 ± 106 kcal por dia a mais durante a dieta ultraprocessada. É a média de um ensaio específico, não uma quantidade garantida para toda pessoa ou refeição. Posso esquentar comida em pote plástico? O mais prudente é transferir para vidro, cerâmica ou prato. Nem todo plástico contém BPA, mas calor, gordura, desgaste e aditivos podem aumentar migração de substâncias. BPA free significa livre de disruptores endócrinos? Não necessariamente. O produto pode usar outros bisfenóis ou aditivos. Vidro e inox reduzem a dependência de descobrir qual substituto foi empregado. Qual é a atitude mais importante? Diminuir a frequência de ultraprocessados e priorizar comida fresca. Essa escolha atua simultaneamente sobre saciedade, ingestão energética, peso e exposição a materiais de embalagem. Referências SERAPHIM, Carlos Eduardo. Fast Food vs Hormônios: A verdade Surpreendente!. [S. l.], 30 ago. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=jdDn4Cbyz9I. Acesso em: 31 ago. 2026.MONTEIRO, Carlos A. Nutrition and health. The issue is not food, nor nutrients, so much as processing. Public Health Nutrition, v. 12, n. 5, p. 729-731, 2009. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19366466/. Acesso em: 31 ago. 2026.HALL, Kevin D. et al. Ultra-Processed Diets Cause Excess Calorie Intake and Weight Gain: An Inpatient Randomized Controlled Trial of Ad Libitum Food Intake. Cell Metabolism, v. 30, n. 1, p. 67-77.e3, 2019. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31105044/. Acesso em: 31 ago. 2026.DICKEN, Samuel J. et al. Ultraprocessed or minimally processed diets following healthy dietary guidelines on weight and cardiometabolic health: a randomized, crossover trial. Nature Medicine, v. 31, p. 3401-3413, 2025. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41591-025-03842-0. 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Cutting para diminuir BF. e peso
Antes de qualquer coisa, um ponto de segurança que passou batido no tópico e precisa ser corrigido para quem chegar aqui depois: no protocolo de pré-treino aparece "ioimbina 5g". Isso é erro de digitação, e é um erro perigoso de copiar. A dose estudada de ioimbina fica na casa de 0,2 mg por quilo, ou seja algo entre 10 e 20 mg por dia num adulto, não gramas. Cinco gramas seriam centenas de vezes a dose e causariam crise hipertensiva. @Apollo Galeno claramente quis dizer 5 mg. Vale a correção porque esse tópico vai ser lido por gente que copia protocolo sem perguntar. Sobre a ioimbina em si, @Cleo, cabe um alerta separado: ela não é suplemento, é medicamento, e você estava tomando junto com 420 mg de cafeína em jejum. Essa combinação sobe frequência cardíaca e pressão de forma somada, e a ioimbina é justamente a que mais dá ansiedade, tremor e taquicardia em quem é sensível. Se em algum momento você sentiu coração disparado no aeróbico da manhã, era isso, não "falta de condicionamento". Agora o ponto central, que é a sua pergunta real e nunca foi respondida direito: "meu metabolismo é ruim, como vou emagrecer subindo de 1200 para 1500 kcal?". Essa exata dúvida foi testada em laboratório, e o resultado é um dos achados mais úteis da nutrição clínica. No estudo de Lichtman publicado no New England Journal of Medicine em 1992, pegaram pessoas que se diziam resistentes à dieta, que juravam comer pouco e não emagrecer, e mediram o gasto energético real com água duplamente marcada. O gasto delas estava dentro de 5 por cento do previsto pelas equações. O metabolismo estava normal. O que estava errado era o registro: elas relatavam cerca de 1028 kcal por dia e comiam de verdade 2081 kcal. Subestimavam a ingestão em 47 por cento e ainda superestimavam o gasto com exercício em 51 por cento. E não era má-fé, era memória mesmo, num teste controlado elas lembravam de cerca de 20 por cento menos comida do que tinham comido. O que isso significa no seu caso é o seguinte. Provavelmente você nunca comeu 1200 kcal de forma consistente. Você comia 1200 nos dias bons e algo bem maior nos dias que não entraram na conta, o que aliás você mesma descreveu quando falou em "dias de compulsão" e no fim de semana que não fechou. Uma dieta de 1500 kcal pesada e cumprida entrega déficit real. Uma dieta de 1200 kcal estimada por olho não entrega. É por isso que subir a meta funciona: não é mágica metabólica, é que a meta maior é a que você consegue de fato cumprir sete dias por semana. Isso não quer dizer que adaptação não existe. Restrição longa reduz gasto além do esperado pela perda de peso, mexe em leptina, hormônio tireoidiano e principalmente no gasto de atividade não estruturada, que é você andando menos, gesticulando menos, subindo menos escada sem perceber. Só que a magnitude disso é de dezenas a poucas centenas de calorias, não é o que explica alguém não emagrecer nada em meses. Sobre a low carb que você propôs, 30 g de carboidrato contra 130 g: em estudo de câmara metabólica com proteína e calorias igualadas, a diferença de perda de gordura entre alto e baixo carboidrato é irrelevante. O que a low carb faz bem é saciedade e controle de fome em algumas pessoas. O que ela faz mal, no seu caso específico, é treino de força em jejum às 6h30. Você já treina sem comer nada além de cafeína, cortar carboidrato por cima disso vai derrubar volume de treino, e volume de treino é o que preserva massa magra durante o déficit. Se você gosta do formato low carb, o caminho é concentrar o carboidrato em torno do treino, não zerar. Duas correções práticas no que estava montado. Primeira: 110 g de proteína para 64 kg está no limite de baixo para quem está em déficit. Em cutting o alvo razoável é 1,8 a 2,2 g por quilo, então algo entre 115 e 140 g. Se precisar de espaço calórico, tire da gordura, não da proteína. Segunda: treino de força em jejum não é proibido, mas se o objetivo é preservar músculo, uma dose de whey antes ou logo depois do treino resolve boa parte do problema sem atrapalhar nada. Sobre a oxandrolona, o que foi dito no tópico está certo e vale reforçar com o porquê. Oxandrolona não emagrece. A parte do efeito lipolítico dela vem principalmente dos estudos em grandes queimados e em perda de peso patológica, contexto que não tem nada a ver com uma mulher de 23 anos com dieta ainda não fechada. Com 64 kg e 1,57 m você tem margem enorme para perder gordura sem nenhuma substância, e ciclar antes de ter dieta e treino rodando 100 por cento é gastar o recurso na fase em que ele menos rende. Acrescento um ponto que ninguém levantou aqui: em mulher, os colaterais que interessam não são fígado ou colesterol apenas, são os virilizantes, engrossamento de voz, aumento de clitóris e queda de cabelo com padrão androgênico. Voz e clitóris não voltam ao normal depois. Isso muda a conta de risco e benefício de forma bem diferente do que muda para um homem. Uma última coisa, e essa é a mais importante. Você fechou quinze dias com adesão que você mesma estimou em 50 por cento e mesmo assim perdeu medidas. Isso é a resposta que você procurava sobre metabolismo: ele está funcionando. Não faltou metabolismo, faltou constância. E, sinceramente, largar o tópico depois do puxão de orelha foi a pior escolha possível, porque os números estavam indo a seu favor. Se quiser um ponto de partida estruturado para fechar os macros com os números certos, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajustar, não como prescrição. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Acredito que agora vai, ajuda para definir!!!
@Natanael, você disse que ia providenciar as informações e o tópico parou aí. Mas o que você já tinha postado — a dieta completa e o treino inteiro — permite responder as duas coisas que te incomodam, e as duas têm causa identificável. Primeiro, por que a gordura não sai. Some o arroz: são cerca de 250 g no almoço e 250 g no jantar, meio quilo de arroz cozido por dia, mais feijão, mais duas fatias de pão no café. Sua dieta não é "suja" — ela é limpa e é grande. E aí está a armadilha: comida saudável também engorda quando a quantidade passa do gasto. Você provavelmente está próximo da manutenção, ou pouco abaixo, o que explica os 3 kg em dois meses e a sensação de estagnação depois. O ajuste é simples e não exige cortar nada: reduza o arroz para cerca de 150 g por refeição e aumente a proteína animal. Hoje seu almoço tem 100 g de frango mais uns 80 g de outra carne, o que é razoável, mas a proporção do prato está muito puxada para o carboidrato. Levando a proteína para 160 a 170 g por dia — o que para 82 kg é o alvo certo — você fica mais saciado comendo menos calorias, e preserva o músculo que está construindo agora. Um detalhe do seu cardápio que vale corrigir: o jantar às 21h igual ao almoço, com 250 g de arroz, é uma refeição pesada perto de dormir. Não é que engorde mais à noite — isso é mito —, é que essa quantidade de carboidrato tarde atrapalha o sono de muita gente, e sono ruim aumenta a fome do dia seguinte. Segundo, o treino. Ele tem um problema claro de distribuição. Conte: você tem três exercícios para bíceps, três para tríceps e mais um para antebraço — sete exercícios só para braço. E tem quatro exercícios de ombro num dia, sendo três deles para a porção frontal, que já é trabalhada de sobra em todo supino que você faz. Enquanto isso, a perna inteira aparece uma única vez na semana. E aí entra o ponto mais importante para quem tem dois meses de treino: ABCD com seis dias significa treinar cada grupo uma vez por semana. Para hipertrofia, com volume igualado, duas vezes por semana rende mais — isso está bem estabelecido na literatura. Você poderia ter mais resultado sem treinar um minuto a mais, apenas redistribuindo. O que eu faria no seu lugar: trocar por um AB alternado, quatro ou cinco vezes por semana. A com empurrar mais perna, B com puxar mais perna. Cada grupo passa a ser estimulado duas vezes, a perna deixa de ser um evento único e você corta a gordura de volume em braço e ombro frontal, que hoje não está te levando a lugar nenhum. Uma última coisa, que vale mais que os dois ajustes acima: você não mencionou carga em lugar nenhum. Com dois meses de treino, o que decide o seu próximo ano é a carga subir. Anote quanto você levanta em cada exercício. Se em quatro semanas os números não mudaram, o problema não é o treino nem a dieta — é que a sobrecarga progressiva não está acontecendo. Para montar a divisão e registrar essa progressão: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ @FaBHana e @Ferraz, obrigado pela recepção.
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GH + Oxan 1 ciclo
@Maira morais, você escreveu duas frases que explicam o seu tópico inteiro e que ninguém conectou: "fico fraca nos treinos" e "o ânimo para malhar pesado é bem pouquinho". A resposta que você recebeu foi treinar na base do ódio. Eu discordo, e por um motivo concreto. Você usa paroxetina. Entre os inibidores seletivos de recaptação de serotonina, ela é justamente a que mais se associa a fadiga e a ganho de peso — os dados comparativos mostram fadiga em cerca de 17% dos usuários de paroxetina contra 2 a 6% de sertralina, citalopram e fluoxetina, e ela é a que lidera com folga em ganho de peso da classe, por conta de efeitos anti-histamínicos e anticolinérgicos que aumentam apetite e reduzem disposição. Ou seja: a sua falta de ânimo pode não ser preguiça nem falta de caráter. Pode ser farmacologia. Isso não significa parar o remédio — de jeito nenhum, e suspensão abrupta de paroxetina é particularmente ruim, ela tem um dos piores quadros de descontinuação da classe. Significa levar essa pergunta específica ao seu psiquiatra: existe alternativa com perfil mais neutro para o meu caso? Às vezes existe, às vezes o benefício da paroxetina compensa e vale manter. Mas você merece saber que vem carregando um peso que ninguém tinha te mostrado, e parar de se culpar por ele. E é por isso que discordo do "treinar na base do ódio". Para alguém com transtorno de ansiedade em tratamento, transformar o treino em punição é a receita para o padrão que você mesma descreveu: um mês indo, dois meses sem ir. O que quebra esse ciclo é o contrário — treino que cabe na sua semana e que você consegue repetir em semana ruim. Você já está em cinco meses seguidos com personal, que é o período mais longo da sua vida. Isso não veio do ódio; veio de ter uma estrutura. Agora dois ajustes técnicos. O primeiro é o alvo. Você disse que sempre foi magra, sem volume e sem qualidade, e que quer volume. Com 1,67 m e 63 kg, isso está correto: seu caso é construir. Mas o plano que recebeu tem sete sessões de caminhada ou HIIT por semana e 140 g de carboidrato, que é configuração de emagrecimento. Isso vai contra o seu objetivo. Eu cortaria o cardio para duas ou três sessões, colocaria as calorias na manutenção ou um pouco acima, e manteria a proteína nos 100 g — que, aliás, está adequada. O segundo é a dificuldade de comer pela manhã, que você citou e que ninguém resolveu. Não force café da manhã. Se você não sente fome cedo, concentre a comida do meio-dia em diante — isso não atrapalha resultado nenhum desde que o total do dia feche. O que atrapalha é você chegar ao treino sem ter comido nada e sem ter fechado a proteína, o que provavelmente é o caso hoje. Sobre o GH com testosterona que você propôs: nada disso, e nem por questão moral. Você tem cinco meses de treino consistente e nunca fez uma dieta na vida — as duas alavancas que mais te dariam resultado ainda estão intocadas. Além disso, testosterona em mulher tem como principal risco a virilização, com voz e clitóris possivelmente irreversíveis, e GH numa pessoa que não fez o básico é dinheiro convertido em retenção. E sobre o gin com tônica: pode manter no fim de semana, dentro da conta. Tônica sozinha tem açúcar, então diet ou água com gás resolvem melhor. Para calcular quanto comer com os seus números e o seu objetivo real, que é ganhar: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ @Apollo Galeno e @FaBHana, obrigado pelo tempo dedicado ao tópico. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Oxandrolona e testosterona
@Vanessa, sua pergunta ficou sem resposta. Ela tinha duas partes — se dá resultado e se tem colateral — e as duas têm resposta objetiva. Dá resultado? Dá. Oxandrolona 10 mg por dia é uma dose funcional para mulher, e acrescentar testosterona em gel amplifica isso. O problema não é a eficácia; é o preço, e é aí que a segunda parte da sua pergunta importa muito mais. Tem colateral? Tem, e o principal deles é a virilização. Acne, oleosidade, queda de cabelo com padrão masculino e aumento de pelos são desconfortáveis, mas revertem quando se para. Os dois que não revertem são o engrossamento da voz e o aumento do clitóris — a literatura os descreve como possivelmente permanentes. E o que mais me preocupa no seu caso é a combinação: você não está usando um androgênio, está usando dois somados. O risco não é a média dos dois, é a soma. Sobre o gel especificamente, três coisas que quase nunca se dizem. A primeira é a dose. Uma mulher produz naturalmente algo entre 4 e 7 mg de androgênios por semana. 5 mg de testosterona por dia colocam você em uma ordem de grandeza acima disso — não é reposição, é uso suprafisiológico. Se a intenção fosse repor testosterona em mulher, as formulações e doses femininas existem e são muito menores. A segunda é a transferência por contato. Testosterona transdérmica passa de pele para pele: abraço, mão no ombro, criança no colo, toalha compartilhada. Existem casos descritos de virilização em crianças e em parceiros por esse contato. Se você mora com alguém, especialmente com criança, isso exige aplicar em área coberta por roupa, lavar as mãos e esperar secar completamente. A terceira é a que faz diferença prática: o gel é difícil de dosar com precisão e a absorção varia muito de pessoa para pessoa e de dia para dia, dependendo de pele, suor e banho. Você não sabe quanto entrou. Num contexto em que a diferença entre a dose que funciona e a dose que engrossa a voz é pequena, essa imprecisão é um problema sério. O que eu faria: escolher um só. A oxandrolona isolada, na dose que você já citou, com prazo definido de oito semanas, e com exames antes e no meio — lipidograma, porque ela derruba o HDL de forma marcante, e TGO, TGP e gama-GT, porque é um oral 17-alfa-alquilado. E, ao primeiro sinal de alteração de voz, mesmo leve, mesmo que pareça só uma rouquidão de fim de tarde, parar imediatamente. Esse é o único colateral que avisa cedo e cobra para sempre. Uma última coisa, e é a que mais vale: você não contou idade, peso, tempo de treino nem objetivo. Se o tempo de treino for curto, a resposta muda inteiramente — nesse caso nada disso é necessário, porque o ganho natural ainda está todo disponível e você estaria pagando um preço permanente por algo que viria de graça. Para organizar dose, duração e exames de acompanhamento no papel: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ @Foston, obrigado por ter respondido ao tópico. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
Ontem
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Ajuda para definir o corpo
@Tuth, o tópico terminou com você fora do acompanhamento por ter atrasado uma atualização — e o que você escreveu logo antes foi que tinha se mudado para a casa dos seus pais, que a casa estava cheia de família e sobrinhos no fim de semana, e que a sua cabeça estava um caos. Isso não é falta de comprometimento. Isso é vida acontecendo, e é justamente quando mais se precisa de estrutura, não de menos. Deixo aqui o que eu te diria, para o caso de você voltar a ler. Primeiro, você progrediu. Está registrado no próprio tópico, na sua primeira atualização e nas comparações depois. Alguém que engordava e emagrecia em ciclos há anos conseguiu, pela primeira vez, seguir um plano por semanas seguidas. Não deixe o desfecho apagar isso. Segundo, sobre o desenho do plano em si, dois ajustes que teriam facilitado a sua vida. Sete sessões de caminhada ou HIIT por semana, somadas ao treino, é muito para quem trabalha das 7h às 17h30 e precisa encaixar academia antes ou depois. O gasto de cada caminhada é modesto — algo perto de 200 kcal — e o que ela cobra é o recurso mais escasso que você tem, que é tempo e energia. Três ou quatro sessões entregam quase o mesmo e sobrevivem a uma semana difícil. E é isso que importa: um plano que se cumpre em 80% durante seis meses vence com folga um plano perfeito cumprido por seis semanas. O outro ajuste é sobre o almoço em restaurante, que você mencionou logo na primeira mensagem e que atravessou o tópico inteiro sem solução prática. Não dá para pesar comida em restaurante, e tentar isso é fonte de culpa diária. O que funciona é uma regra visual simples: metade do prato de salada e legumes, um quarto de proteína — e insista para que seja um pedaço grande, do tamanho da palma da mão, porque restaurante é sovina com carne — e um quarto de arroz e feijão. Sem fritura e sem refrigerante. Isso resolve o almoço com precisão suficiente, e você reserva a contagem exata para as refeições que faz em casa. Terceiro, e mais importante: você disse que não estava bem, que sua mente estava um caos. Nessa fase, treinar não é a coisa que você faz apesar de estar mal — é uma das poucas coisas que ajudam. As meta-análises sobre treino de força e sintomas de ansiedade e depressão mostram efeito real e consistente. Só que, para isso funcionar, a régua precisa ser outra: não é dieta perfeita nem foto no prazo. É ir. Três treinos por semana, proteína alta, e pronto. O corpo vem depois; a cabeça vem antes. E, se você voltar hoje, não recomece de onde parou nem tente compensar o tempo perdido. Recomece pequeno de propósito. Quem recomeça no talo abandona na terceira semana; quem recomeça devagar ainda está treinando no ano seguinte. Para montar a divisão e acompanhar a progressão de carga sem depender de acompanhamento externo: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ @FaBHana, @RenatinhaSA e @Smac, o que vocês escreveram para ela no fim do tópico foi a parte mais valiosa dele. @Apollo Galeno, @Sussu, @Marcia_B, @luhccardoso, @JhonSilva, @Yoka, @K.a.m.i, @Andressa Souza, @Pati.P, @Rene Silva, @durosbrutos, @Qsr e @MM_mm, obrigado pelo acompanhamento.