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Toda a Atividade

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  1. Última hora

  2. SahAmazona, chego bastante depois, e este tópico tem uma coisa que precisa de correção, porque envolve a sua coluna e o seu joelho. Você contou que ficou parada dois anos por causa de uma lesão no joelho e de uma hérnia de disco, e depois escreveu, com todas as letras, que contrariando o médico faz agachamento e corrida, e que às vezes sente muita dor. A resposta que veio foi que você pode fazer todo e qualquer exercício que não te cause dor. Reparou no descompasso? Você acabara de dizer que dói. A frase, isolada, até faz sentido, mas ela foi dada logo depois de você relatar exatamente a exceção que ela previa, e ninguém voltou nesse ponto. Quero ser justo com o espírito do conselho, porque uma parte dele está certa. Repouso prolongado para hérnia de disco é conduta antiga e ultrapassada, e hoje se sabe que manter se ativo e fortalecer a musculatura ao redor da coluna melhora dor e função, inclusive com exercícios que já foram proibidos por décadas. Nisso quem te respondeu tem razão, e a experiência dele é real. O que não se sustenta é o salto seguinte, de que por isso a orientação médica pode ser ignorada com um risinho. Hérnia de disco não é uma categoria única. O que importa é onde ela está, se comprime raiz nervosa e se existe déficit neurológico, e essas três coisas mudam completamente o que pode ser feito. A saída não é escolher entre obedecer ao médico e obedecer ao fórum, é procurar um fisioterapeuta que avalie você presencialmente e construa a progressão de carga junto de você, e voltar ao médico se algo mudar. E há sinais que ninguém mencionou e que você precisa conhecer. Dor que desce pela perna, formigamento, dormência ou fraqueza no pé são sinais de compressão de raiz e pedem avaliação. E existe um conjunto que é emergência de verdade, sem espera: dormência na região que encosta no selim de uma bicicleta, junto com dificuldade para segurar ou para iniciar a urina, ou perda de controle do intestino. Isso se chama síndrome da cauda equina e o tratamento é cirúrgico e tem hora marcada. É raro, mas quem convive com hérnia deveria saber disso de cor. Sobre o joelho, uma observação prática. Entre tudo o que você faz, a corrida é a atividade de maior impacto e a menos indicada para joelho com lesão prévia, muito mais do que o agachamento, que na verdade fortalece as estruturas que protegem a articulação quando a carga é progressiva e a execução é boa. Se algo fosse trocado por bicicleta, elíptico ou caminhada inclinada, eu trocaria a corrida, e manteria o trabalho de força. Agora sobre a oxandrolona, e aqui eu preciso sair em sua defesa. Você escreveu que estava com medo de crescer e dos efeitos colaterais, e isso foi tratado com ironia, como se fosse expectativa exagerada. Não é. Medo de virilização em mulher é um instinto correto e protetor, e ele existe justamente porque parte dos efeitos não volta atrás: engrossamento da voz, aumento do clitóris e pelo em local novo permanecem depois que se para. Repare, inclusive, na ironia da situação. Você foi bastante clara sobre o que queria, ou seja, nada muito musculoso, nada de coxa volumosa. Esse é precisamente o objetivo menos compatível com anabolizante, porque o que você não quer é o que a substância entrega, e o que você quer é o que ela não entrega. Nisso a Joaninha te respondeu muito bem: oxandrolona não é droga de perda de gordura, o efeito nesse sentido é sutil e depende inteiramente da dieta. Ela estava certa e valia a pena você ter ouvido essa parte. Levantar glúteo, que era o seu objetivo principal, tem uma resposta simples e chata: é ganho de massa naquela região, portanto é treino de força com carga aumentando ao longo dos meses. É o oposto de secar. Vale registrar isso porque você escreveu que queria perder volume e levantar o bumbum ao mesmo tempo, e essas duas coisas puxam para lados contrários. Se eu tivesse que escolher uma para os primeiros seis meses, escolheria a primeira parte do seu próprio texto, que era ganhar forma nas pernas, nas costas e nos braços. Duas notas sobre a dieta. A primeira é que ela foi montada seguindo a dieta do metabolismo acelerado, com fases e rodízio de alimentos. A ideia de que alternar macronutrientes acelera o metabolismo não tem sustentação, e o que aquele plano faz na prática é o que qualquer dieta faz, que é reduzir calorias por meio de restrição de itens. Não há problema em usar a estrutura se ela te ajuda a organizar a semana, mas não é preciso acreditar na explicação para colher o resultado, e principalmente não é preciso seguir a rigidez das fases. A segunda é que boa parte da sua proteína vem de clara de ovo, e a gema descartada é justamente onde estão a maior parte das vitaminas, a colina e o ferro do ovo. Comer o ovo inteiro é melhor em quase toda situação. Por último, uma observação sobre como o tópico terminou. Foi pedido duas vezes que você postasse fotos de roupa de banho, você disse que estava com vergonha, não postou, e o acompanhamento parou por aí. Fica registrado que, no seu caso, não faltava informação. Você trouxe medidas, peso, dois anos de afastamento, uma hérnia de disco, uma lesão de joelho, dor ao treinar, a dieta completa e o horário do treino. Isso é mais do que suficiente para uma boa orientação, e a parte mais importante dela, que era a da coluna e a do joelho, não dependia de foto nenhuma. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  3.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: 1 ciclo oxandrolona - Mudança de Shape 60 dias
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  14. br3nnr, chego bem depois e o tópico parou num lugar que me preocupou. A sua última mensagem foi para avisar que estava com covid, com febre que não cortava havia alguns dias e dor forte no peito ao respirar, em observação. Espero sinceramente que tenha ficado tudo bem, e é por aí que eu começo. Dor no peito que piora ao respirar, com febre arrastada, é sintoma que merece explicação, e as duas possibilidades que importam ali são pneumonia e embolia pulmonar. A covid aumenta bastante o risco de trombose, inclusive em gente jovem e sem nenhum fator de risco, e a dor ao inspirar é justamente uma das formas de apresentação. Espero que tenham investigado. E o que ninguém te disse, e que era o ponto mais importante para você naquele momento, é sobre a volta ao treino. Depois de covid com sintomas assim, não se retoma treino enquanto ainda houver febre ou falta de ar, e a volta deve ser gradual. Se ao voltar aparecer dor no peito, palpitação, falta de ar desproporcional ao esforço ou desmaio, isso é motivo para avaliação cardiológica com eletrocardiograma e ecocardiograma antes de continuar, porque miocardite é uma complicação conhecida e ela costuma se manifestar exatamente no retorno ao esforço. Digo isso porque você fazia seis sessões de aeróbio por semana mais aeróbio em jejum todo dia, ou seja, um volume alto, e voltar nesse ritmo é justamente o cenário de risco. O segundo assunto é a ginecomastia, e aqui está a ligação que o tópico deixou solta. Ela foi notada, você confirmou que tem desde a adolescência, que já foi avaliada, que o caso era cirúrgico e que você acabou se acostumando. Até aí tudo bem, e a informação que você recebeu está correta: tecido glandular fibrosado não responde a remédio, e o que resolve é cirurgia. O problema é que ninguém amarrou isso com o seu plano declarado no primeiro post, que era subir para um período de ganho depois. Ter glândula mamária já estabelecida é o maior fator de predisposição que existe para ela crescer diante de qualquer composto que aromatize, e o crescimento novo também não volta atrás. Ou seja, o assunto da cirurgia não é uma questão estética a ser adiada indefinidamente, ele é uma decisão que vem antes de qualquer conversa sobre hormônio, e não depois. Acrescento uma coisa sobre o histórico. Ginecomastia que surge na puberdade costuma regredir sozinha em um a dois anos. Quando ela persiste na vida adulta, vale ter certeza de que a causa foi investigada, e não apenas o tratamento cirúrgico oferecido. Isso significa prolactina, testosterona total e livre, hormônio luteinizante, estradiol, função de tireoide, função hepática e, dependendo do quadro, exame dos testículos, porque existem causas tratáveis e algumas delas importam. Você mencionou ter feito check up completo com cardiologista, endocrinologista e hematologista, então é possível que isso já tenha sido varrido. Se foi, ótimo. Se não foi, vale retomar. E aproveito para dizer que sobre custo nem sempre é inviável: quando há documentação de ginecomastia com repercussão, existe caminho pelo sistema público e por plano, e vale consultar em vez de presumir. Aliás, um detalhe curioso do tópico: você anexou os exames, foi pedido que postasse em foto, e depois disso nenhum exame chegou a ser comentado em momento nenhum. Um rapaz de vinte e quatro anos que precisou passar por hematologista tem alguma coisa no hemograma que motivou aquilo, e essa era uma pergunta que valia a pena fazer. Se você tem esses resultados guardados, eles importam mais para o seu planejamento do que qualquer ajuste de gramas de batata. Sobre a dieta e o volume de trabalho, quero te dar uma leitura diferente. Somando os macros que ficaram, cento e sessenta gramas de carboidrato, cento e trinta de proteína e oitenta de gordura, você fica em torno de mil e novecentas calorias por dia. Você tem um metro e oitenta e sete, oitenta quilos, e a sua rotina soma treino de uma hora e vinte, mais trinta minutos de aeróbio depois, mais quarenta e cinco minutos de aeróbio em jejum pela manhã, cinco a seis dias por semana. Isso é perto de duas horas e meia de atividade por dia sustentadas com mil e novecentas calorias. Nessa faixa, o que sai deixa de ser só gordura. E vale lembrar do número de partida: com um metro e oitenta e sete e oitenta quilos, você já é magro. O que te incomoda no abdome, nessa altura e nesse peso, quase certamente se resolve melhor com mais músculo em volta do que com mais corte, porque não há muito de onde cortar. O seu próprio objetivo declarado, subir depois para um período de ganho, era o caminho mais curto, e ele estava sendo adiado. Duas correções técnicas rápidas. A primeira é o aeróbio em jejum: ele não queima mais gordura do que o aeróbio feito alimentado. Isso já foi comparado diretamente diversas vezes, e quando as calorias do dia são iguais o resultado é igual. O que muda é o desconforto e o risco de perder massa magra, então fazê lo todos os dias, além do outro aeróbio, é custo sem benefício. A segunda diz respeito às perguntas que você fez e que não foram respondidas. Trocar as duas fatias de abacaxi por uma laranja é indiferente, pode fazer sem culpa, porque nessa quantidade a diferença entre uma fruta e outra é irrelevante. E preparar o frango cozido em vez de grelhado, ajustando a quantidade para manter os macros, foi exatamente o raciocínio certo. Por fim, o que mais me agradou no seu tópico foi a tabela de cargas que você postou e a frase de que estava com vontade tremenda de aumentar os pesos. Com dois ou três anos de treino, essa planilha é a ferramenta que mais vai te entregar resultado nos próximos anos, muito mais do que qualquer coisa que se compre. Só faça uma mudança de rumo: com a glândula resolvida primeiro e com comida suficiente, o aumento de carga que você quer vem sozinho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  15. Este tópico é de dois mil e quatorze e continua aparecendo em busca, e há coisas afirmadas aqui que precisam de correção, porque algumas viraram crença repetida até hoje. Começo pela mais perigosa de todas. Foi escrito aqui que colateral tem o lado bom, porque indica que a fonte é boa. E, pior, foi sugerido levar essa ideia para o tópico de referência para iniciantes. Isso não se sustenta e vale entender por quê. Efeito adverso não autentica nada. Dor forte depois de aplicar não é sinal de produto potente, é sinal de irritação do tecido, e ela pode vir de concentração alta, de excesso de solvente, de veículo mal filtrado ou de contaminação, ou seja, exatamente das coisas que se quer evitar. Tremor com clembuterol acontece com qualquer clembuterol, inclusive com o de farmácia veterinária vencido. Se alguma coisa, dor desproporcional é motivo para desconfiar do frasco, e não para confiar nele. A única forma de saber o que existe dentro de uma ampola é análise laboratorial, e sensação corporal não substitui isso. Ligado a esse ponto, o episódio do amigo com estanozolol merece ser revisitado. Ele relatou dor importante e quis reduzir, e a resposta foi que ele deveria aumentar, com a frase de que quem não sabe ciclar não deve ciclar. Aqui eu discordo por completo. Dor localizada crescente, com vermelhidão, calor, endurecimento ou febre, não é frescura nem falta de coragem, é o quadro de abscesso e de infecção, que em aplicação intramuscular é a complicação mais comum de todas e às vezes acaba em drenagem cirúrgica. A conduta certa diante de dor que piora é procurar avaliação, e não apertar. Aguentar agulhada não é medida de competência de ninguém. Sobre o desenho em si, três correções técnicas. A primeira é que seiscentos miligramas de enantato somados a seiscentos de boldenona não são drogas básicas de poucos colaterais, e principalmente não suprimem menos o eixo. A supressão é praticamente total já em doses muito menores, e ela depende da presença do androgênio, não da quantidade. A frase de que o eixo voltou ao normal depois de uns dois meses foi dita sem nenhum exame, e recuperação de eixo se mede com hormônio luteinizante, hormônio folículo estimulante e testosterona total, não por sensação. A segunda é a boldenona especificamente: entre os compostos comuns, ela é das que mais elevam o hematócrito, o que engrossa o sangue e aumenta risco de trombose, e isso exige hemograma acompanhado. Além disso, o undecilenato tem meia vida muito longa, na casa de duas semanas, o que significa que um plano de oito semanas continua com droga ativa no corpo por mais de um mês depois do fim, e qualquer tentativa de recuperação começada no papel na semana nove cai em cima de hormônio ainda circulante. A terceira correção é sobre o proviron, que foi descrito aqui como um excelente antiestrogênio. Ele não é. A mesterolona não inibe a aromatase e não reduz o estradiol de forma relevante. A parte que estava certa é a outra: ela de fato reduz a globulina ligadora de hormônios sexuais, o que aumenta a fração livre. Ou seja, o raciocínio de somar proviron com anastrozol para dar mais qualidade parte de uma premissa errada sobre o que o primeiro faz. E sobre o anastrozol usado quando sentir necessidade, esse é provavelmente o ponto que mais causou estrago em quem leu. Não dá para dosar inibidor de aromatase por sensação, porque estradiol alto e estradiol baixo dão praticamente os mesmos sintomas: queda de libido, dor articular, cansaço e humor ruim. Quem se guia pelo sintoma tem boa chance de aumentar o inibidor justamente quando deveria reduzir. E derrubar demais o estradiol é pior do que deixá lo um pouco alto, porque ele é o que protege articulação, osso, perfil de colesterol e a própria libido. Isso se resolve com dosagem de estradiol no sangue, e não com percepção. Duas notas rápidas. A primeira é o clembuterol, que você começou relatando tremedeira forte. Ele tem meia vida longa, de mais de um dia, então se acumula ao longo dos dias em vez de sair, e o que preocupa não é o tremor e sim taquicardia, arritmia e queda de potássio. Vale lembrar que ele foi medido ali em mililitros de um líquido de origem desconhecida, o que torna a dose real uma incógnita. A segunda é sobre o hormônio de uso veterinário que apareceu na conversa como alternativa barata: produto de uso animal não tem garantia de esterilidade nem de dose para pessoa, e a economia é aparente. Por fim, duas coisas que quero elogiar, porque foram lúcidas. Você descreveu com precisão o que a trembolona fez com você no ciclo anterior, ou seja, desânimo, sensação de estar sendo perseguido e de estar sendo traído, a ponto de achar que seria mandado embora do trabalho. Isso tem nome, é ideação paranoide, e é um efeito psiquiátrico bem documentado, não implicância sua. A decisão de evitá la desta vez foi a coisa mais sensata escrita neste tópico inteiro. A explicação que apareceu depois, de que ela bloquearia receptores de dopamina, não tem respaldo, e a verdade é que o mecanismo não está bem estabelecido, mas isso não torna o efeito menos real. Vale só registrar que você também escreveu, no meio de um corte, que se estivesse sob testosterona teria batido num amigo. Isso foi dito em tom de brincadeira, e ainda assim é exatamente a mesma coisa que você reconheceu na trembolona. Quando alguém percebe que a própria irritabilidade está sendo modulada por substância, esse é o momento de levar a sério, não de rir. E o que faltou no tópico do começo ao fim: nenhum exame de sangue, em nenhum momento, nem antes nem durante, com mil e duzentos miligramas semanais planejados e um histórico recente de tendinite que nunca chegou a ser tratada. Ganho de força vem muito mais rápido do que a adaptação do tendão, e é precisamente por isso que a lesão costuma voltar quando se retoma acelerado depois de uma. Se você ainda estiver por aqui, esse era o assunto que merecia o tópico. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  16. tt_ane, chego muito depois, mas preciso registrar algumas coisas aqui, porque este tópico ficou público e a mais importante delas é de segurança. Começo por ela. Na dieta que você recebeu está escrito, duas vezes, cinco gramas de ioimbina às dez e meia da manhã. Cinco gramas de ioimbina não existe como dose de uso humano. A ioimbina é usada na casa dos miligramas, algo como cinco a vinte miligramas, ou seja, cinco gramas seria em torno de quinhentas vezes a dose habitual. Quase certamente foi um engano de digitação e a intenção era cinco miligramas, e é justamente por isso que estou apontando, porque você escreveu que a sua ioimbina chegou dia onze e começou a usar, e quem ler este tópico depois vai copiar o que está escrito. Ioimbina em excesso causa crise de pressão alta, taquicardia, tremor, agitação e ataque de pânico, e há relatos de casos graves. Some a isso que ali ela vinha acompanhada de café e de setecentos mililitros de chá verde durante o treino, todos estimulantes. Se você chegou a usar gramas, e não miligramas, e sentiu qualquer coisa parecida com isso, é assunto para médico. Confira sempre a unidade antes de qualquer coisa que se meça em pó. O segundo ponto é o que mais me incomodou. Você contou, logo no primeiro post, que tentou masterona com boldenona e parou na terceira semana porque teve muito colateral. Ninguém te perguntou quais foram esses colaterais. Essa era a pergunta mais importante do tópico inteiro, porque o projeto que foi montado em seguida inclui masterona de novo, e a única ressalva feita foi quanto à marca. Isso não fecha. Masterona deriva da diidrotestosterona e está entre os compostos mais virilizantes que existem, e boldenona, apesar da fama de leve, tem meia vida muito longa, o que significa que se algo começa a acontecer você continua exposta por semanas depois de parar. Se o que você sentiu na terceira semana foi voz mudando ou ficando rouca, aumento do clitóris ou crescimento de pelo em local novo, esses três não voltam atrás sozinhos e são exatamente os sinais que mandam parar na hora. Um corpo que já reagiu forte em três semanas tende a reagir de novo, e mais rápido. Ligado a isso, três coisas ficaram sem tratamento. A primeira é que você atravessou o tópico inteiro sem apresentar um único exame de sangue, com uso prévio de oxandrolona, uma tentativa de injetáveis e seis meses de hormônio de crescimento no histórico, e ainda assim já havia data marcada para começar. Isso é o contrário da ordem certa. No mínimo, perfil de colesterol completo, enzimas hepáticas, hemograma, glicemia com insulina e um painel hormonal, feitos antes. A segunda é que na despedida foi dito para você cuidar bem da sua tireoide. Se existe alguma questão de tireoide na sua história, ela é central e muda tudo, inclusive a facilidade de emagrecer, e precisa de TSH, T quatro livre e anticorpos, com endocrinologista. A terceira é o hormônio de crescimento por seis meses aos vinte e poucos anos, que passou batido e mereceria pelo menos uma conversa sobre glicemia e sensibilidade à insulina depois. Sobre as marcas indicadas, sejamos francos: são laboratórios clandestinos, sem controle de dose nem de esterilidade, e serem os mais conhecidos os torna também os mais falsificados. Não existe versão confiável disso. Se em algum momento a conversa for hormônio de verdade, que seja com médico e com produto registrado. Agora quero responder ao que você de fato queria, e que foi o que menos apareceu no tópico: a celulite. Você abriu dizendo que estava incomodada com ela e voltou a falar dela na atualização, e a resposta que recebeu foi que melhoraria conforme o projeto andasse. Preciso ser honesto contigo: não é bem assim. Celulite não é sinônimo de gordura alta. Ela é uma característica estrutural da pele feminina, ligada à forma como as tiras de tecido conjuntivo se organizam por baixo dela, e aparece em mulheres muito magras e em atletas de alto nível. Emagrecer costuma suavizar um pouco, e ganhar massa magra em glúteo e coxa costuma ajudar mais do que secar, mas nada disso faz desaparecer, e nenhum anabolizante resolve. Saber disso importa muito, porque é o tipo de meta que faz alguém cortar cada vez mais e usar cada vez mais, perseguindo algo que não vai chegar. Na mesma linha, você escreveu que toda vez que fez bioimpedância deu mais de vinte por cento e que apagou o número da mente de desgosto. Vinte e poucos por cento numa mulher não é um número ruim, é faixa normal e saudável, e abaixo de dezoito costuma começar a cobrar em menstruação e em osso. Além disso, bioimpedância mede muito mal e varia com hidratação, horário e fase do ciclo. Não vale a pena sofrer por aquele número. Duas observações práticas. A dieta que ficou montada, somando o que está escrito, fica em torno de mil e cem a mil e duzentas calorias por dia, para uma mulher de cinquenta e oito quilos que treina cinco vezes por semana. É pouco, e a sugestão de aumentar para dois aeróbios por dia aperta ainda mais. Nessa faixa, o que se perde deixa de ser só gordura e passa a incluir músculo, que é justamente o que dá a forma que você procura, e o primeiro sinal de que passou do ponto é a menstruação atrasar ou sumir, algo que o anticoncepcional mascara. Como te pediram para suspender o anticoncepcional, fica ainda mais importante acompanhar isso. A segunda observação é sobre o treino: a sua divisão tem cárdio em três dias e quarta feira só de cárdio, e nenhum dia de ombro ou braço. Para o objetivo estético que você descreveu, trocar um desses cárdios por um treino de ombro faria mais diferença na silhueta do que qualquer corte adicional de comida. Por último, sobre o encerramento. O acompanhamento acabou porque você não atualizou em quinze dias, e você respondeu explicando que é enfermeira. Isso era abril de dois mil e vinte. Não vou entrar no mérito das regras de quem ajuda de graça e sei que elas existem por um motivo, mas quero deixar registrado, para quem ler: naquele mês, um profissional de enfermagem tinha razões bastante concretas para sumir de um fórum. Se você ainda estiver por aqui, obrigado pelo que fez naquele período, e o seu projeto merece ser retomado com exames na mão e sem pressa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  17. nunuperfil, chego muito depois e espero que você tenha seguido em frente. O tópico foi útil, o Bravo Costa acertou ao mostrar que a sua dieta tinha bem mais carboidrato do que você imaginava, o Odin organizou os horários e a correção sobre o abacate estava certa, porque duzentos e quinze gramas passam de trezentas calorias e não as duzentas e cinquenta e oito do aplicativo. Mas ficaram coisas importantes de fora, e uma delas você levantou e foi respondida em uma linha. Começo por ela. Você perguntou se prancha prejudica quem está com a diástase dilatada e a resposta foi que sim, junto com a sugestão de procurar por conta própria. Só que a informação decisiva não foi dita: você fazia crossfit todos os dias. O crossfit é justamente a modalidade cheia dos movimentos que pioram diástase, como abdominal completo, elevação de pernas na barra, o exercício no aparelho de extensão de tronco e tudo o que se faz com impulso. Ou seja, o problema não era a prancha isolada, era boa parte do treino. Diástase depois de cesárea não é questão estética, é a linha do meio da parede abdominal ficando frouxa, e ela costuma vir acompanhada de alteração do assoalho pélvico, que aparece como perda de urina ao pular, tossir ou espirrar, algo que ninguém te perguntou. Isso tem tratamento e quem cuida é fisioterapeuta especializado em assoalho pélvico, com avaliação presencial. Vale muito procurar, porque treinar por cima de uma diástase durante meses tende a afastá la ainda mais. O segundo ponto é o anticoncepcional. Você perguntou se tirar o adesivo traria melhora e ouviu que sim, certamente, para o corpo e para a vida. Eu não iria tão longe. É verdade que o componente estrogênico causa alguma retenção de líquido em parte das mulheres, e é possível que parte do inchaço noturno que você descreveu viesse dali. Mas contracepção é decisão médica e individual, e vale destacar duas coisas práticas que ficaram sem menção. A primeira é que existe um intervalo entre parar o adesivo e colocar o dispositivo, e nesse intervalo não há proteção contra gravidez. A segunda é sobre o próprio dispositivo de cobre: ele costuma aumentar o volume do sangramento menstrual e as cólicas, principalmente no primeiro ano. Numa mulher que está em restrição calórica e cuja dieta tem pouca carne vermelha, isso significa risco real de queda de ferro. Peça hemograma com ferritina alguns meses depois de colocar, e repita se aparecer cansaço, falta de ar ao esforço, queda de cabelo ou unha quebradiça. Aliás, exames em geral. Logo no primeiro dia te disseram para fazer, você não fez, e o assunto não voltou mais. Alguém que se queixa de retenção, de mudança de humor forte quando restringe comida e de dificuldade para emagrecer merece pelo menos função da tireoide com TSH e T quatro livre, hemograma com ferritina, glicemia com insulina e vitamina D. São exames simples e baratos, e se algum deles estiver alterado nenhuma dieta resolveria sozinha. Sobre os três quilos em dezesseis dias, eu quero te dar uma leitura mais honesta do que a que você recebeu. Você foi parabenizada, e merece mesmo, porque manteve noventa por cento de adesão numa semana em que as academias fecharam. Mas uma parte grande daqueles três quilos foi água, não gordura. Quando o carboidrato cai, o corpo esvazia o glicogênio, e cada grama de glicogênio carrega água junto, o que dá uma queda rápida na balança nos primeiros dez a quinze dias e depois desacelera. Somando a saída do adesivo, que também desincha, dá para explicar quase tudo sem gordura nenhuma. Digo isso não para diminuir o resultado, e sim porque quem não sabe disso costuma se assustar e desanimar exatamente no segundo mês, quando a balança para. Gordura sai devagar, algo entre meio quilo por semana, e é isso que se deve esperar. Duas notas sobre alimentação. A primeira é que você relatou diarreia e vômito depois do produto lácteo do lanche, e isso foi tratado só como troca de item. Se episódios assim se repetem com leite, iogurte ou proteína do soro, o nome provável é intolerância à lactose, que é comum e se investiga com facilidade. E repare que a sua dieta ficou apoiada em iogurte e proteína do soro, então descobrir isso muda o desenho todo. A segunda é sobre a aveia que travava na garganta: a sugestão da panqueca foi boa, e outra saída simples é deixar a aveia de molho no iogurte na noite anterior, porque ela amolece e fica fácil de comer. Por fim, o que ninguém retomou e que era a pergunta mais certeira do tópico. O Locemar perguntou logo no começo se você fazia só crossfit e nunca recebeu resposta, e a partir dali só se falou de comida. Com um metro e cinquenta e um e sessenta e cinco quilos, o que vai mudar o seu corpo não é apenas secar, é ter músculo por baixo. Nessa altura, poucos quilos de massa magra transformam a silhueta. Crossfit todos os dias, mais trinta minutos de esteira todo dia, mais treino intervalado em casa, para quem tinha dois meses de treino, é volume alto demais e sem nenhum dia de descanso na semana, e descanso é quando o corpo se recupera. Eu trocaria parte disso por dois ou três dias de musculação com progressão de carga anotada, começando pelos básicos de perna e costas, e deixaria pelo menos um dia livre. Vai render mais e machucar menos. E uma palavra final sobre o encerramento. O acompanhamento acabou porque uma atualização não veio no dia marcado, em abril de dois mil e vinte, que foi justamente quando a vida de todo mundo virou de cabeça para baixo. Se você chegou a ler isso, não deixe que aquele ponto final tenha sido o seu. Você começou bem, entendeu a lógica da contagem e foi honesta sobre as próprias dificuldades, e isso é a parte difícil. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  18. flaviohonorato3, seu tópico ficou sem nenhuma resposta e vale a pena resgatá lo, porque o problema que você descreve tem uma explicação bem concreta e ela está dentro do que você mesmo escreveu. Você declarou três mil e duzentas calorias, com quatrocentos gramas de carboidrato, cento e sessenta de proteína e cento e sete de gordura. Só que os alimentos que você listou logo abaixo não chegam nesse número. Somando o que está ali, setenta gramas de tapioca, três ovos e uma colher de azeite no café, uma banana com quarenta gramas de aveia, cento e cinquenta gramas de arroz com cem gramas de frango no almoço, mais três ovos à tarde, o jantar repetindo o almoço e a ceia com hipercalórico e pasta de amendoim, o total fica em torno de duas mil e trezentas calorias. O carboidrato real está mais perto de duzentos e quarenta gramas do que de quatrocentos, e a gordura, perto de sessenta e cinco e não de cento e sete. A proteína é a única que está razoavelmente perto do que você anotou, ao redor de cento e quarenta gramas, e essa parte você acertou, inclusive na distribuição ao longo do dia. Isso muda tudo. Duas mil e trezentas calorias para um homem de vinte e oito anos, um metro e setenta e seis e oitenta e um quilos, que treina e vem de dois anos de crossfit, não é superávit: é manutenção ou até um pouco abaixo dela. Ou seja, você passou um ano tentando ganhar volume comendo o suficiente apenas para ficar onde está. Não é o seu corpo que não responde, é a conta que nunca foi feita de verdade. Antes de mudar qualquer outra coisa, pese os alimentos por alguns dias e registre num aplicativo, para trabalhar com o número real. Depois disso, aumente de forma pequena, algo como duzentas a trezentas calorias por dia, e acompanhe o peso por três ou quatro semanas antes de mexer de novo. Sobre onde acrescentar, o caminho mais fácil no seu caso é o arroz do almoço e do jantar, que estão em cento e cinquenta gramas cozidos, uma porção modesta para o seu objetivo, e o frango, que em cem gramas por refeição também é pouco. Comida de verdade rende mais do que suplemento. A propósito, a ceia com hipercalórico é a parte que eu trocaria primeiro. Esses produtos são, em sua maior parte, maltodextrina e açúcar, e custam caro pelo que entregam. Um prato normal de arroz com carne, ou leite com aveia e pasta de amendoim, faz o mesmo por menos. Duas observações sobre a estrutura da dieta. A primeira é que ela é bastante monótona, e você mesmo escreveu que come sempre os mesmos alimentos. Isso não atrapalha o ganho de músculo, mas empobrece vitaminas, minerais e fibra, e você não citou nenhuma fruta além da banana nem legume além da salada do almoço. Variar cor e tipo resolve isso sem custo nenhum. A segunda é o horário: a ceia às vinte e três horas logo depois do treino, com o café da manhã às seis, deixa uma janela longa e um sono possivelmente curto. Sono é onde a recuperação acontece, e para quem quer crescer ele conta tanto quanto a comida. Agora o ponto que mais me chamou atenção. Você pediu ajuda para melhorar o shape e detalhou a alimentação por completo, mas não escreveu uma linha sobre o treino. Não sabemos a divisão, os exercícios, as séries, as repetições, as cargas nem se há progressão. E é justamente aí que mora a maior parte da resposta para quem sai do crossfit e vai para a musculação. São estímulos diferentes: o crossfit trabalha com trabalho total e resistência, e a hipertrofia vem de perseguir aumento de carga ou de repetições nos mesmos exercícios, semana após semana, com descanso suficiente entre as séries. Muita gente faz essa transição mantendo o ritmo acelerado do treino anterior e acaba fazendo condicionamento com peso, o que não constrói volume. Se puder voltar e postar a sua divisão com as cargas atuais, dá para dar uma ajuda muito melhor. E anote essas cargas numa planilha, porque sem registro não existe como saber se houve progressão em um ano. Por fim, um item que você marcou como não: exames de sangue. Aos vinte e oito anos, sem queixa nenhuma, um hemograma, glicemia, perfil de colesterol, enzimas hepáticas, função da tireoide e vitamina D custam pouco e servem para duas coisas. Primeiro, descartar algo silencioso que atrapalhe o ganho, sendo a tireoide e a anemia as causas mais comuns. Segundo, e mais importante, criar o seu valor de referência agora, enquanto você está saudável e sem ter usado nada. Esse valor basal não tem como ser recuperado depois, e quem o tem toma decisões muito melhores mais adiante. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  19. TNS, acompanhei o tópico e o seu comprometimento é evidente, com atualizações regulares por quase um ano. Escrevo porque há coisas importantes que não foram ditas, e a mais importante delas está logo no seu primeiro post. Você planejou estanozolol em cinquenta miligramas em dias alternados, por oito semanas. Preciso ser direto: essa é uma dose masculina. Você tem um metro e quarenta e nove e quarenta e dois quilos, e cinquenta miligramas é o que um homem de oitenta quilos usaria. O estanozolol é fortemente androgênico e não aromatiza, e os efeitos que não voltam atrás em mulher são engrossamento permanente da voz e aumento do clitóris. Eles dependem de dose e de tempo de exposição, e nessa proporção o risco não é teórico. Some a isso que ele é, entre os compostos usuais, o que mais derruba o HDL e o mais associado a ressecamento articular e a problemas de tendão, o que importa muito para quem faz agachamento e stiff com carga. Vale registrar também que a oxandrolona que você usou antes, em trinta miligramas diários, já era o triplo do que se costuma discutir para mulheres. Se em algum momento houver retomada, que seja com a menor dose que resolva, com prazo curto e com a voz como sinal de parada imediata, sem esperar terminar o ciclo. O segundo ponto é mais delicado e peço licença para dizer com cuidado, porque vem de leitura do que você mesma escreveu. Você contou que caiu de quarenta e seis e nove para quarenta e dois e sete quilos e que, nesse estado, percebeu acúmulo de gordura e iniciou uma dieta para secar antes de começar a ganhar. Com a sua altura, quarenta e dois quilos dá um índice de massa corporal de dezenove, ou seja, na faixa mais baixa do normal. E um ano depois, pelas suas próprias atualizações, você continuava em quarenta e dois. Isso me diz que o corte que você buscava não tinha de onde vir. Nesse peso, o que se perde ao cortar mais é massa magra, não gordura, e é justamente a massa magra que dá a forma que você procura no glúteo e na coxa. O que provavelmente está faltando no seu caso não é secar, é comer mais. E há uma pergunta que ninguém te fez em duzentos e quarenta posts, e que é o melhor marcador que existe para saber se a energia está suficiente: como está a sua menstruação. Ciclo que atrasa, que fica escasso ou que some é o primeiro sinal de que o corpo entrou em economia, e ele aparece antes de qualquer outro sintoma. Isso não é apenas incômodo, é perda de estrogênio, e perda de estrogênio prolongada custa densidade óssea, o que numa mulher de trinta anos é um estrago silencioso e difícil de recuperar depois. Se isso aconteceu com você, ou se você está usando algo contínuo que mascara essa informação, vale conversar com ginecologista e fazer uma densitometria óssea. Junto disso, os exames. Os mais completos que você postou eram de dois mil e dezessete, e você mesma escreveu que não tinha nada recente. Ou seja, você fez um ciclo de oxandrolona e planejou outro de estanozolol sem uma medida inicial. No mínimo, perfil de colesterol completo, enzimas hepáticas, hemograma e função da tireoide, feitos antes, para que exista com o que comparar depois. Por fim, duas observações técnicas que podem te ajudar bastante. A primeira é sobre a sua divisão de treino. O treino A tem nove exercícios e praticamente todos são de quadril e posterior, enquanto o quadríceps quase não aparece e o treino B inteiro tem apenas dois exercícios de braço mais abdominal. É um programa muito concentrado num lugar só, e isso limita não só o resto do corpo como o próprio resultado da perna, porque volume de coxa vem em boa parte do quadríceps. Um trabalho direto de joelho, como leg press, agachamento à frente ou extensora, muda esse quadro. A segunda é sobre as medidas da sua última atualização. O braço subiu de vinte e quatro e meio para vinte e seis centímetros e a panturrilha de vinte e oito para trinta em dezesseis dias, com o peso praticamente igual. Isso não é tecido novo, é diferença de fita, de ponto medido ou de horário. Meça sempre no mesmo lugar marcado, no mesmo período do dia e pela mesma pessoa, senão decisões importantes acabam sendo tomadas em cima de ruído. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  20. Este tópico é de dois mil e três e continua acessível, então vale corrigir o que está escrito aqui, porque quem cai nele hoje por busca não tem como saber o quanto as coisas mudaram. Começo pelo pior. Está descrito aqui um passo a passo para transformar pelotas de Finaplix, que é um implante veterinário de trembolona para engorda de gado, em uma preparação caseira para passar na pele com DMSO, usando micro ondas. Isso não deve ser feito, e não vou detalhar nem corrigir a técnica, porque não existe versão segura dela. Os motivos são objetivos. Não há como saber quanto entra no corpo, e a diferença entre pouco e muito nesse caso é enorme. A pelota contém excipientes formulados para liberação lenta sob a pele de um boi, e não para atravessar pele humana. E o DMSO é um solvente que carrega para dentro do sangue praticamente tudo o que estiver junto dele, inclusive resíduo de plástico, sujeira e corante, ou seja, ele não transporta apenas o que você quer. Some a isso aquecer material veterinário no micro ondas em que se prepara comida. Trembolona, aliás, nunca foi aprovada para uso humano em lugar nenhum do mundo, e não existe dose humana estudada. Sobre a lista do primeiro post, ela não é um ciclo, é uma lista de compras, e há coisas ali que merecem nome. O hemogenin é oximetolona, e é o oral mais hepatotóxico em circulação. Ele está associado a peliose hepática, que é a formação de cavidades cheias de sangue no fígado, e a tumores hepáticos, e essas complicações aparecem em uso prolongado sem aviso nenhum antes. Seis caixas é uma quantidade fora de qualquer proporção. Já sobre o vermífugo, é crença antiga e sem fundamento. Ele só faz diferença em quem realmente tem parasitose, e nesse caso a indicação é médica e o exame é de fezes. Vermífugo não engorda ninguém. Vale também comentar a frase que ficou como referência aqui, de que um conhecido cresceu catorze quilos em oito semanas. Ganhos desse tamanho nesse prazo são, em sua maior parte, água e glicogênio, principalmente com os compostos citados, que retêm bastante sódio. É por isso que a pessoa parece murchar quando para, e conclui que precisa de outro ciclo, quando na verdade nunca teve aquele tecido. O MrChicken resumiu bem, anos depois: existe gente que cresce mais com pouca coisa e boa dieta do que outros com meia farmácia e dieta ruim. E aqui está o ponto que ninguém notou em vinte anos de tópico, apesar de estar no primeiro post. O autor descreveu a alimentação dele como boa para crescer: um quilo de carne, dez ovos, muita verdura, legumes, frutas e leite de soja. Isso dá algo em torno de trezentos gramas de proteína e, repare, quase nenhuma fonte de carboidrato. Não há arroz, macarrão, pão, batata ou mandioca em lugar nenhum. É uma dieta de proteína altíssima e caloria baixa, exatamente o oposto do que faz alguém sair de oitenta e três para cem quilos. Um homem de um metro e oitenta e quatro que quer ganhar peso precisa de superávit calórico, e caloria vem principalmente de carboidrato e de gordura, não de mais carne. A explicação de ele estar parado estava ali, sem precisar de ampola nenhuma. Por fim, quero responder ao Pedro Henrique, que perguntou aqui em dois mil e dezoito e nunca foi respondido. Com vinte e seis anos, um metro e oitenta e oitenta e sete quilos, não dá para dizer nada útil sem três informações: há quanto tempo você treina de forma contínua, o que você come em quantidades e como estão os seus exames de sangue. Elas parecem burocracia mas são o que separa um conselho de um chute. E o pedido de crescer com qualidade tem uma resposta que independe de qualquer substância: qualidade vem de superávit pequeno, proteína adequada e progressão de carga anotada ao longo de meses. Se depois disso ainda fizer sentido conversar sobre hormônio, aí sim, com exame antes, com produto registrado e com plano de saída definido desde o começo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  21. willdajoia, chego bem depois, e este tópico terminou com uma pergunta em aberto que merece resposta. O Apollo Galeno disse que não tinha lógica você comer tudo aquilo e não engordar, o Bravo Costa concordou, e ficou pairando a suspeita de que você estivesse furando a dieta. Você negou, e eu acredito em você. Acho que existem três explicações melhores, e nenhuma delas foi considerada. A primeira, e provavelmente a principal, é que ninguém ali chegou a contar as calorias daquela dieta. Ela foi aumentada por porções, no olho, e não por número. Se eu somar o que ficou na última versão, dá algo em torno de duas mil e oitocentas calorias. Isso parece muita comida no prato, e é, porque é um volume enorme de arroz, feijão e batata. Mas para um rapaz de vinte e quatro anos, com um metro e setenta e oito, que treina, faz quatro sessões de treino intervalado por semana e ainda vai à faculdade, duas mil e oitocentas calorias pode ser simplesmente a manutenção. Ou seja, o mistério não é metabolismo, é aritmética que ninguém fez. Repare que mesmo assim você saiu de sessenta e cinco para sessenta e oito e oito em cerca de três meses, o que é um ritmo bom de ganho e não um fracasso. A segunda é um fenômeno real e bem descrito em quem tem dificuldade de ganhar peso: quando se come mais, o corpo aumenta sozinho o gasto com movimento involuntário, aquela inquietação, o pé batendo, o andar mais. Isso pode consumir várias centenas de calorias por dia e é o motivo pelo qual algumas pessoas precisam de bem mais superávit do que a conta prevê. Não é desculpa, é uma característica que se contorna aumentando mais e, principalmente, cortando aeróbio. A terceira é a que mais me incomoda no tópico: você atravessou meses de acompanhamento sem fazer um único exame de sangue. Um rapaz jovem que come muito e não ganha peso merece, no mínimo, TSH e T quatro livre, porque tireoide acelerada dá exatamente esse quadro, e também os anticorpos de doença celíaca, que é uma causa clássica e silenciosa de dificuldade em ganhar peso, muitas vezes acompanhada só de desconforto abdominal e intestino irregular. Vale lembrar que você relatou intestino preso e depois desconforto com muita comida. Um hemograma com ferritina completa o quadro. Se algum desses vier alterado, nenhuma dieta do mundo resolveria o problema, e é por isso que exame vem antes de mais arroz. Agora sobre o que você mais reclamou, a barriga que não sai enquanto você quer crescer, e a ideia de recorrer a clembuterol ou oxandrolona que apareceu no meio do caminho. Com um metro e setenta e oito e sessenta e cinco quilos, você não tinha um problema de gordura, tinha um problema de músculo. Não existe redução localizada, então nada tiraria a barriga e deixaria o resto. E o que você sentiu foi exatamente o esperado: ao entrar em superávit, uma parte do ganho vem como gordura, e nos homens ela vai primeiro para o abdome. Isso não é sinal de que deu errado, é o preço normal do processo, e se resolve depois com um período curto de déficit, quando já houver músculo suficiente por baixo. O que eu faria diferente é cortar os quatro treinos intervalados semanais enquanto o objetivo for ganhar. Eles estavam remando contra tudo o que você fazia na cozinha. E fica uma observação sobre o que faltou no tópico inteiro, que é curioso: em vários meses de acompanhamento, só se falou de dieta. Não apareceu nenhuma divisão de treino, nenhuma carga anotada, nenhuma progressão. Você tinha, na época, um ano de treino, que é justamente a fase em que mais se ganha, e o ganho vem de aumentar carga semana a semana em poucos exercícios básicos. Se eu pudesse te dar uma única sugestão de volta ao tópico, seria essa: uma planilha simples com agachamento, levantamento terra, supino, remada e desenvolvimento, com o peso e as repetições de cada semana, perseguindo aumento. Isso responde mais do que qualquer ajuste de gramas de batata. Por último, e sem entrar no mérito das regras de quem ajuda de graça, uma palavra para você. O tópico se encerrou porque a atualização atrasou algumas horas num dia em que você não estava em casa. Se ainda estiver por aqui, não deixe isso ter interrompido o projeto. Você tinha começado bem, ganhou quase quatro quilos e a autoestima melhorou a ponto de você voltar a postar foto. Isso vale mais que qualquer prazo de postagem. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. Spray, chego bem depois, e o que você fez merece registro: de cem para setenta e cinco quilos, e um mês de disciplina que você mesmo descreveu com honestidade. O tópico te deu uma boa dieta e um bom empurrão. Mas ele deixou passar três informações que você forneceu e que ninguém amarrou, e uma delas tem relação direta com o plano que você estava seguindo. A primeira é a sua vesícula. Você contou que tem cálculos, em quantidade e tamanho, que lhe disseram que ela já não é funcional, e que a cirurgia estava adiada pela pandemia. Isso precisa conversar com o resto do projeto, porque emagrecimento rápido é um dos gatilhos mais conhecidos de crise biliar em quem já tem pedra. O motivo é duplo: perder peso depressa muda a composição da bile e a torna mais propensa a formar cálculo, e dietas com pouca gordura fazem a vesícula esvaziar menos, o que favorece a estase e o entupimento. Ou seja, você estava justamente na situação de maior risco, e ninguém mencionou. Isso não quer dizer parar de emagrecer, quer dizer emagrecer com ritmo moderado, manter uma porção de gordura em cada refeição em vez de zerar, e principalmente conhecer os sinais. Dor forte no lado direito, embaixo das costelas, que irradia para as costas ou para o ombro direito e que dura mais de algumas horas, com náusea, é cólica biliar. Se vier febre, ou se os olhos ou a urina escurecerem, é ida ao pronto socorro no mesmo dia, porque as complicações que importam são a infecção da via biliar e a pancreatite, e as duas são graves. Vesícula sabidamente não funcional com muitos cálculos é, em geral, situação em que se conversa sobre operar antes que a crise apareça, e não depois. Vale retomar isso com o cirurgião agora que a pandemia passou. A segunda é o seu histórico familiar, que o Apollo perguntou, você respondeu e ninguém usou. Mãe hipertensa e pai que infartou há dez anos. Infarto em parente de primeiro grau em idade relativamente jovem é um dos fatores de risco mais importantes que existem, e ele é seu independentemente do quanto você emagreça, porque é genético. Some isso ao fato de você ter sido obeso desde a infância, o que significa décadas de exposição, e a que alguns dos seus exames foram descritos como não animadores mas nunca explicados. Você merece uma avaliação cardiovascular de verdade, com um clínico ou cardiologista olhando o perfil lipídico completo com apolipoproteína B, e principalmente a lipoproteína A. Essa última é dosada uma única vez na vida, é determinada geneticamente e é exatamente o exame indicado para quem tem infarto precoce na família. Muita gente com colesterol aparentemente aceitável tem esse marcador alterado e nunca soube. A terceira é o ácido úrico, que pelo seu comentário veio alto. Você atribuiu ao whey e à pouca água. A proteína contribui um pouco, mas a explicação principal no seu caso é outra e é tranquilizadora: perda de peso acelerada eleva o ácido úrico, porque os corpos cetônicos produzidos nesse processo competem com o urato na eliminação pelo rim. Ou seja, o número subiu por causa do próprio emagrecimento, e tende a normalizar quando o peso estabilizar. Vale só repetir depois e beber água de verdade, porque cristal de urato também forma cálculo renal. Agora respondo à pergunta com que você abriu o tópico e que ficou sem resposta direta. Você perguntou se deveria continuar comendo menos ou partir para uma estratégia hipercalórica. Com um metro e setenta e um e setenta e cinco quilos, depois de já ter perdido vinte e cinco, eu pararia de cortar. O que você chama de banha restante e de flacidez é, em boa parte, pele sobrando de quem foi obeso por muitos anos, e isso não responde a mais déficit. Continuar emagrecendo vai deixar a pele mais frouxa e não menos, porque tira volume por baixo dela. O que preenche é músculo. Então o caminho é um superávit pequeno, de dez a quinze por cento, com proteína em torno de cento e vinte a cento e quarenta gramas por dia e progressão de carga anotada, aceitando ganhar peso devagar. Sobre a pele em si, é preciso ser honesto: exercício não a encolhe. Ela retrai um pouco ao longo de um ou dois anos, e o que resolve o excesso de verdade é cirurgia plástica, que aliás muitas vezes é feita junto de outra abdominal. Saber disso evita anos perseguindo com dieta algo que dieta não alcança. Duas notas rápidas. Sete sessões de aeróbio por semana, sem dia de folga, é muito para quem quer construir massa, e eu reduziria para três ou quatro agora que o objetivo mudou. E parabéns por ter percebido sozinho que precisa anotar as cargas numa tabela. Essa decisão vale mais para o seu próximo ano do que qualquer suplemento. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  23. Deia, chego muito depois e espero que a cirurgia tenha corrido bem. A evolução que você mostrou em pouco mais de um mês foi real, e a orientação de arrumar dieta e treino antes de pensar em hormônio foi acertada. Escrevo porque três coisas passaram batido neste tópico, e duas delas são de saúde e não de estética. A primeira é a fluoxetina. Você escreveu que usa apenas quando está em crise de ansiedade muito forte, e que evita ao máximo. Preciso te dizer que, usada assim, ela não está te ajudando em nada. A fluoxetina é um antidepressivo da classe dos inibidores de recaptação de serotonina, e essa classe leva de duas a quatro semanas de uso contínuo para começar a fazer efeito. Ela não tem ação imediata, então tomar um comprimido no meio de uma crise não alivia a crise. O que acontece é que você fica com os efeitos indesejados sem nenhum benefício, e o uso interrompido e retomado é justamente o que produz os sintomas de descontinuação. Não estou dizendo para tomar todo dia por conta própria, estou dizendo para contar exatamente isso a quem prescreveu, com essas palavras, porque é uma informação que muda a conduta. Se a ideia era ter algo para o momento da crise, existem medicamentos com essa finalidade, e quem decide é o médico. E aqui preciso levantar um alerta sobre uma sugestão feita no tópico. Foi perguntado se você já tinha ouvido falar de cinco HTP. Isso não pode ser combinado com fluoxetina. O cinco HTP é o precursor direto da serotonina e a fluoxetina aumenta a serotonina disponível, e a soma dos dois é o par clássico da síndrome serotoninérgica, que é um quadro agudo com agitação, tremor, rigidez, febre e taquicardia, e que na forma grave é emergência médica. Não é uma ressalva teórica de bula. Se em algum momento você usou os dois juntos, não repita. Sei que a sugestão veio de quem quer ajudar, e é justamente por isso que registro aqui, para quem ler depois. A segunda é mais simples de resolver e provavelmente explica por que a acne das costas não melhorava. Você contou que estava passando quadriderme na região. Quadriderme é uma pomada que tem corticoide na fórmula, e corticoide aplicado sobre acne piora acne. Existe até nome para isso, acne por corticoide, e ele costuma dar a impressão de melhora nos primeiros dias e depois retorna pior, além de afinar a pele com o uso prolongado. Suspenda para essa finalidade. A orientação do sabonete de enxofre e do protetor solar não faz mal, mas acne nas costas que aparece junto com mudança de rotina merece um dermatologista, e o tratamento costuma envolver algo com peróxido de benzoíla ou ácido salicílico, e não corticoide. A terceira é uma pergunta que te fizeram e que ficou sem resposta, sobre a data da sua última menstruação. Ela não era protocolo, era importante. Você perdeu peso rápido, treina cinco dias por semana com aeróbio somado, e a dieta que ficou montada gira em torno de mil e quinhentas a mil e seiscentas calorias, o que é pouco para esse volume de trabalho. Nessa combinação, a menstruação atrasar ou sumir é o primeiro sinal de que o corpo entendeu que a energia disponível está baixa, e isso cobra em osso, tireoide e humor antes de cobrar em qualquer outra coisa. Se isso aconteceu, não é sinal de que está funcionando, é sinal de que precisa comer mais. Vale também garantir proteína em torno de noventa a cem gramas por dia, que é o que protege o músculo enquanto a gordura sai. Por fim, sobre o plano original de gel de testosterona com hormônio de crescimento, quero acrescentar o motivo técnico ao não que você já recebeu. O gel é a pior escolha possível para uma mulher, por duas razões: a dose masculina não é fracionável com precisão e o hormônio se transfere pelo contato da pele, o que já causou virilização e puberdade precoce em crianças e parceiros de quem usa. Quanto ao hormônio de crescimento, ele não faz o que se imagina em uma mulher de vinte e sete anos saudável. Nas doses toleráveis, a perda de gordura é modesta, e o que aparece com constância é retenção, dor articular, formigamento por síndrome do túnel do carpo e piora da sensibilidade à insulina. Você mesma provou, com a sua atualização de julho, que não precisava de nenhum dos dois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. Leonhard, chego bem depois, e o japo já te deu o conselho mais importante do tópico. Quero reforçá-lo por outro caminho e acrescentar o que ficou de fora, porque acho que a resposta que você procurava já estava escrita por você mesmo. Você contou que usou trembolona por duas semanas num ciclo anterior e que a agressividade foi tal que você arrumava briga em todo canto. Isso não é um efeito colateral a ser administrado com uma dose menor, é o resultado do teste. Você já experimentou, o seu corpo respondeu, e a resposta foi essa. E há uma diferença importante entre esse e os outros efeitos que se discutem por aqui: acne, colesterol e pressão cobram de você. Briga cobra de terceiros, e cobra também em processo, emprego e às vezes bem pior. Isso também não melhora com maturidade, porque não é uma questão de caráter, é farmacológica, e a maturidade que o japo citou serve justamente para reconhecer isso e não repetir. Repare que ele, com mais tempo de estrada, disse que hoje não usa mais trembolona porque não vale o risco para ele. Vale ainda registrar o que a trembolona é, porque isso quase nunca aparece nas comparações. Ela nunca foi aprovada para uso humano em lugar nenhum, é um implante de uso veterinário para engorda de gado, e portanto não existe dose humana estudada nem perfil de segurança estabelecido. Além da agressividade e da insônia, ela tem forte atividade progestogênica, o que produz um tipo de ginecomastia que não responde a inibidor de aromatase, porque não é mediada por estrogênio. E é dos compostos que mais derrubam o HDL. Entre as suas três opções, a boldenona é de longe a mais previsível. Dois pontos práticos sobre ela que costumam pegar as pessoas de surpresa. O primeiro é a meia vida muito longa, então terminar na décima semana não significa que ela saiu do corpo, e a terapia pós ciclo montada para começar logo depois começa cedo demais e falha por isso. O segundo é que ela estimula bastante a produção de glóbulos vermelhos, então hematócrito precisa ser acompanhado, porque sangue mais viscoso é o efeito adverso que mais importa e o único jeito de vê lo é no hemograma. Já a nandrolona, a terceira opção, é a que suprime mais forte e por mais tempo, e a recuperação depois dela costuma ser a mais demorada das três. Agora o que eu acho que resolve o seu problema de fato, e que não é escolha de composto. Você escreveu que se sente estático e não vê evolução, e logo abaixo colocou a dieta: duzentos e cinquenta gramas de proteína, cento e oitenta de carboidrato e noventa de gordura. Isso soma algo em torno de dois mil e quinhentas calorias. Para um homem de noventa quilos e um metro e oitenta e seis que treina, isso não é bulking, é manutenção ou até um pequeno déficit. Ou seja, você está parado porque não está comendo para crescer, e nenhuma das três substâncias resolve isso, porque elas melhoram o aproveitamento do material disponível e não fabricam material. Some a isso que a proteína está em quase três gramas por quilo, bem acima do necessário, e que o excesso dela ocupou o lugar do carboidrato, que é o combustível do treino. Trocar oitenta gramas de proteína por carboidrato e subir o total para algo entre duas mil e novecentas e três mil calorias é a mudança de maior impacto que você pode fazer, e ela é gratuita. Sobre o objetivo, vale desfazer a contradição do primeiro post. Você quer ganhar massa e ao mesmo tempo tirar gordura abdominal, e essas duas coisas puxam em direções opostas, porque uma pede superávit e a outra pede déficit. Escolha uma para os próximos meses. Como você já foi de cem para oitenta quilos e mantém o peso há anos, o que sugere disciplina, eu escolheria o superávit pequeno e teria paciência com um pouco de gordura vindo junto, que é o preço normal. Por último, uma observação sobre o seu histórico. Com três anos de treino, você já fez dois ciclos e interrompeu os dois no meio. Isso significa que boa parte do tempo em que o seu corpo esteve exposto a hormônio foi tempo sem plano concluído, e que sobrou pouco tempo de treino natural bem conduzido para saber do que você é capaz sem nada. É por aí que eu começaria, com a dieta corrigida e seis meses de progressão anotada, antes de decidir entre trembolona e boldenona. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  25. Este tópico é de dois mil e catorze e continua sendo lido, então vale corrigir algumas coisas dele, porque ele é curto e persuasivo e é justamente esse tipo de texto que fica circulando. Começo concordando com a premissa: a escolha é de quem usa, e quem quer resultado modesto com risco menor tem todo o direito de escolher isso. Mas escolha depende de informação correta, e o protocolo aqui promete algo que não pode ser prometido. A frase que mais me incomoda é a que diz que se espera cerca de cinco quilos sem nenhum colateral. Quarenta miligramas diários de metandienona não é dose leve, e ela produz efeitos previsíveis. Retém sódio e água, e por isso eleva a pressão arterial, o que muitas vezes só é percebido por dor de cabeça ou por nada. Derruba o HDL de forma acentuada, sendo esse talvez o efeito mais consistente dela. É alquilada no carbono dezessete, ou seja, hepatotóxica, e o Carlão fez piada com isso mas estava certo no fundo. E aromatiza bastante, o que a coloca entre os compostos que mais causam ginecomastia. Dizer que não haverá colateral nenhum não é possível nem em dose baixa, muito menos nessa. O segundo ponto é técnico e desfaz o alicerce do protocolo. Está escrito que vinte e cinco dias não fecham o eixo. Fecham. A supressão da produção própria começa em dias, não em semanas, e existe medida disso: o LH e o FSH caem já na primeira semana de exposição a um androgênio. Vinte e cinco dias com quarenta miligramas por dia suprimem, e é por isso que a terapia pós ciclo de quinze dias proposta é curta demais. O jeito de saber não é contar dias, é dosar LH, FSH e testosterona quatro a seis semanas depois de encerrar, e comparar com um exame feito antes de começar, exame esse que não aparece em nenhum lugar do protocolo. Terceiro, o ganho de cinco quilos. A metandienona é conhecida por dar peso rápido, e a maior parte disso é água e glicogênio, não músculo. Aliás, é a mesma retenção que sobe a pressão. Quando se para, esse peso vai embora, e é aí que aparece a sensação de ter perdido tudo, que na verdade é nunca ter tido. Prometer um número de quilos sem separar o que é água do que é tecido é o que mais gera frustração depois. Sobre o tamoxifeno antes do ciclo, o Mestre já respondeu bem, e acrescento o argumento que fecha a questão. Mesmo que ele elevasse a sua testosterona antes de começar, isso não serviria de nada, porque no primeiro dia de uso da metandienona o seu eixo é desligado de qualquer forma. Ou seja, você assumiria os riscos do tamoxifeno, que incluem trombose e alterações oculares, para conseguir um valor que será apagado imediatamente. E respondendo diretamente ao Danie, cuja pergunta ficou pela metade: não, o tamoxifeno não é para ser tomado de rotina durante o ciclo. O uso dele no meio do caminho é para tratar sensibilidade mamilar que já apareceu, e não como prevenção. Quanto à silimarina, não existe evidência de que ela proteja o fígado do dano de esteroide, e no protocolo ela ainda aparece depois do oral, quando o que houvesse de acontecer já teria acontecido. Por último, quero responder ao LuizTark, que perguntou duas vezes e nunca foi respondido de verdade. Ele contou que tem um metro e oitenta e sessenta e cinco quilos e queria saber se ganharia de cinco a sete quilos de músculo em dois meses. Não, e a explicação é a melhor notícia possível para ele. Sessenta e cinco quilos com um metro e oitenta dá índice de massa corporal de vinte, e alguém nessa condição quase sempre está nela por um motivo só, que é não comer o suficiente. Quem come pouco não aproveita hormônio nenhum, porque a substância melhora o uso do material disponível e não fabrica material. Ele ganharia peso na balança pela retenção, ficaria feliz por seis semanas e voltaria aos sessenta e cinco quilos, com o eixo desligado e o fígado tendo trabalhado à toa. Esse mesmo rapaz, comendo com superávit calórico de verdade e proteína adequada por seis meses, ganharia mais do que o protocolo entregaria, e ganharia para ficar. Se ele ainda estiver por aqui, essa é a resposta que faltava. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  26. Hoje teve um café muito anabólico como pré treino....peito de frango desfiado com 1 ovo mexido e depois do treino ainda de manhã teve uma vitamina de extrato de soja, proteína isolada de soja, soy milk (para melhorar o sabor) e uma banana. Amanhã pré treino vai ser 1 ovo e 100 ml de claras pausterizadas e pão que é padrão de fisiculturismo e pós treino será whey vegano, sustagem (vitaminas e minerais) misturados com aveia pouco açúcar e água.
  27. Math Silva, chego bastante depois, e o tópico teve boas respostas. Mas ele começou com um dilema que é falso, e como você organizou o resto da decisão em cima dele, vale desmontá-lo primeiro. Você escreveu que chegou num ponto em que ou faz bulking e ganha volume com retenção, ou faz cutting e perde volume, e que por isso resolveu ciclar. Esses dois não são os únicos caminhos. O que existe entre eles é o superávit pequeno, de dez a quinze por cento acima da manutenção, que produz ganho lento com pouquíssima gordura junto e não exige o corte agressivo depois. A razão pela qual quase ninguém escolhe essa opção não é técnica, é de paciência: ela entrega pouco por mês e muito por ano. E repare que o Apollo Galeno te disse exatamente isso quando falou em oitocentos gramas a um quilo de massa magra em três meses, e falou de um ciclo. Ou seja, mesmo com substância, a ordem de grandeza é essa. Com sete anos de treino e setenta e cinco quilos a um metro e setenta e quatro, você tem muito mais a ganhar acertando a rota do que acelerando. O ponto que mais me chamou atenção na sua dieta são os trezentos e quinze gramas de proteína, quatro gramas por quilo, montados por nutricionista esportivo. O Bravo Costa acertou ao dizer que é excesso, e eu quero precisar duas coisas. A primeira é onde fica o teto: os estudos que mediram isso mostram que o ganho para hipertrofia estaciona em algum ponto entre um vírgula seis e dois vírgula dois gramas por quilo, e acima disso não acontece mais nada de bom. No seu caso, cento e cinquenta a cento e sessenta e cinco gramas cobre tudo, e foi mais ou menos onde o Apollo colocou. A segunda é uma correção técnica: a proteína em excesso não sai inteira na urina. O que acontece é que ela é desaminada, o nitrogênio sai como ureia e o esqueleto de carbono é aproveitado como energia ou guardado como gordura. Isso explica por que a sua ureia veio alta, e nesse contexto isso é resultado da dieta e não sinal de problema renal. Se quiser tranquilidade, basta olhar creatinina junto. Mas o custo real desse excesso não é o rim, é o que ele expulsou do prato. Com quatro gramas por quilo de proteína, sobraram cento e oitenta gramas de carboidrato para alguém que treina em ABC seis vezes por semana. Carboidrato é o combustível desse tipo de treino, e no seu caso ele está baixo enquanto a proteína está no dobro do necessário. Trocar cento e cinquenta gramas de proteína por carboidrato provavelmente melhora o seu desempenho de treino mais do que o ciclo inteiro, e não custa nada. Três observações técnicas sobre o protocolo, sem tirar o mérito de quem ajudou. Primeira: o cipionato tem meia vida longa, de cerca de oito dias, então aplicar três vezes por semana não traz vantagem sobre uma ou duas vezes. Cada aplicação a mais é um sítio a mais e um risco a mais de complicação local, sem ganho de estabilidade que justifique. Segunda: sobre o anastrozol, o Bravo tem toda razão, e o motivo objetivo é que um miligrama por dia é a dose oncológica plena. Com duzentos miligramas semanais de cipionato, a aromatização é modesta, e o desfecho mais provável de um miligrama diário é estradiol no chão, o que custa articulação, humor, libido e colesterol, tudo aquilo que você está tentando melhorar. Se aparecer sensibilidade mamilar, quem resolve isso melhor é o tamoxifeno, que bloqueia o receptor na mama sem derrubar o estradiol do corpo inteiro. Terceira: a terapia pós ciclo foi levantada e nunca fechada, e ela precisa ser decidida antes de começar, junto com um exame inicial de LH e FSH para que exista com o que comparar depois. Por fim, sobre a discussão dos doze contra os quatorze vírgula sete por cento. Nenhum dos dois números é a verdade, porque dobras cutâneas estimam e não medem, e a margem de erro é de vários pontos. O valor delas está na tendência quando é a mesma pessoa medindo com o mesmo aparelho, então escolha um avaliador e fique com ele. Para o seu objetivo, cintura de setenta e sete centímetros e fotos na mesma luz dizem mais do que qualquer protocolo de nove dobras. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  28. RpxCrazyNight, seu tópico ficou sem nenhuma resposta, e como você acompanha o fórum desde dois mil e dezesseis, merece uma. Há vários pontos aqui, e um deles é um erro de raciocínio que aparece duas vezes no seu texto e que pode te fazer tomar bem mais do que pretendia. Você escreveu, sobre os dois compostos, que sabe que a meia vida é curta mas não encontrou comprimidos de miligramagem menor, e por isso tomaria mais comprimidos. Essas duas coisas não se conectam. Meia vida define com que frequência se divide a dose ao longo do dia, não o total do dia. Se um composto tem meia vida curta, a resposta é fracionar a mesma quantidade em duas ou três tomadas, e não aumentar o total. Além disso, comprimido se parte. Do jeito que está escrito, você chegaria a setenta e cinco miligramas diários de um e vinte de outro por um motivo que é de embalagem, e não de fisiologia. Se algum dia decidir seguir, decida o total pela dose desejada e depois resolva a logística do comprimido, nunca o contrário. Sobre o fígado, que é a sua maior dúvida, tenho uma boa e uma má notícia. A boa é que o primobolan oral não é alquilado no carbono dezessete, ele tem uma metilação em outra posição, e por isso não carrega a hepatotoxicidade clássica dos orais. Ou seja, a sua preocupação está apontada em parte para o lado errado. A má notícia é que a oxandrolona é alquilada sim, e é dela que vem o risco hepático do seu plano. E a silimarina não resolve isso. Não existe evidência de que ela proteja o fígado contra lesão por esteroide, e o problema prático de acreditar que protege é que ela vira uma licença mental para prosseguir apesar de sintomas. O que de fato monitora fígado é exame, e você não mencionou nenhum. Antes de começar, transaminases, gama GT, fosfatase alcalina, bilirrubina fracionada, perfil de colesterol completo e hemograma, para ter com o que comparar depois. Ainda sobre a montagem, um ponto que costuma ser o mais decisivo e que quase ninguém considera no primeiro ciclo. Você planejou dois orais e nenhuma base de testosterona. Ambos suprimem a sua produção própria, então nas cinco ou seis semanas você fica com testosterona baixa e, junto dela, com estradiol baixo, porque o estradiol do homem vem da conversão da testosterona e nenhum desses dois aromatiza. É a combinação que mais produz queda de libido, ânimo baixo, articulação seca e piora do colesterol, e é justamente o arranjo que a literatura de redução de danos desaconselha. Some a isso que o efeito do primobolan oral é modesto e a oxandrolona não constrói volume, e você tem um plano com risco razoável e retorno pequeno para o objetivo que descreveu. E aqui está o que eu acho que resolve o seu problema de verdade. Você disse que precisa de um peitoral mais sólido e volumoso, mas descreveu uma rotina de uma hora de aeróbio pela manhã mais natação ou treino à noite, todos os dias, há cinco anos. Isso é um volume enorme de trabalho de resistência, e ele compete diretamente com hipertrofia por dois caminhos: gasta a energia que sobraria para construir e mantém o corpo num estado que favorece economia e não crescimento. Com quatorze por cento de gordura, você não tem excesso de gordura escondendo o peitoral, você tem pouco músculo peitoral construído. E natação, apesar da fama, trabalha muito mais dorsal do que peito. Meu palpite é que cortar boa parte do aeróbio, comer num pequeno superávit e dedicar duas sessões semanais só de peito, com supino em amplitude completa, inclinado, crucifixo e progressão de carga anotada, muda mais o seu tórax em seis meses do que esse ciclo mudaria em seis semanas. E o resultado fica. Por fim, um detalhe prático sobre os seus suplementos que quase ninguém sabe e que pode te causar um susto grande. Biotina em dose alta interfere em vários exames de sangue feitos por imunoensaio. Ela altera os testes de tireoide, produzindo TSH falsamente baixo com T quatro falsamente alto, o que imita perfeitamente um hipertireoidismo que não existe, e já rendeu tratamento desnecessário em muita gente. Mais grave: ela pode dar troponina falsamente baixa, que é o exame usado para detectar infarto no pronto socorro. Suspenda a biotina pelo menos dois ou três dias antes de qualquer coleta, e avise no hospital que a usa se algum dia precisar. Quanto ao colágeno para pele e à biotina para cabelo, eles não protegem contra acne nem contra queda por ação androgênica, que são efeitos de receptor e não de falta de nutriente. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  29. AleDFC, chego muito depois e o tópico rendeu, inclusive com a descoberta importante de que a ampola manipulada provavelmente não tinha testosterona nenhuma. Mas o assunto que você mesma disse ser o que mais incomoda, a sua voz, foi tratado aqui como algo que se resolve parando e esperando. Não é bem assim, e é por isso que escrevo. Você descreveu voz muito rouca, grave e falhando, junto com pelos no rosto. Isso não é irritação passageira, é o efeito do androgênio sobre a prega vocal, que engrossa. E o ponto que ninguém te disse: essa alteração é a que menos regride. Pelo e acne costumam melhorar depois de parar, e melhoraram no seu caso. A voz normalmente não volta sozinha, porque a mudança é estrutural e não hormonal, e por isso ela permanece mesmo com o hormônio já fora do corpo. Você fez muito bem em interromper na hora em que percebeu, e o conselho do Foston de não forçar a voz estava certo. O que faltou foi o encaminhamento: quem avalia isso é otorrinolaringologista, com laringoscopia para ver a prega vocal, e o tratamento é fonoaudiológico, com técnica vocal, existindo cirurgia para casos que não respondem. Voz que falha e continua rouca meses depois também merece ser olhada por outro motivo, que é descartar causas que nada têm a ver com hormônio. Quanto antes você for, melhor, e isso vale mesmo agora, anos depois. Agora preciso discordar de uma sugestão feita no fim do tópico, com todo o respeito por quem a fez e com a certeza de que a intenção era boa. Foi proposto que você conseguisse receita de durateston para sentir o que é testosterona de verdade. Eu não faria isso, e o motivo é justamente a sua voz. Durateston é uma mistura de ésteres, e um deles é o decanoato, que é de liberação muito longa. Isso significa que, se algo começar a piorar, você não consegue desligar, o hormônio continua sendo liberado por semanas depois da última aplicação. Para qualquer pessoa isso é um inconveniente. Para uma mulher que já apresentou virilização de voz, ou seja, que já demonstrou ser sensível, é exatamente a característica que você não quer. Se em algum momento houver indicação médica real de reposição no seu caso, o raciocínio correto é usar a apresentação que se interrompe mais rápido e com a menor dose que resolva, e não um preparado masculino de ação prolongada. Dois pontos de saúde que passaram batido e que, para uma mulher de quarenta e cinco anos, importam mais que o shape. O primeiro é a sua menstruação. Você contou que a última foi em dezembro de dois mil e vinte e que teve um escape de um dia. Sete meses sem menstruar, com um sangramento isolado no meio, é motivo para consulta com ginecologista e ultrassonografia transvaginal, independentemente do que os exames hormonais mostraram. Androgênio suprime o ciclo, e é bem provável que a explicação seja essa, mas nessa idade sangramento fora do padrão não se assume como benigno sem olhar o endométrio. Além disso, período longo sem menstruar significa período longo com estrogênio baixo, o que custa osso, e uma densitometria completa o quadro. O segundo é a bupropiona, que você usa há dois anos e que ninguém comentou. Ela reduz o limiar convulsivo, e esse efeito se soma a dois hábitos que apareceram no tópico. Um é a cafeína em dose alta antes do treino. O outro, mais importante, é o álcool do fim de semana que você mencionou, porque a combinação de bupropiona com beber concentrado num dia é justamente a situação de maior risco, principalmente se houver jejum e treino intenso junto. Não é motivo para pânico e nem para parar o medicamento por conta própria, é motivo para conversar com quem prescreveu e para tratar essas duas coisas com mais cuidado do que se trataria sem a bupropiona no meio. Por fim, o que o seu tópico provou sem querer, e que vale mais do que qualquer ciclo. Quando descobriu que a ampola era inerte, você percebeu que a melhora de definição das últimas semanas tinha vindo da dieta e do treino ajustados, e não da substância. Some a isso a sua história, de mais de cento e vinte quilos em mil novecentos e noventa e três até aqui. O que te trouxe até esse ponto foi consistência, e é ela que continua disponível. E se em algum momento você retomar algo, que seja com receita de médico que acompanhe o caso, com produto registrado e não manipulado, e com a voz sendo o sinal que manda parar na hora, sem esperar a próxima consulta. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  30. Vivianee, o tópico parou no pedido de padronização e você nunca recebeu resposta ao que perguntou. Chego tarde, mas o pouco que você escreveu já dá para responder, e a resposta mais útil não é sobre como administrar as duas substâncias, é sobre o alvo que você definiu. Você tem um metro e sessenta e sete e sessenta e dois quilos. Isso dá um índice de massa corporal de vinte e dois, ou seja, exatamente no meio da faixa considerada normal. A meta de cinquenta e dois quilos que você colocou corresponde a um índice de dezoito vírgula seis, que é o limite inferior do normal, na fronteira com o abaixo do peso. E aqui está a contradição do seu plano: você escreveu que não quer perda estrutural, mas escolheu um peso final que, partindo de onde você está, dificilmente é alcançado sem sacrificar massa magra. Dez quilos é muita coisa para quem já está no meio da faixa. Meu palpite é que o que você quer de verdade não é o número cinquenta e dois, é uma aparência específica, e essa aparência depende muito mais de quanto músculo existe sob a pele do que de quanto a balança marca. Duas mulheres com sessenta e dois quilos e a mesma altura podem parecer completamente diferentes. Trocar a meta de peso por uma meta de circunferência de cintura e de fotos na mesma luz muda o projeto inteiro, e para melhor. Agora sobre as duas substâncias, porque nenhuma delas faz o que você espera. Oxandrolona não seca. Ela não queima gordura e não tem efeito lipolítico relevante, e a fama de secadora vem de ela não reter água, o que dá uma aparência mais dura sem que gordura nenhuma tenha saído. Quem tira gordura é o déficit calórico. E o clembuterol me preocupa bem mais, por vários motivos. Ele não é medicamento aprovado para emagrecer, é um broncodilatador, e no Brasil o uso como agente de crescimento foi proibido justamente pelos riscos. A meia vida dele é longa, de mais de um dia, então ele se acumula, e os efeitos que aparecem antes de qualquer resultado estético são taquicardia, tremor de mãos, insônia e ansiedade. Em uso prolongado existe preocupação com aumento do músculo cardíaco e com arritmia. E o efeito que ele mais produz de forma consistente em humanos, nas doses que as pessoas toleram, é o desconforto, não a perda de gordura, que é modesta e some quando se para. Há ainda uma combinação específica no seu caso que merece atenção. O clembuterol empurra potássio para dentro das células e derruba o potássio do sangue, e você contou que faz uma alimentação com pouco carboidrato, que por si só aumenta a perda de água e de minerais pela urina, principalmente nas primeiras semanas. As duas coisas somadas favorecem hipocalemia, cuja cara é cãibra, fraqueza muscular e palpitação. Se você chegou a usar e sentiu qualquer coisa parecida, isso é motivo para dosar potássio e não para tomar mais água e seguir. Sobre o que de fato preserva massa magra num emagrecimento, e essa é a parte que ninguém consegue substituir com comprimido. São três coisas: proteína suficiente, algo em torno de um grama e meio a dois gramas por quilo, o que para você fica entre noventa e cento e vinte gramas por dia, treino de força com carga que desafie e que progrida, e um déficit moderado em vez de agressivo. Você não mencionou treino nenhum no seu post, só a alimentação. Se for esse o caso, essa é a peça que falta, e é a que tem o maior efeito de todas. Emagrecer só com dieta, sem estímulo de força, é justamente o cenário em que se perde músculo junto, que é exatamente o que você disse que não quer. Por fim, uma observação sobre o receio de hipertrofia, que aparece na sua frase de que não quer ganhar músculo. Mulher com trinta e três anos, sem hormônio, treinando pesado, não fica volumosa. O que acontece é a musculatura ficar mais densa e firme, e a silhueta ficar mais definida com o mesmo peso ou até com peso maior. Esse medo é o que faz muita gente treinar leve e viver de dieta, e o resultado é ficar menor sem ficar melhor. Se você quiser retomar o tópico com idade, treino atual, o que come em quantidades e há quanto tempo está nesse plano, dá para dar um encaminhamento bem mais concreto. E antes de qualquer substância, exames básicos com tireoide incluída, porque cansaço e dificuldade para emagrecer têm causas que se descobrem com uma coleta de sangue. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  31. Oliverbru, chego muito depois, e o tópico foi bem conduzido no que diz respeito a treino e dieta. Mas houve uma pergunta certeira do Apollo Galeno que você respondeu e que depois ninguém retomou, e ela é justamente a informação mais importante do seu caso. Você tem artrite reumatoide e tomava golimumabe mensal, e hoje não está usando nada. Preciso saber, e mais do que eu, o seu reumatologista precisa saber, se essa suspensão foi decidida por ele ou se você parou por conta própria. Golimumabe é um biológico anti TNF, e a suspensão de um anti TNF em quem está em remissão é uma decisão de médico, com plano e com acompanhamento, porque parar é a causa mais comum de reativação da doença. Se a interrupção foi para poder fazer o ciclo, isso troca um problema grande por um pequeno. Reativação de artrite reumatoide cobra caro e nem sempre a remissão volta com facilidade depois. E há uma razão específica pela qual a sua doença muda a conta do ciclo, que ninguém levantou. Artrite reumatoide é, por si só, um fator de risco cardiovascular independente e reconhecido. A inflamação crônica acelera a formação de placa nas artérias, e por isso pacientes com artrite reumatoide têm risco cardiovascular maior que o esperado para a idade. Acontece que o efeito mais consistente e mais previsível da oxandrolona, mesmo em cinco ou dez miligramas, é derrubar o HDL, que é justamente o marcador protetor. Ou seja, no seu caso não se trata de um efeito colateral genérico, ele se soma a um risco que você já carrega. Isso não decide nada sozinho, mas transforma o perfil lipídico de detalhe em item obrigatório, antes e durante. E vale acrescentar que muita gente com artrite reumatoide passou por períodos de corticoide, que custa densidade óssea, então uma densitometria também cabe no seu caso e não no de uma pessoa qualquer da sua idade. Some a isso que você escreveu que não tem exames hormonais no momento. Aqui você tem uma vantagem sobre quase todo mundo do fórum: quem faz acompanhamento reumatológico já colhe sangue com frequência, então basta pedir ao seu médico que inclua o que falta. E é ele quem deve saber que você pretende usar um androgênio, porque hormônio sexual tem efeito sobre o sistema imune, e a evolução da sua doença é dele que você precisa acompanhar. Não estou dizendo que oxandrolona vai piorar a sua artrite, estou dizendo que ninguém sabe o que vai acontecer no seu caso, e quem tem que estar vigiando isso é o especialista. Sobre a discussão de percentual de gordura, ela terminou sem conclusão e vale fechar. O avaliador disse doze por cento, o Foston chutou entre dezenove e vinte e três, e você imaginou quinze. Eu diria que doze está errado com bastante segurança, por um motivo objetivo: uma mulher em doze por cento está muito perto da gordura essencial, e é uma faixa em que a menstruação costuma cessar, o que você não relatou. Dobras cutâneas erram fácil três a cinco pontos, e para mais ou para menos, dependendo de quem mede. O importante é que esse número não decide nada. Circunferência de cintura, as mesmas fotos na mesma luz e as cargas do treino são termômetros muito melhores, e você mesma usou o melhor de todos quando percebeu a calça folgando na cintura e apertando no quadril e na coxa. Isso também explica a sua dúvida da atualização, quando o peso subiu de setenta e dois e meio para setenta e quatro e seis e ainda assim você viu menos gordura. É recomposição, e ela é comum em quem passa a comer mais estruturado depois de anos treinando sem plano. Some o fato de que a dieta nova tem mais carboidrato, e cada grama de glicogênio guardado no músculo traz água junto, o que sobe a balança sem trazer gordura. Peso é a métrica que menos serve para você agora. Por último, o motivo que te trouxe aqui, que era a definição das coxas, e a ideia de que ser alta atrapalha. Altura não dificulta construir perna, mas alonga a alavanca: o mesmo volume de músculo distribuído sobre um fêmur mais comprido preenche menos e aparenta menos. A consequência prática não é precisar de substância, é precisar de mais volume de trabalho e de mais paciência do que uma pessoa mais baixa precisaria para o mesmo efeito visual. E o Foston apontou o problema real do seu treino antigo, que era repetir os mesmos exercícios de perna na segunda e na sexta sem recuperação de verdade. Corrigir isso, com progressão de carga anotada, é o que mais vai mudar as suas coxas nos próximos meses, com ou sem oxandrolona. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  32. Este tópico atravessa quatro anos e tem um post que ninguém respondeu, apesar de ele ter sido citado duas vezes depois. Vou começar por ele, porque é o mais importante que está escrito aqui e porque quem chegar procurando marca de laboratório precisa ler isso antes. A Luciana Bretas descreveu, na quarta semana de uso, que tinha inchado, ganhado cinco quilos numa semana, que quase não urinava e que quando urinava saía muito pouco, com sede extrema, dor muscular difusa e fraqueza a ponto de mal conseguir subir uma escada. Isso não é efeito colateral a ser observado, é um conjunto de sinais de emergência. Urinar pouco com inchaço e ganho rápido de peso é o quadro de retenção com possível comprometimento renal agudo, e dor muscular intensa com fraqueza em quem treina e usa androgênio levanta a suspeita de rabdomiólise, que é a destruição de fibra muscular liberando mioglobina, substância que entope o rim. As duas coisas juntas, que foi exatamente o que ela relatou, pedem pronto socorro no mesmo dia, com creatinina, ureia, potássio e CPK, e não exame marcado para o sábado seguinte. Ela fez a coisa certa ao suspender por conta própria. Espero que tenha ficado tudo bem, e escrevo isso principalmente para quem ler depois: urina que reduz muito, inchaço rápido e urina escura cor de chá ou de refrigerante são motivo de ir ao hospital, não de perguntar no fórum. Isso me leva a uma correção nas respostas que ela recebeu, ditas com boa intenção mas incorretas. Foi dito que o ganho de peso era aumento de massa muscular. Cinco quilos em uma semana não é músculo em pessoa nenhuma, é água, e no caso dela era justamente o sinal que precisava de atenção. E foi dito que a pele oleosa vinha do aumento da produção de testosterona. É o oposto: oxandrolona suprime a produção própria de testosterona. A oleosidade e a acne vêm da ação androgênica da própria oxandrolona sobre a glândula sebácea, e não de testosterona nova aparecendo. Sobre a pergunta que dá título ao tópico, a resposta honesta é que ela não tem resposta. Não existe laboratório clandestino confiável, e a razão não é moral, é técnica: confiança em medicamento vem de lote rastreável, controle de qualidade auditável e responsabilidade de quem fabrica, e nada disso existe fora do produto registrado. O Foston e o XxxxxxxxxxX explicaram muito bem o porquê. Acrescento um detalhe que inverte a recomendação que mais se repetiu aqui: justamente por ser a marca mais conhecida, a Landerlan é também a mais falsificada no Brasil, então indicar essa marca como a mais garantida esbarra no fato de que a chance de o produto na sua mão não ser dela é alta. O próprio Locemar reconheceu isso ao dizer que sem fornecedor de confiança se corre o risco de comprar farinha. Ou seja, a marca no rótulo não é informação, é desenho. E sobre a mensagem de que a oxandrolona era confiável porque o professor da academia disse que quem fornece a ele é um endocrinologista de confiança, isso é uma corrente de confiança em que cada elo confia no anterior e ninguém verificou nada. Vale lembrar que o que existe de verdadeiramente rastreável é medicamento registrado, comprado em farmácia com receita, e nesse caso a oxandrolona é substância controlada. Por fim, o ponto que quase levou o Ferraz a tomar sessenta miligramas por dia. O Foston está certo, e vale registrar de onde vem o número correto, porque a crença de que abaixo de trinta é dose de mulher circula muito. O uso clínico registrado da oxandrolona, em recuperação de peso e em grandes queimados, fica na faixa de dois e meio a vinte miligramas por dia, e é nessa faixa que existe estudo de verdade. Acima disso, o que aumenta de forma clara não é o resultado, é a toxicidade hepática e a queda do HDL, que são proporcionais à dose. Ou seja, sessenta miligramas não é uma dose mais forte, é a mesma resposta com muito mais dano. O relato do Logan_82 com vinte miligramas e o do Mistakes, que obteve resultado grande só com dieta, dizem mais sobre isso do que qualquer tabela de fórum. E o Ferraz identificou sozinho a origem da confusão: ele lia relatos de doses altas e concluiu que aquilo era o normal. É o que acontece em qualquer fórum, porque quem usa pouco escreve pouco. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  33. Oliver, chego muito depois, e a transformação que está registrada aqui é das melhores que já vi no fórum. De cem quilos para setenta e sete, com o Apollo Galeno dando o norte e você entregando mês a mês, inclusive atravessando uma covid no meio. Isso merece ser dito antes de qualquer outra coisa. Escrevo porque o assunto que ficou em aberto no tópico é o mais delicado dele, e a última notícia que você deu sobre ele tem uma leitura que pode te custar caro. Você escreveu, feliz, que a glândula parece que não existe mais, que não sente o caroço nem a dor quando pressiona, e que o bico não está mais protuberante. Eu preciso te dizer que quase certamente a glândula continua ali. O que o tamoxifeno faz é ocupar o receptor de estrogênio na mama, e com isso ele resolve muito bem a dor, a sensibilidade e o inchaço, que são a parte inflamatória e reversível do quadro. Só que a sua ginecomastia não é recente. Ela está documentada desde dois mil e dezoito, quando a ultrassonografia mostrou parênquima glandular retroareolar bilateral, e foi confirmada de novo por mamografia e ultrassonografia com o mastologista. Ginecomastia com mais de um ano já sofreu substituição por tecido fibroso, e fibrose não regride com medicamento. Tamoxifeno tem bom resultado quando usado nos primeiros meses, na fase em que ainda dói. Na fase em que a sua está, ele alivia sintoma, não desfaz o tecido. Some a isso o que mais mudou no seu peito nesse período, que foi você mesmo: você perdeu mais de vinte quilos. Boa parte do que sumiu do seu tórax é gordura, e você percebeu isso sozinho quando escreveu que agora sente a musculatura onde antes não sentia. É justamente essa combinação, menos gordura em volta e menos inchaço na glândula, que dá a impressão de que o nódulo desapareceu. Não estou dizendo isso para estragar a alegria, estou dizendo porque o mastologista indicou cirurgia e eu tenho receio de que você conclua que não precisa mais e desmarque. Se for esse o caso, o caminho é voltar lá e repetir a ultrassonografia para comparar com a anterior, e deixar que a imagem responda, e não o tato. E a decisão de operar ou não é sua, mas ela precisa ser tomada com a informação certa. Ainda sobre o tamoxifeno, dois pontos práticos. O primeiro é que ele é medicamento de prescrição e não é inofensivo em uso prolongado, sendo os efeitos que mais importam o aumento do risco de trombose e alterações oculares, incluindo catarata. Uso de meses merece receita e acompanhamento de quem prescreveu, não só o controle do fórum. O segundo é um elogio a você: quando pegou covid, você interrompeu o tamoxifeno por conta própria porque ficou com receio de misturar. Você acertou, e por um motivo melhor do que imaginava. Covid é um estado que por si só aumenta muito o risco de trombose, e o tamoxifeno aumenta esse risco também. Interromper naquele momento foi a decisão correta. Duas observações menores, já que o tópico virou também de treino e dieta. A prescrição de aeróbio subiu ao longo dos meses até sete vezes por semana, somada a seis dias de musculação e a um déficit calórico grande e prolongado. Isso funcionou para você, e os números provam, mas é um volume sem dia de folga nenhum, e você tem histórico de lesão de ombro com quinze sessões de fisioterapia além de uma covid recente. Um dia de descanso completo por semana não atrasa resultado, e reduz bastante a chance de você repetir a lesão que já te tirou de circulação uma vez. E sobre a ficha de treino, quatro séries de dez em tudo, em todos os exercícios e em todas as semanas, é o desenho que mais cedo estaciona. O que faz diferença dali para frente é anotar as cargas e perseguir aumento, variando também as faixas de repetição, algo entre seis e doze na maior parte do trabalho. Por fim, sobre a origem do problema, que você atribuiu inteiramente ao uso equivocado de esteroides. Foi provavelmente uma causa, mas não a única. Chegar a cem quilos também contribui, porque o tecido gorduroso converte androgênio em estrogênio e isso estimula a glândula. Ou seja, o emagrecimento que você conquistou tirou um dos dois motivos do caminho, e essa é mais uma razão para não voltar atrás. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  34. BRD, chego bem depois do fim do tópico, e a orientação central que você recebeu do Keto e do Apollo estava certa: primeiro secar e fazer o básico bem feito. Mas há quatro pontos importantes que ficaram de fora ou que eu vejo de outro jeito, e um deles é justamente o único conselho do tópico com que eu discordo abertamente. O conselho de não colher exames. Você contou que a médica da sua mulher já tinha pedido cortisol, testosterona, FSH e TSH, e foi orientado a não fazer, que exame só se estiver doente. Discordo por um motivo simples e que não tem volta: exame antes de qualquer ciclo não serve para descobrir doença, serve para criar um ponto de comparação. No dia em que você usar hormônio, o seu valor original deixa de existir para sempre. Se daqui a um ano a sua testosterona vier em trezentos, sem uma medida anterior ninguém saberá se ela era quatrocentos ou seiscentos antes, e essa diferença é o que decide se você tem um problema causado pelo uso ou se sempre foi assim. E o valor inicial de LH e FSH é justamente o que permite dizer depois se o eixo voltou. Sem ele, a terapia pós ciclo vira adivinhação. Já que você mora em Portugal, vale lembrar que com número de utente você tem médico de família pelo Serviço Nacional de Saúde, e análises com requisição saem por uma fração do preço do privado. Isso resolve a questão do custo que você levantou. O segundo ponto é a sua vesícula, que apareceu no post e não foi comentada. Sem vesícula, a bile deixa de ser armazenada e concentrada e passa a escorrer direto para o intestino de forma contínua. Isso importa aqui por dois motivos. O primeiro é que o padrão de lesão hepática típico da oxandrolona, e dos orais alquilados no carbono dezessete em geral, é colestase, ou seja, exatamente uma alteração do fluxo da bile, e quarenta miligramas por dia durante seis semanas é dose alta. No seu caso, o acompanhamento deveria incluir fosfatase alcalina, gama GT e bilirrubina fracionada, e não só as transaminases. O segundo motivo é de nutrição, e me leva ao terceiro ponto. A dieta que ficou fechada no tópico tem cerca de vinte e quatro gramas de gordura por dia. Isso é muito pouco, e eu subiria. Gordura muito baixa por período prolongado prejudica a absorção das vitaminas A, D, E e K, que dependem de gordura para serem absorvidas, e o colesterol é o material de partida de todos os hormônios esteroides, inclusive da sua testosterona. Existe literatura mostrando queda de testosterona em dietas com gordura muito restrita. Para o seu peso, algo entre cinquenta e setenta gramas por dia é bem mais razoável, tirando o equivalente do carboidrato para manter as calorias. E não ter vesícula não é motivo para cortar gordura a esse ponto, o que se recomenda é distribuir ao longo do dia em vez de concentrar tudo numa refeição. O quarto ponto é técnico e responde melhor a pergunta que você fez duas vezes. O Keto acertou ao dizer que oxandrolona não segura perda, mas o problema do seu desenho é maior que isso. Você planejou usar quarenta miligramas por dia durante as seis semanas seguintes ao fim do enantato, que é exatamente a janela em que o seu eixo deveria estar acordando. Oxandrolona suprime, e bem. Então esse arranjo não é neutro, ele mantém o eixo desligado por mais um mês e meio e empurra a recuperação real para depois, com a diferença de que agora você está com um oral hepatotóxico e sem base de testosterona alguma, que é o cenário de pior relação entre risco e retorno. Se a preocupação era preservar ganho no intervalo, o que de fato ajuda é o HCG durante o ciclo, como o Keto disse, porque ele mantém a célula de Leydig trabalhando enquanto o resto está desligado. Depois de suspender tudo, o que segura resultado é treino e comida, não mais um composto. Duas notas rápidas para fechar. Sobre o anastrozol reativo à sensibilidade no mamilo, o Keto tem razão, e o detalhe prático é que sensibilidade mamilar responde melhor a tamoxifeno, que bloqueia o receptor na mama sem derrubar o estradiol do corpo inteiro. Inibidor de aromatase sem dosar estradiol é a receita clássica para derrubá-lo demais, e estradiol no chão custa articulação, osso, humor e libido. E sobre a sua avaliação, dezenove vírgula seis para quinze vírgula um em sessenta dias com o peso quase parado é uma variação grande demais para o método. Adipômetro e bioimpedância erram fácil três a cinco pontos, então use fotos na mesma luz e a medida da cintura como termômetro principal, que erram muito menos. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  35. Luciano, chego tarde e o tópico já rendeu boas críticas, mas ele passou inteiro por cima da informação mais importante que você deu, que está logo na terceira linha do seu post. Você tem esferocitose hereditária, não tem baço e não tem vesícula. Ninguém comentou isso, e no seu caso isso muda mais coisas do que a discussão de dose. Começo pelo que mais me preocupa. Esferocitose é uma anemia hemolítica, ou seja, os seus glóbulos vermelhos se rompem antes da hora, e o seu corpo compensa produzindo mais. Testosterona, principalmente em quatrocentos miligramas semanais, estimula a produção de glóbulos vermelhos, e o efeito adverso mais frequente dela é justamente o aumento do hematócrito, que engrossa o sangue. Some a isso que quem não tem baço já carrega, por si só, um risco aumentado de trombose venosa e de hipertensão pulmonar, porque hemácias alteradas que normalmente seriam retiradas de circulação passam a circular. Você é a pessoa para quem o hematócrito precisa ser vigiado de perto, e isso não é conversa de fórum, é assunto para um hematologista, de preferência o que já acompanha a sua esferocitose. Vale que ele saiba o que você está usando. Não estou dizendo que aconteceu algo com você, estou dizendo que esse é o parâmetro que, no seu caso específico, merece mais atenção que qualquer outro. O segundo ponto é a ferritina alta, que você reportou como se fosse detalhe. Em hemólise crônica não é. Cada hemácia destruída devolve o ferro dela, e ao longo de décadas isso pode virar sobrecarga de ferro, que se deposita em fígado, coração e pâncreas e causa dano silencioso. Ferritina acima do valor de referência em quem tem anemia hemolítica pede investigação com saturação de transferrina, e não apenas anotação. É bem possível que não seja nada, mas é uma daquelas coisas que não dão sintoma até darem. Terceiro, e este é um ponto técnico que vale muito para você. A sua bilirrubina alta quase certamente não é fígado, é a própria hemólise, e ela é do tipo indireta. Aliás, é por isso que você perdeu a vesícula, porque hemólise crônica produz cálculos de bilirrubina. A consequência prática é que, no seu caso, a bilirrubina não serve para monitorar dano hepático, porque ela já vive alterada por outro motivo. E isso importa porque oxandrolona em quarenta miligramas ao dia é dose alta de um oral alquilado, e o padrão de lesão que ela causa é justamente colestase, que se manifesta em bilirrubina. Ou seja, o marcador que sinalizaria o problema está ocupado. Para você, o acompanhamento precisa incluir bilirrubina fracionada em direta e indireta, fosfatase alcalina, gama GT e as transaminases, e não um número único. Sobre o protetor hepático manipulado, além do que o Apollo já disse, vale reparar numa contradição: ele leva niacina, e niacina em dose alta é ela própria causa conhecida de lesão hepática. Sobre o anastrozol, concordo com o Keto, o Foston e o Apollo, e quero acrescentar o motivo mais objetivo, que ninguém apontou. Um miligrama por dia é a dose oncológica plena, usada para suprimir estrogênio quase por completo em mulheres com câncer de mama. E a justificativa que lhe deram não fecha: anastrozol inibe a aromatase, que é a enzima que converte androgênio em estrogênio. Progesterona não passa por essa via, então anastrozol não baixa progesterona. Seja qual for a razão do seu médico, essa explicação em particular não se sustenta. Estradiol muito baixo em homem custa densidade óssea, articulação, libido e piora o perfil de colesterol. Você fez bem em espaçar para dia sim dia não, e o certo é dosar estradiol antes de ajustar de novo. Ah, e sobre manipular por sessenta em vez de trezentos: um comprimido de um miligrama tem massa muito pequena de princípio ativo, e é exatamente nessa faixa que a uniformidade entre cápsulas manipuladas fica mais difícil de garantir. Por fim, o assunto que na verdade decide tudo e que ficou solto. Você disse que precisa parar porque quer o segundo filho. Então essa é a prioridade e ela tem prazo próprio. Dezoito semanas com quatrocentos miligramas semanais suprimem a produção de espermatozoides, e a recuperação costuma levar de seis meses a mais de um ano, sendo bem variável. Terapia pós ciclo montada em fórum não acelera isso de forma confiável. O caminho é um urologista ou especialista em reprodução, com espermograma para acompanhar de verdade em vez de adivinhar, e é ele quem decide sobre HCG ou clomifeno. E uma observação sobre o começo da sua história: você tinha testosterona de setecentos e cinquenta, dezoito anos de treino e um físico que o próprio Apollo elogiou. Guardar essa fertilidade primeiro e retomar o projeto competitivo depois parece a ordem que custa menos. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  36. Limorx, o seu tópico tem uma coisa rara, que é exame antes e depois com os mesmos marcadores. E é justamente por isso que preciso escrever, porque o resultado mais importante que você postou passou batido. A conversa toda ficou em testosterona e em qual farmácia manipula melhor, e ninguém comentou as duas linhas que realmente mudam a sua vida. O seu LDL saiu de cento e vinte e cinco para duzentos e dezesseis, e o HDL caiu de cinquenta para vinte e oito. Isso em pouco mais de um mês. Não é uma variação de exame, é uma mudança de faixa de risco. LDL acima de duzentos já é o patamar em que se discute tratamento medicamentoso mesmo em quem não tem outro fator, e HDL abaixo de quarenta em homem é fator de risco independente por si só. Os dois juntos, num homem de trinta e cinco anos, colocam você num perfil aterogênico que não existia noventa dias atrás. E há um ponto que costuma escapar: esse dano não some quando o ciclo termina. O colesterol volta ao normal em algumas semanas, mas o tempo que a artéria passou exposta não é devolvido. A oxandrolona é conhecida justamente por isso, é dos compostos que mais derrubam HDL, e trinta miligramas por dia não é dose pequena. Se você não repetiu esse perfil depois de encerrar, repita. E se ele não normalizou, isso é assunto de cardiologista, não de fórum. Junto disso vem o estradiol, que ficou abaixo de cinco. Esse número não é um sinal de sucesso, é um problema. Homem precisa de estradiol, e ele vem da conversão da testosterona. Com o eixo suprimido, oxandrolona que não aromatiza nada e gel repondo pouco, sobrou quase nada. Estradiol muito baixo prejudica densidade óssea, articulação, humor, libido e, o que fecha o círculo aqui, contribui para derrubar o HDL. Ou seja, parte do estrago lipídico que você viu tem esse componente. É mais um motivo para não repetir esse desenho, um oral solo com reposição transdérmica insuficiente por baixo. Agora vou discordar da conclusão a que o tópico chegou sobre a testosterona. Você e o Foston suspeitaram da farmácia porque a total caiu de quatrocentos e sessenta para duzentos e oitenta e sete. Acho que a farmácia foi injustiçada, e a explicação está nos seus próprios números. Primeiro, a queda era esperada: você introduziu androgênio exógeno, ele desligou a sua produção, e um gel na concentração que você usava repõe menos do que você produzia. Segundo, e isto é o mais importante, a sua SHBG caiu de vinte e sete para doze e meio, ou seja, mais da metade. A testosterona total mede em grande parte o que está preso na SHBG, então quando a SHBG despenca, a total cai por consequência aritmética, mesmo sem queda equivalente do que age. E foi exatamente isso que aconteceu: a sua testosterona livre calculada caiu pouco, de dez vírgula seis para oito vírgula seis, e a biodisponível também. Somando o horário da coleta, catorze horas depois da aplicação, o quadro se explica inteiro sem precisar de produto ruim. Aliás, vale dizer que o antebraço não é local recomendado em bula, que fala em ombro, braço e abdome, e é uma das piores escolhas em termos de transferência para outras pessoas pelo contato. Sobre a sua pergunta de reduzir os cardios, que ficou sem resposta clara. O que limita ganho de massa no seu caso não é o aeróbio, é o déficit, e ele está grande: você perdeu mais de seis quilos em cinco semanas. Aeróbio em jejum todo dia não traz vantagem sobre fazer alimentado, e sete sessões semanais somadas a esse déficit é o cenário em que se perde massa magra junto. Eu cortaria para três ou quatro sessões e usaria a folga para comer um pouco mais de proteína. E cuidado com a leitura da bioimpedância: massa muscular indo de quarenta e um vírgula um para quarenta e um vírgula nove durante um déficit agressivo é, quase certamente, variação de hidratação e não músculo novo. Aparelho de bioimpedância estima água e infere o resto, e o seu estado de hidratação mudou muito nesse período. Por último, o que eu acho que é o seu verdadeiro caminho, e aqui o Bravo Costa estava certo desde o primeiro post. Você mesmo contou que nunca fez dieta e que bebia em excesso, e que os noventa dias anteriores já vinham funcionando. A sua testosterona inicial de quatrocentos e sessenta com vinte e cinco por cento de gordura era, muito provavelmente, uma testosterona baixa por excesso de peso e por álcool, e não uma condição própria. Perder gordura e parar de beber costuma elevar esse número sozinho. Isso importa porque você mencionou a possibilidade de seguir em reposição em vez de fazer terapia pós ciclo, e essa decisão aos trinta e cinco anos é praticamente para a vida toda, além de suprimir a fertilidade. Vale muito investigar primeiro, com LH e FSH, se o seu eixo volta. Ah, e faltou no seu painel algo que, com oral alquilado somado a histórico de álcool, deveria estar lá: enzimas hepáticas e gama GT. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  37. RAGER, relato bem feito, com registro semana a semana e conclusão honesta, o que é raro por aqui. Chego depois do encerramento, mas há coisas no seu histórico que ninguém comentou e que valem mais para o seu futuro do que a discussão de dose. Também preciso falar com o Batata, por um motivo sério. Começo por você. O dado mais importante do seu tópico não é o ciclo, é a linha em que você conta que teve anorexia nervosa dos treze aos dezesseis anos e chegou a trinta e sete quilos com a altura que tem hoje. Isso deixa duas heranças concretas. A primeira é o osso. Desnutrição grave justamente na janela em que se acumula pico de massa óssea, somada a anos de androgênio baixo antes do diagnóstico, é a combinação clássica de osteopenia ou osteoporose em homem jovem, e isso não dá sintoma nenhum até a primeira fratura. Você precisa de uma densitometria óssea, e junto dela vitamina D, cálcio e paratormônio. É provavelmente o exame mais relevante da sua vida hoje, e ele não aparece em lugar nenhum das dez semanas de relato. A segunda herança é mais delicada de dizer, e digo com respeito, porque você não me deu nenhum sinal de que esteja acontecendo. Quem teve transtorno alimentar na adolescência tem risco maior de o padrão retornar depois em outra roupa, e a roupa mais comum no nosso meio é a preocupação com massa magra que vira medida constante. Vale só manter isso no radar com quem te acompanha, porque a diferença entre disciplina e recaída não está no comportamento em si, está em quanto ele custa quando você tenta parar. Segundo ponto, os exames. O relato tem peso, força, temperatura, humor e fotos, e não tem um exame sequer em dez semanas de testosterona somada a nandrolona. E há um sintoma seu que pede leitura. Você descreveu calor fora do normal e acordar suando à noite, e atribuiu ao ganho de peso. Cinco quilos e meio não explicam isso. As duas causas mais prováveis nesse contexto são estradiol elevado, que dá exatamente sudorese e sensação de calor, e aumento do hematócrito, que é o efeito adverso mais frequente e mais perigoso da testosterona em dose acima da reposição, porque engrossa o sangue e aumenta risco trombótico. Nenhum dos dois se percebe pelo espelho. Hemograma completo, estradiol, perfil lipídico, função hepática, prolactina e pressão arterial deveriam ter sido feitos no meio e no fim. Se ainda dá tempo, faça agora e guarde como base para a próxima vez. Terceiro, e este é específico do seu caso. Como você já faz reposição definitiva, não existe para você o retorno ao eixo próprio que serve de freio natural nos outros. Terminado o blast, você volta para a reposição e segue. Isso é uma vantagem real em termos de recuperação, mas é uma armadilha em termos de decisão, porque nada obriga o intervalo a existir. Então o intervalo precisa ser decidido por você e por escrito. Sobre a esterilidade, um detalhe que talvez você já saiba mas que muita gente na sua situação descobre tarde: nandrolona suprime a produção de espermatozoides de forma particularmente longa, e a recuperação depois dela pode levar mais de um ano. Se existe qualquer chance de você querer investigar fertilidade de novo no futuro, com outro protocolo ou com coleta cirúrgica, a hora de congelar material é antes de repetir, não depois. Agora as correções técnicas, sem tirar o mérito de quem quis ajudar. O Batata sugeriu subir para trezentos e setenta e cinco ou quinhentos miligramas e disse que a nandrolona supriria a questão da libido. É o contrário. Nandrolona é um substrato ruim para a cinco alfa redutase e tem atividade progestogênica, e é justamente por aí que ela costuma derrubar a libido, mesmo com testosterona junto. Você não teve o problema, e fez bem em registrar isso, mas o motivo foi individual e não porque a nandrolona resolveria. E tadalafila trata ereção, não desejo, então deixá-la de prontidão não cobre o risco que estava sendo discutido. Batata, o seu comentário merece atenção separada. Você escreveu que o seu problema está no hipotálamo e na hipófise e que a longo prazo isso prejudica um pouco a visão. Alteração visual nesse contexto não é algo a acompanhar de longe. A causa clássica é um tumor benigno de hipófise que cresce e comprime o quiasma óptico, que é onde os nervos ópticos se cruzam bem acima da glândula, e o padrão típico é perda da visão lateral dos dois lados, que a pessoa percebe tarde porque o campo central continua bom. Isso não é efeito de HCG nem de clomifeno. Se você tem hipogonadismo de origem central e qualquer queixa visual, o caminho é ressonância de sela túrcica, dosagem de prolactina e avaliação de campo visual com oftalmologista, com endocrinologista conduzindo. É tratável, muitas vezes só com remédio, e a perda visual instalada por compressão prolongada tende a não voltar. Por favor, não deixe isso para depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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