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  12. Ontem

  13. Quanto tempo anabolizante fica no organismo? O prazo depende do que você mede. A concentração do hormônio pode cair enquanto um exame ainda encontra vestígios na urina. A produção de testosterona do próprio corpo tem outro ritmo de recuperação. No episódio “Braulio Pinduca -O Fracasso do Ilympia 2026... - Podcast Sem Filtro”, Bráulio Pinduca fala em seis meses de circulação para a mistura de ésteres de testosterona e liga a detecção no antidoping a danos no fígado e nos rins. O exame urinário procura vestígios do uso. A função dos órgãos precisa de avaliação própria. Meia-vida ajuda a entender a queda, mas não dá um prazo único Meia-vida é o tempo para a concentração cair pela metade na fase medida. Com um injetável em óleo, parte do produto fica no local da aplicação e é liberada aos poucos. O éster, a parte química ligada ao hormônio na fórmula, muda a velocidade dessa liberação. A concentração cai progressivamente e não chega a zero de uma vez. Num estudo com 23 homens, pesquisadores compararam dois ésteres de nandrolona. Quando os dois foram aplicados de forma semelhante no glúteo, o fenilpropionato chegou mais cedo a um nível mais alto no sangue. Mesmo para o decanoato, o local da aplicação e o volume da solução influenciaram os níveis. O prazo depende da formulação e das condições de aplicação. Um exemplo ajuda a interpretar o prazo de seis meses mencionado na entrevista. Na bula do Sustanon® 250, uma mistura de quatro ésteres de testosterona, a testosterona no sangue retorna ao limite inferior da faixa de referência em cerca de 21 dias após uma aplicação. Esse dado descreve a concentração no sangue naquela situação. Ele não informa quando cessa a detecção nem quando a produção própria volta. Por que o antidoping pode encontrar vestígios meses depois Na urina, o laboratório pode procurar metabólitos, substâncias que o corpo produz ao transformar o hormônio. Para a nandrolona, o documento técnico da Agência Mundial Antidoping descreve a 19-norandrosterona como principal metabólito urinário. O resultado depende do que o método procura e de como o laboratório confirma a origem do metabólito encontrado. Em um estudo com 11 homens que receberam uma única injeção de 150 mg de decanoato de nandrolona, os pesquisadores identificaram o uso em seis participantes aos quatro meses e em três aos nove meses. O trabalho mediu vestígios na urina. Ele não mediu ganho muscular nem toxicidade contínua durante esses meses. Os dados mostram por que o prazo de detecção varia mesmo para a mesma substância. A testosterona e a fertilidade podem se recuperar em ritmos diferentes O estudo HAARLEM acompanhou 100 homens que usavam anabolizantes. Na maioria, a concentração de testosterona voltou ao normal até três meses após a interrupção. A produção de espermatozoides levou mais tempo, perto de um ano na estimativa do estudo. Na última visita, um ano após o início do ciclo, 9 participantes ainda tinham testosterona abaixo do normal. Entre os que fizeram o espermograma final, 25 tinham contagem total abaixo de 40 milhões. Um exame de testosterona no sangue ajuda a avaliar como o organismo está funcionando naquele momento. LH e FSH são sinais hormonais que ajudam a interpretar a produção própria. Um espermograma responde a outra pergunta, sobre a quantidade e outras características dos espermatozoides. Saiba o que LH e FSH mostram depois do ciclo. O que dizer ao médico depois de interromper o uso Leve os nomes dos produtos usados, as datas aproximadas das últimas aplicações e os sintomas que apareceram. Esses dados ajudam a interpretar exames e a avaliar riscos, especialmente se o produto era de procedência incerta. Se você quer ter filhos, diga isso na consulta para que a avaliação também considere a fertilidade. O resultado de uma coleta isolada também precisa ser interpretado no contexto do uso anterior. As datas de um estudo descrevem um grupo, não uma data de recuperação garantida para cada pessoa. O texto sobre por que o éster importa ao discutir a recuperação pós-ciclo detalha as diferenças entre as formulações. Conclusão Pergunte primeiro o que está sendo medido: hormônio no sangue, vestígio na urina ou recuperação da produção própria. Os estudos de nandrolona e de recuperação hormonal respondem a perguntas diferentes. Com essa distinção, dá para entender por que um achado antidoping e um exame hormonal podem contar histórias diferentes no mesmo período. Perguntas frequentes Quanto tempo um esteroide demora para sair do organismo? O prazo varia com a substância, a formulação e o exame. A queda da concentração do hormônio e o desaparecimento dos vestígios urinários são medidas diferentes. A recuperação da produção hormonal segue outro ritmo. Quanto tempo demora para a testosterona injetável sair do corpo? Depende da apresentação e do éster. Algumas fórmulas são liberadas mais devagar a partir do local da aplicação. O momento em que a concentração cai também difere do momento em que a produção própria se recupera. A nandrolona pode aparecer no antidoping meses depois? Sim, um metabólito urinário foi identificado meses depois em parte dos homens do estudo. A quantidade de participantes que ainda tinha um resultado detectável diminuiu com o tempo. Isso descreve o que o exame encontrou e não quanto tempo o hormônio produziu efeito muscular. Anabolizante altera o exame de testosterona? Pode alterar. O resultado depende do que foi usado, do momento da coleta e de como o organismo retomou a produção própria. Testosterona, LH e FSH devem ser interpretados juntos com o histórico de uso. A testosterona normal indica que a fertilidade já se recuperou? Um exame de testosterona normal não informa a contagem de espermatozoides. Na coorte HAARLEM, a recuperação foi estimada em cerca de um ano. A avaliação individual pode incluir um espermograma. Referências DE RONDE, Willem; SMIT, Diederik L. Anabolic androgenic steroid abuse in young males. Endocrine Connections, [S. l.], v. 9, n. 4, p. R102-R111, abr. 2020. DOI: 10.1530/EC-19-0557. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32229704/. Acesso em: 7 nov. 2026. MEDSAFE. Sustanon 250: New Zealand Data Sheet. Nova Zelândia, [s.d.]. Disponível em: https://www.medsafe.govt.nz/profs/datasheet/s/sustanoninj.pdf. Acesso em: 7 nov. 2026. MINTO, C. F. et al. Pharmacokinetics and pharmacodynamics of nandrolone esters in oil vehicle: effects of ester, injection site and injection volume. Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics, [S. l.], v. 281, n. 1, p. 93-102, abr. 1997. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9103484/. Acesso em: 7 nov. 2026. PALONEK, Elzbieta et al. Atypical excretion profile and GC/C/IRMS findings may last for nine months after a single dose of nandrolone decanoate. Steroids, [S. l.], v. 108, p. 105-111, abr. 2016. DOI: 10.1016/j.steroids.2016.02.004. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26853157/. Acesso em: 7 nov. 2026. PODCAST SEM FILTRO. Braulio Pinduca -O Fracasso do Ilympia 2026... - Podcast Sem Filtro. [S. l.], 8 out. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3MDzc09nZ90. Acesso em: 7 nov. 2026. SMIT, Diederik L. et al. Disruption and recovery of testicular function during and after androgen abuse: the HAARLEM study. Human Reproduction, [S. l.], v. 36, n. 4, p. 880-890, abr. 2021. DOI: 10.1093/humrep/deaa366. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33550376/. Acesso em: 7 nov. 2026. WORLD ANTI-DOPING AGENCY. Harmonization of Analysis and Reporting of 19-Norsteroids Related to Nandrolone: TD2021NA v2.0. [S. l.], 20 maio 2021. Disponível em: https://www.wada-ama.org/sites/default/files/resources/files/td2021na_final_eng_v2.0_m.pdf. Acesso em: 7 nov. 2026.
  14. Uma tatuagem atrapalha no fisiculturismo quando o desenho dificulta a leitura da musculatura em uma pose. Pense num duplo bíceps de costas. O árbitro precisa comparar os dois lados, localizar os contornos dos músculos e avaliar a definição. É nesse tipo de comparação que uma tatuagem grande pode fazer diferença. Bráulio Pinduca lembrou de um caso assim no episódio “Braulio Pinduca -O Fracasso do Ilympia 2026... - Podcast Sem Filtro”. Na avaliação dele, a tatuagem nas costas de Tiago Celli dificultava enxergar o dorsal. Ele considerava o atleta forte nas poses de frente. Segundo Pinduca, Celli já tinha feito a tatuagem antes de competir, e as tintas de palco daquela época cobriam menos o desenho. O que o árbitro procura nas poses de costas No duplo bíceps de costas, o árbitro compara os braços e percorre a musculatura do dorso, dos trapézios à lombar, além das pernas. Na expansão dorsal de costas, o destaque é a abertura das dorsais e a densidade do dorso. O regulamento da IFBB orienta olhar primeiro o grupo muscular da pose e depois o físico como um todo. Imagine um desenho escuro que cruza a borda do dorsal. Dependendo da luz, o olho pode acompanhar a linha da tinta antes de perceber a separação entre os músculos. Essa é uma explicação visual para a dificuldade relatada. Pinduca atribuiu a uma dificuldade assim a derrota de Celli num campeonato. Ele não identifica a prova nem apresenta a planilha que permitiria confirmar essa interpretação. O que dizem a IFBB e a IFBB Pro League Quando dois físicos parecem próximos, a IFBB orienta os árbitros a levar em conta a aparência da pele. O artigo 10.2 do regulamento masculino de 2026 cita tatuagens junto de outras marcas. A pontuação resulta das colocações dadas pelos árbitros, sem um desconto fixo por desenho. As regras publicadas pela IFBB Pro League para a Open masculina descrevem as oito poses obrigatórias, a comparação entre atletas e o acabamento permitido no palco. A regra dessa divisão veda publicidade no corpo. Para tatuagens em geral, o texto não estabelece uma penalidade específica. O ponto de partida é consultar o regulamento da própria competição e da categoria em que você vai subir. O que a tinta de palco consegue fazer A pintura de competição muda o tom da pele e pode reduzir o contraste entre algumas partes do desenho e a área ao redor. O resultado depende da tinta, da pele e da luz. Na IFBB, o bronzeador que sai ao passar a mão pode impedir a entrada do atleta no palco. A Pro League pede acabamento de aparência natural e uso moderado de tintas, cremes e óleos. Antes de competir, vale comparar uma foto de frente e outra de costas sob luz forte, com a câmera à altura de quem julga. Repita a pose com o bronzeamento permitido no seu evento e veja se os contornos ficam mais fáceis de distinguir. Para entender a aplicação e o acabamento, veja como funciona a tinta de fisiculturismo. Conclusão Um desenho pode chamar mais atenção em determinada pose por causa da posição e do contraste. Antes de subir, teste as poses em que a tatuagem fica exposta, sob luz parecida com a do palco. O regulamento da sua categoria define o acabamento permitido. Perguntas frequentes Fisiculturista pode competir com tatuagem? A tatuagem por si só não é motivo de desclassificação nos regulamentos examinados. No masculino da IFBB, a aparência da pele pode pesar na comparação entre físicos próximos. Na Open masculina da Pro League, o regulamento veda publicidade no corpo e não prevê desconto específico por uma tatuagem. Uma tatuagem grande nas costas pode atrapalhar a avaliação? Pode, se o desenho dificultar ver a separação muscular nas poses de costas. O efeito depende de onde está a tatuagem e de como o físico aparece sob a iluminação. Uma comparação de fotos ajuda a ver se a definição continua legível. Qual fisiculturista tatuado aparece no relato de Pinduca? Tiago Celli é o atleta citado no episódio. Pinduca disse que o desenho nas costas dificultava ver o dorsal, embora considerasse boas as poses de frente. É a lembrança dele sobre o julgamento. Referências IFBB PROFESSIONAL LEAGUE. Pro Competition Rules. [S. l.], 30 set. 2026. Disponível em: https://www.ifbbpro.com/rules/. Acesso em: 7 nov. 2026. INTERNATIONAL FITNESS & BODYBUILDING FEDERATION. IFBB Federation Rules: Section 2, Men’s Bodybuilding, 2026 Edition. [S. l.], 2026. Disponível em: https://ifbb.com/wp-content/uploads/2025/07/Mens-Bodybuilding-Rules-2026-1.pdf. Acesso em: 7 nov. 2026. INTERNATIONAL FITNESS & BODYBUILDING FEDERATION. Tanning Recommendations. [S. l.], 7 ago. 2023. Disponível em: https://ifbb.com/tanning-recommendations/. Acesso em: 7 nov. 2026. PODCAST SEM FILTRO. Braulio Pinduca -O Fracasso do Ilympia 2026... - Podcast Sem Filtro. [S. l.], 8 out. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3MDzc09nZ90. Acesso em: 7 nov. 2026.
  15. O Jack3d DMAA, como ficou conhecida a versão antiga do pré-treino, misturava cafeína com o estimulante 1,3-dimetilamilamina. Em 2012, a Anvisa colocou o DMAA na lista de substâncias de uso proscrito. Em 2013, a FDA reteve lotes do Jack3d com esse ingrediente nos Estados Unidos. Bráulio Pinduca conta, no episódio “Braulio Pinduca -O Fracasso do Ilympia 2026... - Podcast Sem Filtro”, que tomou a versão antiga e teve a impressão de que pouco mudou depois da reformulação. Na conversa, ele confunde DMAA com metanfetamina. São substâncias distintas, e o ingrediente documentado no Jack3d antigo era DMAA. O que tinha no Jack3d original A versão usada num estudo de dez semanas trazia DMAA, cafeína, creatina monoidratada, beta-alanina, alfa-cetoglutarato de arginina e esquizandrol A. Os seis ingredientes apareciam como uma mistura. A lista informa o que havia no produto e deixa em aberto quanto DMAA havia em cada porção. Em outra pesquisa, um laboratório analisou uma amostra de Jack3d e encontrou 1,66 mg de DMAA por grama de pó, em média. O rótulo daquele produto citava o ingrediente como derivado de caule de gerânio. A mesma equipe procurou o estimulante em folhas, caules e óleo comercial de gerânio e não o detectou nas amostras analisadas. O resultado do pote estudado não permite calcular o teor de todos os lotes. Por que a Anvisa e a FDA agiram No Brasil, a RDC nº 37, de 2 de julho de 2012, incluiu o DMAA na lista F2, de substâncias psicotrópicas de uso proscrito. O relatório da Anvisa daquele ano cita Jack3d, OxyElite Pro e Lipo-6 Black entre os suplementos que continham o estimulante. A medida atingia o comércio e a importação de produtos com DMAA. O DMAA continua na lista F2 do anexo vigente da Anvisa. Nos Estados Unidos, a FDA enviou cartas de advertência a fabricantes em 2012, entre eles a USPlabs. Em 2013, reteve produtos Jack3d e OxyElite Pro que continham DMAA. A USPlabs destruiu os produtos retidos e concordou em parar de fabricar produtos com o estimulante. A FDA considera o DMAA um aditivo alimentar inseguro quando usado em produto vendido como suplemento. O que o DMAA faz com a pressão O DMAA pode estreitar os vasos sanguíneos e elevar a pressão arterial. A FDA chama atenção para o risco cardiovascular, especialmente quando ele vem junto com cafeína. Em um teste com dez adultos saudáveis, o DMAA elevou a pressão. A maior alteração ocorreu após uma hora, na combinação de cafeína com a maior dose de DMAA testada. O estudo de dez semanas acompanhou 25 homens que completaram o protocolo. No grupo do pré-treino, a pressão sistólica em repouso subiu cerca de 6 mmHg em média. Pelo critério estatístico do estudo, a diferença entre os grupos ficou inconclusiva. A USPlabs financiou a pesquisa. Um grupo pequeno, com medidas em repouso, tem alcance limitado para avaliar picos logo após o uso ou eventos raros. Um relato clínico descreveu um homem de 22 anos que teve um infarto depois de três semanas de uso de Jack3d e outro suplemento que continha laranja-amarga. O paciente usava os dois produtos antes de se exercitar. O relato documenta o infarto e a exposição, mas deixa em aberto o que causou o episódio. O Jack3d de hoje é igual ao antigo? O site do Jack3d apresenta uma versão em pó Blue Raspberry e destaca cafeína, L-citrulina, L-tirosina e extrato de folha de manga na página do produto. O DMAA não aparece entre os ingredientes destacados dessa versão. A cafeína e a beta-alanina já estavam na mistura antiga estudada. A diferença entre as listas indica que a composição mudou. Para saber se as duas versões produzem o mesmo efeito, seria preciso compará-las em um estudo. Na página da Hi-Tech Pharmaceuticals, o quadro nutricional de outro Jack3d, atribuído à USPlabs, lista creatina, beta-alanina, cafeína e 2-aminoisoheptano, conhecido como DMHA. DMAA e DMHA são ingredientes diferentes. Compare as listas dos dois potes antes de usar o nome Jack3d como referência para a fórmula. Compare a lista de ingredientes do pote específico, o fabricante e a identificação do importador. A Anvisa orienta consultar a regularização de suplementos no seu portal. No rótulo, procure também 1,3-DMAA, metilhexanamina ou geranamina. A FDA orienta evitar produtos que contenham a substância. Numa oferta com “original” no título, descubra se o vendedor se refere à marca, à embalagem ou à fórmula. Para outro exemplo de como cruzar embalagem e informação do fabricante, veja como conferir rótulo e laudo de suplemento. Conclusão O Jack3d que marcou aquela época combinava DMAA com cafeína. A versão com DMAA foi atingida pela medida brasileira de 2012 e pela ação americana de 2013. O nome continua em uso, então, diante de um pote anunciado hoje, confira o ingrediente e a versão antes de tirar conclusões sobre o que há dentro. Perguntas frequentes O Jack3d original tinha DMAA? Sim. A fórmula antiga da USPlabs continha DMAA junto com cafeína, creatina e outros ingredientes. Um laboratório também detectou DMAA numa amostra comercial da época. Por que o Jack3d com DMAA foi proibido no Brasil? A Anvisa colocou o DMAA na lista de substâncias de uso proscrito em julho de 2012. A restrição de comércio e importação alcançou o Jack3d que continha o estimulante. Quanto DMAA tinha no Jack3d original? O estudo de laboratório encontrou cerca de 1,66 mg por grama de pó na amostra examinada. Esse número descreve aquele produto testado. O teor por grama daquela amostra não revela quanto DMAA havia no dosador de outro pote. O Jack3d original já tinha cafeína e beta-alanina? Sim, as duas estavam na versão antiga estudada. O mesmo pré-treino também continha DMAA e creatina. O estudo descreve os ingredientes da mistura sem informar a dose individual de cafeína no produto. O Jack3d vendido hoje tem a mesma fórmula? A versão em pó Blue Raspberry apresentada pela marca destaca outra combinação de ingredientes. Para saber o que há no produto que você encontrou, confira o rótulo daquela embalagem e identifique quem fabrica ou importa. DMAA e DMHA são o mesmo ingrediente? São substâncias diferentes. A fórmula antiga analisada em laboratório continha DMAA, ou 1,3-dimetilamilamina. O quadro nutricional da apresentação da USPlabs que aparece na página da Hi-Tech lista DMHA, ou 2-aminoisoheptano. Referências BLOOMER, Richard J. et al. Effects of 1,3-dimethylamylamine and caffeine alone or in combination on heart rate and blood pressure in healthy men and women. The Physician and Sportsmedicine, [S. l.], v. 39, n. 3, p. 111-120, set. 2011. DOI: 10.3810/psm.2011.09.1927. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22030947/. Acesso em: 7 nov. 2026. BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Como saber se um suplemento alimentar é autorizado?. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares/como-saber-se-um-suplemento-alimentar-e-autorizado. Acesso em: 7 nov. 2026. BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Relatório de atividades 2012. [S. l.], 2012. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/gestao/relatorios-de-atividades. Acesso em: 7 nov. 2026. BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução RDC nº 1.036, de 9 de julho de 2026. [S. l.], 9 jul. 2026. Disponível em: https://anvisalegis.datalegis.net/action/ActionDatalegis.php?acao=abrirTextoAto&codTipo=&cod_menu=1696&cod_modulo=134&desItem=&desItemFim=&numeroAto=00001036&orgao=RDC%2FDC%2FANVISA%2FMS&pesquisa=true&seqAto=000&tipo=RDC&valorAno=2026. Acesso em: 7 nov. 2026. BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução RDC nº 37, de 2 de julho de 2012. [S. l.], 2 jul. 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0037_02_07_2012.html. Acesso em: 7 nov. 2026. DI LORENZO, Chiara et al. Could 1,3 dimethylamylamine (DMAA) in food supplements have a natural origin?. Drug Testing and Analysis, [S. l.], v. 5, n. 2, p. 116-121, fev. 2013. DOI: 10.1002/dta.1391. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22941904/. Acesso em: 7 nov. 2026. HI-TECH PHARMACEUTICALS. Jack3d: Supplement Facts. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://hitechpharma.com/products/jack3d. Acesso em: 7 nov. 2026. JACK3D. Jack3d: You look tired?. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.jack3d.com/. Acesso em: 7 nov. 2026. PODCAST SEM FILTRO. Braulio Pinduca -O Fracasso do Ilympia 2026... - Podcast Sem Filtro. [S. l.], 8 out. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3MDzc09nZ90. Acesso em: 7 nov. 2026. SMITH, Triston B. et al. Acute Myocardial Infarction Associated with Dietary Supplements Containing 1,3-Dimethylamylamine and Citrus aurantium. Texas Heart Institute Journal, [S. l.], v. 41, n. 1, p. 70-72, fev. 2014. DOI: 10.14503/THIJ-12-2870. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3967491/. Acesso em: 7 nov. 2026. UNITED STATES. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. DMAA in Products Marketed as Dietary Supplements. [S. l.], ago. 2018. Disponível em: https://www.fda.gov/food/information-select-dietary-supplement-ingredients-and-other-substances/dmaa-products-marketed-dietary-supplements. Acesso em: 7 nov. 2026. WHITEHEAD, Paul N. et al. Impact of a Dietary Supplement Containing 1,3-Dimethylamylamine on Blood Pressure and Bloodborne Markers of Health: a 10-Week Intervention Study. Nutrition and Metabolic Insights, [S. l.], v. 5, p. 33-39, 2 fev. 2012. DOI: 10.4137/NMI.S8885. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3698473/. Acesso em: 7 nov. 2026.
  16. Como funciona o Gympass para academias (atual Wellhub) e o TotalPass quando você coloca a conta na ponta do lápis? Um aluno próprio que mora a dois quarteirões e pagava de R$ 120 a R$ 150 todo mês na recepção passa a entrar pelo aplicativo corporativo da empresa dele, usa o mesmo ar-condicionado e os mesmos aparelhos no horário de pico, e deixa no caixa apenas uma fração por visita, travada em um teto de 12 check-ins pagos por mês. Os números dessa equação vêm da operação da academia VL Fitness, detalhada por seu fundador, Victor Lelis, em "A revolta das academias contra o Gympass", cruzados com as regras oficiais de repasse do Wellhub e do TotalPass, com o acordo antitruste firmado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e com pesquisas sobre frequência de alunos. Abaixo estão os cálculos reais de repasse por faixa de plano, o impacto dos meses de férias no fluxo de caixa e os critérios para decidir quando cadastrar a unidade nos aplicativos. A canibalização do aluno de bairro e o buraco de caixa nas férias Para quem treina, assinar um agregador corporativo faz todo sentido financeiro: uma única mensalidade libera várias academias e modalidades diferentes sem contrato de fidelidade, conta que detalhamos no guia sobre quando o Wellhub vale a pena para o aluno. Para o dono da academia menor, porém, o primeiro choque operacional é perder o cliente que já estava dentro de casa. Em vez de trazer apenas moradores distantes que jamais conheceriam o espaço, o aplicativo absorve o vizinho que já treinava ali pagando R$ 120 a R$ 150 direto no balcão. Assim que a empresa onde esse aluno trabalha passa a oferecer o benefício, ele cancela o plano próprio e continua ocupando a mesma esteira, os mesmos pesos e o suporte dos mesmos professores por um repasse variável por visita. O próprio Gympass declarou à imprensa em 2019 que cerca de 80% dos seus usuários estavam fora de academias antes de assinar o aplicativo, embora a empresa tenha divulgado esse número sem separar os dados por tamanho de academia. Essa troca do plano recorrente pelo pagamento por acesso derruba a previsibilidade de caixa nos meses de baixa frequência. Em julho, por causa das férias escolares, e em dezembro, nas festas de fim de ano, o usuário de agregador viaja ou para de treinar, e o faturamento vindo dele cai a zero. A estrutura física, por sua vez, mantém os mesmos custos fixos de uma academia de bairro em operação: folha de professores e recepcionistas, contas de energia elétrica e água, manutenção preventiva das máquinas e lubrificação das esteiras. Existe aqui uma diferença de modelo entre as megarredes e as unidades menores. Redes gigantes de academias low cost contam com a ausência de grande parte dos matriculados para caberem no prédio: um estudo clássico publicado na American Economic Review acompanhou 7.752 alunos de três academias por três anos e mostrou que quem pagava mensalidade fixa ia treinar, em média, apenas 4,3 vezes por mês. Já na academia de bairro ou no estúdio, o dono quer que o aluno apareça, porque o sumiço costuma indicar doença, desmotivação ou insatisfação com o atendimento. Uma pesquisa na Psychology of Sport and Exercise com 1.726 novos matriculados confirmou que a queda de comparecimento nos primeiros meses antecipa o abandono: a frequência média despencou de 7,48 visitas no 1º mês para 0,92 no 12º mês. Como funciona o repasse por check-in e o teto de 12 visitas pagas Pela regra oficial da Central de Ajuda de Parceiros do Wellhub, a adesão da academia à plataforma é gratuita e a remuneração cai todo dia 15 do mês seguinte, calculada sobre cada check-in diário validado na recepção. O contrato estabelece um limite máximo de visitas pagas por usuário dentro do mesmo mês, geralmente fixado em 12 check-ins na mesma unidade. A partir da 13ª visita daquele mesmo aluno no mês, o relatório financeiro registra o acesso com valor zerado para a academia. Na prática, o impacto desse teto depende de quantas vezes o aluno treina e se ele divide a rotina entre locais diferentes. Compare os três cenários operacionais abaixo: Cenário de frequência no mêsVisitas na Academia AVisitas na Academia BCheck-ins pagos à Academia AVisitas sem repasse na Academia A Aluno divide o treino (20 dias no mês)12 dias8 dias12 check-ins pagos0 visita gratuita Aluno treina todos os dias (30 dias no mês)18 dias12 dias12 check-ins pagos6 visitas gratuitas Aluno fiel a uma única unidade (24 dias no mês)24 dias0 dia12 check-ins pagos12 visitas gratuitas Quando o praticante concentra seus 24 dias de treino na mesma academia de bairro, metade do mês ocorre sem qualquer repasse financeiro para o estabelecimento. O equipamento sofre desgaste, o vestiário é utilizado e a catraca gira, mas o pagamento estanca na 12ª entrada. Quanto o Gympass paga na prática: a conta do plano Básico+ Segundo a Central de Ajuda de Parceiros do Wellhub, o valor pago por check-in é definido no contrato individual de cada academia conforme a categoria mínima de plano que ela aceita (como Basic, Silver, Gold, Platinum ou Diamond). Para tentar subir de categoria e receber mais por visita, o gestor precisa solicitar uma revisão contratual à plataforma comprovando melhorias de estrutura e ticket de balcão. Na prática, porém, mesmo quando o proprietário investe em bons maquinários e ar-condicionado para cobrar R$ 130 de mensalidade direta, a plataforma muitas vezes mantém a unidade enquadrada na faixa Básico+ em vez de subi-la para o plano Prata (Silver). Nessa faixa Básico+, uma academia cuja mensalidade de balcão custa R$ 130 recebe no máximo cerca de R$ 89 no mês se o aluno completar os 12 check-ins pagos — o que dá por volta de R$ 7,40 por visita remunerada, ou R$ 3,70 por treino se ele comparecer 24 dias. Caso o usuário vá apenas 6 vezes no mês, o repasse total cai para aproximadamente R$ 40 (cerca de R$ 6,67 por entrada), valor que empata com o preço de uma única diária avulsa cobrada na recepção de muitas academias. Modalidade de acesso do alunoFrequência no mêsReceita bruta para a academiaValor efetivo por visita Mensalidade direta na recepçãoLivre (ex.: 12 a 24 dias)R$ 130R$ 5,41 a R$ 10,83 com caixa fixo garantido Agregador no plano Básico+ (teto atingido)12 dias pagos (ou 24 dias reais)cerca de R$ 89cerca de R$ 7,40 (cai para R$ 3,70 em 24 dias) Agregador no plano Básico+ (baixa frequência)6 diascerca de R$ 40cerca de R$ 6,67 (soma igual a 1 diária avulsa de R$ 40) O mito do horário vazio e o conflito na recepção Um dos argumentos comerciais mais repetidos na prospecção de academias parceiras é que os aplicativos ajudariam a ocupar a capacidade ociosa do começo da tarde, às 14h e às 15h. Ocorre que o titular de um benefício corporativo trabalha em horário comercial padrão e procura a academia exatamente às 6h da manhã ou entre 19h e 20h. Essa concentração nos horários de pico gera um efeito cascata perigoso para a retenção. Quando a sala de musculação lota às 19h com usuários de repasse reduzido ou que já ultrapassaram o 12º check-in, o aluno próprio do plano anual enfrenta fila nas polias, precisa revezar halteres o tempo inteiro e acaba cancelando a matrícula integral. Reportagens regionais de mercado, como levantamento publicado pela Tribuna de Minas em 2026, registram que justamente esse aperto entre custo operacional no pico e repasse defasado levou academias de bairro a restringir categorias ou encerrar contratos com agregadores. Dentro da academia, a margem apertada costuma provocar um segundo erro de gestão: a hostilidade contra quem entra pelo aplicativo. Em muitas unidades, recepcionistas e consultoras de vendas tratam mal o usuário de Gympass ou TotalPass porque ele gera zero comissão comercial para a equipe. A regra operacional saudável vai na direção oposta: a decisão de aceitar o convênio foi da empresa, portanto o atendimento de professores e recepção precisa ser idêntico para todos no salão. Para valorizar quem paga a mensalidade direta sem destratar o visitante do aplicativo, o caminho é criar vantagens exclusivas bem demarcadas para o plano próprio, como o acesso a uma cadeira de massagem reservada aos matriculados da casa. A conta de 3 para 1 na VL Fitness e quando o aplicativo ajuda Existem dois momentos distintos para avaliar a entrada nos agregadores. Quando a academia está começando e opera com muita folga física — como no início da VL Fitness, que abriu as portas com espaço para 500 a 600 pessoas e tinha entre 200 e 300 alunos matriculados —, aceitar as plataformas funciona como vitrine imediata. O repasse menor ajuda a cobrir parte das contas enquanto o salão ganha movimento e visibilidade no bairro. Quando a operação amadurece e atinge a capacidade máxima, a matemática muda de figura. Na própria VL Fitness, que recebe mensalmente cerca de 300 alunos vindos de três agregadores diferentes, a estimativa interna é que aproximadamente 50 deles fechariam o plano direto caso os convênios fossem cortados hoje. Na contabilidade de médio e longo prazo da academia, considerando a margem líquida e os anos de permanência do cliente fiel, 300 usuários de agregadores equivalem financeiramente a 90 ou 100 alunos próprios: cada aluno direto vale três vezes mais que um usuário de aplicativo. Diante da superlotação que começou a expulsar mensalistas próprios no ano anterior, a saída adotada pela unidade foi realizar uma obra de expansão que dobrou a área física da academia para acomodar os dois públicos sem fila. Por que o boicote falha e como usar a concorrência entre plataformas Entre proprietários insatisfeitos, surge com frequência a proposta de um boicote coletivo às plataformas. A história recente de outros setores mostra por que esse movimento fracassa: locadoras de DVD tentaram barrar o streaming da Netflix, lan houses resistiram à banda larga doméstica, taxistas protestaram contra a chegada da Uber e restaurantes até hoje reclamam das taxas do iFood. Como o serviço entrega comodidade e economia real para o consumidor final — que muitas vezes enxerga a mensalidade avulsa da academia como cara demais, do mesmo modo que passageiros criticavam tarifas antigas de táxi no Rio de Janeiro —, o boicote esbarra no dilema do vizinho: se cinco academias do mesmo bairro combinarem de sair e quatro cumprirem a promessa, a quinta unidade continuará aceitando e absorverá sozinha todos os alunos corporativos da região. Em vez de tentar lutar contra a existência dos aplicativos, a defesa financeira da academia passa por estimular a disputa entre várias plataformas ao mesmo tempo. Assim como a entrada da 99 forçou a Uber a melhorar tarifas para motoristas e a chegada de Rappi e Uber Eats pressionou o iFood a rever condições para restaurantes, a presença do TotalPass — braço do ecossistema que analisamos no modelo de negócios da Smart Fit — impediu que o antigo Gympass mantivesse repasses históricos na casa de R$ 3 por visita. Na comparação direta dentro da VL Fitness, por exemplo, o TotalPass remunera o acesso de forma mais vantajosa que o Gympass. A possibilidade de trabalhar com múltiplos aplicativos ganhou respaldo regulatório definitivo no fim de 2025. Em 19 de dezembro de 2025, o CADE homologou um novo Termo de Compromisso de Cessação (TCC) com o Wellhub, encerrando uma disputa iniciada por representação da TotalPass em 2020 sobre cláusulas de exclusividade. Pelo acordo oficial, ficaram proibidas as multas de quarentena (que impediam a academia de entrar em outro aplicativo logo após encerrar o contrato) e as travas de "nação mais favorecida" (que proibiam oferecer condições melhores a plataformas concorrentes), e o Wellhub passou a poder manter exclusividade com no máximo 10 redes de academias no país — lista que inclui redes como Bluefit, BodyTech/Fórmula, Cia Athletica, Panobianco, Pratique e Selfit. Mais de 96% das mais de 40 mil academias parceiras no Brasil operam livres de exclusividade, podendo atender Wellhub, TotalPass e novos concorrentes simultaneamente. Novos agregadores: o modelo anunciado pelo GymClub Para romper o duopólio entre as duas grandes plataformas corporativas, começam a surgir alternativas desenhadas para corrigir as travas de repasse e de elegibilidade. Um desses concorrentes é o GymClub, aplicativo que já conta com a VL Fitness entre as unidades cadastradas e que propõe quatro diferenças operacionais frente aos agregadores tradicionais: Repasse fixo de 85% sem teto de 12 check-ins: a academia recebe 85% do valor pago pelo aluno. Se o usuário treinar exclusivamente naquela unidade durante o mês — vá ele 1, 10 ou 30 vezes —, os 85% integrais do plano vão para o caixa daquela academia. Se ele dividir os treinos entre duas ou mais unidades, os 85% são rateados proporcionalmente conforme o número de visitas em cada local. Autonomia de preço pelo dono da academia: em vez de ficar preso ao enquadramento decidido unilateralmente pela plataforma, o gestor escolhe em qual faixa de preço sua estrutura se posiciona, dentro de planos que vão de R$ 39 a R$ 700 (por exemplo, fixando o ticket em R$ 150). Acesso direto por CPF para pessoa física: enquanto o Wellhub e o TotalPass exigem vínculo com uma empresa contratante ou dependente elegível, o GymClub permite que autônomos, profissionais liberais e qualquer pessoa física assinem diretamente pelo aplicativo usando o próprio CPF. Cobrança corporativa por uso efetivo: o cadastro não tem taxa de adesão nem mensalidade fixa para academias ou empresas. Ao contrário do modelo corporativo tradicional do Wellhub — que exige faturamento mínimo sobre 10 colaboradores e cobra mensalidade fixa da empresa mesmo pelos funcionários que nunca pisam na academia —, a empresa conveniada ao GymClub paga apenas uma fração sobre quem efetivamente treina. Como o aplicativo ainda está montando sua rede de parceiros e entrou na pauta por divulgação comercial com link de campanha na descrição, vale conferir quantas academias e empresas já usam o sistema na sua cidade antes de contar com esse volume no caixa. Conclusão O Gympass (Wellhub) e o TotalPass funcionam como aceleradores de ocupação quando a academia é nova e tem metade do salão vazia, mas corroem a margem quando substituem mensalidades diretas de R$ 120 a R$ 150 por repasses limitados a 12 check-ins pagos e concentrados às 6h e às 19h. Na ponta do lápis, um aluno próprio vale cerca de três usuários de agregador no médio e longo prazo. Como o boicote isolado apenas transfere clientes para o concorrente da esquina, a saída prática para o gestor é abrir o leque de plataformas — aproveitando que mais de 96% do mercado opera sem exclusividade após o acordo no CADE —, negociar o enquadramento de faixa da academia e diferenciar o plano próprio com benefícios exclusivos sem jamais destratar quem passa pela catraca via aplicativo. Perguntas frequentes O que é e como funciona o Gympass (Wellhub) para academias? É uma plataforma corporativa de bem-estar em que funcionários de empresas conveniadas treinam em academias parceiras pagando uma única assinatura. Para a academia, o cadastro é gratuito e sem taxa de adesão: a recepção valida o check-in diário do usuário no aplicativo e o estabelecimento recebe por visita até o teto mensal previsto em contrato. Como funciona o repasse do Gympass (Wellhub) para as academias e quando ele paga? Segundo a Central de Ajuda do Wellhub, cada check-in validado gera um crédito conforme a faixa de plano do usuário e o contrato da academia, com depósito fechado até o dia 15 do mês seguinte. Os contratos costumam travar o pagamento em 12 check-ins por usuário no mês na mesma unidade, zerando o repasse a partir da 13ª visita. Quanto o Gympass (Wellhub) paga para a academia por check-in nos planos Basic e Silver? O valor exato depende do contrato de cada unidade. Em uma academia de R$ 130 mensais enquadrada no plano Básico+, o repasse soma no máximo cerca de R$ 89 para 12 check-ins no mês (por volta de R$ 7,40 por visita paga) ou cerca de R$ 40 para 6 visitas. Quando a academia consegue reenquadramento a partir do plano Prata (Silver) ou superiores, o valor unitário por check-in sobe conforme a faixa exigida. Como funciona o TotalPass para academias e quanto ele repassa? O TotalPass, plataforma corporativa do grupo Smart Fit, opera com parceria gratuita para a academia, validação de um check-in diário por usuário em planos que vão do TP1 ao TP7 e repasse mensal por visita até o teto contratual. Embora a tabela por check-in seja definida em contrato individual, gestores que trabalham com os dois aplicativos relatam repasses por visita mais altos no TotalPass do que nas faixas iniciais do Gympass. Qual a vantagem do Wellhub e do TotalPass para as academias e quando vale a pena estar nos aplicativos? A principal vantagem é usar o aplicativo como vitrine gratuita para preencher espaço ocioso em academias novas — como uma operação para 600 pessoas que ainda tem entre 200 e 300 alunos. Quando o salão já lota às 6h e às 19h, a vantagem diminui porque são necessários cerca de três usuários de aplicativo para empatar com o retorno financeiro de um único aluno direto. Referências CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA. Cade homologa novo TCC com Wellhub (Gympass). gov.br. Brasília, 19 dez. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/cade/pt-br/assuntos/noticias/cade-homologa-novo-tcc-com-wellhub-gympass. Acesso em: 7 nov. 2026. DELLAVIGNA, Stefano; MALMENDIER, Ulrike. Paying Not to Go to the Gym. American Economic Review, [S. l.], v. 96, n. 3, p. 694-719, 2006. DOI: 10.1257/aer.96.3.694. Disponível em: https://www.aeaweb.org/articles?id=10.1257/aer.96.3.694. Acesso em: 7 nov. 2026. DRSKA, Moacir. TotalPass, da Smart Fit, "aperta o passo" e mira base de 25 mil academias na perseguição à Wellhub. NeoFeed. São Paulo, 23 set. 2024. Disponível em: https://neofeed.com.br/negocios/totalpass-da-smart-fit-aperta-o-passo-e-mira-base-de-25-mil-academias-na-perseguicao-a-wellhub/. Acesso em: 7 nov. 2026. HENRIQUE, Yasmin. Fim de contratos com GymPass impulsiona retorno às academias de bairro. Tribuna de Minas. Juiz de Fora, 10 fev. 2026. Disponível em: https://tribunademinas.com.br/colunas/maistendencias/fim-de-contratos-com-gympass-impulsiona-retorno-as-academias-de-bairro/. Acesso em: 7 nov. 2026. INGIZZA, Carolina. Gympass compra startup portuguesa de inteligência artificial. Exame. São Paulo, 16 dez. 2019. Disponível em: https://exame.com/pme/gympass-compra-startup-portuguesa-de-inteligencia-artificial/. Acesso em: 7 nov. 2026. LELIS, Victor. A revolta das academias contra o Gympass. [S. l.], 30 set. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8rwv3EUhwOY. 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Disponível em: https://wellhub.com/pt-br/blog/press-releases/wellhub-firma-novo-acordo-com-cade-e-reforca-compromisso-com-setor-fitness-no-brasil/. Acesso em: 7 nov. 2026.
  17. Ângela Borges venceu seu primeiro campeonato de fisiculturismo com um biquíni de praia que uma amiga ajudou a enfeitar. A estreia foi em Santa Catarina, em 2013. Oito anos depois, ela venceu o Pittsburgh Pro e ficou em segundo lugar na primeira edição da Wellness no Olympia. Quando começou a treinar, Ângela queria ganhar massa muscular. A ideia de subir ao palco veio bem depois. Na série “Por Trás do Shape”, da Boa Forma, ela conta que ainda tinha vergonha de usar biquíni quando ouviu de amigos que seu físico se encaixava na Wellness. Da academia ao primeiro campeonato Aos 17 anos, Ângela pesava pouco mais de 40 kg. Na adolescência, usava roupas largas para esconder o corpo e lembra das piadas sobre ser muito magra. Vander, que mais tarde se tornaria seu marido, a incentivou a treinar. A musculação começou como uma forma de ganhar volume nas pernas e nos glúteos. No começo, ela emagreceu ainda mais. Na sua avaliação, passou a gastar mais energia com o treino e ainda não sabia ajustar a alimentação. Levou cerca de uma década para chegar aos 73 kg que lembra da época em que começaram a incentivá-la a competir. Em 2012, foi ver a amiga Juliana competir na Bodyfitness. No ano seguinte, entrou no campeonato de estreantes em Santa Catarina. Tinha pouca experiência de bastidor e nem sabia como aplicar a tinta de palco. Com pouco dinheiro para a estreia, comprou um biquíni comum e uma amiga colou as pedras no tecido. Saiu com o primeiro lugar. Antes de cursar Educação Física, Ângela se formou em Administração, fez pós-graduação em Gestão de Pessoas e trabalhou na área administrativa. A segunda faculdade coincidiu com o começo nas competições. Ela diz que viver as fases de ganho de massa e de preparação deu exemplos que mais tarde usaria ao orientar suas alunas. O caminho da Wellness brasileira até o Olympia A Wellness surgiu no Brasil em 2005 e valoriza coxas e glúteos mais desenvolvidos em relação ao tronco e aos braços. Quando amigos a incentivaram a competir, viram na categoria um lugar para o físico que Ângela já vinha construindo. Em 2017, em Biarritz, ela venceu a classe acima de 1,63 m no Mundial de Fitness da IFBB e ficou em segundo no overall, a disputa entre as vencedoras de classe. Depois, venceu os Mundiais profissionais de Wellness da IFBB Elite Pro em 2018 e 2019. Também ganhou o Arnold Classic da África do Sul de 2018 nesse circuito. Para disputar uma vaga no Olympia, Ângela entrou em outro circuito, o da IFBB Pro League. Em 2020, conquistou a credencial profissional no Campeonato Europeu da NPC Worldwide e venceu o Europa Pro. Em 2021, ganhou o Pittsburgh Pro à frente de Yarishna Ayala e foi a primeira atleta da Wellness a se classificar para o Olympia. No Olympia de 2021, a estreia da categoria terminou com três brasileiras nas primeiras posições. Francielle Mattos venceu, Ângela ficou em segundo e Isabelle Nunes em terceiro. Em 2022, Ângela voltou ao pódio em terceiro lugar. Como Ângela divide o treino de Wellness Ângela mostrou uma divisão de cinco sessões por semana, que ajusta conforme a fase. Na segunda, prioriza glúteos e inclui um exercício para posteriores e outro para quadríceps. Na quarta, dá mais atenção aos posteriores. Na sexta, o foco é quadríceps. Nesses dois dias, ela também inclui um exercício para cada grupo que ficou em segundo plano. Os outros dois dias ficam para a parte de cima do corpo e o abdômen. Ela dá mais atenção a costas, ombros e tríceps e faz um exercício para bíceps e outro para peito. Fora da temporada, trabalha o corpo todo e tenta progredir nas cargas. Perto do campeonato, escolhe os exercícios de acordo com a região que quer desenvolver. No dia com foco em glúteos, ela conta que às vezes faz quatro ou cinco exercícios para o grupo, com cinco ou seis séries por exercício. O intervalo entre séries varia de um minuto a dois minutos e meio, conforme o tipo de treino. O agachamento búlgaro está entre seus preferidos. Para entender como ele se encaixa numa sessão, veja a seleção de exercícios para glúteos. Na rotina que relatou, costuma fazer de 20 a 30 minutos de aeróbico em até cinco dias da semana. Quando uma viagem cai no fim de semana, pode mudar os dias de musculação. Entre os dois dias sem pesos, costuma reservar um para aeróbico e outro para descanso completo. O que muda na dieta perto do campeonato No café da manhã, Ângela come cuscuz, ovos mexidos, banana e cerca de 100 g de mamão. Arroz, feijão e carne magra ou frango formam a base do almoço. No lanche, prepara uma panqueca de banana, aveia e whey. No jantar, costuma comer peixe, salada e de 120 a 150 g de arroz. Comida japonesa é sua escolha para a refeição livre. Na fase de ganhar massa, Ângela costuma aumentar as porções dos mesmos alimentos. Perto da competição, reduz as calorias, aumenta o aeróbico e ajusta as quantidades de proteínas, carboidratos e gorduras com acompanhamento profissional. O objetivo que ela descreve nessa fase é perder gordura e preservar o músculo que ganhou nos meses anteriores. A rotina com Vander e o trabalho fora do palco No IronTalks, Vander contou que os dois passaram cerca de dois anos nos Estados Unidos enquanto Ângela competia. No dia a dia do casal, ele prepara o café e o jantar. Eles tentam fazer as refeições juntos sempre que a agenda permite e chegaram a fazer seis voos numa semana de trabalho. Ângela também dá cursos e palestras. No mesmo episódio, apresentou uma linha de equipamentos para glúteos. Ao falar de patrocínio no fisiculturismo, ela contou que, durante anos, organizou o dia em função da preparação. Na visão dela, um criador que mostra como concilia a academia com a família e o lazer oferece uma rotina mais próxima da que o público consegue seguir. Conclusão Ângela separa a preparação do resultado. Ela pode controlar o treino, as refeições, o descanso e o ensaio das poses. A colocação também depende de quem chega ao palco e da avaliação dos árbitros. Nas redes, a foto mostra o físico pronto e deixa de fora boa parte desse trabalho. Para quem quer competir, o conselho dela é dar tempo ao processo e escolher bem as pessoas que vão acompanhar a preparação. Perguntas frequentes Quantos anos tem Ângela Borges? Ângela Borges nasceu em 2 de fevereiro de 1985, segundo a ficha da Revista SuplementAção. Completou 41 anos em fevereiro de 2026. Qual é a altura de Ângela Borges? A súmula da IFBB em Biarritz registrou 1,664 m em 2017. O perfil da Max Titanium informa 1,66 m, enquanto a ficha publicada pela Revista SuplementAção em 2019 informa 1,68 m. Ângela Borges já ganhou o Olympia? Seu melhor resultado no Wellness Olympia foi o segundo lugar em 2021, atrás de Francielle Mattos. Em 2022, ficou em terceiro. A vitória de 2021 foi no Pittsburgh Pro, que lhe deu a vaga para o Olympia. Quantos títulos Ângela Borges ganhou? A Gazeta de São Paulo apresentou Ângela como vencedora de mais de 60 títulos. Esse número se refere ao conjunto da carreira em diferentes competições. Entre as vitórias documentadas estão o Arnold Classic da África do Sul de 2018, o Europa Pro de 2020 e o Pittsburgh Pro de 2021. Referências BLECHMAN, Phil. Angela Borges Becomes First Wellness Competitor to Qualify For the Olympia. [S. l.], 20 jun. 2024. Disponível em: https://barbend.com/news/angela-borges-qualifies-ifbb-olympia-wellness-division/. Acesso em: 7 nov. 2026. BOA FORMA. Por Trás do Shape || Angela Borges. [S. l.], 30 jul. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PJQKFekTw7M. Acesso em: 7 nov. 2026. GAZETA DE SÃO PAULO. Conheça Angela Borges a recordista com mais de 60 títulos no fisiculturismo. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.gazetasp.com.br/esportes/conheca-angela-borges-a-recordista-com-mais-de-60-titulos-no/. Acesso em: 7 nov. 2026. IFBB ELITE PRO. IFBB Elite Pro Arnold Classic South Africa 2018: results. [S. l.], 2018. Disponível em: https://ifbbspain.com/wp-content/uploads/2018/05/2018-IFBB-Elite-Pro-Arnold-Classic-South-Africa_Results.pdf. Acesso em: 7 nov. 2026. IFBB SANTA CATARINA. Wellness Fitness. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.ifbbsc.com.br/catbody/wellness-fitness/. Acesso em: 7 nov. 2026. INTERNATIONAL FEDERATION OF BODYBUILDING AND FITNESS. 2017 World Fitness Championships: final results. [S. l.], 2017. Disponível em: https://ifbb.com/wp-content/uploads/2018/06/2017-WFC-Biarritz-Final-Results.pdf. Acesso em: 7 nov. 2026. IRONTALKS TV. Angela Borges e Vander: Quando Esporte e Política Se Encontram | IronTalks. [S. l.], 3 nov. 2026. YouTube. 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[S. l.], 30 out. 2019. Disponível em: https://www.ukbff.co.uk/ukbff-news/2019/10/30/uk-pros-set-for-world-championships. Acesso em: 7 nov. 2026. REVISTA SUPLEMENTAÇÃO. Faça Diferente com Angela Borges. [S. l.], 6 ago. 2019. Disponível em: https://www.revistasuplementacao.com.br/impresso/detalhes/4829-faca-diferente-com-angela-borges.html. Acesso em: 7 nov. 2026. UKBFF. UK wins silver at IFBB Elite Pro World Championships. [S. l.], 4 nov. 2019. Disponível em: https://www.ukbff.co.uk/ukbff-news/2019/11/4/uk-wins-silver-at-ifbb-elite-pro-world-championships. Acesso em: 7 nov. 2026.
  18. Bráulio Pinduca teve de esperar até o aniversário de 14 anos para se matricular na academia. Anos depois, o espaço de treino era dele e recebia de graça os atletas da federação paulista de fisiculturismo. Também atuou como árbitro, presidiu a federação e treinou atletas como Rafael Brandão. A vontade de ganhar músculos veio depois de assistir a Conan, como ele lembra em “BRAULIO PINDUCA - Ourbody #54”, da TIKTAL TV. O Podcast Sem Filtro voltou à história em 2026, quando Pinduca falou do trabalho com Rafael Brandão e do retorno às aulas. Os primeiros treinos em Pinheiros A primeira academia ficava perto da igreja do Largo de Pinheiros, em São Paulo. No mesmo lugar, Pinduca praticou capoeira, caratê e musculação. Ele lembra que primos que já treinavam reforçaram sua vontade de começar. Na década de 1990, apareceram alunos que praticavam vela, natação e triatlo. Pinduca já conhecia o treino com pesos e passou a atender gente de outras modalidades. Ele relaciona essa procura à decisão de cursar Educação Física. A academia que recebia atletas da federação Pinduca ocupava funções na federação paulista quando o campeonato Arnold Classic chegou ao Brasil. Na lembrança dele, o evento atraiu jovens que começavam na Men’s Physique e depois migravam para a Classic Physique. Chegar à Open, a categoria sem limite de peso, era mais difícil. A academia dele funcionava como centro de treinamento da federação. Os atletas podiam usar o espaço de graça. Também era um lugar onde gente do meio se reunia para gravar e mostrar a rotina da musculação. Pinduca vê naquela experiência uma das origens do formato de centro de treinamento que se espalhou depois. Como Cariani e Toguro entraram na história Quando Renato Cariani ganhou o título geral de um campeonato, recebeu o microfone para falar. Entrevistar os campeões fazia parte da rotina de Pinduca nos eventos. Na memória dele, foi a primeira vez que alguém deu a Cariani essa oportunidade de falar em público. Pinduca percebeu que o campeão se comunicava bem e deixou que terminasse no próprio ritmo. Toguro entrou por outra porta. Ainda jovem, queria participar do fisiculturismo e teve acesso aos bastidores para acompanhar os atletas. Pinduca conta que o incentivou a estudar educação física e a experimentar o palco ao menos uma vez. Toguro chegou a competir. Anos depois, durante uma gravação em que fez o papel de personal de Pinduca, agradeceu pelo acesso aos bastidores, segundo a lembrança do treinador. A trajetória de Toguro na mídia da musculação ajuda a entender o que aconteceu depois. O mês que mudou a meta de Rafael Brandão No relato de Pinduca, Rafael Brandão estava mais pesado e mais forte do que no mesmo ponto da preparação anterior, quando terminou em oitavo no Olympia. O treinador anotava a evolução e via chance de chegar aos cinco primeiros. Um problema intestinal interrompeu a preparação, e Brandão priorizou a recuperação. Depois de receber liberação para treinar, Brandão quis saber se ainda dava tempo de subir ao palco. Pinduca pediu um mês para ver como o físico responderia. Passado esse período, avaliou que o atleta poderia repetir a forma do ano anterior se os dois continuassem trabalhando. A interrupção, na avaliação dele, tinha tirado a chance de apresentar um físico melhor naquela temporada. Pinduca ainda via idade e tempo para Brandão chegar aos cinco primeiros, desde que o atleta mantivesse esse objetivo. Quando contou a história, ele já havia deixado a equipe e disse que os dois continuavam amigos. O próprio Rafael Brandão explica como decide a hora de subir ao palco. A volta à sala de musculação Em 2026, Pinduca contou que tinha voltado a trabalhar na sala de musculação. Como professor da sala, orientava os alunos, respondia a dúvidas e corrigia a execução dos exercícios. O trabalho de personal, como ele explicou, era o atendimento em que um aluno contratava a atenção dele durante o treino. Pinduca imaginou o maior conhecimento do mundo guardado no fundo do mar, fora do alcance de todo mundo. Para ele, saber orientar um exercício só tem valor quando há alguém do outro lado aprendendo. Quanto custava abrir as portas de um campeonato Pinduca lembrou de um centro de convenções que alugou por R$ 42 mil por dia mais de dez anos antes da entrevista. Na conta dele, sábado e domingo sairiam por R$ 84 mil só de aluguel. Ao falar do Olympia Amador Brasil, citou o custo em dólar da autorização da liga para distribuir pro cards, as credenciais que permitem disputar eventos profissionais. Se o campeonato oferecesse 18 vagas, disse Pinduca, o organizador pagaria pelas 18, uma a uma. Conclusão Pinduca voltou a corrigir exercícios na sala de musculação, onde também começou a aprender aos 14 anos. Fora da academia, defende que atletas e público frequentem os campeonatos. Na visão de quem já organizou eventos, é essa presença que ajuda a manter as competições quando a moda passa. Perguntas frequentes Quantos anos tinha Bráulio Pinduca em 2026? Em outubro de 2026, Bráulio Pinduca disse estar com 56 anos e ter 42 anos de musculação. Em 2023, ele contava 39 anos de treino. Entre os suplementos que lembra de ter experimentado nesse percurso estão proteinato de cálcio, fígado bovino dessecado e levedo de cerveja. Quem é Bráulio Pinduca no fisiculturismo? Bráulio Pinduca é treinador de musculação e ex-dirigente do fisiculturismo paulista. Ele trabalhou na arbitragem e presidiu a federação estadual. Também abriu sua academia para que os atletas da federação pudessem treinar de graça. Com que idade Bráulio Pinduca começou a treinar? Pinduca começou a treinar no dia em que completou 14 anos. Quis ganhar músculos depois de assistir a Conan, mas precisou esperar até ter idade para se matricular. A academia ficava no Largo de Pinheiros, em São Paulo. Bráulio Pinduca estudou Educação Física? Sim. Pinduca contou que decidiu cursar Educação Física na época em que passou a receber alunos de outros esportes. Entre eles havia praticantes de vela, natação e triatlo. O que Bráulio Pinduca conta sobre Renato Cariani? Pinduca deu o microfone a Renato Cariani depois que ele venceu o título geral de um campeonato. Era hábito do dirigente entrevistar os campeões. Pinduca lembra que, naquele dia, percebeu que Cariani falava bem e deixou que ele terminasse no próprio ritmo. Como foi a trajetória de Bráulio Pinduca da federação ao trabalho com Rafael Brandão? Na época da federação paulista, Pinduca mantinha um centro de treino aberto aos competidores. Como treinador de Rafael Brandão, pediu um mês para reavaliar o físico do atleta após uma pausa na preparação para o Olympia. Em 2026, contou que havia voltado a orientar alunos na sala de musculação. Referências PODCAST SEM FILTRO. Braulio Pinduca -O Fracasso do Ilympia 2026... - Podcast Sem Filtro. [S. l.], 8 out. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3MDzc09nZ90. Acesso em: 7 nov. 2026. TIKTAL TV. BRAULIO PINDUCA - Ourbody #54. [S. l.], 29 ago. 2023. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZTXNHa_8kmo. Acesso em: 7 nov. 2026.
  19. Melhor não trocar, não. O certo pra reconstituir é a água bacteriostática com álcool benzílico, que é a que vem junto com o produto. Se não tiver ela, o ideal é falar com um profissional de saúde antes de improvisar com outra coisa, tá? Isso não substitui orientação médica, é só um cuidado básico.
  20. Uma bebida pode anunciar 15 g de proteína somando whey e caseína. Proteína do leite é whey? Só uma parte: o whey vem do soro. A caseína é outra proteína presente no leite. Bráulio Pinduca levantou a dúvida sobre a composição das bebidas prontas na conversa “Braulio Pinduca -O Fracasso do Ilympia 2026... - Podcast Sem Filtro”, do Podcast Sem Filtro. Qual a diferença entre proteína do leite e whey? O leite de vaca contém duas famílias principais de proteínas: caseínas e proteínas do soro. Whey é o nome em inglês dado às proteínas do soro. O concentrado proteico de leite pode reunir whey e caseína. O concentrado de soro vem das proteínas do soro do leite. Concentrado e isolado diferem no teor de proteína. O isolado passa por etapas de processamento que deixam a proteína mais concentrada. No hidrolisado, parte da proteína foi quebrada em pedaços menores. Misturar fontes cria um blend, cuja composição precisa ser avaliada pelo que realmente contém. O guia sobre como escolher um blend proteico aprofunda essa comparação. Os 15 g da bebida são todos de whey? O número da tabela nutricional corresponde à proteína total da porção indicada. Se a fórmula reúne leite, concentrado proteico de leite e concentrado de soro, as proteínas dessas fontes entram na soma. Para conhecer apenas os gramas de whey, seria necessária uma informação específica sobre essa fração. A própria Danone informa que a linha YoPRO combina whey e caseína. Também distingue os processos: nos produtos colheráveis, a concentração ocorre com retirada de parte da água do soro. Nas versões líquidas, incluindo as UHT, tratadas em temperatura muito alta para conservação, há adição de proteínas lácteas. Por isso, vale conferir a apresentação exata que você está comprando. O que aparece no rótulo do YoPRO de chocolate de 15 g Na fórmula de chocolate UHT de 15 g consultada no site oficial, o primeiro ingrediente é leite parcialmente desnatado. Depois aparecem cacau hidratado, concentrado proteico de leite, amido modificado, concentrado proteico de soro de leite e soro de leite em pó. Essa descrição é diferente de dizer que a bebida começa com leite em pó. O que o rótulo informaComo interpretar 15 g de proteínas por unidadeÉ o total declarado para a embalagem inteira. Leite e ingredientes proteicos lácteos na listaMais de um ingrediente contribui para esse total. Concentrado de soro na composiçãoHá whey entre as fontes utilizadas. Sem quantidade separada de whey na página consultadaA parcela exata de whey permanece desconhecida. Esses dados descrevem uma apresentação específica. Consulte a embalagem comprada quando houver outra versão ou mudança de fórmula. Como ler a lista de ingredientes sem adivinhar a fórmula A regra geral da Anvisa é listar os ingredientes em ordem decrescente de proporção. Assim, os primeiros têm maior participação na receita. Os aditivos seguem uma regra própria de declaração ao final da lista. Essa ordem revela posições, não porcentagens. Encontrar concentrado de leite antes do concentrado de soro ajuda a entender a receita, mas deixa sem resposta quantos gramas de proteína cada ingrediente acrescenta. A proporção de ingrediente na fórmula e seu teor de proteína são informações diferentes. Confira a denominação do alimento, como bebida láctea ou iogurte. Leia as fontes de proteína na lista de ingredientes. Veja se a tabela informa valores por 100 mL, por porção ou por embalagem. Compare a proteína, as calorias e os carboidratos da quantidade que você pretende consumir. Leia as advertências de alergênicos e as condições de conservação. A coluna por 100 mL facilita comparar bebidas de tamanhos diferentes. Para saber quanto você vai ingerir, volte à quantidade efetivamente consumida. Uma embalagem maior pode fornecer mais proteína no total mesmo com menor concentração. A proteína do leite serve para ganhar músculo? Uma revisão de 2026 juntou 36 pesquisas, com 1.552 participantes, que combinaram suplementos proteicos e musculação. Os pesquisadores compararam os resultados com grupos que não receberam o suplemento de proteína. O whey teve a maior estimativa de aumento de massa magra, medida que inclui músculos e outros tecidos sem gordura. Leite e caseína vieram em seguida. Nessas comparações com os grupos sem suplemento, a confiança nos resultados foi moderada para whey e baixa para leite e caseína. A caseína também pode contribuir para a alimentação de quem quer ganhar músculo. A revisão reuniu fontes e protocolos diferentes, em vez de testar as caixinhas à venda no supermercado. Para escolher uma bebida, considere quanto você já come, o que falta na sua alimentação e o treino que faz. Você pode usar a calculadora de proteína diária para obter uma estimativa inicial. Para organizar essa quantidade entre as refeições, veja a matéria sobre proteína por refeição e o papel da leucina. O nutricionista pode ajustar a escolha às suas necessidades e restrições. Leite em pó pode entrar no lugar do whey? Leite em pó fornece proteína, junto com outros nutrientes. Na Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, o leite de vaca desnatado em pó tem 34,4 g de proteína, 52,1 g de carboidratos e 355 kcal por 100 g. Uma quantidade de 30 g desse pó corresponde a cerca de 10,3 g de proteína, 15,6 g de carboidratos e 107 kcal. Trocar um pó por outro grama por grama muda o que você consome. Compare a quantidade necessária para atingir a proteína desejada e os demais nutrientes que vêm junto. Os valores da tabela representam o alimento descrito, e o rótulo da marca comprada deve orientar a conta do produto específico. Como saber se a bebida proteica vale o preço Primeiro, compare o preço pela proteína total declarada. Imagine uma bebida de R$ 6 com 15 g de proteína: cada grama custa R$ 0,40. Outra de R$ 8 com 25 g custa R$ 0,32 por grama. São preços hipotéticos para mostrar a conta, sem representar uma cotação de mercado. A segunda opção fornece proteína por menor custo nesse exemplo. Depois entram sabor, tolerância, calorias e a praticidade de abrir e beber. Para comparar a bebida com seu whey em pó, faça a mesma divisão usando o preço do pacote e toda a proteína que ele fornece. Para incluir alimentos na comparação, consulte o ranking de custo das fontes de proteína. Zero lactose continua sendo proteína do leite A lactose é o açúcar do leite. A intolerância ocorre quando há dificuldade para digeri-la. A alergia à proteína do leite envolve outro problema, uma reação do sistema imune às proteínas. Retirar ou quebrar a lactose preserva a presença dessas proteínas. Por isso, quem tem alergia à proteína do leite precisa seguir a orientação do alergista, inclusive diante de uma embalagem sem lactose. No exemplo de chocolate de 15 g, a composição consultada traz a advertência de leite e derivados. A indicação sem lactose se refere ao açúcar do leite. Conclusão Escolha a bebida pela composição, pela proteína da quantidade que vai tomar e pelo custo. Os gramas da caixinha podem somar whey e caseína. Para conhecer a parcela exata de whey, é necessária uma informação específica sobre ela. Perguntas frequentes Quais são as proteínas do leite? As duas famílias principais são as caseínas e as proteínas do soro, chamadas de whey. Um alimento com proteína do leite pode reunir as duas. O nome do ingrediente e a composição do produto ajudam a distinguir as fontes. O que é uma bebida láctea proteica? É uma bebida de base láctea apresentada como fonte de proteína. No exemplo da YoPRO consultado, a fórmula inclui leite e ingredientes que acrescentam proteínas lácteas. Leia a denominação e a composição, porque as apresentações variam. Bebida proteica é boa para ganhar massa muscular? Pode ajudar a complementar a proteína da alimentação. O resultado depende também da quantidade total consumida e do treino. Uma mistura de proteínas do leite pode ser útil mesmo quando parte dela é caseína. Bebida proteica vale a pena? Vale quando facilita sua rotina por um custo que faz sentido para você. Divida o preço pelos gramas de proteína da embalagem para comparar opções. Considere também calorias, composição e tolerância. Pode tomar bebida proteica todos os dias? Pode fazer parte da rotina de uma pessoa saudável que tolere os ingredientes. A necessidade diária de proteína deve considerar também as refeições. Comprar uma bebida todos os dias só faz sentido se ela tiver utilidade nessa alimentação. Quando tomar bebida proteica? Em um horário que ajude você a completar a alimentação, como um lanche ou após o treino. O total diário e a distribuição entre as refeições também importam. A embalagem pronta oferece praticidade, sem criar um horário obrigatório. Bebida proteica faz mal a quem tem alergia ao leite? Uma bebida que contém leite pode causar reação em quem tem essa alergia, inclusive se for zero lactose. Confira a advertência de alergênicos e siga a orientação do alergista. A restrição depende da proteína, enquanto a lactose é um açúcar. Leite em pó substitui whey na mesma quantidade? A quantidade precisa ser recalculada pelo teor de proteína de cada produto. No exemplo de leite desnatado em pó da TBCA, 30 g fornecem aproximadamente 10,3 g de proteína. A troca também modifica carboidratos e calorias. Pode esquentar bebida proteica? Siga a orientação do fabricante da apresentação comprada. Para a YoPRO, a página oficial permite uso culinário, mas recomenda evitar a fervura para preservar as características de qualidade. Essa orientação não deve ser estendida automaticamente a toda bebida. Referências AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução - RDC nº 727, de 1° de julho de 2022. Anvisa. Brasília, DF, 1 jul. 2022. Disponível em: https://anvisalegis.datalegis.net/action/ActionDatalegis.php?acao=abrirTextoAto&cod_menu=9431&cod_modulo=310&link=S&numeroAto=00000727&orgao=RDC%2FDC%2FANVISA%2FMS&seqAto=002&tipo=RDC&valorAno=2022. Acesso em: 1 nov. 2026. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Rotulagem nutricional: novas regras entram em vigor em 120 dias. Anvisa. Brasília, DF, 9 jun. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/rotulagem-nutricional-novas-regras-entram-em-vigor-em-120-dias. Acesso em: 1 nov. 2026. AUSTRALASIAN SOCIETY OF CLINICAL IMMUNOLOGY AND ALLERGY. Lactose Intolerance. ASCIA. [S. l.], ago. 2024. Disponível em: https://www.allergy.org.au/patients/food-other-adverse-reactions/lactose-intolerance. Acesso em: 2 nov. 2026. DANONE. Chocolate Bebida Láctea UHT 15g. YoPRO. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.yopro.com.br/produtos/bebida-lactea-uht-15g-de-proteinas/bebida-lactea-proteica-yopro-chocolate/. Acesso em: 1 nov. 2026. DANONE. FAQs. YoPRO. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.yopro.com.br/faq/. Acesso em: 1 nov. 2026. JÄGER, Ralf et al. International Society of Sports Nutrition Position Stand: protein and exercise. Journal of the International Society of Sports Nutrition, [S. l.], v. 14, art. 20, 20 jun. 2017. DOI: 10.1186/s12970-017-0177-8. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28642676/. Acesso em: 1 nov. 2026. LI, Yunxia et al. Dose–structure–population interactions of protein supplementation combined with resistance training on body composition: a Bayesian network meta-analysis with dose–response modeling. Frontiers in Nutrition, [S. l.], v. 13, art. 1860234, 6 ago. 2026. DOI: 10.3389/fnut.2026.1860234. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42625626/. Acesso em: 1 nov. 2026. PODCAST SEM FILTRO. Braulio Pinduca -O Fracasso do Ilympia 2026... - Podcast Sem Filtro. [S. l.], 8 out. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3MDzc09nZ90. Acesso em: 1 nov. 2026. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Leite, vaca, desnatado, em pó, Brasil: BRC0038G. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.tbca.net.br/base-dados/int_composicao_estatistica.php?n0REd3kv7e86D%2BViXWYUnQ%3D%3D=3IVjx7LMJR4%2BUGvhtpVJdA%3D%3D. Acesso em: 1 nov. 2026.
  21. Nem todo mundo pode fazer a dieta padrão de fisiculturismo....ela é assim. Claras pausterizadas e ovo com pão ou pão com filé de peito de frango ou carne. Dois wheys por dia com creme de arroz, aveia ou yorgute e frutas. Carne com arroz e frango com arroz. Se a pessoa reduziu arroz ao máximo e continua com bf acima de 19% então tem que treinar mais tempo na academia nos aparelhos/esteira/bicicleta. Se mesmo assim bf não caiu de 20%...desiste procura outra coisa pra fazer ou faz dieta diferente apenas pra ser fitness.
  22. Última semana

  23. Esquecer uma frigideira vazia no fogo alto ou raspar o fundo com garfo de metal transforma um utensílio prático em fonte de fumaça tóxica e microplásticos. Afinal, panela antiaderente faz mal mesmo quando usada do jeito certo? Em temperaturas normais de cozimento e com o revestimento inteiro, você pode preparar seus ovos e grelhados com segurança. Para saber quando a frigideira é segura e quando oferece perigo, vale separar o plástico do revestimento dos chamados químicos eternos, tema investigado na reportagem "Panelas antiaderentes causam doenças? Os efeitos conhecidos dos 'químicos eternos'", de André Biernath na BBC News Brasil. O que é o teflon e como os químicos eternos pararam na frigideira O revestimento escuro que impede o ovo de grudar se chama politetrafluoroetileno (PTFE), batizado comercialmente de Teflon. Ele nasceu por acaso em 6 de abril de 1938, quando o químico americano Roy Plunkett pesquisava novos gases de refrigeração para geladeiras nos laboratórios da DuPont. Plunkett armazenou o gás tetrafluoroetileno sob alta pressão dentro de um cilindro e, ao abrir o recipiente, encontrou um pó branco escorregadio. Dentro daquele cilindro, os átomos do gás tinham se reorganizado em cadeias longas de carbono blindadas por átomos de flúor. A ligação entre carbono e flúor é uma das mais fortes da natureza. Água, óleo, ácidos, bases e alta pressão batem nessa estrutura e voltam sem reagir e sem degradar o material. Por resistir a ambientes altamente corrosivos, o PTFE estreou um ano depois na indústria militar da Segunda Guerra Mundial, protegendo válvulas e reatores do Projeto Manhattan, que construiu as bombas atômicas dos Estados Unidos. Nessa época surgiu a marca Teflon: o T veio de tetra, o FL de fluoro e o ON seguiu o padrão do nylon, outro sucesso da DuPont. Nos anos 1950, o engenheiro francês Marc Grégoire passou o material na vara de pesca para evitar enroscos na linha, e sua esposa, Colette Grégoire, teve a ideia de aplicar a novidade nas panelas de cozinha. Havia, porém, um obstáculo físico: se o PTFE repele qualquer substância, como colar esse plástico no alumínio da frigideira? A indústria resolveu o problema criando uma espécie de massinha química fixadora, formada por moléculas também baseadas em carbono e flúor, só que em cadeias curtas de cerca de oito carbonos. Essa família recebeu o nome técnico de substâncias per- e polifluoroalquiladas, conhecidas pela sigla PFAS e pelo apelido de químicos eternos. O representante mais famoso dessa família é o ácido perfluorooctanoico (PFOA), desenvolvido pela 3M com oito carbonos cercados por flúor, oxigênio e hidrogênio. Graças a esses compostos fixadores e impermeabilizantes, a tecnologia saiu do fogão e entrou em roupas impermeáveis, cosméticos, adesivos, eletrônicos, produtos de limpeza, caixas de pizza, sacos de pipoca de micro-ondas, implantes médicos como marca-passos, naves espaciais e até na restauração da Estátua da Liberdade nos anos 1980. Depois de mais de 80 anos de uso em larga escala, praticamente qualquer pessoa que fizer um exame de sangue específico encontrará algum traço de PFAS no organismo. Quando a panela antiaderente faz mal na cozinha Na rotina da cozinha, o PTFE puro e os PFAS de cadeia curta se comportam de formas opostas dentro do corpo humano. O PTFE tem cadeias moleculares gigantescas, grandes demais para atravessar a parede do intestino. Se você engolir um fragmento microscópico desse revestimento intacto, ele passa direto pelo sistema digestivo e sai eliminado nas fezes sem se acumular nos tecidos. O perigo real na beira do fogão aparece em dois momentos: quando a panela superaquece vazia e quando o fundo começa a riscar ou descascar. Enquanto você grelha um filé de frango ou mexe ovos em fogo baixo a médio, a comida mantém a superfície da frigideira entre 100 °C e 190 °C, faixa em que o revestimento permanece estável. O problema começa acima de 250 °C, marca que uma panela esquecida vazia na chama acesa atinge em poucos minutos. Nessa temperatura, o PTFE começa a se decompor e libera gases tóxicos no ar. Como detalha uma revisão publicada na revista Environmental Science and Pollution Research em 2017, respirar esses vapores causa em humanos a febre dos fumos de polímero (conhecida como gripe do teflon), com calafrios, febre passageira, dor no peito e tosse horas depois. Já para aves domésticas, como calopsitas e periquitos, que têm pulmões hipersensíveis, essa fumaça invisível pode ser fatal rapidamente. O segundo risco vem de raspar o fundo com garfos, facas ou espátulas de metal. Mesmo nas panelas atuais livres de PFOA, rasgar a película protetora expõe o alumínio da base, facilita a migração de compostos fluorados substitutos da camada fixadora para a comida e despeja partículas plásticas no prato. Um estudo publicado na revista Science of The Total Environment em 2022 usou microscopia especial a laser (imagem Raman) para contar esses fragmentos e descobriu que um único risco no teflon pode liberar cerca de 9.100 partículas plásticas no preparo, enquanto um revestimento velho e descascando pode soltar até 2,3 milhões de microplásticos e nanoplásticos. Estado da panela O que acontece no preparo Conduta recomendada Revestimento íntegro até 250 °C O PTFE permanece estável e os alimentos cozinham sem aderir. Uso normal com fogo baixo a médio e alimento dentro. Aquecida vazia acima de 250 °C Decomposição térmica do PTFE com emissão de vapores tóxicos. Desligar o fogo, ventilar a cozinha e nunca pré-aquecer a seco. Fundo riscado ou descascando Liberação de milhares a milhões de microplásticos e exposição da base metálica. Suspender o uso para cozinhar e substituir a frigideira. Quais doenças têm relação comprovada com os PFAS Enquanto o teflon de cadeia longa passa direto pelo intestino, os PFAS de cadeia curta usados pela indústria química demoram décadas para se degradar e se acumulam na água, no solo, no ar e no sangue humano. O alerta sobre essa contaminação explodiu nos anos 1990, quando Wilbur Tennant, um fazendeiro da Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, gravou imagens de suas vacas doentes e mortas. O gado bebia água de um riacho que recebia despejos de uma fábrica da DuPont onde compostos fluorados eram manipulados. O advogado Robert Bilott assumiu o caso do fazendeiro e vasculhou pilhas de relatórios internos da indústria, revelando que os fabricantes conheciam a toxicidade dessas substâncias havia décadas e omitiram os dados de órgãos reguladores, cientistas e consumidores. A investigação inspirou o filme Dark Waters – O Preço da Verdade, estrelado por Mark Ruffalo, e abriu caminho para indenizações bilionárias. Em 2024, a 3M fechou um acordo de mais de US$ 12 bilhões em uma ação judicial no estado do Kentucky. Em agosto de 2025, a DuPont e outras empresas do setor aceitaram pagar cerca de US$ 2 bilhões em um acordo no estado de Nova Jersey. Consultada sobre o tema, a DuPont declarou que, desde junho de 2019, opera como uma nova empresa multi-industrial, que jamais fabricou PFOA e que o antigo braço químico foi separado em uma companhia independente chamada Chemours. A Chemours respondeu em três pontos: ressaltou que Teflon é uma marca registrada e que seu uso como sinônimo genérico de antiaderente é inadequado, defendeu que os PFAS são essenciais para fabricar marca-passos, smartphones, automóveis e chips de inteligência artificial, e afirmou investir em tecnologias para controlar emissões ambientais. A 3M informou que nada tinha a acrescentar. A capacidade de dispersão desses poluentes surpreende até em áreas isoladas do planeta. Em setembro de 2024, pesquisadores publicaram na Science of The Total Environment análises do ar coletado no observatório de torre alta ATTO, no coração da floresta amazônica remota, e encontraram PFOA em todas as amostras examinadas. Para separar suspeitas de efeitos confirmados em humanos, um comitê da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos revisou a literatura médica em 2022 e concluiu que há evidência suficiente ligando a exposição aos PFAS a quatro danos à saúde: Queda da resposta imune: redução na produção de anticorpos após vacinas e menor defesa contra infecções em adultos e crianças. Aumento do colesterol: elevação das taxas de colesterol total e LDL no sangue (dislipidemia). Câncer nos rins: crescimento estatisticamente significativo no risco de tumores renais em populações mais expostas. Restrição do crescimento fetal: bebês expostos durante a gravidez apresentam menor ganho de peso e menor crescimento dentro do útero. No Brasil, um estudo conduzido em Ribeirão Preto (SP) e publicado na revista Environmental Research em 2020 analisou o sangue de gestantes brasileiras e confirmou essa preocupação: quanto maior a concentração sanguínea de PFOA e de sulfonato de perfluorooctano (PFOS), maior foi o prejuízo ao crescimento intrauterino do bebê, com impactos ligados ao neurodesenvolvimento infantil. Outros trabalhos avaliam como esses poluentes persistentes interferem nos hormônios masculinos, assunto que você confere no guia sobre valores normais de testosterona e o impacto dos disruptores endócrinos. Da troca do PFOA aos 5 mil compostos e o caso da sulfluramida no Brasil Diante das provas contra os compostos de oito carbonos (chamados de C8, como o PFOA e o PFOS), fabricantes do mundo inteiro iniciaram a retirada dessas substâncias a partir dos anos 2000. O raciocínio era substituir cadeias de oito carbonos por moléculas de seis carbonos (C6), que sairiam mais rápido do organismo. Por causa dessa transição, as panelas antiaderentes vendidas hoje no varejo — incluindo linhas populares com revestimento de PTFE ou cerâmica — trazem no rótulo o selo livre de PFOA. A troca, contudo, abriu uma nova frente de incerteza. Hoje existem pelo menos 5.000 tipos diferentes de PFAS em uso industrial, e a ciência ainda desconhece o efeito da maioria deles no corpo humano e na natureza. Para conter os compostos mais antigos que já contaminam rios e lençóis freáticos, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) estabeleceu em abril de 2024 o primeiro limite nacional obrigatório na água potável: no máximo 4 partes por trilhão (ppt) para PFOA e PFOS. Na prática, essa concentração equivale a pingar uma única gota da substância em 12.500 caixas d'água de 1.000 litros cada. No Brasil, o monitoramento avança em ritmo lento e o país ainda estrutura o levantamento do que circula na indústria. Para agravar o quadro, o território brasileiro tem uma fonte própria de emissão ligada ao agronegócio florestal: o uso em larga escala da sulfluramida. Esse agrotóxico é aplicado para combater formigas cortadeiras, praga típica da América do Sul, sobretudo nas plantações de pinho e eucalipto destinadas à produção de celulose, mercado em que o Brasil figura entre os maiores produtores mundiais. O problema químico está na transformação desse inseticida no solo. A sulfluramida é fabricada a partir de um sal de PFAS e, ao se degradar na terra, converte-se diretamente em PFOS — justamente um dos químicos eternos mais tóxicos e restritos no exterior. Carregado pela chuva, esse PFOS pode infiltrar no lençol freático e alcançar represas e reservatórios que abastecem cidades inteiras. Questionado sobre o controle dessas substâncias, o Ministério do Meio Ambiente informou em nota que trabalha na execução da Convenção de Estocolmo, tratado internacional em vigor desde 2004 que restringe poluentes orgânicos persistentes. A pasta também destacou a aprovação de uma lei federal em 2024 que cria o inventário nacional de substâncias químicas e citou a tramitação, nas comissões da Câmara dos Deputados, de um projeto de lei para instituir a Política Nacional de Controle dos PFAS. Onde os químicos eternos entram na sua dieta (além da panela) Quem olha apenas para a frigideira deixa passar a principal porta de entrada dos químicos eternos no prato: os alimentos ultraprocessados de entrega rápida e suas embalagens. Um estudo publicado na revista Environmental Health Perspectives em 2019 cruzou o que milhares de pessoas relataram comer no dia a dia com exames de sangue e constatou que consumidores habituais de fast food, pizzas e pipoca de micro-ondas tinham concentrações sanguíneas muito mais altas de PFAS. A explicação está no papel cartão e nos sacos internos tratados com compostos fluorados para criar uma barreira contra óleo e umidade: em contato com o alimento quente e gorduroso, parte desses químicos migra da embalagem para a comida. Essa contaminação química soma-se ao excesso de gorduras inflamatórias e sódio dessas refeições, como mostramos na análise sobre por que o fast food faz mal para seus hormônios. No mesmo levantamento de 2019, as pessoas que preparavam a maior parte das refeições em casa, usando ingredientes frescos comprados sem pacotes engordurados, apresentaram níveis menores de PFAS na circulação. Se você quer montar marmitas limpas gastando pouco, vale consultar o guia de alimentação saudável, barata e prática feita em casa e ajustar suas quantidades na calculadora de dieta. Outra via relevante de exposição na mesa vem dos rios e oceanos, que funcionam como grandes depósitos finais para os poluentes lavados da terra. Peixes predadores que ocupam o topo da cadeia alimentar, como grandes atuns, além de espécies que vivem em contato direto com o lodo do fundo, acumulam mais PFAS e metais pesados ao longo da vida. Variar as fontes de proteína magra com frango, ovos e peixes menores reduz esse acúmulo. Na hora de planejar a feira, veja o ranking das proteínas mais baratas e a frequência segura de atum na semana. Como usar, curar e lavar sua panela antiaderente sem risco De acordo com orientações técnicas de conservação de utensílios do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e das análises toxicológicas sobre revestimentos fluorados, você pode manter sua frigideira antiaderente segura por anos aplicando cinco passos no fogão e na pia: Faça a cura antes do primeiro uso: lave a panela nova com água morna, detergente neutro e o lado macio da esponja, seque com pano limpo, espalhe meia colher de chá de óleo ou azeite por toda a superfície interna e aqueça em fogo baixo por um a dois minutos. Deixe esfriar, lave de novo e enxugue. Coloque o alimento antes de aquecer: jamais deixe a frigideira vazia sobre a chama acesa, principalmente em fogo alto, evitando que o fundo seco alcance os 250 °C. Aposente garfos e colheres de metal: mexa ovos, carnes e panquecas sempre com espátulas de madeira, silicone ou plástico firme, que preservam o revestimento sem abrir sulcos. Espere esfriar antes de lavar: jogar água fria na frigideira quente provoca choque térmico, empena a base metálica e faz a película antiaderente descolar mais rápido. Use apenas o lado macio da esponja: lave com detergente neutro e a face amarela da esponja ou escova macia, deixando a parte verde abrasiva e a palha de aço fora da pia. Esses cuidados de proteção devem ser ainda mais rigorosos na rotina de gestantes, bebês, crianças pequenas e adolescentes. Nelas, o organismo atravessa fases de rápido crescimento chamadas de janelas de suscetibilidade, quando as células têm alta plasticidade e qualquer interferência química pesa mais no desenvolvimento. A mesma cautela vale para bombeiros e trabalhadores de fábricas químicas, que já enfrentam contato diário elevado com compostos fluorados no trabalho. Quando o fundo da panela já apresenta riscos profundos ou áreas descascando, o caminho seguro é substituir o utensílio. Se você quiser migrar para materiais livres de polímeros fluorados, as melhores opções avaliadas na literatura de segurança de utensílios são o aço inox (excelente para dourar carnes e de durabilidade vitalícia), o ferro fundido (que cria antiaderência natural com o uso) e as panelas com revestimento cerâmico verdadeiro, produzidas à base de sílica mineral sem PTFE e sem PFAS. Conclusão Jogar uma panela antiaderente em bom estado no lixo é um exagero desnecessário. O revestimento de teflon tem moléculas longas demais para ser absorvido pelo intestino e as frigideiras atuais saem de fábrica livres de PFOA. Para cozinhar tranquilo, mantenha o fogo baixo ou médio sempre com comida dentro, use espátulas de madeira ou silicone, troque a panela se ela descascar e ataque a maior fonte de químicos eternos na rotina: substitua caixas de fast food e sacos de pipoca de micro-ondas por comida fresca preparada na sua cozinha. Perguntas frequentes É verdade que panela antiaderente faz mal à saúde? Usada em fogo baixo ou médio e com o revestimento intacto, ela é segura para o preparo diário das refeições. O risco aparece quando a panela é esquecida vazia acima de 250 °C, liberando vapores tóxicos, ou quando é riscada por talheres de metal. Faz mal usar panela antiaderente descascando ou riscada? Sim, o uso deixa de ser seguro quando o fundo está riscado ou soltando películas. Além de um único risco liberar cerca de 9.100 partículas plásticas (e até 2,3 milhões quando descasca), o rasgo expõe o alumínio da base e facilita a passagem de compostos químicos da camada fixadora para o alimento. O que são os químicos eternos (PFAS)? São as substâncias per- e polifluoroalquiladas, uma família com pelo menos 5.000 compostos sintéticos formados por cadeias curtas de carbono ligadas a flúor. Receberam esse apelido porque a ligação carbono-flúor quase não se degrada na natureza e parte deles se acumula na água, no solo e no sangue humano. Panela de teflon faz mal para calopsita e outras aves? Sim, o superaquecimento do teflon acima de 250 °C libera gases invisíveis que atacam rapidamente o pulmão sensível de calopsitas, periquitos e papagaios, podendo matar a ave em poucos minutos. Quem cria pássaros em casa deve manter a cozinha bem ventilada e jamais aquecer frigideiras antiaderentes vazias. Como curar panela antiaderente antes de usar pela primeira vez? Lave a peça nova com esponja macia e detergente neutro, seque, unte o interior com um fio de óleo e aqueça em fogo baixo por um a dois minutos. Depois que esfriar, basta lavar novamente com o lado amarelo da esponja antes de cozinhar. Pode lavar panela antiaderente quente ou com a parte verde da esponja? Ambos os hábitos estragam o revestimento rapidamente. A água fria no metal quente dá choque térmico que descola a película, e a face verde abrasiva abre microfissuras no teflon. Panela antiaderente pode ir na lava-louças, no forno ou na geladeira? Na lava-louças, o calor intenso e o detergente alcalino aceleram o desgaste da película, por isso lavar à mão conserva melhor. No forno, ela só deve entrar se o cabo for metálico e a receita ficar bem abaixo dos 250 °C. Na geladeira, prefira guardar a comida em potes de vidro para preservar o revestimento. Panela antiaderente de cerâmica faz mal à saúde? As panelas com revestimento cerâmico legítimo são feitas à base de sílica mineral (derivada da areia), livres de PTFE, PFOA e outros PFAS. Elas suportam temperaturas mais altas sem soltar fumos de polímero e são uma alternativa segura para quem prefere evitar compostos fluorados. Panela de alumínio ou de pressão com antiaderente faz mal? Enquanto a camada antiaderente estiver inteira, ela funciona como uma barreira que impede o contato direto da comida com o alumínio e opera em temperatura segura, já que a panela de pressão cozinha com água em torno de 120 °C. Se o interior riscar ou descascar, vale a mesma regra das frigideiras: hora de trocar. Qual a melhor panela que não faz mal à saúde? Para quem busca durabilidade máxima e zero compostos fluorados, as melhores escolhas são o aço inoxidável (fundo triplo), o ferro fundido, o vidro temperado e a cerâmica pura. Se preferir a praticidade do antiaderente tradicional, escolha marcas certificadas livres de PFOA e use somente espátulas de silicone ou madeira. Referências BBC NEWS BRASIL. Panelas antiaderentes causam doenças? Os efeitos conhecidos dos 'químicos eternos'. [S. l.], 3 nov. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=58eiV6f94WA. Acesso em: 6 nov. 2026. KOURTCHEV, Ivan et al. Occurrence of a "forever chemical" in the atmosphere above pristine Amazon Forest. Science of The Total Environment, [S. l.], v. 944, art. 173918, 20 set. 2024. DOI: 10.1016/j.scitotenv.2024.173918. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38866151/. Acesso em: 6 nov. 2026. LUO, Yunlong et al. Raman imaging for the identification of Teflon microplastics and nanoplastics released from non-stick cookware. Science of The Total Environment, [S. l.], v. 851, art. 158293, 10 dez. 2022. DOI: 10.1016/j.scitotenv.2022.158293. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36030853/. Acesso em: 6 nov. 2026. NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING, AND MEDICINE. Guidance on PFAS Exposure, Testing, and Clinical Follow-Up. National Academies Press. Washington, DC, 28 jul. 2022. DOI: 10.17226/26156. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK584702/. Acesso em: 6 nov. 2026. SAJID, Muhammad; ILYAS, Muhammad. PTFE-coated non-stick cookware and toxicity concerns: a perspective. Environmental Science and Pollution Research, [S. l.], v. 24, n. 30, p. 23436-23440, out. 2017. DOI: 10.1007/s11356-017-0095-y. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28913736/. Acesso em: 6 nov. 2026. SOUZA, Marília Cristina Oliveira et al. Exposure to per- and polyfluorinated alkyl substances in pregnant Brazilian women and its association with fetal growth. Environmental Research, [S. l.], v. 187, art. 109585, ago. 2020. DOI: 10.1016/j.envres.2020.109585. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32442788/. Acesso em: 6 nov. 2026. SUSMANN, Herbert P. et al. Dietary Habits Related to Food Packaging and Population Exposure to PFASs. Environmental Health Perspectives, [S. l.], v. 127, n. 10, art. 107003, out. 2019. DOI: 10.1289/EHP4092. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31596611/. Acesso em: 6 nov. 2026. UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY. Per- and Polyfluoroalkyl Substances (PFAS): Final PFAS National Primary Drinking Water Regulation. US EPA. Washington, DC, 10 abr. 2024. Disponível em: https://www.epa.gov/sdwa/and-polyfluoroalkyl-substances-pfas. Acesso em: 6 nov. 2026. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Teflon faz mal à saúde?. Projeto Cozinhando com Ciência – Departamento de Nutrição da UFSC. Florianópolis, [s.d.]. Disponível em: https://cozinhandocomciencia.paginas.ufsc.br/teflon-faz-mal-a-saude-%F0%9F%A5%98/. Acesso em: 6 nov. 2026.
  24. Objetivo do ciclo: Hipertrofia muscular e redução do percentual de gordura corporal, com meta de atingir 15% de BF (BF atual: 19%), preservando ou aumentando a massa muscular. Ciclos anteriores: Primeiro ciclo, iniciado em 30/07/2026, com Deposteron 200 mg a cada 10 dias e mesterolona 10 mg/dia. Em 24/09/2026, a testosterona foi ajustada para 200 mg/semana. Ciclo atual: Deposteron (cipionato de testosterona): 200 mg/semana, desde 24/09/2026. Oxandrolona manipulada: 40 mg/dia, divididos em 20 mg às 7h e 20 mg às 18h. Início em 04/11/2026, previsão de 45 dias. Divisão de treino e horário: Musculação 5x na semana, divisão Push/Pull/Legs (PPL), predominantemente pela manhã, com foco em hipertrofia. Dieta: 2.000 kcal/dia. Aproximadamente 180 g de proteínas, 185 g de carboidratos, 60 g de gorduras e 25–35 g de fibras (macros estimados). Acompanhamento com nutri esportivo. Idade: 35 anos. Altura: 1,74 m. Peso: 82 kg. Medicações em uso: Tadalafila + Arginina + Iombina, Glif, Mesterolona, Actrisave, Complexo p/ cabelo e pele, Vit D + K2 + Magnésio + Ferro Problemas crônicos de saúde: Nenhuma doença crônica confirmada. Tempo de treino: 2 anos de musculação. Fotos pré-ciclo: Exames de saúde (12/09/2026): Acompanhamento com endocrinologista e nutricionista. Últimos exames realizados após cinco aplicações de testosterona, antes do aumento para 200 mg/semana e da introdução da oxandrolona: Testosterona total: 1.153 ng/dL Testosterona livre: 392,36 pg/mL Estradiol: inferior a 5 pg/mL (muito baixo) Prolactina: 9,5 ng/mL Hemoglobina: 15,4 g/dL Hematócrito: 43,9% Colesterol total: 151 mg/dL HDL: 31 mg/dL (baixo) LDL: 108 mg/dL Triglicerídeos: 73 mg/dL TGO/TGP: 21/25 U/L Creatinina: 1,07 mg/dL Glicemia: 96 mg/dL Hemoglobina glicada: 5,6%
  25. EduDF entrou na comunidade
  26. Finalmente!!!! A BOMBA NATURAL descoberta. Somente dia de sexta-feira. 5 horas da manhã: 120 g de claras pausterizadas preparadas na frigideira. 1 ovo preparado n frigideira com pouco óleo 1 mini pão italiano com pouca manteiga 1 cafezinho adoçado. 7 horas da manhã.: 1 coca cola em lata pequena. 1 quadradinho de chocolate. 1 café com açúcar. Aí é ir pra academia com: Melhora da força para progressão. Incrível disposição. Pump. Equivale ao halotestin mais clembuterol dos bombado.
  27. Resolvi contar minha técnica de baixar colesterol total sem estatina...naturalmente. Durante a semana eu como em self service e apenas um ou dois dias em casa ..porque estou sem secretária em casa. E não como nada além de duas carnes de qualquer tipo..arroz.. feijão de qualquer tipo e legumes/folhas. Ignoro todas as demais variedades de comidas. Só vario as carnes que podem ser qualquer tipo preparadas de qualquer forma. Terça, quinta e domingo..meu jantar é apenas um ovo feito na frigideira com pouco óleo e menos de uma xícara e arroz com carne (Maria Isabel) ou com feijão (baião de dois ). De sobremesa fatia fina de abacate amassado com açúcar por cima e adocante seguido de cafezinho. A lógica é simples, a combinação de farinhas com óleo, carne , queijo etc, toda torta, creme, macarronada etc aumentam o colesterol e carne no jantar também. ..um ovo no jantar 3x por semana no lugar da carne é ótimo pra baixar colesterol..mais de um deixa de ser. Convém ingerir 30 a 40g de whey nesses dias e consumir carne no café da manhã. Vejam as pernas de Grimek e Reeves em 1947 e 48...não eram cortadas nem fibradas como as de jovens que se passam por naturais no YouTube...difícil de acreditar que não usam qualquer tipo de bomba.
  28. @andre999 , dor que começa 8 a 10 horas depois, sem vermelhidão, e some em uns 3 dias tem a cara de irritação local do próprio produto, não de erro grave de técnica nem de infecção. E o Sustanon é dos que mais causam isso. O motivo está na fórmula. Cada ml tem quatro ésteres (30 mg de propionato, 60 de fenpropionato, 60 de isocaproato e 100 de decanoato) em óleo de amendoim com álcool benzílico. Os ésteres curtos, principalmente o propionato, irritam mais o músculo, e o álcool benzílico também contribui. A reação é uma inflamação estéril que leva algumas horas para montar, por isso a injeção em si é tranquila e a dor aparece depois. Pelo mesmo motivo, dor não serve para saber se o produto é original ou não. Tem original que dói e falsificado que não dói. O que costuma ajudar: Revezar os locais toda semana, sem repetir o mesmo músculo seguido. Preferir músculo grande. O ventroglúteo e o vasto lateral toleram melhor o volume que o deltoide. Conferir se a agulha alcança o músculo. Uma agulha de 25 mm no glúteo não chega ao músculo em quem tem mais gordura na região, e o óleo depositado no subcutâneo dói mais e forma nódulo. No deltoide e no vasto lateral, 25 mm costuma servir. Aquecer a ampola na mão antes de aspirar. O óleo fica menos viscoso e entra com menos pressão. Movimentar o músculo aplicado no mesmo dia, com um treino leve ou caminhada. Dividir 1 ml em duas aplicações de 0,5 ml, como o @Marcos...V sugeriu, reduz o volume por local e costuma aliviar. O ponto negativo é que você passa a ter dois locais doloridos por semana em vez de um, então teste e veja o que é melhor para você. O que muda o quadro é se a dor piorar depois do terceiro dia em vez de melhorar, se aparecer calor, vermelhidão que se espalha, inchaço que cresce, área endurecida que amolece ou febre. Aí é suspeita de abscesso e precisa de avaliação logo, sem esperar passar. Não indico fornecedor nem laboratório aqui. Para entender melhor o que cada éster faz, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  29. @Ocoelho , não consegui ver as imagens dos exames, então vou trabalhar com os números que você escreveu: SHBG entre 52 e 56 desde antes do ciclo, estradiol na casa dos 54 e testosterona total e livre boas. Primeiro, a ideia de que o SHBG deveria estar abaixo de 20 não procede. Na maioria dos laboratórios a faixa masculina vai até algo entre 50 e 60 nmol/L, e SHBG muito baixo também não é sinal de saúde. Ele costuma andar junto com resistência à insulina e gordura visceral. O seu está no alto da faixa, não fora dela. Segundo, e mais importante: o que chega ao tecido é a testosterona livre. Num homem com o eixo funcionando, quando o SHBG sobe a hipófise compensa e a testosterona total sobe junto, mantendo a livre. Se a sua livre está boa, como você mesmo disse, o SHBG não está roubando hormônio de ninguém, e baixar o SHBG dificilmente vai mudar a libido. Vale pedir a testosterona livre calculada (pela fórmula de Vermeulen, com total, SHBG e albumina), porque a dosagem direta da livre por imunoensaio é pouco confiável. Sobre os suplementos: o boro tem um estudo pequeno, com cerca de oito homens por uma semana, mostrando aumento da testosterona livre, e um ensaio com fisiculturistas sem efeito nenhum. O ZMA, nos estudos independentes, não mexeu em testosterona. A vitamina D só ajuda se você estiver deficiente, então vale dosar antes de tomar 5.000 UI por tempo indeterminado. Cortar o excesso de café e o jejum prolongado faz sentido. Há associação observacional de cafeína e restrição calórica com SHBG mais alto, mas o efeito esperado é modesto. Onde eu procuraria a causa da libido, já que ela é ruim desde antes do ciclo: Tireoide (TSH e T4 livre). Hipertireoidismo é uma das causas clássicas de SHBG alto. Prolactina repetida, com pesquisa de macroprolactina se vier alta. Estradiol por método sensível. Um valor de 54 pg/ml num homem está no limite de cima em muitos imunoensaios. Isso não é motivo para usar anastrozol por conta própria, porque estradiol baixo derruba a libido tanto quanto o alto, como mostrou um estudo do NEJM em 2013 que bloqueou o estradiol em homens com testosterona controlada. Sono. Quem já foi obeso tem risco maior de apneia, e apneia derruba testosterona e libido mesmo com exame no limite. Medicações. O metilfenidato é estimulante e, em parte das pessoas, mexe com o desejo e com a ereção. Vale observar se houve diferença com e sem ele. Também é importante separar desejo de ereção. A tadalafila resolve a parte mecânica, não o desejo. Se o desejo é baixo desde sempre e os hormônios estão em ordem, a avaliação com um urologista ou andrologista, e às vezes com um sexólogo, costuma render mais do que perseguir o SHBG. Para checar o risco de apneia com os seus dados, o site tem uma calculadora rápida: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/apneia/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  30. PJ e Ramon Dino estiveram no centro de uma discussão após o Olympia de 2026. No pronunciamento publicado em 1º de outubro, Paulo Jorge pediu que os seguidores parassem de atacar Ramon e afirmou que dispensava um pedido de desculpas dirigido a ele. A manifestação combinou agradecimento pelo apoio recebido e um apelo para deixar o atleta trabalhar. O pedido está em “A treta com Ramon, o pronunciamento final do PJ Bodybuilder!”, do canal sanguemarombeiro. PJ também reconheceu o trabalho de Fabrício Pacholok e anunciou a intenção de dar mais espaço ao fisiculturismo feminino. Sua trajetória como atleta e treinador está no perfil de PJ Bodybuilder. A repercussão depois do Olympia A repercussão veio depois do terceiro lugar de Ramon na Classic Physique do Olympia de 2026. A saída para uma festa após a competição provocou críticas ao seu profissionalismo nas redes sociais. Vitória Viana, esposa do atleta, respondeu a críticas, e Ramon também se manifestou. A análise de costas, pernas e apresentação no palco está na matéria sobre o terceiro lugar de Ramon Dino no Olympia. PJ descreveu sua própria cobrança como a de um torcedor decepcionado com o atleta que apoiava. Já Caio Bottura questionou a escolha de esposa feita por Ramon. Em resposta a Bottura, Ramon defendeu a família e o desafiou a repetir a crítica pessoalmente. PJ agradeceu o apoio e dispensou desculpas pessoais PJ começou agradecendo às pessoas que enviaram mensagens, comentaram e compartilharam suas manifestações. Afirmou que tinha pouco alcance no meio e que o público lhe deu voz. Entre os nomes lembrados estavam Jason, Gorgonoid, Miguel Chain, Marcelo do Notícias Maromba, IgorKpro, Itinho Lima, Fernando Superman e a equipe do Monster Cast. O agradecimento veio acompanhado de um limite: ele queria encerrar aquela discussão. PJ disse que tinha família e trabalho e que preferia crescer como atleta, treinador e comunicador. Também rejeitou a ideia de prolongar o conflito para continuar recebendo atenção. Ramon havia publicado um pedido de desculpas aos fãs em 30 de setembro de 2026. Disse que se sentira ofendido e que reagira como pai e esposo, ao se referir a duas respostas nas redes sociais. Reconheceu o equívoco na forma de responder. PJ dispensou uma retratação nominal: “O Ramon não precisa pedir desculpa”. Explicou que se sentira atingido como fã, depois de cerca de cinco anos apoiando e defendendo o atleta. Disse que as ofensas não abalavam sua confiança em si mesmo e que queria seguir em frente. A visibilidade e o espaço para as atletas Embora dissesse que queria crescer pelo trabalho, PJ reconheceu que aproveitaria a atenção recebida por causa da discussão. Também divulgou a própria consultoria durante a manifestação. Para o trabalho de comunicador, anunciou uma mudança de foco: falar mais das mulheres do fisiculturismo. Na avaliação de PJ, as atletas brasileiras conquistavam muitos resultados e recebiam pouca atenção. Ele disse que estudaria mais as categorias femininas, além de continuar acompanhando o masculino. PJ contou que treinou uma atleta chamada Jéssica desde o início dela na NPC, ainda como amadora. Acompanhou a aluna até a conquista do cartão profissional, o Pro Card. O reconhecimento a Fabrício Pacholok PJ lembrou que Fabrício Pacholok já havia sido seu treinador. Atribuiu à parceria uma vitória no Olympia amador e uma colocação entre os três primeiros no Arnold. Ao recordar o Olympia amador, esclareceu que perdeu a disputa do overall. Ele se emocionou ao falar do treinador e disse que o vira abatido. Pediu força para Pacholok e destacou a atenção que recebera dele como atleta. O pedido para deixar Ramon trabalhar Ao concluir, PJ pediu que o público diminuísse os ataques a Ramon. Na avaliação de PJ, Ramon já havia aprendido com a situação e precisava seguir a preparação. Ramon havia anunciado a intenção de disputar o Arnold Classic de 2027, em Ohio. PJ reforçou que os resultados seguintes dependeriam do trabalho de Ramon e agradeceu aos novos seguidores. Disse que pretendia usar a comunicação para valorizar atletas brasileiros. Conclusão O pedido de PJ foi para parar os ataques e deixar Ramon trabalhar. Ele agradeceu o apoio e afirmou que queria seguir com o treino, a consultoria e a comunicação sobre o esporte. Perguntas frequentes O que aconteceu entre PJ e Ramon Dino? Houve uma discussão nas redes após o Olympia de 2026. PJ se apresentou como um fã decepcionado e, depois da repercussão, pediu que os seguidores parassem de atacar Ramon. Por que a esposa de Ramon Dino entrou na discussão? Vitória Viana respondeu a críticas depois da competição. A discussão também passou a envolver uma declaração de Caio Bottura sobre a escolha de esposa feita por Ramon, que saiu em defesa da família. Ramon Dino pediu desculpas a PJ? O pedido público de 30 de setembro de 2026 foi dirigido aos fãs. PJ afirmou que dispensava uma desculpa pessoal e que Ramon não precisava citar seu nome. PJ pediu aos fãs que parassem de atacar Ramon? Sim. Ele afirmou que a discussão já tinha ido longe e pediu que o público deixasse Ramon trabalhar. Caio Bottura fez a mesma crítica de PJ? Foram intervenções diferentes. PJ descreveu sua cobrança como a de um torcedor, enquanto Bottura questionou a escolha da esposa de Ramon. O que PJ disse que queria fazer depois da discussão? Ele anunciou a intenção de crescer como treinador e comunicador. Também disse que pretendia estudar mais as categorias femininas e dar mais atenção às atletas brasileiras. Qual foi o recado de PJ para Fabrício Pacholok? PJ pediu força ao treinador e lembrou a parceria dos dois nas competições amadoras. Disse que tinha carinho por Pacholok e queria vê-lo bem. Referências CNN BRASIL. Ramon Dino é alvo de críticas e abre o jogo após derrota no Mr. Olympia. CNN Brasil. [S. l.], 1 out. 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/ramon-dino-e-alvo-de-criticas-e-abre-o-jogo-apos-derrota-no-mr-olympia/. Acesso em: 3 nov. 2026. MACARRONI, Matheus. Ramon Dino se desculpa por resposta a críticas: 'Não sou daquela forma'. Folha de S.Paulo. [S. l.], 30 set. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/musculo/2026/09/ramon-dino-se-desculpa-por-resposta-a-criticas-nao-sou-daquela-forma.shtml. Acesso em: 3 nov. 2026. NASCIMENTO, Anne. Ramon rebate influencer sobre a esposa: ‘Te encontrar pra ouvir de você’. ContilNet. [S. l.], 29 set. 2026. Disponível em: https://contilnetnoticias.com.br/noticia/ramon-dino-rebate-influencer-apos-critica-a-esposa-te-encontrar-pra-ouvir-de-voce/. Acesso em: 3 nov. 2026. SANGUEMAROMBEIRO. A treta com Ramon, o pronunciamento final do PJ Bodybuilder!. [S. l.], 1 out. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=yya49YsAZ5U. Acesso em: 3 nov. 2026.
  31. Androtune alterou sua foto de perfil
  32. @Pokoyô , a preocupação com aditivo é mais justa que a com proteína, mas ela se resolve na escolha do produto, não cortando o whey. O whey em si é soro de leite filtrado e seco. Quem traz a lista grande no rótulo é a versão com sabor: adoçante (sucralose, acessulfame), aroma, espessante, corante. Para alguns desses existem sinais em laboratório que ainda estão sendo investigados, como um subproduto da sucralose que mostrou dano ao DNA em células isoladas, mas nada disso foi demonstrado em gente com o consumo de uma ou duas doses por dia. Não conheço estudo que ligue o whey ao câncer. Sobre o aumento de câncer em jovens, principalmente o colorretal, ele é real e está sendo muito estudado, mas a causa ainda não foi fechada. Os fatores que aparecem com mais consistência são obesidade, sedentarismo, carne processada, álcool e um padrão alimentar pobre em fibra e rico em ultraprocessados no geral. O whey entra muito pouco nessa conta perto do resto do prato. Se quiser tirar a dúvida do caminho, a saída prática é o whey sem sabor. Ele costuma ter só o concentrado ou isolado e lecitina. Dá para bater com café, cacau em pó ou fruta e controlar você mesmo o que entra. Para comparar suplementos pelo nível de evidência, o orientador do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/suplementos/ E as 10 séries por grupo já são um ótimo ponto de partida, sem precisar ir além disso.
  33. @Pokoyô , aqui acho que nem chega a ser discordância, porque o que os atletas fazem encaixa com o que eu disse. Colocar mais carboidrato e mais calorias no dia de perna é uma escolha muito boa. É o treino que mobiliza mais massa muscular de uma vez, gasta mais glicogênio e é o que mais sofre quando o tanque está vazio. Faz sentido alimentar melhor a sessão que exige mais. Repare que, nesse esquema, o atleta não deixa de treinar nos dias de comida baixa. Ele só joga para esses dias os grupos menores, como braço, ombro ou panturrilha, que rendem bem mesmo com menos carboidrato. O estímulo continua lá, e é ele que segura a musculatura enquanto o déficit tira a gordura. O meu ponto era só esse: o que cataboliza não é treinar no dia de pouca comida, é passar muitos dias seguidos sem estímulo e com proteína baixa. Então, se você quiser adaptar isso à sua semana, o desenho fica assim: os dias de pequeno superávit caem nos treinos de perna e costas, e os dias de baixa caloria ficam com os treinos de braço e ombro, mantendo a proteína parecida todos os dias. É a ciclagem que você já faz, só alinhada com o treino.
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  37. Gases fedorentos dizem mais sobre a sua digestão do que parece. Uma pessoa solta perto de 700 mL de gás por dia, quase três copos de 250 mL. Quase todo esse gás é inodoro. O que fede é uma fração mínima de gases com enxofre, que as bactérias do intestino tiram principalmente da proteína. E quem treina come muita proteína. O treinador americano Ryan Humiston reuniu os estudos sobre o assunto em "Why Farts Smell (And What It Says About Your Digestion)", algo como "por que o pum fede, e o que ele diz sobre a sua digestão". A ideia central é que o pum mostra quanto da comida você quebra e absorve. O volume vem do que sobra sem absorver, o cheiro vem da proteína, e a solução passa por um nutriente que muita gente esquece, a fibra. De onde vem o gás O ar engolido explica pouco. A maior parte dele volta pela boca, no arroto. O gás que sai por baixo é fabricado no intestino grosso, quando algo que não foi absorvido chega lá e as bactérias o fermentam. Um estudo inglês de 1991 mediu isso em detalhe. Dez voluntários passaram 24 horas com uma sonda no reto, comendo a dieta de sempre mais 200 g de feijão cozido. O volume do dia foi de 476 a 1.491 mL, com valor do meio de 705 mL. Homens e mulheres soltaram volumes parecidos. Depois de dois dias numa dieta líquida sem fibra, o volume caiu para 214 mL e o hidrogênio quase sumiu. Sobraram cerca de 200 mL de um gás que não vem da fermentação, provavelmente nitrogênio. As bactérias que fazem esse trabalho são minúsculas, com meio a 2 milésimos de milímetro. Se uma delas fosse do tamanho de um boneco de Lego, um espermatozoide teria cerca de 1 metro. E são muitas: uma revisão de 2016 calculou 38 trilhões de bactérias num homem de 70 kg, para 30 trilhões de células do próprio corpo. A história de que temos 10 bactérias para cada célula vem de uma estimativa por alto de 1972. Quase todas vivem sem oxigênio, e muitas morrem em contato com ele. Por isso, durante anos, ninguém conseguia cultivá-las em laboratório. O retrato só ficou nítido quando deu para ler o DNA delas direto das fezes, como no American Gut Project, que reuniu amostras de mais de 10 mil voluntários enviadas pelo correio. De um quarto a mais da metade do peso seco das fezes é bactéria, a maior parte morta. O gás é o escapamento da fermentação No intestino grosso não há oxigênio. Sem ele, as bactérias não conseguem extrair toda a energia da comida, como as nossas células fazem. Elas fermentam: fazem só a primeira etapa da quebra do açúcar e descartam as sobras. Uma parte sai como gás, principalmente hidrogênio, gás carbônico e, em algumas pessoas, metano. A outra parte vira ácidos produzidos pelas bactérias (os ácidos graxos de cadeia curta, como o butirato), que fazem bem ao intestino. O gás é o escapamento dessa digestão sem oxigênio, e só vira gás o que pode ser fermentado. A mistura muda de uma pessoa para outra: no estudo de 1991, só três dos dez voluntários produziam metano. Por que o pum fede Mais de 99% do gás é inodoro. Hidrogênio, gás carbônico, metano e nitrogênio não têm cheiro. O mau cheiro vem de traços de gases com enxofre. Num estudo americano de 1998, 16 voluntários comeram feijão e lactulose para produzir mais gás, que foi recolhido por sonda, e dois avaliadores deram nota ao cheiro de cada amostra. O principal gás com enxofre foi o sulfeto de hidrogênio, o do cheiro de ovo podre, seguido do metanotiol e do sulfeto de dimetila. Quanto mais sulfeto de hidrogênio, pior o cheiro. O enxofre vem de dois lugares. Um são os vegetais ricos nele, como brócolis, couve-flor e repolho (as crucíferas), cebola e alho. O outro, e o principal, é a proteína. Os aminoácidos metionina e cisteína carregam enxofre, e as bactérias o liberam quando fermentam a proteína. A proteína sempre chega ao intestino grosso Nenhuma proteína é absorvida por inteiro, por mais digerível que seja. Whey, ovo e carne deixam uma parte passar para o intestino grosso. Num estudo francês, 13 voluntários tomaram proteína do leite ou da soja marcada com um tipo especial de nitrogênio, e uma sonda no fim do intestino delgado recolheu o que passava por ali. As perdas foram grandes o bastante para os autores sugerirem que entrem na conta da necessidade de proteína, e maiores com a soja. Hoje essa medida também é feita com exame de sangue, usando proteínas marcadas com dois isótopos diferentes. Além da comida, o próprio corpo despeja proteína no intestino o tempo todo: células mortas da parede do intestino, enzimas digestivas (que são proteínas) e muco, que é proteína coberta de açúcar. Mesmo quem comesse zero proteína teria proteína chegando ao intestino grosso. E quanto mais proteína no prato, mais enxofre. Num experimento britânico, cinco homens moraram num centro de pesquisa e passaram 10 dias em cada uma de cinco dietas, de zero a 600 g de carne por dia. O sulfeto nas fezes ficou cerca de 15 vezes maior na dieta com mais carne, acompanhando a quantidade consumida. Uma revisão australiana de 2016 aponta o mesmo: dieta com muita proteína e pouco carboidrato aumenta o sulfeto de hidrogênio e outros produtos da fermentação de proteína, como a amônia e os fenóis, e diminui os ácidos que fazem bem ao intestino. É o retrato da dieta de definição, com proteína alta e carboidrato baixo. Reduzir a proteína diminui o enxofre, mas não o zera, porque a do próprio corpo continua chegando ao intestino. Para quem treina e não quer abrir mão dela, o ajuste é outro, e vem mais abaixo. Para saber quanta proteína o seu objetivo pede, use a calculadora de proteína diária. Enzimas digestivas resolvem o cheiro? Para o cheiro que vem da proteína, a evidência é fraca. Os estudos que sustentam os blends de protease (enzimas que quebram proteína) costumam ser pequenos, sem repetição por grupos independentes e feitos com dinheiro ou autores de quem fabrica o ingrediente. Um exemplo é um estudo de 2008 com uma mistura de proteases e 50 g de whey concentrado. Todos sabiam o que tomavam, e parte dos autores vinha de empresas do setor. Com a enzima, os aminoácidos no sangue subiram mais nas 4 horas seguintes e o corpo reteve mais nitrogênio. O estudo não mediu quanto de proteína chegou ao intestino grosso nem o cheiro. A reposição de enzimas é tratamento estabelecido na insuficiência pancreática, quando o pâncreas produz pouca enzima, um quadro diagnosticado por médico. Fora disso, o blend de enzimas tomado junto com o shake tende a ser dinheiro gasto à toa. Há uma exceção que vale conhecer: enzimas voltadas para um açúcar específico funcionam. A alfa-galactosidase, que quebra os açúcares do feijão, reduziu o hidrogênio no hálito e a intensidade da flatulência em oito voluntários que comeram 420 g de feijão cozido. A lactase cumpre papel parecido para quem tem intolerância à lactose. Essas enzimas diminuem o volume de gás, mas nenhum estudo mostrou que elas reduzam o enxofre. Uma revisão de 2026 sobre gases e mau cheiro diz o mesmo: dieta e enzimas específicas podem aliviar os sintomas e o volume, sem necessariamente cortar os gases com enxofre. Bismuto e carvão: o que age no enxofre Dois recursos agem direto nos gases com enxofre. O primeiro é o subsalicilato de bismuto, um medicamento que se liga ao sulfeto de hidrogênio. Em 10 pessoas saudáveis que tomaram 524 mg quatro vezes por dia, de 3 a 7 dias, a liberação de sulfeto de hidrogênio nas fezes caiu mais de 95%. O estudo mediu o gás, e não o cheiro do pum. O teste foi curto e o remédio tem salicilato na fórmula, então usá-lo por semanas é decisão para tomar com um médico. O segundo é o carvão ativado, testado por fora do corpo. No estudo de 1998, o carvão aplicado às amostras de gás tirou praticamente todo o cheiro, e uma almofada forrada de carvão segurou mais de 90% dos gases com enxofre. O carvão engolido em cápsula não foi testado ali. Por que comer muito de uma vez aumenta os gases Evitar uma lista de alimentos não resolve tudo, porque o intestino tem limite de capacidade. Para entrar na célula do intestino, o açúcar precisa estar quebrado em pedaços pequenos (como a glicose) e precisa de uma proteína transportadora, uma espécie de porta. Uma bala de glicose é absorvida rápido. Um pote inteiro de bala de uma vez pode passar do que as portas dão conta. E se o açúcar for maior, do tipo que precisa ser quebrado antes, falta de enzima o deixa grande demais para passar. O que sobra segue até o intestino grosso e vira comida de bactéria. Os açúcares-álcool (polióis), como sorbitol, maltitol e xilitol, levam isso ao extremo. Eles não têm uma porta própria e atravessam a parede do intestino aos poucos, por onde conseguem. Por isso a capacidade se esgota com pouca quantidade, e um punhado de doce sem açúcar adoçado com poliol já enche a barriga de gás. Uma revisão que reuniu 79 estudos mostrou que a parte não absorvida, os gases, o desconforto e o efeito laxante crescem com a dose. Os quatro tipos de fibra e quanto gás cada um faz A fibra é feita de longas cadeias de açúcar que o corpo humano não consegue quebrar, porque não tem as enzimas para isso. Algumas bactérias têm. Elas soltam enzimas que começam a desmontar a fibra do lado de fora, puxam os pedaços para dentro e fermentam. Dividir a fibra só em solúvel e insolúvel ajuda pouco, porque o mesmo alimento mistura as duas. A maçã tem mais fibra insolúvel na casca e mais solúvel na polpa. Para saber quanto gás uma fibra faz, valem duas perguntas: quanto ela se mistura com a água e quanto as bactérias conseguem fermentá-la. Cruzando as respostas, a fibra cai em quatro grupos: Solúvel e muito fermentável: é a fábrica de gás. Aqui estão os prebióticos, como a inulina, e é onde as bactérias produzem mais butirato. Aumente aos poucos, ou vem o inchaço dolorido de quem quer soltar o gás e não consegue. Insolúvel e fermentável: fermenta, só que mais devagar. É o caso do amido resistente da banana verde. Faz algum gás e algum butirato, bem menos que o grupo anterior. Solúvel e pouco fermentável: segura água e vira gel, como o psyllium. Faz pouco gás e deixa as fezes mais macias e regulares. Insolúvel e pouco fermentável: quase não faz gás. Ocupa espaço e estimula as contrações que empurram as fezes pelo intestino (o peristaltismo). A diferença entre inulina e psyllium apareceu num ensaio britânico com 19 pessoas com síndrome do intestino irritável. Com 20 g de inulina, o gás no intestino grosso, medido por ressonância magnética, foi o maior do estudo. Quando 20 g de psyllium entraram junto, esse gás caiu para cerca de um quinto. O resultado vale para pessoas com essa síndrome, e ainda falta confirmar em quem não tem. Probiótico resolve? Pouco. A bactéria que chega pelo iogurte ou pela cápsula raramente se instala de vez. Num estudo israelense com coletas feitas dentro do próprio intestino, um probiótico de 11 cepas chegou vivo, mas o efeito sobre as bactérias da pessoa variou muito de um voluntário para outro e foi passageiro. O probiótico age enquanto você toma e some quando você para. Para o cheiro, os estudos ainda são poucos e o resultado depende da cepa. Como diminuir os gases fedorentos: dê fibra às bactérias O objetivo é dar às bactérias algo mais atraente para comer do que a proteína. Esse algo é a fibra fermentável. Quando as bactérias fermentam fibra, o intestino grosso fica mais ácido. Com o pH mais baixo, as enzimas que elas usam para quebrar proteína trabalham mais devagar, e o conteúdo do intestino anda mais rápido. A proteína passa menos tempo apodrecendo ali. O detalhe que importa é onde isso acontece. A putrefação da proteína se concentra no fim do intestino grosso. Fibra que fermenta muito rápido é consumida logo no começo e acaba antes de chegar lá. Por isso a aposta é na fibra que fermenta devagar, e o amido resistente tem bons estudos a favor. Um estudo australiano mostra o efeito. Onze pessoas passaram 3 semanas comendo 39 g de amido resistente por dia e outras 3 semanas comendo 5 g, com o resto da dieta igual. Com o amido resistente, os fenóis nas fezes, que saem da fermentação da proteína, caíram quase pela metade, a amônia caiu cerca de 30% e as fezes ficaram um pouco mais ácidas. Na prática: Prefira fibra de fermentação lenta: banana verde e outras fontes de amido resistente, além de cascas, frutas, verduras e grãos integrais. Aumente aos poucos: subir de uma vez, principalmente a fibra que fermenta rápido, é receita de inchaço e de mais gás. Feijão e outras leguminosas trazem fibra e também açúcares que fermentam rápido, então entram de forma gradual. Crucíferas com moderação, se o cheiro incomoda: brócolis, couve-flor e repolho trazem fibra e também enxofre. Varie as fontes em vez de concentrar tudo nelas. Psyllium é opção de pouco gás: ele faz volume e regula as fezes sem fermentar tanto. Ajuste pelas calorias: a referência americana é de 14 g de fibra para cada 1.000 kcal da dieta. Leia o rótulo: barra de proteína e doce sem açúcar com maltitol ou sorbitol podem somar bastante gás. Pela regra das 14 g por 1.000 kcal, a meta de fibra fica assim: Calorias por diaFibra por dia 2.000 kcal28 g 2.500 kcal35 g 3.000 kcal42 g 3.500 kcal49 g 4.000 kcal56 g Se você não sabe quantas calorias come, a calculadora de gasto calórico (TDEE) dá a estimativa. Quando o pum fedido merece consulta Em média, uma pessoa solta gases de 8 a 14 vezes por dia, e até 25 vezes ainda entra na faixa normal. Pum fedido de vez em quando, depois de uma refeição com muita carne, ovo ou brócolis, também é normal. Vale procurar um médico se os gases incomodam muito, se mudaram de repente ou se vêm junto com dor abdominal, prisão de ventre, diarreia ou perda de peso. Intolerância à lactose e outros problemas digestivos também aumentam os gases e têm tratamento próprio. Conclusão O volume do pum vem do que você come e não absorve. O cheiro vem principalmente da proteína, que chega ao intestino grosso em qualquer dieta. Enzima em cápsula muda pouco essa conta. O que muda é a comida das bactérias: com fibra suficiente, principalmente a de fermentação lenta, o intestino fica mais ácido e a proteína apodrece menos. Quem passou anos contando proteína e nunca olhou para a fibra tem aí o ajuste que faltava. Perguntas frequentes Por que o pum fede tanto? Por causa de gases com enxofre, principalmente o sulfeto de hidrogênio. Eles são uma fração mínima do gás, mas bastam para o cheiro. O pum fede mais depois de refeições ricas em proteína ou em crucíferas, cebola e alho. Por que às vezes o pum não fede? Porque a maior parte do gás é hidrogênio, gás carbônico, metano e nitrogênio, todos sem cheiro. Quando a fermentação usa mais carboidrato e pouca proteína, sobra pouco enxofre. Por isso dá para soltar bastante gás quase sem cheiro. Excesso de proteína causa gases fedorentos? Sim. Parte de toda proteína chega ao intestino grosso, e as bactérias liberam o enxofre dela. Com 600 g de carne por dia, o sulfeto nas fezes ficou cerca de 15 vezes maior que numa dieta sem carne. Por que o whey dá gases? Por dois motivos. Uma parte da proteína do leite escapa da absorção e fermenta no intestino grosso, o que piora o cheiro. Se você tem intolerância à lactose, a lactose do whey concentrado também vira gás. Qual whey dá menos gases? Para quem tem intolerância à lactose, o que tem menos lactose. O isolado costuma ter menos que o concentrado, como mostra a comparação em como escolher entre whey, soja e colágeno. Para o cheiro, todos trazem a mesma proteína do leite, então a troca não deve mudar muito. Qual proteína não causa gases? Nenhuma é absorvida por inteiro, então todas deixam alguma sobra para as bactérias. Num estudo com sonda, a proteína de soja deixou passar mais para o intestino grosso que a do leite. Barra de proteína causa gases? Pode causar, principalmente as adoçadas com maltitol, sorbitol ou outro poliol. Esses adoçantes são mal absorvidos, e o gás aumenta com a dose. Confira a lista de ingredientes antes de culpar a proteína. O que é bom comer para não soltar pum fedido? Mais fibra, aumentada aos poucos. A de fermentação lenta, como o amido resistente da banana verde, deixa o intestino mais ácido e reduz a fermentação da proteína. A meta de referência é de 14 g de fibra para cada 1.000 kcal. O que tomar para aliviar gases fedidos? O subsalicilato de bismuto cortou mais de 95% do sulfeto de hidrogênio nas fezes em poucos dias, mas é medicamento e o uso prolongado pede orientação médica. O carvão ativado funcionou por fora, numa almofada, e em cápsula não foi testado nesse estudo. Para o volume depois do feijão, a alfa-galactosidase ajuda. Para que servem as enzimas digestivas? Elas quebram a comida em pedaços que o intestino consegue absorver, e boa parte delas vem do pâncreas. Em cápsula, são tratamento para quem tem insuficiência pancreática. Lactase e alfa-galactosidase ajudam em casos específicos, e os blends de protease não têm estudo que mostre efeito no cheiro. Quando o pum fedido é preocupante? Quando vem com dor abdominal, diarreia, prisão de ventre ou perda de peso, ou quando os gases mudam de repente. Soltar gases de 8 a 14 vezes por dia é o comum, e até 25 ainda é normal. Cheiro forte depois de uma refeição com muita proteína, sozinho, é esperado. 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Personalized Gut Mucosal Colonization Resistance to Empiric Probiotics Is Associated with Unique Host and Microbiome Features. Cell, [S. l.], v. 174, n. 6, p. 1388-1405.e21, set. 2018. DOI: 10.1016/j.cell.2018.08.041. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30193112/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  38. “Shape emprestado” é uma forma de dizer que o físico depende das condições que o sustentam. Se o treino, a alimentação ou o ambiente hormonal mudam, o tamanho e o desempenho também podem mudar. Isso vale para quem usa anabolizantes e, de outra forma, para quem sempre treinou natural. Uma foto recente de Marcello De Angelis, o Horse, depois de um período descrito como sem anabolizantes, levou Waldemar Guimarães a discutir essa questão em “O shape é emprestado?”. A reflexão começa na redução do volume muscular e termina numa pergunta que interessa a qualquer atleta: o que você está construindo para a vida depois da competição? Por que o físico muda quando o uso de anabolizantes termina Durante o uso de esteroides, o músculo recebe um estímulo hormonal adicional para fabricar proteínas. Com treino e alimentação, isso pode aumentar o tecido muscular. O chamado balanço nitrogenado positivo indica que o organismo retém mais nitrogênio do que elimina, situação compatível com a construção de proteínas. Quando o uso termina, esse estímulo farmacológico deixa de atuar à medida que a substância é eliminada. Ao mesmo tempo, a produção natural de testosterona pode continuar baixa. Manter treino e dieta ajuda, mas as condições para sustentar o físico passam a ser diferentes das que existiam durante o uso. Água, glicogênio e músculo mudam o tamanho no espelho Um músculo volumoso contém proteínas, água e glicogênio, a reserva de carboidrato que ele usa como combustível. Mudanças nesses estoques podem alterar o peso e a aparência. Por isso, uma redução rápida de volume pode reunir perda de água e glicogênio, além de eventual perda de tecido muscular. A retenção de líquido também pode contribuir para o aspecto mais cheio durante o uso de algumas substâncias, como o decanoato de nandrolona. Já a perda de tecido contrátil envolve estruturas que fazem o músculo produzir força. Entre elas estão a actina e a miosina, além das proteínas reguladoras troponina e tropomiosina. Uma revisão de 2023 sobre glicogênio e hidratação mostra que essas mudanças também interferem nas medidas de composição corporal. Uma foto deixa em aberto quanto da diferença veio de água e quanto veio de músculo. O detalhamento está em depois do ciclo perde tudo? Músculo, água e memória muscular. Quanto tempo a testosterona pode demorar para voltar? A recuperação hormonal varia bastante. O posicionamento da Society for Endocrinology de 2026 indica que a maioria dos homens recupera o funcionamento hormonal medido em exames em aproximadamente 12 meses após interromper o uso. Algumas pessoas desenvolvem hipogonadismo persistente, condição em que a produção de hormônios sexuais continua insuficiente. Cansaço, queda de libido e alterações do humor podem continuar mesmo quando os exames melhoram. Quem pretende interromper o uso precisa de avaliação médica. O mesmo posicionamento considera limitada e de baixa qualidade a evidência dos tratamentos farmacológicos disponíveis, incluindo os usados na chamada TPC. A memória muscular ajuda a recuperar o que foi perdido? Quem já treinou pode recuperar força e tamanho mais depressa ao retomar a musculação. Uma das explicações envolve os mionúcleos, os núcleos presentes dentro das fibras musculares. Parte das adaptações adquiridas no crescimento pode continuar depois que a fibra diminui. Um estudo dinamarquês de 2024 comparou 25 homens: 8 usuários, 7 ex-usuários e 10 que nunca tinham usado anabolizantes. Cerca de quatro anos após a interrupção, os ex-usuários tinham mais núcleos para o mesmo volume em parte das fibras da coxa. Os grupos foram observados num único momento, sem acompanhar quanto músculo recuperariam ao voltar a treinar. No projeto MMAAS, que incluiu 56 homens e teve seis ex-usuários na comparação entre grupos, a pesquisa não encontrou número maior de mionúcleos por fibra entre os ex-usuários. Esse trabalho mediu o número de núcleos no trapézio, enquanto o dinamarquês mediu sua densidade na coxa. São medidas e históricos de uso diferentes, que limitam a comparação. Uma revisão de 2026 descreve também marcas do treino na regulação dos genes. A duração e o efeito prático dessas adaptações ainda precisam ser esclarecidos. Há base para esperar alguma facilidade na retomada, sem estabelecer a manutenção de um físico por toda a vida. Voltar aos anabolizantes com a expectativa de recuperar o físico anterior mais rápido é uma prática relatada, com resposta dependente da fase da vida. A reexposição também retoma os riscos cardiovasculares, reprodutivos e psiquiátricos associados ao uso, descritos no posicionamento de 2026. O que aconteceu após 10 semanas sem treinar Um ensaio de 2024 reuniu 55 iniciantes, dos quais 42 concluíram o estudo. Um grupo treinou por 10 semanas, parou por 10 e voltou por mais 10. O outro fez 20 semanas contínuas, após um período inicial sem treino. Os treinos eram supervisionados, duas vezes por semana. Na pausa, força e tamanho muscular diminuíram, processo chamado de destreinamento. Nas primeiras cinco semanas do retorno, o grupo recuperou rapidamente o que perdera e terminou com ganhos semelhantes aos do grupo contínuo. Foram estudados iniciantes, sem testar retirada de anabolizantes ou manutenção de um físico profissional. O shape natural também depende de continuidade Pense em alguém que treinou triatlo e passou a correr, nadar e pedalar durante horas. Se abandonar a preparação, sua capacidade de repetir esse esforço também muda. O mesmo raciocínio vale para um velocista que corre 100 metros em menos de 12 segundos: aquele tempo depende de continuar treinando para ele. Massa muscular, fôlego, mobilidade, flexibilidade e potência são capacidades diferentes. A comparação mostra por que o condicionamento exige continuidade, inclusive sem hormônios. Ela também ajuda a entender por que deixar de competir pode resultar num corpo menos volumoso, sem apagar a preparação e a disciplina que existiram antes. Se o seu problema é encaixar a academia na rotina, vale pensar numa frequência que consiga manter. A matéria sobre como criar constância na academia aprofunda essa organização. A pergunta passa de “como segurar meu auge para sempre?” para “que prática cabe na vida que tenho hoje?”. O treino ocupa parte do dia. O futuro precisa do restante Uma rotina com uma hora a uma hora e meia de musculação por dia ainda exige organização da dieta e do descanso fora da academia. A duração de cada treino varia conforme o programa, o atleta e a fase de preparação. Mesmo com essa dedicação, uma parte importante do dia precisa estar disponível para outras responsabilidades. Triatletas e jogadores de basquete podem passar horas treinando. Quando o esporte também paga as contas, o tempo de preparação faz parte do trabalho. Para quem precisa estudar, divulgar seus serviços ou manter outra fonte de renda, é necessário reservar tempo para essas tarefas enquanto ainda compete. Qual é o seu plano para depois da competição? Uma carreira esportiva pode terminar por escolha, doença ou acidente. Quem depende do próprio trabalho precisa preparar essa transição antes de ser obrigado a parar. Comece pela agenda: defina quando vai estudar ou trabalhar fora da preparação, em vez de deixar essas tarefas para depois da carreira. Formação: reserve espaço para estudar e desenvolver uma atividade que possa continuar depois do palco.Trabalho: divulgue seus serviços, desenvolva um negócio ou construa outra fonte de renda durante a carreira.Transição: pense em como sustentar a vida se a competição acabar antes do previsto.Rotina: preserve treino, alimentação e descanso dentro das condições da nova fase. Essas decisões dão um destino à disciplina que ajudou a construir o físico. O volume pode diminuir depois da carreira, e o valor de anos de preparação continua no que a pessoa aprendeu e consegue aplicar em outros desafios. Julgar todo esse percurso por uma comparação de fotos reduz uma história longa a um único momento. Conclusão O shape é “emprestado” no sentido de depender de condições que precisam continuar existindo. Treino, dieta e hormônios influenciam o tamanho que o corpo sustenta. A memória muscular pode ajudar na recuperação, e a continuidade do treino continua necessária. Quando o auge passa, vale levar a disciplina para a saúde, os estudos, o trabalho e a renda que vão sustentar a próxima fase. Perguntas frequentes O que significa shape? Shape é o jeito popular de chamar o físico ou a forma corporal, especialmente no meio da musculação. A expressão “shape emprestado” descreve um físico que depende das condições de treino, alimentação e, em alguns casos, uso de hormônios para ser mantido. Quanto tempo depois de parar de treinar se perde massa muscular? O ensaio de 2024 encontrou redução do tamanho muscular após dez semanas sem treino em iniciantes. As medições não permitem determinar o dia em que a perda começou. A memória muscular existe e como funciona? Sim. Estudos em humanos mostram que quem já treinou pode recuperar força e tamanho mais depressa ao retomar a musculação. Adaptações nas fibras e na regulação dos genes ajudam a explicar esse fenômeno, mas a participação de cada mecanismo ainda está sendo investigada. Quanto tempo dura a memória muscular? A duração exata ainda está em aberto. Num estudo dinamarquês com sete ex-usuários de anabolizantes, o tempo médio desde a interrupção era de cerca de quatro anos. O grupo apresentava mais núcleos para o mesmo volume em parte das fibras da coxa, uma possível marca da memória muscular. A observação num único momento não estabelece quanto dura o benefício nem se ele permanece por toda a vida. Quanto tempo leva para recuperar o físico com a memória muscular? Não há um prazo único. No ensaio com iniciantes, quem ficou dez semanas sem musculação recuperou rapidamente força e tamanho nas primeiras cinco semanas do retorno. Esse resultado serve como exemplo de recuperação, sem prever quanto demoraria alguém mais velho, com doença ou após anos de uso de anabolizantes. Como ativar a memória muscular na academia? O estímulo é voltar a praticar os exercícios de força. No ensaio de 2024, os voluntários retomaram o programa supervisionado que haviam feito antes, com duas sessões semanais. Esse foi o protocolo testado, que precisa ser ajustado ao histórico e à condição atual de cada pessoa. Dá para manter o shape sem treinar? A tendência é perder parte das adaptações conforme a pausa se prolonga. A memória muscular pode ajudar a recuperar força e tamanho quando o treino volta. Para sustentar o físico, o corpo continua precisando do estímulo dos exercícios. Como manter o shape, inclusive depois de parar os anabolizantes? A base é manter musculação, alimentação e descanso numa rotina que caiba na sua vida. Depois de interromper os anabolizantes, a recuperação hormonal também precisa entrar na avaliação. Treino e dieta ajudam, mas podem ser insuficientes para sustentar o mesmo volume construído sob estímulo farmacológico. O que acontece se eu parar de tomar anabolizantes? O volume pode diminuir com mudanças na água, no glicogênio e no tecido muscular. O estímulo farmacológico deixa de atuar à medida que a substância é eliminada, enquanto a produção natural de testosterona pode continuar baixa. A diferença no espelho, sozinha, não mostra quanto foi perda de músculo nem se a recuperação hormonal já aconteceu. O que fazer ao parar de tomar anabolizantes? Procure acompanhamento médico para avaliar os níveis hormonais e sintomas como cansaço, queda de libido e alterações do humor. O posicionamento de 2026 aponta normalização dos níveis hormonais em aproximadamente 12 meses para muitos homens. Algumas pessoas continuam com produção hormonal insuficiente. A escolha de tratamento depende da avaliação, pois a evidência dos medicamentos usados na chamada TPC ainda é limitada e de baixa qualidade. Referências GODLEWSKI, Antoni et al. Epigenetic Skeletal Muscle Memory: The Impact of Physical Activity on Aging and Post-Injury Regeneration. Genes, [S. l.], v. 17, n. 8, art. 964, 17 ago. 2026. DOI: 10.3390/genes17080964. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42650156/. Acesso em: 2 nov. 2026. GRANT, Bonnie et al. Management of non-medical androgen use: a position statement by the Society for Endocrinology. Endocrine Connections, [S. l.], v. 15, n. 9, art. e260361, 1 set. 2026. DOI: 10.1530/EC-26-0361. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42696286/. Acesso em: 2 nov. 2026. GUIMARÃES, Waldemar. O shape é emprestado?. [S. l.], 1 nov. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ThxK4JB114Y. Acesso em: 2 nov. 2026. HALONEN, Eeli J. et al. Does Taking a Break Matter—Adaptations in Muscle Strength and Size Between Continuous and Periodic Resistance Training. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, [S. l.], v. 34, n. 10, art. e14739, out. 2024. DOI: 10.1111/sms.14739. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39364857/. Acesso em: 2 nov. 2026. LIMA, Giscard et al. The MMAAS Project: An Observational Human Study Investigating the Effect of Anabolic Androgenic Steroid Use on Gene Expression and the Molecular Mechanism of Muscle Memory. Clinical Journal of Sport Medicine, [S. l.], v. 33, n. 5, p. e115-e122, 1 set. 2023. DOI: 10.1097/JSM.0000000000001037. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35533133/. Acesso em: 2 nov. 2026. NIELSEN, Jakob Lindberg et al. Higher Myonuclei Density in Muscle Fibers Persists Among Former Users of Anabolic Androgenic Steroids. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, [S. l.], v. 109, n. 1, p. e266-e273, jan. 2024. DOI: 10.1210/clinem/dgad432. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37466198/. Acesso em: 2 nov. 2026. SHIOSE, Keisuke; TAKAHASHI, Hideyuki; YAMADA, Yosuke. Muscle Glycogen Assessment and Relationship with Body Hydration Status: A Narrative Review. Nutrients, [S. l.], v. 15, n. 1, art. 155, jan. 2023. DOI: 10.3390/nu15010155. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36615811/. Acesso em: 2 nov. 2026.
  39. O patrocínio no fisiculturismo pode reunir pagamento fixo, comissão por vendas e produtos. Na disputa por esses contratos, as marcas também avaliam como o atleta apresenta sua rotina e conversa com o público, além das colocações no palco. Essa mudança preocupa Caíque Parça, que administra contratos de influenciadores e descreve a perda de espaço comercial dos competidores na entrevista “Caíque Parça - MARCAS E INFLUENCIADORES - Podcast Sem Filtro”, do Podcast Sem Filtro. Na avaliação dele, criadores que se comunicam melhor passaram a disputar as vendas antes concentradas nos atletas. Ele relata cortes e salários menores, ao mesmo tempo que vê possibilidade de renovação do interesse pelo esporte. Em sua base de cerca de 1.500 pessoas, estima que aproximadamente 20% sejam atletas. Essa proporção descreve sua operação, sem representar o mercado nacional. As estratégias divulgadas por Supley e Integralmedica mostram como atletas e outros criadores convivem nas campanhas. Já uma queda geral na remuneração dos fisiculturistas continua sem uma série pública de contratos que permita medir sua extensão. Por que os atletas passaram a disputar espaço com influenciadores? Os atletas predominavam nas primeiras contratações, por volta de 2019 e 2020. Eram os principais nomes disponíveis para apresentar suplementos ao público. Mesmo uma publicação simples de treino podia gerar vendas. Havia menos concorrentes produzindo conteúdo fitness com frequência. A chegada de criadores que treinavam, mas não competiam, ampliou essa disputa. Esses criadores publicavam com mais frequência, mostrando uma rotina além da preparação para campeonatos. A mudança já era percebida durante a pandemia, sem uma data única que marque o fim do modelo anterior. O interesse do consumidor também entra nessa avaliação. Quem procura um corpo mais musculoso pode querer conciliar academia, trabalho e lazer, sem adotar a rotina de uma preparação competitiva. Um criador que mostra esse cotidiano tende a se aproximar desse público. É uma interpretação sobre identificação, sem pesquisa que permita dizer que todos os consumidores passaram a preferir esse perfil. O que as marcas de suplementos procuram no atleta? A comunicação profissional nas redes aparece de forma explícita na entrevista de Mariane Morelli à Folha, em abril de 2026, quando ela foi apresentada como CEO do Grupo Supley. A executiva relacionou maior apoio financeiro à capacidade de combinar a carreira esportiva com influência digital. Sua avaliação foi de mudança no mercado, com oportunidades para quem sabe se comunicar. Isso também inclui formar novos nomes. Na mesma entrevista, a Supley destacou os dez anos do projeto Casa dos Campeões e a atuação de Eduardo Corrêa como mentor de jovens atletas. A aposta na comunicação convive com investimento em desenvolvimento esportivo. A diferença fica clara na contratação de Léo Stronda pela Integralmedica. Em entrevista à Máquina do Esporte, em março de 2026, o diretor de marketing Márcio Avólio explicou a busca por autenticidade e relacionamento duradouro com o consumidor. Ao mesmo tempo, manteve atletas e competições entre os pilares da marca. Para quem busca uma parceria, a pergunta prática é como transformar sua rotina em algo útil para esse público. Explicar uma escolha, mostrar a preparação e responder dúvidas faz parte desse trabalho. O passo a passo para montar uma proposta está no guia de como conseguir patrocínio fitness. Mais de 21 mil criadores e mais de 70 atletas na mesma rede Em comunicado disponível em novembro de 2026, o Grupo Supley informou uma rede com mais de 21 mil criadores e mais de 70 atletas. A estrutura reúne também especialistas e pessoas que produzem conteúdo para as marcas. A divulgação envolve Max Titanium, Probiótica, Dr. Peanut e Znack That. O grupo menciona aproximadamente R$ 80 milhões investidos em marketing de influência. O texto desse comunicado deixa o período do investimento sem especificação. Também falta a divisão da verba entre atletas e os demais perfis, além da quantidade de pessoas com pagamento fixo. Quanto ganha um fisiculturista com patrocínio? Um valor divulgado ajuda a enxergar a diferença entre um caso concreto e uma média de mercado. Em entrevista ao ge publicada em julho de 2024, Isa Nunes declarou receber R$ 25 mil por mês do patrocinador principal, além de outros patrocínios menores. O relato informa quanto aquela parceria pagava naquele momento, sem revelar sua renda atual ou o rendimento dos demais atletas. O contrato pode reunir pagamento fixo, comissão por vendas e produtos. A comissão acompanha as vendas, enquanto uma cota de suplementos cobre itens específicos. São possibilidades descritas pelo ge em reportagem de agosto de 2024. Premiações, conteúdo, serviços e produtos próprios também podem gerar receitas. A conta precisa incluir alimentação, inscrições, viagens, pintura e vestuário para competir. Para quem está começando, outra profissão pode continuar pagando essas contas. A nutricionista e atleta amadora Jéssica Vilas Boas contou ao ge que ainda tratava o fisiculturismo como hobby, apesar dos resultados em competições. Esse caso mostra por que uma boa colocação e a possibilidade de viver do esporte precisam ser avaliadas separadamente. Os patrocínios dos atletas estão diminuindo? O diagnóstico de perda de espaço comercial vem acompanhado de relatos de redução de salário e encerramento de contratos. É uma percepção de quem participa dessas negociações, sem uma amostra publicada que permita calcular quantos atletas foram atingidos ou a variação dos pagamentos. Para medir uma queda geral, seria necessário comparar valores, condições e quantidade de contratos em períodos equivalentes. As marcas consultadas continuam descrevendo investimento em atletas, ao lado das parcerias com comunicadores. Esses casos deixam espaço para duas situações coexistirem: algumas carreiras podem perder renda enquanto uma empresa amplia seu número de parceiros ou muda a distribuição do orçamento. O tamanho do perfil também deixa dúvidas sobre seu valor comercial. Um criador com cerca de 2 milhões de seguidores vendeu menos do que se esperava na negociação de seus contratos. O exemplo ajuda a explicar por que seguidores, títulos e capacidade de gerar compras são critérios diferentes. Para entender essa avaliação do lado da empresa, veja como avaliar uma parceria no marketing de influência fitness. Feira cheia significa mais dinheiro para o fisiculturista? O balanço divulgado do Arnold Sports Festival South America de 2025 informou 105 mil visitantes, 220 marcas expositoras e R$ 1 bilhão em negócios gerados. Para 2026, o balanço com crédito de assessoria informou mais de 110 mil visitantes, mais de 250 marcas e uma estimativa de R$ 1,2 bilhão em negócios. Esses valores abrangem um festival com várias modalidades e uma feira que reúne suplementação, equipamentos, alimentação e outros setores. A contagem de visitantes tem esse alcance. O público exclusivo das disputas de fisiculturismo exige uma medição própria, assim como o dinheiro destinado aos contratos dos atletas. Os balanços foram divulgados pela organização, sem metodologia independente de auditoria apresentada nas publicações consultadas. Servem para dimensionar a atividade comercial declarada pelo evento. Para comparar o público dos campeonatos ao longo do tempo, seria preciso conhecer as contagens específicas dessas disputas. Quem consegue atrair público além dos campeonatos? A história de um atleta pode aproximar quem nunca assistiu a uma competição. Renato Cariani aparece como exemplo desse trabalho: a preparação ganhava personagens, dificuldades e uma trajetória que o público queria acompanhar. Treinar, comer e dormir viravam uma história com expectativa pelo próximo campeonato. Esse raciocínio aparece também no exemplo de um judoca que precisa pegar ônibus para treinar. A vitória pode ser o desfecho, mas uma derrota também permite acompanhar o caminho até a próxima tentativa. O vínculo nasce da trajetória e da forma de contá-la, além do resultado no pódio. Pantera e Tenente Breno são exemplos de carisma e comunicação, mas nenhum dos dois, sozinho, teria força para impulsionar uma modalidade inteira. É uma avaliação sobre o alcance desses nomes, sem dados que permitam medir esse efeito. Ter um atleta conhecido no próprio meio e alcançar pessoas que nunca acompanharam o esporte são desafios de tamanhos diferentes. A comparação com ídolos como Guga e Ayrton Senna procura explicar essa capacidade de alcançar o público de fora. O peso do carisma divide as avaliações. Outra posição dá mais importância ao investimento e ao acesso às transmissões: além de conhecer os atletas, o público precisa conseguir acompanhar as competições. Conclusão O patrocínio no fisiculturismo exige combinar o desempenho esportivo com uma relação constante com o público. Os exemplos das marcas mostram investimento em competidores e em outros criadores, enquanto os valores individuais divulgados ainda são insuficientes para medir a remuneração do mercado inteiro. O esporte continua com possibilidade de formar novos ídolos e atrair pessoas além dos campeonatos. O prazo dessa renovação permanece imprevisível. Para o atleta, trabalhar a própria comunicação é uma resposta concreta à concorrência que já existe. Perguntas frequentes Como funciona o patrocínio para atletas de fisiculturismo? A marca oferece condições como dinheiro fixo, comissão ou produtos e combina o trabalho de divulgação com o atleta. O acordo pode reunir mais de uma dessas formas. Por isso, é preciso conferir tanto o que será recebido quanto as entregas exigidas. Qual é o salário de um fisiculturista patrocinado no Brasil? O pagamento depende do contrato com cada marca. Ainda faltam dados públicos para calcular uma média nacional. Isa Nunes revelou receber R$ 25 mil por mês do patrocinador principal em 2024. O valor corresponde àquela parceria e àquele período. Quanto ganha um fisiculturista iniciante? A renda varia conforme os apoios e os trabalhos que o atleta já consegue manter. A preparação traz despesas antes de existir uma carreira capaz de pagá-las. O caso de Jéssica Vilas Boas mostra que até uma atleta com resultados em competições pode continuar dependendo de outra profissão. É possível ganhar dinheiro com o fisiculturismo? Sim. Patrocínios, conteúdo, serviços e negócios próprios estão entre as fontes de receita descritas nas entrevistas. A possibilidade de viver dessas atividades depende também das despesas e da regularidade dos ganhos. Como conseguir patrocínio para um atleta? O atleta precisa mostrar como seu trabalho pode ajudar a marca a conversar com o público. Presença nas redes, capacidade de explicar e entregas bem combinadas fazem parte dessa proposta. O guia de patrocínio indicado no texto detalha como preparar a abordagem. Um atleta iniciante pode conseguir patrocínio? Pode negociar apoio de acordo com o trabalho e o público que já consegue oferecer. A parceria pode começar com produtos ou comissão, em vez de uma quantia mensal. Os resultados em competição são uma parte da apresentação, junto da comunicação e das entregas. Referências ARANHA, Nilson. Arnold Sports Festival South America 2026 supera expectativas e movimenta R$ 1,2 bilhão em negócios. MT Esporte. [S. l.], 27 abr. 2026. Disponível em: https://mtesporte.com.br/esporte/arnold-sports-festival-south-america-2026-supera-expectativas-e-movimenta-r-12-bilhao-em-negocios/. Acesso em: 2 nov. 2026. FERRARI, Rodrigo. Com retorno de Léo Stronda, Integralmedica quer ampliar presença no marketing de influência. Máquina do Esporte. [S. l.], 25 mar. 2026. Disponível em: https://maquinadoesporte.com.br/mercado/com-retorno-de-leo-stronda-integralmedica-quer-ampliar-presenca-no-marketing-de-influencia/. Acesso em: 2 nov. 2026. GRUPO SUPLEY. Atualizações do Grupo Supley: participação no Prêmio Influency-me 2026. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://br.linkedin.com/company/supley. Acesso em: 2 nov. 2026. LAGOEIRO, Fernanda. Quanto ganha um fisiculturista? Entenda valores. ge, EU Atleta. [S. l.], 18 ago. 2024. Disponível em: https://ge.globo.com/fisiculturismo/reportagem/2024/08/18/c-quanto-ganha-um-fisiculturista-entenda-valores.ghtml. Acesso em: 2 nov. 2026. MACARRONI, Matheus. Fisiculturismo está passando por uma 'fase de mudança', avalia CEO do Grupo Supley. Folha de S.Paulo, Músculo. [S. l.], 30 abr. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/musculo/2026/04/fisiculturismo-esta-passando-por-uma-fase-de-mudanca-avalia-ceo-do-grupo-supley.shtml. Acesso em: 2 nov. 2026. PODCAST SEM FILTRO. Caíque Parça - MARCAS E INFLUENCIADORES - Podcast Sem Filtro. [S. l.], 22 out. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=lPJWW-FqCR8. Acesso em: 2 nov. 2026. REDAÇÃO MÁQUINA DO ESPORTE. Arnold Sports Festival South America 2025 movimenta R$ 1 bilhão em negócios gerados. Máquina do Esporte. [S. l.], 8 abr. 2025. Disponível em: https://maquinadoesporte.com.br/mercado/arnold-sports-festival-south-america-2025-movimenta-r-1-bilhao-em-negocios-gerados/. Acesso em: 2 nov. 2026. WENNA, Matheus. Como competir no fisiculturismo? Veja por onde começar e salário. ge, EU Atleta. [S. l.], 19 jul. 2024. Disponível em: https://ge.globo.com/google/amp/fisiculturismo/reportagem/2024/07/19/c-como-competir-no-fisiculturismo-veja-por-onde-comecar-e-salario.ghtml. Acesso em: 2 nov. 2026.
  40. Cris Bastos entrou na comunidade
  41. Pokoyô respondeu a uma postagem em um tópico em Tópicos sobre nutrição
    Aqui vou ter uma rara discordância com você citando a prática do fisiculturismo..a maioria dos atletas de competição prefere aumentar calorias e carbs em dia de treino de pernas que exige mais do corpo e não em dia de treino de músculos menores como braços.
  42. Concordo com você Chemini...o limite mínimo de 10 séries semanais por grupo muscular é melhor que 6, mas precisando ou não idoso não tem muita disposição pra fazer um número grande de séries...10 é uma boa medida. Problema de dois wheys por dia não é a proteína e sim os aditivos de alimento processado que o whey é, mas não sei de estudos relacionando whey com câncer que tem aumentado muito entre jovens...e muitos jovens consomem whey diariamente.
  43. PJ Bodybuilder começou a treinar com 52 kg e lembra que braço e antebraço pareciam ter a mesma espessura. Paulo Jorge construiu a partir dali uma trajetória como fisiculturista amador, treinador e comentarista do esporte. A busca pelo cartão profissional e a passagem pela Casa dos Campeões fazem parte dessa história. As lembranças aparecem na entrevista “PAULO JORGE - Ramon não quer mais vencer? Fala PJ! - Podcast Sem Filtro”, do canal Podcast Sem Filtro. Entre as críticas a Ramon Dino e os relatos de patrocínio, PJ também explica uma escolha que mudou seus planos: voltar à cidade natal para cuidar da família depois de duas perdas. Quem é PJ Bodybuilder? Paulo Jorge é conhecido nas redes como PJ Bodybuilder. Natural de Anápolis, em Goiás, ele trabalha com treinamento e consultoria online. Nas redes sociais, publica análises de fisiculturismo, comentários sobre competições e conteúdos de treino. O começo com 52 kg e as provocações na escola Os 52 kg do começo ajudam a entender por que ele contesta a ideia de que seu físico foi um presente da genética. PJ lembra das provocações que sofria na escola e da pouca diferença de espessura entre o braço e o antebraço. A avaliação que faz de si é a de alguém que precisou se dedicar para construir massa muscular. Os títulos amadores e a busca pelo Pro Card Na entrevista de outubro de 2026, PJ se apresentou como atleta amador. Ao descrever essa trajetória, relatou dois títulos brasileiros, uma vitória no Olympia amador, uma colocação entre os três primeiros no Arnold e dois títulos regionais na categoria até 100 kg. Também lembra de ter competido na NABBA. Ele não informou os anos e as categorias dessas conquistas. O objetivo seguinte era o Pro Card, o cartão que permite passar às competições profissionais da liga correspondente. PJ conta que chegou perto de conquistá-lo várias vezes. Por isso, a vitória que relata no Olympia amador precisa ser entendida dentro dessa trajetória, separada de um título do Mr. Olympia profissional. Federações e categorias têm critérios próprios. O guia de categorias da NPC e da IFBB Pro League permite consultar as diferenças entre as divisões. A passagem pela Casa dos Campeões em 2020 PJ associa parte de seu reconhecimento à Casa dos Campeões, projeto da Max Titanium do qual participou em 2020. Renato Cariani, Júlio Balestrin e Betão, da Ironberg, estão entre as pessoas que ele lembra ao falar da iniciativa. A outra parte vinha da carreira amadora e das tentativas de conquistar o Pro Card. Receber patrocínio e quase não aparecer Uma das lembranças de PJ sobre os patrocinadores é a de receber apoio sem ser chamado com frequência para produzir conteúdo. Ele conta que morava na mesma rua da Ironberg, em São Paulo, e mesmo assim raramente participava das gravações. Chegou a brincar com um responsável pelos pedidos que a empresa devia gostar muito dele para manter o acordo nessas condições. A interpretação de PJ era que as gravações se concentravam em um grupo recorrente de pessoas. Atletas com menos exposição tinham poucas oportunidades de aparecer. Ele também reconhece que as marcas escolhem o que funciona para o próprio negócio e defende que o atleta seja o principal interessado em desenvolver seu trabalho. Para quem busca parceria, as oportunidades de aparecer e as tarefas de produção de conteúdo também precisam entrar na conversa. A diferença entre produto, comissão, pagamento fixo e produção de conteúdo está detalhada em como conseguir patrocínio fitness e manter a parceria. Por que PJ entrou na discussão com Ramon Dino? A discussão ganhou força depois do Olympia de 2026. Na versão de PJ, seu comentário inicial foi feito na página do criador de conteúdo Samu, que defendia a saída de Ramon para uma festa após a competição. PJ diz que considerava legítimo o atleta sair, mas entendia que parte dos fãs esperava ver uma reação pública mais intensa ao resultado. Ele também questionou a vontade de vencer de Ramon. O apresentador discordou dessa leitura e argumentou que temperamento e história de vida não permitiam concluir falta de empenho. Depois vieram as respostas de Vitória Viana, esposa de Ramon, e do próprio atleta, além de manifestações de outros criadores. PJ faz questão de separar a própria intervenção da de Caio Botura, com quem diz ter sido confundido por parte do público. Ele também esclarece que sua relação com Ramon era de admiração, sem uma amizade pessoal. PJ também reconhece que a repercussão trouxe vendas de consultoria. A cobrança sobre postura é uma opinião sobre o comportamento do atleta. Para entender o resultado esportivo, a análise de Ramon Dino no Olympia de 2026 aborda costas, pernas, poses e os confrontos. A saída depois do campeonato ocorreu quando a classificação já estava definida. Ao falar de amizade no fisiculturismo, PJ aponta Vitor Porto como alguém que frequentava sua casa e conversava com sua esposa. A diferença que estabelece é concreta: encontrar atletas na academia, gravar ou trocar comentários nas redes não significava, para ele, ter a mesma proximidade fora desse ambiente. O relato sobre anabolizantes e exames do coração PJ reconhece o uso de hormônios em sua trajetória e afirma que utilizava os produtos que divulgava. Também relata que atletas economizavam com outros anabolizantes para conseguir comprar GH, o hormônio do crescimento. É um relato sobre o custo de competir, sem valores que permitam calcular o gasto de uma preparação. Ao avaliar a própria genética, ele atribui a si grande tolerância a efeitos colaterais. Ele conta que fez dois ecocardiogramas em anos seguidos. O primeiro incluiu o strain, uma análise da contração do músculo do coração. Segundo PJ, ambos tiveram bons resultados. Também conta que raspa a cabeça desde os 14 anos, antes de o público associar sua aparência ao uso de hormônios. Uma revisão publicada em setembro de 2026 reuniu 40 estudos com 1.906 atletas e encontrou associação entre anabolizantes e alterações na estrutura e no funcionamento do coração. Esses dados de grupos não permitem diagnosticar PJ, mas mostram por que a percepção de suportar bem as drogas exige cautela. Os limites do acompanhamento médico para quem usa anabolizantes incluem a diferença entre um exame bom e a segurança do uso ao longo do tempo. Por que PJ voltou a Anápolis? A volta à cidade natal aconteceu depois da morte de sua mãe e da mulher que descreve como a segunda mãe de sua esposa. PJ conta que as perdas abalaram o casal e outros familiares. Diante disso, decidiu deixar São Paulo e colocar a convivência com a família à frente dos planos competitivos. Na entrevista de outubro de 2026, ele disse ter 34 anos e que completaria 35 naquele ano. Explicou que havia aberto mão das competições por alguns anos, mas ainda se via com tempo para voltar. A possibilidade de disputar novos campeonatos continuava nos seus planos. A frase que resume sua decisão é curta: “Campeonato tem todo ano”. Conclusão A história de PJ Bodybuilder começa no rapaz de 52 kg e passa pelo competidor amador, pelo treinador e pela exposição na Casa dos Campeões. Os relatos de patrocínio mostram dificuldades que ficam fora das fotos de palco. A volta a Anápolis acrescenta outra decisão à trajetória: reorganizar os planos esportivos para estar perto da família, preservando a possibilidade de competir novamente. Perguntas frequentes Quem é PJ Bodybuilder? É o nome pelo qual o fisiculturista e treinador Paulo Jorge ficou conhecido. Natural de Anápolis, em Goiás, ele trabalha com consultoria de treino online. Com quantos quilos PJ começou a treinar? PJ conta que começou a treinar com 52 kg. Ele lembra que tinha pouca massa muscular e sofria provocações na escola. PJ Bodybuilder tem Pro Card? Na entrevista de outubro de 2026, PJ se apresentou como atleta amador e contou que havia chegado perto do Pro Card várias vezes. Os títulos que relatou eram de competições amadoras. Quando PJ participou da Casa dos Campeões? PJ participou do projeto da Max Titanium em 2020. Ele associa parte de seu reconhecimento ao trabalho na Casa dos Campeões. O que PJ contou sobre seus patrocínios? Ele relatou que recebia apoio, mas quase não era chamado para gravar. Isso acontecia mesmo morando na mesma rua da Ironberg, em São Paulo. PJ e Ramon Dino eram amigos? PJ descreveu sua relação com Ramon como admiração, sem amizade pessoal. Para ele, encontrar alguém na academia e interagir nas redes era diferente de conviver fora desse ambiente. Por que PJ voltou a Anápolis? Segundo PJ, as mortes de sua mãe e da pessoa que descreve como a segunda mãe de sua esposa motivaram a volta. Ele priorizou a família e preservou a possibilidade de competir novamente. Referências CNN BRASIL. Ramon Dino é alvo de críticas e abre o jogo após derrota no Mr. Olympia. CNN Brasil. [S. l.], 1 out. 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/ramon-dino-e-alvo-de-criticas-e-abre-o-jogo-apos-derrota-no-mr-olympia/. Acesso em: 31 out. 2026. FERNANDES, Matheus de Medeiros et al. Duration-Dependent Cardiac Effects of Anabolic-Androgenic Steroid Use in Strength-Trained Athletes: A Systematic Review and Meta-Analysis. Echocardiography, [S. l.], v. 43, n. 9, art. e70611, set. 2026. DOI: 10.1111/echo.70611. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42672095/. Acesso em: 1 nov. 2026. IFBB PROFESSIONAL LEAGUE. IFBB PRO Card. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.ifbbpro.com/procard/. Acesso em: 2 nov. 2026. PODCAST SEM FILTRO. PAULO JORGE - Ramon não quer mais vencer? Fala PJ! - Podcast Sem Filtro. [S. l.], 6 out. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=uY_MkhNnY-I. Acesso em: 1 nov. 2026.
  44. @Yoka, fico muito contente em ler isso. Parar com a voz já dando sinal foi a decisão mais importante de todo o tópico. Fica só uma dica prática para quem passou pelo mesmo. Pele, oleosidade, ciclo menstrual e libido costumam voltar ao normal em semanas ou poucos meses depois da parada. A voz é a exceção. Se ela ainda falha, cansa no fim do dia ou não alcança os agudos de antes, vale uma avaliação com otorrinolaringologista, com exame das pregas vocais, e depois acompanhamento com fonoaudiólogo especializado em voz. A alteração estrutural não regride sozinha, mas a fonoterapia ajuda muito a ganhar controle, a estabilizar a altura da voz e a evitar que o esforço para compensar acabe gerando outro problema, como nódulo ou fadiga vocal crônica. E sobre o shape, um pouco de volume e de retenção pode ir embora nas primeiras semanas, mas a maior parte do que você construiu em anos de treino fica, desde que treino e dieta continuem bem feitos. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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