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Caroço no glúteo durante ciclo stano injetável
Be47, vou direto ao seu caso porque tem uma coisa no seu relato que muda a conduta, e ela precisa ser dita hoje e não depois. Você descreveu que o inchaço voltou e que agora ele está macio, e que ao afundar o dedo você sente o carocinho por baixo. Área macia que cede ao dedo, depois de um episódio que começou com febre, dor e calor, é o quadro que os médicos chamam de flutuação, e flutuação significa líquido acumulado ali dentro. Pode ser uma coleção estéril, aquele conteúdo inflamatório que o corpo encapsulou, ou pode ser abscesso. Não dá para diferenciar pelo tato, nem por aqui. Isso se resolve com um ultrassom da região, que é exame barato, rápido e sem nenhum desconforto, e é o que eu faria esta semana. E tem uma parte que eu preciso te pedir para parar de fazer. Você contou que sentiu o caroço no banho e massageou para tentar desfazer, e logo depois inchou muito em volta. Essa sequência não é coincidência. Massagear uma coleção encapsulada é justamente o que rompe a parede que o corpo construiu e espalha o conteúdo pelo tecido em volta. Se for abscesso, isso é a forma clássica de transformar um problema localizado em algo bem maior. Então: nada de massagem, nada de apertar, nada de tentar drenar em casa. Coleção formada não sai com massagem, com gelo, com compressa quente nem com pomada, e a única coisa que resolve é drenagem feita por médico, se for o caso. Sobre a febre no terceiro dia, ela vale mais do que você deu a ela. Febre é sinal sistêmico, quer dizer que a reação passou do local para o corpo inteiro. O fato de ter passado no dia seguinte não descarta nada, apenas mostra que o organismo cercou a coisa. E foi exatamente isso que sobrou como caroço. Agora, a parte mais interessante, porque você mesmo identificou a variável e não percebeu. Você disse que a única coisa diferente foi ter usado agulha 25x7 no lugar da 30x7 que costuma usar. Repare que o calibre é o mesmo nas duas, o sete. O que mudou foi o comprimento: uma tem vinte e cinco milímetros e a outra trinta. Cinco milímetros parece nada, mas no glúteo, atravessando pele e gordura, eles decidem se o líquido vai parar dentro do músculo ou logo acima dele, no subcutâneo. E o stanozolol injetável não é uma solução em óleo, é uma suspensão de cristais em água. Cristal depositado no músculo já incomoda. Cristal depositado no tecido gorduroso, que tem circulação bem pior, é a receita exata de inflamação intensa, caroço persistente e abscesso estéril. Ou seja, é bem provável que a sua aplicação de duas semanas atrás simplesmente não tenha chegado no músculo. Volte para a agulha de trinta milímetros. O que fazer daqui em diante, na prática. Ultrassom da região. Não aplicar mais nada naquele glúteo até isso estar resolvido, e usar o outro lado enquanto isso. E ir ao pronto socorro no mesmo dia se voltar febre, se a vermelhidão começar a se espalhar, se aparecer uma linha vermelha subindo pela perna ou pelo tronco, se sair secreção, ou se a dor voltar a piorar em vez de melhorar. Você comentou que está prestes a fazer uma viagem, e é justamente por isso que eu resolveria isso antes de sair de casa, e não depois. Uma observação que vale para o tópico inteiro, já que ele acumula sete anos de gente com o mesmo problema. Caroço de stano é comum e na maioria das vezes é só inflamação pelos cristais, some sozinho e não vira nada. Isso é verdade e não adianta apavorar ninguém. Mas existe uma linha clara entre as duas situações, e ela é fácil de decorar. Enquanto a área está dura, quente e dolorida, é inflamação, e o tempo resolve. Quando ela fica mole e cede ao dedo, quando aparece febre, ou quando piora depois de já ter melhorado, deixou de ser inflamação e virou coleção. A primeira se espera, a segunda se leva ao médico. É essa diferença que faltava neste tópico. E, para reduzir a chance de isso se repetir: rodízio rigoroso de local, agulha com comprimento suficiente para o seu percentual de gordura, aplicação bem lenta por se tratar de suspensão, e nunca repetir o mesmo ponto enquanto ele ainda estiver sensível da vez anterior. Músculo já inflamado responde muito pior na segunda aplicação, e é assim que a maioria dos casos graves começa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Proviron solo realmente causa efeito no shape?
A sua pergunta ficou sem resposta e ela merece uma, porque o proviron é provavelmente a substância mais mal compreendida desse meio. A resposta curta é não. Proviron solo praticamente não muda o shape. Ele é derivado da diidrotestosterona e tem ação androgênica razoável, mas ação anabólica muito fraca. Ou seja, ele dá sensação, e não tecido. As pessoas relatam mais disposição, mais libido, mais agressividade no treino e uma impressão de estar mais firme, e depois olham a fita métrica e a carga e não mudou nada. Aquela fama de deixar seco e endurecido tem uma explicação que quase ninguém conta. O proviron quase sempre é usado junto com testosterona, e nesse contexto ele faz duas coisas úteis: reduz um pouco a conversão em estrogênio e se liga fortemente à SHBG, que é a proteína que carrega e sequestra a testosterona no sangue. Ao ocupar a SHBG, ele libera mais testosterona livre da que já está circulando. Repare na lógica: ele melhora o aproveitamento de uma testosterona que veio de fora. Sozinho, não existe essa testosterona extra para liberar. E aqui está o ponto que quase todo mundo erra e que é o motivo principal de eu ter escrito. Existe a crença de que proviron solo não suprime, por não ser um esteroide de verdade. Ele suprime, sim. O corpo lê androgênio circulando e desliga a própria produção do mesmo jeito. Então o que você teria é o pior negócio possível do catálogo: eixo suprimido, testosterona natural caindo, e ganho de massa perto de zero em troca. Muita gente termina um período de proviron solo com testosterona livre menor do que tinha antes, sentindo se mal e sem entender o motivo. Sobre o fígado, uma nuance justa: ele não é alquilado como os orais clássicos, então é bem menos agressivo nesse aspecto do que stano ou dianabol. Isso é verdade. Só que fígado não é o único órgão da conta, e é aí que entra o seu caso. Se eu não estiver enganado, você é o mesmo que abriu o tópico sobre ter um rim só e perguntou se durateston prejudicaria. Se for você, esta parte vale mais que todo o resto. Derivados de DHT como o proviron não aromatizam, ou seja, não geram estrogênio. E o estrogênio é justamente o que protege o perfil de colesterol em homem. Na prática, essa família de substâncias tende a derrubar o HDL de forma marcante, mais até que a testosterona. Colesterol ruim, ao longo dos anos, é doença de vaso, e doença de vaso num rim solitário significa perder função do único rim que você tem. Some a isso a pressão arterial, que é o item que eu te disse para vigiar acima de tudo. Ou seja, para você especificamente, esse é o tipo de substância com a pior relação entre o que oferece, que é quase nada de músculo, e o que cobra. E tem o argumento mais simples de todos. Em janeiro você tinha sete meses de treino e estava colhendo resultado seguindo a dieta na risca. Agora deve estar em torno de um ano. Essa é exatamente a fase em que o corpo mais responde sozinho, e você ainda tem anos dela pela frente. Não faz sentido gastar supressão do eixo com algo que não constrói músculo. Se em algum momento você quiser mexer nisso, mesterolona é medicamento registrado e existe legalmente em farmácia com receita, prescrito para hipogonadismo. Ou seja, dá para ter essa conversa com um endocrinologista de verdade, com exame antes e depois. No seu caso, com um rim só, eu não teria essa conversa em outro lugar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Para definir abdome qual é essencial? Exercícios ou dieta ?
A resposta do título é dieta, mas do jeito que costuma ser dita ela fica incompleta e não ajuda ninguém. Vale destrinchar, porque este tópico é procurado por muita gente com a mesma dúvida. Abdômen definido não é um músculo que aparece por ter sido treinado. Ele já está lá, em todo mundo, desde sempre. O que decide se dá para vê lo é a espessura da gordura por cima, e gordura só sai com déficit de calorias, ou seja, dieta. Abdominal serve para engrossar o músculo, o que ajuda a ele aparecer com um pouco menos de esforço, e serve para o tronco ficar forte. O que ele não faz é queimar gordura da barriga. Não existe emagrecimento localizado, e é por isso que fazer mil abdominais em cima de uma dieta desregrada nunca deu certo para ninguém. E tem uma parte que ninguém fala e que evita muita frustração: o formato é genético. A quantidade de gomos, se são seis ou oito, se estão alinhados ou tortos, depende de como são as divisões de tecido dentro do músculo, e isso vem de nascença. Dá para deixar mais espesso e dá para revelar. Não dá para mudar o desenho. Agora, Douglas, o seu caso especificamente, porque a resposta estava na sua própria lista. Você pergunta como definir a barriga e diz que toma maltodextrina. Maltodextrina é carboidrato puro, de absorção rápida, com índice glicêmico ainda maior que o do açúcar de mesa. Ela existe para quem precisa de caloria líquida fácil, atleta de endurance, quem está em bulk e não consegue comer. Para quem quer secar, é dinheiro gasto para atrapalhar. Só isso, somado ao whey, costuma dar umas trezentas a quatrocentas calorias por dia que ninguém contabiliza porque bebida não parece comida. Tire a malto e você já mudou o jogo sem mudar mais nada. O BCAA também pode sair. Quem toma whey e come proteína nas refeições já ingere de sobra os aminoácidos que estão no BCAA, em quantidade muito maior. Ele não faz mal, só não faz nada. Nesse ponto, o que o Miguel sugeriu de incluir um polivitamínico é bem mais útil. Olhando a sua alimentação: pão com queijo, salgado integral de frango, frango com arroz no almoço e a mesma coisa no jantar, mais suco duas vezes. Falta legume, falta verdura e falta fibra em quase tudo. E o suco natural, mesmo sem açúcar, é caloria líquida que não sacia, ao contrário da fruta inteira. Trocar os dois sucos por fruta e água já corta calorias e aumenta a saciedade no mesmo movimento. O Miguel acertou em cheio ao sugerir legumes, feijão e arroz integral. Sobre os três quilos numa semana de treino que te assustaram: isso não é gordura nem músculo. Nenhum dos dois se move nessa velocidade. É glicogênio e água, e a creatina que você toma puxa água para dentro do músculo justamente assim. É um efeito esperado, ele estabiliza, e não significa nada sobre a sua gordura. Preciso corrigir três coisas que foram ditas aqui, porque elas são das crenças mais teimosas que existem e fazem gente sofrer à toa. A primeira é evitar carboidrato depois das dezoito ou vinte horas para acelerar a perda de gordura. Isso não se confirma. O corpo não tem relógio, ele tem balanço de calorias no fim do dia. Comer carboidrato à noite não engorda mais, e para quem treina à noite ele é justamente onde ajuda mais, inclusive no sono. A segunda é o aeróbico em jejum de oito horas ser superior. Durante o exercício em jejum você usa mais gordura como combustível, mas o corpo compensa no resto do dia e a queima de 24 horas fica igual. Faça no horário em que conseguir manter a constância, que é o que decide de verdade. A terceira é o jejum intermitente como estratégia metabólica. Ele funciona para quem come menos ao concentrar as refeições numa janela menor. Se a pessoa come as mesmas calorias, o resultado é o mesmo. É uma ferramenta de organização, e não um acelerador. Uma pergunta que ficou de fora: você mencionou uma cirurgia que te afastou quase cinco meses. Se foi cirurgia abdominal ou hérnia, isso muda quais exercícios de abdômen fazem sentido e a partir de quando, então vale contar. E, aproveitando, uma resposta atrasada para a Silvia, que perguntou aqui sobre lipostabil e acabou não sendo respondida. Lipostabil é fosfatidilcolina injetável, e a aplicação dela para dissolver gordura foi proibida pela Anvisa no Brasil, justamente por falta de comprovação de eficácia e por relatos de reações graves no local, com inflamação intensa e até necrose. Se você ainda passa por aqui, o recado é: não repita as aplicações e procure um médico se tiver qualquer área endurecida, dolorida ou avermelhada. Massagem e drenagem não resolvem o que esse produto pode causar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Cláudio Chamini reputou uma resposta no tópico:
Para definir abdome qual é essencial? Exercícios ou dieta ?
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Cláudio Chamini reputou uma resposta no tópico:
Para definir abdome qual é essencial? Exercícios ou dieta ?
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Cláudio Chamini reputou uma resposta no tópico:
Para definir abdome qual é essencial? Exercícios ou dieta ?
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Cláudio Chamini reputou uma resposta no tópico:
Para definir abdome qual é essencial? Exercícios ou dieta ?
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Cláudio Chamini reputou uma resposta no tópico:
Para definir abdome qual é essencial? Exercícios ou dieta ?
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Como saber se o produto da grifo é original?
Lina, a resposta direta é que não dá para saber, e o motivo é mais definitivo do que parece: não existe um original com o que comparar. Medicamento legalizado no Brasil é obrigado a trazer, na caixa, o número de registro na Anvisa, o CNPJ do fabricante, o lote, a data de fabricação e a data de validade. Não é opcional. Um produto que não traz validade não é um medicamento com registro que veio mal impresso, é um produto que nunca passou por esse caminho. Ou seja, a ausência que você notou já responde a sua pergunta. Não tem como ser original porque não há laboratório registrado por trás. Duas checagens que você pode fazer sozinha em cinco minutos, e que valem para qualquer marca que apareça. Procure o número de registro no site da Anvisa, na consulta de medicamentos. E jogue o CNPJ impresso, se houver algum, na consulta de CNPJ da Receita Federal. Quando não existe registro nem empresa, acabou a dúvida. E a sugestão de confiar no revendedor não resolve, porque ele não fabrica nada. Ele recebe a caixa pronta do mesmo jeito que você, e sabe tanto quanto você sobre o que tem lá dentro. Confiança em quem vende não é informação sobre o conteúdo. Agora o ponto que importa de verdade para você, e que não é a esterilidade nem a validade. Comprimido feito em fundo de quintal quase nunca é uma cápsula vazia. O problema é outro: a oxandrolona é uma das matérias primas mais caras que existem nesse mercado, e é justamente por isso que ela é das mais falsificadas. O golpe mais comum não é vender cápsula sem nada, é vender outra substância dentro, normalmente uma bem mais barata, como stanozolol ou dianabol. Repare no que isso significa para uma mulher. Você escolheu oxandrolona provavelmente porque ela é a mais branda e a mais previsível para o público feminino. Se dentro da cápsula estiver stanozolol, você vai estar usando uma substância bem mais androgênica, achando que está protegida, e vai descobrir o engano pelos efeitos. E os que aparecem primeiro são justamente os que não voltam atrás, que são voz mais grossa e crescimento de clitóris. É por esse motivo, e não pelo dinheiro perdido, que procedência importa tanto no seu caso. Dois sinais que costumam denunciar produto trocado. Colateral forte e rápido com dose baixa, principalmente pelo, acne, oleosidade e mudança de voz nas primeiras semanas. E o oposto, um ciclo inteiro sem sentir absolutamente nada, nem colateral nem resultado, que indica cápsula sem princípio ativo. Nos dois casos, a conduta é parar, não é aumentar a dose. E existe um caminho melhor que ninguém mencionou. Oxandrolona tem apresentação registrada e vendida em farmácia no Brasil, com receita, e também pode ser manipulada em farmácia de manipulação licenciada. Ou seja, dá para ter esse produto com rastreabilidade, lote e validade, passando por um médico. Vai custar mais caro e vai dar mais trabalho, e ainda assim é a única versão dessa história em que você sabe o que está tomando. Considerando o que está em jogo para uma mulher, essa diferença me parece valer muito o incômodo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Queda de cabelo pós-ciclo (oxandrolona 8mg) + Crossfit
Letícia, tem uma coisa na sua lista de medicações que ninguém comentou e que pode ser metade da explicação: ferro 400mg. Quem toma ferro é porque tem, ou teve, falta de ferro. E deficiência de ferro é uma das causas mais comuns de queda de cabelo em mulher, tão comum que muita dermatologista pede ferritina antes de qualquer outra coisa. E tem um detalhe que quase ninguém sabe: para o cabelo, não basta a ferritina estar dentro da referência do laboratório. Ela costuma ser considerada normal a partir de valores bem baixos, mas o folículo capilar só volta a trabalhar direito com ela bem acima disso. Muita mulher passa anos com hemograma normal, ferritina de 12 e cabelo caindo, ouvindo que está tudo bem. Você deixou em branco o campo de exames recentes. Eu começaria por aí, e pediria ferritina, hemograma, TSH e T4 livre, vitamina D e zinco. Antes de escolher medicação, saber o que está faltando muda tudo. Agora, sobre a queda em si, e aqui vem a parte que eu acho que vai te acalmar bastante. O padrão que você descreveu tem nome e ele é bem específico: queda leve durante, e uma explosão que começa logo depois, a ponto de assustar ao lavar o cabelo. Isso é a cara do eflúvio telógeno, que é quando um susto no corpo, e mudança hormonal é um susto e tanto, empurra de uma vez um monte de fios para a fase de queda. Eles não caem na hora do gatilho, caem algumas semanas depois, todos juntos. É por isso que parece que piorou justamente quando você parou. A diferença de prognóstico é enorme e é a razão de eu insistir nisso. Eflúvio telógeno é autolimitado e reversível. Ele costuma durar de três a seis meses e o cabelo volta ao longo dos seis a nove meses seguintes. Não é a mesma coisa que rarefação androgenética, que é lenta, progressiva e se concentra no alto da cabeça e na risca. Pelo que você contou, a queda foi súbita e volumosa, o que aponta muito mais para a primeira. Você está no meio de um processo com prazo, e não numa perda definitiva. O que não quer dizer para cruzar os braços. Quer dizer que a conduta certa agora é corrigir as carências, comer o suficiente e esperar, e não empilhar medicação em cima da ansiedade. Sobre a espironolactona, um ajuste no que te disseram e depois a minha opinião. Ela não age impedindo a conversão em DHT, o que ela faz é bloquear o receptor de androgênio. E é justamente por isso que o seu medo é legítimo: esse receptor é o mesmo no folículo, no músculo e em todo o resto do corpo. Ela não distingue couro cabeludo de coxa. Ou seja, não existe versão dela que proteja só o cabelo. Fora isso, ela é diurética, exige acompanhar potássio, e exige contracepção segura enquanto se usa. No seu caso, com uma queda que tem toda a cara de ser temporária e com ferro na jogada, eu não entraria com ela agora. Sobre o minoxidil, o Foston levantou o efeito shedding e isso merece um cuidado. Esse aumento de queda no início é real, mas ele acontece nas primeiras semanas de quem começa o minoxidil. Você já usava durante o ciclo, então o tempo não bate, a não ser que a dose tenha mudado por perto. De qualquer forma, ele está certo no essencial: não pare por conta e dê tempo. Cabelo responde em meses, não em semanas, e julgar tratamento capilar por uma semana é o caminho mais rápido para a frustração. E o comentário dele sobre usar as duas vias vale conversar com o seu médico, porque o minoxidil oral em mulher tem efeito próprio e crescimento de pelo em outros lugares é comum. Uma coisa que ninguém tocou e que eu acho importante juntar. Você treina crossfit todos os dias, está querendo baixar o percentual de gordura, toma ferro e teve queda de cabelo. Esse conjunto é clássico de baixa disponibilidade de energia, ou seja, comer menos do que o treino exige por um tempo prolongado. O corpo corta gastos, e cabelo é dos primeiros itens que ele corta. Então, se a sua ideia agora é apertar mais a dieta, esse é o pior momento possível para isso. Eu faria o contrário por uns dois meses: comer no nível da manutenção, com proteína adequada, corrigir o ferro, e só depois pensar em déficit, e devagar. Sobre as suas outras perguntas. Sim, é totalmente viável somar musculação ao crossfit, e glúteo e posterior de coxa são exatamente os pontos que o crossfit deixa de lado. Duas sessões por semana, em dias em que o treino de crossfit não seja de perna pesada, resolvem bem. Terra romeno, elevação pélvica com barra, mesa flexora e afundo cobrem quase tudo o que você precisa. E vale dizer: musculação três vezes por semana com carga progressiva provavelmente vai te dar mais mudança de forma do que o ciclo que você acabou de fazer. Por fim, o que você comentou de não ter tido resultado muito importante com a oxandrolona, mesmo treinando todos os dias. Isso combina com o cenário de comida insuficiente que descrevi acima, e também com a possibilidade que o Foston levantou sobre a procedência do produto. Nos dois casos, a lição é a mesma: o próximo passo não é outro ciclo. E procure uma dermatologista com foco em cabelo. Com ferritina na mão e esse histórico, ela resolve isso muito melhor do que a gente por aqui. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Caroço após aplicação de stano
Primeiro, o que provavelmente aconteceu, porque isso já te tira um peso. O stanozolol injetável não é uma solução em óleo, é uma suspensão de cristais em água. Esses cristais não se dissolvem, eles ficam depositados no músculo e o corpo reage a eles como reagiria a qualquer corpo estranho, com inflamação. É por isso que o quadro clássico do stano é exatamente o que você descreveu: aplicou e não senti nada, e dois dias depois apareceu um caroço grande e muito dolorido. Isso é inflamação estéril, é característica do produto e acontece com gente que fez a assepsia perfeita. Ou seja, provavelmente você não errou nada. Agora, o que eu não deixaria passar no seu relato, e é o motivo principal de eu estar escrevendo. Você está tomando nimesulida. Isso muda a leitura de tudo o que você está usando para se tranquilizar. Anti inflamatório mascara justamente os dois sinais que diferenciam inflamação estéril de abscesso, que são a dor e a febre. Quando você diz que já não sente tanta dor, essa informação vale menos do que parece, porque parte disso é o remédio. E o seu quadro tem um detalhe que merece atenção: uma semana depois, a área continua quente e endurecida. Calor que persiste por sete dias é o sinal que eu mais vigiaria, e ele fica mais difícil de interpretar com nimesulida em cima. Então a conduta que eu sugiro é: pare a nimesulida por uns dois dias e veja como a área se comporta sem ela. Se sem o remédio a dor voltar forte, a região crescer, ficar mais vermelha, aparecer febre ou calafrio, ou você sentir uma sensação de líquido embaixo da pele quando aperta, isso é pronto socorro no mesmo dia. Abscesso não se resolve com compressa nem com antibiótico de balcão, ele precisa ser drenado, e quanto mais tarde pior. Outro sinal que exige ir na hora é uma linha vermelha subindo do local em direção ao tronco, que é infecção caminhando pelo sistema linfático. E existe um segundo motivo, independente do caroço, para você tirar a nimesulida dessa história. Ela é dos anti inflamatórios com pior fama para o fígado, tanto que foi retirada do mercado em vários países justamente por isso. E o stanozolol é dos anabolizantes mais agressivos para o fígado que existem, inclusive na versão injetável, porque a molécula é a mesma da oral e continua sendo alquilada. Muita gente acredita que injetável poupa o fígado, e no caso específico do stano isso não é verdade. Ou seja, você está somando duas coisas hepatotóxicas ao mesmo tempo. Se precisar de anti inflamatório, converse com um médico sobre uma alternativa, e aproveite para pedir enzimas hepáticas. Umas coisas práticas para as próximas aplicações, já que você ainda está na terceira semana. Rodízio de local sem exceção, e nunca repetir o mesmo ponto na mesma semana, porque músculo já inflamado reage muito pior na segunda vez. Prefira massa muscular grande, glúteo ou vasto lateral, e evite deltoide para o stano, que é onde mais dá esse problema pelo pouco volume disponível. Agulha mais calibrosa ajuda, como o Nlear falou, porque cristal entope agulha fina e sai empurrado com pressão, o que espalha e machuca mais. E aplicar bem devagar, contando os segundos, faz diferença real com suspensão aquosa. Sobre o que o Batata sugeriu de fracionar o enantato em duas aplicações semanais, é uma boa ideia e eu faria, só que não pelo caroço. É porque nível mais estável significa menos oscilação e menos conversão a estrogênio ao longo da semana. Nesse ponto ele está certíssimo. Uma última observação, sem cobrança. Você aplica stano três vezes por semana e enantato uma, na terceira semana de uso, e a pergunta sobre exames não apareceu no tópico. Perfil lipídico, enzimas do fígado e hemograma valem tanto quanto qualquer detalhe de aplicação, e o stano é dos que mais derrubam o HDL. Se ainda não fez, faça agora, para pelo menos ter um retrato do meio do caminho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Hipertrofia Axilar? Há músculo nas axilas?
Tópico antigo, mas ele ficou pela metade e a parte que faltou é justamente a que responde a pergunta que o autor fez, que era se havia motivo de preocupação. Sim, existe músculo na axila. A parede da frente dela é formada pela borda do peitoral maior, a de trás pelo grande dorsal e pelo redondo maior, e a parte de dentro pelo serrátil anterior. Quem treina costas com carga desenvolve justamente essas bordas, e elas ficam palpáveis. Até aí, a resposta que o pessoal deu está certa. Só que tem um detalhe no post original que ninguém pegou e que muda a conversa: ele sentiu dos dois lados, mas de um lado bem maior que do outro. Assimetria é a palavra chave, e ela abre duas possibilidades bem diferentes. A primeira é anatômica e é bonita de conhecer. Existe uma variação chamada arco axilar de Langer, que é uma tira extra de músculo que sai do grande dorsal e atravessa a axila indo em direção ao peitoral. Ela aparece em algo perto de sete por cento das pessoas, é totalmente benigna, e tem duas características que batem exatamente com o relato: costuma ser de um lado só, ou bem mais evidente de um lado, e passa a vida inteira despercebida até a pessoa desenvolver as costas e começar a sentir uma faixa firme ali. Ou seja, treino não criou nada, só tornou visível o que já existia. A segunda possibilidade é a que precisa ser dita, porque foi a pergunta que o autor fez. A axila é cheia de gânglios linfáticos. Um caroço palpável na axila, principalmente de um lado só, é gânglio até que se prove o contrário, e isso é assunto de médico e não de fórum. Na esmagadora maioria das vezes não é nada grave, é reação a uma infecção, uma unha encravada, um corte, uma foliculite de depilação. Mas essa é uma daquelas situações em que a resposta certa não é o palpite mais provável, é a checagem. E dá para separar as duas coisas em casa, pelo menos como primeira triagem. Músculo muda quando contrai: encoste a mão na região e puxe o braço contra o corpo com força, ou empurre contra a parede. A tira endurece, muda de forma e continua presa ao movimento. Gânglio não faz nada disso. Ele é uma bolinha ou um caroço arredondado que rola sob os dedos, independente de você contrair ou não, e não muda de consistência com o esforço. Se for esse o caso, ou se houver dor persistente, crescimento, endurecimento tipo pedra, febre ou perda de peso sem explicação, é consulta e ponto. Uma última coisa, sobre a sugestão de fazer menos barra e menos remada caso a pessoa não goste do resultado estético. Eu não faria isso. O grande dorsal é o músculo que dá largura ao tronco e é o que mais melhora a impressão da cintura de qualquer pessoa. Abrir mão dele por causa de uma prega na axila é trocar algo grande por algo mínimo. Se o incômodo for real e for o arco de Langer, ele não some com menos treino, porque ele não veio do treino, e a única coisa que muda de verdade nessa região é o percentual de gordura.
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Anabolizante durateston pode causar reação alérgica?
Esse tópico tem sete anos e a resposta da pergunta está na bula do produto, mas ninguém chegou nela. E ela também explica o que o Branquinho e o Felipe descreveram, então vale escrever mesmo tanto tempo depois. Primeiro, uma correção necessária. Foi dito aqui que a testosterona da durateston é sintética e não é igual à testosterona que o corpo produz. Não é bem assim. A molécula é exatamente a mesma. O que se faz em laboratório é pendurar nela uma cadeia lateral, o éster, que serve só para atrasar a liberação e fazer a aplicação durar dias em vez de horas. Dentro do corpo, enzimas cortam esse éster e o que sobra é testosterona idêntica à sua. A durateston tem quatro ésteres diferentes justamente para escalonar essa liberação. Ou seja, alergia à testosterona em si praticamente não existe, e não faria sentido o corpo reagir contra um hormônio que ele fabrica todo dia. O problema nunca foi o hormônio. É o que vem junto com ele no frasco. A durateston é dissolvida em óleo de amendoim, e leva álcool benzílico como conservante. Isso está escrito na bula, inclusive com contraindicação expressa para quem tem alergia a amendoim. Então a resposta correta para a pergunta original é: existe risco de reação alérgica, sim, e ele vem do veículo, não do princípio ativo. E vale dizer que alergia a dipirona não prevê nada sobre alergia a óleo de amendoim, não há relação entre as duas, então esse medo específico não se sustenta. O que faria sentido, no lugar dele, é perguntar se você tem alergia a amendoim. Isso muda também a leitura dos relatos que vieram depois. Branquinho, febre por três dias a cada aplicação, vermelhidão, dor extrema, ficar mancando uma semana, e um caroço que demora dias para dispersar, tudo isso reproduzindo sempre com a durateston e não acontecendo com a deposteron, é um quadro bem sugestivo de reação ao veículo, e não à testosterona. A deposteron usa outro óleo, e é por isso que ela passa lisa em você. Felipe, o seu relato é praticamente o mesmo. E aqui vem a parte que eu preciso dizer com clareza, porque ela é séria. Continuar aplicando uma substância que te dá febre sistêmica toda vez é a receita para a reação piorar. Reação alérgica costuma escalar com a repetição da exposição, e a versão grave dela é a que fecha a garganta. O que parece um incômodo suportável hoje não é garantia do que acontece na décima vez. Quem tem esse quadro precisa de avaliação com alergista, e não de trocar o local de aplicação. Já que estamos nisso, vale separar as coisas, porque quase todo mundo confunde. Reação alérgica de verdade dá coceira, urticária, manchas espalhadas pelo corpo longe do local da aplicação, inchaço de rosto ou de lábio, chiado e falta de ar. Isso é emergência. Inflamação de aplicação é local: dor, calor, vermelhidão e endurecimento só ali, e melhora sozinha em alguns dias. E existe uma terceira coisa que é infecção, que aparece mais tarde, com pus, febre e piora progressiva, e essa é caso de médico e não de compressa. Febre que se repete a cada aplicação, sempre no mesmo padrão, não é infecção, é reação. Duas observações práticas para quem chegar aqui pelo mesmo motivo. Óleo de amendoim é o veículo mais associado a esse tipo de história, e existem produtos com outros óleos, o que costuma resolver. E concentração alta com muito álcool benzílico, comum em produto de fabricação clandestina, dói e inflama muito mais do que produto de farmácia, então dor absurda com caroço persistente às vezes é só isso, um veículo agressivo. Felipe, você comentou que nem sente o resultado que a durateston deveria dar. Isso, somado à dor toda, aponta bem mais para o frasco do que para o seu corpo. E o conselho que fecha, para quem tem histórico de alergia a medicamento e está pensando em usar anabolizante: essa é uma conversa para ter com médico antes, e não depois. Não pela burocracia, mas porque é ele quem tem como confirmar a alergia, checar contraindicação de bula e ter no consultório o que resolve uma reação grave. Ninguém quer descobrir que era alérgico ao veículo sozinho em casa, com a agulha ainda na mão. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como deixar de ser falsa magra aos 45 anos?
Li o tópico do começo ao fim e ele é um dos bons daqui, um ano inteiro de acompanhamento, com o Batata no treino e a Sussu na dieta, e você respondendo tudo, ajustando, voltando para contar. Só que tem uma pergunta que você fez no primeiro post e que se perdeu no caminho. Ninguém chegou a respondê la de verdade, e ela é a mais importante que você trouxe. Você contou que o seu ginecologista prescreveu testosterona em gel a 0,2 por cento porque você anda muito cansada, desanimada para qualquer esforço, com tristeza no período pré menstrual, dificuldade de ganhar massa e facilidade de acumular gordura no abdômen. Depois disso, o tópico virou treino e dieta, e o gel nunca mais foi discutido. Esse conjunto de sintomas, aos 45 anos, tem um nome antes de ter uma medicação, e é perimenopausa. É a fase em que o estrogênio começa a oscilar e cair, e ela explica com precisão quase tudo o que você descreveu: o cansaço, o humor pesado antes de menstruar, a gordura migrando para o abdômen e o músculo ficando mais difícil de construir. Ou seja, os seus sintomas são reais e têm causa. A questão é que testosterona não é a primeira resposta para essa fase, e sim uma peça que às vezes entra depois, quando o resto já foi investigado. E o resto quase nunca é investigado. Antes de qualquer gel, eu pediria três coisas, e insisto especialmente na primeira. Ferritina. Mulher de 45 anos que ainda menstrua é o grupo em que a falta de ferro é mais comum e mais ignorada do mundo, e o sintoma principal dela é exatamente esse: cansaço, desânimo, falta de disposição para treinar, sensação de estar sempre no limite. E o detalhe cruel é que dá para ter ferritina no chão com hemoglobina normal, ou seja, o hemograma vem escrito normal e ninguém desconfia de nada. Se for esse o seu caso, o tratamento custa pouco, o efeito é grande e não envolve hormônio nenhum. Peça ferritina, e não só hemograma. Tireoide, com TSH e T4 livre. Hipotireoidismo é muito frequente em mulher nessa faixa e produz o mesmo quadro de cansaço, desânimo, ganho de gordura e dificuldade de treinar. E vitamina D e B12, que são baratas, comuns de estarem baixas e igualmente ligadas a cansaço e humor. Sobre o gel em si, duas observações práticas, caso você tenha seguido com ele. Testosterona manipulada em gel tem dose bem menos previsível do que a gente imagina, porque a absorção pela pele varia muito de pessoa para pessoa e de dia para dia, então acompanhar por exame é obrigatório, e não opcional. E existe um detalhe que quase ninguém avisa: gel de testosterona passa por contato de pele. Você tem dois adolescentes em casa. Aplicar em área coberta por roupa, lavar bem as mãos depois e evitar contato direto na região da aplicação por algumas horas não é exagero, é a orientação de bula, justamente por causa de casos de exposição de crianças e de outras pessoas da casa. Agora, o pedaço bonito da história, que é o que você mesma escreveu no primeiro post sem perceber o peso: malho há dez anos sem ver resultado, e nunca pesei o que como. Um ano depois, com comida medida e treino bem montado, o tópico virou outra coisa. O que estava faltando não era hormônio, era método. E isso continua valendo mesmo que você trate a perimenopausa. Uma última coisa que ninguém mencionou e que, aos 45, eu não deixaria de fora: peça uma densitometria óssea de base. A queda de estrogênio dessa fase é o principal fator de perda de massa óssea na vida de uma mulher, e ter um exame de referência agora vale muito lá na frente. A boa notícia é que o melhor remédio contra isso é exatamente o que você já faz, treino de força com carga progressiva, agachamento, terra e afins. Você já está fazendo a parte certa, só falta ter o número para acompanhar. Se ainda passar por aqui, conta como ficou essa história do gel e como você está hoje. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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libido baixa (estradiol alto?)
Antes de você tomar qualquer anastrozol, tem uma coisa no seu exame que precisa ser dita, porque ela pode inverter a conduta inteira. Esse estradiol de 66 foi dosado por quimioluminescência. Esse método é um imunoensaio, e em homem ele é reconhecidamente pouco confiável, porque sofre interferência de outras substâncias do soro e tende a superestimar o valor, ainda mais em quem usa hormônio. O exame que vale para homem é o estradiol por espectrometria de massas, que costuma vir descrito como LC MS MS ou estradiol ultrassensível. Não é frescura de laboratório, é uma diferença que muda o número de forma relevante. Antes de medicar em cima de 66, eu repetiria pelo método certo. É muito comum o valor cair bastante e a pessoa descobrir que nunca teve estradiol alto. E isso importa porque, no seu caso específico, tomar inibidor às cegas pode piorar exatamente aquilo que você quer resolver. Existe uma crença muito espalhada de que libido baixa é sempre estradiol alto. Na prática, é ao contrário com uma frequência enorme. Estradiol é necessário para a libido masculina, e homem com estradiol raspado costuma perder desejo, perder ereção espontânea, ficar com articulação seca, humor ruim e a sensação de estar apagado. Você já está com libido baixa. Se o seu estradiol real for normal e você derrubar ele com anastrozol, a chance de piorar é grande, e a piora demora semanas para ser desfeita. É o erro mais comum desse assunto. Repare também no seu próprio quadro: testosterona total em 889 num cruise de uma ampola por semana, colhida no fim do intervalo, e DHT em 530, que está tranquilamente dentro da faixa. Isso não é o retrato de alguém desandado hormonalmente. É o retrato de alguém com números razoáveis e um sintoma que ainda não foi explicado. Tem outro dado no seu exame que passou despercebido e que eu acho o mais interessante de todos: a sua SHBG está em 12,3, ou seja, colada no piso da referência. Duas consequências práticas. A primeira é que, com SHBG baixa, a sua testosterona livre é proporcionalmente mais alta do que o total sugere, e a fração livre do estradiol também. A segunda, e essa vale investigar de verdade, é que SHBG baixa costuma ser marcador de resistência à insulina e de gordura no fígado. Vale pedir glicemia de jejum, insulina, hemoglobina glicada, enzimas hepáticas e, se der, um ultrassom de abdome. Não é o assunto que você veio buscar, mas é o achado mais relevante do seu exame para a sua saúde. Sobre a prolactina, você escreveu que dosou antes de iniciar o cruise e deu baixa. Esse resultado descreve como você estava antes, e não como está agora. Prolactina alta é uma das causas clássicas de libido baixa com testosterona normal, e ela pode ter mudado nesse meio tempo. Repita junto com o estradiol novo. E, já que o assunto é libido e não estradiol, vale varrer o resto antes de mexer em hormônio: TSH e T4 livre, hemograma com hematócrito, pressão arterial, qualidade do sono, uso de antidepressivo ou anti hipertensivo, e o quanto de estresse e de sono ruim você está vivendo. Cruise longo com sono curto derruba libido em gente com exame perfeito. O que o Marcos sugeriu de fracionar a durateston em duas aplicações por semana é a parte mais sensata da conversa e eu faria de qualquer jeito. Pico menor significa menos conversão a estrogênio, e o nível fica mais estável ao longo da semana. Isso ataca a causa sem derrubar nada. Se depois disso o exame refeito pelo método correto ainda vier alto de fato e você continuar com sintoma, aí sim se conversa sobre medicação, e com dose definida por exame, e não por padrão de fórum. Nesse cenário, proviron tende a ser um caminho mais gentil que anastrozol, porque não derruba o estradiol do corpo inteiro. Resumindo a ordem que eu seguiria: fraciona a aplicação, repete estradiol por espectrometria de massas junto com prolactina, tireoide e hemograma, investiga a SHBG baixa do lado metabólico, e só decide sobre inibidor depois de ver esses números. Você já está fazendo a parte difícil, que é medir. Só falta medir com o método certo antes de agir. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Oxandrolona: tomar 5 mg de 12 em 12 horas é igual a tomar 10 mg em dose única diária?
Antes da resposta, preciso perguntar uma coisa que ficou de fora e que muda tudo: você está amamentando? Você escreveu que fez o ciclo antes de engravidar, o que quer dizer que o bebê nasceu ou está para nascer. Oxandrolona passa para o leite materno e não deve ser usada na amamentação, e na gestação muito menos. Isso não é detalhe burocrático, é o tipo de coisa que precisa estar resolvida antes de qualquer conversa sobre dose. Se você está amamentando, a resposta ao seu tópico é esperar, e nenhum esquema de horário resolve isso. E, se você não está mais, vale ainda ter combinado com o seu ginecologista o método contraceptivo, porque androgênio numa gestação de menina causa masculinização do feto, justamente nas primeiras semanas, quando a mulher ainda nem sabe que está grávida. Feita essa ressalva, vamos ao que você perguntou, porque a pergunta é boa e ninguém respondeu o essencial dela. A oxandrolona tem meia vida em torno de nove a dez horas. Isso quer dizer que, tomando dez miligramas de uma vez, você tem um pico mais alto de manhã e uma queda considerável até a noite. Dividindo em cinco e cinco, o nível fica mais parecido ao longo do dia inteiro, sem pico alto e sem vale. Para o resultado no músculo, o que manda é a dose total do dia, então nesse aspecto o t0xic está certo, dá no mesmo. Mas para colateral não dá no mesmo, e é aí que a diferença importa para você. Efeito androgênico em mulher tem a ver com o quanto se chega no pico, e não só com a média do dia. Pico mais alto é mais chance de acne, pelo, oleosidade e, principalmente, dos efeitos que não voltam atrás. Ou seja, para mulher, dividir não é apenas equivalente, costuma ser a opção mais segura. Se você já fez desse jeito antes e passou bem, eu manteria. E a solução prática é bem mais simples do que parece: parta o comprimido. Oxandrolona não é cápsula de liberação lenta nem tem revestimento que precise ficar intacto, então cortar ao meio funciona sem problema. Se o comprimido não tiver sulco, um cortador de comprimido de farmácia custa uns poucos reais e resolve. Você não precisa mudar o seu esquema só porque a apresentação mudou. Uma observação sobre outra coisa que te sugeriram, tomar uma ou duas horas antes do treino pensando no pico. Isso faz sentido para estimulante, como cafeína, em que o efeito é na hora. Não faz para anabolizante. O trabalho dele acontece dentro da célula ao longo de semanas, e não durante a sessão. Você não vai ganhar nem perder resultado por causa do horário, então escolha o horário que te ajuda a não esquecer, que é o que realmente importa. E, já que vou responder mesmo, três coisas que valem mais do que a dúvida do horário. Primeira, procedência: a diferença entre um produto legítimo e um sem nada dentro pesa muito mais do que qualquer detalhe de esquema. Segunda, tempo de uso: aquele trecho citado acima, de quatro a seis semanas, é uma referência sensata, e emendar ciclos é o que cobra o preço lá na frente. Terceira, exame: a oxandrolona é das substâncias que mais derrubam o HDL, e isso não dá sintoma nenhum. Perfil lipídico e enzimas do fígado antes de começar e umas semanas depois de terminar. Se o HDL ainda estiver no chão, não se emenda outro ciclo em cima. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Durateston corta o efeito do anticoncepcional injetável?
Vou responder a sua pergunta literal primeiro, porque ela tem resposta, e depois falar do que realmente importa aqui. O injetável trimestral é um progestágeno de depósito, e ele impede a ovulação por ação direta. Não existe interação conhecida em que a testosterona reduza a eficácia dele. Ela não acelera a eliminação do contraceptivo nem desfaz o bloqueio da ovulação. Então, ao contrário do que foi dito acima, não é correto afirmar que ele vai perder eficácia. A sua preocupação foi legítima, e é bom que você tenha perguntado antes, só que o risco não mora aí. Ele mora no sentido contrário, e é justamente por isso que essa pergunta é séria. Testosterona é teratogênica. Se por qualquer motivo o contraceptivo falhar, atrasar uma aplicação ou você trocar de método no meio do caminho, e houver uma gestação de menina, a exposição a testosterona nas primeiras semanas pode masculinizar o feto. E, com o trimestral, a mulher costuma ficar sem menstruar, o que significa que ela demora bem mais a perceber uma gravidez. Ou seja, o método que você usa é bom, mas ele não te dá aviso. E aqui está o ponto que ninguém levantou e que eu considero o mais importante da sua situação. Estando em amenorreia por causa do injetável, você perde justamente o sinal de alerta mais confiável que uma mulher tem para saber que o hormônio está pesando demais. Alteração de ciclo é normalmente o primeiro recado do corpo. No seu caso, esse recado não vai chegar. Você só vai perceber pelos efeitos que são visíveis, e esses são exatamente os que não voltam atrás. Agora, o motivo pelo qual todo mundo aqui reagiu com susto, e eu reajo junto. Um mililitro de durateston por semana são 250 miligramas de testosterona. Quando se usa testosterona em mulher, com acompanhamento, fala se em algo entre dez e trinta miligramas por semana. Você está falando de mais de dez vezes isso. Nessa dose, virilização não é uma possibilidade remota que se acompanha e se ajusta, é o resultado esperado, e ela costuma começar em poucas semanas. Pelo no rosto e acne crescem e depois somem quando se para. Voz mais grossa e crescimento do clitóris não. Esses dois ficam. E tem um agravante específico do durateston. Ele é uma mistura de ésteres, e um deles é o decanoato, que é longo. Isso quer dizer que, se a sua voz começar a mudar na quarta semana, você para de aplicar e continua exposta por semanas, sem poder interromper nada. Você fica assistindo. Para mulher, essa é a pior característica possível de um produto, e é o motivo pelo qual quem entende do assunto trabalha com coisas de saída rápida. Uma correção também no que te disseram sobre o anticoncepcional atrapalhar o ganho de massa. Isso é bem menos estabelecido do que parece. Os estudos que compararam mulheres em uso de contraceptivo com mulheres sem uso deram resultados inconsistentes, e a diferença, quando existe, é pequena. Digo isso porque seria muito ruim você largar o seu método de contracepção achando que ele está te custando músculo. Ele não está te custando quase nada, e no seu contexto ele é a coisa mais importante do seu armário de remédios. O que eu faria, sinceramente: não aplicar essa primeira ampola. E responder o que o Foston e o Batata pediram, idade, peso, altura, tempo de treino, como está a sua alimentação e quem te orientou a essa dose, porque essa última resposta é a mais reveladora de todas. Se alguém te passou 250 miligramas por semana sabendo que você é mulher, o problema não é o produto, é a fonte da orientação. Aqui tem gente que ajuda de verdade, e ajuda melhor com os dados na mesa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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AJUDA COM DIETA E CICLO OXANDROLONA Feminino C FOTOS
Antes de tudo, o mês com a sua filha na UTI. Espero de coração que ela esteja bem hoje. Quem passa por isso e ainda consegue voltar a treinar e a cuidar de si mesma tem uma casca que não se compra. Agora, ao tópico. Eu somei a sua dieta, e acho que ela explica muita coisa. Proteína 153, carboidrato 170 e gordura 55 dão cerca de mil setecentas e noventa calorias. Você tem 55 quilos e meio e treina cinco a seis vezes por semana. Isso não é dieta de ganho, está em torno da sua manutenção, e em semana de treino puxado provavelmente abaixo dela. Ou seja, o plano que você descreve, ganhar massa magra, está sendo tocado com uma comida que não dá para ganhar quase nada. E aí vem a parte que fecha o raciocínio: o seu ciclo anterior, seis semanas a vinte miligramas por dia, não te deu ganho nenhum. Você atribuiu à procedência do produto, e pode ser mesmo. Mas repare que, comendo assim, mesmo uma oxandrolona legítima teria pouco com o que trabalhar. Anabolizante não fabrica tecido, ele melhora o aproveitamento do que entra. Se não entra, não tem aproveitamento a melhorar. Tem um ajuste dentro dessa mesma dieta que eu faria hoje, sem mudar uma caloria. Você está com 2,8 gramas de proteína por quilo, que é bem mais do que você precisa, e com apenas 3 gramas de carboidrato por quilo, que é pouco para quem treina seis vezes na semana. Desça a proteína para algo em torno de 110 gramas, que já é generoso para você, e passe essas calorias todas para carboidrato. Você vai treinar melhor, ter mais disposição e não vai perder nada em construção muscular. Proteína em excesso não vira músculo extra, só vira caloria cara. Sobre a escolha entre secar primeiro ou crescer primeiro, eu discordo um pouco da conclusão do tópico, e a boa notícia é a favor do seu medo. Você diz que se odeia magrela, e por isso resiste ao déficit. Faz sentido, e você não precisa escolher de forma tão radical. Você tem três anos de treino com apenas um ininterrupto, o que na prática te coloca perto de uma iniciante avançada, e não de uma atleta destreinada de ganhos. Nessa faixa, recomposição funciona de verdade: dá para perder gordura e ganhar músculo ao mesmo tempo, desde que o déficit seja pequeno, a proteína adequada e o treino de força mantido pesado. O erro que faz alguém sair magrela do cutting é cortar muito, cortar rápido e trocar treino de carga por circuito e esteira. O que o t0xic sugeriu, tirar umas trezentas calorias e observar por duas semanas, está exatamente nessa linha e é uma boa conduta. Só ajusto um detalhe: aeróbico em jejum não queima mais gordura do que aeróbico em qualquer outro horário. Se você gosta e cabe na rotina, ótimo. Se atrapalha, faça depois do treino, o resultado é o mesmo. Sobre a oxandrolona, três coisas concretas. Quinze miligramas por dia é dose alta para mulher. Isso é faixa masculina. Para mulher, cinco miligramas é onde se começa, e muita gente resolve bem por ali. E, no seu caso específico, existe um motivo extra para começar baixo: como aquele produto anterior não te deu colateral nenhum em seis semanas a vinte miligramas, é bem provável que ele não tivesse quase nada dentro. Ou seja, você não sabe como responde à substância de verdade. Quem entra alto sem saber isso descobre a resposta pelo lado ruim, e os efeitos de virilização, principalmente voz e clitóris, não voltam atrás depois. A segunda é o exame. O seu último é de abril, e a oxandrolona é das substâncias que mais derrubam o HDL, o colesterol bom. Isso não dá sintoma nenhum, você não sente, e é justamente por isso que precisa ser medido. Perfil lipídico completo e enzimas do fígado antes de começar, e de novo umas seis semanas depois. Sem o antes, o depois não diz nada. E a terceira, que é a que ninguém falou e que eu não deixaria passar. Você respondeu que não usa nenhuma medicação, o que inclui não usar anticoncepcional. Androgênio e gravidez são uma combinação séria: se a gestação for de menina, exposição a esse tipo de substância nas primeiras semanas pode causar virilização do feto, e nesse período a mulher costuma nem saber que está grávida. Se existe qualquer possibilidade de engravidar durante o ciclo, esse assunto precisa estar resolvido antes de o primeiro comprimido ser tomado, e isso é conversa de ginecologista. É o tipo de risco que não se administra depois. Resumindo o que eu faria no seu lugar: arrumar a divisão dos macros primeiro, entrar num déficit pequeno e paciente sem largar a carga no treino, fazer os exames, e só então decidir sobre a oxandrolona, começando em cinco miligramas. Você tem vinte e quatro anos e uma base melhor do que imagina. O tempo está do seu lado, e não contra você. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Tenho apenas um rim, ele funciona plenamente, ciclo de durateston o prejudicaria demais?
A sua pergunta é boa e chegou na ordem certa: você perguntou antes, e não depois. Isso é mais raro por aqui do que deveria. O Foston te deu a resposta principal e ela está correta no essencial. Testosterona não é tóxica para o rim, ela não ataca o tecido renal como um remédio nefrotóxico faria. Só que, no seu caso específico, a resposta completa tem mais duas camadas, e elas mudam o que você precisa vigiar. Quem tem um rim só não tem meio rim de função, tem quase toda ela, porque o rim que ficou cresce e assume o trabalho. O detalhe é como ele assume: filtrando com pressão maior dentro de cada unidade filtrante. É um mecanismo de compensação que funciona bem por décadas, mas ele deixa esse rim mais sensível a qualquer coisa que aumente a pressão do sistema. E é justamente aí que testosterona em dose de ciclo entra, por três caminhos indiretos. Ela retém sódio e água, ela costuma subir a pressão arterial, e ela aumenta o hematócrito, ou seja, engrossa o sangue. Nenhuma dessas três coisas machuca o rim numa semana. As três juntas, mantidas por anos, são exatamente o roteiro clássico de perda lenta de função renal, e num rim solitário isso importa mais do que em quem tem dois. Ou seja, a resposta honesta não é sim nem não, é assim: o risco não é a testosterona em si, é a pressão. Se um dia você usar, com médico junto, o que vai definir se foi seguro é a sua pressão arterial e o seu hematócrito, e não a substância no papel. Agora vem a parte mais prática, e é o motivo principal de eu ter escrito, porque quase ninguém sabe disso e ela vale para você desde já, mesmo sem ciclar. Creatinina não serve para avaliar o seu rim. Creatinina no sangue vem do músculo, então quanto mais massa muscular, mais alta ela fica, mesmo com rim perfeito. Se você suplementa creatina e come muita carne, sobe mais ainda. O resultado é que gente que treina sério vive tomando susto com creatinina no limite superior e sendo tratada como se tivesse problema renal, sem ter nada. E o contrário também acontece. Existe um exame que não sofre essa influência, chamado cistatina C, e ele é o marcador certo para quem tem bastante músculo. Peça esse junto, e mais o exame de urina com relação albumina creatinina, que é o sinal mais precoce de que um rim está sofrendo, bem antes de qualquer outro alterar. Com um rim só, eu faria esses dois uma vez por ano pelo resto da vida, ciclando ou não, e teria um nefrologista de referência. E, já que estamos nisso, existem coisas no ambiente da academia que ameaçam o seu rim muito mais do que durateston, e ninguém fala delas. A primeira são os anti inflamatórios. Diclofenaco, ibuprofeno, nimesulida e companhia são tomados como bala em academia, para dor de treino, e eles reduzem o fluxo de sangue dentro do rim. Para quem tem dois, é um risco pequeno e ocasional. Para quem tem um só, é a categoria de remédio a evitar por hábito, e a usar só com orientação médica. A segunda é desidratação, principalmente combinada com treino pesado no calor, termogênico e pouca água. E a terceira é o pessoal que toma diurético para secar, que no seu caso eu tiraria da lista para sempre. Sobre creatina, que provavelmente vai ser a sua próxima dúvida: em quem tem função renal normal, ela é segura, e isso está bem estudado. Com um rim só, eu ainda assim mencionaria ao nefrologista antes, e lembraria que ela sobe a creatinina do exame sem que isso signifique problema. Por isso, se for usar, avise o laboratório e prefira o exame de cistatina. E sobre o seu plano, eu reforço o que o Foston disse. Sete meses de treino com dieta na risca e resultados aparecendo é justamente a fase em que o corpo mais responde sozinho. Ciclar agora seria gastar munição na hora em que ela nem é necessária. Você tem anos de crescimento natural pela frente, e vai chegar num ponto muito melhor sem pressa. E, no seu caso, ganhar esses anos com pressão normal e rim vigiado vale mais do que qualquer atalho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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ciclo de deca para mulher como fazer?
Tem uma frase sua que eu acho que responde o tópico melhor do que qualquer protocolo: parei de treinar e perdi tudo. Você não perdeu porque parou o ciclo. Perdeu porque parou de treinar. Isso parece detalhe e não é, porque a conclusão que a gente tira daí muda a decisão inteira. Se o que segurava o resultado fosse a substância, faria sentido voltar por ela. Como o que segurava era o treino, voltar pela substância é começar pelo lado que não é o que falta. E tem uma coisa a seu favor que quase ninguém aproveita, justamente porque não sabe que existe. Quem já teve músculo e destreinou volta ao ponto anterior muito mais rápido do que levou para chegar lá na primeira vez. O corpo guarda essa memória por anos, e ela não vai embora com seis anos parada. Na prática, os seus primeiros seis a doze meses de volta vão render de um jeito que uma iniciante nunca teria. Se você entrar com deca agora, vai ver esse resultado acontecer e vai atribuir tudo à deca, sem saber que a maior parte era seu. E o preço dessa confusão é acreditar que precisa da substância para sempre. Sobre a sua pergunta direta, qual juntar com a deca para ter menos colateral, eu vou ser honesto e responder outra coisa, porque a resposta útil não é uma lista. Para mulher, deca é das piores escolhas possíveis, e o motivo principal não é a força dela. É o decanoato. Esse éster fica liberando substância no seu corpo por semanas depois da última aplicação. Pense no que isso significa na prática: se a sua voz começar a mudar na quinta semana, você não tem como parar. Você para de aplicar e continua exposta, assistindo. Com um oral, você para hoje e em algumas horas acabou. Para mulher, a característica mais valiosa que uma substância pode ter é poder ser desligada rápido, porque engrossamento de voz e crescimento de clitóris não voltam atrás depois. Você já usou deca, stano, dianabol e vários pró hormonais orais, então já sabe que essas mudanças vêm sem aviso e do próprio corpo. E aqui vai o ponto que mais me preocupa no seu caso específico. Virilização é cumulativa. Cada uso parte de onde o anterior deixou. Com o seu histórico, o seu ponto de partida hoje já não é o de alguém virgem de hormônio, e o efeito de um ciclo novo aparece mais cedo e com dose menor. Antes de qualquer coisa, eu olharia para trás com honestidade: a sua voz mudou nesses anos todos, ficou mais grave ou rouca, houve crescimento de clitóris, mudou o padrão de pelo, o cabelo rareou no topo, a menstruação ficou irregular. Se alguma dessas respostas for sim, isso é o recado do seu corpo sobre o que mais um ciclo vai fazer. O que eu faria no seu lugar. Voltar a treinar por três a seis meses, comendo de verdade, e ver até onde a memória muscular te leva sozinha. Com 46 quilos e 1,50, ganhar volume depende muito mais de comida do que de fármaco, e provavelmente é aí que está o buraco, porque nessa faixa de peso quase sempre está. Se depois desse período você ainda quiser usar algo, aí sim conversamos, e com uma diferença importante: você vai saber quanto era treino e quanto seria a substância. E, para o Batata poder te ajudar do jeito que ele faz bem, responde os dados que ele pediu: idade, há quanto tempo você treinava antes, quanto tempo parada, se usa anticoncepcional, se tem exames de sangue recentes, quantas vezes por semana pretende treinar e como está a sua alimentação hoje. Com isso na mesa a conversa fica bem mais útil do que só falando de dose. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
Ontem
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Hipertrofia após os 45 será que dá? Ajuda com treino, alimentação e ciclo.
Li o diário inteiro, do primeiro post de 2019 até aqui, e a primeira coisa que quero dizer é que ele tem um valor que você provavelmente não enxerga: são quase quatro anos de registro honesto, com peso, dieta, treino e colaterais anotados quinzena a quinzena, feito por uma mulher que trabalha, tem duas filhas e treina cinco vezes por semana. Muito pouca gente aqui dentro tem uma constância dessas. Justamente por ter lido tudo é que eu preciso te falar de uma coisa que aparece nos seus relatos há muito tempo e que nunca foi discutida. A sua voz. Em maio de 2022 você escreveu voz bem rouca de manhã, e ficou mais rouca. Depois voz normalmente rouca. Depois normal. Ninguém comentou nenhuma das três vezes, e a conversa seguiu para local de aplicação, motivação, cardio. Rouquidão que aparece durante o uso de propionato não é irritação de garganta, é o começo do espessamento das cordas vocais. E esse é o efeito que separa os colaterais em duas categorias. Pelo cresce e para de crescer quando você suspende. Acne vem e vai. Libido oscila. Voz não. Uma vez que a laringe se modifica, ela fica assim, e nenhum tempo de folga desfaz. É por isso que rouquidão é o único sinal que não se acompanha, se obedece. Quando ela aparece, a conduta é interromper naquele momento e procurar uma otorrino, e não anotar na próxima atualização quinzenal para ver se piora. A queda de cabelo entra na mesma lista, ainda que menos definitiva. Você repetiu cabelo cai muito e cabelo sempre cai em quase todas as atualizações, e isso também nunca foi respondido. Rarefação por androgênio em mulher tende a se concentrar no alto da cabeça, e quanto mais tempo de exposição, menos ela volta. Nos seus relatos aparecem masterona, propionato e oxandrolona, e a masterona é justamente das mais associadas a isso. Se você seguiu usando depois de janeiro de 2023, o que eu faria hoje, na sua situação, é uma consulta com endocrinologista levando o histórico que você mesma escreveu aqui, que é um prontuário melhor do que a maioria das pessoas leva. E exames: perfil lipídico completo, enzimas hepáticas, hemograma com hematócrito, e função renal. Na sua faixa etária, com a menopausa chegando ou já chegada, eu incluiria uma densitometria óssea. Uso prolongado de androgênio muda colesterol e engrossa o sangue de um jeito que não dá nenhum sintoma, e você é a pessoa mais organizada deste fórum para acompanhar isso direito. Agora, uma coisa boa e concreta, sobre algo que te fez sofrer meses à toa. Você passou um tempão apanhando de caroço, vermelhidão, roxo e dor a ponto de não conseguir sentar, trocou de agulha, trocou de local, aplicou lento, fez massagem, e ficou pedindo desculpa pelo choro. Não era a sua técnica. Era o propionato. Ele é famoso por isso, por causa do éster curto e da concentração de álcool benzílico do veículo, e muita gente experiente não tolera. Repare no seu próprio relato de agosto: assim que trocou, você escreveu que estava aliviada por ter uma aplicação tranquila de novo. A sua mão sempre esteve certa, o incômodo era do produto. Você merecia ter ouvido isso na época. E, por último, o assunto que atravessa esses quatro anos e que eu acho o mais importante de todos. No seu primeiro post, em 2019, você escreveu que tem um pouco de medo de comida e pavor de engordar. Em 2022, com dieta cem por cento, treino cem por cento, quatro anos de constância e trinta e dois quilos perdidos, você escreveu que não gosta desse corpo e que não consegue ver resultado. Também apareceu dor de cabeça nos treinos e fadiga forte nos dias de perna, que costumam ser sinal de comer pouco demais para o volume de trabalho que você faz. Eu não estou dizendo isso para te dar bronca, muito pelo contrário. Estou dizendo porque, lendo de fora, fica evidente uma coisa que de dentro é impossível enxergar: o problema que sobrou não é mais o corpo, é o juiz. Nenhum ciclo resolve insatisfação, porque a régua sobe junto. Quem emagreceu trinta e dois quilos e segue achando que não vê resultado não vai ver resultado com mais uma substância, vai ver com outra conversa. E essa conversa tem profissional certo, que é psicólogo, de preferência com experiência em imagem corporal e transtorno alimentar. Isso não é fraqueza, é o mesmo raciocínio de procurar fisioterapeuta para o joelho que você mencionou lá no começo. Se você ainda passa por aqui, conta como está. E, se aquela rouquidão persistiu ou piorou, essa é a parte que eu gostaria mesmo de saber. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Estacionei nos 15% de gordura, ajuda em treino, ciclo e dieta
Sair de 34 por cento para menos de 15 em dez meses, aos 35 anos, saindo do sedentarismo total, é um resultado grande e você conduziu isso com bastante seriedade. Só que tem uma linha no seu primeiro post que ninguém no tópico voltou a tocar, e ela é a informação mais importante que você escreveu aqui: você é diabético tipo 1. Isso muda a leitura de metade do protocolo novo, e é por isso que eu vou insistir nela. Diabetes tipo 1 quer dizer que você depende de insulina de fora, e que a sua dose precisa acompanhar o que você come e o que você gasta. O plano que o coach passou mexe agressivamente nas duas coisas ao mesmo tempo. Carboidrato em pirâmide, oscilando entre sessenta e cento e dez gramas em dias diferentes, significa que a sua necessidade de insulina muda de um dia para o outro. Quem tem tipo 1 e faz ciclagem de carboidrato sem ajustar dose junto com o endocrinologista passa metade da semana alto e a outra metade baixo. E ninguém no seu tópico, nem quem montou o protocolo, aparentemente entrou nesse assunto. O aeróbio em jejum ao acordar, dentro desse contexto, é o item que eu mais questionaria. Não pelo motivo de sempre, que é ele não ser superior a nenhum outro horário para queimar gordura. É porque exercício em jejum é a situação clássica de hipoglicemia em quem usa insulina, e ela pode acontecer sozinho, cedo, longe de casa. Some a isso que o exercício aumenta a sensibilidade à insulina por muitas horas depois, o que quer dizer que a queda pode vir bem mais tarde, inclusive de madrugada. Se for manter esse aeróbio, meça antes, leve carboidrato rápido no bolso sempre, e leve isso ao seu médico para ajustar a basal. E, sinceramente, trocar por trinta minutos depois de uma refeição não te custa resultado nenhum e resolve o problema. Tem outro item que eu não deixaria passar de jeito nenhum. O coach prescreveu Slow-K antes do treino. Isso é cloreto de potássio, um medicamento de verdade, indicado para quem tem potássio baixo comprovado em exame. Potássio não é suplemento inofensivo: em excesso, ele altera o ritmo do coração, e a margem entre normal e perigoso é estreita. E quem elimina potássio mal são justamente pessoas com função renal comprometida, que é a complicação mais comum do diabetes de longa data. Tomar isso sem dosagem de potássio no sangue e sem creatinina recente, por indicação de treinador, é o tipo de coisa que ninguém sente vindo. Peça esses dois exames antes de continuar, e leve a caixa para o seu médico ver. Os seis a oito litros de água diários vão na mesma direção. É muita água, e beber muito além da sede dilui o sódio do sangue, com sintomas que vão de dor de cabeça e confusão até coisa séria. Tem um detalhe específico do seu caso ainda: sede excessiva e urinar muito são os sinais clássicos de glicose alta, e se você já está bebendo oito litros por protocolo, você perdeu esse sinal de alerta. Água à vontade conforme a sede, com urina clara, resolve. Uma correção pequena e prática, dessa vez sem drama. O plano manda gordura zero em quase todas as refeições e, ao mesmo tempo, vitamina D, vitamina E e K2. As três são lipossolúveis, ou seja, precisam de gordura na refeição para serem absorvidas direito. Tome as três junto da refeição que tem a colher de azeite, e não nas de gordura zero, senão boa parte vai embora sem ser aproveitada. Sobre o ciclo em si, duas observações. Você contou que a sua testosterona estava em 700 cinquenta dias depois de parar, mesmo sem TPC, e isso é um dado excelente sobre o seu eixo. O plano novo, com fórmula de anastrozol e tamoxifeno todo dia e avaliação a cada quatro semanas, aponta para uso contínuo, e uso contínuo é justamente o que troca aquele resultado por dependência de reposição. Vale ter isso claro na cabeça antes, e não descobrir depois. E anastrozol diário sem estradiol dosado costuma derrubar o estrogênio demais, o que estraga colesterol, articulação, humor e libido, e a maioria descobre isso quando já está ruim. Dose de inibidor se acerta com exame, não com calendário. E a última, que é a mais importante de todas. Você começou isso com um nutrólogo acompanhando, e agora quem está prescrevendo é um coach, inclusive medicamento como o potássio. Você tem uma doença crônica que exige ajuste fino, e trocou o médico pelo treinador justamente na fase em que o protocolo ficou mais pesado. Não estou dizendo para largar o coach, ele pode ser ótimo em treino e dieta. Estou dizendo para manter o médico no circuito e mostrar a ele o protocolo inteiro, do jeito que está escrito, incluindo os fármacos. Subir num palco em 2023 é uma meta bonita, e ela cabe perfeitamente num plano em que a parte médica está com o médico. Sobre a sua pergunta lá atrás, se precisa se obrigar a fazer cardio mesmo achando chato: para o seu caso específico, sim, e não pela gordura. Aeróbio melhora sensibilidade à insulina e é uma das poucas coisas que protegem coração e rim em quem tem tipo 1 há anos. Não precisa ser corrida nem esteira. Você vinha do jiu jitsu e do futebol, e voltar a jogar bola uma vez por semana conta como cardio e você não vai achar chato. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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PRECISO DE AJUDA COM DIETA - ACABEI COM MEU SHAPE DURANTE A PANDEMIA, NÃO CONSIGO EMAGRECER
Rafaela, a sua última mensagem ficou sem resposta e ela tem duas coisas importantes dentro, uma que vai te tranquilizar e outra que eu precisava te avisar. Começo pela que tranquiliza. Você passou uma semana em crise de asma usando prednisona, ficou quinze dias sem treinar, está entrando no período menstrual e o peso subiu um quilo. Esse quilo não é gordura. Corticoide faz o corpo segurar sódio e água, é um dos efeitos mais conhecidos e mais rápidos que ele tem, e a fase pré menstrual faz exatamente a mesma coisa por outro caminho. Somando os dois, um quilo é pouco, dava para ter sido mais. Ele sai sozinho alguns dias depois de terminar o corticoide, sem você fazer nada. Estou insistindo nisso porque conheço o roteiro: a pessoa vê a balança subir depois de uma semana em que fez tudo certo com a comida, conclui que não adianta, e é aí que a dieta morre. Não deixe um número que nem é gordura decidir o seu mês. E vale dizer o resto: prednisona aumenta a fome, e bastante. Se nessa semana você sentiu vontade de comer fora do normal, era o remédio, não falta de caráter. Saber disso muda a forma de se julgar. Agora o aviso, e esse é o motivo principal de eu ter escrito. Sugeriram aqui que você tomasse pó de guaraná antes e durante o treino. Pó de guaraná é cafeína. Você usa Aerolin, que é broncodilatador, e nas crises usa em quantidade maior, inclusive nebulizado. Os dois aceleram o coração pelo mesmo caminho, e juntos costumam dar tremor de mão, palpitação e aquela sensação ruim de coração disparado, ainda mais em jejum, que é justamente como você treina. Quem tem asma e usa bombinha com frequência ganha pouco e arrisca bastante com estimulante antes do treino. Eu trocaria por limão com gengibre puro, sem o guaraná, ou simplesmente por nada. E, se for treinar em dia de crise ou logo depois, converse com o seu médico antes, porque nessa fase a via aérea ainda está reativa. Sobre a sua pergunta prática, sim, quinze dias é um intervalo bom para atualizar. Só faça a foto e a pesagem fora da semana menstrual, sempre no mesmo dia da semana e no mesmo horário, de preferência em jejum ao acordar. E pegue a fita métrica: cintura, quadril e coxa. Nessa fase em que você está treinando de novo e voltando a ficar mais firme, a balança é a pior das medidas, porque ela mistura tudo. A fita conta uma história mais honesta, e o seu incômodo é justamente com perna e glúteo, que é onde a fita mede melhor que qualquer coisa. E o pedaço mais fácil de resolver: você disse que está enjoada de tanta fruta e com falta de comida salgada. Isso não é frescura, é o principal motivo pelo qual dieta boa no papel fracassa na vida real. Ninguém sustenta meses comendo o que não tem vontade. Salgado que resolve lanche de escritório sem dar trabalho: ovo cozido feito na noite anterior, atum em lata, queijo branco ou minas, palitos de cenoura e pepino com sal e limão, azeitona, tomate cereja, castanha, edamame congelado, e pipoca feita na panela com pouco óleo. Praticamente tudo isso se come na mesa sem chamar atenção e sem cheiro forte. Troque a ceia de fruta e um dos lanches de fruta por dois desses e você mantém as calorias, ganha proteína e para de sofrer. Uma última coisa. Você escreveu no começo do tópico que fica se comparando com as fotos antigas e que isso te entristece mais. Só que, entre setembro e outubro, você saiu de 76,7 para 73 quilos, e fez isso em meio a troca de emprego, rotina de escritório e crise de asma. Essa é a informação relevante sobre você, e ela não está na foto de 2019. A pessoa que emagreceu quase quatro quilos com a vida bagunçada tem mais mérito do que a que estava magra com a vida organizada. O passado não é uma meta, é só um lugar onde você já esteve, e o caminho de volta você já provou que sabe fazer. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como posso melhorar meu treino e dieta para resultados de hipertrofia
Tem uma frase no seu post que passou batida e que é, na minha opinião, a resposta do tópico inteiro. Você escreveu que coloca uma quantidade de comida que não te deixe com fome nem entupido. Repare no que isso significa. Você está comendo pela fome. E a fome é justamente o mecanismo que mantém uma pessoa no peso em que ela está. É por isso que você tem 60 quilos com 1,69 e não sai do lugar: o seu apetite está calibrado para manter 60 quilos, e ele está fazendo o trabalho dele com perfeição. Quem é naturalmente magro não engorda porque come pouco por falta de disciplina, come pouco porque não sente vontade de comer mais, e não percebe isso. Para ganhar massa, você precisa comer uma quantidade que, no começo, vai parecer um pouco além do confortável. Não é opinião minha, é aritmética: músculo é feito de matéria que precisa entrar. E aqui eu preciso corrigir com todo o respeito uma coisa que te falaram, porque ela te levaria para o lado contrário. Sugeriram calcular a taxa metabólica basal para saber quantas calorias consumir para perder peso. Perder peso não é o seu caso. Você quer ganhar. A conta que interessa a você é a de manutenção mais um pouco em cima, algo como duzentas a trezentas calorias acima do que você gasta, e a única forma de saber se acertou é a balança. Ganhando entre duzentos e quatrocentos gramas por semana, está certo. Se o peso não sobe em duas semanas, come mais. A calculadora dá o chute inicial, a balança dá a resposta. Olhando a sua comida, o buraco maior está na proteína e no espaço vazio da manhã. Você acorda às sete e meia e a primeira refeição é às nove, uma vitamina de banana com aveia e granola, que é quase toda carboidrato. Depois vem almoço, um lanche, outra vitamina de banana e um jantar em quantidade pouca, palavras suas. Chutando alto, isso dá algo em torno de setenta gramas de proteína, e para 60 quilos querendo crescer eu iria para cento e vinte, no mínimo. As mudanças mais baratas que existem: ovo naquela vitamina da manhã não dá para fazer, mas leite no lugar de água dá, e muda bastante. Ovo no lanche das dezoito. E aumentar o jantar em vez de reduzir, já que é a refeição em que você mesmo diz que come pouco. O Foston está certo sobre ovo, é a proteína mais barata do mercado brasileiro, e leite em pó e frango de coxa e sobrecoxa vêm logo atrás. Sobre o treino, uma coisa que ninguém disse e que muda a sua vida prática. Você é concurseiro e treina uma hora e quarenta, seis vezes por semana. São mais de dez horas semanais dentro da academia. Isso não é dedicação, é desperdício, e está saindo do seu tempo de estudo e do seu descanso. O motivo é o desenho do treino: você dedicou dois dias inteiros da semana só a bíceps, tríceps e antebraço, nove exercícios de braço, duas vezes. Braço é músculo pequeno, e ele já trabalha bastante em toda puxada e todo supino que você faz nos outros dias. Duas ou três séries de rosca e duas ou três de tríceps encaixadas no fim do dia de peito e costas dão conta, e você recupera duas sessões inteiras por semana. Com isso liberado, o que eu colocaria no lugar: ombro, que hoje tem só dois exercícios e é o músculo que mais muda a impressão do corpo de um homem magro, e alguma coisa de puxada vertical a mais nas costas. E agachamento e leg press você já tem, o que está bom. Um treino de uma hora, bem feito, quatro vezes por semana, vai te dar mais resultado do que o que você faz hoje, e ainda te devolve tempo. Duas coisas menores. Você toma creatina em jejum ao acordar, e isso está ótimo, horário de creatina não importa, só a constância. E treinar às quatorze horas com o almoço às doze é um horário bom, não mexa. Sobre os duzentos reais que você está juntando: eu não gastaria em consulta agora. Aos três meses de treino e com essa lista de dúvidas, o que vai te fazer crescer é comer mais e treinar com constância, e isso você já sabe fazer. Uma balança de cozinha custa uns quarenta reais e vai te ensinar mais sobre macros em três semanas do que qualquer explicação escrita, porque você vai ver com os próprios olhos o quanto é cem gramas de frango. O resto do dinheiro vira ovo, leite e frango. Guarde a consulta para daqui a um ano, quando as suas perguntas forem mais específicas e a resposta valer o preço. E uma última, que talvez seja a mais importante. Você disse que ouvir que isso é de longo prazo te dá crise de ansiedade. Entendo perfeitamente, mas olha por outro ângulo: você tem dezenove anos e três meses de treino. A parte em que o corpo mais responde é justamente a que você está começando agora. Não existe atraso possível na sua situação. O único jeito de perder essa fase é parando.
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Primeiro Ciclo: Enan + Diana. Como fazer o TPC?
A sua ideia tem uma lógica que eu entendo bem: fazer pouco, ver como o corpo responde, e decidir depois. É uma cabeça mais prudente do que a média de quem abre tópico de primeiro ciclo. O problema é que, do jeito que está montado, esse ciclo não testa nada. E o motivo é o éster. O enantato tem meia vida longa, algo em torno de uma semana. Isso quer dizer que, aplicando 250mg por semana, o seu nível no sangue vai subindo e só encosta no patamar estável lá pela quarta ou quinta semana. Se você parar na terceira, parou justamente quando estava chegando. A parte que soa contraditória é que parar não faz o nível cair na hora: o que já está depositado continua sendo liberado, e você segue exposto por mais duas ou três semanas depois da última aplicação. Ou seja, você teria três semanas de subida e mais três de descida, sem nunca ter passado pela fase em que dá para avaliar coisa alguma. Isso estraga o teste em dois sentidos. Os efeitos que você quer observar, principalmente os ligados a estrogênio, tipo retenção, pressão, mamilo sensível, costumam aparecer justamente quando o nível se estabiliza, e não na subida. Você ia terminar o ciclo achando que passou ileso e sentir o incômodo depois de ter parado, sem saber mais o que era de quê. Por isso o Batata está certo na sugestão de propionato. Ele age rápido, sai rápido, e num ciclo curto isso é a característica que interessa. Se algo der errado na segunda semana, você para e em poucos dias está limpo. Com enantato você para e assiste. Para quem quer testar o corpo, poder desligar rápido vale mais do que qualquer outra vantagem. Sobre a TPC, e respondendo direto o que você perguntou: sim, precisa. Três semanas suprimem. Não suprimem tanto quanto doze, mas o seu eixo não tem cronômetro nem sabe que você combinou de fazer pouco. Ele desliga quando percebe hormônio de fora chegando, e isso acontece nas primeiras aplicações. E aqui tem o detalhe que mais atrapalha quem usa éster longo: a TPC não começa quando o ciclo acaba, começa quando o hormônio de fora finalmente baixou. Com enantato isso é umas duas semanas após a última aplicação. Quem começa antes está tomando remédio para religar um eixo que ainda está sendo desligado, e joga a TPC fora. Um comentário sobre a dianabol, que talvez seja o ponto mais prático de todos. Boa parte do que ela dá em três semanas é água e glicogênio dentro do músculo. Você vai se ver maior no espelho e vai concluir que funcionou muito, e depois vai ver quase tudo isso ir embora quando parar. Isso não é só decepção estética. É informação errada sobre o quanto o ciclo te serviu, que é exatamente o oposto do que você queria com esse teste. Se a intenção é medir resposta, eu tiraria a dianabol justamente para não sujar a leitura. E tem uma coisa que ninguém te perguntou. Você treina há cinco anos, está com 75 quilos a 1,70 e 16 por cento. Não é um corpo pronto, é um corpo em construção com bastante espaço ainda. Antes de decidir o ciclo, eu perguntaria como está a sua comida hoje, quantas gramas de proteína e quantas calorias, e se você já passou algum período comendo em superávit de verdade e acompanhando. Em cinco anos muita gente treina bem e come no automático, e nesse caso a resposta ao ciclo vai ser pequena e você vai atribuir ao ciclo, não à comida. Uma última coisa, dita sem susto. Antes de começar, exames: testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, perfil lipídico, enzimas do fígado, hemograma. Não é burocracia, é o que te permite saber depois se voltou ao normal ou não. Sem o antes, o depois não significa nada. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Qual o intervalo de tempo para o próximo ciclo?
Julya, a sua pergunta tem resposta, só que ela não é um número de semanas. É um exame. E eu acho que isso vai te servir mais do que qualquer prazo que alguém chutasse aqui. A regra que circula na academia é ficar de fora o mesmo tempo que se ficou usando. Ela é fácil de decorar e não significa nada, porque não olha para você. O intervalo certo é o tempo que o seu corpo leva para voltar ao ponto de partida, e no caso da oxandrolona existe um marcador bem concreto para isso: o HDL, o colesterol bom. A oxandrolona derruba o HDL de forma marcante, e ele não sobe de volta no dia seguinte, leva semanas e às vezes meses. Faça um perfil lipídico umas quatro semanas depois de parar. Se o HDL ainda estiver baixo e você entrar em outro ciclo, ele nunca vai voltar a subir, e é exatamente assim que se acumula o estrago em quem emenda um ciclo no outro sem sentir nada de errado no caminho. Junto com ele, olhe as enzimas do fígado, e considere fazer os dois novamente antes de qualquer coisa nova. Existe um segundo marcador, e esse é específico de mulher: a sua menstruação. Se ela ficou irregular ou sumiu durante o uso, o corpo está te dando um recado, e voltar ao ritmo normal é parte de estar recuperada. Enquanto isso não acontecer, o intervalo ainda não terminou. E tem um terceiro ponto, que é o mais importante e que nenhum tempo de descanso resolve. Os efeitos de virilização são cumulativos. Ficar de fora seis meses não desfaz nada do que já mudou, apenas evita que aumente. Voz mais grossa e crescimento de clitóris não voltam atrás no período de folga, eles só ficam onde estão. Ou seja, cada ciclo novo parte do ponto em que o anterior deixou, e essa conta só anda para um lado. Agora, uma coisa dita com carinho, porque você é nova aqui e ninguém falou. Você está na quinta semana, falta uma para terminar, e a sua pergunta é sobre o próximo. Repare que ainda não apareceu nada sobre o que este te deu. Não sei se você ganhou força, se as medidas mudaram, se teve algum colateral, se fez exame antes de começar. Essa ordem de pensar, olhar para o próximo antes de avaliar o atual, é justamente a que leva as pessoas ao uso sem parar. E o problema não é moral, é prático: se você não medir o resultado deste ciclo, não tem como saber se o próximo faria sentido, e a tendência natural vira aumentar dose ou trocar por algo mais forte na esperança de sentir mais. Então eu inverteria a pergunta. Antes de escolher o próximo, feche este direito. Termine a semana que falta, faça o exame umas quatro semanas depois, tire fotos e anote as suas cargas e medidas agora. Se em três meses você mantiver o que ganhou comendo e treinando, isso já te diz muito mais do que qualquer composto novo diria. E responde o que os colegas te pediram, que aí dá para ajudar de verdade: idade, peso, altura, há quanto tempo treina, qual dose você usou, se usa anticoncepcional, se sentiu algum efeito colateral nessas cinco semanas e se fez exames antes de começar. Com isso na mão, a conversa fica bem melhor. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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(Dúvida) Ozempic - Alguém que já tenha tomado pode relatar?
Rômulo, o seu tópico ficou só com o título e nunca recebeu resposta. Não sei se você queria emagrecer, se estava curioso, ou se alguém te ofereceu. Isso muda bastante a conversa, então conta aí. Enquanto isso, deixo o que eu acho que todo mundo que chega nesse assunto deveria saber, e principalmente uma parte que quase nunca é dita em fórum de musculação. O Ozempic é a semaglutida, que imita um hormônio que o intestino solta depois que a gente come. Ela faz duas coisas: retarda o esvaziamento do estômago, então a comida fica mais tempo lá dentro, e age nas áreas do cérebro que controlam apetite. O efeito prático é a fome diminuir muito, e muita gente relata que o pensamento constante sobre comida simplesmente cala. O emagrecimento é real e é grande, não é conversa de propaganda. Vale saber que Ozempic, no Brasil, é registrado para diabetes tipo 2. Para tratamento de obesidade existem outras apresentações e outras marcas, com doses diferentes. E existe um mercado enorme de manipulado e de falsificado circulando, ainda mais depois que a procura explodiu. Se for para usar, use produto de farmácia com receita, e não frasco de origem duvidosa comprado por rede social. Os efeitos indesejados mais comuns são de estômago: enjoo, vômito, arroto ruim, e intestino preso ou solto, principalmente nas semanas em que se aumenta a dose. Existem riscos menos frequentes e mais sérios, como pancreatite e pedra na vesícula, essa última favorecida pela própria velocidade da perda de peso. E existe contraindicação para quem tem história pessoal ou familiar de um tipo específico de câncer de tireoide. Ou seja, isso é assunto de consulta médica, e não de indicação de amigo. Agora, o ponto que mais importa aqui dentro e que raramente aparece nas conversas. Quando alguém perde peso com esses medicamentos sem treinar com peso e sem cuidar da proteína, uma parte grande do que sai não é gordura, é massa magra. Dependendo do estudo, algo entre um quarto e quase metade do peso perdido pode ser tecido magro. Para quem só quer ver um número menor na balança, isso passa despercebido. Para quem está num fórum de musculação, isso é a informação principal, porque significa terminar mais leve, mais fraco e com o metabolismo mais baixo, e é exatamente esse cenário que faz o peso voltar depois. E aí vem o detalhe cruel: o que protege o músculo é comer proteína, e o remédio funciona justamente tirando a sua vontade de comer. Então quem usa precisa fazer algo pouco natural, que é comer proteína por horário e por meta, e não por fome. Como o estômago esvazia devagar, volume vira o limitador, e proteína líquida costuma ser a solução prática. Junto disso, treino de força mantido durante todo o período, sem exceção. Quem faz essas duas coisas tem um resultado completamente diferente de quem só aplica e come menos. Outra coisa que vale entrar com expectativa correta: não é um ciclo. Quando se para, o apetite volta ao que era, e a maior parte das pessoas recupera boa parte do peso ao longo do ano seguinte. Isso não é fracasso pessoal, é como o remédio funciona. Portanto ou ele é tratamento continuado, com acompanhamento, ou ele é uma ponte para você construir hábitos que se sustentem sozinhos. Usar como atalho de três meses costuma decepcionar. Por fim, uma opinião. Se a sua situação for obesidade ou diabetes, esse é um avanço genuíno da medicina e mudou a vida de muita gente. Se for para sair de um percentual de gordura já razoável e chegar num mais baixo por estética, eu não usaria. Nessa faixa, o que falta não é apetite, é constância, e o preço em massa magra é alto demais para o que se ganha. Conta o seu caso que a gente ajuda melhor. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Dúvida - genética ou acúmulo gordura?
Ulisses, o teste da prega que o Foston te deu é a melhor resposta possível para a sua pergunta literal, e vale repetir: o que você conseguir pinçar entre os dedos é gordura, o que não sai é estrutura. Faça isso na frente do espelho e você resolve a dúvida em dez segundos. Mas eu acrescentaria uma terceira possibilidade que ficou de fora, porque a pergunta foi colocada como sendo genética ou gordura, e existe uma coisa no meio. A largura daquela região vem de quatro fontes diferentes: o osso da bacia, que é a crista ilíaca e não muda de jeito nenhum, o quanto a sua caixa torácica se abre embaixo, a espessura da musculatura de oblíquo e da lateral do tronco, e a gordura por cima. Só a última você tira com dieta. A primeira é fixa. E a terceira, essa é a que interessa, porque ela responde a treino, só que ela responde crescendo. E é aí que eu discordo de um pedaço do que te disseram. Sugeriram fazer abdominal oblíquo. Se a sua queixa é justamente flanco largo, esse é o único exercício que eu tiraria. Oblíquo é músculo como qualquer outro, e treinado com carga ele engrossa, aumentando exatamente a medida que te incomoda. Não é à toa que quem faz muito trabalho lateral com peso, tipo flexão lateral com halter, costuma ganhar centímetros de cintura. Manter o tronco firme em agachamento e terra já dá aos oblíquos todo o trabalho que eles precisam, e nesse caso eles trabalham segurando, e não encurtando. Existe, por outro lado, um trabalho abdominal que puxa a cintura para dentro em vez de para fora, e ninguém citou: o do transverso, aquela camada mais profunda que funciona como um cinto em volta do tronco. Ele se treina com o vácuo abdominal, que é soltar todo o ar, puxar a barriga para dentro em direção à coluna e segurar de quinze a vinte segundos, repetindo umas cinco vezes. Custa dois minutos por dia e é uma das poucas coisas que estreita mesmo a medida da cintura, sem depender de gordura. Agora, o ponto principal, e ele muda a forma de pensar o problema. Cintura estreita não é uma medida, é uma proporção. Ninguém olha o seu flanco isolado, olha ele em relação ao que está em volta. O ponto mais largo do tronco de um homem é o deltóide, e o deltóide é um músculo que cresce bem e rápido. Isso quer dizer que elevação lateral, feita com paciência ao longo de meses, provavelmente vai mudar mais a impressão da sua cintura do que qualquer coisa que você faça na própria cintura. Junto disso, dorsal, com puxada e remada, que abre a parte de cima das costas. Essa foi a ideia do Foston e ela está certíssima, eu só estou dizendo em quais exercícios ela se traduz. Sobre a gordura, uma observação. Você diz que já teve o percentual relativamente baixo e nada mudou. Vale conferir o que era esse relativamente baixo, porque o flanco costuma ser das últimas regiões a esvaziar em homem, junto com a lombar. Muita gente se acha seca em torno de quinze por cento e só vê essa região mudar bem abaixo disso. Ou seja, é possível que você não tenha chegado a testar a hipótese de verdade. E uma última coisa, sem lição de moral. Você está julgando a estética da sua cintura por uma foto bem antiga que achou na galeria. Foto antiga, ângulo qualquer, luz qualquer, e ainda por cima de um corpo que já mudou desde então. Isso é um juiz bem severo e mal informado. Tira uma foto atual, na mesma luz, e compara daqui a três meses de ombro e costas. Aposto que a conversa vai ser outra.
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Preciso de Ajuda Para Diminuir Meu BF
Yago, tem uma coisa na sua lista de suplementos que passou batida e que eu preciso puxar antes de qualquer conversa sobre dieta. Você escreveu que é natural e, na mesma frase, que toma um pré hormonal. Essa palavra é usada para duas coisas muito diferentes no mercado brasileiro, e por isso eu preciso te perguntar em vez de supor. Existem produtos vendidos como pré hormonal que, na prática, são só pré treino com estimulante e um nome comercial pomposo. Esses são inofensivos nesse sentido. E existem os que realmente contêm precursores de hormônio, aquelas substâncias que o corpo converte em testosterona ou derivados. Se for esse o caso, três coisas mudam. Primeiro, você não é natural, e é bom saber disso para não se comparar de forma injusta. Segundo, esses produtos são tóxicos para o fígado e suprimem a sua produção própria, exatamente como um esteroide oral, só que sem controle de dose e muitas vezes sem rótulo confiável. Terceiro, e é o que mais pesa: você tem vinte anos, e o seu eixo hormonal está terminando de amadurecer agora. Esse é o pior momento possível para mexer nele por conta. Posta a foto do rótulo aqui, com a lista de ingredientes. Se for só cafeína e companhia, ótimo, seguimos em frente. Se aparecer qualquer nome terminado em diona, diol ou algo parecido, eu pararia hoje. Agora, sobre o motivo do tópico, e aqui vem uma leitura diferente da que você fez de si mesmo. Você entrou em março com 72 quilos e está com 89. Encarou isso como fracasso, mas faça a conta comigo: com 24 por cento de gordura e 89 quilos, você tem uns 21 quilos de gordura e quase 68 quilos de massa magra. Em março, com 72 quilos e o formato que você mesmo descreveu como falso magro, essa massa magra era bem menor. Ou seja, você não engordou 17 quilos. Você ganhou músculo de verdade e gordura junto, no primeiro ano de treino, que é justamente a fase em que o corpo mais responde. Isso não é atrocidade, é uma base construída. O que você precisa agora é só descascar, e descascar é a parte mais fácil das duas. E é uma boa notícia dupla: gordura sai bem mais rápido do que músculo entra. Você levou dez meses para construir isso, e provavelmente leva quatro ou cinco meses para revelar. Sobre a dieta, o Rebelo acertou no diagnóstico principal, que é a falta de medida. A sua comida não é ruim, ela é só desconhecida. Balança de cozinha e aplicativo por três semanas resolvem o mistério, e depois disso você já aprende a estimar de olho. Eu acrescentaria uma coisa que ficou de fora: aumente a proteína. Somando o seu dia, você está em torno de 130 gramas, e para 89 quilos em fase de secar eu iria para algo entre 160 e 180. Proteína alta em déficit é o que garante que o que sair seja gordura e não o músculo que você acabou de construir, e ela ainda segura a fome, que é o seu inimigo real nos próximos meses. Preciso corrigir duas coisas ditas aqui sobre cardio, porque elas te fariam sofrer à toa. A primeira é a de que o ideal seria cardio pela manhã em jejum. Isso já foi testado bastante e não se confirma. Durante o exercício em jejum você usa mais gordura como combustível, mas o corpo compensa no resto do dia, e no fim de 24 horas a queima é a mesma. Ou seja, aeróbico em jejum não é superior, e para quem treina à noite e acorda cedo para trabalhar ele é só uma forma de dormir menos. E dormir mal atrapalha a perda de gordura de verdade. A segunda é a de que cardio nunca pode ser junto da musculação. Existe interferência, sim, mas ela é relevante quando se corre bastante antes de treinar perna. Vinte ou trinta minutos de bicicleta ou esteira inclinada depois do treino de musculação não vão atrapalhar o seu ganho. O melhor cardio é o que você consegue fazer toda semana, e no seu caso, treinando das oito às dez da noite, encaixar logo depois é a opção realista. Uma última coisa. Você contou que em agosto e outubro aconteceram coisas, desanimou e passou a ir só para bater ponto. Isso acontece com todo mundo, e a diferença entre quem chega e quem não chega não é nunca desanimar, é voltar. Você voltou, criou conta num fórum e escreveu tudo detalhado aos vinte anos. Está bem mais adiantado do que imagina. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1º Ciclo Feminino: Oxandrolona ou Deca Durabolin
Lendo este tópico do começo ao fim, uma coisa salta aos olhos. Ao longo de oito anos, quatro mulheres diferentes chegaram aqui fazendo praticamente a mesma pergunta: 1,76 com 53 quilos, 1,56 com 51, 1,65 com 48. Todas magras, todas dizendo que comem e não ganham, todas indo procurar oxandrolona ou deca. Isso não é coincidência, e a resposta certa não é sobre dose. Vou nela no fim, mas antes preciso corrigir duas coisas que ficaram escritas aqui e que continuam sendo lidas. A primeira é a de que ciclo leve de oxandrolona não exige TPC porque inibe pouco o eixo, e que multivitamínico já ajuda no pós ciclo. Não é assim. Oxandrolona suprime, sim, e a supressão depende da dose e do tempo de uso. Multivitamínico não tem nenhum papel em religar a produção hormonal, ele é vitamina. Quem usa precisa ter um plano de recuperação pronto antes de começar, e não descobrir depois que não tem. A segunda é a ideia de ir diminuindo a dose no fim para não perder o que ganhou. Ela é intuitiva e é justamente o contrário do que acontece. Manter dose baixa no fim não segura ganho nenhum, ela só mantém o seu eixo desligado por mais tempo e atrasa o começo da recuperação. O que preserva o que foi ganho é continuar comendo e treinando depois que o ciclo acaba, e não esticar o ciclo. E, sobre o título do tópico, respondendo direto quem estava em dúvida entre as duas: para mulher, entre oxandrolona e deca, a oxandrolona é a escolha melhor, e o motivo mais importante não é a força de cada uma. É que a oxandrolona é oral e sai do corpo em poucas horas, enquanto o decanoato da deca fica liberando substância por semanas depois da última aplicação. Repare no que isso significa na prática. Se a sua voz começar a engrossar na quinta semana, com um comprimido você para hoje e acabou. Com a deca, você para hoje e continua exposta por semanas, assistindo sem poder interromper. Para mulher, poder desligar rápido é a característica mais importante que uma substância pode ter, porque engrossamento de voz e crescimento de clitóris não voltam atrás. Agora, o assunto principal, que é o que todas vocês vieram buscar sem saber. Anabolizante não cria tecido do nada. Ele melhora a eficiência com que o corpo usa a comida que chega. Se a comida não chega, ele não tem com o que trabalhar, e o resultado é decepção seguida de aumento de dose. Uma pessoa de 1,76 com 53 quilos que toma oxandrolona sem comer mais vai continuar com 53 quilos, só que com o colesterol pior. Não é força de vontade que está faltando, é matéria prima. E aqui vai a parte que ninguém falou em oito anos, e que eu acho que é a mais importante para quem está nessa faixa de peso. Quando alguém treina há anos, jura que come e realmente não consegue ganhar um quilo, existem duas explicações, e as duas merecem ser investigadas antes de qualquer hormônio. A primeira, e é a mais comum de longe, é comer menos do que se imagina. Quase todo mundo que diz comer muito está comendo bem menos do que acha, porque a fome regula sozinha e a gente não percebe. O teste é simples e vale mais do que qualquer suplemento: anote tudo o que comer em três dias, incluindo fim de semana, num aplicativo, sem mudar nada e sem maquiar. Muita gente descobre ali que vive com mil e quinhentas calorias achando que come demais. E, se comer volume for difícil, calorias líquidas resolvem, porque o estômago aceita muito mais bebido do que mastigado. A segunda, e essa é o motivo de eu estar escrevendo isso: dificuldade real e persistente de ganhar peso pode ter causa clínica, e algumas são comuns e passam anos sem diagnóstico. Tireoide acelerada é uma. Doença celíaca é outra, e ela é bem mais frequente do que se pensa em mulher jovem e magra, muitas vezes com sintomas leves de intestino que a pessoa acha normais. Se for esse o caso, nenhum ciclo do mundo resolve, e tratar a causa resolve. Um hemograma, TSH e uma consulta resolvem a dúvida e custam uma fração do que custa um ciclo. Vale dizer ainda uma coisa sobre peso muito baixo. Nessa faixa, é comum a menstruação ficar irregular ou sumir, e isso tem impacto direto na densidade óssea, ou seja, na saúde do osso lá na frente. Colocar androgênio em cima disso não corrige nada, e pode mascarar o sinal. Se a menstruação estiver falhando, esse é o assunto a resolver primeiro. Resumindo, para quem chegar aqui daqui a mais alguns anos com a mesma pergunta: antes de escolher entre oxandrolona e deca, anote o que você come por três dias e faça exames. Na maioria dos casos, a resposta está num desses dois lugares, e ela é de graça. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.