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Pokoyô reacted to uma postagem em um tópico:
Cristiano Ronaldo , pode ser considerado um projeto de fisiculturista?
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(AJUDA) PRIMEIRO CICLO DURATESTON.
A pergunta do @Pedro antonioo é boa e a resposta que ficou está incompleta. O @davimendes acertou o essencial, que é a mudança de meia vida, e o @Locemar acertou que não muda a substância. Mas a frase de que dá na mesma, porque são as mesmas duzentas e cinquenta miligramas de testosterona, tem um problema de aritmética que vale corrigir, porque ele aparece em muita conta por aqui. O rótulo não declara duzentos e cinquenta miligramas de testosterona. Ele declara duzentos e cinquenta miligramas de ésteres de testosterona. O éster é uma cauda química pendurada na molécula, e ela pesa. Numa ampola clássica, com trinta de propionato, sessenta de fenilpropionato, sessenta de isocaproato e cem de decanoato, a testosterona de fato entregue fica em torno de cento e setenta e seis miligramas. O resto, umas setenta e quatro miligramas, é peso de éster. E daí sai a resposta exata para a sua pergunta. Quanto mais longo o éster, mais ele pesa e menos testosterona sobra por miligrama. O decanoato é o mais pesado dos quatro. Ao tirar as cem miligramas de decanoato e redistribuir para propionato, fenilpropionato e isocaproato, a versão que você comprou entrega um pouco mais de testosterona nas mesmas duzentas e cinquenta miligramas totais, não a mesma coisa. A diferença é de cerca de dez a quinze por cento a mais de hormônio por aplicação. Não é enorme, mas não é nada, e vai no sentido contrário do que se imagina. A consequência prática, porém, é bem maior que essa, e é sobre o intervalo. Sem o decanoato, que é o componente que sustenta o nível na segunda semana, a mistura vira de ação curta, com o mais longo dos três restantes na casa de quatro dias. Aplicar uma vez por semana, que é o hábito herdado da versão original, produziria pico alto nos primeiros dias e queda evidente no fim do intervalo, com oscilação de humor, libido e disposição. Com essa composição, a aplicação precisa ser mais frequente, duas ou três vezes por semana, e não uma. Esse é o ajuste que a troca exige. Duas ressalvas honestas sobre esses números. Todos eles valem para o que está escrito no rótulo. Produto de laboratório sem registro não tem essa composição auditada por ninguém, então a conta é sobre o papel, não sobre o frasco. E o único jeito de saber o que realmente entrou é exame de sangue durante o uso, como o próprio davimendes disse. E aproveito para falar com o @Fábio monsores, que escreveu depois. Um mililitro por semana em cruze eterno, aos quarenta e um anos, não é cruise. Cruise é dose de reposição, e essa é bem acima disso, aplicada indefinidamente. Uso permanente muda completamente quais são os riscos relevantes, e o principal deles é silencioso. O que mais preocupa nessa configuração é o hematócrito. Testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos, o sangue engrossa, e isso sobe mais em quem tem mais idade. Acima de cinquenta e quatro por cento a conduta é intervir, e existe evidência de que passar de cinquenta e dois no primeiro ano é fator de risco independente para eventos cardiovasculares e trombose. Isso não dá sintoma. A pessoa só descobre no hemograma, ou não descobre. E vale um alerta específico: se você ronca alto, tem sono não reparador ou apneia, esse fator soma com a testosterona e o hematócrito sobe mais ainda. Então, em uso contínuo, o mínimo é hemograma com hematócrito, perfil lipídico completo, glicemia, PSA a partir dos quarenta, pressão medida em casa, e um hormonal com testosterona total e livre e estradiol. A recomendação para quem faz reposição é checar aos três meses, aos seis, aos doze e depois uma vez por ano. Em quem usa dose acima disso, com mais razão ainda. Vamos ver no que vai dar é uma frase divertida, mas o hemograma custa pouco e responde antes. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo! Deposteron
@Vasco, o tópico ficou com a conclusão certa e sem o detalhe que explica ela. Vale colocar, porque a sua pergunta era boa e a resposta tem número. Um mililitro de Deposteron a cada vinte e um dias são duzentos miligramas de cipionato num intervalo de três semanas, ou seja, algo em torno de sessenta e sete miligramas por semana na média. O @Foston tem razão de que isso fica abaixo até de uma reposição comum, que costuma girar entre setenta e cinco e cem por semana ou cento e cinquenta a duzentos a cada duas semanas. Mas o problema maior não é a dose média, é o intervalo. O cipionato tem meia vida em torno de oito dias. Aplicando a cada vinte e um dias, você tem um pico bem acima do normal nas primeiras quarenta e oito horas e uma queda progressiva depois, chegando na terceira semana a um vale bem baixo. E aqui está a parte que ninguém falou: o seu LH e o seu FSH ficam suprimidos o tempo todo, inclusive durante esse vale. Ou seja, na terceira semana de cada intervalo você não estaria natural, você estaria hipogonádico, com a sua produção própria desligada e sem o hormônio de fora para compensar. É o pior dos dois mundos: pico supra fisiológico numa ponta, sintoma de falta na outra, e nada de estável no meio. Isso é justamente o padrão que dá oscilação de humor, libido caindo no fim do intervalo e cansaço, e é a razão pela qual as recomendações favorecem aplicação semanal ou mais frequente. Some a isso a sua testosterona de setecentos e sessenta e cinco. Isso é normal e bom, na parte de cima da faixa. Você trocaria uma produção própria que funciona bem e é estável por uma reposição intermitente e insuficiente. Seis meses depois, o resultado provável é ganho quase nulo e um eixo que vai precisar de tempo para voltar. Não é uma aposta com retorno pequeno, é uma aposta com retorno negativo. Sobre a médica, uma leitura diferente da que ficou no tópico. Você mesmo contou que ela não queria receitar nada e que você insistiu. É bem possível que a dose baixa e espaçada tenha sido exatamente uma forma de te atender sem te fazer mal, e não desconhecimento. E existe um contexto que vale conhecer: prescrever hormônio com finalidade estética, de ganho de massa ou de desempenho é vedado ao médico no Brasil, hoje pela resolução do Conselho Federal de Medicina de 2023, e essa já era a posição do conselho antes disso. Ou seja, ela não podia fazer o que você pediu, e o que ela fez foi ficar o mais longe possível daquilo. Isso muda a conclusão prática: não é caso de procurar outro profissional para conseguir o que você queria, é caso de aceitar que a resposta técnica e a resposta ética coincidiram aqui. E aí vem o ponto que eu acho o mais importante do seu tópico, e ele está no seu próprio texto. Você escreveu que treina há cinco anos, que não segue dieta à risca, que os pratos são grandes com arroz, feijão e carne, e que toma cerveja no fim de semana. E várias pessoas comentaram que o seu shape está bom desse jeito. Repare no que isso significa: você chegou onde chegou com o pé no freio. A alavanca que sobrou para você não é hormônio, é a dieta que você admite não seguir. Um metro e setenta e quatro com oitenta quilos e cinco anos de treino, com comida organizada e proteína contada por doze meses, muda mais a sua aparência do que esses seis meses de Deposteron mudariam. E é a única alavanca que não cobra nada depois. Se em algum momento você quiser mesmo mexer nisso, o mínimo antes é ter exames de base além da testosterona: hemograma com hematócrito, perfil lipídico completo, função hepática, glicemia, pressão medida em casa, e no hormonal também LH, FSH, estradiol e prolactina. Ter um LH e um FSH de antes é o que permite saber, depois, se o seu eixo voltou. Sem eles, você perde o único ponto de comparação que importa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Orientação sobre dieta ( Baixar BF / Hipertrofia)
@Camila Moreira, o @Apollo Galeno te deu o esqueleto e o @Mullm te deu a ferramenta para executar, e aprender a contar macro é realmente o passo que mais muda resultado. Vou acrescentar três coisas que ficaram de fora e que valem para o seu caso específico. A primeira é sobre o seu ponto de partida, porque acho que ele foi lido como pior do que é. Você tem um metro e quarenta e nove e cinquenta quilos, e estima dezoito a vinte por cento de gordura. Se esse número estiver certo, você já está na faixa considerada atlética para mulher, que fica em torno de catorze a vinte por cento. A faixa saudável comum vai de vinte e um a trinta e um. Ou seja, você não está com gordura sobrando, você está magra e querendo ficar mais magra ainda. Isso não é proibido, mas muda a conversa: daqui para baixo cada ponto custa mais caro e rende menos visualmente, e abaixo de uns catorze ou quinze por cento começam a aparecer problemas de ciclo menstrual e de osso, porque a gordura participa da produção de estrogênio. Se em algum momento a menstruação ficar irregular ou sumir, esse é o sinal de que você passou do ponto, e não uma comodidade. A segunda é sobre os dois objetivos ao mesmo tempo. Você escreveu que quer baixar percentual e ganhar hipertrofia. Com três anos de treino, esses dois não acontecem juntos com força. Ganhar músculo comendo abaixo da manutenção funciona principalmente em iniciante ou em quem tem bastante gordura para ceder, e você não é nenhum dos dois casos. As quantidades sugeridas somam por volta de mil e cento e cinquenta calorias, e para o seu tamanho isso é um déficit real, algo em torno de quinhentas calorias por dia. Vai funcionar para secar, e é uma escolha legítima se o objetivo agora é esse. Só não espere ganho de massa nesse período, e não se frustre quando ele não vier. Faz sentido decidir uma coisa por vez: alguns meses de corte, e depois uma fase de ganho lento, com superávit pequeno, que é onde a massa realmente aparece. No seu caso, sinceramente, eu inverteria a ordem e faria a fase de ganho primeiro, justamente porque você já está magra e o que está faltando na foto é volume muscular, não menos gordura. Se a decisão for cortar mesmo assim, uma correção pontual: eu subiria a proteína. Setenta e sete gramas para cinquenta quilos é pouco quando se está em déficit e já magra, situação em que a proteína é justamente o que protege o músculo. Algo em torno de cem gramas por dia é mais coerente, e dá para tirar essa diferença do carboidrato ou da gordura sem mexer no total. A terceira é a que eu acho mais importante e ninguém tocou. Você escreveu que treina com personal presencial e que não consegue especificar o treino porque cada dia é um treino diferente. Isso é um problema sério para o objetivo de hipertrofia, e não é culpa sua. Músculo cresce respondendo a uma carga que aumenta ao longo do tempo. Para a carga aumentar, é preciso repetir o mesmo exercício em semanas seguidas e tentar bater o número da vez anterior. Se o exercício muda todo dia, não existe número anterior, e portanto não existe progressão a perseguir, nem para você nem para quem monta. Você fica sempre no esforço subjetivo, que sobe e desce conforme o sono e o humor. A literatura sobre variação diz exatamente isso: alguma variação organizada ajuda, mas troca excessiva e aleatória de exercícios atrapalha o ganho. E existe estudo mostrando que a hipertrofia é maior quando há progressão registrada do que quando não há. O que eu faria: peça ao seu personal um programa fixo, com os mesmos exercícios principais por seis a oito semanas, e uma planilha para anotar carga e repetições. Aula variada todo dia é ótima para não enjoar e péssima para crescer. Se ele mudar tudo por medo de você achar monótono, vale dizer que você prefere o resultado. Depois de seis a oito semanas, troca se os exercícios acessórios e mantém se os principais, e aí sim a variação vira ferramenta em vez de ruído. Uma última coisa, sobre os cinco aeróbicos por semana. Eles funcionam para acelerar o déficit, mas se o seu objetivo maior é forma e volume muscular, cuidado com a dose. Em quem já come pouco e já está magra, muito aeróbico compete com a recuperação do treino de força, ou seja, atrapalha justamente o que você quer. Se em algum momento as cargas começarem a cair semana após semana, esse é o primeiro item a reduzir.
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Cristiano Ronaldo , pode ser considerado um projeto de fisiculturista?
Pokoyô, dieta zero carboidrato é a única parte que eu contestaria, e vale explicar porque essa ideia pega muita gente que treina. Futebol é o esporte que mais depende de glicogênio muscular que existe. Não é corrida contínua, é esforço intermitente de alta intensidade, com sprint, freada e mudança de direção, e esse tipo de trabalho usa carboidrato como combustível principal, sem substituto. As recomendações para jogador profissional ficam na faixa de cinco a sete gramas por quilo por dia em dia de treino, subindo para sete a doze em período de jogo e recuperação. Para um jogador de oitenta e cinco quilos, isso são quatrocentas a seiscentas gramas de carboidrato por dia. Zero carb ali não é uma escolha excêntrica, seria inviabilizar o ofício. E há medida disso. Quando se compara jogadores que entram em campo com o estoque de glicogênio cheio e com o estoque baixo, os de estoque baixo percorrem menos distância e fazem menos sprint, e a queda aparece justamente no segundo tempo. Ou seja, o preço de faltar carboidrato não é sentir fraqueza vaga, é render menos exatamente nos minutos que decidem jogo. O que costuma gerar essa impressão de zero carb é que o cardápio divulgado dele evita farinha refinada, pão e massa branca, e privilegia arroz integral, batata, aveia, quinoa e legumes. Isso não é ausência de carboidrato, é escolha de fonte. Coisa bem diferente, e a confusão entre as duas é o que faz gente aqui no fórum cortar carboidrato achando que está imitando atleta e depois não entender por que o treino caiu de rendimento. Sobre a assimetria de dorsal, ela é a regra e não a exceção. Praticamente todo mundo tem um lado mais desenvolvido, e em esporte com dominância de perna e de giro isso é ainda mais esperado. Só vira assunto quando é grande a ponto de mudar a mecânica ou quando aparece junto com dor ou perda de força. Em foto, ângulo e rotação do tronco criam assimetria que não existe. E uma correção no que eu mesmo escrevi acima. Eu disse que o palpite de sete ou oito por cento era plausível. Fui buscar dado melhor depois e o cenário é outro: levantamentos com densitometria em jogadores profissionais mostram média em torno de doze por cento, e valores abaixo de dez por cento são raros mesmo na elite, com atacantes e laterais um pouco mais magros que meio campistas. Então o mais provável é que ele estivesse na faixa de dez a doze por cento, e não abaixo. Continua sendo excelente para quem sustenta isso a temporada inteira, mas fica o registro, porque estimativa por foto quase sempre chuta para baixo, e é assim que se cria expectativa impossível em quem lê.
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Ciclo de propionato + primobolan + deca
@CpsTheus, você fechou o tópico dizendo que vai ciclar independentemente de ajudarem, e o @Apollo Galeno apontou justamente essa frase. Então eu vou tratar como decisão tomada e falar do que reduz o estrago, sem protocolo e sem sermão. Mas antes preciso te mostrar uma contradição no seu próprio post, porque ela derruba o plano inteiro. No campo da dieta você escreveu, literalmente, sem dieta específica. E o ciclo proposto soma seiscentos e cinquenta miligramas por semana de três substâncias diferentes. Pense no que isso significa. Esteroide não cria tecido do nada, ele acelera a construção com o material que você fornece. Sem superávit calórico e sem proteína suficiente, o corpo não tem com o que construir, e você paga o preço inteiro por uma fração do resultado. Essa é a diferença entre alguém que ganha oito quilos num ciclo e alguém que ganha dois e depois não entende por quê. Se você vai fazer de qualquer jeito, a mudança que mais aumenta o seu retorno não é ajustar dose, é resolver a comida antes. Proteína entre um vírgula seis e dois gramas por quilo por dia, o que no seu peso dá cento e vinte a cento e quarenta e cinco gramas, e superávit modesto e constante. Isso é gratuito e vale mais do que o terceiro composto da sua lista. Agora o histórico que me preocupa mais que o plano. Você relatou quatro semanas com estanozolol diário e sessenta miligramas de oxandrolona por dia ao mesmo tempo. São dois orais alquilados simultâneos, e a oxandrolona nessa dose é alta. E você declarou nenhum exame de sangue, nunca. O que isso faz é bem documentado. Num estudo controlado, o estanozolol derrubou o HDL em torno de trinta e três por cento, e a subfração que mais importa caiu setenta e um por cento. Em outro trabalho, a queda já era de catorze por cento no terceiro dia e trinta e nove por cento no sétimo. Repare no tempo: uma semana. Para comparação, testosterona injetável na mesma investigação derrubou o HDL em nove por cento. Ou seja, a diferença entre oral e injetável nesse quesito não é de grau, é de categoria. Você fez quatro semanas com dois orais somados e nunca mediu. Então a coisa mais útil que eu posso te dizer é: faça os exames agora, antes de começar qualquer coisa. Hemograma completo, perfil lipídico completo com HDL, LDL e triglicerídeos, função hepática com TGO, TGP, gama GT, fosfatase alcalina e bilirrubinas, glicemia, função renal com creatinina, pressão medida em casa por alguns dias, e um hormonal com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina. Custa pouco, e sem esse retrato de antes nenhum exame futuro significa coisa alguma, porque você não vai ter com o que comparar. Sobre o desenho, dois pontos objetivos. Propionato aplicado domingo, terça e quinta está tecnicamente correto, e isso eu elogio: éster curto pede aplicação frequente mesmo. Já a nandrolona no meio de um ciclo com um éster curto é incoerente, porque o decanoato permanece por meses e vai definir sozinho quando a sua TPC pode começar. Se a ideia era ter um ciclo controlável, com botão de desligar, ela é justamente o item que tira isso de você. E três compostos ao mesmo tempo, no seu primeiro ciclo injetável, significa que você não vai saber o que causou o que, nem o que deu certo nem o que deu errado. Agora a parte prática de segurança que quase ninguém fala e que importa muito no seu caso, porque você vai aplicar cinco dias por semana. Infecção em local de aplicação é comum: num levantamento com centenas de usuários, mais de quarenta por cento já tiveram vermelhidão, inchaço e dor no local, e perto de sete por cento já tiveram abscesso ou ferida aberta. Isso é evitável quase inteiramente com técnica. Agulha e seringa novas a cada aplicação, sem exceção e sem compartilhar nada. Álcool setenta por cento na tampa do frasco e na pele, deixando secar antes de furar. Agulha diferente para aspirar e para aplicar. Rodízio de locais, o que é ainda mais importante para você, com cinco aplicações semanais. Nunca aplicar em local com dor, calor ou vermelhidão prévia. E se aparecer área quente, endurecida e dolorida, com febre, isso é pronto socorro no mesmo dia, e não algo para esperar passar. Uma última coisa, e é o argumento que eu acho mais forte para você especificamente. Você tem vinte e dois anos e um ano de treino. Esse é o período em que o corpo mais responde na vida inteira, e é o único que não volta. Com um metro e sessenta e nove e setenta e três quilos, resolvendo a dieta que você mesmo disse não ter, um ano de treino consistente entrega mais do que esse ciclo vai entregar sem comida organizada. Você já tem a disposição e a disciplina de aplicar cinco vezes por semana. Aplique metade dessa disciplina na cozinha por doze meses e a decisão sobre ciclar vai ficar bem diferente, porque aí você vai estar decidindo com informação e não com pressa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Baixando percentual de gordura para melhorar pele e corpo e proposta de ciclo
@Andressa Souza, o tópico está bem conduzido e o apoio das meninas é de primeira. Vou entrar num ponto que passou meio batido no meio das mensagens de força, porque ele é clínico e importa mais do que qualquer ajuste de dieta agora. Você escreveu duas coisas na mesma semana: que as dores nas articulações da covid perduram e que se sente eternamente cansada. E logo em seguida o plano de retomada veio com sete sessões de aeróbico ou HIIT por semana. Essa combinação merece cuidado, e eu ajustaria antes de qualquer outra coisa. Primeiro, para você ficar tranquila sobre o que está sentindo: nada disso é frescura nem falta de disciplina. Cansaço persistente depois da covid é o sintoma mais comum de todos, aparecendo em torno de metade das pessoas nas revisões, e dor articular também é frequente, com relatos que vão de semanas a muitos meses. Ou seja, sentir se fraca e dolorida um mês depois é banal do ponto de vista estatístico, mesmo quando a infecção foi leve. Você não falhou em nada, você está convalescendo. Segundo, o motivo do cuidado com os sete cardios. Existe um fenômeno bem descrito no quadro pós covid chamado piora após esforço, em que o cansaço, a dor e a névoa mental não aparecem durante o exercício e sim no dia seguinte, ou dois dias depois, e ficam. E o detalhe que muda a conduta é justamente este: em quem tem esse padrão, a estratégia de aumentar a carga progressivamente pode piorar o quadro em vez de melhorar. O caminho recomendado nesses casos é o oposto do instinto de quem quer correr atrás do prejuízo: dosar esforço, parar antes de esgotar e respeitar dias ruins. Então o teste prático que eu faria nas próximas duas semanas é simples. Depois de cada treino, repare em como você está no dia seguinte e no outro. Se estiver normal, siga aumentando aos poucos. Se aparecer aquele cansaço desproporcional, dor articular pior ou cabeça lenta um ou dois dias depois, esse é o sinal de que o volume está acima do que o corpo suporta agora, e insistir vai atrasar tudo. Voltar ao ritmo total costuma levar semanas quando a infecção foi leve, e bem mais quando os sintomas persistiram, como no seu caso. E existe uma parte que não é negociável. Se aparecer dor no peito, palpitação, falta de ar em repouso ou com esforço pequeno, ou desmaio, pare e procure médico antes de treinar de novo. O motivo é a inflamação do músculo cardíaco, que pode ocorrer depois de infecção viral e é justamente uma condição em que exercício intenso é perigoso. Não é para se assustar, é porque o custo de checar é uma consulta e o custo de ignorar é outro. Sobre a dor articular que perdura, se ela persistir por mais algumas semanas, principalmente se for em várias articulações, com inchaço ou rigidez pela manhã, vale uma avaliação com reumatologista. Existem casos descritos de quadros inflamatórios articulares que começam depois da covid, e eles têm tratamento próprio. É bem mais provável que seja apenas o rastro da infecção, e a maioria melhora sozinha, mas dor que não cede merece nome. Duas observações menores. O Yomax é ioimbina. Nesse momento específico eu deixaria de fora, e o motivo é bem prático: ela acelera coração e aumenta a atividade adrenérgica, o que atrapalha justamente a leitura que você precisa fazer agora. Palpitação, coração acelerado e sensação de alarme são os sintomas que você quer conseguir interpretar durante a retomada, e com um estimulante desses no meio não dá para saber o que é sequela, o que é esforço e o que é o suplemento. Café e creatina podem ficar tranquilamente. E sobre a hidratação de três litros e oitocentos, ela é bastante e não faz mal para a maioria das pessoas, mas não tem efeito emagrecedor. Beba conforme sede, urina clara e o calor do dia, e não como meta a ser batida. Por último, sobre o pedido de desculpas pelas falhas. Você não falhou. Você teve covid, com sintomas, cuidando de uma filha, e ainda voltou. Uma semana de dieta desorganizada dentro de dois anos de tópico não muda absolutamente nada no resultado final. O que muda resultado é o que você já demonstrou fazer: voltar depois. E, olhando de fora, o risco maior no seu caso agora não é afrouxar, é apertar demais rápido demais e transformar quinze dias parada em dois meses. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda com dieta p/ ganho de massa magra
@luisafonso, o tópico parou justo depois de você relatar que estava emagrecendo, sentindo tontura e vendo ombro, costas e peito diminuírem. Como ninguém voltou nisso, vou dar a minha leitura, e ela discorda em parte do que foi dito. Você merece o raciocínio completo para decidir por conta própria. Comece pela conta. A distribuição sugerida foi duzentos e dez gramas de carboidrato, cento e quinze de proteína e setenta de gordura. Isso soma por volta de mil novecentas e trinta calorias. Você tem trinta e dois anos, um metro e setenta e cinco, sessenta e oito quilos e treina cinco vezes por semana à noite. A sua manutenção está bem acima disso, provavelmente na faixa de dois mil e quinhentas a dois mil e oitocentas. Ou seja, o plano que você seguiu à risca é um déficit de umas oitocentas calorias por dia. Isso explica tudo o que você relatou, e explica direitinho: o peso caindo de sessenta e nove e meio para sessenta e oito em uma semana, a fome, a tontura no treino, e o espelho mostrando ombro, costas e peito menores. Não é impressão sua nem ansiedade. É o que acontece. E aqui está o ponto central. Você abriu o tópico pedindo ajuda para ganhar massa. Você já vinha perdendo peso, de setenta e quatro para sessenta e nove e meio, e foi justamente por isso que procurou o fórum. A resposta foi um plano que aprofundou o déficit. É bem possível que a intenção fosse melhorar a composição corporal primeiro, e o @Apollo Galeno disse isso com todas as letras quando falou que peso alto não é sinônimo de músculo, o que é verdade. Só que existe um limite para essa estratégia, e ele depende de quem está fazendo. Ganhar músculo comendo abaixo da manutenção acontece principalmente em iniciante, em quem está com bastante gordura ou em quem está voltando de uma pausa. Você tem seis anos de treino, três sem parar, um metro e setenta e cinco com sessenta e oito quilos e estava em quinze por cento de gordura antes de perder quatro quilos e meio. Você não é nenhum dos três casos. Nessa situação, déficit constrói pouquíssimo e custa massa magra, e é isso que o seu espelho está te dizendo. Sobre a sua queixa original, de que quando ganha músculo ganha gordura e quando perde gordura perde músculo: o @Locemar está certo, isso é o normal em todo mundo. O que muda o resultado não é achar um jeito de escapar disso, é a velocidade. Superávit pequeno, de umas duzentas a trezentas calorias por dia, produz ganho lento com pouca gordura junto. Superávit grande produz ganho rápido com muita gordura junto. Você tentou os dois extremos: o aplicativo mandou quatrocentos e vinte gramas de carboidrato, o que dá mais de três mil e trezentas calorias e é demais, e depois você foi para mil novecentas, que é de menos. A resposta está no meio, e no seu caso ela é algo em torno de dois mil e setecentas a dois mil e oitocentas calorias para começar a subir de verdade. Uma correção específica sobre a proteína, e essa vale independentemente do que você decidir sobre calorias. Cento e quinze gramas para sessenta e oito quilos é pouco, e é ainda mais pouco em déficit. Existe revisão sistemática dedicada exatamente ao seu caso, gente treinada e magra em restrição calórica, e a recomendação que saiu dali fica na faixa de dois vírgula três a três vírgula um gramas por quilo de massa magra por dia, subindo conforme a pessoa esteja mais magra e o corte mais agressivo. No seu peso e percentual, isso daria algo entre cento e trinta e cinco e cento e oitenta gramas. Ou seja, se for para cortar, a proteína precisa subir, não descer. Ela é o que protege o músculo enquanto falta energia, e é exatamente o item que ficou baixo enquanto você perdia justamente músculo. Sobre a tontura no treino, uma palavra. A sugestão de remanejar carboidrato para o pré treino ajuda, e vale fazer. Mas tontura recorrente em quem está comendo pouco e treinando às vinte e duas horas é sinal de energia insuficiente, não um detalhe de horário. Se ela persistir mesmo com o pré treino ajustado, vale um hemograma e uma glicemia antes de continuar empurrando. Sobre o treino que o Locemar montou, ele é bem construído e bem mais estimulante que o seu anterior, e sobre isso ele tem toda razão: para três anos de treino o que você fazia era básico demais. Minha única divergência é a frequência. Cada grupo grande sendo treinado uma vez por semana é uma escolha defensável, e quando o volume semanal é igual as pesquisas não mostram diferença clara entre treinar uma ou duas vezes. Só que, na prática, dividir o mesmo volume em duas sessões costuma render séries de melhor qualidade, porque as últimas séries de um treino gigante são feitas cansado. A recomendação prática que sai da literatura é treinar cada grupo pelo menos duas vezes por semana. Se você sentir que as últimas séries do treino de costas não rendem, essa é a mudança a fazer, e não é briga com o treino, é redistribuição. Sobre o ciclo, eu concordo integralmente com o Apollo, e acrescento um motivo que talvez convença mais que os outros. No estado em que você está, comendo abaixo da manutenção, nenhuma substância entrega o que promete, porque hormônio não cria tecido do nada, ele acelera a construção com o material que você fornece. Você já viu isso na prática: fez oxandrolona em 2014, e aqui está você seis anos depois com o mesmo problema. Quem resolve dieta e treino e depois usa, colhe. Quem usa para compensar dieta que não fecha, gasta. O que eu faria, em ordem prática. Subir para a manutenção por duas semanas, o que já vai parar a queda e melhorar a tontura, e depois acrescentar duzentas a trezentas calorias por dia. Colocar a proteína em cento e quarenta a cento e cinquenta gramas. Pesar sempre no mesmo horário, de manhã, e olhar a média de sete dias, porque pesar de manhã num dia e à noite no outro produz justamente o susto de um quilo e meio que você levou. Medir a cintura uma vez por mês, para saber se o que está subindo é o que você quer. E anotar as cargas do treino, porque se a carga sobe mês a mês com a cintura estável, está funcionando, independentemente do que a balança faça em qualquer semana isolada.
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[AVALIAÇÃO] CICLO BOLD+DECA+TESTO
@brunotm, seu tópico ficou sem nenhuma resposta e você pediu crítica de verdade, então vamos a ela. O plano está bem escrito e organizado, o que já te coloca à frente da maioria, mas ele tem um erro estrutural que compromete o resultado inteiro e alguns itens que só custam dinheiro. Vou por ordem de importância. O erro principal é a TPC começando duas semanas depois do fim. Ela não vai funcionar, e o motivo é o decanoato e o undecilenato. São dois dos ésteres mais longos que existem, e a nandrolona em particular continua sendo liberada por meses depois da última aplicação. Ou seja, na semana doze, quando você tomar o primeiro tamoxifeno, ainda vai haver nandrolona e boldenona circulando em quantidade suficiente para suprimir o eixo. Você estaria tentando religar a hipófise enquanto ainda manda o sinal que a desliga. O intervalo de duas semanas serve para éster curto, e você o aplicou a um ciclo com os dois ésteres mais longos da prateleira. Com essa composição, o intervalo precisa ser bem maior, e a decisão certa não vem do calendário, vem de dosar testosterona, LH e FSH e começar quando eles tiverem caído. O segundo problema é a boldenona nesse desenho. Com meia vida na casa de quinze dias, ela leva por volta de dez semanas só para atingir nível estável. Num ciclo de dez semanas, ela passa o tempo todo subindo e você para exatamente quando ela ia começar a entregar. Você paga o preço dela, incluindo supressão e hematócrito, e colhe a pior parte da curva. Se fosse para manter alguma coisa desse trio, ela é a primeira que eu tiraria. O terceiro é o conjunto. Três injetáveis ao mesmo tempo, num ciclo de dez semanas, significa que se algo der errado você não vai saber o que foi, e se der certo também não. E a nandrolona a duzentos com testosterona a quinhentos está numa proporção razoável, isso eu elogio, mas ela ainda acrescenta o risco próprio dela, que é a atividade no receptor de progesterona e a queda de libido no meio do ciclo. Um ciclo de testosterona sozinha, na mesma dose, com o mesmo tempo, entrega quase tudo o que esse plano entrega, com uma fração da complicação e com TPC muito mais simples. Agora as duas semanas nove e dez, chamadas de cutting. Duas semanas não são uma fase. Não dá tempo de perder gordura relevante nem de mudar aparência, e a nandrolona e a boldenona que você aplicou até a semana oito continuam circulando ali de qualquer jeito, então nem o conceito de trocar de composto se realiza. Se o objetivo é bulking e depois cutting, o cutting é uma fase de meses, alimentar, e vem depois do ciclo. Sobre a gonadotrofina, tenho um elogio e uma correção. O elogio: duzentos e cinquenta unidades três vezes por semana durante o ciclo é o uso mais defensável que existe para ela, porque mantém o testículo funcionando enquanto o eixo está desligado e faz a TPC começar de um ponto muito melhor. Isso está certo e vai contra o senso comum do fórum. A correção: repetir gonadotrofina durante a TPC, junto com o tamoxifeno, é contraproducente. Ela sobe a testosterona pela via do testículo e, com isso, o estradiol, que é exatamente o sinal contra o qual o tamoxifeno está trabalhando no hipotálamo. Use durante, encerre antes, e deixe a TPC sozinha. Sobre o anastrozol começando no sétimo dia, meio miligrama em dias alternados, sem exame. Eu não faria. Com enantato, o estradiol nem subiu ainda no sétimo dia, e você já estaria derrubando ele às cegas. Estradiol muito baixo dá dor articular, libido no chão, humor ruim e piora do colesterol, que é justamente o que a maioria atribui ao ciclo dar errado. O uso sensato é dosar estradiol quando aparecer sintoma e ajustar a partir do número, e não iniciar por protocolo. O tamoxifeno guardado para o caso de ginecomastia está correto e é a conduta certa. Agora a parte que só custa dinheiro. O Xantinon é metionina e colina, indicado como auxiliar em gordura no fígado. Ele não protege de nada aqui, e repare no detalhe engraçado: o seu ciclo não tem nenhum oral alquilado. Não há hepatotoxicidade relevante para proteger. Você colocou protetor hepático num ciclo sem o agente que agride o fígado. A silimarina pós ciclo cai no mesmo caso. A vitamina E a quatrocentas unidades por dia eu tiraria, e não é neutralidade. Uma meta análise associou doses iguais ou acima de quatrocentas unidades a aumento de mortalidade geral, e um estudo grande de prevenção encontrou dezessete por cento mais casos de câncer de próstata em quem tomou exatamente essa dose. Há trabalho posterior que não encontrou efeito na mortalidade, então o assunto não é fechado, mas o saldo é claro: não existe benefício demonstrado que justifique tomar, e existe sinal de dano. Vitamina D é outra história e faz sentido, só que dosando o nível antes, e não por padrão. O que eu faria, resumindo. Testosterona sozinha em dose modesta, dez a doze semanas, gonadotrofina em dose baixa durante o ciclo, sem inibidor de aromatase por protocolo, tamoxifeno de reserva, TPC começando pelo exame e não pelo calendário, e exame de controle de quatro a seis semanas depois do fim. E os exames, que não aparecem em lugar nenhum do seu plano. Antes: hemograma completo com atenção ao hematócrito, porque boldenona e nandrolona o elevam bastante, perfil lipídico completo, função hepática, glicemia, função renal, pressão medida em casa e um hormonal com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina. No meio do ciclo, hematócrito e estradiol. Depois, testosterona, LH e FSH. Esse é o item que mais falta no seu plano, e é o mais barato de todos. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo oxandrolona em casal
@Kitty Crystal, o @Foston acertou o essencial e eu assino a conclusão dele: no seu caso específico, eu também não usaria nada. Mas ele fechou com uma sugestão que precisa de correção, porque ela é a parte perigosa do tópico, e você merece saber por quê. Primeiro, o motivo de a resposta ser tão categórica no seu caso. Você trabalha com a voz. O engrossamento causado por androgênio não é um efeito que passa quando se para. Ele acontece porque a prega vocal responde ao hormônio engrossando de verdade: o tecido fica mais espesso e o músculo dentro da prega aumenta, e é isso que derruba a frequência da voz. Existe relato de acompanhamento de mulheres em que a voz continuava alterada anos depois de parar, inclusive uma descrição de vinte anos depois. É o mesmo processo que acontece com um menino na puberdade, e ninguém volta atrás. E aqui está a parte que desmonta o seu plano de dose baixa. O risco depende de dose e de tempo, isso é verdade, mas não existe dose demonstrada como segura. A sensibilidade individual varia muito, e não há como saber a sua antes de testar. Pior: o sinal costuma aparecer tarde. Rouquidão, voz cansando no fim do dia, dificuldade de alcançar as notas mais agudas, quebra no meio da frase. Quando você percebe isso, a alteração estrutural já começou. Para quem trabalha com a voz, isso não é um efeito colateral, é risco profissional. Agora a correção. Sarms não são uma alternativa segura para quem tem medo da voz, e essa é a informação mais importante que eu posso te deixar. Eles agem no mesmo receptor de andrógeno das outras substâncias. Toda a promessa deles era separar o efeito anabólico do virilizante, e essa separação não se confirmou na prática: eles continuam mexendo em hormônio, fígado, colesterol e humor. Além disso, existem casos publicados de lesão hepática aguda com sarm, alguns graves, e nenhum deles é aprovado por agência nenhuma para uso humano. Some a isso que produtos vendidos como sarm são frequentemente mal rotulados, contendo dose diferente da declarada ou substâncias que nem estão no rótulo. Ou seja, você trocaria uma substância conhecida por uma desconhecida, comprada sem controle, e mantendo o mesmo risco de voz. Não é uma troca a seu favor. Sobre peptídeo, é verdade que os secretagogos de hormônio do crescimento não têm ação androgênica e portanto não engrossam voz. Só que também não são aprovados, também vêm de mercado sem controle, e mantêm o fator de crescimento IGF-1 cronicamente alto, o que não é indiferente. Não é um caminho que eu recomendaria só porque poupa um efeito específico. Agora vamos ao que eu acho que resolve o seu problema de verdade, porque ele está escrito no seu próprio texto e passou batido. Você disse que é aquela que treina de seis em seis meses, e que de setembro a dezembro, quando treinou e fez a dieta direito, perdeu gordura e ganhou massa. Repare no que isso significa: quando você faz, funciona. O seu problema não é resposta ao treino, é continuidade. E ciclo não conserta continuidade, ele piora, porque cria a expectativa de que o resultado vem da substância e não da rotina. Doze semanas de oxandrolona em cima de uma vida de intervalos de seis meses vão render menos do que doze meses seguidos de treino sem nada. Aos vinte e cinco anos, um metro e sessenta e sete e sessenta e um quilos, com resposta comprovada ao treino e macros que você já sabe calcular, o que falta é um ano inteiro sem parar. Só isso. E dá para tornar isso mais fácil: a sua divisão tem dias com duas idas à academia no mesmo dia, o que é justamente o tipo de exigência que quebra na primeira semana corrida. Um programa de quatro dias por semana que você cumpra sempre entrega mais que um de seis que você cumpre por dois meses. Duas observações práticas. A primeira: você parou o anticoncepcional há três meses. Se não há intenção de engravidar agora, vale conversar com a ginecologista sobre método, porque androgênio na gravidez tem efeito grave sobre um feto feminino, e essa é uma combinação que ninguém quer descobrir depois. A segunda: se em algum momento você decidir usar qualquer coisa, mesmo assim, faça um registro da sua voz antes, gravando uma leitura padrão, e procure uma fonoaudióloga. Assim existe um retrato do antes, e uma alteração é detectada bem mais cedo do que pelo seu próprio ouvido. Sobre fazer junto com o namorado, um último ponto. É um péssimo critério de decisão, e não é conselho moral, é técnico: as substâncias, as doses, os riscos e a reversibilidade são completamente diferentes entre homem e mulher. O que para ele é um efeito que passa, para você pode não passar. Ele pode aumentar a dose se quiser, você não tem essa margem. São dois assuntos diferentes que só parecem um. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Luta árdua para emagrecer: desmotivação com treino e dieta. Comprei oxandrolona!
@Tata78, o tópico parou justo na sua pergunta, e ela merece resposta direta. Você perguntou se devia continuar a oxandrolona depois de ficar doente, com medo do efeito rebote. Vou responder isso primeiro e depois apontar duas coisas do seu plano que ninguém comentou e que eu mudaria hoje. Sobre o rebote: ele não existe do jeito que você está imaginando. A oxandrolona tem meia vida curta, na faixa de nove a dez horas, e sai do corpo rápido e sem sobressalto. Parar não dispara ganho de gordura nem desfaz o que você construiu. O que muda ao parar são duas coisas menores: você perde um pouco de água e glicogênio, o que aparece na balança e no espelho por uma ou duas semanas e não é gordura, e o apetite volta ao normal, o que exige atenção com a comida. Ou seja, a decisão de parar não tem custo fisiológico. Ela é reversível e segura. E a minha opinião sobre continuar: eu não retomaria. Não pelo rebote, por outro motivo, e é o mais importante deste post. Você estava tomando antibiótico para sinusite, ficou muito enjoada e o estômago sofreu. A oxandrolona é um oral alquilado, e o tipo de dano que ela pode causar no fígado é colestático, ou seja, atrapalhando o fluxo da bile. E vários antibióticos comuns também têm potencial de lesão hepática, a combinação de amoxicilina com clavulanato sendo uma das causas mais frequentes de lesão hepática por medicamento que existe. Somar as duas coisas é justamente o que não se faz. E o enjoo que você sentiu, junto com dificuldade de comer, é inespecífico, mas é exatamente um dos sintomas iniciais de sofrimento hepático. Ou seja, você fez o certo por instinto ao parar. O que eu faria agora, em vez de retomar: um exame de função hepática, com TGO, TGP, gama GT, fosfatase alcalina e bilirrubinas. Se estiver tudo normal, ótimo, você tem um ponto de partida no papel. Se estiver alterado, você descobriu isso barato. Aproveite e peça também perfil lipídico completo, porque orais derrubam o HDL, e o seu ciclo já dura mais de nove semanas. Agora a parte que ninguém tocou e que me preocupa mais do que a oxandrolona. No plano você tem ioimbina cinco miligramas de manhã. E, no seu primeiro post, você informou que estava em fase de desmame de Pondera, que é paroxetina. Essas duas coisas juntas são um problema. A ioimbina age aumentando a liberação de noradrenalina, e por isso ela é formalmente desaconselhada em quem tem ansiedade ou transtorno de pânico, porque ela provoca justamente os sintomas: coração acelerado, tremor, aperto no peito, sensação de alarme. E a paroxetina é, entre os antidepressivos dessa classe, um dos que dão a pior síndrome de descontinuação, porque a meia vida é curta e o nível no sangue cai rápido. Os sintomas dessa retirada são tontura, náusea, formigamento, irritabilidade e ansiedade, e aparecem em uma fração enorme de quem desmama. Repare no que acontece se as duas coisas se somam: você tem sintomas de retirada de um lado e um estimulante adrenérgico do outro, e fica impossível saber o que é o quê. E há orientação explícita de não usar ioimbina junto com antidepressivo sem falar com quem prescreveu. Eu tiraria a ioimbina do seu plano hoje, e essa é a mudança mais importante que eu sugiro no tópico inteiro. Ela contribui pouquíssimo para emagrecer e traz um risco que, no seu caso específico, não é teórico. Agora sobre a sua pergunta prática de tirar arroz e feijão por causa da prisão de ventre e do inchaço. Aqui eu discordo do caminho, e por um motivo simples: o feijão é provavelmente a maior fonte de fibra da sua dieta. Tirar ele tende a piorar a prisão de ventre, não melhorar. O que costuma causar esse quadro é o oposto do que parece: dieta muito restrita, pouca fibra, pouca gordura e pouca água. Vale checar também o cloridrato de quitosana da sua lista de suplementos, que é um dos que mais dão desconforto intestinal, e sinceramente ele não faz falta nenhuma. O que resolve prisão de ventre é fibra, água, gordura suficiente e caminhada, e você já faz a caminhada. Se o problema for gases e distensão especificamente com feijão, aí sim vale testar reduzir só o feijão e compensar com outras fontes, como aveia, chia, mamão, ameixa e verduras, mantendo o arroz. Sobre os suplementos em geral, uma limpeza honesta. Maca peruana, tribulus, clorela e quitosana não têm evidência que justifique o gasto. Vitamina D e ômega três podem ficar, e complexo B só faz sentido se houver deficiência. Esse dinheiro rende muito mais em proteína de verdade. Duas observações finais. A primeira, sobre a celulite, que você colocou como meta. Ela não some. Nenhum tratamento, nenhuma dieta e nenhuma substância eliminam celulite de forma confiável, e isso vale inclusive para procedimentos caros. Ela costuma ficar menos visível com menos gordura e mais músculo por baixo, e é isso que você vai conseguir. Digo porque colocar como meta algo que não é alcançável é uma armadilha de motivação: você pode fazer tudo certo, chegar aos sessenta quilos, e ainda se sentir fracassada por causa de uma coisa que nunca esteve na mesa. A segunda é sobre o que você conseguiu. Você saiu de setenta e cinco para setenta quilos, atravessou quarentena, sinusite crônica, antibiótico e academia fechada, e continuou atualizando o tópico e treinando em casa. A @Joaninha te perguntou logo no começo o que estava errado antes, e a resposta ficou clara com o tempo: não era falta de esforço, era falta de método e de acompanhamento. Você achou os dois. Cinco quilos com músculo preservado valem mais do que dez quilos perdidos de qualquer jeito, e a diferença aparece daqui a um ano. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Precisando ajuda no treino
@Mauricio1989, o @Locemar montou um treino e uma dieta bem estruturados para o seu objetivo, e a parte de comer mais está certa: com um metro e setenta e oito e sessenta e cinco quilos aos quarenta anos, o que falta é comida, e você mesmo percebeu isso. Só que a pergunta com que você abriu o tópico ficou sem resposta, e ela era justamente a mais importante. Você escreveu que teve uma lesão séria no ciático e queria orientação por causa disso. Ninguém perguntou qual foi, e o treino que saiu não tem nenhuma adaptação para ela. Vamos por partes, porque isso muda o que você vai fazer na segunda feira. Primeiro, o que significa dor ciática. Na maioria das vezes ela não é um problema do nervo em si, é uma raiz nervosa comprimida lá na coluna lombar, normalmente por hérnia de disco. Isso importa porque muda completamente o que agrava. O que costuma piorar esse quadro não é peso em si, é a coluna carregar peso enquanto está curvada para a frente, e movimentos que empurram a raiz. O que costuma melhorar é extensão suave, caminhada e carga bem distribuída. Agora olhe o treino C com esse olho. O leg press quarenta e cinco é, de longe, o exercício da lista que mais me preocupa no seu caso. No fim da descida, quando o joelho chega perto do peito, a bacia gira e a lombar arredonda contra o encosto, e nesse instante você tem centenas de quilos comprimindo a coluna exatamente na posição que mais provoca a raiz nervosa. E cinco séries de doze é bastante volume nessa posição. Não é que leg press seja proibido para sempre, é que ele exige amplitude limitada: descer só até onde a bacia não sai do encosto, e parar ali, mesmo que pareça pouco. Se você sentir formigamento, choque ou dor descendo pela perna, esse é o sinal de parar, não de insistir. O que eu faria diferente nesse começo, sem desmontar o plano. Trocar o leg press profundo por leg press de amplitude curta ou por agachamento apoiado, manter o agachamento unilateral porque a carga total é bem menor, e adicionar exercícios que fortalecem a musculatura que sustenta a lombar em vez de comprimi la, como extensão lombar na cadeira romana com amplitude confortável, prancha e elevação de quadril no chão. Existe evidência boa de que fortalecer os extensores lombares, com amplitude limitada e carga progressiva conforme a dor permite, funciona bem em quem teve hérnia com dor irradiada. Ou seja, o caminho não é proteger a lombar de tudo, é carregá la do jeito certo. Uma coisa que também vale dizer sobre o treino A. Remada unilateral com halteres, do jeito clássico com o tronco inclinado, coloca a lombar em flexão sustentada segurando peso. No seu caso, prefira a versão com o joelho e a mão apoiados no banco, que tira a coluna da jogada. Puxada e remada baixa na polia estão ótimas. Sobre o desvio de bacia, tenho uma opinião que talvez contrarie o que te disseram. Assimetria de bacia e perna um pouco mais curta que a outra são achados comuns em gente que não sente absolutamente nada, e aparecem com frequência alta em exames de pessoas sem queixa nenhuma. A literatura não sustenta bem que isso, sozinho, seja causa de dor. Vale como informação, não como sentença. O que costuma resolver dor lombar é justamente o que você começou a fazer: voltar a se mover e a ficar mais forte. Cuidado com quem transforme esse diagnóstico num motivo para você tratar a coluna como frágil, porque acreditar que as costas são frágeis é, por si só, um dos fatores que mais prolonga dor nas costas. Antes de tudo isso, um recado prático: você diz que a lesão foi séria, e não sabemos se houve exame de imagem, se houve tratamento, se ainda dói e se a dor desce pela perna. Se ainda houver sintoma na perna, ou fraqueza no pé, uma consulta com ortopedista ou fisioterapeuta antes de começar a progredir carga vale muito mais do que qualquer ajuste de série que eu escreva aqui. E se em algum momento aparecer perda de força na perna, dormência na região de sela ou alteração para segurar urina, isso é emergência e não se discute em fórum. Duas observações finais, que ninguém tocou. Você usa citalopram e alprazolam, e isso merece ser dito ao médico junto com a notícia de que voltou a treinar. Não porque exista impedimento, mas porque exercício regular tem efeito consistente sobre humor e ansiedade, e é comum precisar reavaliar dose ao longo dos meses. Isso é conversa com quem prescreveu, e não motivo para mexer por conta própria. E vale saber que o alprazolam é um medicamento pensado para uso curto: se ele já vem se arrastando há muito tempo, é assunto para revisar com o seu médico, não para largar sozinho. E a semana na fazenda, em que você mesmo disse que come mal. Isso é um quarto do mês, e ao longo de um ano vira três meses de dieta desfeita. A solução não é heroísmo, é logística: leve o que não estraga. Aveia, leite em pó, pasta de amendoim, castanha, atum em lata, ovo, e o que tiver de carne por lá. Se você garantir a proteína e o volume nessa semana, o resto do plano para em pé. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
Ontem
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CICLO LONGO Deca 600mg + Dura 500mg
@MonsterXz, o @Apollo Galeno pediu a padronização e você não voltou, mas o plano que você postou tem três coisas que valem resposta mesmo sem os dados completos, porque elas não dependem do seu peso nem da sua dieta. E vou começar reconhecendo o que você fez de melhor, que é raro por aqui: montar a estrutura de alimentação antes, a ponto de virar restaurante. Você acertou no diagnóstico de que a dieta é o ponto caro. Justamente por isso vale não estragar o resto. Primeira coisa, e é a mais séria. O que você chamou de cruise não é cruise. Cruise é dose baixa de testosterona sozinha, no nível de reposição, exatamente para dar descanso ao organismo entre fases pesadas. O que você escreveu como cruise foi enantato mais dianabol mais boldenona. Isso é outra fase pesada, com um oral hepatotóxico no meio. Somando o seu plano inteiro, são vinte semanas, mais doze, mais dezesseis: quarenta e oito semanas seguidas, quase um ano sem nenhum intervalo real. Só que o plano não está descrito assim, está descrito como se tivesse pausa. É importante enxergar isso com o nome certo antes de decidir, porque a decisão que você está tomando é bem maior do que a que está escrita. Segunda coisa, a proporção. Seiscentos de nandrolona com quinhentos de testosterona deixa a nandrolona como composto principal. Isso é o desenho que mais produz o problema clássico dela: libido no chão, ereção ruim e humor estranho no meio do ciclo, com a testosterona altíssima no exame. A nandrolona tem atividade no receptor de progesterona, e é isso que abre essa porta. A prática mais defensável é manter a testosterona igual ou acima da nandrolona, e não o contrário. E repare que você mesmo relatou bons ganhos antes com duzentos por semana de nacional. Ou seja, na única vez em que a coisa funcionou bem para você, a dose foi uma fração disso. E aqui um detalhe que muita gente usa como justificativa e que na verdade é o argumento contra. Existe estudo bem feito mostrando que o ganho de massa magra sobe junto com a dose de testosterona, sem estabilizar até seiscentos miligramas por semana. Isso é verdade e eu não vou fingir que não é. Só que o que sobe junto não é só o ganho, é a conta: hematócrito, pressão, HDL no chão e coração. E, diferente do músculo, boa parte dessa conta não é recuperada quando você para. Terceira coisa, o que quarenta e oito semanas contínuas fazem que oito não fazem. O trabalho que comparou levantadores de peso usuários e não usuários com ecocardiograma e angiotomografia encontrou função sistólica do ventrículo esquerdo mais baixa nos usuários, com fração de ejeção média em torno de cinquenta e dois por cento contra sessenta e três nos não usuários, e volume de placa nas coronárias proporcional aos anos acumulados de exposição ao longo da vida. Repare no que essa última parte diz: a variável que mais pesa não é a dose de uma fase, é o tempo somado. E, em outro estudo, ex usuários de longa data ainda apresentavam disfunção, ou seja, não é tudo reversível parando. Um plano de quarenta e oito semanas seguidas é, literalmente, o desenho que mais acumula essa variável. Sobre o que motivou o plano, tem uma leitura errada ali que eu corrigiria. Você parou um ano, caiu de setenta e um para sessenta e sete quilos e perdeu muita força, e a conclusão parece ter sido que precisa de muito mais para recuperar. É o contrário. Massa já construída volta muito mais rápido do que foi conquistada, e isso tem base: as fibras retêm núcleos celulares adquiridos no período anterior, e o retorno é acelerado por isso. Quatro quilos perdidos em um ano parado é pouco, e a maior parte do que você sentiu foi perda de força por destreino, que volta em semanas. Ou seja, você está prestes a usar uma artilharia enorme para recuperar algo que voltaria com treino consistente e a dieta que você já domina. O que eu faria no seu lugar. Primeiro, tratar o retorno como retorno: dois a três meses treinando limpo, para recuperar carga e peso, e só então avaliar o quadro real. Segundo, se a decisão for usar, desmontar o encadeamento de quarenta e oito semanas e pensar em uma fase única, com tempo definido, testosterona como base e a nandrolona, se entrar, em dose menor que a dela. Terceiro, e sem isso nada do resto se sustenta, exames. Como o seu histórico já é longo, essa parte importa mais para você do que para um iniciante. Antes de começar: hemograma completo olhando hematócrito e hemoglobina, perfil lipídico completo, função hepática com gama GT e bilirrubinas, glicemia e hemoglobina glicada, função renal com creatinina e ureia, pressão medida em casa por vários dias, e um hormonal com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina. E, com o tempo de uso que você já tem, um ecocardiograma vale muito mais do que qualquer suplemento da sua lista. Ele custa pouco e é o único exame que enxerga o que os outros não mostram. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda com dieta - preciso secar e melhorar minha autoestima!
@fe16, o acompanhamento aqui foi bem feito e o resultado aparece: sessenta e cinco e seis para sessenta e dois e três é uma perda consistente e sustentada, e você chegou nela com nota alta de aderência mês após mês, que é a parte difícil. Ficaram três perguntas suas no ar e uma leitura de resultado que eu faria diferente. Vou nas quatro. Sobre trocar o arroz por batata ou macarrão. Pode, e a regra é simples: troque por carboidrato, não por peso. Cem gramas de arroz cozido têm por volta de vinte e oito gramas de carboidrato. Batata cozida tem bem menos, algo perto de vinte gramas em cem, então cem gramas de batata no lugar de cem de arroz reduzem a refeição. Macarrão cozido fica mais perto do arroz. Na prática, para trocar arroz por batata mantendo a refeição igual, você precisa de um pouco mais de batata em peso, algo em torno de uma vez e meia. E vale saber que essa troca não é neutra em saciedade: batata sacia mais que a mesma energia em arroz ou macarrão, o que costuma ajudar quem está em déficit. Variar é bom e não atrapalha nada. Sobre a aula de ioga contar como aeróbico. A resposta honesta é não, na maioria dos estilos. Quando mediram o gasto de uma aula de hatha, a intensidade média ficou em torno de dois vírgula cinco equivalentes metabólicos, o que é comparável a caminhar devagar, abaixo do que as recomendações consideram atividade moderada. Ou seja, ela não substitui os cardios que você faz. Isso não é motivo para não fazer: ioga entrega mobilidade, equilíbrio, controle de respiração e um efeito real sobre estresse e sono, e sono e estresse mexem com fome de um jeito que a balança sente. Faça as duas aulas, e mantenha os cardios como estão, que foi exatamente o que o @Apollo Galeno respondeu. Sobre a água morna que a @Saranda perguntou. Não existe explicação metabólica, e vou ser direto porque a pergunta foi honesta. Existe um fenômeno chamado termogênese induzida pela água, em que o corpo gasta energia para aquecer o líquido até a temperatura corporal. Só que ele trabalha contra a água morna, não a favor: quanto mais gelada, maior o gastinho, porque há mais aquecimento a fazer. E mesmo com água gelada o efeito é pequeno e discutido, longe de mudar composição corporal. Ou seja, o benefício que vocês duas sentem é real, mas não é metabólico. É provavelmente conforto gástrico, o ritual de começar o dia com meio litro de líquido e hidratação depois de oito horas sem beber nada. Isso já é motivo suficiente para manter o hábito. Só não vale contar com ele para emagrecer. Agora a parte que eu leria diferente. Você escreveu que não viu grandes avanços no período mesmo seguindo certinho, e essa frase merece cuidado, porque é ela que faz gente boa desistir ou cortar comida sem necessidade. Três coisas. Primeira, você perdeu mais de três quilos desde o início e vem perdendo de forma contínua. Perda de gordura desacelera com o tempo por construção: quanto menor você fica, menor o gasto, então o mesmo prato que era déficit grande vira déficit pequeno. Isso não é falha, é aritmética, e é o momento de ajustar, não de se cobrar. Segunda, o seu peso oscila com o ciclo menstrual, e um a dois quilos de água na semana anterior à menstruação é comum. Se a pesagem de comparação caiu numa fase e a anterior caiu em outra, o período inteiro parece parado sem ter parado. A leitura certa é comparar mesma semana do ciclo com mesma semana do ciclo, e olhar a média de quatro semanas em vez da variação de dias. Terceira, e talvez a mais importante para o seu objetivo específico. Você não veio aqui para pesar menos, você veio para definir. Definição é gordura menor com músculo por baixo, e músculo aparece na fita métrica e no espelho antes de aparecer na balança, às vezes sem a balança se mexer. Meça cintura e quadril uma vez por mês, sempre em jejum e no mesmo dia da semana. Se a cintura está caindo e a carga do treino está subindo, como você mesma relatou, você está exatamente onde queria estar, mesmo num mês em que o número da balança teimar. E uma observação sobre o seu treino, já que ele foi montado na academia e nunca foi comentado. Ele é bem completo para pernas, com agachamento, leg, extensora, flexora, stiff e panturrilha, e bem mais magro para a parte de cima, com puxada, rosca e desenvolvimento. Falta remada, que é o que constrói a espessura das costas e o que mais afina visualmente a cintura em mulher. Se você quer melhorar a leitura do espelho, acrescentar uma remada curvada ou remada baixa nos dias de superior é o que dá mais retorno pelo esforço, e não custa tempo nenhum, é trocar um exercício de bíceps por ela. Uma última coisa, porque você abriu o tópico falando de autoestima e não só de corpo. Você atravessou um ano difícil, voltou, montou rotina e sustentou ela por meses, incluindo semana de gripe e telefone queimado. A pessoa que fez isso é bem diferente da que escreveu o primeiro post. Isso conta.
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Ciclo feminino para bulking - Bold, Diana ou Deca??
@Erika Croft, o @Foston te deu um panorama correto dos compostos, e o que ficou faltando é justamente o motivo pelo qual você escolheu a nandrolona. Ele merece resposta própria, porque nele está o erro que mais pode te custar caro. Você escreveu que pensou na deca por causa da articulação e porque leu que ela ajuda a regenerar lesão, e que tem uma tendinopatia no glúteo mínimo. Essa é a parte que eu mudaria antes de qualquer outra. O alívio articular que a nandrolona produz é real, tanto que existe relato de melhora de dor em boa parte de quem usa. Só que ele é sintomático. O que acontece é retenção de água no tecido conjuntivo e efeito anti inflamatório, e o resultado é que dói menos. Isso não é o mesmo que o tendão ter se recuperado. E aqui está o problema: numa tendinopatia, a dor é o seu único instrumento de dosagem de carga. É ela que te diz quando parou de ser estímulo e virou dano. Se você apagar esse sinal e continuar treinando pesado numa fase de ganho de peso, você vai carregar um tendão doente sem receber o aviso. Pior que isso, existe um descompasso conhecido. Os androgênios aumentam a força do músculo mais rápido do que o tendão consegue se adaptar, e há evidência de que alteram a organização do colágeno de um jeito que reduz elasticidade e tolerância à carga. Ou seja, o conjunto músculo forte, tendão mais rígido e dor abolida é exatamente a receita de ruptura. É bem documentado que rupturas de tendão aparecem com mais frequência em quem usa. Então a substância que você escolheu porque protegeria a lesão é a que combina os três fatores que a agravam. O que resolve tendinopatia glútea é carga progressiva, e isso tem estudo bom. O ensaio que comparou educação sobre manejo de carga mais exercício contra infiltração de corticoide e contra esperar para ver mostrou vantagem clara do programa de exercício, tanto em oito semanas quanto em um ano. Vale procurar um fisioterapeuta que trabalhe com isso. E tem uma parte da educação de carga que quase ninguém sabe e que muda dor em semanas: o tendão do glúteo médio e mínimo sofre por compressão contra o osso do quadril. As posições que comprimem são cruzar as pernas, dormir de lado sem travesseiro entre os joelhos, ficar em pé com o peso jogado num quadril só, e alongamentos que puxam a perna para o outro lado do corpo, que é justamente o que a maioria faz achando que ajuda. Esses alongamentos costumam piorar. Corrigir isso, mais isometria de abdução para acalmar a dor e depois abdução com carga progressiva, é o caminho que funciona. Agora sobre a escolha do composto, considerando que você disse que viriliza com facilidade. Nesse caso específico, a nandrolona é a pior das três opções do título, e o motivo não é a potência, é o tempo. O éster decanoato é dos mais longos que existem, e a substância continua sendo liberada por meses. Se o timbre da sua voz começar a mudar na semana cinco, você não tem como interromper a exposição. Vai parar de aplicar e conviver com o que já está lá. E engrossamento de voz e crescimento de clitóris costumam não voltar depois, ao contrário de pelo e acne. Para quem viriliza fácil, a variável que mais protege é poder desligar rápido, e ela some com decanoato. O @Foston tem razão de que a nandrolona pesa menos no cabelo, e a ressalva dele sobre pelo e timbre é a que decide o seu caso. A boldenona tem o mesmo problema de tempo, com éster undecilenato ainda mais longo. E o dianabol é oral, aromatiza em um estrogênio potente e resistente, e some rápido do corpo, o que é a favor, mas ele é dos mais pesados para fígado e para HDL, e não é o perfil que se usa em mulher. Como você é atleta e vai continuar competindo, o meu ponto principal é outro. Você tem cinquenta e cinco quilos com um metro e sessenta, quer subir peso, e o que constrói tecido nessa fase é comer em superávit por tempo longo com treino pesado. Nenhum desses compostos supre comida faltando, e você já tem seis anos de treino, o que significa que o ganho agora vem devagar de qualquer jeito. Se a decisão for usar algo, o desenho mais coerente com virilizar fácil é composto de éster curto ou oral de meia vida curta, dose baixa, tempo curto, para ter botão de desligar. Só que essa escolha específica passa pela sua tendinopatia, pelo seu histórico e por exames, e isso é conversa com um médico que acompanhe atleta, não com o fórum. Exames que valem antes de qualquer decisão, ainda mais tendo usado stanozolol e primobolan antes: hemograma, perfil lipídico completo, olhando principalmente o HDL, função hepática, e um hormonal com estradiol, testosterona total e livre, LH, FSH e prolactina. E, como o @Apollo Galeno pediu, dieta e treino detalhados ajudariam bastante, porque para subir peso a resposta provavelmente está lá e não na ampola. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato ciclo feminino oxandrolona + masteron
@AnneC, o tópico é antigo mas ele tem uma informação no meio que ninguém pegou, e ela é a explicação do seu problema inteiro. Vale deixar registrado, porque o seu caso é muito comum e quase sempre é lido de forma errada. Você escreveu que estava em mil e quinhentas calorias, acordando às cinco da manhã para aeróbico em jejum, jogando futevôlei todo dia até quase oito da noite, treinando das oito às nove e meia, e mesmo assim não conseguia secar. A leitura que se fez foi que faltava esforço ou que a dieta estava frouxa. Eu leio o contrário: para o volume de atividade que você descreveu, mil e quinhentas calorias é muito pouco, e faz tempo. Isso tem nome e tem literatura, chama se baixa disponibilidade energética. Quando o que sobra de energia depois do exercício fica cronicamente insuficiente, o corpo reduz o gasto onde consegue, e o pacote típico é cortisol mais alto, T3 mais baixo, estradiol mais baixo, sono ruim, menos movimento espontâneo ao longo do dia e uma balança que trava mesmo com déficit no papel. O detalhe que decide isso é o seu ciclo menstrual. Se ele ficou irregular, curto, ou sumiu, e muita gente comemora isso como comodidade, a resposta está dada. Alteração menstrual costuma ser o primeiro sinal, e ele aparece bem antes de qualquer coisa parecer errada. Se for esse o caso, a conduta é o oposto do que estava sendo feito: subir as calorias de volta para a manutenção por algumas semanas, cortar o aeróbico em jejum, reduzir volume, dormir mais. Você não vai engordar nesse período, você vai destravar. E se a menstruação estiver alterada, isso é assunto para ginecologista, porque estradiol baixo por tempo prolongado mexe com osso, e osso não avisa. Repare que a sua rotina tem outro furo grande: você acorda às cinco e termina o treino às nove e meia da noite. Isso não sobra sono para ninguém. Sono curto piora fome, piora recuperação e é um dos fatores que mais atrapalha perda de gordura em quem já faz tudo certo. Sobre o ciclo em si, tenho uma discordância direta. Você usou boldenona e depois primobolan, e agora ia acrescentar masteron. Repare no sentido dessa escalada. Oxandrolona e primobolan estão entre as opções de menor risco de virilização em mulher. A drostanolona é bem mais androgênica que as duas, e é justamente por isso que ela aparece nesse contexto. Ou seja, você estaria assumindo bem mais risco de voz, pelo e clitóris, e assumindo esse risco para resolver um problema que não é hormonal. Nenhuma dessas substâncias queima gordura. O que a drostanolona faz é dar aspecto mais denso em quem já está com percentual baixo, e isso é aparência, não perda de gordura. Se a causa da estagnação é energia insuficiente e recuperação ruim, ela não muda nada disso, e a conta de risco fica inteira. Um detalhe importante sobre esse risco: os efeitos de virilização não são todos reversíveis. Pelo e acne melhoram ao parar. Voz e crescimento de clitóris frequentemente não voltam. Por isso a decisão de subir a androgenicidade merece um motivo melhor do que definição. Sobre os dezesseis por cento, vale checar como foram medidos, porque bioimpedância e adipômetro erram bastante e erram de forma diferente conforme hidratação e ciclo menstrual. Se o número for real, você já está em faixa atlética. Mulher tem gordura essencial mais alta que homem, e ir muito abaixo disso é caro em saúde e insustentável fora de temporada de competição. Vale a pena perguntar honestamente se o objetivo de definição que você tem em mente é compatível com ter vida normal o ano inteiro. E o Keto apontou uma coisa objetiva que eu assino: dorsais e panturrilhas praticamente ausentes na sua estrutura. Isso é o que mais mudaria a sua aparência agora, e não tem nada a ver com percentual de gordura. Costas desenvolvidas afinam visualmente a cintura, e no seu caso, com ombro de noventa e oito e cintura de sessenta e oito e meio, é o retorno mais rápido disponível. Trocar parte do futevôlei diário por dois dias dedicados a puxada, remada e levantamento terra romeno resolve dois problemas de uma vez: cria o grupo que falta e devolve energia para recuperar. O que eu faria, em ordem. Primeiro, subir a comida para manutenção por umas quatro a seis semanas e cortar o aeróbico em jejum. Segundo, olhar o ciclo menstrual e, se estiver alterado, procurar ginecologista. Terceiro, exames simples para ver o estrago e o ponto de partida: hemograma, perfil lipídico completo, função hepática, ferritina, TSH e T4 livre, e um hormonal com estradiol e testosterona. Depois disso, com energia restabelecida, um déficit moderado de verdade funciona, e você vai descobrir que ele nunca tinha sido tentado, porque o que você estava fazendo não era déficit moderado, era escassez. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Preciso de ajuda (parar ciclo?)
@EMD, você já sabe o diagnóstico e não vou repetir o sermão que você mesmo escreveu. Vou direto na decisão e nos detalhes que ficaram faltando, porque tem coisa aqui que muda o que você vai fazer amanhã. Sobre parar: pare. E pare os dois, não só o enantato. O oral sai hoje, sem desmame, porque ele é o item da sua lista com pior relação entre o que entrega e o que cobra. Interromper no meio não tem risco nenhum de queda brusca, o seu eixo já está desligado desde a primeira semana e vai continuar assim por um tempo independentemente de você aplicar mais ou não. Ou seja, não existe o perigo de parar. O que existe é a conta que já foi feita, e ela não aumenta se você parar agora. Agora a parte que ninguém te disse e que vai te poupar um susto. Você não ganhou sete quilos. Você ganhou muito menos do que isso, e provavelmente até menos do que o quilo e meio que chutou. O oral que você está tomando retém sódio e água e enche o músculo de glicogênio, e isso sozinho explica vários quilos na balança em poucas semanas. Quando você parar, boa parte disso vai embora em duas ou três semanas, você vai olhar no espelho e vai achar que perdeu tudo e que a decisão de parar foi errada. Não foi. Aquilo nunca foi seu. Se você não souber disso antes, a chance de você voltar a aplicar por pânico é grande, e é assim que a maioria acaba emendando um ciclo no outro. Sobre a TPC. A ideia de dosar LH e FSH está certa em espírito, mas o momento proposto não decide nada. Duas semanas e pouco depois de parar, com enantato ainda circulando, esses dois hormônios vão estar no chão em praticamente qualquer pessoa, então o exame não vai mudar a sua conduta: vai apenas confirmar o que já se sabe. Faça a TPC, e guarde o exame para o lugar onde ele realmente informa, que é de quatro a seis semanas depois de terminar a TPC. Aí sim testosterona total, LH e FSH dizem se o eixo voltou. Esse é o único exame que responde a pergunta que importa. Sobre o intervalo, dezoito dias é razoável para enantato, e vinte e um seria ainda mais confortável. Sobre a dose, você tem tamoxifeno e ele é o medicamento certo. O que eu não faria é encarar a TPC como caixinha a ser cumprida. O critério de sucesso é o exame no fim, não ter tomado todos os comprimidos. Aproveite e peça também, agora e daqui a uns meses, perfil lipídico completo e função hepática. Você tomou um oral alquilado por quatro semanas, e é bom ter esse retrato no papel. Serve de base para o resto da vida. Agora o que eu acho o ponto mais importante do seu tópico, e que passou batido. Um metro e setenta e oito com cinquenta e nove quilos não é só magro, é bem abaixo do peso. E você diz que não consegue comer. O @Locemar acertou em cheio no motivo: a dieta não está ajustada para você, e é por isso que ela não para em pé. Vou dar o detalhe prático. Quem tem pouco apetite não resolve com força de vontade, resolve com densidade. A regra é a mesma caloria em menos volume. Azeite no arroz e no feijão depois de pronto, pasta de amendoim, castanha, leite integral em vez de desnatado, ovo inteiro em vez de clara, queijo, abacate. Troque salada em grande quantidade por porção pequena, porque folha ocupa espaço e não entrega nada de energia. Use uma refeição líquida quando sólido não desce, com leite, aveia, banana, pasta de amendoim e whey, que resolve umas seiscentas calorias sem esforço nenhum. E, principalmente, suba aos poucos. Adicionar duzentas calorias por semana funciona. Tentar comer três mil e quinhentas amanhã não funciona, e não funcionou. Um detalhe médico que vale checar já que você está nesse peso: se você sempre teve dificuldade de ganhar peso, vale um check up simples com hemograma, glicemia, TSH e um exame de doença celíaca. Não é para procurar problema onde não tem, é que magreza persistente com apetite ruim às vezes tem causa, e descobrir isso resolve mais do que qualquer suplemento. Por último, uma coisa para você levar embora. Você tem menos de três meses de treino e um metro e setenta e oito por cinquenta e nove quilos. Isso significa que você está exatamente na posição em que o corpo mais responde na vida inteira. Sair de cinquenta e nove para setenta e cinco quilos nos próximos dois anos, comendo e treinando direito, é completamente factível sem usar nada, e a mudança de aparência vai ser maior do que qualquer ciclo te daria agora. Você percebeu o erro em quatro semanas, e isso é rápido. Muita gente leva anos. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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DECA + ENANTATO DE TESTOSTERONA é a combinação ideal para o primeiro ciclo?
O @Mestre e o @Geanmoreira estão certos no conselho, e ele é o mais importante do tópico. Mas a pergunta do título nunca foi respondida tecnicamente, e ela circula muito por aí. Vale responder, porque quem chega neste tópico procurando justamente isso merece saber o motivo, e não só o veredito. Não, nandrolona com testosterona não é a combinação ideal para um primeiro ciclo. Ela é, na verdade, uma das piores escolhas possíveis para quem nunca usou nada. Três motivos, em ordem de importância. O primeiro é que a nandrolona não se comporta como um androgênio comum. Além de agir no receptor de andrógeno, ela tem atividade no receptor de progesterona, e isso abre uma porta que a testosterona sozinha não abre. Na prática, é daí que vem a fama de derrubar libido e ereção no meio do ciclo, justo quando a testosterona no exame está altíssima e a pessoa não entende o que está acontecendo. É um problema de sinalização no sistema nervoso central, envolvendo dopamina e prolactina, e não de falta de hormônio. Quem nunca usou nada não tem repertório para reconhecer isso, e a reação típica é tomar decisão errada: aumentar dose, entupir de inibidor de aromatase e piorar tudo. O segundo é o tempo. O éster decanoato é dos mais longos que existem, e a nandrolona é das substâncias que mais demoram a sair do corpo, chegando a ser detectável por mais de um ano. Isso importa por um motivo bem prático: se algo der errado, você não tem botão de desligar. Com um composto de meia vida curta, quem passa mal para de aplicar e em poucos dias a exposição cai. Com decanoato, você fica meses convivendo com o que já aplicou, decida o que decidir. Para um primeiro ciclo, essa é uma diferença enorme, porque o primeiro ciclo é exatamente aquele em que você ainda não sabe como o seu corpo reage. O terceiro é metodológico e vale para qualquer composto: primeiro ciclo com duas substâncias é aprender nada. Se der certo, você não sabe qual das duas funcionou. Se der errado, não sabe qual das duas causou o problema, nem qual evitar da próxima vez. É por isso que a recomendação clássica é uma testosterona só, em dose modesta, tempo curto. Não é conservadorismo, é conseguir ler o resultado. E aproveito para desmontar um raciocínio muito repetido sobre a nandrolona, porque ele é perigoso. Muita gente acha que finasterida ou dutasterida protegem de colateral no ciclo com nandrolona, por analogia com testosterona. Com nandrolona a lógica se inverte. A enzima que a testosterona encontra ali a transforma em algo mais potente, enquanto a nandrolona é transformada em algo mais fraco. Ou seja, bloquear essa enzima aumenta a atividade androgênica da nandrolona nos tecidos, e pode piorar exatamente o que a pessoa queria evitar. Agora, @Guilherme Moreira, sobre o que você mesmo escreveu. Você disse que treinava desde outubro de 2015 e postou em maio de 2016. São sete meses. Nesse ponto da vida de treino, você está no período em que o corpo mais responde por conta própria, e é o único período que não volta. Quem cicla nessa fase troca dois anos de ganho natural por oito semanas de ganho acelerado e depois passa o resto do tempo tentando descobrir por que não cresce mais sem ajuda. Sobre a parte prática que você perguntou, dieta e como aplicar, ela é justamente o que responde a sua pergunta real. Se a dieta ainda não está resolvida, nenhum ciclo entrega o que promete, porque hormônio não cria tecido do nada, ele acelera a construção com o material que você fornece. Comida organizada, proteína entre um vírgula seis e dois gramas por quilo por dia, superávit calórico modesto, sono e carga subindo no papel ao longo dos meses. É pouco glamouroso e é o que separa quem cresce de quem não cresce, com ou sem substância. Se um dia for para fazer, o desenho defensável é o oposto do que te falaram: uma testosterona só, dose modesta, tempo curto, exames antes, durante e depois. Antes, hemograma, perfil lipídico completo, função hepática, glicemia, pressão medida em casa e um hormonal com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina. E de quatro a seis semanas depois da TPC, repetir testosterona, LH e FSH para saber se o eixo voltou de verdade. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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[DÚVIDA] HCG no Pós ciclo e Enantato
@LiNThunder, a sua objeção no meio do tópico estava certa e ficou sem resposta completa. Vale fechar ela, porque quem lê depois vai ter a mesma dúvida. O @Apollo Galeno apontou o essencial: tamoxifeno e gonadotrofina agem em lugares diferentes. O tamoxifeno bloqueia o receptor de estrogênio no hipotálamo, o corpo entende que falta estrogênio e a hipófise volta a mandar LH e FSH. A gonadotrofina coriônica não faz nada disso. Ela imita o LH e vai direto no testículo, pulando a hipófise inteira. São andares diferentes do mesmo prédio. Só que aí falta a peça que responde a sua pergunta. O que a gonadotrofina faz no testículo é aumentar a produção de testosterona, e parte dessa testosterona vira estradiol. Ou seja, ela sobe o estrogênio circulante, às vezes bastante. E é exatamente contra o estrogênio no hipotálamo que o tamoxifeno está trabalhando. Você não estaria suprimindo o LH por engano, como imaginou, mas estaria mandando o tamoxifeno remar contra um estímulo que você mesmo criou, e ainda por cima mantendo o testículo funcionando por comando externo, que é o oposto de ensinar o eixo a andar sozinho. Por isso a prática mais defensável é não sobrepor: gonadotrofina antes, tamoxifeno depois, sem se encavalarem. Ou seja, o seu plano original está certo. Usar na janela entre a última aplicação do enantato e o começo da TPC é o lugar dela nesse protocolo, e o que você leu sobre não funcionar antes de a testosterona cair não se sustenta. Ela age direto na célula de Leydig, e o testículo responde independentemente de o eixo estar ligado ou desligado. Encerre a gonadotrofina alguns dias antes de começar o tamoxifeno, e não emende as duas. Agora o ponto que muda mais o seu resultado do que o encaixe: gonadotrofina rende muito mais como manutenção do que como resgate. O estudo que serve de referência aqui deu testosterona semanal em homens saudáveis e mediu a testosterona dentro do testículo. No grupo sem gonadotrofina, ela caiu noventa e quatro por cento. Com doses baixas aplicadas em dias alternados durante o uso, ela se manteve praticamente na faixa normal, e o efeito foi proporcional à dose. Traduzindo: se ela entra junto com o ciclo, o testículo nunca chega a desligar de verdade nem a atrofiar, e a TPC começa de um ponto muito melhor. Usada só no fim, ela recupera parte do caminho, mas está tentando reverter algo que já aconteceu. Não é o que dá o melhor resultado, é o que sobrou. Guarde isso para o próximo ciclo, se houver. Duas observações sobre o resto do seu protocolo. A primeira é o intervalo de catorze dias. Com enantato, isso costuma ser curto. O éster tem meia vida de vários dias e ainda há testosterona circulante em quantidade relevante nessa altura, então o tamoxifeno começa disputando espaço com o que sobrou. Um intervalo maior, na faixa de duas a três semanas, é mais coerente. E quem decide bem isso não é o calendário, é o exame. A segunda é justamente essa. Quarenta, quarenta, vinte e vinte é um esquema razoável, mas ele não é o critério de sucesso. O critério é dosar testosterona total, LH e FSH quatro a seis semanas depois do fim da TPC. Se os três voltaram, deu certo. Se não voltaram, o assunto deixa de ser fórum e passa a ser endocrinologista ou urologista com formação em andrologia. TPC sem exame no fim é fé, não protocolo. E, já que você usou oxandrolona por oito semanas, aproveite e peça também perfil lipídico completo e função hepática, porque orais derrubam HDL e nem sempre ele volta sozinho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Duvida sobre primeiro ciclo com 16 anos
@Cornodamaromba, você pediu conhecimento em vez de crítica, então vou tratar o seu protocolo com a seriedade que você pediu e apontar exatamente onde ele quebra. O @Foston te deu a resposta certa, e ela merece o detalhe do porquê, porque é o porquê que convence. Comece pelo que os seus próprios números dizem. Você saiu de sessenta para setenta e oito quilos em um ano e quatro meses. Isso são dezoito quilos. Não existe ciclo no mundo que entregue esse resultado em oito semanas, e você conseguiu sem nada. O motivo é que você está no melhor momento hormonal que o seu corpo vai ter na vida inteira, e ele está respondendo ao treino de um jeito que aos trinta anos você vai lembrar com saudade. Ou seja, você está pensando em pagar caro por algo que está ganhando de graça. Agora o problema específico da sua idade, que é o mais sério e o que não tem conserto depois. O crescimento em altura acontece nas cartilagens que ficam nas pontas dos ossos longos, as chamadas placas de crescimento. Elas se fecham sob comando hormonal, e quem dá esse comando não é a testosterona diretamente, é o estrogênio que vem da conversão dela. Enantato em dose de ciclo aromatiza bastante, ou seja, joga estrogênio muito acima do que a sua idade produziria, e isso acelera o fechamento dessas placas. Se elas fecharem antes da hora, a sua altura final fica abaixo do que teria sido. E não existe procedimento para reabrir. É o único efeito dessa lista que é definitivo de verdade. E o dianabol piora justo esse ponto. Ele aromatiza em metilestradiol, que é um estrogênio mais potente que o comum e resistente à degradação pelo corpo. Ou seja, dos compostos que você poderia ter escolhido, você juntou dois dos que mais elevam estrogênio, no exato período da vida em que o estrogênio decide quando você para de crescer. Sobre o eixo, que foi a sua pergunta direta. A resposta honesta é que ninguém sabe, e isso é pior do que parecer. A recuperação em adultos costuma acontecer em meses, mas é bem variável, e existe uma parcela pequena que não volta ao que era. Em adolescente, praticamente não há estudo, porque quase ninguém acompanha esse grupo. Você estaria fazendo uma aposta cujo resultado a literatura não sabe prever, num sistema que ainda está terminando de se montar. Não é que vai dar errado com certeza. É que não existe quem possa te dizer a chance, e quem te der um número está inventando. Sobre o protocolo em si, três erros de conceito que valem para qualquer idade. O primeiro é o anastrozol. Um miligrama dia sim dia não por oito semanas é dose alta, e ela derruba o estradiol demais. Estradiol baixo dá dor articular, libido no chão, humor ruim e piora do colesterol, que é justamente o pacote que a pessoa acha que veio do ciclo dar errado. No seu caso tem um agravante: é na adolescência que se constrói praticamente todo o pico de massa óssea da vida, e quem manda mineralizar osso, inclusive em homem, é o estrogênio. Esmagar estradiol nessa fase mexe com um patrimônio que se acumula uma vez só. O segundo é que inibidor de aromatase não é TPC. Você listou o anastrozol dentro da TPC, e ele faz o contrário do que a TPC precisa. Quem religa o eixo são os moduladores de receptor de estrogênio, tamoxifeno e clomifeno. O terceiro é o tamoxifeno aparecendo por uma semana só, na semana doze e treze. Isso não é TPC, é um comprimido de despedida. E com enantato o cálculo do início nem seria esse. Sobre a idade que o Foston citou, concordo com o espírito e faço uma ressalva na letra. Vinte e dois ou vinte e três anos é razoável como marca de bom senso, porque a placa de crescimento já fechou e a pessoa já tem repertório de treino. Mas a oxandrolona em dose baixa antes disso com acompanhamento médico não é uma opção que exista na prática hoje: a resolução do Conselho Federal de Medicina proíbe prescrever hormônio com finalidade estética, de ganho de massa ou de desempenho. Aquela dose por quilo vem do uso da oxandrolona em queimado grave e em atraso de crescimento, que é outra situação inteira. Ou seja, não há caminho legal supervisionado para ciclar com dezoito anos por estética. Melhor saber disso agora. O que eu faria no seu lugar nos próximos anos. Com um metro e setenta e três e setenta e oito quilos, você já está num peso bom, e o que falta não é hormônio, é tempo e comida organizada. Sua dieta é ovo e frango com muito suplemento, e ali tem dinheiro mal gasto: o BCAA e a arginina não acrescentam nada quando a proteína do dia está adequada, e o hipercalórico é basicamente açúcar caro. Creatina fica, três a cinco gramas por dia, todo dia, e é das poucas coisas com evidência sólida. O resto desse dinheiro rende muito mais em carne, ovo, arroz e leite. Registre as cargas dos exercícios num caderno e persiga o número da semana anterior, que é o que mais faz diferença nesse estágio. Uma última coisa, e é para você guardar. Aos dezesseis, os dois ou três anos que você ainda tem de crescimento e de resposta natural valem mais do que qualquer ciclo, e eles não voltam. Ciclar agora é gastar o melhor capital que você tem para antecipar um resultado que viria de qualquer jeito. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Overnight oat: café da manhã saudável para atletas
Se ele é da área de saúde e a conversa durou tanto, 146 é de longe a explicação mais provável, e ela fecha tudo. Colesterol total de 146 depois de perder treze quilos é um resultado bom, coerente com o resto, e não pede carne gorda nenhuma. Fica valendo o que eu disse: vale olhar o papel, porque a conduta que o médico sugeriu só faria sentido para um número que quase certamente não existe. Agora a parte nova do que você trouxe, @Pokoyô, porque ali tem uma informação circulando errada e ela é importante. A retatrutida não é um caso de remédio que existe mas não se vende em farmácia. Ela não está aprovada em lugar nenhum do mundo, por nenhuma agência. Está em fase três, os estudos de registro saíram positivos, e a farmacêutica ainda vai protocolar o pedido na agência americana, com previsão para o começo de 2027. Depois disso vem o registro na Anvisa, que nessa categoria costuma levar de um a dois anos. Ou seja, faltam anos, e a própria Anvisa já publicou alerta dizendo exatamente isso. Isso muda o sentido da frase que você ouviu. Não é que o médico prefira a monjaro porque a reta é difícil de achar. É que não existe retatrutida legal para prescrever. O que circula com esse nome vem de fabricação clandestina ou de importação irregular, vendido como material de pesquisa, sem controle de identidade, de dose ou de esterilidade. É o mesmo problema dos anabolizantes de fundo de quintal, com o agravante de que aqui a pessoa está injetando algo que nunca passou por aprovação nenhuma. Se alguém te oferecer, é disso que se trata. Sobre a reta poupar mais músculo que a monjaro, essa parte não se sustenta com o que existe publicado até agora. No estudo de fase dois, a proporção do peso perdido que veio de massa magra ficou em torno de trinta e cinco por cento, ou seja, semelhante ao que se vê com os outros medicamentos da classe, e não melhor. E aquele estudo nem usou exame de composição corporal decente, o que os próprios autores apontaram como limitação. Já a tirzepatida tem dado de densitometria em estudo grande, com cerca de setenta e cinco por cento do peso perdido vindo de gordura e vinte e cinco de massa magra. Então, se for para escolher pelo argumento do músculo, hoje o dado melhor é justamente o da monjaro, não o da reta. E aqui entra o que vale para qualquer pessoa nessas medicações, incluindo o seu dentista. A perda de massa magra não é destino, ela é consequência de emagrecer rápido comendo pouco e sem estímulo. Os dois fatores que mais mudam esse número são treino de força duas a quatro vezes por semana e proteína adequada, algo acima de um vírgula dois grama por quilo por dia, distribuída ao longo das refeições. Quem faz as duas coisas perde bem menos músculo do que a média dos estudos, e quem não faz nenhuma perde mais. O remédio tira a fome, e é justamente por isso que a proteína precisa ser planejada, senão ela é a primeira a sumir do prato. Sobre aumentar o intervalo entre as aplicações, sua desconfiança está certa e tem dado para sustentar. No estudo que testou parar a tirzepatida depois da fase de perda, quem trocou por placebo recuperou em média catorze por cento do peso corporal em um ano, e as taxas metabólicas voltaram a piorar junto. Na semana oitenta e oito, quase noventa por cento de quem continuou tinha mantido a maior parte da perda, contra menos de vinte por cento de quem parou. E o reganho é mais rápido nos primeiros meses. Ou seja, é medicação de manutenção, e espaçar demais tende a produzir uma versão lenta de parar. Por último, sobre a sua escolha. Doze anos para aprender a emagrecer sem remédio e conseguir manter peso e taxas é um resultado que essas medicações existem para tentar reproduzir em quem não consegue chegar lá. Você já chegou. Não há motivo nenhum para você usar caneta, e isso não é teimosia, é indicação. O que eu não faria é o oposto disso, que é tratar quem precisa como se fosse falta de força de vontade. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como vocês optaram quanto a dieta (bulking ou cutting) nessa quarentena com academias fechadas?
A resposta que a @Joaninha deu está certa, e vale colocar nome e tamanho no que ela descreveu, porque isso ajuda a decidir quanto cortar em vez de cortar no escuro. O que caiu no isolamento não foi principalmente o treino, foi tudo o resto. Existe um componente do gasto diário chamado termogênese de atividade não exercício, que é a soma de andar até o trabalho, subir escada, ficar em pé, se deslocar, fazer compras. Em muita gente esse item vale várias centenas de calorias por dia e é o que mais varia de uma pessoa para outra. Ficar em casa derruba justamente essa parte, e ela some sem que ninguém perceba, porque nunca foi contada como exercício. Por isso a mesma dieta que era superávit leve antes da pandemia pode ter virado superávit razoável agora, sem que você tenha mudado nada. O seu nutricionista não errou, ele respondeu com a informação que tinha. O @Apollo Galeno apontou bem: manter a dieta faz sentido se o treino continuar o mesmo, e você mesma escreveu que está tentando manter a intensidade. Levar essa informação de volta para ele é o que resolve. Agora, sobre o que eu faria nesse período específico. Eu abandonaria a meta de ganhar massa enquanto durar a fase sem academia e trabalharia em manutenção, com as calorias na neutralidade e a proteína mantida alta. O raciocínio é que superávit sem estímulo adequado vira gordura, e é exatamente isso que você está sentindo. Já manter o que se construiu é muito mais fácil do que construir: dá para preservar massa com uma fração do volume de treino que foi necessário para conquistá la. Ou seja, você não vai perder o trabalho de antes, e volta para a academia sem ter que descontar gordura primeiro. E aqui vem a parte que muda o rendimento do treino em casa. A crença de que sem carga pesada não adianta não se sustenta. Os estudos que compararam treino com carga baixa e carga alta, ambos levados até a falha ou muito perto dela, encontraram hipertrofia semelhante. A diferença aparece na força máxima, que realmente responde melhor à carga alta, e não no tamanho do músculo. O detalhe decisivo é aquele até a falha. Peso corporal em série confortável não faz nada, peso corporal levado até quase não conseguir mais faz bastante. Na prática, para deixar o treino de casa competitivo: aumente o número de repetições até chegar perto da falha, desça devagar contando três segundos, faça pausa embaixo do movimento, use versões unilaterais, que dobram a carga relativa, como agachamento búlgaro e flexão com uma mão mais elevada que a outra, e reduza o descanso. Mochila com livros, galão de água e elástico resolvem boa parte do resto. Costas é o grupo mais difícil em casa, e o jeito mais simples é remada com uma toalha presa na maçaneta ou com a mochila. Por último, sobre a sensação de ter engordado no braço e nas costas. O Apollo tem razão de que autoavaliação falha, e as fotos ajudam, mas existe um efeito que confunde bastante nessa situação específica: sem treino pesado, o músculo perde glicogênio e água e fica visualmente mais liso, o que faz a mesma quantidade de gordura parecer mais evidente. Ou seja, parte do que você está vendo pode ser músculo mais vazio, e não gordura nova. O que tira a dúvida é medida objetiva: peso na mesma condição uma vez por semana, olhando a média das quatro semanas, e fita métrica na cintura uma vez por mês. Se a cintura não subiu, você não engordou.
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Preciso de ajuda dieta
@Luh Aguiar, o tópico terminou com você sem orientação por causa de três dias de atraso, e ficou faltando o mais importante. Vou deixar registrado aqui, porque tem uma incoerência entre o que você pediu e o que foi montado que explica por que o resultado não vinha. Você pediu ajuda para melhorar o glúteo. Ou seja, você quer construir tecido. Só que com um metro e sessenta e oito e cinquenta e nove quilos você já é magra, e o plano que foi montado é de emagrecimento, com calorias baixas e HIIT diário. Essas duas coisas não convivem. Glúteo é músculo, músculo se constrói com energia sobrando, e em déficit calórico o corpo não tem com o que construir. É por isso que muita mulher passa meses fazendo tudo certinho e continua achando que falta bumbum: não faltava esforço, faltava comida. O que eu faria no seu lugar é o contrário do que estava em curso. Comer um pouco acima da manutenção, algo como duzentas a trezentas calorias a mais por dia, com proteína entre um vírgula seis e dois gramas por quilo, o que no seu peso dá por volta de cem a cento e vinte gramas. Você vai ganhar peso, e isso é o objetivo, não o efeito colateral. Meio quilo por mês na balança, com a cintura estável e o quadril subindo na fita métrica, é exatamente o retrato de quem está ganhando músculo e não gordura. Meça as duas coisas uma vez por mês, porque a balança sozinha vai te assustar sem motivo. Sobre o treino, aqui está a segunda parte do problema. Na divisão que você postou, glúteo aparece uma vez por semana, e a segunda é focada em quadríceps com leg press e agachamento. Glúteo cresce melhor recebendo estímulo duas ou três vezes por semana, e os exercícios que mais funcionam para ele são elevação pélvica com barra, também chamada de hip thrust, stiff ou levantamento terra romeno, agachamento búlgaro e afundo com passada longa, mais alguma abdução para o glúteo médio, que é o que dá o arredondado lateral. Leg press e extensora trabalham muito quadríceps e pouco glúteo, principalmente na amplitude curta. E o que faz crescer não é a técnica de intensidade, é a carga subir ao longo dos meses. Com quatro meses de treino, drop set no leg press rende bem menos do que anotar a carga e tentar bater aquele número na semana seguinte. Progressão registrada em caderno é a ferramenta mais subestimada da academia. Sobre o HIIT depois do treino de perna, todo dia, eu tiraria. Ele compete diretamente com a recuperação do que você acabou de treinar, e você não precisa gastar calorias, precisa do contrário. Se gostar de fazer, duas vezes por semana e longe do dia de perna resolve a parte de condicionamento sem atrapalhar. Sobre os suplementos que aparecem na sua rotina, dois recados rápidos. A creatina é uma das pouquíssimas coisas com evidência sólida, e vale manter, três a cinco gramas por dia, todo dia, inclusive nos dias sem treino, e o horário não importa. Já o BCAA não acrescenta nada quando a proteína do dia está adequada, porque você já recebe esses aminoácidos na comida e no whey, em quantidade muito maior. Esse é dinheiro que rende mais indo para carne, ovo ou whey. Uma última coisa, sobre a dieta original que você mesma descrevia. Ela era feita quase toda de ovo e batata doce, e não estava errada em qualidade, estava incompleta em quantidade e em variedade. Você não precisa fugir de massa e de arroz. Carboidrato é justamente o que vai te dar rendimento no treino de perna e sustentar o crescimento que você quer. Se quiser um ponto de partida montado para comparar com o que você já faz, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/. A saída é simulada e serve como rascunho para ajustar, não como prescrição.
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Boldenona - Quando iniciar o TPC e quais medicamentos?
@Wdougllas, seu tópico ficou sem resposta e a sua pergunta tem uma particularidade que muda tudo. Boldenona não é um esteroide qualquer nesse quesito, e o erro mais comum é aplicar a ela a regra de tempo de outro composto. A boldenona que se usa vem em undecilenato, que é um dos ésteres mais longos que existem. A meia vida gira em torno de quinze dias, e a substância continua sendo liberada por meses depois da última aplicação, chegando a ser detectável por até cinco meses. Isso tem duas consequências práticas. A primeira responde diretamente a sua pergunta. Iniciar a TPC duas semanas depois da última aplicação, que é o intervalo que muita gente usa por analogia com enantato, não funciona aqui. Você estaria tomando um medicamento para religar o eixo enquanto ainda circula uma quantidade relevante de boldenona suprimindo esse mesmo eixo. É empurrar e puxar ao mesmo tempo, e o resultado costuma ser uma TPC que parece não ter feito nada. Com undecilenato, o intervalo razoável é bem maior, na faixa de quatro a seis semanas depois da última aplicação, e o jeito certo de decidir não é pelo calendário, é pelo exame: dosar testosterona total, LH e FSH e começar quando os níveis já tiverem caído de verdade. A segunda consequência é sobre o próprio ciclo. Com meia vida de quinze dias, a boldenona leva algo como dez semanas só para atingir nível estável. Ou seja, um ciclo curto de boldenona é praticamente só a subida, e a pessoa para justo quando ela ia começar a entregar. Ela é um composto de ciclo longo por natureza, e usá la em oito semanas é gastar dinheiro para colher a pior parte da curva. Agora o ponto que eu mudaria antes de qualquer coisa: boldenona sozinha, sem base de testosterona, é uma configuração que costuma dar errado. Ela suprime a sua produção própria como qualquer outro esteroide, mas é um androgênio fraco para ocupar o lugar dela. O resultado típico é libido no chão, disposição ruim e ereção pior no meio do ciclo, exatamente quando deveria estar tudo indo bem. Ela foi pensada como acompanhamento de uma base androgênica, não como protagonista. Se o objetivo era começar com pouco, um ciclo curto de testosterona em dose modesta é mais previsível, mais fácil de recuperar depois e entrega mais. Sobre quais medicamentos, não vou passar protocolo fechado, e o motivo é prático: sem saber a dose que você está usando, há quanto tempo, o seu peso e um exame recente, qualquer número seria chute com cara de precisão. O que dá para deixar organizado é o raciocínio. Os medicamentos que de fato religam o eixo são os moduladores de receptor de estrogênio, tamoxifeno e clomifeno, e o papel de cada um muda conforme o caso. Gonadotrofina coriônica tem lugar antes ou no fim do uso, para manter o testículo funcionante, e não como resgate tardio. Inibidor de aromatase não é TPC e atrapalha se usado nessa fase, porque estradiol muito baixo piora libido, humor e articulação. E o critério de sucesso não é ter completado as caixas, é o exame de quatro a seis semanas depois mostrar testosterona, LH e FSH em valores decentes. Se não mostrar, o assunto é médico, e vale procurar endocrinologista ou urologista com formação em andrologia. Uma coisa ainda sobre o que motivou a decisão. Seis anos de treino e cansaço de gastar com suplemento que não entrega é uma frustração legítima, e você tem razão sobre a maioria deles. Mas vale saber que a boldenona é justamente um dos compostos mais lentos e mais discretos que existem, com fama principal de aumentar apetite e hematócrito. Se a expectativa é sentir uma virada clara em poucas semanas, ela é o composto errado para essa expectativa, e a decepção vai vir por um motivo diferente do que você imagina. Antes de começar, se ainda não começou, e durante: hemograma, olhando o hematócrito com atenção porque a boldenona o eleva bastante, perfil lipídico completo, função hepática, glicemia, pressão medida em casa e um hormonal com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina. Esse exame de antes é o que vai dar sentido a todos os outros depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Diana - Primeiro Ciclo
@zdr3hcastro, o @Marcos...V te deu a resposta certa de forma resumida e vale destrinchar, porque entender o motivo é o que evita você repetir o erro em outro composto depois. Ciclo só de dianabol dá o problema que ele descreveu por dois caminhos que se somam. O primeiro é que a metandrostenolona suprime LH e FSH igual a qualquer outro esteroide, então a sua própria testosterona cai a partir das primeiras semanas. O segundo é o que ela vira. O dianabol é aromatizado em metilestradiol, e esse metabólito é mais potente que o estradiol comum e resistente à degradação pelo organismo, o que o torna mais difícil de controlar do que o estrogênio que vem da testosterona. Ou seja, você fica com estrogênio alto e difícil de segurar, e com a sua testosterona no chão, sem nenhum androgênio injetável ocupando o lugar dela. É essa combinação, e não o dianabol em si, que produz a retenção de água, a pressão alta e a libido que some. É por isso que o oral quase nunca é usado sozinho. Ele é pensado como um acréscimo temporário sobre uma base de testosterona injetável, que é o que mantém a função enquanto o eixo está desligado. Sozinho ele entrega o pior dos dois mundos. Agora, o ponto que ninguém comentou e que na minha opinião é o mais importante do seu tópico. Você tem um metro e setenta e cinco e sessenta e um quilos. Isso é bem abaixo do peso para a sua altura, e você mesmo escreveu que a dieta está tranquila, com sete refeições. Se estivesse mesmo, você não estaria com sessenta e um quilos. Não é crítica, é aritmética: quem come em superávit ganha peso, e você não está ganhando. Sair de sessenta e um para setenta quilos é uma mudança enorme na aparência e é completamente possível sem usar nada, no seu caso mais rápido do que na média, porque quem está magro e começou faz pouco tempo é justamente quem mais responde ao treino. Some a isso que você mencionou testosterona acima de novecentos. Nessa idade, isso é o topo da faixa normal, e é o cenário em que um ciclo entrega menos, porque o seu corpo já está produzindo no melhor que sabe. Você trocaria uma produção própria excelente por uma supressão, e a diferença líquida seria bem menor do que imagina. O @Locemar tem razão em estranhar o número, e vale checar como ele foi medido, mas se for real ele joga contra a ideia de ciclar agora, não a favor. Sobre protetor hepático, o @Bruce Slajvic e o Locemar estão corretos, e vale precisar um detalhe. A acetilcisteína tem papel bem estabelecido como antídoto de intoxicação por paracetamol, que é uma situação de emergência com mecanismo específico. Isso não se traduz em proteção contra o dano dos orais alquilados, que é de padrão colestático, ou seja, atrapalha o fluxo da bile, e nada na lista de suplementos vendidos como protetor demonstrou prevenir isso. O que de fato reduz o risco é dose menor, tempo menor e monitoramento. Nesse aspecto o dianabol é dos mais pesados para o fígado, e usá lo sozinho por tempo longo é justamente a pior configuração. Sobre dose e TPC, não vou passar protocolo fechado, e não é por reserva: sem saber a marca, o tempo real de treino, o peso estabilizado e um exame recente completo, qualquer número que eu desse seria chute com aparência de precisão. O que dá para te dar é o raciocínio. Se um dia for para fazer, um primeiro ciclo bem desenhado tem uma base injetável de testosterona em dose modesta, tempo curto, o oral entrando no máximo como complemento e por poucas semanas, TPC começando de acordo com o éster usado e, principalmente, exames antes, durante e depois. Antes: hemograma, perfil lipídico completo, função hepática com gama GT e bilirrubinas, glicemia, pressão medida em casa, e um hormonal com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina. Depois, de quatro a seis semanas do fim, repetir testosterona, LH e FSH para saber se o eixo voltou de verdade. TPC sem exame no fim é fé, não protocolo. E, já que você disse que vai fazer acompanhamento médico, aproveite bem isso. Leve os números e conte o que pretende usar, porque o valor de ter um médico junto está justamente em ele poder interpretar uma alteração à luz do que você está tomando. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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AJUDA COM DIETA E TREINO!!
O tópico parou no meio da quarentena e ficaram algumas pontas soltas. Aproveito para responder a pergunta que abriu tudo, porque ela é a mais mal explicada do fórum inteiro: por que alguém perde peso e se sente mais flácida. O @Locemar fez a pergunta certa lá no começo. Quatro quilos em dois meses não é estagnação, é um ritmo bom. E a sensação de flacidez, @beatriz carneiro, tem uma explicação simples: gordura se perde bem mais rápido do que músculo se constrói. Nas primeiras semanas você tira o volume que preenchia por baixo e ainda não colocou nada no lugar, então o mesmo corpo parece menos firme. Isso não é sinal de que deu errado, é a fase intermediária normal de quem começou faz pouco tempo. Firmeza é músculo por baixo da pele, e músculo leva meses, não semanas. Sobre a impressão de ter travado, tem um detalhe que faz muita mulher desistir sem motivo: o peso oscila ao longo do ciclo menstrual, e um a dois quilos de água na semana pré menstrual é comum. Se você pesar numa fase e comparar com outra, vai ver ganho onde não houve. A leitura correta é comparar a mesma semana do ciclo com a mesma semana do ciclo seguinte, e olhar a tendência de quatro semanas, nunca a variação de dias. Fita métrica na cintura e no quadril, uma vez por mês, mente bem menos que a balança. Agora o ponto que ninguém apontou e que eu acho o mais importante do seu treino. A @Joaninha viu que faltava ombro, e ela tem razão, mas falta uma coisa maior: não existe treino de costas nenhum na sua rotina. Você tem três dias de perna e dois dias de braço e abdome, e nenhuma remada, nenhuma puxada, nada de dorsal. Isso importa duas vezes. Primeiro porque as costas são o maior grupo do corpo superior, e é ele que muda a silhueta, afinando visualmente a cintura. Segundo porque você mesma disse que passa muito tempo estudando e sente a postura, e postura se sustenta com dorsal, trapézio médio e ombro posterior. Braço e abdome não fazem esse trabalho. Se eu pudesse mudar uma única coisa aí, seria transformar um dos dias de braço em um dia de costas e ombro. Sobre a orientação de fazer três aeróbicos por dia durante a quarentena, eu discordo, e discordo justamente pelo que você reclamou no início. Sem nenhum estímulo de força e com a comida baixa, o excesso de cardio é o que mais acelera a perda de massa magra, ou seja, ele piora exatamente a flacidez que te incomodava. Em casa, sem equipamento, dá para treinar força de verdade: agachamento búlgaro com o pé de trás no sofá, elevação de quadril no chão, afundo, flexão de braço com as mãos apoiadas na cama para facilitar, remada segurando uma mochila cheia de livros, isometria de prancha. A progressão vem de aumentar repetições, deixar a descida mais lenta e reduzir o descanso. Um trabalho desses três vezes por semana, mais caminhada, entrega muito mais do que três sessões de aeróbico por dia. Uma observação sobre o que você comentou de não conseguir comer tudo o que a dieta pede. Se está sobrando comida no prato todo dia, o seu consumo real está abaixo do planejado, e aí duas coisas acontecem: a perda de peso acelera no início e depois trava mesmo, e a construção de músculo, que é o que resolve a firmeza, fica impossível por falta de material. Se for o caso, o ajuste é concentrar em alimentos mais densos, com azeite, castanha, pasta de amendoim e ovo inteiro, e usar uma refeição líquida quando sólido não desce. Come se a mesma caloria em menos volume. E sobre o colágeno, que ficou como não necessário: como fonte de proteína ele realmente não serve, porque é uma proteína incompleta e não conta para o total do dia. Existe alguma evidência de utilidade para tendão e articulação quando tomado junto com vitamina C, mas isso não tem relação com firmeza de pele nem com o seu objetivo agora. Ômega três e vitamina C podem ficar, sem hora certa, no horário que você lembrar. Por último, um detalhe do seu primeiro post que passou batido. Você usou stanozolol por dois meses aos dezoito anos. Não é motivo para alarme hoje, mas vale um perfil lipídico completo em algum momento, porque orais derrubam o HDL e nem sempre ele volta sozinho, e também um hemograma e função hepática. É informação barata de ter e serve de ponto de partida para qualquer decisão futura. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.