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Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico:
Quanto tempo pros meus hormonios voltarem ao normal após ciclo com oxandrolona?
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Uso da oxandrolona para perder gordura e definição?
@Carol Ribas, tem uma informação no tópico que precisa ser corrigida com urgência, porque ela vai na direção contrária do seu caso. Ficou dito que a oxandrolona ajudaria no seu tratamento de tireoide. Não ajuda, e na prática ela atrapalha o controle. Androgênios reduzem a globulina que transporta hormônio tireoidiano no sangue, a TBG. Quando essa proteína cai, muda a relação entre hormônio ligado e hormônio livre, e isso pode alterar a dose de levotiroxina que você precisa. Ou seja, você entraria com uma variável que mexe justamente no exame que o endocrinologista usa para te ajustar. Quem faz isso sem avisar o médico costuma aparecer com TSH fora do lugar e ninguém entende por quê. Se em algum momento você usar qualquer androgênio, isso precisa ser dito ao endocrinologista e o TSH e o T4 livre precisam ser refeitos. A outra correção quem já fez foi o Locemar, e está certíssima: oxandrolona não emagrece. Nenhum esteroide androgênico tem ação lipolítica relevante. Ela é anabólica, ajuda a preservar e a ganhar massa magra, e é usada em medicina justamente em recuperação de catabolismo, queimadura e perda de peso involuntária. Se o seu objetivo é reduzir gordura, ela não é a ferramenta. Agora, sobre o que realmente está travando. Você contou que está tratando o hipotireoidismo há pouco tempo, que teve um período de depressão e ansiedade, e que a alimentação varia entre semana de low carb e semana comendo saudável. Duas coisas aí merecem atenção. A primeira é que hipotireoidismo bem compensado reduz o gasto metabólico bem menos do que a fama sugere, então quando a reposição está no alvo ele deixa de explicar a dificuldade toda. Vale confirmar com TSH e T4 livre recentes se a dose está mesmo ajustada, e não só se você está tomando. A segunda é que "alimentação balanceada" que alterna estratégia semana a semana quase nunca produz déficit calórico consistente. O que emagrece é déficit sustentado por meses, não a escolha do tipo de dieta. Vale checar também se algum medicamento para humor entrou nesse período, porque vários favorecem ganho de peso e isso muda a leitura do que está acontecendo. Sobre a lista de termogênicos que apareceu, eu tomaria cuidado. Ácido alfa lipoico, l-carnitina, morosil e teacrina têm evidência fraca ou nula para redução de gordura em gente treinada. Citrus aurantium tem sinefrina, que é estimulante cardiovascular, e você mesma disse que tem reação ruim a cafeína, o que sugere sensibilidade a estimulante em geral. Ioimbina é medicamento, não suplemento, e mexe em pressão e ansiedade, o que é especialmente ruim para quem tem histórico de transtorno de ansiedade. Nenhum deles compensa comer acima do gasto. O conselho mais útil do tópico foi o do sono, e ele é subestimado. Dormir pouco desregula fome, piora resistência à insulina e derruba o rendimento no treino. E sobre não ter convênio, vale procurar a rede pública para acompanhar a tireoide. É acompanhamento crônico e existe atendimento para isso. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Qual a melhor forma de usar Durateston + Stano?
@Pedro Henrique Kappler, respondendo direto à sua pergunta e depois discutindo a premissa dela. Se for para usar os dois, faz mais sentido o estanozolol entrar depois, e não junto desde o começo. Motivo prático: num primeiro ciclo você não sabe como reage a nada. Começando só com a testosterona, qualquer coisa que aparecer, acne, pressão subindo, mamilo sensível, humor estranho, você sabe de onde veio. Se entrar com duas substâncias no dia um e algo der errado, você não vai conseguir atribuir nem decidir o que suspender. Uma variável de cada vez não é conservadorismo, é o que torna a informação aproveitável. Sobre a divisão do Durateston, dividir em duas aplicações por semana é o correto e o motivo é a composição. Ele é uma mistura de quatro ésteres, e um deles é o propionato, que tem meia-vida curta. Aplicar tudo de uma vez por semana faz o nível oscilar bastante, com pico e queda dentro da mesma semana, e é isso que gera oscilação de humor e de libido. Duas vezes por semana resolve bem. Agora a parte que eu acho mais importante. Quinhentos miligramas semanais não é dose de primeiro ciclo, é dose de quem já sabe como responde. Para uma primeira vez, o mais informativo é algo bem mais modesto, porque a resposta individual varia muito e um corpo virgem de droga costuma responder a bem menos do que se imagina. Você não ganha mais por começar alto, você só ganha mais colateral e menos margem para as próximas vezes. E o estanozolol, honestamente, adiciona pouco e cobra caro nesse arranjo. Ele não vai somar massa de forma relevante ao que a testosterona já está fazendo, e traz três coisas. Hepatotoxicidade, porque ele é 17-alfa-alquilado mesmo na forma injetável, já que é a mesma molécula suspensa em água. Queda acentuada de HDL, mais brutal do que a de quase qualquer outro esteroide. E dor articular com risco de tendinite, justamente na fase em que a força sobe rápido e o tendão não acompanha. Trocar tudo isso pelo efeito visual de secar, que na prática é ausência de retenção e não perda de gordura, é um mau negócio no primeiro ciclo. Se você já decidiu e vai adiante de qualquer forma, o mínimo é exame antes, no meio e depois, com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, hemograma completo, perfil lipídico, função hepática e renal, pressão medida em casa algumas vezes por semana, e o plano de saída definido antes da primeira aplicação. E se o estanozolol entrar mesmo, que seja num bloco curto no fim, não do começo ao fim. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo iniciante: deca mais testo?
@Kilios25, o número mais importante do teu post não é a droga, é 70 quilos com 1,87 de altura. Isso dá índice de massa corporal em torno de 20, ou seja, você está na borda de baixo do peso normal. Quem está nessa faixa e diz que não consegue crescer no natural quase sempre está diante de um problema de comida, não de hormônio. É bem comum a pessoa achar que come muito, anotar tudo por uma semana e descobrir que come bem menos do que imagina. Isso importa porque esteroide não resolve isso. Ele aumenta a eficiência com que o corpo usa o que recebe, mas não cria tecido do nada. Se você entrar num ciclo comendo o que come hoje, o ganho vai ser pequeno, você vai concluir que precisa de mais droga, e é assim que a coisa escala. Faz o teste antes: pesa a comida e registra tudo durante duas semanas, sem mudar nada, só para ter o número real. Depois soma uns 300 a 500 calorias por dia em cima disso e segura por três meses, com proteína em torno de 1,6 a 2 gramas por quilo. Muita gente com esse perfil ganha vários quilos assim e nunca tinha experimentado comer de verdade. Sobre a dupla que você citou, nandrolona não é boa escolha para um primeiro ciclo. Ela é um 19-nor, tem meia-vida longa, é conhecida por ser das mais demoradas de sair e das mais difíceis de recuperar em termos de eixo. Também tem atividade progestagênica e mexe em prolactina, o que gera aquela queixa clássica de libido e ereção sumindo no meio do ciclo, mesmo com testosterona junto. E, se der problema, você não vai saber se foi ela ou a testosterona, porque são duas variáveis ao mesmo tempo. Sobre o esquema sugerido no tópico, eu discordo em um ponto específico. Fazer duas semanas de oral, duas semanas de recuperação e repetir a cada duas semanas não é um ciclo curto seguro, é supressão praticamente contínua com pausas curtas demais para o eixo religar. Duas semanas de TPC não recuperam nada, e o LH não volta em quinze dias. O ciclo curto com propionato por quatro semanas é mais defensável, porque o éster é curto e sai rápido, mas mesmo aí a recuperação começa depois que a droga sai, não durante. Se um dia você for adiante, o formato mais racional para a primeira vez é testosterona sozinha, dose modesta, tempo definido, exames antes e depois com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, hemograma, perfil lipídico e função hepática, pressão medida em casa e a saída planejada antes de começar. Uma variável de cada vez. Mas com 1,87 e 70 quilos, o que vai te transformar nos próximos doze meses é o garfo e a progressão de carga. Essa parte ainda nem foi tentada de verdade. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como tomar oxandrolona de 30 mg?
@Ale21**, achei acertada a sua decisão de não usar agora, e quero explicar por que a premissa que te levou até a oxandrolona estava equivocada. Você escreveu que acha difícil ganhar músculo e perder gordura ao mesmo tempo, e que isso só aconteceria em iniciante ou com esteroide. Acontece que você se encaixa exatamente na condição em que isso funciona melhor sem droga nenhuma: pouco tempo de treino realmente estruturado, sobrepeso e dieta entrando em cena agora. Recomposição corporal é bem documentada em três grupos, quem está começando, quem está voltando depois de uma pausa e quem tem gordura sobrando. Você marca dois desses. A sua nutricionista sabe o que está fazendo ao montar uma dieta com déficit moderado mirando ganho de massa junto. Sobre a cápsula de 30 mg, o alerta que te deram no tópico procede. Oxandrolona não é comercializada nessa dosagem por laboratório sério, e o preço que você citou é incompatível com o custo da matéria-prima. Isso aponta para subdosagem ou para outra substância dentro, e a segunda hipótese é a perigosa, porque um androgênio mais forte no lugar muda completamente o risco de voz e clitóris. Olhando sua dieta, o ponto que eu ajustaria é a proteína. Somando as opções que você postou, dá algo em torno de 100 gramas por dia, com uma parte grande vindo de clara de ovo. Para quem está em déficit e quer preservar e ganhar músculo, o alvo costuma ficar entre 1,6 e 2,2 gramas por quilo de peso. Clara é proteína boa, mas volumosa e pouco saciante para a quantidade que entrega. Aumentar a porção de carne, frango ou peixe no almoço e no jantar, e colocar uma fonte proteica no lanche da tarde, que hoje está só com coco e oleaginosas, já resolve boa parte. Sobre afinar a cintura, quem respondeu foi honesto e eu reforço: não existe droga, exercício ou alimento que reduza gordura de uma região específica. A cintura afina de três formas, perdendo gordura no corpo todo, o que já está em andamento, ganhando quadril e dorsal, o que muda a proporção e é ilusão de ótica a seu favor, e não hipertrofiando demais os oblíquos com exercício de rotação sob carga pesada, que engrossa a cintura em vez de afinar. Vale também trabalhar a musculatura profunda do abdômen com exercícios isométricos, tipo prancha e variações, que dão firmeza sem volume lateral. Sobre o treino que você monta sozinha, o ajuste que costuma render mais é frequência. Cada grupo duas vezes por semana, com registro de carga e repetição para garantir progressão, funciona melhor do que um dia dedicado a cada região. E se glúteo e perna são a prioridade, elevação pélvica, agachamento e levantamento terra romeno, com carga subindo ao longo dos meses, fazem mais pela sua linha do que qualquer cápsula. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
Ontem
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Dianabol e boa droga para primeiro ciclo?
@Lucasama12, seu post veio só com a imagem e sem texto, então respondo a pergunta do título e fico devendo o resto até você contar idade, tempo de treino, peso e o que pretende fazer. Metandrostenolona sozinha é uma escolha ruim para primeiro ciclo, e por motivos bem concretos. Ela é oral e 17-alfa-alquilada, ou seja, é hepatotóxica por construção. É a droga que mais aparece em relato de transaminase alterada em usuário jovem e saudável, e nas doses que circulam por aí, entre 30 e 50 mg por dia, isso deixa de ser exceção. Ela aromatiza bastante, e mais do que a testosterona em termos relativos. Isso significa retenção de líquido, pressão arterial subindo e risco de ginecomastia logo nas primeiras semanas. Boa parte do peso que aparece na balança é água e glicogênio, não músculo, e vai embora quando se para. Muita gente termina o ciclo achando que ganhou oito quilos e descobre um mês depois que ficou com dois. Ela derruba o HDL de forma acentuada, como os orais em geral, e isso não dá sintoma nenhum. É o efeito que ninguém sente e que mais importa a longo prazo. E ela suprime seu eixo igual a qualquer outro esteroide. Ou seja, você paga o preço da supressão e, por ser um ciclo só de oral, não tem testosterona de base repondo o que foi desligado. Quem faz isso costuma terminar com libido no chão e ânimo ruim justamente na fase em que precisaria treinar bem para segurar o que ganhou. Se o objetivo é ganhar massa e você já tem tempo de treino, dieta consistente e um motivo real para usar, o arranjo que faz mais sentido para um primeiro ciclo é testosterona sozinha, em dose modesta, por período definido, com exames antes, durante e depois, pressão medida em casa e um plano de saída montado antes de começar. Um ciclo só de testosterona também tem risco, mas pelo menos é previsível, tem meia-vida conhecida e você aprende como o seu corpo responde a uma variável de cada vez. Começar com duas ou três substâncias juntas faz com que qualquer efeito que apareça seja impossível de atribuir. E se você tiver menos de dois anos de treino sério ou ainda não tiver estabilizado a dieta, a resposta honesta é que nenhum ciclo é boa escolha agora. Poste seus dados aqui e a conversa fica melhor. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Qual TPC fazer em ciclo de Deposteron (uma ampola por semana, durante quatro semanas)?
@JefersonBlado, duas coisas para acrescentar ao que já te disseram. A primeira é o momento. Deposteron é cipionato de testosterona, que tem meia-vida longa, na faixa de oito dias. Se a última aplicação foi no dia 15, ainda havia hormônio circulando em quantidade relevante por bastante tempo depois disso. Começar qualquer coisa muito cedo é jogar remédio contra um nível que ainda está alto, e não adianta nada. O intervalo que costuma fazer sentido para cipionato é começar por volta de duas semanas após a última aplicação. A segunda é a dose. Tamoxifeno em 10 mg por dia é abaixo do que se usa com essa finalidade. Quando ele entra para recuperação de eixo, o esquema mais comum é 20 mg por dia por três a quatro semanas, às vezes começando em 40 mg na primeira semana. Meia dose por um mês tem boa chance de não fazer nem uma coisa nem outra. Dito isso, concordo com quem falou que quatro semanas de 200 mg semanais é um ciclo curto e de dose modesta, e que muita gente nesse cenário se recupera sozinha. O que resolve a dúvida não é palpite, é medida: colete testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol umas quatro a seis semanas depois da última aplicação. Se os valores estiverem dentro da faixa e você estiver bem de libido, ânimo e disposição, não há o que tratar. Se estiverem baixos com LH e FSH baixos, aí você tem motivo concreto para usar o tamoxifeno na dose certa, ou o clomifeno, e para repetir o exame depois. E um detalhe que quase ninguém considera: uma parte de quem faz ciclo curto assim se sente ótima nas primeiras semanas depois de parar, porque o hormônio ainda está saindo devagar, e o baque vem umas três ou quatro semanas depois. Se a queda de ânimo e libido aparecer nesse período, não é coincidência nem cabeça, é o eixo ainda desligado. Vale já ter o exame agendado em vez de esperar passar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo de apenas STANO? 1º Ciclo
@Daniloboyi, sua pergunta foi sobre intervalo de aplicação, mas o intervalo é o menor dos problemas aqui, então vou pelos que pesam mais. Estanozolol injetável é uma exceção entre os injetáveis. Quase todo esteroide de aplicação é esterificado e escapa da primeira passagem hepática, e por isso não é hepatotóxico do mesmo jeito que os orais. O estanozolol não. Ele é 17-alfa-alquilado tanto no comprimido quanto na ampola, é a mesma molécula suspensa em água. Ou seja, aplicar na veia da coxa não te livra de nada do lado do fígado. Muita gente troca o comprimido pela injeção acreditando exatamente nisso, e é informação errada. Segundo, ciclo só de estanozolol é o arranjo que mais gera arrependimento. Ele suprime sua produção própria de testosterona como qualquer outro, mas entrega pouco efeito androgênico no lugar. O resultado é o que já te falaram no tópico: libido no chão, ânimo ruim, ereção fraca, e uma sensação de estar desligado que costuma durar mais do que o ciclo. É diferente de um ciclo com testosterona, onde pelo menos existe reposição do que foi suprimido. Terceiro, ele é o campeão em duas categorias específicas. Dor articular e tendinite, porque reduz a lubrificação e mexe no colágeno, deixando o tendão mais rígido bem quando a força está subindo, combinação que gera lesão. E queda de HDL, que ele derruba de forma mais brutal do que praticamente qualquer outro esteroide. Isso não dói e não aparece no espelho, só no exame. Trinta ampolas de 100 mg, no ritmo que você descreveu, dá algo perto de quatro meses de uso contínuo. Isso não é um ciclo curto, é um período longo de supressão, sem testosterona de base e sem plano nenhum de saída. Você escreveu que seria o primeiro e o último. Na prática, quem termina esse tipo de ciclo se sentindo mal costuma voltar a usar justamente para se sentir normal de novo, e é assim que vira permanente. E tem o contexto: você contou que treinava pouco, ficou meses parado e voltou agora. Quem retorna de uma pausa recupera rápido sem droga nenhuma, e aos 21 anos você está na melhor fase para ganhar de forma natural. Sobre suplementos, whey é comida em pó e resolve praticidade de proteína, e o pré-treino do tipo que você citou dá sensação de pump e não muda resultado. Se você for adiante mesmo assim, o mínimo é fazer exames antes, incluindo perfil lipídico completo, função hepática, testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol, medir pressão em casa com regularidade e ter um plano de recuperação definido antes da primeira aplicação, não depois. Mas se der para adiar isso por um ou dois anos de treino e dieta bem feitos, você vai chegar mais longe e com muito menos conta para pagar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Stanozolol ou oxandrolona para coxas e bumbum maiores?
@meirielly, preciso te alertar sobre a dose antes de qualquer outra coisa. Se você está tomando 20 mg duas vezes por dia, isso dá 40 mg diários de estanozolol. Essa é uma dose de homem, e das altas. Em mulher, quando se usa estanozolol, o que se vê em relatos é algo entre 2 e 5 mg por dia, e mesmo aí ele é considerado o esteroide com pior relação entre resultado e virilização. Quarenta miligramas por dia é várias vezes isso. O que preocupa nessa dose não é o que você sente agora, é o que não dá para desfazer depois. Acne, oleosidade, queda de cabelo e irregularidade menstrual costumam voltar ao normal quando se para. Já engrossamento de voz e aumento do clitóris frequentemente não voltam, porque a alteração é estrutural. Voz é a pior delas, porque muda a laringe e fica. Quanto maior a dose e mais tempo de uso, maior a chance de cruzar essa linha. Suspender ao primeiro sinal impede que piore, mas não desfaz. Some a isso o fígado. Estanozolol oral é 17-alfa-alquilado e nessa dose a chance de alteração hepática é real. Sinais para não ignorar de jeito nenhum: urina escura, olho ou pele amarelados, coceira pelo corpo, dor no lado direito em cima da barriga, cansaço fora do normal. Minha recomendação honesta é reduzir isso agora e procurar avaliação médica, com TGO, TGP, gama GT, bilirrubinas e perfil lipídico. E conta o que está usando, sem editar, porque sem essa informação o médico investiga a coisa errada. Sobre não estar vendo resultado em quinze dias: com 84 quilos e 1,65, o que muda sua composição corporal é o balanço calórico e a proteína ao longo de meses. Nenhum esteroide, incluindo o estanozolol, tem ação de queimar gordura. A fama de "secar" vem do fato de ele não aromatizar e não reter água subcutânea, o que muda a aparência sem tirar gordura nenhuma. Aumentar a dose para forçar resultado é justamente o caminho que leva ao colateral permanente sem entregar o que se espera. E aproveito para corrigir uma coisa que apareceu antes no tópico: nem estanozolol nem oxandrolona fazem glúteo e coxa crescerem por serem essas regiões. Esteroide age no corpo inteiro, quem determina onde o músculo cresce é o treino, e onde a gordura sai é a genética. Não existe droga que direcione ganho para bumbum. Duas horas de treino cinco vezes por semana já é volume mais do que suficiente, o que costuma faltar é progressão de carga em movimento de quadril, tipo elevação pélvica, agachamento e levantamento terra romeno, e uma dieta que você consiga manter por seis meses. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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[Relato] Primeiro Ciclo - Dura x Deca x Diana
Tópico antigo, mas ele continua aparecendo em busca e tem duas coisas aqui que precisam ficar corrigidas para quem chega agora. A primeira é sobre a mesterolona. Ficou escrito no tópico que proviron induz produção de LH e por isso aumentaria a testosterona. É o contrário. Mesterolona é um androgênio derivado de DHT, faz retroalimentação negativa e portanto tende a reduzir LH, não a aumentar. O que ela realmente faz é baixar a SHBG, o que eleva a fração livre da testosterona já presente e melhora a sensação de libido e de dureza. Isso é útil dentro de ciclo, mas não serve como recuperação de eixo. Quem usa proviron achando que está estimulando a hipófise está fazendo exatamente o oposto. A segunda é sobre o HCG. Ele não estimula a hipófise, ele age no testículo imitando o LH. Por isso funciona bem durante o ciclo, para manter o testículo respondendo e evitar aquela atrofia que dificulta a retomada, que foi o uso correto descrito pelo autor do tópico. E por isso mesmo, se usado em dose alta ou por tempo longo, ele acaba suprimindo LH e FSH próprios pelo feedback negativo. O arranjo que faz sentido é HCG antes, terminando alguns dias antes de entrar com o modulador seletivo, e não HCG e clomifeno empurrando o mesmo período junto. @Ruan Pablo Maromba, sobre o que você escreveu: você contou que treinava havia 288 dias e que estava esperando completar 18 anos para mandar o primeiro ciclo. Eu seria um mau interlocutor se não fosse direto contigo. Menos de um ano de treino é o começo absoluto, e é justamente a fase em que se ganha mais sem droga nenhuma. Você mesmo disse que saiu de 66 para 80 quilos treinando natural, o que é um resultado que a maioria não consegue. Interromper essa curva para começar a ciclar é trocar o ganho gratuito pelo ganho caro. Tem também a questão da idade, e ela não é moralismo. Antes dos vinte e poucos anos, o eixo hormonal ainda está em maturação e as cartilagens de crescimento podem não estar todas fechadas. Nessa faixa, a supressão costuma ser mais difícil de reverter, e existem relatos consistentes de hipogonadismo prolongado em quem começou muito cedo. Completar 18 anos resolve a parte legal, não resolve a biológica. Se em algum momento você for adiante mesmo assim, o mínimo é ter exames de base antes, um plano de saída definido antes de começar e um médico que saiba o que você está usando. E, olhando os números finais do relato original, vale lembrar que grande parte de onze quilos ganhos em ciclo com dianabol e mistura de ésteres é água e glicogênio, e não permanece. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo Durateston (Schering) x Stanozolol (Lander) (com fotos)
@JRCARIOCA, tem um trecho do teu relato que passou batido e que eu acho o mais importante do tópico inteiro. Você contou que estava se estressando muito, que nos dias de descanso se olhava no espelho e se via mais magro, e que isso continuava mesmo com as pessoas te elogiando. A resposta que veio foi que era psicológico e para seguir firme. Só que "é psicológico" não é o fim da conversa, é o começo dela. Esse padrão tem nome, dismorfia muscular, e é justamente a percepção distorcida de estar pequeno quando não se está, acompanhada de ansiedade em dia de folga e da sensação de perder tudo assim que se para de treinar. É bem mais comum em quem usa esteroide do que na população geral, e é uma das razões pelas quais a pessoa emenda ciclo atrás de ciclo, sempre sentindo que falta um pouco. Não é frescura e não passa com mais droga. Se isso persistir depois do ciclo, vale conversar com psicólogo ou psiquiatra, do mesmo jeito que se leva um exame alterado ao clínico. Sobre o ganho: nove quilos em oito semanas com metildrostanolona oral e mistura de ésteres de testosterona é praticamente o esperado, e boa parte disso não é tecido muscular. Dianabol retém sódio e água e enche a célula de glicogênio, e a testosterona aromatiza e retém mais. Uma parte considerável sai nas semanas seguintes. Isso não invalida seu resultado, só serve para você não entrar em pânico quando a balança recuar. O que fica é o que sobra três meses depois, com dieta mantida. A transpiração aumentada que você notou na semana em que subiu para 40 mg costuma vir junto com estrogênio subindo, e vale prestar atenção porque geralmente acompanha aumento de pressão arterial e retenção. Medir pressão em casa, sentado e em repouso, algumas vezes por semana, custa nada e é o exame mais útil que existe em ciclo. E sobre aquela discussão de crescer com 1500 calorias que apareceu antes: quem respondeu que não funciona estava certo. Esteroide melhora a eficiência com que o corpo usa o que recebe e ajuda a preservar massa em déficit, mas construir tecido novo exige substrato. Existem estudos mostrando ganho de massa magra com testosterona em pessoas sem treinar, o que já é impressionante, mas não em restrição calórica severa e não na magnitude que aquele tipo de texto promete. Trocar comida por hormônio é o caminho mais rápido para desempenho ruim, perda de força e problema hormonal sem o ganho prometido. Já que o ciclo terminou, o combinado agora é exame e plano de saída definido, com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, hemograma, perfil lipídico e função hepática. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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CICLO STANOZOLOL X DURATESTON (LANDERLAN) após ciclo com Deca, Dura e Diana
Preciso corrigir uma coisa que ficou registrada no fim do tópico e que se espalha muito por aqui: a ideia de que estanozolol e oxandrolona são drogas que fazem perder gordura. Não fazem. Nenhum esteroide androgênico tem ação lipolítica direta relevante em dose de uso. O que acontece é outra coisa: quem usa costuma estar em fase de corte, comendo em déficit e fazendo mais aeróbico, e ganha ou preserva massa magra enquanto perde gordura. O espelho melhora bastante, o percentual cai, e a conclusão errada é que a droga queimou gordura. Se a pessoa entrar em superávit usando as mesmas substâncias, ela engorda igual. Estanozolol ainda ganha essa fama extra porque não aromatiza e não retém líquido subcutâneo, então a aparência fica mais seca de um jeito que não corresponde a gordura perdida. É água, não é tecido adiposo. @Lorran Marques, aproveitando: 12 por cento não é percentual de gordura alto. Está na faixa em que a maioria já tem abdômen visível. Se você está com 73 quilos e quer voltar aos 80, o caminho é comer mais e treinar, não cortar. Cortar a partir de 12 por cento sem estar acima do peso te deixa menor, não mais definido, e ainda te empurra para uma dieta agressiva justamente quando o objetivo declarado é crescer. E a medida em si, se veio de bioimpedância ou de adipômetro de academia, tem margem de erro que pode facilmente cobrir vários pontos percentuais. @CaaioSP, sobre a demora para ejacular durante a TPC: é queixa comum nesse período e tem explicação. Clomifeno e tamoxifeno bloqueiam a ação do estrogênio no cérebro, e estrogênio participa da função sexual masculina, não é só um hormônio a ser combatido. Junte a isso a testosterona ainda baixa enquanto o eixo religa e você tem exatamente esse quadro de ereção presente, mas orgasmo difícil e demorado. Costuma normalizar depois que a TPC acaba e os níveis se estabilizam. O que ajuda a decidir é fazer o exame algumas semanas após o fim da TPC, como você mesmo planejou. Silimarina em 75 mg por dia é dose baixa demais para qualquer coisa que se espere dela, mas essa é a menor das questões. O problema maior foi o que você contou honestamente: dois ciclos de oito semanas emendados, sem intervalo. Esse tipo de sequência é o que mais aparece nos casos em que o eixo demora muito para voltar, e não existe TPC que compense tempo de supressão contínua. Você fez bem em desaconselhar. E parabéns pelo cigarro. Isso vale mais para saúde cardiovascular do que qualquer ciclo que você faça, principalmente porque esteroide já mexe em lipídios e em pressão. Manter isso é a melhor decisão do tópico inteiro. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo de Oxandrolona - Preciso de uma ajuda!
@aam1991, sobre a libido, os dois efeitos existem e a literatura registra os dois. A oxandrolona reduz bastante a SHBG, o que aumenta a fração livre de androgênio e explica os relatos de libido nas alturas. Só que ela também suprime o eixo, e em mulher isso derruba a produção ovariana de estradiol e de testosterona. Quando o segundo efeito pesa mais que o primeiro, o resultado é queda de libido, ressecamento vaginal e desconforto na relação, não aumento. Não é fora da curva nem sinal de produto ruim, é a outra ponta do mesmo mecanismo. Aquele texto que você achou está certo ao listar aumento e redução na mesma frase. O Venvanse complica a leitura. Estimulante reduz libido em boa parte de quem usa, e poucos dias sem tomar não é tempo suficiente para o efeito ter saído de cena por completo, ainda mais se o uso foi prolongado. Se a libido continuar baixa depois de algumas semanas, vale dosar estradiol e conversar com ginecologista, porque estrogênio no chão em mulher jovem não é só questão de desejo, mexe em mucosa, em humor e em densidade óssea. Sobre o treino, eu discordo da ideia de deixar cinco a sete dias entre estímulos do mesmo grupo. Essa recomendação vem de uma época em que se treinava um grupo por dia até a exaustão. O que os estudos mais recentes mostram é que, igualando o volume semanal, distribuir esse volume em duas sessões por semana rende igual ou um pouco melhor do que concentrar em uma só. Frequência mais alta também facilita treinar com mais qualidade, porque cada sessão fica menos massacrante. No seu caso, com jiu-jítsu quatro vezes por semana, isso é ainda mais relevante: sessões menores e mais frequentes se encaixam melhor do que uma bomba semanal por grupo. Olhando a divisão que você postou, os grupos que você quer desenvolver estão recebendo estímulo só uma vez por semana, com exceção de membros inferiores. Dorsal, deltoide e braço, que você citou como prioridade, aparecem um dia cada. Se puxar para duas vezes por semana, mesmo dividindo o mesmo número de séries em dois dias, a tendência é responder melhor. Sobre o medo de o jiu-jítsu queimar massa magra: existe interferência entre treino de força e treino aeróbico intenso, isso é real, mas o efeito é modesto e depende quase todo de comida e de sono. Quem treina duas modalidades e come pouco perde massa, quem treina duas modalidades e come o suficiente não perde. Sua nutricionista cortar carboidrato nos dias sem jiu-jítsu é razoável, o que eu vigiaria é a proteína diária e o total calórico nos dias de treino duplo. Cortar carboidrato demais em quem treina luta costuma cobrar em desempenho e recuperação antes de cobrar em gordura. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Meu primeiro ciclo feminino com oxandrolona e stanozolol
@Ana Elisa A. Silva, o ponto que mais me preocupa nesse relato não é a dose, é a combinação. Oxandrolona e estanozolol oral são os dois esteroides 17-alfa-alquilados, quer dizer, ambos vêm com uma modificação química que existe justamente para o fígado não destruir a droga na primeira passagem. É essa modificação que torna os dois hepatotóxicos. Usar os dois ao mesmo tempo é somar exatamente o mesmo tipo de agressão, e é o arranjo com pior perfil hepático que existe em ciclo oral. Aí entra aquele episódio que você contou: dor no alto do abdômen, vômito, indisposição e fraqueza começando no dia seguinte ao primeiro dia de uso. Pode ter sido a comida, claro. Mas o quadro também é compatível com reação hepática, e a diferença entre uma coisa e outra não se resolve por dedução, se resolve com TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas. Se ainda estiver usando algo parecido hoje, ou se voltar a sentir isso, o exame vem antes de retomar, não depois. Sinal de alerta que não pode ser ignorado de jeito nenhum: urina escurecendo, olhos ou pele amarelando, coceira difusa pelo corpo. Sobre a finasterida, houve um mal-entendido no tópico. Ela não protege de virilização por estanozolol. A finasterida bloqueia a enzima que converte testosterona em DHT, e o estanozolol não depende dessa conversão para agir, ele já é derivado de DHT e se liga ao receptor androgênico direto. Ou seja, você toma o remédio, aceita os efeitos dele e não ganha a proteção esperada. Some a isso o fato de finasterida ser formalmente contraindicada em mulher com potencial de engravidar, por risco de malformação genital em feto masculino. É um item que eu questionaria com a profissional que prescreveu. O DHEA que você deixou de fora eu manteria de fora mesmo. Ele é precursor: em mulher vira tanto testosterona quanto estrogênio, e 50 mg é dose alta. Adicionar androgênio por outra porta enquanto já se usa dois esteroides não faz sentido dentro do próprio raciocínio da fórmula. Do resto das cápsulas, cissus, turkesterona, bioperina, carnitina, picolinato de cromo e GABA oral não têm evidência de mudar composição corporal em gente treinada. Não são perigosos, mas encarecem a fórmula e dão a impressão de que existe um sistema equilibrado ali, quando na prática quem faz efeito são os dois esteroides. Uma coisa que vale você saber, e que mudou desde a época deste tópico: o Conselho Federal de Medicina, na Resolução 2.333 de 2023, vedou expressamente a prescrição de esteroides androgênicos e hormônios com finalidade estética, de ganho de massa ou de melhora de desempenho. Prescrição não é sinônimo de segurança nem de conformidade, e você tem todo direito de pedir uma segunda opinião com endocrinologista, levando a fórmula por escrito e perguntando qual é a indicação clínica. Por último, sobre a dieta. Você comentou que às vezes come menos do que foi prescrito porque a fome sumiu, e que quer definição sem perder peso. Esse é o cenário em que a proteína costuma ficar curta e o resultado vem em forma de perda de massa disfarçada de emagrecimento. Com 60 quilos, mirar em torno de 1,6 a 2 gramas de proteína por quilo por dia, distribuída ao longo do dia, protege mais a musculatura do que qualquer coisa naquela lista de cápsulas. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro Ciclo! Enantato de testosterona, Stanozolol e Oxandrolona.
@ZyzzBB, bom saber que apareceu para dar notícia. Sobre o plano de voltar com trembolona e enantato, eu quero pesar contra, e não por moralismo. Você mesmo contou que ficou um ano e quatro meses fora da academia. Quem volta depois de um afastamento longo está no melhor momento possível para recuperar tamanho sem droga nenhuma. A musculatura já foi construída antes, os núcleos das fibras continuam lá, e a retomada costuma ser rápida a ponto de assustar. Gastar esse período justamente com o esteroide mais pesado da lista é desperdiçar o único trecho da vida de treino em que o corpo responde de graça. Pior: você não vai conseguir separar o que foi memória muscular do que foi a droga, e vai sair achando que precisa de trembolona para manter algo que era seu. E trembolona não é uma testosterona mais forte. Ela não aromatiza, mas é progestagênica, mexe em prolactina, é a campeã em queixa de insônia, sudorese noturna, irritabilidade, taquicardia e queda de condicionamento aeróbico. É a droga que mais aparece em relato de crise de ansiedade e de humor. Para quem está voltando de uma pausa longa, com o corpo desacostumado, é a escolha com pior relação entre benefício e problema. Voltando a uma coisa que ficou no ar lá atrás no tópico: aquela dor incômoda na região lombar durante o ciclo não deveria ter sido tratada como aceitável. Dor renal não é efeito colateral esperado que se aguenta. Pode ser muscular, pode ser postural, mas também pode ser sinal de que os rins estão sofrendo, e a única forma de saber isso é medindo. E, embora esteroide oral 17-alfa-alquilado tenha fama de vilão do fígado, o marcador que mais desanda em quem cicla é o perfil lipídico, com o HDL despencando, e isso não dói nada. É esse o motivo de fazer exame durante e não só depois. O que dói você percebe, o que mata em silêncio só o laboratório mostra. Sobre protetores: não existe suplemento que anule o efeito de esteroide sobre fígado ou rim. Silimarina, tudca e afins têm algum papel em contextos específicos e nenhum deles é escudo. Quem confia em protetor costuma esticar dose e tempo porque acha que está coberto, e isso piora o resultado final. Se for ciclar de novo, o mínimo é hemograma, função hepática, função renal com creatinina e ureia, perfil lipídico completo, glicemia, testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol antes, no meio e depois, além de pressão arterial medida em casa com regularidade. E, na minha opinião, guarda a trembolona para outro momento, se é que ela precisa entrar algum dia. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo de Oxandrolona + Stanozolol (primeiro ciclo)
@MoniqueS, tem uma armadilha de raciocínio que aparece muito nesses relatos e que vale desarmar antes de você montar o próximo ciclo. Quando o resultado vem fraco, a conclusão automática do fórum é que o produto era falso. Só que no seu caso a dieta ficou parcial, o aeróbico não entrou e o período pegou festas de fim de ano. Nessas condições, oxandrolona em dose baixa realmente rende pouco, mesmo sendo verdadeira. Ela não é lipolítica, não cria déficit calórico e não faz o corpo gastar mais do que come. Se você trocar o frasco e mantiver o resto igual, o resultado tende a decepcionar de novo, e aí a culpa vai para o novo fornecedor. Sobre conferir autenticidade pelo site ou aplicativo do fabricante: isso dá menos segurança do que parece. Selo, holograma e código de verificação são exatamente as partes mais copiadas quando existe falsificação organizada, e alguns sistemas apenas confirmam que o código existe, não que aquele frasco na sua mão é o dono do código. Fora isso, é um fabricante estrangeiro sem registro sanitário no Brasil, então não existe lote rastreável, nem controle de dosagem, nem responsabilidade nenhuma se vier concentração errada. Já se viu de tudo nesse mercado, de comprimido subdosado a comprimido com outro esteroide dentro, e esse segundo caso é o perigoso para mulher, porque um androgênio mais forte no lugar da oxandrolona muda completamente o risco de virilização. Preço, aliás, é péssimo indicador. Barato pode ser falso e caro também pode ser falso, o que muda é só a margem de quem vendeu. O caminho que evita essa loteria é o mesmo que já apareceu em outros tópicos: consulta e receita, com manipulação em farmácia que responde por dosagem. Sai menos imprevisível do que comprar na academia e ainda te dá exame antes e depois, que é o que realmente diz se valeu a pena. E já que você falou em pausa de três meses e novo ciclo, aproveita esse intervalo para resolver a parte que faltou. Dieta consistente e trabalho cardiovascular no lugar, por doze semanas seguidas, vão te mostrar quanto do resultado é seu de verdade. Aí, se ainda quiser ciclar, você vai ter uma base para comparar e não vai ficar dependente de adivinhar se o comprimido presta. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo feminino de Oxandrolona e Stanozolol - músculos duros como pedra e muitos efeitos colaterais
Tópico antigo, mas com coisas que continuam sendo repetidas hoje e merecem correção, porque quem chega aqui pelo buscador vai ler tudo como se fosse orientação válida. Primeiro, a ideia de que reduzir a dose no fim é terapia pós-ciclo. Não é. Desmame só faz a queda do hormônio exógeno ser mais lenta, ele não estimula nada. Quem religa o eixo é estímulo à hipófise ou tempo. Chamar taper de TPC gera a falsa sensação de que a etapa foi cumprida quando não foi. Segundo, e isso vale para as leitoras: mulher não faz TPC com clomifeno da forma como homem faz. O clomifeno em mulher é indutor de ovulação, com risco de estímulo ovariano múltiplo, e usar por conta própria para "voltar a menstruar" depois de ciclo é meter a mão num sistema que já está desregulado. Quem parou de menstruar depois de usar androgênio precisa de ginecologista ou endocrinologista, com dosagem de FSH, LH, estradiol, prolactina e beta HCG, não de um esquema copiado de fórum masculino. Sobre a amenorreia que apareceu no relato da @C4rol1n3 e que aparece em praticamente todo tópico de ciclo feminino: androgênio em dose suprafisiológica suprime a pulsatilidade do GnRH e a menstruação some. Some também quando o percentual de gordura cai rápido demais, e sair de 20 para 14 por cento em seis semanas é exatamente esse cenário. Muitas vezes são as duas causas somadas. Costuma voltar, mas três meses sem menstruar já é motivo de consulta, não de esperar mais um pouco. A didrogesterona, o Duphaston, não faz o que se espera dela nesse contexto. Ela não induz ovulação e não regula eixo. Ela provoca sangramento de privação quando existe endométrio previamente estimulado por estrogênio. Se o estradiol está baixo, não desce nada, e a ausência de sangramento não significa que o remédio falhou, significa que o problema é mais acima. Por isso o exame vem antes do remédio. Espironolactona por conta própria também merece cautela. Ela funciona para acne androgênica, mas é antiandrogênica e altamente teratogênica, exige atenção ao potássio e não se combina bem com quem ainda está usando androgênio. E o ponto mais sério do tópico é aquele comentário de que o clitóris nem cresce tanto e que basta suspender. Não é assim que funciona. Existem colaterais reversíveis, como acne, oleosidade e queda de cabelo, e existem os que costumam não voltar atrás: engrossamento de voz e clitoromegalia entram na segunda lista. Voz é o mais cruel, porque a alteração é na estrutura da laringe e não some quando a droga sai. Suspender ao primeiro sinal evita que piore, mas não desfaz o que já aconteceu. Por isso a regra em ciclo feminino é dose baixa, tempo curto e suspensão ao primeiro sinal, e não "vai que dá". Stanozolol injetável em 150 mg por semana, para completar, é dose que na prática é masculina. Em mulher é o esteroide com pior relação entre resultado e virilização. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Trembolona (fm) + Propionato testo (fm): como de tudo durante o ciclo ou faço dieta limpa?
@CaaioSP, teus exames contam uma história bem definida e ela não é a de dano permanente. Testosterona total 107 com LH 0,1 e FSH 0,7 é o retrato clássico de eixo suprimido depois de ciclo. Se o problema fosse no testículo, o LH e o FSH estariam altos, com a hipófise gritando para uma gônada que não responde. Estão no chão, ou seja, a hipófise é que continua desligada porque passou meses recebendo hormônio de fora. Isso é o quadro que o clomifeno existe para tratar, e 50 mg por dia é dose coerente. A disfunção erétil que te assustou vem junto com esse número. Testosterona nesse patamar derruba libido e qualidade de ereção, e é reversível na enorme maioria dos casos quando o eixo religa. O detalhe importante é que ereção também é vascular e psicológica, e o susto alimenta o problema. Você conseguir chegar ao orgasmo já mostra que a via não está destruída. Sobre a prolactina de 25: eu não sairia tomando cabergolina em cima de um exame só. Prolactina sobe com estresse, com sono ruim, com punção venosa incômoda, com atividade sexual recente e com o próprio uso de nandrolona ou trembolona. Antes de medicar, o certo é repetir em jejum, em repouso, e pedir pesquisa de macroprolactina, que é uma forma inativa que infla o resultado sem causar sintoma nenhum. Um valor levemente acima do teto com esse contexto todo não fecha diagnóstico. E cabergolina não é remédio inocente, mexe em receptor dopaminérgico e pode dar náusea, hipotensão e alteração de humor, justamente o que você não quer agora. As transaminases pouco alteradas e o HDL em 27 são o rastro esperado do ciclo. HDL baixo é o que mais me chama atenção nesses casos, porque é o marcador que costuma se recuperar mais devagar. Vale repetir o lipidograma alguns meses depois de tudo normalizado. Agora a parte em que eu discordo do que te sugeriram no tópico. Tribulus terrestris não vai te ajudar, e a conversa sobre percentual de saponinas não muda isso. Os ensaios em homens adultos mostram efeito no máximo modesto sobre libido subjetiva e nenhum efeito consistente sobre testosterona sérica. Não existe estudo mostrando que concentração de saponina mais alta produz elevação hormonal. É um marketing de rótulo. DHEA também não é uma boa ideia aqui: no Brasil a venda é controlada, ele aromatiza, e num eixo já bagunçado você adiciona substrato para estrogênio sem resolver a origem, que é a hipófise parada. Uma coisa mais séria: HCG de origem duvidosa, comprado solto e sem controle de temperatura, não é só desperdício de dinheiro. É injetável, e produto sem procedência traz risco de contaminação e de conteúdo desconhecido. Se não dá para comprar o que tem registro, é melhor não usar do que usar qualquer coisa. E o argumento de que antigamente ninguém fazia TPC e ninguém ficou impotente eu deixaria de lado. Quem teve problema simplesmente não estava num fórum contando. Isso não prova segurança, prova só que não havia registro. Você tem exame na mão mostrando exatamente o que está acontecendo, então dá para agir com base nisso e não em memória de vestiário. Leva esses exames para o endocrinologista como você disse que ia fazer, e conta o que usou, sem editar. Sem essa informação ele vai investigar caminho errado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro Ciclo Feminino: Oxandrolona, Primobolan + Boldenona ou Stanozolol?
@daninagib, vale a pena voltar num ponto que ficou meio resolvido rápido demais no tópico. A ideia de que hormônio androgênico só protege o humor e nunca piora não se sustenta. O que a literatura descreve é uma curva em U: sintomas de humor aparecem tanto com androgênio alto demais quanto com androgênio despencando. E o momento clássico de quadro depressivo em quem usou esteroide é justamente a saída do ciclo, quando a produção própria ainda está suprimida e não voltou. A oxandrolona suprime o eixo em mulher também, apesar da fama de branda. Quem já tem histórico de ansiedade, como você contou logo no começo do tópico, entra nesse período com menos margem. Então não dá para descartar a contribuição dela só porque a teoria diz que androgênio deveria animar. Investigar vitamina D e intestino é razoável, mas como acréscimo, não como explicação que substitui a outra. Sobre voltar a ciclar agora: você mencionou que está em tratamento com venlafaxina. Esse é o tipo de coisa que precisa ser dita ao psiquiatra antes, não depois. Não é para pedir autorização moral, é porque alteração hormonal mexe em sintomatologia e em resposta ao antidepressivo, e o profissional precisa saber o que está acontecendo para interpretar uma piora corretamente. Se ele não souber, a conclusão dele vai ser que o remédio parou de funcionar. Um comentário sobre o anticoncepcional, que apareceu antes no tópico. Ele realmente eleva a SHBG e reduz testosterona livre, isso está certo. Mas apresentar isso como se fosse a origem da celulite e do cansaço é esticar demais. Existe mulher que passa muito bem com contraceptivo e mulher que passa mal, e a conduta é avaliar caso a caso com ginecologista, incluindo trocar de formulação, e não tratar a classe inteira como vilã. E sobre o percentual de gordura: o comentário de que 20 por cento é baixo para mulher não é bem isso. Faixa de saúde para mulher costuma ficar em torno de 21 a 33 por cento dependendo da idade, e 20 por cento já é uma composição bem enxuta, com bastante gente aparecendo abdômen definido. O problema é que percentual de gordura por bioimpedância ou por adipômetro tem erro grande, então usar o número como meta fechada leva a frustração à toa. Foto e medida de circunferência ao longo do tempo dizem mais. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo de OXANDROLONA 20mg para secar gordura abdominal
Sobre o sangramento no mesmo dia da tomada, vale corrigir o rumo da conversa: não é coincidência nem sinal de produto falsificado. Existe mecanismo descrito para isso, e como três mulheres relataram a mesma coisa neste tópico, ele merece ser explicado direito. Androgênio em mulher suprime LH e FSH, e o resultado mais conhecido é atraso ou ausência de menstruação, que foi o que a @Degcastro descreveu. Só que existe um segundo efeito, menos falado: androgênio afina o endométrio, deixando aquela camada interna do útero mais frágil e atrófica. Endométrio fino e sem sustentação hormonal estável sangra fora de hora, em pequena quantidade, o chamado sangramento de escape. E, como a ovulação também é bloqueada, o estrogênio fica oscilando sem a progesterona que normalmente organiza o ciclo, o que por si só já produz sangramento irregular. Ou seja, os dois quadros aparentemente opostos, parar de menstruar e sangrar fora de hora, vêm do mesmo lugar. Coincidir com o dia da tomada, principalmente ao retomar depois de dez dias parada como a @Miley descreveu, é bem compatível com essa oscilação hormonal. Isso não é motivo de pânico, mas tem limite. Sangramento leve e ocasional é o esperado nesse cenário. Já sangramento volumoso, que dura mais de sete dias, ou que vem com dor forte, precisa de avaliação ginecológica, porque aí é preciso excluir outras causas, como pólipo, mioma ou gravidez. E vale lembrar que ausência de menstruação durante o uso não é contracepção: ovulação irregular ainda pode acontecer, e esses fármacos são altamente teratogênicos. Sobre a dor de cabeça, a @Sereiafit fez uma observação prática valiosa, e a hidratação realmente ajuda. Mas o primeiro passo, para qualquer mulher com cefaleia durante ciclo de oxandrolona, é aferir a pressão, algumas vezes na semana e não uma vez só. Ela retém sódio e pode elevar a pressão, e cefaleia é justamente como isso costuma se manifestar em quem antes não tinha nada. Se a pressão estiver normal e a dor persistir, aí sim vale olhar hidratação, sono, cafeína e carboidrato baixo demais, que são as causas mais comuns. E, para quem já tinha enxaqueca antes, piora durante o uso é relato frequente, porque a flutuação hormonal é gatilho conhecido de crise. E dor de cabeça com 20 mg diários tem uma explicação a mais que não é individualidade: 20 mg é dose de teto para mulher, não de início. A faixa é 5 a 10 mg, e boa parte dos relatos de cefaleia, náusea e mal-estar nas primeiras semanas some quando se reduz para 10. Se a dor estiver incomodando, reduzir é a primeira medida a tentar, e você não perde quase nada em resultado com isso. Um último ponto, para não passar batido: quem tem tendência a enxaqueca com aura deve conversar com o médico antes de usar qualquer coisa que mexa em pressão e coagulação, porque essa combinação já é conhecida como fator de risco vascular. É um cuidado simples e vale a pena. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro Ciclo Oxandrolona 20mg - Emagrecimento
Tem uma combinação nesse tópico que merece atenção maior do que teve, @NessinhaFit, e ela envolve os seus remédios, não a oxandrolona. A anfepramona é um anorexígeno de ação anfetamínica, e os efeitos mais previsíveis dela são insônia, ansiedade, irritabilidade, boca seca e aumento de frequência cardíaca e pressão. Você descreveu ansiedade generalizada em tratamento, quadro depressivo associado e insônia. Ou seja, o mesmo fármaco receitado para tirar o apetite está empurrando na direção contrária dos dois problemas que mais te atrapalham hoje, incluindo o sono. E sono ruim, por si só, aumenta fome e vontade de doce no dia seguinte, o que fecha um ciclo em que o remédio que tira a fome acaba alimentando a fome. Não é caso de simplesmente parar por conta, porque tem componente de dependência e retirada abrupta costuma trazer fissura e humor rebote. É caso de levar isso ao seu psiquiatra e ao seu endocrinologista de forma explícita, dizendo que você está com insônia e ansiedade e usando anfepramona. Essa conversa provavelmente vale mais para o seu resultado do que qualquer ajuste de dieta. Na mesma linha, um alerta sobre a ioimbina, que apareceu no plano alimentar. Ela é um antagonista alfa-2 adrenérgico, ou seja, aumenta a liberação de noradrenalina. Os efeitos adversos descritos são justamente ansiedade, crise de pânico, taquicardia e aumento de pressão, e ela é usada em pesquisa precisamente como substância que provoca ansiedade experimental. Em alguém com transtorno de ansiedade generalizada, usando escitalopram e anfepramona, eu não colocaria ioimbina de jeito nenhum. Vale lembrar também que ioimbina é medicamento, não suplemento, apesar de circular como se fosse. Garcínia e pholia negra são outra história: não fazem mal relevante, mas também não têm evidência consistente de perda de gordura. E o chá de hibisco é agradável, sem nenhum efeito emagrecedor comprovado. Nada disso vai decidir o seu resultado. Sobre a oxandrolona no seu caso, além da questão da dose feminina, existe um detalhe que a sua tireoidite de Hashimoto torna importante. Androgênios reduzem a globulina que transporta hormônio tireoidiano, então o T4 total tende a cair e a fração livre a subir enquanto você usa. Como o seu hormônio vem de comprimido em dose fixa, o Syntroid, isso pode alterar o efeito da mesma dose e bagunçar a leitura do exame. Dose TSH e T4 livre antes e umas quatro a seis semanas depois, olhando o T4 livre e não o total, e conte para o seu endocrinologista que está usando. Palpitação, tremor e insônia piorando são os sinais de que o hormônio ficou em excesso, e nesse cenário eles se confundem com os efeitos da anfepramona, o que é mais um motivo para simplificar o que você está tomando. Sobre a pergunta se pode parar a oxandrolona de uma hora para outra: pode, sem desmame, não há síndrome de retirada. E, sobre você ter notado as pernas mais firmes e a celulite melhorando, isso é coerente com o que ela faz, ela melhora densidade muscular, o que muda o aspecto da pele por cima. Só não espere que ela tire gordura, porque não tira. Sobre a balança travada em 83 kg enquanto você percebe mudança no espelho, isso não é fracasso, é o padrão de quem está treinando e ganhando algum músculo enquanto perde gordura. Nessa fase o peso anda de lado e a composição muda. Meça cintura, quadril e coxa com fita e tire foto a cada quinze dias, no mesmo local e mesma luz. Se a fita desce e a foto melhora, está funcionando, mesmo com a balança parada. Com hipotireoidismo bem compensado, a perda tende a ser mais lenta mesmo, e isso não é falta de esforço seu. Duas coisas práticas para o sono, já que ele é o seu gargalo com uma bebê que acorda de madrugada. Magnésio, na forma de glicinato ou citrato, e melatonina em dose baixa, de 0,5 a 1 mg, cerca de uma hora antes de deitar, ajudam de fato e são seguros. Já o GABA em cápsula praticamente não atravessa a barreira do cérebro quando tomado por boca, então não conte com ele. Como você está em uso de escitalopram, comente sobre a melatonina com o seu psiquiatra, é conversa rápida e evita surpresa. E, sobre a barra de proteína que mata a vontade de doce, eu discordo da resposta que te deram. Se ela cabe nas calorias do dia e te impede de estourar em outra coisa, ela cumpre uma função real. Aderência vale mais do que pureza da dieta, principalmente para quem está cuidando de bebê, com sono picado e rotina imprevisível. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1° Ciclo Oxandrolona Feminino 20 mg - Preciso de Ajuda
@Carla Miranda, para 62 kg com 1,65 m, a faixa é 5 a 10 mg por dia. Comece com 5 mg por duas semanas e, se não houver sinal de virilização, suba para 10 mg. Como a meia-vida gira em torno de 9 horas, dividir em duas tomadas, manhã e noite, mantém o nível mais estável. E, respondendo o espírito da sua pergunta, a dose não muda por você não querer emagrecer. Oxandrolona não emagrece de qualquer forma, ela não é lipolítica. Quem perde gordura usando é a dieta que a pessoa faz junto. O que ela entrega é justamente o que você descreveu querer, mais massa magra e músculo mais denso. Aos 42 anos, dois cuidados a mais valem a pena. Faça lipidograma completo, TGO, TGP e gama-GT antes e ao fim, porque a oxandrolona derruba o HDL de forma agressiva e nessa faixa etária o perfil lipídico pesa mais do que aos 25. E, se você já estiver na transição para a menopausa, com ciclos irregulares, vale conversar com a ginecologista antes, porque o quadro hormonal de base muda a leitura de tudo. A distinção que importa em qualquer idade é a mesma: acne, oleosidade, queda de cabelo e irregularidade menstrual regridem depois de parar. Engrossamento de voz e aumento de clitóris não regridem, e pedem parada imediata, não redução de dose. O @Locemar tem razão sobre abrir tópico próprio, você vai receber uma análise bem melhor com dieta, treino e fotos. E vale registrar uma coisa que atravessou esse tópico inteiro, porque é o obstáculo real de quem está tentando ganhar peso: a dificuldade de comer. A @Mi.bbb e a colega que postou no tópico errado descreveram exatamente o mesmo problema, e não é frescura, é fisiologia. Quem sempre foi magro tem saciedade precoce e esvaziamento gástrico mais lento em relação ao volume que precisaria ingerir. Comer mais comida sólida não resolve, porque o limite é o volume, não a vontade. O que funciona na prática, e resolve mais do que qualquer cápsula: calorias líquidas. Uma vitamina com leite integral, aveia, banana, pasta de amendoim e whey entrega 700 a 800 calorias em cinco minutos e não estufa como um prato. Azeite na comida já pronta acrescenta 100 calorias por colher sem nenhum volume. Leite integral em vez de desnatado, ovo inteiro em vez de clara, arroz com feijão em porção maior, castanhas entre as refeições. Frequência ajuda mais do que tamanho: cinco ou seis refeições menores, comendo por horário e não por fome, porque quem tem pouco apetite raramente sente fome no momento certo. E evitar encher de líquido antes das refeições, que é o erro clássico de quem toma bastante água ou chá pouco antes de comer. Sobre a dor de cabeça relatada logo na primeira semana, ela costuma vir de dose alta para o peso, e o @Foston apontou isso corretamente. Vinte miligramas para alguém de 48 a 50 kg é bastante. Reduzir para 10 mg não é jogar dinheiro fora: 10 mg é dose eficaz para mulher e é justamente a faixa em que a maioria obtém resultado com o mínimo de colateral. Vale também aferir a pressão, porque cefaleia persistente durante o uso merece essa checagem. Uma última observação para quem quer ganhar peso com oxandrolona: ela não abre apetite. Nenhum efeito dela ajuda a comer mais, e alguns, como a dor de cabeça e o incômodo gástrico, podem até atrapalhar. Se a comida não subir, ela não tem em cima do que trabalhar, e é por isso que tanta gente termina o ciclo achando que a droga era falsa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo de Oxandrolona - ajuda!!
Tem um ponto no seu caso, @Nathi_fit, que não foi levantado no tópico e que é o mais importante de todos: você fez tireoidectomia total e usa levotiroxina em dose fixa. Isso muda a forma como a oxandrolona precisa ser acompanhada. Androgênios reduzem a globulina ligadora de tiroxina, a TBG, que é a proteína que transporta o hormônio tireoidiano no sangue. Com menos transportador, o T4 total cai e a fração livre tende a subir, pelo menos temporariamente. Em quem tem tireoide funcionando, o próprio eixo ajusta e nada acontece. Você não tem esse ajuste: sua tireoide foi retirada e tudo o que circula vem do comprimido. Ou seja, a mesma dose de Puran pode passar a produzir um efeito diferente enquanto você estiver usando oxandrolona, e o exame também fica mais difícil de interpretar, porque o T4 total vai parecer baixo sem que isso signifique falta de hormônio. Na prática, três coisas. Dose TSH e T4 livre antes de começar e de novo em quatro a seis semanas de uso, e olhe o T4 livre, não o total. Preste atenção em sinais de hormônio em excesso, que é o cenário mais provável: palpitação, tremor, insônia, calor, ansiedade e perda de peso rápida demais. E avise a sua endocrinologista que você está usando, porque ela é quem vai ajustar o Puran se precisar, e sem essa informação ela vai ficar tentando entender um exame que não fecha. Um detalhe extra: a levotiroxina precisa ser tomada em jejum, longe de cálcio, ferro e de outros comprimidos, então mantenha esse intervalo, principalmente se a oxandrolona for de manhã. Sobre a sugestão de acrescentar clembuterol ou Franol, o @Apollo Galeno já respondeu certo e eu reforço com a razão clínica: essa é a combinação que eu menos faria no seu caso. Clembuterol é agonista beta-2, com taquicardia, tremor, insônia e queda de potássio, e o Franol traz teofilina com efedrina. Somar estimulante adrenérgico a quem depende de levotiroxina exógena, ainda mais numa fase em que a fração livre pode subir, é empilhar duas coisas que aceleram o coração. E aeróbio em jejum sete vezes por semana não acelera perda de gordura em relação à mesma quantidade de aeróbio feita depois de comer, isso já foi testado e o total calórico é que decide. O que ele produz de fato é mais fadiga e mais perda de massa magra. Sobre a oxandrolona em si, o @Kami Back te disse a verdade mais útil do tópico: ela não emagrece. Não é lipolítica. Ela preserva massa magra dentro de um déficit e melhora dureza muscular, e o efeito consistente costuma aparecer entre a sexta e a oitava semana. As cápsulas de 10 mg estão certas: comece com 5 mg por dia, ou seja, meia dose, por duas semanas, e só suba para 10 mg se não houver sinal de virilização. Dez miligramas já entregam resultado. E vale a distinção que decide tudo: acne, oleosidade, queda de cabelo e irregularidade menstrual regridem depois de parar. Engrossamento de voz e aumento de clitóris não regridem, e pedem parada imediata, não redução. Ah, e não esqueça o lipidograma antes e ao fim, junto de TGO, TGP e gama-GT. A oxandrolona derruba HDL de forma bem agressiva, apesar da fama de branda. Sobre a intolerância à lactose, o @Locemar deu boas alternativas e vale detalhar. Intolerância é falta de lactase, não alergia à proteína do leite, então na maioria das vezes o whey isolado resolve, porque quase toda a lactose foi removida. O hidrolisado idem. Se ainda assim incomodar, proteína de ervilha com arroz, proteína de soja isolada ou albumina funcionam bem, e a proteína de carne também. Vale lembrar que ninguém precisa de whey: 30 g de proteína de qualquer alimento fazem o mesmo trabalho, ele só é prático. Três meses de treino depois de um período parada, com o hormônio ainda em ajuste, é pouco tempo para concluir que a dieta e o treino não estão rendendo. Essa fase costuma ser justamente a de melhor resposta, e no seu caso ainda tem a variável tireoidiana estabilizando junto. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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PRIMEIRO CICLO DE OXANDROLONA + GESTRINONA INTRAVAGINAL - GOSTARIA DE AJUDA !
Tópico de 2017, e justamente por isso vale uma atualização importante para quem chegar aqui hoje pesquisando gestrinona: o cenário mudou por completo desde então. Em 2023 o Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução 2.333, que proíbe a prescrição de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes, gestrinona incluída de forma explícita, para fins estéticos, ganho de massa muscular ou melhora de desempenho esportivo. E a Anvisa vedou a manipulação, a venda, a propaganda e o uso de implantes hormonais manipulados, os chamados chips da beleza, que costumavam trazer justamente gestrinona, testosterona e oxandrolona. Os motivos alegados são falta de comprovação de eficácia para esse uso e risco cardiovascular, incluindo AVC. Ou seja, aquele caminho de conseguir gestrinona em creme ou chip com um médico para melhorar composição corporal hoje é conduta vedada, e o profissional que prescreve responde por isso. Isso não é detalhe burocrático: significa que quem seguir esse caminho vai acabar com produto manipulado sem acompanhamento, que é o pior dos mundos. Sobre a gestrinona em si, vale entender o que ela é, porque virou marketing e quase ninguém explica. Ela é um esteroide da família dos 19-nor, parente estrutural da trembolona, com atividade androgênica e antiprogestagênica. Foi desenvolvida e registrada para endometriose, não para estética. Como androgênio, ela viriliza, e o fato de ser aplicada por via vaginal ou em creme não muda isso: a absorção é sistêmica, o hormônio cai na circulação e chega ao mesmo lugar de qualquer outro. A ideia de que a via tópica ou vaginal é mais segura por não passar pelo fígado reduz o impacto hepático, mas não reduz o risco de virilização, que é o que mais importa em mulher. E, sobre a dose que apareceu no tópico, o @Foston está certo quanto à lógica: aplicação semanal não faz sentido do ponto de vista de meia-vida. Sobre o seu caso, @Vicky.arnald, tem uma coisa mais básica que a escolha do fármaco. Você tem 56 kg com 1,58 m e três a quatro anos de treino, e disse que nunca conseguiu aumentar massa magra de forma expressiva. A explicação mais provável não é falta de hormônio, é falta de superávit calórico e de progressão de carga no treino. Mulher que treina há anos, se alimenta em déficit ou em manutenção o tempo todo e nunca passa por uma fase dedicada a ganhar, realmente não ganha músculo. E o fato de você engordar com facilidade não impede isso, só exige que o superávit seja pequeno e bem controlado, algo em torno de 200 a 300 calorias acima da manutenção, com proteína entre 100 e 120 g por dia, por um período de quatro a seis meses. É pouco glamouroso, mas é o que resolve o problema que você descreveu. Sobre a bioimpedância, a observação feita no tópico procede. Ela oscila muito com hidratação, horário e conteúdo intestinal, e os aparelhos de academia tendem a exagerar. Vinte e nove por cento de gordura com 56 kg em 1,58 m é possível, mas eu não tomaria esse número como verdade absoluta. Acompanhe por fita métrica e foto no mesmo local e mesma luz, que são medidas mais confiáveis para acompanhar mudança ao longo do tempo. Se depois de uma fase séria de ganho você ainda quiser usar algo, oxandrolona sozinha, em 5 a 10 mg por dia, é infinitamente mais previsível do que gestrinona: efeito conhecido, meia-vida conhecida, dose feminina bem estabelecida e reversibilidade maior. E, como em qualquer androgênio em mulher, vale a distinção que decide tudo: acne, oleosidade, queda de cabelo e irregularidade menstrual regridem depois de parar. Engrossamento de voz e aumento de clitóris não regridem. Esses dois pedem parada imediata, não redução. O que a @Beta1978 escreveu no fim do tópico é a frase mais certeira de tudo: anabolizante é ajuste fino, para quando dieta e treino já não rendem mais. No seu caso, dieta e treino ainda têm muito o que render. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo: como usar HCG e Anastrozol?
Tópico com discussão de bom nível. Vou pegar os pontos que ficaram abertos e um que passou batido no protocolo final. Sobre o HCG, @trembomon, a forma mais previsível de usar durante o ciclo é a que você mesmo montou: 250 UI duas vezes por semana. Isso mantém o testículo funcionando e evita a atrofia, sem elevar demais a aromatização testicular, que é o efeito indesejado de doses altas. As doses de 1500 a 2500 UI por semana citadas acima fazem sentido em outro contexto, que é tentar recuperar testículo já bem atrofiado depois de uso longo, não em uso preventivo dentro do ciclo. Quando parar é o ponto que mais gera confusão, e aqui eu discordo um pouco do @Arnaldo Santos. Uma semana antes da TPC é apertado. O HCG age como LH, ou seja, estimula o testículo por baixo enquanto suprime o LH próprio, que é justamente o que o tamoxifeno vai tentar religar. Se ele ainda estiver circulando quando a TPC começar, você trabalha contra si mesmo. Duas semanas antes do início da TPC é a margem mais segura. E respondendo a preocupação prática da geladeira, que é real e quase ninguém explica: o HCG liofilizado, aquele pó dentro da ampola antes de ser reconstituído, é estável em temperatura ambiente, longe de calor e luz. A refrigeração só passa a ser necessária depois de misturado com o diluente, e aí ele dura algumas semanas na geladeira. Ou seja, dá para deixar as ampolas fechadas guardadas normalmente e reconstituir uma de cada vez, conforme for usar. Sobre a dúvida do @trembomon quanto à TPC do @NETO45 começar no dia seguinte à última aplicação de propionato, a conta que você fez está certa. Propionato tem meia-vida em torno de 2 a 3 dias, então de 10 a 14 dias após a última aplicação é a janela correta. Só que o caso dele era diferente: ele começou o tamoxifeno porque sentiu dor no mamilo, e aí sim está certo, tamoxifeno para tratar sinal de ginecomastia entra na hora em que o sintoma aparece, ciclo em andamento ou não. São duas coisas distintas com o mesmo remédio: tratar gineco é imediato, religar eixo é depois que o composto sai. Agora, no seu protocolo final, tem um erro que vale corrigir antes de você começar. Você colocou a TPC 35 dias depois da última aplicação de enantato. É tempo demais. Para enantato, com meia-vida em torno de 4 a 5 dias, o padrão é iniciar entre 14 e 18 dias após a última aplicação. Nesses 35 dias você fica quase três semanas com testosterona já baixa e nenhum estímulo de retomada, que é exatamente o período em que se perde massa e humor. Puxe para o dia 14 ou 15. Sobre o anastrozol, 0,5 mg dia sim dia não desde a primeira semana, de forma preventiva, é o ponto que eu mais mudaria. Entendo perfeitamente o seu receio, você já teve ginecomastia e pagou cirurgia, então a preocupação é legítima. Mas estradiol derrubado demais cobra caro: dor articular, libido zerada, humor ruim, ressecamento e, o que menos se comenta, prejuízo no próprio ganho de massa e piora do perfil lipídico. E tem um detalhe importante: anastrozol não impede retenção porque impede estrogênio de existir, ele reduz a conversão, e retenção depende também de sódio e de dose. A conduta que eu recomendo, especialmente para quem já teve gineco, é ter o anastrozol em mãos e o tamoxifeno também, dosar o estradiol na terceira ou quarta semana e usar o inibidor pelo exame e pelo sintoma. Se aparecer qualquer sensibilidade no mamilo, tamoxifeno 20 mg entra na hora e resolve sem mexer no estradiol sistêmico. É proteção melhor do que manter o estradiol no chão o ciclo inteiro. O desmame que o @DanielB sugeriu é bem pensado para quem estava usando fixo. Sobre a dúvida do @Arnaldo Santos e do @Gamma quanto à ginecomastia voltar depois de operada: pode voltar, sim, e não é raro. A cirurgia remove o tecido glandular, mas quase sempre resta um remanescente atrás do mamilo para evitar aquele afundamento estético, e esse remanescente responde a estrogênio como qualquer outro. Ou seja, quem operou continua sendo alguém com predisposição. E o @DanielB levantou o ponto mais fino do tópico: prolactina. Nem todo caroço ou sensibilidade vem de estradiol. Progestagênicos elevam prolactina e produzem um quadro parecido, que não responde a anastrozol nem a tamoxifeno, e sim a cabergolina. Na sua combinação, enantato com boldenona, a prolactina é menos provável do que com nandrolona ou trembolona, mas se aparecer sintoma mamário com estradiol controlado, é ela que você deve dosar. Uma última coisa, sobre as vitaminas da TPC: vitamina E em 1000 UI por dia é dose alta demais e não traz benefício algum nesse contexto, e há sinalização de risco em uso prolongado nessa faixa. Se quiser manter alguma coisa, mantenha ômega 3, vitamina D, se o exame mostrar deficiência, e zinco em dose normal. O resto não muda o resultado da TPC. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato Primeiro ciclo: Durateston, Masteron, Sustan xt
Relato acompanhado do começo ao fim, isso já vale bastante. Vou pegar três coisas do fechamento, @profake, porque elas importam para o próximo ciclo que você já encomendou. A primeira é o nome do produto, e vale conferir com atenção antes de aplicar. Enantona não é enantato de testosterona. Enantone é o nome comercial da leuprorrelida, um agonista de GnRH usado em câncer de próstata, endometriose e puberdade precoce, e o efeito dele é justamente o oposto do que você quer: ele desliga a produção de testosterona, levando a níveis de castração química. A confusão entre os dois nomes acontece com alguma frequência e o estrago é grande. Se o que chegou for enantato de testosterona, ótimo, era só isso mesmo. Mas confira a caixa e o princípio ativo antes. A segunda é a TPC que não aconteceu. Você interrompeu o ciclo na última semana por causa do acidente e acabou não fazendo. Os exames vieram bons, o que é ótimo, mas depende do que foi pedido: se não tinham testosterona total e livre, LH e FSH, eles não dizem nada sobre a recuperação do eixo. E essa é a informação que decide se você pode começar outro ciclo em dezembro com segurança. Se a testosterona estiver baixa com LH e FSH baixos meses depois, empilhar mais um ciclo por cima é o caminho mais curto para depender de reposição a vida inteira. Colete de manhã, entre sete e dez horas, em jejum. A terceira é a glicemia de 103. Parece pouco, e você tem razão de que dieta ajusta, mas vale saber por quê: esteroides em dose suprafisiológica reduzem a sensibilidade à insulina, e é comum ver glicemia de jejum subir alguns pontos durante e logo após o ciclo. Junte a isso o índice HOMA ou a insulina de jejum e a hemoglobina glicada no próximo exame, que dá para acompanhar isso direito. Se normalizar fora do ciclo, foi efeito do ciclo. Se não normalizar, é outra conversa e vale investigar. Sobre o ciclo em si, o @Fellipe Rech acertou em cheio no diagnóstico e ficou registrado até por você. Masteron é derivado de DHT e o que ele entrega, aquela dureza e o aspecto arredondado, só aparece abaixo de mais ou menos 10 a 12 por cento de gordura. Acima disso a camada de gordura esconde tudo o que ele faz. Não foi produto ruim nem dose errada, foi momento errado. E o ajuste que você fez, dividindo o masteron em três aplicações, estava certo pelo motivo certo: o propionato de drostanolona tem meia-vida curta, de dois a três dias, então três vezes por semana mantém o nível bem mais estável. Sobre a combinação de dezembro, primobolan com enantato, um alerta prático: entre todos os compostos que circulam no Brasil, o primobolan é provavelmente o mais falsificado, justamente porque é caro. Boa parte do que se vende como enantato de metenolona é outra coisa mais barata dentro do frasco. Se houver como analisar o produto, com ele vale mais do que com qualquer outro. E, quanto à expectativa, primobolan é um composto brando: ele entrega qualidade de ganho e pouca retenção, não volume. Ele rende em quem já tem base e está com percentual de gordura baixo, o que é exatamente a mesma lição do masteron desse ciclo. Se em dezembro o abdome ainda estiver como você descreveu, o dinheiro rende mais numa fase de corte bem feita do que no primobolan. Sobre o comentário do @Gamma quanto ao clomifeno, ele tem um fundo real: alteração visual é um efeito conhecido, geralmente reversível, e aparece mais em doses altas, aquelas de 100 mg ou mais por dia. Em 50 mg a maioria tolera bem. E não há problema em usar clomifeno com tamoxifeno juntos na TPC, isso é bastante comum, eles atuam no mesmo tipo de receptor com perfis diferentes. Quem prefere só tamoxifeno também está bem servido. Uma última coisa, sem sermão, apenas prática: aplicar no mesmo dia em que a mão estava inchada e a lesão do dedo ainda não tinha diagnóstico é o tipo de coisa que costuma cobrar caro. Trauma recente com edema e ciclo em andamento significa mais chance de complicação e cicatrização pior, o que aliás você viveu depois com as escoriações da moto. Parar uma semana não estraga ciclo nenhum. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.