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CLEMBUTEROL uso o mesmo da veterinária, o pulmonil?
Tem um problema neste tópico que atravessa todas as respostas e precisa ser dito com clareza, porque ele aparece em praticamente toda discussão sobre clembuterol em gel veterinário: mililitro não é dose. O protocolo que foi colado aqui, subindo de 1 ml até 6 ml por dia, não informa dose nenhuma. Ele informa volume. Clembuterol se dosa em microgramas, e a quantidade de microgramas contida em cada mililitro depende inteiramente da concentração daquele produto específico. Dois frascos com concentrações diferentes, o mesmo 6 ml, e você tem duas exposições completamente distintas, podendo ser várias vezes uma da outra. Um protocolo que manda subir volume sem citar concentração é um protocolo que não sabe quanto está mandando você tomar. E vale lembrar que produto veterinário em gel é formulado para ser dosado por peso de cavalo, com seringa graduada para aquele fim, não para fracionamento fino em pessoa de sessenta quilos. Segundo ponto, sobre a premissa inicial de que quem tolera bem cafeína seria resistente ao clembuterol. Não são a mesma via. A cafeína age principalmente bloqueando receptores de adenosina. O clembuterol é agonista de receptor beta 2 adrenérgico. Tolerância a uma não prevê nada sobre a resposta à outra. É perfeitamente possível tomar cinco cafés sem sentir nada e ter taquicardia importante com clembuterol. Terceiro, e este é o ponto que explica por que os primeiros dias tranquilos não servem de garantia. O clembuterol tem meia vida longa em humanos, da ordem de mais de um dia. Isso significa que a substância vai se acumulando enquanto você toma diariamente, e a concentração no sangue no décimo dia é bem maior do que a do segundo dia, mesmo que a dose diária fosse a mesma. Se além disso o protocolo manda aumentar a dose a cada dois dias, você está somando acúmulo com escalonamento. Passar bem no segundo dia diz muito pouco sobre como estará no décimo. Quarto, sobre a lógica do quinze dias sim e quinze dias não. Ela não existe por desintoxicação. Existe porque os receptores beta 2 sofrem dessensibilização com o estímulo contínuo, e o efeito termogênico cai bastante em uma a duas semanas. Ou seja, o que o esquema tenta contornar é a perda de efeito, não um acúmulo de toxina. Quinto, o potássio, que o Gamma levantou com razão e que merece ser desenvolvido. O clembuterol desloca potássio do sangue para dentro das células, e isso derruba o potássio sérico. O problema não é o número no exame, é a combinação: potássio baixo somado a taquicardia e estímulo adrenérgico constante é uma combinação que favorece arritmia. E aqui está o detalhe importante: sal light e multivitamínico não resolvem esse cenário e não permitem saber se ele está acontecendo. Potássio se mede, não se adivinha. E suplementar potássio por conta própria também não é inofensivo, porque potássio alto demais é tão arritmogênico quanto o baixo. Quem usa deveria ter eletrólitos e um eletrocardiograma na mão, não uma estimativa. Sobre o resultado relatado. Dois quilos e meio em sete dias, com dieta em curso, é majoritariamente água, glicogênio e conteúdo intestinal. Cada grama de glicogênio carrega em torno de três gramas de água junto, então uma restrição de carboidrato produz esse número na balança sem que a gordura tenha acompanhado. A sensação de ter perdido volume é compatível com isso. E vale a ressalva de que o efeito anabólico ou anticatabólico do clembuterol, bem demonstrado em animais de produção e em doses altíssimas, não está estabelecido em humanos nas doses usadas aqui. Por fim, uma nota que não é sobre dose. Casos de intoxicação por clembuterol chegam a pronto socorro com taquicardia sustentada, tremor intenso, dor no peito, hipocalemia e, em parte deles, elevação de marcadores cardíacos. Existem também episódios coletivos de intoxicação documentados a partir de carne contaminada, com dezenas de pessoas afetadas de uma vez, o que dá a dimensão de quão pouco é preciso para produzir efeito sistêmico. Não é uma substância que perdoa erro de conta, e erro de conta é exatamente o que um protocolo escrito em mililitros sem concentração torna provável. Não vou indicar marca, procedência nem fornecedor, e sugiro desconfiar de qualquer resposta que resolva a questão da segurança recomendando um rótulo em vez de uma dose conhecida em microgramas. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Até quantos meses de gravidez posso fazer musculaçao?
A pergunta do título tem uma resposta que costuma surpreender: não existe um mês limite. Na ausência de contraindicação obstétrica, a recomendação atual é manter atividade física durante toda a gestação, inclusive treino de força, até o fim. O que muda ao longo dos trimestres é a forma de executar, não a permissão para treinar. Sobre a orientação de só começar depois de três meses completos, ela era comum tempos atrás, mas não é o que dizem as diretrizes de hoje. Não há motivo para esperar o segundo trimestre em gestação sem intercorrência, e isso vale inclusive para quem era sedentária antes de engravidar, caso em que a recomendação é começar de forma gradual e não adiar. A referência mais citada é em torno de 150 minutos semanais de atividade moderada, distribuídos na semana, somando aeróbico e trabalho de força. O que de fato define a conduta não é o mês, é a existência de contraindicação. Existem situações em que o exercício está formalmente contraindicado, e por isso o primeiro passo é a liberação do obstetra que acompanha o caso, não a experiência de quem já passou por isso. Entre as contraindicações costumam estar sangramento persistente, trabalho de parto prematuro, ruptura de membranas, incompetência istmocervical ou circlagem, placenta prévia a partir de determinada idade gestacional, pré eclâmpsia, doença cardíaca com repercussão hemodinâmica e anemia grave. Nada disso se avalia por fórum. Liberada, o que muda na prática: Posição deitada de barriga para cima. A partir de mais ou menos dezesseis semanas, evitar permanecer muito tempo em decúbito dorsal, porque o útero pode comprimir a veia cava e reduzir o retorno venoso, causando tontura e queda de pressão. A solução costuma ser simples, que é inclinar o banco em vez de abandonar o exercício. Supino inclinado resolve, desenvolvimento sentado resolve. Apneia e Valsalva. Prender a respiração em esforço máximo eleva muito a pressão intra abdominal, e é justamente o que se quer evitar. Isso empurra o treino para cargas submáximas com respiração contínua, o que não impede progressão nenhuma. Risco de queda e impacto. Vale abandonar exercícios com risco de perda de equilíbrio, esportes de contato, e atividades em que uma queda atinja o abdome. Também entra nessa lista mergulho e exercício em altitude elevada. Calor. Evitar exercício em ambiente muito quente e úmido e evitar hipertermia, com atenção maior no primeiro trimestre. Hidratação e ambiente ventilado. Controle de intensidade. Frequência cardíaca funciona mal como referência na gestação, porque a fisiologia cardiovascular muda bastante. O teste da fala é mais confiável: se você consegue conversar durante o exercício, a intensidade está adequada. Amplitude. Há maior frouxidão ligamentar, então vale evitar amplitudes extremas e alongamentos forçados, sem que isso signifique treinar em amplitude curta. Dois trabalhos que merecem prioridade e quase nunca aparecem em resposta de fórum. O treino de assoalho pélvico tem evidência consistente de reduzir incontinência urinária durante e depois da gestação, e é provavelmente o item de melhor retorno da lista inteira. E a atenção à parede abdominal, com foco em controle e respiração em vez de flexões de tronco repetidas, ajuda no manejo da diástase que aparece na maioria das gestantes no terceiro trimestre. Sinais para interromper na hora e procurar o obstetra: sangramento vaginal, perda de líquido, contrações dolorosas e regulares, dor no peito, falta de ar antes de qualquer esforço, tontura, dor de cabeça persistente, ou dor e inchaço em uma panturrilha só. Vale registrar também o outro lado, porque a pergunta costuma vir carregada de receio. Manter exercício na gestação está associado a menor chance de diabetes gestacional, menor ganho de peso excessivo, menos dor lombar e melhor recuperação no pós parto. O treino bem conduzido não é um risco que se tolera, é parte do cuidado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Até quantos meses de gravidez posso fazer musculaçao?
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Posso treinar com varicocele?
@Paulo neneco, pode treinar. E vale destrinchar as duas respostas que você recebeu, porque as duas têm um pedaço certo e um pedaço que precisa de ajuste. A varicocele é uma dilatação das veias do plexo que drena o testículo, causada por refluxo de sangue. Aparece do lado esquerdo na grande maioria dos casos, e isso tem explicação anatômica: a veia testicular esquerda desemboca na veia renal esquerda em ângulo reto, enquanto a direita desemboca direto na veia cava, num trajeto mais favorável. Não é azar, é encanamento. Sobre treinar. Musculação não causa varicocele e não há evidência boa de que levantar peso transforme uma varicocele leve em grave. O que o esforço faz, e aí a observação do Locemar tem fundo, é aumentar a pressão intra-abdominal durante a manobra de Valsalva, o que aumenta o refluxo naquele momento e pode acentuar o sintoma. Repare na diferença: piorar o sintoma no dia não é o mesmo que progredir a doença. Se você treina e não sente nada, como é o caso da maioria, não existe motivo para parar nem para evitar agachamento e levantamento terra. Sobre operar. Aqui eu discordo do conselho direto. Ter varicocele não é indicação cirúrgica. A maior parte dos homens com varicocele nunca vai precisar de cirurgia e nunca vai ter consequência alguma. As indicações costumam ser dor que não melhora com medida conservadora, alteração no espermograma em casal que está tentando engravidar, diferença de tamanho entre os testículos, principalmente em adolescente ainda em crescimento, ou testosterona baixa com o restante da investigação apontando para ali. Fora disso, a conduta padrão é acompanhar. Aliás, o próprio relato do colega ilustra bem isso: sete anos de treino, várias competições, avaliado por médico e liberado. Como saber em qual grupo você está. Avaliação com urologista, com exame feito em pé e com Valsalva, porque deitado muitas varicoceles desaparecem e passam despercebidas. Se houver dúvida, ultrassonografia com doppler. E se fertilidade for assunto para você agora ou no futuro, espermograma, de preferência duas coletas em datas diferentes, porque a variação entre amostras do mesmo homem é grande. Um sinal de alerta que quase nunca é mencionado e que vale você guardar. Varicocele isolada do lado direito, ou varicocele que não esvazia quando você deita, ou que apareceu de repente em adulto, merece investigação de imagem do abdome. Nessas apresentações é preciso descartar que alguma massa retroperitoneal esteja comprimindo a drenagem venosa. É situação incomum, mas é o único cenário em que a varicocele deixa de ser um problema local e vira pista de outra coisa. Duas notas práticas para quem treina com sintoma. A dor típica é peso ou incômodo que aumenta ao longo do dia, piora em pé por muito tempo e alivia deitado. Suspensório escrotal em treino pesado, uso correto do cinto sem prender a respiração mais do que o necessário e evitar Valsalva prolongada em séries longas costumam reduzir o incômodo sem tirar você da academia. Por fim, um ponto que interessa muito neste fórum e que o tópico não tocou. A varicocele está associada a prejuízo da espermatogênese e, em parte dos casos, a testosterona mais baixa. Quem tem varicocele e pensa em usar esteroides está somando duas agressões ao mesmo testículo, e a recuperação depois do ciclo tende a ser pior nesse cenário do que em quem tem testículo íntegro. Se esse for o seu caso, o espermograma antes de qualquer coisa deixa de ser detalhe e vira o exame mais importante da lista. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo de deca para quem tem tireoidite de Hashimoto
@Nipônica, o tópico se chama deca para quem tem Hashimoto, mas a conversa toda passou longe do ponto onde essas duas coisas realmente se encontram. Vou tratar disso, porque quem chega aqui procurando esse tema precisa saber. Primeiro, o que ninguém falou: androgênio mexe na sua leitura de tireoide. Os androgênios reduzem a TBG, que é a globulina que transporta os hormônios tireoidianos no sangue. Estrogênio faz o contrário, aumenta. Quando a TBG cai, o T4 total e o T3 total caem junto, por consequência do transporte, sem que necessariamente exista piora da função. Traduzindo para a sua situação: se você entrar em nandrolona e repetir os exames no meio do caminho, os números vão se mexer, e existe um risco real de esse deslocamento ser interpretado como piora do Hashimoto ou como necessidade de mexer na dose do Puran. Quem faz reposição de levotiroxina e usa androgênio precisa acompanhar T4 livre e T3 livre, não as frações totais, senão a interpretação sai errada. Esse é o ponto de encontro entre os dois assuntos do seu título, e ele é bem concreto. Segundo, e aqui está o principal. Você reclama de T3 baixo mesmo com 100 mcg de T4. Olhe o que foi montado para você: 110 g de proteína, 150 g de carboidrato e 50 g de gordura, o que dá algo em torno de 1500 calorias, somado a sete sessões de aeróbico por semana, e você é professora de aeróbica que dá três aulas de uma hora no mesmo dia, além de correr nos outros dias. Isso é déficit energético severo e crônico. E acontece que o T3 é justamente o marcador mais sensível à baixa disponibilidade de energia. O corpo reduz a conversão de T4 em T3 e aumenta o T3 reverso quando entende que está faltando energia. É um mecanismo de economia, não uma doença nova. Ou seja, existe uma boa chance de a dieta prescrita estar rebaixando exatamente o exame que motivou você a procurar ajuda. E não é coincidência que logo depois você tenha escrito muito sono, muito cansaço, meu Deus que sono. Sono desproporcional, queda de desempenho nas aulas, frio e ganho de peso apesar do esforço é o quadro clássico de baixa disponibilidade energética, e ele é bem mais provável no seu caso do que qualquer coisa que a nandrolona fosse resolver. Você mesma escreveu que para emagrecer precisou de um esforço descomunal e que qualquer pessoa normal teria emagrecido mais. Vale considerar que a causa não é você render menos que os outros, é você estar tentando fazer isso com pouco combustível e com a tireoide comprometida. Terceiro, a absorção do seu Puran. Você toma em jejum e trinta minutos depois toma vitamina C e café. A levotiroxina tem absorção bastante sensível, e o café é um dos interferentes mais bem documentados, reduzindo de forma relevante o quanto do comprimido entra. Cálcio, ferro e alguns outros também atrapalham. Antes de concluir qualquer coisa sobre a dose estar insuficiente, vale corrigir isso: comprimido em jejum e nada além de água por trinta a sessenta minutos, com o café ficando para depois desse intervalo. Já vi caso de exame que parecia exigir aumento de dose e o que precisava mudar era o horário do café. Quarto, o lugol. Você contou que usou por conta própria, e isso passou batido no tópico. Excesso de iodo em pessoa com tireoidite de Hashimoto é um dos gatilhos mais conhecidos de piora do hipotireoidismo, porque a glândula já autoimune responde mal à sobrecarga. Lugol não é suplemento inocente para quem tem Hashimoto. Fez bem em ter parado, e vale não voltar sem indicação de médico. Sobre o selênio que o @Kratos88 sugeriu, a sugestão tem base real e não é conversa de academia. Existem estudos mostrando queda de anti-TPO com suplementação em torno de 200 mcg por dia. O que precisa ser dito junto é que essa queda de anticorpo em geral não veio acompanhada de melhora clínica clara nem de redução da dose de levotiroxina nos ensaios, e por isso as revisões mais recentes não recomendam suplementar de rotina. Ou seja, pode fazer sentido conversar com seu médico e dosar o selênio antes, mas não espere que resolva o T3. E cuidado com a castanha do Pará como fonte fixa e diária: o teor de selênio varia enormemente conforme o solo onde a árvore cresceu, então a mesma quantidade de castanhas pode dar uma dose pequena ou uma dose alta demais, e selênio em excesso tem toxicidade própria. Quinto, você perguntou quais exames pedir ao endocrinologista e ninguém respondeu. TSH, T4 livre, T3 livre, anti-TPO e anti-tireoglobulina, e ultrassonografia de tireoide. Você relatou dor na tireoide, e dor não é achado típico de Hashimoto, então o ultrassom deixa de ser opcional. Junto disso, ferritina, vitamina D, vitamina B12 e hemograma, porque anemia e ferritina baixa produzem cansaço que se confunde inteiramente com hipotireoidismo mal compensado, e são comuns em mulher com ciclo menstrual e dieta restrita. Sobre a nandrolona em si, dois pontos técnicos e nenhum julgamento. O @Apollo Galeno estava certo no raciocínio do éster mais curto. Nandrolona não é droga branda para mulher, e com decanoato, se aparecer sinal de virilização, você fica semanas com a substância ativa no corpo mesmo interrompendo na hora. Com éster curto, a janela de erro é bem menor. E você percebeu sozinha a incoerência de mandarem aplicar dia sim dia não uma substância de meia vida longa, o que é um bom sinal do seu senso crítico. Sobre a origem do frasco, não vou avalizar nem recomendar procedência nenhuma, e vale dizer que selo, lacre ou código no rótulo não atestam o que está dentro da ampola. Só análise atesta. Se eu pudesse sugerir uma ordem, seria esta: ajustar o horário do café em relação ao Puran, subir as calorias para um patamar compatível com quem dá três aulas de aeróbica por dia, refazer os exames com T4 livre e T3 livre depois de algumas semanas assim, e só então decidir se ainda faz sentido acrescentar hormônio. Existe uma chance concreta de o cansaço e o T3 melhorarem sem nada disso, e aí a decisão sobre ciclar passa a ser tomada com a tireoide compensada, que é bem diferente de tomá-la agora. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1º ciclo de oxandrolona: perdendo muito cabelo e voz rouca! Efeitos reversíveis?
Esse tópico precisa de uma correção, porque a informação mais importante dele ficou errada e é justamente a que tem prazo. Rouquidão em mulher usando oxandrolona não é colateral genérico. É virilização da laringe. O androgênio age nas pregas vocais espessando o tecido, e o resultado é a frequência fundamental da voz caindo. A diferença em relação a acne, oleosidade e retenção é que esses são efeitos funcionais, revertem quando a droga sai. A mudança vocal é estrutural. Tecido espessado não desincha depois. Por isso a resposta correta não é quanto tempo demora para voltar, é parar agora. E a orientação de ir reduzindo a dose para terminar o frasco é exatamente o contrário do que a situação pede. A quantidade de cápsulas que sobrou não é critério clínico para nada. Se a voz mudou, o frasco vai para o lixo no mesmo dia. Repito porque é o ponto central: entre todos os efeitos possíveis, o vocal e o crescimento do clitóris são os dois que costumam não voltar. Os demais voltam. Cada semana a mais de exposição depois que o sinal apareceu aumenta a chance de ficar permanente. O que fazer, na ordem: Procurar um otorrinolaringologista e pedir laringoscopia, de preferência com videoestroboscopia. Isso serve para ver o estado real das pregas vocais e, principalmente, para criar um registro objetivo de agora. Sem esse exame, daqui a seis meses ninguém vai conseguir dizer se melhorou, piorou ou estacionou, porque a memória da própria voz é péssima. Fonoaudiólogo entra depois, e ajuda no uso da voz que sobrar, não desfaz o espessamento. Sobre a queda de cabelo, minoxidil e cápsula para cabelo e unha não resolvem enquanto a causa continuar sendo administrada. O que faz cair é o estímulo androgênico nos folículos geneticamente sensíveis. Retirado o estímulo, boa parte volta. Vale um detalhe que costuma confundir: queda difusa e intensa que começa semanas depois de um evento é diferente de rarefação progressiva no topo da cabeça, e o dermatologista precisa distinguir as duas, porque o prognóstico não é o mesmo. Sobre a dose. Trinta miligramas por dia, por doze semanas, em mulher, não é dose baixa. A faixa que aparece nos protocolos femininos é várias vezes menor e por período bem mais curto. E tomar três cápsulas nos dias de treino e duas nos dias de folga não faz sentido farmacológico. A oxandrolona não age no treino daquele dia, ela mantém uma concentração no sangue. Dose variando conforme o dia da semana só torna a exposição imprevisível. Sobre os exames que a endocrinologista pediu, com LDL alto e HDL baixo. Esse é o efeito de assinatura dos orais 17 alfa alquilados, e a oxandrolona faz isso de forma marcante mesmo em dose considerada modesta. A boa notícia é que costuma ser reversível, e o lipidograma deve ser refeito algumas semanas depois de suspender para ver a recuperação. Quanto ao potássio elevado, antes de assumir qualquer coisa vale repetir a coleta, porque hemólise na coleta é causa comum de potássio falsamente alto. Se confirmar, aí é investigação com o médico. Um ponto sobre a sugestão de trocar o anticoncepcional por gestrinona. Não faça isso. A gestrinona é um derivado androgênico, e oferecer isso a uma mulher que já está com voz rouca e queda de cabelo é somar androgênio a um quadro de virilização em curso, além de não ser método contraceptivo. A conversa sobre trocar de método é legítima e é com a ginecologista, incluindo o DIU de cobre, que é uma opção não hormonal razoável de discutir. Mas a justificativa tem que ser essa, e não a lista de males atribuída aos contraceptivos que apareceu no tópico, que mistura coisa demonstrada com coisa que não é. Por fim, um registro que vale para quem chega aqui pelo Google. A evolução que você conseguiu no ano anterior, de 61 para 52 quilos com nutricionista e treino, e depois cinco quilos de massa magra, foi feita sem nada disso. Quem indicou a oxandrolona foi o dono da academia. Esse é o padrão que mais aparece nesses relatos: a droga entra pela porta de quem vende acesso, sem exame antes, sem dose definida e sem ninguém acompanhando o que acontece depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
Hoje
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Meu médico prescreveu 2,5 mg de oxandrolona ao dia. Após 1 ano minha libido está em baixa. Isso é coisa da minha cabeça ou efeito colateral ?
Não é coisa da sua cabeça. Você mesmo trouxe o dado que resolve a dúvida: a testosterona caiu mais da metade. Isso é medida objetiva, não impressão. A ideia de que 2,5 mg por dia seria pouco demais para suprimir parte de uma confusão comum entre dose anabólica e dose supressiva. São coisas diferentes. Para construir músculo, 2,5 mg é irrelevante. Para o hipotálamo e a hipófise, qualquer androgênio circulante de forma contínua é sinal de que já há androgênio suficiente no sistema, e a resposta é reduzir LH e FSH. A supressão do eixo não exige dose alta, exige presença constante. É por isso que anticoncepcional hormonal funciona com miligramas e por isso que reposição em dose fisiológica também zera a produção própria. No seu caso ainda tem o agravante do tempo: mais de um ano ininterrupto, sem pausa, o que é bem diferente do uso de seis a oito semanas de quem faz ciclo. Um detalhe importante para quando você for ver o exame com seu médico. A oxandrolona derruba muito a SHBG, que é a proteína que carrega a testosterona no sangue. Quando a SHBG cai, a testosterona total cai junto por consequência aritmética, mesmo que a fração livre esteja menos afetada. Ou seja, olhar só a testosterona total pode exagerar ou mascarar o quadro. O pedido que descreve de fato a sua situação é testosterona total, testosterona livre ou biodisponível, SHBG, albumina, LH, FSH, estradiol e prolactina, colhidos de manhã. LH e FSH baixos junto com testosterona baixa confirmam que a origem é central, ou seja, supressão pelo medicamento, e não uma falha do testículo. Sobre a doença de base, e aqui eu falo com cuidado porque você não citou o nome e eu não vou adivinhar. Existe um grupo de condições em que a oxandrolona é usada justamente para elevar a produção de uma proteína deficiente, e nesse grupo houve uma mudança grande de conduta na última década, com as diretrizes internacionais deixando os androgênios como opção de segunda linha e priorizando terapias mais novas e específicas, exatamente porque o custo androgênico do uso contínuo é alto. Se a sua condição for uma dessas, essa conversa com o médico deixa de ser sobre libido e passa a ser sobre trocar a estratégia inteira do tratamento. Vale perguntar diretamente a ele se hoje existe alternativa não androgênica para o seu caso. Duas ressalvas práticas. Primeira: não pare a oxandrolona por conta própria, porque ela está tratando algo. Segunda: sobre a sugestão de somar clomifeno ou tamoxifeno junto, isso não é decisão de fórum. Ambos são moduladores de receptor de estrogênio e mexem no mesmo eixo já perturbado, e num paciente em uso crônico prescrito o raciocínio muda bastante em relação a quem está saindo de ciclo. E se o caminho for testosterona exógena, é bom entrar sabendo que ela não convive com fertilidade preservada, o que aos 30 anos costuma ser um ponto relevante. Leve o exame, aponte a queda e peça LH e FSH. A pergunta que você deve fazer é se o benefício da oxandrolona no seu tratamento ainda compensa esse custo, e se existe substituto. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Membro novo no pedaço! Me apresentando.
@Classic94, o físico está no nível que o tópico descreve e a comparação entre a foto do melhor shape natural e a atual é um dos registros mais úteis que existem por aqui, porque quase ninguém guarda esse antes e depois com honestidade. Justamente por causa do estágio em que você está, vale falar do que não aparece em nenhum dos vinte e seis posts: exames. Você relata dois anos de uso contínuo, aos 28 anos, e a intenção de seguir adiante, possivelmente até competir. Isso significa que a discussão relevante para você não é mais sobre ciclo e recuperação, é sobre exposição de longo prazo. E existem três coisas que se acompanham nesse cenário, sendo que a terceira quase nunca é mencionada em fórum. A primeira é o hematócrito. Andrógenos estimulam a produção de glóbulos vermelhos, e a elevação de hematócrito e hemoglobina é o achado laboratorial mais frequente em uso contínuo. Ela aumenta a viscosidade do sangue e, com isso, o risco de eventos trombóticos. É barato de acompanhar, aparece no hemograma comum, e é a alteração mais facilmente corrigível de todas, seja por ajuste de dose, seja por doação de sangue orientada. A segunda é o perfil lipídico. O padrão característico é queda acentuada do HDL com elevação do LDL, e ele é mais pronunciado com compostos orais alquilados e com os não aromatizáveis. Em uso de dois anos ou mais, essa alteração deixa de ser um número no papel e passa a ter significado cumulativo. A terceira é o coração, e é a que merece mais atenção no seu caso. Os estudos de imagem cardíaca que compararam usuários de longa duração com atletas de força não usuários encontram, de forma consistente, hipertrofia ventricular esquerda com padrão diferente da adaptação fisiológica ao treino, redução da função sistólica e, principalmente, comprometimento da função diastólica, ou seja, da capacidade do ventrículo de relaxar e encher. Há também achados de maior carga de placa coronariana, e a associação se mostrou proporcional ao tempo total de exposição, não à dose de um ciclo isolado. Como nada disso dá sintoma nas fases iniciais, o exame que faz sentido incluir a partir de alguns anos de uso é o ecocardiograma, junto com aferição regular de pressão arterial. Some a isso creatinina com taxa de filtração estimada e, sobretudo, relação albumina-creatinina em amostra de urina, porque o comprometimento renal descrito em usuários se manifesta primeiro como proteína na urina, e não por sintoma. Um sinal caseiro que vale conhecer: urina persistentemente espumosa e inchaço em tornozelos ou pálpebras. Agora um ponto específico sobre competir. Você mencionou que, na Classic, o limite de peso por altura te obrigaria a depletar muito. Vale saber onde está o risco real da preparação, porque ele não está na dieta nem no treino. Está na semana final, na manipulação combinada de água, sódio, potássio e carboidrato, às vezes somada a diurético. É esse conjunto que produz os eventos agudos que acontecem nos bastidores, por distúrbio eletrolítico, com cãibras generalizadas, arritmia e colapso. Quem já tem alteração cardíaca prévia, muitas vezes sem saber, é quem está mais exposto. Se a competição entrar no plano, o ecocardiograma deixa de ser recomendação genérica e passa a ser pré-requisito, e a semana de pico precisa ser conduzida por quem tem experiência real com isso, não por protocolo copiado. E um item que não pode ser feito retroativamente. Aos 28 anos, com dois anos de supressão contínua do eixo, vale fazer um espermograma agora e considerar criopreservação, mesmo que a paternidade não esteja nos planos imediatos. Supressão prolongada reduz a produção de espermatozoides, a recuperação leva meses e não é garantida, e a probabilidade de recuperação completa diminui conforme o tempo total de uso aumenta. É a medida mais barata desta lista inteira e a única cuja janela se fecha. Sobre o dado que você registrou, de cerca de dez quilos de massa magra acrescentados com os hormônios em relação ao seu melhor físico natural, ele é coerente com o que a literatura descreve e é um registro honesto e raro. Vale manter, porque a maior parte do público que lê fóruns compara o próprio progresso natural com fotos de pessoas que não informam isso. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Emagrecer sem perder músculo: apitegromab cortou 55% da perda de massa magra
Perder 12 kg não significa eliminar 12 kg de gordura. A balança soma gordura, água, glicogênio, conteúdo intestinal, órgãos e massa muscular no mesmo número. Em “Perder gordura sem perder músculo”, o canal FalaLu! parte desse problema para analisar uma nova geração de medicamentos que tenta tornar o emagrecimento mais seletivo. O resultado mais chamativo veio do apitegromab: combinado à tirzepatida, ele reduziu em 54,9% a perda de massa magra em 24 semanas. O dado é promissor, mas precisa ser lido inteiro. O estudo reuniu 102 adultos, durou seis meses e avaliou um anticorpo experimental aplicado por via intravenosa. A preservação medida por DEXA não produziu ganho adicional detectável de força ou função física. Apitegromab e bimagrumab ainda não são tratamentos disponíveis para alguém comprar e acrescentar por conta própria a uma caneta emagrecedora. Quanto músculo pode ir embora junto com o peso A regra de que aproximadamente um quarto do peso perdido vem de massa magra é uma referência populacional, não uma sentença individual. Revisões costumam situar essa fração entre 25% e 40%, com grande variação conforme idade, sexo, quantidade de gordura inicial, velocidade do emagrecimento, proteína ingerida e treinamento. Uma meta-análise de 2026 reuniu 20 ensaios clínicos e 15.782 participantes. A parcela da perda de peso atribuída à massa magra foi de 35,2% com semaglutida, 25,4% com tirzepatida e 26,8% com liraglutida. Intervenções de estilo de vida ficaram em 26,2%. Quando o programa incluía treinamento resistido, a média caiu para 17,5%. Estratégia analisadaParcela média da perda de peso atribuída à massa magra Semaglutida35,2% Tirzepatida25,4% Liraglutida26,8% Mudança de estilo de vida26,2% Estilo de vida com treino resistido17,5% Esses percentuais não permitem prever o resultado de uma pessoa específica. Também não significam que toda “massa magra” perdida seja músculo contrátil. A DEXA inclui água e outros tecidos livres de gordura nessa medida. Retatrutida chegou a 24,2% de perda de peso em 48 semanas A retatrutida ajuda a entender por que preservar tecido magro virou uma prioridade. No ensaio de fase 2 com 338 adultos, a dose de 12 mg uma vez por semana produziu redução média de 24,2% do peso em 48 semanas, contra 2,1% com placebo. Em uma pessoa de 110 kg, a mesma proporção representaria 26,6 kg. Esse cálculo apenas ilustra a escala e não prevê a resposta individual. O estudo mediu perda total de peso, não autoriza presumir que exatamente um quarto dos 26,6 kg seria músculo. Quanto maior a redução absoluta, porém, maior a importância de acompanhar composição corporal, capacidade funcional, ingestão proteica e desempenho no treino. Por que a miostatina virou o alvo A miostatina funciona como um freio biológico para o crescimento muscular. Em 1997, pesquisadores mostraram que camundongos sem o gene da miostatina desenvolviam massa muscular duas a três vezes maior do que animais normais. Em 2004, um relato no New England Journal of Medicine descreveu uma criança com mutação de perda de função nesse gene, hipertrofia acentuada e força incomum. O acompanhamento não havia identificado problemas de saúde aos 4,5 anos, mas os próprios autores alertaram que a criança era jovem demais para excluir consequências futuras. Essa observação importa: bloquear um regulador humano não pode ser tratado como se fosse apenas retirar um limitador indesejado. Os medicamentos experimentais seguem caminhos diferentes. O apitegromab inibe seletivamente a ativação da miostatina. O bimagrumab bloqueia os receptores de activina tipo II, interferindo na sinalização de miostatina e de outras activinas. A segunda ação é mais ampla e ajuda a explicar por que os efeitos sobre gordura, músculo e eventos adversos não são iguais. Bimagrumab perdeu 20,5% de gordura e acrescentou 3,6% de massa magra Em um ensaio anterior com adultos que tinham obesidade e diabetes tipo 2, o bimagrumab foi administrado por via intravenosa a cada quatro semanas durante 48 semanas. A massa de gordura caiu 20,5%, equivalentes a 7,5 kg. A massa magra aumentou 3,6%, ou 1,7 kg. O peso corporal total diminuiu 6,5%. O ensaio BELIEVE ampliou a pergunta ao combinar bimagrumab e semaglutida. Foram 507 adultos com obesidade, sem diabetes, distribuídos em nove grupos por 48 semanas. O bimagrumab foi testado em 10 ou 30 mg por kg por via intravenosa a cada 12 semanas. A semaglutida foi usada em 1 ou 2,4 mg por semana. Grupo de maior doseMudança de peso em 48 semanasMudança de massa magraParcela da perda vinda de gordura Bimagrumab 30 mg/kg-9,3 kg+1,0% a +1,1% na análise principal100% Semaglutida 2,4 mg-14,2 kg-4,7% a -6,9% entre as doses71,1% Bimagrumab 30 mg/kg + semaglutida 2,4 mg-17,8 kg-0,8% a -2,3% entre as combinações92,3% A combinação de maior dose não eliminou toda a perda de massa magra, mas concentrou 92,3% da redução de peso na gordura. O custo dessa intervenção também apareceu. Eventos comuns ligados ao bimagrumab incluíram espasmos musculares, diarreia e acne. Entre os grupos que receberam apenas o anticorpo, 14,0% a 21,4% interromperam o tratamento por eventos adversos. EMBRAZE: 1,9 kg a mais de massa magra preservada O EMBRAZE comparou 51 pessoas que receberam apitegromab com 51 que receberam placebo. Todos usaram tirzepatida, iniciada e aumentada em passos de 2,5 mg a cada quatro semanas, conforme tolerância, até o máximo de 15 mg por semana. O apitegromab foi administrado em 10 mg por kg por via intravenosa a cada quatro semanas. Resultado em 24 semanasApitegromab + tirzepatidaPlacebo + tirzepatida Perda total de peso11,2 kg12,5 kg Perda de massa magra1,6 kg3,5 kg Parcela da perda vinda de massa magra14,6%30,2% Perda de gordura8,5 kg8,0 kg Parcela da perda vinda de gordura85,3%69,5% A diferença de 1,9 kg correspondeu a 54,9% menos perda de massa magra no grupo do apitegromab. A perda total de peso foi semelhante, portanto o anticorpo alterou principalmente a composição do peso perdido. Eventos adversos ocorreram em 76% no grupo experimental e 71% no placebo. Eventos graves atingiram uma pessoa em cada grupo. Preservar massa magra no exame não garantiu mais força O resultado corporal não veio acompanhado de diferença relevante nos testes de função física. Força de preensão, desempenho e outras medidas funcionais permaneceram semelhantes entre os grupos após 24 semanas. Há três explicações possíveis que não se excluem. O estudo pode ter sido curto e pequeno para detectar diferença funcional. Parte da massa preservada na DEXA pode refletir água e tecidos não contráteis. Por fim, músculo só aprende a produzir força quando recebe estímulo mecânico e prática específica. Um medicamento pode preservar tecido sem substituir treinamento. Esse limite muda a pergunta útil. O objetivo não é apenas terminar mais pesado na coluna de massa magra. É conservar força, mobilidade, autonomia e capacidade de treinar durante e depois do emagrecimento. O que já funciona enquanto os anticorpos continuam experimentais Treinamento resistido continua sendo a intervenção disponível com melhor relação entre evidência, acesso e benefício funcional. Uma meta-análise de 25 ensaios clínicos mostrou que acrescentar musculação à dieta protegeu massa livre de gordura, aumentou a perda de gordura e melhorou força, mesmo sem produzir perda adicional relevante no peso total. Na prática, a estratégia começa por pelo menos duas sessões de musculação por semana, com exercícios adaptados à capacidade e progressão registrada. O desempenho também precisa ser acompanhado. Queda contínua de carga, repetições e tolerância ao treino pode indicar déficit agressivo, recuperação insuficiente ou ingestão inadequada. A proteína entra como matéria-prima, não como substituta do estímulo. Uma meta-análise de 47 estudos, com 3.218 adultos com sobrepeso ou obesidade, associou ingestão abaixo de 1,0 g por kg ao dia a maior risco de queda de massa muscular. Ingestões acima de 1,3 g por kg ao dia favoreceram retenção ou aumento. Para uma pessoa de 80 kg, essas referências correspondem a menos de 80 g e a mais de 104 g por dia, respectivamente. Esses valores descrevem médias de estudos e não uma prescrição universal. Doença renal, idade, volume de treino, tamanho do déficit e tratamento medicamentoso exigem avaliação individual. Whey pode facilitar a meta, mas comida, musculação e distribuição adequada das refeições continuam sendo a base. Produto de mercado cinza não é atalho para o EMBRAZE Produtos anunciados na internet como YK-11, peptídeos ou bloqueadores de miostatina não são versões acessíveis do apitegromab. Não há ensaios humanos controlados que demonstrem que esses produtos preservem músculo com a eficácia e a segurança observadas no EMBRAZE. Também não existe garantia de identidade, dose, esterilidade ou ausência de contaminantes. Apitegromab e bimagrumab são anticorpos monoclonais investigacionais estudados com dose controlada, produto rastreável e acompanhamento clínico. Comprar um frasco de mercado cinza com uma alegação parecida no rótulo não reproduz o medicamento, o protocolo nem a vigilância do ensaio. Conclusão O apitegromab reduziu de 3,5 para 1,6 kg a perda média de massa magra durante 24 semanas de tirzepatida. Isso equivale a 1,9 kg preservado e a uma redução relativa de 54,9%. O bimagrumab também mudou a composição da perda, fazendo com que 92,3% do peso eliminado pela combinação de maior dose com semaglutida viesse da gordura. Os dois resultados ainda pertencem a ensaios de fase 2. Não existe aprovação para acrescentar esses anticorpos a um tratamento de emagrecimento, e massa magra preservada não se converteu automaticamente em mais força. Hoje, a conduta concreta permanece menos futurista: musculação regular, proteína suficiente, déficit compatível com a recuperação e acompanhamento do desempenho, da composição corporal e da saúde. FAQ É possível emagrecer sem perder nenhum músculo? Não há garantia. A perda de peso costuma incluir algum tecido livre de gordura. Musculação, proteína suficiente, déficit bem dimensionado e acompanhamento ajudam a reduzir essa parcela. O que significa o apitegromab ter preservado 55%? O grupo placebo perdeu 3,5 kg de massa magra e o grupo apitegromab perdeu 1,6 kg. A diferença de 1,9 kg representa 54,9% menos perda relativa, não preservação de 55% de toda a massa muscular do corpo. Apitegromab já pode ser comprado? Não para essa finalidade. É um anticorpo monoclonal investigacional testado em fase 2, administrado por via intravenosa dentro de protocolo de pesquisa. Bimagrumab fez os participantes ganharem músculo? Em um ensaio com obesidade e diabetes tipo 2, a massa magra aumentou 3,6%. No BELIEVE, o bimagrumab isolado elevou a massa magra, enquanto as combinações reduziram fortemente a perda provocada pela semaglutida. Preservar massa magra significa preservar força? Não necessariamente. No EMBRAZE, a diferença na DEXA não produziu melhora adicional detectável nos testes de função física. Treinamento continua necessário para conservar desempenho. Quanto de proteína ajuda a preservar músculo? Em uma meta-análise de adultos com sobrepeso ou obesidade, menos de 1,0 g por kg ao dia esteve ligado a maior risco de perda muscular, enquanto mais de 1,3 g por kg ao dia favoreceu retenção. A meta individual deve considerar saúde, treino e orientação profissional. Referências FALALU! Perder gordura sem perder músculo: o que os novos remédios já conseguem, e o que ainda não. YouTube, 20 ago. 2026. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=sJxNrW81XtE. Acesso em: 21 ago. 2026. HEYMSFIELD, Steven B. et al. Weight loss composition is one-fourth fat-free mass: a critical review and critique of this widely cited rule. Obesity Reviews, v. 15, n. 4, p. 310-321, 2014. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24447775/. Acesso em: 21 ago. 2026. JAISWAL, Amit et al. Lean mass loss with glucagon-like peptide-1 receptor agonists and lifestyle interventions: a systematic review and meta-analysis. 2026. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41877354/. Acesso em: 21 ago. 2026. JASTREBOFF, Ania M. et al. Triple-hormone-receptor agonist retatrutide for obesity: a phase 2 trial. New England Journal of Medicine, v. 389, p. 514-526, 2023. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37366315/. Acesso em: 21 ago. 2026. SCHUELKE, Markus et al. Myostatin mutation associated with gross muscle hypertrophy in a child. New England Journal of Medicine, v. 350, p. 2682-2688, 2004. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa040933. Acesso em: 21 ago. 2026. HEYMSFIELD, Steven B. et al. Effect of bimagrumab vs placebo on body fat mass among adults with type 2 diabetes and obesity: a phase 2 randomized clinical trial. JAMA Network Open, v. 4, n. 1, e2033457, 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33439265/. Acesso em: 21 ago. 2026. HEYMSFIELD, Steven B. et al. Bimagrumab plus semaglutide alone or in combination for the treatment of obesity: a randomized phase 2 trial. Nature Medicine, v. 32, p. 869-882, 2026. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41591-026-04204-0. Acesso em: 21 ago. 2026. PRATLEY, Richard E. et al. Apitegromab for lean mass preservation during tirzepatide-induced weight loss: a randomized, double-blind, placebo-controlled phase 2 trial. Nature Medicine, v. 32, p. 2673-2678, 2026. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41591-026-04440-4. Acesso em: 21 ago. 2026. LOPEZ, Patrick et al. Effect of resistance exercise on body composition, muscle strength and cardiometabolic health during dietary weight loss in people with overweight or obesity: a systematic review and meta-analysis. BMJ Open Sport & Exercise Medicine, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40909191/. Acesso em: 21 ago. 2026. KIM, Jisu et al. Enhanced protein intake on maintaining muscle mass, strength, and physical function in adults with overweight/obesity: a systematic review and meta-analysis. Clinical Nutrition, v. 63, p. 417-426, 2024. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39002131/. Acesso em: 21 ago. 2026.
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Boa tarde!
@Hackss, a pergunta tem resposta técnica objetiva, e ela se divide em duas partes: uma é possível, a outra não é bem assim. Aumentar as coxas e o glúteo com prioridade sobre os superiores é perfeitamente factível, e é só uma questão de distribuição de volume. Afinar as costas, no sentido de reduzir o que já existe, não é algo que o treino faça. Músculo só diminui por atrofia, que acontece na ausência prolongada de estímulo, leva meses e vem acompanhada de perda de força. Além disso, boa parte da largura da parte superior do corpo é estrutura óssea, principalmente o comprimento da clavícula, e isso não muda com nada. O que existe é o inverso do que você imaginou: em vez de reduzir, você mantém os superiores parados enquanto os inferiores crescem, e a proporção muda por diferença de ritmo. Isso funciona porque a quantidade de trabalho necessária para manter um músculo é bem menor que a necessária para fazê-lo crescer, algo na ordem de um terço do volume. Na prática, três a seis séries semanais por grupo, com carga estável, preservam o que existe sem adicionar tamanho, enquanto o inferior recebe quinze a vinte e cinco séries semanais com progressão de carga. Uma divisão que atende exatamente ao que você descreveu: três sessões de inferiores por semana, com agachamento, levantamento terra romeno ou stiff, leg press, cadeira extensora, flexora, elevação pélvica, abdução de quadril e panturrilha, sempre com carga subindo ao longo das semanas. Mais uma única sessão curta de superiores por semana, com uma puxada, uma remada e um empurrar, três séries de cada, com carga constante e sem buscar progressão. Isso é o que a literatura chama de volume mínimo de manutenção. Vale insistir em não zerar completamente os superiores, e o motivo é prático, não estético. Costas e core sustentam a barra e estabilizam o tronco em agachamento e stiff, que são os exercícios que vão construir as suas coxas. Costas fracas viram o fator limitante desses movimentos antes das pernas, e você acaba treinando perna pior do que poderia. Fora isso, manter equilíbrio entre empurrar e puxar é o que evita dor de ombro no médio prazo. Sobre a silhueta que você descreveu, dois pontos que costumam ser mais decisivos que a escolha de exercícios. O primeiro é que a percepção de cintura fina depende muito mais de gordura abdominal do que de largura de ombro. Reduzir percentual de gordura estreita a cintura de verdade, e isso muda a proporção pelos dois lados ao mesmo tempo. O segundo, ligado a isso: evite trabalho pesado de oblíquos, como flexão lateral com halter e rotações com carga alta. Oblíquos hipertrofiam como qualquer outro músculo, e o efeito é uma cintura visualmente mais espessa, exatamente o oposto do que você busca. Abdômen pode ser treinado, mas com carga moderada e sem ênfase em flexão lateral. E, para a largura de quadril e o formato arredondado, o músculo que mais entrega é o glúteo médio, que fica na lateral do quadril. Ele responde a abdução em pé na polia, abdução deitada de lado, caminhada lateral com elástico acima dos joelhos e agachamento com base mais aberta. É o grupo que costuma faltar em quem treina perna só com agachamento e leg press. Nada disso tem contraindicação. Treinar priorizando o que você quer desenvolver é o funcionamento normal da periodização, e é o que qualquer pessoa faz quando tem um grupo atrasado ou um objetivo específico.
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Apresentação
@Alex Oliveira, o seu último post é o mais importante do tópico inteiro: voltou depois de um período complicado, engordou, dieta desfeita e o tempo caiu de duas horas e meia para cinquenta minutos. Vale responder a esse estado, e não ao anterior. Cinquenta minutos não é pouco tempo, é tempo suficiente. O que não cabe mais é a estrutura antiga. Com essa janela, o formato que rende é corpo inteiro, duas ou três vezes por semana, com seis exercícios por sessão e séries pareadas de grupos que não competem entre si, ou seja, fazer um exercício de empurrar e emendar num de puxar, aproveitando o descanso de um como trabalho do outro. Isso corta praticamente pela metade o tempo parado sem reduzir a qualidade das séries. Uma sessão possível, dentro do seu quadro: leg press horizontal ou agachamento em máquina, pareado com puxada alta. Supino com halteres, pareado com remada sentada. Elevação pélvica, pareada com elevação lateral. Três séries de cada, oito a doze repetições, parando uma a duas repetições antes da falha. Dá para fechar em cinquenta minutos com folga, e cada grupo é estimulado duas a três vezes por semana em vez de uma. Nas condições atuais, isso rende mais do que rendiam as duas horas e meia divididas por grupo. Sobre a lombar e o joelho, dois detalhes mecânicos. No leg press, o que pressiona a L4 e L5 não é a carga em si, é o final da amplitude: quando o joelho passa de certo ponto em direção ao peito, a pelve gira para trás e a lombar perde a curvatura contra o encosto, e é aí que a compressão aparece. A correção não é abandonar o exercício, é reduzir a amplitude, parando antes do ponto em que o quadril começa a rodar, e manter a lombar colada no apoio o tempo todo. Uma referência prática: coloque a mão entre a lombar e o encosto e desça só até onde ela continuar apertada. E, com histórico de reconstrução de ligamento cruzado anterior, vale acrescentar trabalho específico de isquiotibiais, como flexora deitada e stiff. O isquiotibial atua como agonista do ligamento cruzado, freando o deslizamento da tíbia para frente, e a relação de força entre ele e o quadríceps é um fator de proteção do joelho. É o grupo que costuma ficar de fora justamente em quem evita perna por causa de dor. Agora a correção mais importante do tópico. Foi sugerido picolinato de cromo para a compulsão por doce no fim da tarde, e você comprou. A evidência não sustenta esse uso. As revisões e meta-análises que avaliaram suplementação de cromo para perda de peso e controle de apetite encontram efeito nulo ou clinicamente irrelevante, e os poucos achados positivos vêm de estudos pequenos e inconsistentes. Não vai resolver a compulsão, e o risco concreto é passar meses atribuindo a falha à sua disciplina, quando na verdade a ferramenta escolhida não funciona para isso. O que funciona é mais prosaico e você mesmo já apontou a causa dois parágrafos antes, no mesmo post: escreveu que está comendo pouca proteína. Compulsão por doce no fim da tarde tem, na maioria das vezes, três causas somadas, e todas são corrigíveis. A primeira é proteína insuficiente ao longo do dia, porque ela é o macronutriente mais saciante. A segunda é a restrição excessiva nas refeições anteriores, que produz fome acumulada exatamente naquele horário. A terceira é o padrão de tudo ou nada, em que o doce vira proibido e, quando cede, o dia inteiro é dado como perdido. Os ajustes: proteína entre 1,2 e 1,6 grama por quilo de peso atual, distribuída em todas as refeições, uma refeição real no meio da tarde em vez de tentar chegar ao jantar aguentando, e uma porção pequena e planejada de doce todos os dias, contabilizada. Você já faz a parte mais difícil disso, que é registrar tudo em planilha, inclusive os erros. É um hábito raro e é ele que vai permitir o ajuste. Um comentário sobre o relato antigo, mas que vale para a retomada: em uma das atualizações você descreveu cardio de quarenta minutos nos dias sem treino e uma hora nos dias de treino, dizendo estar exausto e sair da academia sem forças. Aquele volume, somado ao déficit, é o que costuma preceder exatamente o abandono que veio depois. Na retomada, com cinquenta minutos disponíveis, priorize a musculação e deixe o cardio como caminhada nos dias livres. Sustentar por dois anos vale mais que qualquer semana intensa. Por fim, sobre a reposição hormonal, você fez o certo ao procurar o médico e pagar por isso em vez de resolver com terceiros. Só vale lembrar que, para acompanhar a dose, o exame precisa ser colhido imediatamente antes da aplicação seguinte, ou seja, no vale, e sempre no mesmo ponto do intervalo. Comparar um exame colhido logo após a aplicação com outro colhido dias depois leva a ajustes de dose baseados em nada. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Deem sua opinião
@IamJefferson, sim, proteína isolada de soja é uma opção legítima, e vale explicar em que ela é equivalente, em que fica atrás e onde está o mito que sempre aparece nessa discussão. Começando pelo mito, porque é o que provavelmente motivou a dúvida. Existe uma crença bastante espalhada no meio da musculação de que a soja reduz testosterona ou feminiliza homens, por causa das isoflavonas, que são compostos vegetais com estrutura semelhante à do estrogênio. As revisões e meta-análises que juntaram os estudos clínicos em homens não encontram alteração clinicamente relevante de testosterona total, testosterona livre ou estradiol com consumo de soja ou de proteína de soja em quantidades usuais. Vale acrescentar que o isolado, que é o caso do produto que você está avaliando, passa por processamento que remove boa parte das isoflavonas, então ele tem ainda menos desses compostos que o grão. Ou seja, esse não é um motivo para evitar. Onde a soja é equivalente: ela é proteína completa, contendo todos os aminoácidos essenciais em quantidades adequadas, o que a diferencia da maioria das proteínas vegetais. Nas escalas de qualidade proteica ela pontua bem, e nos estudos de médio e longo prazo, quando a proteína total do dia é a mesma, as diferenças de ganho de massa magra entre soja e proteína do leite são pequenas. Onde ela fica atrás: no teor de leucina. A leucina é o aminoácido que funciona como gatilho da síntese proteica muscular, e existe um limiar por refeição a partir do qual esse estímulo é acionado de forma máxima. O soro do leite tem cerca de 11 por cento de leucina, enquanto a soja fica em torno de 8. A resposta aguda de síntese proteica após uma dose de soja tende a ser menor que a de uma dose igual de whey. E daí sai o único ajuste prático que você precisa fazer: use uma dose um pouco maior. Se com whey a dose usual é de 25 a 30 gramas de proteína, com soja vale mirar de 35 a 40 gramas para atingir o mesmo limiar de leucina. Na prática, uma medida cheia em vez de uma rasa. Uma segunda estratégia, ainda melhor e que você já está fazendo sem saber: bater com leite. A combinação de proteína de soja com proteína láctea eleva o perfil de leucina do conjunto e aproxima a mistura do padrão do whey. Ou seja, a receita com leite, aveia e banana que o @RenatoTex33 descreveu não é só uma forma de disfarçar o sabor, ela melhora tecnicamente o resultado. Sobre o preço, o critério que resolve é sempre o mesmo: divida o valor pago pelo total de gramas de proteína dentro da embalagem, que é o número de porções multiplicado pela proteína por porção. Compare esse número com o do whey que você usaria. Proteína de soja isolada costuma sair bem à frente nessa conta, e é por isso que ela vale a pena, não por ser melhor. Como o produto está vindo de um terceiro e não de compra direta, vale só conferir o básico antes: lacre íntegro, lote e validade impressos na embalagem, e conteúdo dentro do prazo. Nada disso tem a ver com desconfiar do seu amigo, é o mesmo cuidado que se tem com qualquer alimento. Duas observações finais. A soja não tem lactose, o que é vantagem para quem passa mal com whey concentrado. E, sobre o pós-treino, não há pressa: a ideia de que a proteína precisa entrar nos minutos seguintes à sessão foi bastante revisada, e o que determina o resultado é o total de proteína do dia distribuído em três a cinco refeições, não o cronômetro depois do treino.
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Padrão para criação dos tópicos para acompanhamento de ciclos
O padrão proposto pelo Mestre e as quatro perguntas que o @Toxi acrescentou cobrem bem o planejamento. Depois de ler muitos tópicos de acompanhamento aqui, o que falta no roteiro é sempre a mesma coisa, e ela não é uma pergunta: é um conjunto de números. O checklist pede objetivo, histórico, protocolo proposto, treino, dieta e suplementação. Não pede exames. E a consequência aparece em quase todo relato: alguém descreve doses, semanas, ganhos e sensações, e não há uma única linha de laboratório do começo ao fim. Quando aparece um exame, ele costuma vir solto, colhido em momento aleatório, sem nada anterior com que comparar. Sem linha de base, não existe como saber se um valor alterado é efeito do protocolo ou se já era assim antes. Sugestão de acréscimo ao padrão, um bloco de exames em três momentos. Antes de começar, como linha de base: testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina, hemograma completo com hematócrito e hemoglobina, perfil lipídico completo com HDL, LDL e triglicerídeos, TGO, TGP, GGT, fosfatase alcalina, bilirrubinas totais e frações, creatinina com taxa de filtração estimada, ureia, glicemia de jejum, TSH e T4 livre, e pressão arterial aferida. Vale acrescentar relação albumina-creatinina em amostra de urina, que é barata e é o marcador precoce de comprometimento renal que quase ninguém pede. Durante, tipicamente entre a quarta e a sexta semana: hematócrito, perfil lipídico, enzimas hepáticas e estradiol, mais pressão arterial. Esses são os que se movem primeiro e os que orientam ajuste. Depois, algumas semanas após o encerramento: o painel hormonal completo, para verificar se o eixo voltou. Esse é o exame que mais falta nos relatos daqui, e é o único que responde se a recuperação aconteceu de fato. Junto disso, três detalhes de coleta que determinam se o número significa alguma coisa. Testosterona é colhida pela manhã, entre sete e dez horas, em jejum, por causa da variação ao longo do dia. Em quem está usando composto injetável, a coleta se faz no vale, ou seja imediatamente antes da próxima aplicação, e sempre no mesmo ponto do intervalo, porque comparar um exame de pico com outro de vale não informa nada. E, depois de qualquer mudança de dose, é preciso esperar o novo patamar se estabilizar antes de repetir, o que com ésteres longos leva de quatro a seis semanas. Vale também acrescentar duas perguntas à lista do Toxi, que hoje termina em como me prevenir contra os malefícios. A quinta seria: como vou saber se está dando errado? Ou seja, quais números e quais sinais me fazem parar. Vale ter isso escrito antes de começar, porque no meio do processo a tendência é sempre relativizar. Sinais que não se negocia: coceira generalizada sem lesão de pele, urina escura com fezes claras ou amarelamento dos olhos, urina espumosa persistente com inchaço em tornozelos ou pálpebras, dor no peito, falta de ar aos esforços habituais, e pressão arterial subindo de forma consistente. A sexta seria: qual é o plano de saída? Inclui quando começa a retomada, calculada a partir da eliminação do éster mais longo usado, e o critério de encerramento, que é exame confirmando recuperação e não prazo de calendário. Terminar por data fixa sem confirmar é como muita gente acaba em uso contínuo sem nunca ter decidido por isso. Um último item que raramente aparece e que não tem como ser feito depois: quem pretende ter filhos precisa saber que testosterona exógena suprime a produção de espermatozoides e que a recuperação leva meses e não é garantida. Espermograma antes de começar, e criopreservação se houver planos de paternidade, são medidas baratas comparadas ao custo de descobrir o problema anos depois. E uma observação sobre a orientação de pesquisar, que abre o tópico e está correta. Vale acrescentar onde pesquisar. Relato de fórum e vídeo de internet descrevem experiência individual, que é informação útil mas não substitui evidência. Para dose, efeito adverso e interação, as fontes que valem consulta são bases indexadas como o PubMed, bulas de medicamentos registrados e diretrizes de sociedades médicas. Muita coisa repetida como verdade estabelecida no meio, incluindo protocolos de proteção que não protegem nada, não sobrevive a essa checagem. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Mais saúde
@Rai M., projeto encerrado com resultado e com uma decisão sensata no fim, que foi buscar acompanhamento presencial. Fica aqui o que costuma ser a etapa seguinte e que não apareceu em nenhum momento dos dois anos de tópico. Você começou aos 49 anos e atravessou todo o projeto sem nenhum exame de sangue. No campo de exames, do primeiro ao último post, consta nenhum. Perder peso e ganhar condicionamento sem isso é possível, e você provou. Mas a partir dos 50 a prioridade muda de figura, e o que passa a valer mais não é o número da balança. O ponto principal é o osso. Na transição menopausal e nos primeiros anos após a menopausa, a queda do estrogênio acelera muito a perda de massa óssea, chegando a taxas de vários por cento ao ano nesse período, bem acima do ritmo de qualquer outra fase da vida. Isso acontece silenciosamente, sem sintoma, e a primeira manifestação costuma ser uma fratura por queda banal. O exame que avalia isso é a densitometria óssea, e a indicação usual é a partir dos 65 anos, ou mais cedo na presença de fatores de risco, como menopausa precoce, baixo peso corporal, tabagismo, uso de corticoide e histórico de fratura de quadril em pai ou mãe. Vale conversar com o seu médico sobre qual é o seu caso. E aqui está a boa notícia que liga isso ao que você já vinha fazendo: o treino de força é a intervenção não farmacológica mais eficaz para densidade óssea, porque o osso responde à tração dos tendões e ao impacto. Ou seja, a musculação que você fez para emagrecer passa a ter, a partir de agora, uma função mais importante do que a estética. Isso muda o que deve ser priorizado no treino: exercícios com carga axial e multiarticulares, como agachamento, levantamento terra ou stiff, leg press e remadas, com carga progressiva de verdade, e não apenas trabalho leve e localizado. É o oposto da recomendação intuitiva de pegar leve por causa da idade. O segundo ponto é a proteína, e ele é específico dessa faixa etária. A partir da meia-idade existe o fenômeno da resistência anabólica: a mesma quantidade de proteína estimula menos a síntese muscular do que estimularia aos vinte anos. Por isso as recomendações para pessoas acima dos 50 sobem para algo entre 1,2 e 1,6 grama por quilo, o que no seu caso daria de 78 a 104 gramas por dia, distribuídos em pelo menos três refeições com 25 a 30 gramas cada, e não concentrados em uma só. Vale checar isso com a nutricionista que está acompanhando você, porque as dietas que circularam no tópico ficavam abaixo dessa faixa. Junto disso, cálcio e vitamina D deixam de ser detalhe. Cálcio preferencialmente da alimentação, com laticínios, e vitamina D dosada e corrigida se estiver baixa. O terceiro ponto é rastreamento geral, já que você nunca fez exames. Nessa idade entram glicemia de jejum e hemoglobina glicada, perfil lipídico, TSH, hemograma com ferritina, função renal, aferição de pressão arterial, mamografia e rastreamento de câncer colorretal, que hoje é recomendado a partir dos 45 anos. São coisas que a rede pública oferece e que não têm relação com estética, apenas com continuar bem para aproveitar o que você construiu. Uma correção técnica pequena sobre as dietas que apareceram no tópico. Em várias delas há um item de pós-treino imediato com sucrilhos e doce de leite. A ideia por trás disso é a chamada janela anabólica, a crença de que seria preciso repor carboidrato de absorção rápida nos minutos seguintes ao treino. Esse conceito foi bastante revisado: para quem treina uma vez por dia e come normalmente ao longo do dia, não há vantagem demonstrada em carboidrato rápido logo após a sessão, e o que importa é o total diário. A reposição imediata só faz diferença real para quem tem duas sessões intensas separadas por poucas horas. Ou seja, esse item pode simplesmente virar uma refeição normal com proteína, o que ajuda inclusive a atingir o alvo proteico discutido acima. Por fim, uma medida caseira que vale acompanhar daqui em diante mais do que o peso: a força. Se você consegue levantar da cadeira sem apoiar as mãos, subir um lance de escada sem parar, e se as cargas dos seus exercícios principais continuam subindo ou pelo menos se mantêm ao longo dos anos, você está ganhando a disputa que importa nessa fase. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Gostaria de algumas informações!
@Thiago82, dá para responder boa parte da sua pergunta sem ver foto nenhuma, porque a causa mais provável está na própria descrição da rotina. Primeiro, uma observação: você diz que treina duas vezes por semana, mas descreve três sessões, terça, sexta e sábado. Vale conferir o que acontece de fato, porque isso muda o diagnóstico. De qualquer forma, o problema estrutural é o mesmo nos dois casos: cada grupo muscular está sendo treinado uma única vez por semana. Isso importa mais do que a escolha de exercícios. Depois de uma sessão de treino, a síntese proteica muscular fica elevada por aproximadamente 24 a 48 horas e depois volta ao normal. Treinando peito na terça, o peito passa cinco ou seis dias por semana sem nenhum estímulo. Os estudos que compararam frequências mantendo o volume semanal igual mostram vantagem para dividir esse volume em duas ou mais sessões por grupo, em vez de concentrar tudo em uma. Com poucos dias disponíveis, essa é a alavanca de maior retorno que você tem. Por isso a sugestão de full body do @Batata... está certa, e vale explicar o motivo. Numa divisão de corpo inteiro, cada grupo é trabalhado em todas as sessões. Treinando duas vezes por semana, você passa de uma para duas estimulações semanais por músculo, com o mesmo tempo de academia. Treinando três, chega a três. É a única estrutura que faz sentido para quem tem dois ou três dias. Um modelo prático, alternando entre duas sessões: Treino A: agachamento ou leg press, supino reto com barra ou halteres, remada curvada ou remada baixa, desenvolvimento com halteres, rosca direta, tríceps na polia, abdômen. Treino B: levantamento terra romeno ou stiff, supino inclinado, barra fixa ou puxada alta, elevação lateral, rosca martelo, tríceps francês, panturrilha. Três a quatro séries por exercício, entre seis e doze repetições nos compostos e dez a quinze nos isoladores, parando uma a duas repetições antes da falha na maioria das séries. E, principalmente, anotando carga e repetições de tudo, porque sem esse registro não existe progressão de carga, e é a progressão que faz o músculo crescer, não a variedade de exercícios. A regra é simples: quando você bate o topo da faixa de repetições em todas as séries, sobe a carga na próxima sessão. Agora a segunda parte, e ela é a mais importante para o que você descreveu. Você disse que o peitoral não está definido. Definição não é produzida por exercício, por número de repetições, nem por escolha de movimento. Ela é a consequência de ter percentual de gordura corporal baixo o suficiente para que o músculo que existe apareça. Ninguém define uma região específica treinando aquela região, porque não existe queima localizada: a gordura é mobilizada de todo o corpo conforme o balanço calórico, e a ordem em que ela sai é determinada por genética, não por qual músculo você treinou. Ou seja, o que vai definir o seu peitoral são duas coisas em paralelo: construir massa no peitoral, com frequência e progressão como descrito acima, e reduzir gordura corporal com déficit calórico. Você não mencionou nada sobre alimentação no tópico, e é justamente aí que essa metade do problema se resolve. Uma coisa não substitui a outra, e quem tenta resolver definição só com treino costuma passar anos sem sair do lugar. Por fim, sobre deixar as pernas de lado por estarem fracas, o raciocínio se inverte: são justamente os grupos atrasados que precisam de mais frequência, não de menos. E, no formato full body sugerido acima, elas entram automaticamente em todas as sessões, o que resolve isso sem custo de tempo adicional.
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Registro de evolução
@Daviddscosta, há uma conexão entre dois pontos do seu tópico que passou batida e que provavelmente explica a divergência que o @Admirador do Bruce Lee levantou. Ele estimou seu percentual de gordura em torno de 10 por cento no olho, e a balança marcava 13. Você respondeu que só o DEXA diria com exatidão. Acontece que existe um motivo específico para a bioimpedância superestimar a gordura em quem faz dieta cetogênica, e ele é físico, não estatístico. A bioimpedância não mede gordura. Ela aplica uma corrente elétrica e mede a resistência que o corpo oferece, e a partir dessa resistência estima a água corporal total. Da água estima a massa magra, e da massa magra deduz a gordura por subtração. Tudo isso depende de uma premissa: que a massa magra tem uma proporção de água razoavelmente constante. Em dieta cetogênica essa premissa cai. Cada grama de glicogênio muscular armazena aproximadamente três gramas de água junto, e a restrição de carboidrato esvazia esses estoques. Com menos água no compartimento magro, a resistência medida sobe, o aparelho estima menos massa magra do que existe, e a diferença aparece atribuída a gordura. O resultado é um número inflado, exatamente na direção da discrepância que apareceu aqui. Isso não invalida o seu uso do aparelho, mas muda a interpretação. Como registro de tendência ao longo do tempo, ele funciona, desde que as condições de medição sejam idênticas: mesmo horário, em jejum, bexiga vazia, sem ter treinado nas doze horas anteriores, sem álcool no dia anterior e com hidratação habitual. Uma medida feita depois de treinar, ou num dia em que você comeu mais carboidrato que o normal, não é comparável com a anterior. E o valor absoluto merece ser lido como faixa, não como número: contra DEXA, aparelhos domésticos costumam errar vários pontos percentuais para mais ou para menos, e balanças que fazem contato apenas com os pés estimam a metade inferior do corpo e extrapolam o resto. Para o seu propósito declarado, que é acompanhar evolução, o conjunto mais barato e mais informativo é combinar três coisas: peso pela média semanal, circunferência de cintura medida em jejum sempre no mesmo ponto, e a carga levantada nos principais exercícios. Se cintura estável ou caindo, carga subindo e peso subindo devagar, a composição está indo para o lado certo, independentemente do que a balança de bioimpedância informe. Sobre a cetogênica em si, já que ela apareceu no tópico, dois pontos técnicos que valem para o seu objetivo. O primeiro é que a restrição de carboidrato limita o desempenho justamente nas séries de seis a quinze repetições, que são a faixa mais usada para hipertrofia, porque nesse esforço a via glicolítica é a predominante e ela depende de glicogênio. Força máxima em poucas repetições costuma se manter, mas o volume total de trabalho que você consegue produzir na sessão tende a cair, e volume é um dos principais determinantes de hipertrofia. O segundo é que os estudos que compararam dietas cetogênicas com dietas com carboidrato em pessoas treinadas geralmente mostram manutenção de força com ganho de massa magra inferior, quando as calorias e a proteína são equiparadas. Isso importa porque, com 1,74 e 61,9 quilos, o seu índice de massa corporal está em torno de 20, ou seja, você é bastante magro e o objetivo que aparece no registro é ganhar. Cetogênica é uma dieta muito eficiente para controle de apetite, o que é ótimo para quem precisa perder e trabalha contra quem precisa ganhar, porque comer em superávit fica genuinamente difícil. Se o ganho de massa for a prioridade dos próximos meses, reintroduzir carboidrato ao redor do treino é o ajuste com maior retorno, e ele também vai tornar as suas medidas de bioimpedância mais estáveis, pelo mesmo motivo de água intramuscular descrito acima. Registro, por fim, que o hábito de manter o log com data, peso e medidas é o que falta em quase todos os relatos por aqui. É ele que permite ver tendência em vez de reagir a oscilação, e é a parte mais difícil de manter.
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ESTOU VOLTANDO!!!!
@luhccardoso, o detalhe mais importante do seu relato passou quase despercebido no tópico: você contou que ainda tem impacto femoroacetabular na perna esquerda, sem cirurgia, e que está retomando inferiores três vezes por semana com foco em glúteo e posterior. Vale saber exatamente o que provoca o impacto, para não repetir do lado esquerdo o que levou o direito à mesa de cirurgia. O impacto acontece quando o colo do fêmur ou a borda do acetábulo se aproximam demais e comprimem o labrum. A posição que mais provoca isso é a combinação de flexão profunda do quadril com adução e rotação interna, ou seja, quadril dobrado além de certo ponto, joelho vindo para dentro e pé girando para dentro. É exatamente a posição que aparece no fim de um agachamento profundo com base estreita, no leg press quando os joelhos vêm em direção ao peito, no búlgaro muito profundo e no agachamento feito com os pés paralelos e juntos. Na prática, para treinar glúteo e posterior sem provocar o impacto: limite a profundidade ao ponto imediatamente anterior ao momento em que a pelve começa a rodar para trás, aquele arredondamento da lombar no fundo do agachamento, porque é ali que o labrum recebe a carga. Use base mais aberta com as pontas dos pés levemente para fora, o que aumenta o espaço disponível no quadril. No leg press, suba a plataforma e reduza a amplitude em vez de buscar o joelho no peito. E, principalmente, aproveite que os melhores exercícios para o seu objetivo são justamente os que exigem pouca flexão de quadril: elevação pélvica com barra, ponte de glúteo, stiff e levantamento terra romeno, extensão de quadril na polia e abdução em pé ou deitada de lado. Dá para construir glúteo e posterior sem nunca entrar na amplitude que agride o labrum. Um sinal de alerta prático: dor em fisgada na virilha, dor profunda na região anterior do quadril ou sensação de travamento e estalo com bloqueio momentâneo do movimento são motivo para interromper o exercício e reavaliar amplitude, não para insistir. E, como você mesma escreveu, alongar é parte do plano, mas com cautela nas posições de flexão extrema, que são as mesmas que provocam o impacto. Sobre a retomada após a artroscopia do lado direito, vale reforçar que a progressão de carga precisa ser mais lenta que a sua tolerância aparente. Reparo de labrum leva meses para maturar, e a ausência de dor não significa que o tecido já suporta a carga que você levantava antes. Sobre a prótese, dois pontos. Primeiro, uma correção ao que ficou registrado no tópico. Foi dito que é bem comum mulheres com prótese desenvolverem doenças autoimunes sem causa conhecida. Essa afirmação vai além do que a evidência sustenta. O conjunto de sintomas descrito como doença do silicone, ou síndrome ASIA, é relatado, mas os grandes estudos de coorte e as revisões que compararam mulheres com e sem implantes não confirmaram aumento consistente de doenças autoimunes definidas, como lúpus ou artrite reumatoide. É um tema em aberto, não um fato estabelecido, e apresentá-lo como comum assusta sem base. Você mesma respondeu que não foi o seu caso e que seus exames estavam normais. Segundo, sobre a atribuição que você fez da rejeição à perda rápida de peso somada ao stanozolol e à oxandrolona. Não existe relação estabelecida entre uso de esteroides e rejeição de implante ou contratura capsular. As causas conhecidas de complicação tardia são outras, principalmente contratura capsular, infecção de baixo grau com formação de biofilme e coleção de líquido tardia ao redor do implante. Vale registrar, para quem lê, que coleção tardia surgindo anos após a cirurgia é sempre investigada com análise do líquido, porque existe uma condição rara associada a implantes de superfície texturizada que se manifesta assim, e o diagnóstico precoce muda o desfecho. No seu caso a prótese já foi retirada e os exames estavam normais, mas a informação é útil para outras leitoras. Por fim, sobre os compostos. Oxandrolona por quatro meses somada a fenilpropionato de nandrolona por dois merece um comentário, porque a nandrolona é das piores escolhas em protocolo feminino. Ela tem afinidade alta pelo receptor androgênico, gera metabólitos ativos e é conhecida por potencial virilizante expressivo, além de supressão marcada e prolongada do eixo. Os três efeitos que não regridem depois de instalados continuam sendo alteração do timbre da voz, aumento de pelos faciais e crescimento de clitóris. Se houver um novo protocolo à frente, esse é o item que eu reavaliaria primeiro, e com médico, não com fórum. E vale dizer o óbvio que o seu relato demonstra: passar por artroscopia de quadril, quarenta dias de muleta e uma segunda cirurgia em menos de um ano, e voltar sem perder a estrutura que você construiu, é o resultado mais difícil de todos os que aparecem por aqui. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Diário de Treino 5a.m
@anastaciogfn, a transformação é real e o relato é bom, mas há um número no seu exame que merece atenção clínica e que não pode ser resolvido com alimentação: testosterona total de 200 ng/dL. Para homem adulto jovem, isso está claramente abaixo da faixa de referência, que na maioria dos laboratórios e nas diretrizes de sociedades de endocrinologia começa em torno de 264 a 300 ng/dL. Aos 25 anos, 200 não é um valor de borda, é um valor baixo. Todo o resto do seu painel está excelente, com glicose em 81, triglicerídeos em 52, HDL em 57, LDL em 68, TSH normal e vitamina D em 43. Justamente por isso a testosterona destoa tanto e merece ser levada adiante. O primeiro passo é confirmar, e há uma armadilha aqui. A testosterona tem variação circadiana ampla, com pico pela manhã e queda ao longo do dia, e um único valor não fecha nada. A coleta precisa ser feita em jejum, entre sete e dez da manhã, e o diagnóstico exige dois valores baixos em ocasiões diferentes. Se a sua coleta foi à tarde, o número pode estar subestimado. Repita nas condições corretas antes de qualquer conclusão. Se confirmar, a investigação seguinte é a que o @Batata... acertadamente sugeriu, com LH e FSH, e o motivo é o seguinte: eles separam duas situações completamente diferentes. Testosterona baixa com LH e FSH altos indica que a hipófise está mandando o sinal e o testículo não responde, o que é hipogonadismo primário. Testosterona baixa com LH e FSH baixos ou inapropriadamente normais indica que o problema está acima, no hipotálamo ou na hipófise, o que é hipogonadismo secundário. As causas e as condutas são distintas. Falta um exame na lista que foi sugerida e ele é importante: prolactina. Prolactina elevada suprime o eixo e é uma das causas tratáveis mais relevantes de hipogonadismo secundário em homem jovem, incluindo tumores benignos de hipófise que respondem bem a medicação. É barato e não deveria ficar de fora. Já o PSA, que apareceu na lista, não tem indicação aos 25 anos e não vai acrescentar nada. Há ainda uma hipótese que se encaixa muito bem no seu caso específico e que é reversível. Você saiu de 103 quilos e emagreceu bastante, acordando às cinco para treinar. Déficit calórico prolongado, sobretudo quando combinado com volume alto de treino e sono curto, produz hipogonadismo funcional, em que o organismo reduz o eixo reprodutivo por economia de energia. Nesse cenário, LH e FSH aparecem baixos ou normais-baixos. A correção não é hormônio, é comer mais, reduzir o déficit e dormir melhor, e o eixo costuma se recuperar. Se você ainda está em restrição, vale considerar seriamente uma fase em manutenção calórica e repetir os exames depois de alguns meses. Vale também mencionar ao médico o quadro de depressão severa que você relatou. A relação entre humor e testosterona baixa é de mão dupla, e cada um dos dois piora o outro, então esse contexto é parte da avaliação e não um detalhe separado. Agora a correção necessária. Foi sugerido usar ginseng e maca peruana. Não há evidência de que essas plantas elevem testosterona em homens. A maca tem alguma evidência para libido, mas os estudos que mediram níveis hormonais não encontraram alteração. Alho e brócolis são bons alimentos e não têm efeito hormonal relevante. Nada disso corrige uma testosterona de 200, e o risco concreto é passar meses tomando erva enquanto uma causa investigável e tratável segue sem diagnóstico. O que de fato influencia testosterona de forma comprovada, e que vale aplicar em paralelo à investigação, é bem mais prosaico: dormir sete a nove horas, porque a maior parte da produção acontece durante o sono e privação de sono derruba os níveis de forma mensurável em poucas semanas, manter gordura corporal em faixa saudável, não ficar em déficit calórico agressivo por muito tempo, não manter gordura dietética muito baixa, e corrigir deficiência de vitamina D, que no seu caso já está resolvida. O encaminhamento certo é endocrinologista, ou urologista com formação em andrologia, levando os dois exames matinais, LH, FSH e prolactina. Aos 25 anos, com todo o resto do painel impecável, esse número tem uma explicação e vale encontrá-la. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Emagrecer
@Jucileide Santos, o progresso apareceu e isso é o que mais importa. Mas há quatro pontos no plano que valem ajuste, e um deles você mesma relatou sem saber que era um problema. O primeiro é a água. Foram prescritos 3.800 ml por dia como obrigatório, e você respondeu que estava quase morando no banheiro. Isso foi tratado como normal, e não é sinal de que algo está funcionando. É apenas o rim excretando o excesso, que é exatamente o que ele faz quando entra mais líquido do que o corpo precisa. As referências de ingestão adequada para mulheres adultas ficam em torno de 2,7 litros por dia contando toda a água, inclusive a dos alimentos, o que dá aproximadamente 2 litros em bebidas. Hidratação não é mecanismo de emagrecimento, e beber mais que o necessário não acelera nada. E, no seu caso específico, isso não é um detalhe. Você é professora. Passar a manhã inteira em sala de aula precisando ir ao banheiro a cada quarenta minutos é o tipo de obstáculo prático que faz a pessoa abandonar o plano inteiro, não por falta de disciplina, mas porque ele não cabe na vida dela. Beba conforme a sede e a cor da urina, mirando algo entre 2 e 2,5 litros, e concentre mais no período em que você tem acesso livre ao banheiro. O segundo é a proteína. Somando a dieta, um ovo no café, 110 gramas de frango no almoço, um ovo no lanche e 110 gramas no jantar, o total fica em torno de 70 gramas por dia. Para 76 quilos, isso é menos de um grama por quilo, e é pouco para quem está em déficit e quer, como você disse, perder peso e ganhar massa ao mesmo tempo. A faixa adequada aqui é de 1,2 a 1,6 grama por quilo de peso atual, ou seja algo entre 90 e 120 gramas. O ajuste é simples e não muda as calorias de forma relevante: suba o frango do almoço e do jantar para 150 gramas e troque os cinco biscoitos do lanche por um segundo ovo, iogurte natural ou atum. Proteína também é o macronutriente que mais sacia, então isso ajuda com a fome, não atrapalha. O terceiro é o cardio sete vezes por semana marcado como obrigatório, somado às três sessões de musculação, para alguém com um mês de treino. Isso é dez sessões semanais sem nenhum dia de descanso completo. Nas primeiras semanas costuma funcionar pela motivação inicial, e depois vem a fadiga acumulada, a dor articular e a desistência. Três a cinco sessões de cardio por semana já entregam o efeito desejado, e um dia de folga real por semana melhora, não piora, o resultado. O quarto é o encaixe com a sua rotina. Você contou que acorda às seis e toma só um café, que a única refeição com horário certo é o almoço ao meio-dia, e que treina às catorze horas. A dieta prescrita coloca o almoço às treze horas, o que deixaria uma hora entre comer e treinar, e conflita com o único horário fixo que você tem. Faz mais sentido manter o almoço ao meio-dia, como já é na sua vida, e treinar às catorze. E o café da manhã às seis e meia com ovo, fruta e aveia precisa realmente acontecer, porque sair de casa só com café e emendar até as nove com biscoito é o que constrói a fome desorganizada do fim do dia. Por fim, um esclarecimento sobre a laqueadura que você citou no histórico, porque existe um mito muito difundido em torno disso. Laqueadura não altera hormônios e não engorda. O procedimento interrompe ou remove um trecho das tubas uterinas, e não mexe nos ovários, que continuam produzindo estrogênio e progesterona normalmente, nem interfere no ciclo menstrual. A associação que muitas mulheres percebem entre a cirurgia e o ganho de peso costuma ter outras explicações: a idade em que ela geralmente é feita, o período pós-parto, a interrupção do anticoncepcional oral que antes mascarava alterações, ou simplesmente mudança de rotina com filhos. Ou seja, isso não é um obstáculo que você precise contornar. Um último item que falta no tópico: você não tem exames. Vale pedir glicemia de jejum e hemoglobina glicada, perfil lipídico, TSH e T4 livre, hemograma com ferritina e vitamina D. São baratos, disponíveis na rede pública, e descartam as causas corrigíveis de esforço sem retorno antes que elas custem meses. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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POKOYO: RELATO DE UM COROA NATURAL
As pessoas têm que abrir os olhos pra uma coisa chamada ateroma. São placas de gordura e cálcio que se formam nas vias sanguíneas. Essas vias podem ser obstruídas ou placas podem se soltar e isso leva ao AVC. É uma doença insidiosa e o primeiro sintoma pode ser um avc. É bom procurar um neuro pra tratar a doença...breve vou fazer isso pra saber se tenho mesmo esta doença, porque antes vou fazer uma cirurgia no olho. Eu passo 3 dias na semana comendo pouco pra emagrecer e tentar controlar o problema. Mas hoje fui pra academia e na dieta fiz um bulk..2,5g de proteínas por kg de peso..é saudável isso?....Não...e fazer isso várias vezes na semana?....Pior ainda. Só faço dia de sexta e vou ver no que dá. É bonito dizer que pra ser forte temos que comer como um leão...e as ateromas? Tá na moda dizer que gordura saturada e ldl alto não é problema...só não dizem que tem muito trabalho sendo feito com pessoas que restringem carb com dieta carnívora, cetogênica ou low carb. A maioria das pessoas comuns não consomem pouco carb e estão entrando nessa história...lamentável as distorções que estão sendo feitas nesses estudos.
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Ajuda para mudar minha saúde, corpo e trazer minha alto estima de volta
@Claudia, o seu relato tem um padrão que se repete do começo ao fim do tópico e que merece ser nomeado, porque enquanto ele não for tratado nenhuma dieta vai se sustentar. Você abriu o tópico dizendo que já tinha tentado sozinha e não conseguiu por ansiedade, e escreveu, na linha de problemas de saúde, ansiedade pra comida. Depois, ao longo das atualizações, aparece sempre a mesma coisa: seguiu metade da dieta, cedeu, a ansiedade atrapalhou. E a resposta a cada recaída foi tornar a dieta mais restritiva, tirando a pasta de amendoim, tirando os quadradinhos de chocolate, reduzindo a fruta da ceia. Esse movimento é intuitivo e é exatamente o oposto do que funciona nesse quadro. Restrição alimentar é um dos gatilhos mais bem estabelecidos de episódios de compulsão. O ciclo é conhecido: restringe, aguenta alguns dias, tem um episódio, sente culpa, aperta ainda mais para compensar, e o próximo episódio vem mais forte. Cada volta do ciclo reduz a confiança na própria capacidade, que é justamente a autoestima que você veio recuperar aqui. Vale checar se o que você chama de ansiedade pra comida corresponde ao que a literatura chama de transtorno de compulsão alimentar. Os sinais são: comer, em um período delimitado, uma quantidade claramente maior do que a maioria das pessoas comeria, acompanhada da sensação de perda de controle, de não conseguir parar. Junto costumam aparecer comer muito mais rápido que o normal, comer até se sentir desconfortavelmente cheia, comer grandes quantidades sem estar com fome física, comer sozinha por vergonha, e sentir culpa ou nojo de si depois. Se isso acontece com alguma regularidade, não é falta de determinação. É uma condição de saúde com diagnóstico e tratamento estabelecidos, e ela é a mais comum entre os transtornos alimentares. Isso importa porque muda a ordem das coisas. Com compulsão ativa, o tratamento vem antes ou junto da dieta, nunca depois. Há abordagem psicoterápica com boa evidência, especialmente terapia cognitivo-comportamental, e existem opções medicamentosas quando indicado, avaliadas por psiquiatra. Procurar ajuda para isso não é desistir do projeto, é remover o que vem sabotando todos os projetos anteriores. Enquanto isso, três ajustes práticos que reduzem o gatilho. Primeiro, não elimine alimentos, planeje-os: uma porção fixa e pequena do que você gosta, todos os dias, contabilizada, tira o alimento do lugar de proibido e reduz o desejo. Segundo, não pule refeições e coloque proteína em todas, porque fome fisiológica acumulada é o combustível do episódio à noite. Terceiro, mude o critério de sucesso: em vez de dieta 100 por cento ou fracasso, conte quantos dias da semana ficaram bons. Sete dias a 80 por cento entregam mais resultado que dois dias perfeitos seguidos de cinco dias perdidos, e não produzem o ciclo de culpa. Dois pontos sobre o resto do plano. O treino tem falha muscular marcada em quase todos os exercícios, incluindo stiff cinco por falha, agachamento sumo quatro por falha e flexora com rest pause, para alguém que declarou estar começando a treinar agora. Isso gera dor intensa, fadiga desproporcional e risco de lesão em quem ainda está aprendendo os movimentos, e é um motivo frequente de abandono nas primeiras semanas. Nos primeiros meses, o mais produtivo é trabalhar com duas ou três repetições de reserva, priorizando aprender a execução e registrar carga para poder aumentá-la, deixando a falha para uma ou duas séries finais no futuro. Ainda mais em stiff e agachamento, em que falhar com técnica ruim é justamente onde as costas se machucam. E há exames que fazem falta. Você não tem nenhum, e com 78 quilos, 1,58 de altura e 37 anos vale pedir glicemia de jejum e hemoglobina glicada, insulina de jejum, perfil lipídico, TSH e T4 livre, hemograma com ferritina e vitamina D. Hipotireoidismo, resistência à insulina e deficiência de ferro são comuns e produzem exatamente a sensação de esforço sem retorno. Aproveite também para mencionar ao ginecologista o uso de anticoncepcional junto com o seu peso atual, porque a combinação de contraceptivo com estrogênio e índice de massa corporal elevado é assunto que merece ser revisto periodicamente. Uma observação menor: entre os chás sugeridos como opção livre está a cavalinha, que tem ação diurética. Chá diurético usado continuamente não emagrece, apenas reduz água corporal, e pode contribuir para perda de potássio. Os outros da lista, como erva-doce, hibisco e chá verde, não têm esse inconveniente no uso habitual. E vale dizer o que o tópico já mostra: houve progresso real nas atualizações, mesmo com dieta parcial. Ou seja, você já provou que consegue avançar sem perfeição. O que falta não é rigor, é tirar do caminho aquilo que provoca as recaídas. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda em melhorar o shape
@Pe1x1nho, quatro pontos, e o primeiro tem uma ironia que vale enxergar antes de qualquer decisão sobre ciclo. A sua dieta tem 40 gramas de gordura por dia dentro de 2.800 a 3.000 calorias. Isso é algo em torno de 12 por cento das calorias vindas de gordura, e é pouco demais. A referência mínima para quem treina é aproximadamente 0,8 grama por quilo, o que no seu caso daria pelo menos 62 gramas, e a faixa confortável fica entre 20 e 30 por cento das calorias. Isso importa porque a gordura dietética, e especialmente a fração saturada e monoinsaturada, é substrato para a síntese de hormônios esteroides, e dietas cronicamente muito baixas em gordura estão associadas a redução da testosterona endógena. Ou seja, você está prestes a injetar testosterona enquanto mantém uma dieta que derruba a sua própria. Corrigir isso é gratuito, imediato e pode resolver parte do que você está tentando resolver com fármaco. Tire 100 gramas de carboidrato e coloque 45 gramas de gordura no lugar, e as calorias nem mudam. Segundo ponto, e é o mais concreto: o espaçamento das aplicações sugerido no tópico, terça e quinta, não divide a semana ao meio. Entre terça e quinta há dois dias, e entre quinta e a terça seguinte há cinco. O objetivo de fracionar em duas aplicações semanais é justamente estabilizar o nível sérico, e com esse esquema você cria uma janela curta seguida de uma janela longa, mantendo boa parte da oscilação que se queria evitar. Isso vale ainda mais para Durateston, que é mistura de quatro ésteres e contém propionato e fenilpropionato, de ação rápida. Para duas aplicações semanais, o intervalo correto é de três dias e meio, ou seja segunda e quinta, ou terça e sexta. Parece detalhe, mas é a diferença entre um platô razoavelmente estável e um serrote, e o serrote é o que produz oscilação de humor, libido irregular e picos de estradiol. Terceiro, sobre o momento. Você tem 23 anos, 1,77 e 78 quilos, com um ano e meio de treino consistente. Isso é um índice de massa corporal em torno de 25, ou seja, você ainda não chegou perto do que dá para construir naturalmente nessa altura. O ganho natural não é linear e ele não acabou aos dezoito meses de treino sério. Vale considerar que o que a maioria descreve como platô nesse estágio costuma ser, na verdade, dieta com furos, progressão de carga não registrada ou volume mal distribuído. Se você olhar a sua planilha e não conseguir mostrar que as cargas dos principais exercícios subiram nos últimos seis meses, o problema não é hormonal. Quarto, sobre a terapia pós-ciclo, e aqui não vou dar dose porque isso é prescrição, mas há dois princípios que evitam erro. O primeiro é o momento de início: com Durateston, que contém decanoato e isocaproato de meia-vida longa, começar cedo demais é inútil, porque o SERM tenta destravar um eixo que a testosterona remanescente ainda está suprimindo. O início se calcula a partir da eliminação do éster mais longo da mistura. O segundo é que o critério de encerramento não é o calendário, é o exame: testosterona total, LH e FSH repetidos algumas semanas após o fim mostram se o eixo voltou ou não. Terminar por prazo fixo sem confirmar recuperação é o erro mais comum, e é assim que se chega ao uso contínuo sem ter decidido por ele. Ainda sobre exames, você escreveu que está tudo na normalidade, mas sem números não dá para dizer nada. O painel que faz sentido antes de começar inclui testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina, hemograma com hematócrito, perfil lipídico completo, TGO, TGP, GGT, creatinina e pressão arterial aferida. Esse painel serve como linha de base, e sem ele você não terá com o que comparar depois. Um ponto final que quase nunca aparece nessa idade e que vale considerar antes e não depois. Testosterona exógena suprime LH e FSH e, com isso, a produção de espermatozoides. A recuperação após o ciclo costuma acontecer, mas leva meses e não é garantida em todos os casos, especialmente com usos repetidos. Aos 23 anos e sem filhos, congelar sêmen antes do primeiro ciclo é barato perto do custo de descobrir um problema anos depois, e é a única medida dessa lista que não tem como ser tomada retroativamente. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Tamanho do seu Bíceps?
@intensetrainboy, tópico de enquete, mas ele expõe três coisas que valem ser ditas, e a primeira explica a confusão que aparece nas próprias respostas. Medida de braço só significa alguma coisa se o método for padronizado, e quase ninguém padroniza. Existem duas medidas diferentes e elas não são intercambiáveis. A primeira é com o braço relaxado, pendendo ao lado do corpo, com a fita no ponto de maior circunferência, aproximadamente no meio entre o ombro e o cotovelo. A segunda é com o braço contraído, cotovelo a noventa graus, punho girado para cima e bíceps contraído ao máximo. A diferença entre as duas costuma ficar entre dois e quatro centímetros na mesma pessoa. Some a isso que medir logo após treinar braço infla o resultado em um a dois centímetros por causa do acúmulo de sangue e água, e que apertar a fita muda tudo. Resultado: metade das divergências deste tópico não é diferença de braço, é diferença de método. O padrão que serve para comparar consigo mesmo ao longo do tempo é simples. Sempre no mesmo braço, sempre relaxado ou sempre contraído, mas nunca alternando, fita paralela ao chão, encostada na pele sem comprimir, no mesmo horário do dia e antes do treino, nunca depois. Anote qual das duas versões você está usando. Isso responde ao caso dos 43 centímetros com 57 quilos, que o próprio autor corrigiu depois para 38. Vale a âncora de plausibilidade: circunferência de braço acompanha massa corporal total, porque músculo não cresce isolado. Em homem natural, braço relaxado na casa dos 40 centímetros costuma vir acompanhado de peso corporal bem acima de 90 quilos. Números muito acima disso em corpos leves são, invariavelmente, erro de medida, fita no lugar errado ou braço contraído comparado com braço relaxado de outra pessoa. A segunda coisa é contraintuitiva e útil para quem está perseguindo circunferência. O bíceps não é o principal responsável pelo tamanho do braço. O tríceps ocupa a maior parte do volume do braço, algo em torno de dois terços, porque tem três cabeças e ocupa toda a face posterior, enquanto o bíceps ocupa apenas a anterior. Quem quer aumentar a medida da fita ganha mais treinando tríceps do que somando mais séries de rosca. Na prática, isso significa incluir trabalho com o braço acima da cabeça, como tríceps francês e extensão na polia alta por trás da cabeça, que é onde a cabeça longa do tríceps é alongada e mais estimulada, e não apenas empurrar na polia com o cotovelo colado ao corpo. Vale acrescentar que o formato, o famoso pico do bíceps, é determinado pelo comprimento do ventre muscular e pelo ponto de inserção do tendão, que são características herdadas. Você pode aumentar o tamanho do músculo, não pode mudar onde ele começa e termina no seu osso. A terceira, e a mais importante, é para os participantes de 15 anos que apareceram no tópico. Existe uma crença muito difundida de que treinar com peso nessa idade atrapalha o crescimento por causa das cartilagens de crescimento. Isso não se confirma. Treinamento de força supervisionado, com técnica adequada e progressão sensata, é considerado seguro em crianças e adolescentes pelas principais entidades de pediatria e de medicina do esporte, e não há evidência de que reduza a estatura final. O risco real existe, mas está em outro lugar: tentativas de carga máxima com técnica ruim e sem supervisão, que podem lesionar a placa de crescimento. Ou seja, o que protege não é evitar peso, é aprender o movimento com carga moderada antes de buscar número alto. E, para essa faixa etária especificamente, uma expectativa realista vale mais que qualquer ficha de treino: aos 15 anos boa parte do que vai definir o tamanho do braço daqui a alguns anos é o próprio amadurecimento hormonal e o ganho de peso corporal que vem com ele. Dois meses de treino com 68 quilos e um metro e setenta e cinco não é um estágio a ser corrigido, é o começo normal. A comparação de circunferência entre pessoas em fases diferentes de maturação não diz quase nada. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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NO2 ARNOLD NUTRITION - Alguém já tomou?
@Eduardo Horvath, respondendo à categoria em vez da marca, porque o que vale saber se aplica a todos os produtos vendidos como NO2. Eles são, essencialmente, arginina, geralmente na forma de alfa-cetoglutarato de arginina. A premissa é que a arginina é o substrato da enzima que produz óxido nítrico, então mais arginina produziria mais óxido nítrico, mais vasodilatação e mais entrega de nutrientes ao músculo. A premissa bioquímica está certa. O que falha é a etapa entre engolir a cápsula e a arginina chegar à circulação. A arginina ingerida por via oral sofre degradação intensa antes de chegar ao sangue, pela ação da enzima arginase no intestino e no fígado, no chamado metabolismo de primeira passagem. O resultado é que a elevação da arginina plasmática após doses orais convencionais é pequena e inconsistente, e os estudos que mediram desempenho, fluxo sanguíneo e marcadores de óxido nítrico com arginina oral em pessoas saudáveis não mostraram efeito consistente. É a explicação de por que a categoria inteira decepciona tanta gente, incluindo os relatos deste próprio tópico. O caminho que contorna esse obstáculo é a citrulina, que escapa em boa parte desse metabolismo de primeira passagem e é convertida em arginina no rim, elevando a arginina plasmática de forma mais eficiente do que a própria arginina ingerida. Na prática, citrulina malato na faixa de 6 a 8 gramas cerca de uma hora antes do treino. A outra opção com evidência razoável é nitrato dietético, do suco de beterraba e de folhas verde-escuras, que aumenta óxido nítrico por uma via independente da arginina. Um detalhe da posologia que você descreveu: duas cápsulas em jejum pela manhã e duas antes do almoço. Se o objetivo é vasodilatação durante o treino, tomar de manhã e ao meio-dia não faz sentido cronológico. Efeito agudo precisa estar acontecendo na hora da sessão. Sobre o relato de outro participante, de aumento no supino de 30 para 35 quilos junto com vascularização mais aparente, vale a explicação em vez do rótulo de placebo. Um aumento de cinco quilos no supino em quem está começando é o ganho esperado das primeiras semanas de treino, e ele vem em grande parte de adaptação neural, ou seja, melhor recrutamento e coordenação das fibras, antes mesmo de haver hipertrofia significativa. Isso teria acontecido tomando o produto ou não. Já a vascularização depende principalmente de percentual de gordura subcutânea, e no curto prazo varia muito com temperatura ambiente, hidratação e carboidrato ingerido no dia. O que a pessoa sentiu foi real, a atribuição é que provavelmente estava no lugar errado. Agora o ponto mais útil para você, que estava montando o arsenal. Você mencionou comprar creatina para fazer uns ciclos. Creatina não se cicla. Essa ideia vem por analogia com hormônios e não se aplica: ela não suprime nenhuma produção endógena de forma relevante, não gera dependência e não perde efeito com o uso continuado. O mecanismo é saturar o estoque de fosfocreatina do músculo, e esse estoque precisa ser mantido cheio, o que significa 3 a 5 gramas por dia, todo dia, inclusive nos dias sem treino, por tempo indeterminado. Interromper apenas esvazia o estoque ao longo de algumas semanas e obriga a começar de novo. É, de longe, o suplemento com melhor relação entre evidência e preço, e ela deveria vir antes de qualquer NO2 na sua lista de compras. Somando tudo, a ordem de prioridade para quem está começando é: comer o suficiente com proteína entre 1,6 e 2,2 gramas por quilo, treinar com progressão de carga registrada, e creatina contínua. Whey entra como conveniência quando falta comida. Hipercalórico e NO2 são os dois itens de menor retorno por real gasto da lista que você descreveu.
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Matéria-prima da Growth Supplements é boa?
@jpedro, não comento marcas, mas a pergunta por trás do tópico é boa e tem resposta técnica: o que significa exatamente comprar whey como matéria-prima, e o que muda de fato. Primeiro, o essencial que quase ninguém sabe. A proteína do soro do leite não é fabricada pelas marcas de suplemento. Ela é produzida por um número relativamente pequeno de grandes processadores de laticínios no mundo, empresas que recebem o soro excedente da produção de queijo e o transformam em concentrado ou isolado em pó. As marcas compram desses fornecedores, adicionam aroma, edulcorante, espessante e enzimas, embalam e vendem. Isso significa que a base de dois produtos com preços muito diferentes é, com frequência, exatamente a mesma. A diferença de preço está no que vem depois da proteína, não na proteína. Daí vem a lógica do produto vendido como matéria-prima, ou seja sem sabor, a granel. Você está comprando o pó no estágio anterior, sem o custo de aromatização, sem edulcorante e com embalagem mais simples. Feita a conta que importa, que é preço por grama de proteína, esse formato costuma ser genuinamente mais barato. Nesse aspecto o entusiasmo do tópico procede. O que muda, e onde mora o risco real, não é a origem do pó. É a cadeia depois dele. Um produto acabado de marca sai da fábrica lacrado, com lote e validade rastreáveis. Um produto fracionado e reembalado passa por uma etapa a mais, e é aí que aparecem os problemas: reembalagem em ambiente sem controle sanitário, ausência de identificação de lote, mistura de lotes diferentes, e a possibilidade de diluição com carga barata. O ponto não é desconfiar do granel por princípio, é entender que ele exige verificar coisas que no produto lacrado já vêm resolvidas. O que checar antes de comprar, em qualquer caso. Se há registro ou notificação junto à Anvisa e se o fabricante ou fracionador está identificado no rótulo com CNPJ e endereço. Se há lote e validade impressos, e não apenas etiqueta colada. Se o vendedor fornece o certificado de análise do lote, documento que os fornecedores emitem informando teor proteico, umidade e contagem microbiológica. E se a tabela nutricional declara a proteína por porção de forma clara, sem se esconder atrás de um blend proteico genérico. Vale também o alerta sobre rótulo que já vale para o mercado inteiro: como as análises tradicionais estimam proteína a partir do nitrogênio total, é possível inflar o número declarado adicionando aminoácidos livres baratos como glicina e taurina. Se na lista de ingredientes aparecerem aminoácidos isolados logo depois da proteína, desconfie do teor anunciado. Se a dúvida sobre um produto específico persistir, existe um caminho oficial e gratuito que quase ninguém usa: a Vigilância Sanitária do seu município aceita denúncia e pode encaminhar análise fiscal do produto. Sai mais barato que qualquer laboratório particular e o resultado tem valor formal. Duas expectativas práticas, para não haver surpresa. Proteína sem sabor tem gosto que remete a leite em pó azedo e dissolve pior que a versão pronta, então é comum precisar bater com fruta, cacau ou canela. E concentrado sem sabor contém lactose, o que importa se você tiver intolerância. Por fim, o critério que decide tudo isso continua sendo o mesmo, independentemente de marca ou formato: divida o preço pelo total de gramas de proteína dentro da embalagem e compare esse número. Ele resolve a pergunta melhor que qualquer opinião sobre marca, inclusive a minha.
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Relato: Black Viper dragon Pharma
@Kabrunco, o relato fecha bem e o resultado veio, mas há uma sequência de produtos citada ao longo do tópico que merece contexto, porque o que ficou registrado aqui como saudade é, em pelo menos um caso, um episódio bem documentado de dano grave. Sobre o OxyElite Pro, citado como o melhor de todos. Ele saiu do mercado por motivo concreto. Em 2013, o Departamento de Saúde do Havaí identificou um agrupamento de casos de hepatite aguda não viral em pessoas previamente saudáveis. A investigação conduzida com a FDA e o CDC chegou a dezenas de casos, com mais de vinte hospitalizações, dois transplantes de fígado e ao menos uma morte. O produto foi recolhido em novembro daquele ano, e o ingrediente sob suspeita era a aegelina, que a fabricante não conseguiu comprovar como segura para consumo humano. Antes disso, no mesmo ano, a empresa já havia sido obrigada a destruir estoque de outra formulação do mesmo produto, essa contendo DMAA. Sobre o DMAA e a efedrina, que a administração do fórum identificou na fórmula do Black Viper. Eles não foram banidos por preciosismo regulatório. O DMAA, ou 1,3-dimetilamilamina, é um simpatomimético que provoca vasoconstrição e elevação aguda da pressão arterial, e acumulou relatos de hemorragia cerebral, infarto do miocárdio e morte, incluindo casos em militares norte-americanos jovens e saudáveis, o que levou à retirada do produto das bases. Efedrina tem histórico semelhante de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares. E é por isso que vale rever a frase de que o colateral foi aceitável, as palpitações e tal. Palpitação sob estimulante não é um preço a pagar pelo efeito, é o próprio mecanismo de risco se manifestando. É o mesmo fenômeno que produz os desfechos graves, apenas em intensidade menor naquele momento. Vale o mesmo para as náuseas do início. Agora o ponto que mais importa, porque é presente e não passado: o clembuterol que você mencionou estar usando. Ele não é medicamento aprovado para uso humano no Brasil. É um agonista beta-2 de ação prolongada, e a característica que mais preocupa é a meia-vida longa, na ordem de mais de um dia, o que faz o composto acumular com uso diário. As consequências previsíveis são taquicardia sustentada, tremor de extremidades, insônia e cãibras, essas últimas ligadas à queda de potássio, já que agonistas beta-2 deslocam potássio para dentro das células. O problema maior, porém, é o coração. Existe um conjunto consistente de evidência experimental mostrando que o clembuterol em doses supraterapêuticas produz hipertrofia do músculo cardíaco, morte de cardiomiócitos e fibrose, além de favorecer arritmias. Diferente do efeito estimulante, que a pessoa sente e pode calibrar, esse é silencioso e cumulativo. Há ainda a taquifilaxia, ou seja, os receptores beta-2 se dessensibilizam com o uso contínuo, e o efeito de perda de gordura, que em humanos já é modesto, diminui em poucas semanas, enquanto o efeito cardíaco não se dessensibiliza junto. É a pior combinação possível: o benefício some e o risco fica. Se você vai manter o uso, o mínimo é aferir pressão e frequência cardíaca em repouso regularmente, dosar potássio, e procurar avaliação com eletrocardiograma. Palpitação persistente, dor no peito, falta de ar aos esforços habituais ou desmaio são motivo de parar e procurar atendimento no mesmo dia. Dois pontos finais sobre o seu histórico. As três hérnias lombares que você relatou não são motivo para abandonar o treino de forma permanente. Exercício progressivo, incluindo fortalecimento de core e trabalho de quadril e glúteo, é hoje parte do tratamento e não o oposto dele. O que muda é a progressão, que precisa ser mais lenta e supervisionada, e a seleção inicial de exercícios. E, sobre o plano de usar hormônio em abril com exames e acompanhamento de nutrólogo, a ordem que você propôs está certa, exame antes e não depois. Só acrescento que, no seu caso, esse painel precisa incluir avaliação cardiovascular, e não apenas hormonal e hepática, justamente por causa do histórico de estimulantes potentes e do clembuterol em uso. Um coração que já vem de anos de DMAA, efedrina e agonista beta-2 merece ser olhado antes de receber mais uma camada. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.