Pular para o conteúdo

Toda a Atividade

Este fluxo atualiza automaticamente

  1. Última hora

  2. @catita, a sua pergunta principal era sobre confiabilidade do produto manipulado, e ela acabou não sendo respondida de forma direta. Vou por ela, porque é a mais importante do seu caso. Existe uma diferença grande entre dois caminhos que costumam ser tratados como equivalentes por aqui. Um é farmácia de manipulação regular, com licença sanitária, farmacêutico responsável técnico identificável e aviamento mediante receita. O outro é fornecedor, site ou laboratório não regulamentado. O primeiro tem rastreabilidade e responsabilidade legal por trás. O segundo não tem nada disso, e a diferença aparece quando esses produtos são analisados quimicamente. Nos levantamentos que compram e analisam produtos do mercado paralelo, a taxa de adulteração varia entre dezoito e oitenta e seis por cento conforme o estudo. Em um deles, mais da metade das amostras estava com rótulo errado ou continha substância diferente da declarada, e só quatro produtos bateram com o esperado dentro de uma margem de cinco por cento. Cerca de vinte e um por cento das amostras apresentaram contaminação por metais pesados, incluindo chumbo, arsênio e cádmio, e em torno de trinta e cinco por cento estavam significativamente superdosadas. Esse último número é o que mais importa para você especificamente. Todo o raciocínio de segurança em ciclo feminino se apoia em dose baixa. Cinco miligramas é justamente a dose que mantém o risco de virilização pequeno. Se a cápsula que você tem na mão contém o dobro ou o triplo do que diz o rótulo, o plano inteiro deixa de valer, e você descobre isso pelos efeitos, não pela embalagem. Por isso, no caso da mulher, a procedência não é um detalhe burocrático, ela é parte central do controle de risco. Respondendo então de forma prática. Manipulação em farmácia com registro e receita é o caminho que dá alguma garantia. Fornecedor não é. E indicação nominal de laboratório é justamente o tipo de coisa que este fórum não permite, com razão, porque ninguém aqui tem como verificar lote nenhum. Sobre o resto, o @Foston e o @Joulker te deram boas orientações e não vou repetir. Ficar em cinco miligramas é a decisão certa e a mais difícil de sustentar, porque a tentação de aumentar aparece quando os resultados desaceleram. Vale lembrar que em mulher os efeitos que não regridem, que são engrossamento de voz e aumento do clitóris, dependem de dose e de tempo de exposição. Acne e queda de cabelo costumam regredir. Essa fronteira é a informação que mais falta para quem está decidindo, e ela é o motivo pelo qual dose baixa é tão enfatizada. Sobre o DIU de cobre, sua escolha é boa e vale explicar por quê, porque isso conecta com um assunto que aparece muito por aqui. A oxandrolona é classificada como categoria X na gravidez, ou seja, contraindicada, por risco de masculinização do feto feminino. Então contracepção eficaz faz parte da segurança de quem usa, e um método não hormonal resolve isso sem a preocupação que leva tanta gente a abandonar o anticoncepcional. Muita mulher para o método por conselho de fórum e fica sem nada justamente enquanto usa a substância. Você não caiu nisso. Agora preciso discordar de um ponto, com todo o respeito ao Foston, que foi quem mais ajudou aqui. Ele disse para você ter certeza de que o seu percentual de gordura se deve, em parte, ao fato de você não usar contraceptivo hormonal. Essa relação não se sustenta na literatura. Uma revisão sistemática com meta análise avaliou o efeito do contraceptivo hormonal sobre hipertrofia, força e potência em resposta ao treino de força e não encontrou prejuízo, e trabalhos posteriores encontraram até hipertrofia discretamente maior em usuárias. Existe influência hormonal sobre distribuição de gordura e retenção de líquido, isso é real, mas atribuir o seu percentual à ausência da pílula é ir além do que os dados permitem. O seu resultado veio do treino consistente desde dois mil e dezesseis e da alimentação que você já cuida. Sobre a sua dúvida do percentual, entre os quinze por cento do adipômetro e os dezoito que você estimou comparando com fotos, eu daria mais crédito ao adipômetro, e nenhum à comparação visual com imagens da internet. Fotos variam com iluminação, ângulo, hidratação e tratamento de imagem, e comparar o próprio corpo com elas é a forma mais rápida de chegar a uma conclusão errada. Mas o ponto que interessa mais é outro. O valor absoluto do adipômetro tem margem de erro, então o número em si vale pouco. O que vale muito é a série. Se você repetir a avaliação com o mesmo avaliador e o mesmo aparelho ao longo dos meses, a variação entre as medidas te diz com precisão razoável se você está indo na direção certa. Meça sempre nas mesmas condições e olhe a tendência, não o número isolado. Sobre as recomendações de macronutrientes que você recebeu, um pequeno reparo. A faixa de dois a três gramas de proteína por quilo tem o topo acima do necessário. A evidência sustenta algo em torno de um vírgula seis a dois vírgula dois gramas por quilo para quem treina, e o que passa disso é caloria cara sem retorno proporcional. Para você, com sessenta e sete quilos, isso dá aproximadamente cento e dez a cento e cinquenta gramas por dia. E um último ponto sobre o que você mesma escreveu. Você saiu de cinquenta e sete para sessenta e sete quilos treinando, sem usar nada, e com uma alimentação que você descreve como cuidada mas não estrita. Dez quilos de ganho é uma resposta muito boa. Isso significa que você responde bem ao estímulo, e que a peça que ainda falta é justamente a que ficou pendente no tópico, que é organizar a alimentação de forma consistente. Você chegou a dizer que ia postar o treino e a dieta e a conversa parou aí. Se quiser retomar, essa parte é a que vai te render mais, com ou sem ciclo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  3.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Primeiro ciclo | Oxandrolona 5mg
  4.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Primeiro ciclo | Oxandrolona 5mg
  5.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Primeiro ciclo | Oxandrolona 5mg
  6.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Primeiro ciclo | Oxandrolona 5mg
  7.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Primeiro ciclo | Oxandrolona 5mg
  8.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Primeiro ciclo | Oxandrolona 5mg
  9. @kunzl, você fez duas perguntas neste tópico que receberam resposta tranquilizadora e que, na minha leitura, mereciam o contrário. Vou pelas duas, e depois pelo resto. A primeira é sobre o Lipo 6 Black. Você contou que toma remédio para ansiedade há anos e perguntou justamente se havia problema em misturar. A resposta que recebeu foi que não havia. Eu discordo, e o motivo está na composição desse produto. As formulações dessa linha costumam conter, além de cafeína em dose alta, sinefrina, ioimbina e rauwolscina, que é uma substância aparentada da ioimbina. E a ioimbina tem uma característica que a torna especialmente inadequada para o seu caso. Ela é usada em pesquisa justamente como agente que provoca ansiedade e pânico, porque bloqueia receptores alfa dois adrenérgicos e dispara descarga de noradrenalina. Em estudos, ela induziu crises de pânico que preenchiam critério diagnóstico, e pessoas com transtorno de pânico reagem de forma mais intensa do que controles. A orientação corrente é que quem tem transtorno de ansiedade ou de pânico evite a substância. Some a isso que ela interage com antidepressivos, e essa interação não é assunto para resolver por conta própria. E que ela eleva pressão arterial e frequência cardíaca, o que se soma ao efeito da cafeína e da sinefrina no mesmo cápsula. Então a orientação é o oposto da que você recebeu. Não use esse produto sem falar com o médico que acompanha a sua ansiedade, mostrando o rótulo. E, aliás, o Locemar fez um alerta correto quando disse para verificar se é o original importado ou a versão nacional, porque a fórmula muda bastante entre elas. A segunda é mais séria. Você escreveu, ao final do ciclo, que a sua menstruação estava onze dias atrasada. A resposta que apareceu tratou o atraso como consequência hormonal do ciclo, e de fato a supressão do eixo hipotálamo hipófise ovário causa isso. Mas tem um passo que precisa vir antes. Você contou, na primeira mensagem, que tinha parado o anticoncepcional havia vinte dias. Ou seja, você passou o ciclo inteiro sem método contraceptivo hormonal. E a oxandrolona é classificada como categoria X na gravidez, contraindicada por risco de masculinização do feto feminino. Diante disso, atraso menstrual de onze dias em mulher sem método contraceptivo é situação em que a primeira coisa a fazer é excluir gravidez, com teste, antes de atribuir o atraso ao ciclo. Não é alarmismo, é a ordem correta de investigação, e ela muda a conduta completamente. Se você chegou a fazer, ótimo, e desconsidere. Se não fez na época, fica o registro para as muitas mulheres que chegam a este tópico pela busca na mesma situação, porque parar o anticoncepcional antes de ciclar virou um conselho comum por aqui e ele deixa exatamente essa lacuna. Sobre as estrias vermelhas que apareceram, um ponto prático que faz diferença. A fase avermelhada ou arroxeada é a fase ativa, e é justamente a janela em que o tratamento funciona melhor. Depois que elas embranquecem, o resultado de qualquer tratamento cai muito. Óleo e hidratante ajudam pouco nesse aspecto. Se isso te incomoda, vale dermatologista enquanto ainda estão vermelhas, e não depois. Sobre a cãibra na garganta que te travou, entendo o susto. Vale mencionar ao seu médico, principalmente porque você teve inchaço importante em mãos, pés e rosto no mesmo período, e essa combinação merece uma olhada. Eu não assumiria potássio baixo sem exame, porque isso se mede. Agora alguns reparos técnicos no que foi dito ao longo do tópico, porque este relato tem quase dez mil visualizações e essas informações se espalham. Sobre o arroz integral ser carboidrato de alto índice glicêmico, isso não procede. O arroz integral tem índice glicêmico moderado, mais baixo que o do arroz branco, justamente por causa da fibra. Ele não era o problema da sua dieta. Sobre abacate ser precursor de IGF-1 e de GH, isso também não procede. Abacate é uma excelente fonte de gordura monoinsaturada e vale estar na dieta por isso, mas ele não é precursor desses hormônios. Sobre a água, você estava bebendo três litros e recebeu a orientação de não passar de dois a dois e meio. Três litros por dia, para uma pessoa que treina, não é excesso e não causa desequilíbrio eletrolítico. Esse limite não tem base. E sobre a afirmação, logo no começo do tópico, de que a oxandrolona tem efeito lipolítico e reduz celulite, o seu próprio relato desmentiu isso. Na sexta semana você escreveu que os ganhos de massa estavam bons mas que secar não aconteceu, e o Locemar registrou corretamente que aquilo era mais uma prova de que a oxandrolona não serve para secar. Sobre a celulite especificamente, ela não é gordura, é uma questão de arquitetura dos septos fibrosos que ligam a pele às camadas profundas, e nenhuma substância anabolizante altera isso. É por isso que celulite aparece em mulher magra. Sobre os quatro quilos em duas semanas que te espantaram, isso foi principalmente água e glicogênio, e você fez bem em desconfiar na hora. Não existe construção de quatro quilos de músculo nesse prazo. Sobre a dose, o @Foston tem razão. Você subiu de quinze para trinta miligramas por dia, e foi a partir daí que vieram acne intensa, inchaço e estrias. Colateral em mulher acompanha dose de perto, e a faixa que costuma entregar resultado com muito menos problema fica entre cinco e dez miligramas. @AAdriana_Silva, você perguntou três vezes como distribuir a alimentação treinando às sete da manhã e ninguém respondeu, então vou responder. Treinar cedo simplifica mais do que complica. Se você acorda pouco antes, não precisa de refeição grande antes do treino, e uma fonte rápida de carboidrato como uma banana, ou até nada, funciona bem para a maioria. O que importa de fato é o total do dia, não a janela. Depois do treino, faça a sua primeira refeição completa, com proteína e carboidrato, e distribua o restante da proteína em três a quatro refeições ao longo do dia. Se você treina em jejum e sente tontura, fraqueza ou queda de rendimento, aí sim vale colocar algo antes. E se o seu objetivo for ganho de massa, o cuidado maior é não terminar o dia abaixo do total calórico, o que é comum em quem treina cedo e come pouco de manhã. Um comentário geral sobre a dieta que foi discutida aqui. Você mesma escreveu que sentia muita fome, principalmente à noite e de madrugada, e que a calculadora indicava perto de dois mil seiscentos e oitenta calorias para ganhar. Fome persistente desse tipo quase sempre significa comida de menos, não falta de disciplina. E vale notar que boa parte das sugestões que você recebeu foi na direção de cortar ainda mais carboidrato, enquanto o seu objetivo declarado era ganhar massa. São direções opostas. E fica o registro, para quem chega hoje pela busca, de que desde abril de dois mil e vinte e três a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho. Vale acrescentar que nutricionista não prescreve medicamento, conforme a Lei oito mil duzentos e trinta e quatro e a Resolução do Conselho Federal de Nutricionistas seiscentos e cinquenta e seis. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  10.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Primeiro ciclo oxandrolona - mulher
  11.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Primeiro ciclo oxandrolona - mulher
  12.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Primeiro ciclo oxandrolona - mulher
  13.    Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico: Primeiro ciclo oxandrolona - mulher
  14. @Fehcrespo, você levantou uma preocupação sem saber que ela era a mais importante do tópico. Quando escreveu que o gel ficou embaixo da manga da camiseta e que passou o dia se esquivando das pessoas, você tinha razão em se preocupar, só que pelo motivo errado. O problema não é perder produto, é transferir para os outros. Testosterona em gel passa de pele para pele. Isso não é teoria, é o motivo pelo qual esses produtos carregam uma advertência em tarja destacada na bula, do tipo mais grave que existe, especificamente sobre exposição secundária. Já foram relatados casos de virilização em crianças que tiveram contato com a pele de adultos em uso. Os sinais descritos incluem aumento de pênis ou clitóris, aparecimento de pelos pubianos, ereções, aumento de libido, comportamento agressivo e avanço da idade óssea. Na maioria dos casos isso regrediu quando a exposição cessou. Mas em alguns, a genitália aumentada não voltou completamente ao tamanho normal para a idade, e a idade óssea permaneceu adiantada. Ou seja, tem uma parte que pode não voltar atrás, e a vítima é uma criança que não escolheu nada disso. O mesmo vale para mulheres, e existe um cuidado adicional com gestante, porque testosterona transferida pela pele pode virilizar um feto feminino. Por isso as precauções são simples mas não são opcionais. Lavar bem as mãos com água e sabão logo depois de aplicar. Deixar secar completamente e cobrir a área com roupa antes de contato com qualquer pessoa. Lavar a região antes de contato pele a pele. Não deixar a área exposta em casa se houver criança. E cuidado com toalha, lençol e roupa de cama compartilhados. Isso muda também a orientação que você recebeu de aplicar em antebraço ou de espalhar pela maior extensão possível. Quanto maior a área exposta e quanto mais descoberta, maior o risco de transferência. Coxa interna e abdome, que ficam cobertos por roupa, são mais seguros nesse aspecto do que antebraço e tríceps. Vale conversar isso com o seu endocrinologista, principalmente se houver criança na casa. Agora sobre a sua pergunta de por que você não sentiu quase nada em cinco semanas, eu acho que a explicação está na dieta, e não na dose. Você mesmo contou que a sua ingestão fica abaixo das duas mil e quinhentas calorias que a calculadora indicou como ponto de perda de peso, e o @Toxi apontou isso ao dizer que era pouco para o seu tamanho e que o metabolismo cobra o preço. Ele está certo, e vale explicar por quê. Essas substâncias não criam tecido do nada, elas aumentam a eficiência com que você constrói a partir do que come. Em déficit calórico grande, o teto do que elas podem entregar é baixo por definição. Você está pedindo construção enquanto fornece pouco material. Sentir pouca diferença nesse cenário é o resultado esperado, e não sinal de que o ciclo falhou. Sobre a discussão da cetose, vocês dois estavam metade certos e vale desempatar, porque a confusão é comum. Entrar em cetose é rápido, e com restrição abaixo de trinta a cinquenta gramas de carboidrato leva mesmo cerca de quarenta e oito a setenta e duas horas, com o critério de corpos cetônicos acima de zero vírgula cinco milimol por litro, exatamente como o Toxi citou. O que leva semanas é outra coisa, que é a adaptação, ou seja, o organismo ficar eficiente em usar gordura e corpos cetônicos como combustível principal. São dois fenômenos diferentes com prazos diferentes. E o Toxi está certo no ponto prático. Fazendo carb up todo fim de semana, você fica entrando e saindo, e nunca chega na adaptação, que é justamente a parte que traz os benefícios que se atribuem à dieta. Se o objetivo é usar cetogênica de verdade, o refeed quinzenal que você mesmo cogitou faz mais sentido do que o semanal. E vale registrar o que importa acima de tudo isso, que é o total calórico. Cetogênica não emagrece por ser cetogênica, emagrece por criar déficit. Sobre a parte hormonal do protocolo, tem um ponto que o @FitCoupleHim levantou logo no começo e que eu reforçaria com força. Você está usando tamoxifeno e anastrozol todos os dias, do início ao fim, de forma preventiva. Eu não faria isso, e os seus próprios exames explicam por quê. Seu estradiol estava em trinta e três vírgula nove e caiu para vinte e quatro vírgula sete depois do mês de exemestano. Vinte e quatro já é uma faixa baixa para homem. Entrar num ciclo com anastrozol diário a partir desse ponto de partida aumenta bastante a chance de derrubar o estradiol abaixo do necessário. E estrogênio baixo demais no homem produz dor articular, queda de libido, dificuldade de ereção, humor ruim e, em uso prolongado, perda de densidade óssea e piora do perfil lipídico. Repare que isso pode explicar parte do que você relatou. Você disse que não sentiu alteração de libido e que ela nunca foi grande. Estradiol baixo é uma das causas clássicas disso, e é justamente o que o anastrozol diário tende a produzir. Vale pedir estradiol junto com testosterona no próximo exame e conversar com o seu médico sobre usar o anastrozol apenas se houver necessidade, e não de rotina. E aqui vai um mérito seu que passou despercebido. Você fez um experimento de um mês com exemestano para tentar aumentar testosterona, mediu antes e depois, e o resultado foi testosterona praticamente igual e estradiol mais baixo. Isso é um dado seu, obtido por você, e ele responde a uma pergunta que muita gente faz neste fórum. Inibidor de aromatase não é ferramenta para elevar testosterona de forma relevante em quem não tem indicação. Você testou e documentou. Vale mais do que opinião. Sobre a preocupação com o peito, o FitCoupleHim te deu os sinais certos para diferenciar. Sensibilidade ou coceira no mamilo e nódulo palpável embaixo da aréola apontam para ginecomastia, enquanto gordura difusa sem nódulo aponta para acúmulo local. Acrescento que saída de secreção esbranquiçada merece dosagem de prolactina, e que ginecomastia tem uma janela em que responde a tratamento clínico, depois da qual só cirurgia resolve. Como você tem exame e acompanhamento, é só levar a questão na consulta. Por último, sobre o HIIT diário sugerido, com hérnia de disco eu seria mais conservador do que a recomendação que você recebeu. Bicicleta é boa escolha, e o critério é a resposta da sua coluna nas vinte e quatro horas seguintes, não a vontade de acelerar o resultado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  15. Hoje

  16. @P.A, você pediu ajuda duas vezes e a sua dúvida principal, que é sobre a duração, tem uma resposta técnica objetiva. Vou por ela, e depois por um detalhe do desenho do seu protocolo que ninguém comentou e que me parece o problema real. Sobre curto ou longo, o @Gamma foi direto ao dizer doze semanas, e a intuição dele está certa, mas o motivo é mais específico do que apenas mais tempo ser melhor. A questão é farmacocinética. Qualquer substância injetável leva um tempo até atingir o patamar estável no sangue, e esse tempo depende da meia vida do éster. A regra geral é que se chega perto do platô depois de cerca de quatro a cinco meias vidas. O Durateston é uma mistura de quatro ésteres, e o mais lento deles é o decanoato, com meia vida na faixa de vários dias. Traduzindo para o seu caso, nas primeiras semanas você não está no nível que planejou, você está subindo em direção a ele. É por isso que um ciclo de seis semanas com Durateston é ruim. Você passa metade dele construindo a concentração e para justamente quando ela chega ao ponto. E o pior é que o preço não é proporcional. A supressão do seu eixo acontece rápido e acontece por inteiro, independentemente de o ciclo ser de seis ou de doze semanas. Ou seja, você paga a conta cheia da supressão e recebe uma fração do benefício. Essa é a razão concreta pela qual ciclo curto com éster longo não compensa. Vale notar que isso não é um argumento contra ciclos curtos em geral. Ele é um argumento contra combinar ciclo curto com éster de liberação lenta. Quem faz protocolo curto de verdade usa ésteres rápidos, justamente para o nível subir e descer depressa. Com Durateston, curto não funciona. Agora o ponto do desenho que eu acho mais importante, e que não apareceu na conversa. No seu esquema, a Durateston vai da primeira à sexta semana e a oxandrolona da quarta à nona. Isso significa que nas últimas semanas você fica só com a oxandrolona, depois que a testosterona já foi encerrada. Essa é a pior janela possível, e por um motivo específico. A oxandrolona é derivada de dihidrotestosterona e não aromatiza, ou seja, ela não vira estrogênio. Como ela suprime a sua produção própria mas não faz o papel da testosterona, você fica com testosterona baixa e estradiol baixo ao mesmo tempo. E o estradiol é peça central da libido masculina, além de participar de humor, articulação e osso. O resultado típico desse período é queda de libido, cansaço e humor ruim, exatamente quando a pessoa esperava estar colhendo o resultado do ciclo. Some a isso que estender o oral para além do injetável empurra a TPC para mais tarde, porque você só pode começar depois que tudo saiu, e aí você alonga o tempo total com o eixo desligado sem ganhar nada em troca. Se fosse ajustar, eu terminaria os dois juntos, ou terminaria o oral antes do injetável, nunca depois. E consideraria doses menores de oxandrolona do que os quarenta a cinquenta miligramas por dia que você escalonou, porque para o objetivo que você descreveu, que é qualidade e densidade, essa faixa não traz proporcionalmente mais resultado, mas traz mais impacto sobre HDL e mais custo. Sobre HDL, aliás, vale o registro. A oxandrolona derruba o colesterol bom, e num levantamento com praticantes de musculação o grupo em uso apresentou HDL em torno de vinte e quatro, contra referência acima de quarenta, voltando para quarenta e nove depois da interrupção. É reversível, mas não dá sintoma nenhum, então a única forma de acompanhar é com exame antes e depois. Pediria também transaminases, já que a oxandrolona é dezessete alfa alquilada, ainda que ela seja a mais branda dessa classe nesse aspecto. Um elogio ao seu raciocínio, porque ele foi melhor do que o da maioria. Você escolheu Durateston de farmácia justamente para ter garantia de originalidade. Isso é uma decisão acertada e vale explicar o quanto. Quando pesquisadores analisam quimicamente produtos de laboratórios não regulamentados, encontram taxas de adulteração que variam entre dezoito e oitenta e seis por cento conforme o estudo, com mais da metade das amostras de um dos levantamentos apresentando rótulo errado ou substância diferente da declarada, além de contaminação por metais pesados em cerca de vinte e um por cento das amostras. Houve inclusive um frasco rotulado como enantato de testosterona que continha trembolona e nenhuma testosterona. Só que esse mesmo raciocínio precisa valer para a outra ponta. Você resolveu a questão da testosterona indo à farmácia, mas a oxandrolona ficaria por manipulação ou por site, e aí você volta exatamente ao problema que tinha evitado. Sem certeza de dose, você não consegue controlar nem efeito nem risco. Se for manipular, que seja em farmácia com registro e responsabilidade técnica identificável, com receita, e não por contato de site. Sobre a TPC, o Gamma disse para reforçar e está certo, mas isso precisa de conteúdo. O que sustenta uma TPC é o modulador de receptor de estrogênio, tipicamente tamoxifeno, com ou sem clomifeno. Tribulus, ZMA, vitamina E e afins não recuperam eixo, e a pesquisa é bem consistente nesse ponto. E o momento de começar depende do éster mais lento do que você usou, que no caso do Durateston é o decanoato. Começar cedo demais faz o modulador trabalhar enquanto ainda há testosterona exógena circulando, e você desperdiça a TPC. Por fim, sobre a expectativa. Você escreveu que quer manter o máximo possível depois da TPC, e essa é a mentalidade certa. O que mais determina isso não é o ciclo, é o que acontece nos meses seguintes, com treino mantido, proteína adequada e calorias suficientes. Quem termina o ciclo e afrouxa a dieta perde rápido, e depois atribui a perda à substância ter saído. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  17. @Fernando Torres, sua pergunta ficou sem resposta e ela merece uma resposta honesta, ainda que não seja a que você esperava. Ninguém aqui tem como te dizer se um frasco de laboratório não regulamentado é bom, e isso não é falta de boa vontade, é impossibilidade técnica. Os produtos desse tipo não passam por controle de qualidade verificável, então o que está escrito no rótulo é uma promessa, não uma medida. E quando pesquisadores compram esses produtos e levam para análise química, o resultado é bem pior do que a maioria imagina. Os levantamentos mostram taxa de adulteração variando entre dezoito e oitenta e seis por cento conforme o estudo. Em um deles, mais da metade das amostras estava com rótulo errado ou continha substância diferente da declarada, e apenas quatro produtos bateram com o composto e a pureza esperados dentro de uma margem de cinco por cento. O caso mais ilustrativo desse trabalho foi um frasco rotulado como enantato de testosterona duzentos miligramas por mililitro que, na análise, continha cento e cinquenta e nove miligramas de trembolona e nenhuma testosterona detectável. Pare para pensar no que isso significa na prática. A pessoa acredita estar fazendo um ciclo de testosterona, monta a TPC para testosterona, espera os efeitos da testosterona, e está usando outra substância completamente diferente, com colaterais diferentes e comportamento diferente. Não existe protocolo que sobreviva a esse tipo de erro, porque a base da conta está errada. E tem a parte que ninguém associa a esse universo. Cerca de vinte e um por cento das amostras analisadas apresentaram contaminação por metais pesados, incluindo chumbo, arsênio e cádmio. Isso é injetado no músculo. Além disso, em torno de trinta e cinco por cento dos produtos estavam significativamente superdosados, ou seja, a pessoa toma bem mais do que pensa que está tomando. Então a resposta à sua pergunta é que não há como saber, e quem te disser que determinada marca é confiável está opinando sobre algo que não pode verificar. @HsRMonster, sobre o seu ciclo, tem um item que eu destacaria acima de todos os outros, e é a oximetolona. Ela é, entre os orais usados nesse meio, o mais agressivo ao fígado. O padrão descrito na literatura inclui hepatite colestática, peliose hepática, que são cavidades cheias de sangue no tecido do fígado, e, em uso prolongado, carcinoma hepatocelular. As enzimas hepáticas costumam subir já entre a segunda e a quarta semana de uso. Colocar justamente essa substância em um primeiro ciclo, aos vinte e um anos, é começar pelo item de maior risco da lista. Sobre o Organ Shield e produtos semelhantes vendidos como proteção hepática, eles não neutralizam o efeito de um dezessete alfa alquilado. Não existe suplemento que autorize usar oximetolona com tranquilidade. O que reduz risco é dose menor, tempo menor e acompanhamento de transaminases com exame de sangue, feito antes, durante e depois. Tem também um princípio de primeiro ciclo que vale mais do que qualquer ajuste de dose. Você planejou três substâncias simultâneas, sendo deca, enantato e oximetolona. O problema disso não é só somar riscos, é que você perde a capacidade de saber o que está acontecendo com você. Se aparecer queda de libido, você não vai saber se é a nandrolona pela via da prolactina, se é estradiol desregulado pela testosterona, ou outra coisa. Se as enzimas hepáticas subirem, você não vai saber quanto é da oximetolona. Se o humor mudar, idem. Primeiro contato serve justamente para conhecer a sua própria resposta, e isso exige uma variável de cada vez. A nandrolona merece um comentário à parte, porque ela é a que mais surpreende quem está começando. Sendo derivada de dezenove nor, ela tem atividade progestogênica e mexe com prolactina, e é por essa via que aparece a queda de libido e a dificuldade de ereção associadas a ela. Como não vem de estrogênio, tentar corrigir com inibidor de aromatase não funciona e pode piorar o quadro. Ela também tem recuperação de eixo mais lenta que a testosterona isolada e permanece detectável em exame por muitos meses. Agora sobre o problema que te trouxe aqui, porque acho que ele foi mal diagnosticado. Você descreveu que está preso em oitenta e seis quilos, que consegue baixar o percentual de gordura mas perde muito peso, e que ao voltar para oitenta e seis o percentual sobe de novo. Isso não é sinal de que você chegou ao teto natural. Isso é o comportamento normal de quem alterna fases sem controle fino, e tem duas causas comuns. A primeira é déficit agressivo demais na fase de corte, que faz perder massa magra junto com gordura, e a correção é reduzir mais devagar mantendo proteína alta e treino pesado. A segunda é ausência de registro de progressão de carga, que é o que faz o estímulo estagnar mesmo com anos de academia. Com um metro e oitenta e dois, oitenta e seis quilos e dezesseis por cento, aos vinte e um anos, você está num ponto em que ajustes de método ainda entregam bastante. E vale considerar o outro lado da conta. Aos vinte e um, o eixo hormonal ainda está em consolidação, e a supressão nessa faixa etária costuma cobrar recuperação mais difícil. Sobre a orientação que você recebeu, o @Emer.GT acertou em dois pontos que vale reforçar. Anastrozol só se houver necessidade, e não de rotina, porque derrubar estradiol demais produz dor articular, queda de libido e dificuldade de ereção, muitas vezes confundidas com o problema oposto. E sobre o tribulus, eu iria além, ele não faz o que se espera. Uma revisão sistemática de dez ensaios com quatrocentos e oitenta e três participantes não encontrou mudança no perfil androgênico na maioria deles. E fica o registro, para quem chega hoje pela busca, de que desde abril de dois mil e vinte e três a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  18. @gostosinho da mamãe Gomes, começo por você porque sua mensagem ficou sem resposta. Azia forte no segundo dia de uso não é algo para ignorar. Comprimido dessa classe irrita a mucosa do estômago, e a primeira medida é tomar sempre junto com refeição, nunca em jejum. Se mesmo assim persistir, se vier dor em queimação que acorda de madrugada, ou se aparecer fezes escuras como borra de café, vômito com sangue, dor forte no lado direito embaixo das costelas, urina escura ou amarelão nos olhos, aí não é azia comum e precisa de avaliação médica. Vale também revisar se você não está usando anti-inflamatório junto, porque a combinação aumenta bastante a agressão à mucosa. @maduda, agora o ponto central do seu tópico, e ele é a informação que mais falta para quem procura isso no Google. A oxandrolona não trata celulite, e o motivo não é dose nem tempo de uso. É que celulite não é gordura. Celulite é um problema de arquitetura do tecido conjuntivo. Existem tabiques de tecido fibroso, chamados septos, que ligam a pele às camadas mais profundas. O que produz o aspecto ondulado é a tração desses septos para baixo, somada ao espessamento e à fibrose deles ao longo do tempo. Tanto que a diferença entre homens e mulheres nesse aspecto é anatômica e não de gordura. Nos homens os septos se organizam de forma cruzada e mais densa, e a derme é mais espessa. Nas mulheres eles são mais paralelos e perpendiculares à superfície da pele, com derme mais fina. É por isso que celulite é comum em mulheres magras e rara em homens obesos. Isso muda tudo na sua expectativa. Você pode reduzir gordura e melhorar o aspecto geral, e vai melhorar mesmo, mas a estrutura que produz o afundamento continua lá. Nenhuma substância anabolizante altera septo fibroso. O @Locemar foi honesto ao te dizer que a oxandrolona não tira isso, e eu iria além, ela não é ferramenta para esse objetivo em nenhuma medida. Isso também explica uma coisa que te frustrou e que você contou. Você disse que já fez muitos procedimentos estéticos e que só via resultado durante o tratamento, e depois voltava. Faz sentido, porque a maior parte dos procedimentos comuns atua sobre gordura, líquido ou circulação, e nenhum deles mexe no septo. As abordagens com melhor evidência de melhora duradoura na literatura são justamente as que agem diretamente sobre esses septos fibrosos, por via mecânica, enzimática ou cirúrgica. Já os cremes, com cafeína, vitamina A e extratos botânicos, têm evidência limitada. Se você for investir dinheiro nisso de novo, vale escolher pelo alvo do procedimento, e essa conversa é com dermatologista. Sobre a atribuição da celulite ao anticoncepcional, aqui eu discordo do que foi dito, e você tem a prova no próprio relato. Não existe evidência científica de que a pílula cause celulite ou piore o quadro. O estrogênio participa da distribuição de gordura e da retenção de líquido, então existe uma relação hormonal geral, mas isso é diferente de dizer que o anticoncepcional foi o responsável. E repare no seu caso. Você está há oito meses sem pílula, usando DIU de cobre, e escreveu que diminuiu um pouco, mas não como gostaria. Se a pílula fosse a causa principal, oito meses sem ela teriam resolvido. O que você viveu é justamente o que a estrutura fibrosa explica. Aproveito para dizer que a sua escolha de DIU de cobre é boa e vale registrar por quê. Como método não hormonal, ele resolve uma questão importante para quem usa oxandrolona, que é categoria X na gravidez, ou seja, contraindicada por risco de masculinização do feto feminino. Muita mulher para o anticoncepcional por causa dos conselhos que circulam por aí e fica sem método nenhum justamente enquanto usa uma substância teratogênica. Você não caiu nessa. Sobre o episódio do quinto dia, quando você sentiu dor leve no peito e dificuldade de puxar o ar fundo, o desfecho sugere que o @Kami Back estava certo e que foi muscular, já que passou e não voltou. Fica só a regra para quem lê, porque essa queixa aparece bastante. Desconforto que piora ao respirar fundo e que muda conforme a posição do corpo costuma ser de parede torácica. O que precisa de avaliação é o oposto, dor que aparece ou piora com esforço e alivia no repouso, dor em aperto, irradiando para braço, pescoço ou mandíbula, com falta de ar, suor frio ou enjoo. Nesse caso é atendimento no mesmo dia. Sobre a dieta, dois reparos nos números que te passaram. Três gramas de proteína por quilo é bem acima do que a evidência sustenta, e a faixa que entrega o resultado para quem treina fica em torno de um vírgula seis a dois vírgula dois gramas por quilo, com o excedente sendo apenas caloria cara. E a orientação de não superar quinze gramas de carboidrato por quilo de massa muscular não corresponde a nenhuma recomendação usual, então eu não usaria isso como parâmetro. O que importa de fato é o total calórico coerente com o objetivo e a proteína dentro daquela faixa. Como o seu objetivo é reduzir gordura, você precisa de déficit, e vale notar que o conselho que você recebeu foi de somar trezentas a quinhentas calorias, o que é superávit e vai na direção contrária. Sobre o treino, o Locemar te deu o melhor conselho do tópico ao falar de intensidade, e aquele parágrafo sobre cronômetro e celular vale mais do que qualquer ciclo. Eu acrescentaria só uma coisa. O seu programa inteiro está em três séries de quinze, em todos os exercícios, sem exceção. Trabalhar sempre na mesma faixa e, principalmente, sem registrar progressão de carga, é o que costuma travar resultado em quem já treina há dois anos. Anote as cargas e busque aumentar ao longo das semanas, ainda que pouco. Sem esse registro, não existe sobrecarga progressiva, e sem sobrecarga progressiva o músculo não tem motivo para mudar. Uma última observação sobre a redução gradual da dose no fim do ciclo. Não existe necessidade fisiológica de desmame com oxandrolona, diferente do que acontece com corticoide, por exemplo. Não faz mal fazer, mas também não protege de nada. E o @ciclooxan disse uma coisa que merece ser repetida. Pelas suas medidas e pelo seu histórico, com dois anos de treino consistente e acompanhamento nutricional, você está exatamente no perfil de quem ainda tem muito a ganhar sem substância nenhuma. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  19. @WCBH, a premissa que abre o seu tópico está incorreta, e como ela sustenta o plano inteiro, começo por ela. A oxandrolona não é uma substância lipolítica. Ela não queima gordura, nem visceral nem subcutânea. Nenhum anabolizante queima. O que essa classe faz é ajudar a preservar massa magra enquanto o déficit calórico acontece, e é o déficit que retira a gordura. A fama de lipolítica vem do aspecto mais definido que ela dá em quem já está magro, porque não retém água, e isso foi confundido com perda de gordura ao longo dos anos. O melhor argumento contra a sua ideia está dentro do próprio tópico, no relato do @Tretado. Ele usou trinta miligramas por dia durante sessenta dias, saiu de cento e doze para cento e vinte quilos e terminou com o mesmo percentual de gordura. Ou seja, ganhou peso e não perdeu gordura nenhuma. E ele mesmo chegou na conclusão certa, que para emagrecer o caminho é dieta. Tem um ponto específico sobre fazer isso com trinta e um por cento de gordura, e ele é o motivo técnico pelo qual esse é o pior momento possível para incluir testosterona. A enzima aromatase, que converte testosterona em estradiol, está presente justamente no tecido adiposo. Quanto mais gordura corporal, mais aromatase disponível, e mais da testosterona aplicada vira estrogênio. Traduzindo, com trinta e um por cento você tem o cenário de maior risco de ginecomastia e de retenção de líquido de todo o espectro. É o oposto de estar preparado para um ciclo. E o @Arnaldo Santos. apontou exatamente isso quando comentou a retenção do Tretado. Some a isso a sua idade. Aos dezenove anos o eixo hormonal ainda está em consolidação, e a supressão nessa faixa tende a cobrar recuperação mais difícil do que em alguém de trinta. Agora o ponto que me preocupou mais no seu relato, e que ninguém comentou. Você escreveu que teve ótimos resultados com Black Mamba. As formulações conhecidas por esse nome costumam conter DMAA, que é a sigla de um estimulante chamado dimetilamilamina. Vale você conferir o rótulo do que usou, mas se for esse o caso, é importante saber o que é. O DMAA tem estrutura e comportamento próximos aos das anfetaminas. Ele é vasoconstritor, estreita vasos e artérias e eleva a pressão arterial. Os relatos de eventos adversos associados a ele incluem parada cardíaca, acidente vascular cerebral hemorrágico, convulsão e morte, com mais de cem notificações de eventos adversos registradas pela agência regulatória americana, que proibiu o uso dele como ingrediente de suplemento em dois mil e treze por risco de lesão cardiovascular grave e morte. Existe inclusive relato publicado de parada cardíaca em um homem de vinte e um anos após ingerir suplemento com DMAA. Então o que você descreveu como resultado significativo veio de uma substância com esse perfil de risco, e não de um termogênico comum. Produto vendido aqui contendo isso está irregular, e o fato de continuar circulando não torna seguro. E isso se conecta com a sugestão que você recebeu de olhar clembuterol ou efedrina com cafeína. Eu ficaria longe dos três, e a lógica é a mesma. O clembuterol induz hipertrofia cardíaca e as intoxicações descritas incluem arritmia ventricular, infarto e convulsão, com meia vida longa que faz os sintomas durarem dias. A efedrina é substância controlada no Brasil, com restrição de venda. Você estaria empilhando risco cardiovascular sobre risco cardiovascular, e com noventa e nove quilos e trinta e um por cento de gordura você já parte de um ponto em que o sistema cardiovascular está mais solicitado, não menos. O que eu diria olhando o seu caso inteiro é o seguinte. Você saiu de cento e vinte para noventa e nove quilos com exercício e reeducação alimentar. Isso é vinte e um quilos, e foi feito sem substância nenhuma. Você já provou que o método funciona em você. O que está faltando não é uma droga nova, é continuar o que já estava dando certo até chegar numa faixa de gordura mais baixa. E aí, se ainda quiser considerar outra coisa, você estará num cenário completamente diferente, com muito menos risco de colateral e com muito mais retorno. Uma sugestão prática que ajuda a manter o ritmo nessa fase. Como a balança trava por semanas mesmo quando a composição está mudando, use medida de cintura junto com o peso. Ela costuma continuar caindo quando o número da balança para, e é o que evita a decisão precipitada de partir para algo mais forte achando que estagnou. O mesmo vale para você, @Kbeçudo, que descreveu situação parecida e também tinha acabado de perder vinte quilos só com alimentação e treino. E fica um esclarecimento para quem chega hoje pela busca. Desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  20. @Patricia Carreira, você escreveu uma frase que passou despercebida por todo mundo neste tópico, inclusive por mim se eu tivesse lido rápido, e ela é a coisa mais importante aqui. Você disse que as duas vezes que foi fazer aeróbico sentiu dores no peito. Isso não pode ficar sem investigação. Dor no peito que aparece durante esforço e melhora quando você para é o padrão clássico que precisa ser avaliado por médico, e o fato de ter acontecido duas vezes, sempre na mesma situação, aumenta a importância disso. Não estou dizendo que você teve algo grave, e a maioria dos casos em mulher jovem tem causa benigna. Mas essa é uma das poucas queixas em que a conduta correta é investigar primeiro e tranquilizar depois, nunca o contrário. E existe um motivo específico para não relaxar no seu caso. O stanozolol altera o perfil lipídico de forma marcante. Os estudos mostram redução de HDL na ordem de trinta e três por cento, com queda da fração HDL2 chegando a setenta e um por cento, redução de apolipoproteína A1 em torno de quarenta por cento, e aumento de LDL. É uma das substâncias mais agressivas dessa classe nesse aspecto. Ou seja, o seu colesterol alterado não é detalhe estético do exame, ele compõe justamente o cenário que torna obrigatório investigar dor no peito ao esforço. Então a minha orientação mais importante para você é essa. Procure um cardiologista, conte que usou stanozolol e oxandrolona, leve os exames de lipídeos e relate a dor com esforço. Isso vale mais do que qualquer ajuste de ciclo. E se em algum momento a dor vier forte, em aperto, irradiando para braço, pescoço ou mandíbula, com falta de ar, suor frio ou enjoo, isso é emergência imediata. Peço licença ao @Foston para discordar de um ponto, porque ele foi quem mais ajudou neste tópico. Ele te disse para não se preocupar com as taxas, porque voltariam ao normal. Isolado, esse raciocínio está correto, e as alterações lipídicas do stanozolol de fato revertem depois da interrupção. Mas essa tranquilização não se aplica quando existe dor torácica ao esforço na mesma pessoa. Aí a ordem se inverte, avalia primeiro. Sobre a estatina, tem os dois lados e vale registrar com honestidade. O raciocínio de tratar a causa está certo, e retirar o stanozolol tende a normalizar o perfil sem remédio nenhum. Por outro lado, dizer que jamais se usaria estatina é uma regra rígida demais para valer para todo mundo, e essa decisão depende de dados que só quem te examina tem. O que eu faria no seu lugar é levar exatamente essa dúvida ao cardiologista, junto com a informação da dor no peito, e deixar que a decisão sobre a estatina saia de lá, e não do fórum. Agora sobre a proposta de emendar outro ciclo de quarenta e cinco dias logo em seguida. Eu não faria isso, e por três motivos concretos. Primeiro, porque a sua queixa principal, que é a acne, ainda está ativa, e o novo ciclo mantém as mesmas duas substâncias que a produziram. Segundo, porque a sua alteração lipídica está em curso e o novo ciclo repete o stanozolol, que é justamente a causa dela. Não dá para tratar colesterol com remédio enquanto se mantém o que está derrubando o HDL. Terceiro, e esse é um ponto que ninguém levantou, sobre o anastrozol prescrito. Anastrozol em mulher que ainda menstrua funciona de forma diferente do que funciona em homem. Ele suprime o estrogênio de forma profunda, com redução descrita em torno de noventa e três por cento, e essa supressão está associada a perda acelerada de massa óssea e a aumento de risco de fratura. Além disso, em mulher na pré menopausa, ele provoca aumento do FSH por retroalimentação, tanto que essa é justamente a razão pela qual ele é usado em indução de ovulação em tratamento de fertilidade. Ou seja, ele não é um simples controlador de colateral no seu caso, ele mexe no seu eixo reprodutivo e no seu osso. E isso se conecta com outro dado seu. A bioimpedância mostrou percentual de gordura de onze vírgula um por cento. Para mulher, isso é muito baixo, abaixo do que se considera saudável de forma sustentada, e essa faixa está associada a alteração menstrual e a perda de densidade óssea. Somando percentual de gordura muito baixo, anastrozol suprimindo estrogênio e você tendo cinquenta e três quilos, o osso é a estrutura que paga a conta, e ela cobra tarde, sem sintoma nenhum no caminho. Sobre a acne e o corticoide, eu não colocaria os dois em oposição. Corticoide injetável realmente pode desencadear acne, isso é descrito e o seu médico não está inventando. Mas o quadro que você e a @Grazhyella descreveram, com lesões em costas, ombros e pescoço, pele oleosa e aumento de pelos, é o padrão androgênico clássico, e ele acompanhou a subida da dose no segundo bloco do ciclo. As duas coisas podem ter somado. O que importa na prática é que a conduta é a mesma, tratar cedo. E aqui a parte que me preocupa no relato da Grazhyella, que ficou com marcas até hoje. Acne com nódulos grandes, doloridos e que sangram deixa cicatriz permanente, e o tempo de espera é o que decide se vai ficar marca ou não. Então, @Patricia Carreira, se vinte dias depois do fim do ciclo a acne continuava, isso é dermatologista agora, e não esperar mais. O Foston mencionou isotretinoína, que é de fato o tratamento mais efetivo para casos assim, e o alerta dele sobre gravidez é sério e correto, porque essa medicação é fortemente teratogênica e exige contracepção rigorosa durante o tratamento. Sobre a sensação de efeito Cinderela, o @Locemar te explicou bem. Você foi de cinquenta e um para cinquenta e sete e voltou para cinquenta e três, e boa parte dessa oscilação foi água e glicogênio, não músculo perdido. A bioimpedância confirmou isso ao mostrar dois quilos e meio de massa magra a mais do que em janeiro. Ou seja, você não voltou à estaca zero, e a impressão de ter perdido tudo vem da balança, que é o pior instrumento para essa avaliação. Por último, vale lembrar de onde partiu essa história. Você chegou ao consultório com hipotireoidismo subclínico e fadiga, começou levotiroxina e aumentou proteína, e ganhou oitocentos gramas de massa magra em um mês sem anabolizante nenhum. Aquilo estava funcionando. Fica o registro para quem lê que a parte que te trouxe resultado sem custo foi justamente a primeira. E um esclarecimento sobre o que mudou depois deste tópico. Desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. Ou seja, uma prescrição como a que você recebeu não é mais conduta permitida hoje, independentemente de quem a faça. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  21. @carolzinha91, seu relato é honesto e detalhado, e é justamente por ele ter virado referência, com dezenas de milhares de visualizações, que preciso voltar em um ponto específico. Você parou o anticoncepcional na segunda semana do ciclo e não voltou a tomar. Isso merece uma conversa, porque o motivo que te levou a parar não se sustenta, e o risco que isso criou é real. Começando pelo motivo. A ideia de que anticoncepcional hormonal atrapalha ganho de massa e potencializa catabolismo, por elevar SHBG, é bem difundida, mas a pesquisa não confirma isso na prática. Uma revisão sistemática com meta-análise avaliou o efeito do uso de contraceptivo hormonal sobre hipertrofia, força e potência em resposta ao treino de força, e não encontrou prejuízo. Trabalhos posteriores encontraram, inclusive, hipertrofia um pouco maior em alguns músculos nas usuárias, com ganho de força equivalente. Ou seja, na melhor leitura disponível, o anticoncepcional não estava te boicotando. Você treinou dois anos e meio achando que estava, e não estava. Agora a parte que importa mais. A oxandrolona é classificada como categoria X na gravidez, ou seja, contraindicada, por risco de masculinização do feto feminino. Isso inverte completamente a conclusão. Para uma mulher em idade fértil que está usando oxandrolona, contracepção eficaz não é um detalhe que atrapalha os ganhos, é parte da segurança do uso. Parar o método durante o ciclo é exatamente o oposto do que a situação pede. Você tomou uma decisão que não te trouxe benefício nenhum e que te expôs a um risco sério. Você escreveu que pretendia passar na ginecologista para escolher algo que não atrapalhasse. Essa é a conduta certa, e eu só acrescentaria que a conversa deve incluir que você usa ou usou oxandrolona, porque isso muda a orientação dela. E que existem opções não hormonais, se a preocupação for hormônio. Preciso corrigir uma informação que apareceu no tópico e que é a mais perigosa de todas, porque tem aparência de solução. Foi dito que testosterona tem efeito contraceptivo a partir de certa dose. Isso não é verdade para mulheres, e a consequência de acreditar nisso é gravidez não planejada usando substância teratogênica. Os dados vêm de uma população que usa testosterona de forma contínua e em dose alta, que são homens trans, e são bem claros. Cerca de um terço continua ovulando, independentemente do tempo de uso, do nível de testosterona no sangue e de ser gel ou injetável. Testosterona não é método contraceptivo, e nenhuma sociedade médica a trata como tal. E aqui está o detalhe que conecta isso com o seu relato. Você mencionou que o seu ciclo menstrual ficou bagunçado, e ninguém comentou. Parar de menstruar, ou menstruar irregular, é sinal de que o eixo hipotálamo hipófise ovário foi suprimido, e é uma resposta esperada ao uso. Só que ausência de menstruação não significa ausência de ovulação. É possível ovular sem menstruar, e é exatamente aí que muita mulher se considera protegida sem estar. Se a menstruação não voltar depois de encerrado o uso, isso é motivo para procurar a ginecologista, e não para esperar. @Aline Gonçalves, preciso comentar uma frase sua, com todo o respeito, porque ela passou como detalhe e não é. Você escreveu que depois da deca teve espinhas horrorosas, mau humor por cinco meses e que a sua voz deu uma leve engrossada. O engrossamento de voz é, entre todos os efeitos, o que tipicamente não regride. Ele acontece por alteração nas pregas vocais, e ao contrário da acne, que sumiu em uma semana, e do mau humor, que passou, a voz costuma permanecer como ficou. O mesmo vale para aumento do clitóris. Esses dois são a fronteira que separa efeito colateral temporário de mudança definitiva, e é por isso que a orientação padrão é interromper imediatamente ao primeiro sinal deles, e não esperar para ver se piora. Vale registrar também que nandrolona, a deca, é das piores escolhas possíveis para mulher, e por um motivo mecânico. Ela é injetável de liberação lenta, então depois de aplicada não existe como retirar. Com comprimido, quem percebe um sinal de virilização para no dia seguinte e a exposição cessa. Com deca, a substância continua sendo liberada por semanas mesmo depois de você decidir parar, que foi o que você viveu ao ficar cinco meses com as consequências. E sobre a dose, vinte miligramas por dia de oxandrolona por sessenta dias é dose alta para mulher, e o @Foston e o @FitCoupleHim tinham razão ao dizer isso. A faixa que a maioria usa com bem menos colateral fica entre cinco e dez. @Kellyarv, respondendo a sua pergunta que ficou sem resposta clara. Sim, a acne induzida por essas substâncias em geral melhora depois da interrupção, e às vezes rápido, como a Aline relatou. Mas tem uma ressalva importante. Se as lesões forem nódulos profundos e doloridos, e não espinhas superficiais, elas podem deixar cicatriz permanente, e aí esperar passar é o pior caminho. Nesse caso vale dermatologista logo, porque tratar cedo é o que evita a marca. E o stanozolol é mesmo mais androgênico que a oxandrolona nesse aspecto, então a piora que você notou ao acrescentá-lo é coerente. Um comentário sobre a origem do produto. Você mandou manipular com um farmacêutico que não pedia receita. Isso significa que você não tem garantia de que a dose no comprimido é a que está escrita. A @Aline Gonçalves inclusive relatou que um produto comprado pronto não fez efeito nenhum, o que é sinal justamente desse problema. Sem certeza de dose, não dá para controlar risco, porque a linha entre efeito reversível e irreversível na mulher é uma questão de dose e tempo. Por fim, o Foston fez a observação mais útil do tópico e ela merece ser repetida, porque muita menina chega aqui comparando o próprio corpo com o de quem aparece nas redes. As doses usadas por atletas de bikini costumam ser bem menores do que se imagina, e o que sustenta aquele resultado é predisposição genética somada a anos de trabalho e a uma equipe acompanhando. A dose alta não é o segredo, e acreditar que é leva justamente aos efeitos que não voltam atrás. E fica o registro, para quem chega hoje pela busca, de que desde abril de dois mil e vinte e três a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho. Isso não impede a consulta, e no caso de vocês a consulta é o que mais vale, para acompanhar exames e ciclo menstrual. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. @margimac materiais, preciso voltar no seu relato da quinta semana, porque ele terminou sem que ninguém comentasse o que de fato aconteceu ali, e é a parte mais importante deste tópico. Você descreveu dor terrível do lado esquerdo logo abaixo das costelas, inchaço, indisposição a ponto de não treinar e travamento da coluna. Diante disso você tomou remédio para fígado, chá de boldo, remédio para gases e, por último, dois laxantes. E não procurou atendimento. Como você mesmo escreveu que só iria ao médico se nada resolvesse, e melhorou, a coisa ficou por isso mesmo. O problema desse raciocínio é que melhorar não é o mesmo que ter sido inofensivo. Dor naquela região tem uma lista de causas possíveis que inclui baço, pâncreas, estômago, cólon e rim, e nenhuma delas se resolve nem se descarta com boldo. E existe um motivo específico para ter mais cuidado no seu caso, que é o uso de anabolizantes. Essa classe está associada a alterações vasculares no fígado, a peliose hepática, que são cavidades cheias de sangue, e a adenomas hepáticos. O quadro pode se apresentar como dor abdominal, e a complicação temida é a ruptura com hemorragia interna, com casos descritos de ruptura hepática quase fatal em usuários. E a peliose não fica só no fígado, o baço é justamente o outro órgão mais tipicamente envolvido, o que é relevante porque a sua dor era do lado esquerdo. Não estou dizendo que foi isso. Não dá para saber, e provavelmente não foi. O que estou dizendo é que essa era uma dor que precisava ser olhada por alguém, com exame, e não tratada às cegas em casa. E tem uma parte da sua automedicação que preocupa por si só. Tomar dois laxantes por causa de uma dor abdominal de causa desconhecida é arriscado, porque se a origem da dor for obstrutiva ou inflamatória, estimular o intestino piora o quadro em vez de aliviar. Laxante para dor abdominal não investigada é justamente uma das coisas que não se deve fazer. Fica o registro para quem lê. Se aquela dor voltar, ou se aparecer dor abdominal forte, dor que irradia para o ombro, palidez, tontura, desmaio, urina escura, amarelão nos olhos ou febre, isso é pronto socorro no mesmo dia, e não farmácia. Vale contar ao médico que atender que você está usando essas substâncias, porque isso muda a investigação que ele vai pedir. Sobre a explicação que você recebeu, de que seria sobrecarga do sistema digestório por ter ganho sete quilos em um mês, isso não é diagnóstico. Ganhar peso não produz aquele quadro. Agora sobre os números do seu relato, porque tem uma contradição que passou batido e que muda a leitura do ciclo. Na segunda semana você escreveu que ganhou quatro quilos de massa magra, e a base dessa conclusão foi a balança ter saído de setenta e dois para setenta e seis. Não existe forma de construir quatro quilos de músculo em duas semanas. Nesse prazo, o que sobe é água e glicogênio, e cada grama de glicogênio armazenado traz junto cerca de três gramas de água. Isso não é ruim, é apenas outra coisa. E o dado seguinte confirma. Você começou o tópico com treze a quinze por cento de gordura, relatou dezesseis na segunda semana e dezoito na quarta. Ou seja, em um mês o seu percentual subiu vários pontos. Na mesma mensagem em que registrou dezoito por cento, você escreveu que os ganhos eram secos e que não estava retido. Os dois não podem ser verdade ao mesmo tempo. O que os números mostram é que boa parte do que entrou foi gordura e água, e que o superávit estava maior do que o necessário. Isso importa porque o seu plano era ganhar e depois secar. Quanto mais gordura você acumula na fase de ganho, mais longa e mais difícil fica a fase seguinte, e é justamente na fase de restrição que se perde massa magra. Ganhar mais devagar teria te levado mais longe. Sobre a parte hormonal, o @Foston te orientou muito bem e vale reforçar, porque esse raciocínio serve para muita gente. Quinze miligramas de oxandrolona por dia é dose baixa e sozinha dificilmente exigiria TPC. No momento em que você acrescentou a Durateston, essa lógica mudou, porque testosterona exógena suprime o eixo de forma clara. Ou seja, você optou por um ciclo que precisa de TPC. Não dá para ter os dois lados. E ele também acertou ao desconfiar do gel. Usar gel de testosterona como TPC é o oposto do que a TPC faz. TPC existe para religar a sua produção própria, e colocar testosterona de fora mantém o eixo desligado. É como tentar acordar alguém dando sonífero. Sobre o ZMA e o tribulus que te indicaram junto, nenhum dos dois recupera eixo. Um ensaio com quarenta e dois homens treinados não encontrou diferença de testosterona com ZMA em oito semanas, e uma revisão de dez ensaios com quatrocentos e oitenta e três participantes não encontrou mudança no perfil androgênico com tribulus na maioria deles. Quem faz o trabalho na TPC é o modulador de receptor de estrogênio. @R@GNAROK, você fez uma pergunta boa e ela merece resposta direta. Você contou que perde massa muscular toda vez que reduz a dieta e que empacou entre treze e quatorze por cento. Isso quase sempre tem duas causas, e nenhuma delas exige medicamento. A primeira é déficit agressivo demais, que faz o corpo buscar aminoácido do músculo, e a correção é reduzir menos por semana e ter mais paciência. A segunda é proteína insuficiente durante a restrição, que é justamente quando a necessidade aumenta, e não diminui. Some a isso manter o treino de força pesado, que é o sinal que diz ao corpo para preservar o músculo. Uma ressalva prática importante, a bioimpedância de balança de academia tem margem de erro que costuma ser maior do que a diferença que você está tentando enxergar, e ela varia com hidratação, horário e alimentação. Então a sensação de que a massa muscular está sempre caindo pode ser ruído do aparelho. Medida de fita métrica e a força que você levanta são indicadores mais confiáveis para essa faixa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  23. @marcelogarra, o @Arnaldo Santos. te deu a explicação mais completa do tópico e ela está certa no essencial. Vou acrescentar três coisas que ficaram de fora, sendo que a primeira é sobre um número que você postou e que ninguém comentou. Você contou que tomou uma ampola na quarta, se pesou no domingo e tinha saído de noventa e cinco para noventa e oito quilos. Três quilos em quatro dias. Isso não é massa muscular, e é importante você saber disso para não tomar decisão errada em cima desse número. Não existe mecanismo fisiológico que construa três quilos de músculo em quatro dias, com ou sem hormônio. O que acontece nesse período é retenção de água e enchimento de glicogênio muscular. Cada grama de glicogênio armazenado carrega junto cerca de três gramas de água, então mudança de dieta somada ao efeito da testosterona sobre sódio e água produz exatamente esse salto rápido de balança. É por isso que o ganho inicial de todo ciclo é sempre espetacular e depois desacelera. E é também por isso que uma parte desse peso vai embora quando o ciclo termina, o que costuma ser vivido como perda dos ganhos, quando na verdade é só a água saindo. O uso prático disso é o seguinte. Não use a balança das primeiras semanas para avaliar se o ciclo está funcionando, e principalmente não use ela para decidir aumentar ou diminuir dose. Medida de cintura, medida de braço e força nos exercícios contam uma história bem mais honesta. Segundo ponto, sobre usar duas testosteronas. O Arnaldo estava certo e vale fechar o raciocínio dele com os números. O que o éster faz é controlar a velocidade com que a testosterona é liberada do depósito no músculo, e só isso. Depois que ela cai na circulação, é a mesma molécula, venha do cipionato, do propionato ou do decanoato. As meias vidas são bem diferentes, com o propionato bem curto, o cipionato em torno de sete a oito dias e o decanoato mais longo ainda. Então o que muda entre eles é a frequência de aplicação e o tempo até estabilizar, não o efeito final. A consequência disso é que somar Deposteron com Durateston não te dá nada de especial, porque os dois são testosterona. O que determina o resultado é o total de miligramas por semana, não a variedade de frascos. Você teria o mesmo efeito, com menos aplicações e menos custo, usando um só. E a sua leitura de que o cipionato fica mais tempo no corpo está correta, mas isso é argumento para escolher ele em vez do outro, e não para usar os dois. Sobre a ordem, respondendo ao @Anton q, não existe regra de começar pela dura em vez do Deposteron. Isso não muda nada de relevante. O que a ordem afeta é apenas quanto tempo leva para o nível estabilizar no começo. Terceiro ponto, e esse é o que mais me chamou atenção no plano de três meses. Em nenhum momento do tópico apareceu TPC. Você descreveu seis semanas de cipionato seguidas de seis semanas de durateston com deca, e a conversa terminou sem uma palavra sobre o que fazer depois. Isso é a parte do planejamento que mais costuma faltar e a que mais cobra depois. E tem uma particularidade da deca que muda o cálculo. A nandrolona é derivada de dezenove nor e tem atividade progestogênica, o que significa que ela mexe com prolactina, e é dessa via que vem a queda de libido e a dificuldade de ereção que o pessoal apelida de deca dick. Repare que esse efeito não vem de estrogênio, então tentar resolver com inibidor de aromatase não funciona e pode piorar. Outra diferença importante é que a nandrolona sofre ação da cinco alfa redutase e vira DHN, que é menos ativo, ou seja, ela se comporta ao contrário da testosterona nesse aspecto, e por isso finasterida não faz sentido junto dela. E a recuperação do eixo depois de nandrolona costuma ser mais lenta que depois de testosterona isolada, além de ela permanecer detectável em exame antidoping por muitos meses após a interrupção, o que importa para quem compete. Juntando tudo, um ciclo de três meses com nandrolona no meio pede um plano de saída definido desde o começo, e não decidido no fim. O @Gamma perguntou duas vezes pela dieta e não teve resposta, e essa era a pergunta certa. Com noventa e cinco quilos e três anos de treino, a dieta vai determinar se esses três meses viram massa magra ou gordura. Anabolizante aumenta a eficiência da construção, mas o material vem da comida. Sem esse dado, ninguém consegue te dizer se o plano faz sentido. Sobre o acompanhamento médico, o ponto positivo do seu caso é que você fez dezenas de exames antes e ficou combinado repetir depois. Isso é mais do que noventa por cento das pessoas que passam por aqui fazem, e é o que permite saber o que aconteceu com você de fato. Vale só um registro para quem lê hoje, porque a regra mudou depois deste tópico. Desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. Então esse tipo de prescrição não é mais conduta permitida, independentemente da reputação de quem prescreve. E fica a sugestão que o Arnaldo já tinha feito. Se você voltar e postar os exames de antes e de depois, esse tópico passa a valer muito mais do que qualquer opinião que a gente escreva aqui. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. @Matheusfg99, sua pergunta ficou sem resposta e ela tem uma resposta bem clara, então começo por ela. Uma ampola de Durateston por semana durante cinco semanas é, dos protocolos possíveis, um dos de pior relação custo benefício. E o motivo não é a dose ser baixa. É que você paga o preço inteiro e recebe pouco em troca. Explico. Cinco semanas é tempo mais que suficiente para desligar completamente a sua produção própria de testosterona. A supressão do eixo não é proporcional ao tamanho do ciclo, ela acontece rápido e acontece igual. Só que cinco semanas é pouco para o outro lado da conta. O Durateston tem quatro ésteres, sendo o decanoato o mais lento, e por causa dele o nível sanguíneo só estabiliza depois de umas quatro a cinco semanas de uso. Ou seja, você estaria parando exatamente no momento em que a substância chegou ao patamar estável. Você compra a supressão inteira e sai antes de receber o resultado. Tem ainda a questão da frequência. Aplicar uma vez por semana é ruim especificamente para o Durateston, porque o propionato que existe na mistura tem meia vida bem curta e já saiu quando a próxima aplicação chega. Você teria um pico no começo da semana e uma queda no fim, toda semana. Dois reparos no resto da sua mensagem. Quinze a dezessete por cento não é percentual de gordura baixo, é uma faixa intermediária. E se o seu objetivo é não crescer muito, vale perguntar por que usar. Nesse patamar, ajustar dieta e treino ainda entrega bastante resultado sem custo hormonal nenhum. Sobre ir ao endocrinologista, boa decisão, mas vale saber que desde abril de dois mil e vinte e três a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho. Então não conte com receita nesse sentido, embora a consulta continue valendo muito para avaliar a sua situação de base. E aproveito para responder uma pergunta que o @Iann fez e que ninguém respondeu direito na época, porque ela é a lição mais útil deste relato inteiro. @Iann, você usou quinhentos miligramas por semana e ganhou um quilo e trezentos em quatro semanas, e escreveu que achou pouco. Você estava certo em achar pouco, e o motivo não era a substância. Com essa dose, o fator limitante passa a ser comida. Anabolizante não cria tecido a partir do nada, ele aumenta a eficiência com que você constrói a partir do que come. Se o superávit calórico não está lá, o teto do resultado é baixo por mais testosterona que circule. Você mesmo tinha um objetivo de bulk limpo com sessenta e sete quilos e um metro e setenta, e a impressão que fica pela sua dieta relatada é que faltava caloria e proteína, o que aliás o @Rage. e o @CarlosF apontaram logo no começo. Esse é o padrão mais comum que se vê aqui, gente decepcionada com o ciclo quando o problema estava no prato. A segunda lição vem do que aconteceu depois. Você começou o ciclo com oito ampolas e a intenção de comprar as outras oito no caminho, e aí veio a falta do produto nas farmácias e você ficou sem terminar. Isso é mais grave do que parece, porque interromper no meio significa que você já pagou toda a supressão do eixo e perdeu a parte final, que é justamente onde os resultados apareceriam. A regra prática que fica para quem lê é ter o ciclo inteiro em mãos antes da primeira aplicação. Nunca começar contando em comprar o resto depois. O @Otavio Bortolin fez a pergunta certa lá atrás, sobre como estavam os seus exames e se havia comparação com o começo, e ela também ficou no ar. Vale o registro para quem chega agora. Exame antes de começar é o que dá sentido ao exame depois. Sem o valor de base, o resultado de meio de ciclo não diz quase nada, porque não se sabe de onde a pessoa partiu. Sobre o tamoxifeno que você colocou como proteção durante todo o ciclo, aqui tem uma nuance que quase ninguém comenta e que é honesta dos dois lados. Uso preventivo funciona mesmo para evitar ginecomastia, e isso está bem demonstrado, com redução expressiva de eventos mamários em estudos controlados. Só que existe um custo que interessa diretamente a quem está tentando crescer. O tamoxifeno reduz o IGF-1, com queda média em torno de vinte e três por cento nos estudos. IGF-1 é um dos mediadores do crescimento tecidual, e você estaria derrubando ele justamente durante as semanas em que quer ganhar massa. Por isso a conduta que faz mais sentido para a maioria é ter o tamoxifeno em mãos e usar se aparecer sintoma, em vez de tomar do começo ao fim por precaução. Quem tem histórico de ginecomastia é outra conversa e aí a prevenção se justifica. Sobre o tribulus na TPC, ele não faz o que se espera dele. Revisão sistemática de dez ensaios com quatrocentos e oitenta e três participantes encontrou ausência de mudança no perfil androgênico em oito, e nos dois com aumento a magnitude foi pequena e em homens já hipogonádicos. Ele não recupera eixo. Quem faz esse trabalho na TPC é o modulador, no seu caso o clomifeno. Sobre irritabilidade e acne, os dois que você relatou são efeitos esperados e vale saber o que observar. A acne androgênica em ombros e costas costuma ceder depois, mas quando vem em forma de nódulos profundos e doloridos pode deixar cicatriz permanente, e aí é caso de dermatologista e não de sabonete. E a irritabilidade merece mais atenção do que costuma receber, porque ela raramente é percebida por quem está usando, e sim por quem convive. Você descreveu vontade de descer do carro e bater em todo mundo no trânsito, e tratou como piada. Vale perguntar às pessoas próximas se notaram diferença, porque a autoavaliação nesse item é péssima. Uma última observação, para o @thiagoribeiro84 e para quem chega aqui pensando em copiar o protocolo. Não dá para fazer o copiar e colar de um ciclo, porque o que determina o resultado e o risco é idade, histórico, exames de base, dieta e tempo de treino, e nada disso vem junto no texto copiado. Este relato serve muito bem para aprender o que observar, e não como receita. E já que apareceu por aqui um comentário sobre o tópico ser antigo, fica o registro em sentido contrário. Tópico antigo é onde a maior parte das pessoas cai vindo do Google anos depois, exatamente como o @Jeferson Dias e o @Matheusfg99 caíram, cada um em um ano diferente. É por isso que vale responder. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  25. @Fausto Roberto, sua pergunta ficou sem resposta e ela é importante, então começo por ela. Não, o ZMA não faz o que te venderam. ZMA é zinco, magnésio e vitamina B6. Ele não protege o seu eixo hormonal, não repõe testosterona e não substitui TPC. A pesquisa sobre isso é bem direta. Um ensaio com quarenta e dois homens treinados em força, usando ZMA por oito semanas antes de dormir, não encontrou diferença em testosterona total nem livre em relação ao placebo. As revisões que juntam os trabalhos chegam na mesma conclusão, ou seja, em quem não tem deficiência de zinco, ZMA não aumenta testosterona. Ele pode ter algum papel em sono e em corrigir deficiência real, e só. Mas o ponto mais importante da sua mensagem não é o ZMA. É de quem veio a orientação. Você pediu conselho para o vendedor. Ele ganha dinheiro vendendo, então ele é a última pessoa do mundo com condição de te dizer se você deveria usar, quanto usar ou o que fazer depois. Quando ele te oferece um segundo produto junto, isso é venda casada, não protocolo. Vale mais a pena vir perguntar aqui, como você fez, do que aceitar o que o balcão sugere. Sobre a dúvida de libido que atravessa o tópico inteiro, ela tem explicação e vale registrar porque este relato tem quase cinquenta mil visualizações e muita gente chega aqui exatamente com essa pergunta. O @butcher427 relatou queda de libido, o @Frangão Gjá perguntou sobre isso, o @Victor12345 avisou depois e o @Taerone contou que aconteceu com ele mesmo em dose menor. Todos estavam descrevendo a mesma coisa, e não é coincidência. A oxandrolona suprime a sua produção própria de testosterona como qualquer anabolizante. Só que ela é derivada de dihidrotestosterona e não aromatiza, ou seja, ela não vira estrogênio. Então acontece o seguinte. A sua testosterona cai, e com ela cai também o seu estradiol, porque o estradiol do homem vem justamente da conversão da testosterona. E o estradiol é peça central do desejo sexual masculino. Resultado, você fica com pouca testosterona e pouco estradiol ao mesmo tempo, usando uma substância que não faz o papel de nenhum dos dois nesse aspecto. Queda de libido em ciclo de oxandrolona isolada não é efeito estranho, é o desfecho previsível. Isso também responde por que o tribulus não resolve esse problema. Uma revisão sistemática de dez ensaios clínicos com quatrocentos e oitenta e três participantes encontrou ausência de mudança no perfil androgênico em oito deles, e nos dois que mostraram aumento a magnitude foi pequena e os participantes já eram hipogonádicos. Ele não sustenta libido em ciclo. Tem um custo dessa substância que ninguém do tópico mencionou, e ele é justamente o que não dá sintoma. A oxandrolona derruba HDL, o colesterol bom. Num levantamento com praticantes de musculação, o grupo em uso apresentou HDL em torno de vinte e quatro, contra referência acima de quarenta. A boa notícia é que isso é reversível, e no mesmo grupo o valor voltou para quarenta e nove depois da interrupção. O ponto é que você não sente HDL baixo. Não dói, não aparece no espelho. Então a única forma de saber é fazendo exame antes e depois, e é isso que eu recomendaria para quem for usar. Sobre a expectativa de resultado, dois ajustes de realidade. Oxandrolona não queima gordura, e o @butcher427 escreveu o objetivo como perder percentual de gordura usando ela. Quem tira gordura é o déficit calórico. O que ela faz é ajudar a preservar massa magra enquanto o déficit acontece, que é diferente. E sobre o relato do @Squat, de oito semanas comendo McDonalds e pizza mantendo nove por cento, isso é a exceção de alguém com genética e histórico favoráveis, não é o resultado a esperar. Quem chega aqui pela busca merece saber que aquilo não é o padrão. Sobre o clembuterol e o ECA que foram sugeridos, eu ficaria longe dos dois. O clembuterol induz hipertrofia cardíaca e as intoxicações descritas incluem arritmia ventricular, infarto e convulsão, com meia vida longa que faz os sintomas durarem dias. E a efedrina do ECA é substância controlada no Brasil, com restrição de venda, além de somar risco cardiovascular ao que já vem do ciclo. Por último, uma coisa que não é sobre substância nenhuma, e que o @Squat percebeu bem quando disse para não se martirizar. @butcher427, você escreveu um texto longo cheio de culpa por ter comido quatro biscoitos e por ter faltado um treino estando gripado. Isso merece atenção, e não por moralismo. Rigidez extrema com dieta é justamente o padrão que costuma preceder episódios de compulsão, porque a regra do tudo ou nada transforma um deslize pequeno em fracasso total e a pessoa desiste do dia inteiro. Você mesmo descreveu esse ciclo, ao contar que a fraqueza veio junto com a culpa. Noventa por cento de aderência não é falha, é um resultado muito bom, e a pessoa que sustenta noventa por cento por seis meses chega mais longe do que a que faz cem por cento por três semanas e abandona. Faltar treino gripado também foi decisão correta, e não motivo de culpa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  26. @Cláudia de Paula, o @Locemar e o @Foston te deram a orientação central certa, e não vou repetir o que já foi bem dito. Mas tem um item do seu relato que ficou completamente de fora da conversa, e ele é o mais importante de todos no seu caso. A condromalácia. Você citou que adquiriu condromalácia nos joelhos e ninguém comentou. Como você é formada em educação física, vou direto ao ponto técnico. O tratamento de primeira linha para dor patelofemoral e condromalácia é exercício, e não repouso. Repouso isolado raramente resolve, e reabilitação ativa e orientada produz resultado superior em dor e em função. Ou seja, treinar não é o risco do seu caso, é o tratamento, desde que a progressão seja adequada. E tem um detalhe que muda o desenho do programa. Fortalecer só quadríceps é a abordagem clássica, mas as revisões sistemáticas mostram que combinar trabalho de quadril com trabalho de joelho dá resultado melhor em dor e em função do que quadríceps isolado. O motivo é mecânico e você vai reconhecer, porque a posição e a força do quadril determinam o alinhamento do fêmur embaixo da patela. Glúteo médio e rotadores externos fracos deixam o joelho colapsar para dentro, e a patela paga a conta. Então, no seu lugar, eu montaria o retorno com quadril e joelho juntos desde o início, e não deixaria o quadril para depois. Isso também responde de forma indireta a sua pergunta original. O que vai te devolver função de joelho é esse trabalho, e nenhuma substância faz esse papel. A oxandrolona não age em cartilagem, não realinha patela e não fortalece glúteo. Sobre o ciclo em si, o Locemar acertou em cheio quando disse que a oxandrolona não vai reduzir o seu percentual de gordura. Nenhum anabolizante reduz. Quem faz isso é o déficit calórico. E o Foston também acertou ao dizer que vinte miligramas é dose alta e que a faixa usada em mulher fica bem abaixo disso. Vale reforçar por que a dose importa tanto no caso feminino. A bula da oxandrolona é explícita ao orientar suspender o medicamento ao primeiro sinal de virilização, justamente porque parte dessas alterações não regride mesmo depois de parar, e não é prevenida por uso de estrogênio junto. Engrossamento de voz e aumento do clitóris são os exemplos clássicos de mudança que tipicamente não volta atrás. Queda de cabelo e acne costumam regredir. Essa diferença entre o que volta e o que não volta é a informação que mais falta para quem está decidindo. Agora preciso corrigir dois pontos técnicos do tópico, porque eles têm consequência prática. O primeiro é a ideia de que mulheres não têm eixo. Elas têm. É o eixo hipotálamo hipófise ovário, e ele funciona pela mesma lógica de retroalimentação do masculino. Anabolizante em mulher suprime esse eixo, e a manifestação clínica disso é irregularidade menstrual e, com frequência, parada da menstruação. Isso importa para você saber o que observar durante o uso. A conclusão prática do Foston continua correta, ou seja, aquele protocolo de TPC com moduladores que os homens fazem não se aplica a você, e ele não desfaz virilização. Mas o motivo não é ausência de eixo. O segundo é mais sério, e inverte o conselho sobre anticoncepcional. A oxandrolona é classificada como categoria X na gravidez, ou seja, contraindicada, por risco de masculinização do feto feminino. Traduzindo, para quem usa oxandrolona e tem vida sexual com possibilidade de engravidar, contracepção eficaz não é opcional, é parte da segurança do uso. Então a orientação de simplesmente abandonar o anticoncepcional, sem colocar outra coisa no lugar, cria um risco maior do que o que pretende evitar. A preocupação com trombose é legítima e merece conversa, mas a conduta correta é discutir com o seu médico qual método usar, incluindo as opções não hormonais, e não ficar sem método. Essa decisão é sua e do seu médico, e eu só quero garantir que ela seja tomada com essa informação na mesa. Sobre a vitamina D, eu não trabalharia com dose fixa acima de cinco mil unidades por dia como regra geral. O limite superior tolerável habitualmente citado para uso continuado sem supervisão é bem menor, e a dose correta se define pelo exame de vitamina D e pelo peso, não por número padrão de fórum. Peça a dosagem e ajuste com quem for te acompanhar. Sobre a dificuldade de encontrar profissional, um esclarecimento que mudou depois deste tópico e que explica muita coisa para quem chega hoje. Desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. Então não é má vontade quando um médico recusa esse acompanhamento, é a norma vigente. Vale saber também que nutricionista não prescreve medicamento, conforme a Lei oito mil duzentos e trinta e quatro e a Resolução do Conselho Federal de Nutricionistas seiscentos e cinquenta e seis, então quem oferecer isso está fora da atribuição legal dele. O que eu buscaria no seu lugar, e que resolve o seu problema de verdade, é fisioterapeuta para conduzir a reabilitação do joelho e nutricionista para montar o plano alimentar do déficit. Esses dois cobrem cem por cento do que você descreveu como objetivo, e nenhum dos dois esbarra em restrição legal. E fica um registro sobre quem te indicou vinte miligramas por três meses para retomar atividade depois de dez anos parada e com condromalácia. Essa indicação ignorou o seu problema principal. Você fez bem em vir perguntar antes. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  27. @Lucas Facury, suas duas últimas perguntas ficaram sem resposta e as duas têm resposta clara. Vou por elas, e depois por um ponto dos seus exames que eu acho mais importante que o FSH. Sobre o FSH em zero vírgula trinta e sete, pode ficar tranquilo quanto ao significado. Isso não é um problema à parte que apareceu no meio do ciclo. Isso é o ciclo funcionando. Quando você coloca testosterona de fora, o cérebro percebe hormônio de sobra e para de mandar os sinais que estimulam o testículo, que são justamente o LH e o FSH. FSH baixo é a assinatura esperada de quem está usando testosterona exógena, e seria estranho se estivesse normal. Ele volta a subir depois que a substância sai e o eixo religa, e é exatamente isso que a TPC tenta acelerar. Respondendo direto a sua pergunta seguinte, não existe nada a fazer para aumentar FSH durante o ciclo, e tentar seria contraditório, porque você estaria pisando no acelerador e no freio ao mesmo tempo. Ele volta depois. Só um reparo no pedido de exame, para a próxima. Você dosou FSH mas não dosou LH, e é o LH que conta a parte mais importante dessa história. Peça os dois juntos. Sobre a testosterona em mil trezentos e quarenta e nove, isso é bem acima da faixa fisiológica e é o esperado para quinhentos miligramas por semana. Não é erro de exame. Agora o ponto que eu destacaria de verdade, e ele é sobre o anastrozol. O seu estradiol veio trinta e dois. Isso está dentro da faixa normal para homem, que fica em torno de oito a trinta e cinco na maioria dos ensaios. Não é estradiol alto. E você já estava tomando anastrozol quando colheu. Ou seja, o exame mostra que não havia excesso a combater naquele momento. Por isso eu discordo da orientação de aumentar a frequência do anastrozol se a sensibilidade persistisse. Com estradiol em trinta e dois, aumentar a dose leva para o outro lado, que é o lado que quase ninguém comenta. Estrogênio baixo demais no homem não é vitória, é problema. Ele produz dor articular, e quem passa por isso costuma descrever como artrite que apareceu do dia para a noite, porque o estradiol participa da lubrificação articular. Produz queda de libido e dificuldade de ereção, muitas vezes pior do que antes de começar, porque desejo sexual masculino depende de estradiol e não só de testosterona. Produz piora de humor, cansaço, e em uso prolongado perda de densidade óssea e piora do perfil de colesterol. A recomendação corrente é usar inibidor de aromatase apenas quando o estradiol está claramente elevado e com sintoma, e não de rotina. E aqui uma armadilha que vale registrar para quem lê. A pessoa derruba o estradiol, começa a ter dificuldade de ereção e perda de libido, e conclui que precisa de mais anastrozol ainda, porque associa esses sintomas a estrogênio alto. Aí piora. Sem exame, não dá para saber de que lado do problema você está, porque os sintomas se parecem. Sobre a dose, um miligrama por dia é dose alta. Você mesmo desconfiou e estava certo em desconfiar. E respondendo ao @igorbriedis, que perguntou se não haveria risco de suprimir todo o estrogênio, sim, esse risco existe e é real, e essa foi uma das perguntas mais pertinentes do tópico. O anastrozol não tem botão de meio termo automático, quem regula é a dose e o exame. Sobre a sensibilidade no mamilo, o alerta que importa. Sensibilidade que evolui para um nódulo palpável embaixo da aréola, tipo um caroço com consistência de borracha, é ginecomastia se instalando, e existe uma janela em que ela ainda responde a tratamento clínico. Depois que fibrosa, não regride mais com medicamento nenhum, só com cirurgia. Então isso é caso de avaliar de verdade, e não de calibrar dose no escuro pelo fórum. Sobre a dor e o calombo na aplicação, algumas coisas ajudam. Volume grande em um só ponto dói mais, então dividir ajuda. Aquecer a ampola nas mãos antes deixa o óleo menos viscoso e a entrada mais suave. Injetar devagar, algo como dez a vinte segundos, faz diferença grande, porque a dor vem em boa parte da distensão do tecido. Rodar os locais evita que a mesma área acumule. E não massagear com força, que é o conselho mais repetido e um dos piores quando há inflamação. Agora o sinal de alerta, e esse é sério. Se o calombo ficar vermelho, quente, muito doloroso, com febre ou aumentando de tamanho, isso não é dor de aplicação, é possível infecção, e precisa de atendimento e não de compressa. Nódulo que persiste por meses também precisa ser visto, com ultrassom da região. Sobre o momento de iniciar a TPC, eu ficaria com o seu plano original de três semanas, e não com dez a quinze dias. O Durateston tem quatro ésteres e o mais longo deles é o decanoato, que demora bastante para sair. Começar a TPC cedo demais faz o modulador trabalhar enquanto ainda tem testosterona exógena circulando, e você gasta a TPC à toa. E fica o registro, para quem chega hoje pela busca, de que desde abril de dois mil e vinte e três a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  28. @taehoon, você pediu explicação mais simples e o @Foston tinha razão no conteúdo, então vou traduzir o que ele disse e responder a sua última pergunta, que ficou sem resposta direta. O seu corpo produz testosterona por uma linha de comando que começa no cérebro. O cérebro mede quanto hormônio tem circulando e manda ordem para os testículos trabalharem. Quando você coloca hormônio de fora, o cérebro percebe que já tem de sobra e para de mandar a ordem. Sem ordem chegando, o testículo para de produzir e diminui de tamanho. É exatamente por isso que você está sentindo os testículos menores, e esse sinal é a prova física de que o eixo está desligado. Agora respondendo a sua pergunta original. Emendar o enantato logo depois do stanozolol, sem TPC no meio, não é uma coisa neutra. Você prolonga o tempo total com o eixo desligado. E o tempo desligado é justamente o fator que mais pesa na dificuldade de voltar depois. Ou seja, não é que emendar seja proibido, é que cada semana a mais aumenta a conta que você vai pagar na hora de recuperar. Sobre quanto tempo leva essa recuperação, vale você saber os números, porque quase ninguém conta. A testosterona no sangue costuma normalizar em torno de três meses depois de parar. O volume testicular volta bem mais devagar, com a maioria retornando ao tamanho de base por volta de nove meses. Os parâmetros hormonais em geral levam de sete a dez meses e a produção de espermatozoides de dez a quatorze meses. E existe uma parcela que não volta ao normal, com até vinte e sete por cento dos ex usuários mantendo hipogonadismo persistente anos depois. Não é para te assustar, é para você dimensionar que a decisão de emendar não é sobre semanas, é sobre meses de recuperação. Por isso o @Marcos...V acertou ao dizer para suspender e correr atrás da TPC. Eu acrescentaria uma coisa. TPC não é algo para montar por indicação de fórum no seu caso, porque você já está com sinal clínico de supressão. O caminho certo é procurar um médico e chegar lá com exames, pedindo testosterona total e livre, LH e FSH, além de estradiol. Esses três primeiros contam a história inteira, porque mostram se o problema está no comando do cérebro ou no testículo. E se você tem intenção de ter filhos em algum momento, vale incluir espermograma, já que essa é a função que demora mais para voltar. Duas correções sobre o que você contou, porque elas mudam o seu entendimento do que aconteceu. Primeira. Você disse que tomou stanozolol para secar e não secou nada. Isso está dentro do esperado, porque stanozolol não queima gordura. Nenhum anabolizante queima. Quem tira gordura é déficit calórico. O que essas substâncias fazem é ajudar a preservar massa magra enquanto o déficit acontece. Se a dieta não estava em déficit, não havia como secar, independentemente do que você usasse. A fama de secar vem do aspecto mais duro que ele dá por não reter água, e não de perda de gordura de fato. Segunda, e essa é a que mais me preocupou. Você escreveu que parou de tomar o stan para terminar junto com o stanalozol. Stan é abreviação de stanozolol, então pode ser que você esteja chamando a mesma substância por dois nomes. Se por acaso você estava usando dois produtos diferentes achando que eram coisas distintas, você tomou dose dobrada de stanozolol sem saber, e aí a preocupação com fígado e com colesterol é bem maior. Vale conferir a caixa dos dois. Esse tipo de troca de nome é mais comum do que parece e já vi gente usar o dobro do que imaginava por causa disso. Sobre o ganho de seis quilos que você chamou de massa magra, sem medida de gordura corporal não dá para afirmar o que foi. Em quem come acima do gasto, parte disso é gordura e glicogênio. Não é motivo para desanimar, é só para você não usar esse número como prova de que o ciclo funcionou. E fica o registro, para quem chega aqui pela busca, de que desde abril de dois mil e vinte e três a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho. Isso não impede ninguém de procurar médico, e no seu caso procurar é justamente o que precisa ser feito, porque tratar supressão do eixo é conduta médica legítima. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  29. @Fernando Mamato, a orientação que o @Toxi, o @Enigma0012 e o @Locemar te deram estava certa no essencial, e você fez bem em recuar do ciclo todo oral. Vale detalhar o porquê, porque o motivo real é mais específico do que fígado virar patê, e tem uma parte que ninguém chegou a explicar. Sobre a sua dúvida inicial, o Toxi já respondeu com precisão e vale reforçar porque essa confusão é comum. A oxandrolona não é uma testosterona fraca. Ela é derivada de dihidrotestosterona, e isso tem uma consequência prática direta. Ela não converte em estrogênio e não faz o papel que a testosterona faz no corpo. Só que ela suprime a sua produção própria do mesmo jeito. Então um ciclo só de orais te deixa exatamente na pior combinação possível, com a sua testosterona desligada e nada ocupando o lugar dela. É daí que vem a pergunta do Toxi sobre libido, e ela não era provocação, era o ponto central. Baixa libido, cansaço e humor ruim em ciclo oral isolado não são azar, são o resultado esperado. Sobre o fígado, tem uma distinção que muda a leitura do seu ciclo. Tanto stanozolol quanto oxandrolona são dezessete alfa alquilados, mas o peso das duas é bem diferente. A oxandrolona é uma exceção relativa dentro dessa classe, porque parte dela é excretada inalterada pelos rins em vez de ser toda metabolizada no fígado, e ela tem histórico clínico grande, sendo usada em grande queimado, em síndrome de Turner e em perda de massa por HIV. A elevação de transaminases com ela costuma ser modesta. O stanozolol é outra história, com lesão hepatocelular e colestase bem descritas, incluindo relatos de colestase grave e falência hepática. Ou seja, no seu ciclo o problema não estava dividido meio a meio. Quarenta miligramas de stanozolol por dia durante oito a dez semanas era o item pesado, e a oxandrolona era o acompanhante. Vale registrar isso porque muita gente troca as duas de lugar na cabeça. E aqui um ponto que passou batido e que continua valendo mesmo com o ciclo injetável que você acabou escolhendo. Você citou stanozolol injetável em outro momento da conversa. Injetar stanozolol não protege o fígado. A alquilação é da molécula, não da apresentação, e a lesão hepática está descrita também por via intramuscular. Essa é provavelmente a crença mais difundida e mais cara sobre essa substância. Sobre o clembuterol que você pensou em acrescentar, eu deixaria de fora, e por três motivos. Ele induz hipertrofia cardíaca, e as intoxicações descritas incluem arritmia ventricular, infarto, convulsão e rabdomiólise. A meia vida dele é longa, algo em torno de trinta e poucas horas, de modo que os sintomas de intoxicação podem durar de um a oito dias, e esse esquema de quinze dias sim e quinze dias não é arbitrário e não resolve isso. E o mais importante, a evidência de perda de gordura em humanos é fraca, porque quase todo o efeito impressionante vem de estudo em animal. Você estaria pagando risco cardíaco concreto por benefício incerto. Sobre a TPC, dois ajustes. O esquema de esperar três semanas para começar o tamoxifeno faz sentido para éster longo, mas não fazia para um ciclo só de oral, porque comprimido some do sangue em dias e você passaria três semanas suprimido à toa. Como você mudou para injetável, aí sim o tempo de espera passa a depender do éster, e com propionato ele é bem mais curto que com enantato. E sobre os cinco mil de HCG em aplicação única, esse não é um bom protocolo. Quando o HCG é usado, ele entra em doses menores e fracionadas, e antes da TPC, não como um tiro único. Dose alta em bolo tende a estimular demais de uma vez, e isso trabalha contra o objetivo. A silimarina, por fim, não é escudo hepático que autorize dose maior, ela é no máximo coadjuvante. O que protege fígado é dose menor e tempo menor de exposição, além de acompanhar transaminases com exame. Duas observações finais. Você descreveu vinte por cento de gordura e a meta de secar. Nenhum dos compostos citados queima gordura, quem faz isso é o déficit calórico, e eles no máximo ajudam a preservar massa magra enquanto o déficit acontece. Se a dieta não estiver montada, o ciclo não entrega o que você espera. E sobre o plano seguinte com trembolona, eu não trataria como progressão natural. Ela é a substância dessa lista com o pior perfil de efeitos neuropsiquiátricos e de sono, e por ser derivada de dezenove nor tem atividade progestogênica, com repercussão sobre prolactina. Não é o próximo degrau de quem está começando com orais. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  30. @Franck Assis, começo pela sua pergunta, que ficou sem resposta e é a mais séria do tópico. Ombro inchado há sete meses depois de uma aplicação não é reação normal e não é coisa para tratar por conta própria. Reação ao óleo costuma inflamar e ceder em dias ou poucas semanas. Sete meses de persistência aponta para outra coisa, e as possibilidades incluem granuloma de corpo estranho, oleoma, fibrose no local, ou processo infeccioso arrastado, que pode inclusive cursar sem febre e sem vermelhidão evidente. Nenhuma dessas se resolve com compressa, massagem ou anti-inflamatório, e algumas exigem drenagem ou procedimento. Procure atendimento e peça avaliação com ultrassom da região, que é o exame que diferencia coleção líquida de massa sólida e orienta o resto. Se em algum momento aparecer febre, vermelhidão que aumenta, calor local ou saída de secreção, isso vira urgência e não pode esperar. @LeoBarber, sobre o seu ciclo, tem um ponto de segurança que passou batido no tópico e que muda a sua conduta, porque você acrescentou stanozolol no meio do caminho. Quando você perguntou sobre silimarina e hepatotoxicidade, a resposta que recebeu foi que dependeria de usar algum oral junto. Essa ideia é muito difundida e está errada. O que torna o stanozolol hepatotóxico não é o fato de ser comprimido, é a estrutura da molécula. Ele é dezessete alfa alquilado, ou seja, tem uma modificação química que permite atravessar o fígado sem ser destruído, e é exatamente essa modificação que agride o hepatócito. A versão injetável é a mesma molécula, apenas suspensa em água em vez de prensada em comprimido. A alquilação continua lá. A literatura descreve lesão hepática com stanozolol tanto por via oral quanto por via intramuscular, com lesões inflamatórias e degenerativas em hepatócitos centrolobulares, e há relatos de colestase grave e falência hepática associados ao uso. Traduzindo, injetar stanozolol não protege o seu fígado. Essa é provavelmente a crença mais cara que circula sobre essa substância. Se você está usando, o mínimo é acompanhar função hepática com exames, e a silimarina não é escudo que autorize usar mais tranquilo. Sobre a discussão de aplicação que tomou metade do tópico, ela tem uma resposta objetiva e vale registrar sem tomar partido de ninguém. O Durateston é uma mistura de quatro ésteres de testosterona com meias vidas diferentes, sendo um propionato bem curto e um decanoato bem longo. Por causa do éster curto, o nível oscila mais do que num éster único, e é daí que vem a recomendação de fracionar. Então o @trembomon estava certo no princípio, aplicar mais vezes com dose menor deixa o nível mais estável do que duas aplicações grandes. E o @Locemar estava certo na aritmética, porque uma ampola inteira dia sim dia não somaria setecentos e cinquenta miligramas por semana, que é dose alta demais para primeiro contato. As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo, e o que faltou foi separar frequência de dose. Fracionar é sobre frequência. Quanto entra na semana é outra conta. O @Marcos...V e o @Arnaldo Santos. chegaram nisso quando falaram em meio mililitro, e o @Joulker foi quem deu a orientação mais conservadora para quem nunca usou nada. Um detalhe prático que decorre disso e que se aplica ao seu stanozolol. A suspensão aquosa tem meia vida curta, de cerca de um dia. Aplicar duas vezes por semana é justamente o pior espaçamento possível para ela, porque o nível sobe e despenca entre as doses. Você mesmo explicou que fez assim por causa dos horários da farmácia, o que é compreensível, mas é bom saber que a substância está passando boa parte da semana fora de faixa. Sobre a sensibilidade no mamilo, você agiu certo ao não deixar passar. Só um alerta importante, porque muita gente lê este tópico. Sensibilidade que evolui para nódulo palpável embaixo da aréola é ginecomastia instalada, e existe uma janela em que ela ainda responde a tratamento clínico. Depois que o tecido fibrosa, não regride mais com remédio nenhum. Então isso é caso de avaliação médica de verdade, e não de ajustar sozinho pelo fórum. Sobre a TPC que você montou, dois itens dela não têm sustentação. O tribulus é o mais famoso e o mais inútil para essa finalidade. Uma revisão sistemática de dez ensaios clínicos com quatrocentos e oitenta e três participantes encontrou ausência de mudança no perfil androgênico em oito deles, e os dois que mostraram aumento tiveram magnitude pequena e envolviam homens já hipogonádicos. Ou seja, ele não recupera eixo. A vitamina E na dose e na função que costumam sugerir também não tem base. O que sustenta uma TPC é o modulador de receptor de estrogênio, e o @Locemar já te orientou bem ao indicar tamoxifeno. O resto é acessório caro. Por fim, dois registros de realidade. Você ganhou quatro quilos e novecentos em quinze dias. Boa parte disso é água e glicogênio, não tecido muscular, e vai embora quando a testosterona sair. Isso não é fracasso, é como funciona, e saber disso evita a frustração que costuma vir na TPC. E vale notar que o seu objetivo declarado era ganho seco e definição, mas a dieta que você iniciou foi hipercalórica. São direções opostas, e nenhum ciclo resolve essa contradição. Um aviso final sobre algo que mudou depois deste tópico. Desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de melhora de desempenho. Quem chega aqui pela busca hoje precisa saber que receita com essa finalidade não é mais conduta permitida. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  31. bom dia Cláudio, estou vivo ainda rsrs, faz 4 anos dessa postagem, hj mantenho 83 kilos, sem exagerar na comida, cervejinha em dia, mas sempre atento com o peso, graças a Deus estou bem melhor, abraço
  32. Ontem

  33. @MashleMuscle, o alerta central do seu tópico está certo e é útil. Derivados de DHT realmente têm propensão maior a acelerar queda de cabelo, e relato documentado como o seu ajuda muita gente. Mas tem um detalhe de mecanismo que muda a conduta, e como o tópico virou referência sobre o assunto, vale corrigir. A finasterida não bloqueia a ação da oxandrolona no folículo. E o motivo é estrutural. A finasterida inibe a enzima cinco alfa redutase, ou seja, ela impede que a testosterona seja convertida em DHT. Só que a oxandrolona já é uma molécula cinco alfa reduzida na origem, derivada da dihidrotestosterona. O nome químico dela deixa isso explícito, dois oxa cinco alfa androstan. Como ela já chega no estado final, não existe conversão a ser bloqueada. O mesmo vale para os outros que você citou, masterona e primobolan, e também para o stanozolol. Todos são derivados de DHT e nenhum deles é substrato da enzima. Na prática isso significa que, enquanto você usava oxandrolona junto com testosterona, a finasterida estava atuando apenas sobre a metade testosterona da história. Sobre a oxandrolona, nada. E isso explica bem a sua própria observação. Você parou a oxandrolona e começou a finasterida mais ou menos no mesmo período, então as duas coisas se misturam. Pelo mecanismo, a retirada da oxandrolona provavelmente foi responsável por boa parte da melhora, e não a finasterida sozinha. Fica registrado o que de fato funcionou no seu caso, que foi tirar o composto. Esse ponto importa muito para quem lê, porque existe uma crença bem espalhada de que basta tomar finasterida para poder usar oxandrolona, masterona ou primobolan sem risco capilar. Não funciona assim. Contra derivado de DHT, a finasterida não protege. @Sara1, você comentou que está pensando em usar oxandrolona e que o seu medo é justamente a queda de cabelo. Então esse é o ponto que te interessa diretamente. A oxandrolona é derivada de DHT, e finasterida não vai te proteger dela. O que reduz risco ali é dose baixa e tempo curto de exposição, como o MashleMuscle respondeu, além de predisposição genética. Vale acrescentar que finasterida em mulher é assunto para médico, porque ela é contraindicada na gravidez e exige cuidado específico em mulheres em idade fértil. E lembrando que, em mulher, queda de cabelo é dos efeitos que costumam regredir depois da interrupção, enquanto engrossamento de voz e aumento do clitóris tipicamente não voltam atrás. Sobre a biotina, que foi recomendada duas vezes aqui, tem uma informação que quase ninguém sabe e que é importante justamente para o pessoal deste fórum, que faz exame de sangue com frequência. A biotina interfere em exames laboratoriais. Muitos imunoensaios usam a ligação entre biotina e estreptavidina no próprio método, e biotina em excesso no sangue atrapalha essa ligação, gerando resultados falsamente altos ou falsamente baixos dependendo do teste. A agência regulatória americana emitiu comunicado de segurança sobre isso. Os exames mais afetados incluem hormônios tireoidianos, com TSH e T4 livre saindo errados, além de hCG e troponina. No caso da troponina o risco é grave, porque o resultado tende a vir falsamente baixo, e existe relato de morte por infarto não diagnosticado por causa dessa interferência. Traduzindo para o dia a dia de quem está aqui. Se você toma um complexo para cabelo com biotina e faz painel hormonal, o seu TSH pode vir alterado sem você ter nada, e alguém pode acabar tratando uma tireoide que está normal. A recomendação prática é suspender a biotina alguns dias antes de qualquer coleta e avisar o laboratório e o médico que você usa. E vale saber que, fora dos casos de deficiência real, a evidência de que biotina faça crescer cabelo é fraca. Por último, o @w99 perguntou sobre libido com finasterida e a resposta ficou incompleta porque você estava usando testosterona na época. Fica o registro de que alterações de libido e de função sexual são efeitos adversos descritos da finasterida, e que valem acompanhamento. Quem começar deve ficar atento e conversar com o médico se notar mudança. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  34. @IamJefferson, respondendo direto a sua pergunta sobre dividir a elevação lateral entre halteres e polia, e depois um ponto do programa que eu acho mais importante que ela. Sobre halter versus polia, a lógica que costuma justificar a divisão é real. O perfil de resistência dos dois é diferente. Com halter, a tensão vem da gravidade, então ela é máxima perto do meio do movimento e praticamente nula lá embaixo, com o braço junto ao corpo. Na polia, a tensão é mais constante ao longo de toda a amplitude, inclusive na posição alongada, principalmente se você deixar a roldana baixa e se inclinar um pouco para aumentar o alongamento no início. Só que a pergunta prática é se isso muda o resultado, e aí existe resposta melhor que teoria. Um estudo de dois mil e vinte e cinco comparou diretamente elevação lateral com halteres contra elevação lateral na polia em praticantes treinados, e encontrou hipertrofia semelhante do deltoide lateral entre os dois. Ou seja, a diferença de perfil existe, mas não se traduziu em diferença de crescimento. Então a resposta é que não vale a pena dividir dois e dois. Escolha o que você consegue executar melhor e no qual consegue progredir de forma consistente, e fique nele. O @MashleMuscle sugeriu alternar entre um treino e outro, e isso também funciona, principalmente por variedade e por conforto articular. O que não rende é fatiar a mesma sessão, porque você acaba com duas séries em cada, o que é pouco para progredir em qualquer um dos dois. Agora o ponto que eu levantaria, e que o MashleMuscle também tocou quando comentou que você só faz um exercício para ombro. Somando os dois treinos, a conta fica assim. Peitoral recebe doze séries por semana, entre supino, crucifixo, supino inclinado e crucifixo inclinado. Costas recebem doze, entre remada apoiada, pulldown, remada curvada e puxada alta. Ombro recebe três, todas de elevação lateral. Isso significa duas coisas. Primeira, não existe nenhum trabalho direto de deltoide posterior no seu programa. Nenhum. Segunda, não existe nenhuma pressão acima da cabeça, ou seja, nada de desenvolvimento. Você tem quatro exercícios de empurrar na horizontal e nenhum na vertical. Esse é o desequilíbrio que eu corrigiria antes de refinar a elevação lateral. O deltoide posterior é justamente o que costuma ficar para trás em quem faz muito volume de peitoral, e ele participa da estabilidade do ombro. Sem ele, o padrão que se instala é ombro puxado para frente, com todo o volume de empurrar na horizontal reforçando isso. As remadas ajudam um pouco, mas elas recrutam principalmente dorsal e romboides, não o deltoide posterior isolado. Se fosse ajustar sem aumentar muito o tempo de treino, eu faria assim. No upper com foco em costas, entra desenvolvimento, com barra ou halter, e entra crucifixo inverso ou face pull para deltoide posterior. Para abrir espaço, dá para cortar uma das quatro séries de empurrar horizontal, já que doze séries de peitoral por semana é volume confortável e você não vai sentir falta de duas ou três. Assim o seu ombro sai de três séries semanais para algo em torno de oito a nove, distribuídas entre as três porções, o que fica proporcional ao que você já dá para peitoral e costas. Essa mudança vai render bem mais que qualquer decisão sobre halter ou polia.
  35. @Andréa Rodrigues de Souza, dois quilos e trezentos em quinze dias com déficit calórico é um resultado muito bom, e a orientação do @MashleMuscle de manter a dieta por mais quinze dias antes de mexer nas calorias está certíssima. Quando está funcionando, o melhor a fazer é deixar funcionar. Mexer cedo demais é o erro mais comum de quem está começando. Preciso comentar a parte da ioimbina, e não é crítica a quem sugeriu, é informação que costuma faltar sobre ela. Primeiro, a situação dela no Brasil. A ioimbina é substância sujeita a controle especial, enquadrada na RDC número duzentos e quatro de dois mil e seis. Na prática isso significa que ela só pode ser manipulada com prescrição médica, e que é proibida a presença dela em suplementos industrializados. Ou seja, ela não é um suplemento que se compra e toma, é medicamento controlado. Produto vendido por aí sem receita e sem registro está irregular. Segundo, o que ela faz no corpo, porque isso importa mais que a regra. A ioimbina bloqueia receptores alfa dois adrenérgicos, e o efeito colateral direto disso é aumento de pressão arterial e de frequência cardíaca. As medidas descritas ficam em torno de cinco a dez milímetros de mercúrio de elevação de pressão e de dez a vinte batimentos por minuto a mais. Ansiedade e insônia aparecem em cerca de cinco a dez por cento dos usuários, e existe descrição de desencadeamento de crise de pânico em pessoas predispostas. Em relatos de caso, aparecem arritmia, crise hipertensiva, e em situações mais graves infarto e convulsão. Repara que a sugestão foi tomar de manhã e fazer cardio em jejum logo depois. As duas coisas empurram frequência cardíaca e pressão para o mesmo lado, ao mesmo tempo. Quem tem hipertensão, arritmia, problema cardíaco, transtorno de ansiedade ou pânico, ou usa antidepressivo, não deveria usar sem avaliação médica, porque as interações são relevantes. Terceiro, e esse é o problema mais prático de todos. Uma revisão de produtos com ioimbina encontrou divergência entre rótulo e conteúdo em setenta e oito por cento das amostras, com alguns produtos contendo de duas a doze vezes a quantidade declarada. Então mesmo alguém que decidisse usar dez miligramas não teria como saber quanto está de fato tomando. É por isso que ela é restrita ou proibida em vários países. E tem o outro lado da conta. O ganho que ela oferece em perda de gordura é modesto. Você acabou de perder dois quilos e trezentos em quinze dias sem ela, só com déficit. O trabalho está sendo feito pela dieta, que é exatamente o que a @Sara1 perguntou e o que você respondeu. Não vale trocar um risco cardiovascular concreto por um acréscimo pequeno naquilo que já está dando certo. Sobre cardio em jejum em si, sem a ioimbina, ele é seguro e pode entrar tranquilamente se você preferir treinar assim. Só vale saber que ele não queima mais gordura no fim do dia do que o cardio alimentado. O que decide é o total de calorias, então faça no horário que for mais fácil de manter. Duas sugestões práticas para as próximas atualizações. A medida de cintura que o MashleMuscle pediu é o melhor indicador que você tem, melhor que a balança, então anota junto do peso. E sobre a foto, já que você comentou duas vezes que não tem quem tire, dá para resolver sozinha: apoia o celular numa superfície na altura da cintura, usa o temporizador de dez segundos, marca com fita um ponto no chão onde você vai ficar de pé e repete sempre no mesmo lugar, na mesma hora do dia e com a mesma luz. Repetir as condições é o que faz a comparação valer, muito mais que a qualidade da foto. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  36. @Aline Rodrigues, a orientação que te deram está certa. Começar pelo lado mais fraco e igualar carga e repetições no lado forte é o procedimento padrão para esse tipo de correção, e o @fisiculturismo, o @MashleMuscle e o @IamJefferson acertaram nisso. Mas tem um detalhe no seu relato que muda um pouco a conversa, e é o tamanho da diferença. O @Foston está certo ao dizer que ninguém tem os dois lados exatamente iguais. Isso vale para todo mundo. A questão é a magnitude. Na prática clínica se usa um índice de simetria entre membros, e a faixa considerada aceitável fica em torno de noventa por cento ou mais, ou seja, uma diferença de até cerca de dez por cento entre as pernas. Alguns critérios aceitam a partir de oitenta e cinco por cento justamente para acomodar a assimetria normal. Você descreveu que uma perna levanta facilmente o dobro da outra. Isso equivale a um índice em torno de cinquenta por cento, que está bem longe da faixa de assimetria normal. Some a isso o fato de o seu quadril torcer nos movimentos bilaterais e de a perna esquerda simplesmente não conseguir executar sozinha. Esse conjunto não é o mesmo que ter um lado um pouco mais forte, e por isso eu não trataria como coisa para desencanar. Diferenças desse tamanho costumam ter causa identificável, e vale procurar. As mais comuns são lesão antiga, às vezes até esquecida, incluindo entorse de tornozelo ou joelho que fez você compensar por meses. Diferença de comprimento entre os membros. Restrição de mobilidade em quadril ou tornozelo de um lado só, o que impede o movimento acontecer igual. Fraqueza de glúteo médio, que é justamente o músculo responsável por estabilizar a pelve, e cuja falha produz exatamente aquela torção de quadril que você descreveu. E, menos comum mas importante de descartar, algum comprometimento neurológico, principalmente se você notar diferença de sensibilidade, formigamento ou dificuldade em acionar o músculo mesmo sem carga. Por isso, a minha sugestão principal é avaliação com fisioterapeuta antes de insistir muito na carga. Não é exagero, é o profissional que consegue medir mobilidade, testar cada músculo separadamente e identificar qual dos motivos acima está em jogo. Sem saber a causa, você pode passar meses fazendo unilateral sem corrigir aquilo que está realmente travando. Tem também uma questão de segurança que eu não deixaria passar. Quando o quadril torce embaixo da barra ou no leg, a carga deixa de ser distribuída de forma simétrica e sobra para a coluna lombar e para as articulações do lado que compensa. Então, enquanto isso não estiver resolvido, eu reduziria bastante a carga nos movimentos bilaterais pesados, principalmente agachamento e leg press, e concentraria o trabalho no unilateral, onde cada perna faz a sua parte sem que uma esconda a outra. Não é abandonar, é usar carga menor e focar em executar sem torcer. Dois testes simples que você pode fazer sozinha e que ajudam a mostrar o quadro para o profissional. Fique em pé numa perna só e conte quantos segundos consegue manter equilíbrio de cada lado, com e sem apoio visual. E faça elevação de quadril com uma perna só, comparando quantas repetições sai de cada lado. Se a diferença de equilíbrio for grande, aponta mais para controle e estabilidade que para força pura. Sobre o tempo, o fisiculturismo te deu uma expectativa realista. Correção de assimetria é lenta e se mede em meses, não em semanas. E quanto à foto, sem problema nenhum, dá para te orientar bem sem ela. Só registro que a avaliação presencial com fisioterapeuta, nesse caso específico, vale muito mais que qualquer foto de qualquer forma. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  37. @wellersonmelo6, o @Batata... já ajustou bem a parte de treino, então não mexo nisso. Mas o título do tópico é dieta de cutting de um vegetariano e a parte vegetariana acabou não sendo discutida, que é justamente onde o seu caso tem particularidade. Vou por aí. Começando pelo que mais importa num corte, que é proteína. Ela é o que protege massa magra enquanto você come menos, e para vegetariano isso exige atenção extra por um motivo específico, que é qualidade proteica e não só quantidade. Proteína vegetal tem digestibilidade e perfil de aminoácidos menos favoráveis que a animal. Um estudo comparando atletas vegetarianos e onívoros pelo escore DIAAS, que mede quanto da proteína ingerida fica de fato disponível, encontrou valores mais altos nos onívoros, com diferença de onze por cento no escore e de quarenta e três por cento na proteína efetivamente aproveitada. Na prática isso significa que o vegetariano precisa comer mais gramas para chegar no mesmo efeito. O mesmo trabalho estimou que um atleta vegetariano precisaria de cerca de dez gramas a mais por dia para atingir uma meta de um vírgula dois grama por quilo, e cerca de vinte e duas gramas a mais para atingir um vírgula quatro. Aplicando aos seus números. Com oitenta e três quilos e meio e vinte por cento de gordura, a sua massa magra está por volta de sessenta e sete quilos. Em déficit, mirando preservar essa massa, eu trabalharia numa faixa alta, algo entre cento e sessenta e cento e oitenta gramas de proteína por dia, e para vegetariano vale ficar na parte de cima dessa faixa justamente por causa da diferença de aproveitamento. Sobre a proteína de soja que o Batata perguntou, ela é uma boa escolha e vale registrar por quê. A soja é uma das poucas proteínas vegetais com perfil completo de aminoácidos essenciais e boa digestibilidade, então ela é das melhores ferramentas que você tem. Outra estratégia que funciona é combinar fontes, como arroz com ervilha, que juntas cobrem as lacunas uma da outra. Agora o item que eu destacaria no seu caso, porque ele é onde vegetariano ganha mais. Creatina. Vegetarianos têm estoque muscular de creatina de vinte a trinta por cento menor que quem come carne, simplesmente porque a fonte alimentar dela é carne. Isso significa que quando você suplementa, você tem mais espaço para encher, e a resposta tende a ser maior e mais rápida do que a de um onívoro tomando a mesma dose. Ou seja, o suplemento com melhor relação custo benefício do mercado é ainda mais vantajoso para você especificamente. E num corte isso conta duplo, porque ajuda a manter força e desempenho justamente quando as calorias estão baixas. Cinco gramas por dia, todo dia, sem necessidade de ciclar. Alguns nutrientes merecem atenção no seu contexto, e mais ainda em déficit, que é quando a margem some. Vitamina B12 é o principal, porque a fonte é essencialmente animal. Se você é ovolactovegetariano, ovos e laticínios ajudam mas nem sempre bastam, e se for vegano a suplementação é obrigatória. Ferro vegetal é absorvido bem pior que o de carne, então vale combinar com fonte de vitamina C na mesma refeição e evitar café ou chá junto, porque eles atrapalham a absorção. Zinco e ômega três também entram na lista. Vale pedir hemograma, ferritina e B12 nesse painel. Sobre a consulta com o endocrinologista que você mencionou, um aviso útil e que mudou depois que você postou isso. Desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. Então não conte com receita nesse sentido. Mas a consulta continua valendo muito, e eu aproveitaria para outra coisa. Você fez oito semanas de quinhentos miligramas de Durateston e não mencionou ter feito exames depois. Vale checar se o seu eixo recuperou, pedindo testosterona total e livre com LH e FSH, além de perfil lipídico, hemograma com hematócrito e função hepática e renal. Aos vinte e quatro anos essa informação vale mais que qualquer receita. E vale registrar que chegar a dez ou doze por cento partindo de vinte, de forma natural e com prazo de alguns meses, é totalmente factível. É um objetivo bem dimensionado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  38. @Paz e Amor, a sua pergunta ficou sem resposta, então vamos a ela. Tem sim, e a resposta completa é mais interessante que um sim. Depois dos quarenta, a capacidade de perder gordura não muda. Balanço energético continua funcionando exatamente igual, e ninguém fica imune a déficit calórico por causa da idade. O que muda são três outras coisas, e é a soma delas que cria a impressão de que ficou impossível. A primeira é massa muscular. A partir dessa faixa etária a perda de massa magra acelera em quem não treina força. Como o músculo é tecido metabolicamente ativo, quem perde músculo passa a gastar menos em repouso, e a mesma alimentação de antes vira excedente sem nada ter mudado no prato. Ou seja, o problema não foi o metabolismo envelhecer sozinho, foi o corpo perder o tecido que gastava. A segunda, e essa vale especialmente para mulher, é a transição hormonal. Com a queda de estrogênio, a distribuição da gordura muda. O corpo passa a armazenar mais na região abdominal e menos em quadril e coxa, e a proporção de gordura visceral aumenta. Existe medida mostrando queda de cerca de trinta e dois por cento na oxidação de gordura e redução do gasto energético durante o sono na transição para a pós menopausa. Ou seja, a barriga que aparece nessa fase não é necessariamente gordura nova, é gordura mudando de endereço. Isso importa porque muita mulher se cobra achando que relaxou, quando o peso às vezes nem mudou tanto. A terceira é recuperação, que fica mais lenta, o que na prática significa que dá para treinar pesado, só não dá para treinar pesado todo dia sem descanso. Agora, a parte que responde o título deste tópico e que vale para os dois casos aqui. Não existe perda de gordura localizada. Uma meta análise de treze estudos de boa qualidade, com mil cento e cinquenta e oito participantes, comparou membros treinados e não treinados e não encontrou diferença na perda de gordura local, com efeito basicamente zero. Existe ainda um estudo em que doze semanas de treino abdominal somado a dieta não produziram mais perda de barriga do que dieta sozinha. Abdominal fortalece o abdômen, ele não queima a gordura que está por cima. A gordura sai do corpo inteiro, na ordem que a sua genética e os seus hormônios determinam, e a barriga costuma ser das últimas justamente em quem tem essa predisposição. Então o que funciona depois dos quarenta é o contrário do que a maioria faz. A maioria aumenta aeróbio e corta comida. O que rende mais é colocar treino de força no centro, porque ele ataca justamente a variável que mudou, que é a perda de massa magra, e ainda protege osso, que é a outra coisa que a queda de estrogênio cobra. Junto disso, proteína mais alta, porque com menos estrogênio o corpo fica menos eficiente em sintetizar proteína muscular e passa a precisar de mais para manter a mesma massa. E déficit moderado em vez de agressivo, porque déficit grande acelera justamente a perda de músculo que já está acontecendo por idade. @Tifane, aproveitando, um comentário sobre o seu caso, porque ele tem uma particularidade. Com um metro e cinquenta e cinco e cinquenta e três quilos e meio, você está num índice de massa corporal de vinte e dois, que é faixa normal. Você não é uma pessoa que precisa emagrecer, o seu objetivo real é recomposição, ou seja, trocar composição mantendo mais ou menos o peso. Isso muda a forma de medir. Balança vai te enganar, porque ela não distingue o que você perdeu do que ganhou. Fita métrica na cintura e foto na mesma luz contam a história muito melhor. E tem um ponto de saúde que eu não deixaria passar, já que você respondeu que tem hipertensão e usa medicação para pressão, mas não tem exames. Vale pedir ao seu médico um painel básico junto com o acompanhamento da pressão, incluindo perfil lipídico, glicemia e função renal, além de TSH com T4 livre, ferritina e vitamina D. Hipertensão em mulher de quarenta anos com peso normal merece essa investigação de rotina, e tireoide e ferritina são causas comuns e reversíveis de cansaço e de dificuldade de evoluir no treino. Vale avisar também que quem tem hipertensão deve conversar com o médico antes de iniciar treino de força, principalmente sobre evitar apneia forçada durante o esforço, que eleva bastante a pressão no momento do exercício. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.