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  1. Última Hora

  2. Ontem

  3. Seu tópico ficou sem nenhuma resposta desde que você postou, e a pergunta é legítima, então vamos a ela. Olhando a foto, sim, dá para ver a diferença que você está apontando, e não é impressão sua. O peitoral do seu lado esquerdo está visivelmente mais cheio, com a borda inferior mais definida e mais projetada, enquanto o direito está mais plano, com o mamilo numa posição um pouco mais alta. A diferença existe, mas quero começar dizendo o tamanho dela: é discreta a moderada, e está bem dentro do que se vê na maioria das pessoas. Isso é o primeiro ponto, e é o mais importante. Assimetria é a regra, não a exceção. Praticamente todo mundo tem um lado com mais massa, um ombro um pouco mais alto, um braço um pouco maior. Isso vale inclusive para quem sobe em palco, com a diferença de que lá a pose e a iluminação disfarçam. O que costuma acontecer é a pessoa não reparar durante anos, um dia notar, e a partir daí não conseguir mais ver outra coisa quando olha no espelho. Sobre as causas, as mais comuns no seu caso são três, e elas se somam. A primeira é a dominância. O lado que você usa para tudo no dia a dia costuma ter mais massa e melhor conexão com o movimento, e em exercício com barra o lado mais forte assume mais carga sem que você perceba. A barra sobe reta e parece igual, mas a divisão não é igual. A segunda é postural. Na sua foto o tronco parece estar levemente rodado, e uma rotação pequena da caixa torácica muda bastante a aparência dos dois peitorais na câmera, projetando um e achatando o outro. Isso é comum em quem tem alguma assimetria de coluna ou simplesmente ficou parado torto na hora da foto. A terceira é o ângulo da foto em si. Câmera acima ou abaixo da linha do peito, um ombro mais próximo da lente, luz vindo de um lado só, e a diferença aparente muda muito. Por isso, o primeiro teste que eu faria é padronizar: câmera na altura do peito, distância fixa, tronco alinhado com os pés paralelos, mesma luz, uma foto relaxado e uma contraindo os dois peitorais igualmente. Se a diferença some ou diminui muito na contração, o problema é mais de recrutamento e postura do que de massa. No treino, o que funciona para reduzir isso é bem simples e não exige nada especial. Priorize movimentos unilaterais, como supino e crucifixo com halteres, crossover unilateral e máquinas de peito com pegada independente. Com halteres, cada lado precisa levantar o próprio peso e o mais forte não consegue compensar. Comece sempre a série pelo lado menor e faça no lado mais forte exatamente o número de repetições que o lado menor conseguiu, mesmo que sobre gás. É isso que impede a diferença de aumentar. Se quiser acelerar um pouco, pode acrescentar uma série extra só no lado menor, mas uma, e não o dobro de volume, senão você troca uma assimetria por outra. Vale também prestar atenção na hora do supino com barra, conferindo se a pegada está simétrica e se um ombro não sobe mais que o outro. O que não adianta: fazer três vezes mais volume de um lado, ou esperar simetria perfeita. O objetivo realista é diminuir a diferença até ela não incomodar, e não zerar. E, como você é jovem e está magro, tem um fator a seu favor: quanto mais massa você acumular nos dois lados ao longo dos anos, menos a diferença relativa aparece. Boa parte das assimetrias que angustiam aos vinte anos deixam de ser perceptíveis quando a pessoa fica maior. Por fim, duas situações em que a conversa muda e vale procurar avaliação médica: se de um lado faltar a prega da axila na frente, aquele relevo que se forma quando você leva o braço à frente, o que sugere ausência congênita de parte do músculo, ou se a diferença tiver surgido de forma relativamente rápida acompanhada de fraqueza real daquele lado, o que aponta para questão nervosa e não estética. Pela sua foto, nenhuma das duas parece ser o caso, mas fica o critério. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  4. A melhor coisa desse tópico está no meio dele e passou quase despercebida: o rapaz perdeu 1,6 quilo na primeira semana sem ter comprado o termogênico nem a albumina, só organizando o que comia. Ele veio perguntando qual suplemento usar e a resposta apareceu antes da compra. Quinze anos depois, isso continua sendo a coisa mais útil escrita aqui. Mas ficou uma parte da pergunta original sem resposta, e é justamente a que mais aflige quem procura esse assunto. Ele falou em secar o peito, com a palavra que todo mundo usa, e ninguém comentou. Vale explicar, porque muda completamente o que fazer. Existem duas situações diferentes com aparência parecida. Uma é acúmulo de gordura no peito, que acompanha o excesso de gordura do corpo todo e melhora conforme a pessoa emagrece. A outra é ginecomastia, que é crescimento do tecido glandular da mama, e essa não responde a dieta, a exercício, a termogênico nem a supino inclinado. Não some, por mais que a pessoa emagreça. Dá para ter uma boa ideia de qual é apalpando: na ginecomastia, sente-se um disco ou nódulo firme logo abaixo da aréola, às vezes sensível ou dolorido ao toque, com contorno delimitado. Na gordura, o tecido é mole, uniforme, sem nódulo e sem dor. E existe um detalhe importante para a idade de quem abriu o tópico: aos 18 anos, boa parte dos casos é ginecomastia da própria puberdade, que aparece na adolescência e regride sozinha na maioria dos rapazes ao longo de um a dois anos. Ou seja, muita gente sofre e faz dieta atrás de dieta por algo que ia se resolver com o tempo, e outra parte fica anos achando que é gordura e tentando resolver do jeito que não funciona. Quando persiste além disso, é caso de avaliação médica, porque existem causas investigáveis, e o tratamento definitivo do tecido já formado e fibrosado é cirúrgico. Aproveito para deixar registrado o que também vale para sempre: não existe redução localizada. Nenhum exercício queima gordura da região que ele trabalha. Abdominal não seca barriga, e supino não seca peito. A gordura sai do corpo todo, na ordem que a genética de cada um determina, e a barriga costuma ser das últimas a ceder nos homens. Treinar a região continua valendo, mas pelo músculo que fica por baixo, não pela gordura por cima. Sobre os termogênicos, dois pontos. O efeito real deles sobre o gasto de energia é pequeno, algo em torno de poucos por cento no dia, e some quase todo se a pessoa comer um pouco a mais por estar com mais disposição. E, na época desse tópico, aquela geração de produtos importados tinha um histórico ruim de conter substâncias não declaradas no rótulo, incluindo estimulantes que acabaram proibidos depois. Quem for usar qualquer coisa do tipo precisa saber que o efeito colateral não é o tremor, é a pressão e o coração. E sobre a receita de perder quinze quilos em um mês e meio que apareceu ali no começo: velocidade assim não é feita só de gordura. Boa parte é água e massa magra, e é justamente o que faz o peso voltar depois. Meio a um por cento do peso corporal por semana é a faixa em que se perde gordura preservando músculo. Por fim, a dúvida mais prática do tópico, sobre chegar da faculdade às onze da noite morrendo de fome. A solução não é resistir. É deixar pronta uma refeição com proteína e alguma fibra para essa hora, dentro do total do dia, e comer sem culpa. Fome à noite quase sempre é sinal de que faltou comida durante o dia, e não de falta de força de vontade. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  5. Gabriel, você recebeu bastante ajuda de boa vontade aqui, e uma parte dela é boa. Mas tem uma orientação que eu preciso contestar, porque ela vai justamente contra o que você está tentando fazer. Foi sugerido baixar sua proteína de 175 gramas para 125, ou seja, de 2,4 para 1,7 grama por quilo, por não haver necessidade de passar de 2. Essa recomendação é razoável para quem come na manutenção ou em superávit. Só que você está em déficit calórico, e é exatamente aí que a regra muda. Quando falta energia, o corpo passa a considerar o músculo como fonte, e a proteína mais alta é a principal proteção contra isso. É por esse motivo que as recomendações para quem está cortando são mais altas do que para quem está ganhando peso, chegando com frequência à faixa de 2,2 a 2,6 gramas por quilo, principalmente em quem tem pouca gordura corporal ou está com déficit mais agressivo. Ou seja, seus 175 gramas não eram exagero, eram acerto. Se você seguir para 125 gramas em pleno déficit, o risco é perder junto o pouco de músculo que quatro meses te deram. A parte da orientação que estava certa é a gordura. Trinta e seis gramas por dia é baixo demais, e vale subir para algo em torno de 60 a 70 gramas, tanto por saúde hormonal quanto por saciedade. Só que essa gordura deve vir da conta do carboidrato, e não da proteína. Uma distribuição mais adequada para você ficaria em torno de 175 gramas de proteína, 65 de gordura e o carboidrato ajustado para fechar o total calórico que você definiu. Sobre a pergunta que abriu o tópico, se você deve continuar em déficit: olhando suas fotos, você tem uma estrutura boa por baixo, com ombro largo e uma base sólida de costas e perna, e uma camada de gordura por cima, concentrada na cintura e na lombar. A leitura de falso magro está correta. E, para o seu caso específico, existe uma janela que você não vai ter de novo: quem tem pouco tempo de treino, sobrepeso leve e sem histórico de dieta consegue ganhar músculo e perder gordura ao mesmo tempo. Por isso a sugestão de trabalhar próximo do seu gasto, ou num déficit pequeno, é acertada. Déficit agressivo agora te tira justamente a energia para treinar pesado, que é o que fará você ficar com uma aparência diferente e não apenas com um número menor na balança. E aí vem a parte que ninguém comentou, que é sobre a sua suplementação. Você escreveu que comprou ioimbina para usar em jejum, mas que muitas vezes acaba tomando junto com a cafeína no pré-treino. Essa combinação eu não faria. A ioimbina aumenta a liberação de adrenalina, e a cafeína puxa na mesma direção, então o efeito soma: pressão arterial mais alta, coração acelerado, tremor, ansiedade e insônia. Quem tem qualquer histórico de ansiedade ou pressão alta deveria ficar longe. E o benefício, na melhor das hipóteses, é pequeno perto do que sua dieta já está fazendo. Com quatro meses de treino, aos 23 anos, gastar dinheiro e correr esse risco por uma diferença que nem aparece no espelho não compensa. Cafeína, se te ajuda a treinar melhor, mantém. A ioimbina eu deixaria de lado. Duas observações rápidas sobre o treino que te passaram, que no geral melhorou o seu ao mudar de ABCDE para ABC duas vezes na semana, e isso foi acerto pelo motivo certo, que é treinar cada grupo duas vezes por semana em vez de uma. A primeira: no treino B ficaram doze séries de bíceps, praticamente o mesmo volume das costas, e todas as puxadas já trabalham bíceps. Duas roscas bastam. A segunda, mais importante: o treino de perna ficou só com máquinas e leg press, sem nenhum agachamento e sem nenhum exercício de quadril com carga, como stiff ou levantamento terra. Mesa flexora sozinha não cobre posterior de coxa e glúteo. Eu colocaria agachamento ou hack com boa amplitude no lugar de uma das cadeiras, e um stiff, mesmo que leve, para aprender o movimento agora que você está começando. Por fim, o aeróbico todos os dias depois do treino, somado a déficit e a quatro meses de academia, é mais do que você precisa. Três a quatro sessões por semana dão o mesmo resultado e deixam mais recuperação para o que realmente muda seu shape, que é a carga subindo semana a semana. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  6. Antes das dicas de ficha, uma pergunta que ninguém te fez e que muda tudo: o que foi a lesão que te tirou da academia? Isso importa porque a resposta correta depende inteiramente dela. Se foi ombro, o seu treino A é justamente o mais arriscado, porque tem supino reto, supino inclinado, voador e desenvolvimento em sequência, e o voador com o ombro em rotação externa e abdução é uma das posições que mais incomoda quem teve problema ali. Se foi lombar, o cuidado passa a ser com agachamento e stiff no mesmo dia, com a mesma articulação recebendo carga duas vezes. Se foi joelho, a ordem entre agachamento, leg press e extensora precisa ser pensada. Sem saber disso, qualquer sugestão aqui é chute. Então essa é minha primeira recomendação: se a lesão não passou por avaliação profissional, vale passar antes de subir carga, porque voltar a treinar em cima de algo mal resolvido é o jeito mais rápido de perder mais seis meses. Dito isso, vamos à ficha, que está bem montada para quem tem pouco tempo de academia. Vou apontar quatro coisas, em ordem de importância. A primeira, e é a que mais rende: pelo que você escreveu, cada grupo muscular está sendo treinado uma vez por semana. Essa é a divisão clássica de academia, mas os estudos que compararam frequências com volume total igualado mostram vantagem para treinar cada grupo duas vezes por semana em vez de uma. Ou seja, você conseguiria mais resultado com o mesmo volume, só redistribuindo. Duas formas de fazer isso: rodar o ABC duas vezes na semana, em seis dias, ou trocar para uma divisão de superiores e inferiores, quatro dias por semana, o que costuma encaixar melhor na vida real e dá mais dias de recuperação. A segunda é a distribuição entre grandes e pequenos, e nisso concordo com quem comentou por último. Você tem doze séries de peito e nove de tríceps, doze de costas e nove de bíceps. Só que cada série de supino já é trabalho de tríceps, e cada puxada já é trabalho de bíceps. Na prática, seu braço recebe muito mais estímulo do que a ficha sugere. Reduzir os isoladores de braço para dois exercícios, num total de cinco ou seis séries, e usar esse tempo em mais qualidade nos compostos, tende a render mais. A terceira é específica das costas, e é a correção mais técnica que tenho para te dar. Puxador frente e pull-down são o mesmo padrão de movimento, puxada vertical, e ficam praticamente redundantes um em relação ao outro. Você tem só a remada cavalinho como puxada horizontal. Costas ganham espessura com puxada horizontal e largura com a vertical, então o equilíbrio ideal é ter as duas. Eu trocaria um dos dois verticais por uma remada com barra, ou remada unilateral com halter, e ganharia bastante com isso. A quarta é o que está faltando na sua ficha e não é exercício nenhum: repetições e carga. Você listou só a quantidade de séries. O que faz você crescer não é a lista de exercícios, é a carga subindo ao longo das semanas dentro de uma faixa de repetições. Anote, para cada exercício, o peso e as repetições que você fez. Na semana seguinte, tente uma repetição a mais ou um pouco mais de carga. Sem esse registro, seis meses passam e você continua no mesmo peso sem perceber. Uma faixa que funciona bem: seis a dez repetições nos compostos, dez a quinze nos isoladores, sempre parando uma ou duas repetições antes da falha real. Sobre a sua pergunta do antebraço, a resposta é que você não precisa acrescentar nada agora. A rosca martelo já trabalha bastante o braquiorradial, e todas as suas puxadas e remadas já treinam a preensão, principalmente se você não usar straps. Antebraço direto faz sentido quando a pegada vira gargalo em remada ou barra fixa. Se quiser mesmo incluir, uma rosca inversa de três séries no fim do treino B basta, mas eu priorizaria a remada horizontal que citei acima. E uma sugestão que não está na sua lista: barra fixa, mesmo assistida por elástico ou na máquina. É o exercício que mais muda a costas de iniciante, e vale mais que qualquer variação de rosca. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  7. Esse tópico tem uma discussão boa sobre falsificação, e quero acrescentar três coisas, sendo uma delas uma correção factual que ficou sem resposta lá atrás. A pergunta que ficou no ar foi se o Sustanon tem nandrolona na composição. Não tem. Sustanon é uma mistura de quatro ésteres de testosterona, o propionato, o fenilpropionato, o isocaproato e o decanoato. A confusão nasce da palavra decanoato, que aparece nos dois lugares: existe decanoato de testosterona, que está no Sustanon, e existe decanoato de nandrolona, que é a deca. O éster é o mesmo, a substância que ele carrega é diferente. Quem lê o rótulo rápido acha que são a mesma coisa. Se um produto vendido como Sustanon vier declarando nandrolona na fórmula, isso é sinal de que a fórmula não é a que o nome promete. A segunda coisa é sobre o relato do frasco com algo flutuando, parecido com fundo de panela queimado. A conduta ali foi a certa, não aplicar e devolver. E vale registrar por quê, porque isso salva alguém que estiver em dúvida. Material particulado dentro do frasco significa que existe partícula sólida que vai ser empurrada dentro do músculo, com risco de reação inflamatória grave, abscesso e, dependendo de onde cair, coisa pior. Nenhuma economia justifica. Mas existe uma diferença importante que quase ninguém conhece: óleo com esteroide em concentração alta pode cristalizar com o frio, e isso é diferente de contaminação. Cristalização aparece como pequenos cristais claros ou como aspecto turvo, e desaparece se você aquecer o frasco em água morna, voltando a ficar límpido. Contaminação não desaparece com o calor, e costuma ser floco escuro, fiapo, ou material que se deposita e não se dissolve. Se aqueceu e o líquido ficou totalmente transparente e homogêneo, era cristalização. Se sobrou qualquer coisa boiando ou depositada, o frasco não presta. A terceira é sobre a conclusão de que o produto seria falso por não ter dado ganho em oito semanas. Não dá para concluir isso, e o próprio relato mostra o motivo: a pessoa descreveu aumento de oleosidade da pele e alteração de libido. São sinais de atividade androgênica, ou seja, tinha alguma coisa ativa ali dentro. Produto subdosado é uma hipótese, e é comum, mas falta de ganho em oito semanas tem uma lista de explicações que começa em calorias insuficientes, treino sem progressão e sono ruim, e só depois passa pelo frasco. Se a dúvida for sobre dose de verdade, o caminho é dosar testosterona total em coleta padronizada, sempre no mesmo momento do intervalo entre aplicações, e mesmo assim o resultado é indireto. O que testa frasco é análise de amostra em laboratório. E aí chego no ponto que costura tudo. A pergunta que abriu o tópico, se determinado laboratório é bom, não tem resposta possível, e não é por falta de informação nossa. Linha clandestina não tem controle de qualidade, não tem fiscalização sanitária, não tem rastreabilidade de lote e não responde por nada. Isso significa que a variação existe até de lote para lote do mesmo fabricante, e que o mesmo nome pode entregar produto correto numa remessa e óleo com sabe-se lá o quê na seguinte. Marca com boa fama é justamente a mais copiada, exatamente porque tem boa fama. Por isso o critério que o tópico está buscando, escolher pelo nome, é o que menos protege. E tem o risco que não é de dose, é de esterilidade. Produto não estéril não muda seu ganho, ele te leva ao pronto-socorro. Tem tópico aqui no fórum de gente com abscesso e área inflamada enorme depois de aplicar frasco de procedência duvidosa, e esse é o desfecho que ninguém considera ao comparar preços. Para quem estiver lendo isso hoje e quiser sair desse jogo: testosterona é medicamento registrado, existe legalmente por prescrição, e o caminho da receita com acompanhamento resolve de uma vez tanto a dúvida de conteúdo quanto a de esterilidade, além de te dar alguém para responder quando algo der errado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  8. Pois é Chamini, quando falo em suplementos me refiro também ao modismo atual de tomar peptideos pra tudo..interferindo no metabolismo na utilização de gorduras, também na função mitocondrial, pra dormir, crescer cabelo, supostamente aliviar ansiedade e até mudar a cor da pele, não só do abuso de vitaminas e minerais inclusive pesados e como você mencionou tem chás tóxicos quando ingeridos em excesso e fitoterápicos como feno grego, long jack, tribulus, maca podem estimular o crescimento de células malignas pré existentes. O fato é que temos visto no youtub farmacêuticos, médicos além de atletas sugerindo a ingestão de dezenas de cápsulas ao dia. Eu defendo que o aporte de vitaminas e minerais se dê pela alimentação rica e variada, mas idosos e pessoas com problemas médicos podem precisar de suplementação.
  9. Miriam, li o tópico inteiro e tem uma informação que você deu logo no seu primeiro post e que passou despercebida por todo mundo, inclusive quando o assunto virou justamente ela. Vou começar por aí, porque muda a conclusão a que o tópico chegou. Você escreveu, na apresentação, que usa paroxetina 20 mg. Semanas depois, quando você relatou que a libido não tinha aparecido mesmo na quinta aplicação, a explicação que ficou registrada foi que ou o masteron seria falso, ou você seria uma privilegiada sem colaterais. Existe uma terceira explicação, e ela é de longe a mais provável: a paroxetina é, entre os antidepressivos da classe dela, um dos que mais causam efeito sobre a resposta sexual. Redução de libido, dificuldade de excitação e demora ou ausência de orgasmo aparecem numa parcela grande de quem usa, dependendo do estudo entre metade e dois terços das pessoas. Ou seja, você estava tomando, todos os dias, um medicamento cujo efeito colateral mais frequente é exatamente aquilo que você estava esperando que o masteron produzisse. Isso não é motivo para parar a paroxetina por conta própria, de jeito nenhum, é motivo para levar essa queixa a quem prescreveu, porque existem alternativas dentro da própria classe com menos efeito sexual, e a troca só faz sentido se o quadro que motivou o tratamento estiver bem controlado. E isso desmonta a conclusão sobre o frasco. Ausência de libido, nesse contexto, não indica produto falso. Agora a parte que me preocupa mais, e vou ser direto porque acho que ninguém foi. Cento e vinte miligramas de masteron por semana, para uma mulher de 54 quilos, é dose de homem. Quando esse composto aparece em protocolo feminino, o que se vê é algo em torno de vinte e cinco a cinquenta miligramas semanais, e mesmo isso já é considerado agressivo por muita gente. Você está entre duas e cinco vezes acima disso. E o masteron é derivado de DHT, ou seja, é dos compostos com maior potencial virilizante que existem, mais que a oxandrolona com folga. Some a isso o histórico: oxandrolona em 2019, oxandrolona com estanozolol em 2020, masteron em 2021. Virilização não é um evento, é um acúmulo, e o que conta é a exposição somada ao longo dos anos. Por isso, mais importante do que qualquer ajuste de dose, é o sinal de parada: qualquer rouquidão, voz mais grave, cansaço para falar ou mudança que outra pessoa perceba na sua voz significa interromper na hora, sem esperar confirmação. Essa é a única alteração que não regride. Acne, oleosidade e pelos avisam que passou do ponto e voltam ao normal depois. A voz não avisa duas vezes. Aumento de clitóris também merece parada imediata. Sobre a ideia de acrescentar Androgel, preciso discordar da resposta que você recebeu. Androgel é testosterona em gel na dose masculina, e a quantidade de um sachê é muitas vezes maior do que qualquer dose que faria sentido para uma mulher. Somar isso a 120 mg semanais de masteron seria empilhar androgênio sobre androgênio, justamente no cenário de maior risco de virilização. E existe um problema adicional que quase nunca se menciona: gel de testosterona transfere pela pele para quem tem contato próximo, incluindo criança, e isso é bem documentado. Se algum dia entrar testosterona nessa conversa, tem que ser em dose feminina, manipulada, com acompanhamento e exames. Duas observações sobre o que sustenta o resultado, porque elas explicam a frustração que você relatou. A dieta, como já foi apontado, tem muito pouca proteína e pouca comida no geral. Quatro ovos por dia, para alguém de 54 quilos treinando todos os dias e ainda fazendo bicicleta duas vezes ao dia, é muito pouco. Como referência, algo em torno de 1,6 a 2 gramas de proteína por quilo, ou seja, uns 90 a 110 gramas por dia no seu caso, é a faixa que sustenta ganho de massa. Nenhum composto compensa proteína e calorias insuficientes, e isso vale ainda mais para você, que está bem magra e quer justamente encher. O treino tem o mesmo problema, invertido. Você escreveu que queria carga alta em quadríceps, mas as séries são de trinta, quarenta repetições, com leg press quatro por trinta e panturrilha quatro por quarenta. Repetição muito alta com carga leve é trabalho de resistência, não de hipertrofia. Se o objetivo é ganhar massa, precisa existir uma parte do treino com repetições mais baixas, entre seis e doze, com carga que realmente desafie e que suba ao longo das semanas, com registro. E, olhando sua foto, esse é o ponto: você tem um físico magro e definido, com perna e ombro já com desenho. O que falta ali é volume, e volume vem de comida e de carga, não de aumentar dose. Aliás, aquele ganho de um quilo e meio em duas semanas que você mencionou é o único sinal, no tópico inteiro, de que a coisa estava indo na direção certa. Por último, um lembrete sobre uma interação que pode importar no futuro: paroxetina inibe fortemente a enzima que ativa o tamoxifeno no fígado. Se algum dia o tamoxifeno entrar na sua vida, por qualquer motivo, esse detalhe precisa ser dito ao médico. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  10. Abri a foto. O que se vê é uma área extensa de vermelhidão no glúteo, difusa, com aspecto de placa, e o relato que acompanha fala em calor local, dor, coceira e endurecimento, surgidos cerca de duas semanas depois da aplicação, nos dois lados. Como o tópico é de 2023, a primeira coisa que quero saber é como isso terminou. Mas vou deixar registrado o raciocínio, porque esse quadro aparece bastante e o tópico caminhou para o diagnóstico errado. Foi levantada a hipótese de vaso atingido, isquemia e risco de necrose. Isso não se sustenta pela linha do tempo nem pela distribuição. Lesão por injeção intravascular ou isquemia dá sintoma imediato ou em horas, com dor intensa na hora da aplicação, e não aparece duas semanas depois. E dificilmente aconteceria igual dos dois lados, em aplicações feitas em dias diferentes. O que combina com o que está descrito são duas possibilidades, e as duas pedem avaliação médica presencial. A primeira é infecção de partes moles, o que chamamos de celulite, que pode evoluir para abscesso, e é exatamente assim que ela se comporta: começa como uma mancha pequena, se espalha, esquenta, dói e endurece ao longo de dias. A segunda é reação inflamatória ao óleo do veículo, sem infecção, que também dá vermelhidão, calor e nódulo endurecido. Distinguir uma da outra à distância não dá, e nem por foto. Mas existem sinais que decidem a urgência, e eles valem para qualquer pessoa que passe por isso: febre ou calafrio, vermelhidão que avança e ultrapassa um contorno marcado com caneta na pele, dor desproporcional ao toque, área amolecida no centro como se tivesse líquido embaixo, pele arroxeada ou escurecida, saída de secreção, ou mal-estar geral. Qualquer um deles significa pronto-socorro no mesmo dia. Se houver coleção de pus formada, nenhum comprimido resolve, o tratamento é drenagem, e quanto mais tarde, pior fica. E aqui vai a parte que preciso destacar sobre o que foi usado para tratar. Ibuprofeno e pomada anti-inflamatória diminuem dor, calor e vermelhidão, ou seja, escondem exatamente os sinais que serviriam para acompanhar a evolução, e o anti-inflamatório ainda pode baixar a febre, que é o principal aviso de que virou infecção. Quando a dúvida é se há infecção, tomar anti-inflamatório por conta própria e observar em casa é justamente o que atrasa o diagnóstico. O que se faz enquanto se busca atendimento é compressa morna, repouso da região e marcar o contorno da vermelhidão para saber se ela está aumentando. Sobre a causa, discordo um pouco do rumo que o tópico tomou. Aconteceu dos dois lados, em aplicações separadas, e quem aplicou tem prática. Erro de técnica repetido nos dois lados é menos provável do que o denominador comum das duas aplicações, que é o frasco. Reação ao óleo do veículo, óleo de má qualidade, produto não estéril ou contaminado explicam melhor o quadro bilateral e tardio. Nisso, uma correção importante ao conselho que foi dado de trocar por marcas de fama melhor. Nenhuma linha clandestina, incluindo as citadas, oferece garantia de esterilidade ou de conteúdo. Elas não passam por controle de qualidade nem por autoridade sanitária, e são justamente as marcas mais conhecidas as mais falsificadas. Trocar de nome não resolve o problema que causou isso. Por fim, o ponto que ninguém tocou e que, para você, é maior do que a lesão no glúteo. Decanoato de nandrolona é, entre os compostos comuns, um dos piores para mulher. Ele é da família da 19-nor e é bastante virilizante, com um agravante: é de éster muito longo, o que significa que continua sendo liberado por semanas depois da última aplicação. Ou seja, se aparecer um efeito indesejado, não existe a opção de parar hoje e a substância sair rápido. O sinal que exige parada imediata é a voz, qualquer rouquidão, voz mais grave ou cansaço ao falar, porque essa é a única alteração que não regride depois de instalada. Acne, oleosidade e pelos avisam que passou do ponto e voltam ao normal. A voz não. Se você ainda estiver por aqui, conta como ficou. E, se em algum momento a conversa for retomar algum protocolo, vale ser com alguém que possa acompanhar exames e com composto que permita parar rápido, o que a nandrolona não permite. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  11. O pessoal acertou em tranquilizar o Lucas, e o diagnóstico das três vezes por dia foi certeiro. Mas ficaram duas coisas de fora, e uma delas era a mais importante do tópico inteiro. Começo por ela: ele tomou testosterona antes de uma competição de jiu-jítsu. Testosterona é substância proibida em competição pelas federações que seguem o código antidoping, e é das mais detectáveis que existem. O exame não procura só a testosterona em si, ele compara a relação entre testosterona e epitestosterona e, quando essa relação chama atenção, o material vai para um teste de isótopos que distingue a testosterona produzida pelo corpo daquela que veio de fora. Esse rastro dura semanas a meses, dependendo do éster, e o Durateston tem componentes de liberação longa. Ou seja, uma única ampola, tomada dias antes, é perfeitamente capaz de gerar um resultado positivo e uma suspensão. E, ironia da história, sem trazer nenhum ganho de desempenho, porque em poucos dias não dá tempo de o corpo transformar isso em força ou músculo nenhum. É o pior negócio possível: risco inteiro, benefício zero. Se você compete em evento federado, isso vale mais atenção do que a dúvida sobre a libido. A segunda é uma correção técnica no que foi dito acima. Foi afirmado que uma ampola não afeta o eixo hormonal. Não é bem assim. Uma dose única de 250 mg realmente suprime o eixo, com queda de LH e FSH, e essa supressão dura algo em torno de uma a três semanas, até a substância sair. A diferença, que é o que importa para quem está preocupado, é que essa supressão é transitória e se resolve sozinha, sem TPC, em quem usou uma vez só. Ou seja, a conclusão prática que deram estava certa, mas o motivo estava errado. E a distinção importa para não criar a ideia de que dose única é neutra e pode ser repetida de vez em quando sem consequência. Repetição espaçada é uso, e uso tem conta. Sobre a queixa em si, a explicação mais provável continua sendo a que já foi dita, com bom humor e com razão. Volume de ejaculação cai naturalmente com frequência alta em poucas horas, e leva um a dois dias para normalizar. E ansiedade, principalmente ansiedade de estar monitorando o próprio desempenho, é uma das causas mais comuns de libido e ereção que parecem ter mudado. Quem passa dois dias testando para conferir se está tudo bem geralmente encontra o problema que estava procurando. O que é verdade a longo prazo, e vale registrar para quem cai aqui pela busca: uso continuado de testosterona reduz mesmo o volume ejaculatório, e por um mecanismo real, que é a queda do FSH e a redução da produção de espermatozoides. Só que isso leva semanas a meses de uso, e não dois dias. E respondendo ao Fábio, que perguntou em 2023 se uma dose só muda o shape com treino pesado: não muda, e por isso a pergunta seguinte, sobre como manter, não chega a se aplicar. O que muda shape é o acúmulo de meses de treino e comida. Uma ampola isolada não deixa nada para trás além do rastro no exame antidoping, se você competir. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  12. Woopz, tem uma informação no seu primeiro post que passou batida por todo o tópico, e ela é a mais importante de todas para responder o que você perguntou. Você escreveu que parou de treinar por causa da bebida, que passou anos assim e que fazia um mês e meio que tinha parado de beber. Isso muda completamente a conversa sobre reposição, e explico por quê. Álcool em quantidade e por tempo derruba testosterona por três caminhos ao mesmo tempo. Ele agride diretamente as células do testículo que produzem o hormônio, ele atrapalha o sinal que vem do cérebro, e ele aumenta a conversão de testosterona em estrogênio, principalmente quando existe gordura corporal e sobrecarga no fígado. Ou seja, se você fizesse um exame naquele momento e a testosterona viesse baixa, o número mais provavelmente estaria refletindo os anos de bebida do que uma falência do seu testículo. E tem um segundo fator na mesma direção: você mesmo estimou 35 por cento de gordura, com 105 quilos. Obesidade é hoje a causa mais comum de testosterona baixa em homem jovem, porque o tecido adiposo converte testosterona em estradiol e o excesso de gordura suprime o eixo. Homens que perdem peso de forma consistente sobem testosterona sem tomar nada, e a subida costuma ser proporcional ao tanto de gordura perdida. Juntando as duas coisas: você tem os dois fatores mais reversíveis que existem para testosterona baixa, e ambos estavam ativos até quarenta e cinco dias antes de você postar. Iniciar reposição nesse momento seria transformar em permanente uma situação que tinha grande chance de se resolver sozinha nos meses seguintes. O Foston já tinha dito o principal, que TRT de regra é para sempre e desliga seu eixo, e eu acrescento que, no seu caso específico, seria trocar uma condição temporária por uma definitiva bem na hora em que ela estava começando a melhorar. Se você quiser mesmo ter clareza, o caminho é exame, e não chute. Testosterona total colhida de manhã, entre sete e dez horas, e repetida em outro dia para confirmar, porque valor isolado engana. Junto disso, SHBG, LH, FSH, estradiol e prolactina, que são os que dizem se o problema é no testículo ou no comando lá em cima. E, no seu caso, mais três coisas: função hepática completa com TGO, TGP e gama GT, hemograma, e glicemia com hemoglobina glicada, por causa do peso. Tem ainda um item que quase ninguém lembra e que é muito comum em homem grande com bastante gordura: apneia do sono. Ela derruba testosterona, causa cansaço, falta de disposição e libido baixa, e é exatamente esse conjunto que faz o cara achar que precisa de hormônio. Se você ronca alto, acorda cansado ou já ouviu de alguém que para de respirar dormindo, vale investigar, porque tratar isso resolve o quadro inteiro sem hormônio nenhum. Sobre a sua pergunta da ioimbina com cafeína, que ficou sem resposta: eu não usaria, e o motivo é objetivo. A ioimbina aumenta pressão arterial e frequência cardíaca, e a cafeína soma na mesma direção. Você está com 105 quilos, saindo de anos de bebida, e não fez exame nenhum. Antes de qualquer termogênico, medir pressão em repouso é o mínimo. O ganho que esses produtos dão é pequeno perto do que a dieta faz, e o risco aqui não é desprezível. Duas correções na parte de dieta, com respeito a quem te ajudou, porque a orientação de comer comida de verdade e organizar as refeições foi ótima. A primeira: estimaram seu gasto em torno de 2.100 calorias e propuseram 1.700. Para um homem de 1,92 de altura e 105 quilos, mesmo sedentário, esse gasto está subestimado, e provavelmente está bem mais alto. Um corte para 1.700 seria um déficit grande demais, e déficit grande demais em quem tem muita gordura para perder costuma cobrar o preço em massa magra, fome e abandono no segundo mês. Faz mais sentido você calcular pelo próprio peso, algo em torno de 500 calorias abaixo do que você gasta, e depois deixar a balança decidir. Uma perda em torno de meio a um por cento do peso por semana é a faixa que preserva músculo. A segunda: evitar carboidrato à noite não muda nada em perda de gordura. O que decide é o total do dia. Se comer carboidrato no jantar te ajuda a dormir e a não atacar a geladeira depois, coma no jantar. E fecho pelo que mais importa. Parar de beber há um mês e meio e voltar a treinar é, de longe, a coisa mais difícil que você fez em todo esse relato, e é a que vai mudar mais os seus exames. Nenhum frasco de testosterona chega perto disso. Faça mais seis meses do que você já começou, com a comida organizada e o treino de pé, refaça os exames e aí sim reveja essa conversa, com números na mão e num corpo diferente. Aos 32, essa ordem importa, principalmente se filhos estiverem nos seus planos, porque reposição suprime a produção de espermatozoides e nem sempre isso volta como era. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  13. As duas respostas acima estão certas no essencial, e a sua pergunta não tem nada de leiga. Acrescento o porquê e um detalhe que muda a conduta se algum dia aparecer o problema. Primeiro, sobre não usar inibidor de aromatase de forma preventiva. O estradiol não é um vilão a ser zerado no homem, ele é necessário. Ereção e libido dependem dele, e não só de testosterona. Humor, densidade óssea, colesterol e até conforto articular dependem dele. Quem entra com anastrozol sem precisar costuma descobrir isso do jeito ruim: articulação doendo, libido no chão, ereção fraca e disposição baixa, exatamente os sintomas que a pessoa esperava resolver usando o remédio. E, no caso do colesterol, o inibidor de aromatase derruba o HDL, que já é justamente o que a oxandrolona vai derrubar por conta própria. Ou seja, seria somar dois efeitos na mesma direção ruim sem necessidade. Segundo, o ponto que ninguém falou e que corrige a premissa da pergunta. Anastrozol não previne ginecomastia no sentido de desfazer tecido, e ele não é o remédio certo quando a glândula já se formou. O que ele faz é reduzir a produção de estradiol, e isso ajuda enquanto o processo está apenas começando. Uma vez que existe nódulo firme sob o mamilo, quem age no receptor da mama é o tamoxifeno, e é ele o medicamento com respaldo nessa situação. Por isso a regra prática é: sensibilidade ou coceira no mamilo, avaliar cedo, e a resposta usual é tamoxifeno, e não subir anastrozol. Isso importa porque muita gente perde semanas tentando resolver com o remédio errado, e ginecomastia instalada e fibrosada não volta com comprimido nenhum, só com cirurgia. Terceiro, uma informação que ajuda a dimensionar o seu caso: a oxandrolona não aromatiza. Ela não vira estrogênio em nenhuma quantidade relevante, então ela não entra nessa conta. Quem converte no seu ciclo é só o Durateston, e 250 mg por semana é uma dose em que a maioria dos homens não desenvolve problema estrogênico algum. A soma dos dois compostos parece maior no papel do que é do ponto de vista do estradiol. Sobre acompanhar por exame, eu ajustaria uma coisa. Dosar estradiol de dois em dois meses e reagir ao número é a receita para tratar papel em vez de pessoa. A faixa de referência dos laboratórios foi construída para homem que não usa nada, e o valor de quem usa costuma vir acima dela sem que isso signifique problema. O que decide conduta é sintoma: sensibilidade no mamilo, retenção de líquido evidente, inchaço facial. Sem sintoma, número alto isolado não é indicação para medicar. E, já que vai acompanhar por exame, os que realmente mudam conduta nesse ciclo são outros. Hemograma com hematócrito e hemoglobina, porque testosterona engrossa o sangue e esse é o efeito adverso mais frequente. Perfil lipídico, principalmente por causa dos 30 mg diários de oxandrolona, que é dose considerável de um oral que derruba HDL bastante. TGO, TGP e gama GT pelo mesmo motivo. E pressão arterial medida em repouso, que é de graça e diz muito. Aproveitando: você não mencionou por quantas semanas pretende manter a oxandrolona. Como ela é a parte do ciclo que mais pesa em fígado e colesterol, esse é o número que eu definiria antes de começar, junto do plano de saída. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  14. Guilherme, a resposta objetiva à sua pergunta é: entre quatro e seis semanas para o nível ficar estável, e mais tempo ainda para você enxergar resultado no espelho. Mas o que me preocupa no seu post não é a pergunta, é o que você fez antes dela. Você aplicou meio mililitro na sexta, não sentiu nada no sábado e aplicou mais meio. Ou seja, você aumentou a dose porque não sentiu efeito em vinte e quatro horas. Esse raciocínio é o que mais estraga ciclo, e vale entender por que ele não funciona. O Durateston tem quatro ésteres misturados, do mais curto ao mais longo, e cada um libera a testosterona num ritmo diferente. O mais curto começa a subir em um ou dois dias, e o mais longo, o decanoato, leva semanas. Como cada aplicação semanal se soma ao que ainda está sendo liberado da anterior, o nível vai subindo em degraus até estabilizar, e isso leva de quatro a seis semanas. Antes disso, você está com uma fração do que a dose vai render depois. E tem uma parte mais importante: efeito anabolizante não é uma coisa que se sente. Não existe um momento em que "bate". O que a testosterona faz é melhorar recuperação e síntese proteica ao longo de semanas, e isso aparece na carga que sobe e na foto de dois meses depois, não numa sensação. O que a pessoa costuma sentir nos primeiros dias é outra coisa: libido, retenção de água, oleosidade na pele, às vezes agitação. São efeitos colaterais e não medida de eficácia. Quem usa a sensação como termômetro vai subindo dose atrás de um sinal que não vai vir, e chega em dose alta sem ter ganho nada a mais por isso. Sobre a marca, a única coisa honesta a dizer é que ninguém aqui consegue afirmar se está boa ou não olhando o nome. Não existe marca de linha clandestina que garanta conteúdo, e o único jeito real de saber o que tem dentro de um frasco é análise de amostra. Marca com fama boa é falsificada exatamente por ter fama boa. O que eu faria no seu lugar agora, em ordem: parar de mexer na dose, manter a aplicação semanal fixa, no mesmo dia da semana, e deixar rodar. E, mais importante, responder para você mesmo três coisas que não apareceram no seu post: quantas semanas vai durar, o que vai ser feito na saída, e como está sua saúde antes de começar. Isso significa hemograma com hematócrito, perfil lipídico, pressão arterial em repouso, glicemia, TGO, TGP e gama GT, além de testosterona, LH e FSH antes do início, que é o único jeito de saber depois se seu eixo voltou. Ciclo sem data de término e sem plano de saída não é ciclo, é começar a usar. E é bem mais fácil resolver isso na primeira semana, como você está agora, do que dali a seis meses. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  15. Abri as fotos de 2021 e 2022 lado a lado, e a primeira coisa a dizer é sobre elas. A diferença é grande e é do tipo difícil de conseguir: cintura marcada, glúteo e perna com massa evidente, costas com desenho, e tudo isso mantendo peso baixo. Isso foi construído sem nada, com três anos de treino, e vale ser dito antes de qualquer discussão sobre comprimido, porque é o que prova que sua base funciona. Dito isso, você escreveu que está morrendo de medo dos colaterais, então vou usar seu próprio material para mostrar onde estão os pontos de atenção. E são quatro, sendo que dois eu nunca vi ninguém comentar em tópico de mulher. O primeiro é o tempo, e nisso concordo com o que já apontaram. Seis meses contínuos é bastante fora do que se pratica em protocolo feminino, que costuma ficar entre quatro e oito semanas. O risco de virilização não depende só da dose, ele depende de dose multiplicada por tempo de exposição. Dez miligramas por dia também é o dobro do que normalmente se usa como dose inicial em mulher, que é cinco. Ou seja, o plano combina a dose mais alta com o tempo mais longo, e é justamente a combinação que produz os efeitos que você teme. Se essa conversa for reaberta com sua nutróloga, esses são os dois parâmetros que eu levaria: começar em cinco e reavaliar em quatro a seis semanas, com data de término definida desde o começo. O segundo é o seu basal, que está nos exames que você anexou e que ninguém comentou. Sua testosterona deu 51, com referência feminina de 12 a 60, ou seja, você já está no terço mais alto da faixa. E sua DHT deu 229. A DHT é o androgênio mais potente na raiz do cabelo e na glândula sebácea, e é ela que responde pela queda de padrão androgenético e pela oleosidade. Somando isso ao fato de que você já tem queda de cabelo e rosácea com tendência a acne, você está começando de um ponto mais alto do que a maioria das mulheres que fazem isso. Não é impeditivo, mas significa que o sinal de alerta pode aparecer mais cedo em você do que nos relatos que você leu por aí. Vale saber onde cada efeito é reversível e onde não é. Acne, oleosidade e pelos regridem depois que se para. Voz não regride, e por isso é a regra dura: rouquidão, voz mais grave ou cansaço ao falar significam parar no mesmo dia, sem esperar para confirmar. E a queda de cabelo fica no meio do caminho, porque na maioria das mulheres o pelo volta ao normal, mas em quem já tem alopecia de padrão feminino em curso o uso pode antecipar de forma duradoura o que ia acontecer mais devagar. Como você já tem queda, valeria uma avaliação com dermatologista antes de começar, com registro fotográfico do couro cabeludo, para conseguir comparar depois em vez de discutir com a memória. O terceiro ponto é o que quase ninguém sabe, e é específico do seu caso: androgênios reduzem a proteína que carrega o hormônio de tireoide no sangue, a TBG. Isso muda seus exames de tireoide, principalmente T4 total, e pode mudar a interpretação de como está seu controle com o Puran. Ou seja, se durante o uso da oxandrolona seus exames de tireoide vierem diferentes, isso pode ser efeito da interferência e não necessariamente necessidade de mexer na dose de levotiroxina. Leve essa informação a quem acompanha sua tireoide, peça TSH e T4 livre antes de começar e repita durante, e evite que a dose do Puran seja ajustada às cegas em cima disso. Ainda sobre o Puran, um detalhe prático que rende muito: levotiroxina precisa ser tomada em jejum e sozinha, com trinta a sessenta minutos de intervalo até qualquer outra coisa. Como você acorda, toma pré-treino e sai para treinar, vale conferir essa ordem. Café, cálcio, ferro e suplementos junto reduzem bastante a absorção, e essa é uma das causas mais comuns de hipotireoidismo que parece mal controlado sem estar. O quarto ponto é sobre o DIU e sobre o seu volume de treino, e eles se conectam. O Kyleena libera levonorgestrel, que é um progestágeno derivado da mesma família da testosterona e tem alguma atividade androgênica residual, o que pode somar um pouco na acne e na oleosidade. Não é motivo para trocar nada, é só para você saber de onde pode vir se piorar. Mas tem uma consequência mais importante: DIU hormonal costuma reduzir ou suspender a menstruação, e isso te tira o principal sinal clínico de que o corpo está em falta de energia. E é aí que olho para o resto do seu relato. Você treina os sete dias da semana, sendo três de crossfit, sempre em jejum, com o café da manhã só às nove e quinze, e come 2.600 calorias com 60 quilos. Você mesma escreveu que emagrece com facilidade e que está estagnada em peso e em percentual de gordura há um tempo. Esse conjunto tem outra leitura possível, bem diferente de precisar de anabolizante: energia disponível insuficiente para o volume que você treina, sem nenhum dia de descanso real. Em mulher, essa condição atrapalha ganho de massa, atrapalha tireoide e afeta densidade óssea, e ela é justamente mais difícil de perceber quando não se menstrua. Antes de seis meses de oxandrolona, eu testaria a hipótese mais simples: um dia de descanso de verdade na semana e um aumento calórico honesto, algo como 200 a 300 calorias a mais por dia, mantidas por seis a oito semanas, com registro de peso e de carga no treino. Se a estagnação ceder, o problema nunca foi hormonal. Se não ceder, a conversa sobre o comprimido continua de pé, e com bem mais informação. Por fim, os exames que eu não deixaria de fazer se o uso for para frente: perfil lipídico completo antes e a cada seis a oito semanas, porque a oxandrolona é das que mais derrubam o HDL e isso não dá nenhum sintoma, além de TGO, TGP e gama GT no mesmo ritmo. Você já mostrou que faz exame como poucos, então essa parte vai ser a mais fácil. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  16. Tem uma coisa que salta aos olhos no seu relato, e é justamente o que está faltando nele. Você detalhou o treino da semana inteira, exercício por exercício, com séries, repetições e conjugados. Colocou a marca, a dose e o horário do comprimido. E não escreveu uma única linha sobre o que come. Só que o objetivo que você descreveu, secar e definir abdômen, depende quase inteiramente daquilo que ficou de fora. Definição é gordura corporal mais baixa, gordura corporal mais baixa é déficit calórico sustentado, e nenhum comprimido faz isso por você. Olhando sua foto, isso fica ainda mais claro. Sua perna e seu glúteo já estão bem construídos, com massa visível e boa forma, e não é aí que está o problema. O que separa você do abdômen que quer é uma camada de gordura, e não falta de músculo. Ou seja, você está tentando resolver com farmacologia um problema que é de cozinha. Sobre o protocolo em si, preciso te dizer que ele não vai funcionar do jeito que está montado, e o motivo é farmacológico. Você planejou 5 mg apenas nos dias de treino, tomados trinta minutos antes. Oxandrolona não age assim. Ela não é um pré-treino e não tem efeito agudo que faça diferença naquela sessão. O que ela faz é aumentar a síntese proteica de forma sustentada ao longo dos dias, e para isso precisa de presença constante no sangue. A meia-vida dela é de cerca de nove a dez horas, então nos dias sem comprimido praticamente não sobra nada. Na prática, esse esquema entrega o pior dos dois mundos: você assume os riscos de usar um esteroide, incluindo o efeito sobre o colesterol e sobre a voz, e não entrega a exposição contínua que produziria algum resultado. Quem usa, usa em dose diária, no mesmo horário, todos os dias, treinando ou não. E agora a parte mais delicada, dita com respeito, porque você pediu críticas. O motivo que você deu para começar agora foi que o frasco estava guardado em casa e vence em novembro. Essa é uma razão de estoque, não de projeto. Se o momento fosse o certo, a validade não mudaria nada. Se o momento não é o certo, o comprimido vencer é um preço bem menor do que usar sem necessidade. Vale a pena separar essas duas coisas antes de continuar, ainda mais considerando que o frasco ficou guardado por mais de um ano em casa, e conservação fora de condição controlada afeta produto. Sobre a imagem que você postou, um esclarecimento: ela é a foto de anúncio de um site de venda, não uma foto do seu frasco. Então não dá para comentar nada sobre o que você tem em mãos, em nenhuma direção. O que eu sugeriria, na ordem em que faria diferença de verdade para o seu objetivo. Primeiro, montar e postar a dieta. Peso atual, altura, e o que você come num dia comum, com quantidades aproximadas. Com isso o pessoal daqui consegue estimar seu gasto e definir um déficit que preserve a massa que você já construiu, que é o ponto delicado de quem quer secar tendo perna boa. Segundo, se ainda assim decidir usar, usar direito: dose diária, começando por 5 mg, e exames antes e por volta da quarta a sexta semana, com perfil lipídico completo, TGO, TGP e gama GT. A oxandrolona é branda em virilização comparada a outros compostos, mas é das que mais derrubam o HDL, e isso não dá sintoma nenhum, só aparece no papel. Terceiro, e o mais importante para você como mulher: o único efeito que não volta atrás é a voz. Ao primeiro sinal de rouquidão, voz mais grave ou cansaço para falar, é parar na hora, sem esperar para confirmar. Acne, oleosidade e pelos avisam que a dose passou do ponto e regridem depois. A voz não. Sobre o treino, uma observação pequena, já que ele está bem montado no geral: está quase tudo conjugado, com quatro séries de doze em todos os exercícios. Isso é excelente para gasto calórico e para a sensação de treino puxado, mas dificulta enxergar progressão de carga, que é o que preserva músculo quando o déficit aperta. Deixar dois ou três movimentos principais fora dos conjugados, com repetições mais baixas e carga anotada, ajuda a garantir que o que você vai perder na dieta seja gordura e não o que você levou desde 2017 para construir. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  17. A pergunta que abriu o tópico foi respondida pela metade, e a metade que faltou é a mais séria. Vou pela ordem. Sobre engravidar: está certíssimo o que disseram, esteroide não é contraceptivo e não protege nada. Mas existe um detalhe que muda a conduta prática e que quase ninguém sabe. A ovulação acontece antes da menstruação, cerca de duas semanas antes. Quem passou meses sem menstruar volta a ovular primeiro e só descobre que voltou quando a menstruação chega, ou seja, você pode estar fértil de novo semanas antes de ter qualquer sinal disso. É exatamente aí que acontecem as gestações não planejadas de quem estava confiando na ausência de menstruação como se fosse proteção. E agora o ponto que não apareceu em nenhuma linha, que é o motivo pelo qual isso importa tanto no seu caso específico. Androgênios são teratogênicos. Se uma gravidez acontece durante o uso, ou logo depois, com a substância ainda circulando, existe risco de virilização do feto feminino, ou seja, masculinização da genitália externa da menina em formação. É por isso que oxandrolona e estanozolol têm contraindicação formal na gravidez, e não é uma contraindicação burocrática. Ou seja, a pergunta certa não é apenas se você pode engravidar nesse período, e sim que essa é justamente a fase em que uma gravidez precisa ser evitada com método confiável. Por causa disso, discordo de parte da lista de métodos que foi sugerida acima. DIU de cobre é excelente indicação, é não hormonal, dura anos e falha em menos de um por cento das mulheres por ano. Camisinha é válida e protege de outras coisas. Mas tabelinha, coito interrompido e método de percepção de muco têm falha de uso real na casa dos vinte por cento ao ano, ou seja, cerca de uma em cada cinco mulheres engravida em um ano usando isso. Recomendá-los para alguém que acabou de sair de ciclo de androgênio, e cujo ciclo menstrual está justamente desregulado e imprevisível, é onde a conta não fecha, porque esses métodos dependem de ciclo regular para funcionar minimamente. Sobre a TPC feminina, a conclusão do tópico está certa no essencial e vale explicar o porquê. Clomifeno e tamoxifeno em mulher, nesse contexto, não têm função. Eles não desfazem virilização, não devolvem a voz, não tiram pelo. O eixo feminino de fato é suprimido pelo uso, e o mais comum é a menstruação sumir por semanas ou meses e voltar sozinha. O que eu acrescentaria é o limite: se passar de três a seis meses sem menstruar depois de encerrado o uso, aí não é caso de esperar mais nem de se automedicar, é caso de ginecologista com dosagem de FSH, LH, estradiol e prolactina, porque amenorreia prolongada tem consequência sobre densidade óssea e merece investigação. Duas observações sobre os compostos que você usou, já que a sequência foi oxandrolona por trinta dias e estanozolol injetável logo em seguida. A primeira é a que mais gera engano: estanozolol injetável é hepatotóxico do mesmo jeito que o comprimido. Ele é 17-alfa-alquilado, e essa modificação, que é o que agride o fígado, continua na molécula independentemente da via. A ideia de que injetável não pega no fígado vale para vários outros compostos, mas não para esse. Ou seja, o mês de oxandrolona seguido de estanozolol somou dois orais alquilados em sequência, do ponto de vista do fígado e do colesterol. Perfil lipídico e enzimas hepáticas agora, se ainda não fez, respondem como ficou. A segunda é sobre virilização, e vale para o futuro. Entre os dois, o estanozolol é bem mais virilizante que a oxandrolona, e o sinal que importa é a voz. Rouquidão, voz mais grave, cansaço ao falar, qualquer um deles é motivo de parar na hora, porque essa é a alteração que não regride depois de instalada. Acne, oleosidade e pelos avisam que passou do ponto e voltam ao normal. A voz não avisa duas vezes. E, respondendo em uma frase o que você veio perguntar: sim, dá para engravidar nesse período, inclusive antes de a menstruação voltar, e é justamente o período em que uma gravidez traria mais risco. Método confiável até tudo normalizar, e a conversa vale a pena com um ginecologista a quem você consiga contar o que usou. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  18. Esse tópico rendeu bastante discussão e pouca resposta à pergunta que foi feita, então deixo aqui o que ficou faltando, principalmente porque a dúvida da balança em mulher usando oxandrolona é uma das que mais aparecem na busca. Primeiro, a correção principal, e ela contraria o que foi repetido várias vezes ali em cima. A explicação que ficou registrada foi que o ganho de peso era retenção de líquido causada pela oxandrolona e que essa retenção seria parte necessária do processo. Isso vale para outros compostos, mas não para a oxandrolona. Ela não aromatiza, ou seja, não vira estrogênio, e é justamente por isso que tem fama de composto seco e é escolhida por quem não quer inchar. Retenção acentuada não é o efeito esperado dela. Então o que explica três quilos em quatro semanas? Quase sempre é a soma de coisas banais. Comer mais, e é comum comer mais quando a força aumenta e o treino rende. Glicogênio, porque cada grama de glicogênio guardado no músculo carrega água junto, e músculo treinando com carboidrato disponível guarda mais. Creatina, se estiver usando, que puxa água para dentro da célula. Variação do ciclo menstrual, que sozinha muda um a dois quilos na balança em muitas mulheres. E, em menor parte, músculo de verdade, que em quatro semanas é pouco em quantidade, ainda que já apareça no espelho. O que você descreveu, que é bumbum e braço maiores com a barriga diminuindo, é exatamente a situação em que a balança deixa de servir. Ela mede o total e não separa o que é o quê. Fita métrica e foto na mesma luz, mesmo horário, mesma roupa, dizem muito mais. Se o espelho melhorou e a roupa está caindo melhor, a balança subindo não é problema nenhum. Sobre a ideia de tomar um drenante para não reter, que apareceu no meio: além de não fazer sentido pelo motivo acima, tem uma parte que ninguém falou e que é de segurança. Produtos vendidos como drenantes ou secativos, e principalmente qualquer diurético de verdade, tiram água e junto tiram potássio e sódio, e é o desequilíbrio desses sais que provoca cãibra, fraqueza e, em casos sérios, arritmia cardíaca. É uma das classes que mais mandou gente do meio para o hospital, muito mais do que o esteroide em si. Não é algo para tomar por conta própria para melhorar aparência. Agora sobre a ioimbina, que estava no título e que ninguém comentou em nenhum momento. Ela age bloqueando um receptor que atrapalha a queima de gordura em certas regiões, e é por isso que ficou popular. Só que ela também aumenta a liberação de adrenalina, e os efeitos que vêm junto são pressão arterial mais alta, taquicardia, ansiedade, tremor e insônia. Quem tem pressão alta, arritmia, ansiedade ou pânico deveria ficar longe. E ela interage com antidepressivos, tanto os mais antigos quanto os modernos, o que pode dar reação séria. Vale conferir isso com quem acompanha você, principalmente se tomar qualquer medicação contínua. Ainda nessa linha, e completando o que foi bem lembrado depois lá embaixo por outro colega: mulher que usa anticoncepcional oral junto de esteroide tem um risco somado de trombose que merece atenção, e a oxandrolona, apesar da fama de branda, é das que mais derrubam o HDL, aquele colesterol que protege. Por isso o exame que faz sentido nesse contexto não é hormonal, é perfil lipídico e enzimas do fígado, antes e depois de umas quatro a seis semanas de uso. E o mais importante de tudo, que não apareceu em nenhuma linha desse tópico e devia ter sido a primeira coisa dita a uma mulher em uso de oxandrolona: entre todos os efeitos, o único que costuma não voltar atrás é o engrossamento da voz. Acne, oleosidade e queda de cabelo regridem depois que se para. A voz, não. E o processo começa discreto, como uma rouquidão leve ou um cansaço para falar, que a pessoa atribui a garganta seca. A regra é parar na hora do primeiro sinal, sem esperar confirmação. O mesmo vale para aumento de pelos no rosto e alteração no clitóris. Por fim, uma palavra sobre o clima que o tópico tomou. A pergunta era simples e legítima, e dava para responder com duas frases sem que ninguém precisasse ser destratado. Quem chega perguntando sobre a balança geralmente ainda vai perguntar coisas muito mais importantes depois, e vai perguntar em outro lugar se for recebida assim aqui. Fica o registro para quem ler. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  19. Cláudio Chamini mudou a foto do perfil
  20. O desfecho aqui foi o melhor possível, o rapaz ouviu e recuou, então não vou repetir o que já foi dito. Mas ficaram duas informações no tópico que precisam de correção, porque quem cair aqui pela busca vai ler tudo e não só o final. A primeira é a sugestão de procurar um médico para prescrever oxandrolona a 10 mg por dia, com a promessa de mais de seis quilos. Isso contradiz o próprio argumento que estava sendo defendido dois parágrafos antes. Oxandrolona é esteroide anabolizante como o dianabol, suprime o eixo do mesmo jeito, e a diferença entre elas é de intensidade e de perfil de efeito, não de natureza. Ela realmente aparece em pediatria, e é bom entender em que contexto: crianças com queimadura extensa, meninas com síndrome de Turner, e casos de atraso constitucional de crescimento acompanhados por endocrinologista, sempre com indicação, dose e tempo definidos por doença, nunca por estética. Um rapaz de 18 anos saudável que quer ganhar massa não se encaixa em nenhum desses cenários, e nenhum médico sério prescreve nesse contexto. Ou seja, a alternativa oferecida tinha o mesmo problema que a droga que estava sendo desaconselhada. A segunda é sobre proteção de fígado, que foi a dúvida original. Silimarina tem alguma evidência em doença hepática crônica e é bastante inofensiva, mas não existe boa evidência de que ela proteja o fígado de quem usa oral alquilado. Boldo e abacaxi não fazem nada disso, e por sinal boldo em uso prolongado tem seus próprios relatos de toxicidade hepática. Sobre as vitaminas listadas, NAC é a mais defensável do trio, vitamina C não muda nada nesse contexto, e vitamina E em dose alta e por tempo prolongado é justamente a que tem estudo grande mostrando aumento de risco em homens saudáveis, então não é o suplemento que eu escolheria para tomar por conta própria em quantidade. Mas o ponto principal sobre o dianabol é outro, e quase nunca é o que se discute. Em ciclo curto de seis semanas, o fígado costuma ser o menor dos problemas em gente jovem e sem doença prévia. O efeito mais previsível e mais rápido de um oral 17-alfa-alquilado é sobre os lipídios, com o HDL despencando em poucas semanas, junto de aumento de pressão arterial e retenção de líquido. Nenhum protetor hepático faz nada por isso. Ou seja, a pergunta "qual protetor eu tomo" parte da ideia de que existe um jeito de anular o custo, e não existe. O que existe é dose, tempo e supervisão. Sobre a questão das epífises, que foi bem levantada, só uma precisão para deixar correto no registro: quem fecha as cartilagens de crescimento é o estradiol, e não a testosterona diretamente. Como o dianabol aromatiza bastante, o risco é real justamente por isso. Aos 18 anos a maior parte dos homens já está com o crescimento perto do fim, mas não todos, e o resto dos argumentos, a supressão do eixo e o efeito sobre pressão e lipídios em quem está em formação, valem de qualquer forma. E, para fechar, o que importa mais para você agora. Você escreveu que estagnou o peso e que estava numa fase de baixa autoestima com o corpo. Isso é muito mais comum aos 18 do que parece, inclusive entre quem posta foto parecendo confiante. Dois anos de treino é pouquíssimo tempo, e o seu corpo aos 18 está no melhor momento hormonal que ele vai ter na vida. Estagnação nessa fase quase sempre é uma de três coisas: não estar comendo o suficiente de verdade, não estar aumentando carga de forma registrada, ou dormir mal. Vale checar as três, nessa ordem. Se você postar peso, altura, o que come num dia comum e o seu treino, tem gente aqui que monta isso com você de graça, e é um caminho que vai render bem mais do que seis semanas de dianabol renderiam. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  21. João, você postou o planejamento inteiro em setembro de 2023, pediu um norte e ninguém apareceu. Chego com atraso, mas vou responder o que você perguntou, item por item, com as fotos abertas na frente. Começando pelo que as fotos mostram. Você está seco, com pouca gordura, abdômen liso e sem retenção. Na foto de costas com os braços abertos dá para ver o problema central: a região das costas está lisa, sem espessura, e o ombro é estreito em relação ao quadril. Peito e braço também estão pouco desenvolvidos. Ou seja, não é um caso de precisar secar, é um caso de faltar músculo, e faltando de forma parelha no corpo todo. Isso, somado ao histórico, dá o diagnóstico. Você saiu de 68 quilos em 2022 para 73 em 2023. Cinco quilos em quase dois anos não é estar parado, mas está devagar demais para alguém que estava tão magro e ainda tinha muito espaço para crescer. E aí vem a primeira coisa dura que preciso te dizer, e ela é sobre a dieta. No papel você tem 3.252 calorias com 177 gramas de proteína. Um homem de 73 quilos que come 3.252 calorias por dia, de verdade, todos os dias, não passa dois anos ganhando cinco quilos. Simplesmente não acontece. Então uma das duas coisas é verdadeira: ou você não está comendo isso na maioria dos dias, ou a conta do aplicativo está superestimando as porções. Na prática, quase sempre é a primeira, e não por preguiça, e sim porque essa dieta é difícil de cumprir. Ela tem hipercalórico, tapioca, cuscuz, arroz, e ainda assim volume de comida grande. O jeito de resolver isso não é montar uma dieta nova, é usar a balança como árbitro. Pese-se sempre no mesmo dia da semana, em jejum, e olhe a média do mês, não o número do dia. Se o peso não subiu em duas ou três semanas seguidas, você não está em superávit, independentemente do que o aplicativo diz, e a correção é acrescentar comida, começando por algo simples de engolir, tipo mais azeite, mais leite em pó, mais pasta de amendoim. Se subir rápido demais, corta. Alvo razoável para você é algo entre dois e três quilos por mês no começo, e depois mais devagar. Uma correção de macro, que ajuda: 177 gramas de proteína são mais do que você precisa. Algo em torno de 130 a 145 gramas já cobre tudo com folga no seu peso, e essa diferença você aproveita melhor em carboidrato e gordura, que são mais fáceis de comer e mais baratos. Agora o treino, que é onde está o maior problema, e vou por partes porque você montou um programa cheio de detalhe. Contei suas séries. No treino B, entre rosca Scott, martelo concentrado, rosca inversa e banco 45, dá dezessete séries de bíceps e antebraço. Costas, no mesmo dia, ficam com doze. Você está fazendo mais bíceps do que costas, e é justamente a costas que está lisa na foto. No treino A, são nove séries de elevação lateral e seis de encolhimento, e nenhum desenvolvimento, ou seja, nenhum movimento de empurrar acima da cabeça. Ombro tem três porções, e você está treinando bem uma e ignorando as outras. O padrão geral é esse: muito isolador, muita polia, muita técnica avançada, biset, rest pause e drop set em quase tudo, e quase nenhum exercício básico com carga pesada. No treino inteiro não existe barra fixa, não existe remada curvada com barra, não existe agachamento livre, não existe levantamento terra, não existe desenvolvimento. E esses são exatamente os movimentos que fazem um rapaz magro de 73 quilos ganhar tamanho. Técnicas de intensidade como drop set e rest pause servem para arrancar o último pouco de estímulo de quem já está perto do limite. Quem tem muito espaço para crescer ganha mais colocando cinco quilos a mais na barra do que inventando complexidade. O que fazia sentido no seu primeiro post continua valendo: subir carga, mesmo que um quilo por semana, e registrar isso. Se eu pudesse mudar uma coisa só no seu programa, seria essa: corte pela metade os isoladores de braço e panturrilha, e ponha esse tempo em quatro ou cinco movimentos básicos, feitos com carga que te desafie em torno de seis a dez repetições, com anotação de carga toda semana. E agora o ponto que ninguém comentou e que é o mais importante de todos. Você escreveu que está em tratamento de síndrome de De Quervain. Isso é uma tenossinovite dos tendões do polegar, no lado do punho, e ela piora exatamente com preensão forte, com desvio do punho e com carga segurada na mão. Olhe seu treino B de novo com isso em mente: rosca Scott com barra W, martelo concentrado, rosca inversa com barra W, mais puxadas e remadas, tudo dependendo de preensão. Rosca inversa e martelo estão entre os movimentos que mais irritam justamente esse grupo de tendões. Ou seja, o seu treino de braço está trabalhando contra o seu tratamento. Enquanto o quadro estiver ativo, o caminho é conversar com quem está tratando você e, em paralelo, usar as adaptações óbvias: reduzir rosca inversa e martelo, preferir pegada neutra e apoiada, usar straps nas puxadas e remadas para tirar carga do polegar, e trocar barra W por halteres ou máquinas quando a posição do punho doer. Nada disso te faz perder músculo. Continuar carregando peso em cima de um tendão inflamado, sim, porque no fim você para de treinar. Sobre a oxandrolona, que foi o motivo de você ter chegado aqui em 2022: sua decisão de recuar foi certa, e continua certa. Hoje, com quatro anos de treino, seu físico ainda é o de quem tem muito a ganhar sem nada. Um ciclo em cima de treino sem progressão e dieta que não fecha rende pouco e some depois. Sobre o seu amigo, que treinava havia quatro meses e queria usar, o problema nem é a dose, é que ele ainda não sabe o que é treinar, e vai atribuir à droga um ganho que ele teria de qualquer jeito nos primeiros meses. Resumindo o que eu faria se fosse você, em ordem de importância: resolver o punho junto de quem trata, cortar o excesso de isolador e colocar básico com carga subindo, e usar a balança semanal para saber se está comendo o suficiente de verdade. Chegar aos 75 quilos, que era sua meta, é o de menos. Com essas três coisas ajustadas, você passa disso e com outra aparência. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. Você anexou os exames e ninguém os abriu, então vou começar por eles, porque eles respondem uma coisa diferente da que você perguntou. No laudo de setembro estão três resultados. Estradiol 36,19, dentro da faixa masculina, sem problema. FSH 0,66, com referência de 1,15 a 9,74. E LH 0,22, com referência a partir de 0,8. Ou seja, os dois hormônios que o cérebro usa para mandar o testículo trabalhar estão abaixo do limite inferior, e o LH está bem abaixo. Isso significa que a frase que você escreveu, de que seu eixo não está totalmente suprimido, é justamente o contrário do que o seu papel mostra. Ele está suprimido, e de forma profunda. Não é motivo para desespero, é o esperado para quem está em uso contínuo, mas muda o planejamento inteiro, porque você estava montando a TPC partindo da premissa de que teria pouco caminho a percorrer. E o outro argumento, de que os testículos não diminuíram, infelizmente não serve de indicador. Volume testicular varia bastante entre pessoas e a percepção própria é ruim para isso. Muita gente com LH no chão não nota alteração nenhuma. Quem diz se o eixo está de pé é LH e FSH, e o seu já falou. Sobre o timing que você perguntou, entre 30 e 35 dias após o último enantato: essa diferença de cinco dias é a parte menos importante da sua dúvida. O enantato tem meia-vida em torno de quatro a cinco dias, e qualquer coisa acima de três semanas já basta. O que realmente decide não é o calendário, é repetir LH, FSH e testosterona total antes de começar, para saber de onde você está partindo. Agora, sobre as duas opções de protocolo que você listou, tenho uma observação que vale mais que a escolha entre elas. Com LH em 0,22 depois de meses encadeados, o ponto fraco não é a dose de tamoxifeno nem a de clomifeno. Os dois agem lá em cima, estimulando o cérebro a voltar a mandar o sinal. O que costuma faltar em quem está nessa situação é acordar o testículo, que passou meses sem receber estímulo nenhum, e isso é papel do hCG, usado antes da fase dos moduladores e terminando alguns dias antes de começá-los. Usar os três ao mesmo tempo é o erro mais comum, e além de não ajudar ainda joga estradiol para cima. Duas correções na sua leitura da própria história, porque elas se repetem no fórum. A primeira: você concluiu que o primeiro ciclo era falsificado porque parou sem TPC e não sentiu nada. Não dá para tirar essa conclusão. Ausência de crash perceptível não prova produto fraco, do mesmo jeito que 250 mg de Durateston com 200 de nandrolona suprimem o eixo mesmo quando o ganho na balança é pequeno. Ganho ruim quase sempre tem mais a ver com dieta, treino e tempo do que com o frasco. A segunda, e é a que mais importa para a frente: o que você chama de cruise com 300 mg de enantato não é cruise. Cruise, no sentido em que a palavra é usada, é ficar numa dose de reposição, algo em torno de 100 a 150 mg semanais, para não deixar o eixo zerado enquanto se descansa das doses altas. Trezentos miligramas por semana é dose de ciclo, com supressão completa e a conta de hematócrito, lipídios e pressão correndo do mesmo jeito. Ou seja, você não passou os últimos meses descansando, e é por isso que o LH está onde está. O resto do que você contou merece ser dito em voz alta, porque some no meio da conversa sobre hormônio: você saiu de 103 quilos com 115 de cintura para 80 quilos com 85 de cintura, em cerca de um ano, treinando. Isso é o mais difícil que existe nisso tudo, e foi feito antes de qualquer ampola. Guarde essa informação, porque ela vai importar quando a balança oscilar depois da parada. Por fim, o que eu pediria junto do LH e FSH antes de começar qualquer coisa: hemograma completo com hematócrito e hemoglobina, perfil lipídico, pressão arterial em repouso, glicemia, ureia, creatinina, TGO, TGP, gama GT e estradiol. E, quatro a seis semanas depois do fim da TPC, repetir testosterona, LH e FSH. É esse exame final que diz se o eixo voltou, e ele é o único jeito de não descobrir o problema meses depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  23. Abri os dois laudos anexados e vou comentar os números, porque a conclusão que ficou no tópico foi a oposta do que eles dizem. O que está no papel: testosterona total 1.126 ng/dL, com referência de 175 a 781. Testosterona livre 28,68, com referência de 3,4 a 24,6. SHBG 31,6, dentro da faixa. Coleta em 17/07, três dias depois da aplicação. O último colega concluiu que, por estar acima do valor de referência, "bateu". Aí está o engano, e ele é comum. Esse valor de referência foi construído para homem que não usa nada, e serve para responder se falta hormônio. Quem aplica 750 mg de Durateston mais 400 mg de nandrolona por semana não deve ser comparado com essa faixa, e sim com o que a própria dose deveria produzir. E é aí que o número decepciona: com essa dose semanal, e ainda por cima colhendo três dias após a aplicação, ou seja, perto do pico dos ésteres curtos do Durateston, era de se esperar um valor bem mais alto do que 1.126. Estar duas vezes acima do teto de um homem que não usa nada, tomando o equivalente a muitas vezes a produção natural, é resultado baixo, não alto. E tem uma segunda coisa, que é a mais importante do tópico e que muda a interpretação inteira. Está escrito no próprio laudo, logo abaixo do resultado: o método é imunoensaio por quimioluminescência, e ele sofre reação cruzada com outros esteroides anabolizantes e seus metabólitos de estrutura parecida. Traduzindo para o seu caso: você está usando nandrolona, que é estruturalmente parecida com a testosterona, e ela pode ser lida em parte como testosterona nesse tipo de exame. Ou seja, aqueles 1.126 provavelmente não são só testosterona, e a testosterona verdadeira pode estar mais baixa ainda do que o papel mostra. Quem usa nandrolona e quer dosagem confiável precisa pedir o exame por cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas. É mais caro e nem todo laboratório faz, mas é o único que separa uma molécula da outra. Juntando as duas coisas: esse exame, do jeito que foi feito, não consegue responder à pergunta que motivou o tópico. A conta de multiplicar miligramas por um fator para prever ng/dL também não responde, porque absorção, ritmo de liberação do éster, peso, SHBG e o dia da coleta mudam tudo. Se a dúvida é a qualidade do frasco, o que testa frasco é análise laboratorial do conteúdo, não sangue. Agora o que eu não deixaria passar, e ninguém comentou. Você escreveu que está há seis meses seguidos, sem interrupção, com 1,15 grama por semana, aos 33 anos. E o único exame que apareceu foi testosterona, que é justamente o que menos informa sobre risco. O que precisa ser olhado nesse cenário, e com alguma urgência: hemograma completo, olhando hematócrito e hemoglobina, porque testosterona em dose alta somada a nandrolona é a combinação que mais engrossa o sangue, e hematócrito subindo é o efeito adverso mais frequente e o que traz risco de trombose. Junto disso, perfil lipídico completo, pressão arterial medida em repouso e fora do treino, glicemia, ureia e creatinina, TGO, TGP e gama GT, estradiol e prolactina, esta última porque a nandrolona costuma elevá-la. Seis meses ininterruptos também significa eixo suprimido há bastante tempo, e quanto mais longo o uso e mais longo o éster, mais demorada tende a ser a recuperação depois. Se em algum momento vier a parada, ela precisa ser planejada, e com decanoato de nandrolona no meio a espera antes de qualquer coisa é bem maior do que com testosterona sozinha, porque esse éster continua liberando por semanas depois da última aplicação. Fica registrado para quem chegar aqui pela busca, que é a maioria: dosar testosterona em quem está usando testosterona quase nunca muda uma conduta. Os exames que mudam conduta são os que olham sangue, fígado, rim, lipídios e pressão. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. Tranquilo, Matteus, e deixa eu esclarecer uma coisa, porque acho que você leu meu post como bronca e ele não era. Ninguém aqui está te acusando de vender nada nem de ter feito propaganda. Você contou o que aconteceu com você, com o número ruim e tudo, e isso tem valor justamente porque quase ninguém volta para contar a parte que deu errado. Foi por isso que respondi com detalhe, não para te repreender. E já que você postou as fotos, vamos falar delas, que é mais útil. O que dá para ver: tronco seco, com abdômen aparente sem esforço, dorsal com boa largura em relação à cintura e ombro razoável. Para quem está sem usar nada e chegou aos 64 quilos comendo direito, é um shape honesto e bem construído. A parte de cima está proporcional. Agora o que você mesmo apontou na foto de calça jeans, e eu concordo com a sua piada: a perna. Nas fotos de corpo inteiro na praça, coxa e panturrilha estão bem atrás do tronco. E isso faz todo sentido com a sua própria história, porque o treino que você descreveu era barra, paralela e supino no banco da praça, tudo de membro superior. Perna não entrou nessa conta em nenhum momento. Aí está o ponto que fecha o tópico inteiro: o que falta no seu físico hoje não é droga, é agachamento e uma leg press com carga subindo por alguns anos. Nenhum frasco resolveria essa foto, e a próxima injeção também não resolveria. Duas sessões de perna por semana resolvem, e são de graça. Sobre o levedo de cerveja, uma correção rápida, sem polêmica: ele tem lá suas vitaminas do complexo B, mas como fonte de proteína é fraco, porque a quantidade que se toma por dia entrega pouquíssimas gramas. Quem sustenta seu ganho é o que você já disse, ovo, carne, arroz, feijão e o total do dia batido com constância. E, sobre "faz quem quer": é isso mesmo, cada um decide por si. Só que quem lê seu relato daqui a dois anos vai decidir melhor por causa dele. É por isso que agradeci. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  25. O Cristiano fez a pergunta certa aqui em cima: o cara sumiu e ficou a curiosidade do que aconteceu. Como o Rodolfo não voltou, o que dá para fazer é ler o diário inteiro de trás para frente, e ele conta uma história bem clara, com uma lição para quem está chegando agora e algumas coisas técnicas que ficaram sem correção. A história, resumida: em julho de 2021 ele chega com 32 anos, 80 quilos, saindo de um divórcio e de um tratamento com fluoxetina, querendo perder a barriga e voltar a treinar. Em poucas semanas já está com testosterona bioidêntica. Em 2022 já são enantato, oxandrolona e masteron juntos. Em setembro de 2022 aparecem acne no dorso, libido no chão e ultrassom de próstata alterado. Em dezembro do mesmo ano ele volta dizendo que não evoluiu, que treina de forma esporádica duas ou três vezes por semana, sem cardio, e agora em uso de dois antidepressivos. E aí some. Repare no que mudou nesses dezoito meses e no que não mudou. A farmacologia foi de zero a três compostos. A rotina de treino foi de quatro ou cinco vezes por semana para duas ou três esporádicas. O que ele veio buscar no primeiro post, que era constância, ficou pior do que quando ele chegou. O Mistakes cravou isso em uma frase, e é a melhor frase do tópico: um ciclo não muda nada, nem dois, nem três, o que muda é constância, o ciclo só ajuda um pouco quem já é constante. O diário inteiro é a demonstração empírica disso. Maxxtlw, é por isso que copiar a dieta daqui, além do que o Mistakes já te falou sobre dieta ser individual, é o menor dos problemas. O que não dá para copiar desse tópico é a sequência de decisões. Agora as correções técnicas, porque elas se repetem em muitos tópicos. A primeira, e é a mais útil: foi dito que testosterona de 600 usando 250 mg de enantato por semana significa produto adulterado. Não significa, e a explicação mais provável é bem mais simples, o horário da coleta. Com aplicação semanal, o nível sobe rápido nas primeiras 24 a 48 horas e vai caindo até a aplicação seguinte, e a diferença entre o pico e o vale é enorme. Colher no dia anterior à próxima aplicação e colher dois dias depois de aplicar pode dar valores que parecem de duas pessoas diferentes. Por isso, quando se quer avaliar reposição, o padrão é colher no vale, imediatamente antes da próxima dose. Some a isso que uma parte grande da testosterona circulante está ligada à SHBG, e sem dosar SHBG e testosterona livre o número total sozinho engana. Antes de concluir que o frasco é falso, vale acertar a coleta. A segunda: a queixa de libido foi tratada no tópico como consequência do hormônio, e a conta pode não ser essa. Ele estava em uso de dois antidepressivos, e alteração de libido é um dos efeitos mais comuns dessa classe. E, do lado hormonal, quem está em uso de testosterona e reclama de libido baixa costuma ter uma explicação em uma de três coisas: estradiol baixo demais, estradiol alto demais, ou prolactina elevada. Todas dosáveis. Ou seja, era um caso de exame e ajuste com quem prescreveu, não de aumentar dose ou trocar composto no escuro. A terceira, e essa é a que eu não deixaria passar: ultrassom de próstata alterado em um homem de 33 anos em uso de testosterona não é detalhe de diário. Isso é retorno ao urologista, com PSA, e acompanhamento enquanto durar o uso. Não porque testosterona cause câncer, essa relação não se sustenta na literatura atual, mas porque ela faz crescer tecido prostático e pode agravar sintoma urinário, e porque alteração em próstata jovem merece explicação, seja ela qual for. E uma quarta, que ninguém falou e vale para todo homem jovem que pensa em reposição: testosterona exógena zera ou quase zera a produção de espermatozoides na maioria dos usuários, e a recuperação depois de uso longo pode levar muitos meses e nem sempre é completa. Aos 32 anos, isso é uma decisão de vida a ser tomada com informação, não um efeito colateral a ser descoberto depois. Fecho com o que eu diria ao Rodolfo se ele voltasse. O problema dele nunca foi a dose nem a marca. Era retomar a rotina depois de um divórcio, com uma filha pequena, trabalhando e tratando depressão, que é uma das situações mais difíceis que existem para manter constância. Isso não se resolve com enantato, mas se resolve. E resolve com o oposto do que o tópico foi virando: menos compostos, um treino curto o suficiente para caber nos dias ruins, uma dieta que ele conseguisse repetir, e um acompanhamento de saúde mental levado tão a sério quanto os exames hormonais. Se ele ler isso um dia, o convite continua de pé, e não precisa voltar tendo dado certo. Basta voltar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  26. Mas tomei levedo e creatina, faz o uso quem quer mais paguei o preço pesado, quem quiser que use, não tenho patrocinador
  27. Natty, olhei a foto com atenção e a resposta honesta à sua pergunta é: não dá para saber se é falsa olhando a embalagem, e essa é justamente a parte que quase ninguém diz. O que dá para observar na imagem, e observo sem afirmar o que tem dentro: o sachê traz lote, "oxandrolone, 100 tabs, 5 mg" e fabricação em 07/2021 com validade escrita como "18 meses", ou seja, prazo em duração e não em data. No pote, a etiqueta é adesivo impresso simples, mistura português e inglês, não repete o lote e traz só a faixa de temperatura. Não aparece registro sanitário, endereço de fabricante, bula, blister ou lacre, e os comprimidos vêm soltos em frasco. Isso tudo é compatível com produto clandestino, o que aliás não é surpresa nenhuma, porque produto de linha underground é clandestino por definição. Só que aqui vem o ponto importante, e ele vale para qualquer marca que apareça nesse tópico: embalagem não prova conteúdo, em nenhuma das duas direções. Rótulo bonito, holograma e selinho de autenticidade são a parte mais barata e mais fácil de copiar do processo. Existem falsificações caprichadas de todas as marcas conhecidas do meio, inclusive das citadas aqui como confiáveis, e existe também produto de embalagem tosca com a substância certa dentro. Escolher pelo visual, ou por marca com boa fama, é escolher pela capa. A única forma real de saber é análise laboratorial da amostra, e é por isso que essa pergunta, do jeito que ela é feita em todo fórum do mundo, não tem resposta boa. O Keto acertou no raciocínio mais útil de todo o tópico, e vale reforçar com o motivo. A oxandrolona é cara de sintetizar, e é por isso que ela é a mais adulterada do mercado. Os substitutos habituais são justamente os baratos: metandienona, oximetolona, estanozolol. E é aqui que a coisa fica séria para você especificamente, porque não é o mesmo risco para todo mundo. Esses três são muito mais virilizantes e bem mais hepatotóxicos que a oxandrolona. Uma mulher que acha que está tomando 5 mg de oxandrolona e na verdade está tomando oximetolona ou metandienona corre risco alto de rouquidão, que é o efeito que não volta atrás, e de alteração de pelos, acne severa e aumento do clitóris, em pouco tempo. É a diferença entre o composto mais brando que existe e um dos mais duros, escondida dentro do mesmo frasco. Por isso a sua reação de pedir o dinheiro de volta foi a decisão certa, e não foi exagero. E tem um caminho que o tópico não mencionou, que é o que eu indicaria de verdade. Oxandrolona é medicamento registrado, e existe legalmente no Brasil por receita, inclusive manipulada em farmácia de manipulação. Isso resolve exatamente o problema que você levantou, porque farmácia de manipulação tem responsável técnico, matéria-prima com certificado de origem e rastreabilidade do lote. Ou seja, a alternativa a um produto de procedência duvidosa não é procurar uma marca de fama melhor, é sair do circuito onde ninguém responde por nada, com acompanhamento de quem possa avaliar seu caso. Uma coisa a mais, já que o assunto é mulher e oxandrolona. Se um dia isso for para frente, o combinado que vale mais que qualquer discussão de marca: dose baixa, começando por 5 mg, exames antes e por volta da quarta a sexta semana, incluindo TGO, TGP, gama GT e perfil lipídico, e uma regra inegociável, que é parar na hora ao primeiro sinal de mudança na voz, rouquidão ou cansaço ao falar. Acne, oleosidade e pelos avisam que a dose passou do ponto e são reversíveis. A voz não avisa duas vezes. E sobre o pedido que apareceu no final do tópico, de onde comprar: o fórum não permite indicação de vendedor, e no caso é até melhor assim, porque essa foi exatamente a pergunta que criou o problema aqui em 2021. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  28. Chego atrasado neste tópico, mas ele é daqueles que continuam aparecendo em busca de quem procura TPC de deca, então vale acertar algumas coisas que ficaram no ar. O Batata deu uma estrutura razoável de TPC, e o que eu tenho a acrescentar é justamente onde essa estrutura precisa mudar por causa da nandrolona. O primeiro ponto é o tempo de espera. Foi dito para esperar 25 dias depois da última aplicação. Para o Durateston sozinho, isso até fecha. Com decanoato de nandrolona junto, não. O decanoato é um dos ésteres mais longos que existem, com meia-vida em torno de seis a doze dias, o que significa liberação a partir do músculo por cerca de quatro a seis semanas. Começar tamoxifeno e clomifeno enquanto ainda há hormônio exógeno circulando é gastar remédio para nada: os moduladores agem estimulando o eixo a religar, e o eixo não religa enquanto ainda está recebendo sinal de fora. Com deca no ciclo, o razoável é esperar em torno de quatro a cinco semanas depois da última aplicação, e o ideal é decidir por exame e não por calendário. O segundo ponto é a ordem do hCG, e esse erro é comum. Ele aparece na lista junto dos moduladores, começando ao mesmo tempo. O hCG imita o hormônio que estimula o testículo, ou seja, ele serve para acordar a glândula que ficou meses parada. Isso faz sentido antes da fase dos moduladores, para que o testículo já esteja respondendo quando o eixo religar de cima. Usado ao mesmo tempo, ele ainda por cima eleva estradiol, o que atrapalha justamente o que a TPC está tentando fazer. Na prática: hCG primeiro, terminando alguns dias antes, e só então tamoxifeno ou clomifeno. O terceiro ponto ninguém mencionou e é específico da deca: a nandrolona é progestagênica e eleva prolactina com frequência. Prolactina alta segura a recuperação do eixo e dá exatamente os sintomas que a pessoa vai atribuir à TPC, ou seja, libido zerada, humor ruim e cansaço. Então, no caso dele, dosar prolactina junto de testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol antes de começar a TPC não é luxo, é o que decide se falta só tempo ou se tem algo bloqueando. Sobre as doses da TPC, uma ressalva. Clomifeno a 100 mg por dia é dose alta e é a que mais dá efeito visual, ou seja, embaçamento, flashes de luz e sensibilidade à claridade. Se isso aparecer, é para reduzir ou suspender e não empurrar até o fim. Muita gente atravessa a TPC inteira com metade dessa dose e com o mesmo resultado. E vitamina E não trata atrofia testicular. Azeite, abacate e castanha são ótimos por outros motivos e podem ficar na dieta, mas o encolhimento vem da falta de estímulo do eixo e quem resolve isso é o hCG e o retorno da produção própria, não o alimento. Duas observações mais amplas, porque elas importam mais do que o protocolo. A primeira: 750 mg de Durateston somados a 400 mg de nandrolona dão perto de 1,15 grama por semana, em um primeiro ciclo. Isso é dose de usuário avançado. Primeiro ciclo se faz com testosterona sozinha, entre 250 e 500 mg semanais, e o motivo não é moralismo, é diagnóstico: com uma droga só, quando aparece um efeito adverso, você sabe de quem é a culpa e resolve. Com três compostos juntos, você fica no escuro. E quanto maior a dose e mais longo o composto, mais difícil e mais demorada é a recuperação depois, que é exatamente a pergunta que ele veio fazer. A segunda, e é a que eu não deixaria passar: sugeriram blast and cruise para alguém que está terminando o primeiro ciclo. Traduzindo o que isso significa na prática, é nunca mais parar. É trocar uma interrupção com desconforto de alguns meses por uso permanente, com supressão definitiva do eixo, e assumir aos vinte e poucos anos a conta de hematócrito, pressão, colesterol e fertilidade pelo resto da vida. Pode ser uma escolha de quem já está há anos nisso e sabe o que está trocando. Não é conselho para quem acabou de fazer o primeiro ciclo e nem sabia que precisaria de TPC. E, para fechar, o que eu pediria de exame independentemente do resto: hemograma completo, olhando hematócrito e hemoglobina, perfil lipídico, pressão arterial medida em repouso, TGO, TGP e gama GT, glicemia. Depois, repetir testosterona, LH e FSH umas quatro a seis semanas após o fim da TPC. É esse último exame que responde à pergunta que realmente importa, que é se o eixo voltou ou não. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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