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Marca Indux ou Clomid?
Qual é a melhor marca de Tamoxifeno? Entre Indux e Clomid qual vcs sentem melhor resultado na recuperação do eixo HPT?
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bradador começou a seguir Marca Indux ou Clomid?
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Cláudio Chamini reacted to uma postagem em um tópico:
Para um Jovem de 17 anos levantar 35KG na rosca direta e 3 repetições é uma boa quantia de força?
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Para um Jovem de 17 anos levantar 35KG na rosca direta e 3 repetições é uma boa quantia de força?
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Para um Jovem de 17 anos levantar 35KG na rosca direta e 3 repetições é uma boa quantia de força?
Dá para responder com referência, @Saiyajin_orgulhoso. Considerando 35 kg no total, barra incluída, e três repetições limpas na rosca direta, isso é força acima da média para um rapaz de 17 anos. Como parâmetro prático, padrões de força usados para rosca direta com barra colocam o nível intermediário em torno de 50 a 60 por cento do peso corporal para uma repetição máxima, e três repetições com 35 kg equivalem a algo perto de 38 a 40 kg de máxima. Ou seja, se você pesa em torno de 70 kg, está batendo esse patamar. Se pesa bem menos, está bem acima dele. Só que existe um ponto mais relevante que o número, e o @br3nnr tocou nele. A rosca direta é um exercício de isolamento, e isolamento não é bom termômetro de força geral. O que dita o seu progresso são os compostos: agachamento, terra, supino, remada e desenvolvimento. Vale muito mais acompanhar a evolução desses do que perseguir carga em rosca, porque bíceps cresce junto com puxada e remada pesadas, e porque carga alta em isolamento é justamente onde a compensação aparece, com balanço de tronco e extensão de lombar. Sobre carga alta em pouca repetição com 17 anos, vale um recado sem alarmismo. Treinar pesado não é proibido nem prejudica crescimento, e essa ideia de que musculação atrapalha a altura não se sustenta na literatura. O que precisa de cuidado é a técnica em séries curtas e pesadas, porque é nelas que o risco de compensação e de lesão sobe. Para isolamento, eu manteria a maior parte do trabalho na faixa de 8 a 12 repetições, com carga que permita controle na descida, e usaria séries de 3 a 5 repetições principalmente nos compostos. E um detalhe de execução da rosca que muda muito a percepção de força: o movimento termina quando o antebraço chega perto do ombro, com cotovelos parados ao lado do tronco e sem projetar o quadril à frente. Quem começa a jogar o corpo consegue mais quilos e menos estímulo no bíceps. Filme de lado uma série e compare com a execução que você faz normalmente, é o jeito mais rápido de saber se a carga é real.
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MINHA MUDANÇA DE VIDA !
Começo pela informação errada que te venderam, @bbvox: guaraná em pó é justamente uma fonte de cafeína. A semente de guaraná tem teor de cafeína alto, em geral maior que o do café em peso. Ou seja, você está tomando cafeína, só que sem saber a dose exata. Isso importa porque você está somando estimulante a duas horas de esteira por dia com roupa extra para suar, e essa combinação sobe frequência cardíaca e temperatura corporal ao mesmo tempo. E aqui vai o alerta que considero mais importante do seu relato: tire as blusas extras. Suar não queima gordura, suar perde água. O peso que desce na balança depois disso volta assim que você bebe água. O que essa prática faz de verdade é elevar a temperatura central e o risco de desidratação, tontura, arritmia e, em casos extremos, exaustão pelo calor. Em alguém de 41 anos, com 101 kg e anos sem atividade, isso não é detalhe. Sobre o jejum, comer uma única refeição à noite e passar o dia inteiro em jejum vai produzir perda rápida no começo e cobrar depois. O problema principal não é o horário, é a impossibilidade de colocar proteína suficiente em uma refeição só. Para 101 kg, o alvo seria algo entre 150 e 180 g de proteína por dia, distribuídos em pelo menos três refeições. Sem isso, boa parte do que você perde é músculo, e músculo perdido significa gasto energético menor e efeito sanfona mais provável. Se o jejum te agrada pela praticidade, mantenha uma janela mais larga, tipo comer entre meio-dia e 20h, com duas ou três refeições dentro dela. Um desenho mais eficiente e mais seguro para as próximas semanas: déficit moderado, algo entre 1900 e 2100 kcal por dia, com proteína alta; musculação três vezes por semana com progressão de carga anotada, que é o que preserva massa magra; caminhada de 30 a 45 minutos, cinco vezes por semana, em ritmo confortável, no lugar das duas horas diárias de esteira. Perder de 0,5 a 1 por cento do peso por semana, ou seja de 500 g a 1 kg, é rápido o suficiente e sustentável. Sobre a urgência que você mencionou, entendo, mas ela é justamente o que costuma estragar o processo. Vinte semanas nesse ritmo significam de 10 a 20 kg a menos, com músculo preservado. Duas semanas de sacrifício extremo significam água perdida e um retorno provável. E por fim, o cuidado mais importante para a sua faixa etária: antes de intensificar treino, faça uma avaliação médica com eletrocardiograma e, se houver fatores de risco, teste ergométrico, além de hemograma, glicemia, perfil lipídico, função renal e hepática e pressão arterial aferida. Homem de 41 anos, sedentário há anos e com sobrepeso, entrando em duas horas de exercício diário com estimulante, é exatamente o perfil que merece essa checagem antes, não depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Alguém com experiências com aplicação de enzimas intramuscular
A pergunta do @fisiculturismo é a chave de tudo, @Douglas_v12: enzimas quais, exatamente? Porque o que se vende como enzima injetável em clínica estética é um conjunto bem heterogêneo, com produtos diferentes, indicações diferentes e riscos diferentes. Os nomes que costumam aparecer são hialuronidase, colagenase, fosfatidilcolina com desoxicolato, L-carnitina injetável e algumas misturas manipuladas sem composição clara. Dito isso, existe um problema conceitual antes de qualquer marca. Gordura corporal fica no tecido subcutâneo e na cavidade visceral, não dentro do músculo em quantidade que justifique tratamento. Injetar algo no músculo para queimar gordura do corpo inteiro exigiria que a substância caísse na circulação e atuasse sistemicamente na lipólise. Enzimas são proteínas, e proteínas injetadas por via intramuscular são degradadas por proteases teciduais e hepáticas, com meia-vida curta, sem esse efeito sistêmico. Ou seja, a via não corresponde ao objetivo declarado. Sobre os produtos específicos, para você saber o que cada um faz de fato. Hialuronidase degrada ácido hialurônico e tem uso legítimo para dissolver preenchimento, não para gordura, e pode causar reação alérgica, inclusive grave. Colagenase atua sobre septos de colágeno, com uso pesquisado para aparência de celulite, e não sobre adipócito. A combinação de fosfatidilcolina com desoxicolato age destruindo membrana de células de gordura, mas por via subcutânea e em área pequena, e no Brasil a fosfatidilcolina injetável para fim estético é proibida desde 2003. L-carnitina injetável não tem evidência de acelerar perda de gordura em quem não tem deficiência. Os riscos de misturas manipuladas aplicadas por via intramuscular não são pequenos: reação inflamatória intensa, necrose tecidual, infecção e abscesso, fibrose local e reação alérgica sistêmica. E, diferente de um procedimento subcutâneo, uma complicação dentro do músculo costuma ser mais dolorosa e mais demorada para resolver. Se o objetivo é perda de gordura geral, o que funciona continua sendo déficit calórico com proteína alta, treino de força para preservar massa magra e atividade física regular. Se o incômodo é uma área localizada específica em quem já está magro, aí a conversa é com dermatologista ou cirurgião plástico, comparando procedimentos com registro e evidência, e não com ampola de composição desconhecida. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Emagreci 38KG em 1 ano, quero ter um shape inexplicável!
Trinta e oito quilos em dez meses por conta própria, aos 21 anos, é resultado grande e merece o reconhecimento, @juniorriograndedosul. Agora, sobre as perguntas. O problema mais importante da sua dieta atual não é suplemento, é proteína. Pelo que você descreveu, ela deve estar em torno de 100 a 120 g por dia, e para 98 kg em fase de manter o peso e ganhar massa o alvo seria 160 a 190 g. Proteína baixa depois de uma perda de peso grande é a receita para perder massa magra e para aquela sensação de corpo flácido que incomoda. Isso vale mais que qualquer produto: acrescente uma fonte proteica no café da manhã, aumente a porção de carne no almoço e no jantar e garanta uma refeição proteica antes de dormir. Sobre o orçamento de 500 reais, a divisão que eu faria: creatina, sim, de 3 a 5 g por dia, todos os dias, porque é o suplemento com melhor evidência para força e massa magra e custa pouco. Whey, que você já usa, para fechar a proteína. E o restante do dinheiro em comida, especialmente ovos, carnes e peixe, que rendem muito mais que qualquer cápsula. Colágeno para pele sobrando, sendo honesto: não resolve. A pele em excesso depois de 38 kg perdidos é um problema mecânico, de elasticidade e de quantidade de tecido, e nenhum suplemento oral retrai isso. O que ajuda, de verdade, é tempo, manter o peso estável por um ou dois anos e ganhar massa muscular embaixo, que preenche parte do volume. Existe evidência modesta de colágeno hidrolisado para elasticidade cutânea e para articulação, então não é fraude, mas o efeito é pequeno e não transforma excesso de pele. Em muitos casos, depois de peso estável, a solução definitiva é cirúrgica, e vale a avaliação com cirurgião plástico quando o peso estabilizar. Multivitamínico não é obrigatório se a dieta for variada, mas vale checar o que a sua está deixando de fora: quase não há vegetais, frutas variadas nem fonte de ômega 3. Eu priorizaria corrigir isso com comida e, se for suplementar, começaria por vitamina D depois de dosar 25-OH vitamina D. Sobre SARMs, minha posição é direta: não vale, ainda mais no seu momento. Você tem três meses de treino, o que significa que está no período de maior resposta natural de toda a sua vida. SARM suprime o eixo, tem casos publicados de lesão hepática, derruba HDL e, em análise publicada no JAMA, menos da metade dos produtos vendidos continha o composto declarado na dose declarada. Você trocaria ganhos que viriam de graça por risco e supressão. Uma observação sobre os ciclos de clembuterol. Ele é um beta-agonista, com efeito termogênico pequeno e efeitos cardiovasculares relevantes, incluindo taquicardia, tremor, insônia e, em uso prolongado e em dose alta, alterações cardíacas descritas em estudos com animais. Dado que você conseguiu o resultado principalmente por dieta, e que a fase agora é de ganho, seria o momento de deixar isso de lado em definitivo. Se em algum momento aparecer palpitação, falta de ar ou dor no peito, isso merece avaliação cardiológica. Por último, vale fazer exames agora que o peso caiu tanto: hemograma, ferritina, vitamina D, B12, TSH, T4 livre, perfil lipídico, glicemia e insulina, função hepática e renal. Depois de perda expressiva, deficiência nutricional é comum e é melhor corrigir antes de entrar numa fase de ganho de massa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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EMAGRECER.
Sobre o AndroGel, @ktf, a resposta é não, e esse é um caso em que o alerta precisa ser bem claro. Ele é testosterona em gel, um medicamento desenvolvido para reposição em homens com hipogonadismo, e a apresentação usual entrega em torno de 50 mg de testosterona por dia. A produção fisiológica feminina é da ordem de 0,1 a 0,4 mg por dia. Ou seja, uma aplicação única já colocaria você em dose muitas vezes maior do que o seu corpo produz, com risco alto de virilização: voz mais grave, aumento de clitóris, pelos faciais, acne e alteração do ciclo. Voz e clitóris não voltam ao normal depois. E ele não emagrece, porque testosterona não é agente de perda de gordura, ela atua em massa magra. Tem um segundo ponto, específico para quem tem criança em casa: gel de testosterona transfere pelo contato de pele. Existem casos relatados de crianças que desenvolveram sinais de virilização por contato com adultos que usavam o produto. Em casa com criança pequena, esse risco é concreto. Agora, sobre o que de fato está travando. Você levantou uma dúvida boa: bioimpedância deu 24 por cento e dobras deram 17. Nenhum dos dois é padrão-ouro. A bioimpedância estima água corporal e infere o resto por equação, então hidratação, refeição, exercício recente e até temperatura mudam o resultado, e ela costuma superestimar em quem está menos hidratado. A dobra depende muito da habilidade de quem mede e do protocolo usado. O que fazer com isso na prática: escolha um dos dois métodos, sempre no mesmo equipamento ou com o mesmo avaliador, e acompanhe a tendência ao longo dos meses, ignorando o valor absoluto. Fita métrica na cintura e foto mensal na mesma luz contam mais do que qualquer um dos dois números. Sobre não conseguir emagrecer depois da maternidade, vale investigar antes de apertar mais a dieta. O que mais aparece nesse contexto: tireoidite pós-parto, que pode deixar tireoide hipofuncionante meses depois do parto; anemia ou ferritina baixa, comum após gestação; sono fragmentado, que aumenta fome e reduz gasto espontâneo; e prolactina alta se ainda houver amamentação. Peça TSH, T4 livre e anticorpos antitireoperoxidase, hemograma, ferritina, ferro, vitamina D, glicemia e insulina de jejum e prolactina. Se algum desses estiver alterado, corrigir muda o cenário inteiro. E o básico que resolve a maioria dos casos: pese e registre a alimentação por sete dias, incluindo os doces e o que é comido em pé na cozinha. Quase sempre aparece uma diferença relevante entre o que se acredita comer e o que se come. Com o número real na mão, um déficit de 300 a 400 kcal, proteína entre 100 e 120 g por dia e a manutenção do treino de força que você já faz resolvem sem nenhum medicamento. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Bora ficar grande!!!
@gdamasceno quando alguém diz que está comendo feito um louco e o peso não sobe, em praticamente todos os casos a explicação é a mesma: a ingestão real é menor do que a percebida. Isso não é falta de esforço, é característica de como estimamos comida. Estudos de comparação entre ingestão relatada e medida mostram subestimação frequente de 20 a 30 por cento, e os maiores buracos costumam ser óleo de cozinha, pão, castanhas, molhos e o que se come fora de casa. O caminho é medir por sete dias, pesando tudo, e chegar num número real. A partir dele, a regra é objetiva: acrescente 300 kcal por dia, mantenha por duas semanas, acompanhe a média semanal do peso. Se não subir, mais 300. Ganhar 300 a 500 g por semana é o ritmo que constrói massa sem acumular gordura à toa. Duas coisas ajudam quem tem dificuldade de comer volume. A primeira é densidade calórica: azeite no arroz, leite integral, pasta de amendoim, castanha, abacate, ovos inteiros. Duas colheres de azeite ao dia já são cerca de 240 kcal sem nenhum volume adicional no prato. A segunda é caloria líquida entre as refeições, porque líquido enche menos: leite com aveia, banana e pasta de amendoim resolve 500 kcal de forma simples. Vale também olhar o gasto, não só a entrada. Se você somou cardio, está andando mais, trabalhando em pé ou dormindo mal, a conta muda. Sono curto, aliás, atrapalha duas vezes: piora recuperação e bagunça o apetite. Sobre o estanozolol guardado, aproveito para dizer o que faria diferença agora: ele não resolveria o seu problema. Estanozolol não aromatiza, não aumenta apetite e é um composto de definição, usado em fase de corte. Em quem não consegue subir peso, ele entrega pouco, resseca articulação, derruba HDL de forma expressiva e ainda sobrecarrega o fígado, já que é 17-alfa-alquilado. Se um dia usar algo com objetivo de ganho, testosterona faz muito mais sentido. Antes disso, o que precisa ser resolvido é o prato. Posta os números da dieta e do treino que fica fácil apontar onde está o furo.
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Da pra chegar?
O link não abre mais, @Medo_do_Cruise, então vou deixar o método que uso para responder esse tipo de pergunta, que serve para qualquer foto. A ferramenta mais útil é o índice de massa livre de gordura, o FFMI. Você calcula a massa magra, que é o peso multiplicado por um menos o percentual de gordura, e divide pela altura ao quadrado, com um pequeno ajuste para altura. Um estudo clássico que avaliou fisiculturistas das eras pré e pós-esteroides encontrou um teto em torno de 25 para atletas naturais, com a esmagadora maioria abaixo disso. Como referência prática: um homem de 1,80 m com 10 por cento de gordura e FFMI de 25 pesa cerca de 90 kg. Isso é um físico excelente, alcançável por poucos, mas alcançável. Acima disso, a probabilidade de uso cresce rápido. Três outros sinais ajudam a leitura, além do tamanho bruto. O primeiro é a combinação de muita massa com percentual de gordura muito baixo mantida o ano inteiro, porque naturalmente essas duas coisas competem. O segundo é o desenvolvimento desproporcional de regiões com alta densidade de receptores androgênicos, principalmente trapézio, ombros e região lombar. O terceiro é a velocidade da mudança: 8 a 12 kg de massa magra no primeiro ano de treino é possível, mas alguém que ganha isso no quinto ano de treino está fazendo outra coisa. O @Locemar tem razão ao citar genética, e vale detalhar por quê. Dentro do espectro natural existe uma variação enorme: comprimento de ventre muscular, número de fibras, resposta ao treino e nível hormonal próprio fazem duas pessoas com o mesmo treino e a mesma dieta chegarem em lugares diferentes. Por isso a pergunta dá pra chegar natural tem duas respostas: se alguém já chegou naquele ponto sem usar nada, sim, é possível. Se você vai chegar, depende de quanto do seu potencial ainda está disponível e de quanto tempo você está disposto a investir. E um recado que vale mais que a resposta: para quase todo mundo, o limitante nos primeiros cinco anos não é genética nem hormônio, é consistência. Muita gente decide que precisa de ciclo antes de ter tido um único ano realmente bem feito, com progressão de carga registrada, dieta medida e sono organizado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda em dúvidas
@Umaleonina a sua dose está alta demais, e esse é o ponto mais urgente do tópico. Dez miligramas a cada oito horas somam 30 mg por dia, o que é dose masculina. A faixa usada em mulher é de 5 a 10 mg por dia, ou seja, você está tomando de três a seis vezes o habitual. Os relatos que você viu de meninas com 5 ou 10 mg não são de gente medrosa, são a referência correta. O risco não é teórico. Oxandrolona é derivada da di-hidrotestosterona, e em dose alta o efeito androgênico escala rápido. Os sinais a observar hoje mesmo: voz mais grave ou rouquidão, aumento do clitóris, pelos no rosto e no corpo, acne, oleosidade e alteração do ciclo menstrual. Voz e clitóris são as duas alterações que não regridem, e é por isso que a conduta diante de qualquer sinal é interromper na hora, e não reduzir e observar. Minha sugestão prática: caia para 10 mg por dia agora, em uma ou duas tomadas, e limite o ciclo a seis a oito semanas contadas do início. Não é caso de comprar mais caixa, é caso de esticar o que você tem em dose correta. E faça exames: perfil lipídico completo, porque oxandrolona derruba HDL de forma marcante, mais TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, já que ela é 17-alfa-alquilada e tem passagem hepática. Se possível, também testosterona total, SHBG e estradiol. Sobre o resto, dois ajustes. A dieta está descrita só em percentuais, e percentual não diz nada sem o total calórico. Converta para gramas: no seu peso, proteína entre 105 e 130 g por dia é o alvo, e a partir daí você distribui carboidrato e gordura conforme o objetivo ser ganho ou perda. Do jeito que está, não dá para saber se você está em superávit ou déficit, o que é justamente o que determina o resultado do ciclo. O treino tem quatro sessões para membros inferiores e três para superiores, e voltando de quatro meses parada isso é bastante volume concentrado em perna. Eu equilibraria para duas sessões de inferiores e duas ou três de superiores nas primeiras semanas, subindo depois. Retorno após pausa longa é o período de maior risco de lesão, e composto anabólico acelera a recuperação muscular sem acelerar na mesma proporção tendão e ligamento. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda com suplementação!!!!
Existe sim, @valtinzik, e o ajuste é simples: tome o hipercalórico longe das refeições principais, não logo depois do treino. Duas janelas funcionam bem. A primeira é entre o almoço e o jantar, tipo às 16h, quando ele não compete com nenhuma refeição sólida. A segunda é antes de dormir, o que ajuda bastante quem tem dificuldade de fechar as calorias no dia. Depois do treino, o que você precisa é do almoço, e ele entrega tudo o que o shake entregaria, com mais qualidade. Não existe janela anabólica estreita: a síntese proteica fica elevada por muitas horas após o treino, então comer trinta minutos ou noventa minutos depois não muda o resultado. Priorize o prato de comida e deixe o suplemento para preencher buraco, que é a função dele. Sobre o produto em si, vale saber o que está comprando. A maioria dos hipercalóricos é basicamente maltodextrina e açúcar, com pouca proteína, e ainda derruba a fome, que é exatamente o problema de quem precisa comer mais. Um shake caseiro com 300 ml de leite integral, 40 g de aveia, uma banana e uma colher de pasta de amendoim dá em torno de 500 kcal, custa uma fração do preço e pesa menos no estômago. Se quiser reforçar a proteína, acrescente 20 a 30 g do whey que você já tem. Duas observações sobre o resto. Glutamina, em pessoa saudável e com dieta adequada, não tem efeito demonstrado sobre ganho de massa ou recuperação, então eu não repetiria a compra. Creatina, sim: 3 a 5 g por dia, todos os dias, inclusive nos dias sem treino. E, olhando o quadro geral, tem uma coisa mais importante que o horário do shake. Você perdeu 2 kg em três meses de treino querendo ganhar peso, o que significa que está em déficit calórico sem perceber. Treinar de 1h30 a 2h por sessão também aumenta bastante o gasto e, para iniciante, sessões desse tamanho costumam ser volume demais sem necessidade. Reduza para algo entre 50 e 70 minutos com foco em carga progressiva e redistribua a energia para comer mais. Depois, acrescente 300 kcal por dia à dieta e acompanhe o peso pela média semanal por duas semanas. Se não subir, mais 300.
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Pergunta de conhecimento
Duas observações, @caassiareis, e a segunda é mais importante que a primeira. Sobre a verificação, o ponto que a @Agan81 levantou é válido: nome igual com arte e logotipo diferentes costuma indicar cópia aproveitando a reputação de outra marca. Só que vale saber o limite dessa checagem. Código no site do fabricante prova apenas que alguém imprimiu um código válido, e perfil no Instagram não prova nada, porque criar página com fotos de caixa e frasco é trivial. Nenhum dos dois diz o que existe dentro da ampola. O que informa de verdade é exame de sangue durante o uso ou análise laboratorial independente da amostra. O ponto mais relevante é outro: se a boldenona é para você usar, eu repensaria a escolha do composto. O éster undecilenato tem meia-vida longa, em torno de 14 dias, e permanece ativo por semanas após a última aplicação. Isso significa que, se aparecer qualquer sinal de virilização, você não tem como interromper o efeito. Parar a aplicação não para a ação do que já está no organismo, e você fica assistindo. Em mulher, engrossamento de voz e aumento do clitóris não regridem, então essa ausência de freio é um problema sério, muito mais do que a marca da ampola. Se o objetivo for ganho de massa magra e densidade, os compostos com melhor perfil para protocolo feminino são oxandrolona, em 5 a 10 mg por dia por seis a oito semanas, e primobolan em dose baixa, ambos com saída mais rápida ou efeito mais previsível. E, em qualquer caso, o acompanhamento mínimo inclui exames antes e depois, com hemograma, perfil lipídico, função hepática, testosterona total e livre, SHBG e estradiol, além de observação semanal de sinais: voz, pelos, acne, oleosidade e alteração do ciclo menstrual. Ao primeiro sinal, interrompe. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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AJUSTE DE DIETA
Vou pelos números primeiro, @Thekingviini. Somando a dieta que você montou, dá algo em torno de 2350 a 2450 kcal, com aproximadamente 270 g de proteína, 190 g de carboidrato e 60 g de gordura. Para 110 kg em cutting, o total calórico faz sentido e a proteína está alta, o que é bom para preservar massa magra. O problema não está nos macros, está no que falta: a dieta não tem nenhum vegetal, quase nenhuma fruta além da banana e nenhuma fonte de ômega 3. Isso significa fibra baixíssima, o que atrapalha saciedade e intestino, e cobertura ruim de micronutrientes, que multivitamínico não resolve por completo. Duas ou três porções de legumes e verduras por dia, e peixe duas vezes por semana no lugar do frango, corrigem isso sem mexer nas calorias de forma relevante. Dois ajustes menores. A glutamina, em quem não tem condição clínica específica, não tem efeito demonstrado sobre ganho de massa, recuperação ou imunidade em atletas saudáveis, então é dinheiro que pode ir para comida. E 7 g de creatina é mais do que o necessário: 3 a 5 g por dia já saturam. Agora a parte que importa mais, e aqui eu concordo em cheio com o @Sleep. Voltar de um longo período de inatividade e de lesões já entrando com três compostos, incluindo trembolona, é um desenho ruim por vários motivos. Primeiro, você não vai saber o que causou o quê, nem em ganho nem em colateral. Segundo, trembolona é o composto com pior perfil de efeitos para quem está retomando: piora bastante o condicionamento cardiovascular, causa sudorese noturna e insônia em muita gente, tem atividade progestagênica com risco de prolactina elevada, e impacta o perfil lipídico de forma severa. Terceiro, quem volta de lesão tem músculo respondendo rápido, por memória muscular, enquanto tendão e ligamento se adaptam muito mais devagar. Anabolizante amplifica exatamente esse descompasso, e é assim que aparece a segunda lesão, agora com carga alta. O que eu faria no seu lugar: quatro a seis semanas apenas reconstruindo rotina, técnica e tolerância, com progressão conservadora. Se depois disso quiser usar algo, testosterona sozinha, na faixa de 300 a 400 mg semanais, por 12 semanas, resolve bem um cutting, preserva massa e permite você entender sua própria resposta. Boldenona e trembolona ficam para quando houver base e histórico. Exames antes e durante, principalmente com o protocolo que você desenhou: hemograma completo com hematócrito, perfil lipídico, glicemia e insulina, testosterona total e livre, estradiol sensível, prolactina, TGO, TGP, gama GT, ureia, creatinina, e pressão arterial aferida em casa duas vezes por semana. Com 110 kg e voltando de inatividade, pressão e lipídios são os marcadores que mais tendem a estar alterados já de partida. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Testosterone Mix U.S.P (Genesis Pharma)
Sobre a marca eu não tenho como opinar, @feurbano, mas dá para falar bastante sobre o que é um mix de testosterona, porque isso muda a forma de usar e quase ninguém comenta. Um mix, ou blend, combina ésteres de velocidades diferentes no mesmo frasco, em geral propionato, fenilpropionato, isocaproato e decanoato, no mesmo conceito do sustanon. A molécula é sempre a mesma testosterona, o que muda é o tempo de liberação. Isso traz três consequências práticas. A primeira é a frequência: como tem propionato na mistura, aplicar uma vez por semana gera picos e vales, e o padrão que dá nível estável é dividir em duas aplicações semanais, ou até em dias alternados em quem é sensível a oscilação. A segunda é o tempo até estabilizar: por causa do decanoato, o nível só se acomoda depois de quatro a cinco semanas, então julgar o produto na segunda semana não faz sentido. A terceira é a saída: o decanoato também é o último a deixar o organismo, e a terapia pós-ciclo precisa considerar isso, começando cerca de duas a três semanas depois da última aplicação, e não poucos dias depois. Também vale saber que mix não é superior a éster único. Ele foi criado para uso clínico com aplicações mais espaçadas, não para render mais. Para quem está começando, éster único, como cipionato ou enantato, é preferível: você tem uma cinética previsível, ajusta dose com facilidade e sabe exatamente quando iniciar a recuperação. Blend também costuma doer mais na aplicação, por causa do propionato e do volume de solvente. Sobre avaliar o produto, além do que já foi dito no tópico, o teste mais direto continua sendo sangue: testosterona total antes de começar e novamente depois de quatro a cinco semanas de uso, colhida sempre no mesmo momento do intervalo entre aplicações. Com dose de 250 mg semanais, o valor tem que estar bem acima do limite superior da referência. Se vier dentro da faixa normal, o frasco está subdosado, e isso é dado, não impressão. E, olhando o líquido, vale conferir antes da primeira aplicação: partícula em suspensão, turvação, cor alterada ou cheiro forte são motivo para descartar. Depois da aplicação, dor que aumenta a cada dia, vermelhidão que se expande, calor local, endurecimento progressivo ou febre pedem avaliação médica, porque aí já não é reação de solvente e sim possível infecção. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Deposteron - 3 Meses
A explicação do @drougfun sobre a isotretinoína está correta e vale complementar com a parte prática, @LAU. A isotretinoína reduz de forma duradoura o tamanho e a atividade das glândulas sebáceas, e a maioria das pessoas mantém o resultado por anos. Só que o estímulo androgênico faz o caminho inverso: testosterona e, principalmente, a di-hidrotestosterona aumentam a produção de sebo. Ou seja, o ciclo pode reativar acne mesmo em quem tratou, sobretudo em quem já teve quadro importante, e as regiões mais afetadas costumam ser costas, ombros e peito. O que reduz esse risco: manter estradiol e dose sob controle, higiene da pele com sabonete específico, trocar camiseta suada logo depois do treino e não esperar a acne se instalar para agir. Aos primeiros sinais, vale procurar dermatologista, porque tratamento precoce com tópicos resolve muitos casos. Uma coisa importante: não repetir isotretinoína por conta própria. Ela exige acompanhamento, controle de lipídios e de função hepática, e essa combinação com anabolizante precisa ser avaliada por médico, já que os dois mexem no perfil lipídico e no fígado. Sobre o ciclo em si, uma ampola de deposteron por semana corresponde a 200 mg de cipionato de testosterona, o que é uma dose inicial bastante razoável para primeiro ciclo aos 23 anos. Dois ajustes que costumam melhorar o resultado. O primeiro é a frequência: cipionato tem meia-vida em torno de 8 dias, e dividir a dose em duas aplicações semanais, de 100 mg cada, deixa o nível bem mais estável, com menos oscilação de humor e menos pico de aromatização. O segundo é o tamoxifeno. Ele é excelente na terapia pós-ciclo, e também é usado para tratar sensibilidade mamária quando ela aparece, mas não é anti-estrogênico no sentido de impedir a aromatização, ele bloqueia o receptor. Se a ideia do seu médico é usá-lo durante o ciclo de forma preventiva, vale perguntar o objetivo exato, porque o uso contínuo sem indicação atrapalha a leitura dos sintomas. Sobre exames, já que você tem acompanhamento, aproveite: testosterona total e livre, estradiol sensível, LH, FSH, hemograma completo com hematócrito, perfil lipídico, glicemia, TGO, TGP, gama GT, ureia e creatinina, antes do início, na semana 6 e cerca de 30 dias após o fim, além de pressão aferida em casa. E confirme com ele qual será a conduta pós-ciclo, porque três meses de supressão pedem plano de recuperação definido antes do fim, não improvisado depois. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Boldenona e atividades estrogênicas
A informação que você citou está correta no essencial, @Archives: a boldenona aromatiza, mas com eficiência bem menor que a testosterona, algo em torno da metade. Só que a conclusão prática do seu plano vai na direção oposta da que você está imaginando, e é aí que vale a conversa. Num ciclo de boldenona sozinha, sem testosterona de base, o que acontece é o seguinte. O composto suprime o eixo do mesmo jeito, então a sua produção própria de testosterona cai para perto de zero. Como a boldenona aromatiza pouco, você fica com pouquíssimo substrato para produzir estradiol. O resultado típico não é estrogênio alto, é estradiol baixo. E estradiol baixo em homem cobra caro: libido no chão, disfunção erétil, articulações doloridas e ressecadas, humor deprimido, fadiga e piora do perfil lipídico. Muita gente passa por isso achando que a culpa é do composto ser fraco, quando na verdade é carência de estrogênio. Então, respondendo direto: numa boldenona solo em 200 a 400 mg por semana, inibidor de aromatase é não apenas desnecessário como potencialmente prejudicial. O que faz falta ali é justamente testosterona. Por isso a recomendação clássica de manter testosterona como base de qualquer ciclo, em dose de reposição ou acima, existe: ela repõe o que o seu eixo parou de produzir e mantém o equilíbrio entre androgênio e estrogênio. E, para um primeiro ciclo, eu iria além: testosterona sozinha, em torno de 300 a 400 mg por semana, por 12 semanas, é o desenho mais inteligente. Você aprende como o seu corpo responde a um único composto, com meia-vida conhecida e efeitos previsíveis, e tem parâmetro para os próximos. Boldenona tem duas características que a tornam ruim como primeira escolha: éster undecilenato com meia-vida de cerca de 14 dias, o que exige ciclos de 16 semanas ou mais para valer a pena e prolonga a supressão, e um aumento consistente de hematócrito e hemoglobina, que em algumas pessoas é expressivo. Também é comum relato de ansiedade e de aumento importante de apetite com ela. Sobre inibidor de aromatase em geral, a regra que vale para qualquer ciclo: nunca usar preventivamente. Use apenas se houver estradiol sensível alto confirmado em exame junto com sintomas, e na menor dose que resolva. Muito problema que o pessoal atribui a estrogênio alto é, na verdade, estrogênio derrubado por uso profilático. Exames para acompanhar, no seu caso: testosterona total e livre, estradiol sensível, LH, FSH, hemograma completo com hematócrito, perfil lipídico, glicemia, função hepática e renal, antes, na semana 6 e ao final, mais pressão arterial medida em casa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Indicação de endocrinologista BH
Não vou indicar nome de profissional, @Jcoelho, mas dá para te dar um critério de escolha que vale mais que uma indicação solta, e vou tocar no ponto que ficou de fora da conversa e que é o mais importante do seu caso. Você mencionou ter HBP. Se for pressão alta, isso muda completamente a avaliação de risco de qualquer protocolo hormonal. Testosterona e derivados elevam pressão arterial por vários caminhos: retenção de sódio e água, aumento de hematócrito e viscosidade sanguínea, e alteração do tônus vascular. Em quem já é hipertenso, isso pode significar sair de uma pressão controlada para uma descontrolada, com risco cardiovascular acumulando de forma silenciosa. Se for hiperplasia benigna da próstata, a conversa é outra, mas também relevante, porque androgênios podem piorar sintomas urinários obstrutivos, e nesse caso a avaliação com urologista, com PSA e toque, vira pré-requisito. Em qualquer um dos dois cenários, os itens inegociáveis antes de começar seriam: pressão aferida em casa, duas vezes ao dia por duas semanas, ou MAPA de 24 horas; hemograma completo com hematócrito; perfil lipídico; glicemia e insulina de jejum; função renal com ureia, creatinina e, se possível, albuminúria; ecocardiograma se houver hipertensão de longa data; além do painel hormonal com testosterona total e livre, SHBG, LH, FSH e estradiol sensível. Durante o uso, hematócrito acima de 54 por cento e pressão que sobe de forma consistente são motivos para reduzir dose ou interromper, e não para seguir em frente. Sobre a escolha do profissional, o @Locemar tem razão num ponto e eu ajustaria em outro. É verdade que a residência de endocrinologia não treina condução de uso não terapêutico, e que existem médicos de várias especialidades que acompanham esse público. Mas cuidado com o critério de procurar quem é antenado em hipertrofia, porque é exatamente esse rótulo que a parte ruim do mercado usa. O que define um bom acompanhamento não é a especialidade no papel, são três comportamentos: pedir exames completos antes de prescrever qualquer coisa, explicar risco com clareza em vez de minimizar, e ajustar ou interromper quando um marcador piora. Profissional que prescreve na primeira consulta, sem exame, e que trata hipertensão como detalhe, não é antenado, é perigoso. E, dada a sua condição, eu inverteria a ordem: primeiro um cardiologista para controlar e documentar a pressão, e só depois a discussão sobre protocolo, com esse controle em mãos. Quatro anos de treino com resultado abaixo do esperado também merecem uma checagem básica de tireoide, vitamina D, ferritina e qualidade de sono, porque em boa parte dos casos o que trava não é hormônio sexual. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Clara de ovo pasteurizada
Hoje esse produto é fácil de achar no Brasil, em garrafa de 500 ml ou 1 litro, vendido em supermercado grande, atacarejo e loja de suplemento. A dúvida original sobre composição tem resposta simples: clara de ovo pasteurizada de verdade traz apenas clara, às vezes com conservante, e a tabela fica em torno de 10 a 11 g de proteína por 100 ml, com carboidrato e gordura próximos de zero. Se o rótulo mostrar carboidrato relevante, não é clara pura, é mistura, e nesse caso não vale o preço. Existe também a clara em pó, a albumina, que sai mais barata por grama de proteína e não precisa de refrigeração. O ponto fraco dela é o sabor e a tendência a causar gases em algumas pessoas. Duas informações que costumam surpreender quem usa clara líquida. A primeira: pasteurização não é cozimento. Ela elimina o risco microbiológico, principalmente salmonela, mas não desnatura a proteína por completo, e proteína não desnaturada é bem menos digerida. Em estudo que comparou ovo cru e ovo cozido com marcação isotópica, a absorção do cru ficou em torno de metade da do cozido. Ou seja, bater clara crua no shake desperdiça parte do que você pagou. Cozinhar, fazer omelete, crepioca ou panqueca resolve e melhora bastante o aproveitamento. A segunda: a clara crua contém avidina, proteína que se liga à biotina e reduz sua absorção. O consumo alto e frequente de clara crua por tempo prolongado pode levar a deficiência, e o cozimento inativa a avidina. É mais um motivo para aquecer. E, já que o tema é otimizar proteína, vale um contraponto ao hábito de descartar a gema. Um estudo bem conhecido comparou a ingestão de ovos inteiros com a de claras isoladas, em quantidade equivalente de proteína, depois do treino, e a resposta de síntese proteica muscular foi maior com o ovo inteiro. A gema traz colina, vitaminas lipossolúveis, ômega 3 e outros componentes que parecem contribuir com esse efeito. Se o objetivo for apenas cortar calorias, faz sentido usar mais clara. Se o objetivo for qualidade proteica, ovo inteiro entrega mais por unidade.
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Capacidade Cardio Respiratória e Força
Dá para atender bem o que você quer, @Krolo124578, e o interessante é que a resposta está quase toda no desenho do treino, não em suplemento nem em fármaco. Para ganhar força sem ganhar muito tamanho, a chave é trabalhar com carga alta e volume baixo. Isso significa poucas repetições por série, na faixa de 3 a 5, com três a cinco séries por exercício, descanso longo, de 3 a 5 minutos, e poucos exercícios por sessão, priorizando os grandes padrões: agachamento, levantamento terra, supino, desenvolvimento e remada. Esse formato desenvolve principalmente a parte neural da força, ou seja, recrutamento e coordenação de unidades motoras, com hipertrofia bem menor do que a que se obtém com séries de 8 a 15 e volume alto. É o modelo usado por atletas de esportes com categoria de peso justamente por isso. Para o condicionamento, a combinação que rende mais é somar volume em intensidade baixa com uma dose pequena de alta intensidade. Na prática, duas a quatro sessões semanais de 30 a 60 minutos em ritmo conversável, aquele em que você consegue falar frases inteiras, e uma ou duas sessões intervaladas por semana, com blocos de 3 a 4 minutos em esforço forte e recuperação equivalente, repetidos quatro vezes. Esse formato é o que mais aumenta consumo máximo de oxigênio por tempo investido. Dois cuidados de organização, porque treinar força e resistência junto tem interferência conhecida. Separe as sessões por pelo menos seis horas quando possível, ou coloque em dias diferentes, e se precisar fazer no mesmo treino, faça a força primeiro. Evite cardio longo e intenso nas pernas logo antes do treino de perna. E mantenha as calorias em torno da manutenção: como você não quer ganhar peso, é o superávit que precisa ser controlado, não o treino. Sobre suplementos, três têm evidência que se aplica ao seu caso. Creatina, de 3 a 5 g por dia, melhora força e potência, com a ressalva de que ela costuma somar 1 a 2 kg de água intramuscular, então se cada quilo importa para você, saiba disso antes. Cafeína, de 3 a 6 mg por quilo, cerca de 45 minutos antes, ajuda tanto na força quanto na resistência. Beta-alanina, de 3 a 6 g por dia, tem efeito mais específico em esforços de 1 a 4 minutos, que é a faixa de quem faz intervalado. Nitrato de beterraba tem algum suporte para eficiência aeróbia. Sobre anabolizantes, e aqui vou ser objetivo: eles não são uma boa ferramenta para o seu objetivo. O efeito principal deles é aumentar massa muscular, que é exatamente o que você prefere evitar, e não melhoram consumo máximo de oxigênio. Ao contrário, o aumento de massa corporal piora a relação de potência por peso, e o aumento de hematócrito e de pressão arterial que vem junto é um risco cardiovascular real para quem treina em alta intensidade. Ou seja, você pagaria com o que mais importa no condicionamento para ganhar aquilo que disse não querer. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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PRIMOBOLAN
@Mari respondendo direto o que você perguntou: primobolan não é medicamento para emagrecer, e nenhum anabolizante é. O que qualquer um deles faz, inclusive primo, é ajudar a preservar massa magra durante um déficit calórico e melhorar um pouco a recuperação. A perda de gordura em si vem do déficit, e sem ele o composto não entrega nada. Ou seja, colocado hoje, sem dieta estruturada e sem treino, ele seria dinheiro gasto com risco assumido e resultado próximo de zero. Sobre a lógica de escolher pela retenção, ela está parcialmente certa. Primobolan de fato não aromatiza, então não causa retenção hídrica, e é um dos compostos com menor potencial de virilização, o que explica a fama no meio feminino. Mas é bom saber que ele é fraco em termos anabólicos, precisa de doses mais altas e ciclos mais longos para render, e é dos mais caros e dos mais falsificados do mercado, justamente porque tem esse nome de composto suave. E mesmo com baixo potencial androgênico, ele não é isento: voz, clitóris e pelos continuam sendo o que precisa ser vigiado, e essas alterações não regridem. Um detalhe da sua história que ajuda a entender o quadro: aos 18 ou 19 anos, com 58 kg, o estanozolol pegou num contexto completamente diferente, de alguém magra e provavelmente com treino consistente. Hoje, com 94 kg e voltando às atividades, o fator limitante mudou completamente. O que vai transformar seu corpo nos próximos meses é déficit calórico sustentável e treino de força, não composto. Na prática, para o seu peso e altura, um caminho realista seria assim: déficit de 400 a 500 kcal por dia, proteína entre 1,6 e 2 g por quilo de peso alvo, ou seja algo em torno de 130 a 150 g por dia, treino de força três a quatro vezes por semana com progressão de carga anotada, e caminhada como ferramenta de gasto adicional. Nesse ritmo, a perda esperada é de 0,5 a 0,75 por cento do peso por semana, algo entre 500 e 700 g. Em seis meses isso significa de 12 a 18 kg, com preservação de massa magra e sem nenhum risco hormonal. Sobre esperar ou não, minha posição é essa: reavalie daqui a seis meses. Com bodyfat bem menor, treino consolidado e exames em mãos, se você ainda quiser usar algo, a conversa muda, porque aí o composto vai render de verdade e sobre uma base que existe. E antes de qualquer protocolo, vale fazer hemograma, perfil lipídico, glicemia e insulina de jejum, TSH e T4 livre, função hepática e renal, e testosterona total e livre, tanto para ter basal quanto para descartar causas que atrapalham o emagrecimento. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Relato Ligandrol
Relato bem organizado, @Misaelpt, com exame prévio e medidas, que é mais do que a maioria faz. Vão algumas observações técnicas sobre o protocolo. A dose é o ponto que mais me chama atenção. Nos ensaios clínicos do LGD-4033 as doses testadas foram bem baixas, na faixa de 0,1 a 1 mg por dia, e já em 1 mg houve queda significativa de testosterona total, de SHBG e de HDL em três semanas. Chegar a 15 mg por dia é mais de dez vezes a maior dose desses estudos, em território sem dados de segurança. Não existe motivo farmacológico para essa escalada: a saturação do receptor acontece muito antes, e o que aumenta junto com a dose é a supressão e o impacto lipídico, não o ganho. Sobre a supressão, vale ajustar a expectativa em relação à TPC planejada. Quatro semanas de tamoxifeno em doses decrescentes é um esquema curto para quem usou seis semanas com escalonamento até 15 mg. A meia-vida do LGD é de aproximadamente 24 a 36 horas, então começar a TPC logo após a última dose faz sentido no tempo, mas o eixo pode demorar mais que quatro semanas para responder. O que eu faria: exame de testosterona total e livre, LH e FSH ao fim do ciclo e novamente 4 a 6 semanas depois do fim da TPC. Se LH ainda estiver baixo e a testosterona longe dos 525 iniciais, a recuperação não terminou. Além do eixo, dois marcadores merecem acompanhamento. O primeiro é o perfil lipídico completo, porque a queda de HDL com SARM é consistente e costuma ser expressiva. O segundo são as enzimas hepáticas, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, já que existem casos publicados de lesão hepática colestática associada a LGD-4033 e RAD140. Qualquer amarelado nos olhos, urina escura, coceira generalizada ou dor no quadrante superior direito significa parar e procurar avaliação. Sobre o ganho de força no quarto e no sétimo dia, não se trata de placebo, mas dificilmente é efeito anabólico já instalado. Com seis meses de treino, a maior parte do ganho de força nesse período é adaptação neural, que continua acontecendo independentemente do composto. O detalhe é que isso confunde a leitura do próprio relato: você pode acabar creditando ao produto uma curva de progresso que já estava acontecendo. Dois ajustes de dieta. Gordura em 0,6 g por quilo é baixo, e eu subiria para 0,8 a 1 g por quilo, sacrificando um pouco do carboidrato, porque gordura dietética sustenta produção hormonal, e ainda mais em quem está saindo de um período de supressão. E você faz 26 km de bicicleta em dias alternados, o que adiciona um gasto grande: se não está conseguindo bater as calorias, o superávit que você imagina ter pode não existir, e aí o ciclo rende menos do que renderia. Por fim, o que eu falaria com franqueza para quem lê o tópico: com 24 anos, testosterona em 525, seis meses de treino e 66 kg, você está exatamente no período em que o ganho natural é mais rápido. Trocar isso por supressão e por um composto sem dados de segurança em dose alta é um negócio ruim em termos de custo e benefício. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Reposição de testosterona em mulheres !
Sobre o tema central do tópico, Bianca, vale um esclarecimento que muda a conduta: reposição de testosterona em mulher tem indicação bem estreita. O consenso internacional sobre o uso de testosterona em mulheres reconhece uma única indicação com evidência suficiente, que é o transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres na pós-menopausa, e mesmo assim com doses que mantenham o nível dentro da faixa fisiológica feminina. Para ganho de massa, perda de gordura, disposição ou libido em mulher jovem com eixo funcionando, não existe recomendação estabelecida, e o risco de virilização é real. No seu caso específico, tem um detalhe que provavelmente resolve o enigma. Anticoncepcional hormonal, principalmente o injetável, reduz libido em parte das usuárias por dois mecanismos: suprime a produção ovariana de andrógenos e, no caso das formulações com estrogênio, aumenta a SHBG, que é a proteína que carrega a testosterona e reduz a fração livre. A boa notícia é que isso costuma se normalizar depois da suspensão, e você já está há dois anos sem usar. Se o exame que você fez mostrar testosterona dentro da faixa normal para mulher, então o problema não é falta de hormônio, e repor não vai resolver. O que mais provavelmente explica o quadro é o conjunto: 15 kg a mais, ausência de treino, dor ciática limitando movimento e uso de analgésico e anti-inflamatório. Ganho de peso e sedentarismo reduzem libido e disposição de forma bem documentada, e a ordem de resolução é a que o @Apollo Galeno indicou, começando por dieta e treino. Três cuidados específicos do seu caso que merecem atenção. Primeiro, meloxicam é anti-inflamatório e você tem gastrite em uso de pantoprazol. Essa combinação precisa de acompanhamento médico, porque anti-inflamatório é justamente a classe que agride a mucosa gástrica, e o uso prolongado merece reavaliação. Segundo, codeína é opioide, com risco de dependência e constipação, e não deveria ser conduta de longo prazo para dor ciática. Terceiro, sobre o ciático: com dor ativa, a prioridade é avaliação com fisioterapeuta ou médico do esporte antes de entrar em rotina de exercícios, para saber o que pode e o que não pode. Começar por caminhada e treino de força adaptado costuma ser possível e até ajuda, mas HIIT cinco vezes por semana em quem está com nervo inflamado e fora de treino é convite para agravar. Sobre a suplementação, concordo com a ressalva feita à vitamina D em dose alta. Faça o exame de 25-OH vitamina D antes de manter dose alta, porque uso prolongado sem dosagem tem risco de hipercalcemia. E cuidado com a cafeína em cápsula: ela pode piorar sintoma de gastrite, principalmente em jejum. Os exames que eu consideraria completos para a sua situação: testosterona total e livre, SHBG, estradiol, LH, FSH, prolactina, TSH e T4 livre, hemograma, ferritina, vitamina D, glicemia e insulina de jejum. Com esses números na mão dá para separar o que é hormonal do que é estilo de vida, e aí a conversa sobre reposição, se ainda fizer sentido, acontece com base e não no escuro. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Hipercalórico ou maltodextrina ao acordar?
Entre as duas opções que você colocou, @LÉOherbes, hipercalórico ganha fácil da maltodextrina pura, pelo motivo que o pessoal do fórum já apontou: maltodextrina é só carboidrato de absorção rápida, sem proteína nenhuma. Para quem treina às 10h15, o que importa no pré-treino é ter carboidrato disponível e alguma proteína, não açúcar isolado. Só que existe uma terceira opção melhor que as duas e mais barata: fazer o seu próprio shake. Um copo com 300 ml de leite integral, 40 g de aveia, uma banana e uma colher de sopa de pasta de amendoim dá algo em torno de 500 kcal, com proteína, carboidrato e gordura de verdade, sem a montanha de açúcar refinado que a maioria dos hipercalóricos comerciais traz. Se quiser mais proteína, acrescente 20 g de whey. Líquido resolve exatamente o seu problema, que é tolerância a volume, e você controla o que entra. Sobre a rotina, a sugestão do @Locemar é a mais prática de todas: você não precisa comer tudo às 6h. Se der para tomar o shake por volta das 8h ou 9h, uma a duas horas antes de treinar, você chega no treino com energia sem ficar pesado, e ainda dá tempo de o estômago esvaziar. Muita gente que não tem fome ao acordar tolera muito melhor uma refeição líquida uma ou duas horas depois de levantar. Falta de apetite matinal é comum e tem algumas causas simples que vale checar: jantar tarde ou muito volumoso, o que faz você acordar ainda cheio, e sono curto, que atrapalha a regulação de fome. Se você deslocar parte das calorias da noite para o começo do dia, a fome matinal tende a voltar em uma ou duas semanas. E uma coisa sobre os hipercalóricos comerciais, para você não se decepcionar com o custo: a maior parte deles é basicamente maltodextrina e açúcar com um pouco de proteína, vendidos a preço alto. Se o objetivo é ganhar peso, a conta que importa é caloria total no dia, e comida de verdade batida no liquidificador entrega isso com mais qualidade. Guarde o suplemento para o dia em que faltar tempo mesmo.
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Hiperlordose ou ATP (anterior pelvic tilt)
Respondendo à dúvida conceitual que ficou no ar, @EMD: hiperlordose e anteversão pélvica são coisas relacionadas, mas não sinônimas. A anteversão é a posição da pelve, girada para frente, com as espinhas ilíacas anteriores à frente da sínfise púbica. A hiperlordose é o aumento da curvatura lombar, medido em imagem por ângulos específicos. A anteversão costuma acompanhar aumento da lordose, mas dá para ter uma sem a outra, e nenhuma das duas se diagnostica direito por foto, porque o que aparece no espelho depende de postura no momento, gordura local e até de como a pessoa está respirando. O ponto mais importante é o que o @Dr. Fernando Britto Barboza colocou, e ele está apoiado na literatura: anteversão pélvica e hiperlordose são achados comuns em pessoas sem dor nenhuma, e não têm boa correlação com dor lombar. Ou seja, olhar para a curvatura como causa da sua dor provavelmente é procurar no lugar errado. A explicação mais provável para dor que aparece no agachamento e explode no levantamento terra é técnica sob fadiga, carga acima do que a musculatura estabilizadora sustenta hoje, ou progressão rápida demais. Do que fazer na prática. Não precisa abandonar agachamento e terra, como o @Locemar já disse, mas vale regredir por algumas semanas: reduza a carga em 20 a 30 por cento, trabalhe em faixas de 5 a 8 repetições com margem, e use variações que reduzem a demanda lombar enquanto você reorganiza a técnica, como terra com barra hexagonal ou a partir de blocos, e agachamento em caixa. Filme de lado e observe se a lombar arredonda ou hiperestende no fim do movimento, que é onde a maioria das dores nasce. Para o trabalho corretivo, a parte que mais rende não é alongar o posterior, e sim aprender a controlar a posição da pelve e a respirar sob carga. Vale incluir dead bug, prancha frontal e lateral, bird dog, ponte de glúteo e agachamento com foco em manter costelas alinhadas sobre a pelve, junto com mobilidade de flexores do quadril, que costumam estar encurtados em quem passa muito tempo sentado. Glúteo forte ajuda a estabilizar a pelve, e por isso hip thrust e ponte entram bem. Uma coisa que precisa ser dita: dor que irradia para a perna, formigamento, dormência, perda de força no pé ou qualquer alteração para urinar ou evacuar mudam completamente o quadro e pedem avaliação médica sem demora. Dor lombar localizada, que melhora com repouso relativo e piora com carga, quase sempre é mecânica e responde bem a ajuste de técnica e progressão. Se a dor persistir por mais de duas ou três semanas mesmo com a carga reduzida, vale avaliação presencial com fisioterapeuta ou médico do esporte, que examinam movimento e força, coisa que foto nenhuma substitui. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Opinião sobre reposição hormonal com testosterona e anastrozol
@Mrsoma tem um ponto no seu protocolo que precisa ser esclarecido com urgência, e é o mesmo que o @Locemar levantou: anastrozol não existe em apresentação injetável, e a dose usual é de 1 mg por comprimido, via oral. Se você está mesmo aplicando 100 mg de algo por via intramuscular acreditando ser anastrozol, ou o produto é outro, ou houve um erro de leitura da receita. Cem miligramas seriam cem vezes a dose habitual. Antes da próxima aplicação, fotografe a ampola e confirme com quem prescreveu. Isso não é detalhe burocrático: inibidor de aromatase em excesso derruba o estradiol a níveis muito baixos, e estradiol baixo em homem causa perda de libido, dor articular, queda de densidade óssea, piora do perfil lipídico e humor deprimido. Sobre a testosterona, 100 mg a cada 10 dias dão cerca de 70 mg por semana, que é dose de reposição baixa, e o intervalo de 10 dias é longo demais para cipionato ou enantato. A meia-vida desses ésteres faz o nível subir muito nos primeiros dias e cair bastante no fim do intervalo, e é justamente essa montanha-russa que produz variação de humor, libido e energia. O padrão que dá nível mais estável é aplicar semanalmente, ou dividir em duas aplicações menores por semana. Somar o gel nos dias finais é uma tentativa de corrigir esse vale, mas a solução mais simples é ajustar a frequência da injeção. Vale conversar isso com quem acompanha. Tem uma questão de fundo mais importante ainda. Homem com aumento significativo de peso costuma ter testosterona baixa justamente por causa da gordura: o tecido adiposo aromatiza testosterona em estradiol e reduz a produção do eixo. Isso se chama hipogonadismo funcional, e a característica dele é ser reversível. Perder peso sobe testosterona de forma mensurável, sem reposição. Como você saiu de 88 para 99 kg na pandemia e a queda apareceu nesse contexto, existe uma chance real de que a sua causa seja essa. O ponto prático: reposição exógena suprime o eixo e reduz fertilidade, e uma vez iniciada, tende a virar uso contínuo. Antes de encarar isso como definitivo, valeria confirmar com repetição do exame, colhido entre 7 e 10 da manhã, em duas ocasiões diferentes, junto com LH, FSH, SHBG, estradiol sensível, prolactina, glicemia, insulina e hemograma. LH e FSH são o que distingue um problema de testículo de um problema de eixo por obesidade. Sobre a dieta, o principal buraco é que não há quantidades e a proteína está claramente baixa. Para 91 kg buscando perder gordura, o alvo seria algo entre 160 e 180 g de proteína por dia, distribuídos em três ou quatro refeições. Do jeito que está, com jejum pela manhã por falta de fome e duas refeições principais, fica muito difícil chegar lá. Não precisa abandonar o jejum se ele te agrada, mas precisa compensar com refeições mais densas em proteína. O treino está razoável em estrutura. O que eu ajustaria é garantir registro de carga e progressão, e não usar falha em quase todo exercício de braço enquanto o restante fica em faixas fixas. Com o HIIT já presente, cuidado para não somar volume demais em déficit, porque isso costuma aparecer como fadiga e estagnação, que é exatamente o que você descreveu quando o peso travou entre 92 e 94 kg. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Vou começar a tomar boldenona
@MicheleKlein boldenona é, na minha opinião, uma das piores escolhas possíveis para uma primeira experiência em mulher, e o motivo é farmacocinético. O éster undecilenato tem meia-vida longa, em torno de 14 dias, e leva semanas para sair do organismo depois da última aplicação. Isso significa que, se aparecerem sinais de virilização, você não consegue interromper o efeito: mesmo parando na hora, o composto continua ativo por um mês ou mais. Com um composto de ação curta você tem freio, com boldenona você não tem. Some a isso que ela aromatiza, então costuma trazer retenção, e que tem fama justificada de aumentar apetite de forma marcante, além de subir hematócrito. Os sinais de virilização a observar são voz mais grave, aumento de clitóris, pelos faciais, acne, oleosidade e alteração do ciclo menstrual, e os dois primeiros não regridem. Se em algum momento você decidir usar algo, os compostos com melhor relação entre resultado e risco no protocolo feminino são oxandrolona, na faixa de 5 a 10 mg por dia por seis a oito semanas, e primobolan em dose baixa. Os dois têm ação mais previsível e, no caso da oxandrolona, saída rápida do organismo caso precise interromper. Agora, o mais importante: dois anos treinando direto e fazendo dieta sem ver mudança não é um problema que anabolizante resolve, é um sinal de que alguma variável está fora do lugar. As causas mais comuns, em ordem de frequência: treino sem progressão de carga registrada, ou seja, você treina igual há meses; calorias que não estão nem em superávit nem em déficit consistente, então o corpo fica estável; proteína abaixo do necessário, que para 61 kg deveria estar entre 100 e 130 g por dia; e sono insuficiente. Em mulher também vale checar tireoide, ferritina e vitamina D, porque deficiência de ferro e hipotireoidismo subclínico são frequentes e travam progresso de forma silenciosa. Faria muito mais sentido, antes de qualquer ampola, fechar um ciclo de três a quatro meses com decisão clara: ou ganho de massa, com superávit de 200 a 300 kcal, ou perda de gordura, com déficit de 300 a 500 kcal, nunca os dois ao mesmo tempo, com carga anotada em todo treino. Se você fizer isso e continuar sem resposta, aí a conversa sobre protocolo hormonal passa a ter base, e com exames na mão. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.