batataney

Diário do Batata

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696 posts neste tópico

Salve galera...

Lombar está bem melhor ... 

Treino de hoje

Supino reto 5 x 10/6/3/1/1 x 70/80/90/102/104 kg
Crucifixo reto 3 x 10 x drop-set hater 21/15 kg
Crucifixo inclinado cross 3 x 15 x 20 kg
crossover polia baixa 3 x 12 x 20 kg
Desenvolvimento barra 3 x 12 + triceps pulley 3 x falha
Elevação lateral 3 x 10 + triceps frances 3 x 8
Crucifixo inverso 3 x 10 + repulsão entre bancos 3 falha

Treino muito bacana...fiz supino sem sentir dor nenhuma no ombro...sofri nos 104 kg rsrs

Ando sujando mais paredes... ainda tem alguns rabiscos para pintar rsrs...

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Braço - 41,5 cm  /  Perna - 59,5 cm  /  Panturrilha - 36,5 cm  / Cintura - 86,0 cm  /  Peso - 79,8 kg

Bons treinos...

 

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Em 17/12/2016 at 21:58, batataney disse:

Salve

Não treinei ontem e hoje, minhalombar ainda incomodando então dei uma tregua...

Muleke tirou o dia pra fazer arte

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Abraços...

Muito massa!!!!

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Salve galera...

Treino de hoje...

Supino inclinado 5 x 6 x 60/60/60/70/70 kg
Crucifixo reto 5 x 10 x halter 21 kg
Crucifixo inclinado 3 x 12 x halter 15 kg
Supino reto 3 x 6 x 80 kg
Triceps pulley 5 x 8 x 45 kg
Triceps coice polia 5 x falha
Desenvolvimento barra 3 x 12 x 30 kg
Elevação lateral 5 x 8 x 11 kg

Treino bom demais, pump muito da hora...

Bons treinos

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Em 02/01/2017 at 17:10, fisiculturismo disse:

Muito massa!!!!

Valeu Fisi...obrigado !!!

Treino de hoje

Agachamento livre 5 x 5 x 70/70/70/80/90 kg
Leg press 5 x 5 x 200 kg
Extensora 5 x falha x 75 kg
Avanço 5 x 10 passadas
Gemeos sentado 5 x falha x 60 kg

Treino bom demais, pernas moídas, exerc´cios bem cadenciados... lombar não reclamou no agacho mas não abusei...

Tá ficando da hora a parede...

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Bons treino galera...

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Quase um supino cara mas parabéns pelas 'BELAS' pinturas!

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Aí cara. Ta bem pela idade. E eu com overtraining antes dos 23. Dificil manter o treino sempre pesado. Cuidado aí com as articulações. Curti as pinturas, vou plagiar.

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Fala galera

Treino de hoje

Aquecimento - Barra fixa

Levantamento terra 5 x 5 x 100/110/120/130/140 kg
Remada curvada 3 x 8 x 50 kg
Remada baixa 5 x 8 x 60 kg
Remada cavalinho 3 x 10 x 50 kg
Rosca scott banco 3 x 8 x 30 kg
Rosca direta 3 x 8 x 30 kg
Rosca martelo 3 x 10 x halter 17 kg
Rosca inversa 3 x 10 x 20 kg

Curti o treino, lombar de boa também no levantamento terra mas sem exagerar...

18 horas atrás, Diego Rafael Furian disse:

Quase um supino cara mas parabéns pelas 'BELAS' pinturas!

Valeu amigo, realmente não fiz a execução na máxima amplitude mas nem por isso desqualifico o exercício, se é que vc reparou o angulo de 90º foi alcanado

Abraços...

8 horas atrás, Frutuoso disse:

Um artista ! Hahaha Cheio de facetas.. Feliz ano novo meu camarada.

Valeu Frutuoso, feliz ano novo pra vc meu camarada... e as novidades ? da uma atualizada la no seu diário...

Abraços...

7 horas atrás, Micael94 disse:

Aí cara. Ta bem pela idade. E eu com overtraining antes dos 23. Dificil manter o treino sempre pesado. Cuidado aí com as articulações. Curti as pinturas, vou plagiar.

Valeu Micael...muito obrigado, pode deixa que venho tomando cuidado com as articulções sim...é muito bom vc ter voltado a participar do forum...

Abraços...

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Salve

Elevação lateral 5 x 10
Desenvolvimento 5 x 10
Elevação frontal 3 x 12
Crucifixo inverso 3 x 12
Encolhimento 3 x 15
Abs infra
Abs supra
Abs obliquo

Tempo de treino 0:58:33

Bons treinos

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Salve galera

Treino de ontem

Rosca alternada banco 45º 3 x 2 x 12 kg + triceps pulley 3 x 10 x 40 kg
Triceps frances 3 x 12 x 25 kg + Rosca martelo 3 x 10 x halter 17 kg
Rosca barra w 3 x 12 x 30 kg + triceps testa 3 x 15 x halter 11 kg
Triceps pulley mãos supinadas 3 x 12 x 40 kg + rosca concentrada 3 x 10 x 15 kg

Treino de hoje

Agachamento 5 x 5 x 90/90/90/100/110 kg
Leg press 5 x 10 x 160 kg c/pausa na concentrica
Flexora unilateral 3 x 12 x 25 kg
Extensã quadril polia 3 x 15 x 25 kg
Afundo 3 x 12 x halter 17 kg

Das festas pra cá não mudou muita coisa...

Medidas corpo frio

Braço : 41,5
Antebraço : 33
Perna : 59,5
Pantu : 36,5
Abs : 89
Cintura : 85
Peso : 80,5 kg

Bons treinos

 

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Salve galera

Supino reto 5x5
Levantamento terra 5x5
Supino inclinado 5x5
Barra fixa 5x5
Crucifixo reto 5x10 + crucifixo inclinado cross 5x10
Puxada alta 5x10 + remada cavalinho 5x10

Treino bom demais...fiquei até pançudo de tanta agua que bebi nesse treino rs...

Bons treinos

 

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Salve galera

Agachamento livre 4 x 5 x 70/90/110/100 + 1 x 10 x 70 kg
Agachamento sumo halter 5 x 10 x 30 kg
Leg press 5 x 5 x 190 kg
Extensora 5 x 10 x 70 kg

Tempo de treino 0:44:49

Treino curto porém muito intenso, optei pra deixa pra fazer pantu amanha pq eu já estava no osso e ai acabaria relaxando pra fazer elas... no agachamento sumo usei os step de 30 cm de altura pra descer na máxima amplitude e bem lento com pausa, pegou legal, fui pro leg e foi tenso, na extensora então parecia que tinha dobro da carga kkk...

Bons treinos...

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Salve

Desenvolvimento barra 5 x 10
Elevação lateral 5 x 10
Elevação frontal 5 x 10 + crucifixo inverso 5 x 10
Encolhimento barra 5 x 8 + remada alta 5 x drop-set ( maior peso pegada fechada / menor peso pegada aberta )

Tempo de treino 0:55:35

Hoje esta difícil de agachar, pernas bem doloridas e ainda trabalhei o dia inteiro em pé pra ajudar... treino rendeu legal, ombros cansados...acabei não fazendo abs pelo tempo já estar estourando os 60 minutos, trabalhei com 2 cargas em cada exercício  e o tempo de intervalo acabou sendo maior...

Bons treinos...

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22 horas atrás, batataney disse:

Salve

Desenvolvimento barra 5 x 10
Elevação lateral 5 x 10
Elevação frontal 5 x 10 + crucifixo inverso 5 x 10
Encolhimento barra 5 x 8 + remada alta 5 x drop-set ( maior peso pegada fechada / menor peso pegada aberta )

Tempo de treino 0:55:35

Hoje esta difícil de agachar, pernas bem doloridas e ainda trabalhei o dia inteiro em pé pra ajudar... treino rendeu legal, ombros cansados...acabei não fazendo abs pelo tempo já estar estourando os 60 minutos, trabalhei com 2 cargas em cada exercício  e o tempo de intervalo acabou sendo maior...

Bons treinos...

Batata, tem feito uso de recursos ergogênicos? Ou já fez?
Meu maior medo é que no futuro fique sem cabelo por conta disso hahahaha, e já to quase sem ;(

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1 hora atrás, Micael Silva disse:

Batata, tem feito uso de recursos ergogênicos? Ou já fez?
Meu maior medo é que no futuro fique sem cabelo por conta disso hahahaha, e já to quase sem ;(

Micael eu já tenho uma certa calvice no estilo "frei" desde os 40 anos, mas continua do mesmo jeito, nem aumentou enem diminuiu rsrs... Meu ultimo foi em outubro... abraços

Treino de hoje

Rosca scott banco cross 3 x 12 + Tricpes pulley 3 x 12
Rosca Martelo 3 x 12 + Triceps frances 3 x 15
Rosca inversa 3 x 12 + Triceps testa 3 x 12
Rosca direta 3 x 8 + Repulsão entre bancos 3 x falha
Rosca concentrada 3 x 10 + triceps coice 3 x 10

Tempo de treino 0:41:38

Os exercicios que fiz usando o crossover foi com progressão de cargas a cada serie...pump muito bacana...

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Bons treinos...

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23 minutos atrás, batataney disse:

Micael eu já tenho uma certa calvice no estilo "frei" desde os 40 anos, mas continua do mesmo jeito, nem aumentou enem diminuiu rsrs... Meu ultimo foi em outubro... abraços

Treino de hoje

Rosca scott banco cross 3 x 12 + Tricpes pulley 3 x 12
Rosca Martelo 3 x 12 + Triceps frances 3 x 15
Rosca inversa 3 x 12 + Triceps testa 3 x 12
Rosca direta 3 x 8 + Repulsão entre bancos 3 x falha
Rosca concentrada 3 x 10 + triceps coice 3 x 10

Tempo de treino 0:41:38

Os exercicios que fiz usando o crossover foi com progressão de cargas a cada serie...pump muito bacana...

nb9n2v.jpg

Bons treinos...

Eu tenho entrada. Esse é o problema. E on-fire o ano todo ;(. Ficarei careca.
Bons ganhos, você treina como um garotinho de 17 anos hahahaha.

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Em 12/01/2017 at 17:23, Micael Silva disse:

Eu tenho entrada. Esse é o problema. E on-fire o ano todo ;(. Ficarei careca.
Bons ganhos, você treina como um garotinho de 17 anos hahahaha.

rsrs... 

Salve...treino de hoje

Agachamento livre 3 x 5 x 90/100/110 kg
Extensão quadril cross 3 x 12 x 20 kg
Leg press 3 x 12 x 150 kg - pés altos, movimento pouco mais de 1/2 amplitude e com pausa durante a descida
flexora 3 x 12 x 35 kg + Flexora unilateral falha x 15 kg
Afundo 2 x 10 x halter 17 kg
Abs cross 2 series + abs paralelas
Abs rodinha 2 x 10 + abs infra 2 x falha

Tempo de treino 1:05:14

Acabei passando de 60 minutos hoje mais valeu apena, ótimo treino...

Bons treinos

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Salve

15/01/2017

Aquecimento Peck deck 1 x 25

Crucifixo reto + crucifixo inclinado cross 5 x 10
Crucifixo declinado + cross polia baixa 5x 10
Supino inclinado 5 x 10
Paralelas 5 x falha


16/01/2017

Barra fixa 5 x 6
Levantamento terra 5 x 5/5/3/1/1
Remada baixa 5 x 12 ( 3 fechadas e 2 abertas )
Puxada alta 5 x 12 ( 2 fechadas e 3 aberta por tras )
Remada alta pegada fechada 5 x drop-set


Sabado não deu pra treinar então fiz no domingo ...Peito hoje está dolorido e no terra minha força deu uma queda, fiz 1 rep com 150 kg... tinha tentado com 160 kg mas falhei...

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Bons treinos

 

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Salve galera...

Hoje o bicho pegou

Agachamento livre 10 x 8/8/8/5/3/5/5/5/5/5  x 70/80/90/100/110/90/80/80/70/70 kg ( tempo total 22 minutos )
Extensora 10 x 10 x 50 kg ( execução cadenciada com 30 seg de descanso entre series )
Leg press 5 x 10 x 150 kg pés altos ( 30 seg de descanso entre series )
Pausa de  2,5 minutos
Leg press 5 x 6 x 150 kg ( 30 seg de descanso entre series )

Tempo de treino 0:45:29

Resolvi fazer do treino um desafio, usar alta intensidade com poucos exercícios e em pouco tempo... não foi fácil pra mim concluí-lo, no leg pensei em ficar nas 5 series mas eu tinha feito o desafio  então mandei ver, terminei o treino com aquela baita senssação de alegria e também desanimo sentindo muita dor nas pernas e andando feito bêbado kkkk...

Fazer o agachamento tava meio ruim apoiar a barra no trapézio de tão dolorido de ontem e a panturrilha tb tá um bagaço, ontem a noite fiz um hiits com saltos laterais e frontais com agacho, pantu e abs... e isso dificultou mais um pouco meu treino hoje...
Pós treino de sempre:

Kcal = 600k
Prot =  40g
Carb =  28g
Gord =  36g

Sendo 2 ovos cozidos, 200ml de leite integral, 50g de queijo caseiro, e 40g hipercalórico caseiro

Bons treinos...

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1 hora atrás, batataney disse:

 

Agachamento livre 10 x 8/8/8/5/3/5/5/5/5/5  x 70/80/90/100/110/90/80/80/70/70 kg ( tempo total 22 minutos )

Grosseria. Hahahah...

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7 horas atrás, batataney disse:

Salve galera...

Hoje o bicho pegou

Agachamento livre 10 x 8/8/8/5/3/5/5/5/5/5  x 70/80/90/100/110/90/80/80/70/70 kg ( tempo total 22 minutos )

Esse é o peso total né? Eu coloco 82=164 e faço 4 x 8 ;( ;(

 

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10 horas atrás, Micael Silva disse:

Esse é o peso total né? Eu coloco 82=164 e faço 4 x 8 ;( ;(

Sim, é o peso total... máximo que ja fiz foi com 130 kg mas senti pegar bem a lombar... venho subindo aos poucos, quem sabe consigo chegar nos 150 :wink:

Abraços...

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33 minutos atrás, batataney disse:

Sim, é o peso total... máximo que ja fiz foi com 130 kg mas senti pegar bem a lombar... venho subindo aos poucos, quem sabe consigo chegar nos 150 :wink:

Abraços...

Usa cinta? Se quiser faço uma pra você e cobro somente o frete. Ela é daquelas bem robustas mesmo. Como você vem mantendo o forum vivo, aprendi muito aqui. Você merece um brinde hahahahahaha. Eu faço mesmo delas por encomenda, mas te dou uma se quiser. Doer lombar não pode. Pretendo chegar nos 230 ainda esse ano, venho praticando powerlifting 

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VALEUUU Micael, também aprendi muito aqui e continuo aprendendo... Eu tenho uma cinta, porém só venho usando ela no Levantamento terra... no agacho profundo sentia um desconforto na descida e parei de usar em todos os agachamentos, mas você tem razão, preciso voltar a usa-la no agachamento também...

Minha meta esse ano é os 150 kg pelo menos... não é de hoje que venho pensando em relação powerlifting... quem sabe dou uma mudada na minha rotina de treinos...

Bons treinos e valeu mesmo...

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    • Por Matheus Uba Chupel
      Analisando o metabolismo energético como um todo e, para a surpresa de muitas pessoas, a musculação pode ser classificada como atividade de predominância aeróbia.
      Musculação e metabolismo
      Durante um longo período dentro dos estudos da fisiologia do exercício, acreditou-se que uma via metabólica reinava sozinha, agindo de forma exclusiva para geração de energia no organismo. Após muitos estudos, verificou-se que o que ocorria realmente, é apenas a sobreposição de uma via metabólica sobre a outra, e que, em nenhum momento, o metabolismo trabalha com um único sistema energético. O que ocorre, é a predominância de um sistema sobre o outro.
      Partindo deste princípio, iniciou-se uma “rotulação” ou, em outros termos, uma “classificação” das atividades, levando em consideração o sentido da predominância metabólica, visando qualificar determinado exercício como “aeróbio” ou “anaeróbio”.
      De onde vem a energia para o trabalho muscular?
      O corpo humano recebe um suprimento contínuo de energia química para poder realizar suas muitas funções. A energia que deriva da oxidação dos alimentos não é liberada subitamente em alguma temperatura pré-determinada, pois o corpo, diferentemente de um instrumento mecânico, não consegue utilizar energia térmica.
      Pelo contrário, complexas reações controladas enzimaticamente dentro da célula extraem a energia química armazenada dentro das ligações das moléculas de carboidratos, gorduras e proteínas. Esse processo de extração relativamente lento reduz a perda de energia e aprimora a eficiência nas transformações energéticas.
      Dessa forma, o corpo consegue utilizar diretamente a energia química para a realização do trabalho biológico. Em um certo sentido, as células passam a dispor de energia quando dela necessitam. O corpo mantém um suprimento contínuo de energia graças ao uso do trifosfato de adenosina ou ATP, o carreador especial da energia livre (Cerretelli, 1992).
      Entretanto, como as células armazenam apenas uma pequena quantidade de ATP, este deverá ser ressintetizado continuamente, no mesmo ritmo com que é utilizado, a fim de prover energia suficiente para a atividade.
      Para entender o funcionamento do metabolismo nas atividades e, em especial, na musculação, é necessário primeiramente, conhecer as vias metabólicas importantes nesta atividade.
      Metabolismo aeróbio: É classificado como aeróbia a atividade que, por predominância, utiliza o oxigênio no processo de geração de energia. Em outros termos, a ação oxidativa deste é utilizado pela mitocôndria para ressintetizar a molécula de ATP (adenosina trifosfato) que, por sua vez, será quebrada e gerará energia para o trabalho. Para o metabolismo aeróbico, o oxigênio funciona como aceitador final de elétrons na cadeia respiratória e combina-se com hidrogênio para formar água durante o metabolismo energético. Alguns poderiam argumentar que o termo metabolismo aeróbico é enganoso, pois o oxigênio não participa diretamente da síntese do ATP. Entretanto, a presença de oxigênio no "final da linha" determina em grande parte a capacidade individual de alta intensidade. Nesse sentido, o termo aeróbico parece justificado (McArdle & Katch, 2002).  
      Metabolismo anaeróbio: A capacidade de se realizar um exercício explosivo por um período de até 90 segundos depende principalmente do metabolismo energético anaeróbico. Convém lembrar que a transferência de energia anaeróbica resulta do fracionamento dos fosfatos de alta energia intramusculares ATP e PC (fósforo creatina), assim como das reações glicolíticas que transformam a glicose em lactato (McArdle & Katch, 2002). Por ser um processo que trabalha na ressíntese do ATP de forma rápida, a via metabólica anaeróbica não necessita de oxigênio para a geração de energia. Todavia, como será visto mais à frente, este (o oxigênio) será necessário para o processo de ressíntese da PC (fósforo-creatina), tão necessária nos exercícios de força e na musculação. Até então, subentende-se que a musculação, como prática consagrada há muito tempo, é um exercício de predominância metabólica anaeróbica. É exatamente neste princípio que a maioria das pessoas se engana.
      O que a grande maioria das pessoas costumam dizer
      Quem não se lembra do que muitos instrutores de ginástica, professores e treinadores costumam dizer: “Você deve fazer um pouco de exercício aeróbico e um pouco de musculação”, ou ainda “O exercício ou é aeróbico ou é anaeróbico: ou é corrida ou é musculação”.
      Tais definições inundaram mentes com conceitos de que as atividades como corridas e ciclismo dividem-se basicamente como aeróbicas, e que a única atividade anaeróbica é a musculação. Como descrito anteriormente, nenhuma atividade pode ser classificada como totalmente aeróbica ou anaeróbica, já que podemos apenas definir a predominância de uma via sobre a outra.
      O que fez muitos dos profissionais acima citados cometerem alguns “equívocos” na rotulação ou denominação do exercício de musculação, gira em torno de que muitos deles, em geral, costumam definir a atividade de musculação como anaeróbica, pois imaginam que o oxigênio não participa do processo de formação de energia e ressíntese dos compostos energéticos o que, como é provado atualmente, não condiz com a realidade bioquímica da célula.
      Em concordância com as atuais definições nos estudos da fisiologia do exercício, podemos dizer que o oxigênio, sim, participa dos processos de geração de energia para a musculação e que, fundamentalmente, é responsável pela maior parte do metabolismo energético utilizado durante todo o volume de treinamento desta atividade.
      O treinamento de musculação
      Refletindo um pouco a respeito do metabolismo energético envolvido na prática da musculação, pode-se dizer que o exercício necessita de vias energéticas que transformem energia de forma rápida, quase urgente, a fim de garantir suprimento químico energético para o trabalho muscular. Dessa forma, este suprimento, o ATP, deverá ser ressintetizado rapidamente a fim de prover energia para a atividade.
      Partindo do real sentido das séries de treinamento resistido (musculação) e, quando esta tem como objetivo o aumento de massa muscular, vê-se que devem ser realizadas com cargas elevadas, intervalos curtos, e número de repetições adequados conforme o número de séries de exercício.
      O fato da intensidade envolvida neste exercício ser alta, e o tempo de aplicação da força nos movimentos são de curta duração, requisita de substratos energéticos capazes de suprir a energia muscular de forma rápida, como, por exemplo, o sistema ATP-PC (fósforo-creatina).
      Durante uma série de musculação, para a atividade de força concêntrica e excêntrica na qual o músculo está envolvido, a energia para a realização deste exercício vem, predominantemente, das vias metabólicas anaeróbicas e, em especial, do sistema PC.
      A energia liberada pelo fracionamento de ATP-PC pode sustentar um exercício explosivo (que exige força e potência) por um tempo aproximado de 6 a 10 segundos. Se o exercício explosivo continua por mais de 10 segundos, ou se o exercício moderado continua por períodos muito mais longos, a ressíntese do ATP passa a depender de uma fonte a mais de energia (McArdle & Katch, 2002). Em geral, estas fontes são providas pelo sistema de degradação da glicose (glicólise anaeróbica).
      Neste sentido, outras vias metabólicas são ativadas a fim de providenciar energia suficiente para a realização do restante da atividade muscular. Sem isso, o suprimento de “combustível” diminui e o movimento de alta intensidade cessa.
      O sistema ATP-PC, na musculação, é extremamente importante pois, sem ele, o corpo não conseguiria gerar energia de maneira rápida para a realização da atividade de contração e extensão da musculatura solicitada. E, tratando-se de exercício de alta intensidade durante a série, a provisão de energia através das vias aeróbicas (oxidativas) é insatisfatória, dado que estas vias produzem energia de forma mais lenta, e provém ATP para atividades de longa duração.
      Outra via metabólica muito utilizada durante a prática da musculação é a que fornece energia proveniente da degradação da glicose, no processo conhecido como glicólise anaeróbica. Sem um suprimento ou utilização adequada do oxigênio para aceitar todos os hidrogênios formados na glicólise, o piruvato (substrato resíduo do processo anaeróbio lático) é transformado em lactato. Isto torna possível a formação rápida de ATP pela fosforilação anaeróbica (Ahmaidi et al, 1996).
      A musculação como prática de predominância aeróbica
      Analisando o descrito acima, percebe-se que, apesar da glicólise liberar energia anaeróbica rapidamente, apenas uma quantidade total relativamente pequena de ATP resulta dessa via. Em contrapartida, as reações metabólicas aeróbicas são responsáveis pela maior parte da transferência de energia, particularmente quando o exercício se prolonga por mais de 2 a 3 minutos.
      Refletindo a respeito da musculação, neste sentido, percebe-se que a atividade que visa o aumento de massa muscular, em geral, dura em torno de 45 a 60 minutos de treinamento. Logicamente que, em se tratando de séries de exercício, boa parte (se não a maior parte do tempo) do treino é destinada aos intervalos entre as séries.
      Durante os movimentos envolvidos na atividade de musculação, a contração e extensão da musculatura solicitada, o tempo de atividade muscular é menor quando comparado ao intervalo dado entre as séries que, em geral, variam de 30 a 120 segundos. Todavia, deve-se lembrar que o intervalo dado após uma série realizada com grandes cargas, eleva a atividade metabólica de geração de energia exponencialmente acima dos níveis de repouso.
      Como já é de conhecimento, o intervalo entre as séries não é simplesmente um “descanso” ou “folga” no treino. Trata-se de parte integrante do volume total de treinamento, como um tempo destinado à reposição de substratos energéticos que, sem os quais, seria impossível a continuação da atividade.
      A via metabólica que predomina no início da musculação é o sistema ATP-PC, ou fósforo creatina, que possibilita a ressíntese do ATP rapidamente e provém o combustível necessário para a realização das primeiras repetições do exercício. Após isto, mesmo com razoáveis intervalos entre séries, a depleção de PC no músculo reduz a intensidade do exercício. Dessa forma, o organismo busca por outras fontes energéticas.
      O acoplamento repetitivo de intervalos específicos de exercício e de repouso (como é o caso da musculação) acaba impondo uma grande demanda ao metabolismo energético aeróbico (McArdle & Katch, 2002).
      O intervalo entre as séries de musculação, tem também o objetivo de repor a fósforo-creatina no músculo. Com essa finalidade, os macronutrientes armazenados, carboidratos, gorduras e proteínas, suprem a energia necessária para recarregar o reservatório disponível de fosfatos de alta energia. Todavia, para a degradação dos compostos supra citados, é necessário, obrigatoriamente, a utilização de vias metabólicas aeróbicas.
      Assim sendo, a fósforo creatina somente é ressintetizada com a presença de oxigênio.
      O intervalo entre as séries de musculação, dessa forma, atua ressintetizando alguns substratos energéticos que serão utilizados durante as repetições subseqüentes. Para esta atuação e para a recuperação dos componentes celulares do músculo, as vias aeróbicas são utilizadas com predominância, a fim de municiar a musculatura com oxigênio suficiente para os processos de ressíntese do ATP e dos fosfatos de alta energia assim como a remoção do lactato, de forma que o exercício subseqüente poderá prosseguir sem fadiga excessiva.
      Posto isto, vale a pena fazer a seguinte afirmação: a predominância metabólica no intervalo da musculação vem de vias que utilizam o oxigênio (aeróbicas).
      A definição metabólica para a prática dos exercícios de musculação
      Como visto no início, nenhuma via metabólica trabalha sozinha no processo de geração de energia para a atividade. O que existe, na verdade, é a predominância de uma via sobre a outra, a fim de gerar o suprimento energético suficiente para ressintetizar o ATP e promover trabalho na musculatura solicitada.
      No caso da musculação, pode-se afirmar, com certa propriedade, que a predominância metabólica durante toda a atividade, vem de vias energéticas AERÓBICAS.

      Isto pode ser afirmado em se tratando do volume do treinamento, que é o trabalho total realizado em uma única sessão de treinamento que, na maior parte dos treinos, possui o intervalo como predominância do tempo total do treino. Citando um treinamento de 50 minutos na musculação, pode-se dizer que o tempo destinado ao intervalo é aproximadamente 60% do tempo total da atividade. Sendo o intervalo entre séries parte integrante do volume total do treinamento e que esse (o intervalo) também, ainda possui atividade metabólica elevadíssima, pode-se dizer que a predominância do tempo e do metabolismo na musculação é de vias aeróbicas de geração de energia.
      Tal afirmação baseia-se ainda no fato de que as vias anaeróbicas são utilizadas como predominância apenas durante as repetições com cargas, efetuadas no treinamento. Na maioria das vezes, o tempo total das repetições contidas nas séries de musculação é menor do que o tempo destinado ao intervalo.
      Levando-se em consideração que as necessidades energéticas durante o intervalo (e que este intervalo faz parte do treinamento) são supridas pelo metabolismo aeróbico, a atividade de musculação pode ser classificada como exercício de predominância aeróbia.
      Concluindo
      A partir da reflexão a respeito dos mecanismos de transferência de energia para a geração de trabalho, percebe-se que uma via metabólica sempre dependerá da outra, num processo de predominância relativa entre metabolismo aeróbio e anaeróbio.
      No que diz respeito à musculação, é interessante notar que as vias metabólicas utilizadas durante todo o volume de treinamento, têm predominância aeróbica, dado que a maior parte do treinamento de musculação é formado pelo intervalo entre séries e que, este, possui predominância energética de vias aeróbias.
      Da mesma forma, longe de conter a verdade absoluta sobre o assunto, este artigo teve como objetivo esclarecer instrutores, treinadores e professores, a respeito de outras abordagens que podem ser dadas ao treinamento de musculação, e não classificá-la apenas (como banalmente vemos) como um exercício de exclusividade energética anaeróbica.
      Referências
      * CERRETELI, P. Energy sources for Muscular Exercise. International Journal of Sports Medicine. 13:106, 1992.
      * MCARDLE, W. KATCH, V. Fundamentos da Fisiologia do Exercício, 2ª edição. Guanabara Koogan, 2002.
      * AHMAIDI, S. et al. Effects of active recovery on plasma lactate and anaerobic power following repeated intensive exercise. Medicine Science Sports Exercise. 28:450, 1996.
    • Por Gustavo Barquilha Joel
      Existem muitas duvidas e mitos envolvendo a pratica de musculação. Quando um aluno entra em uma academia buscando um programa de exercícios para emagrecer, é comum que os profissionais responsáveis pela sala logo indiquem exercícios aeróbios para a perda de peso. Porém será que apenas os exercícios aeróbios é que promovem essa perda de peso? E a musculação, pode ajudar nesse processo? Qual a importância da dieta no processo de perda de peso?
      Bom, vamos por partes. Primeiro precisamos definir o que é necessário para que ocorra essa perda de peso. O processo de perda de peso ocorre quando se têm um déficit calórico, ou seja, quando você gasta mais calorias do que ingere. Parece fácil? Pois bem, não é tão simples assim, como veremos mais pra frente no artigo. O gasto energético diário é dividido nos seguintes componentes: taxa metabólica de repouso , efeito térmico da dieta e atividade física . A taxa metabólica de repouso é considerada o maior componente do gasto energético diário, com aproximadamente 70% em média.
      O American College of Sports and Medicine e a American Heart Association(1) indicam que o gasto energético(gasto calórico) decorrente da realização de uma modalidade de exercício físico deve ficar entre 1.000 e 2.000kcal/ semana. Nesse sentido é amplamente divulgado que o exercício aeróbio, provavelmente por trabalhar grandes grupamentos musculares de forma contínua, é sempre o mais indicado para que se obtenha um alto gasto calórico, devido ao seu maior gasto calórico, o que conseqüentemente ajudaria na perda de peso (2,3). Sendo assim é inquestionável a colaboração que o exercício aeróbio tem com relação ao gasto energético durante a sua pratica.
      Já com relação à musculação, a história é outra. Alguns estudos demonstraram que a musculação oferece um baixo gasto energético durante a sua prática (4,5). Porém fica muito difícil fazer uma analise precisa dos estudos que envolvem esse tema, principalmente devido as mais diversas variáveis que envolvem a musculação, como o intervalo de descanso entre as séries, a ordem dos exercícios, a intensidade do treino, o volume do treino, entre outros (6). Qualquer afirmação sobre o tema “gasto energético da musculação” ainda me parece precoce, sendo necessários novos estudos com um perfeito controle das mais diversas variáveis da sessão de musculação. Em todo caso, alguns estudos demonstram que o treinamento em circuito na musculação tem um gasto energético maior QUANDO COMPARADO com o treinamento convencional de musculação (7).
      Outro parâmetro muito utilizado para se analisar o gasto energético do exercício é o EPOC, também conhecido como o consumo de oxigênio em excesso após o exercício. A uma grande divergência no que diz respeito a real contribuição da musculação no EPOC, tendo alguns estudos encontrados grandes alterações no EPOC durante horas após a musculação (8), enquanto outros encontraram o retorno do EPOC aos valores de repouso(pré-treino) em pouco mais de 30 minutos, o que contribui pouco para o gasto energético(9).Esse conflito na literatura também existe devido a manipulação das variáveis citadas anteriormente neste artigo. Porém, parece que uma intensidade moderadamente alta com curtos intervalos de recuperação maximiza o processo de gasto energético na musculação através de um maior aumento no EPOC (10).
      Então parece mais sensato afirmar que a musculação pode sim influenciar a perda de peso, porém a magnitude desta perda é que é uma coisa a ser melhor estudada ainda. Porém uma associação de musculação e exercícios aeróbios parece ser uma boa forma de maximizar o processo de perda de peso, pois o aeróbio oferece um consumo de oxigênio maior durante o exercício, enquanto a musculação oferece um maior consumo de oxigênio após o término da sua atividade. Porém ao longo da minha carreira como professor de musculação já escutei muitos mitos como “fazer aeróbio perde massa muscular”, etc.
      Na verdade o processo de perda de peso é um processo catabólico, ou de degradação. A musculação realmente tem a capacidade de preservar a massa muscular maior do que o aeróbio, mas mesmo assim um planejamento errado na hora de montar o seu treino pode sim acarretar na perda de massa muscular. Outra coisa a ser levada em consideração é que a associação dos dois tipos de exercícios pode acarretar em um alto volume de treino (mais de uma hora de treino), e esse alto volume pode acarretar na perda de massa muscular, ou seja, quando for associar os dois exercícios, tem que se levar em consideração que o treino será desgastante e deve-se planejar bem como será feita essa sessão, feito isso a probabilidade de se perder massa muscular será menor.
      Outra intervenção importantíssima no processo de perda de peso é a alimentação, sendo que uma dieta com carboidratos de baixo índice glicêmico (alimentos de alto índice glicêmico estimulam picos de insulina, o que favorece o acumulo de gorduras), o aumento na ingestão de proteínas quando necessário (a proteína aumenta o efeito térmico dos alimentos devido a sua complexidade na digestão) e a ingestão de gorduras de boa qualidade (Gorduras como o Ômega-3 têm uma importante função de melhorar o perfil lipídico do indivíduo) são indispensáveis para uma perda de peso e uma melhora na qualidade de vida, porém esse tópico de nutrição será abordado em um artigo futuro.
      REFERÊNCIAS
      1 - Haskell WL, Lee IM, Pate RR, Powell KE, Blair SN, Franklin BA, et al. Physical activity and public health: updated recommendation for adults from the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. Med Sci Sports Exerc. 2007;39 (8):1423-34.
      2 - SBC. Sociedade Brasileira de Cardiologia. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras de Cardiol. 2007, Vol 88, Suplemento I.
      3 - SBEM. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. I Diretriz Brasileira de diagnóstico e tratamento da síndrome metabólica. Arq Bras Cardiol. 2005;84 (suplemento I).
      4 - Kraemer WJ, Volek JS, Clark KL, Gordon SE, Incledon T, Puhl SM, et al. Physiological adaptations to a weight-loss dietary regimem and exercise programs in women. J Appl Physiol. 1997;83(1):270-9.
      5 - . Poehlman ET, Denino WF, Beckett T, Kinaman KA, Dionne IJ, Dvorak R, et al. Effects of endurance and resistance training on total daily energy expenditure in young women: a controlled randomized trial. J Clin Endocrinol Metab. 2002;87(3):1004-9.
      6 - Kraemer W.j.; Fleck S.J. Otimizando o treinamento de força: programas de periodização não-linear. 1°. ed. Barueri:Manole, 2009. 273 p.
      7 - Pichon C, Hunter GR, Morris M, Bond RL, Metz J. Blood pressure and heart rate response and metabolic cost of circuit versus traditional weight training. J Strength Cond Res 1996;10:153-6.
      8 - Schuenke MD, Mikat RP, McBride JM. Effect of an acute period of resistance exerciseon excess post-exercise oxygen consumption: implications for body mass management. Eur J Appl Physiol. 2002;86(5):411-17.
      9 - Binzen CA, Swan PD, Manore MM. Postexercise oxygen consumption and substrate use after resistance exercise in women. Med Sci Sports Exerc. 2001;33(6):932-8.
      10 - Castinheiras Neto, A. G. ; SILVA, Nádia Lima da ; FARINATTI, P. T. V. . Influência das variáveis do treinamento contra-resistência sobre o consumo de oxigênio em excesso após exercício: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. 2009;15: 70-78.
    • Por Rafael do Carmo Saraiva
      Encontro diariamente pessoas interessadas em iniciar um treinamento de musculação. Após esclarecerem algumas dúvidas em relação à freqüência e ao tempo necessários, demonstram total interesse em iniciar o treinamento resistido, porém finalizam com a frase: “Então primeiro vou emagrecer, para depois começar a treinar”.
      Acreditando neste conceito, as pessoas esforçam-se ao máximo para aumentar seu gasto calórico através de atividades aeróbias prolongadas, aliadas a dietas radicais de baixo valor nutricional. Tanto a caminhada quanto à corrida oferecem muitos benefícios para uma boa saúde.
      O grande risco é realizá-las em intensidades fortes, onde a pressão arterial e a freqüência cardíaca aumentam durante o exercício, correndo o risco de sofrer problemas cardiovasculares.
      Outro fator de risco é o impacto, que a longo prazo pode originar lesões. Com o objetivo de “queimar” gordura, a tendência das pessoas é correr por longos períodos, causando catabolismo muscular (degradação de músculos).
      Vários malefícios estão relacionados com a perda de massa muscular, como perda de força, agilidade e principalmente redução do metabolismo basal (quantidade calórica ou energética que o corpo utiliza durante o repouso para o funcionamento de todos os órgãos), tornando assim, mais difícil o processo de emagrecimento.
      Os exercícios aeróbios reduzem a gordura, mas não aumentam a massa muscular. Os efeitos dependem da continuidade da atividade física.
      A literatura cita hoje a musculação como o primeiro passo para o indivíduo começar o emagrecimento.
      Quer começar a emagrecer, comece ganhando músculos, pois a taxa basal será mais alta, ou seja, mais calorias você gasta quando estiver em repouso.
      Os exercícios resistidos reduzem a gordura e aumentam a massa muscular e os efeitos persistem mais após o término da atividade física.
      Treinamento de musculação de quarenta minutos associado a exercício aeróbio de no máximo trinta minutos após a musculação, praticado de três a quatro vezes por semana, têm mostrado ótimos resultados no processo de emagrecimento.
      Vale lembrar que, para efeito de segurança, a musculação também é a atividade mais indicada, pois todas as variáveis do treinamento são controladas (carga, intensidade, freqüência, posição do corpo e amplitude do movimento), respeitando a individualidade biológica de cada indivíduo.
    • Por Sanderson Cavalcanti
      De início, cumpre lembrarmos que as gorduras corporais podem ser encontradas nos órgãos e nos tecidos, sob a forma de lipoproteínas, adipócitos e celulite. Cumpre ainda lembrarmos que, a gordura do corpo humano é derivada do colesterol proveniente tanto do meio exógeno quanto do meio endógeno, ou seja, é proveniente de alimentos ingeridos ou é proveniente do próprio organismo.
      O colesterol possui uma importante função para a síntese do estrogênio, do androgênio e da progesterona e, para ser transportado através da corrente sanguínea, liga-se a diversos tipos de lipoproteínas. Existem vários tipos de lipoproteínas, e elas são classificadas de acordo com a sua densidade. As duas principais lipoproteínas usadas para diagnóstico dos níveis de colesterol são as lipoproteínas de alta densidade e baixa densidade.
      As lipoproteínas são tipos de gorduras armazenadas no corpo humano revestidas de fosfolipídeos, colesterol e proteínas. O quilomícron é a maior das lipoproteínas encontradas no corpo humano, ou seja, são moléculas de lipídeos de pequeno volume produzidas pelas células intestinais. Os quilomícrons que absorvemos na alimentação entram na corrente circulatória e encontra a enzima lipoproteína lípase, virando quilomícron remanescente.
      De acordo com a proporção existente entre os compostos de lipídicos e de proteína, a densidade de uma lipoproteína pode ser muito baixa (VLDL), pode ser baixa (LDL), e ainda, pode ser muito alta (HDL). O excesso de colesterol de baixa densidade (LDL) no sangue prejudica a captação celular de lipoproteínas, sendo gradativamente depositado nas paredes das artérias, ocasionando o surgimento de uma placa lipídica descrita como placa de ateroma.
      As placas de ateromas formadas nas paredes dos vasos sanguíneos prejudicam o fluxo de oxigênio, e causa uma inflamação descrita como aterosclerose. Em casos mais graves, a placa de ateroma pode endurecer, lesando as artérias e causando um processo degenerativo ainda maior, comumente descrito como arteriosclerose. A síntese do colesterol de baixa densidade (LDL) no fígado vai para o sangue sob a forma de um colesterol de densidade muito baixa (VLDL), ocasionando uma obstrução da artéria coronária que induz o infarto do miocárdio.
      Em contrapartida, o colesterol de alta densidade (HDL), quando entra na corrente sanguínea, capta parte do colesterol de baixa densidade (LDL) e de muito baixa densidade (VLDL) que se encontra em excesso na corrente sanguínea, e o transporta novamente para o fígado.
      As formas de apresentação da gordura corporal podem ser por meio de uma gordura essencial ou por meio de uma gordura de reserva. A gordura essencial é a gordura necessária para o funcionamento fisiológico normal do individuo, é um tipo de gordura encontrada na medula óssea, nos pulmões, no coração, no fígado, nos rins, no baço, nos intestinos, nos músculos e nos tecidos ricos em lipídios que se encontram espalhados por todo o sistema nervoso central. Já a gordura de reserva é um tipo de gordura que se encontra acumulada nos adipócitos.
      Quando ocorre um desequilíbrio na gordura de reserva, ou seja, um acúmulo excessivo, tem-se então a existência de um quadro de obesidade. Os adipócitos são células que armazenam gorduras e que regulam a temperatura corporal, ou seja, são tipos de células que fazem parte do tecido adiposo que acompanha o desenvolvimento do ser humano durante a vida.
      Cada adipócito é capaz de armazenar uma quantidade de gordura, podendo esta quantidade ser até dez vezes o seu tamanho. Quando o limite de armazenamento de um adipócito é ultrapassado, uma nova célula adiposa é criada no tecido adiposo, e o sucessivo descontrole desse processo, ocasiona o incremento da obesidade.
      A obesidade é classifica de acordo com o biótipo de um individuo, sendo ela andróide, ginecóide ou ovóide, e ainda, é classificada de acordo com a origem exógena ou endógena, bem como, com o percentual de gordura corporal. A obesidade andróide é um tipo de acúmulo excessivo de gordura corporal que ocorre nos homens, trata-se de um acúmulo de gordura localizado na região supra-umbilical do abdômen, e essa gordura acumulada na região supra-umbilical do abdômen se dá, devido à ação da testosterona, ocasionando na maioria das vezes, um quadro de diabetes e doenças cardiovasculares.
      A obesidade ginecóide é um tipo de acúmulo excessivo de gordura corporal que o corre nas mulheres, trata-se de um acúmulo de gordura localizado na região do quadril, infra-umbilical do abdômen, glúteos e na parte superior da coxa, e essa gordura acumulada nessas regiões se dá, devido à ação dos estrogênios e da progesterona.
      A obesidade ovóide é um tipo de acúmulo excessivo de gordura corporal que ocorre tanto em homens e em mulheres, e que se localiza por toda a parte do corpo humano.
      A obesidade exógena é causada por fatores externos associados a uma dieta hipercalórica, e ainda, a um baixo gasto calórico induzido pelo sedentarismo, já a obesidade endógena, é causada por fatores internos associados a uma alteração hipotalâmica, a tumores, a enfermidade inflamatória, a alterações endócrinas, a alterações genéticas, e ainda, a ações induzidas por meio de recursos farmacológicos.
      A obesidade hipertrófica trata-se de um tipo de obesidade adipocitária resultante do desenvolvimento excessivo das células adiposas, e a obesidade hiperplásica é num tipo de obesidade adipocitária resultante da proliferação de células adiposas.
      A obesidade hipertófica é um tipo de obesidade reversível, ao passo que a obesidade hiperplásica é um tipo de obesidade irreversível que surge na fase fetal durante o aumento de peso excessivo da mãe no processo de gestação, e ainda, que surge no primeiro ano de vida ou na primeira infância, por meio do consumo precoce e excessivo de alimentos sólidos e aleitamento artificial, e também, que surge na fase pré-escolar por meio de hábitos alimentares inadequados, na puberdade por meio de alterações hormonais, sócio-culturais e sedentarismo.
      As complicações da obesidade resultam em problemas de natureza respiratórios, cardiovasculares, osteoarticulares, metabólicos, cutâneos e hormonais. Os problemas de natureza respiratórios se dão pela ocorrência da dispinéia e da hipóxia, os problemas de natureza cardiovasculares se dão pela ocorrência do aumento do gasto cardíaco, da hipertensão e da arteriosclerose, os problemas de natureza osteoarticulares se dão pela ocorrência da artrose, os problemas de natureza metabólicos se dão pela ocorrência de diabetes mellitus, os problemas de natureza cutâneos se dão pela ocorrência de estrias e celulite, e por fim, os problemas de natureza hormonal se dão, pela ocorrência do aumento do cortisol, da alteração na reprodução e da diminuição do hormônio do crescimento.
      A forma mais segura de identificar o acúmulo excessivo de gordura corporal situado na região supra-umbilical ou infra-umbilical do abdômen é através da mensuração da circunferência abdominal, e o parâmetro estabelecido para homens corresponde no máximo a 90 cm, e para mulheres, no máximo a 84 cm. Sendo que o parâmetro normal do percentual de gordura corporal para homens é de 12 a 15%, e para mulheres é de 20 a 25%, ao passo que o parâmetro excessivo para homens é acima de 20% e para mulheres é acima de 30%.
      Por questões estéticas, para os praticantes de musculação não importa o tipo de gordura corporal, uma vez que ambas incomodam muito. Entretanto, importa destacar que, por questões relacionadas à saúde, é essencial identificá-las. Existem dois tipos de gorduras no corpo humano, a visceral e a localizada, e o acúmulo exagerado de ambas envolvem causas, consequências e tratamentos diferenciados.
      Cabe destacar que o tipo de gordura visceral que se acumula no fígado ocasiona um quadro de esteatose hepática, ao passo que a gordura visceral ou intra-abdominal é a gordura considerada do tipo mais grave, uma vez que ela ocasiona a síndrome metabólica, propiciando o desenvolvimento de doenças como pressão alta, diabetes e colesterol alto.
      Em contrapartida, a gordura localizada ou subcutânea não é vista como uma patologia, uma vez que ela está muito mais relacionada a questões estéticas, e não apresenta um risco direto para a saúde. A distribuição do acúmulo de gordura por todo o corpo humano segue critérios genéticos distintos e individuais, sendo determinada dessa forma de pessoa para pessoa, em razão do sexo e da etnia.
      As partes do corpo humano que estão mais susceptíveis ao acúmulo de gordura, compreendem a região interna do joelho, a parte superior dos braços relativo à área do tríceps, a região infra-umbilical do abdômen, a parte interna das coxas, a região dos culotes, dos glúteos, do flanco e das mamas.
      Do ponto de vista do emagrecimento, é muito importante que se entenda como a gordura é retirada do adipócito, e ainda, como ela é utilizada pelos músculos envolvidos no exercício resistido expresso nas sessões de musculação. A gordura armazenada no adipócito encontra-se na forma de triglicerídeos, e quando realizamos um determinado exercício resistido numa sessão de musculação, vários hormônios, tais como as catecolaminas, o glucagon, a somatotrofina, os corticosteróis, e outros mais, são liberados gradativamente na corrente sangüínea, e quando chegam aos adipócitos, provocam um processo fisiológico descrito como lipólise.
      A lipólise é a quebra dos triglicerídeos, e esse processo de quebra dos triglicerídeos aumenta as concentrações sangüíneas de ácidos graxos livres. Os ácidos graxos livres quando conduzidos aos músculos esqueléticos, são utilizados para a síntese de ATP. A participação da gordura no consumo energético de uma sessão de musculação ocorre em relação ao tempo de execução, e ainda, em relação ao custo calórico expresso pelo exercício resistido.
      Vale destacar que, a produção da energia proveniente da gordura apresenta um rendimento de aproximadamente 40%, sendo que, dados experimentais indicam que até 20 minutos, a energia provém basicamente do glicogênio muscular, da proteína e dos lipídeos intramusculares, ou seja, provém da gordura local e, entre os 20 e 40 minutos, a energia provém de substâncias que existem no sangue, ou seja, provém da gordura circulante e, somente por volta dos 40 minutos, é que a gordura provém dos adipócitos para sustentar o consumo energético.
      Tomando por base esses dados experimentais, observa-se que, elaborar um programa de musculação que vise proporcionar o emagrecimento ou uma redução do percentual de gordura corporal, envolve por estabelecer o aumento do consumo energético a nível global, uma vez que o custo calórico do exercício não é o valor expressivo para de efetuar a perda de peso.
      Observa-se ainda que, o exercício resistido localizado só possui valor prático, quando ele é mantido num tempo mínimo entre 20 a 30 minutos, e mesmo que seu efeito não proporcione o emagrecimento, ele possui importante função de hipertrofiar e tonificar a musculatura do panículo adiposo, proporcionando firmeza aos tecidos.
      Em contrapartida, os exercícios ergométricos incluídos nas sessões de musculação, quando são mantidos num tempo entre 20 e 40 minutos, proporcionam o emagrecimento. Portanto, quando o objetivo for o emagrecimento, é importante que se inclua exercícios ergométricos e exercícios resistidos numa sessão de musculação, uma vez que a redução do percentual de gordura corporal é obtida, mediante a inclusão de atividades físicas generalizadas, e ainda, mediante um planejamento alimentar constituído por uma dieta hipocalórica.
      Referências bibliográficas:
      ACSM. (2000). Manual do ACSM para teste de esforço e prescrição de exercício. 5 ed. Rio de Janeiro: Revinter. Heywadr, Vivian H., Stolarczyk, Lisa M. (2000). Avaliação da composição corporalaplicada. São Paulo: Manole. Nahas, Markus V. (2001). Atividade física, saúde e qualidade de vida. Londrina: Midiograf. Nieman, David C. (1999). Exercício e saúde: como se prevenir de doenças usando o exercício como seu medicamento. São Paulo: Manole. Paffenbarger, R. S. et al. (1986). Physical activity, all cause mortality, and longevity of college alumni. New England Journal of Medicine, 314, 605-613. Pollock, Michael L. & Wilmore, Jack H. (1993). Exercícios na saúde e na doença. 2 ed. Rio de Janeiro: MEDSI. Wilmore Jack H. & Costill, David L. (2001). Fisiologia do esporte e do exercício. 2 ed. São Paulo: Manole.
    • Por amaralpriscylla
      O que li na web é que quando você faz musculação, você desenvolve a musculatura, e com a musculatura desenvolvida seu gasto calórico é maior, fazendo você perder peso. Porém, eu acredito que uma pessoa só desenvolve a musculatura (com musculação) se ela estiver em uma dieta que possibilite o ganho de massa magra.
      No entanto, eu gostaria de saber se uma pessoa que está em uma dieta de contagem de pontos, ou seja, uma dieta pra perder gordura, se a musculação ainda poderia ajudar. Gosto muito de musculação, e não gosto muito de aeróbico. Será que a musculação pra quem está em uma dieta de baixa caloria acaba sobrecarregando o organismo? Substituo a musculação por aeróbico (se sim, porque)?