Pular para o conteúdo
Imagem sintética e meramente ilustrativa. Não é uma foto real.

Leo Stronda: lições de vida, maromba e propósito

Leo Stronda abre cachês, doses, o primeiro ciclo com remédio de cavalo, a insulina que quase o derrubou e o acidente que dividiu a vida dele em duas.

Leo Stronda passou 5 horas no Monster Cast, em "LEO STRONDA - MONSTER COM O MONSTRO", e, ao contrário do que o rótulo de influenciador sugere, quase nada do que ele contou é abstrato. Tem cifra de cachê, nome de laboratório, dose de hormônio de crescimento, carga na barra no dia em que o peitoral descolou do osso e o número de quilos que ele perdeu queimado num leito de hospital. Esta matéria pega o que é verificável na conversa e organiza em ordem, com o aviso que precisa vir antes de qualquer relato hormonal alheio: nada aqui é protocolo, é depoimento.

O saco preto e a casa que ficou para trás

A história começa no Catete, no Rio de Janeiro, numa casa própria que a família perdeu para o tráfico. O porão foi usado para guardar arma e droga, o pai foi tirar satisfação e a coisa virou ameaça de morte. No mesmo dia eles juntaram roupa em saco preto e saíram. Dormiram no carro por um período, depois foram para um kitnet do padrinho.

A parada seguinte foi a Tijuca, perto da entrada do morro, numa rua onde ele conta que chegavam a levar nove carros de uma vez. O pai acumulava três frentes de trabalho ao mesmo tempo: plantão no Hospital Pinel, onde dava terapia ocupacional, fotografia de casamento e quinze anos nos fins de semana, e massoterapia à noite. Com isso juntou entre R$ 15 mil e R$ 20 mil e comprou uma casinha no interior, em Maricá. Foi lá que ele conheceu o Diego, o outro integrante do Bonde da Stronda, que também tinha acabado de descer de Copacabana para o mesmo lugar.

Esse pai também tem cinco livros de poesia publicados, dava aula de teatro e enchia a casa de vitrola e disco. Comprou um cavalete e um bloco de cinquenta telas grandes para o filho pintar. O filho usou todas para desenhar Pokémon.

O caderno vem antes do shape

A musculação entrou aos 14 anos por indicação médica. Ele demorava a crescer em estatura óssea, já fazia natação e judô no clube municipal da Tijuca sem gastar a energia toda, e o médico sugeriu a academia como estímulo hormonal, numa época em que menor de idade treinando ainda era tabu.

O trote veio na primeira semana. Ele perguntou aos marombeiros o que tomavam para ficar daquele tamanho e ouviu que era dez Mariola com um mineirinho quente. Comprou, tomou no banheiro da academia e passou a treinar vomitando.

O caderno apareceu logo depois, e ele faz questão de dizer que a moda de anotar treino não é de agora. Ele assistia aos treinos de Jay Cutler, Dorian Yates e Kevin Levrone em fórum, porque naquela época era onde se achava esse tipo de material, e anotava detalhe de execução: até onde a mão pegava no úmero, quantas repetições, qual exercício. Depois ia à academia replicar como papagaio.

O mentor foi um sujeito que ele chama de Nasser, meio americano meio brasileiro, que chegava de moto e óculos escuro e não falava com ninguém. Leo pediu para treinar junto e ouviu não. Insistiu até virar desafio: se ainda estivesse treinando depois do carnaval do ano seguinte, teria o treino. Passou o carnaval, e a primeira aula não teve peso nenhum. Foi sentar na escada da academia com um cacho de banana, um pão e 2 litros de leite e comer tudo aquilo para alargar o estômago. A frase que ficou é que treinar é a parte fácil, o difícil é aprender a comer.

Aos 18 anos, depois de quatro anos de treino, ele não pesava 60 kg.

Trinta e dois shows por mês aos 16

O primeiro show foi aos 14 anos. Aos 16 os pais precisaram emancipá-lo para que pudesse se apresentar de madrugada e fora do Brasil. A agenda chegou a 32 shows por mês, e o empresário da época, Denis DJ, cortou o teto para 28 porque estavam saindo de van de um show para o outro e quase se envolveram em acidentes.

Os cachês começaram em R$ 20 e passaram para R$ 100 ou R$ 150 divididos entre quatro integrantes. No auge, oscilavam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil por apresentação, valor que ele estima em torno de R$ 300 mil em dinheiro de hoje. Foram treze ou quatorze anos de carreira ativa e mais de trezentos clipes. Aos 17 ele já morava sozinho numa cobertura na Barra.

O treino sobreviveu porque ele montou a logística em cima da agenda. Enquanto os outros ficavam no hotel, ele mandava a lista de cidades para quem organizava presença em loja de suplemento, fechava o compromisso da tarde no mesmo dia do show, treinava depois, subia ao palco à meia-noite e às sete e meia da manhã já estava no aeroporto. Cada show durava uma hora e meia e custava cerca de 1 kg de peso em suor, o que ele descreve como o cárdio que nunca precisou fazer.

Cinco mil por mês transformados em outdoor

Por volta dos 19 anos, quando a Integral Médica o chamou para fechar, perguntaram qual era o cachê dele. A resposta foi outra pergunta: quanto vocês me pagariam? Ouviu cerca de R$ 5 mil por mês. Em vez de aceitar, pediu que multiplicassem por doze e investissem o total em marketing da própria imagem dentro do mercado fitness. Banner, outdoor, estampa em loja, presença em feira. No ano seguinte a proposta subiu para R$ 10 mil por mês e ele repetiu a jogada. Foram três anos plantando sem tirar um real.

No quarto ano, com o Bonde já em queda, ele sentou para cobrar. Pediu R$ 100 mil por mês, ouviu que não dava, e voltou com uma apresentação mostrando como a empresa pagaria aquilo sem tirar do próprio bolso: cada lojista que comprasse uma cota de suplemento ganhava uma presença VIP dele na cidade, e ele ficava com um percentual. A cota começou em R$ 100 mil, foi para R$ 200 mil e depois R$ 300 mil, e lojinha de interior comprava mesmo assim para ter a data. O modelo pegou e virou fonte de renda para outros atletas da casa, alguns tirando de presença mais do que de salário. Ele ficou cerca de oito anos lá.

A pizza que foi cortada em sete

O Fábrica de Monstros nasceu de uma pesquisa de mercado. Ele viu que não existia canal de fitness estruturado como programa, levou o conceito e o nome para uma agência de amigos e combinou que cuidaria do criativo enquanto eles cuidavam da burocracia. Gravaram sem contrato porque o YouTube ainda não monetizava direito e ele não queria brigar por mil reais.

O contrato apareceu um ano e pouco depois, quando já entrava dinheiro, e o classificava como apresentador. A sociedade tinha sido rachada em sete partes e ele era a sétima. Aguentou mais três anos renegociando percentual, até o ponto em que a loja online vendia bem e ele recebia R$ 2 mil por gravação. Quando chegou a renovação, avisou que não assinaria porque estava saindo.

O canal tinha três milhões de inscritos e perdeu cerca de meio milhão logo após a saída dele. O canal novo, aberto depois de seis meses parado por cláusula de concorrência, bateu 100 mil inscritos em três horas e hoje passa dos três milhões. Anos depois, um investidor que havia comprado o Fábrica barato ligou dizendo que se converteu, que aquele canal não era dele e que venderia pelo mesmo valor que pagou. Leo comprou de volta. O plano declarado é transformá-lo numa espécie de emissora dentro do YouTube, com programação fixa e mais de vinte apresentadores.

O primeiro ciclo tinha bicho no rótulo

O que vem daqui em diante é relato de uso, não recomendação. Leo assume colaterais concretos e permanentes, e nenhuma das combinações descritas foi conduzida com acompanhamento médico na época em que aconteceram.

Ele levou cerca de dois anos de academia antes do primeiro contato, o que na conversa aparece como comedimento comparado a outros casos citados. O ciclo de estreia foi estanozolol da Landerlan somado a Glicopan, Pulmonil e Cobavital, 3 comprimidos por dia, um de manhã, um à tarde e um à noite. Todos com bicho no rótulo, porque eram de uso veterinário. O ganho declarado foi de cerca de 20 kg em pouco mais de um mês. A creatina da época vinha da veterinária, vendida a granel com pá de pedreiro em saquinho transparente, misturada com feno e terra.

Pró-hormonal ele nunca usou, e diz que era contra por princípio: ou o sujeito fica no suplemento, ou vai direto para o hormônio, porque o que ele via era moleque ficando inchado e com ginecomastia achando que estava tomando algo natural. Marca underground também ficou fora, com uma exceção, porque ele conhecia o amigo que fabricava em casa. Chegou a fazer 2 litros de trembolona em garrafa PET, em banho-maria com potinho de requeijão, filtrando no algodão de uma seringa para outra. Esse mesmo amigo apresentou a ele um oral que virou verso de música do Bonde. Depois de tomar, ele fez rosca com 40 kg de cada lado e ouviu a frase que foi parar na letra: o peso vira isopor.

Os dois mililitros antes da cirurgia de ginecomastia

Aos 23 anos ele procurou médico pela primeira vez, já com ginecomastia instalada e diagnóstico de esterilidade. Marcou a cirurgia para uma quinta-feira e cancelou os shows de duas semanas. O médico mandou parar o hormônio de uma a duas semanas antes e ficar o mês seguinte inteiro sem nada.

Na manhã da cirurgia, às 6h30, ele decidiu que ia carregar a bateria antes de ficar um mês parado e aplicou 2 mL, um em cada ombro. Chegou ao centro cirúrgico inchado. Retirou só o nódulo e manteve a glândula, por orientação do próprio cirurgião, que argumentou que a glândula funciona como um filtro em mudança de eixo e que ele voltaria a usar de qualquer forma. Quinze dias depois, ao tirar os pontos, o nódulo já tinha voltado, porque ele nunca chegou a parar. A partir daí virou anastrozol, tamoxifeno e clomifeno, numa briga que ele descreve como aberta até hoje.

10 UI porque o frasco estraga

O hormônio de crescimento entrou tarde, bem depois dos esteroides, e ele chama de divisor de águas no shape. Testou Norditropin e Saizen, mas atribui a diferença ao Lertropin, que comprava direto de balcão no Paraguai, onde morou por um período.

A dose diária ilustra bem como uma decisão logística vira decisão de saúde. O frasco vinha com 10 UI e, depois de diluído, tem prazo curto. A intenção era usar cinco por dia, mas guardar metade significava perder o resto, então ele passou a aplicar as 10 UI de uma vez. O resultado foi síndrome do túnel do carpo. Ele conta que acordava com a mão travada e interpretava aquilo como sinal de que estava funcionando.

Quando perguntado sobre o teto, respondeu 20 UI num dia. Pressionado, admitiu 36 UI de uma vez, uma caneta inteira de Norditropin, na semana anterior a um Arnold Classic. A mão travou duas horas depois. Ele acrescenta que ouviu falar em 40 e faz questão de dizer que esse número não é dele.

O dia em que a insulina quase o pegou

A insulina entrou porque ele via os moleques da academia ganhando 8 kg no primeiro mês. Comprou lispro, que é a de ação rápida, e passou os primeiros dias sem sentir nada, sempre com carboidrato imediato depois do treino e marmita farta em seguida.

No quarto ou quinto dia ele tomou o shake, chegou em casa, não tinha comida pronta e foi para a cama com a namorada. A hipoglicemia veio no meio: perda de força nas pernas, suor frio, pele que ele descreve como translúcida. Pediu que ela trouxesse tudo que houvesse de doce na geladeira e se recuperou tomando xarope de guaraná puro com biscoito. Nunca mais usou insulina rápida.

Um mês depois voltou com a lenta e chegou a combinar glargina com lispro somadas ao hormônio de crescimento, de manhã à noite. A calorimetria feita na época apontou taxa metabólica basal de 6 mil calorias em repouso. Ele chegou a aplicar NPH em jejum ao acordar. A avaliação dele hoje é categórica e é o único ponto do bloco em que ele fala em morte: as duas coisas que matam de imediato na musculação são insulina e diurético, e o esteroide costuma ser o nome que se dá ao acúmulo de erros.

Cinco mililitros por dia e a conta que ele evita fazer

Houve um período em que a aplicação era diária e tudo ia junto. Ele descreve puxar durateston, deca e o que mais houvesse para a mesma seringa, o que dava cerca de 5 mL por dia. Quando o host insistiu para somar em gramas por semana, a estimativa que saiu da conversa foi em torno de 3 g, com a ressalva imediata de que foi um período curto e o pedido explícito para que ninguém repetisse.

Vale separar as duas medidas, porque elas não são a mesma coisa. Os 5 mL são volume total de líquido na seringa, somando tudo que ele misturava naquele dia. A grama é peso de substância, e só dá para converter uma na outra sabendo a concentração de cada frasco, que varia por laboratório. Esse ponto, aliás, apareceu em uma pergunta do público durante a conversa, e a resposta dele foi que a rotulagem de 250 é sempre por mililitro, nunca por frasco, de modo que um frasco de 10 mL a 250 mg/mL carrega 2,5 g no total.

Ele também fez testes isolados por curiosidade, porque tomava tudo ao mesmo tempo e não sabia dizer o que fazia o quê. Ficou três meses só com nandrolona e relata força e volume sem queda de libido. Depois testou enantato sozinho, depois estanozolol sozinho, e diz que a dor articular atribuída ao estanozolol apareceu de fato nele.

A virada veio antes do acidente e antes da conversão. Ele percebeu que uma aplicação semanal do básico com a comida em dia rendia mais que aplicação diária com dieta relaxada, e que o excesso o deixava retido a ponto de não secar. Chegou a pesar 130 kg e hoje está com 106 kg, no que descreve como reposição. O peso do Arnold Classic, que ele tratava como o próprio Olympia, era construído em um mês de aperto, com cerca de 7 kg de oscilação.

O peitoral que descolou do úmero

A lesão veio depois de três meses parado, num período de reality show, e o médico atribuiu à combinação clássica: músculo que volta forte rápido demais para um tendão que encolheu. Foi num supino inclinado no Smith, a 45 graus, com 70 kg de cada lado. Na descida, no ponto de esticamento, o tendão saiu inteiro do osso. Ele conta que não doeu na hora, mas que ouviu o estalo por dentro. Foi ao espelho, fez força, viu a vala no peito e foi direto para o hospital. Estava filmando o treino.

A cirurgia aconteceu no quarto ou quinto dia, o que ele credita como decisivo, porque o ventre muscular continua se contraindo sem tendão e vai atrofiando enquanto se espera. O procedimento envolveu abrir, afastar deltoide e bíceps para chegar à cabeça do úmero, furar o osso e ancorar o tendão com fio de titânio. Depois vieram três meses de tipoia, fisioterapia a partir do oitavo mês, carga no nono ou décimo e liberação para treinar em doze meses. Foi cerca de um ano fora, e o peito operado ficou maior que o outro.

O detalhe de bastidor é que ele tinha assinado com a Grow duas semanas antes e gravado o clipe de apresentação. Ligou avisando que o plano do ano não ia acontecer e propôs uma série contando a recuperação. Dois anos depois, na renovação, abriu mão do reajuste previsto em cláusula com o argumento de que não tinha entregue o que havia combinado.

A emboscada em rede nacional

O convite original da produção do Cabrini era para uma matéria sobre uso de esteroides, e ele recusou, porque tinha 19 ou 20 anos e não queria discutir aquilo em TV aberta. Duas semanas depois ligaram de novo propondo um perfil sobre a rotina dele, como conseguia manter o corpo fazendo show. Ele aceitou, e a equipe chegou a gravar um show em Santos dias antes.

No estúdio não houve a conversa de camarim de praxe. Ele foi posto sobre um x marcado no chão de uma sala escura, a luz acendeu na cara dele e a gravação começou com uma acusação: um rapaz que se dizia fã teria começado a usar esteroide por influência dele. Em seguida entrou a matéria sobre um garoto que havia morrido, com a mãe chorando no monitor, e a pergunta sobre a culpa.

Aconteceu de ele ter lido a reportagem original antes. Respondeu que o rapaz não morreu de esteroide, e sim de ter aplicado um veículo oleoso na veia. Essa parte não foi ao ar. A repercussão foi ruim para a emissora, e o repórter ligou no dia seguinte, no telefone pessoal dele, pedindo ajuda para conter as ameaças que estava recebendo. Ele recusou.

A explosão que custou 30 kg

O acidente foi com um botijão pequeno, daqueles de acampamento, que começou a vazar e encontrou uma fagulha. Ele correu, rolou no chão, se viu no espelho com o rosto derretendo e subiu para o chuveiro frio. Uma vizinha que ouviu a explosão chegou com vaselina por precaução. Ele se enrolou numa toalha encharcada e foi para o carro com o ar condicionado apontado no rosto.

Foram queimaduras de até terceiro grau. O tratamento incluiu debridamento em dia sim dia não, sob anestesia geral, para raspar a pele morta. Ele perdeu 30 kg no processo e passou cerca de dois meses internado. Não havia espelho no quarto, e ele achou que ficaria desfigurado para sempre. Tentou tirar a própria vida ali dentro. No dia seguinte, uma das mãos, que estava com o osso à mostra, cicatrizou de um jeito que o médico disse não saber explicar.

Esse é o ponto em que a conversa muda de assunto sem mudar de tom. Ele já fazia um curso de teologia antes e voltou para a sala de aula assim que teve alta, contra a sugestão dos próprios pastores. A conversão reorganizou o resto: leitura diária de joelhos ao lado da cama, saída do Bonde da Stronda porque não conseguiria mais cantar o que cantava, e a doação de cinquenta pares de tênis, de uma coleção que incluía 23 pares só de um modelo de basquete.

O que ele diz usar hoje

A lista atual é longa e quase toda de suplemento e vitamina. Creatina e glutamina medidas na colher de sopa em vez do dosador, multivitamínico, espirulina, cúrcuma, cápsula de óleo de alho tomada junto da refeição para não arrotar, vitamina C que já foi de 5 g e hoje é menor, e uma linha de vitaminas para cabelo e unha, que ele credita por ter melhorado o que sobrou do próprio cabelo depois do transplante. Ele estima passar de sessenta cápsulas por dia.

Pré-treino ele evita como rotina, com uma justificativa que vale para qualquer estimulante: percebeu que precisava aumentar a dose cada vez mais para sentir o mesmo efeito e resolveu espaçar.

Conclusão

A conversa vale menos pela moral e mais pela contabilidade. Um adolescente que não pesava 60 kg aos 18 anos chegou a 130 kg somando insulina, hormônio de crescimento e aplicação diária, e hoje treina com 106 kg dizendo que uma aplicação por semana com a comida em dia rendia mais do que tudo aquilo junto. Entre uma coisa e outra ficaram ginecomastia recidivada, esterilidade, coração com hipertrofia, túnel do carpo e um episódio de hipoglicemia que ele descreve como quase fatal.

Nada disso é receita, e o próprio Leo repete a frase mais de uma vez ao longo da conversa. As doses aqui estão registradas porque foram ditas por quem as usou e porque o preço delas aparece na mesma conversa, não porque funcionem. Quem quiser aprender algo aplicável fica melhor servido com a primeira aula que ele recebeu na escada da academia, que era sobre comer, e com o caderno de anotação que ele carregava aos 14 anos.

FAQ

Quantos quilos Leo Stronda ganhou no primeiro ciclo?

Ele relata cerca de 20 kg em pouco mais de um mês, com estanozolol da Landerlan somado a Glicopan, Pulmonil e Cobavital, 3 comprimidos por dia. Eram produtos de uso veterinário, comprados sem qualquer acompanhamento.

Qual foi a maior dose de hormônio de crescimento que ele admitiu?

Respondeu primeiro 20 UI num dia e depois admitiu 36 UI de uma vez, uma caneta inteira, na semana anterior a um Arnold Classic. Duas horas depois a mão travou por síndrome do túnel do carpo.

Como foi o rompimento do peitoral dele?

Aconteceu num supino inclinado no Smith a 45 graus, com 70 kg de cada lado, depois de três meses parado. Foi rompimento total do tendão, cirurgia no quarto ou quinto dia com fixação por fio de titânio no úmero, três meses de tipoia e doze meses até voltar a treinar.

Ele ainda usa esteroides?

Diz que sim, em quantidade que descreve como reposição, e bem menor do que na fase em que aplicava cerca de 5 mL por dia. Ele já pesou 130 kg naquele período e hoje está com 106 kg.

Por que ele recusou cachê da primeira patrocinadora?

Pediu que o valor anual, cerca de R$ 60 mil no primeiro contrato, fosse investido em marketing da imagem dele dentro do mercado fitness. Repetiu no ano seguinte com o dobro e só passou a receber no quarto ano.

O que aconteceu na entrevista com o Cabrini?

A pauta combinada era um perfil sobre a rotina dele, mas a gravação virou uma acusação de que teria influenciado a morte de um garoto. Ele respondeu que o rapaz aplicou um veículo oleoso na veia, e essa parte não foi ao ar.

Referências

  1. MONSTER CAST. LEO STRONDA - MONSTER COM O MONSTRO. 8 fev. 2024. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-kVKtC5mDkQ. Acesso em: 31 jul. 2026.

Vídeo no YouTube sobre o tema

Feedback do Usuário

Comentários Recomendados

Não há comentários para exibir.

Crie uma conta ou entre para comentar

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.