Ir para conteúdo
Madilson Medeiros
Madilson Medeiros

Afinal de contas, existe anabolizante esteroide para definir?

O mundo da utilização de ergogênicos voltados para o aumento do rendimento esportivo, especialmente no fisiculturismo, é repleto de mitos e mistérios. Hoje é de conhecimento público que (a época da ingenuidade já acabou) estas substâncias são largamente utilizadas como meio de melhora da performance pelos atletas profissionais – prática essa que logo se espalhou pelos praticantes amadores e recreacionais.

Podemos afirmar com propriedade que este tipo de utilização é lugar-comum na maioria dos esportes, porém muito mais flagrante e evidente nas modalidades onde ocorrem mudanças na composição corporal, como é o caso do nosso Bodybuilding, atletismo e da natação (?!?!?) – desculpem, foi inevitável não lembrar da Gusmão (Rebeca) – que, inclusive agora treina powerlifting. Nada mais justo!

De um modo geral, o uso destes recursos reserva conhecimentos apurados em bioquímica, metabolismo e bioenergética – muitas vezes inacessíveis para a maioria da população. Empirismo e método de “tentativa e erro” tem sido empregados pelos que se aventuram nesse campo sem a devida bagagem teórica. Em face desta situação, vários tipos de visões equivocadas costumam surgir. Mitos são criados; falsas idéias e conceitos errôneos aparecem.

Em relação ao uso de anabolizantes esteroides, há uma série destas lendas. Uma delas é a de que existem drogas que são próprias para definição e outras específicas para volume muscular. Você, a esta altura, deve estar pensando: “Mas isso realmente acontece! Ou não?” A resposta é: SIM, isto de fato ocorre, porém o erro reside em dizer que exista um esteroide anabólico exclusivamente formulado para “definir”, enquanto outro foi criado apenas para incrementar a musculatura. Na verdade, as coisas não funcionam assim e é sobre isto que discutiremos a seguir.

Há algumas semanas atrás, recebi uma mensagem de e-mail no qual um leitor de meu blog, cheio de dúvidas a respeito de sua preparação, me perguntou se poderia chegar a um bom nível de definição muscular sem o uso do AAE Winstrol (Estanozolol). Muito provavelmente, a dúvida deste leitor representa um dos maiores mitos em relação ao estanozolol.

Este fármaco, notoriamente, tem uma excelente reputação neste quesito, porém há certa confusão em relação aos seus efeitos no que diz respeito à mudança da composição corporal. Muitas pessoas atribuem um físico bem definido e com baixo percentual de gordura ao uso desta substância – “quantas ampolas de Winstrol você tomou para ficar rasgado assim?” – e esta idéia tem sido bastante disseminada pela grande maioria dos usuários deste tipo de recurso.

Por um lado, é uma meia-verdade, já que o estanozolol realmente produz efeitos muito interessantes em relação à definição, porém isto não quer dizer que ela seja necessariamente produto de sua utilização.

Na realidade, os anabólicos esteroides, de um modo geral, não visam proporcionar máxima definição! TODOS, SEM EXCEÇÃO, foram desenvolvidos para favorecer o anabolismo através do aumento da síntese protéica. Alguns tipos, como a oximetolona, foram desenvolvidos não somente com este propósito, mas também aumentar a produção de hemácias nos quadros de anemia, por exemplo.

Seu uso terapêutico se destina a vários estados de convalescença, como os observados nos traumas pós-operatórios, nos tratamentos de AIDS, leucemia, caquexias, queimaduras graves e extensas, hipogonadismos, castrações etc. Paralelamente, estas drogas influem também no metabolismo das gorduras, facilitando a lipólise (queima), especialmente pela diminuição da secreção insulínica, aumento da receptividade dos tecidos à glicose e diminuição da expressão de uma enzima denominada Lipoproteína Lipase (LLP).

A grande diferença entre esses compostos é que alguns (todos são derivados do hormônio testosterona) tem uma probabilidade menor de conversão em ESTROGÊNIO. Portanto, os mais androgênicos (ésteres de testosterona, metandrostenolona, metandriol etc.) são mais passivos de causar retenção hídrica e aumento de gordura de padrão ginóide, enquanto com outros (conhecidos como anabólicos) não acontece o mesmo. Por quê?

Ora, eles convertem mais facilmente em estrogênio – hormônio feminino – e este é que causa aumento de água e gordura subcutâneas, prejudicando a definição. Existem diversas enzimas que mediam outros tipos de conversão, porém algumas reações são mais fáceis de acontecer, enquanto outras são mais difíceis e outras até irreversíveis.

Por exemplo, a conversão que leva testosterona até a formação de 5α ou 5β DHT (metabólito responsável por vários efeitos colaterais adversos), pode levar à formação de 5α ou 5β androstanadiol, que por sua vez, pode formar androsterona ou etiocolanona (duas substâncias muito utilizadas em fórmulas de pró-hormonais).

Este é uma via enzimática de mão única, ou seja, irreversível. Como a testosterona pode formar DHT ou estradiol (também uma via irreversível), estas reações não se desfazem. É por essa razão que o estanozolol dificilmente levará a conversão em estradiol, pois é derivado do DHT e não apresenta possibilidade de retornar à sua forma original - a testosterona, esta sim, passiva formar estradiol.

Testosterona em si não causa aumento de gordura corporal e retenção hídrica (pelo menos, não diretamente), quem provoca isso são os estrógenos produzidos pelo excesso deste hormônio. Por esta razão é que culturistas utilizam inibidores e bloqueadores de aromatase (enzima responsável pela conversão de testosterona em estradiol).

Graças a essa confusão, muitos praticantes acham que o estanozolol e outros fármacos semelhantes (drostanolona, metenolona, boldenona, trembolona etc.) irão definir seu físico facilmente. Imaginemos um gordinho que utilize uma destas substâncias e continue com a ingestão calórica alta, comendo à vontade... Certamente se tornará um gordinho com um pouco a mais de músculos, porém ainda gordinho.

Então, por qual razão é consenso utilizar este tipo de anabólicos em fase de definição muscular? A resposta é muito simples, inclusive é uma repetição do que já mencionamos acima. Estas drogas tendem a reter menos líquido e são propícias para esta fase.

Mas lembre-se, isso não é regra geral. Existem alguns culturistas que utilizam drogas altamente androgênicas mesmo em períodos de preparação. A diferença é que ter de se lançar mão de mais recursos a fim de evitar retenção hídrica do que em uso de drogas menos androgênicas.

Outro ponto importante é o AMBIENTE CALÓRICO em o atleta se encontra. Costumo dizer, nas rodas de conversa com os colegas, que é preferível utilizar substâncias anabólicas em situações de restrição calórica severa, como as que ocorrem em dietas pré-competição. Ocorre que, neste caso, há uma tendência em utilizar músculos como fonte energética – a temida neoglicogênese – e por esta razão o catabolismo é iminente.

Neste contexto, o anabólico entra com a função de preservar (e na melhor das hipóteses, até aumentar) a massa magra obtida a tão duras penas. Não é por acaso que muitos estudiosos atribuem os ganhos proporcionados pelos AAEs muito mais pela sua capacidade anti-catabólica do que propriamente anabólica.

Para se chegar a níveis extremos de definição muscular – e ainda assim, preservar massa magra – é fundamental que exista todo um contexto voltado a este propósito: dieta e treinamento específicos, sob adequadas condições metabólicas.

Entretanto, uma vez que afirmamos que os AAEs não são estritamente responsáveis pela definição muscular, também é importante ressaltar que existem drogas que são, por outro lado, de uso específico para perda de gordura e aumento da definição. Estas drogas, como os AAEs, não foram criadas para este fim, mas proporcionam um real efeito de queima de gordura e (ou) diminuição do percentual hídrico.

É o caso de substâncias como os β-agonistas, hormônios tiroidianos, anfetaminas, diuréticos etc. Evidentemente, esta é uma situação de risco-benefício, considerando os perigos quanto à sua utilização.

De qualquer maneira, a recomendação é que não se faça uso de substâncias ilícitas não simplesmente pelo fato de serem proibidas pela legislação anti-doping. O principal motivo pelo qual é necessário extremo cuidado na manipulação e administração destes recursos consiste na preservação da saúde, já que seu uso é restrito aos portadores de patologias.

Os estudos conduzidos com estas substâncias são empregados no campo terapêutico e sua administração obedece à conduta condizente de cada caso. A utilização para aumento do rendimento atlético ainda é obscura, embora saibamos que existem, ao redor do mundo, experts que dominam o assunto. Fora deste cenário, pode-se dizer que o conhecimento necessário para lidar com tais recursos é totalmente underground.

Embora o uso de AAEs e outras substâncias otimizadoras do desempenho seja arriscado para a saúde, não podemos tapar o sol com uma peneira e simplesmente fingir que tal prática não aconteça. Seria extremamente leviano de nossa parte. Tampouco devemos fazer apologia ao uso destes recursos.

Todavia, ao nos omitirmos quanto a divulgação de informação séria e verdadeira, teremos alguma responsabilidade quanto aos absurdos que usualmente acontecem. Neste caso, informar é melhor que proibir.




Comentários

Comentários Destacados

Não há comentários para mostrar.



Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma conta em nossa comunidade! É rápido, fácil e grátis!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar agora

  • Conteúdo Similar

    • Por Guiliron
      Bom, fiz meu registro no fórum para sanar uma dúvida sobre o meu primeiro ciclo, já acompanho porém não tinha registro;
      Em algumas semanas estarei realizando meu primeiro ciclo, que será composto por deca durabolin juntamente com durateston, gostaria do auxílio de usuários com experiência;
      O ciclo será feito da seguinte forma -
      1-8 semanas - durateston 500mg
      1-8 semanas - deca durabolin 200mg 
      1-8 semanas - HCG 500ui 
      o durateston e a deca serão aplicadas na Segunda e Quinta-feira (250mg de durateston na Segunda e 250mg na Quinta) (100mg de deca na Segunda e 100mg na Quinta) o HCG será aplicado na Terça de Sexta-feira ( 250ui de HCG na Terça e 250ui na Sexta);
      Aos experientes no assunto o que acham da administração do ciclo, está de forma "ok" ou devo fazer alguma mudança ?
      O pôs-ciclo (TPC) -
      18 dias após a ultima aplicação, será usado também o HCG, Clomid e os naturais maca peruana e tribulus terrestris, OBS: eu iria colocar nessa tpc o anastrozol para evitar a aromatização, mas me disseram que para as drogas que estarei usando no ciclo não há necessidade;
      Estou em duvida a essa tpc, de que forma ela seria administrada e se eu deveria fazer a adição de mais algum medicamento, e qual seria a duração ideal dessa tpc ??
      A suplementação - 
      Whey Gold Standard da OptimumNutrition
      BcaaFix da IntegralMedica
      Glutamina da IntegralMedica
      Creatina da Universal
      Gostaria de saber se devo excluir algum desses suplementos durante o ciclo
      A dieta -
      Faço acompanhamento nutricional de 40 em 40 dias então minha alimentação nesse período está em constante mudança, mas é sempre uma alimentação baseada na hipertrofia
       
      Lembrando que não será feito o ciclo por questão de vaidade ou para ficar "monstrão", trabalho com estética e necessito realmente disso. desde já agradeço a todos que me auxiliarem !
    • Por Toxi
      Visto o grande número de usuários que buscam respostas sobre ciclos, estou elaborando meu próprio guia de ciclo e TPC. O texto é breve e direto, não vou explicar a ciência por ter escolhido isso e aquilo, até porque poucos leem.
      É importante que saiba que ninguém vai montar um ciclo pra você aqui no fórum, se precisa de ajuda especializada procure um coach. Eu e outros aqui no fórum prestamos esse tipo de serviço, é melhor que fazer coisas no escuro.
      A primeira coisa a se definir é o objetivo: bulk (aumento de massa muscular) ou cut (diminuição de gordura corporal)? Alguns ainda preferem classificar bulk em limpo e sujo, pra mim só existe bulk que não deve ser nem totalmente limpo e nem muito sujo. Importante lembrar que antes de fazer qualquer ciclo, você precisa ter certeza de que sua dieta e treino estão adequados, é preciso fazer uma contagem do gasto calórico diário e definir a ingestão de proteínas, carboidratos e gorduras conforme seu objetivo, do mesmo modo, é preciso avaliar encurtamentos musculares, desvios posturais e músculos deficientes pra elaborar um treino que seja o adequado pro seu corpo. Se você está naquela de que tal exercício é bom pra isso, evitar comer tal alimento é o ideal pode abandonar aqui, sem dieta e treino esqueça de usar esteroides. Esqueça!
      Quando se trata de hormônios anabolizantes, sempre é preciso estar magro pra poder usar. A gordura corporal atua como um órgão endócrino, ela sequestra os esteroides e os converte em estrogênio (que em excesso vai te engordar mais ainda, além de aumentar sua propensão a outros efeitos colaterais) além de que a gordura também gera uma condição inflamatória através da produção excessiva de citocinas inflamatórias, isso combinado com esteroides não é legal, você tem um risco muito mais elevado de dano vascular, cardíaco e trombose. E é importante lembrar que danos vasculares são irreversíveis.
      Pois bem, tendo isso em mente o ideal que sempre preconizo é o seguinte: bulk se você tem até 12~13% de BF, cut se você tem até 14~15% de BF e se tiver mais que isso apenas dieta. Só dieta mesmo, termogênico só se usa com menos de 10% de BF. E sempre ter um peso mínimo para usar esteroides, antes de usar qualquer hormônio você precisa pelo menos saber treinar e comer adequadamente, pois os esteroides não fazem nada além de potencializar o resultado da sua dieta e do treino. Homens com menos de 70kg não devem e mulheres com menos de 50kg não devem nem pensar em usar, porque nesse ponto é extremamente fácil melhorar as medidas sem o uso de hormônios.
      Todo mundo pensa que só se progride usando hormônios. Saudades da época que você fazia o necessário para ter resultados, e isso normalmente se limitava a treino e dieta, que aliás, quase ninguém faz direito.
      "Ah, mas eu faço dieta e treino certinho."
      Sua dieta é composta em mais de 80% de alimentos não-industrializados? Ela respeita sua necessidade biológica de ingestão de cada nutriente? Sabe qual a quantidade de minerais e vitaminas está ingerindo? Sabe quantas calorias tem sua dieta? Seu treino é adequado a seus desvios posturais ou é aquele treino que você faz os exercícios que pegam bem? Respeita seu descanso? Você chega a falha muscular em pelo menos 1 série de cada exercício?
      Talvez não esteja tudo tão certinho assim, não é...
      Eu também vos deixo a "equação de Toxi", é um algoritmo bastante simples pra saber de certeza quando não usar esteroides. A equação é a seguinte:
      Para HOMENS
      (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 20
      Para MULHERES
      (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 25
      Ou seja, a soma da sua altura com o seu BF, menos o seu peso e menos 100 não pode dar um valor acima de 20 caso seja homem e 25 caso seja mulher. Vamos exemplificar, um homem com 1,80m de altura, BF de 14% e 90kg de peso ficaria assim:
      180 + 14 - 100 - 90 = 4
      Agora, se você está dentro desses números, não quer dizer que seja adequado usar esteroides, isso apenas quer dizer que você tem um mínimo de aporte muscular e que está fazendo algo direito, por isso talvez (eu disse talvez) posas cogitar o uso de esteroides. Lembrando que se você homem tem mais de 16% de BF ou mulher tem mais de 30%, esqueça o uso de esteroides, vá fazer dieta e treinar até atingir um valor adequado!
      Se não se encaixou nesses modelos, esqueça de usar esteroides. Apenas em casos muito específicos é que se pode burlar essa equação, mas este não é um guia para avançados, apenas para indivíduos que estão começando o uso de hormônios.
       
      E agora, quais esteroides escolher?
       
      A primeira etapa é classificar os hormônios pra não confundir seis com meia dúzia. Existem um receptor celular chamado de Receptor Androgênico, ele é sensível a certos tipos de esteroide e pouco responsivo a outros. Existem os esteroides que atuam através deste receptor e outros esteroides que atuam por outras vias bioquímicas, sendo assim, o ideal caso você vá combinar hormônios, é usar esteroides de diferentes vias pra evitar competição dos hormônios por uma via, enquanto a outra está sendo pouco utilizada. A classificação é a seguinte:
      Forte atividade relacionada ao receptor androgênico: deca, boldenona, oxandrolona, trembolona, masteron, turinabol e primobolan.
      Fraca atividade relacionada ao receptor androgênico: dianabol, hemogenin, stanozolol e halotestin.
      A testosterona é um hormônio um tanto neutro, ela tem sinergia com qualquer esteroide e eu recomendo que esteja sempre presente em ciclos masculinos.
      Antes de exemplificar os ciclos, é importante dizer que qualquer droga pode ser usada tanto pra bulk quanto pra cut, a diferença é que algumas aparentemente funcionam melhor de uma maneira do que as outras. Eu mesmo já vi vários ciclos de bulk com oxandrolona e stanozolol trazerem bons resultados, assim como cuts contendo deca e dianabol serem muito efetivos. Mas vamos demonstrar alguns modelos de ciclos conforme exemplificamos até agora.
       
      Exemplos de ciclos MASCULINOS
      Ciclo iniciante cut ou bulk (o melhor pra se começar)
      1-8 Testosterona 300~600mg/semana
      3-8 Pode adicionar algum oral em 30mg/dia (stano, diana ou oxan)
       
      Ciclo cut ou bulk (iniciante e intermediário)
      1-8 Testosterona 400~600mg/semana
      3-8 Oxandrolona 40~60mg/dia
       
      Bulk intermediário (ideal para %BF mais baixo)
      1-8 Testosterona 400~600mg/semana
      5-8 Dianabol 40~60mg/dia
       
      Ciclo intermediário cut ou bulk
      1-10 Testosterona 400~600mg/semana
      1-10 Boldenona 400~600mg/semana
       
      Ciclo intermediário cut ou bulk
      1-8 Testosterona 400~600mg/semana
      3-8 Stanozolol 40~60mg/dia
       
      Ciclo intermediário Bulk
      1-8 Testosterona 400~600mg/semana
      1-8 Deca 200~400mg/semana
       
      Bulk intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
      1-10 Testosterona 400~600mg/semana
      1-10 Deca 200~400mg/semana
      6-10 Dianabol 40~60mg/dia
       
      Cut intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
      1-12 Testosterona 200~500mg/semana
      1-12 Boldenona 400mg~600mg/semana
      6-10 Stanozolol 40~60mg/dia
       
      Bulk avançado (somente para usuários experientes e com BF baixo)
      1-10 Enantato de testosterona / 500~800mg
      1-10 boldenona / 400~600mg
      1-10 deca / 400~600mg
      5-10 Dianabol / 50~60mg
       
      Cut avançado (somente para usuários experientes)
      1-12 Testosterona 200~500mg/semana
      1-4 Oxandrolona 40~60mg/dia
      5-12 Trembolona 175~350mg/semana
      5-12 Masteron 175~350mg/semana
       
      Exemplos de ciclos FEMININOS
      Ciclo Iniciante
      1-6 Oxandrolona 15mg/dia
      7- Oxandrolona 10mg/dia
      8- Oxandrolona 5mg/dia
       
      Ciclo Intermediário bulk ou cut
      1-8 Primobolan 200mg/semana
       
      Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
      1-7 Stanozolol: ORAL 20mg/dia; INJET 50mg/dia sim, dia não
       
      Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
      1-8 Boldenona 150~250mg/semana
       
      Ciclo Avançado Bulk
      1-8 Deca 50~200mg/semana
       
      Ciclo Avançado Bulk ou Cut
      1-10 Boldenona OU Primobolan 100~200mg/semana
      7-10 Oxandrolona OU Stanozolol 10~20mg/dia
       
      Um ponto importante também a ser destacado são os protetores usados intra ciclos para otimizar sua recuperação na saída deles, lembrando sendo que um aporte vitamínico adequado é essencial para isto funcionar. O uso de HCG é sempre uma opção válida em qualquer estrutura de ciclo, pois dessa forma o corpo ainda é estimulado a produzir hormônios por conta própria. Uso de inibidores de aromatase (IA) como anastrozol, letrozol ou exemestano, podem e devem ser utilizados mediante apresentação de sintomas de conversão acentuada de testo livre em estrogênio, cuidado com o uso indiscriminado para não lhe causar queda muito brusca neste hormônio que pode acarretar em diversos colaterais indesejados, e ainda pode lhe dificultar a recuperação pós ciclo. Diferentes estudos comprovam que níveis ideais de prolactina e estrogênio melhoram a sensibilidade a insulina, a queima de gordura e também o anabolismo. Não se deve zerar estrogênio e prolactina, apenas mantê-los controlados. Existem muitos sintomas da alteração no estrogênio, mas alguns, como problemas sexuais, podem ocorrer tanto no excesso quando na falta de estrógenos e prolactina, por isso o ideal é sempre monitorar com exames de sangue. Saber como estão os hormônios apenas pelos sintomas é pra quem já é experiente, e fez muitos exames de sangue, associando os resultados a sintomatologia, não será tão eficiente você apenas ler quais são os sintomas e tomar os devidos procedimentos.
      Vitaminas essenciais que devem existir sempre, ciclo e TPC, poderíamos citar: Vitamina E, C, D, minerais como magnésio e zinco e aminoácidos como a Taurina, que contribui para a saúde testicular. Isso seria uma base.
      Vamos as dosagens (um modelo):
      Vitamina 😧 5~10 mil UI/DIA 
      Vitamina E: 400 ui /DIA
      Vitamina 😄 500~1000 g / DIA
      Magnésio: 300-400 mg/DIA
      Zinco: 20~40 mg/DIA
      Taurina: 1000~2000mg/DIA (durante o ciclo e/ou na TPC)
      HCG (durante 75% do ciclo): 500~750 ui/SEMANA ( 2 ou 3 aplicações de 250 ui)
      IA: (Sempre preferir de farmácia antes de manipulados): 1 comp a cada 3/4 dias e diminuir o intervalo caso sinta necessidade. OBS: Ao chegar ao fim do ciclo aumentar o espaçamento entre as doses para poder tira-lo durante a TPC.
      O uso de Oxandrolona, Stanozolol, Oximetolona (hemogenin), Turinabol, Dianabol e mesmo o uso dos outros esteroides em doses mais altas acaba por causar estresse no fígado, por isso, você pode optar por usar um protetor hepático. A recomendação aqui é o uso de Acetilcisteína (também conhecido por NAC) na dose de 600 a 1200mg por dia e SAM-E na dose de 200 a 500mg por dia. Esqueça Tribulus e Xantinon, eles não tem real efeito para quem usa esteroides. Leia o tópico abaixo, se tiver dúvidas.
       
      A Terapia Pós Ciclo (TPC)
       
      Esta é uma parte crucial em qualquer ciclo, mas que muitos dão pouca importância. Boa parte dos usuários de esteroides está interessada apenas nos resultados que os hormônios oferecem, mas poucos dão a devida atenção aos efeitos colaterais indesejáveis e como remediá-los após o uso. 
      Terminado o ciclo, alguns colaterais ficam se mantém no usuário e precisam ser tratados, os mais perceptíveis são decorrentes do desbalanço hormonal (acne, tristeza, depressão, impotência sexual, desânimo, etc.), colaterais bastante comuns, mas não tão perceptíveis são a hipertensão, colesterol alterado, danos vasculares e elevação de marcadores inflamatórios. Problemas mentais podem ocorrer de maneira silenciosa também, muitas vezes o indivíduo não percebe a mudança mental que ocorreu consigo mesmo. Alguns medicamentos e suplementos podem ser incluídos em uma TPC para atenuar esses colaterais e restabelecer o mais rápido possível suas taxas alteradas, vou por abaixo as substâncias mais utilizadas (e eficazes) usadas atualmente nas terapias pós-ciclo de esteroides:
      - TAPER DOWN
      Não é uma substância, mas sim um método. Consiste em reduzir vagarosamente a dose dos esteroides ao fim do ciclo, por alguns é o chamado modelo pirâmide. Permite uma transição mais tranquila do estado com perfil hormonal bastante androgênico e anabólico (usando esteroides) para o estado pouco androgênico e anabólico (sem esteroides). Em homens não funciona, não vou explicar aqui os motivos porque iria alongar muito o tópico.
      - Ashwagandha - 400 a 600 mg antes de dormir
      Adaptógeno que regula o cortisol, eleva naturalmente a produção de testosterona, além de ser anticancerígeno. Tem leve efeito calmante.
      - Longjack - 200 a 400 mg antes de dormir
      Ótimo efeito antioxidante, também eleva a testosterona naturalmente, especialmente em indivíduos com deficiência na produção deste hormônio (como é o caso de indivíduos após o uso de testo).
      - Ginkgo Biloba (ginkomed) - 80 a 200 mg antes de dormir
      Um dos melhores suplementos para tratar colaterais mentais, pode ser usado durante e após o ciclo. Além disso, alivia colaterais vasculares por melhorar a pressão arterial. Recomendo o uso.
      - Vitamina E - 200 a 400mg em refeições com gordura
      Protetora do fígado, antioxidante, contribui para elevar a testosterona em casos de deficiência. Recomendo o uso durante o ciclo e após, o ideal é usar sempre (mesmo que não esteja usando esteroides).
      - Vitamina D3 - 5000 a 10.000ui em refeições com gordura
      Incontáveis benefícios contra o câncer, diabetes, deficiência de testosterona e sistema imune. Recomendo o uso contínuo também, visto que demora semanas pra concentrar na corrente sanguínea e trás benefícios apenas a longo prazo. Usar apenas na TPC não adianta.
      - HCG (Gonadotrofina Cariônica Humana) - 500 a 5000 ui por semana
      Esse hormônio simula o hormônio Luteinizante (LH) que é quem induz a produção de testosterona pelo testículo ou pelo ovário. Recomendo usar na TPC apenas quando não usar intra-ciclo, mas pra mim, doses de 500 a 750 ui por semana durante o ciclo é mais eficiente.
      - DHEA (dehidroepiandrostenediona) - 50 a 100 mg por dia (preferencialmente antes de dormir)
      Hormônio produzido pela glândula supra-renal, é base pra produção de testosterona ou estrogênio. Também tem efeito calmante, neuroregulador, contribui para elevar a testosterona pós-ciclo e reverter a disfunção erétil.
      - Tamoxifeno - 10 a 40 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
      Modulador seletivo do receptor de estrogênio: compete pelo estrogênio em tecidos específicos, como na hipófise, pituitária e nas mamas. Aumenta o hormônio Luteinizante (LH) o que eleva a testosterona.
      - Clomifeno - 25 a 100 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
      Modulador seletivo do receptor de estrogênio. Age de maneira similar ao Tamoxifeno, há quem prefira misturar ambos, eu gosto de usar apenas um, geralmente prefiro Tamoxifeno porque tem menos colaterais e o custo/benefício é melhor.
      - Anastrozol - 0,5mg de 4 em 4 dias até 1mg por dia
      Medicamento inibidor de aromatase, age desativando a enzima aromatase que é quem converte hormônios androgênicos em estrogênio, também eleva o LH. É meu IA preferido, gosto de usá-lo durante o ciclo quando precisa controlar o estrogênio, mas também após o ciclo caso esteja acompanhado de HCG. Em doses baixas é eficiente sozinho pra uma TPC, podendo até excluir o uso de Tamoxifeno ou Clomifeno. A combinação de Anastrozol e DHEA costuma ser muito boa para tPC. Causa rebote, mas se você reduzir a dose devagar isso não é problema. Nunca vi um caso de rebote de Anastrozol quando feito o desmame, diminua a dose pela metade a cada 1 ou 2 semanas até suspender o uso e não vai ter problemas.
      - Exemestano - 12,5 a 175 mg por semana
      Medicamento inibidor de aromatase, muito mais potente que Anastrozol, caríssimo, porém não causa rebote. Nunca compre manipulado, medicamento manipulado não funciona e é sempre preferível pegar um anastrozol de farmácia que custa 50~60 reais do que qualquer manipulado. A dose deve ser usada com cautela.
      - Letrozol - dose bastante variável
      Mais potente dos inibidores de aromatase, precisa ser usado com muita cautela, é fácil zerar o estrogênio e ficar se sentindo mal por semanas. Recomendo cautela a quem for usar e começar sempre com uma dose baixa, como 1/4 de comprimido a cada 4 dias.
      - Ômega 3 - 1 a 10 g por dia (podendo usar mais)
      Suplemento básico intra e pós-ciclo, deve estar presente na vida de todo usuário de esteroides. Melhora o colesterol e diminui os marcadores inflamatórios. Mesmo doses de 1 ou 2 g por dia já trazem ótimos benefícios. Apenas use ômega 3 animal (de peixe ou tubarão), pois o vegetal possui péssima biodisponibilidade.
      - Creatina - 3 a 5 g por dia (podendo usar mais numa fase de saturação)
      Ótimo suplemento para melhora da força, hidratação celular e captação de glicogênio pelo músculo. Gosto de prescrever na TPC de ciclos bulk, especialmente para manter a força e rendimento muscular. Uso de 1 a 2 meses contínuo, depois é recomendado uma pausa, até porque tem o efeito reduzido depois desse período.
       
      Importante lembrar que não existe TPC pra uma droga ou pra outra, alguns esteroides costumam agredir mais o corpo, por tanto requerem uma TPC mais intensa e duradoura, enquanto outros não. Para ciclos com drogas orais e normalmente menores que 6 semanas, o uso de fitoterápicos e suplementos já é suficiente. Para ciclos com drogas injetáveis por tempos maiores de 6 semanas a TPC precisa ser mais intensa, você pode usar apenas algumas ou todas as substâncias indicadas. HCG e Anastrozol na TPC não requer uso prolongado, 3 a 4 semanas costuma ser suficiente, mas os fitoterápicos e suplementos você pode usar por muito mais tempo. Minha indicação é que a TPC tenha a mesma duração do ciclo (obviamente não precisa usar tudo do começo ao fim).
      Praticamente todos esses itens você pode encontrar ou solicitar manipulação no site da http://www.barbozaomanipulacao.com.br/ e utilizando o cupom CASSIO10 ainda garante 10% de desconto.
       
       
      Exames de sangue
       
      Após um ciclo ou mesmo após uma TPC é importante fazer exames de sangue para identificar o que foi alterado durante o ciclo, abaixo cito os principais exames de sangue a serem feitos (mas não necessariamente os únicos):
      - TESTOSTERONA TOTAL E LIVRE
      - HEPATOGRAMA (TGO, TGP, GAMA GT)
      - 25-HIDROXIVITAMINA D
      - CREATININA
      - UREIA
      - HEMOGRAMA COMPLETO
      - FERRO SÉRICO
      - FERRITINA
      - PERFIL LIPIDICO (LDL, HDL E TRIGLICERÍDIOS)
      - CORTISOL PLASMÁTICO
      - ESTRONA - E1
      - ESTRADIOL - E2 
      - PROLACTINA
      - PSA
      - PROTEÍNA C REATIVA
      - HOMOCISTEÍNA
      Além disso, é recomendado que usuários recorrentes de esteroides façam exames mais específicos, como ultrasom hepático, eletrocardiograma e/ou ecocardiograma para identificar alterações no fígado e coração que possam não ser detectadas nos exames sanguíneos. Leve para alguém capacitado ver os exames, principalmente se algo estiver fora dos valores de referência (mínimo ou máximo).
       
      Confira o tópico abaixo, ele ajuda a encontrar substâncias para sua TPC e proteção intra-ciclo.
       
      O tópico foi escrito por mim (TOXI) com ajuda do @FrancoSirena e ainda pode sofrer alterações.
    • Por Joulker
      Seguinte galera, estava utilizando 200mg de cipionato por semana e estava indo tudo muito bem, aparecia uma ou outra espinha (como uma pessoa normal/natural), minha pele estava bem limpa e estava tendo bons ganhos fotos anexas, à medida que fui estagnando, resolvi aplicar 200mg a mais (2 shots de 200mg/semana terça e sabádo), o que foi uma extrema burrice.
      Aí começou a merda toda, nessa semana explodiram espinhas nas minhas costas e ombros (atualmente estão aparecendo algumas nos glúteos e nos braços), imediatamente na segunda semana voltei pra 200mg e me mantive nisso por mais 4 semanas, porém a acne não voltou ao normal, muito pelo contrário, continuou aumentando ligeiramente.
      Fiz exames e meu estradiol está na referência, então reduzi o cipionato pra 100mg semana (o que daria quase 70mg de testo, níveis praticamente naturais) e ainda utilizei alguns dias de espironolactona (100mg/dia), amenizou legal, porém continuo nas 100mg a 2 semanas perdi um pouco dos ganhos e a acne não parece melhorar.

      Sei que é um processo lento pra elas sumirem, mas gostaria de saber se alguém aqui sabe de algo que eu possa fazer pra elas saírem mais rapidamente.
      PS: Também utilizo sabonete de enxofre uma vez ao dia e passo adapaleno antes de dormir.
      PS²: Pessoalmente a acne parece bem pior do que nas fotos.



    • Por Joulker
      Alguém saberia explicar o porquê de muitos fisiculturistas (senão todos) raramente apresentarem espinhas/acne mesmo utilizando doses grandes de esteroides anabolizantes?
      Seria apenas genética? ou utilizam algum outro medicamento pra controlar esse colateral?

      PS: Maior parte dos estudos envolvendo esteroides anabolizantes que eu vi, mostram que cerca de 50% dos indivíduos tratados com esses medicamentos apresentam esse colateral.
      Estariam os fisiculturistas nos outros 50% dos que não apresentam?
    • Por Mario Mec
      Bom galera, sou novo aqui no fórum, e tenho uma dúvida em relação aos anabols citados no título deste tópico.
      Pesquisando um bocado na net, ví algumas pessoas falando sobre a sinergia do dbol com o masteron, pois são de classes diferentes e blablabla. Mas enfim, como é possível fazer a utilização de ambos num ciclo (APENAS ELES, SEM TESTO) sendo que, dianabol promove uma retenção absurda, masteron praticamente zera sua retenção numa finalização, qual seria o propósito de usa-los em um ciclo de bulking?
      E é vantajoso utilizar oxan + masteron em um ciclo de bulking, sendo que ambos visam ganhos secos e densos (sei que master n é muito anabólico, mas ele ajuda a secar).
×