Em 2020, recém-chegado ao profissionalismo, Nick Walker prometeu num podcast que venceria o Mr. Olympia em dois anos. Levou seis. No caminho, ficou em 3º lugar em 2022, rompeu o posterior da coxa às vésperas do Olympia de 2023, desistiu do de 2024, caiu para 6º em 2025 e chegou a decidir que não competiria mais em 2026. Em setembro, aos 32 anos, ganhou o título e o prêmio de US$ 600 mil.
O próprio atleta contou essa história em duas longas conversas. A primeira foi no Cutler Cast, o programa de Jay Cutler, no episódio #90, gravado em 2023, quando ele ainda prometia o título. A segunda foi no "MR OLYMPIA NICK WALKER | REAL BODYBUILDING PODCAST", do canal Fouad Abiad Media, gravado um mês depois da vitória. As colocações, as datas e os prêmios vêm dos resultados publicados pela imprensa especializada.
Quem é Nick Walker: idade, altura e peso
Nick Walker nasceu em 3 de agosto de 1994, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e tem 32 anos. Mede 1,70 m e é conhecido pelo apelido The Mutant (O Mutante).
O peso muda muito ao longo do ano. Em agosto de 2023, a 12 semanas do Olympia, ele pesava 129 kg (285 libras) e estava mais seco do que no ano anterior, quando tinha 122,5 kg a sete ou oito semanas da prova. Os perfis especializados dão números diferentes, de 113 kg a uma faixa de 122 a 134 kg, sem dizer se é peso de palco ou de fora de temporada. O braço tem cerca de 61 cm (24 polegadas), medida citada na conversa de 2023 e com a qual ele concordou.
Ele compete na Open, a categoria masculina de fisiculturismo sem limite de peso, a mesma que dá o título de Mr. Olympia. Se você ainda confunde a Open com a Classic Physique ou a 212, veja as diferenças no guia de categorias da NPC e da IFBB Pro. A NPC é a federação amadora dos Estados Unidos, e a IFBB Pro League, a liga profissional.
Do beisebol à primeira competição aos 17 anos
Antes da musculação, Walker jogava beisebol, futebol e futebol americano. No beisebol era bom a ponto de a mãe achar que ele iria longe. Largou porque não gostava de esporte coletivo.
A decisão de virar fisiculturista veio aos 14 ou 15 anos, quando viu Jay Cutler, quatro vezes Mr. Olympia, num treino gravado, de regata vermelha. Achava que Cutler ficava daquele jeito o ano inteiro, seco e enorme, porque ainda não sabia o que era fora de temporada. Em casa, o pai tinha feito uma ou duas competições e o irmão treinava pesado, mas nunca subiu ao palco.
Ele começou numa Planet Fitness, rede de academias populares, e logo trocou por uma academia pesada de Nova Jersey, com halteres de até 90 kg (200 libras). Tinha 16 anos. Terminou o ensino médio com 104 kg e, pela conta dele, subiu ao palco pela primeira vez aos 17, na categoria juvenil. A primeira dieta foi um desastre: a mãe, que odiou vê-lo sofrer, disse que ele nunca mais faria aquilo. Depois virou a maior torcedora.
A meta já era o topo. Antes da primeira competição, ele dizia que um dia venceria o Mr. Olympia.
O abuso na infância e a saída pela musculação
Aos 12 anos, Walker foi abusado sexualmente por um professor de artes da escola. Guardou segredo por anos e só contou aos pais aos 16. O professor foi preso. O relato público veio em 2022, depois de ele avisar a mãe de que queria falar sobre o assunto.
No ensino médio, o segredo virou isolamento, drogas pesadas, bebida, festas e brigas. Ele diz que chegou a um ponto em que só via dois destinos se não mudasse: a cadeia ou morrer largado em algum lugar. A academia virou o lugar para descarregar a raiva.
Sobre o trauma, ele diz que aquilo faz parte dele, mas não o define, a menos que ele deixe. Diz também que, se mudar a vida de uma única pessoa ao contar a história, já cumpriu o papel dele.
Quase dez anos até virar profissional
O primeiro campeonato nacional foi o USA Championships de 2016. Aos 21 ou 22 anos, ele ficou em 6º entre mais de 40 atletas, resultado que trata como o ponto de virada. Em 2019, no mesmo campeonato, todos esperavam a vitória, e ele ficou em 2º na categoria super-pesado. Chamou o resultado de uma das maiores decepções da carreira. Por volta dessa época, em 2018 ou 2019, pela lembrança dele, ouviu pela primeira vez que o físico tinha chegado ao limite. Ouviria a mesma coisa pelos seis anos seguintes.
No dia seguinte ao USA de 2019, por volta do meio-dia, mandou uma mensagem ao treinador Matt Jansen: no ano seguinte fariam o North American Championships, e ele não ia perder. A referência era a volta de Jay Cutler, que perdeu o título do Olympia em 2008 e o recuperou em 2009.
Em 2020, no ano da pandemia, Walker venceu o título geral do North American e ganhou o cartão de profissional da IFBB Pro League. Foram quase dez anos até virar profissional. Seis semanas depois, estreou como profissional no Chicago Pro e ficou em 4º. Disse a Matt que os três que o venceram naquele dia nunca mais o venceriam.
No mesmo ano assistiu ao primeiro Olympia da vida, em Orlando, e ouviu de Matt que estaria naquele palco no ano seguinte. Também foi nessa época que fez a promessa dos dois anos, e ouviu de veteranos que era um novato atrevido.
2021 e 2022: New York Pro, Arnold Classic e o pódio do Olympia
Antes do New York Pro de 2021, que naquele ano foi realizado em Orlando, Walker anunciou em público que venceria. Venceu, e essa segue sendo a vitória favorita dele, pelo barulho da plateia quando ele entrou no palco.
O plano daquele ano era ir direto ao Olympia. Na última hora, Matt mudou de ideia e o inscreveu no Arnold Classic, um dos maiores campeonatos do circuito profissional. Walker de novo disse que ganharia, e respondeu a quem viu desrespeito: estava falando só dele mesmo, de mais ninguém. Venceu o Arnold na estreia e, no mesmo ano, ficou em 5º no primeiro Olympia.
Em 2022 subiu para 3º no Olympia, atrás de Hadi Choopan, o campeão, e de Derek Lunsford. O público o elegeu People's Champion, o campeão do voto popular.
Essa confiança em voz alta virou marca registrada, e muita gente a leu como arrogância. Ele a trata como método: a cada ano subia uma posição, então continuaria dizendo que ia ganhar até acontecer. "Se você não acredita em você, quem vai acreditar?"
Menos carga e mais controle no treino
A maior mudança no treino foi trocar carga por controle. No supino inclinado com halteres, ele descia sem problema com 102 kg (225 libras) em cada mão. Passou a usar cerca de 54 kg (120 libras), com a descida lenta, uma pausa embaixo e a contração apertada em cima. Diz que o peitoral, antes apontado como ponto fraco, melhorou muito.
A explicação dele é que, com o peso enorme, trabalhava todos os músculos do corpo, menos o que queria treinar. Por isso o treino passou a girar em torno da contração e do pump, a sensação de músculo cheio de sangue. Carga pesada continua tendo hora e lugar, mas deixou de ser o centro.
O volume também caiu. Walker treinava com muitas séries, e Matt pediu volume baixo e peso controlado. Ele mandava gravações de cada exercício para o treinador corrigir a execução e conta que passou a evoluir rápido.
Os estudos ajudam a entender por que a troca funcionou sem perda. Uma revisão de 2017 juntou 21 estudos com séries levadas até a falha e viu o músculo crescer de forma parecida com cargas leves e pesadas. A carga alta só levou vantagem na força máxima. Quem quer reduzir o peso para controlar melhor o movimento, como ele fez, não abre mão de crescer, desde que leve a série perto do limite. Para escolher entre subir carga ou repetições, veja a matéria sobre carga ou repetições.
Com o volume, a média dos estudos vai para o outro lado. Outra revisão de 2017 encontrou mais crescimento muscular conforme aumentam as séries por semana. O avanço de Walker com menos séries é um caso individual, e não o que acontece com a maioria.
Pontos fortes e fracos do físico
Em 2023, a fórmula dele para ganhar o Olympia cabia numa frase: o condicionamento que mostrou no Arnold com o volume que mostrou no Olympia. Ele admitia não ter a melhor genética estética, como a de Derek Lunsford, e por isso usava a pose para esconder o que o físico não tinha e mostrar o que tinha de sobra.
Os pontos a melhorar mudaram pouco em três anos. Em 2023 eram a parte externa da coxa, as costas e o peitoral. Em 2026, já campeão, a lista tinha a cintura ainda mais fechada, a parte externa da coxa, largura e espessura das costas e um pouco mais de peitoral superior. O ponto forte é o posterior da coxa: "não acho que alguém me alcance" nessa parte.
Para treinar as poses de cada categoria em casa, o orientador de poses de fisiculturismo mostra as obrigatórias e como fazer cada uma.
A dieta: seis refeições e uma que nunca muda
Em 2023, Walker fazia seis refeições por dia e não lembrava a última que tinha pulado. Terminava de comer por volta das 21h, só voltava a comer perto das 10h e fazia o cardio em jejum ao acordar. O treinador mantinha a gordura relativamente alta: 20 g de pasta de amêndoa no pós-treino e na última refeição e carne vermelha em duas refeições. O carboidrato era moderado, e não baixo.
Na preparação, comer fora só com aval do treinador, e no restaurante ele come o equivalente a duas ou três refeições. Os molhos sem açúcar saem do cardápio algumas semanas antes do palco. Ele também aprendeu a relaxar: atrasar uma refeição meia hora não muda nada.
Seis refeições funcionam para ele, mas o número não é obrigatório. Uma revisão de 2015 com 15 estudos não encontrou vantagem clara em comer mais vezes por dia para perder gordura. O cardio em jejum também não mostrou vantagem: num estudo de 2014 com 20 mulheres em dieta, quem treinou em jejum perdeu a mesma gordura que quem comeu antes, em quatro semanas.
Em 2026, com o treinador novo, Walker impôs duas condições. Nada de comida esquisita nem cereal matinal na dieta. E a primeira refeição do dia não mudaria nunca: creme de arroz com aveia, whey, pasta de amendoim e mirtilo congelado, a única refeição saborosa e completa que ele ama. Ela não mudou na preparação inteira. A outra mudança foi comer menos proteína e aceitar um pouco de fome para fechar a cintura, estratégia que a matéria sobre o vácuo abdominal e a cintura de Nick Walker compara com o que dizem os estudos.
2023 a 2025: lesão, desistência e o 6º lugar
Walker não planejava ir ao Arnold Classic de 2023, porque tinha acabado de se mudar para Las Vegas. Mudou de ideia quando o prêmio do campeão subiu para US$ 300 mil e o convite chegou com ele ainda em forma. Ficou em 2º, atrás de Samson Dauda, com US$ 120 mil, e acha que deveria ter vencido. Pela experiência dele, a fase logo depois de uma competição, quando volta a comer mais, é a que mais rende músculo.
Em agosto, a 12 semanas do Olympia, ele dizia que venceria e que seria "o último de pé". Naquela fase, tratava a apneia do sono com CPAP, aparelho que joga ar com pressão contínua para manter a via aérea aberta à noite, e contava que tinha mais disposição e aguentava mais volume na academia. Em 31 de outubro, a quatro dias da prova, anunciou que estava fora por causa de uma ruptura parcial no posterior da coxa sofrida no treino.
Em 2024 voltou e venceu o New York Pro pela segunda vez. Em 5 de outubro, Matt Jansen anunciou que ele também não iria ao Olympia daquele ano, porque o físico não estava pronto. Walker disse que o corpo precisava de uma pausa e que a preparação não saiu como planejado.
Depois da desistência, passou a trabalhar com o treinador Kyle Wilkes. Em 2025 ficou em 2º no Pittsburgh Pro, atrás de Derek Lunsford, num resultado que dividiu o público, e venceu o New York Pro pela terceira vez. No Olympia ficou em 6º, a pior colocação da carreira no evento. Ele diz que sentiu, antes mesmo da pré-avaliação, que estava muito fora da forma. Depois disso, separou-se de Wilkes e passou a se treinar sozinho.
Fora do palco, foram anos de mudança. Walker saiu de Las Vegas por motivos pessoais, morou em outros estados e voltou para a casa dos pais, em Nova Jersey. Saiu desse período com dificuldade de confiar em quem estava em volta, sem saber quem estava ali por ele e quem estava pelo que ele fazia no palco.
Arnold 2026: o 2º lugar e a crítica à cintura
No Arnold Classic de 7 de março de 2026, em Columbus, Walker ficou em 2º, atrás de Andrew Jacked e à frente de Hadi Choopan. Ele montou a preparação praticamente sozinho, com um ajudante que fazia as fotos de acompanhamento e foi com ele ao campeonato. Adorou se treinar e aprendeu muito sobre o próprio corpo, mas prefere ter alguém mandando, para só executar.
Até hoje ele acha que venceu aquele Arnold, e parte do público concordou. O retorno dos juízes, dado em público, apontou um único erro: ele perdia o controle da cintura nas viradas entre uma pose e outra durante as comparações. Ficou frustrado, porque o que se julga são as poses, e não o jeito de virar. Mesmo assim, aceitou na hora. Se aquele era o único erro, ele ia corrigir.
O quase adeus de 2026 e o treinador no porão
Depois do Arnold, Walker decidiu não competir mais em 2026 e pensou em tirar um ano de folga. A primeira dúvida veio ao ver os rivais se apresentando como convidados no Pittsburgh Pro: sentiu que podia vencer todos eles.
Mandou então uma mensagem a Prabh Dhaliwal, treinador com quem tinha alguma amizade, perguntando se era burro por não competir. A resposta foi que sim, bem burro. Dez minutos depois, escreveu ao irmão, que respondeu que ele ia se arrepender e lembrou a idade dele, já perto dos 32. Walker diz que esse foi o principal motivo da volta, porque pôs tudo em perspectiva. Walker propôs a Prabh que o treinasse para o Tampa Pro ou o Texas Pro. A contratação ficou pública em 7 de junho.
Uma ou duas semanas depois do acerto, em maio, Prabh foi a Nova Jersey para um campeonato. Walker avisou que acordava às 5h ou 5h30 e não ia dormir até mais tarde por ninguém. Prabh dirigiu duas horas e chegou às 5h25 para a checagem das 5h30. Olhou o físico, mandou Walker fazer o cardio e foi embora. Para Walker, ninguém mais teria feito isso. No dia seguinte, voltou para vê-lo com o pump do treino de pernas e conheceu os pais dele. A mãe aprovou: "Parece que ele é sério." Depois, Walker passou seis ou sete semanas na Flórida, na rotina do treinador, para conhecê-lo melhor.
A cerca de cinco semanas do Tampa, Prabh avisou que ia ocupar o porão da casa dos pais de Walker. Walker comprou uma cama, e o treinador morou ali nas últimas quatro semanas. A rotina era esta:
- Às 5h30, sessão de poses, todos os dias. Prabh voltava a dormir.
- Cardio, banho e a primeira refeição.
- Por volta das 8h30, Prabh acordava e fazia as checagens dos outros atletas sentado ao lado de Walker. Os dois conversavam sobre a vida, e não só sobre fisiculturismo.
- Academia juntos. Prabh às vezes treinava, às vezes trabalhava no notebook.
- Nova avaliação depois do treino, descanso e repetir no dia seguinte.
À noite tinha sessão de filme, e o treinador pedia comida por aplicativo para os pais dele. Desde o começo da parceria, Walker também fazia abdômen todas as manhãs, com 10 rodadas de vácuo abdominal no fim.
Walker resume a relação assim: "Agora confio em você como pessoa, então posso confiar como treinador." A conversa que mais o marcou foi quando Prabh disse que queria vencer, mas que, acima de tudo, queria vê-lo feliz e se divertindo de novo. Ninguém tinha dito aquilo a ele.
Tampa Pro e o título do Mr. Olympia 2026
Walker venceu o Tampa Pro, disputado de 30 de julho a 1º de agosto, e garantiu a vaga no Olympia. A final em Las Vegas foi em 26 de setembro, na Orleans Arena. Ele não venceu as duas noites da competição, mas diz que foi o mais regular no conjunto: "fui a potência do fim de semana".
No fim, sobraram ele e Samson Dauda lado a lado. Prabh avisou: não comemore ainda. Como nenhum dos dois era o campeão em título, o locutor diria "and new", "e o novo", para qualquer um deles, e só o nome que viesse depois decidia. Quando ouviu o próprio nome, Walker sentiu mais alívio do que euforia, como um peso tirado das costas. A disputa ponto a ponto está na matéria sobre a final do Mr. Olympia 2026.
| Colocação | Atleta | Prêmio |
|---|---|---|
| 1º | Nick Walker | US$ 600 mil |
| 2º | Samson Dauda | US$ 200 mil |
| 3º | Derek Lunsford | US$ 100 mil |
Andrew Jacked, que o venceu no Arnold, ficou em 4º. Walker também ganhou de novo o People's Champion. Ele usava o número 20 e se tornou o 20º Mr. Olympia da história, coincidência que a mãe tinha apontado antes da prova.
O primeiro pensamento depois do título foi nos pais. Walker diz que cumpriu o que precisava para cuidar da mãe e do pai, "os verdadeiros Mr. e Miss Olympia", e que agora eles podem viver sem estresse. A lição técnica ele resume assim: quem corrige o que os juízes pedem é recompensado.
As metas: cinco Olympias e quatro Arnolds
A meta já mudou três vezes. No começo, Walker dizia que ganharia 10 Olympias. Em 2023, a meta "realista" era de 6 Olympias e 4 Arnolds. Em 2026, com o primeiro título, ficou em cerca de 5 Olympias e 4 Arnolds, o bastante para passar Jay Cutler, que tem 4 Olympias e 3 Arnolds. Se ainda tiver vontade depois disso, ele continua.
Daqui em diante, o calendário terá só o Arnold Classic, em março, e o Olympia, no segundo semestre. Como já tem o volume que quer, ele faz fora de temporada curto, de 8 a 12 semanas, e progride dentro das próprias preparações. Para o Arnold de 2027, aposta que os dois primeiros serão ele e Hadi Choopan.
Com 32 anos, ele acha que acabou de entrar no auge. Os rivais Samson Dauda e Andrew Jacked são mais velhos, e Derek Lunsford tem a idade dele. Walker diz que só para por dois motivos: perder a vontade ou o treinador olhar para ele e dizer que o corpo não responde mais.
A régua antes do título era esta: voltar ao top 3 já provaria que ele não tinha acabado, mas ficar no top 5 pelo resto da carreira o deixaria irritado. E ele não quer nunca mais ser 2º, que considera a colocação mais frustrante de todas, porque o título estava ali.
Vida fora do palco: Las Vegas, academia própria e críticas
Na semana do Olympia, Prabh treinou na Dragon's Lair, academia de Las Vegas, e disse que queria se mudar para a cidade. Walker respondeu que iria junto e que teria uma casa antes de irem embora. Em 20 minutos, o corretor mandou oito opções, que viraram três e depois uma, com quatro quartos e quatro banheiros, na mesma região onde ele morava antes. Visitaram no domingo depois do Olympia e fecharam em três dias. A ideia é dividir a vida entre a casa dos pais e a academia em Nova Jersey e a casa com o treinador em Las Vegas.
A academia de Nova Jersey é a primeira dele. Foi inaugurada no começo de outubro, com muito público, e o ponto alto do dia foi a visita da professora que ele teve no quinto ano. Walker é solteiro e diz que quer continuar assim.
Walker ouviu críticas a carreira inteira, e o alvo delas sempre muda: diziam que nunca seria profissional, depois que nunca venceria um campeonato profissional, depois que nunca entraria no top 5. Hoje diz que não olha mais as redes sociais e que só importam os juízes à frente do palco. Num evento com fãs, um homem tentou forçá-lo a um desafio de flexões. Walker recusou educadamente e foi embora, com uma calma que ele mesmo diz que não teria três anos antes.
Ele diz que quer fazer palestras para jovens desacreditados, inclusive na cidade dele, e que nunca chama de delirante alguém que tem um sonho. Quem passa por solidão, como ele passou, recebe um conselho direto: se você tem uma família que te ama, volte para casa.
Conclusão
Nick Walker anunciou cedo e em voz alta que seria Mr. Olympia, e a frase virou alvo de críticas nos anos de lesão, desistência e 6º lugar. O título veio quando ele aceitou corrigir o único defeito que os juízes apontavam e voltou a ter perto de si gente em quem confia: a família em Nova Jersey e um treinador que dormiu no porão da casa dos pais dele. O plano agora é ganhar quantos Olympias e Arnolds conseguir, com cerca de cinco e quatro como marca, e voltar a se divertir no caminho.
Perguntas frequentes
Quantos anos tem Nick Walker?
Nick Walker tem 32 anos. Ele nasceu em 3 de agosto de 1994 e ganhou o Mr. Olympia em setembro de 2026, com 32.
Qual a altura de Nick Walker?
Ele mede 1,70 m (5 pés e 7 polegadas). Um dos perfis especializados registra 1,73 m, mas a maioria das fontes fica com 1,70 m.
Quanto pesa Nick Walker?
Depende da fase. Em agosto de 2023, a 12 semanas do Olympia, ele pesava 129 kg. O peso de palco de 2026 não foi divulgado.
Nick Walker é de qual país?
Dos Estados Unidos. Ele nasceu e cresceu em Nova Jersey, onde abriu a primeira academia própria em 2026.
Em qual categoria Nick Walker compete?
Na Open, a categoria masculina de fisiculturismo sem limite de peso. É a categoria que dá o título de Mr. Olympia, que ele venceu em 2026.
Qual a posição de Nick Walker no Mr. Olympia?
Ele foi campeão em 2026. Antes, ficou em 5º em 2021, 3º em 2022 e 6º em 2025. Em 2023 e 2024, desistiu antes da prova.
Quanto Nick Walker ganhou no Mr. Olympia 2026?
US$ 600 mil pelo título. Samson Dauda, o 2º, levou US$ 200 mil, e Derek Lunsford, o 3º, US$ 100 mil.
O que aconteceu com Nick Walker?
Ele virou Mr. Olympia em 2026, depois de anos difíceis. Rompeu o posterior da coxa antes do Olympia de 2023, desistiu do de 2024, ficou em 6º em 2025 e quase não competiu em 2026, até contratar o treinador Prabh Dhaliwal.
Quem é o treinador de Nick Walker?
Prabh Dhaliwal, contratado depois do Arnold de 2026. Antes, Walker trabalhou com Matt Jansen, com Kyle Wilkes e, por um período, treinou a si mesmo.
Nick Walker é casado?
Não. Em outubro de 2026 ele disse que é solteiro e que quer continuar assim.
Quanto Nick Walker tem de braço?
Cerca de 61 cm, ou 24 polegadas, número citado numa conversa de 2023 e com o qual ele concordou. A medida oficial não é divulgada.
Como é a dieta de Nick Walker?
Em 2023 eram seis refeições por dia, a última por volta das 21h. Em 2026, a primeira refeição ficou fixa: creme de arroz com aveia, whey, pasta de amendoim e mirtilo congelado. Ele também passou a comer menos proteína.
Quando Nick Walker vai competir de novo?
No Arnold Classic de março de 2027. Daqui em diante ele quer competir só no Arnold e no Olympia.
Referências
- CUTLER CAST. #90 - Nick Walker - "I will win the 2023 Mr. Olympia". [S. l.], 31 ago. 2023. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oLBtlCvob0E. Acesso em: 31 out. 2026.
- FITNESS VOLT. Nick Walker - Bodybuilding Profile. Fitness Volt. [S. l.], 30 set. 2026. Disponível em: https://fitnessvolt.com/bodybuilding/athletes/nick-walker/. Acesso em: 31 out. 2026.
- FOUAD ABIAD MEDIA. MR OLYMPIA NICK WALKER | REAL BODYBUILDING PODCAST. [S. l.], 20 out. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=pp1dpB5vDqM. Acesso em: 31 out. 2026.
- LOCKRIDGE, Roger. Nick Walker Withdraws From the 2023 Mr. Olympia Due to Hamstring Tear. BarBend. [S. l.], 6 nov. 2023. Disponível em: https://barbend.com/news/nick-walker-withdraws-from-2023-mr-olympia-hamstring-tear/. Acesso em: 31 out. 2026.
- MURRAY, Doug. 2022 Mr. Olympia Men’s Open Bodybuilding Results — Hadi Choopan Wins. Fitness Volt. [S. l.], 18 dez. 2022. Disponível em: https://fitnessvolt.com/2022-olympia-open-bodybuilding-results/. Acesso em: 31 out. 2026.
- MURRAY, Doug. 2023 Arnold Classic Results For All Divisions – Winners & Prizes. Fitness Volt. [S. l.], 4 mar. 2023. Disponível em: https://fitnessvolt.com/2023-arnold-classic-results/. Acesso em: 31 out. 2026.
- MURRAY, Doug. 2026 Arnold Classic Open Bodybuilding Results — Andrew Jacked Wins. Fitness Volt. [S. l.], 7 mar. 2026. Disponível em: https://fitnessvolt.com/2026-arnold-classic-open-bodybuilding-results. Acesso em: 31 out. 2026.
- MURRAY, Doug. 2026 Mr. Olympia Bodybuilding Results & Prize Money — Nick Walker Wins. Fitness Volt. [S. l.], 27 set. 2026. Disponível em: https://fitnessvolt.com/2026-mr-olympia-bodybuilding-results/. Acesso em: 31 out. 2026.
- MURRAY, Doug. Bodybuilder Nick Walker Reveals New Coach Ahead of 2026 Tampa Pro. Fitness Volt. [S. l.], 8 jun. 2026. Disponível em: https://fitnessvolt.com/nick-walker-reveals-new-coach-2026-tampa-pro/. Acesso em: 31 out. 2026.
- NATIONAL HEART, LUNG, AND BLOOD INSTITUTE. Sleep Apnea Treatment. [S. l.], 9 jan. 2025. Disponível em: https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/treatment. Acesso em: 31 out. 2026.
- PATUTO, Greg. Nick Walker Drops Out Of 2024 Olympia. Generation Iron. [S. l.], 5 out. 2024. Disponível em: https://generationiron.com/nick-walker-drops-out-olympia-2024/. Acesso em: 31 out. 2026.
- SAINI, Vidur. Bodybuilder Nick Walker Opens Up About Being Molested As a Child. Fitness Volt. [S. l.], 9 jun. 2022. Disponível em: https://fitnessvolt.com/nick-walker-molestation-story/. Acesso em: 31 out. 2026.
- SCHOENFELD, B. J. et al. Body composition changes associated with fasted versus non-fasted aerobic exercise. Journal of the International Society of Sports Nutrition, [S. l.], v. 11, n. 1, art. 54, nov. 2014. DOI: 10.1186/s12970-014-0054-7. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25429252/. Acesso em: 31 out. 2026.
- SCHOENFELD, B. J.; ARAGON, A. A.; KRIEGER, J. W. Effects of meal frequency on weight loss and body composition: a meta-analysis. Nutrition Reviews, [S. l.], v. 73, n. 2, p. 69-82, fev. 2015. DOI: 10.1093/nutrit/nuu017. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26024494/. Acesso em: 31 out. 2026.
- SCHOENFELD, B. J. et al. Strength and hypertrophy adaptations between low- vs. high-load resistance training: a systematic review and meta-analysis. Journal of Strength and Conditioning Research, [S. l.], v. 31, n. 12, p. 3508-3523, dez. 2017. DOI: 10.1519/JSC.0000000000002200. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28834797/. Acesso em: 31 out. 2026.
- SCHOENFELD, Brad J.; OGBORN, Dan; KRIEGER, James W. Dose-response relationship between weekly resistance training volume and increases in muscle mass: A systematic review and meta-analysis. Journal of Sports Sciences, [S. l.], v. 35, n. 11, p. 1073-1082, jun. 2017. DOI: 10.1080/02640414.2016.1210197. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27433992/. Acesso em: 31 out. 2026.
- WOLF, Dylan. Nick Walker Profile & Stats. Generation Iron. [S. l.], 1 out. 2026. Disponível em: https://generationiron.com/nick-walker-profile/. Acesso em: 31 out. 2026.
Comentários Recomendados
Crie uma conta ou entre para comentar