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Creatina: Suplemento que dá Força, Energia e Melhora a Capacidade Cerebral

Ricardo Fonseca
  • , 64376 visualizações

Muitos só conhecem a creatina como um suplemento popular usado por atletas, fisiculturistas, e outros entusiastas da atividade física, que visam manter a massa muscular e melhorar o desempenho no exercício. Excitantes e novas evidências científicas provam que a creatina não só pode ajudar as pessoas com desordens degenerativas neurológicas, como também pode ajudá-las a manter uma ótima saúde física com mente e pensamento claro e rápido.

Mantendo os Músculos Fortes e Saudáveis

A Creatina é uma combinação de três aminoácidos: arginina, glicina e metionina. Foi descoberta, extraída e isolada da carne de mamíferos em 1832. Humanos produzem a creatina no rim, fígado e pâncreas, mas aloja a maior parte nos músculos, inclusive no coração.

Apesar da creatina ter sido descoberta no início do século XVIII, foi apenas no final do século XX que os cientistas descobriram que quando usada como suplemento, a creatina pode ajudar de forma significativa no aumento da massa muscular.

Mais de 500 estudos confiáveis demonstram que os suplementos de creatina podem ajudar a todos: homens e mulheres, em qualquer faixa etária, a manter a boa forma muscular. Cuidam ainda de alguns dos efeitos debilitantes do envelhecimento, como a sarcopenia, que é a perda da força e massa muscular relacionada com o avanço da idade. Um estudo publicado em fevereiro de 2003, examinou o efeito de 250 suplementos para aumentar a massa muscular magra e a força, junto a exercícios de resistência com pesos: de todos os suplementos, a creatina foi um dos poucos que constantemente aumentou a massa muscular magra e a força em jovens e idosos.

Outro estudo publicado em 2003, fez uma revisão bibliográfica de mais de 300 estudos sobre o potencial valor ergonômico da suplementação com creatina, concluiu que a suplementação com creatina fornece certa ajuda nutricional, geralmente sendo efetiva para uma grande variedade de exercícios.

Essencial para Manter a Energia

A Creatina aumenta a capacidade de realizar exercícios e hipertrofia a massa muscular pelo seu papel regenerador da Adenosina Trifosfato(ATP). O ATP é a molécula de energia primária do corpo que é usado pelas células como o primeiro e principal substrato energético na produção de energia. Uma analogia que fazemos é imaginar o ATP como o combustível natural do corpo, um "gás natural", que é queimado rapidamente em uma poderosa usina para produzir eletricidade.

No corpo o ATP é quebrado para produzir energia bioquímica e durante este processo bioquímico, o ATP perde uma de suas moléculas de fosfato e se transformando na Adenosina Difosfato(ADP), e é nesse momento que a creatina entra em ação. A Creatina, que é armazenada no corpo como fosfato de creatina ou fosfocreatina, recarrega o ADP doando uma molécula de fosfato para o ADP produzir novamente o ATP, para que este então possa ser usado para fornecer mais energia. Portanto, sem a Creatina para recarregar o ATP, nós ficaríamos literalmente famintos por energia.

A Sede do Cérebro para Energia

Na próxima vez que você assistir aos jogos de futebol, dê uma olhada nos grandes jogadores das linhas ofensivas ou defensivas. Então tente imaginar qual parte do corpo deles que consome mais energia. Serão suas enormes pernas? Ou o incrível volume de seu tórax? Suas pernas, que mais parecem um tronco de árvore que têm que carregar o peso corporal por todas as partes do campo?

A resposta surpreendente não está em nenhuma das opções anteriores. À parte do corpo humano que precisa da maior quantidade de energia é pequena; pesa por volta de 1,5 kg, é também conhecida como massa cinzenta e se aloja em nosso crânio, ou seja, é o cérebro. Enquanto o cérebro humano tem somente de 1-3% do peso total do corpo de uma pessoa, seus bilhões de neurônios (as células nervosas ativas do cérebro) usam de 15 - 20% do total energético de nosso corpo, ou seja 15 – 20% do total de ATP produzido em nosso organismo.

A energia fornecida pelo ATP é usada pelo cérebro para reparar os neurônios, produzir, armazenar e secretar os neurotransmissores, e para gerar as descargas bioelétricas que acontecem quando os neurônios se comunicam entre eles. Esse processo bioelétrico, o qual é ativo a cada segundo todos os dias, acontece por uma troca contínua e rápida dos íons de sódio e potássio pelas membranas dos neurônios, um processo que depende de bombas bioquímicas dentro das membranas para mover os íons de sódio e potássio para frente e para trás. Foi calculado que por volta de 45% do ATP de um neurônio pode ser usado para dar poder a estas importantes bombas de sódio e potássio.

Creatina e Desordens Neurodegenerativas

Quando você percebe o quanto o ATP é importante para a função cerebral, logo associa a creatina nesse processo. Não deveria ser nenhuma surpresa que certas desordens genéticas, caracterizadas por erros inatos do metabolismo da creatina no cérebro, pudessem causar defeitos neurológicos significantes. O primeiro erro inato do metabolismo da creatina no cérebro foi descrito clinicamente em 1994; é a deficiência de "GAMT" (metiltransferase guanidinoacetato). A deficiência de "GMAT" é uma desordem recessiva autossomal, na qual o nível de creatina no cérebro é quase indetectável. Esta deficiência genética se manifesta logo ao nascer e provoca uma parada no desenvolvimento , ocasionando retardo mental, inaptidão da fala, e fraqueza muscular.

Estudos mostraram que a suplementação oral com creatina em pacientes com esta desordem pode ajudar a diminuir ou até mesmo reverter alguns de seus sintomas mais debilitantes.

A deficiência "AGAT" (arginina: glicina amidinotransferase), é outra desordem genética autosomal, na qual um mínimo ou nenhum metabolismo de creatina no cérebro resulta em retardo mental, fala desordenada, e habilidade motora comprometida.

Em um estudo de duas irmãs com quatro e seis anos que envelheceram com deficiência de AGAT, a suplementação com creatina provocou um progresso rápido na habilidade motora e um aumento geral no desenvolvimento cognitivo.

Três Doenças Neurológicas Mortais

Recentes estudos mostraram que a creatina não só pode ajudar em desordens genéticas do metabolismo da creatina no SNC, mas também em desordens não genéticas. É postulado agora por muitos pesquisadores de doenças neurológicas que as desordens neurológicas devastadoras como Parkinson, Huntington, e as doenças de Alzheimer, compartilham processos bioquímicos fundamentais nas suas patogêneses, como o stress oxidativo acentuado e a deterioração do metabolismo da creatina, o que impede a renovação do ATP e conseqüentemente a falta de energia para as células nervosas. Para dar suporte a essa teoria, vários modelos de estudos com animais e também com humanos, mostraram que a suplementação com creatina pode melhorar significativamente vários sintomas comuns de muitas doenças neurológicas. Acredita-se que a creatina possa realizar esta tarefa, agindo como um propulsor para regenerar o ATP e melhorar a oferta de energia celular com comportamento de um antioxidante.

Parkinson é uma doença neurológica crônica que foi primeiramente descrita em 1817 por um médico de Londres chamado Dr. James Parkinson. Desde aquele tempo, não se sabiam as causas de tal enfermidade. O que se sabe é que os neurônios na área do cérebro conhecida como substância nigra, se degeneram e morrem, produzindo níveis reduzidos de dopamina, que é um neuroquímico vital para o cérebro. Os sintomas mais comuns da doença de Parkinson incluem tremores durante o descanso, rigidez, problemas de equilíbrio e depressão.

Enquanto os cientistas continuam procurando a causa para a doença de Parkinson, alguns médicos pesquisadores estão postulando que a deterioração do ATP e a agressão causada pelo stress oxidativo danificam os neurônios e podem representar papéis chaves na patogênese dessa doença que afeta 1.5 milhões de pessoas.

Suplementos como a creatina, podem ajudar a impulsionar os níveis de ATP e também trabalhar como antioxidantes, agindo como possíveis agentes seguros e efetivos contra a doença de Parkinson. Recentes estudos em animais, estão mostrando que a suplementação com creatina pode proteger contra ambas as causas da doença de Parkinson, ou seja, a depleção de dopamina e a perda dos neurônios. Enquanto nenhum estudo com humanos for publicado, faz sentido pensar que a creatina age eficazmente como um potente antioxidante cerebral e melhora os níveis e a função do ATP nos neurônios, provando ser valiosa no combate à doença de Parkinson.

A suplementação com Creatina, também pode ser uma arma na luta contra a doença de "Huntington"

Esta desordem genética neurológica devastadora e irreversível afeta milhares de pessoas que perdem a habilidade de caminhar, pensar e conversar, além de causar a perda da razão. No momento, nenhuma cura efetiva existe para a doença de Huntington. Ainda aqui, a suplementação com creatina confirmou ser útil novamente, melhorando a maioria dos efeitos debilitantes desta doença. Um estudo realizado em 1998 provou que a suplementação com creatina oferece significante proteção contra a doença de Huntington.

Os autores do estudo concluíram que a administração oral de creatina melhora a concentração celular de ATP e pode atenuar a morte das células cerebrais em modelos animais que imitam a neuropatologia e o fenótipo clínico da doença de Huntington.

As melhores notícias emergiram de um estudo publicado em julho de 2003, que examinou os efeitos de 10 gramas por dia de creatina em pacientes com a doença de Huntington. Depois de um ano, os pacientes que fizeram o uso da suplementação de creatina não mostraram nenhuma mudança mensurável em sua condição mental: um sinal de que a creatina pôde parar a degeneração neurológica associada com a doença de Huntington.

Alguns investigadores acreditam que a creatina seria útil até mesmo no combate a debilidade mental, causado pela doença de Alzheimer. Em um experimento com neurônios de rato, a creatina mostrou prevenir o efeito tóxico da beta-amilóide, um componente significante da doença de Alzheimer. Pensando nisso, os autores de um recente estudo que examinou pacientes idosos que têm o genótipo ApoE (conhecido por ser um fator genético de risco para a doença de Alzheimer) declarou: os potenciais efeitos terapêuticos da creatina em evitar a deterioração de nossa memória e cognição merecem investigações adicionais e jamais deverão ser negligenciados.

Mantendo a Mente e a Memória com Força Total

Enquanto a creatina prova ser útil no combate a algumas de nossas doenças neurológicas, uma pesquisa recentemente publicada destaca como ela pode ajudar também as pessoas sem nenhuma desordem neurológica a manter uma ótima função cerebral e ainda melhorar a memória.

Vários estudos têm conclusivamente demonstrado que os níveis de creatina no cérebro estão intimamente relacionados a uma ótima habilidade de memória e aprendizado. Um estudo publicado em 2000 examinou o trabalho de habilidade da memória, definido como a capacidade do cérebro para reter a informação para uso futuro sem o uso de sugestão externa. Esse estudo foi realizado em crianças que foram submetidas a espectroscopia para medir os vários neuroquímicos cerebrais.

Os investigadores acharam que as crianças com os níveis mais altos de creatina tiveram uma melhor performance cerebral.

Também foram analisados níveis de creatina no cérebro para correlacionar com a habilidade da memória em adultos mais velhos. Um estudo publicado em fevereiro de 2003 examinou através de espectroscopia mudanças no cérebro em 20 adultos idosos (média de 70 anos) durante testes de treinamento de memória.

Os investigadores observaram que o nível de creatina cerebral aumentou durante o treinamento de memória. Outro artigo publicado recentemente no "Neuroscience Research" examinou os efeitos da suplementação de creatina na fadiga mental em 24 homens e mulheres com idade adulta. Nesse estudo duplamente cego e placebo controlado, sujeitos que tomaram 8 gramas de creatina diariamente por um período de cinco dias mostraram significativamente menos fadiga mental durante a execução de cálculos matemáticos simples comparados aos sujeitos que não usaram a creatina. Os autores notaram que, como ainda não sabem o mecanismo específico de ação, a creatina parece ajudar a aumentar a utilização de oxigênio no cérebro.

Mantendo uma Ótima Saúde Cerebral

Um estudo publicado em outubro 2003 forneceu uma luz adicional na habilidade da creatina para aumentar a memória e até mesmo a inteligência. Os pesquisadores selecionaram somente vegetarianos para este estudo, postulando que a suplementação de creatina poderia ser mais efetiva em vegetarianos porque eles não obtêm nenhuma creatina da dieta, uma vez que a creatina é encontrada principalmente na carne. Quarenta e cinco sujeitos (12 homens e 33 mulheres) com idade entre 19 a 37 anos, foram avaliados em um estudo duplamente cego e placebo controlado, por um período de seis semanas, durante as quais alguns sujeitos foram suplementados a dose de 5 gramas de creatina por dia enquanto os outros receberam placebo.

Ambos os grupos fizeram uma bateria de testes que examinaram suas memórias e também suas habilidades analíticas. Isso foi seguido por um período de descanso de seis semanas, durante o qual nenhuma creatina ou placebo foram fornecidos, e então fizeram uma outra seção de seis semanas durante a qual, os sujeitos que receberam a creatina na primeira seção receberam placebo e vice-versa.

Seguindo esta seqüência, outra bateria de testes para memória e inteligência foi administrada.

Como em estudos anteriores, os sujeitos que tomaram a creatina fizeram significativamente os melhores testes para memória e habilidades analíticas quando comparados àqueles que tomaram placebo. Os autores do estudo concluíram: a suplementação de creatina mostrou um efeito positivo e significante na melhora do funcionamento da memória e na inteligência, ambas as tarefas que requerem velocidade no processo de pensamento. Estas descobertas sublinham um papel dinâmico e significante na melhora da capacidade do cérebro com o uso da creatina.

A creatina mostrou nestes estudos ser um suplemento efetivo que nutre a mente e o corpo e ajuda a alcançar melhores níveis de energia no plano físico e mental.

Entre para seguir isso  

Comentários

Comentários Destacados

um dos suplementos que não falta na minha dieta...depois que comecei a usá-la, ficou nítido e notório o aumento de força e massa muscular...só que não faço o uso continuamente, utilizo por alguns meses e depois dou intervalo...

 

pra mim...um excelente suplemento !!!

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A  CREATINA EFERVESCENTE


"O principal problema com monohidrato de creatina em pó é a solubilidade em água.  Leva 100 mililitros de água pura para dissolver 750 miligramas de monohidrato de creatina. Então, 5 gramas exigiria cerca de 670 ml de água em temperatura ambiente para dissolver. A água quente faz um trabalho um pouco melhor. Recorde, se a creatina não se dissolve, ela não pode ser absorvida.


Alguns indivíduos brilhantes na verdade,sugerem que apenas misture o pó de creatina em suas bocas e engula com água. Isso é como não mastigar seu alimento. A maior parte dos grânulos de creatina não vai a lugar nenhum útil. O segundo problema é o monohidratado . Células da mucosa intestinal, que absorvem nutrientes, resistem a alguma coisa medida em que contém uma carga elétrica líquida diferente de zero. (Que monohidrato de creatina não tem)  Portanto, uma molécula com uma carga eléctrica líquida de zero é chamada de um zwitterião e é prontamente absorvida pela mucosa intestinal. "


"Em seguida é a questão do PH. O PH que permite que a creatina tenha uma carga eléctrica igual a zero é 4, que é menos ácido do que o pH do estômago normal, mas mais ácido do que água. A água pura é 7. Um ponto de interesse é o fato de que um valor de pH de 4 é também o sinal fisiológico para transferir a partir de guloseimas do estômago para o intestino delgado onde a maior parte da absorção ocorre. Então, agora nós percebemos que a creatina é melhor absorvida em um valor de pH de 4, e que a creatina deve ser separada do mono-hidrato. Isso permite 2 escolhas para os atletas:
Compre uma creatina de boa qualidade efervescente, ou você pode ser um químico louco e fazê-la sozinho por menos de metade do preço. "

 

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A  CREATINA EFERVESCENTE

"O principal problema com monohidrato de creatina em pó é a solubilidade em água.  Leva 100 mililitros de água pura para dissolver 750 miligramas de monohidrato de creatina. Então, 5 gramas exigiria cerca de 670 ml de água em temperatura ambiente para dissolver. A água quente faz um trabalho um pouco melhor. Recorde, se a creatina não se dissolve, ela não pode ser absorvida.

Alguns indivíduos brilhantes na verdade,sugerem que apenas misture o pó de creatina em suas bocas e engula com água. Isso é como não mastigar seu alimento. A maior parte dos grânulos de creatina não vai a lugar nenhum útil. O segundo problema é o monohidratado . Células da mucosa intestinal, que absorvem nutrientes, resistem a alguma coisa medida em que contém uma carga elétrica líquida diferente de zero. (Que monohidrato de creatina não tem)  Portanto, uma molécula com uma carga eléctrica líquida de zero é chamada de um zwitterião e é prontamente absorvida pela mucosa intestinal. "

"Em seguida é a questão do PH. O PH que permite que a creatina tenha uma carga eléctrica igual a zero é 4, que é menos ácido do que o pH do estômago normal, mas mais ácido do que água. A água pura é 7. Um ponto de interesse é o fato de que um valor de pH de 4 é também o sinal fisiológico para transferir a partir de guloseimas do estômago para o intestino delgado onde a maior parte da absorção ocorre. Então, agora nós percebemos que a creatina é melhor absorvida em um valor de pH de 4, e que a creatina deve ser separada do mono-hidrato. Isso permite 2 escolhas para os atletas:

Compre uma creatina de boa qualidade efervescente, ou você pode ser um químico louco e fazê-la sozinho por menos de metade do preço. "

Helcio bom dia

Como poderia ser feito em casa comprei dois pote de creatina não efervescente.

Bater com suco de limão aumentaria sua absorção?

Obrigado

Junior

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Olá,

Além dos benefícios descritos na reportagem, há estudos mostrando benefícios da creatina em combinação com antidepressivos no tratamento do transtorno depressivo maior. Ver no american journal of Psychiatry:

 

A Randomized, Double-Blind Placebo-Controlled Trial of Oral Creatine Monohydrate Augmentation for Enhanced Response to a Selective Serotonin Reuptake Inhibitor in Women With Major Depressive Disorder
In Kyoon Lyoo, M.D., Ph.D.; Sujung Yoon, M.D., Ph.D.; Tae-Suk Kim, M.D.,Ph.D.; Jaeuk Hwang, M.D., Ph.D.; Jieun E. Kim, M.D., Ph.D.; Wangyoun Won, M.D.; Sujin Bae, Ph.D.; Perry F. Renshaw, M.D., Ph.D.

Am J Psychiatry 2012;169:937-945.
10.1176/appi.ajp.2012.12010009

 

Saudações!

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      abs
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