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Ricardo Fonseca

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Sobre Ricardo Fonseca

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    Fisiologista
  • Data de Nascimento 28 de Março

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    Masculino
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    Prop. de Academia

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    NEOFITNESS

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  1. Ricardo Fonseca

    Suplementos para curar a depressão (SAMe)

    A depressão é associada a sintomas emocionais ou psicológicos com pensamentos negativos que geram infelicidade, podendo ser acompanhada de dor e ainda sintomas físicos que influenciam a vida das pessoas em diferentes aspectos. A causa da doença está ligada também a outros fatores de origem não psicológica, como por exemplo, vários fenômenos metabólicos , como a inflamação , resistência à insulina , estresse oxidativo, disfunção mitocondrial e principalmente hormonal. O papel dos hormônios na depressão é considerável, incluindo os hormônios do estresse ( glicocorticóides ) e hormônios sexuais ( testosterona, estrogênio). Muitas pessoas que sofrem de depressão podem estar com desequilíbrios hormonais que contribuem significativamente para o aparecimento dos sintomas de infelicidade( Howland 2010). O tratamento médico convencional, infelizmente, obtém uma taxa de sucesso de apenas 50% ou menos, com medicamentos que são repletos de efeitos colaterais ( Prescrire Int . De 2011). Por esse motivo, esse artigo tem como intuito substituir ou complementar o uso do medicamento tradicional para depressão, pelo uso de suplementos que não apresentam efeitos colaterais pronunciáveis. No mínimo podemos sugerir uma estratégia abrangente que inclui mudanças proativas no estilo de vida: terapia , reposição hormonal , suplementação e suporte nutricional direcionado para complementar o tratamento tradicional com antidepressivos e assim gerar um equilíbrio na química cerebral. A depressão não pode ser diagnosticada com exames de sangue, como é feito em outros tipos de doenças, por isso, são usadas diretrizes clínicas cuidadosamente desenvolvidas , conforme definidas no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM). É preciso consultar um médico para saber qual o enquadramento da doença e minuciosamente fazer um programa de suplementação. Podemos no mínimo nos informar sobre alguns pontos: O primeiro ponto a ser analisado antes de se pensar em um programa de suplementação é a dieta. Evidências sugerem que a dieta mediterrânea é adequada pela característica anti- inflamatória que possui, podendo ajudar a prevenir ou controlar a depressão ( Sanchez- Villegas , 2006). Essa dieta é rica em ômega -3 e antioxidantes polifenólicos, podendo servir de base para quem visa otimizar as atividades cerebrais e das glândulas no combate a depressão. A dieta inclui geralmente boas quantidades de peixe , legumes, grãos não refinados , feijão ou legumes , frutas e azeite de oliva. Limita-se carnes e derivados do leite para pequenas porções somente um dia na semana. O segundo ponto é analisar o balanço hormonal. Por exemplo, a manutenção do TSH (hormônio estimulante da tireóide) entre 1 - 2 μIU / mL (taxa padrão de laboratório 0,45-4,5 μIU / mL) para evitar as conseqüências da disfunção tireoidiana subclínica, que podem incluir a depressão. Estudos também indicam que alguns homens deprimidos têm níveis baixos de testosterona (Barrett-Connor 1999; Schweiger, 1999). Vários estudos clínicos têm demonstrado que a terapia de reposição de testosterona em gel pode aliviar a depressão em homens com baixos níveis de testosterona, síndrome metabólica, e HIV / AIDS (Giltay 2010; Shores 2009; Zarrouf 2009; Papa, 2003). Outro hormônio que pode auxiliar é a melatonina, um hormônio produzido na glândula pineal, no cérebro, que está envolvido na função de sono-vigília e outros ritmos circadianos. A melatonina diminui com a idade e alguns estudos ligam os baixos níveis de melatonina com sintomas de depressão. É um excelente substituto de remédios para dormir. O terceiro e último ponto é utilizar suplementos que podem ativar a produção de hormônios, e outros nutrientes que tem efeito anti-depressivos e calmantes. A depressão é uma condição multifatorial e um alívio eficiente requer muitas vezes uma abordagem diferente para consertar desequilíbrios neuroquímicos e metabólicos que podem estar subjacentes ao distúrbio do humor. Um suplemento importante que pode ajudar muito é o SAMe (S-adenosill-metionina), um aminoácido derivativo normalmente sintetizado pelo corpo. O SAMe é utilizada pelo corpo em três importantes caminhos: Metilação (contribuição de grupos de metila para ativação de determinadas moléculas) Síntese de poliamidas (para crescimento celular, expressão de genes, regeneração neuronal, etc.) Trans-sulfuração (síntese de cisteína, glutationa e outros sulfatos químicos) O SAMe ocorre naturalmente no corpo e está concentrado no fígado e no cérebro, sendo uma das grandes doadoras de metila na síntese de hormônios, ácidos nucleicos, proteínas, e fosfolipídios, catecolaminas e outros neurotransmissores, como a dopamina e a serotonina. Ele é necessário para a síntese de norepinefrina, dopamina e serotonina, também desempenhando um papel em outras rotas metabólicas intracelulares. É um facilitador do uso de glutationa e estabilizador dos níveis de acetilcolina, que ajudam a melhorar ou manter a função cognitiva e atenuar ou prevenir o envelhecimento e a neurodegeneração. Esse suplemento também auxilia na produção de creatina, glutationa, taurina, L-carnitina, e melatonina. Segue uma lista de suplementos e dosagens com o intuito de auxiliar nos problemas de depressão. Os nutrientes listados abaixo são classificados de acordo com seus mecanismos de ação no cérebro e regulação da saúde e do humor. Muitas dessas sugestões podem servir como adjuvantes em terapias convencionais para a depressão, mesmo assim, sempre consulte um profissional de saúde qualificado antes de combinar algum suplemento com uma medicação antidepressiva: Efeitos no sistema nervoso Óleo de peixe (com polifenóis de oliveira ) : 1400 mg de EPA e DHA 1000 mg por dia Magnésio L – treonato(Threonate) : 2000 mg por dia Síntese de neurotransmissores 5 - hydroxytryptophan ( 5 - HTP ): 50 - 200 mg diários L-Theanine: 100 - 400 mg por dia L-Arginina: 800 - 2400 mg por dia GABA: 700 - 2100 mg por dia N-acetilcisteína: 600 - 1800 mg por dia Reações de metilação S- adenosilmetionina (SAME) : 400-1200 mg por dia L- methylfolate : 1000 mcg diária A vitamina B12 ( como metilcobalamina ) : 1.000-8.000 mcg diária Vitamina B6 ( como piridoxal 5 - fosfato ) : 100 mg diários Regulação de glicose Cromo: 500 mcg por dia Green Coffee Bean ( padronizado 50% para ácido clorogênico ): 400 mg antes de cada refeição , até três vezes ao dia. Efeitos antioxidantes N - acetil - cisteína : 600 - 1200 mg por dia R- lipóico : 300-600 mg por dia Vitamina C : 1000 - 2000 mg por dia A vitamina E ( tocoferol como mistura de alta gama) : 350 mg diários Selênio ( como Se- methylselenocysteine ): 200 mcg por dia Suporte a saúde mitocondrial Coenzima Q10 ( como ubiquinol ) : 100 - 200 mg por dia Quinina pirroloquinolina ( PQQ ) : 10 - 20 mg por dia Acetil - L - carnitina : 1000 - 2000 mg por dia Restauração Hormonal DHEA: 15 - 50 mg por dia para mulheres ou 25-75 mg por dia para os homens As irregularidades dos hormônios da tiróide podem contribuir para a depressão. Portanto, aqueles com disfunção da tireóide ou TSH acima de 2 μIU podem utilizar L-tirosina: 500 - 1000 mg por dia e L-fenilalanina: 500 - 1500 mg por dia. Diversos mecanismos de alívio: Vitamina D: 5000 - 8000 UI por dia ( dependendo dos resultados das análises ao sangue ) Zinco : 30 mg diariamente Inositol : 2000 - de 10 000 mg por dia multivitamínico Ashwagandha; extrato padronizado: 125-250 mg por dia Ervas anti-ansiedade Erva de São João ; extrato padronizado: 300-600 mg por dia Ginkgo biloba, extrato padronizado: 120 - 240 mg por dia Valerian; extrato padronizado: 600 - 1200 mg por dia Erva-cidreira, extrato padronizado: 300-600 mg por dia Os seguintes exames de sangue podem ser úteis: Painel da tireóide (TSH , T4, T4 livre , T3 livre) Cortisol AM / PM Insulina ( em jejum ) A serotonina , sangue total Vitamina B12 e folato A vitamina D , 25 - Hidroxi RBC magnésio Pontuação Omega ® Painel de citocinas DHEA, Cortisol Testosterona total+livre
  2. O pioneiro nos estudos de biomecânica para construção de equipamentos de musculação foi Arthur Jones (22 de Novembro de 1926 - 28 de Agosto de 2007). Nasceu no Arkansas, mas cresceu em Seminole, Oklahoma. Foi o fundador da Nautilus Sports/Medical Industries e da MedX, Inc., foi também o criador das máquinas Nautilus, uma das primeiras fábricas de equipamentos de musculação do mundo. Ainda hoje o design das “cams” fisiológicas destas máquinas não é fácil de superar. Arthur foi revolucionário nos anos 70 com ideias que então eram contestadas, consideradas uma heresia e hoje em dia fazem parte das orientações do "American College of Sports Medicine" para o treino de força. A grande vantagem deste estudioso, foi o fato de não ter como objetivo principal enriquecer ao criar máquinas de musculação já que era uma pessoa com alguma riqueza, possuía o maior aeroporto privado dos EUA (ainda existente: "Jumbolair" , que hoje, em parte foi adquirido pelo ator John Travolta). Jones, já foi nomeado na lista da Forbes Fortune como uma das 400 pessoas mais ricas do mundo. Esse homem tinha o espírito do verdadeiro inventor, do verdadeiro cientista: céptico, curioso e disposto a levar as coisas até ao fim. Gastou milhões de dólares para criar máquinas diferentes, máquinas que fizessem algo que os pesos livres não eram capazes. Provou que estudos de biomecânica são primordiais para construção de um equipamento de musculação e que isso evitaria lesões. Conseguiu desenvolver a "cam", uma peça revolucionária que permitiu e permite uma variação da resistência das máquinas que ainda hoje utilizamos. Depois da Nautilus, outras marcas copiaram as "cames" desconhecendo o que as fazia funcionar tão bem nas velhas Nautilus com suavidade e pouco atrito. Nenhuma indústria brasileira conseguiu tal feito até hoje ou sequer conseguiu algum selo de qualidade. É por isso que ao escolher uma academia as pessoas devem levar em consideração a tecnologia envolvida nos equipamentos. Uma academia deve ser selecionada a dedo. Várias academias utilizam equipamentos que são "colados" ou fundidos/soldados sem qualquer estudo científico. A ANVISA não regula ou supervisiona os fabricantes brasileiros de equipamentos para academia e muitos nem sequer tem um CNPJ aberto. Selos de qualidade como CE(Certificado Europeu de Qualidade), GS(Certificado Japonês de Qualidade), ISO9009, ISO 9014, devem ser o mínimo exigido por um cliente que não deseja se machucar ao realizar movimentos em máquinas de musculação. A diferença de um cidadão americano ou europeu em relação ao brasileiro é a educação. Eles são educados a nunca buscar o barato que pode sair caro. No colegial os americanos possuem aulas de musculação logo depois de uma aula de matemática por exemplo. Suplementos fazem parte da rotina de um "ser humano normal", e pessoas que estudam exigem qualidade pois prezam pela saúde. Antes de iniciar uma academia eles procuram saber tudo sobre o próprio treino ou sobre um equipamento que estão treinando, seja ele da Nautilus, Cybex, Johnson, Matrix, etc. As ideias de Arthur Jones não param nos equipamentos, ele foi criador do HIT(High Intensity Training) que incentivam um trabalho mais intenso(1 hora no máximo) ao invés de um trabalho baseado em grandes volumes de treino ou longos períodos de aerobiose que estragam a massa muscular e oxidam a pele tornando as pessoas envelhecidas rapidamente. Ele realizou diversas experiências que podemos considerar pouco acadêmicas, mas que, pelo menos não estavam povoadas de assunções, dogmas, presunções e patrocínios como as investigações comuns no desporto da atualidade. Com o "HIT" foi provado que o treino em alta intensidade e pouca duração(40 minutos) aumenta além de testosterona e GH de forma natural, todos os fatores de crescimento: SOMATOMEDINAS (IGF-1 / IGF-2), FATOR DE CRESCIMENTO DERIVADO DE PLAQUETA (PDGF), FATOR DE CRESCIMENTO VASCUOLAR ENDOTELIAL (VEGF), FATOR DE CRESCIMENTO DE EPIDERME (EGF), FATOR DE CRESCIMENTO TRANSFORMADOR ALFA (TGF-ALFA), FATOR DE CRESCIMENTO DERIVADO MAMÁRIO II (MDGF II), FATOR DE CRESCIMENTO DE LEITE HUMANO (HMGF), FATOR DE CRESCIMENTO TRANSFORMADOR BETA (TGF-BETA), FATOR DE INIBIÇÃO DE LEUCEMIA (CDF / LIF), FATOR DE CRESCIMENTO NERVOSO (NGF), FATOR DE CRESCIMENTO DE FIBROBLASTOS ÁCIDO (a-FGF), ENDOTELINAS 1 / 2 / 3, MOLÉCULA ASSOCIADA AO CRESCIMENTO LIGADA À HEPARINA (HB-GAM), PROSTAGLANDINA 2 ALFA (PGF 2), FATOR NEUTRÓFICO DERIVADO CEREBRAL (BNDF), FATOR NEUTRÓFICO CILIAR (CNTF), NEUROTROFINAS (NT1 – NT2 – NT3 – NT4 – NT5), BETA S-100. Em 1986, Arthur vendeu a Nautilus e criou a Med-X. Faleceu de causas naturais em Agosto de 2007 em Ocala, Florida (local onde residia). O seu filho Gary Jones, viria a criar outra revolução nas máquinas de musculação, a: "Hammer Strength", comprada a pouco tempo por um dos maiores fabricantes do mundo: "LIFE FITNESS". Ao escolher uma academia, busque pelo menos pelas 4 melhores marcas de equipamentos do mundo: LIFEFITNESS, TECHNOGYM, MATRIX ou JOHNSON, CYBEX. Visite o site: www.casadosuplemento.com.br e encontre os melhores equipamentos com qualidade internacional. Realizações de Arthur Jones: As idéias de Jones ajudaram a mover a noção do público do bodybuilding e do treinamento de força para longe da escola de treinamento de Arnold Schwarzenegger (método apadrinhado por Joe Weider), que envolvia horas na academia, para o treinamento de alto volume de treino. O método de Jones caracteriza-se em treinos breves, escolha de cargas suficientes para que se possa executar as séries até o fracasso muscular em boa forma e minimizando o impulso, que, de acordo com a ideologia do método, provoca o máximo crescimento muscular. Embora validado com a ajuda de diversos bodybuilders de alta-performance adquirindo tamanho significativo e ganhos de força, os treinamentos de alta intensidade são reconhecidos universalmente como o melhor método de treinamento, porém as indústrias Weiders fazem com que os treinos de alta intensidade sejam descreditados. Os indivíduos famosos que treinaram sob a tutela de Jones incluem Sergio Oliva (Mr. Olympia), Casey Viator (que participou do Experimento do Colorado), Mike Mentzer, B. Coey, dentre outros. Arthur Jones é um ótimo inventor e não somente na área de desenvolvimento de máquinas de treinos. Arthur fez muito pela indústria médica e ainda faz, fundou as Hammers e as MedX. MedX máquinas perfeitas sobre todas as outras. Referências: http://en.wikipedia.org/wiki/High_intensity_training
  3. O câncer de próstata é uma doença causada por um desequilíbrio hormonal que acontece na idade avançada. Uma nova discussão surgiu entre pesquisadores e médicos sobre a causa do câncer de próstata estar vinculado com a baixa produção de testosterona e supõe que a reposição desse hormônio na sua forma"bioidêntica" equilibrando outros hormônios no organismo poderia evitar a doença. Há cinco razões para os baixos níveis de testosterona livre: 1. A testosterona pode estar sendo convertida em estrogênio através da atividade da enzima aromatase. 2. A testosterona livre pode estar ligada ao SHBG. Isso acontece quando o nível de testosterona total está na faixa normal alta, mas seu nível de testosterona livre está baixo. 3. O glândula pituitária, que controla a produção de testosterona através da produção do hormônio luteinizante(LH), não está secretando LH suficiente para estimular a produção de testosterona gonadal. Neste caso, a testosterona total seria de baixa. 4. Os testículos(gônadas) perderam sua capacidade de produzir testosterona, apesar de quantidades adequadas de LH. Neste caso, o nível de LH seria elevado, apesar de um baixo nível de testosterona. 5. O DHEA está baixo. Estrogênio: Medido como o estradiol, deve ser mantido num intervalo de 20 a 30 pg / ml. Se o nível de estrogênio no homem é elevado, pode estar associada com: • Aumento da atividade da aromatase, muitas vezes causada pela gordura abdominal aumentada. • O fígado não está conseguindo remover o excesso de estrógeno, possivelmente devido a ingestão de álcool. Nos homens, a ingestão de álcool aumenta os níveis de estrogênio no fígado (Colantoni et al 2002). •Se o nível de estradiol de um homem é maior do que 30 pg / mL, ele deve ser reduzido pelo uso de drogas inibidoras da aromatase ou suplementos que não produzem efeitos colaterais. (Excelentes níveis de estradiol são entre 20-30 pg / mL.) De acordo com as pesquisas recentes, os problemas na próstata ocorrem pelo aumento do hormônio feminino(estradiol) e dihidrotestosterona(DHT). Talvez a hiperplasia da próstata era antigamente relacionada com aumento da testosterona pois ao se administrar testosterona sintética, a conversão dela em estradiol e DHT pode ser aumentada. A enzima que converte a testosterona em estradiol denomina-se aromatase e já foram descobertos métodos naturais(suplementos) de inibição da ação dessa enzima: A Crisina(5,7-dihidroxiflavone), extraída da planta Passiflora Caerula que no vocabulário inglês é encontrada como chrysin, possui um fator extremamente potente na inibição da enzima aromatase. Trata-se de um bioflavonóide que inibe a aromatização de androstenediona e testosterona em estrogênios. A crisina para ser absorvida deve ser associada a piperina(extraída da pimenta do reino) gerando maior biodisponibilidade. Além de possuir esse grande efeito antiestrógeno, o extrato pode ser usado em tratamentos para celulite, redução de gordura e antienvelhecimento. Para inibir outro caminho de conversão da testosterona, como por exemplo, a conversão da testosterona em DHT, devemos primariamente saber que na próstata existe uma enzima, chamada de “5-alfa-redutase” que transforma a testosterona (hormônio masculino) em Dihidrotestosterona. Essa é uma substância com potência de estímulo nos receptores androgênicos muito grande que estimula em excesso as células da próstata, fazendo-as crescer e se multiplicar, o que, finalmente, é a causa do seu aumento ou o aparecimento do câncer. A dihidrotestosterona também é o principal fator que contribui para o padrão de calvície masculino. Diferente de homens, o padrão de calvície feminino é caracterizado pelo aumento da produção de testosterona, e não de dihidrotestosterona.
 Os medicamentos pertencentes ao grupo conhecido como inibidores da 5α-reductase são usados no tratamento de problemas relacionados com o aumento da dihidrotestosterona. Esse grupo inclui a finasterida para tratamento da calvície e duasterida. A duasterida é 3 vezes mais potente que a finasterida para inibir o tipo II e 100 vezes mais potente para inibir o tipo I da enzima produtora de dihidrotestosterona. Duasterida não é aprovada pela FDA (órgão americano que regula medicamentos) para tratamento da calvície, mas sim para a inibir o aumento da próstata. Para fugir dos efeitos colaterais dessas drogas existem algumas plantas medicinais com efeito parecido da finasterida: inibem a 5-alfa redutase com menos efeitos colaterais. O produto mais estudado é um extrato retirado da fruta de uma palmeira que cresce no sul do Estados Unidos e no México, conhecida localmente por “saw palmeto”. Ela era utilizada tradicionalmente no tratamento de sintomas de aumento da próstata depois que uma vários estudos corroboraram sua eficácia para esse problema. Otimizando ainda mais o combate a doenças da próstata causado pela conversão do excesso de testosterona em outros hormônios está o "nettle root" ou extrato de raiz da urtiga (Urtica dióica) que é uma planta da África tropical chamada "Pyngeum africanum". Esse extrato tem a função de bloquear os efeitos da ligação da testosterona ao SHGB e assim permitir mais testosterona livre, além de agir também como inibidor da 5-alfareductase. Sugestão de suplementos (doses diárias): 320mg por dia de Saw Palmetto dividido em 2 doses para impedir que a testosterona se converta em DHT pela inibição da enzima "5 alpha reductase" bloqueando receptores de estrogênio nas células da próstata; 400mg de Indole-e-Carbinol; 240mg de extrato de raiz de urtiga(Nettle Root/Urtica dioica) para impedir a ligação da testosterona livre ao receptor do hormônio(SHBG); 200mg GAMMA E TOCOFEROL (Vit E); 400mc Selenium; 90mg de Zinco; 50mg de Pygeum Extract 2 vezes ao dia; 1500mg de Crisina por dia impede a testosterona se converta em hormônio feminino( estradiol). "Bodybuilders" podem usar 3g / dia; O suplemento que possui a combinação de extrato de raiz de urtiga e crisina é o "Super Miraforte". Pode ser comprado pelo site www.lef.com ; Obs: Super Miraforte não contém Saw Palmetto na fórmula e deve ser administrado separado pra maior efeito na inibição do DHT (Dihidrotestosterona) na próstata.
  4. Muitos só conhecem a creatina como um suplemento popular usado por atletas, fisiculturistas, e outros entusiastas da atividade física, que visam manter a massa muscular e melhorar o desempenho no exercício. Excitantes e novas evidências científicas provam que a creatina não só pode ajudar as pessoas com desordens degenerativas neurológicas, como também pode ajudá-las a manter uma ótima saúde física com mente e pensamento claro e rápido. Mantendo os Músculos Fortes e Saudáveis A Creatina é uma combinação de três aminoácidos: arginina, glicina e metionina. Foi descoberta, extraída e isolada da carne de mamíferos em 1832. Humanos produzem a creatina no rim, fígado e pâncreas, mas aloja a maior parte nos músculos, inclusive no coração. Apesar da creatina ter sido descoberta no início do século XVIII, foi apenas no final do século XX que os cientistas descobriram que quando usada como suplemento, a creatina pode ajudar de forma significativa no aumento da massa muscular. Mais de 500 estudos confiáveis demonstram que os suplementos de creatina podem ajudar a todos: homens e mulheres, em qualquer faixa etária, a manter a boa forma muscular. Cuidam ainda de alguns dos efeitos debilitantes do envelhecimento, como a sarcopenia, que é a perda da força e massa muscular relacionada com o avanço da idade. Um estudo publicado em fevereiro de 2003, examinou o efeito de 250 suplementos para aumentar a massa muscular magra e a força, junto a exercícios de resistência com pesos: de todos os suplementos, a creatina foi um dos poucos que constantemente aumentou a massa muscular magra e a força em jovens e idosos. Outro estudo publicado em 2003, fez uma revisão bibliográfica de mais de 300 estudos sobre o potencial valor ergonômico da suplementação com creatina, concluiu que a suplementação com creatina fornece certa ajuda nutricional, geralmente sendo efetiva para uma grande variedade de exercícios. Essencial para Manter a Energia A Creatina aumenta a capacidade de realizar exercícios e hipertrofia a massa muscular pelo seu papel regenerador da Adenosina Trifosfato(ATP). O ATP é a molécula de energia primária do corpo que é usado pelas células como o primeiro e principal substrato energético na produção de energia. Uma analogia que fazemos é imaginar o ATP como o combustível natural do corpo, um "gás natural", que é queimado rapidamente em uma poderosa usina para produzir eletricidade. No corpo o ATP é quebrado para produzir energia bioquímica e durante este processo bioquímico, o ATP perde uma de suas moléculas de fosfato e se transformando na Adenosina Difosfato(ADP), e é nesse momento que a creatina entra em ação. A Creatina, que é armazenada no corpo como fosfato de creatina ou fosfocreatina, recarrega o ADP doando uma molécula de fosfato para o ADP produzir novamente o ATP, para que este então possa ser usado para fornecer mais energia. Portanto, sem a Creatina para recarregar o ATP, nós ficaríamos literalmente famintos por energia. A Sede do Cérebro para Energia Na próxima vez que você assistir aos jogos de futebol, dê uma olhada nos grandes jogadores das linhas ofensivas ou defensivas. Então tente imaginar qual parte do corpo deles que consome mais energia. Serão suas enormes pernas? Ou o incrível volume de seu tórax? Suas pernas, que mais parecem um tronco de árvore que têm que carregar o peso corporal por todas as partes do campo? A resposta surpreendente não está em nenhuma das opções anteriores. À parte do corpo humano que precisa da maior quantidade de energia é pequena; pesa por volta de 1,5 kg, é também conhecida como massa cinzenta e se aloja em nosso crânio, ou seja, é o cérebro. Enquanto o cérebro humano tem somente de 1-3% do peso total do corpo de uma pessoa, seus bilhões de neurônios (as células nervosas ativas do cérebro) usam de 15 - 20% do total energético de nosso corpo, ou seja 15 – 20% do total de ATP produzido em nosso organismo. A energia fornecida pelo ATP é usada pelo cérebro para reparar os neurônios, produzir, armazenar e secretar os neurotransmissores, e para gerar as descargas bioelétricas que acontecem quando os neurônios se comunicam entre eles. Esse processo bioelétrico, o qual é ativo a cada segundo todos os dias, acontece por uma troca contínua e rápida dos íons de sódio e potássio pelas membranas dos neurônios, um processo que depende de bombas bioquímicas dentro das membranas para mover os íons de sódio e potássio para frente e para trás. Foi calculado que por volta de 45% do ATP de um neurônio pode ser usado para dar poder a estas importantes bombas de sódio e potássio. Creatina e Desordens Neurodegenerativas Quando você percebe o quanto o ATP é importante para a função cerebral, logo associa a creatina nesse processo. Não deveria ser nenhuma surpresa que certas desordens genéticas, caracterizadas por erros inatos do metabolismo da creatina no cérebro, pudessem causar defeitos neurológicos significantes. O primeiro erro inato do metabolismo da creatina no cérebro foi descrito clinicamente em 1994; é a deficiência de "GAMT" (metiltransferase guanidinoacetato). A deficiência de "GMAT" é uma desordem recessiva autossomal, na qual o nível de creatina no cérebro é quase indetectável. Esta deficiência genética se manifesta logo ao nascer e provoca uma parada no desenvolvimento , ocasionando retardo mental, inaptidão da fala, e fraqueza muscular. Estudos mostraram que a suplementação oral com creatina em pacientes com esta desordem pode ajudar a diminuir ou até mesmo reverter alguns de seus sintomas mais debilitantes. A deficiência "AGAT" (arginina: glicina amidinotransferase), é outra desordem genética autosomal, na qual um mínimo ou nenhum metabolismo de creatina no cérebro resulta em retardo mental, fala desordenada, e habilidade motora comprometida. Em um estudo de duas irmãs com quatro e seis anos que envelheceram com deficiência de AGAT, a suplementação com creatina provocou um progresso rápido na habilidade motora e um aumento geral no desenvolvimento cognitivo. Três Doenças Neurológicas Mortais Recentes estudos mostraram que a creatina não só pode ajudar em desordens genéticas do metabolismo da creatina no SNC, mas também em desordens não genéticas. É postulado agora por muitos pesquisadores de doenças neurológicas que as desordens neurológicas devastadoras como Parkinson, Huntington, e as doenças de Alzheimer, compartilham processos bioquímicos fundamentais nas suas patogêneses, como o stress oxidativo acentuado e a deterioração do metabolismo da creatina, o que impede a renovação do ATP e conseqüentemente a falta de energia para as células nervosas. Para dar suporte a essa teoria, vários modelos de estudos com animais e também com humanos, mostraram que a suplementação com creatina pode melhorar significativamente vários sintomas comuns de muitas doenças neurológicas. Acredita-se que a creatina possa realizar esta tarefa, agindo como um propulsor para regenerar o ATP e melhorar a oferta de energia celular com comportamento de um antioxidante. Parkinson é uma doença neurológica crônica que foi primeiramente descrita em 1817 por um médico de Londres chamado Dr. James Parkinson. Desde aquele tempo, não se sabiam as causas de tal enfermidade. O que se sabe é que os neurônios na área do cérebro conhecida como substância nigra, se degeneram e morrem, produzindo níveis reduzidos de dopamina, que é um neuroquímico vital para o cérebro. Os sintomas mais comuns da doença de Parkinson incluem tremores durante o descanso, rigidez, problemas de equilíbrio e depressão. Enquanto os cientistas continuam procurando a causa para a doença de Parkinson, alguns médicos pesquisadores estão postulando que a deterioração do ATP e a agressão causada pelo stress oxidativo danificam os neurônios e podem representar papéis chaves na patogênese dessa doença que afeta 1.5 milhões de pessoas. Suplementos como a creatina, podem ajudar a impulsionar os níveis de ATP e também trabalhar como antioxidantes, agindo como possíveis agentes seguros e efetivos contra a doença de Parkinson. Recentes estudos em animais, estão mostrando que a suplementação com creatina pode proteger contra ambas as causas da doença de Parkinson, ou seja, a depleção de dopamina e a perda dos neurônios. Enquanto nenhum estudo com humanos for publicado, faz sentido pensar que a creatina age eficazmente como um potente antioxidante cerebral e melhora os níveis e a função do ATP nos neurônios, provando ser valiosa no combate à doença de Parkinson. A suplementação com Creatina, também pode ser uma arma na luta contra a doença de "Huntington" Esta desordem genética neurológica devastadora e irreversível afeta milhares de pessoas que perdem a habilidade de caminhar, pensar e conversar, além de causar a perda da razão. No momento, nenhuma cura efetiva existe para a doença de Huntington. Ainda aqui, a suplementação com creatina confirmou ser útil novamente, melhorando a maioria dos efeitos debilitantes desta doença. Um estudo realizado em 1998 provou que a suplementação com creatina oferece significante proteção contra a doença de Huntington. Os autores do estudo concluíram que a administração oral de creatina melhora a concentração celular de ATP e pode atenuar a morte das células cerebrais em modelos animais que imitam a neuropatologia e o fenótipo clínico da doença de Huntington. As melhores notícias emergiram de um estudo publicado em julho de 2003, que examinou os efeitos de 10 gramas por dia de creatina em pacientes com a doença de Huntington. Depois de um ano, os pacientes que fizeram o uso da suplementação de creatina não mostraram nenhuma mudança mensurável em sua condição mental: um sinal de que a creatina pôde parar a degeneração neurológica associada com a doença de Huntington. Alguns investigadores acreditam que a creatina seria útil até mesmo no combate a debilidade mental, causado pela doença de Alzheimer. Em um experimento com neurônios de rato, a creatina mostrou prevenir o efeito tóxico da beta-amilóide, um componente significante da doença de Alzheimer. Pensando nisso, os autores de um recente estudo que examinou pacientes idosos que têm o genótipo ApoE (conhecido por ser um fator genético de risco para a doença de Alzheimer) declarou: os potenciais efeitos terapêuticos da creatina em evitar a deterioração de nossa memória e cognição merecem investigações adicionais e jamais deverão ser negligenciados. Mantendo a Mente e a Memória com Força Total Enquanto a creatina prova ser útil no combate a algumas de nossas doenças neurológicas, uma pesquisa recentemente publicada destaca como ela pode ajudar também as pessoas sem nenhuma desordem neurológica a manter uma ótima função cerebral e ainda melhorar a memória. Vários estudos têm conclusivamente demonstrado que os níveis de creatina no cérebro estão intimamente relacionados a uma ótima habilidade de memória e aprendizado. Um estudo publicado em 2000 examinou o trabalho de habilidade da memória, definido como a capacidade do cérebro para reter a informação para uso futuro sem o uso de sugestão externa. Esse estudo foi realizado em crianças que foram submetidas a espectroscopia para medir os vários neuroquímicos cerebrais. Os investigadores acharam que as crianças com os níveis mais altos de creatina tiveram uma melhor performance cerebral. Também foram analisados níveis de creatina no cérebro para correlacionar com a habilidade da memória em adultos mais velhos. Um estudo publicado em fevereiro de 2003 examinou através de espectroscopia mudanças no cérebro em 20 adultos idosos (média de 70 anos) durante testes de treinamento de memória. Os investigadores observaram que o nível de creatina cerebral aumentou durante o treinamento de memória. Outro artigo publicado recentemente no "Neuroscience Research" examinou os efeitos da suplementação de creatina na fadiga mental em 24 homens e mulheres com idade adulta. Nesse estudo duplamente cego e placebo controlado, sujeitos que tomaram 8 gramas de creatina diariamente por um período de cinco dias mostraram significativamente menos fadiga mental durante a execução de cálculos matemáticos simples comparados aos sujeitos que não usaram a creatina. Os autores notaram que, como ainda não sabem o mecanismo específico de ação, a creatina parece ajudar a aumentar a utilização de oxigênio no cérebro. Mantendo uma Ótima Saúde Cerebral Um estudo publicado em outubro 2003 forneceu uma luz adicional na habilidade da creatina para aumentar a memória e até mesmo a inteligência. Os pesquisadores selecionaram somente vegetarianos para este estudo, postulando que a suplementação de creatina poderia ser mais efetiva em vegetarianos porque eles não obtêm nenhuma creatina da dieta, uma vez que a creatina é encontrada principalmente na carne. Quarenta e cinco sujeitos (12 homens e 33 mulheres) com idade entre 19 a 37 anos, foram avaliados em um estudo duplamente cego e placebo controlado, por um período de seis semanas, durante as quais alguns sujeitos foram suplementados a dose de 5 gramas de creatina por dia enquanto os outros receberam placebo. Ambos os grupos fizeram uma bateria de testes que examinaram suas memórias e também suas habilidades analíticas. Isso foi seguido por um período de descanso de seis semanas, durante o qual nenhuma creatina ou placebo foram fornecidos, e então fizeram uma outra seção de seis semanas durante a qual, os sujeitos que receberam a creatina na primeira seção receberam placebo e vice-versa. Seguindo esta seqüência, outra bateria de testes para memória e inteligência foi administrada. Como em estudos anteriores, os sujeitos que tomaram a creatina fizeram significativamente os melhores testes para memória e habilidades analíticas quando comparados àqueles que tomaram placebo. Os autores do estudo concluíram: a suplementação de creatina mostrou um efeito positivo e significante na melhora do funcionamento da memória e na inteligência, ambas as tarefas que requerem velocidade no processo de pensamento. Estas descobertas sublinham um papel dinâmico e significante na melhora da capacidade do cérebro com o uso da creatina. A creatina mostrou nestes estudos ser um suplemento efetivo que nutre a mente e o corpo e ajuda a alcançar melhores níveis de energia no plano físico e mental.
  5. Ricardo Fonseca

    A Polêmica Testosterona

    Existe pouco conhecimento quando se discute sobre reposição hormonal em homens na idade avançada. Sabemos que os níveis de testosterona são altos aos vinte anos de idade e que o mesmo não acontece com o passar dos anos, já que esses níveis começam a abaixar. Apesar das descobertas científicas sobre a reposição de testosterona em homens, alguns médicos ainda questionam seu uso, mesmo na idade mais avançada. Talvez em um futuro próximo, esse questionamento será tratado como um equívoco que acabou causando desnecessariamente alguns problemas de saúde, como ataques cardíacos. Estudos relatam que a testosterona baixa é associada ao alto percentual de gordura abdominal, perda de sensibilidade a insulina e aterosclerose. Um importante papel da testosterona é possibilitar o HDL remover o excesso de colesterol das artérias e transportando-o assim para o fígado. Esse efeito é vital na prevenção da obstrução arterial. Cardiologistas normalmente prescrevem estatina para abaixar o LDL e triglicérides, mas falham em não manter o nível de testosterona suficiente em seus pacientes para que o HDL remova o acúmulo de colesterol nas artérias. Por isso que a estatina as vezes não funciona como deveria em homens mais velhos ou que apresentam déficit de testosterona. Vários estudos documentam a vital importância que a testosterona possui no processo metabólico. O desequilíbrio hormonal pode levar a riscos de vida por desconhecimento do equilíbrio entre testosterona e estrogênio. Já é notório que homens com taxas de testosterona normal tem menos probabilidade de possuir diabetes, hipertensão e outras doenças cardiovasculares. Homens com testosterona acima de 550 ng/dl apresentaram 30% menos intercorrências cardivasculares em diferentes estudos. Outros com níveis abaixo de 550 ng/dl relataram riscos cardiovasculares. A conclusão de diversos autores e pesquisadores sugere que altos níveis de testosterona estão associados com a redução do risco de doenças cardiovasculares em idosos. Na verdade, os problemas que foram observados no passado quando se aumentava a testosterona não eram causados pela mesma, e sim pela sua conversão em estrogênio por uma enzima chamada aromatase. O efeito negativo é gerado pelo estrogênio elevado que aumenta o risco de ataques do coração pela promoção de agregação plaquetária e coagulação nas artérias coronarianas. Esse hormônio também aumenta a inflamação que pode causar instabilidade das placas obstruindo as artérias coronarianas, o que pode ser perigoso. Sabemos que o problema é o estrogênio elevado e não a famosa testosterona. Então por que não monitorar os níveis de estrogênio quando se administra testosterona? A própria obesidade pode causar um aumento dos níveis de estrogênio. É por isso que homens obesos possuem "mamas". A razão disso é que a gordura abdominal fabrica grande quantidade de aromatase, que converte a testosterona em estrogênio. Essas pessoas com estradiol elevado devem utilizar um inibidor de aromatase para que isso não aconteça. Aromatase em excesso, além de diminuir a testosterona, ainda produz estradiol em níveis indesejados. A aromatase pode ser suprimida com fórmulas naturais como extrato de uma planta chamada "Chrysin" e também Lignanas que são compostos químicos denominados fitoestrógenos, que são compostos derivados de plantas com a estrutura similar ao estradiol e os mesmos se ligam fracamente com os receptores estrogênicos funcionando como ligadores ou silenciadores destes receptores. Se esses nutrientes, presentes no Omega 3 da marca "Life Extension" falham em reduzir o estradiol, deve-se procurar um médico para prescrever alguma droga genérica e barata para inibir a aromatização, como por exemplo, Anastrozol (Arimidex), em pequenas doses como 0,5mg 2 vezes por semana. Dessa forma, a aromatização é contida e os níveis de estradiol são reduzidos em uma zona segura, enquanto isso a testosterona livre aumenta pelo simples fato de somente um pouco dela ser aromatizada em estradiol. A testosterona em quantidade correta afeta o HDL para a promoção de saúde da seguinte forma: 1- Eleva a enzima hepática lipase, necessária para remover o excesso de colesterol; 2- O fígado possui um receptor "varredor de gordura" chamado Receptor B1, que estimula a captação do colesterol para processamento e estoque. A testosterona aumenta esse receptor que concomitantemente com a enzima lipase remove o excesso de colesterol dos tecidos levando-os para processamento no fígado, aumentando o HDL e assim prevenindo a aterosclerose. A fundação "Life Extension" nos USA, começou monitorar o estrogênio em homens desde 1996, antes disso, esse hormônio era considerado importante somente para mulheres. Esse monitoramento foi baseado em pesquisas em que o desequilíbrio do níveis de estrogênio gerou grandes riscos de doenças degenerativas em idosos, além de observações sobre hiperplasia de próstata e câncer de próstata. Se por um lado, altos níveis de estrogênio causam tudo isso, níveis insuficientes ou baixos predispõem esses homens a osteoporose e fraturas ósseas. Em relação a estudos sobre o aumento do câncer de próstata pelo uso da testosterona, o Dr Abraham Morgentale(professor de Harvard), prova absolutamente o contrário no livro "Testosterone for Life"(Mc Graw-Hill,2008). Os estudos da "Life Extension" corroboram a afirmação do Urologista de que o aumento dos níveis de PSA começam a existir quando os níveis de testosterona diminuem. Caso alguém queira tenha mais interesse sobre esse assunto, poderá consultar os estudos do "Journal of the American Medical Association (JAMA)". É muito importante um acompanhamento médico para a reposição e monitoramento desses hormônios. Muitas descobertas estão desmistificando cada vez mais antigos conceitos e equívocos da medicina. Um médico atualizado poderá gerar uma grande mudança na sua saúde e na sua vida. Referências: www.casadosuplemento.com.br www.lef.com Bhasin S, Parker RA, Sattler F, et al. Efects of testosterone supplementation on whole body and regional fat mass and distribuition in human immunodeficiency virus - infected men with abdominal obesity. J Clin Endocrinol metab. 2007 mar; 92(3):1049-57.
  6. Os médicos são sempre bombardeados com a literatura científica notificando que doença cardíaca resulta dos elevados níveis de colesterol no sangue. A terapia que sempre foi aceita é a prescrição de medicamentos para baixar o colesterol e uma severa dieta restringido a ingestão de gordura. Qualquer recomendação diferente dessa, era considerada uma heresia e poderia possivelmente resultar em erros médicos. Estas recomendações não são cientificamente ou moralmente defensáveis. Foi descoberto há alguns anos que a inflamação na parede da artéria é a verdadeira causa da doença cardíaca, levando a uma mudança de paradigma na forma como as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas serão tratados. As recomendações dietéticas estabelecidas há muito tempo criaram uma epidemia de obesidade e diabetes, cujas consequências apequenam qualquer praga histórica em termos de mortalidade, o sofrimento humano e terríveis consequências econômicas. Apesar do fato de que 25% da população tomar caros medicamentos a base de estatina e, apesar do fato de termos reduzido o teor de gordura de nossa dieta, mais pessoas vão morrer este ano de doença cardíaca do que nunca. Estatísticas do "American Heart Association", mostram que 75 milhões dos americanos atualmente sofrem de doenças cardíacas, 20 milhões têm diabetes e 57 milhões têm pré-diabetes. Esses transtornos estão a afetar pessoas cada vez mais jovens em maior número a cada ano. Simplesmente dito, sem a presença de inflamação no corpo, não há nenhuma maneira que faça com que o colesterol se acumule nas paredes dos vasos sanguíneos e cause doenças cardíacas e derrames. Sem a inflamação, o colesterol se movimenta livremente por todo o corpo como a natureza determina. É a inflamação que faz o colesterol ficar preso. A inflamação não é complicada - é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactéria ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como ela protege o corpo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se cronicamente expor o corpo à lesão por toxinas ou alimentos no corpo humano, para os quais não foi projetado para processar, uma condição chamada inflamação crônica ocorre. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica. Que pessoa ponderada voluntariamente exporia repetidamente a alimentos ou outras substâncias conhecidas por causarem danos ao corpo? Bem, talvez os fumantes, mas pelo menos eles fizeram essa escolha conscientemente. O resto de nós simplesmente seguia a dieta recomendada correntemente, baixa em gordura e rica em gorduras poli-insaturadas e carboidratos, não sabendo que estavam causando prejuízo repetido para os nossos vasos sanguíneos. Esta lesão repetida cria uma inflamação crônica que leva à doença cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e obesidade. Deixe-me repetir isso. A lesão e inflamação crônica em nossos vasos sanguíneos é causada pela dieta de baixo teor de gordura recomendada por anos pela medicina convencional. Quais são os maiores culpados da inflamação crônica? Simplesmente, são a sobrecarga de simples carboidratos altamente processados (açúcar, farinha e todos os produtos fabricados a partir deles) e o excesso de consumo de óleos ômega-6 (vegetais como soja, milho e girassol), que são encontrados em muitos alimentos processados. Imagine esfregar uma escova dura repetidamente sobre a pele macia até que ela fique muito vermelha e quase sangrando. Faça isto várias vezes ao dia, todos os dias por cinco anos. Se você pudesse tolerar esta dolorosa escovação, você teria um sangramento, inchaço e infecção da área, que se tornaria pior a cada lesão repetida. Esta é uma boa maneira de visualizar o processo inflamatório que pode estar acontecendo em seu corpo agora. Independentemente de onde ocorre o processo inflamatório, externamente ou internamente, é a mesma. Na artéria doente parece que alguém pegou uma escova e esfregou repetidamente contra a parede da veia. Várias vezes por dia, todos os dias, os alimentos que comemos criam pequenas lesões compondo em mais lesões, fazendo com que o corpo responda de forma contínua e adequada com a inflamação. Enquanto saboreamos um tentador pão doce, o nosso corpo responde de forma alarmante como se um invasor estrangeiro chegasse declarando guerra. Alimentos carregados de açúcares e carboidratos simples, ou processados com óleos omega-6 para durar mais nas prateleiras foram a base da nossa dieta durante anos. Estes alimentos foram lentamente envenenando a todos. Como é que um simples bolinho doce cria uma cascata de inflamação fazendo-o adoecer? Imagine derramar melado no seu teclado, ai você tem uma visão do que ocorre dentro da célula. Quando consumimos carboidratos simples como o açúcar, o açúcar no sangue sobe rapidamente. Em resposta, o pâncreas secreta insulina, cuja principal finalidade é fazer com que o açúcar chegue em cada célula, onde é armazenado para energia. Se a célula estiver cheia e não precisar de glicose, o excesso é rejeitado para evitar que prejudique o trabalho. Quando suas células cheias rejeitarem a glicose extra, o açúcar no sangue sobe produzindo mais insulina e a glicose se converte em gordura armazenada. O que tudo isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado em uma faixa muito estreita. Moléculas de açúcar extra grudam-se a uma variedade de proteínas, que por sua vez lesam as paredes dos vasos sanguíneos. Estas repetidas lesões às paredes dos vasos sanguíneos desencadeiam a inflamação. Ao cravar seu nível de açúcar no sangue várias vezes por dia, todo dia, é exatamente como se esfregasse uma lixa no interior dos delicados vasos sanguíneos. Mesmo que você não seja capaz de ver, tenha certeza que está acontecendo. Voltemos ao pão doce. Esse gostoso com aparência inocente não só contém açúcares como também é cozido em um dos muitos óleos omega-6 como o de soja. Batatas fritas e peixe frito são embebidos em óleo de soja, alimentos processados são fabricados com óleos omega-6 para alongar a vida útil. Enquanto ômega-6 é essencial - e faz parte da membrana de cada célula controlando o que entra e sai da célula - deve estar em equilíbrio correto com o ômega-3. Com o desequilíbrio provocado pelo consumo excessivo de ômega-6, a membrana celular passa a produzir substâncias químicas chamadas citocinas, que causam inflamação. Atualmente a nossa dieta costumeira tem produzido um extremo desequilíbrio dessas duas gorduras (ômega-3 e ômega-6). A relação de faixas de desequilíbrio varia de 15:1 para tão alto quanto 30:1 em favor do ômega-6. Isso é uma tremenda quantidade de citocinas que causam inflamação. Nos alimentos atuais uma proporção de 3:1 seria ideal e saudável. Para piorar a situação, o excesso de peso que você carrega por comer esses alimentos, cria sobrecarga dce gordura nas células que derramam grandes quantidades de substâncias químicas pró-inflamatórias que se somam aos ferimentos causados por ter açúcar elevado no sangue. O processo que começou com um bolo doce se transforma em um ciclo vicioso que ao longo do tempo cria a doença cardíaca, pressão arterial alta, diabetes e, finalmente, a doença de Alzheimer, visto que o processo inflamatório continua inabalável. Não há como escapar do fato de que quanto mais alimentos processados e preparados consumirmos, quanto mais caminharemos para a inflamação pouco a pouco a cada dia. O corpo humano não consegue processar, nem foi concebido para consumir os alimentos embalados com açúcares e embebido em óleos omega-6. Há apenas uma resposta para acalmar a inflamação, é voltar aos alimentos mais perto de seu estado natural. Para construir músculos, comer mais proteínas. Faça uso de suplementos alimentares, "whey protein" na sua forma isolada. Existem vários tipos de suplementos que reduzem a inflamação no organismo provocada pelo alimento: "super biocurcumin", omega 3, "samento". Escolha carboidratos muito complexos, como frutas e vegetais coloridos. Reduzir ou eliminar gorduras omega-6 causadoras de inflamações como óleo de milho e de soja e os alimentos processados que são feitas a partir deles. Uma colher de sopa de óleo de milho contém 7.280 mg de ômega-6, de soja contém 6.940 mg. Em vez disso, use azeite ou manteiga de animal alimentado com capim. As gorduras animais contêm menos de 20% de ômega-6 e são muito menos propensas a causar inflamação do que os óleos poliinsaturados rotulados como supostamente saudáveis. Esqueça a "ciência" que tem sido martelada em sua cabeça durante décadas. A ciência que a gordura saturada por si só causa doença cardíaca é inexistente. A ciência que a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue também é muito fraca. Como sabemos agora que o colesterol não é a causa de doença cardíaca, a preocupação com a gordura saturada é ainda mais absurda hoje. A teoria do colesterol levou à nenhuma gordura, recomendações de baixo teor de gordura que criaram os alimentos que agora estão causando uma epidemia de inflamação. A medicina tradicional cometeu um erro terrível quando aconselhou as pessoas a evitar a gordura saturada em favor de alimentos ricos em gorduras omega-6. Temos agora uma epidemia de inflamação arterial levando a doenças cardíacas e a outros assassinos silenciosos. O que você pode fazer é escolher alimentos integrais que sua avó servia (frutas, verduras, cereais, manteiga, banha de porco) e não aqueles que sua mãe encontrou nos corredores de supermercado cheios de alimentos industrializados. Eliminando alimentos inflamatórios e aderindo a nutrientes essenciais de produtos alimentares frescos não-processados, você irá reverter anos de danos nas artérias e em todo o seu corpo causados pelo consumo da dieta típica americana. O ideal é voltarmos aos alimentos naturais e muito trabalho físico (exercícios). Referências Livro:"A Cura para a Doença Cardíaca e A Grande Mentira do Colesterol" Autor: Dr. Dwight Lundell, ex-Chefe de Gabinete e Chefe de Cirurgia no Hospital do Coração Banner, Mesa, Arizona.
  7. Um terço de todas as mulheres poderão contrair infecções do trato urinário até os 24 anos de idade. Esse artigo procura informar sobre alguns agentes complementares e sua capacidade única de interromper o ciclo doloroso de infecções do trato urinário. Depois que uma mulher contraiu uma infecção, seu risco de recorrência é de 20%. A medicina convencional geralmente usa um tratamento agressivo com antibióticos de amplo espectro, incluindo a cefalexina, trimetoprim, ou ciprofloxacina (Cipro ®). Os efeitos deletérios dessas drogas sobre a saúde das mulheres são notórias: náuseas, desconforto digestivo, fadiga, infecção secundária, e a evolução das próprias bactérias que se tornam resistentes até mesmo aos antibióticos mais poderosos. Formas alternativas de tratamento surgiram, intervenções naturais, que até recentemente estavam disponíveis apenas na Europa, como o Mirtilo(Cranberry) e o extrato da flor Hibiscus sabdariffa, que exercem ação antibacteriana direta contra microorganismos que causam infecções do trato urinário. A doença A anatomia feminina (uretra) fornece um caminho fácil para as bactérias nocivas migrarem para o trato urinário. Em geral, infecções do trato urinário são provenientes na maioria das vezes da Escherichia Coli, bactérias do trato GI a partir do ânus para a uretra, onde se fixam às células da mucosa ao longo do trato urinário, onde colonizam e proliferam. A E. Coli é o agente causal das infecções agudas (80-95%), já as mais complicadas infecções do trato urinário são geradas pelo Staphylococcus Saprophyticus. Essas bactérias prejudiciais podem chegar até a uretra, se segurar dentro da bexiga e subir para os rins, podendo levar a uma condição conhecida como pielonefrite, ou infecção nos rins. Pielonefrite aguda é caracterizada por calafrios, dor lombar, febre alta e dores nos músculos e articulações. Pielonefrite crônica é uma forma antiga de inflamação nos rins, com sintomas que podem ser tão leves que passam despercebidos. Isso acarreta o risco de que a doença progrida lentamente ao longo de muitos anos, até que haja uma deterioração suficiente para produzir uma insuficiência renal. Em casos graves, pode evoluir para pielonefrite sepse (infecção potencialmente fatal todo corpo, dos tecidos e na corrente sanguínea). Um ciclo vicioso de infecção de repetição também pode acontecer. Muitas mulheres desenvolvem várias infecções do trato urinário anualmente. O tratamento com antibióticos já citados acima pode induzir a indesejados efeitos colaterais, que vão desde erupções cutâneas, náuseas, tonturas, e a destruição da microflora benéfica no organismo que leva a infecções fúngicas (candidíase). Transtornos do aparelho digestivo, incluindo diarréia, colite (inflamação do cólon), e dor abdominal também são comuns. Mulheres costumam exigir mais medicação para tratar a infecção do germe secundário, resultante do uso de antibióticos, estes medicamentos anti-fúngicos podem produzir ainda o mais indesejado, os efeitos secundários prejudiciais, que pode tomar um pedágio enorme na saúde das mulheres e no bem-estar ao longo do tempo. Por esta razão, a solução seria impedir a invasão bacteriana inicial na uretra que representa um ponto crucial de intervenção na evolução das infecções do trato urinário. Ao inibir a adesão bacteriana à mucosa uretral, nesta fase inicial, a infecção não terá força. O Mirtilo é a mais conhecida opção natural preventiva para infecções do trato urinário freqüente. Ele pode ser usado como uma intervenção eficaz para bexiga na saúde do trato urinário. Alguns cientistas especulam que o ácido benzóico do mirtilo é metabolizado para ácido hipúrico que é excretado na urina, o que impede o crescimento bacteriano através da criação de um ambiente ácido na bexiga. A maioria dos estudos recentes não indicam uma mudança no pH da urina resultante da administração do mirtilo (o que significa que não acidificam a urina). Em vez disso, ação antimicrobiana do mirtilo surge de uma classe de flavonóides chamados proantocianidinas(PACs). As superfícies de E. Coli e muitas outras bactérias são cobertas com estruturas móveis chamadas fímbrias. A fímbria atua como uma espécie de tentáculo, permitindo as bactérias "agarrar" outros microorganismos, e as mais importantes células do hospedeiro. Uma única bactéria pode possuir até 1.000 fímbrias. É esta característica que torna E.Coli e outras espécies dotadas de fímbrias, incluindo Staphylococcus, Saprophyticus, Salmonella e a Helicobacter Pylori, especialmente virulenta e infecciosa. Eles empregam essas estruturas para trancar as células nas membranas mucosas em vários locais do corpo e dar início a uma debilitante proliferação potencialmente letal. Um estudo de 2009 demonstrou conclusivamente que o mirtilo provoca alterações incapacitantes na fímbria e outras propriedades da superfície da bactéria E. Coli, diminuindo muito a sua capacidade de unir-se especificamente à superfície das células que revestem o trato urinário. Esse processo, conhecido como bacteriostasis, impede que as bactérias nocivas colonizem o trato urinário. Em vez disso, eles são liberados pela uretra durante o processo de esvaziamento natural. O efeito bacteriostático do mirtilo e seus extratos já estão documentadas. Apenas 400-500 mg de extrato de Mirtilo tem demonstrado impedir os micróbios prejudiciais de unir-se à mucosa da membrana e colonizar o trato urinário. Em um exame de uma mulher atormentada com infecções urinárias de repetição (6 ou mais no ano), o extrato de mirtilo (200 mg duas vezes ao dia) eliminou parcialmente a incidência das infecções. Essas mulheres que continuaram a suplementação com mirtilo permaneceram livres de infecções por um período maior. Mulheres vítimas do ciclo vicioso de infecções crônicas puderam encerrar os antibióticos por meses e até anos. Em 2009, um grupo de pesquisadores compararam os antibióticos com suplementos diários de extrato de mirtilo em mulheres que sofriam de infecções recorrentes. O extrato de Mirtilo (500 mg) e antibióticos (sulfametoxazol 100 mg ) mostraram-se quase tão eficazes na prevenção de infecções do trato urinário. Apesar do mirtilo ter sido superado pelo antibiótico, ele provou ser um método alternativo para o auxílio no combates as infecções. Em ação associada com o mirtilo está o extrato da flor Hibiscus Sabdariffa, nativa da África e da Ásia, é utilizada em algumas culturas para sustentação da bexiga e da saúde dos rins. A Hibiscus goza de uma variedade de compostos poderosos que também ajudam a impedir a bactéria E.Coli. Assim como o Mirtilo, o extrato de Hibiscus Sabdariffa impede que as bactérias causadoras de infecções no trato urinário aderirem às guarnições do trato urinário e da parede da bexiga, mantendo efeitos bactericidas. O laboratório que produz essa composição é a Life Extension, nos USA. Referências: 1. Foxman B. Epidemiologia das infecções do trato urinário: incidência, morbidade e custos económicos. 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Estudo duplo-cego, controlado por placebo de Hibiscus sabdariffa L extrato na prevenção da cistite recorrente em mulheres. Poster apresentado na pelviperineais Federativa Diagnóstico e Procedimentos da Reunião: Convergências na pelviperineais Pain. Nantes, França: 16-18 dezembro de 2009. 7. Pinzón Arango-PA, Y Liu, Camesano TA. Papel do cranberry nas forças de adesão bacteriana e as implicações para Escherichia coli penhora célula-uroepithelial. J Med Food. Abril 2009, 12 (2) :259-70. 8. Jass J, Reid G. Efeito da bebida cranberry na adesão bacteriana in vitro e microbiota vaginal em mulheres saudáveis. Can J Urol. 2009 Dec; 16 (6) :4901-7. 9. YL Lee, Owens J, L Thrupp, Cesário TC. O suco de cranberry tem atividade antibacteriana? JAMA. 2000 05 de abril, 283 (13): 1691. 10. MB Howell. compostos bioativos em cranberries eo seu papel na prevenção de infecções do trato urinário. Food Nutr Res Mol. 2007 Jun; 51 (6) :732-7. 11. Stothers L. 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  8. Muitas informações não chegam até nós por não ser conveniente financeiramente para alguns grupos. O que aconteceria se revelações da ciência aumentasse a expectativa de vida da população? Será que os países conseguiriam pagar a aposentadoria para um grande número de pessoas com mais de 100 anos de idade? É interessante para algum governo que você viva muito tempo? Será que existe a cura para muitas doenças e isso é simplesmente abafado por órgãos governamentais e também pela indústria farmacêutica? O fato é que a natureza possui verdadeiros remédios que apesar de desconhecidos, agem a favor da vida. Diversos estudos já foram comprovados mas são pouco divulgados, por exemplo, pesquisas realizadas sobre o tratamento das doenças geradas pelo acúmulo de gorduras. Podemos evitar a manifestações dessas doenças combatendo a acumulação de gordura através de vários mecanismos: Otimizando a digestão e absorção da sacarose. Aumentando o gasto energético de repouso. Dificultando a absorção de gordura no intestino. Modudalando a atividade da enzima alfa-amilase reduzindo assim, a absorção de carboidrato na corrente sanguínea. Reduzindo a ação da enzima alfa-glicosidase, tornando mais lenta a absorção dos amidos e açúcares na corrente sanguínea. Melhorando a sensibilidade da leptina, estimulando a lipólise(queima de gordura). Promovendo níveis saudáveis de adiponectina para ajudar manter a sensibilidade à insulina. Regulando a atividade da enzima glicerol-3-fosfato desidrogenase, reduzindo a quantidade de amidos ingeridos convertidos em triglicérides e armazenados como gordura. Um estudo no "Journal of Science" concluiu que em primatas, uma dieta de restrição calórica pode retardar o início de várias doenças relacionadas a idade. Mesmo sabendo dos benefícios da restrição calórica no que se refere a extensão da vida, é muito difícil deixar de usar um dos maiores culpados das doenças da população: o açúcar refinado. Graças a alguns cientistas sérios que com muito amor estudam substâncias naturais, podemos hoje, sem usar qualquer remédio caro, viver mais, melhor e feliz. Chá Verde O extrato de chá verde tem a capacidade de inibir a quebra e absorção de gordura da dieta. Foi documentado os efeitos benéficos dos polifenóis do chá verde em uma experimentação clínica humana, onde ocorreu uma perda de peso média de 15 quilos e uma redução de 10% da circunferência da cintura em 90 dias, quando 300 mg / dia foi administrada e associada a uma dieta de baixa caloria. O grupo que usou placebo seguiu a mesma dieta de baixa caloria e perdeu apenas 5 quilos e 5% de medida na cintura. O "Phytosome" (chá verde), é o que foi usado nesse estudo. Feijão natural (Phaseolus vulgaris) O envelhecimento reduz a nossa capacidade de utilizar carboidratos (e gorduras). A medida que ficamos mais velhos, nossa corrente sanguínea se torna cronicamente inchada por causa da glicose e triglicerídeos, resultando um contraste direto com o perfil metabólico que tinhamos em nossa juventude. Pesquisas sugerem que a enzima alfa-amilase possui um papel indesejável ​​na digestão dos carboidratos e absorção de calorias do amido e açúcar. Já é notório que o extrato de feijão natural (Phaseolus vulgaris) regula a atividade da alfa-amilase. Algas Marinhas Outra enzima intestinal que permite a absorção de carboidratos é alfa-glicosidase. Existe um extrato de algas marinhas patenteado (InSea2 ™) que demonstrou a capacidade de ajudar a manter os níveis saudáveis ​​de alfa-glicosidase e alfa-amilase. Quando administrado em animais de laboratório, esse extrato de algas marinhas reduziu as elevações da glicose após as refeições (pós-prandial) em até 90% em comparação com animais não-suplementados. Irvingia gabonensishas, Manga Africana Jovens saudáveis ​​rapidamente convertem gorduras e açúcares ingeridos em energia. Com o envelhecimento, a nossa capacidade metabólica para utilizar eficientemente gorduras e açúcares na produção de energia diminui. Portanto, é fundamental que as pessoas utilizem um componente para reduzir a ação do açúcar antes de cada refeição. As células de gordura (adipócitos) secretam um hormônio chamado leptina, que informa o nosso cérebro que nos alimentamos o suficiente. A leptina também pode facilitar a quebra de triglicerídeos armazenados em nossos adipócitos através do processo de lipólise. Muitos Indivíduos obesos ​​têm níveis sanguíneos surpreendentemente elevados de leptina, isso indica que suas células se tornaram resistentes à leptina. O extrato de uma manga Africana chamado "Irvingia gabonensishas" demonstrou uma melhora na sensibilidade a leptina em pessoas com sobrepeso. Em um estudo publicado recentemente, a Irvingia demonstrou seus efeitos benéficos sobre os níveis de leptina no sangue, seguido de perda de peso e medida da cintura. Além disso, a manga africana demonstrou os seguintes efeitos benéficos sobre os principais aspectos do metabolismo: O Glicerol-3-fosfato desidrogenase é uma enzima envolvida no complexo processo bioquímico que converte o amido ingerido e calorias do açúcar em gordura corporal armazenada. A irvingia reduz o impacto do amido e calorias do açúcar em gordura corporal. Pesquisas em células de gordura sugerem que a irvingia possui propriedades de inibição da "alfa-amilase" (como o InSea2 ™ e o Phaseolus vulgaris), o que pode ajudar na redução da taxa de absorção de carboidratos a partir do intestino e uma redução do impacto calórico do amido e de alimentos açucarados. Adiponectina é um hormônio ajuda a manter a sensibilidade à insulina nas membranas das células produtoras de energia. Quando as células de gordura aumentam seu tamanho, passam a produzir menos adiponectina, sendo assim, as pessoas com excesso de peso precisam regular os níveis ​​de adiponectina para manter a sensibilidade à insulina e a aptidão metabólica. Conclusão Há um suplemento no mercado chamado "Optimized Irvingia with Phase 3™ Calorie Control Complex", que é de fato uma abordagem inovadora para perda de peso e com um benefício adicional: ajuda a diminuir a absorção de alimentos ricos em amido ou açúcares, reduzindo o impacto calórico e significativamente o risco de mortalidade relacionada a idade. A suplementação regular desse suplemento, ou qualquer outra formulação que contenha manga africana, pode ajudar a fornecer vários benefícios anti-envelhecimento, que ajudará o ser humano no futuro, viver mais e melhor. É absolutamente óbvio que nenhum suplemento ou medicamento para perda de peso, aumento de massa muscular e extensão da vida, funcione como um milagre. Qualquer suplemento deve ser tomado em conjunto com uma dieta saudável e um programa de exercícios de musculação em alta intensidade. Algumas pessoas ingerem tantas calorias em excesso que não importa o quanto sua taxa metabólica é aumentada, ou quanto ocorre em otimização dos níveis açúcar no sangue após as refeições. Essa falta de disciplina irá resultar no excesso de calorias que serão armazenadas como forma de gordura. É praticamente impossível consumir calorias em excesso e esperar perder peso utilizando suplementos ou medicamentos.
  9. Ricardo Fonseca

    Treino para Lutadores de MMA

    Um lutador de MMA de alto nível necessita de uma grande resistência para lutar 5 rounds de 5 minutos e ainda ter energia para nocautear ou finalizar o adversário. Esse poder e força para suportar ataques letais, aplicar chaves e estrangulamentos, dependem muito do condicionamento do lutador. Não é por acaso que praticamente todos os lutadores de MMA de sucesso são pessoas com musculatura forte, densa e definida. Mas qual é o tipo de treino para lutadores do UFC? Os tipos de exercícios que eu uso para atletas de MMA ou Jiu-Jitsu não necessita de muito trabalho aeróbio, porque há pouco trabalho aeróbico realizado em uma luta. Nós fazemos a base do treinamento acessório com musculação para os atletas ganharem hipertrofia, potência e velocidade, ao mesmo tempo que derretem a massa adiposa por aumento do metabolismo basal. Somente quando o VO2 é muito baixo, fazemos um trabalho aeróbio. Isso porque a capacidade aeróbia não se perde facilmente e os picos anaeróbios na luta e na musculação criam uma curva de condicionamento aeróbio, possibilitando assim, o atleta reduzir bastante o treino de corrida e outros do gênero. Após a fase de adaptação, seguido pela fase de hipertrofia (treino base), o treino específico deve ser montado com menor volume, sobrecarga dosada e se tornar o mais funcional possível, simulando movimentos da arte praticada. A maioria das séries que fazemos são multiarticulares, principalmente os de membros inferiores pois na luta, os atletas agacham muito para dar quedas, levantar e golpear, esses atletas não podem se dar ao luxo de ter pernas esgotadas durante a luta. Nessa fase, utilizamos treinos de alta intensidade em circuitos sem descanso(um exercício após o outro sem descanso): CIRCUITO DE SOBRECARGA PARA LUTADORES 1º CIRCUITO SET OBS REPS AGACHAMENTO 1 FALHA TOTAL 20-1 LEG PRESS 1 FT 20-1 EXTENSORA 1 FT 20-1 FLEXORA 1 FT 20-1 SUPINO DUMBELL(SOCO) 1 FT 20-1 REMADA BAIXA 1 FT 20-1 SUPINO BARRA 1 FT 20-1 REMADA CURVADA 1 FT 20-1 ELEVAÇÃO LATERAL 1 FT 20-1 ROSCA DIRETA CABO 1 FT 20-1 TRICEP CORDA PULLEY 1 FT 20-1 ABDOMINAL PUNCH 1 FT 20-1 2º CIRCUITO SET OBS REPS AVANÇO 1 FT 20-1 LEG PRESS 90º 1 FT 20-1 EXTENSORA 1 FT 20-1 FLEXORA SENTADO 1 FT 20-1 SUPINO INCLINADO 1 FT 20-1 PUXADOR FECHADO 1 FT 20-1 PEC DEC 1 FT 20-1 DESENVOLV MÁQUINA 1 FT 20-1 TRICEPS PULLEY 1 FT 20-1 ROSCA DIRETA 1 FT 20-1 Pliometria (Push-up): Explodir nos movimentos de flexão de cotovelo para que as mãos fiquem fora do solo (braços estendidos) no final de cada repetição. Iniciantes deverão começar com as mãos em cima de uma caixa alta (variação mais fácil do que as mãos no chão). Agachamento Guiado 3 x 15 Chute Lateral p/ cada perna Supino Horizontal 3 x 15 socos (variados) 1'' TRI - SET ABAIXO Barra Fixa (F) 3 x 15 Meio Arranque 3 x 15 Abdômen 3 x 15 Potência 3 X 8 a 12 REP INT: 30'' a 40'' 1 - Supino(soco) na Polia c/ giro (executar o movimento em pé) 2 - LEG Inclinado (deslocar a plataforma dos pés) 3 - Remada Unilateral 4 - Encolhimento de ombro 5 - Arranque com elástico ou cabo 6 - Avanço c/ anilha no peito (+- 20 passadas ida e volta)
  10. Ricardo Fonseca

    Suplementos para Articulação

    Você já deve ter ouvido a expressão "no pain, no gain", que é a máxima dos atletas que almejam chegar no limite máximo do seu esporte. Embora seja uma teoria verdadeira para se conquistar o degrau mais alto no pódio, treinos com demasiada intensidade podem causar problemas articulares se não for tomada a devida precaução. Sabemos que o exercício funciona por destruir e reconstruir seus músculos a um nível microscópico, e o lado negativo dessa equação é que também pode existir um maior risco de lesão, pelo uso excessivo da articulação. Cartilagem, tendões e ligamentos estão entre as lesões mais comuns sofridas pelos atletas, como por exemplo a osteoartrite, uma condição alimentada por anos de uso e treino. O risco de osteoartrite aumenta com a idade, estudos evidenciam uma diminuição da capacidade de nosso organismo produzir fatores de crescimento, juntamente com uma acumulação gradual de enzimas que podem degradar o suporte estrutural do tecido conjuntivo com o passar do tempo. Quando confrontados com as complicações comuns da osteoartrite, mesmo uma pessoa que faz exercícios casualmente, se torna vulnerável a lesões graves. Obviamente, se tornar um sedentário não é a resposta. O exercício regular é essencial para preservar a saúde, e é ainda mais importante se você sofre de artrite, ou de qualquer doença articular, uma vez que perder o excesso de peso e aumentar a força pode ajudar a aliviar o peso sobre as articulações. A chave é encontrar uma saída criando uma sinergia entre a atividade física e suplementos que possam minimizar o desgaste nas articulações provocados pelo tempo e pelo excesso de uso. Isso permitirá uma regeneração articular sem se privar de todos os benefícios de uma atividade física. Alguns suplementos podem beneficiar as pessoas que sofrem de problemas articulares. A glucosamina, por exemplo, é uma das respostas mais eficazes para este paradoxo comum, as pesquisas mostram que essa substância pode aliviar significativamente a inflamação, melhorar a função articular e combater a degeneração. Outros compostos podem trabalhar em conjunto com a glucosamina e reforçar o seu efeito, trata-se do sulfato de condroitina e principalmente do methylsulfonylmethane (MSM), que pode reduzir a dor e o inchaço, além de aumentar a flexibilidade e a mobilidade. A marca comprovada eficiente é a "VRP", dos USA. SAMe e osteoartrite A osteoartrite é uma conseqüência natural do envelhecimento das articulações. Ela ocorre quando o tecido cartilaginoso torna-se rígido, resultando em atrito dos ossos na área afetada. Posteriormente esse atrito causa inflamação e progressivamente a diminuição da mobilidade, podendo levar à completa perda da função. Pesquisadores estimam que milhões de pessoas entre 35 a 65 anos sofrem de algum grau de osteoartrite. Atualmente as opções disponíveis pela medicina dita “convencional” são limitados a aspirina, corticosteróides, inibidores da COX-2 e anti-inflamatórios não esteróides (NSAIDs). Embora estes medicamentos possam efetivamente aliviar a dor, eles não revertem os danos causados na cartilagem. Além disso, mesmo os mais novos inibidores da COX-2 são normalmente associados a efeitos colaterais graves, como: distúrbios intestinais e úlceras. Claramente podemos observar que necessitamos de novas opções de tratamento e que essas possam ser livres dos efeitos negativos das medicações hoje bastante difundidas, ou que pelo menos esses danos colaterais sejam atenuados. O efeito do SAMe na osteoartrite é pesquisado na Itália desde 1975. Um estudo realizado no Instituto de Medicina Geral Konig na Alemanha testou a eficácia do produto em 108 pacientes com osteoartrite no joelho, no quadril e na coluna. Durante 24 meses do estudo, os pacientes receberam 600 mg de SAMe por dia durante as primeiras duas semanas, seguido de 400 mg diariamente até a conclusão da experiência. Segundo os pesquisadores, a melhora dos sintomas foi relatada após apenas duas semanas do inicio da medicação, e continuou durante todo o tratamento. Alguns efeitos colaterais como náuseas ocorreram em apenas 20 dos pacientes e desapareceram no decorrer do teste. Em outro estudo, emitido pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, o suplemento demonstrou ser 80% mais eficaz no alívio da dor relacionado à osteoartrite, quando comparado ao placebo. Mais uma vez podemos relatar a importância dessa descoberta, pois as drogas convencionais utilizadas para o tratamento da osteoartrite apresentam muitos efeitos colaterais. Em contra-partida, o S-adenosil-L-metionina além de possuir resultados tão efetivo quando essas drogas, não pronuncia efeitos adversos importantes. Em suma, a importância desse suplemento para a manutenção da estabilidade biológica não pode ser negligenciada. Há provas irrefutáveis demonstrando que o produto é um tratamento eficaz para muitas doenças relacionadas a idade. Além disso, as pesquisas não param por ai. Atualmente, vários estudos estão sendo executados com o intuito de entender a relação entre a deficiência do SAMe e as inúmeras doenças associadas à idade avançada, como: o câncer, a doença de Parkinson, a doença de Alzheimer, doença cardíaca, demência e transtorno do sono. Provavelmente em breve teremos uma revolução na medicina com a comprovação dos suplementos que estavam escondidos. A marca mais eficiente é a "Life Extension" - www.lef.org . Referências: 1. O’Keeffe SA, Hogan BA, Eustace SJ, et al. Overuse injuries of the knee. Magn Reson Imaging Clin N Am. 2009 Nov;17(4):725-39, vii. 2. Dalton SE. Overuse injuries in adolescent athletes. Sports Med. 1992 Jan;13(1):58-70. 3. Swenson TM, Harner CD. Knee ligament and meniscal injuries. Current concepts. Orthop Clin North Am. 1995 Jul;26(3):529-46. 4. Scoggin JF 3rd. Common sports injuries seen by the primary care physician. Part II: Lower extremity. Hawaii Med J. 1998 May;57(5):502-5. 5. Bijlsma JW, Knahr K. Strategies for the prevention and management of osteoarthritis of the hip and knee. Best Pract Res Clin Rheumatol. 2007 Feb;21(1):59-76. 6. Fukuda K. Progress of research in osteoarthritis. Involvement of reactive oxygen species in the pathogenesis of osteoarthritis. Clin Calcium. 2009 Nov;19(11):1602-6. 7. Forster K, Schmid K, Rovati L, et al. Longer-term treatment of mild-to-moderate osteoarthritis of the knee with glucosamine sulfate- a randomized controlled, double-blind clinical study. Eur J Clin Pharmacol 1996;50:542. 8. Qiu GX, Gao SN, Giacovelli G, et al. Efficacy and safety of glucosamine sulfate versus ibuprofen in patients with knee osteoarthritis. Arzneimittelforschung 1998;48:469-74. 9. 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Randomised, double-blind, parallel, placebo-controlled study of oral glucosamine, methylsulfonylmethane and their combinations. Clin Drug Invest 2004;24:353-63. 14. Kim LS, Axelrod LJ, Howard P, et al. Efficacy of methylsulfonylmethane (MSM) in osteoarthritis pain of the knee: a pilot clinical trial. Osteoarthritis Cartilage 2006;14:286-94. 15. Leeb BF, Schweitzer H, Montag K, et al. A meta-analysis of chondroitin sulfate in the treatment of osteoarthritis. J Rheumatol 2000;27:205-11. 16. Mazieres B, Combe B, Phan Van A, et al. Chondroitin sulfate in osteoarthritis of the knee: a prospective, double blind, placebo controlled multicenter clinical study. J Rheumatol 2001;28:173-81. 17. Verbruggen G, Goemaere S, Veys EM. Systems to assess the progression of finger joint osteoarthritis and the effects of disease modifying osteoarthritis drugs. Clin Rheumatol 2002;21:231-43. 18. Uebelhart D, Thonar EJ, Delmas PD, et al. 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  11. Ricardo Fonseca

    Rotina de Treinamento de Pernas

    Gostaria de comentar brevemente sobre o meu treinamento de pernas executado aqui na China durante o mês de maio de 2011. Treinar perna aborrece a maioria dos marombeiros de academia. Ao invés de fugir do ginásio nos dias de perna, é melhor você ter uma rotina a seguir, pois como dizia "Arnold", nós conhecemos nosso parceiro de treino quando treinamos perna. Na rotina abaixo seus quadríceps serão triturados, esse treino de perna separa homens de meninos: Primeira semana: Exercício Série Série Série Série Agachamento Smith 15 12 12 - FT 8 -FT Leg Press 45º com repetição forçada e drop set 15 12 10 - FT 8 -FT Hack Squat 18 12 10 Extensora 15 12 10 - FT 8 -FT Adução 20 15 12 Segunda semana: Exercício Série Série Série Série Extensora 20-8 20-8 20-8 20-8 Agachamento Livre FT FT FT Leg Press FT FT FT Hack Squat 20-8 20-8 20-8 Flexora Deitado 15-8 15-8 15-8 Stiff 12 12 Terceira semana: Exercício Série Série Série Série Avanço Smith 15 12 12 8 Flexora Sentado 15 12 19 8 Stiff 18 12 10 Leg Press 80º com repetição forçada e drop set 15 12 10 Abdução 20 15 15 Cadeira Extensora com repetição forçada + drop 20 15 12 12 *FT = Falha Total Abraços a todos e bons treinos. [gallery]
  12. Ricardo Fonseca

    Dez Maneiras de Combater Gordura

    Dez Maneiras de Combater Gordura SEJA UM HOMEM DE FERRO É difícil para alguns acreditar na importância do treinamento de musculação no combate a gordura. O fato é que aumentar músculo, faz com que seu metabolismo fique mais acelerado. Para cada quilo de massa muscular magra que você ganha, perde-se um extra de 35-50 calorias por dia, ou até 1.500 calorias por mês ou 18.000 calorias por ano, enquanto descansa. Isso é cerca de 5 quilos de gordura corporal eliminada em repouso. DESCANSO ENTRE AS SÉRIES Não gaste seu tempo entre as séries conversando. Para queimar mais calorias em seu treinamento com pesos, limite de períodos de descanso a 30-45 segundos. Descansando somente 30 segundos entre as séries gera um aumento na queima calórica em 20%, em comparação a um treino com descanso de três minutos. Você poderá se sentir mais fraco para sua próxima série, mas promoverá uma hipertrofia maior, aumentando o metabolismo de repouso. AUMENTE SUA INTENSIDADE Para ajudar no resultado, use princípios de treinamento como repetições forçadas, supersets e drop sets. MUDE SUA ROTINA DE TREINO Não permaneça com os mesmos exercícios e pesos. Após 4-6 semanas, seu corpo se adapta a sua rotina e estará faminto por algo novo. Deve-se mudar as repetições, carga, exercícios para que o corpo não entre em homeostase. Tente novos exercícios, diminua ou aumente os períodos de descanso, incorpore técnicas avançadas como supersets, mude barras para halteres, tudo para que seu corpo não se adapte ao mesmo estímulo. O treino com pesos é um esporte onde a adaptação do organismo não é desejável. COMPOSIÇÃO CORRETA DOS EXERCÍCIOS Construa a sua rotina de treino baseada nos movimentos multiarticulares como Leg Press, Agachamento, Supino com "dumbells", para recrutar o máximo de fibras e queimar mais calorias. Movimentos isolados, ou exercícios monoarticulares, tais como extensões de perna, rosca bíceps e extensões de tríceps, devem representar apenas uma pequena parte de sua rotina. DESCANSO No descanso é onde ocorrem os ganhos reais, o corpo precisa de descanso. Para isso são necessárias pelo menos oito horas de sono por noite para permitir seu corpo se recuperar e crescer, levantando todo seu potencial para queimar calorias. E dependendo do volume de treinamento, permita alguns dias antes de trabalhar o mesmo grupo muscular novamente. Isso impedirá o overtraining, evitando a perda de massa muscular. AEROBIOSE APÓS MUSCULAÇÃO O treinamento aeróbio leve ou moderado queima mais gordura depois da musculação. Estudos comprovam que 30 minutos de aeróbio após um treino completo de musculação, indivíduos obtém aumento na taxa metabólica de repouso, que pode ser elevada em 20% por dois dias após a sessão de exercício. Em um homem de 80kg, esse percentual equivale a uma média de 400 calorias extras queimadas por dia. ABDOMINAL Se seu objetivo é ter uma cintura mais fina, não treine abdômen com cargas pesadas. Use um peso que permita que você obtenha pelo menos 15 repetições por série, permitindo um mínimo de descanso entre as séries (menos de 40 segundos). Aumente a velocidade concêntrica do movimento para não precisar de cargas elevadas e tirar o máximo proveito de sua rotina. AUMENTE O PESO Se você treina muito leve e com repetições altas, torna-se interessante adicionar peso, 5% -10% da carga usual, obrigando as repetições descerem para a faixa de 6-8. Isso é um tratamento de choque para seu metabolismo escapar do estado de equilíbrio. Essa simples mudança pode ajudar a queimar até 600 calorias por mais dois dias depois de um treino. PERIODIZAÇÃO Faça periodização para melhores resultados, alternando entre fases que você foca em força, hipertrofia e resistência. MAPEIE SEU PROGRESSO Mantenha um diário de treinamento. Registre seus treinos, séries e repetições de cada sessão, assim saberá em qual fase ou tipo de treino que obteve mais resultados, podendo periodizar melhor com esses dados e definir novas metas.
  13. Ricardo Fonseca

    Dor Muscular após o Exercício

    DOR MUSCULAR APÓS O EXERCÍCIO Todos os praticantes de atividade física, ou até mesmo, indivíduos sedentários, já experimentaram depois de algum esforço físico, um episódio de dor muscular tardia. Denominamos “DOMS” (Delayed Onset Muscle Soreness), ou seja, inicio de dor muscular tardia, que é o desconforto que ocorre quando uma pessoa se exercita próxima ao limite de seu corpo ou estimula a musculatura com exercícios diferentes dos quais está acostumada. O fenômeno ocorre tanto em pessoas sedentárias como em atletas de alto nível adaptados ao treinamento. Iniciantes e idosos estão mais sujeitos à dor após o treinamento, mas qualquer pessoa que pratica uma atividade para a qual não esteja acostumada, poderá ser surpreendida com as dores musculares, que são apenas uma adaptação normal do organismo. Os sintomas apresentados nos atletas são: dor, inflexibilidade e desconforto, que podem ocorrer um ou mais dias após o treinamento. A dor não se manifesta até, aproximadamente, oito horas após o exercício, entretanto, ela aparece depois desse período aumentando progressivamente de intensidade nas primeiras 24 horas, e alcançando o máximo de intensidade entre 24 e 72 horas. Após 72 horas, há um declínio progressivo da dor, podendo até desaparecer, e é nessa hora que devemos treinar o músculo novamente. Alguns fisiculturistas precisam de cinco a sete dias para recuperar o músculo treinado devido à grande intensidade no treino que eles conseguem alcançar, isso justifica porque alguns dividem o treino para apenas um músculo por dia, treinando a mesma região novamente depois de uma semana. Algumas teorias propõem que a dor é gerada por dano físico causado pelo aumento da tensão do sistema contrátil, acúmulo de substâncias metabólicas, dano estrutural aos tecidos causado pelo aumento da temperatura muscular e controle neuromuscular alterado. Isso ocorre quando se dá um estimulo intenso ao músculo, principalmente uma ação excêntrica não-habitual. Deixando um pouco a teoria de lado, vamos à prática! Existe um grande segredo que é uma grande dificuldade no treinamento de força para quem deseja estar sempre progredindo no resultados. É a conjugação do estímulo x recuperação x novo estímulo, respeitando as limitações do músculo pela observação da dor. Descansar muitos dias após o término da dor muscular tardia faz perder o ponto certo da supercompensação (estado de obtenção de resultados) acabando com o melhor aproveitamento do treino em relação ao objetivo proposto. Treinar sempre com a mesma carga, mesmos métodos, e mesmo tempo de recuperação pode gerar um efeito conhecido por destreinamento onde o nível de força permanece inalterado, mas o volume muscular diminui. Normalmente, nesse ponto de estagnação, não existe dor muscular tardia, o que nos obriga a quebrar essa constante para novamente sentir uma dor suave após o treino. Por outro lado, quando o músculo ainda apresenta uma leve dor é porque ainda não está recuperado para o próximo treino. Treinar esse músculo dolorido, agudizará as dores, trazendo como conseqüência uma possível lesão. Conjugando mais um fator para obtenção de resultados, está a ingestão de grandes quantidades de proteínas, que é justificada pelo fato do músculo ter sido microlesado no treino. O intuito é acelerar sua recuperação e também gerar hipertrofia muscular. Pode-se concluir que os danos causados à estrutura muscular, devido à prática de contrações musculares de alta intensidade (estresse mecânico), desencadeiam uma resposta inflamatória, que é a principal responsável pela dor tardia no grupo muscular exercitado, e que o microtrauma e a regeneração representam uma progressão normal associada com o treinamento. São partes integradas do restabelecimento do equilíbrio do organismo, portanto, fica claro porque alguns atletas de alta performance defendem a máxima: “No Pain, No Gain !” Respeite sempre sua recuperação. Ricardo Alexandre da Fonseca Especialista em Fisiologia do Exercício e Treinamento Resistido MSN / Email: [email protected] Fontes bibliográficas Edward L, Donald K. Bases Fisiológicas da ed. Física e desporto. Guyton MD, Arthur C. Tratado de Fisiologia do Exercício. William D, Mc Andlle, Frank Ikatch, Victor L, Katch. Fisiologia do exercício.
  14. III COLÓQUIO CIENTÍFICO A MUSCULAÇÃO NA SAÚDE, NA DOENÇA E NO ENVELHECIMENTO RESUMO Por muito tempo proibiu-se o idoso de fazer exercícios com peso. Há algum tempo, a imagem de uma pessoa mais velha levantando pesos era absurda. Este tipo de atividade física, para esta faixa etária, colocava dúvidas até mesmo nos especialistas em musculação. Hoje em dia, esse assunto se expandiu tanto na teoria quanto na prática, mas devido a complexidade do tema, que atinge todas as áreas psico-físicas do idoso, ainda existem muitas dúvidas a serem esclarecidas. Com essa nova realidade criou-se a necessidade de um aprofundamento na busca de informações e pesquisas que demonstrassem os reais benefícios do treinamento com peso, para a qualidade de vida do idoso. Provou-se então que a musculação pode ser mais segura do que os exercícios aeróbios, na reabilitação cardíaca ,por não aumentar muito a freqüência arterial. Estudos determinaram que a musculação pode diminuir a incidência de vários tipos de doenças como obesidade, ansiedade, depressão, colesterol elevado, hipertensão, conseqüências da aterosclerose como o infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Mais ainda, verificou-se que a pressão arterial diastólica mais elevada nos exercícios resistidos em relação aos aeróbios, é um importante fator para o aumento da oferta de sangue para o miocárdio. INTRODUÇÃO: Recorreu-se às melhores bibliografias, com destaque aos artigos americanos, onde vários autores têm desenvolvido diversos estudos sobre o treinamento com pesos para os idosos. Santarém (2000) nos aponta um programa de treinamento com pesos, planejado e adequado, que pode resultar em aumentos significativos na força, na hipertrofia muscular, na densidade óssea e na flexibilidade. Dentro desta perspectiva, vários autores desenvolveram diversos estudos com idosos, usando protocolos específicos em cada teste. As respostas ao treinamento resistido aplicado à terceira idade foram todas positivas e com resultados bem semelhantes: todos os testes apresentaram significativos ganhos de força muscular, sempre acompanhado de um certo grau de hipertrofia. Alguns protocolos apresentavam ganhos na flexibilidade e na densidade óssea. Em estudos dos membros inferiores, obteve-se ótimos resultados principalmente na parte óssea e muscular. Essa é a região mais prejudicada por uma das maiores patologias que acometem o idoso: a Osteoporose. OBJETIVO Apresentar um protocolo de treino que seja seguro e prático para o idoso realizar, mostrando que apesar da idade avançada, o corpo humano responde aos estímulos de sobrecarga, que resultam em benefícios para o corpo e fatores positivos para a saúde, melhorando a qualidade de vida, mesmo estando o idoso sob a ação de patologias diversas. Lipsitz & Evans – (1990). METODOLOGIA A escolha dos pesos para o treinamento em musculação é um tema que costuma gerar algumas dúvidas, principalmente quando o praticante for uma pessoa idosa, debilitada ou doente. Na musculação, os resultados existem basicamente entre 1 e 20 repetições, mais do que 20 repetições apresenta poucas vantagens. Uma faixa de repetições que atinge a maioria dos benefícios(força, hipertrofia, resistência) está entre 5 e 15 repetições para atletas. Os atletas profissionais treinam nessas repetições pois é mais seguro: uma sobrecarga é considerada lesiva e pesada quanto a pessoa não consegue realizar mais do que 6 repetições com perfeita execução, e muito leve é um peso que um atleta consegue realizar mais que 15 repetições. Pensando na segurança do idoso, escolhemos o método que varia entre 8 e 12 repetições, pois abaixo de 6 repetições há uma maior sobrecarga articular, e repetições acima de quinze estressam o sistema cardiovascular, devido ao aumento da freqüência cardíaca(Santarém,2000). A escolha entre 8 e 12 repetições enfatiza tanto o treinamento de força e resistência quanto o de hipertrofia. Em idosos deve ser evitada a contração muscular máxima e a falha total da musculatura, pois nessa situação ocorre grande aumento da pressão arterial. Em pessoas com problemas de saúde, o ideal é parar a série no momento da apnéia, ou seja, quando prende-se a respiração para realizar o movimento. A apnéia produz um aumento da pressão arterial que não é seguro para pessoas com problemas cardíacos. Com o tempo e as adaptações ao treinamento, as pessoas debilitadas conseguem fazer mais repetições com a mesma sobrecarga utilizada antes, e então, deve-se aumentar o peso para que as repetições voltem à falha submáxima entre 8 e 12 repetições. Um erro comum, é aumentar o peso antes de ser possível fazer mais repetições. No idoso treina-se 3 séries para cada grupo muscular. A preferência está para os exercícios básicos: peitoral, remada, abdômem, lombar, leg press e panturrilha. Pessoas mais jovens conseguem, em pouco tempo, um aumento de sobrecarga mais rápido, o mesmo não acontece ao o idoso. As pessoas debilitadas ou doentes fazem a primeira série bem leve, utilizada para o aquecimento, a segunda um pouco mais difícil e a terceira mais difícil ainda, sempre na margem de 8 e 12 repetições. A dificuldade é gerada com o aumento da sobrecarga em cada uma das três séries. Este estudo contou com professores e médicos diretamente do CECAF-USP (Centro de Estudos em Ciência da Atividade Física, da Disciplina de Geriatria da Faculdade de Medicina da USP) coordenados por Dr. José Maria Santarém. CONSIDERAÇÕES FINAIS O treinamento com pesos é a maneira mais eficiente de aumentar a hipertrofia muscular, a densidade óssea e também a flexibilidade. A adaptação funcional mais importante que acontece é a força. Isso promoverá um aperfeiçoamento no desempenho das atividades relacionadas à essa valência física. O idoso fará menos esforço, por exemplo, para agachar e levantar, subir e descer escadas, vestir-se, carregar uma sacola de compras, protegendo assim seu coração, pois abaixa o seu duplo produto, que é o resultado da multiplicação da pressão arterial sistólica pela freqüência cardíaca, dando assim, toda a segurança cardiovascular ao idoso para realizar qualquer atividade que requisite esforços. Estará também protegido das possíveis fraturas, devido a maior consistência óssea, e também pela reduzida possibilidade de queda, já que estará mais forte fisicamente. A musculação inibe o aparecimento de várias doenças tais como: obesidade, colesterol elevado, hipertensão, além de ter efeito analgésico em dores articulares, hérnias de disco, artroses e demais problemas já relacionados. Toda essa melhora fisiológica e funcional do idoso, vai refletir no seu lado social e psicológico, pois se sentirá mais útil, aumentando a sua auto-estima, a sua auto confiança, permitindo-lhe uma maior integração dentro da sociedade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BROWN, A. B.; McCARTNEY, N.; & SALE, D. G. Positive Adaptations to Weight-Lifting Training in the Elderly. Journal of Applied Physiology. Vol. 69. pp 1725-33. 1990. CHARETE, S. L.; McEVOY, L.; PYKA, G.; SNOW-HARTER, C.; GUIDO, D.; WISWELL, R. A; & MARCUS, R.. Hipertrophy Response to Resistance Training in older Women. Journal of Applied Physiology. Vol. 70, pp. 1912-16, 1991. FIATARONE, M. A; MARKS, E. C; RYAN, N. D.; MEREDITH, C. N.; LIPSITZ, L. A; & EVANS, W. J. High-imensity strenght in monagenarians. Effects on skeletal muscle. Journal of the American Medical Association. Vol. 263, nº 22, pp. 3029-34, 1990. FLECK, S. J. & KRAEMER, W. J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 2ª ed. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda., 1999, 248 p. GUEDES Jr., D. P. Personal Training na Musculação. 1ª ed. Rio de Janeiro: Nes Pereira Ed. 1997, 155 p. McARDLE, W. D.; KATCH, F. I.; & KATCH, V. L. Fisiologia do Exercício. Energia, nutrição e desempenho humano. 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1998, 696 p. SANTARÉM, J. M. - Atualização em Exercícios Resistidos: Segurança Cardiovascular. Muscle in Form. Ano 4, nº 21, p. 52-53. THOMPSON, L. V. Effects of Age and Training on Skeletal Muscle Physiology and Performance. Physical Therapy, vol. 74, nº 1, pp. 71-79, 1994. James E. Graves Barry A. Franklin Human Kinetics - Resistance Training For Health And Rehabilitation 2.001 Expositores: Ricardo Alexandre da Fonseca Instituição: Neofitness Training www.neofitness.com.br www.casadosuplemento.com.br Email: [email protected]
  15. Ricardo Fonseca

    O Mito do Carboidrato antes e após o Treino

    Hoje, mais do que nunca, o assunto “queimar gordura” chama a atenção de um número cada vez maior de pessoas. Produtos ou dietas milagrosas estão em todos os lugares, seja na televisão, em revistas ou livros. A obesidade vem crescendo de forma assustadora, sem distinção racial ou social, tanto nos países desenvolvidos como nos subdesenvolvidos. Para se conseguir a diminuição da massa adiposa são necessárias várias mudanças no estilo de vida, o que exige muita disciplina, principalmente na alteração para o balanço energético negativo, condição na qual o gasto energético supera o consumo de energia(comer menos). O gasto energético é influenciado por três componentes: taxa metabólica basal, gasto energético com exercício físico, e a energia gasta com o efeito térmico dos alimentos. A taxa metabólica basal depende da idade, sexo, quantidade de massa corporal (quanto mais músculo, maior a queima de gordura em repouso), freqüência cardíaca e níveis plasmáticos de insulina, sendo influenciada principalmente pela massa magra. Já a energia gasta com a atividade física depende da intensidade e da duração desta, correspondendo ao maior índice sobre o gasto energético humano. O efeito térmico do alimento deve-se principalmente aos processos de digestão, absorção e assimilação de nutrientes, e representa, para uma pessoa ativa, menos de 10% do gasto energético diário. A proteína tem efeito térmico maior, por isso devemos dar prioridade a ela. O carboidrato possui aspectos negativos por causa da liberação acentuada de insulina após seu consumo, interrompendo instantaneamente os fatores de crescimento no organismo. Além disso, o tempo foi passando, a ciência evoluiu e tanto o tempo quanto o trabalho suado de centenas de grupos de cientistas dedicados também hoje nos informam que EXISTEM VÁRIAS (REPITO: VÁRIAS) OUTRAS SUBSTÂNCIAS DIFERENTES DE CARBOIDRATOS QUE DEVERIAM OBRIGATORIAMENTE SEREM USADAS NO PRÉ E PÓS-TREINO COM O RACIONAL DE EVITAR O CATABOLISMO (beta-alanina, glicerol, MCT, ribose, A ETERNA CREATINA, caseína micelar, etc) E QUE NÃO DESTROEM AQUELES FATORES DE CRESCIMENTO QUE O ATLETA (COMO UM ESQUIZOFRÊNICO) TRABALHOU TANTO PARA FABRICAR. Uma estratégia muito simples e muito utilizada por atletas e treinadores de renome é fazer aeróbio logo após acordar, em jejum. Dessa maneira podemos conseguir o máximo de queima de gordura com o mínimo de catabolismo muscular desde que o exercício aeróbio seja em intensidade leve a moderada. Um artigo publicado no jornal Applied Physiology, Nutrition and Metabolism comprova que aeróbios com intensidade média pela manhã em jejum é a melhor forma de queimar gordura e evitar o catabolismo. A única ressalva é de que, o exercício aeróbio deveria ser realizado com intensidade moderada baixa, para que não se exceda o limiar anaeróbio. A gordura só é utilizada como energia se houver oxigênio na célula, já o carboidrato pode ser "queimado" com ou sem o oxigênio. O limiar anaeróbio é o ponto onde a energia obtida durante o exercício deixa de ser obtida através do oxigênio, portanto, ao se ultrapassar o limiar anaeróbio, utilizaremos prioritariamente carboidrato ou músculo (a massa muscular é quebrada formando aminoácidos que se transformam em glicose através de um processo chamado gliconeogenese) como fonte de energia. Nenhum grama de gordura será utilizado. Geralmente quando corremos, ultrapassamos o limiar anaeróbio; é esse principio que rege sobre a importância de não correr para se queimar o máximo de gordura. Quando corremos é óbvio que gastamos mais calorias do que quando andamos, mas quase toda a energia gasta na corrida, seria obtida através dos carboidratos e músculo. A hora em que acordamos é um evento único no dia no que diz respeito a um ambiente hormonal propício para a queima de gordura. Essa é a única hora do dia, onde ficamos 8 horas sem nos alimentarmos. Esse fato promove a liberação de hormônios essências para a oxidação da gordura. Outro fator importante a se considerar, é que nesta ocasião, os receptores de adrenalina (epinefrina) nos adipócitos (células de gordura) terão mais afinidade com a substância permitindo uma resposta mais poderosa na liberação de ácidos graxos para posterior oxidação durante a caminhada matinal. O efeito lipolítico (queima de gordura) durante o aeróbio pela manhã em jejum pode ser consideravelmente amplificado se consumirmos cafeína antes do exercício. A fonte de cafeína mais comum é o café, o chá verde, etc. Para evitar a elevação do cortisol (hormônio catabólico) é importante usar também 500mg de vitamina C antes de realizar a atividade em jejum. Outra informação importante descoberta pelos cientistas referente aos treinos de musculação ou qualquer outro realizado durante o dia, é a substituição do carboidrato por um triglicerídeo de cadeia média como fonte de energia antes do treino, whey protein isolado puro (sem dextrose) após o treino, mas isso discutiremos em outra ocasião. Referências : Bennard P, Doucet E. - Acute effects of exercise timing and breakfast meal glycemic index on exercise-induced fat oxidation.Appl Physiol Nutr Metab. 2006 Oct;31(5):502-11. Wahrenberg H, Lönnqvist F, Hellmér J, Arner P. Importance of beta-adrenoceptor function in fat cells for lipid mobilization.Eur J Clin Invest. 1992 Jun;22(6):412-9.
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