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    • Por Thiago Carneiro
      Winstrol® é o nome comercial mais conhecido da droga estanozolol. O estanozolol é um derivado da diidrotestosterona. Ela foi alterado quimicamente para que as propriedades anabólicas (construção de tecidos) do hormônio sejam majoradas e sua atividade androgênica minimizada.
      O estanozolol é classificado como um esteroide anabólico e possui forte efeito anabólico e fraco efeito androgênico, numa das melhores proporções entre os agentes comercialmente disponíveis. Ele não pode ser aromatizado em estrogênios. É notável a sua capacidade em promover o crescimento muscular sem retenção de água, o que o torna altamente desejado por fisiculturistas em cutting e por atletas de competição.
      O estanozolol foi descrito pela primeira vez em 1959. Foi desenvolvido como medicamento pelo laboratório Winthrop, na Grã-Bretanha. Foi oficialmente lançado no mercado de medicamentos prescritos nos EUA em 1962, sob a marca Winstrol®.
      Era prescrito para uma variedade de finalidades médicas, incluindo a indução do apetite e ganho de tecido magro, em casos de perda de peso associada a muitas doenças malignas e não malignas. Também era prescrito para preservação da massa óssea em razão de osteoporose, para crianças com insuficiência de crescimento, e como anticatabólico durante a corticoterapia prolongada, ou para pacientes em pós-operatórios e em pós-traumáticos (queimaduras, fraturas), e até mesmo para tratar debilidade em idosos.
       O controle do FDA sobre o mercado de medicamentos prescritos ficou mais restrito em meados da década de 1970, e os usos indicados para o Winstrol® logo diminuíram.
      Durante esse tempo, o FDA considerava o Winstrol® como “provavelmente eficaz” como terapia adjuvante para o tratamento da osteoporose e para o tratamento do nanismo com deficiência hipofisária.
      O Winstrol® como agente terapêutico permaneceu sendo legalmente vendido nos EUA durante as décadas de 1980 e 1990, época em que muitos outros esteroides anabolizantes estavam desaparecendo do mercado.
      O estanozolol também foi promissor durante esse período para melhorar as concentrações de glóbulos vermelhos, combater o câncer de mama e (mais recentemente) tratar o angioedema, um distúrbio caracterizado pelo inchaço dos tecidos subdérmicos, muitas vezes com causas hereditárias.
      A Winthrop passou por uma série de mudanças corporativas durante a década de 1990, incluindo uma fusão em 1991 com a Elf Sanofi, para formar a Sanofi Winthrop.
      A Sanofi Winthrop continuou a vender Winstrol® nos EUA por aproximadamente mais 10 anos, até o momento em que a droga foi descontinuada por "problemas de fabricação".
      Em 2003, os direitos do Winstrol® foram oficialmente transferidos para a Ovation Pharmaceuticals. O Winstrol® continua sendo um medicamento aprovado no mercado farmacêutico dos EUA, embora não esteja sob produção ativa pela Ovation.
      Todas as formas de Winstrol® estão atualmente indisponíveis nos EUA, embora a marca Winstrol® permaneça disponível na Espanha. Inúmeras outras marcas e formas genéricas do medicamento são produzidas em outros países, tanto no mercado de medicamentos para uso humano, quanto veterinário.
      A composição e dosagem podem variar de acordo com o país e o fabricante.
      O estanozolol foi originalmente desenvolvido como um esteroide anabolizante oral, contendo 2 mg de medicamento por comprimido (Winstrol®). Outras marcas geralmente contêm 5 mg ou 10 mg por comprimido. O estanozolol também pode ser encontrado em preparações injetáveis (Winstrol® Depot). Estas são mais comumente suspensões à base de água contendo 50 mg/ml de esteroide.
      O estanozolol é uma forma modificada de dihidrotestosterona, com as seguintes diferenças:
      adição de um grupo metil no carbono 17-alfa para proteger o hormônio durante a administração oral; ligação de um grupo pirazol ao anel A, substituindo o grupo 3-ceto normal (isso dá ao estanozolol a classificação química de um esteroide heterocíclico). Quando visto à luz da 17-alfa metildi-hidrotestosterona, a modificação do anel A no estanozolol parece aumentar consideravelmente sua força anabólica, enquanto reduz a sua androgenicidade relativa.
      O estanozolol tem uma afinidade de ligação relativa muito mais fraca para o receptor de andrógeno do que a testosterona ou a diidrotestosterona.
      Ao mesmo tempo, ele exibe uma meia-vida muito mais longa e menor afinidade para proteínas de ligação do soro em comparação. Essas características (entre outras) permitem que o estanozolol seja um esteroide anabolizante muito potente, apesar de sua afinidade mais fraca para a ligação ao receptor.
      Estudos recentes também confirmaram que seu modo primário de ação envolve a interação com o receptor de andrógeno celular. Embora não totalmente elucidado, o estanozolol pode ter propriedades adicionais (algumas potencialmente únicas) em relação ao antagonismo do receptor de progesterona, local de ligação de glicocorticóide de baixa afinidade interação e atividades independentes AR / PR / GR (receptor androgênico / receptor progestínico / receptor gonadotrófico).
      Em doses terapêuticas, o estanozolol não tem atividade progestacional significativa. O estanozolol é conhecido por suprimir fortemente os níveis de SHBG (globulina ligada ao hormônio sexual). Este traço é característico de todos os esteróides anabólicos e androgênicos, embora sua potência e forma de administração tornem o Winstrol® oral particularmente eficaz nesse aspecto.
      As proteínas de ligação ao plasma, como SHBG, agem para restringir temporariamente os hormônios esteroides de exercerem atividade no corpo e reduzem a porcentagem disponível de esteroide livre (ativo).
      O estanozolol oral pode ser útil para fornecer uma maior porcentagem de esteroides não ligados no corpo, especialmente quando tomado em combinação com um hormônio que é mais avidamente ligado por SHBG, como a testosterona.
    • Por Thiago Carneiro
      O princípio ativo do estanozolol oral (em comprimidos ou tabletes) é a mesma do estanozolol em forma injetável. Inclusive, a forma injetável do estanozolol também pode ser administrada por via oral.
      Para mais informações, consulte estanozolol injetável.
    • Por AleDFC
      Pessoal, sou nova por aqui. Tenho 45 anos e treino há 8. Sempre fui bem gorda e em 1993 cheguei no auge com mais de 120kg. 
      Ano passado, após ver que, mesmo treinando corretamente, os ganhos aparentes tinham estagnado, optei por procurar um médico e iniciar o uso de anabols.
      Comecei em janeiro com 50mg de testo 1x por semana (tomo até hoje) e 10mg por dia de oxadrolona. Fiz isso por dois meses e meio. Após esse período parei a oxan e passei para 10mg de Stano junto com a testo. 

      Segunda tenho nova consulta. Bom, o resultado no corpo foi visível, como podem ver nas fotos abaixo, porém minha voz engrossou bastante após o stano, assim como o crescimento de pelos e espinhas no queixo. Nada muito absurdo (os pelos e as espinhas), mas já perto do limite. 

      Minha dúvida é: Acredito que ele pare com o Stano (essa é a minha vontade). Pela experiência de vcs, essa será a hora de dar uma pausa no ciclo ou entrar com outra droga? Meu nutri me falou da Deca, porém realmente tenho medo de virilizar demais.

      Hoje o maior incômodo são os membros inferiores, onde ainda tenho bastante flacidez. Continuo treinando muito e com uma dieta digamos que 80%.



    • Por Yoka
      Olá pessoal, boa tarde 😊
      sempre leio muito sobre a ajuda de vocês c dietas, e gostaria que me ajudassem.
      Tenho 25 anos, 1,62 de altura, peso 61, treino há alguns anos, pedalo de bike todos os dias, sábado mais intenso, e domingo corrida de 8km, faço academia todos os dias.
      Perco massa muito fácil.
      Comprei a stano em comprimido de 10mg. Estou tomando 10mg a cada 12 horas.
      Não fiz nenhum exame.
      Podem me ajudar c a dieta?



    • Por Gustavo Barquilha Joel
      O stanozolol, também conhecido como winstrol, e um esteróide que pode ser encontrado tanto na versão injetável quanto oral. Esta droga é uma das mais difundidas entre os praticantes de musculação (3), existindo alguns mitos sobre ela, como o que Stanozolol “seca”.
      Na verdade esta droga possui características pouco androgênicas (características masculinas) e moderadamente anabólicas (crescimento muscular). Algumas mulheres utilizam esta droga por esta possuir características pouco androgênicas, porém uma pequena virilização pode ser vistas em algumas mulheres (1).
      Assim como nas outras drogas, sua eficiência depende da afinidade da droga com seus receptores. Em todo caso, talvez seja este o motivo pelo qual esta droga é tão controvérsia pelos praticantes de musculação, tendo alguns encontrados bons resultados com seu uso enquanto outros não.
      O stanozolol é utilizado principalmente com a finalidade de aumento de massa muscular com um menor risco de retenção hídrica, sendo daí que vem o mito de que esta droga seca. Na verdade, ela pode ser mais bem aproveitada no período de definição, pois ela não vai reter tanta água, diferentemente de algumas drogas com efeitos mais androgênicos e que possuem características mais androgênicas (1).
      Vale ressaltar que esta droga é considerada doping para atletas. Um dos casos mais conhecidos de dopping esportivo da história foi o do corredor canadense Ben Johnson, medalha de ouro nos 100m rasos nas Olimpíadas de Seul, em 1988, cujo exame detectou a presença dos metabólitos do anabolizante stanozolol (2).
      Outra característica negativa do stanozolol é sua falsificação, sendo de longe esta uma das drogas mais falsificadas do mercado. Esta droga tem como características um aumento do apetite e do peso corporal com notável recuperação das condições gerais ao melhorar a utilização das proteínas pelo organismo, aumentando a síntese de proteínas. É utilizada como tratamento para estados de depreciação física, debilidades de diversas origens, anorexia rebelde, convalescência, doenças crônicas e debilitantes, entre outras.
      A dosagem utilizada geralmente para homens variam de 16 a 30 mg/dia na forma oral e de 150mg a 350mg por semana divididas na forma injetável, enquanto que para mulheres, a administração é dosada entre 4mg a 8mg por dia na forma oral e de 50mg a 100mg por semana em tomadas divididas na forma injetável.
      Alguns atletas aplicam o Stanozolol injetável nos músculos mais deficientes, numa tentativa de aumentar o volume dos mesmos, porém não existem comprovações científicas para o mesmo (1).
      Alguns dos efeitos colaterais que podem ser encontradas com o uso desta droga é acne, ginecomastia, hipertensão, agressividade, queda na libido após o uso de esteróides, queda de cabelo, aumento excessivo de pelos no corpo, entre outros efeitos colaterais (4).
      Referências
      1 - Peres, RAN. ; Guimarães Neto, WM. Guerra metabólica manual de sobrevivência. 2° edição. Midiograf. Londrina, 2005.
      2 - ILVA, Paulo Rodrigo Pedroso da ; CZEPIELEWSKI, M. A. . O Uso de Esteróides Anabolizantes no Esporte. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Rio de Janeiro, v. 8, n. 6, p. 235-243, 2002.
      3 - SILVA, Paulo Rodrigo Pedroso da MACHADO JR, Leonel Carrillo ; FIGUEIREDO, Vandré C ; CIOFFI, Alex P ; PRESTES, Marcius C ; CZEPIELEWSKI, M. A. Prevalência do uso de esteróides anabólicos em praticantes de musculação de Porto Alegre. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 51, p. 104-110, 2007.
      4 - BARQUILHA, G. Uma analise da incidência de efeitos colaterais em usuários de anabolizantes da cidade de Bauru. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 03, p. 146-153, 2009.
      Matéria de Gustavo Barquilha Joel e Luis Gustavo da Silva Rodrigues sobre o winstrol.
      Nota importante:
      Ola amigos,
      A intenção desta coluna não é estimular ninguém a utilizar qualquer tipo de substância ilícita, muito pelo contrário, o objetivo é demonstrar os vários efeitos colaterais que elas trazem com seu uso. Tentamos também na coluna associar as informações cientificas disponíveis na literatura com as informações praticas de atletas e/ou praticantes de musculação do mundo underground das academias.
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