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Libido Baixa X Exames

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Olá, pessoal. Vou fazer um breve relato e após talvez alguns de vocês possam me ajudar com o meu problema.

   Tenho 24 anos, 6 anos de treino, levo uma vida normal com uso de álcool apenas aos finais de semana e em pequenas doses, uso cafeína 420mg quase que diariamente já faz uns 2-3 meses e ando dormindo em média 4-5 horas por noite durante a semana devido ao meu trabalho.

   Há +- 2 meses comecei a sair com uma mina, linda, gente boa, me dou muito bem com ela. Desde o começo sempre transamos muito, varias vezes em uma mesma noite. A umas 3 semanas atrás tive dificuldade de ereção com ela após transarmos e tentarmos ir para a segunda rodada, coisa que nunca acontecia comigo pois sempre consegui ir pra segunda, terceira rodada sem problema algum. Esse problema se repetiu por umas 2-3 vezes e após deu uma leve melhorada, porém não estou 100%, longe disso.

   Quando tento ter ereção indo pra segunda tenho uma ereção fraca e não sinto grande prazer como sempre foi, ainda,  sinto bastante cansaço durante o dia, meus pensamentos eróticos quase não se alteraram, passo o dia pensando em sexo, porém a líbido diminuiu muito. Pra vocês terem uma ideia, mais de uma vez estava eu e ela na cama, com muita vontade de transar com ela, porém, sem ereção alguma o que é humilhante/frustrante.

 

Com base em todo esse histórico vou me solicitar alguns exames para levar para um médico dar uma olhada, gostaria da opinião de que exames mais eu deveria colocar ou se apenas esses está de bom tamanho.

Hemograma

FSH -  Hormônio Folículo Estimulante

LH - hormônio luteinizante

Testosterona Livre

Testosterona Total

SHBG - globulina ligadora de hormônios sexuais/Globulina de Ligação de Testosterona e Estrógeno

Colesterol Total

Colesterol HDL

Triglicerídeos

Prolactina

Estradiol

Progesterona

T4 Livre

TSH

Cortisol

 

Obrigado desde já pessoal!

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  • excesso de estimulante, poucas horas de sono, stress, cansaço. Falta de suplementação vitamínica/mineral provavelmente.

  • 7 anos depois...

@Guihs, a lista de exames que você montou está boa, mas ela não é a parte mais importante do seu relato. A parte mais importante está no segundo parágrafo, e passou batido: você dorme 4 a 5 horas por noite e toma 420 mg de cafeína por dia há dois a três meses.

@davidevh apontou a direção certa. Vale só colocar número nisso, porque número muda o peso da coisa.

Existe um estudo do Leproult e Van Cauter publicado no JAMA em 2011 que fez exatamente o seu cenário em laboratório: dez homens jovens, média de 24 anos — a sua idade —, magros e saudáveis. Três noites dormindo até dez horas, depois oito noites dormindo menos de cinco. Sangue coletado a cada 15 a 30 minutos durante 24 horas no fim de cada fase. Resultado: a testosterona diurna caiu de 10% a 15% com uma única semana de sono restrito. Você está nesse regime há meses, não há uma semana.

E os 420 mg de cafeína fecham o círculo. A meia-vida da cafeína no adulto saudável gira em torno de cinco a seis horas, o que significa que uma dose tomada às 16h ainda tem metade ativa às 22h. Ela não te deixa só acordado: ela reduz a proporção de sono profundo mesmo quando você consegue adormecer. Então o estimulante que você usa para aguentar a noite mal dormida é parte do que faz a próxima noite ser mal dormida. É um ciclo que se alimenta, e ele fecha há dois ou três meses — que é exatamente a janela em que o problema apareceu.

Sobre a lista de exames, duas coisas.

Faltam alguns que eu acrescentaria: TSH, glicemia de jejum com hemoglobina glicada, vitamina D e ferritina. Tireoide e glicemia alteradas produzem exatamente o quadro que você descreve — cansaço diurno, libido baixa, ereção fraca — e são baratos de descartar. Prolactina você já colocou, e está certo.

E sobre os que você já listou: testosterona total e livre só têm leitura possível se colhidas pela manhã, idealmente entre 7h e 10h, em jejum. Colhida à tarde, a mesma pessoa aparece bem mais baixa, e você corre o risco de ser tratado por um número que é só o horário da coleta.

Agora o dado que mais vale no seu caso, e que exame nenhum vai te dar: você continua acordando com ereção de manhã?

Isso separa dois mundos. Se a ereção matinal e as noturnas estão preservadas, o mecanismo — vascular, nervoso, hormonal — está funcionando, e a causa é situacional. Se elas sumiram junto, aí a investigação orgânica passa a ter peso de verdade. Repare no que você mesmo escreveu: os pensamentos eróticos quase não se alteraram, você passa o dia pensando em sexo, e a falha aparece na segunda rodada, não na primeira. Isso não é o desenho clássico de falência hormonal. Isso é o desenho de um corpo cansado, e de uma cabeça que depois do primeiro susto passou a monitorar a própria ereção — e monitorar é justamente o que impede que ela venha.

Leve os exames ao médico, porque investigar é o certo. Mas leve junto a informação do sono e da cafeína, sem maquiar. É o dado clínico mais forte que você tem, e é o único que depende só de você para mudar.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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