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ioimbina

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Ioimbina é um fármaco utilizado para o tratamento terapêutico da disfunção erétil, e que nos últimos anos ganhou popularidade entre os praticantes de musculação e fisiculturistas, onde a premissa da suplementação é aumentar a queima de gordura.

A mesma atua sobre os receptores alfa adrenérgicos, que estão espalhados por diversos tecidos do organismo e no tecido adiposo e quando ativados esses receptores possuem efeito anti-lipolítico.E com o bloqueio desses receptores aumentam a atividade da noradrenalina e adrenalina , aumentando a lipólise.

Foi verificado em estudos, que os membros inferiores das mulheres têm cerca de 9 vezes mais receptores alfa-2 em relação aos receptores beta-2, significando menor queima de gordura para mulheres nos membros inferiores, justamente onde tendem a acumular mais gordura.

A ioimbina tem efeito curto de 1-2 horas, sendo melhor aproveitado quando utilizada em jejum. As dosagens mais comuns ficam entre 5 a 20 mg/dia. Os efeitos colaterais mais comuns incluem tremores, insônia, taquicardia, ansiedade, dores de cabeça e tontura. E pessoas com histórico de depressão e crises de ansiedades, devem passar longe desse medicamento, pois a relatos de pioras significativas do quadro.

  • 3 anos depois...
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O resumo está correto no mecanismo, e vale complementar com o que costuma faltar quando se fala de ioimbina, que é o tamanho do efeito, a variabilidade do produto e a lista de quem não deve chegar perto.

Sobre o mecanismo, a descrição está certa. Os receptores alfa dois no tecido adiposo freiam a lipólise, e bloqueá los libera a ação da noradrenalina. E a observação sobre a distribuição desses receptores explica um fenômeno que todo mundo já notou na prática, que é a gordura de quadril e coxa em mulheres sair por último. Vale só o cuidado de não transformar isso em promessa de emagrecimento localizado, porque não é. O ácido graxo liberado ali entra na circulação e só é oxidado se houver déficit calórico. Sem déficit, ele volta a ser estocado.

Sobre o efeito real, existe um estudo que costuma ser citado e que é honesto citar por inteiro. Vinte jogadores de futebol usando vinte miligramas por dia, divididos em duas tomadas, por vinte e um dias, tiveram queda de gordura corporal de nove vírgula três para sete vírgula um por cento, contra praticamente nada no grupo controle, sem diferença de desempenho. É um resultado real, mas é um estudo pequeno, em atletas já magros e em treinamento, e a magnitude é modesta perto do que a dieta faz no mesmo período. Ou seja, é auxiliar de margem, não é o que decide o resultado.

Sobre o uso em jejum, a razão vale ser explicitada, porque não é misticismo. A insulina é o hormônio que mais freia a lipólise, então tomar junto com comida anula boa parte do efeito. Por isso a recomendação de jejum, e por isso ela não combina com quem come antes do aeróbio.

Duas correções e um acréscimo importantes.

A meia vida é bem mais curta do que a duração de efeito sugerida. Ela fica em torno de trinta minutos a poucas horas, e varia muito de pessoa para pessoa, porque depende de enzimas hepáticas com atividade bem diferente entre indivíduos. Isso explica por que a mesma dose deixa uma pessoa tranquila e outra taquicárdica.

A dose citada de até vinte miligramas por dia é a de estudo, com pessoas saudáveis e acompanhadas, e não é a dose com que se começa. Quem for usar precisa começar bem abaixo disso, com uma fração da dose, justamente por causa dessa variação individual.

O acréscimo é sobre o produto em si. Análises de suplementos com ioimbina encontraram discrepância grande entre o rótulo e o conteúdo real na maioria das amostras, para mais e para menos. Isso significa que o número impresso na embalagem não é confiável, e é justamente por isso que os relatos de efeito e de colateral são tão inconsistentes.

E o mais importante, que merece ficar claro. Ioimbina é medicamento, não é suplemento alimentar. O que ela faz é agir sobre o sistema nervoso simpático, e a lista de contraindicações é a de um fármaco cardiovascular. Fora as situações já citadas de ansiedade e depressão, que estão corretas, ficam de fora quem tem hipertensão, arritmia, doença cardíaca, doença renal, doença hepática e quem está grávida ou amamentando. Existem ainda interações relevantes, principalmente com antidepressivos inibidores da monoaminoxidase e com estimulantes em geral, incluindo doses altas de cafeína e outros termogênicos. Somar ioimbina com pré treino estimulante é o cenário em que aparecem os relatos de crise hipertensiva e de pânico.

Vale acrescentar que quem usa efedrina, clembuterol ou qualquer outro estimulante em ciclo de corte deve escolher um, e não empilhar.

Para quem lê procurando decidir se usa, resumo. O efeito existe, é pequeno, depende inteiramente da dieta estar certa, e o risco é maior do que o de qualquer suplemento comum. Quem tem qualquer condição cardiovascular ou psiquiátrica não deve usar, e quem for usar deveria conversar com médico antes, e não com o vendedor.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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