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Buraco em baixo do peito

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  • 2 anos depois...
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@Rafael Pastor, a imagem não me permite concluir grande coisa sozinha, então prefiro te dar o roteiro para você mesmo separar as possibilidades, porque elas são bem diferentes entre si e a conduta muda em cada uma.

A primeira pergunta é sobre o tempo. Esse buraco apareceu de uma hora para outra, associado a algum treino pesado de supino ou supino declinado, com estalo, dor aguda e depois mancha roxa descendo pelo braço ou pelo peito? Se a resposta for sim, a hipótese é ruptura do peitoral maior, geralmente na inserção no úmero, e isso tem prazo. A correção cirúrgica dá resultado bem melhor quando feita nas primeiras semanas, porque depois o músculo retrai e cicatriza encurtado. Nesse cenário, ortopedista de ombro sem esperar.

Se não houve evento nenhum e você simplesmente reparou agora, o quadro é outro e não é urgente. Aí as possibilidades mais comuns são três.

A mais frequente é simplesmente assimetria de desenvolvimento. Com nove meses de treino você começou a ter músculo suficiente para enxergar o próprio relevo, e ninguém tem os dois lados iguais. A porção esternocostal inferior do peitoral costuma ser a última a preencher, e uma depressão logo acima da borda das costelas é achado comum nessa fase.

A segunda é deformidade de caixa torácica. Um pectus excavatum leve, ou uma cartilagem costal levemente mais afundada de um lado, produz exatamente a impressão de buraco embaixo do peito, e não tem nada a ver com músculo. É estrutura óssea e cartilaginosa, então não muda com treino, embora fique menos aparente quando o peitoral por cima cresce.

A terceira, mais rara mas que vale conhecer porque é sempre unilateral e explica muito caso mal resolvido, é a ausência congênita da porção esternocostal do peitoral maior. A pessoa nasce sem aquele feixe, e o resultado é um vazio no terço inferior do peito de um lado só, com a prega axilar anterior menos definida daquele lado. Costuma vir acompanhada de mamilo menor ou mais alto do mesmo lado, e às vezes de particularidades na mão do mesmo lado.

Para diferenciar em casa: fique de frente ao espelho, junte as palmas na frente do peito e empurre uma contra a outra com força. Isso contrai o peitoral inteiro. Depois compare os dois lados olhando três coisas. A borda inferior do músculo, se está presente e definida dos dois lados. A prega da axila, aquela corda que se forma quando você leva o braço à frente, se tem a mesma espessura. E a posição e o tamanho dos mamilos. Se a borda inferior existe dos dois lados e o buraco continua ali mesmo com o músculo contraído, é mais provável que seja caixa torácica. Se de um lado falta o feixe inferior inteiro, aí o assunto é outro.

Nenhuma dessas três últimas exige pressa, mas se te preocupa, um ortopedista ou cirurgião torácico resolve a dúvida em consulta, e o exame de imagem, quando necessário, é simples.

Aproveitando: mande as informações de idade, peso, altura e como está a tua divisão de treino. Com nove meses de treino ainda dá para melhorar bastante a simetria mudando a ordem dos exercícios e adicionando trabalho unilateral no lado atrasado.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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