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Benefícios do Mounjaro® e Ozempic® além do emagrecimento

Fígado, sono, coração e rins podem melhorar com as canetas. Entenda qual medicamento foi estudado e para quem o benefício vale.

Os benefícios do Mounjaro® e do Ozempic® vão além dos quilos perdidos. A tirzepatida reduziu as pausas na respiração durante o sono em adultos com obesidade e apneia. A semaglutida trouxe resultados para fígado, coração e rins em grupos específicos. Ela está no Ozempic® e no Wegovy®, apresentações com indicações diferentes. Para entender o que isso muda para você, é preciso saber qual medicamento foi estudado e em quem.

Uma parte desses ganhos vem do emagrecimento. Outra parece envolver mudanças que a balança sozinha explica mal. Essa é a discussão que a médica Luciana Haddad desenvolve no FalaLu!, em “MUITO ALÉM DO PESO | Como Ozempic® e Mounjaro® estão mudando a medicina muito além da balança”. Os estudos ajudam a separar o que já pode orientar uma decisão do que continua em investigação.

Como as canetas podem melhorar vários órgãos

Imagine um cano furado dentro de casa. Depois que o encanador conserta o vazamento, a conta de água cai, o mofo seca e o cheiro desaparece. Um reparo melhora vários problemas que tinham a mesma origem.

Algo parecido pode acontecer quando se trata uma alteração metabólica. Excesso de gordura, resistência à insulina e açúcar alto no sangue participam de várias doenças. Melhorar esse conjunto pode diminuir a pressão, a inflamação e a gordura no fígado, além do peso.

Ozempic® e Wegovy® contêm semaglutida, que ativa o receptor de GLP-1. Mounjaro® contém tirzepatida, que ativa os receptores de GLP-1 e GIP. Esses receptores recebem sinais hormonais envolvidos no apetite e no controle do açúcar no sangue. Mesmo quando o princípio ativo é o mesmo, apresentação, dose e indicação aprovada precisam ser conferidas.

Quais benefícios já têm indicação aprovada no Brasil?

As indicações consultadas em outubro de 2026 ajudam a evitar a troca de um produto por outro só pelo nome “caneta”. Esta tabela destaca os usos relacionados aos resultados discutidos aqui:

ProdutoIndicação brasileira relevanteQuem está no recorte
Mounjaro® — tirzepatidaApneia obstrutiva do sonoAdultos com obesidade e apneia moderada a grave
Wegovy® — semaglutidaMASHAdultos com fibrose F2 ou F3, sem cirrose
Wegovy® — semaglutidaRedução de eventos cardiovasculares gravesAdultos com doença cardiovascular estabelecida e sobrepeso ou obesidade
Ozempic® — semaglutidaRedução de riscos renais e morte cardiovascularAdultos com diabetes tipo 2 e doença renal crônica, junto da terapia padrão

Resultados positivos para insuficiência cardíaca, artrose ou álcool precisam ser separados da indicação de bula. Em fevereiro de 2026, a Anvisa informou que os dados apresentados para insuficiência cardíaca e osteoartrite em pessoas com obesidade foram insuficientes para conceder nova indicação ao Wegovy®. Essa decisão mantém a distinção entre um resultado de pesquisa e um uso aprovado.

Gordura no fígado: o que mudou com a semaglutida

A gordura pode se acumular no fígado e provocar inflamação. Quando essa inflamação está ligada a alterações metabólicas, a doença recebe o nome de MASH, ou esteato-hepatite associada à disfunção metabólica. Com o tempo, podem aparecer cicatrizes, chamadas de fibrose. A progressão pode chegar à cirrose, muitas vezes sem sintomas claros nas etapas iniciais.

O ESSENCE avaliou semaglutida 2,4 mg por semana em pessoas com MASH confirmada por biópsia e fibrose moderada ou avançada, nos estágios F2 ou F3. O ensaio recrutou 1.197 participantes. A primeira análise publicada acompanhou os primeiros 800 durante 72 semanas.

Resultado após 72 semanasSemaglutidaPlacebo
Resolução da MASH sem piora da fibrose62,9%34,3%
Melhora da fibrose sem piora da MASH36,8%22,4%
Redução média do peso10,5%2,0%

Resolver a inflamação e melhorar a cicatriz são resultados diferentes. Por isso, os 62,9% da primeira linha precisam ser lidos junto da condição “sem piora da fibrose”. A avaliação foi feita no tecido do fígado. O acompanhamento mais longo ainda é necessário para conhecer o efeito sobre complicações como cirrose e insuficiência hepática.

Emagrecer com mudanças de hábitos também pode melhorar a MASH, e a cirurgia bariátrica tem resultados favoráveis em pessoas com indicação cirúrgica. A semaglutida acrescentou uma opção de tratamento. Sua aprovação para MASH ocorreu nos Estados Unidos em agosto de 2025. No Brasil, Wegovy® recebeu essa indicação em dezembro de 2025, para adultos com fibrose F2 ou F3 e sem cirrose.

Mounjaro® também ajuda na gordura no fígado?

A tirzepatida tem resultados promissores próprios. No SYNERGY-NASH, 190 pessoas com MASH e fibrose F2 ou F3 foram acompanhadas por 52 semanas. A resolução da MASH sem piora da fibrose ocorreu em 44%, 56% e 62% dos grupos que receberam 5, 10 ou 15 mg semanais, respectivamente, e em 10% com placebo. Era um ensaio de fase 2. Os pesquisadores destacaram a necessidade de estudos maiores e mais longos para confirmar os resultados. A bula brasileira consultada do Mounjaro® lista diabetes, controle do peso e apneia, sem indicação específica para MASH.

Mounjaro® para apneia do sono: menos pausas na respiração

Roncar alto, parar de respirar durante o sono e acordar cansado mesmo depois de uma noite inteira são sinais que merecem investigação. Na apneia obstrutiva, a passagem de ar na garganta se fecha repetidamente. Ela funciona como um tubo mole. A gordura ao redor do pescoço e o excesso de gordura abdominal podem favorecer esse fechamento.

O CPAP mantém a passagem aberta com ar sob pressão enviado por uma máscara. O aparelho funciona, mas o desconforto pode dificultar a adaptação. A tirzepatida passou a ser outra opção para um grupo definido: adultos com obesidade e apneia moderada a grave. Essa indicação consta na bula brasileira atual do Mounjaro®.

Os dois ensaios SURMOUNT-OSA reuniram 469 pessoas e duraram 52 semanas. Um estudou participantes sem tratamento com pressão positiva. O outro incluiu pessoas que já usavam esse tratamento. As doses de tirzepatida foram ajustadas até 10 ou 15 mg semanais, conforme a tolerância.

No primeiro ensaio, as interrupções completas ou parciais da respiração caíram, em média, 25,3 por hora com tirzepatida e 5,3 com placebo. No segundo, caíram 29,3 e 5,5 por hora, respectivamente. A redução percentual do índice ficou em 50,7% e 58,7% com tirzepatida. A perda de peso foi de 17,7% e 19,6%.

A relação com o emagrecimento é importante aqui. Perder peso por outros caminhos, inclusive cirurgia quando indicada, também pode melhorar a apneia. A decisão de reduzir ou retirar o CPAP depende da reavaliação do sono. Para identificar sinais que vale levar à consulta, use a ferramenta de rastreio de apneia do sono.

Insuficiência cardíaca: mais fôlego em um grupo específico

Ficar sem ar ao subir uma escada, cansar ao caminhar pouco e ter pernas inchadas pode fazer parte da insuficiência cardíaca. Nos estudos ligados à obesidade, o foco foi a forma com fração de ejeção preservada. O coração consegue expulsar uma proporção normal do sangue, mas pode ter dificuldade para relaxar e se encher entre as batidas.

No STEP-HFpEF, 529 pessoas com obesidade e essa forma da doença receberam semaglutida 2,4 mg semanal ou placebo por 52 semanas. Os sintomas e as limitações físicas melhoraram mais com semaglutida. No teste de caminhada de seis minutos, a distância aumentou 21,5 metros, contra 1,2 metro com placebo.

O SUMMIT estudou tirzepatida em 731 pessoas, com acompanhamento mediano de 104 semanas, cerca de dois anos. O conjunto de morte cardiovascular ou piora da insuficiência cardíaca ocorreu em 9,9% com tirzepatida e 15,3% com placebo. Isso correspondeu a uma redução relativa de 38% no risco desse conjunto de eventos.

A diferença foi puxada principalmente por menos episódios de piora da doença. As mortes cardiovasculares, avaliadas separadamente, foram 8 com tirzepatida e 5 com placebo, números pequenos e sem demonstração de redução isolada da mortalidade. STEP-HFpEF e SUMMIT também mediram resultados diferentes. Usá-los para escolher qual das duas moléculas é superior exigiria uma comparação direta.

Esses resultados se aplicam ao tipo de insuficiência cardíaca estudado, associado à obesidade. Coração com força de bombeamento reduzida, doenças de válvula e outras causas exigem avaliação própria. A matéria sobre Mounjaro® e coração aprofunda a relação com pressão arterial e capacidade física.

Infarto e AVC: de onde vem a redução de 20%

O SELECT reuniu 17.604 pessoas com 45 anos ou mais, doença cardiovascular já estabelecida e índice de massa corporal de pelo menos 27 kg/m². Elas tinham sobrepeso ou obesidade e nenhum histórico de diabetes. O tratamento testado foi semaglutida 2,4 mg semanal, com acompanhamento médio de aproximadamente 40 meses.

Morte cardiovascular, infarto sem morte ou AVC sem morte ocorreram em 6,5% com semaglutida e 8,0% com placebo. Os 20% representam a redução relativa no risco desse conjunto de eventos. A diferença entre as proporções foi de 1,5 ponto percentual. A redução relativa compara o risco entre os grupos. Já os pontos percentuais mostram a distância entre as duas porcentagens.

Uma análise estatística do SELECT publicada em 2025 estimou que a redução da cintura explicou cerca de 33% do benefício cardiovascular. A quantidade de peso perdida teve pouca relação com a proteção observada. Isso sustenta a possibilidade de mecanismos além do emagrecimento, mas ainda deixa em aberto quais mecanismos respondem pelo restante.

E a tirzepatida?

No SURPASS-CVOT, 13.299 pessoas com diabetes tipo 2 e doença cardiovascular foram sorteadas para tirzepatida ou dulaglutida, um medicamento que já tem benefício cardiovascular demonstrado. Na população analisada, o conjunto de morte cardiovascular, infarto ou AVC ocorreu em 12,2% e 13,1%, respectivamente. A tirzepatida cumpriu o critério de não inferioridade: o estudo descartou que ela fosse pior que a dulaglutida além da pequena margem definida no protocolo. A comparação não demonstrou superioridade. Os 20% do SELECT pertencem à semaglutida e à população daquele ensaio.

Ozempic® e rins: proteção no diabetes tipo 2

A doença renal pode avançar silenciosamente. Diabetes e hipertensão são causas importantes, e a perda progressiva da capacidade de filtrar o sangue pode levar à diálise ou ao transplante. O FLOW estudou pessoas que já tinham diabetes tipo 2 e doença renal crônica.

Foram 3.533 participantes, acompanhados por uma mediana de 3,4 anos. Eles receberam semaglutida 1 mg semanal ou placebo, acrescentados ao tratamento habitual. O risco do resultado principal foi 24% menor com semaglutida, com 331 primeiros eventos contra 410.

Esse resultado principal reunia falência renal, queda de pelo menos 50% na capacidade de filtração ou morte por causa renal ou cardiovascular. Portanto, os 24% se referem ao conjunto. O estudo também encontrou uma perda mais lenta de função renal. Em fevereiro de 2026, a Anvisa ampliou a indicação do Ozempic® para redução de riscos renais e morte cardiovascular em adultos com diabetes tipo 2 e doença renal crônica, em adição à terapia padrão.

Melhorar o açúcar no sangue e o peso pode ajudar os rins. Análises anteriores com semaglutida e liraglutida sugerem que essas mudanças explicam apenas parte do benefício. Elas apoiam a hipótese de outras vias de proteção, mas usaram estudos anteriores ao FLOW e dependem de modelos estatísticos. A evidência clínica mais forte continua sendo o resultado do ensaio no grupo que tinha diabetes e doença renal.

As canetas diminuem a vontade de beber álcool?

Os relatos começaram em situações comuns: a pessoa usava uma caneta para emagrecer e perdia o interesse pela cerveja do fim de semana ou pela taça de vinho. Isso chamou a atenção dos pesquisadores. Uma hipótese envolve os circuitos de recompensa do cérebro, que participam da vontade de comer e beber.

Um ensaio de 2025 com 48 pessoas e nove semanas de tratamento encontrou redução da quantidade bebida nos dias de consumo e da fissura, a vontade intensa de beber, com semaglutida. O número de dias em que a pessoa bebeu ficou sem diferença significativa. O mesmo aconteceu com a média diária de doses de álcool quando o cálculo incluiu também os dias sem bebida.

Em 2026, um ensaio maior acompanhou 108 pessoas com obesidade e transtorno por uso de álcool durante 26 semanas. Todos receberam terapia cognitivo-comportamental. O foco eram os dias de consumo pesado, quando a pessoa ingeria grandes quantidades de álcool, e não simplesmente qualquer dia em que bebia. A semaglutida, com dose-alvo de 2,4 mg semanal, reduziu a proporção de dias de consumo pesado em 41,1 pontos percentuais, contra 26,4 com placebo. Depois do ajuste estatístico da comparação entre os grupos, a diferença estimada foi de 13,7 pontos percentuais.

Outro ensaio de 2026, com semaglutida oral, 50 participantes e oito semanas, também encontrou menos dias de consumo pesado. Porém, a medida principal de vontade de beber provocada em laboratório ficou sem melhora significativa. Os resultados justificam mais pesquisa. O uso para tratar dependência de álcool continua experimental, e esses ensaios ainda deixam incerteza sobre quanto do efeito independe da perda de peso.

Joelho, cérebro e outras doenças: o que continua em estudo

Para o joelho, o STEP 9 acompanhou 407 pessoas com obesidade e artrose durante 68 semanas. A semaglutida reduziu o peso e a dor mais que placebo. Numa escala de dor de 0 a 100, a melhora foi de 41,7 pontos contra 27,5. Esse ensaio avaliou sintomas e função, sem medir regeneração da cartilagem.

Para Parkinson, os resultados variam conforme o medicamento e o estudo. Um ensaio com lixisenatida, 156 pessoas e 12 meses encontrou menor piora motora. Já um estudo maior de exenatida, com 194 pessoas e 96 semanas, terminou sem evidência de que o tratamento retardasse a doença. São moléculas diferentes, e os resultados mantêm em aberto a utilidade dessa classe para Parkinson.

Síndrome dos ovários policísticos, outros vícios, alterações de humor e dor crônica também aparecem entre as hipóteses de pesquisa. A força da evidência varia conforme a condição. Cada uma precisa de ensaios próprios antes de virar uma indicação de tratamento.

Como avaliar o benefício sem esquecer os riscos

O primeiro critério é o diagnóstico. Obesidade com apneia, diabetes com doença renal e MASH com fibrose pedem perguntas diferentes. No controle crônico do peso, a bula do Mounjaro® contempla adultos com IMC a partir de 30 kg/m², ou a partir de 27 kg/m² quando há uma doença associada ao peso. O médico precisa relacionar o benefício esperado à sua condição, aos outros medicamentos e à tolerância ao tratamento.

Enjoo, vômitos e diarreia podem provocar desidratação e piorar a função renal. A bula também exige atenção a pancreatite, doenças da vesícula e hipoglicemia quando a tirzepatida é combinada com insulina ou medicamentos que aumentam sua liberação. Dor abdominal forte e persistente merece atendimento. Os efeitos colaterais do Mounjaro® estão detalhados na matéria específica.

Para quem treina, a redução do apetite precisa vir acompanhada de atenção à alimentação e à capacidade física. A bula brasileira também alerta para desnutrição e deficiência de proteína, vitaminas e minerais. Vale acompanhar se você consegue comer o necessário e manter sua rotina de treino, em vez de avaliar o tratamento só pela balança. A matéria sobre whey com Mounjaro® aprofunda a dificuldade de consumir proteína quando a fome diminui.

Conclusão

Semaglutida e tirzepatida ampliaram as opções para doenças que compartilham alterações metabólicas. Fígado, sono, coração e rins já têm resultados clínicos relevantes em grupos bem definidos. O álcool tem ensaios promissores, e outras aplicações seguem em investigação. Para você, a decisão começa pelo diagnóstico e pelo medicamento que demonstrou benefício naquele cenário, junto do cuidado com alimentação, atividade física e tolerância ao tratamento.

Perguntas frequentes

Quais são os benefícios do Mounjaro® para a saúde?

A tirzepatida ajuda no controle do diabetes tipo 2, do peso e da apneia moderada a grave em adultos com obesidade. Também tem resultados clínicos para uma forma de insuficiência cardíaca associada à obesidade e resultados promissores para MASH. A aplicação de cada achado depende do diagnóstico e da indicação de bula.

Como o Mounjaro® ajuda na apneia do sono?

A redução de peso diminui fatores que favorecem o fechamento da passagem de ar durante o sono. Nos ensaios, a tirzepatida reduziu em cerca de metade ou mais o número de interrupções respiratórias por hora em adultos com obesidade. O tratamento do sono deve ser reavaliado antes de mudar o uso de CPAP.

Como usar Mounjaro® para apneia do sono?

O uso é semanal e depende de prescrição, ajuste gradual e acompanhamento da apneia. Nos estudos de 52 semanas, as doses-alvo foram 10 ou 15 mg, conforme a tolerância. Esses valores descrevem os ensaios e a decisão individual depende da avaliação clínica.

Mounjaro® é bom para gordura no fígado?

Há um sinal favorável em pessoas com MASH e fibrose moderada ou avançada. Um estudo de fase 2 encontrou resolução da inflamação sem piora da fibrose em 44% a 62%, conforme a dose, contra 10% com placebo. A indicação brasileira específica para MASH pertence ao Wegovy®, com semaglutida.

Pode tomar Mounjaro® tendo gordura no fígado?

A gordura no fígado, por si só, precisa ser avaliada junto das outras condições da pessoa. A decisão considera diabetes, obesidade, grau de fibrose e tolerância ao tratamento. Leve o laudo do ultrassom e seus exames à consulta e pergunte se é preciso investigar fibrose. Essa avaliação pode usar exames de sangue e elastografia, que mede a rigidez do fígado.

Mounjaro® pode causar gordura no fígado?

Os ensaios discutidos aqui encontraram melhora da doença hepática estudada. A bula consultada destaca outros riscos, como problemas gastrointestinais, pancreatite e doença da vesícula. Exames do fígado alterados durante o tratamento precisam de investigação para identificar a causa.

Quais são os benefícios do Ozempic®?

Ozempic® contém semaglutida e é usado no diabetes tipo 2. No Brasil, também tem indicação para reduzir riscos renais e morte cardiovascular em adultos com diabetes tipo 2 e doença renal crônica. MASH e prevenção de eventos cardiovasculares no sobrepeso ou obesidade têm indicação específica com Wegovy®, outra apresentação da semaglutida.

Os benefícios do Mounjaro® são diferentes para homens?

A indicação depende principalmente da doença e das características clínicas. Os ensaios incluíram homens e mulheres. Eles sustentam benefícios em populações com diagnósticos definidos, sem estabelecer uma indicação extra apenas por ser homem.

Existe Mounjaro® em gotas ou suplemento com os mesmos benefícios?

A apresentação brasileira consultada é tirzepatida injetável em canetas de uso único. Produtos em gotas ou suplementos vendidos com nomes parecidos precisam de avaliação própria. Os resultados desses ensaios pertencem aos medicamentos estudados.

“Ozempic® natural” tem os mesmos benefícios?

Esse nome popular não identifica o medicamento semaglutida estudado nos ensaios. Ozempic® é uma apresentação injetável com indicação e dose próprias. Para atribuir proteção renal ou cardiovascular a outro produto, seria necessário demonstrar esses resultados em estudos do próprio produto.

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