Pular para o conteúdo
Imagem sintética e meramente ilustrativa. Não é uma foto real.

Leyvina Barros: menos cardio e mais descanso no Top 3 Olympia

De até duas horas de cardio a sessões de 25 a 50 minutos: Leyvina Barros detalha treino, dieta, descanso e rotina do Top 3 Olympia.

Leyvina Barros saiu do sétimo lugar para o terceiro no Ms. Olympia em uma temporada. O salto não veio de fazer mais de tudo. Veio de cortar excesso de cardio, manter carboidrato em momentos estratégicos, programar descanso e trocar a busca constante por carga por um treino orientado a detalhes.

Em "Leyvina Barros Top 3 Ms. Olympia", do canal Alessandro Valentim, quatro pessoas participam da conversa. As experiências abaixo pertencem a Leyvina porque aparecem em respostas dirigidas a ela e em relatos pessoais sobre sua infância, carreira, preparação, mudança para Los Angeles e rotina com os treinadores Dominic Mutascio e Prince.

Do Top 7 ao Top 3: o que mudou na preparação

O resultado oficial da IFBB Pro League coloca Leyvina em terceiro lugar no Women’s Bodybuilding do Olympia de 2025, atrás de Andrea Shaw e Ashley Lynnette Jones. Um ano antes, ela havia terminado em sétimo. Na própria cronologia, resume as três participações como Top 15, Top 7 e Top 3.

Sua preparação de 2025 foi a primeira inteiramente conduzida nos Estados Unidos. A mudança para a Califórnia permitiu organizar o dia em torno de treino, alimentação, sono e descanso. No Brasil, ela conciliava a carreira com aulas de personal que podiam começar por volta das 4h30.

Edson Prado havia acompanhado Leyvina desde a fase amadora até o profissional. Nos Estados Unidos, Dominic Mutascio assumiu a preparação competitiva. Prince ficou responsável pelo treinamento presencial, com atenção especial às costas.

O cardio caiu de até duas horas para 25 a 50 minutos

Leyvina relata que já chegou a fazer duas sessões de cardio por dia, com uma hora em cada sessão. Na preparação de 2025, recebeu opções muito menores:

Situação relatada

Cardio

Rotina antiga

até 2 sessões de 60 minutos no mesmo dia

Sessão completa na nova preparação

50 minutos

Opção dividida

30 minutos pela manhã + 20 minutos à noite

Dias com volume reduzido

25 a 30 minutos

Alguns dias sem treino

cardio menor ou retirado, conforme a programação

Para quem vinha de até 120 minutos diários, 25 ou 30 minutos pareciam insuficientes. O efeito percebido foi o oposto do medo inicial: ela estimou uma redução de quase 50% no cansaço e passou a render melhor na musculação, principalmente quando a dieta já estava restrita.

A lição é específica ao caso dela. O número não vira prescrição para outra pessoa. A experiência mostra que mais cardio pode deixar de ser vantagem quando compromete treino, recuperação e capacidade de sustentar a preparação.

O carboidrato permaneceu no pré e no pós-treino

Leyvina conta que já havia passado por preparações com muito "zero carbo". Em 2025, mesmo no dia chamado de zero, as refeições ao redor do treino foram preservadas.

Outras refeições podiam perder o carboidrato, mas o pré e o pós-treino não eram zerados. Não foram informadas quantidades em gramas, fontes alimentares ou calorias. O dado concreto é a distribuição, não uma dose de carboidrato que possa ser copiada.

Em dias de fadiga acentuada, o treinador chegou a prescrever um dia inteiro sem treino e sem cardio, acompanhado de mais comida, para que a preparação pudesse continuar forte no dia seguinte.

A planilha registra manhã, noite, treino, dieta e cardio

O off-season deixou de ser uma volta informal à vida normal. A nova rotina inclui uma planilha preenchida todos os dias com:

  1. peso ao acordar

  2. peso antes de dormir

  3. treino realizado

  4. dieta cumprida

  5. minutos de cardio

  6. observações usadas no check-in semanal

Ela também menciona pressão arterial, glicemia e exames como parte do acompanhamento. O valor da planilha não está em acumular números. Está em permitir que o treinador compare uma semana com a seguinte e associe mudanças do físico ao que realmente foi feito.

Nas costas, detalhes passaram à frente da carga

As costas eram o ponto fraco mais repetido nos feedbacks de Leyvina. Prince avaliou que ela já tinha massa e volume suficientes para começar a perseguir detalhes.

O treino passou a variar ângulos e execução mesmo quando a máquina permanecia a mesma. No off-season, a progressão de carga continua existindo, mas não transforma todas as séries em séries máximas. A organização relatada foi esta:

  1. primeiras séries com carga menor e execução técnica

  2. progressão ao longo do exercício

  3. penúltima e última séries mais pesadas

  4. ajustes frequentes de ângulo e trajetória conforme a região que precisa melhorar

Entre os exemplos, aparecem baixar mais a mão, puxar em direção mais baixa e deprimir o ombro. O objetivo era reduzir a participação excessiva de bíceps e trapézio e aumentar a conexão com a região das costas que deveria trabalhar.

O ambiente também mudou. Menos gritos e intervalos maiores entre séries ajudaram a concentrar a execução. Em uma puxada, o treinador percebeu que um braço trabalhava mais que o outro. Ao localizar uma área dolorida nas costas, fez uma intervenção manual breve e mudou o exercício seguinte. O exemplo mostra observação em tempo real, não uma ficha rígida repetida apesar do que o corpo apresenta.

Recuperação tem hora marcada: quarta-feira, às 10h

Leyvina mantém uma sessão de massagem terapêutica toda quarta-feira, às 10h, durante o ano inteiro. Antes, recorria mais a esse cuidado na preparação. Nos Estados Unidos, a rotina foi mantida também no off-season.

Ela associa a prática à redução de tensão acumulada e ao controle de pontos doloridos. Essa é a interpretação da atleta sobre sua própria recuperação, não prova de que massagem impeça lesões. O aprendizado operacional é mais sólido: recuperação deixou de ser uma medida tomada apenas quando a dor já interrompe o treino e ganhou espaço fixo na agenda.

Quatro treinos por semana e descanso antes da exaustão

Na fase posterior ao Olympia, a obrigação era cumprir quatro treinos semanais. Isso deixava de dois a três dias de descanso. Leyvina admite que sente vontade de preencher a folga com cardio, abdômen ou panturrilha, mas compara recuperação à bateria do celular: a hora de recarregar é antes de desligar.

Sua divisão naquele momento usava, em geral, um grupo muscular por dia. Ela cita um dia de costas, um dia de peito, um dia de ombros e maior atenção ao tríceps, inclusive combinando peito com tríceps e voltando ao tríceps no treino de ombros. Não há ficha completa, séries ou repetições. O princípio preservado é priorizar o ponto que precisa crescer sem abolir os dias de recuperação.

Aos 16 anos, estreou com biquíni de praia e ficou em segundo

A relação com o fisiculturismo começou em casa. O avô serralheiro fabricava equipamentos para o pai de Leyvina, que treinava e comprava gravações do Olympia. Aos 5 ou 6 anos, ela já assistia a Ronnie Coleman e Jay Cutler com a família.

Aos 8 anos, acompanhava o pai na academia, inicialmente motivada pelo milk-shake e hambúrguer depois do treino. Aos 13, começou a treinar de verdade. Aos 14, passou a trabalhar na academia e dar aulas de jump, step e dança. Aos 15, iniciou a primeira preparação. Aos 16, subiu ao palco.

Na estreia, não sabia em qual categoria competir. O presidente do evento sugeriu Body Fitness, equivalente à Figure atual. Sem saber onde comprar roupa de palco, escolheu no shopping um biquíni de praia com pedras. Também não dominava as poses e ficava um pouco atrás das adversárias para imitá-las. Terminou em segundo lugar.

A lembrança sustenta uma de suas lições mais úteis para iniciantes: a estreia serve para ganhar experiência. Esperar estar pronta antes de competir pode impedir que a atleta aprenda justamente o que só o palco ensina.

A estreia profissional foi preparada em dois meses

Leyvina começou com Edson Prado ainda como amadora e chegou ao profissional sob sua orientação. Em sua estreia profissional, decidiu entrar em um campeonato no Rio com cerca de dois meses de preparação. Prado avisou que o prazo seria extremamente duro, mas aceitou conduzir o processo. Leyvina venceu o show e conquistou ali a primeira vaga para o Olympia.

O resultado não transforma oito semanas em modelo de preparação. Ela própria reconhece que não era o cenário ideal. A parte reproduzível é a postura: entrou sem certeza de vitória, mas sem usar a expectativa baixa como desculpa para entregar menos.

Competir menos também faz parte da longevidade

Leyvina normalmente faz até duas competições. Três no mesmo período seriam uma exceção. Para ela, competir demais pode manter o atleta em preparação contínua, limitar o ganho de massa e encurtar a carreira.

No palco, usa outro filtro para controlar a ansiedade: olha para os árbitros e não acompanha quem está ao lado. Depois de uma competição, já precisou perguntar quem havia dividido o confronto com ela. A estratégia impede que a leitura constante das adversárias roube execução e presença.

84 kg na recuperação e 73 kg no Olympia

No dia da entrevista, Leyvina informou 185 lb, equivalentes a aproximadamente 83,9 kg. Ela ainda não havia iniciado o off-season completo. No Olympia, subiu com cerca de 73 kg.

Também relata ter chegado à temporada com 10 lb, ou aproximadamente 4,5 kg, a mais que no ano anterior. O número não foi apresentado como massa muscular medida por exame. É uma comparação de peso entre temporadas, acompanhada de melhora competitiva.

Dado corporal relatado

Conversão brasileira

Peso na fase de recuperação

185 lb = aproximadamente 83,9 kg

Peso no Olympia

aproximadamente 73 kg

Diferença mencionada entre temporadas

10 lb = aproximadamente 4,5 kg

A altura aparece de forma contraditória na conversa, primeiro como 1,68 m e depois como 1,66 m. Sem confirmação externa, não é seguro escolher um dos dois valores.

O relato hormonal não contém doses nem protocolo completo

Depois do Olympia, Leyvina diz ter retirado gradualmente os compostos da preparação ao longo de duas semanas. Quase dois meses depois, descreveu a fase como um período "sem uso", mas logo afirmou permanecer com peptídeos e GH.

Isso impede chamar a fase de ausência total de recursos farmacológicos. GH é hormônio, e "peptídeos" é uma categoria ampla que não identifica a substância. Ela não informa nomes dos peptídeos, doses, frequências, vias, resultados laboratoriais nem prescrição. Também não detalha quais compostos foram retirados.

O que pode ser preservado com honestidade é o critério declarado para iniciar o off-season: exames, fígado, pressão e demais marcadores precisariam estar adequados. Não existe informação suficiente para reconstruir ou recomendar um protocolo hormonal.

Patrocínio é uma troca, não um prêmio por existir

Nos Estados Unidos, Leyvina percebeu que marcas observavam sua capacidade de representar o produto e gerar retorno, não apenas número de seguidores ou um conteúdo viral. Sua pergunta para atletas que buscam apoio é prática: se você fosse uma empresa, contrataria a si mesmo?

Ela relata pagar parte da própria produção de fotos e gravações, inclusive contratando uma pessoa para acompanhá-la durante uma passagem pelo Brasil. Não espera que a empresa banque cada etapa. Redes sociais não são sua atividade favorita, mas fazem parte do trabalho.

Para Leyvina, aumentar músculo não precisa significar abandonar feminilidade, imagem comercial ou cuidado com a saúde. Ela critica treinadores que olham apenas para o físico e ignoram consequências de produtos que podem virilizar mulheres. A advertência não vem acompanhada de lista de substâncias ou doses, mas define um critério profissional: o treinador deve enxergar a atleta como mulher, não apenas como corpo competitivo.

Conclusão

O salto de Leyvina Barros para o terceiro lugar no Olympia nasceu de uma redução bem calculada. O cardio caiu de até duas horas para sessões de 25 a 50 minutos. O carboidrato permaneceu no pré e no pós-treino. Descanso entrou no calendário antes da exaustão. O treino de costas trocou brutalidade constante por ângulos, trajetória e conexão mente-músculo. A rotina passou a ser registrada todos os dias.

Sua trajetória reforça a mesma ideia fora da preparação. Ela começou sem roupa de palco adequada, aprendeu competindo, evitou a pressa por títulos e transformou imagem, conhecimento e disciplina em carreira. O Top 3 não é apresentado como milagre genético nem como consequência de um protocolo secreto. É o resultado de um sistema mais preciso e menos desperdiçador.

FAQ

Qual foi a colocação de Leyvina Barros no Olympia 2025?

Leyvina ficou em terceiro lugar no Women’s Bodybuilding. O resultado oficial da IFBB Pro League registra Andrea Shaw em primeiro e Ashley Lynnette Jones em segundo.

Quanto cardio ela fazia antes e quanto passou a fazer?

Ela já chegou a fazer duas sessões de uma hora no mesmo dia. Na preparação de 2025, trabalhou com 25 a 50 minutos, incluindo a opção de dividir 50 minutos em 30 pela manhã e 20 à noite.

Leyvina zerou carboidrato durante a preparação?

Não completamente. Mesmo nos dias chamados de zero carbo, ela manteve carboidrato no pré e no pós-treino. As quantidades não foram informadas.

Como era o treino de costas?

As primeiras séries priorizavam técnica e progressão. A penúltima e a última podiam receber mais carga. Ângulos, altura da mão, direção da puxada e depressão do ombro eram ajustados para reduzir compensações de bíceps e trapézio.

Quantas vezes por semana ela treinava depois do Olympia?

Na fase de recuperação, cumpria quatro treinos por semana e reservava de dois a três dias para descanso.

Ela revelou doses ou protocolo hormonal?

Não. Leyvina mencionou retirada gradual dos compostos, peptídeos e GH, mas não forneceu substâncias específicas, doses, frequências ou resultados que permitam reconstruir um protocolo.

Referências

  1. VALENTIM, Alessandro. Leyvina Barros Top 3 Ms. Olympia. YouTube, 27 nov. 2025. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mDRfq_wS91M. Acesso em: 20 ago. 2026.

  2. IFBB PROFESSIONAL LEAGUE. 2025 Joe Weider’s Olympia Fitness & Performance Weekend. 2025. Disponível em: https://www.ifbbpro.com/competition/2025-joe-weiders-olympia-fitness-performance-weekend/. Acesso em: 20 ago. 2026.

Vídeo no YouTube sobre o tema

Feedback do Usuário

Comentários Recomendados

Não há comentários para exibir.

Crie uma conta ou entre para comentar

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.