O pulldown substitui uma parte do pullover, mas não substitui o exercício inteiro.
Se a ideia é trabalhar principalmente dorsal com extensão do ombro, o pulldown com braços quase estendidos é uma ótima opção. Ele permite manter tensão constante, ajustar a linha de força e variar barra, corda, pegada aberta, fechada, pronada ou neutra. Para dorsal, muita gente até sente melhor do que o pullover com halter.
Mas o pullover com halter ou na máquina tem uma característica diferente: ele exige mais controle do tronco, caixa torácica, serrátil, peitoral, dorsal e tríceps como estabilizadores. É um movimento mais “global” para o tronco. Por isso muita gente antiga gostava dele no treino de peito/costas.
Sobre carga, concordo que no pulldown a isometria de abdome e a tendência de o corpo ser puxado para cima podem limitar. Quando a carga passa do ponto, a pessoa começa a dobrar cotovelo, jogar quadril, perder amplitude e transformar o exercício em outra coisa. Nesse caso, é melhor reduzir carga e fazer bem feito.
Se o objetivo for substituir por limitação de ombro, desconforto ou falta de equipamento, eu escolheria conforme o alvo: para dorsal, pulldown. Para peitoral/serrátil e sensação de alongamento do tronco, pullover com halter leve/moderado, máquina de pullover ou até variações no cabo deitado, quando houver estrutura.
O mais importante é não forçar amplitude que o ombro não tem. Pullover mal feito, pesado demais e com ombro instável pode cobrar caro.
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Cláudio Chamini , · Postado Quinta-feira às 23:33 1 dia
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