Pular para o conteúdo

Ecocardiograma Hipertrofia Excêntrica

Respostas em Destaque

Boa noite, fiz um exame de Eco nessa sexta, como ainda vou remarcar a consulta com a Dra, gostaria de compartilhar e saber se alguém já passou por isso também..

Há uns 2 anos atrás comecei a fazer uso de testo em TRT por vontade própria mesmo, já que minha testo em exame era baixa e tinha sintomas de hipo, não foi diagnosticado mas fiz o uso do mesmo jeito, mas era desanimo, cansaço fácil, enfim.. 

Entre idas e vindas as vezes aumentava a dose para 250mg semana, e voltava TRT alguns meses, e fui indo, sempre monitorando os exames de sangue que nunca deram nada de errado, só mais no inicio mas consegui tratar.. E também a pressão, que nunca tive problemas.. 

Resolvi que era hora de fazer um checkup total, e logo no primeiro exame do coração recebo esse resultado, agora a minha dúvida é a seguinte, faço musculação e tem períodos que mando mais intenso no aeróbico, no momento estou meio "pausado" de aeróbico pq estou em bulking, tb estava usando dose de 250mg semana de testo para ajudar a ganhar uma massa, será que é está normal pela a rotina de treinos e aeróbicos?  Visto que é comum hipertrofiar em pessoas que fazem musculação, ou pode ter algo de errado ai? 

Obrigado a quem responder a minha dúvida!

eco.jpeg

  • 4 anos depois...
  • Respostas 1
  • Visualizações 340
  • Criado
  • Última Resposta

Maiores Postadores Neste Tópico

Postagens Mais Populares

  • Cláudio Chamini
    Cláudio Chamini

    Esse tópico ficou sem nenhuma resposta, e a pergunta era boa e importante. Vou respondê-la. O @Locomotion90 fez um ecocardiograma que apontou hipertrofia excêntrica, aguarda a consulta com a médica e

Imagens Postadas

Esse tópico ficou sem nenhuma resposta, e a pergunta era boa e importante. Vou respondê-la.

O @Locomotion90 fez um ecocardiograma que apontou hipertrofia excêntrica, aguarda a consulta com a médica e pergunta se aquilo pode ser explicado pela rotina de musculação e aeróbico, já que é comum o coração hipertrofiar em quem treina, ou se pode haver algo errado.

Ele contou também que, há cerca de dois anos, começou testosterona por conta própria, sem diagnóstico formal, porque o exame estava baixo e ele tinha sintomas. E que, em alguns períodos, subia a dose para 250 mg por semana.

Começo pela parte da pergunta que tem resposta favorável a ele.

Existe, sim, uma adaptação do coração ao treinamento, conhecida como coração de atleta. Ela é benigna e reversível, e o padrão que ela costuma produzir é justamente o excêntrico, ou seja, aumento da cavidade do ventrículo com espessura de parede proporcional.

Ou seja, a hipótese dele não é absurda. Só que ela tem condições para ser aceita, e é aí que o caso dele precisa de cuidado.

O coração de atleta aparece em pessoas com volume alto e sustentado de treinamento aeróbico, do tipo ciclismo, corrida de longa distância, natação, remo. Ele é acompanhado de função sistólica normal, função diastólica normal e ausência de sintomas, e regride quando a pessoa para de treinar por alguns meses.

Musculação com períodos intercalados de aeróbico, sem volume alto e contínuo de resistência, normalmente não é o cenário que produz esse tipo de remodelamento.

E aqui entra a segunda parte, que é a que ele precisa levar para a consulta.

O uso de andrógenos em doses acima das fisiológicas está associado a alterações cardíacas em estudos que compararam usuários de longa data com não usuários. As descrições incluem aumento da massa do ventrículo esquerdo, redução da função de contração e alteração do relaxamento do coração, além de aterosclerose coronariana mais precoce.

E existe um detalhe importante sobre a dose. Reposição de testosterona, no sentido de tratamento, costuma trabalhar com doses bem menores do que 250 mg por semana. Esse patamar não é reposição: é dose suprafisiológica. Ou seja, o que ele descreveu não foi um período de TRT contínuo, e sim uma alternância entre reposição e ciclo.

Isso não quer dizer que o achado do ecocardiograma dele seja causado por isso. Quer dizer que existem duas explicações possíveis na mesa, uma benigna e uma que precisa ser acompanhada, e que não dá para escolher uma delas por dedução em fórum.

O que separa uma da outra é justamente o que a cardiologista vai avaliar: as medidas indexadas das câmaras, a espessura das paredes, a função sistólica, a função diastólica, e como isso se comporta ao longo do tempo.

E aqui está a coisa mais importante que eu tenho a dizer neste tópico.

Ele precisa contar à médica, com todas as letras, que usa testosterona, há quanto tempo, em que doses e com quais intervalos.

Digo isso porque essa é a informação que mais se omite em consulta, e é justamente a que muda a interpretação do exame. Um ecocardiograma com hipertrofia em alguém que treina significa uma coisa. O mesmo exame em alguém que usa andrógeno há dois anos em doses suprafisiológicas significa outra, e a conduta é diferente. Sem esse dado, a médica está trabalhando com metade do caso.

Não existe julgamento nisso. Médico não é polícia, e a alternativa, que é ser acompanhado com base em informação incompleta, é pior para ele.

Duas coisas que eu acrescentaria à investigação.

A primeira é o hematócrito. O efeito adverso mais comum do uso de testosterona é o aumento do número de células vermelhas, o que deixa o sangue mais espesso e aumenta risco de trombose. Ele mencionou que os exames de sangue nunca acusaram nada, mas vale conferir especificamente hematócrito e hemoglobina, além do perfil lipídico, porque essa classe reduz o colesterol bom.

A segunda é a pressão arterial. Ele disse que nunca teve problema, e isso é ótimo. Mas hipertrofia ventricular é, classicamente, consequência de pressão alta ao longo do tempo, inclusive de pressão que sobe apenas em determinados períodos. Medir em casa, em dias comuns, e levar os valores anotados vale mais do que a medida única do consultório.

E há um item que raramente aparece e que se encaixa bem no caso dele: apneia do sono. Ela causa hipertensão e remodelamento cardíaco, produz exatamente os sintomas que o levaram à testosterona, que eram desânimo e cansaço fácil, e pode ser piorada pelo uso de testosterona. Se ele ronca ou acorda cansado, isso vale ser mencionado na consulta.

Sobre a decisão inicial, uma observação sem sermão.

Sintomas de desânimo e cansaço fácil são inespecíficos, e a lista de causas inclui apneia do sono, deficiência de ferro, hipotireoidismo e depressão, todas mais comuns do que hipogonadismo em homem jovem. O caminho formal é dosar testosterona total em jejum, pela manhã, em duas ocasiões, junto com LH, FSH e prolactina, porque é o LH que diz se o problema está no testículo ou no comando central.

Isso não é para reescrever o passado. É porque, agora que ele decidiu fazer um check up completo, esses exames ainda respondem perguntas úteis.

E uma última observação prática: depois de dois anos de uso, interromper por conta própria e de uma vez costuma produzir um período ruim de sintomas, porque a produção natural leva tempo para voltar. Se a decisão for reduzir ou parar, isso também é conversa com médico.

Se o Locomotion estiver lendo isto, é isto que eu diria a ele.

A atitude de fazer um check up completo foi excelente, e o exame que ele encontrou é exatamente o tipo de coisa que esse check up serve para achar. A pergunta que ele fez tem duas respostas possíveis, e quem decide entre elas é a cardiologista, com todas as informações na frente. Levar o histórico de uso escrito, com doses e datas, é o que transforma essa consulta em uma resposta de verdade.

Para quem quiser entender como as substâncias hormonais funcionam antes de decidir qualquer coisa, o site tem um orientador em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ , que serve como ponto de partida para conversar com quem acompanha o caso.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Crie uma conta ou entre para comentar

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.