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Testosterona e atrofia do penis

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  • leandropirulito
    leandropirulito

    em uso p´rolongado e que derrube a syuantesto total e livre, deu lh e fsh e reduçao do volume escrotal, é nornal vc sentir ums atrofia/diminicao no tamnahaó do penis. Porem, ao voltar a usar 2 dureste

Em 07/03/2023 em 21:35, sharpdoantenados disse:

Tenho notado que meu penis ta ficando menor com o uso de testo, uso ha anos. É normal?

em uso p´rolongado e que derrube a syuantesto total e livre, deu lh e fsh e reduçao do volume escrotal, é nornal vc sentir ums atrofia/diminicao no tamnahaó do penis. Porem, ao voltar a usar 2 duresteton bc vai imediatamente qye esse problema vai acabar

  • 3 anos depois...

A pergunta ficou basicamente sem resposta útil, e a resposta que apareceu tem um conselho que pode piorar a situação, então vale ir por partes.

Primeiro, o que a testosterona faz e o que ela não faz. O que atrofia de verdade com uso prolongado é o testículo, porque o estímulo do hormônio luteinizante some e a produção interna para. Isso é visível, é comum e é esperado. Já o pênis é outro tecido, e ele não encolhe por ação direta da testosterona em quem já é adulto. O tamanho ali foi definido na puberdade e não depende de androgênio circulante depois disso.

Então por que a percepção de encolhimento é tão frequente em quem usa há anos. Existem três explicações reais, e vale checar qual delas se aplica.

A primeira é o coxim de gordura acima do púbis. Ele cresce quando se ganha peso, e cada centímetro de gordura ali enterra literalmente um centímetro da base. Nada mudou no órgão, mudou o que aparece. Quem passou por fase de volume prolongada costuma ter exatamente isso, e é a causa mais comum de todas.

A segunda é a mais importante e é a que precisa de atenção. Quando o eixo está muito suprimido ou quando a dose alta gera queda de estradiol demais ou prolactina alta, aparecem disfunção erétil e perda das ereções noturnas. E aí existe um fenômeno documentado, que é a perda de tecido por desuso. O tecido erétil precisa se encher de sangue com regularidade para se manter, e períodos longos sem ereção plena levam a encurtamento que pode se tornar permanente. É o mesmo mecanismo descrito em homens que perderam a função erétil depois de cirurgia de próstata ou de bloqueio hormonal, em que quem preservou a função preservou o comprimento. Ou seja, se ele parou de ter ereção matinal, esse é o sinal de alerta de verdade, e é o que precisa ser tratado logo, não daqui a um ano.

A terceira é a doença de Peyronie, que forma placa fibrosa e encurta e entorta o pênis. Ela aparece com mais frequência em quem tem microtraumas repetidos e alteração vascular, e merece exame se houver curvatura nova, dor ou endurecimento palpável.

Agora sobre o conselho de aplicar duas ampolas de um éster combinado para resolver imediatamente. Isso não procede e é a direção errada. Se o problema é queda de função erétil em quem já usa há anos, aumentar a dose costuma piorar, porque eleva estradiol, eleva hematócrito e não recupera nada do que causou a queixa. E se o problema for o oposto, ou seja, eixo desligado com testosterona baixa entre aplicações, a solução também não é dobrar por conta própria, é acertar a dose e o intervalo com exame na mão.

O caminho prático que eu sugiro para quem está nessa situação é o seguinte. Medir o que está acontecendo, com testosterona total e livre, estradiol, prolactina, hemograma completo com hematócrito, glicemia e perfil lipídico. Observar se há ereção matinal ou noturna, porque isso separa problema vascular ou psicológico de problema hormonal. Medir a circunferência abdominal e o peso, porque a explicação mais comum está aí. E procurar urologista, contando o uso por inteiro, porque desuso prolongado é justamente o que se trata cedo e não se recupera tarde.

Vale acrescentar que uso contínuo por anos, sem pausa e sem acompanhamento, é o cenário em que essas queixas se acumulam, e nenhuma delas se resolve aumentando a dose.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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