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Trocar Mounjaro® por Ozivy® vale a pena? Doses, custo e limites

A troca pode fazer sentido para quem usa até 5 mg de Mounjaro®, com o médico, mas nenhuma tabela converte as doses. Veja os estudos e a conta do custo.

Em julho de 2026, uma caneta de Ozivy® de 1 mg custava de R$ 400 a R$ 450 na farmácia, e a caixa de Mounjaro® de 2,5 mg saía por pelo menos R$ 1.300. Com essa diferença, muita gente que já entendeu que o tratamento é longo quer saber se dá para trocar Mounjaro® por Ozivy® sem perder o resultado. A resposta curta: a troca é possível com receita e acompanhamento médico, mas nenhuma tabela converte miligramas de tirzepatida em miligramas de semaglutida. E quanto mais alta a dose de Mounjaro®, mais o Ozivy® de 1 mg fica para trás.

Quem responde à pergunta é o médico Danilo Lobo, que atua em nutrologia e medicina esportiva, em “(Mounjaro® | Tirzepatida): É Possível Trocar por Ozivy® (Semaglutida) em 2026?”, no canal dele. Ele separa dois grupos de pacientes que pedem a troca. O primeiro usa Mounjaro® e percebeu que não vai conseguir pagar por muitos meses. O segundo comprava tirzepatida no mercado paralelo por falta de dinheiro e quer voltar para um remédio vendido com receita. A conclusão dele, construída por raciocínio clínico e não por um estudo direto, é que a troca faz sentido até a dose de 5 mg de tirzepatida.

O que muda do Mounjaro® para o Ozivy®

São moléculas diferentes. O Mounjaro® tem tirzepatida, que imita dois hormônios do intestino ligados à saciedade e à insulina, o GIP e o GLP-1. Desde junho de 2025, a Anvisa aprova o Mounjaro® também para o controle do peso em adultos com obesidade, ou com sobrepeso e alguma doença ligada ao peso. O Ozivy® tem semaglutida, que imita só o GLP-1. É a mesma substância do Ozempic® e do Wegovy®, fabricada pela EMS por síntese química, em laboratório, enquanto a do Ozempic® é produzida por processo biológico.

O Ozivy® recebeu registro da Anvisa em 26 de maio de 2026 só para adultos com diabetes tipo 2 mal controlado, junto com dieta e exercício. Para quem quer emagrecer sem ter diabetes, o uso é fora da bula (off-label): o médico pode prescrever, mas a indicação não foi aprovada para isso. Como toda caneta dessa classe, a venda exige receita em duas vias. A Anvisa classificou o Ozivy® como medicamento novo, e não como genérico do Ozempic®.

A caneta do Ozivy® de 1 mg tem 3 mL e entrega 4 doses de 1 mg, uma por semana. Pela bula, o tratamento começa com 0,25 mg por semana durante 4 semanas, passa para 0,5 mg e só sobe para 1 mg se a glicose continuar alta. Há também uma diferença prática em relação ao Ozempic®: a caneta de Ozivy® fica na geladeira, de 2 °C a 8 °C, antes e durante o uso, e precisa ser descartada 56 dias depois de aberta. Preço, segurança e outras dúvidas sobre a caneta estão na matéria sobre o que é o Ozivy® e se ele é seguro.

5 mg de Mounjaro® equivale a 2,4 mg de semaglutida?

O raciocínio da troca parte de dois estudos grandes, feitos com adultos com obesidade ou sobrepeso e sem diabetes. No SURMOUNT-1, de 2022, quem usou 5 mg de tirzepatida por semana perdeu em média 15,0% do peso em 72 semanas. Com 10 mg, a perda foi de 19,5%, e com 15 mg, de 20,9%. O grupo do placebo perdeu 3,1%.

No STEP 1, de 2021, a semaglutida de 2,4 mg por semana tirou em média 14,9% do peso em 68 semanas, contra 2,4% do placebo. Colocando os dois números lado a lado, 15,0% e 14,9%, a conta sugere, sem prova direta, que duas pessoas parecidas percam um peso próximo com 5 mg de tirzepatida e 2,4 mg de semaglutida. Por isso, quem está perto dos 5 mg seria o candidato mais óbvio à troca.

O problema é que o Ozivy® vai até 1 mg por semana, e não até 2,4 mg. O STEP 1 mostra o que a semaglutida faz na dose de 2,4 mg, que a caneta de Ozivy® não tem.

Os estudos que compararam as duas canetas

Dois ensaios já sortearam pessoas para usar uma ou outra substância, ambos pagos pela Lilly, que fabrica o Mounjaro®. Nenhum deles testou a troca, mas os dois mostraram mais perda de peso com a tirzepatida.

O SURPASS-2, de 2021, é o que mais interessa a quem pensa no Ozivy®, porque usou justamente a semaglutida de 1 mg. Foram 1.879 pessoas com diabetes tipo 2, acompanhadas por 40 semanas. Quem usou 5 mg de tirzepatida perdeu em média 1,9 kg a mais que quem usou 1 mg de semaglutida. Com 10 mg a diferença foi de 3,6 kg, e com 15 mg, de 5,5 kg. Náusea, diarreia e vômito apareceram em proporções parecidas nos dois remédios.

O SURMOUNT-5, de 2025, comparou as doses máximas toleradas em 751 adultos com obesidade e sem diabetes. Com 10 ou 15 mg de tirzepatida, a perda média foi de 20,2% do peso em 72 semanas. Com 1,7 ou 2,4 mg de semaglutida, foi de 13,7%. A cintura também diminuiu mais com a tirzepatida.

E na dose de 1 mg do Ozivy®?

Nenhum ensaio testou a troca de 5 mg de Mounjaro® por 1 mg de Ozivy® na mesma pessoa. O que existe é um modelo publicado em 2026, que reuniu os resultados de 48 grupos de estudos, com 16.524 pessoas com diabetes tipo 2, e estimou a perda de peso esperada em cada dose. Ele confirma a conta entre o SURMOUNT-1 e o STEP 1: 2,4 mg de semaglutida dariam um resultado parecido com 5 mg de tirzepatida, e até um pouco melhor.

Na dose do Ozivy®, o quadro muda. A semaglutida de 1 mg tirou em média 2 pontos percentuais de peso a menos que a tirzepatida de 5 mg. Numa pessoa de 100 kg, seriam cerca de 2 kg a menos. A chance de as duas doses darem um resultado equivalente, com diferença de até 2 pontos, foi de 52,7%, quase cara ou coroa. Frente a 10 ou 15 mg de tirzepatida, essa chance foi praticamente zero.

O modelo tem dois limites. Foi financiado pela Novo Nordisk, que fabrica a semaglutida original, e usou só pessoas com diabetes, que costumam perder menos peso com essas canetas: no STEP 2, com diabetes, os 2,4 mg tiraram 9,6% do peso, contra 14,9% no STEP 1. O SURPASS-2, também com diabetes, aponta na mesma direção, com 1,9 kg a menos para a semaglutida de 1 mg em 40 semanas.

EstudoQuem participouDoses comparadasPerda de peso
SURMOUNT-1 (2022)2.539 adultos com obesidade ou sobrepeso, sem diabetes, 72 semanasTirzepatida 5, 10 e 15 mg x placebo15,0%, 19,5% e 20,9% x 3,1%
STEP 1 (2021)1.961 adultos com obesidade ou sobrepeso, sem diabetes, 68 semanasSemaglutida 2,4 mg x placebo14,9% x 2,4%
SURPASS-2 (2021)1.879 adultos com diabetes tipo 2, 40 semanasTirzepatida 5, 10 e 15 mg x semaglutida 1 mg1,9 kg, 3,6 kg e 5,5 kg a mais com a tirzepatida
SURMOUNT-5 (2025)751 adultos com obesidade, sem diabetes, 72 semanasTirzepatida 10 ou 15 mg x semaglutida 1,7 ou 2,4 mg20,2% x 13,7%
Modelo de 202648 grupos de estudos, 16.524 pessoas com diabetes tipo 2Semaglutida 2,4 mg x tirzepatida 5 mg
Semaglutida 1 mg x tirzepatida 5 mg
Parecido (1,5 ponto a mais com a semaglutida)
Cerca de 2 pontos percentuais a menos com a semaglutida

A tabela resume os números. SURMOUNT-1 e STEP 1 nunca se cruzaram no mesmo ensaio, e comparar médias de pesquisas diferentes só indica uma tendência. O SURPASS-2 e o SURMOUNT-5 compararam as duas substâncias dentro do mesmo estudo.

Em que dose de Mounjaro® a troca faz mais sentido

A regra prática divide os pacientes pela dose atual de tirzepatida:

  • De 2,5 a 5 mg: a troca é plausível, inclusive para quem acabou de começar e viu que o preço pesou no bolso. O médico refaz o aumento gradual da dose e confere se a pessoa responde bem.
  • Quem ainda não começou: iniciar pelo Ozivy® e passar para o Mounjaro® só se a perda de peso não vier é um raciocínio plausível: o upgrade fica para quando for necessário.
  • De 7,5 mg para cima: a semaglutida de 1 mg dificilmente acompanha o resultado. A troca fica para a fase de manutenção do peso ou de retirada gradual do remédio, quando o objetivo é segurar o que foi conquistado gastando menos.

A divisão combina com os estudos: a tirzepatida tira mais peso a cada degrau de dose, e no modelo de 2026 a semaglutida de 1 mg ficou cerca de 4 pontos percentuais abaixo dos 10 mg de tirzepatida. Ter isso claro antes da troca ajuda a não confundir um resultado menor, já esperado, com falha do tratamento.

Quem está acima do peso e não tem diabetes ainda tem outra semaglutida no caminho. O Wegovy®, também de semaglutida, é aprovado no Brasil para obesidade em doses de até 2,4 mg, e a bula de maio de 2026 inclui 7,2 mg, aplicados em três injeções de 2,4 mg, como opção excepcional para adultos com IMC a partir de 30 que não perderam peso suficiente com 2,4 mg. No STEP UP, de 2025, os 7,2 mg tiraram 18,7% do peso em 72 semanas, contra 15,6% com 2,4 mg. É uma opção dentro da bula, com preço próprio, que fica fora desta conta.

Duas aplicações de 1 mg por semana

Para chegar mais perto dos 2,4 mg do STEP 1, há médicos que prescrevem duas aplicações de 1 mg de Ozivy® em dias diferentes da semana. É uma conduta fora da bula, feita caso a caso, que não serve para todo mundo. A bula prevê uma aplicação por semana e só permite mudar o dia se tiverem passado pelo menos 3 dias desde a última dose.

Duas aplicações somam 2 mg, e não 2,4 mg. O estudo mais próximo é o SUSTAIN FORTE, que testou 2 mg em uma injeção única contra 1 mg, em 961 pessoas com diabetes tipo 2. Em 40 semanas, os 2 mg tiraram em média 0,9 kg a mais entre quem seguiu o tratamento. Contando todos os sorteados, foram 0,8 kg, diferença que pode ter sido acaso. Os efeitos no estômago e no intestino apareceram em 34% contra 31%. E como cada caneta tem quatro doses de 1 mg, ela passa a durar duas semanas, o que dobra o gasto mensal.

A conta do custo: Mounjaro® ou Ozivy®

Os preços de julho de 2026 eram estes: de R$ 400 a R$ 450 a caneta de Ozivy® de 1 mg, com promoções perto de R$ 350, e de R$ 1.300 a R$ 1.400 a caixa de Mounjaro® de 2,5 mg, conforme o estado. Nos dois casos, a embalagem traz quatro doses semanais, cerca de um mês de tratamento. A conta usa a caixa de 2,5 mg, e caixas de doses maiores têm outro preço. Promoções e programas de desconto mudam esses valores com frequência.

Com R$ 13 mil, dá para comprar cerca de 10 caixas de Mounjaro® de 2,5 mg, quase 10 meses de tratamento. O mesmo dinheiro compra perto de 29 canetas de Ozivy® a R$ 450, o suficiente para mais de 2 anos na dose de 1 mg por semana. É cerca de três vezes mais tempo. Com as duas aplicações semanais, o prazo cai pela metade e fica perto de 14 meses.

No Reino Unido, o preço mudou a escolha de muita gente: depois que o preço de tabela da tirzepatida subiu até 170% em setembro de 2025, a proporção de trocas de tirzepatida por semaglutida ficou 9 pontos percentuais acima do que a tendência anterior previa, numa grande empresa de atendimento online, com mais de 1 milhão de pacientes que pagavam do próprio bolso. Em 12 meses, quem continuou na tirzepatida perdeu em média 19,9% do peso, e quem usava semaglutida, 16,4%. O estudo é observacional, conta só quem continuou sendo acompanhado e foi feito por autores da própria empresa.

Por que continuar importa mais que a caneta mais forte

O argumento mais forte a favor da troca é a continuidade. Vale mais usar uma semaglutida em dose menor por um, dois ou três anos, mudando dieta e treino, do que usar Mounjaro® por dois a quatro meses e abandonar tudo porque o dinheiro acabou.

Os estudos de retirada mostram o que acontece quando o tratamento para. Na extensão do STEP 1, quem tinha perdido 17,3% do peso com semaglutida recuperou cerca de dois terços dessa perda um ano depois de parar. No SURMOUNT-4, quem trocou a tirzepatida por placebo depois de 36 semanas engordou 14% em relação ao peso que tinha na semana 36, até a semana 88, enquanto quem continuou perdeu mais 5,5%. Nenhum estudo comparou trocar por uma caneta mais fraca com parar de vez. Ainda assim, os dados mostram que parar sai caro, e manter alguma caneta tende a ser melhor que nenhuma.

Na experiência clínica relatada, pacientes que pediram para trocar o Mounjaro® por outras canetas de semaglutida, inclusive o Ozivy®, aceitaram uma resposta inicial menor para conseguir manter o tratamento por mais tempo. Há quem perca muito peso com 0,5, 0,75 ou 1 mg porque entendeu que teria de se dedicar em dobro ao resto do tratamento. Essas pessoas continuam sentindo um pouco de fome e vontade de doce, mas perdem a compulsão e o impulso de comer. O relato não promete resultado a ninguém.

O tempo de apetite controlado serve para criar o hábito de treinar com mais frequência e intensidade e para reorganizar a alimentação. Serve também para investigar o que atrapalha o emagrecimento, como resistência à insulina, alterações hormonais, testosterona baixa em homens com obesidade e menopausa sem a reposição hormonal indicada. Hormônios e vitaminas só entram com exame e diagnóstico.

O dinheiro que sobra da troca pode pagar quem sustenta o processo: nutricionista, educador físico ou personal, médico e psicólogo. Com o apetite menor, comer proteína suficiente e manter o treino de força entram no plano, assunto da matéria sobre Mounjaro® e perda de músculo. A calculadora de proteínas diárias estima quanto comer por dia.

Saindo da tirzepatida do mercado paralelo

O segundo grupo que pede a troca é o de quem comprava tirzepatida trazida do Paraguai ou de outro canal irregular. A questão aqui não é se a tirzepatida produzida no Paraguai funciona, já que lá ela é liberada. O problema é que ela entra no Brasil de forma irregular, muitas vezes como contrabando, sem garantia de origem e de conservação. Trocar por uma semaglutida comprada na farmácia, com receita e registro na Anvisa, faz sentido mesmo que ela seja menos potente. Os riscos dessa compra estão na matéria sobre a tirzepatida do Paraguai.

Em abril de 2026, a Anvisa mandou apreender três lotes falsificados de Mounjaro®, com número de série desconhecido pela Lilly, embalagem de outro material e código 2D que não lia. No mesmo ato, proibiu o Tirzec, vendido sem registro. Dias depois, a agência informou que só no segundo semestre de 2025 entraram no país mais de 100 kg de insumos para manipular essas canetas, o bastante para cerca de 20 milhões de doses.

O que a bula diz sobre começar o Ozivy®

Nenhuma bula traz um esquema de troca de tirzepatida para semaglutida. Quem decide a dose inicial e o dia da primeira aplicação é o médico, olhando a dose atual, os efeitos colaterais e o objetivo. A bula do Ozivy® começa em 0,25 mg e não prevê exceção para quem já usava outra caneta, e as doses de 0,25 e 0,5 mg têm apresentação própria. Quantos dias esperar depois da última dose de Mounjaro® também não está em bula nenhuma. Antes de trocar, vale levar estas perguntas para a consulta:

  • Qual é o objetivo: controlar o diabetes, tratar a obesidade ou os dois?
  • Qual dose de Mounjaro® estou usando e quanto peso ela tirou?
  • O Ozivy® vai ser usado dentro da bula ou fora dela?
  • Por quanto tempo o orçamento aguenta a nova caneta, incluindo consultas e exames?
  • Como vamos acompanhar peso, fome, glicose e massa muscular depois da troca?
  • Qual resultado vai indicar que é hora de ajustar a dose ou voltar para o Mounjaro®?

Conclusão

Trocar Mounjaro® por Ozivy® pode valer a pena quando o preço ameaça a continuidade, principalmente em doses de 2,5 a 5 mg ou na fase de manutenção. Acima de 5 mg, a semaglutida de 1 mg tende a tirar bem menos peso. Nenhuma tabela valida a conversão de doses, e o resultado de cada pessoa só aparece com acompanhamento.

Os estudos que compararam as duas substâncias deram vantagem à tirzepatida, e o modelo de 2026, feito com pessoas com diabetes, coloca o Ozivy® de 1 mg cerca de 2 pontos percentuais abaixo dos 5 mg de Mounjaro®. Mesmo assim, um tratamento que dura anos tende a valer mais que um mais potente abandonado em poucos meses. A troca precisa de receita, de um médico que ajuste a dose e de expectativa realista. Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta.

Perguntas frequentes

Qual é melhor, Ozivy® ou Mounjaro®?

Para perder peso, o Mounjaro® tirou mais peso nos estudos que compararam as duas substâncias. Na dose de 5 mg, a vantagem sobre a semaglutida de 1 mg foi de cerca de 1,9 kg em 40 semanas, em pessoas com diabetes. O Ozivy® custa cerca de um terço do preço, e a melhor opção é a que a pessoa consegue manter.

Ozivy® 1 mg equivale a quanto de Mounjaro®?

Não há equivalência validada. No modelo de 2026, com pessoas com diabetes tipo 2, a semaglutida de 1 mg ficou cerca de 2 pontos percentuais abaixo da tirzepatida de 5 mg, com 52,7% de chance de resultado parecido. Frente a 10 ou 15 mg, a diferença foi grande.

Qual a diferença entre o Ozivy® e a tirzepatida?

O Ozivy® tem semaglutida, que age só no receptor de GLP-1. A tirzepatida, do Mounjaro®, age no GLP-1 e no GIP. No Brasil, o Ozivy® é aprovado só para diabetes tipo 2, e o Mounjaro® também para obesidade.

Pode trocar Mounjaro® por Ozempic®?

Pode, com receita e acompanhamento médico. O Ozempic® tem a mesma semaglutida do Ozivy®, também aprovada para diabetes tipo 2. O raciocínio de doses é o mesmo: a troca faz mais sentido em doses baixas de Mounjaro®.

Como mudar de Mounjaro® para Wegovy®?

O médico define a dose inicial e o dia da primeira aplicação, porque nenhuma bula traz um esquema de troca. O Wegovy® é a semaglutida aprovada para obesidade, com doses de até 2,4 mg e, desde 2026, 7,2 mg. Em pessoas sem diabetes, os 2,4 mg perderam peso parecido com 5 mg de tirzepatida em estudos separados.

O Ozivy® pode ser usado para emagrecer?

Só fora da bula. O registro da Anvisa é para adultos com diabetes tipo 2, e o uso para obesidade depende de prescrição e acompanhamento médico. A semaglutida tira peso, mas a dose de 1 mg emagrece menos que as doses de obesidade.

Qual a maior dose do Ozivy®?

1 mg por semana. A caneta de 3 mL entrega quatro doses de 1 mg, e a bula manda começar com 0,25 mg por quatro semanas e passar por 0,5 mg antes. Aplicar 2 mg por semana com duas doses é conduta fora da bula.

Quanto tempo dura uma caneta de Ozivy®?

Quatro semanas na dose de 1 mg, porque a caneta tem quatro doses. Com duas aplicações por semana, dura duas. Depois de aberta, precisa ser descartada em 56 dias, mesmo que sobre remédio.

O Ozivy® pode ficar fora da geladeira?

Não, pela bula. A caneta fica de 2 °C a 8 °C antes e durante o uso, longe do congelador. O Ozempic® é diferente e pode ficar até 30 °C por seis semanas depois de começar.

Precisa de receita para comprar o Ozivy®?

Sim. Como toda caneta dessa classe, o Ozivy® exige receita em duas vias, e a farmácia retém uma delas. Comprar sem receita, ou em canal irregular, tira a garantia de origem e conservação do remédio.

O Ozivy® dá diarreia?

Pode dar. Náusea, vômito e diarreia são os efeitos mais citados na bula. No SURPASS-2, a semaglutida de 1 mg causou diarreia em 12% das pessoas, e o aumento gradual da dose existe para diminuir esses efeitos.

Quanto custa o Ozivy®?

Em julho de 2026, a caneta de 1 mg custava de R$ 400 a R$ 450, com promoções perto de R$ 350. A caixa de Mounjaro® de 2,5 mg saía por R$ 1.300 a R$ 1.400. Os dois rendem cerca de um mês, e os preços mudam com promoções.

Como trocar o Ozempic® ou o Wegovy® pelo Mounjaro®?

Também com o médico ajustando a dose. Em um estudo retrospectivo de 2026, feito em Nova York, quem trocou semaglutida por tirzepatida depois de estacionar no peso perdeu 8,1% em 6 meses. Quem trocou porque a semaglutida não funcionou perdeu só 2,9%.

Referências

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  18. WILDING, J. P. H. et al. Once-weekly semaglutide in adults with overweight or obesity. The New England Journal of Medicine, [S. l.], v. 384, n. 11, p. 989-1002, 18 mar. 2021. DOI: 10.1056/NEJMoa2032183. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33567185/. Acesso em: 18 out. 2026.
  19. WILDING, J. P. H. et al. Weight regain and cardiometabolic effects after withdrawal of semaglutide: the STEP 1 trial extension. Diabetes, Obesity and Metabolism, [S. l.], v. 24, n. 8, p. 1553-1564, ago. 2022. DOI: 10.1111/dom.14725. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35441470/. Acesso em: 18 out. 2026.

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