Parar de tomar anabolizantes depois de uma carreira inteira não devolve o corpo ao ponto de partida em poucas semanas. Eduardo Correa, fisiculturista que competiu no Mr. Olympia, parou em dezembro de 2025 para tentar ter o segundo filho. Em agosto de 2026, quase nove meses depois, a testosterona total dele era de 220 ng/dL. A faixa normal de um homem jovem e saudável vai de 264 a 916. E ele só chegou aos 220 com remédios de fertilidade que custaram R$ 72.560 em oito meses.
Ele contou cada etapa em cinco episódios da série Metamorfose, publicados no canal dele no YouTube em julho e agosto de 2026: a consulta médica, os exames hormonais, a conta dos remédios, o treino novo e a dieta. A pergunta que mais ouvia era se tinha voltado a ser natural. A resposta mudou ao longo da série, à medida que os exames saíam, e terminou num "muito provavelmente não".
Por que Eduardo Correa parou de usar anabolizantes
O motivo foi o tratamento de fertilidade. Ele e a esposa, Carol Saraiva, querem o segundo filho, e para isso ele precisou interromper todos os hormônios. Cerca de cinco anos antes, na gravidez da filha Manu, já tinha parado e usado dois remédios que religam a produção de testosterona, o hCG e o clomifeno. Naquela vez, o corpo voltou a produzir rápido.
A pausa não era para sempre. "Se a Carol tivesse engravidado em janeiro, fevereiro, março, eu já teria voltado a usar", ele diz. A gravidez demorou, e aos 44 e 45 anos o corpo respondeu bem mais devagar do que aos 39 e 40.
Em dezembro, janeiro e fevereiro, ele quase não sentiu diferença, porque ainda havia resto dos hormônios no sangue. A queda forte veio depois, em meio a meses de viagens de trabalho por 15 estados.
O que acontece quando você para de tomar anabolizantes
O corpo fabrica testosterona por uma cadeia de comando. O hipotálamo, no cérebro, manda um sinal para a hipófise, que libera dois hormônios. O LH funciona como o mensageiro que manda o testículo produzir testosterona. O FSH é o gerente da produção de espermatozoides. Esse circuito se chama eixo hipotálamo-hipófise-gônada.
Com testosterona de fora em dose alta, a hipófise entende que pode parar e corta o LH e o FSH. Qualquer anabolizante faz isso: testosterona, deca, boldenona, Masteron®, Primobolan® e também a oxandrolona. Depois de anos, a hipófise fica "dormindo" e o testículo, sem estímulo, atrofia. Quando o uso termina, a testosterona de fora acaba antes que a de dentro volte, e o homem fica com a taxa muito baixa.
Eduardo reconhece que facilitou o problema. No começo da carreira, usava hCG por algumas semanas depois de cada campeonato. Depois passou a emendar as preparações com o cruise, uma "ponte" de testosterona em dose baixa entre um ciclo e outro, sem hCG. "Eu sempre preguei hCG intraciclo. Mas eu não fazia, de preguiça", admite. Para entender o que o LH e o FSH dizem nos exames dessa fase, veja LH e FSH pós-ciclo: dois exames que mudam toda a interpretação.
Os exames: de 4.800 para 141 de testosterona
Os resultados abaixo foram mostrados por ele, de datas e laboratórios diferentes. Os valores de testosterona total são compatíveis com a escala de ng/dL, a mais usada nos laboratórios brasileiros. Desde janeiro de 2026, ele já tomava hCG e clomifeno, e depois do exame de maio as doses subiram.
| Quando | Exame | O que mostra |
|---|---|---|
| 2022 a 2025, em uso | LH entre 0,1 e 0,3 | O sinal do cérebro para o testículo estava praticamente parado. 0,1 é o menor valor que o laboratório mede. |
| Setembro de 2023 e fevereiro de 2024, em uso | Testosterona total de 4.800 e pouco e de 3.845 | Hormônio vindo de fora, muito acima da faixa normal de 264 a 916. |
| Maio de 2026, cinco meses depois de parar | Testosterona total de 141, LH de 0,6 e FSH de 0,8 | O pior momento, que ele chama de fundo do poço. |
| Julho de 2026 | Testosterona total de 182 e LH de 1,4 | Subida lenta. |
| 20 de agosto de 2026 | Testosterona total de 220 e LH de 2,2 | Recuperação parcial, ainda com os remédios e abaixo da faixa normal. |
"Não são níveis ideais, mas isso mostra uma recuperação parcial do eixo com o medicamento", resumiram Eduardo e o irmão dele, que participa da série explicando a parte técnica e diz atender pacientes em pós-ciclo. No exame de maio, a testosterona livre, a parte que age de fato nos tecidos, também estava muito baixa.
Para o irmão, abaixo de 250 ng/dL já é hipogonadismo, o nome médico para a testosterona baixa. O número exato varia por laboratório. A diretriz da Endocrine Society, a sociedade americana de endocrinologia, só fecha o diagnóstico com sintomas e testosterona baixa confirmada em mais de um exame, colhido de manhã e em jejum. Eduardo relata sintomas e teve mais de um exame baixo, feitos em laboratórios e condições diferentes.
O FSH pede cuidado na leitura. Antes do tratamento, ficava em 0,3. Depois que ele começou a tomar FSH recombinante, subiu para 5. Esse 5 é o próprio remédio circulando no sangue, e não a hipófise voltando a trabalhar.
O espermograma: 1,5 milhão por mL
No espermograma de 16 de junho de 2026, a concentração era de 1,4 a 1,5 milhão de espermatozoides por mL, a mesma do exame anterior. O volume do ejaculado caiu de cerca de 4 mL para 1 mL. O valor de referência usado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2021 é de 16 milhões por mL, e só 5% dos homens férteis ficam abaixo disso. Também conta a motilidade, a capacidade de nadar, que não foi informada.
O espermatozoide leva cerca de três meses para ser formado. Por isso o médico de fertilidade quis esperar esse prazo de tratamento, sem nenhuma testosterona de fora, antes de pedir um exame novo. Os prazos comuns de volta da fertilidade depois de um ciclo estão na matéria fertilidade depois do ciclo.
Libido, cansaço e a vida a dois
No pior momento, ele perdeu força mesmo treinando com volume menor, a recuperação ficou "quase inexistente" e faltava vontade de treinar. Sobre a libido, brinca: "Já ouvi falar". O apetite continuou igual e ele diz que não teve depressão.
Tentar engravidar nessa fase foi a parte mais dura. "Tem dias que não vai, tem dias que não rola, tem dias que rola, mas não finaliza", conta. Ele chama a situação de humilhação e diz que melhorou nos últimos tempos. Para a libido, usa um composto manipulado e, à noite, tadalafila, um remédio para ereção, com melatonina.
Com a testosterona baixa, a mulher costuma achar que o marido perdeu o interesse nela, quando ele perdeu "o tesão na vida". O irmão diz que já viu pacientes em tratamento pós-ciclo terminarem divorciados. Carol conta que, no começo, viu estresse muito grande e cansaço extremo, e que hoje o nota com mais energia e motivado.
Os remédios para religar o eixo
Parar os anabolizantes não significou parar os hormônios. O tratamento de fertilidade usa três remédios, e ele acrescentou um quarto em dose baixa:
- Clomifeno (Clomid®): é um modulador do receptor de estrogênio. Ele tira o freio que o estrogênio põe no hipotálamo, e a hipófise volta a soltar LH e FSH. Com anabolizante circulando, não adianta, porque o androgênio continua freando o eixo. Ele tomava dois comprimidos por dia, e uma caixa com dez durava cinco dias.
- hCG (Ovidrel®): faz o papel do LH e manda o testículo trabalhar. Era uma caneta por semana, dose que ele mesmo chama de alta e diz ter sido prescrita. O Ovidrel® é hCG recombinante, feito em laboratório, diferente do hCG extraído de urina.
- FSH recombinante (Gonal-f®): estimula a produção de espermatozoides. Uma caneta durava duas semanas.
- Anastrozol: reduz a transformação de testosterona em estradiol, um tipo de estrogênio. Ele precisou usar porque estava convertendo parte da testosterona. Em excesso, derruba o estradiol e a libido.
A diretriz das sociedades americanas de urologia e de medicina reprodutiva (AUA e ASRM) permite usar clomifeno, hCG e inibidores de aromatase em homens inférteis com testosterona baixa, com evidência ainda fraca. A mesma diretriz diz que quem quer ter filhos não deve receber testosterona isolada. A diferença entre o que o hCG e o clomifeno fazem no pós-ciclo é o tema de hCG não religa o eixo.
Quanto custa parar: R$ 72.560 em oito meses
Ele fez a conta dos três remédios principais, com os preços que pagou em 2026 e o consumo que relatou, de janeiro a agosto. Refeita aqui, a soma confere:
| Remédio | Como ele calculou | Total em 8 meses |
|---|---|---|
| hCG (Ovidrel®) | R$ 631 por caneta, uma por semana, 32 semanas | R$ 20.192 |
| FSH recombinante | R$ 3.075 por caneta, duas por mês, 16 canetas | R$ 49.200 |
| Clomifeno (Clomid®) | R$ 66 a caixa com 10 comprimidos, seis caixas por mês, 48 caixas | R$ 3.168 |
| Total | R$ 9.070 por mês, em média | R$ 72.560 |
Ficaram de fora as consultas, o plano de saúde, os exames, o anastrozol, os manipulados e três remédios para o coração que ele diz que vai tomar pelo resto da vida, sem dizer para quê. O hCG usado antes de janeiro também não entrou, porque nessa época ele ainda usava testosterona. Para comparar: no segundo Mr. Olympia, o patrocínio dele com a Probiótica foi de R$ 5.700, e as passagens corriam por conta dele.
A conclusão do irmão, com o filho fora da conta, foi seca: "Não vale a pena financeiramente. Você gasta uma grana para ficar hipogonádico ainda". Para quem pensa em começar, o aviso é que R$ 1.000 por mês paga só os hormônios. Os níveis hormonais também pesam no dia a dia, além da fertilidade, e quem jura que não vai querer filho pode mudar de ideia. Por isso o irmão alerta que fechar o eixo de vez pode ser irreversível.
hCG durante o ciclo protege o eixo?
É a lição que ele mais repete para quem vai usar. A explicação do irmão é que doses a partir de 125 UI já mantêm o testículo funcionando, mas que, na prática, eles indicam 500 UI uma vez por semana. O objetivo é atrofiar menos, para que a recuperação no dia em que a pessoa parar seja mais fácil do que a de quem passou dez anos com o testículo parado.
O estudo mais citado sobre isso testou 29 homens saudáveis com 200 mg de enantato de testosterona por semana, durante três semanas. Sem hCG, a testosterona dentro do testículo caiu 94%. Com 125, 250 ou 500 UI de hCG em dias alternados, ficou na faixa normal. O estudo mediu o hormônio dentro do testículo por três semanas, sem avaliar fertilidade nem recuperação depois de anos, e o esquema semanal não foi o testado.
Dois casos contados na série mostram os dois lados. Um conhecido deles nunca parou a reposição de testosterona, passou o hCG para dias alternados e conseguiu ter filho. Já o irmão de Eduardo parou com a testosterona em 78, usou só hCG e também teve um filho, mas o LH dele nunca saiu de 0,3: o eixo não voltou. Para quem quer preservar a fertilidade, os caminhos citados são fazer o pós-ciclo, o tratamento para religar o eixo, depois de cada campeonato, ou manter hCG semanal durante a carreira, no caso de quem faz cruise. Os dois aumentam a chance de recuperar, mas nenhum garante.
Quanto tempo demora para o corpo voltar a produzir testosterona
Não existe número mágico, disse a médica Renata Castro na consulta de julho. Em geral, só se conclui que o eixo não voltou depois de 18 a 24 meses sem recuperação. Eduardo estava com oito.
Os estudos mostram duas realidades. O holandês HAARLEM acompanhou 100 atletas amadores por um ano, antes e depois de um ciclo. A testosterona voltou ao normal em até três meses na maioria, e a produção de espermatozoides levou cerca de um ano. No fim, 11% ainda tinham testosterona baixa e 34% seguiam com poucos espermatozoides. Num estudo australiano, que avaliou 31 ex-usuários uma única vez, o LH tinha levado em média 10,7 meses para se recuperar e a produção de espermatozoides, 14,1 meses, mais devagar em quem usou por mais tempo.
Em quem usou por muitos anos, o quadro é outro. Num estudo americano com 24 ex-usuários de longa duração, recrutados por anúncio e avaliados uma vez, 5 dos 19 sem tratamento estavam com testosterona abaixo de 200 ng/dL de 3 a 26 meses depois de parar, e 29% tiveram depressão maior durante a retirada. Num estudo dinamarquês com 33 ex-usuários, 27% continuavam com testosterona abaixo do normal, em média dois anos e meio depois, e 40% relatavam libido baixa.
O peso do histórico explica a diferença. Quem fez um ou poucos ciclos costuma se recuperar. Quem passou anos em uso contínuo tem mais chance de ficar com a testosterona baixa por muito tempo. Eduardo está no segundo grupo, e aos 45 anos sentiu a diferença em relação à recuperação rápida de cinco anos antes.
O que fazer quando parar, com ou sem plano de filhos
O primeiro passo é um médico e os exames de testosterona total, LH e FSH, mais o espermograma para quem quer ter filhos. Na consulta de julho, a médica explicou que quem não quer filhos às vezes recebe testosterona em gel junto com a tentativa de religar o eixo, para não ficar com os sintomas da taxa muito baixa. A volta da produção própria demora mais, e a troca é aceita para ter qualidade de vida enquanto isso.
Se o eixo não voltar no prazo de 18 a 24 meses, a saída é a reposição de testosterona (TRT), com acompanhamento. Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o projeto Saindo do Suco com Segurança atende de graça e com sigilo quem quer parar, com médico, nutricionista, psicólogo e orientação de treino.
Parar anabolizantes é voltar a ser natural?
Na consulta de julho, Eduardo ainda dizia que, com o eixo de volta, não havia por que deixar de ser natural, e que estava disposto a tentar tudo sem reposição. A médica explicou que, se o eixo não voltar, "deixa de ser uma decisão sua": só com a produção restaurada a pessoa escolhe entre ficar natural ou não.
Em agosto, com os exames na mão, a resposta mudou. "Um cara que usa hormônio a vida toda não vai dizer que é natural", disse. Perguntado se vai se manter natural, respondeu que muito provavelmente não, porque ficaria dependente dos remédios de fertilidade.
O plano dele, depois da fase da fertilidade, é a reposição em dose fisiológica, perto do que o corpo produziria, sem passar de 800 ng/dL. A diretriz da Endocrine Society recomenda mirar o meio da faixa normal e não começar testosterona em quem planeja ter filhos em breve, porque ela volta a frear a produção de espermatozoides. Se a reposição é para sempre depende da causa, como mostra reposição de testosterona é para sempre?.
O passado também fica no músculo. Num estudo dinamarquês pequeno, com 7 ex-usuários, as fibras musculares rápidas tinham mais núcleos (as estruturas que comandam o crescimento da fibra) do que as de quem nunca usou, cerca de quatro anos depois de parar. Os autores leem isso como uma facilidade maior para recuperar massa ao voltar a treinar.
O corpo e a cabeça depois de parar
Na bioimpedância de julho, ele pesava 88,6 kg, o mesmo de 2007, quando tinha 20 e poucos anos. Na época de competição chegava a 110 kg. "Perdi força, perdi pump, perdi massa", resume, embora continue com bastante músculo. Quanto dessa perda é água, glicogênio e músculo está em por que o físico muda após parar anabolizantes.
O incômodo maior foi com a própria imagem. Ele conta que não conseguia sair de casa sem jaqueta, nem com 40 °C, para não mostrar o corpo menor. Tinha medo de perder seguidores, e aconteceu o contrário. "O maior efeito colateral que os hormônios podem deixar em alguém não é químico, é psicológico. É a dependência psicológica da autoimagem", diz.
Uma conversa com o ex-jogador Diego Ribas ajudou. Na comparação dele, a camisa do ex-jogador de futebol é o físico do ex-fisiculturista, e os dois precisam tirar essa armadura. Aos 45 anos, Eduardo passou a pensar em como quer chegar aos 50, 55 e 60. Quando mostrou o físico mais magro para Carol, ouviu que ela nem achava tanta diferença. Outro fisiculturista que tentou parar conta o lado emocional em por que é difícil parar de usar anabolizantes.
Treino, cardio e coração na nova fase
Como a recuperação mudou pouco, ele mudou o treino. Com o treinador Alex Souto Maior, que já passava os treinos online havia cerca de um mês, trocou a musculação de fisiculturista por mobilidade, elásticos, kettlebell, saltos e corrida em cama elástica. A lesão de ligamento no cotovelo obrigou a trocar exercícios, e o joelho ainda o impede de correr. O que o motiva é voltar a ser aprendiz: "Hoje performance para mim é conseguir fazer uma flexão de quadril mais forte, agachar com mais amplitude".
O cardio é de 40 minutos, cinco vezes por semana, entre as zonas 2 e 3 do relógio, para ser uma sessão leve. A musculação já passa das zonas 4 e 5, e sem hormônio ele não dá conta de duas sessões pesadas. As zonas foram ajustadas pelo teste ergométrico. Ele também toma um betabloqueador, o Concor®, na menor dose que existe, e o remédio segura a frequência cardíaca. Quem não usa esse tipo de remédio pode ter uma estimativa pela idade na calculadora de frequência cardíaca máxima.
No check-up de julho, o teste cardiopulmonar foi "completamente normal", e a idade vascular, calculada pela rigidez das artérias, deu 37 anos. Os mesmos médicos publicaram em 2025 um estudo com 25 usuários de anabolizantes: a idade média era de 38 anos, e a idade vascular, de 46.
Ele também conta, sem orgulho, que numa competição chegou a 200 e 205 batimentos por minuto em repouso, desidratado. Os paramédicos disseram que ele podia morrer se não bebesse água, e mesmo assim ele recusou. Só aceitou chupar uma pedra de gelo e bebeu água depois que a competição acabou.
A dieta da nova fase
Com o mesmo cardápio da carreira, ele estava ganhando gordura. Com o nutricionista Gustavo Carvalho, passou de cinco ou seis refeições para quatro e baixou a proteína de 3,5 a 4 g por quilo de peso por dia para 1,8 a 2,2 g. Em julho, a proteína ainda era 40% das calorias e o carboidrato, 30%. "A gente fica com medo de comer carboidrato", admite. A calculadora de proteínas diárias faz essa conta para o seu peso e objetivo.
- Café da manhã: seis claras e dois ovos inteiros, três fatias de pão, um pouco de queijo cottage, 150 g de fruta, 50 g de iogurte e uma colher de sopa de farinha de linhaça.
- Almoço: 150 g de arroz, feijão, 180 g de frango, muitos vegetais e uma colher de azeite, num prato de cerca de 800 g.
- Jantar: 180 g de peixe, 200 g de arroz integral cateto, vegetais e meio abacate no lugar do azeite.
- Última refeição: panqueca de quatro claras, dois ovos, 120 a 130 g de batata-doce, 40 g de banana, 100 g de morango e uma dose de whey, ou um wrap de frango ou carne.
Ele avisa que a dieta foi calculada para ele: dá para usar os mesmos alimentos, mas a quantidade tem de ser calculada para cada pessoa.
Conclusão
Para Eduardo Correa, parar de tomar anabolizantes depois de uma carreira inteira foi mais caro e mais lento do que imaginava. Quase nove meses depois, a testosterona estava abaixo da faixa normal mesmo com os remédios, o espermograma seguia baixo e a recuperação nos treinos mudou pouco. Ele não se considera natural e planeja a reposição depois da fase da fertilidade. Para quem pensa em começar, o recado dele é procurar um bom profissional, usar hCG durante o ciclo e saber que o uso crônico afeta a produção própria, e que sair custa dinheiro, tempo e energia. Qualquer um desses remédios exige receita e acompanhamento médico.
Perguntas frequentes
O que acontece se eu parar de tomar anabolizantes?
A testosterona cai, porque o corpo demora a voltar a produzir a própria. Vêm cansaço, libido baixa, perda de força e de volume e, às vezes, espermatozoides em número baixo. Depois de um ciclo, a testosterona costuma voltar em meses. Em quem usou por anos, pode continuar baixa por muito tempo.
O que fazer quando parar de tomar anabolizantes?
Procurar um médico e fazer exames de testosterona total, LH e FSH, e o espermograma se quiser ter filhos. Se a taxa não voltar em 18 a 24 meses, a saída costuma ser a reposição de testosterona com acompanhamento. Na Unifesp, o projeto Saindo do Suco com Segurança atende de graça e com sigilo.
O que tomar quando parar de usar testosterona?
Depende dos exames e de o homem querer ou não ter filhos, e sempre com receita. Para estimular a produção própria, os médicos usam clomifeno, hCG ou inibidor de aromatase. Quem não quer filhos às vezes usa testosterona em gel enquanto tenta religar o eixo, o que deixa a volta da produção própria mais lenta.
O que acontece se eu parar de tomar testosterona?
A taxa cai até o corpo voltar a produzir a própria, e nesse intervalo vêm cansaço, libido baixa e perda de força. Em estudos com ex-usuários de longa duração, a volta levou mais de um ano ou ficou incompleta em parte dos homens. Quem faz reposição por indicação médica deve parar só com o médico, como mostra o caso de quem parou a TRT após cinco anos.
Como está Eduardo Correa hoje?
Aos 45 anos, ele parou os anabolizantes em dezembro de 2025 e faz tratamento de fertilidade para ter o segundo filho. Em agosto de 2026, treinava desempenho em vez de volume e estava com a testosterona total em 220 ng/dL, ainda com remédios.
Quantos anos tem Eduardo Correa?
45 anos, nos episódios de julho e agosto de 2026. Na primeira gravidez da esposa, cerca de cinco anos antes, ele tinha 39 ou 40.
Quem é a esposa de Eduardo Correa?
Carol Saraiva, formada em nutrição e educação física. Os dois têm uma filha, Manu, e tentam ter o segundo filho.
Quanto Eduardo Correa pesava antes e depois de parar?
Na época de competição, chegava a 110 kg. Em julho de 2026, oito meses depois de parar, pesava 88,6 kg, o mesmo de 2007.
Referências
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